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Química A MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA DO AMBIENTE 1º Semestre - 2013/2014 Doutor João Paulo
Química A MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA DO AMBIENTE 1º Semestre - 2013/2014 Doutor João Paulo
Química A MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA DO AMBIENTE 1º Semestre - 2013/2014 Doutor João Paulo
Química A MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA DO AMBIENTE 1º Semestre - 2013/2014 Doutor João Paulo
Química A MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA DO AMBIENTE 1º Semestre - 2013/2014 Doutor João Paulo
Química A
MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA DO AMBIENTE
1º Semestre - 2013/2014
Doutor João Paulo Noronha
jpnoronha@fct.unl.pt
(X)
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
UNIVERSIDADE
NOVA
DE
LISBOA

Faculdade de Ciências e Tecnologia

Doutor João Paulo Noronha jpnoronha@fct.unl.pt (X) UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de Ciências e Tecnologia
Doutor João Paulo Noronha jpnoronha@fct.unl.pt (X) UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de Ciências e Tecnologia

Cicloalcanos

CICLOALCANOS
CICLOALCANOS
C n H 2n
C n H 2n

Esteróide

anticoncepcional

Química A
Química A

2

Cicloalcanos CICLOALCANOS C n H 2n Esteróide anticoncepcional Química A 2
Esteróides – Hormonas sexuais Estrona Testosterona Regulam o crescimento e funcionamento dos orgãos reprodutores;
Esteróides – Hormonas sexuais Estrona Testosterona Regulam o crescimento e funcionamento dos orgãos reprodutores;
Esteróides – Hormonas sexuais
Estrona
Testosterona
Regulam o crescimento e funcionamento dos orgãos reprodutores;
estimulam o desenvolvimento das características sexuais secundárias.
Química A
Química A

3

dos orgãos reprodutores; estimulam o desenvolvimento das características sexuais secundárias. Química A 3
Nomenclatura
Nomenclatura
4
4

exemplos

Química A
Química A
Nomenclatura 4 exemplos Química A
Cicloalcanos (CH 2 ) n não C n H 2n+2 Nomes: Cicloalcanos Substituintes: Cicloalquilo substituídos:
Cicloalcanos
(CH 2 ) n
não C n H 2n+2
Nomes: Cicloalcanos
Substituintes: Cicloalquilo
substituídos: em “C1”
Cicloalcanos
Etilciclobutano (não # necessário)
Alquilcicloalcano ou cicloalquilalcano? 1 3 5
Alquilcicloalcano ou cicloalquilalcano?
1
3
5
2 4 1-Ciclopropil-pentano
2
4
1-Ciclopropil-pentano

5

Química A
Química A
(não # necessário) Alquilcicloalcano ou cicloalquilalcano? 1 3 5 2 4 1-Ciclopropil-pentano 5 Química A
Química A 6
Química A 6
Química A 6
Química A 6
Química A
6
Estereoisómeros cis ≠ trans Isómeros geométricos Química A 7
Estereoisómeros cis ≠ trans Isómeros geométricos Química A 7
Estereoisómeros
cis ≠ trans
Isómeros geométricos
Química A
7
Estereoisómeros Os cicloalcanos possuem dois lados: “cima”, “baixo”. Com dois ou mais substituintes, novo tipo
Estereoisómeros
Os cicloalcanos possuem dois lados: “cima”, “baixo”.
Com dois ou mais substituintes, novo tipo de isomerismo:
Mesmo lado: cis-
Estereoisómeros
Lados opostos: trans-
Br CH 3 CH 3 cis-1,2-dimetil-ciclopropano F trans-1-bromo-3-fluorociclo-hexano Química A 8
Br
CH 3
CH 3
cis-1,2-dimetil-ciclopropano
F
trans-1-bromo-3-fluorociclo-hexano
Química A
8
cis ≠ trans Isómeros geométricos Química A 9
cis ≠ trans Isómeros geométricos Química A 9
cis ≠ trans Isómeros geométricos Química A 9
cis ≠ trans Isómeros geométricos Química A 9
cis ≠ trans Isómeros geométricos
cis ≠ trans
Isómeros geométricos
Química A
Química A

9

cis ≠ trans Isómeros geométricos Química A 9
Química A 1 0
Química A 1 0
Química A 1 0
Química A 1 0
Química A 1 0
Química A 1 0
Química A
Química A

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Química A 1 0
Estereoisómero (definição) Possuem a mesma conectividade (não são isómeros constitucionais ou de cadeia), mas
Estereoisómero (definição)
Possuem a mesma conectividade (não são isómeros
constitucionais ou de cadeia), mas diferem no arranjo
espacial.
Nota: Esta definição inclui todos os rotâmeros (anti,
gauche, etc.).
Definição prática:
Os estereoisómeros devem ser estáveis à T ambiente. Os
rotâmeros interconvertem-se rápidamente por rotação,
enquanto os isómeros cis/trans requerem a quebra de
ligações.
Química A
Química A

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rápidamente por rotação, enquanto os isómeros cis/trans requerem a quebra de ligações. Química A 1 1
Cl c l o r o c i c l o p e n t

Cl

Cl c l o r o c i c l o p e n t a

clorociclopentano

halo alcano

(cloreto de ciclopentilo)

halogeneto de alquilo

2-ciclopropil-hexano

~160 ~160 ~160 Isómeros
~160
~160
~160
Isómeros
Entalpias de combustão
Entalpias
de
combustão
halogeneto de alquilo 2-ciclopropil-hexano ~160 ~160 ~160 Isómeros Entalpias de combustão Química A 12
halogeneto de alquilo 2-ciclopropil-hexano ~160 ~160 ~160 Isómeros Entalpias de combustão Química A 12

Química A

12

Cicloalcanos Ciclopropano Ciclobutano Ciclopentano Ciclo-hexano Química A 1 3
Cicloalcanos Ciclopropano Ciclobutano Ciclopentano Ciclo-hexano
Cicloalcanos
Ciclopropano
Ciclobutano
Ciclopentano
Ciclo-hexano
Química A
Química A

13

Cicloalcanos Ciclopropano Ciclobutano Ciclopentano Ciclo-hexano Química A 1 3
108° 120° 60° 90° Química A Tensão de anel 14
108° 120° 60° 90° Química A Tensão de anel 14
108° 120° 60° 90°
108°
120°
60°
90°
Química A
Química A
Tensão de anel
Tensão de anel

14

108° 120° 60° 90° Química A Tensão de anel 14
Análise conformacional em Cicloalcanos (hidrocarbonetos alicíclicos)
Análise conformacional em Cicloalcanos
(hidrocarbonetos alicíclicos)
em Cicloalcanos (hidrocarbonetos alicíclicos) Conformação em “Cadeira” Química A Mover C1,4 15 1 5

Conformação em “Cadeira”

Química A
Química A

Mover

C1,4

15
15

15

C onformação em “Barco” 6 conformações torsas Mover C1,4 Projecção de Newman Química A >repulsões

Conformação em “Barco”

6 conformações torsas
6 conformações torsas

Mover

C1,4

em “Barco” 6 conformações torsas Mover C1,4 Projecção de Newman Química A >repulsões
Projecção de Newman
Projecção de Newman
Química A
Química A
>repulsões eletrostáticas
>repulsões eletrostáticas

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em “Barco” 6 conformações torsas Mover C1,4 Projecção de Newman Química A >repulsões eletrostáticas 16
2 conformações eclipsadas; 4 conformações torsas Tensão transanular 17 Tensão eclipse A conformação em barco
2 conformações eclipsadas; 4 conformações torsas Tensão transanular 17 Tensão eclipse A conformação em barco
2 conformações eclipsadas; 4 conformações torsas
2 conformações eclipsadas;
4 conformações torsas
Tensão transanular
Tensão transanular
17
17

Tensão eclipse

A conformação em barco é um estado de transição; cadeira → barco +6,9 kcalmol -1
A conformação em barco é um
estado de transição;
cadeira → barco +6,9 kcalmol -1
Química A
Química A
Confórmeros do Ciclo-hexano - Energia
Confórmeros do Ciclo-hexano - Energia
100.000 vezes/s Química A
100.000 vezes/s
Química A
Confórmeros do Ciclo-hexano - Energia 100.000 vezes/s Química A 1 8

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Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano Química A 19
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano
Química A
Química A
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano Química A 19
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano Química A 19

19

Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano Química A 19
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano This end “baixo” “cima” e – equatoriais a -
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano This end “baixo” “cima” e – equatoriais a -
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano

This end “baixo”

Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano This end “baixo” “cima” e – equatoriais a - axiais
“cima” e – equatoriais a - axiais
“cima”
e – equatoriais
a - axiais

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Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano This end “baixo” “cima” e – equatoriais a - axiais
Como desenhar a cadeira do ciclo-hexano This end “baixo” “cima” e – equatoriais a - axiais
Química A
Química A
Confórmeros do Ciclo-hexano Química A As duas estruturas são a mesma. Contudo, o que acontece
Confórmeros do Ciclo-hexano
Confórmeros do Ciclo-hexano
Confórmeros do Ciclo-hexano Química A As duas estruturas são a mesma. Contudo, o que acontece em
Química A
Química A
As duas estruturas são a mesma. Contudo, o que acontece em ciclo-hexanos substituidos? Videos axial
As duas estruturas são a mesma. Contudo,
o que acontece em ciclo-hexanos substituidos?
Videos
axial ?
equatorial ?
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+ Estável 2 2 Química A
+ Estável
+ Estável

22

Química A
Química A
+ Estável 2 2 Química A
Mais estável Química A Menos estável 2 3
Mais estável Química A Menos estável 2 3
Mais estável Química A Menos estável 2 3
Mais estável Química A Menos estável 2 3
Mais estável
Mais estável
Química A
Química A
Mais estável Química A Menos estável 2 3
Menos estável
Menos estável

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Mais estável Química A Menos estável 2 3
Confórmeros axial-equatorial : Moléculas diferentes Gauche ao anel Anti ao anel 2 4 Química A
Confórmeros axial-equatorial : Moléculas diferentes Gauche ao anel Anti ao anel 2 4 Química A

Confórmeros axial-equatorial: Moléculas diferentes

Gauche ao anel Anti ao anel
Gauche ao anel
Anti ao anel

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Confórmeros axial-equatorial : Moléculas diferentes Gauche ao anel Anti ao anel 2 4 Química A
Química A
Química A
Química A 25
Química A 25
Química A 25
Química A 25
Química A
25
Química A 25
Química A 25
Química A 2 6
Química A 2 6
Química A 2 6
Química A 2 6
Química A 2 6
Química A
Química A

26

Química A 2 6
Menos estável Mais estável Química A 2 7
Menos estável Mais estável Química A 2 7
Menos estável Mais estável Química A 2 7
Menos estável Mais estável Química A 2 7
Menos estável Mais estável
Menos estável
Mais estável
Química A
Química A

27

Menos estável Mais estável Química A 2 7
Menos estável Mais estável Química A 28
Menos estável Mais estável Química A 28
Menos estável Mais estável Química A 28
Menos estável Mais estável Química A
Menos estável
Mais estável
Química A
Menos estável Mais estável Química A 28
Menos estável Mais estável Química A 28

28

Menos estável Mais estável Química A 28
tamanho versus comprimento ligação Variação da energia livre (ΔGº) de confórmeros do ciclo-hexano da posição
tamanho versus comprimento ligação Variação da energia livre (ΔGº) de confórmeros do ciclo-hexano da posição
tamanho
versus
comprimento
ligação
Variação da energia livre (ΔGº) de confórmeros do
ciclo-hexano da posição equatorial (<E) para a axial (>E)
H 3 C
COOH
Problema:
Br
COOH
ΔG° = ?
Br
Química A
H 3 C
29

+1,70+1,41-0,55 = +2,56

O poder da análise conformacional: ΔG° pode ser aditivo. Considerar os dimetilciclohexanos: CH 3 CH
O poder da análise conformacional: ΔG° pode
ser aditivo. Considerar os dimetilciclohexanos:
CH 3
CH 3
CH 3
ΔG° = 0
1,1-Dimetilciclohexano
CH 3
H 3 C
CH 3
CH 3
ΔG° = 0 CH 3 cis-1,4-dimetilciclohexano CH 3 H 3 C ΔG° = +3,4! trans-1,4-dimetilciclohexano
ΔG° = 0
CH 3
cis-1,4-dimetilciclohexano
CH 3
H 3 C
ΔG° = +3,4!
trans-1,4-dimetilciclohexano
CH 3 CH 3 diequatorial
CH 3
CH 3
diequatorial

Mas:

diaxial
diaxial

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Isomeria conformacional H
Isomeria conformacional
H

H

a
a

CH 3

Isomeria conformacional H H a CH 3 CH 3 H 3 C e CH 3 axial

CH 3

Isomeria conformacional H H a CH 3 CH 3 H 3 C e CH 3 axial

H

3 C

e

Isomeria conformacional H H a CH 3 CH 3 H 3 C e CH 3 axial
Isomeria conformacional H H a CH 3 CH 3 H 3 C e CH 3 axial

CH 3

axial

conformação torsa

equatorial

conformação alterna

+ estável ! Química A
+ estável !
Química A
Aditividade na influência dos substituintes
Aditividade
na
influência
dos
substituintes
- estável ! 31
- estável !
31
Química A
Química A

(H

(H

3 C) 3 C

3 C) 3 C

Isomeria cis-trans (e conformacional) H
Isomeria cis-trans (e conformacional)
H

Cl

3 C 3 C) 3 C Isomeria cis-trans (e conformacional) H Cl configuração trans H C(CH

configuração trans

H

C(CH 3 ) 3

a a
a
a

H

Cl

e e H
e
e
H

conformação e,e

conformação a,a

Cl a e
Cl
a
e

H

conformação e,a

H He,e conformação a,a Cl a e H conformação e,a configuração cis C(CH 3 ) 3 a

configuração cis

C(CH 3 ) 3 a e
C(CH 3 ) 3
a
e

H

Cl

conformação a,e

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e,e conformação a,a Cl a e H conformação e,a H H configuração cis C(CH 3 )
Esteróides Membranas celulares (fluidez) Precursor da vitamina D Bilis Hormonas Química A Ácido biliar Digestão
Esteróides
Esteróides
Esteróides Membranas celulares (fluidez) Precursor da vitamina D Bilis Hormonas Química A Ácido biliar Digestão
Membranas celulares (fluidez) Precursor da vitamina D Bilis Hormonas Química A
Membranas celulares (fluidez)
Precursor da vitamina D
Bilis
Hormonas
Química A
Ácido biliar Digestão gorduras
Ácido biliar
Digestão gorduras
Bilis Hormonas Química A Ácido biliar Digestão gorduras Hormona supra-renal Anti-inflamatório Imunosupressor 33
Hormona supra-renal Anti-inflamatório Imunosupressor
Hormona supra-renal
Anti-inflamatório
Imunosupressor

33

Bilis Hormonas Química A Ácido biliar Digestão gorduras Hormona supra-renal Anti-inflamatório Imunosupressor 33
Artéria coronária Placas de colesterol (LDL) Química A 3 4
Artéria coronária Placas de colesterol (LDL) Química A 3 4
Artéria coronária Placas de colesterol (LDL) Química A 3 4
Artéria coronária Placas de colesterol (LDL) Química A 3 4
Artéria coronária Placas de colesterol (LDL)
Artéria
coronária
Placas de
colesterol
(LDL)
Química A
Química A

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Artéria coronária Placas de colesterol (LDL) Química A 3 4
Esteróides
Esteróides
Etinilestradiol pílula do dia seguinte Tetrahidrogestrinona (THG) anabolizante - dopante Química A
Etinilestradiol
pílula do dia seguinte
Tetrahidrogestrinona (THG)
anabolizante - dopante
Química A
RU-486 (Mifepristona) pílula abortiva
RU-486 (Mifepristona)
pílula abortiva
dia seguinte Tetrahidrogestrinona (THG) anabolizante - dopante Química A RU-486 (Mifepristona) pílula abortiva 3 5

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Esteróides androgéneo Química A estrogéneo progestagéneo 3 6
Esteróides
Esteróides
Esteróides androgéneo Química A estrogéneo progestagéneo 3 6
androgéneo
androgéneo
Química A
Química A
estrogéneo
estrogéneo
progestagéneo
progestagéneo

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Esteróides androgéneo Química A estrogéneo progestagéneo 3 6
Alótropos do Carbono: C n (Gr. allos, other, and tropos, manner) um icosaedro truncado Benzeno
Alótropos do Carbono: C n
(Gr. allos, other, and tropos, manner)
um icosaedro truncado
Benzeno
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Alótropos do carbono: diamante e grafite. Compostos de intercalação de grafite. Fulerenos, hiperfulerenos e nanotubos.

do carbono: diamante e grafite. Compostos de intercalação de grafite. Fulerenos, hiperfulerenos e nanotubos . Química

Química A

Formas alotrópicas do carbono
Formas alotrópicas do carbono
Química A
Química A

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Formas alotrópicas do carbono Química A 38
Nanotubos de Carbono: Novos Materiais para o Futuro Nanotecnologia Electrónica Óptica Arquitetura Resistência
Nanotubos de Carbono: Novos Materiais
para o Futuro
Nanotecnologia
Electrónica
Óptica
Arquitetura
Resistência
Propriedades eléctricas
Condução térmica
sp 2

100 x mais resistente que o aço; superbaterias; tratamento de doenças

Condução térmica sp 2 100 x mais resistente que o aço ; superbaterias; tratamento de doenças

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Condução térmica sp 2 100 x mais resistente que o aço ; superbaterias; tratamento de doenças

Química A