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Engenhos de Pernambuco: Abreu/Nazaré da Mata

Este é um blog para pessoas interessadas nos engenhos de Pernambuco. Espero a cooperação de todos que o acessem, para que possamos resgatar a história dos engenhos pernambucanos desde a sua fundação, de seus proprietários e/ou moradores.

A maioria das informações vêem com a devida validação abaixo da publicação. Algumas não foram possíveis de indicar a fonte, mas demos à informação o valor e a importância que mereceu e esperamos poder validá-la com posteriores pesquisas.

13/01/2017

Abreu/Nazaré da Mata

Engenho localizado a 05 km da sede de Tracunhaém, numa área povoada desde a segunda metade do século XVII, por plantadores de algodão. A casa-grande atual, construída em 1917, tipo “chalé”, do início do século XX. (GOMES, Geraldo. Livro Engenho e Arquitetura. Pág. 213). A capela, sob a invocação de São Bernardo, apresenta estrutura de alvenaria e tijolo. Ambas estão em bom estado de conservação. Atualmente, o engenho funciona como fornecedor de cana para usinas.

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NOTA: Um dos principais blocos pernambucano de Maracatu “Folgazão do bloco Andaluza” é formado por moradores do engenho Abreu – foto em http://www.flickr.com/

photos/carlossilvafilho/page12/

Fontes:

http://members.tripod.com/municipio_alianca.br/estudos/patrimcultural.

htm

Proprietários encontrados:

Gregório Lopes de Abreu – Chegou a Pernambuco em fins do século XVI e começo do imediato. Almoxarife e Feitor da Capitania de Pernambuco. Lutou na guerra contra os holandeses com seus 05 irmãos, dos quais um deles era Capitão da Paróquia da Muribeca, Miguel de Abreu Soares. Militar e Capitão da Guarnição da Praça, chegando ao posto de Mestre de Campo General Acompanhou Martim Leitão na conquista da Paraíba juntamente com outros homens distintos de Pernambuco. Foi um dos Capitães enviados pelo Gov. Matias de Albuquerque em socorro a Bahia, que estava sendo atacada pelos holandeses. NOTA 1: Segundo Borges da Fonseca (Nobiliarquia Pernambucana- Anais 1939 Vol. 61 – [1]): Em 12/01/1635-Lisboa, Gregório Lopes de Abreu, filho de Miguel de Abreu Soares e genro de Antônio de Barros Rego, fez

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um requerimento solicitando os serviços de seu pai e sogro, anexando 05 documentos. NOTA 2: Carta (24.01.1635) do [Juiz da Índia e Mina], Antônio de Beja, ao rei [D. Filipe III], sobre o requerimento de Gregório Lopes de Abreu, em que pede o ofício de Feitor e Almoxarife da Fazenda Real da capitania de Pernambuco, em remuneração dos serviços prestados por seu pai, Gregório Lopes de Abreu. Senhor dos engenhos: Nossa Senhora do Rosário/Recife; São Timóteo/Recife (antes de 1593); Abreu/Nazaré. C 01- Maria Caminha Rego – Filha de Belchior Caminha Villas Boas e de Vitória de Barros Rego. Filhos: 01- Miguel de Abreu Soares – Nascido por volta de 1614. Imigrou para o Rio de Janeiro. C.c. Branca de Lemos “Peixoto”, por volta de 1644

Fontes:

Projeto Resgate - Pernambuco (1590-1826). https://bdlb.bn.gov.br/

acervo/handle/123456789/390902

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Anais 1885-1886 Vol 13 (4) Pág 140, 155, 157, 276 Alexandre José Mello Moraes, Basto (Marquez de.) e Ignacio Accioli de Serqueira e Silva. Memórias diárias da guerra do Brasil por espaço de nove annos: começando em 1630 deduzidas das que escreveu o Marquez de Basto, Conde e Senhor de Pernambuco. Typ. de M. Barreto, 1855 BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais 1939 Vol 61 (1) Anais 1925 Vol 47 (10). Pág. 138, 140, 141

http://geneall.net/en/forum/80272/o-brasil-nos-velhos-nobiliarios-parte-

i/

http://geneall.net/pt/nome/578679/maria-caminha-rego/

LEONARDO DE SOUZA, Mariana. "Frei Vicente do Salvador - A

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História do Brazil". In: BiblioAtlas - Biblioteca de Referências do Atlas Digital da América Lusa. Disponível em: http://lhs.unb.br/biblioatlas/ Frei_Vicente_do_Salvador_-_A_Hist%C3%B3ria_do_Brazil. Data de acesso: 6 de julho de 2014. MELLO, Evaldo Cabral de. O Bagaço de Cana. Edt. Penguin & Companhia das Letras. 1ª edição. São Paulo, 2012. Pág. 59 PEREIRA DA COSTA, F. A. Anais Pernambucanos. 1795-1817. 2ª Edição. FUNDARPE. Gov. de Pernambuco. Recife, 1983. Vol. 1 pág:

150, 550. V. 2 pág. 440

Ambrósio Fernandes Brandão – Cristão novo. Nascido em 1555/Portugal e faleceu em

1618.

Residiu em Lisboa, entre 1607 e

1618.

Mercador em Goa e em Lisboa. No Brasil

Colonial foi um senhor de engenho e escritor português, que viveu primeiro em Olinda (1583

a 1597), depois na Paraíba (1607 a 1618), deixando uma obra sobre sua estada em terras brasileiras. Chegando ao Brasil foi feitor ou escrivão no engenho do rico cristão-novo Bento Dias Santiago também cristão novo, ambos contemporâneos da 1ª Visitação do Santo Ofício. Responsável pelo recebimento dos dízimos do açúcar da Capitania de Pernambuco (1583). Participou da expedição chefiada por Martim Leitão e João Tavares, de que resultou a conquista da Paraíba (1585). Governador do Rio Grande do Norte. Capitão- mor. Participou da Restauração Pernambucana. Conhecedor do litoral brasileiro, principalmente do RN, PB e PE. Escreveu o livro Diálogos das Grandezas do

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Brasil. Estabeleceu-se na Paraíba (1613), onde dizia que: “um bom engenho devia contar, no mínimo, com 50 escravos, 15 juntas de bois, além de muita lenha e dinheiro”. Após seu falecimento seus herdeiros voltaram a Portugal e seus engenhos foram confiscados, pela Companhia das Índias Ocidentais e vendidos ao holandês Isac de Rosière. NOTA: Depois da Restauração Pernambucana, passaram a pertencer a João Fernandes Vieira. NOTA: A obra "Diálogos das Grandezas do Brasil", de Ambrósio Fernandes Brandão, é um dos mais importantes textos do século XVII no Brasil. A análise interna da obra permite-nos perceber que seu autor é um cristão-novo cuja visão de mundo difere da de outros cronistas e viajantes do mesmo período. A linguagem de Brandão afasta-se da de outros escritores coevos do Brasil colonial, revelando um extremo otimismo pelas realidades físicas e econômicas do nosso País. Seu discurso apologético acerca do homem do Brasil tem ressaibos iluministas, tornando a obra de Brandão praticamente única em seu século. Senhor dos engenhos: do Meio/Paraíba; São Cosme e São Damião/Paraíba; Gurjaú/Paraíba (cuja capela dedicada a Santana ainda se encontra de pé) Abreu/Tracunhaém; Arandú de Baixo/Cabo de Santo Agostinho; Meio/ Igarassu; Nossa Senhora do Rosário/Recife; São Bento (Segundo Vasconcelos Sobrinho foi

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fundado em 1590 por Ambrósio Brandão).

Fontes:

conteudo=602

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ambr%C3%B3sio_Fernandes_Brand%

C3%A3o

Isaac de Rosière – Holandês. Negociante de Amsterdã. Escabino. Senhor dos engenhos: Abreu/Nazaré da Comprou o engenho depois de confiscado pelos holandeses.

Fontes:

https://archive.org/stream/

/brasilacucar1944vol23set_djvu.txt

www.memoria.nemesis.org.br/pub/

/brasilacucar1944vol23set.pdf

João Fernandes Vieira – Nasceu em 29/06/1596-Funchal/Ilha da Madeira/PT. Filho de Francisco de Ornelas Muniz com Antônia Mendes. Em 1606, como não era o filho primogênito, herdeiro de todo o legado dos pais, se viu obrigado a emigrar para o “Além Mar”, para adquirir fortuna, como muitos jovens portugueses. Assim que chegou a Pernambuco trocou o seu nome de Francisco de Ornelas Moniz Júnior, para João Fernandes

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Vieira, um disfarce muito usado pela corrente emigratória para o Brasil, que queriam esconder sua origem nobre, porque trabalhariam em serviços braçais, uma desonra para a época. Em Pernambuco trabalhou primeiramente como ajudante de mascate, em troca de comida e morada. Auxiliar do Mercador Afonso Rodrigues Serrão, que ao falecer o deixou como único herdeiro do seu negócio e de algumas casas em Olinda. Durante a ocupação holandesa (1630), se alistou como voluntário de guerra. Em 1634, participou da resistência luso-brasileira no Forte de São Jorge. Era Fernandes Vieira um homem de aspecto melancólico, testa batida, feições pontudas, olhos grandes, mas amortecidos, e de poucas falas, exceto quando se ocupava de si, pois desconhecia a virtude da modéstia. Ativo, ambicioso e inteligente, durante o cerco ao Arraial do Bom Jesus/Recife estabeleceu ligações estreitas com os holandeses, o que lhe proporcionou ascensão econômica e social. Trabalhou como Feitor-mor do judeu e Conselheiro Político da Companhia das Índias Ocidentais, Jacob Satchhouwer, nos engenhos:

Ilhetas ou Nossa Senhora de França, ou Nossa Senhora de Guadalupe/Serinhaém, Meio/ Recife, Santana/Jaboatão dos Guararapes. Nota: Em seu testamento Fernandes Vieira

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declarou sobre sua aproximação com Satchhouwer: “Declaro que no tempo dos holandeses por remir minha vexação e viver mais seguro entre eles, tive apertada amizade com Jacob Estacour (Satchhouwer), homem principal da nação flamenga, com diferença nos costumes, e com ele fiz negócios de

conformidade e por conta de ambos (

Com a partida de Satchhouwer e de seu sócio de Nicolaes de Rideer, Vieira, que era procurador bastante dos dois sócios, passou a lucrar com a administração de todos os bens deixados e dos fundos do seu amigo e benfeitor Stachouwer. Logo se apoderou dos engenhos: Guerra/Cabo de Santo Agostinho, Ilhetas, ou Nossa Senhora de França, ou Nossa Senhora de Guadalupe/Serinhaém, Meio/Recife, Santana/Jaboatão dos Guararapes e Velho ou da Madre de Deus/ Cabo de Santo Agostinho, assumindo os débitos contraídos pelos dois sócios na compra

das propriedades à Companhia das Índias Ocidentais (débito que nunca foi pago). Se tornando depois um dos homens mais ricos da Capitania, proprietário de 16 engenhos e de mais de 1.000 escravos. Cargos e funções: Escabino de Olinda (1639); Escabino de Recife (07/1641 a 06/1642, sendo conduzido ao cargo de 1642/43). Contratador de dízimos de açúcar da Capitania de

)

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Pernambuco e de Itamaracá. Representante dos luso-brasileiros da Várzea do Capibaribe na Assembleia convocada pelo Conde Maurício de Nassau para assuntos do governo (1640).

Mestre de Campo do Terço de Infantaria de Pernambuco. Participou da defesa do Arraial do Bom Jesus/Recife (1635), com apenas 22 anos. Embora fosse um dos homens mais importantes da Capitania, para ser incorporado à nobreza rural de Pernambuco, em razão de sua suposta cor parda, de seu “defeito mecânico” (trabalhos manuais) e de sua “falta de qualidade de origem”, teve que contrair matrimônio para poder ascender na sociedade luso-brasileira. NOTA: João Fernandes Vieira levantou em Olinda a Igreja de Nossa Senhora do Desterro, hoje conhecida por Santa Thereza, onde antigamente funcionava o Colégio das Órfãs, antes dos Órfãos. Fernandes Vieira era um dos maiores devedores da Companhia das Índias Ocidentais, com uma dívida estimada em 219.854 florins, que nunca foi paga, pois alegou no seu Testamento que os chefes holandeses "são devedores de mais de 100 mil

cruzados (

governadores (

ordinariamente lhes dava pelos trazer contentes". Após a partida do Conde Maurício de Nassau

)

de peitas e dádivas a todos os

)

grandiosos banquetes que

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(1644) Vieira viu a intensificação da insatisfação do povo pernambucano, influenciado pelo seu sogro e percebendo as vantagens econômica e social a serem alcançada com a expulsão dos holandeses e da Companhia das Índias Ocidentais passou para o lado dos Insurrectos pernambucanos. Reúne-se com várias lideranças rurais nas matas do engenho Santana, onde traçam os

planos para expulsar os holandeses do Brasil. Como contragolpe, lança a campanha de Restauração de Pernambuco, servindo-se da mesma táctica manhosa dos inimigos e passa

a circular nos dois lados: holandeses e luso-

brasileiros. Nessa mesma época os holandeses o chamam para ser Agente de Negócios da Companhia e membro do seu Conselho Supremo, ficando Vieira, conhecedor de todas as tramas e recursos. João Fernandes Vieira escreve a D. João IV pedindo-lhe licença para resgatar as Capitanias invadidas da mão dos usurpadores, ao que o Monarca se opõe. Descobrindo os holandeses os seus intentos, atraíram-no ao Recife, mas Vieira iludiu-os e pôs-se em campo, levantando

a bandeira da Insurreição Pernambucana – de

fazenda em fazenda, de engenho em engenho incentivando a revolução e declarando traidores os que não seguissem a sua causa. O Conselho holandês põe a cabeça de Vieira em

prêmio e em resposta Fernandes Vieira põe preço a cabeça dos membros do Conselho e se torna um dos líderes da chamada Insurreição Pernambucana e um dos heróis da

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Restauração de Pernambuco. NOTA: Segundo José Antônio Gonçalves de Melo: A insurreição de 1645 foi preparada por senhores de engenho, na sua maior parte, devedores a flamengos ou judeus da cidade. Foi nitidamente um levante de elementos rurais, no qual tomaram parte, negros escravos, lavradores, pequenos proprietários de roças, contratadores de corte de pau-brasil, e outros. Após a tomada do eng. Casa Forte, Vieira voltou com seus homens ao seu engenho São João/Recife-Várzea do Capibaribe, e de lá iniciou um sistema de estâncias militares, espécie de fortificações onde pudessem estar seguros e guardar pólvora e munições de guerra. Vieira participa da guerra contra os holandeses e, vence junto com sua tropa, a Batalha das Tabocas em Vitória de Santo Antão/PE, em 03/08/1645, e a Batalha de Casa Forte/Recife, junto aos heróis: André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão, em 17/08/1645. Com a Batalha dos Guararapes, sob o comando do General Barreto de Meneses, em 19/04/1648 e 19/02/1649, os holandeses são finalmente vencidos e expulsos de Pernambuco e, como recompensa pelos serviços prestados na guerra João Fernandes Vieira é recompensado pelo Rei D. João IV com os cargos: de Governador da Paraíba (1655/57), Capitão General do Reino de Angola (1658/61) e Superintendente das Fortificações de Pernambuco e das Capitanias vizinhas, até

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o Ceará, (1661/81).

Depois do tratado de paz entre Portugal e a Holanda (1661), Fernandes Vieira figurava em 2º lugar na lista de devedores dos brasileiros à Companhia das Índias Ocidentais, com o

débito de 321.756 florins, cuja dívida nunca foi paga. Já idoso Fernandes Vieira encomenda ao Frei Rafael de Jesus um livro sobre a sua vida, exaltando seus feitos, a exemplo do que Gaspar Barléu havia escrito sobre o conde Maurício de Nassau, surgindo assim

o Castrioto lusitano, no qual o autor o compara

ao príncipe guerreiro albanês Jorge Scanderberg Castrioto, que lutou intensamente contra os turcos e a Sérvia pela recuperação da Albânia, que havia sido anexada à Turquia. Vieira falece, com 85 anos de idade, em 10/01/1681-Olinda, mas só em 1886 seus restos mortais foram descobertos na capela- mor da igreja do Convento de Olinda. Em 1942, seus ossos foram trasladados para a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes, sendo depositados na parede da capela-mor, com uma inscrição comemorativa. Senhor dos engenhos: Abiaí/Itamaracá; do Meio/Recife-Várzea; Guerra/Cabo de Santo Agostinho; Ilhetas, Nossa Senhora de França, ou Nossa Senhora de Guadalupe/Serinhaém; Jacaré/Goiana; Molinote, ou Santa Luzia, depois Sacambu/Cabo de Santo Agostinho; Santana/Jaboatão dos Guararapes; Santo André/Jaboatão dos Guararapes - Muribeca; Santo Antônio/Goiana; São João

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(antes Nossa Senhora do Rosário)/Recife- Várzea; Velho ou da Madre de Deus/Cabo de Santo Agostinho. Na Paraíba: Inhaman, Inhobim ou dos Santos Cosme e

Damião, Gargaú e São Gabriel. Tibiri de Baixo

e Tibiri de Cima.

C 01: D. Maria César (1643), filha do madeirense Francisco Berenguer de Andrade (um dos principais líderes da Insurreição pernambucana e senhor do eng. Giquiá/ Recife), pessoa de boa estirpe perante o clã dos Albuquerque, e de Joana de Albuquerque. (s.g.) Filhos fora do casamento: 01- Manuel Fernandes Vieira, sacerdote do hábito de São

Pedro com ações de algumas Mercês de seu Pai. Vigario de Itamaracá e senhor

do engenho Inhaman. Perfilhado nos livros de Sua Magestade. Comendador de Santa Eugénia Alla, que vagou por falecimento de seu Pai João Francisco; 02- D. María Joanna filha natural de João Fernandes Vieira e de D. Cosma Soares. C.c. Jerouymo Cesar de Mello Fidalgo da Casa Real, Cavalheiro da Ordem de Cristo

e Capitão-mor de Maranguape; filho de

Agostinho Cesar de Andrada (Gov. do Rio Grande do Norte) e de D. Laura de Mello; 03- D. Joaurza Fernandes Cesar. C.c. Gaspar Achi'oli de Vasconcellos, Fidalgo Cavalleiro da Casa Real, filho de João Baptista Achioli e de

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sua mulher D. Maria de Mello. Alcaide-mor da cidade da Paraíba do Norte, e senhor do eng. Santo Andre; 04- Maria de Arruda, falecida ainda criança.

Fontes:

BORGES DA FONSECA, Antônio José Victoriano. Nobiliarquia Pernambucana. Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro Anais 1885-1886 Vol. 13; 1902 Vol. 24; 1925 Vol. 47; 1926 Vol. 48 CALADO, Frei Manoel. O Valeroso Lucideno e triunpho da liberdade, Edições Cultura, São Paulo, 1943, tomo I, p. 318 e tomo II, p. 12, 14 Diário de Pernambuco. Os Holandeses em Pernambuco – Uma História de 24 anos. João Fernandes Vieira. Publicado em 22.09.2003. Fontes para História do Brasil Holandês – 1636, Willem Schott. A Economia Açucareira. Inventário feito pelo Conselheiro Schott Cia. CEPE, MEC/SPHAN/Fundação Pró-Memória Local: Recife, 1981 Francisco Adolpho de Varnhagen, E. e H. Laemmert, 1857. Historia geral do Brazil, Volume 2. GASPAR, Lúcia. João Fernandes Vieira. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: http://basilio. fundaj.gov.br

MELLO, José Antônio Gonsalves de. Restauradores de Pernambuco: biografias de figuras do século XVII que defenderam e consolidaram a unidade brasileira: João Fernandes Vieira. Recife:

Imprensa Universitária, 1967. 2 Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Vol. LVI. Recife, 1981. Revista do Instituto Archeológico e Geográphico de Pernambco. Volume 1, Edições 1-12 SANTIAGO, Diogo Lopes, História da Guerra de Pernambuco, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, Recife, 1984, p. 258

Miguel Bezerra de Abreu – (s.n.m.) Nota 1: Em 29.08.1855 o Tenente Coronel Luiz de Albuquerque Maranhão, senhor do engenho Malemba, respondeu ao Sr Miguel Bezerra de

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Abreu, em vista do anuncio inserto no Liberal Pernambucano (Nº 861) que está possuindo 04 escravos que o Sr. Miguel diz pertencerem ao engenho Abreu, por título legítimo que

apresentar-lhe-á quando queira, e o convida a aparecer no seu engenho para ver o mencionado título, se, não obstante esta

declaração ainda o duvidar

Pernambucano - 1852 a 1858 - PR_SOR_00677_705403. Edição 00866 (1). Pág 03.) Nota 2: Segundo o Edital publicado em 13.03.1854: em observância ao Art. 19 das instruções de 31.01.1851, foram arrematados perante o Sr. Juiz de Feitos da Vazenda depois da sua próxima audiência e por execuções: o engenho Abreu era moente e corrente, sua renda anual (800$000 rs) nessa data foi dada por ordem judicial a Joaquim Francisco de Mello Cavalcante. (O Liberal Pernambucano - 1852 a 1858 - PR_SOR_00677_705403.

Edição 00428 (1) Pág 04)

Fontes:

http://memoria.bn.br/DocReader. O Liberal Pernambucano - 1852 a

(O Liberal

1858

- PR_SOR_00677_705403. Edição 00428 (1) Pág 04 O Liberal Pernambucano - 1852 a

1858

- PR_SOR_00677_705403. Edição 00866 (1). Pág 03

Lourenço Bezerra Alves da Silva – Nascido em 1834, falecido em 05.06.1900/engenho Tabatinga. Filho do Cel. José Moreira Alves da

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Silva e de Maria Bezerra de Andrade. Coronel da Guarda Nacional. Chefe político de Ipojuca. Barão de Caxangá agraciado (Dec.

20.07.1889).

Senhor dos engenhos: Abreu/Nazaré da Mata; Bom Fim/Ipojuca J,aseru/Serinhaem; Jasmim/ Cabo Santo Agostinho; Utinga de Baixo/Cabo Santo Agostinho, Tabatinga de Santa Luzia/ Ribeirão e Caxangá (hoje usina)/Ribeirão. C 01- Inês Escolástica de Souza Leão – Nascida em 1844 e falecida em 04.02.1900/ engenho Bom Fim/Ipojuca. Baronesa de Caxangá. Filhos: 01- João Filipe de Souza Leão; 02- Maria da Conceição Alves da Silva; 03- Izabel Alves da Silva (09.04.1876 a 1902) c.c. José Ernesto Pereira Lima.

Fontes:

http://www.araujo.eti.br/familia.asp?numPessoa=40900&dir=genxdir/

https://www.geni.com/people/Louren%C3%A7o-Alves-da-

Silva/6000000027877324363

https://pt.wikipedia.org/wiki/Louren%C3%

A7o_Bezerra_Alves_da_Silva.

Postado por Lou Neves Baptista Rodrigues às 03:59

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por Lou Neves Baptista Rodrigues às 03:59 Reações: Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter

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Arruando os Engenhos

A importância do patrimônio cultural para a construção social pode ser afirmada com a apreciação da história dos engenhos de açúcar em Pernambuco, dada a importância de serem fundadores de uma sociedade de valorização dos costumes. Ao navegar neste blog estaremos "arruando", que segundo Mário Sete, seria: sentir a cidade (no caso os engenhos): evocando seu passado, partilhando o seu presente, sonhando com o seu futuro. Conhecendo e recordando. Pisando e querendo adivinhar os que pisaram. Ser ao mesmo tempo a geração de agora e as gerações de outrora. Regalo dos olhos e entendimento dos espíritos.

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RODRIGUES, Maria de Lourdes Neves Baptista. Disponível em: http://engenhosdepernambuco.blogspot. com.br/ Data de acesso: dia/mês/ano

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