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MOB-BOOK: Proposta de formatação de livro para dispositivos móveis

1- Conceitos de mobilidade e entretenimento

Surgindo ao mesmo tempo como causa e conseqüência da emergência de uma


sociedade móvel e conectada, a necessidade de informação fluindo nesses meios leva à
criação de várias formas de distribuição. O surgimento dessas novas formas de
transmissão ou adaptação das formas já existentes levanta a discussão cada vez mais
atual sobre a necessidade de serem criadas formas de organização e arquitetura da
informação.

Algumas características básicas das formas de distribuição de informação são


identificadas como a portabilidade e individualidade. Por suportarem apenas um usuário
por vez, tal distribuição de informação é tida como pessoal. A portabilidade, que é a
capacidade de mover se de um lugar para o outro, apesar de ser um conceito
intercambiado ao conceito de individualidade, pode ser fator decisivo na transmissão de
informação, uma vez que ela acompanha o usuário aonde ele for e poderá estar nas mãos
dele (literalmente) o papel de disseminá-la.

A mobilidade é o aspecto chave das tecnologias de conexão sem fio. A possibilidade


de receber informações em qualquer lugar a qualquer momento, é uma característica
inédita, que pode ser explorada através de formatações de diversas maneiras diferentes
para públicos diferentes. As informações em dispositivos móveis podem explorar as
características da mobilidade e encontrar de maneira mais incisiva seu público alvo. Em
algumas faixas etárias e classes sociais se encontra público interessado em acessar
informação através de toda e qualquer plataforma à qual ele tenha acesso. A mobilidade
ainda é pouco explorada no sentido de ainda não ser totalmente utilizada a especialização
de conteúdo. Ainda é raro encontrar produtos de disseminação de informação através de
dispositivos móveis, que tenham conteúdo formatado especificamente para suas
plataformas. Como o uso de dispositivos móveis ainda é recente, existe uma carência de
uma linguagem visual/jornalística específica para as telas de celulares e palm-tops, sendo
a maioria do conteúdo veiculado nessas telas adaptações de conteúdos vindos de outras
mídias.

A instantaneidade é característica fundamental a ser explorada na distribuição de


conteúdo pelos dispositivos móveis. A capacidade de receber mensagens, alertas
instantâneos e consulta à informações armazenadas, pode ser bem explorada no
desenvolvimento de produtos informacionais para a plataforma mobile. O que antes
poderia ser considerada uma ferramenta diferencial na disseminação de conteúdos por
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celulares e computadores de mão, agora se torna característica indispensável devido à


crescente velocidade de difusão da informação.

2- Produtos de distribuição de conteúdo oferecidos pelas operadoras de celulares

2.1- Ringtones

Primeiro produto oferecido pelas operadoras, são agora os campeões de downloads e


utilizados para personalizar as chamadas de celular. Os ringtones são compostos a partir
de músicas de sucesso ou explorando um segmento musical aonde seja identificado um
público promissor. Estão disponíveis no mercado três formatos de ringtones: os
monofônicos, os polifônicos e os tons reais (true tones).

2.2- Imagens

As imagens veiculadas no telefone celular são de vários tipos: ícones identificadores de


chamadas, wallpapers, fotos tiradas pelas câmeras dos próprios celulares e screensavers.
Os ícones foram as primeiras imagens desenvolvidas para os celulares. São figuras
gráficas em formatos especiais e servem como identificadores de chamada. Existem
também os ícones que facilitam na navegação e fazem parte da interface gráfica do
celular.

2.3 – Vídeos

Ainda sem grande penetração para com o público, talvez pela falta de costume ou
pelas limitações que dos atuais aparelhos. Um dos principais questionamentos refere-se à
legislação, que regeria a distribuição de conteúdos televisivos nos celulares. Com a
expectativa de popularização da TV digital, existem chances deste produto se desenvolver
e se tornar mais aceito.

2.4 – Produtos de interatividade

Chats, jogos sms, produtos para downloads, enquetes, moblogs, revistas “móveis”
entre outros são as opções de produtos oferecidos pelas operadoras de celular. Tais
produtos têm como objetivo estimular a interatividade do usuário com o sistema. A maioria
destes produtos é uma adaptação de serviços presentes na web, que tem suas interfaces e
recursos adaptados aos dispositivos móveis.
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3 - Livro X Mobilidade

No Japão já é comum o uso de celulares como instrumento de leitura. Diversos sites de


conteúdo para aparelhos móveis oferecem centenas de livros - clássicos, best sellers e
também trabalhos feitos especialmente para serem lidos nas telas pequeninas. Melhorias
na qualidade das telas de cristal líquido1 e funções como mudança de página e rolagem de
texto automática tornam a experiência de ler no celular cada vez mais agradável. Nas
versões mais recentes, os livros para celular são baixados fácil e rapidamente, e também
rodam como aplicações baseadas em Java. O usuário procura os textos que deseja como
se estivesse numa livraria, independentemente de estar em casa, no escritório ou em
trânsito.

Uma comodidade é o fato de que a luz emitida pela tela do celular permite que as
pessoas leiam num aposento que não está iluminado - útil, por exemplo, para pais que
lêem perto dos filhos adormecidos. A luz emitida pela tela pode se tornar um aliado
também para aqueles usuários que têm dificuldades para enxergar. Se bem adaptado, o
livro no celular pode ser mais confortável até que o livro de papel. Esse é um grande
desafio que tem os projetores de interface desta mídia.

A interatividade também fica favorecida nesse suporte, uma vez que fica fácil o contato
do usuário com o autor ou com comunidades relacionadas ao livro através dos torpedos. O
próprio suporte utilizado para ler possibilita a comunicação com pessoas envolvidas com o
tema.

Um recente estudo de marketing feito por uma agência de comunicação japonesa


apontou que mais da metade dos leitores em celular são mulheres, e muitas usam o celular
para ler até mesmo em casa, quando teriam acesso a livros em papel. Segundo artigo do
site Terra “surpreendentemente, as pessoas estão usando o celular para se aproximar de
obras clássicas que nunca conseguiram terminar de ler. E também para ler com atenção
manuais sobre sexo e outros livros com os quais se sentiriam embaraçadas caso fossem
flagradas lendo ou comprando-os”.

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Novas tecnologias para visores como papel eletrônico - filme de polímero extremamente fino
recoberto com circuitos eletrônicos – poderão ampliar as possibilidades de conteúdo e
portabilidade dos celulares como o jornal, a revista e o livro atualizados on-line.
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4- Livro, hipertexto e interatividade

Seja qual for o meio de armazenamento, a forma das informações na maioria das
vezes é seqüencial. Um livro tem início, meio e fim. Um desafio, muitas vezes lúdico, dos
criadores e formatadores de informação é fazer com que o usuário da informação
manuseie-a de forma randômica, mais adaptada à forma com que deseja ou necessita
usar.

Com as novas tecnologias e formatos informacionais, esse manuseio não-seqüencial


foi facilitado e até estimulado. Algumas tentativas foram feitas antes da internet, mas foi ela
quem apresentou de maneira mais madura e efetiva essa forma livre e customizada de dar
seqüência às informações. Segundo o professor Maurício Nacib Pontuschka, da PUC-SP,
“um documento estático clássico possui uma única forma prevista para a sua leitura (livros
convencionais). Documentos dinâmicos possuem formas de alterar a seqüência de leitura
a fim de manter um alto grau de relevância do conteúdo de acordo com a necessidade ou
interesse do leitor”.

A esse documento, que pode ser acessado de maneira não-linear ou dinâmica, dá-se o
nome de hipertexto. “O hipertexto surgiu para romper a linearidade dos textos propondo
uma nova forma de leitura em rede. Nenhum outro tipo de mídia permitia a interatividade
do leitor com o conteúdo de forma tão intuitiva”, segundo o professor Pontuschka.

O hipertexto de caracteriza por possuir um elemento denominado hiperlink. Hiperlinks


nos hipertextos são palavras marcadas em um documento que redirecionam a leitura para
um outro ponto do texto ou para outro texto. Cada página de um hipertexto possui
hiperlinks que desviam a leitura de um texto para outra parte deste texto ou para outra
parte de outro texto. No livro de papel, isso é possível através da indexação. Este conceito
existe no livro impresso desde a criação das enciclopédias, que são livros de leitura não-
linear e construídos para consultas de determinados temas de interesse. Já com o advento
da internet e também das formas de distribuição de informação nos dispositivos móveis, a
definição de hipertexto faz com que a unidade conceitual seja uma página e não mais um
texto completo. No caso do livro para celular, é preciso utilizar essa informação em prol de
construir uma interface com navegabilidade adaptada ao dispositivo móvel, uma vez que
as informações precisarão ser “quebradas” para serem melhor exibidas na tela pequena.

Além de participar de forma menos passiva na escolha da ordem das informações que
deseja acessar, o usuário ainda tem mais um recurso que o faz mais ativo: a interatividade.
Segundo Marco Silva, interativo é todo e qualquer produto “cujo funcionamento permite ao
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usuário-consumidor-espectador-receptor algum nível de participação, de troca de ações e


de controle sobre acontecimentos. Podemos dizer então que há uma indústria da
interatividade em franco progresso acenando para um futuro interativo. Na era da
interatividade ocorre a transição da lógica da distribuição (transmissão) para a lógica da
comunicação (interatividade). Isto significa modificação radical no esquema clássico da
informação baseado na ligação unilateral emissor-mensagem-receptor”. No caso do
produto que será apresentado no próximo item, a interatividade pode ser fator decisivo na
manutenção de um público “receptor-interativo”. O celular é uma plataforma que permite a
interação com os autores de livros, que utilizam a facilidade de contato com o público para
medir a “audiência” e, se necessário, tomar novos rumos na condução de um enredo.
Segundo um autor japonês de um livro para celular que é distribuído em capítulos "É como
tocar música ao vivo num clube, você sabe imediatamente quando a audiência não está
respondendo e pode mudar o que está fazendo na mesma hora".

5- MOB-BOOK: proposta de uma modalidade de livro para celular

Apesar do produto “livro para celular” já existir nos mercados japonês, americano,
europeu e ter discreta aceitação no mercado brasileiro, por questões mercadológicas o
produto proposto neste trabalho foi batizado e terá um logotipo para ser identificado. Esta
decisão também foi tomada para caracterizar um produto, que terá recursos de usabilidade
e arquitetura de informação próprios.

Figura 1 - Proposta de logotipo de produto “livro para celular”.

As operadoras de celular, no atual momento de expansão do mercado de


entretenimento móvel, vivem em busca de novas oportunidades de mercado que podem
ser exploradas com novos produtos de informação. No caso do livro no celular, é um
produto já existente, mas que não está servindo adequadamente ao público potencial de
leitores, uma vez que a oferta de produtos no mercado ainda não se tornou popular entre
os usuários de celular. Ao definir o conceito de um novo produto, as empresas procuram
primeiro identificar características correlatas de segmentos atraentes como:
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o Características Geográficas
Busca critérios geográficos, tais como nações, estados, municípios, cidades
e outros, reconhecendo os potenciais de mercado e os custos pertinentes a
cada região, determinando mercados que poderiam servir melhor;

No caso do mob-book: pode ser acessado de qualquer lugar que tenha o


sinal de celular da operadora que o comercializa. É importante salientar que
podem ser vendidos livros brasileiros em qualquer lugar do mundo, desde
que sejam feitos acordos comerciais com as operadoras internacionais.

o Características Demográficas
Busca variáveis demográficas tais como idade, o sexo, a renda, a profissão
etc.. É uma variável de bases mais populares para se distinguir os
agrupamentos mais significativos de mercado, cuja uma das razões seriam
as necessidades dos consumidores ou taxas de uso que são geralmente
muito associadas com estas variáveis. Outra razão é que são mais fáceis de
se medir do que os outros tipos de variáveis;

No caso do mob-book: a população entre 15 e 40 anos, por enquanto,


ainda se mostra mais receptiva à informação via móvel. Como ainda nem
todos os aparelhos possuem telas adequadas para a exibição de imagens
mais elaboradas, a classe social de interessados no mob-book deverá ser
entre média e alta.

o Características Psicográficas
As variações psicográficas se referem ao indivíduo e seus aspectos tais
como seu estilo de vida, personalidade, motivos de compra, conhecimento e
utilização do produto, devido aos indivíduos dentro do mesmo grupo
exibirem traços amplamente diferentes;

No caso do mob-book: as características psicográficas terão ampla


variação, uma vez que o público da faixa-etária a qual o mob-book
atenderia se divide em “tribos”, podendo se interessar por política, música,
esportes, moda, humor etc.

O produto desenvolvido a fim de explorar melhor as oportunidades mercadológicas de


cada segmento de público terá o seguinte funcionamento:
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1 - Através do site da operadora ou de mensagens enviadas pela mesma com


propagandas do mob-book e seus conteúdos, o usuário faz o download do livro para seu
aparelho;

2 - O livro conterá, em média, 10 páginas navegáveis sendo que, cada página, poderá
conter hiperlinks que levem o usuário a se aprofundar no tema apresentado (utilizando o
conceito de hipertexto) ou até podendo acessar outros livros relacionados;

3 - O usuário opta por receber ou não atualizações sobre o tema do livro. É nesta
parte do produto que os conceitos de hipertexto e interatividade serão mais explorados. O
usuário terá uma página de perfil, aonde especificará que tipo de atualização deseja
receber. Fazendo esta escolha, não será vítima dos indesejados spams. O usuário terá
acesso em seu pacote de atualizações:

o Atualização do livro – o autor pode escrever uma segunda edição, ou um


apêndice e o usuário terá acesso gratuito;

o Informações relacionadas ao tema do livro como eventos e notícias;

o Download gratuito de músicas, se relacionadas ao tema do livro;

o Poderá estar sujeito a promoções da operadora como descontos em eventos


relacionados ao livro. Esta prática poderá incentivar a opção pelas atualizações
e a compra de mais mob-books;

o Torpedos gratuitos ou com preço mais baixo para uma “central de dúvidas e
sugestões” a respeito do livro, podendo ser essa central o próprio autor;

o Contato com outros usuários interessados no mesmo tema através de acesso a


uma comunidade, o que incentivaria o envio de torpedos;

o Opção de enviar um número limite de páginas para algum outro usuário de


celular. Semelhante à opção “envie a um amigo” existente em grande parte dos
sites de notícias;

o Recebimento esporádico de “links relacionados”, podendo ser links de internet


ou de outros mob-books.
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4 - O usuário terá uma conta no site da operadora aonde estarão armazenados os


livros baixados. No caso da perda do aparelho, os mob-books continuam disponíveis para
novo download, sem que o usuário precise pagar novamente;

O mob-book se caracterizará como “livro em constante atualização” ou “plataforma de


informação dinâmica” devido à continuidade de construção de informação relacionada a
ele. Nisto, ele se diferenciará dos tradicionais livros de papel.

Como conseqüências de uma possível popularização do mob-book, se terá:

• Possível incentivo à leitura mais aprofundada do livro tradicional, uma vez que, pela
incapacidade da plataforma, a leitura do mob-book é superficial;

• A informação poderá ser recebida em qualquer lugar do mundo, desde que o livro
esteja no catálogo das operadoras. No exemplo que será mostrado, veremos a
importância especial que esta característica pode ter em alguns casos;

• A criação de comunidades relacionadas ao assunto. O usuário terá o sentimento


que sai ganhando com o mob-book pelo fato de ter se associado a um grupo de
pessoas com interesses semelhantes aos seus. Ele não está comprando apenas
um livro, mas o acesso a uma comunidade sobre o assunto;

• Ao mesmo tempo que o usuário ganha por fazer parte um grupo, a operadora
ganha por construir um mailing de usuários, aonde será fácil identificar os pontos de
interesse de cada um, facilitando assim a tomada de decisões de marketing;

• Oportunidade a novos autores. A confecção de livros para dispositivos móveis pode


ser mais cara que a escrita e diagramação de livros de papel. Mas a distribuição
pode ser mais fácil e a venda mais lucrativa nos celulares.

Os recursos de usabilidade e arquitetura de informação criados para o mob-book


serão mostrados no exemplo construído.

6- Projetando para interfaces móveis

Para projetar de maneira eficaz a interface de um mob-book, é necessário conhecer


melhor as peculiaridades das telas de dispositivos móveis, assim como as situações em
que eles são utilizados. Segundo o site Avellar & Duarte “A diferença de acesso dos
usuários aos dados digitais por dispositivos portáteis em relação aos computadores
pessoais (PCs) é comparável a ler um texto num web site e lê-lo numa revista ou livro
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impresso: cada um exige o tratamento e a estruturação do conteúdo e dos serviços de


modo a tirar proveito das suas especificidades.”

A experiência dos usuários ainda não é totalmente satisfatória com os dispositivos


móveis. Para Nielsen, citado por Avellar & Duarte, existem as seguintes dificuldades:

o O hardware raramente apresenta design adequado ao uso, o que dificulta mesmo o


uso de programas simples como uma agenda;
o As informações e conteúdos quase nunca são adaptados para o ambiente móvel,
sendo muitas vezes transferidas diretamente de web sites, o que dificulta a sua
recepção;
o Na tela pequena utilizada em movimento, há opções demais para a escolha de
serviços. E para a realização de transações on-line, há necessidade de entrada de
textos relativamente longos.

No site Avellar & Duarte, algumas diretrizes são apontadas para facilitar a projeção de
interfaces eficazes para celulares. Duas das mais importantes no caso do mob-book:

o Para usar melhor o espaço da tela, prover uma introdução que permita aos usuários
selecionar um link se quiserem ler mais;
o Redigir os textos especialmente para a leitura em dispositivos móveis, para tirar
partido da leitura rápida e circunstancial.

Ainda é importante ter em mente fatores de diversidade humana como os seguintes, na


hora de projetar interfaces:

o Características da comunicação: objetivos da comunicação, quantidade de pessoas


participantes na comunicação;

o Tipo de mobilidade: viagem, visita, passeio;

o Tecnologia usada: capacidade de rede e detalhes da interface;

o Perfil de usuários: idade, origem cultural, experiência de uso de dispositivos com


características similares;

o Contexto de uso: quantidade de usuários do dispositivo, serviços disponíveis,


fatores sócio-econômicos.
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7- Music from Pernambuco: proposta de tema para um mob-book.

Music From Pernambuco é um projeto dos produtores pernambucanos Paulo André


Pires e Melina Hickson, que em grandes eventos internacionais como a Midem e a Womex
estão percebendo uma maior demanda pelos ritmos folclóricos do que por
experimentações pop contemporâneas dos músicos locais. Por meio do projeto, apoiado
pelo fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, eles levaram para os encontros um CD
com músicas de 22 artistas, acompanhando material de divulgação e contato de todos
eles.

O Music From Pernambuco levou a esses eventos músicas de DJ Dolores &


Aparelhagem, Nação Zumbi, Otto, Maracatu Estrela Brilhante, Tambores da Oxum, Lia de
Itamaracá, Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Comadre Fulozinha, Maciel Salú e o
Terno do Terreiro, Arlindo dos Oito Baixos, Chá de Zabumba, Siba e a Fuloresta,
Orquestra do Maestro Duda, Naná Vasconcelos, Alceu Valença, Silvério Pessoa, Cordel do
Fogo Encantado, Cascabulho, Mundo Livre S/A, Eddie, Bonsucesso Samba Clube. Para a
próxima edição,prevista para o segundo semestre, a intenção é preparar um DVD com as
performances dos músicos. Mais do que ilustrar, isso forneceria ao público estrangeiro
informações sobre a estrutura e o porte das bandas.

O mob-book seria um veículo interessante para veicular o Music from Pernambuco,


em um primeiro momento, como um livro sobre a história da música pernambucana e suas
vertentes. No pacote de atualização, informações sobre shows de artistas pernambucanos
em todo o mundo. Músicas para download, ringtones, acesso a comunidade de outros
usuários “assinantes” do mob-book e links relacionados seriam oferecidos aos usuários
que optassem pelo recebimento das atualizações esporádicas. Futuramente, como a
história da música pernambucana (assim como quaisquer histórias reais) continua em
constante construção, o usuário assinante do serviço poderia receber novos capítulos
sobre novas vertentes musicais.

Uma interessante utilização do mob-book deste tema seria explorar o público brasileiro
que vive em outros países, assim como o público estrangeiro.

8- Music from Pernambuco em formato mob-book:

A seguir, as aplicações práticas do mob-book, tendo como exemplo o projeto citado.


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Figura 2- Capa do livro e capa de um capítulo do mob-book “Music from Pernambuco”.

Na figura à esquerda, a capa do livro “Music from Pernambuco” e um ícone com acesso
ao marcador virtual, que levará o usuário diretamente para a página aonde ele foi inserido.
Em qualquer página da aplicação será possível inserir o marcador. Na figura à direita, capa
de um capítulo, aonde será possível entrar ou pular para o próximo capítulo. O usuário terá
acesso primeiramente a uma página de escolha do idioma e ao índice.
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Figura 3- Página com conteúdo e página da comunidade relacionada.

Acima, um modelo de página do mob-book, com um ícone de “envie a um amigo”,


anotações e para ouvir músicas relacionadas. Uma vantagem do livro de papel foi utilizada
aqui na parte de anotações, aonde o usuário poderá fazer, gravar, editar e deletar
anotações que deseje fazer durante a leitura. Em relação à comunidade, o usuário poderá
ter a opção de adicionar o grupo à sua agenda do celular, clicando no ícone de adicionar
grupo em amarelo.
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Figura 4- Página com links e página com o marcador personalizado.

Nesta figura temos um modelo de como os links relacionados poderão ser


apresentados e também um exemplo de página com utilização do marcador. O marcador
poderá ser personalizado em outra página, aonde o usuário poderá escolher a cor e a
imagem exibida no marcador, sendo esta escolhida em uma gama de opções
apresentadas pelo mob-book ou poderá ser carregada do arquivo de imagem do próprio
celular. No exemplo, temos um marcador com uma imagem da personagem japonesa Hello
Kitty.

Com essas opções de usabilidade, o mob-book tem como objetivo fazer com que a
leitura de livros no celular seja facilitada uma vez que deixa de ser uma simples adaptação
de livros de papel para ser um formato criado exclusivamente para celular, tentando
explorar as possibilidades e transpor os problemas que a plataforma apresenta. Já existe,
hoje em dia, uma gama variada de revistas para celulares, mas a diferença é que o
conteúdo da revista é efêmero, sendo uma vantagem na hora de criar sua interface e seu
formato editorial. Com o mob-book, o livro encontra sua maneira de ser continuamente
revisado e melhorado. O mob-book não pretende substituir o livro de papel, mas torná-lo
eterno à partir de constantes atualizações e adapta-lo às novas tecnologias.
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9 - Bibliografia

Avellar & Duarte. Usabilidade nos celulares.


<http://www.avellareduarte.com.br/projeto/dispositivosMoveis/dispositivosmoveis_usabilida
de.htm >. Acessado: 05 Jul 2007.

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Internet Móvel. ECA-USP. 2005.

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<http://www.espacoacademico.com.br/032/32amsf.htm>. Acessado: 05 Jul 2007.

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<http://informatica.terra.com.br/interna/0,,OI491711-EI553,00.html>. Acessado: 05 Jul
2007.

Mantovani, C. M. C. A. Info-entretenimento na telefonia celular: Informação,


mobilidade e interação social em um novo espaço de fluxos. ECI-UFMG. 2006.

Pontuschka, M. N. Uma área da Ciência da Computação que conquistou seu espaço


em proporção mundial através da Internet. DCC-PUC-SP. 2006.

Silva, M. Interatividade: uma mudança fundamental do esquema clássico da


comunicação. <http://www.senac.br/informativo/BTS/263/boltec263c.htm>. Acessado: 05
Jul 2007.