PROJETO PEDAGÓGICO

O MENINO
QUADRADINHO

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um quadrinho e outro. Matemática e Literatura INDICAÇÃO: Leitor fluente a partir dos 10 anos ensino fundamental 2 . é mina: lavra. fantástica que abre portas para outros nam nosso modo de encarar a vida. palavra!” (p. A primeira é das coleções Corpim e ABZ. Tema transversal: Ética e político. achando que já No de páginas: 32 Suas histórias são maravilhosas e sem. envolveu-se com muitas outras A descoberta e o conhecimento dessa Quadro sinóptico atividades. Menina Nina. Ziraldo. Usufruir o talento e o fazer li. cartunista. pá. O Menino redimensiona o ser humano. salientamos Flicts. levam o menino a sua marca por onde passou: desenhista crescer. como Maluquinho. publicitário. o que o torna um es. O Bichinho ouro. o mistério da palavra – uma descoberta pectos surpreendentes que redimensio. Elaboração: Shirley Bragança pre nos levam a enxergar o mundo sob liz. é “lavra e pá. mina e ferramen- Mineiro de Caratinga. A da Maçã. A Bela Borboleta. A palavra é. levantando as. mistérios. é pedra preciosa. O Menino Quadradinho O Autor Resenha Ficha Ziraldo Alves Pinto é um dos autores A obra O Menino Quadradinho traz a Autor: Ziraldo Título: O Menino Quadradinho PROJETO DE LEITURA mais amados por crianças e adultos. -o para outros prazeres e experiências quadrinhos do. autor teatral. os livros diz o autor. entre nil brasileira. sonagens. até que um dia encontra o valor e outros pontos de vista. pois.. Des. O menino vive por ali. A palavra é algo precioso que sas obras. além de ta ao mesmo tempo. a mudar de fase. de suas cores. jornalista. experimentou o suficiente para ser fe. Tema principal: História em de humor. mundos. pois. 24). Sua história de um garoto que se encanta irreverência e inventividade aproximam os pelo gibi e é tragado por ele por meio Ilustrador: Ziraldo leitores de sua obra. humorista fantásticas que a vida lhe preparou..5 x 26 cm critor especial na literatura infantil e juve. advoga. escrever. a palavra. despertando. a ferramenta: para Não Chorar e A Turma do Pererê. pluralidade cultural terário em suas histórias é um presente Interdisciplinaridade: Artes. heróis e per- Formato: 20. para todos. fez muitos amigos e deixou ferramenta. Duas Razões segunda é o instrumento.

guinte. entre discursos mostram-se. a ação é realizada de forma prática. 2005. o que tica do texto. 2006). substituir a palavra. ou seja. Dom Quixote. em certos momentos. identidade se dá pela crescente interação dos quadrinhos ou comics. Em além de ser capaz de realizá-la. pura da fantasia que existe dentro dele e sagem da infância para a adolescência co da página) e vai diminuindo de tama. com outros textos – Emília no País da quadrinhos de Andy Warhol. (Coelho. é polifônica. sua análise é confirmada. Ziraldo constrói essa trajetória de cursos estéticos e gráficos abre espaço eram elas é que iam de ter paciência com transição por meio da interdiscursivi- para múltiplas leituras. mostrando visualmente o aprofun. do entender o encaixe das peças desse muitas vezes. que pode. a dradinho aceita e tece sua história tentan- comunicação pela imagem. que dialogam ele. o garoto con. 25). utilizando a “técnica damento gradativo do menino no mun. tros modos de viver. multiplican. tadinho. uma narrativa fragmentada e dinâmi. de certo modo. as ima. redimensionando-as. Com a onomatopeia ZAP. Agora. A construção dessa gráfico/televisivo. então. com ele. empurra-o para fora. do da cultura que a palavra instaura e com a diversidade desses mundos. sa os conceitos envolvidos na tarefa) ver ou entrever” (Brait. sente pertencer àquele universo. 34). Gramática. na ótica pop art e similares” Desta vez o menino não entendeu o que o cercam. no conforto do espaço que domino ou abandoná-lo e me deixar seduzir pela aventura?”. colocando o leitor em contato com várias histórias. levando-o a fazer inferências sobre para a adolescência. deixam-se seguida. inclusive com os de fora da sua infância (p. em que O Menino Quadradinho. Bíblia –. o que favorece a ca. seu mundo” (Coelho. p. que as palavras estavam dizendo. que havia acordado do lado dade. em do os ‘truques’ gráficos para construir comunica aos que aprendem a morar em forma de espiral. 3 . ainda mais à medida que seu desejo é verso e todos os personagens que dele instigado a experimentar o novo e ou- fazem parte. que. ções recebidas nas imagens e verifica gera no menino desconforto e medo. A interação desses re. nho. O desafio é grande. mostrando que a narrativa de gens figurativas de um cachorro e de Essa transição (da infância. o leitor sintetiza as informa. uma o leva ao questionamento: “Conviver vez que lhe é apresentado o persona- gem dividido em quadradinhos. palavra. onde se alternam os closes cinema. decer à lógica do crescimento humano. surge o menino. em que a pessoa. a realidade. Na página se. 2006). dialogando com a visão narrativa revela metaforicamente a pas. tor. am- que todas elas estão relacionadas ao porque. Esse conflito se intensifica >> que. os diferentes mundos apresentados pela sob um olhar fotográfico/cinemato. No decorrer da narrativa. Conversa com o professor Ziraldo apresenta para o leitor a his. anali. A cia por meio do “corpo gráfico da escrita quebra-cabeça. (que cobre literalmente o espaço bran. visão sobre si mesmo e sobre as coisas tográficos. ele não pliando a semân- universo de um menino. além de obe- objetos causam certo suspense no lei. mas o menino qua- tória de um menino que vive na era da vida o leitor a experimentar. Peter Pan e a Nos primeiros quadrinhos. passagem da infância para a adolescên. apresenta ao leitor seu uni. nela “os diálogos a quem pertenceriam tais coisas.

de algum modo. É esse movimento da leitura. os mapas de um nhos. está la que permita navegar através dele” com medo de crescer. pois o texto é uma unidade significativa que se atualiza na leitura. já que o me- os alunos é uma maneira de “forne- nino vivia numa história em quadradi- cer. Ora. Cabe ao leitor identificar as diver- sas vozes discursivas na narrativa. ele fa- agitado e. capaz de re- construir o universo nele representado. Não queria nem quero nunca virar homem grande. Por isso. a bússo- lou: ‘Escuta aqui. 27). esse tra- balho de elaboração de sentidos pelo leitor que dá concretude ao texto. não acha? Por isso fugi e fui viver com as fadas” (Lo- bato. com base nas pistas e indicações linguísticas que lhe são oferecidas. por um leitor ins- truído no próprio texto. é?’” (p. Mui- to melhor ficar menino. ele devia conhecer todas as len- mundo complexo e constantemente das e todos os heróis. Seo Peter Pan. 1987). 2001) com autonomia para “– Porque ouvi uma conversa entre construir suas trilhas de leitura. para que o sen- tido da história seja ampliado. >> Realizar esse tipo de exercício com “Etcétera achou que. 4 . eu não queria crescer. (Delors. de bigodeira na cara feito taturana. ao mesmo tempo. meu pai e minha mãe sobre o que eu havia de ser quando crescesse.

Dessa forma. se modo que surge a oportunidade da surgiram com o progresso técnico pro. surgida em 1905. O significado mais anti. A disposição desses recursos do do texto. esses artistas grá. co-linguístico que compõe Na década de 1960. em gráfico-visuais nas histórias contribui todo o mundo. nero. O tempo entre a lei- a clientela de leitores adultos. que aparecem intercalando os quadri- ção de revistas em larga escala. em tiras. expressões faciais e cor. Ampliando o tema As histórias em quadrinhos (HQs) dessas histórias. Henfil e Luis ta por meio de marcas de tempo Fernando Verissimo. como Zi. autores e sites a ordem cronológica das ações. dizemos que a história porte textual. por meio da ima- tre as crianças e os adolescentes. que são os sinais gráficos. movimento. lançada em 1938. gem. os quadrinhos seu sentido. ou seja. que seduzem o leitor e evitam tura de um quadro e outro é o mo- público que mais aderiu ao gênero foi a monotonia. caso. publicação seguiram-se várias outras. muitos e espaço. e. ele participa Por volta dos anos 1930. tornando conhecidos. dade da história. Nesse nome se tornou sinônimo desse su. perspectiva. agindo como uma câmera em essas histórias. lões e os traços indicadores de movi. No Brasil. efeitos de luz e sombra. sos e artifícios. ção para preencher os espaços vazios que permitiu a impressão e a distribui. tem Hoje contamos com uma infinidade de implicação narrativa. Mauricio de Sousa. A ordenação dos quadros é fei- raldo. de ligação que garantem a continui- nais. a primeira revista em quadrinhos dedicada às crianças foi para a construção de uma rede de re- lações lógicas no texto. É des- 5 . para uma sequência narrativa com coerên- >> O Tico-Tico. com o intuito de ampliar movimento. Para elaborar HQs. O leitor cria imagens mentais meiras HQs foram publicadas nos jor. os ba. informando revistas em quadrinhos. Essa sequência. Algumas HQs comunicam a mensa- como Gibi. a ação. como enquadramento. As pri. de causa e consequên- personagens maravilhosos e divertidos. tem um código imagéti- go de gibi é “moleque”. no Rio gem narrativa apenas pela ima- de Janeiro. nhos. cia. os heróis norte-ameri- canos. outras. com grande aceitação en. como coautor da construção do senti- saram a ser impressas em revistas ex. mento. especializados que ampliam o universo das falas e dos diálogos. mas o porais. Eles também exploram mento durante o qual o leitor controla o infantil. ficos usam uma variedade de recur. trazendo personagens. A essa cia e coesão textual. com eles. as HQs pas. que até hoje se diverte com outros elementos que compõem o gê. portanto. clusivas. cujo gem e do texto verbal. ganharam excelentes artistas. leitura ativa: quem lê usa a imagina- porcionado pela Revolução Industrial. assuntos e temas diversos.

imagens e dos textos dos balões. espécie de orien. quadrinhos. precisam articular essas embaixo ou nos lados. gurança para elaborar suas histórias e tação que o narrador passa ao leitor produzir textos significativos. As ficiente de informações sobre o mo. desenhista ou quadrinis. Essa cons. o que ampliará a com- trução se faz ainda que o narrador es. posicionadas em cima. Na obra O Menino Quadradinho. para conferir e ampliar o sentido das ta devem passar uma quantidade su. preensão do fazer literário desse gran- teja ausente do texto. ses elementos. oportunidade de explorar vários des- te a continuidade narrativa. >> O roteirista. professor e alunos terão a o leitor possa elaborar adequadamen. informações com outras. Mas. os alunos terão mais se- meio da legenda. e da exploração do tema “histórias em sua voz será manifestada no texto por quadrinhos”. Por meio da análise do livro tor queira a participação do narrador. para que de Ziraldo. dos momen. legendas aparecem encaixadas nos mento da ação que querem sugerir. de autor. Além disso. tos anteriores e posteriores. caso o au. 6 .

21). p. confusa. contos de fada (“Em que negra flo- nica criança e jovem. tórias. O que mudou resta me perdi?”. com po deles? A que desenhos animados medo etc. trazendo-as para o uma pessoa universo dos alunos. as dife. são os eles o significado mesmos? Qual a opinião deles so. e faça um “coquetel” dessas his. como se estivesse perdido ses gêneros textuais. Traga para a sala de aula gibis. Em seguida. rio. ele. 3. humorístico e proponha aos alunos ou sobre a biografia de algum su. 4. assim como nos 2. rias de contos de fada. com os alunos. tes de sua vida. lendo a histó. destacando o fato de todas Ziraldo ser um grande desenhista bis (veja seção “Quer saber mais?”) elas terem uma floresta como cená. Aproveite o fato de Comente curiosidades sobre os gi. apresente uma floresta à noite. tiriam perdidos em um lugar como fissões. Os alunos já ouviram muitas histó. esse? O menino quadradinho está renças e as semelhanças entre es. Preparando a leitura 1. o que eles mais gostam de ler e de fazer para se divertir? Por que todas essas mudanças? Como eles se sentem? 7 . da floresta nessas histórias (veja se- bre os desenhos da infância? Como ção “Quer saber mais?”). Peça aos alunos que imaginem a elaboração de uma charge sobre per-herói. Mos. Que transfor. a se sentir mações estão acontecendo no cor. como as profissões eles quais são seus gibis prediletos ria. Pergunte a com eles uma delas. são construídos os diálogos nesses desenhos? Quais eram seus passa- tempos nessa fase? E agora. Estabeleça. Levante hi- nos personagens? Os temas das his. em uma floresta. te à de escritor. explorando uma de suas pro- as tirinhas de jornal e as charges. zões que levam cussão em sala. póteses com os alunos tórias são os mesmos? Amplie essas sobre possíveis ra- observações promovendo uma dis. Relembre de Ziraldo e alguns fatos importan- tre os gibis aos alunos. preferiam assistir quando tinham Construa com entre seis e oito anos? E hoje. Apresente aos alunos outras obras O LIVRO NA SALA DE AULA charges e tirinhas de jornal. Em seguida. escolha mais duas que ele exerceu concomitantemen- e quais seus super-heróis favoritos. confuso. Compare os gibis da Turma da Mô. Como se sen.

Depois. Faça com eles duas número de palavras em listas de palavras: uma de coisas dois minutos. gem simultaneamente com a escrita Campos de Queirós taque o trecho “Vocês podem não na atualidade.. de Bar- o efeito dessas palavras nas atitudes tolomeu Campos de Queirós. selecione e leia alguns poe- carinho etc. recados drinhos. sentido desses códigos. quem escrever o maior sas bonitas. na internet. Traga para a sala alguns ícones e brincadeira realizada. Compare os poemas do autor com a 3. do das palavras e a importância disso e saudades lho para a construção de significado na vida dele. folhe. Chame a atenção deles para histórico-cultural de construção de Luciana o projeto gráfico e a paragrafação. quadradinho ter descoberto o mun- ses sobre o significado desse traba. mas o menino entendeu. acrescentando símbolos (veja seção “Quer saber a descoberta do mundo das palavras mais?”). Proponha a brincadeira “Uma palavra Entendeu que existem palavras. Reflita com os alunos de Luana. ao comentário a função social des. sobre a arbitrariedade e o processo ando-o.. sobre os diversos códigos que intera. Realce das pessoas de nossa sociedade. livro e destaque o fato de o menino de Lina e Lana. amizade. so- tristes e feias (fome. na história.) e outra de coisas alegres e ícones aos mesmos nomes. Além disso. depois a imagem vai dando sas práticas de leitura e escrita na so. Em e bonitas (solidariedade. de Bartolomeu 2. Debata com os alunos mas do livro Diário de Classe. o trabalho do autor. Vencerá coisas feias e palavras feias de coi. nuem de tamanho. Trabalhando a leitura 1. Des.). Leia as páginas 25 e 26 do lembranças verbal. cada vez mais espaço para o texto ciedade. Acrescente lia na Lua Primeiro aparece a história em qua. seguida. Diário de classe. Comente com os alunos 8 . Explore o livro com os alunos. que são palavras leves de da classe no quadro e peça que coisas pesadas e palavras pesadas os alunos criem outras palavras de coisas leves. como os hipertextos. licite que atribuam símbolos dono etc. analisando os Chame a atenção para a classe de níveis fônico e semântico dos poemas. aban. Levante hipóte. Leia com os alunos a página 27. Escreva nomes de pessoas exemplo. principalmente os utilizados pelo menino quadradinho. palavra que compõe o gênero lista. acreditar.”. miséria. as letras dimi. palavras bonitas de a partir deles. por puxa outra”. 4. de Luci e Ana.

charges. Cada grupo ficará responsável um almanaque de histórias em qua. com base no dia a dia vivido drinhos deverão ser elaboradas em na escola. ele depara com seus super-heróis e amigos. cartas do leitor e es. Oriente os alunos a criar a capa e to de almanaque com as seções: tiri. projeto. Você também pode elaborar histórias incrí- veis e apresentar para a turma toda. a contracapa com cartolina ou outro nhas. turma e do colégio que mereçam ser conforme o tema das histórias escolhi- divulgados a toda a comunidade). Entre um qua- drinho e outro. As histórias em qua- drinhos. na capa e contracapa.400 toques). passatempos. histórias papel com gramatura maior que a fo- em quadrinhos. divida a turma em gru- Proponha aos alunos a criação de pos. >> 9 . Eleja com eles os temas das papel A4 e não poderão ultrapassar histórias que constarão no almanaque uma lauda (1. por uma seção. (os acontecimentos mais marcantes da Solicite ajuda de outros professores. construindo muitas histórias divertidas. das pelos alunos. lha de papel A4. Você não desgrudará dessas histórias! O menino quadradinho adora as his- tórias em quadrinhos. além de penetrar mundos inimagináveis. Participe desta aventura! Etapa 1 Em seguida. do espaço para os patrocinadores do res. Apresente uma sugestão de forma. não se esquecendo paço para anúncio dos patrocinado. Explorando a leitura TEMA: A  LMANAQUE GRUD ____________________ (turma e série).

rem os desafios num espaço de tempo ra Literária ou em outro evento de des. tire cópias coloridas e mon. que farão a seção passa- empresa divulgados na capa e contra. tempo do almanaque em tempo real. prêmio (pirulitos. capas das primeiras edições das revistas em quadrinhos no Brasil e no mundo. balas No espaço do estande. os participantes. local com mesa e cadeira) para receber laborarem terão seu nome ou o de sua os visitantes. também. capa do almanaque. endereços de ban- 10 . Todos aqueles que co. >> Etapa 2 cas especializadas em quadrinhos na Enquanto o conteúdo do almanaque cidade. várias revistas e DVDs. rá expor.). determinado pelos alunos levarão um taque da escola. etc. em local apropriado. Reser- é elaborado. Essa seção estará aberta durante todo Com o recurso em mãos. um espaço interativo (um para o projeto. a classe pode. também. Aqueles que resolve- te os exemplares. imprima o o evento com o objetivo de desafiar almanaque. procure patrocinadores ve. Apresente-os na Fei.

(Ovo.) E aí. Encaixa-LETRA-Encaixa A turma do GRUD quer que você coloque o nome das figuras nos espaços em branco PASSATEMPO NO GRUD do círculo abaixo. sol. vai aceitar o desafio? Resposta: >> 11 . de forma que a última letra de cada palavra coincida com a primeira da próxima. selo. lápis. olho e osso. óculos. Observe o sentido da seta.

? Resposta: 12 . está louco para traçar a comida que PASSATEMPO NO GRUD está dentro da pá. Mexendo apenas dois palitos. Dê uma força para o Rabicó Nosso amigo Rabicó. retire a comida da pá e presenteie o Rabicó. do Sítio do Picapau Amarelo. Mas para isso ele precisa contar com sua ajuda.

gá. 1996. fumetti. pertencem ao gênero maravilhoso por- nome que faz referência aos balõezi. Quer saber mais? Quadrinhos Conto de fadas Afinal. na Espanha. aqui conside- rada como um sistema de sig- nos convencionais” (Joly. uma árvo- “Corresponde à classe de signos cujo gens indicando sua fala. em Portugal. na medi- narrativas. As construções de síntese que represente uma árvo- simbólicas são muito comuns nessas re ou uma casa são ícones. Essas histórias cida. 1996. p. nando problemas e satisfazendo desejos rativo. e no Bra. historieta. é da em que se ‘pareçam’ com uma ár- frequentemente empregada como ri- vore ou com uma casa” (Joly. como a bandeira para o país ou a pomba para a paz. tual de passagem para um p. uma nova percep- ção. Símbolo “Corresponde à classe de signos que mantêm uma re- lação de convenção com seu referente. Nos Estados Unidos. lhoso no destino do personagem ou a passo a “floresta negra” e desconhe- na França. “novo mundo”. atravessando passo chamados comic strips (tiras cômicas). carnam o fado (destino). 35). a todo processo de crescimento Os quadrinhos têm um nome em O conto de fadas caracteriza-se por está associado um enfrentamento de cada país. uma fotografia. isto é. Um desenho figu- dinhos. que apresentam um elemento mágico. são apresentar a intervenção do maravi. medos e desafios. A floresta. Os símbolos clássi- cos. por exemplo. 36). Ícone nhos que saem da boca dos persona. bandes dessinées (bandas personagens principais. no Japão. as fadas en- significante mantém uma relação de espanhola. as forças que analogia com o que representa. de forma instantânea. Nelas. na Itália. tabeó. na América re encantada etc. sobrenatural: um pássaro. 13 . uma imagem sil. solucio- com seu referente. entram nessa categoria junto com a linguagem. ou tiras desenhadas). man. história aos quadra. interferem no destino do herói. gibi.

cavadores de po- nala que o termo leitura não remete a Ele colheria o sentido como se colhe ços e construtores de casa –. cor.) ajudar a compreender um pouco me. mas tam. sagem do texto. embora não tenha um vago. Numa primeira ins. 11-13. que pode nos uma ideia de subversão. enumerar logo essa leitura do texto vai se cons- letras. nômades através de campos que não es- te através da instituição escolar. soletramos. ra. truir à revelia do autor. ou melhor. Já no segundo momento. a palavra carrega significa- “por meio de sondagens sucessivas e sentido. Aparente. nidade. ções que nos levam a encarar “sonda- diversas”. correspondente à al. cimento e autorização do proprietário. significava co. Leitura é. a ideia de leitura como transgressão. dadores de um lugar próprio. acrescentar ao texto outros sentidos. e. o trilhas no texto/bosque. como zação que a sociedade. Tipos de Textos. -se que em sua raiz a palavra já traduz a partir de sinais que nele estão pre- pelo menos três maneiras. de outrem. De REFERENCIAL TEÓRICO nifica ação ou efeito de ler. furtivamente. ção leitor/texto. Certeau também compara o leitor a um bém ato de olhar e tomar conheci. 2001. tura é que se busca sobretudo a men. um pouco sobre a etimologia da pala. correspondendo a uma tradi- to de medição ou de quaisquer sinais cional interpretação de texto. sentes. seu tema. respondente ao verbo roubar. (Paulino. vai lher. eles circulam sobre terras práticas que regem as formas de utili. mesmo que o autor não tivesse dentes. estaria pronto no texto. roubar. palavras e Umberto Eco. tuam Barthes e Compagnon nessa en. creveram. constitui o que denominamos intera- Apesar do questionamento ao con. os leitores um conceito e sim a um conjunto de uma laranja no pé. que é preciso ocupar como uma proposta de produção de sentido fixo. segundo os muitos fios que Trata-se de um pacto de leitura que gens sucessivas e diversas”. O verbete Ao leitor caberia apenas descobrir que dos lavradores de antanho – mas. pois. do latim legere. p. conforme acen. numa segunda. vra ler. de clandesti. sobre “leitura“ da Enciclopédia Einaudi assi. o leitor não teria poder algum. que pode ou não ser aceita. o ciclopédia. por último. É o primeiro ato da leitura. Observe. consciência disso. ceito fechado de leitura. vale refletir Há ainda uma terceira instância. Nesse tipo de leitura. particularmen. o solo da linguagem. Não se rouba algo com conhe- lhor essa prática. tância ler significava contar. Nesse tipo de lei. em que Bem longe de serem escritores. sentido o autor quis dar a seu texto. não exclu. caçam. fabetização. construir suas próprias 14 . a palavra frases. Na primei. repetimos fonemas. que traz Modos de Leitura. faz mente. No Dicionário Michaelis. como diz agrupando-os em sílabas. Graça e outros. fun- que indiquem medidas ou aos quais se se busca um sentido predeterminado. o verbo colher implica a ideia de algo viajante: mento da indicação de um instrumen. de se fazer leitura. arrebatam os bens do Egito dele. Entretanto. tecem sua trama. Belo Horizonte: Formato. Considerando leitura (do latim medievo lectura) sig. herdeiros atribui alguma significação. pronto. a não ser o de traduzir o sentido que para com eles se regalar. o leitor tem mais poder e vai. primeiro estágio. deslizante. uma palavra de significado texto não se apresenta ao leitor senão Como se vê. são viajantes.

Graham. São Paulo: Companhia das Letras. da Literatura Infantil e Juvenil Brasilei. Introdução à Análise da Yang. Dicionário Crítico cial. Timo e a Fantástica tos de Fadas. São Paulo: Melhora- 1980. mentos. www.dcomics. Quadrinhos e Arte Sequen- Coelho. Quino. 2000. Graça e outros. Campinas: Edi. 2005. O Último Cavaleiro Andan- 2006. 5. Bakhtin. Secretaria de Educação Bási. 2002. São Paulo: Moderna. Brait. Teoria. Tipos de Textos. André Conti. Bunting.com ca. 1996. lhoramentos. derna. ed. Diário de Classe. lo: Companhia das Letras. São 2001. ra. Emília e Peter Pan. Joly. Literatura Infantil – Miguel de Cervantes. Rio de Janeiro: Paz e Terra.com Língua Portuguesa – Atividades de apoio www. Ziraldo Alves. didática.pt à aprendizagem. tora da Unicamp. Dança das Letras. 46. Campinas: Papirus. ed. 1999. Modos de Leitura. atual. São Pinto. 2000. 5. Will. Educação: Um Tesou. Lobato.devir. Will. Bob. A Turma da Mafalda. O Homem no Teto. Sites Programa Gestão da Aprendizagem Escolar. Nelly Novaes. São Paulo: Companhia das Letras. te – Uma adaptação de Dom Quixote de Coelho. São Paulo: Mo. São Pau- Construção do Sentido. São Paulo: Nacional. ro a Descobrir. ed. 1987. Monteiro. Eisner. Eisner. www. Beth et al. rev. Brasília: Ministério da Educação. Jules. São Paulo: Martins Delors. 2001. análise. Paulo: Martins Fontes. www. Referências bibliográficas Bettelheim. Karl-Dieter. Bruno. Belo Horizonte: For- mato. 3. 1995.com.br Queirós.marvel. do Menino Maluquinho. São Paulo: Me- Paulino. As Melhores Tiradas Paulo: Círculo do Livro. 1999. 2004. Gene Luen. 15 . Fontes. 2009. Bartolomeu Campos de. Dialogismo e Feiffer. São Paulo: Martins Fontes. Martine. São Paulo: Cortez. 2000. O Chinês Americano. Max. Nelly Novaes. Jacques. 1999. ed. A Psicanálise dos Con. Trad.monica. Imagem. 2008.