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CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA DE SÃO PAULO

UV2 – VILA MARIANA

PROJETO INTEGRADO

SÃO PAULO
2017
0
CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA DE SÃO PAULO
UV2 VILA MARIANA

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO INTEGRADO

ROBISON BESERRA DA SILVA RA 1299119942

São Paulo – SP
2017

1
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................05
2. JUSTIFICATIVA ....................................................................................................06
3. OBJETIVOS...........................................................................................................06
4. TOPOGRAFIA........................................................................................................07
5. MATERIAIS E METODOS......................................................................................08
6. IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS............................................................................10
7. CALCULOS PARA DETERMINAÇÃO DA ALTURA DO APARELHO.....................11
8. REPRESENTAÇÃO GRAFICA DA CURVAS DE NIVEL........................................12
9. NIVELAMENTO GEOMETRICO ............................................................................14
10. ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA PARA ENGENHEIROS.................................19
11. ORGANOGRAMA NAS OBRAS ..........................................................................19
12. CRONOGRAM DE ATIVIDADE ...........................................................................20
13. CRONOGRAMA FISICO E FINANCEIRO............................................................20
14. ORÇAMENTO DA OBRA......................................................................................22
15. GRAFICO DE DESENPENHO DA OBRA............................................................23
16. ELABORAÇÃO DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS...........................................25
17. HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE....................................................................27
18. PROBLEMAS AMBIENTAIS.................................................................................28
19. NEGOCIAÇÃO DE CONFLITOS COMO BUSCA DA SUSTENTABILIDADE.......30
20. EVOLUÇÕ DOS CONFLITOS EM SÃO SEBASTIÃO..........................................32
21. FUNDAMENTOS DA MECANICA DOS SOLOS..................................................42
22. INVETIGAÇÕES GEOTECNICAS........................................................................42
23. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS...........................................................................45
24. GLANULOMETRIA...............................................................................................46
25. SEDIMENTAÇÃO.................................................................................................50
26. INDICE DE PLASTICIDADE.................................................................................51
27. LIMITE DE LIQUIDEZ...........................................................................................51
28. DIRETRIZES PARA INVESTIGAÇÕES GEOTECNICAS.....................................52
29. LIMITE DE PLASTICIDADE..................................................................................53
30. LIMITE DE CONTRAÇÃO.....................................................................................53
31. INDICE DE PLASTICIDADE.................................................................................53
32. INDICE DE CONSISTENCIA................................................................................54
2
33. INDICE DE LIQUIDEZ..........................................................................................54
34. ANALISE DE DADOS DISPONIVEIS...................................................................54
35. PERMEABILIDADE..............................................................................................55
36. PERMEABILIDADE ABSOLUTA..........................................................................55
37. SONDAGEM DE SOLO: ENSAIOS A PERCUSSÃO (SPT) .................................55
38. RECONHECIMENTO DE CAMPO........................................................................61
39. SONDAGENS GRAFICAS....................................................................................61
40. SONDAGENS A TRADO E POÇOS DE INSPEÇÃO............................................61
41. ANALISES QUIMICAS..........................................................................................62
42. SONDAGEN A PERCUSSÃO...............................................................................62
43. ENSAIOS GEOTECNICOS..................................................................................64
44. MONITORAÇÃO...................................................................................................64
45. ESTRUTURA DE CONCRETO.............................................................................66
46. MEMORIAL DESCRITIVO, ESTRUTURAS DE CONCRETO...............................66
47. ESTRUTURA DE CONCRETO.............................................................................68
48. ESTRUTURA METALICA.....................................................................................69
49. PAREDES E ALVENARIA....................................................................................69
50. ESQUADRIAS......................................................................................................70
51.VIDROS.................................................................................................................70
52. COBERTURA.......................................................................................................71
53. TRATAMENTO E IMPERMEABILIÇÕES.............................................................71
54. REVESTIMENTO INTERNO................................................................................71
55. REVESTIMENTO EXTERNO...............................................................................72
56. SOLEIRAS E PEITORIS.......................................................................................72
57. PINTURAS............................................................................................................73
58. PAVIMENTAÇÃO.................................................................................................73
59. LOUÇAS E METAIS.............................................................................................73
60. INSTALAÇÕES HIDROSSANITARIAS E PLUVIAIS............................................74
61. INSTALÇÕES ELETRICAS..................................................................................75
62. LIMPEZA..............................................................................................................75
63. MEMORIAL DESCRITIVO HIDROSSANITARIOS...............................................76
64. DESCRIÇÃO DO PROJETO HIDRAULICO.........................................................76
65. ESGOTO SANITARIO..........................................................................................77

3
66. ESPECIFICAÇÃO DO MATERIAL........................................................................78
67. INSTALAÇÕES HIDRAULICAS DO ESGOTO.....................................................79
68. MEMORIAL DE CALCULO DAS VIGAS E LAJES..............................................79
69. CARACTERISTICAS DA EDIFICAÇÃO...............................................................80
70. REAÇÕES DAS LAJES........................................................................................81
71. DIMENSIONAMENTO DAS ARMADURAS..........................................................83
72. DIMENSIONAMENTO A FLEXÃO........................................................................84
73. DIMENSIONAMENTO A FORÇA CORTANTE.....................................................84
74. PRE DIMENSIONAMENTO DAS ALTURAS DA VIGAS......................................84
75. DETERMINAÇÃO DOS CARREGAMENTOS......................................................85
76. DETERMINAÇÃO DAS REAÇÕES DAS VIGAS..................................................86
77. INSTALAÇÕES HIDROSSANITARIAS.............................................................114
78. MEMORIAL DESCRITIVO DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITARIAS...........114
79. CAPTAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE AGUA.........................................................114
80. RESERVA DE AGUA DO EDIFICIO...................................................................115
81. DISTRIBUIÇÃO INTERNA DE AGUA E COLETA DE ESGOTO AGUA FRIA...115
82. ESGOTO SANITARIO........................................................................................115
83. APARELHOS SANITARIOS...............................................................................116
84. REDE COLETORA DO ESGOSTO DO EDIFICIO.............................................117
85. TRATAMENTO DE ESGOTO.............................................................................118
86. OPERAÇÕES DOS TANQUES..........................................................................119
87. DRENAGEM PLUVIAL DO TERRENO...............................................................119
88. INSTALAÇÕES EMBUTIDAS.............................................................................120
89. INSTALAÇÕES ENTERRADAS.........................................................................120
90. DILATAÇÃO TERMICA......................................................................................120
91. MEMORIAL DE CALCULO.................................................................................120
92. ESGOTO SANITARIO PREDIAL........................................................................121
93. AGUA FRIA PREDIAL........................................................................................122
94. MEMORIAL DE CALCULO – SISTEMA DE PROTEÇÃO POR HIDRANTE......123
95. REFERNCIAS BIBLIOGRAFICAS.....................................................................130
96. ANEXOS.............................................................................................................134

4
1. INTRODUÇÃO

Construção de um galpão comercial em um terreno de 50000 m2 na zona


industrial na cidade de São Sebastião – São Paulo, e uma empresa de pequeno porte,
no ramo de comercio exterior, o local escolhido situa-se próximo ao porto de São
Sebastião, com fácil acesso de chegada e saída de mercadorias facilitando a
exportação.
A área do terreno e grande bem próximo de uma área de preservação
ambiental, a considerando um crescimento econômico do pais, o objetivo da empresa
em 4 anos, e se tornar em uma empresa de grande porte.
Foi definido pela diretoria Financeira, a construção de um prédio Comercial em
estrutura de concreto convencional e sua cobertura deverá ser em estrutura metálica
e o recobrimento em telha sanduiche, para melhorar o conforto técnico.
Atualmente o número de funcionários e baixo com 20 (vinte) funcionários, a
equipe de planejamento definiu que para a construção deste galpão e necessário 2
ou 3 pavimentos, com ares total construída, não superior a 800 m 2.
As necessidades apontadas pela empresa são:
Térreo com pé direito duplo, para estocagem de mercadoria e que permita a
entrada de caminhões de pequeno porte.
Demais pavimentos com pé direito de 3,00 m, sendo um salão, sem divisórias
em alvenaria.
Em todos os pavimentos deverão ser projetados banheiros para ambos os
sexos, inclusive considerando acessibilidade.
Deverá ser previsto elevador para permitir acessibilidade a todos os
pavimentos.
Considerar uma pequena copa com pia de cozinha em todos os pavimentos.
As portas do térreo deverão ser de enrolar. As janelas dos pavimentos deverão
ser tipo maxim-air.
A alvenaria externa deverá ser em bloco de concreto, permitindo que não seja
executado revestimento de nenhum tipo, apenas pintura.
Os banheiros deverão ter revestimento em azulejo até 1,5 m de altura, além de
piso cerâmico antiderrapante.
As escadas poderão ser em concreto armado ou estrutura metálica.
A caixa d`agua em concreto armado.
5
O piso dos pavimentos será em concreto
Local sem rede de esgoto será necessário uma fossa séptica.

2. JUSTIFICATIVA

A construção do prédio comercial em um terreno de 50000 m 2 com um córrego


que passa pelo local, em uma área de proteção ambiental, com existência de mata
atlântica protegida pelo Ibama.
Devido as características do terreno e sua localização é necessário um estudo
profundo das condições para a construção do empreendimento, levantamento de uso
e ocupação normatizado pela prefeitura local, plano piloto elaborado pela câmera dos
vereadores da cidade, consulta ao órgão de proteção ambiental.
Acessibilidade do local onde será o empreendimento estudo impacto ambiental
e social do local.

3. OBJETIVOS
O objetivo deste empreendimento e construir um prédio o mais moderno
possível, utilizando-se de materiais, equipamentos modernos, técnica de construção
avançadas para que o impacto ambiental e social do local seja o positivo.
Dentro do que foi exposto acima forma realizadas diversas pesquisas até
chegarmos à conclusão de como construiremos o empreendimento.

GERAL
As necessidades apontadas pela empresa são:
Térreo com pé direito duplo, para estocagem de mercadoria e que permita a
entrada de caminhões de pequeno porte.
Demais pavimentos com pé direito de 3,00 m, sendo um salão, sem divisórias
em alvenaria.
Em todos os pavimentos deverão ser projetados banheiros para ambos os
sexos, inclusive considerando acessibilidade.
Deverá ser previsto elevador para permitir acessibilidade a todos os
pavimentos.
Considerar uma pequena copa com pia de cozinha em todos os pavimentos.

6
As portas do térreo deverão ser de enrolar. As janelas dos pavimentos deverão
ser tipo maxim-air.
A alvenaria externa deverá ser em bloco de concreto, permitindo que não seja
executado revestimento de nenhum tipo, apenas pintura.
Os banheiros deverão ter revestimento em azulejo até 1,5 m de altura, além de
piso cerâmico antiderrapante.
As escadas poderão ser em concreto armado ou estrutura metálica.
A caixa d`agua deverá estar protegida pela cobertura.
O piso dos pavimentos será em concreto
Local sem rede de esgoto será necessário uma fossa séptica.
As instalações e abrigo de gás deverão ser externos para 2 botijões de 45kg.
As instalações de incêndio deverão seguir as normas.

4. TOPOGRAFIA
Levantamento topográfico com curvas de nível, perfil longitudinal e seções
transversais, localização de áreas não identificadas, córrego, mata nativa.
Levantamento altimétrico e planimétrico de campo, curvas de nível.
Projeto topográfico, identificação da plataforma para construção do edifício,
estacionamento, área de apoio de manutenção.

INTRODUÇÃO
Foram realizados dois métodos de Levantamento Topográfico Altimétrico, a fim
de se obter as alturas relativas de uma superfície para geração de curvas de nível e
construção de perfis topográficos.
Dentre os métodos está o nivelamento geométrico composto e nivelamento
geométrico simples.
Nivelamento geométrico simples, pois de um único ponto estação, consegue-
se fazer todas as visadas. E nivelamento geométrico composto, onde é necessário se
fazer mais de uma estação, é, pois, uma sucessão de nivelamentos simples.
Segundo a NBR 13133/1994 Nivelamento geométrico (ou nivelamento direto)
é, Nivelamento que realiza a medida da diferença de nível entre pontos do terreno por
intermédio de leituras correspondentes

7
A visadas horizontais, obtidas com um nível, em miras colocadas verticalmente nos
referidos pontos.

Objetivo Geral
Mensuração de áreas e conhecimento geral do terreno por meios de
instrumentos adequados.

Objetivo Específico
Elaborar trabalhos topográficos Planialtimétricos.
Conhecer o terreno por meio de medições e representação gráfica.
Obter informações sobre o terreno auxiliando no planejamento agropecuário.

5. MATERIAIS E MÉTODOS
Levantamento Planialtimétrico (Método Nivelamento Geométrico)
Obtenção de Curvas de Nível Por Quadriculação
As curvas de nível ou isso linhas são linhas curvas fechadas formadas a partir
da interseção de vários planos horizontais com a superfície do terreno (BRANDALIZE,
2003).

Os Equipamentos Utilizados:
Nível Óptico com respectivo tripé;
Caderneta de campo;
25 Piquetes;
01 trena;
01 miras falante.

Iniciamos o levantamento topográfico através do reconhecimento prévio da


área, procedimento esse ao qual recebe o nome de levantamento topográfico,
também foi utilizado o apoio topográfico que consiste num conjunto de pontos
planimétrico, altimétrico, ou planialtimétrico, que dão suporte ao levantamento
topográfico.
Logo em seguida iniciamos a demarcação da quadricula. Munidos de 25
piquetes e uma trena de 50m fizemos a quadriculação de um terreno. Uma área que

8
consiste em 200m no eixo (x) e 250m no eixo (y) um total de 50000M2, e subdividimos
em áreas menores de 20x20m.

20
m
20
m

Figura 1: Demarcação das quadriculas

Após a demarcação do terreno foram nomeamos todos os pontos no nosso


croqui conforme pode ser visto na figura 2:

E
1 2 3 4 5
9
6. IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS

Esse procedimento de nomeação é muito importante para identificarmos os


pontos durante a plotagem do valor das cotas e curvas de nível.
Feito isso, estacionamos o nível com auxílio do nível de bolha, tripé e parafusos
calantes, em um local fora da quadricula para podermos visualizar todos os pontos
sem precisarmos fazer uma nova estação. E fez-se a leitura do fio médio em cada um
dos pontos da área quadriculada. Um dos integrantes do grupo, munido da mira
falante deslocou-se até o ponto (A5) fizemos a leitura do fio médio e anotamos em
caderneta de campo (ver tabela 1), por ser a primeira leitura ela será considerada a
leitura de ré e as leituras posteriores serão consideradas leitura de vante (isso se não
forem feitas novas estações).
As leituras subsequentes são feitas em “ziguezague”, ou seja, lê-se do A5 ao
A1, B1-B5, C5-C1, D1-D5, E5-E1.

CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO

Estaçõ Pontos Leituras Altura do Cotas


es visados Ré Vante Instrumento
I A5 1285
A4 1730
A3 2235
A2 2550
A1 2970
B1 2789
B2 2390
B3 1894
B4 1480
B5 1025
C5 0785
C4 1330
C3 1660
C2 2230
C1 2680
D1 2570
D2 2015
D3 1570
D4 1130
D5 0625
E5 0480
E4 1025
E3 1435
E2 1800
10
E1 2325
Caderneta de campo preenchida no campo

Após serem feitas todas as leituras os equipamentos foram recolhidos e


guardados. Os passos seguintes referem-se a trabalhos de escritório onde realizamos
cálculos de altura do instrumento, cálculos de cotas e plotagem das curvas de nível.

7. CÁLCULOS PARA DETERMINAÇÃO DA ALTURA DO INSTRUMENTO E


CÁLCULOS DE COTAS.
A altura do instrumento, em nivelamento geométrico, é a distância vertical
compreendida entre a linha de visada do nível de luneta e a superfície de nível de
referência.
Altura do instrumento = cota inicial + leitura de ré da estação I
A cota inicial na estação I = 10000 mm (cota arbitraria) e leitura de Ré dada em
A5= 1285mm.
Então: altura do instrumento = 10000+1285
Altura do instrumento= 11285mm

CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO

Estaçõ Pontos Leituras Altura do Cotas


es visados Ré Vante Instrument
o
I A5 1285 11285 mm 10000 mm
A4 1730
A3 2235
Determinação da altura do instrumento

Após o cálculo da altura do instrumento calculou-se todas as outras cotas dos


pontos posteriores. Sabe-se que, quando a superfície de nível de comparação é
arbitrária, as alturas dos pontos são denominadas de Cotas.

Cálculos das Cotas:


Cota = altura do instrumento na estação – leitura de vante de cada ponto.
Na estação I a altura do instrumento é 11285 mm e as leituras de vante são:
em A4=1730 mm, em A3 = 2235, em A2 = 2550, etc.
Então: Cota A4= 11285 – 1730= 9555 mm
Cota A3 = 11285 – 2235 = 9050 mm

11
Cota A2 = 11285 – 2550 = 8735 mm

CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO

Estações Pontos Leituras Altura do Cotas


visados Instrumento

Ré Vante
I A5 1285 11285 10000
A4 1730 9555
A3 2235 9050
A2 2550 8735
A1 2970 8315
B1 2789 8496
B2 2390 8895
B3 1894 9391
B4 1480 9805
B5 1025 10260
C5 785 10500
C4 1330 9955
C3 1660 9625
C2 2230 9055
C1 2680 8605
D1 2570 8715
D2 2015 9270
D3 1570 9715
D4 1130 10155
D5 625 10660
E5 480 10805
E4 1025 10260
E3 1435 9850
E2 1800 9485
E1 2325 8960
Preenchimento das cotas calculadas do ponto A-4 ao ponto E-1.

8. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DAS CURVAS DE NÍVEL


Após cálculos das cotas elas foram distribuídas no croqui. (Ver figura 3), depois
foi identificado a maior e menor cota do levantamento, 10.805mm e 8.315
respectivamente.

12
15 35 50 55 0
8.3 8.7 9.0 9.5 .00
10
A
89 95 91 05 0
8.4 8.8 9 .3 9.8 .2 6
10
B
05 55 25 55 0
8.6 9.0 9 .6 9.9 .50
10
C
15 70 15 .15
5
.66
0
8.7 9.2 9.7 10 10
D
60 85 50 .26
0
.80
5
8.9 9 .4 9 .8 10 10
E
1 2 3 4 5

Cotas representadas no croqui

Feito isso determinamos as curvas pelo método da equidistância, utilizamos o


valor da equidistância 1 m, por utilizarmos uma área de 200 x 250m = 50000 m2 mais
esse valor pode ser variável e vai determinar a quantidade de curvas. Agora pegou-
se um valor pouco abaixo da maior cota (10750 mm) e outro valor pouco acima da
menor cota (8350 mm). A partir daí utilizando a equidistância de 400 mm
determinamos um total de 7 curvas, como pode ser visto abaixo:
10750 mm
10750 – 400=10350 mm
10350 – 400= 9950 mm
9950 – 400= 9550 mm
9550 – 400= 9150 mm
9150 – 400= 8750 mm
8750 – 400= 8350 mm

Para a primeira curva de valor 10750 mm:


Observar em que quadricula e qual vértice da área a curva se inicia;
Subtrair a maior cota do vértice pela menor cota do vértice;
A curva 10750 inicia-se na quadricula E5-D5. Então 10805-10660= 145 mm.
Sabendo que a distância E5-D5 é de 5m e está desenhada na escala de 1:100
sabemos que a distância gráfica é de 50 mm.

13
Daí divide-se a diferença entre a maior e menor cota por este valor: 145/50= 2,9
mm cada mm deste vértice no papel equivale a 2,9 mm da diferença entre cotas depois
subtrai-se a maior valor da cota do vértice pelo valor da curva que será representada,
assim: 10805 – 10750= 55mm.
Pega-se essa diferença e divide pelo valor que equivale a cada mm do vértice:
55/2,9= 18,9 mm.
A curva de nível de valor 10750 passa a 18,9mm de distância da cota 10805 mm.
Deve-se sempre iniciar a contagem a partir da maior cota que nesse caso foi
10805.
Observam-se quais o outro vértice a curva passa e procede-se de forma similar,
como por exemplo o ponto que passa em E5-E4. 10805-10260= 545 mm 545/50= 10,9
mm 10805-10750= 55 55/10,9= 5 mm.
O mesmo procedimento será feito para todas as outras curvas de nível. O resultado
pode ser visto no ANEXO I.
Vale salientar que é necessário conhecermos algumas características as curvas
de nível a fim de detectarmos algum erro durante o desenho como por exemplo: uma
curva de nível não pode desaparecer repentinamente, exceto quando representam
uma pequena parcela do terreno; Duas curvas de nível nunca se cruzam, etc.

9. NIVELAMENTO GEOMÉTRICO PARA CONSTRUÇÃO DE PERFIL


TOPOGRÁFICO LONGITUDINAL
Na pratica realizada na data 23/11/2009, com auxílio de equipamentos
adequados conforme ode ser visto abaixo:

Os Equipamentos Utilizados:
- Nível Óptico com respectivo tripé
- Caderneta de campo
- 09 Estacas
- 01 Trena
- 01 mira falante
Foi determinado ao longo de um alinhamento as diferenças de nível do terreno
a fim de se obter o perfil topográfico longitudinal do terreno.

14
O procedimento inicial foi similar ao da quadriculação, sendo necessário um
reconhecimento prévio do terreno e em seguida foi demarcado a área com 09 estacas
dispostas de forma linear e equidistantes 10 metros uma da outra, e nomeadas de E0-
E9, consiste, pois, numa reta de 80 metros.
Feito isso o passo seguinte é estacionar o nível óptico (estacionar com auxílio
do tripé, nível de bolha e parafusos calantes). Estacionamos entre a estaca E0 e E1
tomando o cuidado de deixar o nível equidistantes das duas estacas 5 m. Agora um
dos integrantes do grupo munido com a mira falante desloca-se até à estaca E0 e com
o nível fizemos a leitura do fio médio, essa primeira leitura será a visada de Ré. (Ver
imagem 1 e 2 e tabela 4)

CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO

Estaçõ Pontos Leituras Altura do Cotas Compensa Cotas


es visado Ré Vante Instrume ções compensa
s nto das
I E0 755
Tabela de preenchimento da leitura de ré na estação I.
A mira foi deslocada até E1(leitura de vante) depois E2, como não foi possível
visar E3 tivemos que fazer uma nova estação e lemos E2, mas desta vez como visada
de ré, conforme pode ser visto na tabela 5 e seguimos esse mesmo procedimento até
a última estaca ou seja, sempre que não podíamos ver a estaca, mudávamos de
estação e líamos a última estaca da estação anterior como ré. (Ver tabela 5)

CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO

Estaçõ Pontos Leituras Altura do Cotas Compens Cotas


es visados Ré Vante Intr. ações comp.
I E0 755
E1 1856
E2 3214
II E2 1098
E3 2217

15
E4 3187
III E4 1000
E5 1949
E6 2672
E7 3313
E8 3954
--------- ---------- ------ ------- ------------ --------- ------------- ---------------
IV E8 1851
E7 1213
E6 563
V E6 1862
E5 1126
E4 186
VI E4 2080
E3 1000
VII E3 2082
E2 758
VIII E2 2005
E1 357
IX E1 1905
E0 1411

Ao chegar na última estaca, faz-se o contranivelamento, que nada mais é que


um nivelamento feito da última estaca para a primeira, E8→E0.
Feito o contranivelamento faz-se agora um trabalho de escritório, que consiste
em cálculos de altura de instrumentos, cotas e compensações.

Cálculos de Altura do Instrumento, Cotas e Compensações.


Adota-se uma cota arbitraria (adotamos 10000 mm) essa cota inicial é somada
a leitura de ré.
Altura do Instrumento= cota inicial + leitura de ré
Altura do Instrumento= 10000 + 755= 10755 mm

16
As cotas são determinadas assim:
Cota= Altura do Instrumento – leitura de vante.
Cota= 10755 – 1856 = 8899 mm
E quando mudar de estação é necessário somar a última cota a leitura de ré
seguinte, determinando então a nova altura de instrumento. (Ver tabela 6).
Se ao termino dos calculo a cota inicial – a cota final for igual a zero, não a erro.
Caso haja diferença faz-se cálculos de compensação.
Erro= Cota final - Cota inicial
Erro= 10008 – 10000
Erro= 8mm
Nosso erro foi de 8mm, então faremos o seguinte: Compensação=
excedente/números de estações no contranivelamento
Compensação= 8/6
Compensação= 1,3 mm
Essa compensação é acumulativa.
Subtraiu 1,3 da estação IV;
Subtraiu 2,6 da estação V;
Subtraiu 4 da estação VI;
Subtraiu 5,3 da estação VII;
Subtraiu 6,6 da estação VIII;
Subtraiu 8 da estação IX.

17
CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO

Estações Ponto Leituras Altura do Cotas Comp. Cotas


visado Ré Vante Instrumento Compensadas
I E0 755 10755 10000

E1 1856 8899

E2 3214 7541

II E2 1098 8639

E3 2217 6422

E4 3187 5452

III E4 1000 6452

E5 1949 4503

E6 2672 3780

E7 3313 3139

E8 3954 2498

IV E8 1851 4349

E7 1213 3136 -1,3 3134,7

E6 563 3786 -1,3 3784,7

V E6 1862 5648

E5 1126 4522 -2,6 4519,4

E4 186 5462 -2,6 5459,4

VI E4 2080 7542

E3 1000 6542 -4,0 6538

VII E3 2082 8624

E2 758 7866 -5,3 7860,7

VIII E2 2005 9871

E1 357 9514 -6,6 9507,4

IX E1 1905 11419

E0 1411 10008 -8 10000

18
Considerações Finais
Levantamentos Planialtimétricos, são essenciais para nos profissionais das
ciências agrárias, tendo em vista sua vasta aplicação na agropecuária, eles nos
ajudam a conhecer o terreno, e, é um suporte para auxiliar nas nossas tomadas de
decisão.
Um exemplo prático é o plantio em curvas de nível em terrenos com declividade
afim de evitar erosão, ou, a sistematização de uma área para implantar um sistema
de irrigação, drenagem, etc.

10. ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA PARA ENGENHEIROS


Elaboração de organograma com os profissionais envolvidos e atividades
desenvolvidas de cada um na execução do projeto e os responsáveis.
Elaboração de cronograma com cada atividade, sequência de execução, prazo
previsto de execução.
Elaboração de Orçamento do custo da obra, dos materiais e mão de obra.
Elaboração de cronograma financeiro da obras materiais e mão de obra.
Gráfico de desempenho do andamento da obra físico e financeiro.

11. ORGANOGRAMA NAS OBRAS E EMPRESAS

As clássicas definições resumem na proposta de organizar e distribuir as


responsabilidades e os limites de autoridade, entre os diversos níveis hierárquicos da
Empresa.
Mas, na realidade, esta importante decisão estratégica vai mais além.
Normalmente, o Organograma é um importante estágio de profissionalização e
organização da estrutura da empresa. E, obrigatoriamente, exige atitudes de
delegação de poderes, definição das liberdades e responsabilidades de cada Diretor,
Gerente, Supervisor ou outros profissionais que terão sob o seu comando “pessoas”.
Este é o ponto que a definição precisa possuir conceitos claros.
Implementar um Organograma significa respeitar as pessoas e posições que
nele foram inseridos e, portanto, cobrar os desvios e resultados destes mesmos
profissionais.

19
A disciplina e a conscientização de todas as pessoas que figuram no
Organograma são fundamentais para a validação e estabilização da estrutura
orgânica da Empresa, Obra.

12. CRONOGRAMA DE ATIVIDADE


Ferramenta que possibilita o detalhamento de atividades a serem executadas em
um espaço de tempo pré-determinado. Seu uso é de grande vantagem pois permite a
execução de um trabalho de forma rápida e precisa. Também possibilita o
levantamento de custos de um projeto antes da execução do mesmo para saber se
será viável ou não.

As divisões dos períodos variam em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres


e etc., enfim de acordo com os critérios estabelecidos.

A importância de um Cronograma

Estabelece uma data para a entrega de um produto ou serviço.


Controla o andamento e desenvolvimento do projeto.
Mantêm o compromisso dos responsáveis.
Mede a lucratividade ou o prejuízo de um projeto.
Tipos de cronograma

Alto nível: Mostra somente marcos importantes.


Nível intermediário: Mais descritivo quanto aos requisitos, análises e projetos,
é acompanhado pelo gerente.
Baixo nível: Mostra um acompanhamento em dias.

13. CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO


MOSTRA A EVOLUÇÃO DA OBRA

Quando se inicia uma obra, o ideal é saber exatamente quanto tempo os


trabalhos vão durar e, consequentemente, quando vão acabar. Por isso, antes de
colocar a mão na massa, é importante planejar com detalhes os serviços que serão
executados em todas as fases de execução do projeto.

O resultado desse planejamento é o cronograma da obra. Esse registro


expressa visualmente a programação das atividades que serão realizadas durante a
construção. Ele pode ser mais ou menos detalhado, contemplando a duração de
20
serviços específicos (por exemplo, a instalação das esquadrias de um edifício) ou
apenas as fases mais gerais da obra (fundações, estrutura, alvenaria, etc.). Quando
ele mostra, também, os valores que serão gastos, ao longo do tempo e em cada uma
dessas atividades, ele recebe o nome de cronograma físico-financeiro.

Essa programação organizada permite que o construtor compre ou contrate


materiais, mão de obra e equipamentos na hora certa. Se ele fizer isso depois do
momento ideal, a obra atrasa. Se fizer antes do tempo, pode perder materiais no
estoque ou pagar mão de obra e equipamentos que acabam ficando parados, sem
trabalho.

Portanto, a elaboração de um cronograma físico-financeiro realista exige a


participação de várias pessoas diretamente envolvidas com a obra - proprietário ou
incorporador, engenheiro, mestre de obras, orçamentistas e compradores, entre
outros gestores. Uma vez que o cronograma está pronto, as possibilidades de
alterações são mínimas.

PARA QUE SERVE O CRONOGRAMA


Organizar o caixa
No cronograma físico e financeiro, as despesas com a execução dos serviços
são detalhadas semanal e mensalmente, dependendo do tipo de construção. Isso
permite a administração das despesas. Permitem também que os administradores do
caixa da obra saibam exatamente quanto gestão e quando isso vai acontecer,
evitando despesas e empréstimos imprevistos, da mesma forma eles podem planejar
o investimento do dinheiro que ainda não foi gasto que rende juros e reduz as
despesas do construtor.

Organizar o tempo
O cronograma mostra, em uma linha do tempo, o começo e o fim de cada uma
das fases ou atividades da obra. A qualquer momento, portanto, é possível verificar
com rapidez o andamento das diversas frentes de serviço. Assim é possível definir
prioridades e concentrar o foco nas equipes que eventualmente estejam mais
atrasadas em relação às demais. O cronograma também ajuda a planejar as compras
de produtos e materiais de construção, reduzindo estoques desnecessários no
canteiro.

21
Obter financiamento
Bancos não gostam de perder dinheiro. Por isso, quando fazem empréstimos
para obras, exigem que o construtor apresente o cronograma físico-financeiro junto
com os projetos, a planilha orçamentária e o memorial descritivo da obra. Juntos,
esses documentos servem como garantia de que o dinheiro emprestado será
efetivamente usado na construção ou reforma de um imóvel.

14. ORÇAMENTO DE OBRAS


Controle da obra como um todo
Um orçamento de obras detalhado serve de base para o planejamento da
execução da obra, porque nele já são realizadas pesquisas quanto a disponibilidade
e custos dos materiais e equipamentos.
Ele é o primeiro passo para o cronograma físico-financeiro.

Outra informação relevante no orçamento de obras é quanto a mão de obra


disponível, seu custo e necessidades de treinamento, que podem ser condicionantes
para o início de algumas atividades.
Redução de custos com falta de insumos e sincronismo na cadeia de
suprimentos.
Orçamento de obras completo, previamente já tem condições de fazer os
pedidos dos materiais necessários para a execução das atividades, de acordo com as
estimativas contidas nele. Significa que compras emergenciais acontecem somente
em exceções, reduzindo a prática de preços elevados nas aquisições.
A chegada de máquinas e equipamentos também é planejada e acontece no
momento certo para a continuidade da obra. Os pedidos urgentes diminuem
significativamente, minimizando gargalos de execução e evitando aumento no custo
do empreendimento.
Maior poder de negociação junto aos fornecedores
Quando sua empresa trabalha com orçamento, você tem tempo hábil para cotar
com diferentes fornecedores, o que permite a comparação dos valores e maio poder
de barganha.
Comprar com urgência é sempre mais caro, logo, com um orçamento prévio,
as negociações se tornam mais fáceis com este grande aliado para redução dos
22
custos. Além de você também conseguir preços mais atrativos, em decorrência do
volume de compra.
Fazer uso de histórico para evoluir em cada obra
Ao utilizar orçamentos em suas obras, você gera históricos tanto das
informações sobre os insumos utilizados, quanto das correções necessárias durante
o curso de cada uma delas.
O resultado disso é uma construtora cada vez mais eficiente, tanto na
confecção do orçamento, que sai de forma mais natural e assertivo, quanto na
execução da obra em si, pois as lições aprendidas são repassadas de uma obra a
outra.
Uma boa base histórica de composições de insumos e mão de obra,
transforma-se em um enorme diferencial para o desempenho de seus
empreendimentos, aumentando gradativamente as margens de lucro.
Mais credibilidade e confiança do mercado.
Um orçamento preciso e utilizado de forma efetiva, ajuda no controle da
execução da obra e certamente suas entregas terão muito menos desvios de prazo e
custo. Também permitirá a utilização de materiais da mais alta qualidade.
Como consequência, a imagem de seus empreendimentos no mercado é muito
fortalecida, e sua reputação se torna a melhor possível.

15. GRAFICO DE DESENPENHO DA OBRA FISICO E FINANCEIRO

O planejamento bem elaborado de um projeto é a atividade fundamental para


o sucesso de qualquer empreendimento tanto na etapa da concorrência quanto no
início e durante todo o período da obra, pois assegura, com base nas premissas
assumidas, uma probabilidade favorável com relação aos resultados esperados.
A data de início dos serviços, para um mesmo número de dias corridos de prazo
a data de início da obra altera o número de dias disponíveis de trabalho, em função
dos domingos e feriados e em função dos períodos de chuvas, marés, etc.
A topografia local, afeta a produtividade dos equipamentos.
O clima, afeta o número de dias trabalháveis.
A geologia, afeta a produtividade da mão de obra e dos equipamentos.

23
A existência de interferências (linhas de transmissão, redes de serviços
públicos, áreas de proteção ambiental, sítio arqueológicos, desapropriação de áreas),
afeta o desenvolvimento dos trabalhos e o prazo da obra.
A disponibilidade dos equipamentos afeta a metodologia, a produtividade e os
prazos da obra.
Portanto, premissas básicas são todas essas considerações que deverão ser
identificadas antes de serem iniciados os trabalhos de planejamento, pois poderão
afetar diretamente seus resultados e o custo da obra.
Todas essas considerações deverão ser transformadas em índices, parâmetros
ou coeficientes, os quais serão aplicados sobre o número de dias disponíveis ou sobre
produções calculadas para as equipes. Desta forma pode-se inserir nos cálculos o
efeito dessas grandezas intervenientes sobre o prazo e o custo da obra, de tal forma
que os resultados da simulação resultem o mais próximo do realizável.
A confiabilidade do resultado do planejamento, apresentado sob a forma de
relatórios de custo e resultado provável, será tão mais seguro quanto maior for o
detalhamento da simulação do projeto efetuada.
Assim pode-se dizer que simular um projeto de engenharia é simular a
elaboração deste em seus mínimos detalhes, dentro da melhor técnica e economia,
de modo a permitir a obtenção de todos os recursos necessários, identificando no
tempo, os seus custos, investimentos, receitas, o resultado provável mês a mês e no
final do projeto.
A elaboração desta simulação depende primordialmente do nível de informação
disponível. Quanto mais detalhado for o projeto, quanto maior for o esforço
despendido no estudo dos seus documentos e na pesquisa ao local das obras, maior
será o detalhamento e a precisão na simulação da execução da obra.
Ao se percorrer o futuro corpo físico da obra, deverão ser identificados os
pontos notáveis do projeto, visualizar possíveis dificuldades de acesso, alternativas
de mudanças de localização do corpo da obra, interferências com redes públicas, com
as áreas de preservação ambiental e com as áreas ou edificações particulares.
Estas novas informações poderão conduzir a novas soluções mais econômicas
a serem adotadas no projeto final de engenharia e podem trazer melhorias no contrato,
desde que bem trabalhadas no período da concorrência e, posteriormente, bem
encaminhadas junto ao contratante.

24
“Mais cedo ou mais tarde você paga por suas decisões relacionadas a
planejamento”, informa Jeanne Doile, PMP, Ph.D., gerente do programa de graduação
em gerenciamento de projetos na Universidade Western Caroline, situada em
Cullowhee, Carolina do Norte – EUA, e membro do comitê do Grupo PMI de Interesse
Específico sobre Qualidade em Gerenciamento de Projetos. “Você pode planejar
antecipadamente – a forma correta – ou deixar para mais tarde, quando o projeto está
em recuperação e você está sofrendo com os custos oriundos de retrabalho”.

16. ELABORAÇÃO DAS COMPOSIÇÕES DE CUSTOS UNITÁRIOS


Czarnobai (2007) afirmou que “uma composição de custo unitário é um
demonstrativo de todos os componentes do custo de uma unidade de um serviço
qualquer. Nela é apresentada a participação de cada um de seus integrantes
(insumos) em quantidades e preços, sendo o custo unitário o somatório dos custos de
cada um dos seus componentes.
Para permitir sua apresentação, facilitar sua execução e o seu entendimento, o
conjunto de composições de custos unitários de um projeto normalmente é dividido
em composições principais e composições auxiliares. Estas últimas depois de
calculadas vão estar presentes nas primeiras como insumos das composições
principais.
Exemplo de estrutura de composições de custos unitários
Elaboradas todas as composições de custos unitários e tendo todos os
quantitativos de serviços, poderemos calcular o custo direto de uma obra. A partir
dessas composições, numa segunda etapa, poderemos definir os preços de venda
para os serviços, bem como elaborar as composições de apresentação para as
propostas de preços. Podemos também, através delas, estimar a lucratividade dos
preços em obras já contratadas.
Uma composição de custos só vale para a condição particular que foi
considerada, não tem qualquer sentido a generalizas para qualquer situação”.

Planejar e Controlar
Nas obras que possuem um planejamento detalhado, deve-se acompanhar o
cumprimento deste, de modo a concretizarem-se as metas físicas e financeiras nele
previstas.

25
O acompanhamento físico do projeto pode ser feito através de gráficos
(cronograma de Gantt, tempo x caminho, etc.) ou quadros do tipo previsto x realizado.
Neles, à medida que são identificados desvios nos realizados em relação aos
previstos, podem-se fazer ajustes (replanejamento), de modo a manter o rumo dos
compromissos assumidos com a empresa.
Todos os serviços devem ser programados, semanal e mensalmente, tendo em
vista o planejamento detalhado. As programações semanais devem ser elaboradas
tendo em vista atender as previsões mensais e estas a atender a previsão global do
planejamento.
Porém, não basta somente garantir o atendimento físico programado, deve-se
assegurar também que, no mínimo, os custos fiquem dentro das estimativas do
planejamento detalhado. O acompanhamento do andamento do custo da obra é feito
através da apropriação.
De um modo geral, qualquer que seja o sistema de controle de custo utilizado,
quanto maiores forem os controles, maiores serão os custos de apropriação. O que
se espera é que esse aumento no custo indireto possa trazer como contrapartida, uma
redução no custo direto, porém isto nem sempre acontece.
Primeiro, porque a partir de um determinado ponto, o aumento do controle não
mais assegurará um retorno que compense o acréscimo de custo do controle. Depois,
porque na grande maioria das vezes, os resultados do controle de custos referem-se
a uma situação já ocorrida, sobre a qual já não podemos interferir, ou tomar medidas
corretivas.
Finalmente, na medida em que se aumenta o controle, aumenta-se também, a
probabilidade de erros nos lançamentos, e como consequência, reduz-se a
confiabilidade dos relatórios gerados.
Ao efetuarem-se os trabalhos de acompanhamento semanal, reduz-se
substancialmente o número de itens a serem verificados, isto irá facilitar a apropriação
e reduzirá sensivelmente a possibilidade de erros. Com os trabalhos em andamento,
têm-se maiores chances de intervir nos processos e corrigir distorções.
Esse replanejamento e acompanhamento cuidadosos são necessários para
que se possa atuar sobre os serviços, na medida em que eles vão sofrendo
alterações. Isso possibilitará efetuar as correções necessárias no curso dos trabalhos,

26
de modo a manter o rumo e desta forma, concretizar os objetivos previstos no
planejamento/compromisso da equipe da obra.
É também, de fundamental importância, dotar as obras de pessoal confiável,
treinados adequadamente e com experiência nas tarefas de controle e apropriação.
Um projeto é considerado com sucesso quando consegue ser finalizado
contemplando todo o seu planejamento inicial, os controles realizados desde a sua
fase inicial até o encerramento, dão a certeza que tudo está caminhando bem e
assegurem a minimização dos impactos ocasionados pelas mudanças de rumo.

17. Homem Cultura e Sociedade


Relatório sobre impacto social que o empreendimento pode causar na
população do entorno, benefícios e prejuízos, entrevistando a população local,
considerando sobre oferta de trabalho, necessidade de recursos e integração com a
população nativa, aumento do trafego de veículos pesados, tratamento ambiental e
preservação da mata e córrego existente, possível aumento de criminalidade.

PROBLEMAS AMBIENTAIS, CONFLITOS SOCIAIS


RESUMO
A visão dos problemas ambientais como conflitos entre diferentes atores sociais
rejeita uma simplificadora oposição entre o “natural” e as ações “antrópicas”, que
generaliza para o conjunto da sociedade padrões predatórios de transformação do
meio ambiente.
Ao falar-se de conflitos ambientais, reconhece-se diferentes projetos de relação
sociedade – natureza e interesses imediatos diversos, associados aos vários usos
possíveis dos recursos ambientais.
Abre-se o caminho para que a própria dinâmica destes conflitos seja entendida
como fator de construção da sustentabilidade.
Este texto procura documentar e discutir um episódio de conflito ambiental,
tomando a experiência de discussão pública, negociação e votação do Plano Diretor
Municipal de São Sebastião, município da costa norte de São Paulo.
Pretende-se discutir o avanço possível em termos de mediação de conflitos,
com utilização de técnicas de negociação, e a relação deste processo com a dinâmica

27
da política local, em especial marcando os papéis do Executivo e do Legislativo no
processo participativo.
O principal tema que emerge em relação à pauta da sustentabilidade é a
competição entre o turismo e o veranismo na ocupação do território costeiro.
Texto de Icaro A. da Cunha
Sociólogo, Doutor em Saúde Ambiental. Pesquisador bolsista da FAPESP junto
ao Programa de Pós-Graduação de Ciência Ambiental da USP

18. PROBLEMAS AMBIENTAIS, CONFLITOS SOCIAIS


A evolução da discussão sobre desenvolvimento e meio ambiente permite hoje
apoiar em sólida argumentação a idéia de que os problemas ambientais, longe de
contraporem genericamente as pessoas e a natureza, se constituem em conflitos
sociais, que alinham distintos grupos humanos que pretendem diferentes utilizações
dos recursos ambientais (IBASE, 1995).
Compreendendo a relação sociedade/natureza como um fenômeno de
resultantes mutáveis em função das técnicas produtivas utilizadas (HOGAN, 1992,
BECKER, 1992), é possível fugir ao dilema tradicional que consiste em optar entre
progresso ou preservação, uma visão comum, com sinais trocados, a
desenvolvimentistas e alguns setores ecologistas da fase do Brasil potência
perseguido pelos governos militares.
A alternativa é a construção da ideia de sustentabilidade ou eco
desenvolvimento, cujos dois principais termos são natureza transformada e economia
repensada, de forma que ambas se sustentem no tempo (SACHS, 1986 e 1993).
A referência para um conceito de sustentabilidade são as definições do
Relatório Brundtland em seu segundo capítulo (COMISSÃO MUNDIAL SOBRE
AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, 1988).
Atender às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de
suprir as necessidades do futuro, é a formulação inicial que encerra dois termos
absolutamente críticos em relação às práticas econômicas predominantes. Nas
necessidades do presente, não se pode ignorar as necessidades básicas hoje não
atendidas para todos: alimentos, roupas, habitação, empregos.
A menção às necessidades do futuro destaca os limites ecológicos, cujo
desrespeito e ultrapassagem impede que o desenvolvimento seja durável no tempo,

28
por falta de sustentação nos processos naturais. Assim, a proposta de “Nosso Futuro
Comum” destaca a necessidade de rever os atuais padrões de consumo dos mais
ricos – sejam os países mais desenvolvidos, sejam os setores ricos dentro de cada
país – por serem insustentáveis. Deve-se buscar harmonizar a população com o
potencial cambiante dos ecossistemas, no que se refere à evolução demográfica e à
distribuição da população no espaço.
As tecnologias devem ser empregadas com respeito aos limites ecossistêmicos
e sem marginalizar amplos segmentos da população: o acesso aos recursos
ambientais deve ser equitativo. Os recursos renováveis devem ser aproveitados de
forma a garantir sua reposição, e para os não renováveis devem buscar-se
alternativas antes de seu esgotamento, preservando-se o máximo de opções futuras.
Conflito ambiental na costa de São Paulo: o plano diretor de São Sebastião 17
A extinção das espécies pode limitar as opções das futuras gerações, impondo-se,
portanto, a conservação das espécies animais e vegetais. É fundamental controlar a
geração de resíduos, pois sua liberação no ambiente afeta a disponibilidade e a
qualidade de ar, água e outros elementos naturais, podendo comprometer a
integridade global do ecossistema.
O conflito humano ganha centralidade, já que esta visão permite superar a
opção entre nós, sociedade, e eles, bichos e plantas, para trazer para a discussão,
definitivamente, as oposições de interesses sobre como aproveitar os recursos
ambientais, a competição entre umas e outras formas de fazê-lo e os custos das
transformações, as externalidades tradicionalmente repassadas a outrem na forma de
poluição ou escassez.
Esta discussão abre um vasto campo teórico em que se buscam as melhores
articulações entre os campos da economia e da ecologia. Em paralelo, dá lugar à
compreensão da gestão ambiental como um processo de administração e negociação
de conflitos.
Ambos os campos são complementares: trata-se de buscar nexos - e
contradições - gerais tanto quanto vislumbrar nos campos concretos das economias
regionais, onde se desenvolvem certos tipos específicos de conflitos e
complementaridades, as possibilidades de avanço para novas formas, mais
sinérgicas, de articulação entre a lógica econômica e os limites ecológicos. Lidar com

29
a idéia de conflitos ambientais leva-nos a identificar os diferentes sujeitos da
contraditória relação sociedade/natureza.
Estes sujeitos, em função de sua força política relativa, serão mais ou menos
capazes de sustentar as mudanças de rumo, identificadas como convenientes do
ponto de vista ambiental. Num contexto democrático, esta é a condição para a
sustentabilidade política das propostas de sustentabilidade ecológica, dimensão tão
estratégica como bem destaca SACHS (1993). Como diz Guimarães, ...” hay que
plantearse la pregunta: Cuales son los actores sociales promotores del desarrollo
sustentable? “ (GUIMARÃES, 1998).

19. NEGOCIAÇÃO DE CONFLITOS COMO BUSCA DA SUSTENTABILIDADE


A negociação de conflitos, como via para operacionalizar, ou concretizar, a
perspectiva de desenvolvimento sustentável, é uma proposta que surge trazida por
diferentes autores. Um programa apoiado pelo governo holandês difunde técnicas de
construção de Saúde e Sociedade 10(1):15-31, 2001 18 consensos, desenvolvidas no
Massachussets Institute of Technology e aplicadas a situações de conflito ambiental,
como estratégia para enfrentar o desafio da sustentabilidade (SUSTAINABILITY
CHALLENGE FOUNDATION, 1994).
A negociação de conflitos como dimensão básica da gestão ambiental é uma
idéia que tem guarida na CEPAL, como se vê em trabalhos como o de Dourojeanni
(CEPAL 1993). De forma geral, estas abordagens se assemelham ao propor como
passos essenciais uma correta identificação dos interlocutores para formar mesas de
negociação;
A identificação de suas necessidades, motivações e interesses; a condução
dos debates com procedimentos democráticos e respeitosos; procedimentos
geradores de credibilidade por parte do (s) mediador (es), em que se destaca o
fornecimento de informações confiáveis;
A construção de clima positivo para que se desenvolva uma pauta de
transações entre os atores;
A instituição de um processo de sucessivas negociações, em que se
abandonam expectativas imediatistas por uma idéia de ganhos graduais. Orienta esta
abordagem a idéia de que é possível construir consensos graduais e progressivos,
em que ao contrário de estabelecer um jogo ganha-perde (uns ganham, outros

30
perdem, resultados positivos e negativos se equilibrando numa conta global zero), se
constrói um jogo de ganha – ganha, um jogo de soma positiva, resultante do enfoque
dos ganhos mútuos (SUSSKIND E FIELD, 1996).
A proposta de criar um processo contínuo de negociação, com avanços
progressivos e retomadas sucessivas das discussões, implica em conceber, de outro
lado, a construção da sustentabilidade também como um processo gradual, em que a
cada momento, em função do avanço da consciência dos diferentes setores, das
melhorias técnicas, dos entendimentos entre atores, dos fatores de mercado (como a
importância dos critérios de qualidade, por exemplo), progressos institucionais e
outros, a sociedade aproxima-se mais de práticas que se enquadrem na conceituação
de desenvolvimento sustentável.
É importante referir, ainda, o papel da negociação de conflitos no
desenvolvimento de políticas públicas, à luz da revisão crítica do planejamento
tradicional, feita por Matus. Analisando a inércia das máquinas governamentais na
América Latina e a dificuldade de levar à prática plataformas políticas consagradas
nas urnas por suas propostas de mudança nas ações governamentais, Matus
identifica a raiz do fracasso dos governos em dois pontos principais:
Um planejamento tradicional, em que o sujeito é o governo e os demais atores,
objetos da ação; e a distância entre comando político e planos técnicos. O comando
político Conflito ambiental na costa de São Paulo:
O plano diretor de São Sebastião 19 lida com a realidade que é multifacetada,
arena para os mais diversos interesses que produzem pressões contraditórias. Os
setores técnicos compartimentam os problemas em questões setoriais. Assim, planos
de governo não conseguem dar conta dos verdadeiros “problemas” que o governante
precisa enfrentar, o que é agravado por não se levar em conta adequadamente as
óticas e os poderes de intervenção dos demais sujeitos da sociedade, fora do governo.
O planejamento estratégico situacional, a alternativa proposta por Matus e
adotada como uma referência em agências oficiais (FUNDAP,1988) conduz - entre
outras ferramentas complementares - a uma valorização da negociação de conflitos
entre os diferentes atores interessados em determinadas situações, como um dos
instrumentos para viabilização de políticas públicas (MATUS, 1996, 1997; HUERTAS,
1996).

31
20. EVOLUÇÃO DOS CONFLITOS AMBIENTAIS EM SÃO SEBASTIÃO, COSTA
NORTE DE SÃO PAULO
As significativas manifestações de conflitos ambientais no município de São
Sebastião, cenário dos episódios aqui discutidos, ligam-se a suas peculiaridades
históricas e ambientais, tratando-se de um lugar que abriga conjuntos naturais e
arquitetônicos de importância singular, fenômenos notáveis de devastação e poluição
e uma consciência bastante disseminada na sociedade local sobre as possibilidades
e conveniências de procurar manter-se uma qualidade ambiental diferenciada no
contexto do litoral.
O território de São Sebastião contém grande porção de Serra do Mar coberta
por Mata Atlântica, sendo cerca de 70 % do município parte do Parque Estadual da
Serra do mar. Esta área protegida integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica,
contando com alto grau de endemismo de suas espécies (CÂMARA, 1992), o que leva
esta região a ser considerada uma área de “extrema importância biológica” no
consenso de muitas das entidades interessadas na conservação deste bioma (SOS
MATA ATLÂNTICA, 1999).
Ao longo do município sucedem-se os avanços dos morros até o mar, deixando
entre si anfiteatros onde ocorrem as praias e a planície costeira. A costa, de quase
100 quilômetros, desenvolve-se a partir do limite com Bertioga no sentido aproximado
oeste- leste até a altura do início do Canal de São Sebastião, porto natural profundo
entre o continente e a ilha de São Sebastião, pertencente ao município de Ilhabela. Aí
a costa ganha o sentido aproximado sudeste – noroeste até o limite com
Caraguatatuba.
Para o interior, onde ocorrem as cristas da Serra, o município faz divisa com
Salesópolis. Toda a zona costeira municipal, Saúde e Sociedade incluindo as várias
ilhas marítimas, é objeto das ações do Programa de Gerenciamento Costeiro da
Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
A feição urbana é bastante singular, dada a distribuição dos bairros ao longo
da costa, ligados entre si por uma única via, a estrada Rio-Santos. O atual quadro de
conflitos ambientais se desenvolve com as fortes e generalizadas modificações
provocadas pela rearticulação do município aos circuitos econômicos nacionais e
internacionais nas décadas recentes, a partir de três iniciativas centrais:
A inauguração do porto de cargas, na segunda metade da década de 50;

32
A implantação do Terminal Almirante Barroso, o maior terminal petrolífero da
América Latina, na década de 60; e o asfaltamento da rodovia Rio-Santos, na década
de 80.
Conforma-se um novo ciclo de ocupação da costa, com todas as características
predatórias percebidas por MORAES (1995) num processo liderado pelos grandes
projetos de impacto e pela especulação imobiliária possibilitada pelas novas
facilidades de acesso.
Os acidentes ambientais com derramamento de óleo no mar, a poluição por
esgotos, o desmatamento, o desalojo das caiçaras e a descaracterização dos seus
núcleos de moradia são as marcas registradas dessa fase marcada pela ausência de
parâmetros ecológicos ou culturais.
Os conflitos ambientais eclodem na segunda metade dos anos 80, surgindo um
movimento ambientalista local articulado com as ONGs de atuação estadual e
nacional. A luta contra os derramamentos de petróleo é pauta central, mas também
são episódios marcantes na história das lutas ambientalistas locais o confronto em
torno da ampliação do Porto com aterro na área do Canal, em 1987; ou a participação
na mobilização contra a chamada rodovia do Sol, em 1989, que resultou na não
realização da obra (CUNHA, 1996).
Na década de 90, acompanhando o que ocorre em escala nacional com o
movimento ambientalista brasileiro (VIOLA, 1992), posturas ambientalistas passam a
ser incorporadas nas ações governamentais e ocorre uma diversificação de atores
interessados nas questões de qualidade ambiental. Enquanto a administração
municipal do período 89-92 desenvolvia uma política ambiental mais abrangente e
agressiva (CUNHA, 1996), um Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo,
de composição paritária entre representantes do governo local e de entidades da
sociedade civil, começava a tornar-se o foro de articulação institucional dos conflitos
ambientais.
A participação deste Conselho na discussão das iniciativas de política
ambiental daquele governo; o estilo amplamente participativo da discussão e
apresentação de emendas à lei ambiental municipal então formulada, que veio a ser
aprovada por unanimidade na Câmara Municipal; as primeiras experiências de
licenciamento ambiental Conflito ambiental na costa de São Paulo:

33
O plano diretor de São Sebastião 21 pelo município com abertura de
informações para a comunidade, como no caso das questões de riscos associados ao
terminal da Petrobrás, são exemplos de uma dinâmica que ampliava o foco de um
processo participativo inaugurado pelo programa de coleta seletiva do lixo doméstico,
iniciado fora do governo e incorporado pela administração a partir da entusiástica
adesão dos moradores (BLAUTH, 1990).
A composição do Conselho de urbanismo e meio ambiente (COMDURB) em 92
reconhecia os espaços reais ou potenciais de novos atores da sociedade civil. Já
então, se fazia sentir o peso reivindicativo da federação das sociedades de amigos da
costa sul, entidades que agregam os donos de residências de veraneio, que embora
durante muito tempo fizessem – e ainda façam – parte de suas reuniões em São
Paulo, começavam a acompanhar de perto a dinâmica política e administrativa local.
As sociedades de amigos da costa norte, a Ordem dos Advogados do Brasil, a
Associação de Engenheiros e Arquitetos, os sindicatos e associações de
trabalhadores, a Associação Comercial, e, obviamente, o Movimento de Preservação
de São Sebastião (MOPRESS), eram os demais membros não governamentais do
conselho.
O PLANO DIRETOR E A ESTRATÉGIA DE DISCUSSÃO PÚBLICA
Depois de uma gestão municipal, de 1993 a 1996, em que aparentemente esta
participação da comunidade era um processo incômodo - tendo o Conselho alternado
tempos em que não era convocado com outros em que surgiam conflitos e cobranças
em relação a ações do governo local – o COMDURB voltou a ser reconhecido como
espaço articulador dos debates públicos de meio ambiente pelo governo iniciado em
1997.
Comprometida com propostas ambientalistas em sua plataforma de governo, a
nova gestão trouxe o ex presidente do MOPRESS, tradicional grupo ecologista local,
como Secretário de Meio Ambiente, e elencou, entre suas prioridades, a conclusão do
Plano Diretor municipal.
Ao final do primeiro ano da gestão, dispunha-se finalmente de um texto dado
como concluído pela equipe técnica. A pequena equipe de planejamento da Prefeitura
contara com apoio de consultoria especializada, e agregara no processo de
elaboração um grupo de técnicos das diferentes secretarias municipais, encarregado
de recolher contribuições setoriais.

34
As principais bases de dados foram os levantamentos feitos para o
macrozoneamento costeiro estadual, estudos geotécnicos feitos pelo Instituto
Geológico para subsidiar as ações de Defesa Civil relativas a riscos naturais, dados
do IBGE e subsídios Saúde e Sociedade, setoriais.
Pela primeira vez, surgiu uma base cartográfica do município. Embora pudesse
ter alguma defasagem temporal nos dados disponíveis, o texto do Plano era um
diagnóstico bem consistente sobre a inserção regional de São Sebastião e sobre as
alternativas estratégicas para seu desenvolvimento com respeito às características
ambientais do território e à dinâmica peculiar de sua população, que soma hoje 45
000 pessoas, crescendo à base de 6 % ao ano em função da forte migração, e mais
até 80 000 pessoas nas temporadas de verão.
O trabalho vinha, na ótica da equipe municipal de meio ambiente, preencher a
necessidade de um planejamento ambiental municipal, capaz de orientar uma política
ambiental mais acurada, dadas as diversidades de um compartimento territorial para
outro. Um desafio básico para o governo municipal era a tramitação do Plano na
Câmara de Vereadores, dominada pela oposição, e onde mesmo a pequena bancada
eleita sob a mesma legenda do Prefeito exercia uma sustentação bissexta a seus
projetos.
As divergências entre Executivo e Legislativo não eram apenas ligadas a
conveniências do jogo político-eleitoral, mas a compromissos com interesses e visões
de mundo bastante diversos. Ao fim do primeiro ano de governo, o Executivo tivera
sérias dificuldades em obter respaldo no Legislativo para encerrar um contrato lesivo
ao interesse público com uma empresa que alugava as máquinas para coleta de lixo.
Comprando uma dúzia de caminhões compactadores, tratores e outros veículos, o
governo ainda economizaria 5 milhões de dólares ao longo dos quatro anos de
administração.
A Câmara criou obstáculos para esta solução, por meses, como bem
documentou o jornal local (Imprensa Livre, agosto a outubro de 1997). Temia-se, em
função do histórico do grupo de vereadores, que preocupações ambientais ou de
qualidade em geral pudessem ser preteridas por interesses mais imediatistas.
Por outro lado, era do interesse da Administração abrir o debate para que os
conteúdos técnicos do Plano fossem “digeridos” pela comunidade, tornando-se mais
acessíveis e compreendidos pelos setores organizados e, gradualmente, pelo

35
conjunto da população. Isso permitiria, inclusive, contar com respaldo para os
conteúdos do Plano em sua tramitação legislativa.
O plano de discussão pública, proposto pela Prefeitura e aprovado pelo
COMDURB, reconhecia este Conselho como o centro político desta nova etapa. O
Conselho criou uma comissão aberta, encarregada da coordenação do processo e
sustentada técnica e administrativamente pelo Executivo.
Foi estabelecido um roteiro de audiências públicas ao longo do município, uma
para cada bairro central de cada uma das cinco unidades de Conflito ambiental na
costa de São Paulo: o plano diretor de São Sebastião 23 planejamentos em que o
estudo do Plano Diretor dividiu São Sebastião. Ao longo de 1998, a dinâmica de
discussão alternou reuniões da comissão, algumas das quais com especialistas
convidados a debater em maior profundidade um determinado tema, com as
audiências, em que eram expostas as diretrizes do Plano, seus principais quadros de
dados e mapas, suas propostas espaciais, e as dúvidas iniciais eram tiradas.
As audiências suscitavam pedidos de acesso à íntegra do Plano, o que era
atendido, e com apoio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente foram
confeccionados 15 000 folhetos de popularização dos conteúdos do Plano, com
desenhos do artista Patrício Bisso, distribuídos nas audiências e através da rede
escolar. Através da comissão, era estimulada a publicação de artigos na imprensa
local ou em periódicos das entidades.

TÓPICOS DE NEGOCIAÇÃO
Procurava-se combinar, assim, momentos de divulgação e convite ao debate
com outros em que pudesse haver aprofundamento e mesmo negociações. Sem que
se anunciasse uma intenção de estabelecer um mecanismo formal de negociação de
conflitos, eram adotados procedimentos básicos nesse sentido.
Foi estabelecida uma mesa organizada, em que eram garantidos procedimentos
democráticos, e trabalhava-se uma postura de respeito pelas opiniões alheias, ainda
que divergentes, por parte de cada um dos interlocutores. A Prefeitura fornecia
informações confiáveis para todo e qualquer setor que as demandasse.
Procurava-se trabalhar encaminhamentos de soluções negociadas para pontos
específicos, e, em paralelo, ampliar a compreensão sobre a importância de avançar,
no município, para regras de conduta negociadas pela comunidade. As questões

36
levantadas nos debates, tanto os públicos como os da comissão, foram
sistematizadas e apresentadas ao COMDURB, ao final de 1998. Acréscimos,
modificações, novas formulações surgiram para trechos específicos. Por exemplo, o
texto condenava de forma explícita a idéia de “verticalizar” o município, propondo a
manutenção do limite legal de 9 metros de altura máxima para edificações, no período
de vigência do Plano (até 2004) como até então a lei municipal já estabelecia.
Constatado que não haveria escassez de espaço no horizonte de tempo do
Plano, a idéia era evitar o “mal desnecessário” da verticalização, concentradora de
pessoas e veículos numa cidade precária em saneamento e vias de tráfego, e cuja
identidade paisagística se liga ao padrão “horizontal”.
Entre outras razões para adotar esta diretriz, apresentava-se a idéia de que
sem prédios altos, a cidade ganha valor na competição pela preferência dos turistas,
diferenciando-se paisagisticamente das outras cidades litorâneas. Saúde e Sociedade
10(1):15-31, 2001 24 Incorporava-se, também, a reivindicação de hoteleiros e
comerciantes da costa sul, priorizando um estudo sobre espaços marinhos adequados
para estruturas de apoio ao turismo náutico.
Duas ideias, em especial, representaram avanços concretos em termos de
negociação: uma nova redação para o item resíduos sólidos e a reserva de áreas para
uso turístico.
O divisor de águas na questão dos resíduos sólidos era a maneira de se referir
à área de disposição final localizada no bairro da Baleia, tratada basicamente como
um lixão no passado. Isso gerou movimento contra a existência dessa área entre as
sociedades de amigos dos bairros próximos, desdobrando-se, inclusive, em ação
judicial.
É assunto de difícil equacionamento, pois simplesmente não se encontram
espaços alternativos passiveis de aprovação pela CETESB, face à ocupação
avançada das áreas de planície.
O novo texto negociado incluiu os compromissos de sanear a área da Baleia e
buscar soluções alternativas, que venham a permitir que cada região do município
disponha seus resíduos dentro de seus limites.
As áreas reservadas para localização de atividades turísticas na proposta do
Plano aprovada pelo COMDURB são basicamente os morros, abaixo das cotas onde
se inicia o Parque Estadual, e outros espaços intermediários à sua volta. Locais de

37
notável paisagem, abrangidos pelo tombamento, entendeu-se que sua destinação
para o turismo viria proteger pelo uso mais seletivo e de baixa densidade os conjuntos
naturais que se quer conservar.
Essa idéia de zonas-tampão encontrou resistência entre os ambientalistas,
inicialmente, por contrapor-se à sua preferência genérica pela idéia de não – uso
desses espaços. Com o andamento da discussão, aparentemente ocorreu por parte
destes setores um entendimento sobre a necessidade de estimular o turismo como
alternativa econômica sustentável, ao mesmo tempo em que se adquiria confiança
sobre a consistência global do Plano.
À medida em que o conjunto de suas propostas tornava-se conhecido, o
trabalho técnico angariava respeitabilidade - ainda que para determinados assuntos
os conteúdos do texto pudessem ser vistos como avanços limitados, como no caso
da discussão de alternativas para o saneamento básico ou para a reconfiguração de
alguns bairros hoje caracterizados por um desenvolvimento caótico de sua malha
urbana.

TURISMO X VERANISMO: A SUSTENTABILIDADE NO USO DOS RECURSOS


AMBIENTAIS
O Plano e sua discussão transformaram em assunto geral uma questão até
então familiar aos técnicos ou aos iniciados em temas de meio ambiente, na região.
A dinâmica Conflito ambiental na costa de São Paulo: o plano diretor de São Sebastião
25 do debate público fez aflorar a contraposição entre turismo e veranismo como
vocações antagônicas ou complementares do município. Em 1992, o plano municipal
de turismo já levantara essa discussão, diferenciando o que seria o “veranismo”, ou
busca das residências de veraneio para compra ou aluguel (CTI,1991).
Este estudo mostrava que esta opção se afirmara historicamente, aproveitando
a oferta do produto sol e praia e as facilidades de acesso, acarretando benefícios
econômicos, mas também vários custos sociais e ambientais. O veranismo é um
turismo fortemente sazonal, concentrando na temporada de verão, e em alguns
feriados, grandes fluxos de turistas que usualmente superam largamente a oferta local
de infraestrutura e serviços.

38
A permanência no tempo deste perfil de utilização dos equipamentos turísticos
gera distorções de preços e descontinuidade das vagas de trabalho, dificultando
mesmo o desenvolvimento de uma indústria do turismo.
Do ponto de vista ambiental, estes períodos, em que a população do local se
multiplica muitas vezes, acarretam os problemas típicos do chamado turismo de
massa (RUSCHMANN,1999), com geração de poluição, descaracterização dos
lugares, perda de referências culturais e perda progressiva da própria atratividade.
O Plano Diretor incorporava esta visão crítica sobre o veranismo, alertando
para a tendência de um uso extensivo do território para atividades imobiliárias, o que
além de certos limites razoáveis acarreta uma série de impactos indesejáveis.
Retomou-se assim do plano turístico a proposta de investir no desenvolvimento
do turismo propriamente dito, gerando atrativos menos sazonais, como o ecoturismo,
o turismo de eventos ou o turismo náutico, todos apoiados nas características
geográficas e na inserção de São Sebastião nos mercados regionais.
A delimitação de zonas para urbanização e para localização de
empreendimentos turísticos é uma implicação necessária desta postura nas propostas
de espacialização.
Os atores que vieram para a mesa de discussão ao longo de 1998 aderiram
aos parâmetros propostos, percebendo as mútuas conveniências desta alteração de
rumo em relação ao desenfreado uso imobiliário que prevalecera nos tempos
recentes.
O consenso negociado no COMDURB refletiu esta compreensão. No lance
seguinte, quando o Plano tramitou na Câmara, parte deste avanço seria desbaratado
por interesses que optaram por não se mostrar, delegando a garantia de seus
objetivos a manobras legislativas, como se verá a seguir.

O ATOR OCULTO: A TRAMITAÇÃO DO PLANO NO LEGISLATIVO


A Prefeitura enviou à Câmara como projeto de lei o texto aprovado
unanimemente pelo COMDURB. Imediatamente, alguns vereadores levantaram a
bandeira de autorizar prédios altos, para “gerar empregos e solucionar a questão da
moradia popular”. Uma forte Saúde e Sociedade, campanhas contra essa idéia se
sucedeu. Depois de reunir o Conselho e propor uma mobilização ampla, o Prefeito
passou a colocar anúncios de esclarecimento nos jornais e na rádio local.

39
As sociedades da costa sul começaram uma campanha via Internet que
mostrou o potencial mobilizador deste meio, resultando em mais de 10 mil assinaturas
contra a verticalização.
O MOPRESS e outras entidades locais, como o movimento Voto Consciente,
fizeram concurso de redações estudantis sobre o tema. Televisões regionais, jornais
de São Paulo, revistas semanais, garantiram repercussão ao movimento.
A penetração da campanha pode ser medida por sinais como os trabalhos de
estudantes da escola municipal mostrados na feira da educação em novembro, com
desenhos e frases optando por uma cidade sem prédios. O debate na Câmara se
resumiu a este tema, e ao final os vereadores, fortemente pressionados, recuaram,
abandonando a proposta. Contudo, sem qualquer debate público prévio, emendas
assinadas pela totalidade dos vereadores alteraram alguns pontos do Plano, já em
plenário de votação.
A principal delas simplesmente trocou um mapa das zonas de usos propostas,
por outro. As principais mudanças eram a redução de algumas áreas de proteção de
mananciais; a “liberação” para urbanização de uma enorme área de um único
proprietário na costa sul; e o condicionamento a “autorizações legislativas”, caso a
caso, para uso das zonas turísticas.
Ficou claro que a polarização em torno da verticalização serviu em parte como
manobra diversionista para os vereadores que representavam interesses específicos,
vinculados a atividades imobiliárias. Tomando conhecimento da manobra, a Prefeitura
denunciou-a ao COMDURB, antes da sanção da lei. A disposição manifestada então
de forma generalizada, pelas entidades, foi de retomar a luta para restaurar o mapa
original.

PARA UM BALANÇO DA EXPERIÊNCIA: ATÉ ONDE AVANÇOU A NEGOCIAÇÃO


Sabia-se que a atual Câmara de São Sebastião tem forte predominância de
interesses específicos, inclusive os imobiliários. Sendo ademais uma Câmara de
oposição, certamente uma proposta de Plano Diretor enviada sem ampla discussão
prévia estaria destinada à retaliação ou à rejeição pura e simples.
A estratégia de buscar a mobilização de atores que, no dia a dia, participam
das decisões de gestão ambiental e urbana, revelou-se adequada para relativizar o
peso decisório Conflito ambiental na costa de São Paulo: o plano diretor de São

40
Sebastião 27 de um conjunto de políticos desacostumados à consulta popular, embora
oriundos do voto direto.
A criação deste novo tipo de espaço público, onde agem setores
governamentais, privados e não governamentais, parece mesmo essencial para que
vigore um sistema democrático, pois equilibra o confronto entre um governo eleito com
metade dos votos válidos e um legislativo em que a soma dos votos dados a seus
membros não chega a 15 % dos votantes.
A diferença de parâmetro dos eleitores ao definir preferências nos votos
majoritário e proporcional e a fragilidade das legendas partidárias são dados de uma
realidade que se caracteriza por um equilíbrio delicado entre poderes igualmente
legítimos em sua origem e função no regime político brasileiro.
A busca da participação em fóruns como o COMDURB de São Sebastião pode
representar um mecanismo de busca cotidiana da legitimidade, capaz de aproximar a
política e a gestão pública do cidadão. Isso possibilita um processo de
amadurecimento político das entidades e grupos da sociedade civil, a partir do próprio
reconhecimento dos novos sujeitos coletivos propiciado pela dinâmica desta
“institucionalidade ampliada”, como bem destaca LEILA FERREIRA (1997).
Concluída esta etapa da discussão e votação do Plano Diretor de São
Sebastião, pode-se dizer que se iniciou nesta comunidade um processo de
negociação de conflitos. Houve de fato transações entre os diferentes atores, tão
importantes em si – na medida em que permitiram um acordo de sustentação ao Plano
– quanto por significarem a compreensão de que é possível e necessário transacionar
para avançar na busca de novos equilíbrios entre desenvolvimento e qualidade
ambiental.
Este começo de processo de negociação abre uma possibilidade fundamental
para o município, se for claramente percebido pelos atores que influenciam na gestão
ambiental local e regional.
O município tem vivido um impasse, com os novos projetos econômicos tendo
grande dificuldade de aprovação, fenômeno em que contribuem tanto as
preocupações ambientais legítimas quanto as limitações operacionais da burocracia.
Se os setores que defendem a idéia de qualidade ambiental não têm força para
conduzir o processo decisório, têm peso suficiente para “empatar” iniciativas.

41
O Plano Diretor e sua discussão apontaram uma alternativa a esta situação de
equilíbrio precário, desenhando um horizonte em que o turismo puxa novos padrões
de qualidade para as demais atividades e confere dinamismo à economia, num
cenário em que a qualidade ambiental é atributo de competitividade do lugar
(SANTOS, 1996). Saúde e Sociedade.
A limitação do processo de negociação se liga basicamente ao fato de que nem
todos os interlocutores se sentaram à mesa. A principal dificuldade é identificar um
interlocutor que congregue os interesses imobiliários, que se apresentam atomizados.
Houve empresários do ramo participando e suportando galhardamente o tom crítico
dos ambientalistas.
Outros, preferiram manter-se fora de uma discussão aberta, contando com
votos cativos no legislativo. Esta estratégia foi parcialmente eficaz no curto prazo; mas
não seria seguro apostar, depois da mobilização construída em dois anos de debate
e campanhas, que as regras assim forjadas terão vida longa.

21. FUNDAMENTOS DE MECÂNICA DOS SOLOS


Realizar a classificação do solo, granulometria, sedimentação, índice de
plasticidade, limites de liquidez, permeabilidade, resistência ao SPT e demais ensaios
pertinentes para a implantação da edificação.

22. INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS


Tese – Liliane Tojeira Velozo
No desenvolvimento de um projeto de fundações é indispensável o
reconhecimento dos perfis dos solos envolvidos e de suas respectivas características
geotécnicas. Para tal, são planejadas investigações geotécnicas com respaldo no
estudo da hidrografia, orografia, geologia e pedologia da região, conforme
apresentado anteriormente.
Situação No Brasil, a investigação dos solos para projetos de fundações de
estruturas é usualmente feita mediante sondagens que permitem conhecer a variação
da resistência do solo com a profundidade através de descrições e índices das
diversas camadas. Em projetos de linhas de transmissão, no qual os suportes das
mesmas se situam ao longo de grandes extensões e, consequentemente, ao longo de
uma enorme variação natural dos horizontes e diversidade de solos, a investigação

42
geotécnica em todo traçado torna-se essencial para que as fundações das estruturas
sejam dimensionadas com segurança e otimização.
É comum, como procedimento auxiliar às investigações geotécnicas, o uso
orientado dos levantamentos pedológicos já existentes para a região em estudo.
Apesar de, em geral, somente as indicações dos horizontes superficiais serem
apresentadas nos levantamentos pedológicos, pode-se ter uma estimativa dos tipos
de solos ou material consolidado que ocorrem em maiores profundidades. É possível
obter, por exemplo, o grau de saturação do solo, a profundidade do lençol freático
(quando esse ocorre nos horizontes superficiais), as características de drenagem, a
granulometria, a plasticidade, entre outras. Enfim, a pedologia pode ser aplicada como
uma ferramenta auxiliar das investigações geotécnicas, apresentando as seguintes
vantagens (Dias, 1987):
Complementação dos levantamentos geológicos, principalmente em locais
onde ocorrem espessas camadas de solos; 52
Identificação das camadas de solos como horizontes pertencentes a unidades
de mapeamento;
Conhecimento dos mecanismos de formação dos solos, através dos processos
pedogenéticos e processos geológicos;
Definição com maior precisão, através de métodos padronizados, das
características morfológicas dos solos;
Indicação de unidades geotécnicas através das classificações pedológicas em
associação às geológicas;
Extrapolação dos resultados de experimentos para outros locais semelhantes
de acordo com as unidades geotécnicas;
E, finalmente, orientação na escolha do universo para o estabelecimento de
correlações e índices utilizando-se a estatística para solos de mesma unidade e
horizonte.
Normalmente, as investigações geotécnicas envolvem sondagens tipo SPT e,
eventualmente, rotativas. Recomenda-se executar sondagens tipo SPT próximas ao
piquete central, em todas as estruturas de ancoragem e fim de linha, e em locais tais
como travessias de rios, aterros, fundos de vale, alagados, erosões e encostas
(Ashcar, 1999).

43
A CESP (Ashcar, 1999) faz, em média, uma sondagem SPT a cada cinco
estruturas e, dependendo do conhecimento da região, essa proporção poderá variar
de 1 até 10. Também são executadas sondagens tipo borro em todas as estruturas
da linha, exceto nos locais das sondagens SPT/rotativa. A sondagem tipo borro
diferencia-se da sondagem a percussão por não utilizar bomba d'água nem barrilete
amostrador. As sondagens a trado, os poços de inspeção e a determinação da
densidade natural/compactada e da umidade natural fornecem informações de solo
que auxiliam os projetos de fundação.
A ELETROBRAS (Ashcar, 1999) sugere que, em uma segunda etapa, após a
definição do traçado da LT, sejam realizados os estudos necessários para a obtenção
de dados essenciais ao projeto: identificação e classificação do solo, densidade e
umidade do solo natural, densidade máxima e umidade ótima do solo compactado,
coesão e ângulo de atrito interno, nível do lençol freático, resistividade elétrica, entre
outros.
Segundo FURNAS (2003), após a definição e locação das estruturas no campo,
as investigações devem ser realizadas em todos esses locais, constando,
inicialmente, em terrenos elevados, de sondagens a trado junto ao piquete central de
locação da estrutura e da determinação do peso específico natural do solo local.
Com base nos resultados das sondagens, selecionam-se alguns locais de cada
domínio geomorfológico onde devem ser executadas investigações mais detalhadas.
Em geral, são sondagens a percussão e poços manuais para determinação dos pesos
específicos naturais a diversas profundidades, e, eventualmente, para a coleta de
amostras indeformadas para ensaios especiais, visando à tipificação dos solos
existentes e à determinação de outros parâmetros que se julguem necessários para a
padronização dos projetos de cada tipo de estrutura a ser utilizada na obra. Em
regiões de baixadas, sujeitas a inundações e/ou com nível de água superficial, sugere-
se a execução de sondagens a percussão em todos os locais de estrutura. Podem ser
programadas sondagens rotativas e/ou mistas em casos específicos, nos quais a
importância da estrutura (como a travessia de grandes vãos sobre cursos d'água) e a
natureza do maciço de fundação exijam maior detalhamento das suas propriedades
para o projeto (como no caso de fundações ancoradas), ou em zona de tálus, com
matacões em profundidade.

44
23. CLASSIFICAÇÃO DO SOLO
Os solos são recursos naturais que se formaram depois de milhões de anos em
constituição como resultado da decomposição das rochas por ações do intemperismo.
Podem ser classificados conforme a origem e conforme a influência da vegetação e
do relevo.
Classificação quanto à origem:
Quanto à origem, os solos são classificados em eluviais e aluviais.
Eluviais: quando os solos se formam por rochas encontradas no mesmo local
da formação, ou seja, quando a rocha que se decompôs e se alterou para a formação
do solo se encontra no mesmo local do solo;
Aluviais: quando os solos foram formados por rochas localizadas em outros
lugares. Graças à ação das águas e dos ventos, os sedimentos foram transportados
para outro local.

Classificação quanto à influência externa


Quanto à influência externa, existe outra forma de classificação dos solos,
também chamada de classificação zonal, que divide os solos em zonais,
intrazonais e azonais:
Zonais: são maduros, bem delineados e profundos. São subdivididos
em latossolos, podzóis, solos de pradaria e desérticos.
Latossolos: São solos pouco férteis, presentes geralmente em climas quentes
e úmidos, com profundidades superiores a 2m;
Podzóis: São solos férteis, graças à acumulação de minérios, húmus e matéria
orgânica, e são próprios de climas frios e temperados;
Solos de pradarias: São ricos em cálcio e matérias orgânicas, por isso, são
extremamente férteis. Estão presentes em regiões subsumidas de clima temperados;
Desérticos: Solos caracterizados por serem pouco profundos e pouco férteis.
Próprios de regiões desérticas.
Intrazonais: são solos bem desenvolvidos, além de serem bastante
influenciados pelo local e pelos fatores externos. Dividem-se em solos salinos e solos
hidro mórficos.

45
Solos salinos: também chamados de holomórficos, caracterizam-se pelo alto
índice de sais solúveis, próprios de regiões áridas e próximas ao mar. Possuem uma
baixa fertilidade;
Solos hidro mórficos: por estarem localizados próximos a rios e lagos,
apresentam grande umidade. Sua fertilidade depende do índice de umidade: quanto
mais úmidos, menos férteis.
Azonais: solos pouco desenvolvidos e muito rasos. Dividem-se em solos
aluviais e litossolos.
Solos aluviais: presentes em áreas de formação recente em planícies úmidas.
Quando os seus sedimentos são transportados, formam um solo de coloração
amarela denominado de loess.
Litossolos: presentes em locais com declives acentuados. Costumam estar
posicionados diretamente sobre a rocha formadora. São solos inférteis.

24. GRANULOMETRIA
Definição
É a distribuição, em porcentagem, dos diversos tamanhos de grãos. É a
determinação das dimensões das partículas do agregado e de suas respectivas
porcentagens de ocorrência.
Motivo
A composição granulométrica tem grande influência nas propriedades das
argamassas e concretos.
Determinação
É determinada através de peneiramento, através de peneiras com determinada
abertura constituindo uma série padrão.
Objetivo
Conhecer a distribuição granulométrica do agregado e representá-la através de
uma curva. Possibilitando assim a determinação de suas características físicas.
Limites das frações de solo pelo tamanho dos grãos segundo a ABNT (PINTO,
2000)
Fração Limites
Matacão de 25 cm a 1 m;
Pedra de 7,6 cm a 25 cm;
Brita de 4,8 mm a 7,6 cm;
46
Areia grossa de 1,2 mm a 4,8 mm;
Areia média de 0,3 mm a 1,20 mm;
Areia fina de 0,05 mm a 0,3 mm;
Silte de 0,005 mm a 0,05 mm;
Argila inferior a 0,005 mm.
Granulométrica
Os agregados são classificados em graúdos e miúdos.
Os agregados Graúdos ficam retidos na peneira 4,8 mm;
Os agregados Miúdos passam pela peneira 4,8 mm.
Definições Importantes
Porcentagem que Passa: É o peso de material que passa em cada peneira,
referido ao peso seco da amostra;
Porcentagem Retida: É a percentagem retida numa determinada peneira.
Obtemos este percentual, quando se conhecendo o peso seco da amostra, pesamos
o material retido, dividimos este pelo peso seco total e multiplicamos por 100;
Porcentagem Acumulada: É a soma dos percentuais retidos nas peneiras
superiores, com o percentual retido na peneira em estudo;
Módulo de Finura: É a soma dos percentuais acumulados em todas as peneiras
da série normal, dividida por 100. Quanto maior o módulo de finura, mais grosso será
o solo;
Diâmetro Máximo: Corresponde ao número da peneira da série normal na qual
a porcentagem acumulada é inferior ou igual a 5%, desde que essa porcentagem seja
superior a 5% na peneira imediatamente abaixo;
Diâmetro Efetivo: abertura da peneira para a qual temos 10% em peso total de
todas as partículas menores que ele. “% Passante”. (10% das partículas são mais
finas que o diâmetro efetivo); esse parâmetro fornece uma indicação sobre a
permeabilidade das areias.
Coeficiente de Não Uniformidade: Ainda segundo Allen-Hazen, é a razão entre
os diâmetros correspondentes a 60% e 10%, tomados na curva granulométrica. Esta
relação indica, a falta de uniformidade, pois seu valor diminui ao ser mais uniforme o
material.
Cnu < 5 muito uniforme;
5 < Cnu < 15 uniformidades média;

47
Cnu > 15 não uniforme;
Coeficiente de Curvatura fornece a idéia do formato da curva permitindo
detectar descontinuidades no conjunto.
1 < CC < 3 solos bem graduado;
CC < 1 ou CC > 3 solo mal graduado.
Procedimento Experimental
Objetivo
Proceder a realização do ensaio de granulometria através do peneiramento
com a finalidade de obter a curva granulométrica de um agregado.
Equipamentos
Os principais equipamentos e utensílios utilizados no ensaio, são:
Balança;
Estufa;
Jogo de peneiras;
Agitador de peneiras;
Massa específica
Massa específica é a massa da unidade de volume excluindo-se os vazios entre
grãos e os permeáveis, ou seja, a massa de uma unidade de volume dos grãos do
agregado.
Procedimento para determinação da massa específica
Secar a amostra de agregado miúdo (areia) em estufa a 110 ºC, até constância
de peso e resfriá-la até temperatura ambiente;
Pesar 500 g de agregado miúdo;
Colocar água no frasco Chapman (Figura 1), até a marca de 200 cm3;
Introduzir cuidadosamente os 500 g de agregado no frasco, com auxílio de um
funil;
Agitar o frasco, cuidadosamente, com movimentos circulares, para a eliminação
das bolhas de ar (as paredes do frasco não devem ter grãos aderidos);
Fazer a leitura final do nível da água, que representa o volume de água
deslocado pelo agregado (L);
Repetir o procedimento pelo menos mais uma vez, para outra amostra de 500
g.

48
Determinação dos Resultados
A massa específica do agregado miúdo é calculada através da expressão:
δ = massa específica do agregado miúdo, expressa em g/cm3 ou kg/dm3.
L = leitura final do frasco (volume ocupado pela água + agregado miúdo);
Obs.: - Duas determinações consecutivas, feitas com amostras do mesmo
agregado, não devem diferir entre si de mais de 0,05 g/cm3, ou seja:
Os resultados devem ser expressos com duas casas decimais.
A importância fundamental da determinação da massa específica dos
agregados é que esses valores serão utilizados nos cálculos de consumo de materiais
que entrarão na composição de concreto e argamassa, como veremos no item sobre
traços.

Massa unitária
Massa unitária é o peso da unidade de volume, incluindo-se os vazios contidos
nos grãos. É determinada preenchendo-se um recipiente paralepipédico de
dimensões bem conhecidas com agregado deixando-o cair de uma altura de 10 a 15
cm. É também chamada de unitária. A areia, no estado solto, apresenta o peso unitário
em forma de 1,50kg/dm3.
Procedimento para determinação da massa unitária:
Secar a amostra de agregado miúdo em estufa a 110ºC, até constância de peso
e resfriá-la até temperatura ambiente;
Determinar o volume do recipiente a ser utilizado (Vr);
Separar a amostra a ser utilizada, com volume no mínimo duas vezes o
correspondente à capacidade do recipiente a ser usado;
Pesar o recipiente utilizado para medir o volume (Mr);
Encher o recipiente com a amostra de forma a evitar a compactação do
material, para deve-se soltar a amostra de uma altura de 10 a 15 cm;
Pesar o conjunto recipiente mais amostra (Mra);
Repetir o procedimento para outra amostra do mesmo material.
Determinação do Inchamento de Agregado Miúdo (NBR 6467)
Procedimento do Ensaio
Secar a amostra de ensaio em estufa (105 – 110ºC) até constância de massa
e resfriá-la até temperatura ambiente;

49
Colocar a amostra sobre uma bandeja de alumínio (1 m por 1 m) ou sobre uma
lona impermeável, homogeneizar a amostra e determinar a massa unitária, segundo
a NBR 7251;
Adicionar água sucessivamente de modo a obter teores de umidade próximos
aos seguintes valores: 0,5 %, 1%, 2%, 3%, 4%, 5%, 7%, 9% e 12%. Homogeneizar
cuidadosamente a amostra a cada adição de água. Coletar uma amostra de agregado
a cada adição de água, para determinação do teor de umidade. Executar,
simultaneamente, a determinação da massa unitária;

25. SEDIMENTAÇÃO
É o processo de desgaste das rochas e dos solos, ocasionada a partir dos
agentes externos ou exógenos de transformação do relevo. Esse processo é
responsável pela transformação das rochas ígneas e metamórficas em rochas
sedimentares.
Sedimentos são pedaços de solo ou de rochas deteriorados em pequenas
partes, ou até em pó ou poeira. Quando esses sedimentos se aglutinam, dão origem
às rochas sedimentares.
A formação de sedimentos pode ser ocasionada pela água ou pelos ventos.
Pela água, ela pode ocorrer pela ação das águas das chuvas, de rios e lagos ou pela
água do mar. Durante as chuvas, pancadas de água ocorrem sobre os solos, podendo
provocar pequenas fissuras que ajudam a dividir os solos em sedimentos, o que
também ocorre com as enxurradas.
Durante o processo de lixiviação (lavagem da camada superficial do solo),
existe o transporte de sedimentos, geralmente para rios ou cursos d’água em geral.
Os rios provocam a sedimentação quando as águas constroem o seu próprio caminho
através do desgaste do solo ou quebrando algumas rochas, pulverizando-as em
pequenos sedimentos.
As águas do mar, graças à formação das ondas, também atuam nesse
processo através do desgaste das formações rochosas litorâneas, que se
transformam em sedimentos ao longo do tempo à medida que as ondas vão se
chocando contra elas. Um exemplo disso é a formação das praias, que nada mais são
que uma grande formação conjunta de sedimentos, em formato de areia.

50
Os ventos também atuam na modelagem do relevo, desgastando rochas ao
longo do tempo e retirando delas inúmeros e pequenos sedimentos, que são
transportados para outras regiões, também podendo provocar a formação de bancos
de areia.

26. INDICE DE PLASTICIDADE


Os solos que apresentam certa porcentagem da fração fina (Silte e argila), não
podem ser adequadamente caracterizados pelo ensaio de granulometria. São
necessários outros parâmetros tais como: forma das partículas, a composição
mineralógica e química e as propriedades plásticas, que estão intimamente
relacionados com o teor de umidade.
Define-se plasticidade como sendo a propriedade dos solos finos que consiste
na maior ou menor capacidade de serem moldados sob certas condições de umidade.
Segundo a ABNT/NBR 7250/82, a plasticidade é a propriedade de solos finos, entre
largos limites de umidade, de se submeterem a grandes deformações permanentes,
sem sofrer ruptura, fissuramento ou variação de volume apreciável.
As partículas que apresentam plasticidade são, principalmente, os
argilominerais. Os minerais como o quartzo e o feldspato não desenvolvem misturas
plásticas, mesmo que suas partículas tenham diâmetros menores do que 0,002mm.
A influência do teor de umidade nos solos finos pode ser facilmente avaliada
pela análise da estrutura destes tipos de solos. As ligações entre as partículas ou
grupo de partículas são fortemente dependentes da distância.
Portanto, as propriedades de resistência e compressibilidade são influenciadas
por variações no arranjo geométrico das partículas. Quanto maior o teor de umidade
implica em menor resistência.

27. LIMITE DE LIQUIDEZ


No ensaio de limite de liquidez mede-se, indiretamente, a resistência ao
cisalhamento do solo para um dado teor de umidade, através do número de golpes
necessários ao deslizamento dos taludes da amostra; para um teor de umidade igual
ao limite de liquidez foram encontrados valores iguais a 2,5 kPa, valores estes muito
baixos, indicando a proximidade do estado líquido e sendo a maior parte desta

51
resistência devida às forças atrativas entre as partículas que por sua vez estão
relacionadas a atividade superficial dos argilominerais.
O limite de liquidez de um solo é o teor de umidade que separa o estado de
consistência líquido do plástico e para o qual o solo apresenta uma pequena
resistência ao cisalhamento.
O ensaio utiliza o aparelho de Casagrande, onde tanto o equipamento quanto
o procedimento são normalizados (ABNT/NBR 6459/82).
O aparelho de Casagrande é formado por uma base dura (ebonite), uma
concha de latão, um sistema de fixação da concha à base e um parafuso excêntrico
ligado a uma manivela que movimentada a uma velocidade constante, de duas
rotações por segundo, elevará a concha a uma altura padronizada para a seguir deixá-
la cair sobre a base.
Um cinzel (gabarito), com as dimensões mostradas na mesma figura completa
o aparelho. O solo utilizado no ensaio é a fração que passa na peneira de 0,42mm (#
40) de abertura e uma pasta homogênea deverá ser preparada e colocada na concha;
utilizando o cinzel, deverá ser aberta uma ranhura
Conforme a concha vai batendo na base, os taludes tendem a escorregar e a
abertura na base da ranhura começa a se fechar.
O ensaio continua até que os dois lados se juntem, longitudinalmente, por um
comprimento igual a 10,0 mm, interrompendo-se o ensaio nesse instante e anotando-
se o número de golpes necessários para o fechamento da ranhura.

28. DIRETRIZES PARA INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS


A escolha do traçado de uma linha de transmissão deve ser orientada por
critérios geométricos e geológico-geotécnicos. Os traçados retilíneos são preferíveis
por representarem significativa economia em relação ao sistema, mas a opção por
uma alternativa de traçado, na qual se minimizem os condicionantes geológicos
desfavoráveis, é desejável, pois resulta em custos mais baixos e maior segurança.
Torna-se imprescindível, portanto, uma avaliação dos traçados geométricos
propostos, dentro do contexto geológico regional, de forma a se diagnosticar os
problemas geotécnicos esperados para cada um deles e até propor novas
alternativas, geologicamente mais interessantes.

52
29. LIMITE DE PLASTICIDADE
Uma explicação para o limite de plasticidade não é tão simples, como a do limite
de liquidez, podendo-se citar, entre outras, a que sugere que o limite de plasticidade
corresponde a um teor de umidade do solo que para valores menores do que ele, as
propriedades físicas da água não mais se igualam às da água livre ou de que o limite
de plasticidade é o teor de umidade mínimo, no qual a coesão é pequena para permitir
deformação, porém, suficientemente alta para garantir a manutenção da forma
adquirida. Independentemente, das explicações sugeridas, o limite de plasticidade é
o extremo inferior do intervalo de variação do teor de umidade no qual o solo apresenta
comportamento plástico.
O equipamento necessário à realização do ensaio é muito simples tendo-se,
apenas, uma placa de vidro com uma face esmerilhada e um cilindro padrão com 3mm
de diâmetro.
O ensaio inicia-se rolando, sobre a face esmerilhada da placa, uma amostra de
solo com um teor de umidade inicial próximo do limite de liquidez, até que, duas
condições sejam, simultaneamente, alcançadas: o rolinho tenha um diâmetro igual ao
do cilindro padrão e o aparecimento de fissuras (início da fragmentação).
O teor de umidade do rolinho, nesta condição, representa o limite de
plasticidade do solo. O ensaio é normalizado pela NBR 7180/82.

30. LIMITE DE CONTRAÇÃO


O limite de contração é o teor de umidade que separa o estado semissólido do
sólido. Uma argila, inicialmente saturada e com um teor de umidade próximo do limite
de liquidez, ao perder água sofrerá uma diminuição do seu volume igual ao volume de
água evaporada, até atingir um teor de umidade igual ao limite de contração. A partir
deste valor a amostra secará a volume constante.

31. ÍNDICE DE PLASTICIDADE


Dos diversos índices, relacionando os limites de liquidez, de plasticidade e às
vezes o teor de umidade do solo, o mais utilizado atualmente é o índice de
plasticidade. Fisicamente representaria a quantidade de água que seria necessário a
acrescentar a um solo, para que ele passasse do estado plástico ao líquido. Sendo
definido como a diferença entre o limite de liquidez e o limite de plasticidade.

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32. ÍNDICE DE CONSISTÊNCIA
Segundo a norma ABNT/NBR 6502/80 quanto à consistência os solos finos
podem ser subdivididos em muito moles (vazas), moles, médias, rijas e duras. Busca
situar o teor de umidade do solo no intervalo de interesse para a utilização na prática,
ou seja, entre o limite de liquidez e o de plasticidade. As argilas moles, médias e rijas
situam-se no estado plástico; as muito moles no estado líquido e as duras no estado
semissólido.
O índice de consistência é a relação entre a diferença do limite de liquidez para
umidade natural e o índice de plasticidade.
Segundo a ABNT/NBR 7250/82, a consistência das argilas e Silte argilosos é
correlacionada com o índice de resistência à penetração obtido no ensaio de SPT.

33. ÍNDICE DE LIQUIDEZ


Esse índice é unitário para solos com teor de umidade natural igual ao limite de
liquidez, e zero para solos que tem umidade natural igual ao limite de plasticidade. O
índice de liquidez é indicativo das tensões vividas pelo solo ao longo de sua história
geológica. Argilas normalmente adensadas (ver Unidade 8) têm índices de liquidez
próximos da unidade ao passo que argilas pré-adensadas têm índices próximos de
zero. Valores intermediários para o índice de liquidez são frequentemente
encontrados. Excepcionalmente pode exceder a unidade, como no caso das argilas
extrassensíveis ou pode ser negativo, como no caso das argilas excessivamente pré-
adensadas.

34. ANÁLISE DE DADOS DISPONÍVEIS


Na fase de estudo de traçado, a obtenção de dados cartográficos, levantamentos
aerofotogramétricos e imagens de satélite assumem particular importância.
Sondagens e ensaios de laboratório já disponíveis e projetos de escavações,
contenções e fundações de obras lineares, como rodovias e ferrovias, ou de
preferência, outras linhas de transmissão já implantadas nas mesmas formações, são
consultados.

54
35. PERMEABILIDADE

Em Mecânica dos solos a permeabilidade é a propriedade que representa uma


maior ou menor dificuldade com que a percolação da água ocorre através dos poros
do solo. Nos materiais granulares não coesivos como as areias, por exemplo, há uma
grande porosidade o que facilita o fluxo de água através dos solo, enquanto que nos
materiais finos e coesivo como as argilas, ocorre o inverso o que torna este tipo de
material ideal para barragens por apresentar baixa permeabilidade.

A permeabilidade do solo é representada pelo coeficiente de permeabilidade K,


que pode ser obtido em laboratório através de dois tipos de ensaios. Para materiais
granulares de alta permeabilidade é utilizado do ensaio de permeabilidade de carga
constante e para os materiais de baixa permeabilidade é realizado o ensaio de carga
variável.

36. PERMEABILIDADE ABSOLUTA


É uma característica intrínseca do meio poroso em transmitir fluidos.
Quando mais de um fluido preenche os poros de um material, a presença das
demais fases interfere no escoamento de uma fase fluida.
Denomina-se permeabilidade efetiva a capacidade de escoamento de uma fase
fluida em presença de outras fases. É uma característica tanto do meio quanto da
influência das demais fases no escoamento de um fluido.

Permeabilidade relativa
E a permeabilidade efetiva normalizada por um valor característico da
permeabilidade, ou seja, é o valor da permeabilidade efetiva dividido por uma medida
de permeabilidade, geralmente a permeabilidade absoluta.

37. SONDAGEM DE SOLOS: ENSAIO A PERCUSSÃO (SPT)

Determinar as características do solo de um terreno no qual se pretende


construir é de fundamental importância para o sucesso da obra. Os dados coletados
durante os processos de sondagem garantem que o projeto da fundação será
adequado à resistência do solo, prevenindo sub- ou superdimensionamento da
fundação, patologias na construção ou até mesmo seu colapso. Uma sondagem

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adequada pode evitar gastos, já que, em geral, é mais custoso encontrar soluções
para problemas durante a fase de construção do que durante a fase de projeto. O
momento em que a sondagem deve ser realizada fica a cargo do engenheiro
responsável pela obra, mas em geral ela é realizada depois do levantamento
topográfico e antes do terraplenagem.
Entre as técnicas mais utilizadas para sondagem de solos está a SPT (Standard
Penetration Test – Teste de Penetração Padrão), também chamada sondagem à
percussão, que permite conhecer a composição das camadas do solo e suas
resistências, a resposta do solo à aplicação de carga em diversas profundidades, bem
como averiguar a presença e a profundidade de lençol freático no terreno. Essas
informações permitem que se defina o tipo de fundação mais indicado para
determinado terreno ou mesmo que se decida por estudos geológicos mais
aprofundados.
O teste consiste em cravar um amostrador no solo através do impacto de um
martelo de ferro, de massa padrão 65kg, liberado a 75cm de altura. São feitos furos
no terreno até determinada profundidade, a partir da qual a penetração será iniciada.
Recomenda-se cravar os 45cm do amostrador antes de se passar para uma nova
profundidade.

56
Amostrador-padrão

Esquema da montagem dos equipamentos

57
O ensaio SPT retorna como dado o índice de resistência à penetração (SPT),
definido por Terzaghi-Peck – a soma do número de golpes necessários à penetração
no solo, dos 30 cm finais do amostrador (descartam-se os 15cm iniciais). Esse índice,
embora funcione como um bom indicativo da natureza do solo, não tem grande
precisão. A cada metro avançado, são recolhidas amostras do solo, que
complementarão a análise, podendo-se, a partir delas, definir sua composição.

Tabela ABNT – correlação entre índice SPT e natureza do solo

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A sondagem à percussão é regida pelas seguintes Normas Técnicas da ABNT:
▪ NBR 6484 – 2001 “Solo – Sondagens de simples reconhecimento com SPT –
Método de ensaio”
▪ NBR 6502: 1995 – “Rochas e solos – Terminologia”
▪ NBR 7181:1984 – “Solo – Análise granulométrica – Método de ensaio”

59
▪ NBR 8036:1983 – “Programação de sondagens de simples reconhecimento
dos solos para fundações de edifícios – Procedimento”
▪ NBR 13441:1995 – “Rochas e solos – Simbologia”
A NBR 6484 estabelece os seguintes critérios para a paralisação da sondagem:
a) quando, em 3 m sucessivos, se obtiver 30 golpes para penetração dos 15 cm
iniciais do amostrador-padrão;
b) quando, em 4 m sucessivos, se obtiver 50 golpes para penetração dos 30 cm
iniciais do amostrador-padrão;
c) quando, em 5 m sucessivos, se obtiver 50 golpes para a penetração dos 45
cm do amostrador-padrão.
Ainda segundo a NBR 6484, “a cravação do amostrador-padrão é interrompida
antes dos 45 cm de penetração sempre que ocorrer uma das seguintes situações”:
a) em qualquer dos três segmentos de 15 cm, o número de golpes ultrapassar
30;
b) um total de 50 golpes tiver sido aplicado durante toda a cravação;
c) não se observar avanço do amostrador-padrão durante a aplicação de cinco
golpes sucessivos do martelo.
Já a NBR 8036 estabelece os números mínimos de perfurações a serem feitas,
em função do tamanho do edifício:
Até 1200m² construídos – uma a cada 200m²;
Entre 1200m² e 2400m² – uma sondagem para cada 400m² que excederem os
1200m²;
Acima de 2400m² – número de perfurações fixado de acordo com o plano
particular da construção.
Em quaisquer circunstâncias, o número mínimo de sondagens deve ser:
Dois para área da projeção em planta do edifício até 200m²;
Três para área entre 200m² e 400m².
Fontes: Normas ABNT citadas no texto, IBDA, Ação Engenharia, HKUST – SPT

FOTOINTERPRETAÇÃO
A fotointerpretação é importante para a escolha do traçado, mas pode também
ser desenvolvida para apoiar os estudos geológicos do projeto das LT’s.

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38. RECONHECIMENTO DE CAMPO
A verificação das informações obtidas na fotointerpretação deve ser feita
através da inspeção de afloramentos, barrancos, escavações e taludes, onde é
analisado o comportamento das estruturas geológicas e caracterizados os maciços
de rocha e solo quanto ao grau de fraturamento, grau de alteração e granulometria.
Também devem ser registradas as nascentes de água, zonas alagadiças e a
fenomenologia local no terreno natural, como trincas, escorregamentos, erosões,
assoreamentos, fenômenos de erosão interna, além de efeitos de eventuais
recalques, empuxo de solo e corrosão em estruturas.

39. SONDAGENS GEOFÍSICAS


A aplicação desse método de investigação é mais adequada na fase de
viabilidade das linhas de transmissão devido ao seu baixo custo e facilidade de
execução. No entanto, as informações são obtidas de forma indireta, através de
cálculos e inferências, necessitando de aferição por métodos diretos. As sondagens
geofísicas são raramente utilizadas nas fases posteriores de um projeto de linhas de
transmissão, sendo mais aplicáveis em casos de subestações. Assim, esse método
de investigação geotécnica é apresentado, sucintamente no Apêndice A e mais bem
explicado na referência correspondente.

40. SONDAGENS A TRADO E POÇOS DE INSPEÇÃO


As sondagens a trado e os poços de inspeção são realizados a partir da fase
de viabilidade técnico-econômica de um empreendimento. Na fase de projeto e
construção podem ser utilizados como apoio, pela sua versatilidade e baixo custo, e
na pesquisa de materiais naturais de construção, para cubagem de jazidas e retirada
de amostras.
Os critérios para espaçamento dessas sondagens variam com a complexidade
da região, fase de estudo do projeto e até mesmo com normas e diretrizes executivas
estabelecidas pelos órgãos estatais, baseadas em obras realizadas e estatísticas.
Para as fases de escolha do traçado e estudo da viabilidade, recomenda-se a adoção
de critérios geológicos que garantam a representatividade das diferentes formações
atravessadas, quanto às informações básicas. Nas fases de projeto, considera-se a

61
realização de sondagens nos locais de fundação de blocos de ancoragem em torres
de transmissão, complementadas por sondagens a percussão.
Nos furos de sondagem a trado, executados em terrenos de baixa resistência,
podem ser realizados ensaios como o ensaio de palheta (Vane test.) Para obter
índices de resistência ao cisalhamento do solo. Esse ensaio consiste em cravar a
palheta no fundo do furo e girar gradualmente, empregando-se um torquímetro, até a
ruptura do solo (ABGE, 1998).

41. ANÁLISES QUÍMICAS


Em qualquer fase de estudo podem ser realizadas análises químicas em
associação com medidas de resistividade para diagnóstico da agressividade do
subsolo. Essas análises envolvem a água do lençol freático, os materiais das
fundações e, no caso de sistemas já em operação, amostras de metal ou concreto.
Nas sondagens a trado e poços de inspeção, realizados nas situações mais
variadas de geologia, topografia e posição do nível de água, podem ser coletadas
amostras de cada horizonte do solo para determinação do pH e umidade natural.
Entretanto, para o conhecimento das substâncias químicas existentes no subsolo
investigado e sua agressividade, é mais comum recorrer aos levantamentos
pedológicos disponíveis.

42. SONDAGENS A PERCUSSÃO


As sondagens a percussão, com ensaios SPT e de permeabilidade, são um
tipo de investigação utilizado nas fases de projeto, quando se deseja avaliar com
precisão a sua capacidade de suporte e definir a geometria das escavações e os tipos
de fundações. Também podem ser utilizadas nas fases de estudo, em nível de
reconhecimento, quando se deseja investigar espessuras de solos abaixo do nível do
lençol freático ou em outras situações nas quais as sondagens a trado e os poços de
inspeção não se aplicam.
Para essas sondagens e seus ensaios, é também recomendado o critério
geológico de locação, de maneira a fornecer apenas os parâmetros geotécnicos dos
diferentes materiais, cuja disposição e espessuras são determinadas com as
sondagens a trado e poços, em número significativamente maior. Para o caso de

62
linhas de transmissão com estruturas em ângulo, sempre se executam sondagens a
percussão em função dos esforços maiores e permanentes.
As sondagens a percussão podem ser executadas através do equipamento
denominado trado oco (hollow stem auger), composto por uma perfuratriz rotativa com
martelo automático, sendo o conjunto montado sobre chassi de esteira ou caminhão
(ABGE, 1998). Uma de suas vantagens é a execução dos ensaios SPT empregando-
se o martelo automático, sem o uso do sistema de lavagem, além de evitar possíveis
falhas cometidas pelas equipes de sondagem. Sob o ponto de vista geotécnico, a
maior vantagem do trado oco é a cravação estática, em solo residual, de um barrilete
bipartido, permitindo recuperar amostras contínuas, preservando as estruturas
geológicas de interesse à investigação. Em contrapartida, uma grande desvantagem
desse equipamento é a dificuldade da execução de sondagens em locais de difícil
acesso.
Em projetos específicos ou quando a sondagem a percussão tem o seu avanço
impedido pelo topo da rocha ou matacões, pode ser necessário o avanço pelo método
rotativo. Isso pode ocorrer em depósitos de tálus e cascalheiras. Nesses casos, os
critérios para distribuição e paralisação dessas sondagens devem ser adequados a
cada situação, em função da necessidade do projeto. Elaborado a partir da prática de
investigações geotécnicas, fornece uma orientação para a especificação da
profundidade máxima de sondagens a percussão.
Para agilizar as manobras de perfuração em sondagens rotativas profundas,
emprega-se o sistema a cabo (wire line), composto por cabos de aço que possibilitam
a introdução ou remoção do amostrador ou equipamento de ensaio in situ. Outra
opção é uma variante do wire line, composta por três tubos, sendo que o mais interno
é bipartido e serve para proteger o testemunho. Emprega-se esse tipo de equipamento
para obter excelente recuperação de rocha branda ou rocha alterada e muito fraturada
(ABGE, 1998).
Assim como nos furos de sondagem a trado, nos furos de sondagem a
percussão também podem ser executados, em terrenos de baixa resistência, ensaios
como o ensaio de palheta (vane test).

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43. ENSAIOS GEOTÉCNICOS
Para o perfeito conhecimento das propriedades dos materiais e avaliação do
seu comportamento, nas escavações e fundações ou como materiais naturais de
construção, são realizados ensaios de laboratório sobre amostras deformadas e
indeformadas de solo, coletadas através de sondagens a trado e poços. Salvo raras
exceções, esses ensaios são utilizados nas fases de projeto, porque já se tem um
diagnóstico geológico de todo o traçado do sistema, conhecendo-se a fenomenologia
e os condicionantes intervenientes.
Com amostras deformadas de solo, são realizados os ensaios de
caracterização e compactação, que permitem a obtenção da sua granulometria,
plasticidade e umidade natural, e a densidade máxima que poderá ser obtida quando
da sua compactação em reaterro das fundações.
As amostras indeformadas possibilitam a obtenção da densidade natural e de
parâmetros de resistência e permeabilidade, através de ensaios de compressão,
adensamento e colapsividade, chamados ensaios especiais. No caso de argilas
expansivas, as pressões de expansão também podem ser medidas por ensaios
específicos.
Ensaios geotécnicos de campo também podem ser realizados, sendo comum
a determinação da umidade natural e o controle da compactação de aterros em
construção. Também se realizam ensaios com penetrômetro em fundo de cavas e de
densidade in situ, antes da definição do tipo de fundação, subsidiando-se o projeto.
Acompanhamento técnico das obras O principal objetivo do acompanhamento
técnico das obras de uma linha de transmissão é a garantia de sua qualidade. Um
acompanhamento técnico das obras bem documentado, afinado com o projeto,
possibilita um diagnóstico preciso de qualquer problema geotécnico que,
eventualmente, venha a ocorrer e, após a entrada do sistema em operação, orienta a
sua observação e as medidas corretivas a serem tomadas.

44. MONITORAÇÃO
A inspeção sistemática de todo o sistema de transmissão constitui a forma de
controle mais rápida e, em muitos casos, mais eficiente, de monitoração para a
prevenção e reparação de problemas geotécnicos. Do ponto de vista preventivo,
podem ser detectados rompimentos de linhas, carreamentos de solos de aterros por

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infiltração, vazamentos, afundamentos, deteriorações e outras evidências de defeitos
construtivos ou de manutenção que, direta ou indiretamente, podem afetar as
fundações.
Com o avanço da tecnologia, a aquisição de informações técnicas em furos de
sondagem passou a ser feita na forma digital, que, além de reduzir o tamanho dos
instrumentos, permite o uso de recursos de processamento e interpretação bastante
elaborados (ABGE, 1998). Portanto, empregam-se outros métodos e equipamentos
nos furos de sondagem das investigações geológico-geotécnicas, além daqueles
citados anteriormente.
Em bancos de areia e cascalho, a pesquisa pode ser realizada por meio de
varejão ou com sonda manual constituída por um amostrador, denominado sondina,
que é introduzido no terreno com sucessivos movimentos de queda livre. A sondina
possui, na parte inferior, uma válvula de sentido único, que retém os sedimentos no
interior do amostrador.
Amostras pouco deformadas de terrenos argilosos, não muito resistentes,
podem ser obtidas por meio de um barrilete especial denominado amostrador Shelby.
Trata-se de amostrador cilíndrico de parede fina que deve ser introduzido lentamente
no terreno; contém uma válvula na parte superior para evitar a queda da amostra no
momento de sua retirada.
A resistência à penetração de um depósito de argila ou areia pode ser obtida
por meio do cone de penetração contínua (Cone Penetration Test – CPT). Em tal
ensaio, uma ponteira, formada por um cone padronizado, é introduzida estaticamente
no terreno por um sistema hidráulico, sendo a profundidade de investigação de 20 m,
em solos argilosos duros ou arenosos compactos, até 40 m, em solos argilosos moles.
Existem outros equipamentos que permitem medidas da pressão neutra (piezo
cone – CPTU), determinação do módulo de cisalhamento (piezo cone sísmico –
CPTS), coeficientes de tensões dilato métricos, resistência não drenada de argilas e
módulo de Janbu (dilatômetro de Marchetti). Conclusões sobre o estudo geológico e
geotécnico
Os estudos geotécnicos em grandes extensões lineares envolvendo pequenas
profundidades, como nas linhas de transmissão, podem apoiar-se em informações,
devidamente interpretadas, de levantamentos pedológicos. As informações de

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geologia e da topografia, associadas à da pedologia, completam o quadro em que se
estabelece uma unidade geotécnica (Dias, 1987).
Entre as informações dos perfis pedológicos que podem interessar ao estudo
geotécnico das fundações das LT’s pode-se citar: espessura dos horizontes,
granulometria, condições de drenagem, macroestrutura, lençol freático, presença de
minerais expansivos e profundidade de ocorrência da rocha ou de alteração de rocha.
Tais informações podem auxiliar na escolha do traçado de uma LT, além de reduzir
os ensaios de caracterização dos solos e direcionar melhor as investigações
geotécnicas.

NORMATIZAÇÃO
As normas brasileiras consideradas aplicáveis em um projeto de linhas de
transmissão, principalmente, na fase da investigação geotécnica.

45. Estruturas de Concreto


Projeto de arquitetura;
Projeto Estrutural em concreto armado de acordo com as normas técnicas;
Memorial de cálculo;
Especificações técnicas;
Concepção estrutural da edificação;
Dimensionamento de vigas, lajes e pilares;
Formas para envelopamento das vigas e pilares;
Memorial de cálculo das armações e aço;
Especificações do concreto, argamassas, blocos, etc.

46. MEMORIAL DESCRITIVO ESTRUTURAS DE CONCRETO


GENERALIDADES
O memorial descritivo refere-se a obra de construção de um prédio comercial,
localizado na Rua 5, nº 45 – Polo Industrial – São Sebastião – São Paulo.
Qualquer dúvida durante a execução da obra, com a execução e/ou projetos,
deverá ser verificada junto aos autores do projeto de Arquitetura e Engenharia.
Mestre de Obra, Empreiteiro ou qualquer profissional que atuar na obra em
suas fases de execução devera obedecer aos projetos, Memorial Descritivo,

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observando as informações fornecidas pelos autores e técnicos responsáveis, nas
suas áreas de atuação.

GERAIS
Para iniciar a obra é exigido:
Projeto aprovado na Prefeitura municipal;
Placa de obra dos Responsáveis Técnicos (conforme as Arts);
Ligação de agua;
Ligação de energia;
Tapume;
Barraco de obra conforme exigido na NR-18;
Documentos exigidos na obra;
Alvará de Construção;
Um jogo dos projetos aprovados na Prefeitura Municipal;
Um jogo completo dos projetos para manuseio na obra;
Memoriais Descritivos e Especificações;
Uma via da ART/CREA dos projetos e execução; matricula do INSS;
Os níveis de alinhamentos do terreno devem ser verificados conforme projeto;
A locação da obra deve ser conferida preferencialmente com equipamentos de
precisão, verificando-se possíveis discordância as medidas do projeto;
Na utilização de aparelhos de precisão fazer a conferencia, além do esquadro,
com as medidas fornecidas no projeto;
Conferir esquadros da obra e os níveis e desníveis.
OBRA
Terreno deverá ser preparado para a obra.
Canteiro de obra deverá ter áreas separadas para Brita, Area, Blocos, aço,
Almoxarifado, Refeitório, Sanitários, Vestiários, Alojamentos, Escritório, etc.

GERAIS
Fundações serão executadas de acordo com o projeto estrutural, o tipo de
fundação, as dimensões, armaduras, localização e traço de concreto estruturais.
Observar os níveis do projeto para o posicionamento das predes.

67
Observar as interferências da fundação com os projetos elétricos e hidros
sanitário, prevendo passagens para as tubulações na horizontal e vertical nas vigas.
O recobrimento da ferragem deverá ser de no mínimo de 4,0 cm concreto com
resistência de 30 Mpa.
Deve ser seguida a norma ABNT NBR 6122/96 – Projeto e execução de
Fundações e a NBR 6118/03 – Projeto de Estruturas de Concreto.

OBRA
Executar as estacas e sapatas conforme projeto, a locação e os níveis
indicados no projeto, prevendo um lastro de concreto magro.
As vigas baldrames terão 20cm x 80cm, deixar passagem de ɸ50mm para
ventilação nos banheiros, instalações elétricas, hidráulicas e esgoto conforme projeto.
Antes da execução do contrapiso colocar uma camada de 15cm de brita para
isolar o mesmo do solo.

47. ESTRUTURA DE CONCRETO


O concreto a ser aplicado deve ser calculado atendendo a norma – NBR
6118/03 – Projeto de Estruturas de Concreto. Todo o concreto estrutural deverá ser
preferencialmente usinado.
Toda estrutura deverá ser executada obedecendo as medidas e o
posicionamento indicado pelo projeto. Aço e o concreto a ser aplicado deverá estar
descrito no projeto.
Recobrimento da ferragem será de 4,0 cm com concreto com resistência de 30
Mpa.
Vãos de portas e janelas, cujas partes superiores não venham a facear vigas
ou lajes, terão vergas de concreto armado em todo o vão, apoiadas com 20 cm de
cada lado, na alvenaria.
Passagens de tubulação na estrutura deverão constar do Projeto Estrutural,
caixas ou buchas adequadas, e de modo a não enfraquecer a estrutura.

68
48. ESTRUTURA METALICA
A Estrutura Metálica do telhado será em treliça em meia circunferência,
divididas em duas peças, fixadas em suas extremidades nas vigas através de
parafusos, dimensionadas para suportar os vãos.
Para calcular a inclinação da treliça do projeto meça em um metro de distância
a altura de 10cm, para cada metro na horizontal, o telhado deve subir na vertical 10cm.

OBRA
A estrutura de concreto da laje será em pré-moldado com painéis treliçados
com 25cm de largura sendo concretada junto com as vigas.
Os conduletes de instalação elétricas deverá ser instalada antes da
concretagem, deixando algumas esperas para instalações futuras ou ampliações.
A estrutura do telhado será com vigas metálicas em u (5x10) a cada 50cm
apoiadas nas treliças.
As treliças serão afixadas nas vigas de concreto, deverá ser instalada calhas
sob as terças antes da instalação das telhas, metálicas sanduiches.

49. PAREDES E ALVENARIA


As paredes deverão obedecer às posições e dimensões constantes do projeto.
As espessuras de paredes nos ambientes internos de banheiros, cozinha
consideram o revestimento de uma camada de emboço de 1,5cm na face interna e
revestidas com azulejo na altura de meia parede.
As paredes serão em alvenaria de tijolos de concreto, assentados com
argamassa de cimento e areia media no traço 1:6, com juntas de 20 mm.
As fiadas serão travadas, alinhadas, niveladas aprumadas.
As paredes de vedação, sem função estrutural, serão calçadas nas faces
inferiores das vigas e lajes com tijolos maciços dispostos obliquamente com
argamassa e expansor executados depois de oito dias de cura.
Os vãos de portas e janelas, que não estiverem sob vigas, terão vergas e
contavergas de concreto armado, com dimensões horizontais ultrapassando em 20cm
para cada lado.

69
Todos os parapeitos, guarda-corpos, platibandas e paredes baixas de alvenaria
de tijolo, não calçadas na parte superior, serão encimadas por cintas de concreto
armado.
Na união de alvenarias com vigas, lajes e pilares deve ser executado chapisco,
para maior aderência.
Tubulações elétricas e hidráulicas, quando embutidas na alvenaria, terão um
recobrimento mínimo de 15mm, sem contar o emboço.

50. ESQUADRIAS
As esquadrias obedecerão às quantidades, posições dimensionamento e
funcionamento constantes do projeto.
As esquadrias com vidro, terão baguetes de alumínio para fixação dos vidros.
Verificar a tabela de esquadrias e os detalhes, sempre que necessários.
As portas internas serão de madeira semi-oca, com espessura de 30mm, com
revestimento laminado em madeira de boa qualidade, acabamento em verniz.
Cada porta será equipada com três dobradiças.
As esquadrias serão chumbadas a alvenaria.
As esquadrias instaladas em ambientes com azulejos deverão ser alinhadas
prevendo a espessura de no mínimo 1cm para o revestimento.

OBRA
As esquadrias deverão ser alinhadas caso sejam mais estreitas, pela face
interna, deixado o lado externo para ser requadrado com argamassa.
Todas as janelas terão grades externas. Serão em aço galvanizado com
aplicação de fundo galvite, mais o acabamento em esmalte na mesma cor da
esquadria.

51. VIDROS
Os vidros serão de boa qualidade, nas espessuras e acabamentos
especificados nos detalhes de esquadrias.
Por ocasião da limpeza, especialmente no final da obra, tomar cuidado quanto
aos riscos de arranhões provocados por poeira abrasiva (cimento, areia, etc.).

70
Além das prescrições, o vidro deve ter suas dimensões determinadas em
função das dimensões do fundo no rebaixo do perfil e das folgas a adotar, tendo em
vista a tolerância dos caixilhos.
Nos sanitários, banheiros e ambientes que exijam privacidade ou que o projeto
determine deverá ser usado vidro do tipo impresso.

52. COBERTURA
A cobertura será com telha de alumínio tipo sanduiche, sobre estrutura
metálica.

53. TRATAMENTOS E IMPERMEABILIZAÇÕES


Os serviços de impermeabilização serão executados sempre que possível por
empresa especializada, que ofereça garantia dos trabalhos a realizar, mediante
fornecimento de ART e memorial mostrando os métodos e materiais a empregar, os
quais obedecerão rigorosamente às normas da NB-279 da ABNT.
As vigas de baldrame serão tratadas com tinta betuminosa ou emulsão
apropriada.
As áreas molhadas dos banheiros deverão ser impermeabilizadas para prevenir
problemas de vazamentos.

OBRA
As vigas baldrame serão impermeabilizadas no topo e nas laterais em toda a
sua extremidade e face superior.
As alvenarias serão assentadas com aditivo nas primeiras fiadas até 1 metro
nas paredes.
No reboco também deverá ser aplicada aditivo nas paredes.
O foil de alumínio será utilizado em todo o telhado.

54. REVESTIMENTO INTERNO


As paredes internas, vigas e lajes dos vestiários, banheiros, cozinhas,
refeitórios e escritórios no térreo e mezanino serão chapiscados com argamassa de
cimento e areia, no traço 1:3.

71
Quando completa a pega das argamassas da alvenaria, do chapisco, da
instalação das tubulações elétricas e hidro sanitárias e a colocação das esquadrias,
as paredes receberão internamente reboco com espessura de 15mm composto de
argamassa de cimento, cal e areia fina peneirada no traço 1:2:9.
As paredes dos banheiros, cozinha e refeitório, serão revestidas com azulejos
de primeira qualidade até a altura do forro ou laje. Os revestimentos cerâmicos serão
assentados a seco, com emprego de argamassa de alta adesividade, sobre as
paredes emboçadas e curadas.
Quando necessário, cortes e furos nos revestimentos cerâmicos deverão ser
feitos com equipamentos apropriados para essa finalidade, devendo ser evitado o
processo manual.
As bases dos metais embutidos deverão ser posicionadas de maneira correta
para que o acabamento fique posicionado no nível adequado com o revestimento,
azulejo 1cm e granito ou mármore 2cm.
No início da colocação dos azulejos, o pano de parede a ser revestido deve ser
medido e a colocação deve ser feita do centro para os lados, de modo que caso
ocorram peças cortadas, sejam iguais em ambos lados.
Os cantos vivos externos das paredes revestidas com azulejos terão
acabamento a meia esquadria devendo, as peças ser desbastadas mecanicamente
na parte interna de suas bordas convergentes.

55. REVESTIMENTO EXTERNO


Externamente e internamente as paredes do galpão principal e 1º andar serão
envernizadas para proteção dos blocos estruturais.

OBRA
Os muros serão preparados adequadamente e rebocados em toda a sua
extensão.

56. SOLEIRAS E PEITORIS


Os Peitoris das janelas serão protegidas com pedras de granito na espessura
mínima de 2cm engastadas nas paredes, 3cm para cada lado, com balanço de 4cm
para o lado externo.

72
A pedra deverá ter a face superior e a borda externa polidas e haverá um sulco
na face inferior, constituindo pingadeira.
A pedra deverá ser colocada com inclinação mínima de 10º graus para fora.
As soleiras das portas, serão de granito com 3cm de espessura terão a largura
da porta.

57. PINTURA
As paredes terão inicialmente removidas todas as irregularidades e
salpicadoras, devendo serem lixadas e retocadas onde apresentarem imperfeições,
para depois de removido pó solto, receberem o processo de pintura.

OBRA
As paredes e tetos internos e externos do galpão principal e1º andar serão
apenas envernizados, as paredes internas do térreo e escritório (mezanino), serão
aplicados massa corrida acrílica sobre o reboco limpo, depois selador acrílico e por
fim acabamento em tinta semi brilho.
As grades metálicas, serão lixadas e limpas para receber o fundo e pintura com
tinta esmalte com acabamento.

58. PAVIMENTAÇÃO
Os pisos nas áreas de sanitários, vestiários, cozinha, refeitório e escritórios,
deverão ser assentados com argamassa adesiva especifica para o material, usando
preferencialmente a industrializada.
Planejar a colocação do piso para combinar com o revestimento cerâmico
quando for o caso para evitar que termine no arremate com peças pequenas.

OBRA
Não poderá ter nenhum degrau dentro da edificação, para garantir o acesso a
acessibilidade total no edifício.

59. LOUÇAS E METAIS


Antes de rebocar as paredes deverá ser verificado se os pontos estão
corretamente instalados para as louças e metais adquiridos.

73
Prever um desnível de 2cm no piso, fazendo o piso com 2% de desnível para o
ralo.
Posicionar os registros de gaveta geral uns 2 metros acima do piso.
Saída para torneira do lavatório a 60cm do piso deslocado do eixo 10cm e o
ponto de esgoto na parede a 50cm no eixo da cuba.
Válvula de descarga a 1m do piso e o ponto de esgoto no piso conforme modelo
do vaso.
Torneira da cuba de inox na parede a 60cm do piso deslocada 10cm do eixo,
para torneira giratória de mesa.
O ponto de esgoto da cuba de inox na parede a 50cm do piso no eixo da
mesma.
Utilizar os acessórios todos metálicos, porta papel, etc.
Prever a instalação de espelhos.

60. INSTALAÇÕES HIDROSSANITARIAS E PLUVIAIS


As instalações de agua e esgotos devem ser executados de acordo com o
estipulado no projeto hidro sanitário com os pontos colocados conforme o
detalhamento do projeto, devendo ser utilizados tubos de PVC rígido e conexões
apropriados, sendo expressamente proibida qualquer conexão feita através de bolsa
formada a fogo.
Toda a tubulação de agua fria em PVC rígido soldável, as conexões de espera
para ligação dos aparelhos terão bolsa contendo bucha de latão com rosca interna,
para ligação com as peças metálicas.
Cada ramificação de descida de agua fria terá um registro de gaveta para
possibilitar manutenção nos aparelhos sem interromper o fornecimento as outras
peças.
A rede de esgoto será em PVC rígido com uma junta soldada e a outra com
anel de borracha. As decidas serão embutidas na alvenaria, não poderão jamais ficar
embutidas nos elementos estruturais de concreto. Quando a tubulação atravessar
alguma viga, deverá ser deixada passagem com diâmetro maior que o da tubulação,
para permitir movimentação.
A rede de esgotamento pluvial será composta de elementos de chapa dobrada
de alumínio calhas e rufos.

74
As calhas serão colocadas no beiral com caimento mínimo de 0,5% e não
deverão ser pregadas ou parafusadas para permitir que trabalhem com a dilatação
térmica, sem romper a solda.
As caixas de inspeção com tampa em concreto deverão ser armadas com tela
para ter resistência de 350 Kg de sobrecarga.

61. INSTALAÇÕES ELETRICAS


As instalações elétricas serão executadas em pleno acordo com o previsto no
projeto elétrico e serão utilizados materiais de comprovada qualidade e segurança.
Todos os eletrodutos serão em PVC, rígidos nas lajes e poderão ser flexíveis
nas paredes, com as conexões apropriadas para evitar estrangulamentos.
A fiação terá as seções especificadas e obedecera ao seguinte código de cores:
fase preto; neutro azul claro; terra verde; retorno e sinalização vermelho ou amarelo.
Os pontos nas paredes, tomadas, interruptores, deverão obedecer às posições
definidas no projeto elétrico e, principalmente, ao detalhamento do projeto.
As caixas de passagem elétricas embutidas nas paredes devem ficar niveladas
com o reboco ou com revestimento cerâmico.
Serão previstas tubulações para ligações de telefone, interfone, portão
eletrônico.
As hastes de aterramento estão distribuídas em linha reta com afastamento de
3 metros entre elas, interligadas de cobre de 6mm². O fio deverá ser conectado na
haste por meio de dois conectores.
O interior das caixas de inspeções deverá ser preenchido metade com brita e
os dois conectores deverão ficar acima da brita.

62. LIMPEZA
Ao termino da obra deverão ser desmontadas e retiradas todas as instalações
provisórias, bem como todo o entulho.
Deve ser procedida lavagem de todos os aparelhos sanitários, assim como das
peças de acabamento, com agua e sabão, não sendo permitido o uso de soluções de
ácidos. Os metais cromados devem ser limpos da mesma maneira e polidos com
flanela.

75
Antes da entrega da obra deve ser feita limpeza geral e teste de todas as
instalações.

63. MEMORIAL DESCRITIVO - HIDROSSANITARIO

APRESENTAÇÃO
O Memorial descritivo, refere-se ao projeto hidros sanitários do edifício
Comercial, localizado no Polo Industrial de São Sebastião -SP.
As instalações Hidrosanitarias referem-se aos serviços de, Agua Fria e Esgoto.

NORMA TECNICAS
ABNT NBR-5626/98 – Instalações Predial de Agua Fria;
ABNT NBR-8160/99 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário – Projeto e
Execução;
ABNT NBR-611/79 Instalações de Aguas Pluviais.

64. DESCRIÇÃO DO PROJETO HIDRAULICO


AGUA POTAVEL
Alimentação
A alimentação da agua potável será feita pela concessionaria SABESP, até o
hidrômetro instalado, junto alinhamento predial da rua.
A caixa de proteção e cavalete do hidrômetro será executado em alvenaria com
as medidas contido no projeto hidráulico.
Do hidrômetro sairá uma canalização, com registro de gaveta, até o reservatório caixa
d´agua, localizados na parte de trás do edifício.

Distribuição
A distribuição será provida de registro de esfera e formarão o barrilete. Do
barrilete derivara um ramal de alimentação para os sanitários, vestiários, copa e
cozinha alimentados por gravidade.
O diâmetro da coluna e suas conexões e reduções progressivas, forma
calculadas considerando as perdas de cargas, vazão de cada aparelho e a
possibilidade de uso simultâneo na hora de maior consumo.

76
Todos os ramais derivados possuirão registros de gaveta individual, de acordo
com a especificação no projeto, para permitir manutenção em cada ramal.
Toda tubulação de agua fria de consumo, será executada em PVC Classe 15
A.

Sub-Ramais
Os sub-ramais de alimentação aos vestiários, sanitários, copa e cozinha serão
em PVC 25mm (3/4”), e as derivações para os aparelhos serão de PVC 25mm (3/4”),
com redução para ½” roscavel, junto a espera.

Ligações dos aparelhos


As torneiras e as espera para as caixas de descargas acopladas aos vasos
sanitários serão conectadas as respectivas esperas, com ligações cromadas de ½”,
torneiras serão ligadas diretamente as respectiva espera.

Reservatório
O reservatório construído em concreto armado com 30m de altura possui um
reserva inferior com capacidade para 53m³ ou 53000 litros, reserva superior com
21,3m³ ou 21300 litros para consumo e 15 m³ ou 15000 litros para incêndio, na entrada
do reservatório haverá um registro de esfera e torneira boia de modo a garantir o
volume. A ventilação será feita por porta de alumínio e tela de proteção com malha de
0,5mm². A tubulação de limpeza terá registro de esfera e conectada a calha pluvial e
conectada à rede de esgoto.
Na reserva inferior terá um conjunto de bombas para suprir o abastecimento
dos reservatórios superiores conforme com duas Bombas de 5,00 HP conforme o
projeto.

65. ESGOTO SANITARIO


Ramais de descarga
Vasos sanitários serão escoados por tubos de PVC 100mm, ligados a rede de
esgoto, os lavatórios serão ligados as caixas sifonadas por tubo de 40mm, as caixas
sifonadas dos banheiros serão ligadas a ramais por tubos de PVC de 50mm.

77
Caixas Sifonadas
Caixas sifonadas dos banheiros, vestiários, copa e cozinha de PVC 150mm,
com grelhas cromadas e saída de 50mm.

Destino Final
O efluente dos esgotos sanitários será encaminhado a Fossa Séptica e Filtro
Anaeróbio onde receberão tratamento adequado, e enviado para o sumidouro.

66. ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAL


ESPECIFICAÇÃO
Tubos
Os tubos de agua fria serão de PVC marrom soldável classe 15, os locais,
diâmetro e comprimentos conforme projeto.
Todos os tubos aparentes deverão ser fixados com braçadeiras, cintas, tirantes
metálicos em paredes, lajes e vigas. A distância entre apoios deverá respeitar as
recomendações conforme tabela:

Diâmetro Nominal Classe 15 Diâmetro PVC-R Classe 8


“ mm m mm m m
¾ 25 1 - - -
1 32 1,1 - - -
1¼ 40 1,3 - - -
1½ 50 1,5 40 - 0,4
2 60 1,7 50 - 0,5
2½ 75 1,9 - - -
3 90 2,1 75 1,5 0,75
4 100 2,5 100 1,8 1
150 2,3 1,5

Conexões
As conexões de agua fria serão em PVC marrom soldável classe 15, para a
saída de consumo as conexões serão em PVC azul de PVC com rosca de latão. Os
locais e diâmetro deverão seguir o projeto.

78
Válvulas e Registros
Os registros de gaveta, pressão ou esferas serão instalados nos locais
previstos no projeto, para fechar o fluxo de agua para manutenção.

Acessórios sanitários
As peças terminais para a ligação de aparelhos, tes, joelhos sempre em PVC
azul com bucha de latão.
Os lavatórios e caixas de descarga acopladas aos vasos sanitários serão
ligados aos respectivos ramais de espera com engastes flexíveis com acabamento
cromado.

67. INSTALAÇÕES HIDRAULICAS DO ESGOTO


Especificações
Tubos
Os tubos de esgoto sanitário serão de PVC soldável classe 8 serie R. Os locais,
diâmetros e comprimentos conforme projeto.

Conexões
As conexões de esgoto serão de PVC branco soldável classe 8 serie R. Os
locais, diâmetros e comprimentos conforme projeto.

Suporte
Todos os tubos quando não aparente, deverão ser fixados com braçadeiras,
cintas e tirantes metálicos, em paredes, lajes e vigas. A distância entre apoios deverá
respeitar as recomendações conforme projeto.

68. MEMORIAL DE CALCULO DAS VIGAS E LAJES


INTRODUÇÃO
Este memorial tem como objetivo descrever os processos de dimensionamento
e detalhamento das vigas V1, V2, V3, V4, V5, V6, V7, V8, V9, V10, V11,
V12,V13,V14,V15,V16,V17,V18,V19,V20,V21,V22,V23,V24,V25,V26,V27,V28,V29,V
30,V31,V32,V33,V34,V35,V36,V37,V38,V39,V40,V41 E V42 de um edifício
COMERCIAL; e concluir a primeira etapa do projeto estrutural parcial da edificação,

79
consistindo da concepção da estrutura do edifício de 2 (dois) andares com
mezanino, com detalhamento de lajes e vigas, e pilares.
Desenvolvido para a disciplina Estrutura de Concreto Armado I, 6º semestre do
curso de graduação Engenharia Civil – Projeto Integrado do Centro Universitário
Anhanguera de São Paulo UV2 – Vila Mariana, professora MS Nelma.
Será apresentado neste memorial:
- Planta de fôrmas do pavimento, em escala 1:50, com todos os elementos
estruturais -lajes, vigas e pilares - devidamente enumerados.
- Um ou mais cortes para mostrar o desnível entre os pavimentos e detalhes
de posicionamento de vigas em relação às lajes.
-Detalhamento de armaduras das vigas V1, V2, V3, V4, V5, V6, V7, V8, V9, V10,
V11, V12, V13, V14, V15, V16, V17, V18, V19, V20, V21, V22, V23, V24, V25, V26,
V27, V28, V29, V30, V31, V32, V33, V34, V35, V36, V37, V38, V39, V40, V41 E V42.

69. CARACTERÍSTICAS DA EDIFICAÇÃO

Galpão Comercial; localizado no Parque Industrial, s/nº, São Sebastião – São


Paulo - SP. tendo uma área total de 628,30 m².
O edifício com 2 (dois) pavimentos e Mezanino. Suas vigas estão dispostas
simetricamente dividindo o pavimento em 4 partes, Térreo, mezanino, 1º andar e
cobertura; uma área de 244, 20 m² no prédio principal, 180,24 m² na portaria de lajes
não simétricas.

OBJETIVO
Demonstrar os processos utilizados e os resultados obtidos nos cálculos para
desenvolvimento do projeto de detalhamentos das vigas V1, V2, V3, V4, V5, V6, V7,
V8, V9, V10, V11, V12, V13, V14, V15, V16, V17, V18, V19, V20, V21, V22, V23,
V24, V25, V26, V27, V28, V29, V30, V31, V32, V33, V34, V35, V36, V37, V38, V39,
V40, V41 E V42, considerações para o desenvolvimento do projeto contendo os
cálculos necessários para as vigas - esquema estrutural, pré-dimensionamento das
larguras e alturas, determinação dos carregamentos, cálculo de momentos fletores e
forças cortantes, verificação das dimensões pré-estimadas, dimensionamento das

80
armaduras longitudinal e transversal, detalhamento das armaduras; baseando-se
nas notas de aula apresentada pela professora MS Nelma e Normas Brasileiras.
Serão utilizados como dados para realização dos cálculos: concreto com f ck
de 30 MPa; aço CA-50 para ø  6,3 mm.

70. REAÇÕES DAS LAJES


Antes de dar início ao pré-dimensionamento das vigas, é necessário
determinar as reações das lajes, conforme tabela de reações em laje.
Para facilitar a visualização da reação que faz parte do carregamento permanente e
da sobrecarga das lajes, foram separados os cálculos.
Mas para facilitar os procedimentos de determinação do carregamento
uniforme das vigas, foram calculadas as reações utilizando as cargas totais
aplicadas nas lajes.

Laje 01

Carga = 6,84 KN/m²

7,65
λ = 5,40 1,41 < 2 (𝐷𝑢𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑟𝑒çõ𝑒𝑠)

Calculo de lajes em cruz – Marcus

Kx – 0,798; Mx – 21,95; nx – 10,02; My – 43,63; ny – 19,93

81
𝑞 ∗ 𝑙𝑥² 6,84 ∗ 5,40² 𝐾𝑁 ∗ 𝑚
𝑀𝑥 = 𝑀𝑥 = = 𝑀𝑥 = 9,08
𝑚𝑥 21,95 𝑚

−𝑞 ∗ 𝑙𝑥² −6,84 ∗ 5,40² 𝐾𝑁 ∗ 𝑚


𝑋𝑥 = 𝑋𝑥 = = 𝑋𝑥 = −19,90
𝑛𝑥 10,02 𝑚

𝑞 ∗ 𝑙𝑥² 6,84 ∗ 5,40² 𝐾𝑁 ∗ 𝑚


𝑀𝑦 = 𝑀𝑦 = = 𝑀𝑦 = 4,57
𝑚𝑦 43,63 𝑚

−𝑞 ∗ 𝑙𝑥² −6,84 ∗ 5,40² 𝐾𝑁 ∗ 𝑚


𝑋𝑦 = 𝑀𝑥 = = 𝑀𝑥 = −10,00
𝑛𝑦 19,93 𝑚

Reações

Qx = Kx * q = 0,798 * 6,84 = 5,45 KN/m²


Qy = 6,84 - 5,45 = 1,39 KN/m²
3 ∗ 𝑞𝑥 ∗ 𝑙𝑥 3 ∗ 5,45 ∗ 5,40 𝐾𝑁
𝑅𝑎𝑥 = 𝑅𝑎𝑥 = = 𝑅𝑎𝑥 = 5,88
15 15 𝑚

5 ∗ 𝑞𝑥 ∗ 𝑙𝑥 5 ∗ 5,45 ∗ 5,40 𝐾𝑁
𝑅𝑒𝑥 = 𝑅𝑎𝑥 = = 𝑅𝑎𝑥 = 9,81
15 15 𝑚

3 ∗ 𝑞𝑦 ∗ 𝑙𝑦 3 ∗ 1,39 ∗ 7,65 𝐾𝑁
𝑅𝑎𝑦 = 𝑅𝑎𝑦 = = 𝑅𝑎𝑦 = 2,12
15 15 𝑚

5 ∗ 𝑞𝑦 ∗ 𝑙𝑦 5 ∗ 1,39 ∗ 7,65 𝐾𝑁
𝑅𝑒𝑦 = 𝑅𝑎𝑥 = = 𝑅𝑎𝑥 = 3,54
15 15 𝑚

Laje 02

82
Carga = 6,84 KN/m²

7,65
λ = 5,65 1,35 < 2 (𝐷𝑢𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑟𝑒çõ𝑒𝑠)

Calculo de lajes em cruz – Marcus

Kx – 0,895; Mx – 20,54; nx – 8,93; My – 49,26;

𝑞 ∗ 𝑙𝑥² 6,84 ∗ 5,65² 𝐾𝑁 ∗ 𝑚


𝑀𝑥 = 𝑀𝑥 = = 𝑀𝑥 = 10,63
𝑚𝑥 20,54 𝑚
𝑞 ∗ 𝑙𝑥² 6,84 ∗ 5,65² 𝐾𝑁 ∗ 𝑚
𝑀𝑦 = 𝑀𝑦 = = 𝑀𝑦 = 4,43
𝑚𝑦 49,26 𝑚

Reações

Qx = Kx * q = 0,895 * 6,84 = 6,12 KN/m²


Qy = 6,84 – 6,12 = 0,72 KN/m²

3 ∗ 𝑞𝑥 ∗ 𝑙𝑥 3 ∗ 6,12 ∗ 5,65 𝐾𝑁
𝑅𝑎𝑥 = 𝑅𝑎𝑥 = = 𝑅𝑎𝑥 = 6,92
15 15 𝑚

5 ∗ 𝑞𝑥 ∗ 𝑙𝑥 5 ∗ 6,12 ∗ 5,65 𝐾𝑁
𝑅𝑒𝑥 = 𝑅𝑎𝑥 = = 𝑅𝑎𝑥 = 11,53
15 15 𝑚

3 ∗ 𝑞𝑦 ∗ 𝑙𝑦 3 ∗ 0,72 ∗ 7,65 𝐾𝑁
𝑅𝑎𝑦 = 𝑅𝑎𝑦 = = 𝑅𝑎𝑦 = 1,10
15 15 𝑚

5 ∗ 𝑞𝑦 ∗ 𝑙𝑦 5 ∗ 0,72 ∗ 7,65 𝐾𝑁
𝑅𝑒𝑦 = 𝑅𝑎𝑥 = = 𝑅𝑎𝑥 = 1,83
15 15 𝑚

71. DIMENSIONAMENTO DAS ARMADURAS

O dimensionamento adotado de maneira lógica, valor de d’, seguindo a


equação:
l
d '  c  t 
2
O cobrimento (c) foi adotamos 40 mm; para  t (diâmetro do estribo) foi
adotamos 5 mm e para  l foi adotamos 40 mm.
40
- Todas as vigas: d '  40  5   65mm
2

83
As medidas adotadas são para pré-dimensionamento, e d’ será verificado
posterior.

72. DIMENSIONAMENTO À FLEXÃO

A determinação dos momentos fletores, foram momentos característicos (Mk)


cada de viga, para o dimensionamento à flexão, foi usado o momento de projeto
(Md), obtido através da equação: M d  1,4  M k
O cálculo da área de aço necessária para cada viga, foi calculado o momento
relativo, a taxa mecânica da armadura:
Md
momento relativo   d  2
bd 0,85 f cd
taxa mecânica da armadura   d  1  1  2 d

73. DIMENSIONAMENTO. À FORÇA CORTANTE

A determinação dos esforços cortantes, foram obtidos os valores


característicos (Vk) das vigas, porém para o dimensionamento à força cortante, foi
usado a força cortante de projeto (Vd), através da equação: Vd  1,4  Vk
O dimensionamento à força cortante foi feito a verificação da segurança do
concreto contra esmagamento,
Vd
sen V  f 
 cwd ,V   d  tg  cot    0,7  0,85  1  ck   f cd
bw  z  cos  bw  z  250 
1  cot   2
O valor de  é adotado, sabendo que: 
45    26,6
z  0,9d - Aproximação permitida pela NBR 6118.

74. PRÉ-DIMENSIONAMENTO DAS ALTURAS DAS VIGAS

A determinação da espessura das vigas, foi determinada pela base da


espessura das paredes 20 cm, sendo assim, para todas as vigas, utilizou-se a
mesma medida.
A determinação das alturas das vigas, foi utilizado mesmo critério:
- Tramos intermediários: h  l0 / 12

- Tramos extremos ou vigas bi apoiadas: h  l0 / 10

Onde l 0 é o comprimento da viga medida a partir eixo do pilar.

84
Adotando alturas superiores, múltiplos de 5 cm.
As vigas foram divididas em vãos, conforme o apoio, e foi calculada a altura
para cada vão, adotando o maior valor encontrado para cada viga.

75. DETERMINAÇÃO DOS CARREGAMENTOS

PESO PRÓPRIO, PESO DA ALVENARIA

Para determinar o peso próprio de cada viga, foi utilizada a seguinte equação:
Pp  h  b   concreto

Para determinar o peso das paredes: Palv  pé direito  Pparede ; para facilitar
nos cálculos não foram descontadas as aberturas de janelas e portas na alvenaria.
Pé direito = 3,00 m Pparede = 2,20 kN/m²
As vigas foram divididas por trechos, nas variações do carregamento
uniforme.
O carregamento de cada trecho se dá: Pp  Palv  Rlajes

Dimensões dos
N° de vãos Altura Base  concreto Pp Carreg.
Viga Tipo
vãos (h) -m (b) - m (KN/m³) (KN/m) (KN/m)
a b c
V01 Isostática 1 5,35 5,15 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V02 Isostática 1 5,35 5,15 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V03 Isostática 1 5,40 4,90 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V04 Isostática 1 7,45 6,20 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V05 Isostática 1 7,80 7,40 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V06 Isostática 1 7,80 7,40 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V07 Isostática 1 7,45 6,30 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V08 Isostática 1 5,40 4,90 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V09 Isostática 1 5,35 4,70 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V10 Isostática 1 5,40 4,90 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V11 Isostática 1 3,60 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V12 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 7,45
V13 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V14 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V15 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V16 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V17 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
85
V18 Isostática 1 5,40 4,30 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V19 Isostática 1 5,30 4,20 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V20 Isostática 1 5,20 4,25 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V21 Isostática 1 5,40 4,90 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V22 Isostática 1 5,40 4,90 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V23 Isostática 1 5,40 4,90 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V24 Isostática 1 3,60 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V25 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 7,45
V26 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V27 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V28 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V29 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V30 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V31 Isostática 1 5,40 4,30 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V32 Isostática 1 5,30 4,20 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V33 Isostática 1 5,20 4,25 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V34 Isostática 1 5,35 5,15 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V35 Isostática 1 5,35 5,15 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V36 Isostática 1 5,40 4,90 - 0,60 0,20 30 36 13,00
V37 Isostática 1 7,45 6,20 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V38 Isostática 1 7,45 6,30 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V39 Isostática 1 5,40 4,30 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V40 Isostática 1 5,30 4,20 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V41 Isostática 1 5,20 4,25 - 0,80 0,20 30 48 13,00
V42 Isostática 1 3,60 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
V43 Isostática 1 3,35 3,35 - 0,30 0,20 30 18 13,00
Tabela 1 - Determinação da altura (h) viga; peso próprio; peso da alvenaria; peso da laje

76. DETERMINAÇÃO DAS REAÇÕES DAS VIGAS

Na determinação de reações das vigas, foi utilizado o software Ftool.


Os resultados estão em ordem numérica das vigas.

86
Vigas 1, 2 e 3 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 80
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 5,35
C0brimento (cm) 4
Fck (Mpa) 40
P.P (Kgf/m) 400
Q (Kgf/m) 2164,89
Carga total 2564,89
(Kgf/m
Ra (kg) 6861,08
Rb (kg) 6861,08
Quantidade/m Espaçamento (cm)
Area do aço (cm²) 4,830 - -
Bitola da Armadura 12,5 4 -
Bitola do Estribo 5,0 12 9
Volume do concreto 0,856 - -
Peso (kg) 2140 - -
Comp. Total da barra 5,80 - -
Comp. Total do estribo 1,78 - -

Dados da Viga Dados gerais Estribos


87
h cm 80 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
b cm 20 fy 5000 Ʈ max 6,77
cob. cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 4,52
Comp. cm 5,35 Ɛyd 0,00207 As aço 4,82
d cm 76 x 38 - -
Mk kgf/cm² 917669,6 z 60,8 - -
Md kgf/cm² 1284737 Fc 14765,71 - -
Q kgf 6861,08 C 7,95 - -
Fck Mpa 40 C lim 56 - -
Fcd Mpa 28,57 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 80 16 2,01 4,05 2,00 2
b cm 20 12,5 1,25 4,05 3,24 4
d cm 4 10 0,79 4,05 5,13 6
Fck (Mpa) 40 8 0,49 4,05 8,27 9
CA 50 - - - - -
d cm 76 - - - - -
Mk KN/cm² 9176,7 - - - - -
Md KN/cm² 12847,38 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,06 - - - - -
Kc 8,8 - - - - -
Ks 0,024 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 4,05 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 6,08 - - - - -

Cálculos

Mk = 9176,7 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 9176,7 = 12847,38 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 76²
𝐾𝑐 = = = 8,99
𝑀𝑑 12847,38
Tabela
Kc = 8,8 Bx = 0,06 Ks = 0,024 Domínio = 2
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,024 8 12847,38
𝐴𝑠 = = = 4,05 𝑐𝑚²
𝑑 76

88
4,05
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 2,0 = 2∅16
4,05
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 3,24 = 4∅12,5
4,05
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 5,13 = 6∅10
4,05 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = 0,49 = 8,27 = 9∅ = 0,06 X = 0,06 * d X = 0,06 * 76 X = 4,56
𝑑

89
Vigas 5 e 6 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 80
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 7,7
Cobrimento (cm) 4
Fck (Mpa) 30
P.P (Kgf/m) 400
Q (Kgf/m) 1964,89
Carga total (Kgf/m 2364,89
Ra (kg) 9104,82
Rb (kg) 9104,82

Quantidade/m Espaçamento (cm)


Area do aço (cm²) 9,22 - -
Bitola da Armadura 12,5 8 -
Bitola do Estribo 5,0 15 7
Volume do concreto 1,232 - -
Peso (kg) 3080 - -
Comp. Total da barra 8,15 - -

90
Comp. Total do estribo 1,78 - -
Dados da Viga Dados gerais Estribos
H cm 80 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
B cm 20 fy 5000 Ʈ max 8,98
Cob. cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 5,99
Comp,cm 7,7 Ɛyd 0,00207 As aço 9,22
D cm 76 x 38 - -
Mk kgf/cm² 1752679 z 60,8 - -
Md kgf/cm 2453751 Fc 11074,29 - -
Q kgf 9104,82 C 15,17 - -
Fck (Mpa) 30 C lim 42 - -
Fcd (Mpa) 21,42 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 80 16 2,01 8,07 4,01 4
b cm 20 12,5 1,25 8,07 6,46 7
d cm 4 10 0,79 8,07 10,22 11
Fck (Mpa) 30 8 0,49 8,07 16,47 17
CA 50 - - - - -
d cm 76 - - - - -
Mk KN/cm² 17526,79 - - - - -
Md KN/cm² 24537,51 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,16 - - - - -
Kc 4,6 - - - - -
Ks 0,025 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 8,07 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 12,16 - - - - -

Cálculos

Mk = 17526,79 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 17526,79 = 24537,51 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 76²
𝐾𝑐 = = = 4,70
𝑀𝑑 24537,51
Tabela
Kc = 4,6 Bx = 0,16 Ks = 0,025 Domínio = 2
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,025 ∗ 24537,51
𝐴𝑠 = = = 8,07 𝑐𝑚²
𝑑 76
8,07
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 4,01 = 4∅16

91
8,07
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 6,46 = 7∅12,5
8,07
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 10,22 = 11∅10
8,07 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = 0,49 = 16,47 = 17∅8 = 0,16 X = 0,16 * d X = 0,16 * 76 X = 12,16
𝑑

92
Vigas 4 e 7 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 80
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 7,45
Cobrimento (cm) 4
Fck (Mpa) 30
P.P (Kgf/m) 400
Q (Kgf/m) 2164,89
Carga total 2564,89
(Kgf/m
Ra (kg) 9554,22
Rb (kg) 9554,22

Quantidade/m Espaçamento (cm)


Area do aço (cm²) 9,36 - -
Bitola da Armadura 12,5 8 -
Bitola do Estribo 5,0 16 6
Volume do concreto 1,19 - -
Peso (kg) 2980 - -
Comp. Total da barra 7,90 - -
Comp. Total do estribo 1,78 - -
93
Dados da Viga Dados gerais Estribos
H cm 80 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
B cm 20 Fy 5000 Ʈ max 9,42
Cob. cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 6,28
Comp. cm 7,45 Ɛyd 0,00207 As aço 9,37
D cm 76 X 38 - -
Mk kgf/cm² 1779473 Z 60,8 - -
Md kgf/cm 2491262 Fc 11074,29 - -
Q kgf 9554,22 C 15,17 - -
Fck (Mpa) 30 C lim 42 - -
Fcd (Mpa) 21,42 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 80 16 2,01 8,19 4,07 5
b cm 20 12,5 1,25 8,19 6,55 7
d cm 4 10 0,79 8,19 10,37 11
Fck (Mpa) 30 8 0,49 8,19 16,71 17
CA 50 - - - - -
d cm 76 - - - - -
Mk KN/cm² 17794,73 - - - - -
Md KN/cm² 24912,63 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,16 - - - - -
Kc 4,6 - - - - -
Ks 0,025 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 8,19 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 12,16 - - - - -

Cálculos
Mk = 17794,73 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 17794,73 = 24912,63 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 76²
𝐾𝑐 = = = 4,63
𝑀𝑑 24912,63
Tabela
Kc = 4,6 Bx = 0,16 Ks = 0,025 Domínio = 2
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,025 ∗ 24912,63
𝐴𝑠 = = = 8,19 𝑐𝑚²
𝑑 76
8,19
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 4,07 = 5∅16
94
8,19
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 6,55 = 7∅12,5
8,19
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 10,37 = 11∅10
8,19 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = 0,49 = 16,71 = 17∅8 = 0,16 X = 0,16 * d X = 0,16 * 76 X = 12,16
𝑑

95
Vigas 8, 9, 10, 18, 19 e 20 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 60
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 5,40
Cobrimento (cm) 4
Fck (Mpa) 30
P.P (Kgf/m) 300
Q (Kgf/m) 2164,89
Carga total 2564,89
(Kgf/m
Ra (kg) 6655,20
Rb (kg) 6655,20

Quantidade/m Espaçamento (cm)


Area do aço (cm²) 6,42 - -
Bitola da Armadura 12,5 6 -
Bitola do Estribo 5,0 15 7
Volume do concreto 0,648 - -
Peso (kg) 1620 - -
Comp. Total da barra 5,72 - -
96
Comp. Total do estribo 1,38 - -
Dados da Viga Dados gerais Estribos
h cm 60 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
b cm 20 Fy 5000 Ʈ max 8,92
Cob. cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 5,95
Comp. cm 5,4 Ɛyd 0,00207 As aço 6,42
d cm 56 X 28 - -
Mk kgf/cm² 898452,4 Z 44,8 - -
Md kgf/cm 1257833 Fc 8160 - -
Q kgf 6655,20 C 14,32 - -
Fck (Mpa) 30 C lim 42 - -
Fcd (Mpa) 21,42 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 60 16 2,01 8,40 2,68 3
b cm 20 12,5 1,25 8,40 4,31 5
d cm 4 10 0,79 8,40 6,83 7
Fck (Mpa) 30 8 0,49 8,40 11 11
CA 50 - - - - -
d cm 76 - - - - -
Mk KN/cm² 8984,53 - - - - -
Md KN/cm² 12578,34 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,15 - - - - -
Kc 4,9 - - - - -
Ks 0,024 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 5,39 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 8,4 - - - - -

Cálculos
Mk = 8984,53 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 8984,53 = 12578,34 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 56²
𝐾𝑐 = = = 4,98
𝑀𝑑 12578,34
Tabela
Kc = 4,9 Bx = 0,15 Ks = 0,024 Domínio = 2
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,025 ∗ 12578,34
𝐴𝑠 = = = 5,39 𝑐𝑚²
𝑑 56
97
5,39
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 2,68 = 3∅16
5,39
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 4,31 = 5∅12,5
5,39
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 6,83 = 7∅10
5,39 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = 0,49 = 11 = 11∅8 = 0,15 X = 0,15 * d X = 0,15 * 76 X = 8,4
𝑑

98
Vigas 11, 12, 13, 14, 15, 16, e 17 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 30
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 3,40
Cobrimento (cm) 4
Fck (Mpa) 30
P.P (Kgf/m) 150
Q (Kgf/m) 1675,17
Carga total (Kgf/m 1825,17
Ra (kg) 3102,80
Rb (kg) 3102,80

Quantidade/m Espaçamento (cm)


Area do aço (cm²) 4,06 - -
Bitola da Armadura 12,5 4 -
Bitola do Estribo 5,0 15 7
Volume do concreto 0,204 - -
Peso (kg) 510 - -
Comp. Total da barra 3,52 - -
Comp. Total do estribo 0,78 - -
Dados da Viga Dados gerais Estribos
99
h cm 30 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
b cm 20 Fy 5000 Ʈ max 8,95
Cob. cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 5,96
Comp. cm 3,4 Ɛyd 0,00207 As aço 4,06
d cm 26 X 13 - -
Mk kgf/cm 263737,1 Z 20,8 - -
Md kgf/cm 369231,9 Fc 3788,58 - -
Q kgf 3102,79 C 19,50 - -
Fck (Mpa) 30 C lim 42 - -
Fcd (Mpa) 21,42 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 30 16 2,01 3,55 1,77 2
b cm 20 12,5 1,25 3,55 2,84 3
d cm 4 10 0,79 3,55 4,50 5
Fck (Mpa) 30 8 0,49 3,55 7,24 8
CA 50 - - - - -
d cm 26 - - - - -
Mk KN/cm² 2637,38 - - - - -
Md KN/cm² 3692,33 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,21 - - - - -
Kc 3,6 - - - - -
Ks 0,025 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 3,55 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 5,46 - - - - -

Cálculos

Mk = 2637,38 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 2637,38 = 3692,33 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 26²
𝐾𝑐 = = = 3,67
𝑀𝑑 3692,33
Tabela
Kc = 3,6 Bx = 0,21 Ks = 0,025 Domínio = 2
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,025 ∗ 3692,33
𝐴𝑠 = = = 3,55 𝑐𝑚²
𝑑 26
3,55
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 1,77 = 2∅16
100
3,55
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 2,84 = 3∅12,5
3,55
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 4,50 = 5∅10
3,55 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = 0,49 = 7,24 = 8∅8 = 0,21 X = 0,21 * d X = 0,21 * 76 X = 5,46
𝑑

101
Vigas 21, 22, 23, 31, 32 e 33 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 60
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 5,40
Cobrimento (cm) 4
Fck (Mpa) 30
P.P (Kgf/m) 300
Q (Kgf/m) 1964,89
Carga total (Kgf/m 2264,89
Ra (kg) 6115,20
Rb (kg) 6115,20

Quantidade/m Espaçamento (cm)


Area do aço (cm²) 5,90 - -
Bitola da Armadura 12,5 5 -
Bitola do Estribo 5,0 14 7
Volume do concreto 0,684 - -
Peso (kg) 1620 - -
Comp. Total da barra 5,72 - -
Comp. Total do estribo 1,38 - -

102
Dados da Viga Dados gerais Estribos
h cm 60 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
b cm 20 Fy 5000 Ʈ max 8,19
Cob. cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 5,46
Comp. cm 5,4 Ɛyd 0,00207 As aço 5,90
d cm 56 X 28 - -
Mk kgf/cm² 825552,4 Z 44,8 - -
Md kgf/cm 1155773 Fc 8160 - -
Q kgf 6115,20 C 13,17 - -
Fck (Mpa) 30 C lim 42 - -
Fcd (Mpa) 21,42 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 60 16 2,01 4,96 2,47 3
b cm 20 12,5 1,25 4,96 3,97 4
d cm 4 10 0,79 4,96 6,28 7
Fck (Mpa) 30 8 0,49 4,96 10,13 11
CA 50 - - - - -
d cm 56 - - - - -
Mk KN/cm² 8255,52 - - - - -
Md KN/cm² 11557,73 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,14 - - - - -
Kc 5,2 - - - - -
Ks 0,024 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 4,96 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 7,84 - - - - -

Cálculos

Mk = 8255,52 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 8255,52 = 11557,73 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 56²
𝐾𝑐 = = = 5,43
𝑀𝑑 11557,73
Tabela
Kc = 5,2 Bx = 0,14 Ks = 0,024 Domínio = 2

103
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,024 ∗ 11557,73
𝐴𝑠 = = = 4,96 𝑐𝑚²
𝑑 56
4,96
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 2,47 = 3∅16
4,96
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 3,97 = 4∅12,5
4,96
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 6,28 = 7∅10
4,96 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = 0,49 = 10,13 = 11∅8 = 0,14 X = 0,14 * d X = 0,14 * 76 X = 7,84
𝑑

104
Vigas 24, 25, 26, 27, 28, 29 e 30 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 30
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 3,40
Cobrimento (cm) 4
Fck (Mpa) 30
P.P (Kgf/m) 150
Q (Kgf/m) 1475,42
Carga total (Kgf/m 1625,42
Ra (kg) 2763,22
Rb (kg) 2763,22

Quantidade/m Espaçamento
(cm)
Area do aço (cm²) 3,62 - -
Bitola da Armadura 12,5 3 -
Bitola do Estribo 5,0 14 7
Volume do concreto 0,204 - -
Peso (kg) 510 - -
Comp. Total da barra 3,52 - -
Comp. Total do estribo 0,78 - -

105
Dados da Viga Dados gerais Estribos
h cm 30 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
b cm 20 Fy 5000 Ʈ max 7,98
Cob. cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 5,32
Comp. Cm 3,4 Ɛyd 0,00207 As aço 3,62
d cm 26 X 13 - -
Mk kgf/cm² 234873,2 Z 20,8 - -
Md kgf/cm² 328822,5 Fc 3788,57 - -
Q kgf 2763,22 C 17,38 - -
Fck (Mpa) 30 C lim 42 - -
Fcd (Mpa) 21,42 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 30 16 2,01 3,16 1,57 2
b cm 20 12,5 1,25 3,16 2,52 3
d cm 4 10 0,79 3,16 4,00 4
Fck (Mpa) 30 8 0,49 3,16 6,44 7
CA 50 - - - - -
d cm 26 - - - - -
Mk KN/cm² 2348,73 - - - - -
Md KN/cm² 3288,23 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,18 - - - - -
Kc 4,1 - - - - -
Ks 0,025 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 3,16 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 4,68 - - - - -

Cálculos

Mk = 2348,73 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 2348,73 = 3288,23 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 26²
𝐾𝑐 = = = 4,12
𝑀𝑑 3288,23
Tabela
Kc = 4,1 Bx = 0,18 Ks = 0,025 Domínio = 2
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,025 ∗ 3288,23
𝐴𝑠 = = = 3,16 𝑐𝑚²
𝑑 26

106
3,16
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 1,57 = 2∅16
3,16
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 2,52 = 3∅12,5
3,16
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 4 = 4∅10
3,16 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = 0,49 = 6,44 = 7∅8 = 0,18 X = 0,18 * d X = 0,18 * 76 X = 4,68
𝑑

107
Vigas 34, 35, 36, 39, 40 e 41 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 80
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 5,40
Cobrimento (cm) 4
Fck (Mpa) 30
P.P (Kgf/m) 400
Q (Kgf/m) 3164,89
Carga total 3564,89
(Kgf/m
Ra (kg) 9625,20
Rb (kg) 9625,20

Quantidade/m Espaçamento (cm)


Area do aço (cm²) 6,84 - -
Bitola da Armadura 12,5 6 -
Bitola do Estribo 5,0 16 6
Volume do concreto 0,864 - -
Peso (kg) 2160 - -
108
Comp. Total da barra 5,85 - -
Comp. Total do estribo 1,78 - -

Dados da Viga Dados gerais Estribos


h cm 80 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
b cm 20 Fy 5000 Ʈ max 9,50
Cob. cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 6,34
Comp. cm 5,4 Ɛyd 0,00207 As aço 6,84
d cm 76 X 38 - -
Mk kgf/cm² 1299402 Z 60,8 - -
Md kgf/cm² 1819163 Fc 11074,29 - -
Q kgf 9625,20 C 11,25 - -
Fck (Mpa) 30 C lim 42 - -
Fcd (Mpa) 21,42 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 80 16 2,01 5,75 2,86 3
b cm 20 12,5 1,25 5,75 4,60 5
d cm 4 10 0,79 5,75 7,28 8
Fck (Mpa) 30 8 0,49 5,75 11,74 12
CA 50 - - - - -
d cm 76 - - - - -
Mk KN/cm² 12994,02 - - - - -
Md KN/cm² 18191,63 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,12 - - - - -
Kc 6,0 - - - - -
Ks 0,024 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 5,75 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 9,12 - - - - -

Cálculos

Mk = 12994,02 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 12994,02 = 18191,63 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 76²
𝐾𝑐 = = = 6,36 ≅ 6,0
𝑀𝑑 18191,63

109
Tabela
Kc = 6,0 Bx = 0,12 Ks = 0,024 Domínio = 2
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,024 ∗ 18191,63
𝐴𝑠 = = = 5,75 𝑐𝑚²
𝑑 76
5,75
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 2,86 = 3∅16
5,75
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 4,6 = 5∅12,5
5,75
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 7,28 = 8∅10
5,75 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = = 11,74 = 12∅8 = 0,12 X = 0,12 * d X = 0,12 * 76 X = 9,12
0,49 𝑑

110
Vigas 42 e 43 – Carregamento e Reações

Seção da viga
h (cm) 80
P.P (Kgf/m) 20
Comp. (m) 7,45
Cobrimento (cm) 4
Fck (Mpa) 30
P.P (Kgf/m) 400
Q (Kgf/m) 2164,89
Carga total 2564,89
(Kgf/m
Ra (kg) 3847,34
Rb (kg) 3847,34

Quantidade/m Espaçamento (cm)


Area do aço (cm²) 1,52 - -
Bitola da Armadura 12,5 2 -
Bitola do Estribo 5,0 7 16
Volume do concreto 0,48 - -
Peso (kg) 1200 -
Comp. Total da barra 3,45 - -

111
Comp. Total do estribo 1,78 - -

Dados da Viga Dados gerais Estribos


H cm 80 Eaço 2100000 Ʈ tração 29,42
B cm 20 Fy 5000 Ʈ max 3,80
Cob. Cm 4 fyd 4347,82 Aest cm² 2,54
Comp. cm 3,00 Ɛyd 0,00207 As aço 1,52
D cm 76 X 38 - -
Mk KN/cm² 288550,1 Z 60,8 - -
Md Kn/cm² 403970,2 Fc 11074,29 - -
Q kgf 3847,34 C 2,50 - -
Fck (Mpa) 30 C lim 42 - -
Fcd (Mpa) 21,42 - - - -

ARMAD. DAS VIGAS Bitola ɸ A do aço As cm² Barras Corrigida


h cm 80 16 2,01 1,22 0,600 1
b cm 20 12,5 1,25 1,22 0,976 1
d cm 4 10 0,79 1,22 1,540 2
Fck (Mpa) 30 8 0,49 1,22 2,490 3
CA 50 - - - - -
d cm 76 - - - - -
Mk KN/cm² 2885,50 - - - - -
Md KN/cm² 4039,7 - - - - -
Yc 1,4 - - - - -
βx 0,02 - - - - -
Kc 34,6 - - - - -
Ks 0,023 - - - - -
Domínio 2 - - - - -
As cm² 1,22 - - - - -
NBR ≤ 0,45 - - - - -
X/d 1,52 - - - - -

Cálculos

Mk = 2885,50 KN/cm²
Md = Yc * Mk = 1,4 * 2885,50 = 4039,7 KN/cm²
𝑏𝑤 ∗ 𝑑² 20 ∗ 76²
𝐾𝑐 = = = 28,59 ≅ 34,6
𝑀𝑑 4039,7
Tabela
Kc = 34,6 Bx = 0,02 Ks = 0,023 Domínio = 2

112
𝐾𝑠 ∗ 𝑀𝑑 0,023 ∗ 4039,7
𝐴𝑠 = = = 1,22 𝑐𝑚²
𝑑 76
1,22
∅ 16 = 2,01 cm² = 2,01 = 0,60 = 1∅16
1,22
∅ 12,5 = 1,25 cm² = 1,25 = 0,976 = 1∅12,5
1,22
∅ 10 = 0,79 cm² = 0,79 = 1,54 = 2∅10
1,22 𝑋
∅ 8 = 0,49 cm² = 0,49 = 2,49 = 12∅8 = 0,02 X = 0,02 * d X = 0,02 * 76 X = 1,52
𝑑

113
77. INSTALAÇÕES HIDROSANITARIAS
Dimensionamento do ramal predial, cavalete, hidrômetro.
Rede de esgoto, caixa de gordura, fossa séptica, rede de hidrantes, caixa
d’agua.

78. MEMORIAL DESCRITIVO DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITARIAS


NORMAS CONSULTADAS
NBR 5626/98 – Sistemas prediais de agua fria;
NBR 8160 – Sistemas prediais de agua pluviais ventilação, esgotamento sanitário
tubos e conexões de PVC;
NBR – 13969/97 – Tanques sépticos – Unidades de tratamentos complementares
e disposição final de efluentes líquidos – projetos, construção e operação;
NBR – 5647-1 – Sistemas para adução e distribuição de agua – Tubos e conexões
de PVC com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100;
NBR 9822 – Execução de tubulações de PVC rígido para Adutoras de Agua;
NBR 7665 – Sistemas para adução e distribuição de agua – Tubos de PVC 12
DEFOFO com junta elástica – Requisitos;
NBR 9649/89 – Projeto de rede coletora de esgoto sanitário;

79. CAPTAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE AGUA


A captação de agua será feita pela concessionaria local (Sabesp), será
instalado medidor na portaria, entrada e levada até a caixa d`agua, através de tubos
de PVC marrom de 50 mm até o reservatório inferior, posterior para a reservatório
superior. Do reservatório inferior para reservatório superior um conjunto de bombas,
em tubos de PVC de 50 mm. A tubulação deverá ser enterrada a uma profundidade a
0,20 m do solo, para evitar choques mecânicos que possam afetar a tubulação
comprometendo o seu funcionamento.
O controle de fluxo de agua e eventuais reparos necessários, terá 02 registros
de manobra para o fechamento da rede com o mesmo diâmetro da tubulação
conforme projeto.
O controle do fluxo de agua cera feito por torneira instalada com os mesmos
diâmetros da tubulação e também serão instaladas nos reservatórios elevados
tubulações para extravasam e limpeza.

114
80. RESERVA DE AGUA DO EDIFICIO
Foi considerada para a reserva de agua fria do prédio a população que visitara
o local e considerando as pessoas fixas do local. O reservatório de agua fria será
construído em alvenaria com dimensões e volume de acordo com projeto. Haverá
apenas uma entrada de agua fria no conjunto da rede de abastecimento de agua, as
tubulações de extravasam (ladrão) e de limpeza deverão ter diâmetros superiores
conforme projeto.

81. DISTRIBUIÇÃO INTERNA DE AGUA E COLETA DE ESGOTO


AGUA FRIA
As tubulações de agua fria serão em PVC rígido soldável cor marrom, inclusive
conexões, de qualidade conforme projeto.
Nos ambientes, aparelhos sanitários serão instalados registros de gaveta para
fechamento do fluxo em eventuais manutenções.
Os registros de gaveta todos de metal executados nas dimensões e alturas dos
projetos, acabamento de qualidade.
Os pontos de consumo serão colocados conexões em PVC rígido soldável azul
com bucha de latão interna nos mesmos diâmetros.
As torneiras dos lavatórios e pias das cozinhas serão de mesa, ligados as
tubulações por mangotes flexíveis, com comprimento de 30 cm conforme projeto.
As torneiras de tanque serão fixadas diretamente em parede sua altura
conforme projeto.
As bacias sanitárias, lavatórios, mictórios terão sensores para o seu devido
acionamento e desligamento automático.

82. ESGOTO SANITÁRIO


As tubulações de esgotamento sanitário serão de PVC rígido soldável branco,
inclusive conexões, conforme projeto.
Ramais de descarga e ramais de esgoto, vai da saída do aparelho até a ligação
com a caixa sifonada, os lavatórios, os ramais de esgoto toda tubulação instalada
após as saídas das caixas sifonadas. Ramais de descarga com diâmetros de 40 mm.
As saídas de esgoto serão instaladas a uma altura de 0,60 m do piso acabado,
observada a necessidade de cada aparelho para a coleta do efluente.

115
Para a coleta de aguas servidas serão instaladas caixas sifonadas nos
ambientes de acordo com o projeto nas dimensões 100x100x50 mm, deverão ter porta
grelhas e grelhas com acabamento metálico.
Os esgotos produzidos na edificação serão encaminhados para caixas de
passagem, inspeção de esgoto sendo construída de tijolo comum maciço de ½
revestido com argamassa de cimento e areia traço 1:3 com lastro de concreto
espessura de 10 cm e tampa de concreto de espessura 5 cm com puxador, as
dimensões de 0,8 a 0,8 x profundidade variável dependendo da necessidade de
escoamento.
As caixas de gordura serão construídas com o mesmo material das caixas de
passagem, sendo instalada níveis mais altos que o fundo, para o sinfonamento e o
acumulo de gordura.
A Tubulação de esgoto sanitário deverá obedecer às seguintes declividades,
para tubulações de até 75 mm inclinação mínima de 2% para tubulações acima de 75
mm a 100 mm inclinação de 1%.
Os esgotos produzidos no edifício serão encaminhados para rede coletora e
respectivamente tratamento.

83. APARELHOS SANITÁRIOS E INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PARA


PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

Bacias sanitárias de louça linha conforto P51, com assento AP52, válvula de
descarga com acabamento, instalada a uma altura de 1,00 m do piso acabado.
Serão fixadas 02 (duas) barras de apoio em aço cromado 0,80 m em cada bacia
sendo uma ao lado e outra ao fundo a uma altura do piso acabado de 0,75 m, a uma
distância de 0,30 m da parede até o seu início conforme projeto.
A bacia deve ser instalada nas alturas de 0,43 m e 0,45 m do piso acabado,
medida a partir da borda superior sem assento instalado.

116
Figura 1 – Bacia sanitária – Barra de apoio lateral – NBR - 9050

Os acessórios para portadores de necessidades especiais terão sua área de


utilização na faixa de alcance confortável, altura entre 0,80 m e 1,20 m do piso
acabado.
Posição vertical, a altura da borda inferior tem que ser de no máximo 0,90 m e
da borda superior 1,80 do piso acabado
Posição inclinada, instalada a 10º em relação ao plano vertical, com borda
inferior a no máximo 1,10 m e a borda superior de no mínimo 1,80 m do piso acabado.
As papeleiras embutidas devem estar localizadas a uma altura de 0,50 m e 0,60
m do piso acabado e uma distância máxima de 0,15 m da borda frontal da bacia.
Papeleiras com dimensões diferentes podem ser alinhadas com a borda frontal
da bacia e o acesso ao papel entre 1,00 m e 1,20 m do piso acabado.

84. REDE COLETORA DE ESGOTO DO EDIFICIO


A rede de esgoto conduzira todo o efluente produzido no edifício para um
sistema de tratamento de esgoto construído para tratamento dos efluentes antes da
dispersão.
Consideramos para escoamento para cada trecho da rede uma vazão mínima
de 1,51 l/s de esgoto, vazão mínima para aparelho sanitário de descarga,
117
considerando vazão de chegada de esgoto de 80% do total do consumo mais
coeficiente de infiltração de 0,0001 l/s x m de rede.
Será utilizado tubo de PVC rígido soldável branco de diâmetro igual a 100 mm.
A cada 15 m será instalada caixas de passagem/inspeção de esgoto, para
manutenção e limpeza.
As caixas de passagem, inspeção de esgoto sendo construída de tijolo comum
maciço de ½ revestido com argamassa de cimento e areia traço 1:3 com lastro de
concreto espessura de 10 cm e tampa de concreto de espessura 5 cm com puxador,
as dimensões de 0,8 x 0,8 x profundidade variável dependendo da necessidade de
escoamento.
O assentamento da tubulação deverá ser em um lastro de areia de espessura
de 0,5 m em toda a sua extensão da vala, com fundo apiloado reaproveitando o
material escavado para reaterro.
Onde há circulação de veículos a tubulação deverá ser envelopada com
concreto não estrutural e resistência de 20 Mpa.

85. TRATAMENTO DE ESGOTO


O esgoto será encaminhado para tratamento de esgoto composto por tanque
séptico, filtro anaeróbico e caixa de desinfecção, para após ser encaminhado para o
sumidouro e dispersão no solo.
Reatores anaeróbicos apresenta boas vantagens, baixo custo de construção,
operação e baixa produção de lodo. Reatores anaeróbios e boa alternativa para
resolver problemas de saneamento básico urbano nas áreas rurais.
Reatores anaeróbios (tanque séptico e filtro anaeróbio de fluxo ascendente)
apresenta uma eficiência em termos de remoção em torno de 70 a 75 % SST e de
90%, sendo uma ótima alternativa.
A passagem do esgoto pelo sistema anaeróbio entrara em contato com uma
câmara de desinfecção, ficara aproximadamente 30 minutos antes de seguir para a
dispersão, a câmara de desinfecção e importante para a remoção de organismos
patogênicos presentes nos esgotos.
O tanque séptico terá as dimensões de 3,69 m por 1,85 m por 1,85 m e deverá
ser construído de modo estanque, não deverá sair liquido e nem entrar líquidos de
fora.

118
O filtro terá as dimensões de 3,45 m de diâmetro, altura de fundo falso de 0,55
m, com camada de filtragem em brita nº 3 de 0,80 m, o filtro anaeróbio deverá ser
estanque para evitar a saída de efluente, e entrada de outros líquidos.
Após a saída o efluente deverá passar por uma caixa de desinfecção será
construída com dimensões 0,80 m x 0,80 m x 1,00 m com altura útil de 0,65 m com
cesto metálico para a colocação de pastilhas de cloro em contato direto com o efluente
permanecendo por 30 minutos.

86. OPERAÇÃO DOS TANQUES


Os tanques foram dimensionados para um período de limpeza de 360 dias,
após esse período deverá ser feita a limpeza e manutenção do sistema.
Operação e manutenção do sumidouro a quantidade orgânica no sumidouro e
um dos fatores determinantes de manutenção previsto para o sumidouro. Com o
passar do tempo diminui a eficiência da unidade.

87. DRENAGEM PLUVIAL DO TERRENO


A drenagem do terreno pode ser feita por valas de drenagem.
Vala de drenagem em U, construída em alvenaria de tijolo com lastro de
concreto no fundo, rebocado com argamassa com aditivo impermeabilizante em torno
do edifício locais onde haverá circulação de pessoas deverá ser colocada grelha de
metal.
Vala de drenagem em formato de V, em concreto não estrutural em torno do
estacionamento.

ALTURA DOS PONTOS DE UTILIZAÇÃO


- Lavatório – 0,60 m
- Pia cozinha – 0,60 m
- Vaso sanitário – 0,30 m
- Vaso sanitário pne – 0,38 m
- Registro de gaveta – 2,00 m e 2,20 m
- Tanque de lavar roupas – 1,00 m
- As torneiras da pia deverão ser de mesa e instaladas pontos na altura de 0,60
m ligadas por mangotes flexíveis até as torneiras.

119
88. INSTALAÇÕES EMBUTIDAS
As instalações deverão permitir fácil acesso para qualquer necessidade de
repara e não deverá prejudicar a estabilidade da construção, a tubulação não deverá
ficar solidaria a estrutura da construção, devendo existir folga ao redor do tubo na
travessia das estruturas ou paredes para se evitar danos a tubulação na ocorrência
de eventuais recalques – rebaixamento da terra ou da parede após a construção da
obra.

89. INSTALAÇÕES ENTERRADA


Instalações assentadas em terreno resistente ou sobre base apropriada, livre
de detritos ou materiais pontiagudos. O fundo da vala ou piso será assentado deve
estar uniforme, quando preciso usar areia para regularizar, após a tubulação
assentada preencher com o material indicado compactando em pequenas camadas
até atingir altura do tubo, completar com material até 30 cm da parte superior do tubo
onde não há trafego.

90. DILATAÇÃO TERMICA


Locais quentes não recomendamos que as tubulações fiquem aparente as
intempéries, quando expostas muito tempo a calor excessivo ocorre o fenômeno da
dilatação térmica nas tubulações, que e quando o tamanho do material aumenta em
função da variação da temperatura, assim pode haver o rompimento da tubulação.

91. MEMORIAL DE CALCULO


Para cálculo das perdas de carga em cada trecho consideramos a equação de
Hazen-Willians que mostra a perda de carga unitária por metro de tubulação.
Perda de carga
Hf = j x le
Hf = perda de carga entre dois locais
J = perda de carga unitária
4∗𝑄
𝐽=
(0,355 ∗ 𝑃𝐼 ∗ 𝐶 ∗ 𝐷 2,63 )1,852
Q = vazão (m³/s);
C = coeficiente admissional (130);
D = diâmetro interno da tubulação (m);
120
Le = Comprimento equivalente tubulação

92. ESGOTO SANITARIO PREDIAL


As instalações de esgotamento sanitário foram utilizadas as unidades de
Hunter de contribuição, sendo lançados em seus ramais de descarga e posteriormente
nos ramais de esgoto.
No ramal de descarga são utilizadas as unidades de Hunter de contribuição
isoladas, somadas após passagem pela caixa sifonada que fazem a união dos ramais
de descarga dos aparelhos sanitários.
Ramais de descarga
APARELHO SANITARIO Nº UNIDADE DE DIAMETRO NORMAL
HUNTER DE MINIMO DO RAMAL DE
CONTRIBUIÇÃO DESCARGA DN (MM)
BACIA SANITARIA 10 100
LAVATORIO 8 40
MICTORIO 6 40
PIA DE COZINHA 2 50

Ramais de esgoto
DIAMETRO MINIMO DO TUBO DN Nº MAXIMO DE UNIDADES DE
(MM) HUNTER DE CONTRIBUIÇÃO
40 03
50 02
75 00
100 06

Ramais de ventilação são dimensionados para evitar que o mau cheiro volte,
instalados após as saídas das caixas sifonadas.

Nº DE UNIDADE DE HUNTER DE DIAMETRO NORMAL DO RAMAL DE


CONTRIBUIÇÃO VENTILAÇÃO DN (MM)
Até 17 50
18 a 60 75
121
93. AGUA FRIA PREDIAL
O dimensionamento do volume de agua fria foi considerado pela edificação
considerando seu uso e a população do local. Forma considerado também variação
em função dos visitantes no local.

Cálculo do reservatório
𝑁∗𝑝𝑒𝑟 𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎
Vres = 1000

Vres = volume do reservatório m³;


N = número de contribuintes;
Per capita = quantidade de agua utilizada por pessoa.
Para o prédio foi considerada as pessoas que trabalham no local, o número de
pessoas por m² de escritório, sendo que para esse tipo de ocupação considerei uma
pessoa a cada 6 m².
Area a considerar = 480 m², sendo 01 pessoa a cada 6 m² temos um total de
80 pessoas, com o per capita de 80 litros por pessoa dia temos o consumo de 6400
litros. Foram considerados como visitantes motoristas de entregas de materiais,
ajudantes e clientes.
Portanto o total de agua x dia no prédio em dias de máximo consumo será de
aproximadamente 6400 litros.
No local há previsão aproximada de 30 refeições x dia, considerando um per
capita de 25 litros por refeição temos um consumo de 6400 litros dia, mais um
montante de 20 funcionários no refeitório mais um montante de 500 litros dia, deve ter
uma reserva de aproximadamente de 6900 litros dia.
Para a portaria foi considerado 02 funcionários por turno com um per capita de
125 litros por pessoa dia para a portaria totalizando 600 litros.
Para o dimensionamento dos ramais internos de agua fria foram considerados:
O número de peças de utilização que a tubulação irá atender;
A quantidade de agua (vazão) que cada peça necessita para funcionar
perfeitamente.
Quantidade de agua está relacionada com um nº de peso de peça de utilização.

122
APARELHO PEÇA DE VAZÃO DE PESO
UTILIZAÇÃO PROJETO RELATIVO
L/S
Bacia Sanitária Caixa de descarga 0,15 0,30
Válvula de descarga 1,70 32
Banheira Misturador (agua fria) 0,30 1,0
Bebedouro Registro de pressão 0,10 0,1
Bidê Misturador (agua fria) 0,10 0,1
Chuveiro ou ducha Misturador (agua fria) 0,20 0,4
Chuveiro elétrico Registro de pressão 0,10 O,1
Lavadora de pratos ou roupas Registro de pressão 0,30 1,0

O peso tem relação com os diâmetros mínimos necessários para o


funcionamento das peças, para podermos determinar os diâmetros dos barriletes,
colunas e sub-ramais.
A soma dos pesos das peças de utilização para cada trecho da tubulação,
levando em conta as vazões e pressões mínimas necessárias para o devido
funcionamento dos aparelhos sanitários, calculando em seguida a perda de carga de
cada trecho sendo que o máximo admissível e 0,008 mm, não havendo essa perda
admite-se utilizar a tubulação.

94. MEMORIAL DE CÁLCULO – SISTEMA DE PROTEÇÃO POR HIDRANTES

HIDRA COEF COEF RUGOS RUG. COMP DIAM. DIAM. PRES


NTE DE DE DA DA DA DO DA MINIMA
DESC VELO TUBUL. MANG MANG ESG TUBUL KPa
MM AÇÃO
MM
A 1.000 0,980 120,0 140 30 63 100 147
B 1.000 0,980 120,0 140 30 63 100 147
C 1.000 0,980 120,0 140 30 63 100 147
D 1.000 0,980 120,0 140 15 63 100 147

123
Hazen Williams
Hidrantes em uso simultâneo = 2
Hidrante mais desfavorável = C
Cálculo do Hidrante D ao ponto A:
Cálculo da pressão no ponto B
Vazão no Hidrante D

QD = 𝐶𝐷 ∗ 𝐴𝐸 ∗ (2 ∗ 𝑔 ∗ 𝑃𝑒𝐷)0,5
Onde:
CD = Coeficiente de Descarga
AE = Área do Esguicho (m2)
g = Aceleração da gravidade (m/s2)
Pe D = Pressão no esguicho do Hidrante D
QD = 1,00 ∗ 0,000201 ∗ (2 ∗ 9,81 ∗ 15,473)0,5 = 0.003503 m3/s
Perda no esguicho do Hidrante D
1 𝑉²
Je = (𝐶𝑉 2 −1) + (2∗𝑔)

Onde:
Je = Perda de carga no esguicho
CV = Coeficiente de velocidade
V = Velocidade
g = Aceleração da gravidade
1 17.424²
Je = (0,9802 −1) ∗ (2∗9,81) = 0.63801 m.c.a.

Perda na mangueira do Hidrante D


Jm = Ju x Lm
Ju = (10.641 x Q^1.85) / (C^1.85 x D^4.87)
Onde:
Jm = Perda total na mangueira
Lm = Comprimento da mangueira
Ju = Perda de carga unitária (m/m)
Q = Vazão no Hidrante D
C = Rugosidade da mangueira
Dm = Diâmetro da mangueira

124
Ju = (10.641 x 0.003503^1.85) / (140.0^1.85 x 0.0630^4.87)
Ju = 0.022968 m/m
Jm = Ju x Lm Jm = 0.022968 x 15
Jm = 0.34452 m.c.a.
Perda na Tubulação - trecho B-D
J = Ju x (Lt + Ceq)
Ju = (10.641 x Q^1.85) / (C^1.85 x D^4.87)
Onde:
J = Perda total na tubulação no trecho B-D
Ju = Perda de carga unitária do trecho B-D
Lt = Comprimento dos tubos no trecho B-D
Ceq = Comprimento equivalente das conexões no trecho B-D
Ju = Perda de carga unitária (m/m)
Q = Vazão no trecho B-D
C = Rugosidade da tubulação
D = Diâmetro da tubulação
Ju = (10.641 x 0.003503^1.85) / (120.0^1.85 x 0.0534^4.87)
Ju = 0.068335 m/m
J = Ju x (Lt + Ceq)
J = 0.068335 x (19.9723 + 4.5)
J = 1.672313 m.c.a.
Pressão no ponto [B]
PB = Pe + Je + Jm + J - Hest
Onde:
PB = Pressão no ponto B
Pe = Pressão no esguicho do hidrante D
Je = Perda no esguicho do hidrante D
Jm = Perda na mangueira do hidrante D
J = Perda na tubulação do trecho B-D
Hest = Desnível no trecho B-D
PB = Pe + Je + Jm + J - Hest
PB = 15.4733 + 0.638 + 0.3445 + 1.6723 - (-8.093)
PB = 26.2212 m.c.a.

125
Velocidade no trecho B-D = 1.56m/s
Cálculo da pressão no ponto A
Perda na Tubulação - trecho A-B
J = Ju x (Lt + Ceq)
Ju = (10.641 x Q^1.85) / (C^1.85 x D^4.87)
Onde:
J = Perda total na tubulação no trecho A-B
Ju = Perda de carga unitária do trecho A-B
Lt = Comprimento dos tubos no trecho A-B
Ceq = Comprimento equivalente das conexões no trecho A-B
Ju = Perda de carga unitária (m/m)
Q = Vazão no trecho A-B
C = Rugosidade da tubulação
D = Diâmetro da tubulação
Ju = (10.641 x 0.006951^1.85) / (120.0^1.85 x 0.0534^4.87)
Ju = 0.242770 m/m
J = Ju x (Lt + Ceq)
J = 0.242770 x (26.601 + 2)
J = 6.943456 m.c.a.
Pressão no ponto A
P[A] = P[B] + J - Hest
Onde:
PA = Pressão no ponto A
PB = Pressão no ponto B
J = Perda na tubulação do trecho A-B
Hest = Desnível no trecho A-B
PA = PB + J - Hest
PA = 26.2212 + 6.9435 - (-4.252)
PA = 37.4163 m.c.a.
Velocidade no trecho A-B = 3.10m/s
Cálculo do Hidrante C ao ponto A:
Cálculo da pressão no ponto B
Vazão no Hidrante C

126
QC = CD x AE x (2 x g x Pe C) ^0.5
Onde:
CD = Coeficiente de Descarga
AE = Área do Esguicho (m2)
g = Aceleração da gravidade (m/s2)
Pe C = Pressão no esguicho do Hidrante C
QC = 1.00 x 0.000201 x (2 x 9.81 x 14.990) ^0.5
QC = 0.003448 m3/s
Perda no esguicho do Hidrante C
Je = (1/CV^2 - 1) x V^2 / (2 x g)
Onde:
Je = Perda de carga no esguicho
CV = Coeficiente de velocidade
V = Velocidade
g = Aceleração da gravidade
Je = (1/0.980^2 - 1) x 17.149^2 / (2 x 9.81)
Je = 0.61806 m.c.a.
Perda na mangueira do Hidrante C
Jm = Ju x Lm
Ju = (10.641 x Q^1.85) / (C^1.85 x D^4.87)
Onde:
Jm = Perda total na mangueira
Lm = Comprimento da mangueira
Ju = Perda de carga unitária (m/m)
Q = Vazão no Hidrante C
C = Rugosidade da mangueira
Dm = Diâmetro da mangueira
Ju = (10.641 x 0.003448^1.85) / (140.0^1.85 x 0.0630^4.87)
Ju = 0.022303 m/m
Jm = Ju x Lm Jm = 0.022303 x 30 Jm = 0.66910 m.c.a.
Perda na Tubulação - trecho B-C
J = Ju x (Lt + Ceq)
Ju = (10.641 x Q^1.85) / (C^1.85 x D^4.87)

127
Onde:
J = Perda total na tubulação no trecho B-C
Ju = Perda de carga unitária do trecho B-C
Lt = Comprimento dos tubos no trecho B-C
Ceq = Comprimento equivalente das conexões no trecho B-C
Ju = Perda de carga unitária (m/m)
Q = Vazão no trecho B-C
C = Rugosidade da tubulação
D = Diâmetro da tubulação
Ju = (10.641 x 0.003448^1.85) / (120.0^1.85 x 0.0534^4.87)
Ju = 0.066357 m/m
J = Ju x (Lt + Ceq)
J = 0.066357 x (15.8773 + 3.9)
J = 1.312355 m.c.a.
Pressão no ponto B
PB = Pe + Je + Jm + J - Hest
Onde:
PB = Pressão no ponto B
Pe = Pressão no esguicho do hidrante C
Je = Perda no esguicho do hidrante C
Jm = Perda na mangueira do hidrante C
J = Perda na tubulação do trecho B-C
Hest = Desnível no trecho B-C
PB = Pe + Je + Jm + J – Hest
PB = 14.9896 + 0.6181 + 0.6691 + 1.3124 - (-8.639)
PB = 26.2278 m.c.a.
Comparação das pressões no ponto B:
PB = 26.2278 m.c.a. (aproximadamente igual
PB = 26.2212 m.c.a. (Item: 3.1.e)
Velocidade no trecho B-C = 1.54m/s
Cálculo da pressão no ponto A
Perda na Tubulação - trecho A-B
J = Ju x (Lt + Ceq) Ju = (10.641 x Q^1.85) / (C^1.85 x D^4.87)

128
Onde:
J = Perda total na tubulação no trecho A-B
Ju = Perda de carga unitária do trecho A-B
Lt = Comprimento dos tubos no trecho A-B
Ceq = Comprimento equivalente das conexões no trecho A-B
Ju = Perda de carga unitária (m/m)
Q = Vazão no trecho A-B
C = Rugosidade da tubulação
D = Diâmetro da tubulação
Ju = (10.641 x 0.006951^1.85) / (120.0^1.85 x 0.0534^4.87)
Ju = 0.242770 m/m
J = Ju x (Lt + Ceq)
J = 0.242770 x (26.601 + 2)
J = 6.943456 m.c.a.
Pressão no ponto A
PA = PB + J - Hest
Onde:
PA = Pressão no ponto A
PB = Pressão no ponto B
J = Perda na tubulação do trecho A-B
Hest = Desnível no trecho A-B
PA = PB + J - Hest
PA = 26.2278 + 6.9435 - (-4.252)
PA = 37.4228 m.c.a.
Comparação das pressões no ponto A:
PA = 37.4228 m.c.a. (aproximadamente igual)
PA = 37.4163 m.c.a.
Velocidade no trecho A-B = 3.10m/s 5)
Verificação da pressão no ponto A
Pressão Requerida no ponto A = 37.4228 m.c.a. = 367.00 KPa
Vazão no ponto A = 0.0069513 m3/s
Perda de carga unitária = 0.2428 m/m
Cálculo da potência da bomba 1000 x Vazão x Altura Manométrica

129
Pb = 75 x rendimento 1000 x 0.0069513 x 37.42
Pb = 75 x 0.75
Pb = 4.62
Potência da bomba = 4.62 HP
Cálculo do volume da Reserva Técnica de Incêndio - RTI
V=Qxt
Onde:
V é o volume da reserva
Q é a vazão em L/min
T é o tempo do primeiro combate em minutos
V = 417.08 x 30
V = 12512 litros
V = 12.5124 m3

95. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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ABNT NBR 6502: 1995 – “Rochas e solos – Terminologia”
ABNT NBR 7181:1984 – “Solo – Análise granulométrica – Método de ensaio”
ABNT NBR 8036:1983 – “Programação de sondagens de simples reconhecimento dos
solos para fundações de edifícios – Procedimento”
ABNT NBR 13441:1995 – “Rochas e solos – Simbologia”
ABNT NBR 6484 estabelece os seguintes critérios para a paralisação da sondagem:

132
ABNT NBR 6122/96 – Projeto e execução de Fundações
ABNT NBR 6118/03 – Projeto de Estruturas de Concreto.
ABNT NBR 5626/98 – Sistemas prediais de agua fria;
ABNT NBR 8160 – Sistemas prediais de agua pluviais ventilação, esgotamento
sanitário tubos e conexões de PVC;
ABNT NBR – 13969/97 – Tanques sépticos – Unidades de tratamentos
complementares e disposição final de efluentes líquidos – projetos, construção e
operação;
ABNT NBR – 5647-1 – Sistemas para adução e distribuição de agua – Tubos e
conexões de PVC com junta elástica e com diâmetros nominais até DN 100;
ABNT NBR 9822 – Execução de tubulações de PVC rígido para Adutoras de Agua;
ABNT NBR 7665 – Sistemas para adução e distribuição de agua – Tubos de PVC 12
DEFOFO com junta elástica – Requisitos;
ABNT NBR 9649/89 – Projeto de rede coletora de esgoto sanitário;
ABNT NBR 8965/85 – Barras de aço CA 42S com características de soldabilidade
destinadas a armaduras para concreto armado – Especificação;
ABNT NBR 8548/84 – Barras de aço destinadas a armaduras para concreto armado
com emenda mecânica ou por solda – Determinação da resistência a tração – método
de ensaio;
ABNT NBR 7480/96 – Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto
armado – especificação;
ABNT NBR 6120/80 – Cargas para cálculo de estruturas de edificações
Procedimentos;
ABNT NBR 8522/84 – Concreto – Determinação do modulo de deformação estática e
diagrama tensão-deformação-Método de ensaio;
ABNT NBR 8953/09 - Concreto para fins estruturais – Classificação pela massa
especifica, por grupos de resistência e consistência;
ABNT NBR 5738/03 – Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpo de
prova;
ABNT NBR 5739/07 – Concreto – Ensaios de compressão de corpo de prova
cilíndricos;
ABNT NBR 7222/11 – Concreto e argamassa – Determinação da resistência a tração
por compressão diametral de corpos de provas cilíndricas;

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FUSCO, P. B. Tecnologia do concreto estrutural. São Paulo, Pini, 2008;
LEONHARDT, F. & MONNING, E. Construções de concreto. V.1 Rio de Janeiro, Inter
ciência, 1977;
PINHEIRO, L. M. Concreto armado: tabelas e ábacos. São Carlos, EESC;
PROPLAN, Planejamento de Projetos
BRANDALIZE. M.C.B.- Topografia, engenharia civil, PUC P PR, 2003
JUNIOR, L.V.-Topografia A e B- UFRPE
ABNT NBR - 13133/1994

96. ANEXOS

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