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Fisi 001F -

Colisões

1 0 semestre, 2017

O que é uma colisão?

Em Física, dá-se o nome de colisão a uma interação entre duas partículas (dois

corpos) cuja duração é extremamente curta na escala de tempo humana e onde há troca de momento linear e energia. Queremos estudar as possíveis situações finais depois que as partículas se afastam da região de interação.

m

1

Antes

  v 1
v 1

a Durante

região de interação. m 1 Antes   v 1 a Durante 2   v
2   v 2
2 
v 2

a

m

m

Depois 1   v 1 d
Depois
1
v 1
d
  v m 2 2
v
m
2
2

d

Exemplo: Atmosfera

Partículas carregadas do vento solar são aceleradas pelas linhas de campo magnético terrestre. Elas colidem com as moléculas da

atmosfera, que ganham energia interna (seus elétrons são “excitados”). Posteriormente, ao perder essa energia excedente, as moléculas emitem luz, criando a Aurora (Boreal ou

Austral).

Exemplo histórico: estrutura do átomo

Ernest Rutherford (1911): analisando o resultado do bombardeio de átomos de ouro com partículas alfa, criou o primeiro modelo para o átomo: um núcleo maciço duro e pequeno positivo, cercado por uma nuvem eletrônica negativa. Primeiro experimento de colisão de partículas sub-atômicas.

experimento de colisão de partículas sub-atômicas. Modelo de Thompson: previa deflexão pequena das partículas
experimento de colisão de partículas sub-atômicas. Modelo de Thompson: previa deflexão pequena das partículas

Modelo de Thompson: previa deflexão pequena das partículas alfa

de Thompson: previa deflexão pequena das partículas alfa Rutherford observou grandes deflexões, sugerindo um

Rutherford observou grandes deflexões,

sugerindo um núcleo duro e pequeno

previa deflexão pequena das partículas alfa Rutherford observou grandes deflexões, sugerindo um núcleo duro e pequeno

Exemplo: Partículas elementares

Criação de pares elétron-pósitron

Colisões entre partículas elementares (elétron-elétron, elétron-próton, etc.) são responsáveis por quase toda a informação que temos sobre as forças fundamentais da natureza (exceto a gravitacional).

Essas colisões são geradas a partir da aceleração das partículas elementares em grandes aceleradores de partículas (FermiLab,

SLAC e, no LHC, “Large Hadron

Collider”).

elementares em grandes aceleradores de partículas (FermiLab, SLAC e, no LHC, “Large Hadron Collider” ).

Exemplo: Colisões entre átomos/moléculas; reações químicas

Algumas orientações relativas não favorecem

a reação química

orientações relativas não favorecem a reação química Na verdade, a técnica de bombardear um alvo por

Na verdade, a técnica de bombardear um alvo por um feixe de partículas, estudando a seguir os resultados das colisões das partículas do feixe com o alvo, continua sendo, hoje em dia, um dos instrumentos mais poderosos em Física para um conhecimento melhor das chamadas “partículas elementares” e suas interações.

Exemplos: Colisões entre núcleos em estrelas, reatores

Exemplos: Colisões entre núcleos em estrelas, reatores C o r a ç ã o d o

Coração do reator nuclear

ç ã o d o r e a t o r n u c l e

Reação nuclear principal no Sol:

4 1 H + 2 e - 4 He + 2 neutrinos + 6 fótons

Energia liberada = 26 MeV

1 H: núcleo de hidrogênio 4 He: núcleo de He ou partícula

Uma das reações de fissão do 235 U:

235 U + n

236

U*

140 Xe + 94 Sr + 2n

Energia liberada

200 MeV

(reação em cadeia)

Características gerais de uma colisão

a) Forças de interação

As forças de interação entre duas partículas que colidem são forças muito intensas e agem durante um intervalo de tempo extremamente curto.

e agem durante um intervalo de tempo extremamente curto .   F F 12 21
  F F 12 21 m 1 m 2
F
F
12
21
m
1 m
2

Não é necessário conhecer-se exatamente a forma do gráfico F x t, pois não nos interessa saber o que acontece durante a colisão. O que interessa saber é como se encontra o sistema imediatamente depois da colisão, conhecendo-se como se encontrava imediatamente antes dela. Na realidade, é o resultado da colisão que poderá nos dar informações a respeito da força de interação no sistema que colide, e não o inverso. Essencialmente, é isso que se faz num acelerador de partículas como o

Fermilab ou o LHC.

Forças de interação

Impulso = área sob a curva (1D)

Forças de interação Impulso = área sob a curva (1D )   F  p

 

F

p

t

O resultado líquido da força de interação é fazer variar o momento linear das partículas. Pela 2 a lei de Newton:

t

f

t

i

Fdt

t

f

t

i

dp

dt

dt

p

f

p

i

dp

p

f



p

i

p

  p i dp   p  f    p i p

A integral temporal da força é chamada impulso da força:

J

t

f

t

i

F dt



p

Ou seja, a variação do momento linear da partícula

durante um intervalo de tempo é igual ao impulso da força

que age sobre ela neste intervalo.

Como não conhecemos F(t), recorremos à definição da força média durante o intervalo de tempo da colisão:

Então:

t

f

t

i

F dt

F

 

p Ft

ou

t

 

F

p

t

Exemplo: impulso numa colisão de bolas de bilhar.

Suponhamos que, ao ser atingida pela bola branca, uma bola de bilhar adquire a velocidade de 1,0 m/s.

m 0,3 kg

v 1,0 m/s

A variação de seu momento linear da bola atingida é, em módulo:

p mv 0,3 kg m/s J

,

que é o impulso transmitido pela bola branca na colisão.

Se o contacto dura

 

F

p

t

J

t

300 N

t

10 -3 s, a força média exercida na bola é

(Comparando

F

com a força peso das bolas, P

3 N, vê-se que

a força de interação é muito maior que as forças externas.)

b) Impulso e Momento linear total do sistema

Vimos que durante uma colisão as forças internas do sistema são >> que as forças externas que podem agir sobre ele. Durante a colisão podemos, pois, desprezar as forças externas e (já que o sistema é agora isolado) dizer que:

imediatamente após uma colisão, o momento total do sistema que colide é

igual ao momento total do sistema imediatamente antes da colisão.”

(Em realidade, o momento total se conserva também durante a colisão, mas o que acontece durante a colisão não é geralmente acessível às medidas). Se houver forças externas agindo sobre o sistema, é bom lembrar que o momento total não se conserva durante um intervalo de tempo finito qualquer, seja antes ou depois da colisão.

Da 3 a lei de Newton:

F 12



F

21

J

12



J

21

p

  

1

p

2

O momento linear é apenas transferido de uma partícula à outra.

p

1

d

p

1

a

p

1

a

p

2



p

a

p

1

d

2

d

p

2

p

d

2

a

p

P

a

2

a

p

P

d

2

d

Obviamente, recuperamos a lei de conservação de momento linear (impulso total nulo).

Força média de um jato de areia: colisões em série

Uma série de projéteis, todos com o mesmo momento linear, colide com um alvo fixo. Discutir a força média exercida sobre o alvo.

alvo fixo. Discutir a força média exercida sobre o alvo. Se a colisão é tal que

Se a colisão é tal que as

partículas são absorvidas:

 

p

mv

d

n

mv

a

mv

t

 

F

0

inc

mv

inc

Cada colisão transfere -p para o alvo, onde p é a variação de momento linear de um projétil em uma colisão. Se há n colisões num intervalo t, o

impulso total transferido ao alvo é:

J  n p

A força média correspondente é:

 

F

J

t



n

t

p

Se a colisão é tal que as

partículas ricocheteiam:

 

p

mv

F

d

mv

a

n

t

 2



mv

mv

inc

inc

mv

inc

 2

mv

inc

c) Energia cinética total: Colisões elásticas e inelásticas

Já vimos que colisões, por envolverem basicamente apenas forças internas,

conservam o momento linear. E a energia?

Embora a energia total seja sempre conservada, pode haver transformação da

energia cinética inicial (inicialmente só há energia cinética) em outras formas de energia (potencial, interna na forma de vibrações, calor, perdas por geração de ondas sonoras, etc.).

Se a energia cinética inicial do sistema é totalmente recuperada após a

colisão, a colisão é chamada de colisão elástica

Se não, a colisão é chamada de colisão inelástica. Note que se houver aumento da energia cinética (quando há conversão de energia interna em cinética: explosão), a colisão também é inelástica.

Em uma colisão elástica

K

a

K

d

Colisões elásticas unidimensionais

Antes:

Depois:

Lembramos que:

v 1 a m 1
v
1
a
m
1

v 1 d
v
1
d

m 1

 v 2 a m  2 v 2 d m 2
v 2
a
m
2
v
2
d
m
2

K

1 1

2

mv

2

2

m

mv

2

2

p

2 m

Assim, as equações básicas para uma colisão elástica são:

p

1

p

  2

p

2

a

p

2

2 a

2

m

2

p

1

a

2

1 a

m

1

d

p

p

2

1

d

2

m

1

2

d (Conservação de momento linear)

p

2

2

d

2m

2

( Conservação de energia cinética)

Colisões elásticas unidimensionais

p

p

2

a

p

1

p

2

2

a

2

m

2

1

p

a

2

1 a

2

m

1

d

p

p

2

1

d

2

m

1

No caso unidimensional, estas equações são

suficientes para determinar o estado final do

sistema, conhecido o estado. Não o são para o

2

d

2

p

2

d

2m

2 caso bidimensional.

Sendo dada a razão entre as massas

m v  m v  m v  m v 1 1 d 2
m v
m
v
m v
m
v
1
1
d
2
2
d
1
1
a
2
2
a
2
2
2
2
m v
m v
m v m v
1
1d
2
2
d
1
1
a
2
a
k
(
v
v
)
 v v
(
)
1d
1a
2d
2a
(1)
k
(
v
2
v
2
)
 v v
(
2
2
)
1d
1
a
2
d
2
a
(2)

k

m

1

m

2

(ou as massas

m

1

e m

2

), escrevemos:

Dividindo ambas equaçoes por m2

Eliminando-se as soluções triviais

v

1

d

v

1

a

e

v

2d

v

2a

,

podemos dividir (2) por (1), obtendo:

( v v v 1d 1a k v   v ) 1 d 1
(
v
v v
1d
1a
k v
v )
1
d
1
a

(

  v v v

2

d

2d

2

a

2a

)

ou, finalmente

:

v kv 1d
v kv
1d

1

v v   kv v v v

d

2

2d

d

(

1

a

1a

2

2a

a

)

A equação (4) mostra que a

(3)

(4)

velocidade relativa troca de sinal em toda colisão

elástica unidimensional, ou seja, ela é simplesmente invertida pela colisão.

De (3) e (4) tira-se que:

v 1 d

v 2 d

(

k

1)

v

1

a

2

v

2

a

 

k 1

 

2

kv

1

a

(

k

1)

v

2

a

k 1

Somando 3 com 4

Explicitando v2d na eq. 4 e substituindo

o resultado anterior

Explicitamente em termos das massas das partículas, podemos escrever:

2 1 d    1 a     2 a m
2
1 d
1
a
2
a
m
 m
1
m
 m
2
1 2
2
m
 m
 m
1
1 2
v
 v  
v
2 d
1
a
2
m
m
a
m
 m
1
2
1 2

v

m

 

 
1

m

v  

2 m

2


v

Colisões elásticas unidimensionais: casos particulares

(1) massas iguais: (k =1)

v

v

1

d

2

d

v

2

v

1

a

a

( o estado final do sistema é idêntico ao estado inicial: As partículas trocam de

velocidades!

Em particular, se a partícula

alvo está inicialmente em repouso, a partícula incidente para após a colisão, como no bilhar. Isto é:

se

v

2

a

0

v

1

d

0.

(

v

aprox

v

afast

)

Antes:

Depois:

v 1 a m 1 m 2
v
1
a
m
1 m
2

v 1 a m 1 m 2
v
1
a
m
1 m
2

Colisões elásticas unidimensionais: casos particulares

(2) Alvo em repouso (

v

v

1 d

2 d

  m

m

1

m

2

1

m

2

v

1

a

2 m

1

m

1

m

2

v

1

a

Resultam:

v

1

d

v

2 d



v

1

a

2 m

1

v

m

2

1

a

 v

1

a

m m

1

)

2

v 1 a m 1
v 1
a
m
1

v 1 d m 1 ( v aprox
v 1
d
m
1
(
v
aprox
m 1 ) 2  v 1 a m 1  v 1 d m 1
m 2  v 2 m 2 v ) afast
m
2
v 2
m
2
v
)
afast

d

A partícula incidente reverte sua velocidade e a partícula alvo passa a se mover lentamente, praticamente permanecendo em repouso.

Colisões elásticas unidimensionais: casos particulares

(3) Alvo em repouso (

v

v

1 d

2 d

  m

m

m

2

1

v

1

m

2

1

a

2 m

1

m

1

m

2

v

1

a

Resultam:

v

v

1

2

d

d

v

1

a

2

v

1

a

m m

1

)

2

Antes

Depois

 v 1 a m m 2 1  v 1 d m 1
v 1
a
m
m
2
1
v 1
d
m
1

v 2 d m 2
v 2
d
m
2

A partícula incidente não “sente” a colisão. A partícula alvo passa a se mover com o dobro da velocidade da partícula incidente.

Colisões unidimensionais totalmente inelásticas

antes

 

v 1 a m 1
v 1
a
m
1
v 2 a
v 2
a

m

2

depois

 v d m +m 1 2
v
d
m +m
1
2

Neste tipo de colisão, a partícula incidente “gruda” na partícula alvo. Pode-se provar que essa situação representa a perda máxima de energia cinética numa colisão inelástica em uma dimensão.

m v

1

1

a

m

2

v

2

a

m

1

m

2

v

d

v

d

m v

1

1

a

m v

2

2

a

m

1

m

2

v

CM

Como o centro de massa coincide com as duas partículas“grudadas”, elas têm que se mover com a velocidade do centro de massa, que se mantém constante. A energia cinética final é a energia cinética associada ao movimento do CM.

Exemplo: Pêndulo balístico

Uma bala se aloja num bloco de madeira e o conjunto se eleva de uma altura h.

Qual é a velocidade da bala imediatamente antes da colisão?

Colisão totalmente inelástica:

m v

1

1

a

(m

1

m

2

)v

d

v

f

m

1

m

1

m

2

v

1 a

Conservação de energia mecânica após a colisão:

1

2

(

m

1

m

Então:

2

v

)

v

2

d

1 a

Numericamente, se:

 m  gh m 2 1 m  m 1 2 2 gh m
m
gh
m 2
1
m
 m
1
2
2 gh
m
1

v

d

2 gh
2
gh
  v v 1 a 1 a
v
v
1
a
1 a

m

1

m

2

10 g

4 kg

h 5cm

v

1 a

4,01  2  9,8 0,05 m/s  0,01
4,01
2 
9,8 0,05 m/s
0,01

400 m/s

1.400 km/h

Colisões elásticas bidimensionais

Antes

v 1 a m 1 m 2
v
1
a
m
1
m
2

Vamos considerar a partícula-alvo em repouso (v 2a =0)

p

1

a

p

p

2 d

( Conservação de momento linear)

Depois

v 1 v 1 sen  d d 1 v 1 cos d 1 
v 1
v 1
sen 
d
d
1
v 1
cos
d
1
1
2
v 2
d cos
2
 v
sen 
2
d
2
v
2
d
 p  p 1 d 2 d  p 1 a
p
p
1
d
2
d
p
1
a

Esses 3 vetores definem um plano,

chamado de plano de colisão. Portanto, a colisão sempre ocorre em um plano (bi-

dimensional).

Colisões elásticas bidimensionais

Antes

v 1 a m 1 m 2
v
1
a
m
1
m
2

Conservação do momento linear:

p

1

a

0

p

1

1

d

p

d

cos

1

p

sen

1

p

2

2

d

d

cos

2

sen

2

Conservação da energia cinética:

p

2

1 a

2

m

1

p

2

1

d

2

m

1

p

2

2

d

2m

2

Depois

v 1 v 1 sen  d d 1 v 1 cos d 1 
v 1
v 1
sen 
d
d
1
v 1
cos
d
1
1
2
v 2
cos
d
2
 v
sen 
2
d
2
v
2
d

Colisões elásticas bidimensionais

2

1

a

p

p

2

1 a

p

0

p

1

d

cos

1

d

sen

2

1

p

1

d

1

p

p

p

2

d

2

2

d

d

cos

2

2

sen

2

m

1

2

m

1

2m

2

Se tivermos m 1 , m 2 e p 1a , teremos 3 equações e 4 incógnitas (p 1d , p 2d , 1 , 2 ). O sistema é indeterminado. Precisamos

de mais informação. Por exemplo, o

parâmetro de impacto b da colisão de bolas de bilhar.

parâmetro de impacto
parâmetro de
impacto

Obs: supondo que a força entre as bolas é exatamente normal à superfície no ponto de contato, 2 fica definido a partir de b (a obtenção de 2 a partir de b requer sempre um modelo para a força de interação)

Colisões elásticas bidimensionais : massas iguais

Nesse caso, podemos obter um resultado simples

2

2

2

p

p

1

d

2

m

1

p

2

d

2 m

2

1 a

2

1 a

2

p

p

m

1a

2

1 a

1

p

p

p

2d

2

2

p

d

2

1a

2

(

2

p

p

1d

2

1

d

p

1

d

p

p

p

d

2

1

d

1

d

Igualando as duas equações:

p

1 f

p 0

2 f

p

p

2

2

2

d

d

)

Conservação de energia cinética

(

p

1

d

p

2

d

)

Conservação de momento linear

1

2

90

o

É assim mesmo na mesa de sinuca?

1

2

90

o ?

Na verdade, o movimento de rotação

da bola branca, complica a análise. Embora

as bolas saiam da colisão com direções

perpendiculares entre si, após um curto

tempo a bola branca toma um rumo

diferente!!

saiam da colisão com direções perpendiculares entre si, após um curto tempo a bola branca toma

Exemplo: Transferência de momento linear

Numa colisão elástica, uma partícula de massa m 1 =1,0 kg incide com velocidade v 1a =10 m/s numa partícula de massa m 2 =2,0 kg, inicialmente em repouso. Se a colisão deflete a partícula 1 de um ângulo de 1 = 30 o , qual é a velocidade da partícula 2 após a colisão?

 p  p cos   p cos  1 a 1 d 1
 p
p
cos
p
cos
1
a
1
d
1
2
d
2
0
p
sen
p
sen
1
d
1
2
d
2
v
1
a
m
1
m
2

Da conservação de energia cinética:

p

2

1 a

2

m

1

p

2

1

d

2

m

1

p

2

2

d

2m

2

v

v sen  v 1 d 1 1 d v 1 cos d 1 
v
sen 
v
1
d
1
1
d
v 1
cos
d
1
1
2
v
d cos
2
2
sen 
2
d
2
v
2
d

Exemplo: Transferência de momento linear (cont.)

 p  p 1 d 2 d  p 1 a
p
p
1
d
2
d
p 1
a

Da figura temos:

p   p   p   2 d 1 a 1 d
p 
p 
p 
2
d
1
a
1
d
2
p
(
p 
p
)
(
p 
p 
)
2 d
1
a
1
d
1
a
1
d
2
 p
2
 p
2
2
p
p
cos
p 2 d
1
a
1
d
1
a
1
d
1
(1

)
p
2
2
p
cos
p
p
2
1 d
1
a
1
1
d
1
a
Substituindo os valores temos:
10 100
v
2
v
 0
1 d
1 d
3
3

Da conservação de energia cinética:

p

2

1 a

2

m

1

p

2

1

d

2

m

1

p

2

2

d

2m

2

Reescrevendo com = m 2 /m 1 :

  p 2  p  p 2 2 2d 1 a 1 d
p
2
 p  p
2
2
2d
1
a
1 d
2
Comparando
p 2d
:
(1
 
)
0

63

2

0

v

1 d

9,3

/

m s

v

2 d

2,6

/

m s

Exercício prposto 1

Colisão elástica

Uma bola de gude de 10g desloca-se com velocidade de 0,4m/s da

direita para esquerda sobre uma pista horizontal sem atrito e

colide frontalmente com outra bola de gude de 30g que se desloca com velocidade de 0,2m/s da esquerda para direita.

A) determine o modulo, direçao e o sentido de cada bola de gude depois da colisao.

B) Calcule a variaçao do momento linear para cada bola.

c) Calcule a variaçao da energia cinetica para cada bola.

B) Calcule a variaçao do momento linear para cada bola. c) Calcule a variaçao da energia

Exercício prposto 2 Um móvel A de massa M move-se com velocidade constante V ao longo de

um plano horizontal sem atrito. Quando o corpo B, de massa M/3, é solto,

este se encaixa perfeitamente na abertura do móvel A. Qual será a nova velocidade do conjunto após as duas massas se encaixarem perfeitamente?

VAB=3/4v

do móvel A . Qual será a nova velocidade do conjunto após as duas massas se

Exercício proposto 3 Um carro de corrida de 800kg entra numa curva com velocidade 30m/s e sai com velocidade de igual

modulo, porem numa direção perpendicular a inicial,

Tendo sua velocidade sofrido uma rotação de 90graus. Determine a intensidade do impulso recebido pelo

carro.