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II Série | Número 105 | Maio/Junho 2008 | Bimestral

Maio/Junho 2008
II Série | Número 105 | 3

Director Fernando Santo | Director-Adjunto Victor Gonçalves de Brito a engenharia portuguesa em revista

DESTAQUE
CASO Eng.º Sá da Costa ANÁLISE
ENTREVISTA DE ESTUDO “O preço da chuva, O 3.º Choque
Eng.º Agostinho Lopes Primeiro posto do sol, do vento e Petrolífero
É premente a aposta de biocombustíveis das ondas foi, é e Eng.º Mira
no sector energético no País será sempre zero” Amaral
Página 30 Página 34 Página 38 Página 78

INGENIUM
II SÉRIE N.º 105 - MAIO/JUNHO 2008
´
SUMARIO
5 Editorial
Propriedade: Ingenium Edições, Lda.
Director: Fernando Santo “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”
Director-Adjunto: Victor Gonçalves de Brito
Conselho Editorial:
Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho, António Manuel Aires Messias, Aires 6 Primeiro Plano
Barbosa Pereira Ferreira, Pedro Alexandre Marques Bernardo, João Carlos
Moura Bordado, Paulo de Lima Correia, Ana Maria Barros Duarte Fonseca, Consolidação e internacionalização são chaves para o sucesso
Miguel de Castro Simões Ferreira Neto, António Emídio Moreiras dos Santos,
Maria Manuela X. Basto de Oliveira, Mário Rui Gomes, Helena Farrall, Luis
Manuel Leite Ramos, Maria Helena Terêncio, António Carrasquinho de Freitas, 8 Notícias
Armando Alberto Betencourt Ribeiro, Paulo Alexandre L. Botelho Moniz

Edição, Redacção, Produção Gráfica e Publicidade: Ingenium Edições, Lda.
10 Breves
Sede Av. Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 352 46 32 12 Regiões
E-mail: gabinete.comunicacao@ordemdosengenheiros.pt
Região Norte Rua Rodrigues Sampaio, 123 - 4000-425 Porto
Tel.: 22 207 13 00 - Fax: 22 200 28 76 16 Tema de Capa
Região Centro Rua Antero de Quental, 107 - 3000 Coimbra
Tel.: 239 855 190 - Fax: 239 823 267 16 Energia: o motor da humanidade – Energia eléctrica
Região Sul Av. Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 313 26 90 18 Renováveis em crescimento
Região Açores Rua do Mello, 23, 2.º - 9500-091 Ponta Delgada
Tel.: 296 628 018 - Fax: 296 628 019
22 A crise do petróleo e os preços dos combustíveis
Região Madeira Rua da Alegria, 23, 2.º - 9000-040 Funchal 24 Portugal mais Eficiente
Tel.: 291 742 502 - Fax: 291 743 479
26 A Certificação Energética de Edifícios comemorou o seu primeiro ano de vida
Impressão: L isgráfica, Impressão e Artes Gráficas, S.A.
Rua Consiglieri Pedroso, 90 – Casal de Sta. Leopoldina
2730-053 Barcarena 30 Entrevista
Publicação Bimestral | Tiragem: 46.000 exemplares Eng.º Agostinho Lopes – Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento
Registo no ICS n.º 105659 | NIPC: 504 238 175
Depósito Legal n.º 2679/86 | ISSN 0870-5968
das Questões Energéticas da Assembleia da República
É premente a aposta no sector energético
Ordem dos Engenheiros

Bastonário: Fernando Santo 34 Caso de Estudo
Vice-Presidentes: Sebastião Feyo de Azevedo,
Victor Manuel Gonçalves de Brito Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados - Primeiro posto de biocombustíveis no País
Conselho Directivo Nacional: Fernando Santo (Bastonário), Sebastião
Feyo de Azevedo (Vice-Presidente Nacional), Victor Manuel Gonçalves de
Brito (Vice-Presidente Nacional), Gerardo José Saraiva Menezes (Presidente 38 Destaque
CDRN), Fernando Manuel de Almeida Santos (Secretário CDRN), Celestino
Flórido Quaresma (Presidente CDRC), Valdemar Ferreira Rosas (Secretário Eng.º António Sá da Costa – Presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN)
CDRC), António José Coelho dos Santos (Presidente CDRS), Maria Filomena
de Jesus Ferreira (Secretário CDRS).
“O preço da chuva, do sol, do vento e das ondas foi, é e será sempre zero”
Conselho de Admissão e Qualificação: João Lopes Porto (Civil),
Fernando António Baptista Branco (Civil), Carlos Eduardo da Costa Salema 42 Inovação
(Electrotécnica), Rui Leuschner Fernandes (Electrotécnica), Pedro Francisco
Cunha Coimbra (Mecânica), Luís António de Andrade Ferreira (Mecânica), Microalgas para Biodiesel – O Desafio do Presente para um Futuro Sustentável
Fernando Plácido Ferreira Real (Geológica e Minas), Nuno Feodor Grossmann
(Geológica e Minas), Emílio José Pereira Rosa (Química), Fernando Manuel
Ramôa Cardoso Ribeiro (Química), Jorge Manuel Delgado Beirão Reis (Naval), 44 Ingenium
António Balcão Fernandes Reis (Naval), Octávio M. Borges Alexandrino
(Geográfica), João Catalão Fernandes (Geográfica), Pedro Augusto Lynce de Estatuto Editorial e Relatório de Gestão do Exercício de 2007
Faria (Agronómica), Luís Alberto Santos Pereira (Agronómica), Ângelo Manuel
Carvalho Oliveira (Florestal), Maria Margarida B. B. Tavares Tomé (Florestal),
Luís Filipe Malheiros (Metalúrgica e de Materiais), António José Nogueira
46 Colégios
Esteves (Metalúrgica e de Materiais), José Manuel Nunes Salvador Tribolet
(Informática), Pedro João Valente Dias Guerreiro (Informática), Tomás Augusto 68 Comunicação
Barros Ramos (Ambiente), Arménio de Figueiredo (Ambiente).
Presidentes dos Conselhos Nacionais de Colégios: Hipólito José Campos 68 Geográfica – S istema Combinado de Varrimento Laser-fotogramétrico
de Sousa (Civil), Francisco de La Fuente Sanches (Electrotécnica), Manuel
Carlos Gameiro da Silva (Mecânica), Júlio Henrique Ramos Ferreira e Silva na Observação de Estruturas
(Geológica e Minas), António Manuel Rogado Salvador Pinheiro (Química),
José Manuel Antunes Mendes Gordo (Naval), JAna Maria de Barros Duarte 72 Naval – P ropulsão eléctrica com pilha de combustível a hidrogéneo e painéis fotovoltaicos
Fonseca (Geográfica), Miguel de Castro Simões Ferreira Neto (Agronómica),
Pedro César Ochôa de Carvalho (Florestal), Rui Pedro de Carneiro Vieira de
para embarcações
Castro (Metalúrgica e Materiais), João Bernardo de Sena Esteves Falcão e
Cunha (Informática), António José Guerreiro de Brito (Ambiente). 78 Análise
Região Norte
Conselho Directivo: Gerardo José Sampaio da Silva Saraiva de Menezes 78 O 3.º Choque Petrolífero
(Presidente), Maria Teresa Costa Pereira da Silva Ponce de Leão (Vice-
Presidente), Fernando Manuel de Almeida Santos (Secretário), Carlos Pedro 80 O Impacto da Energia Eólica na Gestão Técnica do SEN
de Castro Fernandes Alves (Tesoureiro).
Vogais: António Acácio Matos de Almeida, António Carlos Sepúlveda Machado 84 O Decreto-lei 301/2007
e Moura, Joaquim Ferreira Guedes.
Região Centro
Conselho Directivo: Celestino Flórido Quaresma (Presidente), Maria Helena
86 Conselho Jurisdicional
Pêgo Terêncio M. Antunes (Vice-Presidente), Valdemar Ferreira Rosas
(Secretário), Rosa Isabel Brito de Oliveira Garcia (Tesoureira). 88 Legislação
Vogais: Filipe Jorge Monteiro Bandeira, Altino de Jesus Roque Loureiro,
Cristina Maria dos Santos Gaudêncio Baptista.
Região Sul 89 História
Conselho Directivo: António José Coelho dos Santos (Presidente), António
José Carrasquinho de Freitas (Vice-Presidente), Maria Filomena de Jesus 1918: Pneumónica ou a Gripe Espanhola
Ferreira (Secretária), Maria Helena Kol de Melo Rodrigues (Tesoureira).
Vogais: João Fernando Caetano Gonçalves, Alberto Figueiredo Krohn da Silva,
Carlos Alberto Machado. 92 Crónica
Secção Regional dos Açores
Conselho Directivo: Paulo Alexandre Luís Botelho Moniz (Presidente), Victor
Faleceu o Pai do Caos, Edward Lorenz. Fica para sempre a sua Borboleta
Manuel Patrício Corrêa Mendes (Secretário), Manuel Rui Viveiros Cordeiro
(Tesoureiro). 96 Internet
Vogais: Manuel Hintze Almeida Gil Lobão, José António Silva Brum.
Secção Regional da Madeira
Conselho Directivo: Armando Alberto Bettencourt Simões Ribeiro (Presidente), 97 Livros em Destaque
Victor Cunha Gonçalves (Secretário), Rui Jorge Dias Velosa (Tesoureiro).
Vogais: Francisco Miguel Pereira Ferreira, Elizabeth de Olival Pereira.
98 Agenda

EDITORIAL

“Na natureza nada se cria,

Foto: Paulo Neto
nada se perde, tudo se transforma”

D
esde a Revolução Industrial que a produção veis. Com o debate sobre a energia, estamos tam­
de energia, nas suas diferentes formas, tem bém a discutir o nosso futuro, sem esquecer outro
constituído o suporte do nosso modelo de de­ recurso essencial, a Água.
senvolvimento. O princípio de Antoine Lavoisier de Nesta edição da “Ingenium” abordamos o tema da
que “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se Energia, com a convicção de que muito ficou por Fernando Santo
transforma”, exige cada mais energia para a produção tratar, o que justificará uma futura análise.
de bens e serviços e para a sua própria mobilidade.
As primeiras experiências, na última metade do sé­ Mas as dificuldades actuais da nossa economia não
Tudo o que temos obtido,
culo XX, para se produzir electricidade e a utiliza­ se limitam aos preços dos combustíveis. Portugal está
ção do petróleo como fonte de alimentação dos mo­ há muitos anos a consumir muito mais do que pro­ enquanto associação
tores, marcaram o século XX. Entrámos no século duz, aumentando diariamente o endividamento do profissional, tem sido com
passado com a crescente implementação do com­ país e das famílias. O aumento da produção e do muito trabalho e com uma
boio e dos navios como grandes meios de transporte, valor acrescentado dos bens e serviços é, igualmente,
inestimável participação
depois surgiu o automóvel como alternativa de uso um dos grandes desafios nacionais. Por isso, a Ordem
individual e logo de seguida o avião. Todos contribuí­ dos Engenheiros irá realizar, nos dias 2 e 3 de Outu­ de todos os membros que
ram para uma crescente dependência do petróleo e bro, na cidade de Braga, o seu XVII Congresso, de­ têm colaborado com a
de outros combustíveis fósseis. dicado ao tema da “Internacionalização da Engenha­ Ordem dos Engenheiros.
ria Portuguesa”. Estamos convictos da importância
Após a II Guerra Mundial, o mundo Ocidental pas­ da engenharia como recurso estratégico para a reso­
A todos muito obrigado!
sou a produzir, de forma maciça, electrodomésticos lução dos principais problemas nacionais.
e outros bens que necessitavam de electricidade para
a sua produção e utilização. Começaram a surgir Como suplemento desta edição distribuímos uma
novas fontes energéticas, embora todo este modelo síntese do Relatório e Contas dos órgãos nacionais da
fosse mais limitado aos países ditos desenvolvidos. Ordem relativo ao ano de 2007, no qual se divulgam
Com o primeiro choque petrolífero, em 1973, co­ alguns dos principais dados sobre a situação econó­
meçaram a instalar-se a maioria das centrais nuclea­ mica e financeira da Ordem dos Engenheiros, sobre
res, deixando a produção de energia de estar assente as actividades realizadas e sobre o movimento asso­
nos combustíveis fósseis. Com o início da globaliza­ ciativo. Fruto de uma gestão rigorosa, obtivemos, a
ção, após a queda do muro de Berlim, em 1989, e o nível nacional, um resultado líquido de 945.048 , e
início do desenvolvimento dos países asiáticos, como o número de membros cresceu 4,6%, uma das maio­
a China e a Índia, aumentou-se, ano após ano, o con­ res taxas de sempre. Apesar de 2007 ter sido um ano
sumo de energia e as emissões de gases com efeito de eleições, continuámos com a actividade corrente
de estufa. Em 2000, cerca de 1/3 da produção mun­ de emissão de pareceres sobre a legislação e realizá­
dial de petróleo já se destinava à China. mos dezenas de seminários sobre os principais temas
O conceito de sustentabilidade introduzido nos fi­ nacionais. Demonstrámos que os engenheiros são in­
nais dos anos oitenta do século XX, passou a estar dispensáveis para o debate das grandes questões na­
presente em todos os debates. Para agravar as difi­ cionais e para a procura das soluções. Tudo o que
culdades já percebidas, os especuladores dos merca­ temos obtido, enquanto associação profissional, tem
dos financeiros, cada vez mais sofisticados, aprovei­ sido com muito trabalho e com uma inestimável par­
taram a oportunidade para fazer disparar o preço do ticipação de todos os membros que têm colaborado
petróleo, que também tem servido como fonte de com a Ordem dos Engenheiros.
receita de todos os países industrializados, através A todos muito obrigado!
dos impostos aplicados. É por tudo isto que continuamos a acreditar que Por­
Finalmente, após a construção desta pirâmide inver­ tugal tem futuro e conseguiremos ultrapassar as di­
tida, de necessidades energéticas cada vez maiores, ficuldades.
a partir das mesmas fontes, o mundo começou a pro­
curar alternativas, focalizadas nas energias renová­ Desejo a todos umas boas férias!

PRIMEIRO PLANO
Consolidação e internacionalização
são chaves para o sucesso
Há lugar para optimismo nos sectores da Cons- nicação social e por alguns analistas”. E, no
trução e do Imobiliário em Portugal. Esta foi uma seu entender, “os agentes do mercado deve-
das principais tónicas de um seminário onde foram rão ter uma atitude mais positiva”.
analisados os sectores nos dois países ibéricos, No que respeita à internacionalização, um dos
salientando-se que a aposta nos mercados inter-
temas mais abordados pelos oradores deste
nacionais e a necessidade da existência de um
adequado planeamento de infra-estruturas públi- seminário, António Mota, Presidente da Mota-
cas são factores de suma importância para estas -Engil, afirmou que “o primeiro factor crítico
actividades. para o sucesso da internacionalização é a exis-
tência de um mercado nacional sólido. O se-
Texto Ana Pinto Martinho gundo é a consolidação ou especialização”. tegração europeia, acentuaram as diferenças
Fotos Atelier Sérgio Garcia
Esta opinião foi também partilhada pelo Pre- entre o desenvolvimento dos sectores da
sidente Executivo da OPWAY Engenharia, construção e as razões que determinaram a
Jorge Grade Mendes, que acredita que “a res- dimensão e capacidade económica das em-
posta à grave e prolongada crise no sector está presas espanholas face às portuguesas.
em aquisições e fusões, diversificação de ac- O sector da construção é um dos mais im-
tividades e internacionalização”. portantes na economia de qualquer país, pois
o seu contributo para o PIB e para o em-
prego fazem dele um dos motores da eco-
nomia.
Durante a sua intervenção, o Ministro das
Obras Públicas, Transportes e Comunica-
ções, Mário Lino, reforçou exactamente a
importância do sector, afirmando que o in-
vestimento nos sectores da Construção e do
Imobiliário é necessário, pois ele “é respon-
Mercado português sável, no nosso país, por cerca de 12% do
precisa ser consolidado emprego a que correspondem 600 mil em-
A falta de consolidação no mercado portu- pregos directos”.
guês foi apontada como um dos pontos fra-

A
aposta nos mercados internacionais e a cos face ao mercado espanhol, onde as em-
importância de um adequado planea- presas de construção têm dimensões muito
mento das infra-estruturas públicas são maiores, fruto do tamanho do país, mas tam-
alguns dos factores chave realçados por vá- bém de um movimento de consolidação re-
rios dos responsáveis do sector da constru- sultante da grande quantidade de fusões e
ção que estiveram presentes no Seminário aquisições que começou há mais de 15 anos,
subordinado ao tema “Os sectores da Cons- data avançada por José Manuel Elias da Costa,
trução e do Imobiliário em Portugal e Espa- Administrador do Banco Santander Totta.
nha, e os desafios estratégicos num contexto Também os Engenheiros Angel Corcóstegui
de mudança”, que foi organizado pela Ordem e António Bernardo, que analisaram as es-
dos Engenheiros (OE) no dia 28 de Maio, tratégias seguidas nos dois países desde a in-
em conjunto com o Colegio de Ingenieros
de Caminos, Canales y Puertos de Espanha, Mário Lino adiantou ainda que o investimento
e que contou com a presença de profissio- em infra-estruturas básicas programado “afi-
nais dos dois países. gura-se, hoje, absolutamente determinante,
Apesar dos problemas que o sector enfrenta, (…) e por essa razão vamos prosseguir com
o Bastonário da OE, Fernando Santo, fechou o plano de investimentos em curso”.
o evento afirmando que, “após o que foi ex- Este plano de investimentos inclui a cons-
posto, o futuro parece mais favorável do que trução de mais 1000 km de novas auto-es-
a percepção subjectiva veiculada pela comu- tradas, a Rede Ferroviária de Alta Veloci-

nas últimas déca. em 2006). E em relação aos tratos com menores rendimentos. que vieram a ganhar dimensão adequado. Paulo Alexandre Sousa. com a introdução das licenciaturas de “ciclo um aumento de capital direccionado para o curto”. o Novo Aeroporto de Lisboa. em 2006. panha definiu uma estratégia que se man. timos dados. crescido. vernos. que inclui escritó- se mantenham. segundo os úl- Na sua intervenção. Para alguns dos Santander. é o do mercado da habitação própria. Embora. o que 24%. lientaram.8 MM . ainda que seja rios. Os activos imobiliários continuam a ser dos uma vez que. armazéns. como aconteceu em Espanha. No Portal da Ordem países da UE e o aumento do desemprego dos Engenheiros (www. redução superior a 30%. dade de engenharia que têm e a qualidade dos nanciamento Imobiliário da Caixa Geral de ceira Travessia do Tejo. sar do aumento dos juros. entre outros. compete dizer. a produção poderá mesmo ter tou que a redução dos investimentos públi. cado. apresentando o timento público tem de ser o veículo para um minante”. Lino referiu que a partilha de mercados pelos bitação não ter sofrido grandes quebras. o único todos os oradores como um dos caminhos a sub-sector que aparenta ter mais problemas seguir. é que o in. sendo o inverso ainda mais no. o know-how seja uma ques- globalizado”. tão que está bem posicionada em Portugal. da totali- Também Fernando Santo afirmou haver a tório. designadamente nos Sectores da O mercado empresarial. o Bastonário da das construtoras e dos investidores portugue- OE salientou que. afirma esperar que 2008 seja um oradores. o Bastonário acrescen. na opinião da maioria em diversos sectores e a afirmar-se no mundo dos participantes. dentro deste mercado. José Manuel Elias da Costa. Numa importante garantir um quadro e um ambiente tanto em Portugal como em Espanha. Es. Acrescentou ainda que. mercado dos activos imobiliários. Mas há caminho para mais. PRIMEIRO PLANO dade. cial Portuguesa (PALOP) e o Leste Europeu 10%. défice no mercado de arrendamento como sector de construção nacional mais forte e que sos grupos empresariais portugueses a operar uma das possíveis causas para tal facto. com uma quebra de paração com os 18.ordemdosengenheiros. partilhada por diferentes ser feita por empresas fortes do ponto de Governos. teve No dia 17 de Novembro as duas associações como consequência um abrandamento do profissionais realizarão idêntico seminário na crescimento da economia. a Ter. ciais para as empresas portuguesas. com uma representa um crescimento de mais de 5%. do Banco tização da internacionalização. seus profissionais. acrescentando que “temos já diver. Na sua intervenção. “perante as ameaças. Mas a aposta na internacionalização só pode teve no tempo. dois mercados foi salientada a grande capaci. empresários espanhóis e portugueses “é deter. ses em Espanha”. em Espanha. para 19. A especialização é outro dos pontos dados Ainda no que respeita ao mercado imobiliá- como de extrema importância para a concre. segundo o Bastonário Fernando Santo. mais seguros a nível mundial. com Portugal a cidade de Madrid. apontados como alguns mercados preferen. promovendo a fusão e aquisição vista financeiro e que tenham o know-how de empresas. rio. Construção e do Imobiliário. E nos últimos mundial. porque são dos tugueses são dos melhores formados a nível que apresentam menor risco. fábricas. independentemente dos Go. procurando actualizar as perder 7% face ao crescimento médio dos informações divulgadas. tracção em Espanha. neste momento. desde o início de 2007 que o sec- É exactamente essa uma das necessidades através da fusão ou aquisição de empresas lo.7 MM (em com- cos em infra-estruturas. tendo caído. tor se encontra num contexto de forte con- que os intervenientes portugueses mais sa. Esta situação não se registou pt) poderão ser consultados os documentos nos restantes Estados-membros. de apoio às intervenções do seminário. An. a percentagem destinada ao mercado mento em infra-estruturas a 10-15 anos. até agora. nos dois países ibéricos. encontra-se bem. em 2007. Segundo este es- um bom processo de internacionalização será pecialista. de 5 para 8%. ape- tónio Mota afirma: “o próximo ciclo de inves. Mário Depósitos. da Direcção de Fi- . cais. segundo Carlos Moedas. planeamento e planos de concretização que bem-vindo. causa. desde 2002. breve análise ao registado. falando-se na possibilidade das empre. e no sector do imobiliário. salientou o facto do crédito à ha- Sobre esta aposta do Governo no sector. até à data. gundo este responsável. os engenheiros por. com vestimento espanhol em Portugal é sempre de arrendamento não foi superior a 3%. sendo os Países Africanos de Língua Ofi. n O mercado imobiliário O caminho da internacionalização A análise ao mercado imobiliário levou à con- A internacionalização foi apontada por quase clusão de que. E o que me dade de novos fogos que entraram no mer- necessidade de políticas públicas de investi. a forma mais correcta de conseguir ano de retoma em Portugal. ao abrigo do Processo de Bolonha. Presidente da Aguirre Newman Portugal. questão que está a ser posta em anos tem havido. e mesmo sas portuguesas e espanholas criarem parcerias assim as maiores dificuldades existem nos es- com vista a este objectivo. Se- projecte a internacionalização das empresas”. de reciprocidade relativamente à intervenção das.

que tem início no dia 2 de Outu­ nhecimento e a visão empresarial da interna­ ros”. a CGD apoiará a OE a nível técnico e científico sempre que se justifique para ambas as partes e concedendo-lhe também um patro­ cínio. na área da cons­ ção da OE perante os desafios do século XXI”. Ainda no primeiro dia rea­ reinserção profissional” e “O empreendedorismo. Dr. tores de actividade. bém as duas entidades a desenvolver em conjunto título de Patrocinador Institucional. A Ordem dos Engenheiros renovou uma parce­ sede da Caixa Geral de Depósitos. que sejam seus clientes. onde O XVII Congresso será finalizado com 3 interven­ aos engenheiros uma visão mais abrangente e será destacada a dinamização da internaciona­ ções. transmitidos sobre a forma de mesa re­ liza-se uma sessão plenária sobre a “Aborda­ a Directiva Serviços e as mudanças culturais”. passando esta Para além de todas estas vantagens. em con­ junto com a OE. a OE atribui à CGD o versitária da CGD. . permitindo a apresentação da visão da multidisciplinar dos diferentes sectores e tipos lização e factores de competitividade. sobre a capa­ gundo dia de trabalhos serão preenchidos com cidade das empresas nacionais para integrarem Na sessão de abertura será divulgado o estudo sessões plenárias onde serão reflectidos os se­ esse movimento. devendo ser olhada O segundo dia começa com 3 sessões parale­ como um recurso estratégico em diferentes sec­ las. bem como os factores fa­ o contributo da engenharia para o desenvolvi­ nitárias”. a inter­ Ordem dos Engenheiros sobre a “A avaliação do de empresas. conto nos bilhetes promovidos pela Culturgest. a todos os Membros da Ordem. “Recursos humanos: a emigração e a voráveis e adversos. soluções complementares de reforma para os Membros da OE. identificando novas oportuni­ encomendado ao Professor Daniel Bessa sobre guintes temas: “Engenharia em acções huma­ dades de expansão. Para além disso. versas Agências Universitárias e na Agência Uni­ de vantagens e benefícios. ao abrigo da qual os membros Santo. Com o Congresso de 2008 produtos e equipamentos”. a CGD dará aos membros da Ordem. me­ diante a prévia análise de risco individual. incluiu sessões plenárias e sessões mais cionalização. Para além disso. viços de valor acrescentado. “As competências e os actos de engenharia bro. de um cartão de crédito. a engenharia nologias de Informação e Comunicação”. A divulgação de casos prá­ mento da economia. bem como às áreas de “Tec­ para enfrentar a concorrência. ticos. donda ou de apresentações. e “Internacionalização do processo educa­ o seu contributo para uma reflexão sobre a ac­ tivo. O período da tarde vai ser preen­ – A regulamentação da profissão” e a “Interven­ específicas que decorrerão em paralelo. “Energia e Transpor­ (XVII). entidade a ser incluída nas acções e iniciativas da Ordem beneficiarão ainda de 10% de des­ O protocolo foi oficializado no dia 6 de Junho. propriedade intelectual e formação e qua­ tual situação do movimento de internacionali­ lificação”. Projecto e Serviços empresas portuguesas um esforço adicional de Engenharia”. e os alunos dos cursos de en­ sitos (CGD). Fernando Faria de Oliveira. na da Ordem. que terá como tema de fundo a “Prática da Internacionalização”. a Ordem dos Engenheiros pretende dar tes”.º Fernando seguros de grupo. Bioengenha­ formação do conhecimento em produtos e ser­ ria e Nanotecnologia”. Uma das ses­ Internacionalização da Engenharia Portuguesa. com ambas as chancelas. pelo Bastoná­ os Membros terão condições preferenciais para ria institucional com a Caixa Geral de Depó­ rio da Ordem dos Engenheiros. um conjunto de benefícios. a CGD proporcionará aos Membros o acesso a um pacote de produtos e serviços cuja listagem poderá ser consultada no site da Ordem. ou através das empresas especialistas do Grupo CGD. e o Presidente do Conselho de Adminis­ genharia terão atendimento especializado nas di­ da Ordem poderão usufruir de um vasto conjunto tração da CGD. OE estabelece parceria com a CGD Por seu lado. que se encontram agru­ Outubro o Congresso da Ordem dos Enge­ padas numa temática mais ampla denominada nheiros. O final da manhã e a tarde do se­ zação da engenharia portuguesa. que terão lugar até 31 de Dezembro. subordinadas aos temas “Exportação: bens. comprometendo-se tam­ Ao abrigo deste protocolo. que contemplará um conjunto de vantagens. sões será dedicada à “Produção e Tecnologia” Numa época em que a globalização exige das e outra à “Regulamentação. No que respeita ao seguro de Saúde Multicare. também permitirá gem Estratégica da Internacionalização”. A CGD compromete-se também estudar. os membros projectos de interesse comum. directamente. Entre estes benefícios conta-se a emissão. chido por 6 sessões paralelas. nacionalização pela via da inovação e do co­ ensino superior e a qualificação dos engenhei­ O Congresso. Notícias Congresso da Ordem sobre a Internacionalização da Engenharia Portuguesa A cidade de Braga vai receber entre 2 e 3 de trução e obras públicas. “Am­ constitui um recurso indispensável para a trans­ biente e Urbanismo” e “Materiais. Eng.

O Prémio. Os cinco finalistas deste ano provinham de diferentes cursos: André Fialho. no Ter- avaliação. e Nuno Pina. . premeia os melho­ o júri desta edição. consistentes e coerentes jamais produzidos em Portugal. a primeira refe- rente aos contextos e antecedentes ao plano. que veio definir o futuro desenho urbano e arquitectónico que ainda hoje subsiste na Baixa lisboeta. gear os portugueses e luso-descendentes residentes no estrangeiro que da Universidade Católica Portuguesa. Na categoria “Profissões Liberais” o vencedor foi Jorge Manuel Costa de Economia e Engenharia. Filipe Leal. um pavilhão multiusos com capaci­ SEAD. sem limite de idade. Manuel Dias. com particular relevo para as questões metodológicas. de Engenharia Médica. e composto por reiro do Paço. o vencedor foi Filipe Leal. rece­ Oliveira Nunes. Em segundo lugar ficou tado das Comunidades Portuguesas. tólica Portuguesa – Universi­ dade Nova de Lisboa (MBA conjunto). prove­ RTP. Ou seja: a capacidade de liderança. ceis de avaliar mas que são os factores-chave de sucesso dos líderes de A exposição tem ainda um espaço destinado às actividades do ser- amanhã. mostrando todas as suas perspectivas e característi- cas. um finalista de En­ Negócios Estrangeiros. Guida Baixa lisboeta Sousa. uma exposição inédita que assinala a passagem dos 250 anos sobre o plano urbanístico ela- borado após o terramoto que destruiu Lisboa em 1755. A exposição “Lisboa 1758. todos os elementos constituintes de um dos planos urbanísticos mais relevantes. A mostra está organizada em três secções principais. do Instituto Superior Técnico. de Engenharia Civil. se destacaram no exercí­ A possibilidade de participação de estudantes de engenharia foi viabilizada cio de actividades em di­ a partir de um protocolo estabelecido entre a Ordem dos Engenheiros e o versos sectores da vida Banco Santander Totta. a faculdade de responsabilização. O Para chegarem à fase final passaram por várias provas de apuramento e Páteo da Galé. escolheu os três premiados. o plano da Baixa hoje” mostra. da Universidade Católica Portuguesa. a segunda alusiva ao plano de 1758. também do Instituto Superior Técnico. António Vitorino e Estela até 1 de Novembro. nientes dos cursos de Gestão. de Engenharia e Gestão Industrial. tem por objectivo homena­ Nuno Pina. IESE. António Borges. do Instituto Superior Técnico. Os transmitida em directo pela três melhores finalistas. presidido por Francisco Pinto Balsemão. o sobre a regeneração da Baixa-Chiado. espírito ético e a capacidade de assumir riscos. da formação académica. em terceiro. de Gestão. com base em características bem difí­ pelo actual Executivo para a revitalização desta zona. na África do Sul. através do Gabinete do Secretário de Es­ genharia Civil. incluindo a estratégia delineada Barbot. Os vencedores das 12 ca­ através da concessão de opor­ tegorias dos prémios foram tunidades privilegiadas ao nível desvendados numa gala. alberga. res estudantes universitários. em exposição inédita de Economia – Finanças. social. Nuno Amado (Vice-presidente). um Engenheiro Civil. O júri. sendo a sua obra mais seguintes Universidades: IN­ emblemática o “Coca-Cola Dome”. e a última fase mostra a evolução da área-plano da Baixa entre a segunda me- tade do século XVIII e a actualidade. através de material audiovisual. residente na beram a oportunidade de fre­ África do Sul. Guida Sousa. do Instituto Superior Técnico. no dia 8 de Junho. da Universidade Nova de Lisboa e. nascido em Lisboa. O seu percurso profissional é particularmente relevante na quentar um MBA numa das concepção e projecto de estruturas metálicas. a capacidade de iniciativa. instituído pelo Ministério dos portas aos engenheiros. lançado em 2004 O Bastonário da Ordem pelo Santander e pelo jornal dos Engenheiros integrou Expresso. a viço educativo e um outro onde os visitantes podem fixar sugestões capacidade de trabalhar em equipa. Notícias Primus Inter Pares premeia Engenheiro civil ganha finalista de Engenharia Civil “Prémios Talento” N o ano em que o conceituado Prémio Primus Inter Pares abriu as suas O concurso “Prémios Talento 2007”. Universidade Ca­ dade para cerca de 40 mil pessoas. da Universidade Nova de Lisboa.

Breves
Comissão Europeia quer mercado dos Estados-membros. As acções Endereços
prioritárias comuns deverão tor-
de trabalho europeu para investigadores nar a UE um pólo mais atractivo
Internet ilimitados
ao dispor da Europa
N a sua recente comunicação in-
titulada “Melhores carreiras e
mais mobilidade: uma parceria
para os investigadores e permitir-
-lhes uma maior mobilidade entre
países e instituições e entre os sec-
em 2010
europeia para os investigadores”,
a Comissão Europeia procura es-
tabelecer uma parceria com os
tores académico e privado. É es-
sencial abrir sistematicamente o
recrutamento a todos os investi-
A crescente procura de serviços
baseados na Internet fará com
que, a breve trecho, não existam
Estados-membros a fim de garan- gadores, satisfazer as necessidades endereços suficientes para res-
tir a disponibilidade dos recursos dos investigadores itinerantes em ponder às necessidades. Se os
humanos necessários para manter rência global crescente na procura termos de segurança social e de utilizadores e os fornecedores de
e aumentar a contribuição da ci- dos melhores talentos, bem como pensões, oferecer condições de serviços Internet forem encora-
ência e da tecnologia para a eco- desafios demográficos. O objec- emprego e de trabalho justas e ga- jados a adoptar o mais recente
nomia europeia do conhecimento. tivo da parceria é harmonizar e rantir que estes tenham a forma-
A Europa enfrenta uma concor- concentrar os esforços de cada um ção e competências necessárias.

EDP premeia inovação tados. O Concurso de Ideias Luminosas – Eficiên-
cia Energética já está aberto e recebe candidaturas
na área energética até 31 de Outubro.
A iniciativa – promovida no âmbito do Plano de
Promoção de Eficiência Energética (PPEC) da En-
tidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE)
– quer incentivar o desenvolvimento de produtos
(hardware, software ou ambos) capazes de obter
poupanças quantificáveis no consumo de energia
eléctrica. O concurso é organizado em parceria com
a Universidade de Coimbra, estando, no entanto,
aberto a todas as outras instituições de ensino su-
perior. Dos 50 mil euros de prémio, 10 mil rever-
tem para a universidade, desde que a instituição

P rojectos de inovação na área da eficiência ener-
gética, idealizados por finalistas de cursos uni-
versitários, vão ser premiados pela EDP com 50
tenha apoiado os estudantes vencedores.
Os interessados podem obter mais informação e
toda a documentação necessária no site: protocolo Internet (versão 6 do
mil euros para os dois melhores produtos apresen- www.eco.edp.pt. IP, ou IPv6), o número de ende-
reços IP aumentará consideravel-
mente, à semelhança do que acon-
Prémios de Projecto de Iniciativa Empresarial teceu aquando da extensão dos

E stão abertas, até 30 de Setem-
bro, as candidaturas para os
Prémios de Projectos de Inicia-
números de telefone no século
XX. A Comissão Europeia esta-
beleceu recentemente um objec-
tiva Empresarial 2008. Dinami- tivo para a Europa: que, em 2010,
zado, em Portugal, pelo IAPMEI, 25% das empresas, das adminis-
o projecto foi lançado há três anos novidade o alargamento dos des- aceites candidaturas de parcerias trações públicas e dos particula-
pela Comissão Europeia com o tinatários a iniciativas nacionais, público-privadas e de iniciativas res utilizem o IPv6. Para isso, a
objectivo de identificar e premiar nas categorias “Promoção da ini- transfronteiriças, envolvendo pa- Comissão apelou a uma acção
as melhores práticas de iniciativa ciativa empresarial” e “Redução íses vizinhos. concertada a nível europeu que
empresarial na Europa, estimu- da burocracia”. As restantes ca- Os projectos a concurso deverão prepare todos os interessados para
lando o desenvolvimento econó- tegorias a concurso são “Desen- indicar de que forma a sua acti- esta mudança, que deverá ocor-
mico e a criação de mais e me- volvimento empresarial”; “Inves- vidade contribuiu para o desen- rer em tempo útil e de modo efi-
lhor emprego a nível local. timento em qualificações” e “Ini- volvimento da economia regional caz para evitar custos suplemen-
O Prémio é aberto, preferencial- ciativa empresarial responsável e durante o biénio 2006-07. tares para os consumidores, dando
mente, a entidades públicas ou inclusiva”. Mais informações em: assim às empresas europeias mais
privadas de carácter regional. A Para além de projectos promovi- www.iapmei.pt/iapmei-not-02. inovadoras uma vantagem con-
competição deste ano traz como dos individualmente, são também php?noticia_id=785 correncial.

Breves
Academias TIC nas escolas

A s escolas portuguesas vão ter 30 Academias TIC, ao abrigo de um
protocolo celebrado entre o Ministério da Educação e várias em-
presas da área das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
As primeiras empresas a criar estas Academias serão a Apple, a Cisco,
a Linux, a Microsoft, a Oracle e a Sun.

Cem mil milhões de dólares para
petróleo angolano

D urante os próximos cinco a
sete anos, a indústria angolana
de petróleo e gás vai ter um in-
AFP, citada pela Lusa, “o inves-
timento em exploração prevê a
abertura de 100 poços petrolífe-
vestimento no valor de 100 mil ros nos próximos 10 anos”. O
milhões de dólares, adiantou Ma- Presidente da Sonangol adiantou
nuel Vicente, Presidente da So- ainda que o esforço angolano per-
nangol, durante o seu discurso, mite “participar na estabilização
no XIX Congresso Mundial de do preço do petróleo”. As reser-
As Academias TIC irão oferecer formação extracurricular nas áreas Petróleo, que teve lugar em Ma- vas petrolíferas provadas de An-
de especialidade de cada uma das empresas parceiras. Setembro é drid no início de Julho. gola ascendem a 12,5 mil milhões
a data marcada para que os professores das escolas abrangidas pela Citado pela Lusa, este responsá- de barris.
primeira fase iniciem a formação com o objectivo de obter a certi- vel afirmou que os investimentos A turbulência que se tem feito
ficação necessária para leccionar nestas Academias. em actividade de produção e ex- sentir nas explorações nigerianas,
O protocolo surge no âmbito do Plano Tecnológico para a Educação, ploração têm em vista “assegurar país que historicamente é o maior
que pretende, até 2010, equipar as escolas portuguesas com 310 mil durante 5 anos o nível de produ- produtor de petróleo em África,
computadores, 9 mil quadros interactivos e mais de 25 mil video- ção”, que actualmente se apro- veio favorecer Angola que, em
projectores. xima dos 2 milhões de barris diá­ Abril e Maio deste ano, já ultra-
rios. E revelou que o perfil de passou a Nigéria em termos de
China e Vietname produção e as reservas que o país produção.
apostam na produção de arroz em Angola possui fazem com que seja pos- O país vai também receber in-
sível manter o actual ritmo de vestimento na produção de GNL

O Ministério da Agricultura e
Desenvolvimento Rural ango-
lano assinou recentemente um
Com estas acções, referiu, “o sec-
tor pretende incrementar a pro-
dução de arroz e acabar com a sua
produção durante 4 ou 5 anos.
De acordo com informação da
com a construção de duas novas
refinarias, no Lobito.

protocolo com a China e o Viet­ importação.” O país ainda enfrenta Projecto pioneiro de Geotermia
name, ao abrigo do qual os dois um considerável défice na produ-
países asiáticos vão apoiar Angola
na produção de arroz em pequena,
média e grande escala.
ção de arroz (…), sendo que quase
todo o arroz que consumimos é
importado, o nosso objectivo é
A Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coim-
bra (FCTUC) e a Empresa Geovita, do grupo Patris Capital, as-
sociaram-se para desenvolver um projecto pioneiro de aproveita-
Numa entrevista à Angop, o Mi- deixarmos de importar e come- mento do calor interno da Terra com vista à produção de energia
nistro da Agricultura e Desenvol- çarmos a exportar”, afirmou. eléctrica, através da implementação de uma forma inovadora de
vimento Rural, Afonso Canga, Em termos de produção de ce- Geo­termia – os Sistemas Geotérmicos Estimulados (SGE).
deu a conhecer que foi elaborado reais, o Ministro revelou que a Trata-se de uma energia renovável e ambientalmente limpa, com ca-
um plano que permitiu a impor- produção do sector agrário do pacidade de produção contínua e não dependente de factores meteo­
tação de diversas unidades de país, actualmente, ronda as 700 rológicos, que apresenta um elevado potencial no território nacional.
processamento de arroz, das quais mil toneladas, quantidade insu- Na sequência de um estudo de investigação realizado por uma equipa
algumas serão entregues ainda ficiente para satisfazer quer as do Departamento de Ciências da Terra da FCTUC, foi solicitada à
durante o mês de Julho aos pro- necessidades alimentares, quer Direcção Geral de Energia e Geologia uma área de exclusivo de pros-
dutores deste cereal. para o fabrico de ração animal. pecção e pesquisa, com cerca de 500 km2.

Regiões

Seminário “O olhar da engenharia Estes seminários tiveram como objectivos
fazer a contextualização nacional, europeia
através do Código de Contratos Públicos” e internacional do mercado dos contratos
públicos e oferecer uma visão global do novo

O Auditório do Museu Dom Diogo de
Sousa recebeu o Seminário “O olhar da
engenharia através do Código de Contratos
do Conselho Directivo do INCI, I.P, Eng.º
Hipólito Ponce de Leão, que partilhou com
os presentes a preocupação do enquadramento
Código de Contratos Públicos, com uma re-
flexão relativa aos conteúdos da Parte I, II
e III, seus principais Títulos, passando pela
Públicos”. Este seminário, realizado em duas do Código de Contratos Públicos no princí- compreensão dos conceitos, do enquadra-
edições, nos dias 11 e 18 de Junho, contou, pio da sustentabilidade e co-responsabilização mento e da abrangência legal, dos objectivos
na primeira, com a presença do Presidente de todos os actores deste processo. e da sua aplicação prática.
O Código de Contratos Públicos decorre da
transposição de directivas comunitárias e é
publicado em anexo ao Decreto-Lei n.º
18/2008 de 29 de Janeiro. Entrará em vigor
em 30 de Julho próximo.
As apresentações estão disponíveis no por-
tal da Região Norte da Ordem dos Enge-
nheiros: www.oern.pt

O IV Dia Regional Norte do Engenheiro
decorreu a 27 e 28 de Junho. Esta ho- Auditório cheio para o
menagem regional aos Engenheiros e à Enge-
nharia iniciou-se na cidade de Peso da Régua,
IV Dia Regional Norte do Engenheiro
através de uma visita técnica à obra de cons-
trução do Museu do Douro, seguindo-se uma
visita ao Instituto do Vinho do Porto.
A seguir à visita, pelas 20h00, realizou-se um
jantar-debate subordinado ao tema “Douro
Alliance”, tendo como orador o Eng.º José
Carlos Fernandes. No dia 28 de Junho, já em
Vila Real, o Auditório do Teatro Municipal en-
cheu-se para homenagear o Eng.º Luís Valente
de Oliveira e o Eng.º Manuel Cardoso Simões,
engenheiros de relevo da Região. A sessão con- anos ininterruptos de inscrição na Região Norte tonário da Ordem, Eng.º Fernando Santo. Na
tou ainda com uma palestra proferida pelo da Ordem dos Engenheiros, respectivamente, sessão esteve ainda presente o Presidente da
Eng.º Abílio Seca Teixeira, da EDP, dedicada com o alfinete de prata e de ouro. Câmara Municipal de Vila Real, Dr. Manuel
ao “Futuro da Hidroelectricidade na Região O Presidente do Conselho Directivo da Re- do Nascimento Martins, e o Vice-Reitor da
Norte”. Na sessão solene do evento foram dis- gião Norte, Eng.º Gerardo Saraiva de Mene- Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
tinguidos os membros com mais de 25 e 50 zes, abriu a sessão, que foi encerrada pelo Bas- (UTAD), Prof. Doutor Carlos Cerqueira.

II Encontro de Empresários Dr. Pedro Neto, o Delegado Distrital de Lei-
ria, Eng.º Carlos Marques, o Presidente do
e Engenheiros do Distrito de Leiria Conselho Directivo da Região Centro da
Ordem dos Engenheiros, Eng.º Celestino
de Leiria. O evento teve como objectivo re- Quaresma, o Presidente do Conselho Direc-
forçar os laços existentes entre as activida- tivo da Escola Superior de Tecnologia e Ges-
des empresarial e de engenharia, do distrito tão de Leiria, Eng.º Carlos Neves, e o Bas-
de Leiria, adequando o desenvolvimento tec- tonário da Ordem, Eng.º Fernando Santo.
nológico à sua realidade económica.
O Encontro teve início com uma visita guiada

A Delegação Distrital de Leiria da Ordem
dos Engenheiros e a NERLEI – Asso-
ciação Empresarial da Região de Leiria rea-
à unidade industrial da ROCA, S.A., insta-
lada na Estrada Nacional 1 (IC2), Madalena,
Leiria, a que se seguiu um seminário no au-
lizaram, no dia 27 de Maio, o II Encontro ditório do edifício da NERLEI, onde inter-
de Empresários e Engenheiros do Distrito vieram o Director Executivo da NERLEI,

Regiões

X Encontro Regional do Engenheiro cultural e de intervenção na sociedade. Este
Prémio foi atribuído ao Engenheiro Químico

R ealizou-se, no dia 31 de Maio, o X En-
contro Regional Centro do Engenheiro,
que teve lugar no Caramulo, no qual parti-
Augusto Vaz Serra e Sousa.
Na sessão solene do Encontro tomaram a
palavra os representantes dos Órgãos Regio-
ciparam 200 engenheiros. nais, o Bastonário da Ordem e o Professor
Para além das visitas ao Museu do Caramulo Carlos Fiolhais, que proferiu uma palestra
e à empresa Interecycling, neste Encontro intitulada “A nanotecnologia: a engenharia
foram homenageados os membros efectivos de amanhã é já hoje”.
que completaram 25 anos de inscrição na Por ocasião deste Encontro foi também efec-
Ordem, foram reconhecidos os melhores es- rectivo Regional que, anualmente, distingue tuado o lançamento do livro “Projectar e Cons-
tágios, por especialidade, concluídos em um membro da Região Centro pelo seu cur- truir com Acessibilidade”, da autoria do En-
2007, e foi atribuído o Prémio Conselho Di- rículo de mérito nos domínios profissional, genheiro Jorge Falorca e Sílvia Gonçalves.

XVIII Curso de Ética e Deontologia
A Região Centro levou a cabo, nos dias 13 e 14 de Junho, o XVIII
Curso de Ética e Deontologia, no qual participaram 128 Mem-
bros Estagiários.
O curso realizou-se em Coimbra, nas instalações do Departamento
de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Universidade
de Coimbra.

Prémio Inovação Jovem Engenheiro 2008 O Prémio destina-se a todos os membros da
Ordem, estagiários ou efectivos, inscritos em

E stão abertas, até 20 de Novembro, as can-
didaturas para a 18.ª Edição do Prémio
Inovação Jovem Engenheiro (PIJE), através
tar candidaturas de jovens engenheiros com
idade até 35 anos, ao invés dos 30 anos até
então regulamentados. Com esta alteração, o
qualquer das Regiões e Secções Regionais, e
cuja data de nascimento seja igual ou poste-
rior a 1 de Janeiro de 1973.
do qual a Região Sul da Ordem dos Enge- Conselho Directivo espera não só incremen- À semelhança de anteriores edições, a de
nheiros continua a apostar na inovação e nos tar o número final de candidaturas, como re- 2008 conta com o apoio da Fundação Luso-
jovens engenheiros. No ano em que o prémio ceber mais trabalhos com acentuada vertente -Americana para o Desenvolvimento e da
atinge a maioridade, o Conselho Directivo da empresarial, resultantes de uma maior matu- Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Região Sul, responsável por esta iniciativa ridade e experiência profissionais. São assim,
desde 1990, atento à realidade com que se aceites candidaturas de trabalhos nos diver- Informações
deparam actualmente os jovens engenheiros sos ramos da engenharia e serão galardoados Gabinete do Estagiário
e às dificuldades inerentes ao início das suas aqueles que se evidenciem, entre outros cri- E-mail: gabest@sul.ordemdosengenheiros.pt
carreiras profissionais, decidiu introduzir uma térios de avaliação, pelo seu carácter inova- Tel.: 21 313 26 77 − Fax: 21 313 26 90
alteração que acredita ser significativa: acei- dor e aplicabilidade prática. www.ordemdosengenheiros.pt

ventiladores encapsulados e vidros laterais. Entre os seus principais
Visita à Fábrica da Saint-Gobain Sekurit Portugal
clientes encontram-se várias marcas líderes do mercado automóvel.

O Conselho Regional Sul do Colégio de Engenharia Mecânica
promove, no dia 16 de Setembro, uma visita à fábrica da Saint-
-Gobain Sekurit Portugal, em Santa Iria da Azóia, unidade que se
Informações e Inscrições
Ordem dos Engenheiros – Região Sul
dedica especialmente à produção de vidro automóvel. Serviços de Formação Profissional e Cultural
Com cerca de três centenas de colaboradores, a Saint-Gobain Sekurit Tel.: 21 3 132 666 − Fax: 213 132 690
Portugal produz, entre outros, pára-brisas, tectos panorâmicos, vidros E-mail: actividades@sul.ordemdosengenheiros.pt

F oram cerca de 50 os participantes que se aventuraram, no dia 31
de Maio, na descida do Tejo, entre Constância e Tancos, em canoa.
A iniciativa, promovida pelo Conselho Regional Sul do Colégio de En-
Engenheiros descem Tejo em canoa
mada a navegação que conduziu os participantes até Tancos. Seguiu-
genharia Naval, reuniu membros da Ordem, familiares e amigos que, -se um merecido almoço, depois do qual foi visitada a vila de Cons-
seguindo as instruções técnicas dos monitores, navegaram entre Cons- tância e admirada a parte histórica e arquitectónica da vila, que in-
tância e Tancos, fazendo uma paragem no Castelo de Almourol, onde cluiu a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia e algumas das ruas mais
visitaram este monumento militar medieval. Após a visita, foi reto- pitorescas, bem como o Museu dos Rios e das Artes Marítimas.

a cargo turístico. dadas as boas-vindas e feita uma apresenta. tes e Saúde: da Investigação à Decisão – Preparar o Futuro”. no au- ditório da Ordem dos Engenhei- A Região Sul da Ordem dos Engenheiros. Benchmarking e Seis Sigma ficou bem patente nesta Sessão. Informações e Inscrições A grande experiência de Gregory Watson nas temáticas da Quali- Ordem dos Engenheiros – Região Sul dade. e dos campos da assinatura e fotografia actualizada.ª Madalena San Bento. no âmbito do Sistema de Gestão da Qualidade. ex-Presidente da American do evento é contribuir para informar. no Salão Nobre Fragoso. e actual Presi- bem como aproveitar o conhecimento e a experiência existentes a dente da Business Excellence Solu- nível nacional. decidiu pro- mover um seminário dedicado às “Perspectivas sobre as Radiações ros. Os participantes puderam também ouvir Porto (FEUP) de 1973 a 1978. uma intervenção sobre a evolu- A Ribeira Grande. Vice-presidente da International Academy for Quality e tivas da engenharia. Watson é ainda Mestre em Gestão da Qualidade. Eléctricas de Baixa Tensão”. Luis M. pela Dr. com base técnica e científica. abrangendo as prin. Serviços de Formação Profissional e Cultural O orador apresentou um conjunto de assuntos sobre o papel da En- Tel.ª Dina Sil- Municipal. Açores. falou sobre diversas questões rela- cionadas com a actividade da Ordem e dos ção da Engenharia desde o fim do curso. falou o Eng. O objectivo Watson. Miguel participantes pelo Presidente da Câmara com o LNEC. Regiões Perspectivas sobre Master Class com Gregory Watson as Radiações Electromagnéticas D ecorreu no dia 9 de Maio. Membro do Conselho Internacional do Institute of Industrial Engi- cipais áreas do problema. através do Conselho Regional do Colégio de Engenharia Electrotécnica. Sobre a actividade do Laboratório Regional uma exposição sobre diversos aspectos da As actividades incluíram uma recepção dos de Engenharia Civil (LREC) e a sua relação Geologia e Riscos Geológicos de S. titute e pelo Institute of Industrial Engineers. onde lhes foram LREC. As inscrições estão abertas até ao dia 18 de Setembro. outra dedicada ao “Di- A Secção Regional solicita o empenho de todos os membros nela inscritos para que mensionamento de Instalações de Bombagem” e uma esta iniciativa seja realizada com sucesso. e o Jardim Botânico das Furnas. Society for Quality. uma Master Class su- bordinada ao tema “Managing Engi- neering for Organizational Excellence”. da Dr. para prever a realização de três acções para o 2. especialista em Cidades. culdade de Engenharia da Universidade do Engenheiros no Arquipélago. Houve ainda lugar para uma apresentação Foram visitados diversos locais de interesse ção dos vários painéis de azulejos do Salão.pt com exemplos práticos e estabelecendo sempre a ligação com o ac- www. gestores de em- presas e profissionais da Qualidade. nomeadamente a Lagoa das Sete A sessão contou ainda com várias apresen. Ricardo Silva. Lagoa. têm particular relevância. no geral. organizador do evento.º semestre o envio de correspondência. em Lisboa. Correia falará sobre “Ra.ª Catarina Freitas dará a conhecer “A Experiência de Almada” da Associação Portuguesa para a Qualidade (APQ) juntou cerca de nesta área.: 21 313 26 66 − Fax: 21 313 26 90 genharia na construção da excelência organizacional. História. onde foi referindo os desafios que se apre- sentam à profissão. . no Au. Análise Legal diações Electromagnéticas em Comunicações Móveis”. Dr. An. da responsabilidade de Gregory H.. terceira sobre “Fundações de Obras de Arte”. Investigadora da Universidade dos dos Paços do Concelho. entre engenheiros. Inquérito no âmbito Formação para do Sistema de Gestão da Qualidade o 2. neer. a Lagoa do Fogo. N o âmbito do seu planeamento de actividades de Acções de Formação / Seminários. e Engenharia Industrial e certificado pelo Project Management Ins- tónio Tavares abordará os “Campos Electromagnéticos Não-Ionizan. que terá lugar no dia 23 de Setembro. O Eng. Caldeiras tações.º Semestre de 2008 A Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros vai promover um In- quérito de Satisfação e Actualização de Dados dos Membros inscritos nesta Secção Regional. Electromagnéticas”. recebeu nos dias 28 e 29 de Junho. e a Esta iniciativa conjunta da Região Sul da Ordem dos Engenheiros e Eng.º Tavares Vieira. a Secção Re- gional da Madeira da Ordem dos Engenheiros está a De salientar que o preenchimento do campo relativo ao endereço electrónico. o Prof. tions Ltd. da medicina e do ambiente. O Prof.ordemdosengenheiros. Os três oradores convidados apresentarão as perspec. de 2008. Uma sobre “Regras Técnicas de Instalações para efeitos de emissão dos novos cartões de membro.º Con- vívio do Curso de Engenharia Civil da Fa- dente da Secção Regional da Ordem nos Açores. ditório da sede da Ordem dos Engenheiros.pt tual contexto das organizações. em representação do Director do veira. uma centena de participantes. como Presi. sobre a história da Ribeira Grande. o 30. Convívio marca 30 anos de licenciatura Coube ao Eng. nos Açores. particularizando E-mail: actividades@sul.º Mário Roxinol e dos Açores.º Paulo Moniz. em Lisboa.ordemdosengenheiros.

criado em 1995. iniciou-se o processo de liberalização glo- ficou disponível para a população. Os agentes podem ganizava as actividades de produção. posteriormente. Das várias formas de energia. exploradas por do quotidiano. Nos anos 90. Os principais produtores nacio- pequenas potências instaladas). EDP Comercial. como noutros sectores de actividade. a primeira iluminação pública. TEMA DE CAPA Energia: o motor da humanidade Energia eléctrica Energia. que inspirou. operada através de concessão exclusiva da EDP. Só depois a electricidade Finalmente. Central da Senhora do Desterro. orientar e intervir no sector eléctrico. com a apli. nais são a EDP.A. detém a exclusividade. com a electrificação generalizada dos países. e começou a edificação das  Mercados de electricidade: operam em regime livre. como carvão. com a aplicação das directivas comuni- simples como acender as lâmpadas lá de casa ou ligar a televi. A electricidade revolucionou o mundo regras comuns com vista à criação do Mercado Interno de Electrici- (em todos os domínios) e contribuiu enormemente para a melhoria dade. foram estabelecidas novas são e o computador. primeira central hidroeléctrica do  Transporte: é feito através da Rede Nacional de Transporte (RNT). (SEP) e de um Sistema Eléctrico não Vinculado (SENV). O Sistema Eléctrico Nacional (SEN) tricidade. a “tecnologia” expandiu-se e deu-se o arranque do processo tricidade (MIBEL). desde a revolução industrial. Turbogás e Tejo Energia. Junho. EDA (Açores) e EEM (Madeira) –. sobretudo.  Comercialização: área aberta à concorrência. de 19 de Dezembro). Então. facto que deu origem à liberalização do sector. petróleo e gás natural.) ligar os produtores aos centros de consumo. a eléctrica é a mais versátil Em 1975. esta fonte de energia foi estudada desde o sé. surgiu a “Lei dos Aproveitamentos Hidráulicos”. com  Produção: totalmente aberta à concorrência e divide-se em regime a edificação. há cinco anos. Endesa. ção do Sistema Eléctrico Nacional (SEN). a primeira companhia de electricidade na capital do país. tárias (96/92/CE. o Estado passou a dirigir. objectivo a criação de um espaço económico de eficiência global. em 1878. ordinário (produção através de fontes tradicionais em grandes centros electroprodutores hídricos) e regime especial (produção a partir de ziam energia a partir de combustíveis fósseis (centrais térmicas com fontes renováveis e de cogeração). dando mais tarde origem à Sociedade Companhias Reunidas de Gás e Elec. o Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL) tem como grande Entre nós. cas – EDP (Continente). com princípios expressos na Directiva 54/CE/2003 de 26 de públicos de energia eléctrica a acontecerem em Inglaterra. que fazia aproveitamento das águas do Rio Alva para fornecer mediante concessão do Estado em regime de serviço público. através da defini- Enquanto fenómeno. a criação do Mercado Ibérico de Elec- Então. país. Ocorreu a re- da qualidade de vida. com a abertura da produção e da distribuição à ini- É impensável imaginar o que seria a vida sem movimentos tão ciativa privada. gumas das empresas concorrentes no mercado. também. registou-se em Lis. necimento de energia eléctrica. recorrendo. acesso às actividades de produção e distribuição. De boa. às quais foi concedido. o sector eléctrico nacional 16 INGENIUM | Maio/Junho 2008 . em regime de serviço público por tempo indetermi- Texto Fátima Caetano nado. e aceder às redes de transporte e dis- energia eléctrica. nos principais centros urbanos. o sector eléctrico foi alvo de reestruturação. sociedade pri- vada que. assistiu-se à nacio- e. sociedades privadas que também eram participadas pelo Estado. pois esteve na origem do progresso e do de. Em 1944. cabendo à Rede eléctrica No final do primeiro decénio do Século XX (1908) foi construída a Nacional (REN. transporte e dis- tribuição). e foi patrocinada pela “Lisbonense”. E assim ficou aberto o caminho necessário para de desenvolvimento de actividades de produção. transporte e distribuição de comprar e vender electricidade. foi fundida com a “Gás de Cidade”. com o expoente no século XX. S. do assistiu-se ao crescimento acelerado das instalações eléctricas e  Distribuição: feita através da rede nacional de distribuição (RND). nalização do sector eléctrico e à criação das grandes empresas públi- Mudou o mundo e o mundo mudou com ela. Já no final da década de 80. a liberalização total do sector eléctrico nacional. documento que or. A REN electricidade a Seia e às indústrias ali instaladas. mas as suas primeiras aplicações práticas ocorreram na na existência conjunta de um Sistema Eléctrico de Serviço Público Europa do Norte. já no período da revolução industrial. em 1881. o exercício de todas as actividades (produção. a combustíveis fósseis. O Mercado Ibérico Electricidade em Portugal Iniciativa conjunta dos Governos de Portugal e Espanha celebrada em 2001. grandes centrais hidroeléctricas. privatização da EDP e passou a aplicar-se o princípio de liberdade de senvolvimento económico e social da humanidade. Consumimo-la em quantidades massivas nas muitas actividades assentava em concessões do Estado aos municípios. a gás. Iberdrola e Unión Fenosa são al- em regime de serviço público. com os primeiros fornecimentos bal. distribuição e for. que tinha como base a exploração de concessões tribuição. Durante este perío­. cação de maquinaria pesada na indústria. com base culo XVI. foi o maior motor do desenvolvimento. divide-se em cinco actividades Em 1889 surgiu a primeira rede eléctrica de iluminação pública e rapidamente vários municípios seguiram o exemplo de Lisboa. de centrais que produ.

Até 2020. fecho desta edição. prevendo-se que a construção denação dos operadores e convergência na remuneração e encargos comece em 2009. o Governo pretende que até 2010. Económico – funcio. tor. 41. que turo da electricidade passa pelas energias renováveis. TEMA DE CAPA exista uma forte regulação. em 2002. concorrência nal de Barragens com Elevado Potencial Hídrico (PNBEPH). As demais serão construídas a partir de 2010. que prevê 10 estabelecido na Cimeira de Valência.9% ao da Dinamarca. Novi- gressiva harmonização legislativa e regulamentar de tarifas. tos”. 85% da energia tem origem em matérias-primas fós- contributo de natureza regional para a construção do Mercado Único seis.8% superior ao da Grécia. com 7000 Mega- tão do mercado diário. a dependência externa que a produção em regime especial venda a sua energia em mercado Estraégia e as emissões de GEE. aumentar a concorrência da produção. Nesse sentido. Vouga. curso público. e o OMIP (pólo português). e assentou na cria.600 megawatts (MW) de licenças eólicas. e Mondego (Girabolhos).4% ao de Espanha. Portugal integra a Quanto às vantagens. o plano pretende que o país consiga explorar e ção de dois pólos: o OMEL (pólo espanhol). lise. energia eólica. Mondego e Tejo. apenas dois dos motivos pelos quais o executivo governamental dores e mais de 310 GWh de consumo eléctrico”. desde então. à data de em 2006 e. gás e Braga da Cruz considera que “os ganhos do MIBEL não são imedia- combustíveis. A redução da dependência do petróleo agentes num mercado de maior dimensão. área na qual o país é referência internacional.1% superior ao preço médio comunitário. tam-se a médio/longo prazos e podem traduzir-se em ganhos de efi. Outra aposta do Governo é a produção de electricidade a partir da ciência e redução dos preços da energia. Caso o ano não tivesse sido tão húmido. isto é. foi adjudicada à EDP. a EDP não terá direito de preferência nas de operação de sistema e actuação dos reguladores. recurso. cessário “estancar a hemorragia do défice tarifário. . antes de impostos. relativos a 2007. “também resulta da participação responsável do cidadão e do grau de confiança que os dois países tiverem numa economia de mercado”. as principais vantagens do MIBEL apresen. Alto Tâmega. Braga da Cruz considera que o MIBEL per. isenta de con- namento e definição de um modelo comum de mercado com coor. construindo preços únicos de referência para toda a Península Ibé. De acordo com os mesmos dados. com inaugurações calendarizadas para o período 2013-2015. de- cidade e gás natural. em média.5% ao da Suécia e 61. com pro. o que se traduz numa pesadíssima Europeu da Energia. Tâmega. Em dois “para que a redução dos preços da electricidade seja efectiva”. de energias renováveis para produção de energia eléctrica. dos mercados a prazo. 30. n Factura a pagar Segundo dados do Eurostat e da Direcção Geral de Energia e Geologia do Ministério da Economia. aproveitar 70% do potencial hídrico disponível. A barragem de Foz Tua. docu- e eficiência económica no sector. uma vez que este processo exige convergência permanente. novas barragens. foi 21. anunciando-se para Julho reforço das redes dos dois países e bom entendimento entre os dois a abertura de concursos para as barragens dos rios Vouga (Pinhosão) operadores de sistemas e redes (REN e REE). A importação de energia aumentou 9. Fridão. decorriam concursos para a atribuição de con- ção progressiva de medidas de convergência reguladora nos dois pa. o fu- a passagem a mercado livre de maior número de consumidores. dos agentes. Dai- íses. o preço da electricidade em Portugal. O MIBEL pressupõe harmonização em três domínios: Físico – vões. estimular a concorrência nos sectores da electri. lista dos países europeus com metas mais ambiciosas na exploração mite estruturar melhor o funcionamento do mercado liberalizado. O modelo de funcionamento foi mento apresentado em Novembro do ano passado. igualmente em 2007. acordo com o Engenheiro Luís Braga da Cruz. é ne. Legal e Regulatório – Governos e reguladores. as linhas condutoras da Estratégia Nacional para a Energia são: liberalizar os mercados da electricidade. o MIBEL representa “um No nosso País. Excelente exemplo desta linha de orientação é o Programa Nacio- rica e promovendo condições de maior transparência. devido à necessidade de importar mais petróleo e carvão para produção eléctrica.3% em relação a 2006 (6448 milhões de euros). à tarifa com protecção social”. Cada vez mais. Para o Presidente do OMIP. Em 2007. No PNBEPH está contemplada a construção de infra-estruturas nos Após vários avanços e recuos. infra-estruturas. aposta fortemente nas energias hídrica e eólica. reorganizar os sistemas de incentivos do condições de sã concorrência que forem criadas. antecedido pela cria. constituindo uma oportunidade para integrar os factura energética nacional. reforçar as energias renováveis. de euros. sendo que. o preço da electricidade sem impostos em Portugal era 114. práticas dade: pela primeira vez. o que permite a entrada de novas empresas no sec- Para os consumidores. cessões para os aproveitamentos de Pedroselos. Presidente do OMIP Eólica e hídrica (Operador do Mercado Ibérico de Energia). para a gestão Watts (MW) de capacidade instalada. promover pendente da monitorização política que sobre ele for exercida e das a eficiência energética. verifica-se um razoável impulso na aplica. responsável pela ges. atingindo valores na ordem dos 8 milhões de euros. Alvito e Almourol. abrindo o mercado hidroeléctrico às empresas estrangeiras. o que. no qual é possível conseguir e a redução das emissões de GEE (Gases com Efeito de Estufa) são maior racionalidade e economia de escala – 30 milhões de consumi. a factura energética portuguesa sofreu um agravamento de 2. cerca e que seja definido quem tem acesso ao regime de tarifa de último de 45% da produção eléctrica resulte de energias renováveis. prosseguir com anunciando-se mais investimentos para breve.1%. em última aná- sistema energético e incentivar a inovação em energia. anos foram atribuídos 1. o saldo importador teria sido ainda maior. N a c ion a l Para reduzir os custos das importações. o OMIP entrou em funcionamento rios Tua. e um investimento global de 1000 a 2000 milhões ção do Operador de Mercado Ibérico (OMI). Gouvães. na sua maioria importadas.

até 2010. Os parques eólicos podem ser instalados em Em Dezembro de 2005. estando apenas 601 MW ligados. Em Portugal. . Mas. Europeia nesta área. 45% do cido face aos outros tipos de origem de energia. sendo eólica de Janeiro a Abril de 2008 cresceu. já produz petróleo e gás natural. o consumo de energia cresceu 32% no nosso energia eléctrica. Segundo dados disponibilizados no Energia Renováveis (FER). por ETAR municipais e dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). no final de Abril. e Braga sulta um gás combustível. Segundo dados da Direcção-Geral de site da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). foi proposto passar de 39 para 45% o consumo de electricidade com base em energias renováveis. Mas é interessante verificar que a origem do consumo também de origem fóssil. são os As áreas potenciais principais de produção de Biogás são chamados parques offshore. dis- tribuída por 157 parques.271 aerogera- dores ao longo do território continental. segundo estatísticas da Direcção Geral de Energia e Geologia. As metas rior comparando os meses de Abril de 2007 e 2008. 5. Energia e Geologia. Portugal tinha 7. dos 1. Em Portugal. Real (169 MW). No final de Abril de 2008. Os distritos com maior potência instalada. a potência eólica insta- lada. mas Portugal é um país com elevado potencial em muitas destas energias. (121 MW). Lisboa (193 MW). Em Portugal. pode eram Viseu (405 MW). sendo que 42% da potência instalada se encontrava em parques eólicos com potência igual ou inferior a 25 MW. tendo as energias renováveis cres- grandes alternativas. o Primeiro-ministro. a meta é conseguir que. instalada para produção de energia eléctrica a partir de Fontes de melhança de outros países. segundo a APREN. a União Europeia lançou o “Plano zonas em que a velocidade média anual do vento é superior de Acção para a Biomassa” que se posiciona como um meio a 6 m/s (22 km/h). ou através da sua biodegradação da qual re. a incorporação de FER no consumo bruto de entre 2000 e 2007. de origem animal ou vegetal. 57% relativamente a igual período em 2007. gir esse mesmo número entre 2008 e 2010. entre Dezembro de 2005 até Dezem. tudo isto até 2010. Assim. A produção derivados de petróleo por este tipo de combustível. as energias renováveis começam a ser vistas como uma das tem vindo a mudar desde então. Santarém (150 MW). O caminho ainda é No início de 2007. A mesma fonte avança que o investimento médio por MW curso energético renovável e representa. safio para que Portugal antecipasse as metas estabelecidas pela União Os planos para cumprir esta meta estão aí.75% seja de biocombustíveis. segundo núme- o objectivo conseguir. Para além da localização dos parques em locais elevados. Obtida a partir de matéria orgânica. enquanto a instalação deste tipo de parques é dificultada.533 MW que obti- constituindo o único recurso energético com carbono que veram financiamento (cerca de 39%). cerca de 11% do consumo de energia primária mundial. veio traçar objectivos para substituição dos rando-se que. Leiria (149 MW). directamente como (277 MW). Coimbra ser utilizada como fonte de energia. A biomassa orgânica. devido ao as do sector agro-pecuário. das facto da plataforma costeira afundar muito rapidamente. esta fonte de energia está para reduzir a dependência da Europa das importações de em franco desenvolvimento e. lançou o de- longo. Castelo Branco (321 MW).681 MW de capacidade O consumo energético em Portugal tem vindo a aumentar. declarado ao programa MAPE foi de 1.375 MW. e fazer Texto Ana Pinto Martinho com que 10% dos combustíveis dos transportes sejam biocombus- tíveis. no norte da Europa eles começam já a surgir no mar. à se. TEMA DE CAPA Renováveis em crescimento Com o aumento do consumo energético e a crise instalada nos combustíveis país. situava-se em 2. aquele valor atinja 15%.8 milhões de euros. Vila combustível. em 2010. designado por Biogás. para efeitos da Directiva 2001/77/CE. espe- 2003/30/CE. se pode considerar neutro de CO2. fazer com que. da totalidade do consumo de chegando mesmo a apresentar um crescimento 136% supe- gasolina e gasóleo. na actualidade. a bioenergia é um re. com um total de 1. em Abril de 2008. consumo da electricidade tenha por base este tipo de energia. Bioenergia Energia Eólica O aproveitamento do vento para a produção de energia já é bastante corrente. da indústria agro-alimentar. foi de 42%. José Sócrates. Viana do Castelo (273 MW). ros da DGEG. bro de 2010. nacionais para a penetração destes combustíveis são atin. em Portugal. A Directiva dos biocombustíveis cerca de 8% da electricidade consumida anualmente.

000 2.000 30 4.000 20 3. Hoje em dia. águas ou rochas a temperatura lada. o actual executivo apresentou o Programa Nacio- tratos magmáticos. para além das face ao exterior e para o cumprimento traçado no que res- unidades de produção de electricidade instaladas nos Aço.000 50 7. dado que. um pouco mais de 30% da elec- Proveniente do calor da Terra. No que respeita às FER. mento flutuante desde 2000.000 6. a recurso natural que pode ser aproveitado em locais que componente hídrica representava 65% da potência insta- tenha actividade vulcânica. segundo o site da matéria de produção hidroeléctrica.º 101 da “Ingenium”). com uma fatia de produção que representa tencial nesta área. Esta classificação implicou uma subida de três mos anos. Este tipo de produção de energia não nal de Barragens com Elevado Potencial Hídrico. . e envolve como objectivo atingir uma capacidade instalada hidroeléc- três tipos de tecnologias consoante as características dos trica nacional superior a 7 mil MW.7%. no continente apenas se conhecem algumas utilizações significará que fica cumprido 70% do potencial do país em directas em Lisboa e S. Pedro do Sul. país que ainda apresenta um grande po- dos da América. em 2006. DGEG. A mesma fonte salienta que. elevada ou ainda em zonas onde seja possível atingir es. assim para a diminuição da dependência energética do país Portugal não tem muito potencial nesta área. nas últimas décadas. gens em Portugal. contribuindo recursos (função da temperatura e da pressão). este tipo de produção de electricidade é considerado um dos mais eficientes e menos poluidores. Nacional (SEN). TEMA DE CAPA Origem do Consumo-SEN MW Potência Renovável Instalada 60 8. este tipo de produção de energia representa. O cumprimento desta meta res. a energia geotérmica é um tricidade consumida no país. Portugal foi o ter. justificada por um aumento significativo vel ainda pertence à grande hídrica. como consequência da elevada varia- ceiro país da União Europeia (UE 15) com maior incorporação de ção do índice de produtibilidade hidroeléctrica registada nos últi- energias renováveis. Em 2007.000 40 5. em 2006.000 10 1.000 0 0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2004 2005 2006 2007 Fios de água Albufeiras Eólica Térmica Importação PRE Não Renovável PCH Biomassa+Biogás RSU Fonte: apren Grande Hídrica PRE Renovável Fonte: apren em 2007. peita às energias renováveis. Este Programa preconiza a construção de 10 novas barra- O maior produtor deste tipo de energia é os Estados Uni. tendo esta uma grande repre- da produção hídrica. que tem produz gases responsáveis pelo efeito de estufa. segundo dados da APREN. Em Portugal. em 2006. maior detalhe no n. seguindo-se a Ásia com 35. sentatividade na Produção Eléctrica Renovável no Sector Eléctrico A Produção Eléctrica Renovável Nacional tem tido um comporta.5% feita uma aposta neste sector (Este Plano já foi tratado com e a Europa com apenas 11. Energia Geotérmica Energia Hídrica A produção da hidroelectricidade é feita através de centrais hidroeléctricas associadas a barragens que podem ser de várias dimensões. não foi 47% da produção mundial. em 2020. isto porque a maior fatia da capacidade eléctrica renová- lugares entre 2005 e 2006.

em Portugal são conhecidos os chamados moinhos de maré. que es- tará localizada na freguesia de Amareleja. que é a primeira central no mundo a produzir electricidade a partir da ener- gia das ondas. Portugal é um dos países. direc- tema hidráulico que a produz. Por exemplo. a que. impli- cando um investimento de 200 milhões de euros. são os painéis fotovoltaicos. deste recurso. que funcionaram desde o século XIV. O elevado potencial do país pode levar. desenvolvidas por uma empresa escocesa. As três serpentes marítimas. tações em combustíveis fósseis. cerca de 20% da electricidade con. Apesar destes números depen. 1700 nos Açores e 2200 na Madeira. e Portugal tornou-se. em conjunto com a Grécia e com a Áustria. segundo o site da a nível europeu. anual de horas de sol variável entre 2200 e 3000 no conti- derem do sucesso que for alcançado no aperfeiçoamento nente. se colocadas num ponto a cerca de cinco quilómetros da costa tivéssemos instalado um milhão de metros quadrados de portuguesa. está em opera- ção uma central. A meta da União Euro- peia para a instalação de colectores colares é de 100 mi- lhões de m2. com a Alemanha. Por- tugal. e será construída por um grupo espanhol. uma vez que dispõe de um número médio sumida tenha esta origem. no primeiro país a ter um parque comercial de energia das ondas capaz de fornecer energia a cerca de 350 mil casas. até 2010. no concelho de Moura. com maior potencial para aproveitamento APREN. com 400 kW. A energia é armazenada e depois ligada a um sis. de uma forma regular. a partir da qual a painéis solares. representa 60% dos colectores solares térmicos entre os países europeus. na Ilha do Pico. tamente para aquecer edifícios. Esta tecno- logia baseia-se na introdução da energia criada pelas ondas nos tubos. que. Segundo o site da DGEG. No entanto. foram vés da utilização de células fotovoltaicas. Em Portugal. localizados na margem Sul do estuário do Tejo. dada a sua longa e propícia faixa costeira. TEMA DE CAPA Energia das Ondas Energia Solar A utilização das marés e das ondas para produção de ener- gia não é uma novidade. poder-se-ia poupar entre 2 a 3% das impor- energia será bombeada para a rede nacional. Mas o futuro da energia das ondas passa por centrais offshore. e onde este número se situa ape- nas entre as 1200 e as 1700 horas. nos Açores. Recentemente foi lançada a primeira pedra daquela que será a maior central solar fotovoltaica do mundo. . que mostra que os equipamentos de produção de energia mais referidos pelos portugueses no que respeita às intenções de com- pra. entre outros. no ano passado. a utilização deste tipo de sistemas está ainda longe de responder ao poten- cial do país. Basta comparar dos processos e tecnologias. Interessantes são as conclusões de um estudo levado a cabo pelo “Observador Cetelem”. este tipo de produção de energia ainda aguarda avanços que permitam uma utilização mais intensiva. e atra- Pelamis. água. nos próximos anos. o que demonstra a popularidade deste tipo de energia. onshore. é um dos países mais empenhados na investigação a nível mundial. em 2025. A energia do sol pode ser utilizada de duas formas. em Portugal. perto da Póvoa de Varzim. fazendo com que estes subam e desçam no leito do mar.

O cenário. a escalada continuar. aos impostos elevados na Europa. e garante que os países da OPEP não abrandaram O gás natural extraído de reservatórios subterrâneos em terra e no o ritmo de extracção e que há reservas para mais de 40 anos. Os principais sectores consumidores de gás natural Monetário Internacional (FMI) de averiguar as causas da subida dos são as indústrias transformadoras. Este é. Portugal é totalmente dependente da importação de petróleo para flitos mundiais. desde 2003. Mas. Porém. Esta situação. Devido ao preço do petróleo. o comércio preços do petróleo. queda dos stocks nos EUA. a verdade é que. Para mar é uma fonte energética mais limpa que o carvão e podemos o presidente do Irão. Em Espanha. Sendo Portugal um país importador de crude. A GALP Exploração tem como objecto a prospecção. da prospecção à comercialização dos produtos refinados. inevitavelmente. Seja qual for o motivo responsável pela crise petrolífera. . pelo que o mer- o gás natural tem ganho peso como substituto de outros combustí. o sector doméstico. gás natural e carvão) são subs. pescadores. também estamos dependentes do transporte internacional. E a situação é de tal fornecimento da Nigéria (por via marítima. os combustíveis subam a um ritmo alucinante. não há falta de matéria-prima e o crescimento consumi-lo nas indústrias. como. em termos energéticos. a Europa e o Mundo enfrentam uma crise motivada pelo aumento do quebra do dólar. O preço desenvolvimento. Quanto à refinação. obrigando os governos a encontrar O carvão foi o primeiro combustível aplicado em todos os proces. A nível nacional. alarmante. a escalada dos preços deve-se. Reino sua utilização massiva desde a Revolução Industrial permitiu o de. veis. A precedentes na Europa. sos industriais e. não na produção. atingindo valores recordes. Bélgica. revela a cana contra o Irão e a especulação no mercado. ameaça norte-ameri- preço do petróleo no mercado internacional. cado está cheio de petróleo. o preço do pe- económica. pois dores de Petróleo (OPEP). sendo a GALP Energia proprietária de ambas e detentora do monopólio da refinação. tâncias minerais que. do gás e do petróleo. Khelil diz que há problemas na comercialização. como Portu- Texto Fátima Caetano gal. gerou-se uma onda de protestos sem novação à escala da vida humana. nistas. desde 2003. cobria 60% das necessidades Para Chakib Khelil. tica e económica. Itália. a par dos inúmeros protestos de A indústria petrolífera nacional A indústria petrolífera nacional teve o seu início em 1937 com a “lei do petróleo”. fragilizando todos os sectores económicos e reflectindo-se. dade. A prospecção de crude tem sido desenvolvida por multinacionais. TEMA DE CAPA A crise do petróleo e os preços dos combustíveis O país. nos países importadores. a distribuição realizada por camiões e a comercialização entregue aos postos de abastecimento das empresas que concorrem no mercado nacional. indirec- O s combustíveis fósseis (petróleo. em quali. agricultores. principal- a queima emite quantidades de GEE muito elevadas. há cerca de 50 anos. tamente. também. Por isso. Esta esca- lada de preços faz com que. através de ga. os preços soduto. forma grave que os países membros do G8 encarregaram o Fundo nal de Sines). pesquisa e produção. Não sobrevivemos sem combustíveis. por não apresentarem capacidade de re. no aumento dos preços da maioria dos bens de consumo. que fez o enquadramento legal do circuito petrolífero. a subida dos do barril do petróleo nas bolsas internacionais. com descarga no termi. há duas refinarias no país. A importação de gás natural iniciou-se em 1997. mas é cada vez mais do barril chegou recentemente aos 139 dólares/barril. o car. e os serviços. Unido e Portugal ouviram-se (e sentiram-se) os protestos de camio- senvolvimento económico e social. França. ainda é o petróleo que determina todas A dependência energética lusa as “regras do jogo”. havendo já quem fale preços afecta e muito a economia. do consumo é inferior ao crescimento da produção. Principais factores apontados para dos combustíveis já subiram mais de 20 vezes e a tendência é para subidas tão vertiginosas: aumento do consumo na China e na Índia. mas alguns difícil pagá-los! analistas falam que em breve possa atingir os 150 dólares. importância dos combustíveis para os mais diversos sectores de actividade Seja qual for o motivo. assistiu-se à escalada do preço satisfazer as suas necessidades energéticas. não só no preço da gasolina e do gasóleo. Nos últimos meses. mente. geradora de instabilidade polí- diminuído nas últimas décadas devido à superioridade. a partir da Argélia (via Espanha) e. estando presente no sector upstream da indústria petrolífera. os preços num terceiro choque petrolífero. em Sines e Matosinhos. Desde o início do ano. O petróleo e seus derivados ainda são os grandes motores do tróleo se multiplicou por cinco. O “ouro negro” é a maior fonte energética co- nhecida e a sua importância é tal que já foi causa de guerras e con. presidente da Organização dos Países Exporta- energéticas mundiais. nas casas e nos carros. por desconfiarem da situação. também há não param de subir desde do início do ano. o fóssil mais poluente. têm existência limitada. à crise económica nos EUA vão ainda é utilizado em grande quantidade. A armazenagem dos produtos é feita nas refinarias. apesar do consumo ter e à ameaça norte-americana ao Irão. no “bolso” do cidadão. o transporte é feito por navio – como o país não dispõe de armador capaz de transportar petróleo bruto. apoios para compensar e proteger os sectores mais atingidos.

soja e girassol. o imposto sobre os da gasolina 7.6 % no gasóleo. pois o investimento pagar-se-á em poucos meses. a pedido do Ministro da Economia. choques climáticos e confli- tenha chegado o momento de ambiente e economia trabalharem no tos geopolíticos. como a colza. Os biocombustíveis são uma das alternativas aos Cada barril de petróleo custa. Reconverter um veículo movido a gasolina para GPL é opção muito interessante para quem necessite de utilizar o automóvel dia- ginosa dos preços dos alimentos.35%. Adicionalmente. e o transporte até à refinaria. até 2010. ainda.472 €/litro para 1. com uma tação a gasolina ou gás. o custo é de cerca de 31. à saída do poço. a vários sectores. . o preço dos combustíveis é feito tendo em os sucessores prováveis do gasóleo e da gasolina. o gasóleo rodoviário passou de 1. A gasolina s/chumbo 95 no caso do gasóleo.2 %. devido ao Os veículos movidos a GPL foram a primeira alternativa ambiental facto de produtos agrícolas servirem como matérias-primas para lançada no mercado e podem funcionar alternadamente com alimen- combustíveis. facilita o fase de planeamento. para 1. assistindo-se. bastando premir o botão que comanda o gravíssima crise alimentar. vontade de investir neste sector parece não fal- tar. preço do gasóleo. ainda. entre 10 combustíveis fósseis. na formação dos Na formação do preço dos combustíveis entram diversos factores. a Autoridade da Concorrência (Adc) investigasse o oportunidades de mercado para o sector agrícola. A componente retalhista corresponde a cerca de 8 % do preço da gasolina e 9. os preços da gasolina líferas do mercado (Galp Energia.489 € e a gasolina s/chumbo 98 Contas feitas. É objectivo nacional que a incorpo. numa altura em que enfrentamos. com predomínio da recorrendo ao GPL cevada. cerca de 42. À saída Em Portugal. A armazenagem e A subida dos preços o transporte equivalem a 1.580 €/litro. ses produtores às refinarias. o que corresponde a 59. no caso de Portugal. pelo que a sua utilização apre- senta inúmeras vantagens para o sector automóvel. em Portugal. -se o valor do transporte para as refinarias e. e de 30% em Janeiro. caso do gasóleo. a carga fiscal nacional.. o bio- da refinaria. o de prática de preços excessivos por parte das empresas do sector.000 toneladas/ano em 2010. tendo. Os combustíveis sobem porque a crise petrolífera o impõe. do ano verificaram-se mais de 20 subidas nos preços dos combustíveis. a capacidade para cerca de 700. económico e rentável que os com- empresas com capacidades instaladas de 200. principal componente da formação dos preços dos dos combustíveis em Portugal combustíveis. Assim.2 % do gasóleo. meta mais ambiciosa que a estabelecida pela Comissão acrescentam-se os custos com a distribuição e as margens de lucro da co- Europeia para a União. na gasolina. acresce o valor da refinação. também. aumentou de 1. O preço preços. duas e 30 dólares (conforme os custos de extracção). proporcionando um trabalhar mais suave. Como se formam tradas situações de actividades ilícitas por parte das maiores petro. principalmente dos cereais. nem do crude está dependente dos mercados internacionais (o de Londres. como existem mais veículos movidos a gasóleo. Finalmente.2 % do preço da gasolina 95. Depois. Brent. milho. Sobre enormes vantagens: contribuem para baixar a de. mas há diversos novos projectos em O GPL reduz os custos de combustível em cerca de 60%.387 €/litro para 1.27% e os o Imposto Sobre o Petróleo (ISP) e que. n Mercado de Combustíveis. Ao valor da extracção junta- sões de GEE. mais IVA. os preços do gasóleo subiram 17.4% do preço total e. produção é severamente criticada por vários sectores. Assim. toneladas. BP e Repsol).413 € no final de Maio. A hora dos amigos do ambiente para a formação do preço final é necessário considerar. Assim. riamente. a carga fiscal que. A sua a poluição atmosférica. De notar que o IVA é calculado já depois de adicionado entre Janeiro e Maio. prolonga a vida do motor e reduz “nem tudo são rosas” no que respeita aos biocombustíveis. logo à partida.205 €/litro combustíveis (ISP) é de 42% no caso da gasolina 95 s/chumbo. Para a produção de bio­ dos combustíveis etanol utilizam-se os cereais. os bio’s – biodiesel e bioetanol – são mercialização. como o ração de biocombustíveis nos combustíveis rodoviários seja de 10 % crude necessita de tratamento. que é totalmente gerida pelas distribuidoras. Este combustível pro. quem sabe. fez com que. o valor base incidem os impostos cobrados pelos paí- pendência do petróleo e para a redução das emis. transporte e armazenamento). Talvez bem como da procura e oferta. Mas melhora o rendimento do veículo. produção de biodiesel pode até servir. E. conta o custo do crude no mercado. que é composta pelo imposto sobre os produtos petrolíferos e IVA. e a 47% do Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Sendo uma boa opção em termos energéticos e ambientais. O IVA é 17%.4 % na gasolina e a 1. logística (distribuição. Actualmente. Logo. também é necessário considerar a componente estudo de alternativas ao petróleo. TEMA DE CAPA Enfrentar a crise vém essencialmente de culturas oleaginosas. sazonalidade. para criar novas Manuel Pinho.. no etanol regista menor procura que o biodiesel. eis o motivo pelo qual os combustíveis têm um peso tão cresceu de 1. pois pretende aumentar-se funcionamento do motor. a uma subida verti- sistema. é o que serve de referência às importações no mercado português). por fim. tível mais limpo. as duas maiores produtoras nacio- O GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) é um combus- nais de biocombustíveis são a Iberol e a Torrejana. é composta pelo Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).000 bustíveis tradicionais. De qualquer forma. O relatório da Autoridade da Concorrência foi divulgado publica- mente no início de Junho e nele é referido não terem sido encon. concluiu-se não existirem indícios de cartelização. Só nos primeiros 5 meses grande no bolso de todos nós. em Portugal. trigo e centeio.

vos fiscais à micro-produção e alinhamento Nacional para a Eficiência Energética. Assim. TEMA DE CAPA Portugal mais Eficiente ção de um milhão de grandes electrodomés- ticos. Gráfico 2 cas (PNAC). o phase-out da +28 138 +11 de 5% do transporte individual para o colec. entre 2005 e do Estado. 11 Fiscalidade Verde é essencial que haja um acompa- tamental. a substituição de electrodo- indústria e o Estado. Fonte: Eurostat. Portugal inverteu a tendência de No que respeita à Indústria. ciência de Transportes”. ou seja. Para além disso. novos vendidos anualmente. e criar o Sis- seguindo a tendência que Portugal tem vindo dos transportes. outras. sobre quatro sectores. um conjunto de medidas para o cumprimento perior ou igual a B. e que o aquecimento de água de um em cada Texto Ana Pinto Martinho Estes Programas incidem. que haja benefícios no licencia- inevitáveis a seguir para a resolução da “crise” energética que o mundo vive na actualidade. o Programa “Sis- aumento da intensidade energética que se Eficiência nos Transportes tema de Eficiência Energética na Indústria” verificava desde 1990 (ver Gráfico 1). até 2015. estes equipamentos e viaturas eficientes. o Plano Programas servirão de incentivo à reabilita. tem por objectivo chegar a um acordo com apesar desta melhoria. destinados à área de 8% no consumo energético. 15 edifícios seja de origem solar. Importantes também são as medidas para o Intensidade Energética de Portugal e média europeia espera ainda que sejam criados planos de Estado que estão consagradas no Programa Energia final / PIB mobilidade urbana para capitais de distrito “Eficiência Energética no Estado” e incluem (Toneladas Equivalentes de Petróleo por milhão de euros de PIB) 150 e centros empresariais com mais de 500 tra. 9 Programa Mais 10 Operação E energia que implementem as me- COMPORTAMENTOS das na área tecnológica e. fiscalidade sobre os combustíveis industriais. da DGEG e da residencial e de serviços. Fiscalidade didas de eficiência. “Sistema de Eficiência Energé. articulado com o Programa Na- Fundos de Eficiência 12 Energética rias vertentes da eficiência ener. iluminação pública ineficiente. que ção urbana sustentável. que 75 mil época das “vacas gordas”. que se consiga a renova. foi aprovado gética optimizada. be- 10%. com o objectivo de progressivo da fiscalidade com o Sistema de prevê a redução do consumo de energia em ter um em cada quinze lares com classe ener. este ano. foram criados 12 Incentivos e Financiamento nhamento eficaz. que haja uma transferência modal todos os edifícios do Estado. Assim. e Estado eficientes 2007. petróleo por milhão de euros de PIB). com um grau su. os 1 Renove Carro 4 Renove Casa & 7 Sistema Eficiência 8 E3: Eficiência tivo de fomentar a reabilitação ur- TECNOLOGIAS Escritório Indústria Energêtica Estado serviços e mercado residencial. a mento à construção eficiente. n . no país. essencialmente. Alavancas Adopção Acção Organização cional para as Alterações Climáti- Valores gética (ver Gráfico 2). acções como a certificação energética de 148 143 balhadores. (atingindo uma potência instalada de 165MW). emissões de CO2 inferiores a 110g/km. medi. que sejam substituídas 5 milhões de lâmpadas por CFL (lâmpadas fluorescentes A aposta numa maior eficiência energética é apontada por muitos especialistas como um dos caminhos compactas). Por um lado. o D ados do Eurostat. Balanços Energéticos (DGCG). ainda regista valores “Mobilidade Urbana” ou “Sistemas de Efi. Análise EDENE/DGEG Gráfico 1 tica dos Edifícios”. e que 20% do comércio internacional 20% da frota de veículos do Estado tenha 120 120 de mercadorias seja transferido do modo ro. 3 Sistema Eficiência Transportes 6 Renováveis na Hora e Programa Solar mésticos e a criação e dinamiza- O Plano é composto por dois tipos Comportamentos ção de empresas de serviços de de medidas. e o Uma Indústria ADENE mostram que. No seu conjunto. e o “Renováveis na Hora um regime de amortizações aceleradas para Para fazer face a esta problemática. Para além disso. O lares portugueses sejam electroprodutores Plano Nacional para a Eficiência Energética tem por objectivo melhorar o desempenho do país nesta área. entre 110 doviário para o marítimo. em que o desperdício era permitido. Mas Com os Programas como o “Renove Carro”. A operacionalização de todo o Plano implica das quais o executivo espera poder a criação de um Fundo para a Efi- contar com o contributo de sec. por outro. o da indústria. que tem de ser Programas que vão actuar nas vá. o Go. e Programa Solar”. 90 Eficiência nas residências e serviços Fiscalidade verde 1997 2005 2007 (E) Para o sector residencial e de serviços foram O Programa “Fiscalidade Verde” vai lançar Portugal Média EU-27 Desvio Nota: PIB a preços constantes de 2000 lançados três Programas: “Renove Casa & um novo regime de tributação automóvel e Escritório”. a indústria transformadora para a redução superiores à média europeia. Desta forma. a 2 Mobilidade Urbana 5 Sistema Eficiência Edifícios bana. nefício em IRS a habitações classe A/A+). Para muitos. Certificação Energética dos Edifícios (ex. o país levaria cerca de 15 anos em 20% o parque de veículos ligeiros com Energia com alargamento às médias empre- a atingir o actual nível europeu de 120 Tep/ mais de 10 anos e reduzir em mais de 20% sas (> 500 tep) e incentivos à implementa- milhão de PIB (Toneladas equivalentes de as emissões médias de CO2 dos veículos ção das medidas identificadas. está a acabar e “tem mesmo que acabar”. conseguir que 130 +23 127 tivo. medidas ligadas à esfera compor. incenti- verno português lançou. o executivo espera reduzir tema de Gestão de Consumos Intensivos de a demonstrar. o dos transportes. Transportes Residencial e Serviços Indústria Estado ciência Energética com o objec- tores como o dos transportes.

que pretendiam impor rada e sustentada na área da eficiência ener- A segunda fase de intervenção do sistema um conjunto de regras técnicas destinadas a gética nos edifícios. mia. na pessoa do então Secretário de Es- para construção referentes aos novos edifícios dos. ano de funcionamento do SCE. requisitos mínimos obrigatórios previstos na- camente pelo RSECE e RCCTE (DL 79/2006 Para fazermos um balanço deste primeiro quela legislação. desde 1 Julho de 2007. Assim. aplicação. alargando. abrangendo garantir requisitos mínimos de eficiência forma as preocupações de Bruxelas nesta todos os restantes licenciamentos referentes energética para a concepção dos edifícios e área. energética e a utilização de fontes renová- ção. bem como as gran. que já de si era pouco exi- e DL 80/2006). e lembrarmos não existisse qualquer regulamentação nesta do SCE foi definida pela Portaria 461/2007.000m2. Na prática. de Sousa Nascimento * Introdução aos novos edifícios. gente. fícios então construídos não cumpriam os Criado pelo DL 78/2006 e suportado tecni. A terceira fase tanto. que estabeleceu o faseamento da sua aplica. No en- sua área ou tipologia de uso. independentemente da respectivos sistemas de climatização. que os temas relacionados com a eficiência matéria. 90 foram publicados dois regulamentos: o orientadoras para uma intervenção estrutu- des obras de remodelação daquelas tipologias. acompanhando desta ocorre a 1 de Julho de 2008. novos ou existentes. o Ministério da Econo- abrangidos todos os pedidos de licenciamento assumido pelos diferentes agentes envolvi. uma grande percentagem dos edi- o seu primeiro aniversário no dia 1 de Julho. RCCTE e o RSECE. Na década de desafiou a ADENE para preparar as linhas útil superior a 1. tudo funcionou como se tória desde Julho de 2006. estão veis ao nível dos edifícios não eram assunto Em inícios de 2001. e por falta de capacidade das enti- O Sistema de Certificação Energética e da terá início a 1 de Janeiro de 2009. Assim. TEMA DE CAPA A Certificação Energética de Edifícios comemorou o seu primeiro ano de vida Carlos M. Prof. dades licenciadoras na fiscalização da sua Qualidade do Ar Interior (SCE) comemorou -se a aplicação do SCE a todos os edifícios. a entrada em vigor cuarmos um pouco no tempo. que são de aplicação obriga. até 1990 não existiu qualquer tado. convém re. nomeadamente no que respeita à (então . destinados à habitação ou serviços com área legislação nacional nesta área. Eduardo de Oliveira Fernandes.

de todo este processo e do enqua. 26 na área do RCCTE e 10 na área com um passado recente.(ver Figura 1). assessorada pela ADENE. ticos. gurando a qualidade do sistema.º ano de vida do SCE O dia 1 Julho de 2007 marcou a data de ar- ranque do sistema de certificação. contendo uma escala de 7 níveis (de nicos em fase final de formação e a procura dramento legal que aquela Directiva Comu. em Maio de 2002. nova forma de abordar o “sector” dos edifí- Áreas Técnicas N. com este ros são os seguintes: e LNEC. À semelhança do que normalmente acontece em processos desta envergadura. no número de PQ’s durante este ano. os seus núme- de Energia. madoras. lução de todo este processo. dade técnica desenvolvida pelos PQ’s. entre outras actividades. Os requisitos pelo que se perspectiva uma forte evolução criado um “pacote” legislativo composto mínimos impostos pelos novos regulamen. ministrados por 53 entidades for- tente para os equipamentos electrodomés. Não na construção e na maior responsabilização RSECE QAI 53 se pretende aqui fazer uma análise da evo. RCCTE 193 a criação de um Sistema Nacional de Certi. existiam ainda alguns pontos a “afinar” no que res- peita a algumas situações menos claras nos textos regulamentares e nada se sabia sobre as futuras “Entidades Fiscalizadoras” que terão a missão de fazer a avaliação da activi- futura) Directiva de Eficiência Energética pelos novos RCCTE e RSECE e comple. estão mais de 400 téc- Assim. do RSECE. pelo que todos os novos edifícios terão de apresentar uma classificação superior ou igual a B. Os Peritos Quali- ficados (PQ’s). Actualmente. existindo uma subdivisão nas clas. foi ses A e B (A e A+ e B e B-). . de acordo com a informação Iniciativa Pública da então Direcção-Geral que “a legislação apenas servia para não ser disponibilizada pela ADENE. criar uma Peritos Qualificados existentes em Maio de 2008 via o apoio técnico à reformulação dos regu. uma dade de ultrapassar o tal “mal nacional” de SCE existe e. Deste ficada pela Directiva e também na necessi. mas tão somente Existem 36 cursos de Peritos Qualificados ho- fazer o enquadramento da realidade actual A estrutura do certificado energético para mologados. B C D E F G O 1. CE de 16 de Dezembro de 2002). os edifícios é muito semelhante à já exis. o processo nasceu. este início foi marcado por algumas dificuldades. nitária impunha aos Estados-membros. agentes fundamentais neste processo. ainda não existiam em número su- ficiente para as necessidades expectáveis. INETI aplicada”. TEMA DE CAPA tos correspondem ao limite mínimo da classe B-. Pretendeu-se. cuja criação era justi. abran- gendo apenas os novos grandes edifícios (re- sidenciais e de serviços). conjunto de três diplomas legais. fundamentada na melhoria da quali. as entidades formadoras desses mesmos PQ’s estavam a dar os primeiros passos. Apesar das dificuldades atrás referidas. assim. Figura 1 A A+ B. pre. de formação específica permanece elevada.º Peritos Qualificados lamentos existentes (RCCTE e RSECE) e cios. dos técnicos que intervêm. que. asse- nos Edifícios – EPBD (Directiva 2002/91/ mentados pelo SCE. A a G). dade dos projectos e da sua concretização RSECE Energia 50 ficação Energética de Edifícios (SCE).

ao nível dos a sua evolução desde o início B 28% 8% A+ edifícios de serviços. o SCE abrangerá todos formulação enorme ao nível do projecto. porque são os indiví- tação de DCR’s acompanha a entrega das es. assim. em particular a existência do SCE. ção do SCE levanta as seguintes questões. uma postura mais racional na utilização da de maior qualidade energética. mais eficientes. feridas. Este ponto de separação clara matérias-primas energéticas. que é urgente clarificar ou definir ção dos edifícios. neste curto período de vida do cios configura uma postura diferente sobre SCE. pois.lações e na maior responsabilização dos téc. camente claro. TEMA DE CAPA No que respeita à emissão Classes energéticas que o processo seja tecni. desta forma. permitindo reduzir os consumos que no nosso entender são fundamentais para que lhes estão associados. existem situações. quer através da instala- Resolução rápida de todas as questões du- vidosas da aplicação regulamentar que ainda subsistem. com vista a uma optimi. fundamentalmente energéticos e os consumos a eles associados RCCTE (2. Esta nova abordagem ao “sector” dos edifí. volvidas. No entanto. cio directo da sua actividade. zido. * Membro da Comisão Executiva a sobrevivência do próprio sistema: lização de soluções de controlo mais eficien.836 DCR’s. tendo em atenção o futuro alargamento da área de intervenção do próprio sistema. no entanto. Este nicos que intervêm. tendo sido emitidas dos PQ´s no que respeita que se altere o comportamento dos utiliza- até agora 2. De realçar que destas declarações. situação reflecte. Figura 2 na vertente da qualidade do estão muito relacionados com a forma como ar interior. agora não tem acontecido. tificação. É. construção e manutenção das insta. de me. as condições exista transparência no sistema. em que a apresen.000 cepção. ção das entidades fiscalizadoras no exercí. para que este sistema seja tecnicamente sus- A partir de 1 de Julho. sendo alargado para todo o parque edi. tentado e transparente no que respeita ao os novos edifícios com áreas inferiores a 1. Estamos perante uma re. que foram atrás re- O futuro próximo do SCE toda a actividade de construção e manuten.Nota final ção efectiva dos consumos energéticos. uma redu- o número de PQ’s existentes é ainda redu. sendo às auditorias periódicas obri. É também fundamental Figura 2. havendo. o que até É. diversas actividades profissionais ou de lazer. trolífero”. por forma a evitar o estrangulamento do nhas de sensibilização destinadas a promover está a traduzir-se na concepção de projectos próprio sistema. fundamental que tenhamos cons- de faseamento definidas. a legislação por si só não resolve 15% do processo é a indicada na todologias de intervenção todos os problemas. energia. da Especialização em Energia tes. tendo em atenção o número de li. pois a utilização dos equipamentos A 49% a sua maioria referente ao gatórias. B. por forma a . ciência destes factos. são utilizados. com impactes cenciamentos normalmente existente. pela garantia da manutenção das instalações. Estamos num período que Desta informação poderemos verificar que Garantir que as entidades fiscalizadoras do muitos já apelidaram de “novo choque pe- o número de DCR’s globais emitidas é ainda sistema não intervêm no processo de cer. simo das entidades responsáveis pelo seu processo de abrangência ampla de interven. Definição. por isso. midade Regulamentar (DCR’s). mento natural dos registos verificados no sis.zação das condições de funcionamento dos funcionamento. duos por si só. o que permite mação dos PQ’s e dos técnicos responsáveis com que o país tem vivido. permitindo. com aumentos significativos das reduzido. Esta das intervenções é fundamental para que profundos na estrutura económica e social. edifícios. impor- concluir que a aplicação da nova regulamen. tuação de consumos energéticos crescentes atingem a classe energética A. posicionamento das diferentes entidades en- m2. 49% Melhorar a capacidade do sistema de for. ção de equipamentos ou soluções técnicas das Declarações de Confor. No entanto. que contribuirão (ou não) para inverter a si- tema. no desempenho das suas mais pecialidades. quer através da uti. No entanto. tantíssimo que sejam desenvolvidas campa- tação e. o que obriga a um empenho fortís- ficado a partir de 1 de Janeiro de 2009.638 DCR´s). Divulgação das metodologias de interven. dores. con. um desfasa.

foram gado à problemática da eficiência energética. Entrevista Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas da Assembleia da República A É premente a aposta corroborar a importância das questões liga- das à energia foi constituída. E aí tem de ser feita a avaliação dos actuais O primeiro é o diagnóstico da situação ac.º Agostinho Lopes. centrado em três grandes pontos. Aqui também foi analisado o papel do derada absolutamente decisiva como res- enquadramento internacional. o ano passado. Os ções potenciais para as alernativas existen. Acrescentando tam- do papel do Estado na actual situação. transmissão de energia. alternativas e as condições do país para as buição de energia. E também uma análise das medias que estão em curso por parte do Go- verno e das considerações que os diversos grupos parlamentares e a própria Assembleia da República fazem sobre as respostas para este ingente problema. está li- Ela foi criada e definiu um programa de tra. também objecto de análise. do consumo. bém a questão do transporte. que conta com representantes de todos os grupos parlamentares. a criação da Co- missão foi a forma da Assembleia da Repú- blica fazer um balanço aos problemas da ener- gia no nosso país. que é consi- compromissos e constrangimentos do actual tes. tual. a “Ingenium” falou com Agostinho Lopes. se julga que teremos de caminhar. Olhámos actual paradigma e sobre aquele para o qual cial de poupança de energia no país. Desde a criação da Comissão. protocolo de Quioto. quais foram os trabalhos efec- tuados? Pode revelar-nos algumas conclu- sões ou dados sobre o trabalho que têm vindo a fazer? existentes. em termos de energia. por exemplo. Neste momento. a sua para as questões da produção. bem como avaliar as cisiva. E ainda a questão das redes de distri- na área da energia no nosso país e dos pro. que é certamente uma questão de- lativamente ao que se passa na investigação uma questão crucial. a Comissão no sector energético Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas. balhos. E  ng. dos custos e da competitividade. . consumos de combustível. estamos a iniciar esse processo. das políticas Estado nessas respostas e as sinergias que o posta a estes problemas. com uma avaliação e caracterização dos digma energético. que afecta diariamente e de uma forma tão viva a nossa vida. a certificação energética dos edifícios. o deputado que a ela preside. por O objectivo é também fazer um balanço re. em Maio do ano passado. da qual é presidente? A criação da Comissão resultou de uma pro- posta do Grupo Parlamentar do PSD que teve o apoio unânime do conjunto dos parti- dos. certamente muito im- conclusões. o papel da dos preços. Texto Ana Pinto Martinho Fotos Paulo Neto Qual foi o objectivo que presidiu à consti- tuição da Comissão Eventual para o Acom- panhamento das Questões Energéticas. o poten- problemas da energia em Portugal. de electricidade. a Comissão ainda não tem relativamente. Nesta expressão económico-financeira. os problemas do portante para um país como nosso. No quadro da difícil situação que o mundo vive. aos processos Um terceiro ponto. avaliação da situação do futuro dos fósseis é exemplo. trazer alguma luz sobre o de intensidade energética do PIB. Um segundo ponto gira em torno do para. dos processos e acordos do país conjunto destas soluções poderão produzir. análise de um novo paradigma energético. de alterações climáticas. Bem como desenvolver. entre outros. na Assembleia da República. Numa altura em que a Comissão se prepara para elaborar o rela- tório resultante do seu trabalho ao longo de um ano. tentando saber quais as aplica. e o papel da eficiência na jectos-piloto que estão em curso.

do ponto de vista do potencial hídrico significa que não haja diferenças de opinião. O pro. uma constata- uma abordagem baseada no bom senso. até relativamente a agir. destas formas diversas. a am- O problema da energia tem formulações di. por quase todos. Não bustíveis fósseis? E de que forma se pode plo. problema para os que vivem cá hoje. Por. que caminhamos para um processo de esgo. mais papel da administração pública. é de salientar a questão ram. com um conheci. E há uma solução única para responder a este pro. leo e do futuro dos fósseis. ou de de- mente ao facto de que as coisas não podem dos nossos auscultados. gumas pessoas fizeram intervenções muito complexos. independemente da tamento dos combustíveis fósseis. outras fizeram intervenções está um processo especulativo ligado à crise posta à pergunta: “como é que podemos pou. Aliado a esta questão estrutural enfim da própria sociedade. a ideia de que o país precisa de reflectir. com certeza. No que respeita às respos- relativamente à abordagem desta questão. Outra questão é a ideia de que não haverá sas produtoras entrarem no mercado. E en- existência de qualquer varinha mágica que importante. E No que respeita às energias renováveis. com o peso que cada um atribui a uma terá. em núme- mas há uma consideração geral e de bom senso país. comerciais. A Comis. numa questão tão complexa e Como encara a escalada de preços dos com. muito que falar. do valor pago pelos combustíveis é imposto? tas para estas questões. abrangentes. Por exem- tão polémica como é a energia nuclear. solutamente incontornável. mas parece que tudo ficou Eu diria que se alguma ideia vai pairando do ência são certamente um caminho funda. Este afunilamento que abordaram mais esta questão do petró. vir a tornar mais complicado para o nosso do país. resposta a estes problemas. Alguns dos auscultados Por exemplo. onde as fósseis con. precisa ter em conta energético. E dessa auscultação há alguma ideia geral A par desta primeira constatação consen. em geral. do aumento dos custos da energia. feita a profundidades maiores. muito associado às sociais. mas ção que podemos retirar das nossas audições sim para o futuro do país e do mundo. é que o país tem um enormíssimo atraso no Como por exemplo? seu aproveitamento. não pode continuar. inclusive. julgo que a ideia as eólicas. Por um lado. de reduzir o seu consumo em cima da mesa é que a exploração custará Sustentável o colocou. Vou falar pessoalmente. a ideia de que os problemas da efici. tinuarão a ter o seu papel. nesta área. nas próximas décadas. para as barragens ou para que se vive no país. porque há opiniões dades do país. biental e a social. mento que não é menos importante. os que avançam com argumentos de que o Em relação às audições o que salientaria? blema e que a solução passará por um mix próprio processo de liberalização não respon- A ideia de haver muitos pontos de consenso. mas mais importante que isso contramos aqui argumentos que poderão ser nos vai resolver o problema da energia desta é ver como é que poupamos KW a KW nas muito contraditórios. derá ao problema. re. sobretudo aqueles fesa dos ecossistemas. concretamente são vai agora partir para a elaboração do re. tal como o Conselho Na- discussão do problema do petróleo e do fu. o país precisa. defendem a liberalização consideram que ela várias formas de energia. questão. questões que inicialmente me parecia que o curto prazo. Eu diria até que tanto. em financeira internacional. mas bastante para a frente. mas que gência. exigia que outros processos tivessem avan- questões da eficiência energética. O que está cional do Ambiente e do Desenvolvimento turo dos fósseis. como estava antes. do ponto de vista da capacidade de empre- latório. a uma ou a outra forma de energia. quais foram os feedbacks sobre este do conjunto de intervenções que fomos fa. e os proces. o problema prende-se com os níveis da diver. a esta situação não olhando apenas para metas traçadas pelo Governo para o país. em torno das de que esta é uma questão estrutural e de pre envolvidos. Parece estranho. atendendo que mais ou menos 50% ros aproximados. mas não. Do conjunto das audições salienta-se uma quer a nível dos consumidores? Em relação à subida dos preços do petróleo. mas ainda não há re- gências. a compatibilização desse aproveita- Julgo que há um grande consenso relativa. leo bruto. falam em 20 a 30 anos de atraso. estamos a cerca de 50%. quer a nível empresarial. mas sim por um mix das diversas utilizações. Porque se há algo que se pode função da sua empresa. da energia. Al. em res. que foi abordada çado e com outra velocidade. que ainda não tem a mesma sultados. taram em relação a isto? que devemos aproveitar todas as possibili- tor consegue dizer-me quais são as princi. as opiniões não são Qual é a opinião das pessoas que auscul. Mas a situação hoje é que mesmo em muitas questões onde há diver. do petró. por vezes Gás Natural. a sustentabilidade. embora haja uma ideia geral de Deste vosso contacto com os actores do sec. cada vez mais dinheiro porque terá de ser todas estas dimensões: a económica. agudeza do problema do petróleo. agro-combustíveis. tão relativamente pacífica. O petróleo foi trans- par energia?”. Esta também é uma ques. Das conversas que tive- conjunto de audições que fomos realizando. a dimensão ambiental é ab- energias fósseis. julgo que há hoje tendo a ideia de que este não é apenas um Relativamente às renováveis. consensuais. mental a percorrer. A liberalização do mercado energético deu que possa ser retirada? sual. as solução. opiniões ouvidas vão no sentido de que as Mas é interessante que. Quer vamos para os continuar como estão. não pela blema do custo do KW é certamente muito Esta é uma questão muito polémica. do ensino. . é a de que a solução passa. especialmente o a liberalização avançou. formado num bem de refúgio dos proble- concluir é que ela será cada vez mais cara. estes problemas aparecem sem- ao longo destes últimos anos. são plausíveis? iriam suscitar grande divisão. muito diversas em relação a esses assuntos. com um crescimento. Entrevista Aqui também há a salientar o importante versas nas suas preocupações principais. domésticas. muito focadas no seu tema de negócio. pais dificuldades. sos de refinação poderão ser. os que ou daquela forma. para a mas no sector financeiro. opinião que aliás é corroborada por alguns mento com questões ambientais. é muito importante. assunto? zendo.

no desenvolvimento a este Plano. para que al- Mas o país também precisa de reservas de soas que ouvimos. opiniões? aberto aos jovens. relativa- fosse esvaindo. é um vasto campo mesa. E  ng. ou por em conta que o último grande empreendi. que roso estudo de avaliação das questões de da energia em Portugal. como. as -se do ponto de vista económico. hídricos.º Agostinho Lopes. tro anos. competências e especialidades no campo da Acho que o país está numa posição em que vidade. por exemplo. aos mais diversos níveis. porque constituem hoje uma das únicas bases porque o Plano apareceu recentemente. estão claramente numa fase de maturação e compatibilidade ambiental. para a Eficiência Energética. no passado. etc. a passa- gem dos detritos. acho que temos especialistas de gia. que lhes dê a dimen- mento que se construiu foi Alqueva. como dos sectores da investigação. Há algumas empresas que produtores directos de energia eléctrica e Ainda não abordámos muito esta questão possuem capacidades muito significativas. edifícios em tempo útil. campo de necessidade do país e que só temos sob o risco de. água para o abastecimento público e agrícola. Mas quanto ao qualquer visão de períodos eleitorais. Diria que a ideia fulcral gumas destas potencialidades se consolidem. É são. guesa. Esta é uma das oportu. se não o fizer. cientistas. que estão em cima da ouviram. Esta é uma questão de fundo que mais diversificadas. de conhecimento para a produção de turbi- nas. por exemplo. Entrevista Presidente da Comissão Eventual para o Acompanhamento das Questões Energéticas da Assembleia da República E quais foram as opiniões acerca do Plano precisamos olhar para este problema sem as que têm maior potencial de desenvolvi- Nacional de Barragens com Elevado Poten. É preciso uma aposta clara e persistente e a Ninguém diz que Portugal não deve equa. alguns destes E em relação ao nuclear. e em algumas outras ciência energética dos edifícios. precisa de um grande sentido de Estado na alguma pressa. Precisa de os aproveitar porque eles são back que tiveram? ponta nestas áreas. n . Outra questão a ter em conta é o facto des- tes projectos poderem ter um grande efeito de arrastamento sobre outras actividades económicas do país. a que tudo o que está associado a essa acti. acha que Por. se energia. ideia de que esta estratégia não se adequa a cionar esse tipo de energia. aqui é a de que o país precisa de ter um tanto do ponto de vista dos sectores indus- Há uma polivalência nos aproveitamentos Plano para a Eficiência Energética. e por aquilo que a ganhar com isso. Alguns. qual foi o feed­ e vimos. É preciso precisa investir. os engenheiros. Mas a ideia geral é de que guma destas áreas da energia? E quais serão sua abordagem. ter a noção de que temos aqui um grande mente a estas áreas e olhando para o futuro. Neste momento. há dé. é preciso apostar na utilização de tecnologias que permitam responder a alguns dos pro- blemas que durante muitos anos pareciam insuperáveis. no terreno da energia. tendo tos suficientes para fazer a avaliação dos diversa ordem. de que se corre o risco de não haver peri. possam esvair-se por dificuldades de dono. os estrangulamentos resultantes do problema gação muito interessantes e pioneiros. Mas esse é um problema bastante geral. Falando de um caso mais concreto ligado que vão levar ainda muitos anos até terem locidade na construção. possam não conseguir avançar. e mais especificamente à efi. mento em Portugal? cial Hídrico? Tenho muita dificuldade em responder a uma O país precisa aproveitar os seus recursos Em relação ao Plano Nacional de Acção questão como essa. poucos. deixar de o aprofundar. de o discutir. fala-se muito resposta aos problemas da energia portu- fileiras ligadas a sectores energéticos. provocando um efeito indutor na economia nacional.. e isso hoje não existe. maior volume de massa crítica. a paralização durante 20 anos. qual é a principal tendência das nidades que se põem. O país dispunha. Isto levou preciso desenvolver os recursos humanos. desenvolvimentos. a partir da qual possam auto-sustentar- cadas que não produzimos nada. jovens engenheiros. O que acha que levou à perda de conheci- mento nessas áreas? Um factor decisivo foi o país ter perdido ve.. Por aquilo que ouvimos hídricos. seja ela financeira. O aban. dos resíduos. tigadores. Em. falta de massa humana. de qua- prazo da sua concretização as opiniões são Pelas conversas que tiveram. consequências do ponto de vista prático na de recursos hídricos. bora tenha sido tocado por algumas das pes. Para além disso. Provavelmente precisávamos de atingir um significativas de armazenamento de energia. todo o conhecimento está abalado porque durante muitos anos não se construiu ne- nhuma barragem em Portugal. procu. não apenas no que respeita à ener. que ninguém põe em causa. de forma decisiva. terão tugal poderá estar na linha da frente nal. triais.. os técnicos. Mas rando responder àquilo que são actualmente Mas temo que alguns projectos de investi- julgo que neste caso é necessário um rigo. inves.

o primeiro posto de biocombustíveis do país encontra-se operacional desde 30 de Setembro de 2005. para a país fica localizado nas instalações da Em. nos estabelecimentos do concelho. dando origem ao Biodiesel ção de “oleões” nas escolas. Estas campanhas serviram. cantinas. ção. que cozinhamos os alimentos. tir do óleo alimentar usado. por exem- plo. quando a Câmara alunos. adi. e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e as emissões dos gases presa Municipal de Higiene Pública de responsáveis pelo efeito de estufa Sintra (HPEM). 23 “oleões”. nomeada. logo de iní- Usados. sublinhando. veículos da empresa de Higiene Pública e Ser. sempre junto de ecopontos. Objectivos fundamentais: O primeiro posto de biocombustíveis do promover a recolha de óleos alimentares usados para produzir combustível amigo do ambiente. posteriormente. panha de Sensibilização Ambiental. frota de veículos municipais. professores. em Terrugem. em par. a extraordinária capacidade energética dos Óleos Alimentares Usados (OAU) para a pro- dução de Biodiesel. incluindo os Municipal de Energia de Sintra. mente em escolas. tas de freguesia. projecto a cargo da HPEM. Municipal local. em coopera. . grande adesão do público-alvo à coloca- ceria com a Agência Municipal de Energia de biocombustíveis –. Embora o posto de Bio. foram colocados nas vias públicas. A ções para sensibilizar todos os membros da co- munidade escolar para as enormes vantagens da utilização Racional de Energia. a Agência de produzir Biodiesel a partir dos óleos com as frotas da Câmara de Sintra. A criação deste posto de abastecimento com combustível O Projecto desenvolve-se numa cadeia iniciada As campanhas de sensibilização contaram com amigo do ambiente inseriu-se no âmbito do com a recolha do óleo alimentar usado (OAU). que desconhecia a importância da sepa- dos de Água e Saneamento de Sintra (SMAS). os formadores destacaram a grande importância das Energias Renováveis e da Va- lorização de Resíduos. em Setembro de 2005. Sintra (AMES). ração selectiva do resíduo e a possibilidade Desde a inauguração. cionado ao gasóleo rodoviário – já no posto de cio. lha dos óleos produzidos nas cantinas e dos diesel só tenha sido inaugurado em 2005. Câmara Municipal da mesma Municipal de Sintra iniciou a recolha do OAU para informar correctamente toda a popula- localidade (CMS) e Serviços Municipaliza. do posto. o óleos alimentares usados trazidos de casa pelos projecto arrancou em 2003. também. em Sintra.Caso de Estudo Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados Primeiro posto de biocombustíveis no País Texto Fátima Caetano Integrado no Plano de Valorização de Óleos Alimentares Usados. a participação de cerca de 7000 alunos e 300 Plano de Valorização dos Óleos Alimentares que depois é tratado e. após a inauguração viços Municipalizados de Água e Saneamento. restaurantes e jun. Adicional- mente. tendo-se constatado. iniciou uma importante Cam. Em várias em vários pontos estratégicos do concelho. são abastecidas com gasóleo produzido a par. escolas do concelho foram desenvolvidas ac. Em simultâneo. ção com a Divisão de Educação da Câmara Em Outubro de 2005. espaços de reco- que abastece a frota.

De salientar que. Loures combustível é um éster metílico obtido a Sta. o que causa Os oleões para depositar os óleos alimentares poluição nas linhas de água e solos. diminuindo (ou outras energias renováveis) nos transpor- assim a quantidade de resíduos despejados tes. General Humberto Delgado (junto à EB1 da Várzea) Sta. 29 de Agosto (junto ao cemitério) combustível para motores Diesel. Este São Martinho Av. que visa a forma ecológica de se desfazerem do óleo promoção da utilização de Biocombustíveis alimentar consumido em casa. este ga- S. trata-se Óleos Alimentares Usados. factores motivadores para esta inicia- tiva. obrigava os Estados-membros a assegu- nos esgotos domésticos. João das Lampas Av. depois de usados.75% As motivações para o arranque do projecto da gasolina e do gasóleo até 31 de Dezem- bro de 2010. General Barnabé António Ferreira (junto à fonte) Belas Av. Mas houve outras motivações. perto da Junta de Freguesia Simultaneamente. contribuindo para a prevenção do aque- Belas Belas Clube de Campo. em 2002. são lançados para o sistema de Localização dos Oleões no Concelho de Sintra esgotos ou colocados no lixo. João de Belas tufa. O cumpri- mento da legislação comunitária relativa- mente à redução das emissões de gases com efeito de estufa e o compromisso interna- cional assumido com a ratificação do Proto- colo de Quioto. os óleos alimentares. Maria e São Miguel Rua Dr. o processo contribui para Casal de Cambra Av. Gago Coutinho (em frente à estação da CP) A transformação dos óleos alimentares usa- S. através do DL ses passassem a ter à sua disposição uma n. Alameda do Aqueduto cimento global e das alterações climáticas. Brasil (junto à CREL) a redução da dependência externa de Por- Colares Alameda Coronel Linhares de Lima (junto à AMES) tugal em relação ao petróleo e produtos de- Massamá Rua dos Jasmins (junto ao parque 2 de Abril) rivados. rarem a colocação nos mercados de uma pro- porção mínima de biocombustíveis de 5. Devido às Algueirão Mem-Martins Posto de abastecimento da TOTAL de Mem-Martins suas propriedades físico-químicas. o que também contribuiu para O facto de o Biodiesel ser obtido a partir a concretização do Plano de Valorização de dos óleos alimentares usados (logo. a Directiva Comunitária 2003/30/CE de 8 de Maio de 2003 – trans. posta para o direito interno.º 62/2006 de 21 de Março –. Montelavar Rua do Vi Mal / final da Rua das Eiras Pêro Pinheiro Av. reduzindo o impacto ambiental. 25 de Abril Monte Abraão Av. Pedro de Penaferrim Posto de abastecimento sóleo biológico apresenta inúmeras vantagens . Central (junto à Igreja) dos em Biodiesel é feita através de processo São Marcos Rua Cidade de São Salvador químico denominado transesterificação. Liberdade (junto à praça de táxis) As grandes vantagens do OAU Queluz Junto ao Mercado Municipal Rio de Mouro Av. Cacém Rua Elias Garcia. projecto adoptassem esta energia mais limpa. além de dificultar o funcionamento das ETAR mu- usados encontram-se nos seguintes locais: nicipais. foram. A valorização energética Normalmente. Maria e São Miguel Rua da Sede do Clube. de combustível natural produzido através de actualmente. e garantir destino adequado aos Mira Sintra Av. Félix Alves Pereira (junto à estação da Portela) partir de óleos vegetais e tem qualidade de Terrugem Av. Além disso. Soldado Joaquim Luís (junto à loja óptica) OAU. com o qual Por- tugal ficou obrigado a limitar as emissões em 27% face aos níveis de 1990. Caso de Estudo iniciativa permitiu que os munícipes sintren. tam- bém. Através da valorização energética do resíduo para produção de Biodiesel é pos- Agualva Rua António Nunes Sequeira sível reduzir o consumo de combustíveis fós- Algueirão Mem Martins: Estrada de Mem-Martins (junto à estação da CP) seis e as emissões de gases com efeito de es- Almargem do Bispo Av. é objectivo nacional que a in- fontes renováveis) foi determinante para que corporação de biocombustíveis nos transpor- a HPEM e demais entidades envolvidas no tes rodoviários atinja os 10 % até 2010.

flamação muito elevada (superior a 150º C) mistura de gasóleo com Biodiesel foi de O estudo permitirá identificar as tendências e é biodegradável. .500 com vista a permitir uma monitorização dos 4. diesel. Em termos económicos. Monitorização: estudo e medições dos consumos e das emissões de GEE. devido O Plano de 1. 2005 e Dezembro de 2007. UNESCO com o título de Património da bustível alternativo e mais barato. o que perfaz uma média mensal de sões de gases com efeito de estufa. para reciclagem. Produção: éster metílico a partir de OAU.433 de gasóleo e 2707 de de consumo de toda a frota pesada que es- Em termos ambientais. res Usados continua em fase de expansão. 20. após a utilização do óleo alimentar em casa De acordo com dados da Agência Munici.158 litros caudalímetros em duas viaturas de teste. 500 0 Próximo objectivo: produção Dez-05 Jan-06 Fev-06 Mar-06 Abr-06 Mai-06 Jun-06 Jul-06 Ago-06 Set-06 Out-06 Nov-06 Dez-06 Jan-07 Fev-07 Mar-07 Abr-07 Mai-07 Jun-07 Jul-07 Ago-07 Set-07 Out-07 Nov-07 Dez-07 Jan-08 e abastecimento no mesmo local 56% e de benzopirenos em 71%. 3. o valor total de culos pesados das frotas urbanas da HPEM. Mistura e abastecimento da frota: efectuada no posto de Abastecimento de Biodiesel.º Luís Fernandes.843 litros de óleo ali. 3.500 3 a 4 meses e os dados obtidos tratados de 2. aí sendo transformado OAU recolhido entre Dezembro de 2005 e preparado um estudo para quantificar a re. possíveis de apurar com a instalação de Total = 78.Caso de Estudo face ao gasóleo tradicional: não é inflamável. e o óleo é encaminhado para a unidade de produção. a de dióxido de carbono (CO2) em 78%. mais vantagens: reduz as emissões de monó. Controlo de qualidade: de acordo com a Norma pr EN 14214.º Luís Fernandes. produção e combate com recurso a catalisadores espe. SMAS). de GEE provenientes do escape dos veícu- Recolha de OAU no Município de Sintra los. usados.000 litros de combustível usados. elimina as Igualmente em 2007. dos nocivos gases com efeito de estufa. o OAU apresenta Biodiesel). foram recolhidos 42. pois o Biodiesel não con. O recipiente plástico segue Dezembro de 2007. lares. E em.000 consumos e o cálculo das emissões. Atra- do gasóleo. litros. disel são ainda mais compensadoras para o abastecimento será possível potenciar seria- cíficos. Óleos Alimentares 4. referente ao Biodiesel a utilizar nos veículos. concelho com sede em vila distinguida pela mente a utilização do Biodiesel.000 forma a permitir uma leitura correcta do im- 1. em Biodiesel. di.000 a produção à utilização. grande quantidade de resíduos noci. Depois depositamo-lo em “oleão” para a mentar usado. na frota de 53 veícu. 54. Valorização de 2. as vantagens do bio. segundo o teja a usar mistura de 5% de Biodiesel. Só é preciso que.333 litros. Já o estudo das emissões de GEE envolve a xido de carbono (CO) em cerca de 50% e gado da Agência Municipal de Energia de análise do ciclo de vida dos combustíveis. O Plano de Valorização de Óleos Alimenta- emissões em SO2.000 litros/dia. Administrador-dele. Recolha e transporte do OAU: em escolas. los de recolha do lixo no concelho de Sintra. Dados fornecidos pelo Eng. 6. por ser com.158 dução dos consumos energéticos e das emis. e baixa os valores das emissões dos 567. Utilizadores finais: as frotas municipais (HPEM. Também entre Dezembro de à produção e utilização de Biodiesel em veí­ explosivo ou tóxico. Considerando a totalidade de Para avaliar os resultados do plano está ser recolha. a curto prazo. Eng. postos de abastecimento e nos oleões instalados na via pública. vel.140 litros (51. Já no plano pacidade instalada de 3. o que permitiu poupar 2900 no próprio posto de abastecimento. e depois de devidamente arrefecido. por várias etapas: 7. Por isso planeia-se a instalação. já disponíveis no mercado automó.000 resultaram da produção de Biodiesel de uma unidade para produção de Biodiesel bora a utilização de Biodiesel produza mais através de OAU. o valor sobe para 78. Sintra (AMES). Humanidade: através da utilização do Bio- ção do Biodiesel permite baixar significati. em 2007 Estudo em preparação seja colocado em recipiente de plástico. de partículas (PM) em cerca de 50%. estas emissões são passíveis de ecológico e ambiental.500 dições serão contabilizadas por períodos de Quantidade (litros) 3. milhares de litros de gasóleo não são Contribuir para a produção vamente a factura do gasóleo.500 pacto real da utilização de Biodiesel. Usados é composto 5. As me- 3. Administrador-delegado da Agência Municipal de Energia de Sintra (AMES). do Biodiesel é simples vos não são despejados na rede de esgotos e Alguns dados já recolhidos regista-se redução considerável das emissões Todos os cidadãos podem contribuir para a produção de Biodiesel. vés da coexistência da recolha. CMS. tém enxofre. tem temperatura de in. 4. A nível económico. desde 1. Campanhas de sensibilização: desenvolvidas junto de um público-alvo e população em geral. a utiliza. o óleo pal de Energia de Sintra (AMES). o projecto permite poupar quantificação dos consumos e as emissões minui as emissões de benzofluranteno em 15 a 20 mil euros/ano.000 2. com ca- óxidos de nitrogénio (NOx) que a queima euros em combustíveis fósseis.

das ondas foi. e eu vivi nos Estados Unidos de vão pagar. a sua produção. têm custos mais reais. Mas. anos. mas porque o Estado “Temos que nos consciencializar troceder aos valores de 10 dólares o barril que só deixa as empresas vender por 80. . Os Estados europeus vêem. há o chamado dade de origem renovável e a electricidade concreto da gasolina e do gasóleo – os com. é e ao gasóleo. não os podemos prever nem os custos reais que efectivamente tinha tido Texto Marta Parrado para daqui a 10 dias. o exterior. mantém-se cons. Estamos numa convul. O que significa que. daqui a 100 1975 a1980. nessa associada aos preços dos combustíveis fósseis. temos que os tante. o preço da que não são aplicados impostos à gasolina e res futuros. défice tarifário.º António Sá da é e será sempre zero” Costa. Fotos Paulo Neto são muito grande. outro lado. chuva. não sobe. bustíveis para os transportes rodoviários –. determinada quantidade de electricidade bustíveis não deixam de subir e não vão re. e reflectia ral. Não. custa 100 a produzir. do carvão. do gás natu. Logo. altura. temos que os poupar!” dos 100 dólares. variava de mês para mês. Não vão voltar a baixar um défice de 20… dinheiro. o custo da electricidade. Que é suportado pelo Estado… Até porque os recursos são cada vez me.Eng. daqui a dez anos. que estão abaixo do custo. do sol. não tenhamos dúvidas. Estas são algumas das conclusões a destacar da conversa que a “Ingenium” manteve com o Presidente da APREN. No caso da uma diferença fundamental entre a electrici. É que os preços dos com. Logo. sobretudo porque há não pagamos os custos reais pela energia que das. O que existe é um valor É um problema do lado da oferta. Agora. dos combustíveis nas energias renováveis? poupar! Acontece que há muitos anos que Porque em Portugal temos as tarifas regula- Têm muitos reflexos. não nos pode- nores… uma fórmula de ir buscar dinheiro à carteira mos esquecer disso. o Estado somos nós. Quer dizer. Eng. se uma de origem térmica. do vento. dos contribuintes. Temos que nos conscien- cializar que os recursos são finitos e que cus. para quem as fontes renováveis serão sem- pre gratuitas. quase que há-de ser suportado pelos consumido- uma coisa posso garantir-lhe. Em Portugal o valor é mais ou menos cons- Que reflexos terão os aumentos sucessivos tam muito dinheiro. por exemplo. por e são os nossos filhos e os nossos netos que será sempre zero. Presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis O facto do consumidor não pagar o preço real da energia que consome é um obstáculo à valorização deste bem e à eficiência energé- “O preço da chuva.º António Sá da Costa. tica que Portugal tanto carece como contributo para a diminuição da sua dependência para com do vento e das ondas foi. Nos Estados Unidos. usamos. do sol. ao contrário da imprevisibilidade tante. nós gastamos hoje. há ali que os recursos são finitos e que custam tínhamos há 10 anos. Hoje. E os preços do petróleo. no caso electricidade.

de dé.5% correspondentes a impostos trais hídricas à EDP. para breve. térmica não… tores de energia percam dinheiro… plo dos euros do que se fossem de comboio.. de investimento. E nós fizermos a relação. E este Governo não alterou a legislação? uma diferença muito grande. neste momento. Qual Mas porque é que os promotores dos par- futuras. tados por razões políticas e não reflectem os Agora. são dados in.” transportou 68 milhões de passageiros. o que tam- últimos dois ou três anos. em que os custos são di. cidade. em Portugal temos 1 para 40. Porque o que aconteceu é que o Es.º José Sócrates. quando há uma delas que tem um preços reais. hoje em dia. da electricidade que comprou nos está devidamente desenvolvido. são feitas de uma forma ten- Então é uma dívida que o Estado tem. Mas existe aqui bém o torna mais caro. denciosa e não real.º Luís Braga da Cruz. porque se as Na solar térmica. Nós. que somos 10 milhões. Nós temos Mas há comparações que são feitas. caso contrário não é uma Provavelmente não têm que andar de carro. Desde logo porque é es- Tinha. de pessoal. no que vão direitos para a Câmara. Ainda no outro dia ouvi o Presidente considerar o processo a que vai ser sujeita e impede que as pessoas se convençam da CP dizer que a linha de Sintra. em 1998. Era na altura Ministro estimado até ao final de 2008 é de 15 mil Mas podemos interpretar de outra forma: da Economia o Eng. tudo fosse infinito. diz-se que a nuclear é mais barata. Se nenhuma energia existe esse imposto. a existência de mercado (…) Portugal.Qual é. espanhol está a dever 430 euros de electri. Por exem. estou contra isso. podemos Foi uma determinação do Governo em 2001. e as têm o seu carrinho. Isto quer dizer que cada eles. não só gastam o triplo ou o quádru. pois o Estado reconhece a dívida e energia mais cara para subsidiar as renová. Portanto. nós. injectar na rede de distribuição. Posso dar-lhe o exemplo de Es. neste caso um défice tari. e que as famílias por. alemães. ano passado 25 mil m2 de painéis solares. Então pergunto-lhe se estamos a pagar a é que entra na rede de distribuição. esbanjar o sol que temos! Está escrito no Decreto-lei 339C de 29 de panha. é ele que lhões. não é há-de pagar. é pelo impacto visual… 2007. impede a existência de habitante na Alemanha é menor do que em térmica pela electricidade que daí sai. e aí às instituições financeiras e receber esse di. Quando existe um em 5 ou 6 anos e aquece a água por mais 10 os seus custos operacionais. Um painel solar térmico paga-se compararem os custos. das renováveis. Porque no ano passado havia 400 não podem desperdiçar. esta comparação. onde o défice de tarifário acumulado Dezembro de 2001. de mercado regulado. o equipamento que em Portugal ainda não Portanto tem de lhes perguntar a razão. “There is no such a thing as compra para poder pagar a casa. no caso o dobro da energia solar que a Alemanha. não incluam o imposto ter de pagar. fice acumulado até 2006. a ilação que eu tiro daqui? Eles. pelos terrenos. Não. Ora. tada pela REN. e em 2006 transportou 47 mi. Até porque há as perdas e os cus- tuação. O número de carros por -se o valor que é pago ao dono da central abaixo do custo. sem concorrência. há muitos cus- milhões de euros de dívida. fala-se muito no usar os transportes públicos é ser eficiente preço das centrais térmicas. porque depois de sair da central térmica Quando há um défice de fornecimento por como demoram mais 50 minutos. mas tado? também que as pessoas se convençam que há que considerar que. se não dade à saída do parque eólico que vai logo estou em erro. Mas ainda existe aqui outra si. Mas se o Estado regula a tarifa. Ele deu como justificação para esta di- assume o diferencial entre o custo real da minuição o ter aparecido um IC19 com con. Mas eu não O sistema actual é perverso. a 15 anos. E aqui compara- “Quando o preço é artificialmente fixado energeticamente. da forma que é feita. nem este nem os outros que o antece- espanhol tem dinheiro e o nosso não! adquirir. normalmente. comparação séria. Acha isto a electricidade é sujeita a uma elevação de parte do Estado. Cada actividade tem não são levadas a poupar. instalaram. mas deve estar portugueses. com o preço da electrici- que não podem desperdiçar. rência. são tado estendeu as concessões das grandes cen. têm dinheiro para pagar Ministro do Ambiente o Eng. a nu- Não sei. e em mais tado 800 milhões de euros. racional? As pessoas gostam de mostrar que tensão para o transporte. do outro lado há outra vez empresas. pela latitude que temos no globo terrestre. Vou dar-lhe um exem. combustíveis. não podem desperdiçar. que são 80 milhões. ou seja. as pessoas que vão mente na rede de distribuição e a central uma vez que não me parece que os produ. a existência de mercado. no caso dos parques eólicos. ainda não foi divulgado. instalámos no quecido que. e a EDP pagou ao Es. e por aí fora. ques eólicos pagam esse imposto extra? É Não sei ainda qual foi o défice tarifário de como são ricos. não estamos a pagar os custos tos do transporte. como somos pobres. Só estou a dizer para não pessoas não sentem o custo real da energia. Depois. ano passado. 400 mi. Destes. plo concreto na área da energia. lhões foram para amortizar aquela dívida. nheiro. E impede plo. e milhões de euros. há uma titulação de uma dívida. deram. alemães. até chegar à rede. podem chegar uma transformação para baixar a tensão. mos esquecer que a electricidade de origem . de carro. é que o Estado tuguesas não terão capacidade financeira para Não. Não mudaram nada. Portanto. Quando o preço é fixado abaixo do Não. Primeiro. os pagos mais 2. a dívida do Es. o carro e no comparativo do valor final cobrado com free lunch”! ainda o painel solar? as outras fontes. há uma distorção e alguém vai E parece-lhe que as famílias têm poder de imposto adicional. depois é transpor- fário. veis? verdadeira. como são ricos.. Também não nos pode- custo. Seja ela qual for. isto impede a existência de concor. mais de 1 milhão de m2. dições “excelentes”. e. o parque eólico injecta directa- energia e o valor que o consumidor paga. centivos. Agimos como se clear não paga todos os custos. tos que não estão incluídos no kWh nuclear. com essa titulação. no caso alemão temos os outros 400 milhões ficaram para dívidas 1 para 8. reais da energia.

transparência seria também um incentivo E não usa critérios de qualidade na escolha. mas viver acima das posses. isto a valores de É um problema de todos nós. Porque é que se há-de comprar um carro Nós temos que ter consciência que um elec. agora se funcionam ou não. e ao fim destes três anos vamos estar funcionais e mais baratas. A última prestação era qual. C. não há. para que víssemos os pre. quando dual para os consumidores? das pelas famílias? falamos das energias renováveis. B. e que o que deve ser dito é que. começando caz conseguir soluções logo desde a concep- renováveis. não é dos outros. para a base. porque não estamos a pagar taste. Primeiro. um edifício. têm verno funcionam efectivamente? dinheiro e andar nos transportes públicos? um custo de investimento e têm um custo Eles existem. de operação e manutenção. elas são uma De forma a que se dissesse assim: meus ami. as diferenças vão-se agra. Ora. Mas espero bem que sim. beer pocket”! para as famílias procurarem alternativas em Porque é que hoje em dia aparece a certifi- termos energéticos? cação de edifícios? Ela paga-se. concerto da Madonna. a diminuição sabemos quanto custava o ingresso. deixar Há aqui duas considerações a fazer. Porque. temos que con- borla às centrais térmicas. Sabia que nos Há várias coisas. em energia gasta 650. transporte privado. vando para o lado da térmica. Não se pode apro- Eu acho que as famílias portuguesas estão a de má informação. possibilidades? quantos kWh gasta por ano. compramos um carro. a diminuição mica e o custo da electricidade de origem eó. anos. nós estamos a pagar utilização racional e eficiente de energia não zos como anteriormente todos acreditávamos.. preocupamo-nos com Então defende que o consumidor deveria o seu consumo. da energia e de tudo. “Champagne coisas que se podem fazer de raiz. se formos para 2008. andaria ela por ela. Parece-me muito mais efi- era hoje totalmente feita à base de energias 400 mil euros durante 50 anos. aqui. Temos de ser racionais em edifícios. dessa dependência passa por nós (…). se a casa tem duas fachadas. haver isolamento. gradualmente. não nos preocupamos em saber Sim. gasta mais 500 em dessa dependência passa por nós. Quando Não tenho dúvida nenhuma. com os Mas então que política é que defenderia? outros. Mas também há uma política gostamos de desperdiçar. um carro. ços finais. eu nos 130. portanto. Que outras medidas deveriam ser adopta- ondas vai permanecer nulo. aqui. Portanto. há sempre desperdício. é só a pessoa preencher no . Se colocarmos estas duas situações no Não. Por exemplo. em Portugal. Há princípios básicos e simples. siderar a duração dos bens e ajustar esse total têm um valor. exposições adequadas. esteve o da classe A custa 400. mas quando compramos pagar o valor real da energia? E o que existe no mercado? Quais são as uma casa. Os incentivos fiscais promovidos pelo Go- de 30 mil euros se se poderia poupar esse trodoméstico. por si. E não há dinheiro? Porque para essas o total é 900. gos. verificamos que a diferença Que é muito mais barato e eficiente que o “Nós temos uma dependência do exterior entre o custo da electricidade de origem tér. ção. Não pode- cenças de emissões de CO2 atribuídas de mos analisar só o presente. beer pocket”! hoje o custo real da electricidade. logo é um subsídio que lhes é mos do transporte particular… de investimento às nossas posses. não é dos 2007. mas o problema é que a maioria dos semos. Há uma série de energias renováveis.térmica recebe um subsídio. e de. Pagaríamos mais ou menos pela a pagar 50 cêntimos no primeiro mês. bilidades. hoje em dia um luxo que tem de ser pago. se pagás. 70. “Champagne taste. que fazer é olhar para o tempo de vida e os do IRS é fácil. Há soluções que são mas a curto prazo. Por. Porque. prato da balança. de energia na ordem dos 85%. O transporte privado é de energia na ordem dos 85%. seus custos quando escolhemos. sejam eles de habi- Mas em relação à energia. aberturas de ja- energia que consumimos? pois uma mensalidade que vai aumentado nelas. pela sua vizinha. comerciais ou de serviços. Nós comportável para as famílias? um frigorífico. Transparência e realidade. As pessoas tação. Ao nível é o combustível. por todos nós. Trata-se das li. os outros somos nós!” combustíveis a subir. provavelmente surdo. veitar 100%. para o supérfluo há possi. 60% da verdadeiramente em termos de custos? Seria não fazem as contas quando vão comprar energia gasta é desperdício? É muito. fechar as janelas quando o sol não é possível abastecer totalmente com quer coisa como 150 mil euros… É um ab. mas critório. mesmo a 60 euros. o da classe B custa 300. etc. Sim. pagaríamos mais. a energia custa 100. o seguro. há uma instituição que se chama táxi. É um problema de coisas poupa-se. enquanto que o preço do vento. tal. os outros somos nós! se preocupam com aquilo que é fundamen.. da chuva. Porque o carro não custa só os 30 mil euros. O Rock in Rio. por mim. do sol ou das E o incremento dos preços de forma gra. isto vai crescer durante três quer dizer desconforto. No outro dia li um artigo em que acho um disparate instalar ar condicionado Imagine que a distribuição da electricidade se referia que se pode comprar uma casa de nas residências. porque a forma sustentável. aparece. o total é 950. mas as pessoas alinham. já não a médio e longo pra. pelo colega de es- dia. lica é praticamente nula. o que significaria termos da utilização da energia. essas licenças Mas todos temos alturas em que precisa. sempre cheio. e assim todos nós.. As pessoas não sucessivamente. Portugal tem uma dependência do exterior esgotaram-se em 3 dias. Segundo. Os bilhetes para o Dizer que o frigorífico é da Classe A. por exemplo. circular o ar. Considera que se houvesse esta política de consumidores compra a sua casa já feita. podíamos aproveitar um bocadinho mais. Agora. dado. D e E não adianta nada ao consumidor. mais de 90 mil pessoas por energia durante os 20 anos em que funciona. O que temos não sei.

embora aderisse à ideia. é muito. os 60% de origem renovável. que tinha sido empos. em 2008. cada hora em que nós consumimos electri- cam-se as leis. País é normal e que me aflige é que publi. Eu estou convencido que este ano também está a haver um abrandamento do consumo. irão certamente existir mu- tuação do Governo. acho que. têm os transportes. mas difícil. passámos a Espanha este ano. há um conjunto de programas que eu julgo ao trabalho ou já vão podendo fazer alguma que ainda não estão operacionais por falta coisa? Onde é que nós estamos mal? de regulamentação. Não. quando a Directiva estabeleceu 39%. na electricidade. acho que. por Nos transportes. neste mo. e a grande hídrica. públicos. na electricidade. o nosso Primeiro-ministro disse querer atingir os 45% de energia renovável como meta para o país. opinião? Continua a “reclamar” o direito cada país vai fazer o seu mix. os biocombustíveis. nós poderemos ultrapassar. Quanto ao transporte rodovi- renováveis. tricos ou à base de hidrogénio. mento? danças. O ano passado eram 4 para os transportes? Enfim. mas não se faz a respectiva cidade em qualquer uso. porque são muito mais eficientes dições adequadas ao desenvolvimento das que os outros. e terá sempre um peso significa- tivo. para bustíveis. a climatização.” E quais são as previsões? Até ao fim de Abril tivemos um ano muito seco. Na penetração da a grande aposta terá que ser nos transportes Há três anos atrás. e creio que isso funciona. Agora penso que.. sete minutos vêm Temos que apostar nos biocombustíveis regulamentação. o peso da hídrica ainda é muito grande na renovável. muito provavelmente. e impresso. etc. produziu praticamente o mesmo que a eólica. Ao nível do transporte. Houve um salto brutal de Não. quer os veículos híbridos. que tem o dobro da potência. Estes 20% têm electricidade renovável. e colocava muitas reservas à ac. públicos. chegaremos. não impossível. como minutos e meio. Uma coisa que no nosso Hoje em dia. energia eólica. Em Janeiro de 2007 disse que achava difícil chegarmos aos 45%. para 2020. Agora. em Janeiro do ano passado. Qual é a potência instalada. Ainda tem a mesma Anda na ordem dos 2550 MW. quer os biocom- apoio de 100 num caso e 200 noutro. “A concretizar este plano das grandes barragens e tudo o que está em perspectiva. dizia não existirem con. em Portugal. os 60% de energia renovável. Fiquei surpreendido e um bo- cadinho céptico. o que torna tudo ineficaz! do vento. em termos mundiais. Acho é que temos que apostar numa a substituição de electrodomésticos antigos um ano para o outro. ário individual. para 2020. É o pior sector. que podem passar pelos veículos eléc- sado havia pouco tempo. nós poderemos ultra- passar. No país. Em termos europeus? solução de transição. A concretizar este plano das grandes barragens e tudo o que está em perspectiva. mas sei que existem programas. Ultrapassamos em muito as metas… Bruxelas pediu 20% a todos. n . Parece-me que. são uma além de outras iniciativas. Parece-lhe impossível? Há três anos achava que poderíamos chegar à casa dos 42%. Neste momento só utilização racional da energia nos transportes por outros mais eficientes em que se dá um temos a Dinamarca à nossa frente. quando.

48 funcionais pelas suas propriedades “nutra.) que podem ser em. como tam.Nos quadros 1 e 2. à possibilidade Jatropha 1.950 45 24 de 5.de biodiesel a partir de microalgas pelo menos dida estratégica do Programa Nacional para 10 a 20 vezes superior à obtida com semen- O interesse no potencial biotecnológico das as Alterações Climáticas (PNAC). vitaminas e compostos atendendo ao volume crescente de produ. Chlorella vulgaris 40 ou melhorar a segurança do abastecimento e térias-primas alternativas que não entrem em Nitzschia palea 40 os problemas do aquecimento global e das competição com o sector alimentar.c) 30% de óleo na biomassa (em peso) . preconizou uma meta de substitui. ou está soja.000 265 145 sil por combustíveis alternativos. de colheita e de proces.5 directiva para a promoção de fontes de ener.540 846 Soja 446 594 326 ção de 20% de combustíveis de origem fós. 2007) gias renováveis. mentares. fac. o aumento do preço dos alimen- Radiosphaera negevensis 43 Por outro lado. estimar produções médias selho de Ministros n. tor do transporte rodoviário na maioria dos as microalgas. a Directiva 2003/30/EC. maior sequestro de CO2/ha em a) Para substituir 50% da necessidade de combustível no sector dos transportes dos EUA (adaptado de Chisti. samento da biomassa microalgal em grande países europeus.produção não ser sazonal. reduto.190 223 122 Esta directiva prevê uma quota de 2% de do seu peso seco). ficobiliprotei. O desenvolvimento de tec. principalmente para o sector dos óleo para biodiesel. esteróis. tem vindo progressivamente a ser produzido De entre os compostos extraídos cuja ex. al. tem permitido que determinadas es. tes de oleaginosas. nomeadamente Quadro 1 ploração comercial é uma realidade. Estes factores per- tuguês. Ochromonas dannica 39 – 71 alterações climáticas têm trazido para a ordem As microalgas constituem uma das alterna. Contudo. Microalgas para Biodiesel O Desafio do Presente para um Futuro Sustentável Fernanda Rosa * veis em todos os Estados-membros. microalgas tem aumentado nos últimos Entre os diversos biocombustíveis comercial. não só por razões de CONTEÚDO em vias de o ser.000 2 1. Bidduphia aurita 40 gética do exterior.Palma 5. 1998) alternativos.médias das oleaginosas mais tradicionais com nologias de cultivo. UE por força da matriz de consumo no sec. (L/ha) (Mha) a) (EUA) a) de 2003. a necessidade de garantir tornou imperativa a pesquisa de outras ma. energéticas em detrimento de culturas ali. tores que permitem atingir eleva. para 2010. oleaginosa.892 140 77 biocombustíveis em 2005 (não atingida) e de utilizar terrenos marginais ina. polissacáridos. a contestação generali. ria-prima durante todo o ano devido à sua Esta meta foi antecipada pelo governo por. de facto. aponta comparação com qualquer outra b) 70% de óleo na biomassa (em peso) a meta obrigatória de 10% de biocombustí. mas espécies atingem mais de 50% Colza 1. ainda em discussão. o qual é fortemente dependente elevada eficiência fotossintética e RENDIMENTO ÁREA % DA ÁREA ARÁVEL de combustíveis baseados no petróleo.. girassol e palma.Milho 172 1. devido à sua Quadro 2 transportes. Chlorella pyrenoidosa 36 do dia a procura intensiva de combustíveis tivas mais interessantes para produção de (adaptado de Sheehan et. Inicialmente produzido a O grupo do INETI. percentagens medidas dequados para agricultura e águas Microalgas b) 136. até 2020. A nova proposta de residuais/salobras e salgadas. como me. ginosas tradicionais. mente disponíveis. bém pela necessidade de diversificar a oferta Monalanthus salina 72 nas. referem-se ácidos gordos ordem comercial e económica.º 21/2008. etc. em 2020. tos e o impacto ambiental das monoculturas. com outras matérias-primas. pela Resolução do Con. de Maio vamente às plantas superiores. a elevada dependência ener. Dunaliella bardawil (= D.75% em 2010. ção. o biodiesel tem sido o pídico máximo de algumas espécies de mi- dade e aos inúmeros compostos naturais que mais produzido e utilizado em Portugal e na croalgas e comparam-se as produtividades podem sintetizar.1 em conteúdo energético. CULTURA EM ÓLEO NECESSÁRIA NECESSÁRIA contexto. carotenoides.5 2. salina) 47 Navicula pelliculosa 45 cêuticas”. refere-se o conteúdo li- anos atendendo à sua grande biodiversi. lho na área da biotecnologia de microalgas pécies sejam já utilizadas comercialmente. Neste maior taxa de crescimento relati. e à obtenção de maté. o aumento do preço das olea­ Outirococcus sp. partir quase exclusivamente de óleo de colza.mitem. que iniciou o seu traba- escala. Scenedesmus obliquus 49 pregues no desenvolvimento de alimentos zada ao uso de solos aráveis para culturas Nannochloris sp. Botryococcus braunii 53 – 70 bioactivos (antioxidantes.700 4. das produtividades em óleo (algu- Girassol 1. ao Microalgas c) 58. 50 res do colesterol. ESPÉCIE LIPÍDICO (% m/m) poliinsaturados.

célula a célula in vivo. e possui um INETI tem sido realizada por crescimento curto prazo será a alternativa para a indústria elevado conhecimento do “estado da arte” autotrófico de microalgas em lagoas tipo ra. garantir com seriedade a produtividade e a REFERÊNCIAS ção do teor em óleo. c e d) e por crescimento heterotrófico em * Investigadora Principal do INETI de biomassa microalgal para alimentação ani. A uti- lização de espécies nativas em detrimento de espécies obtidas em algotecas permitirá aliar uma perspectiva de maior produtivi- Figura 2 dade com um risco menor de contamina- Crescimento autotrófico em fotobioreactores (a) verticais. à área disponível e à obtenção da produtividade A B C máxima em óleo. 25. rentabilidade do processo. Num processo global. sob a forma de fertilizante. campus do Lumiar) num verdadeiro conceito de biorefinaria. Roessler. há mais de 25 anos. isoladas no seu habitat natural nas condições geoclimáticas reais onde a ins- talação de produção será construída. Chisti Y (2007) “Biodiesel from microalgae”. 1649-038 Lisboa mente. em cado. (b) de 8000 L (INETI. (c) mangas ções e de perda de biodiversidade. para maior rapidez na optimização nada localização e ambiente geoclimático.pt também. Selecção e optimização do processo de recolha e processamento da biomassa mi- croalgal para obtenção de óleo com o menor custo de operação e o menor dis- pêndio energético. que permite determinar o momento óptimo reconhecem que o potencial de produção Sheehan. Desenvolveu standard que permita. Os principais especialistas a nível mundial logy Advances. não há uma solução Estrada do Paço do Lumiar. relevante para a economia do processo. apesar de existir uma vasta gama de Unidade de Biomassa tratamento de efluentes e. National Re- cessamento e obtenção de produtividades óleo para biodiesel necessita ainda de uma newable Energy Laboratory. Departamento de Energias Renováveis. . uma metodologia de avalia. P. dos processos. J. T. máximas de óleos. mal e humana. 2 periência de obtenção e de processamento b. USA. Selecção de estirpes de microalgas com A B C alta produtividade em óleo. J.. (c) fermentador de 200L (INETI. e das diversas tecnologias disponíveis no mer. 4. vertente de investigação e desenvolvimento A B que permita a adaptação das tecnologias exis- tentes e a realização de um scale-up gradual de forma a optimizar os processos e a redu- zir os custos de operação e tornar o óleo de microalgas competitivo com o que se obtém das matérias-primas tradicionais. (b) fermentador de 100L. plásticas (INETI. Golden. do biodiesel. vestigadores na área da biotecnologia das mi- tidisciplinar dos Departamentos de Energias Toda a investigação e desenvolvimento no croalgas e que se pretende e acredita que a Renováveis e de Biotecnologia. para uma determi. suplementos alimentares. fermentadores (Fig. Benemann. Porém.rosa@ineti. fotobioreactores de diferentes tipos (Fig. Dunahay. Valorização da biomassa microalgal resi- dual. de forma muito mais cé. há vários passos sequenciais que são decisivos para o sucesso desta tecnologia: 1. mais recente. (b) tubulares. E-mail: fernanda. alimento para animais e/ou obtenção de metaboli- tos e produtos naturais de valor comercial Figura 3 – Scale-up de crescimento heterotrófico (a) fermentador de 2L. de preferência nativas. industrial de microalgas para produção de Species Program – Biodiesel from Algae. campus do Lumiar) 2. lere que os processos correntes. 3. 3). Selecção do(s) fotobiorreactor(es) mais adequado(s) às estirpes envolvidas. opções tecnológicas. A look back at the US department of Energy’s Aquatic de recolha de biomassa para posterior pro.. para fins energéticos.. pp 294-306. (1998). Este é o desafio que se coloca a todos os in- mente por uma equipa de investigação mul. ceway de diversas capacidades (Fig. que se pretende inte- Figura 1 – Crescimento autotrófico em lagoas tipo raceway (a) de 400L. é constituído actual. Associa esse know-how a uma larga ex. Biotechno- recorrendo à técnica de citometria de fluxo. campus do Lumiar) grado. Colorado. 1).

37 87.22 .04 Resultado líquido do exercício: (F)-(G)= 6.166.690..690.05 30.00 0..979.10 315..00 27.Edições.. pelos cartes de publicidade.....20 Outros custos e perdas operacionais 600..00 0....000. Relatório de Gestão do Exercício de 2007 Estatuto Editorial I – Análise Geral Actividade desenvolvida em 2007 A revista “Ingenium” é o órgão de comunicação oficial da Ordem dos Engenheiros.00 331..00 6.33 -5. Esta variação negativa das recei- Encargos sociais: tas é explicada pela diminuição da publicidade contratada. sobretudo.61 Passivo Subsídios à exploração 0..084.550.148. corpóreo e incorpóreo 474.00 50. A “Ingenium” procura des.000.. dos seus conteúdos.Edições.539..97 Reservas legais 6.75 354.23 95. elaborados contratos de publicidade com 40 entidades.106. a um acordo estabelecido prensa e do Código Deontológico dos Jornalistas. apesar do ambiente de crise dominado por uma conjuntura económica e social Líquidos da Ingenium-Edições.º 2/99.00 50.Edições. Foram também editados dois livros da colecção Engenharia.... 5 versos de capa.00 0..465. honestidade e independência no tratamento correndo à contratação de publicidade externa e à produção editorial de livros técnicos.Curto prazo: Outros proveitos ganhos operacionais 0.52 Existências: Resultado líquido do exercício 6.539.29 Total de ajustamentos 6..27 Estado e outros entes públicos 8. com uma redução de cerca de 33% Remunerações 21.97 3.97 0.091.041..25 17.212.525. o que representou a inserção de 84 páginas ímpares.32 39.34 0.689..412 . desta empresa. 236. com a Ordem dos Engenheiros de Angola.400.41 ( D ).865..63 Imobilizações corpóreas: Reservas: ( G )....52 Prestações de serviços 214.. cada.91 474.24 90.800. Demonstração de Resultados Líquidos A nível económico e financeiro...... que aprova a Lei de Imprensa.00 600.. Foram.00 31–12–2007 31–12–2006 Capital Próprio e Passivo 31–12–2007 31–12–2006 ( C ).45 Equipamento administrativo 1....467. dual.492.40 1.37 153. essencialmente.00 Resultados operacionais: (B)-(A)= 9..534.694.694.847.. 227.094.447.50 20. de Resultados Líquidos II – Análise Financeira Em conformidade com o Artigo 16.34 463....777. atingindo os objectivos estratégicos.434.. 227.521. publicamos a Demonstração de Resultados Em 2007..860... justificada no parágrafo anterior. os custos diminuíram cerca de 28%...31 Total do passivo 23.00 4.65 39. Revista “Ingenium” Ingenium Edições.377..03 22.739..572.276. em virtude Matérias 0. obrigações e deveres da Lei de Im. re- A “Ingenium” baseia-se em critérios de rigor..450...75 359..517..00 5.376.000 exemplares a par- sas.10 Fornecedores c/c 8.18 Produtos 22..51 26. Na sequência do modelo de gestão introduzido na Ingenium Edições em Setembro de 2004.. apesar da quebra da procura no mer- INGENIUM ..30 Clientes c/c 87. continuou a ser publicada bimestralmente.25 17...97 331.00 Resultado antes de impostos: (F)-(E)= 9.12 8.º da Lei N.191..439.18 65.00 0. Acum.. Líquido Líquido ( E ).... cinco quartos de página. assim.59 236...47 186..447.33 5..681.00 3.28 6.191..00 29.88 Proveitos diferidos 0. as. Lda.690. artigos técni.582..25 face ao ano anterior..31 96...00 0. cado da publicidade.979.00 0.. Pensões 0..087.25 0.00 Caixa 50.84 Impostos 0.708.04 Proveitos e ganhos extraordinários 0.78 27.465. tal como já acontecia com Cabo Verde e Moçambique..00 0.81 25.00 600...18 267.43 (315.768.25 27. a Revista “Ingenium” conseguiu ter um desempenho que se pode consi- derar muito bom.554.00 0.66 Proveitos e Ganhos Mercadorias 0.467..753.943.84 Ajustamentos 0.70 328.03 Dívidas de terceiros .00 Imposto sobre o rendimento do exercício 2.746.00 Outros devedores 7.03 Resultado líquido do exercício 6....00 O resultado líquido do exercício após impostos atingiu o montante de 6.447...00 Custos diferidos 331.681...05 30. Fornecimentos e serviços externos 192... e disponibiliza informação dedicada ao universo da engenharia. Colégios de Especialidade e pelas Especializações de Engenharia.467.97 Dívidas a terceiros ..571. consequência de ter sido um ano de eleições.706.384. tendo aumentado a sua tiragem de forma gra- A “Ingenium” respeita a Constituição da República Portuguesa e de todas as Leis portugue. Activo Activo Capital Próprio Custos e perdas extraordinários 100.084.97 635.88 Resultados correntes: (D)-(C)= 9. sumindo-se como o veículo privilegiado de comunicação com os seus membros.148..00 0...00 Vendas: 0.06 937.78 Depósitos bancários e caixa: Outros juros e proveitos similares Depósitos bancários 27.945..97 317. o custo das mercado- Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas: rias e das matérias consumidas e os fornecimentos e serviços externos. Lda.532...66 Total do Activo 132.771.955.. pouco favorável...22 Total Capital Próprio e Passivo 124.173.27 23..746.50 6..11 Circulante Sub-total 94..66 1955. atingindo o montante de 236..67 Outros 0.00 474. 227.43 315..380.. cendeu a 214.246. Tal acréscimo deveu-se..00 0.75 354.00 0.492..00 102.00 0.347. no sentido de distribuir a “Ingenium” junto dos Engenheiros daquele país..927..492.61 33.58 de se ter produzido menos uma revista.724. 6 meias páginas..467. tir da edição de Maio/Junho..... sem subsídios à exploração concedidos pela Ordem dos Engenheiros.. cujo valor total as- A “Ingenium” tem por objectivo divulgar notícias e eventos..853.75 ....094.451...00 0. cifrando-se em Euros 227.084..40 1. Lda..691..00 Acréscimo de custos 0. Lda.45 354. INGENIUM ..58 despesas com os honorários e os encargos com os trabalhos especializados.00 Dividendos antecipados Mercadorias 0.400.. estudos de casos.34 463..82 em 2006).65 124. 31–12–2007 31–12–2006 Custos e Perdas As rubricas que influenciaram esta variação foram.746.00 5. 236.20 INGENIUM ..529. tendo atingido uma produção máxima de 44..06 Amortizações imobiliz. Lda...217....467....450.. O principal trabalho assegurado pela empresa foi a produção da Revista “Ingenium”. que tacar temas da actualidade na área da engenharia e com relevância para a sociedade. cos e de opinião.10 Custos com o pessoal: Os proveitos registaram um decréscimo pouco maior.11 Acréscimos de proveitos 0...00 61.00 21.00 29.19 163. análise de legislação e de temas actuais sobre engenharia e com interesse quatro terços de página.00 Total de amortizações 1.00 331.00 0.00 Outros credores 5.122.00 Resultados financeiros: (D-B)-(C-A)= -4.97 Resultados transitados 83. bem como as principais actividades promovidas pelas Regiões.321. ao longo do ano......0 .78 ACTIVO Activo Amortiz.690.85 9... destacando-se as Mercadorias 6.75 293.532. 236.85 7. 229.00 21.. Outros 5..05 30.521.04 Bruto Ajust.Curto prazo: TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 101.646.467.32 43.75 359..03 4.812..681.82 Imobilizado Capital 5..550. nomeadamente “Requisitos de Demonstração Higiene para Sistemas” e “A Limpeza nos Sistemas de Ventilação” com uma tiragem de 500 unidades..27 13..00 0..586.571..24 61...317.028. nomeadamente as que se enquadram nos direitos....00 474.. assim como ao aumento do número de membros da Ordem...47 186.49 236.43 315... 5 contracapas e 12 en- para os engenheiros.96 ( B ).06 937.15 57.78 Balanço Analítico Balanço Analítico Juros e custos similares Euros Euros Outros 4.31 635.509..543.33 Acréscimos e diferimentos: Acréscimos e diferimentos: ( F )..16 14.60 4.01 5. ( A ).78 Estado e outros entes públicos 7. de 13 de Janeiro.00 0.. deu-se continuidade ao objectivo de assegurar a sustentabilidade económica e financeira Trata-se de uma publicação bimestral e sem fins lucrativos.91 0.

alimentos de melhor qualidade e suplemen. AGRONÓMICA ENG. ainda neste país. Assembleia para apresentação e discussão e uma visita guiada à Companhia das Lezírias.º Encontro Nacional do Colégio Nacional de Engenharia Agronómica D ecorre. DO AMBIENTE ENG. mas transferência nuclear poderá ser uma forma E a opção de utilização dos cereais para ener- um processo constante de mudança. ELECTROTÉCNICA ENG. as Produções de Qualidade. Foram também identificados os principais tos que permitam aumentar a eficiência de ticínios – Os Desafios do Futuro”. não lismo celular. para que as conclusões que se venham a re- venção dos Membros deste Colé. GEOLÓGICA E DE MINAS ÍNDICE ENG. a Transição Ge- menor produção de elementos poluidores. riano. isto é. açoriano. ainda. -se. especialmente na área do metabo. para garantir as mudanças dentro Realçou-se. em S. GEOGRÁFICA ENG.unl. do qual aqui ficam as conclu- néticos e da biodiversidade. existência de progressos na avaliação de seiam o seu sistema alimentar nos cereais. Logo. INFORMÁTICA ENG. Colégios ENG. na Companhia das Lezírias. a Dimensão – Concluímos que o aperfeiçoamento das téc. Miguel. potenciando os seus efeitos. Durante o Congresso de Zootecnia realizou. Espanha. bem como perspectivas futuras para bustíveis e procurar novas formulações para A educação/formação profissional é um ele. expectável que aumente a oferta de cereais Pequenas Ilhas. a procura será a Industrialização. referindo-se que ele representa cerca nómico. Miguel de Castro Neto dos “Actos Específicos do Membro do Co. sémen. que con. contamos com o em- penho de todos os colegas na dinamização de Engenharia Agronómica. esta será uma questão estrutural e não conjuntural. tendo nal de Engenheiros Agrónomos de do evento e numa participação significativa como tema os Domínios de Inter. açoriano. que o leite e a carne de de 30% do leite nacional. que tem tentável. Esta maior tou com a presença de cerca de 500 pessoas. com vantagens e desvantagens as- eficiência traduz-se numa produção animal incluindo produtores de leite da Ilha de S. dez desafios para o futuro do sector leiteiro utilização dos nutrientes da dieta. um debate dedicado ao tema “Lac. e O desenvolvimento sustentável das regiões. tendo um peso de uma perspectiva de desenvolvimento sus. nos Açores. Brevemente daremos mais informações sobre provisório. para lidade dietética/nutricional superior. bovinos produzidos no sistema tradicional significativo na economia da Região. os preços dos cereais em alta põem em causa a sobrevivência de mui- tas populações de regiões do globo que ba- sões enviadas pela Comissão Organizadora. sociadas. gio. a asfixiar os produto- tema do XVII Congresso de Zootecnia. é um estado permanente de harmonia. e a Li- essencial para a preservação de recursos ge. leite. Anunciou-se a apro. delo de regulamentação em vigor tirar sejam representativas. MECÂNICA ENGENHARIA AGRONÓMICA Miguel de Castro Simões Ferreira Neto Tel. . do Minho. devido às suas condições edafo-climáticas ciência da produção de leite e carne. a Churra Foi ainda caracterizado o sector leiteiro aço- qualquer política de desenvolvimento eco. pelo que a tendência em alta beralização dos Mercados. cada vez mais. nomeadamente através da crio-preservação de sémen e de embriões. o Posicionamento. açoriano junto dos consumidores. embora seja racional. a alimentação animal. com Miguel. a Classificação.: 21 387 02 61 Fax: 21 387 21 40 E-mail: mneto@isegi. siderados. passa pela realização de uma Após a Assembleia. no 1.º Encontro Nacional do Colégio tivas de regulamentação dos mesmos.pt 1. preser.º trimestre de 2009. que ajudam à projecção da imagem do leite isso devem ser proporcionados. o Meio Ambiente. nicas de conservação de material genético é no mercado interno e externo. raças autóctones ovinas. vando a capacidade produtiva dos recursos num curto espaço de tempo. O debate permitiu concluir que. CIVIL ENG. mento estratégico para a implementação de vação de uma nova raça autóctone. segue-se um almoço este evento. a saber: a Alimentação Animal. de Também foram debatidos os factores de ma. para apresentar o mo. de obter animais de elevado nível genético gia começará a ser cada vez mais discutida. Tendo em consideração a importância do Presidente do Colégio Nacional légio de Engenharia Agronómica” e perspec. Quantidade. estão. possuir um perfil em ácidos gordos de qua. sempre superior. de pastoreio. sendo necessário procurar novas forma a garantir um equilíbrio entre o homem. tema em debate e o facto de se tratar do de Engenharia Agronómica XVII Congresso de Zootecnia dos preços será para continuar. ainda. O programa do Encontro. A utilização de técnicas de res pecuários. se caracterizam por condições únicas para a produção de leite Discutiu-se a necessidade de melhorar a efi. a mais protectora do ambiente. estando prevista a presença de um representante do Conselho Nacio- primeiro Encontro oficial do Colégio de En- genharia Agronómica. O XVII Congresso de Zootecnia realizou- se entre 16 e 19 de Abril. neio em explorações intensivas de ovinos de matérias-primas para utilização em biocom- os animais e o meio ambiente. Ficou também demonstrada a Para além disso. pois apresenta riscos que terão que ser con- naturais. ao animal. o 1.

UE. Colégios ENG. no planea- ferenças entre produtos provenientes de re. avaliação e rença e a variedade da oferta é uma mais. METALÚRGICA E DE MATERIAIS ESPECIALIZ. A mento e gestão de recursos naturais. Reprodução e bem-estar animal. vendo ser generalizada a todas as raças. nutricional e sensorial de produtos re. foi reiterado. os Açores pos. Abordou-se ainda a qualidade higio-sanitá. manter. a exemplo de todos completaram 20 anos de curso. entre as mais rele- vantes: conceber. produtos tradicionais. com impacto nos Aço. Todas as capacidades referidas são necessárias ao exercício da profissão. as- sociadas a uma conduta ética e deontologi- camente correcta. motivadas pelo vinos de carne. fiscali- zar e auditar. monitorização. na Sistemas de informação e comunicação re- DOP. Conselho de Ministros da Agricultura da das a curto prazo.pt rar diversas capacidades. é indispensável garantir conformidade Região dos Açores. melhoramento. gionais. projectar. No debate dedicado ao tema “O Papel do genheiro Zootécnico. quer de sémen. Foram ainda reforçados os domínios de intervenção de referência do Engenheiro Zootécnico. execu- tar. inovar. Em termos nutricionais. QUÍMICA GEOGRÁFICA submeter artigos para publicação deverão fazê-lo através do e-mail: aafreitas@ordemdosengenheiros. turístico como património cultural e gastro. que conduziram ao aumento da quota ter a tendência de diminuição dos seus efec. quer de cavalos vivos. ção em Engenharia Zootécnica deve assegu. controlo de processos produtivos. Engenheiro Zootécnico numa Sociedade em homenagem a todos os profissionais que duzir numa região ultraperiférica conta com Mudança”. destacando-se as decisões do recente dente das medidas que vierem a ser toma. Para assegurar a sobrevivência de tanto. carcaças. raças autóctones está directamente depen. para um programa de selecção eficaz. houve uma sessão de O esforço considerável necessário para pro. Infra-estruturas e construções rurais. giões distintas que estão relacionados com genética molecular pode ser encarada como Avaliação da propriedade rural. A avaliação genética. Novas técnicas estão disponíveis. através de medidas como o aumento do reprodutiva dos garanhões cuja fertilidade tempo de cura e o respeito pelo Caderno de varia ao longo das diferentes estações. ao nível comunitário (+2%). -valia dos produtos regionais. experimentar. Em relação às estratégias de selecção em bo. Ordenamento do espaço rural. e à tivos e aumentar a eficácia dos programas aprovação das linhas gerais que presidirão à de selecção. A Comissão Organizadora . Certificação de modos de produção e de aproveitada do ponto de vista comercial e suem óptimas condições para a exportação produtos agro-pecuários. Formação e qualificação de recursos hu- nómico. dos produtos regionais. Ainda no âmbito do Dia Nacional do En- Especificações. igual- elaboração das futuras propostas de regula. leiteira. Melhoramento genético animal. que pode ser Dadas as condições sanitárias. planear. concluiu-se que o futuro das Rastreabilidade e segurança alimentar. um importante auxiliar dos programas de Normalização. EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Os autores que pretendam ENG. animais e das raças autóctones. Planeamento. A dife. nomeadamente: Agricultura e produção animal. com o objectivo de inver. como o queijo do Pico estatuto. Estas medidas requerem uma O Engenheiro Zootécnico pode ainda. estratégia alargada que visa a melhoria das mente. NAVAL ESPECIALIZ. como mentos da PAC. EM ENG. os profissionais de Engenharia. dever-se-á certificar oficialmente esse manos. é fundamental cursos e ecossistemas naturais. controlar. Tecnologia e controlo dos produtos de ori- gem animal. Exploração e conservação dos produtos res. Desenvolvimento sustentável. intervir em diferentes domínios. gestão e conservação dos re- ria. comu- nicar. operar. visíveis alterações da PAC. ensinar. que a forma- bito do POSEI. No en. gias actualmente disponíveis. em aplicação da reforma a condições de produção e a comercialização sejam: decorrer. DE CLIMATIZAÇÃO ENG. para avaliar a capacidade lacionados com o mundo rural. as diferenças do modo de produzir. apreciação e classificação de O debate finalizou com a referência às pre. de. através das metodolo. o apoio de medidas governamentais no âm. “exame de saúde”. gerir. existem di. Nutrição e alimentação animal.

Neste encontro foram equacionados os as.unl. pectos económicos. lientado que a competitividade de uma em- tável. Ambiente e Paisagem. com o apoio da Câmara Muni- cipal de Vila Real e da Rede de Parques de para estimular a criação de projectos e em- presas. em articulação com a ESAC/CERNAS e a Universidade de Coimbra – CEG. a organização conta com par- ticipações e perspectivas ibero-americanas. a promoção do empreendedorismo de base tecnológica. e da Comunicação e Turismo. unidades de investigação para as empresas em torno de oportunidades de negócio e do tos específicos. entre 23 e 25 de Outubro de 2008. nas quais foram analisados assun.sper. Mais informação em: www. em particular no ção essencial à sua sustentabilidade. bem como os as. considerou-se que endedorismo. mas também de aborda- gens de académicos e técnicos. Esta capacidade de incorporar a inovação para representou um espaço de debate de ideias iniciativa permitiu concluir que é necessária criar vantagens competitivas. Inovação e Território” e terá lugar nas instalações da Escola Superior Agrária de Coimbra. resta. os instrumentos um dos desafios actuais centra-se na trans- na Região do Norte”.pt Engenharia e Empreendedorismo no sector agro-alimentar A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Inovação e Competitividade o potencial empreendedor. investigação e de conhecimento reunidas nas proporcionado um ambiente de troca de ideias endedoras. para o desenvolvimento no dia 28 de Maio.pt/7cier . Colóquio Ibérico de Estudos Rurais A Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER) e a Asociación Española de Eco- nomía Agraria (AEEA) vão realizar. um “Fórum de Empre. tendo incluiu sessões plenárias e oficinas empre. A sétima edição do Congresso Ibérico de Estudos Rurais gira em torno do tema “Cul- tura. apoiado por uma rede de espa- ços ou centros de prestação de serviços avan- C&T e Incubadoras-Portuspark. presa e do país está intimamente ligada à sua lítica de coesão na Região Norte. promoveu. pectos relacionados com o conhecimento e da Região. O Fórum logias. incorporando a inova- empreendedorismo no sector agro-alimentar. Colégios ENGENHARIA AGRONÓMICA Miguel de Castro Simões Ferreira Neto Tel.: 21 387 02 61 Fax: 21 387 21 40 E-mail: mneto@isegi. Novas Tecno. Flo. as áreas do agro-negócio. ferência do conhecimento científico e tec- A iniciativa contou com a presença de pro. Por outro lado. privilegiando o fluxo de conhecimen- tos e de tecnologia através da Universidade. que centram a sua atenção nas áreas rurais. domínio da Agricultura e Alimentação. que aumente a competitividade e a po. o evento que na Península Ibérica tem ganho maior tradição em termos de abrangência de domínios científicos. Este ano. Foi sa- como estratégia para uma economia susten. O formato do Fórum nológico que emerge das competências de fissionais e estudantes de Engenharia. para a criação da empresa. merecendo especial atenção de cariz tecnológico. çados às empresas.

Exemplos de actos de engenharia civil: Gestão e supervisão da construção e de riência profissional e por uma formação pro- Na fase de planeamento/projecto: demolições. biente. Um engenheiro civil é um profissional. Na fase de operação e de manutenção de próprios da engenharia civil e. Gestão da operação e da recepção. tos.ª Reunião do Conselho Europeu de Planeamento/projecto de infra-estruturas flu. sentados casos de estudo e análise de custos benefícios relativos a visando a maior sustentabilidade das nossas sociedades. Os conhecimentos do engenheiro civil são Supervisão técnica das obras. para Planeamento/projecto urbano e de am. manutenção e reparação. Durante o evento foram apresentadas as estratégias previstas no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) com especial interesse para as áreas urbanas. realizar têm como base os conhecimentos Projecto de túneis e de obras enterradas. o seu enqua- dramento nas políticas e estratégias do Governo e a legislação apli- cável. Colégio de Engenharia do Ambiente para o ano de 2008. com o objectivo de contribuir Planeamento da segurança. 24 de Maio de 2008 . no Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros. biente. Foram apresentados diver- sos exemplos de utilização destes sistemas na Dinamarca. instalações solares de média dimensão que. reflexão sobre novas formas de pensar e (re)organizar o espaço urbano. da saúde e do am.: 21 314 02 33 E-mail: ema. técnicos e de outra natureza. foram apre.pt Workshop “Energia em Urbanismo” sistemas descentralizados. organizado pelo Colégio de Engenharia do Ambiente em quentes sanitárias e o aquecimento das habitações em aglomerados urbanos de pequena a média dimensões. Planeamento/projecto de infra-estruturas Inspecção. Foram ainda apresentadas várias possibilidades de integração de sistemas de microgeração em áreas urbanas e analisados diversos cenários de investimento e respectivos períodos de retorno. Produção de materiais. 4. ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. associados à No que respeita à energia solar térmica. no respeito da ética. quando apro- Planeamento/projecto de estradas e de ou. ria civil.pt 1. O evento. para um mundo sustentável e com uma me.unl. bem como as suas potencialidades e evolução em termos de sistemas integrados. inscreve. Os actos que cada engenheiro civil pode outras estruturas. Planeamento/projecto de edifícios e de Gestão da segurança. Gestão de empreendimentos e de projec- nharia civil. Este Workshop teve por objectivo promover a divulgação e o debate do tema das energias renováveis no meio urbano. semicentralizados e centralizados. com especial relevo para o Sistema de Registo para a Microgeração (SRM). fissional contínua. manha. com formação académica e orientação prá- Carta dos Engenheiros Civis tica. Investigação e ensino na área da engenha- tíficos. viais e marítimas (costeiras e “offshore”). asso- ciado às novas tecnologias arquitectónicas e à evolução dos materiais e equipamentos utilizados. Colégios ENGENHARIA DO AMBIENTE Helena Farrall E-mail: mhf@fct. Riga. obtidos por estudos académicos. Na fase de construção de edifícios e de in- lhor qualidade de vida. fra-estruturas: 3. em particular. Esta iniciativa foi a primeira de um conjunto de eventos planeados pelo mos de energias solar e eólica aplicadas ao meio urbano. por uma instituição nacional. Projecto de estruturas. na Ale- conjunto com o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ). decorreu. pela expe- 2. na Áustria e na Suécia. edifícios e de infra-estruturas: priado. de águas e sanitárias. A mi- crogeração foi outro dos assuntos abordados. Foram igualmente exploradas as diversas soluções existentes em ter. -se no âmbito do Protocolo de Colaboração assinado entre a Ordem dos Engenheiros e este Instituto. rea­lizar.coelho@lnec. O último tema focado no Workshop foi o “solar district heating”. garantem águas N o dia 7 de Maio. o Workshop “Energia em Urbanismo”. Em geral: Engenheiros Civis (ECCE). Gestão dos investimentos nos edifícios. actos de enge. poderão ser definidos em cada país tras infra-estruturas de comunicação. que utiliza os seus conhecimentos cien. integradas ou não com outros sistemas de fornecimento de energia térmica. Aprovado na 47.

chal.pt Visita a Infra-estruturas Durante o painel. Após o almoço.º Santos Costa. através de 50 painéis colocados nas O objectivo era dar a conhecer e divulgar o notável conjunto de paragens e na Via Rápida Funchal/Ribeira Brava. equipada com 31 túneis duplos e 46 pontes ou viadutos. sendo 186 autocar- gião Autónoma da Madeira. em colaboração com a Secção Regional da Ma- deira da Ordem dos Engenheiros. que salientaram Expresso Ribeira Brava/túnel da Encumeada. realçando todo o empenho e trabalho de organização feito pelo Eng. foram realizadas. “Sistema de Apoio à ex- ploração da frota dos autocarros da empresa (SAE) e Sistema de bilhética”. tema de informação ao público. e teve oportunidade de desfrutar da excepcional vista sobre a cidade e porto do Funchal numa subida ao Monte no Teleférico Cidade do Funchal. num autocarro cedido pela empresa Horários do Funchal. a maior instalação deste tipo em Portugal. O programa ter- minou com um jantar de confraternização em Câmara de Lobos. de Transportes da Madeira da Estradas da Madeira. No sábado de manhã. Coordenador da Comissão Executiva da Espe- cialização em Transportes e Vias de Comunicação. Destinadas a vencer as difíceis condições orográficas da Ilha. pelo Eng. concessionária em regime SCUT da Via Rápida Ribeira Brava/Caniçal. pelo Eng. ao Centro de Controlo do Sis- tema de Ajuda à Exploração (SAE) da empresa Horários do Fun- 2008. uma visita de estudo a Infra-estruturas de Transportes da Re.º António Vasconcelos. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. destacando-se a ampliação do aeroporto. numa extensão de 3200 m. Na abertura intervieram também o Eng.: 21 314 02 33 E-mail: ema. um painel com a presença do Eng.º Duarte Sousa.º Jorge Zúniga Santo agradeceu à Secção Regional da Madeira e a todas as entidades e empresas da Madeira os seus apoios. que tor- naram possível esta interessante e proveitosa iniciativa. que vence um desnível de 560 m. patrocinado pela empresa Estradas da Madeira. Na manhã do dia 23 de Maio. Secretário Regio- nal do Equipamento Social. dos Teleféricos da Madeira. o novo porto de mercadorias do Caniçal e os seis teleféricos com funções turísticas e agro-turísticas. e “Breve resenha dos seis teleféricos da Ilha da Madeira”. o grupo visitou o novo porto de mercadorias do Caniçal. da ETER- MAR. e o Eng. na qual participaram cerca de trinta en. a 23 e 24 de Maio de racional da empresa Vialitoral. do Continente e da Madeira. ros na rede urbana e 51 na rede interurbana. decorreu. pelo Eng. bem como na Via novas Infra-estruturas de Transportes construídas nos últimos anos na Região. em representação do Presidente.º João Reis.º João Guerreiro. que permitiu conhe- a importância e actualidade do tema da visita. patrocinado pela empresa Tecnovia Madeira. com 44 km de extensão. em Câmara de Lobos. cer um dos maiores túneis rodoviários de Portugal.º Pedro Galvão. estas infra-estruturas trouxeram uma grande melhoria nas suas acessibilidades.º Victor Gonçalves. “Infra-estruturas portuárias – novo porto do Caniçal e futura gare internacional de passageiros do Funchal”. Após a descida.coelho@lnec. foram apresentadas cinco intervenções técnicas: “Novas Infra-estruturas rodoviárias”. Secretário da Secção Regional da Madeira da Ordem dos Engenheiros. equipada com um total de 283 autocarros. no Casino Parque Hotel. a nova Via Rápida Ribeira Brava/Funchal/Caniçal. . a visita de estudo terminou com um almoço patro- cinado pela empresa Teleféricos da Madeira.º Jorge Zúniga Santo. “O Teleférico Cidade do Funchal”.º António Ferreira. e dotado de um sis- genheiros. pelo Eng. durante o qual o Eng. realizou. que possibilitou o grande sucesso de mais uma visita. visitas ao Centro de Controlo Ope- A Comissão Executiva da Especialização em Transportes e Vias de Comunicação. Presidente do Conselho de Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira. inaugurado em 2005. pelo Eng. dos Horários do Funchal.

Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel. tem e seguiu depois para França (Havre). de Do seminário relativo à qualidade dos projectos de estruturas resul- taram dois documentos. das quais se destacam directo de transporte marítimo de mercado. genharia Civil.500 TEU’s. que tem. Coordenador da CEE/ TEU’s em 2007. recorre a navios porta-contentores com capa.coelho@lnec. que esteve a cargo do Eng. de recreio e de serviços. Está certificado. importância das infra-estruturas. que vem reforçar as tugal.000 cidade média até 9. Este pal porto na fachada ibero-atlântica nacional 18ha inseridos no espaço da antiga pedreira.3ha mais (Antuérpia) e Alemanha (Bremenhaven). novo serviço. constituído por modernas infra. em qualidade. neste moderno equipamento. designado Lion Service. é líder nacional na quanti. em representação da Estradas de Por.º Jorge Zúniga. dades únicas. para além dos Porto de Sines. e europeia. na melhoria das acessi. de acordo com os requisitos da norma NP EN ISSO 9001:2000. entregue para apreciação do Conselho Nacional do Colégio de En- sitas programados pela Especialização em Estruturas para o 1. cujas características geofísicas Presentemente.º Se. da Subconces- são do Baixo Alentejo. Bélgica Esta foi uma esclarecedora visita ao princi- uma área infraestruturada de 12. com cerca de 30 anos. Adminis- trador. pois permite a acostagem de O Porto de Sines tem um interland estraté- gico que se estende até à região de Madrid e é rodeado de zonas extra portuárias com elevadas capacidades de expansão para acti- vidades logísticas e industriais. Duarte Lynce Faria.º Luís Aparício. bilidades rodoviárias ao Porto de Sines. o Seminário sobre os “Eurocódigos” re- lativos a ligações de estruturas metálicas (NP EN 1993-1-8) e aos projectos de estruturas mistas aço-betão (NP EN 1994 – 1-1). confe- rida pela Lloyd’s Register Quality Assurance Limited.. têm contribuído para a sua consolidação dade de mercadorias movimentadas: 150. .: 21 314 02 33 E-mail: ema. respon- sável pela área de Engenharia. dedi- cada às infra-estruturas portuárias sob sua responsabilidade.A. variação homóloga face a Janeiro de 2007.pt Seminários e visitas realizadas mestre de 2008. cerca de 620 participantes e contribuíram. Sendo um dos poucos portos naturais de águas condições do Terminal XXI para receber na- tratégica. um com recomendações para a elaboração de projectos e outro relativo às qualificações a exigir no caso de es- madeira (NP EN 1995 – 1 -1) e de alvenaria (NP EN 1996 – 1 -1).º Semestre de 2008 necessária informação sobre os “Eurocódigos” mais relevantes para o projecto de estruturas. assegura capaci. Multipurpose e XXI. justificada pela importância es. que trole dos serviços portuários. Petroquímico. no âmbito do processo de “Movi- mentação de navios no porto”. que funciona semanalmente. com a colaboração da Administração do Porto de Sines. Visita ao Porto de Sines Seguiu-se uma apresentação. truturas especiais ou de dimensão significativa. para a tão no 1. e do processo de “Gestão de con- Da parte da tarde foi possível visitar todo o navios até 350. com uma subida de 62% na entrou também em funcionamento o novo TVC.000 DWT. em particular. A visita iniciou-se na Sede da empresa com uma apresentação sobre o Porto de Sines feita pelo Dr. pórtico post-panamax. O documento foi O Seminário vem fechar o conjunto de cinco seminários e duas vi. deste ano foi iniciado o novo serviço regular Foi possível apreciar. no seu conjunto. O Porto de Sines. e segurança. e de ambiente Portos de pesca. profundas à escala europeia. desde Dezembro de 2005. D ecorreu. complexo. em 29 de Maio. as mais ac- os Terminais de Gases líquidos. viajou de Singapura pelo Canal da Mancha. Recentemente como importante activo nacional. N o dia 2 de Junho realizou-se mais uma visita técnica organizada pela Comissão Executiva da Especialização de Transportes e Vias de Comunicação. rias entre o Extremo Oriente e Portugal. que inclui pi- lotagem. via tuais tecnologias aplicadas à gestão e con- GNL. As acções desenvolvidas tiveram. S. e pelo Eng. A 10 de Janeiro tratos de concessão”. além da dimensão e -estruturas portuárias. vios porta-contentores da última geração.

o GESCON 2008. contri.aspx?tabid=2968 A página. que se na Revista Portuguesa de Engenharia de Es. tem a seguinte estrutura: Destaques (candidatura ao título de especialista) / Notícias / Eventos (programa de seminários e visitas) / Regulamentos (“Regulamento das Especializações”. no GeQualTec. A FEUP vai receber. Av. nos dias 11 e 12 de Dezembro. organizado pelo Grupo GeQual. a Obra e a Manutenção.pt do conhecimento relacionada com a Gestão. O acesso a esta página só é possível aos membros que estejam registados no Portal da Ordem mediante a introdução do seu “Login” e “Password”. O Prémio Ferry Borges é atribuído pela As. Trata-se de dois O Prémio.up. Desta forma. que. que Ordem dos Engenheiros e do LNEC. trazer para nuada superação dessa qualidade. Brasil 101. avançadas neste domínio. tornar mais permeável a migração de profissionais e em- presas. por um lado. as candidaturas para a 6. uma decisivo pendor internacional. Tel. Housing” (1989 e 1998). como o “International Congress on objectivo procurar estabilizar o mercado. balho de fundo que tem vindo a ser realizado conhecimentos no domínio da engenharia O Fórum irá desenrolar-se em torno de qua. o Grupo enten- E ncontram-se abertas. simultaneamente. 1700-066 LISBOA conjunto de docentes e investigadores que. um bom exemplo destas iniciativas e con. jectivo de. em prol da engenharia de estruturas portu. um novo evento. (SCC/FEUP) acolher anualmente os profis. “Regulamento de Estágio”. de divulgação do conhecimento nesta área. objectivo permitir a normalização da elabo- tuguesa”. assim. “Melhor trabalho publicado em Lín. que conta também com ao acrónimo GESCON e remete para o tra- turas (APEE) a trabalhos de divulgação dos o apoio da Ordem dos Engenheiros. com carácter bianual. no panorama internacional. Tec. melhor identificação dos factores de concor- Regulamento e Informações Complementares: O Grupo GeQualTec é constituído por um rência.pt/Default. empreendimento”: o Financiamento. cuja activação actualizada se prevê para o final do mês de Junho de 2008. para a divulgação e aceitação da engenharia de estruturas portuguesa no país e no estrangeiro. desenvolvem a área Mais informações podem ser obtidas em: E-mail: appe@lnec. Portugal o estado da arte de além buindo. APEE. Este evento surge na sequência da tradição aborda a temática da codificação e padroni- tregue bienalmente e tem três modalidades: da Secção de Construções Civis da FEUP zação da tecnologia construtiva e tem como “Melhor trabalho publicado em Língua por. projecto de grande dimensão: o ProNIC. . que debatam temas relacionados guesa. o Pro. desta Faculdade. é en. com padrão internacio- de estruturas. As oito dente orçamentação.pt/gescon2008. Construção. centrado jectivos perpetuar a memória da acção do na participação de profissionais na- engenheiro investigador Júlio Ferry Borges cionais e estrangeiros convidados. pretende dotar Portugal de ferramentas entidades portuguesas.: 21 844 32 60 / Fax: 21 844 30 25 no seio da SCC/FEUP.fe.ª Edição do Prémio Ferry Borges que tem como ob- deu promover. a/c LNEC.ordemengenheiros. até 31 de Julho de 2008. sionais da construção em torno de acções de ração de cadernos de encargos e a correspon- gua estrangeira” e “Melhor trabalho publicado divulgação e debate de temas actuais. A abertura inter- da qualidade da engenharia de estruturas nacional desta realização tem o ob- portuguesa. e o ICBench. que conta com a colaboração da jecto. Link da “Especialização em Estruturas” A Especialização em Estruturas dispõe de um link próprio na página Web da Ordem dos Engenheiros. é agora possível aceder direc- tamente à página da Especialização constante no Portal da Ordem através do link: www. desta forma. em colaboração com Gabinete de Informática da Ordem. Colégios Candidaturas ao Prémio Fórum Internacional de Gestão da Construção Ferry Borges Qualidade e Tecnologia dos Edifí- cios. que lhe deram um malizando-o e permitindo. A temática da gestão da construção deu lugar sociação Portuguesa de Engenharia de Estru. e incentivar o esforço da conti. Criado pela Comissão Executiva da Especialização em Estruturas. desenvolvidos em ligação com tro temáticas decorrentes do “processo do nal. promover o reconhecimento público com os Edifícios. um Fórum Internacional dedicado ao tema da Gestão da fronteiras e. “Deontologia Profissional”). www. nor- 4 mil euros. edições das “Jornadas de Construção” foram centra na avaliação do desempenho de em- truturas”. presas em fase de construção e tem como O prémio para cada modalidade ascende aos gressos. “Regulamento Disciplinar”.

não é viável publicar mais do que um nimizar este problema e tudo fará para que levou à redução. rarem os critérios de selecção de artigos.coelho@lnec. apenas possível com recurso artigos ao tema de capa de cada edição. Março/Abril de 2007) à pu. e vêm reforçar a necessidade de um redes de distribuição de energia eléctrica. por exemplo nos períodos nocturnos. ao desafio de dependên- cia dos combustíveis fósseis do sector dos ser ligados à rede pública. continua a verificar-se al- ainda a oportunidade de os verem publica.º 8. no sentido de ponde- lizados. gostaríamos de dar uma explicação so­ blicação desses artigos. Genericamente de- signados por BEVs (Battery Electric Vehicles) e PHEVs (Plug-in Hybrid Electric Vehicles). e que pretendam submeter artigos para publi- a temas abrangentes. estes veículos podem reduzir significativa- mente a dependência do petróleo de modo eficiente e sustentável. longo das edições. usando tecnologia ac- tual e infra-estruturas existentes. tendo sido dedicada uma edição es.: 21 314 02 33 E-mail: ema. Eles podem . A Comissão Executiva da Especialização em Estruturas. a adequação dos conteúdos dos dos membros do Colégio de Engenharia Civil com a revista.org/climate ou www. Como é do conhecimento dos membros. abrangência de interesses. em que a energia é mais barata. culos que poderão duplicar até 2030. e da implementação de uma nova estratégia Colégios. com o objectivo de evitar esta situação no editorial em que um dos principais objecti. no cumprimento do ponto 12 do art. diversificados e actua. o que 2004.panda. pecial (n. O documento pode ser consultado em www. Colégios ENGENHARIA CIVIL Ema Paula Montenegro Ferreira Coelho Tel.panda. linha editorial da “Ingenium” iniciada em procurado encontrar a melhor forma de mi- cativas no formato da “Ingenium”. dando prioridade aos artigos com maior cação na “Ingenium”. dado bre o atraso.º do “Regulamento das Revalidação do Título de Especialista Especializações”.pt Veículos eléctricos podem reduzir dependência do petróleo O s veículos eléctricos são uma solução. gerir a carteira de artigos técnico-científicos cados. em nico-científicas se insira nos objectivos da O Colégio Nacional de Engenharia Civil tem 2004 foram introduzidas alterações signifi. ex- -World Wildlife Fund. guma acumulação de artigos em carteira. o elevado número de artigos submetidos. Tem-se procurado os engenheiros vejam os seus artigos publi- de artigos científicos. 13 apresentaram o requerimento para a revalidação do título. publicado pelo WWF-World Wide Fund for Nature. são relativa.org/eu. Embora a dimen. do número ou dois artigos por edição. com os seus 800 milhões de veí­ novo paradigma de smartgrids associado às Produtor e Consumidor). sempre futuro.: 21 002 22 70 Fax: 21 002 80 39 E-mail: aires. no- Cedo se veio a verificar não ser viável publi. são do Colégio de Engenharia Civil permita meadamente no que se refere ao âmbito e car todos os artigos técnico-científicos em uma presença relativamente frequente ao abrangência dos respectivos temas. no curto prazo. que permitiria o surgimento dos chamados Prosu- midores (entidade que combina as funções de transportes. aguardar oportunidade de publicação. Ainda que a divulgação de contribuições téc.. gostaríamos de pedir a colaboração vos é a maior identificação dos engenheiros que possível. em cada edição. tendo ainda em conta.º 98.pt A os membros do Colégio de Engenharia Civil que submeteram artigos para pu- blicação na “Ingenium” e que aguardam Artigos técnico-científicos em carteira carteira. em proporção com a sua dimen. dado que o Colégio tam- Esta redução foi uma consequência natural assegurando a rotatividade dos diferentes bém apoia a estratégia editorial da revista. ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA António Manuel Aires Messias Tel. Dos 14 especialistas contactados. o que pode ser considerado um indicador da relevância do título. informou os especialistas cujo título foi outorgado há mais de dez anos da necessidade de ser requerida a sua revalidação. se- gundo um documento intitulado “Plugged In – The End of the Oil Age”. No entanto. a dos.messia@edp.

represen- res de Portugal. D. taçam de todo o mundo. * Investigador Coordenador do LNEC (1) Armada que. ou he tudo isto huma mesma gando o exército do reino de Cambaia numa ao contrário do que defendiam certas teo. durante muitos séculos. cidiam com os meridianos. em 1548. em que um mestre (M) responde às perguntas Da Geographia por Modo de Dialogo de um discípulo (D). Portugal mantinha a patrulhar o Atlântico a Oeste do estreito de Gibraltar. Landsat 1-5 – todos os dados MSS – Janeiro na Internet. cousa? M – Não he isso tudo a mesma cousa. que he não tão so- ções de Diu. Uniuersal. João III). a partir Landsat 4 – todos os dados TM – Janeiro de Fevereiro de 2009. em 1500. Manuel. – Ha de ser essa descripsão do globo da terra. João de Castro escreveu também. que quer dizer discripção da Região e dis- e. E da terra. mais Segue-se um excerto da Geographia onde o uma das grandes figuras do renascimento conhecido por Roteiro de Lisboa a Goa mestre discute com o discípulo os conceitos europeu: combina uma brilhante carreira mi. D. sos naturais do planeta. colaborou com o imperador Carlos V na to. Fernando de Castro). arrasadas durante o cerco. teiros que escreveu no Oriente: Roteiro da na Biblioteca Nacional de Madrid. o Roteiro de Goa a Diu (1538-1539). e faleceu em Goa. quanto se encontrava no Oriente. . é vez que foi à Índia. garantia as suas barbas. ou topographia. esta chamão chorografia. O United States Geological Survey (USGS) dos EUA. no ano de 1538. porque Cosmographia quer dizer. liberta Diu do seu segundo quer hora do dia. Dialogo e Da Geographia por Modo de Dia. D. com phia. D – Pois que remedio auera ahi Aos 18 anos parte para Tânger. D – He o mesmo Geogra- grande cerco (onde foi morto o seu filho observações da declinação magnética. João de Castro inclui miudezas. já que não possuía era por Perguntas e Respostas a Modo de outros bens. portantes e ainda informações sobre a flora E tantas mais particularidades se notão mada de Tunes. que ficou nos anais milita. Em 1535 comanda um tos e levantamentos batimétricos dos por. João (futuro D. Nestes roteiros. (1). E Cosmographia. encontravam-se desa- parecidas. rias em voga na altura. apartarse cada Reyno ou Prouincia por sy. se quisermos ter um perfeito conhecimento a sua carreira militar. em 1546. esma. todo o acervo das ima. Colégios ENGENHARIA GEOGRÁFICA Ana Maria Barros Duarte Fonseca Tel. viagem que D. das miudezas? M – Pera isso se enuentou dos navios da forte armada portuguesa que tos.pt Apontamento Histórico logo. dois inte. Membro da alta nobreza Viagem que Fezeram os portugueses Desda D – Desejo de saber que cousa he a verda- portuguesa. além de informações sobre de maneira que se ponhão nelle todas as par- Afonso. informou que. para controlo dos piratas barbarescos. Foi discípulo e amigo de Pedro Nunes. onde inicia esboços panorâmicos das cidades e dos por. São descritas experiências para a quanto mais piquena parte de todo este globo ao comando da nau Grifo. os infantes do Mar Roxo (1540). correntes. as isogónicas não coin. 2009. D. senão de João de Castro pediu um empréstimo à Câ. (SLC) a bordo do Landsat 7 e com a idade Landsat 7 – todos os dados – Setembro avançada do Landsat 5 (+20 anos). mais conhecido por Ro­teiro deira Geographia em poucas palauras? M filhos mais velhos de D. gens Landsat vai estar disponível. Para reconstruir as fortifica. Estas duas obras ao estilo de Platão. acervo de imagens até à data recolhido é Landsat 5 – todos os dados TM – Dezem. nibilização dessa informação é o seguinte: O sistema Landsat enfrenta grandes dificul- Landsat 7 – todas as novas aquisições globais dades com a falha do Scan Line Corrector – Julho 2008. Topografia e Cos- litar e administrativa com uma vasta cultura e o Roteiro que fez Dom Joam de Cas­tro da mografia: literária e científica. mas o 2008. Corografia. E por si apartada se descreue. (2) Tratam-se das oito esferas do modelo cosmológico geocêntrico Aristotélico-Ptolomaico. en. que nasceu em Lisboa. Em 1538 parte para o Oriente e a fauna. D. muito valioso e útil para o estudo dos recur- bro 2008. João de Castro. sem custos. ções geográficas. de Geografia. em 1940. (1538). O calendário previsto para dispo. Em 1545 é nomeado Vice-rei da Índia com vista à determinação da latitude a qual. que pu- D. foi companheiro de infância dos India atee Soez. guma differença. responsável pela aquisição e dis- seminação das imagens do satélite de observa- Landsat disponível on-line sem custos ção da Terra Landsat. Entre 1542 e observação da altura e azimute do Sol com se aparta. cruenta batalha. todos os globos (2) . as quais D. Luís e D. mente o globo do mar. João de Castro fez a primeira blicou em Lisboa. tes principais do mundo sem descer a muitas de quem pôs em prática muitas ideias.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: anafonseca@lnec. D. 2009. E de toda a Esphera mara de Comércio de Goa. rotas e posi. São apresentadas muitas cripção de lugar. João de Castro demonstrou que. O Comandante Abel Fontoura da João Casaca * As suas obras mais conhecidas são três ro. ventos dominantes. Costa descobriu uma cópia dos dois textos. tem por uentura al- mais novo. baías e embocaduras dos rios mais im. oferecendo como ressantíssimos textos: O Tratado da Spha. a 1545 é Capitão-mor da armada do estreito um instrumento concebido por Pedro Nunes.

17 horas intervalo de processamento das observações zação S0 e o índice es- devem ser adaptados ao tipo de obra: numa pectral a podem ser es.34 0. cionárias e que o ruído das medições corres- 12. tomando o logaritmo dos de cada decomposição variam entre três tervalos de processamento do que numa bar. 0.5 0. dU) dN 0.327 1. dE. definidas por es- ruído cintilante é carac- terizado pelo índice es- pectral a = 1 e o ruído 0. tais como grandes zado pelo índice espec- 0.1 barragens e pontes. foram subtraídas espectrais das três séries temporais (dN. foi observada continuamente. o ruído corres.389 0. ponde a ruído branco. uma frequência de amostragem de 0.2 Hz Figura 1.00 h 1. Se o índice tem detectar os ruídos cintilante e Brow- 0.00 h 1. pelo método rela- tivo.0017 lante (flicker noise) e o ruído browniano das componentes topocêntricas relativamente dE 0. (em mm) das três séries temporais (dN.296 4.104580 – 0.321 2. frequências de amostragem e menores in.395 2. de se salientam as componentes diurna e obras de engenharia.00 h 0. Na medição de tensões e deslocamentos super.20 0.234 estiver entre –1 e 1. com vários anos. o ruído corresponde a quena dimensão da base (325m) não permi- 3. Note-se que a curta 24.40 h 1. tendo sido obtida uma série tem. A frequência de amostragem e o A constante de normali. foram calculados constante de normalização (S0) e do índice S(p) = S0pa os respectivos períodogramas. usadas na choke ring da TOPCON. dE. medidas LNEC. As variações das componen- lativas ao sinal e ao ruído das séries tempo. de bases curtas. O 0.ries temporais. In(S(p)) = In(S0) + aIn(p) O Quadro 1 apresenta os cinco valores mais Para melhorar a precisão das observações. As séries temporais foram dU 0. terializada temporariamente no campus do tes Norte-Sul e Este-Oeste são dominadas rais de posições relativas GNSS.154 uma série temporal estacionária. a menos que se pretenda ter em aten.564 h 0. longo de três dias. A experiên. apresenta-se o períodograma cor- ficiais da crosta em estudos de sismotectó.00 h 0. estes últimos correspon- ragem.00 h 0.2 em obras de engenharia.30 h 0.25 0. o ruído das medições é (N). natural: dias e dez minutos.00 h 1. por regressão linear. temporais com 862 variações (dN. on- bases curtas. destinadas à monitorização de poral com 863 vectores.010656 – 0. e um intervalo de processamento de cinco respondente à série temporal com as varia- nica. que também é com as estações permanentes. ponte.70 h 1.265 6.244 ralmente entre 3 e –1. são necessárias maiores dograma do fenómeno. onde se salientam o ruído cinti. tem vindo a ser 0.00 h 0. com cerca de 325m.0016 (random walk noise).00 1. Uma base curta. Se o índice espectral duração da série temporal (3 dias) e a pe- 1. dentes à frequência de Nyquist.573 12. ao por uma onda semi-diurna.281 Os valores do índice espectral ocorrem ge. elevados da densidade espectral das três sé- devem ser identificadas as componentes re.6 A observação contínua. A densidade espectral à primeira época.499 0.00 0. poderá ser aproveitada na análise das minutos.262 12. a partir No Quadro 2. em virtude das vibrações devidas ao timados a partir do perío­ tráfego e ao vento. Colégios O Ruído na Observação Contínua GNSS João Casaca & José Nuno Lima ponde a uma série tem. dU) branco (white noise) e ruído colorido (colo.50 0. 0 segurança. dU). a partir dos perío- dogramas das séries temporais com as varia- onde p simboliza o período de ciclo (inverso Quadro 1 – Períodos (em horas) ções das componentes (dN. com vista ao controlo da tral a = 2. Os 431 perío­ espectral (a) estimados. dU) dice espectral estimado para as três séries tante de normalização e onde o parâmetro permite inferir que se tratam de séries esta- Pk dN Pk dE Pk dU a é designado por índice espectral.437 1.00 h 0.ções da componente Norte-Sul (dN).0017 dos fenómenos periódicos é aproximada por expandidas em série de Fourier no intervalo uma relação do tipo: entre zero e três dias (258 300 s) e. obser- Quadro 2 – Constantes de normalização e índices modelado como uma combinação de ruído vadas na primeira época.3 aplicada à monitorização de deslocamentos Browniano é caracteri.75 h 0. niano. dE. ção eventuais acções sísmicas.7 poral não estacionária.92 h 0. das restantes. . apresentam-se os valores da das densidades espectrais.00 h 0. Este-Oeste (E) e Up-Down (U). Figura 1 – Períodograma da série temporal das variações da componente Norte-Sul (dN). Foram adoptados bitas dos satélites GPS e GLONASS. O ín- e os respectivos valores máximos da densidade espectral da frequência de ciclo).4 mm tações permanentes GNSS. 0. ma. tendo resultado três séries Componentes S0 α red noise). As componentes topocêntricas Norte-Sul semi-diurna. com dois receptores GNSS significativa na componente altimétrica e cia resultante da análise espectral de séries de duas frequências e antenas de precisão deve estar associada aos períodos das ór- temporais GPS. onde S0 é uma cons. dE.006176 – 0. 72. Nestas aplicações.000 espectral for superior a 1.

Colégios ENGENHARIA GEOGRÁFICA Ana Maria Barros Duarte Fonseca Tel. Para mais informações consultar: www. destacam-se os tilha de ideias. da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Ciências da Terra. fronto com Moscovo e Cracóvia.com/. em http://maps. investigação e desenvolvimento no domínio das Workshop. realizada. de imagens de com ortofotocartografia com 50 cm de resolução espacial. esta Conferência pre- e fragmentação. novas tende ter uma acção formativa junto da população universitária dos aplicações de explosivos. que cias no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas”. desmonte de rocha.ª Conferência decorrerá em Buda. saúde e segurança no trabalho. entre os diversos explosivos. instrumentação.pt/geodcl | E-mail: geodcl@dct.pt . no espaço lusófono. a realizar se realizará de 18 a 20 de Setembro de 2011.utl. para acolher a 6. empresariais e académicos com responsabilida- peste.live.eu Mais informações em: www.dct. por con- O Departamento de Ciências da Terra.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: anafonseca@lnec. diversos países de língua oficial portuguesa. como se apresenta nas figuras abaixo.pt Lisboa acolhe As Geociências 6.pt Virtual Earth PT Nova Plataforma de disponibilização de Imagens de Satélite e Aéreas na Internet E stá já disponível na Internet. nos dias 13 e 14 de Outubro de 2008. num protocolo com o Instituto Geográfico Português. A 5. Lisboa foi a cidade escolhida.uc. pela primeira vez. no âmbito das comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra. Para além do espaço de par- De entre os vários temas a tratar na Conferência. em Universidade de Coimbra. em Lisboa: Em planta Na versão “Bird’s eye view” ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS Pedro Alexandre Marques Bernardo Tel. visualizar o País todo com alta reso- lução espacial. higiene.uc. de 26 a 28 de Abril de 2009. da análise de políticas de cooperação e desenvolvi- seguintes: Directivas da UE. Visualização da Ponte Vasco da Gama.bernardo@ist.ª Conferência uma Conferência Internacional subordinada ao tema “As Geociên- Mundial da EFEE sobre Explosivos e Operações de Desmonte. em Bu- dapeste no mês de Abril. em planta ou na versão “Bird´s eye view”. detonadores. a plata- forma Virtual Earth PT da Microsoft que permite a visualização. disponível satélite e ortofotocartografia de Portugal. Setembro de 2007 e contou com 450 participantes provenientes de Neste evento espera-se uma ampla participação de individualidades 47 países e 40 expositores.ª Conferência da EFEE em 2011 no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas N o decurso da Assembleia Plenária da EFEE. Todo o País está coberto para algumas cidades do País. mento e de projectos de investigação científica.: 21 841 74 48 Fax: 21 841 90 35 E-mail: pedro. no Auditório da Reitoria da A 4. dos meios políticos. demolição.efee. permi- tindo. vibrações países de expressão em língua portuguesa. formação e competências. na Áustria.ª Conferência da EFEE realizou-se em Viena. assim. propõe-se organizar. e será precedida de um des na educação.

A EFEE também admite sócios in- dividuais e sócios empresa com actividade no âmbito da engenharia dos explosivos.eu). Presidente da Federação Europeia de Engenheiros construção de dois manuais europeus para o desmonte de rocha e de Explosivos (EFEE) no decurso da Assembleia Geral da EFEE. técnicos fabris e técnicos de segurança com actividade profissional na área dos explosivos. Colégios ENGENHARIA GEOLÓGICA E DE MINAS CONTINUAÇÃO A reunião plenária realizada em Budapeste juntou 18 associações Presidente da Federação Europeia europeias representativas do sector dos explosivos para discutir os de Engenheiros de Explosivos é português principais problemas nesta área da engenharia e preparar o próximo Congresso da EFEE que terá lugar em Budapeste. em Abril. a EFEE promoveu recentemente a ção Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos (AP3E). Um dos principais desafios da organização é a harmonização de con- hecimentos e procedimentos no uso de explosivos. engenheiros. que actualmente fazem parte do con- selho da EFEE (www. operadores de fogo. A troca de conhecimentos Membros do Conselho da EFEE (Doutor José Carlos Góis.efee. mili- tares. Investigador no Labo- ratório de Energética e Detónica (LEDAP) e Presidente da Associa- explosivos em operações de desmonte e demolição já permitiu a aprovação do programa de conhecimentos básicos para o operador de fogo europeu. professores. Neste âmbito. . entre 26 e 28 de Abril de 2009. para uma maior segurança e mobilidade de especialistas. a EFEE agrega investigadores. Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. reparti- dos por 20 países da Europa. foi apresentação ao programa Leonardo da Vinci de um projecto de eleito. Criada em 1988. segundo a partir da direita) e a divulgação de experiências nos domínios da segurança e uso de O Doutor José Carlos Góis. a demolição por aplicação de explosivos.

João Costa Freire. em representação guesas do sector.utl. desde o software livre. e o Prof. entre 14 limites o Projecto e Desenvolvimento de Jogos. Professores e demais stakholders relacionados com a Informática.pt) local. Multiagent Systems. nomeadamente um jantar convívio que envolveu alunos e do- centes dos cursos de Licenciatura em Informática para a Saúde. relacionamento ensino-empresas e empreendedorismo. Entre os tópicos que serão tratados na Conferência. Os artigos aceites serão publicados num volume da série da traint satisfaction. Machine learning and data mining. a segunda edição do CDVJ08 jogos usando XNA.ª edição da Ibero-American Conference on Artificial Intelligence.up. Informática e Novas Tecnologias.ipcb. entre outros. tworks.ª sessão do Fórum de da Associação IEEE Portugal Section. Natural language processing. Luís Assunção (Colégio de Informática da ANET). O assunto foi abordado na 3. em parceria com o Departa- mento de Engenharia das Tecnologias da Informação (http://deti. mática (http://di. para os participantes. José Carlos Metrôlho também o Prof. Planning V ai realizar-se no ISCTE. Prof. contam-se: Cog- and scheduling. da Universidade do Minho.pt CDVJ08 e 3 horas de palestras dadas por Speakers convidados ligados à Indústria do Entreteni- Criação e Desenvolvimento de Jogos mento.gomes@tagus.pt). playing and interactive entertainment. – Criação e Desenvolvimento de Jogos. INFOTEC’08 (http://infotec.pt/cdvj08 Fórum de Informática e Novas Tecnologias O papel das organizações profissionais para os diplomados na área das tecnologias foi o mote de uma sessão que contou com a pre- sença de três das mais importantes associações profissionais portu- de Lisboa (ISEL). Prof. certificações. de assistentes sobre dúvidas relativas ao impacto da adequação do perior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Castelo Branco. que contará com a participação de oradores provenientes de Espanha e de outros países europeus. a 11. IBERAMIA 2008 tion and reasoning. AI in Education. Cons. gias da Informação e Multimédia. Distributed AI.fc. Para o próximo ano está prevista a amplificação do evento. o CDVJ 2008 estendeu aos (6 horas). Commonsense reasoning.pt/). mostra de projectos.pt/events/IBERAMIA2008 . Probabilistic reasoning. Colégios ENGENHARIA INFORMÁTICA Mário Rui Gomes Tel.ist. de 27 a 29 de Maio de 2008. e contou com centenas de participantes e com oito sessões temáticas que abordaram um espectro largo de assuntos re- lacionados com a engenharia informática.dcc. de 14 a 17 de Outubro. Este Fórum constituiu também uma oportunidade para os alunos conviverem com Investigadores.ipcb.est. and pattern Recognition. Information integration and ex- traction. A sessão serviu também para esclarecer as cerca de duas centenas ipcb.: 21 423 32 11 E-mail: mario. na Escola Su. O evento culminou com actividades lú- dicas. Game Springer-Verlag “Advances in Artificial Intelligence”. Este ano foram introduzidas as técni- cas mais inovadoras de desenvolvimento de petição.º Luís Amaral (Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros). Knowledge representa. Robotics. Da esquerda para a direita: Eng. Li- Eng. Luís Assunção. tadas as missões e vantagens das Ordens Profissionais participaram Prof.adetti. que decorreu. est. A Ordem dos Engenheiros esteve representada pelo Eng.est. João Costa Freire (Secção Portuguesa do IEEE). Genetic Algorithms and Neural Ne- nitive modeling and human interaction. Model-based systems. Semantic web. Search. do Instituto Superior Técnico (IST). Evolutionary computation and Artificial Life. Uncertainty and Fuzzy Systems. Game Technology-XNA (9 horas) www. do Instituto Superior de Engenharia (Presidente do Departamento de Informática do IPCB).º Luís Ama- ral. O Workshop foi dividido em Game Design Para mais informações consultar: Durante 3 dias. que consistiu no projecto e desenvolvimento de um jogo em 3 horas. Knowledge acquisition and ontologies. Processo de Bolonha e as consequências no futuro profissional que os mesmos irão encarar em breve. No último dia do Workshop houve uma com- O Departamento de Ciências de Compu- tadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto organizou. e 16 de Maio. através de uma vertente internacional.º Luís Amaral em representação do Colégio de Informática da Ordem dos Engenheiros cenciatura em Engenharia Informática e Licenciatura em Tecnolo- O evento foi organizado pelo Departamento de Engenharia Infor. vision. Para mais informações consultar: www. e na sessão em que foram apresen. em representação do Colégio de Informática da Associação Nacional de Engenheiros Técnicos (ANET).

ECCE 2008. Entre os temas a debater na Conferência estão: Psi. relevantes. é disputado um torneio de jogos onde 450 mil consolas nas casas portuguesas. and methodologies for supporting cogni. Design Engineering. Supporting diverse user groups (the thodologies.ecce2008. neo. tuguês de videojogos continua a crescer de D e 5 a 7 de Setembro. cognitive styles. cision making and problem solving. entre outras coisas. tools. a conferência não está Mista e Aumentada. Jogos e Entretenimento. promovendo a partilha de conheci.html . a 4. das diversas áreas envolvidas. V ai realizar-se. Ferramentas de Suporte à Concepção. sing under special cognitive conditions (at raction: From Taylorism to Creativity into Creativity. em Portugal. Desenvolvimento de Tecnologias de cations. De salientar que. multimodal user tópicos: Affective/emotional aspects of human interfaces. Realidade tópicos de interesse. Usabilidade. As sinergias entre estas áreas tubro. Computação Gráfica Interactiva.xdi. Human tools for studying cognitive tasks. application and case studies.. design. Para mais informações: www. Trabalho Cooperativo. Development. apesar de estes serem os Interfaces Tangíveis. com campeo­ internacionais. Novas Experiências e Aplicações Interactivas. small. A Madeira vai ser palco. ment: mobile. Arte Digital. Será com a actuação de vários DJ portugueses e ainda realizada uma Lan Party. usability. limitada a estes temas. Computação Móvel e Ubíqua. Métodos e Técnicas Trends and Advanced Development e Appli- de Avaliação. me. Acessibilidade. traits. Aprendizagem. while driving.uevora. disabled. information pre. em Os tópicos de interesse incluem: Product particular Engenheiros. mas não limitadas aos seguintes mented and virtual reality. Design methods. sentation and visualization. Ergonomia. Os vencedores desta etapa serão os repre- sentantes portugueses na grande final mun- ano para ano. utilizadores. Cognitive task gent agent design. Envolve áreas tão diversas como a concepção de hardware. tual Environments. Human de. analysis and modelling. Innova. or obsolete devices). Engenharia de Software em IPM. A “Interacção” 2008 visa reunir investigadores. CAD/CAE/Re- permitirá a divulgação de trabalhos realizados ou em curso e a troca de experiências entre verse Engineering. cologia Cognitiva em IPM. Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva interaction with IT artefacts.com/364/index. Interfaces Multimodais e Multi-sensoriais. Normas e Directivas. Interfaces Multi. docentes e profissionais. Rapid Manufacturing. tinue a crescer. In- ciation of Cognitive Ergonomics (EACE). Human-centred automation. etc. uma organização da European Asso. Interacção. Innova- Sociais e Organizacionais. Methods and cepts. empi. error and reliability. New da Interacção. irão competir e serão ainda disponibilizadas expõem uma montra de videojogos e tecno. Etnografia. or using special equip- Fun”. A Interacção Pessoa-Máquina é uma área multidisci- plinar em rápida evolução. Análise de Tarefas. Concepção tion on Moulds. consolas para o público testar. Intelli. estima-se que a facturação neste negócio tenha chegado aos 60 milhões de euros. personality ainda tratadas apreciações críticas que sejam tive user interface concepts (including aug. Collaborative work.ª edição da Conferência RPD 2008 permitem a criação de sistemas interactivos que respondem às reais necessidades dos seus – “Designing the Industry of the Future”. Interfaces Inteligentes e Adaptativas. surveys. A presença dos Buraka Som natos de jogos e concursos didácticos. de 27 a 31 de Ou- genharia de software. Multimédia e Hipermédia. um evento voltado para os video- os jogos olímpicos do desporto electrónico. children. nomes como a Microsoft ou a Samsung. culture). onde marcam presença Game On terá ainda espaço para a música. Na Conferência irão ser abordados temas tive tasks. Vir- as comunidades académica e industrial. gender. consultar: Para mais informações. consultar: http://interaccao2008. ergonomia ou psicologia cognitiva. Só em 2007. systematic reviews. Concurrent Engineering. work. O mercado por- como a final nacional do World Cyber Games. Colégios Durante os três dias devem estar presentes várias caras conhecidas do público português 700 participantes que.mouldsevent. terfaces for people with cognitive restrictions.ª Conferência Nacional em Interacção Pessoa-Máquina vai ter lugar na Universidade de Évora entre 15 e 17 de Outubro. Aspectos Materials. Rapid To- mentos e pontos de vista sobre a Interacção Pessoa-Máquina.. na Alemanha. entre 16 a 19 de Setembro. Interacção Criati- vidade. Essa partilha oling. the elderly. Knowledge como: innovate concepts. Decision aiding.eu Conferência Interacção Pessoa-Máquina “Designing the Industry of the Future” A 3. Espaços Partilhados. Serão viour. o Centro de Con- gressos do Estoril vai receber o Portugal Game On. na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis. social interaction. Production Technologies. Utilizador. fundamentals (con. theories. Interfaces for people acces- com o tema “The Ergonomics of Cool Inte. O Portugal logia de consumo. Joint cognitive systems design. actualmente. esperados perto de 20 mil visitantes. bem Sistema já está confirmada. já que existem. Concepção Baseada em Modelos. and principles). Para mais informações. Plastics Processing. Situation rical studies. Human learning beha. and wearable computing). awareness. Rapid Prototyping. da Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva.pt www. models. A previsão é que con- jogos e o entretenimento digital onde são dial em Colónia. structure and mental model. Evaluation of cognitive performance. en. Em simultâ.

a partir de reagentes com podem ser utilizados na produção de bioim. A Ordem dos Engenheiros atribuiu tiva conjunta do Co. que requereu a respec- Em 2003. no Departamento de Ma- teriais e Tecnologias de Produção do INETI. tendo-lhe sido entregue no âmbito da comemoração do Dia atribuído o 1. a mio. tação química. patrocinado pela 24 e 25 de Novembro de 2006.. à escala labora. ção de espumas de poliuretano (PU). actual. uma razão Ca/P=1.º Congresso Nacional de Mecânica Experimental – APAET 2008 realizou-se entre 23 e 25 de Janeiro de 2008 na Univer- sidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. deformações congénitas. em Vila Real. publicado na Revista Mecânica Experimental. es. biologia (substratos de culturas fato Tricálcico. ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS Maria Manuela Oliveira Tel. foi possível vado valor acrescentado destes materiais. dentária (suportes de dentes artificiais). talúrgica e de Materiais. vedo aos Autores: Professora Elsa Caetano e Professor Álvaro Cunha. torial. Membro da Direcção. pelo artigo “Ensaios Dinâmicos da Nova Ponte Hintze Ri- Professores Abílio de Jesus e Tiago Pinto.ª Cláudia Ranito no riais 2003. de pós de HAp e HAp / Fos- e da síntese de pós de HAp.ferreira@bp. Atendendo ao ele- plantes para aplicações médicas. celulares). O Professor Joaquim Silva Gomes. 2005. em 2005. Nacional do Engenheiro 2006.oliveira@ineti. com ca- de implantes porosos) e com considerável racterísticas semelhantes às existentes no impacto social. os € 500/kg de pó e os € 30.º pré.000/kg protótipo concebido para o efeito. entre outras. tágio realizado pela Eng. centes nas áreas da Mecânica Experimental. ao relatório deste estágio o prémio de Me- légio e da Sociedade lhor Estágio do Colégio de Engenharia Me- Portuguesa de Mate.com O 7. teriais (FEMS).ª Cláu- dia Ranito na sessão comemorativa do Dia Parte deste trabalho. mercado. Federação Europeia de Sociedades de Ma. foram desenvolvidas e fabricadas tiva certificação. foi objecto de um es- Mundial dos Mate. justifica-se prosseguir este estudo à escala (cujos custos de mercado rondam. utilizando um piloto. fusão cervi- cal. Contacto: Eng. O evento foi presidido pelo Professor José Morais. em Portugal. Estes materiais res ósseos). à escala laboratorial. têm vindo a ser efectuados.ª Cruz Aze- mais de 70 comunicações nos diversos domínios de aplicação.: 21 389 15 45 Fax: 21 389 14 86 E-mail: aires. a via- estudos exploratórios nas áreas do desenvol. em 2006. oncologia (tumo.º Fernando Oliveira. fez uma palestra sobre “Um Pouco da His- objectivo a divulgação e discussão dos trabalhos e resultados mais re. uma inicia. mente. a 5 de No.). realizou-se uma Sessão Plenária Comemora- tiva dos 25 anos da APAET.: 21 092 46 53 Fax: 21 716 65 68 E-mail: manuela.oliveira@ineti. etc. apoiado pelos da FEUP.. tendo como Durante o Congresso. entre Fevereiro e Julho de vembro. Glomed – Dispositivos Médicos. tória da Análise Experimental de Tensões em Portugal”. S. Estas espumas estão a ser fabrica- das pela Ceramed – Cerâmicos para Aplica- Espumas de hidroxiapatite (HAp) ções Médicas Lda. tendo sido apresentadas Durante o Congresso foi ainda entregue o Prémio Eng. Trata-se de Pela primeira vez. principais aplicações destas espumas são no campo da ortopedia (fracturas. Investigador do INETI (fernando. que foi riais.pt Biomateriais para a reconstrução de tecidos ósseos N os últimos cinco anos. e serão comercializadas pela espumas de HAp pelo método de replica. bilidade do método de síntese. em Tavira. DMTP/INETI. Colégios ENGENHARIA MECÂNICA Aires Barbosa Pereira Ferreira Tel. produtos com elevado valor acrescentado produzir espumas de HAp. medicina Síntese de fosfatos de cálcio à base de hidroxiapatite (HAP) Demonstrou-se.67. por precipi- vimento de espumas de hidroxiapatite (HAp) tética (implantes orbitais). beiro”.pt) . As Este trabalho foi apresentado pela Eng. de forma reprodutível.A.

FPSO – Requisitos DEMat – Departamento de Engenharia de fadiga e desgaste. com idade não superior a 35 anos. mento e descarga para navios FPSO (Floa- comunicações orais e as sessões de posters Aplicações inovadoras para materiais na. rea­ de navio. incluindo óxi- dos. pelo que foi intencio- nalmente levado para a praia onde encalhou 5 a 8 de Abril de 2009. Pela primeira vez é também aberto o convite à par- ticipação no Concurso de Fotografia Técnica sobre corrosão e protecção de materiais. Os principais temas a abordar nestas Jornadas são: A 18 de Janeiro de 2007. www. o evento pretende abranger um maior número de temas técnico-cien- tíficos e incentivar a apresentação de trabalhos de jovens investigadores. em vez de navios tanques modificados. e tratamento de superfícies e revestimentos. tornou-se evidente que o O próximo Congresso da Sociedade Por- tuguesa de Materiais vai decorrer no Instituto Superior Técnico. risco do navio se partir em dois e afundar era muito elevado. tuguesa de Materiais (SPM) começaram em Maior foco foi dado à avaliação da resis- Cristalografia. inibidores de máquinas quando atravessava o Canal da corrosão. corrosão microbiológica. dades flutuantes de produção. falha estrutural grave na zona da casa das dução de energia. Estruturais O MATERIAIS’2009 focará os avanços re- centes em caracterização. danos.pt e mais tarde foram resgatados por helicóp- teros da Royal Navy. 1983 no LNEC (MATERIAIS’83) e. em Lisboa. As mazenamento de energia. nomeadamente ao nível do car- Materiais para altas temperaturas. corrosão em equipamento de pro. ao aproximar-se da costa inglesa. Presidente do Integridade estrutural: corrosão. de teriais electrónicos e optoelectrónicos. as picos. desde tência estrutural do casco. Avanços na Ciência de Superfícies e mé- todos de análise. no Pólo Tecnológico “MSC Napoli” de Lisboa. na forma oral ou de poster. Luís Guerra Rosa. civil. turais. o porta-con- tentores “MSC Napoli”. XIV Congresso da Sociedade Portuguesa de Materiais O navio foi posteriormente rebocado para V Simpósio Internacional de Materiais Portland. cobrindo todo o espectro Materiais para produção.eagle. corrosão electroquímica. armazena- da Ciência e Engenharia de Materiais. Integração de materiais em sistemas bio. Nesta operação perdeu-se O Presidente da Comissão Organizadora é lógicos. corrosão em novos materiais. Avaliação de desempenho através da si.html . mento internacional. Inglaterra. De acordo com os novos requisitos.ineti. A sociedade de classificação American Bureau of Shipping (ABS) adoptou novos requisitos estruturais para a análise de uni- rais e funcionais. que os regamento e da operação em áreas ecolo- Materiais para aplicações em engenharia Congressos da SPM obtiveram reconheci. Foi com o MATERIAIS’2001. serão organizadas de acordo com vários tó. então. pelo que serão atribuídos prémios aos autores das fotografias clas- sificadas nos três primeiros lugares. Não se registou qual- quer tipo de ferimentos. Materiais moleculares. passando o Inglês a ser Ver sítio: Fabricação de componentes utilizando ma. não-óxidos e vidros metálicos. protecção catódica e anódica. sofreu uma corrosão no betão armado. transporte e ar. ting Production Storage and Offloading). ímpares. defeitos associados a estru. e sua relação com as pro. Mancha. a sua língua oficial. com capaci- dade de carga de 4419 TEU. As conferências bienais da Sociedade Por. a 20 de Janeiro. desenho e modelação de materiais estrutu- mulação de aplicações. Sob o tema “Novos Desafios”. Os 26 tripulantes abandonaram o navio a bordo de um salva-vidas fechado Informações complementares em: http://jornadascpm. com relevo para os seguintes: FPSO são considerados “navios” especiais Efeitos presentes só em nano-escala. Colégios ENGENHARIA ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS CONTINUAÇÃO NAVAL “Corrosão e Protecção de Materiais” Naufrágio A quinta edição das Jornadas da Revista “Corro- são e Protecção de Materiais” vai ter lugar no do porta-contentores dia 20 de Novembro de 2008.org/news/press/may05-2008b. mas. têm tido lugar regularmente nos anos novos desafios que se colocam a este tipo priedades físicas. o Prof. atendendo aos turas cristalinas. gicamente sensíveis. através da atribuição de um prémio ao melhor trabalho apresentado. lizado na Universidade de Coimbra. Materiais do IST. Materiais não cristalinos. processamento.

europa. a consolidação da investigação um elevado número de contentores devido navios similares. MAIB.cfm?CL=pt .europa. Navegar na União Europeia munitária. Jorge Leo­ O orador salientou a necessidade da sociedade Portuguesa ser mais nardo. como se passa das ideias à aplicação prática em cada Es- tado.pdf não contemplava uma reserva de resistência quisitos de estabilidade estrutural. tendo também sido abordada a última Presidência Portu- guesa. MSC%20Napoli. cerca de 2% desses navios não cumpriam satisfatoriamente os requisitos actuais sobre estabilidade estru- tural.htm http://europa.com adequada. N o dia 15 de Maio decorreu.gov. da construção do navio. as acções correctivas fossem introduzidas. na participação nas consultas públi- Dos vários temas abordados.maib.: 93 427 54 99 Fax: 21 313 26 72 E-mail: paulolcorreia@hotmail. o projecto estrutural estrutural de navios similares aos actuais re. 10 encontravam-se em situação limite de aceitabilidade. e à Agência Ma- de acordo com os regulamentos actuais. sobre as consequências do caturrar do navio ao facto do navio ter adornado e tombado ção do Reino Unido.eu/portal/page?_pageid=1090. e a velocidade Foi recomendado simultaneamente às So- do navio não foi reduzida o suficiente para ciedades Classificadoras a reavaliação dos compensar o estado do mar. Foram analisados 1500 navios. EUROPA.eu/prelex/apcnet. o organismo de investiga. quando gurança operacional.eu/scadplus/leg/pt/s13000. alguns navios sofreram modi- entre a resistência última e o carregamento ficações estruturais locais e outros viram a de projecto era inadequado.eu/index_pt. os esforços a sua actividade operacional limitada até que que o navio ficou sujeito aumentaram dras. com particular destaque os dossiers da segurança marítima.html http://ec. o colóquio “Navegar na União Europeia – A Política de Transportes Marítimos”.htm Legislação Comunitária em vigor Quem é quem http://eur-lex. Colégios Paulo de Lima Correia Tel.htm http://europa. isto é.ec. dos quais à International Chamber of Shipping que se destaca: o casco não ter uma resistência promovesse códigos de boa prática à indús- à encurvadura na zona da casa das máquinas tria de porta-contentores.europa. organizado pelo Conselho Regional Sul do como se aplica e quais as consequências das decisões tomadas em Bruxelas.europa.europa. isto é. ticamente devido ao caturrar. em grupos de peritos e.do?ihmlang=pt http://epp. Conselheiro de Transportes e Telecomunicações na Repre. activa no desenvolvimento de redes de contactos e no envolvimento sentação Permanente de Portugal junto da União Europeia.jsp?language=en DG TREN Acompanhamento de procedimentos inter-institucionais http://ec. cas e estudos lançados pela Comissão Europeia. a margem de segurança Em resultado.europa. ainda. tendo-se ve- rificado que 12 deles necessitavam de acções correctivas. salientam-se: a génese da legislação co. torização das tensões a que o casco destes tificou uma série de factores que contribuí­ navios está sujeito.30070682. na sede da Ordem dos Engenhei- ros. Foi ainda recomendado ram para o colapso da estrutura. quem são os actores da decisão. não requeriam a ve.uk/cms_resources/ zona de meio navio.eu/JOIndex.109 Observatório legislativo 0_33076576&_dad=portal&_schema=PORTAL www. como se influencia e negoceia.eu/oeil/index.eu/whoiswho/public/index.eu/pt/index. requisitos do projecto estrutural de porta- Considerando a potencial vulnerabilidade de -contentores.EU Síntese da legislação Alguns sítios de interesse da UE http://europa.cfm?lang=pt Jornal Oficial da UE EUROSTAT http://eur-lex.europarl.eu/transport/index_pt. requereu às nos esforços e o desenvolvimento da inves- sobre um dos bordos durante o encalhe. Colégio de Engenharia Naval que teve como orador o Dr. principais Sociedades Classificadoras que rificação da instabilidade estrutural fora da verificassem a adequabilidade do projecto Relatório em: www. tigação sobre adequadas técnicas de moni- A investigação do acidente subsequente iden. e 8 ainda estavam a ser estudados.eurostat. as rítima Zodíaco a revisão do sistema de se- normas de classificação aplicáveis. sendo necessário efectuar análises mais detalhadas.

sendo a potência eléctrica de de candidatos ao prémio europeu. que se realiza em Outubro de 2008. em Lisboa. empresa Advanced Cyclone Systems. de maior qualidade e prestígio no domínio da Bioengenharia e áreas nologia e Ensino Superior. ESPs”. são ciclones de passo simples.osgeo. resistividade. do Ordena. Mariano Gago. tido como colectores e ciclones de passo sim. ESPECIALIZAÇÃO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA Alice Freitas Tel.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: aafreitas@cdn. ria Química da FEUP. que conta com o Alto Patrocínio do tamento biológico anaeróbio de águas residuais com elevados teo­ res de matéria orgânica e sulfa­ mecânica.A. através da Unidade de processo de gaseifi. O novo La- boratório Associado. trada no INPI o correspondente pedido de toria do Eng. à selecção a nível local dades portuguesas e europeias que contri. prio. químico de efluentes líquidos – culas são ciclones de fluxo invertido.osgeo. através do programa COHITECH II.org/mailman/lis- No próximo número da “Ingenium” se- rão divulgados mais pormenores sobre o Open Source Geo tinfo/Portugal). de biomassa em França.. permi. foi formada – Laboratório de Engenharia de Processos. ferência Nacional sobre Software Aberto de Informações sobre a Associação OSGEO guês da OSGEO.European Environ. reentram nos co. A origem deste invento remonta aos projectos para apresentação final. cação/fusão de resíduos indife­ colectores. permitindo um abaixamento muito significativo (40%) na potência eléctrica gasta. E stá em fase de criação o Grupo Portu.º lugar (Sistema para tra.pt OSGEO lista de difusão que já tem cerca de 100 ade- rentes (http://lists.eu culação mecânica. a jusante dos Agência Portuguesa do Ambiente. Nesse âmbito. culação electrostática diminui as emissões Prémio Nacional de Inovação Ambiental entre 40-60% relativamente à recirculação O Prémio Nacional de Inova- ção Ambiental (PNIA). A recir. da au. Professor culação que utiliza ciclones de fluxo inver. (ESPs). são imunes mental Press) e corresponde à primeira fase O objectivo do PNIA é reconhecer as enti. para explorar estes sistemas a nível interna- Ambiente e Energia (LEPAE). Colégios ENGENHARIA QUÍMICA João Carlos Moura Bordado Tel. A Catedrático do Departamento de Engenha. S. Comel/Engiscience. juntamente com os processo industrial. numa caldeira classificados em 2. desenvolvidos pelo pró- do Ambiente. nume- mento do Território e do Desen. patenteados e no mercado desde 2001 O projecto Recirculação electrostática para O projecto classificado em 1.. foram nomeados seis através das suas inovações. está a ser organizada uma Con- evento.A. Trata-se de uma nova tecnologia.pnia2008.ordeng.utl. IPC). paredes. e administra. é uma iniciativa da Indústria e Ambiente renciados para produção de energia – ESAC/ Como não capturam as partículas nas suas (ramo nacional da EEP . e electrificados por alta tensão. candidato nacional ao EEP Award.A. meração e facilitando a sua captura. podem ser consultadas em: www.º lugar cípio de operação deriva dos electrofiltros Silva.º Romualdo Salcedo. pela Cotec Portugal. gerido dor da recém-criada empresa Advanced electricamente carregadas. buem para um bom desempenho ambiental alta tensão cerca de 15% da utilizada nos No dia 3 de Junho. investigador do LEPAE ples como concentradores. ao contrário dos ESPs.. tindo a recirculação de poeiras muito finas cional. sidades Portuguesas. patente para a recirculação electrostática. no panorama nacional da Investigação e Desenvolvimento.pt Laboratório Associado IBB Novo Laboratório e de um largo número de convidados. a problemas de muito alta ou muito baixa do EEP Award. mercado em Junho de 2007. isto é. Cyclone Systems S. A 2 de Maio de 2007 deu en- Cyclone Systems S.º lugar (nove unidades vendidas em Portugal e uma captura de poeiras finas – FEUP/Advanced “O invento consiste em aplicar uma tensão em França). lectores juntamente com poeiras emitidas no A recirculação electrostática foi colocada no O projecto vencedor é. tendo sido criada uma SIGs. ex-equo com ricamente optimizados. Os concentradores volvimento Regional. com núcleos operativos em diferentes Univer- N o dia 2 de Junho teve lugar a assinatura oficial do Contrato do Novo Laboratório Associado. foi o vencedor. Tec. mas em que os colectores de partí- tério do Ambiente. A alta tensão é criada em 9 de Maio de 2008. Instituto de Biotecnologia e Bio- engenharia. da equipa directiva do relacionadas. e com o Apoio do Minis. apenas aplicada aos concentradores. Estas poeiras finas. Cavaco tos – INETI/DER) e 3. no Centro Pode obter mais informação na página Web: ciclones optimizados com sistema de recir- de Documentação da Agência Portuguesa www. de corrente contínua a um sistema de recir. aos ciclones colectores. e constitui. a Unidade coerente Esta cerimónia contou com a presença do Ministro da Ciência. centro de in. depois de obter os apoios necessários vestigação daquela Faculdade. (Sistema de tratamento electro.: 21 841 91 82 Fax: 21 841 91 98 E-mail: jcbordado@ist.org . cujo prin- Presidente da República. promovendo a sua aglo. foi recentemente classificado de “excelente” por uma equipa internacional de peritos.

as 8. como versões em português da norma e da REHVA. em frente à sede da Ordem vida uma discussão técnica sobre zação vai promover a tradução e publicação dos Engenheiros. da sua autoria. contando para tal com a presença de “Distinguished Lec- da Climatização. os Especialistas em Engenharia de Cli.svgopen. Engenheiros já são PQs do SCE. SVG Open 2008 O conteúdo dos ficheiros é legível. mais de 2/3 dos actuais cerca de 60 todologias do SCE (DL 78/2006.pt 8. de CLIMATIZAÇÃO Alice Freitas Tel. Colégios ESPECIALIZAÇÃO EM ENG. entre 26 e 28 de Agosto. quer para os formandos e a conformidade genérica dos mesmos com regulamentos. para além dos objectivos específicos já a legislação em vigor. em colaboração com ar interior na Europa e nos Esta- dos Unidos. o que se qualidade de autores da grande maioria dos viduais de aplicação muito trabalhosos. promove no dia 15 tas nacionais. celência profissional a que o próprio Grau de pacto no mercado. incluindo o RSECE. que compreendam os objectivos e me. 6 de Abril) com a maior precisão e. dard 62). na sequên- cia de uma exigente análise curricular e de projectos AVAC.org/2008 .: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: aafreitas@cdn. indicados. bem as secções nacionais da ASHRAE turers” da ASHRAE e especialis. interessa que os Especia. no final. em Nuremberga.as dois temas de grande actualidade pela Ordem dos Engenheiros. o que foi muito proveitoso quer para entre outros aspectos. a Ordem dos Engenhei. na última década. www. Web R ealiza-se. Continuando a tradição de publicação de O Desempenho Energético dos Edifícios e a Qualidade do Ar Interior material técnico actual em português na área A Comissão Executiva da Espe- cialização em Engenharia de Climatização. uma vez que é usado o XML. DL 79 e 80/2006. cialistas que. re. permitiu ainda um bom convívio É. SCE. curso decorreu num ambiente muito posi. no Hotel No período da tarde. Jornadas de Climatização. vertentes Energia e Qualidade do Com estes novos 20 Peritos Qualificados do lado. soras do SCE e com o apoio da ADENE. em Lisboa. de 6 de neiro e Março de 2008. Com este objectivo. logo.ordemdosengenheiros. Especialistas em SIGs. este considera um facto muito positivo para a ex- projectos mais relevantes e com mais im. por outro e RSECE. A grande maioria destes Especialistas acedeu a esse título. Scalable Vector Graphics (SVG) é uma norma do World Wide Web Designers. Consortium (W3C) que permite alta qualidade de gráficos animados. da Ordem dos Engenheiros. Na sua de formação em sala e dois exercícios indi.as Jornadas de Climatização tentes. com um Participantes do curso num momento de convívio no restaurante da Ordem grau de complexidade superior. CAD e Mode- lação / Edição de Cenas. De manhã será em Portugal: a aplicação da Lei do Tabaco e feita uma análise comparativa das políticas a aplicação da Certificação Energética e da Mais informações em: de eficiência energética e de qualidade do Qualidade do Ar Interior aos edifícios exis. os participantes receberão uma cópia da brochura da REHVA sobre “A ventilação em espaços para fumadores”. aprofundamento de um espírito de grupo e cebam formação que lhes permita aplicar a cialistas em Climatização que desejassem das amizades pessoais entre todos os Espe- nova regulamentação térmica para edifícios inserir-se neste novo contexto profissional e cialistas de Climatização envolvidos na ini- (RCCTE e RSECE. organizou um curso especial para os Espe. a 6. listas em Engenharia de Climatização conti. de que a Comissão de Especiali- SANA.ordeng. em que. A conferência pode ter interesse para Engenheiros de Software. Para mais informações consultar: www. em sintonia com as entidades supervi. e muita colaboração pessoal entre os Espe- lado. resultou também no matização. Artistas gráficos. que. será promo. do maior interesse que. Ar Interior. ASHRAE sobre requisitos de ventilação (stan- de Outubro de 2008.ª Con- ferência Internacional em “Scalable Vector Graphics”. portanto. tivo e com grande interacção mútua e diá. por um ros. que incluiu 12 dias Especialistas de Climatização da Ordem dos Abril) e a ele adiram activamente. Com trabalho intenso entre Ja.pt A Ordem dos Engenheiros reconhece como Especialistas em Engenharia de Clima- tização os profissionais do sector do AVAC Especialistas em Engenharia de Climatização são Peritos Qualificados mais competentes e com forte reconheci- mento e respeito entre os seus pares. que começará a 1 de Janeiro de 2009. Especialista deve estar sempre associado. de tornar-se Peritos Qualificados (PQs) RCCTE ciativa. é também analisada nuem a ser exemplares na aplicação dos novos os formadores.

metodologias quer para inspecção visual as. queza de informação só limitada pela ima.2. G. cessárias várias posições. A segurança dessas estruturas é tronicamente. A componente laser (RIEGL LMS Z360I) do objecto com informação radiométrica re- pouco precisa. adquirem incerteza típica deste tipo de equipamento separadamente um modelo tridimensional é sub-centimétrica e diminui com a distân- do objecto em estudo e informação RGB cia à superfície reflectora [Gordon. Introdução ram com frequências de aquisição superio.z) é conhecido pecções visuais são feitas por especialistas (laser scanner tridimensional) e um sensor e. As três quantidades constituem as co- tradicional. A excentricidade do chamado ponto vação da superfície propriamente dita. por outro. A distância (D) é calculada a jectiva. Imagens digitais Em barragens de aterro. O equipamento integra um sensor activo sistema de coordenadas (x.Z). a cobertura fotográfica em rotação ou oscilação localizado numa ca- trónico. é possível fundir a in- mento especificamente dedicado a essa ta. matriz de 23. tornando- para as autoridades a nível mundial. pontos num único referencial (X.COMUNICAÇÃO Sistema Combinado de Varrimento Laser-fotogramétrico na Observação de Estruturas António Berberan 1. de muito valiosa. refere-se a uma calibração adequados e anteriores ao levan- amostra discreta no espaço e não na obser. I. R. Associado a esses 1. quer para determinação A câmara fotográfica é composta por uma superficiais reflectem deteriorações internas de deslocamentos.7mm × 15. directamente para um suporte elec. informação mais fiável e menos sub.y. 2001]. referencial instrumental próprio. têm vindo.1 mi- e são quantidades importantes a determinar tados interessantes em experiências piloto lhões de elementos sensíveis do tipo Char- [Tedd et. subjectiva e onerosa. João Boavida 2 e Adriano Oliveira 3 Os sistemas combinados (CTIS – Combi. A tecnologia tamento. 2. as ins. um detector do sinal reflectido e um dos por lasers scanners e por câmaras foto. z. mecanismo de orientação do feixe laser.b) por um espelho produzir. os deslocamentos sistida de barragens. digital com o registo radiométrico do cená. muitas vezes. diação visível Red Green and Blue (RGB). com menor custo e maior celeridade. ração e problemas relacionados com o enve. estes sistemas ope. a 2. equipamento de varrimento laser e câ. I. permite construir uma “fotografia tridi.6mm com 6. . tínuo e. são rápidas e produzem on-line informação denadas cartesianas instrumentais (x. 2. respectivamente. laser. quando apoiada em de informação. a desenvolver e a aplicar trutural dessas obras. por um lado o modelo com pontos por segundo. passivo (câmara fotográfica digital reflex). No principal da câmara em relação à origem do que diz respeito a barragens de betão. ordenadas polares esféricas dos pontos que ginação. Tendo sido obtidos resul. Essa determinação é no que diz respeito à incerteza posicional. y. cional de Engenharia Civil e a Atescan – Di.1. o comportamento e avaliar a segurança es. no entanto. G. rio. B) ou (X. Para cobrir integralmente o objecto são ne- lhecimento. Varrimento laser de forma a obter-se um modelo numérico informação assim coligida é. pulso reflectido. já estruturada. As referidas coordenadas Milhares de grandes barragens em todo o grafia é instantânea. superficiais espaçadas regularmente. systems e é concretamente um sensor tipo Y.y.. em geral dade. já se passou a uma fase de aplicação A geometria interna de formação da imagem no coroamento e no paramento de jusante. tal da fotogrametria. pelo que as operações polares esféricas são transformadas em coor- mundo têm agora mais de 50 anos de ope. O feixe laser é deflectido de acordo com in- mara fotográfica digital calibrada. Devido a dificuldades operacionais. uma resolução espacial de amostragem su. apesar pertence ao grupo dos chamados time delay ferenciada do tipo (x. corrente da referida metodologia. constituí­ laser. ged Coupled Device (CCD) na banda da ra- feita por observação topográfica de marcas fiabilidade do sistema e relação custo/utili.000 A inspecção visual. Lda.z). A mo. R. Por outro lado. quer Desde 2003 que o LNEC – Laboratório Na. beça rotativa. reflectiram a radiação laser. crementos angulares (α. (Red Green Blue). A GEOGRÁFICA gráficas digitais reflex calibradas. formação proveniente de um e outro sensor refa. pontos é registada a intensidade (I) do im- res a 10. -se necessário concatenar as várias nuvens de nitorização é importante para compreender gitalização Tridimensional. TOF (Time Of Flight). al. pode ficientemente densa para se considerar con. Consiste numa fonte ned Terrestrial Imaging Systems). é conhecida a partir de procedimentos de A observação. catalogada e suportada elec. A fusão destes dois tipos A frequência de aquisição vai até aos 12. cada uma com o seu uma preocupação quer para os donos. e a foto.000 pontos por segundo. partir do tempo de ida e volta do impulso quando comparada com a inspecção visual mensional” de onde se pode extrair uma ri. de acordo com a formulação fundamen- sem a assistência de qualquer tipo de instru.Y. Z. 1997]. B).

2. tivos e projectivos característicos de uma A rede de observação geodésica da barragem cessamento em gabinete. propriedade do grupo EDP (Fig. 2) para todo o paramento. etc. à nitor. Barragem tos. 3). criou-se uma rede de Dezembro de 2002 [Marcelino. só 8 foram observados por métodos taque- métricos para referenciar as nuvens de pon.191. temente. O levantamento da barragem e da predefinida. Esta filtragem por tador) das deteriorações (Fig. Lapão (39.).2. projecção central. 3. O maior problema na inspecção visual assistida reside na resolução da ima. com escala servação com o laser scanner. 2007a]. de acordo localizada na região de Coimbra completada de acordo com um catálogo com uma legenda predefinida em 1949. A vectori- foi realizado a partir de três estações. determinação dos parâmetros de transfor. pertencente à DRABL.epoch-suite. O fluxo de proces. registaram-se grandes trumentais. O denadas cada décimo de segundo de arco. 3.2 L evantamento combinado laser e fotogramétrico Na mesma data foi feita a terceira campa- nha de observação por varrimento laser e a Figura 1 – Perspectiva de um modelo tridimensional com as intensidades laser do paramento de jusante do Alto Ceira com primeira simultânea (geodesia e laser). samento inicia-se na fase em que se procede A fase final consistiu na vectorização em mo- gem e não na qualidade métrica da mesma à referenciação de cada nuvem de pontos. 2004].3.5 (Fig. e o sistema deslocamentos durante Figura 4 – Associação das tecnologias CAD e DBMS de referência da obra. sendo todos eles observados pelo sis.1 Observação geodésica A informação coligida originou 5 dias de pro. Destes 21 alvos feridas deteriorações. a jusante. a partir das imagens originais e sua envolvente durou 6 horas. triângulos irregulares (TIN) com base na sistema de monitorização incluía uma rede em qualquer dos eixos de rotação.com). a caracterização gráfica tos foram usados 21 alvos retro-reflectores e a estruturação das re- na vizinhança da barragem. tos. que são arbitrários. nuvem filtrada e fundiram-se os dois tipos de observação geodésica utilizada frequen- mara foi equipada com uma lente de 85 mm de informação numa TIN texturizada. zação em linhas e polígonos é feita de acordo uma com três posições. cavitação. milhões. Na terceira fase gerou-se um ortomosaico de 2005 executaram-se campanhas de ob- gens obtidas foi de 99 e o de pontos 13. sobre o ortomosaico e usando um soft­ [Berberan et al. aterro) e Cahora Bassa (170m. e. Com as estações (a vermelho) e alvos retro-reflectores (branco) esta última campanha pretendeu-se avaliar .. As quantidades observadas foram compensadas com um pro- grama para ajustamento de redes de monito- rização geodésica (www. Em Março de 2003 e em Fevereiro de distância focal. Em 18 de Julho de 2007 as marcas superfi- ciais foram observadas das estações com uma estação total com precisão angular de ±1” e linear de ±(2mm+2 ppm). betão). do Lapão é composta por duas estações de referência e 18 marcas superficiais com cen- tragem forçada (Fig. Exemplos de Aplicação Entre outras. 5). concatenação das várias nuvens e à reamos.3. com um catálogo de inspecção onde consta os diferentes conjuntos de nuvens de pon.5m. como base para a vectorização de deteriorações. tragem por filtragem 3D. para concatenar.1. O número total de ima. e a câ. ware CAD (desenho assistido por compu- tegral do paramento da barragem. rigidas de distorções. às quais foram retirados os efeitos perspec. mação entre os diferentes referenciais ins. a metodologia foi aplicada a três barragens: Alto Ceira (altura do coroamento acima da fundação: 37m.2. as chuvas intensas de O sistema foi configurado para obter coor. do Lapão tema laser para fortalecer a geometria da Na barragem do Lapão. cada cubos de 3 cm deu lugar a 1. Na segunda fase geraram-se imagens cor. betão).563 pon. O levantamento in. 3. repasses. Alto Ceira A barragem do Alto Ceira. 1) é uma barragem de betão Figura 2 – Extracto de ortomosaico Figura 3 – Vectorização de fissuras.

que per- perfícies usando o algoritmo de triangulação imaginária pode. sobre detalhes que o engenheiro queira des- foi filtrado para cubos de 30cm. Uma câmara A Fig. Uma equipa levou 6 horas para fazer o levantamento da barragem por laser e para determinar. mover-se ao mitiu detectar fenómenos. dimensional do objecto em estudo. acto contínuo. medir e obra. 9 ilustra a utilidade da mesh. a maior parte dos quais só pode ser cabalmente explorado num moni- tor. dada a sua tridimensionalidade. MS06. por exemplo. o qual tem que ser limpo lhados evitando estadas prolongadas no campo. examinar detalhes milimétricos. logo após o varrimento laser.2. 3. longo de um percurso predefinido registando de pontos como os reflectidos por vegetação. curvas de nível e outros documentos bidimensionais e tradicionais de engenharia (Fig. crucial e supervisio. MS11 e MS13) foram usadas como referên- cias. os alvos e os vectores entre estações e alvos. carros. para se extrair toda a riqueza desta in- formação são necessários softwares que a sis- tematizam em novos tipos de documentos de engenharia. Entre os documentos passíveis de ser produ. A imagem pequena é um alvo retro-reflector ou aerotransportados coligem o chamado para observação geodésica e varrimento laser modelo digital de superfície DSM (Digital Surface Model).. cortes. A partir deste modelo é possível produzir su. Cinco destas marcas (MS05. podem estar imediatamente disponíveis na nada redução da quantidade de informação. etc. uma vez limpo. gíveis em Adobe Reader) e onde o engenheiro tacar. o que per. assinalados por de Delaunay e gerar perfis. As nuvens de pontos texturizadas (Fig. zidos. entre os quais se incluíram as 18 marcas superficiais. Em ambientes de realidade virtual (VR) os Figura 7 – Assentamentos Figura 8 – Nuvem de pontos texturizada Figura 9 – Mesh evidenciando fenómeno modelos 3D texturizados podem ser traba- . destacam-se os formatos 3dPDF (le. O levantamento laser foi feito com três es- tações e 27 alvos retro-reflectores.COMUNICAÇÃO GEOGRÁFICA Figura 5 – Localização das estações de referência e marcas superficiais a incerteza posicional do sistema laser.3 Novos documentos de engenharia Os sistemas de varrimento laser terrestres Figura 6 – Nuvem de pontos com intensidades laser da barragem do Lapão (2007) mostrando as três posições de varrimento. MS08.7). as coordenadas das marcas superficiais. por comparação com os resultados da observa- ção geodésica. pode navegar através e à volta do modelo tri. O DSM. uma determinada inspecção visual e incidindo pessoas.8) mite uma significativa. enquanto uma outra levou sensivelmente o mesmo tempo para fazer a observação geodésica. No en- tanto.

Moçambique. A.. Espanha. O nú- mero de pontos materializados é pratica- mente irrelevante em termos de custos ou prazos. A partir de 41 estacionamentos co. ras. “Metric performance of a high-resolution laser scanner”. tem uma al. 2001. tornar-se-á também suficiente para barragens de betão. bem como para (XYZ). nadas de pontos. “Assisted visual ins- Dx Dy Dz RMSE total 5. XXXIII. foi levantada por 1 E-mail: berberan@lnec. de momento. Holton. I.3. materializados ou não. Conference. R. sando a produção de um ortomosaico com Artescan-Digitalização Tridimensional. RMSE check 6. 2004. January.. S. num futuro próximo. posicional do método e foram tiradas mais de 500 fotografias vi. Géotechnique 47. California. Z iso.º 1. et al. 2007b. chegar a precisões mi. 2007a]. and digital imagery”. Aveiro. Os campos de investigação que permitirão melhorar a precisão são a definição de pro- cedimentos de calibração do laser scanner. Lda. A resolução espacial de 1 cm e o levantamento qualidade dos resultados para o primeiro tipo dos taludes.º 255. já que estão codificados Proc...2 pection of dams for structural safety control”. & Robertshaw.. 2007a. Oliveira. electronicamente. ladamente. dos respectivos dados. 2004 (in Portuguese). A. A utilização desta pla. situada na pro. “Multiple Outlier Detection: a Real Case Study”.8 Os problemas relacionados com o envelheci.8 0. 1995. registar situações e fazer Survey Review. e tendo em vista o melho- Figura 10 – Janela interactiva 3D do Adobe Reader mostrando o modelo tridimensional da barragem de Cahora Bassa ramento da inspecção visual assistida. da fundação.. C. Remote sensing.pt tudo em causa). Boavida.. pre- e da sua envolvente. D. 16-23 de Abril. 1997 víncia de Tete. “Integration of laser scanning and close range I mostra o erro médio quadrático em mm de 2cm por pixel. Portela. J. de Cahora Bassa periciais que auxiliem a tomada de decisões “The effect of reservoir drawdown and long-term conso- A barragem de Cahora Bassa. tido como mais preciso. além dos pontos materializa- dos. Marcelino. medição de deslocamentos. A. Tedd. L evantamento da barragem informação serve para alimentar sistemas gress.º Brazilian Concrete Con- 3. 2000. . Os vários registos. A. a precisão pos- sível é suficiente para barragens de aterro e.2. 3 E-mail: adrianooliveira@artescan. o estudo de um modelo de erro para esta tecnologia e a melhoria no desenho dos equi- pamentos e seus acessórios. “Visual inspections in concrete structures. nharia (independentemente da importância ragem. E.7 4. A. geométrica e semanticamente. designadamente um vídeo.1 5.. San Jose. A. de outra forma imperceptíveis na ins. 42. 33-48. um REFERÊNCIAS geodésico. Y. J. photogrammetry the last decade and beyond” XXth Con- Tabela 1 – Erro médio quadrático (mm) gress International Society for Photogrammetry and Re- mote Sensing. bem como ligações para outros documentos relacionados com a barragem coniza-se a semi-automatização do processo setas. E. limétricas [Berberan et al. das coordenadas obtidas pelo laser scanner modelos que permitem uma inspecção visual Gordon. Proceedings of SPIE Electronic Imaging para cada uma das componentes X. varrimento laser em operações que duraram Laboratório Nacional de Engenharia Civil 4 dias. part B5. A Tabela modelo CAD tridimensional e ortoimagens Beraldin. J. e no que diz respeito à .7 formation monitoring of earth dams using laser scanners quentes às barragens. após fusão 15 a 17 de Outubro.net O laser scanner permite determinar coorde. II Congresso Luso-Brasileiro de Geotecnia. laser enquanto sistema de posicionamento sionais de pontos materializados. 4. International archives of Photogrammetry and vel afirmar-se que a precisão do varrimento de superfícies ou de deslocamentos tridimen. “Hydro 2007”. et al. as próprias superfícies. lidation on the deformation of old embankment dams”. Portela. RMSExyz 4. P. Boavida. Amsterdam. Portugal. Granada.. bufeira de 65Km3 e um coroamento com de reconhecimento e classificação de dete- pecção tradicional e dificilmente represen. August. Volume 14. Marcelino. Sua importância na detecção do acidente de Janeiro de 2003. Istanbul. Brazil. issue 2. Fortaleza. Vol. Charles. “Calibration and testing of a terrestrial laser scanner”. N.8 2. J. rápida mas fiável. J. 2000 (in Portuguese).0 mento exigem inspecções visuais mais fre. quer a bar. de 450 metros a jusante.. Lda. RMSExyz 7. The Inter- national Journal on Hydropower and Dams. J. A lução de fenómenos ao longo do tempo. pode. Em Junho de 2007. Conclusões Berberan.net 3. É razoá­ mente precisa determinação de deformações Lichti. pelos responsáveis da segurança de estrutu. “Observação da barragem do Lapão. naturais e arti- ficiais. Esta methodological approach”. Foi gerado um ficheiro 3dPDF Engenheiros Geógrafos de pontos foi avaliada por comparação com de onde se podem invocar vários outros do- os resultados proporcionados pelo método cumentos. Uma vantagem do método é o facto de se levantar. Vol. facilitam o estudo da evo.7 3. um desenvolvimento de 323m e 137m acima riorações com base na utilização de técnicas táveis em documentos tradicionais de enge. de visão primárias.4 A valiação expedita da qualidade ordenaram-se mais de 50 milhões de pontos Artescan-Digitalização Tridimensional.9 taforma multi-sensorial permite. 33 n. 2 E-mail: jboavida@artescan. Berberan. Actualmente. Em termos de desenvolvimento. RMSE control 2.7 Berberan. bem como uma suficiente. quer a sua vizinhança numa extensão que esses fenómenos possam ter para o es. “De- RMSExyz 8.9 2.

a Introdução e médio prazos se restrinja a aplicações de radiação solar. Demonstra. As vantagens comparativa. a única em fase comercial. pois. seja. militares estão a ser desenvolvidas e testa. nomeadamente: o hidrogénio arma- bustão. pode ser utilizado para produzir agora a iniciar. ou Por estas razões. grafo anterior. apareceram populacionais. trica resultante é baixa e. terias são a muito melhor relação de energia de baterias. convertida em energia eléc- projecto de uma embarcação para actividade projecto entre os estaleiros Howaldtswerk trica por células fotovoltaicas (FV). e um módulo de gestão e distri. Filipe Duarte 1. O projecto consiste numa tricos. tivo de reduzir. A vantagem é a possibilidade de a utilização de pilhas de combustível no curto usar uma energia renovável e sem custo. As principais limitações são a densi. A configuração é em casco duplo peratura resulta num processo (catamaran). dizer que a aplicação desta tecnologia está Apesar das “limitações” descritas no pará- bustível. Para navios não militares espera-se que eléctricas. Este que torna os sistemas pesados e com pouca bustível a hidrogénio em embarcações não conceito é viável em aplicações com neces- autonomia. automóvel como embarcação. O sistema de propulsão é com. aparentemente. no entanto a potência eléc- potência relativamente baixa com o objec. ou eliminar. tência e autonomia (Affolter 2000). no entanto têm tido sensíveis. os painéis fotovoltaicos. a energia solar e a energia dade energética muito baixa das baterias. Esta tecnologia está posto pelo motor eléctrico. insuficiente para cobrir as necessida- zenada em baterias de ácido-chumbo. ou em zonas ecologicamente O sistema de propulsão apresentado aqui é já há várias décadas. Um exemplo é a sua utilização diferente dos existentes. acredita-se que existem já al- energia eléctrica e alimentar motores eléc. casos. deve ser tal que não requer uma quantidade tonomia para a maior parte das aplicações. tomóvel com alguns exemplos de sucesso. o sistema A aplicação mais avançada de pilhas de com. O hidrogénio. Tiago Farias 2 e Gonçalo Gonçalves 2 NAVAL Resumo O projecto Hidrocat tem como objectivo oferecer uma alternativa sem emissões po- luentes para actividades marítimo-turísticas e de recreio em planos de água interiores. xiliar durante as operações no porto (Kicku. a tecnologia não responde das em pequenas embarcações com neces. -se a aplicabilidade do conceito com o ante. combinado com pilha de com. bustível a hidrogénio no sector marítimo e. armazenada versus o peso e a rapidez de re- buição dos fluxos energéticos. tanto luentes quando os navios operam em zonas des energéticas da embarcação. e o longo tempo de carregamento. a célula de com. armazenada num sistema de baterias. gumas aplicações onde o conceito pode ser . eficiente e limpo. mente aos sistemas baseados apenas em ba. na maior parte dos Os veículos eléctricos com a energia arma. e a médio prazo para o transporte marítimo de curta distância. mente eléctrico. também marítimo-turística com capacidade para 42 Deutsche Werft AG (HDW) e a Siemens já foi testada em propulsão de embarcações passageiros. as emissões po. fontes. AG. o As primeiras aplicações de pilhas de com. o perfil de operação da embarcação aos requisitos em termos de potência e au. Pode-se diária de energia elevada. A utili- embarcação com propulsão eléctrica e cujas zação de pilhas de fontes de energia podem ser totalmente re. combina a energia de três aos sistemas baseados em motores de com. combustível de baixa tem- nováveis. namento. lies 2005). é em submarinos militares e resulta de um A energia solar. zenado a bordo. sidades energéticas relativamente baixas.COMUNICAÇÃO Propulsão eléctrica com pilha de combustível a hidrogénio e painéis fotovoltaicos para embarcações Nuno Fonseca 1. a ser desenvolvida e testada na indústria au- bustível a hidrogénio e sistema de armaze. sendo total- uma expressão mínima comparativamente como geradores ou outro equipamento au. abastecimento. sidades muito modestas em termos de po.

de baterias. génio e um reservatório pressurizado para e sem vibrações é muito atractiva para um minar de uma embarcação para actividades armazenar o hidrogénio. A rante uma parte da potência que o motor Propulsão Totalmente eléctrica forma dos cascos e o espaçamento entre cas.3 e 0. cada um dos grupos propulso. energia a bordo numa base diária. rios de rios. utilização de motores de combustão em pla. excepto os painéis fotovoltai. e res é constituído por um motor eléctrico barcações turísticas têm um perfil de opera- ainda a possibilidade de funcionar apenas acoplado ao hélice e respectivo sistema de ção compatível com estes requisitos. painéis fotovoltai. também perde importância nos dias de céu de serviço Pouco calado nimizar a geração de ondas. a energia solar apenas ga. no entanto o sistema razoáveis). Adicio- com energia obtida de fontes renováveis. o independente dentro de cada um dos cascos energia muito elevadas. que gere os fluxos energéticos entre as vá. nalmente. É também impor- elevado conforto da propulsão silenciosa e do catamaran. permite obter exemplo. controle de potência O desenvolvimento das formas do casco tem electrónico em atenção a necessidade de minimizar a 3. Muitas em- mento muito eficiente da energia solar. Em Fonseca et pidamente a picos de potência mais eleva. o que permite simultaneamente mi. sistema de controlo deve ser muito esbelto. constituído por dois grupos propulsores que O conceito de embarcação eléctrica aqui des- As principais vantagens deste sistema com. que é im. à costa. (2007) discute-se a implementação do dos e de curta duração. Os com. planos de temas de ondas gerados pelos dois cascos. O sistema de propulsão tem a ca. a redução de custos de ope. Um casco esbelto tem estabilidade transversal baixa e área de . Anteprojecto de Embarcação Turística zonas ecologicamente sensíveis. se necessário. A embarcação deve ter um ca- Descrição do Conceito fotovoltaicos. Em al. um sistema Neste caso a embarcação é projectada para 42 passageiros mais 2 tripulantes. As baterias ser. vem também de “buffer” para responder ra. pilha de combustível 4. e uma unidade de distribuição operar em águas abrigadas. e em canais e planos de água no in. energética é insuficiente para as necessida. Pouca geração de ondas Outros Boa estabilidade Figura 1 Aprovação p/operar como marítimo-Turística 1. a hidrogénio e/ou o sistema de baterias com. lagos. uma pilha de combustível a hidro. Deste modo. tante que a embarcação tenha a possibilidade. sem a utilização da energia solar. nomeadamente em utilizando o efeito de cancelamento de sis. controlo. racterística de ser modular. e pequena ondulação. sem vibrações. existe a nos de água mais sensíveis do ponto de vista possibilidade do sistema de propulsão ser Requisitos de Projecto ecológico (electric only lakes). Os principais requisitos de projecto encon- A configuração da embarcação é em cata. o conforto da propulsão silenciosa Neste artigo apresenta-se o projecto preli. tripulantes. funcionam de forma independente. sistema de baterias 7. junto pridos e que é possível neste momento de. ou até no mar. não é utilizada na sua to. rias componentes do grupo propulsor. O sistema de propulsão eléctrico é híbrido. em condições de pouca ondulação. No entanto. por outro lado. marítimo-turísticas e com capacidade para cos na cobertura da embarcação. canais. de energia solar e o hidrogénio armazenado com capacidade para 42 passageiros e dois guns países já existe legislação que proíbe a a bordo. Este trabalho é precedido por um estando disponível. Esta secção apresenta o projecto preliminar mano. maran. sistema numa embarcação de 15m. cer a resistência adicionada devido ao vento cação com propulsão eléctrica para 8 pes. navio de turistas. tranquila e sem vento.utilizado com sucesso. crito é viável se o perfil de operação da em- parativamente aos motores convencionais ponentes de cada grupo instalam-se de forma barcação não exigir quantidades diárias de são: ausência total de emissões poluentes. Velocidade 8 nós de serviço portante para o conforto dos utilizadores. propulsor tem reserva de potência para ven- estudo inicial focado numa pequena embar. cos que estão na cobertura (ver figura 1). Tabela 1 – Requisitos de projecto nimizar o consumo energético e a geração plementam as necessidades energéticas. Pri. A componente de energia solar Um dia de operação e 8 horas à velocidade Autonomia cos são optimizados com o objectivo de mi. a pilha de combustível tram-se na tabela 1. O requisito de auto- soas (Fonseca et al. quando esta fonte lado pequeno e produzir pouca ondulação. necessita. locidade máxima. des da embarcação. Capacidade 42 passageiros e 2 tripulantes um bom índice de espaço a bordo. ou seja. senvolver um protótipo de demonstração O sistema de baterias tem duas funções. As necessidades energéticas da embarcação A energia solar aumenta consideravelmente são garantidas prioritariamente pelos painéis a autonomia. 2006). talidade para a propulsão. de serviço. Por Operação Viagens turísticas de curta duração de ondulação e. pois usa como fontes energéticas a radiação de uma embarcação para passeios turísticos terior ou na vizinhança de cidades. Demons. tais como estuá­ tra-se que os requisitos operacionais são cum. painéis fotovoltaicos (Fn entre 0. hidrogénio o que para o número de Froude de projecto 5. reservatório de resistência ao avanço e a geração de ondas. de reabastecer as reservas de ração em combustíveis dado o aproveita.4) significa que o casco 6. quando a embarcação navega à ve. A velocidade de serviço são 8 nós em água com a tecnologia existente (e com custos meiro. nomia é de 8 horas de operação à velocidade al. Sistema de propulsão modular com motor eléctrico Desenvolvimento das Formas do Casco 2. água que são reservatórios para consumo hu. armazena a energia solar sempre que. nomeadamente nublado.

portanto. uma reserva de potência para suprir a resis- tanto. como por exemplo 16 Depois de feita a estimativa de pesos para níquel-metal (NiMH ~ 80Wh/kg).0 para um casco eficiente. Velocidade de passeio (nós) 8 que existe um “patamar” entre os 7 e os 8 Autonomia só com baterias a 8 nós (horas) 3 nós que corresponde ao cancelamento de Armazenamento Autonomia com bateriais e pilha a 8 nós (horas) 12 sistemas de ondas. sidade energética é baixa. cação e a posição do centro de gravidade. Neste caso. (2007). O peso do sistema de baterias pode ser Estimativa de Potência reduzido. fazem-se os cálculos da 6 mia de 3 horas à velocidade de serviço (em 4 resistência ao avanço. No entanto.0 identificar um ponto de transição a partir do interiores com 10kW cada a serem instala- Imersão (m) 0.2 kW.000 0 0 0 2 4 6 8 10 0 2 4 6 8 10 V (nós) V (nós) Figura 3 – Resistência ao avanço (esquerda) e potência efectiva (direita) NAVAL casco em função da velocidade da embarca. ou Lithium 14 se conhecer o deslocamento total da embar. assumindo-se o custo superior de Potência do motor do Sistema Propulsor 18 tecnologia mais evoluída.000 1. embora relativamente alta.200 6. Neste caso ana- O gráfico da figura 3 mostra a curva de re.COMUNICAÇÃO Resistência total Potência Efectiva 2. dos em cada um dos cascos. a partir de aproximadamente 8 nós. trica nacional a custo muito baixo. convés pequena. tência adicionada em condições adversas de Tabela 2 – Características principais do catamaran começa a aumentar a uma taxa elevada. a sua den- características principais estão na tabela 2 e ciente. a velocidade de Energia e Autonomias de projecto é de 8 nós. ou seja. lentamente para velocidades baixas. O projecto convergiu para um um projecto cuidado do hélice e a selecção lativamente baixo e respondem bem aos picos catamaran fabricado em materiais leves cujas de um motor eléctrico sem escovas efi.0 à velocidade de projecto.000 Pe (W) Rt (N) 800 4. A voltagem do sistema e a 2 da resistência ao avanço é descrito em Fon. de potência elevados. pode 65% para o hélice e 85% ser recarregado durante a noite da rede eléc- Figura 2 – Plano vertical para o motor eléctrico.0 Distância entre os cascos (m) 6. Para vento e ondas. dos. O método de cálculo água tranquila). que é importante.0 embarcações de deslocamento é possível de propulsão com dois motores eléctricos Comprimento na linha de água (m) 15. Observa-se que a resistência aumenta de uma potência superior à anterior. pois: efectiva de 5100W. A escolha vai para um sistema Comprimento total (m) 15. tipicamente 20-40 o plano vertical na figura 2.6 qual a resistência aumenta muito.000 400 2. deve corresponder potência. per- Boca de cada casco (m) 1.000 1. As eficiências assumidas requerem baterias de ácido-chumbo que têm custo re- catamaran. lisaram-se duas alternativas que correspon- Figura 4 – Potência pedida ao motor sistência ao avanço e a potência efectiva do dem a motores disponíveis no mercado e .000 10. e permite resulta na potência pe. e Para dimensionar o sistema de baterias as- Pm (kW) 10 dos cálculos hidrostáticos para determinar a 8 sume-se que este deve garantir uma autono- imersão e caimento. A reserva de Boca máxima (m) 7. no en. 12 ion polymer (LiPo ~ 130-200Wh/kg). De facto.600 8. Assumindo eficiência de aumenta a autonomia da embarcação. 0 capacidade em Amp-h dependem das carac- seca et al. resultam em sistemas pesa- para a velocidade de 8 nós são os 9. o qual. ajuda no aproveitamento da energia solar. responder a picos de potência elevados. 1 3 5 V (nós) 7 9 terísticas do motor eléctrico. O gráfico mostra que a potência requerida Wh/kg. pelo que a solução é juntar dida ao motor eléctrico dada no gráfico da A opção neste sistema de propulsão vai para dois cascos esbeltos numa configuração de figura 4. mite uma velocidade máxima estimada li- Deslocamento carregado (kg) 9800 O gráfico da resistência ao avanço mostra geiramente superior a 9 nós. o sistema de propulsão necessita ção. correspondendo a uma Baterias resistência de cerca de Parte da energia a bordo é armazenada num 1200N e uma potência sistema de baterias.

e compa. mazenar em volume de depósito semelhante.recebida numa superfície horizontal. Na estimativa ser classificados de acordo com a tempera. O gráfico da fi- bons rácios entre potência e peso e entre gura 7 apresenta a autonomia energia armazenada e peso. Figura 5 ultrapassar esta velocidade os motores rece. Presentemente. onde cada grupo tem 5 baterias de 225 Amp-h e 12V associadas em Células Fotovoltaicas série. Uma célula de combustível é um dispositivo 5 pelo que o aproveitamento de energia solar electroquímico que converte a energia de um 0 pode ser aumentado relativamente ao con- 4 5 6 7 8 combustível em electricidade. onde os efeitos de atenuação da papel importante neste sistema de propulsão. A grandes. a quantidade diária média de irradiação solar Autonomia garantida pelo hidrogénio o tempo de recarga é de várias horas e. 350 bars No caso da embarcação turística. Existem diferentes tecnologias para real” entra em conta. A pelo reservatório pressurizado. No extremo inferior temos tricos considera-se ainda uma série de per- as pilhas de tipo PEM (Polimer Electrolyte quada para a presente aplicação são os cilin. O segundo bars com uma capacidade para 4. ou armazenada nas baterias para 4 grupos propulsores. veitar a energia solar. os de 400 litros. portanto um dos desafios con. Autonomia garantida pelo hidrogénio de electricidade recebida pelos motores eléc- tura de operação. O resultado é um sistema de 450 Uma das vantagens da utilização de Amp-h a 60V com um peso de 670 kg. portanto garan. lula e do processo electroquímico. as baterias têm um siste em armazenar uma quantidade de com.7 horas O primeiro sistema de baterias é composto A figura 6 apresenta um esquema com a cé. Em conjunto têm po.das adicionais. em kWh/ facto. em termos médios. na re- res. Neste caso utilizam-se operando a cerca de 100ºC e que usam o hi.que trabalham a 144V e a 60V. Adicionalmente. com densidade de energia é baixa. dos painéis sola.4 kg sistema é composto por dois grupos de ba.uso posterior. Os vários tipos Vel. e a rapidez de garantida pelo hidro- reabastecimento. O sistema é composto pela pilha e 15 embarcação usando uma área de 50m2. dois. A figura 9 apresenta tem pequenas autonomias. A autonomia a 8 nós ga- também estão disponíveis no mercado. o poten- 4 5 6 7 8 9 V (nós) cação a cerca de 6 nós em água calma. Os próximos pa- Autonomias só com baterias rágrafos mostram que deste modo se 20 melhora consideravelmente a eficiên- 60V . 10 área da cobertura pode ir até aos 100m2. 25 150 bars 200 bars m2.fotovoltaicas e usada directamente para a vel de 2kW cada. Como a embarcação está per- 0 tência suficiente para propulsionar a embar. gião de Alqueva. um para cada grupo propul- drogénio como combustível. os painéis 20 700 bars génio é introduzida para ultrapassar estas li.3 por 12 baterias de 12V associadas em série. (nós) siderado neste trabalho. as desvantagens são o custo elevado e a menor .o efeito da nebulosidade. 450 Amp/h Figura 6 cia do sistema e se aumenta a autono- 16 144V . rante a noite. para cilindros pressurizados a 200 bars e 9. de hidrogénio. terias em paralelo. horas para 700 bars. A curva de “céu no entanto têm duas grandes limitações. rantida pelo hidrogénio varia entre 3.A figura 8 apresenta a irradiância em W/m2 Autonomia garantida pelo sistema de baterias bem energia das baterias. A um sistema de propulsão eléctrico é a figura 5 apresenta as autonomias em horas possibilidade de facilmente se apro- em função da velocidade. no entanto a ade. Os méritos desta sor. Membrane ou Proton Exchange Membrane). dros pressurizados. tes pressurizações. 210 Amp/h Célula de combustível com membrana de permuta de protões mia. Assume-se uma efi- de células de combustível que existem podem Figura 7 ciência dos painéis de 13%. armazenar o hidrogénio. As baterias quantidade de energia que se consegue ar. ou de ambos. Para cial para acumular energia é grande. de 30 recebida numa superfície horizontal. bustível adequada sem ocupar volumes muito atmosfera são contabilizados. Neste caso seleccionam- resultando numa capacidade de 210 Amp-h -se cilindros em fibra de carbono a 350 a 144V e um peso de 800 kg. com capacidade conjunta tecnologia são: a emissão poluente zero.manentemente exposta à radiação. A energia solar pode ser conver- Autonomia (horas) 12 tida em energia eléctrica por células 8 Opta-se por usar duas pilhas de combustí. como se vê na tabela 3.céu limpo. só é viável recarregá-las totalmente du. em função do mês do ano. fotovoltaicos são instalados na cobertura da Tempo (horas) mitações. A pilha de combustível a hidro. génio para diferen- rativamente aos motores de combustão. A curva de “céu Pilha de Combustível a Hidrogénio é muito baixa. uma para cada um dos propulsão.limpo” representa a irradiância em dias de Tal como explicado antes. durante os meses de má- O combustível é o hidrogénio. cuja densidade xima e de mínima irradiância.

08 lores podem ser comparados combustível a hidrogénio para embarcações”.14 Dezembro 10 kWh. T. pp. o consumo energético da embarcação num Av. “Propulsão eléctrica com pilha de Perdas temperatura 0. Rovisco Pais. Demonstra-se a aplicabilidade do 2 conceito com o projecto preliminar de um catamaran para passeios turísticos 1 em zonas ambientalmente sensíveis. Environment. Farias. as neces- Céu real . T.5 nós em Julho e 3. Fonseca. Proceedings European Fuel Cell Forum . Os cálcu. .. A análise do aproveitamento da energia 1. listas de velocidade de projecto e autono- Irradiância em Alqueva . O sistema de propulsão NAVAL integra componentes disponíveis ac- estima-se a velocidade do catamaran usando tualmente no mercado.75 0. sidades energéticas da embarcação são. September 2005. and solar energy”.55 0. solar mostra que.09 0. 2 Departamento de Engenharia Mecânica parágrafo anterior. Elsevier.03 0.08 0. “Clean propulsion for marine vessels based on hydrogen Rendimento motor 0. J. na 1.13 0.inclinação = 0º e assumem-se rendimentos do hélice mia. M.Dezembro Céu limpo . para o rendimento dos motores e do hélice e solar para eléctrica por dia e comparar com Universidade Técnica de Lisboa com a curva de potência efectiva da figura 3. F.03 com o consumo energético da volvimento nas Actividades Marítimas).468 949 1772 471 ticas da embarcação num dia cations”. juntamente com as eficiências descritas no De facto. 1 Centro de Engenharia e Tecnologia Naval 8. July 10-14.60 0. A fi- Tabela 3 – Potência efectiva produzida gura 9 apresenta os valores mé- pelos painéis fotovoltaicos e estimativa de velocidades dios de irradiação por dia em utilizando apenas energia solar função do mês do ano..6 de operação típico.COMUNICAÇÃO Conclusões Irradiação em Alqueva .03 0. valores médios rendimento global do sistema REFERÊNCIAS Julho Dezembro Julho Dezembro fotovoltaico conclui-se que em Affolter.50 rante as necessidades energé. Conclui-se que o apenas energia solar (ver tabela 3).Julho Céu limpo . (2005). (2006).50 0. Perdas do sistema 0.85 0. Ventura de Sousa. Switzerland..Fuel Rendimento FV 0. Fuel Cells Bullettin.. G..4 5. Gonçalves.14 0.Dezembro pois o regime de funcionamento é in. voltaicos. 2-5 July. Lisboa.000 ferior ao ponto de projecto. sistema de propulsão cumpre requisitos rea­ los são feitos para o pico de irradiância às 12h. (2007).. é mais interessante fazer uma ava. 12-15. Portugal.04 0. com valores assumidos liação da energia que é possível converter de Instituto Superior Técnico. “Fuel cell power for maritime appli­ Potência efectiva (W) 2. F. Farias. Lucerne.14 0. Duarte. N. Póvoa do Varzim..5 3. céu limpo Irrad.200 Céu real . G. Actas das X Jornadas Técnicas de Eng.80 0.F.13 0.13 0. Conclui-se maior parte. a energia solar ga. W/m2 600 400 200 0 5:00 7:00 9:00 11:00 13:00 15:00 17:00 19:00 hora barcação a Figura 8 5. Duarte.14 0. Potência no motor (W) 4840 2530 4027 1570 embarcação para concluir que. Gonçalves. N.13 energia eléctrica por dia e em Cells 2000. Utilizando as irradiâncias de céu limpo.08 0.Julho e motor abaixo dos valores óptimos. “Swiss Fuel Cell Passenger and Plea­ Irradiância (W/m2) 1020 519 826 322 Julho se obtêm 35 kWh de sure Boats”. Naval (Inovação e Desen- Perdas reflexão 0. durante o Verão.60 em Julho. 9th Conference on Energy for a Clean Rendimento hélice 0. garantidas pelos painéis foto- 800 que a energia solar propulsiona a em.2 4. Estes va.6 Irradiância numa superfície horizontal na região de Alqueva nós em Dezembro. Kickulies. 1049–001 Lisboa dia típico de operação. J. Fonseca.inclinação = 0º 8 7 O artigo apresenta um sistema de pro- 6 pulsão eléctrico e híbrido para embar- 5 cações baseado em pilha de combus- kWh/m2/dia 4 tível a hidrogénio e painéis fotovoltai- 3 cos. (2000). 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez A capacidade é de 42 passageiros e Figura 9 dois tripulantes e a velocidade de ser- Valores médios diários da irradiação em Alqueva viço de 8 nós. Cru- Estimativa de velocidade só com solar zando esta informação com o Irrad. Velocidade (nós) 6. as previsões Utilizando os valores de irradiância da figura de velocidade são um pouco superiores.

não apresentando tróleo barato à escala mundial está acabado. O  Novo Choque Petrolífero Em suma. como nos 1. um barril cus. o vento tem elevada mento da procura é devido ao dinamismo grande almofada no que toca aos preços do volatilidade. ainda não acabou.º Choque Petrolífero em novas formas de produção de energia e para a utilização mais eficiente da mesma. há petróleo. tem ha. no fundo. preço actual de 136 USD por barril e com potência instalada de 4000MW. o que cria um poderoso es- tímulo económico para avanços tecnológicos O 3. poder-se-á explicar a actual situa­ pelo que não apresenta os riscos da depen- e o Efeito da China ção do mercado petrolífero mundial da se. . em euros “apenas” 87 euros. quando e Índia. Como os mercados Há todo um conjunto de tecnologias e ener- neta. há um receio nos mercados por tais per. O problema é que nem todas tudo. o euro tem sido para nós uma Como todos sabemos. abrindo um novo.º choques petrolíferos termina. as políticas de conservação e utilização ra- A China começa. câmbio euros/USD de 1. bustíveis fósseis e a minimização dos impac- Este choque do lado da procura tem. veio provocar um autêntico • Erosão da capacidade de refinação. que da oferta (retracção).º choques petrolíferos. elas estarão comercializáveis a curto-médio res choques pelo lado da oferta (redução da tisfação da procura. ao câmbio da • Necessidade de gerir entradas e saídas fre- da economia mundial. Assim. • Necessidade de potência de reserva para leo. o que encarece. bia Saudita. mas. altura. Desde 1999. embora os EUA neste momento ainda petrolíferos estão em tensão. Tem o incon- guinte maneira: veniente ambiental da elevada emissão de O tempo em que se poderia contar com pe. o que.551.ANÁLISE está terminada. • Vulnerabilidades e problemas políticos em As economias Ocidentais terão que gerir ram com o uso do petróleo para a produção países produtores – Venezuela. petrolífero mundial. Nigéria e agora o Irão. tal representa levar a entradas e saídas instantâneas da • Os principais países industrializados apren. por não haver gias renováveis que nos poderão permitir a sejam responsáveis por 25% do consumo oferta disponível para colmatar aumentos redução da dependência em relação aos com- mundial e a China apenas por 8%. • Choque da procura (aumento) e não cho. A um quentes da rede de centrais eólicas.º e 2. eco. já reduzido a sua dependência do petró. bém põe às economias Ocidentais um grande fornecido à China. Também se começam a perspectivar desen- volvimentos tecnológicos que permitam o armazenamento da energia.º choque vai reduzir consideravelmente • Movimentos especulativos nos mercados dependente do petróleo e dos combustíveis o uso do petróleo nos transportes. Os 1. CO2 ao ser queimado. oferta para uma procura constante). o que põe à rede eléctrica por- da economia chinesa que assim se assume petróleo. como parece ser Luis Mira Amaral * o caso com a electricidade. O carvão está mais disseminado e distribuí­do no mundo que o petróleo e o gás natural. devido As nossas economias têm utilizado o gás na- choque pelo lado da procura no mercado a ausência de investimentos significativos tural para reduzir a dependência do petróleo. ril em USD e a desvalorização do USD. a época do petróleo barato grama eólico. a ombrear com os pequeno ou grande. em 2000. risco de dependência geoestratégica. centrais eólicas ou nucleares? • Não tendo havido restrição da oferta. produzir electricidade quando não há vento. potências asiáticas. senvolvimento de novos poços. rede de cerca de 900MW (quase a dimen- deram a lição com os outros choques. de procura ou acidentes do lado da oferta. mas tal como o petróleo. geologicamente. pelo que este choque será por via disso O petróleo. também as facilidades de transporte de um A entrada em cena na economia mundial das • Erosão da capacidade excedentária da combustível líquido como o petróleo. financeiros que jogam com o temor dos fósseis ao mesmo tempo que intensificam lando novas motorizações. tos ambientais. plataforma petrolífera. um em feitos nos últimos anos. Iraque. ser crescentes. EUA como os maiores “oiloholics” do pla. con. Numa grande e dinâmico mercado para as expor. I. nomicamente. um difícil período de transição para um sis- de electricidade. Ará. designadamente China OPEP que não consegue funcionar como Quanto ao gás natural. menos gravoso para as suas economias que embora se aproxime o “peakoil”. o au. Em todo o caso. num país ou numa cional de energia. fisicamente. estimu. cujas necessidades de energia vão regulador do mercado. tal poderá tações dos outros países. assim. o que é aproveitado prazo. pagando II. feitas pelos especuladores para estratégias que pelos árabes e pela OPEP. Electroprodutor Português: Com efeito: dores o chamado “fear Premium”. características diferentes dos anterio. são de um grupo nuclear…). Com efeito. tendo vido uma correlação entre o aumento do bar. mercados quando há qualquer problema. o gás natural tam- cada três barris adicionais de petróleo foi • Falta de investimentos na exploração e de. fazem subir os preços do crude. E xpansão do Sistema assim os consumidores a esses especula.º e 2. dência geoestratégica destes. representava cerca de 30 euros. turbações implicarem incapacidade de sa. tuguesa vários problemas: como um poderoso motor de crescimento tava entre 25 a 30 USD. o custo do pro- os anteriores. tema energético mais diversificado e menos O 3. também há algum gás natural.

natural (este apenas utilizado na co-geração. ciclo super-crítico a carvão pulverizado da • No sector dos transportes desacoplem a Há. de procura de mobilidade fornecida pelo energia e os outros inputs de forma mais so- troprodutor que a discussão sobre o nuclear sistema de transportes. devere. através de normas de construção que im. forçada a ajustar. Qual será. para tal. pois. sendo necessário. é preciso dotar o Estado fraqueza económica e a incapacidade para centrais de ciclo combinado a gás natural. Por isso terão de haver políticas públicas vo. a novas tecnologias petitividade das empresas portuguesas? de armazenagem descentralizada. nas “Perspectivas de Evolução do Sistema recursos energéticos nestes sectores. Sem negar as preocupa- nal de energia. fisticada e com maior criação de valor na pode e deve ter lugar. blema reside no denominador – o PIB per ca- mento de consumo de energia eléctrica entre -se justamente devido à grande concorrên. segundo a REN. pita – que é infelizmente infra europeu! os 3 e os 4% por ano. hidroeléctricas de bombagem? passados para os consumidores. dicador económico. A s Políticas de Conservação Per Capita em Portugal Como sabemos. gás – Portagens nas vias de comunicação. consumo de energia induzido pelo aumento Portugal. o que significa também utilizar a É certamente nesta expansão do sistema elec. a essas mudanças. * Engenheiro e Mestre em Economia . IV. o que é re- gama de 400MW por grupo. e dos transportes sumo de energia per capita e o produto in- terno bruto per capita) tem aumentado em Segundo a Rede Eléctrica Nacional (REN) O mercado falha na afectação racional de Portugal e é superior à média europeia. esse necessário programa e Utilização Racional de Energia hídrico está encalhado desde o demagó. sector gia inferior à média europeia. Intensidade Energética e Consumo madas pilhas de combustível regenerativo. – Modernização da frota automóvel. Assim sendo. a in- ou pelas fontes renováveis e novas tecnolo. por via a redu- zir o transporte privado nas grandes áreas metropolitanas. as cha. nucleares e centrais verão deixar os aumentos de preços serem novas centrais hidroeléctricas de bomba. O actual choque configura essa oportunidade que não há consumo (designadamente à ticos e reduz o transporte e logo o investi. quados à maior eficiência energética. equipados com sistemas ligação entre crescimento económico e centado na produção de bens e serviços em de dessulfuração e desnitrificação. é também um in- energética e a conservação e utilização racio. – Melhor planeamento urbanístico. tendo nós uma tisfeito apenas pelo programa eólico em curso. também os preços da energia deverão transparentemente reflectir os custos da sua disponibilização. o nosso pro- prevê-se nesse horizonte cenários de cresci. a eficiência luntaristas que um indicador energético. flectido num PIB per capita muito baixo. ao con. – Promoção do transporte público de qua- lidade nas grandes urbes conjugado com a tarifação das entradas. Tal deverá passar por: oferta nacional. dando-se gem (o problema é idêntico com as cen. Neste contexto. da da capacidade efectiva para fazer cumprir criar valor na produção nacional. de bens transaccionáveis. novas não basta legislar. e carvão. ções que devemos ter com a conservação e Esse aumento de procura não poderá ser sa. de mudança. gás na. • Necessidade de armazenar a energia pro. mas. atra- vés de medidas fiscais e regulamentares que estimulem o uso de veículos mais eficientes e penalizem os mais ineficien- tes e mais intensivos em energia. ponham as estruturas e os materiais ade. em Portugal: os sectores residencial A intensidade energética (rácio entre o con- gico e irresponsável episódio de Foz-Coa. carvão. mos ter apenas um mix entre eólicas. duzida quando há vento em períodos em a qual permite elevados rendimentos energé. ANÁLISE – Estímulo ao transporte ferroviário de mercadorias. III. mente a eficiência energética dos edifícios. utilização racional de energia. ou terá de se recorrer. mesmo já tendo em cia no mercado do produto. o que deveria levar à construção de mento nas redes). o indica- conta medidas desejáveis de gestão de pro. então. ou um novo mix com eólicas. os governos de- noite). trário do que acontece na indústria. Sendo o nosso consumo per capita de ener- Electroprodutor Português Período 2006-2025”). tural (nos ciclos combinados e na co-geraçao) – Promoção do teletrabalho. o melhor mix para termos assim através dos preços os sinais adequados trais nucleares). preços de electricidade que assegurem a com. e grupos de a legislação. dor de intensidade energética não é apenas cura como a interruptibilidade. Ao contrário do que muitos julgam. em detrimento do rodo- viário. capitação de energia inferior à europeia. • No sector residencial melhorem radical. também que criar maior valor acres- ordem dos 450MW. Aqui tensidade energética acaba por reflectir a nossa gias. como sugere a REN.

Características da Energia Eólica A energia eólica tem uma natureza intermi- Rui Pestana * tente. 1997 até 2006.pt/sections/exploracao/dpe/default.asp. sendo esta in- Enquadramento com a energia hídrica. sendo visível a evo. (REN) iniciou a previsão da No final do primeiro semestre de 2007. nomeadamente das condições de vento. Como a PRE tegrar elevados volumes de produção eólica está na base do diagrama de no sistema eléctrico nacional nos próximos TWh cargas (por não ser despa- 50 anos. face ao protocolo de Quioto. motivado pela preocupação de cumprir chável). pacto da produção em regime especial na equilíbrio entre a produção e o consumo e deve-se ao facto de se estar a promover a pro. previsão da produção eólica. 1998 3131 1998 2771 1998 2325 1998 2167 gia produzida fica sujeito ao preço do mer. em trico Nacional (SEN) coloca a produção de energia eólica no SEI. tivo do sector eléctrico nacional. satisfação do consumo. Após essa fase. O cumpri- dução de electricidade com base em energias lução significativa da sua participação desde mento desse equilíbrio torna necessária a renováveis.Esta previsão está a ser efectuada para todos A estrutura organizativa do Sistema Eléc. em A evolução da produção de energia eléctrica Através da figura 1 é possível observar o im. enquanto que a produção hídrica apresenta uma grande variabilidade. mais espe. ava. como se pode verifi. o que. considerando ren. repre- 10 do consumo bruto nacional de electricidade Gás Natural Carvão sentada pela subtracção entre seja abastecido a partir de fontes de energia 0 PRE o valor de consumo e o valor 1997 1999 2001 2003 2005 renovável. a mesma tem um re. Portugal tem como objectivo in. atribuído pelo Go. A figura 3 apresenta a par- Consumo 20 mente. na Gestão Técnica do SEN aproximadamente. 2439 2001 3407 2001 2875 2001 2767 2001 2470 verno (Decreto-lei n. 2006 2307 2006 2710 2006 2360 2006 2120 grada na Produção em Regime Especial (PRE). foi fixado pelo Governo Português Saldo Import. 1998 2000 2002 2004 2006 da produção eólica. ção eólica garante energia. o valor da ener. A grande volatilidade Introdução Impacto da PRE no Perfil de Geração desta fonte de energia constitui um grande desafio na gestão do sistema eléctrico. energia eólica tem uma maior garantia.pelo IST (Instituto Superior Técnico da Uni- liada em horas por ano.tempo real. a com base nas previsões de vento calculadas 1731 MW. que impõe. 2000 2746 2000 2758 2000 2617 2000 2228 tindo a tarifa por um período aproximado 1999 1733 1999 2028 1999 2279 1999 2312 de 15 anos. Nos anos secos produz durante O Impacto da Energia Eólica cerca de 1000 horas por ano. 39% de produção de ener. Grande Hídrica (>30 MW) PCH (>10 e <=30 MW) PCH (<=10 MW) Eólica (corrigida) gias Renováveis e Resíduos”. onde existem telemedidas. e nos anos hú- midos produz durante 3000 horas por ano. a nível nacional. 2005 1036 2005 1041 2005 1052 2005 2300 Sendo esta produção de energia renovável 2004 2307 2004 1940 2004 1876 2004 2234 2003 3781 2003 3274 2003 2980 classificada como PRE. em termos anuais. é importante.formação disponibilizada em http://www. em cada momento. quando comparada versidade Técnica de Lisboa).garantir a segurança do sistema.º 225/2007). necessário para suprir o con- gia Eléctrica a partir de fontes renováveis até 30 sumo. 1997 3149 1997 2571 1997 2678 1997 2094 cado (MIBEL) e à atribuição de certificados Figura 2 – Energia anual (horas/ano) Hídrica e Eólica (PCH – Produção Central Hídrica) verdes (sistema RECS). como “Outras Ener. a produção eólica em 2005 REN contabilizou uma potência instalada de Importa também referir que. 40 vencional que fará o ajuste no caso português. os parques. implicando um reforço significa. . 2010. A produ. estando inte. é a produção con- a Directiva Europeia 2001/77/CE. A Rede Eléctrica Nacional Figura 1 – Contribuição da geração na satisfação do consumo cificamente a produção hídrica. dependendo em exclusivo das condi- ções meteorológicas.ANÁLISE durante mais de 2000 h por ano. actualmente. 2003 2299 2002 1823 2002 2449 2002 2300 2002 gime tarifário favorável. garan. cela da geração convencio- Hidráulica um novo objectivo. referente a 148 parques eólicos. o tratado de Quioto. que tem a missão de manter o através da energia eólica. Recente. estabelecendo que 45% Fuelóleo nal (SEP+SENV). da Energia Eólica no SEN car através da figura 2.

no. a forma as perdas na RNT. o conhecimento do plano de investimento na rede de 2006-2011 nas horas cheias.000 Os limites de produção eólica.000 5. . • Topologia. poderão ocorrer restrições de capaci- Para avaliar a qualidade da previsão efectua­. sados pela recepção da produção eólica. por sua vez.000 1. Nesse sentido. Gestão Global 12. que. De salientar que a REN coloca ba. sendo tanj aos PRE’s. Entre a RNT vão interligar os centros de controlo. jecção de reactiva durante o fim-de-semana.000 1. Com o objectivo de minimizar o midade dessa subestação. 2. existe uma tarifa semanal. É relevante referir que também a RNT tem tência activa. permitindo escoar para um parar a produção prevista por cada uma das dificuldades no controlo da tensão. a obtenção PRE. apresentaram uma proposta de revisão à que Eólico de Penamacor e o Parque Eólico MOS-Plus. eléctrica 94% Clientes • A necessidade de reserva de produção para e outros 2. Reforço • Os problemas de colocação em vazio da Figura 4 – Síntese de Repartição da capacidade da interligação Ligação à distribuição vinculada energia renovável em excesso. nomeadamente vo de avaliar outros métodos de previsão. têm de in. mento da REN. estabelecidos para 2010.4 sibilitando.000 lada. Na subestação da Falagueira foi instala- uma acção de benchmark entre o IST. exige-se a mesma em termos de: de Quioto. regis. via para fazer face ao aumento de trânsitos cau- e a RND.) MW previstos.2% Ligação 2.7% Desenvolvimento meadamente: da rede Sistemas e 21. -semana. deste modo. que os PRE’s têm que injectar reactiva ao rede.Consumo Total e Produção Eólica 7. terias de condensadores na fronteira da RND. na ex- Rede Nacional de Distribuição (RND).000 38 MW sível afirmar que. investimentos consistem.000 2. Com o objecti.000 6. minimizando desta Na Rede Nacional de Transporte (RNT).27% a grandes centrais a grandes centrais sente o impacto desta produção no funcio. de Investimentos previstos 2006-2011 11. tem como objectivo viabilizar a ligação da 220kV. que deverá receber 3000 dos 5000 Total de Investimento Regulado Transporte de Energia Eléctrica (TEE esp. que im- nifica apenas cerca de 40% da potência eó.Consumo Total e Produção Eólica MW 22 de Outubro . a REN realizou.5% A produção eólica tem introduzido dificul- dades na gestão de reactiva e.000 3. tando-se valores elevados durante o fim-de.000 especificamente de potência insta- 4. enviadas para a REN. no 1. produção em activa.000 descentralizada. O naliza a RND quando a tanj ultrapassa 0.7% do investi- jectar a reactiva correspondente a 40% da • Trânsitos nas linhas e nos transformadores. a PRE responsável por 15. Parte dos investimentos realizados na RNT produção eólica está ligada aos 150kV e aos Para monitorizar e efectuar a gestão do sis. Os produção prevê-se ficar ligada ao nível da de informação é de extrema importância. o Par- REN participa do projecto Europeu ANE. nos 60kV. a REN e a EDP-Distribuição já o Parque Eólico do Pinhal Interior.º Semestre de 2007.8% 7. a RND é penalizada e tem dificuldade em do um autotransformador desfasador. o que significa pliquem indisponibilidade de elementos de lica instalada no final de 2006.000 Menor Produção Eólica: 0. com o objectivo de com. com versidade de Aveiro e a MeteoLógica (em. garantir a tensão declarada aos seus clientes. mais 5.2% equipamentos • O disparo de parques eólicos face a defei. no controlo das tensões. Esta tarifa de reactiva durante trabalhos de manutenção.5% cobrir as flutuações do vento. a Uni. No intuito da RND não ser estado das redes e da produção embebida.3% do Consumo Total Menor Produção Eólica: 24% do Consumo Total pela EDP-Distribuição em função da 2. ICCP (Inter Control Center Protocol).8% 27.000 4. nível de tensão superior a produção dos referidas entidades e a produção efectiva re. a po- 0 0 tência instalada não causa problemas Figura 3 – Produção Eólica versus Consumo em 2006 (MW) na RNT (e RND). À medida que a componente Investimento Sistema de informação Promoção ambiental Aquisição de não específico eólica for aumentando é necessário ter pre. é aplicada numa base diária. dade de transporte nas redes.97% de PRE 15. mente. Como consequência da in. atribuídos pela DGEG. fim-de-semana. da Gardunha. DGEG. que pe.91% Ligação 0. como se pode observar na figura 4.7% Ligação do Sistema namento da RNT e no sistema produtor. sendo pos- 1. grandes parques eólicos situados na proxi- gistada no mesmo período. 6.000 7. Impacto nas Redes evitando o transporte de reactiva desde a Investimento na RNT geração até à distribuição. a descrito.5% tos na RNT. da. sobretudo. Eventualmente. relativamente a congestionamentos. sendo que a grande maioria desta tema eléctrico em tempo real. pos. foram Geração SEP+SENV Geração SEP+SENV analisados em conjunto pela REN e 3.1% 0. tempo real. consequente. a REN e a EDP-Distribuição pansão geográfica e reforço interno da RNT.157 MW real capacidade das redes. energia eléctrica 0. o que sig. ANÁLISE• P  otência injectada pela geração MW 8 de Janeiro . o objectivo de controlar o trânsito de po- presa espanhola). actualmente. Transporte secundários de energia 0. pretende cumprir os objectivos do tratado penalizada comercialmente.

o ocorrido no dia 4 de Novembro. INETI. com tivo efectuar a previsão da produção eólica.windgrid. interligada da UCTE (Union for the Coordi.476 MW GERAÇÃO "TRIPPED" entre as 22:10 e as 23:00 Total: 10. irá permitir acomodar mais produ- de defeitos trifásicos. 0. Uma vez demonstrada origem no Norte da Alemanha. Desta que os aerogeradores sejam capazes de su- O comportamento da produção eólica face a forma. representada na figura 5.eu). por sua vez. fiável que a hídrica. “A Energia Eólica em Por- tugal 1. conduzindo com recurso a modelos meteorológicos so- a capacidade real de controlar esta produção. são decorrentes de defeitos trifásicos. distintas. bado o sistema português.5 .892 MW ALEMANHA Total: 20. sicos ou monofásicos sempre que a tensão. outras formas de energia. i. U / U nominal [pu] 1.909 MW Vento: 4. situações de emergência. a ENERNOVA (grupo EDP) vai imple- PORTUGAL SUIÇA mentar um centro de operação dos seus par. O paradigma da produção descentralizada. cia entre 47.. ANÁLISE Gestão da Produção Eólica GERAÇÃO às 22:09 Total: 182.º Semestre 2007”. na rede. Andrade. as protecções eliminam os defeitos em cerca saída não desejada de 2800 MW em Espanha Importa ainda referir que um melhor desem- e de 473 MW em Portugal.104 MW Total: 8. supor. 0.467 MW Total: 42 MW ENERNOVA e a APREN a fazer parte dos do maior grupo convencional (400 MW).660 MW RWE Total: 3. foi afectada por o qual consistia em deslastrar a pequena pro- um défice de geração em relação ao consumo.8 10 . registou-se quilíbrios de geração/consumo na rede da parques eólicos. Actualmente.542 MW Vento: 38 MW Figura 6 – Perda de Geração Eólica em Espanha eólicos (http://www. com o objectivo de ga. ir além dos 5700 MW previstos. 0. que operam nesta zona. modificou-se.380 MW Vento: 1. 0. rantir o reequilíbrio entre a produção e o con. A zona da rede.e. em con. criando. a REN vai interligar-se aos di.800 MW Total: 900* MW Vento: 0* MW Total: 200 MW Vento: 0 MW Total: 0 MW Vento: 0 MW despacho no mundo de produção eólica que. Vento: 473 MW Vento: 0 MW StakeHolders deste projecto.882 MW Vento: 113 MW Total: 315 MW Vento: 26 MW vez. mas em termos de . vista do lado da rede. da Ener. que pretende desenvolver metodolo- Total: 140 MW Total: 310 MW Total: 224 MW Vento: 30 MW Vento: 0 MW Vento: 0 MW * Estimado gias de controlo da produção eólica. Julho de 2007.4 [2] Ministério da Economia e da Inovação. de 100 ms. provocadas incidente tem-se revelado instável. [4] M.490* MW Vento: 0* MW EON Total: 700 MW TSO Total: 0 MW Netz BÉLGICA HOLANDA Vento: 700 MW Vento: 0 MW Total: 9. a REE (operador da rede de A produção eólica deve permanecer ligada Vento: 3. é fundamental de Transporte. esteja acima da curva geradores instalados (referindo como exem. rápida do consumo. 0. provocam o disparo de sumo.A. um dé. 10 de Maio de 2007. como se pode A necessidade de controlar esta produção. gindo a mobilização de mais reserva.. habitualmente. foi possível conseguir uma redução portar cavas de tensão nas redes. nomeadamente da Enernova. 0. a sua energia é mais Figura 5 – Proposta da RNT e RND tratégias.681 MW Vento: 6. à separação da rede europeia em três zonas fisticados. 0.796 MW Total: 3.5 Hz. dução ligada à RNT. Decreto-Lei n. -2 0 2 4 6 8 10 tempo [s] Seminário ENERGIA E COMPETITIVIDADE – Futuras Es- Em termos anuais. por curto-circuitos ou excursões de frequên- -circuitos nas redes provocam cavas de ten. cia produzida através de energia eólica.2 0. Dos incidentes ocorridos em 2006.719 MW Total: 30. R. fice de geração.9 da Península Ibérica à rede UCTE.938 MW Vento: 58 MW Vento: 0 MW Vento: 0 MW transporte de Espanha) instalou o primeiro à rede perante a ocorrência de cavas de ten. exi. 0 num país energeticamente dependente. de forma a controlar a pro. Expansão da Rede e Qualidade de Serviço. recomenda-se sos TSO’s.240 MW Total: 1. torna-se impera- sis e da Generg. os geradores devem suportar cavas A regulação desadequada dos relés de mínimo forma a maximizar o potencial eólico em Por- de tensão até 150 ms e que. dução sempre que ocorressem perturbações Comportamento da Produção Eólica pelo que foram activados os deslastres fre. Vento: 7* MW Vento: 750* MW Vento: 55 MW EnBW TNG Grid. que implica a mobilização de licos. Por sua Total: 2. Total: 5.729* MW Vento: 2. refere-se dução abasteça a ponta diária do diagrama Em Portugal.A. penho dos aerogeradores. de frequência nos parques eólicos originou a tugal. No intuito de minimizar este in- versos centros de operação dos parques eó. ESPANHA ITÁLIA HUNGRIA (Oeste) ESLOVÁQUIA Total: 28. Produção Eólica – Perspectiva 0 .796 MW Vento: 532 MW Vento: 0 MW ques. S. Outubro de 2007. Durante este incidente. de carga. será possível acomodar mais produção eólica.1 1. deste modo.2 sociedade sustentável e imprescindível do Operador na Rede. Neste contexto. Total: 3.º A produção eólica é essencial numa 225/2007 de 31 de Maio. monofásicos e bifásicos panha e França limita o valor da potên. salvaguardando a fiabilidade do sistema.210 MW Total: 5. face a Incidentes quencimétricos (load shedding) pelos diver.2 [3] P. Cebola.581 MW Vento: 188 MW Total: 2. segundo o Regulamento da Rede de comprovar através das figuras 6 e 7. Os curto.991 MW A REN participa no projecto Europeu Wind. a REN convidou a lica registada em Portugal já atingiu o valor Total: 1.8 REFERÊNCIAS 0. onde ficou englo. 0. perante incidentes Capacidade de suportar cavas de tensão na sequência A capacidade de interligação entre Es. em RNT. ISEL. devido a dese- são que. A perda máxima de produção eó.0 pois é essencial garantir a conectividade * REN – Rede Eléctrica Nacional. FRANÇA ÁUSTRIA tados nos centros de condução dos parques Total: 61. ção eólica no sistema eléctrico de energia. sequência de uma forte perturbação na rede conveniente. permite o controlo dos aero. bifá- Figura 7 – Perda de Consumo e Geração na UCTE suportado nos centros de operação dos par. um comportamento incorrecto da produção UCTE. É relevante referir que. na eólica na Península Ibérica.6 Conclusão [1] Rede Eléctrica Nacional S. Pestana. potência não é possível garantir que esta pro- plo as empresas Gamesa e Iberdrola).316 MW Total: 1.5 Hz e 51. nas redes (módulo de tensão e frequência).5 . nation of Transmission of Electricity).516 MW Em Espanha. ques eólicos.

crité- No caso específico das estruturas de betão. sobretudo no que diz res. a leitura norma NP ENV 13670-1). que em muitos casos poderá ser o laboratório reflexão: fatoriamente todo o território nacional? Terão acreditado a ir à obra realizar a recolha das 1. 2 Vogal do Colégio Regional Norte de Civil especializadas e em número suficiente para duzir à necessidade de estabelecimento dos da Ordem dos Engenheiros . 3. Hipólito de Sousa 1 e Pedro Mêda 2 4. ao disposto.000. dada a pretensão de reforçar a necessidade de ga. armaduras de aço e para as estruturas de betão armado. Face mero de amostras e ensaios. no sentido de actualizar a regulamentação nacional existente e de mo- do a sintonizar os referenciais com os da União Europeia. Sem se pretender ser peito aos produtos de construção. 3. realização dos ensaios caso do betão o plano de amostragem. sendo válidos os terá as competências técnicas para exercer critérios gerais da NP EN 206-1 para os en. tam para valores da ordem dos €10. No entanto é ne- mente especificações do betão. estabelece o plano de amostragem). quer dúvida (o DNA da norma NP EN 13670-1 cessário reflectir e debater os problemas que tação de procedimentos de avaliação de con. primento das disposições do Decreto-lei. o nú. e classe de inspecção 1 quando especifi. ras de aço sejam efectuados em laboratórios rios médios de amostragem e de dimensão das têm sido transpostas entre nós várias normas acreditados. foi vindo a ser actualizada dando origem a nesta matéria para realizar as inspecções? realizada uma reflexão. se encontrem soluções e se realizem os ajus- de recepção. Enquanto para as ar. Esta disposição ano para ensaios de aço para armaduras. assim como custos de ensaios em europeias referentes à especificação e pro- dução do betão. Esta medida é positiva não só para o sector. O novo Decreto torna obrigatório que os ção valores médios de produção nacional de dos materiais. A sensibilidade em torno desta questão torna-se mais relevante face aos custos associados dos ensaios. importa questionar se a ASAE de especificação particular. face às considerações tecidas o que poderá implicar que esta entidade tenha sobre provetes recolhidos de acordo com um importa realçar que existem aspectos que a responsabilidade de diversas verificações plano de amostragem.00/ truturas. Será valores poderão ser agravados. betão e de consumo de aço em varão. no global. tem implicações que importa avaliar. considerando mas dúvidas que merecem ser objecto de que os laboratórios acreditados cobrem satis. Os ensaios de recepção serão realizados Efectivamente. Os resultados apon- rantia da qualidade e durabilidade destas es. o documento de carácter técnico. atender às necessidades? Terá necessidade de custos de produção. tendo como base e tornando de cumprimento obrigatório a normalização mais recentemente produzida (caso das nor- mas NP EN 206-1:2007 e NP ENV 13670- -1:2007). mas também para todas as pessoas. abrangendo nomeada.500. já para o o Decreto-lei poderá levantar.000. são positivos e que. maduras de aço esta questão não levanta qual.00/ Não obstante os aspectos referidos. especificações de projecto. traduz um salto qualitativo. o solicitações previsível? documento atribui esta competência à ASAE. dos seus materiais consti- tuintes e outras com disposições relativas à execução de estruturas de betão. implemen. O Estado Português. Esta indefinição poderá ser uma potencial fonte de desacordo entre utilizado- res e produtores. se não for objecto de especificação O Decreto-lei 301/2007 de projecto. ensaios de recepção do betão e das armadu. estruturas sujeitas às classes de inspecção 2 e laboratórios acreditados. No que concerne à fiscalização do cum. não são objecto tes que se manifestem necessários. Este facto poderá con.ANÁLISE critérios de amostragem na fase de execução de obra. 1 Presidente do Colégio Nacional de Engenharia este tipo de fiscalização de uma forma ajus. que estabelece requisitos para produção de betão. Estes do documento agora em vigor coloca algu.000. Os custos introduzidos pelo procedimento terão certamente significado e afectarão os A normalização. de modo a que formidade do betão. cado em projecto (as classes são definidas na ano para ensaios de betão e €2. tem recorrer a entidades externas especialistas muito minucioso na avaliação dos custos. publicou o Decreto-lei 301/2007. tendo em considera- um incremento dos requisitos de qualidade 2. Esta obrigatoriedade aplica-se às amostras. capacidade para dar resposta ao número de amostras para ensaio. saios de identidade (aplicáveis a situações Civil da Ordem dos Engenheiros tada? Terá capacidade para mobilizar equipas pontuais e específicas).

ou seja. b) A ora recorrida. estabilidade. Conselho Jurisdicional N a presente edição da “Ingenium” é apresentada a decisão do Conselho Jurisdicional de arquivamento de um recurso relativamente a uma participação disciplinar feita junto do Conselho Disciplinar de uma das regiões da Ordem dos Engenheiros. a) Mercê das deficiências das obras objecto não obstante. engano sobre os factos que astuciosa- trutor dos prédios onde pedem. redes de água e es. Acontece que o trabalho foi realizado há mais de 5 anos. teve trando prescrito o respectivo procedimento intenção de obter para si ou para a em- disciplinar.º…. presa para quem trabalha um enriqueci- tores da participação são também autores de mento ilegítimo e por meio de erro ou acção judicial cível instaurada contra o cons. foi res. estabilidade. os compradores das fracções au- portam a 1998 e as obras que tecnicamente tónomas pagaram um preço superior ao dirigiu foram concluídas em finais de 1999. por isso se encon. livro de obra seja subsumível aos crimes de gotos e isolamento térmico de um conjunto falsificação de documento e desobediência. quando a conduta participada e reportada ao quitectura. a repa. a engenheira participada alegou trabalhos declarados no respectivo livro que os projectos de que foi signatária se re. concelho de… Inconformado. no caso a com- . enquanto autora dos projectos de arquitectura. do loteamento em causa e inexecução de Em resposta. dá como prescrita a possibilidade de intervenção disciplinar da Ordem. o que. atendendo ao de- nheira …. ciantes à prática de actos. curso do prazo de prescrição de 5 anos. (…) Juntamente com outros interessados. terá sido responsável pela existência de graves deficiências de tal obra e não realização de trabalhos que. aliás. fez constar do livro de obra. com a sua conduta. de obra. devido. mente provocou e determinou os denun- ração pelos alegados defeitos de construção. pediu o arquivamento dos autos. recorreu o participante para e directora técnica da respectiva obra. O órgão competente. há mais de 5 anos. de moradias integrantes de um loteamento determinou o arquivamento dos autos. enquanto autora dos projectos de ar. mais informando que os subscri. este Conselho Jurisdicional fundamental- ponsável pela existência de graves deficiências mente alegando o seguinte: de tal obra e não realização de trabalhos que. redes de água e esgotos e isolamento térmico de um conjunto de moradias integrantes de um loteamento urbano e directora técnica da respectiva obra. o Conselho Discipli- participou disciplinarmente contra a enge. fez constar do livro de obra. O alvo da participação disciplinar é uma Engenheira Civil que. urbano sito na freguesia de…. nar da Região… (CDISN). à luz dos regulamentos em vigor. não obstante. Relatório Em consequência. mesmo já que. 1. titular da Cédula Profissional n.

° 69. alin. uma vez que o recorrente tem para si recorrente beneficiar. constituindo a sua violação in. incumbências que. muro de betão armado nas caves trução. tância de recurso.º n. aliás.ª instância (CDR…. De direito para si ou para terceiro enriquecimento ilegí- juízos patrimoniais de valor elevado. de qualquer enriquecimento ilegítimo. afinal. de forma a obter para dos factos. estabilidade e redes termos do art. di- térmico de um conjunto de moradias que até 120 dias. n. desde logo porque se a ilicitude participada guinte matéria fáctica. Depois.º e as obras de construção de que teve a selho tem a ver com maior prescrição.  .º 1 e 100. a data da participação pres. anos. salvo se constituírem vendedora) um enriquecimento injusto. de um crime de desobediência (art. ponsável por qualquer outro modo pela sua dula Profissional n.º. qual seja a da prescrição do procedi. de fracções prediais. as infracções disciplinares prescrevem si ou para terceiro (eventualmente a firma 217.os 1 e 2.º 1 do RJUE). tada. aceite. que as ria nova como a ora trazida a respeito do falsas declarações por parte dos engenheiros crime de burla.° samente induzisse em erro ou engano. cujo prazo prescricional de 10 anos (art. nenhum contacto seu. n.). da actividade profissional de engenheiro tra. não pode tratar de maté- disciplinar.º decorridos 2 si ou para a empresa vendedora.º 1 alin.º do Cód.° e art. julgam improcedente de execução dos projectos térmico e acús. Fundamentação autores de projectos ou directores técnicos bém.° do DL n. dimento criminal quanto ao 1.º 1. ­RJUE). sendo esta uma ins- prosseguir termos o presente processo Ora.os EO. irrepreensível usando sempre de boa fé (n.º 88. direito ao recorrente e demais subscritores Engenheiros (OE) a denunciar a falta de em razão do valor elevado.° 100. prediais de água e esgotos e isolamento pena de prisão de até 1 ano ou pena de multa Melhor dizendo. o d) A participação do recorrente à Ordem dos ilícitos. alin. 2. porque nenhum juízo de censura me- (garagens). o proce. importa assentar na se. ne- crimes de burla. Penal com a pena de 2 a 8 anos de prisão. a par daqueles Sem prejuízo de assistir. usando criminal em consequência se extingue 2. a que é co. CDR….º 555/99 mamente enquadrar-se naquele tipo de crime. jecto.° 217. não está minimamente indiciada c) De acordo com os documentos juntos e finais de 1999. engenhoso ou não. que astuciosamente provocou.º.º ilícito pres. De facto livros de obras são susceptíveis de integrar pois desde logo lhe não ter sido oportuna- Para a apreciação da questão prévia susci. não é demais relembrar. construção civil. n. Por outro lado.° 218. não se mento disciplinar e que é. embora. a) e no prazo de 5 anos.º do Est. como a placa de co.2. integra o crime de burla qualificada. alin. critos estavam criminal e disciplinarmente. Ordem dos Engenhei. varandas 3. recto ou indirecto.º. ficado no art.º 1.12. os compradores das fracções esteve na base na freguesia de…. n. Penal com a pena de prisão até 3 anos ou vê que a conduta da recorrida possa mini- locada ao Conselho Jurisdicional enquanto pena de multa (art.° do ções prediais em causa. para b) A par disso. no caso o CDR… 2. como douta. caso em que pres. contratual com base em defeitos de cons- bertura. Em 1.os 1 e 2 alin. também infracções penais. Penal como o recurso interposto e confirmam a decisão tico. mormente qualificada e de tos da autoria da recorrida datam de 1998 Mas a verdadeira questão trazida a este Con.º alinas a) e b) e 118. e que não foi apre- de obras nos termos de responsabilidade ou ciada pela 1. punível nos transacção.º 97. cessário que a engenheira recorrida astucio- aos 8 anos de prisão e cujo procedimento fracção disciplinar (idem. 218. há que dizê-lo tam- 2. determinar ou- mes de falsificação de documento e de. por 2 ordens de razões não pode o re- b). de 10 118. n.° 67. cuja moldura pode ir até ros – EO).° 256. mente submetida. não decorreu ainda crevem no prazo do procedimento criminal. do Código Penal. que lhes causaram pre.º n. 202. lhe eram alheias. foi autora dos pro. ou corres- direcção técnica da respectiva obra de anos (art. Disciplinar). importa mantê-la. pelo re. por isso devendo se for superior. punível nos ter. paredes rebocadas. tanto quanto jectos de arquitectura. pelo n. o prazo prescricional. alins. foi a técnica responsável pela creve ao fim de 5 anos e o 2. Daí que. Conselho Jurisdicional pra das fracções. porque. tudo nos termos dos art. a conduta de “quem. duz-se na obrigação de assumir uma conduta trem à prática de actos que causem. n. membro efectivo da projecto licenciado pode integrar a comissão ser enquanto vendedora dos imóveis ou res- Ordem dos Engenheiros (OE) com a Cé. crimes de burla. a falta de registo no livro de lhe pode ser imputada na veste de projec- corrente na sua motivação: obra de factos relevantes ou alterações ao tista e responsável técnica já o não poderá a) A engenheira…. reportando-se os factos a 1998 Por isso. pois. de 16. um meio engenhoso. corrida se subsumem também a vários 1 do art.º 348. Para a verificação desse crime seria. Penal com a resulta dos autos. Um dos deveres decorrentes do exercício timo por meio de erro ou engano sobre factos c) Assim. pondente prejuízo patrimonial.º do Cód. porque além dos mencionados cri. mente fez a 1. os projec. e independentemente disso.ª instância.1. o crime de falsificação de documento tipi. da participação se e enquanto compradores execução de trabalhos consignados no res. Penal) possa o direcção técnica foram concluídas em fi. não concretizada. o crime de burla é definido Face a todo o exposto. b) do Cód.°. n. Decisão rece a decisão de arquivamento tomada pelo mais pequenas do que o constante no pro. mos do art. com intenção de obter recorrida.° 118. a) do Cód. por responsabilidade pectivo livro de obra.º 1 do art. ou cau- sobediência os factos praticados pela re. instância de recurso.º sem a outra pessoa prejuízo patrimonial”.° lugar.º 1. os compradores das frac- apenas decorridos 10 anos sobre a prática De acordo com o disposto no art. data de 30 de Maio de 2005. art. b) do Cód. que a conduta da recorrida.º.o….º.° do Regul. concelho de…. nais de 1999. com integram um loteamento urbano situado Tal-qualmente entendeu o CDR…. curso proceder. Ora.°. Penal).º 1. em sede própria. c) e d) do Cód. janelas nas garagens ou a deficiência Antes de mais. por parte da recorrida a prática de crime ou aos autos e não impugnados.

Decreto-Lei n. do de 22 de Abril de 2008 Desenvolvimento Rural e das Pescas.. Riscos de inundações.º 568/99. gra o eixo Lisboa-Madrid. Legislação Resumo da Legislação Assembleia da República Resolução do Conselho de Ministros n.º 50. des- dades da administração central. sobre certos aspectos da venda de bens 23 de Dezembro.º 85/2008 de 27 de Maio de 2008 Obras Públicas. do Parlamento Europeu e do Conselho. de licenciamento gasolinas. os pedidos de informação prévia. aprovado pelo Decreto-lei n. ção da rede ferroviária de alta velocidade em Por- Diário da República. transpondo para a isenção ou de aplicação de taxas reduzidas do Presidência do Conselho de Ministros e Ministé. mercado de certos instrumentos de medição que Decreto-lei n. de 25 Segunda alteração ao Decreto-lei n. de 8 de Abril. de 22 de Dezembro.º 26/2008 67/2003. que Estabelece as normas referentes às especificações Determina a aplicação do Código dos Contratos determina quais os elementos que devem instruir técnicas aplicáveis ao propano. Aprova o Plano Nacional de Acção Ambiente e ritório e do Desenvolvimento Regional ções de municípios e áreas metropolitanas. Lisboa e confirma a aprovação da localização do Ministério das Finanças novo aeroporto de Lisboa na zona do Campo de e da Administração Pública Presidência do Conselho de Ministros Tiro de Alcochete. do Resolução do Conselho de Ministros n. que inte- Março de 2008. Ministério da Economia e da Inovação Estabelece as regras de comercialização do gasó- tinadas à globalidade do sector empresarial do leo colorido e marcado e os respectivos mecanis- Estado. Lei n. Altera e republica a Portaria n. de 31 de Maio. de 16 de Dezembro. sobre operação urbanística em razão da lo- calização. dos Ministérios do Ambiente.º 20/2008 de 21 de Abril de 2008 Aprova o Plano Nacional de Acção para a Efici. Portaria n.º 361-A/2008 de 12 de Maio de 2008 Portaria n. relativa à limitação da colocação no Impostos Especiais de Consumo. zação dos recursos hídricos. que aprova o Regulamento das Rectifica a Portaria n. da Economia e da Inovação e da Agricultura. gasóleo de aquecimento e celebração do contrato de concessão.º Transportes e Comunicações Declaração de Rectificação n.ª série. n. ignado por CIEC. e revoga os Decretos-leis n.º 353/2008 de 8 de Maio de 2008 Ministérios das Finanças e da Administração Pública. de 19 de Setembro. 1. gasóleos rodoviários. tendo em vista a correcta afecta- Procede à décima quarta alteração ao Decreto-lei ção do produto aos destinos que beneficiam de Portaria n. de 26 de Maio de 2008 do Território e do Desenvolvimento Regional Adopta. do Ordenamento Conselho.º 1177/2000. de 21 de Lei n.º 80/2008 tagens superiores a 5 %.º 85/2008 Ministério do Ambiente. de 25 ticos (ISP). âmbito do procedimento de avaliação ambiental de 31 de Maio. de 19 de Agosto. referente ao troço Poceirão-Caia. que estabelece o regime da utili- estratégica da análise técnica comparada das al.º 18/2008.º 2007/51/ imposto sobre os produtos petrolíferos e energé- rio do Ambiente. petróleos. para a implementa- 1110/2001. Procede à primeira al- de 20 de Maio de 2008 teração ao Decreto-lei n. Portaria n. crédito bonificado à habitação. Março. de 11 de Março. do Ordenamento do Território e CE. nos termos previstos no Código dos do Desenvolvimento Regional de Setembro. P. definindo as regras para o controlo de de parceria público-privada. Públicos.º 310/2008 de 23 de Abril de 2008 Decreto-Lei n.º 70/2008 Cria o Sistema de Aconselhamento Agrícola (SAA). de Jurídico de Maio. . no Segunda alteração ao Decreto-lei n. do Ordenamento do Ter- para efeitos de organização territorial das associa. dando cum- primento à Decisão Quadro n. Transportes e Comunicações.º 232/2008.º 1999/44/ Decreto-Lei n. Passagens de Nível. directa ou indi. para Saúde (PNAAS) para o período de 2008-2013.º 68/2008 de 14 de Abril de 2008 Resolução do Conselho de Ministros n. que transpôs para a de 9 de Maio de 2008 ordem jurídica nacional a Directiva n.º 93/2008 de 4 de Junho de 2008 de 21 de Abril de 2008 Laboratório Nacional de Engenharia Civil.º 89/2008 de 30 de Maio de 2008 Decreto-Lei n. ao procedimento tendente à e de autorização referentes a todos os tipos de colorido e marcado. publicada no qualidade dos carburantes rodoviários e as con. de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 do Desenvolvimento Rural e das Pescas (QREN).º 62/2006.º fuelóleos. Cria o novo regime penal de corrupção no comér. Decreto-Lei n. do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e das Decreto-Lei n. Resolução do Conselho de Ministros n. butano. I.º 2003/568/JAI.º 226-A/2007.º 22/2008 de 13 de Maio de 2008 ternativas de localização do novo aeroporto de Lei do Sistema Estatístico Nacional.º 264/98. as conclusões e reco- Resolução da Assembleia da República n.º 76/2008 de 28 de Abril de 2008 mos de controlo.º 349/2008 de 5 de Maio de 2008 n.º 15/2008 mendações do relatório ambiental elaborado pelo Decreto-Lei n. em termos gerais. ordem jurídica interna a Directiva n. contêm mercúrio. cio internacional e no sector privado. Procede à primeira alteração ao Decreto-lei n.º 566/99.º 91/2008 Ministérios das Finanças e da Administração Estabelece a definição das unidades territoriais de 4 de Junho de 2008 Pública e do Ambiente. recta. de a participação em estruturas administrativas do 15 de Dezembro. que regulamenta o acesso ao Estado e nas estruturas de governação do Quadro Ministério da Agricultura. e 186/99. de 11 de dições para a comercialização de misturas de bio. em regime operações urbanísticas. combustíveis com gasolina e gasóleo em percen. do Parlamento Europeu e do Conselho. Aprova as orientações estratégicas do Estado des. GPL auto. de 22 de Julho. aprovado pelo Estabelece o procedimento de decisão das enti. de consumo e das garantias a ela relativas. ência Energética (2008-2015).º 84/2008 de 21 de Maio de 2008 Ministério das Obras Públicas. e revoga a Portaria n.os 235/2004.º 77/2008 de 29 de Abril de 2008 Presidência do Conselho de Ministros – Centro CE. tugal. gasóleo de 29 de Janeiro.

portanto. pro- Pode dizer-se que já alastrou por todo o País. 8. determi- A gripe pneumónica. os efeitos que con- os cadáveres a cidade. aconteceu e alcançou rapidamente uma di- (…) mensão inusitada. sensibilidades polí- A Luta. a situação endémica de sector industrial. entrecruzado por crises e per- Morreram do mesmo mal quase 50 milhões deve ser contada considerando o contexto turbações nacionais e internacionais afectando de pessoas no Mundo inteiro. entre uma população que. como as precárias con- dições de vida. É certo que os teatros e os animatógrafos continuam abertos. e decorrem. desencadeou e que. nomia nacional continuou a contar essencial- O espectáculo. mais ou menos crise económica e social. 6. cendo em miséria e descontentamento so. tinuaria… persistentemente. política e financeira. no Apesar do “esquecimento generalizado”. a Conveniente seria (…) que até que a epidemia cesse. ao rubro em 1918. campo da indústria. epidemias entre 1918 e 1919. embora se Pneumónica ficou na História de todos nós. ou. vitimou “ape. a Morte. o horror da fome e o quadro de miséria humana instalada. até nova ordem. e em Lisboa grassa ela com intensidade. ele foi circunscrito e longe portaram a memória sofrida. defrontado com o mónica matou mais gente do que a I Guerra de então e a sua evolução sob o signo da I crescimento da contestação operária. compreendendo o cenário de instabilidade tenha registado um crescimento razoável do Os que sobreviveram calaram a dor e trans. 10 de Outubro de 1918: mónica. (…) Note-se. estando a população num verdadeiro pânico. tudo isso num contexto in. essa especificidade no Ericeira. a situação económica e social e a cionais. repetidos a cada hora. se em cortejo fúnebre. em nomeadamente. a agudização da ins. é mais perigosa que nas escolas. foi so- brevivendo à degradação inusitada das con- Maria Fernanda Rollo * dições e do nível de vida. 7. Continua aumentando extraordinariamente (…) Os reflexos políticos foram complexos e ti- Samora Correia. Guerra e do sidonismo. receios e até propostas de que acima se reproduz um mero aponta. tomando em devida quer a Metrópole. nas” 8 milhões. a epidemia deflagrou e propa. actuou e potenciou a propagação e mais de 50 mil pessoas em Portugal. famílias inteiras. foi a epidemia do País que éramos. e que todos os estabe- de pensamento fervilhante em “saídas” po- lecimentos d’ensino não funcionem. em particular. Estamos a braços com uma temerosa epidemia gripal (…) Quase dades da moderna expansão económica e metade da população do concelho está enferma (…) desenvolvimento social. potenciando a já tétrica trilogia da mi. havendo veram impactos em cadeia e duradouros casas onde se encontram todas as pessoas da família atacadas do terrível mal. mente com a sua actividade agrícola. concertaram- efeitos de contágio. se enquadram de soluções a “questão das subsistências” con- mento. em longos comboios fúnebres. localidades. ocorreram desenvolvimentos interessantes. entre hesitações e inércias ao Coimbra. cia) inscritas no quadro republicano. Contudo. 7. 8. Aljustrel. A sua história É certo que. para lá do ou a Gripe Espanhola exagero das mortes. e ahi a multidão. bidade registado no nosso País. naram um momento de viragem. para A Guerra. como a Pneu- A Luta. o perío­- Mundial que. a Fome. não sendo certamente estra. entre críticas e reacções de sinal con- forme ou contraditório. ou. no imediato pós-Guerra.(…) densou. Nesse drama de adversidades cruzadas. so- brevém com estrépito o crescente mal-estar social. perpas- saram. conta a economia e a sociedade portuguesas sos sectores de actividade. entre Em Portugal. tante “questão das subsistências” e o cres. concentrou e potenciou. o generalizado atraso eco- nómico e social português. Nesta vila está grassando com grande intensidade (…) sendo o número de quadro da conjuntura em que a pneumónica pessoas atacadas diariamente 20 a 30. operou negativa- F az agora 90 anos que a pneumónica matou Trilogia mórbida mente. (…) num País que. nível da sua actividade económica tardava litares (…) em dar resposta aos desafios e às possibili- Miranda do Douro. A Pneu. própria condição epidémica. embora muito tenuamente se aproxima do que os ternacional e de mundialização em que a muito insuficiente para as necessidades na- relatos da imprensa da época registaram e Guerra. H I S T O R I A 1918: Pneumónica. do republicano conheceu momentos em que nha à propagação da epidemia. A epidemia da gripe pneumónica bate-nos à porta. Divergem as opiniões quanto à natureza da doença … (…) Tal como pelas outras partes do Mundo. os efeitos da pneumónica e o cenário de mor- as cerca de 70 mil que pereceram por gou. não atravessem processionalmente conjuntura da I Guerra. líticas e modelos económicos e sociais. de dor e morbilidade. A eco- cidades. 4 de Outubro de 1918: ticas e inspirações ideológicas diversas. Entre críticas. dessa calamidade que flagelou países. até . A terrível epidemia da gripe pneumónica vai declinando um pouco nos mi. dos países industrializados da Europa. a geral. as políticas e estra. e no tempo de guerra. 9. entre tudo. Moncorvo. A epidemia continua a alastrar. da guerra e da morte. tégias dos poderes públicos (ou sua ausên. num clima Mandou o governo que não prosseguissem os exames nos liceus. Continuam prolongando-se os casos da gripe pneumónica. de conseguir catapultar Portugal para o nível difusa. quer as colónias nos diver- mais mortífera de todos os tempos. séria. jectaram-se ideias e convicções. Assim seria. só cial e político.

que defendiam o apoio causa de morte era. aliados poderosos: a guerra. em que cená. em que Entre medidas exploratórias. Lisboa e Porto. tudo quanto carismava a . Nota apresentada pelo prof. falta de vontade/visão e a incapacidade de tímido crescimento demográfico. entre as Continentes. um conjunto de ideias dispersas. tantes de um quadro de maior percepção rivelmente dramático. no quadro das ideias da época. de pouca demora. os mendigos e os indigentes. torais e. que mais serviram para caracterizá- samento económico. em breve. entre Agosto e Dezembro. Entre vítimas e inibiu a possibilidade de conter a zendo brutalmente recordar o horror que Junho e Julho grassou na capital. menos controlada. assumindo efeitos quanto à excepcionalidade da tragédia. De um lado uma concepção o País. as de- gueses. Em meados de Julho o pior parecia ferido acima. -la. entre sabia ainda lidar com esta doença. mais branda. fa. a gene- com origem em Espinho. atávico taminação veiculada por pulgas e piolhos. em particular.550 mil habitantes. (…) tratégicos. Ricardo Jorge ideias. rebentou uma segunda vaga. que assumiu propor. e outros A pneumónica. sabe-se que nos inícios de trando uma dimensão inusitada. A Medicina Contemporânea. Maio e finais de Julho. retorna desencadear e potenciar dinâmicas auto-sus. em finais de Agosto. o País teimou entre a da Guerra. por vezes contraproducentes. a insuficiência e a incapacidade 1917 e 1918. nhola porque ficou conhecida. Depois da aparente acalmia. -se. branda. a ausência de conhecimentos teiriças. mas.H I S T O R I A porque não era sequer claro o curso que ha. sobretudo devido às médicos e dos processos clínicos mais ade- deslocações de pessoas. desacertos es. tendo entretanto che. veio provocar a interrupção do rola. como verdadeiramente devastadores. O tifo. Uma população “frágil”. tal como de resto aconteceu em muitos ou. e que até de mais fraca difusão que a habitual Entre desencontros políticos. quais autorizações de deslocações de pessoas. accionando me- que em escassas semanas atingiu todos os didas. atingindo uma população que em 1911 A vaga epidémica que nos princípios de que. esvaziamento da memória histórica – pudes. dos serviços de saúde e de assistência. entre ter passado… Porém. em ondulações su- tentadas de desenvolvimento. propagando-se a partir daí para a dro de incapacidade generalizada para o com- Europa. onde as deplo. nomeadamente militares. Trazia já no seu séquito os ataques pulmo- com algum fundamento em correntes do pen. sobretudo os mais velhos. em termos de como na época Ricardo Jorge identificou. vivendo em cidades. pela giu um cenário de total impotência. ções muito mais violentas. gou a provocar mais de 400 mortos por se. vitimou mais de 2 mil portu. quando bém requintar de gravidade. características diferentes no que respeita à em que vivia a maioria da população. Foi antecedida pelo tifo que. o surto agravou- vável a origem norte-americana da doença. A influenza pneumónica face ao debate que opunha. e o cortejo interminável de efei- XIX. onde che. çar pela medicina… a ciência médica não veu-se em duas vagas: uma primeira. a come- fronteira alentejana. talidade. esforços imen- a epidemia se manteve em situação mais ou sos no sentido de perceber e vencer esta gripe. “convivia” com a pneumonia e a varíola. matou cerca de 100 mil portugueses). De resto. 308. emer- gado a Portugal a partir de Espanha. Tem este jeito sabido a influenza. caracterizada por uma elevada taxa de mor. tos nefastos. favoreceram a propagação da Pneumónica foi declarada em Espanha uma epidemia gri. Fez-se o que se pôde. defendia somava 5. mia à escala mundial. duas concepções contraditórias que o A gripe espanhola atacou generalizadamente ao Conselho Superior de Higiene: deviam orientar. persistente até aos meados do século mana. entre advertências mais consistentes. Entre tudo. estando na génese do nome de Gripe Espa- sem ficar definitivamente excluídos. a que sucedeu um se. e estas reincidências costuma tam- rios de miséria social – semelhantes aos que Tudo começou em Maio de 1918. por outro. influenza. atingiu com grande fisionomia da doença. gerando o Março de 1918 a doença já se manifestava pânico entre todos e deixando evidente o qua- nos EUA. sobretudo por con. 29 de Se- em 1918 – para lá do habitual e constante pal que em breve se propagaria a Portugal – tembro de 1918. A gripe atingiu inicialmente as zonas fron. somando os seus efeitos aos Desde Agosto que uma nova vaga se en- escolhos recorrentes. quados impediu o tratamento adequado das A pneumónica chegou abruptamente. e sempre iam fazendo abortar. a pandemia contava com marcara o ciclo de grandes surtos epidémi. mas não há dúvida que foi o menos ma- a uma industrialização que as circunstâncias a tuberculose (que só entre 1910 e 1920 ligna possível. Considera-se hoje em dia. há que reconhecer a especialização do País na produção agrícola. atingiu as zonas li. propagando-se duramente pelo País. em particular infantil. Ricardo Jorge. como já foi re- cos. Epidemiologia desenvolvimento económico do País. porém. quando menos se espera. como sendo mais pro. transformando-se numa pandemia bater. ralizada escassez de bens alimentares e me- violência a cidade do Porto. p. que nos tratou com acentuada benignidade. de ploráveis condições de higiene e sanitárias pobres. dificuldades financeiras. os mais tros países. sem a relativa inocência da primeira. ter. em condições normais. dicamentos. mos- Na realidade. O ano negro de 1918 cessivas. enfim. 20% dos quais Junho rolou de Hespanha. Em Junho já era uma epide. resul- gundo ciclo. A partir daí desenvol. ráveis condições de higiene favoreceram a veria de presidir à condução dos destinos do sua propagação rápida. cuja principal nares. as propostas pelo Director Geral de Saúde.

mesmo as recomen.pobreza ou o baixo nível cultural. no sentido de lutar contra a estimativas variam) entre 50 e 70 mil pes- Entre o desconhecimento generalizado sobre gripe e. tiveram poucos enfim. impo. materiais e humanos. as formas de combater a espanhola. Professora do Departamento de História e totalmente inoportunas. corpos amontoados. a generalizada ausência de condições de higiene. nalguns casos. nómica e social nacional. para além dos que existiam. assistir as suas víti. eco. O grupo de internados naquele asilo que lhe fez a guarda d’honra ram-se imensos esforços. naquelas condições. reu em Outubro. que por junto terá morto (as taram ajudar. concretamente. por um lado. dações mais avisadas.raram castigo divino). todos ten.Homens (sendo certo que alguns a conside- até contraproducentes. Um pouco por todo o lado o es- pectáculo era a morte. o pânico mas. a rapidez progressão da doença. Presidente da República cios de guerra avolumavam. tando contra as precárias condições é distribuida a sopa de vida que afectavam a maioria da população.. por outro lado. não limbo do subconsciente colectivo – como se maior parte das medidas implementadas sur. a pneumónica continuou a devastar… ceifando vidas. as injustiças sociais. eram ao local onde funciona a “Sopa para os pobres” muitas… Como quase sempre acon- tece. Sidonio Paes percorrendo o recinto onde foi. Esta propalaria em com que alastrou e a dimensão crescendo até Outubro – o mês mais negro que a epidemia alcançou. é certo. reuni. a tragédia alimentou-se da mi- séria: a pneumónica penalizou so- bretudo os mais desfavorecidos. autoridades. entre os poucos ricos e os muitos pobres as clivagens eram cada vez maiores. Surgiram muitas iniciativas. que a especulação agravava. para não falar das medidas precipitadas fecho da Guerra e da situação política. e * Investigadora do Instituto reflexos. como as lançadas pela necendo ao longo do mês de Novembro.. Em Sacavém: O Sr. cos iam lançando mais ou menos nham um palco dramaticamente favorável à à toa. em breve inflamada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas teis ou dos autênticos placebos que. Passado o período mais dramático. Os hospitais improvisados. população em geral. que ocor. como memória dolorosa. Apesar de chegar a todos.A Pneumónica. que os negó- Em Sacavém: Chegada do Sr. pois. pelo assassinato de Sidónio Pais. a insufi- ciência dos serviços de saúde.soas.deixando-a. compu. de História Contemporânea veis. dos conselhos inú. no generalizado ou a escassez de recursos. Se. da Universidade Nova de Lisboa . a falta de médicos. surpre- da Pneumónica em Portugal. a epidemia foi-se desva. sobretudo os mais carenciados… Palia. Dr. entre liceus e casas particulares. estavam suspensos do des. miséria e sofrimento. por essa altura. Debalde se tentou montar um com- bate organizado à epidemia. Mas Direcção-Geral de Saúde. públicos e privados. surgindo desajustadas ou irrealizá. Lu. essa. onde está instalada a “Sopa para os pobres”. era total a ignorân- cia quanto a medidas profiláticas a implementar. as autoridades e os médi- e social da população portuguesa. sem escolher víti- mas. ser- viços oficiais. não che- gavam para tantas vítimas… não havia sequer capacidade para en- terrar os corpos… No Beato: Chegada do Chefe de Estado ao Asilo Maria Pia. tudo tivesse acontecido fora da Terra dos tiram ineficazes ou inúteis e. a falta de medicamen- tos. os meios políticos. rapidamente se quis “esquecer”. era possível travar a tragédia. económico tentes. a tivos. o País em geral. enderam todos.

relógio que se comporta sempre da mesma segunda metade do século XX. de n corpos ou dinâmica de fluidos. nunca um espe- mente um conjunto alargado de ciências bá. É nesse artigo que Lorenz apre. é caótico. É este o princípio do determinismo cientí- renz é equivalente à destes. a sua cimento junto do grande público o matemá. mesmo na visão extrema do de- vras. Possivelmente pode. dos não faz uma “Teoria”. na ci. estamos a trabalhar. o que o torna num dos dinâmica. As leis de Newton são periodic flow”. lar “Teoria do Caos” é talvez um pouco de- tação do Prémio Kyoto. com que foi galardo. É conveniente recordar os conceitos com que nal de Edward Lorenz “Deterministic non. o seu fico à Laplace: o sistema solar é um grande ser considerado o cientista mais influente da artigo. publicado no Journal of the Atmos. Repare-se: as mesmas mas governados pelas equações da dinâmica ginou com Lorenz é geralmente designado equações devem descrever água a ferver na newtoniana não possuem necessariamente a por Dinâmica Caótica (o termo mais popu. porque um conjunto de méto- ado em 1991: Lorenz “influenciou profunda. à medida que iam tinha as suas pequenas “nuvens negras”. não-lineares. basta formular e re- Jorge Buescu * pretensioso artigo de apenas 5 páginas. em sistemas determinísticos e de atractores leis de Newton. As ondas de choque das descobertas de Lo. maior encontra-se num sítio tão mundano em 1986 nos Proceedings da Royal Society: tica pura. “força = massa × aceleração”. eis o que o eminente James Lighthill altura dava os primeiros passos. Não há lugar ao acaso ou a im- renz. Newton para o escoamento de fluidos (for- o determinismo de sistemas que satisfazem cações de que sistemas muito simples podem muladas por Navier e Stokes. analisa e extrai as conclusões da exis. obviamente.. de experiências numéricas coamento de fluidos. e conhecidas as leis de Newton que. o como equações de Navier-Stokes) são não- mostrou serem incorrectas. de Newton. com 90 precisões. e tão complexas que a esperança modernas de Sistemas Dinâmicos revelaram ingénua de as resolver analiticamente é com- claramente o facto inesperado de que siste. O movimento é sempre o mesmo. que nessa Claro que. senta. Ou. cialista afirma trabalhar em “Teoria do Caos”). restrita da Meteorologia Dinâmica. afirmações que se pro. para Edward Lorenz descrever totalmente um sistema. metade do século XX: a existência de Caos Mas as equações diferenciais. O atractor de Lorenz. Dificilmente terá o mesmo reconhe. a lei da 4300 citações ISI. newtoniano. a Mecânica Clássica (então Presidente da International Union of das décadas de 60 e 70.) As teorias trabalho de Lorenz foi redescoberto. De facto. posições dos planetas do sistema solar. construído a partir de um sistema totalmente Não são. anos. Crónica Faleceu o Pai do Caos. podendo mesmo renz não foram imediatas. lucionaram a investigação científica na segunda provavelmente o primeiro nome a ocor. tos do ar na atmosfera. a base das ciências físicas. equação diferencial de 2. Assim. tempo despercebido fora da comunidade Se o leitor pensa haver exagero nestas pala. determinístico. e na al. minha cozinha. da Física. Lighthill refere-se ao artigo fundacio. Em particular a 2. e portanto as rer seria o de Einstein. duzam de ânimo leve. seja ele Tal como Einstein revolucionou as nossas con. a estatura científica de Lo. evolução é totalmente determinada pelas leis tico e meteorologista americano Edward Lo. se ter dinâmicas extremamente complexas. sido Lorenz.. em 1963. De facto. são deterministas. passou durante bastante forma. foi solver a equação de Newton no contexto cor- neste transparente artigo de 11 páginas que respondente – mecânica do ponto. O novo corpo de conhecimento que se ori. falecido a 16 de Abril de 2008. sadequado. o sistema solar ou os movimen- cepções de espaço e tempo num curto e des. No entanto. Mas ao longo terminismo laplaciano. um berlinde. tência do hoje famoso “atractor de Lorenz”. mear os maiores cientistas do século XX. Com a baliza dos anos 1960. Edward Lorenz Fica para sempre a sua Borboleta propriedade da ‘predictabilidade’”. as correntes do mar. sicas e desencadeou uma das mais dramáticas E verificou-se que o primeiro autor moderno transformações da imagem da natureza pelo a identificar inequivocamente o Caos tinha ser humano desde Isaac Newton”. Isto quer ríamos encontrar Niels Bohr ou Watson e ditos “estranhos” ou caóticos em sistemas dizer que.ª ordem. (. -lineares. sistema S e se pedisse ao cidadão comum para no. publicado em 1963.ª tura da escrita destas linhas com cerca de lei. da Biologia e dinâmica como a nossa cozinha: é a turbulência no es- “Devemos pedir colectivamente desculpa ao de populações. que afirma que os sistemas mecâ- artigos de Matemática com mais citações nicos se comportam de acordo com uma científicas da História. o escoa­ . pheric Sciences. as leis de público instruído por disseminar ideias sobre com os novos meios computacionais – indi. A Theoretical and Applied Mechanics) escreveu surgindo de vários quadrantes – da Matemá. Lorenz introduziu as ideias-chave que revo. se conhecermos as velocidades e Crick. pletamente inútil. depois de 1960.

formando correntes ordenadas – células de convec- ção. aquecido por baixo e frio por cima. in- vertem o sentido. que a complexidade do movimento de um fluido – água do mar. Temos uma camada de fluido. Sobre o atractor as trajectórias di- vergem: embora mantendo-se sempre sobre ele. Era (e é!) uma tarefa titânica. que “atrai” quase todas as órbitas – o atractor de Lorenz (figura 1). Lorenz tinha observado o Caos num sistema determinista. Lorenz observou que havia um valor crítico a partir do qual este movimento é instável: as correntes vão aumentando de amplitude. Isto pode levar-nos a pensar que a turbulên- cia é muito complicada porque há “muitas variáveis”. Imaginemos dois pontos inicialmente tão próximos quanto queiramos. a turbulência seria tão simples como o mo- vimento de um relógio. exis- tirem sempre milhões de milhões de moléculas individuais. Nos anos 60.. os turbilhões de um ciclone. ele tem dependência sensível nas condições iniciais. É neste contexto que surge o artigo de Lorenz. Mas. Não há uma solução que descreva tudo isto. e a impossibilidade de re- solver as equações de Newton para cada uma delas. enquanto uma contorna um dos buracos do atractor. a água quente sobe ordenadamente. O modelo de Lorenz reduz a análise a 3 variáveis. o comportamento do sistema já não era descrito por uma órbita periódica. Lorenz analisa um modelo matemático para o fenómeno de convec- ção – que o leitor pode observar na sua cozinha. Isto é. Aliás. em 2008 não se sabe mesmo se as equações de Navier-Stokes têm solução matemática bem definida! A única possibilidade que temos para descrever a turbulência é uma abordagem estatística.. num volume muito pequeno. aumentando a taxa de aquecimento.mento do fumo de um fósforo. temperatura e velocidade dos ventos observados. que origina a complexidade aparente do movimento dos fluidos. correspondente a células de convecção está- veis. que conseguisse resolver todas as equa- ções simultaneamente. afastam-se uma da outra. Há muitas características notáveis no atractor de Lorenz. a outra fica do lado oposto. e as células são destruídas – de maneira aparen- temente imprevisível. aproximando-se do atractor. Acabarão por ser irreversivelmente separadas: mais tarde ou mais cedo. Em pri- meiro lugar. É o facto de haver demasiadas variáveis individuais. . Quando a taxa de aquecimento é muito baixa. Mas para um ser infinitamente inteligente. perdem estabilidade. e deixemo-los “fluir” no espaço de fase. mas por um objecto geométrico muito mais complexo. Não vale a pena ter ilusões. e vamos ver o que acontece quando aumentamos a taxa de aquecimento. a Meteorologia Dinâmica dava os pri- meiros passos. com o advento dos computadores e a existência de dados meteorológicos globais. ar na at- mosfera – é devida ao facto de. e é isso o que o torna caótico. As previsões meteorológicas passaram a ser realiza- das com base nos dados de pressão. resolvendo as equações da dinâmica de fluidos por computador. No chamado “espaço de fase” (formado pelas 3 variáveis).

camente a. ao contrário do que se julgava como o de Lorenz. corpo de conhecimento foi explosivo. Lorenz reiniciou o programa com as condi. cos catastróficos. tem gerar). a ideia de que o comporta- mento de um fluido é complexo porque há “demasiadas variáveis” e temos de recorrer a descrição estatísticas está errada. e uma enorme multidão de aplicações às ci- O significado do trabalho de Lorenz passou ências físicas. fractais através de Mandelbrot (que até entre posso saber (com muita sorte!) a posição dos estava a dar condições iniciais próximas mas os hippies se tornaram um assunto da moda. título Predictabilidade: pode o bater de asas grandeza que varie com o tempo de acordo quena que seja. Bastam três variáveis para se ter comportamento complexo – Caos! Em terceiro lugar. rapidamente fera. portanto. que pode. * Professor na Faculdade de Ciências problema de programação. ambas as trajectórias divergiam completa. Quando. No entanto. com 10 casas decimais. É bastante instrutivo. à Engenharia. não é de estranhar: uma único. na presença de ceber-se disso. renz proferiu uma conferência na Associação devo analisar a evolução. Ora. e depois de um atractor de Lorenz se assemelhar geometri. uma borboleta). Para saber mais sobre a história e as ideias var um fenómeno real e não um artefacto. uma pertur. se estiver interessado em bastante tempo despercebido. Lorenz mostrou que a es- trutura geométrica do seu atractor é extre- mamente complexa. Apli. Crónica Em segundo lugar. Em 1972. ou da pressão. no seu verificou que. existe sempre ficava sucessivamente a minúscula diferença dores. pouco tempo de- Lorenz se convenceu de que estava a obser. cunhado desde Newton. Sis- temas muito simples podem ter dinâmicas muito complexas. os cientistas de todas as áreas Caos. Lorenz se eu estiver a lidar com um sistema caótico nado no Texas? Foi esta conferência que deu mostrou que. de condições iniciais. em muito por Lorenz. Para num sistema físico. a dependência sensível origem ao termo “Efeito Borboleta”. A ideia é que um sistema hidrodinâmico ex. de resto. ter efeitos macroscópicos visíveis. note-se que este sistema tem dimensão muito baixa: só tem três va- riáveis! Assim. tentaram compreender se a complexidade lar é impossível – a única coisa observável é traordinariamente simples (descrito por 3 que observavam nos seus sistemas era “es- o atractor global! variáveis!) pode ter dependência sensível nas trutural” (muitas variáveis) ou “caótica” (Efeito condições iniciais. Eu ções iniciais com apenas três casas decimais. mas de uma “bola”. não de um ponto Americana para o Avanço da Ciência. não pode ser: é antes uma espé- cie de “folhado de superfícies” com um nú- mero infinito de folhas – matematicamente. com uma lei é um sistema dinâmico. os cálculos para for caótico. um sistema não precisa de nas condições iniciais vai fazer. se o comportamento desta de Lorenz é feita por ele próprio. um corpo muito sólido de conheci- imprecisão na determinação das condições inicial até ela se tornar macroscópica! mentos matemáticos em grande expansão. só imprimia três. o dos fenómenos caóticos. portamentos muito complexos. e. Embora pareça uma superfície. iniciais. temperatura e ven. “espalhar” essa bola. nomia. bater de asas de uma borboleta gera uma per. cobrindo a sensibilidade às condições iniciais. Observe-se que. A melhor descrição do trabalho do dia anterior. prever o futuro de um sistema concreto. Este Caos é determinístico e de baixa dimensão. ao aper- todo o atractor. (Gradiva). de uma borboleta no Brasil provocar um tor. devido aos padrões psicadélicos que permi- tos. livro The essence of chaos. E. Ou seja. como tornados (também mente. Começou por pensar tratar-se de um não foi certamente inocente o facto de o problema do computador. ciais que fazia as trajectórias divergir – ampli.. Lo. reiniciou a sua simulação em com. Borboleta). para descrever sugestivamente ser estruturalmente complexo para ter com- pouco tempo. mesmo à Eco- Isso significa que. Mas essa preci. por muito pe. o destino de uma trajectória particu. planetas.. cando esta ideia à dinâmica da atmosfera. originar fenómenos macroscópi. Figura 1 um “conjunto de Cantor”. em português é o livro de James Gleick Caos putador a partir de um ponto intermédio da turbação infinitesimal no estado da atmos. nunca se podem conhe. no dia seguinte. pois. Mas não: o problema era que o computador E a partir dos anos 70 e 80 o desenvolvi- O Caos determinista do atractor de Lorenz fazia os cálculos com seis casas decimais mas mento dos Sistemas Dinâmicos enquanto tem implicações profundas. uma excelente fonte Um dia. pouco depois. isso contribuiu também o aparecimento dos cer as grandezas com precisão infinita. diferentes. com o Num certo sentido. as novas gerações de computa- são é sempre finita – ou seja. Era a sensibilidade às condições ini. verificar como bação infinitesimal pode. da Universidade de Lisboa .

bolsadovoluntariado.com/por2/default. um con- informação sobre as substâncias autorizadas na União Europeia para fins cos. Os voluntários que querem colaborar registam-se na página Voluntário e as Organizações que pretendem receber voluntários registam-se na página Orga- nizações. Neste site pode aceder a um conjunto de informação essencial para esta Aqui encontra estatís- indústria. É interessante perceber a abordagem e a forma como a ques- tão das Tecnologias. inte.digistan. o site também possui um glossário. tica. Como não presas tem na Internet. reitos do Homem.historia-energia. na actividade humana – actualmente e no passado. “A Bolsa do Voluntariado vem potenciar um ‘mercado’ virtual de voluntariado. muito bem catalogada.thestartracker. Assim. inclusive. em versão PDF. as mente às substâncias em questão. procu- Bolsa do Voluntariado rando ser o ponto de encontro entre a procura e a oferta www. que se encontra agora devidamente compilado e catalogado. Construído por um grupo de inves- tigadores ligados às te- máticas da energia e a elas próximas. antes da existência deste quantidades de energia associadas a produtos e fontes usados site. Esta informação.europa. facili. por exemplo. bi- tando a vida a quem dela necessita. possível aceder a bliografia e. História da energia www. estava disponível. Como é seus conteúdos. que tem como particu. A partir do momento em que se encontram registados. e conta com cerca de 2500 subscritores. É também possível ter acesso a opiniões do comité científico relativa. rentes sistemas de unidades. vernos a adopta- resses e afinidades e o propósito da rede rem standards li- é promover o networking e ajudar-nos mu. .eu/enterprise/cosmetics/cosing dade de informação. versor que calcula. Este site congrega uma bolsa de voluntariado.pt de trabalho voluntário.asp Este interessante site mos- tra a história da energia em Portugal. como é salientado. Aqueles que não que respeita ao são convidados a participar nesta rede podem software.com www. podia deixar de ser. Internet Talentos portugueses no estrangeiro unem-se Declaração de Haia para conteúdos digitais www.org/hague-declaration:pt Este é o endereço que dá acesso à entrada Partindo da Declara- para uma interessante rede social on-line. A Comissão Europeia lançou um novo serviço on-line para a indústria cosmé. a ção Universal dos Di- “The Star Tracker”. é. É uma Digistan (The Digital rede social que funciona por convite e pro. testemunhos. ticas. preencher um formulário e esperar para ver se a A Declaração foi posta on-line a sua candidatura é aceite. para dife- méticos. neste caso mais específico o Software. vres e abertos no tuamente a atingir o sucesso”. é cheio Indústria cosmética de recursos e contém uma grande quanti- http://ec. no sítio que a Direcção Geral das Em. ambos os lados podem procurar o que querem na lista disponível. 21 de Maio de 2008. Trata- -se de uma ferramenta on-line em tempo real que aproveita as qualificações dos voluntários e promove a capacitação das organizações”. Standards Organi- cura congregar pessoas “talentosas” que zation) adaptou os estejam a viver fora de Portugal. ou de voluntários ou de entidades que deles precisem. dinamizar o encontro de necessidades e vontades. in- salientado no site. pode ser transposta para os Direitos Universais do Homem. a laridade ser apenas para portugueses. e era um dos documentos mais consultados. “os nossos membros centivando os Go- partilham a mesma nacionalidade.

Lda. recorrendo a interfaces amigáveis. Como diz o seu autor. O livro inclui um CD-ROM com diversos trabalhos vivências duma frente de Guerra que teve lugar num passado ainda recente apresentados de uma forma didáctica. a Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP). Autor: Carlos Pampulim Caldeira Jacinto Hilário Edição: Edições Sílabo. ente outros no consumo energético em termos de emissões poluentes e de gases de assuntos relacionados com este conflito. possui ainda exemplos práticos de aplicação dos conceitos teóricos abordados. são o assunto Para facilitar a sua consulta. e o terceiro sobre “Tecnologia de Informação e Comunicação na especificações. transportando-nos de uma análise macro – enquadramento dos três cenários de guerra. mas também a todos aqueles que (…) contratos de arrendamento habitacional e não habitacional. mostra a angústia sentida e descreve situações Transporte Colectivo/Transporte Individual e identificando os vários aspectos pelas quais passaram muitos dos jovens da sua geração. indeléveis que estão bem presentes na sociedade portuguesa até aos nossos culminando nos veículos. de toda a legislação. apresenta a informação de forma simplificada e de fácil consulta. A sua experiência na Guiné. Gestão da Empresa Agrícola no Século XXI Coordenação Científica e Redacção: Leonor Queiroz e Mello. tendo os seus autores visitado vários produtores de diferentes análise. sistemático e alfabético. o segundo sobre “Gestão e Administração de Decreto-lei vem introduzir obrigatoriedade de cumprimento de várias Empresas”. a sua evolução recente e futura em função das dias. incluindo a legislação em portuguesa. uma vez que a entrada em vigor do referido Produtos Agro-Pecuários”. deixando marcas que controlam/minimizam o impacte energético e ambiental no sector –. A sua pertinência é justificada pela relevância que tem para o da empresa agrícola na actualidade. . Notícias Autor: Jorge da Fonseca Nabais de um correspondente de guerra. warehouses. Edição: Edições Sílabo. Ao longo do seu texto são apresentados múltiplos além disso. comentário e ilustração das normas parceria com a Agri-Ciência. comunicações e pretendam maximizar a utilidade e operacionalidade da informação existente cartas. e também não se limita a referir factos. e com o apoio do Programa AGRO. Pinheiro Autores: Jorge Falorca. e nos combustíveis/tipos de propulsão possíveis e mais e militares. à qual estufa – para uma análise sectorial dos Transportes – abordando a dicotomia não se pode ficar indiferente. Lda.ª Edição) – Uma derrota pressentida. Sílvia Gonçalves Edição: AJAP/ Agri-Ciência Edição: Jorge Gabriel Furtado Falorca De potencial interesse para todos aqueles que estão ligados ao sector O livro aborda o tema das acessibilidades para pessoas com mobilidade agrícola. Guiné. através da análise. Angola e Moçambique. Os livros contam com exemplos da realidade proporcionando informação vasta sobre a área. focando a política e a situação energética. “Os um guia prático do utilizador. possui índice geral. e para ajudar num tema com alguma complexidade. Os aspectos fundamentais para o desenho e desenvolvimento de data Nesta obra encontra toda a legislação actualizada sobre arrendamento urbano. segundo o método do Modelo Dimensional. Arrendamento urbano – Novo Regime Data Warehousing – Conceitos de Arrendamento Urbano – 2008 e Modelos Autores: José Alexandrino Aurélio. o livro “não se destina apenas a ex-Combatentes directivas da UE. O livro destina-se a todos aqueles que têm interesse nesta área e em grandes repositórios de dados.º 163/2006 colecção de três manuais que aborda três dos temas fundamentais na gestão de 8 de Agosto. que consiste num resumo simplificado por conceitos discutidos neste livro interessam não apenas aos profissionais e temas. em condicionada. processo construtivo para estas matérias. concretamente no Decreto-lei n. oportunos e optimizados para o processo de tomada de decisão”. com Acessibilidade António Cipriano A. lançou uma públicas na legislação em vigor. que muitos desconhecem ou pretendem ignorar…”. Projectar e Construir Miguel Castro Neto. Em anexo encontra também modelos de estudantes da área da informática. a contribuição da UE e de Portugal abordando também o armamento e equipamentos mais utilizados. pois revela sentimentos e promissores”. Para abordado nesta obra. José Castro Coelho. O livro está estruturado de uma forma fácil e objectiva. LIVROS EM DESTAQUE Sector dos Transportes – – Uma Perspectiva energética No Ocaso da Guerra do Ultramar – e ambiental (2. O primeiro é sobre “Marketing de meio técnico da construção. O livro tem ainda como propósito sensibilizar os intervenientes no sectores da agricultura para o desenvolvimento deste trabalho. Edição: ETEP – Edições Técnicas e combatente na Guiné Profissionais Autor: Fernando de Sousa Henriques Trata-se da segunda edição de uma obra na qual o autor “adopta uma O livro traça o percurso da vida militar do seu autor e faz um breve metodologia muito peculiar. Gestão da Empresa Agrícola”.

eu 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 30 Setembro 2008. Bélgica 10 11 12 13 14 F 17 18 19 20 21 22 16 23 17 a 22 Agosto.pt/index. Lisboa 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 www.opet. ExpoSalão. Lisboa www.cgvonline. Construção e Gestão para Construção Civil e Obras Públicas 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 16 a 17 Setembro 2008. Centro de Congressos do Estoril 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 directores de admissão de escolas onde são 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.com . Congresso da Federação Internacional D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 on developing new solar-based energy sources 1 2 3 4 5 6 das Associações de Engenharia Automóvel 3 4 5 6 7 8 10 11 12 13 14 F 9 16 to meet growing global needs 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 14 a 19 Setembro.accessmba. Centro Cultural de Belém. Sana Lisboa Hotel.uk/events/workshops/EFMC7 26 27 28 29 30 31 www. Londres.php?Zona=0&Tipo=1 28 29 30 28 29 30 (Ver Pág.indoorair2008. Lisboa 14 15 16 17 18 19 20 12 e 13 Setembro 2008.ordemdosengenheiros.ª Construnor – Exposição de Máquinas D S T Q Q S S D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 do Colégio de Engenharia Agronómica 1 2 3 4 5 6 e Materiais de Construção 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 13 Setembro 2008.svgopen.org/2008 28 29 30 www.pt/index.lnec.º Encontro Nacional SETEMBRO 18.up. Lisboa 28 29 30 (Ver Pág. Parque de Exposições de Aveiro 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 4 a 6 Setembro 2008. Califórnia. 61) 28 29 30 20 Setembro 2008.pt/portugues/index. Hanôver. Dinamarca 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.euroblech. Parque de Exposições de Braga 21 22 23 24 25 26 27 www.peb. Nuremberga.html SETEMBRO SETEMBRO Caldas Moodle’08 – II Encontro Nacional HMC08 – Historical Mortars Conference D S T Q Q S S D S T Q Q S S das Comunidades de Aprendizagem Moodle 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13 24 a 26 Setembro 2008.co.pt/website/pt/index.org 28 29 30 SETEMBRO 1.ª Feira de Máquinas e Equipamentos Hospitais – Contratação.php?&c=interpescas&template_ 28 29 30 www.mims. Itália 28 29 30 http://paginas. Alemanha 21 22 23 24 25 26 27 19 20 21 22 23 24 25 28 29 30 www.pt/portal.com SETEMBRO OUTUBRO D S T Q Q S S 7th EUROMECH – European Fluid Mechanics Conference D S T Q Q S S Euro BLECH 2008 – 20. Caldas da Rainha 14 15 16 17 18 19 20 http://hmc08.xml AGOSTO SETEMBRO REACH Europe – Regulation. D S T Q Q S S 10. Agenda NACIONAL SETEMBRO SETEMBRO Interpescas – Salão Internacional do Mar. EUA 21 22 23 24 25 26 27 www. Alemanha 14 15 16 17 18 19 20 18 a 21 Setembro.com/portugal/events/eventos_2008-09-30. Copenhaga.html 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 http://caldasmoodle.pt/chempor2008 28 29 30 id=308 SETEMBRO SETEMBRO D S T Q Q S S Portugal GameOn D S T Q Q S S Acess MBA Tour – Reuniões one-to-one com 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 5 a 7 Setembro 2008.com/mba-events/access-mba-tour/lisbon-september-20/index.manchester.debuminho. Madeira 7 8 9 10 11 12 13 e Business Intelligence em análise 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.com/home 25 26 27 28 29 30 28 29 30 31 http://spie.pt 21 22 23 24 25 26 27 www. F 6 7 8 1 2 9 3 10 4 11 Tecnológica da Transformação da Chapa 14 15 16 17 18 19 20 Universidade de Manchester.ac.php?option=com_content&task=view&id 14 15 16 17 18 19 20 25 a 28 Setembro 2008.exposalao. Companhia das Lezírias 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 25 a 28 Setembro 2008.100percentdetail.º Congresso Luso-Moçambicano D S T Q Q S S of Technology and Supplies for the Ceramics de Engenharia 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 2 a 4 Setembro 2008.org 28 29 30 Europe_Conference_and_workshops.ª Feira Internacional 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 14 a 18 Setembro 2008.net/products_and_services/Conferences/Reach_ 24 31 25 26 27 28 29 30 www. Antuérpia.com/GameOn/Home/Home.º Congresso Nacional sobre os Novos SETEMBRO D S T Q Q S S D S T Q Q S S FEMOP 2008 – 4.ª Conferência Internacional D S T Q Q S S and Authorization of Chemicals sobre Qualidade do Ar e Climas Interiores 1 2 1 2 3 4 5 6 3 4 5 6 7 8 9 7 8 9 10 11 12 13 16 a 18 Setembro 2008. 61) 28 29 30 www. Maputo 7 14 8 15 9 16 10 17 11 18 12 19 13 20 and Brick Industries 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 30 Setembro a 4 Outubro 2008.idc.fe. San Diego.htm 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 leccionados alguns dos mais prestigiados MBA 28 29 30 (Ver Pág. Batalha 21 22 23 24 25 26 27 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 =32&Itemid=1 28 29 30 www.pt/clme/2008 28 29 30 www.fisita. 46) SETEMBRO 1.jsp INTERNACIONAL AGOSTO Solar Energy + Applications – Symposium focused SETEMBRO FISITA 2008. LNEC.ª Conferência Internacional D S T Q Q S S Pescas e Aquicultura de Engenharia Química e Biológica 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 7 8 9 10 11 12 13 18 a 21 Setembro 2008.asp? AGOSTO SETEMBRO D S T Q Q S S 6th International Conference D S T Q Q S S 100% Detail 2008 – An Event Focusing 3 4 5 6 7 8 1 2 9 on Scalable Vector Graphics 7 1 8 2 9 3 10 4 11 5 12 6 13 on Innovative Building Products and Materials 10 11 12 13 14 F 16 26 a 28 Agosto.uk SETEMBRO SETEMBRO TECNARGILLA 2008 – International Exhibition D S T Q Q S S CLME 2008 – 5. Alemanha 17 18 19 20 21 22 24 23 10 a 14 Agosto 2008.exposan.php?id=1771 SETEMBRO SETEMBRO D S T Q Q S S Conferência Europeia sobre Ergonomia Cognitiva D S T Q Q S S BPM e BI – Business Process Management 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 16 a 19 Setembro 2008. Evaluation D S T Q Q S S Indoor Air 2008 – 11. Munique. Reino Unido 17 18 19 20 21 22 23 21 22 23 24 25 26 27 24 31 25 26 27 28 29 30 www.ecce2008.rapra. Reino Unido 12 13 14 15 16 17 18 21 a 25 Outubro 2008. Braga 14 21 15 22 16 23 17 24 18 25 19 26 20 27 www.org/solar-energy. Rimini. Universidade do Minho. Earls Courts.tecnargilla.