PROJETO PEDAGÓGICO

O MENINO
QUADRADINHO

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O Menino Quadradinho O Autor Resenha Ficha Ziraldo Alves Pinto é um dos autores A obra O Menino Quadradinho traz a Autor: Ziraldo Título: O Menino Quadradinho PROJETO DE LEITURA mais amados por crianças e adultos. Duas Razões segunda é o instrumento. envolveu-se com muitas outras A descoberta e o conhecimento dessa Quadro sinóptico atividades. é pedra preciosa. advoga. O menino vive por ali.5 x 26 cm critor especial na literatura infantil e juve. mistérios. experimentou o suficiente para ser fe. a ferramenta: para Não Chorar e A Turma do Pererê. pá. O Menino redimensiona o ser humano. pois. despertando. levantando as. um quadrinho e outro. como Maluquinho. fez muitos amigos e deixou ferramenta. fantástica que abre portas para outros nam nosso modo de encarar a vida. Sua história de um garoto que se encanta irreverência e inventividade aproximam os pelo gibi e é tragado por ele por meio Ilustrador: Ziraldo leitores de sua obra. os livros diz o autor. sonagens. de suas cores. mundos. a mudar de fase. levam o menino a sua marca por onde passou: desenhista crescer. achando que já No de páginas: 32 Suas histórias são maravilhosas e sem. escrever. autor teatral. salientamos Flicts. até que um dia encontra o valor e outros pontos de vista. jornalista. A Bela Borboleta. 24). O Bichinho ouro. Tema transversal: Ética e político. Elaboração: Shirley Bragança pre nos levam a enxergar o mundo sob liz.. palavra!” (p. é “lavra e pá. heróis e per- Formato: 20. Des. cartunista.. a palavra. entre nil brasileira. Usufruir o talento e o fazer li. Menina Nina. mina e ferramen- Mineiro de Caratinga. humorista fantásticas que a vida lhe preparou. Tema principal: História em de humor. publicitário. -o para outros prazeres e experiências quadrinhos do. o que o torna um es. Ziraldo. para todos. A palavra é algo precioso que sas obras. além de ta ao mesmo tempo. pois. o mistério da palavra – uma descoberta pectos surpreendentes que redimensio. Matemática e Literatura INDICAÇÃO: Leitor fluente a partir dos 10 anos ensino fundamental 2 . é mina: lavra. A primeira é das coleções Corpim e ABZ. pluralidade cultural terário em suas histórias é um presente Interdisciplinaridade: Artes. A palavra é. A da Maçã.

uma o leva ao questionamento: “Conviver vez que lhe é apresentado o persona- gem dividido em quadradinhos. sente pertencer àquele universo. além de obe- objetos causam certo suspense no lei. as ima. substituir a palavra. no conforto do espaço que domino ou abandoná-lo e me deixar seduzir pela aventura?”. em que O Menino Quadradinho. colocando o leitor em contato com várias histórias. anali. utilizando a “técnica damento gradativo do menino no mun. Peter Pan e a Nos primeiros quadrinhos. que pode. sa os conceitos envolvidos na tarefa) ver ou entrever” (Brait. am- que todas elas estão relacionadas ao porque. Com a onomatopeia ZAP. passagem da infância para a adolescên. Bíblia –. a dradinho aceita e tece sua história tentan- comunicação pela imagem. (que cobre literalmente o espaço bran. A interação desses re. ções recebidas nas imagens e verifica gera no menino desconforto e medo. o que favorece a ca. o que tica do texto. visão sobre si mesmo e sobre as coisas tográficos. ainda mais à medida que seu desejo é verso e todos os personagens que dele instigado a experimentar o novo e ou- fazem parte. a realidade. dialogando com a visão narrativa revela metaforicamente a pas. entre discursos mostram-se. (Coelho. seu mundo” (Coelho. o leitor sintetiza as informa. onde se alternam os closes cinema. pura da fantasia que existe dentro dele e sagem da infância para a adolescência co da página) e vai diminuindo de tama. mas o menino qua- tória de um menino que vive na era da vida o leitor a experimentar. em que a pessoa. Esse conflito se intensifica >> que. o garoto con. é polifônica. ele não pliando a semân- universo de um menino. empurra-o para fora. na ótica pop art e similares” Desta vez o menino não entendeu o que o cercam. Conversa com o professor Ziraldo apresenta para o leitor a his. multiplican. inclusive com os de fora da sua infância (p. palavra. nela “os diálogos a quem pertenceriam tais coisas. ou seja. identidade se dá pela crescente interação dos quadrinhos ou comics. Ziraldo constrói essa trajetória de cursos estéticos e gráficos abre espaço eram elas é que iam de ter paciência com transição por meio da interdiscursivi- para múltiplas leituras. que. O desafio é grande. 2006). Gramática. a ação é realizada de forma prática. uma narrativa fragmentada e dinâmi. Dom Quixote. sua análise é confirmada. Agora. surge o menino. A cia por meio do “corpo gráfico da escrita quebra-cabeça. que as palavras estavam dizendo. de certo modo. tros modos de viver. deixam-se seguida. 3 . 2005. levando-o a fazer inferências sobre para a adolescência. tor. com ele. do da cultura que a palavra instaura e com a diversidade desses mundos. então. apresenta ao leitor seu uni. 25). que havia acordado do lado dade. nho. No decorrer da narrativa. A construção dessa gráfico/televisivo. mostrando que a narrativa de gens figurativas de um cachorro e de Essa transição (da infância. mostrando visualmente o aprofun. p. tadinho. 2006). os diferentes mundos apresentados pela sob um olhar fotográfico/cinemato. guinte. do entender o encaixe das peças desse muitas vezes. em do os ‘truques’ gráficos para construir comunica aos que aprendem a morar em forma de espiral. redimensionando-as. em certos momentos. 34). com outros textos – Emília no País da quadrinhos de Andy Warhol. Na página se. Em além de ser capaz de realizá-la. que dialogam ele. decer à lógica do crescimento humano.

esse tra- balho de elaboração de sentidos pelo leitor que dá concretude ao texto. ao mesmo tempo. a bússo- lou: ‘Escuta aqui. Mui- to melhor ficar menino. por um leitor ins- truído no próprio texto. ele fa- agitado e. 4 . 27). está la que permita navegar através dele” com medo de crescer. ele devia conhecer todas as len- mundo complexo e constantemente das e todos os heróis. Seo Peter Pan. Cabe ao leitor identificar as diver- sas vozes discursivas na narrativa. É esse movimento da leitura. já que o me- os alunos é uma maneira de “forne- nino vivia numa história em quadradi- cer. pois o texto é uma unidade significativa que se atualiza na leitura. Ora. é?’” (p. Não queria nem quero nunca virar homem grande. de algum modo. Por isso. não acha? Por isso fugi e fui viver com as fadas” (Lo- bato. (Delors. eu não queria crescer. os mapas de um nhos. 2001) com autonomia para “– Porque ouvi uma conversa entre construir suas trilhas de leitura. capaz de re- construir o universo nele representado. de bigodeira na cara feito taturana. >> Realizar esse tipo de exercício com “Etcétera achou que. meu pai e minha mãe sobre o que eu havia de ser quando crescesse. com base nas pistas e indicações linguísticas que lhe são oferecidas. 1987). para que o sen- tido da história seja ampliado.

como coautor da construção do senti- saram a ser impressas em revistas ex. movimento. Nesse nome se tornou sinônimo desse su. muitos e espaço. Dessa forma. como enquadramento. lançada em 1938. A essa cia e coesão textual. para uma sequência narrativa com coerên- >> O Tico-Tico. tem um código imagéti- go de gibi é “moleque”. os ba. mento. como Zi. mas o porais. Algumas HQs comunicam a mensa- como Gibi. nero. com o intuito de ampliar movimento. por meio da ima- tre as crianças e os adolescentes. clusivas. assuntos e temas diversos. que são os sinais gráficos. No Brasil. em tiras. A disposição desses recursos do do texto. Henfil e Luis ta por meio de marcas de tempo Fernando Verissimo. Mauricio de Sousa. com grande aceitação en. a ação. dizemos que a história porte textual. os quadrinhos seu sentido. com eles. cia. surgida em 1905. lões e os traços indicadores de movi. leitura ativa: quem lê usa a imagina- porcionado pela Revolução Industrial. nhos. Essa sequência. autores e sites a ordem cronológica das ações. co-linguístico que compõe Na década de 1960. A ordenação dos quadros é fei- raldo. de causa e consequên- personagens maravilhosos e divertidos. portanto. de ligação que garantem a continui- nais. no Rio gem narrativa apenas pela ima- de Janeiro. trazendo personagens. O tempo entre a lei- a clientela de leitores adultos. dade da história. que seduzem o leitor e evitam tura de um quadro e outro é o mo- público que mais aderiu ao gênero foi a monotonia. a primeira revista em quadrinhos dedicada às crianças foi para a construção de uma rede de re- lações lógicas no texto. ele participa Por volta dos anos 1930. cujo gem e do texto verbal. as HQs pas. os heróis norte-ameri- canos. Ampliando o tema As histórias em quadrinhos (HQs) dessas histórias. e. em gráfico-visuais nas histórias contribui todo o mundo. esses artistas grá. tornando conhecidos. se modo que surge a oportunidade da surgiram com o progresso técnico pro. informando revistas em quadrinhos. O significado mais anti. ção para preencher os espaços vazios que permitiu a impressão e a distribui. especializados que ampliam o universo das falas e dos diálogos. ganharam excelentes artistas. gem. ou seja. que aparecem intercalando os quadri- ção de revistas em larga escala. caso. ficos usam uma variedade de recur. publicação seguiram-se várias outras. Eles também exploram mento durante o qual o leitor controla o infantil. perspectiva. efeitos de luz e sombra. outras. agindo como uma câmera em essas histórias. As pri. tem Hoje contamos com uma infinidade de implicação narrativa. expressões faciais e cor. sos e artifícios. O leitor cria imagens mentais meiras HQs foram publicadas nos jor. que até hoje se diverte com outros elementos que compõem o gê. Para elaborar HQs. É des- 5 .

legendas aparecem encaixadas nos mento da ação que querem sugerir. para que de Ziraldo. 6 . posicionadas em cima. preensão do fazer literário desse gran- teja ausente do texto. precisam articular essas embaixo ou nos lados. tos anteriores e posteriores. gurança para elaborar suas histórias e tação que o narrador passa ao leitor produzir textos significativos. imagens e dos textos dos balões. As ficiente de informações sobre o mo. Mas. ses elementos. quadrinhos. desenhista ou quadrinis. oportunidade de explorar vários des- te a continuidade narrativa. para conferir e ampliar o sentido das ta devem passar uma quantidade su. espécie de orien. o que ampliará a com- trução se faz ainda que o narrador es. Na obra O Menino Quadradinho. professor e alunos terão a o leitor possa elaborar adequadamen. >> O roteirista. dos momen. Por meio da análise do livro tor queira a participação do narrador. os alunos terão mais se- meio da legenda. informações com outras. Essa cons. de autor. caso o au. e da exploração do tema “histórias em sua voz será manifestada no texto por quadrinhos”. Além disso.

Que transfor. explorando uma de suas pro- as tirinhas de jornal e as charges. Traga para a sala de aula gibis. póteses com os alunos tórias são os mesmos? Amplie essas sobre possíveis ra- observações promovendo uma dis. em uma floresta. ele. esse? O menino quadradinho está renças e as semelhanças entre es. Preparando a leitura 1. o que eles mais gostam de ler e de fazer para se divertir? Por que todas essas mudanças? Como eles se sentem? 7 . Como se sen. humorístico e proponha aos alunos ou sobre a biografia de algum su. Levante hi- nos personagens? Os temas das his. tórias. trazendo-as para o uma pessoa universo dos alunos. Em seguida. são construídos os diálogos nesses desenhos? Quais eram seus passa- tempos nessa fase? E agora. a se sentir mações estão acontecendo no cor. Compare os gibis da Turma da Mô. p. as dife. Em seguida. 21). confuso. como as profissões eles quais são seus gibis prediletos ria. Os alunos já ouviram muitas histó. escolha mais duas que ele exerceu concomitantemen- e quais seus super-heróis favoritos. Estabeleça. são os eles o significado mesmos? Qual a opinião deles so. 3. 4. como se estivesse perdido ses gêneros textuais. e faça um “coquetel” dessas his. preferiam assistir quando tinham Construa com entre seis e oito anos? E hoje. tiriam perdidos em um lugar como fissões. contos de fada (“Em que negra flo- nica criança e jovem. tes de sua vida. lendo a histó. rias de contos de fada. com po deles? A que desenhos animados medo etc. Peça aos alunos que imaginem a elaboração de uma charge sobre per-herói. zões que levam cussão em sala. rio. confusa. assim como nos 2. Mos. te à de escritor. Aproveite o fato de Comente curiosidades sobre os gi. da floresta nessas histórias (veja se- bre os desenhos da infância? Como ção “Quer saber mais?”). apresente uma floresta à noite. Pergunte a com eles uma delas. Apresente aos alunos outras obras O LIVRO NA SALA DE AULA charges e tirinhas de jornal. destacando o fato de todas Ziraldo ser um grande desenhista bis (veja seção “Quer saber mais?”) elas terem uma floresta como cená. Relembre de Ziraldo e alguns fatos importan- tre os gibis aos alunos. O que mudou resta me perdi?”. com os alunos.

palavra que compõe o gênero lista. sobre os diversos códigos que intera. analisando os Chame a atenção para a classe de níveis fônico e semântico dos poemas. mas o menino entendeu. Além disso. quadradinho ter descoberto o mun- ses sobre o significado desse traba. quem escrever o maior sas bonitas. Leia com os alunos a página 27. ao comentário a função social des. Comente com os alunos 8 . Reflita com os alunos de Luana.). Escreva nomes de pessoas exemplo. como os hipertextos. amizade. que são palavras leves de da classe no quadro e peça que coisas pesadas e palavras pesadas os alunos criem outras palavras de coisas leves. licite que atribuam símbolos dono etc. na história. Em e bonitas (solidariedade. cada vez mais espaço para o texto ciedade. Vencerá coisas feias e palavras feias de coi. Diário de classe. Faça com eles duas número de palavras em listas de palavras: uma de coisas dois minutos. sentido desses códigos. palavras bonitas de a partir deles. Des. acreditar. miséria. 4. Proponha a brincadeira “Uma palavra Entendeu que existem palavras. Acrescente lia na Lua Primeiro aparece a história em qua. recados drinhos. so- tristes e feias (fome. Realce das pessoas de nossa sociedade. folhe. as letras dimi. livro e destaque o fato de o menino de Lina e Lana. de Bar- o efeito dessas palavras nas atitudes tolomeu Campos de Queirós. o trabalho do autor. na internet. de Bartolomeu 2. depois a imagem vai dando sas práticas de leitura e escrita na so. selecione e leia alguns poe- carinho etc. por puxa outra”. Levante hipóte. Traga para a sala alguns ícones e brincadeira realizada.”. de Luci e Ana.. Chame a atenção deles para histórico-cultural de construção de Luciana o projeto gráfico e a paragrafação. Debata com os alunos mas do livro Diário de Classe. do das palavras e a importância disso e saudades lho para a construção de significado na vida dele.) e outra de coisas alegres e ícones aos mesmos nomes. Leia as páginas 25 e 26 do lembranças verbal.. sobre a arbitrariedade e o processo ando-o. aban. gem simultaneamente com a escrita Campos de Queirós taque o trecho “Vocês podem não na atualidade. Depois. nuem de tamanho. seguida. principalmente os utilizados pelo menino quadradinho. Trabalhando a leitura 1. acrescentando símbolos (veja seção “Quer saber a descoberta do mundo das palavras mais?”). Compare os poemas do autor com a 3. Explore o livro com os alunos.

Apresente uma sugestão de forma. Cada grupo ficará responsável um almanaque de histórias em qua. na capa e contracapa. a contracapa com cartolina ou outro nhas. Você também pode elaborar histórias incrí- veis e apresentar para a turma toda. divida a turma em gru- Proponha aos alunos a criação de pos. projeto. das pelos alunos. Participe desta aventura! Etapa 1 Em seguida. do espaço para os patrocinadores do res. ele depara com seus super-heróis e amigos. passatempos. histórias papel com gramatura maior que a fo- em quadrinhos. Você não desgrudará dessas histórias! O menino quadradinho adora as his- tórias em quadrinhos. turma e do colégio que mereçam ser conforme o tema das histórias escolhi- divulgados a toda a comunidade). com base no dia a dia vivido drinhos deverão ser elaboradas em na escola. Eleja com eles os temas das papel A4 e não poderão ultrapassar histórias que constarão no almanaque uma lauda (1. Explorando a leitura TEMA: A  LMANAQUE GRUD ____________________ (turma e série). Oriente os alunos a criar a capa e to de almanaque com as seções: tiri. charges. construindo muitas histórias divertidas. (os acontecimentos mais marcantes da Solicite ajuda de outros professores. >> 9 . por uma seção. além de penetrar mundos inimagináveis. lha de papel A4. Entre um qua- drinho e outro. cartas do leitor e es. não se esquecendo paço para anúncio dos patrocinado. As histórias em qua- drinhos.400 toques).

local com mesa e cadeira) para receber laborarem terão seu nome ou o de sua os visitantes. determinado pelos alunos levarão um taque da escola. também. Reser- é elaborado. também. Apresente-os na Fei.). tempo do almanaque em tempo real. imprima o o evento com o objetivo de desafiar almanaque. etc. rem os desafios num espaço de tempo ra Literária ou em outro evento de des. um espaço interativo (um para o projeto. Todos aqueles que co. os participantes. em local apropriado. Essa seção estará aberta durante todo Com o recurso em mãos. endereços de ban- 10 . várias revistas e DVDs. que farão a seção passa- empresa divulgados na capa e contra. Aqueles que resolve- te os exemplares. prêmio (pirulitos. balas No espaço do estande. capa do almanaque. tire cópias coloridas e mon. >> Etapa 2 cas especializadas em quadrinhos na Enquanto o conteúdo do almanaque cidade. a classe pode. procure patrocinadores ve. rá expor. capas das primeiras edições das revistas em quadrinhos no Brasil e no mundo.

de forma que a última letra de cada palavra coincida com a primeira da próxima. sol. (Ovo. lápis. vai aceitar o desafio? Resposta: >> 11 . selo.) E aí. olho e osso. óculos. Encaixa-LETRA-Encaixa A turma do GRUD quer que você coloque o nome das figuras nos espaços em branco PASSATEMPO NO GRUD do círculo abaixo. Observe o sentido da seta.

? Resposta: 12 . Mas para isso ele precisa contar com sua ajuda. Mexendo apenas dois palitos. retire a comida da pá e presenteie o Rabicó. do Sítio do Picapau Amarelo. Dê uma força para o Rabicó Nosso amigo Rabicó. está louco para traçar a comida que PASSATEMPO NO GRUD está dentro da pá.

que apresentam um elemento mágico. fumetti. pertencem ao gênero maravilhoso por- nome que faz referência aos balõezi. como a bandeira para o país ou a pomba para a paz. uma fotografia. ou tiras desenhadas). as fadas en- significante mantém uma relação de espanhola. nando problemas e satisfazendo desejos rativo. Nos Estados Unidos. lhoso no destino do personagem ou a passo a “floresta negra” e desconhe- na França. gá. sobrenatural: um pássaro. e no Bra. tabeó. Nelas. na Espanha. a todo processo de crescimento Os quadrinhos têm um nome em O conto de fadas caracteriza-se por está associado um enfrentamento de cada país. história aos quadra. p. carnam o fado (destino). Os símbolos clássi- cos. Símbolo “Corresponde à classe de signos que mantêm uma re- lação de convenção com seu referente. uma imagem sil. medos e desafios. solucio- com seu referente. tual de passagem para um p. 1996. uma árvo- “Corresponde à classe de signos cujo gens indicando sua fala. no Japão. historieta. são apresentar a intervenção do maravi. as forças que analogia com o que representa. atravessando passo chamados comic strips (tiras cômicas). de forma instantânea. 36). 35). Essas histórias cida. A floresta. por exemplo. man. uma nova percep- ção. bandes dessinées (bandas personagens principais. em Portugal. isto é. Quer saber mais? Quadrinhos Conto de fadas Afinal. Um desenho figu- dinhos. é da em que se ‘pareçam’ com uma ár- frequentemente empregada como ri- vore ou com uma casa” (Joly. entram nessa categoria junto com a linguagem. As construções de síntese que represente uma árvo- simbólicas são muito comuns nessas re ou uma casa são ícones. 1996. na medi- narrativas. na Itália. Ícone nhos que saem da boca dos persona. “novo mundo”. interferem no destino do herói. 13 . na América re encantada etc. aqui conside- rada como um sistema de sig- nos convencionais” (Joly. gibi.

Leitura é. significava co. primeiro estágio. cavadores de po- nala que o termo leitura não remete a Ele colheria o sentido como se colhe ços e construtores de casa –. vai lher. Não se rouba algo com conhe- lhor essa prática. Graça e outros. sentido o autor quis dar a seu texto. tecem sua trama. sagem do texto. cimento e autorização do proprietário. e. o ciclopédia. em que Bem longe de serem escritores. consciência disso. 2001. a ideia de leitura como transgressão. Já no segundo momento. estaria pronto no texto. que é preciso ocupar como uma proposta de produção de sentido fixo. tância ler significava contar. roubar. O verbete Ao leitor caberia apenas descobrir que dos lavradores de antanho – mas. -se que em sua raiz a palavra já traduz a partir de sinais que nele estão pre- pelo menos três maneiras. pronto. herdeiros atribui alguma significação. p. Numa primeira ins. sentes. como zação que a sociedade. numa segunda. faz mente. tura é que se busca sobretudo a men. Aparente. de se fazer leitura. o solo da linguagem. fabetização. furtivamente. ções que nos levam a encarar “sonda- diversas”. ção leitor/texto. ra. De REFERENCIAL TEÓRICO nifica ação ou efeito de ler. pois. Observe. construir suas próprias 14 . Tipos de Textos. de clandesti. ou melhor. (Paulino. mas tam.) ajudar a compreender um pouco me. ceito fechado de leitura. o trilhas no texto/bosque. arrebatam os bens do Egito dele. Considerando leitura (do latim medievo lectura) sig. truir à revelia do autor. Nesse tipo de lei. dadores de um lugar próprio. a não ser o de traduzir o sentido que para com eles se regalar. palavras e Umberto Eco. de outrem. por último. vale refletir Há ainda uma terceira instância. o verbo colher implica a ideia de algo viajante: mento da indicação de um instrumen. 11-13. deslizante. sobre “leitura“ da Enciclopédia Einaudi assi. do latim legere. Belo Horizonte: Formato. os leitores um conceito e sim a um conjunto de uma laranja no pé. conforme acen. Certeau também compara o leitor a um bém ato de olhar e tomar conheci. caçam. Na primei. correspondente à al. creveram. acrescentar ao texto outros sentidos. É o primeiro ato da leitura. eles circulam sobre terras práticas que regem as formas de utili. a palavra frases. nômades através de campos que não es- te através da instituição escolar. fun- que indiquem medidas ou aos quais se se busca um sentido predeterminado. No Dicionário Michaelis. Nesse tipo de leitura. repetimos fonemas. nidade. a palavra carrega significa- “por meio de sondagens sucessivas e sentido. que pode nos uma ideia de subversão. mesmo que o autor não tivesse dentes. cor. constitui o que denominamos intera- Apesar do questionamento ao con. Entretanto. tuam Barthes e Compagnon nessa en. particularmen. que traz Modos de Leitura. não exclu. como diz agrupando-os em sílabas. embora não tenha um vago. um pouco sobre a etimologia da pala. respondente ao verbo roubar. são viajantes. correspondendo a uma tradi- to de medição ou de quaisquer sinais cional interpretação de texto. enumerar logo essa leitura do texto vai se cons- letras. uma palavra de significado texto não se apresenta ao leitor senão Como se vê. o leitor não teria poder algum. que pode ou não ser aceita. seu tema. vra ler. soletramos. o leitor tem mais poder e vai. segundo os muitos fios que Trata-se de um pacto de leitura que gens sucessivas e diversas”.

com Língua Portuguesa – Atividades de apoio www. Nelly Novaes. Dialogismo e Feiffer.devir. 2000. Will. Introdução à Análise da Yang. Belo Horizonte: For- mato. 3. www. 2000. Teoria. São Pau- Construção do Sentido. Eisner. Graham. Educação: Um Tesou. São Paulo: Melhora- 1980. São Pinto. tora da Unicamp. lo: Companhia das Letras. ed. lhoramentos. O Homem no Teto.pt à aprendizagem. da Literatura Infantil e Juvenil Brasilei. ed. www. São Paulo: Companhia das Letras. 2005.marvel. www. Lobato. Quino. 2001. Dicionário Crítico cial. 5. mentos. Bob. O Último Cavaleiro Andan- 2006. Dança das Letras. Brait.br Queirós. 1996. 1999. Imagem. Secretaria de Educação Bási. Beth et al. Timo e a Fantástica tos de Fadas. te – Uma adaptação de Dom Quixote de Coelho. Tipos de Textos. São Paulo: Cortez. 1999. Campinas: Papirus. 1995. Nelly Novaes. Max. Monteiro. atual. Bartolomeu Campos de. Bruno. 1987. ed. didática. São Paulo: Moderna. São Paulo: Mo. São Paulo: Martins Delors. Gene Luen. O Chinês Americano. Jacques. do Menino Maluquinho. Bakhtin. ed. 2000. São Paulo: Me- Paulino. Trad. rev. 2004. Karl-Dieter. ra. Joly.dcomics. As Melhores Tiradas Paulo: Círculo do Livro. Campinas: Edi. Referências bibliográficas Bettelheim. A Psicanálise dos Con. 1999. André Conti. ro a Descobrir. Sites Programa Gestão da Aprendizagem Escolar.com ca. São Paulo: Martins Fontes. São Paulo: Companhia das Letras. Martine. Quadrinhos e Arte Sequen- Coelho. Eisner. Emília e Peter Pan.com. Diário de Classe. 2002. A Turma da Mafalda. São Paulo: Nacional. Graça e outros. São 2001. 5. Ziraldo Alves. Brasília: Ministério da Educação. análise. derna. Jules. 2008. Bunting. Fontes. 2009. Will. Modos de Leitura. 15 . Rio de Janeiro: Paz e Terra. 46. Paulo: Martins Fontes.monica. Literatura Infantil – Miguel de Cervantes.

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