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CURSO INTEGRADO

1º ANO

Turmas: 1A ELT / 1B ELT

APOSTILA DE MEDIDAS
APOSTILA DE MONTAGEM
APOSTILA DE PAINEL

ALUNO: _______________________________________________ TURMA: _______
Tel. de contato em caso de perda da apostila: _______________

CEFET-RJ: Av. Maracanã, 229 – bloco B / 3º andar Rio de Janeiro - RJ 20271-110 / Brasil
Telefone: 2566 3153 / 2566 3197
e-mail: coordelt@gmail.com

Equipe de Professores 2015

Adriano Martins Moutinho
Alberto Jorge Silva de Lima
André de Souza Mendes
Antonio José Caulliraux Pithon
Aridio Schiappacassa de Paiva
Carlos Alberto Gouvêa Coelho
Carlos Artexes Simões
Edgar Monteiro da Silva
Eduardo Henrique Gregory Pacheco Dantas
José Bastos
José Carlos Andrades
José Fernandes Pereira
José Mauro Kocher
Mauro da Silva Alvarez
Milton Simas Gonçalves Torres
Paulo César Bittencourt (Cedido da UNed de Petrópolis)
Paulo José Monteiro da Cunha
Péricles Freire dos Santos
Rui Márcio Carneiro Arruda

Coordenador do Curso: José Fernandes Pereira
Coordenador de Laboratório: Péricles Freire dos Santos

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório CURSO INTEGRADO 1º ANO

1

......... 14 5ª PRÁTICA ... 43 2ª PRÁTICA ............................................................................................... 48 MONTAGEM DE PONTEIRAS DE PROVA ...................................................................................................... PROTEÇÕES E CHAVEAMENTOS ..................................................................................................................................................................................... 59 4ª PRÁTICA ...................................................... 61 MONTAGEM DE ALARME COM O CI NE 555.....................................................................................................PROTOBOARDS E MONTAGENS PARA MEDIDAS........................ 42 1ª PRÁTICA ................................................................................................................................................................................................................. 140 2 .................. 84 3ª PRÁTICA .....................................CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório CURSO INTEGRADO 1º ANO SUMÁRIO APOSTILA DE MEDIDAS 1 ...................................................... 6 3ª PRÁTICA ................................................ 4 2ª PRÁTICA ........................................................... 140 USO DO OSCILOSCÓPIO E DO GERADOR DE SINAIS ............................ 116 6ª PRÁTICA ............................................................................................................................................................. 43 NORMAS E PROCEDIMENTOS BÁSICOS.................................. 11 MEDIDA DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA E COMPROVAÇÃO DE LEI DE OHM ............................................................................................................................................................................................... 48 3ª PRÁTICA .............................. 59 MONTAGEM DE REDUTOR DE POTÊNCIA ........................................................................................................................ FERRAMENTAS E MATERIAIS ................................................................................................... 113 5ª PRÁTICA ................................................. 72 1ª PRÁTICA ..... 18 DIODO SEMICONDUTOR ........................................................................................................................................................................................................................................ 124 7ª PRÁTICA .... 14 CIRCUITO SÉRIE DE CORRENTE CONTÍNUA E LED – DIODO EMISSOR DE LUZ ................................................................................................... 61 5ª PRÁTICA ....................................................................................................................................................................................................................................................... 30 APOSTILA DE MONTAGEM ... 21 OSCILOSCÓPIO ANALÓGICO . 131 COMPONENTES ELETRÔNICOS – INDUTORES............................... 59 PARA FERRO DE SOLDAR .................... 116 PILHAS E BATERIAS .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 64 MONTAGEM DE CABO BLINDADO ............................... 21 7ª E 8ª PRÁTICAS ................................................................. 131 8ª PRÁTICA ....................................... 30 FILTRO CAPACITIVO ........................................................ 6 MEDIDAS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA E DE TENSÃO COM MULTÍMETROS ANALÓGICO E DIGITAL ...................................................................................................................................................................................................................................................................................... 84 CIRCUITOS ELÉTRICOS........................................................................................................ 73 2ª PRÁTICA .... 113 MEDIDA DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA E COMPROVAÇÃO DE LEI DE OHM .......................................................................................................................................................................................................... 124 COMPONENTES ELETRÔNICOS .................................................... 108 MEDIDAS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA E DE TENSÃO COM MULTÍMETROS ANALÓGICO E DIGITAL ................................... 108 4ª PRÁTICA ................................................................................................................................................................................................................................................................ 18 6ª PRÁTICA .............................. 3 1ª PRÁTICA ................ TRANSFORMADORES E TRANSDUTORES ELETROACÚSTICOS ............................................................................................................................ FIOS........................................... 11 4ª PRÁTICA ........................................................................................ 73 RESISTORES ... 4 RESISTORES FIXOS: CÓDIGO DE CORES E MEDIDA DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA ........................................... 30 RETIFICAÇÃO COM DIODO DE JUNÇÃO .......................................................................CAPACITORES ............................................................. 64 APOSTILA DE PAINEL ........................................

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 APOSTILA DE MEDIDAS 1 3 .

O fabricante do resistor indica.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 1ª PRÁTICA RESISTORES FIXOS: CÓDIGO DE CORES E MEDIDA DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA OBJETIVOS • Decodificar os resistores fixos. A cor da terceira faixa corresponde ao multiplicador. cuja unidade é o watt (símbolo: W). A cor da quarta corresponde à sua tolerância. corresponde a sua potência nominal. São fabricados resistores desde alguns décimos de ohms até alguns milhões de ohms. cujo símbolo é a letra grega Ω (ômega). os valores nominais dos resistores sofrem desvios para mais ou para menos. são chamados de resistores de precisão. • Medir resistores com o multímetro digital. ele se aquece e dissipa uma certa quantidade de energia. Quando um resistor é atravessado por uma corrente elétrica. Os resistores axiais que não são de precisão apresentam quatro faixas coloridas no corpo. a menos que possa dissipar para o ambiente essa energia térmica. O seu tamanho. A cor da primeira faixa corresponde ao primeiro algarismo significativo. associado à sua tecnologia de fabricação. Essa última faixa fica mais afastada do extremo do componente. Para a leitura do valor nominal e da tolerância. através da potência nominal e de seu tamanho. Esse aquecimento pode danificar o resistor. o calor suportado e dissipado por ele. 1%. dada em ohm. ficando o resistor a uma temperatura inferior à de destruição. Desse modo. Os resistores com tolerância inferiores a 5% (ex. 4 . seguindo tal código. 2%). utiliza-se um código de cores universal. enquanto a primeira fica próxima. A cor da segunda corresponde ao segundo algarismo significativo. • Justificar as discrepâncias encontradas. Todo resistor tem como principal característica o valor nominal. utilizando o código de cores correspondente. o resistor deve ter um tamanho tal que todo o calor gerado seja rapidamente transferido ao meio ambiente. Em sua fabricação. denominados de tolerância nominal. INTRODUÇÃO Resistor é um dispositivo cuja finalidade principal é introduzir uma resistência elétrica em um circuito eletro-eletrônico. As tolerâncias mais comuns são 5% e 10%.

ao segundo e ao terceiro algarismo significativo. ao primeiro. . 10 10% SEM COR . . respectivamente. Tabela do código de cores para resistores fixos com quatro faixas 1ª FAIXA 2ª FAIXA 3ª FAIXA 4ª FAIXA CORES (1ª cor) (2ª cor) (3ª cor) (4ª cor) 1º dígito 2º dígito multiplicar por tolerância 0 PRETO 0 0 10 1 MARROM 1 1 10 1% 2 VERMELHO 2 2 10 2% 3 LARANJA 3 3 10 4 AMARELO 4 4 10 5 VERDE 5 5 10 6 AZUL 6 6 10 7 ROXO 7 7 10 CINZA 8 8 - BRANCO 9 9 - -1 OURO . . meça com o multímetro (valor real) e preencha o quadro abaixo. . sendo que a primeira. 10 5% -2 PRATA . 20% MATERIAL UTILIZADO Resistores.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 Os resistores de precisão possuem cinco faixas coloridas em seu corpo. Resistores Valor 1ª cor 2ª cor 3ª cor 4ª cor 5ª cor Tolerân Valor Nominal (se houver) cia Real 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 5 . a segunda e a terceira faixa correspondem. desde que se inclua mais uma faixa (3º dígito). PROCEDIMENTO 1) Leia o valor de cada resistor (nominal). a quarta faixa de cor corresponde ao multiplicador e a quinta corresponde à tolerância. a tabela a seguir também vale. Neste caso.

em seguida.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 2ª PRÁTICA MEDIDAS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA E DE TENSÃO COM MULTÍMETROS ANALÓGICO E DIGITAL OBJETIVOS • Medir resistores com o multímetro analógico e com o multímetro digital. corrente contínua (ADC ou A…) e. o painel frontal do e. 6 . • Medir tensões contínuas com o multímetro analógico e com o multímetro digital. em alguns casos. tensão contínua (VDC ou V…). MULTÍMETRO ANALÓGICO Temos. abaixo. a descrição de seus controles. resistência (R ou Ω). corrente alternada (AAC ou A~). INTRODUÇÃO O multímetro é um aparelho eletrônico que possibilita medidas de tensão alternada (VAC ou V~).

2. Terminal "COM". Escala de tensão e corrente DC. utilizaremos o multímetro analógico como medidor de resistência elétrica (função ohmímetro). Conecte a ponta de prova preta. valor igual a ZERO. seguiremos os procedimentos abaixo: 1. 6. de acordo com o valor do resistor a ser medido. Parafuso de ajuste do "ZERO". PROCEDIMENTO 1 A) Inicialmente. 4. corrente DC (exceto para corrente de 10 A e tensão de 1000 V DC). 9. R4 = 560 kΩ. Conecte as pontas de prova nos terminais "COM" e "VΩA" do multímetro.2 MΩ Multímetro Analógico. R3 = 270 kΩ. Note que a chave multiplica (X1. 8. 10. Multiplique o valor encontrado pela escala escolhida. X1 kΩ) os valores marcados na escala de Ohms. Selecione a chave seletora de funções para a escala de resistência apropriada. 3. Botão de ajuste de "ZERO Ω". na escala de resistência.Terminal para medidas de resistência. 4. Chave Seletora de Funções. Escala de resistência (Ω). Encoste uma ponta de prova na outra e ajuste o botão "ajuste de Zero Ω" até que o ponteiro indique. Observações 7 . Identifique os resistores utilizando o código de cores. Escala de ganho de transistor (hFE).CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 DESCRIÇÃO DOS CONTROLES DO MULTÍMETRO ANALÓGICO 1. Escala de tensão AC. O valor encontrado equivale ao valor da resistência oferecida pelo resistor escolhido. Terminal para medir corrente de 10 A DC. Conecte a ponta de prova vermelha neste terminal ("VΩA"). 5. Apanhe uma resistência e conecte as pontas de prova em seus terminais. Escala para verificação das condições da bateria. 11. X100. R2 = 82 kΩ. 7. MATERIAL UTILIZADO Resistores: R1 = 33 kΩ . Para esta utilização. Escala de decibéis (dB). Multímetro Digital. 3. Anote na tabela apresentada na última página. Pilhas e Fonte de Alimentação DC Ajustável. Conecte a ponta de vermelha neste terminal. 6. e 7. 5. 12. 13. Leia o valor indicado na escala de resistência. tensão AC/DC. Terminal para encaixe do transistor. 2. R5 = 2.

3) Não se deve tocar ambas as pontas de prova com os dedos ao fazer as medidas. Por exemplo. terá de multiplicar a leitura feita nessa escala por 10. Para esta utilização. Note que a posição da chave indica o maior valor de tensão da escala. Selecione a chave seletora de funções para a escala de tensão contínua apropriada. Anote na tabela apresentada na última página. Encontre. Apanhe uma pilha e encoste as pontas de prova em seus terminais. será necessário desenergizar o circuito e dessoldar um de seus terminais. se você colocar a chave em 100 V e o final da escala for 10 V. Repita para outra(s) pilha(s) e para a fonte de tensão (saída DC). 4. Leia o valor indicado na escala de tensão. 2. Faça a conversão do valor lido na escala graduada. não inverta!).CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 1) Se não for possível o ajuste de "ZERO" nas escalas de resistência. B) Agora utilizaremos o multímetro analógico como medidor de tensão elétrica (função voltímetro). o componente (resistor) tem de estar desligado de qualquer circuito. ela termina com o mesmo valor da chave ou com um múltiplo ou submúltiplo dele. Conecte as pontas de prova nos terminais "COM" e "VΩA" do multímetro. observando a polaridade (vermelho no positivo e preto no negativo. 6. de acordo com o valor da tensão a ser medida. pois a resistência do corpo humano pode alterar o resultado. a bateria do multímetro está fraca e deve ser trocada. a escala correspondente à posição da chave. de acordo com a relação entre o máximo dessa escala e a posição da chave seletora. 2) Para medir resistência. 5. e 7. 8 . Identifique o valor nominal de tensão das pilhas. Observação Para converter o valor lido na escala graduada multiplique-o pela relação entre o valor de fim de escala e o valor no qual se encontra a chave. seguiremos os procedimentos abaixo: 1. no mostrador. Se ele estiver soldado em um circuito. 3.

usado junto com o “COM”. Note que a chave indica o maior valor que pode ser medido naquela escala. Selecione a chave seletora de funções para a escala de resistência apropriada. para qualquer medição. 2. 7.permite o acesso ao compartimento da bateria interna. 2. Identifique os resistores utilizando o código de cores. 4. Leia o valor indicado diretamente no mostrador. Interruptor de alimentação .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 MULTÍMETRO DIGITAL Descrição dos controles do multímetro digital. para sua troca. 6. Terminal de entrada "V Ω A" . Para esta utilização. 3. Parafuso da caixa . 5. para evitar o esgotamento da bateria interna. para manutenção.nele é ligada a ponta de prova preta.seleciona a grandeza que se quer medir e o fundo de escala (alcance). Chave rotativa . Conecte as pontas de prova nos terminais "COM" e "VΩA" do multímetro. deve ser sempre desligado quando se termina o uso. esta ponteira é ligada ao negativo ( . PROCEDIMENTO 2 A) Nesta etapa utilizaremos o multímetro digital como medidor de resistência elétrica (função ohmímetro).liga e desliga o aparelho. 3. 5. somente para o alcance de 10 A. Apanhe uma resistência e conecte as pontas de prova em seus terminais.). de acordo com o valor do resistor a ser medido. Tampa da bateria . sendo ligada nele a ponta de prova positiva (vermelha). 4. 9 . Terminal de entrada "COM" . seguiremos os procedimentos abaixo: 1. 8. se a grandeza medida for contínua. Terminal de entrada de "10 A" . 1. se a grandeza medida for contínua. Mostrador . esta ponteira é ligada ao positivo ( + ).onde o valor (magnitude) da grandeza é lido.permite o acesso ao interior do instrumento. para qualquer medição.nele é ligada a ponta de prova vermelha.

Leia o valor indicado diretamente no mostrador. 4. 2) Se você não sabe o valor da tensão (ou corrente) que vai medir. Identifique o valor nominal de tensão das pilhas. Observações 1) O aparecimento do número 1 no canto esquerdo do mostrador do multímetro digital indica que o valor a ser medido é maior que o limite da escala escolhida. isso não importa. essa indicação aparece com as letras OL. 3. seguiremos os procedimentos abaixo: 1. Isto vale para resistência. Anote na tabela apresentada na última página. Note que a posição da chave indica o maior valor de tensão da escala. 2. Repita para outra(s) pilha(s) e para a fonte de tensão DC. Para resistência. Selecione a chave seletora de funções para a escala de tensão contínua apropriada. até fazer uma leitura diferente. tensão e corrente.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 O valor encontrado equivale ao valor da resistência oferecida pelo resistor escolhido. aumente a escala. Anote na tabela apresentada na última página. Em alguns multímetros. se inverter. observando a polaridade (vermelho no positivo e preto no negativo. TABELAS Resistência Valor Real Valor Nominal Multímetro Analógico Multímetro Digital R1 = R2 = R3 = R4 = R5 = Tensão Valor Real Valor Nominal Multímetro Analógico Multímetro Digital Pilha 1 = Pilha 2 = Fonte = 10 . B) Agora utilizaremos o multímetro digital como medidor de tensão elétrica (função voltímetro). 5. Apanhe uma pilha e conecte as pontas de prova em seus terminais. aparecerá um sinal de menos no mostrador). em inglês). Conecte as pontas de prova nos terminais "COM" e "VΩA" do multímetro. de acordo com o valor da tensão a ser medida. comece da maior escala e não da menor. abreviatura de overload (sobrecarga. Para esta utilização.

também temos: I = E e R = E R I Um recurso para memorizar as relações da Lei de Ohm é o triângulo ao lado. O circuito é dito fechado quando a fonte e a carga (no caso. e temos E/R. você pode obter o valor da terceira. o resistor) estão interligadas. • Ajustar a fonte de tensão. além da equação já fornecida para a Lei de Ohm. • Comparar os valores medidos com os calculados pela Lei de Ohm INTRODUÇÃO A Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica. desenvolve sobre ele uma queda de tensão E. Cubra E. Portanto. Assim. Tendo o valor de duas das grandezas indicadas. cubra I. E é uma fonte de tensão. que é diretamente proporcional ao valor do resistor: E=IxR I No circuito ao lado. R I 11 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 3ª PRÁTICA MEDIDA DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA E COMPROVAÇÃO DE LEI DE OHM OBJETIVOS • Medir o valor dos resistores fornecidos. na maioria das vezes. aparece a relação entre as E demais. e temos R x I. o valor da tensão presente nos terminais da fonte (E) é o mesmo da tensão presente nos terminais do resistor. Se você cobrir com o dedo a grandeza que quer calcular. e temos E/I. como tendo resistência nula (igual a zero ohm). ao percorrer um resistor. cubra R. • Montar o circuito proposto. • Medir a tensão elétrica e a corrente elétrica no circuito. Os fios (condutores) que interligam os componentes do circuito são considerados. R é um resistor e I é corrente elétrica que circula no E R circuito fechado.

Ligue a fonte e gire o potenciômetro até ler no medidor o valor da tensão desejada. ou seja.Monte o circuito.Ajuste a fonte de tensão em 12 volts. em paralelo à fonte de tensão. ligue a ponteira preta ao terminal de massa (preto) da fonte e a ponteira vermelha ao terminal +V (vermelho) da fonte. com um resistor de cada vez.7 kΩ • 1 resistor de 15 kΩ • 1 resistor de 33 kΩ • 1 resistor de 47 kΩ • Protoboard • Fonte de Alimentação DC Ajustável • Multímetro PROCEDIMENTOS 1.Meça o valor de cada resistor e anote. E R 12 . coloque o multímetro digital na função VDC. Para isso. fundo de escala em 20 V. 3. Isso é importante para o cálculo correto das grandezas no circuito.7 kΩ 15 kΩ 33 kΩ 47 kΩ 2. Valor nominal (lido) Valor real (medido) 4.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 MATERIAL UTILIZADO • 1 resistor de 4. Confira a polaridade do instrumento e se o potenciômetro da fonte está na posição mínima (todo para a esquerda).

d) Ligue o multímetro entre a fonte e o resistor e meça o valor da corrente. calculando o valor da intensidade da corrente. b) Na chave seletora. usando para isso o valor real dos resistores. da seguinte maneira. 5. em cada caso. Compare os valores calculados e os medidos. c) Desligue o terminal positivo da fonte do resistor. Resistores Tensão medida Intensidade da Intensidade da corrente medida corrente calculada R1 = R2 = R3 = R4 = 13 . entre os extremos do resistor.Repita os itens 1 a 6 para cada um dos resistores.Meça a tensão elétrica sobre o resistor e anote no quadro adiante.Aplique a tensão elétrica. Se necessário.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 4. conforme indicado no circuito. a) Ligue a ponta de prova vermelha do multímetro no terminal mA e a preta em COM. 8. ajustada. para uma leitura mais precisa. coloque na escala de 20 mA. anotando no quadro adiante. diminua a escala.Meça a intensidade da corrente elétrica no circuito. E R 7.Complete a tabela. E R 6.

• Medir a resistência equivalente. Assim. a Req do circuito é R1 + (R2 // R3). Para realizar medições nesses circuitos é necessário identificar o tipo de associação. para entender o funcionamento do aparelho e verificar se as medidas indicam funcionamento correto. • Calcular as grandezas elétricas no circuito. 14 . a cada parte do circuito identificada como uma dessas duas associações (série ou paralelo) devem ser aplicadas suas respectivas propriedades. paralelo e misto. • Medir as correntes elétricas e tensões elétricas nos diversos pontos dos circuitos. já vistas na matéria de Eletricidade. A resistência equivalente dessa associação forma uma série com R1. em seus circuitos. Logo. APLICAÇÕES Os equipamentos eletrônicos possuem. Exemplo: R1 E R2 R3 Os resistores R2 e R3 formam uma associação em paralelo.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 4ª PRÁTICA CIRCUITO SÉRIE DE CORRENTE CONTÍNUA E LED – DIODO EMISSOR DE LUZ OBJETIVOS • Montar os circuitos propostos. diversos resistores. • Ajustar a fonte de tensão. daí ser também chamado de circuito série-paralelo. 1ª Parte: CIRCUITO MISTO DE CORRENTE CONTÍNUA INTRODUÇÃO Um circuito misto é aquele que pode ser analisado como a reunião de circuitos série e paralelo. • Comprovar as características de um circuito misto de corrente contínua. • Identificar o efeito do circuito aberto e do curto-circuito na associação mista. que formam circuitos dos diversos tipos: série. • Polarizar e acender um LED.

R2 = 15 kΩ. 4.Calcule e meça as tensões.Monte o circuito abaixo. V AB V BC V CD VTOTAL Valor Calculado Valor Medido 5. completando o quadro abaixo. Req = _______ (calculada) Req = _______ (medida) 3. R4 = 47 kΩ e R5 = 68 kΩ. coloque um fio em seu lugar e meça ITOTAL. R2 R1 A B C E R3 R4 R5 D 2. VTOTAL e VCD. VTOTAL e VBC. O que significa a retirada desse resistor? ITOTAL = ________ VTOTAL = ________ VCD = ________ 7.Sem aplicar a fonte E. completando o quadro abaixo. O que significa a substituição desse resistor pelo fio? ITOTAL = ________ VTOTAL = ________ VBC = ________ 8. IR1 IR2 IR3 IR4 IR5 ITOTAL Valor Calculado Valor Medido 6.Retire o resistor R2.Ajuste a fonte de tensão para 10 V e aplique entre os pontos A e D do circuito. calcule e meça a Req entre os terminais A e D. o que ocorre no circuito? 15 .Se o resistor R1 for retirado.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 MATERIAL UTILIZADO • 1 resistor de 1 kΩ • 1 resistor de 15 kΩ • 1 resistor de 33 kΩ • 1 resistor de 47 kΩ • 1 resistor de 68 kΩ • Multímetro • Protoboard • Fonte de Alimentação DC Ajustável PROCEDIMENTOS 1. conforme indica o esquema.Calcule e meça as correntes.Retire o resistor R5 e meça ITOTAL. com R1 = 1 kΩ. R3 = 33 kΩ.

ILED = 10 a 20 mA ILED MATERIAL UTILIZADO • Resistores calculados • Multímetro • Protoboard • Fonte de Alimentação DC Ajustável 16 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 2ª Parte: LED – DIODO EMISSOR DE LUZ INTRODUÇÃO LED é a sigla para Light Emitting Diode. a uma fonte de tensão contínua de baixo valor. pois isso pode levar à queima do componente. com a identificação dos terminais. Não inverta os terminais. Ele será dado pela equação 1: R = EFONTE . A ligação do LED tem de ser feita sempre através de um resistor. A (anodo) K (catodo) Símbolo Aspecto e terminais Note que o terminal do catodo é mais curto e. O terminal chamado anodo vai ao positivo da fonte. e o terminal chamado catodo vai ao negativo da fonte. visto por baixo. R ILED EFONTE ELED O resistor R pode ser calculado facilmente pelo circuito série. que significa Diodo Emissor de Luz. Abaixo. há um corte no corpo do LED ao seu lado. é possível determinar a cor da luz emitida pelo LED quando ele é ligado a uma fonte de energia. Escolhendo o material adequado. vemos o símbolo do LED e seu aspecto físico. em inglês. através do resistor. Os diodos são componentes eletrônicos fabricados com materiais semicondutores. para evitar sua queima.ELED 1 na qual ELED = 2 V.

Qual resistor e tensão da fonte fizeram o LED acender com maior brilho? ______ __________. de outra cor. ILED ELED ER R1 = ________ EFONTE = 7 V R2 = ________ EFONTE = 12 V 6. ILED = 5 mA R2 = ________ 2. Por que? ________________________________________________ 5.Qual é a cor da luz emitida por esse outro LED? ________________ 17 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 PROCEDIMENTOS 1.Monte o circuito. nas seguintes situações: a. vista na página anterior.EFONTE = 12 V.Qual é a cor da luz emitida por esse LED? ________________ 4.Substitua o LED por outro. e repita as medidas. e meça as grandezas indicadas. ILED ELED ER R1 = ________ EFONTE = 7 V R2 = ________ EFONTE = 12 V 3. com um dos resistores calculados de cada vez.EFONTE = 7 V. calcule o resistor a ser colocado em série com o LED. ILED = 10 mA R1 = ________ b.Utilizando a equação 1.

cujo ponteiro se desloca para a direita. o diodo recebe tensão positiva em seu catodo e não conduz. • Traçar a curva característica do diodo. A K O aspecto do diodo semicondutor mais utilizado nas aplicações de baixa potência é cilíndrico. • Analisar o funcionamento do diodo semicondutor.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 5ª PRÁTICA DIODO SEMICONDUTOR OBJETIVOS • Testar um diodo. o diodo recebe tensão positiva em seu anodo e conduz. não havendo passagem da corrente elétrica. Amperímetro Amperímetro E E R R Polarização direta Polarização inversa 18 . permitindo a passagem da corrente elétrica. Já no esquema à direita. A passagem da corrente depende da polarização. usando o multímetro. INTRODUÇÃO O diodo é um componente não-linear. pois a tensão sobre seus terminais não é proporcional à corrente que circula por ele. na região de ruptura. com a indicação de seus terminais: Anodo (A) e Catodo (K). o que é indicado pelo amperímetro. No esquema à esquerda. com uma marca na extremidade correspondente ao catodo. Diodos como o retificador e o de sinal são utilizados com polarização direta. O símbolo do diodo está representado a seguir. a partir dos resultados de medidas. Já o diodo zener trabalha polarizado inversamente. cujo ponteiro permanece à esquerda (fica no ‘zero’). como se vê abaixo. A K Observe as duas situações de polarização de um diodo. o que é indicado pelo amperímetro.

pode ser OC. O display deve indicar um valor entre . abreviatura de Open Circuit). aplique na entrada os valores de Vi. todas as correntes. b) Ligue a ponta de prova vermelha ao terminal VΩ e a preta ao terminal COM.: Meça a tensão e a correspondente corrente no diodo. abreviatura de Open Circuit). O display deve apresentar o número 1 à esquerda do display (que indica sobrescala e. usando o multímetro digital. representada pelo símbolo do componente: [ ]. o diodo está aberto (defeituoso). c) Coloque a ponta vermelha no anodo e a preta no catodo. Monte o circuito. sempre aos pares. pode ser OC. pois nessa condição (polarização inversa) não há corrente. Nunca meça todas as tensões e. como objetivo de traçar sua curva característica tensão x corrente. em alguns multímetros. Se a indicação for zero ou algo diferente do que está indicado acima. isso é um erro grave de medida. depois. d) Coloque a ponta vermelha no catodo e a preta no anodo. Se a indicação for o número 1 à esquerda do display (que indica sobrescala e. OBS. preenchendo a tabela.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 MATERIAL UTILIZADO • 1 diodo semicondutor (1N4001 a 1N4007) • 1 resistor de 2. teste o diodo.450 e . que corresponde à tensão de polarização direta do diodo. o diodo está em curto (defeituoso).2 KΩ • Protoboard • Fonte de alimentação DC ajustável PROCEDIMENTO 1) Inicialmente. Para cada valor de Vi meça o valor correspondente de tensão no diodo (Vo) e corrente através do diodo (Id). determine o estado do diodo: ON = conduzindo e OFF = cortado. constantes na tabela seguinte. utilizando um diodo da série 1N4001 a 1N4007. Para isso: a) Selecione a função Teste de Diodo. 19 . em alguns multímetros. 2) Agora você vai realizar medidas de tensão e corrente no diodo.800. pois os valores não estarão diretamente relacionados. já que a fonte não será ajustada exatamente na mesma tensão. Em seguida. 3) Utilizando a fonte de alimentação ajustável.

use-o.: Para obter o valor de zero volt não utilize a fonte. Não se esqueça de retirar o curto para fazer as demais medidas! 4) Trace a curva característica de tensão x corrente do diodo. a região de polarização direta e a região de polarização inversa. descreva o funcionamento do diodo. I (mA) V (V) 5) Localize.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 Vi (V) Id (mA) Vo (V) Estado do diodo ( ON/OFF) 10 8 6 4 2 1 0. uma os pontos. 20 . no gráfico. Identifique a tensão de joelho (aquela em que o diodo começa a conduzir) e dê o seu valor.5 -1 -2 -4 -6 -8 -10 OBS.5 0 -0. Para isso. Se dispuser de papel milimetrado. A partir do gráfico. respeitando a polaridade. Depois. usando o gráfico abaixo. marque os valores de tensão no diodo no eixo horizontal e os de corrente no vertical. desligue-a do circuito e faça um curto-circuito entre os dois terminais de entrada usando um fio (jumper).

foco e posição de feixe). brilho. . sendo também possível a medida de amplitude e tempo no sinal. • Estabilizar a forma de onda na tela. sem grande dificuldade. as funções e a operação básica de um osciloscópio analógico de dois canais (duplo-traço). cuja compreensão permitirá a operação de modelos mais sofisticados. 21 . com acréscimo de outros. uma vez que os recursos encontrados neste aparelho analisado certamente existirão nos modelos mais complexos. • Medir amplitudes e intervalos de tempo no sinal. Algumas das características descritas são específicas deste modelo. INTRODUÇÃO A principal função do Osciloscópio é mostrar formas de onda de tensão.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 6ª PRÁTICA OSCILOSCÓPIO ANALÓGICO OBJETIVOS • Ajustar os controles básicos (liga-desliga. • Selecionar uma escala vertical e uma base de tempo coerentes com o sinal a ser visualizado. Além disso. Serão descritos a seguir os controles. • Medir defasagem entre dois sinais. observar curvas de resposta e até imagens de TV. permite medir a relação de fase (e de freqüência) entre dois sinais.

INTENSITY – controle da intensidade do brilho do traço. GND) – seleção do acoplamento do sinal aplicado a cada canal. o ajuste variável no modo cal e a Ampliação – X5 MAG – estiver desativada). GND – coloca a entrada à massa para o alinhamento do traço. VOLTS/DIV – chave seletora de ganho vertical com atenuador compensado. as pontas de prova não ficam em curto. Também podem funcionar como entradas X e Y para varredura externa horizontal e vertical (ex. Neles são ligadas as pontas de prova. 22 . se houver. que serve para ajustar a resposta de freqüência da ponta de prova específica do osciloscópio (ponta compensada). necessita de uma chave de fenda. Seção vertical CH1 e CH2 – são os conectores (tipo BNC) de entrada dos canais 1 e 2 do osciloscópio. Como é um ajuste eventual. Se dispuser de uma. 1 kHz. FOCUS – ajuste de foco do traço. mas nenhum sinal aparece na tela. Suas características elétricas são: 1 MΩ e 30 pF. isto é. Cada divisão da tela na direção vertical vale o que está indicado nessa chave seletora (somente se a ponta de prova estiver em X1.5 Vpp. calibrado em volts por divisão. Deixe o traço com o mínimo brilho necessário para uma boa visualização. permitindo ver o nível médio do sinal (tensões contínuas .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 Controles e funções do osciloscópio Ajustes básicos POWER – chave liga-desliga.: nas figuras de Lissajous). POSITION – ajusta a posição vertical do traço. DC – a entrada do amplificador vertical fica com acoplamento direto (sem capacitor). AC – é colocado um capacitor em série com a entrada para barrar o nível médio do sinal (DC). Nessa posição. de modo a facilitar a visualização ou a leitura de valores no sinal. Suportam uma tensão de até 400 V de pico. ligue a ponta de prova nesse terminal. PROBE ADJUST – fornece uma onda quadrada de 0. Acoplamento (AC/DC. Faça este ajuste se o traço não estiver perfeitamente horizontal. alinhado com a grade impressa na tela.DC). pois isso melhora a definição da imagem e preserva o equipamento. Deixe o traço o mais fino possível. TRACE ROTATION – controle do alinhamento horizontal do traço. coloque a chave seletora que fica na ponta de prova na posição X10 e ajuste o parafuso que existe no conector da ponta (usando uma chave plástica ou de outro material isolante) até que a forma da onda seja perfeitamente quadrada.

A posição x-y ativa o modo x-y de varredura externa. Seu uso fora da posição calibrada não permite fazer uma leitura de tensão no sinal. sendo a sua principal aplicação a subtração do canal 1 pelo canal 2 com a chave MODE em ADD. senão os sinais aparecem piscando. Esse modo só é usado em alta velocidade de varredura (µs). permitindo comparação de fase entre ambos (figuras de Lissajous). Mostra o sinal do canal 1 e o sinal do canal 2. ms e µs por divisão horizontal. Seção horizontal POSITION – ajusta a posição vertical do traço. mas pode ser útil para melhor visualização da forma de onda ou comparação de aspecto com outra onda. calibrada em s. sendo o traço chaveado rapidamente entre um e outro. a cada varredura. ADD – (soma). até sentir o clique. se o canal 2 estiver invertido. CH1 – seleciona somente o canal 1. simultaneamente na tela. Mostra a soma do sinal do canal 1 com o do canal 2. O sinal do canal 1 e o do canal 2 são mostrados alternadamente. X 5 MAG – aumenta em cinco vezes o ganho vertical. de modo a facilitar a visualização ou a leitura de valores no sinal. o que exige que se divida por cinco a leitura da escala vertical. Permite observar sinais de pequena amplitude. chaveado). CH2 – seleciona somente o canal 2. este recurso limita a resposta de freqüência nas escalas menores. CHOP – chopper (chaveador. ou sua subtração. Ao iniciar o uso do osciloscópio. TIME/DIV – chave seletora da base de tempo. ALT – alternate (alternador. alternado). em cada canal (magnified = amplificado). 23 . CH2 INVERT – inverte a fase do canal 2. usado para ajuste variável do ganho. Em alguns aparelhos. no qual o sinal aplicado à entrada CH1 aciona o traço horizontalmente e o sinal aplicado à entrada CH2 aciona o traço verticalmente. deve- se verificar se esse controle se encontra na posição calibrada (CAL POSITION).CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 VARIABLE – controle que se encontra no centro da chave seletora de ganho vertical. Esse modo só é usado em baixa velocidade de varredura (ms). senão os sinais aparecem recortados pelo pulso de chaveamento. girando-o totalmente para a direita (sentido horário). MODE – seleciona o modo de exibição dos sinais aplicados às entradas verticais. Cada divisão da tela na direção horizontal vale o que está indicado nessa chave seletora (somente se o ajuste variável estiver no modo cal e a Ampliação – X5 MAG – estiver desativada).

Ajusta a tensão de disparo da varredura. Seleciona-se apertando. SINGLE – mostra uma única varredura. DC – acoplamento direto. TRIGGER SOURCE – seleciona a fonte do sinal de trigger. leva em consideração o nível médio do sinal de trigger. CH1 e CH2. mas sem sincronismo. O traço aparece sempre. girando-o totalmente para a direita (sentido horário). ocorre a varredura. Essa condição permite que o traço apague quando não houver sinal aplicado. o sinal da tela apaga (fica esperando o pulso de trigger). LOCK – apertando simultaneamente NORM e AUTO. sendo útil para sinais alternados de pequena amplitude superpostos a um nível DC elevado. Permite observar sinais curta duração. toda vez que o botão RESET é acionado. EXT – captura o sincronismo em um sinal externo aplicado ao conector EXT INPUT. Ao iniciar o uso do osciloscópio. AC – acoplamento através de um capacitor. LINE – captura o sincronismo no sinal da rede elétrica (60 Hz). até sentir o clique. Esse controle se encontra no centro da chave de base de tempo. ou com sinal. CH2 – captura o sincronismo no sinal do canal 2. o osciloscópio ajusta o nível de trigger para o valor adequado à manutenção do sincronismo. no instante em que cada um está sendo varrido no modo alternado.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 X 5 MAG – aumenta em 5 vezes a extensão do traço. SWEEP MODE NORM – nesse modo só existe varredura se ela estiver sincronizada. COUPLING – seleciona forma de acoplamento do sinal de sincronismo ao circuito de trigger. deve-se verificar se esse controle se encontra na posição calibrada (CAL POSITION). preservando a tela. mesmo sem sinal. CH1 – captura o sincronismo no sinal do canal 1. 24 . AUTO – nesse modo. estabilizando a imagem na tela. o que exige que se divida por 5 a leitura da base de tempo. Seu uso fora da posição calibrada não permite fazer uma leitura de tempo no sinal. mas pode ser útil para melhor visualização da forma de onda ou comparação de aspecto com outra onda. Seção de sincronismo (trigger) LEVEL – nível de trigger. simultaneamente. SLOPE – serve para escolher a polaridade do sinal que irá sincronizar a varredura (borda de subida ou borda de descida). barra o nível médio do sinal de trigger. TIME VARIABLE – ajuste variável do tempo por divisão horizontal. ALT – sincroniza a varredura pelo canal 1 ou pelo canal 2. reduzindo em 5 vezes o tempo por divisão. Na falta de sincronismo.

e sua freqüência ser um múltiplo ou submúltiplo da freqüência do sinal que está sendo visualizado. Assim. 25 . chamada de DIRETA.nesta posição. x1 . A resistência vista pelo circuito sob teste é de 10 MΩ com capacitância total de 25 pF. x10 . possui um ajuste para compensar a capacitância de entrada do osciloscópio. Além disso. escala de tensão é alterada. dependendo da base de tempo. 400 Vpp. Esse sinal deve ter. aproximadamente. daí ser também denominada Ponta Compensada. Com o ajuste de compensação. NORM – seleciona as transições do sinal (positivas ou negativas. podem ser os pulsos verticais ou os horizontais. chamada de ATENUADA. no máximo. é possível minimizar a capacitância total para esse valor. dependendo da opção SLOPE) para fazer o sincronismo. aumentando a resposta de freqüência do osciloscópio. Ponta de prova A ponta de prova específica para o osciloscópio possui uma chave seletora x1 – x10.nesta posição. A resistência vista pelo circuito sob teste é de 1 MΩ com capacitância total de 250 pF (capacitância de entrada de aproximadamente 30 pF mais a capacitância do cabo). EXT INPUT – entrada para sinal de sincronismo externo. o sinal de entrada do osciloscópio é atenuado de 10 vezes. devendo-se fazer o cálculo para obter a leitura correta de amplitude na forma de onda (a indicação da chave seletora tem de ser multiplicada por 10).CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 TV – seleciona os pulsos de sincronismo de um sinal de vídeo para o trigger. a ponta de prova não produz atenuação.

na reprodução de tela a seguir. 3) Selecione a escala vertical e a base de tempo adequadas para observação do sinal. para permitir o posicionamento mais conveniente da onda na tela. que fornece valor eficaz. em volts de pico e pico-a-pico. 2) Conecte o osciloscópio (CH1) ao gerador de sinais (Output 50 Ω) e ajuste para senóíde com freqüência de 1 kHz. Compare os resultados e justifique a diferença entre os valores encontrados. VP = ________ VEF = ________ Justificativa: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10) Reajuste a freqüência para 10 kHz e torne a medir o período. 4) Ajuste o trigger. Anote. T = ________ 9) Reajuste o gerador para fornecer 1 VP e meça o sinal também com o multímetro (escala de tensão alternada). 5) Ajuste a posição. localizando o traço e ajustando o brilho e o foco. 6) Esboce a imagem.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 PROCEDIMENTOS 1) Ligue o osciloscópio. Anote: T = ________ 26 . para uma perfeita estabilização. Escala vertical: _____ V/div Escala horizontal: _____ ms/div 7) Meça a amplitude do sinal. VP = ________ VPP = ________ 8) Meça o período do sinal.

Ajuste o osciloscópio para a correta visualização de ambos. Escala vertical: _____ V/div Escala horizontal: _____ ms/div 12) Meça o período dos sinais. ponha o canal 2 em GND e repita os ajustes para o canal 1.7 kΩ Entrada C = 22 nF Saída 27 . na reprodução de tela abaixo. de modo a obter um traço com seis divisões. bem como o controle de posição. 14) Monte o circuito abaixo e aplique o sinal de 1500 Hz à entrada. com 500 Hz. aplicando 1500 Hz. R = 4. mantendo o sinal senoidal em CH1. Anote: T1 = ________ T2 = ________ 13) Selecione a função X-Y na chave da Base de Tempo do osciloscópio.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 11) Aplique à entrada 2 (CH2) o sinal proveniente do terminal PROBE ADJUST. Ligue as entradas de ambos os canais (1 e 2) ao gerador. Retire o canal 1 de GND. Esboce a imagem. Retire ambos de GND. Aperte a tecla GND do canal 1 e ajuste o ganho do canal 2 (chave V/div e o ajuste fino no centro dela).

e meça a defasagem entre os sinais de entrada e saída. no centro da tela. Na tela deverá aparecer uma elipse. pela fórmula. Centralize-a. Caso a forma de onda seja uma reta. 16) Torne a montar o circuito. do ponto em que tangencia uma linha horizontal (a linha tracejada indica esse ponto). C = 22 nF Entrada R = 4. agora na forma a seguir. Anote os valores indicados abaixo e calcule o ângulo de fase entre os sinais.7 kΩ Saída 28 . ajuste a freqüência aplicada até obter a elipse. usando outro método. a b φ = ângulo de fase = arco seno (b/a) φ = ___________ A  distância entre o centro da elipse e a projeção. sobre o eixo vertical. B  distância entre o centro da elipse e o ponto em que corta o eixo vertical. descrito no próximo item.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 15) Acople o sinal aplicado ao circuito à entrada CH1 (X) do osciloscópio e o sinal de saída do circuito à entrada CH2 (Y).

como ilustra a figura a seguir: Obs. ao contrário do anterior. também em divisões horizontais. Para assegurar a medida correta é importante sincronizar o osciloscópio pelo canal 1 (sinal de entrada do circuito).CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 17) No modo Dual (duplo traço) aplique o sinal de entrada de 1500 Hz ao canal 1 (CH1) do osciloscópio e o sinal de saída ao canal 2 (CH1) usando o canal 1 (CH 1) como Trigger source. 2: Este método. o seguinte cálculo: Período da senóide → 360° Distância entre picos → defasagem (Φ) Logo. 1: Para saber se a saída está atrasada ou adiantada em relação à entrada.: Caso as ondas não apareçam separadas em 1500 HZ. 29 . Defasagem (Φ) = Distância entre picos x 360° Período da senóide Medidas: Período da senóide = ______ divisões Distância entre picos = ______ divisões Defasagem (Φ) = ____________ Obs. identifique o sinal de entrada na tela e veja se o pico positivo da saída vem logo antes (adiantado) ou logo depois (atrasado). a distância. se aplica também a outras formas de onda além da senóide. como dito anteriormente. então. entre o pico de uma senóide e o correspondente da outra. Obs. 18) Meça duração de um ciclo da senóide em divisões horizontais e. depois. ajuste a freqüência aplicada para o mesmo valor que foi usado no item 15. de modo que apareçam duas senóides na tela horizontalmente separadas. Faça.

Retificador de Meia-Onda Retificador de Onda Completa A tensão alternada fornecida ao retificador pode ser diretamente obtida da rede elétrica ou através de um transformador de potencial. • Analisar a ação do filtro capacitivo. nas configurações de meia onda. 30 . A retificação em meia-onda elimina um dos semiciclos do sinal alternado.2 a 2 V. entendendo o contínuo como aquele em que a polaridade nunca se inverte. Nos tipos de meia onda e onda completa. da observação das formas de onda e da medição de grandezas elétricas.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 7ª E 8ª PRÁTICAS RETIFICAÇÃO COM DIODO DE JUNÇÃO FILTRO CAPACITIVO OBJETIVOS • Estudar os circuitos retificadores com diodo de junção. correspondendo à queda em dois diodos. um transformador de 12 volts produz uma senóide com aproximadamente 17 volts de pico. fazendo com que a corrente circule pela carga sempre em um único sentido. qualquer que seja o semiciclo de entrada. dependendo do tipo de retificador. a redução é de 0. INTRODUÇÃO A retificação consiste em transformar um sinal alternado em contínuo. deixando somente os positivos ou somente os negativos. Assim. enquanto a retificação em onda completa e a retificação em ponte invertem a polaridade de um dos semiciclos. onda completa e ponte. que se torna uma onda pulsativa com um valor de pico um pouco menor. mas cujos valores podem variar. O transformador é especificado em termos de tensão eficaz.6 a 1 V (queda em um diodo). enquanto na ponte retificadora essa redução é de 1. pelos mesmos métodos. através da montagem.

Para a quase totalidade dos equipamentos.414 EEF Valor de pico -EMAX Sem filtragem. E (V) Valor de pico EMAX EMED = EMAX = 0.318 EMAX Valor médio EMED π 0 t (ms) Valor médio na retificação em meia-onda E (V) Valor de pico EMAX EMED = 2 EMAX = 0. variando como uma semi-senóide (apenas em um sentido). uma nova etapa tem de ser acrescentada.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 E (V) Valor de pico EMAX EEF = √2 EMAX = 0.707 EMAX Valor Eficaz EEF 2 0 t (ms) EMAX = √2 EEF = 1. essa pulsação é imprópria. a tensão média na carga é calculada multiplicando o valor de pico por 0. na retificação em onda completa. pois se origina na tensão alternada da rede elétrica. isto é.636 EMAX Valor médio EMED π 0 t (ms) Valor médio na retificação em onda completa A tensão retificada apresenta-se na forma pulsativa. Filtro Filtro 31 . Assim. que é a filtragem. na retificação em meia onda.318.636. interferindo em seu funcionamento. e por 0.

que é obtida após a retificação direta da rede elétrica. conforme a polaridade escolhida. A tensão contínua.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 O filtro capacitivo utiliza um capacitor em paralelo com a carga. obtida de um retificador. Se não puder ser desprezada. reduzindo a ondulação. simplesmente o equipamento não funcionaria. f é a freqüência da ondulação (60 Hz para meia onda e 120 Hz para onda completa) e C é a capacitância de filtro. por trabalharem em alta freqüência. então. onde ILmed é a corrente média na carga. A tensão média será. como nas chaveadas. o valor de pico menos a metade da tensão de ondulação. mais estável ficará a tensão. que se carrega até os picos do sinal retificado e fornece energia entre um pico e outro. aproximadamente. em farads. A retificação está presente tanto nas fontes de alimentação lineares (convencionais). nos instantes em que chegasse a zero. a tensão média na carga é o próprio valor de pico após o retificador. enquanto que nas chaveadas os transformadores são pequenos e leves. em volts) é dada por Er = ILmed / f x C. Então. em ampères. varia entre zero e o pico. E (V) E (V) EMED = EMAX EMAX Tensão EMED de EMIN ondulação 0 t (ms) 0 t (ms) Tensão contínua constante (filtragem perfeita) Tensão contínua com ondulação APLICAÇÃO O principal emprego da retificação é fornecer a alimentação de energia a equipamentos eletrônicos. positivo ou negativo. A diferença mais sensível entre esses dois tipos de fontes é que as lineares geralmente empregam um transformador de força. Quanto maior a capacitância e menor a corrente de carga. a partir rede elétrica. o filtro também é indispensável. pois tais equipamentos necessitam de tensão contínua. pois acarretaria variações indesejáveis e. mas a rede elétrica deve ser alternada. Atenção: Com filtragem perfeita (quando a ondulação é desprezível). para facilitar a transmissão e distribuição de energia. a tensão de ondulação (Er.. que é grande e pesado. Diagrama em blocos de uma fonte de alimentação linear (convencional) 32 . para baixar a tensão diretamente da rede elétrica. Isso é inaceitável para um equipamento eletrônico.

Monte o circuito Retificador em meia-onda. 2. conforme o esquema abaixo.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 Diagrama em blocos de uma fonte de alimentação chaveada MATERIAL • Multímetro Digital • Osciloscópio • Fonte de Alimentação com saída AC ou transformador • Protoboard • 4 diodos 1N4002 (até 1N4007) • Capacitor eletrolítico entre 470 µF e 1000 µF. substitua-o. faça o teste nos diodos fornecidos. empregando o maior valor de resistor de carga. Circuito do retificador em meia-onda 33 . aberto. bem como sua condição para uso (em curto. isolação mínima de 35 V • Resistores de (aproximadamente) 680 Ω e 1500 Ω PROCEDIMENTO 1. Caso não haja fonte com saída AC. será fornecido um transformador. estando a chave seletora no posicionamento adequado. com o símbolo ). retirando a tensão alternada entre um dos bornes de AC (lado esquerdo do painel. com os símbolos e ) e a massa (borne localizado entre os bornes DC. em fuga ou em perfeito estado). Se houver algum diodo defeituoso. Utilize o transformador interno da fonte de alimentação da bancada. identificando catodo e anodo. Com o multímetro digital. também. no proto-board. testando o novo.

Substitua RL pelo resistor de menor valor e torne a medir a tensão na carga. indicando seus valores máximo e mínimo de tensão (picos) e período (tempo) de um ciclo. Use acoplamento DC no osciloscópio e faça o sincronismo com a rede elétrica (trigger line). com o multímetro. Esboce as formas de onda nos eixos a seguir. Meça a tensão eficaz (AC) antes do diodo e a contínua ou média (DC) sobre o resistor de carga. Compare os resultados com os esperados pelas equações apresentadas na Introdução Teórica.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 Fonte de alimentação com saída AC 3. as formas de onda no secundário do transformador (antes do diodo) e no resistor de carga. simultaneamente. Grandeza Valor com RL = ____ Valor com RL = ____ Tensão de pico no secundário Tensão eficaz no secundário Tensão de pico na carga Tensão média na carga 34 . em coincidência no tempo (tal como aparecem no osciloscópio). Tensão no secundário (antes do diodo) t Tensão na carga (depois do diodo) t 4. Observe.

use acoplamento AC no osciloscópio e aumente o ganho do canal que está ligado à carga. este para os dois valores de RL. Esboce sua forma e meça seu valor pico-a-pico. até visualizar a ondulação. Agora você irá observar a forma de onda da tensão de ondulação (sobre a carga). Desligue a fonte. Circuito do retificador em meia-onda com filtro capacitivo Tensão no secundário (antes do diodo) t Tensão na carga (depois do diodo) t Valor Valor Grandeza (com RL = _____) (com RL = _____) Tensão de pico no secundário Tensão eficaz no secundário Tensão de pico na carga Tensão média na carga 6. 35 . religue a fonte e repita os itens 3 e 4. acrescente o capacitor de filtro (observe a polaridade dele) em paralelo com RL (inicialmente o maior valor de resistência). Para isso. simultaneamente com a forma de onda no secundário do transformador (antes do diodo).CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 5.

e no resistor de carga. simultaneamente. Utilize o transformador interno da fonte de alimentação da bancada. 36 . será fornecido um transformador. no proto-board. empregando o maior resistor. Observe. com seus valores de pico. Monte o circuito Retificador em Onda Completa. Os bornes com os símbolos e são ligados aos diodos e a massa da fonte (borne com o símbolo ) é ligada à massa do circuito. esboçando-as a seguir. depois. retirando a tensão alternada nos dois bornes de AC (extremos) e na massa (tomada central). Importante: verifique cuidadosamente a ligação dos diodos. cada uma com a saída.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 Tensão no secundário (antes do diodo) t Tensão de ondulação na carga (depois do diodo) t Valor pico-a-pico da tensão de ondulação para RL menor: __________ Valor pico-a-pico da tensão de ondulação para RL maior: __________ 7. Caso não haja fonte com saída AC. as formas de onda no secundário do transformador (antes de cada diodo). Use acoplamento DC no osciloscópio e faça o sincronismo com a rede elétrica (trigger line). Compare primeiro as ondas do secundário e. conforme o esquema abaixo. em relação à massa. pois a inversão de um deles provoca um curto-circuito no transformador! Circuito do retificador em onda completa 8.

com o multímetro. Circuito do retificador em onda completa com filtro capacitivo 37 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 Tensão no secundário 1 (antes do diodo D1) t Tensão no secundário 2 (antes do diodo D2) t Tensão na carga (depois dos diodos) t 9. Grandeza Valor Tensão de pico no secundário Tensão eficaz no secundário Tensão de pico na carga Tensão média na carga 10. em paralelo com RL. e repita os itens 8 e 9. agora para os dois valores de RL. Compare os resultados com os esperados pelas equações apresentadas na Introdução Teórica. Meça a tensão eficaz (AC) antes dos diodos (em relação à massa) e a contínua ou média (DC) sobre o resistor de carga. Basta observar a forma de onda em um dos extremos do secundário. Acrescente o capacitor de filtro (observe a polaridade dele). em relação à massa.

simultaneamente com a forma de onda no secundário do transformador (antes dos diodos). Esboce sua forma e meça seu valor pico-a-pico. até visualizar a ondulação. Tensão no secundário (antes do diodo D1 ou D2) t Tensão de ondulação na carga (depois dos diodos) t Valor pico-a-pico da tensão de ondulação para RL menor: __________ Valor pico-a-pico da tensão de ondulação para RL maior: __________ 38 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1 Tensão no secundário (antes do diodo D1 ou D2) t Tensão na carga (depois dos diodos) t Valor Valor Grandeza (com RL = _____) (com RL = _____) Tensão de pico no secundário Tensão eficaz no secundário Tensão de pico na carga Tensão média na carga 11. use acoplamento AC no osciloscópio e aumente o ganho do canal que está ligado à carga. Agora você irá observar a forma de onda da tensão de ondulação (sobre a carga). Para isso. para os dois valores de RL.

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1

12. Monte o circuito Retificador em Ponte, no protoboard, conforme o esquema
abaixo, com o resistor de maior valor. Utilize o transformador interno da fonte
de alimentação da bancada, retirando a tensão alternada entre um dos dois
bornes de AC (extremos) e a massa da fonte (tomada central), ou use um
transformador fornecido.

Importante: a massa da fonte NÃO é a mesma do circuito. Ligue a fonte
(transformador) somente aos diodos (um borne entre D1 e D4 e o
outro entre D2 e D3).

Observe cuidadosamente a ligação dos diodos. A inversão de um ou mais
deles provocará um curto-circuito no transformador!

Circuito do retificador em ponte

13. Observe, separadamente, a forma de onda no secundário do transformador
(entre os terminais de ligação aos diodos) e a forma de onda no resistor de
carga (agora em relação à massa), esboçando-as abaixo, com seus valores
de pico, Use acoplamento DC no osciloscópio e faça o sincronismo com a
rede elétrica (trigger line).

Importante: neste circuito não se pode observar, ao mesmo tempo, entrada e saída,
pois não há terminal comum entre ambas e o osciloscópio as colocaria
em curto circuito, através da sua massa.

Tensão no secundário Tensão na carga

t t

39

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1

14. Meça a tensão eficaz (AC) antes dos diodos (entre os terminais de ligação) e
a contínua ou média (DC) sobre o resistor de carga (em relação à massa),
com o multímetro. Compare os resultados com os esperados pelas equações
apresentadas na Introdução Teórica.

Grandeza Valor
Tensão de pico no secundário
Tensão eficaz no secundário
Tensão de pico na carga
Tensão média na carga

15. Acrescente o capacitor de filtro (observe a polaridade dele), em paralelo com
RL, e repita os itens 13 e 14.

Circuito do retificador em ponte com filtro capacitivo

16. Agora você irá observar a forma de onda da tensão de ondulação (sobre a
carga), e a forma de onda no secundário do transformador (antes dos diodos),
separadamente. Para isso, use acoplamento AC no osciloscópio e aumente
o ganho do canal que está ligado à carga, até visualizar a ondulação. Esboce
sua forma e meça seu valor pico-a-pico, para os dois valores de RL.

Tensão no secundário

t

Tensão de ondulação na carga

t

40

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MEDIDAS 1

Valor pico-a-pico da tensão de ondulação para RL menor: __________

Valor pico-a-pico da tensão de ondulação para RL maior: __________

17. Preencha o quadro-resumo a seguir e compare os resultados.

Retificador Sem filtro Com filtro

Tensão eficaz no secundário = _______ Tensão eficaz no secundário = _______
Meia-Onda Tensão média na carga 1 = _________ Tensão média na carga 1 = _________
Tensão média na carga 2 = _________ Tensão média na carga 2 = _________

Onda Tensão eficaz no secundário = _______ Tensão eficaz no secundário = _______
Tensão média na carga 1 = _________ Tensão média na carga 1 = _________
Completa
Tensão média na carga 2 = _________

Tensão eficaz no secundário = _______ Tensão eficaz no secundário = _______
Ponte Tensão média na carga 1 = _________ Tensão média na carga 1 = _________
Tensão média na carga 2 = _________

Legenda: “Tensão média na carga 1” é aquela medida com o maior valor de RL e
“Tensão média na carga 2” é aquela medida com o menor valor de RL.

41

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM APOSTILA DE MONTAGEM 42 .

6. devendo retornar no início do tempo seguinte. isto é. nojo e 43 . A segunda chamada de provas e trabalhos só será concedida aos pedidos efetuados nos termos das normas gerais da escola. da arrumação e do silêncio. trabalhos e provas. A cada bimestre o aluno recebe uma nota por setor. A presença é apurada ao início da aula. entretanto. É vedado o fumo e o consumo de alimentos e bebidas no Laboratório. os alunos têm de arrumar e conferir os materiais recebidos. Nos setores de Montagem e de Circuito Impresso é obrigatório o uso de equipamento de proteção individual. 2. resultante da avaliação feita pelo professor a partir das observações. não será permitido o ingresso. com justificativa devidamente comprovada e sujeita à apreciação do professor e da coordenação. gala.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 1ª PRÁTICA NORMAS E PROCEDIMENTOS BÁSICOS. Nos casos de falta por motivo diferente de doença. os alunos estarão dispensados do primeiro tempo de aula após os 20 minutos de tolerância. bermudas. sendo calculada bimestralmente e divulgada. Avaliação e frequência do aluno 1. preservando a saúde e garantindo a segurança própria e dos demais. 3. Se o professor ainda não houver chegado e não houver substituto. incluindo o jaleco. do desempenho do aluno em suas atividades e por meio de trabalhos e provas práticas. FERRAMENTAS E MATERIAIS OBJETIVOS • Atuar adequadamente no setor de Montagem e no Laboratório de Eletrônica como um todo. devolvendo-os ao professor. sandálias e chinelos. encaminhados no prazo de 48 horas. 5. Para ter acesso aos setores de Montagem e de Circuito Impresso e participar das atividades. Ao final da aula. 3. os alunos estarão dispensados da aula e da frequência. resultante da média aritmética entre os dois bimestres. Para ter acesso ao Laboratório de Eletrônica e nele permanecer. o aluno tem de portar as ferramentas e os materiais especificados. 4. pelo professor. de acordo com o item anterior. Na ausência do professor. Para efeitos de registro. Chegando nesse intervalo. só é fornecida a nota final. após o limite. A nota da disciplina é a média aritmética entre as notas dos três setores. individuais. 5. • Adquirir as ferramentas e materiais necessários para as práticas de montagem. desligar todos os equipamentos e organizar o setor. sendo vedado o uso de shorts. o aluno recebe falta no primeiro tempo de aula e presença no seguinte. bem como sentar no chão. NORMAS E PROCEDIMENTOS BÁSICOS Conduta do aluno 1. 2. o usuário tem de trajar o uniforme da escola ou indumentária compatível com as atividades a serem desenvolvidas. A avaliação no Laboratório é feita através da observação. É dever do aluno a manutenção da limpeza. 4. sendo admitida a entrada de alunos até o limite de 10 minutos além do horário oficial de início.

para os menores de 18 anos.inclui a escolha e o uso adequados de instrumentos. professores e funcionários). entre outras) e o envolvimento nas atividades. a critério da coordenação. bem como a correta conexão de componentes e cabos de teste. o material para montagem de circuitos. Técnica de Montagem .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM serviço militar é necessária.inclui a pontualidade.inclui a observação das normas de segurança.inclui a capacidade de descrever o funcionamento dos circuitos e sistemas. de interpretar e criticar os dados obtidos e de relacionar a atividade prática com os conhecimentos teóricos. jaleco e apostila). instrumental de desenho. 44 . em montagens temporárias ou permanentes. o cumprimento de metas (apresentação ou entrega de trabalhos e a conclusão de tarefas nos prazos determinados. o relacionamento interpessoal (urbanidade no trato com colegas. o porte do material individual adequado (tal como ferramentas. materiais e instalações e o uso correto da terminologia e vocabulário técnico. Integração de Conhecimentos . ferramentas e materiais para uma dada tarefa. Conduta Técnica . Uso do Instrumental . 6. em horário determinado pela coordenação. o zelo com os instrumentos. para fazer a justificativa. bem como a aplicação da técnica adequada a cada medição. que impede totalmente a observação do desempenho.inclui a demonstração da habilidade manual requerida para uma dada tarefa. acarreta a redução do conceito geral do bimestre. Na observação do desempenho do aluno serão considerados os seguintes aspectos: Participação . a presença do responsável. o adequado planejamento da montagem (layout). A falta não justificada.

• Chave Philips média (3/16” x 4”). • Esponja vegetal para limpeza da ponta do ferro de soldar.5” a 1” ou 100 a 250 mm). com bico de silicone. • Suporte para ferro de solda (opcional – para uso em casa). • Alicate de corte tamanho pequeno total (0. tamanho de 20 cm X 20 cm.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM FERRAMENTAS E MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA AS PRÁTICAS DE MONTAGEM ATENÇÃO: COMPRAR O MATERIAL SOMENTE APÓS A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR. e bitola de 0.8 mm ou 1. preferencialmente das marcas Cesbra ou Cobix. PARA EVITAR COMPRA EQUIVOCADA! LISTA DE MATERIAL • Ferro de soldar com potência entre 30 W e 60 W. • Solda 60 Sn / 40 Pb. preferencialmente da marca Hikari (ou Toyo). • Chave de fenda pequena (1/8” x 3”).5” a 1” ou 100 a 250 mm). para guardar as ferramentas (opcional). ou 63 Sn / 37 Pb. • Placa universal de circuito impresso tamanho 8 cm X 6 cm. bitola de 0.75mm. • Alicate de bico fino tamanho médio total (0. • Sugador de solda.0 mm ou 1/32” polegadas. • Placa virgem de circuito impresso – uma face. tipo maleta. • Chave de fenda média (3/16” x 4”). • Caixa plástica.5mm. ASPECTOS DAS FERRAMENTAS E MATERIAIS Sugador de solda Tubo de solda Alicate de corte Alicate de bico com ponta de silicone 45 . • Pinça metálica • Malha dessoldadora • Óculos de segurança • Uma broca de aço rápido de 0.

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM Ferro de Solda Esponja vegetal Maleta para ferramentas (opcional) Chaves de fenda e Philips Pinças (exemplos) Malha dessoldadora Placa universal 46 .

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM Suporte para ferro de solda (acompanha a esponja) Óculos de Segurança Placa virgem (20 cm X 20 cm) Brocas Obs: Imagem ilustrativa (fora de escala) 47 .

• Desenvolver a habilidade de coordenação motora individual. • Montar ponteiras de prova para futuras utilizações. MATERIAL NECESSÁRIO • Uma garra jacaré vermelha • Uma garra jacaré preta • Um pino banana vermelho • Um pino banana preto • Um metro de fio tipo TESTE na cor vermelha • Um metro de fio tipo TESTE na cor preta Pinos banana Garras jacaré Fios encapados Fios parcialmente desencapados 48 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 2ª PRÁTICA MONTAGEM DE PONTEIRAS DE PROVA OBJETIVOS • Utilizar corretamente as ferramentas necessárias à montagem de circuitos eletrônicos.

49 .5 cm da proteção em cada uma das extremidades dos fios teste. Para tal.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM PROCEDIMENTOS Montagem das ponteiras de prova OBS: Todos os procedimentos devem ser executados após a orientação do professor! a) Montagem dos pinos banana 1º passo: Remova cerca de 0. segure o fio com o alicate de bico na medida desejada e retire a proteção externa com o alicate de corte.

Coloque solda no orifício na extremidade do pino banana. 50 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 2º Passo: Estanhe as extremidades dos fios com solda. 3º Passo: Tire a capa do pino banana. Apóie o pino no alicate de bico. antes de soldar o fio no pino. 4º Passo: Coloque a capa do pino banana no fio teste.

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 5º Passo: Solde a extremidade do fio na extremidade com solda do pino banana. 51 . introduzindo a ponta estanhada do fio no pino aquecido.

Retire a capa da garra jacaré. 52 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 6º Passo: Coloque a capa no pino banana. b) Montagem da garra jacaré 7º Passo: Prenda a garra jacaré no alicate de bico.

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 8º Passo: Coloque a capa da garra jacaré no fio. 53 .

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 9º Passo: Introduza a ponta do fio no orifício da garra jacaré e dobre com o alicate. 54 .

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 10º Passo: Prenda o isolante plástico com as abas da garra jacaré. 55 . usando o alicate de bico.

assegurando que a superfície desta esteja limpa.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 11º Passo: Solde o fio na garra jacaré. 56 . 12º passo: Prenda a garra jacaré no alicate de bico e coloque a capa.

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM Está pronta uma ponteira. 57 . Agora. repita o mesmo procedimento para a ponteira da outra cor.

ajudando na fixação do componente a ser soldado: 58 . pode-se usar um elástico comum de papelaria para prender. o cabo do alicate de bico.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM ! Dica: Para ajudar na montagem. sob pressão.

5 mm²). tamanho 4” x 4”. • Um diodo 1N4007. • Um LED. • Um interruptor de luz simples.3 kΩ / 1 W. • Um plugue de dois pinos (tomada macho). MATERIAL • Uma caixa plástica de luz. • Uma tomada fêmea simples. de embutir.3 kΩ / 1.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 3ª PRÁTICA MONTAGEM DE REDUTOR DE POTÊNCIA PARA FERRO DE SOLDAR OBJETIVOS • Manusear corretamente componentes eletrônicos e ferramentas. de embutir. com placa (tampa) frontal para interruptor e tomada.5 W ou 3.3 kΩ A K Elétrica Carga (127 V) (Ferro) Interruptor Plugue macho Tomada 59 . de embutir. • Um resistor de 3. • Um metro de fio paralelo flexível (1. • Desenvolver habilidade de montagem em terminais. DIAGRAMA ESQUEMÁTICO Diodo 1N4007 K A LED Tomada Rede Plugue macho 3.

faça um furo na placa frontal da caixa para colocação do LED. 6. 8. Ligue o resistor. como indicado na figura a seguir. ligue-a à tomada de sua montagem e o plugue à rede elétrica.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM PROCEDIMENTO 1. 5. 1: Exemplo de montagem 60 . coloque o interruptor na posição em que o LED acender e a lâmpada ficará com brilho menor. Ligue o fio com o plugue ao interruptor e à tomada. Confira as ligações. esta é a de redução de potência. fornecida pelo professor. Seguindo a orientação no professor. 3. o diodo e o LED ao interruptor e à tomada. Caixa Interruptor Plugue LED Furo pra o LED K Diodo A Resistor Tomada Tampa Fig. 7. inverta o interruptor e a lâmpada ficará com brilho maior. Agora você pode usar o seu ferro de soldar no lugar da lâmpada. como indicado na figura a seguir. 4. Para isso. 2. Monte o conjunto na caixa plástica e coloque a tampa. Ligue o plugue (tomada macho) ao fio paralelo. Teste o circuito com uma lâmpada.

• Um resistor de 6. • Uma bateria de 9 V.8 kΩ. • Desenvolver habilidade de montagem em placa universal de circuito impresso. • Um conector para bateria de 9 V. ¼ W. • Um capacitor de 100 μF / 16 V. • Um circuito integrado (CI) NE 555. ¼ W. • Um LED. DIAGRAMA ESQUEMÁTICO 61 . • Um resistor de 1 kΩ. MATERIAL • Uma placa universal de circuito impresso tamanho 8 cm X 6 cm.47 μF / 16 V. • Dois capacitores de 0.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 4ª PRÁTICA MONTAGEM DE ALARME COM O CI NE 555 OBJETIVOS • Manusear corretamente componentes eletrônicos e ferramentas. • Um altofalante pequeno (tipo usado em rádio de pilha). • Um resistor de 560 Ω. ¼ W. • Elaborar diagrama de montagem em placa universal de circuito impresso.

Capacitor eletrolítico Eletrolíticos com terminais radiais Eletrolítico com terminais axiais (em desuso) 4.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM ASPECTO E TERMINAIS DOS COMPONENTES 1.Circuito integrado NE 555 Pinagem (vista superior) Aspecto real do CI 555 2.LED A (anodo) K (catodo) Pinagem Símbolo Aspecto real de um LED 3.Bateria de 9 V e conector Bateria de 9 V Conector 62 .

3. execute a montagem dos componentes na placa universal de circuito impresso de acordo com seu diagrama. esboce um diagrama de montagem (layout) na placa universal de circuito impresso. Com base no diagrama esquemático. seguindo a orientação do professor.Placa universal de circuito impresso (exemplos) 6. refaça a montagem do(s) componente(s). 5. Submeta seu diagrama de montagem ao professor. 4. 63 . confira as ligações.Altofalante PROCEDIMENTO 1. Concluída a montagem. Caso haja algum erro.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 5. Após aprovado pelo professor. Teste o circuito. para aprovação. na disposição dos terminais e nas dimensões dos componentes. 2.

• Tubo termoretrátil [“espaguete” termoretrátil] médio – 6 mm (cerca de 10 cm). • Fio flexível (tipo “teste”) preto (cerca de 15 cm). DIAGRAMA DE MONTAGEM Garras jacaré cabo coaxial conector BNC ASPECTO E INFORMAÇÔES SOBRE OS COMPONENTES 1. • Desenvolver habilidade de montagem de cabos e conectores. por exemplo. MATERIAL • Um conector BNC de crimpar. Devem ser adquiridos de acordo com o tipo de cabo utilizado. Conector BNC de crimpar 64 . • Uma garra jacaré pequena com capa preta. Tais conectares podem ser de 50 ou 75 ohms.CONECTOR BNC Conectares BNC são conectares utilizados nas terminações de cabos coaxiais. • Uma garra jacaré pequena com capa vermelha. • Tubo termoretrátil [“espaguete” termoretrátil] fino – 3 mm (cerca de 15 cm). o RG58 com 90% de malha. Para osciloscópios e geradores de sinais utilizam-se cabos de 50 ohms como. • Um metro e meio de cabo coaxial de 50 Ω.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 5ª PRÁTICA MONTAGEM DE CABO BLINDADO (usado em osciloscópios e geradores de sinais) OBJETIVOS • Manusear corretamente componentes eletrônicos e ferramentas. • Fio flexível (tipo “teste”) vermelho (cerca de 10 cm).

O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora. 65 . Muitas empresas também o usam na construção de sistemas de segurança. Para cada tipo de conector há um alicate apropriado. geralmente rígido. em inglês significa amassar.CABO COAXIAL Consiste num fio de cobre. o jargão técnico em português emprega o termo “crimpar”. como por exemplo transmissão de TV a cabo. conector BNC luva externa pino interno Observe que o alicate apresenta furos adequados para crimpar a luva (maiores) e para crimpar o pino (menor). que o protege contra o fenómeno da indução. é muito usado para sinais de televisão. Além de sua utilização em algumas redes locais de dados. indicando que o conector será fixado ao cabo coaxial com uso de um alicate adequado. Tanto o pino interno quanto a luva externa devem ser crimpados. o alicate crimpador. causada por interferências elétricas ou magnéticas. frequentemente na forma de uma malha entrelaçada. Para o pino Para a luva 2. que forma o núcleo. é envolto em um condutor cilíndrico. por sua vez. sistemas de circuitos televisivos fechados e outros. Usualmente.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM A expressão to crimp. envolto por um material isolante que.

3º passo: Remova o isolante do cabo interno. 66 . deixando uns 5 mm de isolante.Montagem do conector BNC 1º passo: Remova aproximadamente uns 15 mm da proteção externa do cabo. 2º passo: Remova completamente a malha externa. 4º passo: Insira o pino central e crimpe com o alicate.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM PROCEDIMENTO 1.

7º passo: Com o auxílio de uma alicate empurre a luva (anel externo) sobre o conjunto. Conector BNC montado 67 . 8º passo: Crimpe a luva (anel externo) com o alicate de crimpar. 6º passo: Force o conectar até que a extremidade entre completamente entre a malha e o condutor interno.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 5º passo: Insira a luva (ou anel) e o conector BNC no cabo coaxial.

como na figura. 11º passo: Estanhe o restante da malha com um ferro de solda de pelo menos 30 W e bem aquecido.Montagem das garras jacaré 9º passo: Remova aproximadamente uns 15 mm da proteção externa do cabo. A garra jacaré tem a finalidade de evitar que o excesso de calor durante a soldagem cause dano no isolador do condutor interno. 12º passo: Estanhe a extremidade do condutor interno. Em seguida prenda-a com uma garra jacaré. 10º passo: Desmanche a malha que envolve o condutor central torcendo-a.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 2. 68 .

16º passo: Corte e insira um pedaço de tubo termoretrátil (“espaguete”) fino no cabo vermelho. 69 . 14º passo: Solde o condutor do fio preto na malha externa (observe a figura). 15º passo: Repita o processo para o cabo vermelho e solde-o ao condutor central.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 13º passo: Descasque o fio flexível preto e estanhe o condutor.

18º passo: Repita para o conector da malha externa. 70 . 20º passo: Aqueça o “espaguete” lateralmente.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 17º passo: Aqueça o “espaguete” lateralmente. aproximando o ferro de soldar. aproximando o ferro de soldar. 19º passo: Insira o “espaguete” de 6 mm sobre a emenda.

descasque o fio cabinho e prenda-o na garra como na figura. 23º passo: Para colocar o revestimento na garra.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO MONTAGEM 21º passo: Prenda a garra jacaré em uma chave de fenda ou em outro objeto. OBS: Esta ponteira para osciloscópio tem seu uso restrito às baixas frequências! 71 . 22º passo: Solde. procurando utilizar o mínimo de solda possível. prenda-a de forma que fique o mais aberta possível e insira o revesimento.

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL APOSTILA DE PAINEL 72 .

Quando um resistor é atravessado por uma corrente elétrica. 1. cujo símbolo é a letra grega Ω (ômega). Desse modo.1 – Aspecto de um resistor Fig. O fabricante do resistor indica. A cor da primeira faixa corresponde ao primeiro algarismo significativo. A cor da segunda corresponde ao segundo algarismo significativo. As tolerâncias mais comuns são de 1% a 5%. Os resistores com tolerância inferiores a 5% (ex. a menos que possa dissipar para o ambiente essa energia térmica. Essa última faixa fica mais afastada do extremo do componente. enquanto a primeira fica próxima. • Decodificar os resistores fixos. A cor da quarta corresponde à sua tolerância. são chamados de resistores de precisão. Todo resistor tem como principal característica o valor nominal. 1%. Esse aquecimento pode danificar o resistor. o resistor deve ter um tamanho tal que todo o calor gerado seja rapidamente transferido ao meio ambiente. cuja unidade é o watt. os valores nominais dos resistores sofrem desvios para mais ou para menos. A cor da terceira faixa corresponde ao multiplicador. Para a leitura do valor nominal e da tolerância. Fig. São fabricados resistores desde alguns décimos de ohms até alguns milhões de ohms. o calor suportado e dissipado por ele.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 1ª PRÁTICA RESISTORES OBJETIVOS • Identificar os diversos tipos de resistores. seguindo tal código. 2%). ficando o resistor a uma temperatura inferior à de destruição. Em sua fabricação. denominados de tolerância nominal.1. através da potência nominal e de seu tamanho. utiliza-se um código de cores universal.2 – Imagens de resistores 73 . Os resistores axiais que não são de precisão apresentam quatro faixas coloridas no corpo. ele se aquece e dissipa certa quantidade de energia. INTRODUÇÃO Resistor é um dispositivo cuja finalidade principal é introduzir uma resistência elétrica em um circuito eletro-eletrônico. dado em ohm.

1 .o valor de sua resistência pode sofrer modificações. a quarta faixa de cor corresponde ao multiplicador e a quinta corresponde à tolerância. e protegendo-o com um invólucro adequado. Neste caso. Os fabricantes fornecem uma série de informações sobre as propriedades dos resistores.Em um resistor. Os resistores de precisão possuem cinco faixas coloridas em seu corpo. Os resistores podem ser classificados de acordo com a variação de sua resistência elétrica em: -Resistores Fixos . É expressa em porcentagem. Destacamos abaixo as principais: • Valor Nominal . ao segundo e ao terceiro algarismo significativo. potência nominal indica a potência contínua máxima em Watts que um resistor pode dissipar.o valor de sua resistência varia de acordo com certas grandezas físicas. 1. desde que se inclua mais uma faixa (3º dígito). são presos terminais de ligação. 1 . a segunda e a terceira faixa correspondem. ao primeiro. corresponde à sua potência nominal. sobre um núcleo. de carvão. associado à sua tecnologia de fabricação. constituído de uma liga de níquel-cromo-ferro. toda energia aplicada é transformada em calor. de filme e em montagem em superfície. que irão determinar o seu emprego. O fio metálico. é enrolado na forma de espiras espaçadas sobre um núcleo. • Potência Nominal . • Tolerância . São constituídos enrolando-se um fio de liga metálica. Esse núcleo é um tubo de metal cerâmico sendo a porcelana esteatita a mais utilizada. O revestimento protetor é um esmalte vitrificado.Indica o desvio máximo do valor da resistência do resistor em relação ao seu valor nominal. -Resistores Variáveis e Ajustáveis . -Resistores Especiais . OBS: Ver tabela 1 e Tabela 2 na página 79.Resistores Fixos Podem ser de fio. Assim. que se consegue adicionando pó de vidro ao esmalte e aquecendo a mistura a alta temperatura. de grande resistividade.É o valor declarado para o resistor. respectivamente. sendo que a primeira. Nos extremos.Resistores de Fio Adequados para o uso em potências elevadas (1/2 W a 200 W) e em baixas frequências.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL O seu tamanho.o valor de sua resistência não pode ser modificado. a tabela também vale. Expresso em OHMS (Ω). fazendo contato com o enrolamento. 74 .

1. o resistor é revestido por quatro ou mais camadas de verniz para proteção elétrica.Níquel-Cromo. mecânica e climática. junto com um material aglomerado. C .2 . D . Fig.1. Tampas de contato de uma liga metálica especial são colocadas sob pressão nas extremidades do corpo do resistor e a elas são soldados por fusão. depositado pela pirólise de um hidrocarboneto gasoso. são fabricados para o uso em altas freqüências.Vítreo-Metálico. e com potência de dissipação desde 1/8 W até 3 W.3 . (a) (b) Fig. são fabricados para valores que vão desde ohms a vários megaohms.Níquel depositado pelo processo "electroless" (para valores resistivos menores que 10 ohms). A resistência do elemento é determinada pela proporção de carbono para o material aglomerado. que pode ser: A . sobre o qual é depositado um filme homogêneo. Finalmente.3 – Resistor de fio (com vista parcial interna) 1. Todos os tipos possuem um corpo cilíndrico de cerâmica de alta qualidade. Para obtenção de toda gama de valores resistivos. é feito um sulco de conformação helicoidal de filme em torno do bastão de cerâmica. depositado por evaporação de ligas metálicas.5 a e b – Resistor de filme 75 . A sua técnica de fabricação consiste em pressionar um finíssimo pó de carbono.Resistores de Carvão Aglomerado Utilizados em quase todos os circuitos.4 – Resistor de carvão aglomerado (com vista parcial interna) 1. 1. B .Resistores de Filme Utilizados em quase todos os circuitos.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Fig.Carbono puro.

equipamentos médicos.7 – Foto de uma placa PCB com resistores e circuitos integrados (CIs) SMD 76 .4 . 1. indústria automotiva e outros aparelhos de tamanho reduzido. Essa tecnologia é abordada no 3º período do curso.6 a e b – Resistor SMD Fig. Podemos encontrá-la em câmeras de vídeo. (a) (b) Fig.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 1. 1.Resistores em Montagem em Superfície (SMD) A tecnologia SMD é uma nova técnica de fabricação de componentes que permite a confecção de circuitos bastante reduzidos se comparados aos usuais (mesmo integrados).

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL A identificação dos resistores fixos pode ser feita pelos dados impressos em sua estrutura através de cores ou números.Código de cores para resistores fixos com quatro faixas 1ª FAIXA 2ª FAIXA 3ª FAIXA 4ª FAIXA CORES (1ª cor) (2ª cor) (3ª cor) (4ª cor) 1º dígito 2º dígito multiplicar por tolerância 0 PRETO 0 0 10 1 MARROM 1 1 10 1% 2 VERMELHO 2 2 10 2% 3 LARANJA 3 3 10 4 AMARELO 4 4 10 5 VERDE 5 5 10 6 AZUL 6 6 10 7 ROXO 7 7 10 CINZA 8 8 - BRANCO 9 9 - -1 OURO . Tabela1 . .Código de cores para resistores fixos com quatro e cinco faixas: 77 . 10 10% SEM COR . 10 5% -2 PRATA . . . . 20% Tabela2 .

10K. 10.5K.B. 100. 1M..No dobramento de um terminal devemos prendê-lo com o auxílio de um alicate de bico.. etc. 1. De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas .5M. 1.A. poderemos deduzir alguns valores típicos.o símbolo do resistor é o que segue abaixo: Fig. 1. 100K. 1.. 120. etc. 12K. 150. 1. etc.N.Simbologia OBSERVAÇÔES: 1) Na montagem desses componentes devemos ter os seguintes cuidados: . 1. 15. deve descrever uma pequena curvatura. 120K.2. . tomadas como referência para os resistores. 78 . 15K.T .8 – Resistor . de forma a não transmitir ao corpo do componente a pressão exercida sobre o terminal. a saber: 1...2M. 12. 1.O terminal não deve ser dobrado em ângulo reto.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL A norma IEC63 determina as séries básicas de valores.. 1K.2K. E 03 E 06 E 12 E 24 10 10 10 10 11 12 12 13 15 15 15 16 18 18 20 22 22 22 22 24 27 27 30 33 33 33 36 39 39 43 47 47 47 47 51 56 56 62 68 68 68 75 82 82 91 Se observarmos a Série E 12.5. 150K.

Fig.1. não será mais modificado). Como exemplo temos o resistor com derivação móvel e os trimpots (trimming potentiometer). uma vez regulada a distância entre os dois pontos de dobramento. apresentando para isso três terminais. 2 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL .Resistores Variáveis e Ajustáveis Resistores Variáveis são aqueles que permitem uma variação contínua do seu valor.Para melhorar a estética do circuito executa-se um dobramento simétrico em relação ao corpo do componente. Fig. 1.11 – Imagens de Trimpots 79 . temos os potenciômetros. 1.9 – Exemplos de montagem de resistores 2) Existe uma ferramenta chamada pré-formador que. Fig.10 – Imagens de potenciômetros Resistores Ajustáveis são aqueles que permitem um ajuste eventual de seu valor (sendo este uma vez encontrado. possibilita dobrar o terminal com a curvatura necessária. Como exemplo.

Existem vários tipos de potenciômetros. Fig. são chamados de potenciômetros com chave. Neste caso. 1. Fig. Fig. com comando único (tandem) ou não.14 – Ilustração de um Potenciômetro Deslizante Multivoltas – Usados em ajustes de precisão. que é preso ao eixo. sobre a qual se move um contato móvel do cursor.contam com mais de uma pista. Os que apresentam potências superiores têm a sua pista constituída de fio.16 – Imagem de um trimpot multivoltas Muitas vezes é utilizado o próprio eixo do potenciômetro para comandar uma chave interruptora. os mais importantes são: Simples – Possuem uma única pista.13 – Ilustração de um Potenciômetro Múltiplo Deslizantes – possuem uma pista reta (em vez de circular). Fig. 1. 1.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Os potenciômetros apresentam uma tira circular de composição de carvão depositado (potenciômetro de até 1/2 W) chamada de pista.15 – Detalhe interno de um multivoltas Fig. 80 .12 – Ilustração de um Potenciômetro Simples Múltiplos . 1.1.

já o PTC (coeficiente de temperatura positiva) varia sua resistência no mesmo sentido da temperatura. os potenciômetros podem ser lineares ou não- lineares. Seu valor nominal está entre 100 ohms e 3. Apresentam a mesma construção que o resistor de fio. Os lineares apresentam uma largura de pista constante. Essa variação de resistência pode seguir diversas funções matemáticas. Fig. apresentam uma fenda para esse ajuste. Fig.19 – Ilustração de um Resistor de derivação móvel 3 . o valor de sua resistência varia quando a derivação é deslocada.1. a variação de resistência não é a mesma para certo deslocamento angular. Nesta categoria incluímos os termistores: o NTC (coeficiente negativo de temperatura).20 – Aspecto. Nos não-lineares. Geralmente é empregado como divisor de tensão. 1.18 – Potenciômetro Não-linear Nos resistores com derivação móvel. Assim sendo.3 megaohms. símbolo e leitura do valor de termistores 81 . com a particularidade de que o recobrimento de esmalte vitrificado dispõe de uma abertura para permitir a união do contato móvel deslizante com o fio. por não terem largura de pista constante. São normalmente empregados nos controles de volume de som. sendo a logarítmica a mais comum. Assim.1. Fig. para uma mesma variação em graus do seu cursor. teremos a mesma variação do valor de resistência. Como nos trimpots. aumenta sua resistência quando a temperatura diminui e vice-versa.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Quanto à função-resposta. 1. os ajustes são semipermanentes.Resistores Especiais Os Resistores Especiais têm sua resistência influenciada por fatores externos.17 – Potenciômetro Linear Fig.

Classifique. em tipo e aplicação. os resistores fornecidos. 2. Observe detalhadamente o material fornecido. 1. Fig. 1ª Cor 2ª Cor 3ª Cor 4ª Cor 5ª Cor Valor Tolerância Potência Nominal Nominal R1 R2 R3 R4 R5 82 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Incluímos nesta categoria também o VDR (resistor dependente da tensão) e o LDR (resistor dependente da luz). RESISTOR TIPO APLICAÇÃO 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 3. Decodifique os resistores usando o seu código.21 – Aspecto.1.22 – Aspecto e símbolo do LDR PROCEDIMENTO 1. símbolo e leitura do valor de VDRs Fig.

Por que os potenciômetros logarítmicos são utilizados no controle de volume? 4. Que tipo de resistor deve ser usado num multímetro? Por quê? 3. em revistas técnicas. De que tipo deve ser este resistor? Qual a sua potência nominal? 2. 83 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL QUESTIONÁRIO 1. Pesquise. aplicações para o LDR e o NTC. Um resistor de 100 ohms é submetido a uma DDP de 50 V.

a prata e o ouro. São normalmente constituídos de cobre. e são encontrados no mercado numa grande variedade de tipos e com diferentes características. Também são usados como terminais de muitos componentes eletrônicos e em casos onde seja necessário uma ligação rígida que não deva ser submetida a vibrações ou flexões. Os fios são de dois tipos: simples. temos dois tipos de fios simples: a) Fios sem revestimento isolante. São habitualmente fabricados com cobre recozido.PROTOBOARDS E MONTAGENS PARA MEDIDAS OBJETIVOS • Identificar alguns tipos de fios e cabos elétricos. Em sua fabricação é utilizado o cobre recozido banhado por uma fina camada de estanho. INTRODUÇÃO 1. • Identificar componentes de segurança de sobrecorrente. PROTEÇÕES E CHAVEAMENTOS . • Utilizar o protoboard para montagem. isolados ou não. A seguir temos o fio não isolado (nu ou desencapado) e três saltos (jumpers) preparados para circuito impresso. Os fios simples podem ser revestidos por um material isolante. devido às excelentes qualidades condutoras e à grande resistência mecânica. Os fios são elementos utilizados para a ligação entre pontos em um circuito elétrico. Como exemplo de materiais condutores temos o cobre.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 2ª PRÁTICA CIRCUITOS ELÉTRICOS. quando submetidos a uma diferença de potencial. FIOS. constituídos por vários condutores. b) Fios com revestimento isolante. Numa primeira classificação geral. que evita a sua oxidação e facilita as operações de soldagem. • Identificar alguns tipos de chaves. podendo ser revestidos por um tubo isolante que tem por finalidade evitar curto-circuitos. 84 . Essa camada de estanho dá aos fios de cobre uma coloração cinza-metálica. CIRCUITOS ELÉTRICOS Materiais condutores são aqueles que permitem uma fácil circulação da corrente elétrica. formados por um único condutor e cabos. Os fios sem revestimento isolante ou desencapados são empregados em ligações curtas em circuito impresso. • Identificar o funcionamento de um protoboard.

2. oferecem vantagens pois são mais flexíveis.2. 2.1 – Jumpers Temos no mercado diversos tipos de fios com revestimento isolante. geralmente é constituído por um condutor central revestido por uma espessa cobertura de polietileno 85 . removendo a cobertura tubular isolante. Fig. enfocaremos o fio esmaltado. Cabo Blindado Coaxial . com aplicações específicas. formando uma bobina Na fabricação do fio esmaltado é utilizado o cobre com um revestimento isolante de verniz. A soldagem deste tipo de fio requer a remoção do verniz do ponto a ser soldado. 2. os cabos fabricados com fios estanhados e recobertos por uma capa isolante. facilitando a dobra e a soldagem.5 – Cabo simples rígido Temos diversos tipos de cabos no mercado. bobinas etc..2. Designamos por cabinho.Utilizado em sistemas de alta freqüência. onde o conjunto recebe o nome de feixe de condutores. o suficiente para que ocorra a perda de isolamento no ponto de união com o circuito. em comparação com os fios simples. O fio esmaltado é empregado nos enrolamentos de motores. E. Os outros fios isolados são empregados em instalações elétricas em geral. Os cabos são formados por um grupo de fios de cobre enrolados em espiral.4 – Cabos simples flexíveis Fig. Fig.2 – Fio esmaltado enrolado em um núcleo toroidal. transformadores.3 – Cabo paralelo Fig. Para soldar esses fios é necessário desencapar as extremidades a serem soldadas.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Fig..

c) captação de sinais externos. c) coaxial simples. em tipos e aplicação. minimizando: a) capacitância. Aplicações: a) Transporte de sinais de áudio (cabos mono e estéreo). 2. b) irradiação do sinal conduzido. os condutores.6 – Aspecto de um cabo coaxial com a ponta descascada Destacamos quatro tipos diferentes de cabos coaxiais: a) coaxial normal com malha aberta e fio central simples. tecido em forma de malha. d) coaxial com condutor de fios múltiplos e malha fechada. b) coaxial fino com malha e fios centrais estanhados. Observe detalhadamente o material fornecido. Todo o conjunto é coberto por uma capa de plástico que o mantém isolado. sobre essa cobertura. MATERIAL CONDUTOR TIPO APLICAÇÃO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 86 . é colocado um segundo condutor. b) Transporte de sinais de RF. Classifique. PRÁTICA PROCEDIMENTO 1. A malha em volta do condutor confere características de blindagem eletrostática ao mesmo.2.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL e. Fig.

cobre: b. Especifique a bitola mínima de um condutor de cobre para instalação dos aparelhos abaixo: a. Diga a aplicação dos materiais condutores relacionados abaixo em eletrônica: a.desencapado. b.conexão mecânica e elétrica. Geladeira de 200 W: c. Ar condicionado de até 3/4 HP (20 A ao ligar): b. d.conexão elétrica. c.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 3. Qual a relação entre a largura do filete de um circuito impresso e a corrente que nele circula? 3. Ventilador de 70 W: 4. Prepare os condutores abaixo para a conexão desejada: a.conexão elétrica (encapado). Fio simples . Cite exemplos. Máquina de lavar de 500 W: d. Defina condutor e isolante. ouro: 87 . prata: c. QUESTIONÁRIO 1. Cabo coaxial . Fio simples . O que é curto-circuito? 5. 2. Fio esmaltado .conexão elétrica (jumper) .

antes dos fusíveis serem trocados.não se destroem na função ativa.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 2. Os seccionadores de circuito dividem-se em dois grupos: Seccionadores de chaveamento . Fusíveis e disjuntores protegem o circuito. em inglês) cuja finalidade é ligar. Seccionadores de proteção . podem estar em apenas dois estados possíveis durante seu funcionamento: a. Fig. 2.7 – Disjuntores padrão DIN Fig. 88 . manualmente ou automaticamente. a causa de sua queima deve ser descoberta. INTERRUPTORES. que são dispositivos que se encontram normalmente fechados. desligar ou comutar as conexões de um circuito elétrico. Circuito Aberto . simplesmente desligam o circuito.São as chaves (switches. podendo ser religada posteriormente.1 SECCIONADORES DE PROTEÇÃO Os seccionadores de proteção desempenham duas funções básicas: a) Função passiva . e abrem-se em condições de curtos-circuitos ou sobrecargas. podendo ser reativados com o passar do tempo.O fluxo de corrente é impedido pelo estabelecimento de uma resistência praticamente infinita. utilizados em eletricidade e eletrônica cuja finalidade básica é a de ora permitir ora impedir um fluxo de corrente pelo circuito.é a interrupção de sobre-correntes durante acidentes. resulta normalmente de um curto-circuito.2. Dessa forma. O disjuntor é uma chave que pode ser desligada. b) Função ativa . Essa corrente acima do valor nominal especificado para as operações normais do circuito. ao ser percorrida por uma corrente excessiva.é o transporte de corrente durante condições normais do circuito. b. Assim sendo. da ação de uma corrente excessiva.O fluxo de corrente é estabelecido pela apresentação de uma resistência desprezível (curto-circuito). tais dispositivos.São os disjuntores e os fusíveis.8 – Disjuntores padrão Nema Os disjuntores são seccionadores de proteção que apresentam as seguintes vantagens em relação aos fusíveis: 1 . de forma a protegê-lo. em condições normais de funcionamento do circuito. Circuito Fechado . chamados pelo nome genérico de seccionadores de circuitos. DISJUNTORES E FUSÍVEIS Há dispositivos. a fonte ou ambos. 2.

Os disjuntores de rearme manual têm um mecanismo que prende a lâmina térmica uma vez que ela está aberta. Aproveitando-se as características de interrupção alta do mecanismo magnético e a ação mais lenta do dispositivo térmico.(a) Tipo Faca (b) Tipo Diazed (c) Tipo Rosca (d) Tipo Cartucho de papel 89 . mas sua constituição interna é bastante diferente. Apresentam um longo tempo de retardo devido à sua constituição. 3 . Essa constituição será estudada posteriormente na experiência sobre relés térmicos e magnéticos. em inglês). que rearma em poucos minutos após a abertura e o subsequente resfriamento. principalmente se forem corretamente utilizados. Podem ser de rearme automático ou manual. circuitos residenciais e cargas de bateria. rearmando-os.9 . Os disjuntores magnéticos apresentam aparência externa semelhante. A seguir temos algumas imagens de diversos tipos de fusíveis: 1. Nos sistemas em que as sobrecargas são auto-corrigidas usa-se o automático.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 2 . Como aplicações típicas têm-se os motores de pequena potência. 2.os disjuntores termo-magnéticos podem ser religados por qualquer pessoa. Proteção de circuitos de alta corrente: (a) (b) (c) (e) Fig. O fusível tem como elemento principal um condutor de baixo ponto de fusão que se queima ao ser percorrido por uma corrente excessiva. sem riscos de choque. Os disjuntores térmicos são os mais usados. constroem-se os disjuntores termo- magnéticos que atuam bem tanto em variações súbitas de corrente (parte magnética) quanto em pequena sobrecargas (parte térmica). bastando atuar na alavanca. Os disjuntores térmicos podem ser de alavanca ou de botão (push-button. Podem ser projetados para desde poucos milissegundos até vários segundos.apresentam maior vida útil. Existem dois tipos de disjuntores de abertura mecânica: os térmicos e os magnéticos.

Durante a função ativa o fusível deve queimar-se. um seccionamento bem executado implica que a formação do arco seja conveniente e completamente contida dentro do cartucho do fusível. b) limite de tensão.R. A tensão nominal do fusível especifica um valor máximo de tensão que deve ficar sobre ele no instante da abertura. c. ocasionando uma explosão e vários danos. ação rápida. b.10 . queimando o fusível e o porta-fusível. Portanto o fusível deve ser compatível térmica e quimicamente com o meio ambiente.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 2. (Capacidade de Ruptura Alta). independente de sua categoria. é sempre conveniente que o fusível trabalhe abaixo do especificado. c) tempo de ação. Proteção de circuitos de baixa corrente: (a) (b) (b) (c) (d) Fig. Isto é necessário devido à formação do arco voltaico. interrompendo o circuito.(a) Cartucho de vidro (b) SMD (c) Microfusível (d) Faca para automóveis Ao comprar um fusível deve-se especificar o seu tipo. 90 . sem qualquer mudança de estado que possa afetar sua operação elétrica. Para elevadas sobrecargas. que pode ser bastante perigosa. de dez vezes a corrente nominal ou mais. Em circuitos de grande potência a manifestação do arco pode ser muito intensa. pela ação de uma sobrecorrente. Assim sendo. Quanto ao tempo ou modo de ação. ação normal. formato. A função passiva do fusível requer que ele seja capaz de conduzir correntes de carga e mesmo sobrecargas esporádicas para uma duração de serviço de cerca de vinte anos. Chama-se a esta propriedade “capacidade de ruptura”. Modernamente constroem-se eficientes fusíveis C. além de outras três especificações que são: a) limite de corrente. Como na prática essas condições são diversas. ação lenta. para que não se deteriore. tamanho.2.A. A corrente nominal do fusível é especificada para determinadas condições de circulação de ar e de temperatura. os fusíveis abrem-se rapidamente (em aproximadamente 1 ms). os fusíveis podem ser de três categorias: a. O tempo que o fusível leva para se abrir está relacionado com o nível de sobrecorrente que passa por ele.

3 e 1.. b) Fusível cartucho com corpo de papelão: usado em instalações industriais. 25. 20. 60. por exemplo. Esses metais de conexão são usualmente cobre. também de latão. 100. c) Fusível cartucho com corpo de porcelana: usado em instalações industriais. 500 mA. ação rápida . a solda e a liga metálica se derretem. g) Fusível tipo casulo (cápsula): Também conhecido por tipo rabicho. os tempos de abertura são os seguintes : a. c. gastando de um a dois minutos para abrir. Para circuitos eletrônicos. Os fusíveis de ação rápida são comumente empregados na proteção de instrumentos de medidas e aparelhagens eletrônicas em geral. 20. Com uma corrente cinco vezes maior que a nominal.menos de 1 ms . f) Fusível miniatura: usado em placas de circuito impresso. 400. 35. São dimensionadas para as seguintes correntes típicas: 10. as três categorias respondem de modo semelhante. A ligação à placa é feita por condutores ou conexões de extremo. por serem projetados para suportar uma determinada sobrecarga durante algum tempo. b. 91 . Entre os dois extremos citados anteriormente é que as categorias se diferenciam nitidamente. 150. chuveiros etc. normalmente associado a chaves do tipo faca. É constituído por um corpo de porcelana que tem por fora uma manga rosqueada. de cerca de 1 mA até 1 ou 2 A. Quando sujeitos a uma extrema sobrecarga. 1 A. Neste caso. ar-condicionado etc. d) Fusível cartucho com fio externo: usado em automóveis. 200. 250 mA. latão. bombas d’água. juntamente com a mola. Durante sobrecargas severas e de longa duração no fusível lento. 30. de latão. 25 e 30 A. 200 mA. e) Fusível do tipo rolha ou soquete: usado normalmente em distribuição de energia elétrica em residências. aço ou compostos. ação normal . 15.. que demandam mais corrente no instante de partida. sendo por isso construídos para baixos valores de corrente. a abertura deve ser rápida e o efeito do arco contido. de certa duração. Na extremidade inferior. e a mola é puxada para trás. Os fusíveis de ação lenta são usados em circuitos nos quais são esperadas correntes de surto. Essa corrente pode chegar a cinco vezes a nominal. FORMAS DOS FUSÍVEIS Os fusíveis aparecem no mercado nos mais diversos formatos: a) Fusível cartucho com corpo de vidro: larga aplicação em eletrônica. 40. 250. 2 A e 5 A. é soldado diretamente aos circuitos. sem a necessidade de porta-fusível. 15. empregados em geladeiras. entre 1. Os fusíveis cartuchos destinam-se a conduzir correntes típicas de: 10. valores típicos são: 100 mA.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Para pequenas sobrecargas. 500 e 600 A. podendo ser de tamanho pequeno ou grande. Também são chamados de fusíveis de ação retardada. ação lenta . 300. para circuitos de luz e força.cerca de 10 ms . e. Casos típicos são os motores elétricos. abrindo uma grande distância. apenas a liga metálica de abre. um disco de contato. o fio fusível que fecha o circuito entre a manga e o disco.4 vezes a corrente nominal. no seu interior.mais de 1 s. sem se romperem. Os fusíveis de ação normal são normalmente empregados em instalações residenciais e indústrias comuns.

pois eles não queimaram. 2. 5 . 2 . condições anômalas de temperatura ou curto-circuito provocado acidentalmente.Sempre substitua fusíveis pelo mesmo tipo e valores nominais especificados. Estes metais de conexão são usualmente de cobre. (Capacidade de Ruptura Alta) Fig. podem ser substituídos diretamente por outros. CUIDADOS NA SUBSTITUIÇÃO DE UM FUSÍVEL 1 .Não coloque fios no lugar dos fusíveis.Os fusíveis devem ser retirados do circuito para serem testados com o ohmímetro. Os que se queimarem como consequência de um curto-circuito. sendo os de 250 V os mais comumente encontrados. deve ser usada a escala R x 1. só devem ser trocados após a identificação da causa que os queimou. latão.Atarraxe o fusível fortemente à sua base para que não haja mau contato.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Os fusíveis fabricados segundo as normas americanas são para duas classes de tensão de serviço: 250 V e 600 V. usualmente fechados por tampas de metal que também transportam os contatos condutores ou conexões de extremo. 4 . 92 . Os fusíveis para potências muito altas. 6 . apenas partiram (não falta um pedaço da liga fusível).Os fusíveis que se abriram por envelhecimento. há a vaporização do metal. aço ou compostos.Para fusíveis de menos de 250 mA. Isso é necessário porque quando a fusão da liga é muito violenta. que se gaseifica e pressiona o corpo do fusível como uma verdadeira bomba.R.Os fusíveis que se danificaram por envelhecimento normalmente podem ser identificados visualmente. condutoras de arco.A. Isto ocorrendo se dá maior liberação do calor. podendo causar dano ao fusível. de cartucho comum. Muitas aplicações em potências altas requerem fusíveis do tipo baioneta C. 7 . trazem em seu corpo aberturas para escape de gases em caso de curto-circuito.11 – Fusível tipo baioneta Os elementos fusíveis neste caso estão contidos em tubos rígidos enchidos com partículas exotérmicas apropriadas. 3 . pois escalas maiores podem queimá-los.

SECCIONADORES DE CHAVEAMENTO Pode-se dividir os seccionadores de chaveamento. são projetadas para interromper correntes bem menores (por facilidades técnicas e de custo). possui conectores de encaixar.2. e queima usualmente com correntes superiores a 1 A. Assim. Seu valor é tipicamente de 3 a 100 ohms.2. com relação à função que executam. de forma que possa ser facilmente substituído. só devem ser desligadas com o circuito desenergizado ou sob pouca carga (o que é conseguido com a utilização de várias chaves interruptoras secundárias). No caso de queima é só substituí-lo por um igual.Fusistor – resistor de fio usado como limitador de surtos em fontes de alimentação diretamente ligadas à rede (sem transformador). Assim como uma torneira permite ou não o fluxo de 93 . embora possam conduzir correntes elevadas devidas ao consumo das várias cargas ligadas a ela. pode suportar uma corrente de 450 mA. os circuitos do filamento das válvulas costumavam apresentar como fusível apenas um fio delgado e nu. Em geral. soldado entre dois batentes de uma tira de metal com bornes no chassi. destacam-se aquelas que controlam a aplicação de energia de uma fonte para uma determinada carga. 1. Dentre elas. em 3 grupos principais: a) Chaves separadoras – São aquelas que têm por finalidade separar um trecho para manutenção.12 – Porta fusível de rosca Fig. sob pena de formação de arco voltaico e ocorrer a sua consequente danificação.Ligações de fio – nos antigos televisores valvulados.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Abaixo dois tipos comuns de porta-fusível: Fig. b) Chaves interruptoras (ou simplesmente interruptores) – São aquelas que têm por finalidade básica interromper ou não um trecho de circuito.13 – Porta fusível de encaixe FUSÍVEIS ESPECIAIS 1 . São usadas normalmente como "chave-geral" em indústrias e. podendo ser ligadas ou desligadas na sua corrente nominal de trabalho. 2 . Um fio calibre 24 AWG de duas polegadas de comprimento. por exemplo.

sendo bastante lentos. as chaves podem ser: a. Dessa forma eliminam as desvantagens apresentadas pelas chaves mecânicas. O seletor de entradas de programas do equipamento de som citado anteriormente.São aquelas que permitem selecionar uma dentre várias seções de um circuito ou aparelho.14 – Circuito com interruptor Fig.Se baseiam em componentes ou circuitos eletrônicos que passam rapidamente de um estado de condução para um estado de não condução. ligar ou desligar um aparelho eletrônico etc. – Usando uma chave rotativa na seleção de vários dispositivos de entrada.Possuem contatos mecânicos. Um exemplo é o seletor de entradas de programa numa aparelhagem de som.2. Posteriormente passaram a utilizar válvulas e depois transistores. b.15 – Esquema de ligação do interruptor c) Chaves comutadoras . sem a utilização de contatos ou artes mecânicas. ligado ou desligado. Fig. Uma outra aplicação deste tipo de chave encontra-se nos circuitos digitais. Este se dá pela ação de um campo magnético ou pela ação do calor. sendo bastante compactos e rápidos. Eletrônicas . a falhas devido ao desgaste. que operavam em dois estados extremos: condução e não condução. 94 . portanto. Com relação à construção. um interruptor elétrico permite acender ou apagar uma lâmpada. normalmente é do tipo eletrônico. c. Eletromecânicas . Na atualidade.2. A escolha de dois estados. Fig. esses dispositivos de chaveamento são integrados. sujeira e oxidação dos terminais do contato. Os relés representam estes tipos de chaves. é a base de funcionamento dos circuitos lógicos dos computadores. Mecânicas – São acionadas manualmente. entretanto seu acionamento não é manual.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL água. sendo o contato fechado simplesmente pela junção mecânica de dois condutores que se encontravam separados. Inicialmente tais dispositivos baseavam-se em relés eletromecânicos. Estão sujeitas.

16 – Símbolos de chaves de contato momentâneo Estes interruptores são de grande utilidade para introduzir dados e ordens em uma série de equipamentos.A.20– Chave HH com alavanca As formas principais de acionamento em chaves interruptoras são: a) Alavanca. só sendo alterada a situação depois do operador efetuar a operação contrária.Chaves de contato permanente O contato é mantido após o comando ter sido acionado.F.Normalmente fechada (N. 2. Um pólo é um contato comum que pode ser ligado a várias vias ou “posições”.2.18 – Chave HH Fig.19 – Chave HH Fig. Fig. formando usualmente teclados em vários circuitos digitais. CLASSIFICAÇÃO DAS CHAVES QUANTO AO NÚMERO DE CONTATOS A principal especificação de um interruptor ou comutadores refere-se à sua quantidade de “pólos” e “posições” de cada pólo.Normalmente aberta (N.) Fig. Os contatos do tipo basculante são comuns neste caso. 2. Chama-se “pólos” aos contatos móveis. que são comandados pelo movimento de uma alavanca ou de um cursor.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL AÇÃO DAS CHAVES 1 . São de dois tipos: . Modelos como estes podem ser empregados em eletrônica digital para definir determinadas condições iniciais. Fig. 95 .) . 2.17 – Micro pushbutton 2 .Chaves de contato momentâneo Retornam à mesma posição quando liberadas pelo operador. 2.

que pode ser desligada ou transferida para uma outra. d) Toque. São muito usadas. geralmente por ação de um objeto móvel em uma máquina. uma via Simples comutação (SPST) b) Dois pólos. uma via Dupla comutação (DPST) c) Um pólo. onde não é feita qualquer ligação.23 – Aspecto e símbolo de um micro-switch Encontram-se também interruptores múltiplos. Fig. 2.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL b) Pressão. Isto é bastante útil quando somente se deseja a ligação de uma única via. por exemplo. Funcionam através de uma lâmina com ação de mola. sendo acionadas na abertura de portas ou malas. Tais chaves raramente têm capacidade para mais de dois pólos. Fig. em alarmes automotivos.2.21– Símbolos de chaves de acordo com o número de pólos e posições As posições podem ser do tipo ligado-desligado (“ON-OFF”) ou do tipo contatos reversores (liga a uma via ou a outra). duas vias Reversão simples (SPDT) d) Dois pólos.2. Encontram-se no mercado mini-interruptores conhecidos pela denominação em inglês de micro-switch.22 – Símbolos de chaves de acordo com o tipo de contato O tracejado na simbologia indica que os contatos móveis são interligados mecanicamente. com vários pares de contatos 96 . ou podem apresentar ambos os tipos no arranjo reversível. c) Cursor deslizante ou girante. Algumas chaves reversoras do tipo de cursor (comumente chamadas chaves H- H) podem ser colocadas numa posição central e neutra. Podem ser do tipo NA ou NF. duas vias Reversão dupla (DPDT) Fig. que se move para cima ou baixo. Descrição Função a) Um pólo. mas são isoladas eletricamente.

Outras possuem um capuz (parte superior externa da chave) transparente.25 – Tecla snap-action Neste tipo especial de tecla.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL independentes. à escolha do usuário. podem ser simples ou múltiplos. todos os contatos necessários são colocados sobre o circuito impresso. Fig. tanto de ação permanente (locking ou latching. montada sobre um circuito impresso: Fig. 2. que serve como suporte. também em inglês). 97 . Estes últimos constituem os teclados.24– Aspecto de dois dip-switch (contatos posicionados embaixo ou na lateral) A tecla ou botão (push-button. de ação momentânea. 2. com uma indicação escrita da função que a tecla desempenha. em inglês) como os de ação momentânea (nonlocking ou nonlatching. Os push-buttons. em inglês) é um dos tipos mais comuns de acionamento para interruptores e comutadores. Algumas teclas incorporam um dispositivo luminoso para indicar sua ação. Há uma grande variedade de teclas e capuzes. Abaixo está o esquema parcial de uma tecla snap-action (ação de mola). São conhecidos pela denominação em inglês de dip- switch e encontram larga aplicação nos circuitos digitais. que podem conter teclas independentes ou de ação simultânea. É sempre de contato momentâneo. com um ou mais contatos que se movem simultaneamente ou não. do tipo miniatura. A montagem pode ser feita sobre o circuito impresso.

as duas lâminas se curvam juntas. Fig. Fig. 3 posições Os contados podem estar dispostos em “pastilhas” ou em circuito impresso. o que provê uma base mais resistente e estável. 2. curvando-se. É constituído de uma plaqueta base sobre a qual se encontra uma série de pontos de contato fixos. O giro do cursor pode ser contínuo ou limitado até uma determinada posição. Os contatos usualmente são revestidos com prata. desempenhando a função de comutadores de vários pólos e várias posições. como o nome sugere. Podem ser simples. garante-se grande eficácia na sua limpeza. pois a fricção afasta eventuais partículas de poeira depositadas sobre eles e a leve ação abrasiva rompe a película de óxido que geralmente as cobre. As chaves rotativas. sendo bastante empregados em joysticks. Uma lâmina metálica flexível fica sobre cada um dos contatos. Estes contatos são constituídos por segmentos curtos de material condutor. 2. alguns tipos mais recentes empregam material à base de fibra de vidro.28 – Chave rotativa / 3 pólos. O centro da lâmina fecha o contato. 2.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Um dos modelos mais comuns de teclado sobre circuito impresso é o chamado “rã” ou “perereca”. apresentam um cursor girante preso mecanicamente ao(s) pólo(s). Cada pastilha ou placa de circuito impresso é confeccionada com uma folha fina à base de resina fenólica. 98 .27 – Chave rotativa / 1pólo. Tal material é mais satisfatório no que diz respeito à corrente de fuga. ou complexas. Os tipos mais complexos apresentam várias pastilhas. do tipo liga-desliga. Além de teclas com um contato fixo e outro móvel. Trata-se de um teclado muito sensível ao toque. Pressionando-se o comando. 5 posições Fig. assim que recebe uma pressão.26 – Contatos de chaves Como um contato desliza sobre o outro. e tocam-se perpendicularmente. em condições ambientais desfavoráveis. que vai fechando o contato deste(s) com as posições em sequência. existem as teclas com dois contatos móveis. formando uma cruz.

As do segundo tipo (M. Fig. Várias combinações são possíveis: 1 pólo. sem “cliques” e são muito úteis na seleção de escala de um multímetro. Os comutadores rotativos podem ser: a) Com interrupção (“break before make”). empregado em antigos seletores de canais. 2.32– Exemplo de chave Thumbwheel 99 .B. 4 pólos.2. b) Sem interrupção (“make before break”).31– Exemplo de chave-de-onda CHAVES ROTATIVAS COMUTADORAS COM OU SEM INTERRUPÇÃO O primeiro tipo (B. em várias funções de comutação em circuitos eletrônicos. 2 pólos. Uma outra espécie de comutador mecânico é o thumbwheel switch (literalmente igual a “chave com roda acionada pelo polegar”). etc. 6 posições.29 – Comutador rotativo sem interrupção Fig.30 – Comutador rotativo com interrupção Fig.) são construídas de forma que o contato móvel toca o contato fixo seguinte quando o contato anterior ainda se encontra ligado.B.B. 3.) inclui as chaves que interrompem a ligação com o contato anterior. 3 posições. evitando que uma corrente elevada passe pelo instrumento interno. A finalidade é proporcionar uma transição mais suave. 3 pólos.M. Fig. 4 posições. antes de completar a ligação com o contato seguinte. 12 posições.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Um tipo comum de comutador rotativo é a “chave de onda”. 2.

fornecendo uma leitura do número da chave ou da posição selecionada. duplas ou triplas. 3. Estes módulos podem ser ligados lado a lado. 3. Quando a roda é girada. – Chave-faca de três pólos (tripla) com porta-fusível O tipo mais simples é a “chave-faca”.34 – Chave-faca de um pólo (simples) Fig. que podem ser simples. Tal procedimento garante a segurança das instalações. elas tendam a abrir e não a fechar. Outras saídas. As ligações são feitas através de contatos. como o código BCD. 3. com ou sem porta-fusíveis. As triplas com fusíveis de rosca são comumente utilizadas em ligações residenciais trifásicas.35. são possíveis. Pode-se classificar as chaves-faca como a seguir. deve-se tomar cuidado para que elas “abram para baixo” de forma que com o desgaste das articulações. OUTROS TIPOS DE CHAVES A figura a seguir mostra outros tipos de interruptores. localizadas na parte traseira do módulo. cada dígito apresentado indica a ligação entre uma das várias vias e o pólo comum (saída decimal).33– Interruptores para iluminação Fig. Na instalação das chaves-facas. ou mesmo acidental.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL São constituídas por uma roda sobre a qual estão escritos dígitos. mais comumente empregados em eletrotécnica: Fig. do tipo para circuito impresso. 100 .

em desuso. vêem-se: a) Chave de alavanca .Para baixa tensão .utilizada para embutir na parede. three-way.Com fusíveis .Para alta tensão .Abertura rápida . a partir de dois locais situados afastados um do 101 .Normal . d) Chave-pêra . podendo ser simples.De rolha . INTERRUPTORES DE ACIONAMENTO REMOTO (Three-way e Four-way) Fig.usada para instalações em que os condutores não estão embutidos na parede.Simples .Para montagem em painel . As chaves permitem o controle independente de uma carga. dupla ou tripla.Base de mármore .Tripolar .Monopolar .Bipolar .Abertura normal (lenta) . em um arranjo conhecido pela denominação. 3. b) Chave do tipo botão (push-button) .conhecida pelo nome de “silentoque”. ligando ou desligando uma ou mais lâmpadas. em língua inglesa.Base de ardósia .De cartucho . c) Chave de alavanca de mecanismo suave .36 – Ligação de interruptores Three-way A figura acima mostra um comutador de duas vias.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Chaves de Faca .usada para ligações onde a chave fica pendente. em instalações residenciais (chave de embutir). e podem ser classificadas a seguir: Interruptores De embutir Comuns De meio de fio Three-way De sobrepor Four-way Tipo pêra (pendente) De alavanca Simples Rotativo Duplos De tecla Triplos Push-button Na figura com interruptores da página anterior. e) Chave de alavanca externa .Blindada Os outros tipos de interruptores mostrados na figura são comumente empregados para iluminação.

Fig.Responda: a) O que é uma chave de onda? Por que ela tem esse nome? Resp.Teste as condições dos fusíveis fornecidos: 1)____________________________________________________________________ 2)____________________________________________________________________ 3)____________________________________________________________________ QUESTIONÁRIO 1 .: _______________________________________________________________ _____________________________________________________________________ b) Cite aplicações para: • Chave N.: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 102 . Para controlar mais locais.A. além dos dois three-way em cada extremidade. 3.37 – Ligação de interruptores para acionamento de três ou mais pontos PRÁTICA 1 . deve-se utilizar para cada um deles um interruptor four-way.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL outro.Verifique com o ohmímetro as condições de comutação das chaves fornecidas: 1)___________________________________________________________________ 2)____________________________________________________________________ 3)____________________________________________________________________ 2 .

F.: ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ c) Sabendo que um televisor P&B tem potência máxima de 60 W.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL • Chave N. d) Como você acenderia uma lâmpada a partir de quatro lugares distintos? 103 . dimensione o fusível apropriado para a sua fonte.

considerando a figura abaixo. É composto de uma placa de material isolante com furos e conexões condutoras para montagem de circuitos elétricos experimentais. Na superfície de uma matriz de contato há uma base de plástico em que existem centenas de orifícios onde são encaixados os componentes. É utilizado especialmente em laboratório para montagem de circuitos eletrônicos pela facilidade de inserção e interligação elétrica de componentes sem a necessidade de soldagem.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 2. Fig. são: 104 .40 – Detalhes da vista superior e inferior (sem isolante) As ligações do protoboard.Vista superior de um protoboard Fig. As placas variam de 800 furos até 6000 furos. Em sua parte inferior são instalados contatos metálicos que interligam eletricamente os componentes inseridos na placa.Detalhe superior e inferior sem o material isolante Fig.3. tendo conexões verticais e horizontais.3. PROTOBOARD Protoboard (ou placa de ensaio) é um equipamento que possui um circuitos elétricos de contatos.39 . 3.38 . também chamado de matriz de contatos.

apenas metade dos pontos de cada uma dessas linhas é interligada. Caso seja necessário interligar mais terminais de componentes. Os bornes coloridos que existem na maioria das bases em que são montadas réguas do tipo protoboard servem para receber as pontas de prova que vêm da fonte de alimentação. com o multímetro. portanto. Todos os pontos das linhas externas (identificadas como X e Y na figura) estão interligados. introduza um pedaço de fio (jumper) em dois furos e. Assim. em vez de ligar essas pontas diretamente aos componentes no protoboard. Essas colunas permitem. para ligar a alimentação e a massa (ponto comum) dos circuitos. Em caso de dúvida. então o borne preto é usado para a tensão negativa. Na figura a seguir. X não se liga com Y). com garras jacaré. interligar até cinco terminais. o borne preto é destinado à massa do circuito (ponto comum. por vezes também chamado de “terra”). geralmente. caso o circuito necessite de alimentação simétrica. Ou seja.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 1. Se não necessitar. mas os da direita não se interligam com os da esquerda. e infinita. então se utilizam as linhas externas ou pontes de fio (jumpers) entre duas ou mais colunas internas. Os cinco pontos das colunas internas (numeradas como 1 a 47 na figura) estão interligados. na sua respectiva linha (somente os da X e somente os da Y. 2. evitando curtos. a metade dos pontos da esquerda é interligada e a metade dos pontos da direita é interligada. Essas linhas são usadas. que vai à massa. Nota: Em alguns tipos de protoboard. a parte superior não se liga com a parte inferior). 105 . o vermelho à tensão positiva e o verde à negativa. na sua respectiva coluna (somente os da parte superior – linhas A a E – e somente os da parte inferior – linhas F a J. aos bornes e destes um fio (jumper) vai ao circuito. elas são ligadas. com pinos banana. teste a continuidade entre eles (dará resistência próxima a zero se estiverem ligados entre si. se não estiverem). como os da marca Minipa.

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Fig. Esboce no layout A do protoboard a seguir.41– Placa base para protoboard com bornes Fig.42 – Borne com a capa superior aberta. 3. exibindo o orifício para colocação do fio ATIVIDADE 1. Circuito Misto Layout A – Desenho superior de um protoboard 106 . 3. os seguintes circuitos: a. Circuito de quatro resistores em série b.

45 – Exemplo de montagem Esboce um layout alternativo do circuito acima na figura de layout B a seguir: Layout B – Desenho superior de um protoboard 107 . A seguir. a seguir.3. 3. com a identificação dos terminais: Simbolo A (anodo) K (catodo) Fig. com escala. vemos o símbolo do LED e seu aspecto físico. temos a imagem do circuito montado em protoboard: R ILED E FONTE E LED Fig.44 – Circuito com resistor e LED Fig. de dois LEDs Ainda. 3.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 2.43– Imagem.

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3ª PRÁTICA
MEDIDAS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA E DE TENSÃO
COM MULTÍMETROS ANALÓGICO E DIGITAL

OBJETIVOS
• Medir resistores com o multímetro analógico e com o multímetro digital;
• Medir tensões contínuas com o multímetro analógico e com o multímetro digital.

INTRODUÇÃO
O multímetro é um aparelho eletrônico que possibilita medidas de tensão
alternada (VAC ou V~), tensão contínua (VDC ou V…), resistência (R ou Ω), corrente
contínua (ADC ou A…) e, em alguns casos, corrente alternada (AAC ou A~).
Temos, abaixo, o painel frontal do e, em seguida, a descrição de seus controles.

MULTÍMETRO ANALÓGICO
Temos, abaixo, o painel frontal do e, em seguida, a descrição de seus controles.

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DESCRIÇÃO DOS CONTROLES DO MULTÍMETRO ANALÓGICO

14.Escala de resistência (Ω);
15.Escala de tensão e corrente DC;
16.Escala de tensão AC;
17.Escala de ganho de transistor (hFE);
18.Escala de decibéis (dB);
19.Escala para verificação das condições da bateria;
20.Parafuso de ajuste do "ZERO";
21.Terminal para encaixe do transistor;
22.Botão de ajuste de "ZERO Ω".
23.Terminal para medidas de resistência, tensão AC/DC, corrente DC (exceto para
corrente de 10 A e tensão de 1000 V DC). Conecte a ponta de prova vermelha neste
terminal ("VΩA");
24. Chave Seletora de Funções;
25. Terminal "COM". Conecte a ponta de prova preta;
26. Terminal para medir corrente de 10 A DC. Conecte a ponta de vermelha neste
terminal;

MATERIAL UTILIZADO
Resistores: R1 = 33 kΩ ; R2 = 82 kΩ; R3 = 270 kΩ; R4 = 560 kΩ; R5 = 2,2 MΩ
Multímetro Analógico; Multímetro Digital; Pilhas e Fonte de Alimentação DC Ajustável.

PROCEDIMENTO 1
A) Inicialmente, utilizaremos o multímetro analógico como medidor de resistência
elétrica (função ohmímetro). Para esta utilização, seguiremos os procedimentos
abaixo:
1. Identifique os resistores utilizando o código de cores;
2. Conecte as pontas de prova nos terminais "COM" e "VΩA" do multímetro;
3. Selecione a chave seletora de funções para a escala de resistência apropriada,
de acordo com o valor do resistor a ser medido. Note que a chave multiplica (X1,
X100, X1 kΩ) os valores marcados na escala de Ohms;
4. Encoste uma ponta de prova na outra e ajuste o botão "ajuste de Zero Ω" até
que o ponteiro indique, na escala de resistência, valor igual a ZERO;
5. Apanhe uma resistência e conecte as pontas de prova em seus terminais;
6. Leia o valor indicado na escala de resistência; e
7. Multiplique o valor encontrado pela escala escolhida.

O valor encontrado equivale ao valor da resistência oferecida pelo resistor
escolhido. Anote na tabela apresentada na última página.

Observações
1) Se não for possível o ajuste de "ZERO" nas escalas de resistência, a bateria do
multímetro deve ser trocada.
109

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL

2) Para medir resistência, o componente (resistor) tem de estar desligado de qualquer
circuito. Se ele estiver soldado em um circuito, será necessário desenergizar o
circuito e dessoldar um de seus terminais. Também não se deve segurar com os
dedos nos dois terminais do resistor, simultaneamente, ao medi-lo.

B) Agora utilizaremos o multímetro analógico como medidor de tensão elétrica (função
voltímetro). Para esta utilização, seguiremos os procedimentos abaixo:
1. Identifique o valor nominal de tensão das pilhas;
2. Conecte as pontas de prova nos terminais "COM" e "VΩA" do multímetro;
3. Selecione a chave seletora de funções para a escala de tensão contínua
apropriada, de acordo com o valor da tensão a ser medida. Note que a posição
da chave indica o maior valor de tensão da escala;
4. Encontre, no mostrador, a escala correspondente à posição da chave; ela
termina com o mesmo valor da chave ou com um múltiplo ou submúltiplo dele;
5. Apanhe uma pilha e conecte as pontas de prova em seus terminais, observando
a polaridade (vermelho no positivo e preto no negativo; não inverta!);
6. Leia o valor indicado na escala de tensão; e
7. Faça a conversão do valor lido na escala graduada, de acordo com a relação
entre o máximo dessa escala e a posição da chave seletora.

Anote na tabela apresentada na última página desta prática. Repita para outra(s)
pilha(s) e para a fonte de tensão (saída DC).

Observação
Para converter o valor lido na escala graduada multiplique-o pela relação entre o valor
de fim de escala e o valor no qual se encontra a chave. Por exemplo, se você colocar a
chave em 100 V e o final da escala for 10 V, terá de multiplicar a leitura feita nessa
escala por 10. Já o final da escala for 10 V e a chave estiver em 1 V, então a leitura
feita nessa escala tem de ser multiplicada por 0,1 (dividida por 10).

MULTÍMETRO DIGITAL

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111 . 7. somente para o alcance de 10 A. PROCEDIMENTO 2 A) Nesta etapa utilizaremos o multímetro digital como medidor de resistência elétrica (função ohmímetro). Terminal de entrada "COM" . sendo ligada nele a ponta de prova positiva (vermelha). se inverter. 8. de acordo com o valor da tensão a ser medida. Selecione a chave seletora de funções para a escala de tensão contínua apropriada. para qualquer medição.nele é ligada a ponta de prova preta. Leia o valor indicado diretamente no mostrador. Note que a posição da chave indica o maior valor de tensão da escala. 3.onde o valor (magnitude) da grandeza é lido. Conecte as pontas de prova nos terminais "COM" e "VΩA" do multímetro.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Descrição dos controles do multímetro digital. Selecione a chave seletora de funções para a escala de resistência apropriada. Anote na tabela apresentada na última página. esta ponteira é ligada ao negativo ( . aparecerá um sinal de menos no mostrador). Terminal de entrada de "10 A" . Chave rotativa .nele é ligada a ponta de prova vermelha. 5. para sua troca. Identifique os resistores utilizando o código de cores. para evitar o esgotamento da bateria interna. de acordo com o valor do resistor a ser medido. Tampa da bateria . 2. Apanhe uma resistência e conecte as pontas de prova em seus terminais. 4. Conecte as pontas de prova nos terminais "COM" e "VΩA" do multímetro. Repita para outra(s) pilha(s) e para a fonte de tensão DC. 4. 4. Para esta utilização. Parafuso da caixa . Mostrador . observando a polaridade (vermelho no positivo e preto no negativo. seguiremos os procedimentos abaixo: 1. Leia o valor indicado diretamente no mostrador. Note que a chave indica o maior valor que pode ser medido naquela escala. 1. 6. seguiremos os procedimentos abaixo: 1. Anote na tabela apresentada na última página. Para esta utilização. Interruptor de alimentação . 2. se a grandeza medida for contínua. para manutenção.seleciona a grandeza que se quer medir e o fundo de escala (alcance).usado junto com o “COM”. 5. O valor encontrado equivale ao valor da resistência oferecida pelo resistor escolhido. 2. se a grandeza medida for contínua.liga e desliga o aparelho. Identifique o valor nominal de tensão das pilhas. deve ser sempre desligado quando se termina o uso. 3.permite o acesso ao compartimento da bateria interna. Terminal de entrada "V Ω A" . esta ponteira é ligada ao positivo ( + ). Apanhe uma pilha e conecte as pontas de prova em seus terminais. para qualquer medição.permite o acesso ao interior do instrumento.). 5. B) Agora utilizaremos o multímetro digital como medidor de tensão elétrica (função voltímetro). 3.

Em alguns multímetros. abreviatura de overload (sobrecarga. Para resistência. comece da maior escala e não da menor. isso não importa. 2) Se você não sabe o valor da tensão (ou corrente) que vai medir.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Observações 1) O aparecimento do número 1 no canto esquerdo do mostrador do multímetro digital indica que o valor a ser medido é maior que o limite da escala escolhida. tensão e corrente. até fazer uma leitura diferente. em inglês). aumente a escala. de modo a não danificar o instrumento. essa indicação aparece com as letras OL. Isto vale para resistência. TABELAS Resistência Valor Real Valor Nominal Multímetro Analógico Multímetro Digital R1 = R2 = R3 = R4 = R5 = Tensão Valor Real Valor Nominal Multímetro Analógico Multímetro Digital Pilha 1 = Pilha 2 = Fonte = 112 .

que é diretamente proporcional ao valor do resistor: E=IxR I No circuito ao lado. O circuito é dito fechado quando a fonte e a carga (no caso. também temos: I = E e R = E R I Um recurso para memorizar as relações da Lei de Ohm é o triângulo ao lado. Os fios (condutores) que interligam os componentes do circuito são considerados. desenvolve sobre ele uma queda de tensão E. • Medir a tensão elétrica e a corrente elétrica no circuito. e temos R x I. Portanto. além da equação já fornecida para a Lei de Ohm. • Comparar os valores medidos com os calculados pela Lei de Ohm INTRODUÇÃO A Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica. aparece a relação entre as E demais. o valor da tensão presente nos terminais da fonte (E) é o mesmo da tensão presente nos terminais do resistor. cubra I. como tendo resistência nula (igual a zero ohm). R é um resistor e I é corrente elétrica que circula no E R circuito fechado. • Montar o circuito proposto. o resistor) estão interligadas. e temos E/I. Se você cobrir com o dedo a grandeza que quer calcular. Tendo o valor de duas das grandezas indicadas. • Ajustar a fonte de tensão. na maioria das vezes. Assim. Cubra E. E é uma fonte de tensão. cubra R. você pode obter o valor da terceira. ao percorrer um resistor. R I 113 . e temos E/R.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 4ª PRÁTICA MEDIDA DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA E COMPROVAÇÃO DE LEI DE OHM OBJETIVOS • Medir o valor dos resistores fornecidos.

Isso é importante para o cálculo correto das grandezas no circuito. Confira a polaridade do instrumento e se o potenciômetro da fonte está na posição mínima (todo para a esquerda). em paralelo à fonte de tensão. coloque o multímetro digital na função VDC.Meça o valor de cada resistor e anote. 114 .7 kΩ 15 kΩ 33 kΩ 47 kΩ 2. fundo de escala em 20 V. Ligue a fonte e gire o potenciômetro até ler no medidor o valor da tensão desejada. ajustada. ou seja. entre os extremos do resistor. conforme indicado no circuito. Valor nominal (lido) Valor real (medido) 4.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL MATERIAL UTILIZADO • 1 resistor de 4. E R 4. Para isso. ligue a ponteira preta ao terminal de massa (preto) da fonte e a ponteira vermelha ao terminal +V (vermelho) da fonte. 3.7 kΩ • 1 resistor de 15 kΩ • 1 resistor de 33 kΩ • 1 resistor de 47 kΩ • Protoboard • Fonte de Alimentação DC Ajustável • Multímetro PROCEDIMENTOS 1.Aplique a tensão elétrica. com um resistor de cada vez.Ajuste a fonte de tensão em 12 volts.Monte o circuito.

CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 5. E R 7. Resistor Tensão medida Intensidade da Intensidade da corrente medida corrente calculada R1 = R2 = R3 = R4 = 115 .Complete a tabela. a) Ligue a ponta de prova vermelha do multímetro no terminal mA. b) Na chave seletora. d) Ligue o multímetro entre a fonte e o resistor e meça o valor da corrente. anotando no quadro adiante. da seguinte maneira. calculando o valor da intensidade da corrente. para uma leitura mais precisa. coloque na escala de 20 mA.Repita os itens 1 a 6 para cada um dos resistores. diminua a escala.Meça a intensidade da corrente elétrica no circuito. usando para isso o valor real dos resistores. Compare os valores calculados e os medidos. c) Desligue o terminal positivo da fonte do resistor. em cada caso. 8. E R 6. Se necessário.Meça a tensão elétrica sobre o resistor e anote no quadro adiante.

Secas .Devem ser operadas na posição vertical.Pilhas de Níquel-Cádmio. 116 . .Podem ser carregadas e descarregadas várias vezes. São também classificadas em secas e úmidas: Úmidas . . .Pilha de Zinco-Carbono. Destacam-se: .Pilhas de Lítio.O eletrólito é uma pasta ou gel. São semiseladas e podem ser usadas em qualquer posição sem que ocorra vazamento do eletrólito. . pois possuem aberturas que permitem o escapamento dos gases gerados durante o processo de carga e descarga.Pilha de Níquel-Cádmio. . .Não podem ser carregadas. As pilhas e baterias são classificadas em primárias e secundárias: Primárias . OBS: As baterias chumbo-ácido armazenam cargas elétricas quando estas lhe são comunicadas por um gerador. . Secundárias .Pilhas de Prata. .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 5ª PRÁTICA PILHAS E BATERIAS OBJETIVOS • Enunciar os tipos de pilhas. fazendo-se passar corrente contínua através de seus eletrodos.Pilha de Lítio. vai pouco a pouco acumulando carga sendo assim chamada de acumuladores.Pilhas de Zinco-Carbono.Pilha Alcalina.Pilha de Óxido de Mercúrio. Destacam-se: . fabricados de materiais diferentes e um eletrólito.Pilhas de óxido de Mercúrio. Entretanto. São constituídas de dois eletrodos. • Diferenciar pilhas e baterias.Baterias de Chumbo-Ácido.Pilha de Prata. . Destacamos as baterias tipo chumbo-ácido. Após a sua constrição não existe tensão elétrica em seus terminais. Ao conjunto de pilhas conectadas eletricamente como uma unidade simples denominamos de baterias. A reação química entre os eletrodos e o eletrólito produz uma tensão elétrica. a partir de reações que ocorrem entre seus componentes internos. INTRODUÇÃO Pilhas são dispositivos que transformam energia química em energia elétrica.Pilhas Alcalinas. Destacam-se: . .

5.5. apresenta certas desvantagens.1 . como a queda gradual de tensão no processo de descarga e quando submetida a uma baixa temperatura apresenta redução no seu rendimento. O zinco é o eletrodo negativo e o dióxido de magnésio é o eletrodo positivo.2 – Simbologia da Bateria PILHAS DE ZINCO-CARBONO As pilha de Zinco-Carbono são as mais comuns e baratas das pilhas primárias.3 – Descrição física de uma pilha zinco-carbono Apesar de ser a mais barata.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Abaixo. em geral. A haste de carbono faz o contato elétrico com o dióxido de magnésio e conduz a corrente ao terminal positivo. Note que a haste de carbono não é envolvida nas reações químicas que produzem tensão.5. cujo volume determina a quantidade de energia que elas podem fornecer.Simbologia da Pilha Fig. a forma de um cilindro. Apresentam. Fig. O eletrolítico para o sistema químico é uma solução de cloreto de amônia e cloreto de zinco. temos os seus símbolos: Fig. pois cada material possui uma relação entre massa e energia armazenada. 117 .

As pilhas alcalinas secundárias são mais baratas que as pilhas de níquel- cádmio. Apresenta baixa resistência interna. 118 . seu custo é mais elevado. Apresentam uma duração sete vezes maior e uma resistência interna mais baixa. em relação às pilhas de mercúrio.4 – Descrição física de uma pilha de óxido de mercúrio PILHAS DE PRATA As pilhas de prata. 5. Fig. Em compensação. são muito parecidas com as pilhas de mercúrio. Sua característica mais importante é a manutenção de uma tensão constante no valor de 1. São constituídas de um catodo de óxido de prata.55V ao longo de sua vida útil e menor capacidade de fornecimento de energia. Apresenta um revestimento externo de aço e aplicações de prata nos pólos para facilitar o contato. Apresentam uma tensão constante de 1.35 V ao longo de toda a vida útil da pilha. por um anodo zinco e por um eletrólito de hidróxido de potássio. PILHA DE ÓXIDO DE MERCÚRIO As pilhas de óxido de mercúrio são formadas por um catodo de óxido de mercúrio. por terem um volume menor. São de dois tipos: primária e secundária. seu ciclo de vida útil é dependente das condições de utilização: uma descarga além do limite de capacidade e uma extensa sobrecarga diminuem o ciclo de vida. têm a habilidade de reter a carga quando armazenadas e suportam ampla variação de temperatura de operação. ampla faixa de operação de temperatura e é mecanicamente robusta. em compensação.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL PILHAS ALCALINAS As pilhas alcalinas utilizam os mesmos eletrodos que as pilhas de zinco-carbono com exceção do eletrólito que nesta é uma solução de hidróxido de potássio. em seu formato. Podem ser encontradas em dois formatos diferentes: cilíndricas e em forma de botão. de um anodo de zinco e de um eletrólito com base em hidróxido potássico ou sódico.

5V permanece constante em 90% de sua vida útil. Portanto. É importante observar que as pilhas de lítio apresentam uma auto-descarga quase imperceptível e sua tensão de 3.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Fig. 5.7– Imagem de uma bateria de PC OBS. definida em Watt-hora por quilo. 5. Um dos modelos mais comuns é formado por um anodo de lítio e por um catodo gasoso à base de SOCl2 absorvido em eletrólito inorgânico. contra 133 Wh/kg das pilhas de prata e 55 Wh/kg das pilhas de zinco-carbono. Assim. 5. É a mais cara e sua faixa de operação de temperatura é de -50oC a 75oC.5 – Descrição física de uma pilha de óxido de prata PILHAS DE LÍTIO As pilhas de lítio apresentam a sua composição e a sua estrutura modificada fundamentalmente pelo material utilizado como catodo. a densidade das pilhas de lítio chega a 266 Wh/kg.: A carga acumulada de pilhas ou de uma bateria pode ser expressa na forma de densidade de energia. Outro modelo muito difundido é o que utiliza o lítio como material para o catodo e o bióxido de manganês para o anodo.6 – Descrição física de uma pilha de lítio Fig. 119 . Fig. são as que apresentam maior vida útil e a maior tensão nominal.

e) No processo de carga de certo número de pilhas. Antes de serem recarregadas a sua temperatura deverá estar próxima de 21oC. Apresentam uma baixa resistência interna. A operação em temperaturas elevadas encurta sua vida útil. 120 . Sem tratamentos abusivos. Assim. conectá-las em série. as pilhas de níquel-cádmio duram acima de 1000 ciclos. Por outro lado. para assegurar um longo período de vida útil devemos tomar algumas precauções como: a) Nunca soldar diretamente os eletrodos de uma níquel-cádmio. Seu custo inicial é alto. a uma temperatura entre -40oC e 60oC. d) Evitar curtos e descargas rápidas ou drenos de altas correntes. c) Nunca exceder as especificações de temperatura.8 – Estrutura interna de uma bateria de níquel-cádmio Podem ser armazenadas durante um longo período de tempo. Fig. podendo fornecer correntes elevadas com uma pequena queda de tensão. descargas incompletas aumentam o número de ciclos e não afetam sua capacidade se não houver sobrecargas. mas apresentam baixo custo de operação. não usar solda de estanho e sim solda a ponto.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL PILHAS DE NÍQUEL-CÁDMIO As pilhas de níquel-cádmio são hermeticamente seladas. Se for necessário soldar. carregadas ou não. f) Evitar a conexão de pilhas invertidas mesmo momentaneamente ou durante a recarga. Um ciclo é igual a uma carga e descarga completa. micro-pontos.5. podendo ser operadas em qualquer posição. nunca em paralelo. b) Evitar o processo de carga em temperatura baixa.

6 e 12 células eletrolíticas. ligadas em série e mergulhadas em uma solução eletrolítica de ácido sulfúrico (H2SO4). 5. na proporção de 40 partes de ácido sulfúrico para 60 partes de água. 12 e 24 Volts. Existem vários circuitos carregadores de pilhas de níquel-cádmio que usam marcadores de tempo de descarga e indicadores de estados no início e no fim da carga. fornecendo desta forma 6. ligadas ao eletrodo positivo. Fig.10 – Elementos de uma bateria de chumbo-ácido 121 . estufadas ou abertas. pois o cádmio é tóxico e o eletrólito é altamente corrosivo. BATERIAS DE CHUMBO-ÁCIDO As baterias chumbo-ácido são normalmente fabricadas com 3. 5.9 – Estrutura interna de uma bateria de chumbo-ácido Fig. e placas de chumbo metálico recobertas de chumbo esponjoso.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Devemos tomar cuidados com as pilhas oxidadas. dissolvido em água (H2O). Cada célula é constituída por placas de peróxido de chumbo. ligadas ao negativo. Estas placas positivas e negativas ficam separadas entre si por meio de isolantes.

no início de carga pode haver um superaquecimento devido ao excesso de corrente. Se medirmos agora. nesta útima a redução do chumbo e o eletrólito muda para água. pois se baseia na aplicação de uma diferença de potencial fixa nos eletrodos. e permite recolher uma certa quantidade de líquido. e o que está presente no anodo transforma-se em dióxido. Se um acumulador estiver carregado e o ligarmos por meio de um fio condutor. A tensão do carregador de bateria é ajustada para fornecer a corrente de carga desejada.11 – Densímetro Para se executar a carga de uma bateria chumbo-ácido. A indicação da densidade do líquido é fornecida pela graduação da escala. Fornece uma corrente inicial elevada. a sua densidade será próxima de 1. Portanto. O processo é lento. os elétrons que estão em excesso nas placas de chumbo se deslocarão para a placa de dióxido de chumbo (eletrodo positivo) que está com deficiência de elétrons.0 (densidade da água destilada) e 1. suficiente para fazer o flutuador conservar-se à superfície. O sistema de carga de corrente constante consiste na aplicação de valor determinado.26. Ocorre. que permanecerá invariável durante todo o processo. Encontra-se combinado com o eletrodo de chumbo.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL A densidade desse eletrólito oscila entre 1. que diminui no decorrer da operação. 5 a 10A. principalmente no início. Essa mesma operação é repetida para cada elemento que constitui a bateria. Fig.19 o que indica o seu estado de totalmente descarregada. É constituído de um tubo de vidro com uma pêra de borracha em uma das extremidades. Para uma bateria típica de automóvel a densidade específica do eletrólito é de aproximadamente 1. um tubo de borracha na outra e um flutuador graduado no seu interior. O densímetro é o instrumento mais prático para a determinação da densidade do eletrólito de uma bateria. Já o sistema de carga por tensão constante é mais rápido que o anterior. 5. uma vez que é preciso uma intensidade muito mais alta que a fornecida pelo carregador. Nesse instante as cargas nas placas e as cargas dos íons eletrólitos estão em estado de equilíbrio e a reação cessa. 122 . depositando neste uma camada branca de sulfato de chumbo. A reação continua até que a carga é removida. existem dois procedimentos fundamentais: através de carga de corrente constante e através de carga de tensão constante. o sulfato de chumbo depositado no catodo transforma-se em uma massa esponjosa de chumbo- metálico. Ao aplicarmos uma corrente elétrica nos eletrodos do acumulador.835 (densidade do ácido sulfúrico).

Fig. Defina: a. pois poderá sobreaquecer a bateria. Qual o possível problema de uma pilha de chumbo-ácido que apresenta um consumo excessivo de água? 123 . Algumas das mais novas baterias chumbo-ácido são seladas e portanto nào há previsão de colocação de água. 2. Supondo-se não haver nenhum problema específico com a bateria. havendo uma conversão da água em gás hidrogênio e gás oxigênio. Deve-se considerar que uma bateria está próxima ao fim de sua vida útil quando sua capacidade atingir valores inferiores de 80% do seu valor normal. Eletrólito 3.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Uma taxa de carga muito rápida deve ser evitada. qual a pilha que oferece o melhor rendimento? E qual oferece o pior rendimento? 5. Cite dois tipos de pilhas primárias e dois tipos de pilhas secundárias. QUESTIONÁRIO 1. Entre as pilhas estudadas. Cite três cuidados que devemos ter com as pilhas de níquel-cádmio. esta diminuição será gradual. 4.12 – Baterias de chumbo-ácido seladas A capacidade de uma bateria logicamente irá diminuindo até o fim de sua vida útil. só é necessário manter limpos os seus terminais. Eletrodo b. 5.

6. -Passagem de corrente alternada (by pass).Mostra os submúltiplos mais usuais e a unidade.000000000001 F 124 .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 6ª PRÁTICA COMPONENTES ELETRÔNICOS . -Geração de formas de onda. -Sintonia. • Caracterizar os diversos tipos de capacitores. -Filtragem de corrente alternada.1– Descrição genérica de um capacitor A capacidade de armazenamento de energia é dada em FARADS.2 . de modo a se obter um dos seguintes efeitos: -Bloqueio de corrente contínua.000000001 F pF 10-12 F ou 0. Tabela 6. INTRODUÇÃO Um capacitor é formado por duas placas condutoras separadas por uma camada de material isolante. sendo que os submúltiplos da unidade são os mais utilizados.CAPACITORES OBJETIVOS • Identificar diversos tipos de capacitores. -Armazenamento de energia etc. É um componente eletrônico usado para introduzir capacitância em um circuito. Submúltiplo Valor em relação à unidade uF 10-6 F ou 0. -Acoplamento de um sinal de a um circuito ou sistema para outro. Fig.000001 F nF 10-9 F ou 0.

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SIMBOLOGIA DOS CAPACITORES

FIXOS ELETROLÍTICOS

FIXOS DESPOLARIZADOS

VARÍÁVEIS

AJUSTÁVEIS

Outras simbologias encontradas em diagramas para capacitores eletrolíticos:

DIELÉTRICO
É o material isolante colocado entre duas placas de um capacitor. Dependendo
da aplicação, o dielétrico pode ser um dos relacionados a seguir, com suas respectivas
constantes dielétricas relativas (εr):

Tabela 6.2 - Dielétricos e constantes relativas

DIELÉTRICO εr
Vácuo 1
Ar 1,0006
Teflon 2
Poliestireno 2,5
Mylar 3
Papel, parafina 4
Mica 5
Oxido de Alumínio 7
Oxido de Tântalo 25
Cerâmica (baixo εr) 10
Cerâmica (alto εr) 100 a 10000

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CARACTERIZAÇÃO DOS CAPACITORES

CAPACITORES FIXOS

1. CAPACITORES DE CERÂMICA

- O dielétrico é a cerâmica.
- Formatos: disco e tubulares.
- Os de formato tubular apresentam capacitâncias entre 0,5
pF e 10 nF.
- Tensões de isolamento de até 500 V.
- A tolerância normal vai dos 10% aos 50%.
- Tipos compensados em temperatura têm uma faixa de tolerância que vai de
desde 1% até 20%.
- São muito usados em circuitos miniaturizados por apresentarem alta
capacitância em relação ao tamanho.
- Muito usados em circuitos de alta frequência pela pequena indutância que
apresentam.
- Quando o valor não vem escrito no próprio corpo (em pF) , apresentam código
de pintas coloridas que definem, de acordo com o código de cores universal ,
o seu valor em pF.

No capacitor acima vemos a indicação 154. Ela significa: 15 x 104 pF ou
150 nF. Portanto, os dois dígitos da esquerda formam um valor de capacitância
em pF e o da direita é o expoente da potência de dez multiplicadora.

Fig. 6.4 – Imagem de um capacitor cerâmico SMD (3mm de comprimento)

2. CAPACITORES DE MICA

- O dielétrico é mica (um mineral).
- Tem formato plano devido à não flexibilidade da mica.
- Ideal para trabalho em circuitos de alta frequência.
- Valores de capacitância entre 1pF e 10 nF (10 kpF).
- Tensões típicas de isolamento de 350 V.
- Tolerância de ordem de 1% em capacitores de mica
prateada, muito utilizados em instrumentos de precisão.
- Utilizados em circuitos de sintonia de receptores e
transmissores e em instrumentos de precisão.
126

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- Elevada estabilidade.
- Resistência de isolamento muito alta.
- Valor impresso no corpo, em pF ou código de cores.

3. CAPACITORES DE POLIESTIRENO

- O dielétrico é o poliestireno (derivado de petróleo).
- Formato tubular.
- Valores de capacitância de 10 pF a 10 nF.
- Tensões de isolamento entre 25 a 500 V.
- Utilizados em circuitos de alta frequência.
- Não apresentam estabilidade e precisão tão elevados
quanto os capacitores de mica.
- Tolerância entre 2,5% e 10%.

4. CAPACITORES DE POLIÉSTER

- O dielétrico é o poliéster (derivado do petróleo).
- Formato tubular.
- Valores de capacitância entre 10 nF e 470 nF.
- Tensão de trabalho entre 100 V e 400 V.
- Não são indicados para circuitos
de alta freqüência.
- Especificação feita no próprio corpo.

5. CAPACITORES DE POLIÉSTER METALIZADO

- Armaduras formadas de por finas camadas metálicas
depositadas de um lado e outro do poliéster.
- Valores de capacitância entre 1 nF e 2,2 µF.
- Tensões de isolamento entre 100 e 600 V.
- Não são indicados para circuitos de alta frequência.
- Recomendados para desacoplamento de sinais de baixa
frequência, filtragem e acoplamento.
- Tolerância entre 5% e20%.

127

Substituem os eletrolíticos em circuitos que exigem uma miniaturização elevada. . CAPACITORES DE TÂNTALO . -Valores de capacitância e tensão de trabalho aparecem escritos no próprio corpo do capacitor. . -Os eletrolíticos de alta tensão são usados em circuitos valvulados e fontes chaveadas. IMPORTANTE: Os eletrolíticos são polarizados. entre outros. quando a capacitância aumenta. -Apresentam correntes de fuga elevadas.São capacitores polarizados da mesma maneira que os eletrolíticos comuns.O dielétrico consiste. . . têm uma maneira certa de serem ligados nos circuitos. isto é. -Possuem durabilidade limitada. -Sua capacitância diminui com o tempo de uso. a tensão de isolamento diminui e vice-versa. .Para um mesmo tamanho de capacitor.1 µF a 50 µF. -Valores de capacitância de 0. 128 . -Tensão de isolamento 3 a 40 V.Apresentam grandes valores de capacitância para um tamaho mínimo. os capacitores eletrolíticos podem apresentar capacitâncias elevadas. -A tolerância dos eletrolíticos varia normalmente entre -20% e +50%. numa fina camada de óxido de alumínio formada sobre o metal de armadura. -São usados principalmente em filtragem de fonte de alimentação e acoplamento e desacoplamento de em circuitos de áudio. -São mais caros que os eletrolíticos comuns. 7. -A polaridade dos terminais é marcada no corpo do capacitor. normalmente. CAPACITORES ELETROLÍTICOS .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 6.Dielétrico formado por óxido de tântalo. apresentando valores de capacitância entre 1µF e 500µF com tensões de isolamento de entre 100 e 500v.Como a película de óxido é muito fina. A ligação incorreta inutiliza o capacitor e pode causar explosão.

Fazendo girar as placas móveis em torno de um eixo. . pode ser ajustado mediante um pequeno parafuso. sua capacitância. ou rotor.11 – Capacitor eletrolítico e capacitor de tântalo SMD montados em uma placa de circuito impresso CAPACITORES VARIÁVEIS . ou dois ou mais acoplados a um mesmo eixo (associação em tandem). . são denominados compensadores paralelos (trimmers).Os de dielétrico misto são constituídos por lâminas do metal isoladas por lâminas de mica. ou estator.São capacitores normalmente usados para variar a capacitância de circuitos sintonizados.A tensão de trabalho do depende do espaçamento entre as placas.Podem ser encontrados sozinhos.Capacitores deste tipo. isto é.As perdas de energia são. pois são colocados em paralelo a capacitores maiores. .São aqueles em que a capacitância pode ser alterada. Os valores disponíveis vão de uns poucos picofarads até o máximo de 500 pF. de modo a determinar a sua frequência de operação. em geral. O espaçamento entre as lâminas metálicas e. As capacitâncias obtidas com elementos desse tipo são em geral pequenas. ajustada às necessidades do circuito. .CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Fig. 129 .Seu dielétrico em geral é o ar. em consequência.6. CAPACITORES AJUSTÁVEIS . elas se defrontarão com as placas fixas em menor ou maior extensão. e num conjunto de placas fixas. . a fim de ajustá-los ao valor conveniente . . . bem menores que nos outros tipos de capacitores.Consistem geralmente num conjunto de placas móveis.Dielétrico pode ser ar ou misto (ar e mica). . cujas capacitâncias variam normalmente 3 pF e 150 pF. variando assim a capacitância do conjunto.

Identifique no circuito apresentado pelo professor os diversos tipos de capacitores. explodir. nem nos dois terminais do multímetro ao mesmo tempo. a resistência deve continuar alta. se o multímetro for analógico). junte seus terminais. 2. Atenção: não toque com os dedos nas duas pontas de prova. Agora. Ligue a fonte e afaste-se. pois o capacitor não se descarregou. em alguns minutos. Selecione um capacitor eletrolítico com valor de 100 µF ou menor e baixa tensão de isolação. Observe que a resistência vai aumentando lentamente. se o multímetro for digital. 3. o que indica a carga do capacitor. pois a resistência elétrica do seu corpo altera o resultado. Desligue o capacitor e volte a fazer a mesma medida após alguns segundos. 130 . mantendo o capacitor ligado ao multímetro.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL PRÁTICA 1. O capacitor deverá aquecer. Isso irá descarrega-lo e o processo de carga se repetirá. mantendo-a desligada. Conecte os terminais do capacitor com polaridade invertida aos da fonte de alimentação. com a polaridade correta (a ponta vermelha no positivo do capacitor e a preta no negativo. Selecione um capacitor eletrolítico com valor em torno de 1000 µF e ligue à escala de resistência mais alta do multímetro. estufar e. e o contrário. Ajuste uma fonte de alimentação para o valor da tensão de isolação do capacitor e depois desligue-a.

TRANSFORMADORES E TRANSDUTORES ELETROACÚSTICOS OBJETIVOS • Conhecer as características dos diversos tipos de indutores. os indutores são os componentes que mais variam em projeto. • Conhecer as características de transdutores eletroacústicos • Analisar o funcionamento de um microfone. estando em uso comum como bobinas de sintonia de RF. Fios do tipo litz produzem menor resistência de RF do que em cobre sólido de seções retas similares e são mais efetivos em freqüências justamente abaixo de 2 MHz. Isto significa que se a corrente num circuito sofrer uma variação para mais ou para menos.1 . INDUTORES São componentes reativos que apresentam o fenômeno da indutância. • Analisar o funcionamento de um alto-falante. A passagem de corrente elétrica em um condutor produz campo eletromagnético em torno dele. e bobinas de direção e de modulação para transmissores. Superficialmente. operando em centenas de Hz.BOBINAS DE CAMADA ÚNICA Provavelmente. 1. operando em muitas centenas de MHz. Se esse campo for variável. eles consistem de fios enrolados em um isolante. Esse fenômeno é chamado de Indução. são usados fios de cobre até cerca de 50 MHz. haverá circulação de corrente (alternada). bobinas de acoplamento de estágios. embora acima desta freqüência possam ser usados tubos de cobre (usualmente com placas de prata para a alta condutividade de superfície) para evitar perdas no núcleo. até grandes bobinas de umas poucas centenas de Henry. • Montar um intercomunicador. Mas na prática. As bobinas pequenas de núcleo de ar preenchem muitas funções. INTRODUÇÃO 1. acima desta freqüência as correntes de RF fluem através da parte externa do grupo de fios. a indutância atuará no sentido inverso. A indutância é definida como a oposição que um circuito oferece à variação de corrente (ou do campo magnético). tentando manter o valor da corrente. para receptores. outro condutor que esteja no alcance do campo desenvolve uma diferença de potencial entre seus extremos e. 131 . etc. • Conhecer as características dos diversos tipos de transformadores. Geralmente. eles variam desde bobinas pequenas de uns poucos micro-Henry (µH). se fechar o circuito.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 7ª PRÁTICA COMPONENTES ELETRÔNICOS – INDUTORES.

mas o valor máximo de indutância para uma bobina de camada única de fios. onde o fio é oscilado de lado a lado. aproximadamente. outros métodos de enrolamento são adotados para a operação em alta freqüência. os indutores mais novos (bobinas) para uso em circuitos impressos possuem padronização de cores para expressar seus valores.1 – Código de cores para indutores 1.BOBINAS MULTI-CAMADAS A forma ótima das bobinas multicamadas. enquanto a bobina é enrolada para reduzir sua capacitância própria.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL As formas das bobinas variam enormemente. À parte os solenóides de camada singela ou multicamadas. 132 . tais como o método universal ou progressivo universal. com comprimento conhecido de fio. a três vezes o enrolamento. parece ser a de que o diâmetro médio do enrolamento deve ser igual. para um dado comprimento de fio. Tabela 7.2 . com largura igual à altura do enrolamento. é dado pela fórmula: Assim como os resistores.

cerâmicas densas. As matérias-primas processadas são trituradas até formarem um pó fino. São duros. mas o manganês e o cromo também podem tornar-se ferromagnéticos quando feitos em liga com alguns elementos não ferromagnéticos. Uma regra simples é a de que o efeito da tela sobre a indutância da bobina é uma função de .2 – Desenho interno dessa bobina 1. o níquel e o cobalto. necessário inserir um núcleo ferromagnético.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 1. mas geralmente. alta permeabilidade inicial e razoáveis valores de saturação de indução. estado da composição etc. após o que são misturadas e pressionadas para formarem varetas ou tubos em altas temperaturas. São compostos não metálicos consistindo.NÚCLEOS FERROMAGNÉTICOS Se for exigido um aumento substancial da indutância de uma bobina sem aumentar o total de fio.NÚCLEOS DE FERRITE Quando for exigido um material de núcleo que combine alta permeabilidade com baixas perdas. O ferromagnetismo depende da estrutura do cristal. Os elementos mais importantes são o ferro. torna-se então. são usados ferrites. São usados em bobinas de alta qualidade nas portadoras de telefonia. zinco-manganês e níquel-zinco.4 . A propriedade do ferromagnetismo é confinada a somente uns poucos elementos conhecidos. quanto maior o suporte. O cálculo do efeito da blindagem sobre os indutores de núcleo de ar é extremamente complicado. em freqüências altas e médias.3 .1 – Foto de uma bobina de FI Fig. denominado ponto de Curie. em 133 .. menos a indutância é afetada. Fig. São caracterizados por terem uma baixa condutividade. de óxido férrico em combinação com um ou dois óxidos metálicos bivalentes. a partir do qual virtualmente cessa a propriedade ferromagnética. 7. onde “d” é o diâmetro da tela suporte. e devido à sua alta resistividade. Este pode também facilitar o ajuste da indutância.BLINDAGEM Nas frequências de comunicação a blindagem é necessária para evitar transferência indesejável de energia de RF. embora os desenvolvimentos nas áreas de computação e microondas tenham levado a outros ferrites tais como magnésio-manganês etc. 7. Os pontos de Curie desses três elementos magnéticos são: Níquel 358ºC Ferro 770ºC Cobalto 1120ºC 1. podem ser usados sob a forma de núcleos sólidos homogêneos. e é afetado pela temperatura até certo ponto.5 . São de dois tipos estabilizados: ferrites. principalmente.

gera uma 134 . o campo magnético variável.INDUTORES COM NÚCLEO DE FERRITE Empregam núcleos consistindo de um cilindro externo com extremos fechados. 1. a capacitância das bobinas. de valor e intensidade determinados.8 . as perdas dielétricas e o efeito de superfície afetam o projeto do mesmo modo que acontece com os indutores com núcleo de ar em HF (altas frequências). como cargas de anodo de estágios de amplificadores a válvula com acoplamento entre choque e capacitância e em outras aplicações CC. em outra tensão. 2. O funcionamento baseia-se no princípio da indução eletromagnética. isto é.INDUTORES COM NÚCLEO POROSO Estes são usados em frequências bem maiores de que os associados com os indutores de núcleo de ferro.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL transformadores de banda larga. com o percurso magnético sendo mais ou menos completado por um núcleo cilíndrico central. e uma bem menor permeabilidade. A construção de indutores com núcleo poroso segue a mesma prática geral dos indutores com núcleo de ar. Como os núcleos porosos são usualmente empregados em frequências intermediárias e acima.6 . mantendo constante a potência (que é igual ao produto da intensidade de corrente pela tensão). em fontes chaveadas. Geralmente. de acordo com sua posição. as propriedades deste tipo de núcleo podem ser arranjadas de modo a atenderem às exigências de projeto. Os enrolamentos são colocados no espaço anular. de valor e de intensidade de corrente diferentes.INDUTORES DE NÚCLEO DE FERRO Os choques com núcleo de ferro e em baixa freqüência são largamente usados para reduzir (planificar) a ondulação (ripple) em retificadores CA de fornecimento de potência. Segundo estes princípios. produzido por uma corrente alternada que circula num condutor enrolado num núcleo de material magnetizável. em bobinas de deflexão e em transformadores de saída horizontal de receptores de TV e monitores de vídeo com TRC (tubo de raios catódicos). Os materiais de núcleo mais comumente usados como choques de planificação são as laminações de ferro-silício e de ferro-silício com grãos orientados (ambos: núcleos C e laminações).7 . alternada. Outros tipos de indutores serão brevemente descritos a seguir. TRANSFORMADORES O transformador é um dispositivo capaz de converter uma dada tensão alternada. de alta relação I / d. as bobinas longas. em bobinas de FI de alta frequência. Eles têm uma baixa perda de núcleo (particularmente devido às correntes parasitas) em qualquer frequência. 1. 1. É introduzido um espaçamento de ar no núcleo central e escolhendo um comprimento adequado para esse espaçamento. em antenas. são usadas no projeto de bobinas com núcleo poroso.

e isolar o equipamento da rede elétrica. para assegurar uma boa regulagem de tensão com a carga. servindo para ligar ou desligar dispositivos. Indutância primária tão elevada quanto possível. causadas por uma escolha adequada do material do núcleo e sua laminação. g. Perdas de núcleo tão baixas quanto possível. As principais exigências para um bom transformador de potência são: a. Em uma alta temperatura. uso de materiais condutores e do núcleo com bom fator de espaço.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL certa tensão em outro enrolamento condutor. Pode ser usada uma construção aberta para ambos os tipos: as bobinas podem ser protegidas por blindagem metálica e o núcleo pode ficar exposto: tanto o núcleo como as bobinas devem ser protegidos desse modo . 3. usando os adequados fatores de segurança. selagem adequada contra umidade e construção metálica robusta. h.TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA A função de um transformador de potência é transformar uma tensão de entrada em uma tensão de saída desejada. O relé é um dispositivo eletromecânico com inúmeras aplicações possíveis em comutação de contatos elétricos. b.1 . É normal o relé estar ligado a dois circuitos elétricos. para reduzir a corrente sem carga a um valor pequeno. com área de seção reta do fio adequada. independente do primeiro que esteja enrolado no mesmo núcleo. Perdas nos enrolamentos tão baixas quanto possível. Eficiência alta devida às perdas. Quando uma corrente 135 . escolhendo os materiais e o tipo de construção. RELÉS O relé (do francês relais) é um interruptor eletromecânico. 2. No caso do Relé eletromecânico. a comutação é realizada alimentando-se a bobina do mesmo. c. Peso mínimo. f. A movimentação física deste interruptor ocorre quando a corrente elétrica percorre as espiras da bobina do relé. Dimensões do transformador tão pequenas quanto possível.ou todo o conjunto pode ser totalmente fechado. usando enrolamentos de alta condutividade. e mantendo um número pequeno de voltas do enrolamento primário. criando assim um campo magnético que por sua vez atrai a alavanca responsável pela mudança do estado dos contatos. Existem duas formas básicas de construção: o tipo de núcleo e o tipo de casca. Confiabilidade elevada. Um alto coeficiente de acoplamento entre os enrolamentos primário e secundário. com as correntes atendendo às exigências de potência. e. d.

sua aplicação é bastante ampla. como exemplo em equipamento médico. Fica claro que. de uma coluna de ar à sua frente. Sempre que a corrente elétrica de intensidade variável percorre um condutor. nesses dispositivos. com ele. os alto-falantes e microfones. militar etc. Os transdutores. não apresentam uso apenas na faixa de áudio. a resposta em frequência tem mais importância. Seu princípio básico de funcionamento é a reversibilidade do fenômeno eletromagnético. que produz o deslocamento do cone (que possui mobilidade) e. gera um campo magnético também variável. 4. fazendo com que 136 . no caso específico de áudio. do ímã natural. científico.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL originada no primeiro circuito passa pela bobina. fornecido pela corrente que atravessa uma bobina solidária ao cone. protegendo o operador das possíveis altas correntes que irão circular no segundo circuito (contatos). uma das aplicabilidades do relé é utilizar-se de baixas correntes para o comando no primeiro circuito. Só assim a voz pode ser amplificada e/ou transmitida. Os transdutores eletroacústicos devem ser capazes de captar e reproduzir uma ampla faixa de frequências. das mais baixas (graves) às mais elevadas (agudos). O transdutor eletroacústico transforma energia elétrica em energia mecânica e vice-versa. no entanto. Sendo assim. um campo eletromagnético é gerado. de 20 Hz a 20 kHz. TRANSDUTORES ELETROACÚSTICOS Transdutor é tudo aquilo capaz de transformar tipos de energia. A interação desses dois campos tem como consequência uma força. e outro variável. como por exemplo. Como exemplo. acionando o relé e possibilitando o funcionamento do segundo circuito. Em um alto-falante existem dois campos magnéticos: um fixo. ALTO-FALANTES O alto-falante é um transdutor eletroacústico que transforma um sinal de audiofrequência numa onda acústica. Sua utilização é bastante ampla. Este fenômeno é aproveitado na confecção dos transdutores. pois a eletrônica só pode processar a voz humana ou qualquer som natural depois de transformado em sinal elétrico. os microfones e alto falantes.

7 – Vista em corte simplificada de um microfone dinâmico 137 . através de diferentes técnicas. os graves. porém inverso. Ou seja. ser amplificada eletronicamente e posteriormente reproduzida por um alto-falante. No caso dos alto-falantes. solidária a uma bobina. por efeito eletromagnético. ser ultrapassada. 7. exigem cones de menor diâmetro. mais rígido ou mais macio. Fig. Os cones mais rígidos se prestam melhor à resposta de freqüências altas (agudos). são capazes de uma reprodução bastante fiel ao som original. por exemplo. É ainda importante destacar a função do cone. na reprodução dos sons. 7. No microfone dinâmico o processo é análogo. Logo. quando combinados. produzirá. em nenhuma hipótese. Para isso existem os alto-falantes conhecidos como woofer (para os graves). os agudos. Imã permanente Bobina móvel Membrana Fig. de menor comprimento de onda. O tamanho dos alto-falantes está relacionado ao comprimento de onda do sinal a ser reproduzido. Os constituídos de cobalto. isso depende do peso do ímã e da bitola do fio da bobina. e os mais macios à resposta de freqüências baixas (graves). Os alto-falantes também sofreram grande evolução para os fones de ouvido. de maior comprimento de onda.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL o ouvido humano passe a receber o som. Essa potência não deve. ao do alto-falante: a vibração das moléculas de ar faz vibrar uma membrana que. que. exigem cones de maior diâmetro. então.6 – Vista em corte de um alto-falante Um dado importante é a potência elétrica capaz de ser dissipada. são muito utilizados nos aparelhos tipo Ipod e MP3 players. é possível reconhecer a faixa de frequências a que se destina o alto- falante. transforma as variações de pressão do ar (ondas sonoras) em variações de uma tensão ou de uma corrente elétrica. na forma de compressão e rarefação do ar (ondas sonoras). MICROFONES O microfone é um transdutor eletroacústico que reponde às ondas acústicas fornecendo sinais elétricos. cuja qualidade sonora é indiscutível. sob pena de derreter o esmalte que isola o fio com o qual é feita a bobina e a conseqüente destruição do alto-falante. mid-range (para a faixa média) e o tweeter (para os agudos). uma tensão que poderá.

monte o circuito abaixo.um mid-range de 5 watts (BRAVOX . radiocomunicador etc.7µF. 7.qualquer microfone dinâmico que tenha em casa. considerando suas especificações.7. . usando o osciloscópio para observar a onda que ele produz.8 – Cápsula de um eletreto Fig. exemplificando. • Capacitores bipolares: . PROCEDIMENTOS 1.6 ou equivalente).um de eletreto ou . a excursão do cone é menor. • Alto-falantes: . Explique. 2.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL A tecnologia atual neste setor tem progredido bastante. aplicando uma tensão de 2 Vef (Vef = volts eficazes). como os utilizados em gravador. um de 5. os microfones piezelétricos. Observe que. Ligue o gerador de áudio ao mid-range.um tweeter com cone de papel.um de 4. ligue diretamente ao osciloscópio. Fig. pois esse tipo de microfone necessita de polarização. telefone. eletreto etc. Podemos citar. no sentido de apresentar sistemas melhores e mais eficientes.9 – Diagrama interno da cápsula PRÁTICA MATERIAL UTILIZADO • Microfones: . Se for o de eletreto. Se o microfone for dinâmico. Mostre o funcionamento do microfone. e que para as altas freqüências.6µF e um de 47µF. para as baixas frequências a excursão do cone é grande. Varie a frequência do gerador entre 10 Hz e 10 kHz. 138 .

explicando o que ocorreu.Verifique seu nível de audição. Qual a maior frequência que você ouve? Varie até 22 kHz. para as mesmas frequências. para as frequências de 50 Hz. c. 10 kHz e 15 kHz.Varie C de 4. Utilize o alto falante como microfone e observe no osciloscópio a forma do sinal elétrico. Observe a diferença no som e meça novamente a tensão sobre o tweeter.Varie C de 5. explicando o que ocorreu. d. Monte o circuito abaixo: C = 4.7 µF para 5.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 3. b. 500 Hz. para as mesmas frequências.6 µF para 47 µF. Observe a diferença no som e meça novamente a tensão sobre o tweeter. 4. 5 kHz.7 µF Gerador De Tweeter Áudio a. 139 .6 µF.Aplique uma tensão de 1 Vef e meça a tensão sobre o tweeter.

• Selecionar escala vertical e base de tempo coerentes com o sinal a ser visualizado no Osciloscópio. freqüência e amplitude). com amplitude e freqüência determinadas pelo usuário. • Estabilizar a forma de onda na tela do Osciloscópio. Observe que os controles e terminais do osciloscópio estão identificados por números. É um instrumento importante para manutenção de equipamentos e sistemas eletrônicos. brilho. guiado. passo a passo. 140 . com uso do Osciloscópio. foco e posição de feixe). que serão indicados no procedimento. Durante o procedimento desta prática você irá descobrindo os controles. INTRODUÇÃO A principal função do Osciloscópio é mostrar formas de onda de tensão e medir amplitude e tempo no sinal. as funções e a operação básica de um osciloscópio analógico. por um roteiro objetivo. • Medir amplitudes e intervalos de tempo no sinal. de uso muito comum. • Aplicar um sinal proveniente do gerador de sinais ao osciloscópio.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 8ª PRÁTICA USO DO OSCILOSCÓPIO E DO GERADOR DE SINAIS OBJETIVOS • Ajustar os controles básicos do Osciloscópio (liga-desliga. • Ajustar os controles básicos do Gerador de Sinais (forma de onda. Figura Ilustrativa do Osciloscópio A principal função do Gerador de Sinais é produzir formas de onda de tensão.

que serão indicadas no procedimento. 7.Aperte o botão 6 e verifique se os botões ao lado dele. bem como o botão 10. e o botão 7 até a linha ficar o mais fina possível.Gire os botões 11 e 12 totalmente para a direita. bem como o botão 3. em vez de decorá-lo. estão desapertados.Aperte os botões 8 e 9. 3. 5.Aperte os botões B e C.Ajuste o botão F até a metade do seu curso.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Durante o procedimento você irá descobrindo os controles e a operação básica do Gerador de Sinais. até a linha perder um pouco de brilho. Gire. 10. Se não aparecer uma linha horizontal brilhante na tela. mude) e.Ligue o Osciloscópio em 1 e gire o botão 4 totalmente para a direita. Ajustes iniciais do Gerador de Sinais 6. para guiá-lo no uso destes instrumentos. 4. gire os botões 5 e 6 até a linha se encontrar no centro da tela. Figura ilustrativa do Gerador de Sinais PROCEDIMENTOS Importante: apresentamos a seguir um roteiro objetivo. 2. verifique se o botão 15 não se encontra na posição XY (se estiver. 8. estão desapertados. o botão 4 para a esquerda. até travarem. para entender o processo. Ajustes iniciais do Osciloscópio 1. Você deve observar os efeitos de cada botão. 141 . depois.Ajuste o botão G até aparecer um valor próximo a 1000 no mostrador e ajuste exatamente em 1000 no botão H.Ligue o Gerador em A. 9.Gire o botão D totalmente para a esquerda e certifique-se de que os botões E e F estão empurrados. então. Observe que os controles e terminais do gerador estão identificados por letras.Aperte o botão 2 e verifique se os botões ao lado dele. controle e ajuste.

Visualização do sinal no Osciloscópio 12. 15.Conecte um cabo blindado entre o terminal I do Gerador e o terminal 13 do Osciloscópio. na reprodução de tela abaixo. VP = ________ VPP = ________ Para medir a amplitude pico-a-pico você deve contar o número de quadrados (divisões) ocupados pelo sinal na tela. reajuste o brilho. o foco e a posição do traço. em volts de pico e pico-a-pico. A subdivisão de um quadrado vale 0.Ajuste o botão 14 até que o sinal ocupe a maior parte da tela. observando a ligação de massa (garra preta) com massa.Se necessário. 13.Esboce a imagem. interligue dois cabos que tenham BNC em uma das pontas e garras jacaré na outra. na direção vertical. Caso não haja um cabo com um desses conectores em cada ponta.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL Interligação dos instrumentos 11. Escala vertical: _____ V/div Escala horizontal: _____ ms/div A escala vertical é indicada pela posição do botão 14 e a escala horizontal é indicada pela posição do botão 15. sem ultrapassar as marcas (quadrados). 142 . Já a amplitude de pico é aquela entre o meio da onda (zero) e um dos picos.Ajuste o botão 15 até que a tela mostre cerca de dois ciclos do sinal.Meça a amplitude do sinal. 14.2. 16. na direção vertical. Anote. Para calcular o valor em Volts é só multiplicar o número de divisões e subdivisões pela escala de V/div (Volts por divisão) indicada no botão 14. O conector na ponta desse cabo é do tipo BNC.

medindo esse valor no osciloscópio. ainda.CEFET/RJ – Curso Técnico de Eletrônica – Apostila de Laboratório – 1º ANO PAINEL 17. Para calcular o valor de tempo é só multiplicar o número de divisões e subdivisões pela escala de s/div (segundos por divisão) ou ms/div (milissegundos por divisão) ou. T = ________ Para medir o período você deve contar o número de quadrados (divisões) ocupados pelo sinal na tela. µs/div (microssegundos por divisão) indicada no botão 15. Anote. 19.Reajuste o gerador para fornecer 3 VP. Anote.Reajuste a freqüência para 3 kHz e torne a medir o período. 18. na reprodução de tela abaixo. T = ________ 20. ajuste a base de tempo e a amplitude de forma que seja possível observar a representação elétrica do sinal de áudio vocalizado através do transdutor. A subdivisão de um quadrado vale 0.2. na direção horizontal.Esboce a imagem.Meça o período do sinal. 143 . Escala vertical: _____ V/div Escala horizontal: _____ ms/div Proposta: Utilizando um transdutor eletroacústico. entre um pico do sinal e o seguinte.