Você está na página 1de 9

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

01/12/2016 Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas TemasemPsicologia versãoimpressa ISSN 1413­389X
01/12/2016 Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas TemasemPsicologia versãoimpressa ISSN 1413­389X

versãoimpressaISSN1413­389X

Temaspsicol.v.16n.1RibeirãoPretojun.2008

ARTIGOS

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas I

Group motivational interviewing for the treatment of alcohol addiction

ServiçosPersonalizados

artigo

Indicadores

Compartilhar

Referênciasdoartigo Comocitaresteartigo Traduçãoautomática Indicadores Acessos Compartilhar Mais Mais Permalink

AntônioJaeger I­II ;MargarethdaSilvaOliveira I ;SuzanaDiasFreire I

I PontifíciaUniversidadeCatólicadoRioGrandedoSul(PUC­RS) II HospitalParqueBelém

Endereçoparacorrespondência

RESUMO

AEntrevistaMotivacionaléumaintervençãobrevequevisatrabalhararesoluçãodaambivalênciafrenteà mudançadecomportamentosdependentes.Opresentetrabalhotevecomoobjetivoapresentarumaexperiência

deaplicaçãodaEntrevistaMotivacionalemumformatogrupal.Contoucom36homenscomidadesentre35a

62anos,alcoolistas,quenoiníciodoestudoestavamemfasededesintoxicação.Osparticipantesforam

submetidosàentrevistamotivacionalemumformatodegrupoeavaliadosduasvezesquantoaoconsumode

álcool:aoiniciarotratamentoe90diasapósomesmo;atravésdaentrevistasemi­estruturadaFORM­90.Na

primeiraavaliação,oconsumomédiodeálcooleradealtorisco:aproximadamente200unidadesdeálcoolpor

semana.Nasegunda,oconsumodiminuiusignificativamente,sendoquemaisde60%dosparticipantesnão

tiveramconsumodeálcool.Aentrevistamotivacionalemgruposemostraumaimportanteevaliosaferramenta

paraotratamentodepessoasdependentesdeálcool,seapresentandocomoumaabordagemeficaze

economicamenteviável.

Palavras­chave:Motivação,Alcoolismo,PsicoterapiadeGrupo,Psicoterapiabreve.

ABSTRACT

MotivationalInterviewingisabriefinterventionaimedtoresolvetheambivalenceelicitedbytheprocessof changingaddictivebehaviors.Thepresentarticlereportsanexperienceofinterventioningroupsforalcohol­

dependentpatientsinwhichtheMotivationalInterviewingapproachwasemployed.Itincluded36alcohol­

dependentmalesaged35to62years,whoweredetoxificationinpatientsatthebeginningofthestudy.The

subjectstookpartintheinterventionandtheiralcoholconsumptionwasassessedbeforeand90daysafterit,

usingtheFORM­90inventory.Thealcoholconsumptionatthefirstevaluationwashigh:approximately200

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

alcoholstandardunitsperweek.Atthesecondevaluationthealcoholconsumptiondecreasedsignificantly,and

morethan60%ofthesubjectsdidnotdrinkalcoholwhatsoever.TheMotivationalInterviewinginagroupformat

wasrevealedasanimportantandeconomicallyadvantageoustoolforthetreatmentofalcoholaddiction.

Keywords:Motivation,Alcoholism,GroupPsychotherapy,BriefPsychotherapy.

Oalcoolismorepresentaumapreocupaçãoconstante,desdequeéentendidocomoumadoençacrônica, progressiva,edegrandepoderdestrutivo.Vistosuaaltaprevalência,eosdiversosfatoresenvolvidos, atualmenteoalcoolismotemsidovistocomoumproblemadesaúdepública.Aprevalênciadedependentesde

álcoolnoBrasiléde12,3%,segundooIILevantamentoDomiciliarsobreoUsodeDrogasPsicotrópicasno

Brasil.Aprevalênciadedependênciadeálcoolparaosexomasculinoéde19,5%,bastantesuperiorà

observadaentreasmulheres(6,9%)(Carlini&Galduróz,2006).

Muitossãoosacidentesdetrânsitoscausadospeloconsumodebebidasalcoólicas(Galduróz&Caetano,2004).

Tambémfreqüentes,sãoosaltosíndicesdeatosviolentosquandoálcooleoutrasdrogasestãopresentesentre

agressoresesuasvítimas(Chalub&Telles,2006).

Asimplicaçõesdoalcoolismonaesferabiopsicossocialtêmconseqüênciasnegativasemtodasasetapasdo desenvolvimentodoindivíduo.Paisalcoolistasfrequentementecomprometemaeducaçãodeseusfilhosem aspectosemocionaisecomportamentais.Estascriançasapresentamtimidez,insegurançaebaixaauto­estima

(Souza,Jeronymo&Carvalho,2005).Nãoraro,aviolênciadomésticasefazpresentenessasfamílias,fato

associadoàdependênciadesubstâncias(Zilberman&Blume,2005).Oconsumoabusivodeálcoolémais

freqüenteempacientescrônicosquandocomparadosàpopulaçãoemgeral.Estedadopodeserentendidocomo decorrênciadosprejuízosconseqüentesdousoabusivodeálcool,bemcomoacarêncianoscuidadospessoais, exemplificadopelomenoríndicedeconsultasemrelaçãoaosnãoconsumidoresdeálcool(Costa,Silveira,

Gazalle,Oliveira,Hallal,Menezes,Gigante,Olinto&Macedo,2004).

AEntrevistaMotivacionaltemsidofreqüentementeempregadacomomodelodetratamentoparaoalcoolismo

(Miller,1983;Miller&Hester,1986;Miller,Sovereing&Krege,1988;Miller&Rollnick,1991;ProjectMatch,

1993,Oliveira,2001),sendoreconhecidacomoumadasabordagensdeescolhanotratamentodesteproblema

(Hettema,Steele&Miller,2005).Otratamentoemgrupotambémtemsidoamplamenteutilizadocomeste

objetivo,sendoconsideradoumaabordagemtipicamenteoferecidapeloscentrosdetratamentodedependência

química(Yalom,1995;Falkowski,1996;VanHorn&Bux,2001).Entretanto,sãopoucosostrabalhoscientíficos

quevisamavaliaraintegraçãodeaspectosdaEntrevistaMotivacionalàabordagememgrupo.

EstudoscomesteobjetivoforamdesenvolvidosporVanHorneBux(2001)eAna,WulferteNietert(2007)e

estudaramaEntrevistaMotivacionaladaptadaaocontextodegrupoempacientescomdiagnósticoconcomitante deabusooudependênciadesubstânciaseoutrodiagnósticopsiquiátrico,oqualincluíatranstornosdehumore transtornospsicóticos.EmumestudodesenvolvidoporFoote,Deluca,Magura,Warner,Grand,Rosenblume

Stahl(1999),umgrupoterapêuticocomenfoquemotivacionalfoiprojetadoparaotratamentodeindivíduos

comdiferentesdependências.Lincourt,KuetteleBombardier(2002)investigaramaeficáciadaentrevista

motivacionalemgrupocompacientesencaminhadosaotratamentopormandatojudicial;eLaranjeira,Almeida

eJungerman(2000)observaramestaintervençãocompacientesdependentesdediferentessubstâncias,

utilizandotambém,técnicasdeprevençãodarecaída.Estesestudosapresentamconclusõespositivasemfavor dautilidadedaEntrevistaMotivacionalemumformatodegrupo,entretantosomenteoestudodesenvolvidopor

Ana,WulferteNieter(2007)avaliouopadrãodeconsumodosparticipantesapósaintervenção,enenhumdeles

investigouumaamostraexclusivadealcoolistas.

Devidoàquantidadelimitadadepesquisassemelhantesàsdescritasacima,opresenteartigoapresentaa

aplicaçãodaEntrevistaMotivacionalemgrupo,descrevendooformatodaintervençãoespecialmenteplanejada

paraotratamentodeindivíduosdependentesdoálcool.

Método

Trata­sedeumestudopré­experimentalcommedidasantesedepois.Avariávelindependenteéaintervenção

grupaldeEntrevistaMotivacional,eavariáveldependenteéoconsumoouaabstinênciadoálcool.

Participantes

Aamostrafoicompostade36participantes,queestavaminternadosparadesintoxicaçãonumaunidade

especializadanotratamentodedependênciaquímica.Aidademédiafoi46,44(DP7,55)variandoentre35e62

anos.OsparticipantestinhamestudadonomínimoatéaquintasériedoEnsinoFundamentalepreenchiamos

critériosdiagnósticosparadependênciadoálcoolconformeDSMIV­TR(AmericanPsychiatricAssociation,2002).

Dependênciadetabaconãofoicritériodeexclusão,porémabusooudependênciadeoutrasdrogasalémdo

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

álcoolfoicritériodeexclusão.Aintervençãoocorreuemgruposde5a7pacientesporvez.Cadaparticipante

eraincluídoemcadagrupoespecíficodeformaaleatória.

Instrumentos

Quantidadeefreqüênciadeconsumodeálcool:realizou­seumaanálisedopadrãodeconsumotípicode

cadaindivíduo,damaneiramaisprecisapossível.Paraisto,foiutilizadaaentrevistaestruturadaFORM­90­AI

(DrinkingAssessmentInterview–Intake)(ClientIntakeInterview),quefoiinicialmentedesenvolvidapara

medireavaliaroconsumodeálcoolparaoProjetoMATCH(ProjectMatch,1993;Miller,1996;Tonigan,Miller&

Brown,1997).Combasenocalendáriocorrenteenalembrançadecadadia,esteinstrumentoreconstróios

últimos90dias,detalhandoopadrãodeconsumodeálcool.Atravésdestaentrevistatorna­sepossível

identificaraquantidadedeálcoolingeridapelosparticipantesemumdiatípicodeconsumoemunidadesde

álcoolinternacionalmentepadronizadas(umaunidadeinternacionaldeálcoolequivalea15mldeálcoolpuro)

(Miller,Heather&Hall,1991).Paraasegundaavaliação,aentrevistadeseguimentoutilizadaparainvestigar

freqüênciaequantidadedeconsumofoiaFORM­90versãoAQ(QuickDrinkingAssessmentInterview)(Miller,

1996).Estaversãoobjetivareconstruiroperíododesdeaúltimaentrevistaatéodiadaentrevistacorrente.

Devidoàsfreqüentesmudançasnopadrãodeconsumo,quevarianasdiferentessemanaseepisódios,é

utilizadoométododagradedemédiadeconsumo(Miller&Marlatt,apudTonigan,Miller&Brown,1997).

Gravidadedadependênciadoálcool:estamedidafoirealizadapormeiodaescalaSADD(ShortAlcohol

DependenceData)padronizadaparausonoBrasilporJorgeeMasur(1986).Aescalaécompostade15itense

asrespostassãodotipoLikertdeumaquatropontos.Apartirdasomadepontospode­seclassificara

severidadedadependênciaemleve,moderadoegrave.

Procedimentos

EsteestudofoiaprovadopeloComitêdeÉticaemPesquisadaFAPSI­PUCRS.Acoletainiciouapósa

apresentaçãoeautorizaçãodoscoordenadoresdaunidadedeinternação.Aosparticipantes,foigarantidoo

anonimatoeaconfidencialidadedasinformações.

Ossujeitoseramconvidadosaparticipardoestudoporvoltado6ºou7ºdiadeinternaçãoparadesintoxicação

doálcool.Nestaocasião,eramexplicadososobjetivosdapesquisa,apresentadooTermodeConsentimento

LivreeEsclarecido,feitaaprimeiraavaliaçãoeaplicaçãodosinstrumentos.

Alémdamedidadagravidadedadependênciaedopadrãodeconsumodeálcool,foramlevantadosdados clínicoscomopartedarotinadotratamentodeinternação.Estasinformaçõesforamorganizadasetrabalhadas noprimeiroencontrogrupal,quandoomaterialdecheckuperausadonadevoluçãocomofeedbackdoestado clínico,cognitivoeemocionaldecadaparticipante.Paraisso,foramavaliadossintomasdedepressãoe ansiedadecomoInventáriodeDepressãodeBeck(BDI)eoInventáriodeAnsiedadedeBeck(BAI)(Cunha,

2001).Estasescalasgraduamossintomasemnívelleve,mínimo,moderadoegrave,eosresultadosforam

utilizadosapenascomopartedatécnica,paracheckupefeedbacknoprimeiroencontro.Utilizou­setambém

paraasessãodedevoluçãootestepsicológicoFigurasComplexasdeRey(Rey,1999),queavaliaapercepçãoe

amemóriarecente.Comoprocedimentospadrãodarotinadeinternação,eramcoletadasasdosagemdas

enzimashepáticasGamaGlutamil­Transferase(GGT),TransaminaseGlutâmico­Oxalacética(TGO)ea

TransaminaseGlutâmico­Pirúvica(TGP),queidentificamoestadogeraldofígadodopaciente.

OsresultadosdoBAIeBDI(Cunha,2001),FigurasComplexasdeRey(Rey,1999)eexameslaboratoriais

fizerampartedocheckupabordadocomogruponaprimeirasessãoeforamcoletadoscomestafinalidade,por

issonãoserãoapresentadosnesteestudo.

Osparticipantesseguiamotratamentopadrãodolocal,seguindoumprogramadeatendimentospróprioda

unidadehospitalar,queincluía,entresuasatividades,acompanhamentopsiquiátricoegruposcomenfoquede

prevençãodarecaída.

Osparticipantesdapesquisa,alémdepassaremporesteprograma,participavamtambémdaintervençãoem gruposcomenfoquemotivacionalemquatroencontrossemanaisemsalaespecíficanolocaldainternação.

Após90diasdaprimeiraavaliação,osparticipantesforamcontatadosenovamenteentrevistados

individualmentepararegistrodopadrãodeconsumoalcoólico.

Parafundamentareoperacionalizarestaintervençãoemgrupoutilizou­secomobaseomanualdesenvolvido

peloMid­AtlanticAddictionTechnologyTransferCenter,deautoriadeIngersoll,WagnereGharib(2000).Este

materialédestinadoaotrabalhocomaEntrevistaMotivacionalemgruposdentrodeprogramasdetratamento

paradependênciadesubstânciase,apartirdele,desenvolveu­seaestruturadaintervençãoemgrupo

implementadanopresenteestudo.

Nestaintervenção,osparticipantesparticiparamdequatroatendimentosemgrupovisandoelevaramotivação

paraoabandonodobeberproblemático.Assessõestiveramduraçãode90minutos,eforamcompostaspor5a

7pacientes,sendoqueeraconsideradoabandonodetratamentoseosparticipantesparticipassemdemenosde

50%destas.Estesencontroseramcoordenadosporumpsicólogoetiveramaparticipaçãodeumestagiáriode

psicologia.Estaabordagemfoiestruturada,naqualcadasessãoseconcentrouemdeterminadostópicos(Jaeger

eOliveira,2003).Ostópicosabordadosemcadasessãosãodescritosaseguir:

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

1ª.Sessão–Esteencontrotinhaoobjetivodedarinícioaoprocessodedevoluçãoderesultadosdeexames

laboratoriaisedeavaliaçãocognitiva,coletadosnaprimeiraentrevistadeaplicaçãodoprotocolodepesquisae

nosprocedimentosprópriosdainternação.Nestadevolução,foramutilizadososresultadosdo:FORM­90

(ProjectMatch,1993;Miller,1996);SADD(ShortAlcoholDependenceData,Jorge&Masur,1986);Figuras

ComplexasdeRey(Rey,1999);BDIeBAI(Cunha,2001).Outrorecursoutilizadocomointuitodetornara

sessãodedevoluçãomaisabrangentefoiadosagemdasenzimashepáticasGamaGlutamil­Transferase(GGT),

TransaminaseGlutâmico­Oxalacética(TGO)eaTransaminaseGlutâmico­Pirúvica(TGP).Apartirdestefeedback,

seexemplificavaosprejuízosdoálcoolnapercepçãoenamemóriarecente,naqualidadedevidaemocional,

complicaçõesclínicas,alémdaclassificaçãoquantoàgravidadedadependência.

Estaprimeirasessãoseguiaumaestruturanaqual,apósaapresentaçãodosmembrosdogrupo,oterapeuta distribuíaparacadapacienteosresultadosdestesinstrumentosemumafichapersonalizada.Estasinformações eramtrabalhadascomogrupodemaneiradidática,utilizando­seumquadronegroparaaexposiçãodoque estesresultadossignificavam,eoqueistopoderiaacarretarparaasaúdedecadaindivíduo.Ospacientesnão eramestimuladosaexporosresultadosqueacabavamdereceber,massim,estimuladosacompartilharsuas reações,frenteaestasinformações,comosoutrosmembrosdogrupo.Taisinformaçõespoderiamserdifíceis desuportaremumprimeiromomento,oquepoderiaviragerarresistênciaporpartedopaciente(Miller,

Benefield&Tonigan,1993).Paraevitarqueistoacontecesse,oterapeutautilizoutécnicascomoaescuta

reflexiva,oencorajamento,eseposicionoudemaneiraempáticafrenteaodesconfortoesofrimentodo

paciente,conformeospressupostosdaEntrevistaMotivacional(Miller&Rollnick,1991).

2ª.Sessão–Esteencontroobjetivouaexploraçãodoestilodevidadospacientes.Inicialmenteconceituava­seo

queéestilodevida,eseguia­secomospacientestrazendoosseusprópriosexemplos.Desenvolvia­seum

entendimentodosdiastípicosedasemanatípica,descrevendo­osnoquadro.Explorava­seoquantoesteestilo

devidainfluencianasaúde,navidaemocional,nasrelações,nasegurançafinanceira,etc.Depoisse

questionavasobreousodeálcool,equalopapeldelenoestilodevidadosujeito.

3ª.Sessão–Nesteencontroutilizava­seatécnicadabalançadecisional,trabalhando­seospróseoscontrasde

continuaroumudarocomportamentodebeber.Nosprimeirosminutos,oterapeutaperguntavaaospacientes qualseriaparaelesadefiniçãodapalavramotivação,ecolocavanoquadroasrespostasapropriadas, perguntandodepoisoqueinfluenciaamotivação,enovamentecolocavanoquadroasrespostasapropriadas.O terapeuta,então,faziaumadefiniçãomaisampla,apontandoaexistênciadaambivalênciacomoalgonormal frenteàtomadadeumadecisãodifícil,ressaltandoaimportânciadeseverosdoisladosdossentimentosao mesmotempo.Ospacientesrecebiamummaterialcomumquadroparaserpreenchidocomospróseos contrasdeusaredenãousaroálcool.Apóspreenchê­los,ospacienteseramestimuladosadividirassuas respostascomogrupoeoterapeutacolocavaasrespostasmaisadequadasnoquadronegro.Antesdotérmino dasessão,ospacientesrecebiamummaterialparaleituradenominadoOálcoolevocê(Miller,Zweben,

DiClemente&Rychtarik,1992),paraserabordadonopróximoencontro.

4ª.Sessão–Emumprimeiromomentodesteúltimoencontro,erafeitaumabrevediscussãosobrealeitura

entreguenasessãoanterior.Esteencontroeradestinadoaofornecimentodesuporteparaauto­eficáciaeparao

estabelecimentodeumplanodemudança.Oprimeirotópicoeratrabalhadoestimulando­sequecada

participanterelembrasseecompartilhasseumasituaçãovivenciadademudançanaqualobtevesucesso,como,

porexemplo,conseguiriniciarotratamento,algumperíododeabstinência,tercompletadoocolégio,etc.

Utilizava­separaistoummaterialescritoapropriado.Paradefinirumplanodemudança,tambémerautilizado

ummaterialoqualospacientespreenchiamedepoisdiscutiamoquefoiescrito.

Apósotrabalhodoplanodemudançaesuportedaauto­eficácia,oúltimoencontrogrupalrevisavaostópicos dassessõesanterioreseproporcionavaaescutadosparticipantesquantoaotratamentonogrupo.Destaforma, erafeitoofechamentoeenfatizadoqueseriamcontatadoseconvidadosaretornarparaaentrevistafinal

individualnospróximostrêsmeses.Estecontatoerafeitoapós90diascontadosapartirdaprimeiraentrevista

individualeosparticipanteseramavaliadosquantoàgravidadedadependência,quantidadeefreqüênciade

consumodeálcoolnoperíodoentreasavaliaçõesindividuais.

Paraanáliseestatísticadasdiferençasentreaquantidadedeálcoolconsumidaduranteostrêsmesesanteriores aotratamentoeaquantidadedeálcoolconsumidaduranteostrêsmesesposterioresaomesmo,utilizou­seo

testenãoparamétricoWilcoxon(Conover,1971).

Resultados

Amédiadeidadedosparticipantesdoestudofoide46,44anos(mínimade35emáximade62anos)comDP

7,55.

OsdadosdemográficosdosparticipantespodemservisualizadosnaTabela1.

Tabela1:Distribuiçãodosdadossóciodemográficos.

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

01/12/2016 Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

Aamostraseconstituiu,emsuamaioria,departicipantescomgraudedependênciagrave(72,2%;N=26),e

apenas¼daamostracomdependênciamoderada.EstesdadospodemsermaisbemilustradosnaTabela2.

Tabela2:Distribuiçãopercentualdograudedependênciaaoálcool(SADD).

Comoresultadodaavaliaçãoinicialdoconsumodeálcoolrealizadopelosparticipantes,verificou­sequeestes

ingeriramemmédia36,13unidadesdeálcoolpordia(DP29,71),duranteostrêsmesesanterioresaoiníciodo

tratamento.Atravésdasegundaavaliação,verificou­seque62,2%dosparticipantespesquisadossemantiveram

emabstinênciacompletaduranteoperíododecorrentedaavaliaçãoinicial,sendoqueaquantidademédia

ingeridapelosparticipantesquerealizaramalgumconsumonesteperíodofoide7,98unidadespordia(DP

13,13).Apartirdasegundaavaliaçãoconstatou­setambémqueosparticipantesqueingeriramálcool,ofizeram

emmédiadurante19,03dias(DP32,77),conformeilustradonaTabela3.Atravésdaanáliseestatística

constatou­seque,mesmoalgunsparticipantestendoingeridoálcoolapósotratamentomotivacionalemgrupo, estesindivíduosdiminuíramsignificativamenteaquantidadedeálcoolconsumidaapósaintervenção(Z=

­2,197;p<0,028).

Tabela3:Médiadeconsumodeálcoolna1ªe2ªavaliações(Form90).

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

01/12/2016 Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas Discussão

Discussão

Aamostraseconstituiudeparticipantesdosexomasculino,sendoqueestenãoeraumcritériodeexclusão. Estedadoestádeacordocomaprevalênciadeconsumoabusivodeálcoolidentificadacomodiferenteentreos gêneros.UmestudodebasepopulacionalrealizadonazonaurbanadePelotas,RioGrandedoSul,encontrou

umaprevalênciadeconsumoabusivodebebidasalcoólicasde29,2%paraoshomensede3,7%paraas

mulheres(Costa&cols.,2004).

Amédiadeidadedosparticipantesfoi46,44(DP=7,55)oqueexemplificaossubsídiosdaliteratura,que

indicamqueosproblemasmaisfreqüentescomoálcoolaparecemnaidadeadulta(Edwards&Lader,1994).A

origemétnicadaamostrafoipredominantementecaucasiana(94,4%),vistoquenapopulaçãodoRioGrandedo

Sulháopredomíniodedescendentesdaprimeiraàterceirageraçãodeimigranteseuropeus(Carlini­Cotrim,

1999).Aindaqueocomprometimentopsicossocialdecorrentedadependênciadoálcoolsejaabrangentee

destrutivo,61,1%dosparticipantessemantêmematividadesocupacionais.Ouseja,amaiorpartedaamostra

aindadesenvolvealgumaatividadeprodutiva,independentedanaturezaedaqualidadedodesempenho

profissional.Naamostra,52,8%sãocasados,elementoquepodefavorecerarecuperação,vistoquearedede

apoioestruturadapodeauxiliarnotratamento,quandocomparadosaparticipantessolteiros.

Quantoàgravidadedadependênciadoálcool,observou­sequeaquantidadedeparticipantescomnívelde

dependênciagrave(72,2%)foisignificativamentemaiorqueadeparticipantescomníveldedependência

moderado(25%).Taldadopodeserentendidopelofatodeaamostraserconstituídadeparticipantesem

tratamentodeinternaçãoparadesintoxicaçãodoálcool.

Constatou­setambém,queaquantidadedeálcoolconsumidapelosparticipantesantesdoiníciodotratamento

eraextremamentealta,consistindoemumamédiasemanaldeaproximadamente200unidadesinternacionais

deálcool.Aoestabeleceríndicesrelativosàsquantidadesalcoólicasderisco,LaranjeiraePinsky(1997)

referemqueaingestãodemaisde50unidadesdeálcoolporsemanaéconsideradadealtoriscoparasaúde,o

quedemonstraqueosparticipantesparticipantesdapresentepesquisaingeriram,emmédia,aproximadamente

quatrovezesaquantidadedeálcoolconsideradadealtorisco.Estesdadossãocoerentescomofatodesta

amostraserpredominantementecompostadeparticipantescomdependênciaaoálcoolconsideradagrave,e

auxilianaconstataçãodoperfildaamostraquantoàgravidadedadependênciaàsubstância.

Umestudodebasepopulacionalutilizouopontodecorteparadefinirconsumoabusivodeálcoolcomosendoo

usode21unidadesinternacionaisdeálcoolporsemana.Estapesquisaencontrouumaprevalênciade14,3%

paraabusodebebidaalcoólicanapopulaçãoadultaresidentenazonaurbanadacidadedePelotas(Costa&

cols.,2004).Aquantidadedeálcoolingeridapelosparticipantesdopresenteestudo,naprimeiraavaliação,foi

cercade200unidadesinternacionaisdeálcoolporsemana,bastantesuperioràmedidautilizadaparadefinir

umpadrãodeconsumoabusivo.

Duranteostrêsmesesseguintesàintervençãomotivacional,maisde60%dosparticipantesdapesquisase

mantiveramemabstinência,edentreosparticipantesqueingerirambebidasalcoólicasnesteperíodo,a diminuiçãodaquantidadedediasedaquantidadedeálcoolconsumidafoiclaramenteinferior.Istotem importantesimplicaçõesparaaindicaçãoeeleiçãodeabordagensterapêuticasparaotratamentodo

alcoolismo.EmumestudorealizadoporMoyer,Finney,SwearingeneVergun(2002),queconsistiuemrevisão

meta­analíticade54trabalhoscontroladosquevisavamavaliarintervençõesbrevesnotratamentodo

alcoolismo,foiencontradoqueasintervençõesbrevesforammaisefetivasquandoosparticipantesmais

severamenteafetadospeloálcoolforamexcluídos.Opresenteestudonãocorroboraestedado,demonstrando

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

queumaintervençãogrupalbreveedirigida,baseadaemdevoluçãoeaconselhamento(Miller&Rollnick,1991),

podeserbenéficamesmoparapopulaçõesmaisseveramenteprejudicadaspeloálcool.

Umestudolongitudinaldemonstrouqueotratamentomotivacionalemgrupo,quandocomparadoaintervenções individuais,apresentamelhoresíndicesdeparticipaçãoemgruposdeapoio(AlcoólicosAnônimos,porexemplo)

nos6mesesseguintesaintervençãogrupal(John,Veltrup,Driessen,Wetterling&Dilling,2003),oquepodeter

sidotambémumfatorterapêuticoinerenteàintervençãoreportadaaqui.

ApesardeaindasernecessáriodesenvolvermaisresultadosquantitativosquantoàutilidadedaEntrevista Motivacionalemgrupoparaalcoolistas,outrostrabalhostambémmostramqueelapodeserútilparao

tratamentodeoutrasdependências(Foote,Deluca,Magura,Warner,Grand,Rosenblum&Stahl,1999;

Laranjeira,Almeida&Jungerman,2000;Lincourt,Kuettel&Bombardier,2002),ouparapacientescom

comorbidadesmaissérias(VanHorn&Bux,2001;Ana,Wulfert&Nietert,2007).Éessencialqueempesquisas

futurasseavaliemdiferentesformatosdegrupo,verificando­seasvantagensdeutilizar­semaiornúmerode

sessõesouestratégiasterapêuticasgrupaisdiferentes.

Estaabordagemsemostroutambémmuitovantajosanopresenteestudoaoserobservadaquantoaalguns

aspectosqualitativos.Comofoiexpostoanteriormente,aEntrevistaMotivacionalpossuiumasériedeprincípios

etécnicasparaaumentaramotivaçãoeaadesãodopacienteaotratamento.Oefeitodistofoiclaronas

reaçõesdosparticipantesparticipantesdogrupo,poisestescriaramumvínculosegurocomoterapeutaecom

osoutrosparticipantesdogrupo.Elesreferiamsentir­seàvontadeparafalarsobreoálcool,poispercebiam

queseriamfacilmentecompreendidossemseremconfrontados.Referiamtambémqueoresultadodetestese

exameseraalgomuitoimportanteemuitointeressante,equeistolhesproporcionavaumaidéiamuitomelhor

sobreaquantidadedeálcoolqueelesingeriamesobreosprejuízosqueissoacarretavaemseuestadode

saúdegeral.Estesaspectossãoimportantesindicadoresdasvantagensterapêuticasproporcionadasporesta

técnica.

Conclusão

PoucossãoosartigossobreaaplicaçãodaEntrevistaMotivacionalemgrupocomalcoolistas.Apartirdo

presenteestudo,foipossívelaplicareidentificarestaintervençãobrevecomouminstrumentoadequadono

tratamentoemgrupoparadependentesdeálcool.Avaliadosanteseapósdoatendimentogrupal,os

participantesreduziramosdiasdeconsumoeaquantidadedeálcoolconsumidanosdiasemquebeberam

quandoavaliadosdepoisdaintervenção.Aobservaçãodestesdados,eadescriçãodaestruturaadaptadaparao

contextogrupaldealcoolistasinternados,apresentamaEntrevistaMotivacionalaplicadaaestarealidade,

viabilizandoreduçãodoscustos.

Aslimitaçõesdesteestudodevemservirdediretrizesparaoaprimoramentodefuturaspesquisasqueadotem

ampliaçãodeamostraeinclusãodegrupocontrole.

Osachadosapresentadosnesteartigodemonstramaimportânciadeseestudarabordagensterapêuticas

promissoras,comoaEntrevistaMotivacional,edeexplorar­seaspossibilidadesqueasmesmasoferecempara

otratamentodediferentespopulaçõesemdiferentesrealidadessócio­econômicas.Asvantagenseconômicase

osaspectosterapêuticosinerentesaotrabalhoemgrupo,reforçadaspelosresultadospromissoresgeradospela

suaassociaçãoàEntrevistaMotivacional,fazemdestaumaopçãoseguraparaotratamentodepacientes

dependentesdeálcool.

Referências

AmericanPsychiatricAssociation(APA)(2002)DSM­IV­TR.ManualDiagnósticoeEstatísticodeTranstornos

Mentais.PortoAlegre:Artmed.

Ana,E.J.S.,Wulfert,E.,&Nietert,P.J.(2007).Efficacyofgroupmotivationalinterviewing(GMI)for

psychiatricinpatientswithchemicaldependence.JournalofConsultingandClinicalPsychology,75,816­822.

Calheiros,P.,Andretta,I.,&Oliveira,M.(2006).AvaliaçãodaMotivaçãoparaMudançanosComportamentos

Adictivos.TemasemPsicologiaClínica.SãoPaulo:CasadoPsicólogo.

Carlini,E.A.,&Galduróz,J.C.F.(2006).IILevantamentoDomiciliarSobreoUsodeDrogasPsicotrópicasno

Brasil:EstudoEnvolvendoas108MaioresCidadesdoPaís­2005.SãoPaulo:CEBRID­CentroBrasileirode

InformaçãosobreDrogasPsicotrópicas:UNIFESP­UniversidadeFederaldeSãoPaulo.

Carlini­Cotrim,B.(1999).ContryprofileonalcoholinBrasil.Em:AlcoholandPublicHealthinEightDeveloping

Countries.Geneve:WorldHealthOrganization/SubstanceAbuseDepartmentSocialChangeandMentalHealth.

Chalub,M.,&Telles,L.,E.,B.(2006).Álcool,DrogaseCrime.RevistaBrasileiradePsiquiatria,28(II),69­73.

Conover,W.J.(1971).Practicalnonparametricstatistics.JohnWileyandSons,NewYork.

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

Costa,J.S.D.,Silveira,M.F.,Gazalle,F.K.,Oliveira,S.S.,Hallal,P.C.,Menezes,A.M.B.,Gigante,D.P.,

Olinto,M.T.A.,&Macedo,S.(2004).Consumoabusivodeálcoolefatoresassociados:estudodebase

populacional.RevistadesaúdePública,38(2):284­91SãoPaulo.

Cunha,J.A.(2001).ManualdaversãoemportuguêsdasescalasBeck.CasadoPsicólogo:SãoPaulo.

Edwards,G.,&Lader,M.(Org.)(1994).Anaturezadadependênciadasdrogas.PortoAlegre:ArtesMédicas.

Falkowsky,W.(1996).Terapiadegrupoeasadições.Em:G.Edwards&C.Dare.Psicoterapiaetratamentodas

adições.PortoAlegre:Artesmédicas.

Foote,J.,Deluca,A.,Magura,S.,Warner,A.,Grand,A.,Rosenblum,A.,&Stahl,A.(1999).Agroupmotivational

treatmentforchemicaldependency.JournalofSubstanceAbuseTreatment,17(3),181­192.

Galduróz,J.C.,&Caetano,R.(2004).EpidemiologiadousodeálcoolnoBrasil.RevistaBrasileiradePsiquiatria,

26(1),3­6.

Hettema,J.,Steele,J.,&Miller,W.R.(2005).MotivationalInterviewing.AnnualReviewofClinicalPsychology,

1,91­111.

Ingersoll,K.S.,Christopher,C.W.,&Gharib,S.(2000).Motivationalgroupforcommunitysubstanceabuse

programs.Richmond:Mid­atlanticaddictiontechnologytransfercenter.

Jaeger,A.,&Oliveira,M.S.(2003).EntrevistaMotivacionalemgrupos:umapropostaterapêuticabreveparao

tratamentodadependênciaquímica.BoletimdePsicologia,33(118),25­34.

John,U.,Veltrup,C.,Driessen,M.,Wetterling,T.,&Dilling,H.(2003).Motivationalintervention:anindividual

counsellingvsagrouptreatmentapproachforalcohol­dependentin­patients.Alcohol&Alcoholism,38(3),263–

269.

Jorge,M.R.,&Masur,J.(1986).Questionáriospadronizadosparaaavaliaçãodograudeseveridadeda

síndromededependênciadoálcool.JornalBrasileirodePsiquiatria,35.287­292.

Laranjeira,R.,Almeida,R.A.M.,&Jungerman,F.S.(2000).Gruposdemotivação:estudodescritivodeum

atendimentoparadependentesdedrogas.JornalBrasileirodePsiquiatria,3,61­68.

Laranjeira,R.,&Pinsky,I.(1997).Oalcoolismo.SãoPaulo:Contexto.

Lincourt,P.,Kuettel,T.J.,&Bombardier,C.H.(2002).Motivationalinterviewinginagroupsettingwith

mandatedclients:Apilotstudy.Addictivebehaviors,27,381­391.

Miller,W.R.(1983).Motivationalinterviewingwithproblemdrinkers.BehavioralPsychotherapy,11,147­172.

Miller,W.R.(1991).MotivationalInterview.(Clinicaldemonstrationvideotape).(Disponívelpelosite

Miller,W.R.(1996).FORM­90Manual.NationalInstituteonalcoholabuseandalcoholism–ProjectMATCH5.

Miller,W.R.,Benefield,R.G.,&Tonigan,J.S.(1993).Enhancingmotivationforchangeinproblemsdrinking:a

controlledcomparisionoftwotherapiststyles.Journalofconsultingandclinicalpsychology,61,455­461.

Miller,W.R.,Heather,N.R.,&Hall,W.(1991).Calculatingstandarddrinkunits:internationalcomparisions.

Britishjournalofaddiction,86,43­44.

Miller,W.R.,&Hester,R.K.(1986).Impatienttreatmentforalcoholism:whobenefits?Americanpsychologist,

41,794­805.

Miller,W.R.,&Rollnick,S.(1991).Motivationalinterviewing:preparingpeopletochange.NewYork:Guilford

press.

Miller,W.R.,Sovereing,E.,&Krege,J.K.(1988).Motivationalinterviewingwithproblemsdrinkers:The

drinkerscheck­upasapreventiveintervention.BehavioralPsychotherapy,16,251­268.

Miller,W.R.,Zweben,A.,DiClemente,C.C.,&Rychtarik,R.G.(1992).Motivationalenhancementtherapy

manual:aclinicalresearchguidefortherapiststreatingindividualswithalcolholabuseanddependence.Project

Match­Monographseries­NIAAA.2.

Moyer,A.,Finney,J.W.,Swearingen,C.E.,&Vergun,P.(2002).Briefinterventionsforalcoholproblems:a

meta­analyticreviewofcontrolledinvestigationsintreatment­seekingandnon­treatment­seekingpopulations.

Addiction,97,279­292.

Oliveira,M.S.(2001).Aeficáciadaintervençãomotivacionalemdependentesdeálcool.Tesededoutoradonão

publicada,UNIFESP/EscolaPaulistadeMedicina,SãoPaulo.

01/12/2016

Entrevista motivacional em grupo com alcoolistas

ProjectMatch(1993).Rationaleandmethodsforamultisiteclinicaltrialmatchingpatentstoalcoholism

treatment.Alcoholism:clinicalandexperimentalresearch,17,1130­1145.

Rey,A.(1999).Manual:FigurasComplexasdeRey.CasadoPsicólogo:SãoPaulo.

Souza,J.,Jeronymo,D.V.Z.,&Carvalho,A.M.P.(2005).Maturidadeemocionalevaliaçãocomportamentalde

criançasfilhasdealcoolistas.PsicologiaemEstudo,10(2),191­199.

Tonigan,J.S.,Miller,W.R.,&Brown,J.M.(1997).ThereliabilityofForm­90:aninstrumentforassessing

alcoholtreatmentoutcome.Journalofstudyonalcohol,58,358­364.

VanHorn,D.H.A.,&Bux,D.A.(2001).Apilottestofmotivationalinterviewinggroupsforduallydiagnosed

inpatiens.Journalofsubstanceabusetreatment,20,191­195.

Yalom,I.D.(1995).Thetheoryandpracticeofgrouppsychotherapy.(4ªed.).NewYork:BasicBooks.

Zilberman,M.L.,&Blume,S.B.(2005).Violênciadoméstica,abusodeálcoolesubstânciaspsicoativas.Revista

BrasileiradePsiquiatria.27(suplII):S51­55.

Revista BrasileiradePsiquiatria.27 (suplII):S51­55. Endereçoparacorrespondência

Endereçoparacorrespondência PontifíciaUniversidadeCatólicadoRioGrandedoSul(PUC­RS) ProgramadePós­GraduaçãoemPsicologia,GrupodePesquisaAvaliaçãoeAtendimentoemPsicoterapia Cognitiva

prédio11–9ºandar–sala932.AvenidaIpiranga,6681

CEP90619­900–PortoAlegre–RS–Brasil

E­mail: marga@pucrs.br

EnviadoemJaneirode2009

RevisadoemAbrilde2009

AceitefinalemMaiode2009

PublicadoemDezembrode2009

I Notadosautores:OpresentetrabalhoéorigináriodadissertaçãodemestradointituladaAEntrevista MotivacionalemGruponoTratamentodeAlcoolistas,apresentadanoProgramadePós­GraduaçãoemPsicologia daPontifíciaUniversidadeCatólicadoRioGrandedoSul(PUC­RS).AntônioJaeger,Psicólogo,Doutorem PsicologiapelaUniversidadeFederaldoRioGrandedoSul,MestreemPsicologiaClínicapelaPontifícia UniversidadeCatólicadoRioGrandedoSul.PontifíciaUniversidadeCatólicadoRioGrandedoSul(PUC­RS), FAPSI,CentrodeDependênciaQuímica(CDQUIM),unidadedoHospitalParqueBelém.MargarethdaSilva Oliveira,PsicólogaClínica,doutoraemCiênciaspelaUniversidadeFederaldeSãoPaulo–UNIFESP/EPM.Pós­ DoutoradonaUniversityofMaryland­BaltimoreCounty–UMBC.ProfessoraadjuntadoProgramadePós­ GraduaçãoemPsicologiadaFaculdadedePsicologiadaPontifíciaUniversidadeCatólicadoRioGrandedoSul.E­ mail: marga@pucrs.br. Suzana Dias Freire, Psicóloga, Especialista em Psicoterapias Cognitivo­Comportamentais pelaUNISINOS,MestrandaemPsicologiaClínicapelaPontifíciaUniversidadeCatólicadoRioGrandedoSul.E­ mail: supsicologia@gmail.com.

R.FlorênciodeAbreu,681/1005

14015­060RibeirãoPreto­SP­Brasil

Tel./Fax.:+55163625­9366

Tel./Fax.:+55163625­9366 comissaoeditorial@sbponline.org.br