MANUAL DO PROMOTOR

VOLUNTÁRIO DE
MISSÕES MUNDIAIS
SUMÁRIO
I - O PROMOTOR DE MISSÕES................................................................................................... 2

II - O QUE A JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS ESPERA DO PROMOTOR............. 4

III - REQUISITOS PESSOAIS DO PROMOTOR DE MISSÕES.......................................... 6

IV - REQUISITOS MINISTERIAIS DO PROMOTOR DE MISSÕES................................. 8

V - PLANEJAMENTO......................................................................................................................... 10

VI - PERSONALIZAÇÃO DA OBRA – UMA NOVA PERSPECTIVA DE

MOBILIZAÇÃO DA IGREJA......................................................................................................12

VI.I - A VISÃO DA JUNTA DE MISSÕES MUNDIAIS..................................................17

VII - SUGESTÕES PARA PROMOÇÃO MISSIONÁRIA....................................................... 18
I-
O PROMOTOR
DE MISSÕES
O Promotor de Missões é alguém que Deus chamou
para uma tarefa muito especial, que é ajudar a
igreja a desenvolver sua consciência missionária,
despertando-a para a evangelização do mundo.
Assim sendo, esperamos que cada Promotor de
Missões tenha visão de que missões é ministério.
Não é um cargo na estrutura organizacional da
igreja, eleito pelos irmãos, e sim, um ministério que
precisa ser exercido com maturidade espiritual,
responsabilidade e visão de cumprir o mandamento
de ir e fazer discípulos.

2 |
A Junta de Missões Mundiais promove o Programa de Promotores de Missões, visando criar
grupos de divulgadores de missões em todo o Brasil e no exterior, mantendo acesa a chama mis-
sionária no coração dos crentes batistas.

O Brasil é um país de dimensões continentais. Temos mais de 170 milhões de habitantes,
milhares de igrejas e pastores, mais de 8.500 milhões de km2 em nossa área geográfica. A con-
centração da população é irregular, havendo grandes diferenças entre a densidade populacional
do campo e da cidade. Isso tudo, somado a fatores sociais e culturais nos traz grandes desafios.

99 Entendemos que o trabalho de missões é definido biblicamente como responsabilidade
da igreja local (Atos 1:8). O crescimento desse trabalho trouxe à denominação a necessi-
dade de criar estruturas que o coordenem e viabilizem. Assim, as organizações missio-
nárias existem para apoiar o trabalho das igrejas.
99 A Junta de Missões Mundiais tem o compromisso de fazer com que as informações so-
bre missões cheguem a todos os lugares do país e do exterior com qualidade e veloci-
dade. Para tanto, é necessário que tenhamos o maior número possível de informações
sobre as igrejas e sua vocação missionária, ministérios.
99 A Junta de Missões Mundiais procura anualmente atender ao máximo possível de soli-
citações de visitas de missionários para testemunho, relatórios, inspiração das igrejas.
Embora o trabalho seja muito grande e realizado com diligência, atendemos um número
de igrejas menor que a demanda.

Diante dos desafios apresentados, a figura do Promotor de Missões ganha uma importância
muito grande. Ele faz a conexão entre igreja e missionário, sustentadores e o campo.

É fundamental ao Promotor:

• Ter convicção de sua salvação;
• Dar um bom testemunho cristão e ser membro da igreja, participando de sua vida e minis-
tério. Buscar diligentemente o amadurecimento espiritual, que virá através de um contato
íntimo com Deus e sua Palavra;
• Ser consciente da importância de conhecer publicações sobre a evangelização do mundo
e aquelas preparadas pela Junta de Missões Mundiais;
• Ter disponibilidade para divulgar missões e buscar sempre oportunidades para fazê-lo.

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 3
II -
O QUE A JUNTA
DE MISSÕES
MUNDIAIS ESPERA
DO PROMOTOR

Considerando o tamanho da obra a ser feita e sua importância, a Junta de Missões Mundiais
espera que seu Promotor:

1) Tenha interesse em conhecer o trabalho das igrejas Batistas
no exterior.

Além de informar-se sobre o que acontece nos campos missionários, é fundamental que o
Promotor se interesse em conhecer novos projetos da JMM, sua forma de atuação, sua visão e
sua missão. Toda e qualquer dúvida que surja sobre o trabalho missionário deve ser dirigida à
JMM, que terá satisfação em atender e esclarecer.

2) Tenha total comprometimento em realizar a tarefa de Promotor
de Missões Mundiais.

Conhecendo o que ocorre no campo missionário você manterá o seu coração inflamado
pela obra. Conheça os materiais preparados pela JMM. Leve sua igreja a conhecer nossas publi-
cações. Necessitando de materiais, solicite-nos por telefone ou e-mail.

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3) Seja um profundo conhecedor de sua área de atuação.

O Promotor precisa conhecer o máximo possível de informações sobre a área em que atua.
Número de membros da igreja, profissionais que participam dela, ministérios, o nível de instrução,
entre outras. Quanto mais informações o Promotor tiver, melhor ele poderá estruturar seu traba-
lho. Isso servirá ainda para que juntamente com a igreja seja definido o alvo e os desafios para a
mesma na campanha missionária.

É importante lembrar que a iniciativa de definir um alvo deve partir da igreja. O Promotor deve
colaborar e estar disponível, respeitando a sugestão da igreja e desafiando-a a crescer sempre
em sua contribuição para a obra de missões.

4) Divulgue o trabalho de Missões.

Esse é o nosso objetivo principal, e a sua tarefa como Promotor de Missões. Assim, o Pro-
motor deverá estabelecer um relacionamento com o pastor local, a fim de que ele mobilize a igre-
ja. Como representante da JMM o Promotor será sempre um facilitador.

O nível de interesse e mobilização para a obra missionária pode ser diferente de igreja para
igreja. É fundamental que o trabalho seja de conscientização e sensibilização em amor. É impor-
tante orar com o pastor e apresentar-lhe desafios, informando-o sobre a obra que as igrejas estão
fazendo nos campos de Missões Mundiais e sobre o que ainda temos por fazer. Depois peça-lhe
permissão para ajudá-lo na tarefa de despertar a igreja para missões.

5) Mantenha constante contato com o pastor e com a
liderança denominacional.

A presença de um missionário visitando a igreja, convenção ou associação é sempre algo
inspirador e gratificante. Quando isso acontecer o promotor participará, divulgando a presença
dele. Esforce-se para que toda a liderança local e regional seja convidada e se faça presente.

6) Mantenha o cadastro de sua igreja atualizado.

Deve informar à JMM toda mudança de número de telefones, endereço, horário de atendi-
mento do escritório. Isso garantirá que as comunicações e publicações missionárias cheguem
efetivamente à igreja.

7) Garantir que a igreja receba todo o material promocional.

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 5
III -
REQUISITOS
PESSOAIS DO
PROMOTOR DE
MISSÕES

99Pró-atividade: É fundamental que o Promotor seja pró-ativo. Durante o ano todo
surgem muitas situações que podem ser bem aproveitadas para divulgação da obra mis-
sionária e mobilização das igrejas. O Promotor deve manter-se atento ao que está acon-
tecendo e tomar iniciativa sempre.

99Organização: Para que o trabalho de promoção traga os melhores resultados, o
Promotor precisa atuar de forma organizada. Ter uma agenda onde possa anotar com-
promissos, manter seu material sempre arrumado e fazer apontamentos sobre tudo o
que acontece será muito importante. Por outro lado, ao ter oportunidade de falar às igre-
jas, deverá organizar-se para utilizar tão somente o tempo cedido.

99Planejamento: É fundamental que o Promotor planeje seu trabalho e saiba ava-
liar os avanços e resultados alcançados. Assim, terá como reposicionar suas ações sem-
pre que necessário.

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99Disciplina: É sabido que pessoas disciplinadas obtêm melhores resultados de seu
trabalho. O cumprimento de agendas, horários, compromissos é primordial, e será con-
seguido com bastante disciplina.

99Boa aparência: É fundamental que o Promotor apresente-se de forma discreta e
não chame atenção para si. Tanto para homens quanto para mulheres, vale o bom senso.
Aparência limpa e discreta não fecham portas. O Promotor deve chamar atenção para o
objetivo do seu trabalho e não para si.

99Liderança: Em diversos momentos o Promotor estará à frente de grupos e de inicia-
tivas diversas. Para tanto, precisa estar familiarizado com liderança de pessoas, tarefas
e projetos.

99Facilidade de comunicação: Dado o teor das atribuições do Promotor,
este necessita comunicar-se de forma a ser compreendido pelos seus interlocutores.
Correção na forma de falar, simplicidade no uso da linguagem e habilidade para falar em
público são também importantes.

99Atualização: O Promotor precisa buscar constantemente atualizar-se. É impor-
tante conhecer o que acontece no mundo globalizado, e procurar sempre fazer uma as-
sociação com as oportunidades para avanço da obra de evangelização do mundo. Isso
possibilitará o uso de informações e de recursos atuais na realização do seu trabalho.

99Motivação: A motivação é algo inerente à pessoa. Existem muitos desafios para
serem vencidos, e muitas dificuldades surgem no dia a dia. O Promotor de Missões
precisa ser capaz de manter-se automotivado mesmo quando as circunstâncias fo-
rem desfavoráveis.

99Administração do tempo: O tempo é sem dúvida o maior recurso de que
dispomos. É necessário que o Promotor esteja sempre atento ao seu uso cuidadoso e
racional. Considerando que o trabalho de promoção é feito predominantemente por vo-
luntários, ser bastante objetivo e prático em suas atividades será fundamental para usar
sabiamente o tempo.

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 7
IV -
REQUISITOS
MINISTERIAIS
DO PROMOTOR
DE MISSÕES

8 |
99Conhecimento do conteúdo de seu trabalho, da equipe com a
qual trabalha e da igreja, ou igrejas, onde atua. É importante conhecer as aspirações
missionárias do grupo e ter capacidade para conduzí-lo a atingí-las.

99Conhecimento do material de trabalho: O conhecimento dos ma-
teriais e ferramentas disponibilizados para realização da promoção missionária é in-
dispensável para que o Promotor exerça bem o seu papel. Procure ler os encartes, ma-
teriais de propaganda, publicações e novidades. Anualmente, enviamos às igrejas da
CBB um kit com materiais promocionais da nossa campanha. Familiarize-se com este
material e use-o na mobilização de sua igreja. Os mesmos materiais estão disponíveis
em www.missoesmundiais.com.br/campanha.

99Visão: O Promotor precisa ter visão da obra missionária, das oportunidades e da-
quilo que Deus pode fazer através da igreja. Isso facilitará em muito a mobilização e
envolvimento da igreja.

99Comprometimento: É imprescindível absoluto comprometimento com o
trabalho missionário, com a visão da urgência de alavancar vocacionados e sustenta-
dores para a expansão da obra.

99Conhecimento bíblico: Acima de tudo o Promotor de Missões precisa ter
base bíblica para o exercício de seu ministério. Conhecendo o assunto missões na Bí-
blia, o Promotor poderá falar com muito mais propriedade.

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 9
V-
PLANEJAMENTO
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O sucesso que obtemos em determinada atividade é diretamente proporcional ao tempo
gasto para planejar. Portanto, é fundamental que levemos muito a sério esta importante etapa do
trabalho de promoção missionária. É nela que o Promotor usará tempo para definir:

a) Para que algo deve ser feito?
Quais os objetivos e expectativas que se espera alcançar.

b) O que precisa ser feito?
Quais ações devem ser tomadas para atingir determinado objetivo.

c) Onde será feito?
Se é visita, contato, evento, onde acontecerá?

d) Quando será feito?
É importante programar as datas com antecedência.

e) Quem fará?
Quem está envolvido nas tarefas, qual o contingente de pessoas necessário.

Uma vez respondidas essas perguntas o Promotor deve
avaliar também:

• Quanto se pretende alcançar: Em termos numéricos, qual o objetivo pretendido.
• Quanto custará? Quais os custos envolvidos, e quais as expectativas de custeio da ativi-
dade proposta.

Ainda no processo de planejamento o Promotor deverá antecipar-se a prováveis dificuldades
que possam surgir na execução do proposto. Será importante considerar sempre uma segunda
opção para cada etapa. Isso ajudará a prevenir eventualidades e a estar preparado para elas.

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 11
VI -
PERSONALIZAÇÃO
DA OBRA – UMA
NOVA PERSPECTIVA
DE MOBILIZAÇÃO
DA IGREJA

Estamos vivendo dias empolgantes na história da igreja de Jesus Cristo. Ao redor do mundo,
pessoas estão vindo a Cristo em números recordes. Os missiólogos estão estupefatos com o rá-
pido avanço do Evangelho em lugares onde a mensagem de Cristo nunca havia penetrado, bem
como com sua proliferação em lugares onde era tão pouco conhecido. De forma clara e sem pre-
cedentes, podemos sentir a atuação do Espirito Santo no mundo todo.

Os dias atuais requerem de cada um de nós, tudo aquilo que temos de melhor para entre-
gar ao nosso Senhor. A igreja de Cristo deve tirar o máximo proveito das inúmeras oportunidades
que se apresentam diante dela para a realização do grande mandamento de Cristo, que é levar o
Evangelho a todas as pessoas. Nunca se viu, em toda a história da igreja, tantos fatores positivos
para o cumprimento da Grande Comissão.

Entende-se que a atividade de mobilização missionária é mais critica do que a atividade mis-
sionária de campo. Não seria muito melhor despertar cem bombeiros adormecidos do que ten-
tar, você mesmo, usar seu pequeno balde de água para apagar um grande incêndio? Sem dúvida

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alguma eu despertaria os bombeiros. Podemos definir mobilização no contexto da igreja local, da
seguinte forma: “Ensinar os crentes de uma igreja local a compreenderem o plano global de Deus,
incentivando-os a responderem com amor à palavra de Deus, e proporcionando a cada um, opor-
tunidades para usarem seus dons, habilidades e recursos, de forma individual e coletiva, para que
o plano de Deus seja colocado em prática.”

É fundamental que todos os habitantes do mundo sejam verdadeiros adoradores de nosso
Pai Celeste. Deus está preocupado em que as pessoas nesse mundo o adorem e reconheçam
quem Ele é realmente. Missões vêm do desejo de ver Deus sendo glorificado em toda a Terra. Os
povos de todo o mundo não podem adorá-lo sem conhecê-lo; não podem conhecê-lo sem ouvir
sobre Ele e não podem ouvir sobre Ele sem que digamos-lhes quem Ele é. O desejo de Deus é que
o Evangelho seja pregado a todos os povos. A tarefa deve ser cumprida e é sobre os ombros da
igreja de Cristo que pesa essa responsabilidade.

CINCO DESTAQUES IMPORTANTES

99A igreja local é o principal instrumento de Deus para evangelizar
o  mundo: Isso é muito importante se queremos cumprir o mandamento de Cristo:
pregar o Evangelho a toda criatura. Acreditamos ser este conceito de fato e biblicamente
correto. Temos um compromisso bastante forte com a primazia da igreja local nos pla-
nos de Deus.

99O pastor precisa ser o principal motivador e influenciador do trabalho
missionário na igreja local e deve, em cooperação e comum acordo com os seus
líderes, liderar a forma de mobilizar a igreja local. Temos verificado que, apesar do siste-
ma ou estrutura da igreja, o pastor deve estar à frente de cada área, caso a mesma dese-
je maximizar seus esforços para alcançar o mundo para Cristo.

99A igreja local deve desenvolver uma visão de que é responsável pela
evangelização global: Missões deve ser a personalidade de sua igreja e não so-
mente um programa. Missões deve ser a missão da igreja. Deve permear cada aspecto
e fase da vida da igreja. Não deve ser um programa segmentado, um “departamento” ou
apenas um de muitos programas que a igreja realiza. É necessário reconhecermos que,
há muito tempo, o trabalho evangelístico e missionário tem sido segmentado em nossas
igrejas. Isso precisa ser mudado.

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 13
Acreditamos que a base para isso se encontra nas palavras de Jesus em Atos 1:8: “(...) e
ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até
os confins da terra ”. Em sua forma mais simples, podemos dizer que o ministério em
Jerusalém refere-se ao trabalho evangelistico local. Judeia e Samaria representa o traba-
lho a níveis locais e regionais e os “confins da terra” representa o ministério internacional.

Por esta razão, concluímos que seja melhor juntar todo o ministério de evangelização da
igreja (seja evangelismo local, missões, etc.) sob um mesmo “guarda-chuva missioná-
rio”. Este ‘guarda-chuva’ abarcaria Jerusalém, Judeia, Samaria e os confins da terra, com
uma compreensão de que as designações geográficas terão suas implicações culturais.
Por exemplo, uma igreja que adota um povo não alcançado em alguma área remota do
mundo, deverá também procurar alcançar este mesmo povo na sua Jerusalém, Judeia
ou Samaria. Alguém em sua igreja, com paixão pelo evangelismo local também deverá
ser desafiado a participar de alguma oportunidade missionária nos confins da terra. De-
vemos desafiar o povo para a sua responsabilidade global e proporcionar-lhe oportunida-
des contemporâneas e inovadoras para que se envolva com a obra.

99É necessário haver uma compreensão da dinâmica de gerações da
igreja local, e que missões deve ser abordada, basicamente, de uma perspectiva de
gerações. É muito importante nos preocuparmos com as diferentes gerações existentes
em nossas igrejas, sempre nos preocupando em saber como lidar com cada uma delas;
tentando entender a forma como pensam, sem desconsiderá-las ou menosprezá-las em
favor de outra.

Para alcançarmos a geração atual, devemos ser “contemporâneos, inovadores e contex-
tuais” em nossa abordagem prática ao trabalho missionário na igreja local. Ainda assim,
não podemos nos esquecer de incluir dinâmicas praticas que apelem às gerações mais
antigas. Não há lugar para inflexibilidade se queremos levar nossas igrejas a estarem em
missão com Deus até os confins da terra.

99Devemos entender que mobilização é um processo e não um “conserto
rápido”: Verificamos que esse processo se divide em três partes.

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TRÊS NOVAS PERSPECTIVAS

Personalização é o princípio básico que tornará a igreja local
completamente envolvida com missões.

A personalização é parente bem próximo da mobilização. Podemos definir personalização
como “todo crente usando seus dons, habilidades e recursos na obra missionária...” Cada crente,
não importa qual seja sua idade, é importante para Deus e útil para o seu reino. Nosso papel é en-
sinar as pessoas sobre o seu valor diante de Deus; desafiá-las sobre o importante papel que têm
no Reino, e fornecer a essas pessoas meios para que se envolvam e expressem, de forma prática,
os seus dons, habilidades e recursos. Personalização é o grande segredo.

A personalização tem dois aspectos essenciais: identificação e envolvimento. Os crentes de-
vem se identificar com um missionário ou um projeto em particular. O resultado dessa identifica-
ção é um relacionamento bastante significativo com aqueles que trabalham diretamente na obra
missionária. O relacionamento leva a um envolvimento com a obra missionária. Relacionamento,
bem como envolvimento, são aspectos muito importantes para a geração atual. A Bíblia diz, em
Mateus 6:21, que “onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” O contrário
também é verdade: onde estiver o vosso coração, ali estará também o vosso tesouro. Se adotar-
mos o princípio da personalização aprenderemos que quando estamos pessoalmente envolvi-
dos, os recursos aparecerão. A personalização capacitará os crentes a utilizarem os seus dons,
habilidades e recursos no Reino, fará com que eles se sintam incrivelmente realizados como cren-
tes e acelerará o trabalho de Deus de forma inacreditável.

Devemos deixar o paradigma do “sustento”
e adotar o paradigma da “parceria”.

O paradigma anterior, aquele que sustenta outros financeiramente a fim de que eles realizem
o ministério em seu lugar, serviu bem ao corpo de Cristo na geração passada. No entanto, não fa-
cilitou muito a expressão da personalização que, para a geração atual, é mais importante. Apesar
disso, podemos dizer que o paradigma do sustento fornece agora a base para um novo paradig-
ma que vai de encontro à geração atual: o princípio da parceria.

Para a maioria das denominações a abordagem tradicional tem sido a institucional: “Você
providencia os recursos e nós fazemos por você.” Grande parte das organizações missionárias
não denominacionais e/ou interdenominacionais têm tido uma abordagem ‘quase-institucional’

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 15
na qual os missionários fazem apelos pessoais para o seu sustento. Embora essa abordagem
quase institucional tenha sido, de alguma forma, personalizada, as igrejas raramente desenvol-
viam relacionamentos que levassem a parcerias.

Acreditamos que o paradigma da parceria é o mais eficiente para a geração de hoje. Cremos
que até as gerações mais antigas se empolgam sobre a personalização quando constatam que
esta não é uma ameaça para a sua metodologia que, de certa forma, é mais aceita e melhor es-
tabelecida. A parceria possui vários níveis, mas cremos que ela permitirá uma maior personaliza-
ção e, portanto, um maior avanço do Reino.

Os missionários não devem considerar a si mesmos apenas como
executadores da tarefa missionária, mas também como mobilizadores
do recurso missionário.

Isso realmente exigirá uma mudança mais visível no paradigma, de forma que as agências
missionárias, sejam elas denominacionais ou interdenominacionais, desempenhem seu papel de
forma mais eficaz. As agências e os missionários independentes devem considerar a si mesmos
como servos, facilitadores e parceiros da igreja local para a realização da tarefa missionária. Cre-
mos ainda que esta mudança de paradigma fará com que as igrejas se tornem mais parecidas
com o modelo neo-testamentário, permitindo que elas sejam mais eficazes no cumprimento da
tarefa dada por Deus. Isso fará com que o trabalho missionário avance, já que os missionários
verão que podem realizar muito mais através de parcerias sinérgicas do que realizando o traba-
lho sozinhos.

Inúmeros pastores têm tido os seus ministérios renovados conforme vão adquirindo uma
nova visão para a igreja local e seus ministérios pessoais. Eles têm sido ungidos com um novo
óleo e começam a perceber, através de uma nova perspectiva, o seu papel, bem como o papel
de suas igrejas.

Através da personalização eles encontram formas eficientes e motivadoras que influenciam
o mundo para Cristo. Estamos vivendo uma atmosfera de reavivamento nas igrejas que, antes,
estavam estagnadas ou bastante restritas em sua abordagem. Estamos vendo muitos recursos
sendo colocados à disposição do Reino. Estamos vendo pessoas de várias gerações se entre-
gando ao trabalho missionário efetivo ou se envolvendo em parcerias missionárias através de sua
participação em viagens curtas aos campos, fazendo deles mesmos os componentes principais
dessas parcerias.

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VI.I -
A VISÃO DA JUNTA
DE MISSÕES MUNDIAIS

A NECESSIDADE QUE TEMOS DE COOPERAÇÃO

Sabemos que a obra é grande e extensa. Sabemos ainda que os Batistas são constituídos
de igrejas autônomas, que só se envolverão na obra de evangelização do mundo se adquirirem
essa visão e forem sensibilizadas pelo Espírito Santo de Deus.

Ninguém pode obrigar uma igreja a fazer algo, nem tampouco pode levar um pastor a lide-
rar sua igreja no sentido de obedecer à ordem de evangelizar o mundo, se Deus não impactar os
corações e quebrantá-los para as necessidades daqueles que não conhecem a Cristo. Por con-
seguinte, devemos instar, motivar as igrejas a se unirem em torno de missões.

A JMM não tem como evangelizar as nações sozinha. Ela deve ser apenas o elo que liga as
igrejas aos campos missionários, uma facilitadora, uma agência que viabiliza e coordena o trabalho.

Também a igreja local não tem como evangelizar as nações sozinha. Por mais que se esfor-
ce, será sempre uma luta muito grande, árdua, que consome, desgasta. Logo, a obra de Missões
Mundiais só poderá ser realizada se nos unirmos (João 17). E é isso que a JMM espera poder re-
alizar: unir as igrejas em torno do ideal de evangelizar o mundo.

Que o Senhor de Missões abençoe as igrejas e a Junta de Missões Mundiais nessa tarefa.

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 17
VII -
SUGESTÕES
PARA PROMOÇÃO
MISSIONÁRIA
É fundamental que o Promotor de Missões saiba que o trabalho de promoção estende-se
pelo ano todo, não se restringindo ao Dia Especial. Na verdade, diante dos desafios enfrentados
pelos missionários nos campos, é fundamental que haja durante o ano todo um forte trabalho de
conscientização, inspiração e envolvimento dos crentes com missões. As igrejas precisam ser
desafiadas a adotarem projetos missionários, e a ferramenta mais eficaz para isso é o PAM - Pro-
grama de Adoção Missionária. Apresentamos abaixo algumas ideias que podem ser utilizadas
para a promoção missionária:

99Momento missionário: Procure definir com o pastor da igreja, a fim de incluir nos
cultos um momento especial de oração e desafio à igreja para a evangelização do mun-
do. Leia as notícias e informações sobre os missionários adotados pela igreja.

99Espaço de Missões: Prepare um espaço específico para missões onde as pessoas
possam orar pelos missionários e encontrem informações sobre o trabalho sempre que
desejarem. Poderão ser expostas fotos e biografias missionárias.

99Congresso missionário: Realize um congresso missionário num fim de semana, pre-
ferencialmente no período da campanha. Convide pessoas ligadas a missões para minis-
trar palestras e estudos. Essa é uma ótima maneira de fazer a igreja vibrar por missões.

99Vigília missionária: A igreja deve ser conscientizada da importância de orar pela
evangelização do mundo. Uma noite de vigília de oração sobre os apelos do mundo que
precisa de Jesus é importante para unir a igreja em torno do ideal missionário.

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99Encontros e reuniões de oração: Selecione notícias e pedidos de intercessão dos
missionários e distribua entre os irmãos, obtendo seu compromisso para oração. Planeje
encontros específicos para oração pelos desafios de missões.

99A Colheita: Estimule a igreja a conhecer os avanços e desafios da obra missionária,
através da revista A Colheita. Oriente a igreja a ler esta publicação no smartphone, tablet
ou computador. Explique a nossa necessidade econômica de ter cada vez menos mate-
riais impressos, incentivando-os a ler e compartilhar nossas publicações digitais.

99Site da JMM: Visite o site www.missoesmundiais.com.br e incentive sua igreja a fazer
o mesmo. Saiba onde estão as informações sobre os campos, desafios, projetos, con-
quistas, intercessão. Ajude os mais leigos a navegar em nosso site. Uma sugestão é for-
mar grupos de jovens voluntários que possam dar orientações sobre o uso da internet.
Lá está grande parte das informações.

99Vídeos missionários: Reúna grupos para assistir a vídeos sobre missões. Temos uma
grande variedade de vídeos em nosso canal no YouTube: www.youtube.com/canaljmm.

99Eventos missionários denominacionais: Os eventos promovidos pela denomi-
nação são para toda a igreja. Encoraje cada membro a participar. As noites e programas
missionários são sempre muito inspirativos e cabe a você, Promotor, levar a sua igreja
a participar.

99Rede de intercessão: Muitas igrejas contam com ministério de intercessão, SOS
Oração e outros. É fundamental que o Promotor crie na igreja local uma rede de inter-
cessão e mobilize a igreja a orar por missões. Sabemos que sem estas orientações não
teríamos alcançado a mesma excelência em nossa missão.

99Dia da Adoção: O Promotor poderá mobilizar a igreja para uma programação espe-
cial, em que o principal enfoque seja apresentar projetos missionários e levantar adotan-
tes para eles.

99Festa das Nações: A igreja pode realizar esse evento, montando espaços diferentes
onde diversos povos estejam representados. Em barracas poderão ser expostos mate-
riais como roupas típicas, objetos, fotos, informações sobre a cultura, publicações do
país. No mesmo espaço é importante expor materiais que contenham os desafios mis-
sionários e os projetos cristãos ali desenvolvidos. Adolescentes e jovens podem partici-
par utilizando trajes típicos. Pode-se providenciar alimentos típicos que, vendidos, sejam
acrescentados à oferta da igreja.

MANUAL DO PROMOTOR VOLUNTÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS | 19
DURANTE A PROMOÇÃO

As suas primeiras palavras podem prender a atenção do público ou fazer com que as pesso-
as o ignorem. Você deve evitar:

• Iniciar reclamando com o pastor ou dirigente que você tem pouco tempo e não vai dar
para falar tudo que gostaria. Você já está perdendo tempo.
• Iniciar com longas palavras de saudação, "abraços", pedidos de desculpas. Ninguém está
interessado nisso. Você está perdendo tempo.
• Começar com a voz baixa ou gaguejando. Você já perdeu o público.
• Começar chamando a atenção porque as pessoas não estão prestando atenção, ou pedin-
do silêncio. Todos vão lembrar da "bronca", mas dificilmente lembrarão da promoção mis-
sionária. Se as pessoas não estão prestando atenção chame sua atenção criativamente.

Agora veja o que você pode fazer para cativar as pessoas:

• Comece contando alguma experiência pessoal que você teve com missões. Seja rápido,
apenas para prender a atenção do público.
• Use um objetivo para ilustrar algo que você quer falar e depois faça a aplicação para a
obra missionária.
• Se houver possibilidade use um pequeno vídeo, um slide, ou transparência.
• Peça para alguém encenar aquilo que você falará.
• Vista-se a caráter com a roupa típica do país sobre o qual você irá promover. Comece con-
tando algo sobre esse país.

Experiência de um missionário

Procure sempre usar a experiência de um missionário, que transmita a emoção do campo
para o coração das pessoas. Você deve dimensionar a experiência a ser narrada conforme o tem-
po que tem. Você pode contar uma experiência de 30 segundos, 2 minutos ou 5 minutos. Não
passe muito disto, para não cansar as pessoas com detalhes. A experiência do missionário vai
atrair o interesse das pessoas para as outras informações que você tem para dar.

Informações gerais

• Faça um breve resumo do ministério da Junta de Missões Mundiais. Atenção! Não expli-
que em detalhes o que é a Junta, como ela funciona, sua estrutura. Ela é a agência missio-

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nária que Deus usa para administrar a ação missionária dos batistas no exterior, um meio,
não um fim em si mesma.
• Quantos missionários as igrejas batistas sustentam hoje no mundo através da JMM. É im-
portante não ficar lendo estatísticas. Enfatize apenas o número principal.
• Quando for falar sobre os países em que a Junta atua, não queira ler o nome de todos eles,
pois ninguém vai lembrar depois. Enfatize os países que criam identificação com aquele
público ou igreja para o qual você está falando.
• Destaque o maior desafio da década: a Janela 10/40. Procure explicar da forma mais prá-
tica possível o que é a Janela 10/40.
• Mostre o que é o Programa de Adoção Missionária (PAM). Enfatize que cada pessoa pode
ser um missionário mantenedor.
• Se você só tem um minuto para falar, escolha apenas um destes itens. Mostre aquele que
mais se relaciona com o público que você quer alcançar. Sempre enfatize que os missio-
nários são das igrejas; afinal, são elas que realizam missões, a JMM apenas coordena.

Mensagem (opcional)

Se você foi convidado para pregar sobre missões numa igreja ou evento use este tempo de
forma criativa. Não queira fazer um tratado teológico sobre missões. A mensagem a ser transmiti-
da deve ser prática e desafiadora. Você pode usar outras experiências de missionários, associado
a um texto bíblico, mas deve conduzir as pessoas a algum tipo de compromisso ou envolvimento.

Apelo

Fazer um apelo para entrega de vidas e para maior disposição no trabalho de missões, quer
na participação com ofertas ou nas orações. Faça apelos bem definidos. Levante as característi-
cas de alguém que pode ser missionário. Enfatize que é preciso preparação. Não deixe de anotar
o nome e o endereço dos que aceitarem o apelo, bem como o tipo decisão que estão fazendo.
Faça também um apelo geral, no sentido de levar a igreja a orar pelo trabalho e a apoiá-lo finan-
ceiramente, através de oferta e adoção de missionários.

RECURSOS QUE PODEM SER UTILIZADOS

O uso de recursos visuais para promover missões deve ser considerado. Utilizando correta-
mente tais recursos, eles auxiliarão muito no alcance dos seus objetivos. Os recursos em si não
são eficientes. Eles dependem da forma como você coloca as coisas nele.

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Veja alguns recursos que você pode usar para comunicar aquilo que deseja:

1. Multimídia
As apresentações em multimídia podem envolver todos os recursos apresentados e muitos
outros. Sob o controle de um computador, pode-se reunir vídeo, slides, câmeras de filmagem,
o próprio computador, música, imagens, TV, rádio e outros recursos numa única apresentação.

2. Flip-Chart
O flip-chart nada mais é do que um cavalete com um pedaço de madeira fina inclinado na
parte frontal, fixando em dois parafusos folhas grandes de papel branco para serem utilizadas
para escrever com pincel atômico. O flip-chart substitui o quadro negro e também pode ser usa-
do com folhas de ilustrações ou roteiros previamente preparados. Neste caso você vai apenas
virando as folhas e desenvolvendo sua apresentação.

3. Flanelógrafo
Muito utilizado em apresentações para crianças, o flanelógrafo pode também ser usado
para qualquer público.

A colocação das figuras:

• Treine antes da apresentação a colocação das figuras, observando de longe se a cena
está com boa perspectiva. As figuras maiores geralmente são colocadas mais baixo no
quadro, para dar a impressão de estarem mais perto. As figuras colocadas mais alto pa-
recem estar mais distantes.
• Leve as figuras para a apresentação na ordem em que serão usadas, para não perder tem-
po procurando a figura certa.
• Ao colocar as figuras no quadro, fique ao lado do mesmo. Procure não dar as costas para
quem você está falando. A mudança de figuras e cenários deve ser feita ligeiramente.
• Evite estar sempre mexendo nas figuras na mesa, passando a mão nas que já estão no
quadro ou ficar com uma na mão enquanto fala.
• Não olhe para o quadro enquanto fala, a não ser na hora de mudar a figura. Olhe sempre
para as pessoas com quem está falando.

4. Cartazes
Você pode preparar uma série de cartazes para comunicar uma lição ou fazer uma palestra.
Neste caso, basta apenas virá-los na hora certa para apresentar sua mensagem. Os cartazes po-
dem ilustrar uma apresentação, uma peça de teatro e até mesmo uma pregação.

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Quando usar cartazes, atente para alguns detalhes:

• Procure não gesticular com a mão que está segurando os cartazes.
• Pinte os cartazes sempre com antecedência ao seu uso.
• Pinte as figuras de acordo com as cores que vão combinar com aquilo que você vai falar.
• Cartazes podem ser feitos com lápis de cera, lápis de cor, anilina em pó ou aquarela.
• Você também pode utilizar o recurso da ampliação e da xerox colorida para montar um cartaz.
• Você pode fazer cartazes no formato de alguma coisa que vai falar: bola, triângulo.
• Caso você não saiba desenhar, pode montar cartazes com letras de computador, recortes
de jornais ou revistas e papéis coloridos.

Você também pode e deve utilizar os cartazes que disponibilizamos em nosso site. Acesse:
www.missoesmundiais.com.br/download.

5. Aplicações Baseadas em Objetos

Há muitos objetos ao nosso redor que podem ser comparados, em algum aspecto, à obra
missionária. O promotor pode preparar um pequeno roteiro e levar o objeto para ser mostrado
durante a apresentação.

6. Álbum Seriado

Uma das maneiras mais baratas para se visualizar é usar papel de desenho (40 quilos), jun-
tando as folhas num álbum seriado. A letra deve ser escrita com o mesmo capricho que seria
usado ao fazer um trabalho numa cartolina ou papel cartão. Pode-se também usar figuras ou fa-
zer as letras no computador para colar.

Para uma promoção/palestra a ser dada repetidamente, vale preparar uma série de páginas
para ilustrar a mensagem e prendê-las num álbum seriado. A capa servirá de proteção no transporte
e de apoio na hora de apresentar o material; as partes da apresentação estarão sempre em ordem.

É possível comprar álbum seriado na papelaria, feito de madeira ou eucatex. Também pode
ser confeccionado em casa, de papelão, que custa menos e é mais leve.

7. Quebra-Cabeças

Os quebra-cabeças são usados para memorizar versículos bíblicos ou montar palavras de
uma palestra. Eles podem ser feitos num flanelógrafo, numa cartolina para ser montado numa
mesa ou no chão, ou em formatos pequenos para montagem em grupos.

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8. Gestos ou Mímica

Este recurso pode ser usado individualmente ou em grupo. Ele serve também para montar
pequenas encenações ou situações da vida real que se deseja demonstrar.

9. Cânticos Visualizados

Normalmente se visualiza cânticos somente através de transparências. No entanto, desde
crianças aprendemos a cantar com cartazes ou plaquetas. Pode-se ainda visualizar um cântico
através dos sinais utilizados pelos surdos. Assim, enquanto a pessoa canta, ela memoriza uma
mensagem que pode ser transmitida a um surdo.

No caso de cânticos ilustrados em cartazes ou plaquetas, deve-se acrescentar figuras que
combinem com o conteúdo e não sejam chocantes. O mais importante é ilustrar a letra, e não o
inverso. Nas transparências feitas no computador ou mesmo à mão pode-se acrescentar ilustra-
ções da mesma forma.

10. Fantoches

Apesar de os fantoches serem usados mais constantemente para crianças, os adultos tam-
bém apreciam esta técnica visual. Existem livros sobre a confecção de fantoches de papel, mas-
sas, pano ou isopor. Esses fantoches parecem mais com os personagens que estão representan-
do. Porém, na ausência de fantoches "convencionais" é possível fazer um de tamanco, colher de
pau, caixinha ou outro objeto encontrado à mão.

Os teatros variam entre palcos de madeira ou eucatex, completados com cortinas e cená-
rios, e um simples lençol estendido numa corda para esconder os manipuladores dos fantoches.

Um fantoche pode também ser usado simplesmente na mão do Promotor, sem palco ne-
nhum. Não há necessidade de ventriloquismo para usar um fantoche.

Um fantoche pode ser utilizado para contar a experiência de um missionário, informar sobre
alguns dados estatísticos, ensinar cânticos e versículos, dar broncas, contar histórias ou fazer pa-
péis dentro de histórias. Fantoches são de dois tipos: os que falam com outros fantoches (como
numa história em forma de uma pecinha) e os que conversam com o Promotor.

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Observação: Há alguns cuidados que precisamos observar quanto a fantoches:

• Um fantoche não é uma pessoa. Pode agir bem ou mal, pode observar o efeito da salva-
ção da vida das pessoas, pode ensinar versículos ou comentar sobre qualquer ensino bí-
blico ou moral. Mas ele não pode receber Cristo como Salvador.
• Numa pecinha em que os fantoches representam pessoas da vida real, se um persona-
gem na história aceita a Cristo, aquele fantoche pode fazê-lo, porque as pessoas o enca-
ram como se fosse uma figura no flanelógrafo e não como um fantoche que interage com
as pessoas na classe.
• Um fantoche em forma de bichinho não deve fazer o papel de um personagem bíblico
numa pecinha. Os fantoches devem parecer mais com pessoas.

11. Dramatização

Até aqui falamos somente em figuras e objetos inanimados para ilustrar a promoção. Mas
não devemos nos esquecer do valor da dramatização para tornar o ensino mais real.

12. Entrevista

O grupo pode receber a visita de um missionário, que será entrevistado pelo líder ou por uma
pessoa, a respeito da maneira como ele compartilha a mensagem de Cristo através do seu tra-
balho, ou qualquer outro assunto. Quando possível, o visitante deve aparecer nos trajes especiais
do seu trabalho.

13. Monólogo

Uma pessoa vestida como um determinado missionário do presente ou do passado pode
contar (usando sempre o pronome na primeira pessoa do singular), a história dele. Este monólo-
go deve ser usado mais como uma introdução, para despertar interesse num estudo mais deta-
lhado sobre a vida da pessoa representada.

14. Peça

O promotor pode acertar previamente com um grupo de teatro a encenação de alguma situ-
ação do campo missionário, ou de qualquer circunstância que desperte as pessoas para orar ou
contribuir para missões.

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15. Dinâmica de Grupo

A dinâmica de grupo é outro recurso bem prático para a promoção. Existem centenas e cen-
tenas de dinâmicas para serem aplicadas em cada situação. Existem vários livros publicados so-
bre o assunto.

Além disto, você mesmo pode criar dinâmicas para aquilo que deseja transmitir.

16. Murais/Painés

Este recurso pode ser usado tanto para uma promoção quanto para uma reunião missioná-
ria. Você pode pregar umas folhas de papel pardo ou até mesmo formulários de computador na
parede e orientar a formação de um mural ou painel direcionado para o tema que deseja abordar.
Utilize lápis, canetas, pincéis, canetas hidrográficas etc.

CUIDADOS NA ELABORAÇÃO DE RECURSOS VISUAIS

• O visual deve realmente ilustrar a mensagem. Lembre-se que o visual é um auxílio para a en-
trega da mensagem. Se ele complicar o que você deseja transmitir, será melhor não usá-lo.
• O visual deve ser prático. Não há necessidade de enfeites ou peças complicadas. O mais
importante é que seja caprichado e funcional.
• O recurso visual deve ser do tamanho suficiente para ser enxergado, mesmo para quem está
no fundo de uma sala ou auditório. Tudo deve ser proporcional ao tamanho do local utilizado.
• Lembre-se que a coisa mais importante é a mensagem a ser transmitida. O recurso visual
deve ser preparado com bastante antecedência para que não interfira na preparação espi-
ritual daquilo que vai ser apresentado.

O ESPÍRITO SANTO É QUEM FAZ A OBRA

Sem dúvida alguma, temos que reconhecer que, acima de tudo, dependemos de Deus para
realização da Sua obra. Queremos usar bem as ferramentas que Ele nos dá. Queremos ser efica-
zes naquilo que fazemos, mas, principalmente, temos que orar e clamar para que Deus, na sua
infinita sabedoria, faça com que essas sementes deem frutos. Não devemos querer “fazer muito
para Deus”, mas, sim, “orar para que Deus faça algo através de nós”.

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