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A vAliAção dA C ApACidAde F ísiCA e do R endimento B rasília -DF.

AvAliAção dA CApACidAde FísiCA e do Rendimento

Brasília-DF.

Elaboração

Uriel Sena Lopes

Produção

Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração

Sumário

APrESEntAção

4

orgAnizAção do CAdErno dE EStudoS E PESquiSA

5

introdução

7

unidAdE i MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

9

CAPítulo 1 MÉTODOS DIrETOS E InDIrETOS DE AVALIAÇÃO

9

CAPítulo 2 AVALIAÇÃO DO EnDurAncE/cApAcIDADE AEróbIcA

14

CAPítulo 3 TESTE DE ESfOrÇO E ErgOESpIrOMETrIA

32

unidAdE ii AVALIAÇÕES ESpEcÍfIcAS I

44

CAPítulo 1 AVALIAÇÃO DA AgILIDADE

44

CAPítulo 2 AVALIAÇÃO DA fLExIbILIDADE

54

CAPítulo 3 AVALIAÇÃO DA fOrÇA

63

unidAdE iii AVALIAÇÕES ESpEcÍfIcAS II

82

CAPítulo 1 AVALIAÇÃO DA VELOcIDADE

82

CAPítulo 2 AVALIAÇÃO pSIcOLógIcA ESpOrTIVA

89

CAPítulo 3 AVALIAÇÃO DO ESTADO DE SAúDE EM gErAL

94

Apresentação

Caro aluno

A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da Educação a Distância – EaD.

Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.

Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.

Conselho Editorial

organização do Caderno de Estudos e Pesquisa

Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares.

A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa.

na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa. Provocação Textos que buscam instigar o aluno a
na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa. Provocação Textos que buscam instigar o aluno a
na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa. Provocação Textos que buscam instigar o aluno a
na organização dos Cadernos de Estudos e Pesquisa. Provocação Textos que buscam instigar o aluno a

Provocação

Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor conteudista.

Para refletir

Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.

Sugestão de estudo complementar

Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.

Atenção

Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a síntese/conclusão do assunto abordado.

Saiba mais Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões sobre o assunto abordado.
Saiba mais Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões sobre o assunto abordado.
Saiba mais Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões sobre o assunto abordado.

Saiba mais

Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões sobre o assunto abordado.

Sintetizando

Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.

Para (não) finalizar

Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.

introdução

Esse módulo tem como principal função que o profissional aprenda todos os recursos de avaliação do rendimento físico esportivo. Serão abordados protocolos validados cientificamente para identificar a condição física de um indivíduo, seja ele esportista ou com problemas de saúde. À parte, aplicar as provas físicas também serve de medidor numérico/objetivo de melhora e método de comparação antes e depois de uma intervenção. Serão abordadas avaliações tanto de campo como de laboratório. Saber aplicar e interpretar diversos exames e fazer uma boa avaliação física é fundamental para poder prescrever uma intervenção adequada.

A maior dificuldade dos profissionais da área da saúde é saber avaliar adequadamente os seus pacientes. A avaliação adequada é fundamental para conseguir um diagnóstico correto e poder preparar as intervenções oportunas. Esse curso pretende ensinar os principais recursos de avaliação nos âmbitos físico, esportivo, ortopédico e funcional onde serão apresentados os métodos de avaliação validados cientificamente para que os profissionais matriculados nesse curso tenham os recursos necessários para sua vida profissional rotineira.

Os conhecimentos obtidos nesse curso serão de vital importância na vida profissional real e rotineira a parte de ser o único curso com essas características no mercado da educação. Uma intervenção e tratamentos adequados somente são possíveis se a avaliação e interpretação do quadro do indivíduo são corretas.

Esse curso, parte de ter uma aplicação prática real na vida dos profissionais, cumpre uma função de atualização, reciclagem e aprendizado dos mesmos; estando indicado tanto para aqueles recém-formados como para os mais experientes de diversas

áreas da medicina, fisioterapia e educação física. Um profissional que saiba realizar uma boa avalição está muito demandado e valorizado no mercado de trabalho atual.

A falta de conhecimento nessa área e a falta de confiança dos profissionais na hora

de avaliar seus pacientes faz desse curso um imprescindível na parte de diferenciar

o profissional no marcado de trabalho. O mercado de trabalho europeu, ao qual eu conheço profundamente e participo ativamente há quase 10 anos, marca a tendência mundial e atualmente está demandando profissionais que sejam bons avaliadores.

O serviço de avaliação física, ortopédica, funcional e esportiva é uma área que todos os

profissionais da saúde utilizam diariamente e, ultimamente, também é vendido como serviço à parte sendo uma nova área de atuação e fonte de renda. Ou seja, esse curso

oferece ao aluno uma oportunidade de atuar de forma diferenciada no mercado de trabalho e aumentar sua rentabilidade.

objetivos

» Controlar os recursos de avaliação da capacidade física e do rendimento abordados.

» Saber preparar uma ficha de avaliação completa que permitirá traçar uma conduta adequada.

MÉtodoS dE AVAliAção

unidAdE i

CAPítulo 1

Métodos diretos e indiretos de avaliação

O êxito em um programa de treino físico, ou seja, de conseguir resultados, está diretamente relacionado com a especificidade e a individualização do treino. Quanto mais específico for o treino, ou seja, prescrito em cima das características e necessidades de um indivíduo em concreto, maior será nosso êxito. Para realizar uma prescrição precisa é fundamental conhecer o organismo do sujeito. Para isso, devemos realizar uma avaliação meticulosa e adequada que nos permitirá prescrever uma conduta adequada.

Para prescrever adequadamente um exercício físico devemos realizar dois tipos de avaliações:

1. Avaliação física: mostra o nível de condição física do organismo e como este responde ao exercício em diversas facetas (endurance, flexibilidade, força, agilidade etc.).

2. Avaliação da composição corporal: permite saber a composição do organismo (porcentagem de gordura, de músculo, peso, IMC etc.).

Utilizando essas duas avaliações, o profissional terá pleno conhecimento do organismo do sujeito e, dessa forma, sua intervenção será de máxima excelência.

São muitas as coisas que temos que avaliar e que serão abordadas neste módulo, porém existem dois tipos gerais de avaliação: direta e indireta.

A avaliação direta consiste em análises mais específicas e laboriosas realizadas em laboratório. Por meio de exames e maquinaria específica conseguimos dados sobre a condição física do sujeito com uma margem de erro muito pequena e extremamente especifica. Esses procedimentos podem ou não ser invasivos. Um exemplo de avaliação direta de VO2max é o exame de ergoespirometria no qual conseguimos captar de forma direta os gases consumidos durante o exercício.

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

A avaliação indireta consiste em analisar o sujeito com provas simples que nos levarão a conseguir os dados que necessitamos. Como não utilizamos aparelhos de laboratório nem são invasivos, normalmente teremos que utilizar cálculos matemáticos (fórmulas) para conhecer os dados. Por exemplo, para obter o VO2max de forma direta o teste de ergoespirometria nos dá diretamente o valor medindo os gases sem margem de erro. De forma indireta, podemos conhecer o VO2max utilizando o teste de Cooper que consiste em caminhar 12 minutos em uma pista de atletismo; aplicamos algumas fórmulas sobre o desempenho o sujeito e também conseguimos saber qual é o VO2max. Ou seja, descobrimos os dados que queremos de forma indireta (nesse caso, utilizando uma fórmula matemática). O teste de Cooper também será explicado com detalhes mais adiante neste módulo.

No caso do VO2max vimos que podemos obtê-lo de duas formas: direta e indireta e assim com muitos outros dados. A escolha de um método ou outro vai depender dos recursos que o profissional tenha disponível e o que for melhor para o sujeito ou suas necessidades. Por exemplo, não tem muito sentido realizar uma ergoespirometria, que é um exame caro e complexo, em uma senhora saudável, sem história médica, que só vai para academia duas vezes por semana para fazer zumba. Nesse caso existem outras provas indiretas que também serão uteis e mais simples. Sempre vai do critério profissional e dos recursos disponíveis.

figura 1. Exame de ergoespirometria de esforço máximo.

figura 1. Exame de ergoespirometria de esforço máximo. fonte:

fonte: <http://www.doctorchoice.cl/wp-content/uploads/2015/05/IMg-20150306-WA0003-1024x768.jpg>

Alguns conceitos importantes para a leitura deste módulo:

Alguns conceitos importantes para a leitura deste módulo:

Capacidade aeróbica: habilidade para realizar uma atividade física de moderada ou alta intensidade que envolve grandes grupos musculares por um prolongado período de tempo. Habilidade do sistema cardiovascular e respiratório em captar, transportar, consumir e liberar oxigênio aos músculos e gerar energia.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

» Consumo de oxigênio (VO2max): parâmetro fisiológico que indica a quantidade de oxigênio que o corpo utiliza durante um ato esportivo. Conhecer esse parâmetro nos permite conhecer o nível de condição física, o metabolismo energético e o trabalho celular. É expresso em ml/ kg/min. Um sujeito em situação fisiológica de repouso absoluto nos indica o metabolismo basal que corresponde a aproximadamente 3,5 ml/ kg/min. Esse valor também equivale a um MET (unidade metabólica) e reflete o gasto energético que o organismo precisa para manter-se com vida. Quanto maior for o VO2max, maior será a capacidade aeróbica.

» Endurance: é um termo amplamente utilizado no esporte e pode significar muitas coisas diferentes para pessoas diferentes. Nos esportes pode ser a capacidade de aguentar um exercício prolongado por alguns minutos, horas ou mesmo dias. Endurance exige que o seu sistema cardiovascular forneça energia para os músculos para que possam trabalhar na atividade física sustentada. Quando a maioria das pessoas fala sobre resistência está se referindo à resistência aeróbica, que é muitas vezes equiparada à aptidão cardiovascular. Aeróbico significa “com oxigênio”, durante o exercício aeróbico o corpo utiliza oxigênio para ajudar a suprir a energia necessária para o exercício. A resistência muscular é a capacidade de um músculo ou grupo de músculos manter repetidas contrações sobre uma carga por um período prolongado de tempo. O objetivo do treinamento de resistência é desenvolver os sistemas de produção de energia para atender às demandas da atividade durante o tempo que eles são necessários.

Tabela 1. classificação do exercício físico.

DENOMINAÇÃO

CARACTERÍSTICA

Pela via metabólica predominante

Anaeróbico alático

Grande intensidade e curtíssima duração

Anaeróbico lático

Grande intensidade e curta duração

Aeróbico

Baixa o media intensidade e longa duração

Pelo ritmo

Fixo ou constante

Sem alternância de ritmo ao longo do tempo

Variável ou intermitente

Com alternância de ritmo ao longo do tempo

Pela intensidade relativa

Baixa ou leve

Repouso de até 30% do VO2max (Borg 3)

Média ou moderada

Entre 30% VO2max e o limiar anaeróbio (Borg 3-6)

Alta ou pesada

Acima do limiar anaeróbico (Borg > 6)

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

Pela mecânica muscular

Estático

Não ocorre movimento e o trabalho mecânico é zero Há movimento e trabalho mecânico positivo ou negativo

Dinâmico

fonte: <http://www.clinimex.com.br/novidade/Artigo%20conceitos%20fund%20em%0fis%20Exerc%EDcio.pdf>

Se você possui dúvidas com relação aos conceitos de

Se você possui dúvidas com relação aos conceitos de fisiologia do exercício, sugerimos que consulte o livro Fisiologia do exercício da Fundação Vale.

figura 2.

Fisiologia do exercício da Fundação Vale. figura 2. fonte: <unesdoc.unesco.org> Os resultados dos

fonte: <unesdoc.unesco.org>

Os resultados dos testes, sejam diretos ou indiretos, poderão ser utilizados para:

» predizer uma performance futura;

» indicar fraqueza;

» medir e comparar as melhoras, ou não, no tempo;

» ver se a intervenção é ou não adequada e está dando resultados;

» prescrever uma intervenção específica e adequada;

» medidor de comparação antes e depois.

É importante ter em conta que o resultado das provas pode variar dependendo:

» Das condições ambientais: temperatura, umidade e ruídos externos.

» As condições do sujeito no dia das provas (se dormiu bem, se está bem hidratado, se comeu bem, medicamentos).

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

» A hora do dia em que se realizam as provas.

» A experiência que o sujeito tem em realizar a prova (se é a primeira vez ou não).

» Se o teste é ou não máximo.

» Presença ou não de pessoas alheias no ambiente de prova.

Presença ou não de pessoas alheias no ambiente de prova. Os itens acima devem constar na

Os itens acima devem constar na sua ficha de avaliação.

Neste módulo serão abordados tanto os métodos diretos como indiretos para que você tenha maior variedade de recursos na hora de atuar na sua vida profissional.

CAPítulo 2

Avaliação do endurance/capacidade aeróbica

A condição física pode ser medida pelo volume de oxigênio que o corpo pode consumir durante o exercício em sua capacidade máxima. VO2max é a quantidade máxima de oxigênio em mililitros, pode-se usar em um minuto por quilograma de peso corporal. Aqueles que estão aptos têm valores de VO2max mais elevados e podem render de forma mais intensa do que aqueles que não são tão bem condicionados. Numerosos estudos mostram que se pode aumentar a VO2max por trabalhar em uma intensidade que aumenta a frequência cardíaca entre 65 e 85% do máximo durante pelo menos 20 minutos, três a cinco vezes por semana. Um valor médio de VO2max em sujeitos do sexo masculino é de aproximadamente 3,5 litros/minuto e o sexo feminino é cerca de 2,7 litros/minuto.

Apresentaremos neste capítulo alguns testes protocolados e validados cientificamente para avaliar a capacidade aeróbica e endurance.

Mulheres (ml/kg/min)

Tabela 2. Valores de VO2max.

Idade

Ruim

Abaixo da media

Media

Acima da media

Excelente

Superior

13-19

<25.0

25.0-30.9

31.0-34.9

35.0-38-9

39.0-41.9

>41.9

20-29

<23.6

23.6-28.9

29.0-32.9

33.0-36.9

37.0-41.0

>41.0

30-39

<22.8

22.8-26.9

27.0-31.4

31.5-35.6

35.7-40.0

>40.0

40-49

<21.0

21.0-24.4

24.5-28.9

29.0-32-8

32.9-36.9

>36.9

50-59

<20.2

20.2-22.7

22.8-26.9

27.0-31.4

31.5-35-7

>35.7

60+

<17.5

17.5-20.1

20.2-24.4

24.5-30.2

30.3-31.4

>31.4

Homens (ml/kg/min):

Idade

Ruim

Abaixo da media

Media

Acima da media

Excelente

Superior

13-19

<35.0

35.0-38.3

38.4-45.1

45.2-50.9

51.0-55.9

>55.9

20-29

<33.0

33.0-36.4

36.5-42.4

42.5-46.4

46.5-52.4

>52.4

30-39

<31.5

31.5-35.4

35.5-40.9

41.0-44.9

45.0-49.4

>49.4

40-49

<30.2

30.2-33.5

33.6-38.9

39.0-43.7

43.8-48.0

>48.0

50-59

<26.1

26.1-30.9

31.0-35.7

35.8-40.9

41.0-45.3

>45.3

60+

<20.5

20.5-26.0

26.1-32.2

32.3-36.4

36.5-44.2

>44.2

fonte: The physical fitness Specialist certification Manual, The cooper Institute for Aerobics research, Dallas Tx, revised 1997 printed in Advance fitness Assessment & Exercise prescription, 3rd Edition, Vivian H. Heyward, 1998.p48.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO │ UNIDADE I Essa tabela deve ser utilizada como modo de comparação em

Essa tabela deve ser utilizada como modo de comparação em todos os protocolos de VO2max deste módulo. Por meio dela podemos saber o nível de condição aeróbica do sujeito a parte de comparar o próprio sujeito consigo mesmo comparando com testes realizados com anterioridade.

Astrand treadmill test

O objetivo deste teste é avaliar a resistência aeróbica geral (VO2max) de um sujeito.

Recursos necessários para realizar o teste:

» Uma esteira em que a velocidade possa ser ajustada em 5 mph (8,05 km/h) e o grau de inclinação possa ser ajustado.

» Um cronômetro.

» Um assistente (opcional).

Como conduzir o teste:

» A esteira é configurada no início do teste com uma velocidade de 8,05 km/h (5 mph) e uma inclinação de 0% e o avaliador/assistente começa a cronometrar o tempo.

» O indivíduo inicia o teste (começa a andar/correr).

» Após 3 minutos, subimos a inclinação a 2,5%.

» Depois aumentamos a inclinação em 2,5% a cada 2 minutos.

» O assistente/avaliador para o cronômetro quando o sujeito é incapaz de continuar.

A análise dos resultados consiste em comparar com os resultados de testes anteriores. Espera-se que, com o treino apropriado entre cada teste, a análise indicaria uma melhoria.

Desde o tempo total de execução, calculamos uma estimativa do VO2max do sujeito da seguinte forma:

VO2max = (Tempo x 1.444) + 14,99

“Tempo” é o tempo total do teste expresso em minutos e frações de um minuto.

Exemplo:

Um sujeito parou o teste após 13 minutos e 15 segundos de execução (13,25 minutos).

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

VO2max = (13,25 x 1.444) + 14,99

VO2max = 34.123 ml / kg / min.

A análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores e futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado entre cada teste, o resultado deva melhorar.

treino adequado entre cada teste, o resultado deva melhorar. Existe uma página de internet que realiza

Existe uma página de internet que realiza o cálculo automaticamente para esse teste:

<http://www.pponline.co.uk/101Evaluations/astrand%20treadmill%20test.

htm>

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=spshYpZWVn4>

Balke treadmill test

O objetivo deste teste é avaliar a resistência aeróbica geral do sujeito (VO2max).

Recursos necessários para realizar este teste:

» Uma esteira em que a velocidade possa ser ajustada em 5 mph (8,05 km/h) e o grau de inclinação possa ser ajustado.

» Um cronômetro.

» Um assistente (opcional).

Como conduzir o teste:

O sujeito caminha em uma esteira até a exaustão. Cronometramos o tempo do teste e o grau de inclinação da esteira (%) é aumentado da seguinte forma:

Homens ativos e sedentários:

» Velocidade da esteira fixa em 3,3 mph (5,3 km/h).

» Iniciar a 0% de inclinação.

» Após 1 minuto - aumentar a 2%.

» Depois de 2 minutos e cada 2 minutos, o grau é aumentado em 1%.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

» O assistente/avaliador inicia o cronômetro no início do teste e para quando

o sujeito não pode continuar. O ideal deve estar entre 9 e 15 minutos de prova.

Mulheres ativas e sedentárias

» Velocidade da esteira fixa em 3,0 mph (4,5 km/h).

» Iniciar a 0% de inclinação.

» Depois de 3 minutos, e depois a cada 3 minutos, o grau é aumentado em

2,5%.

» O assistente/avaliador inicia o cronômetro no início do teste e para quando

o sujeito não pode continuar – o ideal deve ser entre 9 e 15 minutos de prova.

A análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados

anteriores e futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar.

A partir do tempo total, uma estimativa do VO2max do sujeito pode ser calculada:

Homens: VO2max = 1.444 x T + 14,99

Mulheres: VO2max = 1,38 x T + 5,22

“T” é o tempo total do teste expresso em minutos e frações de um minuto, por exemplo, 13 minutos e 15 segundos = 13,25 minutos.

por exemplo, 13 minutos e 15 segundos = 13,25 minutos. O seguinte vídeo mostra a execução

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=vbaGpf2g6_8>

Bruce treadmill test

O objetivo do teste de esteira de Bruce é monitorar o desenvolvimento da resistência

geral do sujeito (VO2max). Também está indicado para pessoas com problemas cardíacos e é o teste mais utilizado em estudos científicos.

Recursos necessários para realizar este teste:

» Uma esteira em que a velocidade possa ser ajustada em 5 mph (8,05 km/h) e o grau de inclinação possa ser ajustado.

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

» Um cronômetro.

» Um assistente (opcional).

figura 4.

» Um cronômetro. » Um assistente (opcional). figura 4. fonte:

fonte: <http://www.courir-plus-loin.com/blog_wordpress/img/test-effort-course-a-pied.png?287fd3>

Como conduzir o teste:

O sujeito deve correr na esteira até a exaustão (frequência cardíaca máxima “100%” ou submáxima “85%”). O tempo do teste é cronometrado e a velocidade (km/h) e o grau de inclinação (%) da esteira são aumentados conforme detalhado na tabela a seguir:

Tabela 3.

Fase/Estagio

Tempo

km/h

Inclinação

(min)

(%)

1

0

2.74

10

%

2

3

4.02

12

%

3

6

5.47

14

%

4

9

6.76

16

%

5

12

8.05

18

%

6

15

8.85

20

%

7

18

9.65

22

%

8

21

10.46

24

%

9

24

11.26

26

%

10

27

12.07

28

%

fonte: tabela de própria autoria.

A esteira é configurada na Fase 1 (ou seja, no começo do teste) com 2,74 km/h e grau de inclinação de 10%. Nos minutos indicados durante o teste, a velocidade e inclinação da

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

esteira são ajustadas: depois de 3 minutos de teste, a velocidade é ajustada para 4,02 km/h e a inclinação para 12%. Após 6 minutos de teste, a velocidade é ajustada para 5,47 km/h e a inclinação para 14%, e assim por diante.

O assistente/avaliador inicia o cronômetro no início do teste para quando o sujeito não

pode mais continuar – o ideal deve ser entre 9 e 15 minutos de prova. Durante o teste, sempre que subimos de nível, devemos anotar os sinais vitais do sujeito (PA, FC, FR, Borg, SatO2).

A análise dos resultados consiste em comparar com os resultados de testes anteriores.

Espera-se que, com a intervenção apropriada entre cada teste, a análise indicaria uma melhoria.

Para calcular o VO2max:

Homens: VO2max = 14,8 - (1,379 x T) + (0,451 x T 2 ) - (0,012 x T 3 )

Mulheres: VO2max = 4,38 x T - 3.9

“T” é o tempo total do teste expresso em minutos e fracções de um minuto, por exemplo 13 minutos, 15 segundos = 13,25 minutos.

minuto, por exemplo 13 minutos, 15 segundos = 13,25 minutos. O seguinte vídeo mostra a execução

O seguinte vídeo mostra a execução completa de um teste de Bruce:

<https://www.youtube.com/watch?v=opj0xY274w8>

Antes de começar o exercício com o sujeito, é necessário aferir algumas medidas:

» PA de repouso (com um esfigmomanômetro digital ou manual).

» FC de repouso (com o oxímetro de dedo ou palpação do pulso arterial).

» Frequência respiratória (FR) de repouso.

» Calcular a FCmax e submáxima estimadas (através do Karvonen 100% e

85%).

» Verificar a saturação de oxigênio (SatO2) de repouso através da oximetria de dedo.

Para realizar este exame é necessário:

» Que haja um acompanhamento médico.

» Que exista um reanimador cardíaco presente no recinto para testes máximos (não obrigatório para testes submáximos de 85% do predito).

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

» Que a pressão arterial seja aferida constantemente durante a prova (a cada aumento de nível).

» Que a saturação de oxigênio seja aferida constantemente durante a prova (a cada aumento de nível).

» Que seja realizada uma ECG simultânea (em provas máximas).

» Utilizar a escala de Borg de esforço (a cada aumento de nível).

O exame deve ser interrompido/finalizado:

» Quando existe uma redução súbita na PA, palidez ou tontura.

» Se a pessoa apresenta dispneia.

» Dor incapacitante (Borg maior que 8).

» SatO2 menor que 95%.

» PA sistólica maior que 220mmHg.

» Arritmias ou alterações do ECG.

Contraindicações absolutas:

» Síndrome coronária aguda.

» Insuficiência cardíaca descompensada.

» Dissecção aórtica recente.

» Estenose aórtica.

» Tromboembolismo pulmonar.

Contraindicações relativas:

» Estenose aórtica.

» Miocardiopatia hipertrófica obstrutiva.

» Hipertensão pulmonar sintomática.

» Bloqueio A-V de alto grado.

» Arritmias não tratadas.

» ECG alterado.

» Limitação da capacidade física por outra causa.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

Um modelo de tabela para anotar o desempenho nesse teste:

Tabela 4.

 

PROTOCOLO DE BRUCE

 

Nome:

Idade:

Sexo:

Peso:

Altura:

FCmax prevista:

Estágios

SatO2

FC

PA

Dispneia

Borg

1

         

2

         

3

         

4

         

5

         

6

         

7

         

8

         

9

         

10

         

RESULTADOS:

VO2max:

LA:

FC pico:

fonte: de própria autoria.

A tabela acima mostra um exemplo de como você deve ter preparada a sua ficha de

avaliação para aplicar os protocolos. Podemos observar que aferimos os sinais vitais a cada fase do protocolo de Bruce e assim sabemos quando parar o teste e o desempenho do sujeito.

LA: Lactato (também podemos tomar essa medida em caso de estudos científicos)

FCpico: é a frequência cardíaca mais alta atingida no teste.

: é a frequência cardíaca mais alta atingida no teste. O seguinte vídeo ilustra a execução

O seguinte vídeo ilustra a execução do teste de Bruce:

<https://www.youtube.com/watch?v=opj0xY274w8>

Conconi test

O teste de Conconi é um método simples para medir os valores aproximados de capacidade

anaeróbia e aeróbica.

Recursos necessários:

» Monitor de frequência cardíaca MFC (um polar ou similar), que registre a frequência cardíaca do sujeito para análise posterior.

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

» Pista de corrida de 400 metros ou esteira.

» Cronômetro.

» Assistente (opcional).

realização do teste de Conconi em uma pista de 400m

No teste de Conconi o sujeito aumenta a sua velocidade gradualmente a cada 200 metros

e o tempo é cronometrado e anotado também a cada 200 metros. Este aumento gradual

na velocidade a cada 200 metros é mantido até que o esportista seja incapaz de manter

o ritmo. Antes de iniciar o teste, você precisa determinar a sua velocidade de partida

para poder aumentar a velocidade a cada 200 metros. A distância total percorrida pelo teste deve ser entre 2,5 km e 4 km e de assegurar que haja informação suficiente para os cálculos posteriores.

A relação velocidade x ritmo cardíaco são expressos em um gráfico a partir do qual limiar anaeróbio do esportista pode ser determinado.

» Realizar um aquecimento prévio de 5 a 10 minutos.

» Programe o MFC para usar um intervalo de 5 segundos de gravação (caso o MFC não grave os dados, você pode pedir para o sujeito dizer para você quanto está marcando de frequência cardíaca e você anota na sua ficha de avaliação. Você também pode ficar com o relógio do MFC na sua mão e ir anotando os valores).

» Inicie a contar o tempo da prova.

» A cada 200 metros você deve registrar o tempo.

» A cada 200 metros o sujeito deve aumentar a velocidade.

» Terminar o teste quando o sujeito já não pode manter o ritmo.

Realização do teste de Conconi na esteira:

» Realizar um aquecimento prévio de 5 a 10 minutos.

» Defina o MFC para gravar os dados a cada 5 segundos (caso o MFC não grave os dados, você pode pedir para o sujeito dizer para você quanto está marcando de frequência cardíaca e você anota na sua ficha de avaliação. Você também pode ficar com o relógio do MFC na sua mão).

» Inicie a velocidade da esteira na velocidade de início desejada (qualquer valor baixo – andar).

» Comece a marcar o tempo.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

» Anote o tempo a cada 200 metros.

» Aumentar a velocidade da esteira a cada 200 metros em 0,5 km/h.

» Terminar o teste quando tiver atingido a frequência cardíaca máxima ou se o sujeito já não possa continuar (FCmax = 200 – idade).

» Anotar a FC durante a prova, a velocidade máxima alcançada e a distância percorrida.

a velocidade máxima alcançada e a distância percorrida. <https://www.youtube.com/watch?v=G6wxA_GNyjE>

<https://www.youtube.com/watch?v=G6wxA_GNyjE>

Cálculo do limiar anaeróbico

Coloque no gráfico (eixo Y) a FC (em bpm) de cada intervalo de tempo registrado de cada 200 m. Coloque no gráfico (eixo X) valor de velocidade de cada 200 m. Marque a reta relacionando a FC com a velocidade e você vai notar que o gráfico sobe gradualmente ao começar e depois se estabiliza antes de subir novamente.

Esta “quebra da linha reta” no gráfico indica o limiar anaeróbico do sujeito. No gráfico exemplo de Conconi a seguir essa quebra está em torno de 182 bpm.

figura 5.

exemplo de Conconi a seguir essa quebra está em torno de 182 bpm. figura 5. fonte:

fonte: 101 performance evaluation tests.

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

Cálculo do limiar aeróbio

A forma de estimar o limiar aeróbio nesse teste é subtrair 20 bpm dos bpm do limiar

anaeróbio. No exemplo acima, isto seria 182 - 20 = 162 bpm. 162bpm seria o limiar aeróbico.

A

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

e

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

resultado deva melhorar.

adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar. O seguinte vídeo mostra a execução o teste:

O seguinte vídeo mostra a execução o teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=h7OD6TSNxtQ>

teste de Cooper de Vo2max

O objetivo do teste de Cooper é prever VO2max de um sujeito.

Para realizar este teste é necessário:

» Uma pista de 400 metros (melhor se está marcada a cada 50m).

» Cronômetro.

» Assistente (opcional).

O teste consiste em verificar a distância percorrida pelo sujeito (pode correr ou andar)

em 12 minutos. O avaliador deve registrar a distância total da corrida.

figura 6.

em 12 minutos. O avaliador deve registrar a distância total da corrida. figura 6. fonte: <image.jimcdn.com>

fonte: <image.jimcdn.com>

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

Avaliação de desempenho:

Com base na distância percorrida uma estimativa do VO2max do sujeito pode ser

calculada:

VO2max = (distância percorrida em metros - 504,9) / 44,73

Exemplo:

Um atleta jogador de futebol do sexo masculino completa uma distância total de 3.400

m em 12 minutos.

VO2max = (3.400 - 504,9) / 44,73

VO2max = 64,72 ml/kg/min

A

e

VO2max deva melhorar.

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

O resultado do teste de Cooper pode ser usado para:

» Prever o desempenho futuro do sujeito.

» Indicar os pontos fracos.

» Melhorar o desempenho com o tempo.

» Permitir ao profissional avaliar o sucesso de seu programa de treinamento.

» Preparar um treino/intervenção adequados.

» Modo de comparação antes e depois.

» Motivar o sujeito.

A tabela a seguir mostra uma ideia de VO2max em atletas de diversas modalidades:

Tabela 5.

VO2max

Esporte

> 75

Corredores e ciclistas

65

Squash

65-60

Futebol

55

Rúgbi

50

Volleyball

fonte: tabela de própria autoria.

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

Os seguintes fatores podem ter um impacto sobre o resultado do teste:

» A temperatura ambiente, humidade e nível de ruído.

» A quantidade de sono que o sujeito tinha antes do teste.

» O estado emocional do sujeito.

» A medicação o sujeito pode ter tomado.

» A hora do dia.

» A ingestão de cafeína.

» O tempo desde a última refeição.

» O ambiente de teste – superfície (faixa, grama, estrada, ginásio).

» Prévio conhecimento de teste/experiência do sujeito.

» Precisão das medições (tempos, distâncias etc.).

» Que o sujeito realmente tenha realizado um esforço máximo.

» Aquecimento inadequado.

» Pessoas presentes.

» A personalidade, conhecimento e habilidade do examinador.

» Nível de motivação do sujeito para dar o seu 100% de esforço.

A tabela a seguir mostra os resultados do nível de condição física do sujeito para o teste de Cooper em metros:

Tabela 6. Indivíduos sedentários e fisicamente ativos.

Idade

Sexo

Muito bom

Bom

Media

Ruim

Muito ruim

 

H

+2800

2400-2800

2200-2399

1600-2199

-1600

20-29

M

+2700

2200-2700

1800-2199

1500-1799

-1500

 

H

+2700

2300-2700

1900-2299

1500-1899

-1500

30-39

M

+2500

2000-2500

1700-1999

1400-1699

-1400

 

H

+2500

2100-2500

1700-2099

1400-1699

-1400

40-49

M

+2300

1900-2300

1500-1899

1200-1499

-1200

 

H

+2400

2000-2400

1600-1999

1300-1599

-1300

+50

M

+2200

1700-2200

1400-1699

1100-1399

-1100

fonte: <http://www.400days.net/wp-content/uploads/2009/03/cooper_test.jpg>

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

Tabela 7. Atletas.

Sexo

Muito bom

Bom

Media

Ruim

Muito ruim

H

+3700

3400-3700

3100-3399

2800-3099

-2800

M

+3000

2700-3000

2400-2699

2100-2399

-2100

fonte: <http://www.400days.net/wp-content/uploads/2009/03/cooper_test.jpg>

A tabela de resultados para comparação de VO2max do teste de Cooper é a tabela

principal do início do capítulo que serve para todos os testes.

do início do capítulo que serve para todos os testes. Existe uma página de internet que

Existe uma página de internet que calcula os resultados do teste de Cooper:

<http://www.pponline.co.uk/101Evaluations/cooper%20vo2max%20test.htm>

O seguinte vídeo ilustra o teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=qzRxcx7

9Y>

Harvard Step test

O objetivo deste teste é para monitorar o condicionamento do sistema cardiovascular

do sujeito.

Recursos necessários para realizar este teste:

» 1 step ou banco (45 centímetros de altura).

» Cronômetro.

» Um metrônomo (existem aplicativos grátis para smartphones).

O teste de Harvard é realizado da seguinte forma:

» Subir e baixar no step uma vez a cada 2 segundos durante 5 minutos (150 passos total – 30 passos por minuto. Utilizar o metrônomo para marcar o ritmo).

» 1 minuto após o término do teste tomar o pulso (bpm) – Pulso 1.

» 2 minutos após o término do teste volta a tomar o pulso (bpm) – Pulso 2.

» 3 minutos, após o término do teste volta a tomar o pulso (bpm) – Pulso 3.

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

figura 7.

UNIDADE I │ MÉTODOS DE AVALIAÇÃO figura 7. fonte:

fonte: <http://www.menstylefashion.com/wp-content/uploads/2015/11/harvard-step-test.jpg>

A

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

e

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

resultado deva melhorar.

Usando os três pulsos conseguimos determinar o nível de aptidão física do sujeito aplicando a seguinte fórmula:

Resultado = 3000 / (pulso 1 + pulso 2 + pulso 3).

Tabela 8.

Sexo

Excelente

Acima da media

Media

Abaixo da media

Ruim

Masculino

>90

80-90

65-79

55-64

<55

Feminino

>86

76-86

61-75

50-60

<50

Feminino >86 76-86 61-75 50-60 <50 fonte: McArdle W.D. et al , 2000. Existe uma calculadora

fonte: McArdle W.D. et al, 2000.

Existe uma calculadora on-line para esse teste:

<http://www.brianmac.co.uk/havard.htm>

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=xMNGJzA-_Ao>

Critical Swin test

O teste Crítico de Velocidade de Nado (CSS), idealizado por Ginn em 1993, pode ser usado para monitorar a capacidade aeróbica do atleta. O resultado do teste pode também ser usado para determinar o tempo apropriado para cada repetição da sessão

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

de treino aeróbica de um nadador. CSS é definido como “a velocidade de nado máximo que pode, teoricamente, ser mantida continuamente, sem exaustão” – logo abaixo do limiar de lactato do nadador.

Para esse teste você vai precisar:

» uma piscina;

» cronômetro.

O seguinte protocolo deve ser seguido:

» Escolha a modalidade de nado que o sujeito deverá realizar (crawl, costas, peito ou borboleta).

» O teste é composto por dois nados máximos de 400 metros e 50 metros. Um período de repouso adequado deve ser feito entre cada nado para permitir que o sujeito se recupere totalmente.

» O avaliador deve registrar os tempos para cada nado.

» Calcule o CSS do sujeito.

O cálculo do CSS do nadador, com base em seus tempos de 400 m e 50 m, e é o seguinte:

D1 = 50m

D2 = 400m

CSS = (D2 – D1) / (T2 – T1)

T1 = tempo para nadar 50m, em segundos

T2 = tempo para nadar 400m, em segundos

Exemplo:

Um nadador completou um nado de 50m em 31 segundos e um nado de 400m em 291

segundos:

CSS = (400 - 50) / (291 – 31)

CSS = 350 / 260

CSS = 1.35 m/s

O CSS pode ser utilizado para calcular o tempo de treino em uma sessão:

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

Exemplo:

Sessão de treino de 6 x 400m. O tempo de nado pode ser calculado:

Tempo = distância / CSS

Para o tempo de treino de um nadador com CSS de 1.35, um nado de 400m deveria ser:

400 / 1.35 = 296.3 segundos = 4 minutos 56.3 segundos

ser: 400 / 1.35 = 296.3 segundos = 4 minutos 56.3 segundos Existe uma calculadora on-line

Existe uma calculadora on-line para esse teste:

<http://www.pponline.co.uk/101Evaluations/critical%20swim%20speed%20

test.htm>

teste incremental para membros superiores

Esse teste tem como finalidade determinar a capacidade máxima de exercício a ser utilizado no programa de treino de um paciente (normalmente cardiopatas, pneumopatas e idosos).

Esse teste pode ser realizado de forma máxima sendo definido como a maior carga movida em uma amplitude específica de movimento de forma correta.

Basicamente o teste é feito:

» Elevação de pesos (normalmente alteres) realizando o movimento de flexão do ombro a 90º ou a diagonal funcional de Kabat (figura a seguir).

figura 8. Diagonal funcional de Kabat. O membro superior realiza uma diagonal com a mão saindo da pélvis contralateral e elevando-se na diagonal oposta.

da pélvis contralateral e elevando-se na diagonal oposta. fonte:

fonte: <https://jorgemendezfisioterapia.files.wordpress.com/2016/06/11.jpg?w=840>

» O movimento deve ser realizado com o membro superior dominante.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

» Carga inicial de 0,5 kg e aumentada em 0,5 kg progressivamente a cada série.

» Normalmente utilizamos séries de 10 repetições com descanso de 2-5 minutos entre elas.

» O teste é finalizado quando o paciente não consegue mais realizar o movimento ou o realiza com uma técnica inadequada (por cansaço/fadiga).

» A carga com o qual o paciente realizou a última série corretamente será a carga adotada durante o treino.

» O teste deve ser realizado com certa frequência para comparar os resultados e possíveis melhoras.

CAPítulo 3

teste de esforço e ergoespirometria

Um teste de esforço, geralmente averiguado por meio de uma esteira ou bicicleta, tem como objetivo analisar o comportamento cardiovascular durante o exercício do qual medimos continuamente a atividade do eletrocardiograma, as alterações na pressão arterial e a resposta clínica do paciente.

O teste de estresse, também conhecido como teste cardiopulmonar ou teste de

esforço máximo, nos permite compreender a relação entre os sistemas respiratório e cardiovascular, realizando um teste de esforço convencional associando um analisador de gases, que valoriza o consumo de oxigênio e produção dióxido de carbono. Sua

principal virtude é que ele mede diretamente todos os parâmetros avaliados.

Os cicloergômetros e as esteiras são os aparelhos comumente usados. Há também o remoergômetro e até mesmo esqui cross-country ou patinação.

figura 9. Máquina de remo que pode servir para um teste de esforço simulando o remo.

que pode servir para um teste de esforço simulando o remo. fonte:

fonte: <https://www.littleblokefitness.com.au/wp-content/uploads/2014/08/concept 2%20model%20d%203.jpg>

Os aparelhos que envolvem a obtenção direta de valores implicam que tais testes devem

ser realizados em um ambiente adequado, normalmente em laboratórios. No entanto, nos últimos anos, estão sendo validados protocolos em que o sujeito realiza o teste em uma pista de corrida ou em um velódromo. Este avanço importante na especificidade do protocolo foi graças aos avanços tecnológicos, e atualmente pode contar com analisadores de gases portáteis e transmissores sem fio de informação poderoso.

Existem diferentes protocolos para a realização do teste de estresse, com ou sem o consumo de oxigênio analisado. Todos os protocolos concordam que o teste começa com uma carga relativamente leve para ser cada vez maior que

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

a carga progressivamente, até que o sujeito seja incapaz de responder à demanda externa.

O protocolo mais comumente utilizado para a realização do protocolo de teste ergométrico é o Teste de Bruce (que vimos no capítulo anterior). Ele permite ser utilizado em qualquer público: cardíacos, saudáveis e atletas.

que dados são obtidos a partir de um teste de estresse?

Como parâmetros fundamentais que são mensuráveis em um teste de estresse, os mais importantes são:

» O consumo de oxigênio (VO2) em ml/kg/min, ou l/min.

» Frequência cardíaca (FC) e pulso.

» Potência em watts (W) para a bicicleta ergométrica.

» Velocidade em km/h, no caso da esteira.

Outros parâmetros interessantes, mas não tão úteis para o monitoramento são:

» A concentração de lactato em mmol/L.

» A produção de dióxido de carbono (VCO2) em l/min.

» A razão de troca respiratória (RER) entre o VO2 e VCO2.

» O pulso de oxigênio (VO2/FC) em ml/lat.

» A ventilação pulmonar (VE).

» A frequência respiratória (FR) em rep/min.

» O quociente respiratório (Q/R).

Todos estes parâmetros, e ainda outros, dependendo do protocolo e da tecnologia utilizada, estão constantemente recolhidos durante todo o teste. Após a sua conclusão, os dados são analisados em “zonas de treinamento” definidos pelo limiar aeróbio, limiar anaeróbio e consumo máximo de oxigênio (VO2max).

Condições preliminares para uma boa avaliação

A ansiedade gerada na expectativa do exame, bem como a utilização de bucal próprio e o uso de clip nasal pelo indivíduo antes do início do teste, poderá eventualmente alterar

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

o comportamento das variáveis ventilatórias. Portanto, é necessário um esclarecimento

antes da prova ser feita e, em alguns casos, um treino com o sistema, sem preocupação com o registro. Para medir a ansiedade existem protocolos específicos que veremos no capítulo de avaliação psicológica mais adiante neste módulo.

figura 10. Modelo de clip nasal.

mais adiante neste módulo. figura 10. Modelo de clip nasal. fonte: <https://www. cirurgicaexpress.com.br/> O

fonte: <https://www. cirurgicaexpress.com.br/>

O início do teste deverá ser realizado, em geral, de 3 a 5 minutos após a introdução do bucal e do clip nasal. Registramos o VE, o QR e consumo de oxigênio (VO2). A VE de

repouso ideal para início do exercício situa-se entre 8 e 15L/min, o QR entre 0,75 e 0,85

e o VO2 de repouso próximo a 3,5mL/kg/min, correspondente a 1 MET.

figura 11. bocal para o teste de esforço.

a 1 MET. figura 11. bocal para o teste de esforço. fonte:

fonte: <http://www.reebokclub.com/top/centro-medico-ohp/>

As condições de temperatura ambiente (próximo a 22ºC ± 2), e umidade relativa do ar em torno de 60%, seriam ideais no momento da prova. No local, equipamentos de

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

emergência (desfibrilador e medicamentos) necessários para uma eventual parada cardíaca ou arritmia grave. A calibração do equipamento, prévia ao exame, é necessária pois algumas variáveis são analisadas em presença de vapor d’água em condições denominadas de BTPS (Body Temperature Pressure Saturated), exemplo a VE que inclui a frequência respiratória (FR) e o volume corrente (VC). Outros parâmetros como o consumo de oxigênio (VO2) e a produção de dióxido de carbono (VCO2) são analisados em condições denominadas de STPD (Standard Temperature Pressure and Dry), que corresponde a situação de O ºC de temperatura, pressão de 760mmHg ao nível do mar e em condições de ausência de vapor de água, ou seja, seco.

Nas relações que incluem a VE, o VO2 ou VCO2, como o equivalente ventilatório de VO2 (VE/VO2), lê-se o numerador em condições de BTPS e o denominador em STPD, sendo da mesma maneira avaliada a relação VE/VCO2. É polêmica a discussão dos protocolos a serem empregados. Não existindo uma concordância, devemos empregar aquele que se adapte melhor ao caso. O protocolo de rampa tem sido muito utilizado (Bruce). É estipulado o tempo em torno de 12 minutos como mínimo necessário para uma boa eficácia de prova, caso não haja limitações por cardiopatia grave.

A tabela para quantificar o esforço, como a escala de Borg, é de fundamental importância pois complementa com dados objetivos a subjetividade declarada do esforço, bem como para orientar o examinador na indicação de exercícios adequados.

Um teste é verdadeiramente máximo (VO2max) quando durante o teste atingimos a frequência cardíaca máxima FCmax (utilizando as fórmulas 220 – idade ou 210 – idade x 0,65 que estão sujeitas a um desvio padrão de até ±12bpm).o examinador na indicação de exercícios adequados. Pelo uso da ergoespirometria é possível determinar, com

Pelo uso da ergoespirometria é possível determinar, com relativa precisão, o VO2max com os seguintes dados:

» Presença de QR (VCO2 /VO2 ) >1.1.

» Existência de um limiar anaeróbio (limiar de lactato).

» VE >60% da máxima prevista.

» Eventual presença de um platô no VO2 diante de um aumento na carga de esforço.

Estes dados, concomitantes à avaliação de FC atingida e a sensação subjetiva de esforço podem assegurar um teste máximo.VE >60% da máxima prevista. » Eventual presença de um platô no VO2 diante de um

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

A relação VO2/WR é outra variável importante medida durante exercício de protocolo de rampa, cujo valor incrementa-se progressivamente até o máximo; o valor normal é de cerca de 10ml/min/W quando um incremento de 10 a 20 watt/min de rampa é empregado. Valores inferiores poderão significar uma baixa na função de reserva cardíaca.

Ventilação pulmonar (VE): Resultante do produto da FR pelo VC. Fisiologicamente, durante o exercício, o incremento da VE é proporcional à produção de dióxido de carbono (VCO2). A VE, durante o TE-CP, aumenta progressivamente atingindo um platô máximo, caracterizando uma maior produção de CO2. Em esforço, a VE poderá atingir até 200L de ar ventilado por minuto (em atletas), sendo limitada em cardiopatas e pneumopatas. Como ela é resultante do produto FR x VC, a avaliação isolada destes dois parâmetros, muitas vezes, faz-se necessária. A FR durante o teste, raramente, ultrapassa 50 ciclos/min, e o VC representa, parcialmente, a capacidade de expansibilidade pulmonar. O VC que, em repouso, pode variar de 300 a 600 mL por movimento respiratório pode aumentar até, aproximadamente, 70% da capacidade vital ao esforço. Alguns equipamentos fornecem dados da relação existente entre o espaço morto (VD) e o VC (ou VT). O comportamento normal do chamado VD/VT diminui durante o esforço em indivíduos normais. O incremento poderá significar modificações significativas na relação VE/ perfusão pulmonar.

Equivalentes respiratórios de VO2 e VCO2: As relações VE/VO2 e VE/VCO2, mantendo-se a VE em condições de BTPS e VO2 e VCO2 em STPD, relacionam quantos litros de ar por minuto são necessários e devem ser ventilados para consumir 100 ml de O2 (normalmente 2,3 e 2,8 L/100mL) ou produzir em CO2. Poderá esta relação ser expressa em 23 a 28 litros de ar ventilado para 1 litro de O2 consumido.

Durante o esforço crescente, as relações VE/VO2 e VE/ VCO2 diminuem, progressivamente, para depois aumentar até o final do esforço. A VE/VO2 atinge valores mínimos precedendo a relação VE/VCO2. As variáveis citadas são de fundamental importância na detecção do limiar anaeróbio (LA) como veremos adiante.

Pressão expirada de O2 (PETO2) ou fração expirada de O2 (FEO2): A PETO2 em repouso é de ±90mmHg, diminui transitoriamente logo após o início do exercício, desde que o aumento na VE seja mais lento que o incremento no VO2. Ao ultrapassar o LA I, a PETO2 aumenta 10 a 30mmHg ao atingir o esforço máximo, devido à hiperventilação provocada pela diminuição do PH. A FEO2 tem o mesmo comportamento, diminuindo no início do esforço e atingindo um valor mínimo, incrementando-se a seguir. Este parâmetro facilita a detecção do limiar anaeróbio I (LA I).

Pressão expirada de dióxido de carbono (PETCO2): O valor da PETCO2 ao nível do mar varia de 36 a 42mmHg. Eleva-se 3 a 8mmHg durante exercício de intensidade

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

leve a moderada, atinge um máximo, caracterizando o LAII, e pode em seguida diminuir. AFECO2 tem o mesmo comportamento durante exercícios de carga crescente.

QR e/ou quociente respiratório (RER) (VCO2/VO2): Esta variável significa relação entre o CO2 produzido e o O2 consumido. Ao realizar exercício com R próximo de 0,70 estamos consumindo mais lipídeos. Com valores próximos de 1,00, consumimos mais carboidratos. Exemplos:

C6H12O6 +6O2 =6CO2 +H2O+E-portantoQR=6CO2/6O2=1; (Glicose)

C16H32O24 +nO2=6CO2+H2O+E-portantoQR=6CO2/nO2=<1,0

(ex. de lipídeos)

Durante a combustão de carboidratos, forma-se 830 cm 3 de CO2 com 1 g de lípidese 1430 cm 3 de CO2. O valor de n será sempre incrementado para a produção do CO2 e, portanto, com gasto energético maior, caracterizando um QR menor do que a unidade.

Pulso de oxigênio PO2 (VO2/FC): Considerada uma das mais importantes variáveis utilizadas pela ergoespirometria, pois demonstra a quantidade de O2 que é transportada a cada sístole cardíaca. Uma diminuição do desempenho de VE pode ser detectada em uma prova de esforço crescente com observação do pulso de O2.

Medição não invasiva do limiar anaeróbio e sua relação com a produção láctica

importância na medição do desempenho

Hoje em dia está bem definido o que ocorre durante um teste de esforço com cargas crescentes. O ácido láctico é o ácido fixo predominante produzido durante exercício. Possui um pH de, aproximadamente, 3,8 e, portanto, está totalmente dissociado do pH da célula (7,0). O sistema de tamponagem do HCO3 restringe a alteração do pH, que ocorreria através da formação deste ácido relativamente forte. Em associação com a formação de HCO3 durante a tamponagem, a concentração de HCO3 diminui em proporção inversa com o aumento na concentração de lactato. Em razão de a tamponagem do H+ associada à produção de lactato ocorrer no meio intracelular, a produção de CO2 pela célula deve aumentar.

O aumento de lactato e a diminuição do HCO3 na célula serão rapidamente equilibrados, por meio de intercâmbio transmembrânico desses íons. Consequentemente, o fluxo do CO2 adicional, gerado na célula por meio da tamponagem, deverá ser detectado rapidamente na troca de gases do pulmão.

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

Um teste de nível de esforço progressivo (Teste de Bruce), em que são medidas as

trocas do gás, e o VO2 no LA, permite a medição dos fenômenos associados à acidose metabólica em desenvolvimento. À medida que aumenta o nível de esforço, VO2, VCO2

e VE aumentam de forma linear. Acima do LA, a produção de ácido láctico acarreta

um aumento de CO2 da célula e da taxa de CO2 venosa, o que resulta em aceleração do incremento de VCO2, geralmente acompanhado de um aumento paralelo em VE, mantendo, desta forma, o PaCO2 constante.

Como o nível de incremento de VO2 permanece linear, enquanto o VE acelera, o PETO2 aumenta caracterizando o LA I enquanto o PETCO2 não diminui de forma recíproca. Estes fenômenos determinam o LIMIAR I.paralelo em VE, mantendo, desta forma, o PaCO2 constante. O equivalente ventilatório para O2 (VE/VO2) aumenta

O equivalente ventilatório para O2 (VE/VO2) aumenta sem que haja um aumento no

equivalente ventilatório para CO2 (VE/ VCO2). O estreito aumento paralelo em VE e VCO2, visto inicialmente acima do LA, reflete um breve período de tamponagem isocápnica, isto é, VE/VCO2 e PETCO2 não se alteram, enquanto VE/VO2 e PETO2 aumentam. De acordo com Wasserman et al., esta é uma demonstração sensível de troca de gás para a medição não invasiva do limiar anaeróbio. À medida que o nível de esforço aumenta,

o pH cai subsequentemente, fazendo com que a VE aumente mais depressa do que a

produção de CO2. Isto faz com que o PaCO2 caia e o pH aumente. Esta compensação respiratória para a acidose láctica não respiratória resulta em um aumento de VE/VCO2 bem como em um decréscimo adicional em VE/VO2, caracterizando o LIMIAR II.

Quando é medido no LA, o consumo de O2 (VO2) não é afetado pelo tipo de protocolo de exercício usado para uma determinada forma de esforço. Além do mais, o VO2 no LA não será afetado pela duração de cada incremento de nível de esforço.

O limiar ventilatório aeróbio (LV 1) foi considerado como sendo o ponto em que houve

quebra de linearidade do VE/VO2, tendência de ascensão abrupta da razão de troca respiratória (RER) e menor pressão expirada final de oxigênio (PETO2) ou fração

expirada de O2 (FEO2). O limiar ventilatório anaeróbio (LV2) foi considerado como o ponto em que houve quebra de linearidade do VE/VCO2 e maior pressão expirada final de CO2 (PETCO2) ou fração expirada de CO2 (FECO2), precedendo sua queda abrupta.

O LV 2 é também denominado ponto de descompensação ácido-metabólico.

O LA também pode ser determinado pelo método do V-slope detectado no chamado turning point da curva VCO2 x VO2.

A importância na detecção do LA, para o avaliador, incide no fato de que exercícios realizados numa intensidade acima do LA podem provocar um aumento abrupto nos níveis de catecolaminas, causando as consequências conhecidas como arritmia, hipertensão e isquemia do miocárdio.O LA também pode ser determinado pelo método do V-slope detectado no chamado turning point da

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

Como interpretar os dados obtidos em uma ergoespirometria?

Os limiares geralmente são localizados em um teste de esforço são obtidos por parâmetros ventilatórios ou análise dos níveis de lactato. Os parâmetros ventilatórios são, talvez, mais confiáveis, e não é necessário o exame de sangue, o que complica o teste e a infraestrutura para realizá-lo.

O limiar anaeróbio é o limite em que a produção de lactato aumenta de forma que

não há mais um equilíbrio com a remoção, o que gera um acúmulo dessa substância,

fato que está associado ao aparecimento da fadiga e, portanto, à progressiva queda de desempenho. O teste de estresse nos dirá qual é VO2max do sujeito. Estes serão dados úteis para o controle do treino.

O limiar aeróbio é a intensidade em que o sujeito passa a fazer o exercício aeróbio, ou

seja, com energia predominantemente gerada com o uso de oxigênio, nessa intensidade já existe produção de lactato, mas ainda existe um equilíbrio entre produção e remoção.

ainda existe um equilíbrio entre produção e remoção. Terminologias: LIMIAR VENTILATÓRIO 1 (LV1 ) ou 1

Terminologias:

LIMIAR VENTILATÓRIO 1 (LV1) ou 1 o Limiar ou Limiar aeróbio ou ainda Limiar anaeróbio.

Definição: Primeiro ponto de quebra imediatamente antes do aumento sistemático da concentração de ácido lático durante exercício de intensidade crescente.

Critérios: VE VE/VO2; FEO2 ou PETO2 e QR.

LIMIAR VENTILATÓRIO 2 (LV2) ou 2 o Limiar ou Limiar anaeróbio ou Ponto de compensação respiratória (PCR) ou Ponto de Descompensação Respiratória (PDR) ou ainda Limiar de Descompensação Respiratória (LDR).

Definição: Segundo ponto de quebra com aumento rápido da concentração de ácido lático durante exercício de intensidade crescente.

Critérios: VE/VCO2 e FECO2 ou PETCO2.

Tabela 9. padrões de normalidade de variáveis espirométricas no repouso e durante exercício.

Variáveis

Repouso

Exercício Máximo

V E BTPS (L/min)

6 a 12

Aumenta

VO 2 STPD (ml/min)

150

a 400

1500 a 5000

VC (ml/min)

150

a 700

Aumenta

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

Variáveis

Repouso

Exercício Máximo

VCO 2 STPD (ml/min)

150 a 400

Aumenta

VO 2 STPD (ml/kg/min)

3,0 a 5,0

Aumenta

FR (r/min)

10

a 20

30

a 60

RQ ou R

0,70 a 1,00

1,10 a 1,45 Recuperação > 1,25

Pulso de O 2 (ml/bat.)

2,0 a 4,0

8,0 a 25,0

 

FE%O 2

14

a 18

Aumenta

FE% CO 2

2,0 a 5,0

Diminui

V

E /VO 2

25

a 35

Aumenta

V

E /VCO 2

25

a 35

Aumenta

Duplo Produto (PA x FC/100)

70

a 100

Aumenta

Bicarbonato (HCO 3 )

22

a 28

Diminui

PaO 2 (arterial) (mmHg)

80

a 100

A mesma

PaCO 2 (arterial) (mmHg)

30

a 50

Diminui

Débito Cardíaco (L/min)

4 a 6

 

15

a 25

 

VD/VT

0,20 a 0,30

Diminui

Volume Sistólico(ml/bat.)

50

a

70

80 a 120

PO 2 (Alveolar) [PAO 2 ] (mmHg)

90

a 110

Aumenta

PET CO 2 (mmHg)

36

a 42

Diminui

fonte: tabela de própria autoria.

Tabela 10. parâmetros.

Espirométricos

Cardiovasculares

Metabólicos

Ventilação (VE)

FC

Lactato sanguíneo

Consumo de O2 (VO2)0

PA

 

Produção de CO2 (VCO2)

 

Equivalentes respiratórios para O2 e CO2 (VE/VO2 e VE/VCO2)

Pulso de O2 (VO2/FC)

Quociente respiratório (RER) (VCO2/VO2)

Relação Vd/Vt

Umbral anaeróbico

fonte: de própria autoria.

Os dados/resultados obtidos em uma ergoespirometria são expostos por meio das Curvas de Wasermman (gráficos) relacionando vários parâmetros do teste, conforme mostra figura a seguir.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

figura 12.

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO │ UNIDADE I figura 12. fonte: <kibiomerlab.com> Vemos nos gráficos anteriores um

fonte: <kibiomerlab.com>

Vemos nos gráficos anteriores um exame de ergoespirometria e como os parâmetros são expressos em gráfico. Alguns parâmetros aumentam, outros diminuem e outros se mantêm: (1) VE/Lac, (2) Pulso de O2, (3) VO2/VCO2, (4) VE, (5) V-slope, (6) EQO2/ EQCO2, (7) VT, (8) RER e (9) PETCO2/PETO2.

figura 13.

(4) VE, (5) V-slope, (6) EQO2/ EQCO2, (7) VT, (8) RER e (9) PETCO2/PETO2. figura 13.

fonte: <kibiomerlab.com>

UNIDADE I MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

O gráfico anterior mostra o comportamento da FC durante o teste onde vemos o

momento de “quebra da reta”, ou seja, o limiar anaeróbico. A distância entre o momento

de “quebra da reta” e de “descida da reta” é o denominado umbral anaeróbico.

figura 14.

da reta” é o denominado umbral anaeróbico. figura 14. fonte: <kibiomerlab.com> O gráfico anterior mostra

fonte: <kibiomerlab.com>

O gráfico anterior mostra os parâmetros no método de V-slope. Podemos ver o ponto de compensação (quebra da reta) e o VO2max.

Os dados/resultados também são expressos em números. No exame abaixo vemos as colunas com os respectivos parâmetros e as linhas que representam o tempo do teste.

figura 15.

os respectivos parâmetros e as linhas que representam o tempo do teste. figura 15. fonte: <kibiomerlab.com>

fonte: <kibiomerlab.com>

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO UNIDADE I

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO │ UNIDADE I O vídeo a seguir ilustra um exame de ergoespirometria:

O vídeo a seguir ilustra um exame de ergoespirometria:

<https://www.youtube.com/watch?v=TtKQHmbow2o>

A utilização da ergoespirometria em pesquisa científica tem crescido e as atenções dos profissionais especializados deverão voltar-se cada vez mais para utilização da medida direta de gases expirados associados à ergometria convencional, o que traz um avanço para área com consequentemente maior aplicação em vários seguimentos, pois é um método que aborda com objetividade e consistência, a interação de diversos parâmetros cardiorrespiratório e metabólico que podem ser canalizados para várias áreas em que o exercício físico é utilizado como modelo de investigação científica.

AVAliAçÕES ESPECífiCAS i

unidAdE ii

CAPítulo 1

Avaliação da agilidade

As capacidades coordenativas são:

» Equilíbrio: manutenção do centro de gravidade sobre a base de apoio. Esse pode ser estático ou dinâmico.

» Diferenciação cinestésica: capacidade de sentir a tensão no movimento para conseguir o movimento desejado.

» Orientação espacial: o controle do corpo no espaço.

» Reação aos sinais: a capacidade de responder rapidamente a estímulos auditivos, visuais e cinestésicos.

» Sentido de ritmo: a capacidade de combinar movimento ao tempo.

» Sincronização de movimentos: movimentos dos membros independentes concluídas de forma sincronizada.

» Movimento adequação: possibilidade de escolher movimentos apropriados para a tarefa.

teste de obstáculo hexagonal

O objetivo do teste de obstáculo hexagonal é monitorar agilidade do sujeito.

Para realizar este teste, é necessário:

» Um hexágono de 66 cm marcado no chão (normalmente utilizamos fita adesiva).

» Um cronômetro.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I UNIDADE II

O teste de obstáculo hexagonal é conduzido da seguinte forma:

» O sujeito está no meio do hexágono, de frente para linha A e deve estar sempre posicionado de frente para a linha A durante todo o teste.

» No comando do profissional “VAI” o cronometro é iniciado e o sujeito salta com ambos os pés sobre a linha B e de volta para o meio, em seguida, sobre a linha C e volta para o meio, depois a linha D e assim por diante.

» Quando o sujeito completa o círculo e volta para o meio, conta como um ciclo.

» O sujeito deve completar três ciclos ao redor do hexágono.

» Após a conclusão dos três ciclos o cronômetro é parado e o tempo registrado.

» O sujeito repousa e depois repete o teste.

» Após a conclusão do segundo teste, calcular a média dos dois tempos registados.

» Se o sujeito pular para a linha errada ou tocar alguma linha o teste deve ser reiniciado.

figura 16.

tocar alguma linha o teste deve ser reiniciado. figura 16. fonte:

fonte: <http://images.slideplayer.com/13/4173224/slides/slide_86.jpg>

UNIDADE II AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I

A análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores e futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar.

Para uma avaliação do desempenho do sujeito determinar o tempo médio dos dois testes e, em seguida, consulte a tabela a seguir para a classificação (em segundos).

Tabela 11.

Sexo

Excelente

Acima da media

Media

Abaixo da media

Ruim

Masculino

<11.2

11.2-13.3

13.4-15.5

15.6-17-8

>17.8

Feminino

<12.2

12.2-15.3

15.4-18.5

18.6-21-8

>21.8

12.2-15.3 15.4-18.5 18.6-21-8 >21.8 fonte: (ArnOT; gAInES, 1984). Existe uma calculadora on-line

fonte: (ArnOT; gAInES, 1984).

Existe uma calculadora on-line para esse teste:

<http://www.pponline.co.uk/101Evaluations/hexagonal%20obstacle%20test.

htm>

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=vHks8K6xoqs>

zig-zag test

O objetivo do teste de zig-zag é para monitorar a velocidade e agilidade do sujeito.

Para realizar este teste é necessário:

» 5 cones.

» Superfície antiderrapante.

» Cronômetro.

O teste é realizado como da seguinte forma:

» Marcar o percurso com quatro cones colocados nos cantos de um retângulo de 3 por 4,85 metros e outro cone colocado no centro.

» O sujeito segue o percurso identificado na figura 17.

» O sujeito completa um circuito.

» Registramos o tempo que o esportista demorou para completar o circuito.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I UNIDADE II

figura 17.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I │ UNIDADE II figura 17. fonte:

fonte: <http://www.humankinetics.com/Acucustom/Sitename/DAM/022/201art1_artx .gif>

A análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores e futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o resultado deveria melhorar.

adequado, entre cada teste, o resultado deveria melhorar. O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=TWyiG6Q1y30>

505 Agility test

O objetivo do teste de agilidade 505 é monitorar a velocidade e agilidade do sujeito com

uma volta de 180 graus.

Para realizar este teste, é necessário:

» 6 cones.

» Fita métrica.

» Superfície antiderrapante.

» Cronômetro.

O teste 505 de agilidade é conduzido da seguinte forma:

» Marcar o curso de acordo com a figura 18. A distância de A a B é de 10 m e a distância de B para C é de 5 m.

UNIDADE II AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I

» O sujeito corre a partir da linha de partida (A) para a linha de 10 m (B) (correndo para aumentar a velocidade).

» Cronometramos o tempo somente quando o sujeito passa através da linha de 10 m (B).

» O sujeito corre para a linha de 15m (C), se vira e corre de volta para a linha de partida.

» Interrompemos o cronômetro quando o sujeito passa através da linha de 10 m (B) em seu retorno à linha de partida.

» Consideramos a melhor de duas voltas. Damos 2 minutos de descanso entre as tentativas.

figura 18.

Damos 2 minutos de descanso entre as tentativas. figura 18. fonte: <http://www.my-personaltrainer.it/505.gif> A

fonte: <http://www.my-personaltrainer.it/505.gif>

A

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

e

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

resultado deva melhorar.

adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar. O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=ws0MsAy8t_4>

illinois Agility run test

O objetivo do teste de agilidade de corrida de Illinois é avaliar a velocidade e a agilidade.

Para realizar este teste é necessário:

» Uma superfície plana de 400 metros.

» 8 cones.

» Cronômetro.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I UNIDADE II

A duração do percurso é de 10 metros e a largura (distância entre os pontos de partida

e chegada) é de 5 metros. Na pista você poderia usar 5 linhas.

Quatro cones podem ser usados para marcar o início, o fim e os dois pontos para dar a volta. Cada cone no centro é tem uma distância de 3,3 metros entre eles.

figura 19.

é tem uma distância de 3,3 metros entre eles. figura 19. fonte:

fonte: <http://www.rehab.research.va.gov/jour/2013/507/images/raya507f03lb.jpg>

O Illinois Agility Run teste é realizado da seguinte forma:

» O sujeito encontra-se de bruços no chão no ponto de partida.

» No comando do avaliador o esportista salta, se coloca de pé e percorre o circuito em torno dos cones até a linha de chegada.

» O avaliador registra o tempo total que o sujeito tardou em completar o percurso.

A análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores e futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar.

Tabela 12. Valores de normalidade para fins de comparação (em segundos).

Sexo

Excelente

Acima da media

Media

Abaixo da media

Ruim

Masculino

>15.2

15.2-16.1

16.2-18.1

18.2-18.3

<18.3

Feminino

>17.0

17.0-17.9

18.0-21.7

21-8-23.0

<23.0

fonte: Davis b. et al., 2000.

UNIDADE II AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I

UNIDADE II │ AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I Existe uma calculadora on-line para esse teste:

Existe uma calculadora on-line para esse teste:

<http://www.pponline.co.uk/101Evaluations/illinois%20agility%20run%20test.htm>

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=QEKfx0FHF-w>

teste de mudança direcional lateral

O objetivo deste teste é para monitorar o desenvolvimento da velocidade do sujeito com a mudança direcional.

Para realizar este teste é necessário:

» Superfície plana.

» 3 cones.

» Cronômetro.

Como conduzir o teste

» Os 3 cones estão a 5 metros de distância em linha reta.

» O sujeito começa no cone meio.

» O avaliador dá o sinal de partida e os pontos em uma direção específica, direita ou esquerda.

» O sujeito se move e toca o primeiro cone, retorna após o cone médio (início) para o cone longe e toca que um e, em seguida, retorna para o cone meio, tocando aquele.

» O avaliador inicia o cronômetro em dar o comando de início “VAI” e para o cronômetro quando o sujeito toca o cone meio.

» A melhor de duas tentativas em cada direção, direita e esquerda são registradas e a melhor pontuação em cada direção é usada para marcar o resultado final.

figura 20.

é usada para marcar o resultado final. figura 20. fonte:

fonte: <http://myperformancerehab.com/wordpress/wp-content/uploads/2016/02/pro-Agility.jpg>

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I UNIDADE II

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I │ UNIDADE II O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=L_j0aaB5HDA>

A

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

e

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

resultado deva melhorar.

Os dados a seguir foram obtidos a partir dos resultados de testes realizados com atletas de todo o mundo.

Tabela 13.

% Rank

Mulheres

Homens

% Rank

Mulheres

Homens

91-100

3.22-3.37

2.90-3.05

41-50

4.02-4.17

3.70-3.85

81-90

3.38-3.53

3.06-3.21

31-40

4.18-4.33

3.86-4.01

71-80

3.54-3.69

3.22-3.37

21-30

4.34-4.49

4.02-4.17

61-70

3.70-3.85

3.38-3.53

11-20

4.50-4.65

4.18-4.33

51-60

3.86-4.01

3.54-3.69

1-10

4.66-4.81

4.34-4.49

3.86-4.01 3.54-3.69 1-10 4.66-4.81 4.34-4.49 fonte: chu, 1996. Existe uma calculadora on-line para esse

fonte: chu, 1996.

Existe uma calculadora on-line para esse teste:

<http://www.pponline.co.uk/101Evaluations/lateral%20change%20of%20

direction%20test.htm>

Burpee test

O objetivo deste teste é avaliar a agilidade e equilíbrio do sujeito.

Para realizar este teste é necessário:

» Uma superfície seca.

O teste é realizado da seguinte forma:

» O sujeito pratica a técnica que envolve:

de pé, com os braços ao lado do corpo;

colocando as mãos no chão na frente dos pés (posição de agachamento);

empurrando as pernas para trás para assumir uma posição de prancha com uma linha reta desde os ombros;

UNIDADE II AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I

realiza uma flexão de braço;

retorna para a posição de agachamento;

realiza um salto vertical.

» O sujeito realiza tantas repetições quanto possível em 15 segundos.

» Um ponto é escolhido cada contar cada repetição e que foi concluída com êxito.

» Meio ponto é reduzido para cada repetição em que haja má técnica.

figura 21.

para cada repetição em que haja má técnica. figura 21. fonte:

fonte: <http://www.just-health.net/images/10416335/image001.jpg>

A

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

e

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

resultado deva melhorar.

adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar. O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=JZQA08SlJnM>

t drill test

O objetivo deste teste é para monitorar o desenvolvimento da velocidade do sujeito com

mudança direcional.

Para realizar este teste, é necessário:

» Superfície plana.

» 4 cones.

» Cronômetro.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I UNIDADE II

Como para conduzir o teste:

» 3 cones são definidos com cinco metros de distância em linha reta.

» Um quarto cone é colocado a 10 metros do cone do meio para que os cones possam formar um “T”.

» O esportista começa no cone na base do T.

» O avaliador dá o sinal de “começar” e inicia o cronômetro.

» O sujeito corre para o cone meio e o toca.

» O sujeito vai então para o cone do lado (que está a 5 metros) e o toca.

» O sujeito vai depois para o cone da outra ponta do T (que está a 10 metros) e o toca.

» O sujeito volta para o cone que está no centro do T e o toca novamente.

» Então corre 10 metros para trás, para a base do T e toca o primeiro cone. Nesse momento paramos o cronômetro e registramos o tempo.

figura 22.

paramos o cronômetro e registramos o tempo. figura 22. fonte:

fonte: <http://www.ptgear.co.uk/wp-content/uploads/2012/05/cone-exercise-drills-9-300x278.png>

A análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores e futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar.

adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar. O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=-qbXjsPxCo4>

CAPítulo 2

Avaliação da flexibilidade

Nesse capítulo veremos os testes de flexibilidade/mobilidade mais relevantes e utilizados cientificamente.

teste modificado de sentar e alcançar

O objetivo deste teste é para acompanhar o desenvolvimento da flexibilidade do quadril e posterior tronco do sujeito.

Para realizar esse teste você vai precisar de:

» Uma caixa ou banco (normal ou especifico para esse teste).

» Um metro.

Para conduzir o teste:

Posição inicial:

» Sente-se no chão com as costas e cabeça contra a parede, as pernas totalmente estendidas com a parte inferior dos pés contra a caixa.

» Coloque as mãos em cima da caixa esticando os braços para frente, mantendo a cabeça e as costas contra a parede.

» Medir a distância entre as pontas dos dedos até a borda caixa. Esse será o ponto zero ou ponto de partida.

Movimento:

» Lentamente flexionar o tronco para frente tanto quanto possível deslizando os dedos ao longo da caixa.

» Mantenha a posição final para 2 segundos.

» Anote a distância alcançada em centímetros.

» Repita o teste três vezes e observe a melhor distância.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I UNIDADE II

figura 23.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I │ UNIDADE II figura 23. fonte: 101 performance evaluation tests. Caso você não

fonte: 101 performance evaluation tests.

Caso você não tenha a caixa específica para realizar esse teste você pode utilizar um banco ou caixas normais e medir com um metro a distância que o sujeito alcança com a ponta dos dedos.II figura 23. fonte: 101 performance evaluation tests. A análise dos resultados consiste em comparar o

A

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

e

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

resultado deva melhorar.

A seguir temos uma tabela de referência:

Tabela 14.

Sexo

Excelente

Acima da media

Media

Abaixo da media

Ruim

Masculino

>14cm

11-14cm

7-10cm

4-6cm

<4cm

Feminino

>15cm

12-15cm

7-11cm

4-6cm

<4cm

>15cm 12-15cm 7-11cm 4-6cm <4cm fonte: Davis b. et al., 2000. Existe uma calculadora

fonte: Davis b. et al., 2000.

Existe uma calculadora on-line para esse teste:

<http://www.pponline.co.uk/101Evaluations/modified%20sit%20and%20

reach%20test.htm>

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=Br6be7YEmKM>

teste de flexão do quadril (thomas test)

O objetivo deste teste é avaliar a flexibilidade dos flexores do quadril (iliopsoas).

O teste é realizado da seguinte forma:

» O sujeito deve estar deitado em decúbito dorsal.

UNIDADE II AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I

» O sujeito levanta o joelho esquerdo e, usando as duas mãos, puxar o joelho esquerdo contra o peito.

» A flexibilidade normal é indicada quando a perna direita permanece no chão.

» Os flexores do quadril são considerados encurtados se, à medida que tentam levantar o seu joelho esquerdo em direção ao seu peito, sua perna direita levanta do chão.

» Repita com a outra perna.

figura 24.

levanta do chão. » Repita com a outra perna. figura 24. fonte:

fonte: <http://d3rzbccgedqypw.cloudfront.net/content/jbjsam/93/2/150/f1.large.jpg>

A

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

e

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

resultado deva melhorar.

adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar. O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=7JjFBDcParA>

teste de flexibilidade estática dos tornozelos

O objetivo deste teste é avaliar a flexibilidade do tornozelo do sujeito. É muito utilizado em pessoas que tenham sofrido alguma lesão ou cirurgia do tornozelo ou do pé, a parte de indivíduos saudáveis.

Para realizar esse teste é necessário:

» Uma parede.

» Um metro.

Como conduzir o teste:

» Posicionar o pé com apoio do calcanhar no chão com os dedos tocando a parede.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I UNIDADE II

» O sujeito deve tentar tocar o joelho na parede sem despegar o calcanhar do chão.

» Caso o sujeito consiga, repetimos o teste com o pé a maior distância da parede.

» Marcamos a maior distância em que o joelho consegue tocar a parede sem despegar o calcanhar do chão.

» A distância é medida entre a ponta dos dedos e a parede.

» Repetimos o teste com os dois membros inferiores.

figura 25.

Repetimos o teste com os dois membros inferiores. figura 25. fonte:

fonte: <http://cdn.fix-knee-pain.com/blog/wp-content/uploads/2013/09/joint-mobility-dorsiflexion-drill.jpg>

A análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores e futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar.

adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar. O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=Ys5rRzlTHso>

teste de flexibilidade do ombro

O objetivo deste teste é avaliar a flexibilidade de ombro e do punho.

Para realizar este teste é necessário:

» Uma vara/barra/cabo/corda resistente de mínimo 45 cm.

» Metro.

UNIDADE II AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I

Como conduzir o teste:

Posição inicial:

» O sujeito deve estar deitado no chão em decúbito ventral com os membros superiores estendidos, segurando a vara com as duas mãos.

Movimento:

» Elevar a vara tão alta quanto possível, mantendo o nariz no chão.

» Medir a distância vertical da vara levanta do chão.

» Repita o teste 3 vezes e registre a melhor distância.

» É interessante marcar também a distância entre as mãos na vara.

figura 26.

também a distância entre as mãos na vara. figura 26. fonte:

fonte: <http://www.sportvital.cz/Images/Testy/Static%20flexibility%20test.gif>

A

análise dos resultados consiste em comparar o resultado atual com resultados anteriores

e

futuros do mesmo sujeito. Espera-se que, com o treino adequado, entre cada teste, o

resultado deva melhorar.

adequado, entre cada teste, o resultado deva melhorar. O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

O seguinte vídeo mostra a execução do teste:

<https://www.youtube.com/watch?v=8R9Nl26gxf4>

Tabela 15. Valores de normalidade.

Excelente

Acima de 31 cm

Bom

31-29 cm

Media

28-20 cm

Abaixo da média

19-15 cm

Ruim

Abaixo de 15 cm

fonte: Johnson e nelson, 1986.

AVALIAÇÕES ESPECÍFICAS I UNIDADE II

teste de flexibilidade do tronco (anterior)<