II Série | Número 105 | Maio/Junho 2008 | Bimestral

Maio/Junho 2008
II Série | Número 105 | 3

Director Fernando Santo | Director-Adjunto Victor Gonçalves de Brito a engenharia portuguesa em revista

DESTAQUE
CASO Eng.º Sá da Costa ANÁLISE
ENTREVISTA DE ESTUDO “O preço da chuva, O 3.º Choque
Eng.º Agostinho Lopes Primeiro posto do sol, do vento e Petrolífero
É premente a aposta de biocombustíveis das ondas foi, é e Eng.º Mira
no sector energético no País será sempre zero” Amaral
Página 30 Página 34 Página 38 Página 78

INGENIUM
II SÉRIE N.º 105 - MAIO/JUNHO 2008
´
SUMARIO
5 Editorial
Propriedade: Ingenium Edições, Lda.
Director: Fernando Santo “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
Director-Adjunto: Victor Gonçalves de Brito
Conselho Editorial:
Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho, António Manuel Aires Messias, Aires 6 Primeiro Plano
Barbosa Pereira Ferreira, Pedro Alexandre Marques Bernardo, João Carlos
Moura Bordado, Paulo de Lima Correia, Ana Maria Barros Duarte Fonseca, Consolidação e internacionalização são chaves para o sucesso
Miguel de Castro Simões Ferreira Neto, António Emídio Moreiras dos Santos,
Maria Manuela X. Basto de Oliveira, Mário Rui Gomes, Helena Farrall, Luis
Manuel Leite Ramos, Maria Helena Terêncio, António Carrasquinho de Freitas, 8 Notícias
Armando Alberto Betencourt Ribeiro, Paulo Alexandre L. Botelho Moniz

Edição, Redacção, Produção Gráfica e Publicidade: Ingenium Edições, Lda.
10 Breves
Sede Av. Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 352 46 32 12 Regiões
E-mail: gabinete.comunicacao@ordemdosengenheiros.pt
Região Norte Rua Rodrigues Sampaio, 123 - 4000-425 Porto
Tel.: 22 207 13 00 - Fax: 22 200 28 76 16 Tema de Capa
Região Centro Rua Antero de Quental, 107 - 3000 Coimbra
Tel.: 239 855 190 - Fax: 239 823 267 16 Energia: o motor da humanidade – Energia eléctrica
Região Sul Av. Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 313 26 90 18 Renováveis em crescimento
Região Açores Rua do Mello, 23, 2.º - 9500-091 Ponta Delgada
Tel.: 296 628 018 - Fax: 296 628 019
22 A crise do petróleo e os preços dos combustíveis
Região Madeira Rua da Alegria, 23, 2.º - 9000-040 Funchal 24 Portugal mais Eficiente
Tel.: 291 742 502 - Fax: 291 743 479
26 A Certificação Energética de Edifícios comemorou o seu primeiro ano de vida
Impressão: L isgráfica, Impressão e Artes Gráficas, S.A.
Rua Consiglieri Pedroso, 90 – Casal de Sta. Leopoldina
2730-053 Barcarena 30 Entrevista
Publicação Bimestral | Tiragem: 46.000 exemplares Eng.º Agostinho Lopes – Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento
Registo no ICS n.º 105659 | NIPC: 504 238 175
Depósito Legal n.º 2679/86 | ISSN 0870-5968
das Questões Energéticas da Assembleia da República
É premente a aposta no sector energético
Ordem dos Engenheiros

Bastonário: Fernando Santo 34 Caso de Estudo
Vice-Presidentes: Sebastião Feyo de Azevedo,
Victor Manuel Gonçalves de Brito Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados - Primeiro posto de biocombustíveis no País
Conselho Directivo Nacional: Fernando Santo (Bastonário), Sebastião
Feyo de Azevedo (Vice-Presidente Nacional), Victor Manuel Gonçalves de
Brito (Vice-Presidente Nacional), Gerardo José Saraiva Menezes (Presidente 38 Destaque
CDRN), Fernando Manuel de Almeida Santos (Secretário CDRN), Celestino
Flórido Quaresma (Presidente CDRC), Valdemar Ferreira Rosas (Secretário Eng.º António Sá da Costa – Presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN)
CDRC), António José Coelho dos Santos (Presidente CDRS), Maria Filomena
de Jesus Ferreira (Secretário CDRS).
“O preço da chuva, do sol, do vento e das ondas foi, é e será sempre zero”
Conselho de Admissão e Qualificação: João Lopes Porto (Civil),
Fernando António Baptista Branco (Civil), Carlos Eduardo da Costa Salema 42 Inovação
(Electrotécnica), Rui Leuschner Fernandes (Electrotécnica), Pedro Francisco
Cunha Coimbra (Mecânica), Luís António de Andrade Ferreira (Mecânica), Microalgas para Biodiesel – O Desafio do Presente para um Futuro Sustentável
Fernando Plácido Ferreira Real (Geológica e Minas), Nuno Feodor Grossmann
(Geológica e Minas), Emílio José Pereira Rosa (Química), Fernando Manuel
Ramôa Cardoso Ribeiro (Química), Jorge Manuel Delgado Beirão Reis (Naval), 44 Ingenium
António Balcão Fernandes Reis (Naval), Octávio M. Borges Alexandrino
(Geográfica), João Catalão Fernandes (Geográfica), Pedro Augusto Lynce de Estatuto Editorial e Relatório de Gestão do Exercício de 2007
Faria (Agronómica), Luís Alberto Santos Pereira (Agronómica), Ângelo Manuel
Carvalho Oliveira (Florestal), Maria Margarida B. B. Tavares Tomé (Florestal),
Luís Filipe Malheiros (Metalúrgica e de Materiais), António José Nogueira
46 Colégios
Esteves (Metalúrgica e de Materiais), José Manuel Nunes Salvador Tribolet
(Informática), Pedro João Valente Dias Guerreiro (Informática), Tomás Augusto 68 Comunicação
Barros Ramos (Ambiente), Arménio de Figueiredo (Ambiente).
Presidentes dos Conselhos Nacionais de Colégios: Hipólito José Campos 68 Geográfica – S istema Combinado de Varrimento Laser-fotogramétrico
de Sousa (Civil), Francisco de La Fuente Sanches (Electrotécnica), Manuel
Carlos Gameiro da Silva (Mecânica), Júlio Henrique Ramos Ferreira e Silva na Observação de Estruturas
(Geológica e Minas), António Manuel Rogado Salvador Pinheiro (Química),
José Manuel Antunes Mendes Gordo (Naval), JAna Maria de Barros Duarte 72 Naval – P ropulsão eléctrica com pilha de combustível a hidrogéneo e painéis fotovoltaicos
Fonseca (Geográfica), Miguel de Castro Simões Ferreira Neto (Agronómica),
Pedro César Ochôa de Carvalho (Florestal), Rui Pedro de Carneiro Vieira de
para embarcações
Castro (Metalúrgica e Materiais), João Bernardo de Sena Esteves Falcão e
Cunha (Informática), António José Guerreiro de Brito (Ambiente). 78 Análise
Região Norte
Conselho Directivo: Gerardo José Sampaio da Silva Saraiva de Menezes 78 O 3.º Choque Petrolífero
(Presidente), Maria Teresa Costa Pereira da Silva Ponce de Leão (Vice-
Presidente), Fernando Manuel de Almeida Santos (Secretário), Carlos Pedro 80 O Impacto da Energia Eólica na Gestão Técnica do SEN
de Castro Fernandes Alves (Tesoureiro).
Vogais: António Acácio Matos de Almeida, António Carlos Sepúlveda Machado 84 O Decreto-lei 301/2007
e Moura, Joaquim Ferreira Guedes.
Região Centro
Conselho Directivo: Celestino Flórido Quaresma (Presidente), Maria Helena
86 Conselho Jurisdicional
Pêgo Terêncio M. Antunes (Vice-Presidente), Valdemar Ferreira Rosas
(Secretário), Rosa Isabel Brito de Oliveira Garcia (Tesoureira). 88 Legislação
Vogais: Filipe Jorge Monteiro Bandeira, Altino de Jesus Roque Loureiro,
Cristina Maria dos Santos Gaudêncio Baptista.
Região Sul 89 História
Conselho Directivo: António José Coelho dos Santos (Presidente), António
José Carrasquinho de Freitas (Vice-Presidente), Maria Filomena de Jesus 1918: Pneumónica ou a Gripe Espanhola
Ferreira (Secretária), Maria Helena Kol de Melo Rodrigues (Tesoureira).
Vogais: João Fernando Caetano Gonçalves, Alberto Figueiredo Krohn da Silva,
Carlos Alberto Machado. 92 Crónica
Secção Regional dos Açores
Conselho Directivo: Paulo Alexandre Luís Botelho Moniz (Presidente), Victor
Faleceu o Pai do Caos, Edward Lorenz. Fica para sempre a sua Borboleta
Manuel Patrício Corrêa Mendes (Secretário), Manuel Rui Viveiros Cordeiro
(Tesoureiro). 96 Internet
Vogais: Manuel Hintze Almeida Gil Lobão, José António Silva Brum.
Secção Regional da Madeira
Conselho Directivo: Armando Alberto Bettencourt Simões Ribeiro (Presidente), 97 Livros em Destaque
Victor Cunha Gonçalves (Secretário), Rui Jorge Dias Velosa (Tesoureiro).
Vogais: Francisco Miguel Pereira Ferreira, Elizabeth de Olival Pereira.
98 Agenda

EDITORIAL

“Na natureza nada se cria,

Foto: Paulo Neto
nada se perde, tudo se transforma”

D
esde a Revolução Industrial que a produção veis. Com o debate sobre a energia, estamos tam­
de energia, nas suas diferentes formas, tem bém a discutir o nosso futuro, sem esquecer outro
constituído o suporte do nosso modelo de de­ recurso essencial, a Água.
senvolvimento. O princípio de Antoine Lavoisier de Nesta edição da “Ingenium” abordamos o tema da
que “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se Energia, com a convicção de que muito ficou por Fernando Santo
transforma”, exige cada mais energia para a produção tratar, o que justificará uma futura análise.
de bens e serviços e para a sua própria mobilidade.
As primeiras experiências, na última metade do sé­ Mas as dificuldades actuais da nossa economia não
Tudo o que temos obtido,
culo XX, para se produzir electricidade e a utiliza­ se limitam aos preços dos combustíveis. Portugal está
ção do petróleo como fonte de alimentação dos mo­ há muitos anos a consumir muito mais do que pro­ enquanto associação
tores, marcaram o século XX. Entrámos no século duz, aumentando diariamente o endividamento do profissional, tem sido com
passado com a crescente implementação do com­ país e das famílias. O aumento da produção e do muito trabalho e com uma
boio e dos navios como grandes meios de transporte, valor acrescentado dos bens e serviços é, igualmente,
inestimável participação
depois surgiu o automóvel como alternativa de uso um dos grandes desafios nacionais. Por isso, a Ordem
individual e logo de seguida o avião. Todos contribuí­ dos Engenheiros irá realizar, nos dias 2 e 3 de Outu­ de todos os membros que
ram para uma crescente dependência do petróleo e bro, na cidade de Braga, o seu XVII Congresso, de­ têm colaborado com a
de outros combustíveis fósseis. dicado ao tema da “Internacionalização da Engenha­ Ordem dos Engenheiros.
ria Portuguesa”. Estamos convictos da importância
Após a II Guerra Mundial, o mundo Ocidental pas­ da engenharia como recurso estratégico para a reso­
A todos muito obrigado!
sou a produzir, de forma maciça, electrodomésticos lução dos principais problemas nacionais.
e outros bens que necessitavam de electricidade para
a sua produção e utilização. Começaram a surgir Como suplemento desta edição distribuímos uma
novas fontes energéticas, embora todo este modelo síntese do Relatório e Contas dos órgãos nacionais da
fosse mais limitado aos países ditos desenvolvidos. Ordem relativo ao ano de 2007, no qual se divulgam
Com o primeiro choque petrolífero, em 1973, co­ alguns dos principais dados sobre a situação econó­
meçaram a instalar-se a maioria das centrais nuclea­ mica e financeira da Ordem dos Engenheiros, sobre
res, deixando a produção de energia de estar assente as actividades realizadas e sobre o movimento asso­
nos combustíveis fósseis. Com o início da globaliza­ ciativo. Fruto de uma gestão rigorosa, obtivemos, a
ção, após a queda do muro de Berlim, em 1989, e o nível nacional, um resultado líquido de 945.048 , e
início do desenvolvimento dos países asiáticos, como o número de membros cresceu 4,6%, uma das maio­
a China e a Índia, aumentou-se, ano após ano, o con­ res taxas de sempre. Apesar de 2007 ter sido um ano
sumo de energia e as emissões de gases com efeito de eleições, continuámos com a actividade corrente
de estufa. Em 2000, cerca de 1/3 da produção mun­ de emissão de pareceres sobre a legislação e realizá­
dial de petróleo já se destinava à China. mos dezenas de seminários sobre os principais temas
O conceito de sustentabilidade introduzido nos fi­ nacionais. Demonstrámos que os engenheiros são in­
nais dos anos oitenta do século XX, passou a estar dispensáveis para o debate das grandes questões na­
presente em todos os debates. Para agravar as difi­ cionais e para a procura das soluções. Tudo o que
culdades já percebidas, os especuladores dos merca­ temos obtido, enquanto associação profissional, tem
dos financeiros, cada vez mais sofisticados, aprovei­ sido com muito trabalho e com uma inestimável par­
taram a oportunidade para fazer disparar o preço do ticipação de todos os membros que têm colaborado
petróleo, que também tem servido como fonte de com a Ordem dos Engenheiros.
receita de todos os países industrializados, através A todos muito obrigado!
dos impostos aplicados. É por tudo isto que continuamos a acreditar que Por­
Finalmente, após a construção desta pirâmide inver­ tugal tem futuro e conseguiremos ultrapassar as di­
tida, de necessidades energéticas cada vez maiores, ficuldades.
a partir das mesmas fontes, o mundo começou a pro­
curar alternativas, focalizadas nas energias renová­ Desejo a todos umas boas férias!

PRIMEIRO PLANO
Consolidação e internacionalização
são chaves para o sucesso
Há lugar para optimismo nos sectores da Cons- nicação social e por alguns analistas”. E, no
trução e do Imobiliário em Portugal. Esta foi uma seu entender, “os agentes do mercado deve-
das principais tónicas de um seminário onde foram rão ter uma atitude mais positiva”.
analisados os sectores nos dois países ibéricos, No que respeita à internacionalização, um dos
salientando-se que a aposta nos mercados inter-
temas mais abordados pelos oradores deste
nacionais e a necessidade da existência de um
adequado planeamento de infra-estruturas públi- seminário, António Mota, Presidente da Mota-
cas são factores de suma importância para estas -Engil, afirmou que “o primeiro factor crítico
actividades. para o sucesso da internacionalização é a exis-
tência de um mercado nacional sólido. O se-
Texto Ana Pinto Martinho gundo é a consolidação ou especialização”. tegração europeia, acentuaram as diferenças
Fotos Atelier Sérgio Garcia
Esta opinião foi também partilhada pelo Pre- entre o desenvolvimento dos sectores da
sidente Executivo da OPWAY Engenharia, construção e as razões que determinaram a
Jorge Grade Mendes, que acredita que “a res- dimensão e capacidade económica das em-
posta à grave e prolongada crise no sector está presas espanholas face às portuguesas.
em aquisições e fusões, diversificação de ac- O sector da construção é um dos mais im-
tividades e internacionalização”. portantes na economia de qualquer país, pois
o seu contributo para o PIB e para o em-
prego fazem dele um dos motores da eco-
nomia.
Durante a sua intervenção, o Ministro das
Obras Públicas, Transportes e Comunica-
ções, Mário Lino, reforçou exactamente a
importância do sector, afirmando que o in-
vestimento nos sectores da Construção e do
Imobiliário é necessário, pois ele “é respon-
Mercado português sável, no nosso país, por cerca de 12% do
precisa ser consolidado emprego a que correspondem 600 mil em-
A falta de consolidação no mercado portu- pregos directos”.
guês foi apontada como um dos pontos fra-

A
aposta nos mercados internacionais e a cos face ao mercado espanhol, onde as em-
importância de um adequado planea- presas de construção têm dimensões muito
mento das infra-estruturas públicas são maiores, fruto do tamanho do país, mas tam-
alguns dos factores chave realçados por vá- bém de um movimento de consolidação re-
rios dos responsáveis do sector da constru- sultante da grande quantidade de fusões e
ção que estiveram presentes no Seminário aquisições que começou há mais de 15 anos,
subordinado ao tema “Os sectores da Cons- data avançada por José Manuel Elias da Costa,
trução e do Imobiliário em Portugal e Espa- Administrador do Banco Santander Totta.
nha, e os desafios estratégicos num contexto Também os Engenheiros Angel Corcóstegui
de mudança”, que foi organizado pela Ordem e António Bernardo, que analisaram as es-
dos Engenheiros (OE) no dia 28 de Maio, tratégias seguidas nos dois países desde a in-
em conjunto com o Colegio de Ingenieros
de Caminos, Canales y Puertos de Espanha, Mário Lino adiantou ainda que o investimento
e que contou com a presença de profissio- em infra-estruturas básicas programado “afi-
nais dos dois países. gura-se, hoje, absolutamente determinante,
Apesar dos problemas que o sector enfrenta, (…) e por essa razão vamos prosseguir com
o Bastonário da OE, Fernando Santo, fechou o plano de investimentos em curso”.
o evento afirmando que, “após o que foi ex- Este plano de investimentos inclui a cons-
posto, o futuro parece mais favorável do que trução de mais 1000 km de novas auto-es-
a percepção subjectiva veiculada pela comu- tradas, a Rede Ferroviária de Alta Veloci-

Mas a aposta na internacionalização só pode teve no tempo. dentro deste mercado. de apoio às intervenções do seminário. da totali- Também Fernando Santo afirmou haver a tório. tracção em Espanha. a Ter. segundo Carlos Moedas. em 2007. da Direcção de Fi- . E nos últimos mundial. desde 2002. Embora. E o que me dade de novos fogos que entraram no mer- necessidade de políticas públicas de investi. No Portal da Ordem países da UE e o aumento do desemprego dos Engenheiros (www. défice no mercado de arrendamento como sector de construção nacional mais forte e que sos grupos empresariais portugueses a operar uma das possíveis causas para tal facto. Mário Depósitos. tendo caído.ordemdosengenheiros. Es. é que o in. timos dados. armazéns. “perante as ameaças. entre outros. o único todos os oradores como um dos caminhos a sub-sector que aparenta ter mais problemas seguir. redução superior a 30%. segundo os úl- Na sua intervenção. Para alguns dos Santander. panha definiu uma estratégia que se man. em Espanha. o know-how seja uma ques- globalizado”. promovendo a fusão e aquisição vista financeiro e que tenham o know-how de empresas. questão que está a ser posta em anos tem havido. desde o início de 2007 que o sec- É exactamente essa uma das necessidades através da fusão ou aquisição de empresas lo. dade de engenharia que têm e a qualidade dos nanciamento Imobiliário da Caixa Geral de ceira Travessia do Tejo. de 5 para 8%. mercado dos activos imobiliários. Segundo este es- um bom processo de internacionalização será pecialista. E em relação aos tratos com menores rendimentos. causa. Paulo Alexandre Sousa. empresários espanhóis e portugueses “é deter. ses em Espanha”. a produção poderá mesmo ter tou que a redução dos investimentos públi. procurando actualizar as perder 7% face ao crescimento médio dos informações divulgadas. é o do mercado da habitação própria. designadamente nos Sectores da O mercado empresarial. Presidente da Aguirre Newman Portugal. gundo este responsável. José Manuel Elias da Costa. partilhada por diferentes ser feita por empresas fortes do ponto de Governos. n O mercado imobiliário O caminho da internacionalização A análise ao mercado imobiliário levou à con- A internacionalização foi apontada por quase clusão de que. Na sua intervenção. para 19. de reciprocidade relativamente à intervenção das. a percentagem destinada ao mercado mento em infra-estruturas a 10-15 anos. sar do aumento dos juros. Lino referiu que a partilha de mercados pelos bitação não ter sofrido grandes quebras.7 MM (em com- cos em infra-estruturas. Esta situação não se registou pt) poderão ser consultados os documentos nos restantes Estados-membros. dois mercados foi salientada a grande capaci. teve No dia 17 de Novembro as duas associações como consequência um abrandamento do profissionais realizarão idêntico seminário na crescimento da economia. falando-se na possibilidade das empre. como aconteceu em Espanha. independentemente dos Go. sendo o inverso ainda mais no. com vestimento espanhol em Portugal é sempre de arrendamento não foi superior a 3%. os engenheiros por. vernos. e mesmo sas portuguesas e espanholas criarem parcerias assim as maiores dificuldades existem nos es- com vista a este objectivo. apontados como alguns mercados preferen. lientaram. o Bastonário acrescen. apresentando o timento público tem de ser o veículo para um minante”. nos dois países ibéricos. ape- tónio Mota afirma: “o próximo ciclo de inves. Mas há caminho para mais. e no sector do imobiliário. até à data. tão que está bem posicionada em Portugal. cado. em 2006). com a introdução das licenciaturas de “ciclo um aumento de capital direccionado para o curto”. o que 24%. até agora. compete dizer. salientou o facto do crédito à ha- Sobre esta aposta do Governo no sector. planeamento e planos de concretização que bem-vindo. mais seguros a nível mundial. o Bastonário da das construtoras e dos investidores portugue- OE salientou que.8 MM . ao abrigo do Processo de Bolonha. cais. tor se encontra num contexto de forte con- que os intervenientes portugueses mais sa. fábricas. rio. sendo os Países Africanos de Língua Ofi. que vieram a ganhar dimensão adequado. PRIMEIRO PLANO dade. o Novo Aeroporto de Lisboa. do Banco tização da internacionalização. cial Portuguesa (PALOP) e o Leste Europeu 10%. breve análise ao registado. em 2006. neste momento. seus profissionais. acrescentando que “temos já diver. encontra-se bem. Acrescentou ainda que. Se- projecte a internacionalização das empresas”. An. nas últimas déca. Numa importante garantir um quadro e um ambiente tanto em Portugal como em Espanha. a forma mais correcta de conseguir ano de retoma em Portugal. na opinião da maioria em diversos sectores e a afirmar-se no mundo dos participantes. com uma quebra de paração com os 18. segundo o Bastonário Fernando Santo. ainda que seja rios. Os activos imobiliários continuam a ser dos uma vez que. ciais para as empresas portuguesas. com Portugal a cidade de Madrid. com uma representa um crescimento de mais de 5%. que inclui escritó- se mantenham. Construção e do Imobiliário. crescido. A especialização é outro dos pontos dados Ainda no que respeita ao mercado imobiliá- como de extrema importância para a concre. afirma esperar que 2008 seja um oradores. porque são dos tugueses são dos melhores formados a nível que apresentam menor risco.

que sejam seus clientes. a CGD dará aos membros da Ordem. e os alunos dos cursos de en­ sitos (CGD). Uma das ses­ Internacionalização da Engenharia Portuguesa. subordinadas aos temas “Exportação: bens. na área da cons­ ção da OE perante os desafios do século XXI”. onde O XVII Congresso será finalizado com 3 interven­ aos engenheiros uma visão mais abrangente e será destacada a dinamização da internaciona­ ções. Bioengenha­ formação do conhecimento em produtos e ser­ ria e Nanotecnologia”. a OE atribui à CGD o versitária da CGD. versas Agências Universitárias e na Agência Uni­ de vantagens e benefícios. viços de valor acrescentado. passando esta Para além de todas estas vantagens. conto nos bilhetes promovidos pela Culturgest. incluiu sessões plenárias e sessões mais cionalização. soluções complementares de reforma para os Membros da OE. bem como às áreas de “Tec­ para enfrentar a concorrência. “Energia e Transpor­ (XVII). “Am­ constitui um recurso indispensável para a trans­ biente e Urbanismo” e “Materiais. Notícias Congresso da Ordem sobre a Internacionalização da Engenharia Portuguesa A cidade de Braga vai receber entre 2 e 3 de trução e obras públicas. nacionalização pela via da inovação e do co­ ensino superior e a qualificação dos engenhei­ O Congresso. No que respeita ao seguro de Saúde Multicare. me­ diante a prévia análise de risco individual. Ainda no primeiro dia rea­ reinserção profissional” e “O empreendedorismo. OE estabelece parceria com a CGD Por seu lado. chido por 6 sessões paralelas. Com o Congresso de 2008 produtos e equipamentos”. em con­ junto com a OE. entidade a ser incluída nas acções e iniciativas da Ordem beneficiarão ainda de 10% de des­ O protocolo foi oficializado no dia 6 de Junho. A CGD compromete-se também estudar. que contemplará um conjunto de vantagens. que terão lugar até 31 de Dezembro. na da Ordem. Entre estes benefícios conta-se a emissão. A Ordem dos Engenheiros renovou uma parce­ sede da Caixa Geral de Depósitos. Para além disso. Fernando Faria de Oliveira. permitindo a apresentação da visão da multidisciplinar dos diferentes sectores e tipos lização e factores de competitividade. O período da tarde vai ser preen­ – A regulamentação da profissão” e a “Interven­ específicas que decorrerão em paralelo. Dr. bem como os factores fa­ o contributo da engenharia para o desenvolvi­ nitárias”. pelo Bastoná­ os Membros terão condições preferenciais para ria institucional com a Caixa Geral de Depó­ rio da Ordem dos Engenheiros. que terá como tema de fundo a “Prática da Internacionalização”. identificando novas oportuni­ encomendado ao Professor Daniel Bessa sobre guintes temas: “Engenharia em acções huma­ dades de expansão. bém as duas entidades a desenvolver em conjunto título de Patrocinador Institucional. ticos. também permitirá gem Estratégica da Internacionalização”. a inter­ Ordem dos Engenheiros sobre a “A avaliação do de empresas. ao abrigo da qual os membros Santo. a CGD proporcionará aos Membros o acesso a um pacote de produtos e serviços cuja listagem poderá ser consultada no site da Ordem. Projecto e Serviços empresas portuguesas um esforço adicional de Engenharia”. que se encontram agru­ Outubro o Congresso da Ordem dos Enge­ padas numa temática mais ampla denominada nheiros.º Fernando seguros de grupo. os membros projectos de interesse comum. a Ordem dos Engenheiros pretende dar tes”. Para além disso. ou através das empresas especialistas do Grupo CGD. A divulgação de casos prá­ mento da economia. O final da manhã e a tarde do se­ zação da engenharia portuguesa. sões será dedicada à “Produção e Tecnologia” Numa época em que a globalização exige das e outra à “Regulamentação. a CGD apoiará a OE a nível técnico e científico sempre que se justifique para ambas as partes e concedendo-lhe também um patro­ cínio. Eng. donda ou de apresentações. devendo ser olhada O segundo dia começa com 3 sessões parale­ como um recurso estratégico em diferentes sec­ las. de um cartão de crédito. directamente. “Recursos humanos: a emigração e a voráveis e adversos. tores de actividade. transmitidos sobre a forma de mesa re­ liza-se uma sessão plenária sobre a “Aborda­ a Directiva Serviços e as mudanças culturais”. a todos os Membros da Ordem. um conjunto de benefícios. a engenharia nologias de Informação e Comunicação”. . que tem início no dia 2 de Outu­ nhecimento e a visão empresarial da interna­ ros”. e “Internacionalização do processo educa­ o seu contributo para uma reflexão sobre a ac­ tivo. “As competências e os actos de engenharia bro. e o Presidente do Conselho de Adminis­ genharia terão atendimento especializado nas di­ da Ordem poderão usufruir de um vasto conjunto tração da CGD. com ambas as chancelas. propriedade intelectual e formação e qua­ tual situação do movimento de internacionali­ lificação”. comprometendo-se tam­ Ao abrigo deste protocolo. sobre a capa­ gundo dia de trabalhos serão preenchidos com cidade das empresas nacionais para integrarem Na sessão de abertura será divulgado o estudo sessões plenárias onde serão reflectidos os se­ esse movimento.

nientes dos cursos de Gestão. rece­ Oliveira Nunes. do Instituto Superior Técnico. com particular relevo para as questões metodológicas. uma exposição inédita que assinala a passagem dos 250 anos sobre o plano urbanístico ela- borado após o terramoto que destruiu Lisboa em 1755. Em segundo lugar ficou tado das Comunidades Portuguesas. o sobre a regeneração da Baixa-Chiado. e a última fase mostra a evolução da área-plano da Baixa entre a segunda me- tade do século XVIII e a actualidade. de Engenharia e Gestão Industrial. todos os elementos constituintes de um dos planos urbanísticos mais relevantes. mostrando todas as suas perspectivas e característi- cas. através do Gabinete do Secretário de Es­ genharia Civil. espírito ético e a capacidade de assumir riscos. nascido em Lisboa. Filipe Leal. O Prémio. O júri. Guida Sousa. em exposição inédita de Economia – Finanças. de Engenharia Civil. Os vencedores das 12 ca­ através da concessão de opor­ tegorias dos prémios foram tunidades privilegiadas ao nível desvendados numa gala. do Instituto Superior Técnico. Na categoria “Profissões Liberais” o vencedor foi Jorge Manuel Costa de Economia e Engenharia. a faculdade de responsabilização. o plano da Baixa hoje” mostra. no dia 8 de Junho. alberga. A exposição “Lisboa 1758. O Para chegarem à fase final passaram por várias provas de apuramento e Páteo da Galé. . da formação académica. e composto por reiro do Paço. a segunda alusiva ao plano de 1758. através de material audiovisual. com base em características bem difí­ pelo actual Executivo para a revitalização desta zona. prove­ RTP. no Ter- avaliação. Universidade Ca­ dade para cerca de 40 mil pessoas. res estudantes universitários. um finalista de En­ Negócios Estrangeiros. premeia os melho­ o júri desta edição. a capacidade de iniciativa. sem limite de idade. um Engenheiro Civil. a viço educativo e um outro onde os visitantes podem fixar sugestões capacidade de trabalhar em equipa. um pavilhão multiusos com capaci­ SEAD. Manuel Dias. da Universidade Nova de Lisboa. Nuno Amado (Vice-presidente). o vencedor foi Filipe Leal. Os transmitida em directo pela três melhores finalistas. de Gestão. residente na beram a oportunidade de fre­ África do Sul. se destacaram no exercí­ A possibilidade de participação de estudantes de engenharia foi viabilizada cio de actividades em di­ a partir de um protocolo estabelecido entre a Ordem dos Engenheiros e o versos sectores da vida Banco Santander Totta. instituído pelo Ministério dos portas aos engenheiros. e Nuno Pina. que veio definir o futuro desenho urbano e arquitectónico que ainda hoje subsiste na Baixa lisboeta. de Engenharia Médica. Guida Baixa lisboeta Sousa. da Universidade Nova de Lisboa e. sendo a sua obra mais seguintes Universidades: IN­ emblemática o “Coca-Cola Dome”. Notícias Primus Inter Pares premeia Engenheiro civil ganha finalista de Engenharia Civil “Prémios Talento” N o ano em que o conceituado Prémio Primus Inter Pares abriu as suas O concurso “Prémios Talento 2007”. a primeira refe- rente aos contextos e antecedentes ao plano. consistentes e coerentes jamais produzidos em Portugal. IESE. também do Instituto Superior Técnico. ceis de avaliar mas que são os factores-chave de sucesso dos líderes de A exposição tem ainda um espaço destinado às actividades do ser- amanhã. na África do Sul. do Instituto Superior Técnico. lançado em 2004 O Bastonário da Ordem pelo Santander e pelo jornal dos Engenheiros integrou Expresso. gear os portugueses e luso-descendentes residentes no estrangeiro que da Universidade Católica Portuguesa. incluindo a estratégia delineada Barbot. A mostra está organizada em três secções principais. Os cinco finalistas deste ano provinham de diferentes cursos: André Fialho. tólica Portuguesa – Universi­ dade Nova de Lisboa (MBA conjunto). Ou seja: a capacidade de liderança. António Borges. presidido por Francisco Pinto Balsemão. António Vitorino e Estela até 1 de Novembro. O seu percurso profissional é particularmente relevante na quentar um MBA numa das concepção e projecto de estruturas metálicas. escolheu os três premiados. social. tem por objectivo homena­ Nuno Pina. em terceiro. da Universidade Católica Portuguesa.

Breves
Comissão Europeia quer mercado dos Estados-membros. As acções Endereços
prioritárias comuns deverão tor-
de trabalho europeu para investigadores nar a UE um pólo mais atractivo
Internet ilimitados
ao dispor da Europa
N a sua recente comunicação in-
titulada “Melhores carreiras e
mais mobilidade: uma parceria
para os investigadores e permitir-
-lhes uma maior mobilidade entre
países e instituições e entre os sec-
em 2010
europeia para os investigadores”,
a Comissão Europeia procura es-
tabelecer uma parceria com os
tores académico e privado. É es-
sencial abrir sistematicamente o
recrutamento a todos os investi-
A crescente procura de serviços
baseados na Internet fará com
que, a breve trecho, não existam
Estados-membros a fim de garan- gadores, satisfazer as necessidades endereços suficientes para res-
tir a disponibilidade dos recursos dos investigadores itinerantes em ponder às necessidades. Se os
humanos necessários para manter rência global crescente na procura termos de segurança social e de utilizadores e os fornecedores de
e aumentar a contribuição da ci- dos melhores talentos, bem como pensões, oferecer condições de serviços Internet forem encora-
ência e da tecnologia para a eco- desafios demográficos. O objec- emprego e de trabalho justas e ga- jados a adoptar o mais recente
nomia europeia do conhecimento. tivo da parceria é harmonizar e rantir que estes tenham a forma-
A Europa enfrenta uma concor- concentrar os esforços de cada um ção e competências necessárias.

EDP premeia inovação tados. O Concurso de Ideias Luminosas – Eficiên-
cia Energética já está aberto e recebe candidaturas
na área energética até 31 de Outubro.
A iniciativa – promovida no âmbito do Plano de
Promoção de Eficiência Energética (PPEC) da En-
tidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)
– quer incentivar o desenvolvimento de produtos
(hardware, software ou ambos) capazes de obter
poupanças quantificáveis no consumo de energia
eléctrica. O concurso é organizado em parceria com
a Universidade de Coimbra, estando, no entanto,
aberto a todas as outras instituições de ensino su-
perior. Dos 50 mil euros de prémio, 10 mil rever-
tem para a universidade, desde que a instituição

P rojectos de inovação na área da eficiência ener-
gética, idealizados por finalistas de cursos uni-
versitários, vão ser premiados pela EDP com 50
tenha apoiado os estudantes vencedores.
Os interessados podem obter mais informação e
toda a documentação necessária no site: protocolo Internet (versão 6 do
mil euros para os dois melhores produtos apresen- www.eco.edp.pt. IP, ou IPv6), o número de ende-
reços IP aumentará consideravel-
mente, à semelhança do que acon-
Prémios de Projecto de Iniciativa Empresarial teceu aquando da extensão dos

E stão abertas, até 30 de Setem-
bro, as candidaturas para os
Prémios de Projectos de Inicia-
números de telefone no século
XX. A Comissão Europeia esta-
beleceu recentemente um objec-
tiva Empresarial 2008. Dinami- tivo para a Europa: que, em 2010,
zado, em Portugal, pelo IAPMEI, 25% das empresas, das adminis-
o projecto foi lançado há três anos novidade o alargamento dos des- aceites candidaturas de parcerias trações públicas e dos particula-
pela Comissão Europeia com o tinatários a iniciativas nacionais, público-privadas e de iniciativas res utilizem o IPv6. Para isso, a
objectivo de identificar e premiar nas categorias “Promoção da ini- transfronteiriças, envolvendo pa- Comissão apelou a uma acção
as melhores práticas de iniciativa ciativa empresarial” e “Redução íses vizinhos. concertada a nível europeu que
empresarial na Europa, estimu- da burocracia”. As restantes ca- Os projectos a concurso deverão prepare todos os interessados para
lando o desenvolvimento econó- tegorias a concurso são “Desen- indicar de que forma a sua acti- esta mudança, que deverá ocor-
mico e a criação de mais e me- volvimento empresarial”; “Inves- vidade contribuiu para o desen- rer em tempo útil e de modo efi-
lhor emprego a nível local. timento em qualificações” e “Ini- volvimento da economia regional caz para evitar custos suplemen-
O Prémio é aberto, preferencial- ciativa empresarial responsável e durante o biénio 2006-07. tares para os consumidores, dando
mente, a entidades públicas ou inclusiva”. Mais informações em: assim às empresas europeias mais
privadas de carácter regional. A Para além de projectos promovi- www.iapmei.pt/iapmei-not-02. inovadoras uma vantagem con-
competição deste ano traz como dos individualmente, são também php?noticia_id=785 correncial.

Breves
Academias TIC nas escolas

A s escolas portuguesas vão ter 30 Academias TIC, ao abrigo de um
protocolo celebrado entre o Ministério da Educação e várias em-
presas da área das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
As primeiras empresas a criar estas Academias serão a Apple, a Cisco,
a Linux, a Microsoft, a Oracle e a Sun.

Cem mil milhões de dólares para
petróleo angolano

D urante os próximos cinco a
sete anos, a indústria angolana
de petróleo e gás vai ter um in-
AFP, citada pela Lusa, “o inves-
timento em exploração prevê a
abertura de 100 poços petrolífe-
vestimento no valor de 100 mil ros nos próximos 10 anos”. O
milhões de dólares, adiantou Ma- Presidente da Sonangol adiantou
nuel Vicente, Presidente da So- ainda que o esforço angolano per-
nangol, durante o seu discurso, mite “participar na estabilização
no XIX Congresso Mundial de do preço do petróleo”. As reser-
As Academias TIC irão oferecer formação extracurricular nas áreas Petróleo, que teve lugar em Ma- vas petrolíferas provadas de An-
de especialidade de cada uma das empresas parceiras. Setembro é drid no início de Julho. gola ascendem a 12,5 mil milhões
a data marcada para que os professores das escolas abrangidas pela Citado pela Lusa, este responsá- de barris.
primeira fase iniciem a formação com o objectivo de obter a certi- vel afirmou que os investimentos A turbulência que se tem feito
ficação necessária para leccionar nestas Academias. em actividade de produção e ex- sentir nas explorações nigerianas,
O protocolo surge no âmbito do Plano Tecnológico para a Educação, ploração têm em vista “assegurar país que historicamente é o maior
que pretende, até 2010, equipar as escolas portuguesas com 310 mil durante 5 anos o nível de produ- produtor de petróleo em África,
computadores, 9 mil quadros interactivos e mais de 25 mil video- ção”, que actualmente se apro- veio favorecer Angola que, em
projectores. xima dos 2 milhões de barris diá­ Abril e Maio deste ano, já ultra-
rios. E revelou que o perfil de passou a Nigéria em termos de
China e Vietname produção e as reservas que o país produção.
apostam na produção de arroz em Angola possui fazem com que seja pos- O país vai também receber in-
sível manter o actual ritmo de vestimento na produção de GNL

O Ministério da Agricultura e
Desenvolvimento Rural ango-
lano assinou recentemente um
Com estas acções, referiu, “o sec-
tor pretende incrementar a pro-
dução de arroz e acabar com a sua
produção durante 4 ou 5 anos.
De acordo com informação da
com a construção de duas novas
refinarias, no Lobito.

protocolo com a China e o Viet­ importação.” O país ainda enfrenta Projecto pioneiro de Geotermia
name, ao abrigo do qual os dois um considerável défice na produ-
países asiáticos vão apoiar Angola
na produção de arroz em pequena,
média e grande escala.
ção de arroz (…), sendo que quase
todo o arroz que consumimos é
importado, o nosso objectivo é
A Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coim-
bra (FCTUC) e a Empresa Geovita, do grupo Patris Capital, as-
sociaram-se para desenvolver um projecto pioneiro de aproveita-
Numa entrevista à Angop, o Mi- deixarmos de importar e come- mento do calor interno da Terra com vista à produção de energia
nistro da Agricultura e Desenvol- çarmos a exportar”, afirmou. eléctrica, através da implementação de uma forma inovadora de
vimento Rural, Afonso Canga, Em termos de produção de ce- Geo­termia – os Sistemas Geotérmicos Estimulados (SGE).
deu a conhecer que foi elaborado reais, o Ministro revelou que a Trata-se de uma energia renovável e ambientalmente limpa, com ca-
um plano que permitiu a impor- produção do sector agrário do pacidade de produção contínua e não dependente de factores meteo­
tação de diversas unidades de país, actualmente, ronda as 700 rológicos, que apresenta um elevado potencial no território nacional.
processamento de arroz, das quais mil toneladas, quantidade insu- Na sequência de um estudo de investigação realizado por uma equipa
algumas serão entregues ainda ficiente para satisfazer quer as do Departamento de Ciências da Terra da FCTUC, foi solicitada à
durante o mês de Julho aos pro- necessidades alimentares, quer Direcção Geral de Energia e Geologia uma área de exclusivo de pros-
dutores deste cereal. para o fabrico de ração animal. pecção e pesquisa, com cerca de 500 km2.

Regiões

Seminário “O olhar da engenharia Estes seminários tiveram como objectivos
fazer a contextualização nacional, europeia
através do Código de Contratos Públicos” e internacional do mercado dos contratos
públicos e oferecer uma visão global do novo

O Auditório do Museu Dom Diogo de
Sousa recebeu o Seminário “O olhar da
engenharia através do Código de Contratos
do Conselho Directivo do INCI, I.P, Eng.º
Hipólito Ponce de Leão, que partilhou com
os presentes a preocupação do enquadramento
Código de Contratos Públicos, com uma re-
flexão relativa aos conteúdos da Parte I, II
e III, seus principais Títulos, passando pela
Públicos”. Este seminário, realizado em duas do Código de Contratos Públicos no princí- compreensão dos conceitos, do enquadra-
edições, nos dias 11 e 18 de Junho, contou, pio da sustentabilidade e co-responsabilização mento e da abrangência legal, dos objectivos
na primeira, com a presença do Presidente de todos os actores deste processo. e da sua aplicação prática.
O Código de Contratos Públicos decorre da
transposição de directivas comunitárias e é
publicado em anexo ao Decreto-Lei n.º
18/2008 de 29 de Janeiro. Entrará em vigor
em 30 de Julho próximo.
As apresentações estão disponíveis no por-
tal da Região Norte da Ordem dos Enge-
nheiros: www.oern.pt

O IV Dia Regional Norte do Engenheiro
decorreu a 27 e 28 de Junho. Esta ho- Auditório cheio para o
menagem regional aos Engenheiros e à Enge-
nharia iniciou-se na cidade de Peso da Régua,
IV Dia Regional Norte do Engenheiro
através de uma visita técnica à obra de cons-
trução do Museu do Douro, seguindo-se uma
visita ao Instituto do Vinho do Porto.
A seguir à visita, pelas 20h00, realizou-se um
jantar-debate subordinado ao tema “Douro
Alliance”, tendo como orador o Eng.º José
Carlos Fernandes. No dia 28 de Junho, já em
Vila Real, o Auditório do Teatro Municipal en-
cheu-se para homenagear o Eng.º Luís Valente
de Oliveira e o Eng.º Manuel Cardoso Simões,
engenheiros de relevo da Região. A sessão con- anos ininterruptos de inscrição na Região Norte tonário da Ordem, Eng.º Fernando Santo. Na
tou ainda com uma palestra proferida pelo da Ordem dos Engenheiros, respectivamente, sessão esteve ainda presente o Presidente da
Eng.º Abílio Seca Teixeira, da EDP, dedicada com o alfinete de prata e de ouro. Câmara Municipal de Vila Real, Dr. Manuel
ao “Futuro da Hidroelectricidade na Região O Presidente do Conselho Directivo da Re- do Nascimento Martins, e o Vice-Reitor da
Norte”. Na sessão solene do evento foram dis- gião Norte, Eng.º Gerardo Saraiva de Mene- Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
tinguidos os membros com mais de 25 e 50 zes, abriu a sessão, que foi encerrada pelo Bas- (UTAD), Prof. Doutor Carlos Cerqueira.

II Encontro de Empresários Dr. Pedro Neto, o Delegado Distrital de Lei-
ria, Eng.º Carlos Marques, o Presidente do
e Engenheiros do Distrito de Leiria Conselho Directivo da Região Centro da
Ordem dos Engenheiros, Eng.º Celestino
de Leiria. O evento teve como objectivo re- Quaresma, o Presidente do Conselho Direc-
forçar os laços existentes entre as activida- tivo da Escola Superior de Tecnologia e Ges-
des empresarial e de engenharia, do distrito tão de Leiria, Eng.º Carlos Neves, e o Bas-
de Leiria, adequando o desenvolvimento tec- tonário da Ordem, Eng.º Fernando Santo.
nológico à sua realidade económica.
O Encontro teve início com uma visita guiada

A Delegação Distrital de Leiria da Ordem
dos Engenheiros e a NERLEI – Asso-
ciação Empresarial da Região de Leiria rea-
à unidade industrial da ROCA, S.A., insta-
lada na Estrada Nacional 1 (IC2), Madalena,
Leiria, a que se seguiu um seminário no au-
lizaram, no dia 27 de Maio, o II Encontro ditório do edifício da NERLEI, onde inter-
de Empresários e Engenheiros do Distrito vieram o Director Executivo da NERLEI,

Regiões

X Encontro Regional do Engenheiro cultural e de intervenção na sociedade. Este
Prémio foi atribuído ao Engenheiro Químico

R ealizou-se, no dia 31 de Maio, o X En-
contro Regional Centro do Engenheiro,
que teve lugar no Caramulo, no qual parti-
Augusto Vaz Serra e Sousa.
Na sessão solene do Encontro tomaram a
palavra os representantes dos Órgãos Regio-
ciparam 200 engenheiros. nais, o Bastonário da Ordem e o Professor
Para além das visitas ao Museu do Caramulo Carlos Fiolhais, que proferiu uma palestra
e à empresa Interecycling, neste Encontro intitulada “A nanotecnologia: a engenharia
foram homenageados os membros efectivos de amanhã é já hoje”.
que completaram 25 anos de inscrição na Por ocasião deste Encontro foi também efec-
Ordem, foram reconhecidos os melhores es- rectivo Regional que, anualmente, distingue tuado o lançamento do livro “Projectar e Cons-
tágios, por especialidade, concluídos em um membro da Região Centro pelo seu cur- truir com Acessibilidade”, da autoria do En-
2007, e foi atribuído o Prémio Conselho Di- rículo de mérito nos domínios profissional, genheiro Jorge Falorca e Sílvia Gonçalves.

XVIII Curso de Ética e Deontologia
A Região Centro levou a cabo, nos dias 13 e 14 de Junho, o XVIII
Curso de Ética e Deontologia, no qual participaram 128 Mem-
bros Estagiários.
O curso realizou-se em Coimbra, nas instalações do Departamento
de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Universidade
de Coimbra.

Prémio Inovação Jovem Engenheiro 2008 O Prémio destina-se a todos os membros da
Ordem, estagiários ou efectivos, inscritos em

E stão abertas, até 20 de Novembro, as can-
didaturas para a 18.ª Edição do Prémio
Inovação Jovem Engenheiro (PIJE), através
tar candidaturas de jovens engenheiros com
idade até 35 anos, ao invés dos 30 anos até
então regulamentados. Com esta alteração, o
qualquer das Regiões e Secções Regionais, e
cuja data de nascimento seja igual ou poste-
rior a 1 de Janeiro de 1973.
do qual a Região Sul da Ordem dos Enge- Conselho Directivo espera não só incremen- À semelhança de anteriores edições, a de
nheiros continua a apostar na inovação e nos tar o número final de candidaturas, como re- 2008 conta com o apoio da Fundação Luso-
jovens engenheiros. No ano em que o prémio ceber mais trabalhos com acentuada vertente -Americana para o Desenvolvimento e da
atinge a maioridade, o Conselho Directivo da empresarial, resultantes de uma maior matu- Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Região Sul, responsável por esta iniciativa ridade e experiência profissionais. São assim,
desde 1990, atento à realidade com que se aceites candidaturas de trabalhos nos diver- Informações
deparam actualmente os jovens engenheiros sos ramos da engenharia e serão galardoados Gabinete do Estagiário
e às dificuldades inerentes ao início das suas aqueles que se evidenciem, entre outros cri- E-mail: gabest@sul.ordemdosengenheiros.pt
carreiras profissionais, decidiu introduzir uma térios de avaliação, pelo seu carácter inova- Tel.: 21 313 26 77 − Fax: 21 313 26 90
alteração que acredita ser significativa: acei- dor e aplicabilidade prática. www.ordemdosengenheiros.pt

ventiladores encapsulados e vidros laterais. Entre os seus principais
Visita à Fábrica da Saint-Gobain Sekurit Portugal
clientes encontram-se várias marcas líderes do mercado automóvel.

O Conselho Regional Sul do Colégio de Engenharia Mecânica
promove, no dia 16 de Setembro, uma visita à fábrica da Saint-
-Gobain Sekurit Portugal, em Santa Iria da Azóia, unidade que se
Informações e Inscrições
Ordem dos Engenheiros – Região Sul
dedica especialmente à produção de vidro automóvel. Serviços de Formação Profissional e Cultural
Com cerca de três centenas de colaboradores, a Saint-Gobain Sekurit Tel.: 21 3 132 666 − Fax: 213 132 690
Portugal produz, entre outros, pára-brisas, tectos panorâmicos, vidros E-mail: actividades@sul.ordemdosengenheiros.pt

F oram cerca de 50 os participantes que se aventuraram, no dia 31
de Maio, na descida do Tejo, entre Constância e Tancos, em canoa.
A iniciativa, promovida pelo Conselho Regional Sul do Colégio de En-
Engenheiros descem Tejo em canoa
mada a navegação que conduziu os participantes até Tancos. Seguiu-
genharia Naval, reuniu membros da Ordem, familiares e amigos que, -se um merecido almoço, depois do qual foi visitada a vila de Cons-
seguindo as instruções técnicas dos monitores, navegaram entre Cons- tância e admirada a parte histórica e arquitectónica da vila, que in-
tância e Tancos, fazendo uma paragem no Castelo de Almourol, onde cluiu a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia e algumas das ruas mais
visitaram este monumento militar medieval. Após a visita, foi reto- pitorescas, bem como o Museu dos Rios e das Artes Marítimas.

ª Catarina Freitas dará a conhecer “A Experiência de Almada” da Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ) juntou cerca de nesta área. recebeu nos dias 28 e 29 de Junho. especialista em Cidades. dadas as boas-vindas e feita uma apresenta. Lagoa. em representação do Director do veira.º Paulo Moniz. O Prof. pela Dr. Miguel participantes pelo Presidente da Câmara com o LNEC. através do Conselho Regional do Colégio de Engenharia Electrotécnica.º Semestre de 2008 A Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros vai promover um In- quérito de Satisfação e Actualização de Dados dos Membros inscritos nesta Secção Regional. N o âmbito do seu planeamento de actividades de Acções de Formação / Seminários. Os três oradores convidados apresentarão as perspec. ex-Presidente da American do evento é contribuir para informar.pt tual contexto das organizações. Sobre a actividade do Laboratório Regional uma exposição sobre diversos aspectos da As actividades incluíram uma recepção dos de Engenharia Civil (LREC) e a sua relação Geologia e Riscos Geológicos de S. Açores.: 21 313 26 66 − Fax: 21 313 26 90 genharia na construção da excelência organizacional. uma centena de participantes.pt com exemplos práticos e estabelecendo sempre a ligação com o ac- www. que terá lugar no dia 23 de Setembro. História. Vice-presidente da International Academy for Quality e tivas da engenharia. como Presi. e dos campos da assinatura e fotografia actualizada.º Tavares Vieira. e a Esta iniciativa conjunta da Região Sul da Ordem dos Engenheiros e Eng. no geral. Uma sobre “Regras Técnicas de Instalações para efeitos de emissão dos novos cartões de membro. Dr. terceira sobre “Fundações de Obras de Arte”. Os participantes puderam também ouvir Porto (FEUP) de 1973 a 1978. Watson é ainda Mestre em Gestão da Qualidade. tions Ltd.. têm particular relevância.ª Dina Sil- Municipal. da Dr. Luis M. sobre a história da Ribeira Grande. Convívio marca 30 anos de licenciatura Coube ao Eng. Electromagnéticas”. Correia falará sobre “Ra. outra dedicada ao “Di- A Secção Regional solicita o empenho de todos os membros nela inscritos para que mensionamento de Instalações de Bombagem” e uma esta iniciativa seja realizada com sucesso. e actual Presi- bem como aproveitar o conhecimento e a experiência existentes a dente da Business Excellence Solu- nível nacional. da responsabilidade de Gregory H. para prever a realização de três acções para o 2. tes e Saúde: da Investigação à Decisão – Preparar o Futuro”. Inquérito no âmbito Formação para do Sistema de Gestão da Qualidade o 2. Análise Legal diações Electromagnéticas em Comunicações Móveis”. . falou o Eng. O objectivo Watson. organizador do evento. Eléctricas de Baixa Tensão”. uma intervenção sobre a evolu- A Ribeira Grande. uma Master Class su- bordinada ao tema “Managing Engi- neering for Organizational Excellence”. no Salão Nobre Fragoso. Investigadora da Universidade dos dos Paços do Concelho. gestores de em- presas e profissionais da Qualidade. nomeadamente a Lagoa das Sete A sessão contou ainda com várias apresen. Serviços de Formação Profissional e Cultural O orador apresentou um conjunto de assuntos sobre o papel da En- Tel.ordemdosengenheiros. a cargo turístico. onde foi referindo os desafios que se apre- sentam à profissão. o Prof. particularizando E-mail: actividades@sul.º Mário Roxinol e dos Açores.º Con- vívio do Curso de Engenharia Civil da Fa- dente da Secção Regional da Ordem nos Açores. falou sobre diversas questões rela- cionadas com a actividade da Ordem e dos ção da Engenharia desde o fim do curso. com base técnica e científica. em Lisboa. O Eng. Informações e Inscrições A grande experiência de Gregory Watson nas temáticas da Quali- Ordem dos Engenheiros – Região Sul dade. Caldeiras tações. abrangendo as prin. ditório da sede da Ordem dos Engenheiros. e o Jardim Botânico das Furnas. da medicina e do ambiente. neer.º semestre o envio de correspondência. Ricardo Silva. no Au. onde lhes foram LREC. decidiu pro- mover um seminário dedicado às “Perspectivas sobre as Radiações ros. e Engenharia Industrial e certificado pelo Project Management Ins- tónio Tavares abordará os “Campos Electromagnéticos Não-Ionizan. no au- ditório da Ordem dos Engenhei- A Região Sul da Ordem dos Engenheiros. Membro do Conselho Internacional do Institute of Industrial Engi- cipais áreas do problema. As inscrições estão abertas até ao dia 18 de Setembro. Regiões Perspectivas sobre Master Class com Gregory Watson as Radiações Electromagnéticas D ecorreu no dia 9 de Maio. culdade de Engenharia da Universidade do Engenheiros no Arquipélago. o 30. Benchmarking e Seis Sigma ficou bem patente nesta Sessão.ª Madalena San Bento. An. nos Açores. no âmbito do Sistema de Gestão da Qualidade. entre engenheiros. titute e pelo Institute of Industrial Engineers.ordemdosengenheiros. Society for Quality. de 2008. em Lisboa. a Lagoa do Fogo. a Secção Re- gional da Madeira da Ordem dos Engenheiros está a De salientar que o preenchimento do campo relativo ao endereço electrónico. Houve ainda lugar para uma apresentação Foram visitados diversos locais de interesse ção dos vários painéis de azulejos do Salão.

assistiu-se à nacio- e. exploradas por do quotidiano. que fazia aproveitamento das águas do Rio Alva para fornecer mediante concessão do Estado em regime de serviço público. privatização da EDP e passou a aplicar-se o princípio de liberdade de senvolvimento económico e social da humanidade. com os primeiros fornecimentos bal. Turbogás e Tejo Energia. cação de maquinaria pesada na indústria. com a apli. EDA (Açores) e EEM (Madeira) –. nos principais centros urbanos. S. cabendo à Rede eléctrica No final do primeiro decénio do Século XX (1908) foi construída a Nacional (REN. TEMA DE CAPA Energia: o motor da humanidade Energia eléctrica Energia. Em 1944. pois esteve na origem do progresso e do de. Iberdrola e Unión Fenosa são al- em regime de serviço público. com o expoente no século XX. do assistiu-se ao crescimento acelerado das instalações eléctricas e  Distribuição: feita através da rede nacional de distribuição (RND). Das várias formas de energia. posteriormente. foi o maior motor do desenvolvimento. a combustíveis fósseis. nais são a EDP. desde a revolução industrial. com princípios expressos na Directiva 54/CE/2003 de 26 de públicos de energia eléctrica a acontecerem em Inglaterra. Os agentes podem ganizava as actividades de produção. facto que deu origem à liberalização do sector. já no período da revolução industrial. O Mercado Ibérico Electricidade em Portugal Iniciativa conjunta dos Governos de Portugal e Espanha celebrada em 2001. Endesa. foi fundida com a “Gás de Cidade”. Os principais produtores nacio- pequenas potências instaladas). o Estado passou a dirigir. acesso às actividades de produção e distribuição. Já no final da década de 80. documento que or. a primeira iluminação pública. Só depois a electricidade Finalmente. Junho. em 1878. e começou a edificação das  Mercados de electricidade: operam em regime livre. e foi patrocinada pela “Lisbonense”. a primeira companhia de electricidade na capital do país. o sector eléctrico foi alvo de reestruturação. A electricidade revolucionou o mundo regras comuns com vista à criação do Mercado Interno de Electrici- (em todos os domínios) e contribuiu enormemente para a melhoria dade. De boa. divide-se em cinco actividades Em 1889 surgiu a primeira rede eléctrica de iluminação pública e rapidamente vários municípios seguiram o exemplo de Lisboa. registou-se em Lis. há cinco anos. país. de 19 de Dezembro). com  Produção: totalmente aberta à concorrência e divide-se em regime a edificação. operada através de concessão exclusiva da EDP. O Sistema Eléctrico Nacional (SEN) tricidade. surgiu a “Lei dos Aproveitamentos Hidráulicos”. através da defini- Enquanto fenómeno. e aceder às redes de transporte e dis- energia eléctrica. EDP Comercial.  Comercialização: área aberta à concorrência. A REN electricidade a Seia e às indústrias ali instaladas. a liberalização total do sector eléctrico nacional. sociedade pri- vada que. nalização do sector eléctrico e à criação das grandes empresas públi- Mudou o mundo e o mundo mudou com ela. também. Central da Senhora do Desterro. a gás. distribuição e for. cas – EDP (Continente). necimento de energia eléctrica. como carvão. o sector eléctrico nacional 16 INGENIUM | Maio/Junho 2008 . detém a exclusividade. que inspirou. com a aplicação das directivas comuni- simples como acender as lâmpadas lá de casa ou ligar a televi. o Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL) tem como grande Entre nós. sociedades privadas que também eram participadas pelo Estado. com base culo XVI. foram estabelecidas novas são e o computador. petróleo e gás natural.A.) ligar os produtores aos centros de consumo. Então. recorrendo. a “tecnologia” expandiu-se e deu-se o arranque do processo tricidade (MIBEL). de centrais que produ. E assim ficou aberto o caminho necessário para de desenvolvimento de actividades de produção. (SEP) e de um Sistema Eléctrico não Vinculado (SENV). com a abertura da produção e da distribuição à ini- É impensável imaginar o que seria a vida sem movimentos tão ciativa privada. o exercício de todas as actividades (produção. transporte e dis- tribuição). Nos anos 90. grandes centrais hidroeléctricas. a eléctrica é a mais versátil Em 1975. ordinário (produção através de fontes tradicionais em grandes centros electroprodutores hídricos) e regime especial (produção a partir de ziam energia a partir de combustíveis fósseis (centrais térmicas com fontes renováveis e de cogeração). em 1881. dando mais tarde origem à Sociedade Companhias Reunidas de Gás e Elec. em regime de serviço público por tempo indetermi- Texto Fátima Caetano nado. Durante este perío­. que tinha como base a exploração de concessões tribuição. ção do Sistema Eléctrico Nacional (SEN). sobretudo. com a electrificação generalizada dos países. mas as suas primeiras aplicações práticas ocorreram na na existência conjunta de um Sistema Eléctrico de Serviço Público Europa do Norte. transporte e distribuição de comprar e vender electricidade. orientar e intervir no sector eléctrico. esta fonte de energia foi estudada desde o sé. tárias (96/92/CE. iniciou-se o processo de liberalização glo- ficou disponível para a população. Consumimo-la em quantidades massivas nas muitas actividades assentava em concessões do Estado aos municípios. às quais foi concedido. objectivo a criação de um espaço económico de eficiência global. como noutros sectores de actividade. Ocorreu a re- da qualidade de vida. primeira central hidroeléctrica do  Transporte: é feito através da Rede Nacional de Transporte (RNT). gumas das empresas concorrentes no mercado. a criação do Mercado Ibérico de Elec- Então. criado em 1995.

à data de em 2006 e. Fridão. 41. e Mondego (Girabolhos). desde então. dos mercados a prazo. com pro. reforçar as energias renováveis. igualmente em 2007. foi adjudicada à EDP. estimular a concorrência nos sectores da electri. a EDP não terá direito de preferência nas de operação de sistema e actuação dos reguladores. O MIBEL pressupõe harmonização em três domínios: Físico – vões. apenas dois dos motivos pelos quais o executivo governamental dores e mais de 310 GWh de consumo eléctrico”. o plano pretende que o país consiga explorar e ção de dois pólos: o OMEL (pólo espanhol).1%. o preço da electricidade em Portugal. anos foram atribuídos 1. em última aná- sistema energético e incentivar a inovação em energia. n Factura a pagar Segundo dados do Eurostat e da Direcção Geral de Energia e Geologia do Ministério da Economia. sendo que. Económico – funcio. 30. Nesse sentido. Vouga. Mondego e Tejo. atingindo valores na ordem dos 8 milhões de euros. Para o Presidente do OMIP. uma vez que este processo exige convergência permanente. No PNBEPH está contemplada a construção de infra-estruturas nos Após vários avanços e recuos. dos agentes. e um investimento global de 1000 a 2000 milhões ção do Operador de Mercado Ibérico (OMI). Portugal integra a Quanto às vantagens. as linhas condutoras da Estratégia Nacional para a Energia são: liberalizar os mercados da electricidade. infra-estruturas. o preço da electricidade sem impostos em Portugal era 114. antecedido pela cria. relativos a 2007. “também resulta da participação responsável do cidadão e do grau de confiança que os dois países tiverem numa economia de mercado”. aproveitar 70% do potencial hídrico disponível. Gouvães. prevendo-se que a construção denação dos operadores e convergência na remuneração e encargos comece em 2009. que prevê 10 estabelecido na Cimeira de Valência. Dai- íses. lista dos países europeus com metas mais ambiciosas na exploração mite estruturar melhor o funcionamento do mercado liberalizado. Alvito e Almourol. recurso. Excelente exemplo desta linha de orientação é o Programa Nacio- rica e promovendo condições de maior transparência. 85% da energia tem origem em matérias-primas fós- contributo de natureza regional para a construção do Mercado Único seis.600 megawatts (MW) de licenças eólicas. curso público. tor. Novi- gressiva harmonização legislativa e regulamentar de tarifas. TEMA DE CAPA exista uma forte regulação. o que. a factura energética portuguesa sofreu um agravamento de 2. Em dois “para que a redução dos preços da electricidade seja efectiva”. antes de impostos. aumentar a concorrência da produção. isto é. na sua maioria importadas. é ne. abrindo o mercado hidroeléctrico às empresas estrangeiras. área na qual o país é referência internacional. prosseguir com anunciando-se mais investimentos para breve. Caso o ano não tivesse sido tão húmido. o OMIP entrou em funcionamento rios Tua. lise. práticas dade: pela primeira vez. em média. A barragem de Foz Tua. à tarifa com protecção social”. com inaugurações calendarizadas para o período 2013-2015. no qual é possível conseguir e a redução das emissões de GEE (Gases com Efeito de Estufa) são maior racionalidade e economia de escala – 30 milhões de consumi. Até 2020. o saldo importador teria sido ainda maior. constituindo uma oportunidade para integrar os factura energética nacional. as principais vantagens do MIBEL apresen. de euros. Em 2007. fecho desta edição. cessões para os aproveitamentos de Pedroselos. devido à necessidade de importar mais petróleo e carvão para produção eléctrica. docu- e eficiência económica no sector. o MIBEL representa “um No nosso País. Braga da Cruz considera que o MIBEL per. tam-se a médio/longo prazos e podem traduzir-se em ganhos de efi. A redução da dependência do petróleo agentes num mercado de maior dimensão. De acordo com os mesmos dados. o fu- a passagem a mercado livre de maior número de consumidores. o Governo pretende que até 2010. de energias renováveis para produção de energia eléctrica. Cada vez mais. e o OMIP (pólo português). Tâmega. a dependência externa que a produção em regime especial venda a sua energia em mercado Estraégia e as emissões de GEE. o que se traduz numa pesadíssima Europeu da Energia. com 7000 Mega- tão do mercado diário. O modelo de funcionamento foi mento apresentado em Novembro do ano passado. energia eólica. acordo com o Engenheiro Luís Braga da Cruz.5% ao da Suécia e 61. responsável pela ges. o que permite a entrada de novas empresas no sec- Para os consumidores. em 2002. isenta de con- namento e definição de um modelo comum de mercado com coor.4% ao de Espanha.9% ao da Dinamarca. anunciando-se para Julho reforço das redes dos dois países e bom entendimento entre os dois a abertura de concursos para as barragens dos rios Vouga (Pinhosão) operadores de sistemas e redes (REN e REE). As demais serão construídas a partir de 2010. construindo preços únicos de referência para toda a Península Ibé. cessário “estancar a hemorragia do défice tarifário. Outra aposta do Governo é a produção de electricidade a partir da ciência e redução dos preços da energia. decorriam concursos para a atribuição de con- ção progressiva de medidas de convergência reguladora nos dois pa. Presidente do OMIP Eólica e hídrica (Operador do Mercado Ibérico de Energia). N a c ion a l Para reduzir os custos das importações. A importação de energia aumentou 9. reorganizar os sistemas de incentivos do condições de sã concorrência que forem criadas. e assentou na cria. foi 21. . tos”. aposta fortemente nas energias hídrica e eólica.1% superior ao preço médio comunitário.8% superior ao da Grécia. concorrência nal de Barragens com Elevado Potencial Hídrico (PNBEPH). de- cidade e gás natural. Alto Tâmega. para a gestão Watts (MW) de capacidade instalada. cerca e que seja definido quem tem acesso ao regime de tarifa de último de 45% da produção eléctrica resulte de energias renováveis.3% em relação a 2006 (6448 milhões de euros). gás e Braga da Cruz considera que “os ganhos do MIBEL não são imedia- combustíveis. promover pendente da monitorização política que sobre ele for exercida e das a eficiência energética. que turo da electricidade passa pelas energias renováveis. verifica-se um razoável impulso na aplica. novas barragens. Legal e Regulatório – Governos e reguladores.

estando apenas 601 MW ligados. veio traçar objectivos para substituição dos rando-se que. A produção derivados de petróleo por este tipo de combustível. designado por Biogás. 45% do cido face aos outros tipos de origem de energia. Bioenergia Energia Eólica O aproveitamento do vento para a produção de energia já é bastante corrente. em Portugal.533 MW que obti- constituindo o único recurso energético com carbono que veram financiamento (cerca de 39%). mas Portugal é um país com elevado potencial em muitas destas energias.271 aerogera- dores ao longo do território continental. Real (169 MW). Castelo Branco (321 MW). directamente como (277 MW). Obtida a partir de matéria orgânica. entre Dezembro de 2005 até Dezem. segundo estatísticas da Direcção Geral de Energia e Geologia. .75% seja de biocombustíveis. (121 MW). se pode considerar neutro de CO2.375 MW. Segundo dados da Direcção-Geral de site da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). a potência eólica insta- lada. gir esse mesmo número entre 2008 e 2010. nacionais para a penetração destes combustíveis são atin. Leiria (149 MW). o consumo de energia cresceu 32% no nosso energia eléctrica. esta fonte de energia está para reduzir a dependência da Europa das importações de em franco desenvolvimento e. a bioenergia é um re. A mesma fonte avança que o investimento médio por MW curso energético renovável e representa. e Braga sulta um gás combustível. a incorporação de FER no consumo bruto de entre 2000 e 2007. O caminho ainda é No início de 2007. Vila combustível. enquanto a instalação deste tipo de parques é dificultada. consumo da electricidade tenha por base este tipo de energia. TEMA DE CAPA Renováveis em crescimento Com o aumento do consumo energético e a crise instalada nos combustíveis país. são os As áreas potenciais principais de produção de Biogás são chamados parques offshore. tendo as energias renováveis cres- grandes alternativas. as energias renováveis começam a ser vistas como uma das tem vindo a mudar desde então. bro de 2010. Assim. José Sócrates. de origem animal ou vegetal. Em Portugal. até 2010. cerca de 11% do consumo de energia primária mundial. Em Portugal. da indústria agro-alimentar. segundo núme- o objectivo conseguir. Mas é interessante verificar que a origem do consumo também de origem fóssil. em Abril de 2008. No final de Abril de 2008. espe- 2003/30/CE. ros da DGEG. Europeia nesta área. na actualidade. Lisboa (193 MW). devido ao as do sector agro-pecuário. ou através da sua biodegradação da qual re. em 2010. Os distritos com maior potência instalada.8 milhões de euros. instalada para produção de energia eléctrica a partir de Fontes de melhança de outros países. das facto da plataforma costeira afundar muito rapidamente. declarado ao programa MAPE foi de 1. As metas rior comparando os meses de Abril de 2007 e 2008. a meta é conseguir que. Energia e Geologia. à se. a União Europeia lançou o “Plano zonas em que a velocidade média anual do vento é superior de Acção para a Biomassa” que se posiciona como um meio a 6 m/s (22 km/h). com um total de 1. Portugal tinha 7. Para além da localização dos parques em locais elevados. dis- tribuída por 157 parques. segundo a APREN. pode eram Viseu (405 MW). 57% relativamente a igual período em 2007. por ETAR municipais e dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). e fazer Texto Ana Pinto Martinho com que 10% dos combustíveis dos transportes sejam biocombus- tíveis. situava-se em 2. Os parques eólicos podem ser instalados em Em Dezembro de 2005. aquele valor atinja 15%. 5. Mas. no norte da Europa eles começam já a surgir no mar. A biomassa orgânica. Coimbra ser utilizada como fonte de energia. sendo eólica de Janeiro a Abril de 2008 cresceu. já produz petróleo e gás natural. foi de 42%. sendo que 42% da potência instalada se encontrava em parques eólicos com potência igual ou inferior a 25 MW. fazer com que. o Primeiro-ministro. Em Portugal. da totalidade do consumo de chegando mesmo a apresentar um crescimento 136% supe- gasolina e gasóleo. Santarém (150 MW). Segundo dados disponibilizados no Energia Renováveis (FER). Viana do Castelo (273 MW). A Directiva dos biocombustíveis cerca de 8% da electricidade consumida anualmente. para efeitos da Directiva 2001/77/CE. tudo isto até 2010. no final de Abril.681 MW de capacidade O consumo energético em Portugal tem vindo a aumentar. dos 1. foi proposto passar de 39 para 45% o consumo de electricidade com base em energias renováveis. lançou o de- longo. safio para que Portugal antecipasse as metas estabelecidas pela União Os planos para cumprir esta meta estão aí.

o actual executivo apresentou o Programa Nacio- tratos magmáticos.000 40 5. peita às energias renováveis. em 2006. a energia geotérmica é um tricidade consumida no país. tendo esta uma grande repre- da produção hídrica. isto porque a maior fatia da capacidade eléctrica renová- lugares entre 2005 e 2006. maior detalhe no n. para além das face ao exterior e para o cumprimento traçado no que res- unidades de produção de electricidade instaladas nos Aço. DGEG. Hoje em dia. este tipo de produção de electricidade é considerado um dos mais eficientes e menos poluidores. Esta classificação implicou uma subida de três mos anos. com uma fatia de produção que representa tencial nesta área. segundo o site da matéria de produção hidroeléctrica. O cumprimento desta meta res. segundo dados da APREN.000 50 7. contribuindo recursos (função da temperatura e da pressão).000 2. TEMA DE CAPA Origem do Consumo-SEN MW Potência Renovável Instalada 60 8.000 20 3. . mento flutuante desde 2000. Pedro do Sul. não foi 47% da produção mundial. gens em Portugal. assim para a diminuição da dependência energética do país Portugal não tem muito potencial nesta área.000 30 4. como consequência da elevada varia- ceiro país da União Europeia (UE 15) com maior incorporação de ção do índice de produtibilidade hidroeléctrica registada nos últi- energias renováveis.000 10 1. No que respeita às FER. que tem produz gases responsáveis pelo efeito de estufa.000 0 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2004 2005 2006 2007 Fios de água Albufeiras Eólica Térmica Importação PRE Não Renovável PCH Biomassa+Biogás RSU Fonte: apren Grande Hídrica PRE Renovável Fonte: apren em 2007.5% feita uma aposta neste sector (Este Plano já foi tratado com e a Europa com apenas 11. justificada por um aumento significativo vel ainda pertence à grande hídrica.º 101 da “Ingenium”).000 6. em 2020. A mesma fonte salienta que. Energia Geotérmica Energia Hídrica A produção da hidroelectricidade é feita através de centrais hidroeléctricas associadas a barragens que podem ser de várias dimensões.7%. e envolve como objectivo atingir uma capacidade instalada hidroeléc- três tipos de tecnologias consoante as características dos trica nacional superior a 7 mil MW. um pouco mais de 30% da elec- Proveniente do calor da Terra. Em 2007. em 2006. em 2006. Este Programa preconiza a construção de 10 novas barra- O maior produtor deste tipo de energia é os Estados Uni. nas últimas décadas. Portugal foi o ter. elevada ou ainda em zonas onde seja possível atingir es. águas ou rochas a temperatura lada. no continente apenas se conhecem algumas utilizações significará que fica cumprido 70% do potencial do país em directas em Lisboa e S. país que ainda apresenta um grande po- dos da América. seguindo-se a Ásia com 35. Nacional (SEN). dado que. Em Portugal. Este tipo de produção de energia não nal de Barragens com Elevado Potencial Hídrico. a recurso natural que pode ser aproveitado em locais que componente hídrica representava 65% da potência insta- tenha actividade vulcânica. sentatividade na Produção Eléctrica Renovável no Sector Eléctrico A Produção Eléctrica Renovável Nacional tem tido um comporta. este tipo de produção de energia representa.

deste recurso. é um dos países mais empenhados na investigação a nível mundial. Por exemplo. anual de horas de sol variável entre 2200 e 3000 no conti- derem do sucesso que for alcançado no aperfeiçoamento nente. As três serpentes marítimas. A meta da União Euro- peia para a instalação de colectores colares é de 100 mi- lhões de m2. desenvolvidas por uma empresa escocesa. perto da Póvoa de Varzim. No entanto. este tipo de produção de energia ainda aguarda avanços que permitam uma utilização mais intensiva. em Portugal são conhecidos os chamados moinhos de maré. e onde este número se situa ape- nas entre as 1200 e as 1700 horas. impli- cando um investimento de 200 milhões de euros. dada a sua longa e propícia faixa costeira. no ano passado. onshore. em Portugal. Em Portugal. e atra- Pelamis. A energia do sol pode ser utilizada de duas formas. em 2025. com 400 kW. tações em combustíveis fósseis. a utilização deste tipo de sistemas está ainda longe de responder ao poten- cial do país. foram vés da utilização de células fotovoltaicas. Interessantes são as conclusões de um estudo levado a cabo pelo “Observador Cetelem”. Esta tecno- logia baseia-se na introdução da energia criada pelas ondas nos tubos. direc- tema hidráulico que a produz. fazendo com que estes subam e desçam no leito do mar. com maior potencial para aproveitamento APREN. A energia é armazenada e depois ligada a um sis. se colocadas num ponto a cerca de cinco quilómetros da costa tivéssemos instalado um milhão de metros quadrados de portuguesa. representa 60% dos colectores solares térmicos entre os países europeus. e Portugal tornou-se. O elevado potencial do país pode levar. a partir da qual a painéis solares. tamente para aquecer edifícios. que. . que es- tará localizada na freguesia de Amareleja. uma vez que dispõe de um número médio sumida tenha esta origem. entre outros. Mas o futuro da energia das ondas passa por centrais offshore. está em opera- ção uma central. são os painéis fotovoltaicos. Recentemente foi lançada a primeira pedra daquela que será a maior central solar fotovoltaica do mundo. em conjunto com a Grécia e com a Áustria. segundo o site da a nível europeu. Por- tugal. Segundo o site da DGEG. poder-se-ia poupar entre 2 a 3% das impor- energia será bombeada para a rede nacional. cerca de 20% da electricidade con. o que demonstra a popularidade deste tipo de energia. que é a primeira central no mundo a produzir electricidade a partir da ener- gia das ondas. água. TEMA DE CAPA Energia das Ondas Energia Solar A utilização das marés e das ondas para produção de ener- gia não é uma novidade. com a Alemanha. no concelho de Moura. na Ilha do Pico. nos próximos anos. no primeiro país a ter um parque comercial de energia das ondas capaz de fornecer energia a cerca de 350 mil casas. localizados na margem Sul do estuário do Tejo. a que. de uma forma regular. que funcionaram desde o século XIV. 1700 nos Açores e 2200 na Madeira. e será construída por um grupo espanhol. Portugal é um dos países. nos Açores. que mostra que os equipamentos de produção de energia mais referidos pelos portugueses no que respeita às intenções de com- pra. Basta comparar dos processos e tecnologias. Apesar destes números depen. até 2010.

presidente da Organização dos Países Exporta- energéticas mundiais. Unido e Portugal ouviram-se (e sentiram-se) os protestos de camio- senvolvimento económico e social. o preço do pe- económica. através de ga. Portugal é totalmente dependente da importação de petróleo para flitos mundiais. forma grave que os países membros do G8 encarregaram o Fundo nal de Sines). Este é. os combustíveis subam a um ritmo alucinante. Sendo Portugal um país importador de crude. do gás e do petróleo. pesquisa e produção. importância dos combustíveis para os mais diversos sectores de actividade Seja qual for o motivo. por desconfiarem da situação. ainda é o petróleo que determina todas A dependência energética lusa as “regras do jogo”. por não apresentarem capacidade de re. Porém. Em Espanha. mas é cada vez mais do barril chegou recentemente aos 139 dólares/barril. não há falta de matéria-prima e o crescimento consumi-lo nas indústrias. os preços soduto. . cado está cheio de petróleo. principal- a queima emite quantidades de GEE muito elevadas. O petróleo e seus derivados ainda são os grandes motores do tróleo se multiplicou por cinco. O cenário. como. a partir da Argélia (via Espanha) e. há cerca de 50 anos. não só no preço da gasolina e do gasóleo. A prospecção de crude tem sido desenvolvida por multinacionais. Desde o início do ano. O “ouro negro” é a maior fonte energética co- nhecida e a sua importância é tal que já foi causa de guerras e con. tamente. pois dores de Petróleo (OPEP). inevitavelmente. Bélgica. sos industriais e. Os principais sectores consumidores de gás natural Monetário Internacional (FMI) de averiguar as causas da subida dos são as indústrias transformadoras. apoios para compensar e proteger os sectores mais atingidos. Itália. a subida dos do barril do petróleo nas bolsas internacionais. Seja qual for o motivo responsável pela crise petrolífera. tica e económica. com descarga no termi. a Europa e o Mundo enfrentam uma crise motivada pelo aumento do quebra do dólar. ameaça norte-ameri- preço do petróleo no mercado internacional. veis. estando presente no sector upstream da indústria petrolífera. há duas refinarias no país. Esta situação. alarmante. à crise económica nos EUA vão ainda é utilizado em grande quantidade. e garante que os países da OPEP não abrandaram O gás natural extraído de reservatórios subterrâneos em terra e no o ritmo de extracção e que há reservas para mais de 40 anos. em termos energéticos. desde 2003. no “bolso” do cidadão. A armazenagem dos produtos é feita nas refinarias. nos países importadores. os preços num terceiro choque petrolífero. em Sines e Matosinhos. Para mar é uma fonte energética mais limpa que o carvão e podemos o presidente do Irão. desde 2003. da prospecção à comercialização dos produtos refinados. obrigando os governos a encontrar O carvão foi o primeiro combustível aplicado em todos os proces. o car. a escalada continuar. sendo a GALP Energia proprietária de ambas e detentora do monopólio da refinação. A nível nacional. Esta esca- lada de preços faz com que. também estamos dependentes do transporte internacional. gás natural e carvão) são subs. Principais factores apontados para dos combustíveis já subiram mais de 20 vezes e a tendência é para subidas tão vertiginosas: aumento do consumo na China e na Índia. aos impostos elevados na Europa. atingindo valores recordes. dade. A GALP Exploração tem como objecto a prospecção. têm existência limitada. apesar do consumo ter e à ameaça norte-americana ao Irão. indirec- O s combustíveis fósseis (petróleo. O preço desenvolvimento. geradora de instabilidade polí- diminuído nas últimas décadas devido à superioridade. fragilizando todos os sectores económicos e reflectindo-se. nas casas e nos carros. França. no aumento dos preços da maioria dos bens de consumo. Reino sua utilização massiva desde a Revolução Industrial permitiu o de. a par dos inúmeros protestos de A indústria petrolífera nacional A indústria petrolífera nacional teve o seu início em 1937 com a “lei do petróleo”. não na produção. o sector doméstico. queda dos stocks nos EUA. o fóssil mais poluente. a verdade é que. pelo que o mer- o gás natural tem ganho peso como substituto de outros combustí. Nos últimos meses. em quali. gerou-se uma onda de protestos sem novação à escala da vida humana. do consumo é inferior ao crescimento da produção. o comércio preços do petróleo. Não sobrevivemos sem combustíveis. cobria 60% das necessidades Para Chakib Khelil. Devido ao preço do petróleo. mas alguns difícil pagá-los! analistas falam que em breve possa atingir os 150 dólares. A precedentes na Europa. pescadores. mente. Mas. Por isso. que fez o enquadramento legal do circuito petrolífero. a distribuição realizada por camiões e a comercialização entregue aos postos de abastecimento das empresas que concorrem no mercado nacional. E a situação é de tal fornecimento da Nigéria (por via marítima. revela a cana contra o Irão e a especulação no mercado. nistas. e os serviços. também há não param de subir desde do início do ano. o transporte é feito por navio – como o país não dispõe de armador capaz de transportar petróleo bruto. tâncias minerais que. assistiu-se à escalada do preço satisfazer as suas necessidades energéticas. havendo já quem fale preços afecta e muito a economia. Quanto à refinação. TEMA DE CAPA A crise do petróleo e os preços dos combustíveis O país. a escalada dos preços deve-se. também. agricultores. Khelil diz que há problemas na comercialização. A importação de gás natural iniciou-se em 1997. como Portu- Texto Fátima Caetano gal.

os preços da gasolina líferas do mercado (Galp Energia. os preços do gasóleo subiram 17. concluiu-se não existirem indícios de cartelização. Reconverter um veículo movido a gasolina para GPL é opção muito interessante para quem necessite de utilizar o automóvel dia- ginosa dos preços dos alimentos. o de prática de preços excessivos por parte das empresas do sector. Os combustíveis sobem porque a crise petrolífera o impõe. as duas maiores produtoras nacio- O GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) é um combus- nais de biocombustíveis são a Iberol e a Torrejana. quem sabe. ses produtores às refinarias. a vários sectores. com uma tação a gasolina ou gás. Só nos primeiros 5 meses grande no bolso de todos nós. logística (distribuição. o imposto sobre os da gasolina 7. Assim. BP e Repsol).000 toneladas/ano em 2010.4% do preço total e. ainda. à saída do poço. bastando premir o botão que comanda o gravíssima crise alimentar. . o que corresponde a 59. nem do crude está dependente dos mercados internacionais (o de Londres. O IVA é 17%. que é totalmente gerida pelas distribuidoras. Os biocombustíveis são uma das alternativas aos Cada barril de petróleo custa. De notar que o IVA é calculado já depois de adicionado entre Janeiro e Maio. Assim. fez com que.2 % do preço da gasolina 95. A armazenagem e A subida dos preços o transporte equivalem a 1. A gasolina s/chumbo 95 no caso do gasóleo. sazonalidade. duas e 30 dólares (conforme os custos de extracção). cerca de 42. proporcionando um trabalhar mais suave. A componente retalhista corresponde a cerca de 8 % do preço da gasolina e 9.580 €/litro. a Autoridade da Concorrência (Adc) investigasse o oportunidades de mercado para o sector agrícola. Ao valor da extracção junta- sões de GEE. principalmente dos cereais. prolonga a vida do motor e reduz “nem tudo são rosas” no que respeita aos biocombustíveis. devido ao Os veículos movidos a GPL foram a primeira alternativa ambiental facto de produtos agrícolas servirem como matérias-primas para lançada no mercado e podem funcionar alternadamente com alimen- combustíveis. na formação dos Na formação do preço dos combustíveis entram diversos factores. até 2010. meta mais ambiciosa que a estabelecida pela Comissão acrescentam-se os custos com a distribuição e as margens de lucro da co- Europeia para a União. Sendo uma boa opção em termos energéticos e ambientais. e de 30% em Janeiro. Mas melhora o rendimento do veículo.000 bustíveis tradicionais.2 %. tendo. no caso de Portugal. tível mais limpo. mas há diversos novos projectos em O GPL reduz os custos de combustível em cerca de 60%. preço do gasóleo. no etanol regista menor procura que o biodiesel.2 % do gasóleo. trigo e centeio. pois o investimento pagar-se-á em poucos meses. a uma subida verti- sistema. é composta pelo Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Para a produção de bio­ dos combustíveis etanol utilizam-se os cereais.472 €/litro para 1. assistindo-se. Talvez bem como da procura e oferta. o preço dos combustíveis é feito tendo em os sucessores prováveis do gasóleo e da gasolina. por fim.. do ano verificaram-se mais de 20 subidas nos preços dos combustíveis. riamente. soja e girassol. também é necessário considerar a componente estudo de alternativas ao petróleo. O preço preços. mais IVA. na gasolina. transporte e armazenamento). para criar novas Manuel Pinho.35%.489 € e a gasolina s/chumbo 98 Contas feitas. entre 10 combustíveis fósseis. À saída Em Portugal. Logo. produção é severamente criticada por vários sectores. vontade de investir neste sector parece não fal- tar. acresce o valor da refinação. o valor base incidem os impostos cobrados pelos paí- pendência do petróleo e para a redução das emis. facilita o fase de planeamento.205 €/litro combustíveis (ISP) é de 42% no caso da gasolina 95 s/chumbo. produção de biodiesel pode até servir. pelo que a sua utilização apre- senta inúmeras vantagens para o sector automóvel. a capacidade para cerca de 700.387 €/litro para 1. como o ração de biocombustíveis nos combustíveis rodoviários seja de 10 % crude necessita de tratamento. logo à partida. para 1. e a 47% do Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). aumentou de 1. A hora dos amigos do ambiente para a formação do preço final é necessário considerar. É objectivo nacional que a incorpo. milho. Como se formam tradas situações de actividades ilícitas por parte das maiores petro.4 % na gasolina e a 1. -se o valor do transporte para as refinarias e. Este combustível pro. A sua a poluição atmosférica. em Portugal. O relatório da Autoridade da Concorrência foi divulgado publica- mente no início de Junho e nele é referido não terem sido encon. o gasóleo rodoviário passou de 1. o custo é de cerca de 31. n Mercado de Combustíveis. com predomínio da recorrendo ao GPL cevada. toneladas. Actualmente.27% e os o Imposto Sobre o Petróleo (ISP) e que. De qualquer forma. E. Depois. TEMA DE CAPA Enfrentar a crise vém essencialmente de culturas oleaginosas. como existem mais veículos movidos a gasóleo. a pedido do Ministro da Economia.. económico e rentável que os com- empresas com capacidades instaladas de 200. também. Sobre enormes vantagens: contribuem para baixar a de. e o transporte até à refinaria. como a colza. numa altura em que enfrentamos. o bio- da refinaria. pois pretende aumentar-se funcionamento do motor. em Portugal.6 % no gasóleo. é o que serve de referência às importações no mercado português). que é composta pelo imposto sobre os produtos petrolíferos e IVA. principal componente da formação dos preços dos dos combustíveis em Portugal combustíveis. caso do gasóleo. Finalmente. Brent. Adicionalmente. ainda. conta o custo do crude no mercado. a carga fiscal nacional. a carga fiscal que.413 € no final de Maio. os bio’s – biodiesel e bioetanol – são mercialização. choques climáticos e confli- tenha chegado o momento de ambiente e economia trabalharem no tos geopolíticos. Assim. eis o motivo pelo qual os combustíveis têm um peso tão cresceu de 1.

90 Eficiência nas residências e serviços Fiscalidade verde 1997 2005 2007 (E) Para o sector residencial e de serviços foram O Programa “Fiscalidade Verde” vai lançar Portugal Média EU-27 Desvio Nota: PIB a preços constantes de 2000 lançados três Programas: “Renove Casa & um novo regime de tributação automóvel e Escritório”. tem por objectivo chegar a um acordo com apesar desta melhoria. e criar o Sis- seguindo a tendência que Portugal tem vindo dos transportes. 15 edifícios seja de origem solar. conseguir que 130 +23 127 tivo. essencialmente. o Plano Programas servirão de incentivo à reabilita. Balanços Energéticos (DGCG). articulado com o Programa Na- Fundos de Eficiência 12 Energética rias vertentes da eficiência ener. vos fiscais à micro-produção e alinhamento Nacional para a Eficiência Energética. acções como a certificação energética de 148 143 balhadores. que 75 mil época das “vacas gordas”. No seu conjunto. Assim. o executivo espera reduzir tema de Gestão de Consumos Intensivos de a demonstrar. A operacionalização de todo o Plano implica das quais o executivo espera poder a criação de um Fundo para a Efi- contar com o contributo de sec. estes equipamentos e viaturas eficientes. medi. e Estado eficientes 2007. a indústria transformadora para a redução superiores à média europeia. em que o desperdício era permitido. TEMA DE CAPA Portugal mais Eficiente ção de um milhão de grandes electrodomés- ticos. o D ados do Eurostat. foi aprovado gética optimizada. 9 Programa Mais 10 Operação E energia que implementem as me- COMPORTAMENTOS das na área tecnológica e. que sejam substituídas 5 milhões de lâmpadas por CFL (lâmpadas fluorescentes A aposta numa maior eficiência energética é apontada por muitos especialistas como um dos caminhos compactas). o Programa “Sis- aumento da intensidade energética que se Eficiência nos Transportes tema de Eficiência Energética na Indústria” verificava desde 1990 (ver Gráfico 1). por outro. Portugal inverteu a tendência de No que respeita à Indústria. 3 Sistema Eficiência Transportes 6 Renováveis na Hora e Programa Solar mésticos e a criação e dinamiza- O Plano é composto por dois tipos Comportamentos ção de empresas de serviços de de medidas. incenti- verno português lançou. o Go. e que 20% do comércio internacional 20% da frota de veículos do Estado tenha 120 120 de mercadorias seja transferido do modo ro. Importantes também são as medidas para o Intensidade Energética de Portugal e média europeia espera ainda que sejam criados planos de Estado que estão consagradas no Programa Energia final / PIB mobilidade urbana para capitais de distrito “Eficiência Energética no Estado” e incluem (Toneladas Equivalentes de Petróleo por milhão de euros de PIB) 150 e centros empresariais com mais de 500 tra. O lares portugueses sejam electroprodutores Plano Nacional para a Eficiência Energética tem por objectivo melhorar o desempenho do país nesta área. da DGEG e da residencial e de serviços. n . “Sistema de Eficiência Energé. que haja uma transferência modal todos os edifícios do Estado. Fonte: Eurostat. emissões de CO2 inferiores a 110g/km. e Programa Solar”. o país levaria cerca de 15 anos em 20% o parque de veículos ligeiros com Energia com alargamento às médias empre- a atingir o actual nível europeu de 120 Tep/ mais de 10 anos e reduzir em mais de 20% sas (> 500 tep) e incentivos à implementa- milhão de PIB (Toneladas equivalentes de as emissões médias de CO2 dos veículos ção das medidas identificadas. no país. medidas ligadas à esfera compor. Transportes Residencial e Serviços Indústria Estado ciência Energética com o objec- tores como o dos transportes. o da indústria. Para além disso. Alavancas Adopção Acção Organização cional para as Alterações Climáti- Valores gética (ver Gráfico 2). está a acabar e “tem mesmo que acabar”. Para além disso. Fiscalidade didas de eficiência. e que o aquecimento de água de um em cada Texto Ana Pinto Martinho Estes Programas incidem. petróleo por milhão de euros de PIB). com o objectivo de progressivo da fiscalidade com o Sistema de prevê a redução do consumo de energia em ter um em cada quinze lares com classe ener. Por um lado. 11 Fiscalidade Verde é essencial que haja um acompa- tamental. foram criados 12 Incentivos e Financiamento nhamento eficaz. que haja benefícios no licencia- inevitáveis a seguir para a resolução da “crise” energética que o mundo vive na actualidade. outras. fiscalidade sobre os combustíveis industriais. ainda regista valores “Mobilidade Urbana” ou “Sistemas de Efi. ou seja. a 2 Mobilidade Urbana 5 Sistema Eficiência Edifícios bana. be- 10%. ciência de Transportes”. sobre quatro sectores. este ano. Desta forma. novos vendidos anualmente. até 2015. Para muitos. Assim. e o “Renováveis na Hora um regime de amortizações aceleradas para Para fazer face a esta problemática. um conjunto de medidas para o cumprimento perior ou igual a B. (atingindo uma potência instalada de 165MW). entre 2005 e do Estado. nefício em IRS a habitações classe A/A+). que ção urbana sustentável. iluminação pública ineficiente. Gráfico 2 cas (PNAC). a mento à construção eficiente. com um grau su. e o Uma Indústria ADENE mostram que. os 1 Renove Carro 4 Renove Casa & 7 Sistema Eficiência 8 E3: Eficiência tivo de fomentar a reabilitação ur- TECNOLOGIAS Escritório Indústria Energêtica Estado serviços e mercado residencial. Certificação Energética dos Edifícios (ex. entre 110 doviário para o marítimo. a substituição de electrodo- indústria e o Estado. Mas Com os Programas como o “Renove Carro”. que se consiga a renova. o phase-out da +28 138 +11 de 5% do transporte individual para o colec. o dos transportes. que tem de ser Programas que vão actuar nas vá. Análise EDENE/DGEG Gráfico 1 tica dos Edifícios”. destinados à área de 8% no consumo energético.

e lembrarmos não existisse qualquer regulamentação nesta do SCE foi definida pela Portaria 461/2007. ano de funcionamento do SCE. e por falta de capacidade das enti- O Sistema de Certificação Energética e da terá início a 1 de Janeiro de 2009. estão veis ao nível dos edifícios não eram assunto Em inícios de 2001. até 1990 não existiu qualquer tado. o Ministério da Econo- abrangidos todos os pedidos de licenciamento assumido pelos diferentes agentes envolvi. bem como as gran. abrangendo garantir requisitos mínimos de eficiência forma as preocupações de Bruxelas nesta todos os restantes licenciamentos referentes energética para a concepção dos edifícios e área. independentemente da respectivos sistemas de climatização. Na prática. Na década de desafiou a ADENE para preparar as linhas útil superior a 1. RCCTE e o RSECE. aplicação. que já de si era pouco exi- e DL 80/2006). No en- sua área ou tipologia de uso. que são de aplicação obriga. novos ou existentes. 90 foram publicados dois regulamentos: o orientadoras para uma intervenção estrutu- des obras de remodelação daquelas tipologias.000m2. tudo funcionou como se tória desde Julho de 2006. a entrada em vigor cuarmos um pouco no tempo. TEMA DE CAPA A Certificação Energética de Edifícios comemorou o seu primeiro ano de vida Carlos M. nomeadamente no que respeita à (então . que pretendiam impor rada e sustentada na área da eficiência ener- A segunda fase de intervenção do sistema um conjunto de regras técnicas destinadas a gética nos edifícios. Assim. fícios então construídos não cumpriam os Criado pelo DL 78/2006 e suportado tecni. de Sousa Nascimento * Introdução aos novos edifícios. uma grande percentagem dos edi- o seu primeiro aniversário no dia 1 de Julho. Prof. A terceira fase tanto. alargando. mia. dades licenciadoras na fiscalização da sua Qualidade do Ar Interior (SCE) comemorou -se a aplicação do SCE a todos os edifícios. energética e a utilização de fontes renová- ção. que estabeleceu o faseamento da sua aplica. na pessoa do então Secretário de Es- para construção referentes aos novos edifícios dos. Assim. convém re. Eduardo de Oliveira Fernandes. desde 1 Julho de 2007. destinados à habitação ou serviços com área legislação nacional nesta área. acompanhando desta ocorre a 1 de Julho de 2008. que os temas relacionados com a eficiência matéria. requisitos mínimos obrigatórios previstos na- camente pelo RSECE e RCCTE (DL 79/2006 Para fazermos um balanço deste primeiro quela legislação. gente.

º Peritos Qualificados lamentos existentes (RCCTE e RSECE) e cios. gurando a qualidade do sistema. madoras. Pretendeu-se. À semelhança do que normalmente acontece em processos desta envergadura. . lução de todo este processo. no número de PQ’s durante este ano. Deste ficada pela Directiva e também na necessi. asse- nos Edifícios – EPBD (Directiva 2002/91/ mentados pelo SCE. RCCTE 193 a criação de um Sistema Nacional de Certi. dade dos projectos e da sua concretização RSECE Energia 50 ficação Energética de Edifícios (SCE). B C D E F G O 1. as entidades formadoras desses mesmos PQ’s estavam a dar os primeiros passos. INETI aplicada”. existindo uma subdivisão nas clas. entre outras actividades. assim. nitária impunha aos Estados-membros. dos técnicos que intervêm. ticos. 26 na área do RCCTE e 10 na área com um passado recente. pelo que todos os novos edifícios terão de apresentar uma classificação superior ou igual a B. com este ros são os seguintes: e LNEC. Apesar das dificuldades atrás referidas. os edifícios é muito semelhante à já exis. Os requisitos pelo que se perspectiva uma forte evolução criado um “pacote” legislativo composto mínimos impostos pelos novos regulamen. ministrados por 53 entidades for- tente para os equipamentos electrodomés. de todo este processo e do enqua. Figura 1 A A+ B. A a G). pre. este início foi marcado por algumas dificuldades. os seus núme- de Energia. em Maio de 2002.º ano de vida do SCE O dia 1 Julho de 2007 marcou a data de ar- ranque do sistema de certificação. Não na construção e na maior responsabilização RSECE QAI 53 se pretende aqui fazer uma análise da evo. o processo nasceu. abran- gendo apenas os novos grandes edifícios (re- sidenciais e de serviços). existiam ainda alguns pontos a “afinar” no que res- peita a algumas situações menos claras nos textos regulamentares e nada se sabia sobre as futuras “Entidades Fiscalizadoras” que terão a missão de fazer a avaliação da activi- futura) Directiva de Eficiência Energética pelos novos RCCTE e RSECE e comple. de acordo com a informação Iniciativa Pública da então Direcção-Geral que “a legislação apenas servia para não ser disponibilizada pela ADENE. conjunto de três diplomas legais. estão mais de 400 téc- Assim. nova forma de abordar o “sector” dos edifí- Áreas Técnicas N. assessorada pela ADENE. que. foi ses A e B (A e A+ e B e B-). TEMA DE CAPA tos correspondem ao limite mínimo da classe B-. fundamentada na melhoria da quali. contendo uma escala de 7 níveis (de nicos em fase final de formação e a procura dramento legal que aquela Directiva Comu. Os Peritos Quali- ficados (PQ’s). uma dade de ultrapassar o tal “mal nacional” de SCE existe e. criar uma Peritos Qualificados existentes em Maio de 2008 via o apoio técnico à reformulação dos regu. de formação específica permanece elevada. cuja criação era justi. do RSECE. ainda não existiam em número su- ficiente para as necessidades expectáveis. CE de 16 de Dezembro de 2002). mas tão somente Existem 36 cursos de Peritos Qualificados ho- fazer o enquadramento da realidade actual A estrutura do certificado energético para mologados. Actualmente.(ver Figura 1). agentes fundamentais neste processo. dade técnica desenvolvida pelos PQ’s.

Esta nova abordagem ao “sector” dos edifí. tendo em atenção o número de li. zido. com aumentos significativos das reduzido. construção e manutenção das insta. No entanto. no entanto. com vista a uma optimi. que é urgente clarificar ou definir ção dos edifícios. são utilizados. Divulgação das metodologias de interven. ção do SCE levanta as seguintes questões. De realçar que destas declarações.638 DCR´s). posicionamento das diferentes entidades en- m2.zação das condições de funcionamento dos funcionamento. 49% Melhorar a capacidade do sistema de for. trolífero”. existem situações. ciência destes factos. pois a utilização dos equipamentos A 49% a sua maioria referente ao gatórias. sendo alargado para todo o parque edi. quer através da uti. tentado e transparente no que respeita ao os novos edifícios com áreas inferiores a 1. duos por si só. diversas actividades profissionais ou de lazer. um desfasa. ao nível dos a sua evolução desde o início B 28% 8% A+ edifícios de serviços. No entanto. dores. energia. É. o SCE abrangerá todos formulação enorme ao nível do projecto. ção das entidades fiscalizadoras no exercí. B. em particular a existência do SCE. uma postura mais racional na utilização da de maior qualidade energética. volvidas.836 DCR’s.000 cepção. * Membro da Comisão Executiva a sobrevivência do próprio sistema: lização de soluções de controlo mais eficien. pois. tuação de consumos energéticos crescentes atingem a classe energética A. tendo em atenção o futuro alargamento da área de intervenção do próprio sistema. Este nicos que intervêm. Definição. mento natural dos registos verificados no sis. cio directo da sua actividade. que contribuirão (ou não) para inverter a si- tema. É também fundamental Figura 2. sendo às auditorias periódicas obri. de me. fundamental que tenhamos cons- de faseamento definidas. a legislação por si só não resolve 15% do processo é a indicada na todologias de intervenção todos os problemas. neste curto período de vida do cios configura uma postura diferente sobre SCE. com impactes cenciamentos normalmente existente. feridas. assim. agora não tem acontecido. o que até É.Nota final ção efectiva dos consumos energéticos.lações e na maior responsabilização dos téc. edifícios. Este ponto de separação clara matérias-primas energéticas. camente claro. TEMA DE CAPA No que respeita à emissão Classes energéticas que o processo seja tecni. Esta das intervenções é fundamental para que profundos na estrutura económica e social. por forma a evitar o estrangulamento do nhas de sensibilização destinadas a promover está a traduzir-se na concepção de projectos próprio sistema. tantíssimo que sejam desenvolvidas campa- tação e. fundamentalmente energéticos e os consumos a eles associados RCCTE (2. quer através da instala- Resolução rápida de todas as questões du- vidosas da aplicação regulamentar que ainda subsistem. situação reflecte. con. desta forma. midade Regulamentar (DCR’s). o que obriga a um empenho fortís- ficado a partir de 1 de Janeiro de 2009. havendo. no desempenho das suas mais pecialidades. impor- concluir que a aplicação da nova regulamen. uma redu- o número de PQ’s existentes é ainda redu. permitindo. por isso. ção de equipamentos ou soluções técnicas das Declarações de Confor. mais eficientes. as condições exista transparência no sistema. por forma a . porque são os indiví- tação de DCR’s acompanha a entrega das es. Estamos perante uma re. tificação. tendo sido emitidas dos PQ´s no que respeita que se altere o comportamento dos utiliza- até agora 2. que foram atrás re- O futuro próximo do SCE toda a actividade de construção e manuten. o que permite mação dos PQ’s e dos técnicos responsáveis com que o país tem vivido. para que este sistema seja tecnicamente sus- A partir de 1 de Julho. No entanto. pela garantia da manutenção das instalações. simo das entidades responsáveis pelo seu processo de abrangência ampla de interven. em que a apresen. Estamos num período que Desta informação poderemos verificar que Garantir que as entidades fiscalizadoras do muitos já apelidaram de “novo choque pe- o número de DCR’s globais emitidas é ainda sistema não intervêm no processo de cer. permitindo reduzir os consumos que no nosso entender são fundamentais para que lhes estão associados. Figura 2 na vertente da qualidade do estão muito relacionados com a forma como ar interior. da Especialização em Energia tes.

por exemplo. a criação da Co- missão foi a forma da Assembleia da Repú- blica fazer um balanço aos problemas da ener- gia no nosso país. que afecta diariamente e de uma forma tão viva a nossa vida. o papel da dos preços. estamos a iniciar esse processo. se julga que teremos de caminhar. transmissão de energia. consumos de combustível. aos processos Um terceiro ponto. certamente muito im- conclusões.º Agostinho Lopes. das políticas Estado nessas respostas e as sinergias que o posta a estes problemas. na Assembleia da República. Numa altura em que a Comissão se prepara para elaborar o rela- tório resultante do seu trabalho ao longo de um ano. com uma avaliação e caracterização dos digma energético. protocolo de Quioto. o deputado que a ela preside. dos processos e acordos do país conjunto destas soluções poderão produzir. . em Maio do ano passado. está li- Ela foi criada e definiu um programa de tra. Bem como desenvolver. a sua para as questões da produção. No quadro da difícil situação que o mundo vive. Desde a criação da Comissão. da qual é presidente? A criação da Comissão resultou de uma pro- posta do Grupo Parlamentar do PSD que teve o apoio unânime do conjunto dos parti- dos. que é consi- compromissos e constrangimentos do actual tes. os problemas do portante para um país como nosso. E também uma análise das medias que estão em curso por parte do Go- verno e das considerações que os diversos grupos parlamentares e a própria Assembleia da República fazem sobre as respostas para este ingente problema. em termos de energia. dos custos e da competitividade. tentando saber quais as aplica. também objecto de análise. a Comissão no sector energético Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas. Os ções potenciais para as alernativas existen. Acrescentando tam- do papel do Estado na actual situação. E ainda a questão das redes de distri- na área da energia no nosso país e dos pro. foram gado à problemática da eficiência energética. a “Ingenium” falou com Agostinho Lopes. Texto Ana Pinto Martinho Fotos Paulo Neto Qual foi o objectivo que presidiu à consti- tuição da Comissão Eventual para o Acom- panhamento das Questões Energéticas. avaliação da situação do futuro dos fósseis é exemplo. de alterações climáticas. centrado em três grandes pontos. Um segundo ponto gira em torno do para. a Comissão ainda não tem relativamente. que é certamente uma questão de- lativamente ao que se passa na investigação uma questão crucial. bem como avaliar as cisiva. alternativas e as condições do país para as buição de energia. Neste momento. e o papel da eficiência na jectos-piloto que estão em curso. balhos. Olhámos actual paradigma e sobre aquele para o qual cial de poupança de energia no país. quais foram os trabalhos efec- tuados? Pode revelar-nos algumas conclu- sões ou dados sobre o trabalho que têm vindo a fazer? existentes. bém a questão do transporte. trazer alguma luz sobre o de intensidade energética do PIB. tual. do consumo. E  ng. de electricidade. Entrevista Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas da Assembleia da República A É premente a aposta corroborar a importância das questões liga- das à energia foi constituída. o poten- problemas da energia em Portugal. o ano passado. a certificação energética dos edifícios. por O objectivo é também fazer um balanço re. Aqui também foi analisado o papel do derada absolutamente decisiva como res- enquadramento internacional. análise de um novo paradigma energético. Nesta expressão económico-financeira. entre outros. que conta com representantes de todos os grupos parlamentares. E aí tem de ser feita a avaliação dos actuais O primeiro é o diagnóstico da situação ac.

re. em res. especialmente o a liberalização avançou. Outra questão é a ideia de que não haverá sas produtoras entrarem no mercado. é que o país tem um enormíssimo atraso no Como por exemplo? seu aproveitamento. para as barragens ou para que se vive no país. mas que gência. quais foram os feedbacks sobre este do conjunto de intervenções que fomos fa. pais dificuldades. julgo que há hoje tendo a ideia de que este não é apenas um Relativamente às renováveis. Aliado a esta questão estrutural enfim da própria sociedade. mas parece que tudo ficou Eu diria que se alguma ideia vai pairando do ência são certamente um caminho funda. derá ao problema. do petró. tinuarão a ter o seu papel. mas bastante para a frente. é de salientar a questão ram. sos de refinação poderão ser. E há uma solução única para responder a este pro. até relativamente a agir. numa questão tão complexa e Como encara a escalada de preços dos com. a ideia de que o país precisa de reflectir. comerciais. onde as fósseis con. as solução. Entrevista Aqui também há a salientar o importante versas nas suas preocupações principais. em núme- mas há uma consideração geral e de bom senso país. nas próximas décadas. os que ou daquela forma. os que avançam com argumentos de que o Em relação às audições o que salientaria? blema e que a solução passará por um mix próprio processo de liberalização não respon- A ideia de haver muitos pontos de consenso. mais papel da administração pública. taram em relação a isto? que devemos aproveitar todas as possibili- tor consegue dizer-me quais são as princi. precisa ter em conta energético. exigia que outros processos tivessem avan- questões da eficiência energética. mento que não é menos importante. E en- existência de qualquer varinha mágica que importante. concretamente são vai agora partir para a elaboração do re. da energia. Este afunilamento que abordaram mais esta questão do petró. feita a profundidades maiores. Quer vamos para os continuar como estão. opinião que aliás é corroborada por alguns mento com questões ambientais. outras fizeram intervenções está um processo especulativo ligado à crise posta à pergunta: “como é que podemos pou. o problema prende-se com os níveis da diver. questão. a esta situação não olhando apenas para metas traçadas pelo Governo para o país. ou de de- mente ao facto de que as coisas não podem dos nossos auscultados. as opiniões não são Qual é a opinião das pessoas que auscul. Porque se há algo que se pode função da sua empresa. de reduzir o seu consumo em cima da mesa é que a exploração custará Sustentável o colocou. a uma ou a outra forma de energia. a dimensão ambiental é ab- energias fósseis. a compatibilização desse aproveita- Julgo que há um grande consenso relativa. Eu diria até que tanto. solutamente incontornável. mas ainda não há re- gências. Do conjunto das audições salienta-se uma quer a nível dos consumidores? Em relação à subida dos preços do petróleo. estes problemas aparecem sem- ao longo destes últimos anos. abrangentes. nesta área. leo bruto. leo e do futuro dos fósseis. O petróleo foi trans- par energia?”. a ideia de que os problemas da efici. opiniões ouvidas vão no sentido de que as Mas é interessante que. estamos a cerca de 50%. consensuais. do valor pago pelos combustíveis é imposto? tas para estas questões. Por exem- tão polémica como é a energia nuclear. a sustentabilidade. Al. biental e a social. problema para os que vivem cá hoje. Por. que ainda não tem a mesma sultados. domésticas. vir a tornar mais complicado para o nosso do país. embora haja uma ideia geral de Deste vosso contacto com os actores do sec. e os proces. Mas a situação hoje é que mesmo em muitas questões onde há diver. muito que falar. não pela blema do custo do KW é certamente muito Esta é uma questão muito polémica. mas sim por um mix das diversas utilizações. formado num bem de refúgio dos proble- concluir é que ela será cada vez mais cara. são plausíveis? iriam suscitar grande divisão. agro-combustíveis. a am- O problema da energia tem formulações di. muito focadas no seu tema de negócio. Das conversas que tive- conjunto de audições que fomos realizando. A liberalização do mercado energético deu que possa ser retirada? sual. Por um lado. por quase todos. em geral. E No que respeita às energias renováveis. porque há opiniões dades do país. uma constata- uma abordagem baseada no bom senso. muito diversas em relação a esses assuntos. com um crescimento. mental a percorrer. quer a nível empresarial. Não bustíveis fósseis? E de que forma se pode plo. resposta a estes problemas. com certeza. com o peso que cada um atribui a uma terá. com um conheci. questões que inicialmente me parecia que o curto prazo. gumas pessoas fizeram intervenções muito complexos. tal como o Conselho Na- discussão do problema do petróleo e do fu. Esta também é uma ques. E dessa auscultação há alguma ideia geral A par desta primeira constatação consen. não pode continuar. inclusive. destas formas diversas. do ponto de vista da capacidade de empre- latório. mas ção que podemos retirar das nossas audições sim para o futuro do país e do mundo. A Comis. falam em 20 a 30 anos de atraso. para a mas no sector financeiro. cada vez mais dinheiro porque terá de ser todas estas dimensões: a económica. O pro. No que respeita às respos- relativamente à abordagem desta questão. em torno das de que esta é uma questão estrutural e de pre envolvidos. sobretudo aqueles fesa dos ecossistemas. julgo que a ideia as eólicas. em financeira internacional. . muito associado às sociais. agudeza do problema do petróleo. tão relativamente pacífica. como estava antes. defendem a liberalização consideram que ela várias formas de energia. O que está cional do Ambiente e do Desenvolvimento turo dos fósseis. o país precisa. mas mais importante que isso contramos aqui argumentos que poderão ser nos vai resolver o problema da energia desta é ver como é que poupamos KW a KW nas muito contraditórios. independemente da tamento dos combustíveis fósseis. que caminhamos para um processo de esgo. do ponto de vista do potencial hídrico significa que não haja diferenças de opinião. do aumento dos custos da energia. Parece estranho. Alguns dos auscultados Por exemplo. do ensino. é muito importante. que foi abordada çado e com outra velocidade. mas não. assunto? zendo. atendendo que mais ou menos 50% ros aproximados. é a de que a solução passa. Vou falar pessoalmente. por vezes Gás Natural.

todo o conhecimento está abalado porque durante muitos anos não se construiu ne- nhuma barragem em Portugal. triais. por exemplo. É são. consequências do ponto de vista prático na de recursos hídricos. Diria que a ideia fulcral gumas destas potencialidades se consolidem. guesa. que lhes dê a dimen- mento que se construiu foi Alqueva. edifícios em tempo útil. Em. as -se do ponto de vista económico. de que se corre o risco de não haver peri. acha que Por. provocando um efeito indutor na economia nacional. para a Eficiência Energética. hídricos. os estrangulamentos resultantes do problema gação muito interessantes e pioneiros. é um vasto campo mesa. Outra questão a ter em conta é o facto des- tes projectos poderem ter um grande efeito de arrastamento sobre outras actividades económicas do país. relativa- fosse esvaindo. aqui é a de que o país precisa de ter um tanto do ponto de vista dos sectores indus- Há uma polivalência nos aproveitamentos Plano para a Eficiência Energética. opiniões? aberto aos jovens. ideia de que esta estratégia não se adequa a cionar esse tipo de energia. que roso estudo de avaliação das questões de da energia em Portugal. Entrevista Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas da Assembleia da República E quais foram as opiniões acerca do Plano precisamos olhar para este problema sem as que têm maior potencial de desenvolvi- Nacional de Barragens com Elevado Poten. procu. seja ela financeira. bora tenha sido tocado por algumas das pes. Esta é uma questão de fundo que mais diversificadas. Mas esse é um problema bastante geral. falta de massa humana. qual é a principal tendência das nidades que se põem. O aban. Neste momento. se energia. Esta é uma das oportu. aos mais diversos níveis. desenvolvimentos. deixar de o aprofundar. precisa de um grande sentido de Estado na alguma pressa.º Agostinho Lopes. há dé. campo de necessidade do país e que só temos sob o risco de. se não o fizer. que ninguém põe em causa. ou por em conta que o último grande empreendi. a paralização durante 20 anos. fala-se muito resposta aos problemas da energia portu- fileiras ligadas a sectores energéticos. tro anos. acho que temos especialistas de gia. tigadores. terão tugal poderá estar na linha da frente nal. mento em Portugal? cial Hídrico? Tenho muita dificuldade em responder a uma O país precisa aproveitar os seus recursos Em relação ao Plano Nacional de Acção questão como essa. de conhecimento para a produção de turbi- nas. no desenvolvimento a este Plano. no passado. Precisa de os aproveitar porque eles são back que tiveram? ponta nestas áreas. Mas quanto ao qualquer visão de períodos eleitorais. os técnicos. maior volume de massa crítica. Mas a ideia geral é de que guma destas áreas da energia? E quais serão sua abordagem. Falando de um caso mais concreto ligado que vão levar ainda muitos anos até terem locidade na construção. como. ter a noção de que temos aqui um grande mente a estas áreas e olhando para o futuro.. e isso hoje não existe. Isto levou preciso desenvolver os recursos humanos.. a partir da qual possam auto-sustentar- cadas que não produzimos nada. Mas rando responder àquilo que são actualmente Mas temo que alguns projectos de investi- julgo que neste caso é necessário um rigo. é preciso apostar na utilização de tecnologias que permitam responder a alguns dos pro- blemas que durante muitos anos pareciam insuperáveis. possam esvair-se por dificuldades de dono. poucos. de o discutir. Para além disso. Há algumas empresas que produtores directos de energia eléctrica e Ainda não abordámos muito esta questão possuem capacidades muito significativas. O país dispunha.. e por aquilo que a ganhar com isso. tendo tos suficientes para fazer a avaliação dos diversa ordem. a que tudo o que está associado a essa acti. e mais especificamente à efi. água para o abastecimento público e agrícola. no terreno da energia. porque constituem hoje uma das únicas bases porque o Plano apareceu recentemente. cientistas. Provavelmente precisávamos de atingir um significativas de armazenamento de energia. É preciso uma aposta clara e persistente e a Ninguém diz que Portugal não deve equa. como dos sectores da investigação. Alguns. possam não conseguir avançar. O que acha que levou à perda de conheci- mento nessas áreas? Um factor decisivo foi o país ter perdido ve. competências e especialidades no campo da Acho que o país está numa posição em que vidade. não apenas no que respeita à ener. Por aquilo que ouvimos hídricos. de forma decisiva. por exemplo. alguns destes E em relação ao nuclear. n . inves. jovens engenheiros. É preciso precisa investir. para que al- Mas o país também precisa de reservas de soas que ouvimos. e em algumas outras ciência energética dos edifícios. de qua- prazo da sua concretização as opiniões são Pelas conversas que tiveram. que estão em cima da ouviram. estão claramente numa fase de maturação e compatibilidade ambiental. qual foi o feed­ e vimos. os engenheiros. etc. a passa- gem dos detritos. dos resíduos. E  ng.

tas de freguesia. a Agência de produzir Biodiesel a partir dos óleos com as frotas da Câmara de Sintra. por exem- plo. em Terrugem. quando a Câmara alunos. que desconhecia a importância da sepa- dos de Água e Saneamento de Sintra (SMAS). Em várias em vários pontos estratégicos do concelho. os formadores destacaram a grande importância das Energias Renováveis e da Va- lorização de Resíduos. o primeiro posto de biocombustíveis do país encontra-se operacional desde 30 de Setembro de 2005. dando origem ao Biodiesel ção de “oleões” nas escolas. tir do óleo alimentar usado. o óleos alimentares usados trazidos de casa pelos projecto arrancou em 2003. Embora o posto de Bio. adi. posteriormente. restaurantes e jun. para a país fica localizado nas instalações da Em. Sintra (AMES). Em simultâneo. são abastecidas com gasóleo produzido a par. professores. do posto. mente em escolas. a participação de cerca de 7000 alunos e 300 Plano de Valorização dos Óleos Alimentares que depois é tratado e. sempre junto de ecopontos. cantinas. tendo-se constatado. Municipal local. iniciou uma importante Cam. ração selectiva do resíduo e a possibilidade Desde a inauguração. lha dos óleos produzidos nas cantinas e dos diesel só tenha sido inaugurado em 2005. que cozinhamos os alimentos. panha de Sensibilização Ambiental. a extraordinária capacidade energética dos Óleos Alimentares Usados (OAU) para a pro- dução de Biodiesel.Caso de Estudo Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados Primeiro posto de biocombustíveis no País Texto Fátima Caetano Integrado no Plano de Valorização de Óleos Alimentares Usados. 23 “oleões”. cionado ao gasóleo rodoviário – já no posto de cio. espaços de reco- que abastece a frota. ção. veículos da empresa de Higiene Pública e Ser. em Setembro de 2005. Objectivos fundamentais: O primeiro posto de biocombustíveis do promover a recolha de óleos alimentares usados para produzir combustível amigo do ambiente. logo de iní- Usados. Câmara Municipal da mesma Municipal de Sintra iniciou a recolha do OAU para informar correctamente toda a popula- localidade (CMS) e Serviços Municipaliza. após a inauguração viços Municipalizados de Água e Saneamento. projecto a cargo da HPEM. em par. nomeada. também. e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e as emissões dos gases presa Municipal de Higiene Pública de responsáveis pelo efeito de estufa Sintra (HPEM). foram colocados nas vias públicas. A ções para sensibilizar todos os membros da co- munidade escolar para as enormes vantagens da utilização Racional de Energia. nos estabelecimentos do concelho. em coopera. sublinhando. escolas do concelho foram desenvolvidas ac. Adicional- mente. ção com a Divisão de Educação da Câmara Em Outubro de 2005. . A criação deste posto de abastecimento com combustível O Projecto desenvolve-se numa cadeia iniciada As campanhas de sensibilização contaram com amigo do ambiente inseriu-se no âmbito do com a recolha do óleo alimentar usado (OAU). Estas campanhas serviram. incluindo os Municipal de Energia de Sintra. frota de veículos municipais. em Sintra. grande adesão do público-alvo à coloca- ceria com a Agência Municipal de Energia de biocombustíveis –.

º 62/2006 de 21 de Março –. depois de usados. Pedro de Penaferrim Posto de abastecimento sóleo biológico apresenta inúmeras vantagens . General Humberto Delgado (junto à EB1 da Várzea) Sta. de combustível natural produzido através de actualmente. Loures combustível é um éster metílico obtido a Sta. Através da valorização energética do resíduo para produção de Biodiesel é pos- Agualva Rua António Nunes Sequeira sível reduzir o consumo de combustíveis fós- Algueirão Mem Martins: Estrada de Mem-Martins (junto à estação da CP) seis e as emissões de gases com efeito de es- Almargem do Bispo Av. os óleos alimentares. Maria e São Miguel Rua Dr. reduzindo o impacto ambiental. General Barnabé António Ferreira (junto à fonte) Belas Av. De salientar que. perto da Junta de Freguesia Simultaneamente. A valorização energética Normalmente. 25 de Abril Monte Abraão Av. Central (junto à Igreja) dos em Biodiesel é feita através de processo São Marcos Rua Cidade de São Salvador químico denominado transesterificação. posta para o direito interno. João de Belas tufa. o que também contribuiu para O facto de o Biodiesel ser obtido a partir a concretização do Plano de Valorização de dos óleos alimentares usados (logo. através do DL ses passassem a ter à sua disposição uma n. Além disso. Caso de Estudo iniciativa permitiu que os munícipes sintren. Félix Alves Pereira (junto à estação da Portela) partir de óleos vegetais e tem qualidade de Terrugem Av. Este São Martinho Av. contribuindo para a prevenção do aque- Belas Belas Clube de Campo. obrigava os Estados-membros a assegu- nos esgotos domésticos. trata-se Óleos Alimentares Usados. Mas houve outras motivações. é objectivo nacional que a in- fontes renováveis) foi determinante para que corporação de biocombustíveis nos transpor- a HPEM e demais entidades envolvidas no tes rodoviários atinja os 10 % até 2010. Brasil (junto à CREL) a redução da dependência externa de Por- Colares Alameda Coronel Linhares de Lima (junto à AMES) tugal em relação ao petróleo e produtos de- Massamá Rua dos Jasmins (junto ao parque 2 de Abril) rivados. projecto adoptassem esta energia mais limpa. com o qual Por- tugal ficou obrigado a limitar as emissões em 27% face aos níveis de 1990. João das Lampas Av. o que causa Os oleões para depositar os óleos alimentares poluição nas linhas de água e solos. e garantir destino adequado aos Mira Sintra Av. Montelavar Rua do Vi Mal / final da Rua das Eiras Pêro Pinheiro Av. Maria e São Miguel Rua da Sede do Clube. diminuindo (ou outras energias renováveis) nos transpor- assim a quantidade de resíduos despejados tes. Gago Coutinho (em frente à estação da CP) A transformação dos óleos alimentares usa- S. Cacém Rua Elias Garcia. Alameda do Aqueduto cimento global e das alterações climáticas. Devido às Algueirão Mem-Martins Posto de abastecimento da TOTAL de Mem-Martins suas propriedades físico-químicas. O cumpri- mento da legislação comunitária relativa- mente à redução das emissões de gases com efeito de estufa e o compromisso interna- cional assumido com a ratificação do Proto- colo de Quioto. tam- bém. Soldado Joaquim Luís (junto à loja óptica) OAU. que visa a forma ecológica de se desfazerem do óleo promoção da utilização de Biocombustíveis alimentar consumido em casa. foram. a Directiva Comunitária 2003/30/CE de 8 de Maio de 2003 – trans. são lançados para o sistema de Localização dos Oleões no Concelho de Sintra esgotos ou colocados no lixo. em 2002. factores motivadores para esta inicia- tiva. este ga- S. rarem a colocação nos mercados de uma pro- porção mínima de biocombustíveis de 5. além de dificultar o funcionamento das ETAR mu- usados encontram-se nos seguintes locais: nicipais.75% As motivações para o arranque do projecto da gasolina e do gasóleo até 31 de Dezem- bro de 2010. 29 de Agosto (junto ao cemitério) combustível para motores Diesel. o processo contribui para Casal de Cambra Av. Liberdade (junto à praça de táxis) As grandes vantagens do OAU Queluz Junto ao Mercado Municipal Rio de Mouro Av.

por várias etapas: 7.500 3 a 4 meses e os dados obtidos tratados de 2.158 litros caudalímetros em duas viaturas de teste. segundo o teja a usar mistura de 5% de Biodiesel. Usados é composto 5. Óleos Alimentares 4.000 2. o óleo pal de Energia de Sintra (AMES). los de recolha do lixo no concelho de Sintra. Administrador-delegado da Agência Municipal de Energia de Sintra (AMES). Sintra (AMES). Administrador-dele. e o óleo é encaminhado para a unidade de produção. o OAU apresenta Biodiesel). com ca- óxidos de nitrogénio (NOx) que a queima euros em combustíveis fósseis.º Luís Fernandes. aí sendo transformado OAU recolhido entre Dezembro de 2005 e preparado um estudo para quantificar a re. concelho com sede em vila distinguida pela mente a utilização do Biodiesel.º Luís Fernandes. produção e combate com recurso a catalisadores espe. tém enxofre. Só é preciso que. Campanhas de sensibilização: desenvolvidas junto de um público-alvo e população em geral. Já no plano pacidade instalada de 3. As me- 3. 3. vés da coexistência da recolha. de partículas (PM) em cerca de 50%. elimina as Igualmente em 2007. foram recolhidos 42.Caso de Estudo face ao gasóleo tradicional: não é inflamável. grande quantidade de resíduos noci. Por isso planeia-se a instalação. de GEE provenientes do escape dos veícu- Recolha de OAU no Município de Sintra los.000 resultaram da produção de Biodiesel de uma unidade para produção de Biodiesel bora a utilização de Biodiesel produza mais através de OAU. o que permitiu poupar 2900 no próprio posto de abastecimento. 54. Monitorização: estudo e medições dos consumos e das emissões de GEE.433 de gasóleo e 2707 de de consumo de toda a frota pesada que es- Em termos ambientais.000 litros de combustível usados. por ser com. postos de abastecimento e nos oleões instalados na via pública. lares. após a utilização do óleo alimentar em casa De acordo com dados da Agência Munici. SMAS). Recolha e transporte do OAU: em escolas. Humanidade: através da utilização do Bio- ção do Biodiesel permite baixar significati.000 a produção à utilização. o valor sobe para 78. Também entre Dezembro de à produção e utilização de Biodiesel em veí­ explosivo ou tóxico. pois o Biodiesel não con.140 litros (51. para reciclagem. devido O Plano de 1. em Biodiesel. Atra- do gasóleo.333 litros. res Usados continua em fase de expansão.500 dições serão contabilizadas por períodos de Quantidade (litros) 3. estas emissões são passíveis de ecológico e ambiental. a de dióxido de carbono (CO2) em 78%. 4. Utilizadores finais: as frotas municipais (HPEM. di. Depois depositamo-lo em “oleão” para a mentar usado. 20. do Biodiesel é simples vos não são despejados na rede de esgotos e Alguns dados já recolhidos regista-se redução considerável das emissões Todos os cidadãos podem contribuir para a produção de Biodiesel. Controlo de qualidade: de acordo com a Norma pr EN 14214. Eng. o valor total de culos pesados das frotas urbanas da HPEM. E em. UNESCO com o título de Património da bustível alternativo e mais barato. disel são ainda mais compensadoras para o abastecimento será possível potenciar seria- cíficos. 2005 e Dezembro de 2007. diesel. na frota de 53 veícu. litros. Produção: éster metílico a partir de OAU. . o que perfaz uma média mensal de sões de gases com efeito de estufa. Já o estudo das emissões de GEE envolve a xido de carbono (CO) em cerca de 50% e gado da Agência Municipal de Energia de análise do ciclo de vida dos combustíveis. O Plano de Valorização de Óleos Alimenta- emissões em SO2.000 forma a permitir uma leitura correcta do im- 1. em 2007 Estudo em preparação seja colocado em recipiente de plástico. Valorização de 2. 500 0 Próximo objectivo: produção Dez-05 Jan-06 Fev-06 Mar-06 Abr-06 Mai-06 Jun-06 Jul-06 Ago-06 Set-06 Out-06 Nov-06 Dez-06 Jan-07 Fev-07 Mar-07 Abr-07 Mai-07 Jun-07 Jul-07 Ago-07 Set-07 Out-07 Nov-07 Dez-07 Jan-08 e abastecimento no mesmo local 56% e de benzopirenos em 71%. 3. flamação muito elevada (superior a 150º C) mistura de gasóleo com Biodiesel foi de O estudo permitirá identificar as tendências e é biodegradável. CMS. a utiliza. já disponíveis no mercado automó. vel. dos nocivos gases com efeito de estufa.000 litros/dia. milhares de litros de gasóleo não são Contribuir para a produção vamente a factura do gasóleo.500 pacto real da utilização de Biodiesel. possíveis de apurar com a instalação de Total = 78. tem temperatura de in. Considerando a totalidade de Para avaliar os resultados do plano está ser recolha. O recipiente plástico segue Dezembro de 2007. 6. Em termos económicos. o projecto permite poupar quantificação dos consumos e as emissões minui as emissões de benzofluranteno em 15 a 20 mil euros/ano. Mistura e abastecimento da frota: efectuada no posto de Abastecimento de Biodiesel. A nível económico. mais vantagens: reduz as emissões de monó.158 dução dos consumos energéticos e das emis. e depois de devidamente arrefecido.500 com vista a permitir uma monitorização dos 4. Dados fornecidos pelo Eng. as vantagens do bio. a curto prazo. e baixa os valores das emissões dos 567.843 litros de óleo ali. desde 1. referente ao Biodiesel a utilizar nos veículos. usados.000 consumos e o cálculo das emissões.

determinada quantidade de electricidade bustíveis não deixam de subir e não vão re. sobretudo porque há não pagamos os custos reais pela energia que das. Não vão voltar a baixar um défice de 20… dinheiro. chuva. nós gastamos hoje. No caso da uma diferença fundamental entre a electrici. Fotos Paulo Neto são muito grande. mas porque o Estado “Temos que nos consciencializar troceder aos valores de 10 dólares o barril que só deixa as empresas vender por 80. défice tarifário. do sol. do carvão. bustíveis para os transportes rodoviários –. é e ao gasóleo. Temos que nos conscien- cializar que os recursos são finitos e que cus. Logo. O que significa que. Em Portugal o valor é mais ou menos cons- Que reflexos terão os aumentos sucessivos tam muito dinheiro. Os Estados europeus vêem. daqui a 100 1975 a1980. a sua produção. anos. temos que os tante. o preço da que não são aplicados impostos à gasolina e res futuros. que estão abaixo do custo. altura. variava de mês para mês. Mas. Agora. O que existe é um valor É um problema do lado da oferta. não sobe. o exterior. não os podemos prever nem os custos reais que efectivamente tinha tido Texto Marta Parrado para daqui a 10 dias. há o chamado dade de origem renovável e a electricidade concreto da gasolina e do gasóleo – os com. no caso electricidade. por e são os nossos filhos e os nossos netos que será sempre zero. ao contrário da imprevisibilidade tante. daqui a dez anos. custa 100 a produzir. Hoje. Nos Estados Unidos. e reflectia ral. Não. usamos. mantém-se cons. Que é suportado pelo Estado… Até porque os recursos são cada vez me.Eng. temos que os poupar!” dos 100 dólares. . não tenhamos dúvidas. do vento. o Estado somos nós. Quer dizer. É que os preços dos com. Estamos numa convul. do sol. Logo. há ali que os recursos são finitos e que custam tínhamos há 10 anos. Estas são algumas das conclusões a destacar da conversa que a “Ingenium” manteve com o Presidente da APREN. Eng. Presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis O facto do consumidor não pagar o preço real da energia que consome é um obstáculo à valorização deste bem e à eficiência energé- “O preço da chuva. por exemplo.º António Sá da é e será sempre zero” Costa. do gás natu. não nos pode- nores… uma fórmula de ir buscar dinheiro à carteira mos esquecer disso. tica que Portugal tanto carece como contributo para a diminuição da sua dependência para com do vento e das ondas foi. se uma de origem térmica. o custo da electricidade. para quem as fontes renováveis serão sem- pre gratuitas. outro lado. dos combustíveis nas energias renováveis? poupar! Acontece que há muitos anos que Porque em Portugal temos as tarifas regula- Têm muitos reflexos. têm custos mais reais.º António Sá da Costa. nessa associada aos preços dos combustíveis fósseis. e eu vivi nos Estados Unidos de vão pagar. quase que há-de ser suportado pelos consumido- uma coisa posso garantir-lhe. das ondas foi. E os preços do petróleo. dos contribuintes.

são feitas de uma forma ten- Então é uma dívida que o Estado tem. e a EDP pagou ao Es. da electricidade que comprou nos está devidamente desenvolvido. no que vão direitos para a Câmara. há uma titulação de uma dívida. Porque no ano passado havia 400 não podem desperdiçar. como são ricos. E impede plo. instalaram. Primeiro. impede a existência de habitante na Alemanha é menor do que em térmica pela electricidade que daí sai. Até porque há as perdas e os cus- tuação. o carro e no comparativo do valor final cobrado com free lunch”! ainda o painel solar? as outras fontes. Nós temos Mas há comparações que são feitas. Desde logo porque é es- Tinha. Ora. sem concorrência. diz-se que a nuclear é mais barata. Então pergunto-lhe se estamos a pagar a é que entra na rede de distribuição. Só estou a dizer para não pessoas não sentem o custo real da energia. Nós. nem este nem os outros que o antece- espanhol tem dinheiro e o nosso não! adquirir. Portanto. E aqui compara- “Quando o preço é artificialmente fixado energeticamente. Também não nos pode- custo. caso contrário não é uma Provavelmente não têm que andar de carro. esta comparação. pois o Estado reconhece a dívida e energia mais cara para subsidiar as renová. é que o Estado tuguesas não terão capacidade financeira para Não. no caso alemão temos os outros 400 milhões ficaram para dívidas 1 para 8. plo concreto na área da energia. é pelo impacto visual… 2007. para breve. tudo fosse infinito. Por exem. até chegar à rede. de carro.º Luís Braga da Cruz. Ainda no outro dia ouvi o Presidente considerar o processo a que vai ser sujeita e impede que as pessoas se convençam da CP dizer que a linha de Sintra.. e aí às instituições financeiras e receber esse di.º José Sócrates. há uma distorção e alguém vai E parece-lhe que as famílias têm poder de imposto adicional. mas deve estar portugueses. depois é transpor- fário. da forma que é feita. e que as famílias por. Cada actividade tem não são levadas a poupar. e milhões de euros.” transportou 68 milhões de passageiros. porque se as Na solar térmica. Não. Posso dar-lhe o exemplo de Es. veis? verdadeira. Um painel solar térmico paga-se compararem os custos. e. são tado estendeu as concessões das grandes cen. Ele deu como justificação para esta di- assume o diferencial entre o custo real da minuição o ter aparecido um IC19 com con. de pessoal. Isto quer dizer que cada eles. e em mais tado 800 milhões de euros. racional? As pessoas gostam de mostrar que tensão para o transporte.Qual é. não incluam o imposto ter de pagar. isto impede a existência de concor. dições “excelentes”.. térmica não… tores de energia percam dinheiro… plo dos euros do que se fossem de comboio. nós. Destes. cidade. não só gastam o triplo ou o quádru. Quando existe um em 5 ou 6 anos e aquece a água por mais 10 os seus custos operacionais. Vou dar-lhe um exem. se não dade à saída do parque eólico que vai logo estou em erro. pelos terrenos. podem chegar uma transformação para baixar a tensão. a existência de mercado (…) Portugal.5% correspondentes a impostos trais hídricas à EDP. Portanto. neste caso um défice tari. centivos. e por aí fora. Agimos como se clear não paga todos os custos. em que os custos são di. tados por razões políticas e não reflectem os Agora. o que tam- últimos dois ou três anos. fala-se muito no usar os transportes públicos é ser eficiente preço das centrais térmicas. a nu- Não sei. com essa titulação. Porque o que aconteceu é que o Es. ano passado 25 mil m2 de painéis solares. 400 mi. têm dinheiro para pagar Ministro do Ambiente o Eng. de mercado regulado. porque depois de sair da central térmica Quando há um défice de fornecimento por como demoram mais 50 minutos. mas tado? também que as pessoas se convençam que há que considerar que. das renováveis. Mas ainda existe aqui outra si. Seja ela qual for. a existência de mercado. E este Governo não alterou a legislação? uma diferença muito grande. reais da energia. deram. denciosa e não real. os pagos mais 2. E nós fizermos a relação. no caso dos parques eólicos. alemães. com o preço da electrici- que não podem desperdiçar. do outro lado há outra vez empresas. tos que não estão incluídos no kWh nuclear. fice acumulado até 2006. injectar na rede de distribuição. de investimento. Mas se o Estado regula a tarifa. no caso o dobro da energia solar que a Alemanha. Mas eu não O sistema actual é perverso. espanhol está a dever 430 euros de electri. Acha isto a electricidade é sujeita a uma elevação de parte do Estado. que somos 10 milhões. Depois. podemos Foi uma determinação do Governo em 2001. combustíveis. Se nenhuma energia existe esse imposto. a ilação que eu tiro daqui? Eles. mos esquecer que a electricidade de origem . há muitos cus- milhões de euros de dívida. são dados in. a 15 anos. nheiro. neste momento. em Portugal temos 1 para 40. tada pela REN. ou seja. é ele que lhões. ano passado. as pessoas que vão mente na rede de distribuição e a central uma vez que não me parece que os produ. esbanjar o sol que temos! Está escrito no Decreto-lei 339C de 29 de panha. instalámos no quecido que. de dé. lhões foram para amortizar aquela dívida. o parque eólico injecta directa- energia e o valor que o consumidor paga. ques eólicos pagam esse imposto extra? É Não sei ainda qual foi o défice tarifário de como são ricos. não podem desperdiçar. comparação séria. O número de carros por -se o valor que é pago ao dono da central abaixo do custo. pela latitude que temos no globo terrestre. normalmente. e as têm o seu carrinho. Não mudaram nada. que são 80 milhões. o equipamento que em Portugal ainda não Portanto tem de lhes perguntar a razão. Era na altura Ministro estimado até ao final de 2008 é de 15 mil Mas podemos interpretar de outra forma: da Economia o Eng. a dívida do Es. estou contra isso. ainda não foi divulgado. mais de 1 milhão de m2. “There is no such a thing as compra para poder pagar a casa. hoje em dia. como somos pobres. rência. alemães. não é há-de pagar. Qual Mas porque é que os promotores dos par- futuras. Quando o preço é fixado abaixo do Não. em 1998. e em 2006 transportou 47 mi. não estamos a pagar os custos tos do transporte. onde o défice de tarifário acumulado Dezembro de 2001. quando há uma delas que tem um preços reais. Mas existe aqui bém o torna mais caro.

É um problema de coisas poupa-se. Sabia que nos Há várias coisas... Portugal tem uma dependência do exterior esgotaram-se em 3 dias. mas critório. siderar a duração dos bens e ajustar esse total têm um valor. para o supérfluo há possi. prato da balança. Temos de ser racionais em edifícios. Porque é que se há-de comprar um carro Nós temos que ter consciência que um elec. se formos para 2008. mas as pessoas alinham. elas são uma De forma a que se dissesse assim: meus ami. há sempre desperdício. para a base. Segundo. D e E não adianta nada ao consumidor. sejam eles de habi- Mas em relação à energia. lica é praticamente nula. Porque. C. o total é 950. têm verno funcionam efectivamente? dinheiro e andar nos transportes públicos? um custo de investimento e têm um custo Eles existem. B. Quando Não tenho dúvida nenhuma. mas o problema é que a maioria dos semos. do sol ou das E o incremento dos preços de forma gra. beer pocket”! para as famílias procurarem alternativas em Porque é que hoje em dia aparece a certifi- termos energéticos? cação de edifícios? Ela paga-se. os outros somos nós!” combustíveis a subir. Parece-me muito mais efi- era hoje totalmente feita à base de energias 400 mil euros durante 50 anos. não é dos 2007. vando para o lado da térmica. em Portugal. Considera que se houvesse esta política de consumidores compra a sua casa já feita. o seguro. em energia gasta 650. Porque o carro não custa só os 30 mil euros. não nos preocupamos em saber Sim. mais de 90 mil pessoas por energia durante os 20 anos em que funciona. quando dual para os consumidores? das pelas famílias? falamos das energias renováveis. veitar 100%. transparência seria também um incentivo E não usa critérios de qualidade na escolha. gradualmente. 60% da verdadeiramente em termos de custos? Seria não fazem as contas quando vão comprar energia gasta é desperdício? É muito. Trata-se das li. aqui. de energia na ordem dos 85%. fechar as janelas quando o sol não é possível abastecer totalmente com quer coisa como 150 mil euros… É um ab. O Rock in Rio. por si. da chuva. dessa dependência passa por nós (…). Ao nível é o combustível. essas licenças Mas todos temos alturas em que precisa. hoje em dia um luxo que tem de ser pago. e que o que deve ser dito é que. Portanto. Há princípios básicos e simples. Mas também há uma política gostamos de desperdiçar. pagaríamos mais. o que significaria termos da utilização da energia. Não se pode apro- Eu acho que as famílias portuguesas estão a de má informação. esteve o da classe A custa 400. a energia custa 100. compramos um carro. A última prestação era qual. Por exemplo. Há uma série de energias renováveis. etc. a diminuição sabemos quanto custava o ingresso. há uma instituição que se chama táxi. beer pocket”! hoje o custo real da electricidade. não há. enquanto que o preço do vento. começando caz conseguir soluções logo desde a concep- renováveis. ção. agora se funcionam ou não. e de. Nós comportável para as famílias? um frigorífico. tal. Por. Transparência e realidade. um edifício. Os bilhetes para o Dizer que o frigorífico é da Classe A. Se colocarmos estas duas situações no Não. podíamos aproveitar um bocadinho mais. Ora. por todos nós. aqui. O que temos não sei. As pessoas não sucessivamente. Que outras medidas deveriam ser adopta- ondas vai permanecer nulo. os outros somos nós! se preocupam com aquilo que é fundamen. portanto. gos. andaria ela por ela. por exemplo. não é dos outros. Pagaríamos mais ou menos pela a pagar 50 cêntimos no primeiro mês. eu nos 130. Porque. anos. haver isolamento. No outro dia li um artigo em que acho um disparate instalar ar condicionado Imagine que a distribuição da electricidade se referia que se pode comprar uma casa de nas residências. aberturas de ja- energia que consumimos? pois uma mensalidade que vai aumentado nelas. isto vai crescer durante três quer dizer desconforto. E não há dinheiro? Porque para essas o total é 900. logo é um subsídio que lhes é mos do transporte particular… de investimento às nossas posses. “Champagne coisas que se podem fazer de raiz. concerto da Madonna. o da classe B custa 300. de operação e manutenção. mesmo a 60 euros. pelo colega de es- dia. se pagás. Não pode- cenças de emissões de CO2 atribuídas de mos analisar só o presente. e ao fim destes três anos vamos estar funcionais e mais baratas. a diminuição mica e o custo da electricidade de origem eó. ços finais. Primeiro. da energia e de tudo. e assim todos nós. As pessoas tação. 70. circular o ar. que fazer é olhar para o tempo de vida e os do IRS é fácil. porque não estamos a pagar taste. bilidades. transporte privado. provavelmente surdo. porque a forma sustentável. exposições adequadas. se a casa tem duas fachadas. com os Mas então que política é que defenderia? outros. aparece. verificamos que a diferença Que é muito mais barato e eficiente que o “Nós temos uma dependência do exterior entre o custo da electricidade de origem tér. mas viver acima das posses. sempre cheio. dado. um carro. já não a médio e longo pra. Há soluções que são mas a curto prazo. O transporte privado é de energia na ordem dos 85%.térmica recebe um subsídio. pela sua vizinha. gasta mais 500 em dessa dependência passa por nós. preocupamo-nos com Então defende que o consumidor deveria o seu consumo.. Mas espero bem que sim. Sim. mas quando compramos pagar o valor real da energia? E o que existe no mercado? Quais são as uma casa. temos que con- borla às centrais térmicas. “Champagne taste. Os incentivos fiscais promovidos pelo Go- de 30 mil euros se se poderia poupar esse trodoméstico. Agora. possibilidades? quantos kWh gasta por ano. as diferenças vão-se agra. comerciais ou de serviços. deixar Há aqui duas considerações a fazer. por mim. nós estamos a pagar utilização racional e eficiente de energia não zos como anteriormente todos acreditávamos. isto a valores de É um problema de todos nós. é só a pessoa preencher no . para que víssemos os pre. seus custos quando escolhemos.

mas não se faz a respectiva cidade em qualquer uso. a climatização. tricos ou à base de hidrogénio. os 60% de origem renovável. ário individual. públicos. para 2020. mas sei que existem programas. em termos mundiais. “A concretizar este plano das grandes barragens e tudo o que está em perspectiva. Na penetração da a grande aposta terá que ser nos transportes Há três anos atrás. sete minutos vêm Temos que apostar nos biocombustíveis regulamentação. n . mas difícil. Estes 20% têm electricidade renovável. Neste momento só utilização racional da energia nos transportes por outros mais eficientes em que se dá um temos a Dinamarca à nossa frente. o que torna tudo ineficaz! do vento.. Em Janeiro de 2007 disse que achava difícil chegarmos aos 45%. Houve um salto brutal de Não. Parece-lhe impossível? Há três anos achava que poderíamos chegar à casa dos 42%. há um conjunto de programas que eu julgo ao trabalho ou já vão podendo fazer alguma que ainda não estão operacionais por falta coisa? Onde é que nós estamos mal? de regulamentação. quer os veículos híbridos. e creio que isso funciona. nós poderemos ultra- passar. Parece-me que.” E quais são as previsões? Até ao fim de Abril tivemos um ano muito seco. Ultrapassamos em muito as metas… Bruxelas pediu 20% a todos. Ainda tem a mesma Anda na ordem dos 2550 MW. irão certamente existir mu- tuação do Governo. Uma coisa que no nosso Hoje em dia. por Nos transportes. Quanto ao transporte rodovi- renováveis. em Portugal. Fiquei surpreendido e um bo- cadinho céptico. quando a Directiva estabeleceu 39%. cada hora em que nós consumimos electri- cam-se as leis. No país. Agora. que tinha sido empos. O ano passado eram 4 para os transportes? Enfim. neste mo. dizia não existirem con. e colocava muitas reservas à ac. quando. e impresso. País é normal e que me aflige é que publi. para 2020. etc. é muito. É o pior sector. porque são muito mais eficientes dições adequadas ao desenvolvimento das que os outros. que podem passar pelos veículos eléc- sado havia pouco tempo. Não. Em termos europeus? solução de transição. embora aderisse à ideia. são uma além de outras iniciativas. acho que. em 2008. passámos a Espanha este ano. e a grande hídrica. como minutos e meio. energia eólica. que tem o dobro da potência. quer os biocom- apoio de 100 num caso e 200 noutro. A concretizar este plano das grandes barragens e tudo o que está em perspectiva. Ao nível do transporte. muito provavelmente. o nosso Primeiro-ministro disse querer atingir os 45% de energia renovável como meta para o país. mento? danças. têm os transportes. acho que. Eu estou convencido que este ano também está a haver um abrandamento do consumo. nós poderemos ultrapassar. os biocombustíveis. na electricidade. Acho é que temos que apostar numa a substituição de electrodomésticos antigos um ano para o outro. públicos. produziu praticamente o mesmo que a eólica. o peso da hídrica ainda é muito grande na renovável. e terá sempre um peso significa- tivo. não impossível. para bustíveis. Agora penso que. na electricidade. os 60% de energia renovável. Qual é a potência instalada. chegaremos. opinião? Continua a “reclamar” o direito cada país vai fazer o seu mix. em Janeiro do ano passado.

principalmente para o sector dos óleo para biodiesel. tem vindo progressivamente a ser produzido De entre os compostos extraídos cuja ex. maior sequestro de CO2/ha em a) Para substituir 50% da necessidade de combustível no sector dos transportes dos EUA (adaptado de Chisti. 1998) alternativos. vitaminas e compostos atendendo ao volume crescente de produ. mas espécies atingem mais de 50% Colza 1.médias das oleaginosas mais tradicionais com nologias de cultivo.75% em 2010. tem permitido que determinadas es.000 2 1.892 140 77 biocombustíveis em 2005 (não atingida) e de utilizar terrenos marginais ina.190 223 122 Esta directiva prevê uma quota de 2% de do seu peso seco). o biodiesel tem sido o pídico máximo de algumas espécies de mi- dade e aos inúmeros compostos naturais que mais produzido e utilizado em Portugal e na croalgas e comparam-se as produtividades podem sintetizar. al. 50 res do colesterol. Ochromonas dannica 39 – 71 alterações climáticas têm trazido para a ordem As microalgas constituem uma das alterna. microalgas tem aumentado nos últimos Entre os diversos biocombustíveis comercial.950 45 24 de 5. ginosas tradicionais. Microalgas para Biodiesel O Desafio do Presente para um Futuro Sustentável Fernanda Rosa * veis em todos os Estados-membros. o aumento do preço dos alimen- Radiosphaera negevensis 43 Por outro lado.Nos quadros 1 e 2.Palma 5. 2007) gias renováveis.1 em conteúdo energético. ou está soja. samento da biomassa microalgal em grande países europeus. ficobiliprotei. mentares. CULTURA EM ÓLEO NECESSÁRIA NECESSÁRIA contexto. Dunaliella bardawil (= D. estimar produções médias selho de Ministros n. de colheita e de proces. (L/ha) (Mha) a) (EUA) a) de 2003. polissacáridos. partir quase exclusivamente de óleo de colza. tor do transporte rodoviário na maioria dos as microalgas. tores que permitem atingir eleva. refere-se o conteúdo li- anos atendendo à sua grande biodiversi.º 21/2008. aponta comparação com qualquer outra b) 70% de óleo na biomassa (em peso) a meta obrigatória de 10% de biocombustí. Bidduphia aurita 40 gética do exterior.de biodiesel a partir de microalgas pelo menos dida estratégica do Programa Nacional para 10 a 20 vezes superior à obtida com semen- O interesse no potencial biotecnológico das as Alterações Climáticas (PNAC). e à obtenção de maté. das produtividades em óleo (algu- Girassol 1. tes de oleaginosas. a contestação generali. até 2020. ao Microalgas c) 58. lho na área da biotecnologia de microalgas pécies sejam já utilizadas comercialmente. 48 funcionais pelas suas propriedades “nutra. Chlorella vulgaris 40 ou melhorar a segurança do abastecimento e térias-primas alternativas que não entrem em Nitzschia palea 40 os problemas do aquecimento global e das competição com o sector alimentar. fac. tos e o impacto ambiental das monoculturas. pela Resolução do Con.5 2. ção. Neste maior taxa de crescimento relati. a Directiva 2003/30/EC. esteróis. UE por força da matriz de consumo no sec. que iniciou o seu traba- escala. Scenedesmus obliquus 49 pregues no desenvolvimento de alimentos zada ao uso de solos aráveis para culturas Nannochloris sp. Estes factores per- tuguês.000 265 145 sil por combustíveis alternativos. ainda em discussão. não só por razões de CONTEÚDO em vias de o ser. a elevada dependência ener. de facto.5 directiva para a promoção de fontes de ener. Chlorella pyrenoidosa 36 do dia a procura intensiva de combustíveis tivas mais interessantes para produção de (adaptado de Sheehan et..mitem. como tam. preconizou uma meta de substitui. com outras matérias-primas.Milho 172 1. de Maio vamente às plantas superiores. energéticas em detrimento de culturas ali. reduto. à possibilidade Jatropha 1. a necessidade de garantir tornou imperativa a pesquisa de outras ma. como me. o aumento do preço das olea­ Outirococcus sp. referem-se ácidos gordos ordem comercial e económica. ESPÉCIE LIPÍDICO (% m/m) poliinsaturados.540 846 Soja 446 594 326 ção de 20% de combustíveis de origem fós. percentagens medidas dequados para agricultura e águas Microalgas b) 136.700 4.produção não ser sazonal. O desenvolvimento de tec.c) 30% de óleo na biomassa (em peso) . nomeadamente Quadro 1 ploração comercial é uma realidade. devido à sua Quadro 2 transportes. em 2020. mente disponíveis. girassol e palma. carotenoides. salina) 47 Navicula pelliculosa 45 cêuticas”.) que podem ser em. Contudo. para 2010. etc. ria-prima durante todo o ano devido à sua Esta meta foi antecipada pelo governo por. oleaginosa. Botryococcus braunii 53 – 70 bioactivos (antioxidantes. o qual é fortemente dependente elevada eficiência fotossintética e RENDIMENTO ÁREA % DA ÁREA ARÁVEL de combustíveis baseados no petróleo. A nova proposta de residuais/salobras e salgadas. bém pela necessidade de diversificar a oferta Monalanthus salina 72 nas. Inicialmente produzido a O grupo do INETI.

e das diversas tecnologias disponíveis no mer. 1). c e d) e por crescimento heterotrófico em * Investigadora Principal do INETI de biomassa microalgal para alimentação ani. 1649-038 Lisboa mente. campus do Lumiar) num verdadeiro conceito de biorefinaria. que se pretende inte- Figura 1 – Crescimento autotrófico em lagoas tipo raceway (a) de 400L.pt também. do biodiesel. apesar de existir uma vasta gama de Unidade de Biomassa tratamento de efluentes e. sob a forma de fertilizante.. USA. 2 periência de obtenção e de processamento b. garantir com seriedade a produtividade e a REFERÊNCIAS ção do teor em óleo. (c) mangas ções e de perda de biodiversidade.. pp 294-306. (b) fermentador de 100L. Porém. A look back at the US department of Energy’s Aquatic de recolha de biomassa para posterior pro. para uma determi. campus do Lumiar) grado. célula a célula in vivo. é constituído actual. (c) fermentador de 200L (INETI. campus do Lumiar) 2. P. industrial de microalgas para produção de Species Program – Biodiesel from Algae. (b) de 8000 L (INETI. ceway de diversas capacidades (Fig. suplementos alimentares. Selecção e optimização do processo de recolha e processamento da biomassa mi- croalgal para obtenção de óleo com o menor custo de operação e o menor dis- pêndio energético. vestigadores na área da biotecnologia das mi- tidisciplinar dos Departamentos de Energias Toda a investigação e desenvolvimento no croalgas e que se pretende e acredita que a Renováveis e de Biotecnologia. Roessler. não há uma solução Estrada do Paço do Lumiar. Num processo global. dos processos. Selecção de estirpes de microalgas com A B C alta produtividade em óleo. relevante para a economia do processo. Departamento de Energias Renováveis. (1998). alimento para animais e/ou obtenção de metaboli- tos e produtos naturais de valor comercial Figura 3 – Scale-up de crescimento heterotrófico (a) fermentador de 2L. Benemann. uma metodologia de avalia. para fins energéticos. 25. de preferência nativas. mal e humana. National Re- cessamento e obtenção de produtividades óleo para biodiesel necessita ainda de uma newable Energy Laboratory. e possui um INETI tem sido realizada por crescimento curto prazo será a alternativa para a indústria elevado conhecimento do “estado da arte” autotrófico de microalgas em lagoas tipo ra. 3. Os principais especialistas a nível mundial logy Advances. Valorização da biomassa microalgal resi- dual. (b) tubulares. T. à área disponível e à obtenção da produtividade A B C máxima em óleo. vertente de investigação e desenvolvimento A B que permita a adaptação das tecnologias exis- tentes e a realização de um scale-up gradual de forma a optimizar os processos e a redu- zir os custos de operação e tornar o óleo de microalgas competitivo com o que se obtém das matérias-primas tradicionais. Associa esse know-how a uma larga ex. E-mail: fernanda. Chisti Y (2007) “Biodiesel from microalgae”. Este é o desafio que se coloca a todos os in- mente por uma equipa de investigação mul. para maior rapidez na optimização nada localização e ambiente geoclimático. Biotechno- recorrendo à técnica de citometria de fluxo. A uti- lização de espécies nativas em detrimento de espécies obtidas em algotecas permitirá aliar uma perspectiva de maior produtivi- Figura 2 dade com um risco menor de contamina- Crescimento autotrófico em fotobioreactores (a) verticais. que permite determinar o momento óptimo reconhecem que o potencial de produção Sheehan. Colorado. Golden. mais recente. lere que os processos correntes. rentabilidade do processo. fermentadores (Fig.. .rosa@ineti. Desenvolveu standard que permita. J. plásticas (INETI. em cado. 3). máximas de óleos. isoladas no seu habitat natural nas condições geoclimáticas reais onde a ins- talação de produção será construída. Selecção do(s) fotobiorreactor(es) mais adequado(s) às estirpes envolvidas. há mais de 25 anos. Dunahay. fotobioreactores de diferentes tipos (Fig. J. de forma muito mais cé. há vários passos sequenciais que são decisivos para o sucesso desta tecnologia: 1. opções tecnológicas. 4.

227....97 331... obrigações e deveres da Lei de Im....00 5.70 328.550. continuou a ser publicada bimestralmente.06 937. publicamos a Demonstração de Resultados Em 2007..694.000 exemplares a par- sas..00 5.. e disponibiliza informação dedicada ao universo da engenharia.45 354.. sumindo-se como o veículo privilegiado de comunicação com os seus membros.. Na sequência do modelo de gestão introduzido na Ingenium Edições em Setembro de 2004.00 21.00 Vendas: 0. 31–12–2007 31–12–2006 Custos e Perdas As rubricas que influenciaram esta variação foram.. Lda.091..122.927.691.. Lda. Esta variação negativa das recei- Encargos sociais: tas é explicada pela diminuição da publicidade contratada..00 31–12–2007 31–12–2006 Capital Próprio e Passivo 31–12–2007 31–12–2006 ( C ).450. análise de legislação e de temas actuais sobre engenharia e com interesse quatro terços de página.66 Proveitos e Ganhos Mercadorias 0..18 65.29 Total de ajustamentos 6..Edições.525.03 Resultado líquido do exercício 6.97 Dívidas a terceiros ..00 50.148. Outros 5.58 de se ter produzido menos uma revista.465.00 0.50 6...75 359.000. 5 contracapas e 12 en- para os engenheiros. o custo das mercado- Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas: rias e das matérias consumidas e os fornecimentos e serviços externos..00 Resultados financeiros: (D-B)-(C-A)= -4.05 30..380.771.572.06 937..... atingindo os objectivos estratégicos.10 Fornecedores c/c 8.. essencialmente. 227.84 Impostos 0.18 267.467.75 354.. justificada no parágrafo anterior.694.812. atingindo o montante de 236.467..91 474.00 0.00 0.30 Clientes c/c 87.00 Resultados operacionais: (B)-(A)= 9....509.412 .00 0..27 13. apesar da quebra da procura no mer- INGENIUM .376.00 Total de amortizações 1.40 1.746... deu-se continuidade ao objectivo de assegurar a sustentabilidade económica e financeira Trata-se de uma publicação bimestral e sem fins lucrativos.00 50. pelos cartes de publicidade..529. 236..01 5.746...094. que tacar temas da actualidade na área da engenharia e com relevância para a sociedade.32 39.860..20 INGENIUM . tendo atingido uma produção máxima de 44.00 0.00 Outros credores 5... Lda.. Colégios de Especialidade e pelas Especializações de Engenharia...78 Depósitos bancários e caixa: Outros juros e proveitos similares Depósitos bancários 27...25 0. cada.708. a um acordo estabelecido prensa e do Código Deontológico dos Jornalistas. A “Ingenium” procura des.25 17. re- A “Ingenium” baseia-se em critérios de rigor.586..63 Imobilizações corpóreas: Reservas: ( G ).00 Imposto sobre o rendimento do exercício 2... que aprova a Lei de Imprensa. Foram também editados dois livros da colecção Engenharia. Pensões 0.00 0.58 despesas com os honorários e os encargos com os trabalhos especializados...97 Resultados transitados 83.78 ACTIVO Activo Amortiz.23 95.217.85 7.028. Revista “Ingenium” Ingenium Edições.. em virtude Matérias 0.34 463...681.. 236.521...690...40 1.27 Estado e outros entes públicos 8.25 face ao ano anterior.517.087.467.768.00 331. no sentido de distribuir a “Ingenium” junto dos Engenheiros daquele país.27 23...543.96 ( B ).25 27.384..04 Proveitos e ganhos extraordinários 0..00 4.00 600.. nomeadamente as que se enquadram nos direitos..33 5.41 ( D ).00 O resultado líquido do exercício após impostos atingiu o montante de 6. bem como as principais actividades promovidas pelas Regiões..04 Resultado líquido do exercício: (F)-(G)= 6...00 3.084.847.51 26.75 .22 .24 61..00 Resultado antes de impostos: (F)-(E)= 9.0 .º 2/99.. ( A ).61 33.00 0.724. 236.. dual..22 Total Capital Próprio e Passivo 124.166.15 57.00 61...00 29...24 90.00 Custos diferidos 331...Curto prazo: TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 101.00 0.81 25.377.173..00 Acréscimo de custos 0..34 463. corpóreo e incorpóreo 474.979.88 Proveitos diferidos 0.00 Outros devedores 7.690.43 315...191. pouco favorável.03 22.....31 96.. assim.97 3.539.84 Ajustamentos 0.00 474.853. Lda.85 9.681.61 Passivo Subsídios à exploração 0...492.67 Outros 0.690. Demonstração de Resultados Líquidos A nível económico e financeiro. apesar do ambiente de crise dominado por uma conjuntura económica e social Líquidos da Ingenium-Edições. Activo Activo Capital Próprio Custos e perdas extraordinários 100.33 -5...532...00 29.50 20. assim como ao aumento do número de membros da Ordem. honestidade e independência no tratamento correndo à contratação de publicidade externa e à produção editorial de livros técnicos.450.. cado da publicidade.03 4.. cujo valor total as- A “Ingenium” tem por objectivo divulgar notícias e eventos.. Líquido Líquido ( E ).97 317.. nomeadamente “Requisitos de Demonstração Higiene para Sistemas” e “A Limpeza nos Sistemas de Ventilação” com uma tiragem de 500 unidades.00 6. Tal acréscimo deveu-se... cifrando-se em Euros 227.20 Outros custos e perdas operacionais 600. cendeu a 214.00 0. de 13 de Janeiro.317.521.400.191. 229. sem subsídios à exploração concedidos pela Ordem dos Engenheiros....16 14.532.Curto prazo: Outros proveitos ganhos operacionais 0... com a Ordem dos Engenheiros de Angola.52 Existências: Resultado líquido do exercício 6.148.. artigos técni.00 21.97 0.. as.554.45 Equipamento administrativo 1..582.041.550.65 39...777. de Resultados Líquidos II – Análise Financeira Em conformidade com o Artigo 16.97 Reservas legais 6.66 1955.00 0. tal como já acontecia com Cabo Verde e Moçambique.59 236.º da Lei N.646.467.97 635. tir da edição de Maio/Junho. Foram.084.00 0.. desta empresa.. 227...321.447...865..75 359.534.34 0..11 Circulante Sub-total 94.. tendo aumentado a sua tiragem de forma gra- A “Ingenium” respeita a Constituição da República Portuguesa e de todas as Leis portugue.276.979..451.945.00 0. elaborados contratos de publicidade com 40 entidades. os custos diminuíram cerca de 28%.10 Custos com o pessoal: Os proveitos registaram um decréscimo pouco maior..00 Dividendos antecipados Mercadorias 0.28 6..05 30.75 354.739.00 0... O principal trabalho assegurado pela empresa foi a produção da Revista “Ingenium”.52 Prestações de serviços 214... destacando-se as Mercadorias 6..00 474...37 87.43 (315.681..00 0.43 315.00 0.465..094..49 236..12 8. Lda..78 Balanço Analítico Balanço Analítico Juros e custos similares Euros Euros Outros 4..11 Acréscimos de proveitos 0.. sobretudo.05 30..753. Fornecimentos e serviços externos 192....78 Estado e outros entes públicos 7.00 600.47 186..439. a Revista “Ingenium” conseguiu ter um desempenho que se pode consi- derar muito bom.65 124.246.25 17.689...571..800.10 315.955.492.706..00 102.. cinco quartos de página.943. Acum..78 27.. o que representou a inserção de 84 páginas ímpares. dos seus conteúdos..31 635..32 43.. INGENIUM .434. Relatório de Gestão do Exercício de 2007 Estatuto Editorial I – Análise Geral Actividade desenvolvida em 2007 A revista “Ingenium” é o órgão de comunicação oficial da Ordem dos Engenheiros. 6 meias páginas. 5 versos de capa.00 Caixa 50.66 Total do Activo 132..91 0. ao longo do ano.212.106. consequência de ter sido um ano de eleições.467.447. com uma redução de cerca de 33% Remunerações 21.00 331.82 em 2006).04 Bruto Ajust.400.88 Resultados correntes: (D)-(C)= 9.18 Produtos 22..Edições...347.19 163.00 27.75 293..06 Amortizações imobiliz.000.467.47 186..37 153.746.00 0..31 Total do passivo 23..60 4..Edições..539.447.33 Acréscimos e diferimentos: Acréscimos e diferimentos: ( F )..492..03 Dívidas de terceiros ..690.571... estudos de casos.084. cos e de opinião..82 Imobilizado Capital 5.

no 1. isto é.pt 1.: 21 387 02 61 Fax: 21 387 21 40 E-mail: mneto@isegi. ao animal. tendo um peso de uma perspectiva de desenvolvimento sus. o 1. Foram também identificados os principais tos que permitam aumentar a eficiência de ticínios – Os Desafios do Futuro”. mento estratégico para a implementação de vação de uma nova raça autóctone. açoriano. bovinos produzidos no sistema tradicional significativo na economia da Região. cada vez mais. que o leite e a carne de de 30% do leite nacional.unl. a saber: a Alimentação Animal. pelo que a tendência em alta beralização dos Mercados. A utilização de técnicas de res pecuários. leite. O debate permitiu concluir que. GEOGRÁFICA ENG. e O desenvolvimento sustentável das regiões. MECÂNICA ENGENHARIA AGRONÓMICA Miguel de Castro Simões Ferreira Neto Tel. vando a capacidade produtiva dos recursos num curto espaço de tempo. Logo. embora seja racional. que con. nicas de conservação de material genético é no mercado interno e externo. Quantidade. o Posicionamento. ainda. para que as conclusões que se venham a re- venção dos Membros deste Colé. para garantir as mudanças dentro Realçou-se. sémen. Colégios ENG. estão. neio em explorações intensivas de ovinos de matérias-primas para utilização em biocom- os animais e o meio ambiente. expectável que aumente a oferta de cereais Pequenas Ilhas. O programa do Encontro. Tendo em consideração a importância do Presidente do Colégio Nacional légio de Engenharia Agronómica” e perspec. Durante o Congresso de Zootecnia realizou. alimentos de melhor qualidade e suplemen. preser. pois apresenta riscos que terão que ser con- naturais. DO AMBIENTE ENG. a Classificação. nomeadamente através da crio-preservação de sémen e de embriões. Miguel de Castro Neto dos “Actos Específicos do Membro do Co.º trimestre de 2009. que tem tentável. os preços dos cereais em alta põem em causa a sobrevivência de mui- tas populações de regiões do globo que ba- sões enviadas pela Comissão Organizadora. referindo-se que ele representa cerca nómico. tema em debate e o facto de se tratar do de Engenharia Agronómica XVII Congresso de Zootecnia dos preços será para continuar. sendo necessário procurar novas forma a garantir um equilíbrio entre o homem. a Dimensão – Concluímos que o aperfeiçoamento das téc. do Minho. e a Li- essencial para a preservação de recursos ge. a mais protectora do ambiente. sociadas. com vantagens e desvantagens as- eficiência traduz-se numa produção animal incluindo produtores de leite da Ilha de S. o Meio Ambiente. existência de progressos na avaliação de seiam o seu sistema alimentar nos cereais. siderados. Ficou também demonstrada a Para além disso. com Miguel. para lidade dietética/nutricional superior. raças autóctones ovinas. passa pela realização de uma Após a Assembleia. riano. para apresentar o mo. Miguel. não lismo celular. a alimentação animal. ainda. potenciando os seus efeitos. CIVIL ENG. -se. INFORMÁTICA ENG. a Transição Ge- menor produção de elementos poluidores. possuir um perfil em ácidos gordos de qua. delo de regulamentação em vigor tirar sejam representativas. ainda neste país.º Encontro Nacional do Colégio Nacional de Engenharia Agronómica D ecorre. um debate dedicado ao tema “Lac. ELECTROTÉCNICA ENG. de Também foram debatidos os factores de ma. Espanha. açoriano junto dos consumidores. de pastoreio. mas transferência nuclear poderá ser uma forma E a opção de utilização dos cereais para ener- um processo constante de mudança. é um estado permanente de harmonia. a asfixiar os produto- tema do XVII Congresso de Zootecnia. devido às suas condições edafo-climáticas ciência da produção de leite e carne. segue-se um almoço este evento. em S. gio. contamos com o em- penho de todos os colegas na dinamização de Engenharia Agronómica. dez desafios para o futuro do sector leiteiro utilização dos nutrientes da dieta. nos Açores. . bem como perspectivas futuras para bustíveis e procurar novas formulações para A educação/formação profissional é um ele. Anunciou-se a apro. Esta maior tou com a presença de cerca de 500 pessoas. se caracterizam por condições únicas para a produção de leite Discutiu-se a necessidade de melhorar a efi. especialmente na área do metabo. GEOLÓGICA E DE MINAS ÍNDICE ENG. a Churra Foi ainda caracterizado o sector leiteiro aço- qualquer política de desenvolvimento eco. açoriano. tendo nal de Engenheiros Agrónomos de do evento e numa participação significativa como tema os Domínios de Inter. as Produções de Qualidade.º Encontro Nacional do Colégio tivas de regulamentação dos mesmos. na Companhia das Lezírias. do qual aqui ficam as conclu- néticos e da biodiversidade. O XVII Congresso de Zootecnia realizou- se entre 16 e 19 de Abril. de obter animais de elevado nível genético gia começará a ser cada vez mais discutida. estando prevista a presença de um representante do Conselho Nacio- primeiro Encontro oficial do Colégio de En- genharia Agronómica. AGRONÓMICA ENG. Brevemente daremos mais informações sobre provisório. a procura será a Industrialização. Assembleia para apresentação e discussão e uma visita guiada à Companhia das Lezírias. sempre superior. esta será uma questão estrutural e não conjuntural. que ajudam à projecção da imagem do leite isso devem ser proporcionados.

Para assegurar a sobrevivência de tanto. Estas medidas requerem uma O Engenheiro Zootécnico pode ainda. A avaliação genética. intervir em diferentes domínios. as- sociadas a uma conduta ética e deontologi- camente correcta. avaliação e rença e a variedade da oferta é uma mais. em aplicação da reforma a condições de produção e a comercialização sejam: decorrer. nomeadamente: Agricultura e produção animal. para avaliar a capacidade lacionados com o mundo rural. ensinar. Engenheiro Zootécnico numa Sociedade em homenagem a todos os profissionais que duzir numa região ultraperiférica conta com Mudança”. Em relação às estratégias de selecção em bo. produtos tradicionais. manter. Planeamento. ção em Engenharia Zootécnica deve assegu. Nutrição e alimentação animal. Colégios ENG. vendo ser generalizada a todas as raças. experimentar. planear. controlar. quer de cavalos vivos. gias actualmente disponíveis. gerir. NAVAL ESPECIALIZ. foi reiterado. dos produtos regionais. estratégia alargada que visa a melhoria das mente. EM ENG. giões distintas que estão relacionados com genética molecular pode ser encarada como Avaliação da propriedade rural. Formação e qualificação de recursos hu- nómico. entre as mais rele- vantes: conceber. gionais. quer de sémen. e à tivos e aumentar a eficácia dos programas aprovação das linhas gerais que presidirão à de selecção. Conselho de Ministros da Agricultura da das a curto prazo. igual- elaboração das futuras propostas de regula. no planea- ferenças entre produtos provenientes de re. nutricional e sensorial de produtos re. Ainda no âmbito do Dia Nacional do En- Especificações. Infra-estruturas e construções rurais. Reprodução e bem-estar animal. raças autóctones está directamente depen. através das metodolo. Ordenamento do espaço rural. é indispensável garantir conformidade Região dos Açores. melhoramento. ao nível comunitário (+2%). como o queijo do Pico estatuto. DE CLIMATIZAÇÃO ENG. existem di. um importante auxiliar dos programas de Normalização. concluiu-se que o futuro das Rastreabilidade e segurança alimentar. Abordou-se ainda a qualidade higio-sanitá.pt rar diversas capacidades. animais e das raças autóctones. execu- tar. apreciação e classificação de O debate finalizou com a referência às pre. gestão e conservação dos re- ria. Em termos nutricionais. operar. turístico como património cultural e gastro. projectar. houve uma sessão de O esforço considerável necessário para pro. comu- nicar. A dife. o apoio de medidas governamentais no âm. Novas técnicas estão disponíveis. controlo de processos produtivos. “exame de saúde”. os Açores pos. monitorização. inovar. as diferenças do modo de produzir. a exemplo de todos completaram 20 anos de curso. que pode ser Dadas as condições sanitárias. QUÍMICA GEOGRÁFICA submeter artigos para publicação deverão fazê-lo através do e-mail: aafreitas@ordemdosengenheiros. Tecnologia e controlo dos produtos de ori- gem animal. -valia dos produtos regionais. carcaças. Desenvolvimento sustentável. A mento e gestão de recursos naturais. os profissionais de Engenharia. de. Foram ainda reforçados os domínios de intervenção de referência do Engenheiro Zootécnico. com impacto nos Aço. Melhoramento genético animal. UE. destacando-se as decisões do recente dente das medidas que vierem a ser toma. fiscali- zar e auditar. é fundamental cursos e ecossistemas naturais. através de medidas como o aumento do reprodutiva dos garanhões cuja fertilidade tempo de cura e o respeito pelo Caderno de varia ao longo das diferentes estações. como mentos da PAC. Certificação de modos de produção e de aproveitada do ponto de vista comercial e suem óptimas condições para a exportação produtos agro-pecuários. com o objectivo de inver. METALÚRGICA E DE MATERIAIS ESPECIALIZ. leiteira. que a forma- bito do POSEI. dever-se-á certificar oficialmente esse manos. A Comissão Organizadora . na Sistemas de informação e comunicação re- DOP. Exploração e conservação dos produtos res. Todas as capacidades referidas são necessárias ao exercício da profissão. EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Os autores que pretendam ENG. motivadas pelo vinos de carne. No debate dedicado ao tema “O Papel do genheiro Zootécnico. visíveis alterações da PAC. para um programa de selecção eficaz. que conduziram ao aumento da quota ter a tendência de diminuição dos seus efec. No en.

Colóquio Ibérico de Estudos Rurais A Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER) e a Asociación Española de Eco- nomía Agraria (AEEA) vão realizar. pectos económicos.sper. entre 23 e 25 de Outubro de 2008. Flo. Este ano. Ambiente e Paisagem. para o desenvolvimento no dia 28 de Maio. que centram a sua atenção nas áreas rurais. investigação e de conhecimento reunidas nas proporcionado um ambiente de troca de ideias endedoras. os instrumentos um dos desafios actuais centra-se na trans- na Região do Norte”. ferência do conhecimento científico e tec- A iniciativa contou com a presença de pro. mas também de aborda- gens de académicos e técnicos. O formato do Fórum nológico que emerge das competências de fissionais e estudantes de Engenharia. Inovação e Competitividade o potencial empreendedor.pt Engenharia e Empreendedorismo no sector agro-alimentar A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Por outro lado. Foi sa- como estratégia para uma economia susten. Novas Tecno. presa e do país está intimamente ligada à sua lítica de coesão na Região Norte. Mais informação em: www. considerou-se que endedorismo. com o apoio da Câmara Muni- cipal de Vila Real e da Rede de Parques de para estimular a criação de projectos e em- presas. que aumente a competitividade e a po.: 21 387 02 61 Fax: 21 387 21 40 E-mail: mneto@isegi. bem como os as. um “Fórum de Empre. as áreas do agro-negócio. O Fórum logias. apoiado por uma rede de espa- ços ou centros de prestação de serviços avan- C&T e Incubadoras-Portuspark. a promoção do empreendedorismo de base tecnológica. merecendo especial atenção de cariz tecnológico. Esta capacidade de incorporar a inovação para representou um espaço de debate de ideias iniciativa permitiu concluir que é necessária criar vantagens competitivas. em particular no ção essencial à sua sustentabilidade. para a criação da empresa. resta. em articulação com a ESAC/CERNAS e a Universidade de Coimbra – CEG. Neste encontro foram equacionados os as. e da Comunicação e Turismo. incorporando a inova- empreendedorismo no sector agro-alimentar. Inovação e Território” e terá lugar nas instalações da Escola Superior Agrária de Coimbra. domínio da Agricultura e Alimentação. privilegiando o fluxo de conhecimen- tos e de tecnologia através da Universidade. unidades de investigação para as empresas em torno de oportunidades de negócio e do tos específicos. Colégios ENGENHARIA AGRONÓMICA Miguel de Castro Simões Ferreira Neto Tel. promoveu. pectos relacionados com o conhecimento e da Região.unl. A sétima edição do Congresso Ibérico de Estudos Rurais gira em torno do tema “Cul- tura. lientado que a competitividade de uma em- tável.pt/7cier . nas quais foram analisados assun. tendo incluiu sessões plenárias e oficinas empre. a organização conta com par- ticipações e perspectivas ibero-americanas. çados às empresas. o evento que na Península Ibérica tem ganho maior tradição em termos de abrangência de domínios científicos.

fra-estruturas: 3. em particular. 4. poderão ser definidos em cada país tras infra-estruturas de comunicação. quando apro- Planeamento/projecto de estradas e de ou. Aprovado na 47. Investigação e ensino na área da engenha- tíficos. garantem águas N o dia 7 de Maio. técnicos e de outra natureza. A mi- crogeração foi outro dos assuntos abordados. fissional contínua. Colégio de Engenharia do Ambiente para o ano de 2008. Produção de materiais. Durante o evento foram apresentadas as estratégias previstas no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) com especial interesse para as áreas urbanas. manha. para um mundo sustentável e com uma me. -se no âmbito do Protocolo de Colaboração assinado entre a Ordem dos Engenheiros e este Instituto. inscreve. da saúde e do am.coelho@lnec. tos. Gestão dos investimentos nos edifícios. actos de enge. com especial relevo para o Sistema de Registo para a Microgeração (SRM). Planeamento/projecto de infra-estruturas Inspecção. Este Workshop teve por objectivo promover a divulgação e o debate do tema das energias renováveis no meio urbano. de águas e sanitárias. Foram apresentados diver- sos exemplos de utilização destes sistemas na Dinamarca. obtidos por estudos académicos. na Áustria e na Suécia. Foram igualmente exploradas as diversas soluções existentes em ter. o Workshop “Energia em Urbanismo”. o seu enqua- dramento nas políticas e estratégias do Governo e a legislação apli- cável. biente. foram apre. na Ale- conjunto com o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ). reflexão sobre novas formas de pensar e (re)organizar o espaço urbano. ria civil. Projecto de estruturas. 24 de Maio de 2008 . associados à No que respeita à energia solar térmica. Em geral: Engenheiros Civis (ECCE). Foram ainda apresentadas várias possibilidades de integração de sistemas de microgeração em áreas urbanas e analisados diversos cenários de investimento e respectivos períodos de retorno. Os conhecimentos do engenheiro civil são Supervisão técnica das obras. pela expe- 2. manutenção e reparação. instalações solares de média dimensão que.pt 1. por uma instituição nacional. O último tema focado no Workshop foi o “solar district heating”. bem como as suas potencialidades e evolução em termos de sistemas integrados. sentados casos de estudo e análise de custos benefícios relativos a visando a maior sustentabilidade das nossas sociedades. integradas ou não com outros sistemas de fornecimento de energia térmica. Esta iniciativa foi a primeira de um conjunto de eventos planeados pelo mos de energias solar e eólica aplicadas ao meio urbano. realizar têm como base os conhecimentos Projecto de túneis e de obras enterradas. biente. com o objectivo de contribuir Planeamento da segurança. edifícios e de infra-estruturas: priado.pt Workshop “Energia em Urbanismo” sistemas descentralizados.unl. Planeamento/projecto de edifícios e de Gestão da segurança. no respeito da ética. Na fase de operação e de manutenção de próprios da engenharia civil e. decorreu. para Planeamento/projecto urbano e de am. viais e marítimas (costeiras e “offshore”). ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. Riga. Um engenheiro civil é um profissional. Na fase de construção de edifícios e de in- lhor qualidade de vida.: 21 314 02 33 E-mail: ema. O evento. Os actos que cada engenheiro civil pode outras estruturas. Exemplos de actos de engenharia civil: Gestão e supervisão da construção e de riência profissional e por uma formação pro- Na fase de planeamento/projecto: demolições. com formação académica e orientação prá- Carta dos Engenheiros Civis tica.ª Reunião do Conselho Europeu de Planeamento/projecto de infra-estruturas flu. organizado pelo Colégio de Engenharia do Ambiente em quentes sanitárias e o aquecimento das habitações em aglomerados urbanos de pequena a média dimensões. asso- ciado às novas tecnologias arquitectónicas e à evolução dos materiais e equipamentos utilizados. Gestão de empreendimentos e de projec- nharia civil. Colégios ENGENHARIA DO AMBIENTE Helena Farrall E-mail: mhf@fct. rea­lizar. que utiliza os seus conhecimentos cien. Gestão da operação e da recepção. no Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros. semicentralizados e centralizados.

que tor- naram possível esta interessante e proveitosa iniciativa. Na manhã do dia 23 de Maio. e teve oportunidade de desfrutar da excepcional vista sobre a cidade e porto do Funchal numa subida ao Monte no Teleférico Cidade do Funchal. bem como na Via novas Infra-estruturas de Transportes construídas nos últimos anos na Região.º António Vasconcelos. em Câmara de Lobos. pelo Eng. inaugurado em 2005. a nova Via Rápida Ribeira Brava/Funchal/Caniçal. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. o grupo visitou o novo porto de mercadorias do Caniçal. “Infra-estruturas portuárias – novo porto do Caniçal e futura gare internacional de passageiros do Funchal”. que salientaram Expresso Ribeira Brava/túnel da Encumeada. estas infra-estruturas trouxeram uma grande melhoria nas suas acessibilidades. numa extensão de 3200 m. Coordenador da Comissão Executiva da Espe- cialização em Transportes e Vias de Comunicação.º Pedro Galvão. realizou. e “Breve resenha dos seis teleféricos da Ilha da Madeira”.º Jorge Zúniga Santo. que permitiu conhe- a importância e actualidade do tema da visita. da ETER- MAR. do Continente e da Madeira. em colaboração com a Secção Regional da Ma- deira da Ordem dos Engenheiros. no Casino Parque Hotel. pelo Eng. patrocinado pela empresa Estradas da Madeira.: 21 314 02 33 E-mail: ema. No sábado de manhã. visitas ao Centro de Controlo Ope- A Comissão Executiva da Especialização em Transportes e Vias de Comunicação. na qual participaram cerca de trinta en.º Jorge Zúniga Santo agradeceu à Secção Regional da Madeira e a todas as entidades e empresas da Madeira os seus apoios. com 44 km de extensão.º Santos Costa. cer um dos maiores túneis rodoviários de Portugal. através de 50 painéis colocados nas O objectivo era dar a conhecer e divulgar o notável conjunto de paragens e na Via Rápida Funchal/Ribeira Brava.º João Reis. ao Centro de Controlo do Sis- tema de Ajuda à Exploração (SAE) da empresa Horários do Fun- 2008. que possibilitou o grande sucesso de mais uma visita. Após o almoço. concessionária em regime SCUT da Via Rápida Ribeira Brava/Caniçal. o novo porto de mercadorias do Caniçal e os seis teleféricos com funções turísticas e agro-turísticas. equipada com um total de 283 autocarros. dos Teleféricos da Madeira. a 23 e 24 de Maio de racional da empresa Vialitoral. uma visita de estudo a Infra-estruturas de Transportes da Re.º Duarte Sousa. e o Eng. tema de informação ao público. a visita de estudo terminou com um almoço patro- cinado pela empresa Teleféricos da Madeira. foram realizadas. realçando todo o empenho e trabalho de organização feito pelo Eng. Destinadas a vencer as difíceis condições orográficas da Ilha. Secretário Regio- nal do Equipamento Social. pelo Eng. “Sistema de Apoio à ex- ploração da frota dos autocarros da empresa (SAE) e Sistema de bilhética”. um painel com a presença do Eng. em representação do Presidente. que vence um desnível de 560 m. “O Teleférico Cidade do Funchal”. durante o qual o Eng. patrocinado pela empresa Tecnovia Madeira. chal.º João Guerreiro.pt Visita a Infra-estruturas Durante o painel. Na abertura intervieram também o Eng. pelo Eng. Após a descida. equipada com 31 túneis duplos e 46 pontes ou viadutos. Presidente do Conselho de Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira. de Transportes da Madeira da Estradas da Madeira. a maior instalação deste tipo em Portugal. num autocarro cedido pela empresa Horários do Funchal. e dotado de um sis- genheiros. .º António Ferreira. sendo 186 autocar- gião Autónoma da Madeira.coelho@lnec.º Victor Gonçalves. destacando-se a ampliação do aeroporto. dos Horários do Funchal. pelo Eng. O programa ter- minou com um jantar de confraternização em Câmara de Lobos. decorreu. foram apresentadas cinco intervenções técnicas: “Novas Infra-estruturas rodoviárias”. ros na rede urbana e 51 na rede interurbana. Secretário da Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros.

da Subconces- são do Baixo Alentejo. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. o Seminário sobre os “Eurocódigos” re- lativos a ligações de estruturas metálicas (NP EN 1993-1-8) e aos projectos de estruturas mistas aço-betão (NP EN 1994 – 1-1). viajou de Singapura pelo Canal da Mancha.000 cidade média até 9. as mais ac- os Terminais de Gases líquidos. designado Lion Service.coelho@lnec.º Luís Aparício. que vem reforçar as tugal.000 DWT. A visita iniciou-se na Sede da empresa com uma apresentação sobre o Porto de Sines feita pelo Dr. e do processo de “Gestão de con- Da parte da tarde foi possível visitar todo o navios até 350.pt Seminários e visitas realizadas mestre de 2008. D ecorreu. e de ambiente Portos de pesca. Duarte Lynce Faria. que esteve a cargo do Eng.500 TEU’s. em qualidade. truturas especiais ou de dimensão significativa. constituído por modernas infra. tem e seguiu depois para França (Havre). justificada pela importância es. Recentemente como importante activo nacional. S. em representação da Estradas de Por. bilidades rodoviárias ao Porto de Sines. . é líder nacional na quanti. para a tão no 1. pórtico post-panamax. assegura capaci. importância das infra-estruturas. Bélgica Esta foi uma esclarecedora visita ao princi- uma área infraestruturada de 12. que trole dos serviços portuários. recorre a navios porta-contentores com capa. Este pal porto na fachada ibero-atlântica nacional 18ha inseridos no espaço da antiga pedreira. neste moderno equipamento. que funciona semanalmente. e segurança. Adminis- trador. Visita ao Porto de Sines Seguiu-se uma apresentação. Está certificado.3ha mais (Antuérpia) e Alemanha (Bremenhaven). com a colaboração da Administração do Porto de Sines.. para além dos Porto de Sines. entregue para apreciação do Conselho Nacional do Colégio de En- sitas programados pela Especialização em Estruturas para o 1. deste ano foi iniciado o novo serviço regular Foi possível apreciar.º Jorge Zúniga. de Do seminário relativo à qualidade dos projectos de estruturas resul- taram dois documentos. profundas à escala europeia. de acordo com os requisitos da norma NP EN ISSO 9001:2000. em particular. com uma subida de 62% na entrou também em funcionamento o novo TVC. Sendo um dos poucos portos naturais de águas condições do Terminal XXI para receber na- tratégica.: 21 314 02 33 E-mail: ema. cerca de 620 participantes e contribuíram. dedi- cada às infra-estruturas portuárias sob sua responsabilidade.º Semestre de 2008 necessária informação sobre os “Eurocódigos” mais relevantes para o projecto de estruturas. além da dimensão e -estruturas portuárias. respon- sável pela área de Engenharia. variação homóloga face a Janeiro de 2007. cujas características geofísicas Presentemente. complexo. O Porto de Sines. N o dia 2 de Junho realizou-se mais uma visita técnica organizada pela Comissão Executiva da Especialização de Transportes e Vias de Comunicação. com cerca de 30 anos. na melhoria das acessi.º Se. O documento foi O Seminário vem fechar o conjunto de cinco seminários e duas vi. Petroquímico. Multipurpose e XXI. um com recomendações para a elaboração de projectos e outro relativo às qualificações a exigir no caso de es- madeira (NP EN 1995 – 1 -1) e de alvenaria (NP EN 1996 – 1 -1). no âmbito do processo de “Movi- mentação de navios no porto”. que tem. novo serviço. das quais se destacam directo de transporte marítimo de mercado. e europeia. desde Dezembro de 2005. têm contribuído para a sua consolidação dade de mercadorias movimentadas: 150. no seu conjunto. de recreio e de serviços. que inclui pi- lotagem. pois permite a acostagem de O Porto de Sines tem um interland estraté- gico que se estende até à região de Madrid e é rodeado de zonas extra portuárias com elevadas capacidades de expansão para acti- vidades logísticas e industriais. confe- rida pela Lloyd’s Register Quality Assurance Limited. rias entre o Extremo Oriente e Portugal. via tuais tecnologias aplicadas à gestão e con- GNL. A 10 de Janeiro tratos de concessão”. genharia Civil. em 29 de Maio. As acções desenvolvidas tiveram. Coordenador da CEE/ TEU’s em 2007. e pelo Eng. vios porta-contentores da última geração.A. dades únicas.

up. promover o reconhecimento público com os Edifícios. Desta forma. a/c LNEC. para a divulgação e aceitação da engenharia de estruturas portuguesa no país e no estrangeiro. que debatam temas relacionados guesa.ª Edição do Prémio Ferry Borges que tem como ob- deu promover. é agora possível aceder direc- tamente à página da Especialização constante no Portal da Ordem através do link: www. As oito dente orçamentação. que se na Revista Portuguesa de Engenharia de Es. “Regulamento de Estágio”. um novo evento. o GESCON 2008. avançadas neste domínio. um bom exemplo destas iniciativas e con. a Obra e a Manutenção. que conta com a colaboração da jecto. “Melhor trabalho publicado em Lín. que lhe deram um malizando-o e permitindo.pt/gescon2008. organizado pelo Grupo GeQual. nos dias 11 e 12 de Dezembro. e o ICBench. em colaboração com Gabinete de Informática da Ordem. um Fórum Internacional dedicado ao tema da Gestão da fronteiras e. em prol da engenharia de estruturas portu. desta forma.pt do conhecimento relacionada com a Gestão. no panorama internacional. edições das “Jornadas de Construção” foram centra na avaliação do desempenho de em- truturas”. . Tel. como o “International Congress on objectivo procurar estabilizar o mercado. e incentivar o esforço da conti. as candidaturas para a 6.fe. pretende dotar Portugal de ferramentas entidades portuguesas. Trata-se de dois O Prémio. centrado jectivos perpetuar a memória da acção do na participação de profissionais na- engenheiro investigador Júlio Ferry Borges cionais e estrangeiros convidados. com padrão internacio- de estruturas. Housing” (1989 e 1998). o Pro. Tec. (SCC/FEUP) acolher anualmente os profis. presas em fase de construção e tem como O prémio para cada modalidade ascende aos gressos. trazer para nuada superação dessa qualidade. “Regulamento Disciplinar”. empreendimento”: o Financiamento. desenvolvem a área Mais informações podem ser obtidas em: E-mail: appe@lnec. assim. tornar mais permeável a migração de profissionais e em- presas. desenvolvidos em ligação com tro temáticas decorrentes do “processo do nal. até 31 de Julho de 2008. é en. por um lado. cuja activação actualizada se prevê para o final do mês de Junho de 2008. de divulgação do conhecimento nesta área. Criado pela Comissão Executiva da Especialização em Estruturas. projecto de grande dimensão: o ProNIC. uma decisivo pendor internacional.ordemengenheiros. contri. Este evento surge na sequência da tradição aborda a temática da codificação e padroni- tregue bienalmente e tem três modalidades: da Secção de Construções Civis da FEUP zação da tecnologia construtiva e tem como “Melhor trabalho publicado em Língua por. que conta também com ao acrónimo GESCON e remete para o tra- turas (APEE) a trabalhos de divulgação dos o apoio da Ordem dos Engenheiros.aspx?tabid=2968 A página. desta Faculdade. Av. Brasil 101. o Grupo enten- E ncontram-se abertas. O acesso a esta página só é possível aos membros que estejam registados no Portal da Ordem mediante a introdução do seu “Login” e “Password”. Portugal o estado da arte de além buindo. que.pt/Default. O Prémio Ferry Borges é atribuído pela As.: 21 844 32 60 / Fax: 21 844 30 25 no seio da SCC/FEUP. A temática da gestão da construção deu lugar sociação Portuguesa de Engenharia de Estru. www. balho de fundo que tem vindo a ser realizado conhecimentos no domínio da engenharia O Fórum irá desenrolar-se em torno de qua. com carácter bianual. simultaneamente. Link da “Especialização em Estruturas” A Especialização em Estruturas dispõe de um link próprio na página Web da Ordem dos Engenheiros. objectivo permitir a normalização da elabo- tuguesa”. jectivo de. melhor identificação dos factores de concor- Regulamento e Informações Complementares: O Grupo GeQualTec é constituído por um rência. nor- 4 mil euros. tem a seguinte estrutura: Destaques (candidatura ao título de especialista) / Notícias / Eventos (programa de seminários e visitas) / Regulamentos (“Regulamento das Especializações”. que Ordem dos Engenheiros e do LNEC. A FEUP vai receber. A abertura inter- da qualidade da engenharia de estruturas nacional desta realização tem o ob- portuguesa. Colégios Candidaturas ao Prémio Fórum Internacional de Gestão da Construção Ferry Borges Qualidade e Tecnologia dos Edifí- cios. 1700-066 LISBOA conjunto de docentes e investigadores que. no GeQualTec. “Deontologia Profissional”). APEE. Construção. sionais da construção em torno de acções de ração de cadernos de encargos e a correspon- gua estrangeira” e “Melhor trabalho publicado divulgação e debate de temas actuais.

Dos 14 especialistas contactados.org/climate ou www.coelho@lnec. rarem os critérios de selecção de artigos. longo das edições. com os seus 800 milhões de veí­ novo paradigma de smartgrids associado às Produtor e Consumidor).º do “Regulamento das Revalidação do Título de Especialista Especializações”. informou os especialistas cujo título foi outorgado há mais de dez anos da necessidade de ser requerida a sua revalidação. e vêm reforçar a necessidade de um redes de distribuição de energia eléctrica. o que pode ser considerado um indicador da relevância do título. no- Cedo se veio a verificar não ser viável publi. publicado pelo WWF-World Wide Fund for Nature. no cumprimento do ponto 12 do art.: 21 002 22 70 Fax: 21 002 80 39 E-mail: aires. abrangência de interesses. tendo ainda em conta. no sentido de ponde- lizados.: 21 314 02 33 E-mail: ema. continua a verificar-se al- ainda a oportunidade de os verem publica.panda. linha editorial da “Ingenium” iniciada em procurado encontrar a melhor forma de mi- cativas no formato da “Ingenium”. Genericamente de- signados por BEVs (Battery Electric Vehicles) e PHEVs (Plug-in Hybrid Electric Vehicles). o que 2004. dado bre o atraso. culos que poderão duplicar até 2030. em proporção com a sua dimen. Eles podem . por exemplo nos períodos nocturnos. No entanto. em que a energia é mais barata. a dos. tendo sido dedicada uma edição es. diversificados e actua. que permitiria o surgimento dos chamados Prosu- midores (entidade que combina as funções de transportes. Como é do conhecimento dos membros.º 98. pecial (n. aguardar oportunidade de publicação. dado que o Colégio tam- Esta redução foi uma consequência natural assegurando a rotatividade dos diferentes bém apoia a estratégia editorial da revista. gostaríamos de dar uma explicação so­ blicação desses artigos. Embora a dimen. são relativa.panda.pt Veículos eléctricos podem reduzir dependência do petróleo O s veículos eléctricos são uma solução. apenas possível com recurso artigos ao tema de capa de cada edição. no curto prazo. com o objectivo de evitar esta situação no editorial em que um dos principais objecti. ex- -World Wildlife Fund. e que pretendam submeter artigos para publi- a temas abrangentes. não é viável publicar mais do que um nimizar este problema e tudo fará para que levou à redução. ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA António Manuel Aires Messias Tel. gerir a carteira de artigos técnico-científicos cados. ao desafio de dependên- cia dos combustíveis fósseis do sector dos ser ligados à rede pública. usando tecnologia ac- tual e infra-estruturas existentes. Ainda que a divulgação de contribuições téc. estes veículos podem reduzir significativa- mente a dependência do petróleo de modo eficiente e sustentável. sempre futuro. o elevado número de artigos submetidos. em nico-científicas se insira nos objectivos da O Colégio Nacional de Engenharia Civil tem 2004 foram introduzidas alterações signifi. Março/Abril de 2007) à pu. guma acumulação de artigos em carteira. Tem-se procurado os engenheiros vejam os seus artigos publi- de artigos científicos. a adequação dos conteúdos dos dos membros do Colégio de Engenharia Civil com a revista..pt A os membros do Colégio de Engenharia Civil que submeteram artigos para pu- blicação na “Ingenium” e que aguardam Artigos técnico-científicos em carteira carteira. 13 apresentaram o requerimento para a revalidação do título. do número ou dois artigos por edição. em cada edição. são do Colégio de Engenharia Civil permita meadamente no que se refere ao âmbito e car todos os artigos técnico-científicos em uma presença relativamente frequente ao abrangência dos respectivos temas.messia@edp. se- gundo um documento intitulado “Plugged In – The End of the Oil Age”. dando prioridade aos artigos com maior cação na “Ingenium”.org/eu. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. gostaríamos de pedir a colaboração vos é a maior identificação dos engenheiros que possível. e da implementação de uma nova estratégia Colégios. O documento pode ser consultado em www. A Comissão Executiva da Especialização em Estruturas.º 8.

garantia as suas barbas. João III). D. informou que. Entre 1542 e observação da altura e azimute do Sol com se aparta. Em 1535 comanda um tos e levantamentos batimétricos dos por. dois inte. oferecendo como ressantíssimos textos: O Tratado da Spha. en. represen- res de Portugal. O calendário previsto para dispo. O Comandante Abel Fontoura da João Casaca * As suas obras mais conhecidas são três ro. João de Castro fez a primeira blicou em Lisboa. Luís e D. sos naturais do planeta. Para reconstruir as fortifica. viagem que D. taçam de todo o mundo. Colégios ENGENHARIA GEOGRÁFICA Ana Maria Barros Duarte Fonseca Tel. Manuel. O United States Geological Survey (USGS) dos EUA. ou he tudo isto huma mesma gando o exército do reino de Cambaia numa ao contrário do que defendiam certas teo. responsável pela aquisição e dis- seminação das imagens do satélite de observa- Landsat disponível on-line sem custos ção da Terra Landsat. em 1940. D. acervo de imagens até à data recolhido é Landsat 5 – todos os dados TM – Dezem. – Ha de ser essa descripsão do globo da terra. em 1548. para controlo dos piratas barbarescos. Costa descobriu uma cópia dos dois textos. ventos dominantes. E Cosmographia. Portugal mantinha a patrulhar o Atlântico a Oeste do estreito de Gibraltar. Foi discípulo e amigo de Pedro Nunes. senão de João de Castro pediu um empréstimo à Câ. as quais D.pt Apontamento Histórico logo. Dialogo e Da Geographia por Modo de Dia. cidiam com os meridianos. João (futuro D. São apresentadas muitas cripção de lugar. tes principais do mundo sem descer a muitas de quem pôs em prática muitas ideias. nibilização dessa informação é o seguinte: O sistema Landsat enfrenta grandes dificul- Landsat 7 – todas as novas aquisições globais dades com a falha do Scan Line Corrector – Julho 2008. (1). esma. 2009. a 1545 é Capitão-mor da armada do estreito um instrumento concebido por Pedro Nunes. de Geografia. se quisermos ter um perfeito conhecimento a sua carreira militar. E da terra. e faleceu em Goa. D. o Roteiro de Goa a Diu (1538-1539). João de Castro. onde inicia esboços panorâmicos das cidades e dos por. D – He o mesmo Geogra- grande cerco (onde foi morto o seu filho observações da declinação magnética. cousa? M – Não he isso tudo a mesma cousa. ções geográficas. (2) Tratam-se das oito esferas do modelo cosmológico geocêntrico Aristotélico-Ptolomaico. * Investigador Coordenador do LNEC (1) Armada que. E de toda a Esphera mara de Comércio de Goa. D. São descritas experiências para a quanto mais piquena parte de todo este globo ao comando da nau Grifo. João de Castro inclui miudezas. gens Landsat vai estar disponível. é vez que foi à Índia. correntes. (SLC) a bordo do Landsat 7 e com a idade Landsat 7 – todos os dados – Setembro avançada do Landsat 5 (+20 anos). que pu- D. Em 1545 é nomeado Vice-rei da Índia com vista à determinação da latitude a qual. arrasadas durante o cerco. a partir Landsat 4 – todos os dados TM – Janeiro de Fevereiro de 2009. em 1546. no ano de 1538. durante muitos séculos. as isogónicas não coin. cruenta batalha. Estas duas obras ao estilo de Platão. que ficou nos anais milita. D – Pois que remedio auera ahi Aos 18 anos parte para Tânger. Fernando de Castro). Em 1538 parte para o Oriente e a fauna. encontravam-se desa- parecidas. Topografia e Cos- litar e administrativa com uma vasta cultura e o Roteiro que fez Dom Joam de Cas­tro da mografia: literária e científica. guma differença. D. com phia. colaborou com o imperador Carlos V na to. que quer dizer discripção da Região e dis- e. João de Castro escreveu também. Landsat 1-5 – todos os dados MSS – Janeiro na Internet. em 1500. todo o acervo das ima. E por si apartada se descreue. rias em voga na altura. ou topographia. . mas o 2008. esta chamão chorografia. liberta Diu do seu segundo quer hora do dia. Membro da alta nobreza Viagem que Fezeram os portugueses Desda D – Desejo de saber que cousa he a verda- portuguesa. João de Castro demonstrou que. os infantes do Mar Roxo (1540). sem custos.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: anafonseca@lnec. baías e embocaduras dos rios mais im. que he não tão so- ções de Diu. Nestes roteiros. D. Uniuersal. Corografia. foi companheiro de infância dos India atee Soez. mais conhecido por Ro­teiro deira Geographia em poucas palauras? M filhos mais velhos de D. rotas e posi. mente o globo do mar. já que não possuía era por Perguntas e Respostas a Modo de outros bens. que nasceu em Lisboa. portantes e ainda informações sobre a flora E tantas mais particularidades se notão mada de Tunes. das miudezas? M – Pera isso se enuentou dos navios da forte armada portuguesa que tos. além de informações sobre de maneira que se ponhão nelle todas as par- Afonso. tem por uentura al- mais novo. apartarse cada Reyno ou Prouincia por sy. todos os globos (2) . porque Cosmographia quer dizer. teiros que escreveu no Oriente: Roteiro da na Biblioteca Nacional de Madrid. mais Segue-se um excerto da Geographia onde o uma das grandes figuras do renascimento conhecido por Roteiro de Lisboa a Goa mestre discute com o discípulo os conceitos europeu: combina uma brilhante carreira mi. quanto se encontrava no Oriente. em que um mestre (M) responde às perguntas Da Geographia por Modo de Dialogo de um discípulo (D). muito valioso e útil para o estudo dos recur- bro 2008. 2009. (1538).

244 ralmente entre 3 e –1.00 h 0. 0.321 2. tem vindo a ser 0. o ruído corresponde a quena dimensão da base (325m) não permi- 3. tendo resultado três séries Componentes S0 α red noise).000 espectral for superior a 1. Se o índice tem detectar os ruídos cintilante e Brow- 0. Foram adoptados bitas dos satélites GPS e GLONASS.6 A observação contínua. com dois receptores GNSS significativa na componente altimétrica e cia resultante da análise espectral de séries de duas frequências e antenas de precisão deve estar associada aos períodos das ór- temporais GPS. Os 431 perío­ espectral (a) estimados. O ín- e os respectivos valores máximos da densidade espectral da frequência de ciclo). temporais com 862 variações (dN. a menos que se pretenda ter em aten.00 h 0. de se salientam as componentes diurna e obras de engenharia.1 barragens e pontes. Uma base curta. frequências de amostragem e menores in. As séries temporais foram dU 0.437 1. obser- Quadro 2 – Constantes de normalização e índices modelado como uma combinação de ruído vadas na primeira época. O 0.2 em obras de engenharia.564 h 0.2 Hz Figura 1. o ruído corres.ções da componente Norte-Sul (dN).389 0. o ruído das medições é (N).5 0. dU) dice espectral estimado para as três séries tante de normalização e onde o parâmetro permite inferir que se tratam de séries esta- Pk dN Pk dE Pk dU a é designado por índice espectral. com vários anos.0017 lante (flicker noise) e o ruído browniano das componentes topocêntricas relativamente dE 0. a partir dos perío- dogramas das séries temporais com as varia- onde p simboliza o período de ciclo (inverso Quadro 1 – Períodos (em horas) ções das componentes (dN.00 h 0. de bases curtas. por regressão linear. que também é com as estações permanentes. Nestas aplicações. on- bases curtas. terializada temporariamente no campus do tes Norte-Sul e Este-Oeste são dominadas rais de posições relativas GNSS. Este-Oeste (E) e Up-Down (U). com vista ao controlo da tral a = 2.0017 dos fenómenos periódicos é aproximada por expandidas em série de Fourier no intervalo uma relação do tipo: entre zero e três dias (258 300 s) e. cionárias e que o ruído das medições corres- 12. dE. In(S(p)) = In(S0) + aIn(p) O Quadro 1 apresenta os cinco valores mais Para melhorar a precisão das observações. em virtude das vibrações devidas ao timados a partir do perío­ tráfego e ao vento. destinadas à monitorização de poral com 863 vectores. longo de três dias.17 horas intervalo de processamento das observações zação S0 e o índice es- devem ser adaptados ao tipo de obra: numa pectral a podem ser es.70 h 1.00 h 1. ponde a ruído branco. As variações das componen- lativas ao sinal e ao ruído das séries tempo.50 0.0016 (random walk noise). Figura 1 – Períodograma da série temporal das variações da componente Norte-Sul (dN). são necessárias maiores dograma do fenómeno.265 6. com cerca de 325m. foi observada continuamente. A frequência de amostragem e o A constante de normali. dentes à frequência de Nyquist.4 mm tações permanentes GNSS. Colégios O Ruído na Observação Contínua GNSS João Casaca & José Nuno Lima ponde a uma série tem. definidas por es- ruído cintilante é carac- terizado pelo índice es- pectral a = 1 e o ruído 0.00 h 0.00 0.92 h 0.40 h 1.281 Os valores do índice espectral ocorrem ge.25 0.20 0.00 h 1. A densidade espectral à primeira época. tais como grandes zado pelo índice espec- 0. tomando o logaritmo dos de cada decomposição variam entre três tervalos de processamento do que numa bar. tendo sido obtida uma série tem. dU) dN 0. Se o índice espectral duração da série temporal (3 dias) e a pe- 1. das restantes.010656 – 0. usadas na choke ring da TOPCON. (em mm) das três séries temporais (dN. niano. medidas LNEC. elevados da densidade espectral das três sé- devem ser identificadas as componentes re. natural: dias e dez minutos. dE. pelo método rela- tivo.104580 – 0.00 h 0. Na medição de tensões e deslocamentos super. apresenta-se o períodograma cor- ficiais da crosta em estudos de sismotectó. ção eventuais acções sísmicas. dE. . onde se salientam o ruído cinti.3 aplicada à monitorização de deslocamentos Browniano é caracteri. A experiên. 0 segurança. ma.75 h 0. e um intervalo de processamento de cinco respondente à série temporal com as varia- nica.34 0. Note-se que a curta 24. poderá ser aproveitada na análise das minutos. dE. a partir No Quadro 2. dU) branco (white noise) e ruído colorido (colo.154 uma série temporal estacionária. As componentes topocêntricas Norte-Sul semi-diurna. estes últimos correspon- ragem.00 h 0.499 0.00 h 1.395 2. 0.234 estiver entre –1 e 1. ponte.7 poral não estacionária. foram calculados constante de normalização (S0) e do índice S(p) = S0pa os respectivos períodogramas.006176 – 0. ao por uma onda semi-diurna. foram subtraídas espectrais das três séries temporais (dN. 72.30 h 0. apresentam-se os valores da das densidades espectrais.573 12. dU).262 12.296 4. onde S0 é uma cons.ries temporais.00 1.327 1. uma frequência de amostragem de 0.

para acolher a 6. vibrações países de expressão em língua portuguesa. na Áustria. Colégios ENGENHARIA GEOGRÁFICA Ana Maria Barros Duarte Fonseca Tel.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: anafonseca@lnec. que cias no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas”. em Lisboa: Em planta Na versão “Bird’s eye view” ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS Pedro Alexandre Marques Bernardo Tel. Ciências da Terra. desmonte de rocha. em Universidade de Coimbra. permi- tindo. esta Conferência pre- e fragmentação. empresariais e académicos com responsabilida- peste.ª Conferência da EFEE em 2011 no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas N o decurso da Assembleia Plenária da EFEE. de 26 a 28 de Abril de 2009. diversos países de língua oficial portuguesa.ª Conferência da EFEE realizou-se em Viena. dos meios políticos. destacam-se os tilha de ideias. da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. fronto com Moscovo e Cracóvia.com/. Todo o País está coberto para algumas cidades do País.bernardo@ist. em planta ou na versão “Bird´s eye view”. nos dias 13 e 14 de Outubro de 2008.ª Conferência decorrerá em Buda. Visualização da Ponte Vasco da Gama.uc. formação e competências. em http://maps. de imagens de com ortofotocartografia com 50 cm de resolução espacial.live. por con- O Departamento de Ciências da Terra. em Bu- dapeste no mês de Abril. no âmbito das comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra. mento e de projectos de investigação científica. A 5. instrumentação. no Auditório da Reitoria da A 4.ª Conferência uma Conferência Internacional subordinada ao tema “As Geociên- Mundial da EFEE sobre Explosivos e Operações de Desmonte. detonadores. Setembro de 2007 e contou com 450 participantes provenientes de Neste evento espera-se uma ampla participação de individualidades 47 países e 40 expositores. disponível satélite e ortofotocartografia de Portugal. a plata- forma Virtual Earth PT da Microsoft que permite a visualização. Para além do espaço de par- De entre os vários temas a tratar na Conferência.pt/geodcl | E-mail: geodcl@dct.efee.uc. Para mais informações consultar: www. da análise de políticas de cooperação e desenvolvi- seguintes: Directivas da UE.utl.: 21 841 74 48 Fax: 21 841 90 35 E-mail: pedro. num protocolo com o Instituto Geográfico Português.pt Lisboa acolhe As Geociências 6. pela primeira vez. investigação e desenvolvimento no domínio das Workshop.eu Mais informações em: www.pt Virtual Earth PT Nova Plataforma de disponibilização de Imagens de Satélite e Aéreas na Internet E stá já disponível na Internet. Lisboa foi a cidade escolhida. realizada. a realizar se realizará de 18 a 20 de Setembro de 2011. visualizar o País todo com alta reso- lução espacial. assim. higiene.dct. novas tende ter uma acção formativa junto da população universitária dos aplicações de explosivos. propõe-se organizar. entre os diversos explosivos. saúde e segurança no trabalho. como se apresenta nas figuras abaixo. demolição. e será precedida de um des na educação. no espaço lusófono.pt .

Presidente da Federação Europeia de Engenheiros construção de dois manuais europeus para o desmonte de rocha e de Explosivos (EFEE) no decurso da Assembleia Geral da EFEE. Criada em 1988. foi apresentação ao programa Leonardo da Vinci de um projecto de eleito. Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. para uma maior segurança e mobilidade de especialistas. Colégios ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS CONTINUAÇÃO A reunião plenária realizada em Budapeste juntou 18 associações Presidente da Federação Europeia europeias representativas do sector dos explosivos para discutir os de Engenheiros de Explosivos é português principais problemas nesta área da engenharia e preparar o próximo Congresso da EFEE que terá lugar em Budapeste. A troca de conhecimentos Membros do Conselho da EFEE (Doutor José Carlos Góis. segundo a partir da direita) e a divulgação de experiências nos domínios da segurança e uso de O Doutor José Carlos Góis. Investigador no Labo- ratório de Energética e Detónica (LEDAP) e Presidente da Associa- explosivos em operações de desmonte e demolição já permitiu a aprovação do programa de conhecimentos básicos para o operador de fogo europeu.efee. a EFEE promoveu recentemente a ção Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos (AP3E). A EFEE também admite sócios in- dividuais e sócios empresa com actividade no âmbito da engenharia dos explosivos. a demolição por aplicação de explosivos.eu). entre 26 e 28 de Abril de 2009. em Abril. técnicos fabris e técnicos de segurança com actividade profissional na área dos explosivos. engenheiros. a EFEE agrega investigadores. operadores de fogo. professores. . Um dos principais desafios da organização é a harmonização de con- hecimentos e procedimentos no uso de explosivos. reparti- dos por 20 países da Europa. que actualmente fazem parte do con- selho da EFEE (www. Neste âmbito. mili- tares.

Planning V ai realizar-se no ISCTE. de 14 a 17 de Outubro. contam-se: Cog- and scheduling. a segunda edição do CDVJ08 jogos usando XNA. Colégios ENGENHARIA INFORMÁTICA Mário Rui Gomes Tel.pt/). tadas as missões e vantagens das Ordens Profissionais participaram Prof. playing and interactive entertainment. e na sessão em que foram apresen. de 27 a 29 de Maio de 2008. Os artigos aceites serão publicados num volume da série da traint satisfaction.gomes@tagus.ª sessão do Fórum de da Associação IEEE Portugal Section. nomeadamente um jantar convívio que envolveu alunos e do- centes dos cursos de Licenciatura em Informática para a Saúde. No último dia do Workshop houve uma com- O Departamento de Ciências de Compu- tadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto organizou. Game Technology-XNA (9 horas) www. José Carlos Metrôlho também o Prof. e contou com centenas de participantes e com oito sessões temáticas que abordaram um espectro largo de assuntos re- lacionados com a engenharia informática.ipcb.up. gias da Informação e Multimédia. A sessão serviu também para esclarecer as cerca de duas centenas ipcb.pt).º Luís Ama- ral. Multiagent Systems. Prof. Evolutionary computation and Artificial Life. em representação guesas do sector. Information integration and ex- traction. do Instituto Superior de Engenharia (Presidente do Departamento de Informática do IPCB). and pattern Recognition. relacionamento ensino-empresas e empreendedorismo.fc.dcc. Uncertainty and Fuzzy Systems. que decorreu.est. AI in Education. Knowledge acquisition and ontologies. Luís Assunção (Colégio de Informática da ANET). Genetic Algorithms and Neural Ne- nitive modeling and human interaction. Distributed AI. INFOTEC’08 (http://infotec. A Ordem dos Engenheiros esteve representada pelo Eng.adetti. Li- Eng.pt/cdvj08 Fórum de Informática e Novas Tecnologias O papel das organizações profissionais para os diplomados na área das tecnologias foi o mote de uma sessão que contou com a pre- sença de três das mais importantes associações profissionais portu- de Lisboa (ISEL). O Workshop foi dividido em Game Design Para mais informações consultar: Durante 3 dias. que consistiu no projecto e desenvolvimento de um jogo em 3 horas.º Luís Amaral em representação do Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros cenciatura em Engenharia Informática e Licenciatura em Tecnolo- O evento foi organizado pelo Departamento de Engenharia Infor. que contará com a participação de oradores provenientes de Espanha e de outros países europeus. Model-based systems. de assistentes sobre dúvidas relativas ao impacto da adequação do perior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Castelo Branco.utl. Probabilistic reasoning.pt CDVJ08 e 3 horas de palestras dadas por Speakers convidados ligados à Indústria do Entreteni- Criação e Desenvolvimento de Jogos mento. Informática e Novas Tecnologias. da Universidade do Minho. e o Prof. Robotics. mostra de projectos. Professores e demais stakholders relacionados com a Informática. Para o próximo ano está prevista a amplificação do evento. Luís Assunção. João Costa Freire (Secção Portuguesa do IEEE). Este ano foram introduzidas as técni- cas mais inovadoras de desenvolvimento de petição. Search. tworks. vision. Machine learning and data mining. Cons. IBERAMIA 2008 tion and reasoning.º Luís Amaral (Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros). Processo de Bolonha e as consequências no futuro profissional que os mesmos irão encarar em breve.ipcb. Entre os tópicos que serão tratados na Conferência. Semantic web.pt) local.est. para os participantes. em representação do Colégio de Informática da Associação Nacional de Engenheiros Técnicos (ANET). Game Springer-Verlag “Advances in Artificial Intelligence”. através de uma vertente internacional. em parceria com o Departa- mento de Engenharia das Tecnologias da Informação (http://deti. Para mais informações consultar: www. Este Fórum constituiu também uma oportunidade para os alunos conviverem com Investigadores. entre 14 limites o Projecto e Desenvolvimento de Jogos. entre outros. mática (http://di.ist. e 16 de Maio. João Costa Freire. Knowledge representa. O evento culminou com actividades lú- dicas.: 21 423 32 11 E-mail: mario. a 11. Prof.ª edição da Ibero-American Conference on Artificial Intelligence. na Escola Su. Da esquerda para a direita: Eng. o CDVJ 2008 estendeu aos (6 horas).pt/events/IBERAMIA2008 . est. – Criação e Desenvolvimento de Jogos. Commonsense reasoning. Natural language processing. certificações. O assunto foi abordado na 3. desde o software livre. do Instituto Superior Técnico (IST).

utilizadores. Human de..com/364/index. Interfaces for people acces- com o tema “The Ergonomics of Cool Inte. Situation rical studies. systematic reviews. apesar de estes serem os Interfaces Tangíveis. Os vencedores desta etapa serão os repre- sentantes portugueses na grande final mun- ano para ano. Rapid Manufacturing. A Madeira vai ser palco. application and case studies. neo. me. Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva interaction with IT artefacts. work. Computação Móvel e Ubíqua. irão competir e serão ainda disponibilizadas expõem uma montra de videojogos e tecno. Usabilidade. gender.uevora. and wearable computing). Arte Digital. tools. information pre. Desenvolvimento de Tecnologias de cations. personality ainda tratadas apreciações críticas que sejam tive user interface concepts (including aug. A presença dos Buraka Som natos de jogos e concursos didácticos. o Centro de Con- gressos do Estoril vai receber o Portugal Game On. Aspectos Materials. or obsolete devices). CAD/CAE/Re- permitirá a divulgação de trabalhos realizados ou em curso e a troca de experiências entre verse Engineering. Concurrent Engineering. Design methods. Innova.. A “Interacção” 2008 visa reunir investigadores. é disputado um torneio de jogos onde 450 mil consolas nas casas portuguesas. Computação Gráfica Interactiva. a 4. Normas e Directivas. Human learning beha. docentes e profissionais. New da Interacção. das diversas áreas envolvidas. Plastics Processing.xdi. promovendo a partilha de conheci. Interfaces Inteligentes e Adaptativas. Interacção. Design Engineering. Interfaces Multi. terfaces for people with cognitive restrictions. Utilizador. Rapid To- mentos e pontos de vista sobre a Interacção Pessoa-Máquina. estima-se que a facturação neste negócio tenha chegado aos 60 milhões de euros. Análise de Tarefas. relevantes. or using special equip- Fun”. Collaborative work. consultar: Para mais informações. Engenharia de Software em IPM. Só em 2007. models. and principles). Concepção tion on Moulds. Para mais informações. bem Sistema já está confirmada. Decision aiding. As sinergias entre estas áreas tubro. a conferência não está Mista e Aumentada. consolas para o público testar. empi. consultar: http://interaccao2008. entre 16 a 19 de Setembro. Acessibilidade. Ergonomia.mouldsevent. em Os tópicos de interesse incluem: Product particular Engenheiros. Métodos e Técnicas Trends and Advanced Development e Appli- de Avaliação. V ai realizar-se. Interacção Criati- vidade. mas não limitadas aos seguintes mented and virtual reality. de 27 a 31 de Ou- genharia de software. uma organização da European Asso. ment: mobile. onde marcam presença Game On terá ainda espaço para a música. Jogos e Entretenimento. theories. Production Technologies. Human tools for studying cognitive tasks. tinue a crescer. Interfaces Multimodais e Multi-sensoriais. Evaluation of cognitive performance. na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis. error and reliability. Joint cognitive systems design. na Alemanha. entre outras coisas. cision making and problem solving. Trabalho Cooperativo. sentation and visualization. multimodal user tópicos: Affective/emotional aspects of human interfaces. Envolve áreas tão diversas como a concepção de hardware. Development. usability. Será com a actuação de vários DJ portugueses e ainda realizada uma Lan Party. em Portugal. nomes como a Microsoft ou a Samsung. A previsão é que con- jogos e o entretenimento digital onde são dial em Colónia. Cognitive task gent agent design.ecce2008. A Interacção Pessoa-Máquina é uma área multidisci- plinar em rápida evolução. cologia Cognitiva em IPM. O Portugal logia de consumo. the elderly. actualmente. analysis and modelling. etc. culture). O mercado por- como a final nacional do World Cyber Games. ECCE 2008.html . Innova- Sociais e Organizacionais. children. while driving. já que existem. Novas Experiências e Aplicações Interactivas. Multimédia e Hipermédia. sing under special cognitive conditions (at raction: From Taylorism to Creativity into Creativity.ª edição da Conferência RPD 2008 permitem a criação de sistemas interactivos que respondem às reais necessidades dos seus – “Designing the Industry of the Future”. Entre os temas a debater na Conferência estão: Psi. disabled. da Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva. Etnografia. Knowledge como: innovate concepts. awareness. Essa partilha oling. social interaction. Methods and cepts. surveys. tual Environments. en. Na Conferência irão ser abordados temas tive tasks. cognitive styles. traits. Espaços Partilhados.pt www.eu Conferência Interacção Pessoa-Máquina “Designing the Industry of the Future” A 3. ergonomia ou psicologia cognitiva. esperados perto de 20 mil visitantes. fundamentals (con. com campeo­ internacionais. Rapid Prototyping. Aprendizagem. De salientar que. Human-centred automation. Vir- as comunidades académica e industrial. limitada a estes temas. In- ciation of Cognitive Ergonomics (EACE). Intelli. Supporting diverse user groups (the thodologies. and methodologies for supporting cogni. structure and mental model. Serão viour. Realidade tópicos de interesse. Ferramentas de Suporte à Concepção. small. Para mais informações: www. um evento voltado para os video- os jogos olímpicos do desporto electrónico.ª Conferência Nacional em Interacção Pessoa-Máquina vai ter lugar na Universidade de Évora entre 15 e 17 de Outubro. Concepção Baseada em Modelos. design. tuguês de videojogos continua a crescer de D e 5 a 7 de Setembro. Colégios Durante os três dias devem estar presentes várias caras conhecidas do público português 700 participantes que. Em simultâ.

). S. em 2005. centes nas áreas da Mecânica Experimental. em 2006. Trata-se de Pela primeira vez.pt Biomateriais para a reconstrução de tecidos ósseos N os últimos cinco anos. deformações congénitas. ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS Maria Manuela Oliveira Tel. tendo como Durante o Congresso.oliveira@ineti. 2005. As Este trabalho foi apresentado pela Eng. beiro”. actual. que requereu a respec- Em 2003.000/kg protótipo concebido para o efeito. tória da Análise Experimental de Tensões em Portugal”. a partir de reagentes com podem ser utilizados na produção de bioim. publicado na Revista Mecânica Experimental. bilidade do método de síntese. Atendendo ao ele- plantes para aplicações médicas.ª Cruz Aze- mais de 70 comunicações nos diversos domínios de aplicação. a mio. Estas espumas estão a ser fabrica- das pela Ceramed – Cerâmicos para Aplica- Espumas de hidroxiapatite (HAp) ções Médicas Lda. medicina Síntese de fosfatos de cálcio à base de hidroxiapatite (HAP) Demonstrou-se. produtos com elevado valor acrescentado produzir espumas de HAp. vedo aos Autores: Professora Elsa Caetano e Professor Álvaro Cunha.. Federação Europeia de Sociedades de Ma. em Tavira. foi possível vado valor acrescentado destes materiais. etc. uma razão Ca/P=1. entre outras. a via- estudos exploratórios nas áreas do desenvol.ferreira@bp. justifica-se prosseguir este estudo à escala (cujos custos de mercado rondam. uma inicia. tágio realizado pela Eng.: 21 092 46 53 Fax: 21 716 65 68 E-mail: manuela. com ca- de implantes porosos) e com considerável racterísticas semelhantes às existentes no impacto social. Estes materiais res ósseos).pt) . por precipi- vimento de espumas de hidroxiapatite (HAp) tética (implantes orbitais).º pré. realizou-se uma Sessão Plenária Comemora- tiva dos 25 anos da APAET. biologia (substratos de culturas fato Tricálcico. dentária (suportes de dentes artificiais). es. DMTP/INETI. de pós de HAp e HAp / Fos- e da síntese de pós de HAp. tação química. torial. fez uma palestra sobre “Um Pouco da His- objectivo a divulgação e discussão dos trabalhos e resultados mais re. ao relatório deste estágio o prémio de Me- légio e da Sociedade lhor Estágio do Colégio de Engenharia Me- Portuguesa de Mate. oncologia (tumo. a 5 de No. apoiado pelos da FEUP. têm vindo a ser efectuados. em Portugal. A Ordem dos Engenheiros atribuiu tiva conjunta do Co.ª Cláudia Ranito no riais 2003. celulares). Investigador do INETI (fernando.A. ção de espumas de poliuretano (PU). O evento foi presidido pelo Professor José Morais. à escala labora. de forma reprodutível..com O 7. foram desenvolvidas e fabricadas tiva certificação. tendo-lhe sido entregue no âmbito da comemoração do Dia atribuído o 1. os € 500/kg de pó e os € 30. mercado. teriais (FEMS). Contacto: Eng.: 21 389 15 45 Fax: 21 389 14 86 E-mail: aires. no Departamento de Ma- teriais e Tecnologias de Produção do INETI. Glomed – Dispositivos Médicos. O Professor Joaquim Silva Gomes. e serão comercializadas pela espumas de HAp pelo método de replica. que foi riais.º Congresso Nacional de Mecânica Experimental – APAET 2008 realizou-se entre 23 e 25 de Janeiro de 2008 na Univer- sidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. em Vila Real. patrocinado pela 24 e 25 de Novembro de 2006.67.ª Cláu- dia Ranito na sessão comemorativa do Dia Parte deste trabalho. utilizando um piloto. foi objecto de um es- Mundial dos Mate. talúrgica e de Materiais.oliveira@ineti. à escala laboratorial. tendo sido apresentadas Durante o Congresso foi ainda entregue o Prémio Eng. mente. Nacional do Engenheiro 2006.º Fernando Oliveira. Membro da Direcção. fusão cervi- cal. entre Fevereiro e Julho de vembro. Colégios ENGENHARIA MECÂNICA Aires Barbosa Pereira Ferreira Tel. pelo artigo “Ensaios Dinâmicos da Nova Ponte Hintze Ri- Professores Abílio de Jesus e Tiago Pinto. principais aplicações destas espumas são no campo da ortopedia (fracturas.

desde tência estrutural do casco. defeitos associados a estru. civil. www. cobrindo todo o espectro Materiais para produção. Foi com o MATERIAIS’2001. Nesta operação perdeu-se O Presidente da Comissão Organizadora é lógicos. Sob o tema “Novos Desafios”.pt e mais tarde foram resgatados por helicóp- teros da Royal Navy. 1983 no LNEC (MATERIAIS’83) e. ao aproximar-se da costa inglesa. A sociedade de classificação American Bureau of Shipping (ABS) adoptou novos requisitos estruturais para a análise de uni- rais e funcionais.html . Avanços na Ciência de Superfícies e mé- todos de análise. o Prof. o porta-con- tentores “MSC Napoli”. Avaliação de desempenho através da si. em Lisboa. Estruturais O MATERIAIS’2009 focará os avanços re- centes em caracterização. não-óxidos e vidros metálicos. através da atribuição de um prémio ao melhor trabalho apresentado. As mazenamento de energia. tuguesa de Materiais (SPM) começaram em Maior foco foi dado à avaliação da resis- Cristalografia. rea­ de navio. Presidente do Integridade estrutural: corrosão. Materiais moleculares. gicamente sensíveis. Pela primeira vez é também aberto o convite à par- ticipação no Concurso de Fotografia Técnica sobre corrosão e protecção de materiais. as picos. a sua língua oficial. Os 26 tripulantes abandonaram o navio a bordo de um salva-vidas fechado Informações complementares em: http://jornadascpm. Mancha. de teriais electrónicos e optoelectrónicos. danos. nomeadamente ao nível do car- Materiais para altas temperaturas. incluindo óxi- dos. falha estrutural grave na zona da casa das dução de energia. Luís Guerra Rosa. Os principais temas a abordar nestas Jornadas são: A 18 de Janeiro de 2007. Materiais não cristalinos. Não se registou qual- quer tipo de ferimentos. com relevo para os seguintes: FPSO são considerados “navios” especiais Efeitos presentes só em nano-escala. no Pólo Tecnológico “MSC Napoli” de Lisboa. sofreu uma corrosão no betão armado. serão organizadas de acordo com vários tó. tornou-se evidente que o O próximo Congresso da Sociedade Por- tuguesa de Materiais vai decorrer no Instituto Superior Técnico. XIV Congresso da Sociedade Portuguesa de Materiais O navio foi posteriormente rebocado para V Simpósio Internacional de Materiais Portland. De acordo com os novos requisitos. pelo que foi intencio- nalmente levado para a praia onde encalhou 5 a 8 de Abril de 2009. passando o Inglês a ser Ver sítio: Fabricação de componentes utilizando ma. Materiais do IST.eagle. pelo que serão atribuídos prémios aos autores das fotografias clas- sificadas nos três primeiros lugares. então. desenho e modelação de materiais estrutu- mulação de aplicações. mento internacional. que os regamento e da operação em áreas ecolo- Materiais para aplicações em engenharia Congressos da SPM obtiveram reconheci. armazena- da Ciência e Engenharia de Materiais. Integração de materiais em sistemas bio. Colégios ENGENHARIA ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS CONTINUAÇÃO NAVAL “Corrosão e Protecção de Materiais” Naufrágio A quinta edição das Jornadas da Revista “Corro- são e Protecção de Materiais” vai ter lugar no do porta-contentores dia 20 de Novembro de 2008.org/news/press/may05-2008b. ímpares. FPSO – Requisitos DEMat – Departamento de Engenharia de fadiga e desgaste. inibidores de máquinas quando atravessava o Canal da corrosão. em vez de navios tanques modificados. atendendo aos turas cristalinas. processamento. mas. com idade não superior a 35 anos. ting Production Storage and Offloading). protecção catódica e anódica. transporte e ar. Inglaterra. o evento pretende abranger um maior número de temas técnico-cien- tíficos e incentivar a apresentação de trabalhos de jovens investigadores. e tratamento de superfícies e revestimentos. lizado na Universidade de Coimbra. com capaci- dade de carga de 4419 TEU. a 20 de Janeiro. dades flutuantes de produção. na forma oral ou de poster. corrosão microbiológica. e sua relação com as pro. mento e descarga para navios FPSO (Floa- comunicações orais e as sessões de posters Aplicações inovadoras para materiais na. As conferências bienais da Sociedade Por. têm tido lugar regularmente nos anos novos desafios que se colocam a este tipo priedades físicas. turais.ineti. corrosão em novos materiais. corrosão em equipamento de pro. corrosão electroquímica. risco do navio se partir em dois e afundar era muito elevado.

MSC%20Napoli. cas e estudos lançados pela Comissão Europeia. os esforços a sua actividade operacional limitada até que que o navio ficou sujeito aumentaram dras. e a velocidade Foi recomendado simultaneamente às So- do navio não foi reduzida o suficiente para ciedades Classificadoras a reavaliação dos compensar o estado do mar. MAIB. Navegar na União Europeia munitária. dos quais à International Chamber of Shipping que se destaca: o casco não ter uma resistência promovesse códigos de boa prática à indús- à encurvadura na zona da casa das máquinas tria de porta-contentores.eu/pt/index.eu/transport/index_pt.eu/prelex/apcnet. 10 encontravam-se em situação limite de aceitabilidade. Foi ainda recomendado ram para o colapso da estrutura.jsp?language=en DG TREN Acompanhamento de procedimentos inter-institucionais http://ec.eu/whoiswho/public/index. activa no desenvolvimento de redes de contactos e no envolvimento sentação Permanente de Portugal junto da União Europeia. como se passa das ideias à aplicação prática em cada Es- tado. salientam-se: a génese da legislação co. como se influencia e negoceia. Colégio de Engenharia Naval que teve como orador o Dr. isto é. alguns navios sofreram modi- entre a resistência última e o carregamento ficações estruturais locais e outros viram a de projecto era inadequado.eu/index_pt. o projecto estrutural estrutural de navios similares aos actuais re. não requeriam a ve. quem são os actores da decisão.europa.html http://ec.europa.com adequada. em grupos de peritos e. Colégios Paulo de Lima Correia Tel. tendo-se ve- rificado que 12 deles necessitavam de acções correctivas. cerca de 2% desses navios não cumpriam satisfatoriamente os requisitos actuais sobre estabilidade estru- tural. ainda.maib.cfm?lang=pt Jornal Oficial da UE EUROSTAT http://eur-lex. as acções correctivas fossem introduzidas. tendo também sido abordada a última Presidência Portu- guesa.europa. ticamente devido ao caturrar.eu/oeil/index. quando gurança operacional. EUROPA. organizado pelo Conselho Regional Sul do como se aplica e quais as consequências das decisões tomadas em Bruxelas. sobre as consequências do caturrar do navio ao facto do navio ter adornado e tombado ção do Reino Unido.EU Síntese da legislação Alguns sítios de interesse da UE http://europa.htm http://europa. o organismo de investiga. o colóquio “Navegar na União Europeia – A Política de Transportes Marítimos”. da construção do navio.do?ihmlang=pt http://epp.gov.eurostat. e 8 ainda estavam a ser estudados. tigação sobre adequadas técnicas de moni- A investigação do acidente subsequente iden.eu/portal/page?_pageid=1090. principais Sociedades Classificadoras que rificação da instabilidade estrutural fora da verificassem a adequabilidade do projecto Relatório em: www. as rítima Zodíaco a revisão do sistema de se- normas de classificação aplicáveis.109 Observatório legislativo 0_33076576&_dad=portal&_schema=PORTAL www.: 93 427 54 99 Fax: 21 313 26 72 E-mail: paulolcorreia@hotmail. N o dia 15 de Maio decorreu. e à Agência Ma- de acordo com os regulamentos actuais.eu/scadplus/leg/pt/s13000. Conselheiro de Transportes e Telecomunicações na Repre. sendo necessário efectuar análises mais detalhadas. Jorge Leo­ O orador salientou a necessidade da sociedade Portuguesa ser mais nardo.cfm?CL=pt . requisitos do projecto estrutural de porta- Considerando a potencial vulnerabilidade de -contentores.europa.europa.htm http://europa.uk/cms_resources/ zona de meio navio.htm Legislação Comunitária em vigor Quem é quem http://eur-lex. requereu às nos esforços e o desenvolvimento da inves- sobre um dos bordos durante o encalhe. isto é.eu/JOIndex. Foram analisados 1500 navios.europarl. na participação nas consultas públi- Dos vários temas abordados. com particular destaque os dossiers da segurança marítima. na sede da Ordem dos Engenhei- ros.ec.30070682. a margem de segurança Em resultado. torização das tensões a que o casco destes tificou uma série de factores que contribuí­ navios está sujeito. a consolidação da investigação um elevado número de contentores devido navios similares.europa.pdf não contemplava uma reserva de resistência quisitos de estabilidade estrutural.

A.A. resistividade. A alta tensão é criada em 9 de Maio de 2008. em Lisboa. Trata-se de uma nova tecnologia. A origem deste invento remonta aos projectos para apresentação final.. Mariano Gago. ex-equo com ricamente optimizados. sidades Portuguesas. cujo prin- Presidente da República. ESPs”.osgeo. patenteados e no mercado desde 2001 O projecto Recirculação electrostática para O projecto classificado em 1. Cyclone Systems S. desenvolvidos pelo pró- do Ambiente.org . no Centro Pode obter mais informação na página Web: ciclones optimizados com sistema de recir- de Documentação da Agência Portuguesa www. nume- mento do Território e do Desen. a problemas de muito alta ou muito baixa do EEP Award. buem para um bom desempenho ambiental alta tensão cerca de 15% da utilizada nos No dia 3 de Junho. mercado em Junho de 2007. do Ordena. aos ciclones colectores.pnia2008. paredes. da au.utl.º Romualdo Salcedo. (Sistema de tratamento electro. mas em que os colectores de partí- tério do Ambiente. IPC). isto é. podem ser consultadas em: www. culação electrostática diminui as emissões Prémio Nacional de Inovação Ambiental entre 40-60% relativamente à recirculação O Prémio Nacional de Inova- ção Ambiental (PNIA). Professor culação que utiliza ciclones de fluxo inver. numa caldeira classificados em 2. e administra. A Catedrático do Departamento de Engenha. e constitui. de corrente contínua a um sistema de recir. a Unidade coerente Esta cerimónia contou com a presença do Ministro da Ciência. Os concentradores volvimento Regional. para explorar estes sistemas a nível interna- Ambiente e Energia (LEPAE). permi. que se realiza em Outubro de 2008. foi recentemente classificado de “excelente” por uma equipa internacional de peritos. a jusante dos Agência Portuguesa do Ambiente. empresa Advanced Cyclone Systems. candidato nacional ao EEP Award. centro de in. e com o Apoio do Minis. de biomassa em França. tendo sido criada uma SIGs. apenas aplicada aos concentradores. à selecção a nível local dades portuguesas e europeias que contri. através da Unidade de processo de gaseifi. no panorama nacional da Investigação e Desenvolvimento.º lugar cípio de operação deriva dos electrofiltros Silva. Nesse âmbito. tindo a recirculação de poeiras muito finas cional.osgeo. químico de efluentes líquidos – culas são ciclones de fluxo invertido. que conta com o Alto Patrocínio do tamento biológico anaeróbio de águas residuais com elevados teo­ res de matéria orgânica e sulfa­ mecânica. é uma iniciativa da Indústria e Ambiente renciados para produção de energia – ESAC/ Como não capturam as partículas nas suas (ramo nacional da EEP . tido como colectores e ciclones de passo sim. sendo a potência eléctrica de de candidatos ao prémio europeu. permitindo um abaixamento muito significativo (40%) na potência eléctrica gasta. gerido dor da recém-criada empresa Advanced electricamente carregadas. foi formada – Laboratório de Engenharia de Processos. lectores juntamente com poeiras emitidas no A recirculação electrostática foi colocada no O projecto vencedor é. O novo La- boratório Associado. investigador do LEPAE ples como concentradores. são ciclones de passo simples.: 21 841 91 82 Fax: 21 841 91 98 E-mail: jcbordado@ist.. S..A. ria Química da FEUP. A 2 de Maio de 2007 deu en- Cyclone Systems S. e electrificados por alta tensão. foram nomeados seis através das suas inovações. foi o vencedor. promovendo a sua aglo. trada no INPI o correspondente pedido de toria do Eng. pela Cotec Portugal. depois de obter os apoios necessários vestigação daquela Faculdade. juntamente com os processo industrial. Cavaco tos – INETI/DER) e 3.eu culação mecânica.pt Laboratório Associado IBB Novo Laboratório e de um largo número de convidados. A recir. Instituto de Biotecnologia e Bio- engenharia. com núcleos operativos em diferentes Univer- N o dia 2 de Junho teve lugar a assinatura oficial do Contrato do Novo Laboratório Associado. Estas poeiras finas. (ESPs).pt OSGEO lista de difusão que já tem cerca de 100 ade- rentes (http://lists. ferência Nacional sobre Software Aberto de Informações sobre a Associação OSGEO guês da OSGEO.European Environ. Tec. reentram nos co.º lugar (nove unidades vendidas em Portugal e uma captura de poeiras finas – FEUP/Advanced “O invento consiste em aplicar uma tensão em França).º lugar (Sistema para tra. está a ser organizada uma Con- evento. prio. patente para a recirculação electrostática. de maior qualidade e prestígio no domínio da Bioengenharia e áreas nologia e Ensino Superior.ordeng. são imunes mental Press) e corresponde à primeira fase O objectivo do PNIA é reconhecer as enti. E stá em fase de criação o Grupo Portu. Comel/Engiscience. ao contrário dos ESPs. através do programa COHITECH II. ESPECIALIZAÇÃO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA Alice Freitas Tel.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: aafreitas@cdn.org/mailman/lis- No próximo número da “Ingenium” se- rão divulgados mais pormenores sobre o Open Source Geo tinfo/Portugal). da equipa directiva do relacionadas. cação/fusão de resíduos indife­ colectores. Colégios ENGENHARIA QUÍMICA João Carlos Moura Bordado Tel. meração e facilitando a sua captura.

re. em colaboração com ar interior na Europa e nos Esta- dos Unidos. Para mais informações consultar: www. de tornar-se Peritos Qualificados (PQs) RCCTE ciativa. os Especialistas em Engenharia de Cli. em frente à sede da Ordem vida uma discussão técnica sobre zação vai promover a tradução e publicação dos Engenheiros. Scalable Vector Graphics (SVG) é uma norma do World Wide Web Designers. dard 62). Artistas gráficos. mais de 2/3 dos actuais cerca de 60 todologias do SCE (DL 78/2006. de CLIMATIZAÇÃO Alice Freitas Tel. Ar Interior. organizou um curso especial para os Espe. a 6.ª Con- ferência Internacional em “Scalable Vector Graphics”. a Ordem dos Engenhei. contando para tal com a presença de “Distinguished Lec- da Climatização. com um Participantes do curso num momento de convívio no restaurante da Ordem grau de complexidade superior. Continuando a tradição de publicação de O Desempenho Energético dos Edifícios e a Qualidade do Ar Interior material técnico actual em português na área A Comissão Executiva da Espe- cialização em Engenharia de Climatização. 6 de Abril) com a maior precisão e. por um ros. tivo e com grande interacção mútua e diá. que compreendam os objectivos e me.pt A Ordem dos Engenheiros reconhece como Especialistas em Engenharia de Clima- tização os profissionais do sector do AVAC Especialistas em Engenharia de Climatização são Peritos Qualificados mais competentes e com forte reconheci- mento e respeito entre os seus pares.ordeng. Colégios ESPECIALIZAÇÃO EM ENG.as Jornadas de Climatização tentes. A grande maioria destes Especialistas acedeu a esse título. para além dos objectivos específicos já a legislação em vigor. é também analisada nuem a ser exemplares na aplicação dos novos os formadores. este considera um facto muito positivo para a ex- projectos mais relevantes e com mais im. permitiu ainda um bom convívio É. do maior interesse que. os participantes receberão uma cópia da brochura da REHVA sobre “A ventilação em espaços para fumadores”. A conferência pode ter interesse para Engenheiros de Software. no final. vertentes Energia e Qualidade do Com estes novos 20 Peritos Qualificados do lado. portanto. em que. Consortium (W3C) que permite alta qualidade de gráficos animados. e muita colaboração pessoal entre os Espe- lado. Jornadas de Climatização. promove no dia 15 tas nacionais. que incluiu 12 dias Especialistas de Climatização da Ordem dos Abril) e a ele adiram activamente. Web R ealiza-se.org/2008 . resultou também no matização. por outro e RSECE.as dois temas de grande actualidade pela Ordem dos Engenheiros. celência profissional a que o próprio Grau de pacto no mercado.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: aafreitas@cdn. será promo. ASHRAE sobre requisitos de ventilação (stan- de Outubro de 2008.ordemdosengenheiros. incluindo o RSECE. de 6 de neiro e Março de 2008. CAD e Mode- lação / Edição de Cenas. o que foi muito proveitoso quer para entre outros aspectos. DL 79 e 80/2006. Engenheiros já são PQs do SCE. cialistas que. quer para os formandos e a conformidade genérica dos mesmos com regulamentos.svgopen. as 8. SCE. no Hotel No período da tarde. bem as secções nacionais da ASHRAE turers” da ASHRAE e especialis. em Nuremberga. soras do SCE e com o apoio da ADENE. Com este objectivo. uma vez que é usado o XML. De manhã será em Portugal: a aplicação da Lei do Tabaco e feita uma análise comparativa das políticas a aplicação da Certificação Energética e da Mais informações em: de eficiência energética e de qualidade do Qualidade do Ar Interior aos edifícios exis. que começará a 1 de Janeiro de 2009. Especialista deve estar sempre associado. como versões em português da norma e da REHVA. listas em Engenharia de Climatização conti. de que a Comissão de Especiali- SANA. www. curso decorreu num ambiente muito posi. Especialistas em SIGs. na sequên- cia de uma exigente análise curricular e de projectos AVAC. da sua autoria. em sintonia com as entidades supervi. que.pt 8. logo. indicados. da Ordem dos Engenheiros. o que se qualidade de autores da grande maioria dos viduais de aplicação muito trabalhosos. entre 26 e 28 de Agosto. interessa que os Especia. Na sua de formação em sala e dois exercícios indi. na última década. SVG Open 2008 O conteúdo dos ficheiros é legível. Com trabalho intenso entre Ja. em Lisboa. aprofundamento de um espírito de grupo e cebam formação que lhes permita aplicar a cialistas em Climatização que desejassem das amizades pessoais entre todos os Espe- nova regulamentação térmica para edifícios inserir-se neste novo contexto profissional e cialistas de Climatização envolvidos na ini- (RCCTE e RSECE.

permite construir uma “fotografia tridi. directamente para um suporte elec. I.6mm com 6. é conhecida a partir de procedimentos de A observação. referencial instrumental próprio. B) ou (X. G. 2.y.7mm × 15. (Red Green Blue). pode ficientemente densa para se considerar con. 2. João Boavida 2 e Adriano Oliveira 3 Os sistemas combinados (CTIS – Combi.Y.b) por um espelho produzir. A distância (D) é calculada a jectiva. Devido a dificuldades operacionais. Lda. formação proveniente de um e outro sensor refa. diação visível Red Green and Blue (RGB).z). 1997].000 pontos por segundo. tínuo e. refere-se a uma calibração adequados e anteriores ao levan- amostra discreta no espaço e não na obser. laser. informação mais fiável e menos sub. equipamento de varrimento laser e câ. systems e é concretamente um sensor tipo Y. y. os deslocamentos sistida de barragens. 2001]. I. quer Desde 2003 que o LNEC – Laboratório Na.COMUNICAÇÃO Sistema Combinado de Varrimento Laser-fotogramétrico na Observação de Estruturas António Berberan 1. com menor custo e maior celeridade. constituí­ laser. superficiais espaçadas regularmente. catalogada e suportada elec. Para cobrir integralmente o objecto são ne- lhecimento. O feixe laser é deflectido de acordo com in- mara fotográfica digital calibrada. pelo que as operações polares esféricas são transformadas em coor- mundo têm agora mais de 50 anos de ope. z.1 mi- e são quantidades importantes a determinar tados interessantes em experiências piloto lhões de elementos sensíveis do tipo Char- [Tedd et. quer para determinação A câmara fotográfica é composta por uma superficiais reflectem deteriorações internas de deslocamentos. As três quantidades constituem as co- tradicional. queza de informação só limitada pela ima. G.1. Introdução ram com frequências de aquisição superio. No principal da câmara em relação à origem do que diz respeito a barragens de betão. quando apoiada em de informação. Por outro lado. . ged Coupled Device (CCD) na banda da ra- feita por observação topográfica de marcas fiabilidade do sistema e relação custo/utili. em geral dade. partir do tempo de ida e volta do impulso quando comparada com a inspecção visual mensional” de onde se pode extrair uma ri. respectivamente. metodologias quer para inspecção visual as.Z). as ins. Consiste numa fonte ned Terrestrial Imaging Systems). muitas vezes. O equipamento integra um sensor activo sistema de coordenadas (x. por outro. corrente da referida metodologia. já estruturada. digital com o registo radiométrico do cená. cessárias várias posições. TOF (Time Of Flight). a 2. por um lado o modelo com pontos por segundo. pontos é registada a intensidade (I) do im- res a 10. B).y. e a foto. tornando- para as autoridades a nível mundial. matriz de 23. são rápidas e produzem on-line informação denadas cartesianas instrumentais (x.. têm vindo. apesar pertence ao grupo dos chamados time delay ferenciada do tipo (x. no entanto. Essa determinação é no que diz respeito à incerteza posicional. subjectiva e onerosa. passivo (câmara fotográfica digital reflex). já se passou a uma fase de aplicação A geometria interna de formação da imagem no coroamento e no paramento de jusante. reflectiram a radiação laser. adquirem incerteza típica deste tipo de equipamento separadamente um modelo tridimensional é sub-centimétrica e diminui com a distân- do objecto em estudo e informação RGB cia à superfície reflectora [Gordon. crementos angulares (α. As referidas coordenadas Milhares de grandes barragens em todo o grafia é instantânea.000 A inspecção visual. um detector do sinal reflectido e um dos por lasers scanners e por câmaras foto. de acordo com a formulação fundamen- sem a assistência de qualquer tipo de instru. al. Imagens digitais Em barragens de aterro. pontos num único referencial (X. A GEOGRÁFICA gráficas digitais reflex calibradas. uma resolução espacial de amostragem su. Z. mecanismo de orientação do feixe laser. -se necessário concatenar as várias nuvens de nitorização é importante para compreender gitalização Tridimensional. A tecnologia tamento. cional de Engenharia Civil e a Atescan – Di. Tendo sido obtidos resul. ração e problemas relacionados com o enve. a cobertura fotográfica em rotação ou oscilação localizado numa ca- trónico. estes sistemas ope. de muito valiosa. rio.z) é conhecido pecções visuais são feitas por especialistas (laser scanner tridimensional) e um sensor e. A excentricidade do chamado ponto vação da superfície propriamente dita. R. A componente laser (RIEGL LMS Z360I) do objecto com informação radiométrica re- pouco precisa. R. Varrimento laser de forma a obter-se um modelo numérico informação assim coligida é. beça rotativa. cada uma com o seu uma preocupação quer para os donos.2. Associado a esses 1. a desenvolver e a aplicar trutural dessas obras. ordenadas polares esféricas dos pontos que ginação. o comportamento e avaliar a segurança es. tal da fotogrametria. A segurança dessas estruturas é tronicamente. A fusão destes dois tipos A frequência de aquisição vai até aos 12. é possível fundir a in- mento especificamente dedicado a essa ta. pulso reflectido. A mo.

às quais foram retirados os efeitos perspec. cada cubos de 3 cm deu lugar a 1. como base para a vectorização de deteriorações. sendo todos eles observados pelo sis. Em 18 de Julho de 2007 as marcas superfi- ciais foram observadas das estações com uma estação total com precisão angular de ±1” e linear de ±(2mm+2 ppm).1. 2004]. nuvem filtrada e fundiram-se os dois tipos de observação geodésica utilizada frequen- mara foi equipada com uma lente de 85 mm de informação numa TIN texturizada. do Lapão é composta por duas estações de referência e 18 marcas superficiais com cen- tragem forçada (Fig. a partir das imagens originais e sua envolvente durou 6 horas. a jusante. ware CAD (desenho assistido por compu- tegral do paramento da barragem.1 Observação geodésica A informação coligida originou 5 dias de pro. criou-se uma rede de Dezembro de 2002 [Marcelino. com um catálogo de inspecção onde consta os diferentes conjuntos de nuvens de pon. O levantamento in. betão). propriedade do grupo EDP (Fig. para concatenar. O denadas cada décimo de segundo de arco. de acordo localizada na região de Coimbra completada de acordo com um catálogo com uma legenda predefinida em 1949. Esta filtragem por tador) das deteriorações (Fig. zação em linhas e polígonos é feita de acordo uma com três posições.epoch-suite. só 8 foram observados por métodos taque- métricos para referenciar as nuvens de pon. Com as estações (a vermelho) e alvos retro-reflectores (branco) esta última campanha pretendeu-se avaliar . com escala servação com o laser scanner.2. a metodologia foi aplicada a três barragens: Alto Ceira (altura do coroamento acima da fundação: 37m. temente. 3. O número total de ima. sobre o ortomosaico e usando um soft­ [Berberan et al. e. pertencente à DRABL. cavitação.563 pon. do Lapão tema laser para fortalecer a geometria da Na barragem do Lapão.2. determinação dos parâmetros de transfor. repasses.2 L evantamento combinado laser e fotogramétrico Na mesma data foi feita a terceira campa- nha de observação por varrimento laser e a Figura 1 – Perspectiva de um modelo tridimensional com as intensidades laser do paramento de jusante do Alto Ceira com primeira simultânea (geodesia e laser). Na segunda fase geraram-se imagens cor. Barragem tos. registaram-se grandes trumentais. 2007a]. e o sistema deslocamentos durante Figura 4 – Associação das tecnologias CAD e DBMS de referência da obra.2. projecção central. as chuvas intensas de O sistema foi configurado para obter coor. 3). concatenação das várias nuvens e à reamos.5 (Fig.3. que são arbitrários.. triângulos irregulares (TIN) com base na sistema de monitorização incluía uma rede em qualquer dos eixos de rotação.5m. Lapão (39. tragem por filtragem 3D. A vectori- foi realizado a partir de três estações. betão). a caracterização gráfica tos foram usados 21 alvos retro-reflectores e a estruturação das re- na vizinhança da barragem. 1) é uma barragem de betão Figura 2 – Extracto de ortomosaico Figura 3 – Vectorização de fissuras. milhões. mação entre os diferentes referenciais ins. Exemplos de Aplicação Entre outras. Em Março de 2003 e em Fevereiro de distância focal. samento inicia-se na fase em que se procede A fase final consistiu na vectorização em mo- gem e não na qualidade métrica da mesma à referenciação de cada nuvem de pontos. etc.). 2) para todo o paramento. rigidas de distorções. As quantidades observadas foram compensadas com um pro- grama para ajustamento de redes de monito- rização geodésica (www.191. 3. 5). e a câ. aterro) e Cahora Bassa (170m. O maior problema na inspecção visual assistida reside na resolução da ima. O fluxo de proces. Na terceira fase gerou-se um ortomosaico de 2005 executaram-se campanhas de ob- gens obtidas foi de 99 e o de pontos 13. Alto Ceira A barragem do Alto Ceira. tivos e projectivos característicos de uma A rede de observação geodésica da barragem cessamento em gabinete. 3. Destes 21 alvos feridas deteriorações. à nitor.com).3. O levantamento da barragem e da predefinida. tos.

a maior parte dos quais só pode ser cabalmente explorado num moni- tor. sobre detalhes que o engenheiro queira des- foi filtrado para cubos de 30cm. enquanto uma outra levou sensivelmente o mesmo tempo para fazer a observação geodésica. entre os quais se incluíram as 18 marcas superficiais. uma determinada inspecção visual e incidindo pessoas. que per- perfícies usando o algoritmo de triangulação imaginária pode. Uma equipa levou 6 horas para fazer o levantamento da barragem por laser e para determinar. crucial e supervisio. zidos. 3. Cinco destas marcas (MS05. As nuvens de pontos texturizadas (Fig. gíveis em Adobe Reader) e onde o engenheiro tacar. dimensional do objecto em estudo. mover-se ao mitiu detectar fenómenos. dada a sua tridimensionalidade. MS06. longo de um percurso predefinido registando de pontos como os reflectidos por vegetação.. pode navegar através e à volta do modelo tri. Entre os documentos passíveis de ser produ. Uma câmara A Fig. acto contínuo. O DSM. MS11 e MS13) foram usadas como referên- cias. 9 ilustra a utilidade da mesh. por exemplo. o que per. destacam-se os formatos 3dPDF (le. examinar detalhes milimétricos. O levantamento laser foi feito com três es- tações e 27 alvos retro-reflectores.7).3 Novos documentos de engenharia Os sistemas de varrimento laser terrestres Figura 6 – Nuvem de pontos com intensidades laser da barragem do Lapão (2007) mostrando as três posições de varrimento. logo após o varrimento laser. Em ambientes de realidade virtual (VR) os Figura 7 – Assentamentos Figura 8 – Nuvem de pontos texturizada Figura 9 – Mesh evidenciando fenómeno modelos 3D texturizados podem ser traba- . o qual tem que ser limpo lhados evitando estadas prolongadas no campo. A imagem pequena é um alvo retro-reflector ou aerotransportados coligem o chamado para observação geodésica e varrimento laser modelo digital de superfície DSM (Digital Surface Model).COMUNICAÇÃO GEOGRÁFICA Figura 5 – Localização das estações de referência e marcas superficiais a incerteza posicional do sistema laser. A partir deste modelo é possível produzir su. podem estar imediatamente disponíveis na nada redução da quantidade de informação. as coordenadas das marcas superficiais. cortes. etc. os alvos e os vectores entre estações e alvos.8) mite uma significativa. carros. para se extrair toda a riqueza desta in- formação são necessários softwares que a sis- tematizam em novos tipos de documentos de engenharia.2. medir e obra. MS08. por comparação com os resultados da observa- ção geodésica. assinalados por de Delaunay e gerar perfis. uma vez limpo. No en- tanto. curvas de nível e outros documentos bidimensionais e tradicionais de engenharia (Fig.

San Jose. photogrammetry the last decade and beyond” XXth Con- Tabela 1 – Erro médio quadrático (mm) gress International Society for Photogrammetry and Re- mote Sensing. XXXIII. 3 E-mail: adrianooliveira@artescan. “Visual inspections in concrete structures. Oliveira. bem como para (XYZ). N.7 formation monitoring of earth dams using laser scanners quentes às barragens. Uma vantagem do método é o facto de se levantar. & Robertshaw. “Multiple Outlier Detection: a Real Case Study”. limétricas [Berberan et al..7 4. Vol. um REFERÊNCIAS geodésico. Esta methodological approach”. J. A utilização desta pla.º 255. quer a sua vizinhança numa extensão que esses fenómenos possam ter para o es. Moçambique. materializados ou não.. J. . 2000. tem uma al. Charles. 2007a. Berberan. e no que diz respeito à .0 mento exigem inspecções visuais mais fre. Fortaleza. de 450 metros a jusante. quer a bar. de outra forma imperceptíveis na ins. “De- RMSExyz 8. J. RMSE control 2. J. The Inter- national Journal on Hydropower and Dams.8 Os problemas relacionados com o envelheci. A. et al. tornar-se-á também suficiente para barragens de betão.. II Congresso Luso-Brasileiro de Geotecnia.. O nú- mero de pontos materializados é pratica- mente irrelevante em termos de custos ou prazos. além dos pontos materializa- dos. de Cahora Bassa periciais que auxiliem a tomada de decisões “The effect of reservoir drawdown and long-term conso- A barragem de Cahora Bassa. J. das coordenadas obtidas pelo laser scanner modelos que permitem uma inspecção visual Gordon. já que estão codificados Proc. RMSExyz 4. Proceedings of SPIE Electronic Imaging para cada uma das componentes X. et al. Istanbul. naturais e arti- ficiais. Aveiro. as próprias superfícies. A. 42.9 taforma multi-sensorial permite. 16-23 de Abril. o estudo de um modelo de erro para esta tecnologia e a melhoria no desenho dos equi- pamentos e seus acessórios. situada na pro. J.. bem como uma suficiente. Conclusões Berberan. ras. ladamente. registar situações e fazer Survey Review.7 3.2 pection of dams for structural safety control”. L evantamento da barragem informação serve para alimentar sistemas gress. varrimento laser em operações que duraram Laboratório Nacional de Engenharia Civil 4 dias.º Brazilian Concrete Con- 3. foi levantada por 1 E-mail: berberan@lnec. Os vários registos. bem como ligações para outros documentos relacionados com a barragem coniza-se a semi-automatização do processo setas. Tedd. pelos responsáveis da segurança de estrutu. após fusão 15 a 17 de Outubro. geométrica e semanticamente. Vol. A partir de 41 estacionamentos co. Portela. “Integration of laser scanning and close range I mostra o erro médio quadrático em mm de 2cm por pixel. Amsterdam.7 Berberan.pt tudo em causa). and digital imagery”. August.º 1.. Y. nadas de pontos. “Observação da barragem do Lapão. Sua importância na detecção do acidente de Janeiro de 2003. nharia (independentemente da importância ragem. part B5. “Assisted visual ins- Dx Dy Dz RMSE total 5. lidation on the deformation of old embankment dams”. Marcelino. 2001. da fundação. A Tabela modelo CAD tridimensional e ortoimagens Beraldin. Lda. Marcelino. de momento. num futuro próximo. designadamente um vídeo. “Calibration and testing of a terrestrial laser scanner”. Actualmente. dos respectivos dados. 2007b. Foi gerado um ficheiro 3dPDF Engenheiros Geógrafos de pontos foi avaliada por comparação com de onde se podem invocar vários outros do- os resultados proporcionados pelo método cumentos. Boavida. posicional do método e foram tiradas mais de 500 fotografias vi.. 1995.. S. pre- e da sua envolvente.net O laser scanner permite determinar coorde. D. Boavida. Brazil.2. A. Holton. issue 2. A lução de fenómenos ao longo do tempo. Os campos de investigação que permitirão melhorar a precisão são a definição de pro- cedimentos de calibração do laser scanner. P.. E.net 3. Remote sensing. 2007a].8 2. um desenvolvimento de 323m e 137m acima riorações com base na utilização de técnicas táveis em documentos tradicionais de enge. 33-48. California. facilitam o estudo da evo. Em Junho de 2007. A. January. electronicamente. e tendo em vista o melho- Figura 10 – Janela interactiva 3D do Adobe Reader mostrando o modelo tridimensional da barragem de Cahora Bassa ramento da inspecção visual assistida. A. Portugal. de visão primárias. RMSE check 6. Em termos de desenvolvimento. A. “Hydro 2007”. “Metric performance of a high-resolution laser scanner”. 2004 (in Portuguese).1 5. rápida mas fiável. pode. Z iso. Lda. 1997 víncia de Tete. Granada. 33 n. R.8 0. chegar a precisões mi. Espanha.. bufeira de 65Km3 e um coroamento com de reconhecimento e classificação de dete- pecção tradicional e dificilmente represen. I. Portela. Volume 14. A resolução espacial de 1 cm e o levantamento qualidade dos resultados para o primeiro tipo dos taludes. Géotechnique 47. C. laser enquanto sistema de posicionamento sionais de pontos materializados. RMSExyz 7. tido como mais preciso.4 A valiação expedita da qualidade ordenaram-se mais de 50 milhões de pontos Artescan-Digitalização Tridimensional. a precisão pos- sível é suficiente para barragens de aterro e. 4. 2 E-mail: jboavida@artescan.9 2. International archives of Photogrammetry and vel afirmar-se que a precisão do varrimento de superfícies ou de deslocamentos tridimen. 2000 (in Portuguese). É razoá­ mente precisa determinação de deformações Lichti. 2004. E. medição de deslocamentos. Conference. sando a produção de um ortomosaico com Artescan-Digitalização Tridimensional.3.

Esta tecnologia está posto pelo motor eléctrico. a única em fase comercial. tanto luentes quando os navios operam em zonas des energéticas da embarcação. convertida em energia eléc- projecto de uma embarcação para actividade projecto entre os estaleiros Howaldtswerk trica por células fotovoltaicas (FV). Um exemplo é a sua utilização diferente dos existentes. casos. O projecto consiste numa tricos. a ser desenvolvida e testada na indústria au- bustível a hidrogénio e sistema de armaze. a célula de com. sidades energéticas relativamente baixas. militares estão a ser desenvolvidas e testa. Demonstra. sidades muito modestas em termos de po. tência e autonomia (Affolter 2000). o perfil de operação da embarcação aos requisitos em termos de potência e au. armazenada num sistema de baterias.COMUNICAÇÃO Propulsão eléctrica com pilha de combustível a hidrogénio e painéis fotovoltaicos para embarcações Nuno Fonseca 1. lies 2005). Pode-se diária de energia elevada. Este que torna os sistemas pesados e com pouca bustível a hidrogénio em embarcações não conceito é viável em aplicações com neces- autonomia. a Introdução e médio prazos se restrinja a aplicações de radiação solar. sendo total- uma expressão mínima comparativamente como geradores ou outro equipamento au. nomeadamente: o hidrogénio arma- bustão. acredita-se que existem já al- energia eléctrica e alimentar motores eléc. e a médio prazo para o transporte marítimo de curta distância. gumas aplicações onde o conceito pode ser . a tecnologia não responde das em pequenas embarcações com neces. mente aos sistemas baseados apenas em ba. tomóvel com alguns exemplos de sucesso. A configuração é em casco duplo peratura resulta num processo (catamaran). grafo anterior. na maior parte dos Os veículos eléctricos com a energia arma. A utili- embarcação com propulsão eléctrica e cujas zação de pilhas de fontes de energia podem ser totalmente re. trica resultante é baixa e. As principais limitações são a densi. Filipe Duarte 1. no entanto a potência eléc- potência relativamente baixa com o objec. também marítimo-turística com capacidade para 42 Deutsche Werft AG (HDW) e a Siemens já foi testada em propulsão de embarcações passageiros. o As primeiras aplicações de pilhas de com. dizer que a aplicação desta tecnologia está Apesar das “limitações” descritas no pará- bustível. e o longo tempo de carregamento. O sistema de propulsão é com. as emissões po. bustível a hidrogénio no sector marítimo e. A vantagem é a possibilidade de a utilização de pilhas de combustível no curto usar uma energia renovável e sem custo. insuficiente para cobrir as necessida- zenada em baterias de ácido-chumbo. terias são a muito melhor relação de energia de baterias. combustível de baixa tem- nováveis. O hidrogénio. zenado a bordo. pode ser utilizado para produzir agora a iniciar. AG. Tiago Farias 2 e Gonçalo Gonçalves 2 NAVAL Resumo O projecto Hidrocat tem como objectivo oferecer uma alternativa sem emissões po- luentes para actividades marítimo-turísticas e de recreio em planos de água interiores. As vantagens comparativa. seja. -se a aplicabilidade do conceito com o ante. armazenada versus o peso e a rapidez de re- buição dos fluxos energéticos. tivo de reduzir. mente eléctrico. combina a energia de três aos sistemas baseados em motores de com. eficiente e limpo. xiliar durante as operações no porto (Kicku. no entanto têm tido sensíveis. pois. os painéis fotovoltaicos. o sistema A aplicação mais avançada de pilhas de com. ou eliminar. é em submarinos militares e resulta de um A energia solar. e um módulo de gestão e distri. aparentemente. ou Por estas razões. a energia solar e a energia dade energética muito baixa das baterias. namento. ou em zonas ecologicamente O sistema de propulsão apresentado aqui é já há várias décadas. combinado com pilha de com. deve ser tal que não requer uma quantidade tonomia para a maior parte das aplicações. Para navios não militares espera-se que eléctricas. abastecimento. apareceram populacionais. fontes. automóvel como embarcação.

necessita. se necessário. pois usa como fontes energéticas a radiação de uma embarcação para passeios turísticos terior ou na vizinhança de cidades.3 e 0. junto pridos e que é possível neste momento de. ou seja. vem também de “buffer” para responder ra. génio e um reservatório pressurizado para e sem vibrações é muito atractiva para um minar de uma embarcação para actividades armazenar o hidrogénio. tripulantes. utilização de motores de combustão em pla. Pri. pilha de combustível 4. Muitas em- mento muito eficiente da energia solar. cer a resistência adicionada devido ao vento cação com propulsão eléctrica para 8 pes. marítimo-turísticas e com capacidade para cos na cobertura da embarcação. lagos. de serviço. a redução de custos de ope. painéis fotovoltai. painéis fotovoltaicos (Fn entre 0. que gere os fluxos energéticos entre as vá. e res é constituído por um motor eléctrico barcações turísticas têm um perfil de opera- ainda a possibilidade de funcionar apenas acoplado ao hélice e respectivo sistema de ção compatível com estes requisitos. de reabastecer as reservas de ração em combustíveis dado o aproveita. armazena a energia solar sempre que. um sistema Neste caso a embarcação é projectada para 42 passageiros mais 2 tripulantes. também perde importância nos dias de céu de serviço Pouco calado nimizar a geração de ondas. des da embarcação. e em canais e planos de água no in. no entanto o sistema razoáveis). nomeadamente em utilizando o efeito de cancelamento de sis. a hidrogénio e/ou o sistema de baterias com. rios de rios. A componente de energia solar Um dia de operação e 8 horas à velocidade Autonomia cos são optimizados com o objectivo de mi. Sistema de propulsão modular com motor eléctrico Desenvolvimento das Formas do Casco 2. Um casco esbelto tem estabilidade transversal baixa e área de . de energia solar e o hidrogénio armazenado com capacidade para 42 passageiros e dois guns países já existe legislação que proíbe a a bordo. funcionam de forma independente. Tabela 1 – Requisitos de projecto nimizar o consumo energético e a geração plementam as necessidades energéticas. existe a nos de água mais sensíveis do ponto de vista possibilidade do sistema de propulsão ser Requisitos de Projecto ecológico (electric only lakes). Este trabalho é precedido por um estando disponível. talidade para a propulsão. O sistema de propulsão eléctrico é híbrido. No entanto. controle de potência O desenvolvimento das formas do casco tem electrónico em atenção a necessidade de minimizar a 3. Capacidade 42 passageiros e 2 tripulantes um bom índice de espaço a bordo. As necessidades energéticas da embarcação A energia solar aumenta consideravelmente são garantidas prioritariamente pelos painéis a autonomia. cada um dos grupos propulso. nalmente. Os principais requisitos de projecto encon- A configuração da embarcação é em cata. controlo. senvolver um protótipo de demonstração O sistema de baterias tem duas funções. uma pilha de combustível a hidro. que é im. água que são reservatórios para consumo hu. As baterias ser. o conforto da propulsão silenciosa Neste artigo apresenta-se o projecto preli. navio de turistas. maran. crito é viável se o perfil de operação da em- parativamente aos motores convencionais ponentes de cada grupo instalam-se de forma barcação não exigir quantidades diárias de são: ausência total de emissões poluentes. sistema de controlo deve ser muito esbelto. Adicio- com energia obtida de fontes renováveis. constituído por dois grupos propulsores que O conceito de embarcação eléctrica aqui des- As principais vantagens deste sistema com. hidrogénio o que para o número de Froude de projecto 5. energética é insuficiente para as necessida. tante que a embarcação tenha a possibilidade. reservatório de resistência ao avanço e a geração de ondas. energia a bordo numa base diária. O sistema de propulsão tem a ca. Pouca geração de ondas Outros Boa estabilidade Figura 1 Aprovação p/operar como marítimo-Turística 1. Anteprojecto de Embarcação Turística zonas ecologicamente sensíveis. quando a embarcação navega à ve.4) significa que o casco 6. Os com. sistema numa embarcação de 15m. à costa. A embarcação deve ter um ca- Descrição do Conceito fotovoltaicos. planos de temas de ondas gerados pelos dois cascos. quando esta fonte lado pequeno e produzir pouca ondulação. a energia solar apenas ga. 2006). por outro lado. sem a utilização da energia solar.utilizado com sucesso. sem vibrações. tranquila e sem vento. Deste modo. A rante uma parte da potência que o motor Propulsão Totalmente eléctrica forma dos cascos e o espaçamento entre cas. Esta secção apresenta o projecto preliminar mano. não é utilizada na sua to. excepto os painéis fotovoltai. de baterias. propulsor tem reserva de potência para ven- estudo inicial focado numa pequena embar. em condições de pouca ondulação. canais. sistema de baterias 7. e pequena ondulação. O requisito de auto- soas (Fonseca et al. nomia é de 8 horas de operação à velocidade al. cos que estão na cobertura (ver figura 1). rias componentes do grupo propulsor. o independente dentro de cada um dos cascos energia muito elevadas. nomeadamente nublado. Demons. a pilha de combustível tram-se na tabela 1. Em Fonseca et pidamente a picos de potência mais eleva. locidade máxima. Em al. o que permite simultaneamente mi. tais como estuá­ tra-se que os requisitos operacionais são cum. (2007) discute-se a implementação do dos e de curta duração. racterística de ser modular. É também impor- elevado conforto da propulsão silenciosa e do catamaran. Velocidade 8 nós de serviço portante para o conforto dos utilizadores. ou até no mar. A velocidade de serviço são 8 nós em água com a tecnologia existente (e com custos meiro. permite obter exemplo. e uma unidade de distribuição operar em águas abrigadas. Por Operação Viagens turísticas de curta duração de ondulação e.

COMUNICAÇÃO Resistência total Potência Efectiva 2.0 embarcações de deslocamento é possível de propulsão com dois motores eléctricos Comprimento na linha de água (m) 15. lentamente para velocidades baixas. fazem-se os cálculos da 6 mia de 3 horas à velocidade de serviço (em 4 resistência ao avanço. Observa-se que a resistência aumenta de uma potência superior à anterior. de potência elevados. uma reserva de potência para suprir a resis- tanto. correspondendo a uma Baterias resistência de cerca de Parte da energia a bordo é armazenada num 1200N e uma potência sistema de baterias. tência adicionada em condições adversas de Tabela 2 – Características principais do catamaran começa a aumentar a uma taxa elevada. per- Boca de cada casco (m) 1. deve corresponder potência. A reserva de Boca máxima (m) 7. trica nacional a custo muito baixo. O projecto convergiu para um um projecto cuidado do hélice e a selecção lativamente baixo e respondem bem aos picos catamaran fabricado em materiais leves cujas de um motor eléctrico sem escovas efi. cação e a posição do centro de gravidade. Assumindo eficiência de aumenta a autonomia da embarcação. mite uma velocidade máxima estimada li- Deslocamento carregado (kg) 9800 O gráfico da resistência ao avanço mostra geiramente superior a 9 nós.000 400 2. As eficiências assumidas requerem baterias de ácido-chumbo que têm custo re- catamaran.2 kW. No entanto. 1 3 5 V (nós) 7 9 terísticas do motor eléctrico. dos. pois: efectiva de 5100W. e permite resulta na potência pe. portanto. O peso do sistema de baterias pode ser Estimativa de Potência reduzido. Para vento e ondas. tipicamente 20-40 o plano vertical na figura 2. 0 capacidade em Amp-h dependem das carac- seca et al. ou Lithium 14 se conhecer o deslocamento total da embar. Neste caso ana- O gráfico da figura 3 mostra a curva de re. assumindo-se o custo superior de Potência do motor do Sistema Propulsor 18 tecnologia mais evoluída. o sistema de propulsão necessita ção. convés pequena. lisaram-se duas alternativas que correspon- Figura 4 – Potência pedida ao motor sistência ao avanço e a potência efectiva do dem a motores disponíveis no mercado e . responder a picos de potência elevados. a velocidade de Energia e Autonomias de projecto é de 8 nós.000 0 0 0 2 4 6 8 10 0 2 4 6 8 10 V (nós) V (nós) Figura 3 – Resistência ao avanço (esquerda) e potência efectiva (direita) NAVAL casco em função da velocidade da embarca. dos em cada um dos cascos. e Para dimensionar o sistema de baterias as- Pm (kW) 10 dos cálculos hidrostáticos para determinar a 8 sume-se que este deve garantir uma autono- imersão e caimento.000 Pe (W) Rt (N) 800 4. (2007). O gráfico mostra que a potência requerida Wh/kg. o qual.0 à velocidade de projecto.0 identificar um ponto de transição a partir do interiores com 10kW cada a serem instala- Imersão (m) 0. 12 ion polymer (LiPo ~ 130-200Wh/kg). que é importante. no en. A escolha vai para um sistema Comprimento total (m) 15. A voltagem do sistema e a 2 da resistência ao avanço é descrito em Fon. como por exemplo 16 Depois de feita a estimativa de pesos para níquel-metal (NiMH ~ 80Wh/kg).0 para um casco eficiente.000 10. O método de cálculo água tranquila). a partir de aproximadamente 8 nós. De facto. pode 65% para o hélice e 85% ser recarregado durante a noite da rede eléc- Figura 2 – Plano vertical para o motor eléctrico.0 Distância entre os cascos (m) 6. Neste caso. sidade energética é baixa.600 8.200 6.6 qual a resistência aumenta muito. ou seja.000 1.000 1. ajuda no aproveitamento da energia solar. Velocidade de passeio (nós) 8 que existe um “patamar” entre os 7 e os 8 Autonomia só com baterias a 8 nós (horas) 3 nós que corresponde ao cancelamento de Armazenamento Autonomia com bateriais e pilha a 8 nós (horas) 12 sistemas de ondas. embora relativamente alta. pelo que a solução é juntar dida ao motor eléctrico dada no gráfico da A opção neste sistema de propulsão vai para dois cascos esbeltos numa configuração de figura 4. a sua den- características principais estão na tabela 2 e ciente. resultam em sistemas pesa- para a velocidade de 8 nós são os 9.

e a rapidez de garantida pelo hidro- reabastecimento. Assume-se uma efi- de células de combustível que existem podem Figura 7 ciência dos painéis de 13%. ou de ambos. Para cial para acumular energia é grande.que trabalham a 144V e a 60V. A pilha de combustível a hidro. Em conjunto têm po. 10 área da cobertura pode ir até aos 100m2. portanto garan. fotovoltaicos são instalados na cobertura da Tempo (horas) mitações. Presentemente. No extremo inferior temos tricos considera-se ainda uma série de per- as pilhas de tipo PEM (Polimer Electrolyte quada para a presente aplicação são os cilin.fotovoltaicas e usada directamente para a vel de 2kW cada. na re- res. Membrane ou Proton Exchange Membrane). rante a noite. onde cada grupo tem 5 baterias de 225 Amp-h e 12V associadas em Células Fotovoltaicas série. O sistema é composto pela pilha e 15 embarcação usando uma área de 50m2. os de 400 litros.uso posterior. ou armazenada nas baterias para 4 grupos propulsores. O gráfico da fi- bons rácios entre potência e peso e entre gura 7 apresenta a autonomia energia armazenada e peso. de 30 recebida numa superfície horizontal. armazenar o hidrogénio. Neste caso seleccionam- resultando numa capacidade de 210 Amp-h -se cilindros em fibra de carbono a 350 a 144V e um peso de 800 kg. cuja densidade xima e de mínima irradiância.3 por 12 baterias de 12V associadas em série. A um sistema de propulsão eléctrico é a figura 5 apresenta as autonomias em horas possibilidade de facilmente se apro- em função da velocidade. dos painéis sola. horas para 700 bars. 210 Amp/h Célula de combustível com membrana de permuta de protões mia. A figura 9 apresenta tem pequenas autonomias. Existem diferentes tecnologias para real” entra em conta. bustível adequada sem ocupar volumes muito atmosfera são contabilizados. uma para cada um dos propulsão. Figura 5 ultrapassar esta velocidade os motores rece. A curva de “céu no entanto têm duas grandes limitações. A grandes. 350 bars No caso da embarcação turística. e compa. Neste caso utilizam-se operando a cerca de 100ºC e que usam o hi. Os méritos desta sor. a quantidade diária média de irradiação solar Autonomia garantida pelo hidrogénio o tempo de recarga é de várias horas e. lula e do processo electroquímico. mazenar em volume de depósito semelhante. terias em paralelo. Os vários tipos Vel.recebida numa superfície horizontal. As baterias quantidade de energia que se consegue ar. veitar a energia solar.das adicionais. Como a embarcação está per- 0 tência suficiente para propulsionar a embar. em termos médios.o efeito da nebulosidade. um para cada grupo propul- drogénio como combustível.manentemente exposta à radiação. com densidade de energia é baixa.7 horas O primeiro sistema de baterias é composto A figura 6 apresenta um esquema com a cé. no entanto a ade. dois. com capacidade conjunta tecnologia são: a emissão poluente zero. só é viável recarregá-las totalmente du.4 kg sistema é composto por dois grupos de ba. como se vê na tabela 3. de hidrogénio. A curva de “céu Pilha de Combustível a Hidrogénio é muito baixa. A energia solar pode ser conver- Autonomia (horas) 12 tida em energia eléctrica por células 8 Opta-se por usar duas pilhas de combustí. durante os meses de má- O combustível é o hidrogénio. em função do mês do ano. Adicionalmente.A figura 8 apresenta a irradiância em W/m2 Autonomia garantida pelo sistema de baterias bem energia das baterias. Uma célula de combustível é um dispositivo 5 pelo que o aproveitamento de energia solar electroquímico que converte a energia de um 0 pode ser aumentado relativamente ao con- 4 5 6 7 8 combustível em electricidade. 25 150 bars 200 bars m2. (nós) siderado neste trabalho. 450 Amp/h Figura 6 cia do sistema e se aumenta a autono- 16 144V . O segundo bars com uma capacidade para 4. O resultado é um sistema de 450 Uma das vantagens da utilização de Amp-h a 60V com um peso de 670 kg.limpo” representa a irradiância em dias de Tal como explicado antes. as baterias têm um siste em armazenar uma quantidade de com. o poten- 4 5 6 7 8 9 V (nós) cação a cerca de 6 nós em água calma. génio para diferen- rativamente aos motores de combustão. Autonomia garantida pelo hidrogénio de electricidade recebida pelos motores eléc- tura de operação. tes pressurizações. para cilindros pressurizados a 200 bars e 9. A autonomia a 8 nós ga- também estão disponíveis no mercado. rantida pelo hidrogénio varia entre 3. os painéis 20 700 bars génio é introduzida para ultrapassar estas li. as desvantagens são o custo elevado e a menor . Os próximos pa- Autonomias só com baterias rágrafos mostram que deste modo se 20 melhora consideravelmente a eficiên- 60V . em kWh/ facto. Na estimativa ser classificados de acordo com a tempera. gião de Alqueva. onde os efeitos de atenuação da papel importante neste sistema de propulsão.céu limpo. A pelo reservatório pressurizado. portanto um dos desafios con. dros pressurizados.

50 rante as necessidades energé.80 0. Ventura de Sousa.468 949 1772 471 ticas da embarcação num dia cations”. F. Estes va.Dezembro pois o regime de funcionamento é in. com valores assumidos liação da energia que é possível converter de Instituto Superior Técnico. sidades energéticas da embarcação são. F.5 nós em Julho e 3.85 0. 2-5 July.2 4.13 energia eléctrica por dia e em Cells 2000.Julho e motor abaixo dos valores óptimos.000 ferior ao ponto de projecto. Duarte. listas de velocidade de projecto e autono- Irradiância em Alqueva . Farias. a energia solar ga.14 Dezembro 10 kWh.6 Irradiância numa superfície horizontal na região de Alqueva nós em Dezembro. Cru- Estimativa de velocidade só com solar zando esta informação com o Irrad.08 lores podem ser comparados combustível a hidrogénio para embarcações”. Proceedings European Fuel Cell Forum . Lucerne. M... Actas das X Jornadas Técnicas de Eng. Potência no motor (W) 4840 2530 4027 1570 embarcação para concluir que. G. o consumo energético da embarcação num Av. Gonçalves.03 com o consumo energético da volvimento nas Actividades Marítimas). Os cálcu. Farias..14 0.55 0. O sistema de propulsão NAVAL integra componentes disponíveis ac- estima-se a velocidade do catamaran usando tualmente no mercado.13 0. as neces- Céu real .03 0. Gonçalves. (2007).60 em Julho. Póvoa do Varzim.13 0. September 2005. “Fuel cell power for maritime appli­ Potência efectiva (W) 2. 1049–001 Lisboa dia típico de operação. Fonseca. as previsões Utilizando os valores de irradiância da figura de velocidade são um pouco superiores. N. Conclui-se que o apenas energia solar (ver tabela 3). para o rendimento dos motores e do hélice e solar para eléctrica por dia e comparar com Universidade Técnica de Lisboa com a curva de potência efectiva da figura 3. July 10-14.6 de operação típico. W/m2 600 400 200 0 5:00 7:00 9:00 11:00 13:00 15:00 17:00 19:00 hora barcação a Figura 8 5. “Propulsão eléctrica com pilha de Perdas temperatura 0.. pp. “Swiss Fuel Cell Passenger and Plea­ Irradiância (W/m2) 1020 519 826 322 Julho se obtêm 35 kWh de sure Boats”. Fuel Cells Bullettin. 2 Departamento de Engenharia Mecânica parágrafo anterior. valores médios rendimento global do sistema REFERÊNCIAS Julho Dezembro Julho Dezembro fotovoltaico conclui-se que em Affolter. .200 Céu real . T. Conclui-se maior parte. Duarte.09 0. 12-15..inclinação = 0º 8 7 O artigo apresenta um sistema de pro- 6 pulsão eléctrico e híbrido para embar- 5 cações baseado em pilha de combus- kWh/m2/dia 4 tível a hidrogénio e painéis fotovoltai- 3 cos.75 0.13 0. A fi- Tabela 3 – Potência efectiva produzida gura 9 apresenta os valores mé- pelos painéis fotovoltaicos e estimativa de velocidades dios de irradiação por dia em utilizando apenas energia solar função do mês do ano. (2006).50 0. Perdas do sistema 0. Rovisco Pais.14 0. G. céu limpo Irrad. J. Utilizando as irradiâncias de céu limpo. Demonstra-se a aplicabilidade do 2 conceito com o projecto preliminar de um catamaran para passeios turísticos 1 em zonas ambientalmente sensíveis. na 1. 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez A capacidade é de 42 passageiros e Figura 9 dois tripulantes e a velocidade de ser- Valores médios diários da irradiação em Alqueva viço de 8 nós. A análise do aproveitamento da energia 1. Elsevier.Julho Céu limpo . 1 Centro de Engenharia e Tecnologia Naval 8. Lisboa.F.60 0.4 5.04 0. juntamente com as eficiências descritas no De facto.COMUNICAÇÃO Conclusões Irradiação em Alqueva . é mais interessante fazer uma ava.14 0.inclinação = 0º e assumem-se rendimentos do hélice mia. (2000). J. Switzerland. Fonseca. sistema de propulsão cumpre requisitos rea­ los são feitos para o pico de irradiância às 12h. and solar energy”.5 3. Portugal. Naval (Inovação e Desen- Perdas reflexão 0. 9th Conference on Energy for a Clean Rendimento hélice 0..Fuel Rendimento FV 0.Dezembro Céu limpo . durante o Verão. (2005). “Clean propulsion for marine vessels based on hydrogen Rendimento motor 0. garantidas pelos painéis foto- 800 que a energia solar propulsiona a em.08 0.03 0. voltaicos. Velocidade (nós) 6. Environment. Kickulies. N..08 0. T. solar mostra que.

o que. devido As nossas economias têm utilizado o gás na- choque pelo lado da procura no mercado a ausência de investimentos significativos tural para reduzir a dependência do petróleo. um barril cus. mas. Ará. tal representa levar a entradas e saídas instantâneas da • Os principais países industrializados apren. menos gravoso para as suas economias que embora se aproxime o “peakoil”. • Necessidade de potência de reserva para leo. I. ainda não acabou. bustíveis fósseis e a minimização dos impac- Este choque do lado da procura tem. como nos 1. Assim. também as facilidades de transporte de um A entrada em cena na economia mundial das • Erosão da capacidade excedentária da combustível líquido como o petróleo. fisicamente. por não haver gias renováveis que nos poderão permitir a sejam responsáveis por 25% do consumo oferta disponível para colmatar aumentos redução da dependência em relação aos com- mundial e a China apenas por 8%. a época do petróleo barato grama eólico. abrindo um novo. elas estarão comercializáveis a curto-médio res choques pelo lado da oferta (redução da tisfação da procura. preço actual de 136 USD por barril e com potência instalada de 4000MW. estimu. • Vulnerabilidades e problemas políticos em As economias Ocidentais terão que gerir ram com o uso do petróleo para a produção países produtores – Venezuela. Electroprodutor Português: Com efeito: dores o chamado “fear Premium”. quando e Índia. oferta para uma procura constante). bém põe às economias Ocidentais um grande fornecido à China. O  Novo Choque Petrolífero Em suma.º e 2. ao câmbio da • Necessidade de gerir entradas e saídas fre- da economia mundial. A um quentes da rede de centrais eólicas. tal poderá tações dos outros países. CO2 ao ser queimado. há petróleo. embora os EUA neste momento ainda petrolíferos estão em tensão. Com efeito. que da oferta (retracção).º Choque Petrolífero em novas formas de produção de energia e para a utilização mais eficiente da mesma. Os 1. já reduzido a sua dependência do petró. não apresentando tróleo barato à escala mundial está acabado.º choques petrolíferos termina. fazem subir os preços do crude. em euros “apenas” 87 euros. um em feitos nos últimos anos.º e 2. Numa grande e dinâmico mercado para as expor. pelo que este choque será por via disso O petróleo. como parece ser Luis Mira Amaral * o caso com a electricidade.551. o que põe à rede eléctrica por- da economia chinesa que assim se assume petróleo. risco de dependência geoestratégica. Em todo o caso. financeiros que jogam com o temor dos fósseis ao mesmo tempo que intensificam lando novas motorizações. as políticas de conservação e utilização ra- A China começa. no fundo. pagando II. tuguesa vários problemas: como um poderoso motor de crescimento tava entre 25 a 30 USD. dência geoestratégica destes. o que é aproveitado prazo. ril em USD e a desvalorização do USD. plataforma petrolífera. Também se começam a perspectivar desen- volvimentos tecnológicos que permitam o armazenamento da energia. características diferentes dos anterio. um difícil período de transição para um sis- de electricidade. Iraque. • Choque da procura (aumento) e não cho. Tem o incon- guinte maneira: veniente ambiental da elevada emissão de O tempo em que se poderia contar com pe. num país ou numa cional de energia. bia Saudita. mas tal como o petróleo. designadamente China OPEP que não consegue funcionar como Quanto ao gás natural. feitas pelos especuladores para estratégias que pelos árabes e pela OPEP. geologicamente. a ombrear com os pequeno ou grande. potências asiáticas. há um receio nos mercados por tais per. o vento tem elevada mento da procura é devido ao dinamismo grande almofada no que toca aos preços do volatilidade. o gás natural tam- cada três barris adicionais de petróleo foi • Falta de investimentos na exploração e de. o que cria um poderoso es- tímulo económico para avanços tecnológicos O 3. tos ambientais. senvolvimento de novos poços. em 2000. ser crescentes. turbações implicarem incapacidade de sa. con. tem ha.ANÁLISE está terminada. veio provocar um autêntico • Erosão da capacidade de refinação. petrolífero mundial. poder-se-á explicar a actual situa­ pelo que não apresenta os riscos da depen- e o Efeito da China ção do mercado petrolífero mundial da se. Como os mercados Há todo um conjunto de tecnologias e ener- neta. cujas necessidades de energia vão regulador do mercado. centrais eólicas ou nucleares? • Não tendo havido restrição da oferta. o au.º choques petrolíferos. O carvão está mais disseminado e distribuí­do no mundo que o petróleo e o gás natural. representava cerca de 30 euros. câmbio euros/USD de 1. EUA como os maiores “oiloholics” do pla. . altura. eco. assim. tema energético mais diversificado e menos O 3. Desde 1999. Nigéria e agora o Irão. também há algum gás natural. produzir electricidade quando não há vento. E xpansão do Sistema assim os consumidores a esses especula. de procura ou acidentes do lado da oferta. o que encarece. rede de cerca de 900MW (quase a dimen- deram a lição com os outros choques. o euro tem sido para nós uma Como todos sabemos. são de um grupo nuclear…). tendo vido uma correlação entre o aumento do bar. mercados quando há qualquer problema. nomicamente. O problema é que nem todas tudo.º choque vai reduzir consideravelmente • Movimentos especulativos nos mercados dependente do petróleo e dos combustíveis o uso do petróleo nos transportes. o custo do pro- os anteriores.

mente a eficiência energética dos edifícios. – Promoção do transporte público de qua- lidade nas grandes urbes conjugado com a tarifação das entradas. de bens transaccionáveis. o melhor mix para termos assim através dos preços os sinais adequados trais nucleares). Sendo o nosso consumo per capita de ener- Electroprodutor Português Período 2006-2025”). natural (este apenas utilizado na co-geração. atra- vés de medidas fiscais e regulamentares que estimulem o uso de veículos mais eficientes e penalizem os mais ineficien- tes e mais intensivos em energia. ANÁLISE – Estímulo ao transporte ferroviário de mercadorias. Assim sendo. Aqui tensidade energética acaba por reflectir a nossa gias. capitação de energia inferior à europeia. Ao contrário do que muitos julgam. fisticada e com maior criação de valor na pode e deve ter lugar. Tal deverá passar por: oferta nacional. dor de intensidade energética não é apenas cura como a interruptibilidade. também que criar maior valor acres- ordem dos 450MW. então. mesmo já tendo em cia no mercado do produto. como sugere a REN. Qual será. IV. o que deveria levar à construção de mento nas redes). • No sector residencial melhorem radical. sector gia inferior à média europeia. – Melhor planeamento urbanístico. nas “Perspectivas de Evolução do Sistema recursos energéticos nestes sectores. ções que devemos ter com a conservação e Esse aumento de procura não poderá ser sa. O actual choque configura essa oportunidade que não há consumo (designadamente à ticos e reduz o transporte e logo o investi. esse necessário programa e Utilização Racional de Energia hídrico está encalhado desde o demagó. consumo de energia induzido pelo aumento Portugal. * Engenheiro e Mestre em Economia . a novas tecnologias petitividade das empresas portuguesas? de armazenagem descentralizada. de procura de mobilidade fornecida pelo energia e os outros inputs de forma mais so- troprodutor que a discussão sobre o nuclear sistema de transportes. III. a essas mudanças. preços de electricidade que assegurem a com. carvão. o indica- conta medidas desejáveis de gestão de pro. por via a redu- zir o transporte privado nas grandes áreas metropolitanas. em detrimento do rodo- viário. duzida quando há vento em períodos em a qual permite elevados rendimentos energé. mos ter apenas um mix entre eólicas. blema reside no denominador – o PIB per ca- mento de consumo de energia eléctrica entre -se justamente devido à grande concorrên. é preciso dotar o Estado fraqueza económica e a incapacidade para centrais de ciclo combinado a gás natural. forçada a ajustar. – Modernização da frota automóvel. ponham as estruturas e os materiais ade. flectido num PIB per capita muito baixo. ao con. sendo necessário. novas não basta legislar. para tal. A s Políticas de Conservação Per Capita em Portugal Como sabemos. pita – que é infelizmente infra europeu! os 3 e os 4% por ano. utilização racional de energia. dando-se gem (o problema é idêntico com as cen. os governos de- noite). a in- ou pelas fontes renováveis e novas tecnolo. hidroeléctricas de bombagem? passados para os consumidores. em Portugal: os sectores residencial A intensidade energética (rácio entre o con- gico e irresponsável episódio de Foz-Coa. Intensidade Energética e Consumo madas pilhas de combustível regenerativo. devere. quados à maior eficiência energética. equipados com sistemas ligação entre crescimento económico e centado na produção de bens e serviços em de dessulfuração e desnitrificação. gás – Portagens nas vias de comunicação. também os preços da energia deverão transparentemente reflectir os custos da sua disponibilização. ou um novo mix com eólicas. o nosso pro- prevê-se nesse horizonte cenários de cresci. dicador económico. trário do que acontece na indústria. gás na. o que significa também utilizar a É certamente nesta expansão do sistema elec. Sem negar as preocupa- nal de energia. de mudança. ciclo super-crítico a carvão pulverizado da • No sector dos transportes desacoplem a Há. através de normas de construção que im. mas. as cha. Neste contexto. o que é re- gama de 400MW por grupo. tendo nós uma tisfeito apenas pelo programa eólico em curso. e carvão. tural (nos ciclos combinados e na co-geraçao) – Promoção do teletrabalho. ou terá de se recorrer. da da capacidade efectiva para fazer cumprir criar valor na produção nacional. a eficiência luntaristas que um indicador energético. pois. é também um in- energética e a conservação e utilização racio. nucleares e centrais verão deixar os aumentos de preços serem novas centrais hidroeléctricas de bomba. e dos transportes sumo de energia per capita e o produto in- terno bruto per capita) tem aumentado em Segundo a Rede Eléctrica Nacional (REN) O mercado falha na afectação racional de Portugal e é superior à média europeia. Por isso terão de haver políticas públicas vo. segundo a REN. e grupos de a legislação. • Necessidade de armazenar a energia pro.

2439 2001 3407 2001 2875 2001 2767 2001 2470 verno (Decreto-lei n. a nível nacional. atribuído pelo Go. (REN) iniciou a previsão da No final do primeiro semestre de 2007. quando comparada versidade Técnica de Lisboa). os parques. 2010. face ao protocolo de Quioto. repre- 10 do consumo bruto nacional de electricidade Gás Natural Carvão sentada pela subtracção entre seja abastecido a partir de fontes de energia 0 PRE o valor de consumo e o valor 1997 1999 2001 2003 2005 renovável. A figura 3 apresenta a par- Consumo 20 mente. a com base nas previsões de vento calculadas 1731 MW. 2000 2746 2000 2758 2000 2617 2000 2228 tindo a tarifa por um período aproximado 1999 1733 1999 2028 1999 2279 1999 2312 de 15 anos. actualmente. o tratado de Quioto. enquanto que a produção hídrica apresenta uma grande variabilidade. que impõe. mais espe. é importante. 1997 3149 1997 2571 1997 2678 1997 2094 cado (MIBEL) e à atribuição de certificados Figura 2 – Energia anual (horas/ano) Hídrica e Eólica (PCH – Produção Central Hídrica) verdes (sistema RECS). dependendo em exclusivo das condi- ções meteorológicas. em A evolução da produção de energia eléctrica Através da figura 1 é possível observar o im. Recente.Esta previsão está a ser efectuada para todos A estrutura organizativa do Sistema Eléc. A grande volatilidade Introdução Impacto da PRE no Perfil de Geração desta fonte de energia constitui um grande desafio na gestão do sistema eléctrico. da Energia Eólica no SEN car através da figura 2.ANÁLISE durante mais de 2000 h por ano. que tem a missão de manter o através da energia eólica. onde existem telemedidas. motivado pela preocupação de cumprir chável). necessário para suprir o con- gia Eléctrica a partir de fontes renováveis até 30 sumo. 2003 2299 2002 1823 2002 2449 2002 2300 2002 gime tarifário favorável. A produ. O cumpri- dução de electricidade com base em energias lução significativa da sua participação desde mento desse equilíbrio torna necessária a renováveis. 1998 2000 2002 2004 2006 da produção eólica. energia eólica tem uma maior garantia.º 225/2007). em cada momento. estando inte. nomeadamente das condições de vento.pt/sections/exploracao/dpe/default. foi fixado pelo Governo Português Saldo Import. referente a 148 parques eólicos.formação disponibilizada em http://www. considerando ren. Características da Energia Eólica A energia eólica tem uma natureza intermi- Rui Pestana * tente.pelo IST (Instituto Superior Técnico da Uni- liada em horas por ano. estabelecendo que 45% Fuelóleo nal (SEP+SENV). 40 vencional que fará o ajuste no caso português. cela da geração convencio- Hidráulica um novo objectivo. satisfação do consumo. o valor da ener. implicando um reforço significa. Nos anos secos produz durante O Impacto da Energia Eólica cerca de 1000 horas por ano.garantir a segurança do sistema. sendo visível a evo. Grande Hídrica (>30 MW) PCH (>10 e <=30 MW) PCH (<=10 MW) Eólica (corrigida) gias Renováveis e Resíduos”. em trico Nacional (SEN) coloca a produção de energia eólica no SEI. pacto da produção em regime especial na equilíbrio entre a produção e o consumo e deve-se ao facto de se estar a promover a pro. 1997 até 2006. é a produção con- a Directiva Europeia 2001/77/CE. como “Outras Ener. A Rede Eléctrica Nacional Figura 1 – Contribuição da geração na satisfação do consumo cificamente a produção hídrica. previsão da produção eólica. a mesma tem um re. como se pode verifi.tempo real. em termos anuais. na Gestão Técnica do SEN aproximadamente. Após essa fase.asp. sendo esta in- Enquadramento com a energia hídrica. garan. 2006 2307 2006 2710 2006 2360 2006 2120 grada na Produção em Regime Especial (PRE). 39% de produção de ener. ção eólica garante energia. ava. o que. Portugal tem como objectivo in. a produção eólica em 2005 REN contabilizou uma potência instalada de Importa também referir que. tivo do sector eléctrico nacional. e nos anos hú- midos produz durante 3000 horas por ano. 1998 3131 1998 2771 1998 2325 1998 2167 gia produzida fica sujeito ao preço do mer. . 2005 1036 2005 1041 2005 1052 2005 2300 Sendo esta produção de energia renovável 2004 2307 2004 1940 2004 1876 2004 2234 2003 3781 2003 3274 2003 2980 classificada como PRE. Como a PRE tegrar elevados volumes de produção eólica está na base do diagrama de no sistema eléctrico nacional nos próximos TWh cargas (por não ser despa- 50 anos.

regis. o objectivo de controlar o trânsito de po- presa espanhola).97% de PRE 15. 6. o conhecimento do plano de investimento na rede de 2006-2011 nas horas cheias. na ex- Rede Nacional de Distribuição (RND). Parte dos investimentos realizados na RNT produção eólica está ligada aos 150kV e aos Para monitorizar e efectuar a gestão do sis. mente. poderão ocorrer restrições de capaci- Para avaliar a qualidade da previsão efectua­. energia eléctrica 0. Transporte secundários de energia 0.7% do investi- jectar a reactiva correspondente a 40% da • Trânsitos nas linhas e nos transformadores. que pe. que. Com o objectivo de minimizar o midade dessa subestação. De salientar que a REN coloca ba. como se pode observar na figura 4. no controlo das tensões. mais 5. com o objectivo de com.5% cobrir as flutuações do vento. atribuídos pela DGEG. a REN e a EDP-Distribuição pansão geográfica e reforço interno da RNT. consequente. a forma as perdas na RNT. O naliza a RND quando a tanj ultrapassa 0. sobretudo. pretende cumprir os objectivos do tratado penalizada comercialmente. investimentos consistem. Gestão Global 12. Entre a RNT vão interligar os centros de controlo. tem como objectivo viabilizar a ligação da 220kV.2% equipamentos • O disparo de parques eólicos face a defei. DGEG.000 descentralizada.000 3. grandes parques eólicos situados na proxi- gistada no mesmo período. É relevante referir que também a RNT tem tência activa. eléctrica 94% Clientes • A necessidade de reserva de produção para e outros 2. a PRE responsável por 15. produção em activa. por sua vez. Esta tarifa de reactiva durante trabalhos de manutenção. existe uma tarifa semanal. sendo pos- 1. que deverá receber 3000 dos 5000 Total de Investimento Regulado Transporte de Energia Eléctrica (TEE esp. a RND é penalizada e tem dificuldade em do um autotransformador desfasador. Com o objecti.27% a grandes centrais a grandes centrais sente o impacto desta produção no funcio.000 6. via para fazer face ao aumento de trânsitos cau- e a RND. pos.8% 27. sendo que a grande maioria desta tema eléctrico em tempo real. deste modo. garantir a tensão declarada aos seus clientes.000 1. com versidade de Aveiro e a MeteoLógica (em. actualmente. têm de in.3% do Consumo Total Menor Produção Eólica: 24% do Consumo Total pela EDP-Distribuição em função da 2. -semana. tando-se valores elevados durante o fim-de. permitindo escoar para um parar a produção prevista por cada uma das dificuldades no controlo da tensão. sados pela recepção da produção eólica. sendo tanj aos PRE’s.5% A produção eólica tem introduzido dificul- dades na gestão de reactiva e. nos 60kV.5% tos na RNT. da Gardunha. . estabelecidos para 2010. o que sig.000 1. a obtenção PRE.157 MW real capacidade das redes.1% 0. mento da REN.91% Ligação 0. apresentaram uma proposta de revisão à que Eólico de Penamacor e o Parque Eólico MOS-Plus. Nesse sentido.º Semestre de 2007. dade de transporte nas redes. Reforço • Os problemas de colocação em vazio da Figura 4 – Síntese de Repartição da capacidade da interligação Ligação à distribuição vinculada energia renovável em excesso. a po- 0 0 tência instalada não causa problemas Figura 3 – Produção Eólica versus Consumo em 2006 (MW) na RNT (e RND). Como consequência da in.8% 7. minimizando desta Na Rede Nacional de Transporte (RNT). que os PRE’s têm que injectar reactiva ao rede.Consumo Total e Produção Eólica 7. tempo real. o Par- REN participa do projecto Europeu ANE.4 sibilitando. fim-de-semana. enviadas para a REN.7% Ligação do Sistema namento da RNT e no sistema produtor. da. No intuito da RND não ser estado das redes e da produção embebida. ANÁLISE• P  otência injectada pela geração MW 8 de Janeiro . exige-se a mesma em termos de: de Quioto. Impacto nas Redes evitando o transporte de reactiva desde a Investimento na RNT geração até à distribuição.000 2. À medida que a componente Investimento Sistema de informação Promoção ambiental Aquisição de não específico eólica for aumentando é necessário ter pre. que im- nifica apenas cerca de 40% da potência eó. • Topologia.000 4. terias de condensadores na fronteira da RND. Os produção prevê-se ficar ligada ao nível da de informação é de extrema importância. de Investimentos previstos 2006-2011 11. 2. nomeadamente vo de avaliar outros métodos de previsão. relativamente a congestionamentos. a Uni.) MW previstos.2% Ligação 2.000 7. a REN realizou. foram Geração SEP+SENV Geração SEP+SENV analisados em conjunto pela REN e 3. no 1. no. a REN e a EDP-Distribuição já o Parque Eólico do Pinhal Interior. o que significa pliquem indisponibilidade de elementos de lica instalada no final de 2006.000 Os limites de produção eólica. nível de tensão superior a produção dos referidas entidades e a produção efectiva re.000 Menor Produção Eólica: 0.000 5.000 38 MW sível afirmar que.000 lada.Consumo Total e Produção Eólica MW 22 de Outubro . Eventualmente. Na subestação da Falagueira foi instala- uma acção de benchmark entre o IST. ICCP (Inter Control Center Protocol). a descrito. é aplicada numa base diária. jecção de reactiva durante o fim-de-semana.7% Desenvolvimento meadamente: da rede Sistemas e 21.000 especificamente de potência insta- 4.

909 MW Vento: 4.104 MW Total: 8.210 MW Total: 5. de forma a controlar a pro.681 MW Vento: 6. situações de emergência. Os curto. ANÁLISE Gestão da Produção Eólica GERAÇÃO às 22:09 Total: 182.. penho dos aerogeradores. Total: 5. com o objectivo de ga. gindo a mobilização de mais reserva. i.542 MW Vento: 38 MW Figura 6 – Perda de Geração Eólica em Espanha eólicos (http://www. foi possível conseguir uma redução portar cavas de tensão nas redes. 10 de Maio de 2007. Total: 3. por curto-circuitos ou excursões de frequên- -circuitos nas redes provocam cavas de ten.490* MW Vento: 0* MW EON Total: 700 MW TSO Total: 0 MW Netz BÉLGICA HOLANDA Vento: 700 MW Vento: 0 MW Total: 9. fiável que a hídrica. Expansão da Rede e Qualidade de Serviço.8 10 . Vento: 7* MW Vento: 750* MW Vento: 55 MW EnBW TNG Grid.A.8 REFERÊNCIAS 0. -2 0 2 4 6 8 10 tempo [s] Seminário ENERGIA E COMPETITIVIDADE – Futuras Es- Em termos anuais. cia produzida através de energia eólica. Actualmente.316 MW Total: 1. de frequência nos parques eólicos originou a tugal.0 pois é essencial garantir a conectividade * REN – Rede Eléctrica Nacional. com tivo efectuar a previsão da produção eólica. Cebola.2 [3] P. irá permitir acomodar mais produ- de defeitos trifásicos. Desta que os aerogeradores sejam capazes de su- O comportamento da produção eólica face a forma.e. fice de geração. Por sua Total: 2. ção eólica no sistema eléctrico de energia. 0. dução sempre que ocorressem perturbações Comportamento da Produção Eólica pelo que foram activados os deslastres fre. recomenda-se sos TSO’s. será possível acomodar mais produção eólica. é fundamental de Transporte. “A Energia Eólica em Por- tugal 1.938 MW Vento: 58 MW Vento: 0 MW Vento: 0 MW transporte de Espanha) instalou o primeiro à rede perante a ocorrência de cavas de ten. as protecções eliminam os defeitos em cerca saída não desejada de 2800 MW em Espanha Importa ainda referir que um melhor desem- e de 473 MW em Portugal. monofásicos e bifásicos panha e França limita o valor da potên.2 0. provocam o disparo de sumo. U / U nominal [pu] 1.1 1.eu).º A produção eólica é essencial numa 225/2007 de 31 de Maio. interligada da UCTE (Union for the Coordi. A zona da rede. ques eólicos. sicos ou monofásicos sempre que a tensão. a REE (operador da rede de A produção eólica deve permanecer ligada Vento: 3. de 100 ms. S. 0. segundo o Regulamento da Rede de comprovar através das figuras 6 e 7.2 sociedade sustentável e imprescindível do Operador na Rede. O paradigma da produção descentralizada. criando. sequência de uma forte perturbação na rede conveniente. a ENERNOVA (grupo EDP) vai imple- PORTUGAL SUIÇA mentar um centro de operação dos seus par. os geradores devem suportar cavas A regulação desadequada dos relés de mínimo forma a maximizar o potencial eólico em Por- de tensão até 150 ms e que.882 MW Vento: 113 MW Total: 315 MW Vento: 26 MW vez. vista do lado da rede. são decorrentes de defeitos trifásicos. bifá- Figura 7 – Perda de Consumo e Geração na UCTE suportado nos centros de operação dos par. na rede. perante incidentes Capacidade de suportar cavas de tensão na sequência A capacidade de interligação entre Es. potência não é possível garantir que esta pro- plo as empresas Gamesa e Iberdrola). nas redes (módulo de tensão e frequência). provocadas incidente tem-se revelado instável. dução ligada à RNT. Uma vez demonstrada origem no Norte da Alemanha. o ocorrido no dia 4 de Novembro. 0. 0. supor. É relevante referir que. [4] M. Outubro de 2007.º Semestre 2007”. Produção Eólica – Perspectiva 0 . a sua energia é mais Figura 5 – Proposta da RNT e RND tratégias.9 da Península Ibérica à rede UCTE. devido a dese- são que.991 MW A REN participa no projecto Europeu Wind.800 MW Total: 900* MW Vento: 0* MW Total: 200 MW Vento: 0 MW Total: 0 MW Vento: 0 MW despacho no mundo de produção eólica que.796 MW Total: 3.516 MW Em Espanha. bado o sistema português.380 MW Vento: 1. que pretende desenvolver metodolo- Total: 140 MW Total: 310 MW Total: 224 MW Vento: 30 MW Vento: 0 MW Vento: 0 MW * Estimado gias de controlo da produção eólica. da Ener.. foi afectada por o qual consistia em deslastrar a pequena pro- um défice de geração em relação ao consumo. ir além dos 5700 MW previstos. modificou-se. Pestana. 0. Andrade. No intuito de minimizar este in- versos centros de operação dos parques eó.467 MW Total: 42 MW ENERNOVA e a APREN a fazer parte dos do maior grupo convencional (400 MW). ESPANHA ITÁLIA HUNGRIA (Oeste) ESLOVÁQUIA Total: 28. onde ficou englo.719 MW Total: 30.240 MW Total: 1. outras formas de energia. rápida do consumo. face a Incidentes quencimétricos (load shedding) pelos diver. na eólica na Península Ibérica.5 Hz. como se pode A necessidade de controlar esta produção. distintas. habitualmente. A perda máxima de produção eó.729* MW Vento: 2. Julho de 2007. representada na figura 5. a REN vai interligar-se aos di. em RNT. refere-se dução abasteça a ponta diária do diagrama Em Portugal. salvaguardando a fiabilidade do sistema. Dos incidentes ocorridos em 2006. Vento: 473 MW Vento: 0 MW StakeHolders deste projecto. INETI. mas em termos de . um comportamento incorrecto da produção UCTE. deste modo. de carga. que operam nesta zona. 0 num país energeticamente dependente. R. um dé. Decreto-Lei n. a REN convidou a lica registada em Portugal já atingiu o valor Total: 1.5 . 0.6 Conclusão [1] Rede Eléctrica Nacional S. rantir o reequilíbrio entre a produção e o con. Neste contexto. à separação da rede europeia em três zonas fisticados.A. em con. exi. FRANÇA ÁUSTRIA tados nos centros de condução dos parques Total: 61. 0.4 [2] Ministério da Economia e da Inovação.581 MW Vento: 188 MW Total: 2. ISEL.892 MW ALEMANHA Total: 20. por sua vez.5 Hz e 51. conduzindo com recurso a modelos meteorológicos so- a capacidade real de controlar esta produção. 0.796 MW Vento: 532 MW Vento: 0 MW ques.5 . esteja acima da curva geradores instalados (referindo como exem.windgrid. nation of Transmission of Electricity). registou-se quilíbrios de geração/consumo na rede da parques eólicos.476 MW GERAÇÃO "TRIPPED" entre as 22:10 e as 23:00 Total: 10. permite o controlo dos aero.660 MW RWE Total: 3. torna-se impera- sis e da Generg. nomeadamente da Enernova. Durante este incidente. que implica a mobilização de licos. cia entre 47.

No que concerne à fiscalização do cum. atender às necessidades? Terá necessidade de custos de produção. assim como custos de ensaios em europeias referentes à especificação e pro- dução do betão. Este facto poderá con. 3. são positivos e que. traduz um salto qualitativo. que em muitos casos poderá ser o laboratório reflexão: fatoriamente todo o território nacional? Terão acreditado a ir à obra realizar a recolha das 1. estruturas sujeitas às classes de inspecção 2 e laboratórios acreditados. Os ensaios de recepção serão realizados Efectivamente.00/ truturas. quer dúvida (o DNA da norma NP EN 13670-1 cessário reflectir e debater os problemas que tação de procedimentos de avaliação de con. Hipólito de Sousa 1 e Pedro Mêda 2 4. sobretudo no que diz res. no global. a leitura norma NP ENV 13670-1).ANÁLISE critérios de amostragem na fase de execução de obra. tem recorrer a entidades externas especialistas muito minucioso na avaliação dos custos. Face mero de amostras e ensaios. Enquanto para as ar. publicou o Decreto-lei 301/2007. Esta indefinição poderá ser uma potencial fonte de desacordo entre utilizado- res e produtores.00/ Não obstante os aspectos referidos. Os custos introduzidos pelo procedimento terão certamente significado e afectarão os A normalização. já para o o Decreto-lei poderá levantar. saios de identidade (aplicáveis a situações Civil da Ordem dos Engenheiros tada? Terá capacidade para mobilizar equipas pontuais e específicas). importa questionar se a ASAE de especificação particular. Esta disposição ano para ensaios de aço para armaduras. 1 Presidente do Colégio Nacional de Engenharia este tipo de fiscalização de uma forma ajus. Esta obrigatoriedade aplica-se às amostras. Sem se pretender ser peito aos produtos de construção. ao disposto. Os resultados apon- rantia da qualidade e durabilidade destas es. foi vindo a ser actualizada dando origem a nesta matéria para realizar as inspecções? realizada uma reflexão. armaduras de aço e para as estruturas de betão armado.000. no sentido de actualizar a regulamentação nacional existente e de mo- do a sintonizar os referenciais com os da União Europeia. o nú. betão e de consumo de aço em varão. 2 Vogal do Colégio Regional Norte de Civil especializadas e em número suficiente para duzir à necessidade de estabelecimento dos da Ordem dos Engenheiros . se não for objecto de especificação O Decreto-lei 301/2007 de projecto. sendo válidos os terá as competências técnicas para exercer critérios gerais da NP EN 206-1 para os en. ensaios de recepção do betão e das armadu. implemen. especificações de projecto. Esta medida é positiva não só para o sector. considerando mas dúvidas que merecem ser objecto de que os laboratórios acreditados cobrem satis. No entanto é ne- mente especificações do betão.000. A sensibilidade em torno desta questão torna-se mais relevante face aos custos associados dos ensaios. O novo Decreto torna obrigatório que os ção valores médios de produção nacional de dos materiais. crité- No caso específico das estruturas de betão. tendo como base e tornando de cumprimento obrigatório a normalização mais recentemente produzida (caso das nor- mas NP EN 206-1:2007 e NP ENV 13670- -1:2007). 3. face às considerações tecidas o que poderá implicar que esta entidade tenha sobre provetes recolhidos de acordo com um importa realçar que existem aspectos que a responsabilidade de diversas verificações plano de amostragem. o solicitações previsível? documento atribui esta competência à ASAE. abrangendo nomeada. dos seus materiais consti- tuintes e outras com disposições relativas à execução de estruturas de betão. Estes do documento agora em vigor coloca algu. mas também para todas as pessoas. que estabelece requisitos para produção de betão. maduras de aço esta questão não levanta qual. tendo em considera- um incremento dos requisitos de qualidade 2.000. não são objecto tes que se manifestem necessários. Será valores poderão ser agravados. realização dos ensaios caso do betão o plano de amostragem. se encontrem soluções e se realizem os ajus- de recepção.500. tem implicações que importa avaliar. e classe de inspecção 1 quando especifi. primento das disposições do Decreto-lei. estabelece o plano de amostragem). capacidade para dar resposta ao número de amostras para ensaio. O Estado Português. ras de aço sejam efectuados em laboratórios rios médios de amostragem e de dimensão das têm sido transpostas entre nós várias normas acreditados. dada a pretensão de reforçar a necessidade de ga. tam para valores da ordem dos €10. cado em projecto (as classes são definidas na ano para ensaios de betão e €2. de modo a que formidade do betão. o documento de carácter técnico.

por isso se encon. a) Mercê das deficiências das obras objecto não obstante. curso do prazo de prescrição de 5 anos.º…. estabilidade. o que. foi res. teve trando prescrito o respectivo procedimento intenção de obter para si ou para a em- disciplinar. ou seja. à luz dos regulamentos em vigor. mais informando que os subscri. os compradores das fracções au- portam a 1998 e as obras que tecnicamente tónomas pagaram um preço superior ao dirigiu foram concluídas em finais de 1999. de moradias integrantes de um loteamento determinou o arquivamento dos autos. mesmo já que. fez constar do livro de obra. este Conselho Jurisdicional fundamental- ponsável pela existência de graves deficiências mente alegando o seguinte: de tal obra e não realização de trabalhos que. Acontece que o trabalho foi realizado há mais de 5 anos. b) A ora recorrida. terá sido responsável pela existência de graves deficiências de tal obra e não realização de trabalhos que. ciantes à prática de actos. estabilidade. mente provocou e determinou os denun- ração pelos alegados defeitos de construção. quando a conduta participada e reportada ao quitectura. enquanto autora dos projectos de ar. Relatório Em consequência. nar da Região… (CDISN). Conselho Jurisdicional N a presente edição da “Ingenium” é apresentada a decisão do Conselho Jurisdicional de arquivamento de um recurso relativamente a uma participação disciplinar feita junto do Conselho Disciplinar de uma das regiões da Ordem dos Engenheiros. concelho de… Inconformado. recorreu o participante para e directora técnica da respectiva obra. redes de água e es. pediu o arquivamento dos autos. redes de água e esgotos e isolamento térmico de um conjunto de moradias integrantes de um loteamento urbano e directora técnica da respectiva obra. presa para quem trabalha um enriqueci- tores da participação são também autores de mento ilegítimo e por meio de erro ou acção judicial cível instaurada contra o cons. enquanto autora dos projectos de arquitectura. dá como prescrita a possibilidade de intervenção disciplinar da Ordem. livro de obra seja subsumível aos crimes de gotos e isolamento térmico de um conjunto falsificação de documento e desobediência. a repa. titular da Cédula Profissional n. (…) Juntamente com outros interessados. há mais de 5 anos. urbano sito na freguesia de…. não obstante. a engenheira participada alegou trabalhos declarados no respectivo livro que os projectos de que foi signatária se re. aliás. O alvo da participação disciplinar é uma Engenheira Civil que. no caso a com- . do loteamento em causa e inexecução de Em resposta. devido. fez constar do livro de obra. o Conselho Discipli- participou disciplinarmente contra a enge. O órgão competente. engano sobre os factos que astuciosa- trutor dos prédios onde pedem. de obra. 1. atendendo ao de- nheira …. com a sua conduta.

n. jecto. lhe eram alheias. 2. pelo re. n.° samente induzisse em erro ou engano.° do DL n. no caso o CDR… 2.º 88.º 1. aliás. foi autora dos pro. punível nos ter. tudo nos termos dos art. de 10 118. mos do art. desde logo porque se a ilicitude participada guinte matéria fáctica. paredes rebocadas.os EO.º 1. Por outro lado. e que não foi apre- de obras nos termos de responsabilidade ou ciada pela 1. tanto quanto jectos de arquitectura.º e as obras de construção de que teve a selho tem a ver com maior prescrição.º sem a outra pessoa prejuízo patrimonial”. ponsável por qualquer outro modo pela sua dula Profissional n. o prazo prescricional. da participação se e enquanto compradores execução de trabalhos consignados no res. por isso devendo se for superior. curso proceder. com integram um loteamento urbano situado Tal-qualmente entendeu o CDR…. direito ao recorrente e demais subscritores Engenheiros (OE) a denunciar a falta de em razão do valor elevado. engenhoso ou não.ª instância. alin. em sede própria. pelo n. não se mento disciplinar e que é. do Código Penal.º 1 do art. também infracções penais. n. qual seja a da prescrição do procedi. sendo esta uma ins- prosseguir termos o presente processo Ora.os 1 e 2 alin. Fundamentação autores de projectos ou directores técnicos bém. critos estavam criminal e disciplinarmente. construção civil.os 1 e 2. alin.º. e independentemente disso. Daí que.°. os compradores das fracções esteve na base na freguesia de….º. não concretizada. determinar ou- mes de falsificação de documento e de. incumbências que. a falta de registo no livro de lhe pode ser imputada na veste de projec- corrente na sua motivação: obra de factos relevantes ou alterações ao tista e responsável técnica já o não poderá a) A engenheira…. importa mantê-la. 218. foi a técnica responsável pela creve ao fim de 5 anos e o 2.º do Cód. tada. o proce. alin. por parte da recorrida a prática de crime ou aos autos e não impugnados. que astuciosamente provocou. Disciplinar). de qualquer enriquecimento ilegítimo. pondente prejuízo patrimonial. recto ou indirecto. Penal com a pena de 2 a 8 anos de prisão. n. varandas 3. dimento criminal quanto ao 1.º. não é demais relembrar. mente submetida. janelas nas garagens ou a deficiência Antes de mais. constituindo a sua violação in. estabilidade e redes termos do art. mente fez a 1. mormente qualificada e de tos da autoria da recorrida datam de 1998 Mas a verdadeira questão trazida a este Con. a conduta de “quem. corrida se subsumem também a vários 1 do art. nais de 1999. o crime de burla é definido Face a todo o exposto.° 217.º alinas a) e b) e 118.º do Est. cuja moldura pode ir até ros – EO). afinal.º. Penal como o recurso interposto e confirmam a decisão tico.º do Cód. Penal com a pena de prisão até 3 anos ou vê que a conduta da recorrida possa mini- locada ao Conselho Jurisdicional enquanto pena de multa (art. Penal) possa o direcção técnica foram concluídas em fi. salvo se constituírem vendedora) um enriquecimento injusto. por 2 ordens de razões não pode o re- b).° 100. cessário que a engenheira recorrida astucio- aos 8 anos de prisão e cujo procedimento fracção disciplinar (idem. não pode tratar de maté- disciplinar. ficado no art. usando criminal em consequência se extingue 2. a) e no prazo de 5 anos. integra o crime de burla qualificada. que a conduta da recorrida. punível nos transacção. de um crime de desobediência (art. a par daqueles Sem prejuízo de assistir. membro efectivo da projecto licenciado pode integrar a comissão ser enquanto vendedora dos imóveis ou res- Ordem dos Engenheiros (OE) com a Cé. di- térmico de um conjunto de moradias que até 120 dias. b) do Cód. ne- crimes de burla. com intenção de obter recorrida. a data da participação pres.º 555/99 mamente enquadrar-se naquele tipo de crime. uma vez que o recorrente tem para si recorrente beneficiar. de fracções prediais. Penal). como a placa de co. contratual com base em defeitos de cons- bertura.º. concelho de…. não está minimamente indiciada c) De acordo com os documentos juntos e finais de 1999.o…. Depois. o d) A participação do recorrente à Ordem dos ilícitos.° 69.º 1 alin. Para a verificação desse crime seria.º 97. c) e d) do Cód. há que dizê-lo tam- 2.º 1.2.° lugar.º 1. Ordem dos Engenhei. crimes de burla. Decisão rece a decisão de arquivamento tomada pelo mais pequenas do que o constante no pro. muro de betão armado nas caves trução. nenhum contacto seu. a) do Cód. reportando-se os factos a 1998 Por isso. b) do Cód.12. n.° e art. tância de recurso. porque além dos mencionados cri.º n. a que é co. os compradores das frac- apenas decorridos 10 anos sobre a prática De acordo com o disposto no art.  . prediais de água e esgotos e isolamento pena de prisão de até 1 ano ou pena de multa Melhor dizendo. duz-se na obrigação de assumir uma conduta trem à prática de actos que causem. caso em que pres. ou cau- sobediência os factos praticados pela re.°. porque nenhum juízo de censura me- (garagens). que lhes causaram pre.º n. como douta.º decorridos 2 si ou para a empresa vendedora.º 1 e 100. embora. irrepreensível usando sempre de boa fé (n. Conselho Jurisdicional pra das fracções. ­RJUE).° do Regul. de 16. de forma a obter para dos factos. ou corres- direcção técnica da respectiva obra de anos (art. De direito para si ou para terceiro enriquecimento ilegí- juízos patrimoniais de valor elevado.º 1 do RJUE). art.° do ções prediais em causa. 202.1.º ilícito pres. De facto livros de obras são susceptíveis de integrar pois desde logo lhe não ter sido oportuna- Para a apreciação da questão prévia susci. cujo prazo prescricional de 10 anos (art. importa assentar na se. instância de recurso. aceite.° 256. n. Em 1.ª instância (CDR…. pois. não decorreu ainda crevem no prazo do procedimento criminal. o crime de falsificação de documento tipi.). por responsabilidade pectivo livro de obra. que as ria nova como a ora trazida a respeito do falsas declarações por parte dos engenheiros crime de burla. julgam improcedente de execução dos projectos térmico e acús. para b) A par disso.° 67. Um dos deveres decorrentes do exercício timo por meio de erro ou engano sobre factos c) Assim.° 118.º 348. Ora.° 218. as infracções disciplinares prescrevem si ou para terceiro (eventualmente a firma 217. Penal com a resulta dos autos. n. CDR…. da actividade profissional de engenheiro tra. anos. porque. data de 30 de Maio de 2005. alins. os projec. um meio engenhoso.

º 62/2006. do Ordenamento Conselho. do Resolução do Conselho de Ministros n. de 22 de Dezembro. de 19 de Agosto. de 25 ticos (ISP). GPL auto. I.º 353/2008 de 8 de Maio de 2008 Ministérios das Finanças e da Administração Pública.º 80/2008 tagens superiores a 5 %.º 2003/568/JAI. para a implementa- 1110/2001. cio internacional e no sector privado.º 20/2008 de 21 de Abril de 2008 Aprova o Plano Nacional de Acção para a Efici. do Parlamento Europeu e do Conselho. Portaria n. ordem jurídica interna a Directiva n. 1.º 68/2008 de 14 de Abril de 2008 Resolução do Conselho de Ministros n.º 15/2008 mendações do relatório ambiental elaborado pelo Decreto-Lei n. que Estabelece as normas referentes às especificações Determina a aplicação do Código dos Contratos determina quais os elementos que devem instruir técnicas aplicáveis ao propano. de 25 Segunda alteração ao Decreto-lei n. des- dades da administração central. butano.. Portaria n.º 76/2008 de 28 de Abril de 2008 mos de controlo.º 566/99. que estabelece o regime da utili- estratégica da análise técnica comparada das al.º 50. Decreto-Lei n. de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 do Desenvolvimento Rural e das Pescas (QREN).º 310/2008 de 23 de Abril de 2008 Decreto-Lei n. no Segunda alteração ao Decreto-lei n.º 22/2008 de 13 de Maio de 2008 ternativas de localização do novo aeroporto de Lei do Sistema Estatístico Nacional. Legislação Resumo da Legislação Assembleia da República Resolução do Conselho de Ministros n. Lei n. recta. directa ou indi. gasóleos rodoviários.º Transportes e Comunicações Declaração de Rectificação n. ao procedimento tendente à e de autorização referentes a todos os tipos de colorido e marcado.º 85/2008 Ministério do Ambiente. sobre operação urbanística em razão da lo- calização. n. Decreto-Lei n. petróleos. contêm mercúrio. sobre certos aspectos da venda de bens 23 de Dezembro.os 235/2004. Aprova as orientações estratégicas do Estado des. definindo as regras para o controlo de de parceria público-privada. e revoga os Decretos-leis n.º 1177/2000. aprovado pelo Decreto-lei n. os pedidos de informação prévia.º 568/99. ignado por CIEC.º 85/2008 de 27 de Maio de 2008 Obras Públicas. que aprova o Regulamento das Rectifica a Portaria n. as conclusões e reco- Resolução da Assembleia da República n. gasóleo de 29 de Janeiro.º 84/2008 de 21 de Maio de 2008 Ministério das Obras Públicas. do Ordenamento do Ter- para efeitos de organização territorial das associa. de 16 de Dezembro.º 18/2008. e 186/99. de a participação em estruturas administrativas do 15 de Dezembro. Procede à primeira al- de 20 de Maio de 2008 teração ao Decreto-lei n. gasóleo de aquecimento e celebração do contrato de concessão. ência Energética (2008-2015). mercado de certos instrumentos de medição que Decreto-lei n. do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e das Decreto-Lei n. gra o eixo Lisboa-Madrid. aprovado pelo Estabelece o procedimento de decisão das enti.º fuelóleos. que transpôs para a de 9 de Maio de 2008 ordem jurídica nacional a Directiva n. Transportes e Comunicações. relativa à limitação da colocação no Impostos Especiais de Consumo. nos termos previstos no Código dos do Desenvolvimento Regional de Setembro.º 1999/44/ Decreto-Lei n. e revoga a Portaria n. transpondo para a isenção ou de aplicação de taxas reduzidas do Presidência do Conselho de Ministros e Ministé.º 93/2008 de 4 de Junho de 2008 de 21 de Abril de 2008 Laboratório Nacional de Engenharia Civil.º 349/2008 de 5 de Maio de 2008 n. tugal. dos Ministérios do Ambiente. tendo em vista a correcta afecta- Procede à décima quarta alteração ao Decreto-lei ção do produto aos destinos que beneficiam de Portaria n. publicada no qualidade dos carburantes rodoviários e as con.ª série.º 264/98. crédito bonificado à habitação. do Ordenamento do Território e CE.º 361-A/2008 de 12 de Maio de 2008 Portaria n. âmbito do procedimento de avaliação ambiental de 31 de Maio. do de 22 de Abril de 2008 Desenvolvimento Rural e das Pescas. Altera e republica a Portaria n. de 22 de Julho. em regime operações urbanísticas. de Jurídico de Maio.º 77/2008 de 29 de Abril de 2008 Presidência do Conselho de Ministros – Centro CE. referente ao troço Poceirão-Caia.º 2007/51/ imposto sobre os produtos petrolíferos e energé- rio do Ambiente.º 70/2008 Cria o Sistema de Aconselhamento Agrícola (SAA). ção da rede ferroviária de alta velocidade em Por- Diário da República. dando cum- primento à Decisão Quadro n. zação dos recursos hídricos. Março. .º 26/2008 67/2003. de 8 de Abril. para Saúde (PNAAS) para o período de 2008-2013. P. Cria o novo regime penal de corrupção no comér.º 226-A/2007. de 11 de dições para a comercialização de misturas de bio. da Economia e da Inovação e da Agricultura. Públicos. Ministério da Economia e da Inovação Estabelece as regras de comercialização do gasó- tinadas à globalidade do sector empresarial do leo colorido e marcado e os respectivos mecanis- Estado. em termos gerais. do Parlamento Europeu e do Conselho. Procede à primeira alteração ao Decreto-lei n. combustíveis com gasolina e gasóleo em percen.º 91/2008 Ministérios das Finanças e da Administração Estabelece a definição das unidades territoriais de 4 de Junho de 2008 Pública e do Ambiente.º 89/2008 de 30 de Maio de 2008 Decreto-Lei n. de consumo e das garantias a ela relativas. de 11 de Março. de 21 de Lei n.º 232/2008. de 19 de Setembro. de licenciamento gasolinas. que inte- Março de 2008. Resolução do Conselho de Ministros n. Lisboa e confirma a aprovação da localização do Ministério das Finanças novo aeroporto de Lisboa na zona do Campo de e da Administração Pública Presidência do Conselho de Ministros Tiro de Alcochete. Riscos de inundações. Passagens de Nível. de 31 de Maio. de 26 de Maio de 2008 do Território e do Desenvolvimento Regional Adopta. Aprova o Plano Nacional de Acção Ambiente e ritório e do Desenvolvimento Regional ções de municípios e áreas metropolitanas. que regulamenta o acesso ao Estado e nas estruturas de governação do Quadro Ministério da Agricultura.

defrontado com o mónica matou mais gente do que a I Guerra de então e a sua evolução sob o signo da I crescimento da contestação operária. entre tudo. A Pneu.(…) densou. Assim seria. nível da sua actividade económica tardava litares (…) em dar resposta aos desafios e às possibili- Miranda do Douro. foi so- brevivendo à degradação inusitada das con- Maria Fernanda Rollo * dições e do nível de vida. para lá do ou a Gripe Espanhola exagero das mortes. e no tempo de guerra. Nesta vila está grassando com grande intensidade (…) sendo o número de quadro da conjuntura em que a pneumónica pessoas atacadas diariamente 20 a 30. ocorreram desenvolvimentos interessantes. como as precárias con- dições de vida. nomia nacional continuou a contar essencial- O espectáculo. sensibilidades polí- A Luta. até nova ordem. tinuaria… persistentemente. operou negativa- F az agora 90 anos que a pneumónica matou Trilogia mórbida mente. 8. quer as colónias nos diver- mais mortífera de todos os tempos. Nesse drama de adversidades cruzadas. ao rubro em 1918. havendo veram impactos em cadeia e duradouros casas onde se encontram todas as pessoas da família atacadas do terrível mal. conta a economia e a sociedade portuguesas sos sectores de actividade. so- brevém com estrépito o crescente mal-estar social. a geral. não sendo certamente estra. actuou e potenciou a propagação e mais de 50 mil pessoas em Portugal. é mais perigosa que nas escolas. Contudo. 4 de Outubro de 1918: ticas e inspirações ideológicas diversas. Entre críticas. epidemias entre 1918 e 1919. no imediato pós-Guerra. essa especificidade no Ericeira. perpas- saram. tudo isso num contexto in. jectaram-se ideias e convicções. repetidos a cada hora. o generalizado atraso eco- nómico e social português. de dor e morbilidade. tégias dos poderes públicos (ou sua ausên. 7. concertaram- efeitos de contágio. 8. dos países industrializados da Europa. 6. Divergem as opiniões quanto à natureza da doença … (…) Tal como pelas outras partes do Mundo. bidade registado no nosso País. 7. A epidemia continua a alastrar. no Apesar do “esquecimento generalizado”. foi a epidemia do País que éramos. embora muito tenuamente se aproxima do que os ternacional e de mundialização em que a muito insuficiente para as necessidades na- relatos da imprensa da época registaram e Guerra. entre uma população que. 10 de Outubro de 1918: mónica. Estamos a braços com uma temerosa epidemia gripal (…) Quase dades da moderna expansão económica e metade da população do concelho está enferma (…) desenvolvimento social. os efeitos da pneumónica e o cenário de mor- as cerca de 70 mil que pereceram por gou. a Conveniente seria (…) que até que a epidemia cesse. entre hesitações e inércias ao Coimbra. A sua história É certo que. e em Lisboa grassa ela com intensidade. entre críticas e reacções de sinal con- forme ou contraditório. naram um momento de viragem. dessa calamidade que flagelou países. em longos comboios fúnebres. mente com a sua actividade agrícola. entre Em Portugal. da guerra e da morte. aconteceu e alcançou rapidamente uma di- (…) mensão inusitada. própria condição epidémica. até . num clima Mandou o governo que não prosseguissem os exames nos liceus. potenciando a já tétrica trilogia da mi. ele foi circunscrito e longe portaram a memória sofrida. A terrível epidemia da gripe pneumónica vai declinando um pouco nos mi. Guerra e do sidonismo. a Fome. se enquadram de soluções a “questão das subsistências” con- mento. séria. É certo que os teatros e os animatógrafos continuam abertos. cia) inscritas no quadro republicano. entrecruzado por crises e per- Morreram do mesmo mal quase 50 milhões deve ser contada considerando o contexto turbações nacionais e internacionais afectando de pessoas no Mundo inteiro. a agudização da ins. tomando em devida quer a Metrópole. concentrou e potenciou. H I S T O R I A 1918: Pneumónica. desencadeou e que. a Morte. a situação endémica de sector industrial. do republicano conheceu momentos em que nha à propagação da epidemia. (…) num País que. o perío­- Mundial que. A epidemia da gripe pneumónica bate-nos à porta. o horror da fome e o quadro de miséria humana instalada. Continua aumentando extraordinariamente (…) Os reflexos políticos foram complexos e ti- Samora Correia. e ahi a multidão. mais ou menos crise económica e social. os efeitos que con- os cadáveres a cidade. e que todos os estabe- de pensamento fervilhante em “saídas” po- lecimentos d’ensino não funcionem. vitimou “ape. pro- Pode dizer-se que já alastrou por todo o País. receios e até propostas de que acima se reproduz um mero aponta. as políticas e estra. portanto. Moncorvo. determi- A gripe pneumónica. política e financeira. embora se Pneumónica ficou na História de todos nós. de conseguir catapultar Portugal para o nível difusa. para A Guerra. tante “questão das subsistências” e o cres. em particular. famílias inteiras. não atravessem processionalmente conjuntura da I Guerra. A eco- cidades. em nomeadamente. Aljustrel. se em cortejo fúnebre. Continuam prolongando-se os casos da gripe pneumónica. ou. e decorrem. cendo em miséria e descontentamento so. compreendendo o cenário de instabilidade tenha registado um crescimento razoável do Os que sobreviveram calaram a dor e trans. só cial e político. como a Pneu- A Luta. a epidemia deflagrou e propa. ou. (…) Note-se. campo da indústria. líticas e modelos económicos e sociais. localidades. estando a população num verdadeiro pânico. 9. nas” 8 milhões. a situação económica e social e a cionais.

O ano negro de 1918 cessivas. desacertos es. os mais tros países. branda. a come- fronteira alentejana. tantes de um quadro de maior percepção rivelmente dramático. defendia somava 5. transformando-se numa pandemia bater. sobretudo devido às médicos e dos processos clínicos mais ade- deslocações de pessoas. nhola porque ficou conhecida. Maio e finais de Julho. ráveis condições de higiene favoreceram a veria de presidir à condução dos destinos do sua propagação rápida. a ausência de conhecimentos teiriças. mos- Na realidade. veio provocar a interrupção do rola. em finais de Agosto. sabe-se que nos inícios de trando uma dimensão inusitada. tudo quanto carismava a . entre as Continentes. sobretudo por con. e que até de mais fraca difusão que a habitual Entre desencontros políticos. Em meados de Julho o pior parecia ferido acima. pela giu um cenário de total impotência. mas não há dúvida que foi o menos ma- a uma industrialização que as circunstâncias a tuberculose (que só entre 1910 e 1920 ligna possível. a pandemia contava com marcara o ciclo de grandes surtos epidémi. características diferentes no que respeita à em que vivia a maioria da população. De um lado uma concepção o País. 29 de Se- em 1918 – para lá do habitual e constante pal que em breve se propagaria a Portugal – tembro de 1918. entre ter passado… Porém. emer- gado a Portugal a partir de Espanha. -la. a insuficiência e a incapacidade 1917 e 1918.550 mil habitantes. p. em ondulações su- tentadas de desenvolvimento. por vezes contraproducentes. mas. tendo entretanto che. Fez-se o que se pôde. A gripe atingiu inicialmente as zonas fron. atingindo uma população que em 1911 A vaga epidémica que nos princípios de que. Depois da aparente acalmia. entre sabia ainda lidar com esta doença. gou a provocar mais de 400 mortos por se. dicamentos. quando bém requintar de gravidade. dificuldades financeiras. e estas reincidências costuma tam- rios de miséria social – semelhantes aos que Tudo começou em Maio de 1918. de pouca demora. ções muito mais violentas. dos serviços de saúde e de assistência. favoreceram a propagação da Pneumónica foi declarada em Espanha uma epidemia gri. menos controlada. propagando-se duramente pelo País. De resto. tal como de resto aconteceu em muitos ou. atávico taminação veiculada por pulgas e piolhos. de ploráveis condições de higiene e sanitárias pobres. vitimou mais de 2 mil portu. Uma população “frágil”. Entre tudo. “convivia” com a pneumonia e a varíola. entre advertências mais consistentes. 20% dos quais Junho rolou de Hespanha. quando menos se espera. (…) tratégicos. em que Entre medidas exploratórias. em termos de como na época Ricardo Jorge identificou. duas concepções contraditórias que o A gripe espanhola atacou generalizadamente ao Conselho Superior de Higiene: deviam orientar. aliados poderosos: a guerra. em condições normais. esvaziamento da memória histórica – pudes. fa. Ricardo Jorge ideias. em que cená. atingiu com grande fisionomia da doença. tos nefastos. em particular infantil. A Medicina Contemporânea. Foi antecedida pelo tifo que. esforços imen- a epidemia se manteve em situação mais ou sos no sentido de perceber e vencer esta gripe. como verdadeiramente devastadores. nomeadamente militares. a que sucedeu um se. um conjunto de ideias dispersas. atingiu as zonas li. accionando me- que em escassas semanas atingiu todos os didas. estando na génese do nome de Gripe Espa- sem ficar definitivamente excluídos. onde as deplo. falta de vontade/visão e a incapacidade de tímido crescimento demográfico. mais branda. torais e. e outros A pneumónica. persistente até aos meados do século mana. rebentou uma segunda vaga. Ricardo Jorge. e sempre iam fazendo abortar. çar pela medicina… a ciência médica não veu-se em duas vagas: uma primeira. talidade. mia à escala mundial. porém. os mendigos e os indigentes. Epidemiologia desenvolvimento económico do País. Em Junho já era uma epide. gerando o Março de 1918 a doença já se manifestava pânico entre todos e deixando evidente o qua- nos EUA. enfim. Considera-se hoje em dia. como já foi re- cos. as de- gueses. cuja principal nares. 308. vivendo em cidades. as propostas pelo Director Geral de Saúde. em particular. A partir daí desenvol. há que reconhecer a especialização do País na produção agrícola. o País teimou entre a da Guerra. sem a relativa inocência da primeira. quais autorizações de deslocações de pessoas.H I S T O R I A porque não era sequer claro o curso que ha. Nota apresentada pelo prof. matou cerca de 100 mil portugueses). resul- gundo ciclo. e o cortejo interminável de efei- XIX. onde che. caracterizada por uma elevada taxa de mor. Trazia já no seu séquito os ataques pulmo- com algum fundamento em correntes do pen. ter. A influenza pneumónica face ao debate que opunha. Tem este jeito sabido a influenza. o surto agravou- vável a origem norte-americana da doença. no quadro das ideias da época. retorna desencadear e potenciar dinâmicas auto-sus. como sendo mais pro. entre Agosto e Dezembro. O tifo. que defendiam o apoio causa de morte era. sobretudo os mais velhos. quados impediu o tratamento adequado das A pneumónica chegou abruptamente. assumindo efeitos quanto à excepcionalidade da tragédia. ralizada escassez de bens alimentares e me- violência a cidade do Porto. influenza. que assumiu propor. propagando-se a partir daí para a dro de incapacidade generalizada para o com- Europa. que nos tratou com acentuada benignidade. somando os seus efeitos aos Desde Agosto que uma nova vaga se en- escolhos recorrentes. por outro. -se. a gene- com origem em Espinho. que mais serviram para caracterizá- samento económico. Lisboa e Porto. em breve. Entre vítimas e inibiu a possibilidade de conter a zendo brutalmente recordar o horror que Junho e Julho grassou na capital.

Debalde se tentou montar um com- bate organizado à epidemia. Apesar de chegar a todos. económico tentes. essa. cos iam lançando mais ou menos nham um palco dramaticamente favorável à à toa.Homens (sendo certo que alguns a conside- até contraproducentes. a generalizada ausência de condições de higiene. para além dos que existiam. as formas de combater a espanhola. naquelas condições. Passado o período mais dramático.soas. mesmo as recomen. era total a ignorân- cia quanto a medidas profiláticas a implementar. impo. onde está instalada a “Sopa para os pobres”. materiais e humanos. autoridades. O grupo de internados naquele asilo que lhe fez a guarda d’honra ram-se imensos esforços. Em Sacavém: O Sr. Mas Direcção-Geral de Saúde. dos conselhos inú. a rapidez progressão da doença. sobretudo os mais carenciados… Palia. entre liceus e casas particulares. população em geral. Professora do Departamento de História e totalmente inoportunas. dações mais avisadas. por essa altura. e * Investigadora do Instituto reflexos. o País em geral.deixando-a. concretamente. corpos amontoados. por um lado. as injustiças sociais. as autoridades e os médi- e social da população portuguesa.pobreza ou o baixo nível cultural. tudo tivesse acontecido fora da Terra dos tiram ineficazes ou inúteis e. públicos e privados. Lu. a falta de medicamen- tos. Sidonio Paes percorrendo o recinto onde foi. Esta propalaria em com que alastrou e a dimensão crescendo até Outubro – o mês mais negro que a epidemia alcançou. Os hospitais improvisados. não che- gavam para tantas vítimas… não havia sequer capacidade para en- terrar os corpos… No Beato: Chegada do Chefe de Estado ao Asilo Maria Pia... reu em Outubro. no sentido de lutar contra a estimativas variam) entre 50 e 70 mil pes- Entre o desconhecimento generalizado sobre gripe e. reuni. a tragédia alimentou-se da mi- séria: a pneumónica penalizou so- bretudo os mais desfavorecidos. nómica e social nacional. para não falar das medidas precipitadas fecho da Guerra e da situação política. estavam suspensos do des. tiveram poucos enfim. todos ten.A Pneumónica. rapidamente se quis “esquecer”. não limbo do subconsciente colectivo – como se maior parte das medidas implementadas sur. Surgiram muitas iniciativas. Se. como as lançadas pela necendo ao longo do mês de Novembro. é certo. pois. de História Contemporânea veis. era possível travar a tragédia. os meios políticos. a tivos. pelo assassinato de Sidónio Pais. no generalizado ou a escassez de recursos. Um pouco por todo o lado o es- pectáculo era a morte.raram castigo divino). da Universidade Nova de Lisboa . a pneumónica continuou a devastar… ceifando vidas. compu. surpre- da Pneumónica em Portugal. como memória dolorosa. eco. enderam todos. assistir as suas víti. Presidente da República cios de guerra avolumavam. o pânico mas. a epidemia foi-se desva. a insufi- ciência dos serviços de saúde. a falta de médicos. Dr. nalguns casos. surgindo desajustadas ou irrealizá. que ocor. que os negó- Em Sacavém: Chegada do Sr. em breve inflamada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas teis ou dos autênticos placebos que. que a especulação agravava. sem escolher víti- mas. entre os poucos ricos e os muitos pobres as clivagens eram cada vez maiores. ser- viços oficiais. tando contra as precárias condições é distribuida a sopa de vida que afectavam a maioria da população. miséria e sofrimento. eram ao local onde funciona a “Sopa para os pobres” muitas… Como quase sempre acon- tece. por outro lado. que por junto terá morto (as taram ajudar.

a sua cimento junto do grande público o matemá. em 1963. em sistemas determinísticos e de atractores leis de Newton. porque um conjunto de méto- ado em 1991: Lorenz “influenciou profunda. -lineares. Em particular a 2. Lighthill refere-se ao artigo fundacio. sicas e desencadeou uma das mais dramáticas E verificou-se que o primeiro autor moderno transformações da imagem da natureza pelo a identificar inequivocamente o Caos tinha ser humano desde Isaac Newton”. determinístico. De facto. se conhecermos as velocidades e Crick. e na al. restrita da Meteorologia Dinâmica. afirmações que se pro. As ondas de choque das descobertas de Lo. e tão complexas que a esperança modernas de Sistemas Dinâmicos revelaram ingénua de as resolver analiticamente é com- claramente o facto inesperado de que siste. com que foi galardo. Não há lugar ao acaso ou a im- renz. No entanto. são deterministas. De facto. cialista afirma trabalhar em “Teoria do Caos”). sistema S e se pedisse ao cidadão comum para no. construído a partir de um sistema totalmente Não são. com 90 precisões. não-lineares. se ter dinâmicas extremamente complexas. anos. o sistema solar ou os movimen- cepções de espaço e tempo num curto e des. seja ele Tal como Einstein revolucionou as nossas con. e portanto as rer seria o de Einstein. posições dos planetas do sistema solar. de experiências numéricas coamento de fluidos. É nesse artigo que Lorenz apre. dos não faz uma “Teoria”. eis o que o eminente James Lighthill altura dava os primeiros passos. (.. duzam de ânimo leve. que afirma que os sistemas mecâ- artigos de Matemática com mais citações nicos se comportam de acordo com uma científicas da História. o como equações de Navier-Stokes) são não- mostrou serem incorrectas. pletamente inútil. da Biologia e dinâmica como a nossa cozinha: é a turbulência no es- “Devemos pedir colectivamente desculpa ao de populações. que nessa Claro que. Com a baliza dos anos 1960. Newton para o escoamento de fluidos (for- o determinismo de sistemas que satisfazem cações de que sistemas muito simples podem muladas por Navier e Stokes.ª tura da escrita destas linhas com cerca de lei. o escoa­ . As leis de Newton são periodic flow”. equação diferencial de 2. as leis de público instruído por disseminar ideias sobre com os novos meios computacionais – indi. O atractor de Lorenz. na ci. metade do século XX: a existência de Caos Mas as equações diferenciais. Edward Lorenz Fica para sempre a sua Borboleta propriedade da ‘predictabilidade’”. passou durante bastante forma. depois de 1960. e conhecidas as leis de Newton que. evolução é totalmente determinada pelas leis tico e meteorologista americano Edward Lo. a base das ciências físicas. Crónica Faleceu o Pai do Caos. sadequado. é caótico. as correntes do mar. publicado em 1963. estamos a trabalhar. obviamente. Repare-se: as mesmas mas governados pelas equações da dinâmica ginou com Lorenz é geralmente designado equações devem descrever água a ferver na newtoniana não possuem necessariamente a por Dinâmica Caótica (o termo mais popu. lucionaram a investigação científica na segunda provavelmente o primeiro nome a ocor. tempo despercebido fora da comunidade Se o leitor pensa haver exagero nestas pala. Ou. lar “Teoria do Caos” é talvez um pouco de- tação do Prémio Kyoto. o seu fico à Laplace: o sistema solar é um grande ser considerado o cientista mais influente da artigo. de Newton. É conveniente recordar os conceitos com que nal de Edward Lorenz “Deterministic non. tência do hoje famoso “atractor de Lorenz”. relógio que se comporta sempre da mesma segunda metade do século XX. tos do ar na atmosfera. de n corpos ou dinâmica de fluidos. mesmo na visão extrema do de- vras. É este o princípio do determinismo cientí- renz é equivalente à destes. Possivelmente pode. A Theoretical and Applied Mechanics) escreveu surgindo de vários quadrantes – da Matemá. podendo mesmo renz não foram imediatas. publicado no Journal of the Atmos. Lorenz introduziu as ideias-chave que revo. o que o torna num dos dinâmica. Dificilmente terá o mesmo reconhe. pheric Sciences. falecido a 16 de Abril de 2008. a lei da 4300 citações ISI. um berlinde. mear os maiores cientistas do século XX. sido Lorenz. foi solver a equação de Newton no contexto cor- neste transparente artigo de 11 páginas que respondente – mecânica do ponto.ª ordem. newtoniano. minha cozinha. da Física. Assim. maior encontra-se num sítio tão mundano em 1986 nos Proceedings da Royal Society: tica pura. analisa e extrai as conclusões da exis. basta formular e re- Jorge Buescu * pretensioso artigo de apenas 5 páginas.) As teorias trabalho de Lorenz foi redescoberto. Isto quer ríamos encontrar Niels Bohr ou Watson e ditos “estranhos” ou caóticos em sistemas dizer que. nunca um espe- mente um conjunto alargado de ciências bá. O novo corpo de conhecimento que se ori.. a Mecânica Clássica (então Presidente da International Union of das décadas de 60 e 70. “força = massa × aceleração”. para Edward Lorenz descrever totalmente um sistema. senta. Mas ao longo terminismo laplaciano. O movimento é sempre o mesmo. à medida que iam tinha as suas pequenas “nuvens negras”. a estatura científica de Lo.

correspondente a células de convecção está- veis. e as células são destruídas – de maneira aparen- temente imprevisível.mento do fumo de um fósforo. resolvendo as equações da dinâmica de fluidos por computador. que a complexidade do movimento de um fluido – água do mar. Era (e é!) uma tarefa titânica. a Meteorologia Dinâmica dava os pri- meiros passos. temperatura e velocidade dos ventos observados. que “atrai” quase todas as órbitas – o atractor de Lorenz (figura 1). Lorenz tinha observado o Caos num sistema determinista. Não vale a pena ter ilusões.. Temos uma camada de fluido. com o advento dos computadores e a existência de dados meteorológicos globais. Aliás. que conseguisse resolver todas as equa- ções simultaneamente. aumentando a taxa de aquecimento. . afastam-se uma da outra. Acabarão por ser irreversivelmente separadas: mais tarde ou mais cedo. e vamos ver o que acontece quando aumentamos a taxa de aquecimento. a outra fica do lado oposto. formando correntes ordenadas – células de convec- ção. Não há uma solução que descreva tudo isto. O modelo de Lorenz reduz a análise a 3 variáveis. aquecido por baixo e frio por cima. Lorenz observou que havia um valor crítico a partir do qual este movimento é instável: as correntes vão aumentando de amplitude.. Isto pode levar-nos a pensar que a turbulên- cia é muito complicada porque há “muitas variáveis”. os turbilhões de um ciclone. e é isso o que o torna caótico. aproximando-se do atractor. Em pri- meiro lugar. Sobre o atractor as trajectórias di- vergem: embora mantendo-se sempre sobre ele. exis- tirem sempre milhões de milhões de moléculas individuais. Mas. Lorenz analisa um modelo matemático para o fenómeno de convec- ção – que o leitor pode observar na sua cozinha. mas por um objecto geométrico muito mais complexo. perdem estabilidade. o comportamento do sistema já não era descrito por uma órbita periódica. em 2008 não se sabe mesmo se as equações de Navier-Stokes têm solução matemática bem definida! A única possibilidade que temos para descrever a turbulência é uma abordagem estatística. in- vertem o sentido. As previsões meteorológicas passaram a ser realiza- das com base nos dados de pressão. Nos anos 60. ar na at- mosfera – é devida ao facto de. Imaginemos dois pontos inicialmente tão próximos quanto queiramos. a água quente sobe ordenadamente. Quando a taxa de aquecimento é muito baixa. No chamado “espaço de fase” (formado pelas 3 variáveis). É o facto de haver demasiadas variáveis individuais. ele tem dependência sensível nas condições iniciais. Há muitas características notáveis no atractor de Lorenz. e deixemo-los “fluir” no espaço de fase. a turbulência seria tão simples como o mo- vimento de um relógio. num volume muito pequeno. e a impossibilidade de re- solver as equações de Newton para cada uma delas. É neste contexto que surge o artigo de Lorenz. que origina a complexidade aparente do movimento dos fluidos. Mas para um ser infinitamente inteligente. Isto é. enquanto uma contorna um dos buracos do atractor.

É bastante instrutivo. temperatura e ven. da Universidade de Lisboa . renz proferiu uma conferência na Associação devo analisar a evolução. como tornados (também mente. o destino de uma trajectória particu. Ora. Começou por pensar tratar-se de um não foi certamente inocente o facto de o problema do computador. Mas não: o problema era que o computador E a partir dos anos 70 e 80 o desenvolvi- O Caos determinista do atractor de Lorenz fazia os cálculos com seis casas decimais mas mento dos Sistemas Dinâmicos enquanto tem implicações profundas. título Predictabilidade: pode o bater de asas grandeza que varie com o tempo de acordo quena que seja. pois. Borboleta). prever o futuro de um sistema concreto. mesmo à Eco- Isso significa que. livro The essence of chaos. planetas. com o Num certo sentido. no seu verificou que. Em 1972. ambas as trajectórias divergiam completa. devido aos padrões psicadélicos que permi- tos. bater de asas de uma borboleta gera uma per. Era a sensibilidade às condições ini. Eu ções iniciais com apenas três casas decimais. No entanto. cobrindo a sensibilidade às condições iniciais. Lorenz mostrou que a es- trutura geométrica do seu atractor é extre- mamente complexa. em português é o livro de James Gleick Caos putador a partir de um ponto intermédio da turbação infinitesimal no estado da atmos. Apli. e uma enorme multidão de aplicações às ci- O significado do trabalho de Lorenz passou ências físicas. o dos fenómenos caóticos. ao aper- todo o atractor. cos catastróficos. os cálculos para for caótico. Observe-se que. Mas essa preci. Este Caos é determinístico e de baixa dimensão. se o comportamento desta de Lorenz é feita por ele próprio. no dia seguinte. na presença de ceber-se disso. uma borboleta). um corpo muito sólido de conheci- imprecisão na determinação das condições inicial até ela se tornar macroscópica! mentos matemáticos em grande expansão. E. não é de estranhar: uma único. à Engenharia. tentaram compreender se a complexidade lar é impossível – a única coisa observável é traordinariamente simples (descrito por 3 que observavam nos seus sistemas era “es- o atractor global! variáveis!) pode ter dependência sensível nas trutural” (muitas variáveis) ou “caótica” (Efeito condições iniciais. Embora pareça uma superfície. que pode. A ideia é que um sistema hidrodinâmico ex. rapidamente fera. Lo. de resto. a dependência sensível origem ao termo “Efeito Borboleta”. camente a. tem gerar). ou da pressão. portanto. a ideia de que o comporta- mento de um fluido é complexo porque há “demasiadas variáveis” e temos de recorrer a descrição estatísticas está errada. reiniciou a sua simulação em com. Ou seja. cunhado desde Newton. originar fenómenos macroscópi.. se estiver interessado em bastante tempo despercebido. portamentos muito complexos. ter efeitos macroscópicos visíveis. Crónica Em segundo lugar. um sistema não precisa de nas condições iniciais vai fazer. A melhor descrição do trabalho do dia anterior. * Professor na Faculdade de Ciências problema de programação. Sis- temas muito simples podem ter dinâmicas muito complexas. não pode ser: é antes uma espé- cie de “folhado de superfícies” com um nú- mero infinito de folhas – matematicamente. nomia. para descrever sugestivamente ser estruturalmente complexo para ter com- pouco tempo. com uma lei é um sistema dinâmico. note-se que este sistema tem dimensão muito baixa: só tem três va- riáveis! Assim. diferentes. por muito pe. iniciais. uma pertur. isso contribuiu também o aparecimento dos cer as grandezas com precisão infinita. e depois de um atractor de Lorenz se assemelhar geometri. fractais através de Mandelbrot (que até entre posso saber (com muita sorte!) a posição dos estava a dar condições iniciais próximas mas os hippies se tornaram um assunto da moda. pouco tempo de- Lorenz se convenceu de que estava a obser. nunca se podem conhe.. não de um ponto Americana para o Avanço da Ciência. uma excelente fonte Um dia. Para num sistema físico. ao contrário do que se julgava como o de Lorenz. verificar como bação infinitesimal pode. Bastam três variáveis para se ter comportamento complexo – Caos! Em terceiro lugar. cando esta ideia à dinâmica da atmosfera. Figura 1 um “conjunto de Cantor”. (Gradiva). só imprimia três. ciais que fazia as trajectórias divergir – ampli. Lorenz reiniciou o programa com as condi. em muito por Lorenz. mas de uma “bola”. os cientistas de todas as áreas Caos. existe sempre ficava sucessivamente a minúscula diferença dores. com 10 casas decimais. “espalhar” essa bola. as novas gerações de computa- são é sempre finita – ou seja. corpo de conhecimento foi explosivo. pouco depois. Para saber mais sobre a história e as ideias var um fenómeno real e não um artefacto. Quando. Lorenz se eu estiver a lidar com um sistema caótico nado no Texas? Foi esta conferência que deu mostrou que. e. de uma borboleta no Brasil provocar um tor. de condições iniciais.

Aqueles que não que respeita ao são convidados a participar nesta rede podem software. facili. por exemplo. ticas. o site também possui um glossário.pt de trabalho voluntário. A Comissão Europeia lançou um novo serviço on-line para a indústria cosmé. tica. Trata- -se de uma ferramenta on-line em tempo real que aproveita as qualificações dos voluntários e promove a capacitação das organizações”. Esta informação. a laridade ser apenas para portugueses. testemunhos. . e conta com cerca de 2500 subscritores. inte. para dife- méticos. em versão PDF.bolsadovoluntariado. in- salientado no site.asp Este interessante site mos- tra a história da energia em Portugal. estava disponível. “A Bolsa do Voluntariado vem potenciar um ‘mercado’ virtual de voluntariado.historia-energia. é. Como é seus conteúdos.europa. procu- Bolsa do Voluntariado rando ser o ponto de encontro entre a procura e a oferta www. A partir do momento em que se encontram registados. possível aceder a bliografia e. bi- tando a vida a quem dela necessita. a ção Universal dos Di- “The Star Tracker”. e era um dos documentos mais consultados. pode ser transposta para os Direitos Universais do Homem. reitos do Homem.org/hague-declaration:pt Este é o endereço que dá acesso à entrada Partindo da Declara- para uma interessante rede social on-line. é cheio Indústria cosmética de recursos e contém uma grande quanti- http://ec. Internet Talentos portugueses no estrangeiro unem-se Declaração de Haia para conteúdos digitais www. Assim. É interessante perceber a abordagem e a forma como a ques- tão das Tecnologias. Os voluntários que querem colaborar registam-se na página Voluntário e as Organizações que pretendem receber voluntários registam-se na página Orga- nizações. 21 de Maio de 2008. Standards Organi- cura congregar pessoas “talentosas” que zation) adaptou os estejam a viver fora de Portugal. como é salientado. Este site congrega uma bolsa de voluntariado. preencher um formulário e esperar para ver se a A Declaração foi posta on-line a sua candidatura é aceite. inclusive. antes da existência deste quantidades de energia associadas a produtos e fontes usados site. Como não presas tem na Internet. ambos os lados podem procurar o que querem na lista disponível. Construído por um grupo de inves- tigadores ligados às te- máticas da energia e a elas próximas. versor que calcula.eu/enterprise/cosmetics/cosing dade de informação. rentes sistemas de unidades.thestartracker. na actividade humana – actualmente e no passado. neste caso mais específico o Software. vernos a adopta- resses e afinidades e o propósito da rede rem standards li- é promover o networking e ajudar-nos mu. ou de voluntários ou de entidades que deles precisem.com www. podia deixar de ser. que tem como particu.digistan.com/por2/default. as mente às substâncias em questão. que se encontra agora devidamente compilado e catalogado. um con- informação sobre as substâncias autorizadas na União Europeia para fins cos. vres e abertos no tuamente a atingir o sucesso”. História da energia www. Neste site pode aceder a um conjunto de informação essencial para esta Aqui encontra estatís- indústria. no sítio que a Direcção Geral das Em. muito bem catalogada. dinamizar o encontro de necessidades e vontades. É também possível ter acesso a opiniões do comité científico relativa. “os nossos membros centivando os Go- partilham a mesma nacionalidade. É uma Digistan (The Digital rede social que funciona por convite e pro.

comentário e ilustração das normas parceria com a Agri-Ciência. uma vez que a entrada em vigor do referido Produtos Agro-Pecuários”. Ao longo do seu texto são apresentados múltiplos além disso. em condicionada. pois revela sentimentos e promissores”. através da análise. mostra a angústia sentida e descreve situações Transporte Colectivo/Transporte Individual e identificando os vários aspectos pelas quais passaram muitos dos jovens da sua geração. Gestão da Empresa Agrícola no Século XXI Coordenação Científica e Redacção: Leonor Queiroz e Mello. o segundo sobre “Gestão e Administração de Decreto-lei vem introduzir obrigatoriedade de cumprimento de várias Empresas”. . transportando-nos de uma análise macro – enquadramento dos três cenários de guerra. a Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP). a contribuição da UE e de Portugal abordando também o armamento e equipamentos mais utilizados. comunicações e pretendam maximizar a utilidade e operacionalidade da informação existente cartas. warehouses. que muitos desconhecem ou pretendem ignorar…”. concretamente no Decreto-lei n. Arrendamento urbano – Novo Regime Data Warehousing – Conceitos de Arrendamento Urbano – 2008 e Modelos Autores: José Alexandrino Aurélio. O primeiro é sobre “Marketing de meio técnico da construção. que consiste num resumo simplificado por conceitos discutidos neste livro interessam não apenas aos profissionais e temas. Para abordado nesta obra. Autor: Carlos Pampulim Caldeira Jacinto Hilário Edição: Edições Sílabo. Pinheiro Autores: Jorge Falorca. deixando marcas que controlam/minimizam o impacte energético e ambiental no sector –. Em anexo encontra também modelos de estudantes da área da informática. Projectar e Construir Miguel Castro Neto. e o terceiro sobre “Tecnologia de Informação e Comunicação na especificações. sistemático e alfabético. à qual estufa – para uma análise sectorial dos Transportes – abordando a dicotomia não se pode ficar indiferente. indeléveis que estão bem presentes na sociedade portuguesa até aos nossos culminando nos veículos. O livro está estruturado de uma forma fácil e objectiva. Os aspectos fundamentais para o desenho e desenvolvimento de data Nesta obra encontra toda a legislação actualizada sobre arrendamento urbano. e também não se limita a referir factos. Guiné. apresenta a informação de forma simplificada e de fácil consulta. são o assunto Para facilitar a sua consulta.ª Edição) – Uma derrota pressentida. José Castro Coelho. lançou uma públicas na legislação em vigor. Gestão da Empresa Agrícola”. oportunos e optimizados para o processo de tomada de decisão”. O livro destina-se a todos aqueles que têm interesse nesta área e em grandes repositórios de dados. de toda a legislação. tendo os seus autores visitado vários produtores de diferentes análise. ente outros no consumo energético em termos de emissões poluentes e de gases de assuntos relacionados com este conflito. o livro “não se destina apenas a ex-Combatentes directivas da UE. Edição: Edições Sílabo. Edição: ETEP – Edições Técnicas e combatente na Guiné Profissionais Autor: Fernando de Sousa Henriques Trata-se da segunda edição de uma obra na qual o autor “adopta uma O livro traça o percurso da vida militar do seu autor e faz um breve metodologia muito peculiar. com Acessibilidade António Cipriano A. O livro inclui um CD-ROM com diversos trabalhos vivências duma frente de Guerra que teve lugar num passado ainda recente apresentados de uma forma didáctica. “Os um guia prático do utilizador. Angola e Moçambique. processo construtivo para estas matérias. mas também a todos aqueles que (…) contratos de arrendamento habitacional e não habitacional. Lda. Como diz o seu autor. a sua evolução recente e futura em função das dias. segundo o método do Modelo Dimensional. O livro tem ainda como propósito sensibilizar os intervenientes no sectores da agricultura para o desenvolvimento deste trabalho. e com o apoio do Programa AGRO. Os livros contam com exemplos da realidade proporcionando informação vasta sobre a área.º 163/2006 colecção de três manuais que aborda três dos temas fundamentais na gestão de 8 de Agosto. LIVROS EM DESTAQUE Sector dos Transportes – – Uma Perspectiva energética No Ocaso da Guerra do Ultramar – e ambiental (2. Lda. possui índice geral. focando a política e a situação energética. A sua experiência na Guiné. Sílvia Gonçalves Edição: AJAP/ Agri-Ciência Edição: Jorge Gabriel Furtado Falorca De potencial interesse para todos aqueles que estão ligados ao sector O livro aborda o tema das acessibilidades para pessoas com mobilidade agrícola. e para ajudar num tema com alguma complexidade. possui ainda exemplos práticos de aplicação dos conceitos teóricos abordados. A sua pertinência é justificada pela relevância que tem para o da empresa agrícola na actualidade. e nos combustíveis/tipos de propulsão possíveis e mais e militares. incluindo a legislação em portuguesa. recorrendo a interfaces amigáveis. Notícias Autor: Jorge da Fonseca Nabais de um correspondente de guerra.

com .pt/clme/2008 28 29 30 www. Centro Cultural de Belém.manchester. Antuérpia. Munique.ecce2008.fe. Universidade do Minho. Centro de Congressos do Estoril 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 directores de admissão de escolas onde são 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.com SETEMBRO OUTUBRO D S T Q Q S S 7th EUROMECH – European Fluid Mechanics Conference D S T Q Q S S Euro BLECH 2008 – 20. Caldas da Rainha 14 15 16 17 18 19 20 http://hmc08. Califórnia. Braga 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www. 46) SETEMBRO 1.jsp INTERNACIONAL AGOSTO Solar Energy + Applications – Symposium focused SETEMBRO FISITA 2008. Lisboa www.º Encontro Nacional SETEMBRO 18.pt 21 22 23 24 25 26 27 www.pt/index.ª Conferência Internacional D S T Q Q S S Pescas e Aquicultura de Engenharia Química e Biológica 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13 18 a 21 Setembro 2008.org/solar-energy.pt/index. 61) 28 29 30 20 Setembro 2008.pt/portal.peb. EUA 21 22 23 24 25 26 27 www.debuminho.html 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 http://caldasmoodle. Nuremberga.pt/chempor2008 28 29 30 id=308 SETEMBRO SETEMBRO D S T Q Q S S Portugal GameOn D S T Q Q S S Acess MBA Tour – Reuniões one-to-one com 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 5 a 7 Setembro 2008.fisita.indoorair2008. Londres.º Congresso Luso-Moçambicano D S T Q Q S S of Technology and Supplies for the Ceramics de Engenharia 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 2 a 4 Setembro 2008.opet. Alemanha 14 15 16 17 18 19 20 18 a 21 Setembro. Lisboa 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 www. Companhia das Lezírias 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 25 a 28 Setembro 2008. Bélgica 10 11 12 13 14 F 17 18 19 20 21 22 16 23 17 a 22 Agosto. LNEC.ordemdosengenheiros.rapra. Lisboa 14 15 16 17 18 19 20 12 e 13 Setembro 2008.php?option=com_content&task=view&id 14 15 16 17 18 19 20 25 a 28 Setembro 2008.ª Conferência Internacional D S T Q Q S S and Authorization of Chemicals sobre Qualidade do Ar e Climas Interiores 1 2 1 2 3 4 5 6 3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 16 a 18 Setembro 2008. Construção e Gestão para Construção Civil e Obras Públicas 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 16 a 17 Setembro 2008.uk SETEMBRO SETEMBRO TECNARGILLA 2008 – International Exhibition D S T Q Q S S CLME 2008 – 5.ac.accessmba. San Diego.com/GameOn/Home/Home. Hanôver.idc.asp? AGOSTO SETEMBRO D S T Q Q S S 6th International Conference D S T Q Q S S 100% Detail 2008 – An Event Focusing 3 4 5 6 7 8 1 2 9 on Scalable Vector Graphics 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 on Innovative Building Products and Materials 10 11 12 13 14 F 16 26 a 28 Agosto. 61) 28 29 30 www. Lisboa 28 29 30 (Ver Pág. Congresso da Federação Internacional D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 on developing new solar-based energy sources 1 2 3 4 5 6 das Associações de Engenharia Automóvel 3 4 5 6 7 8 10 11 12 13 14 F 9 16 to meet growing global needs 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 14 a 19 Setembro. Reino Unido 17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 24 31 25 26 27 28 29 30 www. Parque de Exposições de Aveiro 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 4 a 6 Setembro 2008. Madeira 7 8 9 10 11 12 13 e Business Intelligence em análise 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.up. Evaluation D S T Q Q S S Indoor Air 2008 – 11.co.cgvonline. Alemanha 17 18 19 20 21 22 24 23 10 a 14 Agosto 2008.com/portugal/events/eventos_2008-09-30.lnec. Alemanha 21 22 23 24 25 26 27 19 20 21 22 23 24 25 28 29 30 www. ExpoSalão.com/mba-events/access-mba-tour/lisbon-september-20/index.htm 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 leccionados alguns dos mais prestigiados MBA 28 29 30 (Ver Pág. Reino Unido 12 13 14 15 16 17 18 21 a 25 Outubro 2008. Itália 28 29 30 http://paginas. Agenda NACIONAL SETEMBRO SETEMBRO Interpescas – Salão Internacional do Mar.org 28 29 30 Europe_Conference_and_workshops.php?id=1771 SETEMBRO SETEMBRO D S T Q Q S S Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva D S T Q Q S S BPM e BI – Business Process Management 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 16 a 19 Setembro 2008. D S T Q Q S S 10. Copenhaga. Batalha 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 =32&Itemid=1 28 29 30 www.net/products_and_services/Conferences/Reach_ 24 31 25 26 27 28 29 30 www.php?&c=interpescas&template_ 28 29 30 www.com/home 25 26 27 28 29 30 28 29 30 31 http://spie.ª Construnor – Exposição de Máquinas D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 do Colégio de Engenharia Agronómica 1 2 3 4 5 6 e Materiais de Construção 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 13 Setembro 2008. Parque de Exposições de Braga 21 22 23 24 25 26 27 www.mims. Maputo 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 and Brick Industries 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 30 Setembro a 4 Outubro 2008.svgopen.euroblech.exposan.org/2008 28 29 30 www.xml AGOSTO SETEMBRO REACH Europe – Regulation.uk/events/workshops/EFMC7 26 27 28 29 30 31 www. Rimini.100percentdetail.exposalao.pt/portugues/index.eu 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 30 Setembro 2008.tecnargilla. Sana Lisboa Hotel.ª Feira de Máquinas e Equipamentos Hospitais – Contratação. Earls Courts.º Congresso Nacional sobre os Novos SETEMBRO D S T Q Q S S D S T Q Q S S FEMOP 2008 – 4.html SETEMBRO SETEMBRO Caldas Moodle’08 – II Encontro Nacional HMC08 – Historical Mortars Conference D S T Q Q S S D S T Q Q S S das Comunidades de Aprendizagem Moodle 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13 24 a 26 Setembro 2008.org 28 29 30 SETEMBRO 1. F 6 7 8 1 2 9 3 10 4 11 Tecnológica da Transformação da Chapa 14 15 16 17 18 19 20 Universidade de Manchester. Dinamarca 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.pt/website/pt/index.ª Feira Internacional 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 14 a 18 Setembro 2008.php?Zona=0&Tipo=1 28 29 30 28 29 30 (Ver Pág.