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EMA009 Desenvolvimento de Tratamentos Térmicos

Aula 2

Tratamentos térmicos Recozimento

Térmicos Aula 2 • Tratamentos térmicos • Recozimento EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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TRATAMENTOS TÉRMICOS

São operações de aquecimento e resfriamento controlados, que

visam a alterar as características de um material metálico.

Quando estas operações são acompanhadas de etapas de

conformação mecânica, os tratamentos são chamados de

termomecânicos. Quando provocam alteração de composição

química do material são denominados de termoquímicos.

Para classificar um tratamento térmico devemos responder a duas perguntas:

Qual a condição que o material chega para o tratamento?

Qual o objetivo com este tratamento?

para o tratamento? • Qual o objetivo com este tratamento? EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor

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TEMPERATURAS

TEMPERATURAS EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer Fonseca Jr. 25 aula TT02
TEMPERATURAS EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer Fonseca Jr. 25 aula TT02

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RECOZIMENTO

Objetivos:

Reduzir a dureza do aço;

Aumentar a usinabilidade;

Facilitar o trabalho a frio;

Atingir a microestrutura ou as propriedades desejadas.

Tipos de recozimento:

Recozimento pleno ou supercrítico;

Recozimento subcrítico;

Esferoidização ou recozimento intercrítico.

• Esferoidização ou recozimento intercrítico. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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RECOZIMENTO PLENO

Apaga todo histórico térmico do aço!

RECOZIMENTO PLENO Apaga todo histórico térmico do aço! Quanto maior a temperatura de recozimento e/ou do
RECOZIMENTO PLENO Apaga todo histórico térmico do aço! Quanto maior a temperatura de recozimento e/ou do

Quanto maior a temperatura de recozimento

e/ou do tempo de permanência da peça no

forno, maior o tamanho de grão final.

ABNT 1040

da peça no forno, maior o tamanho de grão final. ABNT 1040 MICROCONSTITUINTES: Ferrita + Perlita

MICROCONSTITUINTES:

Ferrita + Perlita

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RECOZIMENTO PLENO

Faixa de temperatura indicada para austenitização.

Se ultrapassar A CM , durante o resfriamento ocorrerá precipitação de carbonetos em contornos de grão, o que irá fragilizar a peça tratada.

contornos de grão, o que irá fragilizar a peça tratada. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor
contornos de grão, o que irá fragilizar a peça tratada. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor

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RECOZIMENTO PLENO

Curvas de solubilização da perlita em aço eutetóide.

Quanto mais baixa a

temperatura de austenitização, mais

heterogênea será a

austenita para o mesmo

tempo de tratamento. Maiores as chances de

precipitação de

carbonetos em regiões ricas em carbono ou de

crescimento dos

carbonetos não dissolvidos.

carbono ou de crescimento dos carbonetos não dissolvidos. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
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RECOZIMENTO PLENO

Ciclos de recozimento recomendados para aços carbono.

PLENO Ciclos de recozimento recomendados para aços carbono. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
PLENO Ciclos de recozimento recomendados para aços carbono. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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RECOZIMENTO PLENO

Ciclos de recozimento para aços ligados.

RECOZIMENTO PLENO Ciclos de recozimento para aços ligados. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
RECOZIMENTO PLENO Ciclos de recozimento para aços ligados. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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TRABALHO MECÂNICO

O que acontece ao deformarmos plasticamente um

material metálico?

acontece ao deformarmos plasticamente um material metálico? O material deformado a frio apresenta ENCRUAMENTO,

O material deformado a

frio apresenta

ENCRUAMENTO, representado pelo aumento do limite de

escoamento!

Avalia-se o grau de ENCRUAMENTO através da “porcentagem de trabalho a frio”:

%

TF

A

A

o

F

A

o

100

% TF   A   A     o F A o

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ENCRUAMENTO

Alterações da microestrutura

Um dos processos de fabricação que leva ao

encruamento é a laminação. Na laminação de

produtos planos (chapas), a deformação é biaxial (e não uniaxial como nos ensaios de tração).

é biaxial (e não uniaxial como nos ensaios de tração). 10 a10 cm/cm 6 8 3
é biaxial (e não uniaxial como nos ensaios de tração). 10 a10 cm/cm 6 8 3

10 a10 cm/cm

6

8

uniaxial como nos ensaios de tração). 10 a10 cm/cm 6 8 3  Laminação à frio

3

Laminação à frio

Cobre Fosforado UNS C12200

6 8 3  Laminação à frio Cobre Fosforado UNS C12200 10 12 cm/cm 3 EMA009

10

12

cm/cm

3

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ENCRUAMENTO

Mecanismo de endurecimento

Quanto maior a quantidade de discordâncias,

maior a interação entre elas e maior a

dificuldade de seus movimentos.

Conseqüentemente, maior a dureza e

a resistência do material.

maior a dureza e a resistência do material. Principal desvantagem: PERDA DE DUCTILIDADE! “ QUANTO

Principal desvantagem:

PERDA DE DUCTILIDADE!

QUANTO MAIOR A DEFORMAÇÃO PLÁSTICA APLICADA A UM METAL, MAIOR A DIFICULDADE EM CONTINUAR ESTA DEFORMAÇÃO.”

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ENCRUAMENTO Efeito sobre o S L R do Latão C26000 Original 43 kpsi 6%TF 49
ENCRUAMENTO Efeito sobre o S L R do Latão C26000 Original 43 kpsi 6%TF 49
ENCRUAMENTO Efeito sobre o S L R do Latão C26000 Original 43 kpsi 6%TF 49
ENCRUAMENTO Efeito sobre o S L R do Latão C26000 Original 43 kpsi 6%TF 49

ENCRUAMENTO

Efeito sobre o S LR do Latão C26000

Original

43 kpsi

6%TF

49 kpsi

11%TF

54 kpsi

43 kpsi 6%TF 49 kpsi 11%TF 54 kpsi 21%TF 62 kpsi 29%TF 69 kpsi 37%TF 76
43 kpsi 6%TF 49 kpsi 11%TF 54 kpsi 21%TF 62 kpsi 29%TF 69 kpsi 37%TF 76
43 kpsi 6%TF 49 kpsi 11%TF 54 kpsi 21%TF 62 kpsi 29%TF 69 kpsi 37%TF 76

21%TF

62 kpsi

29%TF

69 kpsi

37%TF

76 kpsi

11%TF 54 kpsi 21%TF 62 kpsi 29%TF 69 kpsi 37%TF 76 kpsi EMA009 – Tratamentos Térmicos
11%TF 54 kpsi 21%TF 62 kpsi 29%TF 69 kpsi 37%TF 76 kpsi EMA009 – Tratamentos Térmicos
11%TF 54 kpsi 21%TF 62 kpsi 29%TF 69 kpsi 37%TF 76 kpsi EMA009 – Tratamentos Térmicos

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50%TF

86 kpsi

60%TF

94 kpsi

69%TF

99 kpsi

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ENCRUAMENTO

Microestrutura de aço encruado

ENCRUAMENTO Microestrutura de aço encruado 1 0 0 x 5 0 0 x Prof. Ms. Jorge

100x

ENCRUAMENTO Microestrutura de aço encruado 1 0 0 x 5 0 0 x Prof. Ms. Jorge

500x

Prof. Ms. Jorge Kolososki

encruado 1 0 0 x 5 0 0 x Prof. Ms. Jorge Kolososki Peça: Clips de

Peça: Clips de papel

Material: aço ABNT 1010

Processo: trefilação a frio Microestrutura: ferrita e cementita esferoidizada Grau de redução: acima de 70%

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ENCRUAMENTO

Efeito sobre as propriedades mecânicas

ENCRUAMENTO Efeito sobre as propriedades mecânicas EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer Fonseca Jr.
ENCRUAMENTO Efeito sobre as propriedades mecânicas EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer Fonseca Jr.

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ENCRUAMENTO

Por que se encrua um material?

Para reduzir suas dimensões num processo normal de fabricação.

Para melhorar suas propriedades mecânicas.

Exemplo: a partir de uma chapa de 8 mm de aço ABNT 1045, deseja-se obter chapa de 1,5 mm para fabricação de cabo de panela de pressão.

Bobina de chapa de aço laminado a quente, com 8 mm de espessura

de chapa de aço laminado a quente, com 8 mm de espessura Laminação a frio Laminação

Laminação

a frio

Laminação

a frio

8 mm de espessura Laminação a frio Laminação a frio Recozimento para recristalização Chapa encruada com
8 mm de espessura Laminação a frio Laminação a frio Recozimento para recristalização Chapa encruada com

Recozimento

para

recristalização

Laminação a frio Recozimento para recristalização Chapa encruada com 4,8 mm de espessura Recozimento para

Chapa encruada

com 4,8 mm de espessura

recristalização Chapa encruada com 4,8 mm de espessura Recozimento para recristalização Chapa encruada com

Recozimento

para

recristalização

4,8 mm de espessura Recozimento para recristalização Chapa encruada com 2,8 mm de espessura Laminação a

Chapa encruada

com 2,8 mm de espessura

recristalização Chapa encruada com 2,8 mm de espessura Laminação a frio Chapa encruada com 1,5 mm
recristalização Chapa encruada com 2,8 mm de espessura Laminação a frio Chapa encruada com 1,5 mm

Laminação

a frio

encruada com 2,8 mm de espessura Laminação a frio Chapa encruada com 1,5 mm de espessura

Chapa encruada com 1,5 mm de espessura

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RECOZIMENTO SUBCRÍTICO

RECOZIMENTO PARA RECRISTALIZAÇÃO

Como restituir a capacidade de deformação plástica de

produtos encruados?

É preciso reduzir a densidade de discordâncias.

É preciso formar uma nova estrutura de grãos equiaxiais.

A

É preciso formar uma nova estrutura de grãos equiaxiais. A RECOZIMENTO Recuperação RECRISTALIZAÇÃO Crescimento de
É preciso formar uma nova estrutura de grãos equiaxiais. A RECOZIMENTO Recuperação RECRISTALIZAÇÃO Crescimento de
É preciso formar uma nova estrutura de grãos equiaxiais. A RECOZIMENTO Recuperação RECRISTALIZAÇÃO Crescimento de

RECOZIMENTO

Recuperação

RECRISTALIZAÇÃO

Crescimento de Grão

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RECRISTALIZAÇÃO

Ao aumentarmos a temperatura para promover o rearranjo da microestrutura através de movimento atômico, formamos uma

estrutura com menor quantidade de defeitos, diminuindo a dureza.

Este TRATAMENTO TÉRMICO é conhecido por RECOZIMENTO.

Durante o recozimento de metais encruados, o principal FENÔMENO que ocorre é a RECRISTALIZAÇÃO.

Histórico

1. O material apresenta grãos (estrutura cristalina) 2. Ao deformar-se, os grãos "desaparecem“ e portanto acreditou-se na "perda de cristalinidade"

3. Após aquecer o material deformado por um certo intervalo de

tempo, os grãos surgiam novamente, ou seja, ocorria RECRISTALIZAÇÃO.

surgiam novamente, ou seja, ocorria RECRISTALIZAÇÃO. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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RECRISTALIZAÇÃO

Conhecimento atual

1. A deformação implica em movimentação e criação de discordâncias (ou seja, criam-se defeitos mas não se perde a cristalinidade)

encruamento

2. O aquecimento gera difusão, e átomos se movem formando NÚCLEOS de novos grãos, com densidade de discordâncias menor que a do material encruado.

3. Com a continuidade da difusão, novos átomos migram da região encruada para os núcleos, aumentando-os de tamanho. A recristalização termina quando todos os núcleos se tocam, ou seja,

quando não há mais material deformado.

4. Se após o término da recristalização o material continuar

submetido a temperatura, a tendência é a difusão de átomos dos

grãos menores para os maiores, havendo crescimento de grãos.

menores para os maiores, havendo crescimento de grãos . EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac

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RECRISTALIZAÇÃO

RECRISTALIZAÇÃO O progresso da recristalização, e posteriormente do crescimento de grãos, leva a redução da

O progresso da recristalização,

e posteriormente do crescimento de grãos, leva a redução da resistência e aumento da ductilidade.

leva a redução da resistência e aumento da ductilidade. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac
leva a redução da resistência e aumento da ductilidade. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac
leva a redução da resistência e aumento da ductilidade. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac

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RECRISTALIZAÇÃO

RECRISTALIZAÇÃO Latão encruado (33%TF) Início da recristalização (3'' a 580ºC) Recristalização parcial

Latão encruado

(33%TF)

RECRISTALIZAÇÃO Latão encruado (33%TF) Início da recristalização (3'' a 580ºC) Recristalização parcial
RECRISTALIZAÇÃO Latão encruado (33%TF) Início da recristalização (3'' a 580ºC) Recristalização parcial

Início da recristalização (3'' a 580ºC)

(33%TF) Início da recristalização (3'' a 580ºC) Recristalização parcial (4'' a 580 ºC) EMA009

Recristalização parcial (4'' a 580 ºC)

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RECRISTALIZAÇÃO

RECRISTALIZAÇÃO Recristalização completa (8'' a 580ºC) Granulação grosseira (15' a 580ºC) Granulação

Recristalização completa (8'' a 580ºC)

Recristalização completa (8'' a 580ºC) Granulação grosseira (15' a 580ºC) Granulação
Recristalização completa (8'' a 580ºC) Granulação grosseira (15' a 580ºC) Granulação

Granulação grosseira (15' a 580ºC)

a 580ºC) Granulação grosseira (15' a 580ºC) Granulação grosseira (10' a 700ºC) EMA009 –

Granulação grosseira (10' a 700ºC)

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TEMPERATURA DE RECRISTALIZAÇÃO

É aquela onde o processo se completa em 1 hora!

Metal

Temperatura de recristalização ( o C)

Temperatura de fusão ( o C)

Chumbo

-4

327

Titânio

-4

232

Zinco

10

420

Alumínio (99,999%)

80

660

Cobre (99,999%)

120

1085

Latão (Cu-40%Zn)

475

900

Nickel (99,99%)

370

1455

Ferro

450

1538

Tungstênio

1200

3410

Ferro 450 1538 Tungstênio 1200 3410 EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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TEMPERATURA DE RECRISTALIZAÇÃO

Aplicação:

Para uma dado material que possui uma temperatura de recristalização de 600K, quanto tempo será necessário para

completar a recristalização, se o mesmo estiver submetido a uma

temperatura de 590K? Dado: Q=200KJ/mol

1

t

1

t

 200000 1  Q 8,31.600  Ae . R T . 60  Ae
200000
1
 Q
8,31.600
Ae
.
R T
.
60
Ae
.
15
1
A
 4,39.10
min
 200000
t  118min
15
8,31.590
 4,39.10 .e
 200000 t  118min 15 8,31.590  4,39.10 .e EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor

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RECRISTALIZAÇÃO

Efeito da deformação

Quanto maior %TF, menor a energia de ativação para que ocorra a recristalização.

a energia de ativação para que ocorra a recristalização. (2% - 20%) EMA009 – Tratamentos Térmicos

(2% - 20%)

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RECRISTALIZAÇÃO

Efeito da deformação

Do que depende o tamanho de grão recristalizado?

Quanto maior a quantidade de defeitos da microestrutura, maior a quantidade de locais com maior energia atribuída a estes defeitos.

Estes locais são pontos preferenciais à formação de núcleos de

recristalização.

Quanto mais núcleos por unidade de volume, mais grãos ocuparão o

mesmo espaço, e portanto menor será o tamanho médio dos grãos.

Quanto maior %TF e quanto menor o tamanho de grão anterior à deformação, maior a chance de se obter

REDUÇÃO DO TAMANHO DE GRÃO

no produto após a recristalização.

DO TAMANHO DE GRÃO no produto após a recristalização. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac

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RECRISTALIZAÇÃO

Efeito da temperatura

RECRISTALIZAÇÃO Efeito da temperatura EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer Fonseca Jr. 49 aula
RECRISTALIZAÇÃO Efeito da temperatura EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer Fonseca Jr. 49 aula

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RECRISTALIZAÇÃO

Efeito da temperatura

Parâmetro de Recozimento: diferença de temperatura entre o ponto quente e o

ponto frio da carga.

ΔT

ΔT

o ponto quente e o ponto frio da carga. ΔT  ΔT  Cobre Fosforado (UNS

Cobre Fosforado (UNS C12200) Estrutura recristalizada e homogênea tamanho de grão de 0,020mm

recristalizada e homogênea tamanho de grão de 0,020mm Latão Fio Máquina 67/33 (UNS C26800) Estrutura
recristalizada e homogênea tamanho de grão de 0,020mm Latão Fio Máquina 67/33 (UNS C26800) Estrutura

Latão Fio Máquina 67/33 (UNS C26800) Estrutura recristalizada e heterogênea tamanho de grão de 0,025 a 0,070mm

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Efeito do TAMANHO DE GRÃO nas propriedades

mecânicas

Relação de Hall-Petch:

LE

0

k d

.

Relação de Hall-Petch:  LE   0  k d  . 1 2 dados

1 2

dados para latão 7030 UNS C26000
dados para latão 7030
UNS C26000
 0  k d  . 1 2 dados para latão 7030 UNS C26000 EMA009

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Efeito do TAMANHO DE GRÃO na estampabilidade

de latões

“casca de laranja”

GRÃO na estampabilidade de latões “casca de laranja” EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
GRÃO na estampabilidade de latões “casca de laranja” EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
GRÃO na estampabilidade de latões “casca de laranja” EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
GRÃO na estampabilidade de latões “casca de laranja” EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
GRÃO na estampabilidade de latões “casca de laranja” EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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TAMANHO DE GRÃO

Normas ASTM E112 ou ABNT NBR6000

TAMANHO DE GRÃO (G) SEGUNDO A NORMA

ASTM E112

N 2 G

1

ONDE N É O NÚMERO DE GRÃOS

POR POLEGADA QUADRADA EM IMAGEM COM 100X DE AUMENTO.

GRÃOS POR POLEGADA QUADRADA EM IMAGEM COM 100X DE AUMENTO. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor
GRÃOS POR POLEGADA QUADRADA EM IMAGEM COM 100X DE AUMENTO. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor
GRÃOS POR POLEGADA QUADRADA EM IMAGEM COM 100X DE AUMENTO. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor
GRÃOS POR POLEGADA QUADRADA EM IMAGEM COM 100X DE AUMENTO. EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor

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TAMANHO DE GRÃO

Norma ASTM E112 para Latão

TAMANHO DE GRÃO Norma ASTM E112 para Latão EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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RECOZIMENTO SUBCRÍTICO

Alívio de tensões em aços ao carbono

SUBCRÍTICO Alívio de tensões em aços ao carbono EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
SUBCRÍTICO Alívio de tensões em aços ao carbono EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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RECOZIMENTO SUBCRÍTICO

Variação do limite de escoamento com a temperatura

Variação do limite de escoamento com a temperatura EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
Variação do limite de escoamento com a temperatura EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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ENCRUAMENTO

Exercício de Aplicação

Uma barra cilíndrica de latão possui originalmente 12,7 mm de diâmetro e deve ser trefilada a frio. A secção transversal deve ser mantida durante a deformação. Há de se ter um limite de resistência à tração de no mínimo 410 MPa e uma ductilidade de pelo menos 15% (alongamento). Além disso, o diâmetro final deve ser de 9,8 mm. Como isso pode ser conseguido? Assumir que a barra está originalmente recozida.

Cálculo do encruamento total:

A

A

F

2

d

% TF

o

2

 

1

F

A

o

9,8

12,7

d

o

%

TF  

1

0,404

40,4%

9,8   12,7 d o % TF   1 0,404 40,4%   EMA009

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ENCRUAMENTO

Exercício de Aplicação

Determinação das propriedades mecânicas:

Encruamento máximo: % TF  68% MAX Resistência mecânica: %TF  40,4% S  520
Encruamento máximo:
%
TF
 68%
MAX
Resistência mecânica:
%TF  40,4%
S
 520
MPa
LR
 410MPa 

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ENCRUAMENTO

Exercício de Aplicação

Determinação das propriedades mecânicas:

Ductilidade:

%TF 40,4%

das propriedades mecânicas: Ductilidade: % TF  40,4% A T  8%   15% 

A

T

8%

15%

% TF  40,4% A T  8%   15%  EMA009 – Tratamentos Térmicos

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ENCRUAMENTO

Exercício de Aplicação

Determinação do campo de trabalho:

15% 28%
15%
28%
20%
20%

20% TF 28%

410MPa

de trabalho: 15% 28% 20% 20%  TF  28% 410 MPa EMA009 – Tratamentos Térmicos

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ENCRUAMENTO

Exercício de Aplicação

Determinação da sequência de processamento:

Proposta:

d

o

12,7

mm d

INT

d

F

9,8

mm

Assumindo que a exigência nas fieiras sejam iguais:

(Preocupação com o desgaste das ferramentas!)

RA

1

RA

2

:

:

d

o

d

INT

12,7

d

mm

9,8

F

d

INT

mm

RA

1

RA

2

Não esquecer que após o primeiro encruamento deve-se

recozer para recristalização completa da estrutura!

recozer para recristalização completa da estrutura! EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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aula TT02

ENCRUAMENTO

Exercício de Aplicação

CUIDADO COM SUPOSIÇÕES PRECIPITADAS!!!

RA

1

RA

 

2

TF

TOTAL

2

40,4

2

20,2%

12,7 mm 11,34 mm 10,1mm

Não atinge dimenção final requerida em projeto!

Assim, se faz necessário a determinação do diâmetro intermediário:

d

o

a determinação do diâmetro intermediário: d o  12,7 mm d  INT  d F

12,7

mm d

INT

d

F

9,8

mm

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ENCRUAMENTO

Exercício de Aplicação

Determinação da sequência de processamento:

1

RA

1

RA

2

d

INT

d

o

2

:

:

d

o

d

INT

 

1

12,7

d

mm

9,8

F

d

INT

mm

d

F

d

INT

2

1

RA

1

d

INT

12,7

2

RA

2

1

9,8

d

INT

2

d

INT

11,15

mm

Resumindo:

22,8%

12,7mm 22,8% 11,15mm 9,8 mm

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RECOZIMENTO PARA ESFEROIDIZAÇÃO

Aquecimento prolongado (acima de 24h) entre 650°C e 700°C levam a globulização ou esferoidização da microestrutura.

Ocorre redução da área de interface entre ferrita e cementita,

diminuindo este defeito e portanto a energia do sistema. Há

redução de resistência e aumento de ductilidade, por se facilitar a movimentação de discordâncias na matriz ferrítica, contínua.

MICROCONSTITUINTE:

Esferoidita

(Matriz ferrítica + Cementita globulizada)

Esferoidita (Matriz ferrítica + Cementita globulizada) Fe-1,13%C EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor

Fe-1,13%C

(Matriz ferrítica + Cementita globulizada) Fe-1,13%C EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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RECOZIMENTO PARA ESFEROIDIZAÇÃO

Faixa de temperatura recomendada para a esferoidização

de aços ao carbono

recomendada para a esferoidização de aços ao carbono EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
recomendada para a esferoidização de aços ao carbono EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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RECOZIMENTO PARA USINABILIDADE

Efeito da microestrutura sobre a dureza

e usinabilidade do aço ABNT 5160

sobre a dureza e usinabilidade do aço ABNT 5160 Estrutura perlítica. Dureza: 241 HB Aspecto visual

Estrutura perlítica. Dureza: 241 HB

Aspecto visual da face

usinada da 8ª peça.

Dureza: 241 HB Aspecto visual da face usinada da 8ª peça. Estrutura esferoidizada. Dureza: 180 HB
Dureza: 241 HB Aspecto visual da face usinada da 8ª peça. Estrutura esferoidizada. Dureza: 180 HB

Estrutura esferoidizada. Dureza: 180 HB

Aspecto visual da face

usinada da 123ª peça.

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RECOZIMENTO PARA USINABILIDADE

Estruturas mais adequadas para usinagem

PARA USINABILIDADE Estruturas mais adequadas para usinagem EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer
PARA USINABILIDADE Estruturas mais adequadas para usinagem EMA009 – Tratamentos Térmicos Prof. Taylor Mac Intyer

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