Você está na página 1de 7
1 Panorama da crise brasileira ‘Joito Manuel Cardoso de Mello” Quem canta ou assobia na escurdio nega sua ansiedade, ‘as no passa ver mais claro, Hi dez anos, eaimos na erases so. Vivemes, hoe, 2 bei da depresco © da hipefagae Contains, soda hoa, com espani vergonk, a cnonte de Hneia que nos separa da cvilizagio. E natural que © mede ¢ a ‘desesperanga tenham tomado 0 ugar do now habla ‘mismo. Mas podemos coninr cantando ou assobiando. Acro {ar em homens providenciis, ov em receitassalvadoras aviaios or economists geniais. Ou encontrar culpalen, Is € tele modo, Dficil € enxerpar mas claro, Ha intrescs, pada ‘0s, preconcitos ideoligicos, que criam lusbeseocuham rec dads desagradiveis. debate pablo no tm sua Maso Iminimo que se xige dos intelectusis € que export am S36 op sides claramente sem a pretensio de dita a vewlade, mee tn ‘bem sem med de desagradara quem quer que see As ironias da historia No século XIX, po frga de um regime socal obsolto, 0 ‘feravismo. lo pudemos squerincorporar orestlado bio dy rimeirs Revolugio Industral (1760-1830), 0. seo. teat * Pes Dep de sin iene no RICA, 2 muito menos avangar pela witha da Seyunda Revolugso Inu: trial (1870-90), a do ajo, da quimica, da eleticidade, dos novos bens de capital, do petnleo eo motor «combust interna, Mas no século XX, os pads tecnicos fcaram reatvamente es Lives nos pales desenvol¥vidos. Tivemos a sorte de desta ds faclidades da copia. Até 1930, consolidamos india de com sumo mais simples. E nos cinglenta anos subsegdentes, cop ‘mos 0 apo letricdade, a quimica bisa, 0 persleo, oautoms- vel os eletradomésticos,chepando até maquina ¢equipamentos mais sofsticados. Levamos cem anos, de 1830 1930, para imitar a inovagio fuwamental da Primeira Revolugdo Indust, 0 set xt, B noventa anos, de 1890 a 1980, para copiat os avangos da Se funda Revolugo Industrial. Quando tudo dav impressio de éstarmos prestes a entrar no Primeiro Mundo, ecodia'aTereira Revolugso Industrial ‘Aaplicagio da micretetrnica a um conjunto de produto € servigos agrupon indstras, stores © segments, formando um completo eletOnio inta-riculado pela tecnologia da inform ‘0. complexo elettnico if ganhou um enorme peso e tende a umentar sa paticipag3o no valor agregai, no emprego © na formagio da renda. Ademais, a progressiva penetapio da mi- eroele:iniea no complexo mecdnico ests levando & sua fusdo com o complexo eletnico, E desse complera eletrinico Imecatronico que vem e vith o dinamismo das economias esenvolvides ‘A tendéacia, para ns, 6 de flarmos com os stores indus tis de baixo conteddo tenolégio: produit, hoje, ago, alumi rio ou papel no € muito diferente de fabricar tecidos, em 1930, Pederamos, enti, qualquet pxder de crescimenioaufnomo, que deriva do investimento industrial nos novassetores, © ritmo de nosso desenvolvimento voltaria a depender exclsivamente do comportamento dis exportagies. ‘As multinacionais eo Brasil A cifsi espacial das india jé madras ns pes de semolisrelizb se meant slg ae da ea tacionas cn pies da psi como 0 Br, aoe dens de mercado nts dimicon. Quem nos taste enn avo deconcortcia fram sk empress europa qe en dos dos anos 5, vita para epindapeeacle dae ‘aides nrteamerianas no velo continents Useni see consezuiram splanar bares proteins, sacl aes ¢ amplarvendss, a eszia do escnente sean, Nan segundo mona, empress sells soe Lee ts dos reeam casera amin para daparormecee Hoje, o movimento € inves, é de concentunde A was nacionis esto investindo macianente at aig, ca Zino rage revoir sino bl ed nas prbinas dca campo de enconens € oa cada vez mah nego dos pes desenvtin toblzago dos merados finance © 4 inerene tap ds estar empresas quetaran ms anes ete nals dentro. do Prineiro Mundo eno mesma tmp en ates como 0 Bra como local de testinewe ae eluso no abso io nko impcn sue an Jamo da india brass neo pape £0 de eee Prados indus wacom code importaions de tontees servis de ala tecooogia AS tansaconais, port, no nos sda a eter acm nara Terecin Revologdo Indus as tance ng a onal sn retical mona de ena dus, Salvo, € lao, em caso de una deserpanizaso ec Ho profundse persiscae quanto a de Argonne eee ernizaso sas fbics, nm anment dado rele ce ia das mates, em fangs de metas de expanse Ste se ‘s#0 do mercado interno, a 2 © fim do dinheiro féeit (© mercado privado de exéito ets estar fechado para 6s. Ha erise da divida extra: ninguém empresa mals para quem deve mito e nfo pode pagar. Maso essencial avai <0 negativa dos bangueitos sobre futuro do Brasil na nova ‘order internacional. Nesse sentido, aradoxslment, ni € a d- vida extema que impede novos empréstimos, mas 0 juizo pesi- ‘mista sobre of novor empréstmos qu impede solugao Jo pro blema da divide 0 Brasil eos Estados Unidos No podemos também esperar ajuda dos govemos dos pa ses desenvolvids. Na geopolitics do poder muna, hi consenso de que so os Estados Unidos que tatam da América Latina (core que, para nosso infortinio, os Estados Unidos $30 uma poténcia econdmica em declini, mas wa nago cam poder pol tico-militarinconastvel. De um lado, 0 governo americana «sti constrangio pela falta defends manictado quer peo int resse de Bangueitos,quze pelo de agriultorese industriis que oncorrem com nossis exportapses: de outo, porém, juga mmansa e pacfia a manwtengao da dominagio politica sobre’ 0 Brasil Depois do colapso sovitio, qualquer programa de ajuda 6 tido come desnecessto, © ajusteexportador, a grande empresa e o estado A foe cise econdmica do inci dos anos 80 encera uma