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Universidade Federal do Rio Grande do Norte Escola de Ciências e Tecnologia Eletricidade Aplicada Transformadores

Universidade Federal do Rio Grande do Norte Escola de Ciências e Tecnologia Eletricidade Aplicada

do Rio Grande do Norte Escola de Ciências e Tecnologia Eletricidade Aplicada Transformadores Prof. Flavio B.

Transformadores

Prof. Flavio B. Costa

Transformadores

Equipamento de operação estática que por meio de indução eletromagnética transfere

energia de um circuito, chamado de primário, para um ou mais circuitos, chamados de

secundário e terciário.

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Transformadores

Transformadores Prof. Flavio B. Costa  Aumentar ou abaixar o nível de tensão  Isolar eletricamente

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Aumentar ou abaixar o nível de tensão

Isolar eletricamente dois circuitos

Adequar os níveis de tensão e corrente para os dispositivos de proteção

Transformador de Potência

Transformador de Potência Prof. Flavio B. Costa

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Transformador de Distribuição

Transformador de Distribuição Prof. Flavio B. Costa

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Transformador de Potencial

Transformador de Potencial Prof. Flavio B. Costa

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Transformadores de Circuitos Eletrônicos

Transformadores de Circuitos Eletrônicos Prof. Flavio B. Costa

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Indutores

Indutores Prof. Flavio B. Costa  É um elemento de circuito de dois terminais que se

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É um elemento de circuito de dois terminais que se opõe a qualquer alteração na corrente elétrica É composto de um condutor em espiral enrolado em um núcleo de suporte cujo material pode

ser magnético ou não-

magnético

Introdução aos Transformadores

Introdução aos Transformadores Prof. Flavio B. Costa
Introdução aos Transformadores Prof. Flavio B. Costa

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Introdução aos Transformadores

O comportamento dos indutores é baseado no fenômeno associado a campos magnéticos

Uma bobina sob o efeito de um campo magnético variável induz uma tensão em qualquer condutor imerso no campo

sob o efeito de um campo magnético variável induz uma tensão em qualquer condutor imerso no

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sob o efeito de um campo magnético variável induz uma tensão em qualquer condutor imerso no

Transformador Ideal

Enrolamento primário (conduz corrente elétrica)

Núcleo de ferro de alta permeabilidade (conduz fluxo magnético)

Enrolamento secundário (conduz corrente elétrica)

Núcleo: pilhas de chapas delgadas correntes parasitas

(conduz corrente elétrica)  Núcleo: pilhas de chapas delgadas – correntes parasitas Prof. Flavio B. Costa

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Transformador Ideal

Transformador Ideal  v1 tensão aplicada  iφ corrente de excitação  φ fluxo no núcleo

v1 tensão aplicada

corrente de excitação

φ fluxo no núcleo que enlaça ambos os enrolamentos

e1 f.c.e.m. induzida no primário

N1 número de espiras do

enrolamento primário

N2 número de espiras do enrolamento secundário

O fluxo alternado no núcleo depende da amplitude da tensão do

primário, da frequência da tensão e do número de espiras do primário

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Transformador Ideal

Transformador Ideal Prof. Flavio B. Costa  R desprezível  Fluxo concatenado no núcleo enlaçando ambos
Transformador Ideal Prof. Flavio B. Costa  R desprezível  Fluxo concatenado no núcleo enlaçando ambos

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R desprezível

Fluxo concatenado no núcleo enlaçando ambos os enrolamentos

Sem perdas no núcleo

Permeabilidade no núcleo muito

alta

Direção das correntes definida por “pontos”

Transformador Ideal

Elevador de tensão

Abaixador de tensão

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Transformador Ideal Elevador de tensão Abaixador de tensão Prof. Flavio B. Costa
Transformador Ideal Elevador de tensão Abaixador de tensão Prof. Flavio B. Costa

Transformador Ideal

Exemplo: Um transformador tem razão de espiras de 1:5. Se a bobina do secundário tiver 1000 espiras e a tensão no secundário for de 30 V, qual a tensão no primário e o número de espiras do primário?

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Transformador Ideal

Transformador Ideal Prof. Flavio B. Costa  Corrente i2 estabelecida com a carga do secundário 

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Corrente i2 estabelecida com a carga do secundário

i2 produz uma FMM cujo fluxo é

contrário a φ

O fluxo no núcleo não se altera

com a carga no secundário

Uma FMM de compensação deve surgir no primário para compensar a do secundário

FMM líquida no núcleo é igual a

zero

FMM de compensação deve surgir no primário para compensar a do secundário  FMM líquida no

Transformador Ideal

Transformador Ideal  A potência instantânea do primário é igual a potência instantânea do secundário Prof.
Transformador Ideal  A potência instantânea do primário é igual a potência instantânea do secundário Prof.
Transformador Ideal  A potência instantânea do primário é igual a potência instantânea do secundário Prof.

A potência instantânea do primário é igual a potência instantânea do secundário

Ideal  A potência instantânea do primário é igual a potência instantânea do secundário Prof. Flavio

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Transformador Ideal

Transformador Ideal  Uma impedância no circuito do secundário pode ser substituída por uma impedância equivalente
Transformador Ideal  Uma impedância no circuito do secundário pode ser substituída por uma impedância equivalente

Uma impedância no circuito do secundário pode ser substituída por uma impedância equivalente no circuito do primário

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Transformador Ideal

Transformador Ideal Prof. Flavio B. Costa

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Transformador Ideal

Exemplo: Uma impedância 1 + j4 é ligada em série com o enrolamento do secundário. A relação de espiras é 5:1. Para uma tensão eficaz de primário de 120 V, calcule a corrente do primário e do secundário ao aplicar um curto circuito no circuito secundário.

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Transformador Ideal

Determine a impedância Zab se Zl=200+j150 .

Transformador Ideal  Determine a impedância Zab se Zl=200+j150 Ω . Prof. Flavio B. Costa

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Transformador Ideal

Qual o valor de RL para que se tenha a máxima transferência de potência média? Determine o valor da potência em RL.

que se tenha a máxima transferência de potência média? Determine o valor da potência em RL.

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Transformador Ideal

O circuito está operando com uma frequência de 50 krad/s. Qual o valor do capacitor para que se tenha a máxima potência possível no resistor de 160 ? Qual o valor da potência?

para que se tenha a máxima potência possível no resistor de 160 Ω ? Qual o

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Transformador Ideal

Transformador Ideal Prof. Flavio B. Costa

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Transformador Real

Perdas nos Enrolamentos:

Resistência dos enrolamentos

Fluxo disperso

Capacitância dos enrolamentos em alta frequência

dos enrolamentos  Fluxo disperso  Capacitância dos enrolamentos em alta frequência Prof. Flavio B. Costa

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Transformador Real

Transformador Real  Fluxo total que concatena o enrolamento primário = fluxo mútuo resultante produzido pelo

Fluxo total que concatena o enrolamento primário = fluxo mútuo resultante produzido pelo efeito combinado de i1 e i2 + fluxo disperso de primário

Fluxo disperso: induz uma tensão que se soma a e1, que varia

linearmente com i1 (fluxo disperso no ar), representado pela reatância xl1

Queda de tensão na resistência interna do enrolamento,

representado por R1

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Transformador Real

Transformador Real  Xl1 – Reatância de dispersão do primário  Ll1 – Indutância de dispersão
Transformador Real  Xl1 – Reatância de dispersão do primário  Ll1 – Indutância de dispersão

Xl1 Reatância de dispersão do primário

Ll1 Indutância de dispersão do primário

R1 Resistência do enrolamento do primário

V1 = R1.I1 + jXl1.I1 + E1

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Transformador Real

Perdas no núcleo:

Permeabilidade finita do

núcleo (não linear)

correntes parasitas

fenômeno da histerese

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Permeabilidade finita do núcleo (não linear)  correntes parasitas  fenômeno da histerese Prof. Flavio B.

Transformador Real

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Transformador Real

Transformador Real  Corrente do primário  Componente de excitação I φ (corrente não senoidal) 

Corrente do primário

Componente de excitação Iφ (corrente não senoidal)

Componente de carga I2’ (corrente do secundário referida no primário)

Corrente do primário

Deve produzir a FMM necessária para gerar o fluxo mútuo φ resultante

Contrabalancar o efeito da FMM de I2 que é no sentido de desmagnetizar o núcleo

Corrente de primário deve magnetizar o núcleo e fornecer corrente para a carga

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Transformador Real

Transformador Real  Corrente de excitação I φ  Componente de perdas no núcleo Ic, em

Corrente de excitação Iφ

Componente de perdas no núcleo Ic, em fase com E1

Componente de magnetização Im, atrasada de 90º de E1

Rc resistência de perdas no núcleo (correntes parasitas que provocam

aquecimento no núcleo)

Xm Reatância de magnetização (fenômeno da histerese)

Lm Indutância de magnetização

Zφ = Rc//jXm : Impedância de magnetização

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Transformador Real

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Transformador Real

Transformador Real Prof. Flavio B. Costa
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Exemplo

Um transformador de distribuição 50 kVA, 2400:240 V e 60 Hz tem impedância de dispersão de 0,72+j0,92 no

enrolamento de alta tensão e 0,007+j0,009 no de baixa

tensão. Na tensão e frequência nominais, a impedância de magnetização é 6,32+j43,7 quando vista do lado de baixa tensão. Desenhe o circuito equivalente referido:

A) ao lado de alta tensão.

B) ao lado de baixa tensão.

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Exercício

Um transformador redutor de 23 kVA, 2300/230 V e 60 Hz tem os seguintes valores de resistência e reatância de

dispersão: R1=4 , R2 = 0.04 , X1 = 12 e X2 = 0.12

. O transformador opera a 75% de sua carga especificada. Se o fator de potência da carga é de 0.866 adiantado, determine a eficiência do transformador.

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Exercício

Um gerador síncrono monofásico com uma impedância síncrona de 0,023+j0,092 Ω está conectado a uma carga

Zc por meio de um transformador elevador (46 kVA;

230/2300 V; Z1=0,023+j0,069 Ω e Z2=2,3+j6,9 Ω), uma linha de transmissão monofásica (ZL=2,07+j4,14 Ω) e um transformador abaixador (46 kVA; 2300/115 V; Z1=2,3+j6,9 Ω e Z2=0,00575+j0,01725). Considere o transformador abaixador a plena carga (46 kVA e 115L0 o V) a carga com um fator de potência de 0,866 atrasado.

Calcule a eficiência do sistema.

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Transformador Trifásico

Transformador Trifásico Prof. Flavio B. Costa  Banco de transformadores monofásico  YY, Y Δ ,

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Banco de transformadores monofásico

YY, YΔ, ΔY ou Δ Δ?

Transformador Trifásico

Transformador Trifásico Prof. Flavio B. Costa

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Transformador Trifásico Prof. Flavio B. Costa