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O Jornal

“Jornal é um meio de comunicação impresso, geralmente um produto derivado do conjunto


de atividades denominado jornalismo.Uma das características principais de um jornal é o uso
de 'papel de imprensa' - mais barato e de menor qualidade que os utilizados por outros
materiais impressos.”
Wikipédia
Breve História do Jornal

O Jornal tem seu surgimento ,segundo historiadores, na Antiga Roma onde por meio do Acta
Diurna Populi Romani (“Relatos diários ao povo de Roma”) o imperador mantinha a população
romana informada dos acontecimentos de guerras, dos jogos e de questões políticas.
Anos depois na era feudal, os trovadores, que eram os poetas do mundo europeu, entre os séculos
IX e XII aproximadamente, também exerciam o papel de noticiadores de tudo o que acontecia. A
partir do Renascimento comercial e do surgimento de práticas econômicas mercantilistas, há uma
expansão na formação de Nações Estados na Europa e de um intercâmbio econômico sedento por
informação.
Os primeiros jornalistas-escritores foram correspondentes dos príncipes governantes, das cidades
imperiais, das cidades-estado ou das grandes casas comerciais. Durante toda a Idade Média até o
início da Moderna, as notícias eram mais comumente transmitidas pelas suas cartas, onde os
delineamentos entre correspondência particular e informação para o destinatário eram flexíveis.

Surgimento do Jornal enquanto Mídia Impressa

Ainda na primeira metade do século XV, Gutemberg desenvolve a prensa de tipos móveis, o que
permite produzir e reproduzir volumes e impressos. A partir do século XVII, surgem jornais
semanários na Europa e com grande força na França Alemanha.Depois do Iluminismo e da
Revolução Francesa, surge uma nova visão intelectual de mundo e de formação de direitos do
homem, que de alguma forma extrapola nos jornais, a partir daí iniciam-se às quatro características
dos jornais modernos: difusão; atualidade; universalidade e periodicidade.
Após a Revolução Industrial são inventadas as impressoras a vapor, possibilitando uma impressão
de periódicos em grande escala e em menor tempo. Aos poucos a publicidade foi entrando no
veículo jornal, ajudando a baixar o preço final do exemplar e fortalecendo o jornal como um veículo
profissional e comercial.
Apartir do século XVIII e XIX os jornais começam a chamar a atenção de políticos e executivos,
dado ao seu grande alcance a grandes massas e o poder que a Imprenssa vinha construindo desde
seus primórdios, o jornal tinha se tornado uma “arma poderosa” de disseminação da informação.

“Imprensa é a designação coletiva dos veículos de comunicação que exercem o jornalismo e


outras funções de comunicação informativa”
Wikipédia

O jornal, como peça da indústria cultural, é o resultado de grandes transformações na imprensa, na


sociedade e na história. Ele tem uma influência maior ou menos em comparação a outros meios de
comunicação como a televisão, o rádio ou o cinema, mas é entre todos o de mais consistência.
Persistente – e mais credível, desde que escrito -, o jornal tende a ser considerado cada vez mais
indispensável, não obstantes a concorrência dos veículos não impressos.
O jornal como o conhecemos hoje dilata e aprofunda a sua natureza social. Embora tenha perdido o
monopólio e a prioridade do espaço visual em conseqüência dos novos hábitos perceptores da
sociedade, o jornal integra-se na era eletrônica e torna-se tão atuante como no seu passado. O jornal
assume uma função visual e tátil de comunicação, mais “quente” que as dos demais meios.
A imprensa abriga uma posição antagônica que lhe é natural e que se estende aos outros meios de
jornalismo, unindo-os na responsabilidade de expor o que há de errado e corrupto na atividade
pública. Mas, abriga também um dilema, como a responsabilidade de julgar o que não deve ser
publicado.
O jornalismo, tem a função de automoderação; de manter inviolável, por algum tempo ou por todo
tempo. No jornalismo é necessário considerar, primeiro, as funções da imprensa como uma entidade
de direito privado (mais uma vez restritivamente para exprimir os meios gráficos de comunicação
como jornais e revistas); e, em seguida, as funções do rádio e da televisão, como entidades de
direito público. Em tal sentido o jornal guarda uma origem política que concentra a opinião e a
doutrina.
De modo geral, o que mede a grandeza de um jornal ou revista é o peso das suas qualidades. A
qualificação de um jornal e uma revista tem influência decisiva num mercado em que a TV se
mostra a frente – em agilidade, impacto e presença.
Em relação aos outros meio de comunicação o jornal tem a função singular de coletar, publicar e
disseminar notícias dentro de um tempo crítico. Sua capacidade de competir no mercado depende
do seu desempenho nesta função e menos da tecnologia que usa para converter os dados em
palavras impressas.

Matutinos e Vespertinos

A veiculação de jornais em matutinos e vespertinos corresponde a uma época de monopólio de


prestígio e de supremacia técnica da imprensa.
Matutinos, vespertinos, edições simultâneas fazem parte da estrutura linear de difusão de notícias
gerada pela tipografia e que antecede as técnicas mecânicas e elétricas de impressão. Estão,
portanto, na origem da imprensa. E acompanham o seu desenvolvimento.
O matutino - jornal que circula às primeiras horas da manhã e que contém as notícias de ontem ou
do que vai acontecer – é preparado em todo o tempo que procede a sua distribuição. Caracteriza-se
pela densidade, volume e peso, com relatos detalhados quando possível do passado imediato.
O vespertino – jornal leve, conciso, direto, em linguagem telegráfica. É produzido sob a pressão do
tempo e é, tanto quanto possível, o jornal de hoje, abrindo espaço para amanhã, mas distante do de
ontem. Seu tom popular, apressado, dinâmico, saltitante, valoriza a emoção em relação à reflexão.
Prioridade é a notícia, e não propriamente a opinião.
Enquanto a técnica do matutino é a pormenorização, a do vespertino é o resumo. O matutino
conserva um estilo sóbrio, herdado do jornal de opinião. O vespertino tem o estilo do flagrante, em
vez da palavra derramada prefere a fotografia. É mais objetivo.

O Jornal no Brasil

A história do Jornal no Brasil tem início em 1808 com a chegada da família real portuguesa ao
Brasil, sendo até então proibida toda e qualquer atividade de imprensa. O primeiro jornal a circular
no Brasil foi “A Gazeta do Rio de Janeiro” em 10 de setembro de 1808 e se constituía um órgão
oficial da administração portuguesa. Evidentemente só eram publicadas notícias favoráveis ao
governo.
Antes da Gazeta, porém, em 1º de junho de 1808, em Londres, Hipólito José da Costa tirava a
primeira edição do “Correio Brasiliense” e este chegava ao Brasil clandestinamente, pois seu
conteúdo desagrava os interesses portugueses.
No início das manifestações da imprensa brasileira, havia censura prévia por parte da Coroa.
Apenas em 1821 devido às decisões das Cortes Portuguesas, as restrições à imprensa diminuíram.
Somente em 1824, a primeira constituição brasileira outorgada por D. Pedro I estabeleceu a
liberdade de imprensa, mas foram incluídas limitações suficientemente vagas para que os governos
aplicassem restrições e represálias.
O Brasil, os Jornais e a Repressão

Em 1939, o governo criou o Departamento de Imprensa e Propaganda com as atribuições de


censurar toda a produção jornalística, cultural e de entretenimento, produzir conteúdos e controlar o
abastecimento de papel. A polícia política vigiava de perto os profissionais de imprensa e os jornais
eram submetidos à censura.
O período 1945-1964 foi um tempo de transição do Brasil e de sua imprensa. Havia absoluta
liberdade, a TV surge na metade dessa fase, o rádio tem enorme audiência, mas os jornais são o
meio de comunicação por excelência. Mas apartir de 1964 iniciou o movimento militar início ao
ciclo de governos militares. Durante os anos subseqüentes, os jornais gradualmente assumiram
postura crítica ao regime militar na medida em que este se tornava politicamente mais autoritário,
economicamente menos eficaz e moralmente mais frágil.
Com o início da redemocratização deu se a promulgação Constituição de 1988, que consolidou o
princípio da liberdade de imprensa como nenhuma outra antes, mas deixou indefinida uma série de
outras questões. Questões estas que só foram resolvidas em 2008 com o Supremo Tribunal Federal
suspendendo a vigência de alguns dispositivos da antiga Lei de Imprensa.
A concorrência pela preferência do cidadão na escolha de suas fontes de informação intensificou se
com o surgimento de novas mídias, como a TV por assinatura e a internet, mas os jornais brasileiros
souberam se adaptar a esse novo cenário, buscando maior eficiência técnica e gerencial. Em
conseqüência, o Brasil é um dos poucos países do mundo em que a circulação de jornais mantém-se
em crescimento.

Funcionamento de um jornal
A montagem de um jornal é um processo longo e trabalhoso, que envolve muitas pessoas. Não
podemos definir exatamente um ciclo horário, mas utilizando como exemplo o jornal Zero Hora de
Porto Alegre, vamos entender como funciona a montagem de um jornal.
7:00- Começa o trabalho. Os primeiros repórteres e editores chegam à redação. Os repórteres
começam a buscar nas pautas as sugestões de reportagens do dia.
9:00- É feita a primeira reunião. Nela os chefes de reportagem irão montar o corpo do jornal.
10:00- Os primeiros cadernos já estão sendo finalizados e nesta hora o jornal começa a ter uma
"cara".
12:00- Os editores de fechamento chegam à redação e com isso as matérias prontas e em montagem
são vistas por eles.
13:00- Preparação para a reunião geral, onde será decidido quais as reportagens importantes.
14:00- Junto com o Diretor de Redação, os editores tentam vender suas matérias e nessa hora o
jornal começa a ser estruturado.
15:00- Com o fim da reunião os editores voltam as suas equipes e apresentam como será o jornal.
Agora é sentar e escrever.
16:00- Acontece a montagem do jornal já com os espaços para anúncios publicitários. O tamanho da
edição aumenta ou diminui de acordo com a quantidade de anúncios.
17:00- Chegam à redação os repórteres que estavam na rua e naquela hora algumas notícias podem
surgir ou sumir.
18:00- O jornal começa a ser montado, por isso, as matérias e fotos precisam ser escolhidas.
20:00- O "baixamento" do jornal começa a ser feito, cada página tem seu horário para ser baixada.
21:00- Todos trabalham para o fechamento da edição. Tudo tem que estar pronto à espera da
reportagem principal que virá junto com a capa.
22:00- É fechado o jornal.
24:00- Os caminhões já estão levando os jornais nos seus destinos.
1:00- A redação trabalha para fechar a terceira edição e o ritmo já é bem mais calmo.
A partir de agora na redação trabalham apenas os plantonistas e os assinantes, começam a receber
suas edições.

A rotina para a elaboração do jornal pode variar de acordo com a empresa, mas independente disso
todos quando terminam uma edição já começam a pensar na do dia seguinte onde tudo isso será
feito novamente.

Hierarquia
Há vários organogramas diferentes que podem representar uma empresa jornalística, descrevemos
abaixo uma dessas hierarquias com base em algum dos preceitos mais comuns e básicos a essas
empresas :
• Proprietário.
• Diretor-Executivo ou Diretor Administrativo.
• Diretor Comercial.
• Diretor de Circulação.
• Diretor de Jornalismo ou Diretor de Redação.
• Editor-Chefe.
• Editores.
• Editor de Fotografia.
• Chefe de Reportagem.
• Repórteres.
• Redatores.
• Revisores.
• Diagramadores.
• Ilustradores.
• Fotógrafos.
• Correspondentes.
• Secretário de Redação.

Apesar deste ser um dos mais comuns taxogramas de um jornal, não significa que você não possa
encontrar outros modelos. Atualmente as empresas responsáveis por jornais e periódicos têm em seu
organograma algumas ou várias pessoas responsáveis pela publicação online da edição, assim como
o envio de malas diretas à assinantes e leitores feed. Com o advento da internet como meio para a
disseminação de informação, assim como tem surgido várias agências de publicidade especializadas
em fazer publicidade na net, nos editoriais dos grandes (e até mesmo nos pequenos)jornais tem sido
criados setores específicos para a edição online, ou seja, nem sempre o repórter que compila a
notícia vai ser o mesmo que o fará para a publicação digital no site do jornal porque são plataformas
diferentes, meios diferentes, e pode parecer estranho mas, públicos diferentes.

Publicidade no Jornal

A grande capacidade do jornal de poder atingir várias pessoas ao mesmo tempo com uma variedade
imensa de formatos, o tornou uma das mídias mais requisitadas para se fazer a publicidade e
propaganda. Por isso, o anúncio a ser publicado deve sempre procurar ser impactante e de fácil
leitura.
Há grandes conferências que discutem a publicidade no jornal, pois, as agências e os clientes
procuram, cada vez mais, mídias confiáveis e que tragam uma resposta satisfatória da publicidade
feita. Por isso, é preciso que ao se decidir publicar no jornal se tenha um ótimo planejamento,
porque apesar do jornal atingir várias pessoas ao mesmo tempo, ele tem uma grande desvantagem:
sua curta vida útil. E, dependendo do anúncio é preciso dar continuidade. Então, se o cliente não
tiver dinheiro suficiente para manter o anúncio, no jornal, é preferível que procure uma outra mídia,
uma mídia que tenha maior vida útil, como a revista, por exemplo.
Hoje em dia, há duas opções de publicidade no jornal: a publicidade no jornal local e a publicidade
no jornal nacional. A publicidade no jornal é usada quando o anúncio do cliente é voltado para
determinada região, um anúncio mais restrito, além de ser muito mais barata. Já, a publicidade no
jornal nacional é usada quando o anúncio quer atingir várias regiões, um anúncio mais abrangente,
o que o torna bem mais caro.
Como toda mídia, o jornal, também tem suas vantagens e desvantagens. Podemos destacar entre as
vantagens da publicidade no jornal: sua ação rápida, sua grande flexibilidade e a possibilidade de
mensagens longas. Entre as vantagens, a que se destaca chamando mais atenção dos
empreendedores é a velocidade do jornal, a resposta rápida e, a tendência, é só aumentar o nível de
circulação dos jornais. Já, entre as desvantagens da publicidade no jornal, podemos destacar: sua
curta vida útil, a difícil demonstração de ação e a competição de conteúdo.
Os preços de propagandas em jornais podem variar muito, mas no geral são feitos sob a mesma
equação para a base de cálculos :
• Uma coluna equivale a 3,8 cm + 30% do valor para a cor(caso o anúncio seja colorido), note
que o valor da medida da coluna pode variar de acordo com o jornal. Então como exemplo
temos, um anúncio que ocupa o espaço de 3 colunas = 10 cm, supondo que cada coluna
equivala 269,00 reais e o anúncio seja colorido teríamos a seguinte “equação” 10 cm x 269
= 2690 + 30% =3497,00 ;
• Já no caso da publicidade ser em uma página inteira ela pode ter um valor fixo como
aconteceu no jornal onde fizemos o trabalho de campo, em que pode variar entre 20 e 30 mil
reais;
• Há também a possibilidade de se colocar um encarte no interior do jornal o que pode vir a
sair entre 60 e 50 mil reais;
• Geralmente propagandas veiculadas nas páginas da direita costumam ser mais caras
também, dado ao fato que ao virar a página elas seriam as primeiras a serem vistas pelo
leitor.*

Montagem do Jornal: Tipografia, Cores e Colunas

Antigamente, o meio de comunicação do homem era restrito ao poder da voz. Mas, o conhecimento
humano foi capaz de criar o primeiro e grande meio de comunicação: a imprensa, que proporcionou
grandes transformações na sociedade.
Anteriormente, as escritas eram feitas em madeiras e pedras. Depois, os chineses vieram com a
invenção da imprensa, criando as primeiras formas de reprodução: o papel e a xilogravura, a fase da
imprensa anterior à tipografia.
A invenção da tipografia foi em cerca de 1438 e é atribuída ao alemão Johann Gutenberg. A
tipografia é a arte e o processo de criação e utilização de símbolos relacionados aos caracteres
ortográficos e paraortográficos para fins de reprodução. Ela facilitou a leitura, trazendo novos tipos
e tamanhos de letras, linhas e paginação. Esse novo estilo e forma de comunicação foi um grande
avanço para o design jornalístico, que vem para organizar os conteúdos, criar identidade e, claro,
atrair a atenção do leitor.
Antes, a tipografia, era quase artesanal, havia poucos recursos gráficos e as fontes eram restritas a
uma família de letras, todas da mesma altura. No início, a maioria das imprensas utilizam no jornal
o formato Standard (o jornal era dividido de 6 a 8 colunas separadas por filetes verticais) e não
havia fotografias no processo tipográfico, o uso de tipografias divergentes eram bem exageradas,
pois não tinha outro recurso para diferenciação dos conteúdos. A diagramação era linear (o texto
começava mais da esquerda, descia e recomeçava no alto da coluna seguinte). Com o passar do
tempo, o formato do jornal vai progredindo, tendo o aumento do formato, divisão em colunas mais
estreitas, títulos em corpo maior e chamadas para as páginas internas. Muito tempo depois, a
fotografia, passa a fazer parte do processo tipográfico.
A estrutura tipográfica no jornal tem que oferecer legibilidade para o leitor, além de ter que
estabelecer uma “economia de espaço”. Hoje em dia, a tipografia, estabelece também uma relação
da escrita com o órgão institucional da empresa, fazendo com que o formato, tamanho e cor da letra
leve o leitor a assemelhar, diretamente, a tipografia ao produto, como, por exemplo, a tipografia do
jornal O Globo. Os tipógrafos dão forma aos textos e imagem nas páginas dos jornais. Existem
vários tamanhos de publicações como: Standard: página inteira, com mancha gráfica de
aproximadamente 50 cm por 30 cm e bordas de dois a três centímetros e Tabloide: metade do
Standard, jornais mais populares, poucos textos e muitas fotos;
Hoje, sabemos da tamanha importância da tipografia, da sua grande evolução e, que, ela é
reconhecida como uma forma de modalização do discurso pela diferenciação das tonalidades das
letras, variação de peso e estrutura. Pode-se, então, definir a tipografia como a “alma gráfica”.
A impressão de jornais possui características particulares em certos aspectos cuja compreensão é
fundamental para obtenção de um resultado com qualidade e clareza. Para discutir estas questões
procure a gráfica de sua preferência e exponha as características principais do projeto (como
tiragem, tamanho final, número de cores, etc.), para que ela possa auxiliá-lo numa escolha mais
adequada de processos de impressão e tipo de papel.
A seleção do papel é de suma importância para a boa execução de trabalhos impressos. No caso do
jornal o papel mais utilizado é o papel jornal: Produto á base de pasta mecânica de alto rendimento,
com opacidade e alvura adequada. É fabricado em rolos para prensas rotativas, ou em folhas lisas
para a impressão comum em prensas planas. A superfície pode, ainda, variar de ásperas, alisada e
acetinada.
O tamanho pode variam em:
* Standard - entre 60 cm x 38 cm e 75 cm x 60 cm
* Tablóide - cerca de 38 cm x 30 cm.
* Tablóide Berlinense (ou Europeu) - cerca de 47 cm x 31,5 cm.
* Microjornal – metade do tamanho do tablóide.
As cores usadas devem obedecer à escala CMYK (ciano, magenta, yellow, key) e existem limites
para a quantidade máxima de tinta que podem ser depositadas sobre o (absorvida pelo) papel. A
impressão de cores no jornal, portanto, é inferior se comparada a impressos em outros tipos de
papeis.
Se for P&B, todos os seus elementos (fotos, logos, textos, fios, etc.) têm que estar em P&B (tons de
cinza) também.

O Jornal e a Internet
Com o advento da Internet surge no mundo uma nova forma de fazer jornalismo. Na net tem se a
opção de colocar áudio, vídeo, pesquisas em tempo real, entre outras possibilidades diretamente
integradas com o conteúdo jornalístico. O que acontece é que na world wide web é quase que
obrigatório o uso de outras ferramentas além do texto para fisgar a atenção do leitor. Além de que a
internet é uma outra plataforma onde o público quer participar, não somente “ler” a notícia, quer
fazer parte dela. Em muitos dos jornais online há a possibilidade de enviar para a edição ou para o
editor-chefe uma reportagem amadora ou uma notícia que ele tenha vivenciado ou presenciado.
A grande preocupação de muitos estudiosos com relação ao jornalismo no Brasil e no mundo é : a
Internet “matará o jornal impresso”? Estaríamos perto do dia em que os jornais tornar-se-ão apenas
plataformas online de acesso gratuito e de viabilidade a todos? Os porquês dessas questões estão
não somente na interatividade proporcionada pelas edições online, mas também pelo fato de que a
produção dessas edições serem mais fáceis, e economicamente mais rentáveis( a relação custo
benefício é muito favorável, já que pouco se gasta e muito se ganha com propaganda) sem falar na
facilidade que se tem para acrescentar/atualizar uma notícia de conteúdo online, o que não seria tão
fácil ou mesmo viável em publicações impressas. Dentre os mais “otimistas”, há os que afirmam
que o jornal impresso sobreviverá e “vingará” na era digital, algumas das explicações baseiam-se
no fato de que as telas de computadores, smartphones e outros “brinquedinhos tecnológicos”, não
são tão confortáveis às vistas como o chamado papel-imprensa(atualmente utilizado na fabricação
dos jornais) além de que na publicação impressa tem se uma grande vantagem em relação às
digitais, já que elas proporcionam uma visão mais ampla do conteúdo de duas páginas ao mesmo
tempo, o que ainda não é possivel nas publicações online.

"A visão pode captar uma grande quantidade de informação num rápido olhar, sejam elas
relevantes ou não."
Leo Bogart, sociólogo e consultor da Newspaper Association of America

Nas publicações online há uma nova linguagem para prender o leitor, uma nova forma de chamar
sua atenção e de prender seu olhar. Os pesquisadores do webjornalismo Nielsen e Morkes,
desesnvolveram algumas técnicas de escrita para chamar a atenção do internauta para a notícia
jornalística presente na web :
• a) Destacar palavras-chave através de hiper-ligações ou cores, por exemplo;
• b) Utilização de subtítulos;
• c) Exprimir uma ideia por parágrafo;
• d) Ser conciso;
• e) Usar listas sempre que a notícia o permita.

Procurando fisgar o leitor, em meio ao emaranhado de vídeos, fotos, imagens, sons, e todo aquele
hipertexto que encontramos na Internet. Denomina-se webjornalismo um jornalismo participado por
via da interacção entre emissor e receptor.

"Cada meio fomenta o desenvolvimento de capacidades específicas, mas estas só se aplicam ao


próprio meio."
[SALOMON 1879]

A importância do Jornalismo no mundo atual

O jornal abre os olhos do mundo para os fatos relevantes nas esferas mais tenras da sociedade. Tem
grande importância em todo o globo terrestre, porque apesar de ser uma das mais antigas formas de
disseminação da informação ele vai além disso, busca mostrar ao mundo a verdade por trás do
político corrupto, relatar as desigualdades sociais recorrentes da má administração dos Estados. Não
que o povo seja “cego, mudo e surdo” mas o jornal, o jornalista estão sempre ali para relatar a
verdade por trás do superficial, mesmo que isso inflija a decorrência de interesses comerciais ou
internos da empresa.
Muito se discute sobre o distanciamento e a veracidade da informação jornalística, já que esta é
escrita “do homem para o homem”, ou seja, até que ponto o jornalista escreve somento a notícia
como ela é sem transparecer nela as ideias da empresa? A notícia jornalística por ter grande poder
deveria ser imparcial, porém não é tão simples assim, a imparcialidade da notícia não deve ser
levado tão a sério, já que hoje isso é quase impossível.
O jornalismo pode e deve mudar uma nação. É através de suas apurações que são descobertas
crises, escândalos; que abrem CPIs; que promovem a justiça.Tanto que, é considerado o Quarto
Poder - uma célula bastante poderosa na sociedade. Representando a voz do povo. Em alguns países
como a China, o jornalismo é controlado rigorosamente.
O jornal transmite as informações do mundo todo numa linguagem que todas as classes sociais
podem ter acesso. Seu alvo é fazer com a mensagem possa ser compreendida, desde criança a um
adulto.Enfim, o jornalismo para ajudar a construir a história da sociedade e divulgar aquilo que vem
à luz.

Referências Bibliográficas:

1. InfoEscola: navegando e aprendendo. História e curiosidades sobre o jornal. Disponível


em: http://www.infoescola.com/comunicacao/historia-e-curiosidade-sobre-o-jornal/. Acesso
em: 05 março 2010.
2. BAHIA, Juarez. Jornal, História e Técnica: as técnicas do jornalismo. Rio de Janeiro,
Ática, 1990.
3. Todopoderaimprensa. Uma breve história do Jornal impresso. Disponível em:
http://todopoderaimprensa.blogspot.com . Acesso em: 02 de março 2010
4. LOPES, Dirceu Fernandes. Jornal Laboratório: do exercício escolar ao compromisso
com o público leitor. São Paulo, Summus, 1989.
5. A importância do jornalismo no contexto mundial. Disponível em:
http://paralongedaqui.blogspot.com/2007/07/importncia-do-jornalismo-no-contexto.html .
Acesso em: 08 de abril de 2010.
6. Alguns arquivos foram coletados também da wikipédia, a enciclopédia livre.

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