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MEMORIAL DESCRITIVO – PPCI: PREVENÇÃO DE INCÊNDIO

CONDOMINIO EDIFICIO RESIDENCIAL E COMERCIAL RUBI

Maio 2017

por

Eduardo Rayher Soares

CREA-RS: 216794

1

SUMÁRIO

1 - DADOS GERAIS

3

2 - DISPOSIÇÕES GERAIS

3

2.1 - NORMAS

3

2.2 - OMISSÕES

4

2.3 - EXECUÇÃO

4

2.4 - RESPONSABILIDADE DA EMPRESA EXECUTORA

5

2.5 - RESPONSABILIDADE DA FISCALIZAÇÃO

6

2.6 – FINALIDADE

6

2.7 – MATERIAIS

6

2.8 - MÃO-DE-OBRA

7

3 - INSTALAÇÕES DE PPCI

8

3.1 - CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO

8

3.2 - EXIGÊNCIAS PARA PPCI (A-2; C-2; G-2)

9

4 - ACESSO DE VIATURA À EDIFICAÇÃO (IT CBMSP Nº6/2011)

9

5 - SEGURANÇA ESTRUTURAL EM INCÊNDIO. (IT CBMSP Nº8/2011)

10

6 - COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL (IT CBMSP Nº9/2011)

10

7 - CMAR - CONTROLE DE MAT. E REVESTIMENTOS (CBMSP IT nº10/2011)

11

8 - SAÍDAS DE EMERGÊNCIA (RTCBMRS nº 11 – Parte 01/2016)

12

8.1 - ESCADA ENCLAUSURADA PROTEGIDA – EP

13

8.2 - CORRIMÃOS E GUARDA-CORPOS

15

8.3 - FITAS ANTIDERRAPANTES:

15

8.4 - DISTÂNCIA MÁXIMA A PERCORRER

15

9 - BRIGADA DE INCÊNDIO (RTCBMRS nº14/2009)

15

10 - ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA (RTCBMRS nº 11 – Parte 01/2016 – Versão

Corrigida)

16

11 - CENTRAL DE ALARME DE INCÊNDIO

17

12 - SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA (RTCBMRS nº 11 – Parte 01/2016 – Versão

Corrigida; LC 14.376/2014; RTCBMRS nº 05 – Parte 08/2016; NBR 13.343-1-

2-3)

18

13 - EXTINTORES DE INCÊNDIO (RTCBMRS nº 14/2016)

18

14 - CENTRAL DE GLP (NBR 13.523/08)

19

15 - HIDRANTES E MANGOTINHOS

21

15.1 - Abrigo de Hidrantes

21

15.2 - Reservatório de Água:

22

15.3 - Bombas

22

15.4 - Dispositivo de Recalque

23

16 - SERVIÇOS FINAIS E EVENTUAIS

23

16.1 - LIMPEZA FINAL

23

16.2 - ARREMATES FINAIS E RETOQUES

23

16.3 - TESTE DE FUNCIONAMENTO E VEIFICAÇÃO FINAL

23

16.4 - DESMONTAGEM DAS INSTALAÇÕES

24

16.5 - REMOÇÃO FINAL DO ENTULHO

24

17 - ANEXOS

24

18 - FORMAL DE ENTREGA

24

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1

- DADOS GERAIS

Objeto: Atualização de PPCI existente Edifício Rubi. Tipo: Construção existente/adequação Local do Projeto: Rua Pedro Albino Müller 768, Bairro Florestal, Lajeado, RS. Razão Social: CONDOMINIO EDIFICIO RESIDENCIAL E COMERCIAL RUBI Contratante/CPF/CNPJ: 13.274.919/0001-15 Responsável pelo uso (Síndico): Rodrigo Vargas da Silva CPF/CNPJ: 937.026.040-49 Responsável técnico/CREA: Eng. Eduardo Rayher Soares - RS216794 ART (Anotação de Responsabilidade Técnica):

2 - DISPOSIÇÕES GERAIS

O presente memorial descritivo tem por objetivo estabelecer as normas e

orientar o desenvolvimento da construção/manutenção/adequação das Instalações de Prevenção de Incêndio (PPCI) do edifício Rubi. Neste aspecto destaca-se que as informações relativas às instalações elétricas, ou seja, de fornecimento de energia das instalações de PPCI foram contempladas no projeto das instalações elétricas.

2.1 - NORMAS

O presente projeto atende às normas vigentes da ABNT para edificações,

Leis/Decretos Municipais, Estaduais e Federais. Tais requisitos deverão ser atendidos pelo seu executor, que também deverá atender ao que está explicitamente indicado

nos projetos, devendo o serviço obedecer às especificações do presente Caderno de Especificações. Dentre as mais relevantes e que nortearam o serviço de desenvolvimento deste projeto de PPCI, destacamos:

- Lei 10987, de 11/08/1997, que estabelece normas sobre sistemas de

prevenção e proteção contra incêndio

- Decreto nº 37.380/97 e 38.273/98, aprova Normas de Proteção Contra

Incêndio

- NBR 5410 - Sistema Elétrico.

- NBR 9077 - Saídas de Emergências em Edifícios.

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- NBR 17240 - Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio.

- NBR 10898 - Sistema de Iluminação de Emergência.

- NBR 12693 - Sistema de Proteção por extintores de incêndio.

- NBR 13523 - Central Predial de Gás Liquefeito de Petróleo.

- NBR 13714 - Instalação Hidráulica Contra Incêndio, sob comando.

- NBR 13434 - Sinalização de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

- IT CBMSP Nº6/2011

- IT CBMSP Nº8/2011

- IT CBMSP Nº9/2011

- IT CBMSP Nº10/2011

- RTCBMRS nº 11 – Parte 01/2016 – Versão Corrigida

- RTCBMRS nº14/2009

- LC 14.376/2014

- RTCBMRS nº 05 – Parte 08/2016;

- NBR 13.343-1-2-3

- RTCBMRS nº 14/2016

2.2 - OMISSÕES

Em caso de dúvida ou omissões, será atribuição da Fiscalização, fixar o que julgar indicado, tudo sempre em rigorosa obediência ao que preceituam as normas e regulamentos para as edificações, ditadas pela ABNT e pela legislação vigente. Em caso de divergências entre o presente Caderno e as plantas, prevalecerá sempre as últimas. Em caso de divergências entre as cotas de desenhos, suas dimensões e/ou medidas em escala, prevalecerão sempre as cotas em relação aos desenhos. Em caso de divergências entre desenhos de escalas diferentes prevalecerão sempre os de menor escala (desenhos maiores). No caso de estar especificado nos desenhos e não estar neste Caderno vale o que estiver especificado nos desenhos. Nos demais casos, deve ser contatado o Responsável técnico para que este retire as dúvidas prováveis.

2.3 EXECUÇÃO

As obras deverão ser executadas por profissionais devidamente habilitados, abrangendo todos os serviços, desde as instalações iniciais até a limpeza e entrega da obra, com todas as instalações em perfeito e completo funcionamento. Equipamentos de Proteção Individual. A empresa

executora deverá providenciar equipamentos de proteção individual, EPI, necessários e adequados ao desenvolvimento de cada etapa dos

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serviços, conforme normas na NR-06, NR-10 e NR-18 portaria 3214 do MT, bem como os demais dispositivos de segurança. Equipamentos de Proteção Coletiva. A empresa executora deverá providenciar além dos equipamentos de proteção coletiva também projeto de segurança para o canteiro em consonância com o PCMAT e com o PPRA específico tanto da empresa quanto da obra planejada. O profissional credenciado para dirigir os trabalhos por parte da empresa executora deverá dar assistência à obra, fazendo-se presente no local durante todo o período da obra e quando das vistorias e reuniões efetuadas pela Fiscalização. Este profissional será responsável pelo preenchimento do Livro Diário de Obra. Todas as ordens de serviço ou comunicações da Fiscalização à empresa executora da obra, ou vice-versa, serão transmitidas por escrito, e somente assim produzirão seus efeitos.

2.4 RESPONSABILIDADE DA EMPRESA EXECUTORA A menos que especificado em contrário, é obrigação da empresa executora a execução de todos os serviços descritos e mencionados nas especificações, bem como o fornecimento de todo o material, mão-de-obra, equipamentos, ferramentas, EPI, EPC, andaimes, guinchos e etc. para execução ou aplicação na obra; Deve também:

· Respeitar os projetos, especificações e determinações da Fiscalização, não

sendo admitidas quaisquer alterações ou modificações do que estiver determinado

pelas especificações e projetos; · Retirar imediatamente da obra qualquer material que for rejeitado, desfazer ou corrigir as obras e serviços rejeitados pela Fiscalização, dentro do prazo estabelecido pela mesma, arcando com as despesas de material e mão-de-obra envolvidas;

· Acatar prontamente as exigências e observações da Fiscalização, baseadas nas especificações e regras técnicas; · O que também estiver mencionado como de sua competência e

responsabilidade e adiante neste Caderno, Edital e Contrato; · Execução de placas indicativas de responsabilidade técnica (projeto, fiscalização e execução). Os modelos da placa serão fornecidos pela fiscalização após a contratação, a serem disponibilizadas junto ao alinhamento do terreno, antes do início dos serviços; · Fornecimento de ART de execução de todos os serviços;

· Despesas com taxas, licenças e regularizações nas repartições municipais, concessionárias e demais órgãos;

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· Preenchimento diário do Livro Diário de Obra

2.5 RESPONSABILIDADE DA FISCALIZAÇÃO

- Exercer todos os atos necessários à verificação do cumprimento do Contrato, dos projetos e das especificações;

- Sustar qualquer serviço que não esteja sendo executado na conformidade

das Normas da ABNT e dos termos do projeto e especificações, ou que atentem contra a segurança;

- Não permitir nenhuma alteração nos projetos e especificações, sem prévia

justificativa técnica por parte da CONTRATADA à Fiscalização, cuja autorização ou

não, será feita também por escrito através da Fiscalização;

- Decidir os casos omissos nas especificações ou projetos;

- Registrar no Livro Diário da Obra, as irregularidades ou falhas que encontrar na execução das obras e serviços;

- Controlar o andamento dos trabalhos em relação aos cronogramas;

- O que também estiver mencionado como de sua competência e responsabilidade, adiante neste Caderno, Edital e Contrato;

2.6 FINALIDADE

O presente memorial descritivo tem por objetivo complementar e estabelecer

as condições para a plena execução do projeto de Instalações de PPCI, ao qual

pertence, assim como regrar a aplicação e o uso dos materiais nas etapas de construção do projeto apresentado.

2.7 MATERIAIS

Todos os materiais seguirão rigorosamente o que for especificado no presente Memorial Descritivo. A não ser quando especificados em contrário, os materiais a empregar serão todos de primeira qualidade e obedecerão às condições da ABNT. Na ocorrência de comprovada impossibilidade de adquirir o material especificado, deverá

ser solicitada substituição por escrito, com a aprovação dos autores/fiscalização do projeto de reforma/construção.

A expressão "de primeira qualidade", quando citada, tem nas presentes

especificações, o sentido que lhe é usualmente dado no comércio; indica, quando existirem diferentes gradações de qualidade de um mesmo produto, a gradação de qualidade superior. É vedado à empresa executora manter no canteiro das obras quaisquer

materiais que não satisfaçam às condições destas especificações.

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Quando houver motivos ponderáveis para a substituição de um material especificado por outro, este pedido de substituição deverá ser instruído com as razões determinantes para tal, orçamento comparativo e laudo de exame. Quanto às marcas dos materiais citados, quando não puderem ser as mesmas descritas, deverão ser substituídas por similares da mesma qualidade e deverão ser aprovadas pela fiscalização através de amostras.

2.8 MÃO-DE-OBRA

A mão-de-obra a empregar será, obrigatoriamente, de qualidade comprovada,

de acabamento esmerado e de inteiro acordo com as especificações constantes no memorial descritivo. A empresa executante da obra se obriga a executar rigorosamente os serviços, obedecendo fielmente aos projetos, especificações e

documentos, bem como os padrões de qualidade, resistência e segurança estabelecidos nas normas recomendadas ou aprovadas pela ABNT, ou, na sua falta, pelas normas usuais indicadas pela boa técnica.

A mão-de-obra deve ser uniformizada, identificada por meio de crachás. É

OBRIGATÓRIO o uso de EPI durante a execução dos serviços, sempre de acordo com

as atividades que estiverem sendo desenvolvidas. O não cumprimento dessa exigência poderá acarretar em penalizações à CONTRATADA. Equipamentos de Proteção Individual. A empresa executora deverá providenciar equipamentos de proteção individual, EPI, necessários e adequados ao desenvolvimento de cada etapa dos serviços, conforme normas na NR-06, NR-10 e NR-18 portaria 3214 do MT, bem como os demais dispositivos de segurança.

As obras e suas instalações deverão ser entregues completas e em condições de funcionar plenamente. Deverão estar devidamente limpas e livres de entulhos de obra.

A Construtora planejará e manterá as construções e instalações provisórias

que se fizerem necessárias para o bom andamento da obra, devendo antes da entrega da mesma, retirá-las e recompor as áreas usadas. Correrão por conta exclusiva da CONTRATADA, todas as despesas com as instalações da obra, compreendendo todos os aparelhos, ferramentas, tapumes, andaimes, suporte para placas e outros.

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Serviços técnicos só serão permitidos a sua execução por profissional

habilitado e os mesmos deverão estar identificados dentro do canteiro junto aos

equipamentos e junto a documentação da obra, conforme Normas Reguladoras do RS

3 - INSTALAÇÕES DE PPCI

Quando houver discordância entre o projeto e o memorial, deverão ser

solicitados esclarecimentos ao engenheiro responsável pelo projeto antes de

prosseguir os serviços.

As instalações PPCI serão executadas respeitando os padrões de qualidade e

segurança estabelecidas nas Normas brasileiras, e exigências da Corporação local do

Corpo de Bombeiros.

3.1 CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO

ALTURA (LC 14.376, Art. 6º, inciso II) Total*

32,25m > 12m

Ascendente 5,20m Descendente 24,70m

*Passeio ao ponto mais alto

ÁREA CONSTRUÍDA (LC 14.376, Art. 31) Total 4852,31m² Não computada 313,44m²

4502,40m²

Computada

> 750m²

OCUPAÇÃO (LC 14.376, Art. 6º, incisos XXIII, XXIV, XXV, XXVI; Art. 24 e 25)

Residencial (A-2)

2982,14m²

Comercial (C-2)

204,10m²

Garagem (G-2)

1300,49m²

CAPACIDADE DE LOTAÇÃO (RTCBMRS nº11 Parte 01/2016, Anexo A; Tabela1)

REQUISITOS DA NORMA:

Residencial (A-2) - 2 pessoas por dormitório Comercial (C-2) - 1 pessoa a cada 5m² Garagem (G-2) - 1 pessoa a cada 40 vagas

APLICAÇÃO:

Residencial (A-2):

Pavimento tipo (8X) – 2 unidades com dois dormitórios e 3 unidades com 1 dormitório Pavimento de zelador (1x) – 1 unidade com 1 dormitório.

Total: (8 pav *2 pessoas/dorm .*7 dorm/pav )+(1 pav *2 pessoas/dorm *1 dorm/pav ) = 114 pessoas

Comercial (C-2):

Pavimento Térreo (Parte) – 204,10m² Total: 204,10m² / 5 (1 pessoa a cada 5m²) = 41 pessoas

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Comercial (G-2):

Pavimento Térreo (Parte), Pavimentos de subsolo 01 e 02 com 11,19,17 vagas respectivamente, totalizando 47 vagas, logo 2 pessoas.

Ocupação calculada para a edificação: 157 pessoas

3.2 EXIGÊNCIAS PARA PPCI (A-2; C-2; G-2)

As exigências foram apuradas comparando os dados de caracterização da

edificação, oriundos da análise da Lei Complementar 14.376 e alterações, aplicando a

classificação ao Decreto 53.280/2016 para adequação da edificação existente.

Área construída: 4852,31m² > 750m²

Altura da edificação: 23m < 32,25m < 23m

(DECRETO 53.280/2016, Anexo B, Tabelas 4 e 6A)

Acesso de viatura à edificação;

Segurança Estrutural em Incêndio;

Compartimentação Vertical;

Controle de Materiais e Acabamentos e Revestimentos;

Saídas de Emergência;

Brigada de Incêndio;

Alarme de Incêndio;

Iluminação de Emergência;

Sinalização de Emergência;

Extintores;

Hidrantes;

4 - ACESSO DE VIATURA À EDIFICAÇÃO (IT CBMSP Nº6/2011)

O acesso de viaturas para o combate a incêndio à edificação se dará

diretamente através da Rua Pedro Albino Müller (Via de acesso principal), como via

pública tem capacidade para trafego de veículos de até 25000Kg distribuídos em dois

eixos, altura livre de 4,5m e largura de 8m (6m mínimo), pelo fato da edificação ficar

localizada na esquina com a Rua João Augusto Hexsel, o acesso da viatura a

edificação não necessita de retorno.

Aplicação conforme Planta Baixa do Pavimento Térreo.

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- SEGURANÇA ESTRUTURAL EM INCÊNDIO. (IT CBMSP Nº8/2011)

A segurança estrutural em situação de incêndio seguirá, principalmente a IT N° 08/2011 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com o intuito de estabelecer as condições a serem atendidas pelos elementos estruturais e de compartimentação que integram as edificações, quanto aos Tempos Requeridos

de Resistência ao Fogo (TRRF), para que, em situação de incêndio, seja evitado o colapso estrutural por tempo suficiente para possibilitar a saída segura das pessoas e

o acesso para as operações do Corpo de Bombeiros. Conforme os critérios estabelecidos pelo anexo A da norma aplicada o tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF) dos elementos estruturais e de compartimentação da edificação em questão é de 60 (sessenta) minutos. As principais paredes desta edificação serão em alvenaria de tijolos cerâmicos de 8 furos e pelo anexo B esta parede resiste a 2 horas. Para tanto, o dimensionamento dos elementos estruturais em situação de incêndio da edificação em questão foi feito de forma a atender os critérios das NBR´s 14323/99, 15200/04 e NBR 5628/01.

6 - COMPARTIMENTAÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL (IT CBMSP Nº9/2011)

Aplicação: Representado nas plantas baixas e cortes da edificação. A compartimentação vertical no interior dos edifícios é provida por meio de entrepisos, cuja resistência ao fogo não deve ser comprometida pelas transposições que intercomunicam pavimentos. As aberturas existentes nos entrepisos devem ser devidamente protegidas por elementos corta-fogo de forma a não serem comprometidas suas características de resistência ao fogo. Os poços destinados a elevadores devem ser constituídos por paredes de compartimentação devidamente consolidadas aos entrepisos e devem atender às seguintes condições:

- As portas de andares dos elevadores devem ser classificadas como para-chamas,

com resistência ao fogo de 30 minutos; - Prumadas das instalações de serviço: quaisquer aberturas existentes nos entrepisos destinadas à passagem de instalação elétrica, hidrossanitárias, telefônicas e outras, que permitam a comunicação direta entre os pavimentos de um edifício, devem ser

seladas de forma a promover a vedação total corta-fogo;

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7 - CMAR - CONTROLE DE MATERIAIS E REVESTIMENTOS (CBMSP IT

nº10/2011)

REQUISITOS DA NORMA:

A) Pisos: classes I, II-A, III-A ou IV-A

B) Paredes e divisórias: classes I ou II-A

C) Teto/forro: classes I ou II-A

APLICAÇÃO:

A) PISOS:

Escadas/Antecâmaras

Piso

cerâmico - Incombustível - Classe I

Hall

Piso

cerâmico - Incombustível - Classe I

Salas Comerciais

Piso

cerâmico - Incombustível - Classe I

Apartamentos

Piso

cerâmico - Incombustível - Classe I

Garagens/Reservatórios

Concreto polido - Incombustível - Classe I

B) PAREDES:

Escadas/Antecâmaras Hall Salas Comerciais Apartamentos Garagens/Reservatórios Banheiros/Cozinhas/Lavabos

C) TETO/FORRO:

Escadas/Antecâmaras Hall Salas Comerciais Apartamentos Garagens/Reservatórios Banheiros/Cozinhas/Lavabos

Laje

Alvenaria com pintura - Classe II-A Alvenaria com pintura - Classe II-A Alvenaria com pintura - Classe II-A Alvenaria com pintura - Classe II-A Alvenaria com pintura - Classe II-A

Azulejos

- Income. - Classe I

Laje/reboco/pintura - Classe II-A Laje/reboco/pintura - Classe II-A Laje/reboco/pintura - Classe II-A Laje/reboco/pintura - Classe II-A de concreto - Incombustível - Classe I Laje/reboco/pintura - Classe II-A

NOTAS:

A utilização dos materiais atende aos critérios de ensaios determinados pela NBR

9442/86 - Materiais de construção - determinação do índice de propagação superficial de

chama pelo método do painel radiante - método de ensaio.

A responsabilidade do controle de materiais de acabamento e de revestimento nas

áreas, sendo a manutenção destes materiais de inteira responsabilidade do

proprietário/responsável legal.

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8 - SAÍDAS DE EMERGÊNCIA (RTCBMRS nº 11 – Parte 01/2016 – Versão Corrigida)

Conforme a Resolução Técnica N° 11 – Parte 01/2016 (CBMRS), para esta medida fora aplicada atendendo os critérios descritos no referido decreto e em concordância com a NBR 9077/01, visando descrever e caracterizar as indicações e sinalizações de rotas e fugas, no intuito de garantir que a população desta edificação possa abandoná-la, em caso de incêndio, completamente protegida em sua integridade física, bem como permitir o fácil acesso de auxílio externo (bombeiros) para o combate ao fogo e a retirada da população.

Tabela de Classificação

Quanto à ocupação:

 

A-2; C-2; G-2

Quanto à altura:

 

23,6m

Área do maior pavimento:

 

600m²

Quanto às características construtivas:

Concreto Armado Estrutura, fechamento e acabamentos Classe I conforme CMAR

Número de saídas:

 

1

Tipo de escada:

 

EP

(

) NE - Não enclausurada

(X) EP - Escada Protegida

(

) PF - À prova de fumaça

Tipo de ventilação da escada:

 

Janela

Distância máxima a percorrer até a saída:

29,97m

TRRF dos elementos estruturais:

 

120 minutos

Tipo de porta corta fogo da escada:

P-60

Memória de Cálculo:

Largura das saídas – A-2 - N=P/C

P

= população = 114 pessoas

C

= Capacidade da unidade = Acesso 60/100 Escada 45/75 Portas 100

Acessos:

N = 114/60 = 1,9 = 2 x 55cm = 110cm

Mínimo - 110cm

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Empregado - 120cm (conforme plantas baixas e cortes) Escadas:

N = 14/45 = 0,31 = 1up x 55cm = 55cm Mínimo: 100cm Empregado: 120cm (conforme plantas baixas e cortes)

8.1 ESCADA ENCLAUSURADA PROTEGIDA - EP

Além do descrito nas generalidades, deve possuir os seguintes requisitos:

a) Ter suas caixas isoladas por paredes resistentes a 2 h de fogo, no mínimo;

b) Ter as portas de acesso a esta caixa de escada resistentes ao fogo por 30 min (PRF);

c) Ser dotadas, em todos os pavimentos (exceto no da descarga, onde isto é facultativo), de janelas abrindo para o espaço livre exterior;

d) Ser dotadas de alçapão de alívio de fumaça (alçapão de tiragem) que permita a ventilação em seu término superior, com área mínima de 1,00 m².

e) Possuir ventilação permanente inferior, com área de 1,20 m² no mínimo, junto ao

solo, podendo esta ventilação ser por veneziana na própria porta de saída térrea ou em local conveniente da caixa da escada ou corredor da descarga, que permita a entrada de ar puro. As janelas devem possuir os seguintes requisitos:

a) Estar situadas junto ao teto, estando o peitoril, no mínimo, a 1,10 m acima do piso do patamar ou degrau adjacente e tendo largura mínima de 80 cm;

b) Ter área de ventilação efetiva mínima de 0,80 m², em cada pavimento;

c) Ser dotadas de vidros de segurança aramados, com área máxima de 0,50 m² cada um;

d) Ter nos caixilhos móveis, movimento que não prejudique o tráfego na escada e não ofereça dificuldade de abertura ou fechamento, em especial da parte obrigatoriamente móvel junto ao teto, sendo de preferência do tipo basculante, sendo vedados os tipos de abrir com eixo vertical e “máxima”.

Generalidades:

a) Ter os pisos dos degraus e patamares revestidos com materiais resistentes à propagação superficial de chama, isto é, com índice "A" da NBR 9442;

b) Atender a todos os pavimentos, acima e abaixo da descarga, mas terminando obrigatoriamente no piso desta, não podendo ter comunicação direta com outro lanço na mesma prumada (figura abaixo);

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c) Ter os pisos com condições antiderrapantes, e que permaneçam antiderrapantes com o uso; d)

c)

Ter os pisos com condições antiderrapantes, e que permaneçam antiderrapantes com o uso;

d)

Os acessos devem permanecer livres de quaisquer obstáculos, tais como móveis, divisórias móveis, locais para exposição de mercadorias, e outros, de forma permanente, mesmo quando o prédio esteja supostamente fora de uso;

e)

O

lanço mínimo deve ser de três degraus e o lanço máximo, entre dois patamares

consecutivos, não deve ultrapassar 3,70 m de altura;

f)

As paredes das caixas de escadas, das guardas, dos acessos e das descargas devem ter acabamento liso;

g)

As caixas de escadas não podem ser utilizadas como depósitos, mesmo por curto espaço de tempo, nem para a localização de quaisquer móveis ou equipamentos;

h)

Nas caixas de escadas, não podem existir aberturas para tubulações de lixo,

passagens para a rede elétrica, centros de distribuição elétrica, armários para medidores de gás e assemelhados, excetuadas as escadas não enclausuradas em edificações com alturas classificadas em L e M (de baixa e de média alturas).

i)

A

escada não enclausurada - NE, deve oferecer nos elementos estruturais

resistência ao fogo de, no mínimo, 2 h.

Portas:

N = 114/100 = 1,14 =2up x 55cm = 110cm

Mínimo: 80cm Empregado: 90cm (conforme plantas baixas e cortes) Altura das Saídas:

Acessos: 260 cm Escadas: 260 cm

Portas: 210 cm

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8.2

CORRIMÃOS E GUARDA-CORPOS:

Os corrimãos, peitoris e guarda-corpos serão metálicos, em perfil tubular Ø40mm,

contínuo, na altura 80cm e o guarda-corpo altura 1,10cm, com acabamento em pintura

eletrostática na cor a ser definida pela Engenharia. Todos os corrimãos deverão ser

contínuos dos dois lados das escadas, conforme projeto e obedecendo as normas vigentes

(NBR 9.077)

8.3 FITAS ANTIDERRAPANTES:

Deverá ser instalada fitas antiderrapantes de boa qualidade em todos os degraus e

patamares das escadarias, conforme NBR 9077.

8.4 DISTÂNCIA MÁXIMA A PERCORRER:

Segundo Tabela 3, Anexo B da Resolução Técnica CBMRS nº 11 – Parte 01/2016 –

Versão corrigida, em se tratando de edificação com altura superior a 12m e inferior a 30m,

dotada de escadas enclausuradas protegidas (EP) a distância máxima a percorrer é contada

da entrada da unidade residencial até a porta corta-fogo das escadas, então da da saída

das escadas ao ponto de descarga, (conforme nota alínea "H" da tabela 3, Anexo B) sendo

que esta distância não poderá exceder de 40,00 m

Porta das unidades 205 a 905 até o passeio público da Rua Pedro Albino Muller (Via

de acesso de viaturas): 29,97m < 40m.

9 - BRIGADA DE INCÊNDIO (RTCBMRS nº14/2009)

REQUISITOS DA NORMA:

Risco baixo de incêndio: 1 pessoa a cada 750m² Risco médio de incêndio: 2 pessoas a cada 750m² Risco médio de incêndio: 3 pessoas a cada 750m²

APLICAÇÃO:

Total de área considerada baixo risco (ocupações A-2): 2982,14m² = 4 pessoas Total de área considerada baixo risco (ocupações G-2): 1300,49m² = 2 pessoas Total de área considerada de risco médio (ocupação C-2):204,10m² = 2 pessoas Total de pessoas com TPCI: 8

NOTAS:

A exigência do Treinamento de Prevenção e Combate a Incêndios TPCI, em

suplementação ao Decreto nº 53.280/16, para as ocupações classificadas na Tab.1,

RTCBMRS nº11 Parte 01/2016, Anexo A. Sendo exigência mínima de 02 (duas)

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pessoas treinadas por ocupação, e, no máximo de 50 % (cinquenta por cento) do quantitativo total da população fixa da ocupação. Considera-se população fixa aquela que exerce atividade laboral e que

permanece regularmente na edificação, considerando-se os turnos de trabalho e a natureza da ocupação, bem como o pessoal pertencente a uma empresa prestadora de serviço nas mesmas condições. Além do síndico, considera-se ainda que exerça atividade laboral em uma ocupação: zelador, porteiro, segurança, auxiliar de serviços gerais.

O Treinamento de Prevenção e Combate a Incêndio será de 05 (cinco) horas-

aula, para as ocupações classificadas como de risco pequeno e médio e de 10 (dez)

horas-aula para risco grande, e obedecerá ao Programa de Treinamento contido no Anexo III da RTCBMRS nº14/2009, ainda conforme a resolução, tempo estabelecido para cada hora-aula de treinamento será de 45 minutos.

O Certificado de TPCI, conforme modelo previsto no Anexo IV da RTCBMRS

nº14/2009, será numerado, constando o rol das matérias ministradas e a respectiva carga horária, bem como o profissional habilitado manterá arquivada a documentação

do curso (plano de curso, registro de presença, livro de registro de certificados expedidos, entre outros documentos), pelo período da vigência do Certificado (4 anos),

a contar da data de seu fornecimento, para fins de auditagem por parte do Corpo de

Bombeiros da Brigada Militar. Para fins de aproveitamento do estabelecido no Artigo 4º da RTCBMRS nº14/2009, consideram-se os certificados de freqüência de curso de CIPA, de formação de vigilantes, de brigada de incêndio e similares, desde que os conteúdos e cargas horárias sejam equivalentes, limitados ao prazo de validade de 4 anos.

10 - ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA (RTCBMRS nº 11 – Parte 01/2016 – Versão Corrigida)

O sistema de iluminação de emergência é composto por blocos autônomos,

estando os mesmos ligados em rede elétrica exclusiva existente com tensão de 220V

e disjuntor 1x10A instalado no Quadro de Luz do prédio.

O sistema de iluminação de emergência deverá atender, quanto à instalação e

funcionamento, o prescrito na NBR 10.898. O sistema de iluminação de emergência deverá ter autonomia mínima de funcionamento de 60 minutos, deverá ser composto por blocos autônomos, com potência de 2x8W, instalados a uma altura máxima de 3,00 do piso acabado, devendo seguir o especificado no projeto de PPCI e nas plantas

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baixas anexas, quanto a sua localização e distância, deverá ser executada uma rede elétrica para uso exclusivo dos pontos de iluminação e sinalização de emergência, por meio de eletrodutos metálicos leves onde não houver eletrodutos embutidos exclusivos, devidamente fixados por abraçadeiras metálicas, ligados com fios de bitola não inferior a 1,5mm. Deverão ser instaladas luminárias de emergência de LEDs conforme disposição apresentada nas plantas baixas. Os blocos autônomos de iluminação de emergência não poderão ter adesivos sobre as lentes, mesmo que para indicar saída de emergência. Para indicação iluminada de saída de emergência deve-se usar bloco de iluminação apropriado, conforme NBR. Manutenção: verificar mensalmente o acionamento do sistema através de dispositivo de proteção e seccionamento (desligamento de chave geral).

11 - CENTRAL DE ALARME DE INCÊNDIO

LEDs de indicação ligado e fogo Mínimo de 10 laços

Tensão de Entrada

Saída 24V para sirenes Indicação de falta de CA Indicação dos laços através de LEDs

127/220 VCA

A central deve possuir bateria com capacidade suficiente para operar o sistema de alarme por um período mínimo de 24 horas e, depois do fim deste período, devem possuir capacidade de operar todos os avisadores de alarme em uso por 15 minutos, conforme item 6.1.4 da NBR 17240/2010. A central deve estar instalada a uma altura entre 1,40m e 1,60m do piso acabado para operação em pé ou entre 1,10m e 1,20m para operação sentada, conforme item 5.3.13 da NBR 17240/2010. Nas centrais de alarme/detecção é obrigatório conter um painel/esquema ilustrativo indicando a localização com identificação dos acionadores manuais ou detectores dispostos na área da edificação, respeitadas as características técnicas da central.

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- SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA (RTCBMRS nº 11 – Parte 01/2016 – Versão Corrigida; LC 14.376/2014; RTCBMRS nº 05 – Parte 08/2016; NBR 13.343-1-2-3)

A sinalização de segurança contra incêndio tem como objetivo reduzir o risco

de ocorrência de incêndio, alertando para os riscos existentes, e garantir que sejam adotadas ações adequadas à situação de risco, que orientem as ações de combatem e facilitem a localização dos equipamentos e das rotas de saídas para abandono seguro da edificação em caso de incêndio.

A sinalização apropriada deve ser instalada em local visível e a uma altura

mínima de 1,80 m, medida do piso acabado à base da sinalização. A mesma sinalização deve estar distribuída em mais de um ponto dentro da área de risco, de modo que pelo menos uma delas seja claramente visível de qualquer posição dentro da área, e devem estar distanciadas entre si em no máximo 15,0 m. As escadas, corredores e portas de saída deverão ser sinalizados por placas do tipo fotoluminescentes, conforme especificados pela NBR 13434 e detalhamentos do projeto, assim como os extintores de incêndio e local de risco pontual. Toda a simbologia utilizada esta normatizada e constante na NBR-14100.

Manutenção das sinalizações de emergência deverá seguir as instruções da NBR 13434. Os detalhes gráficos referentes a sinalização de emergência, bem como a localização de placas e equipamentos se encontra junto as plantas anexas e complementares a este memorial.

13 - EXTINTORES DE INCÊNDIO (RTCBMRS nº 14/2016)

A sinalização dos extintores deverá atender aos requisitos da NBR 13434-1-2-

3 conforme descrito neste memorial (Sinalização de Emergência), bem como o disposto nas RTCBMRS nº 11 – Parte 01/2016 – Versão Corrigida; LC 14.376/2014; RTCBMRS nº 05 – Parte 08/2016, RTCBMRS nº 14/2016; Os extintores portáteis deverão ser afixados em locais com boa visibilidade e acesso permanentemente desobstruído e desimpedido. Os extintores portáteis deverão ser afixados de maneira que nenhuma de suas partes fique acima de 1,60 metros do piso acabado ou abaixo de 0,10 metros do piso acabado, desde que não fiquem obstruídos e que a visibilidade não fique prejudicada;

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Requisitos mínimos de acordo com o risco:

Classe do Fogo

Capacidade extintora mínima

Distância máxima a ser percorrida

Substância ou agente extintor

Classe "A"

2-A

25m

Água Pressurizada

Classe "B ou C"

10-B:C

25m

Pó químico BC

20-B:C

15m

Pó químico BC

Classe "ABC"

2-A:10-B:C

20m

Pó químico ABC

Extintores empregados:

Número de

Classe do

Capacidade extintora mínima

Pavimento de

Substância ou

identificação

Fogo

localização

agente extintor

1

e 2

"ABC"

2-A:10-B:C

Subsolo 02

Pó químico ABC

3

e 4

"ABC"

2-A:10-B:C

Subsolo 01

Pó químico ABC

5

e 6

"BC"

20-B:C

Térreo

Pó químico BC

7 a 10

"ABC"

2-A:20-B:C

Térreo – Com.

Pó químico ABC

11 e 12

"ABC"

2-A:10-B:C

Térreo

Pó químico ABC

13 e 20

"ABC"

2-A:10-B:C

Pav. Tipo

Pó químico ABC

 

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"ABC"

2-A:10-B:C

Zelador

Pó químico ABC

Deve haver no mínimo um extintor de incêndio distante a não mais de 5m da porta

de acesso da entrada principal da edificação, entrada do pavimento ou entrada da área de

risco, conforme item 5.10 da NBR 12693/2013.

14 - CENTRAL DE GLP (NBR 13.523/08)

A central contará com cilindros transportáveis e recarregáveis do tipo P45,

(45Kg de GLP e volume 0,09m³ por unidade), divisão da central de GLP afim de reduzir

o afastamento mínimo da central em relação a projeção horizontal da edificação.

Capacidade da central:

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16 cilindros, totalizando 720Kg de GLP e 1,44m³ de gás liquefeito.

A NBR 13523/08 exige para a central caracterizada acima:

Afastamentos: de divisa

0m

Entre recipientes

0m

Aberturas abaixo da descarga da válvula de segurança

1m

Fontes de ignição/aberturas*

1,5

(0,75) m

Materiais tóxicos, perigosos, inflamáveis e chama aberta

6m

Materiais combustíveis

3m

Redes elétricas < 0,6kV

1,8m

Ar-condicionado

6m

NOTAS

* Para recipientes transportáveis contidos em abrigos com no mínimo paredes laterais e cobertura, a distância pode ser reduzida à metade.

* Os recipientes de GLP devem permanecer afastados a no mínimo 1,5m de

qualquer abertura em nível inferior aos mesmos (ralos, poços, canaletas e outros)

* Somente pessoas autorizadas devem ter acesso às centrais de GLP.

* Para recipientes transportáveis, pode ser construído abrigo de material não

inflamável com ou sem cobertura e portas, porém sempre deve ser respeitada a condição de ventilação natural de no mínimo 10 % da área da planta baixa e com

aberturas inferiores para promover a circulação de ar com área mínima de 0,03 m²

* Na central de GLP é expressamente proibida a armazenagem de qualquer tipo de material, bem como outra utilização diversa da instalação. Proteção contra incêndio para central de GLP

Devem ser colocados avisos com letras não menores de 50mm, em quantidade tal que possam ser visualizados de qualquer direção de acesso à central de GLP, com os seguintes dizeres:

- PERIGO;

- INFLAMÁVEL;

- NÃO FUME;

A quantidade e a capacidade dos extintores destinados à proteção da central

de gás devem ser conforme o prescrito na Tabela 8 da NBR13.523/08 dos de maneira que seu acesso seja fácil e desimpedido. Extintores de incêndio: quantidade de GLP na central 271Kg<720Kg>1800Kg, logo, conforme tabela 8, serão instalados dois extintores com carga de pó químico 20- B:C

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15 - HIDRANTES E MANGOTINHOS

O sistema de hidrantes será mais um tipo de proteção instalado na edificação,

utilizado como meio de combate a incêndios. Será composto basicamente por

Reservatórios de Água (9.600L), Tubulações, Hidrantes, Mangotinhos, Abrigos e Registros de Recalque.

É sempre bom lembrar que o sistema de hidrantes tem como objetivo dar

continuidade à ação de combate a incêndios até o domínio e possível extinção. O agente extintor utilizado é a água, motivo pelo qual o método principal de extinção a ser aplicado será o resfriamento. Ao fazer todo o sistema de hidrantes é fundamental

testá-lo. Suas padronizações devem seguir os padrões determinados na NBR 13714, em especial no que se refere aos sistemas que a compõem incluindo mangueiras.

15.1 - ABRIGO DE HIDRANTES Segue o padrão de instalações que devem fazer parte do abrigo de hidrantes:

- Armário para Hidrante, sobreposto, fabricado em chapa de aço de carbono

com acabamento em pintura epoxi a pó na cor vermelha. Porta dotada de trinco, visor

para vidro e veneziana de ventilação. Dimensões 90x60x17xm, SIPEC, Cod:03.02.04, ou equivalente técnico.

- Chave dupla, 2.1/2 x 1.1/2, para acoplamento de conexão entre engate rápido,

em latão, 272mm, espessura 6mm, SIPEC, código 04.13.65, ou equivalente técnico;

- Adaptador Storz 2.1/2 para aplicação na saída da válvula ou tubulação, rosca interna NBR 5667, em latão fundido, peso 0,80Kg, SIPEC, código 04.05.32, ou equivalente técnico;

- Mangueira Sintex N 2.1/2x30m, de incêndio com reforço têxtil singelo

confeccionado 100% em fio de poliéster de alta tenacidade, tecimento horizontal (tipo tela), na cor branca e tubo interno de borracha sintética, na cor preta, marca " SINTEX-

N", tipo 2 conforme NBR 11861,com pressão de trabalho de 14kgf/cm², pressão de prova de 28kgf/cm² e pressão de ruptura mínima de 55kgf/cm², empatado com uniões tipo engate rápido, em latão, conforme NBR 14349, tipo 65B (para diâmetro de 65mm) e tipo 40-B (para diâmetro de 40mm). Certificados da Marca de Conformidade ABNT

nº 40.001/07 (1.1/2") e 40.002/07 (2.1/2"), SIPEC, código 01.01.41, ou equivalente técnico;

- Esguicho regulável polido 2.1/2,Esguicho regulável de 3 posições bocal-

fechado, jato sólido e neblina com variação de abertura de leque até 120º. Bocal com

anel de borracha estriada, comprimento 188mm, vazão 229 gpm a 100 psi,

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acabamento polido, em bronze, peso 2,65Kg"), SIPEC, código 04.07.29, ou equivalente técnico; - Tubulações em ferro galvanizado, com diâmetro 63mm, TUPY, ou equivalente técnico, incluso, “Te” para Hidrante, diâmetro 63mm, em ferro galvanizado TUPY, ou

equivalente técnico, Curva 90º Hidrante, diâmetro 63mm, em ferro galvanizado TUPY, ou equivalente técnico, e União para tubulação, diâmetro de 63mm, a cada 6m, em ferro galvanizado TUPY, ou equivalente técnico, entre outras conexões que se façam necessárias;

- Registro de gaveta de metal bruto, 2 ½”, com volante em termoplástico

resistente à corrosão, FABRIMAR, ou equivalente técnico; - Válvula de retenção horizontal com portinhola, 2 ½”, MIPEL, ou equivalente técnico;

15.2 - RESERVATÓRIO DE ÁGUA:

Os reservatórios de água da reserva técnica de incêndio ficam junto aos compartimentos do Reservatório superior, sendo que as tomadas de água para a rede de hidrantes devem ficar no máximo a 10 centímetros do fundo dos reservatórios superiores. As tomadas de água para consumo devem estar mais acima, de forma a manter a reserva técnica de incêndio mínima de 9600 litros (2x4800 litros) que deverá ser fornecida para o uso exclusivo de combate a incêndios. Quanto à localização, os reservatórios elevados abastecerão aos Hidrantes e mangotinhos internos localizados na edificação, conforme indicado em projeto.

15.3 BOMBAS As Bombas de Incêndio deverão possuir motor elétrico ou a explosão – este obrigatório para proteção de tanques de líquidos e gases combustíveis ou inflamáveis.

A potência estimada é de ½ Hp

A entrada de energia elétrica para as motobombas do sistema de combate a

incêndio deve ser independente da entrada de consumo da edificação

1 - Motobomba principal p/ combate a incêndio Pressão de trabalho: 2,0kgf/cm² Vazão: 9,6m³/hora

2 - Motobomba pressurização (jockey) Pressão de trabalho: 2,0kgf/cm² Vazão: 1,2m³/hora

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Sistema de mangotinho para combate a incêndio com ponto de tomada de água para mangueira de 1 1/2". O abrigo deverá possuir um lance de 20 metros de mangueira semirrígida e esguicho regulável. A tomada d'água para mangueira de 1 1/2" e a válvula de abertura rápida do mangotinho devem estar instaladas com altura entre 1m e 1,5m do piso acabado.

15.4 DISPOSITIVO DE RECALQUE

O sistema deverá ser dotado de registro de recalque, consistindo em um prolongamento da tubulação, com diâmetro mínimo de 65 mm (nominal) até as entradas principais da edificação, cujos engates devem ser compatíveis com os utilizados pelo Corpo de Bombeiros. Quando o engate estiver no passeio, este deverá ser enterrado, ou seja, em caixa de alvenaria, com tampa. A introdução de DN 65 mm de (mínimo) e com tampão tem de estar voltada para cima em ângulo de 45 graus e posicionada, no máximo, a 15 cm de profundidade em relação ao piso do passeio. O volante de manobra da válvula deve estar situado no máximo 50 cm acima do nível do piso acabado. O dispositivo de recalque pode deverá instalado na fachada da edificação, ou em muro da divisa com a rua, com a introdução voltada para rua e para baixo em ângulo de 45 graus, e a uma altura entre 60 cm e um metro em relação ao piso do passeio.

16 - SERVIÇOS FINAIS E EVENTUAIS

16.1 - LIMPEZA FINAL

Todas as pavimentações, revestimentos, etc., serão limpos, tendo-se o cuidado para que outras partes da obra não sejam danificadas por este serviço.

16.2 - ARREMATES FINAIS E RETOQUES

Após a limpeza serão feitos todos os pequenos arremates finais e retoques que forem

necessários.

16.3 - TESTE DE FUNCIONAMENTO E VEIFICAÇÃO FINAL

O Executante verificará cuidadosamente as perfeitas condições de funcionamento e segurança de todas as instalações, ferragens e etc., o que deve ser aprovado pelo Fiscal da obra.

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16.4 - DESMONTAGEM DAS INSTALAÇÕES

Concluídos os serviços, o canteiro será desativado, devendo ser feita imediatamente

a retirada das máquinas, equipamentos, restos de materiais de propriedade do

Executante e entulhos em geral. A área deverá ser deixada perfeitamente limpa e em condições de ser utilizada pelo Contratante.

16.5 - TEMOÇÃO FINAL DO ENTULHO Serão cuidadosamente limpos e varridos todos os acessos às áreas cobertas e descobertas do prédio e removido todo o entulho de obra existente.

17 - ANEXOS

Apresenta-se um total de 3 pranchas com a representação gráfica do projeto de prevenção contra incêndio.

Anexo – I: Planta baixa Subsolo 01 e Subsolo 02, e detalhes. Anexo – II: Planta baixa Terreo, Pav. Tipo, Pavimento Zelador, Pavimento técnico, e detalhes. Anexo – III: Cortes e detalhes

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- FORMAL DE ENTREGA

O

presente documento é assinado pelo coordenador e autor geral dos projetos, bem

como pelo síndico responsável pelo edifício RUBI

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