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1 Instituições Judiciárias e Ética Aluno - Geraldo D. Cossalter – RA B35759-2 - Direito manhã

Instituições Judiciárias e Ética

1 Instituições Judiciárias e Ética Aluno - Geraldo D. Cossalter – RA B35759-2 - Direito manhã

Aluno - Geraldo D. Cossalter RA B35759-2 - Direito manhã - Março/Abril 2012

e Ética Aluno - Geraldo D. Cossalter – RA B35759-2 - Direito manhã - Março/Abril 2012

-Campus Ribeirão Preto

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Trabalho Instituições Judiciárias e Ética’’, apresentado á Professora Tríssia Maria Fortunato Paes de Barros, matéria ‘’Instituições Judiciárias e Ética’’, Aluno Geraldo Domingos Cossalter, RA B35759-2, turno da manhã, curso de Direito primeiro período.

Termo de responsabilidade:

Todas as opiniões aqui expressas são de minha autoria, sem plágio de qualquer origem, objetivando alcançar um resultado positivo, que possa me acrescentar conhecimento da matéria ‘’Instituições Judiciárias e Ética. ’’, tão importante no curso de Direito.

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Geraldo Domingos Cossalter

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Bibliografia

Haddad, José Ricardo, Junior Luiz Guilherme da Costa Wagner, Jacob Luiz Guilherme de Almeida Ribeiro, Junior Roberto Mendes de Freitas, Filho Sérgio Carvalho de Aguiar Vallin, 3 edição, São Paulo, Atlas,2009, Barros, Tríssia Maria Fortunato Paes de, 2012.

e.referência -http://pt.wikipedia.org acessada em 06/04/2012.

Introdução:

Após a leitura e consulta do Livro Poder Judiciário e Carreiras Jurídicas, bem como as explanações e a matéria apresentada em lousa pela Professora Tríssia, consegui acumular conteúdo suficiente para desenvolver este trabalho, o que me adicionou conhecimento sobre os temas abordados.

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1 ) O que é Jurisdição? Fundamente sua resposta

Trata-se do território em que o Magistrado tem poder de decisão, e somente neste território ele tem Jurisdição para julgar, o que não é possível em outra Comarca ou Circuncisão. Jurisdição vem do latim ‘’júris’’ e ‘’dicere’’ que

significa ‘’dizer direito’’, é o poder atribuído ao Estado, é o poder que o Estado tem para aplicar o Direito com a finalidade de solucionar conflitos e interesses,

e com isto garantir a ordem e a autoridade da lei. O Estado, mediante processo

regular substitui a vontade das partes, em outras palavras, o Estado tem função Judiciária ou Jurisdicional. A Jurisdição garante a existência do Estado

de Direito Democrático e respeita a Constituição Federal, quanto aos seus valores, princípios e vontades. Ela se faz presente mediante a provocação de um cidadão que exerce o direito da ação em um processo regular, ela é a atividade do Juiz quando aplica o Direito, ou seja, o ‘’poder jurisdicional’’.

2 ) Comente as características e os princípios que regem a Jurisdição.

Com diversas características, podemos enumerá-las conforme segue:

a ) substitutiva o Estado tem o poder de substituir as partes na aplicação da lei, onde ninguém poderá ‘’fazer justiça com as próprias mãos’’, cabendo ao Estado a decisão sobre a lide.

b ) imutável as decisões não podem ser modificadas, não podem ser mudadas, quando no exercício da função jurisdicional, não podem ser alteradas ou revistas, nem sequer por outro poder.

c ) declaratória O Juiz declara de qual parte ou de quem é o direito, não cabe

á ele Juiz ou ao Judiciário a criação da lei, isto cabe ao Legislativo, ao Judiciário cabe apenas a aplicação da lei.

d ) lide A razão da existência Jurisdicional é a lide, que é o conflito de

interesses, sendo portanto o Judiciário convocado a intervir e dar a solução.

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Com diversos princípios, podemos enumerá-los conforme segue:

a ) Inércia O Judiciário é inerte, e a função Jurisdicional da mesma forma, portanto somente terá atividade se provocado, portanto sem que um cidadão provoque, a função Jurisdicional não tem atividade.

b ) Inevitabilidade a vontade das partes em um processo, independem da

atividade Jurisdicional, não é possível mudar ou impedir que a jurisdição

alcance os seus objetivos.

c ) Indelegabilidade Por determinação da CF, a Jurisdição não pode ser

exercida por outrem, somente pelo Judiciário, dentro das competências de cada órgão.

d ) Juiz Natural Somente é legítimo o Juiz com competência indicada pela CF previamente. Vetado tribunais de exceção art. quinto XXXVII.

e ) Duplo grau de Jurisdição Toda causa que tenha ingressado no

Judiciário, poderá caso a parte que não obteve satisfação de sua pretensão em primeiro grau, provocar um novo exame, o chamado segunda instância, por órgão se segundo grau, diferente daquele que julgou anteriormente.

f ) Investidura A jurisdição só poderá se exercida por quem dela se ache investido legitimamente.

g ) Aderência ao território O poder do Magistrado, fica limitado dentro

território em que está sediado, podendo praticar atos processuais somente dentro de determinado limite territorial.

h ) Inafastabilidade: É a garantia de acesso á todo cidadão ao Poder

Jurisdicional, sendo que nem o Juiz poderá deixar de decidir sob qualquer

alegação.

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3 ) Trace um paralelo em S.T.F. e

S.T.J.

O STF, Supremo Tribunal Federal, é a Suprema Corte ou Tribunal de última instância é o guardião da C.F., da Constituição Federal, onde além de guardião, aprecia casos que possam ameaçar ou lesar a C.F. Foi criado após a proclamação da república, exerce uma série de atribuições e é a mais alta instância do Poder Judiciário Brasileiro. É composto por 11 Ministros, que não podem ter menos que 35 anos e mais de 65 anos de idade quando da indicação, sendo necessário um grande conhecimento jurídico para exercer o cargo. Representam um Tribunal de Jurisdição Nacional e por esta formação, apreciam somente ações de interesse da nação, ou em que o interesse da nação esteja em jogo. Processa e julga ações de seus próprios ministros, do Presidente da República, do Vice Presidente, dos Congressistas e demais Ministros e procuradores gerais da República. Para ser ministro do STF, é necessário ser Brasileiro nato, ser nomeado pelo Presidente da República, ter a aprovação da maioria absoluta do Senado Federal. O mandato não é fixo e seu limite é aos70 anos com a aposentadoria compulsória. Adiante temos a Lista dos atuais Ministros:

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Ordem de

   

Data limite

Ministro

antiguidade

antiguidade Presidente da República responsável pela nomeação (aposentadoria)

Presidente da República responsável pela nomeação

(aposentadoria)

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Ordem de

antiguidade

8 Ordem de antiguidade Ministro Presidente da República responsável pela nomeação Data limite (aposentadoria)

Ministro

8 Ordem de antiguidade Ministro Presidente da República responsável pela nomeação Data limite (aposentadoria)

Presidente da República responsável pela nomeação

Data limite

(aposentadoria)

responsável pela nomeação Data limite (aposentadoria) (Presidente) 5 6 7 8 Luiz Inácio Lula da Silva
responsável pela nomeação Data limite (aposentadoria) (Presidente) 5 6 7 8 Luiz Inácio Lula da Silva

(Presidente)

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pela nomeação Data limite (aposentadoria) (Presidente) 5 6 7 8 Luiz Inácio Lula da Silva 2012

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nomeação Data limite (aposentadoria) (Presidente) 5 6 7 8 Luiz Inácio Lula da Silva 2012 Carlos

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nomeação Data limite (aposentadoria) (Presidente) 5 6 7 8 Luiz Inácio Lula da Silva 2012 Carlos

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Data limite (aposentadoria) (Presidente) 5 6 7 8 Luiz Inácio Lula da Silva 2012 Carlos Ayres
Carlos Ayres Britto (Vice-presidente)

(Vice-presidente)

Lula da Silva 2012 Carlos Ayres Britto (Vice-presidente) Luiz Inácio Lula da Silva 2024 Joaquim Barbosa
Luiz Inácio Lula da Silva 2024 Joaquim Barbosa Luiz Inácio Lula da Silva 2018 Ricardo Lewandowski
2024 Joaquim Barbosa Luiz Inácio Lula da Silva 2018 Ricardo Lewandowski Luiz Inácio Lula da Silva
2024 Joaquim Barbosa Luiz Inácio Lula da Silva 2018 Ricardo Lewandowski Luiz Inácio Lula da Silva
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Ordem de

   

Data limite

Ministro

antiguidade

antiguidade Presidente da República responsável pela nomeação (aposentadoria)

Presidente da República responsável pela nomeação

(aposentadoria)

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O S.T.J., Superior Tribunal de Justiça, é composto por 33 ministros, e tem como função zelar pela uniformização da interpretação das leis no território nacional. Se houver uma discrepância entre decisões de juízes de estados diferentes, por exemplo, o STJ uniformiza a decisão para torná-la igual sem que ajam diferenças em todo território Nacional. Por ser um dos órgãos máximos do poder Judiciário Brasileiro, julga em última instância todas as matérias infraconstitucionais não especializadas, que não façam parte das

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Justiças Especializadas, no caso a Trabalhista, A Eleitoral e Militar, e é conhecido como o ‘’Tribunal da Cidadania’’. Desde 2008, o STJ, também tem como atribuição a publicação eletrônica do Diário da Justiça. Ele também resolve conflitos que possa haver entre juízes de diferentes tribunais, e entre os tribunais, além de homologar sentenças estrangeiras para cumprimento no território Brasileiro. Processa e julga originalmente crimes comuns de Governantes dos Estados Brasileiros e dos respectivos Desembargadores. É dividido em 03 seções, cada uma delas por 02 turmas, sendo que acima dela está a Corte Especial, órgão máximo do Tribunal. Sua composição é dividida em um terço de Juízes dos Tribunais Regionais Federais, um terço de Desembargadores dos Tribunais de Justiça, e alternadamente, um terço de Advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do DF e Territórios. A escolha dos Juízes e Desembargadores é feita pelo plenário do STJ, entre os candidatos aos cargos, onde é redigida uma listra tripla que é apreciada pela Presidência da República onde é indicado um nome. No caso dos advogados e membros do MP, o plenário recebe uma lista com seis nomes, formada por entidades representativas de classe, que seleciona três nomes e que também é apreciada pela Presidência da República, para indicação de um nome. Feito isto, o candidato é sabatinado pela Comissão de Cidadania Constituição e Justiça do Senado Federal, havendo então uma votação secreta, o eleito é nomeado pela Presidência da República e finalmente toma posse.

Ministros em Atividade

ativos em ordem de antiguidade  Magistrados convocados Nome UF Naturalidade Ari Pargendler - Presidente RS

Nome

UF

Naturalidade

RSNome UF Naturalidade Ari Pargendler - Presidente Francisco Cesar Asfor Rocha - Diretor-Geral da ENFAM CE

- Presidente RS Francisco Cesar Asfor Rocha - Diretor-Geral da ENFAM CE Felix Fischer - Vice-Presidente

CE- Presidente RS Francisco Cesar Asfor Rocha - Diretor-Geral da ENFAM Felix Fischer - Vice-Presidente Naturalizado

NaturalizadoPargendler - Presidente RS Francisco Cesar Asfor Rocha - Diretor-Geral da ENFAM CE Felix Fischer -

- Presidente RS Francisco Cesar Asfor Rocha - Diretor-Geral da ENFAM CE Felix Fischer - Vice-Presidente
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13 4 ) Discorra sobre os poderes atribuídos ao C.N.J. Conselho Nacional de Justiça. Conselho Nacional

4 ) Discorra sobre os poderes atribuídos ao C.N.J. Conselho Nacional de Justiça. Conselho Nacional de Justiça.

Criado em 2004 pela emenda constitucional número 45, o CNJ é um órgão que tem como objetivo garantir a transparência do Judiciário, exercendo fiscalização adminstrativa, financeira e processual, bem como os deveres dos juízes e o desenvolvimento do Judiciário. Sua sede fica em Brasília-DF e tem atuação em todo o território nacional, acolhendo reclamações, petições ou representações contra membros ou órgãos do Judiciário, sendo que qualquer cidadão brasileiro pode exercer este direito. Para manter o bom funcionamento do Judiciário Brasileiro, o CNJ promove parcerias e esclarecimentos públicos com o intuito de instruir o cidadão Brasileiro quanto aos seus direitos perante a justiça, fazendo com que os juízes cumpram com os seus deveres e o cidadão brasileiro também possa fiscalizar os órgãos e seus membros. Definida pela CF, o CNJ é formado por 15 membros, com mandato de 02 anos, com direito á mais um mandato apenas e tem como missão aprimorar o serviço prestado pelo Judiciário, por isto cria programas e campanhas sociais e ações internas que resultem na melhoria dos serviços prestados.

Estrutura:

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que preside também o Conselho (EC 61/2009).

Um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indicado pelo respectivo tribunal e que atua como Corregedor Nacional de Justiça.

Um ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), indicado pelo respectivo tribunal.

Um desembargador de Tribunal de Justiça (TJ), indicado pelo Supremo Tribunal Federal.

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Um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal.

Um juiz de Tribunal Regional Federal (TRF), indicado pelo Superior Tribunal de Justiça.

Um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça.

Um juiz de Tribunal Regional do Trabalho (TRT), indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Um membro do Ministério Público da União (MPU), indicado pelo procurador-geral da República.

Um membro do Ministério Público estadual (MP), escolhido pelo procurador-geral da República dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição estadual.

Dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo.

Composição atual

A composição atual para o biênio 2011/2013, na ordem da composição institucional:

Cezar Peluso, presidente do STF e presidente do CNJ.

Eliana Calmon, ministra do STJ, Corregedora Nacional de Justiça.

José Roberto Neves Amorim, desembargador do TJ/SP.

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Fernando da Costa Tourino Neto, desembargador do TRF/1ª região.

Ney José de Freitas, desembargador do TRT/9ª região.

José Guilherme Vasi Werner, juiz de direito do TJ/RJ.

Sílvio Luís Ferreira da Rocha, juiz federal do TRF/3ª região.

José Lúcio Munhoz, juiz do trabalho do TRT/12ª região.

Wellington Cabral Saraiva, procurador regional da República da 5ª região (membro do MPU).

Gilberto Valente Martins Promotor de Justiça do Estado do Pará, membro do MP/PA.

Jefferson Kravchychyn e Jorge Hélio, advogados.

Marcelo Nobre (Câmara dos Deputados) e Bruno Dantas (Senado Federal)

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5 ) Com relação as justiças especializadas relacione os órgãos que compõe a estrutura da Justiça Trabalhista com ênfase a sua competência em razão da matéria.

O TST, Tribunal Superior do Trabalho, que é a última instância ou instância máxima da Justiça Federal do Trabalho é ligado ao TRT, Tribunal Regional do Trabalho que usualmente é a segunda instância e por isto coordena a primeira instância que são as Varas do Trabalho. O TST é um dos componentes que junto com o STF,STM,TSE E STJ, formam os Tribunais Superiores Brasileiros. Os TRT tem competência ordinária para julgar dissídios coletivos, ações rescisórias e mandatos de segurança, dentro do ambiente trabalhista. Atualmente são 24 TRTs distribuídos pelo Brasil. Em quase todos os estados Brasileiros temos um, menos no Acre, Amapá, Roraima e Tocantins e o único a ter mais de um TRT, é o Estado de São Paulo que tem dois, um sediado em São Paulo capital e outro em Campinas interior do estado. O juiz do Trabalho é quem tem competência para julgar os processos que tramitam na Justiça Trabalhista. A Emenda Constitucional número 45, de dezembro de 2004, alterou substancialmente a competência da Justiça do Trabalho determinando que toda matéria trabalhista, envolvendo qualquer tipo de trabalhador é de sua competência. A competência em razão da matéria é aquela que diz respeito aos tipos de ações que poderiam ser suscitadas na matéria trabalhista. A emenda 45, portanto, assim estabeleceu.

Compete á Justiça do Trabalho:

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As ações da relação de trabalho, independentemente do tipo de trabalhador, ações que envolvam o direito de greve, as ações entre sindicatos, trabalhadores e empregadores, mandatos de segurança, e habeas corpus dentro da sua jurisdição, ações de dano moral ou patrimonial dentro do ambiente trabalhista, ações de penalização aos empregadores quando fiscalizados por órgãos competentes, das contribuições sociais, seus acréscimos legais decorrentes de sentenças, dentre outras sempre dentro do ambiente trabalhista. Por tratar-se de Justiça Especializada, somente podem ser tramitadas causas trabalhistas, sem a intervenção de qualquer outro órgão ou tribunal, pois o TST, TRT e as Varas Trabalhistas são especializadas em assuntos inerentes ao Trabalho, sua essência está concretizada em fazer justiça dentro do ambiente trabalhista.

em fazer justiça dentro do ambiente trabalhista. 6 ) No que tange a Magistratura, responda o

6 ) No que tange a Magistratura, responda o que se pede:

I ) Como se dá acesso á carreira?

Por intermédio de concurso público, tem se acesso á carreira de Magistrado em nosso país, em que o candidato passa por diversas fases até atingir a aprovação. Primeiramente é exigida uma prova escrita, posteriormente uma prova dissertativa e uma redação jurídica, após isto um exame psicotécnico, finalizando assim a fase eliminatória e assim iniciando a fase classificatória, onde o candidato realiza uma prova oral e entrevistas com os membros da banca e finalmente a apresentação de títulos. É necessário ter nacionalidade brasileira, ser bacharel em Direito com 03 anos de atividades na área jurídica,

ter regularidade com o serviço militar e pleno gozo dos seus direitos políticos, ter integridade física e mental e boa conduta social. O aprovado assume como Juiz Substituto (art. 93, CF). As promoções ocorrem por antiguidade ou por merecimento, chegando ao pico da carreira com a promoção ao segundo grau de jurisdição.

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II ) Quais as garantias e vedações constitucionais? Fundamente.

Em nosso país, o Magistrado tem garantias para poder exercer o cargo com tranquilidade, pois sua responsabilidade é muito grande e por esta razão, é necessário que tenham certas garantias que possibilitem o exercício da função de forma plena e correta. A Vitaliciedade é alcançada após 02 anos de efetivado, não havendo exoneração á partir daí, podendo apenas ocorrer isto se por processo judicial específico, sendo-lhe assegurado o direito de ampla defesa. Durante os 02 primeiros anos, o Magistrado deverá encaminhar á Corregedoria Geral da Justiça, relatórios periódicos de prestação de contas de suas atividades, além de participar de um curso de especialização e de aperfeiçoamento dos Magistrados. A Inamovibilidade, válida para Magistrados já fora do período de 02 anos, portanto não vale para Juízes Substitutos, é a garantia de que o Magistrado não pode ser movido de seu cargo, nem mesmo com promoções compulsórias para outro cargo superior, cabendo exclusivamente á ele a decisão de se mover ou se promover, em síntese, cabe á ele qualquer das decisões. Ela assegura ao Magistrado a sua independência, para que ele não sofra pressões políticas ou não políticas de seus julgamentos. A Irredutibilidade de Subsídios é prevista no inciso III do art. 95 da CF, ela protege o valor nominal dos subsídios e não garante a reposição das perdas inflacionárias, além de não impedir o desconto previdenciário, garantindo, portanto o valor nominal dos subsídios e não mais dos vencimentos como era antes. Além das garantias os Magistrados sofrem vedações de acordo com o parágrafo único do art. 95 da CF, como exercer comércio ou participar de sociedade comercial, exercer advocacia, exercer atividade político-partidária ou qualquer outro tipo de função pública ou privada, ainda que se encontre em disponibilidade, salvo a do magistério. Para salvaguardar a dedicação exclusiva do Magistrado ao cargo a que lhe foi conferido pela CF O Magistrado não pode exercer nenhum tipo de função pública ou privada, exceto a de professor em entidades públicas ou privadas, entretanto para exercer o magistério ele deverá compatibilizar os horários, ficando vedado durante o horário de expediente forense. É também vedado ao Magistrado o recebimento de títulos ou honorários, auxílios ou contribuições

de pessoas jurídicas ou físicas. Por fim a quarentena, impede que o Magistrado exerça a função de advogado no tribunal em que foi Juiz ou Desembargador, independentemente de ter sido exonerado ou ter aposentado-se, isto para garantir a imparcialidade nos julgamentos.

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III ) Quais são órgãos responsáveis pelo controle externo e interno do

Poder Judiciário?

Atualmente a Administração pública é controlada internamente pelo próprio poder com a finalidade de impedir que seus objetivos não atendam os interesses públicos. Trata-se do controle do próprio Poder, realizado pelo Magistrado, auxiliado pelos seus comandados. Tal controle é feito pelo próprio Poder, internamente. O controle externo é realizado pelo CNJ Conselho Nacional de Justiça, que é o órgão criado pela Emenda Constitucional número 45 de 2004, com a finalidade de estabelecer uma transparência absoluta. Resumindo, internamente o próprio Poder tem a responsabilidade de controlar-se ou realizar o seu autocontrole e o CNJ é o órgão responsável pelo controle externo.

IV ) Quem são os auxiliares da Justiça?

Com o comando do Magistrado e em conjunto com ele, os auxiliares são responsáveis pelos atos necessários ao desfecho da causa, que não sejam de responsabilidade exclusiva do Juiz. Os auxiliares permanentes são os escreventes ou escrivães, os Oficiais de Justiça, Oficiais de Gabinete e

auxiliares do Magistrado, todos estes da Justiça Estadual. Na Justiça Federal, temos o Analista e Técnico Judiciário e os Oficiais de Justiça e finalmente os auxiliares eventuais que são os Peritos, os Intérpretes, os Administradores e os Depositários.

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07 ) Quanto ao tema segurança pública:

Depositários. 20 07 ) Quanto ao tema segurança pública: A ) Diferencie e dê exemplos de

A ) Diferencie e dê exemplos de Polícia Judiciária e Polícia Administrativa.

A prevenção, a repressão á prática de crimes, e a imposição ao respeito ás leis e regras da sociedade para garantir a segurança pública e a ordem, é encargo da Polícia. No território Brasileiro, temos 02 tipos, a Polícia Judiciária, que é formada pelas Polícias Civis dos Estados e do DF que tem como missão, inquirir e investigar as infrações penais e a autoria, para servir como prova, como base em uma futura punição, além de auxiliar o Ministério Público, realizando prisões, cumprimento de mandatos e apreensões, bem como perícias. A Polícia Federal Rodoviária, Ferroviária e Policias Civil, são exemplos de Polícia Judiciária. Por sua vez, A Polícia Administrativa, é formada pelas Polícias Militares dos Estados e do DF e tem como missão a defesa civil e o trabalho de Polícia ostensiva, garantindo a ordem pública. As Polícias Militares e os Bombeiros Militares são exemplos de Polícia Administrativa. Em resumo, a Polícia Administrativa, aparece antes dos eventos e a Polícia Judiciária, após os eventos.

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B ) Como se dá o acesso à carreira de Delegado de Polícia Civil e Polícia Federal?

O acesso á carreira de Delegado de Polícia Civil se da por meio de concurso público com provas escritas, exame de aptidão física e psicotécnico. O pretendente deve ser Bacharel em Direito, sem a necessidade da OAB ou três anos de atividade Jurídica e ao ser aprovado, o Delegado de Polícia Civil, passa por um treinamento na Academia de Polícia Civil do estado á que pertence.

São atribuições do delegado de polícia entre outras previstas em Lei, presidir inquéritos, realizar despachos e relatórios finais, autos de prisão em flagrante, apreender objetos provenientes de delito, requisitar perícias, cumprir e fazer cumprir mandados de prisão, dirigir e orientar investigações da delegacia em que é responsável, verificar atos ilícitos que tenham chegado ao seu conhecimento tomando providências jurídicas, proceder sindicâncias, expedir e fiscalizar a emissão e emitir documentos públicos de sua competência e finalmente gerenciar o órgão em que estiver lotado.

Para o cargo de Delegado de Polícia Federal, o candidato deve ser Bacharel em Direito, sem a necessidade da OAB ou três anos de atividade jurídica, deve prestar concurso por meio de provas escritas, exames de aptidão física e psicotécnica, passando posteriormente por um treinamento na Academia da Polícia Federal.

Têm com atribuições as atividades de nível superior, de direção, supervisão e da coordenação, planejamento e orientação e de execução e controle da administração policial federal, bem com as investigações e operações, além de instaurar e presidir procedimentos policiais. Toda investigação de nível superior é competência da Polícia Federal, tais como lavagem de dinheiro, contrabando, desvios internos, crimes praticados contra o erário, crimes praticados contra a República, dentre outros.

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Reflexão Final:

De uma estrutura complexa e ao mesmo tempo abrangente, o Judiciário Brasileiro tenta desempenhar a sua missão da forma como deveria ser, porém na prática, muito trabalho ainda tem que ser realizado, pois o número de processos é muito grande e a quantidade de processos por Magistrado chega a ser incomensurável, pois, ao que parece nos tornamos um país de processos, muitos legítimos sem dúvida, porém muitos sem qualquer tipo de Ética, talvez pela falta de profissionalismo de pseudo-advogados. Por outro lado, o CNJ, tem realizado um trabalho de extrema importância para todos os cidadãos brasileiros, sempre buscando a transparência. Da mesma forma, as Polícias Brasileiras, enfrentam problemas operacionais de significativa importância, a começar pelo soldo das camadas inferiores destas corporações, que ainda enfrentam problemas pelas condições de trabalho, com a falta de material humano e bélico, além de viaturas e instalações em mau estado. O Brasil está no caminho da grande reforma, e não poderá ser diferente com o Poder Público, que tem realizado ações positivas, tais como uma aproximação com a população, por exemplo, e as forças Policiais que também tem dado a sua contribuição, pois diariamente podemos ver na mídia, as ações que tem sido realizadas por estas Polícias. Apesar do crescimento vertiginoso do nosso país, nunca pudemos ver tantas ações cooperadas das Polícias, tantas prisões e apreensões. É claro que entre as Polícias existe uma distância que precisa ser encurtada, mas já temos um começo. Longe de afirmar que tudo o que está ocorrendo é o ideal, porém pode-se afirmar que já temos um início, que existe uma nova geração de Magistrados e de Policiais com uma vontade e coerência nunca vistas antes, e isto já é um bom indício, pois o ‘’ser humano’’ o cidadão, é

a razão da existência dos nossos Poderes. Geraldo Domingos Cossalter abril/2012.