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ESCOLA BÁSICA DA VENDA DO PINHEIRO PORTUGUÊS FICHA DE PREPARAÇÃO PARA O TESTE – 7.º

ESCOLA BÁSICA DA VENDA DO PINHEIRO PORTUGUÊS FICHA DE PREPARAÇÃO PARA O TESTE 7.º Ano

GRUPO I

Lê atentamente o texto que se segue:

– 7.º Ano GRUPO I Lê atentamente o texto que se segue: O O s s

OOss jjeeaannss

A origem desta peça de roupa identificada com o Oeste americano, os cowboys e o genuíno estilo de vestir norte- americano, começa num judeu da Baviera chamado Levi Strauss (1829-1902), que emigrou para os Estados Unidos para fazer fortuna.

Strauss estabeleceu-se em Nova Iorque, onde os negócios não correram tão bem como esperava. Face à situação, em 1850 decidiu mudar-se para São Francisco, aproveitando a febre do ouro. Lá chegado, dedicou-se a vender por bom preço lonas para as tendas e para cobrir os vagões. Numa operação comercial com o exército, viu ser-lhe devolvida, pela sua má qualidade, uma grande peça de lona que lhe tinham encomendado. Sem muitas esperanças decidiu tentar fabricar com aquela tela umas calças que fossem bastante resistentes para o trabalho em condições duras dos mineiros e que lhes permitissem guardar em pequenos bolsos as amostras de minério e as ferramentas de uso frequente. Para reforçar o conjunto, decidiu colocar rebites em algumas costuras. Parece que a invenção funcionou.

Juntamente com os seus dois irmãos Jonas e Louis, Strauss fundou uma empresa para comercializar as suas criações. Uma década mais tarde, decidiu mudar o tecido para uma tela muito resistente que se fabricava em Nimes, França, e que era conhecida como “sarja de Nimes”. Na realidade este tecido é originário da cidade italiana de Génova, onde era conhecido pelo nome de “genoese”. Daqui a origem da palavra “jeans”. Mais tarde, Strauss descobriu que, tingindo o tecido de azul, com anil, as nódoas ficavam mais disfarçadas. Assim nasceram os blue jeans, que em 1935 apareceram pela primeira vez anunciados nas revistas de moda.

O Livro das Origens, publicado pela revista “Super Interessante”

1. Assinala, em cada item, a alternativa que completa cada afirmação de acordo com o sentido do texto.

1.1.

Levi Strauss, de origem judaica, emigrou para os Estados Unidos

(A)

para fugir à perseguição aos judeus que já se fazia sentir na Europa.

(B)

em busca de melhores condições de vida.

(C)

para montar uma indústria têxtil.

1.2.

O seu sucesso industrial em S. Francisco ficou a dever-se

(A)

ao sentido de oportunidade que revelou ao montar uma indústria útil ao trabalho mineiro.

(B)

à boa qualidade dos tecidos que fabricava.

(C)

ao fator sorte, exclusivamente.

1.3.

O nome “Jeans” advém

(A)

de um determinado tipo de vestuário.

(B)

do nome original do tecido de fabrico.

(C)

do nome dado na América à sarja.

1.4.

A partir da década de trinta, do século XX, os blue jeans que entraram na moda americana

(A)

eram iguais aos primeiros jeans.

(B)

já não tinham qualquer relação com Levi Strauss.

(C)

eram o resultado de um aperfeiçoamento sucessivo da indústria Levi’s.

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GRUPO II

Lê o seguinte excerto do livro O Mundo em que vivi de Ilse Losa:

excerto do livro O Mundo em que vivi de Ilse Losa: 5 10 15 20 25

5

10

15

20

25

30

AA RRoosseeiirraa AAmmeerriiccaannaa

Eram as flores no friso da janela que davam a nota mais colorida à sala de estar, virada para a rua. A tia Gertrud da América mandara, certo dia, um cartuchinho de sementes que a avó espalhara num vaso com terra. Em breve nascera uma roseira. Não uma roseira vulgar, mas sim rara, que dava apenas uma rosa em cada verão, rosa dum vermelho carregado e, no dizer da avó, mais bela e mais duradoura do que todas as rosas da

aldeia. Assim como o Sol é o astro mais altivo e mais luminoso no firmamento, também essa rosa era a flor mais altiva e mais luminosa no friso da janela. Ao contemplá-la, absorta, pensava na terra da América e na cidade de Nova Iorque, que estava para a nossa aldeia como o elefante para a mosca. E assaltava-me então a curiosidade de terras distantes, estranhas, de tal forma que me esquecia do avô Markus, a quem prometera nunca deixar. Sonhava com ruas largas, sem fim, onde floresciam sebes de rosas diante de casas brancas cujas janelas transbordavam de rosas, molhos e molhos de rosas, e uma inquietação tomava posse de mim. A ânsia de permanecer junto do friso da janela e ao mesmo tempo de poder estar lá, onde as rosas eram assim, e até em toda a parte do mundo. Ao lado da janela, precisamente onde floria a roseira americana, a avó Ester dormia todas as tardes a sua sesta de quinze minutos. A cabeça encostada à almofada, os pés no escabelo, certinhos um ao lado do outro, a meia com as cinco agulhas no regaço, dormia sem se mexer. O rosto miúdo, sulcado de rugas, donde o nariz parecia querer saltar, refletia o seu cansaço. Quando a via assim a dormir, lembrava-me dum pássaro morto que certa vez encontrei, com o avô, na borda de um poço coberto de neve. Entretanto eu tinha licença de folhear as velhas revistas, de dobrar tiras de papel para acender o candeeiro de gás ou o cachimbo do avô, pois a avó não consentia que se gastassem fósforos estando o fogão aceso para fornecer lume. De tempos em tempos interrompia essas ocupações para contemplar a avó a dormir. Em vão procurava no rosto esgotado os vestígios da beleza e da graciosidade que tivera, no dizer do avô, quando fora nova e ele a escolhera para mulher. Uma das duas portas da sala de estar dava para o quarto de dormir, onde pairava sempre um cheiro a lilases saído da gaveta inferior da cómoda. Ali a avó guardava as suas quinquilharias pessoais. Não deixava de ser estranho ela, a mulher prática, não conseguir desfazer-se de todas essas rendas e rendinhas, golas e golinhas antiquadas, dos leques, das flores de papel e de outras coisas no género e em vez disso conservá-las em caixas

de sabonetes e latas de rebuçados. A avó dormia numa das duas camas, enquanto eu ficava com o avô na outra. Era ela que me lavava, no fim do dia, dos pés à cabeça, numa bacia de zinco, mas era o avô quem me levava às cavalitas para a cama que, nos primeiros dias depois de a avó lhe ter mudado os lençóis, cheirava a alfazema. Todas as noites o avô se sentava ao meu lado. Contava histórias e cantava canções. A voz volumosa, grave, animava a escuridão com as figuras dos contos de fadas e da Bíblia e embalava-me até eu adormecer.

ILSE LOSA, O Mundo em Que Vivi, Edições Afrontamento, 1992

Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem.

1. Atenta na frase: «Eram as flores no friso da janela que davam a nota mais colorida à sala de estar, virada para a rua.» (I. 1)

1.1. Indica a proveniência dessas flores. Justifica a tua resposta com elementos do texto.

1.2. Por que motivo a narradora sente um fascínio especial por essas flores?

2. Considera a expressão: «Ao contemplá-la, absorta, [

]» (II. 6-7)

2.1. Para onde é transportada a imaginação da narradora ao observar a planta?

2.2.

Refere as diferenças entre esse espaço sonhado e a realidade.

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2.3. Os sonhos da narradora são o sinal de que já não se sente bem na casa onde vive? Transcreve a frase que comprova a tua resposta.

3. A avó e o avô são muito importantes para a narradora.

3.1. Explicita a relação que cada um deles tem com a narradora.

3.2. Que importância tiveram eles na sua vida? Justifica a tua opinião.

4. Atenta agora na figura da narradora.

4.1. Classifica-a quanto à sua presença. Justifica a tua resposta.

4.2. Associa as características da sua personalidade a cada uma das frases do texto registando o número correspondente no quadrado.

(A)

«pensava na terra da América e na cidade de Nova Iorque [

(II. 6-7)

(B)

«E assaltava-me então a curiosidade de terras distantes, estranhas, de tal forma

que me esquecia do avô Markus [

(ll. 7-8)

(C)

«A cabeça encostada à almofada, os pés no escabelo, certinhos um ao lado do outro, a meia com as cinco agulhas no regaço, dormia sem se mexer.» (II. 14-15)

(D)

«A voz volumosa, grave, animava a escuridão [ adormecer.» (II. 30-31)

]

e embalava-me até eu

observadora[ adormecer.» (II. 30-31) ] e embalava-me até eu 1. ambiciosa 2. sonhadora 3. 4. afável

1.

ambiciosa(II. 30-31) ] e embalava-me até eu observadora 1. 2. sonhadora 3. 4. afável 5. Considera

2.

sonhadora] e embalava-me até eu observadora 1. ambiciosa 2. 3. 4. afável 5. Considera a frase:

3.

embalava-me até eu observadora 1. ambiciosa 2. sonhadora 3. 4. afável 5. Considera a frase: «Ali

4. afável

5. Considera a frase: «Ali a avó guardava as suas quinquilharias pessoais.» (l. 24)

5.1. O que nos dizem as quinquilharias sobre a maneira de ser da avó?

5.1.1. Explica a razão pela qual este comportamento causa estranheza à narradora.

6. Explica por palavras tuas o sentido das frases abaixo apresentadas.

(A)

«Ao contemplá-la, absorta, pensava na terra da América e na cidade de Nova Iorque, que estava para a nossa aldeia como o elefante para a mosca.» (II. 6-7)

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(B) «Em vão procurava no rosto esgotado os vestígios da beleza e da graciosidade que tivera, no dizer do avô, quando fora nova e ele a escolhera para mulher.» (II. 20-22)

GRUPO III

1. Atenta na frase: «Assim como o Sol é o astro mais altivo e mais luminoso no firmamento, também essa rosa era a flor mais altiva e mais luminosa no friso da janela.» (II. 5-6)

1.1. Sublinha os adjetivos desta frase e indica o grau em que se encontram.

2. Em cada uma destas colunas há dois tempos verbais que não são do modo indicativo. Assinala-os com X.

Eu fizera

Tu tenhas

Ele sai

Nós podemos

Vós sois

Eles quisessem

Eu pense

Tu sentes

Ele viu

Nós ouçamos

Vós estais

Eles irão

Eu li

Tu verás

Ele diga

Nós escrevamos

Vós ouvis

Eles comprarão

Eu comia

Tu bebeste

Ele engolisse

Nós tomamos

Vós gostáveis

Eles fariam

3. Identifica o tempo e o modo das formas verbais sublinhadas.

(A)

Num vaso nascera uma roseira.

(B)

A avó Ester dormia sempre à tarde.

(C)

O avô contava-lhe histórias para que adormecesse.

(D)

Na América, ela seria com certeza feliz.

 

4. Continua a identificar o tempo e modo das formas verbais sublinhadas.

(A)

A avó espalhará as sementes num vaso.

(B)

Ela todas as revistas velhas.

(C)

A avó tem guardado tudo nas gavetas.

 

(D)

O avô tinha cantado belas canções.

5. Completa a tabela a partir das palavras apresentadas.

Adjetivo

 

vulgar

   

volumosa

Nome

semente

   

inquietação

 

Verbo

   

prometer

   

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PROPOSTA DE CORREÇÃO

 

Grupo I

1.

1.1. (B) 1.2. (A) 1.3. (B) 1.4. (C)

 
 

Grupo II

 

1.1.

Essas flores provinham de uma roseira da América: “A tia Gertrud da América mandara, certo dia, um

cartuchinho de sementes que a avó espalhara num vaso com terra.”

 

1.

1.2.

A narradora tem um fascínio especial por aquelas flores uma vez que estas eram raras, de um

vermelho carregado; eram as mais belas e duradouras da aldeia e transportavam-na para terras distantes.

 

2.1.

Ao observar a planta, a imaginação da narradora é transportada para os Estados Unidos, em particular

para a cidade de Nova Iorque.

 

2.2.

O espaço sonhado refere-se a uma grande metrópole, uma cidade, com ruas largas, sem fim, e casas

brancas cujas janelas transbordavam de rosas, e a realidade reporta-se a uma pequena aldeia com uma

2.

casa que possui uma roseira no friso da janela.

 

2.3.

Não, pelo contrário, ela sente-se inquieta e dividida entre o desejo de conhecer novos lugares e o de

permanecer ali junto dos avós: “A ânsia de permanecer junto do friso da janela e ao mesmo tempo de poder estar lá, onde as rosas eram assim, e até em toda a parte do mundo.

 

3.1.

A relação que o avô tem com a narradora é mais próxima e afetiva, pois é ele que anda com ela às

cavalitas, é ele que lhe conta histórias e canta canções para adormecer e é com ele que ela dorme. Com a avó a sua relação é mais fria e distante: ela impõe regras e trata da sua higiene.

3.

3.2.

Na sua vida, ambos são importantes: a avó ensinava-lhe as coisas práticas da vida e o avô alimentava

o seu lado afetivo, contando-lhe histórias, cantando-lhe canções e dando-lhe a conhecera Bíblia: «Era ela

que me lavava, no fim do dia, [

]

e embalava-me até eu adormecer.»

 

4.1.

A narradora a personagem principal desta história e narra os acontecimentos na 1ª pessoa.

4.2.

 

(A)

«pensava na terra da América e na cidade de Nova Iorque [ ]» (II. 6-7)

3

 

4.

(B)

« E assaltava-me então a curiosidade de terras distantes, estranhas, de tal forma que me esquecia do avô Markus [ ]» (ll. 7-8)

2

(C)

«A cabeça encostada à almofada, os pés no escabelo, certinhos um ao lado do outro, a meia com as cinco agulhas no regaço, dormia sem se mexer.» (II. 14-15)

1

(D)

«A voz volumosa, grave, animava a escuridão [ me até eu adormecer.» (II. 30-31)

]

e embalava-

4

 

5.1.

As quinquilharias que a avô guarda dizem-nos que ela mantém uma relação afetiva com os objetos do

passado. Possivelmente, estes objetos fazem-na recordar momentos importantes.

 

5.

5.1.1. Este comportamento causa estranheza à narradora, uma vez que a avó é uma pessoa de espírito prático e um pouco distante e não parece estabelecer laços com ninguém, nem preocupar-se com questões afetivas, no entanto fá-lo relativamente a estes objetos do passado.

6.

(A) Esta frase evidencia o contraste entre a aldeia em que vivia a narradora e a vastidão da cidade de Nova Iorque.

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(B) A narradora observava o rosto desgastado da avó e não encontrava na sua fisionomia nenhuma semelhança com a descrição da mulher bela e graciosa que o avô fazia de quando a escolhera para esposa.

 

Grupo III

 
 

1.

Atenta na frase: «Assim como o Sol é o astro mais altivo e mais luminoso no firmamento, também essa rosa era a flor mais altiva e mais luminosa no friso da janela.» (II. 5-6)

1.

1.1. Os adjetivos desta frase encontram-se no grau superlativo relativo de superioridade.

 
 

Eu fizera

 

Eu pense

 

Eu li

 

Eu comia

 

Tu tenhas

Tu sentes

Tu verás

Tu bebeste

Ele sai

Ele viu

 

Ele diga

Ele engolisse

2.

Nós podemos

 

Nós ouçamos

 

Nós escrevamos

Nós tomamos

Vós sois

Vós estais

Vós ouvis

 

Vós gostáveis

Eles quisessem

 

Eles irão

 

Eles comprarão

Eles fariam

 
 

(A)

Num vaso nascera uma roseira. pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.

 

(B)

A avó Ester dormia sempre à tarde. pretérito imperfeito do indicativo

 

3.

(C) O avô contava-lhe histórias para que adormecesse. pretérito imperfeito do conjuntivo

 

(D)

Na América, ela seria com certeza feliz. condicional simples

 
 

(A)

A avó espalhará as sementes num vaso. futuro do indicativo

 

(B)

Ela todas as revistas velhas. presente do indicativo

4.

(C)

A avó tem guardado tudo nas gavetas. pretérito perfeito composto do indicativo

 

(D)

O avô tinha cantado belas canções. pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo

         

promissor

     

Adjetivo

semeador

sementeiro

semeado

 

vulgar

promissório

prometedor

prometido

inquieto

inquietante

inquietador

volumosa

     

vulgaridade

     

5.

Nome

vulgarização

 

promessa

inquietação

volume

semente

vulgarismo

prometimento

 

vulgo

   
     

vulgarizar

     

Verbo

semear

vulgar(tornar

 

prometer

inquietar

avolumar

sementar

conhecido,

 

divulgar)

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