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A Cultura da Cenoura ( Daucus carota )

A Cultura da Cenoura

(Daucus carota)

A Cultura da Cenoura ( Daucus carota )
A Cultura da Cenoura ( Daucus carota )
Aspectos econômicos  Família: Apiaceae  (ex) Umbelliferae  Grupo das raízes tuberosas  Cultivada

Aspectos econômicos

Aspectos econômicos  Família: Apiaceae  (ex) Umbelliferae  Grupo das raízes tuberosas  Cultivada em

Família: Apiaceae

(ex) Umbelliferae

Grupo das raízes tuberosas

Cultivada em larga escala nas

das raízes tuberosas  Cultivada em larga escala nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul do Brasil

regiões Sudeste, Nordeste e Sul do

Brasil

Área plantada no Brasil em 2005:

26 mil hectares produção de 766 mil toneladas de raízes.

N: < 300 ha (1%) CO: 2000 ha (5%) SE: 13500 ha (50%) S: 6000
N: < 300 ha (1%) CO: 2000 ha (5%) SE: 13500 ha (50%) S: 6000
N: < 300 ha (1%)
CO: 2000 ha (5%)
SE: 13500 ha (50%)
S: 6000 ha (17%)

NE: 7000 ha (20%)

N: < 300 ha (1%) CO: 2000 ha (5%) SE: 13500 ha (50%) S: 6000 ha
Principais Municípios Produtores  Carandaí, Santa Juliana e São Gotardo (Minas Gerais);  Piedade, Ibiúna

Principais Municípios Produtores

Carandaí, Santa Juliana e São Gotardo (Minas

Gerais);

Piedade, Ibiúna e Mogi das Cruzes (São Paulo);

Marilândia (Paraná);

Lapão e Irecê (Bahia).

O plantio de cenoura vem-se expandindo também nos Estados da Bahia e de Goiás - cultivares

tolerantes ao calor e com resistência às principais

doenças de folhagem

Origem  É nativa do Afeganistão (Ásia Central)  Centro de origem: Oriente Médio 

Origem

É nativa do Afeganistão (Ásia Central)

Centro de origem: Oriente Médio

Cultivada pelo homem há cerca de 2000 anos

 Centro de origem: Oriente Médio  Cultivada pelo homem há cerca de 2000 anos www.plantsciences.ucdavis.edu
 Centro de origem: Oriente Médio  Cultivada pelo homem há cerca de 2000 anos www.plantsciences.ucdavis.edu
 Por volta do século XI os mouros levaram a cenoura para a Europa Ocidental
 Por volta do século XI os mouros levaram a cenoura para a Europa Ocidental

Por volta do século XI os mouros levaram a cenoura para a

Europa Ocidental (Mediterrâneo)

Século XII: China e India

 No início do século XVII:  Seleção de tipos carotênicos (alaranjados)  Europa (Holanda)

No início do século XVII:

Seleção de tipos carotênicos (alaranjados)

Europa (Holanda)

1721: Quatro variedades de raízes alaranjadas (Holanda):

‘Early half long’

‘Half long’

‘Scarlet horn’

‘Long orange’

Geraram as cvs. atuais

horn’  ‘Long orange’  Geraram as cvs. atuais Still Life with Fruit and Vegetables by

Cultivares

Cultivares  Tipos cultivados constituem dois grupos:  D. carota var . atrorubens (cenouras orientais) 

Tipos cultivados constituem dois grupos:

D. carota var. atrorubens (cenouras orientais)

D. carota var. sativus (cenouras ocidentais raízes alaranjadas ou carotênicas)

ocidentais – raízes alaranjadas ou carotênicas)  Tipos silvestres:  Subespécie grupo carota 

Tipos silvestres:

Subespécie grupo carota

Subespécie grupo gigidium

As cenouras domesticadas se cruzam

livremente com as silvestres, ampliando a

variabilidade genética

grupo gigidium  As cenouras domesticadas se cruzam livremente com as silvestres, ampliando a variabilidade genética

Variabilidade

Variabilidade Purple Haze Carrot http://ars.usda.gov
Variabilidade Purple Haze Carrot http://ars.usda.gov
Variabilidade Purple Haze Carrot http://ars.usda.gov
Variabilidade Purple Haze Carrot http://ars.usda.gov
Variabilidade Purple Haze Carrot http://ars.usda.gov

Purple Haze Carrot

http://ars.usda.gov

Diversidade

Diversidade
Diversidade
Diversidade
Diversidade
Diversidade
Diversidade
Diversidade
www.parkseedjournal.com w w w . s c i e n c e p h o
www.parkseedjournal.com w w w . s c i e n c e p h o

www.parkseedjournal.com

www.parkseedjournal.com w w w . s c i e n c e p h o t

www.sciencephoto.com

Aspectos Botânicos  Caule pouco perceptível  Folhas formadas por folíolos recortados  Atinge 50

Aspectos Botânicos

Aspectos Botânicos  Caule pouco perceptível  Folhas formadas por folíolos recortados  Atinge 50 cm

Caule pouco perceptível

Folhas formadas por

folíolos recortados

Atinge 50 cm de altura

Parte utilizável é a raiz

tuberosa, lisa, reta, sem

ramificações de formato

cilíndrico ou cônico

Bienal

Alógama

Anatomia da raiz

Anatomia da raiz Floema Xilema Câmbio vascular www.uga.edu/ photographs/carrot.htm
Anatomia da raiz Floema Xilema Câmbio vascular www.uga.edu/ photographs/carrot.htm

Floema

Xilema

Câmbio

vascular

Colo Ombro ou coroa www.uga.edu/ /photographs/carrot.htm
Colo Ombro ou coroa www.uga.edu/ /photographs/carrot.htm

Colo

Colo Ombro ou coroa www.uga.edu/ /photographs/carrot.htm

Ombro ou

coroa

 Corte longitudinal da raiz www.uga.edu/ /photographs/carrot.htm

Corte longitudinal da raiz

 Corte longitudinal da raiz www.uga.edu/ /photographs/carrot.htm

www.uga.edu/

/photographs/carrot.htm

Formatos de raiz

Formatos de raiz www.biometris.wur.nl/ /carrot_shape_small.jpg
 Inflorescência:  Umbela composta - conjunto de flores que partem os pedicelos, iguais, do

Inflorescência:

Umbela composta - conjunto de

flores que partem os pedicelos,

iguais, do eixo central, com

formato de um guarda-chuva;

Umbela central ou primária

(aparece na extremidade do talo

principal;

Sucessivas ramificações Umbelas de 2ª. a 7ª. Ordens

Sementes nas umbelas de 1ª. a 4ª

ordens.

Polinização entomófila - abelhas

 Sementes nas umbelas de 1ª. a 4ª ordens.  Polinização entomófila - abelhas www.answers.com/topic/umbel
 Sementes nas umbelas de 1ª. a 4ª ordens.  Polinização entomófila - abelhas www.answers.com/topic/umbel

Frutos e sementes

Frutos e sementes  Esquizocarpo ou diaquênio  Originado de ovário ínfero bilocular www.eeob.iastate.edu/

Esquizocarpo ou diaquênio Originado de ovário ínfero bilocular

 Esquizocarpo ou diaquênio  Originado de ovário ínfero bilocular www.eeob.iastate.edu/ /fruit/fruit.html
 Esquizocarpo ou diaquênio  Originado de ovário ínfero bilocular www.eeob.iastate.edu/ /fruit/fruit.html

Aspectos nutricionais

Tabela 1 - Composição nutricional de 100 gramas de raízes de cenoura crua

 
 

Componente

Unidade

Quantidade

Calorias

Kcal

43,00

Gorduras

g

0,19

Carboidratos

g

10,14

Fibras

g

3,00

Proteínas

g

1,03

Sódio

mg

35,00

Potássio

mg

323,00

Cálcio

mg

27,00

 

Ferro

mg

0,50

Zinco

mg

0,20

Vitamina A

UI

12.000

Vitamina C

mg

9,00

Vitamina E

mg

0,46

Aspectos nutricionais  Vitamina A - necessidades diárias supridas com 100 g  olhos, pele

Aspectos nutricionais

Vitamina A - necessidades diárias supridas com 100 g

olhos, pele e mucosas.

Cor alaranjada - beta-caroteno - precursor da vit. A.

Sais minerais: P, Cl, K, Ca e Na

Vitaminas do Complexo B,

Regula o sistema nervoso e aparelho digestivo.

Fibras

Ajuda a prevenir a cegueira

Diminui os níveis de colesterol no sangue

Protege contra o câncer

Estimula o sistema imunológico

Ameniza os sintomas da TPM

de colesterol no sangue  Protege contra o câncer  Estimula o sistema imunológico  Ameniza
Usos  in natura  matéria prima para indústrias:  minimamente processada (mini- cenouras, cubos,

Usos

Usos  in natura  matéria prima para indústrias:  minimamente processada (mini- cenouras, cubos, ralada,

in natura

matéria prima para indústrias:

minimamente processada (mini- cenouras, cubos, ralada, em rodelas)

processada na forma de seleta de

legumes, alimentos

infantis e sopas

instantâneas

Cozimento: aumenta o

valor nutritivo da cenoura

- quebra as membranas

que envolvem o beta-

caroteno.

Para converter o beta-

caroteno em vit A -

pequena quantidade de

gordura, porque a

vitamina A é solúvel em gordura, e não em água.

Consumo exagerado:

pigmentos na pele

Clima

Áreas de clima ameno

A temperatura é o fator climático mais importante

para a produção de raízes.

A alta umidade relativa do ar e temperaturas

elevadas:

favorece o desenvolvimento de doenças nas folhas

durante a fase vegetativa da cultura.

ar e temperaturas elevadas:  favorece o desenvolvimento de doenças nas folhas durante a fase vegetativa
Temperatura  10º a 15º C - favorecem o alongamento e o desenvolvimento de coloração
Temperatura  10º a 15º C - favorecem o alongamento e o desenvolvimento de coloração

Temperatura

10º a 15º C - favorecem o alongamento e o

desenvolvimento de coloração característica nas

raízes.

Superiores a 21 ºC - estimulam a formação de raízes curtas e de coloração deficiente. Existem cvs de verão - formam boas raízes sob temp. de 18 a 25 ºC

Acima de 30ºC - o ciclo vegetativo reduzido - afeta

o desenvolvimento das raízes e a produtividade.

Temperaturas baixas associadas a dias longos

induzem o florescimento precoce prejudica a

qualidade das raízes

Temperatura  De 8 a 35 ºC: germinação das sementes  A velocidade e a

Temperatura

De 8 a 35 ºC: germinação das sementes

A velocidade e a uniformidade de germinação variam com

a temperatura dentro destes limites.

De 20 a 30 ºC: faixa ideal para uma germinação

rápida e uniforme

Emergência de 7 a 10 dias após a semeadura.

para uma germinação rápida e uniforme  Emergência de 7 a 10 dias após a semeadura.

www.takii.com.br/cenoura.html

Umidade

Alta umidade relativa do ar

associada a temperaturas

elevadas favorece o

desenvolvimento de doenças

nas folhas durante a fase

vegetativa da cultura

elevadas favorece o desenvolvimento de doenças nas folhas durante a fase vegetativa da cultura Queima-das-folhas

Queima-das-folhas

Cultivares

1950: cultivares de outono-inverno Hoje: agrupadas segundo a classificação termoclimática:

Européia - cultivares de outono-inverno

Nantes (francesa) e Forto (holandesa) - semeaduras

na primavera-verão

Cenouras cilíndricas e ótimo aspecto e sabor

Resistentes ao florescimento precoce

Exige temp. amena e pouca chuva (suscetibilidade a queima- das-folhas)

Cultivares híbridas em estudo

Cultivares Brasileiras

Adaptação a alta temperatura e pluviosidade

Resistência a queima-das-folhas

Se expostas à baixas temperaturas florescimento

‘Brasília’ e derivadas: mais utilizada em várias regiões produtoras

‘Alvorada’:

Melhor qualidade em terra

Formato cilíndrico

Maior teor de carotenóides

Resistência a nematóides

Resistência a queima-das-folhas

Tabela 2 - Principais cultivares de cenoura disponíveis atualmente no mercado e suas características

   

Cultivar

Formato das raízes

Ciclo

Comprimento das

Resistência(R) ou

Clima mais

 
 

(dias)

raízes

Tolerância (T) à

Favorável

 

(cm)

doenças

para cultivo

 

Brasília

Cilíndrica

90-100

15-22

R - queima das folhas

ameno para

 

quente

T nematóides

Kuronan

Ligeiramente

100-120

15-25

R - queima das folhas

ameno para

 

cônica

quente

Nova

Ligeiramente

100

15-18

R- alternária

ameno para

 

Kuroda

cônica

quente

Prima

Cilíndrica

90-100

16-18

R - queima das folhas

ameno para

 
 

quente

Nova

Cilíndrica

80-90

18-20

R - alternária

ameno para

 

Carandaí

quente

Nantes

Cilíndrica

90-110

13-15

-

frio

Harumaki

Ligeiramente

85-110

16-18

T- queima das folhas

ameno

Kinko Gossum

cônica

Tropical

Ligeiramente

80-90

20-25

R - queima das folhas

ameno para

 

Cônica

quente

Alvorada

Cilíndrica

100-105

15-20

R - queima das

ameno para

 

quente

 

folhas R - nematóides

Fonte: Embrapa-Hortaliças e Catálogos de Companhias Produtoras de Sementes

 

Cultivares Brasileiras

Cultivares Brasileiras ‘Brasília’ ‘Alvorada’

‘Brasília’

Cultivares Brasileiras ‘Brasília’ ‘Alvorada’

‘Alvorada’

http://marisamota.com/cenoura2_files/image002.jpg
http://marisamota.com/cenoura2_files/image002.jpg
Produção de sementes  Brasil: Bagé, Candiota, RS  Clima frio - florescimento  90%

Produção de sementes

Brasil: Bagé, Candiota, RS Clima frio - florescimento

90% da produção

800 quilos por hectare e máximas de 1 .200 quilos por hectare

 Clima frio - florescimento  90% da produção  800 quilos por hectare e máximas
Local de plantio www.uga.edu/ /photographs/carrot.htm

Local de plantio

Local de plantio www.uga.edu/ /photographs/carrot.htm

Solos

Hortaliça tuberosa: Propriedades físicas: textura,

estrutura e permeabilidade

Textura média

Leves, soltos e arejados

Sem obstáculos ao crescimento das raízes

Solos pesados e argilosos são inadequados

Aplicação de matéria orgânica e condicionadores de solo.

Solo

Pouco tolerante a acidez pH entre 5,7 a 6,8

Calagem: Saturação de bases para 70-80% e pH para 6,5

a acidez – pH entre 5,7 a 6,8  Calagem: Saturação de bases para 70-80% e
Preparo do solo  Aração, gradagem e levantamento dos canteiros.  Deve ser evitado o

Preparo do solo

Aração, gradagem e levantamento dos canteiros.

Deve ser evitado o uso excessivo do encanteirador:

causa a destruição da estrutura do solo

facilita a formação de crosta e a compactação do subsolo, que deformam e prejudicam o

crescimento das raízes.

 facilita a formação de crosta e a compactação do subsolo, que deformam e prejudicam o

Canteiros

0,80 a 1,40 m de largura, 15 a 30 cm de altura

dependendo do equipamento utilizado

Distância de 30 cm entre canteiros

Em solos argilosos, no período das chuvas, a altura deve ser maior, para facilitar a drenagem.

Os sulcos para a distribuição das sementes, pode ser transversal ou longitudinal

Adubação  Adubação Orgânica  Especialmente em solos de baixa fertilidade e/ou compactados.  É

Adubação

Adubação Orgânica

Especialmente em solos de baixa fertilidade e/ou

compactados.

É fundamental que o adubo orgânico esteja bem curtido.

A distribuição é feita a lanço sobre os canteiros, seguida de incorporação, que é feita utilizando-se enxada rotativa.

Esterco de gado: 30 t ou 60 m 3 /ha antes do plantio.

Esterco de galinha: aplica-se 1/3 desta quantidade.

Adubação Química  Análise química do solo, principalmente de acordo com seus níveis de fósforo

Adubação Química

Análise química do solo, principalmente de acordo com seus níveis de fósforo e potássio.

No plantio:

40 kg/ha de nitrogênio,

12 kg/ha de bórax (17,5% B)

12 kg/ha de sulfato de zinco monohidratado (35% Zn).

Adubação Química Tabela 3 : Recomendação de adubação para produção de cenoura no Estado do

Adubação Química

Tabela 3 : Recomendação de adubação para produção de cenoura no Estado do Rio de Janeiro, com base na análise do solo .

 

Fósforo

Potássio

Teor no solo

Dose recomendada de P 2 O 5 (Kg ha -1 )

Teor no solo (ppm)

Dose recomendada de K 2 O (Kg ha -1 )

(ppm)

0 - 10

120

0 - 45

120

11 - 20

90

46 - 90

90

21 - 30

60

91 - 135

60

>30

0

> 135

0

Fonte: Manual de Adubação para o Estado do Rio de Janeiro

Adubação em cobertura  40 kg/ha de nitrogênio (N).  Nos plantios em épocas chuvosas:

Adubação em cobertura

40 kg/ha de nitrogênio (N).

Nos plantios em épocas chuvosas:

Aplicação de 60 kg/ha de N e 60 kg/ha de K 2 O, aos 30 e 60 dias após a emergência.

Normalmente, quando se incorpora o esterco de

galinha na dosagem recomendada, a adubação de

cobertura com nitrogênio pode ser dispensada, se o desenvolvimento das plantas for normal.

Deficiências Nutricionais

Nitrogênio:

Reduz o crescimento da planta.

As folhas mais velhas ficam amareladas

uniformemente e, com a evolução da deficiência,

tornam-se avermelhadas.

As condições que predispõem à deficiência:

Insuficiência de fertilizante nitrogenado

Elevado nível de MO não decomposto no solo,

Compactação do solo

Elevada intensidade de precipitação

Condições desfavoráveis à mineralização da MO

Deficiências Nutricionais

Fósforo:

Folhas mais velhas apresentam coloração castanho- arroxeada.

Com a evolução da deficiência as folhas amarelecem e caem.

Potássio:

Folhas mais velhas apresentam as margens dos

folíolos queimadas.

Com o avanço da deficiência, os pecíolos coalescem, secam e morrem.

Deficiências Nutricionais  Cálcio:  Causa necrose dos pontos de crescimento das folhas novas. 

Deficiências Nutricionais

Cálcio:

Causa necrose dos pontos de crescimento das folhas

novas.

O pecíolo apresenta pequenas áreas coalescentes.

Há morte das folhas ainda com a coloração verde.

Magnésio:

Folhas mais velhas ficam cloróticas nas bordas.

Coloração levemente avermelhada nas margens e se

expande em direção ao centro dos folíolos.

Pode ser confundida com a deficiência de nitrogênio ou virose.

Deficiências Nutricionais

Boro:

Encrespamento das folhas, que se dobram para o solo

Folhas com tonalidade vermelha ou amarela,

Pode ser confundida com viroses.

As folhas novas são pequenas e é comum a morte do broto com aparecimento de necrose progressiva.

Na raiz, ocorre o fendilhamento longitudinal com

posterior cicatrização.

Pode ser provocada por excesso

de calcário, de N e de chuva.

longitudinal com posterior cicatrização.  Pode ser provocada por excesso de calcário, de N e de
Implantação da cultura  Plantio  Semeadura direta  Sulcos com 1 a 2 cm

Implantação da cultura

Plantio

Semeadura direta

Sulcos com 1 a 2 cm de profundidade e distanciados de 20 cm entre si.

Manualmente ou com o emprego de semeadeira

manual ou mecânica.

A semeadura manual é mais trabalhosa, menos

eficiente e implica em maior gasto de sementes (6

kg/ha).

Semeadeiras mecânicas - abrem os sulcos, distribuem as sementes e cobrem os sulcos.

Gasta-se de 2 a 3 kg de sementes por hectare.

Semeadura de precisão

Semeadura de precisão

Semeadura de precisão

Cuidados

As sementes de cenoura são pequenas (840

sementes/g)

Possuem pouca reserva e as plântulas que emergem são tenras e delicadas.

Profundidade de semeadura:

Maior que 2 cm - plântulas com dificuldades de

emergir ou até mesmo não emergirem.

menos de 1 cm - falhas de germinação - secamento da camada superficial do solo, arranquio ou arraste das sementes pela água de irrigação ou chuva forte

Tratos culturais

Raleio

Semeadura manual ou

mecânica

Aumenta disponibilidade

de espaço, água, luz e

nutrientes por planta

Raízes de maior tamanho

e melhor qualidade

Feita aos 25-30 dias após

a semeadura

Espaço de 4 a 5 cm entre

plantas

20 cm entre linhas

5 cm 20 cm
5 cm
20 cm
 Feita aos 25-30 dias após a semeadura  Espaço de 4 a 5 cm entre
Manejo de plantas daninhas  O controle das plantas daninhas pode ser feito por métodos

Manejo de plantas daninhas

O controle das plantas daninhas pode ser feito por métodos culturais, manuais ou mecânicos, ou

químico com o uso de herbicidas

culturais, manuais ou mecânicos, ou químico com o uso de herbicidas www.isla.com.br/cgi-bin/news_sementito.cgi?se

Tabela 4 - Herbicidas registrados para a cultura de cenoura Agrofit 2002, MAPA/SDSV/DIPROF.

Grupos de Plantas Daninhas Controladas

Nome comum dos herbicidas

Dosagem (kg/ha do i.a.) e formulação (kg ou L/ha)

Época ou modo de aplicação (*)

1 Folhas largas

Linuron

(0,99 a 1,98) 2,20 a 4,40

Pré e pós

 

Prometryne

(0,96 a 1,60 ) 1,20 a 2,00

Pré

2 Folhas estreitas

Clethodim

(0,08 a 0,11) 0,35 a 0,45

Pós

(Gramíneas)

Fenoxaprop-p

(0,07 a 0,11) 0,63 a 1,00

Pós

 

Fluazifop-p

(0,09 a 0,25) 0,75 a 2,00

Pós

 

Oxadiazon

(1,00) 4,00

Pré e pós

 

Trifluralin

(1,80 a 2,40) 3,00 a 4,00

Pré

 

(0,53 a 1,07) 1,20 a 2,40

Ppi

(*)ppi = pré-plantio-incorporado; pré = pré-emergência; pós = pós-emergência.

 
Irrigação  A produtividade e a qualidade das raízes de cenoura são e influenciadas pelas

Irrigação

A produtividade e a qualidade das raízes de cenoura

são e influenciadas pelas condições de umidade do

solo.

necessário o controle da umidade do solo durante

todo o ciclo da cultura

Pequenas áreas

aspersão convencional

Grandes áreas

utiliza-se o sistema pivô central

da cultura  Pequenas áreas  aspersão convencional  Grandes áreas  utiliza-se o sistema pivô
Irrigação  Primeira irrigação:  Após o plantio  Molhar até 20 cm de profundidade.

Irrigação

Primeira irrigação:

Após o plantio

Molhar até 20 cm de

profundidade.

Do plantio até o raleio:

leves e frequentes (1 a 2

dias).

Do raleio até a colheita:

pode-se aumentar a lâmina

de água e o turno de rega

e frequentes (1 a 2 dias).  Do raleio até a colheita:  pode-se aumentar a
e frequentes (1 a 2 dias).  Do raleio até a colheita:  pode-se aumentar a
Principais Doenças  Podridão de pré e pós-emergência  Alternaria dauci, A. radicina, Pythium sp

Principais Doenças

Podridão de pré e pós-emergência

Alternaria dauci, A. radicina, Pythium sp., Rhizoctonia

solani e Xanthomonas campestris pv. carotae.

Pré-emergência - falhas no estande.

Pós-emergência (tombamento) - as plântulas com

encharcamento na região do hipocótilo rente ao solo, provocando reboleiras de plantas tombadas ou mortas.

Controle:

Sementes de boa qualidade,

Rotação de cultura,

Adequada profundidade de plantio e

Manejo adequado de água.

Queima-das-folhas  É a doença mais comum da cenoura.  Alternaria dauci, Cercospora carotae e

Queima-das-folhas

É a doença mais comum da cenoura.

Alternaria dauci, Cercospora carotae e Xanthomonas

campestris, pv. carotae.

Os três patógenos podem ser encontrados na mesma

planta, e até em uma única lesão.

Necrose das folhas

Controle:

Cultivares resistentes - Brasília, Kuroda e Kuronan

Químico:

3 patógenos estão presentes - produtos à base de cobre intercalados com outros fungicidas ditiocarbamatos

Queima-das-folhas

Queima-das-folhas

Queima-das-folhas
Queima-das-folhas

Podridão das raízes

Fungos - Sclerotium rolfsii, Sclerotinia sclerotiorum

Bactéria Erwinia carotovora

Pré-colheita

Crescimento reduzido com as folhas superiores

amareladas, Podridão mole nas raízes

Após a colheita,

Podridões secas e moles

Podridão das raízes

Podridão das raízes Podridão das raízes causadas pelo fundo Sclerotium rolfsii , Sclerotinia sclerotiorum e pela
Podridão das raízes Podridão das raízes causadas pelo fundo Sclerotium rolfsii , Sclerotinia sclerotiorum e pela

Podridão das raízes causadas pelo fundo

Sclerotium rolfsii, Sclerotinia sclerotiorum e pela

bactéria Erwinia carotovora

Nematóides

Meloidogyne incognita, M. javanica, M. arenaria e

M. hapla

Plantas - crescimento reduzido e amarelecimento nas folhas semelhante ao sintoma de deficiência

mineral.

Raízes - tamanhos reduzidos com deformações

devido a intensa formação de galhas

Controle:

Rotação de cultura

Resistência genética – ‘Alvorada’

Nematóides

Nematóides
Principais Pragas Larva de Crisomelídeos Lagarta Falsa-medideira Lagarta-rosca Pulgões

Principais Pragas

Principais Pragas Larva de Crisomelídeos Lagarta Falsa-medideira Lagarta-rosca Pulgões
Principais Pragas Larva de Crisomelídeos Lagarta Falsa-medideira Lagarta-rosca Pulgões
Principais Pragas Larva de Crisomelídeos Lagarta Falsa-medideira Lagarta-rosca Pulgões
Principais Pragas Larva de Crisomelídeos Lagarta Falsa-medideira Lagarta-rosca Pulgões

Larva de

Crisomelídeos

Lagarta Falsa-medideira Lagarta-rosca

Principais Pragas Larva de Crisomelídeos Lagarta Falsa-medideira Lagarta-rosca Pulgões

Pulgões

Principais Pragas  Controle:  Praticas culturais  preparo de solo, incorporação dos restos culturais

Principais Pragas

Controle:

Praticas culturais

preparo de solo, incorporação dos restos culturais e

eliminação das plantas daninhas, especialmente

gramíneas

Ação de inimigos naturais

como parasitóides e predadores (micro-himenópteros)

Poucos os inseticidas registrados

Pouco recomendável para a cultura.

Colheita

80 a 120 dias depois da semeadura

Ponto de colheita:

Amarelecimento e secamento das folhas mais velhas

Arqueamento para baixo das folhas mais novas

Manualmente ou semi-mecanizado, acoplando-se

uma lâmina cortante no sistema hidráulico do

trator.

Deve-se arrancar somente a quantidade possível de ser preparada no mesmo dia.

Colheita Manual e Mecanizada
Colheita Manual e Mecanizada
Colheita Manual e Mecanizada

Colheita Manual e Mecanizada

Pós-Colheita

Após o arranquio:

Parte aérea é destacada (quebrada) da raiz

Pré-seleção eliminando as raízes com defeitos.

Lavadas, selecionadas, classificadas e acondicionadas.

Classificadas conforme o comprimento e a % de raízes com defeitos

Pós-Colheita

Pequenos produtores:

máquinas simples para lavar as raízes

a seleção e a classificação são feitas

manualmente.

Os grande produtores

possuem máquinas que lavam, secam e classificam.

A seleção e o acondicionamento são feitos

manualmente.

Classificação Quanto ao comprimento:  Classe 10 = raízes com 10 a menos de 14

Classificação

Quanto ao comprimento:

Classe 10 = raízes com 10 a menos de 14 cm de

comprimento;

Classe 14 = raízes com 14 a menos de 18 cm de

comprimento;

Classe 18 = raízes com 18 a menos de 22 cm de

comprimento;

Classe 22 = raízes com 22 a menos de 26 cm de

comprimento e

Classe 26 = raízes com mais de 26,5 cm de comprimento.

Classificação e padronização Categoria Extra Cat I Cat II Cat III   0% 1% 1

Classificação e padronização

Categoria

Extra

Cat I

Cat II

Cat III

 

0%

1%

1

3

%

%

1

2

Defeitos Graves

Podridão mole

Deformação Podridão Seca

Ombro Verde ou Roxo >10%

0%

%

3

%

2

%

%

4

%

3

%

3%

Lenhosa Murcha Rachada Dano Mecânico >10% ou >3mm Injúria por Pragas ou Doenças

0%

2

3

5%

0%

%

%

5%

2%

1

2

6%

1%

%

%

4%

0%

2

3

4%

 

0%

%

%

5%

1%

1

3

5%

0%

%

%

5%

Total de Defeitos Graves

3%

6%

10%

20%

Total de Defeitos Leves

4%

10%

25%

100%

EXIGÊNCIA MÍNIMA DE QUALIDADE Ausência de defeitos graves Ombro Verde / Roxo D e f

EXIGÊNCIA MÍNIMA DE QUALIDADE Ausência de defeitos graves

EXIGÊNCIA MÍNIMA DE QUALIDADE Ausência de defeitos graves Ombro Verde / Roxo D e f o
EXIGÊNCIA MÍNIMA DE QUALIDADE Ausência de defeitos graves Ombro Verde / Roxo D e f o

Ombro Verde / Roxo

Deformação

Ausência de defeitos graves Ombro Verde / Roxo D e f o r m a ç

Podridão Mole

Ausência de defeitos graves Ombro Verde / Roxo D e f o r m a ç

Lenhosa

Podridão Seca Murcha Rachada Dano Mecânico Injúria por pragas
Podridão Seca Murcha Rachada Dano Mecânico Injúria por pragas
Podridão Seca Murcha Rachada Dano Mecânico Injúria por pragas

Podridão Seca

Murcha

Podridão Seca Murcha Rachada Dano Mecânico Injúria por pragas

Rachada

Podridão Seca Murcha Rachada Dano Mecânico Injúria por pragas

Dano Mecânico

Podridão Seca Murcha Rachada Dano Mecânico Injúria por pragas

Injúria por pragas

Comercialização

Comercialização

Comercialização
Comercialização
Comercialização Tabela 5 - Embalagens de cenoura admitidas no Brasil   Dimensões em mm  

Comercialização

Tabela 5 - Embalagens de cenoura admitidas no Brasil

 

Dimensões em mm

 

Embalagens

Comprimento

Largura

Altura

Sacos de polietileno ou polipropileno IV

700

-

480

Caixa K madeira

495

230

355

Caixa papelão ondulado I

490

220

350

Caixa papelão ondulado II

356

205

237

Fonte: Portaria n o 306, de 26/11/90 do Ministério da Agricultura e do Abastecimento

 

Processamento de Cenoura

Processamento de Cenoura  Principal hortaliça usada no processamento:  Rodelas, palito, cubo, ralada  Farinha

Principal hortaliça usada no

processamento:

Rodelas, palito, cubo,

ralada

Farinha

Polpa

Minicenoura (cenourete e

catetinho)

Seleta de legumes

Alimentos infantis

Sopas instantâneas

Polpa  Minicenoura (cenourete e catetinho)  Seleta de legumes  Alimentos infantis  Sopas instantâneas
Polpa  Minicenoura (cenourete e catetinho)  Seleta de legumes  Alimentos infantis  Sopas instantâneas
Polpa  Minicenoura (cenourete e catetinho)  Seleta de legumes  Alimentos infantis  Sopas instantâneas
Matéria prima Cenourete Catetinho Rodelas, palito, cubo, ralada, polpa e farinha

Matéria prima

Matéria prima Cenourete Catetinho Rodelas, palito, cubo, ralada, polpa e farinha

Cenourete

Matéria prima Cenourete Catetinho Rodelas, palito, cubo, ralada, polpa e farinha
Matéria prima Cenourete Catetinho Rodelas, palito, cubo, ralada, polpa e farinha

Catetinho

Rodelas, palito, cubo,

ralada, polpa e farinha

Custo de produção Tabela 6 - Número necessário de caixas de cenoura para o pagamento

Custo de produção

Tabela 6 - Número necessário de caixas de cenoura para o pagamento dos custos diretos (mão-de-obra e insumos, e indiretos (depreciação de máquinas e equipamentos)

utilizados no cultivo de um hectare de cenoura.

Descrição

Quantidade (cx)

Quantidade (%)

Máquinas e equipamentos de irrigação

372,0

31,00

Mão-de-obra, operações diversas

37,2

3,10

Adubos e corretivos

313,5

26,10

Herbicidas, inseticidas e fungicidas

105,0

8,75

Colheita, classificação e equipamento

334,8

27,90

Sementes

37,5

3,12

Total

1200,0

100