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*REGIMENTO GERAL* DA *UNIVERSIDADE CATOLICA DE PETROPOLIS* (Aprovacao pelo Consetho Universitario -reunides de 20.5.99 ¢ 28.6.02) TITULOL INTRODUCGAO Art. 1°. Este Regimento Geral regula as atividades administrativas, pedagdgicas, comunitérias e discipli- nares da Universidade Catdlica de Petrépolis. Parégrafo tinico. O Regimento Geral é complementado por Resolugdes baixadas pelos Orgios competen- tes da Administragdo Superior da Universidade. TiTULO 0 DOS ORGAOS DA ADMINISTRACAO SUPERIOR CAPITULO I ENUMERAGAO Art. 2°. A Administrago Superior da Universidade Catélica de Petrépolis compreende: 1- Orgiios Superiores de Orientagio e Controle Econémico-Financeiro: ~ 0 Grio-Chanceler, como Presidente da Mantenedora; - 0 Conselho Superior de Administragao; = 0 Conselho Fisc: Il- Orgaos Superiores de Administragao Académica: = 0 Conselho Universitario; -aReitoria; III - Orgio de Assessoramento: = Conselho de Patronos. Pardgrafo ‘nico. Os érgaos colegiados acima enumerados ¢ a Reitoria terdo regimentos proprios CAPITULO I DOS ORGAOS COLEGIADOS SECCAOIL DISPOSIGOES GERAIS Art. 3°. A. convocagio de qualquer érgio colegiado cabe ordinariamente a seu Presidente, e também extraordinariamente, por iniciativa prépria ou a requerimento da maioria de seus membros. Art, 4°. Salvo disposig&o expressa em contrario, os érgios colegiados da Universidade s6 podem funcio- nar com a presenga da maioria absoluta de seus membros, decidindo por maioria dos presentes. Art. 5°. A ndo ser em caso de urgéncia, a convocagdo para as reunides dos érgdos colegiados seré escrita ¢ individual, dela constando a respectiva agenda, e feita com antecedéncia minima de quarenta ¢ ito ho- ras, Art. 6°. A participago das reunides dos érgios colegiados da Administragdo Superior da Universidade é obrigatoria e prefere a qualquer outra atividade universitéria. Art. 7°, Salvo disposigdo em contritio, as reunides dos orgaos colegiados so exclusivas de seus mem- bros. Art. 8°. Em caso de urgéncia, ndo havendo numero para a reunido convocada, far-se-4 imediatamente nova convocagiio, decidindo-se por maioria dos presentes, se no dispuser em contrario o Estatuto e este Regi- mento. Art. 9°, Das sessdes do érgio colegiado se lavrard ata que, aprovada, sera assinada pelos membros pre- sentes A reunitio e pelo secretario desta. Parégrafo ‘inico, O Secretario do Conselho Universitario ¢ 0 Secretério de Registros Académicos. Art. 10, Seré facultado a qualquer membro do corpo docente ou discente da Universidade, pessoalmente ou por meio de representante autorizado, comparecer na fase instrutéria do colegiado na qual ser apreci- ado proceso em que seja parte. SECCAO DISPOSIGOES ESPECIAIS Art. 11. © Conselho Superior de Administragao reunir-se-4 ordinariamente duas vezes por ano. Paragrato tinico. O Secretario do Conselho Superior de Administragao serd eleito dentre seus membros. Art. 12. © Regimento do Conselho Superior de Administragio estabelecerd os critérios para escolha dos representantes das classes empresariais. Art. 13. O Conselho Universitario reunir-se-A, ao menos quatro vezes por ano, com a presenga da maioria absoluta de seus membros, e decidird por maioria absoluta dos presentes. Art. 14, O Conselho Universitario estruturar-se-é em Camaras cuja composigdo seré definida pelo plené- tio. § 1°. As Camaras de que trata o caput deste artigo sao as seguintes: I- Camara de Ensino, Pesquisa e Extensio; Il- Camara de Avaliagao e Carreira Docente; § 2°. A composigo das Camaras e respectivo niimero de membros serdo determinados pelo plendrio do Conselho Universitario, firme 0 disposto no Art. 17 do Estatuto referente & maioria de docentes e a repre- sentaciio discente. §3°. Sdo atribuigdes da Camara de Ensino, Pesquisa e Extensio: I—emitir parecer sobre a criagao, suspensio, supressio e agregagio de cursos ou de Unidades Uni- versitérias e sobre projetos relativos A sua drea de competéncia; II- propor ao Conselho Universitario politicas e normas relativas ao ensino, & pesquisa e a exten- ‘sdo; IIL- fixar normas sobre o regime didatico e sobre o recrutamento, selego, admissio, promogao € habilitagao dos alunos; TV ~ aprovar os curriculos dos cursos ¢ suas alteragdes; V — fixar o nimero de vagas dos diversos cursos da Universidade; V1-estabelecer a politica de avaliagao dos cursos; VII - coordenar as atividades de ensino, de pesquisa e de extensio VIII - emitir parecer sobre os planos de desenvolvimento global do ensino, da pesquisa e da extensdio; IX — aprovar as ementas e os programas das disciplinas dos cursos da Universidade; X.- dar parecer sobre elaboragao e reforma do Estatuto ¢ Regimento Geral em matéria de sua com- peténcia; XI—julgar em grau de recurso as decisées dos Conselhos Académicos; XII - decidir sobre as representagdes ou recursos de Diretores, Professores e Alunos; XIII - deliberar sobre as questdes relativas ao ensino, & pesquisa e a extensio; XIV - aprovar o calendario escolar; XV — elaborar e propor ao Conselho Universitario o regimento interno da Camara; XVI - exercer outras atribuigdes que Ihe forem conferidas pelo Consetho Universitario. XVII - deliberar sobre projetos e atividades de extensio, § 4°. Sao atribuigdes da Camara de Avaliagio e Carreira Docente I—aprovar normas e procedimentos para admisstio e promogao de professores; Il — analisar os processos de admissdo ao quadro docente ¢ emitir parecer sobre a nomeagao do indicado; Ill — analisar, emitindo parecer, os processos de promogao na carreira docente; 1V--aprovar normas sobre as atividades docentes; V - emitir parecer nos processos disciplinares que envolvam responsabilidade docente; VI estabelecer os critérios de avaliagio dos docentes; VII — aprovar medidas para a melhoria e 0 aperfeigoamento da capacitagao e desempenho do corpo docente; VIII - incentivar a produgao cientifica, literdria e técnica no ambito do quadro docente; IX -exercer outras atribuigdes conferidas pelo Conselho Universitario. § 5° ~ Das decisdes das Camaras caberd recurso para o plendrio no prazo de 10 (dez) dias. § 6°. O Conselho Universitario podera criar outras Cémaras. § 7°. 0 Conselho Universitario poderd, em casos excepcionais, a seu critério, avocar a apreciagio e jul- gamento de matéria atribuida a qualquer das Camaras. CAPITULO I DA REITORIA Art. 15. No desempenho das atribuigdes que Ihe sto conferidas pelo Estatuto da Universidade, compete a0 Reitor: I - convocar ordinaria e extraordinariamente a Assembléia Universitéria e 0 Conselho Universitario, presidindo-Ihe as sessdes e com direito a voto também de qualidade; IL - superintender a administragao dos érgios auxiliares da Reitoria; IML determinar a aplicagao das rendas da Universidade, na forma do orgamento aprovado; IV -elaborar, com as sugestdes do Conselho Universitario, a proposta orcamentéria geral da Universida- de, submetendo-a ao Conselho Superior de Administragao, até o ultimo dia util do més de novembro; V_ - encaminhar ao Conselho Superior de Administragao, até o iltimo dia itil do més de fevereiro, a prestagdo de contas da Universidade, relativa ao exercicio anterior; VI - sustar, “ad referendum” do Conselho Universitirio, a execugao de resolugdes ou decisdes de érgaos académicos ou administrativos; VII - convocar excepcionalmente qualquer érgdo colegiado das Unidades Universitarias; VIII - convocar o Conselho de Patronos, presidindo-Ihe as reunies. Art. 16. Sdo Orgios Auxiliares da Reitoria, além de outros que venham a ser criados: I - Gabinete do Reitor; Il - Secretaria de Planejainento Académico; IIL - Secretaria de Registros Académicos; IV. - Secretaria de Administragao ¢ Finangas; V-~ Secretaria de Assuntos Comunitarios e de Extensio. VI - Secretaria de Engenharia e Manuten¢ao; Parégrafo tinico. O Chefe de Gabinete do Reitor e os Secretirios dos demais érgios enumerados neste artigo so nomeados por livre escolha do Reitor, demissiveis “ad nutum” e deixam a fungdo com a posse de novo Reitor. Art. 17. So Orgdios de Assessoramento da Reitoria: I - Assessoria Juridica; Il - Assessoria de Planejamento; IIL- Assessoria de Relagdes Piiblicas. Pardgrafo ‘nico. Os Assessores da Reitoria, nomeados por livre escolha do Reitor, so demissiveis “ad nutum” e deixam a fungo com a posse de novo Reitor. Art, 18. O Regimento da Reitoria discriminard a competéncia e a organizagdo administrativa de seus Or- giios Auxiliares e de Assessoria. TiTULO OI A ADMINISTRACAO DAS UNIDADES UNIVERSITARIAS CAPITULOT ENUMERACAO Art. 19, Sdo Orgios da Administragdo das Unidades Universitarias: I - Diretoria. Il - Conselho Académico; Ill - Congregacao. Pardgrafo iinico. Os Orgdos enumerados nos incisos Ile III terdo Regimentos proprios. capiTuLo m : DOS ORGAOS COLEGIADOS DAS UNIDADES UNIVERSITARIAS Art. 20, Aos Orgios colegiados das Unidades Universitarias aplica-se 0 disposto na Segao I do Capitulo Ido Titulo Il deste Regimento, no que couber. Art. 21. Para secretariar as reunides dos colegiados das Unidades Universitaria poderdo ser convocados servidores da Universidade, preferencialmente da area académica. SECCAOL DO CONSELHO ACADEMICO Art. 22. Compdem o Conselho Académico: 1-0 Diretor; Il -0 Vice-Diretor, IIL - 0s Coordenadores de Curso de Graduagio; IV - os Representantes do Corpo Docente, eleitos pela respectiva Congregagio, para mandato de dois anos; V_ - 0 Representante do Corpo Discente, com mandato de um ano. § 1°. 0 Conselho Académico reunir-se-4 pelo menos duas vezes por semestre letivo. § 2°. A participagio do Coordenador de Curso sera regulamentada pelo Conselho Universitario, tendo em vista a diversidade e o niimero de cursos das Unidades Universitérias. § 3°. Os Representantes do Corpo Docente deverio estar em efetivo exercicio do magistério na Universi- dade e compordio 0 Conselho na razio de cingilenta por cento mais um de seus integrantes. es legais, ao Conselho Académico compete: tar, fiscalizar e coordenar a realizago de cursos, pesquisas e atividades de Art, 23. Respeitadas as disposi 1 ~ planejar, organizar, ori extensio; Il - auxiliar o Diretor de Unidade no cumprimento de suas fungdes; Il- deliberar sobre as ementas e programas das disciplinas e aprovar os planos de trabalho, encaminhan- do-os superior aprovagiio do Conselho Universitario. IV ~ realizar a integragdo das atividades programadas pelas coordenacdes de ensino, de pesquisa e de extensio; V_ - deliberar sobre matricula e transferéncia de alunos, observadas as normas que regulamentam a maté- ria; VI - examinar em primeira insténcia as representagdes € recursos estudantis quanto ao funcionamento do Curso; VIL - emitir parecer sobre assuntos de ordem didatica e administrativa que interessem diretamente ao en- sino, pesquisa e extensio; VIII — respeitada a programagao geral da Universidade, aprovar o calendario escolar para o ano seguinte, por proposi¢ao do Diretor de Unidade, e encaminhé-lo a Secretaria de Planejamento Académicos IX - exercer o poder disciplinar no émbito de sua Unidade; X _ -apreciar relatérios das atividades curriculares e extracurriculares dos Cursos; XI_ - propor e apreciar convénios de interesse para as atividades da Unidade; XIL_- elaborar seu Regimento, submetendo-o & aprovagdo do Conselho Universitario, SECCAO 1 DA CONGREGAGAO Art. 24. - A Congregagiio reunir-se-A sempre que convocada por seu Presidente. Art. 25. Além da competéncia prevista no Estatuto, a Congregagdo tem as seguintes atribuigées: I~ eleger seus representantes e respectivos suplentes no Conselho Universitario e Conselho Académico; II - emitir parecer sobre matéria submetida a sua apreciagio; IIL - assistir entrega de titulos honorificos; IV - propor todas as medidas aconselhdveis ao aperfeigoamento do ensino, da pesquisa e da extensfio; V -elaborar seu Regimento, submetendo-o a aprovacao do Conselho Universitario. CAPITULO II DA DIRETORIA Art. 26. Cada Unidade Universitéria teré um do Estatuto. §1°. Sera de 2 (dois) anos o mandato do Diretor e do Vice-Diretor, admitida a recondugao. §2°. Firme o disposto no parigrafo anterior, o Diretor e o Vice-Diretor deixam automaticamente o cargo com a posse de novo Reitor. §3° - Ocorrendo a vacdncia do cargo, quer do Diretor quer do Vice-Diretor, o respectivo substituto apenas completara o prazo daquele a quem suceder. tor e um Vice-Diretor nomeados pelo Reitor, na forma Art. 27. Além das atribuigdes previstas no Estatuto, compete ao Diretor da Unidade Universitaria: I. - representar a Unidade no Conselho Universitario e perante as autoridades universitarias, bem como ‘em quaisquer atos piblicos e nas relagdes com érgaos da administragao publica, instituigdes cientificas entidades particulares: IL - convocar e presidir 0 Conselho Académico e a Congregagao, com voto também de qualidade; UI - incentivar e desenvolver as atividades da Unidade, previamente aprovadas pelas autoridades univer- sitérias; IV - respeitado o calendario escolar: a) elaborar e encaminhar ao Conselho Académico o calendario das atividades escolares para 0 ano seguin ) elaborar e apresentar ao Reitor o planejamento das atividades da unidade para 0 exercicio se- guinte, com sugestdes —_para o respectivo orgamento; ¢) remeter a Reitoria o relatério escolar do ano anterior. V__-manter a ordem e a disciplina na sua Unidade e aplicar as sangSes de sua competéncia; VI -decidir as questées de qualquer natureza referentes a sua Unidade, e que nfio sejam de competén- cia especifica de outros érgios da Universidade; VII - expedir normas e instrugdes internas, bem como delegar poderes; VIII - instaurar os processos disciplinares ¢ administrativos. Art. 28. Além das atribuigdes previstas no Estatuto da Universidade, ao Vice-Diretor de Unidade Univer- sitéria compete: 1 substituir 0 Diretor em suas faltas e/ou impedimentos; TL- exercer fungdes que the sejam atribuidas pelo Diretor; IM - assessorar 0 Diretor; IV- participar com direito a voz © voto nas reunides da Congregagdo e do Conselho Académico. TITULO IV DOS ORGAOS DE EXECUCAO DO ENSINO E PESQUISA E EXTENSAO CAPITULO I DAS UNIDADES UNIVERSITARIAS Art. 29. As Unidades Universitarias compete: I = realizar os cursos previstos no art. 4° do Estatuto da Universidade; Il - executar programas de pesquisa integrados com o ensino e extenso que atendam as necessidades regionais; Il - promover e desenvolver atividades e programas de extensdo cultural. CAPITULO IL DA COORDENACAO DE CURSO Art. 30, A Coordenago de Curso auxilia a Diretoria da Unidade Universitaria no planejamento, execugdo ¢ fiscalizagio do ensino, pesquisa, extensdo e demais atividades complementares. §1°. O Coordenador de Curso, demissivel “ad nutum”, seré indicado pelo Diretor da Unidade Université- ria interessada e nomeado pelo Reitor. §2°. As fungdes de Coordenador de Curso cessam ao término do mandato do respectivo Diretor ou de seu afastamento definitivo do cargo, devendo, porém, permanecer em exercicio até sua efetiva substituigao. Art. 31. A Coordenagao de Curso, auxiliando a Diretoria, compete: 1 organizar os planos de trabalho, distribuindo entre seus membros os encargos de ensino, pesquisa € extensio, coordenando e fiscalizando a sua execugdo; IL- elaborar os planos de ensino e programas das disciplinas a seu cargo e encaminhé-los a0 Conselho Académico, no prazo determinado pelo Calendario Escolar, para aprova¢ao; IIl- emitir parecer sobre trabalhos literirios, didéticos, cientificos e artisticos a serem publicados pela Universidade; IV - indicar ou aprovar livros e textos julgados necessérios ou convenientes a sua drea de trabalho; V - promover o desenvolvimento da pesquisa ¢ a sua articulag4o com o ensino e extensZo. Art, 32. Compete a0 Coordenador de Curso: I- participar com direito a voz e voto, das reunides do Conselho Académico; IL- orientar e articular harmoniosamente as atividades das disciplinas sob sua coordenago; III-encaminhar a0 Diretor da Unidade Universitaria, no prazo do Calendario Escolar, os dados relati- vos ao Curso, necessérios & elaboragao de programas de trabalho e do orgamento da Universidade; IV-encaminhar seu Relatério ao Conselho Académico da Unidade Universitaria, ao término de cada periodo letivo; V - propor ao Diretor da Unidade Universitéria convénios que interessem 4s atividades do Curso. CAPITULO TL DOS ORGAOS SUPLEMENTARES Art. 33. Os Orgdos Suplementares destinam-se a auxiliar 0 aprimoramento e a expansao das atividades de ensino, pesquisa ¢ extensdo da Universidade, executando programas elaborados pela Reitoria e pela Uni- dade Universitaria a que estiverem vinculados, bem como a promover eventos de natureza cultural, técni- a, recreativa, desportiva e de assisténcia aos estudantes. CAPITULO DI DA DIRETORIA Art. 26. Cada Unidade Universitétia tera um Diretor ¢ um Vice-Diretor nomeados pelo Reitor, na forma do Estatuto. §1°. Serd de 2 (dois) anos o mandato do Diretor e do Vice-Diretor, admitida a recondugao. §2°. Firme o disposto no pardgrafo anterior, o Diretor e o Vice-Diretor deixam automaticamente 0 cargo com a posse de novo Reitor. §3° - Ocorrendo a vacancia do cargo, quer do Diretor quer do Vice-Diretor, o respectivo substituto apenas completaré o prazo daquele a quem suceder. ‘Art. 27. Além das atribuigdes previstas no Estatuto, compete ao Diretor da Unidade Universitaria: I = representar a Unidade no Conselho Universitario e perante as autoridades universitarias, bem como em quaisquer atos piblicos ¢ nas relagdes com érgios da administragao piblica, instituigdes cientificas e entidades particulares; Il - convocar ¢ presidir 0 Conselho Académico e a Congregagao, com voto também de qualidade; UI - incentivar e desenvolver as atividades da Unidade, previamente aprovadas pelas autoridades univer- sitarias; IV - respeitado 0 calendario escolar: a) elaborar e encaminhar a0 Conselho Académico 0 calendatio das atividades escolares para 0 ano seguinte; b) elaborar e apresentar ao Reitor o planejamento das atividades da unidade para 0 éxercicio se- guinte, com sugestées __para o respectivo orgamento; c) remeter a Reitoria o relatério escolar do ano anterior. V__ - manter a ordem e a disciplina na sua Unidade e aplicar as sangdes de sua competéncia; VI -decidir as questdes de qualquer natureza referentes a sta Unidade, e que no sejam de competén- cia especifica de outros érgaos da Universidade; VII - expedir normas ¢ instrugées internas, bem como delegar poderes; VIII - instaurar os processos disciplinares e administrativos. Art. 28. Além das atribuigdes previstas no Estatuto da Universidade, ao Vice-Diretor de Unidade Univer- sitéria compete: I— substituir 0 Diretor em suas faltas e/ou impedimentos; IL- exercer fungdes que lhe sejam atribuidas pelo Diretor; Ill - assessorar 0 Diretor; IV - patticipar com direito a voz ¢ voto nas reunides da Congregagio e do Conselho Académico. TITULO IV DOS ORGAOS DE EXECUCAO DO ENSINO E PESQUISA E EXTENSAO CAPITULO I DAS UNIDADES UNIVERSITARIAS Art. 29. As Unidades Universitdrias compete: I~ realizar os cursos previstos no art. 4° do Estatuto da Universidade; Tl -executar programas de pesquisa integrados com o ensino e extensto que atendam as necessidades regionais; IIT- promover e desenvolver atividades e programas de extensdo cultural. CAPITULO I DA COORDENACAO DE CURSO Art. 30, A Coordenagao de Curso auxilia a Diretoria da Unidade Universitaria no planejamento, execugao € fiscalizagaio do ensino, pesquisa, extensdo e demais atividades complementares. §1°. O Coordenador de Curso, demissivel “ad nutum”, sera indicado pelo Diretor da Unidade Université- ria interessada e nomeado pelo Reitor. §2°. As flungdes de Coordenador de Curso cessam ao término do mandato do respectivo Diretor ou de seu afastamento definitivo do cargo, devendo, porém, permanecer em exercicio até sua efetiva substituigdo. Art. 31. A Coordenagao de Curso, auxiliando a Diretoria, compete: 1 organizar os planos de trabalho, distribuindo entre seus membros os encargos de ensino, pesquisa e extensio, coordenando e fiscalizando a sua execuga0; IL- elaborar os planos de ensino e programas das disciplinas a seu cargo e encaminhé-los ao Conselho ‘Académico, no prazo determinado pelo Calendario Escolar, para aprovacao; IIL - emitir parecer sobre trabalhos literérios, didaticos, cientificos e artisticos a serem publicados pela Universidade; IV - indicar ou aprovar livros ¢ textos julgados necessérios ou convenientes & sua drea de trabalho; V - promover o desenvolvimento da pesquisa e a sua articulagaio com o ensino e extensio. Art. 32. Compete ao Coordenador de Curso: I+ participar com direito a voz € voto, das reunides do Conselho Académico; Il- orientar e articular harmoniosamente as atividades das disciplinas sob sua coordenagao; Ill- encaminhar a0 Diretor da Unidade Universitaria, no prazo do Calendario Escolar, os dados relati- vos ao Curso, necessarios a elaboragao de programas de trabalho e do orgamento da Universidade; IV-encaminhar seu Relatério a0 Conselho Académico da Unidade Universitaria, ao término de cada perfodo letivo; V - propor ao Diretor da Unidade Universitaria convénios que interessem as atividades do Curso. CAPITULO II DOS ORGAOS SUPLEMENTARES Art. 33. Os Orgdos Suplementares destinam-se a auxiliar o aprimoramento e a expanstio das atividades de ensino, pesquisa e extenséo da Universidade, executando programas elaborados pela Reitoria e pela Uni- dade Universitaria a que estiverem vinculados, bem como a promover eventos de natureza cultural, técni- ca, recreativa, desportiva e de assisténcia aos estudantes. Art. 34. Sao Orgdos Suplementares da Universidade Catdlica de Petrépolis: 1 ~ Biblioteca; I - Colégio de Aplicagao; ML - Vila Olimpica IV - Centro Cultural; V_ - Editora Universitaria; VI - Clinica Escola de Fisioterapia; VII- Clinica Escola de Fonoaudiologia; VIII - Clinica Escola de Psicologia. §1°. Ressalvada a vinculagao do Colégio de Aplicagdo 4 Faculdade de Educagio, a subordinagao dos de- mais érgdos suplementares 4 Reitoria pode ser imediata ou mediata. § 2°.- Além dos mencionados neste artigo, poderdo ser criados outros érgios suplementares, por pro- posta do Reitor e aprovagiio dos érgios competentes. ‘Art. 35. Os érgiios Suplementares terdo estrutura, organizagio ¢ funcionamento determinados em normas ‘ou regimentos, aprovados pelos érgios competentes da Universidade. TITULOV DOS CURSOS CAPITULO I DOS CURSOS EM GERAL Art. 36. Curso é um conjunto de atividades pedagégicas sistematizadas visando a determinado objetivo de formagao e/ou habilitagao profissional. Art. 37. Curriculo 0 conjunto de disciplinas e atividades didaticamente sistematizadas que integram 0 curso. Art. 38. Por disciplina se entende o programa de estudos e atividades referentes a determinada matéria. Art. 39. Os cursos de graduagao tém por objetivo proporcionar formago de nivel superior, de natureza académica ou profissional, que habilite ao grau universitario. Paragrafo iinico. Nos curriculos de todos os cursos de graduagao devem ser incluidos, obrigatoriamente, matérias de formagaio humanistica e, pelo menos, doze créditos académicos de ciéncias morais e religio- sas. Art, 40, Os cursos de pés-graduagao “stricto sensu” visam a desenvolver e aprofundar a formagao adqui- rida nos cursos de graduagdo e a preparar docentes universitarios, pesquisadores e profissionais de alto nivel. Att. 41. Os Cursos de Pés-Graduago “lato sensu”, abertos a graduados em nivel superior, visam respecti- vamente & formagao de especialistas e ao aprimoramento de conhecimentos e técnicas em areas determi- nadas do saber. Art. 42. Os Cursos de Atualizagio destinam-se a propiciar educago permanente em todos os niveis ¢ campos do saber. Art. 43. Os Cursos de Extensio Universitéria destinam-se a ampliar a ago da Universidade na comunida- de através de programagées cientificas, culturais ou técnicas. Art. 44. Os Cursos Seqiienciais sao constituidos por disciplinas de uma ou mais éreas do conhecimento, articuladas de modo a compor um conjunto légico e coerente, relativo a um campo de saber cientifico. CAPITULO IL DA ORGANIZACAO DOS CURSOS DE GRADUACAO Art. 45. Na organizago dos curriculos, a luz dos principios cristos, a Universidade inclui um conjunto de disciplinas e atividades pedagégicas obrigatérias, objetivando: I ~ suprir deficiéncias ou corrigir falhas de formagao intelectual dos alunos; Tl - ampliar os conhecimentos basicos necessérios aos cursos profissionais; IIL- propiciar elementos de formacao integral da pessoa; IV - orientar 0 aluno sobre a escolha vocacional. CAPITULO IT DOS CURRICULOS Art. 46. A formagao académica obedece ao curriculo dos diferentes cursos aprovado pelo Conselho Uni- versitario nos termos deste Regimento e da legislagao. Art. 47. 0 curriculo minimo é 0 conjunto de matérias impresci ¢40 profissional. is & graduagio académica ou habilita- Art. 48, Curriculo pleno é 0 conjunto total das disciplinas do curriculo minimo de um curso acrescido de: 1 - disciplinas complementares obrigatérias, indicadas pelo Conselho Académico, com aprovagiio do Conselho Universitario destinam-se a complementar ¢ aprimorar a formago académica, profissional, humana e cristé dos alunos, para todos os cursos, respeitado o Art. 43 do Estatuto; I1- disciplinas complementares optativas. § 1°. As disciplinas complementares obrigatérias sao exigidas pela Universidade para a graduago acadé- mica ou profissional. § 2°. As disciplinas complementares optativas sdo disciplinas que se destinam a aprimorar certa formago académica ou profissional, devendo o estudante escolher, dentre as oferecidas pela Instituigdo, segundo critérios fixados pelo Conselho Universitario. § 3°. Do curriculo pleno poderdo constar ainda outras atividades e estagio supervisionado necessarios & formagao do aluno, nos termos das normas internas aprovadas pelo Conselho Universitario. CAPITULO IV DA DURAGAO DOS CURSOS DE GRADUACAO Art. 49. Os Cursos de Graduagdo serdo organizados de forma que todos os seus eréditos possam ser normalmente obtidos dentro de um nimero de periodos letivos previamente estabelecidos pelo Conselho ‘Académico e aprovados pelo Conselho Universitario. Paréigrafo iinico. Nos termos da legislagio em vigor e da regulamentago do Conselho Académico homo- logada pelo Conselho Universitario, o aluno pode graduar-se em numero de periodos letivos maior ou menor que o fixado na forma deste artigo. CAPITULO V DOS DEMAIS CURSOS u Art. 50. Os Cursos de Pés-Graduagio, Especializagao, Aperfeicoamento, Seqiienciais, assim como os de Extensio e quaisquer outros, terdo duragdo e organizagao, bem como sistema de admiss4o e matricula, regime de aprovacio e habilitago aos diplomas e cettificados regulamentados pelo Conselho Université- rio, respeitada a legislagao vigente. TiTULO VI DA VIDA ACADEMICA CAPITULO I DO ANO ACADEMICO Art. 51. 0 ano académico é independente do ano civil e as atividades escolares deverdo ocupar 0 niimero de dias igual ou superior ao estipulado pela legislagao. Art. 52. O ano académico consta de dois periodos letivos regulares (semestres), ¢ de periodos especiais. Pardgrafo iinico. Os periodos especiais tém por objetivo o desenvolvimento de programas de ensino, pes quisa e extensio, tais como: recuperagao de estudos, atualizagao didatica, realizagdo de cursos, encontros, semindrios, trabalhos, estudos, estigios e outras atividades e iniciativas de interesse da Universidade e da comunidade. Art, 53. As atividades escolares do ano académico obedecerdo ao calendario escolar aprovado pelo Con- selho Universitario e promulgado pelo Reitor. Art. 54. A Reitoria publicard anualmente 0 catilogo das atividades académicas, do qual deverdo constar: 1 = ocalendario escolar; IL - estrutura dos cursos e a organizagao dos seus curriculos; III - relago das disciplinas oferecidas pelos cursos, suas ementas, seus pré-requisitos, co-requisitos, cédi gos e créditos; IV ~ relagao e qualificagao dos professores; V_ - recursos disponiveis e critérios de avaliagio; VI - outras informagdes referentes a vida universitéria; CAPITULO I DOS PROCESSOS PEDAGOGICOS Art, 55. Os cursos a serem ministrados pelas diversas Unidades Universitarias obedecerdo duragio, aos programas de ensino e a outras atividades aprovados pelos érgaos colegiados competentes. Art. 56. O ensino ser ministrado através de disciplinas que, de acordo com o critério de afinidade, inte- grardo as diversas Unidades Universitarias. Art. 57. Ao professor incumbe a responsabilidade didatica da disciplina a seu cargo, atendidas as normas da Unidade Universitaria, bem como promover e incentivar a aprendizagem dos alunos, utilizando recur- sos didaticos atualizados e eficientes. Art. 58. O processo de ensino, de pesquisa e de extensio pode compreender outras atividades, como cor feréncias, visitas e excursdes, coordenadas ou autorizadas pelo Diretor da respectiva Unidade Universit ria, Pardgrafo tinico. Para realizagdo de conferéncias, semindrios, outras atividades complementares e cursos de extensio, a iniciativa do convite aos Professores cabe as autoridades universitérias competentes. CAPITULO TIL DA ADMISSAO SECCAOI DA SELECAO GERAL Art. 59. O acesso aos cursos da Universidade depende de processo de selegdo, de acordo com o previsto neste Regimento e nas normas aprovadas pelo Conselho Universitario. Art. 60. O proceso seletivo se rege por Edital que fixard os requisitos de inscrigdo, o nimero de vagas oferecidas, o calendario respectivo, os critérios de selego e publicara os dados referentes aos cursos, de- terminados por normas ministeriais. Art. 61. A fixagao de ntimero de vagas far-se- em consideragiio as disponibilidades nos varios cursos de formagio profissional ou académica. Art. 62. O Consetho Universitério constituiré as Coordenagdes ¢ Comissdes para os processos de sele- ¢¢80 para admissdo aos cursos da Universidade, Pardgrafo iinico. As Coordenagdes e Comissdes de que trata este artigo encaminhardo & aprovagao do Conselho Universitario a programagdo do Processo Seletivo, respeitado o Calendario Escolar. CAPITULO IV DAS MATRICULAS Art. 63. A matricula seré feita por disciplina na Secretaria de Registros Académicos, nos prazos fixados pelo calendério escolar, atendendo-se a existéncia de vagas, compatibilidade de hordrios e aos requisitos curriculares. Art. 64. Cabe a0 Conselho Universitério dispor sobre nimero de créditos ou de disciplinas em que os alu- nos poderdo matricular-se, bem como seus pré-requisitos e co-requisito: I - Pré-requisito é a disciplina cujo conhecimento comprovado constitui pressuposto indispensavel ma- tricula em outra disciplina. I Co-requisito & a disciplina a ser cursada simultaneamente com uma ou mais disciplinas. III - Nos limites fixados pelo Conselho Universitario, cabe ao Conselho Académico determinar 0 maximo de eréditos que 0 aluno pode obter em cada periodo letivo. Art. 65. Os candidatos 4 matricula inicial na Universidade deverdo dirigir requerimento ao Reitor, dentro do prazo previsto pelo Calendério Escolar, instruindo-o com os documentos constantes de Edital da Se- cretaria de Planejamento Académico. Art. 66. A matricula de alunos provenientes de estabelecimentos congéneres de ensino superior depende, além de documentos do artigo precedente, da Guia de Transferéncia. 13 Art. 67. Sem prejuizo das sangdes cabiveis perda das importancias pagas, ¢ nula, para todos os efeitos, a matricula obtida por meios ilicitos, iniddneos ou fraudulentos, cabendo ao Reitor comunicar o fato aos ‘érgios competentes. Art. 68. A matricula de aluno estrangeiro, por forca de convénio ou acordo celebrado com o Brasil, obser- vard as normas estabelecidas pelo Conselho Universitério. Pardgrafo tinico. Além dos documentos especificados nos respectivos convénios, deverd o candidato apre- sentar os previstos no artigo 65, no que couber. ‘Art. 69, Havendo vagas, poderdo ser admitidos & matricula, nos Cursos de Graduagao da Universidade, 0s portadores de diplomas de curso superior, devidamente reconhecidos, desde que satisfagam os requisi- tos legais e regimentais para admissao. Art. 70, Ocorre o trancamento quando o aluno, sem interrupgdo do curso, desiste da inscrigo em uma ou mais disciplinas da matricula, obrigado porém ao pagamento das parcelas vincendas, até o final do perio- do letivo, se deseja conservar a vaga. Art. 71. 0 aluno reprovado em qualquer disciplina optativa poderé cursi-la novamente ou substitui-la por outra, Art. 72. E vedado o trancamento de qualquer disciplina no periodo letivo que se seguir & matricula inicial, conseqiiente ao Processo Seletivo. § 1°. 0 trancamento de matricula s6 se permite antes de transcorrida metade do tempo itil do ensino da disciplina. § 2°. A desisténcia ou afastamento fora do prazo previsto no Calendario Escolar equivale a reprovagao. § 3°. O trancamento vigora apenas até o final do periodo letivo em que foi requerido, traduzindo-se auto- maticamente em desisténcia do curso apés esse prazo, salvo manifestagao em contratio do interessado. Art. 73. 0 cancelamento de matricula elimina o aluno do quadro discente da Universidade, sendo vedada a expedigdo de guia de transferéncia ao mesmo, podendo, entretanto, ser-Ihe fornecida certidao de seu Histérico Escolar. Art. 74. Serd jubilado o aluno que nao concluir 0 curso no prazo maximo previamente estabelecido pelo Conselho Universitario. CAPITULO V DAS TRANSFERENCIAS E ADAPTACOES Art. 75. Os pedidos de transferéncia deverdo ser apresentados nos prazos determinados pelo Calendério Escolar, dependendo seu deferimento da existéncia de vagas, do resultado de processo seletivo e do aten- dimento aos requisitos estabelecidos pelo Conselho Académico da Unidade Universitaria, Paragrafo iinico. As disposigdes deste artigo ndo se aplicam ao candidato cuja transferéncia seja assegu- rada por lei federal. Art. 76. Os pedidos de transferéncia de alunos provenientes de estabelecimentos congéneres brasileiros ou estrangeiros, oficiais ou reconhecidos, serdo apreciados pelo Conselho Académico da Unidade interessa- da, § 1°. O Conselho Académico nao se limitard ao exame formal da documentago apresentada, mas poderd exigir outros elementos comprobatérios do aproveitamento escolar do candidato, “4 § 2°. Serio computadas para fins de atribuigdo de créditos as disciplinas cursadas com aprovacdo em ou- tro estabelecimento reconhecido ou autorizado, com equivalente programagao entre as disciplinas ofereci- das pela Universidade. CAPITULO VI DA FREQUENCIA Art. 77. A freqiiéncia as aulas ¢ trabalhos programados é obrigagio e direito dos alunos regularmente ma- triculados. Art. 78. A presenga dos alunos, verificada na forma da lei e das normas baixadas pela Reitoria, sera regis- trada na Secretaria de Registros Académicos. CAPITULO VIL DA AVALIACAO DA APRENDIZAGEM Art, 79. Sao atividades curriculares as prelegdes, pesquisas, exercicios, argligdes, trabalhos priticos, se- minarios, excursées e estagios, provas escritas e orais previstas nos respectivos planos de ensino, Art. 80. A verificagdo do rendimento escolar é realizada por meio de avaliagGes parciais, expressando-se 0 resultado de cada avaliagdo em graus numéricos de zero a dez, permitindo-se como fragdo unicamente 0,5 (cinco décimos). Art. 81. Os cursos de Graduagio e Pés-Graduagdo da Universidade obedecero ao regime de créditos € os demais a regime proprio, de acordo com o disposto no Estatuto e neste Regimento Geral. Pardgrafo ‘inico. A Universidade podera adotar, atendendo a conveniéncias pedagégicas, regime diverso do prescrito neste artigo. Art, 82. Crédito € uma unidade de trabalho ou conjunto de atividades escolares realizadas durante o perio- do letivo e constituido de, no minimo, quinze horas-aulas de prelegdo ou trabalho escolar equivalente. Art. 83. Para o julgamento das verificagdes de aprendizagem, o professor levard em consideragao a parti- cipagao do aluno em aula, testes, trabalhos em classe e extraclasse e em toda a atividade escolar, confor- ‘me normas estabelecidas pelas Unidades Universitarias, e aprovadas pelo Conselho Universitario. Art. 84. As verificagdes de aprendizagem so obrigatérias, atribuindo-se grau zero aos alunos que a elas nao se submetam. Art. 85. Em cada periodo letivo serdo programadas, pelo menos, duas provas: uma parcial (PP), durante o semestre, e uma final (PF) ao término dele. Pardgrafo ‘inico. A prova parcial, abrangendo a matéria lecionada até sua realizagGo, terd peso 1 (um); € a prova final, compreendendo toda a matéria do programa, terd peso 2 (dois). Art. 86. De acordo com a natureza da disciplina, admitem-se como formas de verificagfo de aprendiza- gem: I- prova escrita; IV- relatério de aulas praticas e de visitas; \V trabalho pratico, pesquisa, desde que sob orientagdo, supervisio e controle do professors VI- elaboraco e defesa de monografias, dissertagdes ¢ teses. Art. 87. Nos cursos com metodologia de ensino a distancia, os critérios de avaliagdo da aprendizagem constarao dos projetos aprovados pelo Conselho Universitario. Art. 88. Ser considerado reprovado o aluno que nao obtiver freqiiéncia igual ou superior a 75% das aulas dadas e nota final menor que 5 (cinco). Art. 89. A nota final do aluno, em cada disciplina, serd a média ponderada entre a nota da prova final, quando houver, e a da parcial, ou quando for o caso, a média das verificagdes de aprendizagem. Pardgrafo iinico: Na disciplina que comporte monografia, trabalho pratico, estagio supervisionado ou ela- boragio e defesa de projeto, o grau de aprovagao poderé ser obtido através desses trabalhos, com ou sem prova final. Art. 90. A nota global ou coeficiente de rendimento do aluno serd a média ponderada de todas as notas finais, atribuindo-se a cada disciplina peso igual ao niimero de seus créditos. Art. 91. Cabe ao docente a condugio do processo de avaliagao e ao diretor zelar pelo seu cumprimento. Art. 92. Sem prejuizo da aplicagao de outras sangdes, ¢ atribuida nota zero ao aluno que use de meios ilfcitos nas provas e verficagdes de aprendizagem. Art. 93. Cabe ao Conselho Universitério regulamentar o processo de Avaliagdo da Aprendizagem. CAPITULO VII DO REGISTRO DE DIPLOMAS E DE CERTIFICADOS Art. 94. A Universidade fard o registro dos diplomas e dos certificados por ela expedidos, observados os dispositivos legais e as normas do Conselho Universitario. CAPITULO Ix DA COLAGAO DE GRAU - DOS DIPLOMAS E DOS CERTIFICADOS Art. 95. A Colagio de Grau ¢ ato oficial da Universidade e serd realizada regularmente em sesso solene ¢ piblica da Assembléia Universitaria, em dia e hordrio determinados no Calendario da Universidade. § 1°. Ao colar grau o aluno prestara juramento de acordo com as férmulas oficiais da Universidade. § 2°. 0 Paraninfo dos graduados, por eles eleito, seré sempre um Professor da Universidade. § 3°. O Reitor da Universidade ou seu delegado, presentes ao menos dois professores, procederé a impo- sigdo de grau ao aluno que nfo o tenha recebido no ato solene, lavrando-se termo subscrito por quem o tiver presidido, professores presentes ¢ graduado. 16 Art. 96. A Universidade confere os seguintes diplomas e certificados: 1 - Diploma de Graduacao; Il- Diploma de Pés-Graduagao, nos graus de Mestre e de Doutor; Ill Certificados aos que concluirem Cursos de Especializagio, Aperfeigoamento, Seqtienciais e outros. § 1°. Nos diplomas de graduago deverdio ser apostiladas as habilitagdes conferidas ao graduado. § 2°. Poderdo ser conferidos diplomas aos concluintes dos Cursos Seqtienciais, de acordo com a natureza e finalidade de seus estudos; § 3°. Os diplomas expedidos pela Universidade serdo assinados pelo Reitor, pelo Secretirio de Registros Académicos e pelo diplomado. CAPITULO X DO CORPO DOCENTE Art. 97. Os Professores da Universidade Catélica de Petropolis deverdo ser recrutados entre pessoas que, respeitando a doutrina e moral catélicas, demonstrem valor cientifico, competéncia técnica, capacidade didatica, seriedade profissional e integridade de costumes. Art. 98. O Corpo Docente da Universidade sera formado pelas seguintes categorias: I - Professor Titular; Il - Professor Adjunto; IIl— Professor Assistente; IV — Professor Auxiliar. Art. 99. As categorias mencionadas no art. 98 regem-se pelo que determinem o Estatuto do Professor, 0 Plano de Carreira Docente e, supletivamente, o que mais ordene o Conselho Universitario. Art. 100. Ao Reitor compete a nomeagao, a contratagao, a promos, 0 licenciamento ¢ a dispensa do pessoal docente da Universidade. Art. 101. A admisso ao quadro do Corpo Docente depende de Portaria do Reitor, expedida quando o processo estiver completo na documentagao comprobatéria de qualificagfio académica e situagao funcio- nal. § 1°. Em caso de urgéncia, e sendo notéria a capacidade do candidato, poderd ele ser admitido provisori- amente, até que sua documentacao seja completada. § 2°. Os novos Professores sdo contratados pelo prazo experimental de seis meses. § 3°. A nomeagio dos professores de ciéncias morais e religiosas deve ser aprovada previamente pelo Grdo-Chanceler, de acordo com as normas académicas, Art. 102. Poderdio, eventualmente, ser convidados ou contratados professores, pesquisadores, cientistas, técnicos ou pessoa de notavel saber para ministrar palestras ou cursos. Pardgrafo tinico. Em caso de atividade remunerada, as condigdes sero estabelecidas entre 0 convi Reitoria, Art. 103. Professor Visitante ¢ 0 professor de outra Instituigao de Ensino Superior, nacional ou estrangei- ra, para atividades académicas por determinado tempo, em virtude de convénio, ou de convite especial. Art, 104, Aos Professores incumbe: 1) obedecer a leis do ensino, ao Estatuto e Regimentos da Universidade, respeitando e acatando as determinagdes das autoridades universitarias; v 11) ministrar suas aulas ¢ cumprir integralmente o programa determinado pela Unidade; IID) prestar assisténcia aos estudantes, promovendo ¢ incentivando sua integrago na vida escolar, através das atividades didaticas e outros meios adequados; IV) observar o regime escolar e os hordrios estabelecidos e registrar sua freqiiéncia no livro proprio; V) _anotar a freqiiéncia dos alunos e registrar no Didrio de Classe a matéria lecionada; Vi) entregar na Secretaria de Registros Académicos, para registro e publicagao, as notas das verificagdes de aprendizagem, nos prazos regimentais; VII) exercer ago disciplinar na area de sua competéncia; VIII) apresentar ao Diretor de Unidade ou ao Coordenador do Curso, até quinze dias apés o término do periodo, relatério circunstanciado sobre o ensino a seu cargo; IX) desempenhar os encargos e comissdes que Ihe forem cometidos pelo Diretor da Unidade ou pelo Reitor da Universidade; X)_comparecer as reunides dos colegiados a que pertencer; XI) _apresentar, para aprovacao do Conselho Académico, sugestdes para o programa das disciplinas, sob a forma de plano de curso; XII) dedicar-se A pesquisa cientifica e a elaboragao de estudos de sua especialidade. Art. 105. Aos Diretores das Unidades Universitarias incumbe zelar pelo fiel cumprimento do que disp5e © artigo anterior. Pardgrafo tinico. O Professor faltoso é passivel de adverténcia e, na reincidéncia, submetido ao Conselho Universitario, por processo encaminhado pelo Diretor de sua Unidade. Art. 106. A auséncia do Professor, por doenga ou impedimento relevante, assim como por interesse da Universidade, deverd ser justificada a Reitoria pelo Diretor da Unidade. Pardgrafo nico. A auséncia nio justificada ou nao autorizada é passivel de adverténcia e considerada fator negativo nos casos de promogao ou distingao. Art. 107. O ingresso e/ou promogao na carreira docente reger-se-A pelo Estatuto do Professor e pelo Plano de Carreira Docente. Art. 108. © Professor poderd ser destituido de suas fungdes: 1) por incapacidade didética comprovada no desempenho de suas fungdes e procedimento incompativel com as finalidades ou prineipios da Instituigo e a dignidade da vida universitéria; Il) por infringéncia as determinages previstas no Estatuto da Universidade e neste Regimento Geral. Art. 109. Por proposta da Congregaco da Unidade Universitaria, aprovada pelo Conselho Universitario, podera ser conferido o titulo de Professor Emérito a ex-professores que tenham prestado relevantes servi- 0s a Universidade. CAPITULO XI DO CORPO DISCENTE Art, 110, © Corpo Discente da Universidade Catélica de Petropolis ¢ constituido de alunos regulares € especiais. Art. 111. Alunos regulares matriculados em Cursos de Graduagao e Pés-Graduacao “stricto sensu” me- diante processo de selegdo especifico, esto sujeitos a requisitos curriculares programados de modo a pro- porcionar formagdo ampla e aprofundada, habilitando para as atividades profissionais e as de ensino € pesquisa. Art, 112. Alunos regulares matriculados em Cursos de Pés-Graduagao “lato sensu” obedecem a regula- mentago propria e desenvolvem atividades didético-cientificas programadas para a incorporagao de no- vvas habilitagdes profissionais e de conhecimentos avancados. Art, 113. Alunos especiais matriculados em cursos de atualizacdo, extensio, seqiienciais ¢ outros, esto sujeitos a requisitos proprios, devendo apresentar a documentago exigida e atender as normas especificas do curso para obtengo de diploma ou certificado. Art. 114. Alunos especiais matriculados em disciplina ou conjunto de disciplinas serdo incluidos, como os regulares, nos relatérios de freqiiéncia ¢ de aproveitamento e terdo vida escolar registrada na Secretaria de Registros Académicos. Pardgrafo nico. Ao aluno especial que, atendidas as normas a respeito, passar condigao de regular, aproveitardo os créditos jé obtidos. Art. 115. Admitem-se como alunos ouvintes aqueles que, devidamente autorizados, somente participam das aulas de uma ou mais disciplinas, dispensados das exigéncias normais, e sem direito a prestar provas nem a diplomas ou certificados. SECCAOI DOS DEVERES E DOS DIREITOS DO CORPO DISCENTE Art. 116. Os alunos da Universidade Catdlica de Petrépolis tém os seguintes deveres e direitos funda- mentai 1) atender aos dispositivos estatutarios e regimentais; Ul) aplicar a devida diligéncia nos trabalhos escolares; Il) abster-se, dentro e fora da Universidade, de qualquer ato lesivo ao acervo moral e patrimonial da Universidade, ou que importe em perturbago da ordem, ofensa aos bons costumes, desrespeito as autori- dades universitarias, professores, funciondrios e colegas; IV) contribuir, na esfera de sua ago, para o engrandecimento da Universidade; V) pagar, nas épocas proprias, as prestagdes de sua anuidade, sob pena de sangdes admissiveis diante da leis VI) _participar de todas as atividades proprias de seu estado ¢ as que Ihe sejam destinadas pela Universi- dade; VII) recorrer de decisdes dos érgaos executivos e deliberativos da Universidade, obedecidas as varias instancias de decisdes e os prazos estabelecidos; VIII) fazer-se representar nos érgdos colegiados da Universidade ¢ das Unidades Universitérias. SECCAO I DO REGIME DISCIPLINAR Art. 117. Os alunos devem cooperar ativamente para manutengo da ordem disciplinar na Universidade. Art. 118. Sao penas disciplinares: 1 -adverténcia; Il - repreensio; IIL- suspensdo; IV - desligamento. Pardgrafo tinico. Enquanto durar a pena de suspensio, fica o aluno impedido de freqtientar as aulas ¢ as, dependéncias da Universidade, Art 119. Na aplicagdo de sangGes disciplinares, levar-se-4 em conta: I - primariedade do infrator; Il - dolo ou culpa; II- valor de utilidade de bens atingidos; IV - grau da autoridade ofendida. Parégrafo iinico. As penas de suspensao e desligamento podem ser aplicadas independentemente da pri- mariedade do infrator. Art. 120. Sao consideradas infragdes para efeito da aplicagao das penalidades: I - de adverténcia: descortesia a qualquer membro da Universidade; perturbago da ordem no recinto da Universidade; desobediéncia as determinagdes de qualquer membro do corpo docente ou da administragao da Universi- dade; prejuizo material do patriménio da Universidade, além de obrigatoriedade do ressarcimento dos alunos. Il- de repreensio: reincidéncia de qualquer das infragdes anteriores; ‘ofensa ou agressio verbais a aluno ou funcionério da Universidade; referéncias desairosas ou desabonadoras 4 Universidade ou a seus servigos. IIL - de suspensao: reincidéncia em qualquer das infragdes anteriores; uso de meio fraudulento nos atos escolares; aplicagio de trotes a alunos novos, que importem em danos fisicos ou morais, ou humilhagdo e vexames pessoais; arrancar, inutilizar, alterar ou fazer qualquer inscrigo em editais e avisos afixados pela administragao; desobediéncia a este Regimento ou a atos normativos expedidos pelos colegiados ou autoridades compe- tentes no exercicio de suas fungées. IV - de desligamento: reincidéncia em qualquer das infragdes do inciso anterior; ofensa grave ou agressio ao Reitor, Vice-Reitor, aos Pré-Reitores, Diretores, Coordenadores e funcioné- rios da Universidade ou qualquer membro do corpo docente ou discente; atos desonestos ou delitos passiveis de ago penal; probidade, considerada grave, na execugao dos trabalhos escolares; aliciamento ou incitagao A deflagragiio de movimentos que tenham finalidade a paralizagao das atividades escolares ou a participagao neste movimento; participagao em passeatas, desfiles, assembléias, comicios que possam caracterizar calinia, injiria ou difamagio a Universidade ou a membro de sua comunidade académica. Art. 121. Na aplicagio das sangdes, serdo observados os seguintes principios: 20 I - aadverténcia, a repreensfio e a suspensio até trinta dias so da competéncia dos Diretores de Unida- des Universitarias, do Reitor, dos Conselhos Académicos e do Conselho Universitario; Il - a suspensao por mais de 30 dias compete aos Conselhos Académicos € ao Conselho Universitario; II 0 desligamento da Universidade compete somente a0 Conselho Universitario. § 1°. A imposigio de qualquer sangao no elide o direito de defesa. § 2°. Conhecido o infrator, as sangdes de adverténcia e repreenstio poderdo ser aplicadas imediatamente, independente de processo disciplinar. § 3°. As sangdes de suspensio de mais de 30 dias e de desligamento serdo precedidas de inquérito promo- vido por comissao apuradora. § 4°. As comissGes apuradoras serio nomeadas pelo Reitor ou Diretor de Unidade Universitaria em que esteja matriculado o indiciado e serdo compostas por dois membros do corpo docente e um do corpo dis- cente. § 5°. A autoridade competente, para imposigo da penalidade, pode agir pelo critério da verdade sabida, nos casos em que 0 membro do corpo discente tiver sido apanhado em flagrante na pratica da falta disci- plinar e desde que a pena a ser aplicada seja de adverténcia, repreensdo ou suspensdo até 30 dias. § 6°. O professor pode admoestar e excluir da sala de aula o aluno que nela tiver cometido falta prevista neste Regimento, podendo registrar auséncia em aula do mesmo. Art, 122, Do ato que aplicar sangao disciplinar cabe recurso & autoridade imediatamente superior & da decisdo recorrida. Art, 123. As sangdes aplicadas sero anotadas no registro individual do aluno. Art. 124. O aluno enquanto submetido a inquérito, ou enquanto estiver cumprindo alguma penalidade, pode ter indeferido seu pedido de transferéncia ou trancamento de matricula. Art. 125. © Conselho Universitario é a tiltima insténcia universitaria em matéria disciplinar. SECCAO II SECCAO I DO REGIME DISCIPLINAR Art. 117. Os alunos devem cooperar ativamente para manutengdo da ordem disciplinar na Universidade. Art. 118. Sao penas disciplinares: I~ adverténcia; IV - desligamento, Parégrafo iinico. Enquanto durar a pena de suspensao, fica o aluno impedido de frequentar as aulas e as dependéncias da Universidade. Art. 119. Na aplicagdo de sangdes disciplinares, levar-se-4 em conta: 1. - primariedade do infrator; Hl - dolo ou culpa; II- valor de utilidade de bens atingidos; IV - grau da autoridade ofendida. 21 As penas de suspensdo e desligamento podem ser aplicadas independentemente da pri- mariedade do infrator. Art. 120. Sio consideradas infragdes para efeito da aplicagdo das penalidades: I- de adverténcia: descortesia a qualquer membro da Universidade; perturbagao da ordem no recinto da Universidade; desobediéncia as determinagdes de qualquer membro do corpo docente ou da ad dade; prejuizo material do patrimdnio da Universidade, além de obrigatoriedade do ressarcimento dos alunos. inistragio da Universi- I de repreensio: reincidéncia de qualquer das infragdes anteriores; ofensa ou agressio verbais a aluno ou funciondrio da Universidade; referencias desairosas ou desabonadoras & Universidade ou a seus servigos. IIL - de suspensao: reincidéncia em qualquer das infragdes anteriores; uso de meio fraudulento nos atos escolares; aplicagio de trotes a alunos novos, que importem em danos fisicos ou morais, ou humilhago ¢ vexames pessoais; arrancar, inutilizar, alterar ou fazer qualquer inscrigdio em editais e avisos afixados pela administragao; desobediéncia a este Regimento ou a atos normativos expedidos pelos colegiados ou autoridades compe- tentes no exercicio de suas fungies. IV - de destigamento: reincidéncia em qualquer das infragdes do inciso anterior; ofensa grave ou agressio ao Reitor, Vice-Reitor, aos Pré-Reitores, Diretores, Coordenadores e funciona- rios da Universidade ou qualquer membro do corpo docente ou discente; atos desonestos ou delitos passiveis de ago penal; improbidade, considerada grave, na execugao dos trabalhos escolares; aliciamento ou incitagao a deflagragao de movimentos que tenham finalidade a paralizagao das atividades escolares ou a participacdo neste movimento; participagaio em passeatas, desfiles, assembléias, comicios que possam caracterizar calinia, injiiria ou difamagao a Universidade ou a membro de sua comunidade académica. _-Art. 121. Na aplicagdo das sangGes, serdo observados os seguintes prineipios: 1 ~ aadverténcia, a repreensdo ¢ a suspensio até trinta dias sao da competéncia dos Diretores de Unida- des Universitérias, do Reitor, dos Conselhos Académicos ¢ do Conselho Universitario; Il - a suspensdo por mais de 30 dias compete aos Conselhos Académicos e ao Conselho Universitario; HIL- 0 desligamento da Universidade compete somente ao Conselho Universitario. § 1°. A imposigio de qualquer sango disciplinar nao elide o direito de defesa, § 2°. Conhecido o infrator, as sangdes de adverténcia e repreensio poderdo ser aplicadas imediatamente, independente de processo disciplinar. § 3°. As sangGes de suspensio de mais de 30 dias e de desligamento sero precedidas de inquérito promo- ido por comissio apuradora, <8 ¥. As comissdes apuradoras serio nomeadas pelo Reitor ou Diretor de Unidade Universitaria em que * esteja matriculado 0 indiciado e serfio compostas por dois membros do corpo docente e um do corpo dis- cente. 2 § 5°. A autoridade competente, para imposigo da penalidade, pode agir pelo critério da verdade sabida, nos casos em que 0 membro do corpo discente tiver sido apanhado em flagrante na prética da falta disci- plinar e desde que a pena a ser aplicada seja de adverténcia, repreensdo ou suspensio até 30 dias. § 6°. O professor pode admoestar ¢ excluir da sala de aula o aluno que nela tiver cometido falta prevista neste Regimento, podendo registrar auséncia em aula do mesmo. Art. 122. Do ato que aplicar sangdo disciplinar cabe recurso a autoridade imediatamente superior a da decisio recorrida. Art. 123. As sangGes aplicadas serao anotadas no registro individual do aluno. Art. 124. O aluno enquanto submetido a inquérito, ou enquanto estiver cumprindo alguma penalidade, pode ter indeferido seu pedido de transferéncia ou trancamento de matricula, Art. 125, O Conselho Universitario é a tiltima insténcia universitaria em matéria disciplinar. SECCAO I SECCAO II DO REGIME DISCIPLINAR Art. 117. Os alunos devem cooperar ativamente para manutengao da ordem disciplinar na Universidade. Art. 118. Séo penas disciplinares: 1 -adverténcia; Il - repreensio; Il - suspensio; IV - desligamento. Pardgrafo tinico. Enquanto durar a pena de suspensfo, fica o aluno impedido de freqUentar as aulas e as dependéncias da Universidade. Art. 119. Na aplicagdo de sangSes disciplinares, levar-se-4 em conta: I - primariedade do infrator; IL - dolo ou cul II - valor de utilidade de bens atingidos; IV - grau da autoridade ofendida. Pardgrafo tnico. As penas de suspensdo e desligamento podem ser aplicadas independentemente da pri- mariedade do infrator. Art. 120. Sao consideradas infragées para efeito da aplicagao das penalidades: I- de adverténcia: descortesia a qualquer membro da Universidade; perturbago da ordem no recinto da Universidade; desobediéncia as determinacdes de qualquer membro do corpo docente ou da administragao da Universi- dade; prejuizo material do patriménio da Universidade, além de obrigatoriedade do ressarcimento dos alunos. II- de repreensao: reincidéncia de qualquer das infragdes anteriores; 23 ofensa ou agressiio verbais a aluno ou funciondrio da Universidade; referéncias desairosas ou desabonadoras a Universidade ou a seus servigos. lil) de suspensio: reincidéncia em qualquer das infragdes anteriores; ~uso de meio fraudulento nos atos escolares; aplicagdo de trotes a alunos novos, que importem em danos fisicos ou morais, ou humilhagdo e vexames pessoai arrancar, inutilizar, alterar ou fazer qualquer inscri¢ao em editais e avisos afixados pela administragao; desobediéncia a este Regimento ou a atos normativos expedidos pelos colegiados ou autoridades compe- tentes no exercicio de suas fungdes. IV - de desligamento: reincidéncia em qualquer das infragdes do inciso anterior; ofensa grave ou agressio ao Reitor, Vice-Reitor, aos Pré-Reitores, Diretores, Coordenadores e funcioné- rios da Universidade ou qualquer membro do corpo docente ou discente; atos desonestos ou delitos passiveis de agao penal; improbidade, considerada grave, rfa execugao dos trabalhos escolares; aliciamento ou incitagdo a deflagragdo de movimentos que tenham finalidade a paralizagao das atividades escolares ou a participagdo neste movimento; participago em passeatas, desfiles, assembléias, comicios que possam caracterizar caliinia, injuiria ou difamagdo & Universidade ou a membro de sua comunidade académica. Art. 121. Na aplicagao das sangdes, serdo observados os seguintes principios: I - aadverténcia, a repreensdo e a suspensdo até trinta dias so da competéncia dos Diretores de Unida- des Universitarias, do Reitor, dos Conselhos Académicos e do Conselho Universitario; Il - a suspensdo por mais de 30 dias compete aos Conselhos Académicos e ao Conselho Universitario; I - 0 desligamento da Universidade compete somente ao Conselho Universitario. § 1°. A imposigao de qualquer sango disciplinar nao elide o direito de defesa. § 2°. Conhecido o infrator, as sangdes de adverténcia e repreensio poderdo ser aplicadas imediatamente, independente de processo disciplinar. § 3°. As sangdes de suspenstio de mais de 30 dias e de desligamento sero precedidas de inquérito promo- vido por comissao apuradora. § 4°. As comissdes apuradoras serdio nomeadas pelo Reitor ou Diretor de Unidade Universitaria em que esteja matriculado o indiciado e sero compostas por dois membros do corpo docente ¢ um do corpo dis- cente. § 5°. A autoridade competente, para imposigo da penalidade, pode agir pelo critério da verdade sabida, nos casos em que o membro do corpo discente tiver sido apanhado em flagrante na pratica da falta disci- plinar e desde que a pena a ser aplicada seja de adverténcia, repreensio ou suspensiio até 30 dias. § 6°. O professor pode admoestar e excluir da sala de aula o aluno que nela tiver cometido falta prevista neste Regimento, podendo registrar auséncia em aula do mesmo. Art. 122. Do ato que aplicar sangao disciplinar cabe recurso a autoridade imediatamente superior da deciso recorrida. Art. 123. As sangdes aplicadas sero anotadas no registro individual do aluno. Art. 124, O aluno enquanto submetido a inquérito, ou enquanto estiver cumprindo alguma penalidade, pode ter indeferido seu pedido de transferéncia ou trancamento de matricula, 24 Art. 125, O Conselho Universitario é a tltima insténcia universitéria em matéria disciplinar. SECCAO III DA REPRESENTACAO Art. 126. Corpo Discente tera representagdio, com direito a voz ¢ voto, na razo de dois representan- tes no Conselho Universitario e de um representante em cada Conselho Académico e em cada Congrega- go. Art. 127. Os representantes discentes junto ao Conselho Universitario serao indicados pelo Diretério Central de Estudantes, por meio de expediente formal, para mandato de I (um) ano, permitida uma re- condugaio. Art. 128. O representante discente junto ao Conselho Académico e junto & Congregagao sera indicado pelo Diretdrio Académico representativo da Unidade Universitéria, por meio de expediente formal, para mandato de 1 (um) ano, permitida uma recondugdo. Art. 129. O exereicio da representagao nao dispensa 0 aluno do cumprimento de seus deveres escolares. ‘Art. 130, Os representantes estudantis podem fazer-se acompanhar de um assessor sem direito a voz.e voto, nas reunides dos drgios colegiados. SECCAO IV DAS AGREMIACOES UNIVERSITARIAS Art. 131. A Associagao dos Diplomados da Universidade Catélica de Petrépolis é a agremiago que tem por finalidades promover a integragao dos ex-alunos da Universidade, estimulando-os a participar da vida universitéria e a colaborar em suas iniciativas de desenvolvimento. Art, 132. Além das associagGes de que trata esta Secgo, outras poderdo ser criadas, cabendo ao Conselho Universitério julgar de sua conveniéncia e oportunidade e baixar normas para seu reconhecimento, Art. 133. A organizagao ¢ o funcionamento das associagdes universitérias constardo de seus Regimentos, cuja aprovagao cabe ao Conselho Universitario. Art. 134, As associagdes universitérias € vedada qualquer ago de cardter politico partidério, discrimina- fo racial ou religiosa, bem como promover ou apoiar auséncias coletivas aos trabalhos escolares ou qualquer movimento que fira a ordem interna da Universidade. Art. 135, Cabe ao Conselho Universitario zelar pelo cumprimento das disposigdes desta Sec¢do e aplicar as sangdes adequadas. § 1°. A suspensao das atividades de uma associagdo, a cassagio do reconhecimento de sua Diretoria e eventual intervengio, poderdo ser decretadas por maioria simples do Conselho Universitario. 28 § 2°. O nao reconhecimento ou a dissoluciio de uma associagao poderd ser decretada por maioria de dois tergos do Conselho Universitario. TITULO vit DOS TITULOS HONORIFICOS Art. 136. A Universidade podera conceder titulos honorificos para distinguir pessoas eminentes, devendo sua outorga ser regulamentada pelo Conselho Universitario. Art. 137. O titulo de Doutor “Honoris Causa” poderd ser outorgado: I- a quem haja contribuido de modo eminente para o progresso das ciéncias, letras ou artes; IIa quem prestar relevantes servigos 4 Universidade no campo das atividades culturais. Art. 138, O titulo de Professor “Honoris Causa” podera ser outorgado a professores universitérios a quem a Universidade deva homenagear. Art. 139. 0 titulo de “Professor Emérito” podera ser outorgado a professores aposentados da Universidade que tenham prestado relevantes servigos no magistério. Art. 140. A proposta de concessio do titulo poderd ser feita por iniciativa do Conselho Universitério ou da Congregagao de qualquer Unidade Universitaria, aprovada, em qualquer caso, por dois tergos no mi- rnimo do Conselho Universitario. Pardgrafo tnico. Aprovada a proposta, esta deverd ser enviada ao Grdo-Chanceler para homologagao. Art. 141. 0 titulo de “Benemérito da Universidade”, ou outros que venham a ser instituidos, sera conce- dido as pessoas que hajam prestado valiosa ajuda ou servigo a Universidade. Pardgrafo tinico. A concessao de titulo poderd ser proposta por qualquer dos membros do Conselho Su- perior de Administraco, aprovada por dois tergos, no minimo, do Conselho. TiTULO vi—I DAS DISPOSICOES GERAIS E TRANSITORIAS Art. 142. O presente Regimento Geral s6 poder ser modificado por decisdo do Conselho Universitario. Art. 143. Os casos omissos ou duvidosos na aplicagao deste Regimento Geral serdio decididos pelo Con- selho Universitario, Art. 144. A Reitoria e os Orgiios Suplementares deveriio apresentar seus Regimentos ao Conselho Uni- versitério, no prazo de 180 ( cento ¢ oitenta dias), a contar da data de aprovagdo deste Regimento Geral. Art. 145, Este Regimento Geral entra em vigor na data de sua aprovagao pelo Conselho Universitario. (Conselho Universitirio, 28 de junho de 2002) 26