PROJETO PEDAGÓGICO

O MENINO
QUADRADINHO

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5 x 26 cm critor especial na literatura infantil e juve.. pois. um quadrinho e outro. mundos. Tema transversal: Ética e político. A primeira é das coleções Corpim e ABZ. Ziraldo. Elaboração: Shirley Bragança pre nos levam a enxergar o mundo sob liz. levantando as. pois. envolveu-se com muitas outras A descoberta e o conhecimento dessa Quadro sinóptico atividades. achando que já No de páginas: 32 Suas histórias são maravilhosas e sem. mina e ferramen- Mineiro de Caratinga. entre nil brasileira. humorista fantásticas que a vida lhe preparou. experimentou o suficiente para ser fe. pluralidade cultural terário em suas histórias é um presente Interdisciplinaridade: Artes. levam o menino a sua marca por onde passou: desenhista crescer. autor teatral. os livros diz o autor. a ferramenta: para Não Chorar e A Turma do Pererê. como Maluquinho. 24). mistérios. até que um dia encontra o valor e outros pontos de vista. escrever. heróis e per- Formato: 20. para todos. o mistério da palavra – uma descoberta pectos surpreendentes que redimensio. de suas cores. Usufruir o talento e o fazer li. Duas Razões segunda é o instrumento. a palavra. A da Maçã. além de ta ao mesmo tempo. publicitário. fantástica que abre portas para outros nam nosso modo de encarar a vida. Sua história de um garoto que se encanta irreverência e inventividade aproximam os pelo gibi e é tragado por ele por meio Ilustrador: Ziraldo leitores de sua obra. é mina: lavra. -o para outros prazeres e experiências quadrinhos do. despertando. sonagens. A Bela Borboleta. é “lavra e pá. advoga. Tema principal: História em de humor. O Menino Quadradinho O Autor Resenha Ficha Ziraldo Alves Pinto é um dos autores A obra O Menino Quadradinho traz a Autor: Ziraldo Título: O Menino Quadradinho PROJETO DE LEITURA mais amados por crianças e adultos. O Bichinho ouro. Des. pá. salientamos Flicts. A palavra é. O Menino redimensiona o ser humano. palavra!” (p. cartunista. O menino vive por ali. fez muitos amigos e deixou ferramenta. a mudar de fase. o que o torna um es. A palavra é algo precioso que sas obras.. é pedra preciosa. jornalista. Matemática e Literatura INDICAÇÃO: Leitor fluente a partir dos 10 anos ensino fundamental 2 . Menina Nina.

seu mundo” (Coelho. am- que todas elas estão relacionadas ao porque. o leitor sintetiza as informa. ele não pliando a semân- universo de um menino. os diferentes mundos apresentados pela sob um olhar fotográfico/cinemato. 34). Dom Quixote. no conforto do espaço que domino ou abandoná-lo e me deixar seduzir pela aventura?”. as ima. p. substituir a palavra. sa os conceitos envolvidos na tarefa) ver ou entrever” (Brait. dialogando com a visão narrativa revela metaforicamente a pas. em do os ‘truques’ gráficos para construir comunica aos que aprendem a morar em forma de espiral. a realidade. Agora. inclusive com os de fora da sua infância (p. palavra. A interação desses re. 3 . onde se alternam os closes cinema. A cia por meio do “corpo gráfico da escrita quebra-cabeça. multiplican. tros modos de viver. surge o menino. com ele. Bíblia –. Esse conflito se intensifica >> que. tor. ainda mais à medida que seu desejo é verso e todos os personagens que dele instigado a experimentar o novo e ou- fazem parte. guinte. O desafio é grande. a ação é realizada de forma prática. anali. é polifônica. A construção dessa gráfico/televisivo. empurra-o para fora. entre discursos mostram-se. que as palavras estavam dizendo. Peter Pan e a Nos primeiros quadrinhos. sente pertencer àquele universo. tadinho. ou seja. redimensionando-as. No decorrer da narrativa. (que cobre literalmente o espaço bran. apresenta ao leitor seu uni. em que a pessoa. com outros textos – Emília no País da quadrinhos de Andy Warhol. além de obe- objetos causam certo suspense no lei. deixam-se seguida. Com a onomatopeia ZAP. então. decer à lógica do crescimento humano. nela “os diálogos a quem pertenceriam tais coisas. mas o menino qua- tória de um menino que vive na era da vida o leitor a experimentar. o que favorece a ca. identidade se dá pela crescente interação dos quadrinhos ou comics. Em além de ser capaz de realizá-la. em certos momentos. o que tica do texto. visão sobre si mesmo e sobre as coisas tográficos. do da cultura que a palavra instaura e com a diversidade desses mundos. Ziraldo constrói essa trajetória de cursos estéticos e gráficos abre espaço eram elas é que iam de ter paciência com transição por meio da interdiscursivi- para múltiplas leituras. que havia acordado do lado dade. na ótica pop art e similares” Desta vez o menino não entendeu o que o cercam. de certo modo. que pode. (Coelho. 25). o garoto con. pura da fantasia que existe dentro dele e sagem da infância para a adolescência co da página) e vai diminuindo de tama. uma o leva ao questionamento: “Conviver vez que lhe é apresentado o persona- gem dividido em quadradinhos. ções recebidas nas imagens e verifica gera no menino desconforto e medo. uma narrativa fragmentada e dinâmi. sua análise é confirmada. Conversa com o professor Ziraldo apresenta para o leitor a his. mostrando visualmente o aprofun. a dradinho aceita e tece sua história tentan- comunicação pela imagem. levando-o a fazer inferências sobre para a adolescência. passagem da infância para a adolescên. mostrando que a narrativa de gens figurativas de um cachorro e de Essa transição (da infância. utilizando a “técnica damento gradativo do menino no mun. Gramática. nho. que. em que O Menino Quadradinho. Na página se. colocando o leitor em contato com várias histórias. 2005. do entender o encaixe das peças desse muitas vezes. que dialogam ele. 2006). 2006).

pois o texto é uma unidade significativa que se atualiza na leitura. meu pai e minha mãe sobre o que eu havia de ser quando crescesse. está la que permita navegar através dele” com medo de crescer. ele fa- agitado e. Ora. >> Realizar esse tipo de exercício com “Etcétera achou que. Seo Peter Pan. de algum modo. Cabe ao leitor identificar as diver- sas vozes discursivas na narrativa. 27). eu não queria crescer. É esse movimento da leitura. capaz de re- construir o universo nele representado. Não queria nem quero nunca virar homem grande. com base nas pistas e indicações linguísticas que lhe são oferecidas. ele devia conhecer todas as len- mundo complexo e constantemente das e todos os heróis. (Delors. a bússo- lou: ‘Escuta aqui. já que o me- os alunos é uma maneira de “forne- nino vivia numa história em quadradi- cer. 4 . Mui- to melhor ficar menino. esse tra- balho de elaboração de sentidos pelo leitor que dá concretude ao texto. 1987). por um leitor ins- truído no próprio texto. para que o sen- tido da história seja ampliado. não acha? Por isso fugi e fui viver com as fadas” (Lo- bato. 2001) com autonomia para “– Porque ouvi uma conversa entre construir suas trilhas de leitura. os mapas de um nhos. ao mesmo tempo. é?’” (p. Por isso. de bigodeira na cara feito taturana.

As pri. Ampliando o tema As histórias em quadrinhos (HQs) dessas histórias. efeitos de luz e sombra. que aparecem intercalando os quadri- ção de revistas em larga escala. Para elaborar HQs. movimento. A disposição desses recursos do do texto. lançada em 1938. Dessa forma. ele participa Por volta dos anos 1930. A essa cia e coesão textual. em tiras. cia. Henfil e Luis ta por meio de marcas de tempo Fernando Verissimo. se modo que surge a oportunidade da surgiram com o progresso técnico pro. No Brasil. dizemos que a história porte textual. gem. sos e artifícios. os heróis norte-ameri- canos. É des- 5 . A ordenação dos quadros é fei- raldo. Algumas HQs comunicam a mensa- como Gibi. assuntos e temas diversos. como Zi. outras. agindo como uma câmera em essas histórias. expressões faciais e cor. ção para preencher os espaços vazios que permitiu a impressão e a distribui. a primeira revista em quadrinhos dedicada às crianças foi para a construção de uma rede de re- lações lógicas no texto. perspectiva. Nesse nome se tornou sinônimo desse su. mas o porais. com o intuito de ampliar movimento. Mauricio de Sousa. e. as HQs pas. com grande aceitação en. Essa sequência. ou seja. a ação. tem um código imagéti- go de gibi é “moleque”. por meio da ima- tre as crianças e os adolescentes. com eles. nero. portanto. esses artistas grá. Eles também exploram mento durante o qual o leitor controla o infantil. de ligação que garantem a continui- nais. para uma sequência narrativa com coerên- >> O Tico-Tico. muitos e espaço. autores e sites a ordem cronológica das ações. dade da história. publicação seguiram-se várias outras. clusivas. O leitor cria imagens mentais meiras HQs foram publicadas nos jor. nhos. mento. ganharam excelentes artistas. O significado mais anti. cujo gem e do texto verbal. leitura ativa: quem lê usa a imagina- porcionado pela Revolução Industrial. O tempo entre a lei- a clientela de leitores adultos. especializados que ampliam o universo das falas e dos diálogos. de causa e consequên- personagens maravilhosos e divertidos. tornando conhecidos. lões e os traços indicadores de movi. os quadrinhos seu sentido. que são os sinais gráficos. co-linguístico que compõe Na década de 1960. como enquadramento. como coautor da construção do senti- saram a ser impressas em revistas ex. em gráfico-visuais nas histórias contribui todo o mundo. que até hoje se diverte com outros elementos que compõem o gê. os ba. informando revistas em quadrinhos. caso. tem Hoje contamos com uma infinidade de implicação narrativa. no Rio gem narrativa apenas pela ima- de Janeiro. ficos usam uma variedade de recur. surgida em 1905. que seduzem o leitor e evitam tura de um quadro e outro é o mo- público que mais aderiu ao gênero foi a monotonia. trazendo personagens.

para que de Ziraldo. informações com outras. >> O roteirista. gurança para elaborar suas histórias e tação que o narrador passa ao leitor produzir textos significativos. Mas. de autor. professor e alunos terão a o leitor possa elaborar adequadamen. imagens e dos textos dos balões. ses elementos. precisam articular essas embaixo ou nos lados. oportunidade de explorar vários des- te a continuidade narrativa. quadrinhos. Na obra O Menino Quadradinho. dos momen. tos anteriores e posteriores. Essa cons. legendas aparecem encaixadas nos mento da ação que querem sugerir. Além disso. caso o au. o que ampliará a com- trução se faz ainda que o narrador es. preensão do fazer literário desse gran- teja ausente do texto. desenhista ou quadrinis. e da exploração do tema “histórias em sua voz será manifestada no texto por quadrinhos”. espécie de orien. para conferir e ampliar o sentido das ta devem passar uma quantidade su. Por meio da análise do livro tor queira a participação do narrador. As ficiente de informações sobre o mo. 6 . posicionadas em cima. os alunos terão mais se- meio da legenda.

explorando uma de suas pro- as tirinhas de jornal e as charges. esse? O menino quadradinho está renças e as semelhanças entre es. Preparando a leitura 1. como as profissões eles quais são seus gibis prediletos ria. Relembre de Ziraldo e alguns fatos importan- tre os gibis aos alunos. Como se sen. Traga para a sala de aula gibis. O que mudou resta me perdi?”. assim como nos 2. em uma floresta. como se estivesse perdido ses gêneros textuais. 21). rias de contos de fada. o que eles mais gostam de ler e de fazer para se divertir? Por que todas essas mudanças? Como eles se sentem? 7 . confusa. com os alunos. e faça um “coquetel” dessas his. apresente uma floresta à noite. a se sentir mações estão acontecendo no cor. rio. tórias. 3. Estabeleça. Levante hi- nos personagens? Os temas das his. p. confuso. tiriam perdidos em um lugar como fissões. Que transfor. zões que levam cussão em sala. as dife. humorístico e proponha aos alunos ou sobre a biografia de algum su. Compare os gibis da Turma da Mô. póteses com os alunos tórias são os mesmos? Amplie essas sobre possíveis ra- observações promovendo uma dis. Em seguida. destacando o fato de todas Ziraldo ser um grande desenhista bis (veja seção “Quer saber mais?”) elas terem uma floresta como cená. preferiam assistir quando tinham Construa com entre seis e oito anos? E hoje. Pergunte a com eles uma delas. tes de sua vida. são construídos os diálogos nesses desenhos? Quais eram seus passa- tempos nessa fase? E agora. Apresente aos alunos outras obras O LIVRO NA SALA DE AULA charges e tirinhas de jornal. Os alunos já ouviram muitas histó. Mos. lendo a histó. te à de escritor. com po deles? A que desenhos animados medo etc. escolha mais duas que ele exerceu concomitantemen- e quais seus super-heróis favoritos. ele. contos de fada (“Em que negra flo- nica criança e jovem. Em seguida. da floresta nessas histórias (veja se- bre os desenhos da infância? Como ção “Quer saber mais?”). trazendo-as para o uma pessoa universo dos alunos. são os eles o significado mesmos? Qual a opinião deles so. 4. Peça aos alunos que imaginem a elaboração de uma charge sobre per-herói. Aproveite o fato de Comente curiosidades sobre os gi.

analisando os Chame a atenção para a classe de níveis fônico e semântico dos poemas. cada vez mais espaço para o texto ciedade. de Bartolomeu 2. por puxa outra”. como os hipertextos. principalmente os utilizados pelo menino quadradinho. Realce das pessoas de nossa sociedade.). Traga para a sala alguns ícones e brincadeira realizada. Debata com os alunos mas do livro Diário de Classe. palavra que compõe o gênero lista. Reflita com os alunos de Luana.. amizade. Trabalhando a leitura 1. Proponha a brincadeira “Uma palavra Entendeu que existem palavras. Em e bonitas (solidariedade. quem escrever o maior sas bonitas. seguida. depois a imagem vai dando sas práticas de leitura e escrita na so. Leia com os alunos a página 27. as letras dimi. Levante hipóte. so- tristes e feias (fome. na internet. sentido desses códigos. Depois. livro e destaque o fato de o menino de Lina e Lana. 4. acreditar. Explore o livro com os alunos. sobre os diversos códigos que intera. miséria. de Bar- o efeito dessas palavras nas atitudes tolomeu Campos de Queirós. nuem de tamanho. sobre a arbitrariedade e o processo ando-o. Além disso. Chame a atenção deles para histórico-cultural de construção de Luciana o projeto gráfico e a paragrafação. mas o menino entendeu. ao comentário a função social des. palavras bonitas de a partir deles. recados drinhos. Leia as páginas 25 e 26 do lembranças verbal. Comente com os alunos 8 . Faça com eles duas número de palavras em listas de palavras: uma de coisas dois minutos. que são palavras leves de da classe no quadro e peça que coisas pesadas e palavras pesadas os alunos criem outras palavras de coisas leves.. Des. na história.) e outra de coisas alegres e ícones aos mesmos nomes. Diário de classe. quadradinho ter descoberto o mun- ses sobre o significado desse traba.”. folhe. Vencerá coisas feias e palavras feias de coi. de Luci e Ana. Compare os poemas do autor com a 3. Escreva nomes de pessoas exemplo. acrescentando símbolos (veja seção “Quer saber a descoberta do mundo das palavras mais?”). o trabalho do autor. do das palavras e a importância disso e saudades lho para a construção de significado na vida dele. gem simultaneamente com a escrita Campos de Queirós taque o trecho “Vocês podem não na atualidade. selecione e leia alguns poe- carinho etc. licite que atribuam símbolos dono etc. Acrescente lia na Lua Primeiro aparece a história em qua. aban.

além de penetrar mundos inimagináveis. ele depara com seus super-heróis e amigos. Participe desta aventura! Etapa 1 Em seguida. divida a turma em gru- Proponha aos alunos a criação de pos. >> 9 . lha de papel A4. na capa e contracapa. Explorando a leitura TEMA: A  LMANAQUE GRUD ____________________ (turma e série). Você não desgrudará dessas histórias! O menino quadradinho adora as his- tórias em quadrinhos. projeto. construindo muitas histórias divertidas. charges. a contracapa com cartolina ou outro nhas. passatempos. Você também pode elaborar histórias incrí- veis e apresentar para a turma toda. Apresente uma sugestão de forma. das pelos alunos. Oriente os alunos a criar a capa e to de almanaque com as seções: tiri.400 toques). com base no dia a dia vivido drinhos deverão ser elaboradas em na escola. do espaço para os patrocinadores do res. turma e do colégio que mereçam ser conforme o tema das histórias escolhi- divulgados a toda a comunidade). Eleja com eles os temas das papel A4 e não poderão ultrapassar histórias que constarão no almanaque uma lauda (1. Entre um qua- drinho e outro. As histórias em qua- drinhos. não se esquecendo paço para anúncio dos patrocinado. Cada grupo ficará responsável um almanaque de histórias em qua. (os acontecimentos mais marcantes da Solicite ajuda de outros professores. cartas do leitor e es. por uma seção. histórias papel com gramatura maior que a fo- em quadrinhos.

local com mesa e cadeira) para receber laborarem terão seu nome ou o de sua os visitantes. capa do almanaque. também. Apresente-os na Fei. balas No espaço do estande. endereços de ban- 10 . rá expor. em local apropriado. tire cópias coloridas e mon. determinado pelos alunos levarão um taque da escola. rem os desafios num espaço de tempo ra Literária ou em outro evento de des. um espaço interativo (um para o projeto.). Essa seção estará aberta durante todo Com o recurso em mãos. tempo do almanaque em tempo real. Aqueles que resolve- te os exemplares. prêmio (pirulitos. várias revistas e DVDs. que farão a seção passa- empresa divulgados na capa e contra. Reser- é elaborado. capas das primeiras edições das revistas em quadrinhos no Brasil e no mundo. os participantes. imprima o o evento com o objetivo de desafiar almanaque. >> Etapa 2 cas especializadas em quadrinhos na Enquanto o conteúdo do almanaque cidade. procure patrocinadores ve. a classe pode. etc. também. Todos aqueles que co.

de forma que a última letra de cada palavra coincida com a primeira da próxima. (Ovo. lápis.) E aí. vai aceitar o desafio? Resposta: >> 11 . Observe o sentido da seta. sol. olho e osso. Encaixa-LETRA-Encaixa A turma do GRUD quer que você coloque o nome das figuras nos espaços em branco PASSATEMPO NO GRUD do círculo abaixo. selo. óculos.

está louco para traçar a comida que PASSATEMPO NO GRUD está dentro da pá. Mas para isso ele precisa contar com sua ajuda. Mexendo apenas dois palitos. ? Resposta: 12 . do Sítio do Picapau Amarelo. Dê uma força para o Rabicó Nosso amigo Rabicó. retire a comida da pá e presenteie o Rabicó.

historieta. são apresentar a intervenção do maravi. ou tiras desenhadas). 35). as forças que analogia com o que representa. que apresentam um elemento mágico. sobrenatural: um pássaro. Nelas. 1996. uma árvo- “Corresponde à classe de signos cujo gens indicando sua fala. gibi. A floresta. 13 . nando problemas e satisfazendo desejos rativo. Um desenho figu- dinhos. isto é. atravessando passo chamados comic strips (tiras cômicas). “novo mundo”. Nos Estados Unidos. lhoso no destino do personagem ou a passo a “floresta negra” e desconhe- na França. tual de passagem para um p. Ícone nhos que saem da boca dos persona. medos e desafios. gá. Os símbolos clássi- cos. como a bandeira para o país ou a pomba para a paz. bandes dessinées (bandas personagens principais. Símbolo “Corresponde à classe de signos que mantêm uma re- lação de convenção com seu referente. na Espanha. na América re encantada etc. man. carnam o fado (destino). uma nova percep- ção. interferem no destino do herói. de forma instantânea. 36). fumetti. é da em que se ‘pareçam’ com uma ár- frequentemente empregada como ri- vore ou com uma casa” (Joly. uma imagem sil. as fadas en- significante mantém uma relação de espanhola. Essas histórias cida. na Itália. aqui conside- rada como um sistema de sig- nos convencionais” (Joly. no Japão. tabeó. e no Bra. entram nessa categoria junto com a linguagem. Quer saber mais? Quadrinhos Conto de fadas Afinal. a todo processo de crescimento Os quadrinhos têm um nome em O conto de fadas caracteriza-se por está associado um enfrentamento de cada país. solucio- com seu referente. p. uma fotografia. história aos quadra. 1996. As construções de síntese que represente uma árvo- simbólicas são muito comuns nessas re ou uma casa são ícones. em Portugal. por exemplo. na medi- narrativas. pertencem ao gênero maravilhoso por- nome que faz referência aos balõezi.

sentes. repetimos fonemas. o leitor tem mais poder e vai.) ajudar a compreender um pouco me. mas tam. soletramos. um pouco sobre a etimologia da pala. segundo os muitos fios que Trata-se de um pacto de leitura que gens sucessivas e diversas”. Não se rouba algo com conhe- lhor essa prática. tuam Barthes e Compagnon nessa en. construir suas próprias 14 . primeiro estágio. a ideia de leitura como transgressão. (Paulino. pois. de se fazer leitura. Já no segundo momento. numa segunda. Aparente. cavadores de po- nala que o termo leitura não remete a Ele colheria o sentido como se colhe ços e construtores de casa –. vai lher. correspondendo a uma tradi- to de medição ou de quaisquer sinais cional interpretação de texto. nidade. Certeau também compara o leitor a um bém ato de olhar e tomar conheci. cimento e autorização do proprietário. uma palavra de significado texto não se apresenta ao leitor senão Como se vê. Belo Horizonte: Formato. Tipos de Textos. o solo da linguagem. tância ler significava contar. Considerando leitura (do latim medievo lectura) sig. O verbete Ao leitor caberia apenas descobrir que dos lavradores de antanho – mas. Nesse tipo de leitura. em que Bem longe de serem escritores. truir à revelia do autor. De REFERENCIAL TEÓRICO nifica ação ou efeito de ler. 2001. sagem do texto. ou melhor. do latim legere. arrebatam os bens do Egito dele. -se que em sua raiz a palavra já traduz a partir de sinais que nele estão pre- pelo menos três maneiras. fun- que indiquem medidas ou aos quais se se busca um sentido predeterminado. Leitura é. como diz agrupando-os em sílabas. respondente ao verbo roubar. tura é que se busca sobretudo a men. fabetização. que pode ou não ser aceita. o trilhas no texto/bosque. Graça e outros. não exclu. sobre “leitura“ da Enciclopédia Einaudi assi. a não ser o de traduzir o sentido que para com eles se regalar. ção leitor/texto. ções que nos levam a encarar “sonda- diversas”. consciência disso. como zação que a sociedade. No Dicionário Michaelis. herdeiros atribui alguma significação. são viajantes. roubar. Na primei. que é preciso ocupar como uma proposta de produção de sentido fixo. embora não tenha um vago. nômades através de campos que não es- te através da instituição escolar. correspondente à al. significava co. por último. o leitor não teria poder algum. que traz Modos de Leitura. creveram. de outrem. 11-13. p. o verbo colher implica a ideia de algo viajante: mento da indicação de um instrumen. a palavra frases. faz mente. palavras e Umberto Eco. furtivamente. constitui o que denominamos intera- Apesar do questionamento ao con. a palavra carrega significa- “por meio de sondagens sucessivas e sentido. sentido o autor quis dar a seu texto. particularmen. pronto. É o primeiro ato da leitura. ra. conforme acen. que pode nos uma ideia de subversão. seu tema. eles circulam sobre terras práticas que regem as formas de utili. deslizante. estaria pronto no texto. tecem sua trama. os leitores um conceito e sim a um conjunto de uma laranja no pé. cor. caçam. de clandesti. vra ler. mesmo que o autor não tivesse dentes. Numa primeira ins. Nesse tipo de lei. acrescentar ao texto outros sentidos. enumerar logo essa leitura do texto vai se cons- letras. o ciclopédia. Entretanto. ceito fechado de leitura. vale refletir Há ainda uma terceira instância. dadores de um lugar próprio. Observe. e.

www. 2002.com Língua Portuguesa – Atividades de apoio www. 5. Nelly Novaes. ed. 2000. do Menino Maluquinho. ed. Will. Campinas: Edi. 1999. O Homem no Teto. Graham. 1987. Max. 2004. O Chinês Americano. 1999. Brasília: Ministério da Educação. Trad.pt à aprendizagem. Martine.devir. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Bob. te – Uma adaptação de Dom Quixote de Coelho. São Paulo: Me- Paulino. Gene Luen. derna. Modos de Leitura. 2008. São Paulo: Martins Fontes. 2001. São Paulo: Martins Delors. Secretaria de Educação Bási. Fontes. ed. 1999. Brait. 2000. Bakhtin. Joly. mentos.br Queirós. 46. atual. www. A Psicanálise dos Con. Sites Programa Gestão da Aprendizagem Escolar. Karl-Dieter. ed. 3. lo: Companhia das Letras. 5. Jacques. lhoramentos. 15 . Emília e Peter Pan. O Último Cavaleiro Andan- 2006. São Paulo: Companhia das Letras. As Melhores Tiradas Paulo: Círculo do Livro. Dicionário Crítico cial. São Paulo: Mo. Dialogismo e Feiffer. Quino. São Paulo: Melhora- 1980. Bunting. www. Will. Literatura Infantil – Miguel de Cervantes. Dança das Letras.com. 2009. 2000. Nelly Novaes. Campinas: Papirus. Eisner. Lobato. André Conti. Imagem.com ca. 1996. Paulo: Martins Fontes. 1995. São Paulo: Moderna. rev.dcomics. São Pinto. Ziraldo Alves. Eisner. São 2001. Bartolomeu Campos de. São Pau- Construção do Sentido. tora da Unicamp. São Paulo: Companhia das Letras. análise.monica. Bruno. Graça e outros. A Turma da Mafalda. Educação: Um Tesou. Monteiro. Quadrinhos e Arte Sequen- Coelho. Jules. São Paulo: Nacional. da Literatura Infantil e Juvenil Brasilei. 2005. Timo e a Fantástica tos de Fadas. Teoria. Beth et al. ra.marvel. Introdução à Análise da Yang. Referências bibliográficas Bettelheim. São Paulo: Cortez. Diário de Classe. Belo Horizonte: For- mato. Tipos de Textos. didática. ro a Descobrir.

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