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Inclusão Escolar: Representações Compartilhadas de Profissionais da Educação acerca da

Inclusão Escolar

Claudia Gomes & Fernando Luis Gonzalez Rey

Educação inclusiva = atender e desenvolver todos os alunos indistintamente

 História de práticas educacionais que tinham como meta a formação do aluno ‘’normal’’
 A fragmentação do ambiente escolar gera: enrijecimento, seleção, estigmatização,
normatização das práticas e a massificação do desenvolvimento humano.

Para mudar a educação inclusiva, deve-se

 Mudar o paradigma e buscar a reconstrução da educação e do processo educativo para
deixar de ser exclusivista e mudar o macro sistema social
o Olhar o sujeito em sua característica ativa e participativa
o Entender sua totalidade
o Refletir sobre sua bagagem histórica e sobre a da comunidade

ALUNO COM NECESSIDADES ESPECIAIS -> quando é visto como cidadão a sua deficiência
deixa ser o centro das relações e passa a ser uma característica secundária

É necessário resgatar a subjetividade fundante nas ações sociais e individuais para considerar a
relação dialética entre o individuo e o social.

SUBJETIVIDADE = produção de sentido (sentido constitui o sujeito)

CONFIGURAÇÕES SUBJETIVAS = sistema de sentidos + experiências vividas.

É necessário analisar a educação inclusiva não só pelas leis mas também pela configuração
subjetiva dos posicionamentos.

OBJETIVO = investigar a ação educacional inclusiva explorando as representações compartilhadas
pelos profissionais sobre o processo de inclusão

Pesq qualitativa com 25 profissionais da educação. 1 diretora, 1 vice-diretora, 1 coordenador
pedagógica, 2 inspetores e 20 professores (1 a 8º série). 23 M e H com educação superior e média
de 11 anos de atuação.

Resultados: A organização escolar frente à inclusão é orientada por 3 grandes representações

1) INCLUSÃO ESCOLAR E A MODERNIZAÇÃO DAS PRATICAS ESCOLARES QUE
ENFATIZAM O RESPEITO AS DIFERENÇAS E DIVERSIDADES

Isso produz ansiedade. A inclusão só será bem sucedida se:  O prof regular deve acreditar que o aluno terá sucesso  A escola deve estar convicta de aceitar e compartilhar a responsabilidade pela aprendizagem  Os profissionais devem estar predispostos a trabalhar em colaboração com salas regulares Crianças e profissionais na posição de asujeitamento = configuração subjetivas desconsideras no âmbito escolar A inclusão depende de:  Educadores dotados de materiais. que implica na saúda do asujeitamento . menos valia e insegurança. ficar quieto. instrumentos e referenciais teóricos e práticos para adaptar as práticas Se os educadores não são vistos enquanto sujeitos que constroem sentidos e são construídos por estes não podem assumir o papel de educar a todos.  A incapacidade institucional aliada aos sentidos subjetivos dos profissionais que denotam medo e inseguranças comprometem a educação inclusiva A categoria inclui:  Adaptação de atividades. MASSIFICAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO  A inclusão como meio de sociabilização somente. e não como um meio de desenvolvimento cognitivo e social. a criação de um ambiente mais afetuoso e o profissional como sujeito ativo do processo e de relações 2) INCLUSÃO ESCOLAR E DELIMITAÇÃO. A exclusão aumenta quando o Acne é eximido de tarefas e não tem um acompanhamento que garante sucesso dentro de seus limites.  Inclusão como humanitária e não educacional  Caridade. depreciação e subalternidade. (mostra a deficiência do sistema) 3) INCLUSÃO ESCOLAR COMO PRÁTICAS DE HUMANIZAÇÃO DO ENSINO OU COMPENSATÓRIAS  A inclusão como impulsionador de práticas compensatórias = ajudar a limpeza. A inclusão depende de posicionamento de todos os profissionais da educação nas instituições.