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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA PROFESSOR - Célio Rútilo Gonçalves Guia

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA

PROFESSOR - Célio Rútilo Gonçalves Guia Marques

AULA BÁSICA DE HIDRÁULICA INDUSTRIAL

Fundamentos :

HIDRÁULICA – é uma ciência baseada nas características físicas dos líquidos em repouso e em movimento. Potência hidráulica é aquela fase da hidráulica que se refere ao uso dos líquidos para transferir potência de um local para outro. Portanto, é essencial para o estudo dos princípios de potência hidráulica, compreender o conceito de potência e fatores relacionados

POTÊNCIA – é a medida de uma determinada força, que se move através de uma determinada distância, a uma determinada velocidade. Para compreender esta afirmação, precisamos definir força.

FORÇA - é definida como qualquer causa que tende a produzir ou modificar movimentos. Devido à inércia, um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento, até ser atuado por uma força externa. A resistência à mudança de velocidade depende do peso do objeto e da fricção entre as superfícies de contato. Se quisermos movimentar um objeto, como a cabeça de uma máquina- ferramenta (torno), devemos aplicar-lhe uma força. A quantidade de força necessária dependerá da inércia do objeto. A força pode ser expressa em qualquer das unidades de medida de peso, mas comumente é expressa em quilos ou libras

PRESSÃO – é uma quantidade de força aplicada numa unidade de área. P=F/A. Os sistemas hidráulicos e pneumáticos têm como medida de pressão o quilograma-força por centímetro quadrado (kgf/cm 2 ), a libra-força por polegada quadrada (PSI = do inglês Pounds per Square Inch) e também bar (N/m 2 x 1000) do sistema francês ou ainda pascal (Pa) que é igual a força de 1 Newton por metro quadrado.

Conversão de unidades : 1 Kgf/cm 2 = 14,223 PSI = 98,066 Kpa = 0,981 bar = 0,968 atm.

1polegada = 2,54 centímetros

e

1 libra = 0,453 quilogramas

BLAISE PASCAL – físico e matemático Francês, viveu no século XVII,

estudou as propriedades físicas dos líquidos e formulou a lei básica da hidráulica.

A lei de Pascal estabelece que : a

pressão exercida em um ponto qualquer de um

fluido (líquido ou gás) estático, é a mesma em todas as direções e é perpendicular

às paredes do recipiente onde ela está encerrada.

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DANIEL BERNOULLI - cientista Holandês do século XVIII, estudando a relação da velocidade de um fluido e a pressão exercida neste, descobriu um fenômeno interessante no qual hoje leva seu nome, ou seja, o princípio de Bernoulli

que diz: Quando a velocidade de um fluido aumenta, a pressão deste

fluido diminui. Ou seja, para qualquer fluido em movimento a pressão é menor onde a velocidade é maior.

OBS – Quando não há movimento de fluido, aplicamos o princípio de Pascal (pressão é a mesma em todos os sentidos) e quando há movimento de fluido aplicamos o princípio de Bernoulli ( o aumento da velocidade do fluido acarreta numa queda de pressão)

TRANSMISSÃO HIDRÁULICA MULTIPLICADOR DE FORÇA

Temos dois cilindros hidráulicos interligados, com áreas de 5 cm 2 e de 20 cm 2 . Aplicando-se uma força de 10 Kgf no cilindro menor, uma pressão gerada de 2 Kg/cm2 será transmitida (lei de Pascal) ao cilindro maior. A pressão de 2 Kgf/cm 2 atuando numa área de 20 cm 2 , exercerá uma força de 40 Kgf no pistão do cilindro maior. Temos portanto um ganho de força na ordem de 4 vezes a força aplicada inicialmente. Neste caso obteremos nesta transmissão hidráulica uma vantagem mecânica de 4, cuja maneira de calculá-la basta fracionar as áreas dos pistões ou dividir a força obtida pela força introduzida.

4, cuja maneira de calculá-la basta fracionar as áreas dos pistões ou dividir a força obtida
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VAZÃO VOLUMÉTRICA

A vazão de um fluido pode ser determinada de duas formas distintas.

Como ela é dada por 1/min (litros por minuto) ou g.p.m. (galões por minuto) ou no

Q ====

V

t

Q ==== v.A

sistema internacional em m 3 /seg., etc., pode-se determiná-la pela razão do volume

escoado do fluido por unidade de tempo ou ainda pelo produto da velocidade do fluido versos a área da secção transversal na qual o mesmo está escoando. Onde:

Q = vazão

A = área

v = velocidade

V= volume t = tempo

Para efeito de dimensionamento de tubulações considera-se como velocidades econômicas de escoamento de fluxo os seguintes valores: sucção de 0,5m/s a 1,5m/s, para pressão até 10MPa 2m/s a 12m/s, e para pressão de 10,0MPa a 31,5MPa. 3m/s a 12m/s e para retorno de 2m/s a 4m/s.(REXROTH)

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POTÊNCIA HIDRÁULICA E POTÊNCIA DE ACIONAMENTO

A potência de um circuito hidráulico normalmente é concebida a partir do atuador para o motor de acionamento e para cálculos rápidos considera-se o rendimento total do sistema em torno de 65%. Daí a potência hidráulica pode ser definida a partir da seguinte expressão:

p

h ====

F

V

Onde;

P h = Potência hidráulica (Watt) F = Força desenvolvida considerando uma segurança de ± 10% na carga (Newton) V = Velocidade de movimentação da carga (m/s)

(Newton) V = Velocidade de movimentação da carga (m/s) FIGURA Elevação de carga Considerando as grandezas

FIGURA Elevação de carga

Considerando as grandezas envolvidas num circuito hidráulico a expressão para cálculo da potência hidráulica é:

P h ====

P

Q

Onde:

P h = Potência hidráulica (Watt) P = pressão de trabalho do circuito (N/m 2 =

Pa)

Q = Vazão volumétrica (m 3 /s)

A potência de acionamento do motor considerando o rendimento do circuito pode ser calculado a partir da seguinte expressão:

P

ac

====

P

h

Onde o denominador da relação é o rendimento total do circuito

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UNIDADE DE POTÊNCIA HIDRÁULICA

O QUADRO apresenta os componentes básicos de uma hidráulica representada

unidade de potência

QUADRO

COMPONENTES DE UMA UNIDADE DE POTÊNCIA HIDRÁULICA

1.

Motor elétrico

2.

Entrada de energia elétrica

3.

Capacitor

4.

Chave liga/desliga

5.

Saída de pressão

6.

Válvula de segurança

7.

Manômetro

8.

Retorno para o tanque

9.

Visor de nível

10.

Conexão para o tanque

11.

Reservatório

12.

Dreno

13.

Flange de acoplamento

14.

Bomba de deslocamento positivo

15.

Tubulação de sucção

16.

Filtro de retorno

de deslocamento positivo 15. Tubulação de sucção 16. Filtro de retorno Unidade de potência hidráulica

Unidade de potência hidráulica

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TRANSMISSÃO DE ENERGIA HIDRÁULICA

A óleo-hidráulica pode ser definida como um meio de transmitir energia,

através de um líquido confinado sob pressão.

O componente de entrada de um circuito hidráulico denomina-se bomba, e

o de saída, atuador.

A maior parte das bombas incorporam vários elementos de bombeamento

tais como pistãos, palhetas, parafusos ou engrenagens.

Os atuadores, podem ser do tipo linear (cilindro), ou rotativo, no caso de

motores hidráulicos.

O circuito hidráulico não é uma fonte de energia.

A fonte de energia é o acionador, tal como, o motor que gira a bomba.

O aluno poderia perguntar então, porque não esquecer a hidráulica e ligar a

parte mecânica diretamente ao acionador principal? A resposta está na versatilidade de um circuito hidráulico, o qual oferece algumas vantagens sobre outros meios de transmissão de energia.

COMPONENTES HIDRÁULICOS BOMBAS

A bomba é provavelmente o componente mais importante e menos

compreendido no circuito hidráulico. Sua função é a de converter a energia mecânica em energia hidráulica, empurrando o fluido hidráulico no circuito. As bombas são feitas em vários tamanhos e formas, mecânicas e manuais com diversos mecanismos de bombeamento e para diversas aplicações. T odas as bombas, entretanto, são classificadas em uma de duas categorias básicas: Turbobombas (bombas centrífugas ou deslocamento dinâmico) ou bombas volumétricas (deslocamento positivo).

TIPOS DE BOMBAS PARA APLICAÇÃO ÓLEO HIDRÁULICA

Tipos de bombas de deslocamento positivo de vazão constante

a- manuais

b- engrenagens

c-

d- palhetas

e-

parafusos

pistões

radiais

axiais

Tipos de bombas de deslocamento positivo de vazão variável

a-

b- palhetas

c- pistões

manuais

radiais

axiais

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VÁLVULAS

PROFESSOR - Célio Rútilo Gonçalves Guia Marques VÁLVULAS VÁLVULAS LIMITADORAS DE PRESSÃO, DE ALÍVIO OU DE

VÁLVULAS LIMITADORAS DE PRESSÃO, DE ALÍVIO OU DE SEGURANÇA

Válvula limitadora de pressão

A pressão máxima do circuito hidráulico pode se controlada com o uso de uma válvula limitadora de pressão normalmente fechada. Com a via primária da válvula conectada à pressão do sistema, e a via secundária conectada ao tanque, o carretel no corpo da válvula é acionado por um nível predeterminado de pressão, e neste ponto as vias primária e secundária são conectadas, e o fluxo é desviado para o tanque.

QUADRO

COMPONENTES DA VÁLVULA LIMITADORA DE PRESSÃO

1.

Cone de vedação

2.

Sede da válvula

3.

Mola

4.

Botão de ajuste

5.

Encaixe do parafuso

6.

Porca de trava

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VÁLVULAS DE RETENÇÃO

As válvulas de retenção são aparentemente pequenas quando comparadas aos outros componentes hidráulicos, mas elas são componentes que servem à funções importantes e muito variadas. Uma válvula de retenção consiste basicamente de corpo da válvula , vias de entrada e saída e de um assento móvel que é preso por uma mola de pressão

e de um assento móvel que é preso por uma mola de pressão QUADRO COMPONENTES DA

QUADRO

COMPONENTES DA VÁLVULA RETENÇÃO

1.

Corpo da válvula

2.

Esfera de vedação

3.

Mola

A- Engate macho

B- Engate rápido (femea)

 
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VÁLVULAS DE CONTROLE DE FLUXO A função da válvula controladora de fluxo é a de reduzir a vazão em uma linha do circuito.

de fluxo é a de reduzir a vazão em uma linha do circuito. Ela desempenha a

Ela desempenha a sua função por ser uma restrição maior que a normal do sistema. Para vencer a restrição é necessário uma pressão maior provocando o desvio do fluxo para outra parte do circuito, ou promovendo a abertura da válvula limitadora de pressão deslocando o fluxo para o reservatório. São utilizadas quando se deseja controlar a velocidade em determinados atuadores.

QUADRO

COMPONENTES DA VÁLVULA CONTROLADORA DE FLUXO

1.

Corpo da válvula

2.

Botão de ajuste

3.

Válvula estranguladora

4.

Sede da válvula

5.

Esfera de vedação

6.

Mola

A- União macho

B- Engate rápido(femea)

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VÁLVULAS DIRECIONAIS

Considerações Iniciais Em sua grande maioria, os circuitos hidráulicos necessitam de meios para se controlar a direção e o sentido do fluxo de fluido. Através desse controle, pode-se obter movimentos desejados dos atuadores (cilindros, motores e osciladores hidráulicos, etc.), de tal forma que, seja possível se efetuar o trabalho exigido. O processo mais utilizado para se controlar a direção e sentido do fluxo de fluido em um circuito, é a utilização de válvulas de controle direcional, comumente denominadas apenas de válvulas direcionais. Esses tipos de válvulas podem ser de múltiplas vias que, com o movimento rápido de um só elemento, controla a direção ou sentido de um ou mais fluxos diversos de fluido que vão ter à válvula.

IDENTIFICAÇÃO DE UMA VÁLVULA DE CONTROLE DIRECIONAL

Para identificação da simbologia das válvulas direcionais (ISO – ABNT)deve-se considerar:

- Número de posições

- Número de vias

- Posição normal

- Tipo de Acionamento

unidos representam o número de posições ou manobras

distintas que uma válvula pode assumir.

Deve-se saber que uma válvula direcional possui no mínimo dois quadrados, ou seja realiza pelo menos duas manobras.

O número de vias corresponde ao número de conexões úteis que uma válvula

pode possuir, podem ser vias de passagem ou vias de bloqueio ou a combinação de ambas.

A posição normal de uma válvula de controle direcional é a posição em que se

encontram os elementos internos quando a mesma não foi acionada, geralmente é

mantida por força de uma mola.

Os quadrados,

a mesma não foi acionada, geralmente é mantida por força de uma mola. Os quadrados, Simbologia
a mesma não foi acionada, geralmente é mantida por força de uma mola. Os quadrados, Simbologia
a mesma não foi acionada, geralmente é mantida por força de uma mola. Os quadrados, Simbologia
a mesma não foi acionada, geralmente é mantida por força de uma mola. Os quadrados, Simbologia
a mesma não foi acionada, geralmente é mantida por força de uma mola. Os quadrados, Simbologia

Simbologia de válvulas direcionais

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As numerações de vias e comandos são indicadas por números ou letras:

- vias para utilização (saídas): A - B - C - D ou 2 - 4 - 6 - 8

- linhas de alimentação (entrada): P ou 1

- Tanque, escapes (exaustão): R - S - T ou 3 - 5 - 7

- linha de comando (pilotagem): Z - Y - X ou 12 - 14 - 16

7 - linha de comando (pilotagem): Z - Y - X ou 12 - 14 -

TIPOS DE VÁLVULAS DIRECIONAIS

Válvula direcional principal 4/2vias acionada por alavanca e retorno por mola QUADRO COMPONENTES DA VÁLVULA DIRECIONAL 4/2 VIAS

1.

Carretel

2.

Mola

3.

Mola

4.

Sede

5.

Alavanca

P

– Via de pressão

A

– Via de utilização

B

– Via de utilização

T

– Via de retorno

 
 

QUADRO COMPONENTES DA VÁLVULA DIRECIONAL 4/3 VIAS, CENTRO ABERTO

1.

Carretel

2.

Sede

3.

Mola

4.

Mola

5.

Alavanca

6.

Mecanismo de encosto

P

– Via de pressão

A

– Via de utilização

B

– Via de Utilização

T

– Via de retorno

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FONSECA PROFESSOR - Célio Rútilo Gonçalves Guia Marques TIPOS DE VÁLVULAS DIRECIONAIS Válvula de controle

TIPOS DE VÁLVULAS DIRECIONAIS Válvula de controle direcional 4/3 vias, centro fechado, acionada por alavanca e centrada por mola

QUADRO

COMPONENTES DA VÁLVULA DIRECIONAL 4/3 VIAS, CENTRO FECHADO

1.

Carretel

2.

Sede

3.

Mola

4.

Mola

5.

Alavanca

6.

Mecanismo de encosto

P

– Via de pressão

A

– Via de utilização

B

– Via de Utilização

T

– Via de retorno

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VALVULA DIRECIONAL CENTRO ABERTO

Gonçalves Guia Marques VALVULA DIRECIONAL CENTRO ABERTO ATUADORES HIDRÁULICOS Atuadores lineares- Atuador linear ou

ATUADORES HIDRÁULICOS Atuadores lineares- Atuador linear ou cilindro hidráulico

Por se tratar de um atuador, a função básica de um cilindro hidráulico é transformar força, potência ou energia hidráulica em força, potência ou energia mecânica.

hidráulica em força, potência ou energia mecânica. O cilindro hidráulico é composto de diversas partes. A

O cilindro hidráulico é composto de diversas partes. A FIG .define bem os diferentes elementos que, unidos, compõe esse equipamento.

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QUADRO

COMPONENTES DO ATUADOR LINEAR

1.

Êmbolo

2.

Vedação do êmbolo

3.

Haste

4.

Guia da haste

5.

Vedação da haste

6.

Anel raspador

7.

Flange dianteiro

8.

Conexão

9.

Cilindro

10.

Câmara da haste

11.

Câmara do êmbolo

12.

Conexão

ATUADORES ROTATIVOS

A energia hidráulica fornecida para um motor hidráulico é convertida em mecânica sob a forma de torque e rotação.

Atuador rotativo ou motor hidráulico

de torque e rotação. Atuador rotativo ou motor hidráulico QUADRO COMPONENTES DO ATUADOR ROTATIVO 1. Sede

QUADRO

COMPONENTES DO ATUADOR ROTATIVO

1.

Sede com dutos de ligação

2.

Engrenagem interna fixa

3.

Engrenagem externa

4.

União universal

5.

Eixo de saída

 

Construtivamente, o motor assemelha-se a uma bomba, excetuando-se, evidentemente, a aplicação que é inversa uma da outra. Existem casos, inclusive, em que o equipamento pode trabalhar ora como bomba, ora como motor hidráulico.

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Montagem e análise do circuito hidráulico fundamental

Circuito hidráulico fundamental

hidráulico fundamental Circuito hidráulico fundamental Componentes exigidos: I. Unidade de energia hidráulica II.

Componentes exigidos:

I. Unidade de energia hidráulica

II. Válvula de alívio ou de segurança

III. Válvula de controle direcional de 3 posições, 4 vias, centro aberto, acionada pôr alavanca e centrada pôr mola.

IV. Atuador linear de dupla ação com dispositivo de carga.

V. Três manômetros.

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BIBLIOGRAFIA RECOMENDA PARKER HANNIFIN CO., Tecnologia hidráulica industria, Centro Didático de Automação Parker Hannifin – Divisão Schrader Bellows REXROTH, Treinamento hidráulico – curso thr, Rexroth Hidráulica Ltda, PALMIERI, A.C., Manual de hidráulica básica, Albarus, DRAPINSK, J., Hidráulica e pneumática industrial e móvel, São Paulo, SP, MacGraw Hill do Brasil, 1977, 287p.

1. Procedimento de execução;

1.1. Selecionar os componentes, localizados abaixo das bancadas e mangueiras necessárias à prática.

1.2. Instalar o circuito, conforme FIG. 1.

1.3. Solicitar a conferência da montagem pôr parte do professor antes do acionamento da unidade de energia hidráulica.

1.4. Ajuste da válvula de alívio

1.4.1. Certifique que a unidade de energia hidráulica esteja desligada

1.4.2. Desconecte a mangueira da válvula direcional principal na conecção P

BIBLIOGRAFIA PARKER HANNIFIN CO., Tecnologia hidráulica industria, Centro Didático de Automação Parker Hannifin – Divisão Schrader Bellows REXROTH, Treinamento hidráulico – curso thr, Rexroth Hidráulica Ltda, 1985 PALMIERI, A.C., Manual de hidráulica básica, Albarus, DRAPINSK, J., Hidráulica e pneumática industrial e móvel, São Paulo, SP, MacGraw Hill do Brasil, 1977, 287p.

Produção e preparação do ar comprimido;

Redes de ar comprimido;

Processos de secagem do ar comprimido;

Compressores industriais;

Atuadores pneumáticos;

Válvulas auxiliares;

Válvulas direcionais;

Lógica pneumática;

Leitura e interpretação de esquemas de comandos pneumáticos;

Diagramas trajeto-passo e trajeto-tempo;

Método intuitivo;

Método cascata;

Método passo-a-passo;

Montagens práticas de sistemas pneumáticos complexos em bancadas didáticas especialmente projetadas.

Laboratório de Hidropneumática

especialmente projetadas. Laboratório de Hidropneumática LHP-O Laboratório de Sistemas Hidropneumáticos está

LHP-O Laboratório de Sistemas Hidropneumáticos está subordinado ao Instituto de Engenharia Mecânica, atuando na área de Hidráulica/Pneumática Industrial e correlatos, tendo como objetivos:

Desenvolver atividades práticas para fins didáticos a nível de graduação e pós-graduação;

Realizar trabalhos de diploma propostos aos alunos de graduação;

Apoiar a execução de pesquisas neste laboratório, bem como nos demais laboratórios da Instituição;

Prover cursos de extensão aos funcionários da Instituição e empresas;

Consultorias na manutenção de sistemas hidropneumáticos em geral.

Serviços típicos disponíveis:

Cursos teórico/prático de hidráulica e pneumática industrial em geral;

Ensaios de circuitos pneumáticos/eletropneumáticos sequências e conbinacionais, dentro das limitações dos componentes disponíveis no LHP;

Projetos de sistemas hidráulicos, pneumáticos, eletro-eletrônicos e mistos;

Projetos de Sistemas de lubrificação centralizada para lubrificação de máquinas operatrizes industriais

Termos Básicos HIDRÁULICA – é uma ciência baseada nas características físicas dos líquidos em repouso e em movimento. Potência hidráulica é aquela fase da hidráulica que se refere ao uso dos líquidos para

transferir potência de um local para outro. Portanto, é essencial para o estudo dos princípios de potência hidráulica, compreender o conceito de potência e fatores relacionados POTÊNCIA – é a medida de uma determinada força, que se move através de uma determinada distância, a uma determinada velocidade. Para compreender esta afirmação, precisamos definir força. FORÇA - é definida como qualquer causa que tende a produzir ou modificar movimentos. Devido à inércia, um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento, até ser atuado por uma força externa. A resistência à mudança de velocidade depende do peso do objeto e da fricção entre as superfícies de contato. Se quisermos movimentar um objeto, como a cabeça de uma máquina-ferramenta (torno), devemos aplicar-lhe uma força. A quantidade de força necessária dependerá da inércia do objeto. A força pode ser expressa em qualquer das unidades de medida de peso, mas comumente é expressa em quilos ou libras PRESSÃO – é uma quantidade de força aplicada numa unidade de área. P=F/A. Os sistemas hidráulicos e pneumáticos têm como medida de pressão o quilograma-força por centímetro quadrado (kgf/cm 2 ), a libra-força por polegada quadrada (PSI = do inglês Pounds per Square Inch) e também bar (N/m 2 x 1000) do sistema francês ou ainda pascal (Pa) que é igual a força de 1 Newton por metro quadrado. Conversão de unidades : 1 Kgf/cm 2 = 14,223 PSI = 98,066 Kpa = 0,981 bar = 0,968 atm.

I polegada = 2,54 centímetros

e

1 libra = 0,453 quilogramas

BLAISE PASCAL – físico e matemático Francês, viveu no século XVII, estudou as propriedades físicas dos líquidos e formulou a lei básica da hidráulica. A lei de Pascal estabelece que : a pressão exercida em um ponto qualquer de um fluido (líquido ou gás) estático, é a mesma em todas as direções e é perpendicular às paredes do recipiente onde ela está encerrada. DANIEL BERNOULLI - cientista Holandês do século XVIII, estudando a relação da velocidade de um fluido e a pressão exercida neste, descobriu um fenômeno interessante no qual hoje leva seu nome, ou seja, o princípio de Bernoulli que diz: Quando a velocidade de um fluido aumenta, a pressão deste fluido diminui. Ou seja, para qualquer fluido em movimento a pressão é menor onde a velocidade é maior. OBS – Quando não há movimento de fluido, aplicamos o princípio de Pascal (pressão é a mesma em todos os sentidos) e quando há movimento de fluido aplicamos o princípio de Bernoulli ( o aumento da velocidade do fluido acarreta quma queda de pressão) TRANSMISSÃO HIDRÁULICA MULTIPLICADOR DE FORÇA Temos dois cilindros hidráulicos interligados, com áreas de 5 cm2 e de 20 cm2. Aplicando-se uma força de 10 Kgf no cilindro menor, uma pressão gerada de 2 Kg/cm2 será transmitida (lei de Pascal) ao cilindro maior. A pressão de 2 Kgf/cm2 atuando numa área de 20 cm2, exercerá uma força de 40 Kgf no pistão do cilindro maior. Temos portanto um ganho de força na ordem de 4 vezes a força aplicada inicialmente. Neste caso obteremos nesta transmissão hidráulica uma vantagem mecânica de 4, cuja maneira de calculá-la basta fracionar as áreas dos pistões ou dividir a força obtida pela força introduzida.