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Calor Específico Molar, Transformações Adiabáticas e Expansão Livre quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Calor Específico Molar, Transformações Adiabáticas e Expansão Livre quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Calor Específico Molar, Transformações Adiabáticas e Expansão Livre quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Calor Específico Molar, Transformações Adiabáticas e Expansão Livre

Calor Específico Molar, Transformações Adiabáticas e Expansão Livre quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Calor Específico Molar, Transformações Adiabáticas e Expansão Livre quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Revisando • Deduzimos que a temperatura determina a energia cinética média (via a velocidade média).
Revisando • Deduzimos que a temperatura determina a energia cinética média (via a velocidade média).

Revisando

Deduzimos que a temperatura determina a energia cinética média (via a velocidade média).

O modelo de gás ideal não considera a interação entre os átomos de um gás.

Da teoria cinética

p

2

med

= nM v

3V

Usando pV = nRT

v r ms = 3R T

M

=

= nM v 3 V Usando pV = nRT v r ms = 3 R T

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

K med = 3k T

K med = 3

2

2

k T

= nRT v r ms = 3 R T M = quinta-feira, 12 de novembro de

3k T

m

= nRT v r ms = 3 R T M = quinta-feira, 12 de novembro de
Calor Específico Molar • Modelo • Gás ideal. • Monoatomico (He, Ne, Ar). • E
Calor Específico Molar • Modelo • Gás ideal. • Monoatomico (He, Ne, Ar). • E

Calor Específico Molar

Modelo

Calor Específico Molar • Modelo • Gás ideal. • Monoatomico (He, Ne, Ar). • E i

Gás ideal.

Monoatomico (He, Ne, Ar).

E int é a soma das energias cinéticas de cada átomo.

E int = (nN a ) 3 k T

2

E int = 3

2

nR T

Guarde esta expressão para depois!

Sabemos que:

Usando a 1a Lei

nC = dQ dT

ou

Q = nC v T

Usando a 1a Lei n C = dQ dT ou Q = nC v ∆ T

E int = Q W = nC v T W

ou Q = nC v ∆ T ∆ E i n t = Q − W

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Calor Específico Molar: C v 1 V ∆ E i n t = nC v
Calor Específico Molar: C v 1 V ∆ E i n t = nC v
Calor Específico Molar: C v 1 V ∆ E i n t = nC v

Calor Específico Molar: C v

Calor Específico Molar: C v 1 V ∆ E i n t = nC v ∆

1

V

E int = nC v T W

Considere duas expansões isotérmicas:

v ∆ T − W Considere duas expansões isotérmicas: P V = nR T P V

P V = nR T

P V = cte

P

W = 0

isotérmicas: P V = nR T P V = cte P ∝ W = 0 quinta-feira,

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

E int = nC v T

P V = nR T P V = cte P ∝ W = 0 quinta-feira, 12
Calor Específico Molar: C v ou C v = ∆ E int n ∆ T
Calor Específico Molar: C v ou C v = ∆ E int n ∆ T

Calor Específico Molar: C v

ou

C v =

E int

n

T

E int = nC v T

E int n ∆ T ∆ E i n t = nC v ∆ T Portanto

Portanto a variação da energia interna de uma gás ideal depende SOMENTE da variação da temperatura (note que esta afirmação vem da 1a lei e não do nosso modelo).

Retomando (agora do modelo):

E int = 3

2

nR T

E int = 3

2

Usando:

Substituindo acima temos:

2 nR T ∆ E int = 3 2 Usando: Substituindo acima temos: nR ∆ T

nR T C v =

3

E int = 3 2 Usando: Substituindo acima temos: nR ∆ T C v = 3

2

R

Modelo

E int = 3 2 Usando: Substituindo acima temos: nR ∆ T C v = 3

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Calor Específico Molar: C v É importante entender a diferença entre as expressões derivadas a
Calor Específico Molar: C v É importante entender a diferença entre as expressões derivadas a

Calor Específico Molar: C v

Calor Específico Molar: C v É importante entender a diferença entre as expressões derivadas a partir

É importante entender a diferença entre as expressões derivadas a partir do modelo e a partir da 1a lei.

A primeira é geral e se aplica a qualquer processo que produz variação de temperatura. O modelo possui limitações. Quais são ?

Gás monoatômico.

Somente energia cinética.

Em quais sistemas estas suposições são validas ?

E int = nC v T

C v = 3 R = 12 , 5 J /mol K

2

E int = 3

2

nR T

E int = nC v T

= 3 R = 12 , 5 J /mol K 2 E int = 3 2

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

= 3 R = 12 , 5 J /mol K 2 E int = 3 2
Energia Interna ∆ E i n t = nC v ∆ T Portanto a variação
Energia Interna ∆ E i n t = nC v ∆ T Portanto a variação

Energia Interna

E int = nC v T

Energia Interna ∆ E i n t = nC v ∆ T Portanto a variação da
Energia Interna ∆ E i n t = nC v ∆ T Portanto a variação da
Energia Interna ∆ E i n t = nC v ∆ T Portanto a variação da

Portanto a variação da energia interna de uma gás ideal depende SOMENTE da variação da temperatura.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

da energia interna de uma gás ideal depende SOMENTE da variação da temperatura. quinta-feira, 12 de
Calor Específico Molar: C v Molécula Exemplo Cv (J/mol.K) Monoatômica Ideal 3/2R = 12,5 Real
Calor Específico Molar: C v Molécula Exemplo Cv (J/mol.K) Monoatômica Ideal 3/2R = 12,5 Real

Calor Específico Molar: C v

Calor Específico Molar: C v Molécula Exemplo Cv (J/mol.K) Monoatômica Ideal 3/2R = 12,5 Real He

Molécula

Exemplo

Cv (J/mol.K)

Monoatômica

Ideal

3/2R = 12,5

Real

He

12,5

 

Ar

12,6

Diatômico

Ideal

5/2R = 20,8

Real

N 2

20,7

 

O 2

20,8

Poliatômica

Ideal

3R = 24,9

Real

NH 4

29,0

 

CO 2

29,7

Ideal 3R = 24,9 Real NH 4 29,0   CO 2 29,7 quinta-feira, 12 de novembro

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ideal 3R = 24,9 Real NH 4 29,0   CO 2 29,7 quinta-feira, 12 de novembro
Calor Específico Molar: C p • E se tivermos um processo a pressão constante ?
Calor Específico Molar: C p • E se tivermos um processo a pressão constante ?

Calor Específico Molar: C p

Calor Específico Molar: C p • E se tivermos um processo a pressão constante ? (W

E se tivermos um processo a pressão constante ? (W0)

E se tivermos um processo a pressão constante ? (W ≠ 0) W = p ∆

W = p V = nR T

dQ

dT

= nC p

? (W ≠ 0) W = p ∆ V = nR ∆ T dQ dT =

E int = Q W = nC p T nR T

Como a energia interna de uma gás ideal depende somente da temperatura:

interna de uma gás ideal depende somente da temperatura: ∆ E i n t quinta-feira, 12

E int

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

= nC v T

= nC p T nR T

temperatura: ∆ E i n t quinta-feira, 12 de novembro de 2009 = nC v ∆
Calor Específico Molar: Cp ∆ E i n t = nC v ∆ T =
Calor Específico Molar: Cp ∆ E i n t = nC v ∆ T =

Calor Específico Molar: Cp

Calor Específico Molar: Cp ∆ E i n t = nC v ∆ T = nC

E int

= nC v T

= nC p T nR T

C v = C p R

Graus de Liberdade

Correções ao modelo

As moléculas são capazes de armazenar energia interna em outras formas além da energia translacional!

C v =3/2R é o valor de C v para um sistema com três graus de liberdade! Translação em x, y e z. Quais são os outros graus de liberdade possíveis ?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Translação em x, y e z. Quais são os outros graus de liberdade possíveis ? quinta-feira,
Graus de Liberdade Molécula Exemplo Cv (J/mol.K) Monoatômica Ideal 3/2R = 12,5 Real He 12,5
Graus de Liberdade Molécula Exemplo Cv (J/mol.K) Monoatômica Ideal 3/2R = 12,5 Real He 12,5

Graus de Liberdade

Graus de Liberdade Molécula Exemplo Cv (J/mol.K) Monoatômica Ideal 3/2R = 12,5 Real He 12,5

Molécula

Exemplo

Cv (J/mol.K)

Monoatômica

Ideal

3/2R = 12,5

Real

He

12,5

 

Ar

12,6

Diatômico

Ideal

5/2R = 20,8

Real

N 2

20,7

 

O 2

20,8

Poliatômica

Ideal

3R = 24,9

Real

NH 4

29,0

 

CO 2

29,7

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ideal 3R = 24,9 Real NH 4 29,0   CO 2 29,7 quinta-feira, 12 de novembro
Graus de Liberdade T r a n s l a ç ã o 3 Translação
Graus de Liberdade T r a n s l a ç ã o 3 Translação

Graus de Liberdade

Graus de Liberdade T r a n s l a ç ã o 3 Translação 3

Translação 3

Graus de Liberdade T r a n s l a ç ã o 3 Translação 3

Translação 3 Rotação 2

r a n s l a ç ã o 3 Translação 3 Rotação 2 Translação 3
r a n s l a ç ã o 3 Translação 3 Rotação 2 Translação 3

Translação 3 Rotação 3 Todo tipo de molécula possui um certo número f de graus de liberdade, que são maneiras independentes de guardar energia.

1

2 R T Por grau de liberdade!

são maneiras independentes de guardar energia. 1 2 R T Por grau de liberdade! quinta-feira, 12
são maneiras independentes de guardar energia. 1 2 R T Por grau de liberdade! quinta-feira, 12
são maneiras independentes de guardar energia. 1 2 R T Por grau de liberdade! quinta-feira, 12

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Graus de Liberdade C v = f 2 R ou E int = f 2
Graus de Liberdade C v = f 2 R ou E int = f 2

Graus de Liberdade

C v =

f

2

R

ou

E int = f

2

De um modo geral:

C v = f 2 R ou E int = f 2 De um modo geral:

nR T

número de graus de liberdade = f

Molécula

Exemplo

Cv (J/mol.K)

 

Monoatômica

Ideal

3/2R = 12,5

Real

He

12,5

 

Ar

12,6

Diatômico

Ideal

5/2R = 20,8

Real

N 2

20,7

 

O 2

20,8

Poliatômica

Ideal

3R = 24,9

Real

NH 4

29,0

 

CO 2

29,7

  CO 2 29,7
 
 
Ideal 3R = 24,9 Real NH 4 29,0   CO 2 29,7   quinta-feira, 12 de
Ideal 3R = 24,9 Real NH 4 29,0   CO 2 29,7   quinta-feira, 12 de

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Graus de Liberdade Vibrações quinta-feira, 12 de novembro de 2009 Poderíamos melhorar ainda mais a
Graus de Liberdade Vibrações quinta-feira, 12 de novembro de 2009 Poderíamos melhorar ainda mais a

Graus de Liberdade

Graus de Liberdade Vibrações quinta-feira, 12 de novembro de 2009 Poderíamos melhorar ainda mais a concordância
Graus de Liberdade Vibrações quinta-feira, 12 de novembro de 2009 Poderíamos melhorar ainda mais a concordância

Vibrações

Graus de Liberdade Vibrações quinta-feira, 12 de novembro de 2009 Poderíamos melhorar ainda mais a concordância

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Poderíamos melhorar ainda mais a concordância com os valores de C v se incluíssemos graus de liberdade internos!

Entretanto o mundo microscópico é regido pela teoria quântica!

Esta teoria diz que certos graus de liberdade só se tornam disponíveis quando a temperatura é elevada, e depende da massa dos elementos constituintes do sistema. Quanto menor a massa, mais elevada deve ser a temperatura para ativar tais graus de liberdade.

constituintes do sistema. Quanto menor a massa, mais elevada deve ser a temperatura para ativar tais
Graus de Liberdade quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Graus de Liberdade quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Graus de Liberdade

Graus de Liberdade quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Graus de Liberdade quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Graus de Liberdade quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Graus de Liberdade quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Expansão Adiabática Queremos demonstrar que: quinta-feira, 12 de novembro de 2009 pV γ = cte
Expansão Adiabática Queremos demonstrar que: quinta-feira, 12 de novembro de 2009 pV γ = cte

Expansão Adiabática

Expansão Adiabática Queremos demonstrar que: quinta-feira, 12 de novembro de 2009 pV γ = cte γ
Expansão Adiabática Queremos demonstrar que: quinta-feira, 12 de novembro de 2009 pV γ = cte γ

Queremos demonstrar que:

Expansão Adiabática Queremos demonstrar que: quinta-feira, 12 de novembro de 2009 pV γ = cte γ

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

pV γ = cte

γ = C p

C

v

Expansão Adiabática Queremos demonstrar que: quinta-feira, 12 de novembro de 2009 pV γ = cte γ
Expansão Adiabática p i V = p f V i f γ γ quinta-feira, 12
Expansão Adiabática p i V = p f V i f γ γ quinta-feira, 12

Expansão Adiabática

p i V = p f V

i

f

γ

γ

Expansão Adiabática p i V = p f V i f γ γ quinta-feira, 12 de

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Expansão Adiabática p i V = p f V i f γ γ quinta-feira, 12 de
Expansão Adiabática p i V = p f V i f γ γ quinta-feira, 12 de