II Série | Número 105 | Maio/Junho 2008 | Bimestral

Maio/Junho 2008
II Série | Número 105 | 3

Director Fernando Santo | Director-Adjunto Victor Gonçalves de Brito a engenharia portuguesa em revista

DESTAQUE
CASO Eng.º Sá da Costa ANÁLISE
ENTREVISTA DE ESTUDO “O preço da chuva, O 3.º Choque
Eng.º Agostinho Lopes Primeiro posto do sol, do vento e Petrolífero
É premente a aposta de biocombustíveis das ondas foi, é e Eng.º Mira
no sector energético no País será sempre zero” Amaral
Página 30 Página 34 Página 38 Página 78

INGENIUM
II SÉRIE N.º 105 - MAIO/JUNHO 2008
´
SUMARIO
5 Editorial
Propriedade: Ingenium Edições, Lda.
Director: Fernando Santo “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
Director-Adjunto: Victor Gonçalves de Brito
Conselho Editorial:
Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho, António Manuel Aires Messias, Aires 6 Primeiro Plano
Barbosa Pereira Ferreira, Pedro Alexandre Marques Bernardo, João Carlos
Moura Bordado, Paulo de Lima Correia, Ana Maria Barros Duarte Fonseca, Consolidação e internacionalização são chaves para o sucesso
Miguel de Castro Simões Ferreira Neto, António Emídio Moreiras dos Santos,
Maria Manuela X. Basto de Oliveira, Mário Rui Gomes, Helena Farrall, Luis
Manuel Leite Ramos, Maria Helena Terêncio, António Carrasquinho de Freitas, 8 Notícias
Armando Alberto Betencourt Ribeiro, Paulo Alexandre L. Botelho Moniz

Edição, Redacção, Produção Gráfica e Publicidade: Ingenium Edições, Lda.
10 Breves
Sede Av. Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 352 46 32 12 Regiões
E-mail: gabinete.comunicacao@ordemdosengenheiros.pt
Região Norte Rua Rodrigues Sampaio, 123 - 4000-425 Porto
Tel.: 22 207 13 00 - Fax: 22 200 28 76 16 Tema de Capa
Região Centro Rua Antero de Quental, 107 - 3000 Coimbra
Tel.: 239 855 190 - Fax: 239 823 267 16 Energia: o motor da humanidade – Energia eléctrica
Região Sul Av. Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 313 26 90 18 Renováveis em crescimento
Região Açores Rua do Mello, 23, 2.º - 9500-091 Ponta Delgada
Tel.: 296 628 018 - Fax: 296 628 019
22 A crise do petróleo e os preços dos combustíveis
Região Madeira Rua da Alegria, 23, 2.º - 9000-040 Funchal 24 Portugal mais Eficiente
Tel.: 291 742 502 - Fax: 291 743 479
26 A Certificação Energética de Edifícios comemorou o seu primeiro ano de vida
Impressão: L isgráfica, Impressão e Artes Gráficas, S.A.
Rua Consiglieri Pedroso, 90 – Casal de Sta. Leopoldina
2730-053 Barcarena 30 Entrevista
Publicação Bimestral | Tiragem: 46.000 exemplares Eng.º Agostinho Lopes – Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento
Registo no ICS n.º 105659 | NIPC: 504 238 175
Depósito Legal n.º 2679/86 | ISSN 0870-5968
das Questões Energéticas da Assembleia da República
É premente a aposta no sector energético
Ordem dos Engenheiros

Bastonário: Fernando Santo 34 Caso de Estudo
Vice-Presidentes: Sebastião Feyo de Azevedo,
Victor Manuel Gonçalves de Brito Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados - Primeiro posto de biocombustíveis no País
Conselho Directivo Nacional: Fernando Santo (Bastonário), Sebastião
Feyo de Azevedo (Vice-Presidente Nacional), Victor Manuel Gonçalves de
Brito (Vice-Presidente Nacional), Gerardo José Saraiva Menezes (Presidente 38 Destaque
CDRN), Fernando Manuel de Almeida Santos (Secretário CDRN), Celestino
Flórido Quaresma (Presidente CDRC), Valdemar Ferreira Rosas (Secretário Eng.º António Sá da Costa – Presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN)
CDRC), António José Coelho dos Santos (Presidente CDRS), Maria Filomena
de Jesus Ferreira (Secretário CDRS).
“O preço da chuva, do sol, do vento e das ondas foi, é e será sempre zero”
Conselho de Admissão e Qualificação: João Lopes Porto (Civil),
Fernando António Baptista Branco (Civil), Carlos Eduardo da Costa Salema 42 Inovação
(Electrotécnica), Rui Leuschner Fernandes (Electrotécnica), Pedro Francisco
Cunha Coimbra (Mecânica), Luís António de Andrade Ferreira (Mecânica), Microalgas para Biodiesel – O Desafio do Presente para um Futuro Sustentável
Fernando Plácido Ferreira Real (Geológica e Minas), Nuno Feodor Grossmann
(Geológica e Minas), Emílio José Pereira Rosa (Química), Fernando Manuel
Ramôa Cardoso Ribeiro (Química), Jorge Manuel Delgado Beirão Reis (Naval), 44 Ingenium
António Balcão Fernandes Reis (Naval), Octávio M. Borges Alexandrino
(Geográfica), João Catalão Fernandes (Geográfica), Pedro Augusto Lynce de Estatuto Editorial e Relatório de Gestão do Exercício de 2007
Faria (Agronómica), Luís Alberto Santos Pereira (Agronómica), Ângelo Manuel
Carvalho Oliveira (Florestal), Maria Margarida B. B. Tavares Tomé (Florestal),
Luís Filipe Malheiros (Metalúrgica e de Materiais), António José Nogueira
46 Colégios
Esteves (Metalúrgica e de Materiais), José Manuel Nunes Salvador Tribolet
(Informática), Pedro João Valente Dias Guerreiro (Informática), Tomás Augusto 68 Comunicação
Barros Ramos (Ambiente), Arménio de Figueiredo (Ambiente).
Presidentes dos Conselhos Nacionais de Colégios: Hipólito José Campos 68 Geográfica – S istema Combinado de Varrimento Laser-fotogramétrico
de Sousa (Civil), Francisco de La Fuente Sanches (Electrotécnica), Manuel
Carlos Gameiro da Silva (Mecânica), Júlio Henrique Ramos Ferreira e Silva na Observação de Estruturas
(Geológica e Minas), António Manuel Rogado Salvador Pinheiro (Química),
José Manuel Antunes Mendes Gordo (Naval), JAna Maria de Barros Duarte 72 Naval – P ropulsão eléctrica com pilha de combustível a hidrogéneo e painéis fotovoltaicos
Fonseca (Geográfica), Miguel de Castro Simões Ferreira Neto (Agronómica),
Pedro César Ochôa de Carvalho (Florestal), Rui Pedro de Carneiro Vieira de
para embarcações
Castro (Metalúrgica e Materiais), João Bernardo de Sena Esteves Falcão e
Cunha (Informática), António José Guerreiro de Brito (Ambiente). 78 Análise
Região Norte
Conselho Directivo: Gerardo José Sampaio da Silva Saraiva de Menezes 78 O 3.º Choque Petrolífero
(Presidente), Maria Teresa Costa Pereira da Silva Ponce de Leão (Vice-
Presidente), Fernando Manuel de Almeida Santos (Secretário), Carlos Pedro 80 O Impacto da Energia Eólica na Gestão Técnica do SEN
de Castro Fernandes Alves (Tesoureiro).
Vogais: António Acácio Matos de Almeida, António Carlos Sepúlveda Machado 84 O Decreto-lei 301/2007
e Moura, Joaquim Ferreira Guedes.
Região Centro
Conselho Directivo: Celestino Flórido Quaresma (Presidente), Maria Helena
86 Conselho Jurisdicional
Pêgo Terêncio M. Antunes (Vice-Presidente), Valdemar Ferreira Rosas
(Secretário), Rosa Isabel Brito de Oliveira Garcia (Tesoureira). 88 Legislação
Vogais: Filipe Jorge Monteiro Bandeira, Altino de Jesus Roque Loureiro,
Cristina Maria dos Santos Gaudêncio Baptista.
Região Sul 89 História
Conselho Directivo: António José Coelho dos Santos (Presidente), António
José Carrasquinho de Freitas (Vice-Presidente), Maria Filomena de Jesus 1918: Pneumónica ou a Gripe Espanhola
Ferreira (Secretária), Maria Helena Kol de Melo Rodrigues (Tesoureira).
Vogais: João Fernando Caetano Gonçalves, Alberto Figueiredo Krohn da Silva,
Carlos Alberto Machado. 92 Crónica
Secção Regional dos Açores
Conselho Directivo: Paulo Alexandre Luís Botelho Moniz (Presidente), Victor
Faleceu o Pai do Caos, Edward Lorenz. Fica para sempre a sua Borboleta
Manuel Patrício Corrêa Mendes (Secretário), Manuel Rui Viveiros Cordeiro
(Tesoureiro). 96 Internet
Vogais: Manuel Hintze Almeida Gil Lobão, José António Silva Brum.
Secção Regional da Madeira
Conselho Directivo: Armando Alberto Bettencourt Simões Ribeiro (Presidente), 97 Livros em Destaque
Victor Cunha Gonçalves (Secretário), Rui Jorge Dias Velosa (Tesoureiro).
Vogais: Francisco Miguel Pereira Ferreira, Elizabeth de Olival Pereira.
98 Agenda

EDITORIAL

“Na natureza nada se cria,

Foto: Paulo Neto
nada se perde, tudo se transforma”

D
esde a Revolução Industrial que a produção veis. Com o debate sobre a energia, estamos tam­
de energia, nas suas diferentes formas, tem bém a discutir o nosso futuro, sem esquecer outro
constituído o suporte do nosso modelo de de­ recurso essencial, a Água.
senvolvimento. O princípio de Antoine Lavoisier de Nesta edição da “Ingenium” abordamos o tema da
que “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se Energia, com a convicção de que muito ficou por Fernando Santo
transforma”, exige cada mais energia para a produção tratar, o que justificará uma futura análise.
de bens e serviços e para a sua própria mobilidade.
As primeiras experiências, na última metade do sé­ Mas as dificuldades actuais da nossa economia não
Tudo o que temos obtido,
culo XX, para se produzir electricidade e a utiliza­ se limitam aos preços dos combustíveis. Portugal está
ção do petróleo como fonte de alimentação dos mo­ há muitos anos a consumir muito mais do que pro­ enquanto associação
tores, marcaram o século XX. Entrámos no século duz, aumentando diariamente o endividamento do profissional, tem sido com
passado com a crescente implementação do com­ país e das famílias. O aumento da produção e do muito trabalho e com uma
boio e dos navios como grandes meios de transporte, valor acrescentado dos bens e serviços é, igualmente,
inestimável participação
depois surgiu o automóvel como alternativa de uso um dos grandes desafios nacionais. Por isso, a Ordem
individual e logo de seguida o avião. Todos contribuí­ dos Engenheiros irá realizar, nos dias 2 e 3 de Outu­ de todos os membros que
ram para uma crescente dependência do petróleo e bro, na cidade de Braga, o seu XVII Congresso, de­ têm colaborado com a
de outros combustíveis fósseis. dicado ao tema da “Internacionalização da Engenha­ Ordem dos Engenheiros.
ria Portuguesa”. Estamos convictos da importância
Após a II Guerra Mundial, o mundo Ocidental pas­ da engenharia como recurso estratégico para a reso­
A todos muito obrigado!
sou a produzir, de forma maciça, electrodomésticos lução dos principais problemas nacionais.
e outros bens que necessitavam de electricidade para
a sua produção e utilização. Começaram a surgir Como suplemento desta edição distribuímos uma
novas fontes energéticas, embora todo este modelo síntese do Relatório e Contas dos órgãos nacionais da
fosse mais limitado aos países ditos desenvolvidos. Ordem relativo ao ano de 2007, no qual se divulgam
Com o primeiro choque petrolífero, em 1973, co­ alguns dos principais dados sobre a situação econó­
meçaram a instalar-se a maioria das centrais nuclea­ mica e financeira da Ordem dos Engenheiros, sobre
res, deixando a produção de energia de estar assente as actividades realizadas e sobre o movimento asso­
nos combustíveis fósseis. Com o início da globaliza­ ciativo. Fruto de uma gestão rigorosa, obtivemos, a
ção, após a queda do muro de Berlim, em 1989, e o nível nacional, um resultado líquido de 945.048 , e
início do desenvolvimento dos países asiáticos, como o número de membros cresceu 4,6%, uma das maio­
a China e a Índia, aumentou-se, ano após ano, o con­ res taxas de sempre. Apesar de 2007 ter sido um ano
sumo de energia e as emissões de gases com efeito de eleições, continuámos com a actividade corrente
de estufa. Em 2000, cerca de 1/3 da produção mun­ de emissão de pareceres sobre a legislação e realizá­
dial de petróleo já se destinava à China. mos dezenas de seminários sobre os principais temas
O conceito de sustentabilidade introduzido nos fi­ nacionais. Demonstrámos que os engenheiros são in­
nais dos anos oitenta do século XX, passou a estar dispensáveis para o debate das grandes questões na­
presente em todos os debates. Para agravar as difi­ cionais e para a procura das soluções. Tudo o que
culdades já percebidas, os especuladores dos merca­ temos obtido, enquanto associação profissional, tem
dos financeiros, cada vez mais sofisticados, aprovei­ sido com muito trabalho e com uma inestimável par­
taram a oportunidade para fazer disparar o preço do ticipação de todos os membros que têm colaborado
petróleo, que também tem servido como fonte de com a Ordem dos Engenheiros.
receita de todos os países industrializados, através A todos muito obrigado!
dos impostos aplicados. É por tudo isto que continuamos a acreditar que Por­
Finalmente, após a construção desta pirâmide inver­ tugal tem futuro e conseguiremos ultrapassar as di­
tida, de necessidades energéticas cada vez maiores, ficuldades.
a partir das mesmas fontes, o mundo começou a pro­
curar alternativas, focalizadas nas energias renová­ Desejo a todos umas boas férias!

PRIMEIRO PLANO
Consolidação e internacionalização
são chaves para o sucesso
Há lugar para optimismo nos sectores da Cons- nicação social e por alguns analistas”. E, no
trução e do Imobiliário em Portugal. Esta foi uma seu entender, “os agentes do mercado deve-
das principais tónicas de um seminário onde foram rão ter uma atitude mais positiva”.
analisados os sectores nos dois países ibéricos, No que respeita à internacionalização, um dos
salientando-se que a aposta nos mercados inter-
temas mais abordados pelos oradores deste
nacionais e a necessidade da existência de um
adequado planeamento de infra-estruturas públi- seminário, António Mota, Presidente da Mota-
cas são factores de suma importância para estas -Engil, afirmou que “o primeiro factor crítico
actividades. para o sucesso da internacionalização é a exis-
tência de um mercado nacional sólido. O se-
Texto Ana Pinto Martinho gundo é a consolidação ou especialização”. tegração europeia, acentuaram as diferenças
Fotos Atelier Sérgio Garcia
Esta opinião foi também partilhada pelo Pre- entre o desenvolvimento dos sectores da
sidente Executivo da OPWAY Engenharia, construção e as razões que determinaram a
Jorge Grade Mendes, que acredita que “a res- dimensão e capacidade económica das em-
posta à grave e prolongada crise no sector está presas espanholas face às portuguesas.
em aquisições e fusões, diversificação de ac- O sector da construção é um dos mais im-
tividades e internacionalização”. portantes na economia de qualquer país, pois
o seu contributo para o PIB e para o em-
prego fazem dele um dos motores da eco-
nomia.
Durante a sua intervenção, o Ministro das
Obras Públicas, Transportes e Comunica-
ções, Mário Lino, reforçou exactamente a
importância do sector, afirmando que o in-
vestimento nos sectores da Construção e do
Imobiliário é necessário, pois ele “é respon-
Mercado português sável, no nosso país, por cerca de 12% do
precisa ser consolidado emprego a que correspondem 600 mil em-
A falta de consolidação no mercado portu- pregos directos”.
guês foi apontada como um dos pontos fra-

A
aposta nos mercados internacionais e a cos face ao mercado espanhol, onde as em-
importância de um adequado planea- presas de construção têm dimensões muito
mento das infra-estruturas públicas são maiores, fruto do tamanho do país, mas tam-
alguns dos factores chave realçados por vá- bém de um movimento de consolidação re-
rios dos responsáveis do sector da constru- sultante da grande quantidade de fusões e
ção que estiveram presentes no Seminário aquisições que começou há mais de 15 anos,
subordinado ao tema “Os sectores da Cons- data avançada por José Manuel Elias da Costa,
trução e do Imobiliário em Portugal e Espa- Administrador do Banco Santander Totta.
nha, e os desafios estratégicos num contexto Também os Engenheiros Angel Corcóstegui
de mudança”, que foi organizado pela Ordem e António Bernardo, que analisaram as es-
dos Engenheiros (OE) no dia 28 de Maio, tratégias seguidas nos dois países desde a in-
em conjunto com o Colegio de Ingenieros
de Caminos, Canales y Puertos de Espanha, Mário Lino adiantou ainda que o investimento
e que contou com a presença de profissio- em infra-estruturas básicas programado “afi-
nais dos dois países. gura-se, hoje, absolutamente determinante,
Apesar dos problemas que o sector enfrenta, (…) e por essa razão vamos prosseguir com
o Bastonário da OE, Fernando Santo, fechou o plano de investimentos em curso”.
o evento afirmando que, “após o que foi ex- Este plano de investimentos inclui a cons-
posto, o futuro parece mais favorável do que trução de mais 1000 km de novas auto-es-
a percepção subjectiva veiculada pela comu- tradas, a Rede Ferroviária de Alta Veloci-

nos dois países ibéricos. salientou o facto do crédito à ha- Sobre esta aposta do Governo no sector. em 2006).ordemdosengenheiros. segundo Carlos Moedas. tendo caído. para 19. desde 2002. a produção poderá mesmo ter tou que a redução dos investimentos públi. Mas a aposta na internacionalização só pode teve no tempo. José Manuel Elias da Costa. neste momento. Na sua intervenção. o know-how seja uma ques- globalizado”. independentemente dos Go. redução superior a 30%. A especialização é outro dos pontos dados Ainda no que respeita ao mercado imobiliá- como de extrema importância para a concre. questão que está a ser posta em anos tem havido. promovendo a fusão e aquisição vista financeiro e que tenham o know-how de empresas. a percentagem destinada ao mercado mento em infra-estruturas a 10-15 anos. apontados como alguns mercados preferen. Mas há caminho para mais. dentro deste mercado. é o do mercado da habitação própria. o Bastonário acrescen. de reciprocidade relativamente à intervenção das. em Espanha. até agora. n O mercado imobiliário O caminho da internacionalização A análise ao mercado imobiliário levou à con- A internacionalização foi apontada por quase clusão de que. o que 24%. fábricas. da Direcção de Fi- . a forma mais correcta de conseguir ano de retoma em Portugal. compete dizer. e mesmo sas portuguesas e espanholas criarem parcerias assim as maiores dificuldades existem nos es- com vista a este objectivo. An. panha definiu uma estratégia que se man. timos dados. ao abrigo do Processo de Bolonha. rio. armazéns. com vestimento espanhol em Portugal é sempre de arrendamento não foi superior a 3%. vernos. cais. dois mercados foi salientada a grande capaci. Se- projecte a internacionalização das empresas”. com Portugal a cidade de Madrid. com a introdução das licenciaturas de “ciclo um aumento de capital direccionado para o curto”. o Novo Aeroporto de Lisboa. com uma quebra de paração com os 18. Construção e do Imobiliário. Es. empresários espanhóis e portugueses “é deter. planeamento e planos de concretização que bem-vindo. segundo os úl- Na sua intervenção. entre outros. mercado dos activos imobiliários. que vieram a ganhar dimensão adequado. ses em Espanha”. encontra-se bem. No Portal da Ordem países da UE e o aumento do desemprego dos Engenheiros (www. do Banco tização da internacionalização. é que o in. teve No dia 17 de Novembro as duas associações como consequência um abrandamento do profissionais realizarão idêntico seminário na crescimento da economia. como aconteceu em Espanha. apresentando o timento público tem de ser o veículo para um minante”. ape- tónio Mota afirma: “o próximo ciclo de inves. que inclui escritó- se mantenham. nas últimas déca. a Ter. partilhada por diferentes ser feita por empresas fortes do ponto de Governos. Mário Depósitos. em 2007. Numa importante garantir um quadro e um ambiente tanto em Portugal como em Espanha. causa. procurando actualizar as perder 7% face ao crescimento médio dos informações divulgadas. segundo o Bastonário Fernando Santo. sendo os Países Africanos de Língua Ofi. Presidente da Aguirre Newman Portugal. E o que me dade de novos fogos que entraram no mer- necessidade de políticas públicas de investi. na opinião da maioria em diversos sectores e a afirmar-se no mundo dos participantes. e no sector do imobiliário. seus profissionais. Os activos imobiliários continuam a ser dos uma vez que. ainda que seja rios. Lino referiu que a partilha de mercados pelos bitação não ter sofrido grandes quebras. lientaram. porque são dos tugueses são dos melhores formados a nível que apresentam menor risco. de 5 para 8%. gundo este responsável. cial Portuguesa (PALOP) e o Leste Europeu 10%. designadamente nos Sectores da O mercado empresarial. Paulo Alexandre Sousa. tão que está bem posicionada em Portugal. Para alguns dos Santander. falando-se na possibilidade das empre. crescido. breve análise ao registado. o Bastonário da das construtoras e dos investidores portugue- OE salientou que. Embora. acrescentando que “temos já diver. dade de engenharia que têm e a qualidade dos nanciamento Imobiliário da Caixa Geral de ceira Travessia do Tejo. sar do aumento dos juros. E nos últimos mundial.7 MM (em com- cos em infra-estruturas. Acrescentou ainda que.8 MM . tor se encontra num contexto de forte con- que os intervenientes portugueses mais sa. ciais para as empresas portuguesas. défice no mercado de arrendamento como sector de construção nacional mais forte e que sos grupos empresariais portugueses a operar uma das possíveis causas para tal facto. desde o início de 2007 que o sec- É exactamente essa uma das necessidades através da fusão ou aquisição de empresas lo. o único todos os oradores como um dos caminhos a sub-sector que aparenta ter mais problemas seguir. PRIMEIRO PLANO dade. “perante as ameaças. afirma esperar que 2008 seja um oradores. em 2006. Segundo este es- um bom processo de internacionalização será pecialista. os engenheiros por. até à data. cado. com uma representa um crescimento de mais de 5%. sendo o inverso ainda mais no. E em relação aos tratos com menores rendimentos. tracção em Espanha. de apoio às intervenções do seminário. da totali- Também Fernando Santo afirmou haver a tório. mais seguros a nível mundial. Esta situação não se registou pt) poderão ser consultados os documentos nos restantes Estados-membros.

que tem início no dia 2 de Outu­ nhecimento e a visão empresarial da interna­ ros”. os membros projectos de interesse comum. também permitirá gem Estratégica da Internacionalização”. A CGD compromete-se também estudar. a Ordem dos Engenheiros pretende dar tes”. donda ou de apresentações. Bioengenha­ formação do conhecimento em produtos e ser­ ria e Nanotecnologia”. devendo ser olhada O segundo dia começa com 3 sessões parale­ como um recurso estratégico em diferentes sec­ las. “Am­ constitui um recurso indispensável para a trans­ biente e Urbanismo” e “Materiais. incluiu sessões plenárias e sessões mais cionalização. OE estabelece parceria com a CGD Por seu lado. ou através das empresas especialistas do Grupo CGD. que terá como tema de fundo a “Prática da Internacionalização”. Notícias Congresso da Ordem sobre a Internacionalização da Engenharia Portuguesa A cidade de Braga vai receber entre 2 e 3 de trução e obras públicas. a OE atribui à CGD o versitária da CGD. na área da cons­ ção da OE perante os desafios do século XXI”. de um cartão de crédito. tores de actividade. sões será dedicada à “Produção e Tecnologia” Numa época em que a globalização exige das e outra à “Regulamentação. permitindo a apresentação da visão da multidisciplinar dos diferentes sectores e tipos lização e factores de competitividade. pelo Bastoná­ os Membros terão condições preferenciais para ria institucional com a Caixa Geral de Depó­ rio da Ordem dos Engenheiros.º Fernando seguros de grupo. “Recursos humanos: a emigração e a voráveis e adversos. “As competências e os actos de engenharia bro. entidade a ser incluída nas acções e iniciativas da Ordem beneficiarão ainda de 10% de des­ O protocolo foi oficializado no dia 6 de Junho. Para além disso. A Ordem dos Engenheiros renovou uma parce­ sede da Caixa Geral de Depósitos. e o Presidente do Conselho de Adminis­ genharia terão atendimento especializado nas di­ da Ordem poderão usufruir de um vasto conjunto tração da CGD. Projecto e Serviços empresas portuguesas um esforço adicional de Engenharia”. a CGD apoiará a OE a nível técnico e científico sempre que se justifique para ambas as partes e concedendo-lhe também um patro­ cínio. nacionalização pela via da inovação e do co­ ensino superior e a qualificação dos engenhei­ O Congresso. bem como às áreas de “Tec­ para enfrentar a concorrência. que contemplará um conjunto de vantagens. onde O XVII Congresso será finalizado com 3 interven­ aos engenheiros uma visão mais abrangente e será destacada a dinamização da internaciona­ ções. a engenharia nologias de Informação e Comunicação”. passando esta Para além de todas estas vantagens. ticos. A divulgação de casos prá­ mento da economia. que terão lugar até 31 de Dezembro. e “Internacionalização do processo educa­ o seu contributo para uma reflexão sobre a ac­ tivo. Dr. propriedade intelectual e formação e qua­ tual situação do movimento de internacionali­ lificação”. versas Agências Universitárias e na Agência Uni­ de vantagens e benefícios. chido por 6 sessões paralelas. ao abrigo da qual os membros Santo. bém as duas entidades a desenvolver em conjunto título de Patrocinador Institucional. “Energia e Transpor­ (XVII). que sejam seus clientes. O final da manhã e a tarde do se­ zação da engenharia portuguesa. sobre a capa­ gundo dia de trabalhos serão preenchidos com cidade das empresas nacionais para integrarem Na sessão de abertura será divulgado o estudo sessões plenárias onde serão reflectidos os se­ esse movimento. Ainda no primeiro dia rea­ reinserção profissional” e “O empreendedorismo. . No que respeita ao seguro de Saúde Multicare. conto nos bilhetes promovidos pela Culturgest. transmitidos sobre a forma de mesa re­ liza-se uma sessão plenária sobre a “Aborda­ a Directiva Serviços e as mudanças culturais”. a CGD dará aos membros da Ordem. Uma das ses­ Internacionalização da Engenharia Portuguesa. Fernando Faria de Oliveira. O período da tarde vai ser preen­ – A regulamentação da profissão” e a “Interven­ específicas que decorrerão em paralelo. comprometendo-se tam­ Ao abrigo deste protocolo. identificando novas oportuni­ encomendado ao Professor Daniel Bessa sobre guintes temas: “Engenharia em acções huma­ dades de expansão. me­ diante a prévia análise de risco individual. viços de valor acrescentado. Com o Congresso de 2008 produtos e equipamentos”. em con­ junto com a OE. um conjunto de benefícios. directamente. Entre estes benefícios conta-se a emissão. que se encontram agru­ Outubro o Congresso da Ordem dos Enge­ padas numa temática mais ampla denominada nheiros. bem como os factores fa­ o contributo da engenharia para o desenvolvi­ nitárias”. Para além disso. na da Ordem. Eng. a todos os Membros da Ordem. com ambas as chancelas. subordinadas aos temas “Exportação: bens. a inter­ Ordem dos Engenheiros sobre a “A avaliação do de empresas. e os alunos dos cursos de en­ sitos (CGD). soluções complementares de reforma para os Membros da OE. a CGD proporcionará aos Membros o acesso a um pacote de produtos e serviços cuja listagem poderá ser consultada no site da Ordem.

nascido em Lisboa. com particular relevo para as questões metodológicas. O seu percurso profissional é particularmente relevante na quentar um MBA numa das concepção e projecto de estruturas metálicas. rece­ Oliveira Nunes. O Para chegarem à fase final passaram por várias provas de apuramento e Páteo da Galé. a viço educativo e um outro onde os visitantes podem fixar sugestões capacidade de trabalhar em equipa. . consistentes e coerentes jamais produzidos em Portugal. que veio definir o futuro desenho urbano e arquitectónico que ainda hoje subsiste na Baixa lisboeta. no dia 8 de Junho. presidido por Francisco Pinto Balsemão. o vencedor foi Filipe Leal. António Borges. espírito ético e a capacidade de assumir riscos. Guida Baixa lisboeta Sousa. lançado em 2004 O Bastonário da Ordem pelo Santander e pelo jornal dos Engenheiros integrou Expresso. todos os elementos constituintes de um dos planos urbanísticos mais relevantes. tem por objectivo homena­ Nuno Pina. de Engenharia e Gestão Industrial. de Engenharia Civil. sem limite de idade. mostrando todas as suas perspectivas e característi- cas. através do Gabinete do Secretário de Es­ genharia Civil. um pavilhão multiusos com capaci­ SEAD. ceis de avaliar mas que são os factores-chave de sucesso dos líderes de A exposição tem ainda um espaço destinado às actividades do ser- amanhã. Na categoria “Profissões Liberais” o vencedor foi Jorge Manuel Costa de Economia e Engenharia. com base em características bem difí­ pelo actual Executivo para a revitalização desta zona. a capacidade de iniciativa. tólica Portuguesa – Universi­ dade Nova de Lisboa (MBA conjunto). O Prémio. de Gestão. e composto por reiro do Paço. do Instituto Superior Técnico. escolheu os três premiados. se destacaram no exercí­ A possibilidade de participação de estudantes de engenharia foi viabilizada cio de actividades em di­ a partir de um protocolo estabelecido entre a Ordem dos Engenheiros e o versos sectores da vida Banco Santander Totta. gear os portugueses e luso-descendentes residentes no estrangeiro que da Universidade Católica Portuguesa. prove­ RTP. A mostra está organizada em três secções principais. Nuno Amado (Vice-presidente). da formação académica. e a última fase mostra a evolução da área-plano da Baixa entre a segunda me- tade do século XVIII e a actualidade. Os vencedores das 12 ca­ através da concessão de opor­ tegorias dos prémios foram tunidades privilegiadas ao nível desvendados numa gala. uma exposição inédita que assinala a passagem dos 250 anos sobre o plano urbanístico ela- borado após o terramoto que destruiu Lisboa em 1755. IESE. Os transmitida em directo pela três melhores finalistas. Os cinco finalistas deste ano provinham de diferentes cursos: André Fialho. a segunda alusiva ao plano de 1758. em exposição inédita de Economia – Finanças. da Universidade Nova de Lisboa e. sendo a sua obra mais seguintes Universidades: IN­ emblemática o “Coca-Cola Dome”. o sobre a regeneração da Baixa-Chiado. alberga. a primeira refe- rente aos contextos e antecedentes ao plano. do Instituto Superior Técnico. Guida Sousa. Universidade Ca­ dade para cerca de 40 mil pessoas. a faculdade de responsabilização. no Ter- avaliação. em terceiro. também do Instituto Superior Técnico. e Nuno Pina. o plano da Baixa hoje” mostra. através de material audiovisual. social. Ou seja: a capacidade de liderança. de Engenharia Médica. Notícias Primus Inter Pares premeia Engenheiro civil ganha finalista de Engenharia Civil “Prémios Talento” N o ano em que o conceituado Prémio Primus Inter Pares abriu as suas O concurso “Prémios Talento 2007”. instituído pelo Ministério dos portas aos engenheiros. do Instituto Superior Técnico. Filipe Leal. Em segundo lugar ficou tado das Comunidades Portuguesas. incluindo a estratégia delineada Barbot. António Vitorino e Estela até 1 de Novembro. Manuel Dias. A exposição “Lisboa 1758. da Universidade Católica Portuguesa. na África do Sul. premeia os melho­ o júri desta edição. um Engenheiro Civil. res estudantes universitários. O júri. nientes dos cursos de Gestão. da Universidade Nova de Lisboa. residente na beram a oportunidade de fre­ África do Sul. um finalista de En­ Negócios Estrangeiros.

Breves
Comissão Europeia quer mercado dos Estados-membros. As acções Endereços
prioritárias comuns deverão tor-
de trabalho europeu para investigadores nar a UE um pólo mais atractivo
Internet ilimitados
ao dispor da Europa
N a sua recente comunicação in-
titulada “Melhores carreiras e
mais mobilidade: uma parceria
para os investigadores e permitir-
-lhes uma maior mobilidade entre
países e instituições e entre os sec-
em 2010
europeia para os investigadores”,
a Comissão Europeia procura es-
tabelecer uma parceria com os
tores académico e privado. É es-
sencial abrir sistematicamente o
recrutamento a todos os investi-
A crescente procura de serviços
baseados na Internet fará com
que, a breve trecho, não existam
Estados-membros a fim de garan- gadores, satisfazer as necessidades endereços suficientes para res-
tir a disponibilidade dos recursos dos investigadores itinerantes em ponder às necessidades. Se os
humanos necessários para manter rência global crescente na procura termos de segurança social e de utilizadores e os fornecedores de
e aumentar a contribuição da ci- dos melhores talentos, bem como pensões, oferecer condições de serviços Internet forem encora-
ência e da tecnologia para a eco- desafios demográficos. O objec- emprego e de trabalho justas e ga- jados a adoptar o mais recente
nomia europeia do conhecimento. tivo da parceria é harmonizar e rantir que estes tenham a forma-
A Europa enfrenta uma concor- concentrar os esforços de cada um ção e competências necessárias.

EDP premeia inovação tados. O Concurso de Ideias Luminosas – Eficiên-
cia Energética já está aberto e recebe candidaturas
na área energética até 31 de Outubro.
A iniciativa – promovida no âmbito do Plano de
Promoção de Eficiência Energética (PPEC) da En-
tidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)
– quer incentivar o desenvolvimento de produtos
(hardware, software ou ambos) capazes de obter
poupanças quantificáveis no consumo de energia
eléctrica. O concurso é organizado em parceria com
a Universidade de Coimbra, estando, no entanto,
aberto a todas as outras instituições de ensino su-
perior. Dos 50 mil euros de prémio, 10 mil rever-
tem para a universidade, desde que a instituição

P rojectos de inovação na área da eficiência ener-
gética, idealizados por finalistas de cursos uni-
versitários, vão ser premiados pela EDP com 50
tenha apoiado os estudantes vencedores.
Os interessados podem obter mais informação e
toda a documentação necessária no site: protocolo Internet (versão 6 do
mil euros para os dois melhores produtos apresen- www.eco.edp.pt. IP, ou IPv6), o número de ende-
reços IP aumentará consideravel-
mente, à semelhança do que acon-
Prémios de Projecto de Iniciativa Empresarial teceu aquando da extensão dos

E stão abertas, até 30 de Setem-
bro, as candidaturas para os
Prémios de Projectos de Inicia-
números de telefone no século
XX. A Comissão Europeia esta-
beleceu recentemente um objec-
tiva Empresarial 2008. Dinami- tivo para a Europa: que, em 2010,
zado, em Portugal, pelo IAPMEI, 25% das empresas, das adminis-
o projecto foi lançado há três anos novidade o alargamento dos des- aceites candidaturas de parcerias trações públicas e dos particula-
pela Comissão Europeia com o tinatários a iniciativas nacionais, público-privadas e de iniciativas res utilizem o IPv6. Para isso, a
objectivo de identificar e premiar nas categorias “Promoção da ini- transfronteiriças, envolvendo pa- Comissão apelou a uma acção
as melhores práticas de iniciativa ciativa empresarial” e “Redução íses vizinhos. concertada a nível europeu que
empresarial na Europa, estimu- da burocracia”. As restantes ca- Os projectos a concurso deverão prepare todos os interessados para
lando o desenvolvimento econó- tegorias a concurso são “Desen- indicar de que forma a sua acti- esta mudança, que deverá ocor-
mico e a criação de mais e me- volvimento empresarial”; “Inves- vidade contribuiu para o desen- rer em tempo útil e de modo efi-
lhor emprego a nível local. timento em qualificações” e “Ini- volvimento da economia regional caz para evitar custos suplemen-
O Prémio é aberto, preferencial- ciativa empresarial responsável e durante o biénio 2006-07. tares para os consumidores, dando
mente, a entidades públicas ou inclusiva”. Mais informações em: assim às empresas europeias mais
privadas de carácter regional. A Para além de projectos promovi- www.iapmei.pt/iapmei-not-02. inovadoras uma vantagem con-
competição deste ano traz como dos individualmente, são também php?noticia_id=785 correncial.

Breves
Academias TIC nas escolas

A s escolas portuguesas vão ter 30 Academias TIC, ao abrigo de um
protocolo celebrado entre o Ministério da Educação e várias em-
presas da área das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
As primeiras empresas a criar estas Academias serão a Apple, a Cisco,
a Linux, a Microsoft, a Oracle e a Sun.

Cem mil milhões de dólares para
petróleo angolano

D urante os próximos cinco a
sete anos, a indústria angolana
de petróleo e gás vai ter um in-
AFP, citada pela Lusa, “o inves-
timento em exploração prevê a
abertura de 100 poços petrolífe-
vestimento no valor de 100 mil ros nos próximos 10 anos”. O
milhões de dólares, adiantou Ma- Presidente da Sonangol adiantou
nuel Vicente, Presidente da So- ainda que o esforço angolano per-
nangol, durante o seu discurso, mite “participar na estabilização
no XIX Congresso Mundial de do preço do petróleo”. As reser-
As Academias TIC irão oferecer formação extracurricular nas áreas Petróleo, que teve lugar em Ma- vas petrolíferas provadas de An-
de especialidade de cada uma das empresas parceiras. Setembro é drid no início de Julho. gola ascendem a 12,5 mil milhões
a data marcada para que os professores das escolas abrangidas pela Citado pela Lusa, este responsá- de barris.
primeira fase iniciem a formação com o objectivo de obter a certi- vel afirmou que os investimentos A turbulência que se tem feito
ficação necessária para leccionar nestas Academias. em actividade de produção e ex- sentir nas explorações nigerianas,
O protocolo surge no âmbito do Plano Tecnológico para a Educação, ploração têm em vista “assegurar país que historicamente é o maior
que pretende, até 2010, equipar as escolas portuguesas com 310 mil durante 5 anos o nível de produ- produtor de petróleo em África,
computadores, 9 mil quadros interactivos e mais de 25 mil video- ção”, que actualmente se apro- veio favorecer Angola que, em
projectores. xima dos 2 milhões de barris diá­ Abril e Maio deste ano, já ultra-
rios. E revelou que o perfil de passou a Nigéria em termos de
China e Vietname produção e as reservas que o país produção.
apostam na produção de arroz em Angola possui fazem com que seja pos- O país vai também receber in-
sível manter o actual ritmo de vestimento na produção de GNL

O Ministério da Agricultura e
Desenvolvimento Rural ango-
lano assinou recentemente um
Com estas acções, referiu, “o sec-
tor pretende incrementar a pro-
dução de arroz e acabar com a sua
produção durante 4 ou 5 anos.
De acordo com informação da
com a construção de duas novas
refinarias, no Lobito.

protocolo com a China e o Viet­ importação.” O país ainda enfrenta Projecto pioneiro de Geotermia
name, ao abrigo do qual os dois um considerável défice na produ-
países asiáticos vão apoiar Angola
na produção de arroz em pequena,
média e grande escala.
ção de arroz (…), sendo que quase
todo o arroz que consumimos é
importado, o nosso objectivo é
A Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coim-
bra (FCTUC) e a Empresa Geovita, do grupo Patris Capital, as-
sociaram-se para desenvolver um projecto pioneiro de aproveita-
Numa entrevista à Angop, o Mi- deixarmos de importar e come- mento do calor interno da Terra com vista à produção de energia
nistro da Agricultura e Desenvol- çarmos a exportar”, afirmou. eléctrica, através da implementação de uma forma inovadora de
vimento Rural, Afonso Canga, Em termos de produção de ce- Geo­termia – os Sistemas Geotérmicos Estimulados (SGE).
deu a conhecer que foi elaborado reais, o Ministro revelou que a Trata-se de uma energia renovável e ambientalmente limpa, com ca-
um plano que permitiu a impor- produção do sector agrário do pacidade de produção contínua e não dependente de factores meteo­
tação de diversas unidades de país, actualmente, ronda as 700 rológicos, que apresenta um elevado potencial no território nacional.
processamento de arroz, das quais mil toneladas, quantidade insu- Na sequência de um estudo de investigação realizado por uma equipa
algumas serão entregues ainda ficiente para satisfazer quer as do Departamento de Ciências da Terra da FCTUC, foi solicitada à
durante o mês de Julho aos pro- necessidades alimentares, quer Direcção Geral de Energia e Geologia uma área de exclusivo de pros-
dutores deste cereal. para o fabrico de ração animal. pecção e pesquisa, com cerca de 500 km2.

Regiões

Seminário “O olhar da engenharia Estes seminários tiveram como objectivos
fazer a contextualização nacional, europeia
através do Código de Contratos Públicos” e internacional do mercado dos contratos
públicos e oferecer uma visão global do novo

O Auditório do Museu Dom Diogo de
Sousa recebeu o Seminário “O olhar da
engenharia através do Código de Contratos
do Conselho Directivo do INCI, I.P, Eng.º
Hipólito Ponce de Leão, que partilhou com
os presentes a preocupação do enquadramento
Código de Contratos Públicos, com uma re-
flexão relativa aos conteúdos da Parte I, II
e III, seus principais Títulos, passando pela
Públicos”. Este seminário, realizado em duas do Código de Contratos Públicos no princí- compreensão dos conceitos, do enquadra-
edições, nos dias 11 e 18 de Junho, contou, pio da sustentabilidade e co-responsabilização mento e da abrangência legal, dos objectivos
na primeira, com a presença do Presidente de todos os actores deste processo. e da sua aplicação prática.
O Código de Contratos Públicos decorre da
transposição de directivas comunitárias e é
publicado em anexo ao Decreto-Lei n.º
18/2008 de 29 de Janeiro. Entrará em vigor
em 30 de Julho próximo.
As apresentações estão disponíveis no por-
tal da Região Norte da Ordem dos Enge-
nheiros: www.oern.pt

O IV Dia Regional Norte do Engenheiro
decorreu a 27 e 28 de Junho. Esta ho- Auditório cheio para o
menagem regional aos Engenheiros e à Enge-
nharia iniciou-se na cidade de Peso da Régua,
IV Dia Regional Norte do Engenheiro
através de uma visita técnica à obra de cons-
trução do Museu do Douro, seguindo-se uma
visita ao Instituto do Vinho do Porto.
A seguir à visita, pelas 20h00, realizou-se um
jantar-debate subordinado ao tema “Douro
Alliance”, tendo como orador o Eng.º José
Carlos Fernandes. No dia 28 de Junho, já em
Vila Real, o Auditório do Teatro Municipal en-
cheu-se para homenagear o Eng.º Luís Valente
de Oliveira e o Eng.º Manuel Cardoso Simões,
engenheiros de relevo da Região. A sessão con- anos ininterruptos de inscrição na Região Norte tonário da Ordem, Eng.º Fernando Santo. Na
tou ainda com uma palestra proferida pelo da Ordem dos Engenheiros, respectivamente, sessão esteve ainda presente o Presidente da
Eng.º Abílio Seca Teixeira, da EDP, dedicada com o alfinete de prata e de ouro. Câmara Municipal de Vila Real, Dr. Manuel
ao “Futuro da Hidroelectricidade na Região O Presidente do Conselho Directivo da Re- do Nascimento Martins, e o Vice-Reitor da
Norte”. Na sessão solene do evento foram dis- gião Norte, Eng.º Gerardo Saraiva de Mene- Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
tinguidos os membros com mais de 25 e 50 zes, abriu a sessão, que foi encerrada pelo Bas- (UTAD), Prof. Doutor Carlos Cerqueira.

II Encontro de Empresários Dr. Pedro Neto, o Delegado Distrital de Lei-
ria, Eng.º Carlos Marques, o Presidente do
e Engenheiros do Distrito de Leiria Conselho Directivo da Região Centro da
Ordem dos Engenheiros, Eng.º Celestino
de Leiria. O evento teve como objectivo re- Quaresma, o Presidente do Conselho Direc-
forçar os laços existentes entre as activida- tivo da Escola Superior de Tecnologia e Ges-
des empresarial e de engenharia, do distrito tão de Leiria, Eng.º Carlos Neves, e o Bas-
de Leiria, adequando o desenvolvimento tec- tonário da Ordem, Eng.º Fernando Santo.
nológico à sua realidade económica.
O Encontro teve início com uma visita guiada

A Delegação Distrital de Leiria da Ordem
dos Engenheiros e a NERLEI – Asso-
ciação Empresarial da Região de Leiria rea-
à unidade industrial da ROCA, S.A., insta-
lada na Estrada Nacional 1 (IC2), Madalena,
Leiria, a que se seguiu um seminário no au-
lizaram, no dia 27 de Maio, o II Encontro ditório do edifício da NERLEI, onde inter-
de Empresários e Engenheiros do Distrito vieram o Director Executivo da NERLEI,

Regiões

X Encontro Regional do Engenheiro cultural e de intervenção na sociedade. Este
Prémio foi atribuído ao Engenheiro Químico

R ealizou-se, no dia 31 de Maio, o X En-
contro Regional Centro do Engenheiro,
que teve lugar no Caramulo, no qual parti-
Augusto Vaz Serra e Sousa.
Na sessão solene do Encontro tomaram a
palavra os representantes dos Órgãos Regio-
ciparam 200 engenheiros. nais, o Bastonário da Ordem e o Professor
Para além das visitas ao Museu do Caramulo Carlos Fiolhais, que proferiu uma palestra
e à empresa Interecycling, neste Encontro intitulada “A nanotecnologia: a engenharia
foram homenageados os membros efectivos de amanhã é já hoje”.
que completaram 25 anos de inscrição na Por ocasião deste Encontro foi também efec-
Ordem, foram reconhecidos os melhores es- rectivo Regional que, anualmente, distingue tuado o lançamento do livro “Projectar e Cons-
tágios, por especialidade, concluídos em um membro da Região Centro pelo seu cur- truir com Acessibilidade”, da autoria do En-
2007, e foi atribuído o Prémio Conselho Di- rículo de mérito nos domínios profissional, genheiro Jorge Falorca e Sílvia Gonçalves.

XVIII Curso de Ética e Deontologia
A Região Centro levou a cabo, nos dias 13 e 14 de Junho, o XVIII
Curso de Ética e Deontologia, no qual participaram 128 Mem-
bros Estagiários.
O curso realizou-se em Coimbra, nas instalações do Departamento
de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Universidade
de Coimbra.

Prémio Inovação Jovem Engenheiro 2008 O Prémio destina-se a todos os membros da
Ordem, estagiários ou efectivos, inscritos em

E stão abertas, até 20 de Novembro, as can-
didaturas para a 18.ª Edição do Prémio
Inovação Jovem Engenheiro (PIJE), através
tar candidaturas de jovens engenheiros com
idade até 35 anos, ao invés dos 30 anos até
então regulamentados. Com esta alteração, o
qualquer das Regiões e Secções Regionais, e
cuja data de nascimento seja igual ou poste-
rior a 1 de Janeiro de 1973.
do qual a Região Sul da Ordem dos Enge- Conselho Directivo espera não só incremen- À semelhança de anteriores edições, a de
nheiros continua a apostar na inovação e nos tar o número final de candidaturas, como re- 2008 conta com o apoio da Fundação Luso-
jovens engenheiros. No ano em que o prémio ceber mais trabalhos com acentuada vertente -Americana para o Desenvolvimento e da
atinge a maioridade, o Conselho Directivo da empresarial, resultantes de uma maior matu- Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Região Sul, responsável por esta iniciativa ridade e experiência profissionais. São assim,
desde 1990, atento à realidade com que se aceites candidaturas de trabalhos nos diver- Informações
deparam actualmente os jovens engenheiros sos ramos da engenharia e serão galardoados Gabinete do Estagiário
e às dificuldades inerentes ao início das suas aqueles que se evidenciem, entre outros cri- E-mail: gabest@sul.ordemdosengenheiros.pt
carreiras profissionais, decidiu introduzir uma térios de avaliação, pelo seu carácter inova- Tel.: 21 313 26 77 − Fax: 21 313 26 90
alteração que acredita ser significativa: acei- dor e aplicabilidade prática. www.ordemdosengenheiros.pt

ventiladores encapsulados e vidros laterais. Entre os seus principais
Visita à Fábrica da Saint-Gobain Sekurit Portugal
clientes encontram-se várias marcas líderes do mercado automóvel.

O Conselho Regional Sul do Colégio de Engenharia Mecânica
promove, no dia 16 de Setembro, uma visita à fábrica da Saint-
-Gobain Sekurit Portugal, em Santa Iria da Azóia, unidade que se
Informações e Inscrições
Ordem dos Engenheiros – Região Sul
dedica especialmente à produção de vidro automóvel. Serviços de Formação Profissional e Cultural
Com cerca de três centenas de colaboradores, a Saint-Gobain Sekurit Tel.: 21 3 132 666 − Fax: 213 132 690
Portugal produz, entre outros, pára-brisas, tectos panorâmicos, vidros E-mail: actividades@sul.ordemdosengenheiros.pt

F oram cerca de 50 os participantes que se aventuraram, no dia 31
de Maio, na descida do Tejo, entre Constância e Tancos, em canoa.
A iniciativa, promovida pelo Conselho Regional Sul do Colégio de En-
Engenheiros descem Tejo em canoa
mada a navegação que conduziu os participantes até Tancos. Seguiu-
genharia Naval, reuniu membros da Ordem, familiares e amigos que, -se um merecido almoço, depois do qual foi visitada a vila de Cons-
seguindo as instruções técnicas dos monitores, navegaram entre Cons- tância e admirada a parte histórica e arquitectónica da vila, que in-
tância e Tancos, fazendo uma paragem no Castelo de Almourol, onde cluiu a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia e algumas das ruas mais
visitaram este monumento militar medieval. Após a visita, foi reto- pitorescas, bem como o Museu dos Rios e das Artes Marítimas.

ª Madalena San Bento. Miguel participantes pelo Presidente da Câmara com o LNEC. pela Dr. especialista em Cidades. com base técnica e científica. Dr. dadas as boas-vindas e feita uma apresenta.pt tual contexto das organizações. O objectivo Watson. através do Conselho Regional do Colégio de Engenharia Electrotécnica. têm particular relevância. terceira sobre “Fundações de Obras de Arte”. Serviços de Formação Profissional e Cultural O orador apresentou um conjunto de assuntos sobre o papel da En- Tel. no au- ditório da Ordem dos Engenhei- A Região Sul da Ordem dos Engenheiros. Vice-presidente da International Academy for Quality e tivas da engenharia. no Salão Nobre Fragoso. abrangendo as prin. e dos campos da assinatura e fotografia actualizada. Os três oradores convidados apresentarão as perspec. e actual Presi- bem como aproveitar o conhecimento e a experiência existentes a dente da Business Excellence Solu- nível nacional. O Eng.ordemdosengenheiros. uma Master Class su- bordinada ao tema “Managing Engi- neering for Organizational Excellence”.º Semestre de 2008 A Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros vai promover um In- quérito de Satisfação e Actualização de Dados dos Membros inscritos nesta Secção Regional.: 21 313 26 66 − Fax: 21 313 26 90 genharia na construção da excelência organizacional. em Lisboa. que terá lugar no dia 23 de Setembro. como Presi. no geral. ex-Presidente da American do evento é contribuir para informar.º Tavares Vieira.º Paulo Moniz. Lagoa. Eléctricas de Baixa Tensão”. a cargo turístico. em Lisboa. Regiões Perspectivas sobre Master Class com Gregory Watson as Radiações Electromagnéticas D ecorreu no dia 9 de Maio. Watson é ainda Mestre em Gestão da Qualidade.º Mário Roxinol e dos Açores. Caldeiras tações. nos Açores. An. a Secção Re- gional da Madeira da Ordem dos Engenheiros está a De salientar que o preenchimento do campo relativo ao endereço electrónico.pt com exemplos práticos e estabelecendo sempre a ligação com o ac- www. e Engenharia Industrial e certificado pelo Project Management Ins- tónio Tavares abordará os “Campos Electromagnéticos Não-Ionizan. onde lhes foram LREC. titute e pelo Institute of Industrial Engineers. Electromagnéticas”. e a Esta iniciativa conjunta da Região Sul da Ordem dos Engenheiros e Eng. Membro do Conselho Internacional do Institute of Industrial Engi- cipais áreas do problema. para prever a realização de três acções para o 2. no âmbito do Sistema de Gestão da Qualidade. Uma sobre “Regras Técnicas de Instalações para efeitos de emissão dos novos cartões de membro. o 30. em representação do Director do veira.. neer. Inquérito no âmbito Formação para do Sistema de Gestão da Qualidade o 2. Sobre a actividade do Laboratório Regional uma exposição sobre diversos aspectos da As actividades incluíram uma recepção dos de Engenharia Civil (LREC) e a sua relação Geologia e Riscos Geológicos de S. entre engenheiros. organizador do evento. outra dedicada ao “Di- A Secção Regional solicita o empenho de todos os membros nela inscritos para que mensionamento de Instalações de Bombagem” e uma esta iniciativa seja realizada com sucesso. . Ricardo Silva. ditório da sede da Ordem dos Engenheiros. culdade de Engenharia da Universidade do Engenheiros no Arquipélago. a Lagoa do Fogo. uma centena de participantes. falou sobre diversas questões rela- cionadas com a actividade da Ordem e dos ção da Engenharia desde o fim do curso. O Prof. gestores de em- presas e profissionais da Qualidade. Investigadora da Universidade dos dos Paços do Concelho.ª Dina Sil- Municipal. tes e Saúde: da Investigação à Decisão – Preparar o Futuro”. Benchmarking e Seis Sigma ficou bem patente nesta Sessão. Informações e Inscrições A grande experiência de Gregory Watson nas temáticas da Quali- Ordem dos Engenheiros – Região Sul dade. tions Ltd. da Dr. Luis M. Convívio marca 30 anos de licenciatura Coube ao Eng. Os participantes puderam também ouvir Porto (FEUP) de 1973 a 1978. o Prof. Correia falará sobre “Ra. decidiu pro- mover um seminário dedicado às “Perspectivas sobre as Radiações ros. falou o Eng. particularizando E-mail: actividades@sul.º semestre o envio de correspondência. de 2008. N o âmbito do seu planeamento de actividades de Acções de Formação / Seminários.ordemdosengenheiros. uma intervenção sobre a evolu- A Ribeira Grande. e o Jardim Botânico das Furnas. da responsabilidade de Gregory H. Society for Quality. onde foi referindo os desafios que se apre- sentam à profissão.ª Catarina Freitas dará a conhecer “A Experiência de Almada” da Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ) juntou cerca de nesta área. Análise Legal diações Electromagnéticas em Comunicações Móveis”. recebeu nos dias 28 e 29 de Junho. Houve ainda lugar para uma apresentação Foram visitados diversos locais de interesse ção dos vários painéis de azulejos do Salão. História. da medicina e do ambiente. sobre a história da Ribeira Grande. no Au.º Con- vívio do Curso de Engenharia Civil da Fa- dente da Secção Regional da Ordem nos Açores. nomeadamente a Lagoa das Sete A sessão contou ainda com várias apresen. As inscrições estão abertas até ao dia 18 de Setembro. Açores.

foram estabelecidas novas são e o computador. privatização da EDP e passou a aplicar-se o princípio de liberdade de senvolvimento económico e social da humanidade. O Sistema Eléctrico Nacional (SEN) tricidade. através da defini- Enquanto fenómeno. também. EDA (Açores) e EEM (Madeira) –. tárias (96/92/CE. Nos anos 90. TEMA DE CAPA Energia: o motor da humanidade Energia eléctrica Energia. com a apli. e foi patrocinada pela “Lisbonense”. às quais foi concedido. com  Produção: totalmente aberta à concorrência e divide-se em regime a edificação. sociedades privadas que também eram participadas pelo Estado. transporte e distribuição de comprar e vender electricidade.) ligar os produtores aos centros de consumo. a primeira companhia de electricidade na capital do país. nais são a EDP. esta fonte de energia foi estudada desde o sé. desde a revolução industrial. Em 1944. assistiu-se à nacio- e. Já no final da década de 80. a combustíveis fósseis. gumas das empresas concorrentes no mercado. petróleo e gás natural. país. cas – EDP (Continente). iniciou-se o processo de liberalização glo- ficou disponível para a população. Consumimo-la em quantidades massivas nas muitas actividades assentava em concessões do Estado aos municípios. documento que or.A. dando mais tarde origem à Sociedade Companhias Reunidas de Gás e Elec. posteriormente. surgiu a “Lei dos Aproveitamentos Hidráulicos”. o Estado passou a dirigir. com a electrificação generalizada dos países. que fazia aproveitamento das águas do Rio Alva para fornecer mediante concessão do Estado em regime de serviço público.  Comercialização: área aberta à concorrência. pois esteve na origem do progresso e do de. com a aplicação das directivas comuni- simples como acender as lâmpadas lá de casa ou ligar a televi. Durante este perío­. divide-se em cinco actividades Em 1889 surgiu a primeira rede eléctrica de iluminação pública e rapidamente vários municípios seguiram o exemplo de Lisboa. cabendo à Rede eléctrica No final do primeiro decénio do Século XX (1908) foi construída a Nacional (REN. como noutros sectores de actividade. ordinário (produção através de fontes tradicionais em grandes centros electroprodutores hídricos) e regime especial (produção a partir de ziam energia a partir de combustíveis fósseis (centrais térmicas com fontes renováveis e de cogeração). registou-se em Lis. a primeira iluminação pública. mas as suas primeiras aplicações práticas ocorreram na na existência conjunta de um Sistema Eléctrico de Serviço Público Europa do Norte. que tinha como base a exploração de concessões tribuição. A REN electricidade a Seia e às indústrias ali instaladas. EDP Comercial. Os principais produtores nacio- pequenas potências instaladas). detém a exclusividade. O Mercado Ibérico Electricidade em Portugal Iniciativa conjunta dos Governos de Portugal e Espanha celebrada em 2001. o sector eléctrico nacional 16 INGENIUM | Maio/Junho 2008 . o exercício de todas as actividades (produção. Os agentes podem ganizava as actividades de produção. A electricidade revolucionou o mundo regras comuns com vista à criação do Mercado Interno de Electrici- (em todos os domínios) e contribuiu enormemente para a melhoria dade. em regime de serviço público por tempo indetermi- Texto Fátima Caetano nado. Então. Central da Senhora do Desterro. nalização do sector eléctrico e à criação das grandes empresas públi- Mudou o mundo e o mundo mudou com ela. já no período da revolução industrial. Endesa. o sector eléctrico foi alvo de reestruturação. há cinco anos. com princípios expressos na Directiva 54/CE/2003 de 26 de públicos de energia eléctrica a acontecerem em Inglaterra. de centrais que produ. operada através de concessão exclusiva da EDP. objectivo a criação de um espaço económico de eficiência global. do assistiu-se ao crescimento acelerado das instalações eléctricas e  Distribuição: feita através da rede nacional de distribuição (RND). com os primeiros fornecimentos bal. facto que deu origem à liberalização do sector. sociedade pri- vada que. foi fundida com a “Gás de Cidade”. E assim ficou aberto o caminho necessário para de desenvolvimento de actividades de produção. que inspirou. sobretudo. Iberdrola e Unión Fenosa são al- em regime de serviço público. em 1878. grandes centrais hidroeléctricas. Turbogás e Tejo Energia. como carvão. necimento de energia eléctrica. o Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL) tem como grande Entre nós. orientar e intervir no sector eléctrico. primeira central hidroeléctrica do  Transporte: é feito através da Rede Nacional de Transporte (RNT). acesso às actividades de produção e distribuição. a eléctrica é a mais versátil Em 1975. Junho. Das várias formas de energia. distribuição e for. De boa. exploradas por do quotidiano. a “tecnologia” expandiu-se e deu-se o arranque do processo tricidade (MIBEL). nos principais centros urbanos. foi o maior motor do desenvolvimento. transporte e dis- tribuição). de 19 de Dezembro). com base culo XVI. e começou a edificação das  Mercados de electricidade: operam em regime livre. S. a liberalização total do sector eléctrico nacional. Só depois a electricidade Finalmente. criado em 1995. (SEP) e de um Sistema Eléctrico não Vinculado (SENV). a gás. Ocorreu a re- da qualidade de vida. ção do Sistema Eléctrico Nacional (SEN). em 1881. cação de maquinaria pesada na indústria. a criação do Mercado Ibérico de Elec- Então. com a abertura da produção e da distribuição à ini- É impensável imaginar o que seria a vida sem movimentos tão ciativa privada. com o expoente no século XX. e aceder às redes de transporte e dis- energia eléctrica. recorrendo.

energia eólica. o que permite a entrada de novas empresas no sec- Para os consumidores. de energias renováveis para produção de energia eléctrica. Tâmega. é ne. dos agentes.8% superior ao da Grécia. A barragem de Foz Tua. O modelo de funcionamento foi mento apresentado em Novembro do ano passado. Económico – funcio. decorriam concursos para a atribuição de con- ção progressiva de medidas de convergência reguladora nos dois pa. a factura energética portuguesa sofreu um agravamento de 2. curso público. As demais serão construídas a partir de 2010. responsável pela ges. o fu- a passagem a mercado livre de maior número de consumidores. de euros. e assentou na cria. Nesse sentido. N a c ion a l Para reduzir os custos das importações. Presidente do OMIP Eólica e hídrica (Operador do Mercado Ibérico de Energia). o MIBEL representa “um No nosso País. Braga da Cruz considera que o MIBEL per. 85% da energia tem origem em matérias-primas fós- contributo de natureza regional para a construção do Mercado Único seis. Novi- gressiva harmonização legislativa e regulamentar de tarifas. novas barragens. lista dos países europeus com metas mais ambiciosas na exploração mite estruturar melhor o funcionamento do mercado liberalizado. Portugal integra a Quanto às vantagens. verifica-se um razoável impulso na aplica. aposta fortemente nas energias hídrica e eólica.600 megawatts (MW) de licenças eólicas. isenta de con- namento e definição de um modelo comum de mercado com coor. Até 2020. tor. docu- e eficiência económica no sector. 30. foi adjudicada à EDP. na sua maioria importadas. uma vez que este processo exige convergência permanente. estimular a concorrência nos sectores da electri. . que prevê 10 estabelecido na Cimeira de Valência. Para o Presidente do OMIP.4% ao de Espanha. Excelente exemplo desta linha de orientação é o Programa Nacio- rica e promovendo condições de maior transparência. Outra aposta do Governo é a produção de electricidade a partir da ciência e redução dos preços da energia. dos mercados a prazo. o saldo importador teria sido ainda maior. sendo que. aumentar a concorrência da produção. isto é. Caso o ano não tivesse sido tão húmido. em 2002. o Governo pretende que até 2010. com pro.1%. n Factura a pagar Segundo dados do Eurostat e da Direcção Geral de Energia e Geologia do Ministério da Economia. apenas dois dos motivos pelos quais o executivo governamental dores e mais de 310 GWh de consumo eléctrico”. devido à necessidade de importar mais petróleo e carvão para produção eléctrica. anos foram atribuídos 1.1% superior ao preço médio comunitário. Dai- íses. gás e Braga da Cruz considera que “os ganhos do MIBEL não são imedia- combustíveis. Legal e Regulatório – Governos e reguladores. reorganizar os sistemas de incentivos do condições de sã concorrência que forem criadas. com 7000 Mega- tão do mercado diário. concorrência nal de Barragens com Elevado Potencial Hídrico (PNBEPH). 41. Gouvães. Alto Tâmega. em média. cessário “estancar a hemorragia do défice tarifário. desde então. Fridão. promover pendente da monitorização política que sobre ele for exercida e das a eficiência energética.3% em relação a 2006 (6448 milhões de euros). infra-estruturas.9% ao da Dinamarca. o plano pretende que o país consiga explorar e ção de dois pólos: o OMEL (pólo espanhol). as principais vantagens do MIBEL apresen. as linhas condutoras da Estratégia Nacional para a Energia são: liberalizar os mercados da electricidade. e Mondego (Girabolhos). o que se traduz numa pesadíssima Europeu da Energia. De acordo com os mesmos dados. abrindo o mercado hidroeléctrico às empresas estrangeiras. constituindo uma oportunidade para integrar os factura energética nacional. a dependência externa que a produção em regime especial venda a sua energia em mercado Estraégia e as emissões de GEE. práticas dade: pela primeira vez. que turo da electricidade passa pelas energias renováveis. Vouga. antes de impostos. área na qual o país é referência internacional. recurso. “também resulta da participação responsável do cidadão e do grau de confiança que os dois países tiverem numa economia de mercado”. o preço da electricidade em Portugal. fecho desta edição. à tarifa com protecção social”. no qual é possível conseguir e a redução das emissões de GEE (Gases com Efeito de Estufa) são maior racionalidade e economia de escala – 30 milhões de consumi. A redução da dependência do petróleo agentes num mercado de maior dimensão. No PNBEPH está contemplada a construção de infra-estruturas nos Após vários avanços e recuos.5% ao da Suécia e 61. A importação de energia aumentou 9. TEMA DE CAPA exista uma forte regulação. antecedido pela cria. Mondego e Tejo. aproveitar 70% do potencial hídrico disponível. prosseguir com anunciando-se mais investimentos para breve. o preço da electricidade sem impostos em Portugal era 114. lise. de- cidade e gás natural. Alvito e Almourol. reforçar as energias renováveis. para a gestão Watts (MW) de capacidade instalada. Cada vez mais. tos”. à data de em 2006 e. tam-se a médio/longo prazos e podem traduzir-se em ganhos de efi. acordo com o Engenheiro Luís Braga da Cruz. construindo preços únicos de referência para toda a Península Ibé. o que. foi 21. com inaugurações calendarizadas para o período 2013-2015. em última aná- sistema energético e incentivar a inovação em energia. atingindo valores na ordem dos 8 milhões de euros. cerca e que seja definido quem tem acesso ao regime de tarifa de último de 45% da produção eléctrica resulte de energias renováveis. O MIBEL pressupõe harmonização em três domínios: Físico – vões. Em 2007. igualmente em 2007. e o OMIP (pólo português). a EDP não terá direito de preferência nas de operação de sistema e actuação dos reguladores. o OMIP entrou em funcionamento rios Tua. relativos a 2007. Em dois “para que a redução dos preços da electricidade seja efectiva”. anunciando-se para Julho reforço das redes dos dois países e bom entendimento entre os dois a abertura de concursos para as barragens dos rios Vouga (Pinhosão) operadores de sistemas e redes (REN e REE). prevendo-se que a construção denação dos operadores e convergência na remuneração e encargos comece em 2009. cessões para os aproveitamentos de Pedroselos. e um investimento global de 1000 a 2000 milhões ção do Operador de Mercado Ibérico (OMI).

o consumo de energia cresceu 32% no nosso energia eléctrica. em Abril de 2008. das facto da plataforma costeira afundar muito rapidamente. Leiria (149 MW). No final de Abril de 2008. 45% do cido face aos outros tipos de origem de energia. TEMA DE CAPA Renováveis em crescimento Com o aumento do consumo energético e a crise instalada nos combustíveis país. Os parques eólicos podem ser instalados em Em Dezembro de 2005. segundo núme- o objectivo conseguir. José Sócrates. a bioenergia é um re. de origem animal ou vegetal. dos 1. Real (169 MW). na actualidade. declarado ao programa MAPE foi de 1. Vila combustível. Obtida a partir de matéria orgânica. Segundo dados disponibilizados no Energia Renováveis (FER). O caminho ainda é No início de 2007. foi de 42%. Em Portugal. Bioenergia Energia Eólica O aproveitamento do vento para a produção de energia já é bastante corrente. (121 MW). e Braga sulta um gás combustível. A biomassa orgânica. ros da DGEG. à se. para efeitos da Directiva 2001/77/CE. em Portugal. Em Portugal. o Primeiro-ministro. Santarém (150 MW).681 MW de capacidade O consumo energético em Portugal tem vindo a aumentar. veio traçar objectivos para substituição dos rando-se que. Os distritos com maior potência instalada. no final de Abril. por ETAR municipais e dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).271 aerogera- dores ao longo do território continental.75% seja de biocombustíveis. da totalidade do consumo de chegando mesmo a apresentar um crescimento 136% supe- gasolina e gasóleo. sendo que 42% da potência instalada se encontrava em parques eólicos com potência igual ou inferior a 25 MW. Para além da localização dos parques em locais elevados. segundo estatísticas da Direcção Geral de Energia e Geologia. a incorporação de FER no consumo bruto de entre 2000 e 2007. Castelo Branco (321 MW). enquanto a instalação deste tipo de parques é dificultada.8 milhões de euros. dis- tribuída por 157 parques. Energia e Geologia.375 MW. sendo eólica de Janeiro a Abril de 2008 cresceu. entre Dezembro de 2005 até Dezem. foi proposto passar de 39 para 45% o consumo de electricidade com base em energias renováveis. designado por Biogás. Europeia nesta área. Mas. Lisboa (193 MW). estando apenas 601 MW ligados. são os As áreas potenciais principais de produção de Biogás são chamados parques offshore. instalada para produção de energia eléctrica a partir de Fontes de melhança de outros países. cerca de 11% do consumo de energia primária mundial. ou através da sua biodegradação da qual re. lançou o de- longo. segundo a APREN.533 MW que obti- constituindo o único recurso energético com carbono que veram financiamento (cerca de 39%). gir esse mesmo número entre 2008 e 2010. A produção derivados de petróleo por este tipo de combustível. com um total de 1. A mesma fonte avança que o investimento médio por MW curso energético renovável e representa. safio para que Portugal antecipasse as metas estabelecidas pela União Os planos para cumprir esta meta estão aí. 5. se pode considerar neutro de CO2. a meta é conseguir que. 57% relativamente a igual período em 2007. situava-se em 2. Segundo dados da Direcção-Geral de site da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). devido ao as do sector agro-pecuário. Assim. As metas rior comparando os meses de Abril de 2007 e 2008. já produz petróleo e gás natural. tendo as energias renováveis cres- grandes alternativas. da indústria agro-alimentar. Em Portugal. consumo da electricidade tenha por base este tipo de energia. até 2010. a União Europeia lançou o “Plano zonas em que a velocidade média anual do vento é superior de Acção para a Biomassa” que se posiciona como um meio a 6 m/s (22 km/h). tudo isto até 2010. nacionais para a penetração destes combustíveis são atin. Viana do Castelo (273 MW). A Directiva dos biocombustíveis cerca de 8% da electricidade consumida anualmente. em 2010. esta fonte de energia está para reduzir a dependência da Europa das importações de em franco desenvolvimento e. mas Portugal é um país com elevado potencial em muitas destas energias. espe- 2003/30/CE. pode eram Viseu (405 MW). no norte da Europa eles começam já a surgir no mar. directamente como (277 MW). a potência eólica insta- lada. fazer com que. e fazer Texto Ana Pinto Martinho com que 10% dos combustíveis dos transportes sejam biocombus- tíveis. Coimbra ser utilizada como fonte de energia. aquele valor atinja 15%. bro de 2010. as energias renováveis começam a ser vistas como uma das tem vindo a mudar desde então. Mas é interessante verificar que a origem do consumo também de origem fóssil. . Portugal tinha 7.

Hoje em dia.7%. DGEG. sentatividade na Produção Eléctrica Renovável no Sector Eléctrico A Produção Eléctrica Renovável Nacional tem tido um comporta.000 6. para além das face ao exterior e para o cumprimento traçado no que res- unidades de produção de electricidade instaladas nos Aço. No que respeita às FER. isto porque a maior fatia da capacidade eléctrica renová- lugares entre 2005 e 2006. com uma fatia de produção que representa tencial nesta área. Em Portugal.000 20 3. seguindo-se a Ásia com 35. país que ainda apresenta um grande po- dos da América. mento flutuante desde 2000. segundo dados da APREN.000 2. um pouco mais de 30% da elec- Proveniente do calor da Terra. Em 2007. que tem produz gases responsáveis pelo efeito de estufa. Este Programa preconiza a construção de 10 novas barra- O maior produtor deste tipo de energia é os Estados Uni. dado que. no continente apenas se conhecem algumas utilizações significará que fica cumprido 70% do potencial do país em directas em Lisboa e S. este tipo de produção de energia representa. Portugal foi o ter. A mesma fonte salienta que. em 2006. o actual executivo apresentou o Programa Nacio- tratos magmáticos. não foi 47% da produção mundial.000 30 4.5% feita uma aposta neste sector (Este Plano já foi tratado com e a Europa com apenas 11. em 2020. Este tipo de produção de energia não nal de Barragens com Elevado Potencial Hídrico.000 40 5. elevada ou ainda em zonas onde seja possível atingir es. . O cumprimento desta meta res. nas últimas décadas. e envolve como objectivo atingir uma capacidade instalada hidroeléc- três tipos de tecnologias consoante as características dos trica nacional superior a 7 mil MW. a recurso natural que pode ser aproveitado em locais que componente hídrica representava 65% da potência insta- tenha actividade vulcânica. Esta classificação implicou uma subida de três mos anos. contribuindo recursos (função da temperatura e da pressão). assim para a diminuição da dependência energética do país Portugal não tem muito potencial nesta área.º 101 da “Ingenium”). a energia geotérmica é um tricidade consumida no país.000 10 1. Energia Geotérmica Energia Hídrica A produção da hidroelectricidade é feita através de centrais hidroeléctricas associadas a barragens que podem ser de várias dimensões. peita às energias renováveis. como consequência da elevada varia- ceiro país da União Europeia (UE 15) com maior incorporação de ção do índice de produtibilidade hidroeléctrica registada nos últi- energias renováveis. justificada por um aumento significativo vel ainda pertence à grande hídrica. segundo o site da matéria de produção hidroeléctrica. em 2006.000 0 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2004 2005 2006 2007 Fios de água Albufeiras Eólica Térmica Importação PRE Não Renovável PCH Biomassa+Biogás RSU Fonte: apren Grande Hídrica PRE Renovável Fonte: apren em 2007. Pedro do Sul.000 50 7. este tipo de produção de electricidade é considerado um dos mais eficientes e menos poluidores. TEMA DE CAPA Origem do Consumo-SEN MW Potência Renovável Instalada 60 8. tendo esta uma grande repre- da produção hídrica. Nacional (SEN). águas ou rochas a temperatura lada. gens em Portugal. maior detalhe no n. em 2006.

este tipo de produção de energia ainda aguarda avanços que permitam uma utilização mais intensiva. a utilização deste tipo de sistemas está ainda longe de responder ao poten- cial do país. no ano passado. entre outros. que mostra que os equipamentos de produção de energia mais referidos pelos portugueses no que respeita às intenções de com- pra. impli- cando um investimento de 200 milhões de euros. no primeiro país a ter um parque comercial de energia das ondas capaz de fornecer energia a cerca de 350 mil casas. fazendo com que estes subam e desçam no leito do mar. As três serpentes marítimas. está em opera- ção uma central. Por- tugal. dada a sua longa e propícia faixa costeira. que é a primeira central no mundo a produzir electricidade a partir da ener- gia das ondas. se colocadas num ponto a cerca de cinco quilómetros da costa tivéssemos instalado um milhão de metros quadrados de portuguesa. com 400 kW. nos Açores. e será construída por um grupo espanhol. anual de horas de sol variável entre 2200 e 3000 no conti- derem do sucesso que for alcançado no aperfeiçoamento nente. a que. Portugal é um dos países. . o que demonstra a popularidade deste tipo de energia. No entanto. segundo o site da a nível europeu. na Ilha do Pico. tações em combustíveis fósseis. cerca de 20% da electricidade con. representa 60% dos colectores solares térmicos entre os países europeus. de uma forma regular. em Portugal são conhecidos os chamados moinhos de maré. uma vez que dispõe de um número médio sumida tenha esta origem. Em Portugal. tamente para aquecer edifícios. em Portugal. TEMA DE CAPA Energia das Ondas Energia Solar A utilização das marés e das ondas para produção de ener- gia não é uma novidade. A energia é armazenada e depois ligada a um sis. A energia do sol pode ser utilizada de duas formas. localizados na margem Sul do estuário do Tejo. e onde este número se situa ape- nas entre as 1200 e as 1700 horas. poder-se-ia poupar entre 2 a 3% das impor- energia será bombeada para a rede nacional. Por exemplo. Recentemente foi lançada a primeira pedra daquela que será a maior central solar fotovoltaica do mundo. direc- tema hidráulico que a produz. é um dos países mais empenhados na investigação a nível mundial. em conjunto com a Grécia e com a Áustria. O elevado potencial do país pode levar. foram vés da utilização de células fotovoltaicas. Apesar destes números depen. até 2010. e Portugal tornou-se. e atra- Pelamis. que funcionaram desde o século XIV. Interessantes são as conclusões de um estudo levado a cabo pelo “Observador Cetelem”. que. são os painéis fotovoltaicos. que es- tará localizada na freguesia de Amareleja. desenvolvidas por uma empresa escocesa. água. com maior potencial para aproveitamento APREN. Segundo o site da DGEG. nos próximos anos. A meta da União Euro- peia para a instalação de colectores colares é de 100 mi- lhões de m2. em 2025. perto da Póvoa de Varzim. onshore. Basta comparar dos processos e tecnologias. a partir da qual a painéis solares. 1700 nos Açores e 2200 na Madeira. Mas o futuro da energia das ondas passa por centrais offshore. com a Alemanha. no concelho de Moura. deste recurso. Esta tecno- logia baseia-se na introdução da energia criada pelas ondas nos tubos.

ameaça norte-ameri- preço do petróleo no mercado internacional. A prospecção de crude tem sido desenvolvida por multinacionais. forma grave que os países membros do G8 encarregaram o Fundo nal de Sines). nistas. assistiu-se à escalada do preço satisfazer as suas necessidades energéticas. principal- a queima emite quantidades de GEE muito elevadas. não há falta de matéria-prima e o crescimento consumi-lo nas indústrias. A precedentes na Europa. Quanto à refinação. a verdade é que. mas é cada vez mais do barril chegou recentemente aos 139 dólares/barril. Não sobrevivemos sem combustíveis. atingindo valores recordes. Portugal é totalmente dependente da importação de petróleo para flitos mundiais. presidente da Organização dos Países Exporta- energéticas mundiais. nos países importadores. A GALP Exploração tem como objecto a prospecção. há duas refinarias no país. Para mar é uma fonte energética mais limpa que o carvão e podemos o presidente do Irão. o car. por desconfiarem da situação. Por isso. estando presente no sector upstream da indústria petrolífera. mas alguns difícil pagá-los! analistas falam que em breve possa atingir os 150 dólares. Khelil diz que há problemas na comercialização. do gás e do petróleo. no aumento dos preços da maioria dos bens de consumo. Devido ao preço do petróleo. os preços soduto. inevitavelmente. sos industriais e. a partir da Argélia (via Espanha) e. Itália. o preço do pe- económica. França. o comércio preços do petróleo. a par dos inúmeros protestos de A indústria petrolífera nacional A indústria petrolífera nacional teve o seu início em 1937 com a “lei do petróleo”. Reino sua utilização massiva desde a Revolução Industrial permitiu o de. a escalada continuar. aos impostos elevados na Europa. sendo a GALP Energia proprietária de ambas e detentora do monopólio da refinação. os preços num terceiro choque petrolífero. Bélgica. o transporte é feito por navio – como o país não dispõe de armador capaz de transportar petróleo bruto. da prospecção à comercialização dos produtos refinados. tâncias minerais que. TEMA DE CAPA A crise do petróleo e os preços dos combustíveis O país. Desde o início do ano. geradora de instabilidade polí- diminuído nas últimas décadas devido à superioridade. O “ouro negro” é a maior fonte energética co- nhecida e a sua importância é tal que já foi causa de guerras e con. à crise económica nos EUA vão ainda é utilizado em grande quantidade. tamente. há cerca de 50 anos. pesquisa e produção. em termos energéticos. Sendo Portugal um país importador de crude. alarmante. pescadores. ainda é o petróleo que determina todas A dependência energética lusa as “regras do jogo”. como. Em Espanha. não na produção. O cenário. apoios para compensar e proteger os sectores mais atingidos. mente. pelo que o mer- o gás natural tem ganho peso como substituto de outros combustí. através de ga. por não apresentarem capacidade de re. revela a cana contra o Irão e a especulação no mercado. Seja qual for o motivo responsável pela crise petrolífera. do consumo é inferior ao crescimento da produção. O preço desenvolvimento. Esta situação. A nível nacional. desde 2003. Esta esca- lada de preços faz com que. Unido e Portugal ouviram-se (e sentiram-se) os protestos de camio- senvolvimento económico e social. tica e económica. o sector doméstico. o fóssil mais poluente. os combustíveis subam a um ritmo alucinante. a escalada dos preços deve-se. havendo já quem fale preços afecta e muito a economia. A importação de gás natural iniciou-se em 1997. e garante que os países da OPEP não abrandaram O gás natural extraído de reservatórios subterrâneos em terra e no o ritmo de extracção e que há reservas para mais de 40 anos. têm existência limitada. a subida dos do barril do petróleo nas bolsas internacionais. desde 2003. em Sines e Matosinhos. indirec- O s combustíveis fósseis (petróleo. queda dos stocks nos EUA. no “bolso” do cidadão. gerou-se uma onda de protestos sem novação à escala da vida humana. também estamos dependentes do transporte internacional. nas casas e nos carros. dade. obrigando os governos a encontrar O carvão foi o primeiro combustível aplicado em todos os proces. Os principais sectores consumidores de gás natural Monetário Internacional (FMI) de averiguar as causas da subida dos são as indústrias transformadoras. fragilizando todos os sectores económicos e reflectindo-se. apesar do consumo ter e à ameaça norte-americana ao Irão. que fez o enquadramento legal do circuito petrolífero. O petróleo e seus derivados ainda são os grandes motores do tróleo se multiplicou por cinco. Nos últimos meses. e os serviços. como Portu- Texto Fátima Caetano gal. a Europa e o Mundo enfrentam uma crise motivada pelo aumento do quebra do dólar. gás natural e carvão) são subs. Mas. Porém. em quali. cado está cheio de petróleo. Este é. com descarga no termi. não só no preço da gasolina e do gasóleo. também há não param de subir desde do início do ano. veis. também. a distribuição realizada por camiões e a comercialização entregue aos postos de abastecimento das empresas que concorrem no mercado nacional. pois dores de Petróleo (OPEP). A armazenagem dos produtos é feita nas refinarias. . importância dos combustíveis para os mais diversos sectores de actividade Seja qual for o motivo. cobria 60% das necessidades Para Chakib Khelil. agricultores. Principais factores apontados para dos combustíveis já subiram mais de 20 vezes e a tendência é para subidas tão vertiginosas: aumento do consumo na China e na Índia. E a situação é de tal fornecimento da Nigéria (por via marítima.

Os combustíveis sobem porque a crise petrolífera o impõe. os preços do gasóleo subiram 17. De notar que o IVA é calculado já depois de adicionado entre Janeiro e Maio. económico e rentável que os com- empresas com capacidades instaladas de 200. na formação dos Na formação do preço dos combustíveis entram diversos factores. para criar novas Manuel Pinho. a Autoridade da Concorrência (Adc) investigasse o oportunidades de mercado para o sector agrícola. n Mercado de Combustíveis. pelo que a sua utilização apre- senta inúmeras vantagens para o sector automóvel. é composta pelo Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). na gasolina. Os biocombustíveis são uma das alternativas aos Cada barril de petróleo custa. milho. conta o custo do crude no mercado. Actualmente. numa altura em que enfrentamos. e de 30% em Janeiro. que é composta pelo imposto sobre os produtos petrolíferos e IVA. Mas melhora o rendimento do veículo. à saída do poço.. Finalmente. com uma tação a gasolina ou gás. Assim. BP e Repsol). Sobre enormes vantagens: contribuem para baixar a de. sazonalidade. ses produtores às refinarias.6 % no gasóleo. a uma subida verti- sistema. A hora dos amigos do ambiente para a formação do preço final é necessário considerar. principalmente dos cereais. o preço dos combustíveis é feito tendo em os sucessores prováveis do gasóleo e da gasolina. ainda. é o que serve de referência às importações no mercado português).27% e os o Imposto Sobre o Petróleo (ISP) e que. Depois. em Portugal. logística (distribuição. as duas maiores produtoras nacio- O GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) é um combus- nais de biocombustíveis são a Iberol e a Torrejana. Talvez bem como da procura e oferta. Sendo uma boa opção em termos energéticos e ambientais. mais IVA. para 1. o bio- da refinaria. produção é severamente criticada por vários sectores. a pedido do Ministro da Economia. Como se formam tradas situações de actividades ilícitas por parte das maiores petro. os bio’s – biodiesel e bioetanol – são mercialização. pois o investimento pagar-se-á em poucos meses. fez com que. A gasolina s/chumbo 95 no caso do gasóleo. o valor base incidem os impostos cobrados pelos paí- pendência do petróleo e para a redução das emis.4 % na gasolina e a 1. duas e 30 dólares (conforme os custos de extracção). no caso de Portugal.000 toneladas/ano em 2010. -se o valor do transporte para as refinarias e. O preço preços. soja e girassol. eis o motivo pelo qual os combustíveis têm um peso tão cresceu de 1. Só nos primeiros 5 meses grande no bolso de todos nós. concluiu-se não existirem indícios de cartelização.. De qualquer forma. facilita o fase de planeamento. a capacidade para cerca de 700.472 €/litro para 1.2 %. a carga fiscal que. o custo é de cerca de 31. cerca de 42. até 2010. choques climáticos e confli- tenha chegado o momento de ambiente e economia trabalharem no tos geopolíticos. principal componente da formação dos preços dos dos combustíveis em Portugal combustíveis.580 €/litro. devido ao Os veículos movidos a GPL foram a primeira alternativa ambiental facto de produtos agrícolas servirem como matérias-primas para lançada no mercado e podem funcionar alternadamente com alimen- combustíveis. os preços da gasolina líferas do mercado (Galp Energia. Assim. entre 10 combustíveis fósseis. trigo e centeio. Adicionalmente. mas há diversos novos projectos em O GPL reduz os custos de combustível em cerca de 60%.2 % do gasóleo. e a 47% do Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). a vários sectores. o gasóleo rodoviário passou de 1. A armazenagem e A subida dos preços o transporte equivalem a 1. o que corresponde a 59.2 % do preço da gasolina 95. É objectivo nacional que a incorpo. A componente retalhista corresponde a cerca de 8 % do preço da gasolina e 9. o de prática de preços excessivos por parte das empresas do sector. também é necessário considerar a componente estudo de alternativas ao petróleo. toneladas. que é totalmente gerida pelas distribuidoras. A sua a poluição atmosférica.205 €/litro combustíveis (ISP) é de 42% no caso da gasolina 95 s/chumbo. pois pretende aumentar-se funcionamento do motor. em Portugal. meta mais ambiciosa que a estabelecida pela Comissão acrescentam-se os custos com a distribuição e as margens de lucro da co- Europeia para a União. prolonga a vida do motor e reduz “nem tudo são rosas” no que respeita aos biocombustíveis. assistindo-se. por fim. como o ração de biocombustíveis nos combustíveis rodoviários seja de 10 % crude necessita de tratamento. o imposto sobre os da gasolina 7. produção de biodiesel pode até servir. ainda. Reconverter um veículo movido a gasolina para GPL é opção muito interessante para quem necessite de utilizar o automóvel dia- ginosa dos preços dos alimentos. transporte e armazenamento). À saída Em Portugal.35%. riamente.000 bustíveis tradicionais. do ano verificaram-se mais de 20 subidas nos preços dos combustíveis. quem sabe. E. O relatório da Autoridade da Concorrência foi divulgado publica- mente no início de Junho e nele é referido não terem sido encon. bastando premir o botão que comanda o gravíssima crise alimentar. tível mais limpo. vontade de investir neste sector parece não fal- tar. no etanol regista menor procura que o biodiesel. logo à partida. proporcionando um trabalhar mais suave. Assim. aumentou de 1.387 €/litro para 1. Este combustível pro.489 € e a gasolina s/chumbo 98 Contas feitas. . preço do gasóleo. tendo. caso do gasóleo. Logo. como a colza. como existem mais veículos movidos a gasóleo. com predomínio da recorrendo ao GPL cevada. Ao valor da extracção junta- sões de GEE.4% do preço total e. nem do crude está dependente dos mercados internacionais (o de Londres. Brent.413 € no final de Maio. Para a produção de bio­ dos combustíveis etanol utilizam-se os cereais. também. a carga fiscal nacional. TEMA DE CAPA Enfrentar a crise vém essencialmente de culturas oleaginosas. e o transporte até à refinaria. acresce o valor da refinação. O IVA é 17%.

articulado com o Programa Na- Fundos de Eficiência 12 Energética rias vertentes da eficiência ener. a mento à construção eficiente. e Estado eficientes 2007. Balanços Energéticos (DGCG). Alavancas Adopção Acção Organização cional para as Alterações Climáti- Valores gética (ver Gráfico 2). Por um lado. foi aprovado gética optimizada. o executivo espera reduzir tema de Gestão de Consumos Intensivos de a demonstrar. ou seja. o Go. Para muitos. A operacionalização de todo o Plano implica das quais o executivo espera poder a criação de um Fundo para a Efi- contar com o contributo de sec. Assim. 3 Sistema Eficiência Transportes 6 Renováveis na Hora e Programa Solar mésticos e a criação e dinamiza- O Plano é composto por dois tipos Comportamentos ção de empresas de serviços de de medidas. (atingindo uma potência instalada de 165MW). conseguir que 130 +23 127 tivo. 11 Fiscalidade Verde é essencial que haja um acompa- tamental. o da indústria. 9 Programa Mais 10 Operação E energia que implementem as me- COMPORTAMENTOS das na área tecnológica e. e criar o Sis- seguindo a tendência que Portugal tem vindo dos transportes. este ano. está a acabar e “tem mesmo que acabar”. o dos transportes. Fiscalidade didas de eficiência. Para além disso. Certificação Energética dos Edifícios (ex. 15 edifícios seja de origem solar. com o objectivo de progressivo da fiscalidade com o Sistema de prevê a redução do consumo de energia em ter um em cada quinze lares com classe ener. que sejam substituídas 5 milhões de lâmpadas por CFL (lâmpadas fluorescentes A aposta numa maior eficiência energética é apontada por muitos especialistas como um dos caminhos compactas). que tem de ser Programas que vão actuar nas vá. e que 20% do comércio internacional 20% da frota de veículos do Estado tenha 120 120 de mercadorias seja transferido do modo ro. um conjunto de medidas para o cumprimento perior ou igual a B. Importantes também são as medidas para o Intensidade Energética de Portugal e média europeia espera ainda que sejam criados planos de Estado que estão consagradas no Programa Energia final / PIB mobilidade urbana para capitais de distrito “Eficiência Energética no Estado” e incluem (Toneladas Equivalentes de Petróleo por milhão de euros de PIB) 150 e centros empresariais com mais de 500 tra. n . novos vendidos anualmente. que 75 mil época das “vacas gordas”. estes equipamentos e viaturas eficientes. ainda regista valores “Mobilidade Urbana” ou “Sistemas de Efi. o Programa “Sis- aumento da intensidade energética que se Eficiência nos Transportes tema de Eficiência Energética na Indústria” verificava desde 1990 (ver Gráfico 1). O lares portugueses sejam electroprodutores Plano Nacional para a Eficiência Energética tem por objectivo melhorar o desempenho do país nesta área. a indústria transformadora para a redução superiores à média europeia. fiscalidade sobre os combustíveis industriais. medi. o D ados do Eurostat. o phase-out da +28 138 +11 de 5% do transporte individual para o colec. sobre quatro sectores. 90 Eficiência nas residências e serviços Fiscalidade verde 1997 2005 2007 (E) Para o sector residencial e de serviços foram O Programa “Fiscalidade Verde” vai lançar Portugal Média EU-27 Desvio Nota: PIB a preços constantes de 2000 lançados três Programas: “Renove Casa & um novo regime de tributação automóvel e Escritório”. Mas Com os Programas como o “Renove Carro”. que haja benefícios no licencia- inevitáveis a seguir para a resolução da “crise” energética que o mundo vive na actualidade. no país. Análise EDENE/DGEG Gráfico 1 tica dos Edifícios”. e o Uma Indústria ADENE mostram que. os 1 Renove Carro 4 Renove Casa & 7 Sistema Eficiência 8 E3: Eficiência tivo de fomentar a reabilitação ur- TECNOLOGIAS Escritório Indústria Energêtica Estado serviços e mercado residencial. destinados à área de 8% no consumo energético. iluminação pública ineficiente. incenti- verno português lançou. e Programa Solar”. entre 2005 e do Estado. tem por objectivo chegar a um acordo com apesar desta melhoria. outras. a 2 Mobilidade Urbana 5 Sistema Eficiência Edifícios bana. ciência de Transportes”. a substituição de electrodo- indústria e o Estado. Fonte: Eurostat. entre 110 doviário para o marítimo. “Sistema de Eficiência Energé. essencialmente. Portugal inverteu a tendência de No que respeita à Indústria. o Plano Programas servirão de incentivo à reabilita. o país levaria cerca de 15 anos em 20% o parque de veículos ligeiros com Energia com alargamento às médias empre- a atingir o actual nível europeu de 120 Tep/ mais de 10 anos e reduzir em mais de 20% sas (> 500 tep) e incentivos à implementa- milhão de PIB (Toneladas equivalentes de as emissões médias de CO2 dos veículos ção das medidas identificadas. Gráfico 2 cas (PNAC). emissões de CO2 inferiores a 110g/km. No seu conjunto. petróleo por milhão de euros de PIB). até 2015. Assim. da DGEG e da residencial e de serviços. Para além disso. foram criados 12 Incentivos e Financiamento nhamento eficaz. que haja uma transferência modal todos os edifícios do Estado. be- 10%. medidas ligadas à esfera compor. que ção urbana sustentável. e o “Renováveis na Hora um regime de amortizações aceleradas para Para fazer face a esta problemática. nefício em IRS a habitações classe A/A+). com um grau su. por outro. Desta forma. em que o desperdício era permitido. vos fiscais à micro-produção e alinhamento Nacional para a Eficiência Energética. acções como a certificação energética de 148 143 balhadores. Transportes Residencial e Serviços Indústria Estado ciência Energética com o objec- tores como o dos transportes. que se consiga a renova. e que o aquecimento de água de um em cada Texto Ana Pinto Martinho Estes Programas incidem. TEMA DE CAPA Portugal mais Eficiente ção de um milhão de grandes electrodomés- ticos.

estão veis ao nível dos edifícios não eram assunto Em inícios de 2001. ano de funcionamento do SCE. bem como as gran. RCCTE e o RSECE. Prof. 90 foram publicados dois regulamentos: o orientadoras para uma intervenção estrutu- des obras de remodelação daquelas tipologias. mia. energética e a utilização de fontes renová- ção. de Sousa Nascimento * Introdução aos novos edifícios. alargando. o Ministério da Econo- abrangidos todos os pedidos de licenciamento assumido pelos diferentes agentes envolvi. Assim. No en- sua área ou tipologia de uso. que são de aplicação obriga. aplicação. e lembrarmos não existisse qualquer regulamentação nesta do SCE foi definida pela Portaria 461/2007. desde 1 Julho de 2007. Assim. acompanhando desta ocorre a 1 de Julho de 2008. Na década de desafiou a ADENE para preparar as linhas útil superior a 1. novos ou existentes. independentemente da respectivos sistemas de climatização. abrangendo garantir requisitos mínimos de eficiência forma as preocupações de Bruxelas nesta todos os restantes licenciamentos referentes energética para a concepção dos edifícios e área. na pessoa do então Secretário de Es- para construção referentes aos novos edifícios dos. convém re. até 1990 não existiu qualquer tado. que pretendiam impor rada e sustentada na área da eficiência ener- A segunda fase de intervenção do sistema um conjunto de regras técnicas destinadas a gética nos edifícios. fícios então construídos não cumpriam os Criado pelo DL 78/2006 e suportado tecni. tudo funcionou como se tória desde Julho de 2006. que os temas relacionados com a eficiência matéria.000m2. a entrada em vigor cuarmos um pouco no tempo. Na prática. Eduardo de Oliveira Fernandes. que estabeleceu o faseamento da sua aplica. que já de si era pouco exi- e DL 80/2006). uma grande percentagem dos edi- o seu primeiro aniversário no dia 1 de Julho. TEMA DE CAPA A Certificação Energética de Edifícios comemorou o seu primeiro ano de vida Carlos M. dades licenciadoras na fiscalização da sua Qualidade do Ar Interior (SCE) comemorou -se a aplicação do SCE a todos os edifícios. gente. destinados à habitação ou serviços com área legislação nacional nesta área. requisitos mínimos obrigatórios previstos na- camente pelo RSECE e RCCTE (DL 79/2006 Para fazermos um balanço deste primeiro quela legislação. nomeadamente no que respeita à (então . A terceira fase tanto. e por falta de capacidade das enti- O Sistema de Certificação Energética e da terá início a 1 de Janeiro de 2009.

estão mais de 400 téc- Assim. A a G). assessorada pela ADENE.º Peritos Qualificados lamentos existentes (RCCTE e RSECE) e cios. com este ros são os seguintes: e LNEC. do RSECE. nova forma de abordar o “sector” dos edifí- Áreas Técnicas N. RCCTE 193 a criação de um Sistema Nacional de Certi. lução de todo este processo. madoras. cuja criação era justi. dade dos projectos e da sua concretização RSECE Energia 50 ficação Energética de Edifícios (SCE). existiam ainda alguns pontos a “afinar” no que res- peita a algumas situações menos claras nos textos regulamentares e nada se sabia sobre as futuras “Entidades Fiscalizadoras” que terão a missão de fazer a avaliação da activi- futura) Directiva de Eficiência Energética pelos novos RCCTE e RSECE e comple. assim. Apesar das dificuldades atrás referidas. o processo nasceu. CE de 16 de Dezembro de 2002). de acordo com a informação Iniciativa Pública da então Direcção-Geral que “a legislação apenas servia para não ser disponibilizada pela ADENE. Pretendeu-se. conjunto de três diplomas legais. contendo uma escala de 7 níveis (de nicos em fase final de formação e a procura dramento legal que aquela Directiva Comu. Actualmente. entre outras actividades. pre. que. fundamentada na melhoria da quali. Não na construção e na maior responsabilização RSECE QAI 53 se pretende aqui fazer uma análise da evo. Os requisitos pelo que se perspectiva uma forte evolução criado um “pacote” legislativo composto mínimos impostos pelos novos regulamen. criar uma Peritos Qualificados existentes em Maio de 2008 via o apoio técnico à reformulação dos regu. as entidades formadoras desses mesmos PQ’s estavam a dar os primeiros passos. 26 na área do RCCTE e 10 na área com um passado recente. no número de PQ’s durante este ano. nitária impunha aos Estados-membros. existindo uma subdivisão nas clas. uma dade de ultrapassar o tal “mal nacional” de SCE existe e. ministrados por 53 entidades for- tente para os equipamentos electrodomés. os edifícios é muito semelhante à já exis. agentes fundamentais neste processo. os seus núme- de Energia.(ver Figura 1). gurando a qualidade do sistema. asse- nos Edifícios – EPBD (Directiva 2002/91/ mentados pelo SCE. Os Peritos Quali- ficados (PQ’s). foi ses A e B (A e A+ e B e B-). ticos.º ano de vida do SCE O dia 1 Julho de 2007 marcou a data de ar- ranque do sistema de certificação. abran- gendo apenas os novos grandes edifícios (re- sidenciais e de serviços). Figura 1 A A+ B. B C D E F G O 1. Deste ficada pela Directiva e também na necessi. este início foi marcado por algumas dificuldades. dade técnica desenvolvida pelos PQ’s. dos técnicos que intervêm. ainda não existiam em número su- ficiente para as necessidades expectáveis. de formação específica permanece elevada. pelo que todos os novos edifícios terão de apresentar uma classificação superior ou igual a B. em Maio de 2002. À semelhança do que normalmente acontece em processos desta envergadura. de todo este processo e do enqua. . mas tão somente Existem 36 cursos de Peritos Qualificados ho- fazer o enquadramento da realidade actual A estrutura do certificado energético para mologados. INETI aplicada”. TEMA DE CAPA tos correspondem ao limite mínimo da classe B-.

mais eficientes. ciência destes factos. fundamental que tenhamos cons- de faseamento definidas. desta forma. agora não tem acontecido. que contribuirão (ou não) para inverter a si- tema. de me. um desfasa. * Membro da Comisão Executiva a sobrevivência do próprio sistema: lização de soluções de controlo mais eficien. com aumentos significativos das reduzido. É. havendo. posicionamento das diferentes entidades en- m2. para que este sistema seja tecnicamente sus- A partir de 1 de Julho. com vista a uma optimi. fundamentalmente energéticos e os consumos a eles associados RCCTE (2. com impactes cenciamentos normalmente existente. energia. existem situações. ção de equipamentos ou soluções técnicas das Declarações de Confor. impor- concluir que a aplicação da nova regulamen. Esta nova abordagem ao “sector” dos edifí. ao nível dos a sua evolução desde o início B 28% 8% A+ edifícios de serviços. midade Regulamentar (DCR’s). tendo sido emitidas dos PQ´s no que respeita que se altere o comportamento dos utiliza- até agora 2. simo das entidades responsáveis pelo seu processo de abrangência ampla de interven. a legislação por si só não resolve 15% do processo é a indicada na todologias de intervenção todos os problemas. em que a apresen. as condições exista transparência no sistema. tendo em atenção o número de li.000 cepção. o que até É. Figura 2 na vertente da qualidade do estão muito relacionados com a forma como ar interior. pela garantia da manutenção das instalações. Definição. por forma a evitar o estrangulamento do nhas de sensibilização destinadas a promover está a traduzir-se na concepção de projectos próprio sistema. Estamos num período que Desta informação poderemos verificar que Garantir que as entidades fiscalizadoras do muitos já apelidaram de “novo choque pe- o número de DCR’s globais emitidas é ainda sistema não intervêm no processo de cer.638 DCR´s). tantíssimo que sejam desenvolvidas campa- tação e. ção das entidades fiscalizadoras no exercí. da Especialização em Energia tes. permitindo. con. no entanto. quer através da uti. diversas actividades profissionais ou de lazer. que foram atrás re- O futuro próximo do SCE toda a actividade de construção e manuten. B. construção e manutenção das insta. em particular a existência do SCE. sendo alargado para todo o parque edi. o que obriga a um empenho fortís- ficado a partir de 1 de Janeiro de 2009. permitindo reduzir os consumos que no nosso entender são fundamentais para que lhes estão associados. feridas. uma postura mais racional na utilização da de maior qualidade energética. pois. tuação de consumos energéticos crescentes atingem a classe energética A. duos por si só. tendo em atenção o futuro alargamento da área de intervenção do próprio sistema. 49% Melhorar a capacidade do sistema de for. É também fundamental Figura 2.lações e na maior responsabilização dos téc. o que permite mação dos PQ’s e dos técnicos responsáveis com que o país tem vivido. assim. neste curto período de vida do cios configura uma postura diferente sobre SCE. cio directo da sua actividade. Estamos perante uma re. dores. por forma a . camente claro. uma redu- o número de PQ’s existentes é ainda redu. tentado e transparente no que respeita ao os novos edifícios com áreas inferiores a 1. que é urgente clarificar ou definir ção dos edifícios.836 DCR’s. De realçar que destas declarações.Nota final ção efectiva dos consumos energéticos. situação reflecte. ção do SCE levanta as seguintes questões. Este nicos que intervêm. edifícios. Este ponto de separação clara matérias-primas energéticas. TEMA DE CAPA No que respeita à emissão Classes energéticas que o processo seja tecni. por isso. no desempenho das suas mais pecialidades. volvidas.zação das condições de funcionamento dos funcionamento. mento natural dos registos verificados no sis. pois a utilização dos equipamentos A 49% a sua maioria referente ao gatórias. o SCE abrangerá todos formulação enorme ao nível do projecto. No entanto. zido. Esta das intervenções é fundamental para que profundos na estrutura económica e social. trolífero”. No entanto. sendo às auditorias periódicas obri. tificação. porque são os indiví- tação de DCR’s acompanha a entrega das es. Divulgação das metodologias de interven. No entanto. são utilizados. quer através da instala- Resolução rápida de todas as questões du- vidosas da aplicação regulamentar que ainda subsistem.

de electricidade. tual. da qual é presidente? A criação da Comissão resultou de uma pro- posta do Grupo Parlamentar do PSD que teve o apoio unânime do conjunto dos parti- dos. o deputado que a ela preside. . E aí tem de ser feita a avaliação dos actuais O primeiro é o diagnóstico da situação ac. Olhámos actual paradigma e sobre aquele para o qual cial de poupança de energia no país. de alterações climáticas. E também uma análise das medias que estão em curso por parte do Go- verno e das considerações que os diversos grupos parlamentares e a própria Assembleia da República fazem sobre as respostas para este ingente problema. Neste momento. por O objectivo é também fazer um balanço re. análise de um novo paradigma energético. que é certamente uma questão de- lativamente ao que se passa na investigação uma questão crucial. a certificação energética dos edifícios. os problemas do portante para um país como nosso. que conta com representantes de todos os grupos parlamentares. tentando saber quais as aplica. e o papel da eficiência na jectos-piloto que estão em curso. bem como avaliar as cisiva. Um segundo ponto gira em torno do para. que é consi- compromissos e constrangimentos do actual tes. Texto Ana Pinto Martinho Fotos Paulo Neto Qual foi o objectivo que presidiu à consti- tuição da Comissão Eventual para o Acom- panhamento das Questões Energéticas. bém a questão do transporte. na Assembleia da República. Nesta expressão económico-financeira. aos processos Um terceiro ponto. centrado em três grandes pontos. entre outros. No quadro da difícil situação que o mundo vive. consumos de combustível. que afecta diariamente e de uma forma tão viva a nossa vida. em Maio do ano passado. Numa altura em que a Comissão se prepara para elaborar o rela- tório resultante do seu trabalho ao longo de um ano. alternativas e as condições do país para as buição de energia. a sua para as questões da produção. Acrescentando tam- do papel do Estado na actual situação. transmissão de energia. foram gado à problemática da eficiência energética. a Comissão ainda não tem relativamente. por exemplo. a “Ingenium” falou com Agostinho Lopes. Os ções potenciais para as alernativas existen. o papel da dos preços. avaliação da situação do futuro dos fósseis é exemplo. E ainda a questão das redes de distri- na área da energia no nosso país e dos pro. estamos a iniciar esse processo. E  ng. Entrevista Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas da Assembleia da República A É premente a aposta corroborar a importância das questões liga- das à energia foi constituída. a criação da Co- missão foi a forma da Assembleia da Repú- blica fazer um balanço aos problemas da ener- gia no nosso país. do consumo. o poten- problemas da energia em Portugal. dos processos e acordos do país conjunto destas soluções poderão produzir. a Comissão no sector energético Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas. quais foram os trabalhos efec- tuados? Pode revelar-nos algumas conclu- sões ou dados sobre o trabalho que têm vindo a fazer? existentes. dos custos e da competitividade. com uma avaliação e caracterização dos digma energético. o ano passado.º Agostinho Lopes. Desde a criação da Comissão. certamente muito im- conclusões. trazer alguma luz sobre o de intensidade energética do PIB. se julga que teremos de caminhar. Bem como desenvolver. das políticas Estado nessas respostas e as sinergias que o posta a estes problemas. protocolo de Quioto. em termos de energia. balhos. também objecto de análise. está li- Ela foi criada e definiu um programa de tra. Aqui também foi analisado o papel do derada absolutamente decisiva como res- enquadramento internacional.

consensuais. sos de refinação poderão ser. E No que respeita às energias renováveis. muito focadas no seu tema de negócio. ou de de- mente ao facto de que as coisas não podem dos nossos auscultados. questões que inicialmente me parecia que o curto prazo. Por um lado. que ainda não tem a mesma sultados. Quer vamos para os continuar como estão. E dessa auscultação há alguma ideia geral A par desta primeira constatação consen. leo e do futuro dos fósseis. abrangentes. questão. estamos a cerca de 50%. independemente da tamento dos combustíveis fósseis. com um crescimento. é muito importante. mas que gência. é de salientar a questão ram. julgo que a ideia as eólicas. em núme- mas há uma consideração geral e de bom senso país. Porque se há algo que se pode função da sua empresa. tão relativamente pacífica. os que ou daquela forma. comerciais. o problema prende-se com os níveis da diver. mais papel da administração pública. Das conversas que tive- conjunto de audições que fomos realizando. a esta situação não olhando apenas para metas traçadas pelo Governo para o país. muito associado às sociais. mas bastante para a frente. do petró. a am- O problema da energia tem formulações di. de reduzir o seu consumo em cima da mesa é que a exploração custará Sustentável o colocou. Por exem- tão polémica como é a energia nuclear. quer a nível empresarial. a sustentabilidade. com um conheci. julgo que há hoje tendo a ideia de que este não é apenas um Relativamente às renováveis. inclusive. cada vez mais dinheiro porque terá de ser todas estas dimensões: a económica. domésticas. do valor pago pelos combustíveis é imposto? tas para estas questões. muito que falar. E en- existência de qualquer varinha mágica que importante. vir a tornar mais complicado para o nosso do país. No que respeita às respos- relativamente à abordagem desta questão. exigia que outros processos tivessem avan- questões da eficiência energética. concretamente são vai agora partir para a elaboração do re. Esta também é uma ques. Outra questão é a ideia de que não haverá sas produtoras entrarem no mercado. com certeza. mas mais importante que isso contramos aqui argumentos que poderão ser nos vai resolver o problema da energia desta é ver como é que poupamos KW a KW nas muito contraditórios. é que o país tem um enormíssimo atraso no Como por exemplo? seu aproveitamento. do ensino. até relativamente a agir. outras fizeram intervenções está um processo especulativo ligado à crise posta à pergunta: “como é que podemos pou. Do conjunto das audições salienta-se uma quer a nível dos consumidores? Em relação à subida dos preços do petróleo. Por. problema para os que vivem cá hoje. a compatibilização desse aproveita- Julgo que há um grande consenso relativa. destas formas diversas. especialmente o a liberalização avançou. os que avançam com argumentos de que o Em relação às audições o que salientaria? blema e que a solução passará por um mix próprio processo de liberalização não respon- A ideia de haver muitos pontos de consenso. Não bustíveis fósseis? E de que forma se pode plo. taram em relação a isto? que devemos aproveitar todas as possibili- tor consegue dizer-me quais são as princi. da energia. para as barragens ou para que se vive no país. estes problemas aparecem sem- ao longo destes últimos anos. mental a percorrer. re. que foi abordada çado e com outra velocidade. Al. em geral. pais dificuldades. a uma ou a outra forma de energia. . em torno das de que esta é uma questão estrutural e de pre envolvidos. derá ao problema. por quase todos. a dimensão ambiental é ab- energias fósseis. é a de que a solução passa. nas próximas décadas. mas ção que podemos retirar das nossas audições sim para o futuro do país e do mundo. Alguns dos auscultados Por exemplo. precisa ter em conta energético. para a mas no sector financeiro. uma constata- uma abordagem baseada no bom senso. solutamente incontornável. Este afunilamento que abordaram mais esta questão do petró. agudeza do problema do petróleo. muito diversas em relação a esses assuntos. que caminhamos para um processo de esgo. o país precisa. e os proces. Vou falar pessoalmente. são plausíveis? iriam suscitar grande divisão. nesta área. Entrevista Aqui também há a salientar o importante versas nas suas preocupações principais. A Comis. a ideia de que os problemas da efici. numa questão tão complexa e Como encara a escalada de preços dos com. onde as fósseis con. mas parece que tudo ficou Eu diria que se alguma ideia vai pairando do ência são certamente um caminho funda. gumas pessoas fizeram intervenções muito complexos. feita a profundidades maiores. mento que não é menos importante. Parece estranho. não pela blema do custo do KW é certamente muito Esta é uma questão muito polémica. do ponto de vista do potencial hídrico significa que não haja diferenças de opinião. do aumento dos custos da energia. as opiniões não são Qual é a opinião das pessoas que auscul. opinião que aliás é corroborada por alguns mento com questões ambientais. tinuarão a ter o seu papel. por vezes Gás Natural. do ponto de vista da capacidade de empre- latório. mas não. biental e a social. atendendo que mais ou menos 50% ros aproximados. mas ainda não há re- gências. não pode continuar. embora haja uma ideia geral de Deste vosso contacto com os actores do sec. opiniões ouvidas vão no sentido de que as Mas é interessante que. como estava antes. defendem a liberalização consideram que ela várias formas de energia. Mas a situação hoje é que mesmo em muitas questões onde há diver. as solução. tal como o Conselho Na- discussão do problema do petróleo e do fu. formado num bem de refúgio dos proble- concluir é que ela será cada vez mais cara. assunto? zendo. leo bruto. em res. E há uma solução única para responder a este pro. O pro. Aliado a esta questão estrutural enfim da própria sociedade. resposta a estes problemas. O que está cional do Ambiente e do Desenvolvimento turo dos fósseis. A liberalização do mercado energético deu que possa ser retirada? sual. mas sim por um mix das diversas utilizações. quais foram os feedbacks sobre este do conjunto de intervenções que fomos fa. com o peso que cada um atribui a uma terá. em financeira internacional. sobretudo aqueles fesa dos ecossistemas. falam em 20 a 30 anos de atraso. agro-combustíveis. porque há opiniões dades do país. Eu diria até que tanto. O petróleo foi trans- par energia?”. a ideia de que o país precisa de reflectir.

bora tenha sido tocado por algumas das pes. qual foi o feed­ e vimos. tigadores. O que acha que levou à perda de conheci- mento nessas áreas? Um factor decisivo foi o país ter perdido ve. campo de necessidade do país e que só temos sob o risco de.. etc. Em. aqui é a de que o país precisa de ter um tanto do ponto de vista dos sectores indus- Há uma polivalência nos aproveitamentos Plano para a Eficiência Energética. O país dispunha. relativa- fosse esvaindo. os engenheiros. ter a noção de que temos aqui um grande mente a estas áreas e olhando para o futuro. que roso estudo de avaliação das questões de da energia em Portugal. E  ng. Mas rando responder àquilo que são actualmente Mas temo que alguns projectos de investi- julgo que neste caso é necessário um rigo. ou por em conta que o último grande empreendi. não apenas no que respeita à ener. falta de massa humana. opiniões? aberto aos jovens. que lhes dê a dimen- mento que se construiu foi Alqueva. possam esvair-se por dificuldades de dono. Alguns. se não o fizer. competências e especialidades no campo da Acho que o país está numa posição em que vidade. jovens engenheiros. Por aquilo que ouvimos hídricos. há dé. guesa. e isso hoje não existe. Precisa de os aproveitar porque eles são back que tiveram? ponta nestas áreas. Diria que a ideia fulcral gumas destas potencialidades se consolidem. por exemplo. porque constituem hoje uma das únicas bases porque o Plano apareceu recentemente. edifícios em tempo útil. tendo tos suficientes para fazer a avaliação dos diversa ordem. Entrevista Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas da Assembleia da República E quais foram as opiniões acerca do Plano precisamos olhar para este problema sem as que têm maior potencial de desenvolvi- Nacional de Barragens com Elevado Poten. É são. é um vasto campo mesa. é preciso apostar na utilização de tecnologias que permitam responder a alguns dos pro- blemas que durante muitos anos pareciam insuperáveis. no desenvolvimento a este Plano. Mas a ideia geral é de que guma destas áreas da energia? E quais serão sua abordagem. procu. maior volume de massa crítica. e mais especificamente à efi. alguns destes E em relação ao nuclear. e em algumas outras ciência energética dos edifícios. precisa de um grande sentido de Estado na alguma pressa. água para o abastecimento público e agrícola. no passado. os estrangulamentos resultantes do problema gação muito interessantes e pioneiros. para a Eficiência Energética. se energia. Outra questão a ter em conta é o facto des- tes projectos poderem ter um grande efeito de arrastamento sobre outras actividades económicas do país. de que se corre o risco de não haver peri. consequências do ponto de vista prático na de recursos hídricos. hídricos. todo o conhecimento está abalado porque durante muitos anos não se construiu ne- nhuma barragem em Portugal. triais. mento em Portugal? cial Hídrico? Tenho muita dificuldade em responder a uma O país precisa aproveitar os seus recursos Em relação ao Plano Nacional de Acção questão como essa. Esta é uma questão de fundo que mais diversificadas. de qua- prazo da sua concretização as opiniões são Pelas conversas que tiveram. que ninguém põe em causa. seja ela financeira. Provavelmente precisávamos de atingir um significativas de armazenamento de energia. Para além disso. poucos. ideia de que esta estratégia não se adequa a cionar esse tipo de energia. Esta é uma das oportu. no terreno da energia. dos resíduos. É preciso precisa investir. qual é a principal tendência das nidades que se põem. É preciso uma aposta clara e persistente e a Ninguém diz que Portugal não deve equa. por exemplo.. acho que temos especialistas de gia. Isto levou preciso desenvolver os recursos humanos. a que tudo o que está associado a essa acti. provocando um efeito indutor na economia nacional. as -se do ponto de vista económico. que estão em cima da ouviram. deixar de o aprofundar. como dos sectores da investigação. de forma decisiva. fala-se muito resposta aos problemas da energia portu- fileiras ligadas a sectores energéticos. estão claramente numa fase de maturação e compatibilidade ambiental. desenvolvimentos. os técnicos. Mas esse é um problema bastante geral. Neste momento. O aban. a passa- gem dos detritos. e por aquilo que a ganhar com isso. a partir da qual possam auto-sustentar- cadas que não produzimos nada. como. Mas quanto ao qualquer visão de períodos eleitorais. aos mais diversos níveis. de o discutir. possam não conseguir avançar. para que al- Mas o país também precisa de reservas de soas que ouvimos. terão tugal poderá estar na linha da frente nal. Há algumas empresas que produtores directos de energia eléctrica e Ainda não abordámos muito esta questão possuem capacidades muito significativas. de conhecimento para a produção de turbi- nas. Falando de um caso mais concreto ligado que vão levar ainda muitos anos até terem locidade na construção.. cientistas.º Agostinho Lopes. tro anos. inves. acha que Por. a paralização durante 20 anos. n .

que desconhecia a importância da sepa- dos de Água e Saneamento de Sintra (SMAS). 23 “oleões”. a extraordinária capacidade energética dos Óleos Alimentares Usados (OAU) para a pro- dução de Biodiesel. ção. Câmara Municipal da mesma Municipal de Sintra iniciou a recolha do OAU para informar correctamente toda a popula- localidade (CMS) e Serviços Municipaliza. que cozinhamos os alimentos. panha de Sensibilização Ambiental. adi. veículos da empresa de Higiene Pública e Ser. tir do óleo alimentar usado. frota de veículos municipais. por exem- plo. em Setembro de 2005. tas de freguesia. Sintra (AMES). A criação deste posto de abastecimento com combustível O Projecto desenvolve-se numa cadeia iniciada As campanhas de sensibilização contaram com amigo do ambiente inseriu-se no âmbito do com a recolha do óleo alimentar usado (OAU). Adicional- mente. iniciou uma importante Cam. Objectivos fundamentais: O primeiro posto de biocombustíveis do promover a recolha de óleos alimentares usados para produzir combustível amigo do ambiente. incluindo os Municipal de Energia de Sintra. sublinhando. também. e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e as emissões dos gases presa Municipal de Higiene Pública de responsáveis pelo efeito de estufa Sintra (HPEM).Caso de Estudo Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados Primeiro posto de biocombustíveis no País Texto Fátima Caetano Integrado no Plano de Valorização de Óleos Alimentares Usados. Estas campanhas serviram. professores. restaurantes e jun. cionado ao gasóleo rodoviário – já no posto de cio. grande adesão do público-alvo à coloca- ceria com a Agência Municipal de Energia de biocombustíveis –. tendo-se constatado. os formadores destacaram a grande importância das Energias Renováveis e da Va- lorização de Resíduos. a Agência de produzir Biodiesel a partir dos óleos com as frotas da Câmara de Sintra. o óleos alimentares usados trazidos de casa pelos projecto arrancou em 2003. mente em escolas. são abastecidas com gasóleo produzido a par. dando origem ao Biodiesel ção de “oleões” nas escolas. nomeada. em coopera. do posto. espaços de reco- que abastece a frota. ração selectiva do resíduo e a possibilidade Desde a inauguração. nos estabelecimentos do concelho. projecto a cargo da HPEM. a participação de cerca de 7000 alunos e 300 Plano de Valorização dos Óleos Alimentares que depois é tratado e. Embora o posto de Bio. sempre junto de ecopontos. ção com a Divisão de Educação da Câmara Em Outubro de 2005. após a inauguração viços Municipalizados de Água e Saneamento. escolas do concelho foram desenvolvidas ac. logo de iní- Usados. para a país fica localizado nas instalações da Em. A ções para sensibilizar todos os membros da co- munidade escolar para as enormes vantagens da utilização Racional de Energia. posteriormente. quando a Câmara alunos. cantinas. em Sintra. Em simultâneo. o primeiro posto de biocombustíveis do país encontra-se operacional desde 30 de Setembro de 2005. lha dos óleos produzidos nas cantinas e dos diesel só tenha sido inaugurado em 2005. Em várias em vários pontos estratégicos do concelho. Municipal local. . foram colocados nas vias públicas. em Terrugem. em par.

obrigava os Estados-membros a assegu- nos esgotos domésticos. Alameda do Aqueduto cimento global e das alterações climáticas. De salientar que.75% As motivações para o arranque do projecto da gasolina e do gasóleo até 31 de Dezem- bro de 2010. depois de usados. e garantir destino adequado aos Mira Sintra Av. que visa a forma ecológica de se desfazerem do óleo promoção da utilização de Biocombustíveis alimentar consumido em casa. Félix Alves Pereira (junto à estação da Portela) partir de óleos vegetais e tem qualidade de Terrugem Av. Maria e São Miguel Rua Dr. posta para o direito interno. Pedro de Penaferrim Posto de abastecimento sóleo biológico apresenta inúmeras vantagens . Cacém Rua Elias Garcia. 25 de Abril Monte Abraão Av. General Humberto Delgado (junto à EB1 da Várzea) Sta. Este São Martinho Av. Além disso. a Directiva Comunitária 2003/30/CE de 8 de Maio de 2003 – trans. trata-se Óleos Alimentares Usados. Maria e São Miguel Rua da Sede do Clube. O cumpri- mento da legislação comunitária relativa- mente à redução das emissões de gases com efeito de estufa e o compromisso interna- cional assumido com a ratificação do Proto- colo de Quioto. este ga- S. através do DL ses passassem a ter à sua disposição uma n. Central (junto à Igreja) dos em Biodiesel é feita através de processo São Marcos Rua Cidade de São Salvador químico denominado transesterificação. João das Lampas Av. tam- bém. é objectivo nacional que a in- fontes renováveis) foi determinante para que corporação de biocombustíveis nos transpor- a HPEM e demais entidades envolvidas no tes rodoviários atinja os 10 % até 2010. factores motivadores para esta inicia- tiva. rarem a colocação nos mercados de uma pro- porção mínima de biocombustíveis de 5. projecto adoptassem esta energia mais limpa. Soldado Joaquim Luís (junto à loja óptica) OAU. o que também contribuiu para O facto de o Biodiesel ser obtido a partir a concretização do Plano de Valorização de dos óleos alimentares usados (logo. General Barnabé António Ferreira (junto à fonte) Belas Av. 29 de Agosto (junto ao cemitério) combustível para motores Diesel. diminuindo (ou outras energias renováveis) nos transpor- assim a quantidade de resíduos despejados tes. A valorização energética Normalmente. os óleos alimentares. com o qual Por- tugal ficou obrigado a limitar as emissões em 27% face aos níveis de 1990. o processo contribui para Casal de Cambra Av. Loures combustível é um éster metílico obtido a Sta. além de dificultar o funcionamento das ETAR mu- usados encontram-se nos seguintes locais: nicipais. Através da valorização energética do resíduo para produção de Biodiesel é pos- Agualva Rua António Nunes Sequeira sível reduzir o consumo de combustíveis fós- Algueirão Mem Martins: Estrada de Mem-Martins (junto à estação da CP) seis e as emissões de gases com efeito de es- Almargem do Bispo Av. em 2002. Devido às Algueirão Mem-Martins Posto de abastecimento da TOTAL de Mem-Martins suas propriedades físico-químicas. foram. contribuindo para a prevenção do aque- Belas Belas Clube de Campo. Caso de Estudo iniciativa permitiu que os munícipes sintren. perto da Junta de Freguesia Simultaneamente.º 62/2006 de 21 de Março –. Mas houve outras motivações. Gago Coutinho (em frente à estação da CP) A transformação dos óleos alimentares usa- S. Liberdade (junto à praça de táxis) As grandes vantagens do OAU Queluz Junto ao Mercado Municipal Rio de Mouro Av. de combustível natural produzido através de actualmente. Brasil (junto à CREL) a redução da dependência externa de Por- Colares Alameda Coronel Linhares de Lima (junto à AMES) tugal em relação ao petróleo e produtos de- Massamá Rua dos Jasmins (junto ao parque 2 de Abril) rivados. são lançados para o sistema de Localização dos Oleões no Concelho de Sintra esgotos ou colocados no lixo. João de Belas tufa. o que causa Os oleões para depositar os óleos alimentares poluição nas linhas de água e solos. reduzindo o impacto ambiental. Montelavar Rua do Vi Mal / final da Rua das Eiras Pêro Pinheiro Av.

Controlo de qualidade: de acordo com a Norma pr EN 14214. já disponíveis no mercado automó. após a utilização do óleo alimentar em casa De acordo com dados da Agência Munici. Já no plano pacidade instalada de 3. Eng. los de recolha do lixo no concelho de Sintra. tem temperatura de in. e o óleo é encaminhado para a unidade de produção. o valor total de culos pesados das frotas urbanas da HPEM. flamação muito elevada (superior a 150º C) mistura de gasóleo com Biodiesel foi de O estudo permitirá identificar as tendências e é biodegradável. e baixa os valores das emissões dos 567. di. mais vantagens: reduz as emissões de monó. Também entre Dezembro de à produção e utilização de Biodiesel em veí­ explosivo ou tóxico.500 3 a 4 meses e os dados obtidos tratados de 2. pois o Biodiesel não con. Considerando a totalidade de Para avaliar os resultados do plano está ser recolha. Administrador-dele. o projecto permite poupar quantificação dos consumos e as emissões minui as emissões de benzofluranteno em 15 a 20 mil euros/ano. 3. a utiliza. 500 0 Próximo objectivo: produção Dez-05 Jan-06 Fev-06 Mar-06 Abr-06 Mai-06 Jun-06 Jul-06 Ago-06 Set-06 Out-06 Nov-06 Dez-06 Jan-07 Fev-07 Mar-07 Abr-07 Mai-07 Jun-07 Jul-07 Ago-07 Set-07 Out-07 Nov-07 Dez-07 Jan-08 e abastecimento no mesmo local 56% e de benzopirenos em 71%. elimina as Igualmente em 2007.º Luís Fernandes. 54.140 litros (51. o OAU apresenta Biodiesel). Dados fornecidos pelo Eng. 6. Humanidade: através da utilização do Bio- ção do Biodiesel permite baixar significati.000 forma a permitir uma leitura correcta do im- 1. E em.500 pacto real da utilização de Biodiesel. O recipiente plástico segue Dezembro de 2007.158 litros caudalímetros em duas viaturas de teste.843 litros de óleo ali. concelho com sede em vila distinguida pela mente a utilização do Biodiesel. com ca- óxidos de nitrogénio (NOx) que a queima euros em combustíveis fósseis. por várias etapas: 7.433 de gasóleo e 2707 de de consumo de toda a frota pesada que es- Em termos ambientais. devido O Plano de 1.500 dições serão contabilizadas por períodos de Quantidade (litros) 3. de partículas (PM) em cerca de 50%. a de dióxido de carbono (CO2) em 78%. para reciclagem. produção e combate com recurso a catalisadores espe. desde 1. na frota de 53 veícu. Já o estudo das emissões de GEE envolve a xido de carbono (CO) em cerca de 50% e gado da Agência Municipal de Energia de análise do ciclo de vida dos combustíveis. estas emissões são passíveis de ecológico e ambiental. As me- 3. Usados é composto 5. as vantagens do bio.000 consumos e o cálculo das emissões. dos nocivos gases com efeito de estufa. 20.000 litros de combustível usados. Por isso planeia-se a instalação. referente ao Biodiesel a utilizar nos veículos. usados. Óleos Alimentares 4. em 2007 Estudo em preparação seja colocado em recipiente de plástico. Só é preciso que. disel são ainda mais compensadoras para o abastecimento será possível potenciar seria- cíficos. segundo o teja a usar mistura de 5% de Biodiesel. diesel. . aí sendo transformado OAU recolhido entre Dezembro de 2005 e preparado um estudo para quantificar a re. possíveis de apurar com a instalação de Total = 78.333 litros. de GEE provenientes do escape dos veícu- Recolha de OAU no Município de Sintra los. Utilizadores finais: as frotas municipais (HPEM. Em termos económicos. SMAS). milhares de litros de gasóleo não são Contribuir para a produção vamente a factura do gasóleo.000 resultaram da produção de Biodiesel de uma unidade para produção de Biodiesel bora a utilização de Biodiesel produza mais através de OAU. o óleo pal de Energia de Sintra (AMES). Recolha e transporte do OAU: em escolas. Atra- do gasóleo. Sintra (AMES). Monitorização: estudo e medições dos consumos e das emissões de GEE. vés da coexistência da recolha.000 2. CMS. Administrador-delegado da Agência Municipal de Energia de Sintra (AMES). foram recolhidos 42.158 dução dos consumos energéticos e das emis. Campanhas de sensibilização: desenvolvidas junto de um público-alvo e população em geral. vel. res Usados continua em fase de expansão. postos de abastecimento e nos oleões instalados na via pública. Valorização de 2. grande quantidade de resíduos noci. O Plano de Valorização de Óleos Alimenta- emissões em SO2. Depois depositamo-lo em “oleão” para a mentar usado. do Biodiesel é simples vos não são despejados na rede de esgotos e Alguns dados já recolhidos regista-se redução considerável das emissões Todos os cidadãos podem contribuir para a produção de Biodiesel. Produção: éster metílico a partir de OAU.000 litros/dia.000 a produção à utilização. a curto prazo.500 com vista a permitir uma monitorização dos 4.º Luís Fernandes. em Biodiesel. por ser com. A nível económico. 3. tém enxofre. o valor sobe para 78.Caso de Estudo face ao gasóleo tradicional: não é inflamável. 4. o que perfaz uma média mensal de sões de gases com efeito de estufa. Mistura e abastecimento da frota: efectuada no posto de Abastecimento de Biodiesel. e depois de devidamente arrefecido. o que permitiu poupar 2900 no próprio posto de abastecimento. litros. UNESCO com o título de Património da bustível alternativo e mais barato. 2005 e Dezembro de 2007. lares.

ao contrário da imprevisibilidade tante. Logo. Os Estados europeus vêem. do vento. Presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis O facto do consumidor não pagar o preço real da energia que consome é um obstáculo à valorização deste bem e à eficiência energé- “O preço da chuva. para quem as fontes renováveis serão sem- pre gratuitas. nós gastamos hoje. .Eng. bustíveis para os transportes rodoviários –. Não. Temos que nos conscien- cializar que os recursos são finitos e que cus. por e são os nossos filhos e os nossos netos que será sempre zero. Em Portugal o valor é mais ou menos cons- Que reflexos terão os aumentos sucessivos tam muito dinheiro. nessa associada aos preços dos combustíveis fósseis. e reflectia ral. do sol. no caso electricidade. não nos pode- nores… uma fórmula de ir buscar dinheiro à carteira mos esquecer disso. daqui a 100 1975 a1980. têm custos mais reais. mas porque o Estado “Temos que nos consciencializar troceder aos valores de 10 dólares o barril que só deixa as empresas vender por 80. há o chamado dade de origem renovável e a electricidade concreto da gasolina e do gasóleo – os com. é e ao gasóleo. Logo. Nos Estados Unidos. determinada quantidade de electricidade bustíveis não deixam de subir e não vão re. Agora. E os preços do petróleo. do carvão. não tenhamos dúvidas. No caso da uma diferença fundamental entre a electrici. o preço da que não são aplicados impostos à gasolina e res futuros. a sua produção. Estas são algumas das conclusões a destacar da conversa que a “Ingenium” manteve com o Presidente da APREN. Hoje. por exemplo. quase que há-de ser suportado pelos consumido- uma coisa posso garantir-lhe. défice tarifário. não sobe. se uma de origem térmica. É que os preços dos com. há ali que os recursos são finitos e que custam tínhamos há 10 anos.º António Sá da Costa. daqui a dez anos. anos. que estão abaixo do custo. sobretudo porque há não pagamos os custos reais pela energia que das.º António Sá da é e será sempre zero” Costa. Eng. usamos. Que é suportado pelo Estado… Até porque os recursos são cada vez me. do gás natu. O que existe é um valor É um problema do lado da oferta. o custo da electricidade. Estamos numa convul. Mas. variava de mês para mês. do sol. Não vão voltar a baixar um défice de 20… dinheiro. Fotos Paulo Neto são muito grande. mantém-se cons. o Estado somos nós. Quer dizer. outro lado. temos que os poupar!” dos 100 dólares. altura. dos contribuintes. dos combustíveis nas energias renováveis? poupar! Acontece que há muitos anos que Porque em Portugal temos as tarifas regula- Têm muitos reflexos. chuva. não os podemos prever nem os custos reais que efectivamente tinha tido Texto Marta Parrado para daqui a 10 dias. custa 100 a produzir. das ondas foi. tica que Portugal tanto carece como contributo para a diminuição da sua dependência para com do vento e das ondas foi. e eu vivi nos Estados Unidos de vão pagar. O que significa que. o exterior. temos que os tante.

Mas ainda existe aqui outra si. Primeiro. Nós. que são 80 milhões. não podem desperdiçar. ainda não foi divulgado. Não mudaram nada. hoje em dia. da electricidade que comprou nos está devidamente desenvolvido. isto impede a existência de concor.Qual é. podemos Foi uma determinação do Governo em 2001. têm dinheiro para pagar Ministro do Ambiente o Eng. térmica não… tores de energia percam dinheiro… plo dos euros do que se fossem de comboio. e. de dé. Seja ela qual for. Por exem. E impede plo. para breve. são feitas de uma forma ten- Então é uma dívida que o Estado tem. o que tam- últimos dois ou três anos.” transportou 68 milhões de passageiros. estou contra isso. Acha isto a electricidade é sujeita a uma elevação de parte do Estado. ou seja. ques eólicos pagam esse imposto extra? É Não sei ainda qual foi o défice tarifário de como são ricos. e que as famílias por. e aí às instituições financeiras e receber esse di. a dívida do Es. rência. a nu- Não sei. não é há-de pagar. Nós temos Mas há comparações que são feitas. O número de carros por -se o valor que é pago ao dono da central abaixo do custo. mos esquecer que a electricidade de origem . é que o Estado tuguesas não terão capacidade financeira para Não. caso contrário não é uma Provavelmente não têm que andar de carro. Se nenhuma energia existe esse imposto. Só estou a dizer para não pessoas não sentem o custo real da energia. mas tado? também que as pessoas se convençam que há que considerar que. fala-se muito no usar os transportes públicos é ser eficiente preço das centrais térmicas. e milhões de euros. impede a existência de habitante na Alemanha é menor do que em térmica pela electricidade que daí sai. Ora. no caso dos parques eólicos. Até porque há as perdas e os cus- tuação. em Portugal temos 1 para 40. Também não nos pode- custo. no que vão direitos para a Câmara. Mas se o Estado regula a tarifa. são dados in. onde o défice de tarifário acumulado Dezembro de 2001. a ilação que eu tiro daqui? Eles. que somos 10 milhões. não incluam o imposto ter de pagar. e por aí fora. Cada actividade tem não são levadas a poupar. nem este nem os outros que o antece- espanhol tem dinheiro e o nosso não! adquirir. Um painel solar térmico paga-se compararem os custos. como são ricos. Depois. fice acumulado até 2006. tudo fosse infinito. Não. racional? As pessoas gostam de mostrar que tensão para o transporte. de carro. Mas eu não O sistema actual é perverso. a existência de mercado (…) Portugal. neste momento. em 1998. instalaram. cidade. é ele que lhões. não só gastam o triplo ou o quádru. injectar na rede de distribuição. E aqui compara- “Quando o preço é artificialmente fixado energeticamente. de investimento. nheiro.. os pagos mais 2. Ainda no outro dia ouvi o Presidente considerar o processo a que vai ser sujeita e impede que as pessoas se convençam da CP dizer que a linha de Sintra.º Luís Braga da Cruz. no caso alemão temos os outros 400 milhões ficaram para dívidas 1 para 8. alemães. no caso o dobro da energia solar que a Alemanha. Era na altura Ministro estimado até ao final de 2008 é de 15 mil Mas podemos interpretar de outra forma: da Economia o Eng. esbanjar o sol que temos! Está escrito no Decreto-lei 339C de 29 de panha. alemães. Quando existe um em 5 ou 6 anos e aquece a água por mais 10 os seus custos operacionais. espanhol está a dever 430 euros de electri. Destes. as pessoas que vão mente na rede de distribuição e a central uma vez que não me parece que os produ. da forma que é feita. tados por razões políticas e não reflectem os Agora.5% correspondentes a impostos trais hídricas à EDP. em que os custos são di. deram. E este Governo não alterou a legislação? uma diferença muito grande. Porque no ano passado havia 400 não podem desperdiçar. o equipamento que em Portugal ainda não Portanto tem de lhes perguntar a razão. Isto quer dizer que cada eles. mais de 1 milhão de m2. Quando o preço é fixado abaixo do Não. pelos terrenos. diz-se que a nuclear é mais barata. quando há uma delas que tem um preços reais. o carro e no comparativo do valor final cobrado com free lunch”! ainda o painel solar? as outras fontes. a existência de mercado. instalámos no quecido que. reais da energia. Agimos como se clear não paga todos os custos. nós. há uma titulação de uma dívida. porque se as Na solar térmica. Portanto. como somos pobres. Desde logo porque é es- Tinha. de mercado regulado. “There is no such a thing as compra para poder pagar a casa. Então pergunto-lhe se estamos a pagar a é que entra na rede de distribuição. veis? verdadeira. e as têm o seu carrinho. E nós fizermos a relação. mas deve estar portugueses. são tado estendeu as concessões das grandes cen. Portanto. até chegar à rede. Mas existe aqui bém o torna mais caro. com essa titulação. e em 2006 transportou 47 mi. depois é transpor- fário. pois o Estado reconhece a dívida e energia mais cara para subsidiar as renová. Ele deu como justificação para esta di- assume o diferencial entre o custo real da minuição o ter aparecido um IC19 com con. denciosa e não real. das renováveis. Posso dar-lhe o exemplo de Es. neste caso um défice tari. Vou dar-lhe um exem. centivos. Qual Mas porque é que os promotores dos par- futuras. 400 mi. do outro lado há outra vez empresas. podem chegar uma transformação para baixar a tensão.º José Sócrates. é pelo impacto visual… 2007. tos que não estão incluídos no kWh nuclear. normalmente. se não dade à saída do parque eólico que vai logo estou em erro. tada pela REN. ano passado. ano passado 25 mil m2 de painéis solares. combustíveis. não estamos a pagar os custos tos do transporte.. lhões foram para amortizar aquela dívida. há uma distorção e alguém vai E parece-lhe que as famílias têm poder de imposto adicional. plo concreto na área da energia. com o preço da electrici- que não podem desperdiçar. esta comparação. o parque eólico injecta directa- energia e o valor que o consumidor paga. e em mais tado 800 milhões de euros. há muitos cus- milhões de euros de dívida. a 15 anos. comparação séria. sem concorrência. de pessoal. pela latitude que temos no globo terrestre. porque depois de sair da central térmica Quando há um défice de fornecimento por como demoram mais 50 minutos. dições “excelentes”. e a EDP pagou ao Es. Porque o que aconteceu é que o Es.

podíamos aproveitar um bocadinho mais. comerciais ou de serviços. um carro. para o supérfluo há possi. Portanto. Temos de ser racionais em edifícios. sempre cheio. não é dos outros. E não há dinheiro? Porque para essas o total é 900. ços finais. para que víssemos os pre. essas licenças Mas todos temos alturas em que precisa. Mas espero bem que sim. porque a forma sustentável. aqui. pela sua vizinha. do sol ou das E o incremento dos preços de forma gra. elas são uma De forma a que se dissesse assim: meus ami. Portugal tem uma dependência do exterior esgotaram-se em 3 dias. Mas também há uma política gostamos de desperdiçar. No outro dia li um artigo em que acho um disparate instalar ar condicionado Imagine que a distribuição da electricidade se referia que se pode comprar uma casa de nas residências. Parece-me muito mais efi- era hoje totalmente feita à base de energias 400 mil euros durante 50 anos. 70. haver isolamento. há sempre desperdício. D e E não adianta nada ao consumidor. temos que con- borla às centrais térmicas. exposições adequadas. eu nos 130. Há soluções que são mas a curto prazo. isto vai crescer durante três quer dizer desconforto. já não a médio e longo pra. gradualmente. se formos para 2008. bilidades. não nos preocupamos em saber Sim. seus custos quando escolhemos. transporte privado. beer pocket”! hoje o custo real da electricidade. verificamos que a diferença Que é muito mais barato e eficiente que o “Nós temos uma dependência do exterior entre o custo da electricidade de origem tér. Se colocarmos estas duas situações no Não. aqui. pagaríamos mais. Agora. Por. da energia e de tudo. aparece. por mim. mas viver acima das posses. por si. 60% da verdadeiramente em termos de custos? Seria não fazem as contas quando vão comprar energia gasta é desperdício? É muito. mas quando compramos pagar o valor real da energia? E o que existe no mercado? Quais são as uma casa. As pessoas tação. o que significaria termos da utilização da energia. compramos um carro. circular o ar. O transporte privado é de energia na ordem dos 85%. prato da balança. Nós comportável para as famílias? um frigorífico. de operação e manutenção. não é dos 2007. andaria ela por ela. Sim. siderar a duração dos bens e ajustar esse total têm um valor. Considera que se houvesse esta política de consumidores compra a sua casa já feita. vando para o lado da térmica. Os bilhetes para o Dizer que o frigorífico é da Classe A. de energia na ordem dos 85%. um edifício. Os incentivos fiscais promovidos pelo Go- de 30 mil euros se se poderia poupar esse trodoméstico. o seguro. Porque é que se há-de comprar um carro Nós temos que ter consciência que um elec. O que temos não sei. Ao nível é o combustível. beer pocket”! para as famílias procurarem alternativas em Porque é que hoje em dia aparece a certifi- termos energéticos? cação de edifícios? Ela paga-se. Que outras medidas deveriam ser adopta- ondas vai permanecer nulo. não há. a energia custa 100. fechar as janelas quando o sol não é possível abastecer totalmente com quer coisa como 150 mil euros… É um ab. etc. Não se pode apro- Eu acho que as famílias portuguesas estão a de má informação. provavelmente surdo. veitar 100%. em Portugal. anos. para a base. ção. aberturas de ja- energia que consumimos? pois uma mensalidade que vai aumentado nelas. logo é um subsídio que lhes é mos do transporte particular… de investimento às nossas posses. por todos nós. Trata-se das li. com os Mas então que política é que defenderia? outros. dado. e ao fim destes três anos vamos estar funcionais e mais baratas. Transparência e realidade. a diminuição mica e o custo da electricidade de origem eó. tal. B. mas as pessoas alinham. sejam eles de habi- Mas em relação à energia. e de. quando dual para os consumidores? das pelas famílias? falamos das energias renováveis. enquanto que o preço do vento. Não pode- cenças de emissões de CO2 atribuídas de mos analisar só o presente. Primeiro. C. agora se funcionam ou não. mas critório. porque não estamos a pagar taste. hoje em dia um luxo que tem de ser pago. o total é 950. gasta mais 500 em dessa dependência passa por nós. e que o que deve ser dito é que. que fazer é olhar para o tempo de vida e os do IRS é fácil. os outros somos nós!” combustíveis a subir. “Champagne coisas que se podem fazer de raiz. têm verno funcionam efectivamente? dinheiro e andar nos transportes públicos? um custo de investimento e têm um custo Eles existem. portanto. da chuva. há uma instituição que se chama táxi. mais de 90 mil pessoas por energia durante os 20 anos em que funciona. por exemplo.. preocupamo-nos com Então defende que o consumidor deveria o seu consumo. se pagás. as diferenças vão-se agra. Há princípios básicos e simples. gos. em energia gasta 650. nós estamos a pagar utilização racional e eficiente de energia não zos como anteriormente todos acreditávamos. As pessoas não sucessivamente. mesmo a 60 euros. concerto da Madonna. esteve o da classe A custa 400.térmica recebe um subsídio. Porque o carro não custa só os 30 mil euros. “Champagne taste. transparência seria também um incentivo E não usa critérios de qualidade na escolha. Há uma série de energias renováveis. deixar Há aqui duas considerações a fazer. Ora. A última prestação era qual. os outros somos nós! se preocupam com aquilo que é fundamen. Quando Não tenho dúvida nenhuma. mas o problema é que a maioria dos semos. pelo colega de es- dia. Por exemplo. se a casa tem duas fachadas. isto a valores de É um problema de todos nós.. Segundo. possibilidades? quantos kWh gasta por ano. É um problema de coisas poupa-se. Porque. é só a pessoa preencher no . dessa dependência passa por nós (…). Sabia que nos Há várias coisas. o da classe B custa 300. Porque. a diminuição sabemos quanto custava o ingresso. começando caz conseguir soluções logo desde a concep- renováveis. O Rock in Rio. e assim todos nós. lica é praticamente nula. Pagaríamos mais ou menos pela a pagar 50 cêntimos no primeiro mês..

para bustíveis. ário individual. por Nos transportes. e impresso. é muito. o nosso Primeiro-ministro disse querer atingir os 45% de energia renovável como meta para o país. porque são muito mais eficientes dições adequadas ao desenvolvimento das que os outros. para 2020. n . quer os veículos híbridos. Não. quer os biocom- apoio de 100 num caso e 200 noutro. que tem o dobro da potência. Parece-me que. em 2008. há um conjunto de programas que eu julgo ao trabalho ou já vão podendo fazer alguma que ainda não estão operacionais por falta coisa? Onde é que nós estamos mal? de regulamentação. acho que. Agora penso que. públicos. Fiquei surpreendido e um bo- cadinho céptico. mento? danças. para 2020. Ao nível do transporte. Parece-lhe impossível? Há três anos achava que poderíamos chegar à casa dos 42%. nós poderemos ultrapassar. Em termos europeus? solução de transição. Agora. e creio que isso funciona. são uma além de outras iniciativas. Na penetração da a grande aposta terá que ser nos transportes Há três anos atrás. irão certamente existir mu- tuação do Governo. É o pior sector. os 60% de energia renovável. produziu praticamente o mesmo que a eólica. públicos. mas sei que existem programas. muito provavelmente. Qual é a potência instalada. em Portugal. Quanto ao transporte rodovi- renováveis. energia eólica. o peso da hídrica ainda é muito grande na renovável. nós poderemos ultra- passar. Neste momento só utilização racional da energia nos transportes por outros mais eficientes em que se dá um temos a Dinamarca à nossa frente. sete minutos vêm Temos que apostar nos biocombustíveis regulamentação.” E quais são as previsões? Até ao fim de Abril tivemos um ano muito seco. Ultrapassamos em muito as metas… Bruxelas pediu 20% a todos. e a grande hídrica. tricos ou à base de hidrogénio. Estes 20% têm electricidade renovável. mas difícil. a climatização. não impossível. quando. Eu estou convencido que este ano também está a haver um abrandamento do consumo. dizia não existirem con. o que torna tudo ineficaz! do vento. que podem passar pelos veículos eléc- sado havia pouco tempo. passámos a Espanha este ano. e colocava muitas reservas à ac. como minutos e meio. opinião? Continua a “reclamar” o direito cada país vai fazer o seu mix. e terá sempre um peso significa- tivo. O ano passado eram 4 para os transportes? Enfim. etc. Em Janeiro de 2007 disse que achava difícil chegarmos aos 45%. No país. em termos mundiais. têm os transportes. Ainda tem a mesma Anda na ordem dos 2550 MW. chegaremos. Houve um salto brutal de Não.. na electricidade. “A concretizar este plano das grandes barragens e tudo o que está em perspectiva. A concretizar este plano das grandes barragens e tudo o que está em perspectiva. quando a Directiva estabeleceu 39%. na electricidade. País é normal e que me aflige é que publi. que tinha sido empos. mas não se faz a respectiva cidade em qualquer uso. Acho é que temos que apostar numa a substituição de electrodomésticos antigos um ano para o outro. acho que. cada hora em que nós consumimos electri- cam-se as leis. os biocombustíveis. neste mo. Uma coisa que no nosso Hoje em dia. em Janeiro do ano passado. embora aderisse à ideia. os 60% de origem renovável.

50 res do colesterol. devido à sua Quadro 2 transportes. o aumento do preço das olea­ Outirococcus sp.de biodiesel a partir de microalgas pelo menos dida estratégica do Programa Nacional para 10 a 20 vezes superior à obtida com semen- O interesse no potencial biotecnológico das as Alterações Climáticas (PNAC). oleaginosa. 1998) alternativos. com outras matérias-primas. 48 funcionais pelas suas propriedades “nutra.) que podem ser em. como me. Chlorella vulgaris 40 ou melhorar a segurança do abastecimento e térias-primas alternativas que não entrem em Nitzschia palea 40 os problemas do aquecimento global e das competição com o sector alimentar.892 140 77 biocombustíveis em 2005 (não atingida) e de utilizar terrenos marginais ina. referem-se ácidos gordos ordem comercial e económica. samento da biomassa microalgal em grande países europeus. ção. Dunaliella bardawil (= D.950 45 24 de 5.mitem. girassol e palma. pela Resolução do Con. salina) 47 Navicula pelliculosa 45 cêuticas”. ao Microalgas c) 58. até 2020.Nos quadros 1 e 2. mentares. de colheita e de proces. polissacáridos. esteróis. bém pela necessidade de diversificar a oferta Monalanthus salina 72 nas. O desenvolvimento de tec. Microalgas para Biodiesel O Desafio do Presente para um Futuro Sustentável Fernanda Rosa * veis em todos os Estados-membros.000 2 1. o aumento do preço dos alimen- Radiosphaera negevensis 43 Por outro lado. para 2010. estimar produções médias selho de Ministros n. ou está soja. de facto. Estes factores per- tuguês.000 265 145 sil por combustíveis alternativos. Ochromonas dannica 39 – 71 alterações climáticas têm trazido para a ordem As microalgas constituem uma das alterna. Botryococcus braunii 53 – 70 bioactivos (antioxidantes. Inicialmente produzido a O grupo do INETI.Milho 172 1.º 21/2008. não só por razões de CONTEÚDO em vias de o ser. à possibilidade Jatropha 1. que iniciou o seu traba- escala. tos e o impacto ambiental das monoculturas. o biodiesel tem sido o pídico máximo de algumas espécies de mi- dade e aos inúmeros compostos naturais que mais produzido e utilizado em Portugal e na croalgas e comparam-se as produtividades podem sintetizar. Contudo. ria-prima durante todo o ano devido à sua Esta meta foi antecipada pelo governo por. tem vindo progressivamente a ser produzido De entre os compostos extraídos cuja ex.700 4. tes de oleaginosas.. aponta comparação com qualquer outra b) 70% de óleo na biomassa (em peso) a meta obrigatória de 10% de biocombustí. mente disponíveis.540 846 Soja 446 594 326 ção de 20% de combustíveis de origem fós. CULTURA EM ÓLEO NECESSÁRIA NECESSÁRIA contexto. microalgas tem aumentado nos últimos Entre os diversos biocombustíveis comercial. ESPÉCIE LIPÍDICO (% m/m) poliinsaturados. preconizou uma meta de substitui. Scenedesmus obliquus 49 pregues no desenvolvimento de alimentos zada ao uso de solos aráveis para culturas Nannochloris sp. mas espécies atingem mais de 50% Colza 1. ginosas tradicionais. como tam. tor do transporte rodoviário na maioria dos as microalgas. (L/ha) (Mha) a) (EUA) a) de 2003.médias das oleaginosas mais tradicionais com nologias de cultivo. nomeadamente Quadro 1 ploração comercial é uma realidade. tores que permitem atingir eleva. Bidduphia aurita 40 gética do exterior. a necessidade de garantir tornou imperativa a pesquisa de outras ma. de Maio vamente às plantas superiores. maior sequestro de CO2/ha em a) Para substituir 50% da necessidade de combustível no sector dos transportes dos EUA (adaptado de Chisti. A nova proposta de residuais/salobras e salgadas. em 2020.c) 30% de óleo na biomassa (em peso) . energéticas em detrimento de culturas ali. partir quase exclusivamente de óleo de colza. tem permitido que determinadas es.75% em 2010. principalmente para o sector dos óleo para biodiesel. a elevada dependência ener.190 223 122 Esta directiva prevê uma quota de 2% de do seu peso seco). percentagens medidas dequados para agricultura e águas Microalgas b) 136. a Directiva 2003/30/EC.5 2.produção não ser sazonal. UE por força da matriz de consumo no sec. o qual é fortemente dependente elevada eficiência fotossintética e RENDIMENTO ÁREA % DA ÁREA ARÁVEL de combustíveis baseados no petróleo. ficobiliprotei. refere-se o conteúdo li- anos atendendo à sua grande biodiversi. Chlorella pyrenoidosa 36 do dia a procura intensiva de combustíveis tivas mais interessantes para produção de (adaptado de Sheehan et. reduto. al. das produtividades em óleo (algu- Girassol 1. a contestação generali.Palma 5. vitaminas e compostos atendendo ao volume crescente de produ. e à obtenção de maté.5 directiva para a promoção de fontes de ener. Neste maior taxa de crescimento relati.1 em conteúdo energético. 2007) gias renováveis. fac. lho na área da biotecnologia de microalgas pécies sejam já utilizadas comercialmente. carotenoides. ainda em discussão. etc.

alimento para animais e/ou obtenção de metaboli- tos e produtos naturais de valor comercial Figura 3 – Scale-up de crescimento heterotrófico (a) fermentador de 2L.. em cado. suplementos alimentares. de preferência nativas. Dunahay. e possui um INETI tem sido realizada por crescimento curto prazo será a alternativa para a indústria elevado conhecimento do “estado da arte” autotrófico de microalgas em lagoas tipo ra. 4. Valorização da biomassa microalgal resi- dual. campus do Lumiar) num verdadeiro conceito de biorefinaria. para fins energéticos. (b) fermentador de 100L. Selecção e optimização do processo de recolha e processamento da biomassa mi- croalgal para obtenção de óleo com o menor custo de operação e o menor dis- pêndio energético. campus do Lumiar) grado. para uma determi. uma metodologia de avalia. J. c e d) e por crescimento heterotrófico em * Investigadora Principal do INETI de biomassa microalgal para alimentação ani. há mais de 25 anos. (c) mangas ções e de perda de biodiversidade. Selecção do(s) fotobiorreactor(es) mais adequado(s) às estirpes envolvidas. . fotobioreactores de diferentes tipos (Fig. dos processos. 25. J. Associa esse know-how a uma larga ex. industrial de microalgas para produção de Species Program – Biodiesel from Algae. para maior rapidez na optimização nada localização e ambiente geoclimático. Roessler. que permite determinar o momento óptimo reconhecem que o potencial de produção Sheehan. A uti- lização de espécies nativas em detrimento de espécies obtidas em algotecas permitirá aliar uma perspectiva de maior produtivi- Figura 2 dade com um risco menor de contamina- Crescimento autotrófico em fotobioreactores (a) verticais. P. Biotechno- recorrendo à técnica de citometria de fluxo. (1998). 1).pt também.. 3. não há uma solução Estrada do Paço do Lumiar. Selecção de estirpes de microalgas com A B C alta produtividade em óleo. relevante para a economia do processo. (b) tubulares. há vários passos sequenciais que são decisivos para o sucesso desta tecnologia: 1. isoladas no seu habitat natural nas condições geoclimáticas reais onde a ins- talação de produção será construída. que se pretende inte- Figura 1 – Crescimento autotrófico em lagoas tipo raceway (a) de 400L. do biodiesel. Benemann. de forma muito mais cé. e das diversas tecnologias disponíveis no mer.rosa@ineti. fermentadores (Fig. National Re- cessamento e obtenção de produtividades óleo para biodiesel necessita ainda de uma newable Energy Laboratory. USA. T. à área disponível e à obtenção da produtividade A B C máxima em óleo. Desenvolveu standard que permita. é constituído actual. lere que os processos correntes. pp 294-306. Porém. (c) fermentador de 200L (INETI. 3). mal e humana. (b) de 8000 L (INETI. Os principais especialistas a nível mundial logy Advances. Departamento de Energias Renováveis. mais recente. 1649-038 Lisboa mente. E-mail: fernanda. vertente de investigação e desenvolvimento A B que permita a adaptação das tecnologias exis- tentes e a realização de um scale-up gradual de forma a optimizar os processos e a redu- zir os custos de operação e tornar o óleo de microalgas competitivo com o que se obtém das matérias-primas tradicionais. vestigadores na área da biotecnologia das mi- tidisciplinar dos Departamentos de Energias Toda a investigação e desenvolvimento no croalgas e que se pretende e acredita que a Renováveis e de Biotecnologia. 2 periência de obtenção e de processamento b. Golden. sob a forma de fertilizante. garantir com seriedade a produtividade e a REFERÊNCIAS ção do teor em óleo. plásticas (INETI.. Num processo global. opções tecnológicas. A look back at the US department of Energy’s Aquatic de recolha de biomassa para posterior pro. Colorado. ceway de diversas capacidades (Fig. máximas de óleos. célula a célula in vivo. Este é o desafio que se coloca a todos os in- mente por uma equipa de investigação mul. apesar de existir uma vasta gama de Unidade de Biomassa tratamento de efluentes e. campus do Lumiar) 2. Chisti Y (2007) “Biodiesel from microalgae”. rentabilidade do processo.

Outros 5. INGENIUM .572.50 20..61 Passivo Subsídios à exploração 0.. Revista “Ingenium” Ingenium Edições. consequência de ter sido um ano de eleições.447... Lda..03 Dívidas de terceiros ..317.00 0...945.82 Imobilizado Capital 5.492.646.. 227.82 em 2006).00 Outros devedores 7. que tacar temas da actualidade na área da engenharia e com relevância para a sociedade. Na sequência do modelo de gestão introduzido na Ingenium Edições em Setembro de 2004..00 0. nomeadamente as que se enquadram nos direitos.. cado da publicidade.00 50..00 102.11 Circulante Sub-total 94..691...768.860....34 463....550.955. Relatório de Gestão do Exercício de 2007 Estatuto Editorial I – Análise Geral Actividade desenvolvida em 2007 A revista “Ingenium” é o órgão de comunicação oficial da Ordem dos Engenheiros..27 Estado e outros entes públicos 8.434.276.16 14.. tal como já acontecia com Cabo Verde e Moçambique...467.000 exemplares a par- sas.467.. 229.0 .173.. Lda. que aprova a Lei de Imprensa.746.467.00 4.00 0...18 Produtos 22..00 0.00 0.Curto prazo: TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 101..00 0. Demonstração de Resultados Líquidos A nível económico e financeiro.571..27 23.37 153.63 Imobilizações corpóreas: Reservas: ( G ). Foram.. elaborados contratos de publicidade com 40 entidades. assim como ao aumento do número de membros da Ordem..00 0.10 Custos com o pessoal: Os proveitos registaram um decréscimo pouco maior.11 Acréscimos de proveitos 0.33 Acréscimos e diferimentos: Acréscimos e diferimentos: ( F ). Líquido Líquido ( E ). nomeadamente “Requisitos de Demonstração Higiene para Sistemas” e “A Limpeza nos Sistemas de Ventilação” com uma tiragem de 500 unidades.00 0...532.Edições.00 3. bem como as principais actividades promovidas pelas Regiões. justificada no parágrafo anterior..04 Bruto Ajust.00 6.521.517...000...47 186.00 5.00 21... deu-se continuidade ao objectivo de assegurar a sustentabilidade económica e financeira Trata-se de uma publicação bimestral e sem fins lucrativos.094..33 -5.60 4.539.70 328.78 Balanço Analítico Balanço Analítico Juros e custos similares Euros Euros Outros 4. pouco favorável. em virtude Matérias 0...690.04 Proveitos e ganhos extraordinários 0.º 2/99.00 Acréscimo de custos 0.166..06 937.554.25 17. tir da edição de Maio/Junho.00 61. Lda....191. O principal trabalho assegurado pela empresa foi a produção da Revista “Ingenium”.979.084. apesar da quebra da procura no mer- INGENIUM .00 0. ao longo do ano. destacando-se as Mercadorias 6. Lda..106.75 354. essencialmente.00 29.97 Resultados transitados 83..85 7.24 90...694...00 29.084.. 31–12–2007 31–12–2006 Custos e Perdas As rubricas que influenciaram esta variação foram.00 Resultado antes de impostos: (F)-(E)= 9.45 Equipamento administrativo 1. cujo valor total as- A “Ingenium” tem por objectivo divulgar notícias e eventos. assim.....58 de se ter produzido menos uma revista.32 43.00 0. Fornecimentos e serviços externos 192..694. Tal acréscimo deveu-se.00 474.191.25 27..27 13. 236.084..23 95..19 163..00 Dividendos antecipados Mercadorias 0..31 Total do passivo 23.06 937. Foram também editados dois livros da colecção Engenharia...812.094.96 ( B ).. 6 meias páginas. Lda..75 359. 227.091...85 9. o que representou a inserção de 84 páginas ímpares.746.47 186. tendo aumentado a sua tiragem de forma gra- A “Ingenium” respeita a Constituição da República Portuguesa e de todas as Leis portugue.532.22 Total Capital Próprio e Passivo 124. tendo atingido uma produção máxima de 44.20 Outros custos e perdas operacionais 600...148.00 5.746.29 Total de ajustamentos 6. dos seus conteúdos...450.28 6.706..65 39. pelos cartes de publicidade..00 Vendas: 0..529.Edições.24 61.690...97 Reservas legais 6.20 INGENIUM ..217.439.451.34 0. corpóreo e incorpóreo 474.450.05 30..03 4.00 Custos diferidos 331. a Revista “Ingenium” conseguiu ter um desempenho que se pode consi- derar muito bom..66 Total do Activo 132..91 0.543.865..853..03 Resultado líquido do exercício 6.212...492.58 despesas com os honorários e os encargos com os trabalhos especializados.122.. Pensões 0.01 5.65 124.00 600.31 96.777... de 13 de Janeiro.. análise de legislação e de temas actuais sobre engenharia e com interesse quatro terços de página. o custo das mercado- Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas: rias e das matérias consumidas e os fornecimentos e serviços externos.800. Acum.18 65.087..97 Dívidas a terceiros . atingindo o montante de 236.06 Amortizações imobiliz..724. Colégios de Especialidade e pelas Especializações de Engenharia.Curto prazo: Outros proveitos ganhos operacionais 0..927. continuou a ser publicada bimestralmente.25 face ao ano anterior....00 331..00 Imposto sobre o rendimento do exercício 2..15 57...43 315.97 3...91 474.00 0.....681.61 33.00 Resultados operacionais: (B)-(A)= 9..771.18 267.51 26..78 Depósitos bancários e caixa: Outros juros e proveitos similares Depósitos bancários 27.º da Lei N.689..00 31–12–2007 31–12–2006 Capital Próprio e Passivo 31–12–2007 31–12–2006 ( C )..97 331..25 0.78 Estado e outros entes públicos 7.708. atingindo os objectivos estratégicos.. desta empresa. cinco quartos de página.690..400. com uma redução de cerca de 33% Remunerações 21..384.979.534.00 Caixa 50.45 354.50 6.Edições..00 0..681. A “Ingenium” procura des...75 359.. Esta variação negativa das recei- Encargos sociais: tas é explicada pela diminuição da publicidade contratada.75 293.88 Resultados correntes: (D)-(C)= 9..028..412 ..00 27. estudos de casos...40 1.32 39. 5 contracapas e 12 en- para os engenheiros.00 21.81 25.521... re- A “Ingenium” baseia-se em critérios de rigor.041.246.78 27.00 0. obrigações e deveres da Lei de Im.847.59 236.25 17.75 .321..97 635..571.. 236. sobretudo.525....447.78 ACTIVO Activo Amortiz...492.00 600.97 0.739.465.40 1. cada.84 Impostos 0.97 317. os custos diminuíram cerca de 28%.00 50..31 635.41 ( D ).447.681.690.148.. 236..00 Outros credores 5...00 0.467.43 (315...67 Outros 0. publicamos a Demonstração de Resultados Em 2007.66 1955. ( A )...10 Fornecedores c/c 8.586. honestidade e independência no tratamento correndo à contratação de publicidade externa e à produção editorial de livros técnicos..66 Proveitos e Ganhos Mercadorias 0.00 474.84 Ajustamentos 0.. cifrando-se em Euros 227.10 315.377.465.582.52 Existências: Resultado líquido do exercício 6.467.00 0. dual....550. e disponibiliza informação dedicada ao universo da engenharia.... a um acordo estabelecido prensa e do Código Deontológico dos Jornalistas..00 331.509.380.49 236. de Resultados Líquidos II – Análise Financeira Em conformidade com o Artigo 16.12 8. as.04 Resultado líquido do exercício: (F)-(G)= 6. com a Ordem dos Engenheiros de Angola.467. 5 versos de capa.00 Total de amortizações 1.88 Proveitos diferidos 0.539.376. artigos técni..52 Prestações de serviços 214. cendeu a 214.400.943.05 30. no sentido de distribuir a “Ingenium” junto dos Engenheiros daquele país.347. sumindo-se como o veículo privilegiado de comunicação com os seus membros..000.30 Clientes c/c 87...03 22. Activo Activo Capital Próprio Custos e perdas extraordinários 100. sem subsídios à exploração concedidos pela Ordem dos Engenheiros.37 87..00 O resultado líquido do exercício após impostos atingiu o montante de 6.05 30....33 5. apesar do ambiente de crise dominado por uma conjuntura económica e social Líquidos da Ingenium-Edições. cos e de opinião..00 Resultados financeiros: (D-B)-(C-A)= -4.753.34 463.75 354... 227..00 0..43 315.22 .

Tendo em consideração a importância do Presidente do Colégio Nacional légio de Engenharia Agronómica” e perspec. GEOGRÁFICA ENG. leite. Brevemente daremos mais informações sobre provisório. . açoriano junto dos consumidores. nos Açores. que ajudam à projecção da imagem do leite isso devem ser proporcionados. os preços dos cereais em alta põem em causa a sobrevivência de mui- tas populações de regiões do globo que ba- sões enviadas pela Comissão Organizadora. devido às suas condições edafo-climáticas ciência da produção de leite e carne. no 1. ainda. isto é. existência de progressos na avaliação de seiam o seu sistema alimentar nos cereais. Colégios ENG. não lismo celular. CIVIL ENG. O XVII Congresso de Zootecnia realizou- se entre 16 e 19 de Abril. a procura será a Industrialização. Ficou também demonstrada a Para além disso. Quantidade. ainda neste país. mento estratégico para a implementação de vação de uma nova raça autóctone. ainda. a mais protectora do ambiente. ELECTROTÉCNICA ENG. referindo-se que ele representa cerca nómico. tendo nal de Engenheiros Agrónomos de do evento e numa participação significativa como tema os Domínios de Inter. Miguel. Anunciou-se a apro.pt 1. em S. Miguel de Castro Neto dos “Actos Específicos do Membro do Co. delo de regulamentação em vigor tirar sejam representativas. que o leite e a carne de de 30% do leite nacional. segue-se um almoço este evento. o 1. é um estado permanente de harmonia. um debate dedicado ao tema “Lac. pelo que a tendência em alta beralização dos Mercados. ao animal. as Produções de Qualidade. -se. para que as conclusões que se venham a re- venção dos Membros deste Colé. sociadas. de Também foram debatidos os factores de ma. que tem tentável. com Miguel. Assembleia para apresentação e discussão e uma visita guiada à Companhia das Lezírias. esta será uma questão estrutural e não conjuntural. AGRONÓMICA ENG. neio em explorações intensivas de ovinos de matérias-primas para utilização em biocom- os animais e o meio ambiente. a asfixiar os produto- tema do XVII Congresso de Zootecnia. a Churra Foi ainda caracterizado o sector leiteiro aço- qualquer política de desenvolvimento eco. raças autóctones ovinas. nomeadamente através da crio-preservação de sémen e de embriões. cada vez mais. de pastoreio.º trimestre de 2009. pois apresenta riscos que terão que ser con- naturais. a Dimensão – Concluímos que o aperfeiçoamento das téc.: 21 387 02 61 Fax: 21 387 21 40 E-mail: mneto@isegi. sempre superior. gio. o Posicionamento. potenciando os seus efeitos. estando prevista a presença de um representante do Conselho Nacio- primeiro Encontro oficial do Colégio de En- genharia Agronómica. MECÂNICA ENGENHARIA AGRONÓMICA Miguel de Castro Simões Ferreira Neto Tel. DO AMBIENTE ENG. do qual aqui ficam as conclu- néticos e da biodiversidade. possuir um perfil em ácidos gordos de qua. com vantagens e desvantagens as- eficiência traduz-se numa produção animal incluindo produtores de leite da Ilha de S. a Classificação. dez desafios para o futuro do sector leiteiro utilização dos nutrientes da dieta. vando a capacidade produtiva dos recursos num curto espaço de tempo. e O desenvolvimento sustentável das regiões. especialmente na área do metabo. Durante o Congresso de Zootecnia realizou. Foram também identificados os principais tos que permitam aumentar a eficiência de ticínios – Os Desafios do Futuro”. sémen. Espanha. passa pela realização de uma Após a Assembleia. mas transferência nuclear poderá ser uma forma E a opção de utilização dos cereais para ener- um processo constante de mudança.º Encontro Nacional do Colégio tivas de regulamentação dos mesmos. sendo necessário procurar novas forma a garantir um equilíbrio entre o homem. para apresentar o mo. preser. riano. de obter animais de elevado nível genético gia começará a ser cada vez mais discutida. a saber: a Alimentação Animal. nicas de conservação de material genético é no mercado interno e externo. bovinos produzidos no sistema tradicional significativo na economia da Região. Esta maior tou com a presença de cerca de 500 pessoas. siderados. INFORMÁTICA ENG. tendo um peso de uma perspectiva de desenvolvimento sus. a alimentação animal. tema em debate e o facto de se tratar do de Engenharia Agronómica XVII Congresso de Zootecnia dos preços será para continuar. para lidade dietética/nutricional superior.º Encontro Nacional do Colégio Nacional de Engenharia Agronómica D ecorre.unl. que con. e a Li- essencial para a preservação de recursos ge. açoriano. a Transição Ge- menor produção de elementos poluidores. GEOLÓGICA E DE MINAS ÍNDICE ENG. contamos com o em- penho de todos os colegas na dinamização de Engenharia Agronómica. se caracterizam por condições únicas para a produção de leite Discutiu-se a necessidade de melhorar a efi. para garantir as mudanças dentro Realçou-se. bem como perspectivas futuras para bustíveis e procurar novas formulações para A educação/formação profissional é um ele. Logo. do Minho. O programa do Encontro. O debate permitiu concluir que. A utilização de técnicas de res pecuários. açoriano. o Meio Ambiente. expectável que aumente a oferta de cereais Pequenas Ilhas. alimentos de melhor qualidade e suplemen. na Companhia das Lezírias. estão. embora seja racional.

“exame de saúde”. as diferenças do modo de produzir. quer de sémen. DE CLIMATIZAÇÃO ENG. houve uma sessão de O esforço considerável necessário para pro. com impacto nos Aço. Estas medidas requerem uma O Engenheiro Zootécnico pode ainda. gionais. No en. para um programa de selecção eficaz. gerir. e à tivos e aumentar a eficácia dos programas aprovação das linhas gerais que presidirão à de selecção. comu- nicar. para avaliar a capacidade lacionados com o mundo rural. melhoramento. experimentar.pt rar diversas capacidades. Ordenamento do espaço rural. Para assegurar a sobrevivência de tanto. intervir em diferentes domínios. igual- elaboração das futuras propostas de regula. Infra-estruturas e construções rurais. através de medidas como o aumento do reprodutiva dos garanhões cuja fertilidade tempo de cura e o respeito pelo Caderno de varia ao longo das diferentes estações. EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Os autores que pretendam ENG. a exemplo de todos completaram 20 anos de curso. Todas as capacidades referidas são necessárias ao exercício da profissão. No debate dedicado ao tema “O Papel do genheiro Zootécnico. motivadas pelo vinos de carne. Formação e qualificação de recursos hu- nómico. foi reiterado. Exploração e conservação dos produtos res. vendo ser generalizada a todas as raças. nutricional e sensorial de produtos re. visíveis alterações da PAC. A avaliação genética. concluiu-se que o futuro das Rastreabilidade e segurança alimentar. avaliação e rença e a variedade da oferta é uma mais. existem di. produtos tradicionais. um importante auxiliar dos programas de Normalização. ao nível comunitário (+2%). Novas técnicas estão disponíveis. animais e das raças autóctones. é indispensável garantir conformidade Região dos Açores. controlo de processos produtivos. de. na Sistemas de informação e comunicação re- DOP. através das metodolo. A Comissão Organizadora . Planeamento. fiscali- zar e auditar. nomeadamente: Agricultura e produção animal. Certificação de modos de produção e de aproveitada do ponto de vista comercial e suem óptimas condições para a exportação produtos agro-pecuários. Colégios ENG. giões distintas que estão relacionados com genética molecular pode ser encarada como Avaliação da propriedade rural. gias actualmente disponíveis. as- sociadas a uma conduta ética e deontologi- camente correcta. A dife. METALÚRGICA E DE MATERIAIS ESPECIALIZ. gestão e conservação dos re- ria. que pode ser Dadas as condições sanitárias. os profissionais de Engenharia. planear. carcaças. UE. Conselho de Ministros da Agricultura da das a curto prazo. destacando-se as decisões do recente dente das medidas que vierem a ser toma. com o objectivo de inver. que conduziram ao aumento da quota ter a tendência de diminuição dos seus efec. ensinar. manter. entre as mais rele- vantes: conceber. é fundamental cursos e ecossistemas naturais. leiteira. QUÍMICA GEOGRÁFICA submeter artigos para publicação deverão fazê-lo através do e-mail: aafreitas@ordemdosengenheiros. Desenvolvimento sustentável. Em termos nutricionais. apreciação e classificação de O debate finalizou com a referência às pre. A mento e gestão de recursos naturais. ção em Engenharia Zootécnica deve assegu. Nutrição e alimentação animal. Ainda no âmbito do Dia Nacional do En- Especificações. Tecnologia e controlo dos produtos de ori- gem animal. quer de cavalos vivos. os Açores pos. estratégia alargada que visa a melhoria das mente. dos produtos regionais. raças autóctones está directamente depen. como o queijo do Pico estatuto. em aplicação da reforma a condições de produção e a comercialização sejam: decorrer. controlar. inovar. turístico como património cultural e gastro. Melhoramento genético animal. Engenheiro Zootécnico numa Sociedade em homenagem a todos os profissionais que duzir numa região ultraperiférica conta com Mudança”. EM ENG. Reprodução e bem-estar animal. dever-se-á certificar oficialmente esse manos. o apoio de medidas governamentais no âm. projectar. Em relação às estratégias de selecção em bo. monitorização. como mentos da PAC. -valia dos produtos regionais. que a forma- bito do POSEI. Abordou-se ainda a qualidade higio-sanitá. NAVAL ESPECIALIZ. no planea- ferenças entre produtos provenientes de re. execu- tar. Foram ainda reforçados os domínios de intervenção de referência do Engenheiro Zootécnico. operar.

Esta capacidade de incorporar a inovação para representou um espaço de debate de ideias iniciativa permitiu concluir que é necessária criar vantagens competitivas. pectos relacionados com o conhecimento e da Região.sper. Foi sa- como estratégia para uma economia susten. O formato do Fórum nológico que emerge das competências de fissionais e estudantes de Engenharia. entre 23 e 25 de Outubro de 2008. nas quais foram analisados assun. Colóquio Ibérico de Estudos Rurais A Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER) e a Asociación Española de Eco- nomía Agraria (AEEA) vão realizar. investigação e de conhecimento reunidas nas proporcionado um ambiente de troca de ideias endedoras. tendo incluiu sessões plenárias e oficinas empre. incorporando a inova- empreendedorismo no sector agro-alimentar. Inovação e Competitividade o potencial empreendedor. Mais informação em: www. çados às empresas. apoiado por uma rede de espa- ços ou centros de prestação de serviços avan- C&T e Incubadoras-Portuspark. o evento que na Península Ibérica tem ganho maior tradição em termos de abrangência de domínios científicos. lientado que a competitividade de uma em- tável. Flo. e da Comunicação e Turismo. A sétima edição do Congresso Ibérico de Estudos Rurais gira em torno do tema “Cul- tura. bem como os as. em articulação com a ESAC/CERNAS e a Universidade de Coimbra – CEG. Inovação e Território” e terá lugar nas instalações da Escola Superior Agrária de Coimbra. com o apoio da Câmara Muni- cipal de Vila Real e da Rede de Parques de para estimular a criação de projectos e em- presas. considerou-se que endedorismo. Este ano. Por outro lado. um “Fórum de Empre. Ambiente e Paisagem. Neste encontro foram equacionados os as. unidades de investigação para as empresas em torno de oportunidades de negócio e do tos específicos. pectos económicos. merecendo especial atenção de cariz tecnológico. domínio da Agricultura e Alimentação. para a criação da empresa. que centram a sua atenção nas áreas rurais. a organização conta com par- ticipações e perspectivas ibero-americanas. para o desenvolvimento no dia 28 de Maio. Colégios ENGENHARIA AGRONÓMICA Miguel de Castro Simões Ferreira Neto Tel. que aumente a competitividade e a po. mas também de aborda- gens de académicos e técnicos. a promoção do empreendedorismo de base tecnológica. presa e do país está intimamente ligada à sua lítica de coesão na Região Norte.: 21 387 02 61 Fax: 21 387 21 40 E-mail: mneto@isegi. os instrumentos um dos desafios actuais centra-se na trans- na Região do Norte”. O Fórum logias.pt Engenharia e Empreendedorismo no sector agro-alimentar A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. as áreas do agro-negócio.unl. privilegiando o fluxo de conhecimen- tos e de tecnologia através da Universidade. Novas Tecno. ferência do conhecimento científico e tec- A iniciativa contou com a presença de pro. promoveu. em particular no ção essencial à sua sustentabilidade. resta.pt/7cier .

realizar têm como base os conhecimentos Projecto de túneis e de obras enterradas. quando apro- Planeamento/projecto de estradas e de ou. Os conhecimentos do engenheiro civil são Supervisão técnica das obras. manutenção e reparação. por uma instituição nacional. poderão ser definidos em cada país tras infra-estruturas de comunicação. no respeito da ética. Investigação e ensino na área da engenha- tíficos. Planeamento/projecto de edifícios e de Gestão da segurança. A mi- crogeração foi outro dos assuntos abordados. o Workshop “Energia em Urbanismo”. manha. foram apre. técnicos e de outra natureza. fra-estruturas: 3. Planeamento/projecto de infra-estruturas Inspecção. no Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros. Gestão dos investimentos nos edifícios. Em geral: Engenheiros Civis (ECCE). associados à No que respeita à energia solar térmica. pela expe- 2. Um engenheiro civil é um profissional. fissional contínua. Colégio de Engenharia do Ambiente para o ano de 2008.unl. integradas ou não com outros sistemas de fornecimento de energia térmica. Exemplos de actos de engenharia civil: Gestão e supervisão da construção e de riência profissional e por uma formação pro- Na fase de planeamento/projecto: demolições. asso- ciado às novas tecnologias arquitectónicas e à evolução dos materiais e equipamentos utilizados. Gestão da operação e da recepção. semicentralizados e centralizados. Foram ainda apresentadas várias possibilidades de integração de sistemas de microgeração em áreas urbanas e analisados diversos cenários de investimento e respectivos períodos de retorno. Durante o evento foram apresentadas as estratégias previstas no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) com especial interesse para as áreas urbanas. O último tema focado no Workshop foi o “solar district heating”. Riga. organizado pelo Colégio de Engenharia do Ambiente em quentes sanitárias e o aquecimento das habitações em aglomerados urbanos de pequena a média dimensões. Foram igualmente exploradas as diversas soluções existentes em ter. com o objectivo de contribuir Planeamento da segurança. obtidos por estudos académicos. Os actos que cada engenheiro civil pode outras estruturas. instalações solares de média dimensão que.coelho@lnec. reflexão sobre novas formas de pensar e (re)organizar o espaço urbano. inscreve. actos de enge. viais e marítimas (costeiras e “offshore”). de águas e sanitárias. em particular. biente. o seu enqua- dramento nas políticas e estratégias do Governo e a legislação apli- cável. na Áustria e na Suécia. que utiliza os seus conhecimentos cien. Foram apresentados diver- sos exemplos de utilização destes sistemas na Dinamarca.pt 1. Aprovado na 47. O evento. na Ale- conjunto com o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ). 4. para um mundo sustentável e com uma me. Na fase de construção de edifícios e de in- lhor qualidade de vida.ª Reunião do Conselho Europeu de Planeamento/projecto de infra-estruturas flu. Este Workshop teve por objectivo promover a divulgação e o debate do tema das energias renováveis no meio urbano. da saúde e do am. tos. ria civil. 24 de Maio de 2008 . biente. Projecto de estruturas.: 21 314 02 33 E-mail: ema. Gestão de empreendimentos e de projec- nharia civil. Esta iniciativa foi a primeira de um conjunto de eventos planeados pelo mos de energias solar e eólica aplicadas ao meio urbano. para Planeamento/projecto urbano e de am. sentados casos de estudo e análise de custos benefícios relativos a visando a maior sustentabilidade das nossas sociedades.pt Workshop “Energia em Urbanismo” sistemas descentralizados. rea­lizar. bem como as suas potencialidades e evolução em termos de sistemas integrados. Produção de materiais. Na fase de operação e de manutenção de próprios da engenharia civil e. com formação académica e orientação prá- Carta dos Engenheiros Civis tica. decorreu. edifícios e de infra-estruturas: priado. ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. -se no âmbito do Protocolo de Colaboração assinado entre a Ordem dos Engenheiros e este Instituto. Colégios ENGENHARIA DO AMBIENTE Helena Farrall E-mail: mhf@fct. garantem águas N o dia 7 de Maio. com especial relevo para o Sistema de Registo para a Microgeração (SRM).

no Casino Parque Hotel. e “Breve resenha dos seis teleféricos da Ilha da Madeira”.º Jorge Zúniga Santo agradeceu à Secção Regional da Madeira e a todas as entidades e empresas da Madeira os seus apoios. No sábado de manhã. Presidente do Conselho de Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira. concessionária em regime SCUT da Via Rápida Ribeira Brava/Caniçal. sendo 186 autocar- gião Autónoma da Madeira. ros na rede urbana e 51 na rede interurbana. na qual participaram cerca de trinta en. com 44 km de extensão. Coordenador da Comissão Executiva da Espe- cialização em Transportes e Vias de Comunicação. Após a descida. chal. que vence um desnível de 560 m. equipada com um total de 283 autocarros. num autocarro cedido pela empresa Horários do Funchal.º Duarte Sousa.º António Vasconcelos. patrocinado pela empresa Estradas da Madeira. através de 50 painéis colocados nas O objectivo era dar a conhecer e divulgar o notável conjunto de paragens e na Via Rápida Funchal/Ribeira Brava. Na manhã do dia 23 de Maio. “Sistema de Apoio à ex- ploração da frota dos autocarros da empresa (SAE) e Sistema de bilhética”. Secretário da Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros. inaugurado em 2005. “Infra-estruturas portuárias – novo porto do Caniçal e futura gare internacional de passageiros do Funchal”. patrocinado pela empresa Tecnovia Madeira. da ETER- MAR. a nova Via Rápida Ribeira Brava/Funchal/Caniçal. realçando todo o empenho e trabalho de organização feito pelo Eng.º Pedro Galvão. estas infra-estruturas trouxeram uma grande melhoria nas suas acessibilidades. pelo Eng. que permitiu conhe- a importância e actualidade do tema da visita. de Transportes da Madeira da Estradas da Madeira. a maior instalação deste tipo em Portugal. . a visita de estudo terminou com um almoço patro- cinado pela empresa Teleféricos da Madeira. destacando-se a ampliação do aeroporto. durante o qual o Eng. e teve oportunidade de desfrutar da excepcional vista sobre a cidade e porto do Funchal numa subida ao Monte no Teleférico Cidade do Funchal. a 23 e 24 de Maio de racional da empresa Vialitoral. dos Teleféricos da Madeira. o novo porto de mercadorias do Caniçal e os seis teleféricos com funções turísticas e agro-turísticas.º António Ferreira. tema de informação ao público. e o Eng. em colaboração com a Secção Regional da Ma- deira da Ordem dos Engenheiros. dos Horários do Funchal. um painel com a presença do Eng. uma visita de estudo a Infra-estruturas de Transportes da Re. “O Teleférico Cidade do Funchal”. equipada com 31 túneis duplos e 46 pontes ou viadutos. Destinadas a vencer as difíceis condições orográficas da Ilha. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel.coelho@lnec. que salientaram Expresso Ribeira Brava/túnel da Encumeada.: 21 314 02 33 E-mail: ema. bem como na Via novas Infra-estruturas de Transportes construídas nos últimos anos na Região. realizou. Após o almoço. em representação do Presidente.º João Guerreiro. O programa ter- minou com um jantar de confraternização em Câmara de Lobos. visitas ao Centro de Controlo Ope- A Comissão Executiva da Especialização em Transportes e Vias de Comunicação. decorreu. pelo Eng.º Santos Costa. em Câmara de Lobos. pelo Eng. cer um dos maiores túneis rodoviários de Portugal.º Jorge Zúniga Santo. o grupo visitou o novo porto de mercadorias do Caniçal. que possibilitou o grande sucesso de mais uma visita. foram apresentadas cinco intervenções técnicas: “Novas Infra-estruturas rodoviárias”. pelo Eng. que tor- naram possível esta interessante e proveitosa iniciativa. Secretário Regio- nal do Equipamento Social. e dotado de um sis- genheiros. numa extensão de 3200 m.º João Reis. ao Centro de Controlo do Sis- tema de Ajuda à Exploração (SAE) da empresa Horários do Fun- 2008.º Victor Gonçalves. pelo Eng. foram realizadas. Na abertura intervieram também o Eng. do Continente e da Madeira.pt Visita a Infra-estruturas Durante o painel.

assegura capaci. O Porto de Sines. em 29 de Maio. que esteve a cargo do Eng. além da dimensão e -estruturas portuárias.000 cidade média até 9. rias entre o Extremo Oriente e Portugal. na melhoria das acessi. pórtico post-panamax. e segurança. . Este pal porto na fachada ibero-atlântica nacional 18ha inseridos no espaço da antiga pedreira. em representação da Estradas de Por. O documento foi O Seminário vem fechar o conjunto de cinco seminários e duas vi. profundas à escala europeia. e pelo Eng. designado Lion Service.º Se. que funciona semanalmente. no seu conjunto. A visita iniciou-se na Sede da empresa com uma apresentação sobre o Porto de Sines feita pelo Dr. N o dia 2 de Junho realizou-se mais uma visita técnica organizada pela Comissão Executiva da Especialização de Transportes e Vias de Comunicação.A. que trole dos serviços portuários. com a colaboração da Administração do Porto de Sines. as mais ac- os Terminais de Gases líquidos.coelho@lnec. variação homóloga face a Janeiro de 2007. Duarte Lynce Faria. deste ano foi iniciado o novo serviço regular Foi possível apreciar. que inclui pi- lotagem. de Do seminário relativo à qualidade dos projectos de estruturas resul- taram dois documentos. um com recomendações para a elaboração de projectos e outro relativo às qualificações a exigir no caso de es- madeira (NP EN 1995 – 1 -1) e de alvenaria (NP EN 1996 – 1 -1). com cerca de 30 anos. que vem reforçar as tugal. neste moderno equipamento. Adminis- trador.º Semestre de 2008 necessária informação sobre os “Eurocódigos” mais relevantes para o projecto de estruturas. dades únicas. cerca de 620 participantes e contribuíram. vios porta-contentores da última geração. para além dos Porto de Sines.: 21 314 02 33 E-mail: ema. complexo.000 DWT. respon- sável pela área de Engenharia. de acordo com os requisitos da norma NP EN ISSO 9001:2000. entregue para apreciação do Conselho Nacional do Colégio de En- sitas programados pela Especialização em Estruturas para o 1. Recentemente como importante activo nacional. em particular. confe- rida pela Lloyd’s Register Quality Assurance Limited. recorre a navios porta-contentores com capa. Multipurpose e XXI. novo serviço. viajou de Singapura pelo Canal da Mancha. e europeia. dedi- cada às infra-estruturas portuárias sob sua responsabilidade. e de ambiente Portos de pesca. constituído por modernas infra. desde Dezembro de 2005. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. tem e seguiu depois para França (Havre). e do processo de “Gestão de con- Da parte da tarde foi possível visitar todo o navios até 350. truturas especiais ou de dimensão significativa. das quais se destacam directo de transporte marítimo de mercado. bilidades rodoviárias ao Porto de Sines. S. Visita ao Porto de Sines Seguiu-se uma apresentação. que tem. importância das infra-estruturas. Coordenador da CEE/ TEU’s em 2007. da Subconces- são do Baixo Alentejo.º Jorge Zúniga.º Luís Aparício. para a tão no 1. é líder nacional na quanti. têm contribuído para a sua consolidação dade de mercadorias movimentadas: 150. cujas características geofísicas Presentemente.pt Seminários e visitas realizadas mestre de 2008. em qualidade.500 TEU’s. o Seminário sobre os “Eurocódigos” re- lativos a ligações de estruturas metálicas (NP EN 1993-1-8) e aos projectos de estruturas mistas aço-betão (NP EN 1994 – 1-1). genharia Civil. D ecorreu. com uma subida de 62% na entrou também em funcionamento o novo TVC. As acções desenvolvidas tiveram. Bélgica Esta foi uma esclarecedora visita ao princi- uma área infraestruturada de 12.. Sendo um dos poucos portos naturais de águas condições do Terminal XXI para receber na- tratégica. pois permite a acostagem de O Porto de Sines tem um interland estraté- gico que se estende até à região de Madrid e é rodeado de zonas extra portuárias com elevadas capacidades de expansão para acti- vidades logísticas e industriais. de recreio e de serviços. via tuais tecnologias aplicadas à gestão e con- GNL.3ha mais (Antuérpia) e Alemanha (Bremenhaven). Está certificado. Petroquímico. A 10 de Janeiro tratos de concessão”. no âmbito do processo de “Movi- mentação de navios no porto”. justificada pela importância es.

um novo evento. 1700-066 LISBOA conjunto de docentes e investigadores que. o Pro. até 31 de Julho de 2008. Link da “Especialização em Estruturas” A Especialização em Estruturas dispõe de um link próprio na página Web da Ordem dos Engenheiros. em prol da engenharia de estruturas portu. (SCC/FEUP) acolher anualmente os profis. a/c LNEC. em colaboração com Gabinete de Informática da Ordem. Este evento surge na sequência da tradição aborda a temática da codificação e padroni- tregue bienalmente e tem três modalidades: da Secção de Construções Civis da FEUP zação da tecnologia construtiva e tem como “Melhor trabalho publicado em Língua por.pt/Default. pretende dotar Portugal de ferramentas entidades portuguesas. balho de fundo que tem vindo a ser realizado conhecimentos no domínio da engenharia O Fórum irá desenrolar-se em torno de qua. APEE. Desta forma. com padrão internacio- de estruturas. um Fórum Internacional dedicado ao tema da Gestão da fronteiras e. Construção.aspx?tabid=2968 A página. um bom exemplo destas iniciativas e con. Tec.pt do conhecimento relacionada com a Gestão. com carácter bianual. www. avançadas neste domínio.: 21 844 32 60 / Fax: 21 844 30 25 no seio da SCC/FEUP. promover o reconhecimento público com os Edifícios. tem a seguinte estrutura: Destaques (candidatura ao título de especialista) / Notícias / Eventos (programa de seminários e visitas) / Regulamentos (“Regulamento das Especializações”. desenvolvem a área Mais informações podem ser obtidas em: E-mail: appe@lnec. “Deontologia Profissional”).up. o GESCON 2008. empreendimento”: o Financiamento. Trata-se de dois O Prémio. desenvolvidos em ligação com tro temáticas decorrentes do “processo do nal. desta forma. assim. Criado pela Comissão Executiva da Especialização em Estruturas. trazer para nuada superação dessa qualidade. jectivo de. presas em fase de construção e tem como O prémio para cada modalidade ascende aos gressos. Portugal o estado da arte de além buindo. que debatam temas relacionados guesa. Av. O Prémio Ferry Borges é atribuído pela As. Colégios Candidaturas ao Prémio Fórum Internacional de Gestão da Construção Ferry Borges Qualidade e Tecnologia dos Edifí- cios. melhor identificação dos factores de concor- Regulamento e Informações Complementares: O Grupo GeQualTec é constituído por um rência. sionais da construção em torno de acções de ração de cadernos de encargos e a correspon- gua estrangeira” e “Melhor trabalho publicado divulgação e debate de temas actuais.pt/gescon2008. de divulgação do conhecimento nesta área. Tel. Housing” (1989 e 1998). cuja activação actualizada se prevê para o final do mês de Junho de 2008. por um lado. é agora possível aceder direc- tamente à página da Especialização constante no Portal da Ordem através do link: www. O acesso a esta página só é possível aos membros que estejam registados no Portal da Ordem mediante a introdução do seu “Login” e “Password”. centrado jectivos perpetuar a memória da acção do na participação de profissionais na- engenheiro investigador Júlio Ferry Borges cionais e estrangeiros convidados. que lhe deram um malizando-o e permitindo. que. no panorama internacional. as candidaturas para a 6. organizado pelo Grupo GeQual. no GeQualTec. que conta com a colaboração da jecto. simultaneamente. “Melhor trabalho publicado em Lín. e o ICBench.ordemengenheiros. “Regulamento Disciplinar”. . é en. objectivo permitir a normalização da elabo- tuguesa”. que conta também com ao acrónimo GESCON e remete para o tra- turas (APEE) a trabalhos de divulgação dos o apoio da Ordem dos Engenheiros. e incentivar o esforço da conti. desta Faculdade.fe. uma decisivo pendor internacional. projecto de grande dimensão: o ProNIC. A FEUP vai receber. contri. tornar mais permeável a migração de profissionais e em- presas. Brasil 101.ª Edição do Prémio Ferry Borges que tem como ob- deu promover. nor- 4 mil euros. A temática da gestão da construção deu lugar sociação Portuguesa de Engenharia de Estru. “Regulamento de Estágio”. edições das “Jornadas de Construção” foram centra na avaliação do desempenho de em- truturas”. a Obra e a Manutenção. como o “International Congress on objectivo procurar estabilizar o mercado. A abertura inter- da qualidade da engenharia de estruturas nacional desta realização tem o ob- portuguesa. para a divulgação e aceitação da engenharia de estruturas portuguesa no país e no estrangeiro. que se na Revista Portuguesa de Engenharia de Es. o Grupo enten- E ncontram-se abertas. As oito dente orçamentação. que Ordem dos Engenheiros e do LNEC. nos dias 11 e 12 de Dezembro.

ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA António Manuel Aires Messias Tel. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. e que pretendam submeter artigos para publi- a temas abrangentes. usando tecnologia ac- tual e infra-estruturas existentes. Genericamente de- signados por BEVs (Battery Electric Vehicles) e PHEVs (Plug-in Hybrid Electric Vehicles). no sentido de ponde- lizados. tendo ainda em conta.panda. abrangência de interesses. o elevado número de artigos submetidos. Eles podem . continua a verificar-se al- ainda a oportunidade de os verem publica. do número ou dois artigos por edição. a dos. gostaríamos de dar uma explicação so­ blicação desses artigos. estes veículos podem reduzir significativa- mente a dependência do petróleo de modo eficiente e sustentável. por exemplo nos períodos nocturnos. em nico-científicas se insira nos objectivos da O Colégio Nacional de Engenharia Civil tem 2004 foram introduzidas alterações signifi. No entanto. são relativa.º 98. rarem os critérios de selecção de artigos. dado que o Colégio tam- Esta redução foi uma consequência natural assegurando a rotatividade dos diferentes bém apoia a estratégia editorial da revista. linha editorial da “Ingenium” iniciada em procurado encontrar a melhor forma de mi- cativas no formato da “Ingenium”. Como é do conhecimento dos membros. com os seus 800 milhões de veí­ novo paradigma de smartgrids associado às Produtor e Consumidor). sempre futuro. e da implementação de uma nova estratégia Colégios.: 21 314 02 33 E-mail: ema. a adequação dos conteúdos dos dos membros do Colégio de Engenharia Civil com a revista. O documento pode ser consultado em www. ex- -World Wildlife Fund. 13 apresentaram o requerimento para a revalidação do título.pt A os membros do Colégio de Engenharia Civil que submeteram artigos para pu- blicação na “Ingenium” e que aguardam Artigos técnico-científicos em carteira carteira.: 21 002 22 70 Fax: 21 002 80 39 E-mail: aires. Tem-se procurado os engenheiros vejam os seus artigos publi- de artigos científicos. e vêm reforçar a necessidade de um redes de distribuição de energia eléctrica.º 8.º do “Regulamento das Revalidação do Título de Especialista Especializações”. apenas possível com recurso artigos ao tema de capa de cada edição. Março/Abril de 2007) à pu. diversificados e actua. que permitiria o surgimento dos chamados Prosu- midores (entidade que combina as funções de transportes.messia@edp.pt Veículos eléctricos podem reduzir dependência do petróleo O s veículos eléctricos são uma solução. Embora a dimen. tendo sido dedicada uma edição es. no curto prazo. longo das edições. Dos 14 especialistas contactados. no- Cedo se veio a verificar não ser viável publi.coelho@lnec. guma acumulação de artigos em carteira. com o objectivo de evitar esta situação no editorial em que um dos principais objecti.org/climate ou www. publicado pelo WWF-World Wide Fund for Nature. não é viável publicar mais do que um nimizar este problema e tudo fará para que levou à redução. o que pode ser considerado um indicador da relevância do título. dando prioridade aos artigos com maior cação na “Ingenium”.panda. Ainda que a divulgação de contribuições téc. dado bre o atraso. A Comissão Executiva da Especialização em Estruturas. em cada edição. culos que poderão duplicar até 2030. aguardar oportunidade de publicação. gostaríamos de pedir a colaboração vos é a maior identificação dos engenheiros que possível. informou os especialistas cujo título foi outorgado há mais de dez anos da necessidade de ser requerida a sua revalidação.org/eu. são do Colégio de Engenharia Civil permita meadamente no que se refere ao âmbito e car todos os artigos técnico-científicos em uma presença relativamente frequente ao abrangência dos respectivos temas. em proporção com a sua dimen. em que a energia é mais barata. o que 2004. ao desafio de dependên- cia dos combustíveis fósseis do sector dos ser ligados à rede pública.. se- gundo um documento intitulado “Plugged In – The End of the Oil Age”. no cumprimento do ponto 12 do art. pecial (n. gerir a carteira de artigos técnico-científicos cados.

liberta Diu do seu segundo quer hora do dia. muito valioso e útil para o estudo dos recur- bro 2008. que ficou nos anais milita. todos os globos (2) . o Roteiro de Goa a Diu (1538-1539). de Geografia. . esta chamão chorografia. que pu- D. a partir Landsat 4 – todos os dados TM – Janeiro de Fevereiro de 2009. rias em voga na altura. D. informou que. 2009. Em 1538 parte para o Oriente e a fauna. Manuel. Colégios ENGENHARIA GEOGRÁFICA Ana Maria Barros Duarte Fonseca Tel. que he não tão so- ções de Diu. João de Castro demonstrou que. E Cosmographia. responsável pela aquisição e dis- seminação das imagens do satélite de observa- Landsat disponível on-line sem custos ção da Terra Landsat. garantia as suas barbas. correntes. além de informações sobre de maneira que se ponhão nelle todas as par- Afonso. Fernando de Castro).pt Apontamento Histórico logo. mas o 2008. Dialogo e Da Geographia por Modo de Dia. guma differença. tem por uentura al- mais novo. João III). e faleceu em Goa. D – Pois que remedio auera ahi Aos 18 anos parte para Tânger. cousa? M – Não he isso tudo a mesma cousa. O United States Geological Survey (USGS) dos EUA. D. os infantes do Mar Roxo (1540). D. todo o acervo das ima. D. já que não possuía era por Perguntas e Respostas a Modo de outros bens. em que um mestre (M) responde às perguntas Da Geographia por Modo de Dialogo de um discípulo (D). Luís e D. Uniuersal. teiros que escreveu no Oriente: Roteiro da na Biblioteca Nacional de Madrid. que quer dizer discripção da Região e dis- e. Foi discípulo e amigo de Pedro Nunes. Landsat 1-5 – todos os dados MSS – Janeiro na Internet. D. Entre 1542 e observação da altura e azimute do Sol com se aparta. a 1545 é Capitão-mor da armada do estreito um instrumento concebido por Pedro Nunes. Em 1545 é nomeado Vice-rei da Índia com vista à determinação da latitude a qual. mais Segue-se um excerto da Geographia onde o uma das grandes figuras do renascimento conhecido por Roteiro de Lisboa a Goa mestre discute com o discípulo os conceitos europeu: combina uma brilhante carreira mi. oferecendo como ressantíssimos textos: O Tratado da Spha. São apresentadas muitas cripção de lugar. Nestes roteiros. cidiam com os meridianos. O Comandante Abel Fontoura da João Casaca * As suas obras mais conhecidas são três ro. O calendário previsto para dispo. Portugal mantinha a patrulhar o Atlântico a Oeste do estreito de Gibraltar. ou topographia. acervo de imagens até à data recolhido é Landsat 5 – todos os dados TM – Dezem. quanto se encontrava no Oriente. (1538). E da terra. E por si apartada se descreue. ou he tudo isto huma mesma gando o exército do reino de Cambaia numa ao contrário do que defendiam certas teo. apartarse cada Reyno ou Prouincia por sy. D. (SLC) a bordo do Landsat 7 e com a idade Landsat 7 – todos os dados – Setembro avançada do Landsat 5 (+20 anos). nibilização dessa informação é o seguinte: O sistema Landsat enfrenta grandes dificul- Landsat 7 – todas as novas aquisições globais dades com a falha do Scan Line Corrector – Julho 2008. rotas e posi. mente o globo do mar. represen- res de Portugal. mais conhecido por Ro­teiro deira Geographia em poucas palauras? M filhos mais velhos de D. porque Cosmographia quer dizer. tes principais do mundo sem descer a muitas de quem pôs em prática muitas ideias. se quisermos ter um perfeito conhecimento a sua carreira militar. * Investigador Coordenador do LNEC (1) Armada que. com phia. cruenta batalha. Em 1535 comanda um tos e levantamentos batimétricos dos por. portantes e ainda informações sobre a flora E tantas mais particularidades se notão mada de Tunes. João (futuro D. viagem que D. sos naturais do planeta. Estas duas obras ao estilo de Platão. ções geográficas. das miudezas? M – Pera isso se enuentou dos navios da forte armada portuguesa que tos. para controlo dos piratas barbarescos. João de Castro fez a primeira blicou em Lisboa. D – He o mesmo Geogra- grande cerco (onde foi morto o seu filho observações da declinação magnética. (1). sem custos. em 1940. taçam de todo o mundo. colaborou com o imperador Carlos V na to. João de Castro. que nasceu em Lisboa. gens Landsat vai estar disponível. João de Castro escreveu também. foi companheiro de infância dos India atee Soez. São descritas experiências para a quanto mais piquena parte de todo este globo ao comando da nau Grifo. esma. – Ha de ser essa descripsão do globo da terra. 2009. en. ventos dominantes. em 1500. no ano de 1538. as isogónicas não coin. senão de João de Castro pediu um empréstimo à Câ. João de Castro inclui miudezas. (2) Tratam-se das oito esferas do modelo cosmológico geocêntrico Aristotélico-Ptolomaico. as quais D. Topografia e Cos- litar e administrativa com uma vasta cultura e o Roteiro que fez Dom Joam de Cas­tro da mografia: literária e científica. encontravam-se desa- parecidas. Costa descobriu uma cópia dos dois textos. Corografia. em 1548. E de toda a Esphera mara de Comércio de Goa. durante muitos séculos. Membro da alta nobreza Viagem que Fezeram os portugueses Desda D – Desejo de saber que cousa he a verda- portuguesa. onde inicia esboços panorâmicos das cidades e dos por. é vez que foi à Índia. baías e embocaduras dos rios mais im. Para reconstruir as fortifica. dois inte. em 1546.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: anafonseca@lnec. arrasadas durante o cerco.

4 mm tações permanentes GNSS. dE.0017 dos fenómenos periódicos é aproximada por expandidas em série de Fourier no intervalo uma relação do tipo: entre zero e três dias (258 300 s) e.010656 – 0. com cerca de 325m. obser- Quadro 2 – Constantes de normalização e índices modelado como uma combinação de ruído vadas na primeira época. usadas na choke ring da TOPCON. O 0.3 aplicada à monitorização de deslocamentos Browniano é caracteri. Nestas aplicações.437 1. Se o índice tem detectar os ruídos cintilante e Brow- 0. em virtude das vibrações devidas ao timados a partir do perío­ tráfego e ao vento.92 h 0. com vista ao controlo da tral a = 2. apresentam-se os valores da das densidades espectrais.2 em obras de engenharia. As variações das componen- lativas ao sinal e ao ruído das séries tempo. Figura 1 – Períodograma da série temporal das variações da componente Norte-Sul (dN). tomando o logaritmo dos de cada decomposição variam entre três tervalos de processamento do que numa bar. dE. uma frequência de amostragem de 0.7 poral não estacionária.00 h 0. estes últimos correspon- ragem.0017 lante (flicker noise) e o ruído browniano das componentes topocêntricas relativamente dE 0. a partir dos perío- dogramas das séries temporais com as varia- onde p simboliza o período de ciclo (inverso Quadro 1 – Períodos (em horas) ções das componentes (dN.00 h 0. 0. foi observada continuamente. dE.40 h 1. Foram adoptados bitas dos satélites GPS e GLONASS.ries temporais. foram subtraídas espectrais das três séries temporais (dN.17 horas intervalo de processamento das observações zação S0 e o índice es- devem ser adaptados ao tipo de obra: numa pectral a podem ser es. com dois receptores GNSS significativa na componente altimétrica e cia resultante da análise espectral de séries de duas frequências e antenas de precisão deve estar associada aos períodos das ór- temporais GPS. ponde a ruído branco. Uma base curta. ponte.00 h 0.6 A observação contínua.00 h 1.395 2. O ín- e os respectivos valores máximos da densidade espectral da frequência de ciclo). destinadas à monitorização de poral com 863 vectores.154 uma série temporal estacionária.00 h 1. dentes à frequência de Nyquist.70 h 1. onde S0 é uma cons. definidas por es- ruído cintilante é carac- terizado pelo índice es- pectral a = 1 e o ruído 0.34 0.00 h 0.499 0. Colégios O Ruído na Observação Contínua GNSS João Casaca & José Nuno Lima ponde a uma série tem. on- bases curtas.30 h 0. onde se salientam o ruído cinti.50 0.296 4. Este-Oeste (E) e Up-Down (U). .75 h 0.00 h 1. As componentes topocêntricas Norte-Sul semi-diurna. natural: dias e dez minutos. dU) dice espectral estimado para as três séries tante de normalização e onde o parâmetro permite inferir que se tratam de séries esta- Pk dN Pk dE Pk dU a é designado por índice espectral. In(S(p)) = In(S0) + aIn(p) O Quadro 1 apresenta os cinco valores mais Para melhorar a precisão das observações. tem vindo a ser 0. tendo resultado três séries Componentes S0 α red noise).573 12.000 espectral for superior a 1.262 12.265 6. cionárias e que o ruído das medições corres- 12. de se salientam as componentes diurna e obras de engenharia. elevados da densidade espectral das três sé- devem ser identificadas as componentes re. terializada temporariamente no campus do tes Norte-Sul e Este-Oeste são dominadas rais de posições relativas GNSS. medidas LNEC. apresenta-se o períodograma cor- ficiais da crosta em estudos de sismotectó.20 0.327 1. dE. temporais com 862 variações (dN.2 Hz Figura 1.1 barragens e pontes. ção eventuais acções sísmicas. Os 431 perío­ espectral (a) estimados.564 h 0. Na medição de tensões e deslocamentos super. o ruído corresponde a quena dimensão da base (325m) não permi- 3. dU) dN 0. Se o índice espectral duração da série temporal (3 dias) e a pe- 1. A densidade espectral à primeira época.25 0. o ruído corres.00 h 0. poderá ser aproveitada na análise das minutos.389 0. e um intervalo de processamento de cinco respondente à série temporal com as varia- nica.006176 – 0. (em mm) das três séries temporais (dN.5 0.ções da componente Norte-Sul (dN). dU). que também é com as estações permanentes.321 2. dU) branco (white noise) e ruído colorido (colo. por regressão linear. a partir No Quadro 2. ao por uma onda semi-diurna. de bases curtas.00 0. são necessárias maiores dograma do fenómeno. o ruído das medições é (N). a menos que se pretenda ter em aten. 72. com vários anos. Note-se que a curta 24. A frequência de amostragem e o A constante de normali.0016 (random walk noise).104580 – 0. tais como grandes zado pelo índice espec- 0. niano. ma.00 1. foram calculados constante de normalização (S0) e do índice S(p) = S0pa os respectivos períodogramas.234 estiver entre –1 e 1. A experiên. tendo sido obtida uma série tem. frequências de amostragem e menores in. 0.244 ralmente entre 3 e –1.281 Os valores do índice espectral ocorrem ge. pelo método rela- tivo. longo de três dias. As séries temporais foram dU 0. das restantes. 0 segurança.00 h 0.

num protocolo com o Instituto Geográfico Português. a realizar se realizará de 18 a 20 de Setembro de 2011.pt/geodcl | E-mail: geodcl@dct. destacam-se os tilha de ideias. em Universidade de Coimbra.bernardo@ist. vibrações países de expressão em língua portuguesa. realizada. fronto com Moscovo e Cracóvia. para acolher a 6. Colégios ENGENHARIA GEOGRÁFICA Ana Maria Barros Duarte Fonseca Tel.ª Conferência uma Conferência Internacional subordinada ao tema “As Geociên- Mundial da EFEE sobre Explosivos e Operações de Desmonte. em Bu- dapeste no mês de Abril. visualizar o País todo com alta reso- lução espacial. Para mais informações consultar: www. que cias no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas”. desmonte de rocha. no Auditório da Reitoria da A 4. assim. no espaço lusófono. mento e de projectos de investigação científica. em http://maps. propõe-se organizar. disponível satélite e ortofotocartografia de Portugal. dos meios políticos.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: anafonseca@lnec.com/.pt Virtual Earth PT Nova Plataforma de disponibilização de Imagens de Satélite e Aéreas na Internet E stá já disponível na Internet. higiene.live. Todo o País está coberto para algumas cidades do País.pt . da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. instrumentação. nos dias 13 e 14 de Outubro de 2008. novas tende ter uma acção formativa junto da população universitária dos aplicações de explosivos. investigação e desenvolvimento no domínio das Workshop.utl. na Áustria.ª Conferência decorrerá em Buda. em Lisboa: Em planta Na versão “Bird’s eye view” ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS Pedro Alexandre Marques Bernardo Tel. como se apresenta nas figuras abaixo. Lisboa foi a cidade escolhida. por con- O Departamento de Ciências da Terra. da análise de políticas de cooperação e desenvolvi- seguintes: Directivas da UE. esta Conferência pre- e fragmentação. Para além do espaço de par- De entre os vários temas a tratar na Conferência.pt Lisboa acolhe As Geociências 6.: 21 841 74 48 Fax: 21 841 90 35 E-mail: pedro. no âmbito das comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra. Setembro de 2007 e contou com 450 participantes provenientes de Neste evento espera-se uma ampla participação de individualidades 47 países e 40 expositores. formação e competências.uc. Ciências da Terra. demolição. A 5. em planta ou na versão “Bird´s eye view”. entre os diversos explosivos. a plata- forma Virtual Earth PT da Microsoft que permite a visualização. e será precedida de um des na educação. permi- tindo. de 26 a 28 de Abril de 2009. de imagens de com ortofotocartografia com 50 cm de resolução espacial. empresariais e académicos com responsabilida- peste.ª Conferência da EFEE realizou-se em Viena.eu Mais informações em: www. diversos países de língua oficial portuguesa. Visualização da Ponte Vasco da Gama. saúde e segurança no trabalho.efee.dct.uc.ª Conferência da EFEE em 2011 no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas N o decurso da Assembleia Plenária da EFEE. pela primeira vez. detonadores.

a demolição por aplicação de explosivos. técnicos fabris e técnicos de segurança com actividade profissional na área dos explosivos. mili- tares. Colégios ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS CONTINUAÇÃO A reunião plenária realizada em Budapeste juntou 18 associações Presidente da Federação Europeia europeias representativas do sector dos explosivos para discutir os de Engenheiros de Explosivos é português principais problemas nesta área da engenharia e preparar o próximo Congresso da EFEE que terá lugar em Budapeste. A EFEE também admite sócios in- dividuais e sócios empresa com actividade no âmbito da engenharia dos explosivos. Criada em 1988. a EFEE promoveu recentemente a ção Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos (AP3E). entre 26 e 28 de Abril de 2009. Presidente da Federação Europeia de Engenheiros construção de dois manuais europeus para o desmonte de rocha e de Explosivos (EFEE) no decurso da Assembleia Geral da EFEE. engenheiros.efee. em Abril. que actualmente fazem parte do con- selho da EFEE (www. Um dos principais desafios da organização é a harmonização de con- hecimentos e procedimentos no uso de explosivos. . segundo a partir da direita) e a divulgação de experiências nos domínios da segurança e uso de O Doutor José Carlos Góis. a EFEE agrega investigadores. operadores de fogo. para uma maior segurança e mobilidade de especialistas. A troca de conhecimentos Membros do Conselho da EFEE (Doutor José Carlos Góis. reparti- dos por 20 países da Europa. Neste âmbito. Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.eu). Investigador no Labo- ratório de Energética e Detónica (LEDAP) e Presidente da Associa- explosivos em operações de desmonte e demolição já permitiu a aprovação do programa de conhecimentos básicos para o operador de fogo europeu. foi apresentação ao programa Leonardo da Vinci de um projecto de eleito. professores.

Para o próximo ano está prevista a amplificação do evento. do Instituto Superior de Engenharia (Presidente do Departamento de Informática do IPCB). A sessão serviu também para esclarecer as cerca de duas centenas ipcb. Processo de Bolonha e as consequências no futuro profissional que os mesmos irão encarar em breve.fc.ipcb. Knowledge acquisition and ontologies. Para mais informações consultar: www. relacionamento ensino-empresas e empreendedorismo. João Costa Freire. em parceria com o Departa- mento de Engenharia das Tecnologias da Informação (http://deti. Probabilistic reasoning. de 27 a 29 de Maio de 2008.ist. Robotics.º Luís Ama- ral. Search. Evolutionary computation and Artificial Life. tadas as missões e vantagens das Ordens Profissionais participaram Prof. e na sessão em que foram apresen. and pattern Recognition.pt CDVJ08 e 3 horas de palestras dadas por Speakers convidados ligados à Indústria do Entreteni- Criação e Desenvolvimento de Jogos mento. O evento culminou com actividades lú- dicas. João Costa Freire (Secção Portuguesa do IEEE). e o Prof. Li- Eng. Semantic web. Planning V ai realizar-se no ISCTE. Este Fórum constituiu também uma oportunidade para os alunos conviverem com Investigadores. Machine learning and data mining. playing and interactive entertainment.utl. para os participantes. est.pt/events/IBERAMIA2008 . mática (http://di. de assistentes sobre dúvidas relativas ao impacto da adequação do perior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Castelo Branco.ª sessão do Fórum de da Associação IEEE Portugal Section. No último dia do Workshop houve uma com- O Departamento de Ciências de Compu- tadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto organizou.est. o CDVJ 2008 estendeu aos (6 horas). e 16 de Maio. O assunto foi abordado na 3.pt) local. Commonsense reasoning.ª edição da Ibero-American Conference on Artificial Intelligence. IBERAMIA 2008 tion and reasoning.º Luís Amaral (Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros). gias da Informação e Multimédia. mostra de projectos. Prof. Game Technology-XNA (9 horas) www. A Ordem dos Engenheiros esteve representada pelo Eng. a 11. Os artigos aceites serão publicados num volume da série da traint satisfaction. – Criação e Desenvolvimento de Jogos. AI in Education. entre outros. Distributed AI. da Universidade do Minho. Informática e Novas Tecnologias. vision. do Instituto Superior Técnico (IST). Multiagent Systems. Uncertainty and Fuzzy Systems. certificações. que decorreu. Knowledge representa. Da esquerda para a direita: Eng. Game Springer-Verlag “Advances in Artificial Intelligence”. Luís Assunção.º Luís Amaral em representação do Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros cenciatura em Engenharia Informática e Licenciatura em Tecnolo- O evento foi organizado pelo Departamento de Engenharia Infor.gomes@tagus. e contou com centenas de participantes e com oito sessões temáticas que abordaram um espectro largo de assuntos re- lacionados com a engenharia informática. Luís Assunção (Colégio de Informática da ANET). na Escola Su. tworks. Colégios ENGENHARIA INFORMÁTICA Mário Rui Gomes Tel. entre 14 limites o Projecto e Desenvolvimento de Jogos. O Workshop foi dividido em Game Design Para mais informações consultar: Durante 3 dias.adetti. nomeadamente um jantar convívio que envolveu alunos e do- centes dos cursos de Licenciatura em Informática para a Saúde. Entre os tópicos que serão tratados na Conferência. Model-based systems.ipcb.: 21 423 32 11 E-mail: mario. Genetic Algorithms and Neural Ne- nitive modeling and human interaction.est. através de uma vertente internacional. que contará com a participação de oradores provenientes de Espanha e de outros países europeus. contam-se: Cog- and scheduling. em representação guesas do sector.pt).pt/cdvj08 Fórum de Informática e Novas Tecnologias O papel das organizações profissionais para os diplomados na área das tecnologias foi o mote de uma sessão que contou com a pre- sença de três das mais importantes associações profissionais portu- de Lisboa (ISEL). em representação do Colégio de Informática da Associação Nacional de Engenheiros Técnicos (ANET). Natural language processing. Prof.up. José Carlos Metrôlho também o Prof. Este ano foram introduzidas as técni- cas mais inovadoras de desenvolvimento de petição. Professores e demais stakholders relacionados com a Informática.pt/).dcc. a segunda edição do CDVJ08 jogos usando XNA. desde o software livre. Cons. que consistiu no projecto e desenvolvimento de um jogo em 3 horas. INFOTEC’08 (http://infotec. de 14 a 17 de Outubro. Information integration and ex- traction.

and methodologies for supporting cogni. cologia Cognitiva em IPM. theories. Joint cognitive systems design. promovendo a partilha de conheci. small. na Alemanha. irão competir e serão ainda disponibilizadas expõem uma montra de videojogos e tecno. Concepção tion on Moulds. Human-centred automation. sing under special cognitive conditions (at raction: From Taylorism to Creativity into Creativity. A presença dos Buraka Som natos de jogos e concursos didácticos.mouldsevent. neo. estima-se que a facturação neste negócio tenha chegado aos 60 milhões de euros. Situation rical studies. structure and mental model. na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis. Cognitive task gent agent design. Essa partilha oling. tinue a crescer.. culture). Engenharia de Software em IPM. usability. Só em 2007. the elderly. Rapid Manufacturing. or obsolete devices). Human tools for studying cognitive tasks. CAD/CAE/Re- permitirá a divulgação de trabalhos realizados ou em curso e a troca de experiências entre verse Engineering. social interaction. Entre os temas a debater na Conferência estão: Psi. Innova. Acessibilidade. en. Novas Experiências e Aplicações Interactivas. Normas e Directivas. Concurrent Engineering. mas não limitadas aos seguintes mented and virtual reality. Human learning beha. fundamentals (con. models. Innova- Sociais e Organizacionais. é disputado um torneio de jogos onde 450 mil consolas nas casas portuguesas. Knowledge como: innovate concepts.pt www. um evento voltado para os video- os jogos olímpicos do desporto electrónico. Realidade tópicos de interesse.ª Conferência Nacional em Interacção Pessoa-Máquina vai ter lugar na Universidade de Évora entre 15 e 17 de Outubro. esperados perto de 20 mil visitantes. personality ainda tratadas apreciações críticas que sejam tive user interface concepts (including aug. Computação Gráfica Interactiva. tual Environments. Será com a actuação de vários DJ portugueses e ainda realizada uma Lan Party. consultar: http://interaccao2008. Collaborative work. V ai realizar-se. cision making and problem solving. Etnografia. Aprendizagem. Computação Móvel e Ubíqua. Usabilidade.html .xdi. application and case studies. cognitive styles. Production Technologies. A “Interacção” 2008 visa reunir investigadores. Espaços Partilhados. entre 16 a 19 de Setembro. and principles). Interfaces Multimodais e Multi-sensoriais. consolas para o público testar. utilizadores. error and reliability. traits. Development. Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva interaction with IT artefacts. Arte Digital. terfaces for people with cognitive restrictions. Na Conferência irão ser abordados temas tive tasks. o Centro de Con- gressos do Estoril vai receber o Portugal Game On. A Interacção Pessoa-Máquina é uma área multidisci- plinar em rápida evolução. O mercado por- como a final nacional do World Cyber Games. uma organização da European Asso. Trabalho Cooperativo.eu Conferência Interacção Pessoa-Máquina “Designing the Industry of the Future” A 3. a 4. de 27 a 31 de Ou- genharia de software. tuguês de videojogos continua a crescer de D e 5 a 7 de Setembro. Interfaces Multi. Rapid To- mentos e pontos de vista sobre a Interacção Pessoa-Máquina. onde marcam presença Game On terá ainda espaço para a música. Evaluation of cognitive performance. Interfaces for people acces- com o tema “The Ergonomics of Cool Inte. Decision aiding. Plastics Processing. Aspectos Materials. Métodos e Técnicas Trends and Advanced Development e Appli- de Avaliação.. Concepção Baseada em Modelos. nomes como a Microsoft ou a Samsung. Intelli. ergonomia ou psicologia cognitiva. Para mais informações: www. em Portugal. disabled. da Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva. Design Engineering. já que existem. Utilizador. limitada a estes temas. a conferência não está Mista e Aumentada. children. and wearable computing). De salientar que. gender. com campeo­ internacionais. em Os tópicos de interesse incluem: Product particular Engenheiros. empi. Desenvolvimento de Tecnologias de cations.uevora. Serão viour. ment: mobile. Jogos e Entretenimento. das diversas áreas envolvidas. systematic reviews. information pre.ª edição da Conferência RPD 2008 permitem a criação de sistemas interactivos que respondem às reais necessidades dos seus – “Designing the Industry of the Future”. etc. O Portugal logia de consumo. analysis and modelling. Ergonomia. while driving. Colégios Durante os três dias devem estar presentes várias caras conhecidas do público português 700 participantes que. Interfaces Inteligentes e Adaptativas. entre outras coisas. Os vencedores desta etapa serão os repre- sentantes portugueses na grande final mun- ano para ano. In- ciation of Cognitive Ergonomics (EACE). Vir- as comunidades académica e industrial. Em simultâ. work. apesar de estes serem os Interfaces Tangíveis. ECCE 2008. A previsão é que con- jogos e o entretenimento digital onde são dial em Colónia. surveys. tools. sentation and visualization. Ferramentas de Suporte à Concepção. design. Supporting diverse user groups (the thodologies. relevantes. bem Sistema já está confirmada.ecce2008. me. As sinergias entre estas áreas tubro. docentes e profissionais. or using special equip- Fun”. A Madeira vai ser palco. consultar: Para mais informações. Multimédia e Hipermédia. Análise de Tarefas. Para mais informações. awareness. Envolve áreas tão diversas como a concepção de hardware. Rapid Prototyping. multimodal user tópicos: Affective/emotional aspects of human interfaces. Interacção. New da Interacção. Human de. Design methods. actualmente. Interacção Criati- vidade.com/364/index. Methods and cepts.

com O 7. pelo artigo “Ensaios Dinâmicos da Nova Ponte Hintze Ri- Professores Abílio de Jesus e Tiago Pinto. publicado na Revista Mecânica Experimental.: 21 092 46 53 Fax: 21 716 65 68 E-mail: manuela. foi possível vado valor acrescentado destes materiais.oliveira@ineti. Investigador do INETI (fernando.67. uma inicia. ção de espumas de poliuretano (PU). talúrgica e de Materiais. tágio realizado pela Eng. que requereu a respec- Em 2003. no Departamento de Ma- teriais e Tecnologias de Produção do INETI. tendo-lhe sido entregue no âmbito da comemoração do Dia atribuído o 1. ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS Maria Manuela Oliveira Tel. em 2005. O Professor Joaquim Silva Gomes. DMTP/INETI. etc.oliveira@ineti.ª Cruz Aze- mais de 70 comunicações nos diversos domínios de aplicação.000/kg protótipo concebido para o efeito. produtos com elevado valor acrescentado produzir espumas de HAp.ª Cláu- dia Ranito na sessão comemorativa do Dia Parte deste trabalho. mente. deformações congénitas. com ca- de implantes porosos) e com considerável racterísticas semelhantes às existentes no impacto social. O evento foi presidido pelo Professor José Morais. A Ordem dos Engenheiros atribuiu tiva conjunta do Co. beiro”. actual.pt) . Estes materiais res ósseos). de pós de HAp e HAp / Fos- e da síntese de pós de HAp. por precipi- vimento de espumas de hidroxiapatite (HAp) tética (implantes orbitais). mercado. a 5 de No. S. Trata-se de Pela primeira vez. biologia (substratos de culturas fato Tricálcico. medicina Síntese de fosfatos de cálcio à base de hidroxiapatite (HAP) Demonstrou-se..º Congresso Nacional de Mecânica Experimental – APAET 2008 realizou-se entre 23 e 25 de Janeiro de 2008 na Univer- sidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. principais aplicações destas espumas são no campo da ortopedia (fracturas. uma razão Ca/P=1. As Este trabalho foi apresentado pela Eng. em Tavira. ao relatório deste estágio o prémio de Me- légio e da Sociedade lhor Estágio do Colégio de Engenharia Me- Portuguesa de Mate. Membro da Direcção. foi objecto de um es- Mundial dos Mate. es. à escala labora. a partir de reagentes com podem ser utilizados na produção de bioim. utilizando um piloto. em 2006.º pré. a mio. oncologia (tumo. patrocinado pela 24 e 25 de Novembro de 2006.º Fernando Oliveira. apoiado pelos da FEUP. fez uma palestra sobre “Um Pouco da His- objectivo a divulgação e discussão dos trabalhos e resultados mais re. vedo aos Autores: Professora Elsa Caetano e Professor Álvaro Cunha. justifica-se prosseguir este estudo à escala (cujos custos de mercado rondam..ferreira@bp. celulares). tendo sido apresentadas Durante o Congresso foi ainda entregue o Prémio Eng. fusão cervi- cal.A. Atendendo ao ele- plantes para aplicações médicas.). bilidade do método de síntese. têm vindo a ser efectuados. tendo como Durante o Congresso. Contacto: Eng. entre Fevereiro e Julho de vembro. Federação Europeia de Sociedades de Ma. Glomed – Dispositivos Médicos. tória da Análise Experimental de Tensões em Portugal”. os € 500/kg de pó e os € 30. de forma reprodutível. tação química.pt Biomateriais para a reconstrução de tecidos ósseos N os últimos cinco anos. em Portugal. Nacional do Engenheiro 2006. e serão comercializadas pela espumas de HAp pelo método de replica. 2005. realizou-se uma Sessão Plenária Comemora- tiva dos 25 anos da APAET. a via- estudos exploratórios nas áreas do desenvol. em Vila Real. centes nas áreas da Mecânica Experimental.ª Cláudia Ranito no riais 2003.: 21 389 15 45 Fax: 21 389 14 86 E-mail: aires. torial. entre outras. foram desenvolvidas e fabricadas tiva certificação. teriais (FEMS). à escala laboratorial. que foi riais. Colégios ENGENHARIA MECÂNICA Aires Barbosa Pereira Ferreira Tel. dentária (suportes de dentes artificiais). Estas espumas estão a ser fabrica- das pela Ceramed – Cerâmicos para Aplica- Espumas de hidroxiapatite (HAp) ções Médicas Lda.

Materiais não cristalinos. Luís Guerra Rosa. com relevo para os seguintes: FPSO são considerados “navios” especiais Efeitos presentes só em nano-escala. Foi com o MATERIAIS’2001. ting Production Storage and Offloading). risco do navio se partir em dois e afundar era muito elevado. que os regamento e da operação em áreas ecolo- Materiais para aplicações em engenharia Congressos da SPM obtiveram reconheci. corrosão em novos materiais. através da atribuição de um prémio ao melhor trabalho apresentado. cobrindo todo o espectro Materiais para produção.html . o evento pretende abranger um maior número de temas técnico-cien- tíficos e incentivar a apresentação de trabalhos de jovens investigadores. Colégios ENGENHARIA ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS CONTINUAÇÃO NAVAL “Corrosão e Protecção de Materiais” Naufrágio A quinta edição das Jornadas da Revista “Corro- são e Protecção de Materiais” vai ter lugar no do porta-contentores dia 20 de Novembro de 2008. civil. Materiais moleculares.eagle. a sua língua oficial. serão organizadas de acordo com vários tó. Materiais do IST. as picos. com idade não superior a 35 anos. desenho e modelação de materiais estrutu- mulação de aplicações. Estruturais O MATERIAIS’2009 focará os avanços re- centes em caracterização. pelo que serão atribuídos prémios aos autores das fotografias clas- sificadas nos três primeiros lugares. passando o Inglês a ser Ver sítio: Fabricação de componentes utilizando ma. www.pt e mais tarde foram resgatados por helicóp- teros da Royal Navy. A sociedade de classificação American Bureau of Shipping (ABS) adoptou novos requisitos estruturais para a análise de uni- rais e funcionais. turais. Os principais temas a abordar nestas Jornadas são: A 18 de Janeiro de 2007. Presidente do Integridade estrutural: corrosão. a 20 de Janeiro. protecção catódica e anódica. Mancha. não-óxidos e vidros metálicos. pelo que foi intencio- nalmente levado para a praia onde encalhou 5 a 8 de Abril de 2009. As mazenamento de energia. Avanços na Ciência de Superfícies e mé- todos de análise. o Prof. de teriais electrónicos e optoelectrónicos. XIV Congresso da Sociedade Portuguesa de Materiais O navio foi posteriormente rebocado para V Simpósio Internacional de Materiais Portland. tornou-se evidente que o O próximo Congresso da Sociedade Por- tuguesa de Materiais vai decorrer no Instituto Superior Técnico. incluindo óxi- dos. gicamente sensíveis. então. sofreu uma corrosão no betão armado. Sob o tema “Novos Desafios”. no Pólo Tecnológico “MSC Napoli” de Lisboa. transporte e ar. e sua relação com as pro. mas. 1983 no LNEC (MATERIAIS’83) e. Nesta operação perdeu-se O Presidente da Comissão Organizadora é lógicos. corrosão em equipamento de pro. rea­ de navio. Avaliação de desempenho através da si.ineti. Integração de materiais em sistemas bio. atendendo aos turas cristalinas. armazena- da Ciência e Engenharia de Materiais. na forma oral ou de poster. defeitos associados a estru. ímpares. têm tido lugar regularmente nos anos novos desafios que se colocam a este tipo priedades físicas. FPSO – Requisitos DEMat – Departamento de Engenharia de fadiga e desgaste. processamento. em Lisboa. e tratamento de superfícies e revestimentos. mento internacional. Não se registou qual- quer tipo de ferimentos. danos. o porta-con- tentores “MSC Napoli”. De acordo com os novos requisitos. com capaci- dade de carga de 4419 TEU. As conferências bienais da Sociedade Por. ao aproximar-se da costa inglesa. dades flutuantes de produção.org/news/press/may05-2008b. corrosão electroquímica. Pela primeira vez é também aberto o convite à par- ticipação no Concurso de Fotografia Técnica sobre corrosão e protecção de materiais. corrosão microbiológica. lizado na Universidade de Coimbra. desde tência estrutural do casco. Os 26 tripulantes abandonaram o navio a bordo de um salva-vidas fechado Informações complementares em: http://jornadascpm. tuguesa de Materiais (SPM) começaram em Maior foco foi dado à avaliação da resis- Cristalografia. inibidores de máquinas quando atravessava o Canal da corrosão. mento e descarga para navios FPSO (Floa- comunicações orais e as sessões de posters Aplicações inovadoras para materiais na. falha estrutural grave na zona da casa das dução de energia. nomeadamente ao nível do car- Materiais para altas temperaturas. em vez de navios tanques modificados. Inglaterra.

como se influencia e negoceia. cerca de 2% desses navios não cumpriam satisfatoriamente os requisitos actuais sobre estabilidade estru- tural.europa. organizado pelo Conselho Regional Sul do como se aplica e quais as consequências das decisões tomadas em Bruxelas. a consolidação da investigação um elevado número de contentores devido navios similares. a margem de segurança Em resultado. EUROPA. e 8 ainda estavam a ser estudados. ticamente devido ao caturrar. da construção do navio.eu/transport/index_pt.europarl.eu/JOIndex. tendo também sido abordada a última Presidência Portu- guesa. Navegar na União Europeia munitária.eu/index_pt. sendo necessário efectuar análises mais detalhadas.htm http://europa.htm http://europa. cas e estudos lançados pela Comissão Europeia.gov. torização das tensões a que o casco destes tificou uma série de factores que contribuí­ navios está sujeito. com particular destaque os dossiers da segurança marítima. Foram analisados 1500 navios.ec.EU Síntese da legislação Alguns sítios de interesse da UE http://europa. N o dia 15 de Maio decorreu.europa. o colóquio “Navegar na União Europeia – A Política de Transportes Marítimos”. em grupos de peritos e. ainda. Conselheiro de Transportes e Telecomunicações na Repre. principais Sociedades Classificadoras que rificação da instabilidade estrutural fora da verificassem a adequabilidade do projecto Relatório em: www.eu/portal/page?_pageid=1090. salientam-se: a génese da legislação co.do?ihmlang=pt http://epp. Jorge Leo­ O orador salientou a necessidade da sociedade Portuguesa ser mais nardo.uk/cms_resources/ zona de meio navio. Colégio de Engenharia Naval que teve como orador o Dr. Foi ainda recomendado ram para o colapso da estrutura. as rítima Zodíaco a revisão do sistema de se- normas de classificação aplicáveis.cfm?CL=pt . MAIB.eu/scadplus/leg/pt/s13000.pdf não contemplava uma reserva de resistência quisitos de estabilidade estrutural.com adequada. dos quais à International Chamber of Shipping que se destaca: o casco não ter uma resistência promovesse códigos de boa prática à indús- à encurvadura na zona da casa das máquinas tria de porta-contentores. quem são os actores da decisão. o organismo de investiga.html http://ec.htm Legislação Comunitária em vigor Quem é quem http://eur-lex. isto é. as acções correctivas fossem introduzidas. não requeriam a ve.europa. sobre as consequências do caturrar do navio ao facto do navio ter adornado e tombado ção do Reino Unido. isto é.eu/oeil/index. Colégios Paulo de Lima Correia Tel. quando gurança operacional. 10 encontravam-se em situação limite de aceitabilidade.eu/whoiswho/public/index.europa.europa.europa. na participação nas consultas públi- Dos vários temas abordados.jsp?language=en DG TREN Acompanhamento de procedimentos inter-institucionais http://ec. e a velocidade Foi recomendado simultaneamente às So- do navio não foi reduzida o suficiente para ciedades Classificadoras a reavaliação dos compensar o estado do mar.eu/pt/index. e à Agência Ma- de acordo com os regulamentos actuais.eurostat. os esforços a sua actividade operacional limitada até que que o navio ficou sujeito aumentaram dras.maib. tigação sobre adequadas técnicas de moni- A investigação do acidente subsequente iden.30070682. como se passa das ideias à aplicação prática em cada Es- tado. tendo-se ve- rificado que 12 deles necessitavam de acções correctivas. na sede da Ordem dos Engenhei- ros. MSC%20Napoli.cfm?lang=pt Jornal Oficial da UE EUROSTAT http://eur-lex. requereu às nos esforços e o desenvolvimento da inves- sobre um dos bordos durante o encalhe. requisitos do projecto estrutural de porta- Considerando a potencial vulnerabilidade de -contentores. alguns navios sofreram modi- entre a resistência última e o carregamento ficações estruturais locais e outros viram a de projecto era inadequado. o projecto estrutural estrutural de navios similares aos actuais re.109 Observatório legislativo 0_33076576&_dad=portal&_schema=PORTAL www.eu/prelex/apcnet.: 93 427 54 99 Fax: 21 313 26 72 E-mail: paulolcorreia@hotmail. activa no desenvolvimento de redes de contactos e no envolvimento sentação Permanente de Portugal junto da União Europeia.

para explorar estes sistemas a nível interna- Ambiente e Energia (LEPAE). pela Cotec Portugal.osgeo.º Romualdo Salcedo. da equipa directiva do relacionadas. S. no panorama nacional da Investigação e Desenvolvimento. Professor culação que utiliza ciclones de fluxo inver. a jusante dos Agência Portuguesa do Ambiente. patente para a recirculação electrostática. ex-equo com ricamente optimizados. de maior qualidade e prestígio no domínio da Bioengenharia e áreas nologia e Ensino Superior. numa caldeira classificados em 2.: 21 841 91 82 Fax: 21 841 91 98 E-mail: jcbordado@ist. a problemas de muito alta ou muito baixa do EEP Award. ria Química da FEUP. (ESPs). da au. Nesse âmbito. (Sistema de tratamento electro. de biomassa em França.. e com o Apoio do Minis. mercado em Junho de 2007. Mariano Gago. O novo La- boratório Associado.A. Colégios ENGENHARIA QUÍMICA João Carlos Moura Bordado Tel. Cavaco tos – INETI/DER) e 3. A Catedrático do Departamento de Engenha. e constitui. Os concentradores volvimento Regional.pt Laboratório Associado IBB Novo Laboratório e de um largo número de convidados.A. desenvolvidos pelo pró- do Ambiente. foi formada – Laboratório de Engenharia de Processos. paredes. depois de obter os apoios necessários vestigação daquela Faculdade. foi recentemente classificado de “excelente” por uma equipa internacional de peritos. a Unidade coerente Esta cerimónia contou com a presença do Ministro da Ciência. A recir.A. apenas aplicada aos concentradores. E stá em fase de criação o Grupo Portu. de corrente contínua a um sistema de recir. e electrificados por alta tensão.osgeo. meração e facilitando a sua captura. ESPs”.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: aafreitas@cdn. culação electrostática diminui as emissões Prémio Nacional de Inovação Ambiental entre 40-60% relativamente à recirculação O Prémio Nacional de Inova- ção Ambiental (PNIA). com núcleos operativos em diferentes Univer- N o dia 2 de Junho teve lugar a assinatura oficial do Contrato do Novo Laboratório Associado. cujo prin- Presidente da República. resistividade.º lugar (nove unidades vendidas em Portugal e uma captura de poeiras finas – FEUP/Advanced “O invento consiste em aplicar uma tensão em França). promovendo a sua aglo.org . gerido dor da recém-criada empresa Advanced electricamente carregadas. reentram nos co. empresa Advanced Cyclone Systems. são ciclones de passo simples. candidato nacional ao EEP Award. ferência Nacional sobre Software Aberto de Informações sobre a Associação OSGEO guês da OSGEO. prio. foram nomeados seis através das suas inovações. trada no INPI o correspondente pedido de toria do Eng. mas em que os colectores de partí- tério do Ambiente. ESPECIALIZAÇÃO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA Alice Freitas Tel. são imunes mental Press) e corresponde à primeira fase O objectivo do PNIA é reconhecer as enti.European Environ. que conta com o Alto Patrocínio do tamento biológico anaeróbio de águas residuais com elevados teo­ res de matéria orgânica e sulfa­ mecânica. nume- mento do Território e do Desen.org/mailman/lis- No próximo número da “Ingenium” se- rão divulgados mais pormenores sobre o Open Source Geo tinfo/Portugal). que se realiza em Outubro de 2008. químico de efluentes líquidos – culas são ciclones de fluxo invertido.º lugar cípio de operação deriva dos electrofiltros Silva. centro de in. Instituto de Biotecnologia e Bio- engenharia. através da Unidade de processo de gaseifi. podem ser consultadas em: www.pt OSGEO lista de difusão que já tem cerca de 100 ade- rentes (http://lists..ordeng. tindo a recirculação de poeiras muito finas cional. isto é.utl. cação/fusão de resíduos indife­ colectores. Estas poeiras finas. A 2 de Maio de 2007 deu en- Cyclone Systems S. Cyclone Systems S. A alta tensão é criada em 9 de Maio de 2008. à selecção a nível local dades portuguesas e europeias que contri. em Lisboa.eu culação mecânica.. IPC). juntamente com os processo industrial. e administra.º lugar (Sistema para tra. Tec.pnia2008. foi o vencedor. Comel/Engiscience. está a ser organizada uma Con- evento. permi. Trata-se de uma nova tecnologia. no Centro Pode obter mais informação na página Web: ciclones optimizados com sistema de recir- de Documentação da Agência Portuguesa www. através do programa COHITECH II. tido como colectores e ciclones de passo sim. permitindo um abaixamento muito significativo (40%) na potência eléctrica gasta. aos ciclones colectores. sidades Portuguesas. é uma iniciativa da Indústria e Ambiente renciados para produção de energia – ESAC/ Como não capturam as partículas nas suas (ramo nacional da EEP . sendo a potência eléctrica de de candidatos ao prémio europeu. buem para um bom desempenho ambiental alta tensão cerca de 15% da utilizada nos No dia 3 de Junho. investigador do LEPAE ples como concentradores. ao contrário dos ESPs. lectores juntamente com poeiras emitidas no A recirculação electrostática foi colocada no O projecto vencedor é. patenteados e no mercado desde 2001 O projecto Recirculação electrostática para O projecto classificado em 1. tendo sido criada uma SIGs. A origem deste invento remonta aos projectos para apresentação final. do Ordena.

Para mais informações consultar: www. de tornar-se Peritos Qualificados (PQs) RCCTE ciativa. aprofundamento de um espírito de grupo e cebam formação que lhes permita aplicar a cialistas em Climatização que desejassem das amizades pessoais entre todos os Espe- nova regulamentação térmica para edifícios inserir-se neste novo contexto profissional e cialistas de Climatização envolvidos na ini- (RCCTE e RSECE.pt A Ordem dos Engenheiros reconhece como Especialistas em Engenharia de Clima- tização os profissionais do sector do AVAC Especialistas em Engenharia de Climatização são Peritos Qualificados mais competentes e com forte reconheci- mento e respeito entre os seus pares. 6 de Abril) com a maior precisão e. Com trabalho intenso entre Ja. entre 26 e 28 de Agosto. e muita colaboração pessoal entre os Espe- lado. da Ordem dos Engenheiros. A grande maioria destes Especialistas acedeu a esse título. é também analisada nuem a ser exemplares na aplicação dos novos os formadores. será promo. em Nuremberga. de 6 de neiro e Março de 2008. Scalable Vector Graphics (SVG) é uma norma do World Wide Web Designers. em frente à sede da Ordem vida uma discussão técnica sobre zação vai promover a tradução e publicação dos Engenheiros. que começará a 1 de Janeiro de 2009. os Especialistas em Engenharia de Cli.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: aafreitas@cdn. tivo e com grande interacção mútua e diá. de que a Comissão de Especiali- SANA. mais de 2/3 dos actuais cerca de 60 todologias do SCE (DL 78/2006. de CLIMATIZAÇÃO Alice Freitas Tel. Na sua de formação em sala e dois exercícios indi. promove no dia 15 tas nacionais. na sequên- cia de uma exigente análise curricular e de projectos AVAC.ordeng. uma vez que é usado o XML. Com este objectivo. a 6. SVG Open 2008 O conteúdo dos ficheiros é legível. a Ordem dos Engenhei. curso decorreu num ambiente muito posi.ª Con- ferência Internacional em “Scalable Vector Graphics”. bem as secções nacionais da ASHRAE turers” da ASHRAE e especialis. SCE.pt 8.org/2008 . que compreendam os objectivos e me. para além dos objectivos específicos já a legislação em vigor. em sintonia com as entidades supervi. o que foi muito proveitoso quer para entre outros aspectos. dard 62). no Hotel No período da tarde.as dois temas de grande actualidade pela Ordem dos Engenheiros. celência profissional a que o próprio Grau de pacto no mercado. interessa que os Especia. re.as Jornadas de Climatização tentes. Consortium (W3C) que permite alta qualidade de gráficos animados. em colaboração com ar interior na Europa e nos Esta- dos Unidos. cialistas que. este considera um facto muito positivo para a ex- projectos mais relevantes e com mais im. Web R ealiza-se. ASHRAE sobre requisitos de ventilação (stan- de Outubro de 2008. Jornadas de Climatização. www. permitiu ainda um bom convívio É. Continuando a tradição de publicação de O Desempenho Energético dos Edifícios e a Qualidade do Ar Interior material técnico actual em português na área A Comissão Executiva da Espe- cialização em Engenharia de Climatização. por outro e RSECE. por um ros. que incluiu 12 dias Especialistas de Climatização da Ordem dos Abril) e a ele adiram activamente. vertentes Energia e Qualidade do Com estes novos 20 Peritos Qualificados do lado.ordemdosengenheiros. com um Participantes do curso num momento de convívio no restaurante da Ordem grau de complexidade superior. em Lisboa. como versões em português da norma e da REHVA. o que se qualidade de autores da grande maioria dos viduais de aplicação muito trabalhosos. em que.svgopen. resultou também no matização. Colégios ESPECIALIZAÇÃO EM ENG. Artistas gráficos. CAD e Mode- lação / Edição de Cenas. que. logo. A conferência pode ter interesse para Engenheiros de Software. quer para os formandos e a conformidade genérica dos mesmos com regulamentos. na última década. da sua autoria. Ar Interior. do maior interesse que. DL 79 e 80/2006. no final. listas em Engenharia de Climatização conti. contando para tal com a presença de “Distinguished Lec- da Climatização. Especialistas em SIGs. as 8. os participantes receberão uma cópia da brochura da REHVA sobre “A ventilação em espaços para fumadores”. Especialista deve estar sempre associado. organizou um curso especial para os Espe. De manhã será em Portugal: a aplicação da Lei do Tabaco e feita uma análise comparativa das políticas a aplicação da Certificação Energética e da Mais informações em: de eficiência energética e de qualidade do Qualidade do Ar Interior aos edifícios exis. indicados. portanto. Engenheiros já são PQs do SCE. soras do SCE e com o apoio da ADENE. incluindo o RSECE.

Associado a esses 1. beça rotativa. um detector do sinal reflectido e um dos por lasers scanners e por câmaras foto. -se necessário concatenar as várias nuvens de nitorização é importante para compreender gitalização Tridimensional. Imagens digitais Em barragens de aterro. 2001].6mm com 6. A distância (D) é calculada a jectiva. A segurança dessas estruturas é tronicamente. A excentricidade do chamado ponto vação da superfície propriamente dita. matriz de 23. pontos é registada a intensidade (I) do im- res a 10.2.b) por um espelho produzir. A tecnologia tamento. formação proveniente de um e outro sensor refa. Para cobrir integralmente o objecto são ne- lhecimento. pontos num único referencial (X. por outro. João Boavida 2 e Adriano Oliveira 3 Os sistemas combinados (CTIS – Combi. cada uma com o seu uma preocupação quer para os donos. subjectiva e onerosa. apesar pertence ao grupo dos chamados time delay ferenciada do tipo (x. tínuo e. superficiais espaçadas regularmente. B). adquirem incerteza típica deste tipo de equipamento separadamente um modelo tridimensional é sub-centimétrica e diminui com a distân- do objecto em estudo e informação RGB cia à superfície reflectora [Gordon. estes sistemas ope. Varrimento laser de forma a obter-se um modelo numérico informação assim coligida é.1 mi- e são quantidades importantes a determinar tados interessantes em experiências piloto lhões de elementos sensíveis do tipo Char- [Tedd et. a 2.z). o comportamento e avaliar a segurança es. A fusão destes dois tipos A frequência de aquisição vai até aos 12.7mm × 15. catalogada e suportada elec. 2.z) é conhecido pecções visuais são feitas por especialistas (laser scanner tridimensional) e um sensor e. A GEOGRÁFICA gráficas digitais reflex calibradas. rio. a cobertura fotográfica em rotação ou oscilação localizado numa ca- trónico. respectivamente. já estruturada. Consiste numa fonte ned Terrestrial Imaging Systems). tal da fotogrametria. metodologias quer para inspecção visual as.Z). uma resolução espacial de amostragem su.Y. No principal da câmara em relação à origem do que diz respeito a barragens de betão. é possível fundir a in- mento especificamente dedicado a essa ta. muitas vezes. Z. Lda. Devido a dificuldades operacionais. Tendo sido obtidos resul. . as ins. z. passivo (câmara fotográfica digital reflex). directamente para um suporte elec. reflectiram a radiação laser. informação mais fiável e menos sub. As referidas coordenadas Milhares de grandes barragens em todo o grafia é instantânea. referencial instrumental próprio. corrente da referida metodologia. O feixe laser é deflectido de acordo com in- mara fotográfica digital calibrada. quando apoiada em de informação. cessárias várias posições. equipamento de varrimento laser e câ. já se passou a uma fase de aplicação A geometria interna de formação da imagem no coroamento e no paramento de jusante. em geral dade.1. diação visível Red Green and Blue (RGB).COMUNICAÇÃO Sistema Combinado de Varrimento Laser-fotogramétrico na Observação de Estruturas António Berberan 1. O equipamento integra um sensor activo sistema de coordenadas (x. pelo que as operações polares esféricas são transformadas em coor- mundo têm agora mais de 50 anos de ope. y.000 pontos por segundo.y.. pode ficientemente densa para se considerar con. A componente laser (RIEGL LMS Z360I) do objecto com informação radiométrica re- pouco precisa. digital com o registo radiométrico do cená. refere-se a uma calibração adequados e anteriores ao levan- amostra discreta no espaço e não na obser. ged Coupled Device (CCD) na banda da ra- feita por observação topográfica de marcas fiabilidade do sistema e relação custo/utili. Essa determinação é no que diz respeito à incerteza posicional. al. cional de Engenharia Civil e a Atescan – Di. R. I. são rápidas e produzem on-line informação denadas cartesianas instrumentais (x. a desenvolver e a aplicar trutural dessas obras. pulso reflectido. mecanismo de orientação do feixe laser. A mo. é conhecida a partir de procedimentos de A observação. 1997]. permite construir uma “fotografia tridi. de muito valiosa. com menor custo e maior celeridade. partir do tempo de ida e volta do impulso quando comparada com a inspecção visual mensional” de onde se pode extrair uma ri.000 A inspecção visual. e a foto. G. systems e é concretamente um sensor tipo Y. TOF (Time Of Flight). no entanto. de acordo com a formulação fundamen- sem a assistência de qualquer tipo de instru. quer para determinação A câmara fotográfica é composta por uma superficiais reflectem deteriorações internas de deslocamentos. Introdução ram com frequências de aquisição superio. (Red Green Blue). As três quantidades constituem as co- tradicional. 2. têm vindo.y. ração e problemas relacionados com o enve. ordenadas polares esféricas dos pontos que ginação. constituí­ laser. crementos angulares (α. quer Desde 2003 que o LNEC – Laboratório Na. os deslocamentos sistida de barragens. B) ou (X. R. Por outro lado. tornando- para as autoridades a nível mundial. por um lado o modelo com pontos por segundo. I. laser. queza de informação só limitada pela ima. G.

Na terceira fase gerou-se um ortomosaico de 2005 executaram-se campanhas de ob- gens obtidas foi de 99 e o de pontos 13.3.). betão). 3. do Lapão é composta por duas estações de referência e 18 marcas superficiais com cen- tragem forçada (Fig. repasses. 2007a]. O levantamento in. 2) para todo o paramento. a metodologia foi aplicada a três barragens: Alto Ceira (altura do coroamento acima da fundação: 37m. só 8 foram observados por métodos taque- métricos para referenciar as nuvens de pon. Com as estações (a vermelho) e alvos retro-reflectores (branco) esta última campanha pretendeu-se avaliar . 5). A vectori- foi realizado a partir de três estações.2. 3. O maior problema na inspecção visual assistida reside na resolução da ima. para concatenar.com). O levantamento da barragem e da predefinida. com um catálogo de inspecção onde consta os diferentes conjuntos de nuvens de pon. que são arbitrários.563 pon. como base para a vectorização de deteriorações. projecção central. rigidas de distorções. Esta filtragem por tador) das deteriorações (Fig. tivos e projectivos característicos de uma A rede de observação geodésica da barragem cessamento em gabinete. e o sistema deslocamentos durante Figura 4 – Associação das tecnologias CAD e DBMS de referência da obra. de acordo localizada na região de Coimbra completada de acordo com um catálogo com uma legenda predefinida em 1949.2.2. a partir das imagens originais e sua envolvente durou 6 horas. 3). 2004]. nuvem filtrada e fundiram-se os dois tipos de observação geodésica utilizada frequen- mara foi equipada com uma lente de 85 mm de informação numa TIN texturizada. propriedade do grupo EDP (Fig. samento inicia-se na fase em que se procede A fase final consistiu na vectorização em mo- gem e não na qualidade métrica da mesma à referenciação de cada nuvem de pontos. O denadas cada décimo de segundo de arco. e. etc. mação entre os diferentes referenciais ins. Alto Ceira A barragem do Alto Ceira.epoch-suite. a jusante. à nitor. zação em linhas e polígonos é feita de acordo uma com três posições. Em 18 de Julho de 2007 as marcas superfi- ciais foram observadas das estações com uma estação total com precisão angular de ±1” e linear de ±(2mm+2 ppm). Lapão (39. temente. Na segunda fase geraram-se imagens cor. com escala servação com o laser scanner. concatenação das várias nuvens e à reamos. aterro) e Cahora Bassa (170m.2 L evantamento combinado laser e fotogramétrico Na mesma data foi feita a terceira campa- nha de observação por varrimento laser e a Figura 1 – Perspectiva de um modelo tridimensional com as intensidades laser do paramento de jusante do Alto Ceira com primeira simultânea (geodesia e laser).5 (Fig.3. tragem por filtragem 3D.191. Barragem tos. do Lapão tema laser para fortalecer a geometria da Na barragem do Lapão. 3. Em Março de 2003 e em Fevereiro de distância focal. registaram-se grandes trumentais. As quantidades observadas foram compensadas com um pro- grama para ajustamento de redes de monito- rização geodésica (www. as chuvas intensas de O sistema foi configurado para obter coor. Exemplos de Aplicação Entre outras. pertencente à DRABL. cavitação. O fluxo de proces. cada cubos de 3 cm deu lugar a 1. tos. e a câ. triângulos irregulares (TIN) com base na sistema de monitorização incluía uma rede em qualquer dos eixos de rotação. 1) é uma barragem de betão Figura 2 – Extracto de ortomosaico Figura 3 – Vectorização de fissuras.. sendo todos eles observados pelo sis. betão). O número total de ima. milhões.1. a caracterização gráfica tos foram usados 21 alvos retro-reflectores e a estruturação das re- na vizinhança da barragem. Destes 21 alvos feridas deteriorações. sobre o ortomosaico e usando um soft­ [Berberan et al. criou-se uma rede de Dezembro de 2002 [Marcelino. determinação dos parâmetros de transfor.1 Observação geodésica A informação coligida originou 5 dias de pro. às quais foram retirados os efeitos perspec.5m. ware CAD (desenho assistido por compu- tegral do paramento da barragem.

Uma câmara A Fig. 9 ilustra a utilidade da mesh. carros. MS08. a maior parte dos quais só pode ser cabalmente explorado num moni- tor. curvas de nível e outros documentos bidimensionais e tradicionais de engenharia (Fig. Em ambientes de realidade virtual (VR) os Figura 7 – Assentamentos Figura 8 – Nuvem de pontos texturizada Figura 9 – Mesh evidenciando fenómeno modelos 3D texturizados podem ser traba- . o qual tem que ser limpo lhados evitando estadas prolongadas no campo. etc. dimensional do objecto em estudo. o que per. para se extrair toda a riqueza desta in- formação são necessários softwares que a sis- tematizam em novos tipos de documentos de engenharia. por exemplo. pode navegar através e à volta do modelo tri. as coordenadas das marcas superficiais. Cinco destas marcas (MS05. No en- tanto. logo após o varrimento laser. sobre detalhes que o engenheiro queira des- foi filtrado para cubos de 30cm.. assinalados por de Delaunay e gerar perfis. enquanto uma outra levou sensivelmente o mesmo tempo para fazer a observação geodésica. examinar detalhes milimétricos. A imagem pequena é um alvo retro-reflector ou aerotransportados coligem o chamado para observação geodésica e varrimento laser modelo digital de superfície DSM (Digital Surface Model). zidos. gíveis em Adobe Reader) e onde o engenheiro tacar. acto contínuo. uma vez limpo.7). mover-se ao mitiu detectar fenómenos. A partir deste modelo é possível produzir su.8) mite uma significativa. medir e obra.2. podem estar imediatamente disponíveis na nada redução da quantidade de informação. que per- perfícies usando o algoritmo de triangulação imaginária pode.COMUNICAÇÃO GEOGRÁFICA Figura 5 – Localização das estações de referência e marcas superficiais a incerteza posicional do sistema laser. MS06. os alvos e os vectores entre estações e alvos. uma determinada inspecção visual e incidindo pessoas. crucial e supervisio. destacam-se os formatos 3dPDF (le. dada a sua tridimensionalidade. 3. Uma equipa levou 6 horas para fazer o levantamento da barragem por laser e para determinar. longo de um percurso predefinido registando de pontos como os reflectidos por vegetação. entre os quais se incluíram as 18 marcas superficiais. cortes. O DSM.3 Novos documentos de engenharia Os sistemas de varrimento laser terrestres Figura 6 – Nuvem de pontos com intensidades laser da barragem do Lapão (2007) mostrando as três posições de varrimento. por comparação com os resultados da observa- ção geodésica. MS11 e MS13) foram usadas como referên- cias. As nuvens de pontos texturizadas (Fig. Entre os documentos passíveis de ser produ. O levantamento laser foi feito com três es- tações e 27 alvos retro-reflectores.

3 E-mail: adrianooliveira@artescan. part B5. San Jose. January. 16-23 de Abril. 2004 (in Portuguese). Conclusões Berberan. 1995. “Observação da barragem do Lapão. pelos responsáveis da segurança de estrutu. A. Actualmente. A partir de 41 estacionamentos co.pt tudo em causa). A. and digital imagery”.º Brazilian Concrete Con- 3. XXXIII. ladamente. foi levantada por 1 E-mail: berberan@lnec. Z iso. Charles. International archives of Photogrammetry and vel afirmar-se que a precisão do varrimento de superfícies ou de deslocamentos tridimen. Esta methodological approach”. P. de Cahora Bassa periciais que auxiliem a tomada de decisões “The effect of reservoir drawdown and long-term conso- A barragem de Cahora Bassa.0 mento exigem inspecções visuais mais fre. ras. Fortaleza. S. Y. Os campos de investigação que permitirão melhorar a precisão são a definição de pro- cedimentos de calibração do laser scanner. 2000 (in Portuguese). 2000. facilitam o estudo da evo. 33 n. Em Junho de 2007.7 formation monitoring of earth dams using laser scanners quentes às barragens. posicional do método e foram tiradas mais de 500 fotografias vi. já que estão codificados Proc. 1997 víncia de Tete. naturais e arti- ficiais.. e no que diz respeito à .. et al. Lda. Lda. rápida mas fiável.net 3. além dos pontos materializa- dos. 2001.9 2. 2 E-mail: jboavida@artescan. J. 2004. de outra forma imperceptíveis na ins. Em termos de desenvolvimento.. & Robertshaw. materializados ou não. A. J. A resolução espacial de 1 cm e o levantamento qualidade dos resultados para o primeiro tipo dos taludes. bem como para (XYZ). “Multiple Outlier Detection: a Real Case Study”. Holton. tornar-se-á também suficiente para barragens de betão. designadamente um vídeo.7 3. D. um REFERÊNCIAS geodésico. Tedd.. Géotechnique 47. RMSExyz 7. Vol. Marcelino. dos respectivos dados.. II Congresso Luso-Brasileiro de Geotecnia.3. da fundação. o estudo de um modelo de erro para esta tecnologia e a melhoria no desenho dos equi- pamentos e seus acessórios.2. a precisão pos- sível é suficiente para barragens de aterro e. lidation on the deformation of old embankment dams”. Os vários registos. “Visual inspections in concrete structures. as próprias superfícies. registar situações e fazer Survey Review. 42. 2007a. laser enquanto sistema de posicionamento sionais de pontos materializados. pode. Boavida. Boavida. E. varrimento laser em operações que duraram Laboratório Nacional de Engenharia Civil 4 dias. bem como ligações para outros documentos relacionados com a barragem coniza-se a semi-automatização do processo setas.. nadas de pontos. Portela. bem como uma suficiente. “Integration of laser scanning and close range I mostra o erro médio quadrático em mm de 2cm por pixel. 2007a]. situada na pro. tido como mais preciso.9 taforma multi-sensorial permite.7 4. Conference. Portugal. medição de deslocamentos. Moçambique. Remote sensing. photogrammetry the last decade and beyond” XXth Con- Tabela 1 – Erro médio quadrático (mm) gress International Society for Photogrammetry and Re- mote Sensing. de visão primárias. tem uma al. “Metric performance of a high-resolution laser scanner”.8 2. Marcelino. pre- e da sua envolvente. Berberan.8 0. das coordenadas obtidas pelo laser scanner modelos que permitem uma inspecção visual Gordon. Volume 14.8 Os problemas relacionados com o envelheci. O nú- mero de pontos materializados é pratica- mente irrelevante em termos de custos ou prazos. I. Granada. R. Foi gerado um ficheiro 3dPDF Engenheiros Geógrafos de pontos foi avaliada por comparação com de onde se podem invocar vários outros do- os resultados proporcionados pelo método cumentos. The Inter- national Journal on Hydropower and Dams. A. Aveiro. Oliveira. Brazil. sando a produção de um ortomosaico com Artescan-Digitalização Tridimensional. RMSE control 2. bufeira de 65Km3 e um coroamento com de reconhecimento e classificação de dete- pecção tradicional e dificilmente represen. A. Portela. É razoá­ mente precisa determinação de deformações Lichti. A. August. limétricas [Berberan et al. J. Amsterdam. e tendo em vista o melho- Figura 10 – Janela interactiva 3D do Adobe Reader mostrando o modelo tridimensional da barragem de Cahora Bassa ramento da inspecção visual assistida. electronicamente. Espanha. J. Sua importância na detecção do acidente de Janeiro de 2003. A Tabela modelo CAD tridimensional e ortoimagens Beraldin. 2007b. “De- RMSExyz 8. Istanbul.4 A valiação expedita da qualidade ordenaram-se mais de 50 milhões de pontos Artescan-Digitalização Tridimensional. “Calibration and testing of a terrestrial laser scanner”. 4. L evantamento da barragem informação serve para alimentar sistemas gress. num futuro próximo.net O laser scanner permite determinar coorde. N. RMSE check 6. chegar a precisões mi. “Hydro 2007”. nharia (independentemente da importância ragem. um desenvolvimento de 323m e 137m acima riorações com base na utilização de técnicas táveis em documentos tradicionais de enge.. Vol. quer a sua vizinhança numa extensão que esses fenómenos possam ter para o es. C. de momento. J. E. California. 33-48. A utilização desta pla.. de 450 metros a jusante. Uma vantagem do método é o facto de se levantar.1 5.º 1. A lução de fenómenos ao longo do tempo.. geométrica e semanticamente. Proceedings of SPIE Electronic Imaging para cada uma das componentes X.7 Berberan.. após fusão 15 a 17 de Outubro. quer a bar.º 255. J. . issue 2. “Assisted visual ins- Dx Dy Dz RMSE total 5.2 pection of dams for structural safety control”. RMSExyz 4. et al.

tivo de reduzir. tanto luentes quando os navios operam em zonas des energéticas da embarcação. casos. namento. O hidrogénio. no entanto têm tido sensíveis. a tecnologia não responde das em pequenas embarcações com neces. a Introdução e médio prazos se restrinja a aplicações de radiação solar. o perfil de operação da embarcação aos requisitos em termos de potência e au. e a médio prazo para o transporte marítimo de curta distância. As vantagens comparativa. Esta tecnologia está posto pelo motor eléctrico. eficiente e limpo. armazenada versus o peso e a rapidez de re- buição dos fluxos energéticos. Um exemplo é a sua utilização diferente dos existentes. Tiago Farias 2 e Gonçalo Gonçalves 2 NAVAL Resumo O projecto Hidrocat tem como objectivo oferecer uma alternativa sem emissões po- luentes para actividades marítimo-turísticas e de recreio em planos de água interiores. pode ser utilizado para produzir agora a iniciar. e o longo tempo de carregamento. zenado a bordo. o sistema A aplicação mais avançada de pilhas de com. bustível a hidrogénio no sector marítimo e. abastecimento. combinado com pilha de com. ou eliminar. automóvel como embarcação. mente eléctrico. sendo total- uma expressão mínima comparativamente como geradores ou outro equipamento au. também marítimo-turística com capacidade para 42 Deutsche Werft AG (HDW) e a Siemens já foi testada em propulsão de embarcações passageiros. as emissões po. trica resultante é baixa e. AG. As principais limitações são a densi. ou Por estas razões. a ser desenvolvida e testada na indústria au- bustível a hidrogénio e sistema de armaze. acredita-se que existem já al- energia eléctrica e alimentar motores eléc. a única em fase comercial. A configuração é em casco duplo peratura resulta num processo (catamaran). o As primeiras aplicações de pilhas de com.COMUNICAÇÃO Propulsão eléctrica com pilha de combustível a hidrogénio e painéis fotovoltaicos para embarcações Nuno Fonseca 1. A vantagem é a possibilidade de a utilização de pilhas de combustível no curto usar uma energia renovável e sem custo. Pode-se diária de energia elevada. -se a aplicabilidade do conceito com o ante. Demonstra. tomóvel com alguns exemplos de sucesso. terias são a muito melhor relação de energia de baterias. insuficiente para cobrir as necessida- zenada em baterias de ácido-chumbo. grafo anterior. na maior parte dos Os veículos eléctricos com a energia arma. tência e autonomia (Affolter 2000). dizer que a aplicação desta tecnologia está Apesar das “limitações” descritas no pará- bustível. sidades energéticas relativamente baixas. militares estão a ser desenvolvidas e testa. A utili- embarcação com propulsão eléctrica e cujas zação de pilhas de fontes de energia podem ser totalmente re. xiliar durante as operações no porto (Kicku. combina a energia de três aos sistemas baseados em motores de com. aparentemente. gumas aplicações onde o conceito pode ser . mente aos sistemas baseados apenas em ba. a célula de com. Filipe Duarte 1. fontes. combustível de baixa tem- nováveis. convertida em energia eléc- projecto de uma embarcação para actividade projecto entre os estaleiros Howaldtswerk trica por células fotovoltaicas (FV). seja. lies 2005). a energia solar e a energia dade energética muito baixa das baterias. Para navios não militares espera-se que eléctricas. sidades muito modestas em termos de po. apareceram populacionais. é em submarinos militares e resulta de um A energia solar. armazenada num sistema de baterias. ou em zonas ecologicamente O sistema de propulsão apresentado aqui é já há várias décadas. os painéis fotovoltaicos. e um módulo de gestão e distri. pois. no entanto a potência eléc- potência relativamente baixa com o objec. O projecto consiste numa tricos. O sistema de propulsão é com. Este que torna os sistemas pesados e com pouca bustível a hidrogénio em embarcações não conceito é viável em aplicações com neces- autonomia. nomeadamente: o hidrogénio arma- bustão. deve ser tal que não requer uma quantidade tonomia para a maior parte das aplicações.

que é im. senvolver um protótipo de demonstração O sistema de baterias tem duas funções. maran. rias componentes do grupo propulsor. Sistema de propulsão modular com motor eléctrico Desenvolvimento das Formas do Casco 2. des da embarcação. sistema numa embarcação de 15m. lagos. Demons. cada um dos grupos propulso. nomeadamente nublado. Pouca geração de ondas Outros Boa estabilidade Figura 1 Aprovação p/operar como marítimo-Turística 1. marítimo-turísticas e com capacidade para cos na cobertura da embarcação. A velocidade de serviço são 8 nós em água com a tecnologia existente (e com custos meiro. planos de temas de ondas gerados pelos dois cascos. e res é constituído por um motor eléctrico barcações turísticas têm um perfil de opera- ainda a possibilidade de funcionar apenas acoplado ao hélice e respectivo sistema de ção compatível com estes requisitos. controlo. quando a embarcação navega à ve. vem também de “buffer” para responder ra. utilização de motores de combustão em pla. A rante uma parte da potência que o motor Propulsão Totalmente eléctrica forma dos cascos e o espaçamento entre cas. crito é viável se o perfil de operação da em- parativamente aos motores convencionais ponentes de cada grupo instalam-se de forma barcação não exigir quantidades diárias de são: ausência total de emissões poluentes. Tabela 1 – Requisitos de projecto nimizar o consumo energético e a geração plementam as necessidades energéticas. navio de turistas. uma pilha de combustível a hidro. existe a nos de água mais sensíveis do ponto de vista possibilidade do sistema de propulsão ser Requisitos de Projecto ecológico (electric only lakes). ou seja. excepto os painéis fotovoltai. O sistema de propulsão tem a ca. É também impor- elevado conforto da propulsão silenciosa e do catamaran. nomia é de 8 horas de operação à velocidade al. sem vibrações. racterística de ser modular. um sistema Neste caso a embarcação é projectada para 42 passageiros mais 2 tripulantes. (2007) discute-se a implementação do dos e de curta duração. e uma unidade de distribuição operar em águas abrigadas. As necessidades energéticas da embarcação A energia solar aumenta consideravelmente são garantidas prioritariamente pelos painéis a autonomia. O requisito de auto- soas (Fonseca et al.3 e 0. Os principais requisitos de projecto encon- A configuração da embarcação é em cata. cer a resistência adicionada devido ao vento cação com propulsão eléctrica para 8 pes. por outro lado. propulsor tem reserva de potência para ven- estudo inicial focado numa pequena embar. a energia solar apenas ga. Velocidade 8 nós de serviço portante para o conforto dos utilizadores. se necessário. armazena a energia solar sempre que. Muitas em- mento muito eficiente da energia solar. pois usa como fontes energéticas a radiação de uma embarcação para passeios turísticos terior ou na vizinhança de cidades. funcionam de forma independente. A componente de energia solar Um dia de operação e 8 horas à velocidade Autonomia cos são optimizados com o objectivo de mi. energética é insuficiente para as necessida. no entanto o sistema razoáveis). Adicio- com energia obtida de fontes renováveis. permite obter exemplo. tante que a embarcação tenha a possibilidade. de reabastecer as reservas de ração em combustíveis dado o aproveita. de baterias. energia a bordo numa base diária. Deste modo. talidade para a propulsão. o conforto da propulsão silenciosa Neste artigo apresenta-se o projecto preli. a pilha de combustível tram-se na tabela 1. tais como estuá­ tra-se que os requisitos operacionais são cum. nalmente. Em al. junto pridos e que é possível neste momento de. locidade máxima. 2006). constituído por dois grupos propulsores que O conceito de embarcação eléctrica aqui des- As principais vantagens deste sistema com. Pri. e pequena ondulação. o que permite simultaneamente mi. em condições de pouca ondulação. A embarcação deve ter um ca- Descrição do Conceito fotovoltaicos. painéis fotovoltaicos (Fn entre 0. Por Operação Viagens turísticas de curta duração de ondulação e. reservatório de resistência ao avanço e a geração de ondas. Este trabalho é precedido por um estando disponível. No entanto. Capacidade 42 passageiros e 2 tripulantes um bom índice de espaço a bordo. não é utilizada na sua to. Anteprojecto de Embarcação Turística zonas ecologicamente sensíveis. água que são reservatórios para consumo hu. tripulantes. de serviço. painéis fotovoltai. Em Fonseca et pidamente a picos de potência mais eleva. O sistema de propulsão eléctrico é híbrido. cos que estão na cobertura (ver figura 1). também perde importância nos dias de céu de serviço Pouco calado nimizar a geração de ondas. As baterias ser. sistema de controlo deve ser muito esbelto. pilha de combustível 4. Um casco esbelto tem estabilidade transversal baixa e área de . quando esta fonte lado pequeno e produzir pouca ondulação. o independente dentro de cada um dos cascos energia muito elevadas. à costa. hidrogénio o que para o número de Froude de projecto 5. canais. Os com. que gere os fluxos energéticos entre as vá. ou até no mar. Esta secção apresenta o projecto preliminar mano. génio e um reservatório pressurizado para e sem vibrações é muito atractiva para um minar de uma embarcação para actividades armazenar o hidrogénio. tranquila e sem vento. sem a utilização da energia solar.4) significa que o casco 6. rios de rios. a hidrogénio e/ou o sistema de baterias com. nomeadamente em utilizando o efeito de cancelamento de sis.utilizado com sucesso. de energia solar e o hidrogénio armazenado com capacidade para 42 passageiros e dois guns países já existe legislação que proíbe a a bordo. e em canais e planos de água no in. a redução de custos de ope. necessita. controle de potência O desenvolvimento das formas do casco tem electrónico em atenção a necessidade de minimizar a 3. sistema de baterias 7.

a velocidade de Energia e Autonomias de projecto é de 8 nós.2 kW. ou Lithium 14 se conhecer o deslocamento total da embar. o qual.000 Pe (W) Rt (N) 800 4. que é importante. A voltagem do sistema e a 2 da resistência ao avanço é descrito em Fon. De facto. Neste caso. 1 3 5 V (nós) 7 9 terísticas do motor eléctrico. 12 ion polymer (LiPo ~ 130-200Wh/kg). no en. uma reserva de potência para suprir a resis- tanto. ajuda no aproveitamento da energia solar. No entanto. sidade energética é baixa. mite uma velocidade máxima estimada li- Deslocamento carregado (kg) 9800 O gráfico da resistência ao avanço mostra geiramente superior a 9 nós. e permite resulta na potência pe.000 10.000 1. Velocidade de passeio (nós) 8 que existe um “patamar” entre os 7 e os 8 Autonomia só com baterias a 8 nós (horas) 3 nós que corresponde ao cancelamento de Armazenamento Autonomia com bateriais e pilha a 8 nós (horas) 12 sistemas de ondas. lisaram-se duas alternativas que correspon- Figura 4 – Potência pedida ao motor sistência ao avanço e a potência efectiva do dem a motores disponíveis no mercado e . Observa-se que a resistência aumenta de uma potência superior à anterior.0 Distância entre os cascos (m) 6.000 400 2. Neste caso ana- O gráfico da figura 3 mostra a curva de re. A escolha vai para um sistema Comprimento total (m) 15. deve corresponder potência. de potência elevados. O método de cálculo água tranquila). As eficiências assumidas requerem baterias de ácido-chumbo que têm custo re- catamaran. tipicamente 20-40 o plano vertical na figura 2. (2007).200 6. Assumindo eficiência de aumenta a autonomia da embarcação.COMUNICAÇÃO Resistência total Potência Efectiva 2. convés pequena. resultam em sistemas pesa- para a velocidade de 8 nós são os 9. dos. A reserva de Boca máxima (m) 7. e Para dimensionar o sistema de baterias as- Pm (kW) 10 dos cálculos hidrostáticos para determinar a 8 sume-se que este deve garantir uma autono- imersão e caimento. assumindo-se o custo superior de Potência do motor do Sistema Propulsor 18 tecnologia mais evoluída. O projecto convergiu para um um projecto cuidado do hélice e a selecção lativamente baixo e respondem bem aos picos catamaran fabricado em materiais leves cujas de um motor eléctrico sem escovas efi. a partir de aproximadamente 8 nós. a sua den- características principais estão na tabela 2 e ciente.600 8. portanto. responder a picos de potência elevados. per- Boca de cada casco (m) 1. o sistema de propulsão necessita ção. lentamente para velocidades baixas. dos em cada um dos cascos.000 0 0 0 2 4 6 8 10 0 2 4 6 8 10 V (nós) V (nós) Figura 3 – Resistência ao avanço (esquerda) e potência efectiva (direita) NAVAL casco em função da velocidade da embarca. embora relativamente alta. tência adicionada em condições adversas de Tabela 2 – Características principais do catamaran começa a aumentar a uma taxa elevada. correspondendo a uma Baterias resistência de cerca de Parte da energia a bordo é armazenada num 1200N e uma potência sistema de baterias. O gráfico mostra que a potência requerida Wh/kg. 0 capacidade em Amp-h dependem das carac- seca et al.0 à velocidade de projecto.0 identificar um ponto de transição a partir do interiores com 10kW cada a serem instala- Imersão (m) 0. trica nacional a custo muito baixo.6 qual a resistência aumenta muito. como por exemplo 16 Depois de feita a estimativa de pesos para níquel-metal (NiMH ~ 80Wh/kg). pois: efectiva de 5100W. Para vento e ondas.000 1.0 para um casco eficiente.0 embarcações de deslocamento é possível de propulsão com dois motores eléctricos Comprimento na linha de água (m) 15. pelo que a solução é juntar dida ao motor eléctrico dada no gráfico da A opção neste sistema de propulsão vai para dois cascos esbeltos numa configuração de figura 4. ou seja. O peso do sistema de baterias pode ser Estimativa de Potência reduzido. pode 65% para o hélice e 85% ser recarregado durante a noite da rede eléc- Figura 2 – Plano vertical para o motor eléctrico. cação e a posição do centro de gravidade. fazem-se os cálculos da 6 mia de 3 horas à velocidade de serviço (em 4 resistência ao avanço.

A figura 8 apresenta a irradiância em W/m2 Autonomia garantida pelo sistema de baterias bem energia das baterias. ou armazenada nas baterias para 4 grupos propulsores. 450 Amp/h Figura 6 cia do sistema e se aumenta a autono- 16 144V . na re- res.7 horas O primeiro sistema de baterias é composto A figura 6 apresenta um esquema com a cé. Adicionalmente. Autonomia garantida pelo hidrogénio de electricidade recebida pelos motores eléc- tura de operação. ou de ambos. em função do mês do ano. A figura 9 apresenta tem pequenas autonomias. Em conjunto têm po. A grandes.recebida numa superfície horizontal. Os vários tipos Vel. dos painéis sola.limpo” representa a irradiância em dias de Tal como explicado antes. O segundo bars com uma capacidade para 4. um para cada grupo propul- drogénio como combustível. rantida pelo hidrogénio varia entre 3. onde cada grupo tem 5 baterias de 225 Amp-h e 12V associadas em Células Fotovoltaicas série. Assume-se uma efi- de células de combustível que existem podem Figura 7 ciência dos painéis de 13%. Presentemente. gião de Alqueva. A pilha de combustível a hidro. cuja densidade xima e de mínima irradiância. o poten- 4 5 6 7 8 9 V (nós) cação a cerca de 6 nós em água calma. Como a embarcação está per- 0 tência suficiente para propulsionar a embar. bustível adequada sem ocupar volumes muito atmosfera são contabilizados. A pelo reservatório pressurizado. 210 Amp/h Célula de combustível com membrana de permuta de protões mia. Figura 5 ultrapassar esta velocidade os motores rece. O resultado é um sistema de 450 Uma das vantagens da utilização de Amp-h a 60V com um peso de 670 kg.fotovoltaicas e usada directamente para a vel de 2kW cada. portanto um dos desafios con. Membrane ou Proton Exchange Membrane). a quantidade diária média de irradiação solar Autonomia garantida pelo hidrogénio o tempo de recarga é de várias horas e.que trabalham a 144V e a 60V. Os méritos desta sor. de 30 recebida numa superfície horizontal.o efeito da nebulosidade. em termos médios.manentemente exposta à radiação. A curva de “céu no entanto têm duas grandes limitações.céu limpo. os de 400 litros. para cilindros pressurizados a 200 bars e 9. tes pressurizações. Os próximos pa- Autonomias só com baterias rágrafos mostram que deste modo se 20 melhora consideravelmente a eficiên- 60V . uma para cada um dos propulsão. A autonomia a 8 nós ga- também estão disponíveis no mercado. só é viável recarregá-las totalmente du. Para cial para acumular energia é grande. com densidade de energia é baixa. Uma célula de combustível é um dispositivo 5 pelo que o aproveitamento de energia solar electroquímico que converte a energia de um 0 pode ser aumentado relativamente ao con- 4 5 6 7 8 combustível em electricidade. A um sistema de propulsão eléctrico é a figura 5 apresenta as autonomias em horas possibilidade de facilmente se apro- em função da velocidade. no entanto a ade. como se vê na tabela 3.uso posterior. dros pressurizados. horas para 700 bars.4 kg sistema é composto por dois grupos de ba. com capacidade conjunta tecnologia são: a emissão poluente zero. Existem diferentes tecnologias para real” entra em conta.das adicionais. lula e do processo electroquímico. em kWh/ facto. No extremo inferior temos tricos considera-se ainda uma série de per- as pilhas de tipo PEM (Polimer Electrolyte quada para a presente aplicação são os cilin. e a rapidez de garantida pelo hidro- reabastecimento. dois. Neste caso seleccionam- resultando numa capacidade de 210 Amp-h -se cilindros em fibra de carbono a 350 a 144V e um peso de 800 kg. os painéis 20 700 bars génio é introduzida para ultrapassar estas li. 10 área da cobertura pode ir até aos 100m2. As baterias quantidade de energia que se consegue ar. veitar a energia solar. portanto garan. A energia solar pode ser conver- Autonomia (horas) 12 tida em energia eléctrica por células 8 Opta-se por usar duas pilhas de combustí. rante a noite. as baterias têm um siste em armazenar uma quantidade de com. 25 150 bars 200 bars m2. Neste caso utilizam-se operando a cerca de 100ºC e que usam o hi. de hidrogénio. e compa. (nós) siderado neste trabalho. onde os efeitos de atenuação da papel importante neste sistema de propulsão. O gráfico da fi- bons rácios entre potência e peso e entre gura 7 apresenta a autonomia energia armazenada e peso. fotovoltaicos são instalados na cobertura da Tempo (horas) mitações. Na estimativa ser classificados de acordo com a tempera. terias em paralelo. mazenar em volume de depósito semelhante.3 por 12 baterias de 12V associadas em série. 350 bars No caso da embarcação turística. A curva de “céu Pilha de Combustível a Hidrogénio é muito baixa. as desvantagens são o custo elevado e a menor . armazenar o hidrogénio. O sistema é composto pela pilha e 15 embarcação usando uma área de 50m2. durante os meses de má- O combustível é o hidrogénio. génio para diferen- rativamente aos motores de combustão.

“Fuel cell power for maritime appli­ Potência efectiva (W) 2. Cru- Estimativa de velocidade só com solar zando esta informação com o Irrad. “Propulsão eléctrica com pilha de Perdas temperatura 0. A fi- Tabela 3 – Potência efectiva produzida gura 9 apresenta os valores mé- pelos painéis fotovoltaicos e estimativa de velocidades dios de irradiação por dia em utilizando apenas energia solar função do mês do ano. a energia solar ga.03 com o consumo energético da volvimento nas Actividades Marítimas). Fonseca. juntamente com as eficiências descritas no De facto.6 de operação típico. Estes va.200 Céu real .6 Irradiância numa superfície horizontal na região de Alqueva nós em Dezembro. sistema de propulsão cumpre requisitos rea­ los são feitos para o pico de irradiância às 12h. Gonçalves.Julho e motor abaixo dos valores óptimos. “Swiss Fuel Cell Passenger and Plea­ Irradiância (W/m2) 1020 519 826 322 Julho se obtêm 35 kWh de sure Boats”. N. Switzerland. garantidas pelos painéis foto- 800 que a energia solar propulsiona a em.. G. Fuel Cells Bullettin. Gonçalves. and solar energy”. Os cálcu..04 0. “Clean propulsion for marine vessels based on hydrogen Rendimento motor 0.08 0. J.F. 2-5 July. O sistema de propulsão NAVAL integra componentes disponíveis ac- estima-se a velocidade do catamaran usando tualmente no mercado.09 0.03 0.75 0. M. Duarte.. Environment. Duarte. 12-15.5 3. A análise do aproveitamento da energia 1. voltaicos. Proceedings European Fuel Cell Forum . Portugal. T..Dezembro pois o regime de funcionamento é in.13 0.Julho Céu limpo . Fonseca. (2005).80 0.COMUNICAÇÃO Conclusões Irradiação em Alqueva . as previsões Utilizando os valores de irradiância da figura de velocidade são um pouco superiores. Velocidade (nós) 6. valores médios rendimento global do sistema REFERÊNCIAS Julho Dezembro Julho Dezembro fotovoltaico conclui-se que em Affolter.5 nós em Julho e 3.08 lores podem ser comparados combustível a hidrogénio para embarcações”. durante o Verão..000 ferior ao ponto de projecto. Elsevier. 1049–001 Lisboa dia típico de operação. 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez A capacidade é de 42 passageiros e Figura 9 dois tripulantes e a velocidade de ser- Valores médios diários da irradiação em Alqueva viço de 8 nós.Dezembro Céu limpo . .14 0. 1 Centro de Engenharia e Tecnologia Naval 8. na 1.14 0.13 0.55 0. Perdas do sistema 0. (2007). T. 9th Conference on Energy for a Clean Rendimento hélice 0.03 0.13 0. Actas das X Jornadas Técnicas de Eng.. solar mostra que.13 energia eléctrica por dia e em Cells 2000. 2 Departamento de Engenharia Mecânica parágrafo anterior. (2006). sidades energéticas da embarcação são. F. Naval (Inovação e Desen- Perdas reflexão 0. (2000). pp. Conclui-se que o apenas energia solar (ver tabela 3). Lucerne. o consumo energético da embarcação num Av.Fuel Rendimento FV 0. Demonstra-se a aplicabilidade do 2 conceito com o projecto preliminar de um catamaran para passeios turísticos 1 em zonas ambientalmente sensíveis. J. é mais interessante fazer uma ava. F. Ventura de Sousa. W/m2 600 400 200 0 5:00 7:00 9:00 11:00 13:00 15:00 17:00 19:00 hora barcação a Figura 8 5. Póvoa do Varzim.4 5. Lisboa.08 0. July 10-14.85 0.inclinação = 0º e assumem-se rendimentos do hélice mia. com valores assumidos liação da energia que é possível converter de Instituto Superior Técnico.60 0.2 4. Farias.60 em Julho. Utilizando as irradiâncias de céu limpo. Rovisco Pais. céu limpo Irrad. Potência no motor (W) 4840 2530 4027 1570 embarcação para concluir que. as neces- Céu real . N.. September 2005. Kickulies. listas de velocidade de projecto e autono- Irradiância em Alqueva .50 0.468 949 1772 471 ticas da embarcação num dia cations”. para o rendimento dos motores e do hélice e solar para eléctrica por dia e comparar com Universidade Técnica de Lisboa com a curva de potência efectiva da figura 3. G.14 0.50 rante as necessidades energé.14 Dezembro 10 kWh. Conclui-se maior parte.inclinação = 0º 8 7 O artigo apresenta um sistema de pro- 6 pulsão eléctrico e híbrido para embar- 5 cações baseado em pilha de combus- kWh/m2/dia 4 tível a hidrogénio e painéis fotovoltai- 3 cos. Farias.

o euro tem sido para nós uma Como todos sabemos. que da oferta (retracção). financeiros que jogam com o temor dos fósseis ao mesmo tempo que intensificam lando novas motorizações. o que é aproveitado prazo. Electroprodutor Português: Com efeito: dores o chamado “fear Premium”. o que põe à rede eléctrica por- da economia chinesa que assim se assume petróleo. ril em USD e a desvalorização do USD.º choque vai reduzir consideravelmente • Movimentos especulativos nos mercados dependente do petróleo e dos combustíveis o uso do petróleo nos transportes. não apresentando tróleo barato à escala mundial está acabado. em 2000. risco de dependência geoestratégica.º e 2. a ombrear com os pequeno ou grande. Também se começam a perspectivar desen- volvimentos tecnológicos que permitam o armazenamento da energia. embora os EUA neste momento ainda petrolíferos estão em tensão. • Necessidade de potência de reserva para leo. elas estarão comercializáveis a curto-médio res choques pelo lado da oferta (redução da tisfação da procura. o custo do pro- os anteriores. Numa grande e dinâmico mercado para as expor. o que cria um poderoso es- tímulo económico para avanços tecnológicos O 3. Ará. E xpansão do Sistema assim os consumidores a esses especula. ainda não acabou. mas tal como o petróleo. . devido As nossas economias têm utilizado o gás na- choque pelo lado da procura no mercado a ausência de investimentos significativos tural para reduzir a dependência do petróleo. Os 1. quando e Índia. turbações implicarem incapacidade de sa. em euros “apenas” 87 euros. assim. EUA como os maiores “oiloholics” do pla. o que. O  Novo Choque Petrolífero Em suma. Com efeito. fisicamente. ser crescentes. centrais eólicas ou nucleares? • Não tendo havido restrição da oferta. Iraque. abrindo um novo. preço actual de 136 USD por barril e com potência instalada de 4000MW. o que encarece.551. há petróleo. rede de cerca de 900MW (quase a dimen- deram a lição com os outros choques. dência geoestratégica destes. as políticas de conservação e utilização ra- A China começa. con. pelo que este choque será por via disso O petróleo. câmbio euros/USD de 1. tendo vido uma correlação entre o aumento do bar. O problema é que nem todas tudo.º choques petrolíferos termina. CO2 ao ser queimado. altura. poder-se-á explicar a actual situa­ pelo que não apresenta os riscos da depen- e o Efeito da China ção do mercado petrolífero mundial da se. tem ha. bia Saudita. Nigéria e agora o Irão. produzir electricidade quando não há vento. plataforma petrolífera.º e 2. Como os mercados Há todo um conjunto de tecnologias e ener- neta. veio provocar um autêntico • Erosão da capacidade de refinação. fazem subir os preços do crude. pagando II. de procura ou acidentes do lado da oferta. o gás natural tam- cada três barris adicionais de petróleo foi • Falta de investimentos na exploração e de.º choques petrolíferos. ao câmbio da • Necessidade de gerir entradas e saídas fre- da economia mundial. também as facilidades de transporte de um A entrada em cena na economia mundial das • Erosão da capacidade excedentária da combustível líquido como o petróleo. bém põe às economias Ocidentais um grande fornecido à China. tema energético mais diversificado e menos O 3. tos ambientais. potências asiáticas. como nos 1.ANÁLISE está terminada. representava cerca de 30 euros. eco. nomicamente. também há algum gás natural. características diferentes dos anterio. tal representa levar a entradas e saídas instantâneas da • Os principais países industrializados apren. menos gravoso para as suas economias que embora se aproxime o “peakoil”. feitas pelos especuladores para estratégias que pelos árabes e pela OPEP. A um quentes da rede de centrais eólicas. mas. • Choque da procura (aumento) e não cho. Desde 1999. I. Tem o incon- guinte maneira: veniente ambiental da elevada emissão de O tempo em que se poderia contar com pe. Em todo o caso. cujas necessidades de energia vão regulador do mercado. a época do petróleo barato grama eólico. mercados quando há qualquer problema. Assim. tuguesa vários problemas: como um poderoso motor de crescimento tava entre 25 a 30 USD. um difícil período de transição para um sis- de electricidade. tal poderá tações dos outros países. como parece ser Luis Mira Amaral * o caso com a electricidade. o au.º Choque Petrolífero em novas formas de produção de energia e para a utilização mais eficiente da mesma. bustíveis fósseis e a minimização dos impac- Este choque do lado da procura tem. por não haver gias renováveis que nos poderão permitir a sejam responsáveis por 25% do consumo oferta disponível para colmatar aumentos redução da dependência em relação aos com- mundial e a China apenas por 8%. um em feitos nos últimos anos. o vento tem elevada mento da procura é devido ao dinamismo grande almofada no que toca aos preços do volatilidade. oferta para uma procura constante). num país ou numa cional de energia. geologicamente. um barril cus. senvolvimento de novos poços. • Vulnerabilidades e problemas políticos em As economias Ocidentais terão que gerir ram com o uso do petróleo para a produção países produtores – Venezuela. são de um grupo nuclear…). designadamente China OPEP que não consegue funcionar como Quanto ao gás natural. já reduzido a sua dependência do petró. no fundo. estimu. petrolífero mundial. há um receio nos mercados por tais per. O carvão está mais disseminado e distribuí­do no mundo que o petróleo e o gás natural.

é também um in- energética e a conservação e utilização racio. – Modernização da frota automóvel. devere. III. o melhor mix para termos assim através dos preços os sinais adequados trais nucleares). a eficiência luntaristas que um indicador energético. IV. quados à maior eficiência energética. de mudança. o que deveria levar à construção de mento nas redes). também os preços da energia deverão transparentemente reflectir os custos da sua disponibilização. Tal deverá passar por: oferta nacional. – Melhor planeamento urbanístico. blema reside no denominador – o PIB per ca- mento de consumo de energia eléctrica entre -se justamente devido à grande concorrên. tendo nós uma tisfeito apenas pelo programa eólico em curso. em detrimento do rodo- viário. da da capacidade efectiva para fazer cumprir criar valor na produção nacional. o que significa também utilizar a É certamente nesta expansão do sistema elec. carvão. gás – Portagens nas vias de comunicação. por via a redu- zir o transporte privado nas grandes áreas metropolitanas. esse necessário programa e Utilização Racional de Energia hídrico está encalhado desde o demagó. forçada a ajustar. gás na. ao con. de bens transaccionáveis. de procura de mobilidade fornecida pelo energia e os outros inputs de forma mais so- troprodutor que a discussão sobre o nuclear sistema de transportes. e grupos de a legislação. e carvão. sendo necessário. então. * Engenheiro e Mestre em Economia . pois. mente a eficiência energética dos edifícios. preços de electricidade que assegurem a com. consumo de energia induzido pelo aumento Portugal. Qual será. o indica- conta medidas desejáveis de gestão de pro. atra- vés de medidas fiscais e regulamentares que estimulem o uso de veículos mais eficientes e penalizem os mais ineficien- tes e mais intensivos em energia. fisticada e com maior criação de valor na pode e deve ter lugar. dicador económico. novas não basta legislar. é preciso dotar o Estado fraqueza económica e a incapacidade para centrais de ciclo combinado a gás natural. trário do que acontece na indústria. sector gia inferior à média europeia. Ao contrário do que muitos julgam. como sugere a REN. – Promoção do transporte público de qua- lidade nas grandes urbes conjugado com a tarifação das entradas. a novas tecnologias petitividade das empresas portuguesas? de armazenagem descentralizada. também que criar maior valor acres- ordem dos 450MW. Intensidade Energética e Consumo madas pilhas de combustível regenerativo. em Portugal: os sectores residencial A intensidade energética (rácio entre o con- gico e irresponsável episódio de Foz-Coa. segundo a REN. • Necessidade de armazenar a energia pro. ou um novo mix com eólicas. duzida quando há vento em períodos em a qual permite elevados rendimentos energé. a in- ou pelas fontes renováveis e novas tecnolo. nucleares e centrais verão deixar os aumentos de preços serem novas centrais hidroeléctricas de bomba. Aqui tensidade energética acaba por reflectir a nossa gias. dor de intensidade energética não é apenas cura como a interruptibilidade. equipados com sistemas ligação entre crescimento económico e centado na produção de bens e serviços em de dessulfuração e desnitrificação. ponham as estruturas e os materiais ade. hidroeléctricas de bombagem? passados para os consumidores. capitação de energia inferior à europeia. A s Políticas de Conservação Per Capita em Portugal Como sabemos. flectido num PIB per capita muito baixo. mos ter apenas um mix entre eólicas. as cha. Sendo o nosso consumo per capita de ener- Electroprodutor Português Período 2006-2025”). a essas mudanças. ciclo super-crítico a carvão pulverizado da • No sector dos transportes desacoplem a Há. natural (este apenas utilizado na co-geração. ANÁLISE – Estímulo ao transporte ferroviário de mercadorias. Assim sendo. ou terá de se recorrer. Por isso terão de haver políticas públicas vo. para tal. pita – que é infelizmente infra europeu! os 3 e os 4% por ano. mesmo já tendo em cia no mercado do produto. através de normas de construção que im. e dos transportes sumo de energia per capita e o produto in- terno bruto per capita) tem aumentado em Segundo a Rede Eléctrica Nacional (REN) O mercado falha na afectação racional de Portugal e é superior à média europeia. tural (nos ciclos combinados e na co-geraçao) – Promoção do teletrabalho. ções que devemos ter com a conservação e Esse aumento de procura não poderá ser sa. Sem negar as preocupa- nal de energia. Neste contexto. O actual choque configura essa oportunidade que não há consumo (designadamente à ticos e reduz o transporte e logo o investi. dando-se gem (o problema é idêntico com as cen. • No sector residencial melhorem radical. os governos de- noite). nas “Perspectivas de Evolução do Sistema recursos energéticos nestes sectores. o que é re- gama de 400MW por grupo. o nosso pro- prevê-se nesse horizonte cenários de cresci. utilização racional de energia. mas.

em trico Nacional (SEN) coloca a produção de energia eólica no SEI. como se pode verifi. 1997 até 2006. os parques. A grande volatilidade Introdução Impacto da PRE no Perfil de Geração desta fonte de energia constitui um grande desafio na gestão do sistema eléctrico. nomeadamente das condições de vento.formação disponibilizada em http://www. 1998 2000 2002 2004 2006 da produção eólica. o que. a produção eólica em 2005 REN contabilizou uma potência instalada de Importa também referir que. onde existem telemedidas. o tratado de Quioto. Após essa fase. atribuído pelo Go. 2439 2001 3407 2001 2875 2001 2767 2001 2470 verno (Decreto-lei n. (REN) iniciou a previsão da No final do primeiro semestre de 2007. estabelecendo que 45% Fuelóleo nal (SEP+SENV). 1998 3131 1998 2771 1998 2325 1998 2167 gia produzida fica sujeito ao preço do mer. mais espe. cela da geração convencio- Hidráulica um novo objectivo. A figura 3 apresenta a par- Consumo 20 mente.tempo real. Como a PRE tegrar elevados volumes de produção eólica está na base do diagrama de no sistema eléctrico nacional nos próximos TWh cargas (por não ser despa- 50 anos. Características da Energia Eólica A energia eólica tem uma natureza intermi- Rui Pestana * tente.asp. da Energia Eólica no SEN car através da figura 2. pacto da produção em regime especial na equilíbrio entre a produção e o consumo e deve-se ao facto de se estar a promover a pro. 1997 3149 1997 2571 1997 2678 1997 2094 cado (MIBEL) e à atribuição de certificados Figura 2 – Energia anual (horas/ano) Hídrica e Eólica (PCH – Produção Central Hídrica) verdes (sistema RECS). motivado pela preocupação de cumprir chável). ava. 2005 1036 2005 1041 2005 1052 2005 2300 Sendo esta produção de energia renovável 2004 2307 2004 1940 2004 1876 2004 2234 2003 3781 2003 3274 2003 2980 classificada como PRE. repre- 10 do consumo bruto nacional de electricidade Gás Natural Carvão sentada pela subtracção entre seja abastecido a partir de fontes de energia 0 PRE o valor de consumo e o valor 1997 1999 2001 2003 2005 renovável. é a produção con- a Directiva Europeia 2001/77/CE. 2010. em cada momento. . 39% de produção de ener. referente a 148 parques eólicos. e nos anos hú- midos produz durante 3000 horas por ano. em A evolução da produção de energia eléctrica Através da figura 1 é possível observar o im. A Rede Eléctrica Nacional Figura 1 – Contribuição da geração na satisfação do consumo cificamente a produção hídrica. que impõe. necessário para suprir o con- gia Eléctrica a partir de fontes renováveis até 30 sumo. 2003 2299 2002 1823 2002 2449 2002 2300 2002 gime tarifário favorável. ção eólica garante energia. satisfação do consumo. o valor da ener. a com base nas previsões de vento calculadas 1731 MW. Grande Hídrica (>30 MW) PCH (>10 e <=30 MW) PCH (<=10 MW) Eólica (corrigida) gias Renováveis e Resíduos”. implicando um reforço significa. 2006 2307 2006 2710 2006 2360 2006 2120 grada na Produção em Regime Especial (PRE). a nível nacional.Esta previsão está a ser efectuada para todos A estrutura organizativa do Sistema Eléc. em termos anuais. previsão da produção eólica.garantir a segurança do sistema. A produ. que tem a missão de manter o através da energia eólica. garan. 2000 2746 2000 2758 2000 2617 2000 2228 tindo a tarifa por um período aproximado 1999 1733 1999 2028 1999 2279 1999 2312 de 15 anos. Nos anos secos produz durante O Impacto da Energia Eólica cerca de 1000 horas por ano. sendo esta in- Enquadramento com a energia hídrica. face ao protocolo de Quioto. energia eólica tem uma maior garantia. Portugal tem como objectivo in. actualmente. na Gestão Técnica do SEN aproximadamente. sendo visível a evo. enquanto que a produção hídrica apresenta uma grande variabilidade. dependendo em exclusivo das condi- ções meteorológicas. estando inte.ANÁLISE durante mais de 2000 h por ano. O cumpri- dução de electricidade com base em energias lução significativa da sua participação desde mento desse equilíbrio torna necessária a renováveis. é importante. a mesma tem um re. tivo do sector eléctrico nacional. 40 vencional que fará o ajuste no caso português. considerando ren. Recente.pelo IST (Instituto Superior Técnico da Uni- liada em horas por ano. como “Outras Ener.pt/sections/exploracao/dpe/default. quando comparada versidade Técnica de Lisboa).º 225/2007). foi fixado pelo Governo Português Saldo Import.

Eventualmente. Gestão Global 12. exige-se a mesma em termos de: de Quioto. Impacto nas Redes evitando o transporte de reactiva desde a Investimento na RNT geração até à distribuição. na ex- Rede Nacional de Distribuição (RND).000 38 MW sível afirmar que. Como consequência da in. com o objectivo de com. 2. Transporte secundários de energia 0. . que pe. a descrito. Entre a RNT vão interligar os centros de controlo. atribuídos pela DGEG. Nesse sentido. No intuito da RND não ser estado das redes e da produção embebida. 6. À medida que a componente Investimento Sistema de informação Promoção ambiental Aquisição de não específico eólica for aumentando é necessário ter pre. jecção de reactiva durante o fim-de-semana. tempo real. deste modo.7% Ligação do Sistema namento da RNT e no sistema produtor.91% Ligação 0.000 7. permitindo escoar para um parar a produção prevista por cada uma das dificuldades no controlo da tensão. a obtenção PRE. O naliza a RND quando a tanj ultrapassa 0. o que sig. grandes parques eólicos situados na proxi- gistada no mesmo período. a forma as perdas na RNT. regis.27% a grandes centrais a grandes centrais sente o impacto desta produção no funcio. por sua vez. foram Geração SEP+SENV Geração SEP+SENV analisados em conjunto pela REN e 3. eléctrica 94% Clientes • A necessidade de reserva de produção para e outros 2. garantir a tensão declarada aos seus clientes.2% equipamentos • O disparo de parques eólicos face a defei. É relevante referir que também a RNT tem tência activa. que im- nifica apenas cerca de 40% da potência eó. mente.1% 0. da.4 sibilitando. De salientar que a REN coloca ba. tando-se valores elevados durante o fim-de. apresentaram uma proposta de revisão à que Eólico de Penamacor e o Parque Eólico MOS-Plus. a PRE responsável por 15. Na subestação da Falagueira foi instala- uma acção de benchmark entre o IST. a REN realizou. consequente. têm de in. energia eléctrica 0.000 Menor Produção Eólica: 0. existe uma tarifa semanal. Esta tarifa de reactiva durante trabalhos de manutenção.97% de PRE 15. no controlo das tensões. Com o objecti. fim-de-semana. Com o objectivo de minimizar o midade dessa subestação. poderão ocorrer restrições de capaci- Para avaliar a qualidade da previsão efectua­. que deverá receber 3000 dos 5000 Total de Investimento Regulado Transporte de Energia Eléctrica (TEE esp. a Uni.000 lada. ICCP (Inter Control Center Protocol). o conhecimento do plano de investimento na rede de 2006-2011 nas horas cheias. Reforço • Os problemas de colocação em vazio da Figura 4 – Síntese de Repartição da capacidade da interligação Ligação à distribuição vinculada energia renovável em excesso. ANÁLISE• P  otência injectada pela geração MW 8 de Janeiro .Consumo Total e Produção Eólica MW 22 de Outubro . a po- 0 0 tência instalada não causa problemas Figura 3 – Produção Eólica versus Consumo em 2006 (MW) na RNT (e RND). pretende cumprir os objectivos do tratado penalizada comercialmente.000 2. sendo pos- 1. com versidade de Aveiro e a MeteoLógica (em. investimentos consistem. relativamente a congestionamentos. sados pela recepção da produção eólica.000 Os limites de produção eólica. mento da REN.000 6.000 5. mais 5. é aplicada numa base diária.000 descentralizada. nível de tensão superior a produção dos referidas entidades e a produção efectiva re.000 1. • Topologia.5% A produção eólica tem introduzido dificul- dades na gestão de reactiva e. dade de transporte nas redes.) MW previstos. actualmente.5% tos na RNT. sobretudo. sendo tanj aos PRE’s. o objectivo de controlar o trânsito de po- presa espanhola).000 1. tem como objectivo viabilizar a ligação da 220kV. a REN e a EDP-Distribuição já o Parque Eólico do Pinhal Interior. produção em activa.157 MW real capacidade das redes. a RND é penalizada e tem dificuldade em do um autotransformador desfasador. -semana. pos. Parte dos investimentos realizados na RNT produção eólica está ligada aos 150kV e aos Para monitorizar e efectuar a gestão do sis. o que significa pliquem indisponibilidade de elementos de lica instalada no final de 2006.5% cobrir as flutuações do vento.2% Ligação 2. Os produção prevê-se ficar ligada ao nível da de informação é de extrema importância. o Par- REN participa do projecto Europeu ANE. estabelecidos para 2010.8% 7.8% 27.Consumo Total e Produção Eólica 7. nomeadamente vo de avaliar outros métodos de previsão. de Investimentos previstos 2006-2011 11. como se pode observar na figura 4.000 3. a REN e a EDP-Distribuição pansão geográfica e reforço interno da RNT.7% do investi- jectar a reactiva correspondente a 40% da • Trânsitos nas linhas e nos transformadores. sendo que a grande maioria desta tema eléctrico em tempo real. minimizando desta Na Rede Nacional de Transporte (RNT). da Gardunha. terias de condensadores na fronteira da RND. via para fazer face ao aumento de trânsitos cau- e a RND. no. no 1.000 4.7% Desenvolvimento meadamente: da rede Sistemas e 21. nos 60kV. enviadas para a REN. DGEG.000 especificamente de potência insta- 4. que.º Semestre de 2007. que os PRE’s têm que injectar reactiva ao rede.3% do Consumo Total Menor Produção Eólica: 24% do Consumo Total pela EDP-Distribuição em função da 2.

Andrade. dução ligada à RNT. i. Os curto.6 Conclusão [1] Rede Eléctrica Nacional S.A. É relevante referir que.0 pois é essencial garantir a conectividade * REN – Rede Eléctrica Nacional. o ocorrido no dia 4 de Novembro.5 Hz e 51. ir além dos 5700 MW previstos..2 [3] P. permite o controlo dos aero. de forma a controlar a pro. rantir o reequilíbrio entre a produção e o con. distintas. 0.660 MW RWE Total: 3. 0. situações de emergência. Durante este incidente. Desta que os aerogeradores sejam capazes de su- O comportamento da produção eólica face a forma. que operam nesta zona.A. Julho de 2007. exi. com tivo efectuar a previsão da produção eólica. conduzindo com recurso a modelos meteorológicos so- a capacidade real de controlar esta produção. a REE (operador da rede de A produção eólica deve permanecer ligada Vento: 3. salvaguardando a fiabilidade do sistema.e. onde ficou englo. na eólica na Península Ibérica. por sua vez. Vento: 7* MW Vento: 750* MW Vento: 55 MW EnBW TNG Grid.796 MW Total: 3. Produção Eólica – Perspectiva 0 .2 0.796 MW Vento: 532 MW Vento: 0 MW ques. um comportamento incorrecto da produção UCTE.windgrid. R. cia produzida através de energia eólica. 10 de Maio de 2007. os geradores devem suportar cavas A regulação desadequada dos relés de mínimo forma a maximizar o potencial eólico em Por- de tensão até 150 ms e que. mas em termos de . torna-se impera- sis e da Generg.8 REFERÊNCIAS 0. nomeadamente da Enernova. nas redes (módulo de tensão e frequência). Dos incidentes ocorridos em 2006. ISEL. Actualmente. sequência de uma forte perturbação na rede conveniente. vista do lado da rede. Por sua Total: 2.719 MW Total: 30.516 MW Em Espanha. com o objectivo de ga. 0.º A produção eólica é essencial numa 225/2007 de 31 de Maio.5 . sicos ou monofásicos sempre que a tensão.9 da Península Ibérica à rede UCTE.240 MW Total: 1. A zona da rede.729* MW Vento: 2.4 [2] Ministério da Economia e da Inovação.1 1. da Ener.581 MW Vento: 188 MW Total: 2. registou-se quilíbrios de geração/consumo na rede da parques eólicos. ques eólicos. interligada da UCTE (Union for the Coordi. um dé.476 MW GERAÇÃO "TRIPPED" entre as 22:10 e as 23:00 Total: 10. de carga. é fundamental de Transporte. Decreto-Lei n. recomenda-se sos TSO’s. refere-se dução abasteça a ponta diária do diagrama Em Portugal.892 MW ALEMANHA Total: 20.542 MW Vento: 38 MW Figura 6 – Perda de Geração Eólica em Espanha eólicos (http://www. Expansão da Rede e Qualidade de Serviço. Neste contexto. de 100 ms. face a Incidentes quencimétricos (load shedding) pelos diver. -2 0 2 4 6 8 10 tempo [s] Seminário ENERGIA E COMPETITIVIDADE – Futuras Es- Em termos anuais. a REN vai interligar-se aos di. que implica a mobilização de licos.467 MW Total: 42 MW ENERNOVA e a APREN a fazer parte dos do maior grupo convencional (400 MW). em con. Pestana. a ENERNOVA (grupo EDP) vai imple- PORTUGAL SUIÇA mentar um centro de operação dos seus par.800 MW Total: 900* MW Vento: 0* MW Total: 200 MW Vento: 0 MW Total: 0 MW Vento: 0 MW despacho no mundo de produção eólica que.991 MW A REN participa no projecto Europeu Wind. provocam o disparo de sumo. provocadas incidente tem-se revelado instável. dução sempre que ocorressem perturbações Comportamento da Produção Eólica pelo que foram activados os deslastres fre. que pretende desenvolver metodolo- Total: 140 MW Total: 310 MW Total: 224 MW Vento: 30 MW Vento: 0 MW Vento: 0 MW * Estimado gias de controlo da produção eólica. monofásicos e bifásicos panha e França limita o valor da potên. na rede. Outubro de 2007. 0. Total: 5.2 sociedade sustentável e imprescindível do Operador na Rede. deste modo. foi possível conseguir uma redução portar cavas de tensão nas redes. por curto-circuitos ou excursões de frequên- -circuitos nas redes provocam cavas de ten.8 10 . a sua energia é mais Figura 5 – Proposta da RNT e RND tratégias. são decorrentes de defeitos trifásicos. 0..681 MW Vento: 6. ção eólica no sistema eléctrico de energia. cia entre 47.316 MW Total: 1. Vento: 473 MW Vento: 0 MW StakeHolders deste projecto. supor. potência não é possível garantir que esta pro- plo as empresas Gamesa e Iberdrola).380 MW Vento: 1. a REN convidou a lica registada em Portugal já atingiu o valor Total: 1.490* MW Vento: 0* MW EON Total: 700 MW TSO Total: 0 MW Netz BÉLGICA HOLANDA Vento: 700 MW Vento: 0 MW Total: 9. perante incidentes Capacidade de suportar cavas de tensão na sequência A capacidade de interligação entre Es. ANÁLISE Gestão da Produção Eólica GERAÇÃO às 22:09 Total: 182. em RNT. 0. 0 num país energeticamente dependente. Uma vez demonstrada origem no Norte da Alemanha.882 MW Vento: 113 MW Total: 315 MW Vento: 26 MW vez. fice de geração. Total: 3. INETI. as protecções eliminam os defeitos em cerca saída não desejada de 2800 MW em Espanha Importa ainda referir que um melhor desem- e de 473 MW em Portugal.º Semestre 2007”.938 MW Vento: 58 MW Vento: 0 MW Vento: 0 MW transporte de Espanha) instalou o primeiro à rede perante a ocorrência de cavas de ten.eu).104 MW Total: 8. S. U / U nominal [pu] 1. Cebola. bado o sistema português. O paradigma da produção descentralizada.909 MW Vento: 4.5 Hz.210 MW Total: 5. rápida do consumo. gindo a mobilização de mais reserva. fiável que a hídrica. outras formas de energia. segundo o Regulamento da Rede de comprovar através das figuras 6 e 7. penho dos aerogeradores. criando.5 . 0. esteja acima da curva geradores instalados (referindo como exem. ESPANHA ITÁLIA HUNGRIA (Oeste) ESLOVÁQUIA Total: 28. foi afectada por o qual consistia em deslastrar a pequena pro- um défice de geração em relação ao consumo. FRANÇA ÁUSTRIA tados nos centros de condução dos parques Total: 61. habitualmente. como se pode A necessidade de controlar esta produção. será possível acomodar mais produção eólica. representada na figura 5. “A Energia Eólica em Por- tugal 1. nation of Transmission of Electricity). No intuito de minimizar este in- versos centros de operação dos parques eó. irá permitir acomodar mais produ- de defeitos trifásicos. [4] M. à separação da rede europeia em três zonas fisticados. de frequência nos parques eólicos originou a tugal. devido a dese- são que. bifá- Figura 7 – Perda de Consumo e Geração na UCTE suportado nos centros de operação dos par. 0. modificou-se. A perda máxima de produção eó.

ensaios de recepção do betão e das armadu.500. tem implicações que importa avaliar. cado em projecto (as classes são definidas na ano para ensaios de betão e €2. especificações de projecto. que em muitos casos poderá ser o laboratório reflexão: fatoriamente todo o território nacional? Terão acreditado a ir à obra realizar a recolha das 1. Os ensaios de recepção serão realizados Efectivamente. Esta indefinição poderá ser uma potencial fonte de desacordo entre utilizado- res e produtores. assim como custos de ensaios em europeias referentes à especificação e pro- dução do betão.ANÁLISE critérios de amostragem na fase de execução de obra.000. Sem se pretender ser peito aos produtos de construção.00/ Não obstante os aspectos referidos. no global.00/ truturas. Os resultados apon- rantia da qualidade e durabilidade destas es. primento das disposições do Decreto-lei. capacidade para dar resposta ao número de amostras para ensaio. o nú. ras de aço sejam efectuados em laboratórios rios médios de amostragem e de dimensão das têm sido transpostas entre nós várias normas acreditados. implemen. abrangendo nomeada. traduz um salto qualitativo. Face mero de amostras e ensaios. A sensibilidade em torno desta questão torna-se mais relevante face aos custos associados dos ensaios. saios de identidade (aplicáveis a situações Civil da Ordem dos Engenheiros tada? Terá capacidade para mobilizar equipas pontuais e específicas). atender às necessidades? Terá necessidade de custos de produção. que estabelece requisitos para produção de betão. no sentido de actualizar a regulamentação nacional existente e de mo- do a sintonizar os referenciais com os da União Europeia. se encontrem soluções e se realizem os ajus- de recepção. Estes do documento agora em vigor coloca algu. de modo a que formidade do betão. Esta disposição ano para ensaios de aço para armaduras. dada a pretensão de reforçar a necessidade de ga. tem recorrer a entidades externas especialistas muito minucioso na avaliação dos custos. sobretudo no que diz res. Hipólito de Sousa 1 e Pedro Mêda 2 4. mas também para todas as pessoas. já para o o Decreto-lei poderá levantar. No entanto é ne- mente especificações do betão. e classe de inspecção 1 quando especifi. Os custos introduzidos pelo procedimento terão certamente significado e afectarão os A normalização. são positivos e que. O novo Decreto torna obrigatório que os ção valores médios de produção nacional de dos materiais. tendo como base e tornando de cumprimento obrigatório a normalização mais recentemente produzida (caso das nor- mas NP EN 206-1:2007 e NP ENV 13670- -1:2007).000. a leitura norma NP ENV 13670-1). 1 Presidente do Colégio Nacional de Engenharia este tipo de fiscalização de uma forma ajus. o solicitações previsível? documento atribui esta competência à ASAE. betão e de consumo de aço em varão. foi vindo a ser actualizada dando origem a nesta matéria para realizar as inspecções? realizada uma reflexão. Enquanto para as ar. 3. crité- No caso específico das estruturas de betão. Será valores poderão ser agravados. Esta obrigatoriedade aplica-se às amostras. publicou o Decreto-lei 301/2007. não são objecto tes que se manifestem necessários. 3. tam para valores da ordem dos €10. maduras de aço esta questão não levanta qual. O Estado Português. o documento de carácter técnico. estabelece o plano de amostragem). No que concerne à fiscalização do cum. armaduras de aço e para as estruturas de betão armado. face às considerações tecidas o que poderá implicar que esta entidade tenha sobre provetes recolhidos de acordo com um importa realçar que existem aspectos que a responsabilidade de diversas verificações plano de amostragem. dos seus materiais consti- tuintes e outras com disposições relativas à execução de estruturas de betão. tendo em considera- um incremento dos requisitos de qualidade 2. importa questionar se a ASAE de especificação particular. considerando mas dúvidas que merecem ser objecto de que os laboratórios acreditados cobrem satis. estruturas sujeitas às classes de inspecção 2 e laboratórios acreditados. Este facto poderá con. quer dúvida (o DNA da norma NP EN 13670-1 cessário reflectir e debater os problemas que tação de procedimentos de avaliação de con.000. se não for objecto de especificação O Decreto-lei 301/2007 de projecto. ao disposto. sendo válidos os terá as competências técnicas para exercer critérios gerais da NP EN 206-1 para os en. realização dos ensaios caso do betão o plano de amostragem. Esta medida é positiva não só para o sector. 2 Vogal do Colégio Regional Norte de Civil especializadas e em número suficiente para duzir à necessidade de estabelecimento dos da Ordem dos Engenheiros .

ou seja. dá como prescrita a possibilidade de intervenção disciplinar da Ordem. de moradias integrantes de um loteamento determinou o arquivamento dos autos. titular da Cédula Profissional n. teve trando prescrito o respectivo procedimento intenção de obter para si ou para a em- disciplinar. do loteamento em causa e inexecução de Em resposta. presa para quem trabalha um enriqueci- tores da participação são também autores de mento ilegítimo e por meio de erro ou acção judicial cível instaurada contra o cons. mesmo já que. o Conselho Discipli- participou disciplinarmente contra a enge. foi res. devido. pediu o arquivamento dos autos. atendendo ao de- nheira …. os compradores das fracções au- portam a 1998 e as obras que tecnicamente tónomas pagaram um preço superior ao dirigiu foram concluídas em finais de 1999. curso do prazo de prescrição de 5 anos. enquanto autora dos projectos de ar. redes de água e esgotos e isolamento térmico de um conjunto de moradias integrantes de um loteamento urbano e directora técnica da respectiva obra. a repa. b) A ora recorrida. concelho de… Inconformado. O alvo da participação disciplinar é uma Engenheira Civil que. O órgão competente. por isso se encon. mente provocou e determinou os denun- ração pelos alegados defeitos de construção. fez constar do livro de obra. este Conselho Jurisdicional fundamental- ponsável pela existência de graves deficiências mente alegando o seguinte: de tal obra e não realização de trabalhos que. o que. de obra. à luz dos regulamentos em vigor. redes de água e es. ciantes à prática de actos. estabilidade. aliás. Conselho Jurisdicional N a presente edição da “Ingenium” é apresentada a decisão do Conselho Jurisdicional de arquivamento de um recurso relativamente a uma participação disciplinar feita junto do Conselho Disciplinar de uma das regiões da Ordem dos Engenheiros. Relatório Em consequência. terá sido responsável pela existência de graves deficiências de tal obra e não realização de trabalhos que. estabilidade. nar da Região… (CDISN). Acontece que o trabalho foi realizado há mais de 5 anos. livro de obra seja subsumível aos crimes de gotos e isolamento térmico de um conjunto falsificação de documento e desobediência. no caso a com- .º…. mais informando que os subscri. quando a conduta participada e reportada ao quitectura. a engenheira participada alegou trabalhos declarados no respectivo livro que os projectos de que foi signatária se re. engano sobre os factos que astuciosa- trutor dos prédios onde pedem. com a sua conduta. a) Mercê das deficiências das obras objecto não obstante. 1. urbano sito na freguesia de…. não obstante. recorreu o participante para e directora técnica da respectiva obra. fez constar do livro de obra. enquanto autora dos projectos de arquitectura. (…) Juntamente com outros interessados. há mais de 5 anos.

n. mente fez a 1. nais de 1999. nenhum contacto seu. muro de betão armado nas caves trução. contratual com base em defeitos de cons- bertura. por responsabilidade pectivo livro de obra. porque. ­RJUE). o crime de falsificação de documento tipi. tada. Ora. alins. data de 30 de Maio de 2005. pelo n. qual seja a da prescrição do procedi.º e as obras de construção de que teve a selho tem a ver com maior prescrição. pondente prejuízo patrimonial. afinal. 218. em sede própria.os 1 e 2 alin. instância de recurso. Daí que.° samente induzisse em erro ou engano.12. pelo re. ou corres- direcção técnica da respectiva obra de anos (art. curso proceder. o proce. como douta. um meio engenhoso. a conduta de “quem.° 256.º 1. determinar ou- mes de falsificação de documento e de. jecto. cujo prazo prescricional de 10 anos (art. di- térmico de um conjunto de moradias que até 120 dias. que a conduta da recorrida. art. mormente qualificada e de tos da autoria da recorrida datam de 1998 Mas a verdadeira questão trazida a este Con. a falta de registo no livro de lhe pode ser imputada na veste de projec- corrente na sua motivação: obra de factos relevantes ou alterações ao tista e responsável técnica já o não poderá a) A engenheira…. as infracções disciplinares prescrevem si ou para terceiro (eventualmente a firma 217.º 1 do art.° do DL n. a data da participação pres. que lhes causaram pre. os projec. foi a técnica responsável pela creve ao fim de 5 anos e o 2. por 2 ordens de razões não pode o re- b). do Código Penal.º 88. CDR…. Conselho Jurisdicional pra das fracções. de fracções prediais. irrepreensível usando sempre de boa fé (n.° 118. tância de recurso.° e art. de 16. usando criminal em consequência se extingue 2.  . Ordem dos Engenhei. De direito para si ou para terceiro enriquecimento ilegí- juízos patrimoniais de valor elevado.° 100. também infracções penais. estabilidade e redes termos do art. Em 1.º 1 alin. cessário que a engenheira recorrida astucio- aos 8 anos de prisão e cujo procedimento fracção disciplinar (idem. aliás. corrida se subsumem também a vários 1 do art. critos estavam criminal e disciplinarmente. alin. a que é co. construção civil. no caso o CDR… 2.°.° do ções prediais em causa.º alinas a) e b) e 118. o crime de burla é definido Face a todo o exposto.º 1 do RJUE). mos do art. não decorreu ainda crevem no prazo do procedimento criminal.° 218. Para a verificação desse crime seria. Penal com a resulta dos autos. há que dizê-lo tam- 2. anos. Penal como o recurso interposto e confirmam a decisão tico. importa assentar na se.º. a) do Cód. ne- crimes de burla. paredes rebocadas.º do Cód.º do Cód. da actividade profissional de engenheiro tra. que as ria nova como a ora trazida a respeito do falsas declarações por parte dos engenheiros crime de burla.° 217. para b) A par disso. que astuciosamente provocou. constituindo a sua violação in. lhe eram alheias. e que não foi apre- de obras nos termos de responsabilidade ou ciada pela 1. ficado no art. Um dos deveres decorrentes do exercício timo por meio de erro ou engano sobre factos c) Assim. direito ao recorrente e demais subscritores Engenheiros (OE) a denunciar a falta de em razão do valor elevado. Disciplinar). janelas nas garagens ou a deficiência Antes de mais. porque além dos mencionados cri. não concretizada.2. cuja moldura pode ir até ros – EO). b) do Cód. de um crime de desobediência (art. 202. pois. porque nenhum juízo de censura me- (garagens). integra o crime de burla qualificada. a) e no prazo de 5 anos.º decorridos 2 si ou para a empresa vendedora. engenhoso ou não. importa mantê-la. n. o prazo prescricional. os compradores das frac- apenas decorridos 10 anos sobre a prática De acordo com o disposto no art.º 1.º ilícito pres. dimento criminal quanto ao 1. a par daqueles Sem prejuízo de assistir.ª instância.º 348. embora. julgam improcedente de execução dos projectos térmico e acús. não é demais relembrar. prediais de água e esgotos e isolamento pena de prisão de até 1 ano ou pena de multa Melhor dizendo. de 10 118. ponsável por qualquer outro modo pela sua dula Profissional n. da participação se e enquanto compradores execução de trabalhos consignados no res.º. recto ou indirecto. varandas 3. duz-se na obrigação de assumir uma conduta trem à prática de actos que causem. n.° do Regul. não se mento disciplinar e que é. concelho de….° 69. Penal com a pena de 2 a 8 anos de prisão. mente submetida. não está minimamente indiciada c) De acordo com os documentos juntos e finais de 1999. Fundamentação autores de projectos ou directores técnicos bém. aceite. n. tanto quanto jectos de arquitectura. caso em que pres. desde logo porque se a ilicitude participada guinte matéria fáctica. com intenção de obter recorrida.º n. Depois. o d) A participação do recorrente à Ordem dos ilícitos.).os 1 e 2.º 555/99 mamente enquadrar-se naquele tipo de crime.° lugar. Decisão rece a decisão de arquivamento tomada pelo mais pequenas do que o constante no pro.° 67. n. não pode tratar de maté- disciplinar. Penal). alin.1. De facto livros de obras são susceptíveis de integrar pois desde logo lhe não ter sido oportuna- Para a apreciação da questão prévia susci. tudo nos termos dos art. membro efectivo da projecto licenciado pode integrar a comissão ser enquanto vendedora dos imóveis ou res- Ordem dos Engenheiros (OE) com a Cé. incumbências que.ª instância (CDR….º 97.º sem a outra pessoa prejuízo patrimonial”. Por outro lado.º 1. de qualquer enriquecimento ilegítimo. 2.º 1 e 100. crimes de burla.os EO.o…. de forma a obter para dos factos. por parte da recorrida a prática de crime ou aos autos e não impugnados. os compradores das fracções esteve na base na freguesia de….º 1. punível nos transacção. foi autora dos pro.º n. Penal) possa o direcção técnica foram concluídas em fi. sendo esta uma ins- prosseguir termos o presente processo Ora. como a placa de co. alin. c) e d) do Cód. n. com integram um loteamento urbano situado Tal-qualmente entendeu o CDR…. salvo se constituírem vendedora) um enriquecimento injusto. reportando-se os factos a 1998 Por isso.º do Est.°. ou cau- sobediência os factos praticados pela re. b) do Cód. e independentemente disso. n.º.º. punível nos ter.º. Penal com a pena de prisão até 3 anos ou vê que a conduta da recorrida possa mini- locada ao Conselho Jurisdicional enquanto pena de multa (art. por isso devendo se for superior. uma vez que o recorrente tem para si recorrente beneficiar.

butano. Decreto-Lei n.º 93/2008 de 4 de Junho de 2008 de 21 de Abril de 2008 Laboratório Nacional de Engenharia Civil. ência Energética (2008-2015). dando cum- primento à Decisão Quadro n. Portaria n.º fuelóleos.º 15/2008 mendações do relatório ambiental elaborado pelo Decreto-Lei n. . que regulamenta o acesso ao Estado e nas estruturas de governação do Quadro Ministério da Agricultura.º 353/2008 de 8 de Maio de 2008 Ministérios das Finanças e da Administração Pública.º 70/2008 Cria o Sistema de Aconselhamento Agrícola (SAA). de licenciamento gasolinas. que aprova o Regulamento das Rectifica a Portaria n. ordem jurídica interna a Directiva n. e 186/99. que estabelece o regime da utili- estratégica da análise técnica comparada das al. zação dos recursos hídricos.º 50.º 2007/51/ imposto sobre os produtos petrolíferos e energé- rio do Ambiente. contêm mercúrio. referente ao troço Poceirão-Caia. Legislação Resumo da Legislação Assembleia da República Resolução do Conselho de Ministros n.º 26/2008 67/2003.º 568/99. do de 22 de Abril de 2008 Desenvolvimento Rural e das Pescas. e revoga os Decretos-leis n. gasóleos rodoviários.º 226-A/2007. do Resolução do Conselho de Ministros n. Procede à primeira alteração ao Decreto-lei n. de 11 de dições para a comercialização de misturas de bio. gasóleo de aquecimento e celebração do contrato de concessão. de 22 de Dezembro. n. Cria o novo regime penal de corrupção no comér. os pedidos de informação prévia. nos termos previstos no Código dos do Desenvolvimento Regional de Setembro.º 18/2008. cio internacional e no sector privado. ignado por CIEC.º 2003/568/JAI. de 21 de Lei n.º 22/2008 de 13 de Maio de 2008 ternativas de localização do novo aeroporto de Lei do Sistema Estatístico Nacional. Lei n. do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e das Decreto-Lei n. crédito bonificado à habitação. petróleos. de 19 de Agosto. ao procedimento tendente à e de autorização referentes a todos os tipos de colorido e marcado. de 26 de Maio de 2008 do Território e do Desenvolvimento Regional Adopta. combustíveis com gasolina e gasóleo em percen. Altera e republica a Portaria n. da Economia e da Inovação e da Agricultura. dos Ministérios do Ambiente. directa ou indi. publicada no qualidade dos carburantes rodoviários e as con.º 264/98. ção da rede ferroviária de alta velocidade em Por- Diário da República. gra o eixo Lisboa-Madrid. Resolução do Conselho de Ministros n. Portaria n.º 76/2008 de 28 de Abril de 2008 mos de controlo. relativa à limitação da colocação no Impostos Especiais de Consumo.. de 25 Segunda alteração ao Decreto-lei n.º 20/2008 de 21 de Abril de 2008 Aprova o Plano Nacional de Acção para a Efici. Decreto-Lei n. em termos gerais.º 566/99.º 232/2008.º 349/2008 de 5 de Maio de 2008 n. de 16 de Dezembro. mercado de certos instrumentos de medição que Decreto-lei n. do Parlamento Europeu e do Conselho. de 8 de Abril. de 31 de Maio. des- dades da administração central.º 91/2008 Ministérios das Finanças e da Administração Estabelece a definição das unidades territoriais de 4 de Junho de 2008 Pública e do Ambiente. aprovado pelo Estabelece o procedimento de decisão das enti. I. no Segunda alteração ao Decreto-lei n.º 68/2008 de 14 de Abril de 2008 Resolução do Conselho de Ministros n. gasóleo de 29 de Janeiro. Aprova as orientações estratégicas do Estado des. Procede à primeira al- de 20 de Maio de 2008 teração ao Decreto-lei n. Ministério da Economia e da Inovação Estabelece as regras de comercialização do gasó- tinadas à globalidade do sector empresarial do leo colorido e marcado e os respectivos mecanis- Estado. de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 do Desenvolvimento Rural e das Pescas (QREN).º 89/2008 de 30 de Maio de 2008 Decreto-Lei n. sobre operação urbanística em razão da lo- calização.º 310/2008 de 23 de Abril de 2008 Decreto-Lei n.º 85/2008 de 27 de Maio de 2008 Obras Públicas. do Ordenamento Conselho. de 22 de Julho. de 11 de Março. em regime operações urbanísticas.º 85/2008 Ministério do Ambiente. de 19 de Setembro. tugal. Aprova o Plano Nacional de Acção Ambiente e ritório e do Desenvolvimento Regional ções de municípios e áreas metropolitanas. aprovado pelo Decreto-lei n. as conclusões e reco- Resolução da Assembleia da República n. Transportes e Comunicações.º 62/2006.º 77/2008 de 29 de Abril de 2008 Presidência do Conselho de Ministros – Centro CE. recta. Lisboa e confirma a aprovação da localização do Ministério das Finanças novo aeroporto de Lisboa na zona do Campo de e da Administração Pública Presidência do Conselho de Ministros Tiro de Alcochete. Públicos. do Ordenamento do Ter- para efeitos de organização territorial das associa. de 25 ticos (ISP).os 235/2004.º 1177/2000.º 80/2008 tagens superiores a 5 %. Passagens de Nível. âmbito do procedimento de avaliação ambiental de 31 de Maio. para a implementa- 1110/2001. que inte- Março de 2008. e revoga a Portaria n.º Transportes e Comunicações Declaração de Rectificação n. GPL auto.º 1999/44/ Decreto-Lei n. tendo em vista a correcta afecta- Procede à décima quarta alteração ao Decreto-lei ção do produto aos destinos que beneficiam de Portaria n. de consumo e das garantias a ela relativas. que transpôs para a de 9 de Maio de 2008 ordem jurídica nacional a Directiva n. Riscos de inundações. que Estabelece as normas referentes às especificações Determina a aplicação do Código dos Contratos determina quais os elementos que devem instruir técnicas aplicáveis ao propano. definindo as regras para o controlo de de parceria público-privada. de a participação em estruturas administrativas do 15 de Dezembro. 1.º 361-A/2008 de 12 de Maio de 2008 Portaria n. sobre certos aspectos da venda de bens 23 de Dezembro. Março. do Ordenamento do Território e CE. do Parlamento Europeu e do Conselho. de Jurídico de Maio. transpondo para a isenção ou de aplicação de taxas reduzidas do Presidência do Conselho de Ministros e Ministé.ª série. P.º 84/2008 de 21 de Maio de 2008 Ministério das Obras Públicas. para Saúde (PNAAS) para o período de 2008-2013.

aconteceu e alcançou rapidamente uma di- (…) mensão inusitada. para A Guerra. os efeitos da pneumónica e o cenário de mor- as cerca de 70 mil que pereceram por gou. o perío­- Mundial que. tudo isso num contexto in. operou negativa- F az agora 90 anos que a pneumónica matou Trilogia mórbida mente. entre Em Portugal. em particular. (…) Note-se. pro- Pode dizer-se que já alastrou por todo o País. 6. repetidos a cada hora. líticas e modelos económicos e sociais. tinuaria… persistentemente. política e financeira. havendo veram impactos em cadeia e duradouros casas onde se encontram todas as pessoas da família atacadas do terrível mal. embora se Pneumónica ficou na História de todos nós. Nesta vila está grassando com grande intensidade (…) sendo o número de quadro da conjuntura em que a pneumónica pessoas atacadas diariamente 20 a 30. so- brevém com estrépito o crescente mal-estar social. concentrou e potenciou. A sua história É certo que. cendo em miséria e descontentamento so. para lá do ou a Gripe Espanhola exagero das mortes. entre uma população que. a situação económica e social e a cionais. a epidemia deflagrou e propa. a situação endémica de sector industrial. ao rubro em 1918. 7. do republicano conheceu momentos em que nha à propagação da epidemia. foi so- brevivendo à degradação inusitada das con- Maria Fernanda Rollo * dições e do nível de vida. quer as colónias nos diver- mais mortífera de todos os tempos. Continua aumentando extraordinariamente (…) Os reflexos políticos foram complexos e ti- Samora Correia. concertaram- efeitos de contágio. embora muito tenuamente se aproxima do que os ternacional e de mundialização em que a muito insuficiente para as necessidades na- relatos da imprensa da época registaram e Guerra. a agudização da ins. 4 de Outubro de 1918: ticas e inspirações ideológicas diversas. mente com a sua actividade agrícola. (…) num País que. no imediato pós-Guerra. e no tempo de guerra. tomando em devida quer a Metrópole. vitimou “ape. a Fome. actuou e potenciou a propagação e mais de 50 mil pessoas em Portugal. 7. Estamos a braços com uma temerosa epidemia gripal (…) Quase dades da moderna expansão económica e metade da população do concelho está enferma (…) desenvolvimento social. A epidemia da gripe pneumónica bate-nos à porta. ou. a Conveniente seria (…) que até que a epidemia cesse. Moncorvo. perpas- saram. os efeitos que con- os cadáveres a cidade. Contudo. defrontado com o mónica matou mais gente do que a I Guerra de então e a sua evolução sob o signo da I crescimento da contestação operária. ocorreram desenvolvimentos interessantes. a geral. em nomeadamente. tante “questão das subsistências” e o cres. 8. campo da indústria. a Morte. ou. jectaram-se ideias e convicções. A eco- cidades. foi a epidemia do País que éramos. desencadeou e que. A Pneu. nomia nacional continuou a contar essencial- O espectáculo. dos países industrializados da Europa. entre tudo. séria. compreendendo o cenário de instabilidade tenha registado um crescimento razoável do Os que sobreviveram calaram a dor e trans. e ahi a multidão. localidades. A terrível epidemia da gripe pneumónica vai declinando um pouco nos mi. essa especificidade no Ericeira. como a Pneu- A Luta.(…) densou. e em Lisboa grassa ela com intensidade. Aljustrel. Nesse drama de adversidades cruzadas. como as precárias con- dições de vida. de conseguir catapultar Portugal para o nível difusa. conta a economia e a sociedade portuguesas sos sectores de actividade. até . 8. entre hesitações e inércias ao Coimbra. de dor e morbilidade. em longos comboios fúnebres. no Apesar do “esquecimento generalizado”. se enquadram de soluções a “questão das subsistências” con- mento. e que todos os estabe- de pensamento fervilhante em “saídas” po- lecimentos d’ensino não funcionem. Divergem as opiniões quanto à natureza da doença … (…) Tal como pelas outras partes do Mundo. 9. cia) inscritas no quadro republicano. própria condição epidémica. nas” 8 milhões. num clima Mandou o governo que não prosseguissem os exames nos liceus. nível da sua actividade económica tardava litares (…) em dar resposta aos desafios e às possibili- Miranda do Douro. entrecruzado por crises e per- Morreram do mesmo mal quase 50 milhões deve ser contada considerando o contexto turbações nacionais e internacionais afectando de pessoas no Mundo inteiro. da guerra e da morte. até nova ordem. epidemias entre 1918 e 1919. sensibilidades polí- A Luta. o generalizado atraso eco- nómico e social português. famílias inteiras. dessa calamidade que flagelou países. só cial e político. ele foi circunscrito e longe portaram a memória sofrida. se em cortejo fúnebre. o horror da fome e o quadro de miséria humana instalada. H I S T O R I A 1918: Pneumónica. Guerra e do sidonismo. entre críticas e reacções de sinal con- forme ou contraditório. A epidemia continua a alastrar. 10 de Outubro de 1918: mónica. tégias dos poderes públicos (ou sua ausên. É certo que os teatros e os animatógrafos continuam abertos. determi- A gripe pneumónica. portanto. é mais perigosa que nas escolas. bidade registado no nosso País. não sendo certamente estra. potenciando a já tétrica trilogia da mi. as políticas e estra. mais ou menos crise económica e social. estando a população num verdadeiro pânico. Assim seria. receios e até propostas de que acima se reproduz um mero aponta. e decorrem. Entre críticas. não atravessem processionalmente conjuntura da I Guerra. naram um momento de viragem. Continuam prolongando-se os casos da gripe pneumónica.

as propostas pelo Director Geral de Saúde.H I S T O R I A porque não era sequer claro o curso que ha. entre Agosto e Dezembro. caracterizada por uma elevada taxa de mor. mas. dicamentos. em condições normais. Ricardo Jorge. falta de vontade/visão e a incapacidade de tímido crescimento demográfico. quados impediu o tratamento adequado das A pneumónica chegou abruptamente. que nos tratou com acentuada benignidade. tendo entretanto che. quando bém requintar de gravidade. O tifo. mais branda. Fez-se o que se pôde. “convivia” com a pneumonia e a varíola. estando na génese do nome de Gripe Espa- sem ficar definitivamente excluídos. retorna desencadear e potenciar dinâmicas auto-sus. aliados poderosos: a guerra. duas concepções contraditórias que o A gripe espanhola atacou generalizadamente ao Conselho Superior de Higiene: deviam orientar. e que até de mais fraca difusão que a habitual Entre desencontros políticos. sobretudo os mais velhos. esvaziamento da memória histórica – pudes. como verdadeiramente devastadores. fa. tal como de resto aconteceu em muitos ou. torais e. -se. entre ter passado… Porém. sobretudo devido às médicos e dos processos clínicos mais ade- deslocações de pessoas. matou cerca de 100 mil portugueses). sabe-se que nos inícios de trando uma dimensão inusitada. no quadro das ideias da época. os mais tros países. De resto. os mendigos e os indigentes. e outros A pneumónica. gerando o Março de 1918 a doença já se manifestava pânico entre todos e deixando evidente o qua- nos EUA. desacertos es. atingiu com grande fisionomia da doença. onde as deplo. atingiu as zonas li. influenza. A influenza pneumónica face ao debate que opunha. transformando-se numa pandemia bater. em breve. o País teimou entre a da Guerra. -la. por vezes contraproducentes. propagando-se duramente pelo País. Foi antecedida pelo tifo que. em ondulações su- tentadas de desenvolvimento. Epidemiologia desenvolvimento económico do País. a insuficiência e a incapacidade 1917 e 1918. a gene- com origem em Espinho. 308. assumindo efeitos quanto à excepcionalidade da tragédia. quando menos se espera. esforços imen- a epidemia se manteve em situação mais ou sos no sentido de perceber e vencer esta gripe. defendia somava 5. ções muito mais violentas. mos- Na realidade. menos controlada. Tem este jeito sabido a influenza. çar pela medicina… a ciência médica não veu-se em duas vagas: uma primeira. resul- gundo ciclo. há que reconhecer a especialização do País na produção agrícola. que defendiam o apoio causa de morte era. a que sucedeu um se. De um lado uma concepção o País. enfim. ráveis condições de higiene favoreceram a veria de presidir à condução dos destinos do sua propagação rápida. um conjunto de ideias dispersas. atávico taminação veiculada por pulgas e piolhos. Lisboa e Porto. as de- gueses. Em meados de Julho o pior parecia ferido acima. tantes de um quadro de maior percepção rivelmente dramático. ter. Maio e finais de Julho. gou a provocar mais de 400 mortos por se. p. (…) tratégicos. vivendo em cidades. Entre vítimas e inibiu a possibilidade de conter a zendo brutalmente recordar o horror que Junho e Julho grassou na capital. vitimou mais de 2 mil portu. emer- gado a Portugal a partir de Espanha. Entre tudo. tos nefastos. atingindo uma população que em 1911 A vaga epidémica que nos princípios de que. entre as Continentes. de pouca demora. Uma população “frágil”. a pandemia contava com marcara o ciclo de grandes surtos epidémi. A partir daí desenvol. mia à escala mundial. a ausência de conhecimentos teiriças. que mais serviram para caracterizá- samento económico. Depois da aparente acalmia. talidade. cuja principal nares. e o cortejo interminável de efei- XIX. porém.550 mil habitantes. características diferentes no que respeita à em que vivia a maioria da população. A gripe atingiu inicialmente as zonas fron. que assumiu propor. onde che. Considera-se hoje em dia. em que Entre medidas exploratórias. Trazia já no seu séquito os ataques pulmo- com algum fundamento em correntes do pen. accionando me- que em escassas semanas atingiu todos os didas. em que cená. nhola porque ficou conhecida. em finais de Agosto. a come- fronteira alentejana. entre advertências mais consistentes. como já foi re- cos. ralizada escassez de bens alimentares e me- violência a cidade do Porto. mas não há dúvida que foi o menos ma- a uma industrialização que as circunstâncias a tuberculose (que só entre 1910 e 1920 ligna possível. propagando-se a partir daí para a dro de incapacidade generalizada para o com- Europa. sobretudo por con. de ploráveis condições de higiene e sanitárias pobres. em particular. nomeadamente militares. entre sabia ainda lidar com esta doença. sem a relativa inocência da primeira. pela giu um cenário de total impotência. em termos de como na época Ricardo Jorge identificou. tudo quanto carismava a . Nota apresentada pelo prof. O ano negro de 1918 cessivas. A Medicina Contemporânea. branda. favoreceram a propagação da Pneumónica foi declarada em Espanha uma epidemia gri. e estas reincidências costuma tam- rios de miséria social – semelhantes aos que Tudo começou em Maio de 1918. 20% dos quais Junho rolou de Hespanha. em particular infantil. Ricardo Jorge ideias. o surto agravou- vável a origem norte-americana da doença. quais autorizações de deslocações de pessoas. dificuldades financeiras. 29 de Se- em 1918 – para lá do habitual e constante pal que em breve se propagaria a Portugal – tembro de 1918. por outro. veio provocar a interrupção do rola. Em Junho já era uma epide. dos serviços de saúde e de assistência. persistente até aos meados do século mana. somando os seus efeitos aos Desde Agosto que uma nova vaga se en- escolhos recorrentes. rebentou uma segunda vaga. como sendo mais pro. e sempre iam fazendo abortar.

Se. pois. a falta de médicos.soas.deixando-a. nómica e social nacional.Homens (sendo certo que alguns a conside- até contraproducentes. assistir as suas víti. essa. cos iam lançando mais ou menos nham um palco dramaticamente favorável à à toa. corpos amontoados. Debalde se tentou montar um com- bate organizado à epidemia. como as lançadas pela necendo ao longo do mês de Novembro. todos ten. a rapidez progressão da doença. nalguns casos. não che- gavam para tantas vítimas… não havia sequer capacidade para en- terrar os corpos… No Beato: Chegada do Chefe de Estado ao Asilo Maria Pia. que a especulação agravava. Em Sacavém: O Sr. o País em geral. sem escolher víti- mas. ser- viços oficiais.A Pneumónica. pelo assassinato de Sidónio Pais. Sidonio Paes percorrendo o recinto onde foi. por um lado. surpre- da Pneumónica em Portugal. Esta propalaria em com que alastrou e a dimensão crescendo até Outubro – o mês mais negro que a epidemia alcançou. a generalizada ausência de condições de higiene. de História Contemporânea veis. as formas de combater a espanhola. não limbo do subconsciente colectivo – como se maior parte das medidas implementadas sur. tando contra as precárias condições é distribuida a sopa de vida que afectavam a maioria da população. Lu.raram castigo divino). a falta de medicamen- tos. as injustiças sociais. era total a ignorân- cia quanto a medidas profiláticas a implementar. tudo tivesse acontecido fora da Terra dos tiram ineficazes ou inúteis e. por outro lado. enderam todos. Professora do Departamento de História e totalmente inoportunas. da Universidade Nova de Lisboa . onde está instalada a “Sopa para os pobres”. reuni. no generalizado ou a escassez de recursos. como memória dolorosa. concretamente. em breve inflamada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas teis ou dos autênticos placebos que.. Dr. económico tentes. compu. Os hospitais improvisados. autoridades. eram ao local onde funciona a “Sopa para os pobres” muitas… Como quase sempre acon- tece. eco. era possível travar a tragédia. entre os poucos ricos e os muitos pobres as clivagens eram cada vez maiores. Passado o período mais dramático. para além dos que existiam. miséria e sofrimento. que por junto terá morto (as taram ajudar. e * Investigadora do Instituto reflexos. dações mais avisadas. Mas Direcção-Geral de Saúde. a insufi- ciência dos serviços de saúde. naquelas condições. impo. rapidamente se quis “esquecer”. que os negó- Em Sacavém: Chegada do Sr. a tragédia alimentou-se da mi- séria: a pneumónica penalizou so- bretudo os mais desfavorecidos. no sentido de lutar contra a estimativas variam) entre 50 e 70 mil pes- Entre o desconhecimento generalizado sobre gripe e. estavam suspensos do des. materiais e humanos. entre liceus e casas particulares. é certo. públicos e privados. Apesar de chegar a todos. O grupo de internados naquele asilo que lhe fez a guarda d’honra ram-se imensos esforços. a tivos. a epidemia foi-se desva. Surgiram muitas iniciativas. para não falar das medidas precipitadas fecho da Guerra e da situação política. Um pouco por todo o lado o es- pectáculo era a morte. por essa altura. tiveram poucos enfim. população em geral. dos conselhos inú. Presidente da República cios de guerra avolumavam. sobretudo os mais carenciados… Palia. reu em Outubro. os meios políticos. mesmo as recomen. as autoridades e os médi- e social da população portuguesa. o pânico mas. a pneumónica continuou a devastar… ceifando vidas.pobreza ou o baixo nível cultural.. que ocor. surgindo desajustadas ou irrealizá.

da Física.ª ordem. as leis de público instruído por disseminar ideias sobre com os novos meios computacionais – indi.ª tura da escrita destas linhas com cerca de lei. falecido a 16 de Abril de 2008. em sistemas determinísticos e de atractores leis de Newton. porque um conjunto de méto- ado em 1991: Lorenz “influenciou profunda. se conhecermos as velocidades e Crick. sido Lorenz. foi solver a equação de Newton no contexto cor- neste transparente artigo de 11 páginas que respondente – mecânica do ponto. Repare-se: as mesmas mas governados pelas equações da dinâmica ginou com Lorenz é geralmente designado equações devem descrever água a ferver na newtoniana não possuem necessariamente a por Dinâmica Caótica (o termo mais popu. Possivelmente pode. O atractor de Lorenz. na ci. Newton para o escoamento de fluidos (for- o determinismo de sistemas que satisfazem cações de que sistemas muito simples podem muladas por Navier e Stokes. Dificilmente terá o mesmo reconhe. É conveniente recordar os conceitos com que nal de Edward Lorenz “Deterministic non. Ou. o como equações de Navier-Stokes) são não- mostrou serem incorrectas. duzam de ânimo leve. (. eis o que o eminente James Lighthill altura dava os primeiros passos. As ondas de choque das descobertas de Lo. minha cozinha. No entanto. Assim. determinístico. mear os maiores cientistas do século XX. pletamente inútil. um berlinde. basta formular e re- Jorge Buescu * pretensioso artigo de apenas 5 páginas. podendo mesmo renz não foram imediatas. Lorenz introduziu as ideias-chave que revo. maior encontra-se num sítio tão mundano em 1986 nos Proceedings da Royal Society: tica pura. metade do século XX: a existência de Caos Mas as equações diferenciais. e conhecidas as leis de Newton que. e na al. para Edward Lorenz descrever totalmente um sistema. o escoa­ . à medida que iam tinha as suas pequenas “nuvens negras”. tos do ar na atmosfera. depois de 1960. é caótico. de n corpos ou dinâmica de fluidos. Não há lugar ao acaso ou a im- renz.) As teorias trabalho de Lorenz foi redescoberto. seja ele Tal como Einstein revolucionou as nossas con. tência do hoje famoso “atractor de Lorenz”. a lei da 4300 citações ISI. newtoniano. de experiências numéricas coamento de fluidos. pheric Sciences. É nesse artigo que Lorenz apre. com que foi galardo. Isto quer ríamos encontrar Niels Bohr ou Watson e ditos “estranhos” ou caóticos em sistemas dizer que. de Newton. De facto. o sistema solar ou os movimen- cepções de espaço e tempo num curto e des. posições dos planetas do sistema solar. Edward Lorenz Fica para sempre a sua Borboleta propriedade da ‘predictabilidade’”. equação diferencial de 2. e tão complexas que a esperança modernas de Sistemas Dinâmicos revelaram ingénua de as resolver analiticamente é com- claramente o facto inesperado de que siste. o seu fico à Laplace: o sistema solar é um grande ser considerado o cientista mais influente da artigo. são deterministas. se ter dinâmicas extremamente complexas. cialista afirma trabalhar em “Teoria do Caos”). tempo despercebido fora da comunidade Se o leitor pensa haver exagero nestas pala. obviamente. passou durante bastante forma. evolução é totalmente determinada pelas leis tico e meteorologista americano Edward Lo.. dos não faz uma “Teoria”. mesmo na visão extrema do de- vras. a base das ciências físicas. relógio que se comporta sempre da mesma segunda metade do século XX. não-lineares. sadequado. em 1963. a estatura científica de Lo. analisa e extrai as conclusões da exis. publicado em 1963. o que o torna num dos dinâmica. É este o princípio do determinismo cientí- renz é equivalente à destes. publicado no Journal of the Atmos. que afirma que os sistemas mecâ- artigos de Matemática com mais citações nicos se comportam de acordo com uma científicas da História. as correntes do mar. O novo corpo de conhecimento que se ori. As leis de Newton são periodic flow”. “força = massa × aceleração”. que nessa Claro que. afirmações que se pro. O movimento é sempre o mesmo. lar “Teoria do Caos” é talvez um pouco de- tação do Prémio Kyoto. anos. construído a partir de um sistema totalmente Não são. Crónica Faleceu o Pai do Caos. A Theoretical and Applied Mechanics) escreveu surgindo de vários quadrantes – da Matemá. sistema S e se pedisse ao cidadão comum para no. a Mecânica Clássica (então Presidente da International Union of das décadas de 60 e 70. De facto. a sua cimento junto do grande público o matemá. Lighthill refere-se ao artigo fundacio. restrita da Meteorologia Dinâmica. Mas ao longo terminismo laplaciano. com 90 precisões. estamos a trabalhar. e portanto as rer seria o de Einstein. Em particular a 2. da Biologia e dinâmica como a nossa cozinha: é a turbulência no es- “Devemos pedir colectivamente desculpa ao de populações. lucionaram a investigação científica na segunda provavelmente o primeiro nome a ocor. Com a baliza dos anos 1960.. -lineares. sicas e desencadeou uma das mais dramáticas E verificou-se que o primeiro autor moderno transformações da imagem da natureza pelo a identificar inequivocamente o Caos tinha ser humano desde Isaac Newton”. senta. nunca um espe- mente um conjunto alargado de ciências bá.

aumentando a taxa de aquecimento. em 2008 não se sabe mesmo se as equações de Navier-Stokes têm solução matemática bem definida! A única possibilidade que temos para descrever a turbulência é uma abordagem estatística.. Lorenz tinha observado o Caos num sistema determinista. O modelo de Lorenz reduz a análise a 3 variáveis. Era (e é!) uma tarefa titânica. É o facto de haver demasiadas variáveis individuais. exis- tirem sempre milhões de milhões de moléculas individuais. enquanto uma contorna um dos buracos do atractor.mento do fumo de um fósforo. e é isso o que o torna caótico. Lorenz observou que havia um valor crítico a partir do qual este movimento é instável: as correntes vão aumentando de amplitude. Mas para um ser infinitamente inteligente. temperatura e velocidade dos ventos observados. Imaginemos dois pontos inicialmente tão próximos quanto queiramos. que a complexidade do movimento de um fluido – água do mar. afastam-se uma da outra. Lorenz analisa um modelo matemático para o fenómeno de convec- ção – que o leitor pode observar na sua cozinha. Em pri- meiro lugar. formando correntes ordenadas – células de convec- ção. Não vale a pena ter ilusões. e as células são destruídas – de maneira aparen- temente imprevisível. ar na at- mosfera – é devida ao facto de. mas por um objecto geométrico muito mais complexo. ele tem dependência sensível nas condições iniciais. Há muitas características notáveis no atractor de Lorenz. Não há uma solução que descreva tudo isto. in- vertem o sentido. a água quente sobe ordenadamente. É neste contexto que surge o artigo de Lorenz. que conseguisse resolver todas as equa- ções simultaneamente. aquecido por baixo e frio por cima. Acabarão por ser irreversivelmente separadas: mais tarde ou mais cedo. aproximando-se do atractor. a turbulência seria tão simples como o mo- vimento de um relógio. num volume muito pequeno. Quando a taxa de aquecimento é muito baixa. correspondente a células de convecção está- veis. Isto pode levar-nos a pensar que a turbulên- cia é muito complicada porque há “muitas variáveis”. Nos anos 60. resolvendo as equações da dinâmica de fluidos por computador.. que “atrai” quase todas as órbitas – o atractor de Lorenz (figura 1). No chamado “espaço de fase” (formado pelas 3 variáveis). As previsões meteorológicas passaram a ser realiza- das com base nos dados de pressão. Aliás. a outra fica do lado oposto. a Meteorologia Dinâmica dava os pri- meiros passos. Mas. Temos uma camada de fluido. que origina a complexidade aparente do movimento dos fluidos. com o advento dos computadores e a existência de dados meteorológicos globais. e vamos ver o que acontece quando aumentamos a taxa de aquecimento. o comportamento do sistema já não era descrito por uma órbita periódica. perdem estabilidade. . e a impossibilidade de re- solver as equações de Newton para cada uma delas. Sobre o atractor as trajectórias di- vergem: embora mantendo-se sempre sobre ele. os turbilhões de um ciclone. Isto é. e deixemo-los “fluir” no espaço de fase.

Embora pareça uma superfície. Crónica Em segundo lugar. uma pertur. na presença de ceber-se disso. existe sempre ficava sucessivamente a minúscula diferença dores. É bastante instrutivo. ciais que fazia as trajectórias divergir – ampli. um sistema não precisa de nas condições iniciais vai fazer.. Mas essa preci. Mas não: o problema era que o computador E a partir dos anos 70 e 80 o desenvolvi- O Caos determinista do atractor de Lorenz fazia os cálculos com seis casas decimais mas mento dos Sistemas Dinâmicos enquanto tem implicações profundas. devido aos padrões psicadélicos que permi- tos. da Universidade de Lisboa . portanto. “espalhar” essa bola. ter efeitos macroscópicos visíveis. com o Num certo sentido. portamentos muito complexos. E. corpo de conhecimento foi explosivo. reiniciou a sua simulação em com. tem gerar). livro The essence of chaos. planetas. Bastam três variáveis para se ter comportamento complexo – Caos! Em terceiro lugar. A melhor descrição do trabalho do dia anterior. tentaram compreender se a complexidade lar é impossível – a única coisa observável é traordinariamente simples (descrito por 3 que observavam nos seus sistemas era “es- o atractor global! variáveis!) pode ter dependência sensível nas trutural” (muitas variáveis) ou “caótica” (Efeito condições iniciais. em muito por Lorenz. iniciais. a dependência sensível origem ao termo “Efeito Borboleta”. note-se que este sistema tem dimensão muito baixa: só tem três va- riáveis! Assim. * Professor na Faculdade de Ciências problema de programação. de resto. em português é o livro de James Gleick Caos putador a partir de um ponto intermédio da turbação infinitesimal no estado da atmos. Apli. só imprimia três. de uma borboleta no Brasil provocar um tor. fractais através de Mandelbrot (que até entre posso saber (com muita sorte!) a posição dos estava a dar condições iniciais próximas mas os hippies se tornaram um assunto da moda. Lorenz se eu estiver a lidar com um sistema caótico nado no Texas? Foi esta conferência que deu mostrou que. um corpo muito sólido de conheci- imprecisão na determinação das condições inicial até ela se tornar macroscópica! mentos matemáticos em grande expansão. ambas as trajectórias divergiam completa. nomia. Em 1972. não de um ponto Americana para o Avanço da Ciência. verificar como bação infinitesimal pode. isso contribuiu também o aparecimento dos cer as grandezas com precisão infinita. cunhado desde Newton. ao aper- todo o atractor. por muito pe. título Predictabilidade: pode o bater de asas grandeza que varie com o tempo de acordo quena que seja. com uma lei é um sistema dinâmico. mas de uma “bola”. como tornados (também mente. ou da pressão. não pode ser: é antes uma espé- cie de “folhado de superfícies” com um nú- mero infinito de folhas – matematicamente. nunca se podem conhe. se estiver interessado em bastante tempo despercebido. pouco depois. cando esta ideia à dinâmica da atmosfera. os cálculos para for caótico. Ora. não é de estranhar: uma único. o destino de uma trajectória particu. de condições iniciais. camente a. e uma enorme multidão de aplicações às ci- O significado do trabalho de Lorenz passou ências físicas. mesmo à Eco- Isso significa que. no seu verificou que. e depois de um atractor de Lorenz se assemelhar geometri. pouco tempo de- Lorenz se convenceu de que estava a obser. Começou por pensar tratar-se de um não foi certamente inocente o facto de o problema do computador. à Engenharia. a ideia de que o comporta- mento de um fluido é complexo porque há “demasiadas variáveis” e temos de recorrer a descrição estatísticas está errada. pois. o dos fenómenos caóticos. diferentes. os cientistas de todas as áreas Caos. Borboleta). (Gradiva). Eu ções iniciais com apenas três casas decimais. Lorenz reiniciou o programa com as condi. Observe-se que. Sis- temas muito simples podem ter dinâmicas muito complexas. que pode. Para saber mais sobre a história e as ideias var um fenómeno real e não um artefacto. No entanto. temperatura e ven. Era a sensibilidade às condições ini. A ideia é que um sistema hidrodinâmico ex. se o comportamento desta de Lorenz é feita por ele próprio. cobrindo a sensibilidade às condições iniciais.. Figura 1 um “conjunto de Cantor”. ao contrário do que se julgava como o de Lorenz. originar fenómenos macroscópi. Ou seja. as novas gerações de computa- são é sempre finita – ou seja. e. uma borboleta). bater de asas de uma borboleta gera uma per. uma excelente fonte Um dia. Quando. para descrever sugestivamente ser estruturalmente complexo para ter com- pouco tempo. no dia seguinte. com 10 casas decimais. Para num sistema físico. rapidamente fera. Este Caos é determinístico e de baixa dimensão. Lorenz mostrou que a es- trutura geométrica do seu atractor é extre- mamente complexa. cos catastróficos. prever o futuro de um sistema concreto. renz proferiu uma conferência na Associação devo analisar a evolução. Lo.

thestartracker.com www. “A Bolsa do Voluntariado vem potenciar um ‘mercado’ virtual de voluntariado. facili. Esta informação. em versão PDF. “os nossos membros centivando os Go- partilham a mesma nacionalidade. por exemplo. tica. é cheio Indústria cosmética de recursos e contém uma grande quanti- http://ec. 21 de Maio de 2008. bi- tando a vida a quem dela necessita. A partir do momento em que se encontram registados. in- salientado no site.com/por2/default. É uma Digistan (The Digital rede social que funciona por convite e pro. o site também possui um glossário. inclusive. Trata- -se de uma ferramenta on-line em tempo real que aproveita as qualificações dos voluntários e promove a capacitação das organizações”. muito bem catalogada. Como não presas tem na Internet. É interessante perceber a abordagem e a forma como a ques- tão das Tecnologias.asp Este interessante site mos- tra a história da energia em Portugal.bolsadovoluntariado. Os voluntários que querem colaborar registam-se na página Voluntário e as Organizações que pretendem receber voluntários registam-se na página Orga- nizações. estava disponível. Internet Talentos portugueses no estrangeiro unem-se Declaração de Haia para conteúdos digitais www. que tem como particu. podia deixar de ser. ambos os lados podem procurar o que querem na lista disponível. é. História da energia www. no sítio que a Direcção Geral das Em. Como é seus conteúdos. neste caso mais específico o Software. antes da existência deste quantidades de energia associadas a produtos e fontes usados site. Assim. A Comissão Europeia lançou um novo serviço on-line para a indústria cosmé. a ção Universal dos Di- “The Star Tracker”.eu/enterprise/cosmetics/cosing dade de informação. que se encontra agora devidamente compilado e catalogado. ou de voluntários ou de entidades que deles precisem. testemunhos. a laridade ser apenas para portugueses. vernos a adopta- resses e afinidades e o propósito da rede rem standards li- é promover o networking e ajudar-nos mu.digistan. vres e abertos no tuamente a atingir o sucesso”.europa. Construído por um grupo de inves- tigadores ligados às te- máticas da energia e a elas próximas.pt de trabalho voluntário. Standards Organi- cura congregar pessoas “talentosas” que zation) adaptou os estejam a viver fora de Portugal. inte. na actividade humana – actualmente e no passado. como é salientado.historia-energia. ticas. reitos do Homem. rentes sistemas de unidades. preencher um formulário e esperar para ver se a A Declaração foi posta on-line a sua candidatura é aceite. procu- Bolsa do Voluntariado rando ser o ponto de encontro entre a procura e a oferta www. É também possível ter acesso a opiniões do comité científico relativa. e era um dos documentos mais consultados. um con- informação sobre as substâncias autorizadas na União Europeia para fins cos. as mente às substâncias em questão. Neste site pode aceder a um conjunto de informação essencial para esta Aqui encontra estatís- indústria.org/hague-declaration:pt Este é o endereço que dá acesso à entrada Partindo da Declara- para uma interessante rede social on-line. possível aceder a bliografia e. e conta com cerca de 2500 subscritores. para dife- méticos. versor que calcula. dinamizar o encontro de necessidades e vontades. Este site congrega uma bolsa de voluntariado. Aqueles que não que respeita ao são convidados a participar nesta rede podem software. pode ser transposta para os Direitos Universais do Homem. .

comentário e ilustração das normas parceria com a Agri-Ciência. Sílvia Gonçalves Edição: AJAP/ Agri-Ciência Edição: Jorge Gabriel Furtado Falorca De potencial interesse para todos aqueles que estão ligados ao sector O livro aborda o tema das acessibilidades para pessoas com mobilidade agrícola. O livro está estruturado de uma forma fácil e objectiva. Os aspectos fundamentais para o desenho e desenvolvimento de data Nesta obra encontra toda a legislação actualizada sobre arrendamento urbano. segundo o método do Modelo Dimensional. e também não se limita a referir factos. Gestão da Empresa Agrícola”. de toda a legislação. pois revela sentimentos e promissores”. Angola e Moçambique. e nos combustíveis/tipos de propulsão possíveis e mais e militares. LIVROS EM DESTAQUE Sector dos Transportes – – Uma Perspectiva energética No Ocaso da Guerra do Ultramar – e ambiental (2. tendo os seus autores visitado vários produtores de diferentes análise. através da análise. oportunos e optimizados para o processo de tomada de decisão”. transportando-nos de uma análise macro – enquadramento dos três cenários de guerra. Edição: Edições Sílabo. O livro tem ainda como propósito sensibilizar os intervenientes no sectores da agricultura para o desenvolvimento deste trabalho. incluindo a legislação em portuguesa. Notícias Autor: Jorge da Fonseca Nabais de um correspondente de guerra. José Castro Coelho. Gestão da Empresa Agrícola no Século XXI Coordenação Científica e Redacção: Leonor Queiroz e Mello. Em anexo encontra também modelos de estudantes da área da informática. a sua evolução recente e futura em função das dias. O livro destina-se a todos aqueles que têm interesse nesta área e em grandes repositórios de dados.ª Edição) – Uma derrota pressentida. sistemático e alfabético. uma vez que a entrada em vigor do referido Produtos Agro-Pecuários”. Lda. comunicações e pretendam maximizar a utilidade e operacionalidade da informação existente cartas. Lda. Para abordado nesta obra. indeléveis que estão bem presentes na sociedade portuguesa até aos nossos culminando nos veículos. mas também a todos aqueles que (…) contratos de arrendamento habitacional e não habitacional. que consiste num resumo simplificado por conceitos discutidos neste livro interessam não apenas aos profissionais e temas. O livro inclui um CD-ROM com diversos trabalhos vivências duma frente de Guerra que teve lugar num passado ainda recente apresentados de uma forma didáctica. mostra a angústia sentida e descreve situações Transporte Colectivo/Transporte Individual e identificando os vários aspectos pelas quais passaram muitos dos jovens da sua geração. o livro “não se destina apenas a ex-Combatentes directivas da UE. O primeiro é sobre “Marketing de meio técnico da construção. Autor: Carlos Pampulim Caldeira Jacinto Hilário Edição: Edições Sílabo. ente outros no consumo energético em termos de emissões poluentes e de gases de assuntos relacionados com este conflito. . concretamente no Decreto-lei n.º 163/2006 colecção de três manuais que aborda três dos temas fundamentais na gestão de 8 de Agosto. Pinheiro Autores: Jorge Falorca. Arrendamento urbano – Novo Regime Data Warehousing – Conceitos de Arrendamento Urbano – 2008 e Modelos Autores: José Alexandrino Aurélio. que muitos desconhecem ou pretendem ignorar…”. com Acessibilidade António Cipriano A. o segundo sobre “Gestão e Administração de Decreto-lei vem introduzir obrigatoriedade de cumprimento de várias Empresas”. e para ajudar num tema com alguma complexidade. processo construtivo para estas matérias. e com o apoio do Programa AGRO. são o assunto Para facilitar a sua consulta. e o terceiro sobre “Tecnologia de Informação e Comunicação na especificações. Ao longo do seu texto são apresentados múltiplos além disso. “Os um guia prático do utilizador. a Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP). Como diz o seu autor. Projectar e Construir Miguel Castro Neto. focando a política e a situação energética. Guiné. deixando marcas que controlam/minimizam o impacte energético e ambiental no sector –. A sua pertinência é justificada pela relevância que tem para o da empresa agrícola na actualidade. Edição: ETEP – Edições Técnicas e combatente na Guiné Profissionais Autor: Fernando de Sousa Henriques Trata-se da segunda edição de uma obra na qual o autor “adopta uma O livro traça o percurso da vida militar do seu autor e faz um breve metodologia muito peculiar. possui ainda exemplos práticos de aplicação dos conceitos teóricos abordados. lançou uma públicas na legislação em vigor. A sua experiência na Guiné. recorrendo a interfaces amigáveis. em condicionada. à qual estufa – para uma análise sectorial dos Transportes – abordando a dicotomia não se pode ficar indiferente. apresenta a informação de forma simplificada e de fácil consulta. a contribuição da UE e de Portugal abordando também o armamento e equipamentos mais utilizados. Os livros contam com exemplos da realidade proporcionando informação vasta sobre a área. warehouses. possui índice geral.

com/portugal/events/eventos_2008-09-30.co.ª Feira Internacional 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 14 a 18 Setembro 2008.ecce2008. Califórnia.php?&c=interpescas&template_ 28 29 30 www. Universidade do Minho.debuminho.exposalao. Alemanha 14 15 16 17 18 19 20 18 a 21 Setembro. Lisboa 28 29 30 (Ver Pág.fe.peb.com/home 25 26 27 28 29 30 28 29 30 31 http://spie.org 28 29 30 Europe_Conference_and_workshops.idc. Rimini. Alemanha 17 18 19 20 21 22 24 23 10 a 14 Agosto 2008.asp? AGOSTO SETEMBRO D S T Q Q S S 6th International Conference D S T Q Q S S 100% Detail 2008 – An Event Focusing 3 4 5 6 7 8 1 2 9 on Scalable Vector Graphics 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 on Innovative Building Products and Materials 10 11 12 13 14 F 16 26 a 28 Agosto. Batalha 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 =32&Itemid=1 28 29 30 www. Parque de Exposições de Braga 21 22 23 24 25 26 27 www.html SETEMBRO SETEMBRO Caldas Moodle’08 – II Encontro Nacional HMC08 – Historical Mortars Conference D S T Q Q S S D S T Q Q S S das Comunidades de Aprendizagem Moodle 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13 24 a 26 Setembro 2008. Lisboa 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 www. Congresso da Federação Internacional D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 on developing new solar-based energy sources 1 2 3 4 5 6 das Associações de Engenharia Automóvel 3 4 5 6 7 8 10 11 12 13 14 F 9 16 to meet growing global needs 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 14 a 19 Setembro.ª Construnor – Exposição de Máquinas D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 do Colégio de Engenharia Agronómica 1 2 3 4 5 6 e Materiais de Construção 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 13 Setembro 2008.pt/chempor2008 28 29 30 id=308 SETEMBRO SETEMBRO D S T Q Q S S Portugal GameOn D S T Q Q S S Acess MBA Tour – Reuniões one-to-one com 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 5 a 7 Setembro 2008. Bélgica 10 11 12 13 14 F 17 18 19 20 21 22 16 23 17 a 22 Agosto.pt/index.php?Zona=0&Tipo=1 28 29 30 28 29 30 (Ver Pág.ª Conferência Internacional D S T Q Q S S and Authorization of Chemicals sobre Qualidade do Ar e Climas Interiores 1 2 1 2 3 4 5 6 3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 16 a 18 Setembro 2008.html 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 http://caldasmoodle.pt/website/pt/index.ordemdosengenheiros.pt/portugues/index.pt/portal.php?id=1771 SETEMBRO SETEMBRO D S T Q Q S S Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva D S T Q Q S S BPM e BI – Business Process Management 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 16 a 19 Setembro 2008. Centro de Congressos do Estoril 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 directores de admissão de escolas onde são 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www. 61) 28 29 30 www.cgvonline. Companhia das Lezírias 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 25 a 28 Setembro 2008. Copenhaga.org 28 29 30 SETEMBRO 1. 46) SETEMBRO 1. Lisboa www.ª Feira de Máquinas e Equipamentos Hospitais – Contratação.com SETEMBRO OUTUBRO D S T Q Q S S 7th EUROMECH – European Fluid Mechanics Conference D S T Q Q S S Euro BLECH 2008 – 20.mims.º Congresso Nacional sobre os Novos SETEMBRO D S T Q Q S S D S T Q Q S S FEMOP 2008 – 4. Braga 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.com/GameOn/Home/Home.tecnargilla.org/2008 28 29 30 www. Itália 28 29 30 http://paginas.uk/events/workshops/EFMC7 26 27 28 29 30 31 www.eu 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 30 Setembro 2008. EUA 21 22 23 24 25 26 27 www. Agenda NACIONAL SETEMBRO SETEMBRO Interpescas – Salão Internacional do Mar. Parque de Exposições de Aveiro 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 4 a 6 Setembro 2008. Evaluation D S T Q Q S S Indoor Air 2008 – 11. ExpoSalão. Earls Courts.indoorair2008. Alemanha 21 22 23 24 25 26 27 19 20 21 22 23 24 25 28 29 30 www.manchester.com .º Encontro Nacional SETEMBRO 18.rapra.jsp INTERNACIONAL AGOSTO Solar Energy + Applications – Symposium focused SETEMBRO FISITA 2008.htm 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 leccionados alguns dos mais prestigiados MBA 28 29 30 (Ver Pág. Reino Unido 17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 24 31 25 26 27 28 29 30 www.ac. Londres. D S T Q Q S S 10.100percentdetail.pt/index.uk SETEMBRO SETEMBRO TECNARGILLA 2008 – International Exhibition D S T Q Q S S CLME 2008 – 5.pt/clme/2008 28 29 30 www. Centro Cultural de Belém.exposan. Construção e Gestão para Construção Civil e Obras Públicas 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 16 a 17 Setembro 2008.lnec.euroblech. Antuérpia. 61) 28 29 30 20 Setembro 2008. Munique. Sana Lisboa Hotel.com/mba-events/access-mba-tour/lisbon-september-20/index.xml AGOSTO SETEMBRO REACH Europe – Regulation. Hanôver. Madeira 7 8 9 10 11 12 13 e Business Intelligence em análise 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www. Dinamarca 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.º Congresso Luso-Moçambicano D S T Q Q S S of Technology and Supplies for the Ceramics de Engenharia 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 2 a 4 Setembro 2008. Caldas da Rainha 14 15 16 17 18 19 20 http://hmc08. Maputo 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 and Brick Industries 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 30 Setembro a 4 Outubro 2008.opet. LNEC. Reino Unido 12 13 14 15 16 17 18 21 a 25 Outubro 2008.org/solar-energy.fisita.accessmba. San Diego. Lisboa 14 15 16 17 18 19 20 12 e 13 Setembro 2008.php?option=com_content&task=view&id 14 15 16 17 18 19 20 25 a 28 Setembro 2008. Nuremberga.up.ª Conferência Internacional D S T Q Q S S Pescas e Aquicultura de Engenharia Química e Biológica 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13 18 a 21 Setembro 2008. F 6 7 8 1 2 9 3 10 4 11 Tecnológica da Transformação da Chapa 14 15 16 17 18 19 20 Universidade de Manchester.svgopen.pt 21 22 23 24 25 26 27 www.net/products_and_services/Conferences/Reach_ 24 31 25 26 27 28 29 30 www.