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CAPITULO Circuitos resistivos simples ST) 3.1. Resistores em série 3.2 Resistores em paralelo 3.3 Gireuitos divisores de tensio e divisores de corrente 3.4 Divisio de tensio e divisao de corrente 3.5. Medicéo de tensao e corrente 3.6 Medico de resisténcia — a ponte de Wheatstone 3.7. Circuitos equivalentes triangulo-estrela (A-Y) ou pi-té (7-T) PA ae 1. Saber reconhecer resistores ligados em série e em paralelo e utilizar as regras para combina-los em série em paralelo para obter a resisténcia equivalente. 2 Saber projetar circuitos divisores de tensao e divisores de corrente simples. 3. Saber usar adequadamente a divisdo de tensdo e de corrente para resolver circuitos simples. 4. Saber determinar a leitura de um amperimetro quando inserido em um circuito para medir corrente; saber determinar a leitura de um voltimetro quando inserido em um circuito para medir tensdo, 5 Entender como uma ponte de Wheatstone € usada para medir resisténcia. 6 Saber quando e como usar circuitos equivalentes A-Y para resolver circuitos simples. Perspectiva pratica Nossa caixa de ferramentas analiticas agora contém alei de Ohm e as leis de Kirchhoff. No Capitulo 2, usamos ¢essas ferramentas para resolver circuitos simples. Neste ca- pitulo, continuamos a aplicar essas ferramentas, porém em, circuitos mais complexos. A maior complexidade se encon- tra em um niimero maior de elementos com interligasé ‘mais complicadas, Este capitulo focaliza a redugao de tai citcuitos para circuitos equivalentes mais simples. Cor ‘nuamosa focalizar circuitos relativamente simples por duas, raz6es: (1) isso nos dé a oportunidade de conhecer comple- tamente as leis subjacentes aos métodos mais sofisticados ¢ (2) permite-nos tomar conhecimento de alguns circui «que tém importantes aplicagées na engenharia. As fontes dos circuitos discutidos neste capitulo estio limitadas as fontes de tensdo e corrente que geram tensdes ‘ou correntes constantes; isto é, tensdes ¢ correntes que nio vvariam ao longo do tempo. Fontes constantes costumam, ser denominadas fontes ce, sendo que cc quer dizer corrente continua, uma denominagio que tem uma origem histéri- a, mas que hoje pode parecer enganosa. Historicamente, ‘uma corrente continua era definida como uma corrente produzida por uma tensio constante. Portanto, uma tensio constante ficou conhecida como uma tensio de corrente continua, ou ce. A utilizagao de cc para constante se fixou e (08 termos corrente cc e fensdo ce agora sao universalmente aceitos na ciéncia € na engenharia, com o significado de corrente constante e tensi constante. Um desembagador de vidro traseiro ‘A rede do desembacador do vidro traseiro de um autom6- vel é um exemplo de circuito resistiva que executa uma funcéo AGtiL. Uma dessas estruturas em forma de rede 6 mostrada na figura ao lado. Os condutores da rede podem ser modelados ‘como resistores, como mostrado no lado direito da figura. O ‘ndimero de condutores horizontais varia com a marca e o mo- delo do carro, mas normalmente fica entre 9 a 16. Como essa rede funciona para desembagar o vidro trasei- ro? Como so determinadas as propriedades da rede? Responde- remos a essas perguntas na seco "Perspectiva pratica”, no final deste capitulo. A anélise de circuitos requerida para responder a essas perguntas ¢ orientada pela necessidade de se obter um > R,,a razio de tensoes v./v, permanece, em esséncia, inalterada pelo acréscimo da carga no divisor. Outra caracteristica importante do circuito divisor de tensio é sua sensibilidade as tolerincias dos resistores. Aqui, tolerdncia significa uma faixa de valores possiveis. As resisténcias de resistores disponiveis no comércio sempre apresentam certa porcentagem de variagio em relagio a seu valor declarado. O Exemplo 3.2 ilustra o efeito das tole- rncias de resistores em um cireuito de divisio de tensio. Figura 3.13 A Divisor de tenefo ligado a uma carga R. A resisténcia dos resistores usados no circuit divisor de tenséo mostrado na Figura 3.14 tem uma tolerancia de £1096, Determine os valores maximo e minimo de v,. Andlise do circuito divisor de tensao Figura 3.14 A Circuito para o Exemplo 3.2. Solucéo Pela Equasio 3.22, 0 valor maximo de v, ocorre quando R, € 10% mais alto e R, & 10% mais baixo, e 0 valor minimo de v, ocorre quando R, & 10% mais baixo e R, é 10% mais alto, Portanto (100)(110) 110 + 22,5 max) 83,02 Capitulo 3 _Circuitos resistivos simples _43 — £200)(90) velmin) = sy 97.5 = 76:60V. Assim, ao tomar a decisio de usar, nesse divisor de tensao, resistores cujas resistencias possuem tole- Fancias de 10%, aceitamos que a tensao de safda, sem nenhuma carga, encontre-se entre 76,60 ¢ 83,02 V. Circuito divisor de corrente 0 circuito divisor de corrente mostrado na Figura 3.15 consiste de dois resistores ligados em paralelo a uma fonte de corrente. O divisor de corrente ¢ projetado para dividir a corrente i, entre R, e R,. Determinamos a relagio entre a corrente i, ¢ a corrente em cada resistor (isto &, i, ¢ i,) aplicando diretamente a lei de Ohm ea let das correntes de Kirchhoff. A tensio nos resistores em paralelo é (3.25) Pela Equagao 3.26, Rs, 27 aR Re oa R R+R, ‘As equagdes 3.27 3.28 mostram que a corrente se di- vide entre dois resistores em paralelo, de modo tal que a corrente em um resistor ¢ igual a corrente que entra no par paralelo multiplicada pela resistencia do outro resistor e di viidida pela soma das resistencias dos resistores. O Exemplo 3.3 ilustra a utilizacio do divisor de corrente. i (328) G Figura 3.15 A Circuito do divisor de corente, Determine a poténcia dissipada no resistor de 6 Q mostrado na Figura 3.16. Solu Em primeiro lugar, precisamos determinar a cor- rente no resistor simplificando o circuito com redugdes série-paralelo. Assim, o circuito mostrado na Figura 3.16 se reduz ao mostrado na Figura 3.17. Determinamos a cortente i, usando a formula para divisio de corrente: ; 16 e644) (10) = 8A. Observe que i, é a corrente no resistor de 1,6 Q da Figura 3.16. Agora, podemos continuar a dividiri, entre os resistores de 6Q.e4.Q. A corrente no resistor de 6 Qé 4 6+4 ig = (8) =32A, Analise do circuito divisor de corrente ¢a poténcia dissipada no resistor de 6 2 & p = (3,2)'(6) = 61.44 W. ge wa(t wa $40 00 figura 3.16 Cut pao empl: wat) rad 40 Figura 3.17 Una simpliicago do ciruito mostrado na Figur 3.16. 44 Circuitos elétricos Adi TW Objetivo 2 — Saber projetar divisores de tensdo e divisores de corrente simples 3.2 a) Determine o valor de », sem nenhuma carga no, circuito mostrado, b) Determine uv, quando &, for 150 KO. ©) Qual seré a poténcia dissipada no resistor de 25 KQ se 05 terminais de carga entrarem aci dentalmente em curto-circuito? 4) Qual é a maxima poténcia dissipada no resistor de75 ka? Resposta: (2) 150 V; (b) 133,33 V5 ()L6Ws (03 Ww, 3.3 a) Determine o valor de R que fara com que 4 A de corrente percorram o resistor de 80 2 no cir- cuito mostrado. b) Qual é a poténcia que o resistor R da parte (a) precisara dissipar? ©) Qual éa poténcia que a fonte de corrente forne- ce para o valor de R encontrado na parte (a)? 0 Resposta: (a) 30.2; (b) 7.680 W; (0) 33.600 W. NOTA: Tente resolver também os problemas 3.13, 3.15 ¢ 3.21, apresentados no final deste capitulo 3.4 Divisdo de tensao e divisdo de corrente Podemos generalizar, agora, os resultados da anilise do circuito divisor de tensio da Figura 3.12 e do circuito divisor de corrente da Figura 3.15. As generalizagées resul- taro em mais duas técnicas de anilise de circuitos muito liteis, conhecidas como divisao de fensito e divisao de cor rente. Considere o circuito mostrado na Figura 3.18. retangulo da esquerda pode conter uma tinica fonte de tensio ou qualquer outra combinagao dos elementos bi- sicos de circuito que resulte na tensdo » mostrada na figura. A direita do retangulo ha m resistores ligados em série. Es- tamos interessados em determinar a queda de tensio », em tum resistor arbitrério R, em termos da tensio v. Comega- Circuito Ro Rea Figura 3.18 & Circuito usado para ilustrar a divisto de tensio. mos usando a lei de Ohm para caleular i, a corrente que Passa por todos os resistores em série, em termos da tensio ve dos n resistores: ev » “RAR OTR ROM) A resistencia equivalente, R.,, a soma dos valores de resisténcia dos n resistores porque os resistores estdo em, série, como mostra a Equacdo 3.6. Aplicamos a lei de Ohm, ‘uma segunda vez, para calcular a queda de tensio 0, no re- sistor R, usando a corrente i calculada na Equagao 3.2! (3.30) (Equagio de divisio de tenséo) Observe que usamos a Equagio 3.29 para obter o lado direito da Equagio 3.30. A Equagio 3.30 ¢ a equagao de di- visio de tensio. Bla diz.que a queda de tensio v, nos termi- nais de determinado resistor R, de um conjunto de resis res ligados em série, é proporcional a queda total de tensio ¥ nos terminais do conjunto de resistores ligados em série. A constante de proporcionalidade é raziio entre a resistén- cia do resistor em questo e a resisténcia equivalente do conjunto de resistores ligados em série, ou R/Reg Considere, agora, 0 circuito mostrado na Figura 3.19. O retingulo da esquerda pode conter uma tinica fonte de corrente ou qualquer outra combinagio de elementos basi- 0s de circuito que resulte na corrente i mostrada na figura. A direita do retangulo ha 1 resistores ligados em paralelo, Estamos interessados em determinar a corrente i que passa ‘por um resistor arbitrario R, em termos da corrente i, Co- ‘megamos usando a lei de Ohm para calcular v, a queda de tensio em cada um dos resistores em paralelo, em termos da corrente ie dos m resistores: IR, ARR... IR) = Rey G30 A resistencia equivalente de 1 resistores em paralelo, Rey pode ser calculada usando a Equagao 3.12, Aplicamos aleide Ohm, uma segunda vez, para calcular a corrente i, {que passa pelo resistor R,, usando a tensao v calculada na Equagio 3.31. v _ Re y= = i 32 y-RO (032) (€quagie de divisse de corrente) Capitulo 3_Circuitos resistivos simples 45 ‘Observe que usamos a Equacio 3.31 para obter 0 lado direito da Equacao 3.32. A Equagao 3.32 € a equacio de divisio de corrente. Ela diz que a corrente iem determina- do resistor R, de um conjunto de resistores ligados em pa- ralelo, é proporcional & corrente total i fornecida ao con. junto de resistores ligados em paralelo. A constante de proporcionalidade é a razio entre a resistencia equivalente do conjunto de resistores ligados em paralelo ea resistencia do resistor em questdo, ou Ry/R, Observe que a constante de proporcionalidade na equagio de divisio de corrente ¢ 0 inyerso da constante de proporcionalidade na equacio de divisio de tensao! (© Exemplo 3.4 usa a divisio de tensao ea divisio de cor- rente para determinar as tensbes e correntes em um circuito, Greuito Figura 3.19 A Circuito usado para iustar a dvisio de coment, Use a divisio de corrente para determinar a corrente i,eadivisio de tensio para determinar a tensio v, para o circuito da Figura 3.20. Solugao Podemos usar a Equacio 3.32 se pudermos de- terminar a resistencia equivalente dos quatro ramos ‘em paralelo que contém resistores. Em linguagem simbélica, Req = (36 + 44)|10|(40 + 10 + 30))24 = solnotsolas = = at 7780. 0 * 10 ~ 80 24 Usando a Equasao 3.32, 6 i, = yBA) = 2A. Podemos usar a lei de Ohm para determinar a que- dade tensio no resistor de 24.0: Utilizagao da divisao de tensdo e da divisdo de corrente para resolver um circuito v= (24)(2) = 48V. Essa é também a queda de tensio no ramo que con- tém os resistores de 40.0, 10 0 ¢ 30 Oem série. Entio, podemos usar a divisio de tensio para determinar a que- da de tensio v, no resistor de 30 2, dado que conhece ‘mos a queda de tensio nos resistores ligados em série, usando a Equagio 3.30. Para isso, reconhecemos que a resisténcia equivalente dos resistores ligados em série € Figura 3.20 Circuito para o Exemplo 3.4 46 _Circuitos elétricos v PROBLEMA PARA AVALIACAO 3.4 a) Use a divisao de tensio para determinar a tensao v, no resistor de 40 © no circuito mostrado, ) Use v, da parte (a) para determinar a corrente no resistor de 40 0. Depois, use essa corrente € a divisto de corrente para calcular a corrente no resistor de 30 0, ©) Qual é a poténcia absorvida pelo resistor de 50.02 Objetivo 3 — Saber usar a divisdo de tensao e a divisio de corrente para resolver circuitos simples NOTA: Tente resolver também os problemas 3.22 3.28, apresentados no final deste capitulo. 400 500 200 ma Resposta: (a) 20 V; (b) 166,67 mas (©) 347,22 mW, 3.5 Medicao de tensao e corrente Ao trabalhar com circuitos reais, muitas vezes vocé precisard medir tenses e correntes. Dedicaremos algum tempo a discussio de varios instrumentos de medida nes- ta ena proxima segio, porque eles sao relativamente sim- ples de analisar e oferecem exemplos praticos das confi- guragdes de divisor de corrente e divisor de tensio que acabamos de estudar, © amperimetro & um instrumento projetado para medir corrente; ele € inserido em série com o elemento de cireuito cuja corrente esta sendo medida. O voltimetro & um instrumento projetado para medir tensio} ele & colo. cado em paralelo com o elemento cuja tensio esta sendo ‘medida, Um amperimetro ou voltimetro ideal nao provo- ca nenhum efeito sobre a variavel de circuito que se deve medir. Isto é, um amperimetro ideal tem uma resistencia equivalente de 0.0 e funciona como um curto-circuito em série com o elemento cuja corrente esta sendo medida, Um voltimetro ideal tem uma resisténcia equivalente in- finita e, por isso, funciona como um circuito aberto em aralelo com o elemento cuja tensio esti sendo medi As configuragSes para um amperimetro, usado para me- dir a corrente em R,, e para um voltimetro, usado para medir a tensio em R,, sio representadas na Figura 3.21 ‘Os modelos ideais para esses medidores, no mesmo cir cuito, so mostrados na Figura 3.22. Ha duas categorias gerais de medidores usados para tensdes e correntes continuas: medidores digitais e medi- dores analégicos. Medidores digitais medem o sinal de ten so ou corrente continua em pontos discretos do tempo, denominados tempos de amostragem. Portanto, o sinal analégico, continuo em relacdo ao tempo, é convertido para ‘um sinal digital, que existe somente em instantes discretos no tempo, Uma explicagio mais detalhada do funciona. mento de medidores esté fora do escopo deste livro e deste curso. Contudo, é provavel que vocé encontre e use medi- dores digitais em ambientes de laboratério, pois eles ofere- em virias vantagens em relagdo aos medidores anal6y Eles introduzem menos resisténcia no circuito a0 qual es- {Wo ligados, sio mais faceis de ligar ea precisio da medi¢ao maior, por causa da natureza do mecanismo de leitura Medidores analdgicos si0 baseados no medidor de movimento de @'Arsonval, que implementa 0 mecanismo de leitura, Um medidor de movimento de dArsonval con, siste em uma bobina mével colocada no campo de um imi permanente. Quando uma corrente flui pela bobina, cria nela um torque ¢ faz com que ela gire e mova um ponteiro sobre uma escala calibrada, Por projeto, a defle- xio do ponteiro é diretamente proporcional a corrente na bobina mével. A bobina ¢ caracterizada por uma calibra- sao de tensio ¢ uma calibragao de corrente, Por exemplo, as calibragées de um medidor de movimento disponivel no comércio so 50 mV e | mA. Isso significa que, quan- do a bobina esti conduzindo 1 mA, a queda de tensio na bobina é de 50 mY, e o ponteiro € defletido até a posigao final da escala, Uma ilustragao esquematica do medidor de @Arsonval é mostrada na Figura 3.23. Figura 3.21 4. Um amperimetioligado para medi a corrente em Ry € tum voltimetro ligado para medir a teneio em &. \ », R fl _ Figura 3.22 Modelo de curto-cicuito para o amperimetro ideal ¢ um ‘modelo de crcuto aberto para o voltimeto ideal ‘Um amperimetro analégico consiste em um medidor de @Arsonval em paralelo com um resistor, como mostra a Figura 3.24. A finalidade do resistor em paralelo ¢ limitar a quantidade de corrente na bobina do medidor, derivando ‘um pouco dela por Rj. Um voltimetro analégico consiste em um medidor de dArsonval em série com um resistor, como mostra a Figura 3.25. Nesse caso, 0 resistor é usado para limitar a queda de tensio na bobina do medidor. Em ambos os medidores, o resistor adicionado determina a es- «ala total de leitura do medidor. Por essas descrigdes, vemos que um medidor real no é um medidor ideal; tanto o resistor adicionado quan- Peale Nacleo magnético de ferro Figura 3.23 Diagrama esquemitico de um medior de dArsonval. ‘Terminais do eee d’Arsonval Figura 3.24 a Circuito de um amperimetr cc Capitulo 3 _Circuitos resstivos simples _47 to o medidor introduzem resistencias no circuito ao qual o medidor esta ligado. Na verdade, qualquer instrument usado para fazer medigdes fisicas extrai energia do siste- ma enquanto executa as medigdes. Quanto maior a ener- gia ex-traida pelos instrumentos, mais séria sera a interfe- rencia na medida, Um amperimetro real tem uma resistencia equivalente que nao zero e, por isso, adiciona resisténcia ao circuito em série com o elemento cuja cor- rente o amperimetro est’ medindo, Um voltimetro real tem uma resisténcia equivalente que nao ¢ infinita, por- tanto adiciona resisténcia ao circuito em paralelo com 0 elemento cuja tensao esta sendo lida. ( grau de interferéncia desses medidores no circuito que esta sendo medido depende da resistencia efetiva dos, medidores, em comparagio com a resistencia no circuito. Por exemplo, usando a regra do 1/10, a resistencia efetiva de um amperimetro nao deve ser maior do que 1/10 do valor da menor resisténcia do circuito, para se ter certeza de que a corrente que esta sendo medida é aproximada- mente a mesma com ou sem 0 amperimetro. No entanto, em um medidor anal6gico, o valor da resisténcia € deter- minado pela leitura maxima que desejamos fazer € nto pode ser escolhido arbitrariamente. Os exemplos a seguir ilustram os calculos envolvidos na determinagao da resis- téncia necesséria em um amperimetro ou voltimetro ana- ogico. Os exemplos também consideram a resistencia cefetiva resultante do medidor quando ele ¢ inserido em um circuito. Terminais do we voltimeteo @'Arsonval Figura 3.25 A Circuito de um voltimet ce. a) Um medidor de dArsonval de 50 mV, 1 mA deve ser usado em um amperimetro, cuja leitura maxima € 10 mA. Determine Ry. +) Repita (a) para uma leitura maxima de 1 A. ©) Qual éa resisténcia adicionada ao circuito quando o am- perimetro de 10 mA ¢ inserido para medir a corrente? 4) Repita (c) para o amperimetro de 1 A, Solugao a} Pelo enunciado do problema, sabemos que quando a corrente nos terminais do amperimetro é 10 mA, 1 mA esta fluindo pela bobina do medidor,o que significa que 9 mA devem ser desviados por Ry. Sabemos também Utilizagao de um amperimetro de d’Arsonval que, quando o medidor conduz 1 mA, a queda em seus terminais é de 50 mV. A lei de Ohm requer que 9 x 107R, = 50 x 109, ou Ry = 50/9 = 5555.0 b) Quando a deflexdo maxima do amperimetro for 1 Ay R, deverd conduzir 999 mA, enquanto 0 medidor con- duzira 1 mA. Entao, nesse caso, 999 x 109R, = 50 x 10%, ou Ra = 50/999 ~ 50,05 m2. 48 _Circuitos elétricos ¢) Usando R,, para representar a resisténcia equivalente d) Para o amperimetro de 1 A do amperimetro, para o amperimetro de 10 mA, somv m Ry, = E™ = 0.0500 , - 2BY se, TA 10mA ou, alternativamente, ou, alternativamente, (60.50/9) 50)(50/9) oo a 50 + (0/9) Exemplo 3.6 Utilizagao de um voltimetro de d’Arsonval )Um medidor de dArsonval de 50 mV, 1 mA deve ser 550 tasado em um voltimetro cujaletura minima é 150 ¥. 50 10? = BAO) Determine R, ou b) Repita (a) para uma leitura maxima de 5 V. ©) Qual é a resisténcia que o medidor de 150 V insere no. R, = 4950.0 Coy ©) Usando R,, para representar a resisténcia equivalent 4) Repita (c) para o medidor de 5 V. do medidor, temos 4 st Solugéo Ry = 222Y. = 150.000 0 103A a) A deflexo maxima requer 50 mV eo medidor tem uma resistencia de 50 Q. Portanto, aplicamos a Equagio 322, oth alternativamente, com R= R,, R= 502, v, = 150 V ev, = 50 mV: R,, = 149.950 + 50 = 150,000 0 50x 10% = aso) Sas R, + 50 ny Ry == 5.0000, Resolvendo para R,, obtemos 10° A R, = 149.9500 ou, alternativamente, b) Para uma leitura maxima de 5 V, Fea ia PAT Te) Objetivo 4 — Saber determinar a leitura de amperimetros e voltimetros 3.5 a) Determine a corrente no circuito mostrado. 3.6 _a) Determine a tensdo v no resistor de 75 kQ do b) Se o amperimetro do Exemplo 3.5(a) for usado circuito mostrado, para medir a corrente, qual sera sua leitura? b) Se o voltimetro de 150 V do Exemplo 3.6(a) for usado para medira tensdo, qual ser sua leitura? 15K 100.0 Mie ov P75 KA Resposta: (a) 10 mA; = (b) 9,524 ma. Resposta: (a) 50V;(b) 46,15 V. NOTA: Tente resolver também os problemas 3.30 ¢ 3.33, apresentados no final deste capitulo, 3.6 Medicao de resisténcia — a ponte de Wheatstone Muitas configuragoes de circuito diferentes sio usa- das para medir a resistencia. Aqui, focalizaremos somente ‘uma,a ponte de Wheatstone. O circuito da ponte de Whe atstone é usado para medir, com preciso, resisténcias de valores médios, isto é, na faixa de 12a 1 MQ. Em mode- los comerciais da ponte de Wheatstone sio possiveis pre- cisbes da ordem de +0,1%. O circuito da ponte consiste em quatro resistores, uma fonte de tensio cc e um detec- tor. A resisténcia de um dos quatro resistores pode ser va- riada, o que ¢ indicado na Figura 3.26 pela seta que atra~ vessa R,. Em geral, a fonte de tensio cc é uma bateria, 0 {que € indicado pelo simbolo de bateria para a fonte de tensio v da Figura 3.26. Em geral, o detector é um medi- dor de d’Arsonval que absorve uma corrente na faixa dos microamperes, denominado galvanémetro. A Figura 3.26 ‘mostra 0 arranjo do circuito das resistencias, bateria ¢ de- tector, no qual R,, R, ¢ R, sio resistores conhecidos € R, & o resistor desconhecido, Para determinar o valor de R,,ajustamos o resistor vati- fel R, até nao haver mais corrente no galvanémetro. Entao, calculamos o resistor desconhecido pela simples expressio =%, 2.33) Rem Re 33) ‘A derivagao da Equagao 3.33 decorre diretamente da aplicagio das leis de Kirchhoff ao circuito da ponte. Dese- hamos novamente o circuito da ponte na Figura 3.27 para ‘mostrar as correntes adequadas & derivagio da Equacio 3.33. Quando i, é ero, isto 6, quando a ponte esta equilibra- da, alei das correntes de Kirchhoff requer que (3.34) (335) ‘Agora, como i, € zero, nao ha nenhuma queda de ten= sio no detector e, portanto, os pontos a eb esto no mesmo potencial, Assim, quando a ponte esti equilibrada, a lei das tenses de Kirchhoff requer que iR=iRy iR, =i (2238) G27) Combinando as equagdes 3.34 e 3.35 com a Equagio 3.36, temos i, =i, (338) Obtemos a Equagio 3.33 dividindo, primeiro, a Equa- «so 3.38 pela Equagio 3.37 e, entdo, resolvendo a expressio resultante para Ry RR Ry (39) RR Capitulo 3 _Circuitos resistivos simples 49 pela qual Ry R Agora que j verificamos a validade da Fquagio 3.33, podemos fazer varios comentirios sobre 0 resultado, Em, primeiro lugar, observe que, se a razio Ry/R, for igual & unidade, o resistor desconhecido R, seré igual a R,. Nesse caso, 0 resistor da ponte R, deve variar dentro de uma fai xa que inclua o valor R,. Por exemplo, se a resistencia des- conhecida fosse de 1.000 ©, e R, pudesse ser variado de 0 1002, a ponte nunca poderia se equilibrar. Assim, para cobrir uma ampla faixa de resistores desconhecidos, deve- mos poder variar a razo R,/R,. Em uma ponte de Whe- atstone comercial, R, e R, assumem valores cujas razdes sio miitiplos de 10. Normalmente, os valores decimais, sio 1, 10, 100 e 1,000 , de modo que a razio RR, pode ser variada de 0,001 a 1.000 em incrementos decimais. De modo geral, o resistor varidvel R, pode ser ajustado em valores inteiros de resisténcia de 1 a 11.000 2. Embora a Equacio 3.33 implique que R, possa variar de zero a infinito, a faixa pratica de R, é, aproximadamen- te, de 1 Qa 1 MQ. Resisténcias mais baixas sdo dificeis de ‘medir em uma ponte de Wheatstone padrao por causa das tensoes termoelétricas geradas nas jungdes de metais dife- rentes e por causa dos efeitos do aquecimento térmico — isto 6, efeitos #R. Resisténcias mais altas sao dificeis de medir com precisio por causa das correntes de fuga. Em outras palavras, se R, for grande, a fuga de corrente no isolamento elétrico pode ser comparivel & corrente nos ramos do circuito da ponte. (3.40) Figura 3.26 A Circuito de ponte de Wheatstone 50 _Circuitos elétricos v PROBLEMA PARA AVALIACAO Objetivo 5 — Entender como uma ponte de Wheatstone é usada para medir resisténcia 3.7 0 circuito da ponte mostrado esta equilibrado quando R, = 100, R, = 1.000 e R,= 1509. A ponte é alimentada por uma fonte de 5 V ce. 4) Qual € 0 valor de R? b) Suponha que cada resistor da ponte seja capaz de dissipar 250 mW. A ponte pode ser equilibrada sem ultrapassar a capacidade de dissipacao de po- téncia dos resistores, ou seja, sem se danificar? Resposta (a) 1.508% (b) sim. NOTA: Tente resolver tamibémt o Problema 3.48, apresentado no final deste capitulo, 3.7 Circuitos equivalentes triangulo-estrela (A-Y) ou pi-té (77-T) A configuracio da ponte da Figura 3.26 introduz uma interligagdo de resistores que justifica mais discus. so. Se substituirmos o galvanometro por sua resistencia equivalent R,,, poderemos desenhar o circuito mostrado na Figura 3.28. Nao podemos reduzir os resistores interli- gados desse circuito a um unico resistor equivalente nos, terminais da bateria se nos restringirmos aos simples cir~ ‘cuitos equivalentes em série ou em paralelo, apresentados, logo no inicio deste capitulo. Os resistores interligados, podem ser reduzidos a um tinico resistor equivalente por meio de um circuito equivalente tridngulo-estrela (A-Y) ou piste (z-T).! A conexao dos resistores Ry, Rye R,, (Ou Ry, Ry, € R,) no circuit mostrado na Figura 3.28 € denominada interli- ‘gagdo emt tridngulo () porque ela é parecida com a letra sgrega A. Também € denominada interligacdo em pi porque © A pode ser transformado em um a sem interferir na equivaléncia elétrica das duas configuragoes. A equiva- lencia elétrica entre as interligagdes 4 € = fica clara com 0 auxilio da Figura 3.29. Figura 3.28 a Rede resistiva gerada por uma ponte de Wheatstone A conexio dos resistores R,, Ry € R, (ou Ry, Rye Ry) no circuito mostrado na Figura 3.28 € denominada ‘nterliga- (a0 em estrela, ou em Y, porque a ela pode ser dada a forma da letra ¥ (estrela). F mais facil vera forma em Y quando a interligagao é desenhada como na Figura 3.30. A configu: ragio em Y também é denominada interligagao em t@ (I), porque a estrutura em Y pode ser transformada em uma estrutura em T sem interferir na equivaléncia elétrica das, duas estruturas. A equivaléncia elétrica das configuracdes, em Y eem T fica clara com o auxilio da Figura 3.30, A Figura 3.31 ilustraa transformagao de circuito A-Y, Ob- serve que no podemos transformar a interigagao em A em. uma interligagio em Y simplesmente mudando seu format. Dizer que o circuto ligado em A é equivalente ao circuit ligado em Y significa que a configuracao em A pode ser substituida, Por uma configuragaoem Ye, mesmo assim, manter idéntico 0 ~ a = fe R, Figura 3.31 A Tronsformagto 4. "truturas cm A'e Y esti presentesem uma variedade de crcullos els, no apenas em redes revntvas.Conseqientemente,a tansformagio AY € una ferrament il em anise de citcuitos. comportamento no terminal das duas configuragdes. Portan- to,se cada circuito for colocado dentro de uma caixa preta, nio poderemos determinar, por medigiies externas, sea caixa con- {ém um conjunto de resistoresligadasem A ou um conjunto de resistors ligados em Y. Essa condigao s6 € valida se a tesistén- cia entre os pares de terminais correspondentes for a mesma para cada caixa preta. Por exemplo,a resisténcia entre os termi- nis ae b deve ser a mesma, quer utilizemos 0 conjunto ligado ‘em Aou o conjunto ligado em Y. Para cada par de terminais no circuitoligado em A, a resistencia equivalente pode ser calcula da usando simplificagdes em série eem paralelo para obter R(Ra + Ry) AlRe* BY ok, + Ry, Res Rat Ry + Re 7 ” Gay RARy +R, Ry = PERet B) _ar, G02) Re + Ra R, RylRe + Re) ca = PARE BD Rasy Ry + Ry Re ‘A manipulagio algébrica direta das equagdes 3.41~ 3.43 possibilita 0 célculo dos valores dos resistores ligados em Y em termos dos resistores ligados em A equivalente: Capitulo 3 _Circuitos resistivos simples 51 Ry Re RRR ER! ey 0.45) (348) Inverter a transformagio A-Y também é possivel. Isto 6 podemos comegar com a estrutura em Y ¢ substitui-la por uma estrutura equivalente em A. As expressOes para as, resistencias dos trés resistores ligados em A, como fungoes das resistencias dos trés resistores ligados em Y, sio RiRs + RoRs + RoR, an R ny = Bikes ns + RR or RyRy + RRs + Ry ey . Rs © Exemplo 3.7 ilustra a utilizagdo de uma transforma- j0 A-Y para simplificar a anélise de um circuito. sc Ps pl SO eae = Aplicacdo de uma transformacao A-Y Determine a corrente e a poténcia fornecidas pela fonte de 40 V no circuito mostrado na Figura 3.32. Solucéo Estamos interessados apenas na corrente e na po- téncia da fonte de 40 V. Portanto, o problema estar resol- ‘vido quando obtivermos a resisténcia equivalente nos terminais da fonte. Podemos determinar essa resisténcia ‘equivalente, com facilidade, depois de substituirmos 0 superior (100, 125, 252) ou o A inferior (40, 25, 37,5 2) por sua ¥ equivalente, Optamos por substituir 0 4 supe- rior. Entéo, calculamos as trés resisténcias em Y, defini- das na Figura 3.33, pelas equagdes 3.44 a 3.46, Assim, 100 x 125 509, A substituigéo dos resistores em Y da Figura 3.32 produz o circuito mostrado na Figura 3.34. Pela Figura 3.M, fica facil calcular a resisténcia nos terminais da fon- te de 40 V, por simplificagoes série-paralelo: = 55 4 50)50) _ R, =55 + SE - 800. A etapa final consiste em observar que 0 circuito se reduz a um resistor de 80 ¢ uma fonte de 40 V, como ‘mostra a Figura 3.35, pela qual fica evidente que @ fonte de 40 V fornece 0,3 A e 20 W a0 circuito. Figura 3.32 Circuito para o Exemplo 3.7 100.0 psa Lor REN 3h Figura 3.33.4 Resistores equivalentes em estrela Figura 3.35 A Etapa final na simplificacdo do circuito mostrado na Figura 3.32 52 _Circuitos elétricas CATT TWN Objetivo 6 — Saber quando e como usar circuitos equivalentes A-Y 3.8 Use uma transformagio 4-Y para determinar a tensio no circuito mostrado. Resposta: 200 Los. 0 NOTA: Tent resolver também os problemas 3.52, 3.53 ¢ 3.54, apresentades no final deste capitulo, Perspectiva pratica Um desembacador de vidro traseiro Um modelo da rede resistiva de um desembagador & mostrado na Figura 3.36, onde x e y denotam o espagamen- to horizontal e vertical dos elementos da rede. Dadas as ddimensoes da rede, precisamos determinar expressdes para cada um de seus resistores, de modo que a poténcia dissi- pada por unidade de comprimento seja a mesma em cada condutor. Isso garantiré o aquecimento uniforme do video traseiro em ambas as direcSes x e y. Assim, precisamos de- terminar valores para as resisténcias dos resistores da rede que satisfacam as sequintes relacdes: () tT) 630 R a(® @s1) (52) 6.53) ‘Comecamos a andlise da rede aproveitando sua estrutu- ra. Observe que, se desligamos a porgo inferior do circuito (isto 6, 05 resistores R, Ry, R, @ Ry), as cortentes fy ij, € i, nfo so afetadas. Portanto, em vez de analisar 0 citcuito da Figura 3.36, podemos analsar o cicuito mais simples da Figura 3.37. Observe ainda que, apés determinar Ry, Ry, Ry, R, © Ry no circuito da Figura 3.37, também determinamos os valores dos resistores remanescentes, pois, ReR (3.58) Comece a analise do circuito simplificado da rede da Figura 3.37 escrevendo expresses para as correntes i, i,, i iy, Para determinar j,, descreva a resisténcia equivalente em paralelo com Ry: RAR, + 28.) Ri +R + 2R, _ CR, + 2R Ry + 2Ry) + RRs (Rit Rt IR) R,=2R, + 55) R Figura 3.37 4 Um modelo simplifcado da rede do desembagador. Capitulo 3 Circuitos resistivos simples _53 Por conveniéncia, defina 0 numerador da Equaco 3.55 como D=(R,+2R)(R,+2R,) +2RR, — @ portanto, ) D fen (R, + Ry + 2 ean Dai, decorre diretamente que Ne i-= = VaR + Re + 2Re), 028) D Podemos determinar expressdes para i, ¢ i, diretamen- te, utilizando a divisio de corrente. Portanto, inRy , a Meck AR + Ry + 2R, G59) igfRi + 2R,) Vec(Ri + 2K) 6.60) = “(RFR +2 D A expressio para i, € simplesmente one eon A seguir, usamos as restrigdes das equacbes 3.50-3.52 para derivar expresses para Ry, Ry, R, e R,, como fungdes de A, Pela Equagao 3.51, ou conde (362) Entdo, pela Equagdo 3.50 temos i) A rarao (i,/i,) @ obtida diretamente das equagdes 3.59 ©3.60; R= oo) Bras eee iy Ri +2R, Ri + 20R, Quando a Equacdo 3.64 é substituida na Equagao 3.63, (3.64) ‘obtemos, apés algumas manipulagées algébricas (veja o Problema 3.69), R= (1+ 20PR, (55) ‘A expressio para R, como uma fungao de R, & derivada da restrigdo imposta pela Equagao 3.52, ou seja, que : Ry (8) Re fy @ derivada das equacdes 3.58 e 3.59. Assim, R fy (Ry + Ry + 2Ry) rit deers 6 baton gece e obtemos, apés algumas manipulagdes algébricas (veja 0 Problema 3.69), (3.58) A razao (ivi, Gr) _ (Lt 2ofoR, 4 +o) Por fim, a expressio para R, pode ser obtida da restricéo dada na Equagao 3.50, ou Ry 688) iy R (ya. 6.09) onde 5, RoRs D ais uma ver, apbs algumas manipulagdesalgdbricas(veja ‘0 Problema 3.70), a expresso para R, pode ser reduzida para _ +20), (toy! (0s resultados de nossa andlise estio resumidos na Ta- bela 3.1. TABELA 3.1 Resumo de equacbes de resisténcia para a rede Rs (70) (1+ 20)'oR, ie a+ oF R (1+ 20)%R (1 +20) RB ator" onde o= yx NOTA: Avalieo que voct entendeu da "Perspectiva prtica”tentando resolver os problemas 3.71-3.73, apresentados no final deste capitulo. Resumo Resistores em série podem ser combinados para obter um. nico resistor equivalente, de acordo com a equagao k Reg = DeRe= Ri + Rat + Re Resistores em paralelo podem ser combinados para obter tum inico resistor equivalente, de acordo com a equagio Reg Quando apenas dois resistores estao em paralelo, a equagio para a resisténcia equivalent pode ser simplificada para dar RRs Rey = Pik R+R 54 _Circuitos elétricos + Quando a tensio é dividida entre resistores em série, como mostra.a figura, a tensio em cada resistor pode ser encontrada de acordo com as equagdes + Quando a corrente é dividida entre resistores em parale- Jo como mostra a figura, a corrente que passa em cada resistor pode ser encontrada de acordo com as equates + Divisdo de tensao é uma ferramenta de andlise de circ tos usada para especificar a queda de tensio em deter- minado resistor de um conjunto de resistores ligados em série quando a queda de tensio nos terminais do conjunto é conhecida: Problemas onde v, €a queda de tensio na resisténcia R, ev éa queda de tensdo nas resistencias ligadas em série, cuja resistén- cia equivalente é R.,. Divisdo de corrente & uma ferramenta de anilise de circui- tos usada para determinar a corrente em um dado resistor de um conjunto de resistores ligados em paralelo, quando a corrente de entrada no conjunto é conhecida: Req a onde i, € a corrente que passa pela resistencia Re i é a corrente que flui pelos resistores ligados em paralelo cuja resistencia equivalente é R., Um voltinetro mede a tensio e deve ser inserido em pa- ralelo com a tensio a ser medida. Um voltimetro ideal tem resistencia interna infinita e, por isso, nao altera a tensdo que esta sendo medida, Um amperimetro mede a corrente ¢ deve ser inserido em série com a corrente a ser medida, Um amperimetro ideal tem resistencia interna zero e, por isso, nao altera a corrente que esté sendo medida. “Medidores digitais e medidores analdgicos tem resistencia in- terna, o que influencia o valor da varidvel de circuito que esta sendo medida, Medidores baseados no medidor de <@Arsonval incluem deliberadamente uma resisténcia interna como um meio de limitara corrente na bobina do medidoe. circuito da ponte de Wheatstone é utilizado para fazer ‘medig6es precisas do valor da resisténcia de um resistor usando quatro resistores, uma fonte de tensio cc e um galvanémetro. Uma ponte de Wheatstone esta equilibra- da quando os valores dos resistores obedecem a Equacio 3.33, resultando em uma leitura de 0 A no galvanémetro. Um circuito com trés resistoresligados em uma configa- ragdo em A (ou em uma configuracao em 77) pode ser transformado em um circuito equivalente no qual os trés resistores estdo ligados em Y (ou ligados em T). A trans- formagao A-Y é dada pelas equagoes 3.44-3.46; a trans- formagao Y-A é dada pelas equagdes 3.47-3.49. Segbes 3.1-3.2 3." Para cada um dos circuitos mostrados, a) idemtifique os resistores ligados em série, b) simplifique o circuito, substituindo os resistores ligados em série por resistores equivalentes. Figura P31 io geo san ~ Onet 10 wn sea lov 00: a o 33 3 y 8 39 Para cada um dos circuitos mostrados na Figura P3.2, a) identifique os resistores ligados em paralelo, b) simplifique o circuito substituindo os resistores, ligados em paralelo por resistores equivalentes. Figura P3.2 won 200 NE sa ong 180: a) Determine a poténcia dissipada em cada resistor do circuito da Figura 3.9. >) Determine poténciafornecida pela fonte de 120 V. ©) Mostre que. poténcia fornecida € igual & poténcia dissipada. a) Mostre que a solugio do circuito da Figura 3.9 (veja o Exemplo 3.1) satisfaz a lei das correntes de Kirchhoff nas jungdes.x ey. b) Mostre que a solugio do circuito da Figura 3.9 satisfaz a lei das tensdes de Kirchhoff em todos 6s caminhos fechados. Determine a resistencia equivalente, vista pela fonte, fem cada um dos circuitos do Problema 3.1 Determine a resistencia equivalente, vista pela fonte, ‘em cada um dos circuitos do Problema 3.2. Determine a resistencia equivalente R,, para cada tum dos circuitos da Figura P37. Determine a resistencia equivalente R,, para cada um dos circuitos da Figura P3.8. a) Nos circuitos da Figura P3.9(a)-(c), determine a resisténcia equivalente Rw, ») Para cada circuito, determine a poténcia forneci- da pela fonte. Capitulo 3 _Circuitos resistivos simples 55 Segies 3.3-3.4 340 Determine a poténcia dissipada no resistor de 30.2, do circuito da Figura P3.10. Figura P3.7 20 — 100 Ra Z140 60 (a) Tk 1skO BOKM Z24kM F30KO F20KN (b) Figura P3.8, 40 300 son man. © 56 _Circuitos elétricos Figura P3.9 av 0: 01 ° a 2. ye ago ge sth Figura P3.10 va) Goo Para o circuito da Figura P3.11, calcule 8) Ci b) a poténcia dissipada no resistor de 12, ©) apoténcia fornecida pela fonte de corrente. 00 200, 3.1 Figura P3.11 wo | na 40030124 i 200 20 S1800 32 a) Determine uma expressio para a resistencia equi valente de dois resistores de valor R em paralelo. ) Determine uma expressio para. resistencia equi- valente de n resistores de valor R em paralelo, ©) Usando os resultados de (b). projete uma rede resistiva com uma resisténcia equivalente de 700 Q com resistores de 1 k&2. 6) Urano os resultados de (b), projete uma rede com uma resistencia equivalente de S3SKGD usando resisores de? KO. 3.13* a) Calcule a tensio a vazio 0, do circuito divisor de Sat tensdo mostrado na Figura P3,13, “" b) Calcule a poténcia dissipada em R, e R,. ©) Suponha que haja apenas resistores de 0.5 W dispo- niveis. A tensio avazio deve ser a mesma queem (a). Especifique os menores valores dhmicos de R, R, Figura P3.13 160 3.4 No circuito do divisor de tensio mostrado na Figura 3.14, o valora vazio de v, 4 V. Quando a resistén- cia de carga R, é ligada aos terminais a e 6, », cai para 3 V. Determine R,. Figura P3.16 0 4 nv’ Ro Ry 3.15*__Atensioa vazio no circuito divisor de tensio mostrado SONS ma Figura P3.15 € 20 V. O menor resistor de carga que "Pestd sempre ligado ao divisor é 48 k©2. Quando o divisor estiver carregado, »,ndio deverd cair abaixo de 16 V. a) Projete o circuito do divisor que cumprira as es- pecificagoes que acabamos de mencionar. Espe- Cifique o valor numérico de R, ¢ R,. b) Suponha que as poténcias nominais de resistores disponiveis no comércio sejam 1/16, 1/8, 1/4, Le 2.W. Qual poténcia nominal voc especificaria? Figura P3.15 3.16 Suponha que o divisor de tensio da Figura P3.15 te- nha sido construido para resistores de 0,15 W. Qual sera o menor valor de R, que fara com que um dos resistores do divisor esteja funcionando em seu li- mite de dissipacao? a) O divisor de tensio da Figura P3.17(a) tem como carga o divisor de tensio mostrado na Figura P3.17(b); isto &, aesté ligado aa’ e besti ligado a By Determine »,. b) Suponha agora que o divisor de tensio da Figura P3.17(b) esteja ligado ao divisor de tensio da Fi gura P3.17(a) por meio de uma fonte de tensio controlada por corrente, como mostra a Figura P3,17(c).Determine ©) Qual & 0 efeito causado pela adigao da fonte de pendente de tensio sobre o funcionamento do di visor de tensio que estdligado a fonte de 480 V? fn 31 240 ain Qaov goin rang + >» fa) to) xn xn ov , © 318 Muitas vezes é preciso fornecer mais do que um va- Gia lor de tensio, usando um divisor de tensio. Por ‘exemplo, os componentes de meméria de muitos computadores pessoais requerem tensbes de -12 V, 5 V ¢ +12 V, todas em relagio a um terminal de refe- réncia em comum, Selecione os valores de Ry, Rs € Rs no circuito da Figura P3.18 para atender aos seguin- tes requisitos de projeto: a) A potncia total fornecida ao divisor pela fonte de 24.V E80 W quando o divisor nao esta carregado, ') As trés tensbes, todas medidas em relagio ao termi: nal de referencia, do v, = 12 V, 0) =5V €05=-12V. 3.18 3.19 Um divisor de tensio, como o da Figura 3.13, deve font ser projetado de modo que v, = kv quando vazio (R, = =), € 0, = av, sob carga nominal (R, = R,). Observe que, por definigao, a < k <1 a) Mostre que b) Especifique os valores numéricos de R, ¢ R, se k=0,85, = 0.80 R, = 4kQ. ©) Se v, = 60 V, especifique a poténcia maxima que sera dissipada em R, € Rs 3.20 Capitulo 3_Circuitos resistivos simples _57 d) Suponha que a carga do resistor entre em curto- circuito por acidente. Qual éa poténcia dissipada emReR? a) Mostre que a corrente no k-ésimo ramo do cir- cuito da Figura P3.20(a) é igual & corrente da fonte i, vezes a condutincia do k-ésimo ramo, dividida pela soma das condutancias, isto & Gr + G++ Gy G4 G, +634 b) Use o resultado derivado em (a) para calcular a corrente no resistor de 6,25 9 no circuito da Fi- gura P3.20(b). Figura P3.20 O feeb ps (a) : Dunes moe (b) 321° Especifique os resistores no circuito da Figura P3.21 SSE, para atender aos seguintes critérios de projeto: 200 3.22" Examine o circuito da Figura P3.1(@). a) Use a divisio de corrente para determinar a cor~ rente que percorre 0 resistor de 10 k&2 de cima para baixo. ) Usando o resultado de (a), determine a queda de tensio no resistor de 10 k®2, positivo na parte su- perior. ©) Usando o resultado de (b), utilize a divisio de tensio para determinar a queda de tensdo no re- sistor de 6 kO, positivo na parte superior. 4) Usando o resultado de (¢), utilize a divisto de tensio para determinar a queda de tensio no re- sistor de 5 KO, positive & esquerda, 5B_Circuitos elétricos 3.23 Examine o circuito da Figura P3.1(b) ) Usea divisio de tensdo para determinar a queda de tensdo no resistor de 240 22 positivo a esquerda. 'b) Usando 0 resultado de (a), determine a corrente ‘que percorre o resistor de 240 2 da esquerda para a direita. ©) Usando oresultado de (b), utilize a divisio de corren- te para determinar a corrente no resistor de 140 Q. a) Determine a tensio v, no circuito da Figura P3.24, ) Substitua a fonte de 30 V por uma fonte de ten- so genérica igual a V, Suponha que V, seja posi- tiva no terminal superior. Determine v, como uma fungao de V,, 324 Figura P3.26 6 koe ska. 325. Determine v, e vs no circuito da Figura P3.25. Figura P3.25 20 soa 300 aaCt)e aa _ 00 60a 3.26 Determine v, no circuito da Figura P3.26. Figura P3.26 Ka 2K ako) ska. seen) 3.27 Determine i, e i, no circuito da Figura P3.27. Figura P3.27 2 too onsv 3.28 Para o circuito da Figura P3.28, calcule (a) ie (b) a "poténcia dissipada no resistor de 15 Q. Figura P3.28 rv) 00 3.29 A corrente no resistor de 12 © do circuito da Figura "™P3.29 61 A, como mostrado. a) Determine», 'b) Determine a poténcia dissipada no resistor de 20.2. Figura F3.29 200 130 aa fia > A 30 on Segao 3.5 3.30" a) Mostre que, para o amperimetro do circuito da Figura P3.30, a corrente no medidor de d’Arsonval & sempre 1/25 da corrente que esté sendo medida. b) Qual seria a frago se 0 medidor de 100 mV, 2mA. fosse usado em um amperimetro de 5 A? ©) Vocé esperaria uma escala uniforme em um am- perimetro de dArsonval de corrente continua? Figura P3.30 (25/1). 0 3.31 © amperimetto no circuito da Figura P3.31 tem uma resistencia de 0,5 ©. Qual é a porcentagem de erro na leitura desse amperimetro se valor medido % erro = (wor medido—_ Figura P3.31 eon wo Ammpesinetro 0 v 332 O amperimetro descrito no Problema 3.31 €usado 3.38 para medir a corrente i, no circuito da Figura P3.32.""* ‘Qual é a porcentagem de erto no valor medido? Figura P3.32 20mA mn 3550 333" Um voltimetro de dArsonval € mostrado na Figura 333. Determine o valor de R, para cada uma das se- guintes leituras maximas: (a) 100 V(b) 5 V ec) 100mV, 3.39 Figura P3.33 s0mv Ima, Voltimetro 3M Suponha que o voltimetro de dArsonval descrito no Problema 3.33 ¢ usado para medir a tensao no resis- tor de 24 O da Figura P3.32. a) Qual serd a leitura do voltimetro? b) Usando a definicéo de porcentagem de erro de leitura de um medidor, encontrada no Problema 3.31, qual é a porcentagem de erro na leitura do voltimetro? 335. Um resistor de derivagio e um medidor de Arsonval de 50 V, 1 mA sio usados para construir um amperimetro de 10 A. Uma resistencia de 0,015 9 éinserida nos terminais de amperimetro. Qual é@ nova faixa maxima da escala do amperimetro? Um medidor de d’Arsonval € calibrado para 1 mA € 50 mY. Suponha que haja resistores de precisio de 0,5 W disponiveis para serem utilizados como deri ‘ages. Qual €0 maior fundo de escala possivel para ‘oamperimetro a ser projetado? Explique. ‘Um amperimetro de dArsonval & mostrado na Figura 3.37. Projete um conjunto de amperimetros de