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O St. Alberto de Campos ¢ proprietirio de uma lavanderia industrial, sit determinado municipio do estado de Sao Paulo. A 8 médulos fiscais, conforme tragado na figura 01: ada na zona rural de um propriedade possui area de 100 hectares, e possui No interior da propriedade situa-se uma nas que estabelece 0 limite da propriedade di construida uma represa (R) consumo industrial. ‘cente de gua (N), € um eérrego que desdgua em um rio lo St. Alberto com outra, No percurso do cérrego foi Para facilitar a captagdo da égua superficial, que abastece parte do Google A propriedade nfo possui reverva legal. A APP da naseente nao foi desmatada, mas esta incompleta. A do c6rrego que corta a propriedade foi completa e recentemente suprimida para a construgao da barragem ¢ para utilizagao da lenha nas fornalhas das caldeiras, que tingem roupas em altas temperaturas. A barragem (figura 2) também nao possui APP em seu entomo, com excegtio de um pequeno ponto que o Sr. Alberto usuftui nas pescarias com a familia nos finais de semana. Figura 2 CoRR We A barragem foi construida por iniciativa do Sr. Alberto, Foi utilizada terra de uma area do proprio lago para 0 barramento e a para 0 nivelamento da estrada de terra que da acesso a propriedade. O barramento delimita um corpo dagua com cerca de 2.500 mil metros ctibicos (Fig 3). Figura 3 Na época da construgao do barramento a movimentagdo dos veiculos (tratores e caminhdes) seguido de um longo periodo de chuvas gerou um processo erosivo que se mantém até os dias atuais A indastria inserida no terreno é uma lavanderia industrial e também tinturaria, que lava e tinge tecidos, na quantidade de cerca de 150 toneladas ao més. A empresa esta instalada no local ha wes anos e possui 35 (trinta e cinco) funcionarios, ¢ tem 2.160 metros quadrados de area construida. No processo de bencficiamentoo utiliza tinturas diversas e agua, que 6 aquecida em caldeitas ¢ Proveniente de captago subterranea quanto superficial (22 e 110 metros eibicos por dia respectivamente). A dgua servida é devolvida para 0 cérrego, a jusante do ponte de eaptayao. apés 0 Procedimento de tratamento. Apesar do tratamento, o efluente possuii aspecto escuta, mal cheitosee com temperatura de 45 geaus (fig 4), No ponto onde o efluente tratado ¢ despejado verifica-se a auséncia de vegetagio aquatica © mortandade de peixes e invertebrados. Os residuos produzidos no processo de lavagem ¢ tinturaria stio compostos de retalho de tecido ¢ embalagens de produtos quimicos (sacos e bombonas plasticas), utlizados no processo industrial ¢ também na estagaio de tratamento do efluente. Diante da inexisténcia de servigos de coleta, os residuos sio queimados dentro da propriedade, num compartimento adaptado para tanto. As duas caldeiras emitem gases e ful jigem provenientes da queima da madeira e nunca tiveram suas composigdes analisadas (fig 5). No interior da indistria é emitido ruido pela vibragdio dos motores das maquinas. Sua empresa de consultoria foi contratada pelo senhor Alberto para dois trabalhos especificos primeiro, fazer um diagnostico da condigao ambiental de sua empresa e propriedade & luz da legislaeao vigente, portanto fundamentado nesta Em segundo, esclarecer os procedimentos para adequagao ambiental, Leis que devem ser verificadas para tal sao: Aspects fundidrios (APP ¢ RL): Cédigo florestal Resolugdo CONAMA 004 de 18 de setembro de 1985 (para o tamanho de APP nos atredores de lagoas, lagos ou reservatdrios de dguas naturais ou artificiais); Aspectos hidricos Politica Nacional de Recursos Hidricos: Lei Estadual 7.663 de 30 de dezembro de 1991; Portaria DAEE 2.292 de 2006 (outorgas). Resolugiio conjunta SMA/SAA 02 de 07 de abril de 1997 (procedimentos de licenciamento ambiental em areas de preservagtio permanente, de obras, empreendimentos e atividades de desassoreamento, construgSes, reforma e ampliagdio de tanques, agudes e barramentos de corpos de dgua). (hup:/licenciamento.cetesb.sp.gov.br/legislacao/estadual/resolucoes/1997_Res_Conj_SMA_SAA_ 02.pdf). Efluentes: Decreto N. 8.468, de 8 de setembro de 1976 Residuos s6lidos: Politica Nacional de Residuos sélidos (Lei N° 12.305 de 2 de agosto de 2010). Punigoes: Lei de crimes ambientais, Lei n° 9605 de fevereiro de 1998 e decreto regulamentador