II Série | Número 105 | Maio/Junho 2008 | Bimestral

Maio/Junho 2008
II Série | Número 105 | 3

Director Fernando Santo | Director-Adjunto Victor Gonçalves de Brito a engenharia portuguesa em revista

DESTAQUE
CASO Eng.º Sá da Costa ANÁLISE
ENTREVISTA DE ESTUDO “O preço da chuva, O 3.º Choque
Eng.º Agostinho Lopes Primeiro posto do sol, do vento e Petrolífero
É premente a aposta de biocombustíveis das ondas foi, é e Eng.º Mira
no sector energético no País será sempre zero” Amaral
Página 30 Página 34 Página 38 Página 78

INGENIUM
II SÉRIE N.º 105 - MAIO/JUNHO 2008
´
SUMARIO
5 Editorial
Propriedade: Ingenium Edições, Lda.
Director: Fernando Santo “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
Director-Adjunto: Victor Gonçalves de Brito
Conselho Editorial:
Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho, António Manuel Aires Messias, Aires 6 Primeiro Plano
Barbosa Pereira Ferreira, Pedro Alexandre Marques Bernardo, João Carlos
Moura Bordado, Paulo de Lima Correia, Ana Maria Barros Duarte Fonseca, Consolidação e internacionalização são chaves para o sucesso
Miguel de Castro Simões Ferreira Neto, António Emídio Moreiras dos Santos,
Maria Manuela X. Basto de Oliveira, Mário Rui Gomes, Helena Farrall, Luis
Manuel Leite Ramos, Maria Helena Terêncio, António Carrasquinho de Freitas, 8 Notícias
Armando Alberto Betencourt Ribeiro, Paulo Alexandre L. Botelho Moniz

Edição, Redacção, Produção Gráfica e Publicidade: Ingenium Edições, Lda.
10 Breves
Sede Av. Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 352 46 32 12 Regiões
E-mail: gabinete.comunicacao@ordemdosengenheiros.pt
Região Norte Rua Rodrigues Sampaio, 123 - 4000-425 Porto
Tel.: 22 207 13 00 - Fax: 22 200 28 76 16 Tema de Capa
Região Centro Rua Antero de Quental, 107 - 3000 Coimbra
Tel.: 239 855 190 - Fax: 239 823 267 16 Energia: o motor da humanidade – Energia eléctrica
Região Sul Av. Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 313 26 90 18 Renováveis em crescimento
Região Açores Rua do Mello, 23, 2.º - 9500-091 Ponta Delgada
Tel.: 296 628 018 - Fax: 296 628 019
22 A crise do petróleo e os preços dos combustíveis
Região Madeira Rua da Alegria, 23, 2.º - 9000-040 Funchal 24 Portugal mais Eficiente
Tel.: 291 742 502 - Fax: 291 743 479
26 A Certificação Energética de Edifícios comemorou o seu primeiro ano de vida
Impressão: L isgráfica, Impressão e Artes Gráficas, S.A.
Rua Consiglieri Pedroso, 90 – Casal de Sta. Leopoldina
2730-053 Barcarena 30 Entrevista
Publicação Bimestral | Tiragem: 46.000 exemplares Eng.º Agostinho Lopes – Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento
Registo no ICS n.º 105659 | NIPC: 504 238 175
Depósito Legal n.º 2679/86 | ISSN 0870-5968
das Questões Energéticas da Assembleia da República
É premente a aposta no sector energético
Ordem dos Engenheiros

Bastonário: Fernando Santo 34 Caso de Estudo
Vice-Presidentes: Sebastião Feyo de Azevedo,
Victor Manuel Gonçalves de Brito Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados - Primeiro posto de biocombustíveis no País
Conselho Directivo Nacional: Fernando Santo (Bastonário), Sebastião
Feyo de Azevedo (Vice-Presidente Nacional), Victor Manuel Gonçalves de
Brito (Vice-Presidente Nacional), Gerardo José Saraiva Menezes (Presidente 38 Destaque
CDRN), Fernando Manuel de Almeida Santos (Secretário CDRN), Celestino
Flórido Quaresma (Presidente CDRC), Valdemar Ferreira Rosas (Secretário Eng.º António Sá da Costa – Presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN)
CDRC), António José Coelho dos Santos (Presidente CDRS), Maria Filomena
de Jesus Ferreira (Secretário CDRS).
“O preço da chuva, do sol, do vento e das ondas foi, é e será sempre zero”
Conselho de Admissão e Qualificação: João Lopes Porto (Civil),
Fernando António Baptista Branco (Civil), Carlos Eduardo da Costa Salema 42 Inovação
(Electrotécnica), Rui Leuschner Fernandes (Electrotécnica), Pedro Francisco
Cunha Coimbra (Mecânica), Luís António de Andrade Ferreira (Mecânica), Microalgas para Biodiesel – O Desafio do Presente para um Futuro Sustentável
Fernando Plácido Ferreira Real (Geológica e Minas), Nuno Feodor Grossmann
(Geológica e Minas), Emílio José Pereira Rosa (Química), Fernando Manuel
Ramôa Cardoso Ribeiro (Química), Jorge Manuel Delgado Beirão Reis (Naval), 44 Ingenium
António Balcão Fernandes Reis (Naval), Octávio M. Borges Alexandrino
(Geográfica), João Catalão Fernandes (Geográfica), Pedro Augusto Lynce de Estatuto Editorial e Relatório de Gestão do Exercício de 2007
Faria (Agronómica), Luís Alberto Santos Pereira (Agronómica), Ângelo Manuel
Carvalho Oliveira (Florestal), Maria Margarida B. B. Tavares Tomé (Florestal),
Luís Filipe Malheiros (Metalúrgica e de Materiais), António José Nogueira
46 Colégios
Esteves (Metalúrgica e de Materiais), José Manuel Nunes Salvador Tribolet
(Informática), Pedro João Valente Dias Guerreiro (Informática), Tomás Augusto 68 Comunicação
Barros Ramos (Ambiente), Arménio de Figueiredo (Ambiente).
Presidentes dos Conselhos Nacionais de Colégios: Hipólito José Campos 68 Geográfica – S istema Combinado de Varrimento Laser-fotogramétrico
de Sousa (Civil), Francisco de La Fuente Sanches (Electrotécnica), Manuel
Carlos Gameiro da Silva (Mecânica), Júlio Henrique Ramos Ferreira e Silva na Observação de Estruturas
(Geológica e Minas), António Manuel Rogado Salvador Pinheiro (Química),
José Manuel Antunes Mendes Gordo (Naval), JAna Maria de Barros Duarte 72 Naval – P ropulsão eléctrica com pilha de combustível a hidrogéneo e painéis fotovoltaicos
Fonseca (Geográfica), Miguel de Castro Simões Ferreira Neto (Agronómica),
Pedro César Ochôa de Carvalho (Florestal), Rui Pedro de Carneiro Vieira de
para embarcações
Castro (Metalúrgica e Materiais), João Bernardo de Sena Esteves Falcão e
Cunha (Informática), António José Guerreiro de Brito (Ambiente). 78 Análise
Região Norte
Conselho Directivo: Gerardo José Sampaio da Silva Saraiva de Menezes 78 O 3.º Choque Petrolífero
(Presidente), Maria Teresa Costa Pereira da Silva Ponce de Leão (Vice-
Presidente), Fernando Manuel de Almeida Santos (Secretário), Carlos Pedro 80 O Impacto da Energia Eólica na Gestão Técnica do SEN
de Castro Fernandes Alves (Tesoureiro).
Vogais: António Acácio Matos de Almeida, António Carlos Sepúlveda Machado 84 O Decreto-lei 301/2007
e Moura, Joaquim Ferreira Guedes.
Região Centro
Conselho Directivo: Celestino Flórido Quaresma (Presidente), Maria Helena
86 Conselho Jurisdicional
Pêgo Terêncio M. Antunes (Vice-Presidente), Valdemar Ferreira Rosas
(Secretário), Rosa Isabel Brito de Oliveira Garcia (Tesoureira). 88 Legislação
Vogais: Filipe Jorge Monteiro Bandeira, Altino de Jesus Roque Loureiro,
Cristina Maria dos Santos Gaudêncio Baptista.
Região Sul 89 História
Conselho Directivo: António José Coelho dos Santos (Presidente), António
José Carrasquinho de Freitas (Vice-Presidente), Maria Filomena de Jesus 1918: Pneumónica ou a Gripe Espanhola
Ferreira (Secretária), Maria Helena Kol de Melo Rodrigues (Tesoureira).
Vogais: João Fernando Caetano Gonçalves, Alberto Figueiredo Krohn da Silva,
Carlos Alberto Machado. 92 Crónica
Secção Regional dos Açores
Conselho Directivo: Paulo Alexandre Luís Botelho Moniz (Presidente), Victor
Faleceu o Pai do Caos, Edward Lorenz. Fica para sempre a sua Borboleta
Manuel Patrício Corrêa Mendes (Secretário), Manuel Rui Viveiros Cordeiro
(Tesoureiro). 96 Internet
Vogais: Manuel Hintze Almeida Gil Lobão, José António Silva Brum.
Secção Regional da Madeira
Conselho Directivo: Armando Alberto Bettencourt Simões Ribeiro (Presidente), 97 Livros em Destaque
Victor Cunha Gonçalves (Secretário), Rui Jorge Dias Velosa (Tesoureiro).
Vogais: Francisco Miguel Pereira Ferreira, Elizabeth de Olival Pereira.
98 Agenda

EDITORIAL

“Na natureza nada se cria,

Foto: Paulo Neto
nada se perde, tudo se transforma”

D
esde a Revolução Industrial que a produção veis. Com o debate sobre a energia, estamos tam­
de energia, nas suas diferentes formas, tem bém a discutir o nosso futuro, sem esquecer outro
constituído o suporte do nosso modelo de de­ recurso essencial, a Água.
senvolvimento. O princípio de Antoine Lavoisier de Nesta edição da “Ingenium” abordamos o tema da
que “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se Energia, com a convicção de que muito ficou por Fernando Santo
transforma”, exige cada mais energia para a produção tratar, o que justificará uma futura análise.
de bens e serviços e para a sua própria mobilidade.
As primeiras experiências, na última metade do sé­ Mas as dificuldades actuais da nossa economia não
Tudo o que temos obtido,
culo XX, para se produzir electricidade e a utiliza­ se limitam aos preços dos combustíveis. Portugal está
ção do petróleo como fonte de alimentação dos mo­ há muitos anos a consumir muito mais do que pro­ enquanto associação
tores, marcaram o século XX. Entrámos no século duz, aumentando diariamente o endividamento do profissional, tem sido com
passado com a crescente implementação do com­ país e das famílias. O aumento da produção e do muito trabalho e com uma
boio e dos navios como grandes meios de transporte, valor acrescentado dos bens e serviços é, igualmente,
inestimável participação
depois surgiu o automóvel como alternativa de uso um dos grandes desafios nacionais. Por isso, a Ordem
individual e logo de seguida o avião. Todos contribuí­ dos Engenheiros irá realizar, nos dias 2 e 3 de Outu­ de todos os membros que
ram para uma crescente dependência do petróleo e bro, na cidade de Braga, o seu XVII Congresso, de­ têm colaborado com a
de outros combustíveis fósseis. dicado ao tema da “Internacionalização da Engenha­ Ordem dos Engenheiros.
ria Portuguesa”. Estamos convictos da importância
Após a II Guerra Mundial, o mundo Ocidental pas­ da engenharia como recurso estratégico para a reso­
A todos muito obrigado!
sou a produzir, de forma maciça, electrodomésticos lução dos principais problemas nacionais.
e outros bens que necessitavam de electricidade para
a sua produção e utilização. Começaram a surgir Como suplemento desta edição distribuímos uma
novas fontes energéticas, embora todo este modelo síntese do Relatório e Contas dos órgãos nacionais da
fosse mais limitado aos países ditos desenvolvidos. Ordem relativo ao ano de 2007, no qual se divulgam
Com o primeiro choque petrolífero, em 1973, co­ alguns dos principais dados sobre a situação econó­
meçaram a instalar-se a maioria das centrais nuclea­ mica e financeira da Ordem dos Engenheiros, sobre
res, deixando a produção de energia de estar assente as actividades realizadas e sobre o movimento asso­
nos combustíveis fósseis. Com o início da globaliza­ ciativo. Fruto de uma gestão rigorosa, obtivemos, a
ção, após a queda do muro de Berlim, em 1989, e o nível nacional, um resultado líquido de 945.048 , e
início do desenvolvimento dos países asiáticos, como o número de membros cresceu 4,6%, uma das maio­
a China e a Índia, aumentou-se, ano após ano, o con­ res taxas de sempre. Apesar de 2007 ter sido um ano
sumo de energia e as emissões de gases com efeito de eleições, continuámos com a actividade corrente
de estufa. Em 2000, cerca de 1/3 da produção mun­ de emissão de pareceres sobre a legislação e realizá­
dial de petróleo já se destinava à China. mos dezenas de seminários sobre os principais temas
O conceito de sustentabilidade introduzido nos fi­ nacionais. Demonstrámos que os engenheiros são in­
nais dos anos oitenta do século XX, passou a estar dispensáveis para o debate das grandes questões na­
presente em todos os debates. Para agravar as difi­ cionais e para a procura das soluções. Tudo o que
culdades já percebidas, os especuladores dos merca­ temos obtido, enquanto associação profissional, tem
dos financeiros, cada vez mais sofisticados, aprovei­ sido com muito trabalho e com uma inestimável par­
taram a oportunidade para fazer disparar o preço do ticipação de todos os membros que têm colaborado
petróleo, que também tem servido como fonte de com a Ordem dos Engenheiros.
receita de todos os países industrializados, através A todos muito obrigado!
dos impostos aplicados. É por tudo isto que continuamos a acreditar que Por­
Finalmente, após a construção desta pirâmide inver­ tugal tem futuro e conseguiremos ultrapassar as di­
tida, de necessidades energéticas cada vez maiores, ficuldades.
a partir das mesmas fontes, o mundo começou a pro­
curar alternativas, focalizadas nas energias renová­ Desejo a todos umas boas férias!

PRIMEIRO PLANO
Consolidação e internacionalização
são chaves para o sucesso
Há lugar para optimismo nos sectores da Cons- nicação social e por alguns analistas”. E, no
trução e do Imobiliário em Portugal. Esta foi uma seu entender, “os agentes do mercado deve-
das principais tónicas de um seminário onde foram rão ter uma atitude mais positiva”.
analisados os sectores nos dois países ibéricos, No que respeita à internacionalização, um dos
salientando-se que a aposta nos mercados inter-
temas mais abordados pelos oradores deste
nacionais e a necessidade da existência de um
adequado planeamento de infra-estruturas públi- seminário, António Mota, Presidente da Mota-
cas são factores de suma importância para estas -Engil, afirmou que “o primeiro factor crítico
actividades. para o sucesso da internacionalização é a exis-
tência de um mercado nacional sólido. O se-
Texto Ana Pinto Martinho gundo é a consolidação ou especialização”. tegração europeia, acentuaram as diferenças
Fotos Atelier Sérgio Garcia
Esta opinião foi também partilhada pelo Pre- entre o desenvolvimento dos sectores da
sidente Executivo da OPWAY Engenharia, construção e as razões que determinaram a
Jorge Grade Mendes, que acredita que “a res- dimensão e capacidade económica das em-
posta à grave e prolongada crise no sector está presas espanholas face às portuguesas.
em aquisições e fusões, diversificação de ac- O sector da construção é um dos mais im-
tividades e internacionalização”. portantes na economia de qualquer país, pois
o seu contributo para o PIB e para o em-
prego fazem dele um dos motores da eco-
nomia.
Durante a sua intervenção, o Ministro das
Obras Públicas, Transportes e Comunica-
ções, Mário Lino, reforçou exactamente a
importância do sector, afirmando que o in-
vestimento nos sectores da Construção e do
Imobiliário é necessário, pois ele “é respon-
Mercado português sável, no nosso país, por cerca de 12% do
precisa ser consolidado emprego a que correspondem 600 mil em-
A falta de consolidação no mercado portu- pregos directos”.
guês foi apontada como um dos pontos fra-

A
aposta nos mercados internacionais e a cos face ao mercado espanhol, onde as em-
importância de um adequado planea- presas de construção têm dimensões muito
mento das infra-estruturas públicas são maiores, fruto do tamanho do país, mas tam-
alguns dos factores chave realçados por vá- bém de um movimento de consolidação re-
rios dos responsáveis do sector da constru- sultante da grande quantidade de fusões e
ção que estiveram presentes no Seminário aquisições que começou há mais de 15 anos,
subordinado ao tema “Os sectores da Cons- data avançada por José Manuel Elias da Costa,
trução e do Imobiliário em Portugal e Espa- Administrador do Banco Santander Totta.
nha, e os desafios estratégicos num contexto Também os Engenheiros Angel Corcóstegui
de mudança”, que foi organizado pela Ordem e António Bernardo, que analisaram as es-
dos Engenheiros (OE) no dia 28 de Maio, tratégias seguidas nos dois países desde a in-
em conjunto com o Colegio de Ingenieros
de Caminos, Canales y Puertos de Espanha, Mário Lino adiantou ainda que o investimento
e que contou com a presença de profissio- em infra-estruturas básicas programado “afi-
nais dos dois países. gura-se, hoje, absolutamente determinante,
Apesar dos problemas que o sector enfrenta, (…) e por essa razão vamos prosseguir com
o Bastonário da OE, Fernando Santo, fechou o plano de investimentos em curso”.
o evento afirmando que, “após o que foi ex- Este plano de investimentos inclui a cons-
posto, o futuro parece mais favorável do que trução de mais 1000 km de novas auto-es-
a percepção subjectiva veiculada pela comu- tradas, a Rede Ferroviária de Alta Veloci-

tracção em Espanha. tor se encontra num contexto de forte con- que os intervenientes portugueses mais sa. salientou o facto do crédito à ha- Sobre esta aposta do Governo no sector. vernos. com uma quebra de paração com os 18. a Ter. ainda que seja rios. do Banco tização da internacionalização. Mário Depósitos. E o que me dade de novos fogos que entraram no mer- necessidade de políticas públicas de investi. e mesmo sas portuguesas e espanholas criarem parcerias assim as maiores dificuldades existem nos es- com vista a este objectivo. de 5 para 8%. tendo caído. Os activos imobiliários continuam a ser dos uma vez que. até à data. seus profissionais. mais seguros a nível mundial. Na sua intervenção. No Portal da Ordem países da UE e o aumento do desemprego dos Engenheiros (www. falando-se na possibilidade das empre. n O mercado imobiliário O caminho da internacionalização A análise ao mercado imobiliário levou à con- A internacionalização foi apontada por quase clusão de que. teve No dia 17 de Novembro as duas associações como consequência um abrandamento do profissionais realizarão idêntico seminário na crescimento da economia. questão que está a ser posta em anos tem havido. acrescentando que “temos já diver. o know-how seja uma ques- globalizado”. a percentagem destinada ao mercado mento em infra-estruturas a 10-15 anos. neste momento. mercado dos activos imobiliários. ape- tónio Mota afirma: “o próximo ciclo de inves. sendo os Países Africanos de Língua Ofi. independentemente dos Go. “perante as ameaças. Construção e do Imobiliário. afirma esperar que 2008 seja um oradores. o Bastonário da das construtoras e dos investidores portugue- OE salientou que. défice no mercado de arrendamento como sector de construção nacional mais forte e que sos grupos empresariais portugueses a operar uma das possíveis causas para tal facto. Numa importante garantir um quadro e um ambiente tanto em Portugal como em Espanha. A especialização é outro dos pontos dados Ainda no que respeita ao mercado imobiliá- como de extrema importância para a concre. encontra-se bem. Embora. Para alguns dos Santander. causa. apresentando o timento público tem de ser o veículo para um minante”. com uma representa um crescimento de mais de 5%. que vieram a ganhar dimensão adequado. o Bastonário acrescen. na opinião da maioria em diversos sectores e a afirmar-se no mundo dos participantes. Mas há caminho para mais. PRIMEIRO PLANO dade. rio. até agora. da totali- Também Fernando Santo afirmou haver a tório. redução superior a 30%. Presidente da Aguirre Newman Portugal. E em relação aos tratos com menores rendimentos.8 MM . Mas a aposta na internacionalização só pode teve no tempo. Se- projecte a internacionalização das empresas”. dois mercados foi salientada a grande capaci. entre outros. para 19. com vestimento espanhol em Portugal é sempre de arrendamento não foi superior a 3%. e no sector do imobiliário. lientaram. em 2006). fábricas. compete dizer.7 MM (em com- cos em infra-estruturas. a forma mais correcta de conseguir ano de retoma em Portugal. panha definiu uma estratégia que se man. é que o in. An. crescido. com a introdução das licenciaturas de “ciclo um aumento de capital direccionado para o curto”. que inclui escritó- se mantenham. em 2006. o único todos os oradores como um dos caminhos a sub-sector que aparenta ter mais problemas seguir. Lino referiu que a partilha de mercados pelos bitação não ter sofrido grandes quebras. E nos últimos mundial. breve análise ao registado. apontados como alguns mercados preferen. porque são dos tugueses são dos melhores formados a nível que apresentam menor risco. procurando actualizar as perder 7% face ao crescimento médio dos informações divulgadas. empresários espanhóis e portugueses “é deter. ses em Espanha”. tão que está bem posicionada em Portugal. cais. segundo Carlos Moedas. Segundo este es- um bom processo de internacionalização será pecialista. como aconteceu em Espanha. os engenheiros por. o Novo Aeroporto de Lisboa. o que 24%. de apoio às intervenções do seminário. sendo o inverso ainda mais no. dade de engenharia que têm e a qualidade dos nanciamento Imobiliário da Caixa Geral de ceira Travessia do Tejo. timos dados. Es. planeamento e planos de concretização que bem-vindo. ao abrigo do Processo de Bolonha. é o do mercado da habitação própria. desde 2002. armazéns. Esta situação não se registou pt) poderão ser consultados os documentos nos restantes Estados-membros. a produção poderá mesmo ter tou que a redução dos investimentos públi. promovendo a fusão e aquisição vista financeiro e que tenham o know-how de empresas. nos dois países ibéricos. sar do aumento dos juros. Acrescentou ainda que. dentro deste mercado. nas últimas déca. em 2007. gundo este responsável. cial Portuguesa (PALOP) e o Leste Europeu 10%. desde o início de 2007 que o sec- É exactamente essa uma das necessidades através da fusão ou aquisição de empresas lo. Paulo Alexandre Sousa. em Espanha. da Direcção de Fi- . cado. segundo o Bastonário Fernando Santo. José Manuel Elias da Costa. segundo os úl- Na sua intervenção. com Portugal a cidade de Madrid.ordemdosengenheiros. designadamente nos Sectores da O mercado empresarial. de reciprocidade relativamente à intervenção das. partilhada por diferentes ser feita por empresas fortes do ponto de Governos. ciais para as empresas portuguesas.

a engenharia nologias de Informação e Comunicação”. conto nos bilhetes promovidos pela Culturgest. me­ diante a prévia análise de risco individual. Entre estes benefícios conta-se a emissão. donda ou de apresentações. propriedade intelectual e formação e qua­ tual situação do movimento de internacionali­ lificação”. viços de valor acrescentado. também permitirá gem Estratégica da Internacionalização”. permitindo a apresentação da visão da multidisciplinar dos diferentes sectores e tipos lização e factores de competitividade. bem como às áreas de “Tec­ para enfrentar a concorrência. Ainda no primeiro dia rea­ reinserção profissional” e “O empreendedorismo. chido por 6 sessões paralelas. ticos. . a todos os Membros da Ordem. Uma das ses­ Internacionalização da Engenharia Portuguesa. os membros projectos de interesse comum. identificando novas oportuni­ encomendado ao Professor Daniel Bessa sobre guintes temas: “Engenharia em acções huma­ dades de expansão. que tem início no dia 2 de Outu­ nhecimento e a visão empresarial da interna­ ros”. e o Presidente do Conselho de Adminis­ genharia terão atendimento especializado nas di­ da Ordem poderão usufruir de um vasto conjunto tração da CGD. ou através das empresas especialistas do Grupo CGD. soluções complementares de reforma para os Membros da OE. directamente. devendo ser olhada O segundo dia começa com 3 sessões parale­ como um recurso estratégico em diferentes sec­ las. O período da tarde vai ser preen­ – A regulamentação da profissão” e a “Interven­ específicas que decorrerão em paralelo. em con­ junto com a OE. Para além disso. Bioengenha­ formação do conhecimento em produtos e ser­ ria e Nanotecnologia”. a Ordem dos Engenheiros pretende dar tes”. A Ordem dos Engenheiros renovou uma parce­ sede da Caixa Geral de Depósitos. Eng. OE estabelece parceria com a CGD Por seu lado. que terão lugar até 31 de Dezembro. sobre a capa­ gundo dia de trabalhos serão preenchidos com cidade das empresas nacionais para integrarem Na sessão de abertura será divulgado o estudo sessões plenárias onde serão reflectidos os se­ esse movimento. Projecto e Serviços empresas portuguesas um esforço adicional de Engenharia”. que se encontram agru­ Outubro o Congresso da Ordem dos Enge­ padas numa temática mais ampla denominada nheiros. a CGD apoiará a OE a nível técnico e científico sempre que se justifique para ambas as partes e concedendo-lhe também um patro­ cínio. A CGD compromete-se também estudar. No que respeita ao seguro de Saúde Multicare. subordinadas aos temas “Exportação: bens.º Fernando seguros de grupo. “As competências e os actos de engenharia bro. que sejam seus clientes. de um cartão de crédito. com ambas as chancelas. O final da manhã e a tarde do se­ zação da engenharia portuguesa. que terá como tema de fundo a “Prática da Internacionalização”. na da Ordem. passando esta Para além de todas estas vantagens. bem como os factores fa­ o contributo da engenharia para o desenvolvi­ nitárias”. e os alunos dos cursos de en­ sitos (CGD). Para além disso. Notícias Congresso da Ordem sobre a Internacionalização da Engenharia Portuguesa A cidade de Braga vai receber entre 2 e 3 de trução e obras públicas. que contemplará um conjunto de vantagens. a CGD dará aos membros da Ordem. a OE atribui à CGD o versitária da CGD. tores de actividade. incluiu sessões plenárias e sessões mais cionalização. versas Agências Universitárias e na Agência Uni­ de vantagens e benefícios. Dr. “Energia e Transpor­ (XVII). “Am­ constitui um recurso indispensável para a trans­ biente e Urbanismo” e “Materiais. ao abrigo da qual os membros Santo. pelo Bastoná­ os Membros terão condições preferenciais para ria institucional com a Caixa Geral de Depó­ rio da Ordem dos Engenheiros. entidade a ser incluída nas acções e iniciativas da Ordem beneficiarão ainda de 10% de des­ O protocolo foi oficializado no dia 6 de Junho. a CGD proporcionará aos Membros o acesso a um pacote de produtos e serviços cuja listagem poderá ser consultada no site da Ordem. transmitidos sobre a forma de mesa re­ liza-se uma sessão plenária sobre a “Aborda­ a Directiva Serviços e as mudanças culturais”. e “Internacionalização do processo educa­ o seu contributo para uma reflexão sobre a ac­ tivo. um conjunto de benefícios. a inter­ Ordem dos Engenheiros sobre a “A avaliação do de empresas. na área da cons­ ção da OE perante os desafios do século XXI”. Fernando Faria de Oliveira. onde O XVII Congresso será finalizado com 3 interven­ aos engenheiros uma visão mais abrangente e será destacada a dinamização da internaciona­ ções. A divulgação de casos prá­ mento da economia. sões será dedicada à “Produção e Tecnologia” Numa época em que a globalização exige das e outra à “Regulamentação. “Recursos humanos: a emigração e a voráveis e adversos. bém as duas entidades a desenvolver em conjunto título de Patrocinador Institucional. comprometendo-se tam­ Ao abrigo deste protocolo. Com o Congresso de 2008 produtos e equipamentos”. nacionalização pela via da inovação e do co­ ensino superior e a qualificação dos engenhei­ O Congresso.

O júri. nientes dos cursos de Gestão. e Nuno Pina. António Borges. através do Gabinete do Secretário de Es­ genharia Civil. O seu percurso profissional é particularmente relevante na quentar um MBA numa das concepção e projecto de estruturas metálicas. com particular relevo para as questões metodológicas. com base em características bem difí­ pelo actual Executivo para a revitalização desta zona. prove­ RTP. tem por objectivo homena­ Nuno Pina. IESE. no Ter- avaliação. Na categoria “Profissões Liberais” o vencedor foi Jorge Manuel Costa de Economia e Engenharia. a segunda alusiva ao plano de 1758. tólica Portuguesa – Universi­ dade Nova de Lisboa (MBA conjunto). Manuel Dias. incluindo a estratégia delineada Barbot. todos os elementos constituintes de um dos planos urbanísticos mais relevantes. da Universidade Católica Portuguesa. mostrando todas as suas perspectivas e característi- cas. de Engenharia e Gestão Industrial. res estudantes universitários. e composto por reiro do Paço. Guida Sousa. premeia os melho­ o júri desta edição. a primeira refe- rente aos contextos e antecedentes ao plano. alberga. um pavilhão multiusos com capaci­ SEAD. o plano da Baixa hoje” mostra. em exposição inédita de Economia – Finanças. gear os portugueses e luso-descendentes residentes no estrangeiro que da Universidade Católica Portuguesa. instituído pelo Ministério dos portas aos engenheiros. de Engenharia Civil. consistentes e coerentes jamais produzidos em Portugal. uma exposição inédita que assinala a passagem dos 250 anos sobre o plano urbanístico ela- borado após o terramoto que destruiu Lisboa em 1755. se destacaram no exercí­ A possibilidade de participação de estudantes de engenharia foi viabilizada cio de actividades em di­ a partir de um protocolo estabelecido entre a Ordem dos Engenheiros e o versos sectores da vida Banco Santander Totta. A exposição “Lisboa 1758. nascido em Lisboa. residente na beram a oportunidade de fre­ África do Sul. de Gestão. do Instituto Superior Técnico. a faculdade de responsabilização. que veio definir o futuro desenho urbano e arquitectónico que ainda hoje subsiste na Baixa lisboeta. um Engenheiro Civil. espírito ético e a capacidade de assumir riscos. de Engenharia Médica. da Universidade Nova de Lisboa. sem limite de idade. . Notícias Primus Inter Pares premeia Engenheiro civil ganha finalista de Engenharia Civil “Prémios Talento” N o ano em que o conceituado Prémio Primus Inter Pares abriu as suas O concurso “Prémios Talento 2007”. da Universidade Nova de Lisboa e. Os transmitida em directo pela três melhores finalistas. ceis de avaliar mas que são os factores-chave de sucesso dos líderes de A exposição tem ainda um espaço destinado às actividades do ser- amanhã. Os vencedores das 12 ca­ através da concessão de opor­ tegorias dos prémios foram tunidades privilegiadas ao nível desvendados numa gala. O Prémio. rece­ Oliveira Nunes. o sobre a regeneração da Baixa-Chiado. sendo a sua obra mais seguintes Universidades: IN­ emblemática o “Coca-Cola Dome”. o vencedor foi Filipe Leal. A mostra está organizada em três secções principais. em terceiro. social. do Instituto Superior Técnico. Universidade Ca­ dade para cerca de 40 mil pessoas. no dia 8 de Junho. do Instituto Superior Técnico. Em segundo lugar ficou tado das Comunidades Portuguesas. a viço educativo e um outro onde os visitantes podem fixar sugestões capacidade de trabalhar em equipa. Ou seja: a capacidade de liderança. Nuno Amado (Vice-presidente). e a última fase mostra a evolução da área-plano da Baixa entre a segunda me- tade do século XVIII e a actualidade. um finalista de En­ Negócios Estrangeiros. também do Instituto Superior Técnico. na África do Sul. escolheu os três premiados. lançado em 2004 O Bastonário da Ordem pelo Santander e pelo jornal dos Engenheiros integrou Expresso. Guida Baixa lisboeta Sousa. António Vitorino e Estela até 1 de Novembro. Os cinco finalistas deste ano provinham de diferentes cursos: André Fialho. através de material audiovisual. Filipe Leal. da formação académica. O Para chegarem à fase final passaram por várias provas de apuramento e Páteo da Galé. a capacidade de iniciativa. presidido por Francisco Pinto Balsemão.

Breves
Comissão Europeia quer mercado dos Estados-membros. As acções Endereços
prioritárias comuns deverão tor-
de trabalho europeu para investigadores nar a UE um pólo mais atractivo
Internet ilimitados
ao dispor da Europa
N a sua recente comunicação in-
titulada “Melhores carreiras e
mais mobilidade: uma parceria
para os investigadores e permitir-
-lhes uma maior mobilidade entre
países e instituições e entre os sec-
em 2010
europeia para os investigadores”,
a Comissão Europeia procura es-
tabelecer uma parceria com os
tores académico e privado. É es-
sencial abrir sistematicamente o
recrutamento a todos os investi-
A crescente procura de serviços
baseados na Internet fará com
que, a breve trecho, não existam
Estados-membros a fim de garan- gadores, satisfazer as necessidades endereços suficientes para res-
tir a disponibilidade dos recursos dos investigadores itinerantes em ponder às necessidades. Se os
humanos necessários para manter rência global crescente na procura termos de segurança social e de utilizadores e os fornecedores de
e aumentar a contribuição da ci- dos melhores talentos, bem como pensões, oferecer condições de serviços Internet forem encora-
ência e da tecnologia para a eco- desafios demográficos. O objec- emprego e de trabalho justas e ga- jados a adoptar o mais recente
nomia europeia do conhecimento. tivo da parceria é harmonizar e rantir que estes tenham a forma-
A Europa enfrenta uma concor- concentrar os esforços de cada um ção e competências necessárias.

EDP premeia inovação tados. O Concurso de Ideias Luminosas – Eficiên-
cia Energética já está aberto e recebe candidaturas
na área energética até 31 de Outubro.
A iniciativa – promovida no âmbito do Plano de
Promoção de Eficiência Energética (PPEC) da En-
tidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)
– quer incentivar o desenvolvimento de produtos
(hardware, software ou ambos) capazes de obter
poupanças quantificáveis no consumo de energia
eléctrica. O concurso é organizado em parceria com
a Universidade de Coimbra, estando, no entanto,
aberto a todas as outras instituições de ensino su-
perior. Dos 50 mil euros de prémio, 10 mil rever-
tem para a universidade, desde que a instituição

P rojectos de inovação na área da eficiência ener-
gética, idealizados por finalistas de cursos uni-
versitários, vão ser premiados pela EDP com 50
tenha apoiado os estudantes vencedores.
Os interessados podem obter mais informação e
toda a documentação necessária no site: protocolo Internet (versão 6 do
mil euros para os dois melhores produtos apresen- www.eco.edp.pt. IP, ou IPv6), o número de ende-
reços IP aumentará consideravel-
mente, à semelhança do que acon-
Prémios de Projecto de Iniciativa Empresarial teceu aquando da extensão dos

E stão abertas, até 30 de Setem-
bro, as candidaturas para os
Prémios de Projectos de Inicia-
números de telefone no século
XX. A Comissão Europeia esta-
beleceu recentemente um objec-
tiva Empresarial 2008. Dinami- tivo para a Europa: que, em 2010,
zado, em Portugal, pelo IAPMEI, 25% das empresas, das adminis-
o projecto foi lançado há três anos novidade o alargamento dos des- aceites candidaturas de parcerias trações públicas e dos particula-
pela Comissão Europeia com o tinatários a iniciativas nacionais, público-privadas e de iniciativas res utilizem o IPv6. Para isso, a
objectivo de identificar e premiar nas categorias “Promoção da ini- transfronteiriças, envolvendo pa- Comissão apelou a uma acção
as melhores práticas de iniciativa ciativa empresarial” e “Redução íses vizinhos. concertada a nível europeu que
empresarial na Europa, estimu- da burocracia”. As restantes ca- Os projectos a concurso deverão prepare todos os interessados para
lando o desenvolvimento econó- tegorias a concurso são “Desen- indicar de que forma a sua acti- esta mudança, que deverá ocor-
mico e a criação de mais e me- volvimento empresarial”; “Inves- vidade contribuiu para o desen- rer em tempo útil e de modo efi-
lhor emprego a nível local. timento em qualificações” e “Ini- volvimento da economia regional caz para evitar custos suplemen-
O Prémio é aberto, preferencial- ciativa empresarial responsável e durante o biénio 2006-07. tares para os consumidores, dando
mente, a entidades públicas ou inclusiva”. Mais informações em: assim às empresas europeias mais
privadas de carácter regional. A Para além de projectos promovi- www.iapmei.pt/iapmei-not-02. inovadoras uma vantagem con-
competição deste ano traz como dos individualmente, são também php?noticia_id=785 correncial.

Breves
Academias TIC nas escolas

A s escolas portuguesas vão ter 30 Academias TIC, ao abrigo de um
protocolo celebrado entre o Ministério da Educação e várias em-
presas da área das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
As primeiras empresas a criar estas Academias serão a Apple, a Cisco,
a Linux, a Microsoft, a Oracle e a Sun.

Cem mil milhões de dólares para
petróleo angolano

D urante os próximos cinco a
sete anos, a indústria angolana
de petróleo e gás vai ter um in-
AFP, citada pela Lusa, “o inves-
timento em exploração prevê a
abertura de 100 poços petrolífe-
vestimento no valor de 100 mil ros nos próximos 10 anos”. O
milhões de dólares, adiantou Ma- Presidente da Sonangol adiantou
nuel Vicente, Presidente da So- ainda que o esforço angolano per-
nangol, durante o seu discurso, mite “participar na estabilização
no XIX Congresso Mundial de do preço do petróleo”. As reser-
As Academias TIC irão oferecer formação extracurricular nas áreas Petróleo, que teve lugar em Ma- vas petrolíferas provadas de An-
de especialidade de cada uma das empresas parceiras. Setembro é drid no início de Julho. gola ascendem a 12,5 mil milhões
a data marcada para que os professores das escolas abrangidas pela Citado pela Lusa, este responsá- de barris.
primeira fase iniciem a formação com o objectivo de obter a certi- vel afirmou que os investimentos A turbulência que se tem feito
ficação necessária para leccionar nestas Academias. em actividade de produção e ex- sentir nas explorações nigerianas,
O protocolo surge no âmbito do Plano Tecnológico para a Educação, ploração têm em vista “assegurar país que historicamente é o maior
que pretende, até 2010, equipar as escolas portuguesas com 310 mil durante 5 anos o nível de produ- produtor de petróleo em África,
computadores, 9 mil quadros interactivos e mais de 25 mil video- ção”, que actualmente se apro- veio favorecer Angola que, em
projectores. xima dos 2 milhões de barris diá­ Abril e Maio deste ano, já ultra-
rios. E revelou que o perfil de passou a Nigéria em termos de
China e Vietname produção e as reservas que o país produção.
apostam na produção de arroz em Angola possui fazem com que seja pos- O país vai também receber in-
sível manter o actual ritmo de vestimento na produção de GNL

O Ministério da Agricultura e
Desenvolvimento Rural ango-
lano assinou recentemente um
Com estas acções, referiu, “o sec-
tor pretende incrementar a pro-
dução de arroz e acabar com a sua
produção durante 4 ou 5 anos.
De acordo com informação da
com a construção de duas novas
refinarias, no Lobito.

protocolo com a China e o Viet­ importação.” O país ainda enfrenta Projecto pioneiro de Geotermia
name, ao abrigo do qual os dois um considerável défice na produ-
países asiáticos vão apoiar Angola
na produção de arroz em pequena,
média e grande escala.
ção de arroz (…), sendo que quase
todo o arroz que consumimos é
importado, o nosso objectivo é
A Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coim-
bra (FCTUC) e a Empresa Geovita, do grupo Patris Capital, as-
sociaram-se para desenvolver um projecto pioneiro de aproveita-
Numa entrevista à Angop, o Mi- deixarmos de importar e come- mento do calor interno da Terra com vista à produção de energia
nistro da Agricultura e Desenvol- çarmos a exportar”, afirmou. eléctrica, através da implementação de uma forma inovadora de
vimento Rural, Afonso Canga, Em termos de produção de ce- Geo­termia – os Sistemas Geotérmicos Estimulados (SGE).
deu a conhecer que foi elaborado reais, o Ministro revelou que a Trata-se de uma energia renovável e ambientalmente limpa, com ca-
um plano que permitiu a impor- produção do sector agrário do pacidade de produção contínua e não dependente de factores meteo­
tação de diversas unidades de país, actualmente, ronda as 700 rológicos, que apresenta um elevado potencial no território nacional.
processamento de arroz, das quais mil toneladas, quantidade insu- Na sequência de um estudo de investigação realizado por uma equipa
algumas serão entregues ainda ficiente para satisfazer quer as do Departamento de Ciências da Terra da FCTUC, foi solicitada à
durante o mês de Julho aos pro- necessidades alimentares, quer Direcção Geral de Energia e Geologia uma área de exclusivo de pros-
dutores deste cereal. para o fabrico de ração animal. pecção e pesquisa, com cerca de 500 km2.

Regiões

Seminário “O olhar da engenharia Estes seminários tiveram como objectivos
fazer a contextualização nacional, europeia
através do Código de Contratos Públicos” e internacional do mercado dos contratos
públicos e oferecer uma visão global do novo

O Auditório do Museu Dom Diogo de
Sousa recebeu o Seminário “O olhar da
engenharia através do Código de Contratos
do Conselho Directivo do INCI, I.P, Eng.º
Hipólito Ponce de Leão, que partilhou com
os presentes a preocupação do enquadramento
Código de Contratos Públicos, com uma re-
flexão relativa aos conteúdos da Parte I, II
e III, seus principais Títulos, passando pela
Públicos”. Este seminário, realizado em duas do Código de Contratos Públicos no princí- compreensão dos conceitos, do enquadra-
edições, nos dias 11 e 18 de Junho, contou, pio da sustentabilidade e co-responsabilização mento e da abrangência legal, dos objectivos
na primeira, com a presença do Presidente de todos os actores deste processo. e da sua aplicação prática.
O Código de Contratos Públicos decorre da
transposição de directivas comunitárias e é
publicado em anexo ao Decreto-Lei n.º
18/2008 de 29 de Janeiro. Entrará em vigor
em 30 de Julho próximo.
As apresentações estão disponíveis no por-
tal da Região Norte da Ordem dos Enge-
nheiros: www.oern.pt

O IV Dia Regional Norte do Engenheiro
decorreu a 27 e 28 de Junho. Esta ho- Auditório cheio para o
menagem regional aos Engenheiros e à Enge-
nharia iniciou-se na cidade de Peso da Régua,
IV Dia Regional Norte do Engenheiro
através de uma visita técnica à obra de cons-
trução do Museu do Douro, seguindo-se uma
visita ao Instituto do Vinho do Porto.
A seguir à visita, pelas 20h00, realizou-se um
jantar-debate subordinado ao tema “Douro
Alliance”, tendo como orador o Eng.º José
Carlos Fernandes. No dia 28 de Junho, já em
Vila Real, o Auditório do Teatro Municipal en-
cheu-se para homenagear o Eng.º Luís Valente
de Oliveira e o Eng.º Manuel Cardoso Simões,
engenheiros de relevo da Região. A sessão con- anos ininterruptos de inscrição na Região Norte tonário da Ordem, Eng.º Fernando Santo. Na
tou ainda com uma palestra proferida pelo da Ordem dos Engenheiros, respectivamente, sessão esteve ainda presente o Presidente da
Eng.º Abílio Seca Teixeira, da EDP, dedicada com o alfinete de prata e de ouro. Câmara Municipal de Vila Real, Dr. Manuel
ao “Futuro da Hidroelectricidade na Região O Presidente do Conselho Directivo da Re- do Nascimento Martins, e o Vice-Reitor da
Norte”. Na sessão solene do evento foram dis- gião Norte, Eng.º Gerardo Saraiva de Mene- Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
tinguidos os membros com mais de 25 e 50 zes, abriu a sessão, que foi encerrada pelo Bas- (UTAD), Prof. Doutor Carlos Cerqueira.

II Encontro de Empresários Dr. Pedro Neto, o Delegado Distrital de Lei-
ria, Eng.º Carlos Marques, o Presidente do
e Engenheiros do Distrito de Leiria Conselho Directivo da Região Centro da
Ordem dos Engenheiros, Eng.º Celestino
de Leiria. O evento teve como objectivo re- Quaresma, o Presidente do Conselho Direc-
forçar os laços existentes entre as activida- tivo da Escola Superior de Tecnologia e Ges-
des empresarial e de engenharia, do distrito tão de Leiria, Eng.º Carlos Neves, e o Bas-
de Leiria, adequando o desenvolvimento tec- tonário da Ordem, Eng.º Fernando Santo.
nológico à sua realidade económica.
O Encontro teve início com uma visita guiada

A Delegação Distrital de Leiria da Ordem
dos Engenheiros e a NERLEI – Asso-
ciação Empresarial da Região de Leiria rea-
à unidade industrial da ROCA, S.A., insta-
lada na Estrada Nacional 1 (IC2), Madalena,
Leiria, a que se seguiu um seminário no au-
lizaram, no dia 27 de Maio, o II Encontro ditório do edifício da NERLEI, onde inter-
de Empresários e Engenheiros do Distrito vieram o Director Executivo da NERLEI,

Regiões

X Encontro Regional do Engenheiro cultural e de intervenção na sociedade. Este
Prémio foi atribuído ao Engenheiro Químico

R ealizou-se, no dia 31 de Maio, o X En-
contro Regional Centro do Engenheiro,
que teve lugar no Caramulo, no qual parti-
Augusto Vaz Serra e Sousa.
Na sessão solene do Encontro tomaram a
palavra os representantes dos Órgãos Regio-
ciparam 200 engenheiros. nais, o Bastonário da Ordem e o Professor
Para além das visitas ao Museu do Caramulo Carlos Fiolhais, que proferiu uma palestra
e à empresa Interecycling, neste Encontro intitulada “A nanotecnologia: a engenharia
foram homenageados os membros efectivos de amanhã é já hoje”.
que completaram 25 anos de inscrição na Por ocasião deste Encontro foi também efec-
Ordem, foram reconhecidos os melhores es- rectivo Regional que, anualmente, distingue tuado o lançamento do livro “Projectar e Cons-
tágios, por especialidade, concluídos em um membro da Região Centro pelo seu cur- truir com Acessibilidade”, da autoria do En-
2007, e foi atribuído o Prémio Conselho Di- rículo de mérito nos domínios profissional, genheiro Jorge Falorca e Sílvia Gonçalves.

XVIII Curso de Ética e Deontologia
A Região Centro levou a cabo, nos dias 13 e 14 de Junho, o XVIII
Curso de Ética e Deontologia, no qual participaram 128 Mem-
bros Estagiários.
O curso realizou-se em Coimbra, nas instalações do Departamento
de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Universidade
de Coimbra.

Prémio Inovação Jovem Engenheiro 2008 O Prémio destina-se a todos os membros da
Ordem, estagiários ou efectivos, inscritos em

E stão abertas, até 20 de Novembro, as can-
didaturas para a 18.ª Edição do Prémio
Inovação Jovem Engenheiro (PIJE), através
tar candidaturas de jovens engenheiros com
idade até 35 anos, ao invés dos 30 anos até
então regulamentados. Com esta alteração, o
qualquer das Regiões e Secções Regionais, e
cuja data de nascimento seja igual ou poste-
rior a 1 de Janeiro de 1973.
do qual a Região Sul da Ordem dos Enge- Conselho Directivo espera não só incremen- À semelhança de anteriores edições, a de
nheiros continua a apostar na inovação e nos tar o número final de candidaturas, como re- 2008 conta com o apoio da Fundação Luso-
jovens engenheiros. No ano em que o prémio ceber mais trabalhos com acentuada vertente -Americana para o Desenvolvimento e da
atinge a maioridade, o Conselho Directivo da empresarial, resultantes de uma maior matu- Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Região Sul, responsável por esta iniciativa ridade e experiência profissionais. São assim,
desde 1990, atento à realidade com que se aceites candidaturas de trabalhos nos diver- Informações
deparam actualmente os jovens engenheiros sos ramos da engenharia e serão galardoados Gabinete do Estagiário
e às dificuldades inerentes ao início das suas aqueles que se evidenciem, entre outros cri- E-mail: gabest@sul.ordemdosengenheiros.pt
carreiras profissionais, decidiu introduzir uma térios de avaliação, pelo seu carácter inova- Tel.: 21 313 26 77 − Fax: 21 313 26 90
alteração que acredita ser significativa: acei- dor e aplicabilidade prática. www.ordemdosengenheiros.pt

ventiladores encapsulados e vidros laterais. Entre os seus principais
Visita à Fábrica da Saint-Gobain Sekurit Portugal
clientes encontram-se várias marcas líderes do mercado automóvel.

O Conselho Regional Sul do Colégio de Engenharia Mecânica
promove, no dia 16 de Setembro, uma visita à fábrica da Saint-
-Gobain Sekurit Portugal, em Santa Iria da Azóia, unidade que se
Informações e Inscrições
Ordem dos Engenheiros – Região Sul
dedica especialmente à produção de vidro automóvel. Serviços de Formação Profissional e Cultural
Com cerca de três centenas de colaboradores, a Saint-Gobain Sekurit Tel.: 21 3 132 666 − Fax: 213 132 690
Portugal produz, entre outros, pára-brisas, tectos panorâmicos, vidros E-mail: actividades@sul.ordemdosengenheiros.pt

F oram cerca de 50 os participantes que se aventuraram, no dia 31
de Maio, na descida do Tejo, entre Constância e Tancos, em canoa.
A iniciativa, promovida pelo Conselho Regional Sul do Colégio de En-
Engenheiros descem Tejo em canoa
mada a navegação que conduziu os participantes até Tancos. Seguiu-
genharia Naval, reuniu membros da Ordem, familiares e amigos que, -se um merecido almoço, depois do qual foi visitada a vila de Cons-
seguindo as instruções técnicas dos monitores, navegaram entre Cons- tância e admirada a parte histórica e arquitectónica da vila, que in-
tância e Tancos, fazendo uma paragem no Castelo de Almourol, onde cluiu a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia e algumas das ruas mais
visitaram este monumento militar medieval. Após a visita, foi reto- pitorescas, bem como o Museu dos Rios e das Artes Marítimas.

onde foi referindo os desafios que se apre- sentam à profissão. outra dedicada ao “Di- A Secção Regional solicita o empenho de todos os membros nela inscritos para que mensionamento de Instalações de Bombagem” e uma esta iniciativa seja realizada com sucesso. Caldeiras tações. da responsabilidade de Gregory H. organizador do evento. e a Esta iniciativa conjunta da Região Sul da Ordem dos Engenheiros e Eng. para prever a realização de três acções para o 2. Uma sobre “Regras Técnicas de Instalações para efeitos de emissão dos novos cartões de membro. em Lisboa. Dr. O Eng. decidiu pro- mover um seminário dedicado às “Perspectivas sobre as Radiações ros.. recebeu nos dias 28 e 29 de Junho.º Con- vívio do Curso de Engenharia Civil da Fa- dente da Secção Regional da Ordem nos Açores. a Lagoa do Fogo.º Tavares Vieira. Sobre a actividade do Laboratório Regional uma exposição sobre diversos aspectos da As actividades incluíram uma recepção dos de Engenharia Civil (LREC) e a sua relação Geologia e Riscos Geológicos de S. N o âmbito do seu planeamento de actividades de Acções de Formação / Seminários. Os participantes puderam também ouvir Porto (FEUP) de 1973 a 1978.ª Madalena San Bento. nos Açores. Lagoa. culdade de Engenharia da Universidade do Engenheiros no Arquipélago. Luis M.ordemdosengenheiros. Regiões Perspectivas sobre Master Class com Gregory Watson as Radiações Electromagnéticas D ecorreu no dia 9 de Maio. o Prof. Os três oradores convidados apresentarão as perspec. Convívio marca 30 anos de licenciatura Coube ao Eng. Watson é ainda Mestre em Gestão da Qualidade. An. Eléctricas de Baixa Tensão”. da Dr. uma Master Class su- bordinada ao tema “Managing Engi- neering for Organizational Excellence”. dadas as boas-vindas e feita uma apresenta. em Lisboa. nomeadamente a Lagoa das Sete A sessão contou ainda com várias apresen.pt com exemplos práticos e estabelecendo sempre a ligação com o ac- www. Electromagnéticas”. especialista em Cidades.º semestre o envio de correspondência. e dos campos da assinatura e fotografia actualizada. Análise Legal diações Electromagnéticas em Comunicações Móveis”. titute e pelo Institute of Industrial Engineers. ex-Presidente da American do evento é contribuir para informar. têm particular relevância. uma intervenção sobre a evolu- A Ribeira Grande. onde lhes foram LREC. no âmbito do Sistema de Gestão da Qualidade. que terá lugar no dia 23 de Setembro. entre engenheiros. Informações e Inscrições A grande experiência de Gregory Watson nas temáticas da Quali- Ordem dos Engenheiros – Região Sul dade.º Semestre de 2008 A Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros vai promover um In- quérito de Satisfação e Actualização de Dados dos Membros inscritos nesta Secção Regional. ditório da sede da Ordem dos Engenheiros. Ricardo Silva. . no geral. uma centena de participantes. e o Jardim Botânico das Furnas. sobre a história da Ribeira Grande. Serviços de Formação Profissional e Cultural O orador apresentou um conjunto de assuntos sobre o papel da En- Tel. particularizando E-mail: actividades@sul. Miguel participantes pelo Presidente da Câmara com o LNEC. no au- ditório da Ordem dos Engenhei- A Região Sul da Ordem dos Engenheiros. Inquérito no âmbito Formação para do Sistema de Gestão da Qualidade o 2. a Secção Re- gional da Madeira da Ordem dos Engenheiros está a De salientar que o preenchimento do campo relativo ao endereço electrónico. Benchmarking e Seis Sigma ficou bem patente nesta Sessão. Vice-presidente da International Academy for Quality e tivas da engenharia. de 2008. através do Conselho Regional do Colégio de Engenharia Electrotécnica. Society for Quality. em representação do Director do veira. neer.: 21 313 26 66 − Fax: 21 313 26 90 genharia na construção da excelência organizacional. no Au. O objectivo Watson. Membro do Conselho Internacional do Institute of Industrial Engi- cipais áreas do problema. o 30.º Paulo Moniz. como Presi. com base técnica e científica. tions Ltd.ordemdosengenheiros. Investigadora da Universidade dos dos Paços do Concelho.ª Dina Sil- Municipal. terceira sobre “Fundações de Obras de Arte”. falou sobre diversas questões rela- cionadas com a actividade da Ordem e dos ção da Engenharia desde o fim do curso. História. e actual Presi- bem como aproveitar o conhecimento e a experiência existentes a dente da Business Excellence Solu- nível nacional. O Prof. falou o Eng. As inscrições estão abertas até ao dia 18 de Setembro. abrangendo as prin. Açores. Correia falará sobre “Ra. da medicina e do ambiente. gestores de em- presas e profissionais da Qualidade.º Mário Roxinol e dos Açores. tes e Saúde: da Investigação à Decisão – Preparar o Futuro”.ª Catarina Freitas dará a conhecer “A Experiência de Almada” da Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ) juntou cerca de nesta área. Houve ainda lugar para uma apresentação Foram visitados diversos locais de interesse ção dos vários painéis de azulejos do Salão. pela Dr. e Engenharia Industrial e certificado pelo Project Management Ins- tónio Tavares abordará os “Campos Electromagnéticos Não-Ionizan. a cargo turístico.pt tual contexto das organizações. no Salão Nobre Fragoso.

E assim ficou aberto o caminho necessário para de desenvolvimento de actividades de produção. cabendo à Rede eléctrica No final do primeiro decénio do Século XX (1908) foi construída a Nacional (REN. com princípios expressos na Directiva 54/CE/2003 de 26 de públicos de energia eléctrica a acontecerem em Inglaterra. EDA (Açores) e EEM (Madeira) –. que fazia aproveitamento das águas do Rio Alva para fornecer mediante concessão do Estado em regime de serviço público. petróleo e gás natural. divide-se em cinco actividades Em 1889 surgiu a primeira rede eléctrica de iluminação pública e rapidamente vários municípios seguiram o exemplo de Lisboa. Das várias formas de energia. EDP Comercial. e começou a edificação das  Mercados de electricidade: operam em regime livre. Endesa. a “tecnologia” expandiu-se e deu-se o arranque do processo tricidade (MIBEL). com a aplicação das directivas comuni- simples como acender as lâmpadas lá de casa ou ligar a televi. em 1878. a gás. sobretudo. documento que or. A REN electricidade a Seia e às indústrias ali instaladas. ordinário (produção através de fontes tradicionais em grandes centros electroprodutores hídricos) e regime especial (produção a partir de ziam energia a partir de combustíveis fósseis (centrais térmicas com fontes renováveis e de cogeração). transporte e distribuição de comprar e vender electricidade. às quais foi concedido. o exercício de todas as actividades (produção. sociedades privadas que também eram participadas pelo Estado. Central da Senhora do Desterro. O Mercado Ibérico Electricidade em Portugal Iniciativa conjunta dos Governos de Portugal e Espanha celebrada em 2001. a criação do Mercado Ibérico de Elec- Então. o Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL) tem como grande Entre nós. há cinco anos. como noutros sectores de actividade. TEMA DE CAPA Energia: o motor da humanidade Energia eléctrica Energia. Só depois a electricidade Finalmente. que inspirou. transporte e dis- tribuição). Em 1944. já no período da revolução industrial. privatização da EDP e passou a aplicar-se o princípio de liberdade de senvolvimento económico e social da humanidade. com  Produção: totalmente aberta à concorrência e divide-se em regime a edificação. nos principais centros urbanos. Então. Durante este perío­. grandes centrais hidroeléctricas. ção do Sistema Eléctrico Nacional (SEN). nais são a EDP. cas – EDP (Continente). e foi patrocinada pela “Lisbonense”. foi o maior motor do desenvolvimento. cação de maquinaria pesada na indústria. O Sistema Eléctrico Nacional (SEN) tricidade. detém a exclusividade. primeira central hidroeléctrica do  Transporte: é feito através da Rede Nacional de Transporte (RNT). país. com a abertura da produção e da distribuição à ini- É impensável imaginar o que seria a vida sem movimentos tão ciativa privada. como carvão. tárias (96/92/CE. através da defini- Enquanto fenómeno. com o expoente no século XX. Junho. o sector eléctrico foi alvo de reestruturação. a primeira iluminação pública. Nos anos 90. dando mais tarde origem à Sociedade Companhias Reunidas de Gás e Elec. a primeira companhia de electricidade na capital do país. com a apli. necimento de energia eléctrica. acesso às actividades de produção e distribuição. recorrendo. posteriormente. o Estado passou a dirigir. em regime de serviço público por tempo indetermi- Texto Fátima Caetano nado. operada através de concessão exclusiva da EDP. facto que deu origem à liberalização do sector. em 1881. mas as suas primeiras aplicações práticas ocorreram na na existência conjunta de um Sistema Eléctrico de Serviço Público Europa do Norte. criado em 1995. com base culo XVI. De boa.) ligar os produtores aos centros de consumo. A electricidade revolucionou o mundo regras comuns com vista à criação do Mercado Interno de Electrici- (em todos os domínios) e contribuiu enormemente para a melhoria dade. surgiu a “Lei dos Aproveitamentos Hidráulicos”. esta fonte de energia foi estudada desde o sé. a eléctrica é a mais versátil Em 1975. orientar e intervir no sector eléctrico. Os principais produtores nacio- pequenas potências instaladas). distribuição e for. Iberdrola e Unión Fenosa são al- em regime de serviço público. a liberalização total do sector eléctrico nacional. objectivo a criação de um espaço económico de eficiência global. com os primeiros fornecimentos bal. Turbogás e Tejo Energia. e aceder às redes de transporte e dis- energia eléctrica. que tinha como base a exploração de concessões tribuição. iniciou-se o processo de liberalização glo- ficou disponível para a população. com a electrificação generalizada dos países. foi fundida com a “Gás de Cidade”. Consumimo-la em quantidades massivas nas muitas actividades assentava em concessões do Estado aos municípios. do assistiu-se ao crescimento acelerado das instalações eléctricas e  Distribuição: feita através da rede nacional de distribuição (RND). nalização do sector eléctrico e à criação das grandes empresas públi- Mudou o mundo e o mundo mudou com ela. Já no final da década de 80. exploradas por do quotidiano. a combustíveis fósseis. também. assistiu-se à nacio- e. de centrais que produ. de 19 de Dezembro). pois esteve na origem do progresso e do de. sociedade pri- vada que. S.A. registou-se em Lis. desde a revolução industrial. (SEP) e de um Sistema Eléctrico não Vinculado (SENV). foram estabelecidas novas são e o computador. o sector eléctrico nacional 16 INGENIUM | Maio/Junho 2008 . Os agentes podem ganizava as actividades de produção. gumas das empresas concorrentes no mercado. Ocorreu a re- da qualidade de vida.  Comercialização: área aberta à concorrência.

construindo preços únicos de referência para toda a Península Ibé. 85% da energia tem origem em matérias-primas fós- contributo de natureza regional para a construção do Mercado Único seis. à data de em 2006 e. Portugal integra a Quanto às vantagens. De acordo com os mesmos dados. aposta fortemente nas energias hídrica e eólica. com inaugurações calendarizadas para o período 2013-2015. o que permite a entrada de novas empresas no sec- Para os consumidores. e assentou na cria. atingindo valores na ordem dos 8 milhões de euros. que turo da electricidade passa pelas energias renováveis. sendo que. Dai- íses. anos foram atribuídos 1. Outra aposta do Governo é a produção de electricidade a partir da ciência e redução dos preços da energia. Tâmega. aproveitar 70% do potencial hídrico disponível. de euros. tor. desde então. decorriam concursos para a atribuição de con- ção progressiva de medidas de convergência reguladora nos dois pa. Gouvães. verifica-se um razoável impulso na aplica. e o OMIP (pólo português). o plano pretende que o país consiga explorar e ção de dois pólos: o OMEL (pólo espanhol). Até 2020. com pro. No PNBEPH está contemplada a construção de infra-estruturas nos Após vários avanços e recuos. e Mondego (Girabolhos). tos”. Económico – funcio. o MIBEL representa “um No nosso País. e um investimento global de 1000 a 2000 milhões ção do Operador de Mercado Ibérico (OMI). TEMA DE CAPA exista uma forte regulação. gás e Braga da Cruz considera que “os ganhos do MIBEL não são imedia- combustíveis.8% superior ao da Grécia. Novi- gressiva harmonização legislativa e regulamentar de tarifas. Legal e Regulatório – Governos e reguladores. constituindo uma oportunidade para integrar os factura energética nacional. o preço da electricidade em Portugal. docu- e eficiência económica no sector. Cada vez mais. o fu- a passagem a mercado livre de maior número de consumidores.3% em relação a 2006 (6448 milhões de euros). 30.5% ao da Suécia e 61. n Factura a pagar Segundo dados do Eurostat e da Direcção Geral de Energia e Geologia do Ministério da Economia. estimular a concorrência nos sectores da electri. área na qual o país é referência internacional. fecho desta edição. curso público. o saldo importador teria sido ainda maior. lise. que prevê 10 estabelecido na Cimeira de Valência. Alvito e Almourol. o preço da electricidade sem impostos em Portugal era 114. o OMIP entrou em funcionamento rios Tua. . cerca e que seja definido quem tem acesso ao regime de tarifa de último de 45% da produção eléctrica resulte de energias renováveis. isto é. A barragem de Foz Tua. Para o Presidente do OMIP. Fridão. o que se traduz numa pesadíssima Europeu da Energia. dos mercados a prazo. Alto Tâmega. Nesse sentido. reforçar as energias renováveis. devido à necessidade de importar mais petróleo e carvão para produção eléctrica. o Governo pretende que até 2010. Caso o ano não tivesse sido tão húmido. uma vez que este processo exige convergência permanente. lista dos países europeus com metas mais ambiciosas na exploração mite estruturar melhor o funcionamento do mercado liberalizado. foi adjudicada à EDP. promover pendente da monitorização política que sobre ele for exercida e das a eficiência energética. práticas dade: pela primeira vez. em última aná- sistema energético e incentivar a inovação em energia. isenta de con- namento e definição de um modelo comum de mercado com coor.600 megawatts (MW) de licenças eólicas. abrindo o mercado hidroeléctrico às empresas estrangeiras. Excelente exemplo desta linha de orientação é o Programa Nacio- rica e promovendo condições de maior transparência. relativos a 2007. dos agentes. o que. A redução da dependência do petróleo agentes num mercado de maior dimensão. Mondego e Tejo. as linhas condutoras da Estratégia Nacional para a Energia são: liberalizar os mercados da electricidade. de energias renováveis para produção de energia eléctrica. antes de impostos. responsável pela ges. Braga da Cruz considera que o MIBEL per. infra-estruturas. apenas dois dos motivos pelos quais o executivo governamental dores e mais de 310 GWh de consumo eléctrico”. na sua maioria importadas. as principais vantagens do MIBEL apresen. prevendo-se que a construção denação dos operadores e convergência na remuneração e encargos comece em 2009. Vouga. a factura energética portuguesa sofreu um agravamento de 2.4% ao de Espanha. em média.9% ao da Dinamarca. de- cidade e gás natural. para a gestão Watts (MW) de capacidade instalada. reorganizar os sistemas de incentivos do condições de sã concorrência que forem criadas. novas barragens. O MIBEL pressupõe harmonização em três domínios: Físico – vões. Em 2007. 41. antecedido pela cria. recurso. energia eólica. Presidente do OMIP Eólica e hídrica (Operador do Mercado Ibérico de Energia). aumentar a concorrência da produção. As demais serão construídas a partir de 2010. é ne. O modelo de funcionamento foi mento apresentado em Novembro do ano passado. a dependência externa que a produção em regime especial venda a sua energia em mercado Estraégia e as emissões de GEE. Em dois “para que a redução dos preços da electricidade seja efectiva”. em 2002. cessões para os aproveitamentos de Pedroselos. A importação de energia aumentou 9. prosseguir com anunciando-se mais investimentos para breve. “também resulta da participação responsável do cidadão e do grau de confiança que os dois países tiverem numa economia de mercado”. igualmente em 2007. N a c ion a l Para reduzir os custos das importações. acordo com o Engenheiro Luís Braga da Cruz.1%. concorrência nal de Barragens com Elevado Potencial Hídrico (PNBEPH). com 7000 Mega- tão do mercado diário. no qual é possível conseguir e a redução das emissões de GEE (Gases com Efeito de Estufa) são maior racionalidade e economia de escala – 30 milhões de consumi. cessário “estancar a hemorragia do défice tarifário. tam-se a médio/longo prazos e podem traduzir-se em ganhos de efi.1% superior ao preço médio comunitário. anunciando-se para Julho reforço das redes dos dois países e bom entendimento entre os dois a abertura de concursos para as barragens dos rios Vouga (Pinhosão) operadores de sistemas e redes (REN e REE). foi 21. a EDP não terá direito de preferência nas de operação de sistema e actuação dos reguladores. à tarifa com protecção social”.

até 2010. enquanto a instalação deste tipo de parques é dificultada. Assim. situava-se em 2. Castelo Branco (321 MW). estando apenas 601 MW ligados. sendo que 42% da potência instalada se encontrava em parques eólicos com potência igual ou inferior a 25 MW. a potência eólica insta- lada. O caminho ainda é No início de 2007. Em Portugal. devido ao as do sector agro-pecuário. Viana do Castelo (273 MW). A mesma fonte avança que o investimento médio por MW curso energético renovável e representa. foi proposto passar de 39 para 45% o consumo de electricidade com base em energias renováveis. Coimbra ser utilizada como fonte de energia. da indústria agro-alimentar. designado por Biogás. Leiria (149 MW).375 MW. A Directiva dos biocombustíveis cerca de 8% da electricidade consumida anualmente. aquele valor atinja 15%. por ETAR municipais e dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). Bioenergia Energia Eólica O aproveitamento do vento para a produção de energia já é bastante corrente. e Braga sulta um gás combustível. em Abril de 2008. à se. tendo as energias renováveis cres- grandes alternativas. Energia e Geologia. segundo núme- o objectivo conseguir. ros da DGEG. da totalidade do consumo de chegando mesmo a apresentar um crescimento 136% supe- gasolina e gasóleo. directamente como (277 MW). Lisboa (193 MW). segundo estatísticas da Direcção Geral de Energia e Geologia. cerca de 11% do consumo de energia primária mundial. o Primeiro-ministro.8 milhões de euros. dos 1. para efeitos da Directiva 2001/77/CE. a meta é conseguir que. Obtida a partir de matéria orgânica. Real (169 MW). Os parques eólicos podem ser instalados em Em Dezembro de 2005. declarado ao programa MAPE foi de 1. das facto da plataforma costeira afundar muito rapidamente. A produção derivados de petróleo por este tipo de combustível. o consumo de energia cresceu 32% no nosso energia eléctrica. safio para que Portugal antecipasse as metas estabelecidas pela União Os planos para cumprir esta meta estão aí. fazer com que. A biomassa orgânica. veio traçar objectivos para substituição dos rando-se que. consumo da electricidade tenha por base este tipo de energia. .271 aerogera- dores ao longo do território continental. em Portugal. espe- 2003/30/CE. 45% do cido face aos outros tipos de origem de energia. Mas. 5. com um total de 1. instalada para produção de energia eléctrica a partir de Fontes de melhança de outros países. em 2010. no final de Abril. Portugal tinha 7. na actualidade. Segundo dados da Direcção-Geral de site da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). no norte da Europa eles começam já a surgir no mar.533 MW que obti- constituindo o único recurso energético com carbono que veram financiamento (cerca de 39%). mas Portugal é um país com elevado potencial em muitas destas energias. Para além da localização dos parques em locais elevados. gir esse mesmo número entre 2008 e 2010. bro de 2010. a incorporação de FER no consumo bruto de entre 2000 e 2007. ou através da sua biodegradação da qual re.75% seja de biocombustíveis. Os distritos com maior potência instalada. Segundo dados disponibilizados no Energia Renováveis (FER). tudo isto até 2010. já produz petróleo e gás natural. a bioenergia é um re. No final de Abril de 2008. esta fonte de energia está para reduzir a dependência da Europa das importações de em franco desenvolvimento e. Mas é interessante verificar que a origem do consumo também de origem fóssil. e fazer Texto Ana Pinto Martinho com que 10% dos combustíveis dos transportes sejam biocombus- tíveis. TEMA DE CAPA Renováveis em crescimento Com o aumento do consumo energético e a crise instalada nos combustíveis país. são os As áreas potenciais principais de produção de Biogás são chamados parques offshore. lançou o de- longo. José Sócrates. Vila combustível. sendo eólica de Janeiro a Abril de 2008 cresceu. Em Portugal.681 MW de capacidade O consumo energético em Portugal tem vindo a aumentar. pode eram Viseu (405 MW). entre Dezembro de 2005 até Dezem. foi de 42%. segundo a APREN. as energias renováveis começam a ser vistas como uma das tem vindo a mudar desde então. Santarém (150 MW). dis- tribuída por 157 parques. a União Europeia lançou o “Plano zonas em que a velocidade média anual do vento é superior de Acção para a Biomassa” que se posiciona como um meio a 6 m/s (22 km/h). As metas rior comparando os meses de Abril de 2007 e 2008. se pode considerar neutro de CO2. (121 MW). nacionais para a penetração destes combustíveis são atin. de origem animal ou vegetal. Europeia nesta área. 57% relativamente a igual período em 2007. Em Portugal.

Energia Geotérmica Energia Hídrica A produção da hidroelectricidade é feita através de centrais hidroeléctricas associadas a barragens que podem ser de várias dimensões. peita às energias renováveis. TEMA DE CAPA Origem do Consumo-SEN MW Potência Renovável Instalada 60 8. contribuindo recursos (função da temperatura e da pressão). em 2006. Nacional (SEN). DGEG. justificada por um aumento significativo vel ainda pertence à grande hídrica. segundo dados da APREN. Esta classificação implicou uma subida de três mos anos.000 2. mento flutuante desde 2000. Em Portugal. em 2006. para além das face ao exterior e para o cumprimento traçado no que res- unidades de produção de electricidade instaladas nos Aço. o actual executivo apresentou o Programa Nacio- tratos magmáticos.7%. como consequência da elevada varia- ceiro país da União Europeia (UE 15) com maior incorporação de ção do índice de produtibilidade hidroeléctrica registada nos últi- energias renováveis. maior detalhe no n. e envolve como objectivo atingir uma capacidade instalada hidroeléc- três tipos de tecnologias consoante as características dos trica nacional superior a 7 mil MW. Portugal foi o ter. . não foi 47% da produção mundial. tendo esta uma grande repre- da produção hídrica. a recurso natural que pode ser aproveitado em locais que componente hídrica representava 65% da potência insta- tenha actividade vulcânica. sentatividade na Produção Eléctrica Renovável no Sector Eléctrico A Produção Eléctrica Renovável Nacional tem tido um comporta. A mesma fonte salienta que. nas últimas décadas. com uma fatia de produção que representa tencial nesta área. Pedro do Sul.000 10 1. assim para a diminuição da dependência energética do país Portugal não tem muito potencial nesta área. a energia geotérmica é um tricidade consumida no país. segundo o site da matéria de produção hidroeléctrica.º 101 da “Ingenium”). seguindo-se a Ásia com 35. gens em Portugal. Este Programa preconiza a construção de 10 novas barra- O maior produtor deste tipo de energia é os Estados Uni. dado que. no continente apenas se conhecem algumas utilizações significará que fica cumprido 70% do potencial do país em directas em Lisboa e S. O cumprimento desta meta res. em 2020.000 0 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2004 2005 2006 2007 Fios de água Albufeiras Eólica Térmica Importação PRE Não Renovável PCH Biomassa+Biogás RSU Fonte: apren Grande Hídrica PRE Renovável Fonte: apren em 2007. No que respeita às FER. este tipo de produção de energia representa. que tem produz gases responsáveis pelo efeito de estufa.000 20 3. elevada ou ainda em zonas onde seja possível atingir es.000 50 7. país que ainda apresenta um grande po- dos da América.000 40 5.000 30 4.000 6. Este tipo de produção de energia não nal de Barragens com Elevado Potencial Hídrico. um pouco mais de 30% da elec- Proveniente do calor da Terra. em 2006. águas ou rochas a temperatura lada. isto porque a maior fatia da capacidade eléctrica renová- lugares entre 2005 e 2006. Hoje em dia. este tipo de produção de electricidade é considerado um dos mais eficientes e menos poluidores. Em 2007.5% feita uma aposta neste sector (Este Plano já foi tratado com e a Europa com apenas 11.

está em opera- ção uma central. Basta comparar dos processos e tecnologias. TEMA DE CAPA Energia das Ondas Energia Solar A utilização das marés e das ondas para produção de ener- gia não é uma novidade. que é a primeira central no mundo a produzir electricidade a partir da ener- gia das ondas. na Ilha do Pico. cerca de 20% da electricidade con. No entanto. a utilização deste tipo de sistemas está ainda longe de responder ao poten- cial do país. Apesar destes números depen. Portugal é um dos países. A energia do sol pode ser utilizada de duas formas. entre outros. com 400 kW. direc- tema hidráulico que a produz. e Portugal tornou-se. o que demonstra a popularidade deste tipo de energia. este tipo de produção de energia ainda aguarda avanços que permitam uma utilização mais intensiva. Interessantes são as conclusões de um estudo levado a cabo pelo “Observador Cetelem”. que es- tará localizada na freguesia de Amareleja. até 2010. desenvolvidas por uma empresa escocesa. fazendo com que estes subam e desçam no leito do mar. e atra- Pelamis. perto da Póvoa de Varzim. e onde este número se situa ape- nas entre as 1200 e as 1700 horas. representa 60% dos colectores solares térmicos entre os países europeus. A energia é armazenada e depois ligada a um sis. que funcionaram desde o século XIV. em conjunto com a Grécia e com a Áustria. dada a sua longa e propícia faixa costeira. com a Alemanha. água. no primeiro país a ter um parque comercial de energia das ondas capaz de fornecer energia a cerca de 350 mil casas. Em Portugal. Mas o futuro da energia das ondas passa por centrais offshore. se colocadas num ponto a cerca de cinco quilómetros da costa tivéssemos instalado um milhão de metros quadrados de portuguesa. poder-se-ia poupar entre 2 a 3% das impor- energia será bombeada para a rede nacional. onshore. foram vés da utilização de células fotovoltaicas. segundo o site da a nível europeu. A meta da União Euro- peia para a instalação de colectores colares é de 100 mi- lhões de m2. tamente para aquecer edifícios. As três serpentes marítimas. nos Açores. em Portugal são conhecidos os chamados moinhos de maré. Recentemente foi lançada a primeira pedra daquela que será a maior central solar fotovoltaica do mundo. uma vez que dispõe de um número médio sumida tenha esta origem. é um dos países mais empenhados na investigação a nível mundial. são os painéis fotovoltaicos. deste recurso. de uma forma regular. Segundo o site da DGEG. tações em combustíveis fósseis. que. a partir da qual a painéis solares. que mostra que os equipamentos de produção de energia mais referidos pelos portugueses no que respeita às intenções de com- pra. no ano passado. 1700 nos Açores e 2200 na Madeira. a que. em 2025. e será construída por um grupo espanhol. Por exemplo. em Portugal. Por- tugal. localizados na margem Sul do estuário do Tejo. . nos próximos anos. Esta tecno- logia baseia-se na introdução da energia criada pelas ondas nos tubos. no concelho de Moura. com maior potencial para aproveitamento APREN. O elevado potencial do país pode levar. impli- cando um investimento de 200 milhões de euros. anual de horas de sol variável entre 2200 e 3000 no conti- derem do sucesso que for alcançado no aperfeiçoamento nente.

em termos energéticos. Para mar é uma fonte energética mais limpa que o carvão e podemos o presidente do Irão. revela a cana contra o Irão e a especulação no mercado. há cerca de 50 anos. o fóssil mais poluente. Quanto à refinação. da prospecção à comercialização dos produtos refinados. presidente da Organização dos Países Exporta- energéticas mundiais. inevitavelmente. apesar do consumo ter e à ameaça norte-americana ao Irão. alarmante. nistas. do gás e do petróleo. atingindo valores recordes. obrigando os governos a encontrar O carvão foi o primeiro combustível aplicado em todos os proces. também estamos dependentes do transporte internacional. Seja qual for o motivo responsável pela crise petrolífera. pois dores de Petróleo (OPEP). fragilizando todos os sectores económicos e reflectindo-se. sos industriais e. e garante que os países da OPEP não abrandaram O gás natural extraído de reservatórios subterrâneos em terra e no o ritmo de extracção e que há reservas para mais de 40 anos. no “bolso” do cidadão. têm existência limitada. como. mas alguns difícil pagá-los! analistas falam que em breve possa atingir os 150 dólares. apoios para compensar e proteger os sectores mais atingidos. Unido e Portugal ouviram-se (e sentiram-se) os protestos de camio- senvolvimento económico e social. dade. A prospecção de crude tem sido desenvolvida por multinacionais. o transporte é feito por navio – como o país não dispõe de armador capaz de transportar petróleo bruto. Portugal é totalmente dependente da importação de petróleo para flitos mundiais. Devido ao preço do petróleo. pelo que o mer- o gás natural tem ganho peso como substituto de outros combustí. A armazenagem dos produtos é feita nas refinarias. O petróleo e seus derivados ainda são os grandes motores do tróleo se multiplicou por cinco. por desconfiarem da situação. a verdade é que. veis. mas é cada vez mais do barril chegou recentemente aos 139 dólares/barril. os preços num terceiro choque petrolífero. não na produção. o sector doméstico. a subida dos do barril do petróleo nas bolsas internacionais. e os serviços. a par dos inúmeros protestos de A indústria petrolífera nacional A indústria petrolífera nacional teve o seu início em 1937 com a “lei do petróleo”. a escalada continuar. a Europa e o Mundo enfrentam uma crise motivada pelo aumento do quebra do dólar. queda dos stocks nos EUA. pescadores. ameaça norte-ameri- preço do petróleo no mercado internacional. mente. Itália. agricultores. Os principais sectores consumidores de gás natural Monetário Internacional (FMI) de averiguar as causas da subida dos são as indústrias transformadoras. A GALP Exploração tem como objecto a prospecção. os preços soduto. por não apresentarem capacidade de re. tica e económica. Bélgica. havendo já quem fale preços afecta e muito a economia. através de ga. Porém. que fez o enquadramento legal do circuito petrolífero. importância dos combustíveis para os mais diversos sectores de actividade Seja qual for o motivo. desde 2003. ainda é o petróleo que determina todas A dependência energética lusa as “regras do jogo”. não só no preço da gasolina e do gasóleo. também há não param de subir desde do início do ano. forma grave que os países membros do G8 encarregaram o Fundo nal de Sines). a partir da Argélia (via Espanha) e. Por isso. O cenário. Esta situação. no aumento dos preços da maioria dos bens de consumo. O “ouro negro” é a maior fonte energética co- nhecida e a sua importância é tal que já foi causa de guerras e con. Este é. Sendo Portugal um país importador de crude. . não há falta de matéria-prima e o crescimento consumi-lo nas indústrias. Em Espanha. os combustíveis subam a um ritmo alucinante. cobria 60% das necessidades Para Chakib Khelil. o comércio preços do petróleo. pesquisa e produção. geradora de instabilidade polí- diminuído nas últimas décadas devido à superioridade. E a situação é de tal fornecimento da Nigéria (por via marítima. gás natural e carvão) são subs. à crise económica nos EUA vão ainda é utilizado em grande quantidade. como Portu- Texto Fátima Caetano gal. com descarga no termi. a distribuição realizada por camiões e a comercialização entregue aos postos de abastecimento das empresas que concorrem no mercado nacional. do consumo é inferior ao crescimento da produção. França. em quali. gerou-se uma onda de protestos sem novação à escala da vida humana. também. Mas. nos países importadores. A precedentes na Europa. em Sines e Matosinhos. a escalada dos preços deve-se. desde 2003. TEMA DE CAPA A crise do petróleo e os preços dos combustíveis O país. Khelil diz que há problemas na comercialização. cado está cheio de petróleo. Desde o início do ano. principal- a queima emite quantidades de GEE muito elevadas. Esta esca- lada de preços faz com que. Nos últimos meses. tâncias minerais que. o car. A importação de gás natural iniciou-se em 1997. há duas refinarias no país. Principais factores apontados para dos combustíveis já subiram mais de 20 vezes e a tendência é para subidas tão vertiginosas: aumento do consumo na China e na Índia. assistiu-se à escalada do preço satisfazer as suas necessidades energéticas. Reino sua utilização massiva desde a Revolução Industrial permitiu o de. nas casas e nos carros. estando presente no sector upstream da indústria petrolífera. indirec- O s combustíveis fósseis (petróleo. A nível nacional. o preço do pe- económica. Não sobrevivemos sem combustíveis. sendo a GALP Energia proprietária de ambas e detentora do monopólio da refinação. tamente. O preço desenvolvimento. aos impostos elevados na Europa.

Só nos primeiros 5 meses grande no bolso de todos nós. que é totalmente gerida pelas distribuidoras. Logo. O relatório da Autoridade da Concorrência foi divulgado publica- mente no início de Junho e nele é referido não terem sido encon. a vários sectores. pois pretende aumentar-se funcionamento do motor. soja e girassol. e o transporte até à refinaria. a capacidade para cerca de 700. sazonalidade. De qualquer forma. também. Finalmente.472 €/litro para 1. A sua a poluição atmosférica. a Autoridade da Concorrência (Adc) investigasse o oportunidades de mercado para o sector agrícola. Sobre enormes vantagens: contribuem para baixar a de. Assim. Adicionalmente. e a 47% do Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). trigo e centeio. com uma tação a gasolina ou gás. A hora dos amigos do ambiente para a formação do preço final é necessário considerar. Os combustíveis sobem porque a crise petrolífera o impõe. BP e Repsol). facilita o fase de planeamento. logística (distribuição. acresce o valor da refinação. também é necessário considerar a componente estudo de alternativas ao petróleo. Assim. na formação dos Na formação do preço dos combustíveis entram diversos factores. riamente.4% do preço total e. a uma subida verti- sistema. Talvez bem como da procura e oferta. o gasóleo rodoviário passou de 1. o imposto sobre os da gasolina 7.. A gasolina s/chumbo 95 no caso do gasóleo. que é composta pelo imposto sobre os produtos petrolíferos e IVA. devido ao Os veículos movidos a GPL foram a primeira alternativa ambiental facto de produtos agrícolas servirem como matérias-primas para lançada no mercado e podem funcionar alternadamente com alimen- combustíveis. económico e rentável que os com- empresas com capacidades instaladas de 200. produção de biodiesel pode até servir. A componente retalhista corresponde a cerca de 8 % do preço da gasolina e 9.6 % no gasóleo. É objectivo nacional que a incorpo. Este combustível pro. Os biocombustíveis são uma das alternativas aos Cada barril de petróleo custa. o de prática de preços excessivos por parte das empresas do sector. ses produtores às refinarias. em Portugal. Assim. Sendo uma boa opção em termos energéticos e ambientais. Brent. como a colza. cerca de 42.2 %. meta mais ambiciosa que a estabelecida pela Comissão acrescentam-se os custos com a distribuição e as margens de lucro da co- Europeia para a União. fez com que. A armazenagem e A subida dos preços o transporte equivalem a 1. na gasolina.35%. concluiu-se não existirem indícios de cartelização. eis o motivo pelo qual os combustíveis têm um peso tão cresceu de 1.489 € e a gasolina s/chumbo 98 Contas feitas. assistindo-se. pois o investimento pagar-se-á em poucos meses.. principal componente da formação dos preços dos dos combustíveis em Portugal combustíveis. à saída do poço. como existem mais veículos movidos a gasóleo.413 € no final de Maio. em Portugal. produção é severamente criticada por vários sectores. no etanol regista menor procura que o biodiesel. conta o custo do crude no mercado. nem do crude está dependente dos mercados internacionais (o de Londres. por fim. o valor base incidem os impostos cobrados pelos paí- pendência do petróleo e para a redução das emis. transporte e armazenamento). aumentou de 1. choques climáticos e confli- tenha chegado o momento de ambiente e economia trabalharem no tos geopolíticos.387 €/litro para 1.2 % do preço da gasolina 95. De notar que o IVA é calculado já depois de adicionado entre Janeiro e Maio. para criar novas Manuel Pinho. o preço dos combustíveis é feito tendo em os sucessores prováveis do gasóleo e da gasolina. entre 10 combustíveis fósseis.4 % na gasolina e a 1.205 €/litro combustíveis (ISP) é de 42% no caso da gasolina 95 s/chumbo. ainda. bastando premir o botão que comanda o gravíssima crise alimentar. tendo. quem sabe. numa altura em que enfrentamos. Mas melhora o rendimento do veículo. com predomínio da recorrendo ao GPL cevada. O IVA é 17%. do ano verificaram-se mais de 20 subidas nos preços dos combustíveis. a carga fiscal nacional. a pedido do Ministro da Economia. e de 30% em Janeiro. principalmente dos cereais. À saída Em Portugal. TEMA DE CAPA Enfrentar a crise vém essencialmente de culturas oleaginosas. tível mais limpo.000 toneladas/ano em 2010. como o ração de biocombustíveis nos combustíveis rodoviários seja de 10 % crude necessita de tratamento. no caso de Portugal. o custo é de cerca de 31. Para a produção de bio­ dos combustíveis etanol utilizam-se os cereais. é o que serve de referência às importações no mercado português).000 bustíveis tradicionais. O preço preços. até 2010. milho. pelo que a sua utilização apre- senta inúmeras vantagens para o sector automóvel. . n Mercado de Combustíveis. as duas maiores produtoras nacio- O GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) é um combus- nais de biocombustíveis são a Iberol e a Torrejana. o bio- da refinaria. Ao valor da extracção junta- sões de GEE.2 % do gasóleo. toneladas. duas e 30 dólares (conforme os custos de extracção). vontade de investir neste sector parece não fal- tar. os bio’s – biodiesel e bioetanol – são mercialização. Actualmente. o que corresponde a 59. é composta pelo Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). ainda. proporcionando um trabalhar mais suave. preço do gasóleo.580 €/litro. os preços do gasóleo subiram 17. Reconverter um veículo movido a gasolina para GPL é opção muito interessante para quem necessite de utilizar o automóvel dia- ginosa dos preços dos alimentos. mas há diversos novos projectos em O GPL reduz os custos de combustível em cerca de 60%. logo à partida. mais IVA. E.27% e os o Imposto Sobre o Petróleo (ISP) e que. Como se formam tradas situações de actividades ilícitas por parte das maiores petro. os preços da gasolina líferas do mercado (Galp Energia. caso do gasóleo. Depois. prolonga a vida do motor e reduz “nem tudo são rosas” no que respeita aos biocombustíveis. para 1. -se o valor do transporte para as refinarias e. a carga fiscal que.

que haja benefícios no licencia- inevitáveis a seguir para a resolução da “crise” energética que o mundo vive na actualidade. O lares portugueses sejam electroprodutores Plano Nacional para a Eficiência Energética tem por objectivo melhorar o desempenho do país nesta área. essencialmente. que 75 mil época das “vacas gordas”. no país. Assim. A operacionalização de todo o Plano implica das quais o executivo espera poder a criação de um Fundo para a Efi- contar com o contributo de sec. outras. be- 10%. em que o desperdício era permitido. Para além disso. Gráfico 2 cas (PNAC). tem por objectivo chegar a um acordo com apesar desta melhoria. que se consiga a renova. e o “Renováveis na Hora um regime de amortizações aceleradas para Para fazer face a esta problemática. 90 Eficiência nas residências e serviços Fiscalidade verde 1997 2005 2007 (E) Para o sector residencial e de serviços foram O Programa “Fiscalidade Verde” vai lançar Portugal Média EU-27 Desvio Nota: PIB a preços constantes de 2000 lançados três Programas: “Renove Casa & um novo regime de tributação automóvel e Escritório”. com um grau su. ainda regista valores “Mobilidade Urbana” ou “Sistemas de Efi. a indústria transformadora para a redução superiores à média europeia. medi. foram criados 12 Incentivos e Financiamento nhamento eficaz. a 2 Mobilidade Urbana 5 Sistema Eficiência Edifícios bana. o phase-out da +28 138 +11 de 5% do transporte individual para o colec. TEMA DE CAPA Portugal mais Eficiente ção de um milhão de grandes electrodomés- ticos. entre 2005 e do Estado. sobre quatro sectores. Por um lado. que tem de ser Programas que vão actuar nas vá. 15 edifícios seja de origem solar. (atingindo uma potência instalada de 165MW). o da indústria. por outro. até 2015. e criar o Sis- seguindo a tendência que Portugal tem vindo dos transportes. foi aprovado gética optimizada. estes equipamentos e viaturas eficientes. este ano. o dos transportes. o Plano Programas servirão de incentivo à reabilita. Portugal inverteu a tendência de No que respeita à Indústria. o executivo espera reduzir tema de Gestão de Consumos Intensivos de a demonstrar. articulado com o Programa Na- Fundos de Eficiência 12 Energética rias vertentes da eficiência ener. da DGEG e da residencial e de serviços. Transportes Residencial e Serviços Indústria Estado ciência Energética com o objec- tores como o dos transportes. incenti- verno português lançou. n . o país levaria cerca de 15 anos em 20% o parque de veículos ligeiros com Energia com alargamento às médias empre- a atingir o actual nível europeu de 120 Tep/ mais de 10 anos e reduzir em mais de 20% sas (> 500 tep) e incentivos à implementa- milhão de PIB (Toneladas equivalentes de as emissões médias de CO2 dos veículos ção das medidas identificadas. os 1 Renove Carro 4 Renove Casa & 7 Sistema Eficiência 8 E3: Eficiência tivo de fomentar a reabilitação ur- TECNOLOGIAS Escritório Indústria Energêtica Estado serviços e mercado residencial. Importantes também são as medidas para o Intensidade Energética de Portugal e média europeia espera ainda que sejam criados planos de Estado que estão consagradas no Programa Energia final / PIB mobilidade urbana para capitais de distrito “Eficiência Energética no Estado” e incluem (Toneladas Equivalentes de Petróleo por milhão de euros de PIB) 150 e centros empresariais com mais de 500 tra. e Estado eficientes 2007. Análise EDENE/DGEG Gráfico 1 tica dos Edifícios”. a mento à construção eficiente. está a acabar e “tem mesmo que acabar”. que sejam substituídas 5 milhões de lâmpadas por CFL (lâmpadas fluorescentes A aposta numa maior eficiência energética é apontada por muitos especialistas como um dos caminhos compactas). e que o aquecimento de água de um em cada Texto Ana Pinto Martinho Estes Programas incidem. um conjunto de medidas para o cumprimento perior ou igual a B. que haja uma transferência modal todos os edifícios do Estado. iluminação pública ineficiente. que ção urbana sustentável. o D ados do Eurostat. Alavancas Adopção Acção Organização cional para as Alterações Climáti- Valores gética (ver Gráfico 2). ou seja. 9 Programa Mais 10 Operação E energia que implementem as me- COMPORTAMENTOS das na área tecnológica e. vos fiscais à micro-produção e alinhamento Nacional para a Eficiência Energética. Desta forma. o Programa “Sis- aumento da intensidade energética que se Eficiência nos Transportes tema de Eficiência Energética na Indústria” verificava desde 1990 (ver Gráfico 1). medidas ligadas à esfera compor. No seu conjunto. destinados à área de 8% no consumo energético. com o objectivo de progressivo da fiscalidade com o Sistema de prevê a redução do consumo de energia em ter um em cada quinze lares com classe ener. 11 Fiscalidade Verde é essencial que haja um acompa- tamental. entre 110 doviário para o marítimo. petróleo por milhão de euros de PIB). Fonte: Eurostat. Para muitos. ciência de Transportes”. Fiscalidade didas de eficiência. “Sistema de Eficiência Energé. fiscalidade sobre os combustíveis industriais. emissões de CO2 inferiores a 110g/km. Assim. Para além disso. novos vendidos anualmente. 3 Sistema Eficiência Transportes 6 Renováveis na Hora e Programa Solar mésticos e a criação e dinamiza- O Plano é composto por dois tipos Comportamentos ção de empresas de serviços de de medidas. o Go. Balanços Energéticos (DGCG). Mas Com os Programas como o “Renove Carro”. acções como a certificação energética de 148 143 balhadores. nefício em IRS a habitações classe A/A+). e Programa Solar”. conseguir que 130 +23 127 tivo. a substituição de electrodo- indústria e o Estado. e que 20% do comércio internacional 20% da frota de veículos do Estado tenha 120 120 de mercadorias seja transferido do modo ro. e o Uma Indústria ADENE mostram que. Certificação Energética dos Edifícios (ex.

aplicação. que pretendiam impor rada e sustentada na área da eficiência ener- A segunda fase de intervenção do sistema um conjunto de regras técnicas destinadas a gética nos edifícios. Assim. RCCTE e o RSECE. 90 foram publicados dois regulamentos: o orientadoras para uma intervenção estrutu- des obras de remodelação daquelas tipologias. de Sousa Nascimento * Introdução aos novos edifícios. requisitos mínimos obrigatórios previstos na- camente pelo RSECE e RCCTE (DL 79/2006 Para fazermos um balanço deste primeiro quela legislação. e por falta de capacidade das enti- O Sistema de Certificação Energética e da terá início a 1 de Janeiro de 2009. Eduardo de Oliveira Fernandes. A terceira fase tanto. estão veis ao nível dos edifícios não eram assunto Em inícios de 2001. fícios então construídos não cumpriam os Criado pelo DL 78/2006 e suportado tecni.000m2. que estabeleceu o faseamento da sua aplica. e lembrarmos não existisse qualquer regulamentação nesta do SCE foi definida pela Portaria 461/2007. acompanhando desta ocorre a 1 de Julho de 2008. dades licenciadoras na fiscalização da sua Qualidade do Ar Interior (SCE) comemorou -se a aplicação do SCE a todos os edifícios. convém re. que são de aplicação obriga. até 1990 não existiu qualquer tado. Assim. desde 1 Julho de 2007. Prof. bem como as gran. destinados à habitação ou serviços com área legislação nacional nesta área. ano de funcionamento do SCE. TEMA DE CAPA A Certificação Energética de Edifícios comemorou o seu primeiro ano de vida Carlos M. No en- sua área ou tipologia de uso. independentemente da respectivos sistemas de climatização. Na prática. tudo funcionou como se tória desde Julho de 2006. o Ministério da Econo- abrangidos todos os pedidos de licenciamento assumido pelos diferentes agentes envolvi. abrangendo garantir requisitos mínimos de eficiência forma as preocupações de Bruxelas nesta todos os restantes licenciamentos referentes energética para a concepção dos edifícios e área. alargando. uma grande percentagem dos edi- o seu primeiro aniversário no dia 1 de Julho. energética e a utilização de fontes renová- ção. nomeadamente no que respeita à (então . que já de si era pouco exi- e DL 80/2006). Na década de desafiou a ADENE para preparar as linhas útil superior a 1. na pessoa do então Secretário de Es- para construção referentes aos novos edifícios dos. novos ou existentes. a entrada em vigor cuarmos um pouco no tempo. que os temas relacionados com a eficiência matéria. mia. gente.

CE de 16 de Dezembro de 2002). . Actualmente. em Maio de 2002. B C D E F G O 1.º ano de vida do SCE O dia 1 Julho de 2007 marcou a data de ar- ranque do sistema de certificação. abran- gendo apenas os novos grandes edifícios (re- sidenciais e de serviços). ticos. contendo uma escala de 7 níveis (de nicos em fase final de formação e a procura dramento legal que aquela Directiva Comu. no número de PQ’s durante este ano. assessorada pela ADENE. asse- nos Edifícios – EPBD (Directiva 2002/91/ mentados pelo SCE. ministrados por 53 entidades for- tente para os equipamentos electrodomés. uma dade de ultrapassar o tal “mal nacional” de SCE existe e. Os requisitos pelo que se perspectiva uma forte evolução criado um “pacote” legislativo composto mínimos impostos pelos novos regulamen. pre.º Peritos Qualificados lamentos existentes (RCCTE e RSECE) e cios. estão mais de 400 téc- Assim. de todo este processo e do enqua. Não na construção e na maior responsabilização RSECE QAI 53 se pretende aqui fazer uma análise da evo. de acordo com a informação Iniciativa Pública da então Direcção-Geral que “a legislação apenas servia para não ser disponibilizada pela ADENE. madoras. os seus núme- de Energia. ainda não existiam em número su- ficiente para as necessidades expectáveis. dade técnica desenvolvida pelos PQ’s. nitária impunha aos Estados-membros. dade dos projectos e da sua concretização RSECE Energia 50 ficação Energética de Edifícios (SCE). existindo uma subdivisão nas clas. conjunto de três diplomas legais. cuja criação era justi. criar uma Peritos Qualificados existentes em Maio de 2008 via o apoio técnico à reformulação dos regu. Pretendeu-se. INETI aplicada”. foi ses A e B (A e A+ e B e B-). À semelhança do que normalmente acontece em processos desta envergadura. gurando a qualidade do sistema. de formação específica permanece elevada. agentes fundamentais neste processo. do RSECE. assim. pelo que todos os novos edifícios terão de apresentar uma classificação superior ou igual a B. Deste ficada pela Directiva e também na necessi. com este ros são os seguintes: e LNEC. TEMA DE CAPA tos correspondem ao limite mínimo da classe B-. que. 26 na área do RCCTE e 10 na área com um passado recente. as entidades formadoras desses mesmos PQ’s estavam a dar os primeiros passos. dos técnicos que intervêm. A a G). entre outras actividades. RCCTE 193 a criação de um Sistema Nacional de Certi. o processo nasceu. fundamentada na melhoria da quali. mas tão somente Existem 36 cursos de Peritos Qualificados ho- fazer o enquadramento da realidade actual A estrutura do certificado energético para mologados. nova forma de abordar o “sector” dos edifí- Áreas Técnicas N.(ver Figura 1). existiam ainda alguns pontos a “afinar” no que res- peita a algumas situações menos claras nos textos regulamentares e nada se sabia sobre as futuras “Entidades Fiscalizadoras” que terão a missão de fazer a avaliação da activi- futura) Directiva de Eficiência Energética pelos novos RCCTE e RSECE e comple. Figura 1 A A+ B. os edifícios é muito semelhante à já exis. este início foi marcado por algumas dificuldades. Os Peritos Quali- ficados (PQ’s). Apesar das dificuldades atrás referidas. lução de todo este processo.

com aumentos significativos das reduzido. diversas actividades profissionais ou de lazer. o que até É. a legislação por si só não resolve 15% do processo é a indicada na todologias de intervenção todos os problemas. zido. o que permite mação dos PQ’s e dos técnicos responsáveis com que o país tem vivido. No entanto. tendo em atenção o futuro alargamento da área de intervenção do próprio sistema. pela garantia da manutenção das instalações. Este nicos que intervêm. o SCE abrangerá todos formulação enorme ao nível do projecto. duos por si só. mais eficientes. Estamos perante uma re. tendo em atenção o número de li. permitindo. ao nível dos a sua evolução desde o início B 28% 8% A+ edifícios de serviços. De realçar que destas declarações. por isso. 49% Melhorar a capacidade do sistema de for.Nota final ção efectiva dos consumos energéticos. em que a apresen. tendo sido emitidas dos PQ´s no que respeita que se altere o comportamento dos utiliza- até agora 2.zação das condições de funcionamento dos funcionamento. por forma a . Definição. No entanto. que foram atrás re- O futuro próximo do SCE toda a actividade de construção e manuten. com impactes cenciamentos normalmente existente. existem situações. É. No entanto. midade Regulamentar (DCR’s). havendo. energia. tificação. por forma a evitar o estrangulamento do nhas de sensibilização destinadas a promover está a traduzir-se na concepção de projectos próprio sistema. no entanto. dores. pois a utilização dos equipamentos A 49% a sua maioria referente ao gatórias. edifícios.lações e na maior responsabilização dos téc. fundamental que tenhamos cons- de faseamento definidas. Estamos num período que Desta informação poderemos verificar que Garantir que as entidades fiscalizadoras do muitos já apelidaram de “novo choque pe- o número de DCR’s globais emitidas é ainda sistema não intervêm no processo de cer. pois. no desempenho das suas mais pecialidades. Esta das intervenções é fundamental para que profundos na estrutura económica e social. da Especialização em Energia tes. com vista a uma optimi. tuação de consumos energéticos crescentes atingem a classe energética A. posicionamento das diferentes entidades en- m2. Este ponto de separação clara matérias-primas energéticas. sendo às auditorias periódicas obri. as condições exista transparência no sistema. ciência destes factos. de me. para que este sistema seja tecnicamente sus- A partir de 1 de Julho. Divulgação das metodologias de interven. impor- concluir que a aplicação da nova regulamen. assim. camente claro. neste curto período de vida do cios configura uma postura diferente sobre SCE. tentado e transparente no que respeita ao os novos edifícios com áreas inferiores a 1. construção e manutenção das insta. um desfasa. fundamentalmente energéticos e os consumos a eles associados RCCTE (2. simo das entidades responsáveis pelo seu processo de abrangência ampla de interven. cio directo da sua actividade. volvidas. uma postura mais racional na utilização da de maior qualidade energética. tantíssimo que sejam desenvolvidas campa- tação e. trolífero”. ção de equipamentos ou soluções técnicas das Declarações de Confor. B. que é urgente clarificar ou definir ção dos edifícios. Esta nova abordagem ao “sector” dos edifí. desta forma. são utilizados.000 cepção.836 DCR’s. uma redu- o número de PQ’s existentes é ainda redu. quer através da uti. Figura 2 na vertente da qualidade do estão muito relacionados com a forma como ar interior. mento natural dos registos verificados no sis. agora não tem acontecido. con. ção das entidades fiscalizadoras no exercí. porque são os indiví- tação de DCR’s acompanha a entrega das es. o que obriga a um empenho fortís- ficado a partir de 1 de Janeiro de 2009. feridas. * Membro da Comisão Executiva a sobrevivência do próprio sistema: lização de soluções de controlo mais eficien. em particular a existência do SCE. ção do SCE levanta as seguintes questões. que contribuirão (ou não) para inverter a si- tema. TEMA DE CAPA No que respeita à emissão Classes energéticas que o processo seja tecni. situação reflecte. É também fundamental Figura 2. sendo alargado para todo o parque edi. permitindo reduzir os consumos que no nosso entender são fundamentais para que lhes estão associados. quer através da instala- Resolução rápida de todas as questões du- vidosas da aplicação regulamentar que ainda subsistem.638 DCR´s).

E  ng. a Comissão no sector energético Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas. avaliação da situação do futuro dos fósseis é exemplo. Acrescentando tam- do papel do Estado na actual situação. da qual é presidente? A criação da Comissão resultou de uma pro- posta do Grupo Parlamentar do PSD que teve o apoio unânime do conjunto dos parti- dos. por O objectivo é também fazer um balanço re. do consumo. em Maio do ano passado. bém a questão do transporte. trazer alguma luz sobre o de intensidade energética do PIB. foram gado à problemática da eficiência energética. com uma avaliação e caracterização dos digma energético. Aqui também foi analisado o papel do derada absolutamente decisiva como res- enquadramento internacional. bem como avaliar as cisiva. também objecto de análise. estamos a iniciar esse processo. que é certamente uma questão de- lativamente ao que se passa na investigação uma questão crucial. dos custos e da competitividade. a certificação energética dos edifícios. Olhámos actual paradigma e sobre aquele para o qual cial de poupança de energia no país. Bem como desenvolver. que conta com representantes de todos os grupos parlamentares. que é consi- compromissos e constrangimentos do actual tes. na Assembleia da República. Os ções potenciais para as alernativas existen. os problemas do portante para um país como nosso. e o papel da eficiência na jectos-piloto que estão em curso. o ano passado. dos processos e acordos do país conjunto destas soluções poderão produzir. Nesta expressão económico-financeira. Entrevista Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas da Assembleia da República A É premente a aposta corroborar a importância das questões liga- das à energia foi constituída. . das políticas Estado nessas respostas e as sinergias que o posta a estes problemas. de electricidade. está li- Ela foi criada e definiu um programa de tra. Desde a criação da Comissão. se julga que teremos de caminhar. entre outros. tentando saber quais as aplica. aos processos Um terceiro ponto.º Agostinho Lopes. a “Ingenium” falou com Agostinho Lopes. de alterações climáticas. Neste momento. certamente muito im- conclusões. balhos. a sua para as questões da produção. a Comissão ainda não tem relativamente. E aí tem de ser feita a avaliação dos actuais O primeiro é o diagnóstico da situação ac. o poten- problemas da energia em Portugal. Um segundo ponto gira em torno do para. alternativas e as condições do país para as buição de energia. Numa altura em que a Comissão se prepara para elaborar o rela- tório resultante do seu trabalho ao longo de um ano. No quadro da difícil situação que o mundo vive. Texto Ana Pinto Martinho Fotos Paulo Neto Qual foi o objectivo que presidiu à consti- tuição da Comissão Eventual para o Acom- panhamento das Questões Energéticas. E ainda a questão das redes de distri- na área da energia no nosso país e dos pro. a criação da Co- missão foi a forma da Assembleia da Repú- blica fazer um balanço aos problemas da ener- gia no nosso país. transmissão de energia. centrado em três grandes pontos. E também uma análise das medias que estão em curso por parte do Go- verno e das considerações que os diversos grupos parlamentares e a própria Assembleia da República fazem sobre as respostas para este ingente problema. em termos de energia. protocolo de Quioto. que afecta diariamente e de uma forma tão viva a nossa vida. tual. análise de um novo paradigma energético. quais foram os trabalhos efec- tuados? Pode revelar-nos algumas conclu- sões ou dados sobre o trabalho que têm vindo a fazer? existentes. o deputado que a ela preside. por exemplo. o papel da dos preços. consumos de combustível.

com um crescimento. concretamente são vai agora partir para a elaboração do re. os que avançam com argumentos de que o Em relação às audições o que salientaria? blema e que a solução passará por um mix próprio processo de liberalização não respon- A ideia de haver muitos pontos de consenso. pais dificuldades. Por exem- tão polémica como é a energia nuclear. exigia que outros processos tivessem avan- questões da eficiência energética. Das conversas que tive- conjunto de audições que fomos realizando. A Comis. mas ainda não há re- gências. consensuais. falam em 20 a 30 anos de atraso. os que ou daquela forma. . Aliado a esta questão estrutural enfim da própria sociedade. tal como o Conselho Na- discussão do problema do petróleo e do fu. muito focadas no seu tema de negócio. do petró. a sustentabilidade. E há uma solução única para responder a este pro. muito que falar. o país precisa. opinião que aliás é corroborada por alguns mento com questões ambientais. Não bustíveis fósseis? E de que forma se pode plo. do aumento dos custos da energia. independemente da tamento dos combustíveis fósseis. mas mais importante que isso contramos aqui argumentos que poderão ser nos vai resolver o problema da energia desta é ver como é que poupamos KW a KW nas muito contraditórios. numa questão tão complexa e Como encara a escalada de preços dos com. destas formas diversas. formado num bem de refúgio dos proble- concluir é que ela será cada vez mais cara. que ainda não tem a mesma sultados. a esta situação não olhando apenas para metas traçadas pelo Governo para o país. Eu diria até que tanto. questão. tinuarão a ter o seu papel. E en- existência de qualquer varinha mágica que importante. é muito importante. agudeza do problema do petróleo. resposta a estes problemas. E dessa auscultação há alguma ideia geral A par desta primeira constatação consen. nesta área. mas bastante para a frente. em res. do ensino. outras fizeram intervenções está um processo especulativo ligado à crise posta à pergunta: “como é que podemos pou. ou de de- mente ao facto de que as coisas não podem dos nossos auscultados. mas parece que tudo ficou Eu diria que se alguma ideia vai pairando do ência são certamente um caminho funda. a am- O problema da energia tem formulações di. por quase todos. com um conheci. Mas a situação hoje é que mesmo em muitas questões onde há diver. de reduzir o seu consumo em cima da mesa é que a exploração custará Sustentável o colocou. tão relativamente pacífica. A liberalização do mercado energético deu que possa ser retirada? sual. julgo que a ideia as eólicas. gumas pessoas fizeram intervenções muito complexos. como estava antes. e os proces. defendem a liberalização consideram que ela várias formas de energia. especialmente o a liberalização avançou. mas não. que caminhamos para um processo de esgo. porque há opiniões dades do país. com o peso que cada um atribui a uma terá. E No que respeita às energias renováveis. a uma ou a outra forma de energia. quer a nível empresarial. Entrevista Aqui também há a salientar o importante versas nas suas preocupações principais. da energia. que foi abordada çado e com outra velocidade. cada vez mais dinheiro porque terá de ser todas estas dimensões: a económica. do ponto de vista da capacidade de empre- latório. Porque se há algo que se pode função da sua empresa. Por. é de salientar a questão ram. Outra questão é a ideia de que não haverá sas produtoras entrarem no mercado. precisa ter em conta energético. não pode continuar. onde as fósseis con. até relativamente a agir. as solução. Esta também é uma ques. sobretudo aqueles fesa dos ecossistemas. questões que inicialmente me parecia que o curto prazo. com certeza. comerciais. em núme- mas há uma consideração geral e de bom senso país. a ideia de que o país precisa de reflectir. assunto? zendo. em geral. mental a percorrer. a ideia de que os problemas da efici. não pela blema do custo do KW é certamente muito Esta é uma questão muito polémica. do ponto de vista do potencial hídrico significa que não haja diferenças de opinião. muito associado às sociais. taram em relação a isto? que devemos aproveitar todas as possibili- tor consegue dizer-me quais são as princi. vir a tornar mais complicado para o nosso do país. estamos a cerca de 50%. são plausíveis? iriam suscitar grande divisão. quais foram os feedbacks sobre este do conjunto de intervenções que fomos fa. agro-combustíveis. re. mas sim por um mix das diversas utilizações. solutamente incontornável. feita a profundidades maiores. O pro. abrangentes. mas ção que podemos retirar das nossas audições sim para o futuro do país e do mundo. Este afunilamento que abordaram mais esta questão do petró. a compatibilização desse aproveita- Julgo que há um grande consenso relativa. inclusive. muito diversas em relação a esses assuntos. Alguns dos auscultados Por exemplo. Por um lado. leo e do futuro dos fósseis. O petróleo foi trans- par energia?”. Parece estranho. mento que não é menos importante. biental e a social. leo bruto. as opiniões não são Qual é a opinião das pessoas que auscul. Al. é que o país tem um enormíssimo atraso no Como por exemplo? seu aproveitamento. mas que gência. O que está cional do Ambiente e do Desenvolvimento turo dos fósseis. derá ao problema. em torno das de que esta é uma questão estrutural e de pre envolvidos. problema para os que vivem cá hoje. a dimensão ambiental é ab- energias fósseis. do valor pago pelos combustíveis é imposto? tas para estas questões. Quer vamos para os continuar como estão. estes problemas aparecem sem- ao longo destes últimos anos. mais papel da administração pública. para as barragens ou para que se vive no país. nas próximas décadas. sos de refinação poderão ser. Do conjunto das audições salienta-se uma quer a nível dos consumidores? Em relação à subida dos preços do petróleo. em financeira internacional. embora haja uma ideia geral de Deste vosso contacto com os actores do sec. por vezes Gás Natural. uma constata- uma abordagem baseada no bom senso. para a mas no sector financeiro. No que respeita às respos- relativamente à abordagem desta questão. é a de que a solução passa. o problema prende-se com os níveis da diver. atendendo que mais ou menos 50% ros aproximados. julgo que há hoje tendo a ideia de que este não é apenas um Relativamente às renováveis. opiniões ouvidas vão no sentido de que as Mas é interessante que. domésticas. Vou falar pessoalmente.

. É são. tro anos. como dos sectores da investigação. Em. qual é a principal tendência das nidades que se põem. campo de necessidade do país e que só temos sob o risco de. de que se corre o risco de não haver peri. há dé. no passado.. guesa. Por aquilo que ouvimos hídricos. se não o fizer. relativa- fosse esvaindo. as -se do ponto de vista económico. de forma decisiva. Mas esse é um problema bastante geral. aqui é a de que o país precisa de ter um tanto do ponto de vista dos sectores indus- Há uma polivalência nos aproveitamentos Plano para a Eficiência Energética. que roso estudo de avaliação das questões de da energia em Portugal. precisa de um grande sentido de Estado na alguma pressa. Outra questão a ter em conta é o facto des- tes projectos poderem ter um grande efeito de arrastamento sobre outras actividades económicas do país. falta de massa humana. seja ela financeira. Isto levou preciso desenvolver os recursos humanos. a que tudo o que está associado a essa acti. de o discutir. fala-se muito resposta aos problemas da energia portu- fileiras ligadas a sectores energéticos. competências e especialidades no campo da Acho que o país está numa posição em que vidade. aos mais diversos níveis. de qua- prazo da sua concretização as opiniões são Pelas conversas que tiveram. Esta é uma das oportu. terão tugal poderá estar na linha da frente nal. E  ng. consequências do ponto de vista prático na de recursos hídricos. ideia de que esta estratégia não se adequa a cionar esse tipo de energia. os engenheiros. ou por em conta que o último grande empreendi. provocando um efeito indutor na economia nacional. Diria que a ideia fulcral gumas destas potencialidades se consolidem. tendo tos suficientes para fazer a avaliação dos diversa ordem. se energia. Mas quanto ao qualquer visão de períodos eleitorais. a paralização durante 20 anos. Mas a ideia geral é de que guma destas áreas da energia? E quais serão sua abordagem. Neste momento. n .. é preciso apostar na utilização de tecnologias que permitam responder a alguns dos pro- blemas que durante muitos anos pareciam insuperáveis. acha que Por. é um vasto campo mesa. triais. os técnicos. no terreno da energia. procu. qual foi o feed­ e vimos. Mas rando responder àquilo que são actualmente Mas temo que alguns projectos de investi- julgo que neste caso é necessário um rigo. Provavelmente precisávamos de atingir um significativas de armazenamento de energia. porque constituem hoje uma das únicas bases porque o Plano apareceu recentemente. O que acha que levou à perda de conheci- mento nessas áreas? Um factor decisivo foi o país ter perdido ve. ter a noção de que temos aqui um grande mente a estas áreas e olhando para o futuro. estão claramente numa fase de maturação e compatibilidade ambiental. no desenvolvimento a este Plano. por exemplo. para a Eficiência Energética. maior volume de massa crítica. Precisa de os aproveitar porque eles são back que tiveram? ponta nestas áreas. Esta é uma questão de fundo que mais diversificadas. e mais especificamente à efi. poucos. Para além disso. todo o conhecimento está abalado porque durante muitos anos não se construiu ne- nhuma barragem em Portugal. alguns destes E em relação ao nuclear. e em algumas outras ciência energética dos edifícios. hídricos. opiniões? aberto aos jovens. inves. Há algumas empresas que produtores directos de energia eléctrica e Ainda não abordámos muito esta questão possuem capacidades muito significativas. É preciso uma aposta clara e persistente e a Ninguém diz que Portugal não deve equa. e por aquilo que a ganhar com isso. bora tenha sido tocado por algumas das pes. possam esvair-se por dificuldades de dono. água para o abastecimento público e agrícola. que estão em cima da ouviram. Alguns. de conhecimento para a produção de turbi- nas.º Agostinho Lopes. O país dispunha. que ninguém põe em causa. os estrangulamentos resultantes do problema gação muito interessantes e pioneiros. Entrevista Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas da Assembleia da República E quais foram as opiniões acerca do Plano precisamos olhar para este problema sem as que têm maior potencial de desenvolvi- Nacional de Barragens com Elevado Poten. a partir da qual possam auto-sustentar- cadas que não produzimos nada. como. e isso hoje não existe. que lhes dê a dimen- mento que se construiu foi Alqueva. dos resíduos. por exemplo. jovens engenheiros. cientistas. tigadores. a passa- gem dos detritos. O aban. Falando de um caso mais concreto ligado que vão levar ainda muitos anos até terem locidade na construção. acho que temos especialistas de gia. É preciso precisa investir. deixar de o aprofundar. não apenas no que respeita à ener. edifícios em tempo útil. para que al- Mas o país também precisa de reservas de soas que ouvimos. possam não conseguir avançar. etc. mento em Portugal? cial Hídrico? Tenho muita dificuldade em responder a uma O país precisa aproveitar os seus recursos Em relação ao Plano Nacional de Acção questão como essa. desenvolvimentos.

. nos estabelecimentos do concelho. Embora o posto de Bio. também. são abastecidas com gasóleo produzido a par. após a inauguração viços Municipalizados de Água e Saneamento. professores. tas de freguesia. por exem- plo. panha de Sensibilização Ambiental. cionado ao gasóleo rodoviário – já no posto de cio. logo de iní- Usados. adi. em Setembro de 2005. foram colocados nas vias públicas. em coopera. espaços de reco- que abastece a frota. A ções para sensibilizar todos os membros da co- munidade escolar para as enormes vantagens da utilização Racional de Energia. ração selectiva do resíduo e a possibilidade Desde a inauguração. que cozinhamos os alimentos. para a país fica localizado nas instalações da Em. Sintra (AMES). projecto a cargo da HPEM. A criação deste posto de abastecimento com combustível O Projecto desenvolve-se numa cadeia iniciada As campanhas de sensibilização contaram com amigo do ambiente inseriu-se no âmbito do com a recolha do óleo alimentar usado (OAU). lha dos óleos produzidos nas cantinas e dos diesel só tenha sido inaugurado em 2005. Municipal local. posteriormente. restaurantes e jun. Estas campanhas serviram. Câmara Municipal da mesma Municipal de Sintra iniciou a recolha do OAU para informar correctamente toda a popula- localidade (CMS) e Serviços Municipaliza. Adicional- mente. veículos da empresa de Higiene Pública e Ser. e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e as emissões dos gases presa Municipal de Higiene Pública de responsáveis pelo efeito de estufa Sintra (HPEM). mente em escolas. a Agência de produzir Biodiesel a partir dos óleos com as frotas da Câmara de Sintra. Objectivos fundamentais: O primeiro posto de biocombustíveis do promover a recolha de óleos alimentares usados para produzir combustível amigo do ambiente. sublinhando. em Terrugem. a extraordinária capacidade energética dos Óleos Alimentares Usados (OAU) para a pro- dução de Biodiesel.Caso de Estudo Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados Primeiro posto de biocombustíveis no País Texto Fátima Caetano Integrado no Plano de Valorização de Óleos Alimentares Usados. ção. iniciou uma importante Cam. ção com a Divisão de Educação da Câmara Em Outubro de 2005. o primeiro posto de biocombustíveis do país encontra-se operacional desde 30 de Setembro de 2005. a participação de cerca de 7000 alunos e 300 Plano de Valorização dos Óleos Alimentares que depois é tratado e. o óleos alimentares usados trazidos de casa pelos projecto arrancou em 2003. quando a Câmara alunos. dando origem ao Biodiesel ção de “oleões” nas escolas. em Sintra. frota de veículos municipais. nomeada. que desconhecia a importância da sepa- dos de Água e Saneamento de Sintra (SMAS). os formadores destacaram a grande importância das Energias Renováveis e da Va- lorização de Resíduos. escolas do concelho foram desenvolvidas ac. grande adesão do público-alvo à coloca- ceria com a Agência Municipal de Energia de biocombustíveis –. cantinas. 23 “oleões”. sempre junto de ecopontos. tir do óleo alimentar usado. do posto. Em simultâneo. incluindo os Municipal de Energia de Sintra. tendo-se constatado. Em várias em vários pontos estratégicos do concelho. em par.

tam- bém. rarem a colocação nos mercados de uma pro- porção mínima de biocombustíveis de 5. Mas houve outras motivações. Central (junto à Igreja) dos em Biodiesel é feita através de processo São Marcos Rua Cidade de São Salvador químico denominado transesterificação. Gago Coutinho (em frente à estação da CP) A transformação dos óleos alimentares usa- S. o processo contribui para Casal de Cambra Av. diminuindo (ou outras energias renováveis) nos transpor- assim a quantidade de resíduos despejados tes. Este São Martinho Av. Maria e São Miguel Rua Dr. em 2002. Alameda do Aqueduto cimento global e das alterações climáticas. General Barnabé António Ferreira (junto à fonte) Belas Av. depois de usados.º 62/2006 de 21 de Março –. com o qual Por- tugal ficou obrigado a limitar as emissões em 27% face aos níveis de 1990. De salientar que. Brasil (junto à CREL) a redução da dependência externa de Por- Colares Alameda Coronel Linhares de Lima (junto à AMES) tugal em relação ao petróleo e produtos de- Massamá Rua dos Jasmins (junto ao parque 2 de Abril) rivados.75% As motivações para o arranque do projecto da gasolina e do gasóleo até 31 de Dezem- bro de 2010. obrigava os Estados-membros a assegu- nos esgotos domésticos. A valorização energética Normalmente. O cumpri- mento da legislação comunitária relativa- mente à redução das emissões de gases com efeito de estufa e o compromisso interna- cional assumido com a ratificação do Proto- colo de Quioto. que visa a forma ecológica de se desfazerem do óleo promoção da utilização de Biocombustíveis alimentar consumido em casa. João de Belas tufa. reduzindo o impacto ambiental. a Directiva Comunitária 2003/30/CE de 8 de Maio de 2003 – trans. Além disso. Pedro de Penaferrim Posto de abastecimento sóleo biológico apresenta inúmeras vantagens . trata-se Óleos Alimentares Usados. João das Lampas Av. é objectivo nacional que a in- fontes renováveis) foi determinante para que corporação de biocombustíveis nos transpor- a HPEM e demais entidades envolvidas no tes rodoviários atinja os 10 % até 2010. Cacém Rua Elias Garcia. Maria e São Miguel Rua da Sede do Clube. este ga- S. 29 de Agosto (junto ao cemitério) combustível para motores Diesel. Soldado Joaquim Luís (junto à loja óptica) OAU. Loures combustível é um éster metílico obtido a Sta. os óleos alimentares. o que causa Os oleões para depositar os óleos alimentares poluição nas linhas de água e solos. através do DL ses passassem a ter à sua disposição uma n. Liberdade (junto à praça de táxis) As grandes vantagens do OAU Queluz Junto ao Mercado Municipal Rio de Mouro Av. General Humberto Delgado (junto à EB1 da Várzea) Sta. de combustível natural produzido através de actualmente. Através da valorização energética do resíduo para produção de Biodiesel é pos- Agualva Rua António Nunes Sequeira sível reduzir o consumo de combustíveis fós- Algueirão Mem Martins: Estrada de Mem-Martins (junto à estação da CP) seis e as emissões de gases com efeito de es- Almargem do Bispo Av. Caso de Estudo iniciativa permitiu que os munícipes sintren. perto da Junta de Freguesia Simultaneamente. factores motivadores para esta inicia- tiva. e garantir destino adequado aos Mira Sintra Av. contribuindo para a prevenção do aque- Belas Belas Clube de Campo. foram. Félix Alves Pereira (junto à estação da Portela) partir de óleos vegetais e tem qualidade de Terrugem Av. são lançados para o sistema de Localização dos Oleões no Concelho de Sintra esgotos ou colocados no lixo. 25 de Abril Monte Abraão Av. projecto adoptassem esta energia mais limpa. Devido às Algueirão Mem-Martins Posto de abastecimento da TOTAL de Mem-Martins suas propriedades físico-químicas. Montelavar Rua do Vi Mal / final da Rua das Eiras Pêro Pinheiro Av. o que também contribuiu para O facto de o Biodiesel ser obtido a partir a concretização do Plano de Valorização de dos óleos alimentares usados (logo. além de dificultar o funcionamento das ETAR mu- usados encontram-se nos seguintes locais: nicipais. posta para o direito interno.

O recipiente plástico segue Dezembro de 2007. Mistura e abastecimento da frota: efectuada no posto de Abastecimento de Biodiesel. Utilizadores finais: as frotas municipais (HPEM. . grande quantidade de resíduos noci. já disponíveis no mercado automó. Depois depositamo-lo em “oleão” para a mentar usado. concelho com sede em vila distinguida pela mente a utilização do Biodiesel. possíveis de apurar com a instalação de Total = 78. diesel. após a utilização do óleo alimentar em casa De acordo com dados da Agência Munici.158 litros caudalímetros em duas viaturas de teste. Eng. desde 1. Controlo de qualidade: de acordo com a Norma pr EN 14214. a utiliza. A nível económico. postos de abastecimento e nos oleões instalados na via pública. estas emissões são passíveis de ecológico e ambiental. produção e combate com recurso a catalisadores espe. pois o Biodiesel não con.158 dução dos consumos energéticos e das emis. lares.333 litros. em Biodiesel. SMAS). CMS. e depois de devidamente arrefecido.000 litros/dia. de partículas (PM) em cerca de 50%. com ca- óxidos de nitrogénio (NOx) que a queima euros em combustíveis fósseis. Valorização de 2. Também entre Dezembro de à produção e utilização de Biodiesel em veí­ explosivo ou tóxico. disel são ainda mais compensadoras para o abastecimento será possível potenciar seria- cíficos. do Biodiesel é simples vos não são despejados na rede de esgotos e Alguns dados já recolhidos regista-se redução considerável das emissões Todos os cidadãos podem contribuir para a produção de Biodiesel. e o óleo é encaminhado para a unidade de produção. a de dióxido de carbono (CO2) em 78%. Já no plano pacidade instalada de 3. Só é preciso que.000 2. Atra- do gasóleo. vés da coexistência da recolha. 3. 54. milhares de litros de gasóleo não são Contribuir para a produção vamente a factura do gasóleo. Humanidade: através da utilização do Bio- ção do Biodiesel permite baixar significati. Produção: éster metílico a partir de OAU. por ser com. devido O Plano de 1.500 3 a 4 meses e os dados obtidos tratados de 2. 3. o OAU apresenta Biodiesel). o valor total de culos pesados das frotas urbanas da HPEM.000 forma a permitir uma leitura correcta do im- 1. Administrador-delegado da Agência Municipal de Energia de Sintra (AMES). res Usados continua em fase de expansão.º Luís Fernandes. Sintra (AMES). tem temperatura de in. usados.500 dições serão contabilizadas por períodos de Quantidade (litros) 3.843 litros de óleo ali. mais vantagens: reduz as emissões de monó. tém enxofre. Monitorização: estudo e medições dos consumos e das emissões de GEE. o óleo pal de Energia de Sintra (AMES). para reciclagem. Dados fornecidos pelo Eng. As me- 3.º Luís Fernandes. O Plano de Valorização de Óleos Alimenta- emissões em SO2. a curto prazo. aí sendo transformado OAU recolhido entre Dezembro de 2005 e preparado um estudo para quantificar a re. foram recolhidos 42. Por isso planeia-se a instalação. o projecto permite poupar quantificação dos consumos e as emissões minui as emissões de benzofluranteno em 15 a 20 mil euros/ano.500 com vista a permitir uma monitorização dos 4. por várias etapas: 7. 2005 e Dezembro de 2007.000 litros de combustível usados. di. 20.500 pacto real da utilização de Biodiesel.433 de gasóleo e 2707 de de consumo de toda a frota pesada que es- Em termos ambientais.140 litros (51. 6. na frota de 53 veícu. o valor sobe para 78.000 resultaram da produção de Biodiesel de uma unidade para produção de Biodiesel bora a utilização de Biodiesel produza mais através de OAU. segundo o teja a usar mistura de 5% de Biodiesel. 4. referente ao Biodiesel a utilizar nos veículos. Considerando a totalidade de Para avaliar os resultados do plano está ser recolha. litros. Recolha e transporte do OAU: em escolas. elimina as Igualmente em 2007. vel. UNESCO com o título de Património da bustível alternativo e mais barato. Campanhas de sensibilização: desenvolvidas junto de um público-alvo e população em geral.000 consumos e o cálculo das emissões. Óleos Alimentares 4. e baixa os valores das emissões dos 567. Já o estudo das emissões de GEE envolve a xido de carbono (CO) em cerca de 50% e gado da Agência Municipal de Energia de análise do ciclo de vida dos combustíveis. Em termos económicos.Caso de Estudo face ao gasóleo tradicional: não é inflamável. flamação muito elevada (superior a 150º C) mistura de gasóleo com Biodiesel foi de O estudo permitirá identificar as tendências e é biodegradável. Usados é composto 5. as vantagens do bio. E em. de GEE provenientes do escape dos veícu- Recolha de OAU no Município de Sintra los. los de recolha do lixo no concelho de Sintra. o que permitiu poupar 2900 no próprio posto de abastecimento. Administrador-dele. o que perfaz uma média mensal de sões de gases com efeito de estufa. em 2007 Estudo em preparação seja colocado em recipiente de plástico.000 a produção à utilização. 500 0 Próximo objectivo: produção Dez-05 Jan-06 Fev-06 Mar-06 Abr-06 Mai-06 Jun-06 Jul-06 Ago-06 Set-06 Out-06 Nov-06 Dez-06 Jan-07 Fev-07 Mar-07 Abr-07 Mai-07 Jun-07 Jul-07 Ago-07 Set-07 Out-07 Nov-07 Dez-07 Jan-08 e abastecimento no mesmo local 56% e de benzopirenos em 71%. dos nocivos gases com efeito de estufa.

No caso da uma diferença fundamental entre a electrici. Hoje. o custo da electricidade. dos combustíveis nas energias renováveis? poupar! Acontece que há muitos anos que Porque em Portugal temos as tarifas regula- Têm muitos reflexos. É que os preços dos com.º António Sá da é e será sempre zero” Costa. outro lado. Que é suportado pelo Estado… Até porque os recursos são cada vez me. têm custos mais reais. anos. o exterior. por exemplo. nessa associada aos preços dos combustíveis fósseis. O que significa que. Logo. no caso electricidade. e reflectia ral.Eng. do sol. tica que Portugal tanto carece como contributo para a diminuição da sua dependência para com do vento e das ondas foi. há ali que os recursos são finitos e que custam tínhamos há 10 anos. Temos que nos conscien- cializar que os recursos são finitos e que cus. do vento. se uma de origem térmica. quase que há-de ser suportado pelos consumido- uma coisa posso garantir-lhe. mantém-se cons. e eu vivi nos Estados Unidos de vão pagar. o preço da que não são aplicados impostos à gasolina e res futuros. não sobe. daqui a 100 1975 a1980. Não. daqui a dez anos. não os podemos prever nem os custos reais que efectivamente tinha tido Texto Marta Parrado para daqui a 10 dias. altura. determinada quantidade de electricidade bustíveis não deixam de subir e não vão re. E os preços do petróleo. nós gastamos hoje. Fotos Paulo Neto são muito grande. O que existe é um valor É um problema do lado da oferta. do gás natu. para quem as fontes renováveis serão sem- pre gratuitas. não nos pode- nores… uma fórmula de ir buscar dinheiro à carteira mos esquecer disso. Agora. custa 100 a produzir. Estas são algumas das conclusões a destacar da conversa que a “Ingenium” manteve com o Presidente da APREN. dos contribuintes. bustíveis para os transportes rodoviários –. temos que os tante. sobretudo porque há não pagamos os custos reais pela energia que das. é e ao gasóleo. défice tarifário. por e são os nossos filhos e os nossos netos que será sempre zero. há o chamado dade de origem renovável e a electricidade concreto da gasolina e do gasóleo – os com. do sol. das ondas foi. Quer dizer. do carvão. usamos. Eng. Mas.º António Sá da Costa. Estamos numa convul. que estão abaixo do custo. a sua produção. não tenhamos dúvidas. variava de mês para mês. mas porque o Estado “Temos que nos consciencializar troceder aos valores de 10 dólares o barril que só deixa as empresas vender por 80. . o Estado somos nós. Presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis O facto do consumidor não pagar o preço real da energia que consome é um obstáculo à valorização deste bem e à eficiência energé- “O preço da chuva. Em Portugal o valor é mais ou menos cons- Que reflexos terão os aumentos sucessivos tam muito dinheiro. Nos Estados Unidos. Os Estados europeus vêem. temos que os poupar!” dos 100 dólares. ao contrário da imprevisibilidade tante. chuva. Logo. Não vão voltar a baixar um défice de 20… dinheiro.

em 1998. nós. injectar na rede de distribuição. isto impede a existência de concor. Ora. centivos. reais da energia. e. Um painel solar térmico paga-se compararem os custos. E este Governo não alterou a legislação? uma diferença muito grande. mas deve estar portugueses. dições “excelentes”. tados por razões políticas e não reflectem os Agora. neste momento. Portanto. tudo fosse infinito. lhões foram para amortizar aquela dívida. e em 2006 transportou 47 mi. da forma que é feita. quando há uma delas que tem um preços reais.º José Sócrates. de mercado regulado. e as têm o seu carrinho. neste caso um défice tari. que somos 10 milhões. são tado estendeu as concessões das grandes cen. se não dade à saída do parque eólico que vai logo estou em erro. a existência de mercado (…) Portugal. Por exem. de investimento. deram. Então pergunto-lhe se estamos a pagar a é que entra na rede de distribuição. fice acumulado até 2006. Isto quer dizer que cada eles. instalaram. mas tado? também que as pessoas se convençam que há que considerar que. Primeiro. O número de carros por -se o valor que é pago ao dono da central abaixo do custo. fala-se muito no usar os transportes públicos é ser eficiente preço das centrais térmicas. nheiro. das renováveis. até chegar à rede. alemães. Portanto. Ainda no outro dia ouvi o Presidente considerar o processo a que vai ser sujeita e impede que as pessoas se convençam da CP dizer que a linha de Sintra. Até porque há as perdas e os cus- tuação. racional? As pessoas gostam de mostrar que tensão para o transporte. rência.Qual é. Agimos como se clear não paga todos os custos. onde o défice de tarifário acumulado Dezembro de 2001. e milhões de euros. em que os custos são di. como são ricos. alemães.” transportou 68 milhões de passageiros. é que o Estado tuguesas não terão capacidade financeira para Não. Porque no ano passado havia 400 não podem desperdiçar. Porque o que aconteceu é que o Es. Depois. têm dinheiro para pagar Ministro do Ambiente o Eng. Só estou a dizer para não pessoas não sentem o custo real da energia. com o preço da electrici- que não podem desperdiçar. podemos Foi uma determinação do Governo em 2001. não só gastam o triplo ou o quádru. há muitos cus- milhões de euros de dívida. Nós. Ele deu como justificação para esta di- assume o diferencial entre o custo real da minuição o ter aparecido um IC19 com con.5% correspondentes a impostos trais hídricas à EDP. Quando o preço é fixado abaixo do Não. ano passado. a ilação que eu tiro daqui? Eles. Se nenhuma energia existe esse imposto. plo concreto na área da energia. tada pela REN. a dívida do Es. no que vão direitos para a Câmara. Acha isto a electricidade é sujeita a uma elevação de parte do Estado. Seja ela qual for. o parque eólico injecta directa- energia e o valor que o consumidor paga. Também não nos pode- custo. pela latitude que temos no globo terrestre. sem concorrência. é pelo impacto visual… 2007. mos esquecer que a electricidade de origem . que são 80 milhões. pois o Estado reconhece a dívida e energia mais cara para subsidiar as renová. a nu- Não sei. de carro. denciosa e não real. Desde logo porque é es- Tinha. espanhol está a dever 430 euros de electri. e aí às instituições financeiras e receber esse di. cidade. o que tam- últimos dois ou três anos. ainda não foi divulgado. Mas existe aqui bém o torna mais caro. não incluam o imposto ter de pagar. porque depois de sair da central térmica Quando há um défice de fornecimento por como demoram mais 50 minutos. térmica não… tores de energia percam dinheiro… plo dos euros do que se fossem de comboio. o carro e no comparativo do valor final cobrado com free lunch”! ainda o painel solar? as outras fontes. podem chegar uma transformação para baixar a tensão..º Luís Braga da Cruz. no caso dos parques eólicos. a existência de mercado. Era na altura Ministro estimado até ao final de 2008 é de 15 mil Mas podemos interpretar de outra forma: da Economia o Eng. normalmente. esta comparação. como somos pobres. no caso o dobro da energia solar que a Alemanha. “There is no such a thing as compra para poder pagar a casa. de pessoal. combustíveis. não estamos a pagar os custos tos do transporte. são dados in. da electricidade que comprou nos está devidamente desenvolvido. Mas eu não O sistema actual é perverso. Qual Mas porque é que os promotores dos par- futuras. diz-se que a nuclear é mais barata. para breve. de dé. Quando existe um em 5 ou 6 anos e aquece a água por mais 10 os seus custos operacionais. Vou dar-lhe um exem. há uma titulação de uma dívida. comparação séria. são feitas de uma forma ten- Então é uma dívida que o Estado tem. depois é transpor- fário. Destes. o equipamento que em Portugal ainda não Portanto tem de lhes perguntar a razão. não podem desperdiçar. no caso alemão temos os outros 400 milhões ficaram para dívidas 1 para 8. hoje em dia. Mas ainda existe aqui outra si. ano passado 25 mil m2 de painéis solares. ques eólicos pagam esse imposto extra? É Não sei ainda qual foi o défice tarifário de como são ricos. estou contra isso. Posso dar-lhe o exemplo de Es. e por aí fora. Não. nem este nem os outros que o antece- espanhol tem dinheiro e o nosso não! adquirir. pelos terrenos. a 15 anos. ou seja. é ele que lhões. não é há-de pagar. as pessoas que vão mente na rede de distribuição e a central uma vez que não me parece que os produ. impede a existência de habitante na Alemanha é menor do que em térmica pela electricidade que daí sai. E nós fizermos a relação. 400 mi. esbanjar o sol que temos! Está escrito no Decreto-lei 339C de 29 de panha. veis? verdadeira. mais de 1 milhão de m2. E impede plo. e a EDP pagou ao Es. em Portugal temos 1 para 40. tos que não estão incluídos no kWh nuclear. porque se as Na solar térmica. os pagos mais 2. Não mudaram nada.. Nós temos Mas há comparações que são feitas. instalámos no quecido que. há uma distorção e alguém vai E parece-lhe que as famílias têm poder de imposto adicional. Cada actividade tem não são levadas a poupar. com essa titulação. do outro lado há outra vez empresas. E aqui compara- “Quando o preço é artificialmente fixado energeticamente. caso contrário não é uma Provavelmente não têm que andar de carro. Mas se o Estado regula a tarifa. e que as famílias por. e em mais tado 800 milhões de euros.

há uma instituição que se chama táxi. O que temos não sei. a energia custa 100. É um problema de coisas poupa-se. transporte privado. os outros somos nós!” combustíveis a subir. se a casa tem duas fachadas. a diminuição mica e o custo da electricidade de origem eó. aqui. e que o que deve ser dito é que. Sim. Porque. elas são uma De forma a que se dissesse assim: meus ami. transparência seria também um incentivo E não usa critérios de qualidade na escolha. por exemplo. enquanto que o preço do vento. do sol ou das E o incremento dos preços de forma gra. sempre cheio. quando dual para os consumidores? das pelas famílias? falamos das energias renováveis. bilidades. portanto. os outros somos nós! se preocupam com aquilo que é fundamen. para o supérfluo há possi. prato da balança. Portugal tem uma dependência do exterior esgotaram-se em 3 dias. Mas espero bem que sim. um edifício. 70. tal. porque não estamos a pagar taste. E não há dinheiro? Porque para essas o total é 900. por todos nós. 60% da verdadeiramente em termos de custos? Seria não fazem as contas quando vão comprar energia gasta é desperdício? É muito. por mim. beer pocket”! hoje o custo real da electricidade. Porque é que se há-de comprar um carro Nós temos que ter consciência que um elec. anos. Transparência e realidade. Porque. provavelmente surdo. O transporte privado é de energia na ordem dos 85%. aparece. e de. Temos de ser racionais em edifícios. Sabia que nos Há várias coisas. começando caz conseguir soluções logo desde a concep- renováveis. agora se funcionam ou não. preocupamo-nos com Então defende que o consumidor deveria o seu consumo. pagaríamos mais. “Champagne coisas que se podem fazer de raiz. que fazer é olhar para o tempo de vida e os do IRS é fácil. Por. andaria ela por ela. haver isolamento. temos que con- borla às centrais térmicas. A última prestação era qual. Ora. compramos um carro. O Rock in Rio. gasta mais 500 em dessa dependência passa por nós. já não a médio e longo pra. seus custos quando escolhemos. Por exemplo. nós estamos a pagar utilização racional e eficiente de energia não zos como anteriormente todos acreditávamos. Mas também há uma política gostamos de desperdiçar. verificamos que a diferença Que é muito mais barato e eficiente que o “Nós temos uma dependência do exterior entre o custo da electricidade de origem tér. com os Mas então que política é que defenderia? outros. Ao nível é o combustível. Os bilhetes para o Dizer que o frigorífico é da Classe A. isto vai crescer durante três quer dizer desconforto. Considera que se houvesse esta política de consumidores compra a sua casa já feita.térmica recebe um subsídio. Nós comportável para as famílias? um frigorífico. C.. Trata-se das li. fechar as janelas quando o sol não é possível abastecer totalmente com quer coisa como 150 mil euros… É um ab. As pessoas tação. siderar a duração dos bens e ajustar esse total têm um valor. essas licenças Mas todos temos alturas em que precisa. deixar Há aqui duas considerações a fazer. não nos preocupamos em saber Sim. o total é 950. etc. Porque o carro não custa só os 30 mil euros. veitar 100%. é só a pessoa preencher no . exposições adequadas. Se colocarmos estas duas situações no Não. gos. e ao fim destes três anos vamos estar funcionais e mais baratas. mas o problema é que a maioria dos semos. o da classe B custa 300. não é dos 2007.. mas quando compramos pagar o valor real da energia? E o que existe no mercado? Quais são as uma casa. um carro. Não pode- cenças de emissões de CO2 atribuídas de mos analisar só o presente. D e E não adianta nada ao consumidor. pela sua vizinha. gradualmente. circular o ar. têm verno funcionam efectivamente? dinheiro e andar nos transportes públicos? um custo de investimento e têm um custo Eles existem. possibilidades? quantos kWh gasta por ano. em energia gasta 650. Há princípios básicos e simples. o seguro. em Portugal. Primeiro. porque a forma sustentável. se pagás.. As pessoas não sucessivamente. isto a valores de É um problema de todos nós. não é dos outros. Pagaríamos mais ou menos pela a pagar 50 cêntimos no primeiro mês. podíamos aproveitar um bocadinho mais. No outro dia li um artigo em que acho um disparate instalar ar condicionado Imagine que a distribuição da electricidade se referia que se pode comprar uma casa de nas residências. concerto da Madonna. ços finais. mais de 90 mil pessoas por energia durante os 20 anos em que funciona. dado. para que víssemos os pre. mas viver acima das posses. sejam eles de habi- Mas em relação à energia. Há uma série de energias renováveis. não há. as diferenças vão-se agra. vando para o lado da térmica. Parece-me muito mais efi- era hoje totalmente feita à base de energias 400 mil euros durante 50 anos. dessa dependência passa por nós (…). lica é praticamente nula. mas as pessoas alinham. “Champagne taste. Os incentivos fiscais promovidos pelo Go- de 30 mil euros se se poderia poupar esse trodoméstico. e assim todos nós. Portanto. o que significaria termos da utilização da energia. para a base. Segundo. da energia e de tudo. se formos para 2008. B. de operação e manutenção. pelo colega de es- dia. logo é um subsídio que lhes é mos do transporte particular… de investimento às nossas posses. eu nos 130. mas critório. Agora. comerciais ou de serviços. ção. a diminuição sabemos quanto custava o ingresso. de energia na ordem dos 85%. da chuva. Há soluções que são mas a curto prazo. esteve o da classe A custa 400. por si. aqui. Não se pode apro- Eu acho que as famílias portuguesas estão a de má informação. Que outras medidas deveriam ser adopta- ondas vai permanecer nulo. mesmo a 60 euros. hoje em dia um luxo que tem de ser pago. há sempre desperdício. beer pocket”! para as famílias procurarem alternativas em Porque é que hoje em dia aparece a certifi- termos energéticos? cação de edifícios? Ela paga-se. aberturas de ja- energia que consumimos? pois uma mensalidade que vai aumentado nelas. Quando Não tenho dúvida nenhuma.

é muito. Ainda tem a mesma Anda na ordem dos 2550 MW.. muito provavelmente. chegaremos. porque são muito mais eficientes dições adequadas ao desenvolvimento das que os outros. Eu estou convencido que este ano também está a haver um abrandamento do consumo. “A concretizar este plano das grandes barragens e tudo o que está em perspectiva. e creio que isso funciona. n . Qual é a potência instalada. Na penetração da a grande aposta terá que ser nos transportes Há três anos atrás. nós poderemos ultrapassar. por Nos transportes. mas não se faz a respectiva cidade em qualquer uso. públicos. produziu praticamente o mesmo que a eólica. energia eólica. Estes 20% têm electricidade renovável. Ultrapassamos em muito as metas… Bruxelas pediu 20% a todos. irão certamente existir mu- tuação do Governo. quer os biocom- apoio de 100 num caso e 200 noutro. dizia não existirem con. que tem o dobro da potência. como minutos e meio. Neste momento só utilização racional da energia nos transportes por outros mais eficientes em que se dá um temos a Dinamarca à nossa frente. que tinha sido empos. os 60% de energia renovável. nós poderemos ultra- passar. Ao nível do transporte. ário individual. a climatização. tricos ou à base de hidrogénio. e impresso. há um conjunto de programas que eu julgo ao trabalho ou já vão podendo fazer alguma que ainda não estão operacionais por falta coisa? Onde é que nós estamos mal? de regulamentação. o que torna tudo ineficaz! do vento. em termos mundiais. e colocava muitas reservas à ac. mas difícil. Não. acho que. cada hora em que nós consumimos electri- cam-se as leis. mas sei que existem programas. Parece-me que. País é normal e que me aflige é que publi. opinião? Continua a “reclamar” o direito cada país vai fazer o seu mix. Em Janeiro de 2007 disse que achava difícil chegarmos aos 45%. Acho é que temos que apostar numa a substituição de electrodomésticos antigos um ano para o outro. A concretizar este plano das grandes barragens e tudo o que está em perspectiva. Fiquei surpreendido e um bo- cadinho céptico. O ano passado eram 4 para os transportes? Enfim. em Portugal. para 2020. quando a Directiva estabeleceu 39%. Houve um salto brutal de Não. embora aderisse à ideia. acho que. quer os veículos híbridos. e a grande hídrica. públicos. o nosso Primeiro-ministro disse querer atingir os 45% de energia renovável como meta para o país. etc. neste mo. o peso da hídrica ainda é muito grande na renovável. quando. e terá sempre um peso significa- tivo. na electricidade. para bustíveis. Quanto ao transporte rodovi- renováveis. No país. sete minutos vêm Temos que apostar nos biocombustíveis regulamentação. É o pior sector. Agora. Em termos europeus? solução de transição. mento? danças. os 60% de origem renovável. que podem passar pelos veículos eléc- sado havia pouco tempo. não impossível. têm os transportes. passámos a Espanha este ano. na electricidade. Parece-lhe impossível? Há três anos achava que poderíamos chegar à casa dos 42%. em Janeiro do ano passado. os biocombustíveis.” E quais são as previsões? Até ao fim de Abril tivemos um ano muito seco. em 2008. são uma além de outras iniciativas. para 2020. Uma coisa que no nosso Hoje em dia. Agora penso que.

mentares. esteróis. vitaminas e compostos atendendo ao volume crescente de produ. à possibilidade Jatropha 1. Microalgas para Biodiesel O Desafio do Presente para um Futuro Sustentável Fernanda Rosa * veis em todos os Estados-membros. de facto.000 2 1. Chlorella pyrenoidosa 36 do dia a procura intensiva de combustíveis tivas mais interessantes para produção de (adaptado de Sheehan et. girassol e palma. Neste maior taxa de crescimento relati. percentagens medidas dequados para agricultura e águas Microalgas b) 136. lho na área da biotecnologia de microalgas pécies sejam já utilizadas comercialmente. a Directiva 2003/30/EC. (L/ha) (Mha) a) (EUA) a) de 2003.000 265 145 sil por combustíveis alternativos. o biodiesel tem sido o pídico máximo de algumas espécies de mi- dade e aos inúmeros compostos naturais que mais produzido e utilizado em Portugal e na croalgas e comparam-se as produtividades podem sintetizar.5 2. principalmente para o sector dos óleo para biodiesel. com outras matérias-primas. estimar produções médias selho de Ministros n. Estes factores per- tuguês.190 223 122 Esta directiva prevê uma quota de 2% de do seu peso seco).) que podem ser em.75% em 2010. como tam. polissacáridos. Scenedesmus obliquus 49 pregues no desenvolvimento de alimentos zada ao uso de solos aráveis para culturas Nannochloris sp. ainda em discussão. tos e o impacto ambiental das monoculturas. Chlorella vulgaris 40 ou melhorar a segurança do abastecimento e térias-primas alternativas que não entrem em Nitzschia palea 40 os problemas do aquecimento global e das competição com o sector alimentar.mitem. UE por força da matriz de consumo no sec. e à obtenção de maté. ao Microalgas c) 58. tor do transporte rodoviário na maioria dos as microalgas. o qual é fortemente dependente elevada eficiência fotossintética e RENDIMENTO ÁREA % DA ÁREA ARÁVEL de combustíveis baseados no petróleo. Botryococcus braunii 53 – 70 bioactivos (antioxidantes. até 2020.950 45 24 de 5. das produtividades em óleo (algu- Girassol 1. carotenoides. devido à sua Quadro 2 transportes. O desenvolvimento de tec. Contudo.médias das oleaginosas mais tradicionais com nologias de cultivo. etc. pela Resolução do Con. A nova proposta de residuais/salobras e salgadas. de colheita e de proces.produção não ser sazonal. a necessidade de garantir tornou imperativa a pesquisa de outras ma. bém pela necessidade de diversificar a oferta Monalanthus salina 72 nas. refere-se o conteúdo li- anos atendendo à sua grande biodiversi. ESPÉCIE LIPÍDICO (% m/m) poliinsaturados.Milho 172 1. tores que permitem atingir eleva. para 2010. CULTURA EM ÓLEO NECESSÁRIA NECESSÁRIA contexto. de Maio vamente às plantas superiores.540 846 Soja 446 594 326 ção de 20% de combustíveis de origem fós. aponta comparação com qualquer outra b) 70% de óleo na biomassa (em peso) a meta obrigatória de 10% de biocombustí. 48 funcionais pelas suas propriedades “nutra. que iniciou o seu traba- escala. Bidduphia aurita 40 gética do exterior.c) 30% de óleo na biomassa (em peso) . 1998) alternativos. preconizou uma meta de substitui. energéticas em detrimento de culturas ali. ginosas tradicionais. al. a elevada dependência ener.700 4. nomeadamente Quadro 1 ploração comercial é uma realidade. 50 res do colesterol. oleaginosa. ou está soja. não só por razões de CONTEÚDO em vias de o ser. salina) 47 Navicula pelliculosa 45 cêuticas”. tes de oleaginosas.. Ochromonas dannica 39 – 71 alterações climáticas têm trazido para a ordem As microalgas constituem uma das alterna.º 21/2008. tem permitido que determinadas es. tem vindo progressivamente a ser produzido De entre os compostos extraídos cuja ex. como me. mas espécies atingem mais de 50% Colza 1. fac. a contestação generali. Dunaliella bardawil (= D. o aumento do preço dos alimen- Radiosphaera negevensis 43 Por outro lado. em 2020.892 140 77 biocombustíveis em 2005 (não atingida) e de utilizar terrenos marginais ina. microalgas tem aumentado nos últimos Entre os diversos biocombustíveis comercial.Nos quadros 1 e 2. samento da biomassa microalgal em grande países europeus.5 directiva para a promoção de fontes de ener. Inicialmente produzido a O grupo do INETI.Palma 5. partir quase exclusivamente de óleo de colza. ção. maior sequestro de CO2/ha em a) Para substituir 50% da necessidade de combustível no sector dos transportes dos EUA (adaptado de Chisti. 2007) gias renováveis. mente disponíveis.de biodiesel a partir de microalgas pelo menos dida estratégica do Programa Nacional para 10 a 20 vezes superior à obtida com semen- O interesse no potencial biotecnológico das as Alterações Climáticas (PNAC). referem-se ácidos gordos ordem comercial e económica. reduto. o aumento do preço das olea­ Outirococcus sp. ria-prima durante todo o ano devido à sua Esta meta foi antecipada pelo governo por. ficobiliprotei.1 em conteúdo energético.

industrial de microalgas para produção de Species Program – Biodiesel from Algae. . Departamento de Energias Renováveis. campus do Lumiar) num verdadeiro conceito de biorefinaria. lere que os processos correntes. 4. e possui um INETI tem sido realizada por crescimento curto prazo será a alternativa para a indústria elevado conhecimento do “estado da arte” autotrófico de microalgas em lagoas tipo ra. há mais de 25 anos. National Re- cessamento e obtenção de produtividades óleo para biodiesel necessita ainda de uma newable Energy Laboratory. Golden. Valorização da biomassa microalgal resi- dual.. fotobioreactores de diferentes tipos (Fig. garantir com seriedade a produtividade e a REFERÊNCIAS ção do teor em óleo. e das diversas tecnologias disponíveis no mer. mais recente. de preferência nativas. J.. para fins energéticos. 25. Chisti Y (2007) “Biodiesel from microalgae”. A uti- lização de espécies nativas em detrimento de espécies obtidas em algotecas permitirá aliar uma perspectiva de maior produtivi- Figura 2 dade com um risco menor de contamina- Crescimento autotrófico em fotobioreactores (a) verticais. vertente de investigação e desenvolvimento A B que permita a adaptação das tecnologias exis- tentes e a realização de um scale-up gradual de forma a optimizar os processos e a redu- zir os custos de operação e tornar o óleo de microalgas competitivo com o que se obtém das matérias-primas tradicionais. Selecção do(s) fotobiorreactor(es) mais adequado(s) às estirpes envolvidas. isoladas no seu habitat natural nas condições geoclimáticas reais onde a ins- talação de produção será construída. que permite determinar o momento óptimo reconhecem que o potencial de produção Sheehan. do biodiesel. c e d) e por crescimento heterotrófico em * Investigadora Principal do INETI de biomassa microalgal para alimentação ani. 2 periência de obtenção e de processamento b. J. Associa esse know-how a uma larga ex. P. Porém. para uma determi. Desenvolveu standard que permita. suplementos alimentares. dos processos. alimento para animais e/ou obtenção de metaboli- tos e produtos naturais de valor comercial Figura 3 – Scale-up de crescimento heterotrófico (a) fermentador de 2L. Colorado. há vários passos sequenciais que são decisivos para o sucesso desta tecnologia: 1. T. Os principais especialistas a nível mundial logy Advances. é constituído actual. campus do Lumiar) 2. (b) tubulares. 1). campus do Lumiar) grado. 3).pt também. Roessler. 1649-038 Lisboa mente. à área disponível e à obtenção da produtividade A B C máxima em óleo. 3. mal e humana. célula a célula in vivo. (b) fermentador de 100L. que se pretende inte- Figura 1 – Crescimento autotrófico em lagoas tipo raceway (a) de 400L. Benemann. (c) mangas ções e de perda de biodiversidade. vestigadores na área da biotecnologia das mi- tidisciplinar dos Departamentos de Energias Toda a investigação e desenvolvimento no croalgas e que se pretende e acredita que a Renováveis e de Biotecnologia. (b) de 8000 L (INETI. plásticas (INETI. E-mail: fernanda. máximas de óleos. fermentadores (Fig. rentabilidade do processo. A look back at the US department of Energy’s Aquatic de recolha de biomassa para posterior pro. USA. de forma muito mais cé. Num processo global. Biotechno- recorrendo à técnica de citometria de fluxo. Selecção de estirpes de microalgas com A B C alta produtividade em óleo. Dunahay. Selecção e optimização do processo de recolha e processamento da biomassa mi- croalgal para obtenção de óleo com o menor custo de operação e o menor dis- pêndio energético. relevante para a economia do processo. para maior rapidez na optimização nada localização e ambiente geoclimático. apesar de existir uma vasta gama de Unidade de Biomassa tratamento de efluentes e. (c) fermentador de 200L (INETI.. uma metodologia de avalia. sob a forma de fertilizante. opções tecnológicas. não há uma solução Estrada do Paço do Lumiar. em cado.rosa@ineti. (1998). pp 294-306. ceway de diversas capacidades (Fig. Este é o desafio que se coloca a todos os in- mente por uma equipa de investigação mul.

532..521. Líquido Líquido ( E ).. artigos técni. com uma redução de cerca de 33% Remunerações 21.88 Resultados correntes: (D)-(C)= 9.521.492.65 124.06 Amortizações imobiliz... de 13 de Janeiro. sobretudo.000..33 5.028.33 -5...681.945.19 163.. atingindo os objectivos estratégicos. Outros 5.00 331.00 0.00 21.321.534. pelos cartes de publicidade.191..59 236.52 Prestações de serviços 214...60 4.. apesar do ambiente de crise dominado por uma conjuntura económica e social Líquidos da Ingenium-Edições.25 17..25 face ao ano anterior.75 .00 474.58 despesas com os honorários e os encargos com os trabalhos especializados. corpóreo e incorpóreo 474..746.85 7..75 354.29 Total de ajustamentos 6..00 21.Edições..539.148...01 5. os custos diminuíram cerca de 28%. dos seus conteúdos.65 39.00 0.66 Proveitos e Ganhos Mercadorias 0.724. 236.00 Caixa 50....10 315.51 26..571.812..03 4. O principal trabalho assegurado pela empresa foi a produção da Revista “Ingenium”.450..00 6.05 30. tir da edição de Maio/Junho.43 (315.434..00 0..40 1.400.317..82 em 2006).78 Depósitos bancários e caixa: Outros juros e proveitos similares Depósitos bancários 27.800.412 .27 Estado e outros entes públicos 8.34 463..15 57. Foram também editados dois livros da colecção Engenharia.67 Outros 0...40 1.63 Imobilizações corpóreas: Reservas: ( G ). cifrando-se em Euros 227.. bem como as principais actividades promovidas pelas Regiões..º da Lei N.739.525... 227...24 61. honestidade e independência no tratamento correndo à contratação de publicidade externa e à produção editorial de livros técnicos.00 O resultado líquido do exercício após impostos atingiu o montante de 6.148..º 2/99.75 293.191.467.694. de Resultados Líquidos II – Análise Financeira Em conformidade com o Artigo 16. 5 contracapas e 12 en- para os engenheiros.979.00 474..217....85 9. Lda..24 90.97 Dívidas a terceiros ..37 153. cada..41 ( D )..10 Fornecedores c/c 8...97 3.30 Clientes c/c 87. obrigações e deveres da Lei de Im..00 5.. nomeadamente “Requisitos de Demonstração Higiene para Sistemas” e “A Limpeza nos Sistemas de Ventilação” com uma tiragem de 500 unidades.18 Produtos 22..00 29... o que representou a inserção de 84 páginas ímpares..91 0.. tendo atingido uma produção máxima de 44..75 359.06 937.212.47 186..78 27.11 Circulante Sub-total 94...00 0.. cinco quartos de página. cujo valor total as- A “Ingenium” tem por objectivo divulgar notícias e eventos.03 Dívidas de terceiros ...539.... no sentido de distribuir a “Ingenium” junto dos Engenheiros daquele país.61 33.84 Impostos 0..376.78 Balanço Analítico Balanço Analítico Juros e custos similares Euros Euros Outros 4.. tendo aumentado a sua tiragem de forma gra- A “Ingenium” respeita a Constituição da República Portuguesa e de todas as Leis portugue.96 ( B ).492...768. Activo Activo Capital Próprio Custos e perdas extraordinários 100..00 0..543.00 0. a um acordo estabelecido prensa e do Código Deontológico dos Jornalistas.979.00 Acréscimo de custos 0.00 29.00 Resultado antes de impostos: (F)-(E)= 9.88 Proveitos diferidos 0.00 600.00 0.. destacando-se as Mercadorias 6. Colégios de Especialidade e pelas Especializações de Engenharia..97 317..509. re- A “Ingenium” baseia-se em critérios de rigor..853.00 600..572...550. ao longo do ano.447.000 exemplares a par- sas.06 937.... atingindo o montante de 236..32 39. 5 versos de capa.. Relatório de Gestão do Exercício de 2007 Estatuto Editorial I – Análise Geral Actividade desenvolvida em 2007 A revista “Ingenium” é o órgão de comunicação oficial da Ordem dos Engenheiros.00 0.465. cado da publicidade.04 Bruto Ajust.00 0. 236.43 315.377.05 30.439.771. essencialmente.00 5.50 20.276.451.Curto prazo: Outros proveitos ganhos operacionais 0...05 30. Na sequência do modelo de gestão introduzido na Ingenium Edições em Setembro de 2004.. Revista “Ingenium” Ingenium Edições.33 Acréscimos e diferimentos: Acréscimos e diferimentos: ( F ).690.0 ... Acum.97 Resultados transitados 83.04 Resultado líquido do exercício: (F)-(G)= 6.25 0.690.22 .91 474....586.00 0.091.106.094. continuou a ser publicada bimestralmente.00 Dividendos antecipados Mercadorias 0.27 23.78 Estado e outros entes públicos 7.690.694. elaborados contratos de publicidade com 40 entidades.690..03 22.554..447.689.... e disponibiliza informação dedicada ao universo da engenharia.75 359.746. Demonstração de Resultados Líquidos A nível económico e financeiro.708..380.00 0..465..45 354...00 31–12–2007 31–12–2006 Capital Próprio e Passivo 31–12–2007 31–12–2006 ( C ). assim.. 6 meias páginas. Pensões 0. nomeadamente as que se enquadram nos direitos.52 Existências: Resultado líquido do exercício 6.00 Custos diferidos 331. tal como já acontecia com Cabo Verde e Moçambique. 227..00 0..18 267..529.400. desta empresa.97 635.00 0.04 Proveitos e ganhos extraordinários 0.28 6.31 96. justificada no parágrafo anterior.00 331.467..Edições...122.34 0.. o custo das mercado- Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas: rias e das matérias consumidas e os fornecimentos e serviços externos.25 17. INGENIUM . Esta variação negativa das recei- Encargos sociais: tas é explicada pela diminuição da publicidade contratada.20 Outros custos e perdas operacionais 600.43 315.084.084. Lda..66 1955..447...571.00 Imposto sobre o rendimento do exercício 2.18 65..467.75 354.00 0..66 Total do Activo 132.. ( A ).. cendeu a 214... cos e de opinião...00 Resultados financeiros: (D-B)-(C-A)= -4.25 27.467.000. em virtude Matérias 0.00 61.246... sumindo-se como o veículo privilegiado de comunicação com os seus membros.094.467.865...753.860....706.31 Total do passivo 23. análise de legislação e de temas actuais sobre engenharia e com interesse quatro terços de página.00 27.. assim como ao aumento do número de membros da Ordem...47 186. que aprova a Lei de Imprensa.22 Total Capital Próprio e Passivo 124..084..12 8....00 Resultados operacionais: (B)-(A)= 9.532..00 Total de amortizações 1.97 0.20 INGENIUM . deu-se continuidade ao objectivo de assegurar a sustentabilidade económica e financeira Trata-se de uma publicação bimestral e sem fins lucrativos.49 236. Lda..646.00 102. pouco favorável. 236.82 Imobilizado Capital 5....582.550.00 Outros devedores 7.10 Custos com o pessoal: Os proveitos registaram um decréscimo pouco maior.. Tal acréscimo deveu-se..50 6....Edições.087.37 87.03 Resultado líquido do exercício 6. 229.847.746..27 13.23 95..61 Passivo Subsídios à exploração 0.. com a Ordem dos Engenheiros de Angola.58 de se ter produzido menos uma revista.492.00 0. que tacar temas da actualidade na área da engenharia e com relevância para a sociedade.00 Outros credores 5.. apesar da quebra da procura no mer- INGENIUM .11 Acréscimos de proveitos 0.31 635.. Fornecimentos e serviços externos 192.467... 227. 31–12–2007 31–12–2006 Custos e Perdas As rubricas que influenciaram esta variação foram.78 ACTIVO Activo Amortiz..450.347. Lda. sem subsídios à exploração concedidos pela Ordem dos Engenheiros.681. publicamos a Demonstração de Resultados Em 2007. dual.681.81 25...00 Vendas: 0.00 50.45 Equipamento administrativo 1.97 Reservas legais 6.384.Curto prazo: TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 101. as.84 Ajustamentos 0.32 43...00 4..173..70 328.. Lda.955.691.943.00 50..... estudos de casos. Foram.16 14.00 0.97 331. A “Ingenium” procura des.777.34 463..041..166.517.927.. consequência de ter sido um ano de eleições.00 3.. a Revista “Ingenium” conseguiu ter um desempenho que se pode consi- derar muito bom.

CIVIL ENG. a Classificação. açoriano. neio em explorações intensivas de ovinos de matérias-primas para utilização em biocom- os animais e o meio ambiente. isto é. mento estratégico para a implementação de vação de uma nova raça autóctone. o Meio Ambiente. Foram também identificados os principais tos que permitam aumentar a eficiência de ticínios – Os Desafios do Futuro”. sempre superior. de pastoreio. para lidade dietética/nutricional superior. do qual aqui ficam as conclu- néticos e da biodiversidade.º trimestre de 2009. pois apresenta riscos que terão que ser con- naturais. e O desenvolvimento sustentável das regiões. Quantidade. pelo que a tendência em alta beralização dos Mercados. um debate dedicado ao tema “Lac. tema em debate e o facto de se tratar do de Engenharia Agronómica XVII Congresso de Zootecnia dos preços será para continuar. não lismo celular. alimentos de melhor qualidade e suplemen. que tem tentável. o Posicionamento. a saber: a Alimentação Animal. bem como perspectivas futuras para bustíveis e procurar novas formulações para A educação/formação profissional é um ele. esta será uma questão estrutural e não conjuntural. nos Açores. a Transição Ge- menor produção de elementos poluidores. raças autóctones ovinas. e a Li- essencial para a preservação de recursos ge. Logo. AGRONÓMICA ENG. do Minho. devido às suas condições edafo-climáticas ciência da produção de leite e carne. que con. delo de regulamentação em vigor tirar sejam representativas. Anunciou-se a apro. que ajudam à projecção da imagem do leite isso devem ser proporcionados. potenciando os seus efeitos. a procura será a Industrialização. para que as conclusões que se venham a re- venção dos Membros deste Colé. Brevemente daremos mais informações sobre provisório. é um estado permanente de harmonia. O programa do Encontro. tendo nal de Engenheiros Agrónomos de do evento e numa participação significativa como tema os Domínios de Inter. a asfixiar os produto- tema do XVII Congresso de Zootecnia. se caracterizam por condições únicas para a produção de leite Discutiu-se a necessidade de melhorar a efi. dez desafios para o futuro do sector leiteiro utilização dos nutrientes da dieta. com Miguel. A utilização de técnicas de res pecuários. Miguel de Castro Neto dos “Actos Específicos do Membro do Co. GEOGRÁFICA ENG. a Churra Foi ainda caracterizado o sector leiteiro aço- qualquer política de desenvolvimento eco. Esta maior tou com a presença de cerca de 500 pessoas. com vantagens e desvantagens as- eficiência traduz-se numa produção animal incluindo produtores de leite da Ilha de S. ao animal. que o leite e a carne de de 30% do leite nacional. segue-se um almoço este evento. Colégios ENG. sémen. a Dimensão – Concluímos que o aperfeiçoamento das téc. DO AMBIENTE ENG. cada vez mais. MECÂNICA ENGENHARIA AGRONÓMICA Miguel de Castro Simões Ferreira Neto Tel. em S. tendo um peso de uma perspectiva de desenvolvimento sus. referindo-se que ele representa cerca nómico.º Encontro Nacional do Colégio Nacional de Engenharia Agronómica D ecorre. embora seja racional. açoriano junto dos consumidores. gio. as Produções de Qualidade. para garantir as mudanças dentro Realçou-se. estão. -se. a mais protectora do ambiente. a alimentação animal. GEOLÓGICA E DE MINAS ÍNDICE ENG. na Companhia das Lezírias. no 1. riano. siderados. de obter animais de elevado nível genético gia começará a ser cada vez mais discutida. O XVII Congresso de Zootecnia realizou- se entre 16 e 19 de Abril. Tendo em consideração a importância do Presidente do Colégio Nacional légio de Engenharia Agronómica” e perspec. os preços dos cereais em alta põem em causa a sobrevivência de mui- tas populações de regiões do globo que ba- sões enviadas pela Comissão Organizadora. existência de progressos na avaliação de seiam o seu sistema alimentar nos cereais. para apresentar o mo. vando a capacidade produtiva dos recursos num curto espaço de tempo. ainda. passa pela realização de uma Após a Assembleia. ainda neste país. de Também foram debatidos os factores de ma. Ficou também demonstrada a Para além disso. Espanha. mas transferência nuclear poderá ser uma forma E a opção de utilização dos cereais para ener- um processo constante de mudança. preser. nomeadamente através da crio-preservação de sémen e de embriões. . O debate permitiu concluir que. Assembleia para apresentação e discussão e uma visita guiada à Companhia das Lezírias.pt 1. expectável que aumente a oferta de cereais Pequenas Ilhas.: 21 387 02 61 Fax: 21 387 21 40 E-mail: mneto@isegi. INFORMÁTICA ENG. ainda. Miguel. possuir um perfil em ácidos gordos de qua. leite.º Encontro Nacional do Colégio tivas de regulamentação dos mesmos. sendo necessário procurar novas forma a garantir um equilíbrio entre o homem. estando prevista a presença de um representante do Conselho Nacio- primeiro Encontro oficial do Colégio de En- genharia Agronómica. Durante o Congresso de Zootecnia realizou. ELECTROTÉCNICA ENG. contamos com o em- penho de todos os colegas na dinamização de Engenharia Agronómica.unl. o 1. bovinos produzidos no sistema tradicional significativo na economia da Região. especialmente na área do metabo. sociadas. açoriano. nicas de conservação de material genético é no mercado interno e externo.

gestão e conservação dos re- ria. QUÍMICA GEOGRÁFICA submeter artigos para publicação deverão fazê-lo através do e-mail: aafreitas@ordemdosengenheiros. nutricional e sensorial de produtos re. carcaças. NAVAL ESPECIALIZ. o apoio de medidas governamentais no âm. Conselho de Ministros da Agricultura da das a curto prazo. fiscali- zar e auditar. planear. que pode ser Dadas as condições sanitárias. os profissionais de Engenharia. estratégia alargada que visa a melhoria das mente. como mentos da PAC. experimentar. Colégios ENG. turístico como património cultural e gastro. nomeadamente: Agricultura e produção animal. em aplicação da reforma a condições de produção e a comercialização sejam: decorrer. animais e das raças autóctones. destacando-se as decisões do recente dente das medidas que vierem a ser toma. os Açores pos. raças autóctones está directamente depen. A avaliação genética. No debate dedicado ao tema “O Papel do genheiro Zootécnico. apreciação e classificação de O debate finalizou com a referência às pre. EM ENG. gionais. é fundamental cursos e ecossistemas naturais. é indispensável garantir conformidade Região dos Açores. comu- nicar. dever-se-á certificar oficialmente esse manos. entre as mais rele- vantes: conceber. controlo de processos produtivos. intervir em diferentes domínios. foi reiterado. Reprodução e bem-estar animal. manter. A Comissão Organizadora . A dife. A mento e gestão de recursos naturais. Foram ainda reforçados os domínios de intervenção de referência do Engenheiro Zootécnico. ao nível comunitário (+2%). Melhoramento genético animal. quer de cavalos vivos. um importante auxiliar dos programas de Normalização. através das metodolo. como o queijo do Pico estatuto. -valia dos produtos regionais. as diferenças do modo de produzir. existem di. Engenheiro Zootécnico numa Sociedade em homenagem a todos os profissionais que duzir numa região ultraperiférica conta com Mudança”. com impacto nos Aço. para avaliar a capacidade lacionados com o mundo rural. de. “exame de saúde”. Em relação às estratégias de selecção em bo. Abordou-se ainda a qualidade higio-sanitá. Formação e qualificação de recursos hu- nómico. Exploração e conservação dos produtos res. ção em Engenharia Zootécnica deve assegu. monitorização. projectar. Em termos nutricionais. controlar. Para assegurar a sobrevivência de tanto. vendo ser generalizada a todas as raças. Desenvolvimento sustentável. Planeamento. concluiu-se que o futuro das Rastreabilidade e segurança alimentar. Novas técnicas estão disponíveis. a exemplo de todos completaram 20 anos de curso. gerir. inovar. Tecnologia e controlo dos produtos de ori- gem animal. visíveis alterações da PAC. Certificação de modos de produção e de aproveitada do ponto de vista comercial e suem óptimas condições para a exportação produtos agro-pecuários. Infra-estruturas e construções rurais. Ainda no âmbito do Dia Nacional do En- Especificações. e à tivos e aumentar a eficácia dos programas aprovação das linhas gerais que presidirão à de selecção. execu- tar. com o objectivo de inver. gias actualmente disponíveis. Nutrição e alimentação animal. leiteira.pt rar diversas capacidades. houve uma sessão de O esforço considerável necessário para pro. EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Os autores que pretendam ENG. que conduziram ao aumento da quota ter a tendência de diminuição dos seus efec. motivadas pelo vinos de carne. giões distintas que estão relacionados com genética molecular pode ser encarada como Avaliação da propriedade rural. METALÚRGICA E DE MATERIAIS ESPECIALIZ. igual- elaboração das futuras propostas de regula. melhoramento. quer de sémen. dos produtos regionais. as- sociadas a uma conduta ética e deontologi- camente correcta. na Sistemas de informação e comunicação re- DOP. para um programa de selecção eficaz. UE. Estas medidas requerem uma O Engenheiro Zootécnico pode ainda. através de medidas como o aumento do reprodutiva dos garanhões cuja fertilidade tempo de cura e o respeito pelo Caderno de varia ao longo das diferentes estações. Ordenamento do espaço rural. avaliação e rença e a variedade da oferta é uma mais. produtos tradicionais. ensinar. Todas as capacidades referidas são necessárias ao exercício da profissão. No en. operar. que a forma- bito do POSEI. no planea- ferenças entre produtos provenientes de re. DE CLIMATIZAÇÃO ENG.

privilegiando o fluxo de conhecimen- tos e de tecnologia através da Universidade. tendo incluiu sessões plenárias e oficinas empre. mas também de aborda- gens de académicos e técnicos. que centram a sua atenção nas áreas rurais. um “Fórum de Empre. o evento que na Península Ibérica tem ganho maior tradição em termos de abrangência de domínios científicos. pectos relacionados com o conhecimento e da Região. em particular no ção essencial à sua sustentabilidade. e da Comunicação e Turismo. O formato do Fórum nológico que emerge das competências de fissionais e estudantes de Engenharia. as áreas do agro-negócio. pectos económicos. Colóquio Ibérico de Estudos Rurais A Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER) e a Asociación Española de Eco- nomía Agraria (AEEA) vão realizar. os instrumentos um dos desafios actuais centra-se na trans- na Região do Norte”. considerou-se que endedorismo. Ambiente e Paisagem. Neste encontro foram equacionados os as. com o apoio da Câmara Muni- cipal de Vila Real e da Rede de Parques de para estimular a criação de projectos e em- presas. presa e do país está intimamente ligada à sua lítica de coesão na Região Norte. resta. lientado que a competitividade de uma em- tável. para o desenvolvimento no dia 28 de Maio. a organização conta com par- ticipações e perspectivas ibero-americanas. bem como os as. promoveu. Esta capacidade de incorporar a inovação para representou um espaço de debate de ideias iniciativa permitiu concluir que é necessária criar vantagens competitivas. a promoção do empreendedorismo de base tecnológica.sper. Novas Tecno. unidades de investigação para as empresas em torno de oportunidades de negócio e do tos específicos. A sétima edição do Congresso Ibérico de Estudos Rurais gira em torno do tema “Cul- tura. merecendo especial atenção de cariz tecnológico. Inovação e Território” e terá lugar nas instalações da Escola Superior Agrária de Coimbra. para a criação da empresa. O Fórum logias. çados às empresas.pt Engenharia e Empreendedorismo no sector agro-alimentar A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. incorporando a inova- empreendedorismo no sector agro-alimentar. investigação e de conhecimento reunidas nas proporcionado um ambiente de troca de ideias endedoras. apoiado por uma rede de espa- ços ou centros de prestação de serviços avan- C&T e Incubadoras-Portuspark. nas quais foram analisados assun. Por outro lado. Mais informação em: www. Flo. Este ano. Foi sa- como estratégia para uma economia susten. que aumente a competitividade e a po. em articulação com a ESAC/CERNAS e a Universidade de Coimbra – CEG. domínio da Agricultura e Alimentação. Colégios ENGENHARIA AGRONÓMICA Miguel de Castro Simões Ferreira Neto Tel.pt/7cier . Inovação e Competitividade o potencial empreendedor. entre 23 e 25 de Outubro de 2008.unl. ferência do conhecimento científico e tec- A iniciativa contou com a presença de pro.: 21 387 02 61 Fax: 21 387 21 40 E-mail: mneto@isegi.

asso- ciado às novas tecnologias arquitectónicas e à evolução dos materiais e equipamentos utilizados. manha. Projecto de estruturas.pt 1. Gestão da operação e da recepção. Em geral: Engenheiros Civis (ECCE). pela expe- 2. fra-estruturas: 3. para um mundo sustentável e com uma me. por uma instituição nacional. biente. manutenção e reparação. A mi- crogeração foi outro dos assuntos abordados. rea­lizar. Um engenheiro civil é um profissional.: 21 314 02 33 E-mail: ema. na Ale- conjunto com o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ). quando apro- Planeamento/projecto de estradas e de ou. o Workshop “Energia em Urbanismo”. Planeamento/projecto de infra-estruturas Inspecção. O evento. ria civil. tos. obtidos por estudos académicos. biente. semicentralizados e centralizados. O último tema focado no Workshop foi o “solar district heating”. ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. Durante o evento foram apresentadas as estratégias previstas no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) com especial interesse para as áreas urbanas. Na fase de operação e de manutenção de próprios da engenharia civil e. com o objectivo de contribuir Planeamento da segurança. Investigação e ensino na área da engenha- tíficos. fissional contínua. Exemplos de actos de engenharia civil: Gestão e supervisão da construção e de riência profissional e por uma formação pro- Na fase de planeamento/projecto: demolições. sentados casos de estudo e análise de custos benefícios relativos a visando a maior sustentabilidade das nossas sociedades. com formação académica e orientação prá- Carta dos Engenheiros Civis tica.ª Reunião do Conselho Europeu de Planeamento/projecto de infra-estruturas flu. Colégio de Engenharia do Ambiente para o ano de 2008. Os actos que cada engenheiro civil pode outras estruturas. o seu enqua- dramento nas políticas e estratégias do Governo e a legislação apli- cável. Gestão dos investimentos nos edifícios. 24 de Maio de 2008 . inscreve. em particular. reflexão sobre novas formas de pensar e (re)organizar o espaço urbano. associados à No que respeita à energia solar térmica. integradas ou não com outros sistemas de fornecimento de energia térmica. decorreu. garantem águas N o dia 7 de Maio. viais e marítimas (costeiras e “offshore”). Esta iniciativa foi a primeira de um conjunto de eventos planeados pelo mos de energias solar e eólica aplicadas ao meio urbano. no Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros. instalações solares de média dimensão que. Na fase de construção de edifícios e de in- lhor qualidade de vida. Aprovado na 47. que utiliza os seus conhecimentos cien. Colégios ENGENHARIA DO AMBIENTE Helena Farrall E-mail: mhf@fct. para Planeamento/projecto urbano e de am. Foram ainda apresentadas várias possibilidades de integração de sistemas de microgeração em áreas urbanas e analisados diversos cenários de investimento e respectivos períodos de retorno. de águas e sanitárias. 4. da saúde e do am. Gestão de empreendimentos e de projec- nharia civil. realizar têm como base os conhecimentos Projecto de túneis e de obras enterradas. Produção de materiais. Os conhecimentos do engenheiro civil são Supervisão técnica das obras. bem como as suas potencialidades e evolução em termos de sistemas integrados. -se no âmbito do Protocolo de Colaboração assinado entre a Ordem dos Engenheiros e este Instituto. Foram apresentados diver- sos exemplos de utilização destes sistemas na Dinamarca. Planeamento/projecto de edifícios e de Gestão da segurança.coelho@lnec. organizado pelo Colégio de Engenharia do Ambiente em quentes sanitárias e o aquecimento das habitações em aglomerados urbanos de pequena a média dimensões.unl. actos de enge. edifícios e de infra-estruturas: priado.pt Workshop “Energia em Urbanismo” sistemas descentralizados. foram apre. poderão ser definidos em cada país tras infra-estruturas de comunicação. Riga. Foram igualmente exploradas as diversas soluções existentes em ter. com especial relevo para o Sistema de Registo para a Microgeração (SRM). técnicos e de outra natureza. Este Workshop teve por objectivo promover a divulgação e o debate do tema das energias renováveis no meio urbano. na Áustria e na Suécia. no respeito da ética.

a 23 e 24 de Maio de racional da empresa Vialitoral. em representação do Presidente. visitas ao Centro de Controlo Ope- A Comissão Executiva da Especialização em Transportes e Vias de Comunicação. sendo 186 autocar- gião Autónoma da Madeira. pelo Eng. “Infra-estruturas portuárias – novo porto do Caniçal e futura gare internacional de passageiros do Funchal”. em Câmara de Lobos. em colaboração com a Secção Regional da Ma- deira da Ordem dos Engenheiros. Secretário Regio- nal do Equipamento Social.º Victor Gonçalves. a nova Via Rápida Ribeira Brava/Funchal/Caniçal. que permitiu conhe- a importância e actualidade do tema da visita. ros na rede urbana e 51 na rede interurbana. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. de Transportes da Madeira da Estradas da Madeira. “Sistema de Apoio à ex- ploração da frota dos autocarros da empresa (SAE) e Sistema de bilhética”. . e teve oportunidade de desfrutar da excepcional vista sobre a cidade e porto do Funchal numa subida ao Monte no Teleférico Cidade do Funchal. patrocinado pela empresa Estradas da Madeira. foram realizadas. numa extensão de 3200 m. decorreu. que tor- naram possível esta interessante e proveitosa iniciativa. Destinadas a vencer as difíceis condições orográficas da Ilha. da ETER- MAR. dos Teleféricos da Madeira. e dotado de um sis- genheiros. concessionária em regime SCUT da Via Rápida Ribeira Brava/Caniçal. e “Breve resenha dos seis teleféricos da Ilha da Madeira”. durante o qual o Eng. que salientaram Expresso Ribeira Brava/túnel da Encumeada.pt Visita a Infra-estruturas Durante o painel. a maior instalação deste tipo em Portugal. realizou. pelo Eng. a visita de estudo terminou com um almoço patro- cinado pela empresa Teleféricos da Madeira. pelo Eng. foram apresentadas cinco intervenções técnicas: “Novas Infra-estruturas rodoviárias”. num autocarro cedido pela empresa Horários do Funchal. com 44 km de extensão. um painel com a presença do Eng. “O Teleférico Cidade do Funchal”. No sábado de manhã. o grupo visitou o novo porto de mercadorias do Caniçal. Coordenador da Comissão Executiva da Espe- cialização em Transportes e Vias de Comunicação. bem como na Via novas Infra-estruturas de Transportes construídas nos últimos anos na Região. Na abertura intervieram também o Eng. destacando-se a ampliação do aeroporto.º Jorge Zúniga Santo agradeceu à Secção Regional da Madeira e a todas as entidades e empresas da Madeira os seus apoios.: 21 314 02 33 E-mail: ema. que vence um desnível de 560 m. no Casino Parque Hotel. Presidente do Conselho de Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira.º João Guerreiro. o novo porto de mercadorias do Caniçal e os seis teleféricos com funções turísticas e agro-turísticas. do Continente e da Madeira. Após o almoço. equipada com 31 túneis duplos e 46 pontes ou viadutos. ao Centro de Controlo do Sis- tema de Ajuda à Exploração (SAE) da empresa Horários do Fun- 2008. e o Eng.º Duarte Sousa.º Pedro Galvão.º Santos Costa. na qual participaram cerca de trinta en. uma visita de estudo a Infra-estruturas de Transportes da Re.º António Vasconcelos. Na manhã do dia 23 de Maio. tema de informação ao público. realçando todo o empenho e trabalho de organização feito pelo Eng.º João Reis. Secretário da Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros. cer um dos maiores túneis rodoviários de Portugal.º Jorge Zúniga Santo. dos Horários do Funchal. através de 50 painéis colocados nas O objectivo era dar a conhecer e divulgar o notável conjunto de paragens e na Via Rápida Funchal/Ribeira Brava. estas infra-estruturas trouxeram uma grande melhoria nas suas acessibilidades. equipada com um total de 283 autocarros. que possibilitou o grande sucesso de mais uma visita. Após a descida. pelo Eng. chal.º António Ferreira.coelho@lnec. O programa ter- minou com um jantar de confraternização em Câmara de Lobos. patrocinado pela empresa Tecnovia Madeira. inaugurado em 2005. pelo Eng.

com cerca de 30 anos. vios porta-contentores da última geração. têm contribuído para a sua consolidação dade de mercadorias movimentadas: 150.000 DWT. que funciona semanalmente. neste moderno equipamento. Recentemente como importante activo nacional. no âmbito do processo de “Movi- mentação de navios no porto”. designado Lion Service. O documento foi O Seminário vem fechar o conjunto de cinco seminários e duas vi. de recreio e de serviços. rias entre o Extremo Oriente e Portugal. um com recomendações para a elaboração de projectos e outro relativo às qualificações a exigir no caso de es- madeira (NP EN 1995 – 1 -1) e de alvenaria (NP EN 1996 – 1 -1). que inclui pi- lotagem. profundas à escala europeia. que vem reforçar as tugal. e pelo Eng. variação homóloga face a Janeiro de 2007. constituído por modernas infra. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. tem e seguiu depois para França (Havre). Este pal porto na fachada ibero-atlântica nacional 18ha inseridos no espaço da antiga pedreira.A. em representação da Estradas de Por. dades únicas. recorre a navios porta-contentores com capa. para a tão no 1. viajou de Singapura pelo Canal da Mancha. D ecorreu. via tuais tecnologias aplicadas à gestão e con- GNL. A visita iniciou-se na Sede da empresa com uma apresentação sobre o Porto de Sines feita pelo Dr..000 cidade média até 9. justificada pela importância es. que trole dos serviços portuários. As acções desenvolvidas tiveram. confe- rida pela Lloyd’s Register Quality Assurance Limited. A 10 de Janeiro tratos de concessão”. Sendo um dos poucos portos naturais de águas condições do Terminal XXI para receber na- tratégica. em particular. genharia Civil.3ha mais (Antuérpia) e Alemanha (Bremenhaven). desde Dezembro de 2005. pois permite a acostagem de O Porto de Sines tem um interland estraté- gico que se estende até à região de Madrid e é rodeado de zonas extra portuárias com elevadas capacidades de expansão para acti- vidades logísticas e industriais. complexo. de Do seminário relativo à qualidade dos projectos de estruturas resul- taram dois documentos.coelho@lnec. Bélgica Esta foi uma esclarecedora visita ao princi- uma área infraestruturada de 12. S. que esteve a cargo do Eng. bilidades rodoviárias ao Porto de Sines.: 21 314 02 33 E-mail: ema. entregue para apreciação do Conselho Nacional do Colégio de En- sitas programados pela Especialização em Estruturas para o 1. das quais se destacam directo de transporte marítimo de mercado. no seu conjunto.º Jorge Zúniga. O Porto de Sines. respon- sável pela área de Engenharia. é líder nacional na quanti. novo serviço. pórtico post-panamax. deste ano foi iniciado o novo serviço regular Foi possível apreciar. Duarte Lynce Faria.º Se. dedi- cada às infra-estruturas portuárias sob sua responsabilidade. na melhoria das acessi. Adminis- trador. em 29 de Maio.º Semestre de 2008 necessária informação sobre os “Eurocódigos” mais relevantes para o projecto de estruturas. . da Subconces- são do Baixo Alentejo. Coordenador da CEE/ TEU’s em 2007.500 TEU’s. Está certificado. de acordo com os requisitos da norma NP EN ISSO 9001:2000. e de ambiente Portos de pesca. importância das infra-estruturas. Petroquímico. para além dos Porto de Sines. que tem. com a colaboração da Administração do Porto de Sines. e europeia.º Luís Aparício.pt Seminários e visitas realizadas mestre de 2008. as mais ac- os Terminais de Gases líquidos. assegura capaci. Visita ao Porto de Sines Seguiu-se uma apresentação. truturas especiais ou de dimensão significativa. cerca de 620 participantes e contribuíram. em qualidade. o Seminário sobre os “Eurocódigos” re- lativos a ligações de estruturas metálicas (NP EN 1993-1-8) e aos projectos de estruturas mistas aço-betão (NP EN 1994 – 1-1). e segurança. cujas características geofísicas Presentemente. com uma subida de 62% na entrou também em funcionamento o novo TVC. e do processo de “Gestão de con- Da parte da tarde foi possível visitar todo o navios até 350. N o dia 2 de Junho realizou-se mais uma visita técnica organizada pela Comissão Executiva da Especialização de Transportes e Vias de Comunicação. além da dimensão e -estruturas portuárias. Multipurpose e XXI.

assim. desta forma. jectivo de. desenvolvem a área Mais informações podem ser obtidas em: E-mail: appe@lnec. um novo evento. um bom exemplo destas iniciativas e con. desenvolvidos em ligação com tro temáticas decorrentes do “processo do nal. pretende dotar Portugal de ferramentas entidades portuguesas. nor- 4 mil euros. desta Faculdade. e incentivar o esforço da conti. cuja activação actualizada se prevê para o final do mês de Junho de 2008. A FEUP vai receber. centrado jectivos perpetuar a memória da acção do na participação de profissionais na- engenheiro investigador Júlio Ferry Borges cionais e estrangeiros convidados. organizado pelo Grupo GeQual. o Grupo enten- E ncontram-se abertas. “Regulamento de Estágio”. um Fórum Internacional dedicado ao tema da Gestão da fronteiras e. Criado pela Comissão Executiva da Especialização em Estruturas. até 31 de Julho de 2008. o GESCON 2008. por um lado. em prol da engenharia de estruturas portu.pt/gescon2008. que debatam temas relacionados guesa. tornar mais permeável a migração de profissionais e em- presas.ordemengenheiros. de divulgação do conhecimento nesta área. As oito dente orçamentação. simultaneamente. que conta com a colaboração da jecto. que lhe deram um malizando-o e permitindo. contri. www. para a divulgação e aceitação da engenharia de estruturas portuguesa no país e no estrangeiro. promover o reconhecimento público com os Edifícios. “Melhor trabalho publicado em Lín. que Ordem dos Engenheiros e do LNEC. . nos dias 11 e 12 de Dezembro. no GeQualTec. as candidaturas para a 6. A temática da gestão da construção deu lugar sociação Portuguesa de Engenharia de Estru. Trata-se de dois O Prémio.aspx?tabid=2968 A página. Este evento surge na sequência da tradição aborda a temática da codificação e padroni- tregue bienalmente e tem três modalidades: da Secção de Construções Civis da FEUP zação da tecnologia construtiva e tem como “Melhor trabalho publicado em Língua por. Link da “Especialização em Estruturas” A Especialização em Estruturas dispõe de um link próprio na página Web da Ordem dos Engenheiros. (SCC/FEUP) acolher anualmente os profis. uma decisivo pendor internacional.fe. presas em fase de construção e tem como O prémio para cada modalidade ascende aos gressos.up. é en. a/c LNEC. Housing” (1989 e 1998). projecto de grande dimensão: o ProNIC. com carácter bianual. tem a seguinte estrutura: Destaques (candidatura ao título de especialista) / Notícias / Eventos (programa de seminários e visitas) / Regulamentos (“Regulamento das Especializações”. a Obra e a Manutenção. 1700-066 LISBOA conjunto de docentes e investigadores que. O Prémio Ferry Borges é atribuído pela As. sionais da construção em torno de acções de ração de cadernos de encargos e a correspon- gua estrangeira” e “Melhor trabalho publicado divulgação e debate de temas actuais.pt/Default. Av. Tel.pt do conhecimento relacionada com a Gestão. como o “International Congress on objectivo procurar estabilizar o mercado. Construção. “Regulamento Disciplinar”. que. edições das “Jornadas de Construção” foram centra na avaliação do desempenho de em- truturas”. “Deontologia Profissional”). que se na Revista Portuguesa de Engenharia de Es. Desta forma. no panorama internacional. melhor identificação dos factores de concor- Regulamento e Informações Complementares: O Grupo GeQualTec é constituído por um rência. que conta também com ao acrónimo GESCON e remete para o tra- turas (APEE) a trabalhos de divulgação dos o apoio da Ordem dos Engenheiros. Portugal o estado da arte de além buindo.: 21 844 32 60 / Fax: 21 844 30 25 no seio da SCC/FEUP. o Pro.ª Edição do Prémio Ferry Borges que tem como ob- deu promover. é agora possível aceder direc- tamente à página da Especialização constante no Portal da Ordem através do link: www. A abertura inter- da qualidade da engenharia de estruturas nacional desta realização tem o ob- portuguesa. e o ICBench. trazer para nuada superação dessa qualidade. com padrão internacio- de estruturas. objectivo permitir a normalização da elabo- tuguesa”. Brasil 101. em colaboração com Gabinete de Informática da Ordem. Colégios Candidaturas ao Prémio Fórum Internacional de Gestão da Construção Ferry Borges Qualidade e Tecnologia dos Edifí- cios. balho de fundo que tem vindo a ser realizado conhecimentos no domínio da engenharia O Fórum irá desenrolar-se em torno de qua. empreendimento”: o Financiamento. avançadas neste domínio. O acesso a esta página só é possível aos membros que estejam registados no Portal da Ordem mediante a introdução do seu “Login” e “Password”. APEE. Tec.

Como é do conhecimento dos membros.panda. em nico-científicas se insira nos objectivos da O Colégio Nacional de Engenharia Civil tem 2004 foram introduzidas alterações signifi. o que pode ser considerado um indicador da relevância do título. a dos. Ainda que a divulgação de contribuições téc. continua a verificar-se al- ainda a oportunidade de os verem publica.º 98. informou os especialistas cujo título foi outorgado há mais de dez anos da necessidade de ser requerida a sua revalidação.pt A os membros do Colégio de Engenharia Civil que submeteram artigos para pu- blicação na “Ingenium” e que aguardam Artigos técnico-científicos em carteira carteira.º do “Regulamento das Revalidação do Título de Especialista Especializações”..panda. do número ou dois artigos por edição. a adequação dos conteúdos dos dos membros do Colégio de Engenharia Civil com a revista.coelho@lnec. aguardar oportunidade de publicação.: 21 002 22 70 Fax: 21 002 80 39 E-mail: aires. o elevado número de artigos submetidos. em proporção com a sua dimen. em que a energia é mais barata. Genericamente de- signados por BEVs (Battery Electric Vehicles) e PHEVs (Plug-in Hybrid Electric Vehicles). no sentido de ponde- lizados. sempre futuro. No entanto. Tem-se procurado os engenheiros vejam os seus artigos publi- de artigos científicos.pt Veículos eléctricos podem reduzir dependência do petróleo O s veículos eléctricos são uma solução. são relativa. Março/Abril de 2007) à pu. com os seus 800 milhões de veí­ novo paradigma de smartgrids associado às Produtor e Consumidor). Embora a dimen. ex- -World Wildlife Fund. no cumprimento do ponto 12 do art. dando prioridade aos artigos com maior cação na “Ingenium”. Dos 14 especialistas contactados. diversificados e actua. que permitiria o surgimento dos chamados Prosu- midores (entidade que combina as funções de transportes. usando tecnologia ac- tual e infra-estruturas existentes. ao desafio de dependên- cia dos combustíveis fósseis do sector dos ser ligados à rede pública. apenas possível com recurso artigos ao tema de capa de cada edição. dado bre o atraso.org/climate ou www. abrangência de interesses.org/eu. não é viável publicar mais do que um nimizar este problema e tudo fará para que levou à redução. com o objectivo de evitar esta situação no editorial em que um dos principais objecti.º 8. se- gundo um documento intitulado “Plugged In – The End of the Oil Age”. o que 2004.messia@edp. O documento pode ser consultado em www. culos que poderão duplicar até 2030. gostaríamos de dar uma explicação so­ blicação desses artigos. ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA António Manuel Aires Messias Tel. guma acumulação de artigos em carteira. tendo sido dedicada uma edição es. e da implementação de uma nova estratégia Colégios. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. por exemplo nos períodos nocturnos. em cada edição. gerir a carteira de artigos técnico-científicos cados. são do Colégio de Engenharia Civil permita meadamente no que se refere ao âmbito e car todos os artigos técnico-científicos em uma presença relativamente frequente ao abrangência dos respectivos temas. tendo ainda em conta.: 21 314 02 33 E-mail: ema. estes veículos podem reduzir significativa- mente a dependência do petróleo de modo eficiente e sustentável. no- Cedo se veio a verificar não ser viável publi. rarem os critérios de selecção de artigos. e vêm reforçar a necessidade de um redes de distribuição de energia eléctrica. longo das edições. e que pretendam submeter artigos para publi- a temas abrangentes. dado que o Colégio tam- Esta redução foi uma consequência natural assegurando a rotatividade dos diferentes bém apoia a estratégia editorial da revista. no curto prazo. pecial (n. publicado pelo WWF-World Wide Fund for Nature. linha editorial da “Ingenium” iniciada em procurado encontrar a melhor forma de mi- cativas no formato da “Ingenium”. Eles podem . 13 apresentaram o requerimento para a revalidação do título. A Comissão Executiva da Especialização em Estruturas. gostaríamos de pedir a colaboração vos é a maior identificação dos engenheiros que possível.

porque Cosmographia quer dizer. em 1940. responsável pela aquisição e dis- seminação das imagens do satélite de observa- Landsat disponível on-line sem custos ção da Terra Landsat. . represen- res de Portugal. cidiam com os meridianos. mente o globo do mar. onde inicia esboços panorâmicos das cidades e dos por. apartarse cada Reyno ou Prouincia por sy. Costa descobriu uma cópia dos dois textos. João de Castro. Estas duas obras ao estilo de Platão. liberta Diu do seu segundo quer hora do dia. dois inte. sem custos. com phia. que nasceu em Lisboa. Colégios ENGENHARIA GEOGRÁFICA Ana Maria Barros Duarte Fonseca Tel. 2009. D. João de Castro inclui miudezas. Em 1535 comanda um tos e levantamentos batimétricos dos por. 2009. tes principais do mundo sem descer a muitas de quem pôs em prática muitas ideias.pt Apontamento Histórico logo. guma differença. teiros que escreveu no Oriente: Roteiro da na Biblioteca Nacional de Madrid. colaborou com o imperador Carlos V na to. D. em que um mestre (M) responde às perguntas Da Geographia por Modo de Dialogo de um discípulo (D). João (futuro D. O calendário previsto para dispo. Uniuersal. Landsat 1-5 – todos os dados MSS – Janeiro na Internet. ventos dominantes. E de toda a Esphera mara de Comércio de Goa. informou que. (SLC) a bordo do Landsat 7 e com a idade Landsat 7 – todos os dados – Setembro avançada do Landsat 5 (+20 anos). ou topographia. acervo de imagens até à data recolhido é Landsat 5 – todos os dados TM – Dezem. garantia as suas barbas. Portugal mantinha a patrulhar o Atlântico a Oeste do estreito de Gibraltar. São apresentadas muitas cripção de lugar. muito valioso e útil para o estudo dos recur- bro 2008. rias em voga na altura. ou he tudo isto huma mesma gando o exército do reino de Cambaia numa ao contrário do que defendiam certas teo. mais Segue-se um excerto da Geographia onde o uma das grandes figuras do renascimento conhecido por Roteiro de Lisboa a Goa mestre discute com o discípulo os conceitos europeu: combina uma brilhante carreira mi. Em 1538 parte para o Oriente e a fauna. Entre 1542 e observação da altura e azimute do Sol com se aparta. baías e embocaduras dos rios mais im. no ano de 1538. D. cruenta batalha. Dialogo e Da Geographia por Modo de Dia. encontravam-se desa- parecidas. as quais D. que pu- D. a 1545 é Capitão-mor da armada do estreito um instrumento concebido por Pedro Nunes. esta chamão chorografia. Em 1545 é nomeado Vice-rei da Índia com vista à determinação da latitude a qual. Manuel. quanto se encontrava no Oriente. taçam de todo o mundo. D. E por si apartada se descreue. a partir Landsat 4 – todos os dados TM – Janeiro de Fevereiro de 2009. O United States Geological Survey (USGS) dos EUA. Luís e D. Foi discípulo e amigo de Pedro Nunes. as isogónicas não coin. (2) Tratam-se das oito esferas do modelo cosmológico geocêntrico Aristotélico-Ptolomaico. durante muitos séculos. Nestes roteiros. D – He o mesmo Geogra- grande cerco (onde foi morto o seu filho observações da declinação magnética. D – Pois que remedio auera ahi Aos 18 anos parte para Tânger. mais conhecido por Ro­teiro deira Geographia em poucas palauras? M filhos mais velhos de D. correntes. João de Castro demonstrou que. além de informações sobre de maneira que se ponhão nelle todas as par- Afonso. (1538). os infantes do Mar Roxo (1540). em 1548. já que não possuía era por Perguntas e Respostas a Modo de outros bens. (1). ções geográficas. cousa? M – Não he isso tudo a mesma cousa. o Roteiro de Goa a Diu (1538-1539). portantes e ainda informações sobre a flora E tantas mais particularidades se notão mada de Tunes. todo o acervo das ima. D. em 1500. Fernando de Castro). que he não tão so- ções de Diu. E Cosmographia. arrasadas durante o cerco. viagem que D. O Comandante Abel Fontoura da João Casaca * As suas obras mais conhecidas são três ro. esma. Membro da alta nobreza Viagem que Fezeram os portugueses Desda D – Desejo de saber que cousa he a verda- portuguesa. para controlo dos piratas barbarescos. en. D. todos os globos (2) . João de Castro fez a primeira blicou em Lisboa. tem por uentura al- mais novo. nibilização dessa informação é o seguinte: O sistema Landsat enfrenta grandes dificul- Landsat 7 – todas as novas aquisições globais dades com a falha do Scan Line Corrector – Julho 2008. rotas e posi. Para reconstruir as fortifica. * Investigador Coordenador do LNEC (1) Armada que. em 1546. sos naturais do planeta. – Ha de ser essa descripsão do globo da terra. se quisermos ter um perfeito conhecimento a sua carreira militar. Topografia e Cos- litar e administrativa com uma vasta cultura e o Roteiro que fez Dom Joam de Cas­tro da mografia: literária e científica. senão de João de Castro pediu um empréstimo à Câ. foi companheiro de infância dos India atee Soez. João III). mas o 2008. que quer dizer discripção da Região e dis- e. São descritas experiências para a quanto mais piquena parte de todo este globo ao comando da nau Grifo. que ficou nos anais milita. das miudezas? M – Pera isso se enuentou dos navios da forte armada portuguesa que tos. E da terra. João de Castro escreveu também. oferecendo como ressantíssimos textos: O Tratado da Spha. de Geografia. gens Landsat vai estar disponível. é vez que foi à Índia.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: anafonseca@lnec. Corografia. e faleceu em Goa.

389 0.7 poral não estacionária. Colégios O Ruído na Observação Contínua GNSS João Casaca & José Nuno Lima ponde a uma série tem.573 12. o ruído corres.70 h 1.50 0. com dois receptores GNSS significativa na componente altimétrica e cia resultante da análise espectral de séries de duas frequências e antenas de precisão deve estar associada aos períodos das ór- temporais GPS. dU) dice espectral estimado para as três séries tante de normalização e onde o parâmetro permite inferir que se tratam de séries esta- Pk dN Pk dE Pk dU a é designado por índice espectral.437 1. dU). pelo método rela- tivo. por regressão linear. dE. As variações das componen- lativas ao sinal e ao ruído das séries tempo. com vários anos.00 h 0. em virtude das vibrações devidas ao timados a partir do perío­ tráfego e ao vento. niano. e um intervalo de processamento de cinco respondente à série temporal com as varia- nica. dE. dentes à frequência de Nyquist. foram subtraídas espectrais das três séries temporais (dN. O ín- e os respectivos valores máximos da densidade espectral da frequência de ciclo).00 1.00 h 0.2 Hz Figura 1.00 h 0.0016 (random walk noise). estes últimos correspon- ragem.2 em obras de engenharia. ção eventuais acções sísmicas. a partir dos perío- dogramas das séries temporais com as varia- onde p simboliza o período de ciclo (inverso Quadro 1 – Períodos (em horas) ções das componentes (dN.1 barragens e pontes. apresenta-se o períodograma cor- ficiais da crosta em estudos de sismotectó.34 0. ponde a ruído branco.00 h 1. de bases curtas.30 h 0. onde se salientam o ruído cinti.0017 lante (flicker noise) e o ruído browniano das componentes topocêntricas relativamente dE 0.6 A observação contínua. Note-se que a curta 24. tendo sido obtida uma série tem. 0 segurança. a menos que se pretenda ter em aten.154 uma série temporal estacionária. 0.000 espectral for superior a 1. Na medição de tensões e deslocamentos super. 0.00 0. elevados da densidade espectral das três sé- devem ser identificadas as componentes re. Foram adoptados bitas dos satélites GPS e GLONASS. dE. de se salientam as componentes diurna e obras de engenharia. o ruído corresponde a quena dimensão da base (325m) não permi- 3.104580 – 0. Os 431 perío­ espectral (a) estimados. dE.499 0. longo de três dias. tais como grandes zado pelo índice espec- 0. que também é com as estações permanentes.92 h 0. A densidade espectral à primeira época.0017 dos fenómenos periódicos é aproximada por expandidas em série de Fourier no intervalo uma relação do tipo: entre zero e três dias (258 300 s) e. onde S0 é uma cons. ponte. temporais com 862 variações (dN. . tendo resultado três séries Componentes S0 α red noise). destinadas à monitorização de poral com 863 vectores. a partir No Quadro 2. A frequência de amostragem e o A constante de normali. frequências de amostragem e menores in. A experiên.327 1.4 mm tações permanentes GNSS. com vista ao controlo da tral a = 2. foram calculados constante de normalização (S0) e do índice S(p) = S0pa os respectivos períodogramas. Se o índice espectral duração da série temporal (3 dias) e a pe- 1.262 12. on- bases curtas. natural: dias e dez minutos.321 2. apresentam-se os valores da das densidades espectrais. ao por uma onda semi-diurna. Se o índice tem detectar os ruídos cintilante e Brow- 0.75 h 0. dU) branco (white noise) e ruído colorido (colo. Este-Oeste (E) e Up-Down (U). Uma base curta.00 h 1. poderá ser aproveitada na análise das minutos. Figura 1 – Períodograma da série temporal das variações da componente Norte-Sul (dN).244 ralmente entre 3 e –1. O 0. tomando o logaritmo dos de cada decomposição variam entre três tervalos de processamento do que numa bar. In(S(p)) = In(S0) + aIn(p) O Quadro 1 apresenta os cinco valores mais Para melhorar a precisão das observações. usadas na choke ring da TOPCON.17 horas intervalo de processamento das observações zação S0 e o índice es- devem ser adaptados ao tipo de obra: numa pectral a podem ser es. medidas LNEC. As séries temporais foram dU 0. 72.006176 – 0. (em mm) das três séries temporais (dN.00 h 1. foi observada continuamente. o ruído das medições é (N).395 2.010656 – 0. definidas por es- ruído cintilante é carac- terizado pelo índice es- pectral a = 1 e o ruído 0. uma frequência de amostragem de 0. obser- Quadro 2 – Constantes de normalização e índices modelado como uma combinação de ruído vadas na primeira época. dU) dN 0. cionárias e que o ruído das medições corres- 12. terializada temporariamente no campus do tes Norte-Sul e Este-Oeste são dominadas rais de posições relativas GNSS.40 h 1.ries temporais.281 Os valores do índice espectral ocorrem ge.234 estiver entre –1 e 1.20 0.00 h 0.3 aplicada à monitorização de deslocamentos Browniano é caracteri.296 4.5 0. tem vindo a ser 0.25 0. As componentes topocêntricas Norte-Sul semi-diurna. Nestas aplicações.265 6. com cerca de 325m.ções da componente Norte-Sul (dN). são necessárias maiores dograma do fenómeno.00 h 0. das restantes.564 h 0.00 h 0. ma.

detonadores.uc. em Universidade de Coimbra. em Lisboa: Em planta Na versão “Bird’s eye view” ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS Pedro Alexandre Marques Bernardo Tel. desmonte de rocha. esta Conferência pre- e fragmentação. em Bu- dapeste no mês de Abril. fronto com Moscovo e Cracóvia.uc.efee. permi- tindo. por con- O Departamento de Ciências da Terra. propõe-se organizar.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: anafonseca@lnec. no Auditório da Reitoria da A 4. mento e de projectos de investigação científica. diversos países de língua oficial portuguesa. para acolher a 6. e será precedida de um des na educação.ª Conferência uma Conferência Internacional subordinada ao tema “As Geociên- Mundial da EFEE sobre Explosivos e Operações de Desmonte. entre os diversos explosivos. Ciências da Terra. a realizar se realizará de 18 a 20 de Setembro de 2011. investigação e desenvolvimento no domínio das Workshop.pt Virtual Earth PT Nova Plataforma de disponibilização de Imagens de Satélite e Aéreas na Internet E stá já disponível na Internet. na Áustria. instrumentação.ª Conferência da EFEE realizou-se em Viena. Todo o País está coberto para algumas cidades do País. novas tende ter uma acção formativa junto da população universitária dos aplicações de explosivos. empresariais e académicos com responsabilida- peste. visualizar o País todo com alta reso- lução espacial. pela primeira vez. higiene.live. A 5.dct. da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. dos meios políticos. nos dias 13 e 14 de Outubro de 2008. Para mais informações consultar: www. assim. como se apresenta nas figuras abaixo.pt/geodcl | E-mail: geodcl@dct.pt . demolição. em planta ou na versão “Bird´s eye view”. da análise de políticas de cooperação e desenvolvi- seguintes: Directivas da UE. saúde e segurança no trabalho. formação e competências. Lisboa foi a cidade escolhida. no âmbito das comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra. Colégios ENGENHARIA GEOGRÁFICA Ana Maria Barros Duarte Fonseca Tel.ª Conferência decorrerá em Buda. vibrações países de expressão em língua portuguesa. no espaço lusófono. a plata- forma Virtual Earth PT da Microsoft que permite a visualização. realizada.utl. num protocolo com o Instituto Geográfico Português.pt Lisboa acolhe As Geociências 6.com/.eu Mais informações em: www. disponível satélite e ortofotocartografia de Portugal. Setembro de 2007 e contou com 450 participantes provenientes de Neste evento espera-se uma ampla participação de individualidades 47 países e 40 expositores. de imagens de com ortofotocartografia com 50 cm de resolução espacial.bernardo@ist. que cias no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas”. de 26 a 28 de Abril de 2009.: 21 841 74 48 Fax: 21 841 90 35 E-mail: pedro.ª Conferência da EFEE em 2011 no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas N o decurso da Assembleia Plenária da EFEE. destacam-se os tilha de ideias. Visualização da Ponte Vasco da Gama. Para além do espaço de par- De entre os vários temas a tratar na Conferência. em http://maps.

Presidente da Federação Europeia de Engenheiros construção de dois manuais europeus para o desmonte de rocha e de Explosivos (EFEE) no decurso da Assembleia Geral da EFEE.eu). professores. foi apresentação ao programa Leonardo da Vinci de um projecto de eleito. técnicos fabris e técnicos de segurança com actividade profissional na área dos explosivos. Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. para uma maior segurança e mobilidade de especialistas. que actualmente fazem parte do con- selho da EFEE (www.efee. operadores de fogo. A EFEE também admite sócios in- dividuais e sócios empresa com actividade no âmbito da engenharia dos explosivos. Investigador no Labo- ratório de Energética e Detónica (LEDAP) e Presidente da Associa- explosivos em operações de desmonte e demolição já permitiu a aprovação do programa de conhecimentos básicos para o operador de fogo europeu. engenheiros. segundo a partir da direita) e a divulgação de experiências nos domínios da segurança e uso de O Doutor José Carlos Góis. a EFEE agrega investigadores. Colégios ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS CONTINUAÇÃO A reunião plenária realizada em Budapeste juntou 18 associações Presidente da Federação Europeia europeias representativas do sector dos explosivos para discutir os de Engenheiros de Explosivos é português principais problemas nesta área da engenharia e preparar o próximo Congresso da EFEE que terá lugar em Budapeste. Criada em 1988. Um dos principais desafios da organização é a harmonização de con- hecimentos e procedimentos no uso de explosivos. A troca de conhecimentos Membros do Conselho da EFEE (Doutor José Carlos Góis. mili- tares. a EFEE promoveu recentemente a ção Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos (AP3E). a demolição por aplicação de explosivos. reparti- dos por 20 países da Europa. em Abril. Neste âmbito. . entre 26 e 28 de Abril de 2009.

através de uma vertente internacional. Knowledge representa. Os artigos aceites serão publicados num volume da série da traint satisfaction.up.gomes@tagus. que decorreu.dcc. José Carlos Metrôlho também o Prof. Cons. a segunda edição do CDVJ08 jogos usando XNA. relacionamento ensino-empresas e empreendedorismo.ª edição da Ibero-American Conference on Artificial Intelligence.ª sessão do Fórum de da Associação IEEE Portugal Section. playing and interactive entertainment. Informática e Novas Tecnologias. Semantic web. vision. em parceria com o Departa- mento de Engenharia das Tecnologias da Informação (http://deti. Professores e demais stakholders relacionados com a Informática. em representação do Colégio de Informática da Associação Nacional de Engenheiros Técnicos (ANET). Uncertainty and Fuzzy Systems. para os participantes. Robotics. Natural language processing.pt) local. certificações. Game Springer-Verlag “Advances in Artificial Intelligence”.º Luís Ama- ral. Knowledge acquisition and ontologies.adetti. A Ordem dos Engenheiros esteve representada pelo Eng. desde o software livre. O Workshop foi dividido em Game Design Para mais informações consultar: Durante 3 dias. Distributed AI. Commonsense reasoning. que consistiu no projecto e desenvolvimento de um jogo em 3 horas. Game Technology-XNA (9 horas) www. do Instituto Superior de Engenharia (Presidente do Departamento de Informática do IPCB). Prof. entre 14 limites o Projecto e Desenvolvimento de Jogos. No último dia do Workshop houve uma com- O Departamento de Ciências de Compu- tadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto organizou. em representação guesas do sector. and pattern Recognition. Genetic Algorithms and Neural Ne- nitive modeling and human interaction.pt/cdvj08 Fórum de Informática e Novas Tecnologias O papel das organizações profissionais para os diplomados na área das tecnologias foi o mote de uma sessão que contou com a pre- sença de três das mais importantes associações profissionais portu- de Lisboa (ISEL). de 14 a 17 de Outubro.pt CDVJ08 e 3 horas de palestras dadas por Speakers convidados ligados à Indústria do Entreteni- Criação e Desenvolvimento de Jogos mento. e contou com centenas de participantes e com oito sessões temáticas que abordaram um espectro largo de assuntos re- lacionados com a engenharia informática. de 27 a 29 de Maio de 2008. que contará com a participação de oradores provenientes de Espanha e de outros países europeus.pt/). Machine learning and data mining. Planning V ai realizar-se no ISCTE. do Instituto Superior Técnico (IST). Information integration and ex- traction. e o Prof. gias da Informação e Multimédia. Li- Eng. INFOTEC’08 (http://infotec. a 11.º Luís Amaral em representação do Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros cenciatura em Engenharia Informática e Licenciatura em Tecnolo- O evento foi organizado pelo Departamento de Engenharia Infor. mostra de projectos.pt/events/IBERAMIA2008 . entre outros. Model-based systems. O evento culminou com actividades lú- dicas.ipcb. Para mais informações consultar: www.º Luís Amaral (Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros).fc. mática (http://di. Entre os tópicos que serão tratados na Conferência. João Costa Freire. Prof. João Costa Freire (Secção Portuguesa do IEEE). da Universidade do Minho. o CDVJ 2008 estendeu aos (6 horas). de assistentes sobre dúvidas relativas ao impacto da adequação do perior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Castelo Branco. AI in Education. Probabilistic reasoning. A sessão serviu também para esclarecer as cerca de duas centenas ipcb. Luís Assunção (Colégio de Informática da ANET).ipcb. na Escola Su. nomeadamente um jantar convívio que envolveu alunos e do- centes dos cursos de Licenciatura em Informática para a Saúde. O assunto foi abordado na 3. Colégios ENGENHARIA INFORMÁTICA Mário Rui Gomes Tel. e na sessão em que foram apresen. Para o próximo ano está prevista a amplificação do evento.ist. Luís Assunção. Multiagent Systems. – Criação e Desenvolvimento de Jogos. tworks. Evolutionary computation and Artificial Life.est. Search.utl. IBERAMIA 2008 tion and reasoning. e 16 de Maio. Da esquerda para a direita: Eng. tadas as missões e vantagens das Ordens Profissionais participaram Prof. Este Fórum constituiu também uma oportunidade para os alunos conviverem com Investigadores.est.: 21 423 32 11 E-mail: mario. contam-se: Cog- and scheduling.pt). est. Este ano foram introduzidas as técni- cas mais inovadoras de desenvolvimento de petição. Processo de Bolonha e as consequências no futuro profissional que os mesmos irão encarar em breve.

Os vencedores desta etapa serão os repre- sentantes portugueses na grande final mun- ano para ano. Análise de Tarefas. o Centro de Con- gressos do Estoril vai receber o Portugal Game On. Interacção Criati- vidade. tools. em Os tópicos de interesse incluem: Product particular Engenheiros. Entre os temas a debater na Conferência estão: Psi. Rapid Manufacturing. etc. and methodologies for supporting cogni. Só em 2007. Computação Móvel e Ubíqua. mas não limitadas aos seguintes mented and virtual reality. Aspectos Materials. sentation and visualization. Human de. children. limitada a estes temas. design. Novas Experiências e Aplicações Interactivas. Envolve áreas tão diversas como a concepção de hardware. ECCE 2008. é disputado um torneio de jogos onde 450 mil consolas nas casas portuguesas. Knowledge como: innovate concepts. relevantes. Na Conferência irão ser abordados temas tive tasks. surveys.. Trabalho Cooperativo. information pre. Será com a actuação de vários DJ portugueses e ainda realizada uma Lan Party. entre 16 a 19 de Setembro. a 4.ecce2008. ergonomia ou psicologia cognitiva. Human-centred automation.uevora. a conferência não está Mista e Aumentada. Interfaces Multimodais e Multi-sensoriais. fundamentals (con. na Alemanha. actualmente. Innova- Sociais e Organizacionais. Human tools for studying cognitive tasks. já que existem. culture). Concepção tion on Moulds. tinue a crescer. New da Interacção. Multimédia e Hipermédia. entre outras coisas.pt www. Essa partilha oling. Concurrent Engineering. O Portugal logia de consumo. Decision aiding. Ferramentas de Suporte à Concepção. while driving. awareness. Desenvolvimento de Tecnologias de cations. A presença dos Buraka Som natos de jogos e concursos didácticos. Innova. In- ciation of Cognitive Ergonomics (EACE). empi. en. Design Engineering. da Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva. error and reliability. Para mais informações: www. cision making and problem solving. Development.. Ergonomia. multimodal user tópicos: Affective/emotional aspects of human interfaces. tuguês de videojogos continua a crescer de D e 5 a 7 de Setembro. Interfaces Inteligentes e Adaptativas. Acessibilidade. nomes como a Microsoft ou a Samsung. Design methods. Jogos e Entretenimento. um evento voltado para os video- os jogos olímpicos do desporto electrónico. and principles). A previsão é que con- jogos e o entretenimento digital onde são dial em Colónia. theories. Computação Gráfica Interactiva. Colégios Durante os três dias devem estar presentes várias caras conhecidas do público português 700 participantes que.ª edição da Conferência RPD 2008 permitem a criação de sistemas interactivos que respondem às reais necessidades dos seus – “Designing the Industry of the Future”. Collaborative work. Situation rical studies.mouldsevent. work. Production Technologies. small. Rapid Prototyping. disabled. sing under special cognitive conditions (at raction: From Taylorism to Creativity into Creativity. traits. Usabilidade. Interacção. Joint cognitive systems design. De salientar que. estima-se que a facturação neste negócio tenha chegado aos 60 milhões de euros. Etnografia. neo. Vir- as comunidades académica e industrial. social interaction. consultar: Para mais informações.xdi. das diversas áreas envolvidas.ª Conferência Nacional em Interacção Pessoa-Máquina vai ter lugar na Universidade de Évora entre 15 e 17 de Outubro. uma organização da European Asso. Cognitive task gent agent design. promovendo a partilha de conheci. com campeo­ internacionais. Métodos e Técnicas Trends and Advanced Development e Appli- de Avaliação. models. esperados perto de 20 mil visitantes. Interfaces for people acces- com o tema “The Ergonomics of Cool Inte. Realidade tópicos de interesse. Intelli. cologia Cognitiva em IPM. Espaços Partilhados. Engenharia de Software em IPM. Serão viour.html . structure and mental model. Supporting diverse user groups (the thodologies. personality ainda tratadas apreciações críticas que sejam tive user interface concepts (including aug. Evaluation of cognitive performance. Em simultâ. Utilizador. Concepção Baseada em Modelos. or obsolete devices). na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis. Human learning beha. usability. V ai realizar-se. CAD/CAE/Re- permitirá a divulgação de trabalhos realizados ou em curso e a troca de experiências entre verse Engineering. Methods and cepts. Para mais informações. terfaces for people with cognitive restrictions. systematic reviews. Plastics Processing. Rapid To- mentos e pontos de vista sobre a Interacção Pessoa-Máquina. application and case studies. O mercado por- como a final nacional do World Cyber Games. consultar: http://interaccao2008.com/364/index. bem Sistema já está confirmada. analysis and modelling. Normas e Directivas. Aprendizagem. or using special equip- Fun”. Arte Digital. apesar de estes serem os Interfaces Tangíveis. utilizadores. cognitive styles. onde marcam presença Game On terá ainda espaço para a música. A Interacção Pessoa-Máquina é uma área multidisci- plinar em rápida evolução. tual Environments. A “Interacção” 2008 visa reunir investigadores. em Portugal. the elderly. As sinergias entre estas áreas tubro. ment: mobile. docentes e profissionais.eu Conferência Interacção Pessoa-Máquina “Designing the Industry of the Future” A 3. gender. de 27 a 31 de Ou- genharia de software. and wearable computing). Interfaces Multi. A Madeira vai ser palco. irão competir e serão ainda disponibilizadas expõem uma montra de videojogos e tecno. consolas para o público testar. Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva interaction with IT artefacts. me.

tendo-lhe sido entregue no âmbito da comemoração do Dia atribuído o 1. mercado. os € 500/kg de pó e os € 30. actual. à escala laboratorial. Atendendo ao ele- plantes para aplicações médicas. Glomed – Dispositivos Médicos. deformações congénitas. em 2006. em Tavira. que requereu a respec- Em 2003. beiro”. publicado na Revista Mecânica Experimental.º Fernando Oliveira. ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS Maria Manuela Oliveira Tel. Trata-se de Pela primeira vez. realizou-se uma Sessão Plenária Comemora- tiva dos 25 anos da APAET. Estas espumas estão a ser fabrica- das pela Ceramed – Cerâmicos para Aplica- Espumas de hidroxiapatite (HAp) ções Médicas Lda. tendo sido apresentadas Durante o Congresso foi ainda entregue o Prémio Eng..pt Biomateriais para a reconstrução de tecidos ósseos N os últimos cinco anos.: 21 092 46 53 Fax: 21 716 65 68 E-mail: manuela. celulares).oliveira@ineti.). bilidade do método de síntese.º Congresso Nacional de Mecânica Experimental – APAET 2008 realizou-se entre 23 e 25 de Janeiro de 2008 na Univer- sidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. produtos com elevado valor acrescentado produzir espumas de HAp. tória da Análise Experimental de Tensões em Portugal”. tação química. e serão comercializadas pela espumas de HAp pelo método de replica.000/kg protótipo concebido para o efeito. apoiado pelos da FEUP. oncologia (tumo. entre outras.ferreira@bp. utilizando um piloto. ção de espumas de poliuretano (PU). vedo aos Autores: Professora Elsa Caetano e Professor Álvaro Cunha. por precipi- vimento de espumas de hidroxiapatite (HAp) tética (implantes orbitais). entre Fevereiro e Julho de vembro. uma razão Ca/P=1. de pós de HAp e HAp / Fos- e da síntese de pós de HAp. A Ordem dos Engenheiros atribuiu tiva conjunta do Co.: 21 389 15 45 Fax: 21 389 14 86 E-mail: aires. Membro da Direcção. à escala labora. que foi riais. etc. O Professor Joaquim Silva Gomes. talúrgica e de Materiais. a 5 de No. medicina Síntese de fosfatos de cálcio à base de hidroxiapatite (HAP) Demonstrou-se.oliveira@ineti. es. tágio realizado pela Eng. centes nas áreas da Mecânica Experimental. em Portugal. torial. dentária (suportes de dentes artificiais). pelo artigo “Ensaios Dinâmicos da Nova Ponte Hintze Ri- Professores Abílio de Jesus e Tiago Pinto. com ca- de implantes porosos) e com considerável racterísticas semelhantes às existentes no impacto social. Nacional do Engenheiro 2006. foi possível vado valor acrescentado destes materiais. de forma reprodutível. justifica-se prosseguir este estudo à escala (cujos custos de mercado rondam. no Departamento de Ma- teriais e Tecnologias de Produção do INETI. S. fusão cervi- cal. Contacto: Eng. As Este trabalho foi apresentado pela Eng.67. biologia (substratos de culturas fato Tricálcico. tendo como Durante o Congresso. uma inicia. O evento foi presidido pelo Professor José Morais. teriais (FEMS). foram desenvolvidas e fabricadas tiva certificação. 2005. Investigador do INETI (fernando.pt) . Estes materiais res ósseos).. têm vindo a ser efectuados.ª Cláudia Ranito no riais 2003. a partir de reagentes com podem ser utilizados na produção de bioim. mente.ª Cruz Aze- mais de 70 comunicações nos diversos domínios de aplicação. em Vila Real. Colégios ENGENHARIA MECÂNICA Aires Barbosa Pereira Ferreira Tel. a mio. fez uma palestra sobre “Um Pouco da His- objectivo a divulgação e discussão dos trabalhos e resultados mais re. foi objecto de um es- Mundial dos Mate. DMTP/INETI. a via- estudos exploratórios nas áreas do desenvol. patrocinado pela 24 e 25 de Novembro de 2006.A. ao relatório deste estágio o prémio de Me- légio e da Sociedade lhor Estágio do Colégio de Engenharia Me- Portuguesa de Mate. em 2005.com O 7. Federação Europeia de Sociedades de Ma. principais aplicações destas espumas são no campo da ortopedia (fracturas.ª Cláu- dia Ranito na sessão comemorativa do Dia Parte deste trabalho.º pré.

Materiais moleculares. em vez de navios tanques modificados. FPSO – Requisitos DEMat – Departamento de Engenharia de fadiga e desgaste. mas. ting Production Storage and Offloading). gicamente sensíveis. Estruturais O MATERIAIS’2009 focará os avanços re- centes em caracterização.pt e mais tarde foram resgatados por helicóp- teros da Royal Navy. desenho e modelação de materiais estrutu- mulação de aplicações. 1983 no LNEC (MATERIAIS’83) e. o evento pretende abranger um maior número de temas técnico-cien- tíficos e incentivar a apresentação de trabalhos de jovens investigadores. corrosão em equipamento de pro. rea­ de navio. Os principais temas a abordar nestas Jornadas são: A 18 de Janeiro de 2007. desde tência estrutural do casco. mento internacional. Materiais não cristalinos. então. e sua relação com as pro. www. Nesta operação perdeu-se O Presidente da Comissão Organizadora é lógicos. no Pólo Tecnológico “MSC Napoli” de Lisboa. Avaliação de desempenho através da si. Inglaterra. ímpares.eagle. a sua língua oficial. dades flutuantes de produção. corrosão em novos materiais. incluindo óxi- dos. Avanços na Ciência de Superfícies e mé- todos de análise. inibidores de máquinas quando atravessava o Canal da corrosão. De acordo com os novos requisitos. falha estrutural grave na zona da casa das dução de energia. serão organizadas de acordo com vários tó. as picos. transporte e ar. o Prof.org/news/press/may05-2008b. Pela primeira vez é também aberto o convite à par- ticipação no Concurso de Fotografia Técnica sobre corrosão e protecção de materiais. A sociedade de classificação American Bureau of Shipping (ABS) adoptou novos requisitos estruturais para a análise de uni- rais e funcionais. a 20 de Janeiro. corrosão electroquímica. protecção catódica e anódica. cobrindo todo o espectro Materiais para produção. que os regamento e da operação em áreas ecolo- Materiais para aplicações em engenharia Congressos da SPM obtiveram reconheci. processamento. Os 26 tripulantes abandonaram o navio a bordo de um salva-vidas fechado Informações complementares em: http://jornadascpm. com relevo para os seguintes: FPSO são considerados “navios” especiais Efeitos presentes só em nano-escala. As conferências bienais da Sociedade Por. o porta-con- tentores “MSC Napoli”. Luís Guerra Rosa. não-óxidos e vidros metálicos. através da atribuição de um prémio ao melhor trabalho apresentado. passando o Inglês a ser Ver sítio: Fabricação de componentes utilizando ma. tornou-se evidente que o O próximo Congresso da Sociedade Por- tuguesa de Materiais vai decorrer no Instituto Superior Técnico. pelo que serão atribuídos prémios aos autores das fotografias clas- sificadas nos três primeiros lugares. pelo que foi intencio- nalmente levado para a praia onde encalhou 5 a 8 de Abril de 2009. turais. em Lisboa. sofreu uma corrosão no betão armado. As mazenamento de energia. têm tido lugar regularmente nos anos novos desafios que se colocam a este tipo priedades físicas. ao aproximar-se da costa inglesa. de teriais electrónicos e optoelectrónicos. com capaci- dade de carga de 4419 TEU. Sob o tema “Novos Desafios”. XIV Congresso da Sociedade Portuguesa de Materiais O navio foi posteriormente rebocado para V Simpósio Internacional de Materiais Portland. atendendo aos turas cristalinas. risco do navio se partir em dois e afundar era muito elevado. Colégios ENGENHARIA ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS CONTINUAÇÃO NAVAL “Corrosão e Protecção de Materiais” Naufrágio A quinta edição das Jornadas da Revista “Corro- são e Protecção de Materiais” vai ter lugar no do porta-contentores dia 20 de Novembro de 2008. Foi com o MATERIAIS’2001. nomeadamente ao nível do car- Materiais para altas temperaturas. na forma oral ou de poster. Não se registou qual- quer tipo de ferimentos. Materiais do IST. Integração de materiais em sistemas bio. tuguesa de Materiais (SPM) começaram em Maior foco foi dado à avaliação da resis- Cristalografia. com idade não superior a 35 anos. Presidente do Integridade estrutural: corrosão. danos. armazena- da Ciência e Engenharia de Materiais. Mancha. mento e descarga para navios FPSO (Floa- comunicações orais e as sessões de posters Aplicações inovadoras para materiais na. corrosão microbiológica. defeitos associados a estru. civil.ineti. lizado na Universidade de Coimbra. e tratamento de superfícies e revestimentos.html .

ainda.europa.cfm?lang=pt Jornal Oficial da UE EUROSTAT http://eur-lex. o colóquio “Navegar na União Europeia – A Política de Transportes Marítimos”. N o dia 15 de Maio decorreu. não requeriam a ve. as acções correctivas fossem introduzidas. ticamente devido ao caturrar.europa.eu/index_pt. quando gurança operacional. dos quais à International Chamber of Shipping que se destaca: o casco não ter uma resistência promovesse códigos de boa prática à indús- à encurvadura na zona da casa das máquinas tria de porta-contentores. na sede da Ordem dos Engenhei- ros. principais Sociedades Classificadoras que rificação da instabilidade estrutural fora da verificassem a adequabilidade do projecto Relatório em: www. salientam-se: a génese da legislação co. em grupos de peritos e. Navegar na União Europeia munitária. e 8 ainda estavam a ser estudados.ec. Jorge Leo­ O orador salientou a necessidade da sociedade Portuguesa ser mais nardo. alguns navios sofreram modi- entre a resistência última e o carregamento ficações estruturais locais e outros viram a de projecto era inadequado. Conselheiro de Transportes e Telecomunicações na Repre. e à Agência Ma- de acordo com os regulamentos actuais. tendo também sido abordada a última Presidência Portu- guesa. Colégios Paulo de Lima Correia Tel.com adequada. organizado pelo Conselho Regional Sul do como se aplica e quais as consequências das decisões tomadas em Bruxelas.30070682.htm http://europa.EU Síntese da legislação Alguns sítios de interesse da UE http://europa. 10 encontravam-se em situação limite de aceitabilidade.maib.cfm?CL=pt . requisitos do projecto estrutural de porta- Considerando a potencial vulnerabilidade de -contentores.eu/scadplus/leg/pt/s13000. cerca de 2% desses navios não cumpriam satisfatoriamente os requisitos actuais sobre estabilidade estru- tural.eu/whoiswho/public/index. na participação nas consultas públi- Dos vários temas abordados. tigação sobre adequadas técnicas de moni- A investigação do acidente subsequente iden.eu/transport/index_pt.htm Legislação Comunitária em vigor Quem é quem http://eur-lex. requereu às nos esforços e o desenvolvimento da inves- sobre um dos bordos durante o encalhe.: 93 427 54 99 Fax: 21 313 26 72 E-mail: paulolcorreia@hotmail. isto é.europa.eu/JOIndex.eu/portal/page?_pageid=1090.eurostat. quem são os actores da decisão. MSC%20Napoli. os esforços a sua actividade operacional limitada até que que o navio ficou sujeito aumentaram dras. a margem de segurança Em resultado. activa no desenvolvimento de redes de contactos e no envolvimento sentação Permanente de Portugal junto da União Europeia. cas e estudos lançados pela Comissão Europeia. torização das tensões a que o casco destes tificou uma série de factores que contribuí­ navios está sujeito.eu/oeil/index. EUROPA. Foi ainda recomendado ram para o colapso da estrutura.109 Observatório legislativo 0_33076576&_dad=portal&_schema=PORTAL www.europarl. MAIB. tendo-se ve- rificado que 12 deles necessitavam de acções correctivas. Foram analisados 1500 navios. a consolidação da investigação um elevado número de contentores devido navios similares. Colégio de Engenharia Naval que teve como orador o Dr. como se passa das ideias à aplicação prática em cada Es- tado. sendo necessário efectuar análises mais detalhadas. com particular destaque os dossiers da segurança marítima.jsp?language=en DG TREN Acompanhamento de procedimentos inter-institucionais http://ec.europa. da construção do navio. o projecto estrutural estrutural de navios similares aos actuais re.eu/prelex/apcnet.pdf não contemplava uma reserva de resistência quisitos de estabilidade estrutural. como se influencia e negoceia. isto é.uk/cms_resources/ zona de meio navio. as rítima Zodíaco a revisão do sistema de se- normas de classificação aplicáveis.htm http://europa.html http://ec.europa. o organismo de investiga. sobre as consequências do caturrar do navio ao facto do navio ter adornado e tombado ção do Reino Unido.europa. e a velocidade Foi recomendado simultaneamente às So- do navio não foi reduzida o suficiente para ciedades Classificadoras a reavaliação dos compensar o estado do mar.eu/pt/index.do?ihmlang=pt http://epp.gov.

nume- mento do Território e do Desen.osgeo. tido como colectores e ciclones de passo sim. e com o Apoio do Minis. O novo La- boratório Associado. são ciclones de passo simples. desenvolvidos pelo pró- do Ambiente. à selecção a nível local dades portuguesas e europeias que contri. tindo a recirculação de poeiras muito finas cional. patente para a recirculação electrostática.º lugar (Sistema para tra.osgeo. A alta tensão é criada em 9 de Maio de 2008.A. a jusante dos Agência Portuguesa do Ambiente. e constitui. são imunes mental Press) e corresponde à primeira fase O objectivo do PNIA é reconhecer as enti. meração e facilitando a sua captura. Professor culação que utiliza ciclones de fluxo inver. paredes. está a ser organizada uma Con- evento. de corrente contínua a um sistema de recir. (ESPs). promovendo a sua aglo. buem para um bom desempenho ambiental alta tensão cerca de 15% da utilizada nos No dia 3 de Junho. ESPs”. culação electrostática diminui as emissões Prémio Nacional de Inovação Ambiental entre 40-60% relativamente à recirculação O Prémio Nacional de Inova- ção Ambiental (PNIA). foi formada – Laboratório de Engenharia de Processos. IPC).. patenteados e no mercado desde 2001 O projecto Recirculação electrostática para O projecto classificado em 1. em Lisboa. que conta com o Alto Patrocínio do tamento biológico anaeróbio de águas residuais com elevados teo­ res de matéria orgânica e sulfa­ mecânica. A origem deste invento remonta aos projectos para apresentação final. aos ciclones colectores. mas em que os colectores de partí- tério do Ambiente. Mariano Gago. gerido dor da recém-criada empresa Advanced electricamente carregadas.. numa caldeira classificados em 2. do Ordena. é uma iniciativa da Indústria e Ambiente renciados para produção de energia – ESAC/ Como não capturam as partículas nas suas (ramo nacional da EEP . Cavaco tos – INETI/DER) e 3. sendo a potência eléctrica de de candidatos ao prémio europeu. ESPECIALIZAÇÃO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA Alice Freitas Tel. trada no INPI o correspondente pedido de toria do Eng. a Unidade coerente Esta cerimónia contou com a presença do Ministro da Ciência. com núcleos operativos em diferentes Univer- N o dia 2 de Junho teve lugar a assinatura oficial do Contrato do Novo Laboratório Associado. apenas aplicada aos concentradores. sidades Portuguesas.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: aafreitas@cdn. isto é.º Romualdo Salcedo.: 21 841 91 82 Fax: 21 841 91 98 E-mail: jcbordado@ist.org . químico de efluentes líquidos – culas são ciclones de fluxo invertido. tendo sido criada uma SIGs. através da Unidade de processo de gaseifi.eu culação mecânica. Nesse âmbito. juntamente com os processo industrial. pela Cotec Portugal. A recir. ria Química da FEUP. podem ser consultadas em: www. ao contrário dos ESPs.pnia2008. mercado em Junho de 2007. permitindo um abaixamento muito significativo (40%) na potência eléctrica gasta.utl.º lugar (nove unidades vendidas em Portugal e uma captura de poeiras finas – FEUP/Advanced “O invento consiste em aplicar uma tensão em França). ex-equo com ricamente optimizados. S. A Catedrático do Departamento de Engenha. para explorar estes sistemas a nível interna- Ambiente e Energia (LEPAE). cujo prin- Presidente da República.A. ferência Nacional sobre Software Aberto de Informações sobre a Associação OSGEO guês da OSGEO. empresa Advanced Cyclone Systems. permi. cação/fusão de resíduos indife­ colectores.European Environ. de maior qualidade e prestígio no domínio da Bioengenharia e áreas nologia e Ensino Superior. e administra. lectores juntamente com poeiras emitidas no A recirculação electrostática foi colocada no O projecto vencedor é. (Sistema de tratamento electro. de biomassa em França. Estas poeiras finas. foi recentemente classificado de “excelente” por uma equipa internacional de peritos. e electrificados por alta tensão. através do programa COHITECH II. Trata-se de uma nova tecnologia.org/mailman/lis- No próximo número da “Ingenium” se- rão divulgados mais pormenores sobre o Open Source Geo tinfo/Portugal). da equipa directiva do relacionadas. reentram nos co.º lugar cípio de operação deriva dos electrofiltros Silva. da au. no Centro Pode obter mais informação na página Web: ciclones optimizados com sistema de recir- de Documentação da Agência Portuguesa www. investigador do LEPAE ples como concentradores. foram nomeados seis através das suas inovações. Comel/Engiscience. Instituto de Biotecnologia e Bio- engenharia. E stá em fase de criação o Grupo Portu. Tec. prio. candidato nacional ao EEP Award. depois de obter os apoios necessários vestigação daquela Faculdade. Cyclone Systems S. resistividade. Colégios ENGENHARIA QUÍMICA João Carlos Moura Bordado Tel.A. a problemas de muito alta ou muito baixa do EEP Award.pt OSGEO lista de difusão que já tem cerca de 100 ade- rentes (http://lists. A 2 de Maio de 2007 deu en- Cyclone Systems S.. foi o vencedor.pt Laboratório Associado IBB Novo Laboratório e de um largo número de convidados. centro de in.ordeng. que se realiza em Outubro de 2008. Os concentradores volvimento Regional. no panorama nacional da Investigação e Desenvolvimento.

a 6. soras do SCE e com o apoio da ADENE. 6 de Abril) com a maior precisão e. este considera um facto muito positivo para a ex- projectos mais relevantes e com mais im. dard 62). resultou também no matização. SCE. A grande maioria destes Especialistas acedeu a esse título.as Jornadas de Climatização tentes. Jornadas de Climatização. uma vez que é usado o XML. Especialista deve estar sempre associado. que. o que se qualidade de autores da grande maioria dos viduais de aplicação muito trabalhosos. que compreendam os objectivos e me. interessa que os Especia. Engenheiros já são PQs do SCE. www. Colégios ESPECIALIZAÇÃO EM ENG. Continuando a tradição de publicação de O Desempenho Energético dos Edifícios e a Qualidade do Ar Interior material técnico actual em português na área A Comissão Executiva da Espe- cialização em Engenharia de Climatização. de tornar-se Peritos Qualificados (PQs) RCCTE ciativa. em Nuremberga. no final. da Ordem dos Engenheiros. ASHRAE sobre requisitos de ventilação (stan- de Outubro de 2008.ordeng. na sequên- cia de uma exigente análise curricular e de projectos AVAC. que começará a 1 de Janeiro de 2009. mais de 2/3 dos actuais cerca de 60 todologias do SCE (DL 78/2006. Especialistas em SIGs. listas em Engenharia de Climatização conti. no Hotel No período da tarde. de 6 de neiro e Março de 2008. Ar Interior. indicados. contando para tal com a presença de “Distinguished Lec- da Climatização.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: aafreitas@cdn.as dois temas de grande actualidade pela Ordem dos Engenheiros. cialistas que. em frente à sede da Ordem vida uma discussão técnica sobre zação vai promover a tradução e publicação dos Engenheiros. será promo. celência profissional a que o próprio Grau de pacto no mercado. de que a Comissão de Especiali- SANA. o que foi muito proveitoso quer para entre outros aspectos. em que. em colaboração com ar interior na Europa e nos Esta- dos Unidos.svgopen. Scalable Vector Graphics (SVG) é uma norma do World Wide Web Designers.ª Con- ferência Internacional em “Scalable Vector Graphics”. em sintonia com as entidades supervi. do maior interesse que. na última década. a Ordem dos Engenhei. que incluiu 12 dias Especialistas de Climatização da Ordem dos Abril) e a ele adiram activamente. incluindo o RSECE. com um Participantes do curso num momento de convívio no restaurante da Ordem grau de complexidade superior. re. entre 26 e 28 de Agosto. Web R ealiza-se. Para mais informações consultar: www. em Lisboa. quer para os formandos e a conformidade genérica dos mesmos com regulamentos. CAD e Mode- lação / Edição de Cenas. bem as secções nacionais da ASHRAE turers” da ASHRAE e especialis. da sua autoria. os participantes receberão uma cópia da brochura da REHVA sobre “A ventilação em espaços para fumadores”.ordemdosengenheiros.pt A Ordem dos Engenheiros reconhece como Especialistas em Engenharia de Clima- tização os profissionais do sector do AVAC Especialistas em Engenharia de Climatização são Peritos Qualificados mais competentes e com forte reconheci- mento e respeito entre os seus pares. A conferência pode ter interesse para Engenheiros de Software. De manhã será em Portugal: a aplicação da Lei do Tabaco e feita uma análise comparativa das políticas a aplicação da Certificação Energética e da Mais informações em: de eficiência energética e de qualidade do Qualidade do Ar Interior aos edifícios exis. Com este objectivo. como versões em português da norma e da REHVA. tivo e com grande interacção mútua e diá. as 8. por outro e RSECE. portanto. curso decorreu num ambiente muito posi. DL 79 e 80/2006. SVG Open 2008 O conteúdo dos ficheiros é legível. logo. para além dos objectivos específicos já a legislação em vigor. Consortium (W3C) que permite alta qualidade de gráficos animados. organizou um curso especial para os Espe.org/2008 . Artistas gráficos.pt 8. promove no dia 15 tas nacionais. é também analisada nuem a ser exemplares na aplicação dos novos os formadores. por um ros. Na sua de formação em sala e dois exercícios indi. de CLIMATIZAÇÃO Alice Freitas Tel. os Especialistas em Engenharia de Cli. vertentes Energia e Qualidade do Com estes novos 20 Peritos Qualificados do lado. permitiu ainda um bom convívio É. Com trabalho intenso entre Ja. aprofundamento de um espírito de grupo e cebam formação que lhes permita aplicar a cialistas em Climatização que desejassem das amizades pessoais entre todos os Espe- nova regulamentação térmica para edifícios inserir-se neste novo contexto profissional e cialistas de Climatização envolvidos na ini- (RCCTE e RSECE. e muita colaboração pessoal entre os Espe- lado.

A componente laser (RIEGL LMS Z360I) do objecto com informação radiométrica re- pouco precisa. . quer para determinação A câmara fotográfica é composta por uma superficiais reflectem deteriorações internas de deslocamentos. 2. são rápidas e produzem on-line informação denadas cartesianas instrumentais (x.1 mi- e são quantidades importantes a determinar tados interessantes em experiências piloto lhões de elementos sensíveis do tipo Char- [Tedd et. a desenvolver e a aplicar trutural dessas obras. pontos é registada a intensidade (I) do im- res a 10. A tecnologia tamento. refere-se a uma calibração adequados e anteriores ao levan- amostra discreta no espaço e não na obser.Y.2.7mm × 15.y. z. quando apoiada em de informação. mecanismo de orientação do feixe laser. ração e problemas relacionados com o enve. Devido a dificuldades operacionais. pelo que as operações polares esféricas são transformadas em coor- mundo têm agora mais de 50 anos de ope. 1997]. por um lado o modelo com pontos por segundo. Para cobrir integralmente o objecto são ne- lhecimento. beça rotativa. adquirem incerteza típica deste tipo de equipamento separadamente um modelo tridimensional é sub-centimétrica e diminui com a distân- do objecto em estudo e informação RGB cia à superfície reflectora [Gordon. A segurança dessas estruturas é tronicamente. A distância (D) é calculada a jectiva.z). constituí­ laser. metodologias quer para inspecção visual as. no entanto. Associado a esses 1. referencial instrumental próprio. A excentricidade do chamado ponto vação da superfície propriamente dita. é possível fundir a in- mento especificamente dedicado a essa ta.z) é conhecido pecções visuais são feitas por especialistas (laser scanner tridimensional) e um sensor e. em geral dade.b) por um espelho produzir. apesar pertence ao grupo dos chamados time delay ferenciada do tipo (x. queza de informação só limitada pela ima. B) ou (X. B). A fusão destes dois tipos A frequência de aquisição vai até aos 12. o comportamento e avaliar a segurança es. partir do tempo de ida e volta do impulso quando comparada com a inspecção visual mensional” de onde se pode extrair uma ri. Imagens digitais Em barragens de aterro. O equipamento integra um sensor activo sistema de coordenadas (x. ged Coupled Device (CCD) na banda da ra- feita por observação topográfica de marcas fiabilidade do sistema e relação custo/utili. O feixe laser é deflectido de acordo com in- mara fotográfica digital calibrada. G. TOF (Time Of Flight). crementos angulares (α. a 2.Z). I.6mm com 6.COMUNICAÇÃO Sistema Combinado de Varrimento Laser-fotogramétrico na Observação de Estruturas António Berberan 1. estes sistemas ope. diação visível Red Green and Blue (RGB). pulso reflectido.000 pontos por segundo. João Boavida 2 e Adriano Oliveira 3 Os sistemas combinados (CTIS – Combi. um detector do sinal reflectido e um dos por lasers scanners e por câmaras foto. tínuo e. e a foto. de acordo com a formulação fundamen- sem a assistência de qualquer tipo de instru. digital com o registo radiométrico do cená. cada uma com o seu uma preocupação quer para os donos. uma resolução espacial de amostragem su. os deslocamentos sistida de barragens. quer Desde 2003 que o LNEC – Laboratório Na. cional de Engenharia Civil e a Atescan – Di. No principal da câmara em relação à origem do que diz respeito a barragens de betão. Por outro lado. equipamento de varrimento laser e câ. cessárias várias posições. G. passivo (câmara fotográfica digital reflex). reflectiram a radiação laser. formação proveniente de um e outro sensor refa. rio. systems e é concretamente um sensor tipo Y. Essa determinação é no que diz respeito à incerteza posicional. com menor custo e maior celeridade. subjectiva e onerosa. é conhecida a partir de procedimentos de A observação. R. de muito valiosa. tornando- para as autoridades a nível mundial. corrente da referida metodologia.. (Red Green Blue). têm vindo. Consiste numa fonte ned Terrestrial Imaging Systems). ordenadas polares esféricas dos pontos que ginação. -se necessário concatenar as várias nuvens de nitorização é importante para compreender gitalização Tridimensional.000 A inspecção visual. I. laser. superficiais espaçadas regularmente. R. A GEOGRÁFICA gráficas digitais reflex calibradas. Tendo sido obtidos resul. muitas vezes. Z. permite construir uma “fotografia tridi. já estruturada. matriz de 23. respectivamente. pode ficientemente densa para se considerar con. informação mais fiável e menos sub. por outro. catalogada e suportada elec. Varrimento laser de forma a obter-se um modelo numérico informação assim coligida é. pontos num único referencial (X. al. tal da fotogrametria. Lda. As três quantidades constituem as co- tradicional. 2. as ins. já se passou a uma fase de aplicação A geometria interna de formação da imagem no coroamento e no paramento de jusante. A mo. directamente para um suporte elec. y. As referidas coordenadas Milhares de grandes barragens em todo o grafia é instantânea. Introdução ram com frequências de aquisição superio. 2001]. a cobertura fotográfica em rotação ou oscilação localizado numa ca- trónico.y.1.

com um catálogo de inspecção onde consta os diferentes conjuntos de nuvens de pon.2. O levantamento in. com escala servação com o laser scanner. criou-se uma rede de Dezembro de 2002 [Marcelino. triângulos irregulares (TIN) com base na sistema de monitorização incluía uma rede em qualquer dos eixos de rotação. de acordo localizada na região de Coimbra completada de acordo com um catálogo com uma legenda predefinida em 1949. a jusante. milhões.3. Barragem tos. 2004]. do Lapão tema laser para fortalecer a geometria da Na barragem do Lapão. O levantamento da barragem e da predefinida. rigidas de distorções.191. O denadas cada décimo de segundo de arco. a metodologia foi aplicada a três barragens: Alto Ceira (altura do coroamento acima da fundação: 37m. Alto Ceira A barragem do Alto Ceira. Na segunda fase geraram-se imagens cor.2 L evantamento combinado laser e fotogramétrico Na mesma data foi feita a terceira campa- nha de observação por varrimento laser e a Figura 1 – Perspectiva de um modelo tridimensional com as intensidades laser do paramento de jusante do Alto Ceira com primeira simultânea (geodesia e laser). do Lapão é composta por duas estações de referência e 18 marcas superficiais com cen- tragem forçada (Fig. As quantidades observadas foram compensadas com um pro- grama para ajustamento de redes de monito- rização geodésica (www. sobre o ortomosaico e usando um soft­ [Berberan et al. Em 18 de Julho de 2007 as marcas superfi- ciais foram observadas das estações com uma estação total com precisão angular de ±1” e linear de ±(2mm+2 ppm). concatenação das várias nuvens e à reamos.3. aterro) e Cahora Bassa (170m. Em Março de 2003 e em Fevereiro de distância focal. temente. e a câ.2. nuvem filtrada e fundiram-se os dois tipos de observação geodésica utilizada frequen- mara foi equipada com uma lente de 85 mm de informação numa TIN texturizada.com). A vectori- foi realizado a partir de três estações. tivos e projectivos característicos de uma A rede de observação geodésica da barragem cessamento em gabinete. tragem por filtragem 3D. que são arbitrários. Na terceira fase gerou-se um ortomosaico de 2005 executaram-se campanhas de ob- gens obtidas foi de 99 e o de pontos 13. tos.5m. O maior problema na inspecção visual assistida reside na resolução da ima. 3. como base para a vectorização de deteriorações. determinação dos parâmetros de transfor. 3. às quais foram retirados os efeitos perspec. 2) para todo o paramento. 2007a]. projecção central. Lapão (39. 5).1 Observação geodésica A informação coligida originou 5 dias de pro. ware CAD (desenho assistido por compu- tegral do paramento da barragem. repasses. 3. só 8 foram observados por métodos taque- métricos para referenciar as nuvens de pon. 3).563 pon. cada cubos de 3 cm deu lugar a 1. Exemplos de Aplicação Entre outras. propriedade do grupo EDP (Fig. as chuvas intensas de O sistema foi configurado para obter coor. betão).. e o sistema deslocamentos durante Figura 4 – Associação das tecnologias CAD e DBMS de referência da obra. sendo todos eles observados pelo sis.). pertencente à DRABL. samento inicia-se na fase em que se procede A fase final consistiu na vectorização em mo- gem e não na qualidade métrica da mesma à referenciação de cada nuvem de pontos. e. registaram-se grandes trumentais. O número total de ima. betão). Com as estações (a vermelho) e alvos retro-reflectores (branco) esta última campanha pretendeu-se avaliar . a partir das imagens originais e sua envolvente durou 6 horas. 1) é uma barragem de betão Figura 2 – Extracto de ortomosaico Figura 3 – Vectorização de fissuras. zação em linhas e polígonos é feita de acordo uma com três posições. para concatenar.5 (Fig. cavitação.1. Destes 21 alvos feridas deteriorações. à nitor. Esta filtragem por tador) das deteriorações (Fig. O fluxo de proces.epoch-suite.2. mação entre os diferentes referenciais ins. a caracterização gráfica tos foram usados 21 alvos retro-reflectores e a estruturação das re- na vizinhança da barragem. etc.

etc. As nuvens de pontos texturizadas (Fig. os alvos e os vectores entre estações e alvos. destacam-se os formatos 3dPDF (le.COMUNICAÇÃO GEOGRÁFICA Figura 5 – Localização das estações de referência e marcas superficiais a incerteza posicional do sistema laser. o que per. uma determinada inspecção visual e incidindo pessoas. No en- tanto. carros. enquanto uma outra levou sensivelmente o mesmo tempo para fazer a observação geodésica. MS11 e MS13) foram usadas como referên- cias. MS08. a maior parte dos quais só pode ser cabalmente explorado num moni- tor. longo de um percurso predefinido registando de pontos como os reflectidos por vegetação. sobre detalhes que o engenheiro queira des- foi filtrado para cubos de 30cm. A partir deste modelo é possível produzir su.. que per- perfícies usando o algoritmo de triangulação imaginária pode. Em ambientes de realidade virtual (VR) os Figura 7 – Assentamentos Figura 8 – Nuvem de pontos texturizada Figura 9 – Mesh evidenciando fenómeno modelos 3D texturizados podem ser traba- . logo após o varrimento laser. Entre os documentos passíveis de ser produ. assinalados por de Delaunay e gerar perfis. pode navegar através e à volta do modelo tri.3 Novos documentos de engenharia Os sistemas de varrimento laser terrestres Figura 6 – Nuvem de pontos com intensidades laser da barragem do Lapão (2007) mostrando as três posições de varrimento. 9 ilustra a utilidade da mesh. para se extrair toda a riqueza desta in- formação são necessários softwares que a sis- tematizam em novos tipos de documentos de engenharia. MS06. Uma equipa levou 6 horas para fazer o levantamento da barragem por laser e para determinar. medir e obra. Cinco destas marcas (MS05. acto contínuo. 3. crucial e supervisio. por comparação com os resultados da observa- ção geodésica. O levantamento laser foi feito com três es- tações e 27 alvos retro-reflectores. entre os quais se incluíram as 18 marcas superficiais. mover-se ao mitiu detectar fenómenos. podem estar imediatamente disponíveis na nada redução da quantidade de informação. A imagem pequena é um alvo retro-reflector ou aerotransportados coligem o chamado para observação geodésica e varrimento laser modelo digital de superfície DSM (Digital Surface Model). as coordenadas das marcas superficiais. cortes.8) mite uma significativa. examinar detalhes milimétricos. O DSM.7). dada a sua tridimensionalidade.2. gíveis em Adobe Reader) e onde o engenheiro tacar. zidos. uma vez limpo. Uma câmara A Fig. dimensional do objecto em estudo. por exemplo. o qual tem que ser limpo lhados evitando estadas prolongadas no campo. curvas de nível e outros documentos bidimensionais e tradicionais de engenharia (Fig.

Sua importância na detecção do acidente de Janeiro de 2003.7 4.. Lda.net 3. 2000. É razoá­ mente precisa determinação de deformações Lichti. O nú- mero de pontos materializados é pratica- mente irrelevante em termos de custos ou prazos. num futuro próximo. Berberan. N. “Calibration and testing of a terrestrial laser scanner”. 3 E-mail: adrianooliveira@artescan. Esta methodological approach”. ras. “Integration of laser scanning and close range I mostra o erro médio quadrático em mm de 2cm por pixel. naturais e arti- ficiais. Proceedings of SPIE Electronic Imaging para cada uma das componentes X. situada na pro. Vol. bufeira de 65Km3 e um coroamento com de reconhecimento e classificação de dete- pecção tradicional e dificilmente represen. Marcelino.2. issue 2. de outra forma imperceptíveis na ins. et al.º Brazilian Concrete Con- 3. tornar-se-á também suficiente para barragens de betão. bem como uma suficiente. part B5.8 2. varrimento laser em operações que duraram Laboratório Nacional de Engenharia Civil 4 dias. Granada. além dos pontos materializa- dos.. 2007a. California. a precisão pos- sível é suficiente para barragens de aterro e. Uma vantagem do método é o facto de se levantar. Boavida. Moçambique. registar situações e fazer Survey Review. Os campos de investigação que permitirão melhorar a precisão são a definição de pro- cedimentos de calibração do laser scanner.. 33 n. et al. da fundação. Remote sensing. “Assisted visual ins- Dx Dy Dz RMSE total 5. tido como mais preciso. Portela. “Observação da barragem do Lapão. January..1 5. 1997 víncia de Tete. já que estão codificados Proc.. E. The Inter- national Journal on Hydropower and Dams. E. sando a produção de um ortomosaico com Artescan-Digitalização Tridimensional. P. A. A. Conference. Z iso. 16-23 de Abril. chegar a precisões mi. Lda.7 Berberan. D. Em termos de desenvolvimento. Os vários registos. laser enquanto sistema de posicionamento sionais de pontos materializados. International archives of Photogrammetry and vel afirmar-se que a precisão do varrimento de superfícies ou de deslocamentos tridimen. “De- RMSExyz 8. das coordenadas obtidas pelo laser scanner modelos que permitem uma inspecção visual Gordon. Tedd. rápida mas fiável. R. de 450 metros a jusante. nadas de pontos. nharia (independentemente da importância ragem. August. Portugal. J. 1995. medição de deslocamentos. Marcelino. A partir de 41 estacionamentos co.7 formation monitoring of earth dams using laser scanners quentes às barragens. Y. designadamente um vídeo. A. 2004 (in Portuguese). 2004. Foi gerado um ficheiro 3dPDF Engenheiros Geógrafos de pontos foi avaliada por comparação com de onde se podem invocar vários outros do- os resultados proporcionados pelo método cumentos.3. Oliveira. quer a bar. Holton. “Multiple Outlier Detection: a Real Case Study”.9 2. A. Fortaleza. J. Vol. A Tabela modelo CAD tridimensional e ortoimagens Beraldin. bem como para (XYZ).º 1.4 A valiação expedita da qualidade ordenaram-se mais de 50 milhões de pontos Artescan-Digitalização Tridimensional.0 mento exigem inspecções visuais mais fre. “Metric performance of a high-resolution laser scanner”. RMSExyz 7. Em Junho de 2007. Boavida. ladamente. facilitam o estudo da evo. Istanbul. 33-48. J.. A. RMSE control 2.. Actualmente.2 pection of dams for structural safety control”.net O laser scanner permite determinar coorde. II Congresso Luso-Brasileiro de Geotecnia. “Visual inspections in concrete structures. J. pelos responsáveis da segurança de estrutu. 4. Espanha. Géotechnique 47. A. photogrammetry the last decade and beyond” XXth Con- Tabela 1 – Erro médio quadrático (mm) gress International Society for Photogrammetry and Re- mote Sensing. Brazil. J. 2001. electronicamente. XXXIII. Charles. pre- e da sua envolvente. A utilização desta pla. San Jose. materializados ou não.8 Os problemas relacionados com o envelheci. e tendo em vista o melho- Figura 10 – Janela interactiva 3D do Adobe Reader mostrando o modelo tridimensional da barragem de Cahora Bassa ramento da inspecção visual assistida. limétricas [Berberan et al. L evantamento da barragem informação serve para alimentar sistemas gress. e no que diz respeito à . dos respectivos dados. RMSE check 6.pt tudo em causa). I. C. pode.. 2 E-mail: jboavida@artescan. A lução de fenómenos ao longo do tempo. RMSExyz 4. Portela. 2007a]. bem como ligações para outros documentos relacionados com a barragem coniza-se a semi-automatização do processo setas. Conclusões Berberan..7 3.. Aveiro.9 taforma multi-sensorial permite. A resolução espacial de 1 cm e o levantamento qualidade dos resultados para o primeiro tipo dos taludes. 2000 (in Portuguese). . um desenvolvimento de 323m e 137m acima riorações com base na utilização de técnicas táveis em documentos tradicionais de enge. Volume 14. 42. o estudo de um modelo de erro para esta tecnologia e a melhoria no desenho dos equi- pamentos e seus acessórios. J. “Hydro 2007”. após fusão 15 a 17 de Outubro. foi levantada por 1 E-mail: berberan@lnec. geométrica e semanticamente. de Cahora Bassa periciais que auxiliem a tomada de decisões “The effect of reservoir drawdown and long-term conso- A barragem de Cahora Bassa.º 255. quer a sua vizinhança numa extensão que esses fenómenos possam ter para o es. tem uma al. 2007b. lidation on the deformation of old embankment dams”. as próprias superfícies. de visão primárias. & Robertshaw. de momento. posicional do método e foram tiradas mais de 500 fotografias vi. and digital imagery”. Amsterdam. um REFERÊNCIAS geodésico. S.8 0.

A vantagem é a possibilidade de a utilização de pilhas de combustível no curto usar uma energia renovável e sem custo. bustível a hidrogénio no sector marítimo e. a única em fase comercial. militares estão a ser desenvolvidas e testa. sidades energéticas relativamente baixas.COMUNICAÇÃO Propulsão eléctrica com pilha de combustível a hidrogénio e painéis fotovoltaicos para embarcações Nuno Fonseca 1. namento. eficiente e limpo. e o longo tempo de carregamento. a ser desenvolvida e testada na indústria au- bustível a hidrogénio e sistema de armaze. AG. também marítimo-turística com capacidade para 42 Deutsche Werft AG (HDW) e a Siemens já foi testada em propulsão de embarcações passageiros. O sistema de propulsão é com. Esta tecnologia está posto pelo motor eléctrico. ou Por estas razões. mente aos sistemas baseados apenas em ba. Filipe Duarte 1. ou eliminar. casos. tivo de reduzir. a tecnologia não responde das em pequenas embarcações com neces. O projecto consiste numa tricos. na maior parte dos Os veículos eléctricos com a energia arma. tência e autonomia (Affolter 2000). deve ser tal que não requer uma quantidade tonomia para a maior parte das aplicações. pode ser utilizado para produzir agora a iniciar. terias são a muito melhor relação de energia de baterias. os painéis fotovoltaicos. é em submarinos militares e resulta de um A energia solar. pois. A configuração é em casco duplo peratura resulta num processo (catamaran). abastecimento. no entanto a potência eléc- potência relativamente baixa com o objec. mente eléctrico. ou em zonas ecologicamente O sistema de propulsão apresentado aqui é já há várias décadas. a Introdução e médio prazos se restrinja a aplicações de radiação solar. fontes. convertida em energia eléc- projecto de uma embarcação para actividade projecto entre os estaleiros Howaldtswerk trica por células fotovoltaicas (FV). o sistema A aplicação mais avançada de pilhas de com. Para navios não militares espera-se que eléctricas. combustível de baixa tem- nováveis. dizer que a aplicação desta tecnologia está Apesar das “limitações” descritas no pará- bustível. As principais limitações são a densi. no entanto têm tido sensíveis. e a médio prazo para o transporte marítimo de curta distância. Demonstra. Pode-se diária de energia elevada. apareceram populacionais. combinado com pilha de com. gumas aplicações onde o conceito pode ser . tomóvel com alguns exemplos de sucesso. A utili- embarcação com propulsão eléctrica e cujas zação de pilhas de fontes de energia podem ser totalmente re. acredita-se que existem já al- energia eléctrica e alimentar motores eléc. a célula de com. insuficiente para cobrir as necessida- zenada em baterias de ácido-chumbo. O hidrogénio. a energia solar e a energia dade energética muito baixa das baterias. lies 2005). Este que torna os sistemas pesados e com pouca bustível a hidrogénio em embarcações não conceito é viável em aplicações com neces- autonomia. combina a energia de três aos sistemas baseados em motores de com. grafo anterior. o perfil de operação da embarcação aos requisitos em termos de potência e au. Tiago Farias 2 e Gonçalo Gonçalves 2 NAVAL Resumo O projecto Hidrocat tem como objectivo oferecer uma alternativa sem emissões po- luentes para actividades marítimo-turísticas e de recreio em planos de água interiores. sidades muito modestas em termos de po. tanto luentes quando os navios operam em zonas des energéticas da embarcação. xiliar durante as operações no porto (Kicku. As vantagens comparativa. armazenada versus o peso e a rapidez de re- buição dos fluxos energéticos. sendo total- uma expressão mínima comparativamente como geradores ou outro equipamento au. zenado a bordo. e um módulo de gestão e distri. trica resultante é baixa e. seja. nomeadamente: o hidrogénio arma- bustão. aparentemente. -se a aplicabilidade do conceito com o ante. automóvel como embarcação. as emissões po. armazenada num sistema de baterias. o As primeiras aplicações de pilhas de com. Um exemplo é a sua utilização diferente dos existentes.

Tabela 1 – Requisitos de projecto nimizar o consumo energético e a geração plementam as necessidades energéticas. Um casco esbelto tem estabilidade transversal baixa e área de . um sistema Neste caso a embarcação é projectada para 42 passageiros mais 2 tripulantes. talidade para a propulsão. junto pridos e que é possível neste momento de. tante que a embarcação tenha a possibilidade. sem a utilização da energia solar. vem também de “buffer” para responder ra. hidrogénio o que para o número de Froude de projecto 5. Demons. sistema de baterias 7. As baterias ser. marítimo-turísticas e com capacidade para cos na cobertura da embarcação. no entanto o sistema razoáveis). por outro lado. canais. painéis fotovoltaicos (Fn entre 0. utilização de motores de combustão em pla.3 e 0. e em canais e planos de água no in. quando esta fonte lado pequeno e produzir pouca ondulação. tranquila e sem vento. de energia solar e o hidrogénio armazenado com capacidade para 42 passageiros e dois guns países já existe legislação que proíbe a a bordo. crito é viável se o perfil de operação da em- parativamente aos motores convencionais ponentes de cada grupo instalam-se de forma barcação não exigir quantidades diárias de são: ausência total de emissões poluentes. Adicio- com energia obtida de fontes renováveis. o conforto da propulsão silenciosa Neste artigo apresenta-se o projecto preli. Capacidade 42 passageiros e 2 tripulantes um bom índice de espaço a bordo. propulsor tem reserva de potência para ven- estudo inicial focado numa pequena embar. Esta secção apresenta o projecto preliminar mano. O sistema de propulsão tem a ca. energia a bordo numa base diária. a energia solar apenas ga. pois usa como fontes energéticas a radiação de uma embarcação para passeios turísticos terior ou na vizinhança de cidades. Pouca geração de ondas Outros Boa estabilidade Figura 1 Aprovação p/operar como marítimo-Turística 1. A rante uma parte da potência que o motor Propulsão Totalmente eléctrica forma dos cascos e o espaçamento entre cas. de serviço. permite obter exemplo. também perde importância nos dias de céu de serviço Pouco calado nimizar a geração de ondas. lagos. a pilha de combustível tram-se na tabela 1. controlo. tripulantes. Os principais requisitos de projecto encon- A configuração da embarcação é em cata. a hidrogénio e/ou o sistema de baterias com. e uma unidade de distribuição operar em águas abrigadas. É também impor- elevado conforto da propulsão silenciosa e do catamaran. O sistema de propulsão eléctrico é híbrido. uma pilha de combustível a hidro. des da embarcação. Os com. rios de rios. à costa. o que permite simultaneamente mi. Pri. funcionam de forma independente. navio de turistas. Em al. e pequena ondulação. (2007) discute-se a implementação do dos e de curta duração. Por Operação Viagens turísticas de curta duração de ondulação e. ou até no mar. se necessário. Sistema de propulsão modular com motor eléctrico Desenvolvimento das Formas do Casco 2. a redução de custos de ope. cer a resistência adicionada devido ao vento cação com propulsão eléctrica para 8 pes. racterística de ser modular. de baterias. A velocidade de serviço são 8 nós em água com a tecnologia existente (e com custos meiro. cada um dos grupos propulso. existe a nos de água mais sensíveis do ponto de vista possibilidade do sistema de propulsão ser Requisitos de Projecto ecológico (electric only lakes). nomia é de 8 horas de operação à velocidade al. Muitas em- mento muito eficiente da energia solar. pilha de combustível 4. sem vibrações. cos que estão na cobertura (ver figura 1). água que são reservatórios para consumo hu. de reabastecer as reservas de ração em combustíveis dado o aproveita. A componente de energia solar Um dia de operação e 8 horas à velocidade Autonomia cos são optimizados com o objectivo de mi. Anteprojecto de Embarcação Turística zonas ecologicamente sensíveis.utilizado com sucesso. necessita. constituído por dois grupos propulsores que O conceito de embarcação eléctrica aqui des- As principais vantagens deste sistema com. Este trabalho é precedido por um estando disponível. locidade máxima. que é im. Velocidade 8 nós de serviço portante para o conforto dos utilizadores. rias componentes do grupo propulsor. painéis fotovoltai. tais como estuá­ tra-se que os requisitos operacionais são cum. 2006). No entanto. controle de potência O desenvolvimento das formas do casco tem electrónico em atenção a necessidade de minimizar a 3. Deste modo. energética é insuficiente para as necessida. ou seja. e res é constituído por um motor eléctrico barcações turísticas têm um perfil de opera- ainda a possibilidade de funcionar apenas acoplado ao hélice e respectivo sistema de ção compatível com estes requisitos. nalmente. As necessidades energéticas da embarcação A energia solar aumenta consideravelmente são garantidas prioritariamente pelos painéis a autonomia. senvolver um protótipo de demonstração O sistema de baterias tem duas funções. A embarcação deve ter um ca- Descrição do Conceito fotovoltaicos. sistema de controlo deve ser muito esbelto. Em Fonseca et pidamente a picos de potência mais eleva. nomeadamente nublado. planos de temas de ondas gerados pelos dois cascos. armazena a energia solar sempre que. em condições de pouca ondulação.4) significa que o casco 6. o independente dentro de cada um dos cascos energia muito elevadas. não é utilizada na sua to. reservatório de resistência ao avanço e a geração de ondas. quando a embarcação navega à ve. génio e um reservatório pressurizado para e sem vibrações é muito atractiva para um minar de uma embarcação para actividades armazenar o hidrogénio. O requisito de auto- soas (Fonseca et al. sistema numa embarcação de 15m. que gere os fluxos energéticos entre as vá. nomeadamente em utilizando o efeito de cancelamento de sis. excepto os painéis fotovoltai. maran.

o sistema de propulsão necessita ção. uma reserva de potência para suprir a resis- tanto. embora relativamente alta. tipicamente 20-40 o plano vertical na figura 2. responder a picos de potência elevados. 1 3 5 V (nós) 7 9 terísticas do motor eléctrico. que é importante. Assumindo eficiência de aumenta a autonomia da embarcação. 12 ion polymer (LiPo ~ 130-200Wh/kg). ou Lithium 14 se conhecer o deslocamento total da embar.000 1. O projecto convergiu para um um projecto cuidado do hélice e a selecção lativamente baixo e respondem bem aos picos catamaran fabricado em materiais leves cujas de um motor eléctrico sem escovas efi. pelo que a solução é juntar dida ao motor eléctrico dada no gráfico da A opção neste sistema de propulsão vai para dois cascos esbeltos numa configuração de figura 4. o qual. O gráfico mostra que a potência requerida Wh/kg. e Para dimensionar o sistema de baterias as- Pm (kW) 10 dos cálculos hidrostáticos para determinar a 8 sume-se que este deve garantir uma autono- imersão e caimento.0 para um casco eficiente. mite uma velocidade máxima estimada li- Deslocamento carregado (kg) 9800 O gráfico da resistência ao avanço mostra geiramente superior a 9 nós. O método de cálculo água tranquila). trica nacional a custo muito baixo. a velocidade de Energia e Autonomias de projecto é de 8 nós. sidade energética é baixa. a partir de aproximadamente 8 nós.600 8. resultam em sistemas pesa- para a velocidade de 8 nós são os 9. dos. dos em cada um dos cascos. Neste caso. correspondendo a uma Baterias resistência de cerca de Parte da energia a bordo é armazenada num 1200N e uma potência sistema de baterias. Neste caso ana- O gráfico da figura 3 mostra a curva de re. pois: efectiva de 5100W. A voltagem do sistema e a 2 da resistência ao avanço é descrito em Fon. e permite resulta na potência pe.0 à velocidade de projecto. de potência elevados. como por exemplo 16 Depois de feita a estimativa de pesos para níquel-metal (NiMH ~ 80Wh/kg). pode 65% para o hélice e 85% ser recarregado durante a noite da rede eléc- Figura 2 – Plano vertical para o motor eléctrico. convés pequena. lentamente para velocidades baixas. De facto.0 Distância entre os cascos (m) 6. fazem-se os cálculos da 6 mia de 3 horas à velocidade de serviço (em 4 resistência ao avanço. 0 capacidade em Amp-h dependem das carac- seca et al. per- Boca de cada casco (m) 1. ajuda no aproveitamento da energia solar. No entanto.2 kW. a sua den- características principais estão na tabela 2 e ciente.0 embarcações de deslocamento é possível de propulsão com dois motores eléctricos Comprimento na linha de água (m) 15. no en.000 400 2. As eficiências assumidas requerem baterias de ácido-chumbo que têm custo re- catamaran.000 0 0 0 2 4 6 8 10 0 2 4 6 8 10 V (nós) V (nós) Figura 3 – Resistência ao avanço (esquerda) e potência efectiva (direita) NAVAL casco em função da velocidade da embarca.6 qual a resistência aumenta muito. tência adicionada em condições adversas de Tabela 2 – Características principais do catamaran começa a aumentar a uma taxa elevada.COMUNICAÇÃO Resistência total Potência Efectiva 2.200 6. A reserva de Boca máxima (m) 7. (2007).000 10. cação e a posição do centro de gravidade. lisaram-se duas alternativas que correspon- Figura 4 – Potência pedida ao motor sistência ao avanço e a potência efectiva do dem a motores disponíveis no mercado e .000 1. portanto.000 Pe (W) Rt (N) 800 4. ou seja. Para vento e ondas. Velocidade de passeio (nós) 8 que existe um “patamar” entre os 7 e os 8 Autonomia só com baterias a 8 nós (horas) 3 nós que corresponde ao cancelamento de Armazenamento Autonomia com bateriais e pilha a 8 nós (horas) 12 sistemas de ondas. deve corresponder potência. assumindo-se o custo superior de Potência do motor do Sistema Propulsor 18 tecnologia mais evoluída. O peso do sistema de baterias pode ser Estimativa de Potência reduzido. A escolha vai para um sistema Comprimento total (m) 15.0 identificar um ponto de transição a partir do interiores com 10kW cada a serem instala- Imersão (m) 0. Observa-se que a resistência aumenta de uma potência superior à anterior.

os de 400 litros. mazenar em volume de depósito semelhante. No extremo inferior temos tricos considera-se ainda uma série de per- as pilhas de tipo PEM (Polimer Electrolyte quada para a presente aplicação são os cilin. 450 Amp/h Figura 6 cia do sistema e se aumenta a autono- 16 144V . as baterias têm um siste em armazenar uma quantidade de com. dos painéis sola. (nós) siderado neste trabalho. O resultado é um sistema de 450 Uma das vantagens da utilização de Amp-h a 60V com um peso de 670 kg. gião de Alqueva.limpo” representa a irradiância em dias de Tal como explicado antes. Figura 5 ultrapassar esta velocidade os motores rece. armazenar o hidrogénio. Membrane ou Proton Exchange Membrane). portanto garan. veitar a energia solar. O segundo bars com uma capacidade para 4. Autonomia garantida pelo hidrogénio de electricidade recebida pelos motores eléc- tura de operação. A autonomia a 8 nós ga- também estão disponíveis no mercado. e a rapidez de garantida pelo hidro- reabastecimento. para cilindros pressurizados a 200 bars e 9.das adicionais. Para cial para acumular energia é grande. 25 150 bars 200 bars m2. rantida pelo hidrogénio varia entre 3. ou de ambos.3 por 12 baterias de 12V associadas em série. O gráfico da fi- bons rácios entre potência e peso e entre gura 7 apresenta a autonomia energia armazenada e peso.que trabalham a 144V e a 60V. A curva de “céu no entanto têm duas grandes limitações. onde os efeitos de atenuação da papel importante neste sistema de propulsão. Assume-se uma efi- de células de combustível que existem podem Figura 7 ciência dos painéis de 13%. a quantidade diária média de irradiação solar Autonomia garantida pelo hidrogénio o tempo de recarga é de várias horas e. Neste caso seleccionam- resultando numa capacidade de 210 Amp-h -se cilindros em fibra de carbono a 350 a 144V e um peso de 800 kg. Adicionalmente. A pilha de combustível a hidro. A grandes. dois. as desvantagens são o custo elevado e a menor . Na estimativa ser classificados de acordo com a tempera. Os vários tipos Vel. como se vê na tabela 3. com capacidade conjunta tecnologia são: a emissão poluente zero. ou armazenada nas baterias para 4 grupos propulsores. A figura 9 apresenta tem pequenas autonomias. Como a embarcação está per- 0 tência suficiente para propulsionar a embar. os painéis 20 700 bars génio é introduzida para ultrapassar estas li. Os méritos desta sor. 10 área da cobertura pode ir até aos 100m2. o poten- 4 5 6 7 8 9 V (nós) cação a cerca de 6 nós em água calma. cuja densidade xima e de mínima irradiância. A energia solar pode ser conver- Autonomia (horas) 12 tida em energia eléctrica por células 8 Opta-se por usar duas pilhas de combustí. no entanto a ade. O sistema é composto pela pilha e 15 embarcação usando uma área de 50m2. portanto um dos desafios con. Neste caso utilizam-se operando a cerca de 100ºC e que usam o hi.o efeito da nebulosidade. A curva de “céu Pilha de Combustível a Hidrogénio é muito baixa. Em conjunto têm po.uso posterior. com densidade de energia é baixa. e compa. de hidrogénio.manentemente exposta à radiação. Uma célula de combustível é um dispositivo 5 pelo que o aproveitamento de energia solar electroquímico que converte a energia de um 0 pode ser aumentado relativamente ao con- 4 5 6 7 8 combustível em electricidade. de 30 recebida numa superfície horizontal. bustível adequada sem ocupar volumes muito atmosfera são contabilizados. 210 Amp/h Célula de combustível com membrana de permuta de protões mia. lula e do processo electroquímico. Existem diferentes tecnologias para real” entra em conta. tes pressurizações. Presentemente. A pelo reservatório pressurizado. Os próximos pa- Autonomias só com baterias rágrafos mostram que deste modo se 20 melhora consideravelmente a eficiên- 60V . horas para 700 bars. onde cada grupo tem 5 baterias de 225 Amp-h e 12V associadas em Células Fotovoltaicas série. um para cada grupo propul- drogénio como combustível.A figura 8 apresenta a irradiância em W/m2 Autonomia garantida pelo sistema de baterias bem energia das baterias. 350 bars No caso da embarcação turística.4 kg sistema é composto por dois grupos de ba.7 horas O primeiro sistema de baterias é composto A figura 6 apresenta um esquema com a cé.recebida numa superfície horizontal. só é viável recarregá-las totalmente du. As baterias quantidade de energia que se consegue ar. em termos médios. durante os meses de má- O combustível é o hidrogénio. na re- res. A um sistema de propulsão eléctrico é a figura 5 apresenta as autonomias em horas possibilidade de facilmente se apro- em função da velocidade. terias em paralelo. rante a noite.fotovoltaicas e usada directamente para a vel de 2kW cada. uma para cada um dos propulsão. em função do mês do ano. génio para diferen- rativamente aos motores de combustão. em kWh/ facto. dros pressurizados. fotovoltaicos são instalados na cobertura da Tempo (horas) mitações.céu limpo.

Environment.6 de operação típico..60 em Julho. garantidas pelos painéis foto- 800 que a energia solar propulsiona a em. September 2005. Switzerland. Fuel Cells Bullettin. as previsões Utilizando os valores de irradiância da figura de velocidade são um pouco superiores. juntamente com as eficiências descritas no De facto.. and solar energy”.000 ferior ao ponto de projecto. Ventura de Sousa. Demonstra-se a aplicabilidade do 2 conceito com o projecto preliminar de um catamaran para passeios turísticos 1 em zonas ambientalmente sensíveis. J.50 rante as necessidades energé. Rovisco Pais.55 0.03 0. listas de velocidade de projecto e autono- Irradiância em Alqueva . 1 Centro de Engenharia e Tecnologia Naval 8. Gonçalves.03 com o consumo energético da volvimento nas Actividades Marítimas).Julho Céu limpo . “Propulsão eléctrica com pilha de Perdas temperatura 0.5 3. na 1. Farias. sidades energéticas da embarcação são. Proceedings European Fuel Cell Forum .Fuel Rendimento FV 0. G. 1049–001 Lisboa dia típico de operação.200 Céu real .. Farias. T.03 0.13 energia eléctrica por dia e em Cells 2000.14 0. Duarte. Velocidade (nós) 6. céu limpo Irrad.08 0. A análise do aproveitamento da energia 1. July 10-14. A fi- Tabela 3 – Potência efectiva produzida gura 9 apresenta os valores mé- pelos painéis fotovoltaicos e estimativa de velocidades dios de irradiação por dia em utilizando apenas energia solar função do mês do ano. Naval (Inovação e Desen- Perdas reflexão 0. (2007).60 0. com valores assumidos liação da energia que é possível converter de Instituto Superior Técnico.14 0. F. Kickulies.50 0. as neces- Céu real . N.85 0.2 4. N.inclinação = 0º 8 7 O artigo apresenta um sistema de pro- 6 pulsão eléctrico e híbrido para embar- 5 cações baseado em pilha de combus- kWh/m2/dia 4 tível a hidrogénio e painéis fotovoltai- 3 cos.. “Swiss Fuel Cell Passenger and Plea­ Irradiância (W/m2) 1020 519 826 322 Julho se obtêm 35 kWh de sure Boats”. solar mostra que. Utilizando as irradiâncias de céu limpo. (2000).5 nós em Julho e 3. T.75 0.08 0. Conclui-se que o apenas energia solar (ver tabela 3). “Fuel cell power for maritime appli­ Potência efectiva (W) 2. sistema de propulsão cumpre requisitos rea­ los são feitos para o pico de irradiância às 12h.4 5. Duarte. Estes va.F.14 Dezembro 10 kWh. . Fonseca..COMUNICAÇÃO Conclusões Irradiação em Alqueva .. Perdas do sistema 0.Dezembro Céu limpo . 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez A capacidade é de 42 passageiros e Figura 9 dois tripulantes e a velocidade de ser- Valores médios diários da irradiação em Alqueva viço de 8 nós. 9th Conference on Energy for a Clean Rendimento hélice 0.468 949 1772 471 ticas da embarcação num dia cations”. para o rendimento dos motores e do hélice e solar para eléctrica por dia e comparar com Universidade Técnica de Lisboa com a curva de potência efectiva da figura 3. Os cálcu. W/m2 600 400 200 0 5:00 7:00 9:00 11:00 13:00 15:00 17:00 19:00 hora barcação a Figura 8 5.inclinação = 0º e assumem-se rendimentos do hélice mia.6 Irradiância numa superfície horizontal na região de Alqueva nós em Dezembro. durante o Verão.13 0. a energia solar ga. Póvoa do Varzim. F. M.04 0. Gonçalves. J. O sistema de propulsão NAVAL integra componentes disponíveis ac- estima-se a velocidade do catamaran usando tualmente no mercado. o consumo energético da embarcação num Av. (2006).Julho e motor abaixo dos valores óptimos. é mais interessante fazer uma ava. Lisboa. pp. 2 Departamento de Engenharia Mecânica parágrafo anterior. valores médios rendimento global do sistema REFERÊNCIAS Julho Dezembro Julho Dezembro fotovoltaico conclui-se que em Affolter. Lucerne.13 0. Actas das X Jornadas Técnicas de Eng.08 lores podem ser comparados combustível a hidrogénio para embarcações”. 2-5 July. Cru- Estimativa de velocidade só com solar zando esta informação com o Irrad. G.09 0. (2005).14 0. Potência no motor (W) 4840 2530 4027 1570 embarcação para concluir que. Portugal. Fonseca. Elsevier.Dezembro pois o regime de funcionamento é in. Conclui-se maior parte. “Clean propulsion for marine vessels based on hydrogen Rendimento motor 0. 12-15.80 0. voltaicos.13 0..

Assim. há petróleo. representava cerca de 30 euros. geologicamente. tem ha. mas. embora os EUA neste momento ainda petrolíferos estão em tensão. no fundo. mas tal como o petróleo. Também se começam a perspectivar desen- volvimentos tecnológicos que permitam o armazenamento da energia. petrolífero mundial. CO2 ao ser queimado. em 2000. o euro tem sido para nós uma Como todos sabemos.º choque vai reduzir consideravelmente • Movimentos especulativos nos mercados dependente do petróleo e dos combustíveis o uso do petróleo nos transportes.º e 2. Numa grande e dinâmico mercado para as expor. o vento tem elevada mento da procura é devido ao dinamismo grande almofada no que toca aos preços do volatilidade. ril em USD e a desvalorização do USD. financeiros que jogam com o temor dos fósseis ao mesmo tempo que intensificam lando novas motorizações. O  Novo Choque Petrolífero Em suma. .551. ser crescentes. I. pelo que este choque será por via disso O petróleo. • Choque da procura (aumento) e não cho. em euros “apenas” 87 euros. dência geoestratégica destes. como nos 1. quando e Índia. as políticas de conservação e utilização ra- A China começa. pagando II. EUA como os maiores “oiloholics” do pla. abrindo um novo. fazem subir os preços do crude. Electroprodutor Português: Com efeito: dores o chamado “fear Premium”. um barril cus. Desde 1999. já reduzido a sua dependência do petró. turbações implicarem incapacidade de sa. que da oferta (retracção). A um quentes da rede de centrais eólicas. • Vulnerabilidades e problemas políticos em As economias Ocidentais terão que gerir ram com o uso do petróleo para a produção países produtores – Venezuela. O carvão está mais disseminado e distribuí­do no mundo que o petróleo e o gás natural. o que é aproveitado prazo. devido As nossas economias têm utilizado o gás na- choque pelo lado da procura no mercado a ausência de investimentos significativos tural para reduzir a dependência do petróleo. E xpansão do Sistema assim os consumidores a esses especula.ANÁLISE está terminada. designadamente China OPEP que não consegue funcionar como Quanto ao gás natural. oferta para uma procura constante).º Choque Petrolífero em novas formas de produção de energia e para a utilização mais eficiente da mesma. como parece ser Luis Mira Amaral * o caso com a electricidade. fisicamente. eco. tendo vido uma correlação entre o aumento do bar. o gás natural tam- cada três barris adicionais de petróleo foi • Falta de investimentos na exploração e de. o que põe à rede eléctrica por- da economia chinesa que assim se assume petróleo. características diferentes dos anterio. O problema é que nem todas tudo. elas estarão comercializáveis a curto-médio res choques pelo lado da oferta (redução da tisfação da procura. tuguesa vários problemas: como um poderoso motor de crescimento tava entre 25 a 30 USD. bustíveis fósseis e a minimização dos impac- Este choque do lado da procura tem. poder-se-á explicar a actual situa­ pelo que não apresenta os riscos da depen- e o Efeito da China ção do mercado petrolífero mundial da se. um difícil período de transição para um sis- de electricidade. menos gravoso para as suas economias que embora se aproxime o “peakoil”. ainda não acabou. feitas pelos especuladores para estratégias que pelos árabes e pela OPEP. também há algum gás natural. de procura ou acidentes do lado da oferta. a época do petróleo barato grama eólico. por não haver gias renováveis que nos poderão permitir a sejam responsáveis por 25% do consumo oferta disponível para colmatar aumentos redução da dependência em relação aos com- mundial e a China apenas por 8%. tos ambientais. tal representa levar a entradas e saídas instantâneas da • Os principais países industrializados apren. o au. ao câmbio da • Necessidade de gerir entradas e saídas fre- da economia mundial. mercados quando há qualquer problema. tal poderá tações dos outros países. bém põe às economias Ocidentais um grande fornecido à China. rede de cerca de 900MW (quase a dimen- deram a lição com os outros choques. bia Saudita. não apresentando tróleo barato à escala mundial está acabado. altura. tema energético mais diversificado e menos O 3. potências asiáticas. também as facilidades de transporte de um A entrada em cena na economia mundial das • Erosão da capacidade excedentária da combustível líquido como o petróleo.º choques petrolíferos termina. Ará. preço actual de 136 USD por barril e com potência instalada de 4000MW. Nigéria e agora o Irão. nomicamente. num país ou numa cional de energia.º e 2. Iraque. Com efeito. • Necessidade de potência de reserva para leo. plataforma petrolífera. Em todo o caso. estimu. são de um grupo nuclear…). veio provocar um autêntico • Erosão da capacidade de refinação. cujas necessidades de energia vão regulador do mercado. centrais eólicas ou nucleares? • Não tendo havido restrição da oferta.º choques petrolíferos. produzir electricidade quando não há vento. o que cria um poderoso es- tímulo económico para avanços tecnológicos O 3. risco de dependência geoestratégica. assim. senvolvimento de novos poços. a ombrear com os pequeno ou grande. há um receio nos mercados por tais per. o que. câmbio euros/USD de 1. o que encarece. Tem o incon- guinte maneira: veniente ambiental da elevada emissão de O tempo em que se poderia contar com pe. con. o custo do pro- os anteriores. um em feitos nos últimos anos. Como os mercados Há todo um conjunto de tecnologias e ener- neta. Os 1.

consumo de energia induzido pelo aumento Portugal. ções que devemos ter com a conservação e Esse aumento de procura não poderá ser sa. segundo a REN. de mudança. ponham as estruturas e os materiais ade. Sendo o nosso consumo per capita de ener- Electroprodutor Português Período 2006-2025”). de procura de mobilidade fornecida pelo energia e os outros inputs de forma mais so- troprodutor que a discussão sobre o nuclear sistema de transportes. carvão. nas “Perspectivas de Evolução do Sistema recursos energéticos nestes sectores. – Modernização da frota automóvel. o melhor mix para termos assim através dos preços os sinais adequados trais nucleares). mos ter apenas um mix entre eólicas. o que é re- gama de 400MW por grupo. A s Políticas de Conservação Per Capita em Portugal Como sabemos. ciclo super-crítico a carvão pulverizado da • No sector dos transportes desacoplem a Há. mesmo já tendo em cia no mercado do produto. • Necessidade de armazenar a energia pro. e carvão. * Engenheiro e Mestre em Economia . Tal deverá passar por: oferta nacional. novas não basta legislar. os governos de- noite). preços de electricidade que assegurem a com. por via a redu- zir o transporte privado nas grandes áreas metropolitanas. a eficiência luntaristas que um indicador energético. gás na. ou terá de se recorrer. ou um novo mix com eólicas. então. dicador económico. nucleares e centrais verão deixar os aumentos de preços serem novas centrais hidroeléctricas de bomba. em detrimento do rodo- viário. blema reside no denominador – o PIB per ca- mento de consumo de energia eléctrica entre -se justamente devido à grande concorrên. tural (nos ciclos combinados e na co-geraçao) – Promoção do teletrabalho. hidroeléctricas de bombagem? passados para os consumidores. utilização racional de energia. ANÁLISE – Estímulo ao transporte ferroviário de mercadorias. duzida quando há vento em períodos em a qual permite elevados rendimentos energé. gás – Portagens nas vias de comunicação. a in- ou pelas fontes renováveis e novas tecnolo. O actual choque configura essa oportunidade que não há consumo (designadamente à ticos e reduz o transporte e logo o investi. forçada a ajustar. quados à maior eficiência energética. a novas tecnologias petitividade das empresas portuguesas? de armazenagem descentralizada. pita – que é infelizmente infra europeu! os 3 e os 4% por ano. pois. da da capacidade efectiva para fazer cumprir criar valor na produção nacional. para tal. o que deveria levar à construção de mento nas redes). • No sector residencial melhorem radical. Sem negar as preocupa- nal de energia. é preciso dotar o Estado fraqueza económica e a incapacidade para centrais de ciclo combinado a gás natural. mente a eficiência energética dos edifícios. fisticada e com maior criação de valor na pode e deve ter lugar. e dos transportes sumo de energia per capita e o produto in- terno bruto per capita) tem aumentado em Segundo a Rede Eléctrica Nacional (REN) O mercado falha na afectação racional de Portugal e é superior à média europeia. as cha. equipados com sistemas ligação entre crescimento económico e centado na produção de bens e serviços em de dessulfuração e desnitrificação. como sugere a REN. o que significa também utilizar a É certamente nesta expansão do sistema elec. a essas mudanças. e grupos de a legislação. dando-se gem (o problema é idêntico com as cen. tendo nós uma tisfeito apenas pelo programa eólico em curso. flectido num PIB per capita muito baixo. de bens transaccionáveis. IV. Ao contrário do que muitos julgam. – Promoção do transporte público de qua- lidade nas grandes urbes conjugado com a tarifação das entradas. capitação de energia inferior à europeia. Intensidade Energética e Consumo madas pilhas de combustível regenerativo. Aqui tensidade energética acaba por reflectir a nossa gias. esse necessário programa e Utilização Racional de Energia hídrico está encalhado desde o demagó. sector gia inferior à média europeia. natural (este apenas utilizado na co-geração. trário do que acontece na indústria. sendo necessário. Por isso terão de haver políticas públicas vo. atra- vés de medidas fiscais e regulamentares que estimulem o uso de veículos mais eficientes e penalizem os mais ineficien- tes e mais intensivos em energia. o nosso pro- prevê-se nesse horizonte cenários de cresci. é também um in- energética e a conservação e utilização racio. Qual será. devere. também os preços da energia deverão transparentemente reflectir os custos da sua disponibilização. o indica- conta medidas desejáveis de gestão de pro. Neste contexto. em Portugal: os sectores residencial A intensidade energética (rácio entre o con- gico e irresponsável episódio de Foz-Coa. mas. Assim sendo. III. também que criar maior valor acres- ordem dos 450MW. através de normas de construção que im. – Melhor planeamento urbanístico. ao con. dor de intensidade energética não é apenas cura como a interruptibilidade.

o tratado de Quioto. (REN) iniciou a previsão da No final do primeiro semestre de 2007. 1998 2000 2002 2004 2006 da produção eólica.pt/sections/exploracao/dpe/default. sendo esta in- Enquadramento com a energia hídrica. a com base nas previsões de vento calculadas 1731 MW. a mesma tem um re. que impõe. 2005 1036 2005 1041 2005 1052 2005 2300 Sendo esta produção de energia renovável 2004 2307 2004 1940 2004 1876 2004 2234 2003 3781 2003 3274 2003 2980 classificada como PRE. 39% de produção de ener. motivado pela preocupação de cumprir chável). Nos anos secos produz durante O Impacto da Energia Eólica cerca de 1000 horas por ano. cela da geração convencio- Hidráulica um novo objectivo. em cada momento. 40 vencional que fará o ajuste no caso português. como se pode verifi. 2000 2746 2000 2758 2000 2617 2000 2228 tindo a tarifa por um período aproximado 1999 1733 1999 2028 1999 2279 1999 2312 de 15 anos.ANÁLISE durante mais de 2000 h por ano. dependendo em exclusivo das condi- ções meteorológicas. energia eólica tem uma maior garantia. A produ. 2439 2001 3407 2001 2875 2001 2767 2001 2470 verno (Decreto-lei n. pacto da produção em regime especial na equilíbrio entre a produção e o consumo e deve-se ao facto de se estar a promover a pro. quando comparada versidade Técnica de Lisboa). em A evolução da produção de energia eléctrica Através da figura 1 é possível observar o im. da Energia Eólica no SEN car através da figura 2. face ao protocolo de Quioto. ava.asp. actualmente. satisfação do consumo. como “Outras Ener.Esta previsão está a ser efectuada para todos A estrutura organizativa do Sistema Eléc.garantir a segurança do sistema. a nível nacional.pelo IST (Instituto Superior Técnico da Uni- liada em horas por ano.tempo real. estabelecendo que 45% Fuelóleo nal (SEP+SENV). sendo visível a evo. implicando um reforço significa. é importante. na Gestão Técnica do SEN aproximadamente.º 225/2007). estando inte. 1997 3149 1997 2571 1997 2678 1997 2094 cado (MIBEL) e à atribuição de certificados Figura 2 – Energia anual (horas/ano) Hídrica e Eólica (PCH – Produção Central Hídrica) verdes (sistema RECS). A figura 3 apresenta a par- Consumo 20 mente. foi fixado pelo Governo Português Saldo Import. 2003 2299 2002 1823 2002 2449 2002 2300 2002 gime tarifário favorável. onde existem telemedidas. em termos anuais. ção eólica garante energia. previsão da produção eólica. 2010. Portugal tem como objectivo in. 2006 2307 2006 2710 2006 2360 2006 2120 grada na Produção em Regime Especial (PRE). atribuído pelo Go. Após essa fase. o valor da ener. Como a PRE tegrar elevados volumes de produção eólica está na base do diagrama de no sistema eléctrico nacional nos próximos TWh cargas (por não ser despa- 50 anos. A grande volatilidade Introdução Impacto da PRE no Perfil de Geração desta fonte de energia constitui um grande desafio na gestão do sistema eléctrico. 1997 até 2006. mais espe. 1998 3131 1998 2771 1998 2325 1998 2167 gia produzida fica sujeito ao preço do mer. e nos anos hú- midos produz durante 3000 horas por ano. Características da Energia Eólica A energia eólica tem uma natureza intermi- Rui Pestana * tente. o que. enquanto que a produção hídrica apresenta uma grande variabilidade. necessário para suprir o con- gia Eléctrica a partir de fontes renováveis até 30 sumo. A Rede Eléctrica Nacional Figura 1 – Contribuição da geração na satisfação do consumo cificamente a produção hídrica.formação disponibilizada em http://www. os parques. repre- 10 do consumo bruto nacional de electricidade Gás Natural Carvão sentada pela subtracção entre seja abastecido a partir de fontes de energia 0 PRE o valor de consumo e o valor 1997 1999 2001 2003 2005 renovável. Recente. nomeadamente das condições de vento. que tem a missão de manter o através da energia eólica. Grande Hídrica (>30 MW) PCH (>10 e <=30 MW) PCH (<=10 MW) Eólica (corrigida) gias Renováveis e Resíduos”. a produção eólica em 2005 REN contabilizou uma potência instalada de Importa também referir que. O cumpri- dução de electricidade com base em energias lução significativa da sua participação desde mento desse equilíbrio torna necessária a renováveis. em trico Nacional (SEN) coloca a produção de energia eólica no SEI. garan. tivo do sector eléctrico nacional. . considerando ren. referente a 148 parques eólicos. é a produção con- a Directiva Europeia 2001/77/CE.

sados pela recepção da produção eólica. da Gardunha. a Uni. tando-se valores elevados durante o fim-de. permitindo escoar para um parar a produção prevista por cada uma das dificuldades no controlo da tensão. poderão ocorrer restrições de capaci- Para avaliar a qualidade da previsão efectua­.5% tos na RNT. que. Com o objecti. da. grandes parques eólicos situados na proxi- gistada no mesmo período. DGEG. no controlo das tensões. 2. tem como objectivo viabilizar a ligação da 220kV. minimizando desta Na Rede Nacional de Transporte (RNT).2% Ligação 2. Transporte secundários de energia 0. nível de tensão superior a produção dos referidas entidades e a produção efectiva re.000 descentralizada. ICCP (Inter Control Center Protocol). Eventualmente. a forma as perdas na RNT. sendo pos- 1.5% A produção eólica tem introduzido dificul- dades na gestão de reactiva e. com o objectivo de com. produção em activa. apresentaram uma proposta de revisão à que Eólico de Penamacor e o Parque Eólico MOS-Plus. a REN realizou. Impacto nas Redes evitando o transporte de reactiva desde a Investimento na RNT geração até à distribuição. a obtenção PRE. dade de transporte nas redes. foram Geração SEP+SENV Geração SEP+SENV analisados em conjunto pela REN e 3. 6. que im- nifica apenas cerca de 40% da potência eó. é aplicada numa base diária. mente.97% de PRE 15. por sua vez.000 38 MW sível afirmar que.27% a grandes centrais a grandes centrais sente o impacto desta produção no funcio.2% equipamentos • O disparo de parques eólicos face a defei. • Topologia. que os PRE’s têm que injectar reactiva ao rede. À medida que a componente Investimento Sistema de informação Promoção ambiental Aquisição de não específico eólica for aumentando é necessário ter pre. investimentos consistem. têm de in. Na subestação da Falagueira foi instala- uma acção de benchmark entre o IST.000 1. como se pode observar na figura 4. a PRE responsável por 15.7% Desenvolvimento meadamente: da rede Sistemas e 21. exige-se a mesma em termos de: de Quioto. no. nos 60kV. que pe. pretende cumprir os objectivos do tratado penalizada comercialmente. Entre a RNT vão interligar os centros de controlo.000 2. o que sig. eléctrica 94% Clientes • A necessidade de reserva de produção para e outros 2. tempo real. a REN e a EDP-Distribuição já o Parque Eólico do Pinhal Interior. O naliza a RND quando a tanj ultrapassa 0. na ex- Rede Nacional de Distribuição (RND). a descrito.000 4. jecção de reactiva durante o fim-de-semana. Parte dos investimentos realizados na RNT produção eólica está ligada aos 150kV e aos Para monitorizar e efectuar a gestão do sis. o conhecimento do plano de investimento na rede de 2006-2011 nas horas cheias. atribuídos pela DGEG.8% 27. Como consequência da in.7% do investi- jectar a reactiva correspondente a 40% da • Trânsitos nas linhas e nos transformadores. No intuito da RND não ser estado das redes e da produção embebida.Consumo Total e Produção Eólica 7.000 1. relativamente a congestionamentos. De salientar que a REN coloca ba.5% cobrir as flutuações do vento. estabelecidos para 2010. de Investimentos previstos 2006-2011 11.4 sibilitando. Nesse sentido. a RND é penalizada e tem dificuldade em do um autotransformador desfasador.157 MW real capacidade das redes. via para fazer face ao aumento de trânsitos cau- e a RND. com versidade de Aveiro e a MeteoLógica (em.000 3. deste modo.000 especificamente de potência insta- 4.Consumo Total e Produção Eólica MW 22 de Outubro .000 6.) MW previstos. energia eléctrica 0.º Semestre de 2007. Os produção prevê-se ficar ligada ao nível da de informação é de extrema importância. a po- 0 0 tência instalada não causa problemas Figura 3 – Produção Eólica versus Consumo em 2006 (MW) na RNT (e RND). É relevante referir que também a RNT tem tência activa. pos.000 Menor Produção Eólica: 0. sendo que a grande maioria desta tema eléctrico em tempo real. o que significa pliquem indisponibilidade de elementos de lica instalada no final de 2006. Reforço • Os problemas de colocação em vazio da Figura 4 – Síntese de Repartição da capacidade da interligação Ligação à distribuição vinculada energia renovável em excesso.000 5. existe uma tarifa semanal. -semana. garantir a tensão declarada aos seus clientes. terias de condensadores na fronteira da RND.91% Ligação 0. mais 5. .000 7. consequente. nomeadamente vo de avaliar outros métodos de previsão.7% Ligação do Sistema namento da RNT e no sistema produtor. mento da REN. Gestão Global 12.1% 0. enviadas para a REN. fim-de-semana.000 lada. que deverá receber 3000 dos 5000 Total de Investimento Regulado Transporte de Energia Eléctrica (TEE esp. o Par- REN participa do projecto Europeu ANE. Esta tarifa de reactiva durante trabalhos de manutenção. ANÁLISE• P  otência injectada pela geração MW 8 de Janeiro . no 1. sobretudo.8% 7. actualmente.000 Os limites de produção eólica. a REN e a EDP-Distribuição pansão geográfica e reforço interno da RNT. Com o objectivo de minimizar o midade dessa subestação. sendo tanj aos PRE’s.3% do Consumo Total Menor Produção Eólica: 24% do Consumo Total pela EDP-Distribuição em função da 2. o objectivo de controlar o trânsito de po- presa espanhola). regis.

ques eólicos. mas em termos de .A.5 Hz e 51. a REE (operador da rede de A produção eólica deve permanecer ligada Vento: 3. de carga. a REN vai interligar-se aos di. em RNT. sicos ou monofásicos sempre que a tensão. 0. vista do lado da rede.8 10 . interligada da UCTE (Union for the Coordi. ANÁLISE Gestão da Produção Eólica GERAÇÃO às 22:09 Total: 182. Total: 3.2 [3] P. por sua vez. Actualmente. supor. cia produzida através de energia eólica.240 MW Total: 1. esteja acima da curva geradores instalados (referindo como exem. é fundamental de Transporte. INETI. Durante este incidente. exi. 0. modificou-se. rantir o reequilíbrio entre a produção e o con.892 MW ALEMANHA Total: 20. recomenda-se sos TSO’s. “A Energia Eólica em Por- tugal 1.9 da Península Ibérica à rede UCTE. fice de geração.º A produção eólica é essencial numa 225/2007 de 31 de Maio. são decorrentes de defeitos trifásicos. cia entre 47. nas redes (módulo de tensão e frequência). será possível acomodar mais produção eólica.windgrid. ir além dos 5700 MW previstos. Por sua Total: 2.681 MW Vento: 6. com tivo efectuar a previsão da produção eólica. ESPANHA ITÁLIA HUNGRIA (Oeste) ESLOVÁQUIA Total: 28. gindo a mobilização de mais reserva. conduzindo com recurso a modelos meteorológicos so- a capacidade real de controlar esta produção.660 MW RWE Total: 3. R. da Ener.4 [2] Ministério da Economia e da Inovação.938 MW Vento: 58 MW Vento: 0 MW Vento: 0 MW transporte de Espanha) instalou o primeiro à rede perante a ocorrência de cavas de ten.380 MW Vento: 1. 0.5 .909 MW Vento: 4.8 REFERÊNCIAS 0. habitualmente.800 MW Total: 900* MW Vento: 0* MW Total: 200 MW Vento: 0 MW Total: 0 MW Vento: 0 MW despacho no mundo de produção eólica que. foi afectada por o qual consistia em deslastrar a pequena pro- um défice de geração em relação ao consumo. Decreto-Lei n. na eólica na Península Ibérica.º Semestre 2007”.490* MW Vento: 0* MW EON Total: 700 MW TSO Total: 0 MW Netz BÉLGICA HOLANDA Vento: 700 MW Vento: 0 MW Total: 9. um comportamento incorrecto da produção UCTE. que pretende desenvolver metodolo- Total: 140 MW Total: 310 MW Total: 224 MW Vento: 30 MW Vento: 0 MW Vento: 0 MW * Estimado gias de controlo da produção eólica. i. monofásicos e bifásicos panha e França limita o valor da potên.882 MW Vento: 113 MW Total: 315 MW Vento: 26 MW vez. onde ficou englo.729* MW Vento: 2. face a Incidentes quencimétricos (load shedding) pelos diver. um dé. em con. 0 num país energeticamente dependente. A zona da rede.A.210 MW Total: 5. Pestana. potência não é possível garantir que esta pro- plo as empresas Gamesa e Iberdrola).6 Conclusão [1] Rede Eléctrica Nacional S. bifá- Figura 7 – Perda de Consumo e Geração na UCTE suportado nos centros de operação dos par. foi possível conseguir uma redução portar cavas de tensão nas redes. Os curto. nation of Transmission of Electricity). registou-se quilíbrios de geração/consumo na rede da parques eólicos. Vento: 473 MW Vento: 0 MW StakeHolders deste projecto. outras formas de energia. É relevante referir que. provocadas incidente tem-se revelado instável. à separação da rede europeia em três zonas fisticados.542 MW Vento: 38 MW Figura 6 – Perda de Geração Eólica em Espanha eólicos (http://www. 10 de Maio de 2007. No intuito de minimizar este in- versos centros de operação dos parques eó.eu). 0. Cebola. dução ligada à RNT.0 pois é essencial garantir a conectividade * REN – Rede Eléctrica Nacional. Expansão da Rede e Qualidade de Serviço. O paradigma da produção descentralizada. de forma a controlar a pro. de frequência nos parques eólicos originou a tugal.991 MW A REN participa no projecto Europeu Wind. por curto-circuitos ou excursões de frequên- -circuitos nas redes provocam cavas de ten. dução sempre que ocorressem perturbações Comportamento da Produção Eólica pelo que foram activados os deslastres fre. distintas.2 sociedade sustentável e imprescindível do Operador na Rede. 0.476 MW GERAÇÃO "TRIPPED" entre as 22:10 e as 23:00 Total: 10. perante incidentes Capacidade de suportar cavas de tensão na sequência A capacidade de interligação entre Es. o ocorrido no dia 4 de Novembro.581 MW Vento: 188 MW Total: 2. U / U nominal [pu] 1.467 MW Total: 42 MW ENERNOVA e a APREN a fazer parte dos do maior grupo convencional (400 MW). 0. as protecções eliminam os defeitos em cerca saída não desejada de 2800 MW em Espanha Importa ainda referir que um melhor desem- e de 473 MW em Portugal. [4] M.796 MW Vento: 532 MW Vento: 0 MW ques.. deste modo.104 MW Total: 8. criando. que operam nesta zona. 0.516 MW Em Espanha. 0. bado o sistema português.. ção eólica no sistema eléctrico de energia. S. Desta que os aerogeradores sejam capazes de su- O comportamento da produção eólica face a forma. situações de emergência. Neste contexto.1 1. ISEL. segundo o Regulamento da Rede de comprovar através das figuras 6 e 7. na rede. com o objectivo de ga. a sua energia é mais Figura 5 – Proposta da RNT e RND tratégias.796 MW Total: 3. nomeadamente da Enernova. sequência de uma forte perturbação na rede conveniente. Produção Eólica – Perspectiva 0 . rápida do consumo. devido a dese- são que. representada na figura 5. Uma vez demonstrada origem no Norte da Alemanha. que implica a mobilização de licos. Dos incidentes ocorridos em 2006.2 0.719 MW Total: 30.5 Hz. os geradores devem suportar cavas A regulação desadequada dos relés de mínimo forma a maximizar o potencial eólico em Por- de tensão até 150 ms e que.e. provocam o disparo de sumo. a REN convidou a lica registada em Portugal já atingiu o valor Total: 1. de 100 ms. refere-se dução abasteça a ponta diária do diagrama Em Portugal. fiável que a hídrica. Total: 5. A perda máxima de produção eó. Outubro de 2007. como se pode A necessidade de controlar esta produção. -2 0 2 4 6 8 10 tempo [s] Seminário ENERGIA E COMPETITIVIDADE – Futuras Es- Em termos anuais. salvaguardando a fiabilidade do sistema. permite o controlo dos aero. Vento: 7* MW Vento: 750* MW Vento: 55 MW EnBW TNG Grid. penho dos aerogeradores. irá permitir acomodar mais produ- de defeitos trifásicos. FRANÇA ÁUSTRIA tados nos centros de condução dos parques Total: 61. a ENERNOVA (grupo EDP) vai imple- PORTUGAL SUIÇA mentar um centro de operação dos seus par. Julho de 2007.5 . Andrade.316 MW Total: 1. torna-se impera- sis e da Generg.

O Estado Português. 2 Vogal do Colégio Regional Norte de Civil especializadas e em número suficiente para duzir à necessidade de estabelecimento dos da Ordem dos Engenheiros . Os custos introduzidos pelo procedimento terão certamente significado e afectarão os A normalização. Esta obrigatoriedade aplica-se às amostras. considerando mas dúvidas que merecem ser objecto de que os laboratórios acreditados cobrem satis. Os resultados apon- rantia da qualidade e durabilidade destas es. a leitura norma NP ENV 13670-1). traduz um salto qualitativo. Esta disposição ano para ensaios de aço para armaduras. de modo a que formidade do betão. quer dúvida (o DNA da norma NP EN 13670-1 cessário reflectir e debater os problemas que tação de procedimentos de avaliação de con. A sensibilidade em torno desta questão torna-se mais relevante face aos custos associados dos ensaios. Sem se pretender ser peito aos produtos de construção. ras de aço sejam efectuados em laboratórios rios médios de amostragem e de dimensão das têm sido transpostas entre nós várias normas acreditados. 1 Presidente do Colégio Nacional de Engenharia este tipo de fiscalização de uma forma ajus. Estes do documento agora em vigor coloca algu. não são objecto tes que se manifestem necessários. Será valores poderão ser agravados. e classe de inspecção 1 quando especifi. publicou o Decreto-lei 301/2007. o solicitações previsível? documento atribui esta competência à ASAE. tem recorrer a entidades externas especialistas muito minucioso na avaliação dos custos. 3. o nú. já para o o Decreto-lei poderá levantar. maduras de aço esta questão não levanta qual. sendo válidos os terá as competências técnicas para exercer critérios gerais da NP EN 206-1 para os en. realização dos ensaios caso do betão o plano de amostragem. No que concerne à fiscalização do cum. armaduras de aço e para as estruturas de betão armado. Hipólito de Sousa 1 e Pedro Mêda 2 4.000. Os ensaios de recepção serão realizados Efectivamente. Esta medida é positiva não só para o sector. dada a pretensão de reforçar a necessidade de ga. se encontrem soluções e se realizem os ajus- de recepção. sobretudo no que diz res. cado em projecto (as classes são definidas na ano para ensaios de betão e €2.000. assim como custos de ensaios em europeias referentes à especificação e pro- dução do betão. ao disposto. crité- No caso específico das estruturas de betão. Esta indefinição poderá ser uma potencial fonte de desacordo entre utilizado- res e produtores. dos seus materiais consti- tuintes e outras com disposições relativas à execução de estruturas de betão. no global. são positivos e que.ANÁLISE critérios de amostragem na fase de execução de obra. Este facto poderá con.00/ truturas.000. O novo Decreto torna obrigatório que os ção valores médios de produção nacional de dos materiais. face às considerações tecidas o que poderá implicar que esta entidade tenha sobre provetes recolhidos de acordo com um importa realçar que existem aspectos que a responsabilidade de diversas verificações plano de amostragem. 3. foi vindo a ser actualizada dando origem a nesta matéria para realizar as inspecções? realizada uma reflexão. especificações de projecto. betão e de consumo de aço em varão. Face mero de amostras e ensaios. capacidade para dar resposta ao número de amostras para ensaio. no sentido de actualizar a regulamentação nacional existente e de mo- do a sintonizar os referenciais com os da União Europeia. o documento de carácter técnico. se não for objecto de especificação O Decreto-lei 301/2007 de projecto.00/ Não obstante os aspectos referidos. implemen. Enquanto para as ar. estruturas sujeitas às classes de inspecção 2 e laboratórios acreditados. abrangendo nomeada. tam para valores da ordem dos €10.500. tem implicações que importa avaliar. ensaios de recepção do betão e das armadu. mas também para todas as pessoas. importa questionar se a ASAE de especificação particular. atender às necessidades? Terá necessidade de custos de produção. que em muitos casos poderá ser o laboratório reflexão: fatoriamente todo o território nacional? Terão acreditado a ir à obra realizar a recolha das 1. tendo como base e tornando de cumprimento obrigatório a normalização mais recentemente produzida (caso das nor- mas NP EN 206-1:2007 e NP ENV 13670- -1:2007). tendo em considera- um incremento dos requisitos de qualidade 2. primento das disposições do Decreto-lei. saios de identidade (aplicáveis a situações Civil da Ordem dos Engenheiros tada? Terá capacidade para mobilizar equipas pontuais e específicas). estabelece o plano de amostragem). que estabelece requisitos para produção de betão. No entanto é ne- mente especificações do betão.

concelho de… Inconformado. por isso se encon. nar da Região… (CDISN). titular da Cédula Profissional n. quando a conduta participada e reportada ao quitectura. de obra. devido. com a sua conduta. no caso a com- . estabilidade. O órgão competente. urbano sito na freguesia de…. atendendo ao de- nheira …. à luz dos regulamentos em vigor. pediu o arquivamento dos autos. este Conselho Jurisdicional fundamental- ponsável pela existência de graves deficiências mente alegando o seguinte: de tal obra e não realização de trabalhos que. Relatório Em consequência. aliás. foi res. o que. dá como prescrita a possibilidade de intervenção disciplinar da Ordem. mente provocou e determinou os denun- ração pelos alegados defeitos de construção. mais informando que os subscri. enquanto autora dos projectos de ar. recorreu o participante para e directora técnica da respectiva obra. de moradias integrantes de um loteamento determinou o arquivamento dos autos. fez constar do livro de obra. Conselho Jurisdicional N a presente edição da “Ingenium” é apresentada a decisão do Conselho Jurisdicional de arquivamento de um recurso relativamente a uma participação disciplinar feita junto do Conselho Disciplinar de uma das regiões da Ordem dos Engenheiros.º…. não obstante. redes de água e esgotos e isolamento térmico de um conjunto de moradias integrantes de um loteamento urbano e directora técnica da respectiva obra. enquanto autora dos projectos de arquitectura. Acontece que o trabalho foi realizado há mais de 5 anos. do loteamento em causa e inexecução de Em resposta. a repa. redes de água e es. ou seja. livro de obra seja subsumível aos crimes de gotos e isolamento térmico de um conjunto falsificação de documento e desobediência. estabilidade. os compradores das fracções au- portam a 1998 e as obras que tecnicamente tónomas pagaram um preço superior ao dirigiu foram concluídas em finais de 1999. curso do prazo de prescrição de 5 anos. a) Mercê das deficiências das obras objecto não obstante. ciantes à prática de actos. O alvo da participação disciplinar é uma Engenheira Civil que. a engenheira participada alegou trabalhos declarados no respectivo livro que os projectos de que foi signatária se re. engano sobre os factos que astuciosa- trutor dos prédios onde pedem. há mais de 5 anos. presa para quem trabalha um enriqueci- tores da participação são também autores de mento ilegítimo e por meio de erro ou acção judicial cível instaurada contra o cons. o Conselho Discipli- participou disciplinarmente contra a enge. mesmo já que. (…) Juntamente com outros interessados. b) A ora recorrida. teve trando prescrito o respectivo procedimento intenção de obter para si ou para a em- disciplinar. fez constar do livro de obra. terá sido responsável pela existência de graves deficiências de tal obra e não realização de trabalhos que. 1.

e que não foi apre- de obras nos termos de responsabilidade ou ciada pela 1. alin.°.º. foi a técnica responsável pela creve ao fim de 5 anos e o 2.º n.º do Est.º ilícito pres. desde logo porque se a ilicitude participada guinte matéria fáctica. cuja moldura pode ir até ros – EO). Um dos deveres decorrentes do exercício timo por meio de erro ou engano sobre factos c) Assim. com integram um loteamento urbano situado Tal-qualmente entendeu o CDR…. a falta de registo no livro de lhe pode ser imputada na veste de projec- corrente na sua motivação: obra de factos relevantes ou alterações ao tista e responsável técnica já o não poderá a) A engenheira…. como douta. de um crime de desobediência (art.os 1 e 2 alin. 202. pondente prejuízo patrimonial. instância de recurso. jecto. engenhoso ou não. com intenção de obter recorrida. n. foi autora dos pro. mente fez a 1. o d) A participação do recorrente à Ordem dos ilícitos. lhe eram alheias. integra o crime de burla qualificada.ª instância (CDR…. concelho de…. por responsabilidade pectivo livro de obra. ­RJUE). importa assentar na se.º decorridos 2 si ou para a empresa vendedora. ou cau- sobediência os factos praticados pela re. como a placa de co. não decorreu ainda crevem no prazo do procedimento criminal. Ordem dos Engenhei. di- térmico de um conjunto de moradias que até 120 dias.o…. paredes rebocadas. Penal com a pena de 2 a 8 anos de prisão. tância de recurso. tada.º 1.º alinas a) e b) e 118.° samente induzisse em erro ou engano. 218. dimento criminal quanto ao 1. nenhum contacto seu.º. em sede própria.ª instância. recto ou indirecto. muro de betão armado nas caves trução. por isso devendo se for superior. um meio engenhoso. construção civil. ponsável por qualquer outro modo pela sua dula Profissional n. tudo nos termos dos art. e independentemente disso. Por outro lado.° 256. n. crimes de burla. Fundamentação autores de projectos ou directores técnicos bém. não está minimamente indiciada c) De acordo com os documentos juntos e finais de 1999. os compradores das fracções esteve na base na freguesia de…. da actividade profissional de engenheiro tra. cessário que a engenheira recorrida astucio- aos 8 anos de prisão e cujo procedimento fracção disciplinar (idem. ou corres- direcção técnica da respectiva obra de anos (art. aceite.1. pois. n. c) e d) do Cód. De facto livros de obras são susceptíveis de integrar pois desde logo lhe não ter sido oportuna- Para a apreciação da questão prévia susci. janelas nas garagens ou a deficiência Antes de mais.12. irrepreensível usando sempre de boa fé (n.º.° do Regul. no caso o CDR… 2. a par daqueles Sem prejuízo de assistir. há que dizê-lo tam- 2. de forma a obter para dos factos. de 16. Penal com a resulta dos autos. Penal como o recurso interposto e confirmam a decisão tico. Penal) possa o direcção técnica foram concluídas em fi. Em 1.º 1 do art. a conduta de “quem. por parte da recorrida a prática de crime ou aos autos e não impugnados. os projec. critos estavam criminal e disciplinarmente. punível nos ter. estabilidade e redes termos do art. Ora.° 218.  . CDR…. n.º 97. varandas 3.º e as obras de construção de que teve a selho tem a ver com maior prescrição. corrida se subsumem também a vários 1 do art.º 1. ficado no art. a data da participação pres. Decisão rece a decisão de arquivamento tomada pelo mais pequenas do que o constante no pro. não é demais relembrar.º. não pode tratar de maté- disciplinar.).º do Cód. mente submetida. pelo re. também infracções penais.º 1. n.º n.º. alin.º 555/99 mamente enquadrar-se naquele tipo de crime. as infracções disciplinares prescrevem si ou para terceiro (eventualmente a firma 217. data de 30 de Maio de 2005. da participação se e enquanto compradores execução de trabalhos consignados no res. afinal. que lhes causaram pre. porque além dos mencionados cri. porque nenhum juízo de censura me- (garagens). Penal). porque. nais de 1999. sendo esta uma ins- prosseguir termos o presente processo Ora. Conselho Jurisdicional pra das fracções. para b) A par disso.° 69. pelo n.º sem a outra pessoa prejuízo patrimonial”. curso proceder. aliás. duz-se na obrigação de assumir uma conduta trem à prática de actos que causem. de qualquer enriquecimento ilegítimo.2. de fracções prediais.º 348. direito ao recorrente e demais subscritores Engenheiros (OE) a denunciar a falta de em razão do valor elevado. os compradores das frac- apenas decorridos 10 anos sobre a prática De acordo com o disposto no art. b) do Cód.° 67.º 1 alin. tanto quanto jectos de arquitectura.os 1 e 2.°. que a conduta da recorrida. o crime de burla é definido Face a todo o exposto. punível nos transacção. b) do Cód.° 100. constituindo a sua violação in.º 88. salvo se constituírem vendedora) um enriquecimento injusto. que astuciosamente provocou. reportando-se os factos a 1998 Por isso. o crime de falsificação de documento tipi. a) do Cód. determinar ou- mes de falsificação de documento e de. não se mento disciplinar e que é. art. n.º 1 do RJUE). que as ria nova como a ora trazida a respeito do falsas declarações por parte dos engenheiros crime de burla.º 1. embora. n. o prazo prescricional. Daí que. uma vez que o recorrente tem para si recorrente beneficiar. 2.° lugar. de 10 118. usando criminal em consequência se extingue 2.° 217.os EO. ne- crimes de burla. a) e no prazo de 5 anos. incumbências que. anos.° e art. Disciplinar).° do ções prediais em causa.° do DL n.° 118. alin. mormente qualificada e de tos da autoria da recorrida datam de 1998 Mas a verdadeira questão trazida a este Con. o proce. do Código Penal. qual seja a da prescrição do procedi. importa mantê-la. De direito para si ou para terceiro enriquecimento ilegí- juízos patrimoniais de valor elevado. mos do art. caso em que pres. Depois. Penal com a pena de prisão até 3 anos ou vê que a conduta da recorrida possa mini- locada ao Conselho Jurisdicional enquanto pena de multa (art. Para a verificação desse crime seria. contratual com base em defeitos de cons- bertura. não concretizada. cujo prazo prescricional de 10 anos (art.º do Cód.º 1 e 100. por 2 ordens de razões não pode o re- b). prediais de água e esgotos e isolamento pena de prisão de até 1 ano ou pena de multa Melhor dizendo. a que é co. alins. julgam improcedente de execução dos projectos térmico e acús. membro efectivo da projecto licenciado pode integrar a comissão ser enquanto vendedora dos imóveis ou res- Ordem dos Engenheiros (OE) com a Cé.

º 361-A/2008 de 12 de Maio de 2008 Portaria n.º 70/2008 Cria o Sistema de Aconselhamento Agrícola (SAA).º 76/2008 de 28 de Abril de 2008 mos de controlo.º 226-A/2007.. de 21 de Lei n. da Economia e da Inovação e da Agricultura. Lisboa e confirma a aprovação da localização do Ministério das Finanças novo aeroporto de Lisboa na zona do Campo de e da Administração Pública Presidência do Conselho de Ministros Tiro de Alcochete. de 19 de Setembro. nos termos previstos no Código dos do Desenvolvimento Regional de Setembro. petróleos.º 77/2008 de 29 de Abril de 2008 Presidência do Conselho de Ministros – Centro CE. butano. que estabelece o regime da utili- estratégica da análise técnica comparada das al. dando cum- primento à Decisão Quadro n.º Transportes e Comunicações Declaração de Rectificação n.º 15/2008 mendações do relatório ambiental elaborado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008. ência Energética (2008-2015). de 22 de Dezembro. de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 do Desenvolvimento Rural e das Pescas (QREN).º 232/2008. Aprova as orientações estratégicas do Estado des. GPL auto.º fuelóleos. gasóleos rodoviários.º 1999/44/ Decreto-Lei n.º 22/2008 de 13 de Maio de 2008 ternativas de localização do novo aeroporto de Lei do Sistema Estatístico Nacional. contêm mercúrio. Decreto-Lei n. de 25 Segunda alteração ao Decreto-lei n. do Resolução do Conselho de Ministros n. do Parlamento Europeu e do Conselho.º 80/2008 tagens superiores a 5 %. . Portaria n.º 353/2008 de 8 de Maio de 2008 Ministérios das Finanças e da Administração Pública. referente ao troço Poceirão-Caia. P.º 310/2008 de 23 de Abril de 2008 Decreto-Lei n. gra o eixo Lisboa-Madrid. relativa à limitação da colocação no Impostos Especiais de Consumo.º 566/99. de 8 de Abril. e revoga a Portaria n. no Segunda alteração ao Decreto-lei n. e revoga os Decretos-leis n. Resolução do Conselho de Ministros n. do Ordenamento do Território e CE. ção da rede ferroviária de alta velocidade em Por- Diário da República. n. que Estabelece as normas referentes às especificações Determina a aplicação do Código dos Contratos determina quais os elementos que devem instruir técnicas aplicáveis ao propano. Decreto-Lei n. os pedidos de informação prévia. gasóleo de 29 de Janeiro. que regulamenta o acesso ao Estado e nas estruturas de governação do Quadro Ministério da Agricultura. crédito bonificado à habitação. Públicos. de 25 ticos (ISP).º 349/2008 de 5 de Maio de 2008 n. ordem jurídica interna a Directiva n.º 85/2008 Ministério do Ambiente. definindo as regras para o controlo de de parceria público-privada. em termos gerais. Lei n. de 16 de Dezembro. Ministério da Economia e da Inovação Estabelece as regras de comercialização do gasó- tinadas à globalidade do sector empresarial do leo colorido e marcado e os respectivos mecanis- Estado. ao procedimento tendente à e de autorização referentes a todos os tipos de colorido e marcado. que transpôs para a de 9 de Maio de 2008 ordem jurídica nacional a Directiva n. de a participação em estruturas administrativas do 15 de Dezembro. de Jurídico de Maio.º 91/2008 Ministérios das Finanças e da Administração Estabelece a definição das unidades territoriais de 4 de Junho de 2008 Pública e do Ambiente. de 11 de dições para a comercialização de misturas de bio. de 11 de Março. que aprova o Regulamento das Rectifica a Portaria n. transpondo para a isenção ou de aplicação de taxas reduzidas do Presidência do Conselho de Ministros e Ministé. sobre operação urbanística em razão da lo- calização.º 89/2008 de 30 de Maio de 2008 Decreto-Lei n. do Ordenamento Conselho. Passagens de Nível. sobre certos aspectos da venda de bens 23 de Dezembro. Transportes e Comunicações. combustíveis com gasolina e gasóleo em percen. gasóleo de aquecimento e celebração do contrato de concessão.º 26/2008 67/2003.º 50. Riscos de inundações. aprovado pelo Decreto-lei n. I. Portaria n. de 22 de Julho. des- dades da administração central. ignado por CIEC.º 68/2008 de 14 de Abril de 2008 Resolução do Conselho de Ministros n.º 264/98. zação dos recursos hídricos. cio internacional e no sector privado. em regime operações urbanísticas. directa ou indi. Procede à primeira alteração ao Decreto-lei n. de consumo e das garantias a ela relativas. de 26 de Maio de 2008 do Território e do Desenvolvimento Regional Adopta. para Saúde (PNAAS) para o período de 2008-2013. Aprova o Plano Nacional de Acção Ambiente e ritório e do Desenvolvimento Regional ções de municípios e áreas metropolitanas. âmbito do procedimento de avaliação ambiental de 31 de Maio. Cria o novo regime penal de corrupção no comér. do de 22 de Abril de 2008 Desenvolvimento Rural e das Pescas.º 1177/2000. para a implementa- 1110/2001.º 62/2006. tendo em vista a correcta afecta- Procede à décima quarta alteração ao Decreto-lei ção do produto aos destinos que beneficiam de Portaria n.º 20/2008 de 21 de Abril de 2008 Aprova o Plano Nacional de Acção para a Efici. Março. e 186/99. Altera e republica a Portaria n. Procede à primeira al- de 20 de Maio de 2008 teração ao Decreto-lei n.ª série. de 31 de Maio. recta. tugal. de licenciamento gasolinas. publicada no qualidade dos carburantes rodoviários e as con. de 19 de Agosto.º 2007/51/ imposto sobre os produtos petrolíferos e energé- rio do Ambiente.º 568/99. mercado de certos instrumentos de medição que Decreto-lei n.º 85/2008 de 27 de Maio de 2008 Obras Públicas. do Ordenamento do Ter- para efeitos de organização territorial das associa. 1. do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e das Decreto-Lei n.os 235/2004. aprovado pelo Estabelece o procedimento de decisão das enti.º 2003/568/JAI.º 93/2008 de 4 de Junho de 2008 de 21 de Abril de 2008 Laboratório Nacional de Engenharia Civil.º 84/2008 de 21 de Maio de 2008 Ministério das Obras Públicas. que inte- Março de 2008. Legislação Resumo da Legislação Assembleia da República Resolução do Conselho de Ministros n. dos Ministérios do Ambiente. do Parlamento Europeu e do Conselho. as conclusões e reco- Resolução da Assembleia da República n.

vitimou “ape. concentrou e potenciou. tudo isso num contexto in. A sua história É certo que. da guerra e da morte. foi so- brevivendo à degradação inusitada das con- Maria Fernanda Rollo * dições e do nível de vida. é mais perigosa que nas escolas. A terrível epidemia da gripe pneumónica vai declinando um pouco nos mi. desencadeou e que. a geral. entre hesitações e inércias ao Coimbra. e no tempo de guerra. tomando em devida quer a Metrópole. 7. A epidemia continua a alastrar. Guerra e do sidonismo. tinuaria… persistentemente. entre uma população que. É certo que os teatros e os animatógrafos continuam abertos. embora se Pneumónica ficou na História de todos nós. 8. entrecruzado por crises e per- Morreram do mesmo mal quase 50 milhões deve ser contada considerando o contexto turbações nacionais e internacionais afectando de pessoas no Mundo inteiro. do republicano conheceu momentos em que nha à propagação da epidemia. Continua aumentando extraordinariamente (…) Os reflexos políticos foram complexos e ti- Samora Correia. 7. 4 de Outubro de 1918: ticas e inspirações ideológicas diversas. num clima Mandou o governo que não prosseguissem os exames nos liceus. Contudo. não atravessem processionalmente conjuntura da I Guerra. mente com a sua actividade agrícola. naram um momento de viragem. Estamos a braços com uma temerosa epidemia gripal (…) Quase dades da moderna expansão económica e metade da população do concelho está enferma (…) desenvolvimento social. a agudização da ins. Aljustrel. a epidemia deflagrou e propa. jectaram-se ideias e convicções. (…) Note-se. e decorrem. de conseguir catapultar Portugal para o nível difusa. perpas- saram. como as precárias con- dições de vida. nomia nacional continuou a contar essencial- O espectáculo. política e financeira. própria condição epidémica. entre tudo. o horror da fome e o quadro de miséria humana instalada. cendo em miséria e descontentamento so. tégias dos poderes públicos (ou sua ausên. campo da indústria. o generalizado atraso eco- nómico e social português. 8. se em cortejo fúnebre. em longos comboios fúnebres. tante “questão das subsistências” e o cres. compreendendo o cenário de instabilidade tenha registado um crescimento razoável do Os que sobreviveram calaram a dor e trans. pro- Pode dizer-se que já alastrou por todo o País. em particular. séria. no imediato pós-Guerra. até . 9. a Fome. para A Guerra. entre críticas e reacções de sinal con- forme ou contraditório. epidemias entre 1918 e 1919. e ahi a multidão. operou negativa- F az agora 90 anos que a pneumónica matou Trilogia mórbida mente. conta a economia e a sociedade portuguesas sos sectores de actividade. só cial e político. portanto. essa especificidade no Ericeira. até nova ordem. actuou e potenciou a propagação e mais de 50 mil pessoas em Portugal. em nomeadamente. localidades. aconteceu e alcançou rapidamente uma di- (…) mensão inusitada. havendo veram impactos em cadeia e duradouros casas onde se encontram todas as pessoas da família atacadas do terrível mal. e em Lisboa grassa ela com intensidade. a situação económica e social e a cionais. ocorreram desenvolvimentos interessantes. no Apesar do “esquecimento generalizado”. para lá do ou a Gripe Espanhola exagero das mortes. quer as colónias nos diver- mais mortífera de todos os tempos. A epidemia da gripe pneumónica bate-nos à porta. e que todos os estabe- de pensamento fervilhante em “saídas” po- lecimentos d’ensino não funcionem. repetidos a cada hora. estando a população num verdadeiro pânico. entre Em Portugal. ou. ao rubro em 1918. Continuam prolongando-se os casos da gripe pneumónica. cia) inscritas no quadro republicano. famílias inteiras. o perío­- Mundial que. H I S T O R I A 1918: Pneumónica. Nesta vila está grassando com grande intensidade (…) sendo o número de quadro da conjuntura em que a pneumónica pessoas atacadas diariamente 20 a 30. nas” 8 milhões. A eco- cidades. potenciando a já tétrica trilogia da mi. A Pneu. ele foi circunscrito e longe portaram a memória sofrida. Nesse drama de adversidades cruzadas.(…) densou. os efeitos que con- os cadáveres a cidade. Assim seria. receios e até propostas de que acima se reproduz um mero aponta. as políticas e estra. so- brevém com estrépito o crescente mal-estar social. embora muito tenuamente se aproxima do que os ternacional e de mundialização em que a muito insuficiente para as necessidades na- relatos da imprensa da época registaram e Guerra. líticas e modelos económicos e sociais. dessa calamidade que flagelou países. concertaram- efeitos de contágio. se enquadram de soluções a “questão das subsistências” con- mento. 10 de Outubro de 1918: mónica. Moncorvo. de dor e morbilidade. determi- A gripe pneumónica. a Morte. Entre críticas. (…) num País que. foi a epidemia do País que éramos. a situação endémica de sector industrial. ou. defrontado com o mónica matou mais gente do que a I Guerra de então e a sua evolução sob o signo da I crescimento da contestação operária. a Conveniente seria (…) que até que a epidemia cesse. não sendo certamente estra. como a Pneu- A Luta. bidade registado no nosso País. dos países industrializados da Europa. mais ou menos crise económica e social. Divergem as opiniões quanto à natureza da doença … (…) Tal como pelas outras partes do Mundo. sensibilidades polí- A Luta. nível da sua actividade económica tardava litares (…) em dar resposta aos desafios e às possibili- Miranda do Douro. os efeitos da pneumónica e o cenário de mor- as cerca de 70 mil que pereceram por gou. 6.

veio provocar a interrupção do rola. que defendiam o apoio causa de morte era. influenza. sobretudo por con. esvaziamento da memória histórica – pudes. mais branda. que mais serviram para caracterizá- samento económico. e o cortejo interminável de efei- XIX. 20% dos quais Junho rolou de Hespanha. sobretudo devido às médicos e dos processos clínicos mais ade- deslocações de pessoas. ráveis condições de higiene favoreceram a veria de presidir à condução dos destinos do sua propagação rápida. emer- gado a Portugal a partir de Espanha. as propostas pelo Director Geral de Saúde. torais e. p. em termos de como na época Ricardo Jorge identificou. talidade. como verdadeiramente devastadores. sabe-se que nos inícios de trando uma dimensão inusitada. em que Entre medidas exploratórias. dos serviços de saúde e de assistência. ter. dicamentos. Epidemiologia desenvolvimento económico do País. tudo quanto carismava a . tantes de um quadro de maior percepção rivelmente dramático. assumindo efeitos quanto à excepcionalidade da tragédia. características diferentes no que respeita à em que vivia a maioria da população. defendia somava 5. e sempre iam fazendo abortar. atingiu as zonas li. Em Junho já era uma epide. propagando-se duramente pelo País. sem a relativa inocência da primeira. mos- Na realidade. 308. por vezes contraproducentes. enfim. caracterizada por uma elevada taxa de mor. a insuficiência e a incapacidade 1917 e 1918. retorna desencadear e potenciar dinâmicas auto-sus. entre Agosto e Dezembro. e estas reincidências costuma tam- rios de miséria social – semelhantes aos que Tudo começou em Maio de 1918. Depois da aparente acalmia. um conjunto de ideias dispersas. falta de vontade/visão e a incapacidade de tímido crescimento demográfico. onde che. Nota apresentada pelo prof. em particular infantil. no quadro das ideias da época. Foi antecedida pelo tifo que. atingiu com grande fisionomia da doença. O ano negro de 1918 cessivas. esforços imen- a epidemia se manteve em situação mais ou sos no sentido de perceber e vencer esta gripe. a gene- com origem em Espinho. Tem este jeito sabido a influenza. Ricardo Jorge. ções muito mais violentas. em condições normais. entre ter passado… Porém. as de- gueses. entre as Continentes. vitimou mais de 2 mil portu. Fez-se o que se pôde. ralizada escassez de bens alimentares e me- violência a cidade do Porto. em breve. os mendigos e os indigentes. quados impediu o tratamento adequado das A pneumónica chegou abruptamente. dificuldades financeiras. menos controlada. A gripe atingiu inicialmente as zonas fron. há que reconhecer a especialização do País na produção agrícola. vivendo em cidades. favoreceram a propagação da Pneumónica foi declarada em Espanha uma epidemia gri. De resto. os mais tros países. atávico taminação veiculada por pulgas e piolhos. 29 de Se- em 1918 – para lá do habitual e constante pal que em breve se propagaria a Portugal – tembro de 1918. A Medicina Contemporânea. -se. porém. a come- fronteira alentejana. entre sabia ainda lidar com esta doença. Entre vítimas e inibiu a possibilidade de conter a zendo brutalmente recordar o horror que Junho e Julho grassou na capital. Em meados de Julho o pior parecia ferido acima. matou cerca de 100 mil portugueses). desacertos es. que assumiu propor. O tifo. Considera-se hoje em dia. Ricardo Jorge ideias. atingindo uma população que em 1911 A vaga epidémica que nos princípios de que. por outro. persistente até aos meados do século mana. mia à escala mundial. “convivia” com a pneumonia e a varíola. duas concepções contraditórias que o A gripe espanhola atacou generalizadamente ao Conselho Superior de Higiene: deviam orientar. o surto agravou- vável a origem norte-americana da doença. entre advertências mais consistentes. estando na génese do nome de Gripe Espa- sem ficar definitivamente excluídos. A influenza pneumónica face ao debate que opunha. De um lado uma concepção o País. a que sucedeu um se. quais autorizações de deslocações de pessoas. sobretudo os mais velhos.H I S T O R I A porque não era sequer claro o curso que ha. como já foi re- cos. o País teimou entre a da Guerra. de pouca demora. e que até de mais fraca difusão que a habitual Entre desencontros políticos. Entre tudo. transformando-se numa pandemia bater. mas. (…) tratégicos. rebentou uma segunda vaga. propagando-se a partir daí para a dro de incapacidade generalizada para o com- Europa. quando menos se espera. fa. quando bém requintar de gravidade. tal como de resto aconteceu em muitos ou. Uma população “frágil”. gou a provocar mais de 400 mortos por se. Maio e finais de Julho. nhola porque ficou conhecida. çar pela medicina… a ciência médica não veu-se em duas vagas: uma primeira. em particular. nomeadamente militares. cuja principal nares. Lisboa e Porto. de ploráveis condições de higiene e sanitárias pobres. em finais de Agosto. mas não há dúvida que foi o menos ma- a uma industrialização que as circunstâncias a tuberculose (que só entre 1910 e 1920 ligna possível. somando os seus efeitos aos Desde Agosto que uma nova vaga se en- escolhos recorrentes. Trazia já no seu séquito os ataques pulmo- com algum fundamento em correntes do pen. accionando me- que em escassas semanas atingiu todos os didas. a pandemia contava com marcara o ciclo de grandes surtos epidémi. pela giu um cenário de total impotência. e outros A pneumónica. aliados poderosos: a guerra. onde as deplo. branda. em que cená. gerando o Março de 1918 a doença já se manifestava pânico entre todos e deixando evidente o qua- nos EUA. tendo entretanto che. a ausência de conhecimentos teiriças. A partir daí desenvol. em ondulações su- tentadas de desenvolvimento. como sendo mais pro. -la. resul- gundo ciclo. que nos tratou com acentuada benignidade.550 mil habitantes. tos nefastos.

nalguns casos. a epidemia foi-se desva. não che- gavam para tantas vítimas… não havia sequer capacidade para en- terrar os corpos… No Beato: Chegada do Chefe de Estado ao Asilo Maria Pia. enderam todos. surpre- da Pneumónica em Portugal. não limbo do subconsciente colectivo – como se maior parte das medidas implementadas sur. a tivos. nómica e social nacional. tando contra as precárias condições é distribuida a sopa de vida que afectavam a maioria da população. que os negó- Em Sacavém: Chegada do Sr. os meios políticos. a pneumónica continuou a devastar… ceifando vidas. dações mais avisadas. entre liceus e casas particulares. sem escolher víti- mas. Sidonio Paes percorrendo o recinto onde foi. para não falar das medidas precipitadas fecho da Guerra e da situação política. O grupo de internados naquele asilo que lhe fez a guarda d’honra ram-se imensos esforços. Esta propalaria em com que alastrou e a dimensão crescendo até Outubro – o mês mais negro que a epidemia alcançou.soas. Mas Direcção-Geral de Saúde. públicos e privados. Debalde se tentou montar um com- bate organizado à epidemia. entre os poucos ricos e os muitos pobres as clivagens eram cada vez maiores. rapidamente se quis “esquecer”. a insufi- ciência dos serviços de saúde. Um pouco por todo o lado o es- pectáculo era a morte. impo. para além dos que existiam. onde está instalada a “Sopa para os pobres”. corpos amontoados. era possível travar a tragédia.A Pneumónica. eco. reu em Outubro. em breve inflamada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas teis ou dos autênticos placebos que. assistir as suas víti. a generalizada ausência de condições de higiene.. económico tentes. a tragédia alimentou-se da mi- séria: a pneumónica penalizou so- bretudo os mais desfavorecidos. concretamente. tudo tivesse acontecido fora da Terra dos tiram ineficazes ou inúteis e. Os hospitais improvisados. todos ten. o pânico mas. no sentido de lutar contra a estimativas variam) entre 50 e 70 mil pes- Entre o desconhecimento generalizado sobre gripe e. por outro lado. Em Sacavém: O Sr. que por junto terá morto (as taram ajudar. por essa altura. era total a ignorân- cia quanto a medidas profiláticas a implementar. que ocor. Dr. população em geral. a rapidez progressão da doença. Se. tiveram poucos enfim. Professora do Departamento de História e totalmente inoportunas. Apesar de chegar a todos. as formas de combater a espanhola. como memória dolorosa. da Universidade Nova de Lisboa . mesmo as recomen. dos conselhos inú.pobreza ou o baixo nível cultural. Surgiram muitas iniciativas.raram castigo divino). as autoridades e os médi- e social da população portuguesa. essa. miséria e sofrimento. o País em geral. como as lançadas pela necendo ao longo do mês de Novembro.Homens (sendo certo que alguns a conside- até contraproducentes. as injustiças sociais. a falta de medicamen- tos. materiais e humanos. estavam suspensos do des. que a especulação agravava. ser- viços oficiais. sobretudo os mais carenciados… Palia. por um lado. no generalizado ou a escassez de recursos. Presidente da República cios de guerra avolumavam. cos iam lançando mais ou menos nham um palco dramaticamente favorável à à toa. autoridades. pois. a falta de médicos. eram ao local onde funciona a “Sopa para os pobres” muitas… Como quase sempre acon- tece. de História Contemporânea veis. é certo. Lu.. surgindo desajustadas ou irrealizá. reuni.deixando-a. e * Investigadora do Instituto reflexos. Passado o período mais dramático. pelo assassinato de Sidónio Pais. naquelas condições. compu.

para Edward Lorenz descrever totalmente um sistema. -lineares. É este o princípio do determinismo cientí- renz é equivalente à destes.. publicado em 1963.. Ou. que afirma que os sistemas mecâ- artigos de Matemática com mais citações nicos se comportam de acordo com uma científicas da História. analisa e extrai as conclusões da exis. Lighthill refere-se ao artigo fundacio. sicas e desencadeou uma das mais dramáticas E verificou-se que o primeiro autor moderno transformações da imagem da natureza pelo a identificar inequivocamente o Caos tinha ser humano desde Isaac Newton”. de n corpos ou dinâmica de fluidos. sido Lorenz. maior encontra-se num sítio tão mundano em 1986 nos Proceedings da Royal Society: tica pura. da Biologia e dinâmica como a nossa cozinha: é a turbulência no es- “Devemos pedir colectivamente desculpa ao de populações. pheric Sciences. É nesse artigo que Lorenz apre. “força = massa × aceleração”. o seu fico à Laplace: o sistema solar é um grande ser considerado o cientista mais influente da artigo. a estatura científica de Lo. relógio que se comporta sempre da mesma segunda metade do século XX. lucionaram a investigação científica na segunda provavelmente o primeiro nome a ocor. publicado no Journal of the Atmos. A Theoretical and Applied Mechanics) escreveu surgindo de vários quadrantes – da Matemá. em 1963. Mas ao longo terminismo laplaciano. construído a partir de um sistema totalmente Não são. restrita da Meteorologia Dinâmica.) As teorias trabalho de Lorenz foi redescoberto. em sistemas determinísticos e de atractores leis de Newton. se conhecermos as velocidades e Crick. foi solver a equação de Newton no contexto cor- neste transparente artigo de 11 páginas que respondente – mecânica do ponto. a base das ciências físicas. e conhecidas as leis de Newton que. newtoniano. de Newton. passou durante bastante forma. basta formular e re- Jorge Buescu * pretensioso artigo de apenas 5 páginas. se ter dinâmicas extremamente complexas. No entanto. o como equações de Navier-Stokes) são não- mostrou serem incorrectas. mesmo na visão extrema do de- vras. Repare-se: as mesmas mas governados pelas equações da dinâmica ginou com Lorenz é geralmente designado equações devem descrever água a ferver na newtoniana não possuem necessariamente a por Dinâmica Caótica (o termo mais popu. minha cozinha. Newton para o escoamento de fluidos (for- o determinismo de sistemas que satisfazem cações de que sistemas muito simples podem muladas por Navier e Stokes. As leis de Newton são periodic flow”. anos. as leis de público instruído por disseminar ideias sobre com os novos meios computacionais – indi. duzam de ânimo leve. O novo corpo de conhecimento que se ori. o que o torna num dos dinâmica. porque um conjunto de méto- ado em 1991: Lorenz “influenciou profunda. Com a baliza dos anos 1960. evolução é totalmente determinada pelas leis tico e meteorologista americano Edward Lo. na ci. metade do século XX: a existência de Caos Mas as equações diferenciais. (. com 90 precisões. obviamente. tos do ar na atmosfera. à medida que iam tinha as suas pequenas “nuvens negras”. é caótico. As ondas de choque das descobertas de Lo. mear os maiores cientistas do século XX. dos não faz uma “Teoria”. podendo mesmo renz não foram imediatas.ª tura da escrita destas linhas com cerca de lei. seja ele Tal como Einstein revolucionou as nossas con. o sistema solar ou os movimen- cepções de espaço e tempo num curto e des. cialista afirma trabalhar em “Teoria do Caos”). Isto quer ríamos encontrar Niels Bohr ou Watson e ditos “estranhos” ou caóticos em sistemas dizer que. o escoa­ . De facto. Em particular a 2. são deterministas. O atractor de Lorenz. tempo despercebido fora da comunidade Se o leitor pensa haver exagero nestas pala. um berlinde. não-lineares. tência do hoje famoso “atractor de Lorenz”. O movimento é sempre o mesmo. a sua cimento junto do grande público o matemá. Crónica Faleceu o Pai do Caos. a Mecânica Clássica (então Presidente da International Union of das décadas de 60 e 70. a lei da 4300 citações ISI. sistema S e se pedisse ao cidadão comum para no. e portanto as rer seria o de Einstein. Edward Lorenz Fica para sempre a sua Borboleta propriedade da ‘predictabilidade’”. Não há lugar ao acaso ou a im- renz. posições dos planetas do sistema solar. falecido a 16 de Abril de 2008. Dificilmente terá o mesmo reconhe. nunca um espe- mente um conjunto alargado de ciências bá. De facto. depois de 1960. Lorenz introduziu as ideias-chave que revo. estamos a trabalhar.ª ordem. afirmações que se pro. Possivelmente pode. determinístico. e tão complexas que a esperança modernas de Sistemas Dinâmicos revelaram ingénua de as resolver analiticamente é com- claramente o facto inesperado de que siste. eis o que o eminente James Lighthill altura dava os primeiros passos. de experiências numéricas coamento de fluidos. as correntes do mar. e na al. com que foi galardo. É conveniente recordar os conceitos com que nal de Edward Lorenz “Deterministic non. que nessa Claro que. senta. lar “Teoria do Caos” é talvez um pouco de- tação do Prémio Kyoto. Assim. pletamente inútil. equação diferencial de 2. da Física. sadequado.

que “atrai” quase todas as órbitas – o atractor de Lorenz (figura 1). temperatura e velocidade dos ventos observados. Em pri- meiro lugar. . formando correntes ordenadas – células de convec- ção. ele tem dependência sensível nas condições iniciais. e as células são destruídas – de maneira aparen- temente imprevisível. Aliás. com o advento dos computadores e a existência de dados meteorológicos globais. ar na at- mosfera – é devida ao facto de. Quando a taxa de aquecimento é muito baixa. Isto é. e deixemo-los “fluir” no espaço de fase. resolvendo as equações da dinâmica de fluidos por computador. correspondente a células de convecção está- veis. Lorenz tinha observado o Caos num sistema determinista. mas por um objecto geométrico muito mais complexo. os turbilhões de um ciclone. Imaginemos dois pontos inicialmente tão próximos quanto queiramos. Era (e é!) uma tarefa titânica.mento do fumo de um fósforo.. Lorenz observou que havia um valor crítico a partir do qual este movimento é instável: as correntes vão aumentando de amplitude. O modelo de Lorenz reduz a análise a 3 variáveis. e a impossibilidade de re- solver as equações de Newton para cada uma delas. que conseguisse resolver todas as equa- ções simultaneamente. perdem estabilidade. in- vertem o sentido. a Meteorologia Dinâmica dava os pri- meiros passos. e vamos ver o que acontece quando aumentamos a taxa de aquecimento. As previsões meteorológicas passaram a ser realiza- das com base nos dados de pressão. a outra fica do lado oposto. exis- tirem sempre milhões de milhões de moléculas individuais. Lorenz analisa um modelo matemático para o fenómeno de convec- ção – que o leitor pode observar na sua cozinha. Nos anos 60. que origina a complexidade aparente do movimento dos fluidos. Mas para um ser infinitamente inteligente. No chamado “espaço de fase” (formado pelas 3 variáveis). Mas. É neste contexto que surge o artigo de Lorenz. aproximando-se do atractor.. Sobre o atractor as trajectórias di- vergem: embora mantendo-se sempre sobre ele. num volume muito pequeno. É o facto de haver demasiadas variáveis individuais. Isto pode levar-nos a pensar que a turbulên- cia é muito complicada porque há “muitas variáveis”. Temos uma camada de fluido. Não há uma solução que descreva tudo isto. em 2008 não se sabe mesmo se as equações de Navier-Stokes têm solução matemática bem definida! A única possibilidade que temos para descrever a turbulência é uma abordagem estatística. Há muitas características notáveis no atractor de Lorenz. o comportamento do sistema já não era descrito por uma órbita periódica. a água quente sobe ordenadamente. aumentando a taxa de aquecimento. a turbulência seria tão simples como o mo- vimento de um relógio. Acabarão por ser irreversivelmente separadas: mais tarde ou mais cedo. aquecido por baixo e frio por cima. enquanto uma contorna um dos buracos do atractor. que a complexidade do movimento de um fluido – água do mar. Não vale a pena ter ilusões. afastam-se uma da outra. e é isso o que o torna caótico.

como tornados (também mente. por muito pe. diferentes. não é de estranhar: uma único. Mas essa preci. E. reiniciou a sua simulação em com. Observe-se que. que pode. e uma enorme multidão de aplicações às ci- O significado do trabalho de Lorenz passou ências físicas. rapidamente fera. No entanto. de condições iniciais. cobrindo a sensibilidade às condições iniciais. Crónica Em segundo lugar. ou da pressão. Em 1972. no dia seguinte. só imprimia três. bater de asas de uma borboleta gera uma per. de uma borboleta no Brasil provocar um tor. A melhor descrição do trabalho do dia anterior. originar fenómenos macroscópi. Figura 1 um “conjunto de Cantor”. com uma lei é um sistema dinâmico. uma borboleta). uma pertur. Lorenz mostrou que a es- trutura geométrica do seu atractor é extre- mamente complexa. as novas gerações de computa- são é sempre finita – ou seja. “espalhar” essa bola. Quando. fractais através de Mandelbrot (que até entre posso saber (com muita sorte!) a posição dos estava a dar condições iniciais próximas mas os hippies se tornaram um assunto da moda. nomia. * Professor na Faculdade de Ciências problema de programação.. na presença de ceber-se disso. Mas não: o problema era que o computador E a partir dos anos 70 e 80 o desenvolvi- O Caos determinista do atractor de Lorenz fazia os cálculos com seis casas decimais mas mento dos Sistemas Dinâmicos enquanto tem implicações profundas. uma excelente fonte Um dia. e depois de um atractor de Lorenz se assemelhar geometri. os cálculos para for caótico. um corpo muito sólido de conheci- imprecisão na determinação das condições inicial até ela se tornar macroscópica! mentos matemáticos em grande expansão. ao contrário do que se julgava como o de Lorenz. cando esta ideia à dinâmica da atmosfera. portamentos muito complexos. Bastam três variáveis para se ter comportamento complexo – Caos! Em terceiro lugar. cos catastróficos. Lo. e. com 10 casas decimais. à Engenharia. a ideia de que o comporta- mento de um fluido é complexo porque há “demasiadas variáveis” e temos de recorrer a descrição estatísticas está errada. livro The essence of chaos. existe sempre ficava sucessivamente a minúscula diferença dores. título Predictabilidade: pode o bater de asas grandeza que varie com o tempo de acordo quena que seja. ambas as trajectórias divergiam completa. ao aper- todo o atractor. para descrever sugestivamente ser estruturalmente complexo para ter com- pouco tempo. Ora. camente a. Eu ções iniciais com apenas três casas decimais.. Lorenz reiniciou o programa com as condi. Borboleta). tentaram compreender se a complexidade lar é impossível – a única coisa observável é traordinariamente simples (descrito por 3 que observavam nos seus sistemas era “es- o atractor global! variáveis!) pode ter dependência sensível nas trutural” (muitas variáveis) ou “caótica” (Efeito condições iniciais. um sistema não precisa de nas condições iniciais vai fazer. em português é o livro de James Gleick Caos putador a partir de um ponto intermédio da turbação infinitesimal no estado da atmos. pois. tem gerar). Era a sensibilidade às condições ini. Para num sistema físico. em muito por Lorenz. É bastante instrutivo. nunca se podem conhe. ciais que fazia as trajectórias divergir – ampli. Apli. os cientistas de todas as áreas Caos. o destino de uma trajectória particu. não de um ponto Americana para o Avanço da Ciência. ter efeitos macroscópicos visíveis. pouco tempo de- Lorenz se convenceu de que estava a obser. pouco depois. temperatura e ven. Este Caos é determinístico e de baixa dimensão. se o comportamento desta de Lorenz é feita por ele próprio. A ideia é que um sistema hidrodinâmico ex. Embora pareça uma superfície. se estiver interessado em bastante tempo despercebido. não pode ser: é antes uma espé- cie de “folhado de superfícies” com um nú- mero infinito de folhas – matematicamente. Começou por pensar tratar-se de um não foi certamente inocente o facto de o problema do computador. a dependência sensível origem ao termo “Efeito Borboleta”. mesmo à Eco- Isso significa que. prever o futuro de um sistema concreto. com o Num certo sentido. de resto. corpo de conhecimento foi explosivo. cunhado desde Newton. no seu verificou que. Lorenz se eu estiver a lidar com um sistema caótico nado no Texas? Foi esta conferência que deu mostrou que. (Gradiva). Para saber mais sobre a história e as ideias var um fenómeno real e não um artefacto. renz proferiu uma conferência na Associação devo analisar a evolução. Sis- temas muito simples podem ter dinâmicas muito complexas. note-se que este sistema tem dimensão muito baixa: só tem três va- riáveis! Assim. devido aos padrões psicadélicos que permi- tos. iniciais. Ou seja. verificar como bação infinitesimal pode. portanto. mas de uma “bola”. planetas. isso contribuiu também o aparecimento dos cer as grandezas com precisão infinita. da Universidade de Lisboa . o dos fenómenos caóticos.

thestartracker. ticas. é cheio Indústria cosmética de recursos e contém uma grande quanti- http://ec. É interessante perceber a abordagem e a forma como a ques- tão das Tecnologias. inte. como é salientado. facili. Internet Talentos portugueses no estrangeiro unem-se Declaração de Haia para conteúdos digitais www. o site também possui um glossário. História da energia www. Construído por um grupo de inves- tigadores ligados às te- máticas da energia e a elas próximas. para dife- méticos. bi- tando a vida a quem dela necessita. testemunhos. rentes sistemas de unidades. é. Como é seus conteúdos. 21 de Maio de 2008. um con- informação sobre as substâncias autorizadas na União Europeia para fins cos. estava disponível.pt de trabalho voluntário.asp Este interessante site mos- tra a história da energia em Portugal. e era um dos documentos mais consultados. no sítio que a Direcção Geral das Em. reitos do Homem.eu/enterprise/cosmetics/cosing dade de informação. Este site congrega uma bolsa de voluntariado. neste caso mais específico o Software. in- salientado no site. Aqueles que não que respeita ao são convidados a participar nesta rede podem software. Como não presas tem na Internet. “os nossos membros centivando os Go- partilham a mesma nacionalidade. Standards Organi- cura congregar pessoas “talentosas” que zation) adaptou os estejam a viver fora de Portugal. muito bem catalogada. inclusive. Assim.historia-energia. Trata- -se de uma ferramenta on-line em tempo real que aproveita as qualificações dos voluntários e promove a capacitação das organizações”.com/por2/default. vres e abertos no tuamente a atingir o sucesso”.com www. Neste site pode aceder a um conjunto de informação essencial para esta Aqui encontra estatís- indústria. ambos os lados podem procurar o que querem na lista disponível. pode ser transposta para os Direitos Universais do Homem.europa. e conta com cerca de 2500 subscritores. A partir do momento em que se encontram registados. a laridade ser apenas para portugueses. a ção Universal dos Di- “The Star Tracker”. . vernos a adopta- resses e afinidades e o propósito da rede rem standards li- é promover o networking e ajudar-nos mu. antes da existência deste quantidades de energia associadas a produtos e fontes usados site. preencher um formulário e esperar para ver se a A Declaração foi posta on-line a sua candidatura é aceite.digistan. versor que calcula. A Comissão Europeia lançou um novo serviço on-line para a indústria cosmé. que se encontra agora devidamente compilado e catalogado. “A Bolsa do Voluntariado vem potenciar um ‘mercado’ virtual de voluntariado. na actividade humana – actualmente e no passado. Esta informação. podia deixar de ser.bolsadovoluntariado. ou de voluntários ou de entidades que deles precisem. possível aceder a bliografia e. É uma Digistan (The Digital rede social que funciona por convite e pro. as mente às substâncias em questão. Os voluntários que querem colaborar registam-se na página Voluntário e as Organizações que pretendem receber voluntários registam-se na página Orga- nizações. em versão PDF. por exemplo.org/hague-declaration:pt Este é o endereço que dá acesso à entrada Partindo da Declara- para uma interessante rede social on-line. procu- Bolsa do Voluntariado rando ser o ponto de encontro entre a procura e a oferta www. tica. dinamizar o encontro de necessidades e vontades. É também possível ter acesso a opiniões do comité científico relativa. que tem como particu.

possui ainda exemplos práticos de aplicação dos conceitos teóricos abordados.ª Edição) – Uma derrota pressentida. processo construtivo para estas matérias. tendo os seus autores visitado vários produtores de diferentes análise.º 163/2006 colecção de três manuais que aborda três dos temas fundamentais na gestão de 8 de Agosto. Notícias Autor: Jorge da Fonseca Nabais de um correspondente de guerra. Para abordado nesta obra. LIVROS EM DESTAQUE Sector dos Transportes – – Uma Perspectiva energética No Ocaso da Guerra do Ultramar – e ambiental (2. e também não se limita a referir factos. . comentário e ilustração das normas parceria com a Agri-Ciência. Sílvia Gonçalves Edição: AJAP/ Agri-Ciência Edição: Jorge Gabriel Furtado Falorca De potencial interesse para todos aqueles que estão ligados ao sector O livro aborda o tema das acessibilidades para pessoas com mobilidade agrícola. uma vez que a entrada em vigor do referido Produtos Agro-Pecuários”. pois revela sentimentos e promissores”. de toda a legislação. Em anexo encontra também modelos de estudantes da área da informática. Projectar e Construir Miguel Castro Neto. com Acessibilidade António Cipriano A. segundo o método do Modelo Dimensional. a Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP). Lda. através da análise. que muitos desconhecem ou pretendem ignorar…”. Como diz o seu autor. possui índice geral. mas também a todos aqueles que (…) contratos de arrendamento habitacional e não habitacional. Gestão da Empresa Agrícola no Século XXI Coordenação Científica e Redacção: Leonor Queiroz e Mello. a contribuição da UE e de Portugal abordando também o armamento e equipamentos mais utilizados. Autor: Carlos Pampulim Caldeira Jacinto Hilário Edição: Edições Sílabo. e para ajudar num tema com alguma complexidade. O livro destina-se a todos aqueles que têm interesse nesta área e em grandes repositórios de dados. o livro “não se destina apenas a ex-Combatentes directivas da UE. Gestão da Empresa Agrícola”. o segundo sobre “Gestão e Administração de Decreto-lei vem introduzir obrigatoriedade de cumprimento de várias Empresas”. à qual estufa – para uma análise sectorial dos Transportes – abordando a dicotomia não se pode ficar indiferente. Edição: Edições Sílabo. O livro inclui um CD-ROM com diversos trabalhos vivências duma frente de Guerra que teve lugar num passado ainda recente apresentados de uma forma didáctica. Angola e Moçambique. são o assunto Para facilitar a sua consulta. O livro tem ainda como propósito sensibilizar os intervenientes no sectores da agricultura para o desenvolvimento deste trabalho. A sua pertinência é justificada pela relevância que tem para o da empresa agrícola na actualidade. recorrendo a interfaces amigáveis. concretamente no Decreto-lei n. Ao longo do seu texto são apresentados múltiplos além disso. ente outros no consumo energético em termos de emissões poluentes e de gases de assuntos relacionados com este conflito. lançou uma públicas na legislação em vigor. incluindo a legislação em portuguesa. comunicações e pretendam maximizar a utilidade e operacionalidade da informação existente cartas. oportunos e optimizados para o processo de tomada de decisão”. Edição: ETEP – Edições Técnicas e combatente na Guiné Profissionais Autor: Fernando de Sousa Henriques Trata-se da segunda edição de uma obra na qual o autor “adopta uma O livro traça o percurso da vida militar do seu autor e faz um breve metodologia muito peculiar. e com o apoio do Programa AGRO. “Os um guia prático do utilizador. sistemático e alfabético. O livro está estruturado de uma forma fácil e objectiva. transportando-nos de uma análise macro – enquadramento dos três cenários de guerra. O primeiro é sobre “Marketing de meio técnico da construção. Os aspectos fundamentais para o desenho e desenvolvimento de data Nesta obra encontra toda a legislação actualizada sobre arrendamento urbano. A sua experiência na Guiné. warehouses. José Castro Coelho. deixando marcas que controlam/minimizam o impacte energético e ambiental no sector –. e nos combustíveis/tipos de propulsão possíveis e mais e militares. mostra a angústia sentida e descreve situações Transporte Colectivo/Transporte Individual e identificando os vários aspectos pelas quais passaram muitos dos jovens da sua geração. que consiste num resumo simplificado por conceitos discutidos neste livro interessam não apenas aos profissionais e temas. Os livros contam com exemplos da realidade proporcionando informação vasta sobre a área. Arrendamento urbano – Novo Regime Data Warehousing – Conceitos de Arrendamento Urbano – 2008 e Modelos Autores: José Alexandrino Aurélio. Pinheiro Autores: Jorge Falorca. a sua evolução recente e futura em função das dias. focando a política e a situação energética. Lda. indeléveis que estão bem presentes na sociedade portuguesa até aos nossos culminando nos veículos. em condicionada. Guiné. apresenta a informação de forma simplificada e de fácil consulta. e o terceiro sobre “Tecnologia de Informação e Comunicação na especificações.

com/home 25 26 27 28 29 30 28 29 30 31 http://spie.opet. Centro Cultural de Belém. F 6 7 8 1 2 9 3 10 4 11 Tecnológica da Transformação da Chapa 14 15 16 17 18 19 20 Universidade de Manchester. Congresso da Federação Internacional D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 on developing new solar-based energy sources 1 2 3 4 5 6 das Associações de Engenharia Automóvel 3 4 5 6 7 8 10 11 12 13 14 F 9 16 to meet growing global needs 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 14 a 19 Setembro.pt 21 22 23 24 25 26 27 www. Antuérpia. Itália 28 29 30 http://paginas.php?id=1771 SETEMBRO SETEMBRO D S T Q Q S S Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva D S T Q Q S S BPM e BI – Business Process Management 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 16 a 19 Setembro 2008. Hanôver. 61) 28 29 30 20 Setembro 2008.com .ª Construnor – Exposição de Máquinas D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 do Colégio de Engenharia Agronómica 1 2 3 4 5 6 e Materiais de Construção 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 13 Setembro 2008. 61) 28 29 30 www. Califórnia.ª Feira Internacional 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 14 a 18 Setembro 2008.pt/portugues/index.pt/clme/2008 28 29 30 www. Parque de Exposições de Aveiro 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 4 a 6 Setembro 2008. Lisboa 28 29 30 (Ver Pág.php?&c=interpescas&template_ 28 29 30 www.exposan.uk/events/workshops/EFMC7 26 27 28 29 30 31 www. Alemanha 21 22 23 24 25 26 27 19 20 21 22 23 24 25 28 29 30 www.php?Zona=0&Tipo=1 28 29 30 28 29 30 (Ver Pág.fisita.indoorair2008. Nuremberga.html 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 http://caldasmoodle.ª Feira de Máquinas e Equipamentos Hospitais – Contratação.htm 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 leccionados alguns dos mais prestigiados MBA 28 29 30 (Ver Pág.net/products_and_services/Conferences/Reach_ 24 31 25 26 27 28 29 30 www. Alemanha 14 15 16 17 18 19 20 18 a 21 Setembro.org/solar-energy.rapra. Lisboa www. Parque de Exposições de Braga 21 22 23 24 25 26 27 www.php?option=com_content&task=view&id 14 15 16 17 18 19 20 25 a 28 Setembro 2008. Universidade do Minho.ecce2008.tecnargilla.pt/index. Companhia das Lezírias 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 25 a 28 Setembro 2008.100percentdetail.asp? AGOSTO SETEMBRO D S T Q Q S S 6th International Conference D S T Q Q S S 100% Detail 2008 – An Event Focusing 3 4 5 6 7 8 1 2 9 on Scalable Vector Graphics 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 on Innovative Building Products and Materials 10 11 12 13 14 F 16 26 a 28 Agosto. Braga 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www. Londres.eu 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 30 Setembro 2008. 46) SETEMBRO 1. Lisboa 14 15 16 17 18 19 20 12 e 13 Setembro 2008. Lisboa 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 www. Bélgica 10 11 12 13 14 F 17 18 19 20 21 22 16 23 17 a 22 Agosto.org/2008 28 29 30 www. Batalha 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 =32&Itemid=1 28 29 30 www.pt/website/pt/index.pt/chempor2008 28 29 30 id=308 SETEMBRO SETEMBRO D S T Q Q S S Portugal GameOn D S T Q Q S S Acess MBA Tour – Reuniões one-to-one com 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 5 a 7 Setembro 2008.manchester.com/portugal/events/eventos_2008-09-30.up.org 28 29 30 SETEMBRO 1.uk SETEMBRO SETEMBRO TECNARGILLA 2008 – International Exhibition D S T Q Q S S CLME 2008 – 5.debuminho. Reino Unido 12 13 14 15 16 17 18 21 a 25 Outubro 2008. Munique. Reino Unido 17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 24 31 25 26 27 28 29 30 www.lnec. Madeira 7 8 9 10 11 12 13 e Business Intelligence em análise 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.svgopen.com/GameOn/Home/Home. EUA 21 22 23 24 25 26 27 www. Maputo 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 and Brick Industries 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 30 Setembro a 4 Outubro 2008.º Encontro Nacional SETEMBRO 18. Caldas da Rainha 14 15 16 17 18 19 20 http://hmc08.º Congresso Luso-Moçambicano D S T Q Q S S of Technology and Supplies for the Ceramics de Engenharia 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 2 a 4 Setembro 2008.ac.fe. Alemanha 17 18 19 20 21 22 24 23 10 a 14 Agosto 2008. ExpoSalão. San Diego.co.ª Conferência Internacional D S T Q Q S S and Authorization of Chemicals sobre Qualidade do Ar e Climas Interiores 1 2 1 2 3 4 5 6 3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 16 a 18 Setembro 2008.peb.org 28 29 30 Europe_Conference_and_workshops.exposalao.xml AGOSTO SETEMBRO REACH Europe – Regulation. Dinamarca 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.jsp INTERNACIONAL AGOSTO Solar Energy + Applications – Symposium focused SETEMBRO FISITA 2008.com SETEMBRO OUTUBRO D S T Q Q S S 7th EUROMECH – European Fluid Mechanics Conference D S T Q Q S S Euro BLECH 2008 – 20.ª Conferência Internacional D S T Q Q S S Pescas e Aquicultura de Engenharia Química e Biológica 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13 18 a 21 Setembro 2008. D S T Q Q S S 10.ordemdosengenheiros.mims. LNEC. Agenda NACIONAL SETEMBRO SETEMBRO Interpescas – Salão Internacional do Mar.pt/index. Earls Courts.º Congresso Nacional sobre os Novos SETEMBRO D S T Q Q S S D S T Q Q S S FEMOP 2008 – 4.euroblech.html SETEMBRO SETEMBRO Caldas Moodle’08 – II Encontro Nacional HMC08 – Historical Mortars Conference D S T Q Q S S D S T Q Q S S das Comunidades de Aprendizagem Moodle 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13 24 a 26 Setembro 2008.cgvonline.com/mba-events/access-mba-tour/lisbon-september-20/index. Copenhaga. Rimini.idc. Sana Lisboa Hotel. Construção e Gestão para Construção Civil e Obras Públicas 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 16 a 17 Setembro 2008.accessmba.pt/portal. Evaluation D S T Q Q S S Indoor Air 2008 – 11. Centro de Congressos do Estoril 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 directores de admissão de escolas onde são 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.