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Usina Hidrelétrica de Itutinga – 1ª grande usina construída pela Cemig, concluída em 1955.

Usinas da Cemig
A história da eletricidade em Minas e no Brasil.

1952 - 2005

U84
Usinas da Cemig: 1952-2005. / Coordenação Paulo Brandi de Barros Cachapuz.
– Rio de Janeiro : Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 2006.
304p. : il. color ; 22,5 cm.

ISBN 85-85147-70-9 (enc.)

1. Energia Elétrica - História. 2. Cemig - História, 1952-2005. 3. Usina Hidrelétrica.
I. CACHAPUZ, Paulo Brandi de Barros (Coord.) II. Centro da Memória da Eletricidade
no Brasil (Rio de Janeiro, RJ).

Governador de Minas Gerais
Aécio Neves da Cunha

Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico
Wilson Nélio Brumer

companhia energética de minas gerais

Diretoria Executiva

Diretor Presidente
Djalma Bastos de Morais

Diretor Vice-Presidente
Francisco Sales Dias Horta

Diretor de Planejamento, Projetos e Construções
Celso Ferreira

Diretor de Finanças, Participações e de Relações com Investidores
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Diretor de Geração e Transmissão
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Diretor de Distribuição e Comercialização
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Diretora de Gestão Empresarial
Heleni de Mello Fonseca

Avenida Barbacena, 1.200 - Santo Agostinho
30123-970 - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
www.cemig.com.br

Centro da Memória da Eletricidade no Brasil – MEMÓRIA DA ELETRICIDADE Presidente Mario Penna Bhering Diretoria Executiva Marilza Elizardo Brito Coordenadoria do Centro de Referência Solange Balbi Cerveira Reis Coordenadoria de Pesquisa Ligia Maria Martins Cabral Coordenadoria de Comunicação Liliana Neves Cordeiro de Mello Coordenadoria de Administração Carlos Henrique da Silva Coordenação Paulo Brandi de Barros Cachapuz Pesquisa Paulo Brandi de Barros Cachapuz e Sergio Tadeu de Niemeyer Lamarão Pesquisa Iconográfica Gilberto Lima Martins Copyright © 2005 by Centro da Memória da Eletricidade no Brasil .

Sumário Usina Hidrelétrica Salto Morais 178 Usina Hidrelétrica Santa Luzia 180 Apresentação 9 Usina Hidrelétrica Santa Marta 182 Usina Hidrelétrica São Bernardo 184 A Cemig e o Desenvolvimento Usina Hidrelétrica de Sumidouro 186 da Indústria de Energia Elétrica Usina Hidrelétrica Tronqueiras 188 em Minas Gerais 11 Usina Hidrelétrica Xicão 192 Usinas da Cemig 53 Centrais Térmicas Parque gerador da Cemig 56 Usina Termelétrica de Formoso 196 Usina Termelétrica de Igarapé 198 Grandes Centrais Hidrelétricas Usina Hidrelétrica de Camargos 61 Central Eólica Usina Hidrelétrica de Emborcação 67 Usina Eólica do Morro do Camelinho 202 Usina Hidrelétrica de Irapé 73 Usina Hidrelétrica de Itutinga 79 Usinas em Consórcio Usina Hidrelétrica de Jaguara 85 Usina Hidrelétrica de Aimorés 206 Usina Hidrelétrica de Miranda 91 Usinas Hidrelétricas de Capim Branco I Usina Hidrelétrica de Nova Ponte 95 e Capim Branco II 210 Usina Hidrelétrica de Salto Grande 101 Usina Hidrelétrica de Funil 216 Usina Hidrelétrica de São Simão 107 Usina Hidrelétrica de Igarapava 220 Usina Hidrelétrica de Três Marias 113 Usina Hidrelétrica de Porto Estrela 224 Usina Hidrelétrica de Volta Grande 119 Usina Hidrelétrica de Queimado 228 Pequenas Centrais Hidrelétricas Subsidiárias da Cemig Usina Hidrelétrica de Anil 126 Usina Hidrelétrica de Machado Mineiro 234 Usina Hidrelétrica de Bom Usina Hidrelétrica de Pai Joaquim 236 Jesus do Galho 128 Usina Hidrelétrica de Rosal 240 Usina Hidrelétrica de Cajuru 130 Usina Hidrelétrica Sá Carvalho 244 Usina Hidrelétrica de Dona Rita 132 Usina Hidrelétrica de Salto do Paraopeba 248 Usina Hidrelétrica de Gafanhoto 134 Usina Hidrelétrica do Salto do Passo Velho 252 Usina Hidrelétrica de Jacutinga 138 Usina Hidrelétrica do Salto Voltão 256 Usina Hidrelétrica de Joasal 140 Usina Termelétrica do Barreiro 258 Usina Hidrelétrica de Lages 142 Usina Termelétrica de Ipatinga 262 Usina Hidrelétrica de Luiz Dias 144 Usina Hidrelétrica de Marmelos 148 Estações Ambientais Usina Hidrelétrica de Martins 152 Estação Ambiental de Galheiro 266 Usina Hidrelétrica de Paciência 154 Estação Ambiental de Igarapé 268 Usina Hidrelétrica de Pandeiros 156 Estação Ambiental de Itutinga 270 Usina Hidrelétrica de Paraúna 158 Estação Ambiental de Jacob 272 Usina Hidrelétrica de Peti 160 Estação Ambiental de Machado Mineiro 274 Usina Hidrelétrica de Piau 164 Estação Ambiental de Peti 276 Usina Hidrelétrica do Pissarrão 168 Estação Ambiental de Volta Grande 278 Usina Hidrelétrica Poço Fundo 170 Usina Hidrelétrica de Poquim 172 Referências Bibliográficas 280 Usina Hidrelétrica Rio de Pedras 174 .

Usina Hidrelétrica de São Simão .

que vai gerar energia para sustentar o desenvolvimento da- quela região tão carente. com sua capacidade de 9 MW. mantê-las funcionando com eficiência e até. foi o suprimento inicial e a arrancada definitiva para a industrialização do Estado. Rio de Pedras. Três Marias foi um grande desafio e mar- cou a história dos grandes empreendimentos no País. terra marcada pela falta de água. onde está o maior potencial hidráulico natural da região. os ideais de nossos pioneiros. são diversos os tamanhos. inaugurada no final do século. O último território a ser desbravado foi o Vale do Jequitinho- nha. a Cemig não parou com seu propósito de explo- rar o potencial energético de Minas Gerais. foi pioneira em seu formato de parceria com a iniciativa privada. Pequenas. operá- las. termelétrica e eólica. novas usinas foram sendo implantadas. que já funcionava desde 1946. a força da gente que construiu nosso rico patrimônio gerador. parece uma gota perto dos 1. Igarapé gera a partir do óleo. também. a Cemig resgata. Geração hidrelétrica. Construir usinas. Neste livro. Neste mais de meio século. com predominância no Triângulo Mineiro. em 1952. É vasto o território. Em todos os cantos de Minas. a rica história da geração de energia elétrica em Minas. Resgatar a história das usinas da Cemig é preservar um valoroso patrimônio. A energia.Apresentação Desde o início de suas atividades. A Cemig se sente orgulhosa em poder editar este livro que teve estreita co- laboração do Centro da Memória da Eletricidade. A Diretoria  . são variadas as formas. pela sua engenharia e porte. a inaugu- ração de Itutinga marcava o início de uma era de grandes obras pela Cemig. Igarapava. a Cemig encontrou condições de construir Irapé. médias e grandes. mais recentemente. é da mesma qualidade. tornando-se referência no setor nacional.710 MW de São Simão. através de informações e imagens de suas dezenas de usinas. a Cemig demonstrou talento para a geração de energia elétrica. no entanto. No enredo. muito da história da energia elétrica no Brasil. Em 1955. A aquisição de Gafanhoto. que conta. em todas as suas formas. num trabalho de extração da máxima capacidade das máquinas geradoras. Mesmo ali. Morro do Camelinho tira sua energia do vento. é a melhor do Brasil. as águas de nossos rios. recapacitá-las.

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A Cemig e o Desenvolvimento da Indústria de Energia Elétrica em Minas Gerais Usina Hidrelétrica de Volta Grande .

Criada em 1952. A participação do capital privado tornou-se praticamente residual e limitada a pequeno número de empresas distribuidoras. a Cemig figura entre as empresas estatais que desempenharam pa- pel fundamental nesse novo ciclo de expansão do setor elétrico. A crescente intervenção estatal no setor elétrico. Usina Hidrelétrica de Nova Ponte 12 . Na década de 1990. a empresa mudaria sua razão social para Companhia Energética de Minas Gerais em 1984. em conformidade com uma política mais ampla de redu- ção da presença empresarial do Estado e de estímulo à competição em ativida- des monopolizadas ou quase inteiramente dominadas por empresas públicas. quando um novo ciclo de expansão foi inaugurado por empresas públicas federais e estaduais. modificou profundamente a base produtiva e a estrutura de propriedade da indústria de energia elétrica nacional. A escala técnica dos empreendimentos foi elevada com a construção de grandes centrais hidrelétricas em locais afasta- dos dos principais centros consumidores e a implantação de extensas linhas de transmissão. Originalmente de- nominada Centrais Elétricas de Minas Gerais. consolidada em 1962 com a constituição da empresa holding federal Centrais Elétricas Brasileiras (Ele- trobrás). O desenvolvimento da indústria de eletricidade no Brasil contou com a parti- cipação predominante do capital privado até meados do século XX. as regras de funcionamento do setor sofreram pro- fundas modificações. mantendo a sigla tradicional.

rias da Cemig. presidida pelo engenheiro Lucas Lopes. porém. res de energia no estado. mantendo. o controle acioná. mig Distribuição de Energia S. procurou rio da concessionária. para atender à necessidade Modelo de excelência na administração pú- de expansão da geração de seu sistema. Sua primeira diretoria.A. Em 1997. o país. uma escola de planejamento. A Cemig firmou diversas parcerias com em. notadamente grandes consumido. a licitação das novas alterações na legislação setorial.A Juscelino Kubitschek O processo de mudanças compreendeu a privati- zação de diversas empresas estatais.A. in- 13 . a Cemig vem de- As implicações do novo modelo setorial fo. o blica brasileira. Em 2004. a Cemig foi desmembrada em duas subsidiárias integrais: a Ce- concessões para a expansão dos sistemas e a refor. regulação. em decorrência de contratar o melhor pessoal que havia disponível. planejamento da expansão e operação dos Fundada em maio de 1952 pelo governador sistemas interligados. distinguindo-se como empresa eficiente e competiti- presas privadas. va ao longo de sua trajetória. sempenhando desde então o papel de verdadeiro ins- ram bastante significativas para Minas Gerais e todo trumento de desenvolvimento da economia mineira. e a Cemig Geração e mulação das entidades especializadas nas funções de Transmissão S. Juscelino Kubitschek de Oliveira. a empresa também se destacou como governo mineiro vendeu um terço das ações ordiná.

o panorama usina da oferta de energia no estado mudou significativamente. Devido à escassez de reservas carboníferas de boa qualidade. dando o suporte necessário ao brasileira. de ações pontuais e de pequena escala. do século XIX sob a forma de sistemas isolados e independentes. formando uma equipe de especialistas que daria consistência aos programas futuros da companhia. Usina Hidrelétrica de Marmelos 14 . como veremos adiante. a participação do governo estadual na produção entrou em de eletricidade já se fazia notar. no amplo programa de industrialização e modernização da economia estadual. A formação do setor na então elétrico em Minas província de Minas Os serviços de energia elétrica foram organizados no Brasil a partir do final Gerais. porém. município de Diamantina. a primeira Tratava-se. A empresa transformou por hidrelétrica completo a base produtiva do setor elétrico mineiro. atendendo preferen- cialmente aos maiores centros urbanos. as fontes de geração hidrelétrica logo despontaram como principal opção para a produção de eletricidade. visando ao atendimento de áre- operação as precariamente eletrificadas e à garantia de energia para alguns projetos industriais. Antes da criação da Cemig. Em 1883. cluindo técnicos estrangeiros. Com a Cemig.

com 4 e 8 HP de extração de ouro na mina de Faria. das aplicações iniciais dessa nova 150 HP de potência. acionados Localizada no ribeirão do Inferno. a usina entrou em fun. o aproveitamento contava com temporâneas. A par disso. sendo con- durante longo período.Usina Hidrelétrica de Marmelos Usina Hidrelétrica de Salto Grande A s experiências pioneiras com geração de energia elé- trica ocorreram ainda na época do Império. primeira hidrelétrica o cascalho da mina por uma linha de transmissão da América Latina a fornecer energia para serviços de com dois quilômetros de extensão. dade (CME) para a construção de Marmelos Zero no Situada no rio Turvo Sujo. Faria inaugurou a hidrelétrica de Ribeirão dos Ma- ra usina hidrelétrica brasileira. forma de energia nos Estados Unidos e na Europa. A usina de Ribeirão do Inferno foi ins. de desmonte hidráulico de terreno diamantífero. rio Paraibuna e a exploração do serviço de energia cionamento em 1885 e permaneceu em operação elétrica em Juiz de Fora. afluente do rio por uma roda-d’água. Dispondo de dois dínamos Diamantina. um dos pio- de Minas e do país foi realizado pela Companhia neiros do setor têxtil em Minas. bem como de potência. Em 1887. Em 1889. era intenção de 15 . Em janeiro de 1888. a usina possuía duas máquinas de tiu a utilização de energia elétrica nas atividades corrente contínua (dínamos Gramme). em Nova Lima. entrou em operação em Juiz de Sua energia era levada até as bombas que extraíam Fora a usina de Marmelos Zero. a iluminação elétrica das casas de trabalhadores e talada com finalidade de movimentar duas bombas funcionários da empresa. Gramme de 25 HP de potência unitária. A usina foi idealizada O segundo aproveitamento hidrelétrico pelo industrial Bernardo Mascarenhas. o Fiação e Tecidos São Silvestre para fornecimen. no município de cacos. iluminação pública e particular. De acordo com o recense- amento de 1920. a Compagnie des Mines d’Or du Em 1883. empresário fundou a Companhia Mineira de Eletrici- to de energia à fábrica desta empresa em Viçosa. na então província de Minas Gerais. entrou em operação a primei. portanto. esse aproveitamento permi- Jequitinhonha.

Light and Power. o sistema elé- Minas era trico da capital passou a contar com a energia da hidrelétrica de Rio de Pedras. equivalentes a 37% do total nacional. organizada pelo engenheiro Sam- empresas de paio Corrêa. com capacidade de 600 kW. seguindo pelo estado do Rio de Janeiro com 61 mil kW. Mascarenhas instalar uma fábrica de tecidos na cidade que seria acionada com energia de origem hidráulica. A usina de 225 kW integrou o conjunto das obras públicas inauguradas com a capital. Vale destacar que diversas empresas mineradoras atuantes em Minas investiram na autoprodução de energia elétrica. que reunia o No ano seguinte. como.200 kW. aproveitando uma queda-d’água no ribeirão Arrudas. Interrupções freqüentes levaram a brasileiro prefeitura a instalar em 1911 a chamada Usina de Gás Pobre. em Itabirito. bondes e telefones da região mais desenvolvida do país: o eixo formado pelas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. por delegação do executivo estadual. a Companhia de Eletri- de usinas e cidade e Viação Urbana de Minas Gerais. no centro da cidade. Belo Horizonte contou com serviços de energia elétrica desde a inaugura- ção da cidade em dezembro de 1897. sendo desativada em 1896 para a entrada em operação de uma nova usina construída no mesmo local pela CME: a hidrelétrica de Marmelos 1. 16 . os serviços de eletricidade.. viação e telefones da maior número capital foram arrendados por uma empresa privada. Minas era o estado brasileiro que reunia maior número de usinas e empresas de eletricidade. A grande maioria das usinas em Minas pertencia a pequenas concessioná- rias privadas ou municipalidades. a inglesa The Saint John del Rey Mining Company. construída no rio das Velhas. sável pelos serviços de iluminação e força de Belo Horizonte. assumindo o controle da usina de Peti. Em 1920. por exemplo. O grupo Light con- centrava a maior parcela dos serviços de energia elétrica. aparecendo em terceiro lugar quanto à potência insta- lada. Havia porém algumas empresas de porte médio. com o estado 1. as concessionárias controladas pela holding canadense somavam 134 mil kW de capa- cidade instalada. São Paulo liderava o ranking nacional com 155 mil kW. Com a assistência técnica de Bernardo Masca- renhas. a prefeitura ficou respon- Em 1920.. Responsáveis pela montagem de sistemas de grande porte para os padrões da época. Em 1907. a Comissão Construtora da Nova Capital empreendeu a instalação da usina de Freitas. de energia elétrica de Santa Bárbara em 1914. construída no início do século por uma mineradora estrangeira. Marmelos Zero foi inaugurada em setembro de 1889 com 250 kW de potência instalada. Inicialmente. A supremacia desses estados devia-se basicamente às usinas do grupo canadense Brazilian Traction. com 42 mil kW. Esta companhia tornou-se também concessionária dos serviços eletricidade.

Maurício. Ouro Fino e Varginha. diversas iniciativas de caráter drelétricas de Rio de Pedras (que havia sido duplicada local ganharam maior abrangência com a fundação em 1925). somando de 14 mil kW. entre os quais. além da termelétrica a gás de da Companhia Sul Mineira de Eletricidade (CSME) em Belo Horizonte. panhia logo ampliaria sua área de atuação. os bens e instalações do Departamento de Eletricida- Tanto a CME como a CFLCL contribuíram para de. a CME já atendia de uma dezena de municípios. com 800 kW. a empresa inaugurou a usina de Marmelos 2. No final da década de 1920. passando Em 1929. Gerais (CFLMG). pelos serviços de eletricidade e tração urbana da capi- trificação dos principais centros urbanos da Zona da tal desde a rescisão do contrato com a Companhia de Mata mineira. Usina Hidrelétrica Rio de Pedras 17 . a exemplo do Outra empresa de destaque era a Companhia que ocorreu em outros estados da federação. três anos antes. Contando em sua direção com o ex- to à exploração do potencial hidráulico do rio Parai. funda. Itajubá. po norte-americano American and Foreign Power da em fevereiro de 1905 pelo empresário e influente Company (Amforp) ingressou no setor de energia político mineiro José Monteiro Ribeiro Junqueira. dando prosseguimen. Bicas e Guarará. agosto de 1922. iniciando o atendimento aos por intermédio da Companhia Força e Luz de Minas dois municípios que lhe emprestavam o nome. a nova concessionária assumiu todos a abastecer São João Nepomuceno e Rio Novo. a CFLCL colocou em operação a hidrelétrica de de eletricidade de Belo Horizonte e Santa Bárbara.400 kW. presidente Venceslau Brás. Além de Juiz de Fora. obtendo a concessão dos serviços 1908. A com. o gru- Força e Luz Cataguases-Leopoldina (CFLCL). Passaram ao controle da CFLMG as hi- Na região Sul. às localidades de Matias Barbosa. Em elétrica mineiro. Freitas e Peti. Em 1915. ocorrida dual durante a Primeira República.como a pioneira CME. órgão do governo estadual que vinha respondendo o desenvolvimento manufatureiro e o progresso da ele. de imediato os serviços de energia elétrica de mais com 2. Mar de Espanha. região mais dinâmica da economia esta. a concessionária reuniu buna. Eletricidade e Viação Urbana de Minas Gerais.

venção do Estado na vida econômica e social do país. assistimos no mesmo período à crescente inter- Em 1946. O código assegurou à União o monopólio do poder de con- cessão dos aproveitamentos hidrelétricos. via instalada substituição de importações. sob o regime autori- Minas tário liderado por Getúlio Vargas. de energia Após a vitória do movimento revolucionário de 1930 que conduziu elétrica. determinando ainda a fiscaliza- ção técnica. sua inspiração nacio- nalista provocou incertezas que desencorajaram investimentos dos grandes grupos estrangeiros instalados no país. contribuindo ainda para acelerar o processo de industrialização. No plano nacional. Santa Marta e Gafanhoto... o governo federal manifestou clara preocupação com a re- gulamentação das atividades de energia elétrica. Usina Hidrelétrica de Santa Marta 18 . Entrada em cena do Estado A participação do poder público estadual como agente produtor de energia elétrica teve início no governo Benedito Valadares (1933-1945) com a construção das hidrelétricas de Pai Joaquim. contábil e financeira das empresas do setor. Vargas ao poder. Embora o Código de Águas não tenha sido plenamente implementado. As medidas centralizadoras e interven- contava com cionistas adotadas pelo governo Vargas (1930-1945) protegeram a economia 178 MW de brasileira do total impacto da depressão internacional mundial dos anos capacidade 1930. em articulação com outras po- líticas voltadas para a modernização da economia do estado. A promulgação do Código de Águas em julho 1934 mudou inteiramente o regime jurídico da indústria de eletricidade.

entre 1937 e 1943. a 90 km de Belo Horizonte. destinada ao abas- em outras unidades da federação. A usina de bacia do rio Jequitinhonha. vimento migratório do estado. inicial de 2. com o objetivo de satisfazer necessidades prementes de energia elétrica em três diferentes regiões de Minas. por para o desenvolvimento econômico de Minas. mento de Águas e Energia Elétrica de Minas Gerais 19 . A construção de Pai Joaquim. aproveitou o potencial do rio Piracicaba. A usina entrou em operação em 1941 com capacidade Cumpre assinalar. cia unitária. era a maior siderúrgi. porém. o interventor João Beraldo criou o Departa- diferentes regiões de Minas. na pela Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. no rio Araguari. Santa Marta ventor João Tavares Corrêa Beraldo. Santa Marta e Gafanhoto foi anunciada pelo governador Benedito Valadares em 1939. o crescimento econômico na tos pioneiros contou com a participação decisiva do década de 1930 foi apenas moderado. As obras foram iniciadas sob a supervisão tuada. engenheiro Israel Pinheiro da Silva. até 1942. de capacidade instalada. lizada no rio Pará. Em Minas. Localizada no ribeirão Ticororó. taria de Agricultura e Indústria do governo Valadares dustrializado do país tornou-se ainda mais acen. no Triângulo Mineiro. o significativo au. no governo do inter- A construção de Pai Joaquim. titular da secre- tajosa posição do estado em relação ao centro in. Santa Marta foi construída na região norte gico no valor da produção industrial do estado. mento da participação dos ramos metalúrgico e siderúr. insta. com 14 mil kW e Gafanhoto foi anunciada pelo governador Benedi. com o objetivo de satisfazer Além da conclusão das obras de Gafanho- necessidades prementes de energia elétrica em três to. a usina lando quatro hidrelétricas entre 1936 e 1940. inaugurada em 1937. A definição desses proje. A deficiente infra-estrutura de energia elétrica e a Gafanhoto foi construída com a finalidade de desconcentração das atividades econômicas impuseram fornecer energia à Cidade Industrial de Contagem. o que corres. entrou em operação em 1946. titular da secreta- a expansão das fronteiras agrícolas em direção ria de Viação e Obras Públicas do governo estadual aos estados do Paraná e Goiás reforçaram o mo. pondia a 12% da população estadual. A Belgo Mineira. A desvan. tecimento de Uberaba e Araxá. Loca- exemplo. O crescimento industrial de São Paulo e do engenheiro Odilon Dias Pereira. graças a com o objetivo de ampliar a oferta de energia elétrica iniciativas como a implantação da usina de Monlevade a Montes Claros. O censo de 1940 O primeiro empreendimento foi a hidrelétri- apurou a existência de 830 mil mineiros vivendo ca de Pai Joaquim.940 kW. 1944 com dois grupos geradores de 500 kW de potên- ca integrada a carvão vegetal do mundo na época. a a muitas empresas industriais e de mineração a instalação mais importante realização do governo Valadares de seu próprio sistema energético. a usina foi inaugurada em Monlevade. to Valadares em 1939.

Poucas empresas possuíam sistemas de geração e distribuição com caráter regional. era a maior con- cessionária de serviços públicos de energia elétrica. inaugurada quatro anos mais tarde com 9. comumente de propriedade municipal. na região central. servindo Belo Horizonte e Santa Bárbara.. a Companhia Geral de Eletricidade e a Siqueira Meireles Junqueira & Cia. o DAE-MG assumiu a responsabilidade pela administração das usinas de Gafanhoto. a Companhia Mi- neira de Eletricidade e a Companhia Sul Mineira de Eletricidade. em meio ao crescente déficit de energia da capital. tendo em vista o estudo dos problemas da oferta de energia elé- trica no estado e a formulação de novos projetos de aproveitamentos hidrelé- tricos. Entre as concessionárias privadas que atendiam a mais de um município. Milton Campos promulgou a lei nº 510. Minas contava com 178 MW de capacidade instalada de energia elétrica. Esse panorama. A CFLMG. Pai Joaquim e Santa Marta. refletia uma fase incipiente da evolução dos siste- mas elétricos no estado. autorizando o governo mineiro a organizar empresas de economia mista para construção e operação de centrais hidrelétricas no estado. correspondentes a 12% do total nacional. De um modo geral. Em 1946. a Companhia Pra- da de Eletricidade.400 kW de potência. Em novembro de 1949. (DAE-MG) em abril de 1946. a em- presa iniciou a construção da nova usina de Peti. subsidiária do grupo norte-americano Amforp. Foi o maior investimento em geração realizado pela CFLMG ao longo de sua trajetória. 20 . destacavam-se a Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina. no Triângulo Mineiro. Em 1942. já citadas. bem como a Companhia Luz e Força Hulha Branca. abran- gendo mais de um município. na região Sul. denotando grande dispersão de centros de produção de energia. a maioria das localidades com serviços de ele- tricidade era abastecida por usinas isoladas. como organismo vinculado à Secretaria de Viação e Obras Públicas. De imediato.

o plano propôs a construção da hidrelétrica de Salto Grande. na região do Rio Doce. supervisionou a elaboração de estudos sobre três aproveitamentos: um no rio Grande (Itutinga) e dois na bacia do rio São Francisco (Jequitaí e Pandeiros). Milton Campos pro- mulgou a lei nº 510. elaborado sob orientação de Américo René Gianetti. Em outra frente. Apontando a deficiente infra-estrutura de transportes e energia elétrica como o mais sério en- trave ao avanço da industrialização de Minas. Em novembro de 1949. sob a supervisão direta de Gianet- ti. oriundos da Taxa de Servi- ço de Recuperação Econômica. Empossado em março do mesmo ano. autorizando o governo mineiro a organizar empresas de economia mista para constru- ção e operação de centrais hidrelétricas no estado. o governo Milton Campos formulou um diagnóstico pioneiro da situação social e econômica de Minas. visando à instalação de 51 MW na primeira etapa do empreendimento. A lei Usina Hidrelétrica de Salto Grande 21 . chefiada pelo engenheiro José Seabra Rodrigues. a Secretaria de Viação e Obras Públicas. no rio Santo Antônio. o eleitorado mineiro su- fragou o nome de Milton Soares Campos na primeira eleição direta para o governo estadual realizada após a queda do Estado Novo. O Plano de Eletrificação de Minas Gerais e a criação da Cemig Em janeiro de 1947. e de ou- tras usinas de menor porte com recursos do Fundo Estadual de Eletrificação. As obras de Salto Grande foram iniciadas em 1949 pelo Serviço de Aproveitamento do Rio Santo Antônio (Sarsa). secretário de Agricultura e Indústria e uma das principais lide- ranças empresariais do estado. lançando ainda em 1947 o Plano de Recupe- ração Econômica e Fomento da Produção.

por meio da construção de centrais geradoras de maior porte e da interconexão dos sistemas existentes. entre autoprodutores e concessionários de serviço público. para as quais foram investigadas soluções próprias em função das características econômicas e seus respectivos recursos energéticos. O capital Nas regiões mais desenvolvidas. Elaborado sob a coordenação do engenheiro Lucas Lopes. um estudo especial. celebrou contrato com a Companhia Brasileira de Engenharia (CBE) para a formulação do Plano de Eletrificação de Minas Gerais. contudo. o governo estadual deveria investir na construção Cemig foi de grandes usinas e linhas de transmissão para suprimento de energia às redes de subscrito quase distribuição particular ou municipais. O plano distinguiu sete zonas eletroeconômicas em Minas Gerais. previu ainda a realização de estudo das condições técnicas e econômicas das diversas regiões do território mineiro com vistas ao aproveitamento do potencial hidráulico nele existente. foi alvo de particulares. o po- integralmente der público deveria cingir-se à concessão de auxílio técnico e apoio para obtenção pelo governo de recursos para as empresas particulares e prefeituras. As maiores centrais geradoras pertenciam à CFLMG (Rio de Pedras e Peti). 22 . representado pelo engenheiro José Seabra Rodrigues. para a perma- nência da iniciativa privada. As usinas localizadas nesta área somavam 94 mil kW. correspondentes à metade da potência instala- da em todo o território mineiro. Previu-se também a criação de uma empresa holding. à Companhia Siderúrgica Belgo Mineira (Ponte Torta e Taquaruçu). à mineradora inglesa The Saint John Del Rey Mining Company (usinas do rio do Peixe) e à Companhia Eletroquímica Brasileira (usinas do rio Mainart). devido à existência de inúmeras entidades produtoras de energia. Eram ao todo 25 principais companhias. Nas áreas de menor desenvolvimento. reservando espaço. No entanto. estabelecendo os fundamentos básicos da política de eletrificação adotada pelo governo mineiro na administração de Juscelino Kubitschek. o governo estadual. com estado deveria criar condições para uma futura integração dessas unidades em contribuição sistemas regionais. onde já existiam sistemas elétricos man- social da tidos por empresas privadas. independentes e isoladas e de campo de ação restrito. à qual ínfima dos estariam subordinadas as empresas regionais. O plano da CBE reconhecia a necessidade de intervenção do poder públi- co nas atividades de energia elétrica. o plano foi concluído em seis meses. produzindo energia para uma área de aproximadamente 20 mil km2 com uma população de cerca de 1 milhão de habitantes. o governo do estadual. acionistas A zona central do estado. polarizada por Belo Horizonte. ao governo do estado (Gafanhoto). O plano previu a interligação de todos os sistemas da zona central do estado num grande conjunto de operação coordenada. No mês seguinte.

a nova empresa era produção de energia elétrica. cada uma associa. São João del-Rei e Barbacena.. até então a cargo do Serviço de Aproveitamento do Rio de 1952 em cerimônia que contou com a presença de 23 . do Alto Rio Doce (Ceard) assumiria as obras de Salto Gran. superada designada como Companhia Auxiliar de Eletricidade. ficação elaborado pela CBE.. além da construção da barragem de nação Centrais Elétricas de Minas Gerais. tendo como Alto Rio Grande (Cearg) ficou responsável pela usina de meta prioritária promover a modernização e a indus. o projeto foi aprovado e convertido na constavam os aproveitamentos de Salto Grande. a proporcionar às populações várias missão e distribuição de energia elétrica. três empresas de eletricidade mente Cemig. destinada ao fornecimento de energia às cidades trialização do estado. JK manifestava o propósito do à Assembléia Legislativa juntamente com mensa- de “aumentar. programa de energia do novo governo seria o enge. a fim de que. a movimen. JK propôs concentrar esforços de Lavras. Lopes deixou o cargo de entretanto. Em 1950. importa notar que se trata- O principal responsável pela execução do va originalmente de um empreendimento privado. lei nº 828. No projeto. em agosto de 1951. da da construção da usina de Tronqueiras. abreviada- Cajuru. trans- tar os transportes. foi oficializada pelo decreto nº 3. a produção de energia elétrica. essa penosa contingência. em agosto de 1951. a gem de agosto de 1951. JK manifestava o propósito de “aumentar. completando o arca- da a um projeto específico. Minas disponha da potência sociedade de economia mista destinada a construir necessária a alimentar as indústrias novas.710. sitos do conforto”. bem como a comodidades domésticas que são outros tantos requi. por todos os meios ao nosso alcance. o governo mineiro associou-se ao empre- diretor da Comissão do Vale do São Francisco (CVSF) endimento. coordenador do plano de eletri. Em fevereiro do ano seguinte.” Em janeiro de 1951. A Companhia de em dois setores que identificava como pontos bási. “Binômio Energia e Transporte”. A Companhia de Eletricidade bouço legal necessário à constituição da empresa. Juscelino Kubitschek as. Quanto a Piau. regionais foram criadas por Juscelino. bro de 1951. concebido durante a Segunda Guerra Mundial pela nheiro Lucas Lopes. Itutinga. Eletricidade do Médio Rio Doce (CEMRD) foi encarrega- cos de estrangulamento da economia mineira. Companhia Brasileira Carbureto de Cálcio. rio da Central Elétrica do Piau (Cepiau). sinte. Em dezem- Entre os projetos prioritários na área de energia. a denomi- Tronqueiras e Piau. Em junho de 1951. voltada para o tizando seu programa administrativo com o slogan abastecimento de Governador Valadares. que regulamentou a lei nº 828. Santo Antônio (Sarsa). controlar as companhias de eletricidade do governo. e explorar diretamente sistemas de produção. A Companhia de Eletrificação do sumiu o cargo de governador de Minas. A fundação da Cemig ocorreu em 22 de maio de. já organizadas ou em fase de organização. Na primeira mensagem à Assembléia Legis. O projeto de criação da Cemig foi encaminha- lativa. por todos os meios ao nosso alcance. Itutinga.Na primeira mensagem à Assembléia Legislativa. integralizando metade do capital acioná- para colaborar com a administração Kubitschek.

John Reginald Cotrim. Mario Penna Bhe- ring e Mauro Thibau. A primeira dire- toria da empresa foi composta por Lucas Lopes (presidente) e pelos engenheiros Pedro Laborne Tavares (vice-presidente). Cunhado de Juscelino e seu conselheiro informal. tendo exercido por curto período no ano de 1946 o cargo de prefeito da capital. Bhering havia trabalhado nos Estados Unidos. Cotrim e Thibau haviam participado da elaboração do plano de eletrificação esta- dual e eram considerados especialistas em problemas energéticos. Usina Hidrelétrica de Itutinga Kubitschek. Soares colaborou ativamente com o grupo fundador da 24 . Oriundos do grupo Amforp. Uma personalidade muito importante na interlocução da empresa com o governador e seu secretariado foi o médico Júlio Soares. a empresa passou a contar com mais dois diretores: o advogado e economista Maurício Chagas Bicalho e o engenheiro Flávio Henrique Lira da Silva. Laborne havia feito carreira como engenheiro da prefeitura de Belo Ho- rizonte. realizada no Palácio da Liberdade. por nomeação do interventor João Beraldo. segundo depoimentos de Lucas Lopes. fabrican- te norte-americana de equipamentos hidráulicos e elétricos. Cotrim e Thibau. Em outubro de 1953. primeiro presidente da Companhia de Eletricidade do Médio Rio Doce. em Belo Horizonte. Kubitschek pouco interferiu na escolha do quadro dirigente da Cemig e de sua gestão administrativa. junto à representação da Allis Chalmers.

Os proje- tos do FFE e do IUEE foram convertidos em lei em Primeiras realizações agosto de 1954. conside- 25 . diversas obras iniciadas ou programadas por conces- neiras ocorreram ainda ao tempo da Segunda Guer. como a Cemig. seu nome também foi escolhido O desequilíbrio entre a oferta e demanda de ener- para compor a diretoria da empresa. fundado em 1952. uma semana depois do suicídio do presidente. de energia elétrica do país até 1965. O programa inicial da Cemig compreen- mineiro e fluminense. inclusive No ato de constituição. sionárias privadas e públicas. Mais tarde. da Companhia de Ele. trificação do Alto Rio Doce e da Central Elétrica do O segundo governo Vargas buscou estabe- Piau. federal. da Afonso. criando a Companhia Hidro Elétrica do São usina térmica de reserva na Cidade Industrial de Francisco (Chesf). Energia Elétrica (IUEE) e da Eletrobrás. que gerador de Minas Gerais até 1956. contemplando geiras que dominavam o setor. O projeto da Eletrobrás seria aprovado A criação da Cemig representou um dos apenas em 1961. além da implantação de uma rede de Ao voltar ao poder em 1951. considerado excessivamente centra- tor estatal na área de energia elétrica. em áreas precariamente eletrificadas ou relegadas O plano previa a duplicação da capacidade instalada ao segundo plano pelas grandes empresas estran.Cemig. a União assumiu a res. do Imposto Único sobre acionistas particulares. por conta de problemas estru- tricidade do Médio Rio Doce. de. da barragem de ponsabilidade pela construção da usina de Paulo Cajuru. Contagem. Econômico (BNDE). não teve a mesma sor- esforços para ampliar a oferta de energia elétrica te dos anteriores. O setor elétrico como condição fundamental para o programa pretendia adicionar 100 mil kW ao par- avanço do processo de industrialização do país. apresentando tal social da Cemig foi subscrito quase integralmente ao Congresso Nacional os projetos do Fundo Fede- pelo governo estadual. texto original. As empreitadas pio. mas outros estados O projeto do Plano Nacional de Eletrificação. a Cemig incorporou nas áreas mais desenvolvidas do país (São Paulo as ações do governo do estado na Companhia de Ele. com diversas modificações de seu marcos pioneiros do processo de formação do se. turais e também por causa das más condições hi- tricidade do Alto Rio Grande. que passaram à condição de suas subsidiárias. lecer novas bases financeiras e institucionais para assim como o sistema elétrico de Gafanhoto. ra Mundial por iniciativa dos governos gaúcho. Em 1945. o Fundo Federal de Eletrificação foi admi- mentos das concessionárias de capital privado na nistrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento expansão de seus sistemas. Antes da constituição da empresa holding em ampla medida pela insuficiência dos investi. ao final do primei. transmissão com cerca de 800 km de extensão e deu uma intervenção mais incisiva do Estado no 14 subestações abaixadoras e de interligação. complementar à usina de Gafanhoto. sendo arquivado pelo Congresso. o desenvolvimento do setor elétrico. gia elétrica já era um dado evidente. Itutinga. drológicas no início da década de 1950. determinado lizador. Tronqueiras e Piau. deu a construção das hidrelétricas de Salto Gran- ro governo Getúlio Vargas. O capi. Não só Minas Gerais. Vargas defen. da Companhia de Ele. e Rio de Janeiro). da federação e o governo federal vinham movendo também proposto por Vargas. com contribuição ínfima dos ral de Eletrificação (FFE).

melho- Tronqueiras rando a confiabilidade do atendimento aos consumidores da Cidade Industrial e Piau. foram inauguradas as usinas de Itutinga. com 1. de Contagem. Para cumprimento desse arrojado programa. Entre janeiro e março de 1955. financiada com recursos da Comissão do Vale do as usinas São Francisco (CVSF). vinculados ao Fundo de Eletrificação. Tronqueiras e Piau. a barragem permitiu o de Itutinga. 1955. O primeiro empréstimo março de do BNDE foi concedido para as obras de Salto Grande em 1954. a empresa con- tratou em 1953 o primeiro empréstimo com o Banco Internacional de Reconstrução e Entre Desenvolvimento (Banco Mundial). Inaugurada em fevereiro de 1954. Com o aval da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos. Ainda em 1954. obtendo 7. a Cemig instalou a usina diesel da Cidade Indus- trial. no rio Pará. pleno aproveitamento da capacidade instalada da usina de Gafanhoto. construída em regime de urgência devido à drástica redu- ção das vazões do rio Pará. Usina Hidrelétrica de Tronqueiras rando no caso de Salto Grande e Itutinga apenas a instalação das máquinas correspondentes à primeira etapa desses empreendimentos. a Cemig contou de imediato com os recursos da Taxa de Serviços de Recuperação Econômica.3 milhões de dólares para a aquisição janeiro e de máquinas e equipamentos destinados à usina de Itutinga. No ano seguinte. foram O primeiro empreendimento levado a cabo pela companhia foi a bar- inauguradas ragem de Cajuru.400 kW. entraram em operação as duas primeiras 26 .

as usinas da Ce. abragendo ampla área das regiões Central e mente a Cemig. Cândido Hollanda de Lima e o presidente do BNDE. ciais Itabira (Acesita). sem nenhuma industriais de outras empresas que necessitavam de modificação no sistema da subsidiária da Amforp. Com a en- a CFLMG. autoprodutoras. proprietária da usina de Sá a Cemig pôde atender ao compromisso de ampliar Carvalho. a Cemig funcionou ba- Assinatura do empréstimo para as obras da Usina de Três Marias.unidades geradoras da usina de Salto Grande. A implantação do sistema elétrico da compa- MG em 69 kV proporcionou ponderável aumento da nhia encorajou a instalação e a ampliação de plantas oferta de energia a Belo Horizonte. preendimentos industriais de vulto. em suprir a demanda de energia necessária para Excetuando Tronqueiras. sob o MW. correspondentes a pouco mais de um quarto estímulo e o compromisso do governo Kubitschek do total estadual. Da esquerda para a direita: Mauro Thibau. a Belgo Mineira. o funcionamento de seu forno elétrico. cimento Itaú. e outras empresas o fornecimento para 45 MW. como a Belgo Mineira e as companhias de gia para a instalação ou ampliação de diversos em. atividades. em Belo Horizonte. Cauê e Barroso. a acelerar o seu plano energético. a Companhia Aços Espe. o presidente da Cemig. ele. 27 . a em. Somente a interligação com a CFL. reunindo de 1954 com demanda inicial de 10 MW. Em 1952. Mannesmann pressionou o poder público. A empresa liderou o movimento da fábrica da Mannesmann foi inaugurada em agosto operação conjunta para a região central. A vinda da mig formaram de imediato um conjunto interliga. presa alemã Mannesmann decidiu implantar a usina vando a capacidade instalada da Cemig para 114 siderúrgica do Barreiro. Roberto Campos. inaugurada em 1951. ponderáveis blocos de energia para expansão de suas A Cemig garantiu o fornecimento de ener. especial- do. Nessa fase pioneira. A Sul do estado. trada em operação da hidrelétrica de Salto Grande.

a Cemig rea- lizou estudos para futuros aproveitamentos hidrelétricos em Minas Gerais. o governador de Minas Gerais. aciona a chave de funcionamento da Hidrelétrica de Três Marias. A trajetória de Lucas Lopes fornece um bom exemplo. A participação de empresas construtoras e técnicos estrangeiros foi muito importante para a formação interna do pesso- al. Lucas Lopes contribuiu decisivamente para a formulação do programa econômico do governo Juscelino Kubitschek e sua execução como presidente do BNDE e ministro da Fazenda entre 1956 e 1959. O presidente da República. João Goulart. adquirindo notável capa- citação para a formulação e execução de projetos hidrelétricos e prestígio junto a agências internacionais de crédito. bem como os cursos e estágios no exterior. 28 . Três Marias. os estudos do rio Grande e o Plano de Metas de JK Paralelamente à execução de seu programa inicial de obras. Ao lado. Primeiro presidente da Cemig. sicamente como uma empresa construtora de usinas. Numerosos técnicos e dirigentes da empresa ocupariam altos postos na administração pública federal e estadual e no setor elétrico nacional. Magalhães Pinto e o presidente da Cemig. Celso Mello de Azevedo. tendo em vista a expansão de seu sistema elétrico e o atendimento da crescente deman- da de energia no estado.

Visita do embaixador dos EUA. P. em- usina de Peixoto (depois denominada Mascarenhas preendimento de múltiplas finalidades no rio São de Moraes). C. ava. atuante no interior do zação das vazões do rio São Francisco. ainda ao tempo em que o engenheiro Lucas Lopes a Cemig decidiu realizar seu segundo aproveitamento trabalhara como diretor da CVSF.500 kW. o Programa de Metas definiu a estratégia desenvolvimentista do governo JK. mais sidência da República em janeiro de 1956. da cidade mineira de Passos e da divisa com o estado presa. o presidente da Cemig. situ. Uma das principais descobertas das investi. a companhia completou o reconhe. Galdino Mendes e Henrique Guatimosin. o presidente do Brasil Juscelino Kubitschek. a Ce- hidrelétrico no rio Grande: a usina de Camargos. cuja construção havia sido iniciada em Francisco que vinha sendo estudado pela CVSF. Elaborado sob a orientação do engenheiro Lucas Lopes e do economista Roberto Campos. dem do dia. perto de Metas com o objetivo de impulsionar o desenvol- 29 . John Cotrim. Com base nesse levantamento. 1952 pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). do aproveitamento hidrelétrico de Três Marias. idealizada estado de São Paulo. Em 1955. Ampliando em escala nacional sua expe- gações no rio Grande foi o formidável potencial do riência no governo de Minas. Shoeller. das possibilidades hidrelétricas do rio Grande desde O planejamento da empresa também pas- suas cabeceiras até o remanso do reservatório da sou a considerar a construção de Três Marias. Assis Scafa. os projetos de duas vezes a potência instalada em todo o país na de Furnas e Três Marias passaram efetivamente à or- época. mig firmou convênio com a comissão. Sob a orientação do diretor técnico da em. foram iniciadas investigações de São Paulo. à Usina de Três Marias. Com a posse de Juscelino Kubitschek na pre- liando seu potencial hidrelétrico em 7. cimento do rio Grande em toda a sua extensão. Da esquerda para a direita: o embaixador dos EUA. JK lançou o Programa local conhecido como corredeiras de Furnas. assumindo o ada a montante de Itutinga. Mário Penna Bhering. compromisso de rever o anteprojeto da barragem e Em 1955. Cândido Hollanda de Lima. Tratava-se de obra fundamental para a regulari- subsidiária do grupo Amforp.

Quase um quarto dos investimentos globais do Programa de Metas fo- ram destinados ao setor de energia elétrica. S. Da esquerda para a direita. em especial São Paulo. A em- presa foi organizada como uma sociedade de economia mista. o Programa de Metas definiu a estratégia desenvolvimentista do governo JK. fundada em fevereiro de 1957 sob a presidência do engenheiro John Cotrim. o presidente da Cemig. representado pela Cemig. e também do governo de São Paulo e dos grupos privados estrangeiros Light e Amforp. Assinatura do financiamento para a construção da Usina de Camargos. controlada pelo BNDE. Mário Penna Bhering. O aproveitamento de Furnas.200 MW. A criação de Furnas representou. Tratava-se de um empreendimento gigantesco para os padrões da época.000 MW no prazo de dez anos. Wangh. depois da Chesf. Cândido Hollanda de Lima e o presidente do Eximbank. dimensionado em 1. 30 . no Export Import Bank. visando aumentar a potência instalada do país em cerca de 5. A execução da obra ficou a cargo da Central Elétrica de Furnas. a segunda iniciativa de peso do governo federal no campo da produção de energia elétrica. mas essencial para o su- primento de energia aos principais mercados consumidores da região Sudeste. transportes e indústrias de base. vimento econômico do país. foi considerado fundamental para o cumprimento da meta de energia elétrica. mediante maciços investimentos públicos nos setores de energia. com a participação acionária do governo de Minas. Elaborado sob a orientação do engenheiro Lucas Lopes e do economista Roberto Campos.

a construção de gem seria custeada com recursos orçamentários da Camargos e Pandeiros e a instalação de uma unidade CVSF e financiamento do BNDE. de transmissão até Belo Horizonte. A construção da grande usina em territó. mas voltada basicamente para o aten. assegurando à conces. e o presidente da Cemig. José Francisco Bias Fortes. propiciando a regularização da De fato. sem dúvida. a usina Cemig no capital de Furnas. pondentes a quase metade do total estadual. o empreendimento de Três Marias representou. Cândido Hollanda de Lima. delegando plenos poderes à concessionária compreendeu ainda a conclusão dos aproveitamen- mineira para a execução das obras de Três Marias. corres- tas. o primeiro desafio de grande porte da O programa de geração hidrelétrica desen- Cemig. mentos eletromecânicos e a implantação do sistema chegou a suscitar a oposição do governador minei. Bias Fortes avalizou a participação da mento em sua construção. a compra dos equipa- dimento do mercado de energia elétrica paulista. celebrizada pelo slo. de força ao pé da barragem. queiras. responsabilidade financeira pela construção da casa rio mineiro. contar com 396 MW de capacidade instalada. Em 1956. a ampliação de Tron- O convênio estabeleceu que a construção da barra. Após delicadas gia) e justificando em ampla medida o grande investi- negociações. ro. tos de Salto Grande e Itutinga. a área a ser inundada pelo reservatório de vazão do rio São Francisco para múltiplas finalidades Furnas era bastante extensa. Pai Joaquim e Santa Marta. inauguram a Hidrelétrica de Camargos. Além disso. abrangendo diversos (navegação. Com o energia gerada pela usina. cabendo à Cemig a geradora ao pé da barragem de Cajuru. Em julho de 1962. 31 . a O governador de Minas Gerais. de Três Marias entrou em operação com duas unida- sionária mineira o direito de aquisição de 50% da des geradoras de 66 MW de potência unitária. em janeiro de 1961. a Cemig passou a Também contemplado no Programa de Me. irrigação. início do funcionamento da usina. a CVSF firmou novo convênio com volvido pela Cemig até o início da década da 1960 a Cemig. Bias Fortes. saneamento e geração de ener- municípios da região sul do estado. A barragem de Três Marias foi inaugurada gan “Minas não pode ser a caixa-d’água do Brasil”.

Sabará e São João del-Rei. No decorrer da década de 1950. a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais – Usiminas (chapas de aço).. a Cemig atendia Cemig e o diretamente a apenas 16 localidades. a Companhia de Eletrificação do Alto Rio Doce e a seis principais Central Elétrica de Piau. em 1963. acompanhada de clara tendência à cen- tralização dos processos decisórios na órbita federal. Entre os principais consumidores industriais. a Usinas Queiroz Júnior (laminados de aço) e as companhias de cimento Barroso. a Cemig promoveu a incorporação de do potencial suas quatro subsidiárias regionais. empresa instalou pequenas unidades diesel em diversas localidades. a companhia atendia 1. acumulando as funções de 32 . O crescimento da capacidade geradora foi acompanhado por um cresci- mento equivalente do parque industrial mineiro. A companhia também ampliou o suprimento de energia para diversas con- cessionárias. a companhia já era responsável pelo abastecimento assinaram o direto de 69 municípios.. visando racionalizar a administração e a avaliação os custos operacionais da companhia. como Montes Claros. Em 1962. notadamente a CFLMG. como Barbacena. em 1961. e a Companhia de Eletricidade do Alto Rio rios de Minas Grande. figuravam a Mannesmann (tubos de aço). Araxá e Teófilo Otoni. Contagem. superando a marca dos 100 mil consumidores. a saber: a Companhia de Eletricidade do hidráulico dos Médio Rio Doce. Em 1962. Itaú e Cauê. a Belgo Mineira (laminados de aço). a Eletrobrás desempenha- ria um papel preponderante no setor elétrico. começando pela criação do Ministério de Minas e Energia (MME) em 1960 e da Eletrobrás em 1962. a ainda a expansão da empresa na área de distribuição. em 1962. a Cemig assegurou a expansão da oferta de energia para grandes empresas que instalaram ou ampliaram suas plantas industriais no estado. Governa- consórcio dor Valadares. As mudanças institucionais foram notáveis. Gerais. a Alumínio de Minas Gerais – Aluminas (alumínio e ferroligas). Os estudos Canambra e a consolidação da Cemig como grande empresa geradora O desenvolvimento do setor elétrico brasileiro na década de 1960 foi mar- cado pela crescente intervenção estatal. Cumpre ressaltar de 1962. Sob o regime militar instaurado em 1964. por ocasião do racionamento de 1959. Montes Claros. contrato para No início da década de 1960. Em 1956. participando do esquema especial de atendi- Em novembro mento a Belo Horizonte.800 consumidores industriais que absorviam mais de 80% de sua produ- ção de energia elétrica. Betim. contando um total de 10 Canambra mil consumidores. a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN (fer- roligas).

foi a ampliação das responsabilidades da Cemig na área O crescimento do parque gerador nacional de distribuição. zação de grande número de empresas distribuidoras. notadamente na região Sudeste. as principais concessionárias privado estrangeiro foi eliminada em decorrência da da região organizaram um grupo de trabalho para o compra das subsidiárias da Amforp e Light pelo go. Em Minas. Vale registrar também o processo de estaduali- principal agência de financiamento setorial e en. as empresas do setor foi fundamental para o desen- brás e pelas concessionárias pertencentes aos gover. incluindo a maioria das ex-subsidiárias da Amforp e das são e operação dos sistemas elétricos do país. de fisca. A presença das concessionárias de capital no governo Kubitschek. a Companhia Sul Mineira de Eletricidade (CSME) (CNAEE). bem como a Companhia Mineira de Eletricidade O Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CME). cedendo lugar ao Departamento locais. Ainda do Sul. respectivamente. São Paulo. Participaram desse Usina Hidrelétrica de Funil 33 . a Cemig Assistiu-se também à reestruturação dos órgãos incorporou a Companhia Força e Luz de Minas Gerais responsáveis pelas funções normativas. levando em conta a necessidade imprescindível e em 1979. A principal conseqüência dessas incorporações Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). Paraná e Rio Grande grande porte. 1964. criado no primeiro governo Vargas. em 1964 zo. (CFLMG). O esforço integrado de planejamento entre timentos realizados pelas empresas do grupo Eletro. passou a depender quase exclusivamente dos inves. concessionárias privadas nacionais. aí tidade coordenadora do planejamento da expan. de integração de seus sistemas. representante do grupo Amforp no estado até lização e controle dos serviços de eletricidade. por intermédio da Eletrobrás. foi e outras concessionárias constituídas por empresários extinto em 1969. volvimento de sistemas elétricos interligados de nos de Minas Gerais. estudo de diretrizes de planejamento de longo pra- verno federal.holding das empresas federais de eletricidade.

Santiago. o Banco Mundial selecionou três empresas de engenharia para a execução do levantamento do potencial hidráulico e do mercado de energia elé- trica da região Sudeste. a empresa mineira obteve uma doação de 735 mil dóla- res. No início de 1962. Juscelino Kubitschek. agente executor do fundo. que formaram a consórcio Canambra Engineering Consultants Limited. Sérgio Octaviano de Almeida. Light. mas por recomendação do Banco Mundial. Em junho do mesmo ano. às obras da Hidrelétrica de Salto Grande. grupo de trabalho técnicos de Furnas. Tietê e Pardo. depois denominado Programa das Nações Unidas para o Desen- volvimento (Pnud). a pro- posta original foi estendida para os demais estados da região Sudeste. Amforp e das concessionárias criadas pelo governo paulista para a construção de hidrelétricas nas bacias dos rios Paranapanema. John Reginald Cotrim e o presidente da Cemig. Juscelino Kubitschek. Da esquerda para a direita. visando à obtenção de recursos para o estudo do potencial hidrelétrico do estado de Minas Gerais. Custódio Braga. A oportunidade de realizar um trabalho mais amplo surgiu logo em segui- da. sendo apro- vadas pelo presidente Jânio Quadros em julho de 1961. Visita do governador de Minas Gerais. As recomendações do grupo foram aceitas pelo MME como um guia para a política de eletrificação na região Sudeste. Crippen and Associates e a norte-americana Gibbs and Hill. a Cemig solicitou a colaboração do Fundo Especial das Nações Unidas. Alfredo E. A escolha recaiu sobre as firmas canadenses Montreal En- gineering Company e G. Em setembro de 1961. Em novembro de 1962. a Cemig e o consórcio Canambra assinaram o contrato para a avaliação do potencial hidráulico dos seis principais rios de Mi- 34 . Cemig. Lucas Lopes. E.

de Furnas e dos governos dos estados da Gua. Minas Gerais. cabendo destacar que a entra- Paraná. e especialistas da Canambra.1 milhão de km 2. composto por re. Belo Horizonte e 450 mil sob responsabilidade do dial. que estava começando a se estruturar. nas Gerais e de parte adjacente do estado de Goiás. Os estudos foram iniciados em meio a um genheiro canadense George Eckenfelder. O esforço integrado de planejamento entre as empresas do setor foi fundamental para o desenvolvimento de sistemas elétricos interligados de grande porte. do Banco Mun. O trabalho seria realizado pelo chamado grupo de delegou a Furnas o encargo de representá-la nos Belo Horizonte. sob a direção do en. composto por técnicos da Cemig trabalhos do Comitê. O levantamento dos potenciais hidráuli- géticos da Região Centro-Sul (denominação então cos abrangeu uma área com 1. da em operação da usina de Furnas. adotada para a região Sudeste). ficou a cargo de outro grupo de trabalho. em setembro de sediado em São Paulo. A vestigada. evitou um iminente colapso no fornecimento jetivo específico de supervisionar os trabalhos. Rio de o norte do estado do Rio de Janeiro até o norte do Janeiro e São Paulo. 1963. desde energia elétrica aos estados da Guanabara. dos quais 650 mil ficaram a cargo do grupo de presentantes do próprio ministério. notadamente na região Sudeste. O levanta. as centenas de locais pesquisados e a Usina Hidrelétrica de Jaguara 35 . São Paulo e Rio de Janeiro. Eletrobrás. quadro de graves dificuldades no abastecimento de mento das demais bacias da região Sudeste. MME criou o Comitê Coordenador de Estudos Ener. Em abril de 1963. o de energia ao parque industrial carioca e paulista. com o ob. grupo de São Paulo. A extensão da área total in- nabara.

a Canambra apresentou o relatório final dos estudos ener- A década géticos da região Sudeste. São Simão. foram iniciados os estudos da região Sul. Castelo Branco aprovou o relatório para fins de execução e de obtenção de financiamento externo e interno do programa de obras recomendado. Terra Branca e Salto da Divisa. o presidente Humberto da Cemig. localizada no rio Grande. no rio Jequitinhonha. Volta Grande. mas já por iniciativa da Eletrobrás e com a participação de empresas de consultoria nacionais. Uma vez concluídos os trabalhos da região Sudeste. Em fevereiro de 1967. Estudos semelhantes foram rea- lizados nas demais regiões do país. Entre 1962 e 1963. no rio Doce. Igarapava. propondo um amplo programa de construção de usinas e linhas de 1970 foi de transmissão para atendimento da demanda de energia elétrica na região até 1980 e o crucial para a inventário de um potencial estimado em 38 mil MW. logo abaixo do ponto em que o rio começa a separar os estados de Minas e São Paulo. na fase inicial dos estudos da Canambra.. O grupo de Belo Horizonte procedeu ao exame de 280 locais de aprovei- tamentos e à coleta de dados topográficos. com a ajuda financeira da ONU e do mesmo grupo de consultores canadense-americano. a saber: Funil. Óculos e Aimorés. Porto Colômbia e Marimbondo. no rio Grande. geológicos e hidrológicos suficientes para uma avaliação preliminar dos respectivos potenciais hidráulicos e custos de investimento. Mauro Thibau.. Jaguara. Cemig e Furnas travaram acirrada disputa pelo direito de concessão do aproveitamento hidrelétri- co de Estreito. no rio Paranaíba. Usina Hidrelétrica de Volta Grande 36 . profundidade das análises técnico-econômicas permitem situar esse levan- tamento como um marco decisivo na história do setor elétrico brasileiro. atendendo à ex- consolidação posição de motivos do ministro de Minas e Energia. Em dezembro de 1966. Dos locais relacionados no inventário. 11 foram estudados em nível de viabilidade.

a Cemig obteve a construção de aproximadamente 6 mil km de linhas em concessão do aproveitamento hidrelétrico de Jaguara. presidente da companhia na épo. o gover. missão da Cemig ganhou uma nova configuração com a ca. em setembro de 1963. o governo federal avalizou a constru- em extenso relatório publicado em janeiro de 1963. A companhia empreendeu notável esforço de tante para a afirmação da Cemig. Usina Hidrelétrica de Pandeiros Os argumentos da Cemig foram apresentados Em 1964. permitindo à companhia superar a marca de 1 aproveitadas pelo futuro sistema interligado da re. ga dos existentes. milhão de kW de capacidade instalada. segundo depoimentos expansão de seu sistema de transmissão. unidades geradoras. Com efeito. ta pela Canambra. conforme o relato do engenheiro Cel. José de Magalhães Pinto. Iniciadas à necessidade de prover a sua própria geração para a em 1966. a malha de trans- so Mello de Azevedo. a usina atingiu a capacidade de no federal deu ganho de causa a Furnas. a usina entrou em operação des energéticas de Estreito poderiam ser plenamente em 1971. foram concluídas em cinco anos. no Tri- 37 . A Cemig destacava também que as disponibilida. maior hidrelétrica da consolidação do processo de industrialização de Mi. assegurando de seus principais dirigentes. Com 424 MW de potência. 396 MW em 1969. gião Sudeste. beneficiando o conjunto da região. fecho desfavorável. alta e extra-alta tensão. Apesar do des. Com a instalação de mais quatro lideranças políticas e empresariais do estado. Cemig no rio Grande. a luta por Estreito foi muito impor. ção de Jaguara e de outros empreendimentos julgados Nele. a companhia manifestava a convicção de que a prioritários pela Canambra e pelo Comitê Coordenador usina de Estreito era a solução que melhor convinha de Estudos Energéticos da região Centro-Sul. e das ção de Três Marias. alcançando cidades bastante no rio Grande. a Cemig levou a cabo a motoriza- do governador mineiro. nas. como Uberlândia e Uberaba. a jusante de Estreito. “Foi uma luta que valeu a a ligação de novos consumidores e a ampliação de car- pena ser travada”. distantes entre si. as obras de Jaguara. Ainda de acordo com a programação propos- Não obstante a intensa mobilização da Cemig. Entre 1962 e 1971.

. a Eletrificação Rural de Minas da Cemig Gerais (Ermig) foi criada como subsidiária da Cemig. dando início ao primeiro pro- aumentou grama ordenado de eletrificação rural implementado no país por uma concessio- quatro vezes nária de energia elétrica. elevando seu nível de tensão de 275 kV para 345 kV. foi a vez da Empresa Luz e Força Ituiutabana (Elfisa). 38 . Governador Valadares. a empresa promo- veu a duplicação da linha entre a usina e a subestação do Barreiro. na região do Rio Doce. e 1983. implantado pela Comissão do Vale do São Francisco (CVSF) para atendi- mento das cidades de Januária e São Francisco.. As responsabilidades da empresa na área de distribuição aumentaram progressivamente. Usina Hidrelétrica de São Simão ângulo Mineiro. a empresa adquiriu o sistema da usina de Pandeiros. Em 1969. Em fevereiro de 1962. Cumpre destacar ainda a expansão do sistema de 345 kV com a entrada em operação da linha entre a usina de Jaguara e a subestação de Taquaril. A trajetória da Cemig ao longo da década de 1960 também foi marcada A capacidade pela ampliação do seu escopo de atividades e pelo crescimento da área atendida de geração diretamente pela empresa. a Cemig adquiriu o controle acionário da Companhia Sul Mineira de Eletricidade (CSME). no norte do estado. em Belo Horizonte. Para escoamento da produção adicional de Três Marias. e Juiz de Fora. Em 1967. instalada na capital estadual. na Zona da Mata. passando a administrar os serviços de eletrici- dade em 57 localidades do sul do estado. Em maio de 1968. a companhia formalizou parceria com no período o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BMDG) para a criação do Instituto compreendido de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais (Indi) com o objetivo de fortalecer entre 1973 o aparato institucional de apoio à industrialização do estado. Ainda nesse ano. concessionária dos serviços de energia elétrica em Ituiutaba. no Triângulo Mineiro.

com a presença do presidente do Brasil. ção da Cemig como grande empresa geradora. maior usina da companhia. Inauguração da Hidrelétrica de São Simão. Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) e a situada no baixo rio Grande. cas de Volta Grande. completando a pansão de oferta de energia nas regiões Sudeste e Sul capacidade de 380 MW no ano seguinte. As obras começaram em 1970. 1983. hidrelétrica entrou em operação em 1974. Tal como previsto nos estudos da Canambra. até a entrada em operação da usina de Itaipu em 1984. A dos investimentos que garantiram a extraordinária ex. 39 . a Cemig e mais três empresas estaduais. Ernesto Geisel. São Simão. assim. não obs. Empreendimentos gigantes. simultaneamente Grande do Sul. A capacidade de geração da Cemig aumentou tante o fortalecimento da órbita federal nas iniciativas quatro vezes no período compreendido entre 1973 e de investimento do setor.460 MW. Mesmo termelétrica de Igarapé. a companhia deu prioridade à construção de Volta Grande. responderam por parcela ponderável aos trabalhos de montagem eletromecânica de Jaguara. em 24/6/1978. a adamente. a Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp). alcançando a marca de 4. Esse grande cos como os aproveitamentos de Itaipu e Tucuruí exigi. A década de 1970 foi crucial para a consolida. nome. a começar pela dura disputa pela concessão de seu potencial hidrelétrico. representou um grande desafio tanto do ponto de vista técnico como político. na divisa de Minas com São Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) do Rio Paulo. São Simão e Emborcação e da lização dos processos decisórios na Eletrobrás. salto foi assegurado pela construção das hidrelétri- ram a concentração de recursos financeiros e a centra.

maior usina da companhia. nas pro- 40 . Alguns dirigentes do setor elétrico federal contestaram desenvolvimento a concessão obtida pela Cemig em 1965. o ex-presidente da Cemig.192 MW. São Simão. Comemoração dos 25 anos da Cemig.. Da esquerda para a direita: o ministro da indústria e comércio. A capacidade de São Simão seria elevada para 1. No segmento de transmissão.710 MW em alternativas 1996. João Franzen de Lima. a Cemig promoveu a expansão da rede de 345 kV associada às usinas do rio Grande e implantou as primeiras linhas de 500 kV para o escoamento da energia de São Simão em direção à subestação de Neves. elevando a capacidade de Emborcação para 1. Inaugurada em 1978. A usina entrou em operação experimental em 1978 com uma unidade geradora de 125 MW. João Camilo Penna. graças ao trabalho de repotenciação de seus geradores. Lucas Lopes. o presidente da Cemig. As obras de São Simão foram iniciadas a Cemig em 1973. companhia nos períodos hidrológicos desfavoráveis. a a pesquisa usina atingiu a capacidade de 1.613 MW no ano seguinte. demasiado grande para o mercado da empresa. do Banco Mundial e de bancos privados internacionais. Francisco Afonso Noronha. o primeiro presidente da Cemig. presidida na época pelo engenheiro Mario Bhe- intensificou ring. representou um grande desafio tanto do ponto de vista técnico como político. quando passou a operar com de fontes seis unidades geradoras. Emborcação. Em 1983. a começar pela dura disputa pela concessão Na área de de seu potencial hidrelétrico. Procurando antecipar-se às necessidades energéticas configuradas pelo cres- cimento econômico de Minas. também situada no rio Paranaíba. e não A termelétrica de Igarapé foi instalada nas proximidades de Belo Hori- convencionais zonte com o objetivo de assegurar maior confiabilidade ao sistema energético da de energia. entre Minas e Goiás. Celso Mello de Azevedo e o ex-diretor da Cemig.. argumentando sem sucesso que a usina era energético. a companhia planejou a construção de sua segunda maior usina. mais duas unidades de mesma potência fo- ram instaladas. As obras civis começaram em 1977 e em 1982 entraram em funcionamento duas unidades de 298 MW de potência unitária. com o apoio da Eletrobrás.

mindo o fornecimento direto de energia aos mu- reservatórios e linhas de transmissão da região. 41 . Algumas dessas usinas foram MG). Luz e Força Hulha Branca. ocorreu a incorporação da Companhia Interligada (GCOI). Em 1973. Em 1973. concessionárias locais. Araguari e Tupaciguara. in- de na capital mineira. responsável pela distribuição de eletricida. a Cemig colaborou para o contínuo aprimo. e sua interligação com no estado até 1964. Geraldo Paulino Santana. nicípios de Uberlândia. o governo federal impôs tricidade. a CFLMG pas- de 500 kV passou a abranger as duas grandes usinas sou para o controle da Cemig mediante a compra construídas pela companhia no rio Paranaíba. a Cemig Diversas usinas de pequeno porte passaram ampliou consideravelmente sua presença no ter. Dois anos de- GCOI.ximidades de Belo Horizonte. Representante da Amforp tegrando atualmente seu parque gerador. Corinto e Diamantina. foi a vez da tradicional Companhia Mineira ramento dos esquemas de coordenação da opera. Newton Cardoso e o presidente da Cemig. assu- a centralização da operação das principais usinas. constituindo o Grupo Coordenador para Operação Em 1978. o sistema te-americano pelo governo federal. de Juiz de Fora. pois. de Eletricidade (CME). a Cemig incorporou os sistema interligado da região Sudeste tornou-se bens e instalações da Companhia Prada da Ele- mais complexo. ao controle da Cemig em decorrência da incorpora- ritório mineiro. sendo O intercâmbio de energia com Furnas. Com a inauguração de Emborcação. a empresa incorporou ção das empresas acima mencionadas e de outras a Companhia Força e Luz de Minas Gerais (CFL. quando foi comprada junta- as hidrelétricas de Água Vermelha (Cesp) e Itumbiara mente com as demais subsidiárias do grupo nor- (Furnas). Ainda em 1973. sob a direção da Eletrobrás. concessionária da região ção do sistema interligado regional. atuante nas cidades tegrada desde o primeiro momento à estrutura do de Curvelo. Início das obras da usina de Nova Ponte e implantação da nova cidade. Cesp incorporada imediatamente ao sistema da estatal e outras empresas aumentou na medida em que o mineira. pelo governador de Minas Gerais. situados em território estadual. das ações de propriedade da Eletrobrás. In. desativadas e outras reformadas pela companhia. Como empresa distribuidora.

Neste contexto. Em setembro de 1984. trans- missão e distribuição de energia elétrica ocorreu em meio a notáveis transformações no panorama econômico de Minas Gerais. sem falar no programa de eletrotermia. A grave crise econômica e financeira do país teve reflexos diretos sobre o setor elétrico. a Cemig intensificou a pesquisa de fon- tes alternativas e não convencionais de energia. taxa bastante inferior à média de 11. promulgada pelo governador 42 . Na década de 1980. como o DAE-MG. o desempenho da economia mineira teve como pano de fundo as dramáticas transformações na economia nacional provocadas pelos choques externos e pelo esgotamento do modelo de substituição de importações. bagaço de cana. controlar seu endividamento. foram iniciados os trabalhos de planejamento energético global de Minas com a participação de diversas entidades estaduais direta ou indiretamente ligadas à área energética. o Instituto Estadual de Florestas (IEF). carvão vegetal. O Produto Interno Bruto (PIB) estadual cresceu em média apenas 2. álcool. em consonância com as políticas de racio- nalização do consumo de derivados de petróleo. O surto de investimentos da década de 1970 assegurou um novo e decisivo impulso ao processo de industrialização do estado. a transformação da empresa em Companhia Energética de Minas Gerais foi aprovada pela lei estadual nº 8. o Indi. as em- presas de energia elétrica sofreram rápida retração de sua base de financiamento. Na área de desenvolvimento energético. A transformação em companhia energética e as dificuldades dos anos 80 A consolidação da Cemig como grande empresa integrada de geração. resíduos agroindustriais e óleos vegetais. a empresa preocupou-se com o levantamento das possibilidades de produção e utilização da energia de biomassa. Diante das restrições tarifárias.4% ao ano. Além de estudos sobre o potencial de energia eólica e solar e de viabilidade da utilização do gás natural em Minas. como lenha. a Fundação João Pinheiro e a Fundação Centro Tecno- lógico de Minas Gerais (Cetec). Sob a coordenação da Cemig. o BDMG. adotadas pelos governos federal e esta- dual em decorrência do segundo choque do petróleo. a Cemig teve que reduzir seu programa de obras. A estrutura produtiva da indústria mineira experimentou uma significativa diversifica- ção com a instalação da Fiat Automóveis e de outras empresas nacionais e estrangei- ras nos setores de bens de capital e bens de consumo duráveis.655. voltado para a substituição de consumo de derivados de petróleo por energia elétrica. restringir gastos operacionais e administrativos e adaptar-se às restrições de investimento e às baixas taxas de remuneração. fiscais e de crédito externo.6% da década anterior.

da Ermig. de seu conjunto de máquinas em 1991. A hidrelétrica binacional entrou em de Caldas (DME). a Cemig assumiu os serviços de panhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). Cumpre 96% do território mineiro. Áreas remanescentes da CPFL e da Light em tensão das redes de distribuição urbana e periferia. pela Empresa Elétrica Bragantina e operação comercial em 1985. foram encampadas no mesmo ano. a empresa investiu nicípios do norte do estado e do vale do Jequitinho- na ligação de novas localidades e na melhoria e ex. a companhia lançou o al e da prefeitura de Belo Horizonte. De acordo com a lei. diversos projetos foram aumento de oferta de energia elétrica às regiões Sudeste e adiados em virtude das graves restrições financeiras para Sul deveu-se quase exclusivamente a Itaipu. transporte e mero de ligações elétricas das propriedades rurais distribuição de gás combustível ou de seus subprodu. Com a participação do governo estadu.Hélio Garcia. Luz. tos e derivados. o estatuto social da implementando a partir de 1981 o programa Minas Cemig foi alterado. completando a instalação pela Companhia Luz e Força de Mococa. Após a incorporação setor de energia. 43 . Em 1985. A presença da Ce. investimento e das revisões dos planos de expansão do se- mig como empresa distribuidora passou a abranger tor elaborados sob a coordenação da Eletrobrás. com apoio da Eletrobrás e do Banco Interameri- panhia em gama mais ampla de atividades relativas ao cano de Desenvolvimento (BID). Carlos Eloy e o presidente da Aneel. ocorrida em 1983. distribuição de energia elétrica do DAE-MG nos mu- Na área de distribuição. a Cemig organizou programa Cemig-Rural. permitindo a participação da com. construção de novas usinas pelas empresas atuantes nas partamento Municipal de Energia Elétrica de Poços regiões Sudeste e Sul. Da esquerda para a direita: o presidente da Cemig. restando de fora apenas as ressaltar que Itaipu também representou um óbice para a áreas atendidas pela Cataguases-Leopoldina. nha. pelo De. visando à duplicação do nú- uma empresa subsidiária para produção. municípios da região Sul e da Zona da Mata também Assinatura de convênio para a construção da Usina de Queimado. no estado. constituindo em julho de 1986 a Com. o No tocante à geração. Nesse ínterim. José Mário Abdo.

também foram desenvolvidos pela Cemig. A reestruturação do setor compreendeu a priva- tização de numerosas concessionárias federais e estaduais. a hidrelétrica . interrompido desde a conclusão de Emborcação.. Ao longo da década de 1990. permitindo ainda a conciliação de débitos e créditos intra-setoriais e do setor com a União. O projeto de Nova Ponte obedeceu às novas diretrizes de legislação ambiental para os empreendimentos do setor elétrico estabelecidas justa- mente em 1987 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). a companhia deu con- de serviços tinuidade ao aproveitamento do potencial hidrelétrico do rio Araguari. autoprodutores para a A reorganização do setor elétrico na década exploração de de 1990 e a construção de novas usinas aproveitamentos hidrelétricos. Em 1987. o governo federal adotou um conjunto de me- didas legislativas e executivas que alteraram profundamente o modelo tradicional de organização do setor elétrico. As mudanças começaram no governo do presidente Itamar Franco (1992- 1994) com a promulgação da lei nº 8. formação de Paralelamente à construção de Nova Ponte. promovendo ampla abertura do setor ao capital pri- 44 . a separação das atividades de geração. retomando o programa de obras de geração. O primeiro governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998) acelerou o pro- cesso de reformas institucionais. A lei suprimiu o regime de remuneração garantida e a equalização tarifária. como a hidrelétrica de Machado Mineiro e a usina eólica de Morro do Came- concessionários linho. em virtude da localização privilegiada e grande capacidade autorizou a de regularização de seu reservatório. Nova Ponte atingiu a capacidade final de 510 MW no ano seguinte. não obstante todas as restrições e constrangimentos econômico-finan- ceiros.em 1993.631.. no rio Araguari. a liberalização do mer- cado para a entrada do capital privado em novos empreendimentos de geração. Terceira maior usina do parque gerador da Cemig. planejamento da expansão e coordenação da operação dos sistemas elétricos brasileiros. com o objetivo de estancar a inadimplência de empresas de energia elétrica. Ainda em 1993. iniciando as públicos e obras da usina de Miranda em 1990. a União autorizou a formação de consórcios entre concessionários de serviços públicos e autoprodutores para a exploração de aproveitamentos hidrelétricos. a Cemig iniciou a construção da usina de Nova Ponte. Inau- gurada em 1994. Além disso. propiciou um significativo ganho de energia para o sistema interligado da a União região Sudeste. projetos de geração de menor consórcios entre porte. em março de 1993. transmissão e distribuição e a reformulação das entidades especializadas nas funções de regulação.

A agência começou a funcio. começando pela venda das duas de transmissão e distribuição. estimula- 45 . nomeadamente a Espírito Santo Centrais Elétricas Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como (Escelsa) e a Light Serviços de Eletricidade. Guy Maria Villela Paschoal. recursos financeiros aos estados por conta das fu- Os contornos básicos do novo marco regu. a cargo do Banco Nacional de Desen- lei nº 9. energia entre concessionários. O governo federal decidiu ainda apoiar a nar em 1997. mediante a venda de empresas estatais e a licita. assumindo o lugar do DNAEE. ma Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia ção de concessões para novas obras de geração. atuantes novo órgão regulador e fiscalizador dos serviços de nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. vado. produtores indepen- tor elétrico. Da esquerda para a direita: o governador de Minas Gerais. o ONS A licitação para a concessão dos serviços assumiu as funções do GCOI. reconhecendo a figura do Produtor In. tornando-se responsá- públicos tornou-se obrigatória a partir de fevereiro vel pela coordenação e controle da operação do sis- de 1995 com a promulgação da lei nº 8. distribuidores e comercializadores. Itamar Franco. extinto venda de concessionárias estaduais. o presidente da Cemig. dentes. que criou o Operador Nacional do Siste. a lei nº 9.987.648. antecipando no mesmo ano. As operações de adiantamento latório setorial foram definidos em maio de 1998 pela de recursos. volvimento Econômico e Social (BNDES).Assinatura da ordem de serviço para início das obras da Usina de Funil. de intermediar as transações de compra e venda de cas para a concessão dos serviços públicos no se. Constituído como entidade privada. ca ocorreu simultaneamente à montagem do novo ar- sionárias e assegurando livre acesso aos sistemas cabouço institucional. Djalma Bastos de Morais e o vice-presidente da Cemig. turas privatizações. eletricidade no país. distribuidoras federais que integravam o grupo Eletro- Outro passo importante foi a criação da brás.074 fixou regras específi. liberando os grandes A privatização de empresas de energia elétri- consumidores do monopólio comercial das conces. Ao MAE caberia a função do mesmo ano. Em julho tema interligado nacional. (MAE). dependente de Energia (PIE).

Da esquerda para a direita: o presidente da Cia. com participação expressiva de grupos norte-americanos e europeus. a Cemig já havia firmado parcerias com grandes consu- midores de energia elétrica em Minas para a consecução dos aproveitamentos hidrelétricos de Igarapava. vinculado à deses- tatização da Cemig. O aproveitamento de Igarapava representou um marco pioneiro no setor elé- trico nacional pelo modelo de associação com a iniciativa privada e pela utilização 46 .96% do capital ordinário da Cemig por R$ 1. quatro anos mais tarde. no rio Santo Antônio. perto da usina de Salto Grande. no rio Araguari. median- te a venda de um terço do capital votante da companhia. A construção de Miranda. O governo de Minas obteve um empréstimo do BNDES. embora iniciada em 1990. O consórcio comprador foi formado pelas empresas norte-americanas de energia elétrica Sou- thern Electric e AES e pelo grupo investidor brasileiro Opportunity. e Porto Estrela. Itamar Franco e o presidente da Cemig. Nessa altura. acrescentando 408 MW à capacidade de geração da companhia. mais da metade do mercado nacional de distribuição já estavam sob o controle da iniciativa privada. o governador de Minas Gerais. No final de 1998. só ganhou impulso após a inauguração de Nova Ponte. Inauguração da Usina Funil. ao mesmo tempo em que ultimava as obras da usina de Miranda. em leilão público realizado pelo BNDES.13 bilhão. mas acabou optando por buscar um sócio estratégico. no médio rio Grande. contri- buindo para a significativa alteração da estrutura de propriedade do setor. Vale do Rio Doce. o con- sórcio Southern Electric Brasil Participações adquiriu 32. A hidrelétrica entrou em operação comercial em 1998. Djalma Bastos de Morais. Em maio de 1997. ram de fato a venda de numerosas empresas estaduais a partir de 1996. Roger Agnelli.

cada uma com um terço gi. A concessão capacidade de 140 MW. ampliada três anos depois com a Preocupada com a aceleração da demanda de desestatização da CVRD. Marcos Alvim. a usina entrou em operação comercial em 1999. respectivamente. Djalma Bastos de Morais. Da esquerda para a direita: o secretário de estado de desenvolvimento econômico. o diretor presidente do consórcio Capim Branco energia. o prefeito de Araguari. anos depois. a As obras foram iniciadas em 1999 e concluídas dois Eletrosílex. respectivamente. observada em seguida à implantação talada. a Compa. privado no consórcio. após concorrência promovida pelo DNAEE. Cemig e por cinco grandes consumidores de eletricida. de novas usinas pela iniciativa privada em Minas. Henrique di Lello Filho e o presidente da Cemig. Wilson Nélio Brumer. uma das regiões Cumpre destacar a participação majoritária do capital de maior consumo energético da Cemig. 47 . usina está localizada no Vale do Aço. a Mineração Morro Velho (MMV) e a recém. do Plano Real em 1994. a privatizada Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). o aproveitamento da Guilman Solenidade de desvio do rio Araguari para construção da Hidrelétrica de Capim Branco II. do grupo Votorantim. O para o aproveitamento de Porto Estrela foi outorgada consórcio empreendedor foi constituído em 1994 pela em 1997. uma das primeiras realizadas no país com base na de: a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). inauguradas em 1997 e 1998. As usinas de Sá Carvalho e de Ipatinga foram adquiridas da Companhia Aços Especiais de Itabira (Acesita) e da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas). Com de participação no empreendimento. nhia Mineira de Metais (CMM). o governador de Minas Gerais. Aécio Neves. Com 210 MW de potência ins. Com 112 MW de capacidade instalada. nota- da em parceria com a CVRD e a Companhia Têxtil de damente as hidrelétricas de Guilman Amorim e Sobra- Minas Gerais (Coteminas). de turbinas tipo Bulbo. nova legislação de concessão de serviços públicos. energia elétrica. inédita na América Latina. a Cemig apoiou a construção A hidrelétrica de Porto Estrela foi construí.

em associação com a Companhia Energética de Brasília (CEB). e Queimado. Usina Hidrelétrica de Irapé Amorim. foi adquirida como paga- mento de dívidas pendentes relativas ao fornecimento de eletricidade à siderúrgi- ca. e pelo início das obras dos aprovei- tamentos de Funil. a usina conta com 78 MW de capacidade instalada.A. localizada na planta industrial da Usiminas em Ipatinga. denominada Usina Térmica Ipatinga S. foi mon- tada pela Cemig para a compra de Sá Carvalho com o mínimo de recursos próprios. 48 . com 60 MW..A. empresa controlada pelo governo do Distrito Federal. a Sá Carvalho S. em parceria com a CVRD. Uma operação de financiamento com- plexa e inédita no setor elétrico. A usina de Ipatinga. A Cemig assumiu a responsabilidade pela operação das duas usinas mediante acordos com seus proprietários. resultou de uma iniciativa conjunta da Belgo Mineira e da Samarco Mineração. foi construída pela Companhia Paraibuna de Metais. no rio Piracicaba. Situada no rio Piracicaba. uma central de co-geração com 40 MW de potência. A Cemig também constituiu uma subsidiária de capital integral para operação da central termelétrica. a usina de Sobragi. Localizada no rio Paraibuna. com o objetivo de comercializar a energia gerada pela hidrelétrica. a hidrelétrica de Sá Carvalho e a termelétrica de Ipatinga. A Cemig constituiu uma concessionária subsidiária. respectivamente. O ano de 2000 foi marcado pela compra de duas usinas. envolvendo a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) e o acesso ao mercado de debêntures. As usinas de Sá Carvalho e de Ipatinga foram adquiridas da Compa- nhia Aços Especiais de Itabira (Acesita) e da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas).

teve início a construção do Com- tável esforço para atender às metas de redução do plexo Energético de Capim Branco. O consórcio empreen- 82. consumo de energia elétrica durante os nove meses composto pelas usinas de Capim Branco I e Capim de vigência do racionamento. a Cemig 49 . com capacidade instalada de 240 MW e de 2002. O racionamento e a desaceleração das ati. létrica de Irapé. encerrado em fevereiro Branco II. Concluí. 210 MW. consórcio empreendedor foi constituído com a par. a usina colocou em operação funcionamento em 2004. deixando de ser uma empresa integrada para desmembrar-se em duas subsidiárias integrais: Cemig Distribuição S. Com capacidade 105 MW de potência instalada. devido às condi. Com ões Sudeste.1% do mercado total da Cemig em 2001. totalizando 180 MW obras do aproveitamento de Aimorés. a Cemig empenhou-se na construção de novas da no prazo recorde de 33 meses. dedor de Aimorés conta com 49% de participação da do no rio Preto. Grandes e pequenos consumidores realizaram no.5% no empreendimento de Queimado. a Cemig passou por uma reestruturação. em mais uma A Cemig assumiu uma participação de iniciativa conjunta com a CVRD. imediatamente a montante da de ações abrangentes para a garantia da expansão da usina de Furnas e a jusante da usina de Itutinga. O aproveitamento de Funil foi implantado novo modelo setorial. localiza. no rio Araguari. no rio Doce. (CCBE). Em 2001. Em 2001. na de capacidade instalada. o governo federal foi compelido a Com apoio do governo mineiro. comercial sua primeira unidade geradora em 2005. Em dezembro de 2004. divisa de Minas com o Espírito Santo. mado. a usina entrou em usinas nos últimos anos. a usina entrou em final prevista de 330 MW. A cri. alertando para a necessidade no alto Rio Grande. Além da aceleração das obras de Funil e Quei- ticipação de 49% da Cemig e 51% da CVRD.4% de participação acionária. atração de novos investimentos. Com Cemig e 51% da empresa mineradora. numa das ções hidrológicas extremamente desfavoráveis nas áreas mais pobres do estado. Irapé energética exigiu das empresas um rápido processo irá gerar 360 MW. e Cemig Geração e Transmissão S. muito prejudicada áreas dos reservatórios das grandes usinas das regi.A. A grave crise previsão de entrada em operação em 2006. foram iniciadas as operação comercial em 2003. to. Em 2003. no rio Jequitinhonha. O oferta de energia elétrica no país. Centro-Oeste e Nordeste. respectivamente. na divisa de Minas com Goiás.A. aumentando a disponibilidade e de adaptação e um grande esforço da população para a qualidade da energia na região e possibilitando a enfrentar as dificuldades impostas pelo racionamen. a compa- decretar severo racionamento de energia elétrica em nhia deu partida em 2002 à construção da hidre- grande parte do território nacional. composto por quatro empresas: a CVRD se evidenciou as dificuldades de implementação do com 48. pelo relevo e condições climáticas adversas. Trata-se de um empre- vidades econômicas determinaram um decréscimo endimento do Consórcio Capim Branco Energia de 9.

subsidiária integral da Cemig. 50 . capaz de atender a cerca de um terço da carga da siderúrgica VMB. e a Companhia Mineira de Metais (CMM). na área industrial dessa empresa.9 MW de potência. A geração comercial das duas usinas está prevista para 2006.6%. Inaugurada também em 2004. com 21.1%. Desativada em 1994 em conseqüência do enchimento do reservatório de Nova Ponte. na capital estadual. a usina de Pai Joaquim foi quase inteiramente reconfigurada. a usina dispõe de uma unidade geradora de 12. no rio Araguari. do Grupo Votorantim. com 17. Usina Hidrelétrica de Capim Branco II Capim Branco Energia. do Grupo Suzano.9%. e a construção da termelétrica do Barreiro. localizada no bairro do Barreiro. com 12. em Belo Horizonte. A termelétrica do Barreiro foi construída pela Cemig em parceria com a empresa siderúrgica franco-alemã Vallourec & Mannesmann Tubes do Brasil (VMB). Também merecem destaque a relocação e ampliação da hidrelétrica de Pai Jo- aquim. voltando à operação em 2004 com uma unidade geradora de 23 MW. a Comercial e Agrícola Paineiras.

Machado Mineiro. na mesma época da desverticaliza. midores finais. foi firmada uma associação com a Petrobras Gás política de pesquisa. o governador Aécio rais e outros (11. Nesta mesma época. Na Cemig. foi implantada a Estação de Hidrobiologia final de 2004 a posição de sétima maior concessionária e Piscicultura de Volta Grande. mação de reservatórios. de maior concessionária de distribuição de eletricida- março de 2004.A. Galheiro e Jacob. Nessa altu. sobretudo. sentavam a maior parcela do fornecimento (61.4%) e consumidores ru- Empresa e. obrigando as empresas integradas a se des. foi consideradas pioneiras no contexto estadual e nacio- adquirida a usina de Rosal da Caiuá Serviços de Ele. foi aprovado pelo Conselho de Administração da consumidores comerciais (9. Esse trabalho foi cial total da Gasmig. envolvendo instituições.162 km de linhas de 500 kV. rapé. que tem servido ao meio científico. piscicultura.290. situada na divi. o modelo de desverticalização seguidos pelos consumidores residenciais (17. A mudança atende à lei nº 10. Nova Ponte foi a segunda usina superior a 230 kV da companhia integram o sistema da América Latina a receber a certificação. cas com capacidade conjunta de 184 MW. Através da parceria nas pesquisas e nos levan- tricidade. a Cemig ocupava no estudos. Neves sancionou a lei nº 15. bem como 32 subestações com capacidade de integrada para desmembrar-se em duas subsidiárias transformação total de 15. iniciado em 1975 com um levantamento bioecológi- mitirá a expansão da rede de distribuição de gás natural co dos reservatórios da bacia do rio Grande.949 MW. meio ambiente pela construção de barragens e for- Também. per- em Minas Gerais. Iga- 47 hidrelétricas. e Cemig Geração e A companhia também se destacava como a Transmissão S. assim como a reserva natural de 2004. versidades e a própria empresa. No final de meira de grande porte.7%). duas pequenas usinas no estado de Santa Catarina. Posteriormente. autorizando essa As ações ambientais da Cemig podem ser reestruturação societária. Morro do Camelinho. que definiu o novo modelo do setor de no Brasil em termos de GWh vendidos a consu- elétrico. A aquisição dessa usina. Como resultado desses De acordo com a Aneel.5%). Essa parceria com a Gaspetro per. a Cemig contava com 2. somando 5. Em dezembro de 2004. Para minimizar os impactos causados ao ambas localizadas no rio Chapecozinho.4%). tamentos com universidades e centros de pesquisa. tendo em vista desenvolver trabalhos nas áreas de limnologia e sua capacidade instalada total de 5. ço de 2000 a certificação ISO 14001 por seu trabalho na As linhas de transmissão em tensão igual ou preservação ambiental. uni- (Gaspetro). Os consumidores industriais repre- verticalizarem. tencentes ao sistema Cemig. em agosto de 2005. e uma usina A hidrelétrica de Nova Ponte recebeu em mar- eólica.393 MVA. a Cemig implantou as ra. Itutinga. construída às margens do reservatório. 51 . com o objetivo de de geração de energia elétrica no Brasil. à sociedade. quatro termelétri. deixando de ser uma empresa 230 kV.A. a Cemig passou por 1. onde existe demanda reprimida. a Cemig implantou uma ção. órgãos e entidades interessadas na preservação do A Cemig já havia assumido em 2002 o controle de meio ambiente e. nal. sa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo.940 km de linhas de 345 kV e 751 km de linhas de uma reestruturação. sendo a pri- interligado nacional operado pelo ONS. represen. a companhia possui um grande acervo de dados tou o primeiro passo importante na implementação ambientais. Galheiro.764 MW. aos da estratégia de crescimento fora de Minas Gerais.848. o parque gerador da companhia era composto por estações ambientais de Peti. para a qual foi vendido 40% do capital so. com 1 MW de potência. integrais: Cemig Distribuição S.

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Usinas da Cemig Usina Hidrelétrica de São Simão .

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Usinas da Cemig Capacidade instalada (MW): 6.112.14 Total de usinas: 57 (21 grandes centrais e 36 pequenas centrais) Usinas próprias: 38 hidrelétricas.676. 2 termelétricas e 1 eólica = 41 Usinas em consórcio: 7 Usinas de subsidiárias Cemig: 7 hidrelétricas e 2 termelétricas = 9 Total de estações ambientais: 7 55 .87 Energia assegurada (MWmédios): 3.

Formoso Parque gerador da Cemig Queimado Santa Luzia Capim Emborcação Branco II Lages Pissarrão Martins Capim Branco I Salto Morais Miranda São Simão Nova Ponte Pai Joaquim Volta Grande Jaguara Igarapava Salto do Passo Velho Salto Voltão Santa Catarina Poço Fun Jacutinga Luiz D São Bernardo 56 .

Pandeiros Machado Mineiro Santa Marta Irapé Poquim Três Marias Morro do Camelinho Paraúna Tronqueiras Minas Gerais Salto Grande Porto Estrela Dona Rita Aimorés UTE Ipatinga Sá Carvalho Sumidouro UTE Igarapé Peti Espírito Santo UTE Barreiro Bom Jesus Gafanhoto do Galho Cajuru Rio de Pedras Salto do Anil Paraopeba Funil Rosal Itutinga Camargos Piau Legenda ndo Marmelos Hidro Cemig Paciência Joasal Xicão Hidro Consórcio Hidro Controlada Térmica Cemig Dias Térmica Controlada Eólica Cemig 57 .

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Grandes Centrais Hidrelétricas 59 .

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Usina Hidrelétrica de Camargos .

A usina hidrelétrica de Camargos está situada no rio Grande. durante as obras da primeira etapa de Itutinga. juntamente com as demais companhias regionais de Juscelino eletricidade organizadas pelo governo de Minas no ano anterior. Tais estudos apontaram a construção de um reservatório de acumulação em Camargos como obra-chave para a máxima utilização econômica do grande potencial existente no trecho superior do rio Grande. os projetos do O empreendimento ficou a cargo da Companhia de Eletricidade do Alto Programa Rio Grande (Cearg). empresa criada pelo governador Juscelino Kubitschek em de Metas do 1951. no município de Itu- tinga. Além de Itutinga. Com governo do a constituição da Cemig em maio de 1952. sem falar no próprio aproveitamento de Camargos. Kubitschek A construção da barragem de Camargos foi iniciada em março de 1956 (1956-1961). Primeira usina da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. na região sul de Minas Gerais. é operada de forma coordenada com a hidrelétrica de Itutinga. a Cemig desenvolveu estudos para o aproveitamento progressivo do rio Grande e alguns de seus afluentes. Camargos foi o reservatório beneficiaria diretamente os aproveitamentos projetados de Funil e incluída entre São Miguel. localizada imediatamente a jusante. Entre 1952 e 1955. a Cearg tornou-se uma das subsidiárias presidente da empresa pública estadual. pela Companhia Morrison Knudsen do Brasil com base em projeto elaborado pela 62 . com o objetivo inicial de promover a construção da usina de Itutinga.

Em novembro do mesmo ano. As obras civis maio de 1958 com a expedição do decreto federal da barragem foram custeadas com recursos próprios nº 44. concedido em janeiro de 1957. suplementados por empréstimo do Banco Co. As obras civis da barragem foram custeadas com recursos próprios da Cemig. A Cearg obteve a a segunda etapa do aproveitamento de Itutinga e os concessão para o aproveitamento hidrelétrico em sistemas de transmissão associados. do Programa de Metas do governo do presidente mentos eletromecânicos para a usina de Camargos. suplementados por empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). com o Export-Import Bank (Eximbank) do governo Camargos foi incluída entre os projetos norte-americano. Juscelino Kubitschek (1956-1961). A usina foi projetada para operar na fre- 63 . contratou um empréstimo de 11. destinados à aquisição de equipa.370. (Ieco). a Cemig Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). empresa norte-americana International Engineering da Cemig.4 milhões de dólares concedido em janeiro de 1957.

presidente da Cemig. Em áreas A inauguração oficial da barragem ocorreu em maio de 1959. A primeira remanescentes unidade geradora de Camargos entrou em operação em agosto de 1960 e a segunda das usinas em maio de 1961. dois ambiental condutos no interior da barragem que levam água para as caixas espirais das tur- de Itutinga. vertedouro com seis comportas estação de setor. medindo 11 m de comprimento por 6 m de altura. com a presença do governador José Francisco Bias Fortes e do engenheiro Cândi- a empresa do Hollanda de Lima. qüência de 60 Hz. Morgan Smith e sua sucessora Allis Chalmers (turbinas) e a General Electric (geradores). tipo gravidade. O fornecimento dos principais equipamentos eletromecânicos ficou a cargo de empresas norte-americanas: a S. Ambas contam com 22.500 kW de potência unitária e turbinas de Itutinga e tipo Kaplan. situada junto ao corpo da barragem. A usina foi inaugurada em janeiro de 1961 em solenidade que contou Camargos. tomada d’água. binas e a casa de força. mineira O arranjo geral do aproveitamento compreende a barragem com estrutura implantou a de concreto. num trecho de 350 m. 64 . padrão estabelecido em todos os empreendimentos da Cemig.

a concessão para explora- 1960 e de Camargos no ano seguinte marcou o encer. com o objetivo de simplificar julho de 1995. Em áreas remanescentes das usinas de nais. ção da usina e seu sistema de transmissão associado ramento da primeira etapa do Plano de Eletrificação foi prorrogada pela portaria nº 161 do Ministério de da Cemig. Localização Cronologia Barragem Município: Itutinga (MG) Início de construção: 1956 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1960 Comprimento (m): 608 Altura máxima (m): 36 Cota do coroamento: 915 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 6. 65 . levado a cabo em abril de 1963 com a incor. Nº de comportas: 2 (VF). procedimentos administrativos e reduzir custos Atualmente a Cemig está desenvolvendo es- operacionais. a empresa mineira implantou a poração da Cearg.280 Vazão média de longo Casa de força Reservatório tempo (m3/s): 132. 6 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 236 Nazareno e São João del-Rei (MG) A conclusão dos aproveitamentos de Itutinga em Em maio de 1998. Capacidade máxima (m3/s): 2. Itutinga e Camargos. Minas e Energia pelo prazo de 20 anos a contar de Em 1961.224 Tipo de turbina: Kaplan Itutinga.35 Nº de unidades geradoras: 2 Volume total máximo (hm3): 792 Potência unitária (MW): 22. tir de Itutinga.5 Volume útil máximo (hm3): 672 Vertedouro Energia assegurada NA mínimo operativo: 899 (MWmédio): 21 NA máximo operativo: 913 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 25 Municípios atingidos: Carrancas. a Cemig iniciou o processo de in. tudos visando à operação remota de Camargos a par- corporação de suas empresas subsidiárias regio. Madre de Deus de Minas. estação ambiental de Itutinga.64 Potência instalada (MW): 45 Área (km2): 73.

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Usina Hidrelétrica de Emborcação .

apresentando capacidade instalada inferior apenas à da hidrelétrica de São Simão. no Triângulo Mineiro. também localizada no rio Paranaíba. no segunda em escopo mais amplo dos chamados estudos energéticos da região Sudeste. Os recursos novembro do energéticos da bacia do rio Paranaíba foram objeto de um estudo de inventário que mesmo ano. apenas para São Simão foi preparado um estudo de viabilidade. Itumbiara e São Simão como os locais mais favoráveis para o de- senvolvimento de projetos hidrelétricos naquela bacia. antecessor da atual Universidade Fede- em operação ral de Itajubá (Unifei). primeiro estabelecimento de ensino superior no Brasil especialmente unidade entrou dedicado ao estudo da engenharia elétrica. Emborcação é a segunda maior usina da Cemig. Sua denominação oficial rende homenagem ao político. em julho de As primeiras investigações sobre o aproveitamento de Emborcação foram 1982 e a realizadas em 1964 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. com casa de força na margem esquerda em área do município de Araguari. Devido a limitações de tempo. advogado e profes- sor Teodomiro Carneiro Santiago. 68 . apontou Emborcação. na divisa dos estados de Mi- nas Gerais e Goiás. Na margem oposta. oficialmente denominada Teodomiro San- tiago. está situada no curso superior do rio Paranaíba. a hidrelétrica ocupa área do município goiano de Catalão. A usina hidrelétrica de Emborcação. fundador do Instituto Eletrotécnico e Mecânico A primeira de Itajubá.

Sua denominação oficial rende homenagem ao político. programadas pela Eletrobrás no Plano de Atendimento O primeiro estudo de viabilidade dos apro. das regiões veitamentos do Alto Paranaíba foi elaborado pela Ce. o governo federal promulgou o decreto determinaram uma mudança significativa no arranjo nº 76. advogado e professor Teodomiro Carneiro Santiago. Sudeste e Sul. permitindo economia de escala no básico e executivo de Emborcação. E m março de 1976. Os estudos rea. O estudo indicou que a usina de Cachoeira do Sertão. Em 1974. até 1990. seria uma das mais econômicas da bacia do rio Para- Em 1967. a usina foi incluída entre as obras do como Gamela. Bocaina e Escada Grande. deslocando o de Escada Grande para o local conheci. eliminando o aproveitamento de Bocaina e Cachoeira do Sertão e de Gamela.O esquema proposto pelos consultores da Canam. a Cemig estabeleceu uma nova divisão de naíba. redimensionamento de sua capacidade instalada de bra previu a construção de Emborcação e das usinas 364 MW para 602 MW. bem como o para a realização do empreendimento. com benefícios para as usinas de jusante.008 que outorgou à empresa mineira a concessão original das estruturas de Emborcação. lizados pela empresa projetista demonstraram a pos. mais conhecido como Plano 90. 69 . colocando em plano secundário os projetos de quedas. aos Requisitos de Energia Elétrica. fundador do Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá. aproveitamento e a regularização do rio Paranaíba. Investigações de campo mais apuradas do ano seguinte. Em julho mig em 1971. a Cemig firmou contrato com a Tams Engenharia para a elaboração dos projetos sibilidade de construção de uma barragem mais alta em Emborcação.

do Banco Interamericano de Desenvolvi- compreende mento (BID) e de várias entidades financeiras privadas internacionais.. entre as barragem quais a União de Bancos Suíços. das para a época: concretagem a vácuo. o empreendimento contou com o apoio da Centrais Elétricas Brasileiras geral do (Eletrobrás).. A s obras civis de Emborcação foram iniciadas em junho de 1977 pela Construto- ra Andrade Gutierrez. mais altas do Em agosto de 1981. Catalão. tendo início o enchimento do reservatório e a operação Arca de Noé para salva- mento dos animais ilhados com a inundação de extensa área nos municípios de Abadia dos Dourados. da Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame). Brasil. Além de recursos próprios O arranjo da Cemig. Monte Carmelo (MG). Araguari. da Finan- aproveitamento ciadora de Estudos e Projetos (Finep). aeração da calha do vertedouro e escava- uma das ção mecanizada dos condutos forçados. Cascalho Rico. o Lloyds Bank e o First National City Bank. Os custos da usina e seu sistema de transmissão associado foram orçados inicialmente em 380 milhões de dólares. de terra e A construção da usina foi marcada pela utilização de tecnologias avança- enrocamento. 70 . Grupiara. Estrela do Sul. Davinópolis. os túneis de desvio do rio Paranaíba foram fechados. Douradoquara. Ouvidor e Três Ranchos (GO).

seccionando a linha Jaguara-Itumbiara em Emborca- tribuiu em larga medida para o fornecimento dos equipa. Francelino Pereira. o consórcio tuada perto de Belo Horizonte. Davinópolis. do tipo superfície. Em setembro grupo dos três grandes aproveitamentos hidrelétricos do rio do mesmo ano.200 Tipo de turbina: Francis Catalão. de 500 kV entre a usina e a subestação Samambaia douro).44 Volume útil máximo (hm3): 13. A inauguração oficial ocorreu em 23 de fevereiro força entre a calha do vertedouro e a barragem.08 Vazão média de longo Casa de força Volume total máximo (hm3): 17. Os vencedores Em 1989. esquerda. e do engenheiro Francisco (Furnas). a Cemig alterou a configuração de seu sistema de Com o apoio da Finame. casa de ano. espanhola Expansión colocou em operação a linha a Ishibrás (pórtico rolante para a tomada d’água e o verte.5 Grupiara e Monte Carmelo (MG). inauguradas em 1978 e 1980. Em 2002. de turbinas e geradores ao âmbito nacional. no Distrito Federal. que melhorou projeto hidrelétrico brasileiro a restringir as concorrências as condições de suprimento à região do Triângulo Mineiro. a Cemig estabeleceu a ligação em das principais concorrências foram o consórcio liderado 500 kV entre Emborcação e a subestação Neves. canal de 1983. a indústria nacional con. Capacidade máxima (m3/s): 8.72 tempo (m3/s): 471. Localização Cronologia Barragem Município: Araguari (MG) Início de construção: 1977 Tipo: Enrocamento Início de operação: 1982 Comprimento (m): 1507 Altura máxima (m): 158 Cota do coroamento: 663 Bacia hidrográfica Rio: Paranaíba Reservatório Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 29. te João Batista Figueiredo. tomada d’água. presidente da Cemig.055. Emborcação integra o Afonso Noronha. da usina.5 Três Ranchos (GO) 71 .72 Potência instalada (MW): 1192 NA mínimo operativo: 615 Nº de unidades geradoras: 4 NA máximo operativo: 661 Potência unitária (MW): 298 Municípios atingidos: Abadia dos Vertedouro Energia assegurada Dourados. Araguari. sistemas interligados Norte/Nordeste e Sul/Sudeste. com quatro comportas. primeiro lândia. A primeira unidade entrou em operação em altas do Brasil. condutos escavados julho de 1982 e a segunda em novembro do mesmo em rocha com 286 m de comprimento médio. (MWmédio): 497 Douradoquara. construída com o obje- de sucção) e a Mecânica Pesada (comportas para a tomada tivo de atenuar as restrições de intercâmbio entre os d’água e para o vertedouro). a empresa liderado pela Siemens (geradores e sistemas de excitação). si- pela Voith (turbinas tipo Francis e reguladores). A usina também foi ligada de imediato à cidade de Uber- mentos eletromecânicos pesados de Emborcação.E mborcação foi dimensionada para operar com quatro unidades geradoras de 298 MW de potência O arranjo geral do aproveitamento compre- ende barragem de terra e enrocamento.178 Área (km2): 480. Para escoamento dos grandes blocos de energia e última unidade. a Equipamentos Villares (pórtico rolante para tubo (Furnas). do governador de Minas Juntamente com São Simão (Cemig) e Itumbiara Gerais. por intermédio de uma linha de 138 kV. quando a terceira unidade foi acionada em de fuga escavado em rocha e vertedouro na ombreira solenidade que contou com a presença do presiden. Cascalho Rico. Estrela do Sul. 500 kV.724. ção. a usina passou a operar com a quarta Paranaíba. uma das mais unitária. Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 128. Ouvidor e Nº de comportas: 4 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 239.

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Usina Hidrelétrica de Irapé .

Turmalina e outros municípios. a cerca de 2 km da foz do rio Itacambiruçu.5 a mais alta MW. Situado nas regiões limítrofes do Jequitinhonha/Mucuri e do norte de Minas Gerais. como Irapé. 74 . Investimentos de menor monta nos anos 1970 contribuíram para uma pe- Latina. a realização do empreendimento foi adiada durante longo pe- da América ríodo. Minas Novas. A de altura será maior usina em funcionamento na região era a hidrelétrica de Santa Marta com 1. quena melhoria na infra-estrutura de energia elétrica do Vale do Jequitinhonha. Cristália. Irapé passou a ser visto como um projeto relevante para o com 205 m desenvolvimento da região do Jequitinhonha. uma das mais pobres do estado. As primeiras investigações sobre Irapé foram realizadas entre 1963 e 1965 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig que participaram de pioneiro levantamento dos recursos energéticos da região Sudeste. Usina Hidrelétrica de Irapé A usina hidrelétrica de Irapé. A barragem Desde então. merecendo destaque a implantação de linhas de 69 kV que asseguraram a chegada de energia da Cemig a Berilo. está sendo construída no rio Jequitinhonha. nos municípios de Berilo e Grão-Mogol. identificando 20 aproveita- mentos promissores. construída na década de 1940 pelo governo estadual para ampliar a oferta de do Brasil e a energia a Montes Claros. segunda maior Entretanto. Leme do Prado e Turmalina. A entrada em operação da usina está prevista para março de 2006. oficialmente denominada Usina Presidente Jusce- lino Kubitschek. o empreendimento abrange ainda os municípios de Botumi- rim. O trabalho incluiu o inven- tário do potencial hidrelétrico da bacia do Jequitinhonha. José Gonçalves de Minas.

hidrelétrico de Irapé. evidenciando os valores muito díspares entre outorgada por decreto presidencial e. Irapé contribuirá para o abastecimento de outras regiões como usina integrante do sistema interligado nacional. Única empresa pré-qualificada a participar da concorrên- cumento conhecido como Plano 2010. construção de Irapé foi incluída no planejamento da A concorrência foi promovida pela Agência Na- expansão de longo prazo do setor elétrico proposto cional de Energia Elétrica (Aneel) em dezembro de 1998. a Cemig arrematou a concessão pelo preço mínimo Os estudos de viabilidade da usina foram re. Em janeiro de 1999. a Aneel e a Cemig assinaram o contrato regulando a nos períodos de estiagem e chuvosos. Além de aumentar a qualidade e a confiabilidade da rede elétrica local. estipulado pela Agência para o pagamento do direito de alizados com participação da Enerconsult entre 1988 uso de bem público. em fevereiro de as vazões mínimas e máximas do rio Jequitinhonha 2000. a Cemig contratou a Enerconsult Enge. a concessão foi e 1993. E m 1984. O trabalho de. cia. 75 . ventário da bacia do Jequitinhonha. o regime de produção independente de energia. pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) no do. obrigatória em decorrência das o trabalho foi concluído em 1987. a mudanças no quadro regulador do setor elétrico. Executado com o A partir de 1996. Ainda nesse ano. a Cemig preparou-se para con- apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento correr à licitação para a concessão do aproveitamento (BID) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). concessão de geração para o aproveitamento de Irapé sob senvolvido no período incluiu a elaboração dos Estu. rio de Impacto Ambiental (Rima). dos de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relató- nharia para a elaboração de um novo estudo de in.

o início da Em abril de 2003. o que permitiu o início da construção da barragem e da con- barragem . A Delphi Engenharia e Con- que permitiu sultoria elaborou o Plano de Controle Ambiental. o arqueológico na área de influência do aproveitamento.. 76 . Vale destacar ainda a construção do vertedouro em túneis escavados na rocha e não a céu aberto. o rio responsável pelo fornecimento e montagem dos equipamentos eletromecânicos. 2003. A Universidade Fe- 1. tornou bastante complexa a logística de construção. Jequitinhonha No mesmo ano. composto por mais quatro empresas: a Norberto Ode- Em abril de brecht. cretagem da tomada d’água.2 km de extensão. casa de força e vertedouro. as obras foram iniciadas por um consórcio liderado pela Construtora Andrade Gutierrez. U m passo importante para a consecução do projeto foi dado em julho de 2001. quando o governador Itamar Franco promulgou a lei nº 13. exigindo um grande movimento de rocha e solo. a Cemig contratou outras entidades para o desenvolvi- foi desviado mento de trabalhos relacionados a Irapé.. como é comum em obras do gênero. o rio Jequitinhonha foi desviado para dois túneis com construção da 1.2 km de deral de Minas Gerais (UFMG) assumiu a incumbência do estudo do patrimônio extensão. assegurando à Ce- mig o aporte de R$ 90 milhões do tesouro estadual. A localização da barragem. Em abril de 2002.954. a Ivaí Engenharia de Obras. Esse montante de recursos correspondia a 12% do investimento estimado para a implantação da usina. A barragem com 205 m de altura será a mais alta do Brasil e a segunda maior da América Latina. a Hochtief do Brasil e a Voith Siemens Hidro Power. numa calha profunda do rio Jequitinhonha e de difícil acesso. A Empresa de Assistência Técnica e Ex- para dois tensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) iniciou o levantamento de terras para túneis com reassentamento da população atingida pelo empreendimento.

503 Queda nominal (m): 158.5 Bacia hidrográfica Rio: Jequitinhonha Bacia: rio Jequitinhonha Área de drenagem (km2): 16. na condição de sócia mi- 5 mil pessoas residentes na área inundável. Jequitinhonha. A Transirapé venceu radoras compostas por turbinas do tipo Francis e gera- a concorrência da linha de 230 kV entre Irapé e Ara. dores de 120 MW de potência unitária.689 NA mínimo operativo: 470. beneficiará aproveitamentos a jusante. Além de aumen- çuaí. pre. Cemig (24. numa extensão de 150 km do Jequitinhonha e de 50 bro de 2003 e novembro de 2004. com 150 km de extensão. km de seu afluente Itacambiruçu. visto para novembro de 2004. (24. o maior previsto para a bacia do rio O enchimento do reservatório de Irapé. bo.perfil Creager controlado Potência unitária (MW): 120 Botumirim. Grão-Mogol.95 tempo (m3/s): 149. Leme do Prado. vence.5%).8 Potência instalada (MW): 360 NA máximo operativo: 510 Vertedouro Nº de unidades geradoras: 3 Municípios atingidos: Cristália. a primeira de noritária da Companhia Transleste de Transmissão Minas a receber o título de remanescente de quilom- e da Companhia Transirapé de Transmissão.200 Reservatório Vazão média de longo Área (km2): 142.11 Volume total máximo (hm3): 5. culdades no processo de reassentamento de cerca de 77 . foi adiado devido a difi. composição acionária. Localização Cronologia Barragem Municípios: Berilo e Grão-Mogol (MG) Início de construção: 2002 Tipo: Enrocamento com núcleo de argila Início de operação: 2006 Comprimento (m): 540 Altura máxima (m): 205 Cota do coroamento: 514.88 Casa de força Volume útil máximo (hm3): 3. incluindo a pequena comunidade de Porto Coris. Tipo: Ogiva . Apresentando a mesma tar a qualidade e a confiabilidade da rede elétrica local. A Transleste ganhou o leilão para a implantação e Empreendimento de magnitude ímpar no Vale exploração da linha de 345 kV entre Montes Claros e do Jequitinhonha. com 65 km de extensão. as duas companhias foram Irapé contribui para o abastecimento de outras regiões compostas pela Alusa (41%).954. José Gonçalves Nº de comportas: 4 (CS) Tipo de turbina: Francis de Minas (MG) A Cemig participa dos empreendimentos de trans- missão associados a Irapé.5 Berilo. Furnas como usina integrante do sistema interligado nacional. a usina conta com três unidades ge- Irapé. Turmalina. Seu reservatório.5%) e Orteng Equipamentos (10%). como Murta (MG) e Itapebi (BA). Capacidade máxima (m3/s): 7. O alagamento atinge núcleos urbanos e rurais doras dos leilões promovidos pela Aneel em setem. respectivamente.

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Usina Hidrelétrica de Itutinga .

entre as cidades de São João del-Rei e Lavras. 80 . mas nada de concreto resultou nessa ocasião.. tendo em vista a ampliação de de Itutinga foi seu sistema de eletrificação. Em agosto de 1937. destinado exclusivamente engenheiro para a tração elétrica da RMV. O primeiro A usina hidrelétrica de Itutinga está situada no rio Grande. mediante a incorpora- no trecho das ção de várias ferrovias federais arrendadas pelo governo do estado. projeto de Figura entre os primeiros empreendimentos da Cemig. na região sul de Minas Gerais. juntamente com a barragem aproveitamento de Cajuru e as hidrelétricas de Piau. Constituída em 1931. no município de Itu- tinga.. Antônio Melo e Silva. Salto Grande e Tronqueiras. o governo federal outorgou ao gover- elaborado pelo no de Minas a concessão para o aproveitamento de Itutinga. da Rede Mineira de Viação (RMV). do potencial O primeiro projeto de aproveitamento do potencial hidrelétrico do rio Gran- hidrelétrico do de no trecho das corredeiras de Itutinga foi elaborado pelo engenheiro Antônio Melo rio Grande e Silva. a RMV considerou corredeiras a possibilidade de construir uma usina própria no local.

no início do Durante o governo Milton Campos (1947-1951). a Cearg tornou-se uma (DAE-MG). com a entrada em operação da primeira de suas quatro unidades geradoras de 60 Hz. considerando des. A concessão para o aproveita- Em 1949. paralelamente ao início das obras da usina subsidiária da Cemig em 1952.. com a secretaria estadual de Viação e Obras Pú- são para o mesmo aproveitamento. Esse ta vez o suprimento de energia elétrica não só à RMV anteprojeto serviu de base aos orçamentos preli- como também a diversas localidades do sul do estado. blicas. empreendimento prioritário da admi. a formação da Companhia de Eletricidade do Alto to de 1946 com a expedição do decreto nº 21. 81 . minares que orientaram o esquema financeiro para A solicitação foi atendida pelo governo federal em agos. demais companhias regionais de eletricidade cria- nistração Milton Campos na área energética. juntamente com as de Salto Grande. Organi- novos estudos para o aproveitamento de Itutinga foram zada com a finalidade de promover a construção realizados sob a responsabilidade do Departamento e exploração dos aproveitamentos hidrelétricos na de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais bacia mineira do rio Grande. prevendo a instalação de 35. A inauguração oficial da usina ocorreu em 3 de fevereiro de 1955. a Servix Engenharia elaborou o mento de Itutinga foi outorgada à Cearg em janeiro anteprojeto da usina. governo Juscelino Kubitschek (1951-1955).. Rio Grande (Cearg) em junho de 1951.200 kW. em cumprimento a contrato de 1951 pelo decreto federal nº 32. o governo mineiro voltou a solicitar conces. das por Kubitschek.704. E m 1945.112.

entraram em operação a tercei- ra e a quarta unidades geradoras. de Itutinga O contrato para a execução das obras civis e montagem da hidrelétrica foi outorgada à foi assinado em abril de 1952 com a Companhia Morrison Knudsen do Brasil.000 kW. foram compostas por geradores fabricados pela empresa norte-americana Westinghouse. e turbinas tipo Kaplan. Considerando ainda a possibilidade A concessão de se obter acumulação estacional a montante e a operação interligada de Itutin- para o ga com outras usinas. Morgan Smith. decreto federal materiais importados e serviços da usina e seu sistema de linhas de transmissão nº 32.000 kW aproveitamento – depois elevada para 52. a potência final do aproveitamento foi fixada em 48. A inauguração oficial da usina ocorreu em 3 de fevereiro de 1955. com a en- trada em operação da primeira de suas quatro unidades geradoras de 60 Hz. Em setembro de 1959 e em abril de 1960. que entraram em funcionamento em julho do mesmo ano. com eixo vertical.112.3 milhões de dólares com o Banco Mundial para a aquisição dos equipamentos.5 MW. O projeto definitivo foi elaborado pela empresa norte-americana International Engineering Company (Ieco). encomendadas aos mesmos fabricantes. em ceri- mônia que contou com a presença do governador Juscelino Kubitschek. A negociação desse empréstimo contou com a intermediação da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos para o Desenvolvimento Econômico. Ambas contam com potência unitária de 12. e subestações. indicando condições locais favoráveis à construção de uma usina maior que a prevista pela Servix. a Cemig e a Cearg assinaram contrato de financiamento no valor de de 1951 pelo 7. cabendo 82 . também nor- te-americana. A primeira e a segunda unidades. fornecidas pela S. Em Cearg em janeiro julho de 1953.

trica (Aneel). a usina contribuiu decisivamente para o su- de Itutinga contam com potência unitária de 13.5 (2). Localização Cronologia Barragem Município: Itutinga (MG) Início de construção: 1952 Tipo: Terra e Concreto gravidade Início de operação: 1955 Comprimento (m): 550 Altura máxima (m): 23 Cota do coroamento: 806 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 6. a Cemig iniciou o processo de incorporação Veritas Quality International (normas ISO 9001.08 Reservatório Potência instalada (MW): 52 Nº de unidades geradoras: 4 Área (km ): 1. despacho nº 411 da Agência Nacional de Energia Elé- tações para escoamento da energia de Itutinga na re. da. um canal escavado em rocha. tificação internacional recomendada pelo Bureau cionais.280 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 134. A alteração da potência instalada mais tarde saiu de operação. para 52 MW foi regularizada em julho de 2003 pelo A Cemig implantou diversas linhas e subes. uma câ. primento de emergência ao Rio de Janeiro durante o O arranjo geral do aproveitamento com. Em agosto de 2005. Em 1961. mento de Itutinga pela Cemig foi prorrogada em de- dos com 50 m de comprimento. 13. a Cemig implantou a estação 138 kV construídas no percurso entre Itutinga.554 Tipo de turbina: Kaplan/Hélice Municípios atingidos: Itutinga Nº de comportas: 5 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 58. Meio Ambiente e Saúde e Segurança) recebeu cer- cedimentos administrativos e reduzir custos opera. nessas novas máquinas.23 (MWmédio): 28 NA mínimo operativo: 880 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 25 NA máximo operativo: 886 Capacidade máxima (m3/s): 1. com o objetivo de simplificar pro. período em que a geração da Light Serviços de Eletri- preende uma barragem com dois corpos distintos.destacar a opção pela utilização de turbinas tipo hélice cabo em abril de 1963 com a incorporação da Cearg. gião sul do estado e a integração da usina ao sistema Em áreas remanescentes das usinas de interligado da empresa. 30 m de largura e 15 m de altura máxima. ao longo usina que exigiram a parada geral de suas quatro uni- da margem esquerda. cinco comportas de setor na parte central da Em 1996. A concessão para exploração do aproveita- mara de carga de onde derivam os condutos força.72 2 Potência unitária (MW): 12.5 (2) Volume total máximo (hm3): 11.4 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 7. foram realizadas obras para a re- barragem.5 MW. ma Integrado de Gestão da hidrelétrica (Qualidade. dades geradoras. hidrelétricas de Nilo Peçanha e Fontes. 63 e Nazareno (MG) 83 . o Siste- João del-Rei e a subestação de Nova Lima. cidade foi bastante prejudicada pela inundação das um na margem direita e outro na margem esquer. o zembro de 1998 pela portaria nº 602 do Ministério de canal de fuga e uma unidade auxiliar de 736 kW que Minas e Energia. ISO de suas empresas subsidiárias regionais. a casa de força. São ambiental de Itutinga. A terceira e a quarta unidades Em 1967. levado a 14001 e OHSAS 18001). a tomada d’água entre os dois corpos da cuperação da estanqueidade do canal de adução da barragem. assegurada pelas linhas de Itutinga e Camargos. com 150 m de comprimento.

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Usina Hidrelétrica de Jaguara .

mínio que a mineradora pretendia instalar em Poços de Caldas. A usina hidrelétrica de Jaguara está situada no médio rio Grande.. realização do construída pela Cemig em parceria com empresas privadas. No lado oposto. Jaguara está a jusante da usina de em moeda Estreito (oficialmente denominada Luiz Carlos Barreto de Carvalho). com casa de força no lado paulista. 86 . Sétima usina da cascata de O investimento aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. no Triângulo Mineiro.. empresa de mineração paulista. e a montante da usina de Igarapava. empreendimento A primeira concessão para o aproveitamento de Jaguara foi outorgada em seria custeado fevereiro de 1959 à Companhia Geral de Minas. O próprios aproveitamento destinava-se ao fornecimento de energia para uma fábrica de alu- da Cemig. em área pertencente ao município de Rifaina. a pequena distância da antiga estação Jaguara da Estrada de Ferro Mogiana. a hidrelétrica ocupa área do município de Sacramento. pertencente nacional para à empresa federal Furnas Centrais Elétricas. com recursos proprietária de reservas de zircônio e bauxita na região sul de Minas Gerais. na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Caldas. em Poços de aproveitamento de Estreito. 87 . Maior produto- capacidade estimada em 532 MW. no país por intermédio da American and Foreign Po. a Companhia mínio de Poços de Caldas seria levado adiante pela Geral de Minas submeteu à consideração do governo Aluminium Company of America (Alcoa). a Cemig assinou contrato com o Banco Mundial para o financiamento da construção da usina de Jaguara e respectivo sistema básico de transmissão. Jaguara em setembro de 1963 com a promulgação do de- nha uma larga folha de serviços prestados às conces. ra mundial de alumínio. empresa mineradora paulista e tocou adiante o empre- na de Jaguara. a mineradora contratou a empresa norte. a empresa ti. para a elaboração verno federal não voltou atrás na questão de Estreito. Cemig e das principais lideranças políticas estaduais. creto federal nº 52. Em fevereiro de 1961. com garantia federal o projeto denominado Rifaina-Jaguara com de fornecimento de energia da Cemig. Em de novos estudos técnicos e orçamentários.U ma vez obtida a concessão (decreto federal nº ral a Furnas em agosto de 1962.416. Em março de 1966. a empresa mineira obteve a concessão de à Electric Bond and Share Co. a Alcoa adquiriu o controle da A Cemig postulou o direito de construção da usi. inaugurando em maio de 1965. (Amforp).415). outorgada pelo governo fede. sua primeira unidade de produção no Brasil. o go- americana Ebasco Services Inc. Ligada compensação. no valor de 49 milhões de dólares. (Ebasco). Vale destacar que o projeto da fábrica de alu- wer Co. Apesar da mobilização da 45. O mesmo instrumento legal revo- sionárias de energia elétrica que a Ebasco controlava gou a concessão outorgada à Companhia Geral de Minas. após perder a disputa pela concessão do endimento.

cional para realização do empreendimento seria custeado com recursos próprios na época. capacidade Em março de 1966. Em novembro do mesmo ano. O investimento em moeda na- tornou-se. E m meados de 1964. unidades geradoras na primeira etapa do empreendimento e mais duas numa eta- pa posterior. somando ao todo 680 MW. Electro-Watt e Geotécnica. no valor de 49 milhões de dólares. sob a gerador responsabilidade da Construtora Mendes Júnior. a Cemig assinou contrato com o Banco Mundial para de 424 MW. Em janeiro. o financiamento da construção da usina de Jaguara e respectivo sistema básico Jaguara de transmissão. contratado maior usina também em 1966. visando à instalação de quatro da Cemig. do parque As obras civis de Jaguara tiveram início em julho do mesmo ano. a da Cemig e empréstimo da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). a Ce- mig colocou em operação comercial a primeira das quatro unidades de 106 MW. a concessionária mineira firmou contrato para elaboração do projeto executivo da usina com consórcio formado Com pelas empresas Eletroprojetos. A primeira etapa do aproveitamento foi concluída em 1971. a Cemig iniciou a revisão dos estudos desenvolvidos pela Ebasco para o aproveita- mento de Jaguara. com- postas por geradores fornecidos pela empresa alemã Siemens e turbinas tipo Francis 88 . com a participação dos consultores do consórcio Canambra.

a Cemig iniciou o processo de mo- 156 m de comprimento.5 m de altura por 13. dernização completa da usina. Jaguara tornou.042. m de extensão. ração oficial da usina ocorreu em 26 de fevereiro. Localização Cronologia Barragem Município: Rifaina (MG) Início de construção: 1966 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 1971 Comprimento (m): 325 Altura máxima (m): 40 Cota do coroamento: 561 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 62.5 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 45 NA máximo operativo: 558.65 Reservatório Potência instalada (MW): 424 Nº de unidades geradoras: 4 Área (km2): 34.100 Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Sacramento Nº de comportas: 6 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 265. Pedregulho e Rifaina (MG) fabricadas pela empresa japonesa Mitsubishi. A inaugu. a maior usina do parque gerador da Cemig.6 Potência unitária (MW): 108 Volume total máximo (hm3): 470 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 90 (MWmédio): 336 NA mínimo operativo: 555. As demais unidades da primeira etapa entraram em de Jaguara com a usina de São Simão. construída pela operação nos meses de abril. presidentes da Cemig e da Eletrobrás. instalação de mais duas unidades com 108 MW de po- portas de setor de 19. a barragem Em dezembro de 1991.5 (MG). Jaguara tornou-se então um ponto estratégico de O arranjo geral da usina compreende a barra. Em 1978. do ministro de Minas e Ener.5 Capacidade máxima (m3/s): 14. em Pesados investimentos foram realizados pela empresa solenidade que contou com a presença do presidente mineira para assegurar o escoamento de energia de Ja- Emílio Garrastazu Médici. tomada d’água na margem esquerda do leito do rio com Em 2004. A modernização deverá estar concluída em 2008. na época. merecendo destaque a gia. kV. guara à região central de Minas. em Nova Lima. relativo à do rio com 108 m de extensão. regulação de velocidade e tensão. Com capacidade de 424 MW. mersa pelo reservatório de Jaguara. perto da capital estadual. compreendendo a mente a jusante da tomada d’água e canal de fuga com 900 substituição dos sistemas de supervisão e controle. reforma das comportas e outros sistemas auxiliares. vertedouro de concreto no trecho central o projeto básico apresentado pela Cemig.700 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 1. interligação entre o sistema de 345 kV associado às gem principal de terra/enrocamento na margem direita usinas do rio Grande e o novo sistema de 500 kV. disjun- entre as estações de Rifaina (SP) e Jaguara (MG) foi sub. agosto e outubro de 1971. do governador Israel Pinheiro e linha de 345 kV até a subestação de Taquaril. do rio Grande com 325 m de comprimento. tência unitária na usina de Jaguara. casa de força situada imediata. localizada dos engenheiros João Camilo Penna e Mario Bhering.5 m de largura. a Cemig promoveu a interligação te. empresa no rio Paranaíba. 89 . o Departamento Na- de concreto gravidade na margem esquerda com 80 m de cional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) aprovou comprimento. reforma dos geradores. tores de saída dos geradores. equipado com seis com. Antonio Dias Leite. se. respectivamen. A antiga ponte ferroviária no rio Grande proteção. colocando em operação a apresentando as mesmas especificações técnicas e de primeira linha de seu sistema de transmissão em 500 fabricantes da primeira.

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Usina Hidrelétrica de Miranda .

expedida pelo decreto federal nº 93. empre- telecomando endimento prioritário no rio Araguari. O estudo definiu um esquema hidrelétrica da geral de aproveitamento do rio Araguari. Os projetos básico e executivo da usina foram elaborados sob a coorde- nação da Cemig pela Internacional de Engenharia S.. constituído por quatro usinas: Nova Pon- Cemig equipada te. A usina hidrelétrica de Miranda está situada no rio Araguari.A.879. Capim Branco e Tupaciguara. levando em conta as 92 . É a quinta maior usina da Cemig em capacidade instalada. a Cemig obteve a concessão para a realização do empreendimento. Entretanto. (Iesa). a construção de Miranda ficou condicionada à viabilização Digital de do aproveitamento de Nova Ponte. no município de Indianópolis.. Supervisão e Miranda foi incluída em sucessivos planos de expansão do setor de ener- Controle. a Cemig iniciou os estudos de viabilidade de Nova Ponte. Desde então. afluente do rio Parana- íba. com sistema de Em 1970. gia elétrica elaborados pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) a partir de 1974. devido à importância de seu reservatório compreendido para a regularização das vazões do principal afluente do Paranaíba em território pelo Sistema mineiro. a uma distância de 25 km em linha reta de Uberlân- dia. Miranda. somente em dezembro de 1986. Sua construção foi prevista no estudo de inventário do potencial hidrelé- Miranda foi trico da bacia do rio Paranaíba realizado em meados da década de 1960 por consul- a primeira tores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. no Triângulo Mineiro.

a do pelo Sistema Digital de Supervisão e Controle. Localização Cronologia Barragem Município: Indianópolis (MG) Início de construção: 1990 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 1998 Comprimento (m): 1. com eixo vertical. Uberlândia. pulso com a abertura de crédito da Eletrobrás para o vertedouro de superfície localizado na ombreira di- financiamento de parte das obras civis. empresa argentina Industrias Metalúrgicas Pescarmona tomada d’água do tipo gravidade com três compor- (Impsa).4 NA máximo operativo: 696 Capacidade máxima (m3/s): 9. querda e de terra e enrocamento na margem direita. a empresa implantou a reserva de Jacob para a realização partir do Centro de Operação do Sistema (COS) da de pesquisas e o desenvolvimento de programas am. agosto o enchimento do reservatório que inundou área Miranda foi a primeira hidrelétrica da Cemig dos municípios de Indianápolis.novas diretrizes da legislação ambiental estabeleci. Nova Nº de comportas: 4 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 216. Dentro do elenco de ações ambientais. doso e do governador de Minas. bientais na área de influência do reservatório.000 Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Indianópolis. da Eletrobrás e da medindo 228 m de comprimento por 60 m de largura. após a inauguração da usina ende a barragem de terra homogênea na margem es- de Nova Ponte.96 Reservatório Potência instalada (MW): 408 Nº de unidades geradoras: 3 Área (km2): 51.5 m de altura.86 Potência unitária (MW): 136 Volume total máximo (hm3): 1.050 Altura máxima (m): 79 Cota do coroamento: 699 Bacia hidrográfica Rio: Araguari Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 17. a construção de Miranda ganhou im. Uberaba e Uberlândia (MG) 93 . empresa em Belo Horizonte. integraliza. iniciando em 1º de linhas de 138 kV. fabricados pela Impsa. O arranjo geral do aproveitamento compre- No final de 1994. A conexão da usina ao sis- A Cemig recebeu a Licença de Operação (LO) tema interligado da Cemig foi feita por intermédio de para a hidrelétrica em maio de 1997.5 m investimentos da ordem de R$ 800 milhões. O cronogra. ros anos da década. responsável pelo financiamento e fabricação tas. médio e a casa de força. com calha revestida dos por recursos próprios da Cemig. entre maio e outubro de 1998.120 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 145. rendo em ritmo mais lento que o previsto devido à As três unidades entraram em operação comercial limitação de recursos para investimento. Tanto as turbinas tipo ma de Miranda sofreu várias revisões. equipada com sistema de telecomando compreendi- te e Uberaba. transcor. a participação do presidente Fernando Henrique Car- do pelas empresas Queiroz Galvão e Tratex. Eduardo Azeredo. As obras civis começaram em abril de outubro de 1997 em solenidade que contou com de 1990 sob a responsabilidade do consórcio forma. das em 1987 para os empreendimentos do setor de A usina foi inaugurada oficialmente em 24 energia elétrica.5 Ponte.6 (MWmédio): 202 NA mínimo operativo: 693 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 67. a exemplo de Francis. Nova Pon. Miranda exigiu reita com quatro comportas tipo segmento de 12. de largura por 19.300 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 329. quanto os geradores foram outras obras de geração em curso no país nos primei. condutos forçados com 168 m de comprimento dos equipamentos principais da usina.

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Usina Hidrelétrica de Nova Ponte .

Tais estudos abrangeram de setembro o inventário dos recursos hidráulicos do rio Paranaíba e seus principais afluentes. a usina foi incluída entre as obras programadas no Plano de Atendimento aos Requisitos de Energia Elétrica até 1995. no Triângulo Mineiro. Em julho de 1975. 96 . Usina Hidrelétrica de Irapé A usina hidrelétrica de Nova Ponte está situada no rio Araguari. a pedido da Cemig. cerca de 50 km a jusante da operação da usina de Pai Joaquim. o governo federal promulgou geradoras. Em 1979. afluente do rio Paranaíba. A inauguração As primeiras investigações sobre Nova Ponte foram realizadas em 1964 oficial da usina por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig no escopo mais am- ocorreu em 16 plo dos chamados estudos energéticos da região Sudeste. no rio Araguari. primeiro de uma série de planos nacionais de energia elétrica elaborados pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). o decreto nº 76. no município de Nova Ponte. de 1994 com indicando condições promissoras para a construção de uma usina com reserva- a entrada em tório de acumulação em Nova Ponte. devido à localização privilegiada e à grande capacidade de regularização de seu reservatório. outorgando à empresa mineira a concessão para a realização do empreendimento. A par da sua importância no parque gerador da Cemig – é a terceira maior usina da empresa – o aproveitamento de Nova Ponte propiciou significati- vo ganho de energia para o sistema interligado da região Sudeste. primeira de suas Em 1970.006. a Hidroservice elaborou o primeiro estudo três unidades de viabilidade do aproveitamento.

Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 1987 do em 385 milhões de dólares. sucessora da bilhão de dólares. exclusive juros duran. estabelecidas pelo Conselho torial (PRS). Em dezembro de 1986. e nos programas de indenização a mais de mil proprietários rurais. vencida pelo consórcio formado pelas em. empresa de Nova Ponte exigiu investimentos da ordem de 1 consultoria sediada em Belo Horizonte. a Cemig e a Eletrobrás por recursos da Cemig. O principal apoio financei- acertaram a realização de estudos conjuntos para o ro à realização do empreendimento foi assegurado dimensionamento da capacidade geradora de Nova pela Eletrobrás. erguida a cerca de 3 km da antiga sede. Os projetos executivo e ambiental da Em 1985. Branco. sendo orça. para os empreendimentos do setor de energia te a construção. correspondendo a cerca de 23% do Ponte e dos aproveitamentos de Miranda e Capim total investido. Cerca de 60 milhões de dólares foram investidos na construção da nova cidade de Nova Ponte. novos requisitos da legislação. A elaboração do projeto básico teve início em 1982 As obras tiveram início em abril de 1987. Nova Ponte foi a primeira hidrelétrica concorrência pública para a execução das obras civis de Minas Gerais a ter o processo de licencia- principais. o empreendimento foi incluído na usina atenderam às novas diretrizes da legis- programação de obras do Plano de Recuperação Se. Ainda em 1982. a Cemig abriu elétrica. também situados no rio Araguari. lação ambiental. integralizados em grande parte Tams do Brasil. preparado pela Eletrobrás. 97 . com a contratação da Leme Engenharia. mento ambiental concluído de acordo com os preiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.

As ações de maior abrangência visaram minimizar os impactos sobre as popula- ções urbana e rural de oito municípios mineiros que teriam suas terras inundadas pelo reservatório da usina. manejo e preservação da ISO 14001. O s estudos de impacto ambiental foram desenvolvidos por técnicos da Cemig e por mais de uma centena de especialistas de empresas de consultoria. como o aproveitamento econômico da bio- certificação massa vegetal. por seu Em outubro de 1993. Cerca de 60 milhões de dólares foram investidos na construção da nova Em março cidade de Nova Ponte. fauna terrestre e a criação da estação ambiental de Galheiro. A montagem dos equipamentos eletromecânicos ficou a cargo da Tenenge (Técnica Nacional de Engenharia). Sacramento. fornecidos pela Siemens do Brasil. nomeadamente Nova Ponte. Além de programas de saneamen- hidrelétrica to e relocação da infra-estrutura regional. Patrocínio. Santa Juliana e Serra do Salitre. a Cemig fechou as comportas da barragem para o preservação enchimento do reservatório de Nova Ponte. socioeconômico e cultural. contemplando os meios físico. integrante do grupo Odebrecht. As três unida- des são compostas por turbinas do tipo Francis. Pedrinópolis. A inauguração oficial da usina ocorreu em 16 de setembro de 1994 com a entrada em operação da primeira de suas três unidades geradoras. a remoção de artefatos arqueológicos. obtida a Licença de Operação (LO) e com as obras trabalho na civis praticamente concluídas. Perdizes. biótico. erguida a cerca de 3 km da antiga sede. e geradores de 170 MW de potência unitária. Iraí de Minas. ambiental. foram implementados diversos projetos recebeu a específicos de preservação ambiental. entidades e órgãos públicos. fabricadas pela Coemsa. a indenização a mais de mil proprietários rurais. com eixo vertical. e nos programas de de 2000. 98 . A segunda e a terceira unidades foram acionadas em fevereiro e setembro de 1995.

Jupiá.78 Área (km2): 449. condutos forçados escavados na rocha com no rio Paraná. Sacramento. o que proporcionou uma rica Latina a receber a certificação. Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 96 Nova Ponte. Galheiro.792 Nº de unidades geradoras: 3 Volume útil máximo (hm3): 10.5 Vertedouro Energia assegurada NA máximo operativo: 815 (MWmédio): 276 Municípios atingidos: Iraí de Minas. torre. Nova Ponte é a segunda usina da Amé- m revestidos de concreto. 99 . no rio de largura por 17 m de altura. Seu vertedouro possui apenas 250 ção ambiental. viabilizando a execução dos empreendimentos de Miranda. Ilha Solteira. assim como a estação ambiental de A usina foi integrada ao sistema de transmis. Santa Nº de comportas: 4 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 190 Juliana e Serra do Salitre (MG) O arranjo geral do aproveitamento compreen- de a barragem de terra/enrocamento. Capim Branco I e Capim de superfície com 860 m de extensão. na foi a primeira no Brasil a ter um vertedouro de Em março de 2000. Meio Ambiente e Saúde e dessa linha a apenas 400 m de distância da subestação Segurança) recebeu certificação internacional reco- elevadora de Nova Ponte. Em são de 500 kV da Cemig mediante o seccionamento setembro de 2005. Capacidade máxima (m3/s): 5. o Sistema Integrado de Gestão da da linha Emborcação-Jaguara em ponto intermediário hidrelétrica (Qualidade. mendada pelo Bureau Veritas Quality International tou a regularização plurianual das vazões afluentes ao (normas ISO 9001. A usi. Patrocínio. construída às margens do reservatório.800 Tipo de turbina: Francis Pedrinópolis. vertedouro local do aproveitamento.3 Bacia hidrográfica Rio: Araguari Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 15. controlado Branco II e aumentando a oferta de energia das usinas por quatro comportas do tipo segmento.24 Potência instalada (MW): 510 Volume total máximo (hm3): 12. tomada d’água tipo Paranaíba. Porto Primavera e Itaipu. Cachoeira Dourada e São Simão. com 11 m de Itumbiara. ISO 14001 e OHSAS 18001). de grande porte. por seu trabalho na preserva- a sua extensão. Localização Cronologia Barragem Município: Nova Ponte (MG) Início de construção: 1987 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 1994 Comprimento (m): 1. Perdizes. sendo a primeira grande economia de recursos.620 Altura máxima (m): 142 Cota do coroamento: 817. A formação do reservatório determinou extensão média de 310 m e a casa de força. ainda a desativação da antiga usina de Pai Joaquim. a hidrelétrica recebeu a calha longa sem revestimento de concreto em toda certificação ISO 14001. Seu reservatório possibili.380 Potência unitária (MW): 170 NA mínimo operativo: 775.338 Reservatório Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 290.

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Usina Hidrelétrica de Salto Grande .

afluente do rio Doce. na região do Rio Doce de Minas Gerais. tendo em vista a instalação de Salto Grande e outras usinas de menor porte. oficialmente A construção da usina começou no governo Milton Campos (1947-1951) em dezembro sob a orientação do engenheiro Américo René Gianetti. o governo estadual criou o Serviço de Aproveitamen- de 1956.. Foi um dos primeiros empre- endimentos da Cemig. a hidrelétrica operação deveria fornecer energia para a Cidade Industrial de Contagem e uma nova cidade comercial industrial a ser instalada no município de Santa Luzia. A usina hidrelétrica de Salto Grande. A concessão foi outorgada pelo governo federal em agosto de 1949 mediante a expedição do decreto nº 27. está localizada no rio Santo Antônio. solicitou a concessão para o aproveitamento progressivo de energia de trechos dos rios Santo Antônio. cultura e Indústria no mesmo período. Tanque.. secretário estadual de Agri- de 1955. inaugurada devido à complexidade de seu projeto. Piau e Tronqueiras.033. representando um teste decisivo para a empresa. 102 . no município de Braúnas. oficialmente denominada Américo René Gianetti. Segundo o Plano de Recuperação Econômi- entrando em ca e Fomento da Produção. to do Rio Santo Antônio (Sarsa) com a finalidade de levar a cabo o empreendi- mento e. mais tarde. Guanhães. Peixe e Farias. formulado pelo governo Milton Campos. juntamente com a barragem de Cajuru e as hidrelétricas A usina foi de Itutinga. no início Em julho de 1947.

Andrade & Camargos e Custódio Braga diretor técnico da Ceard. Morgan Smith. as obras foram praticamente engenheiro De Sanctis. verno decidiu rever o projeto original de Salto Gran- dados às empresas norte-americanas General Electric e de. o empreendimento passou à res. respectivamente. levando em conta os relatórios dos engenheiros S. local escolhido para instalação da casa de força e ponsabilidade da Companhia de Eletricidade do do túnel adutor principal. foram firmados os contra. Octávio Marcondes Ferraz. secretário estadual de Agricultura e Indústria no mesmo período. Em 1950. que passaria à condição de subsidiária de 25. entretanto. o novo go- geradores e turbinas da primeira etapa foram encomen. cidade criada pelo governo Juscelino Kubitschek tos de construção civil e de compra das duas unidades (1951-1955). especialista em hidráulica paralisadas em decorrência de acidente que soterrou a da empresa italiana Techint. a par da execução de trabalhos preliminares Alto Rio Doce (Ceard). E m 1949. presas Alcasan.500 kW. o Filho. tatando as condições geológicas desfavoráveis do Em 1951. cons- casa de máquinas em construção. e John Cotrim. A construção da usina começou no governo Milton Campos (1947-1951) sob a orientação do engenheiro Américo René Gianetti. trução da usina de Paulo Afonso. responsável pela cons- ram a cargo do consórcio Alanbra. De imediato. previstas na primeira etapa da usina. visitou a obra. Os da Cemig no ano seguinte. empresa regional de eletri- no local do aproveitamento. As obras civis fica. 103 . A pedido de Cotrim. formado pelas em.

conhecida como Madeira Lavrada). As obras de ampliação foram iniciadas ainda em 1956 por três empresas: a Companhia Construtora Nacional (barragem do rio Santo Antônio. a barragem do Guanhães. fornecidos pela General Electric e pela S.000 kW. o túnel principal com 4. Salto Grande era na época a maior usina em funcionamento no estado de Minas. A usina de Salto Grande aproveita o potencial conjunto do rio Santo Antônio e seu afluente Guanhães mediante um sistema de barragens e túneis para adução das águas dos dois rios até a casa de força. completados pela operação por empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). A usina foi inaugurada oficialmente em dezembro de 1955. A concessão para o aproveita- mento foi transferida para a Ceard em outubro de 1953 com base no decreto A Cemig federal nº 34. Os equipamentos da primeira e da segunda etapas fo- desde a ram adquiridos com base em financiamentos dos próprios fabricantes. de Salto Grande contratado em 1954. O arranjo geral do aproveitamento compreende basicamente a barragem de Santo Antônio. 104 . a Techint (tomada d’água. por intermédio de sua associada Techint do Brasil.300 m de comprimento para a transposição das águas do rio Santo Antônio até o vale do Guanhães. com eixo vertical. apresentando as mesmas características técnicas das duas primei- ras. não deferido em virtude da usina. túnel de Santo Antônio e tubulação forçada) e a Christian Nielsen Engenharia Construtora (barragem do rio Guanhães. escavada na rocha. compostas por geradores de 60 Hz e turbinas tipo Fran- cis. Morgan Smith. a jusante da confluência com o Guanhães. assumiu a Os recursos em moeda nacional da primeira etapa de Salto Grande responsabilidade provieram na sua maioria da taxa estadual de eletrificação. A elaboração do projeto definitivo e a assistência técnica para a construção e a montagem da usina foram contratados com a Techint-Hydro de Milão.400 m de extensão. as tubulações força- das e finalmente a casa de força. Com potência de 102. situada na margem do rio Santo Antônio. da crise cambial brasileira. Os novos geradores foram encomendados à Canadian General Electric e as tur- binas nº 3 e nº 4 foram fornecidas pela empresa francesa Neyrpic.500 kW de potência cada uma. a chaminé de equilíbrio com 60 m de profundidade. casa de força e subestação).052. um túnel com 3. A entrada em Cemig chegou a solicitar ao Banco Mundial um empréstimo no valor de 15 funcionamento milhões de dólares para as obras de Salto Grande. A terceira e quarta unidades geradoras entraram em operação em maio e julho de 1958. entrando em operação comercial no início de 1956 com duas unidades geradoras de 25. por onde correm as águas dos dois rios.

3.15 Potência unitária (MW): 27 (2). Localização Cronologia Barragem Município: Braúnas (MG) Início de construção: 1949 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1956 Comprimento (m): Guanhães 249.6 Tipo: Superfície controlada (MWmédio): 75 NA máximo operativo: Guanhães 356. Em setembro de subestação de Santa Luzia com 147 km de extensão. 1998. Santo Antônio: 20. 105 .260 Reservatório Vazão média de longo Área (km2): 5.400 Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Braúnas. Em conseqüência da incorporação létrica reforçou substancialmente o sistema de supri. da Ceard pela Cemig em janeiro de 1962.060.16 Casa de força Volume total máximo (hm3): Guanhães 78. SA: 6. Nº de unidades geradoras: 4 Santo Antônio: 7. Santo Antônio: 24 Bacia hidrográfica Cota do coroamento: 359.733. polarizada para o aproveitamento de Salto Grande foi transfe- por Belo Horizonte. 364. a hidre. Capacidade máxima (m3/s): Queda nominal (m): 86. foi rida para a concessionária estadual em outubro de construída uma linha de transmissão de 161 kV até a 1963 pelo decreto federal nº 52.8 Rio: Santo Antônio e Guanhães Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): G: 2. pelo prazo de 20 operação de Salto Grande desde a entrada em funcio. Para escoamento de sua energia.76 tempo (m3/s): 142.512. Dores Nº de extravasores: Guanhães 2 (VF) Engolimento turbina (m3/s): 38. anos. 24 (2) NA mínimo operativo: Guanhães 346. Santo Antônio: 3. Vertedouro Energia assegurada Santo Antônio: 356. 33 de Guanhães e Guanhães (MG) I nterligada às usinas de Gafanhoto e Itutinga. Santo Antônio: 314 Altura máxima (m): Guanhães 31. a concessão mento de energia à região central de Minas. a contar de julho de 1995. namento da usina.7 Santo Antônio: 362.5 Potência instalada (MW): 102 Volume útil máximo (hm3): Guanhães 47.5 Guanhães 1. a concessão foi prorrogada pela portaria nº 331 A Cemig assumiu a responsabilidade pela do Ministério de Minas e Energia.

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Usina Hidrelétrica São Simão .

600 MW. Com potência estimada em 1. Entre os locais relacionados pela rio Paranaíba Canambra no inventário do rio Paranaíba. no escopo mais amplo dos cha- desvio do mados estudos energéticos da região Sudeste. na divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais. no Triângulo Mineiro. estágio da seu fluxo é direcionado para todo o sistema interligado nacional. A energia gerada pela hidrelétrica é transportada por linhas de 500 kV às do primeiro subestações de Itumbiara (Furnas). podendo fornecer energia com baixo custo unitário de investimento. o aproveitamento não apre- de 1975. formando uma sucessão de majestosas cachoeiras ao longo de dois quilômetros. É a maior usina da Cemig com potência instalada A escavação de 1.710 MW. em meados O estudo de viabilidade de São Simão foi elaborado em 1965 por consulto- de 1974 e o res do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. O local era conhecido pela beleza do canal de São Simão que recolhia as águas de dois braços paralelos do Paranaíba. barragem A concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do rio Paranaíba de terra no trecho denominado canal de São Simão foi outorgada à Cemig pelo decreto federal e enrocamento nº 55. a transferência da concessão para Furnas. na avaliação dos consultores estrangeiros. em área dos municípios de São Simão (GO) e Santa Vitória.512. sentava qualquer problema especial quanto à aquisição de terras ou construção. A usina hidrelétrica São Simão está situada no trecho inferior do rio Paranaíba. Jaguara (Cemig) e Água Vermelha (Cesp). 108 . sem sucesso. apenas São Simão foi objeto de estudo em agosto de viabilidade. promulgado em janeiro de 1965. Alguns dirigentes do setor elétrico federal foi concluída chegaram a defender. Depois.

promulgado em janeiro de 1965. França. avaliados aproveitamento foi redimensionada para 2. Suíça e Inglaterra. em 1970. em 368 milhões de dólares a preços de maio de 1971. A capacidade do integral dos dispêndios em moeda estrangeira. viabilizando a assinatura de Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Alemanha. além de recur. usina com quatro unidades geradoras de 250 60 milhões de dólares. das pelo governo federal para outros empreendimentos. que abriram linhas subsidiária do BNDE.500 MW. e aplicado pela primeira vez em empreendimentos da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). a empresa norte-ame. linhas de transmissão e subestações. a Cemig contou com o apoio Penna.000 MW. concedeu um crédito no valor global de créditos paralelos stand-by. A concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do rio Paranaíba no trecho denominado canal de São Simão foi outorgada à Cemig pelo decreto federal nº 55. Banco Mundial (BIRD) e de bancos do Japão. da Cemig. o BIRD propôs o estabelecimento de crédito limitado a gem. complementado por esquema de MW.512. em 125 milhões de dólares. Os entendimen- seleção final do local da barragem e os detalhamen. Esse esquema foi efetivamente montado pela diretoria Para financiamento da obra. aprovando dados pesquisados e. compreendendo barra. de 60 milhões de dólares para o financiamento dos equi- nesses países. A Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame). tos iniciais com o Banco Mundial visaram à cobertura tos técnicos do empreendimento. a Cemig contratou a empresa brasileira A Eletrobrás concordou em financiar cerca de Engevix e a norte-americana TAMS para revisão dos um terço dos dispêndios em moeda nacional. A primeira etapa do projeto. do contrato com o Banco Mundial em 14 de junho de 1972. Suécia. presidida à época pelo engenheiro João Camilo sos próprios de capital. destinados à aquisição.E m 1969. de equipamentos eletromecânicos. 109 . foi orçada créditos paralelos de bancos privados internacionais. Em vista das prioridades pedi- optando a Cemig pela instalação inicial de 1. pamentos de fabricação brasileira. em fevereiro de 1972 a concessão de um crédito no valor ricana Internacional Engineering Company para a correspondente a 120 milhões de dólares. do Banco do setor elétrico brasileiro.

as com a entrada comportas de desvio no rio Paranaíba foram fechadas. A montagem a capacidade das unidades eletromecânicas foi iniciada em novembro de 1976. do governador Aurelia- no Chaves e do engenheiro Francisco Afonso Noronha. consultor do Banco Mundial. Bom Jesus de Goiás. Quirinópolis e São Simão (GO). sob responsabilidade de consórcio formado pela empresa italiana Impregilo e pela brasileira C. Ituiutaba e unidade Santa Vitória (MG). de 1979. por causa da pequena diferença entre a proposta do consórcio vencedor e a da Construtora Mendes Júnior. A escavação do primeiro estágio da barragem de terra e enrocamento foi con- a usina atingiu cluída em meados de 1974 e o desvio do rio Paranaíba em agosto de 1975. Inaciolân- geradora. das localidades de Chaveslândia (MG) e Gouvelândia (GO) e de 50 km das rodovias federais BR-364 e BR-365. Ipiaçu.608 MW com a entrada em operação de sua sexta unidade geradora. tendo início o enchimento do em operação reservatório de São Simão e a operação de salvamento de animais ilhados com a inun- de sua sexta dação de extensa área nos municípios de Capinópolis. O empreendimento exigiu a reloca- ção das cidades de São Simão e Paranaiguara. Gurinhatã. Em novembro de 1979. com a en- trada em operação comercial de sua primeira unidade geradora. Almeida. bem como a construção de nova ponte sobre o rio Paranaíba com 320 m de extensão. 110 . presidente da Cemig. A s obras de São Simão foram iniciadas em agosto de 1973. Em 1977. a usina atingiu a capacidade de 1. Gouvelândia. sob a responsabili- de 1. Cachoeira Dourada. em solenidade que contou com a presença do presidente Ernesto Geisel. O projeto executivo foi elaborado pela Geotécnica Engenheiros Consul- tores e pela Companhia Internacional de Engenharia (CIE) e o estudo de impacto Em novembro ambiental por Robert Goodland. na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e no Congresso Nacional. dia.608 MW dade da empresa brasileira Técnica Nacional de Engenharia (Tenenge). Paranaiguara.R. São Simão foi inaugurada oficialmente em 24 de junho de 1978. O resultado da concorrência suscitou rumoroso debate na imprensa.

281 Vitória (MG). Vertedouro Energia assegurada Gurinhatã. Ituiutaba e Santa (MWmédio): 1. Com a repotencia- ção de suas unidades geradoras. O arranjo geral do aproveitamento compreen- de as barragens de terra na margem direita e de terra/ enrocamento na margem esquerda. casa de força e canal de fuga escavado em rocha e terra. Paranaiguara.710 NA mínimo operativo: 390. Itum- biara (Furnas) e a subestação abaixadora de Neves. Gouvelândia. Água Vermelha (Cesp).5 Nº de unidades geradoras: 6 NA máximo operativo: 401 Potência unitária (MW): 285 Municípios atingidos: Capinópolis.738 km de linhas em 500 kV e 65 km em 345 kV.59 Potência instalada (MW): 1. Bom Jesus de Goiás. com eixo vertical. Localização Cronologia Barragem Municípios: Santa Vitória (MG) Início de construção: 1973 Tipo: Concreto e terra/enrocamento e São Simão (GO) Início de operação: 1978 Comprimento (m): 3.29 Área de drenagem (km2): 172. Ipiaçu. tomada d’água. provendo a interligação da hidrelétrica com as usinas de Jaguara (Cemig). Nº de comportas: 9 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 425 Quirinópolis e São Simão (GO) 111 . nas proximidades de Belo Horizonte. Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 72 Cachoeira Dourada.100 Tipo de turbina: Francis Inaciolândia. Capacidade máxima (m3/s): 24. a Cemig elaborou diversos estudos de engenharia e promoveu melhorias no sistema de resfria- mento dos transformadores elevadores de São Simão. ele- vando a potência da usina em 102 MW. As turbinas tipo Francis. Diversos componentes dos equi- pamentos permanentes da usina foram fabricados no Brasil.305. com índices de nacionalização de 51% para as turbinas e de 67% para os geradores. foram fabricadas pela Neyrpic e os geradores de 268 MW de potência unitária pela Brown Boveri. a hidrelétrica passou ao patamar 1. equipado com nove comportas de 15 m de largura por 19 m de altura. Em 1996.O sistema de transmissão associado à usina foi com- posto por 1. com 175 m de extensão.540 Volume útil máximo (hm3): 5.710 MW de capacidade geradora nominal. vertedouro de con- creto do tipo superfície no trecho central do rio. com 270 m de largura e 120 m de comprimento.440 Altura máxima (m): 127 Cota do coroamento: 404 Bacia hidrográfica Rio: Paranaíba Reservatório Bacia: rio Paranaíba Área (km2): 703.268 Vazão média de longo Casa de força Volume total máximo (hm3): 12.540 tempo (m3/s): 2.

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Usina Hidrelétrica de Três Marias .

Pernambuco e Goiás. A usina hidrelétrica de Três Marias. definiu a regularização do rio São Francisco como a questão-chave para o desenvolvimen- to regional. um dos fundadores da Cemig em 1952 e primeiro presidente da empresa. a irrigação. elaborado sob a orientação do engenheiro Lucas das obras de Lopes. Órgão subordinado à Presidência da delegando à República. convênio A história do empreendimento remonta à criação da Comissão do Vale do com a Cemig. Sua denominação oficial rende homenagem ao engenheiro e indus- Em junho de trial mineiro. pioneiro da produção de energia hidrelétrica no 1956. recomendando a construção de uma série de barragens para a melhoria das condições de navegação nas épocas de estiagem. São Francisco (CVSF) em dezembro de 1948. o controle de enchentes que periodica- mente assolavam as populações ribeirinhas. Alagoas. no município de Três Marias. a CVSF estado. oficialmente denominada Bernardo Mascare- nhas. poderes para Em dezembro de 1950. está situada no rio São Francisco. Bernardo Mascarenhas. Bahia. a CVSF concluiu o Plano Geral para o Aproveitamento a execução Econômico do Vale do São Francisco. na região central de Minas Gerais. Três Marias foi a primeira obra de grande porte da Cemig e também o primeiro firmou novo grande empreendimento hidráulico de múltiplas finalidades realizado no Brasil. 114 . O plano Três Marias. a produção de hidreletricidade. o aproveitamento agrícola das áreas das vazantes e o saneamento urbano. Sergipe. a CVSF foi encarregada de formular e executar um plano de desenvolvi- concessionária mento de longo prazo para a região do rio São Francisco e principais afluentes nos mineira plenos estados de Minas Gerais.

perto das cor. ao pé da barragem. incluindo-o entre os projetos do Pro- finalidades. permitindo. Quarta estrutura de terra do mundo na época. a barragem proporcionaria dato do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961). manifestando interesse eletromecânicos e a implantação do sistema de pela realização da obra. teprojeto com assistência da empresa norte-americana redeiras de mesmo nome. a compra dos equipamentos Em junho de 1955. a Cemig firmou convênio com a transmissão até Belo Horizonte. produzir substancial quantidade de energia grama de Metas para o setor de energia. Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). e dar plena utilização às máquinas da usina de Paulo Em junho de 1956. mineira plenos poderes para a execução das obras mento da região Nordeste. no curso superior do São International Engineering Co. (Ieco). 115 . no mínimo. O convênio estabeleceu que a cons- O anteprojeto da barragem e do aproveitamen. que estava sendo construída pela Companhia vênio com a Cemig. No início do man- Francisco. a barragem de Três Marias foi inaugurada em janeiro de 1961 pelo presidente Kubitschek. A Servix apresentou ele. o governo federal reafirmou seu compromisso com o em 5 milhões de m3. quatro anos depois do início das obras que chegaram a mobilizar dez mil trabalhadores. iniciando os trabalhos de complementação do an- a mais importante era a de Três Marias. Segundo o plano. delegando à concessionária Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) para o abasteci. na divisa entre dade financeira pela construção da casa de força os municípios de São Gonçalo do Abaeté e Corinto. trução da barragem seria custeada com recursos to hidrelétrico de Três Marias foi elaborado pela Servix orçamentários da CVSF e financiamento do Banco Engenharia entre 1952 e 1954. entre suas múltiplas empreendimento.5 cabendo à concessionária mineira a responsabili- km da embocadura do rio Borrachudo. E ntre as barragens recomendadas no plano da CVSF. CVSF. de Três Marias. mentos suficientes para a localização da barragem a 1. a CVSF firmou novo con- Afonso. a retenção de um volume d’água estimado.

M. (CVSF) em as empresas alemãs Siemens e J. Raymond Concret Pile e Morrison Knudsen. a Cemig contou com a consultoria do professor criação da Arthur Casagrande. da usina. Kaiser En- gineers. Quarta estrutura de terra do mundo na época. As obras civis principais co- A história do meçaram logo em seguida. transformadores elevadores e equipamentos de controle de 1948. depois de tomada de preços internacional. Os empréstimos e créditos para compra dos equipa- mentos da usina e seu sistema de transmissão associado foram obtidos junto a al- guns dos principais fornecedores. Voith foram contratadas para o fornecimento dezembro das unidades geradoras. a barragem de Três Marias foi inaugurada em janeiro de 1961 pelo presidente Kubitschek.581. E m maio de 1957. No mesmo ano. como a Siemens e a General Electric norte-ame- ricana. e bancos da Alemanha e Suécia. quatro anos depois 116 . formados pelas empresas norte-americanas Utah Construction. renomado especialista em Comissão mecânica de solos. na qual foram consultadas 25 companhias de nove países. do Vale do A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi outorgada à conces- São Francisco sionária mineira em abril de 1958 pelo decreto federal nº 43. da Universidade de Harvard (EUA). ganhando grande impulso a partir de fevereiro de 1958 empreendimento com a chegada do grosso do equipamento de construção adquirido no exterior. remonta à Durante a construção da barragem. a Cemig firmou contrato para a execução do empreendimento com os consórcios Companhia Construtora Corinto e Companhia Construtora Três Marias. além do Export-Import Bank (Eximbank) do governo norte-americano.

radas pelo município de Barreiro Grande. na margem presidente da Cemig. sistemas de supervisão e controle. com sete comportas de 13. O sistema de trans. tomada d’água. Paineiras. m de largura e calha revestida de concreto medindo 550 tária.090 tempo (m3/s): 681. as terras em torno da barragem foram incorpo. apresentando as mesmas características técni. a concessão outorgada à Barreiro.02 Volume total máximo (hm3): 19.528 Potência instalada (MW): 396 Volume útil máximo (hm3): 15. a linha até o Barreiro passou a Paulo Afonso até a inauguração da barragem de So. Morada Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 46. Felixlândia. seu imenso transmissão associado à usina alcançou o norte de reservatório contribuiria decisivamente para o aten. operar na tensão de 345 kV. 75 m de altura.700 Tipo de turbina: Kaplan São Gonçalo do Abaeté e Nº de comportas: 7 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 150 Três Marias (MG) do início das obras que chegaram a mobilizar dez mil cas e de fabricação das duas primeiras. pela portaria nº 111 do Ministério de Minas e Energia.700 m de comprimento. a hidrelétrica recebeu mais e modernização das unidades geradoras. bradinho (BA) no final da década de 1970.700 Altura máxima (m): 75 Cota do coroamento: 576. Voith. a Cemig iniciou o projeto de reforma Gradualmente. As novas unidades foram co. entraram em operação direita. Em conse. camento pesado a montante e por filtros a jusante. mado com revestimento de chapas de aço e a casa de missão compreendeu inicialmente uma linha de 275 kV força.1 Nova de Minas. protegida por enro- julho de 1962 em solenidade que contou com a presen. ampliando sua potência do a reforma das turbinas e geradores. sua denominação para Três Marias em 1975. também localizada na margem direita. O sistema de trabalhadores. 600 m de largura na base e galhães Pinto e do engenheiro Celso Mello de Azevedo.23 Bacia hidrográfica Rio: São Francisco Bacia: rio São Francisco Reservatório Área de drenagem (km2): 50. 117 . O 1969. Cemig para a exploração da usina de Três Marias e qüência do desmembramento do município de Corinto seu sistema de transmissão associado foi prorrogada em 1963. com ça do presidente João Goulart.2 Potência unitária (MW): 66 NA máximo operativo: 572. Na ocasião. nas proximidades de Belo Horizonte. vertedouro do tipo crista. fabricadas pela J. regulação locadas em operação entre julho de 1963 e março de de velocidade e tensão e outros sistemas auxiliares.600 Vazão média de longo Casa de força Área (km2): 1. Localização Cronologia Barragem Município: Três Marias (MG) Início de construção: 1957 Tipo: Terra homogênea Início de operação: 1962 Comprimento (m): 2. com 246 km de extensão entre a usina e a subestação do Em abril de 1997. compostas por geradores Siemens e turbinas tipo m. que mudaria pelo prazo de 20 anos a contar de julho de 1995. compreenden- quatro unidades geradoras. projeto deverá estar concluído em 2012.5 Vertedouro Energia assegurada Municípios atingidos: Abaeté. do governador José Ma. (MWmédio): 239 Biquinhas.7 m de altura por 11 duas unidades geradoras com 66 MW de potência uni. M. Em 2002.278 Nº de unidades geradoras: 6 NA mínimo operativo: 549. Pompéu. Capacidade máxima (m3/s): 8. proteção. O arranjo geral do aproveitamento compreen- A usina de Três Marias foi inaugurada em 25 de de barragem de terra homogênea. Minas em 1965 com a inauguração da linha para Mon- dimento das necessidades energéticas da Chesf em tes Claros. condutos forçados em concreto ar- Kaplan. 2. substituição dos instalada para 396 MW. Entre outros benefícios. Em 1970.

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Usina Hidrelétrica de Volta Grande .

120 . pertencente à empresa federal Furnas Centrais Elétricas. e a montante da usina de Porto Colômbia. na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo. a hidrelétrica ocu- pa área do município de Conceição das Alagoas. No lado oposto. Nona usina da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. Volta Grande está a ju- sante da usina de Igarapava. com casa de força no lado paulista em área pertencente ao município de Miguelópolis. A usina hidrelétrica de Volta Grande está situada no baixo rio Grande. no Triângulo Mineiro. também construída pela Cemig.

a São possibilidade de comissionamento das três usinas no Paulo Light. concessionária do grupo canadense início da década de 1970. definindo com maior preci- das corredeiras de Furnas. As conclusões finais do estu. Em abril de 1958. derando o baixo custo unitário de investimento e a dade de várias empresas... Volta Grande. Canambra recomendou a construção em curto prazo Os estudos sobre o rio Grande prossegui. no contribuindo decisivamente para a escolha de Furnas bojo dos chamados estudos energéticos da região como uma das obras fundamentais do Programa de Sudeste. são a localização da usina. Igarapava e Porto Colômbia. entre O estudo de viabilidade de Volta Grande foi as quais. Nona usina da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. recebeu autorização para estudar o apro- ram realizadas no âmbito de um estudo mais amplo veitamento de Volta Grande. de. indicando a possibilida. nambra com a participação de técnicos da Cemig. Volta Grande está a jusante da usina de Igarapava. de Volta Grande. Light. elaborado em 1965 por consultores do consórcio Ca- do da Cemig foram divulgadas em outubro de 1955. de de construção de outras usinas a jusante. concluiu as revelou o grande potencial do rio Grande na altura novas investigações. a Compa- sobre o potencial hidrelétrico do rio Grande. ligada ao grupo Light. Em dezembro de 1966. consi- ram no governo Kubitschek sob a responsabili. 121 . também construída pela Cemig. Em 1961. o relatório final da Metas do governo Juscelino Kubitschek. nhia Brasileira Administradora de Serviços Téc- senvolvido pela Cemig entre 1954 e 1955. A s primeiras investigações sobre Volta Grande fo. O estudo nicos (Cobast).

Em 1972. ambiental de A inauguração oficial da usina ocorreu em julho de 1974 com a entrada em Volta Grande. E m fevereiro de 1967. a empresa assinou contrato de financiamento com o Banco Mundial no valor de 26. As despesas em moeda nacional foram custea- das por recursos próprios da Cemig. após o desvio do rio Grande. Abbet. Conquista e Delta (MG) e Aramina. Construtora Mendes Júnior.. O projeto executivo de Volta Grande foi elaborado em 1969 por um Em área consórcio de três empresas: a Engevix. Igarapava e Miguelópolis (SP). Todas as unidades de Volta Grande são compostas por geradores fornecidos pela Siemens alemã e turbinas tipo Kaplan fabricadas pela empresa canadense Do- minion. As demais unidades geradoras foram colocadas em operação entre fevereiro e outubro de 1975. da construção As obras civis de Volta Grande foram iniciadas em janeiro de 1970 pela da hidrelétrica. operação comercial da primeira de suas quatro unidades geradoras de 95 MW. a Cemig e a Te- a Cemig chint iniciaram a montagem das duas primeiras unidades geradoras da usina. suplementados por empréstimos da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econô- mico (BNDE).. remanescente McCarthy. Vale destacar que a indústria nacional alcançou uma participação de cer- ca de 60% do valor do fornecimento de equipamentos permanentes e do sistema 122 . que ou- torgou à Cemig a concessão para realização de Volta Grande. Em implantou novembro de 1973. as adufas do vertedouro foram fechadas para a formação do em 1976 reservatório que inundou áreas dos municípios de Água Comprida.261. Stratton). correspondentes a 36% do orçamento total da usina e seu respectivo sistema de transmissão. o governo federal promulgou o decreto nº 60. em solenidade que contou com a presença do presidente Ernesto Geisel. Em outubro de 1968. de Nova Iorque. a Tams do Brasil e a Tams (Tippets.6 milhões de dólares. Conceição das a estação Alagoas.

700 Tipo de turbina: Kaplan e Delta (MG). A usina foi integrada ao sistema de Em abril de 1997. a concessão para explora- transmissão de 345 kV da Cemig por intermédio da ção da usina e seu sistema de transmissão associado linha Volta Grande-Jaguara com 89 km de extensão. de Volta Grande.329 Altura máxima (m): 56 Cota do coroamento: 497 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 68. Hidrobiologia e Piscicultura de Volta Grande.2 Vertedouro Energia assegurada NA máximo operativo: 494. mento e de terra nas ombreiras de extensão.000 Reservatório Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 1130.244 Nº de unidades geradoras: 4 Volume útil máximo (hm3): 268 Potência unitária (MW): 95 NA mínimo operativo: 493. foi prorrogada pela portaria nº 112 do Ministério de O arranjo geral do empreendimento compre.71 Área (km ): 205 2 Potência instalada (MW): 380 Volume total máximo (hm3): 2. Em área remanescente da construção da hidre- douro com 181 m de comprimento e dez comportas létrica. a Cemig implantou em 1976 a estação ambiental tipo segmento. tomada d’água e casa de força a jusan. Aramina. verte. originalmente denominada Estação de te da tomada d’água. Localização Cronologia Barragem Município: Miguelópolis (SP) Início de construção: 1970 Tipo: Terra e concreto gravidade Início de operação: 1974 Comprimento (m): 2.de transmissão. Minas e Energia pelo prazo de 20 anos a contar de ende barragem de concreto com 474 m de compri. Igarapava e Nº de comportas: 10 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 450 Miguelópolis (SP) 123 . fevereiro de 1997. Conquista Capacidade máxima (m3/s): 12. Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 26.6 (MWmédio): 229 Municípios atingidos: Água Comprida.2 Conceição das Alagoas.

124 .

Pequenas Centrais Hidrelétricas 125 .

no município de Santana do Jacaré. operação Em outubro de 1948. afluente do rio Grande. a área de influência da usina abrangeria diversos municípios do chamado distrito de Anil. O apro- A usina veitamento destinava-se a reforçar o abastecimento de energia elétrica à cidade de de Anil Oliveira. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Anil de Irapé A usina hidrelétrica de Anil está localizada no rio Jacaré. entre os quais. Em 1949. A construção da barragem teve início em 1957 sob a responsabilidade do DNOS. encomendando a fabricantes suecos os equipamentos principais das duas unidades geradoras de Anil. Segundo planejamento traçado pela Cemig na época. empreendimento em parceria com o Departamento Nacional de Obras e Saneamen- to (DNOS). dependente de uma usina de 486 kW. Cláudio e Santo Antônio do Amparo.630.796. geradoras Em 1956. na região centro-oeste de Minas Gerais. em conformidade com o decreto federal nº 25. A primeira concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do rio Jacaré no trecho da cachoeira do Anil foi outorgada à municipalidade de Oliveira pelo decreto nº 3. 126 . a Cemig obteve apoio do governo federal para a consecução do de 60 Hz. Campo Belo. a realização do aproveitamento passou para a alçada em março do governo estadual. de 1964 o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais (DAE-MG) com duas concluiu anteprojeto para a construção da usina em duas etapas com a instalação unidades de duas unidades geradoras de 560 kW na primeira etapa... promulgado pelo governo federal em março de 1939. Oliveira. Carmo da Mata. instalada em 1907 em outro trecho entrou em do rio Jacaré por iniciativa da prefeitura.

são associado foi prorrogada pela portaria nº 110 do compostas por geradores de 1.04 Vertedouro Energia assegurada Área (km ): 0. E m abril de 1958. porém.99 Bacia hidrográfica Rio: Jacaré Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 1. contar de julho de 1995.15 Volume útil máximo (hm3): 0. atraso das obras civis de barragem e adução. a Cemig obteve apoio do governo federal para a consecução do empreendimento em parceria com o Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS). a concessão para o aproveitamen.8 Volume total máximo (hm3): 0.533. ção da usina hidrelétrica e seu sistema de transmis- ço de 1964 com duas unidades geradoras de 60 Hz. a empresa energia elétrica nos municípios de Santana do Jacaré reprogramou a construção da casa de força devido ao e Campo Belo. a Cemig recebeu a concessão para distribuir to federal nº 43.067 Capacidade máxima (m3/s): 266. presas suecas Asea e Nohab. No mesmo ano. Localização Cronologia Barragem Município: Santana do Jacaré (MG) Início de construção: 1957 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1964 Comprimento (m): 116 Altura máxima (m): 10 Cota do coroamento: 848.6 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 846 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 3. a concessão para explora- A usina de Anil entrou em operação em mar.078 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 35.460 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 28.6 NA máximo operativo: 847 127 .1 Potência instalada (MW): 2. mo ano. Em 1956. Em abril de 1997.040 kW de potência Ministério de Minas e Energia pelo prazo de 20 anos a unitária e turbinas tipo Francis fabricados pelas em.26 2 (MWmédio): 0.08 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 1. Em setembro do mes- to hidrelétrico foi transferida para a Cemig pelo decre.

afluente do rio Doce. fabricada pela Société des Forges et em concreto Ateliers du Creusot (SFAC). Em 1956.. e do vertedouro e turbina tipo Francis. A mes- ma portaria determinou a cassação da exploração dos serviços de energia elétrica de que era titular a Dias Mafra & Cia. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Caratinga até a emancipação do município de Bom Jesus do Galho em 1943. recomendando a complementação da barragem. a usina saiu de operação. concessionária privada de âmbito mu- Em 1997. Os serviços prestados pela concessionária sofre- projeto de ram interrupção em 1947. da barragem encomendado à Compagnie Le Matériel Eléctrique SW (Schneider-Westinghouse). Pouco antes do recebimento da concessão pela Cemig. no município de Bom Jesus do Galho. com eixo horizontal. na região do Rio Doce de Minas Gerais. armado. promulgada em 6 de maio de 1983. A Cemig recebeu a concessão das instalações da hidrelétrica pela portaria nº 542 do Ministério de Minas e Energia. a usina contou inicialmente com uma unidade de 64 kW que gerava energia foi executado elétrica na freqüência de 50 Hz. Técnicos da empresa mineira constataram a existência de erosão na ombreira direita da barragem e área a jusante. nicipal.. motivando protesto da prefeitura de Bom Jesus do Ga- complementação lho. Usina Hidrelétrica de Bom Jesus Usina Hidrelétrica do Galho de Irapé A usina hidrelétrica de Bom Jesus do Galho está localizada no ribeirão do Sacra- mento. Construída pela Dias Mafra & Cia. os equipamentos originais foram substituídos por gerador de 360 kW.. na sede e no distrito de Passa Dez do municí- pio de Bom Jesus do Galho. a execução de um muro guia para direcionamento do fluxo vertido e 128 .

com conseqüentes paradas da unidade geradora. a A hidrelétrica conta com barragem tipo gra- hidrelétrica voltou a funcionar. ligada à casa amento do reservatório por detritos e solo transpor. o assore. que abastece entupimentos freqüentes da grade da tomada d’água sua única unidade geradora. Localização Cronologia Barragem Município: Bom Jesus do Galho (MG) Início de operação: 1931 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 35 Altura máxima (m): 6 Bacia hidrográfica Rio: Sacramento Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 360 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 4.de outras obras para sanar os problemas.13 Vertedouro Queda nominal (m): 24 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis Nº de comportas: 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 1. e Energia Elétrica (DNAEE). de força por conduto adutor forçado em aço de 136 tado provenientes das atividades urbanas ocasionou m de comprimento e 1.36 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 0. a tomada d’água na ombreira esquerda. Em A titularidade da concessão da usina de Bom 1997.8 A Cemig recebeu a concessão das instalações da hidrelétrica pela portaria nº 542 do Ministério de Minas e Energia. Entretanto. vidade. foi executado projeto de complementação da Jesus do Galho para a Cemig foi reconhecida em ou- barragem e do vertedouro em concreto armado. 129 . Em 1986.36 Energia assegurada (MWmédio): 0. formando um reservatório a fio d’água. A va- zada em 1994 com proteção através de desligamento zão afluente do ribeirão Sacramento é desviada para automático dos equipamentos. tor. promulgada em 6 de maio de 1983. tubro de 1996 pelo Departamento Nacional de Águas nando mais prática e eficiente a operação da usina.31 Potência instalada (MW): 0.3 m de diâmetro. sendo semi-automati.

geradora Situada cerca de 20 km a montante de Gafanhoto. inaugurada oficialmente em fevereiro de 1954 pelo governador Juscelino Kubitschek. Gafanhoto operava com capacidade bastante uma unidade reduzida nos períodos de estiagem.. principal usina construída pelo em abril governo do estado antes da criação da Cemig. na região centro-oeste de Minas Gerais. no município de Divinópolis. entrou em A barragem de Cajuru foi projetada com a finalidade primordial de melhorar funcionamento o aproveitamento da potência instalada de Gafanhoto. A barragem foi provida de oito comportas de setor e das necessárias co- nexões para futura instalação de uma unidade geradora. nomeadamente Carmo do Cajuru. a Cemig pôde atender às necessidades de consumo da Cidade Industrial de Contagem no ano particularmente seco de 1954. aumentando o valor efetivo de Gafanhoto como fonte produtora de energia. afluente do rio São Francisco. 130 .. Cláudio. O reservatório de Cajuru ocu- pa áreas pertencentes a quatro municípios. Usina Hidrelétrica de Cajuru A usina hidrelétrica de Cajuru está situada no rio Pará. Devido de 1959 com ao pequeno volume de seu reservatório. Divinópolis e Itaguara. Graças ao seu reservatório. localizada também no rio Pará. As obras de Cajuru foram realizadas pela Cemig em duas etapas com intervalo de cinco anos entre a conclusão da barragem e a entrada em operação da única A usina unidade geradora da usina. a barragem de Cajuru foi de 60 Hz. A barragem regularizou a vazão do rio Pará.

3 Bacia hidrográfica Rio: Pará Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 2. de 20 anos a contar de julho de 1995.440 Vazão média de longo Casa de força Reservatório tempo (m3/s): 34. Além A usina está integrada ao sistema de subtrans- de recursos próprios da Cemig. as obras contaram com missão em 69 kV da Cemig e contribui para a manuten- auxílio do governo federal. (Ieco).2 Área (km2): 25.2 Municípios atingidos: Carmo Capacidade máxima (m3/s): 960 Tipo de turbina: Kaplan do Cajuru. Cláudio.86 NA máximo operativo: 756. com eixo vertical.08 Nº de unidades geradoras: 1 Volume total máximo (hm3): 192.7 Vertedouro Energia assegurada NA mínimo operativo: 748. A concessão para o aproveitamento por gerador fornecido pela empresa alemã Siemens e hidrelétrico de Cajuru foi outorgada à Cemig em agosto de turbina tipo Kaplan. construção da casa de força e na montagem de um grupo A usina entrou em funcionamento em abril de gerador de 7.372. fabricada pela 1958 pelo decreto federal nº 44.3 (MWmédio): 3. com a colaboração da empresa nor. Divinópolis Nº de comportas: 2 (VF). a Cemig pôde atender às necessidades de consumo da Cidade Industrial de Contagem no ano particularmente seco de 1954.2 e Itaguara (MG) 131 .2 Volume útil máximo (hm3): 132. segundo da usina hidrelétrica de Cajuru foi prorrogada pela por- projeto formulado pelo corpo técnico da Cemig e da taria nº 123 do Ministério de Minas e Energia pelo prazo Servix Engenharia.75 Potência instalada (MW): 7. empresa suíça Escher Wiss. Graças ao seu reservatório. com o objetivo de aproveitar a queda 1959 com uma unidade geradora de 60 Hz. As obras das duas etapas foram executadas Em abril de 1997.7 Potência unitária (MW): 7. fornecido por intermédio da ção da tensão nos horários de ponta. composta criada pela barragem.200 kW. 8 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 45. te-americana International Engineering Co. a concessão para exploração pela Companhia Morrison Knudsen do Brasil.3 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 17. A segunda etapa do empreendimento consistiu na Comissão do Vale do São Francisco (CVSF). Localização Cronologia Barragem Município: Divinópolis (MG) Início de operação: 1959 Tipo: Terra Comprimento (m): 345 Altura máxima (m): 22 Cota do coroamento: 758.

Usina Hidrelétrica de Dona Rita A usina hidrelétrica de Dona Rita está situada no rio Tanque. no município de Santa Maria de Itabi- ra.419. de comodato. implantando uma linha com 17 km de extensão e uma sub- estação própria nas proximidades de Itabira. hidrelétrica A usina entrou em operação em 1952 com gerador de 810 kW e turbina em regime do tipo Francis de eixo horizontal. Foi construída pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) para garantir o su- Em junho primento de energia às atividades de extração e beneficiamento de minério de ferro da de 1985.378. o governo federal promulgou o decreto nº 1. considerando a precária infra-estrutura de Cemig passou energia elétrica da região em meados do século passado. a CVRD no complexo minerador de Itabira. facultando o 132 .600 kW. encomendado à empresa belga Acec. respectivamente. composta por gerador de 1. A CVRD também foi responsável pela construção do sistema de transmis- são associado à usina. Em setembro de 1962. fabricada pela empresa suíça Charmilles. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi oficializada em junho de 1956 pelo decreto federal nº 39. quando pas- sou a contar com uma segunda unidade geradora. afluente do rio Santo Antônio e contribuinte do rio Doce. Dona Rita completou sua capacidade final em 1959. e turbina do tipo Francis de eixo vertical. fornecidos pelas empresas suecas Asea e KMW. na região central de Minas Gerais. O projeto executivo da usina a operar a foi elaborado pela companhia mineradora e pela empresa de engenharia Tecal.

a empresa mineradora doou a usi.5 Altura máxima (m): 22. O arranjo do aproveitamento compreende a Em 1977.8 kV..2 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0. comporta de descarga de fundo.5 Cota do coroamento: 545. tuadas em sua área de influência.84 Volume total máximo (hm3): 1.fornecimento de energia de Dona Rita para os servi. a Cemig passou a operar a ços públicos de iluminação e força de localidades si. hidrelétrica em regime de comodato. A usina entrou em operação em 1952 com gerador de 810 kW.446 Capacidade máxima (m3/s): 286 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 534. tomada d’água na ao Departamento de Águas e Energia Elétrica do com duas comportas.27 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 8 NA máximo operativo: 536.41 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 1.6 Volume útil máximo (hm3): 0. zação das unidades geradoras. tipo gravidade. foram con- lhoramento do atendimento de cidades próximas na cluídas obras e melhorias referentes à semi-automati- tensão de 13. barragem de concreto.35 Potência instalada (MW): 2.25 (MWmédio): 0. Localização Cronologia Barragem Município: Santa Maria de Itabira (MG) Início de operação: 1952 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 133.298 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 21. casa de força ao pé da barragem e adaptações na antiga subestação da CVRD para o me.37 Bacia hidrográfica Rio: Tanque Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 747 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 12.27 133 .. Em junho de 1985. vertedouro de crista livre com Estado de Minas Gerais (DAE-MG) que promoveu 65 m de extensão. Em 1995.

na época distrito do município de Betim. afluente do rio São Francisco. Valadares assi- do estado. Os trabalhos no local do aproveitamento começaram em 1940. O projeto integrando-se da Cidade Industrial com seu respectivo sistema energético foi idealizado ao esquema pelo engenheiro Israel Pinheiro da Silva. Usina Hidrelétrica de Gafanhoto A usina hidrelétrica de Gafanhoto está localizada no rio Pará. a mais importante realização do governo Va- influência. juntamente com os aprovei- Gafanhoto tamentos de Pai Joaquim e Santa Marta. chefiada pelo 134 . ladares (1933-1945) para o desenvolvimento econômico de Minas. na região centro-oeste de Minas Gerais. representou um dos marcos pioneiros da intervenção do po- der público na produção de energia elétrica em Minas. No mês seguinte. no município de Divinópolis. rapidamente Gafanhoto foi construída com a finalidade de fornecer energia à Ci- seu raio de dade Industrial de Contagem. também desenvolvidos por iniciativa do ampliou governo Benedito Valadares. Inaugurada em 1946. nou o decreto que criou a Cidade Industrial em Contagem. sob a res- ponsabilidade da secretaria estadual de Viação e Obras Públicas. suprimento A concessão para o aproveitamento de energia do rio Pará no trecho de energia à da cachoeira de Gafanhoto foi outorgada pelo governo federal em fevereiro de zona central 1941 com a promulgação do decreto nº 6.844. titular da secretaria de Agricultura geral do no governo Valadares até 1942.

em especial o afundamen- da Companhia de Cimento Portland Itaú. fundador Segunda Guerra Mundial. chefiada pelo engenheiro Odilon Dias Pereira.. ladas na Cidade Industrial. 135 . o projeto bási. gundo semestre de 1942. de Sousa Lima e Moacir Andrade. os gerado- genheiro Asdrúbal Teixeira de Souza. da Sociedade de respectivamente. Em 1941. As obras de construção civil ficaram a O cronograma de instalação da usina teve cargo da Empresa Nacional de Melhoramentos que ser revisto devido às dificuldades impostas pela Ltda. do empresário Juventino Dias. sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Viação e Obras Públicas. Os estudos iniciais das primeiras e mais importantes fábricas insta- foram elaborados no âmbito dessa secretaria pelo en.engenheiro Odilon Dias Pereira. res e turbinas foram encomendados às empresas co foi desenvolvido pelos engenheiros Luís Gonzaga norte-americanas General Electric e James Leffel. com previsão de entrega no se- Instalações Técnicas (SIT). uma to de um navio norte-americano que transportava Os trabalhos no local do aproveitamento começaram em 1940.

a usina vinha operan- do com capacidade bastante reduzida nos períodos de estiagem. As quatro unidades geradoras de 3. Gafanhoto ampliou rapidamente seu raio de influência. integrando- se ao esquema geral do suprimento de energia à zona central do estado. A inauguração do reservatório foi de fundamental importância para que não ocorresse um colapso completo no 136 . A hidrelétrica foi ligada à Cidade Industrial por uma linha de transmissão de 88 km de extensão.7 m de comprimento e 8 m de altura. canal de adução com 640 m de comprimento.220 kW. impostas pela Em julho de 1952. a Cemig construiu a barragem de Cajuru. transmis- Segunda Guerra são e distribuição da usina de Gafanhoto passou ao controle da recém- Mundial.821. casa de força e canal de fuga. e também passou a atender ao siste- da usina teve ma da Companhia Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG). cerca de 20 km a montante da usi- na. No ano seguinte. de instalação no trecho Belo Horizonte-Divinópolis. Para regulari- zar a vazão do rio Pará e garantir a plena utilização das máquinas de Gafanhoto. que servia a Belo que ser revisto Horizonte e Santa Bárbara.. a usina já fornecia energia para dez estabelecimentos industriais em Contagem que empregavam um contin- gente de mil trabalhadores. o governo federal transferiu a concessão do aproveitamento de Gafanhoto para a empresa mineira por meio do decreto nº 33. nos meses de fevereiro e maio. transformação. algumas de suas máquinas. constituída Cemig. acopladas a turbinas do tipo Francis com eixo vertical. com 135. ficando sua operação sob a responsabilidade do Departa- mento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais (DAE-MG). fornecendo-lhe os seus excedentes de energia. criado pelo interventor João Beraldo em 1946. Após a perda desse equipamento.. 6 m de profundidade e 6 m de largura. quatro condutos forçados com 93 m de comprimento e 2. sendo concluída no final de 1953. encomendado na freqüência de 50 Hz. acabou prejudicando o abasteci- dificuldades mento da Cidade Industrial. As obras de Gafanhoto foram concluídas em 1946 no governo do inter- ventor João Tavares Corrêa Beraldo. entraram em operação ex- perimental em duas etapas. o sistema de geração. O arranjo geral da usina é composto por barragem de concreto tipo gravidade. o governo mineiro fez a opção pela implantação de gerado- res de 60 Hz. O devido às aumento do número de clientes. A hi- O cronograma drelétrica contribuiu para a eletrificação da Rede Mineira de Viação (RMV). Devido ao pequeno volume de seu reservatório.5 m de diâ- metro. Em setembro de 1953. contudo. A obra contou com ajuda financeira da Comissão do Vale do São Francisco (CVSF). castelo d’água.

por meio do despacho nº 411.3 NA máximo operativo: 708. a empresa mineira estabeleceu a ligação entre Gafanhoto e a subestação de Bom Despacho em 138 kV.01 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 32. Na década de 1980. A concessão outorgada à Cemig para a explo- ração de Gafanhoto e seu sistema de transmissão as- sociado foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria nº 116 do Ministério de Minas e Energia. inaugurada no mesmo ano. Localização Cronologia Barragem Município: Divinópolis (MG) Início de construção: 1940 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1946 Comprimento (m): 135. Gafanhoto iniciou em 1957 o suprimento de energia aos municípios de Divinópolis e Arcos por intermédio de linha de 69 kV com 80 km de ex- tensão.32 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 4.68 NA mínimo operativo: 703.1 (MWmédio): 6.55 Reservatório Potência instalada (MW): 14 Nº de unidades geradoras: 4 Área (km2): 3.abastecimento da Cidade Industrial. Em 1959. A antiga ligação com Arcos também pas- sou a operar nessa tensão.540 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 38.7 Altura máxima (m): 8 Cota do coroamento: 711. a Cemig realizaria obras complementares para a ins- talação de uma unidade geradora de 7. implantada pela CVSF. A usina de Gafanhoto era uma das 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa em opera- ção ao final de 2005. Mais tarde.51 Bacia hidrográfica Rio: Pará Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 2.17 Potência unitária (MW): 3. a Cemig promoveu a interligação entre Gafanhoto e a usina de Cajuru. A alteração da potência instalada de Gafanhoto para 14 MW foi regularizada em julho de 2003 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).200 kW ao pé da barragem de Cajuru.11 Capacidade máxima (m3/s): 972 Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Divinópolis Nº de comportas: 3 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 15 e Carmo do Cajuru (MG) 137 .5 Volume total máximo (hm3): 4. pelo prazo de vinte anos a contar de julho de 1995.

A usina entrou em operação em 1949 com uma unidade geradora de 720 kW.214. de Jacutinga Em 1948. inaugurado 1969. 138 ..em julho de ximo ao pioneiro aproveitamento hidrelétrico de Jacutinga. perto da divisa com o estado de São Paulo. Usina Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Jacutinga de Irapé A usina hidrelétrica de Jacutinga está situada no rio Mogi-Guaçu. pertencente à mesma empresa. a usina foi construída em local pró- . concessio- nária privada de âmbito municipal. obtida em janeiro de 1949 com a expedição do de- creto nº 26.799 duas unidades geradoras de 50 Hz somando 280 kW. federal a concessão para o aproveitamento da energia hidráulica da cachoeira de Poço Fundo no rio Mogi-Mirim. o decreto em 1910. na região sul de Minas Gerais. uma das mais importantes companhias de energia elétrica de capital hidrelétrico privado do país. Sua barragem de concreto foi dotada de quatro comportas e dez vertedouros. a CFLJ solicitou ao governo para a Cemig. composta por gerador de 60 Hz fornecido pela General Electric norte-america- na e turbina tipo Francis fabricada pela empresa inglesa Boving. visando à construção da nova usina. Obra da Companhia Força e Luz de Jacutinga (CFLJ). Na década de 1940. afluente do rio Pardo e contribuinte do rio Grande. no município de Jacutinga. A antiga usina funcionou com nº 64. a referendou a CFLJ e outras pequenas concessionárias atuantes no estado de São Paulo transferência do passaram ao controle da Sociedade Anônima Central Elétrica do Rio Cla- aproveitamento ro.. A antiga hidrelétrica logo deixou de funcionar.

72 Energia assegurada (MWmédio): 0. referidos municípios. Em janeiro de tia ainda a fazer o necessário suprimento de energia 1967.72 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 0. transferência do aproveitamento hidrelétrico de Ja- tre a Cesp e a Cemig. foi firmado acordo en. a área de con.799 referendou a Em outubro de 1968.47 Queda nominal (m): 12. Localização Cronologia Barragem Município: Jacutinga (MG) Início de operação: 1948 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 136 Altura máxima (m): 8 Cota do coroamento: 788. empresa ros de Jacutinga e Albertina. a usina e os demais bens e instalações da CFLJ foram adquiridos pela Com- estadual paulista transferia à sua congênere mineira bens e instalações que possuía nos municípios minei- panhia Hidrelétrica do Rio Pardo (Cherp). segundo o qual a concessionária cutinga para a Cemig.160 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 23. em julho de 1969. Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp). até que fosse feita a ligação dos cessão da CFLJ e sua usina foram incorporadas pela mesmos ao seu sistema de transmissão. Finalmente.E m dezembro de 1965. em conseqüência da fusão das onze empresas elétrica em grosso à Cemig para o atendimento dos públicas de energia elétrica paulistas. 139 .498 Bacia hidrográfica Rio: Mogi-Guaçu Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 1.9 Vertedouro Tipo de turbina: Francis Tipo: Crista livre Engolimento turbina (m3/s): 10 A usina entrou em operação em 1949 com uma unidade geradora de 720 kW.64 Potência instalada (MW): 0. A Cesp se comprome- pertencente ao governo de São Paulo. o decreto nº 64. composta por gerador de 60 Hz fornecido pela General Electric.

obtida em fevereiro de 1944 com a promulgação do decreto nº 9. integram o parque gerador atual da Cemig. O projeto da usina foi elaborado por Joaquim Ribeiro de Oliveira. em 1915 e 1930 e. na Zona da Mata de Minas Gerais. e pelos 140 . inaugurada em 1896 e retirada de operação em 1952. governo federal A primeira concessão para o aproveitamento da cachoeira de Joasal foi outor- em 1911. Cristiano Degwert e Odilon Pereira de Andrade. afluente do rio Paraíba do Sul. empresa de capital privado. fundada em 1888 pelo industrial Bernardo Mascarenhas. tendo em vista o fornecimento de energia elétrica para uma projetada usina siderúrgica nas proximidades de Juiz de Fora. diretores da concessionária.067. tendo em conta a série o aproveitamento de hidrelétricas da CME instaladas no rio Paraibuna. que entraram em operação. a 12 km do centro urbano de Juiz de Fora. nomeadamente. Foi construída pela Companhia Mineira de Eletricidade (CME). o projeto de implantação da siderúrgica não foi levado adiante pelos dois empresários. concessão para Joasal também ficou conhecida como usina nº 4.. Marmelos 2 e Pa- de Joasal foi ciência. responsável pela implantação A primeira dos serviços públicos de eletricidade em Juiz de Fora e outros municípios vizinhos.. respectivamente. Usina Hidrelétrica de Joasal A usina hidrelétrica de Joasal está situada no rio Paraibuna. as usinas de da cachoeira Marmelos 1. Entretanto. a CME requereu ao governo federal a concessão para o aproveitamento de Joasal. Três décadas mais tarde. a exemplo outorgada pelo de Joasal. gada pelo governo federal em 1911 em favor dos empresários Carlos da Costa Wigg e Trajano Sabóia Viriato de Medeiros.

a jusan.698 m na Caeeb. lação forçada de 610 m de extensão. Os geradores e turbinas tou um sistema de semi-automação em Joasal. concluídas as obras preparatórias. a usina passou a integrar o parque de gera- na de Paciência. como parte da estratégia de reduzir custos de acesso. operacionais e modernizar instalações. tais como estradas Em 1994. concluídos no final de 1954. com as mesmas características técnicas e de fabricação. empresa pertencente ao grupo American and de extensão. cuja escavação em rocha eeb).071 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 23. estavam praticamente ção da companhia pública de energia elétrica de Minas. O arranjo geral da hidrelétrica compreende a barragem de concreto com comporta de madeira removível no vertedouro de soleira livre. foram encomendados às empresas norte-americanas Em abril de 1997.68 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0.13 NA máximo operativo: 595. do tipo Francis. a concessão outorgada à General Electric e James Leffel. (Amforp).engenheiros Leo Amaral Penna.4 Bacia hidrográfica Rio: Paraibuna Bacia: rio Paraíba do Sul Área de drenagem (km2): 1. Em maio de 1980. Foi construída kV à subestação de Juiz de Fora. tubu- Foreign Power Co.75 Volume útil máximo (hm3): 0.02 Capacidade máxima (m3/s): 97. com a incorporação da CME te do aproveitamento de Marmelos e a montante da usi. às margens da antiga rodovia União e Indústria. quando foram acionados três novos grupos geradores. na margem esquerda do rio Paraibuna. casa de força e Joasal representou o último e maior investi. de 66 m de comprimento. canal de 1. diretor técnico da Com.42 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 594.45 Potência instalada (MW): 8. que também trabalhava demandou dez meses de trabalho.4 Nº de unidades geradoras: 5 Reservatório Potência unitária (MW): 1.97 141 .97 Nº de comportas: 5 (CV) Engolimento turbina (m3/s): 3.056 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 67. a CME iniciou os trabalhos de ampliação da usina. nº 117 do Ministério de Minas e Energia pelo prazo de res de 1. a Cemig implan- finitivo das obras hidráulicas. Em 1952.2 Volume total máximo (hm3): 0. construído em concreto armado. a usina entrou em operação com dois gerado. acoplados a turbinas vinte anos a contar de julho de 1995. por ocasião do centenário de transmissão associado foi prorrogada pela portaria Juiz de Fora.02 (MWmédio): 5. túnel adutor panhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras (Ca. Ao final de 1944. pela Cemig. além do projeto de. Cemig para a exploração de Joasal e seu sistema de Em maio de 1950. respectivamente. alojamento e oficinas. e César Rabelo Cotrim.680 kW de potência unitária. subestação elevadora ligada por dois circuitos de 23 mento em geração hidrelétrica da CME. comporta para descarga de fundo e duas comportas de desvio Localização Cronologia Barragem Município: Juiz de Fora (MG) Início de construção: 1944 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1950 Comprimento (m): 35 Altura máxima (m): 4 Cota do coroamento: 596.

com base em 1942. dispondo de duas unidades geradoras acionadas por turbinas tipo Pelton em projeto com 160 kW de potência unitária.. 142 . potência. A hidrelétrica foi desativada em fevereiro de 1992. sendo encampada pela Cemig em junho de 1985. fabricados Theodoro pelas empresas alemãs Garbe Lahmeyer e Dreeo M. a perda dos equipamentos de 160 kW e o alagamento da segunda casa de força. a usina operava ilhada. Go. Júlio Otto composta por gerador e turbina tipo Francis. o desmoronamento da primeira casa de força. A usina passou para o Lohmann. por causa de uma en- chente que causou o rompimento da barragem. na região do Alto Paranaíba de Minas Gerais. alimentando apenas algumas indústrias locais. A con- em operação cessionária mineira decidiu manter em operação somente a unidade de maior em 1942. afluen- te do rio Paranaíba.. a usina entrou em operação .. Construída pela prefeitura de Patos de Minas com base em projeto elabo- rado pelo engenheiro Júlio Otto Theodoro Lohmann.. controle do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Ge- a usina entrou rais (DAE-MG) em 1966. no município de Coromandel. Naquela altura. o aproveitamento de Lages foi ampliado com a inauguração pelo engenheiro de uma nova casa de força e a entrada em operação de uma unidade de 680 kW. devido à precariedade dos sistemas de sincronismo e regulação de velocidade e tensão. elaborado Em 1955. com eixo horizontal. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Lages de Irapé A usina hidrelétrica de Lages está situada no rio Santo Antônio das Lages.

68 Energia assegurada (MWmédio): 0. E m janeiro de 2005. o aproveitamento de Lages foi ampliado com a inauguração de uma nova casa de força e a entrada em operação de uma unidade de 680 kW..9 Volume útil máximo (hm3): 75 143 . que permite cios significativos a alguns dos grandes consumido- a parada de sua única unidade geradora. proporcionando benefí- kW.68 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 0.5 Bacia hidrográfica Rio: Santo Antônio das Lages Bacia: rio Paranaíba Casa de força Potência instalada (MW): 0. Em 1955. em caso de res da concessionária na região.37 Reservatório Queda nominal (m): 104. Localização Cronologia Barragem Município: Coromandel (MG) Início de operação: 2005 (reativação) Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 50 Altura máxima (m): 2.9 Vertedouro Tipo de turbina: Francis Área (km2): 2. a Cemig reativou a usina. Foi feita ainda a automação parcial. após anormalidade.. A interligação da hidrelétrica ao siste- a reconstrução da barragem e reforma completa dos ma da Cemig trouxe melhorias nos níveis de tensão equipamentos eletromecânicos da unidade de 680 locais e redução de perdas.50 Tipo: Crista livre Engolimento turbina (m3/s): 0.

em especial. Em setembro de 1914. no município de Itajubá. final de Sua construção foi idealizada em 1911 pelo capitão Luiz Dias e pelo 2. Integrante do parque gerador da Cemig.. com eixo horizontal. a de Engenharia de Itajubá (Efei). entre os quais. respectivamente. Originalmente denominada usina Lourenço Velho. concessio- última unidade nária dos serviços de eletricidade em Itajubá e no município vizinho de Maria geradora. foi reti- rada de operação em 1993 e reformada para funcionar como usina-escola com base em convênio firmado no ano seguinte entre a Cemig e a Escola Federal Em 1927. A obra foi executada pela Companhia Industrial Força e Luz. integrante de um grupo de empresas liderado pela Companhia Industrial Sul Mineira. compostas por geradores de 50 Hz e turbinas tipo Francis. a capacidade sucessora da Efei.430 kW major João Antônio Pereira para atendimento da demanda dos serviços de ilu- ao receber minação e força de Itajubá. afluente do rio Sapucaí e contribuinte do rio Grande. Venceslau Brás Pereira Gomes. as atividades manufatureiras no setor a terceira e têxtil.. na região sul de Minas Gerais. O esquema geral da obra compreendeu a construção de pequena barragem de 144 . Usina Hidrelétrica Usina Luiz Hidrelétrica Dias de Irapé A usina hidrelétrica Luiz Dias está localizada no rio Lourenço Velho. fabricados na Alemanha pelas empresas Telefunken e Amme Giesecke. rotor duplo. pertencente a empresários e políticos mineiros. a hi- usina atingiu drelétrica é operada atualmente pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei). a usina foi inaugurada com duas unidades geradoras de 810 kW de potência cada uma. da Fé.

duas tubulações forçadas. Ainda nesse ano. Todos os bens e instalações da Sul to. então denominada usina de 60 localidades no sul de Minas. com 6 m de altura e 43 m de comprimen. tendo em vista o 145 . dotadas. com 23 m de comprimen. foram ini- Sul Mineira de Eletricidade (CSME) em 1942. Em 1987. para a regularização da tensão nos municípios de Ma- domiro Carneiro Santiago. dotada de duas comportas Em 1967. contribuindo ainda iniciativa do político. a Cemig adquiriu o controle acio- ao fundo. as unidades geradoras 1 final de 2. 1969. A mudança de Lourenço Velho. entrou em operação apenas al. novo canal adutor e todos os painéis de controle Lourenço Velho permaneceu sob a administração foram reformados. além unidade geradora com as mesmas característi. dato entre a Cemig e a prefeitura. advogado e professor Teo. com um vertedouro de 36 m de comprimento. o to de pontas de carga e de emergências em casos de Instituto foi fundado em novembro de 1913 por falha da interligação do sistema. cada uma. a Cemig e a Pre- drelétrica recebeu então a denominação de usina feitura Municipal de Itajubá para criação de como- Luiz Dias. Em março de 1993. nário da CSME. pecialmente dedicado ao estudo de engenharia a hidrelétrica passou a contribuir para o atendimen- elétrica. freqüência da usina Luiz Dias acarretou a alteração guns meses depois da inauguração do Instituto de rotação do eixo de suas turbinas e geradores de Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá. primeiro 600 para 720 rpm. de válvulas borboletas e mudança de freqüência de 50 Hz para 60 Hz na an- grades na câmara de carga. da Companhia Industrial Força e Luz até a incor. foram incorpo- de extensão. da reforma dos painéis de controle. Integrada ao sistema interligado da Cemig. A hi.430 kW ao receber a terceira e última e 2 foram inteiramente reformadas. incluindo Luiz Dias e outras usinas como canal de adução em concreto armado com 80 m Poço Fundo. São Bernardo e Xicão. a usina atingiu a capacidade Entre 1980 e 1982. Antecessor da Efei e da atual Unifei. Mineira. feitas em rados definitivamente ao patrimônio da Cemig em aço carbono rebitado. pedras argamassadas. Em 1927. Sua construção foi idealizada em 1911 pelo capitão Luiz Dias e pelo major João Antônio Pereira para atendimento da demanda dos serviços de iluminação e força de Itajubá. a Cemig levou a cabo a to. tiga área de concessão da CSME. foi construído cas técnicas e de fabricação das duas anteriores. em especial. estabelecimento de ensino superior no Brasil es. abrangendo cerca A hidrelétrica. as atividades manufatureiras no setor têxtil. a usina foi retirada de poração desta concessionária pela Companhia operação pela Cemig. Nesse mesmo ano. ciadas negociações entre a Efei. ria da Fé e Itajubá.

inaugurou o Parque de Alternativas Energéticas para o Desenvolvimento Auto-Sustentá- vel (Paeda). a Cemig e a Efei celebraram o contrato de operação de manutenção de Luiz Dias. Funciona como um laboratório em escala real para estudos e pesquisas de graduação e pós-graduação e o desenvolvimento tecnológico na área de ge- ração de energia. Em setembro de 2004. a usina passou formalmente para a competência administrativa da escola de engenharia. sagüis e diversas espécies de pássaros. É a primeira Pequena Central Hidrelétrica (PCH) do Brasil ope- rada comercialmente e interligada ao sistema através de uma escola de enge- nharia.620 kW foi regularizada em julho de 2003 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). atendendo estudantes. por ocasião do 90º aniversário de Luiz Dias. Entre 1980 e 1982. Para revitalizar a usina e colocar os grupos geradores em funcionamento. onde habitam animais silvestres. a RTR Engenharia e a própria Cemig. lobos. aproveitamento do sítio hidrológico da usina Luiz Dias pela Efei. Em 1987. Nesta emprei- tada. além da reforma dos painéis de controle. professores e pesquisadores da Unifei – criada em 2002 – e do Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétricas (Cerpch). como a Alstom Power. foi construído novo canal adutor e todos os painéis de controle foram reformados. em parceria com a Cemig e o Ministério de Minas e Energia. foi necessário recuperar vários equipamentos. como pacas. as unidades geradoras 1 e 2 foram inteiramente reformadas. a Efei contou com a ajuda de vários parceiros. constituído por 39 ha de terras rurais. por meio do despacho nº 411. Em junho de 1994. 146 . macacos. Em dezembro de 1998. Luiz Dias voltou à operação em agosto de 1999 e funciona com duas unidades geradoras. Sua potência instalada de 1. localizado no sítio hidrológico da usina. a Unifei. com vegetação de espécimes da Mata Atlântica. capivaras.

62 Nº de unidades geradoras: 2 Bacia hidrográfica Potência unitária (MW): 0.03 Engolimento turbina (m3/s): 3.75 147 .7 Vazão média de longo Tipo de turbina: Francis tempo (m3/s): 11. Localização Cronologia Barragem Município: Itajubá (MG) Início de construção: 1911 Tipo: Pedras argamassadas Início de operação: 1914 Comprimento (m): 43 Altura máxima (m): 6 Casa de força Potência instalada (MW): 1.81 Rio: Lourenço Velho Energia assegurada Bacia: rio Grande (MWmédio): 1.04 Área de drenagem (km2): 472 Queda nominal (m): 29.

geradores Responsável pela instalação das fábricas da Companhia Cedro & Ca- monofásicos de choeira em Sete Lagoas e Curvelo. a 7 km de Juiz de Fora. Foi construída pela Companhia Mineira de Eletricidade (CME). Também conhecida como Marmelos 2. fundador da CME e figura de 1889. Posteriormente. é uma usina quase centenária e das mais antigas do A pioneira país. na Zona da Mata de Minas Gerais.. Usina Hidrelétrica de Marmelos A usina hidrelétrica de Marmelos está situada no rio Paraibuna. Marmelos Zero foi idealizada pelo setembro empresário mineiro Bernardo Mascarenhas. Em associa- de potência ção com Francisco Batista de Oliveira. também adquiriu a concessão para a cada um.. iluminação da cidade e obteve a revisão do contrato original. constituindo a Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas. afluente do rio Paraíba do Sul. 148 . o industrial se estabeleceu em 1887 em Juiz 125 kW de Fora. na mesma área usina de dos aproveitamentos de Marmelos Zero e Marmelos 1. com proeminente na formação da indústria têxtil em Minas. tendo em vista o uso da iluminação elétrica em vez da iluminação a gás. uma nova cláusula contratual permitiria o aproveitamento da eletricidade para a transmissão de força. foi inaugurada Primeira hidrelétrica da América do Sul destinada à produção em 5 de de energia para utilidade pública. marcos pioneiros da indús- Marmelos tria de energia elétrica nacional. ainda ao tempo dois grupos do Império.

trico dessa fábrica também representou um marco res monofásicos de 125 kW de potência cada um. fa. quando temas de transmissão para as máquinas e muitas Juiz de Fora já contava com 180 lâmpadas no sistema ainda eram acionadas por rodas-d’água. cia cada um. localizada na cachoeira de Marmelos. Mascarenhas fundou a CME. completando a potência de 375 kW. em 1896. 149 . a usina recebeu o terceiro grupo gerador de 125 cargo de presidente da concessionária que exerceria kW. Localizada um pouco abaixo da usina de- às margens da rodovia União e Indústria. As obras ti. operando sob tensão de têxteis era movida a vapor com complicados sis- 1. Em 1892. pioneiro. até seu falecimento em 1899. acionados por turbinas tipo Francis.000 volts na freqüência de 60 Hz. a maioria das indústrias bricados pela Westinghouse. E m janeiro de 1888. com dois geradores bifásicos de 300 kW de potên- rio para a montagem da hidrelétrica foi encomenda. sativada. a usina iniciou o fornecimento de energia A pioneira usina de Marmelos foi inaugurada para a fábrica de Mascarenhas. a usina de Marmelos era uma das 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa em operação no final de 2005. Marmelos Zero permaneceu em operação especificou e desenhou de próprio punho a primeira até a entrada em funcionamento de Marmelos 1 usina da CME. de iluminação pública e 700 lâmpadas para uso parti- com capital subscrito por 30 acionistas. pois. na época. a nova hidrelétrica contou inicialmente veram início em fevereiro de 1889 e todo o maquiná. O empresário projetou. Integrada ao sistema de 23 kV da Cemig. Em 1898. do à empresa norte-americana Max Nothman. assumindo o cular. O acionamento elé- em 5 de setembro de 1889. com dois grupos gerado.

E m 1905. fabricadas pela alemã J.. fabricada pela empresa nor- te-americana James Leffel. com 51 m de com- primento por 8 m de altura. fabricado pela Westinghouse. A barragem. Marmelos 1 atingiu a potência final de 1.. Paralelamente ao crescimento de seu parque gerador. a CME ampliou sua área de influência na Zona da Mata mineira. a capacidade de Marmelos 1 foi ampliada com a instalação do terceiro grupo gerador de 300 kW. Bicas e Guarará. a CME inaugurou a hidrelétrica de Marmelos 2. A capacidade de Marmelos 2 foi ampliada com a instalação do terceiro e quarto grupos geradores em 1921 e em 1922. possuía comporta para descarga de fundo. e um gerador fornecido pela General Electric. Em 1910. tornando-se concessionária dos servi- ços de eletricidade de Matias Barbosa. M. e um pequeno desvio na estrada União e Indústria. tal como os anteriores. O pleno aproveitamento da cachoeira de Marmelos exigiu a construção de túnel de 235 m. com 600 kW de potên- energia para cia cada um. Projetada pelo destinada à engenheiro Asdrúbal Teixeira de Souza.200 kW com a entrada em operação Primeira do quarto grupo gerador. pública. hidrelétrica da Em janeiro de 1915. ambos com potência de 600 kW e as mesmas especificações técnicas e de fabricação das duas primeiras unidades. 150 . escavado na rocha. começou a funcionar o quinto grupo gerador de 1. do tipo gravidade e em alvenaria de pedra. Mar de Espanha. Voith. Essa última unidade comportava uma turbina tipo Francis. Sua casa de utilidade força foi construída em prédio contíguo ao da usina de Marmelos 1. visando à eletrificação das linhas. a usina entrou em operação com dois gerado- produção de res encomendados à empresa norte-americana General Electric. e turbinas de tipo Francis. dando prosseguimento à exploração do potencial hidráu- América do Sul lico do rio Paraibuna. Em 1948. comporta para descarga de areia e túnel adutor.600 kW de potência. ao mesmo tempo em que a CME adquiria a companhia de bondes à tração animal de Juiz de Fora.

com a incorporação da Hidrelétricas (PCHs) da empresa em operação ao fi- CME pela Cemig.6 (4).022 Vertedouro Queda nominal (m): 47. de julho de 1995. última e maior hidrelétrica construída pela CME no Integrada ao sistema de 23 kV da Cemig.98 Capacidade máxima (m3/s): 134 Engolimento turbina (m3/s): 1. melos passou a integrar o parque gerador da empre.23 M armelos 2 passou a dispor então de uma ca. 1. pelo prazo de vinte anos a contar depois da entrada em operação da usina de Joasal.91 Potência instalada (MW): 4 Nº de unidades geradoras: 5 Reservatório Potência unitária (MW): 0. usina de Marmelos era uma das 32 Pequenas Centrais Em maio de 1980.6 (1) Energia assegurada Área (km ): 0. O prédio da antiga casa de força de Marme- sa pública de energia elétrica de Minas Gerais.01 2 (MWmédio): 1.29 Bacia hidrográfica Rio: Paraibuna Bacia: rio Paraíba do Sul Área de drenagem (km2): 1. dois anos Elétrica (DNAEE).6 NA máximo operativo: 647.31 Volume útil máximo (hm3): 0.55 Volume total máximo (hm3): 0. 151 .3. Marmelos 2 ou simplesmente Mar. em 2001 mediante convênio com a Universidade Fe- sociado foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria deral de Juiz de Fora (UFJF). los Zero foi reformado com o patrocínio da Cemig A concessão outorgada à Cemig para a explo. a rio Paraibuna. inaugurado ração de Marmelos e seu sistema de transmissão as.000 kW. nº 116 do Departamento Nacional de Águas e Energia pacidade instalada de 4. Localização Cronologia Barragem Município: Juiz de Fora (MG) Início de construção: 1889 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1915 Comprimento (m): 51 Altura máxima (m): 8 Cota do coroamento: 649. para abrigar o Museu de Marmelos Zero. Marmelos 1 foi desativada. nal de 2005. 4. Em 1952.003 Tipo: Superfície com descarga livre Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 646.014 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 21.

de proprieda- armado com de da Empresa Força e Luz de Araguari. a usina entrou em funcionamento com uma unidade geradora de metálicas. Usina Hidrelétrica de Martins A usina hidrelétrica dos Martins está localizada no rio Uberabinha. com dois hidrogeradores que a barragem somavam 880 kW de potência instalada. a cerca de 15 km de Uberlândia.622. também norte-americana. Dois anos depois. afluente do rio Araguari e contribuinte do rio Paranaíba. no Triângulo Mineiro. associada da Força e Luz de Uberlândia.. fabricado pela General Electric norte- americana. O decreto de concessão considerou ainda a em concreto possibilidade da interligação de Martins com a hidrelétrica de Pissarrão. fornecida pela James Leffel. O aproveitamento destinava-se a reforçar o suprimento aproveitamento de energia a Uberlândia. e turbina tipo Francis.. instalada tam- compreende bém no rio Uberabinha pela mesma empresa em 1909. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico de Martins foi outorgada pelo O arranjo governo federal à Companhia Força e Luz de Uberlândia em agosto de 1941 mediante a geral do expedição do decreto nº 7. dependente basicamente da usina dos Dias. composta por gerador de 50 Hz. seis comportas Em 1946. na região do Triângulo Mineiro. Martins e os demais bens e instalações da Força e Luz de Uber- lândia foram incorporados pela Companhia Prada de Eletricidade.925 kW. 1. em Ponta Grossa e outras localidades na 152 . com eixo vertical. Além de Uberlândia. Araguari e Tupaciguara. a Prada atuou como concessionária de ener- gia elétrica em área contígua no sul de Goiás.

925 kW de potência. um castelo d’água equipado com grades metálicas. A instalação do terceiro e do quarto gru- pos com eixos horizontais levou em conta as dificulda- des de importação e o menor custo dos equipamentos. 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 4. foi incorpo- a formação de um reservatório de regulação semanal rado pela Cemig em outubro de 1973. duas tubulações forçadas com 150 m de comprimento.600 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 23. a tomada d’água com 17 m de comprimento. selho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) O acervo da Companhia Prada de Eletrici- autorizou a realização de obras de ampliação da hi. incluindo Martins e as usinas de drelétrica. compostas por gera. também italiana.4 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 705 Nº de comportas: 7 (CV). Localização Cronologia Barragem Município: Uberlândia (MG) Início de construção: 1941 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1946 Comprimento (m): 165 Altura máxima (m): 9 Cota do coroamento: 706 Bacia hidrográfica Rio: Uberabinha Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 1.região central do estado do Paraná.06 Volume útil máximo (hm3): 0.913. A concessão das descargas do rio Uberabinha. com eixo horizontal. dição do decreto nº 74.5 kV.216 Capacidade máxima (m3/s): 53.2 (MWmédio): 2. para o aproveitamento de Martins foi outorgada à Em 1956.7 Nº de unidades geradoras: 4 Reservatório Potência unitária (MW): 1. A usina de fabricação da primeira. dores encomendados à empresa italiana Ercolli Marelli Martins é integrada ao sistema de subtrans- e turbinas tipo Francis. dade em Minas. o canal adutor com 360 m de extensão. pela empresa Franco Tosi. entraram em operação mais duas estatal mineira em novembro de 1974 com a expe- unidades de 1.8 Volume total máximo (hm3): 0.6 Potência instalada (MW): 7. de Martins foi reformada para operação em 60 Hz. para alimentação das quatro turbinas.805 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 55. a usina recebeu a segunda unidade ro a fim de poder receber suprimento de energia da Cemig geradora com as mesmas especificações técnicas e face ao esgotamento de seu sistema de produção. freqüência em sua área de concessão no Triângulo Minei- Em 1951. No ano seguinte. cada uma com dois ramais. a companhia promoveu a mudança de nos municípios no interior de São Paulo.93 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0. incluindo o alteamento da barragem para Pissarrão e Dias (esta já desativada). Em 1966. bem como em peque. A casa de máquinas tinha sido projetada para quatro grupos de eixo vertical. o Con. fabricadas missão da Cemig em 34.5 NA máximo operativo: 706 153 . O arranjo geral do aproveitamento compreen- de a barragem em concreto armado com seis comportas metálicas.

denominadas Marme- com controle los 1 e 2. na Zona da Mata de Minas Gerais. inauguradas em 1896 e 1915. hidrelétrica A consecução do empreendimento foi iniciada em 1925. fabricado pela empresa norte-americana General Electric. em Juiz de Fora. nas proximidades da pioneira usina de Marmelos Zero. respectivamente... sionária praticamente triplicou seu capital para fazer face aos custos de implantação de sua terceira usina. Paciência entrou em funcionamento em 27 de julho de 1930. A empresa contava então com duas usinas. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Paciência de Irapé A usina hidrelétrica de Paciência está localizada no rio Paraibuna. Ambas estavam localizadas no automático e rio Paraibuna. 154 . afluente do rio Paraíba do Sul. comando a desativada no mesmo ano de entrada em operação de Marmelos 1. encomendada à empresa suíça Escher Wiss. levando em conta a da América do crescente demanda de energia elétrica associada ao desenvolvimento urbano e indus- Sul equipada trial de Juiz de Fora. situada a jusante de Marmelos 1 e 2. e do futuro aproveitamento de Joasal. operando na freqüência de 60 Hz. Foi construída pela Companhia Mineira de Eletricidade (CME). Paciência também ficou conhecida como usina nº 3. A usina contou inicialmente com um gera- dor de 1. responsável pela implanta- ção dos serviços públicos de eletricidade em Juiz de Fora e outros municípios da Primeira Zona da Mata mineira. no município de Matias Barbosa. a conces- distância.360 kW. acopla- do à turbina do tipo Francis. empresa de capital privado fundada em 1888 por Bernardo Mascarenhas. Tendo em conta a série de usinas instaladas pela empresa no rio Paraibuna. Em 1926. Primeira hidrelétrica da América do Sul equipada com controle automáti- co e comando a distância.

356 Queda nominal (m): 23 Volume útil máximo (hm3): 0.08 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 1.36 Energia assegurada Área (km2): 0.76 Nº de comportas: 9 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 7. a usina passou a integrar o parque gerador da empresa pública de energia elétrica de Minas Gerais.345 Capacidade máxima (m3/s): 248 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 501. a usina passou a integrar o parque gerador da cação da primeira. com a ins. da hidrelétrica de Paciência e seu sistema de transmissão torgou à CME autorização para legalizar a construção associado foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria nº da barragem destinada à regularização de descarga 116 do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica do aproveitamento de Paciência.103 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 23. o governo federal ou. ção da Companhia Mineira de Eletricidade pela Ce- com as mesmas características técnicas e de fabri.080 kW empresa pública de energia elétrica de Minas Gerais. passando a contar com 4.76 Em maio de 1980.88 Potência instalada (MW): 4. Em maio de 1980. pelo prazo de vinte anos a contar de julho de 1995. (DNAEE).85 NA máximo operativo: 505.96 Bacia hidrográfica Rio: Paraibuna Bacia: rio Paraíba do Sul Área de drenagem (km2): 1. em virtude da incorpora- talação da segunda e da terceira unidades geradoras. 155 . em virtude da incorporação da Companhia Mineira de Eletricidade pela Cemig. mig. A concessão outorgada à Cemig para a exploração promulgado em março de 1940.172 Vertedouro (MWmédio): 2. Localização Cronologia Barragem Município: Matias Barbosa (MG) Início de operação: 1930 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 55 Altura máxima (m): 9 Cota do coroamento: 505. de potência instalada.439. P aciência foi ampliada em 1937 e em 1946.13 Volume total máximo (hm3): 0. Por meio do decreto nº 5.

to federal nº 25. Usina Hidrelétrica de Pandeiros A usina hidrelétrica de Pandeiros está localizada no rio Pandeiros. quando a nova composto constituição do país determinou a aplicação de pelo menos 1% da renda tributária da inicialmente União para o estudo e a execução de um “plano de aproveitamento total das possibili- por duas linhas dades econômicas do rio São Francisco e seus principais afluentes”. Projetada para o atendimento das cidades de Januária e São Francisco.. elaborado pela Companhia Bra- sileira de Engenharia (CBE) em 1949. afluente do rio São Francisco. a concessão de Pandeiros foi revalidada pelo decre- de 33 kV. A concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do rio Pandeiros O sistema foi outorgada ao governo de Minas em dezembro de 1939 pelo decreto federal nº 5. de transmissão Em agosto de 1948. na região norte de Minas Gerais. entre outros dispositivos. o governador Milton Campos promulgou a lei nº 510 que. Condições mais promissoras para a construção de Pandeiros e outras usinas na à usina foi região mineira do vale do São Francisco foram estabelecidas em 1946. Foi construída pela Comissão do Vale do São Francisco (CVSF) e incorporada pela Cemig em 1970. Em novembro do mesmo ano.073. a Servix Engenharia apresentou à secretaria estadual de Viação e Obras Públicas o projeto básico da usina e seu sistema de transmissão associado.. a usina foi recomendada no Plano de Eletrificação de Minas Gerais. de transmissão mas nada de concreto resultou nessa ocasião por insuficiência de recursos orçamen- associado tários. Um ano depois. autorizou o governo esta- 156 .373. no município de Januária.

respectivamente. O 1971 pelo decreto federal nº 69. O arranjo geral do aproveitamento compre- ende a barragem de concreto do tipo gravidade. câmara de carga. a Cemig adquiriu os dois sistemas.400 kW de potência unitária e turbinas rência da concessão do aproveitamento de Pandei- tipo Kaplan. potenciais de Pandeiros. notadamente os de extensão. A transfe- geradores de 1. compostas por 1970. sociedade de transmissão de 33 kV direcionadas para as cida- de economia mista para o aproveitamento do potencial hi. Fecho do Funil no rio Paraopeba Em 1967.4 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0.72 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 12. a realização do empreendimento O mesmo ocorreu com o aproveitamento hidrelé- passou ao encargo da Comissão do Vale do São Fran. O sistema de transmissão associa- do à usina foi composto inicialmente por duas linhas Localização Cronologia Barragem Município: Januária (MG) Início de operação: 1958 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 180 Altura máxima (m): 9 Cota do coroamento: 497. sucessora da CVSF. projeto executivo e a supervisão do empreendimento ficaram a cargo da Techint e as obras civis sob a res- ponsabilidade da construtora Bento Paixão. canal de fuga com 60 m de extensão e a casa de força. ros para a empresa foi efetivada em setembro de sas alemãs Siemens e J. de eixo vertical.2 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 1. Logo foram iniciados en- de 1948 com a atribuição de elaborar e executar o tendimentos entre a Suvale e a Cemig. transferência das usinas de Pandeiros e Abaeté Pandeiros entrou em operação em outubro para a concessionária pública estadual. o sistema elétrico de Pandeiros e Jequitaí no rio de mesmo nome.07 Volume total máximo (hm3): 0. des de Januária e São Francisco. em cooperação com a União. governo de Minas. visando à plano de desenvolvimento da região. M. com a anuência do Vale do São Francisco (Suvale). Voith.338 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 14. três tubulações forçadas com 18 m de comprimento.259.5 NA máximo operativo: 494. Em abril de de 1958 com três unidades geradoras.5 Tipo de turbina: Kaplan NA mínimo operativo: 493. trico de Abaeté (600 kW) que atendia o município cisco (CVSF). to- mada d’água.210 Capacidade máxima (m3/s): 584. organismo federal criado em dezembro mineiro de São Gotardo. respectivamente.82 157 .2 Bacia hidrográfica Rio: São Francicso Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 3. passou para o controle da Superintendência do Em dezembro de 1951.dual a organizar. fabricados pelas empre.55 Potência instalada (MW): 4.800 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 23. canal adutor com 450 m de extensão.9 Volume útil máximo (hm3): 0. com 45 km e 57 km drelétrico da bacia do Alto São Francisco.6 (MWmédio): 2.

Corinto e Diamantina. o empresário pernambucano Othon Bezerra de Mello instalou uma fábrica têxtil em Curvelo e. fornecido pela empresa alemã Siemens.936. no município de Gouveia. e tur- bina tipo Francis.000 em 34. da Cemig A usina entrou em operação em 1927 com uma unidade geradora de 1. com 200 m de comprimento. O aproveitamento da cachoeira de Paraúna para a produção de energia elétrica foi A usina concebido em 1920 por um grupo francês interessado na exploração de diamantes. Voith. empresa fundada em junho de 1923 pelas famílias Ramos e Guerra. ligada à casa de máquinas por tubulação forçada de chapa de aço. fabricada pela J.5 kV. na região central de Minas Gerais. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Paraúna de Irapé A usina hidrelétrica de Paraúna está situada no rio de mesmo nome. autorizando a ampliação da capacidade instalada de Paraúna. dois anos depois. com 60 km de extensão. Em 1943. mas nada está integrada resultou de concreto naquele momento. adquiriu o controle da Socie- dade Industrial Hulha Branca. a mais alta tensão então existente em Minas Gerais. Em outubro de 1946. afluente do rio das Velhas. tendo subtransmissão em vista o fornecimento de energia elétrica a Curvelo. Para o aproveitamento das águas do Paraúna. composta por gerador de 50 Hz. M. um canal lateral foi escavado na ombreira do rio com 250 m de extensão até a tomada d’água. o governo federal promulgou o decreto nº 21. operando em 69 kV. Um dos aspectos notáveis do em- preendimento foi a construção da linha de transmissão até Curvelo. O projeto seria levado adiante pela Sociedade Indus- ao sistema de trial Hulha Branca. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Diamantina até a emanci- pação de Gouveia em 1953. kW. também alemã. 158 . mudando sua denominação para Companhia Luz e Força Hulha Branca.

a Cemig im- tivamente. Curvelo.08 Energia assegurada Área (km2): 0. chaminé de equilíbrio e Paraúna. fa. com as estruturas da tomada Melhoramentos Ltda.280 e transferidos para a Cemig em julho de 1978.8 NA máximo operativo: 640.18 Volume útil máximo (hm3): 0. d’água. A segunda unidade geradora en. 159 . kW.2. Em 1949. respec..7 Altura máxima (m): 11 Cota do coroamento: 641. túnel de acesso às chaminés de Paraúna e os demais bens e instalações da equilíbrio. A usina está integrada ao sistema de sub- casa de máquinas foram projetadas pelo engenheiro transmissão da Cemig em 34. 1. a usina campados pelo governo federal em fevereiro de 1976 recebeu sua terceira unidade com potência de 2. exploração dos serviços públicos de energia elétrica trou em operação em 1946. plantou em 1997 um sistema de semi-automação em tomada d’água. túnel adutor.F oram iniciadas então as obras de construção da Paul Walter e executadas pela Empresa Nacional de barragem principal.71 Potência instalada (MW): 4. Localização Cronologia Barragem Município: Gouveia (MG) Início de construção: 1923 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1927 Comprimento (m): 247.200 em Corinto.37 Capacidade máxima (m3/s): 335 Engolimento turbina (m3/s): 2.28 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 1.08 (MWmédio): 1. operacionais e modernizar instalações. 2. As obras civis de adequação da barragem. composta por gerador e turbina tipo Francis. vertedouro. com potência de 1.5 kV.132 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 639. conduto forçado e instalação de mais dois Companhia Força e Luz Hulha Branca vinculados à grupos geradores. 4.91 Bacia hidrográfica Rio: Paraúna Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 1.9 Volume total máximo (hm3): 0.790 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 27..08 Vertedouro Queda nominal (m): 71.2. Diamantina e Gouveia foram en- kW e mesma fabricação da primeira.37 O aproveitamento da cachoeira de Paraúna para a produção de energia elétrica foi concebido em 1920 por um grupo francês interessado na exploração de diamantes. Como parte da estratégia de reduzir custos bricados pelas empresas suecas Asea e KMW.

Usina Hidrelétrica de Peti A usina hidrelétrica de Peti está situada no rio Santa Bárbara. o governo do estado transferiu a exploração dos serviços de energia elétrica de Belo Horizonte e Santa Bárbara 160 . A atual usina entrou em operação em 1946 com da Cemig base em novo aproveitamento no rio Santa Bárbara. a Cemig instalou o centro de pesquisas da estação ambiental de Peti. parque gerador inaugurada em fevereiro de 1905. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Santa Bárbara até a emancipação do município de São Gonçalo do Rio Abaixo em 1962.. empreendido pela Companhia em 1973. Na mesma época. subsidiária do grupo norte-americano Ame- rican and Foreign Power Co. Em trabalho publicado em 1914. no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. Consta que os trabalhos da mineradora inglesa foram suspensos justamente no ano de inauguração da hidre- létrica. (Amforp). afluente do rio Piracicaba e contribuinte do rio Doce. Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG). o historiador mineiro Nelson de Senna informa que Peti dispunha de “ótimas instalações” e fornecia energia e luz elétrica para a cidade de Santa Bárbara. Na casa de força da antiga usina desativada.. responsável pela construção da antiga usina de Peti. uma das maiores do país. A hidrelétrica O potencial hidrelétrico do rio Santa Bárbara no trecho próximo às ca- passou a choeiras de Peti foi aproveitado inicialmente pela empresa de mineração inglesa integrar o The São Bento Gold Estates. A antiga usina foi construída para auxiliar a exploração de ouro da mina subterrânea de São Bento. na região central de Minas Gerais.

Tratava-se. do a empresas estrangeiras nos termos da Constituição dades geradoras com potência total de 980 kW. na verdade. em princípio veda- com uma pequena barragem de derivação e três uni. em maio de 1942.490. que permitiu o intermédio de linhas de 13. objetivo de aumentar a disponibilidade de energia elétri- que assumiu a concessão dos serviços de eletricidade ca à capital mineira. subsidiária do grupo Amforp. de projeto e fabricação de uma de suas máquinas. promulga- cia real de Peti limitava-se a 500 kW devido a um erro do em 25 de setembro de 1942. a CFLMG solicitou autorização para a ampliação de Peti e a construção de uma linha de transmissão entre a nova usina e Belo Horizonte. a CFLMG solicitou autorização bana de Minas Gerais. A concessão para a construção da nova usi- pelo engenheiro Leo Amaral Penna em 1941. para a ampliação de Peti e a construção de uma linha de Em outubro de 1929.8 kV que somavam menos aproveitamento de novas quedas-d’água por companhias de 20 km de extensão. A usina contava aproveitamento de energia hidráulica. Em maio de 1941. Segundo documento firmado estrangeiras. 161 . de 1937. na de Peti foi outorgada pelo decreto nº 10. de um novo em Belo Horizonte e Santa Bárbara. denominada Companhia de Eletricidade e Viação Ur. com o objetivo de aumentar a disponibilidade de energia elétrica à capital mineira. a hidrelétrica passou transmissão entre a nova usina e Belo Horizonte. com o ao controle da CFLMG. ser.para uma concessionária de capital privado nacional. Essa dificuldade foi contornada com a aprovação vindo Santa Bárbara e o distrito de São Gonçalo por da lei constitucional nº 6. a potên. Em maio de 1941.

O projeto básico da usina e seu sistema de transmissão associado levaram em conta não apenas o rápido crescimento de carga de Belo Horizonte. a usina de Peti foi inaugurada com duas unidades geradoras de 60 Hz. Apenas a primei- ra etapa do aproveitamento foi efetivamente realizada pela CFLMG. sob a supervisão técnica da Electric Bond & Share Co. mas também o atendimento das necessidades de energia elétrica da exploração de minério de ferro na região de Itabira. respectivamente. somando 9.400 kW de potência foram fabricados pelas empresas General Electric e Allis Chalmers.400 kW. segundo o projeto original aprovado pelo governo federal em junho de 1943. bem como das contingências impostas pela Segunda Guerra Mundial para importação de equipamentos. O sistema de transmissão associado 162 . O projeto básico sofreu várias alterações em virtude de investigações mais detalhadas do local. Em julho de 1946. (Ebasco). controladora do grupo Amforp. A capacidade total da usina foi dimensionada em 15 MW a serem instalados em duas etapas. Os geradores de 5. de responsabilidade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). As turbinas tipo Fran- cis com eixo vertical foram fornecidas pela IP Morris.000 e 4.

Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa to em Sabará e uma subestação abaixadora de 15 MVA na em operação ao final de 2005.55 Potência instalada (MW): 9.7.578 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 74. a integrar o parque gerador da Cemig em 1973 em decor- Em 1951. Localização Cronologia Barragem Município: São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) Início de operação: 1946 Tipo: Arco gravidade Comprimento (m): 85 Altura máxima (m): 46 Cota do coroamento: 713 Bacia hidrográfica Rio: Santa Bárbara Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 727 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 14. zonte. Em 1957. no município de Barão de Cocais por uma linha de uso gem de concreto armado em arco com 85 m de compri. destinadas à interligação dos sistemas Belo Horizonte. em 1964. que liga a do grupo Amforp no Brasil. 4.78 (MWmédio): 6. Em setembro de 1974. é servida por um túnel adutor.8 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 702 Nº de comportas: 6 (CV) Engolimento turbina (m3/s): 8. A antiga usina foi construída para auxiliar a exploração de ouro da mina subterrânea de São Bento. exclusivo dessa empresa.576 que outorgou à Cemig con- construção de uma linha de transmissão com 70 km de cessão para exploração do aproveitamento de Peti e de extensão. o sistema de transmissão associado a Peti Conectada ao sistema de subtransmissão ganhou uma nova configuração com a instalação de uma em 69 kV da Cemig. Essa concessão foi a utilização de parte da capacidade instalada da usina de prorrogada pelo prazo de 20 anos em abril de 1997 com Sá Carvalho para o serviço de eletricidade em Belo Hori. 7.2 Volume útil máximo (hm3): 36. mediante a promulgou o decreto nº 74. talações da Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas O aproveitamento de Peti contém uma barra. com 67 km de extensão. e uma subestação CFLMG e Cemig.38 Capacidade máxima (m3/s): 662. o governo federal Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita). de propriedade da pública mineira. uma subestação de entroncamen. rência da incorporação da CFLMG pela concessionária tre Peti e a hidrelétrica de Sá Carvalho.5 NA máximo operativo: 712. na tensão de 66 kV.3 km a leste leiras (Eletrobrás) juntamente com as demais subsidiárias da barragem. uma das maiores do país. A casa de força. base na portaria nº 119 do Ministério de Minas e Energia.51 Volume total máximo (hm3): 43.750 kVA. a usina de Peti era uma das 32 segunda linha de 66 kV.12 163 . A hidrelétrica passou tomada d’água à chaminé de equilíbrio. situada 1.4 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 5. O vertedouro Peti era a principal usina da CFLMG quando esta conta com seis comportas verticais de 6 m de largura companhia passou ao controle da Centrais Elétricas Brasi- por 5 m de altura. A usina de Peti também foi ligada às ins- na capital mineira com capacidade de 3.4 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 6. Essa interligação permitiu seu sistema de transmissão associado. a CFLMG promoveu a interligação en. à usina contou inicialmente com uma linha de 66 kV até capital mineira. mento na crista e 46 m de altura máxima.

O aproveitamento con- sistiria na construção de uma barragem no rio Piau. Segundo depoimento do engenheiro associou ao Benedito Dutra. contribuintes do rio Paraíba do Sul. no trecho entre as cachoeiras de Maria de Barros e transferidas Maria Angélica. desvio das águas por um túnel. Em junho do mesmo ano. proprietária de uma fá- brica de produtos químicos em Santos Dumont.002. uma galeria e condutos forçados até a casa de força da usina na margem do mesmo rio. ambas localizadas no rio Pinho – mas precisava de mais energia para a expan- Minas se são de sua produção de carbureto de cálcio. a nova empresa recebeu a concessão para o aproveitamento de ener- integralmente gia hidráulica do rio Piau. chi. com a expedição do decreto federal Cepiau. diretor técnico da CBCC e presidente da Cepiau. município vizinho a Piau. na Zona da Mata de Minas Gerais. metade das Em janeiro de 1945. porque pretendia transferir sua linha de produção de ferroligas no Rio de adquirindo Janeiro para Santos Dumont. A construção da usina foi idealizada durante a Segunda Guerra Mundial pela Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio (CBCC). no município de Piau. dispunha de duas fontes de geração própria – as hidrelétricas de Guari e Ana Ma- o governo de ria. a Companhia Nacional de Ferro Ligas também se interessou pelo empreendimento. A barragem seria erguida 9 km a jusante da barragem 164 . Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Piau de Irapé A usina hidrelétrica de Piau está situada nos rios Piau e Pinho. para a Cemig O projeto da usina foi elaborado pelo engenheiro italiano Nello Croc- em 1952. as duas companhias constituíram a Central Elétrica ações da do Piau (Cepiau). projeto. nº 19. A CBCC Em 1950.

706. a empresa permane. a Cepiau foi incorporada pela Cemig. Salto Grande e Tronqueiras e a transferida para a empresa pública estadual em ou- barragem de Cajuru. talúrgicas e químicas de Santos Dumont e o parque to Dutra. com auxílio financeiro do Banco do Brasil obras hidráulicas. medindo 850 m de comprimento e a casa de força ciou ao empreendimento. e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econô- necer energia para os serviços públicos de eletricida. os geradores da usina foram prioritárias do programa de eletrificação do governo convertidos para operação em 60 Hz. do rio Pinho. que se encontrava em fase final de A entrada em cena do governo estadual construção pela CBCC. elaborado em 1949 sob a coordena.000 kW. a Cepiau solicitou apoio ram levadas a cabo pela empresa Cavalcanti Jun- financeiro do governo estadual para a conclusão das queira. que estava praticamente paralisado. Companhia Mineira de Eletricidade (CME). As obras fo- talação inicial de 9. o engenheiro Benedi.593. Em abril da em maio de 1953 com a expedição do decreto de 1962. Essa co. tubulação forçada Em 1950. A hidrelétrica de Piau foi incluída entre as obras prioritárias do programa de eletrificação do governo Juscelino Kubitschek (1951-1955). chaminé de equilíbrio. compostas por ge- ações da Cepiau. de em Santos Dumont e outros municípios.000 kW. mico (BNDE). extensão. Ainda em 1962. Salto Grande e Tronqueiras e a barragem de Cajuru. encomendados às empresas Brown Boveri e Bell. Essa 165 . a compra das ações de seus investidores particu- hidrelétrica de Piau foi incluída entre as obras lares. adquirindo metade das com duas unidades de 9. a pedido do governo 50 Hz. juntamente com da Cepiau para produção de energia elétrica foi as usinas de Itutinga. alegando que a usina poderia for. Segundo o plano. Aproveitando o potencial conjunto dos rios Milton Campos (1947-1951). o governo de Minas se asso. A usina foi inaugurada oficialmente em 5 laboração foi recomendada no Plano de Eletrificação de fevereiro de 1955 pelo governador Juscelino Ku- de Minas Gerais. operando de imediato na freqüência de ção do engenheiro Lucas Lopes. o empreendimento compreende bar- deveria assumir a função de usina de caráter público ragem de terra. ção de subsidiária da Cemig.790 m de mediante acordo com seus investidores. túnel de adução com 2. Piau Pinho e Piau. A utilização da energia de Piau para uso industrial de Juiz de Fora mediante contrato com a público foi assegurada por nova concessão obti. entre os quais. juntamente com as usinas de Itutinga. Embora tenha passado à condi. tubro de 1964 pelo decreto federal nº 54. respectivamente. integralmente transferidas para radores e turbinas tipo Francis de fabricação suíça. ceu sob o comando de seus antigos investidores Piau passou a abastecer as indústrias me- e diretores. garantiu a retomada do programa de construção A pós adquirir os equipamentos para a ins. bitschek. após federal nº 32. A concessão Juscelino Kubitschek (1951-1955). a Cemig em 1952.

. Integrada ao sistema de transmissão em 138 kV da Cemig. A construção da usina foi idealizada durante a Segunda Guerra Mundial pela Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio (CBCC).. a usina de Piau era uma das 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa em operação ao final de 2005. pelo prazo de 20 anos a contar de julho de 1995. concessão foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria nº 115 do Ministério de Minas e Energia. 166 .

01 Nº de unidades geradoras: 2 Área (km2): 0. Localização Cronologia Barragem Município: Piau (MG) Início de construção: 1949 Tipo: Terra Início de operação: 1955 Comprimento (m): 95 Altura máxima (m): 24 Cota do coroamento: 635.3 e Santos Dumont (MG) 167 .3 NA máximo operativo: 634.5 Engolimento turbina (m3/s): 5.59 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Piau Capacidade máxima (m3/s): 9.99 Bacia hidrográfica Rios: Piau e Pinho Bacia: rio Paraíba do Sul Área de drenagem (km2): 382.11 Reservatório Potência instalada (MW): 18.59 Vertedouro Queda nominal (m): 211.4312 (MWmédio): 8 NA mínimo operativo: 632.13 Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 0.03 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 9.01 Volume total máximo (hm3): 1.29 Potência unitária (MW): 9.

As novas unidades foram compostas por geradores fornecidos pela empresa italiana Ercolli Morelli e turbinas tipo Francis. a companhia promoveu a mudança de freqüência em sua área de concessão no Triângulo Mineiro a fim de poder receber suprimento de energia da Cemig face ao esgotamento de seu sistema de produção. Em 1966. também italiana. Empresa de capital privado nacional constituída em 1936.. lândia. com eixo horizontal.. Usina Hidrelétrica do Pissarrão A usina hidrelétrica do Pissarrão está situada no rio Pissarrão. cada uma. A usina de Pissarrão foi reformada para operação em 60 Hz. Em 1948. 168 . em 1924. fabricadas pela Moncalvi & C. em área do município de Araguari.construída operação em 1924 com duas unidades geradoras que somavam 823 kW de pela Empresa potência instalada. a Companhia Prada de Eletricidade assumiu o Força e Luz controle da usina e dos serviços de energia elétrica em Araguari e em Uber- de Araguari. entrando em . duas novas unidades gerado- ras com 400 kW de potência.. pertencentes a quatro estados da operação federação: parte do Triângulo Mineiro. Foi construída pela Empresa Força e Luz de Araguari.. uma área contígua no sul de Goiás. Ponta Grossa e localidades vizinhas na região central do estado do Paraná e diversos municípios no estado de São Paulo. Pavia. no Triângulo Mineiro. afluente do rio Paranaíba. foram instaladas em substituição às origi- nais. a Prada entrando em chegou a atuar em três áreas distintas. No final de 1972.

após reforma geral e instalação de um aproveitamento de Pissarrão foi outorgada à esta.25 Volume total máximo (hm3): 0.1 Bacia hidrográfica Rio: Pissarrão Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 449 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 4. foi incorporado pela Desativada em 1994. Localização Cronologia Barragem Município: Araguari (MG) Início de operação: 2001 (reativação) Tipo: Alvenaria e tijolo-gravidade Comprimento (m): 34. a maior da empresa. O acervo da Companhia Prada de Eletricidade tal mineira em novembro de 1974 com a expedição em Minas.86 Reservatório Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis Nº de comportas: 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 1.4 Energia assegurada (MWmédio): 0. após reforma geral e instalação de um sistema de semi-automação. Martins. incluindo Pissarrão e a hidrelétrica de do decreto nº 74.8 Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 0.99 Potência instalada (MW): 0.8 Altura máxima (m): 3.2 169 .71 Vertedouro Queda nominal (m): 52. sistema de semi-automação. a usina voltou à operação em 2001. a usina voltou à opera- Cemig em outubro de 1973.913. Desativada em 1994. A concessão para o ção em 2001.

na região sul de Minas Gerais. Ouro Fino. Campestre. construção da usina foi iniciada no mesmo ano. Divisa Nova e Areado. Morgan Smith. Poço Fundo quando foi absorvida pela Cemig. 170 . Naquela oportunidade. entre as quais. respectivamente. Pouso Alegre. atuante em vários municípios do sul do estado até 1969. afluente do rio Verde e contribuinte do rio Grande. entrou em O primeiro estudo sobre a utilização do potencial energético de Poço Fun- operação do foi realizado em 1928 pelo Serviço Geológico e Mineralógico do Ministério da em 1949 com Agricultura. Borda da Mata. de 2. no município de Poço Fundo. concessionária de capital privado fundada em 1922. Poço Fundo (denominada Gimirim até 1953). geradoras determinou o perfil e realizou medições de descarga.080 kW Em fevereiro de 1945. Ipuiúna. Poço Fundo entrou em operação em 1949 com duas unidades geradoras de 2. foi construída pela Companhia Sul de Mineira de Eletricidade (CSME). o governo federal outorgou à CSME a concessão de potência para o aproveitamento hidrelétrico com a promulgação do decreto nº 17. o engenheiro Waldemar José de Carvalho.. direcionadas para o atendimento de várias localidades. Também conhecida como usina Oswaldo Costa. Seu sistema de transmissão foi composto por linhas de 45 kV em forma de estrela. Os geradores de 50 Hz e as turbinas tipo Pelton foram fabricados nos Estados Unidos pelas empresas General Electric e S. destacando-se como a maior das 16 hidrelétricas integrantes do sistema da CSME. pro- duas unidades cedeu ao levantamento topográfico dos terrenos marginais da fonte de energia. A unitária.796. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica Poço Fundo de Irapé A usina hidrelétrica Poço Fundo está situada no rio Machado..080 kW de potência unitária.

08 (2) Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 3. 2.027 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 323 Volume útil máximo (hm3): 4. incluindo Poço Fundo e outras pela S. te ao patrimônio da Cemig.156 Bacia hidrográfica Rio: Machado Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 338. Ainda em 1969. a Cemig realizou estudos Bernardo e Xicão. Morgan Smith. Em 1974. 2.16 MW. a Cemig adquiriu o controle acionário da CSME. foram incorporados definitivamen.156 O primeiro estudo sobre a utilização do potencial energético de Poço Fundo foi realizado em 1928 pelo Serviço Geológico e Mineralógico do Ministério da Agricultura. fabricados pela Westinghouse e ções da Sul Mineira. composta por gerador de 5. dente a mais que o dobro de sua potência instalada.22 (MWmédio): 4.154. a capacidade instalada da usina foi Poço Fundo está ligada ao sistema de sub- ampliada com a entrada em operação da terceira uni.9.2 NA máximo operativo: 1. usinas atualmente em operação. correspon- cerca de 60 localidades no sul de Minas.000 kW e turbina tipo Francis.58 Capacidade máxima (m3/s): 71 Tipo de turbina: Pelton NA mínimo operativo: 1. 171 . como Luiz Dias. transmissão da Cemig em 69 kV. Dois anos mais tarde.8 Potência instalada (MW): 9. Localização Cronologia Barragem Município: Poço Fundo (MG) Início de construção: 1945 Tipo: Contrafortes Início de operação: 1949 Comprimento (m): 120 Altura máxima (m): 6 Cota do coroamento: 1.2 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 0. Do ponto de vista energético. a Cemig le. indicando Hz na antiga área de concessão da CSME.4 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 7. os resultados indicaram vou a cabo a mudança de freqüência de 50 Hz para 60 boas possibilidades de ampliação da usina. São Na década de 1990.16 Volume total máximo (hm3): 5. para ampliação da capacidade geradora de Poço Fundo. abrangendo uma potência de inventário de 21.16 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 5 (1).E m 1967. todos os bens e instala- dade geradora.

entrou em operação a segunda unidade geradora com as mesmas especificações técnicas e de fabricação. a 15 km da cidade de Teófilo Otoni. pertencente à em 1950 com Soares & Cia. Voith. também alemã. em dezembro de 1946 com a expedição geradora de do decreto nº 22. no município de Itambacuri. trans- ferindo para a Cemig a concessão de que era titular a Empresa Força e Luz 172 . A concessão para o aproveitamento de Poquim foi outorgada uma unidade pelo governo federal à Soares & Cia. cio ao Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) em protesto contra a realização da obra. M. alegando que a mesma prejudicaria o abasteci- mento de água daquela cidade. com- posta por gerador fornecido pela empresa alemã Siemens e turbina de tipo Pelton fabricada pela J... afluente do rio Itam- bacuri e contribuinte do rio Doce. tubulação forçada com trecho inicial em túnel e 175 m de comprimento. A usina foi inaugurada em 1950 com uma unidade geradora de 704 kW. O assunto foi examinado pelo Conselho que julgou improcedente a reclamação. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Poquim de Irapé A usina hidrelétrica de Poquim está situada no rio Poquim. o governo federal promulgou o decreto nº 659. A usina foi Foi construída pela Empresa Força e Luz Epaminondas Otoni. O arranjo do aproveitamento compreende a barragem de concreto gravi- dade para a tomada d’água. Em março de 1962. na região do Rio Doce de Minas Gerais.335. con- inaugurada cessionária dos serviços de energia elétrica em Teófilo Otoni. Em 1954. A prefeitura de Itambacuri chegou a encaminhar ofí- 704 kW. vertedouro de 30 m de comprimento com comporta.

a usina foi incorporada ao parque gera. concessionária dos serviços de energia elétrica em Teófilo Otoni. Epaminondas Otoni para a produção.74 Vertedouro Queda nominal (m): 201. Localização Cronologia Barragem Município: Itambacuri (MG) Início de construção: 1946 Tipo: Terra Início de operação: 2002 (reativação) Comprimento (m): 71.4 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Pelton Capacidade máxima (m3/s): 4.94 Bacia hidrográfica Rio: Poquim Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 80 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 0. pertencente à Soares & Cia.54 Potência instalada (MW): 1. A concessão outorgada à Ce- esse decreto. transmissão e A usina foi retirada de operação em 1995 distribuição de energia elétrica em Teófilo Otoni. pelo prazo de vinte anos a contar transmissão em 69 kV entre Governador Valadares e de julho de 1995.7 Energia assegurada (MWmédio): 0. Com e reativada em 2002. Foi construída pela Empresa Força e Luz Epaminondas Otoni. passando por Poquim.4 173 . Teófilo Otoni.41 Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 0.5 Engolimento turbina (m3/s): 0.64 Altura máxima (m): 7 Cota do coroamento: 502. O primeiro passo para a integração da de transmissão associado foi prorrogada em abril usina ao sistema interligado da empresa ocorreu no de 1997 pela portaria nº 118 do Ministério de Mi- ano seguinte com a entrada em operação da linha de nas e Energia. mig para a exploração de Poquim e seu sistema dor da Cemig.

Em 1973.833 desapro- priou. por intermédio da Companhia Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG). durante o período da Primeira República. arcos múltiplos Em 1964. a jusante da confluência com o rio de Pedras. na região central de Minas Gerais. Destinada foi a primeira ao abastecimento de Belo Horizonte. repre- A nova sentando a principal iniciativa do poder público em Minas no campo da pro- barragem dução de energia elétrica. em decorrência da compra das subsidiárias da Amforp contrafortes. conforme a designação dada aos governado- res na Primeira República. por utilidade pública. Em julho de 1905. O aproveitamento de Rio de Pedras foi realizado em duas etapas. a usina e os demais bens e instalações da CFLMG foram transferidos engastados nos para o controle federal. o decreto estadual nº 1. afluente do rio São Francisco. no município de Itabirito. Rio de Pedras foi construída pela prefeitura de Belo Horizonte. 174 . Usina Hidrelétrica Rio de Pedras A usina hidrelétrica Rio de Pedras está localizada no rio das Velhas. os terrenos necessários à instalação da hidrelétrica. em concreto (Amforp) adquiriu a concessão dos serviços de eletricidade da capital estadual armado com em 1929. pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). passou a integrar o parque gerador da Cemig. passou ao controle do capital privado es- do Brasil trangeiro. As obras da primeira etapa foram iniciadas na administração do governador Francisco de Antônio Salles – presidente de Minas. quando o grupo norte-americano American and Foreign Power Co.

então pertencente ao muni. durante o período da Primeira República. fa- Rio de Pedras foi construída pela prefeitura de Belo Horizonte. tas por geradores de 60 Hz. aproveitamento de Rio de Pedras tornou-se parte in- cípio de Ouro Preto. compos. composta por gerador de 2. representando a principal iniciativa do poder público em Minas no campo da produção de energia elétrica. 175 . a segunda no ano se- ça da capital. a potência insta- Francis com eixo horizontal. Nesse ínterim. entrou em operação em 1907. abastecida na época apenas pela usina guinte e a terceira em 1914. Morgan entrada em operação da quarta unidade geradora Smith. tornan- das Velhas. a 12 km de Belo Horizonte. com o desmembramento de Ouro Preto. fabricados respectiva. formado em 1924 geradoras de 600 kW de potência cada uma.tendo em vista a ampliação dos serviços de luz e for. Foram instaladas três unidades tegrante do município de Itabirito. ambas norte-americanas. de Eletricidade e Viação Urbana de Minas Gerais ar- Uma pequena barragem foi erguida no rio rendou os serviços de eletricidade da capital. a Empresa de Freitas no ribeirão Arrudas. A primeira unidade de 60 Hz. lada da usina foi mais do que duplicada com a mente pelas empresas General Electric e S. acoplados a turbinas tipo Em setembro de 1925. A área do distrito de Rio de Pedras.320 kW. em área do do-se responsável pela operação da usina.

a usina recebeu a quinta Em julho unidade geradora com as mesmas especificações técnicas e de fabricação da de 1905.640 kW. de eixo horizontal. eixo horizontal. foram incor- nº 1.833 porados pelo Departamento de Eletricidade Estadual.. Kemnitz. Ainda em 1928. a inauguração da nova barragem de Rio de Pedras e a instalação da sexta os terrenos unidade com capacidade de 4. por utilidade As obras da segunda etapa foram concluídas em junho de 1929 com pública.. também suíça. o anterior. e turbina tipo Francis. todos os bens e instalações dos serviços de eletri- decreto estadual cidade de Belo Horizonte. Seu projeto e execução ficaram ao encargo da empresa italiana E. fornecida pela Escher Wiss. criado pelo presidente desapropriou. incluindo a usina de Rio de Pedras. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. suscitando intensa polêmica entre renomados en- 176 . bricado pela empresa suíça Oerlikon. composta por gerador trifásico e tur- necessários bina tipo Francis. Em 1928. hidrelétrica. A nova barragem foi a primeira do Brasil em concreto armado com arcos múltiplos engastados nos contrafortes. também encomendados à Oerlikon e à à instalação da Escher Wiss.

setembro de 1974. 6. comprimento. o de menor ex.34 Bacia hidrográfica Rio: das Velhas Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 564 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 12. nas de Freitas – desativada em 1971 – e Peti.6 Volume total máximo (hm3): 6. Em junho de 1973. foram mantidas como unidades de reserva. com a incorporação da A barragem de Rio de Pedras foi dotada de CFLMG pela Cemig. As vendidas à Companhia de Mineração Morro Velho. Restaram em operação os grupos 4. A obra inundou a área da antiga bar.576. assumiu a concessão dos serviços de tração. a Companhia de Força Reis chegou a declarar que a barragem não resistiria e Luz de Minas Gerais (CFLMG). públicos de eletricidade de Belo Horizonte e Santa Bár- to além das cargas de segurança usuais.82 Capacidade máxima (m3/s): 283 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 890. mas somente permitiu a re. porém. como parte da estratégia de redu- para alimentação das novas turbinas. A usina está ligada ao sistema da Ce- uma linha de transmissão em 45 kV.7. 5 e 6. recomendando. A usina de Rio de Pedras passou tranqüilizador.42 (MWmédio): 4.04 Tipo: Superfície com descarga controlada Queda nominal (m): 80. potência nominal de 9. porque as tensões pelo grupo Amforp. Localização Cronologia Barragem Município: Itabirito (MG) Início de operação: 1907 Tipo: Arcos múltiplos Comprimento (m): 122 Altura máxima (m): 32 Cota do coroamento: 893.32 (2) Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 1. missão associado passaram a integrar o sistema tendo cinco comportas de descarga. a concessão para o aproveita- to armado.64 (1). Para a tomada elétrico da empresa pública estadual de Minas. ligada à chaminé de equilíbrio por uma mento de Rio de Pedras foi outorgada à Cemig pelo tubulação simples de concreto armado com 320 m de decreto federal nº 74. bara. A ligação com Belo Horizonte foi estabelecida por Rio de Pedras. zir custos operacionais e modernizar instalações.34 Nº de comportas: 5 (CV) Engolimento turbina (m3/s): 3. empresa constituída à primeira cheia do rio das Velhas.7 Volume útil máximo (hm3): 2. três unidades geradoras mais antigas.73 Potência instalada (MW): 9. por ser proibitivo seu consumo d’água. mig em 138 kV. reforços nos a integrar o patrimônio da CFLMG. Em d’água. 2. a exemplo das usi- contrafortes. compressão e cisalhamento estavam mui.14 177 . ragem e aumentou a capacidade de armazenamento As três primeiras unidades geradoras da do reservatório da usina. por contrato assinado com o governo de Minas e ro Maurício Joppert da Silva elaborou um parecer a prefeitura da capital. usina foram desativadas em 1961 e posteriormente gularização parcial do regime do rio das Velhas. a tensão com 136 m de comprimento e o maior com 180 Cemig implantou um sistema de semi-automação em m. Condutos forçados foram instalados Em 1994. a usina e seu sistema de trans- dois vertedouros laterais com 70 m de comprimento. O engenhei. foi construída uma torre cilíndrica de concre.6 NA máximo operativo: 893. O engenheiro Felipe dos Santos Em outubro de 1929.genheiros brasileiros.28 MW. totalizando dimento. de menor ren.28 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 4.

acoplado a turbina tipo Kaplan. fabrica- das pela Escher Wiss. sua capacidade foi ampliada com a instalação de gerador de 160 kW. como informa o jornalista. Eram constituídas por geradores fornecidos pela empresa suíça Oerlikon e turbinas tipo Kaplan.400 kW. Apenas duas unidades de 1. passando Salto Morais a operar com 2. na época deno- minada Vila Platina. no município de Ituiutaba. 60 kW. a usina operou durante 20 anos com uma unidade de em 34. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica Salto Morais de Irapé A usina hidrelétrica Salto Morais está localizada no rio Tijuco. no Triângulo Mineiro. autorizando nova ampliação. Em 1942. Inaugurada em 1922. O aproveitamento da energia hidráulica do Salto Morais foi ideali- zado por volta de 1910 pela Câmara Municipal de Ituiutaba. respectivas aparelhagens de controle. político A usina e historiador Nelson de Senna. Em janeiro de 1913. mediante a instalação progressiva de quatro unida- des geradoras de maior potência. mediante a expedição do ao sistema de decreto nº 3. Em outubro de 1948. proteção e medição. 178 . As duas unidades mais antigas foram desativadas em 1967. transformadores elevadores e obras acessórias.632. de fabricação suíça. composta por gerador de 50 Hz e turbina tipo Francis. a municipalidade chegou a obter licença do está integrada governo estadual para realizar o aproveitamento.5 kV. subtransmissão O projeto seria levado adiante pela Empresa Luz e Força Ituiutabana (El- da Cemig fisa).200 kW de potência unitária foram efetivamen- te instaladas pela Elfisa. entrando em operação em 1956. afluente do rio Paranaíba. o governo federal promulgou o decreto no 25.798. fornecida pela empresa Escher Wiss.

a expedição do decreto nº 66.2 Rio: Tijuco Energia assegurada Bacia: rio Paranaíba (MWmédio): 0.03 Vazão média de longo Tipo de turbina: Kaplan tempo (m3/s): 83.8 O aproveitamento da energia hidráulica do Salto Morais foi idealizado por volta de 1910 pela Câmara Municipal de Ituiutaba. em decorrência da incor- poração da Elfisa pela Cemig.E m outubro de 1969. 179 .994 Queda nominal (m): 12. transmissão da Cemig em 34. a usina passou a inte- te anos pela portaria nº 343 do Ministério de Minas e Energia. grar o parque gerador da empresa pública mineira. a Cemig implantou em cessão para o aproveitamento de Salto Morais com 1994 um sistema de semi-automação em Salto Morais. racionais e modernizar instalações.04 Casa de força Potência instalada (MW): 2. Localização Cronologia Barragem Município: Ituiutaba (MG) Início de operação: 1922 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 285 Altura máxima (m): 8 Cota do coroamento: 511. a Cemig tornou-se titular da con.802.37 Engolimento turbina (m3/s): 13.5 kV.82 Área de drenagem (km2): 5.4 Bacia hidrográfica Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 1. a concessão foi prorrogada pelo prazo de vin. Como parte da estratégia de reduzir custos ope- Em junho de 1970. na época denominada Vila Platina. Em setembro de A usina está integrada ao sistema de sub- 2000.

133. Usina Hidrelétrica Santa Luzia A usina hidrelétrica Santa Luzia está localizada no rio Piedade. no Triângulo Mineiro. afluente do rio Paranaíba. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico de Santa Luzia foi obtida pela companhia em setembro de 1954. mediante a expedição do decreto federal nº 36. Foi construída pela Companhia Força e Luz de Centralina. Entrou em operação provavelmente em 1958. uma de 200 kW e outra de 704 kW de potência. tendo em vista o suprimento de energia elétrica aos municípios de Centralina (MG) e Itumbiara (GO) e à localidade mineira de Araporã. no município de Centralina. empresa de ca- pital privado. com duas unidades geradoras de 50 Hz. 180 .

A concessão para o aproveitamento hidrelétrico de Santa Luzia foi obtida pela companhia em setembro de 1954.725 Queda nominal (m): 12. A usina foi retirada de operação em 1994. Santa Luzia e os demais bens e instalações da concessionária em Centralina e Arapo- base no decreto federal nº 77. mediante a expedição do decreto federal nº 36. Localização Cronologia Barragem Município: Centralina (MG) Início de operação: 2001 (reativação) Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 150 Altura máxima (m): 2 Cota do coroamento: 102 Casa de força Potência instalada (MW): 0.3 Vazão média de longo Tipo de turbina: Francis tempo (m3/s): 18.235.7 Nº de unidades geradoras: 1 Bacia hidrográfica Potência unitária (MW): 0.59 Área de drenagem (km2): 1. voltando a funcionar em 2001 rã foram incorporados ao patrimônio da Cemig com apenas com a unidade geradora de 704 kW.7 Rio: Piedade Energia assegurada Bacia: rio Paranaíba (MWmédio): 0.7 Engolimento turbina (m3/s): 2.2 181 .133. E m fevereiro de 1976.

Em 1946. Em maio de 1948. promulgado em setembro de 1939.652. também norte- americana. e seu sistema A concessão para o aproveitamento hidrelétrico de Santa Marta foi outorgada de transmissão ao governo de Minas pelo decreto federal nº 4. Inaugurada em 1944. da Cemig As obras de Santa Marta foram realizadas sob a responsabilidade da secreta- em 1962. ao patrimônio instalada no rio de mesmo nome pela Empresa Força e Luz de Montes Claros. ria estadual de Viação e Obras Públicas. fabricadas pela empresa James Leffel.. na região norte de Minas Gerais. compos- tos por geradores de 50 Hz fornecidos pela General Electric norte-americana e turbinas tipo Francis com eixo horizontal. Segundo o Plano de Eletrificação de Minas Gerais. também construídas por iniciativa Santa Marta do poder público estadual ao tempo do governo Benedito Valadares. no município de Grão-Mogol. contando com dois grupos geradores de 500 kW. afluente do rio Ita- cambiruçu e contribuinte do rio Jequitinhonha. junta- mente com as usinas de Gafanhoto e Pai Joaquim. publicado em 1950. o sistema de transmissão associado à usina contava com 88 km de linhas 182 . Tais serviços dependiam então da pequena produção da usina do Cedro. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica Santa Marta de Irapé A usina hidrelétrica Santa Marta está situada no ribeirão Ticororó. o governo mineiro obteve a revalidação do decreto de concessão do aproveitamento de Santa Marta e autorização para estender o suprimento de energia da usi- na a outras localidades do norte do estado.. representou um dos marcos pioneiros da intervenção do governo de Minas no campo da produção de energia elétrica. a administração da usina passou à responsabilidade do Departa- mento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais (DAE-MG). associado foram tendo em vista o suprimento de energia para os serviços de iluminação e força de Mon- incorporados tes Claros. A hidrelétrica entrou em funcionamento no primeiro trimestre de 1944.

5 Rio: Ticororó Energia assegurada Bacia: rio Jequitinhonha (MWmédio): 0. a terceira unidade geradora foi retirada de operação.5 Casa de força Potência instalada (MW): 1 Bacia hidrográfica Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 0. Em de- zembro de 1956. Em 1955. Santa Marta e seu sistema de transmissão as- sociado foram incorporados ao patrimônio da Cemig em 1962 com base no decreto nº 474 expedido pelo governo federal em janeiro do mesmo ano. A concessão outorgada à Cemig para a explo- ração de Santa Marta e seu sistema de transmissão as- sociado foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria nº 113 do Ministério de Minas e Energia. a Cemig assumiu sua operação.5 Área de drenagem (km2): 370 Queda nominal (m): 75. direcionadas para Montes Claros e São Francisco... com a interveniência da Cemig. Santa Marta está integrada ao sistema de transmissão da Cemig em 69 kV. pelo prazo de vinte anos a contar de julho de 1995. o governo mineiro e a Comissão do Vale do São Francisco (CVSF).5 Reservatório Vazão média de longo Tipo de turbina: Francis tempo (m3/s): 5.8 Inaugurada em 1944.3 Altura máxima (m): 12 Cota do coroamento: 803. a usina recebeu uma nova unidade de 480 kW. Localização Cronologia Barragem Município: Grão-Mogol (MG) Início de construção: 1939 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1944 Comprimento (m): 283. fornecida pela James Leffel. Em 1958. Ainda em 1997. firmaram um convênio para a realização das obras de des- vio do rio Congonhas para o ribeirão Ticororó. composta por gerador fabricado pela empresa Rigdway e turbina tipo Francis.8 Área (km2): 1. representou um dos marcos pioneiros da intervenção do governo de Minas no campo da produção de energia elétrica.24 Engolimento turbina (m3/s): 0.de transmissão em 44 kV. 183 . tendo em vista a ampliação da potência instalada de Santa Marta.

A instalação dessa unidade foi precedida por obra de elevação da barragem de concreto da usina. incorporada pela Cemig em 1969. fabricada pela Escher Wiss. na região sul de Minas Gerais. Na mesma ocasião.312 MW. São Bernardo foi inaugurada em abril de 1948 com uma unidade geradora de 1. A construção das duas usinas representou o principal e último grande investimento em geração da Sul Mineira.777. apresentando as mesmas características técnicas e de fabricação da primeira. composta por gerador de 4. principal formador do rio Doce. empresa de capital privado nacional. composta por equipamentos de origem suíça: um gerador de 50 Hz fornecido pela Oerli- kon e turbina do tipo Pelton. no rio Machado. Foi construída pela Companhia Sul Mi- São Bernardo neira de Eletricidade (CSME). constituída em e todos os bens 1922 como concessionária de energia elétrica em diversas localidades do sul de e instalações Minas. a empresa recebeu a concessão para o aproveitamen- Cemig em 1969. afluente do rio Piranga. a usina atingiu sua capacidade final com a entrada em operação de uma terceira máquina. da CSME foram A concessão para o aproveitamento de São Bernardo foi outorgada pelo incorporados ao governo federal à CSME em fevereiro de 1945 mediante a promulgação do decreto patrimônio da nº 17. também fornecidos pela Oerlikon e pela Escher Wiss. nos municípios de Itajubá e Piranguçu. Em 1960. A segunda unidade foi acionada em 1951. 184 .200 kW e turbina tipo Pelton. Usina Hidrelétrica São Bernardo A usina hidrelétrica São Bernardo está localizada no ribeirão de mesmo nome. to de Poço Fundo.

8 Volume total máximo (hm3): 0. abrangendo cerca de 60 localidades. 1997 um sistema de semi-automação em São Bernardo. 0.312 MW.5 kV da Cemig.7 Vazão média de longo Tipo de turbina: Pelton Área (km2): 0.2 (1) Rio: São Bernardo Energia assegurada Bacia: rio Grande (MWmédio): 3.4 185 . a Cemig levou a cabo a mudança de freqüên. a Cemig implantou em mesmo ano. S ão Bernardo e todos os bens e instalações da CSME fo..79 Reservatório Área de drenagem (km2): 28.57 tempo (m3/s): 0.3.. missão de 34. São Bernardo foi inaugurada em abril de 1948 com uma unidade geradora de 1.82 Nº de unidades geradoras: 3 Bacia hidrográfica Potência unitária (MW): 1. Localização Cronologia Barragem Municípios: Itajubá e Piranguçu (MG) Início de operação: 1948 Tipo: Contrafortes Comprimento (m): 140 Altura máxima (m): 6 Casa de força Potência instalada (MW): 6. Nesse racionais e modernizar instalações.2 Queda nominal (m): 634. 4.3 (2). Como parte da estratégia de reduzir custos ope- ram incorporados ao patrimônio da Cemig em 1969. cia de 50 Hz para 60 Hz na antiga área de concessão da Sul A usina está ligada ao sistema de subtrans- Mineira.69 Engolimento turbina (m3/s): 0.

Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Sumidouro de Irapé A usina hidrelétrica de Sumidouro está localizada no rio Sacramento. situada no ribeirão de mesmo nome. Coutinho & Penna também promoveu a reforma da antiga usina de Lages. instalando um grupo gerador de 720 kW em substitui- ção a duas unidades de menor potência. afluen- te do rio Doce.. no município de Bom Jesus do Galho. M. fornecidos pelas empresas alemãs Siemens e J. respectivamente. para o Foi construída pela Empresa Força e Luz Coutinho & Penna com o objetivo aproveitamento de ampliar o suprimento de energia elétrica à área de concessão da empresa no hidrelétrico de município de Caratinga. na região do rio Doce de A transferência da concessão Minas Gerais. composta por gerador de 50 Hz e turbina do tipo Fran- federal em abril cis.264. Voith. 186 . A de 1974. oficializada A inauguração da usina ocorreu em 1954 com a entrada em operação de pelo governo sua única unidade geradora.. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi outor- Sumidouro foi gada em agosto de 1952 pelo decreto federal nº 31.

a concessão foi prorrogada pela portaria nº 122 Em 1972.46 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 410. D oze anos mais tarde.906. a Cemig adquiriu as usinas e os do Ministério de Minas e Energia pelo prazo de 20 demais bens e instalações da Coutinho & Penna.005 (MWmédio): 1. Em abril de 1997. com a ex- Na mesma época.084 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 92 Volume útil máximo (hm3): 0. pelo governo federal em abril de 1974.43 Nº de comportas: 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 3.12 Nº de unidades geradoras: 1 Reservatório Potência unitária (MW): 2.03 Volume total máximo (hm3): 0.12 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0.079 Capacidade máxima (m3/s): 102. da para operação em 60 Hz. Localização Cronologia Barragem Município: Bom Jesus do Galho (MG) Início de operação: 1954 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 35 Altura máxima (m): 5 Cota do coroamento: 413. 187 . anos a contar de julho de 1995.94 Potência instalada (MW): 2.3 NA máximo operativo: 412.264.03 A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi outorgada em agosto de 1952 pelo decreto federal nº 31. a usina de Sumidouro foi converti.933 Bacia hidrográfica Rio: Sacramento Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 485. pedição do decreto nº 73. a Cemig iniciou o suprimen- to de energia a Caratinga por intermédio de linha de A transferência da concessão para o aproveita- mento hidrelétrico de Sumidouro foi oficializada 138 kV construída a partir da subestação de Ipatinga.6 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 5.

Em janeiro de 1950. Governador Os primeiros estudos sobre o potencial energético do rio Tronqueiras fo- Valadares foi ram concluídos em 1942 pelo engenheiro Asdrubal Teixeira de Souza. afluente do Suaçuí Pequeno e contribuinte do rio Doce.260.400 kW. o decreto federal nº 25. prevendo a construção de barragem a montante da cachoeira da Fumaça e a instala- ção de três unidades geradoras com potência unitária de 1. a Companhia de Eletricidade do Médio Rio Doce (CEMRD) foi criada para construção de Tronqueiras. O governo estadual tomou medidas efetivas para a consecução do em- preendimento no início da administração Juscelino Kubitschek (1951-1955). da secretaria atendida de estadual de Viação e Obras Públicas. Usina Hidrelétrica Tronqueiras A usina hidrelétrica Tronqueiras está situada no rio Tronqueiras. no município de Coroaci. a cerca de 40 km da cidade de Governador Valadares. uma das cinco obras prioritárias do programa de 188 . Em junho de 1948. tendo durante mais em vista o suprimento de eletricidade a Governador Valadares. de dez anos. com base no decreto federal nº 19. admitindo que outras localidades fossem beneficiadas pela futura usina de Tronqueiras. na região do rio Doce de Minas Gerais. pela usina Em julho de 1945. a Servix Engenharia apresentou anteprojeto da usina à secretaria de Viação e Obras Públicas. indicando boas possibilidades de aproveita- forma isolada mento das cachoeiras do Peixe e da Fumaça. Em ju- nho de 1951. o governo de Minas de Tronqueiras obteve a concessão para a utilização da energia hidráulica do rio Tronqueiras.143 revalidou a concessão.

A construção ria transferida para a companhia em setembro do ano da linha de transmissão em 33 kV até Governa- seguinte pelo decreto federal nº 33. dor Valadares ficou a cargo da empresa italiana A par de melhoramentos imediatos no sis. a CEMRD lão.eletrificação do governo JK juntamente com a barra. 189 . consti. Sociedade de economia mista. para a execução das obras civis. A talações Técnicas (SIT) ganhou a concorrência concessão para o aproveitamento de Tronqueiras se. Piau e cial de duas unidades geradoras e de uma tercei- Salto Grande... to Econômico (BNDE). o consórcio formado pela capitais particulares. de Mi- tema elétrico de Governador Valadares. As promoveu o estudo definitivo do aproveitamento de obras da segunda etapa contaram com o auxílio Tronqueiras. Os primeiros estudos sobre o potencial energético do rio Tronqueiras foram concluídos em 1942 pelo engenheiro Asdrubal Teixeira de Souza. financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimen- lho de detalhamento do projeto revisto. através de sua representação no Brasil. atribuindo à Servix Engenharia o traba. Società Annonima Electrificazzioni (SAE).731. ra unidade na segunda etapa do empreendimen- tuída sob controle do estado com a participação de to. A companhia programou a instalação ini- gem de Cajuru e as hidrelétricas de Itutinga. a CEMRD passou a integrar o Construtora Mantiqueira e pela Sociedade de Ins- quadro de subsidiárias da Cemig a partir de 1952. Em outubro de 1951.

Em junho de 1962.800 kW com a entrada em operação de sua terceira unidade geradora. chaminé de equilíbrio de 20. a potência instalada da usina de Tronqueiras foi amplia- da em 4. compreendendo a barragem do tipo concreto gravidade. unidades Em abril de 1961. M. com- posta por turbina tipo Francis fabricada pela J. a concessão para o aproveitamento de Tronqueiras foi transferida para a Cemig pelo decreto federal nº 57. Em novembro de 1965. previsto.800 kW. fornecidos pela empresa norte-americana Wes- tinghouse. seguinte. tubo adutor de concreto com inicialmente 383 m de comprimento..800 kW. a As principais obras hidráulicas foram concluídas na primeira etapa do hidrelétrica aproveitamento.. com eixo horizontal.5 m de altura por 5 m de diâ- com duas metro. Em 1962 e no ano 1. A inauguração oficial da usina ocorreu em 28 de janeiro de 1955. também norte-americana. compostas por geradores de 60 Hz. Voith alemã e gerador fornecido pela Brown Boveri. tomada contou d’água equipada com grades e comportas de roletes. fabricadas pela S. as empresas regionais de eletricidade criadas para a construção das usinas de Salto Grande e Itutinga seriam incorporadas pela Cemig. a Cemig incorporou a CEMRD com o objetivo de reduzir geradoras de custos operacionais e simplificar procedimentos administrativos. 190 . Tal como pre- visto. a hidrelétrica contou inicialmente com duas unidades geradoras de 1. Morgan Tal como Smith.230. e turbinas tipo Francis. a exemplo da CEMRD. casa de válvulas e tubulação forçada de 380 m de comprimento.

59 Bacia hidrográfica Rio: Tronqueiras Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 510 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 6.01 G overnador Valadares foi atendida de forma isolada pela pela portaria nº 120 do Ministério de Minas e Energia usina de Tronqueiras durante mais dez anos. Localização Cronologia Barragem Município: Coroaci (MG) Início de construção: 1951 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1955 Comprimento (m): 85 Altura máxima (m): 20 Cota do coroamento: 455. a contar de julho de 1995. a concessão outorgada à 34. Tronqueiras era uma das 32 Pequenas Cen- Cemig para exploração da usina de Tronqueiras e trais Hidrelétricas (PCHs) da Cemig em operação ao seu sistema de transmissão associado foi prorrogada final de 2005. A conexão pelo prazo de 20 anos. Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).4 MW foi re- em agosto de 1967 com a entrada em operação da linha gularizada em julho de 2003 pelo despacho nº 411 da entre Ipatinga e Governador Valadares em 69 kV.8 (2).16 Potência instalada (MW): 8.3.8 (1) Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0.59 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 2. 4.6 Volume total máximo (hm3): 2.5 NA máximo operativo: 454. A com o sistema elétrico interligado da Cemig foi efetivada alteração da potência instalada para 8. 4. 191 . mente convertida para 230 kV.74 (MWmédio): 4.4 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 1. Conectada a sistema de subtransmissão em Em abril de 1997.5 kV.798 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 116 Volume útil máximo (hm3): 1. posterior.25 Capacidade máxima (m3/s): 267 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 451.

na região sul de Minas Gerais. Xicão. tendo em vista o reforço do fornecimento de energia elétrica a 192 . Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica Xicão de Irapé A usina hidrelétrica Xicão. M. A primeira empresa a aproveitar o potencial hidrelétrico do ribeirão Santa Todos os bens Cruz foi a mineradora anglo-francesa The Conquista Xicão Gold Mines Co. Xicão foi adquirida pela Companhia Sul Mineira de Ele- tricidade (CSME). em área dos municípios de Campanha e São Gonçalo do Sapucaí. Voith alemã. em referência à mina aurífera de mesmo nome existente na região. com- incorporados postos por geradores de 60 Hz fabricados pela General Electric norte-americana definitivamente e turbinas fornecidas pela J. ganhando mais tarde a denominação incluindo de usina Xicão. Sua usina en- companhia. está situ- ada no ribeirão Santa Cruz. a CSME recebeu autorização do governo federal para construir nova barragem no local do aproveitamento existente e modificar as instala- ções da antiga usina. também conhecida como usina Vidal Dias. foram A hidrelétrica entrou em operação com dois grupos de máquinas de 560 kW. Em fevereiro de 1939. o ao patrimônio historiador mineiro Nelson de Senna informa que a usina fornecia energia para a da Cemig mineradora estrangeira e também para os serviços de força e luz em Campanha e em 1969. a empresa investiu na autoprodução de energia dessa elétrica. Posteriormente. Autori- e instalações zada a funcionar no país em 1907. empresa de capital privado nacional constituída em 1922 como concessionária de energia elétrica em diversas localidades no sul do estado. Em trabalho publicado em 1914. afluente do rio Palmela e contribuinte do rio Grande. a exemplo de outras mineradoras estabelecidas em Minas. trou em operação provavelmente em 1912. São Gonçalo do Sapucaí.

missão de 13. Três Pontas. fabricadas pela J. Três Corações.2 (MWmédio): 0.53 Bacia hidrográfica Rio: Santa Cruz Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 46 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 0. São Gonçalo do Sa. Campanha. a exemplo de outras mineradoras estabelecidas em Minas. a empresa investiu na autoprodução de energia elétrica. a Cemig adquiriu o controle acio- pucaí. Em 1967.9 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 1.4 Nº de comportas: 1 (VF) Engolimento turbina (m3/s): 1. Varginha e outros nário da CSME.07 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 115. são da CSME. compostas por geradores de 50 qüência de 50 Hz para 60 Hz na antiga área de conces- Hz. Todos os bens e instalações dessa municípios vizinhos. mesmo ano. abrangendo cerca de 60 localidades no nas tipo Francis.9 Potência instalada (MW): 1. e turbi.8 kV da Cemig. A nova sul de Minas. foram incorporados de- A nova usina de Xicão entrou em operação finitivamente ao patrimônio da Cemig em 1969.05 Capacidade máxima (m3/s): 7 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 979. Nesse em 1942 com duas unidades de 904 kW que substi. barragem foi construída em concreto e enrocamento Xicão está integrada ao sistema de subtrans- com arcos múltiplos.1 NA máximo operativo: 993. companhia.Cambuquira. 193 . M.4 Volume útil máximo (hm3): 7. Lambari.81 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 0. incluindo Xicão. Voith. a Cemig levou a cabo a mudança de fre- tuíram as originais. fornecidos pela empresa suíça Oerlikon.61 Volume total máximo (hm3): 7. Localização Cronologia Barragem Municípios: Campanha e São Gonçalo Início de construção: 1939 Tipo: Arcos múltiplos do Sapucaí (MG) Início de operação: 1942 Comprimento (m): 114 Altura máxima (m): 20 Cota do coroamento: 996.4 Autorizada a funcionar no país em 1907.

194 .

Centrais Térmicas 195 .

A instalação da termelétrica visou ao aumento da oferta de energia à ci- dade de Formoso. destacando-se como a primeira usina da Cemig a utilizar a tecnologia de gaseificação de carvão vegetal para geração de eletricidade. Entrou em opera- ção em agosto de 1992. 196 . Usina Termelétrica Usina Hidrelétrica de Formoso de Irapé A usina termelétrica de Formoso está situada no município de Formoso. perto da divisa com o estado de Goiás. na região noroeste de Minas Gerais. em complementação ao suprimento efetuado pela Companhia Energética de Goiás (Celg). O empreendimento também foi idealizado como proje- to piloto para eventual utilização da tecnologia de gaseificação de carvão vegetal em outras localidades não atendidas pelo sistema elétrico interligado da Cemig.

passou a depender exclusivamente de óleo die- ght Serviços de Eletricidade em suas oficinas no Rio sel. E m dezembro de 1990.44 Combustível: Óleo diesel Nº de unidades geradoras: 2 Início de operação: 1992 197 . Entrou em operação em agosto de 1992. a Cemig formou convênio com a Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) para cação de carvão vegetal durante cinco anos em condições satisfatórias. destacando-se como a primeira usina da Cemig a utilizar a tecnologia de gaseificação de carvão vegetal para geração de eletricidade. ration e MWM. o funcionamento da usina de equipamentos que vinham sendo testados pela Li. compostas por grupos motores geradores diesel A termelétrica entrou em operação com fabricados pelas empresas Cummins Power Gene- duas unidades geradoras. As duas unidades geradoras de Formoso são de Janeiro. utilizando a gaseifi. Localização Empreendimento Município: Formoso (MG) Tipo: GMG Diesel Potência instalada (MW): 0. Com a desativação do a instalação e operação da usina mediante a cessão gaseificador em 1997.

autorizou a construção de Igarapé. a compra dos equipamentos 198 . Conforme protocolo de intenções assinado entre os governos do Brasil e da Tcheco-Eslováquia. Usina Termelétrica de Igarapé A usina termelétrica de Igarapé está situada no município de Juatuba. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Mateus Leme até a emancipação de Juatuba em 1992. Em dezembro de 1972. É a única usina à base de óleo combustível da Cemig e a principal fonte de geração térmica da empresa. A escolha do local da usina contou com assessoramento da térmica da Seltec Engenharia e da empresa norte-americana Sanderson & Porter. a Cemig estabeleceu contatos com empresas projetistas e fabricantes de geração de equipamentos. em Betim. o ministro de Minas e Energia. pertencente à Petróleo Brasileiro (Petrobras). atendendo a uma preocupação bá- de óleo sica: a integração de uma usina térmica de médio porte ao parque gerador da combustível da empresa mineira que assegurasse maior confiabilidade ao seu sistema energéti- Cemig e a co nos períodos hidrológicos desfavoráveis. recaindo empresa. na região central de Minas Gerais. a cerca de 40 km de Belo Horizonte. Antonio Dias Lei- te. É a única Os estudos sobre Igarapé foram iniciados em 1970 pela Cemig e pela usina à base Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). sobre o município de Mateus Leme. em razão de sua proximidade com o pólo industrial da grande Belo Horizonte e com a Refinaria Gabriel Passos. Concluído o estudo de viabilidade principal fonte em 1971.

forma do gerador.principais de geração foi contratada em 1973 com a geração hidráulica da Cemig. Em 1979 a Cemig decidiu reduzir gradualmente a geração de Igarapé. ciclo combinado. ser reativada em tempo recorde. pelo prazo de produzindo energia elétrica na freqüência nominal 20 anos a contar de agosto de 2004. entrando em operação As obras civis de Igarapé foram iniciadas em comercial em julho do mesmo ano. visando à instalação de duas turbinas a gás natural em ções de pré-aquecimento de óleo e um sistema au. nº 47 do Ministério de Minas e Energia. Em setembro de 1983. foi composto por um tanque de uso diário. em relação a geração térmica. e ainda da necessidade de reduzir o consumo de derivados de petróleo. como medida de contenção de custo.5 m de altura e 70 m de comprimento. permitiu Concluída a montagem em julho de 1978. energia elétrica da usina foi prorrogada pela portaria ra. a SkodaExport e o Libra Bank. foi construída uma bar. A re- portação de equipamentos. ultraviscoso em substituição ao óleo combustível. as condições hidrológicas tigo país socialista no valor correspondente à usina extremamente desfavoráveis na região Sudeste impuse- (65 milhões de dólares). Igarapé foi desativada. ragem de terra com vertedouro no rio Paraopeba. tranqüilidade as necessidades do mercado. a concessão de geração de unidade geradora de 125 MW. que elevariam a capacidade instala- xiliar de óleo diesel para partida da caldeira. concluída no ano seguinte. como também das altas taxas pluviométricas em Minas Gerais. a Cemig implantou em eletromecânica em junho de 1975 pela empresa Sade 1992 a estação ambiental de Igarapé. Essa decisão foi tomada em conse- qüência não apenas do desaquecimento da economia bra- sileira e de seu impacto no consumo de energia elétrica. ro da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) para o an. O sistema de alimentação do combustível Cemig retomou estudos para a ampliação de Igarapé. a de 60 Hz. Para a cobertura financeira ram a necessidade de reativação de Igarapé. No início de 1986. instala. Em 1996. já que a Localização Empreendimento Município: Juatuba (MG) Tipo: Central de ciclo térmico simples Potência instalada (MW): 131 Combustível: Óleo Nº de unidades geradoras: 1 Início de operação: 1978 199 . composta de caldei. setor elétrico nacional. Ainda em 2005. levou a cabo a reforma da usina para queima de óleo mações em decorrência das dificuldades com a im. com 8. a Cemig contratou empréstimos mobilização do corpo técnico da Cemig. usina entrou em operação experimental com uma Em janeiro de 2005. sofrendo reprogra. turbina a vapor e gerador de fabricação Skoda. a Cemig – Sul Americana de Eletrificação. a elevar a capacidade instalada de Igarapé para 131 MW. Para da da usina para cerca de 400 MW. Em áreas remanes- 1973 pela Construtora Mendes Júnior e a montagem centes da construção da usina. a usina pôde com a Eletrobrás. Graças à do empreendimento. A conclusão desses o resfriamento e o fornecimento de água para a estudos dependerá da sinalização do novo cenário do alimentação das caldeiras. naquela época. em troca da venda de minério de fer. cobria com empresa Skoda.

200 .

Central Eólica 201 .

dezenas de postos solarimétricos e as estações de radiocomunicação de Morro do Camelinho.350 m de altitude. alimentadas por energia eólica e/ou solar. 240 km ao norte de Belo Horizonte. Localizado na Serra do Espinhaço. Constitui a pri- meira experiência brasileira de geração de eletricidade para o sistema interligado a partir da energia eólica. Porto do Indaiá e Pom- péu. atendendo a novas diretrizes de política energética do estado e do país que estimularam a pesquisa e o desenvolvimento de fontes al- ternativas de energia. A construção da usina foi decidida em 1992 e o pro- 202 . com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame). Em 1982. a empresa instalou uma rede anemométrica para coleta e processamento de dados sobre o regime de ventos em território mineiro. em terreno de topografia complexa. a 1. a Cemig iniciou o levantamento do potencial de energia solar e eólica de Minas Gerais. na região central de Minas Gerais. Entre 1982 e 1986. Morro do Camelinho foi considerado um dos sítios eólicos mais promissores em Minas. Usina Eólica do Morro Usina Hidrelétrica do Camelinho de Irapé A usina eólica do Morro do Camelinho está situada no município de Gouveia.

sendo 51% custeados a fundo perdido pelo Progra- ma Eldorado do Ministério de Ciência e Tecnologia do governo alemão. fabricados pela empresa alemã Tacke Windtechnik. Em 1995. para a Nº de aerogeradores: 4 Início de operação: 1994 realização de novos investimentos em energia eólica. Os geradores elétricos são trifásicos do tipo assíncrono. a Cemig contratou o Localização DEWI (Instituto Alemão de Energia Eólica) para rea- Município: Gouveia (MG) lizar uma avaliação da qualidade da energia e de me- lhorias operacionais nos aerogeradores da usina. Empreendimento Atualmente. que dista 500 m de sua subestação elevadora. a Cemig está avaliando uma série Tipo: Eólica Potência instalada (MW): 1 de fatores. colocando em operação seus quatro aerogerado- res de 250 kW de potência unitária. A usina foi conectada à linha de transmis- são Gouveia-Paraúna. Cada aerogerador possui rotor de eixo hori- zontal. a 1. a Cemig inaugurou a usi- na. em terreno de topografia complexa. Localizado na Serra do Espinhaço. 203 . Morro do Camelinho passou a ser operada e monitorada por controle remoto. de 34.54 milhão de dólares. como a definição do preço da energia. Todo o conjunto está montado sobre torre tubular cônica de aço de 30 m de altura. O custo total do empreendimento montou a 1. três pás com 26 m de diâmetro e sistema de controle de potência por stall. através de sistema computadorizado de telesupervisão e telecontrole.350 m de altitude.5 kV. A contrapartida da Cemig foi par- cialmente financiada pela Finep. No ano seguinte. Morro do Camelinho foi considerado um dos sítios eólicos mais promissores em Minas.jeto executivo concluído no ano seguinte com a par- ticipação de técnicos do Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE). ligado à Universidade Federal de Per- nambuco (UFPE). Em agosto de 1994.

204 .

Usinas em Consórcio 205 .

cessão para E m julho de 1975. em área do município de Aimorés. Entretanto. os dois projetos não chegaram a ser obteve a con. Em 1979. como parte de um trabalho mais amplo e pioneiro de levantamento dos recursos energé- ticos da região Sudeste. 206 . cerca de 20 km a montan- Em julho de te da usina de Mascarenhas.007. em início de construção. 1975. a Cemig obteve a concessão para a realização do empreendi- a realização mento com a expedição do decreto federal nº 76. Usina Hidrelétrica de Aimorés A usina hidrelétrica de Aimorés está situada no baixo rio Doce. e do município capixaba de Baixo Guandu. incluídos no programa de obras recomendado pela Canambra ao governo federal. O primeiro estudo sobre o aproveitamento de Aimorés foi realizado entre 1964 e 1965 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. Apenas dois locais identificados no inventário da bacia do rio Doce foram objeto de estudo de viabilidade: Aimorés. e Óculos. no médio rio Doce. O empreendimento abrange ainda os municípios mineiros de Itueta e Resplendor. a Cemig perto da região do Vale do Aço.007. na região do rio Doce de Minas Gerais. a usina foi incluída entre as do empreendi- mento com a expedição do decreto federal nº 76.

207 . o primeiro de uma série são de queda para o aproveitamento do potencial de planos nacionais de energia elétrica elaborados pela hidrelétrico da bacia. a Cemig concluiu estudo de revisão acurada a questão ambiental e os aspectos relacio- da divisão de quedas do rio Doce no trecho entre Ipatinga nados ao uso múltiplo de reservatórios. estudo identificou esquemas alternativos de divi- sitos de Energia Elétrica até 1995. realização do empreendimento pela Cemig em par- rante longo período em virtude da escassez de re.074. O primeiro estudo sobre o aproveitamento de Aimorés foi realizado entre 1964 e 1965 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. reexaminado os valores de energia firme ante. Esse novo com obras não iniciadas. contemplando de forma mais Eletrobrás. Em 1980. das concessões de aproveitamentos hidrelétricos ciadora de Estudos e Projetos (Finep). do setor de energia elétrica abriram caminho para a A construção da usina foi postergada du. ceria com a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). a lei estabeleceu normas para a prorrogação ramericano de Desenvolvimento (BID) e da Finan. Nos anos 1990. um do consórcio empreendedor de Aimorés foram inicia- novo estudo de inventário da bacia do rio Doce foi dos após a promulgação da lei nº 9. as reformas institucionais riormente determinados pela Canambra. em julho de iniciado sob a coordenação da Centrais Elétricas 1995. setorial. como Aimorés. Em 1986. Marco fundamental do novo quadro regulador Brasileiras (Eletrobrás) com o apoio do Banco Inte. e Aimorés. obras programadas no Plano de Atendimento aos Requi. cursos para investimento e da prioridade conferida Os entendimentos com a CVRD para a constituição pela Cemig a outras obras de geração.

definindo suas respectivas cotas de participação no consórcio em- hidrelétricos preendedor: 49% para a Cemig e 51% para a CVRD. a Cemig e mas. Engenharia. Lorenzetti Indústrias Brasileiras Eletrometalúrgicas e DZ Engenharia. 2003 a entrada em operação comercial da primeira unidade geradora da usina. maio de 1999 pela resolução nº 126 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). de trecho de 23 km da Es- trada de Ferro Vitória-Minas. A Cons- trutora Queiroz Galvão assumiu a execução das obras civis e a Voith Siemens Hidro Power a responsabilidade pelo fornecimento dos equipamentos principais. Capim A construção foi iniciada em junho de 2001 sob a responsabilidade de consór- Branco I e II. logo em seguida. a CVRD e a AES Força Empreendimentos formalizaram a constituição de consórcio para construção e exploração da usina Além de de Aimorés. parceiras nos Em dezembro de 1999. O empreendimento exigiu a relocação da cidade de Itueta com cerca de 1. bem público para geração de energia elétrica. as negociações passaram a incluir a empresa norte-americana AES. Em 1997. O projeto básico e o executivo foram elaborados pela Spec Planejamento. Consulto- ria. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi prorrogada em Aimorés. A montagem dos equipamentos e o apoio aos testes de comissionamento ficaram a cargo da UTC Engenharia – Ultratec. bem como a construção de novas estradas vicinais e de um novo sistema de captação de água de Aimorés. alegando que o consórcio empreendedor 208 . Equipamen- tos e Sistemas também contribuíram para o fornecimento de diversos equipamentos. Bardella Indústrias Mecâni- cas. de parte da cidade de Resplendor. O contrato previu para novembro de Porto Estrela.200 habitantes. a Cemig. As empresas Alstom. Em junho de 2004. Em dezembro de 2000. a concessionária mineira e a mineradora firmaram empreendimentos novo acordo. a AES retirou-se do projeto devido à disputa judicial entre o a CVRD são governo de Minas e os chamados “sócios estratégicos” da Cemig. integrante do grupo de investidores que adquiriu um terço das ações ordiná- rias da Cemig. a Co- missão de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos De- putados solicitou o embargo das obras. presas consorciadas celebraram com a Aneel o contrato de concessão de uso de Igarapava. cio contratado na modalidade EPC (Engineering Procurement Construction). as em- de Funil. Em maio de 1998.

2 Potência instalada (MW): 330 Volume útil máximo (hm3): 12. após o cumprimento das dez comportas tipo segmento. autorizando o enchimento do reservatório e canal de fuga. O sistema de transmissão do rio Doce no trecho entre a barragem principal e o associado a Aimorés compreende uma linha de 230 kV canal de fuga da usina. Capacidade máxima (m3/s): 17. 25 (Aux) Cota do coroamento: 93 Bacia hidrográfica Rio: Doce Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 62.015 m de com- biental. a Cemig e a CVRD são par- vadora à linha de mesma tensão entre Conselheiro Pena ceiras nos empreendimentos hidrelétricos de Funil. casa de força operação. barragem auxiliar com 1. A Cemig tando 6 km do leito do córrego Vala Seca. Nº de comportas: 10 (CS) Tipo de turbina: Kaplan Baixo Guandu (ES) 209 . canal de adução com 12 compensações previstas no Plano de Controle Am. Igarapava. O arranjo geral do aproveitamento compreen- radores das cidades mineiras de Aimorés. Localização Cronologia Barragem Municípios: Aimorés. aprovei- trou em operação comercial em julho de 2005. 1. Resplen.6 Nº de unidades geradoras: 3 NA máximo operativo: 90 Tipo: Superfície controlada Potência unitária (MW): 110 Municípios atingidos: Aimorés. Além de Aimorés.14 Vertedouro Energia assegurada (MWh médio): 172 NA mínimo operativo: 89. km de extensão. A operação de e a CVRD investiram cerca de 296 milhões de dólares Aimorés leva em conta a necessidade de liberação de na construção da usina que completou sua capacida. hidrelétrica está situado em território mineiro. Início de construção: 2001 Tipo: Homogênea/terra dor (MG) e Baixo Guandu (ES) Início de operação: 2005 Comprimento (m): 565 (P). com 5 km de extensão que interliga sua subestação ele. Itueta. 18 m de altura máxima.167 Vazão média de longo Reservatório tempo (m3/s): 780.9 Volume total máximo (hm3): 185.490 Queda nominal (m): 28 Itueta e Resplendor (MG). volume d’água com vazão constante para o leito natural de instalada no final de 2005. Itueta e de a barragem principal com 565 m de comprimento e Resplendor e da cidade capixaba de Baixo Guandu.não cumprira todos os acordos firmados com os mo. (MG) e a hidrelétrica de Mascarenhas (ES/MG). o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e primento e 25 m de altura máxima.58 Casa de força Área (km2): 32. Porto Estrela. O canal de adução que desvia parte das de Aimorés até a cota de 84 m. tomada d’água tipo Recursos Renováveis (Ibama) concedeu a licença de gravidade com três comportas tipo vagão. águas do rio Doce para movimentação das turbinas da A primeira unidade geradora de Aimorés en. vertedouro de superfície com Em abril de 2005. Capim Branco I e II.015 (Aux) Altura máxima (m): 18 (P).

A entrada em operação das duas usinas está prevista para 2006. o estudo considerou a possibilidade de um aproveitamento único. Usina Hidrelétrica de Capim Branco I Usinas Hidrelétricas de Capim Branco I e Capim Branco II A s usinas hidrelétricas de Capim Branco I e Capim Branco II. já conta com mais de 900 MW de capacidade instalada nas hidrelétricas de Nova Ponte e Miranda. no Triângulo Mineiro. como parte de um trabalho mais amplo e pioneiro de levantamento dos recursos energéticos da região Sudeste. estão sendo construídas no rio Araguari. Com relação a Capim Branco. na divisa dos municípios de Araguari e Uberlândia. afluente do Paranaíba. Localizadas a uma distância de 70 km uma da outra. são as últimas usinas da cascata de aproveitamentos do rio Araguari que. O primeiro estudo sistemático sobre as possibilidades energéticas do rio Araguari foi realizado em meados da década de 1960 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. a montante. a 109 km da confluência do rio Araguari com o Paranaíba. integrantes do Com- plexo Energético Capim Branco. Usina Hidrelétrica de Capim Branco I 210 .

os estudos foram Usina Hidrelétrica de Capim Branco I encaminhados à Fundação Estadual do Meio Ambien- 211 . a Cemig obteve a concessão para a construção da usina de Capim Branco com a ex- te (Feam) de Minas Gerais. inda em 1996. ten- do em vista a licitação pública para a concessão dos empreendimentos. 30 de novembro de 2000. período. Em novembro de 1999. a Agência tificadas importantes dificuldades geológicas. ço mínimo de R$ 1. Uberlândia e Indianápolis. O leilão da concessão para implantação e ex- co por dois menores. sem perdas signifi. realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em mento integral da queda existente. entre 1988 e 1990. Em setembro de 2001 pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). na esteira das reformas ins. formado com a participação da Cemig e de quatro titucionais em curso no setor elétrico. citadas pela Feam. atingido Araguari no trecho a jusante de Miranda. o Consórcio Capim Branco Energia (CCBE). a empresa submeteu à avaliação do audiência pública com a participação de representantes Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica de diversos órgãos públicos e de organizações comuni- (DNAEE) um novo estudo de partição de queda do rio tárias de Araguari. foi realizada em Araguari a Em 1994. topográ. durante os estudos para a elabo. veitamentos. o governo fe. a Cemig apresentou informações complementares soli- pedição do decreto federal nº 66. essa alternativa possibilitaria o aproveita. Em setembro de 2000. a par da aprovação dos ração do projeto básico. grupos. o DNAEE autorizou a Cemig a elaborar os estudos de viabilidade de Capim Branco I e II.. arrematou a concessão pelo pre- deral decretou a extinção da antiga concessão de Ca. E m fevereiro de 1970.615 milhão. A idéia do apro. No entanto. a substituição do aproveitamento único de Capim Bran. Localizadas a uma distância de 70 km uma da outra. Dois anos depois. obrigatória de acordo com o novo quadro regulador setorial. empresas privadas. foram iden. Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou edital de ficas e ambientais que levaram a Cemig a suspender os licitação da concessão para exploração dos dois apro- trabalhos para uma reavaliação. pim Branco e de outros aproveitamentos com obras O CCBE foi formalmente constituído em maio não iniciadas por diversas empresas. estudos de viabilidade de Capim Branco I e II. de 1996. são as últimas usinas da cascata de aproveitamentos do rio Araguari. contemplando em menor escala pelo empreendimento..273. Em abril de 1995. a concessionária contratou a Leme Engenharia para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambien- tal (EIA/Rima). Sem disputar com outros cativas de geração para o sistema interligado. Além de minimizar os impactos ploração do Complexo Energético Capim Branco foi ambientais. Em novembro. prevendo novos programas a se- veitamento único permaneceu em pauta durante longo rem contemplados no Plano de Controle Ambiental.

com 20%. Ainda nesse mês..4% do capital social do CCBE. a Aneel celebrou contrato de concessão de geração com as empresas do CCBE. A participação da Cemig no consórcio entre a estrutura foi assegurada pelos estudos nas fases de inventário. co e pelos serviços de supervisão do empreendimento. viabilidade e projeto bási- da barragem. do Grupo Suzano. com 46% de participação acionária. e pela Camargo Corrêa Capim Cimentos. com por 48. do Grupo Votorantim. pela Cemig Capim Branco Energia. as concessões para exploração dos aproveitamentos rio Araguari e a de Capim Branco I e II foram outorgadas por decreto presidencial. pela Companhia Mineira de Metais (CMM).. com 12%.1%. pela Comercial e Agrícola Paineiras. a CVRD passou a responder do usual.9% e a CMM por 12.6%. organizada especificamente para o empreendimento. distanciamento a Paineiras por 17. A Cemig Capim Branco Energia e a Paineiras assinaram o contrato como produtoras independentes de energia e as demais como empresas de autoprodução. subsidiária integral da Cemig. Usina Hidrelétrica de Capim Branco I 212 . casa de força. Dessa forma. com 17%. no km 150 do Em agosto de 2001. com 5%. Branco I O consórcio empreendedor sofreria uma reorganização em junho de apresenta um 2002 com a saída da Camargo Corrêa Cimentos e a transferência de sua parti- arranjo diferente cipação para as demais companhias. a Cemig Capim Branco Energia por 21.

Usina Hidrelétrica de Capim Branco II

E
m março e agosto de 2002, o Conselho Estadual
de Política Ambiental (Copam) concedeu respec-
reuniu um grupo de nove empresas. A parte civil
ficou a cargo da própria Odebrecht e das cons-
tivamente a licença prévia e a licença de instala- trutoras Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão; o
ção para as duas usinas. Entretanto, em novembro fornecimento e a montagem de equipamentos
do mesmo ano, o Ministério Público Federal aca- eletromecânicos ficaram sob responsabilidade
tou ação civil contra a implantação do Complexo das empresas Voith Siemens Hydro Power Gene-
Capim Branco, alegando inviabilidade ambiental ration, VA Tech Hydro Brasil (vinculada ao grupo
do empreendimento. Cinco meses mais tarde, o austríaco Voest Alpine) e Energ Power do Brasil.
Tribunal Regional de Justiça cassou a liminar que A Leme Engenharia, a Engevix Engenharia e a In-
impedia o início das obras, contratadas com o tertechne Consultores Associados responderam
Consórcio Construtor Capim Branco (CCCB) na pela elaboração dos projetos de engenharia e do
modalidade de Engineering Procurement Cons- Plano de Controle Ambiental.
truction (EPC). Capim Branco I apresenta um arranjo dife-
As obras de Capim Branco I e Capim Bran- rente do usual, com distanciamento entre a estru-
co II foram iniciadas em setembro de 2003 e em tura da barragem, no km 150 do rio Araguari, e a
janeiro de 2004, respectivamente. Sob lideran- casa de força, cerca de 9 km a jusante. Conta com
ça da Construtora Norberto Odebrecht, o CCCB vertedouro convencional, de três comportas, tipo

213

salto de esqui e seguido por bacia de dissipação. Após o túnel de adução, se-
gue-se a câmara de carga e estrutura de tomada d’água, composta por três con-
Capim dutos forçados escavados em rocha. Em julho de 2004, o curso do rio Araguari
Branco II foi transferido para um túnel escavado em rocha, tendo início então a constru-
apresenta um ção da barragem.
arranjo mais Capim Branco II apresenta um arranjo mais próximo do layout convencio-
próximo do nal. O eixo da barragem está localizado no 75 km da foz do rio Araguari. A casa de
layout força fica próxima ao vertedouro, com acesso por condutos forçados externos em
convencional. tubos de aço. O destaque fica por conta do uso intensivo de concreto compactado
a rolo (CCR) na construção de sua barragem, iniciada em fevereiro de 2005. O in-
vestimento total para a implantação do complexo energético é de R$ 911 milhões,
sendo R$ 199 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econô-
mico e Social (BNDES).

Usina Hidrelétrica de Capim Branco I

214

E
ntre as medidas compensatórias de ordem ambien-
tal, figuram a implantação de tratamento terciário na
tas por turbinas tipo Francis e geradores de 80 MW.
Em Capim Branco II são instaladas turbinas tipo Ka-
Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Ipane- plan, acopladas a geradores de 70 MW de potência
ma, em Uberlândia, e a solução para o problema de unitária.
voçorocas – desmoronamentos provocados por ero- O consórcio empreendedor CCBE também
sões subterrâneas ocasionadas por ação pluvial – em é responsável pela construção do sistema de trans-
Araguari. Foram previstas relocações de 88 famílias missão associado ao complexo de Capim Branco
residentes na área do empreendimento. que compreenderá duas linhas de 138 kV com 43
Cada usina conta com três unidades gera- km de extensão no trecho entre Capim Branco I e
doras. As unidades de Capim Branco I são compos- Emborcação.

Capim Branco I
Localização Cronologia Barragem
Municípios: Araguari e Uberlândia (MG) Início de construção: 2003 Tipo: Terra/enrocamento
Início de operação: 2006 Comprimento (m): 660
Altura máxima (m): 55
Cota do coroamento: 625,5
Bacia hidrográfica
Rio: Araguari
Bacia: rio Paranaíba
Área de drenagem (km2): 18.342
Vazão média de longo
tempo (m3/s): 337,1 Casa de força
Potência instalada (MW): 240
Energia assegurada (MWmédio): 155 Reservatório
Vertedouro Queda nominal (m): 54,1
Engolimento turbina (m3/s): 169,5 Área (km2): 18,66
Tipo: Superfície controlada Nº de unidades geradoras: 3 Volume total máximo (hm3): 241,7
Capacidade máxima (m3/s): 9.354 Potência unitária (MW): 80 NA mínimo operativo: 623,3
Nº de comportas: 3 (CS) Tipo de turbina: Francis NA máximo operativo: 624

Capim Branco II
Localização Cronologia Barragem
Municípios: Araguari e Uberlândia (MG) Início de construção: 2004 Tipo: Terra/enrocamento
Início de operação: 2006 Comprimento (m): 980
Altura máxima (m): 57
Cota do coroamento: 566,5
Bacia hidrográfica
Rio: Araguari
Bacia: rio Paranaíba
Área de drenagem (km2): 19.152
Vazão média de longo
tempo (m3/s): 349,61 Casa de força
Potência instalada (MW): 210
Energia assegurada (MWmédio): 131 Reservatório
Vertedouro Queda nominal (m): 43,4
Engolimento turbina (m3/s): 170 Área (km2): 45,11
Tipo: Superfície controlada Nº de unidades geradoras: 3 Volume total máximo (hm3): 872,8
Capacidade máxima (m3/s): 8.990 Potência unitária (MW): 70 NA mínimo operativo: 564,3
Nº de comportas: 3 (CS) Tipo de turbina: Kaplan NA máximo operativo: 565

215

Usina Hidrelétrica
de Funil
A
usina hidrelétrica de Funil, denominada oficialmente Usina Engenheiro José
Mendes Jr., está situada no curso superior do rio Grande, em área dos municípios
de Lavras e Perdões, na região sul de Minas Gerais. Sua denominação oficial presta
Em 10 de
homenagem ao fundador da Construtora Mendes Júnior, empresa de construção
dezembro de
civil pesada com marcante presença no setor energético nacional. Terceira usina
2002, a usina
da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande, Funil está a montante
foi oficialmente
da usina de Furnas e a jusante da usina de Itutinga.
inaugurada em
As primeiras investigações sobre Funil foram realizadas pela Cemig entre
solenidade que
1954 e 1956 no âmbito de um estudo mais amplo sobre o potencial hidrelétrico do
contou com
rio Grande. O estudo tinha em vista o aproveitamento integral do rio Grande, desde
a presença do
o canal de fuga da usina de Itutinga, inaugurada em 1955, até sua foz no rio Para-
engenheiro
naíba, revelando diversos locais promissores para a construção de hidrelétricas,
Djalma Bastos
como as corredeiras de Funil e Furnas. Em julho de 1956, a empresa de engenharia
de Morais,
norte-americana International Engineering Company (Ieco) apresentou à conces-
presidente
sionária mineira um relatório preliminar sobre Funil.
da Cemig.
Em outubro de 1964, o governo federal outorgou à Cemig a concessão para
o aproveitamento de Funil com a expedição do decreto nº 54.705. O primeiro es-
tudo de viabilidade técnica e econômica da usina foi elaborado logo a seguir por
consultores do consórcio Canambra com a participação de engenheiros da Cemig.

216

O local selecionado pela Ieco para construção da bar- taxa de crescimento do mercado de energia elétrica e
ragem foi reexaminado pelos consultores da Canam- das graves restrições de investimento que coibiram a
bra, optando-se por um eixo mais a jusante. expansão da Cemig e outras concessionárias.
Novos estudos foram realizados pela Cemig A idéia da construção da usina foi retomada
no início da década de 1970, não obstante a priori- em 1990. Em agosto desse ano, o Departamento Na-
dade conferida pela empresa à realização de outros cional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) promul-
empreendimentos hidrelétricos. Em 1979, a usina gou a portaria nº 292, que autorizou a elaboração

foi incluída entre as obras programadas no Plano de do projeto básico relativo ao aproveitamento de
Atendimento aos Requisitos de Energia Elétrica até Funil por um consórcio de duas empresas privadas:
1995, o primeiro de uma série de planos nacionais de a Companhia Ferro Ligas de Minas Gerais (Minas
energia elétrica elaborados pela Centrais Elétricas Ligas) e a Mineração Rio Novo. Segundo o DNAEE, o
Brasileiras (Eletrobrás). Entretanto, os estudos sobre interesse nacional em proporcionar oportunidades
Funil e outros projetos foram praticamente interrom- que viabilizassem investimentos privados na gera-
pidos na década de 1980, em virtude da redução da ção de energia elétrica justificava a autorização. O

Em outubro de 1964, o governo federal
outorgou à Cemig a concessão para o
aproveitamento de Funil com a expedição
do decreto nº 54.705.
217

projeto básico de Funil foi concluído no final de 1992 pelas empresas de consul-
toria Intertechne e Leme Engenharia. Em dezembro de 1994, após análise dos
Estudos de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima),
o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais concedeu
As obras
a licença prévia do empreendimento.
foram iniciadas
Em obediência aos novos dispositivos legais que alteraram o quadro regu-
em setembro
lador do setor elétrico em 1995, a Cemig iniciou entendimentos para a construção
de 2000, sob a
de Funil em parceria com a iniciativa privada. Em agosto de 1997, o governo federal
responsabilidade
autorizou a prorrogação e o uso compartilhado da concessão do aproveitamento
do Consórcio
de Funil entre a Cemig e as empresas Minas Ligas, Rio Novo e Samarco Mineração,
Construtor
integrantes de consórcio constituído para implantar e explorar a hidrelétrica. Nada
Funil...
de concreto resultou dessa primeira parceria.
Em junho de 2000, um novo consórcio empreendedor foi constituído pela
Cemig e pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), com participação de 49% para
a concessionária mineira e de 51% para a mineradora, mediante a transferência de
cotas partes do consórcio anterior.
As obras foram iniciadas em setembro de 2000, sob a responsabilidade do
Consórcio Construtor Funil, composto pelas seguintes empresas: Indústrias Meta-
lúrgicas Pescarmona (Impsa); Servix Engenharia; Mendes Júnior; SpecPlanejamen-
to, Engenharia, Consultoria; Orteng Equipamentos e Sistemas; Delp Engenharia
Mecânica; e UTC Engenharia – Ultratec.
Em novembro de 2002, o Copam concedeu a licença de operação
para a usina, tendo início o enchimento do reservatório que inundou terras
dos municípios mineiros de Bom Sucesso, Ibituruna, Ijaci, Itumirim, Lavras
e Perdões. Diversos programas, projetos e ações foram implementados para
minimizar os impactos causados pelo empreendimento, tais como: reloca-
ção de 180 famílias residentes nas pequenas comunidades de Macaia, Pedra
Negra e Funil; reativação de atividades agrícolas, artesanais e de pesca; sal-

218

vertedouro do tipo superfície controlada. três galerias de adução. e instalação de sistema de transpo- sição de peixes com elevador para o transporte dos espécimes coletados.49 Potência instalada (MW): 180 Área (km2): 42. O sistema de transmissão associado incluiu a interligação da usina com a subestação de Lavras por intermédio de linha de 138 kV com 19 km de extensão. junho e julho de 2003.9 Potência unitária (MW): 60 Volume útil máximo (hm3): 6. O arranjo geral do aproveitamento compre- ende barragem de terra e enrocamento. Cada unidade é composta por gerador de 60 MW de potência unitária acoplado a turbina tipo Kaplan. condutos forçados com 48 m de comprimento médio e casa de força.348 Tipo de turbina: Kaplan Ibituruna. Capacidade máxima (m3/s): 7.153 Vazão média de longo Casa de força Reservatório tempo (m3/s): 322. a usina foi ofi- cialmente inaugurada em solenidade que contou com a presença do engenheiro Djalma Bastos de Morais. tomada d’água de gravidade.65 Nº de unidades geradoras: 3 Volume total máximo (hm3): 268. Além de Funil.3 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 15. Ijaci. medindo 64 m de com- primento com quatro comportas do tipo segmento. Em 10 de dezembro de 2002.8 (MWmédio): 89 NA máximo operativo: 808 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 40 Municípios atingidos: Bom Sucesso. Itumirim. A entrada em operação comer- cial de suas três unidades geradoras ocorreu em ja- neiro. Aimorés.81 Vertedouro Energia assegurada NA mínimo operativo: 807. Localização Cronologia Barragem Municípios: Lavras e Perdões (MG) Início de construção: 2000 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 2003 Comprimento (m): 420 Altura máxima (m): 50 Cota do coroamento: 811. presidente da Cemig. a Cemig e a CVRD são parceiras em mais cinco empreendimentos hidrelétricos: Igarapa- va. Funil representou um investimento da ordem de R$ 321 milhões. Porto Estrela. Lavras e Nº de comportas: 4 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 194 Perdões (MG) vamento do patrimônio arqueológico. resgate da fauna e flora. fabricados pela Impsa. Capim Branco I e II. 219 .

Oitava usina da cascata A concessão de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. como Jaguara e Volta Grande (rio Grande).. Igarapava está a jusante da usina para o de Jaguara e a montante da usina de Volta Grande. Os consultores da Canambra em maio de chegaram a preparar um estudo de viabilidade de Igarapava. que asseguraram a notável expansão da capacidade geradora da Cemig nos anos 1970 e no início da década seguinte. Na margem oposta. o governo federal promulgou o decreto nº 60.. Em dezembro de 1988. com casa de força na margem esquerda em área do município paulista de Igarapava. o Departamen- 220 . de Igarapava Os estudos iniciais para o aproveitamento de Igarapava foram realizados entre foi transferida 1964 e 1966 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig no escopo mais para o consórcio amplo dos chamados estudos energéticos da região Sudeste.492. São Simão e Emborcação (rio Paranaíba). conferida a outros empreendimentos. Foi o primeiro empreendimento aproveitamento de geração realizado pela Cemig em consórcio com empresas privadas. no Triângulo Mineiro. Usina Hidrelétrica de Igarapava A usina hidrelétrica de Igarapava está localizada no médio rio Grande. incluindo a construção da 1995 com a usina no elenco de obras recomendadas para atendimento do mercado de energia elétrica promulgação regional. a hidrelétrica ocu- pa área do município de Conquista. federal A construção da hidrelétrica foi postergada em decorrência da prioridade nº 1.261. Os estudos sobre Igarapava foram retomados em 1987 com a contratação da em- presa projetista Internacional de Engenharia (Iesa). outorgan- do decreto do à Cemig a concessão para a realização do empreendimento. Em fevereiro de 1967. na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Companhia Mineira de Metais (CMM).. Eletrosílex – 13. nos horários de ponta e fora de ponta. do Acordo Operativo que assegurou à Cemig o direito tema elétrico e a perspectiva de abertura à participação de dispor de toda a geração da usina e às empresas con- do capital privado no setor. Mineração Henrique Cardoso em fevereiro do mesmo ano. As negociações conduzidas pelo presidente da Cemig. Em 1991. to Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) aprovou Morro Velho (MMV) – 11. chegaram a termo em julho de 1994 com a assina. Carlos Eloy Carvalho Guimarães.492. modulado pelo presidente da Cemig. assinada pelo presidente Fernando grupo Votorantim – 20%. do sões (lei nº 8. rães. levando em conta a escassez O ponto fundamental de toda a negociação foi o chama- de recursos para investimento na expansão de seu sis. 221 . ampliada três anos da usina em parceria com grandes consumidores de mais tarde em decorrência da desestatização da CVRD..5%.5%. acionária: Cemig – 14. chegaram a termo em julho de 1994 com a assinatura do contrato de constituição do Consórcio da Usina Hidrelétrica de Igarapava.987). Companhia Vale do Rio Doce na primeira aplicação prática da nova Lei de Conces- (CVRD) – 35%. a Cemig iniciou entendimentos para a construção da iniciativa privada no consórcio. A concessão para o aproveitamento de Iga- tura do contrato de constituição do Consórcio da Usina rapava foi transferida para o consórcio em maio de Hidrelétrica de Igarapava com a seguinte composição 1995 com a promulgação do decreto federal nº 1. Nacional (CSN) – 6%. em meio aos estudos do projeto bá. As negociações conduzidas sorciadas um montante contínuo de energia.5% e Companhia Siderúrgica o estudo de viabilidade técnica e econômica da usina. Carlos Eloy Carvalho Guima. energia elétrica em Minas. Cumpre destacar a participação majoritária sico.

O custo do projeto foi reduzido 13% em rela- Oitava usina ção ao valor inicialmente contratado como resultado de várias ações inovadoras da cascata de no gerenciamento da obra. correspondente ao dobro da calha natural do rio. A operação de enchimento do reservatório começou no final de novembro de 1998. A usina teve seu licenciamento ambiental inicialmente conduzido nos órgãos estaduais de Minas e São Paulo. A entrada em operação comercial da primeira 222 . como por exemplo. rateados proporcionalmente à participação de cada membro do consórcio. reflorestamento ciliar e salvamento de artefatos arqueológicos. inundando uma área relativamente pequena. com significativa economia nas obras rio Grande. A licença de operação foi concedida em 1998 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Outra inovação importante foi a opção pelas turbinas do tipo hidrelétricos do Bulbo. Eduardo Azeredo.. a redução do volume de concreta- aproveitamentos gem das estruturas. As obras civis foram iniciadas em outubro de 1995. O custo do empreendimento foi estimado em 270 milhões de dólares. com a realização da operação de resgate de fauna e um programa de monitoramento da ictiofauna. Um mecanismo de transposição para peixes foi implantado junto à barragem para assegurar o trânsi- to permanente das espécies existentes no rio. civis e no cronograma de construção.. Igarapava foi inaugurada oficialmente em 18 de dezembro de 1998 em sole- nidade que contou com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador de Minas. Igarapava foi a primeira hidrelétrica da Amé- rica Latina a utilizar turbinas desse tipo. adequadas a baixas quedas-d’água. Os recursos da Cemig foram integralizados na forma dos investimentos realizados nos estudos de viabilidade e projeto básico e nos serviços de engenharia e administração durante a construção da usina. sob a responsabilidade da Construtora Norberto Odebrecht. e obrigando a relocação de 28 famílias.

Em abril de 2004.15 m de altura.de suas cinco unidades geradoras de 42 MW ocorreu em janeiro de 1999.5%.8 (MWmédio): 136 NA máximo operativo: 512.01 Potência instalada (MW): 210 Área (km ): 50.145%. equipado com seis comportas do tipo segmento de 13. medindo 90 m de comprimento. Além de Igarapava.078.4) 2 Nº de unidades geradoras: 5 Volume total máximo (hm3): 241.30 Municípios atingidos: Conquista Capacidade máxima (m3/s): 11. resultante da transferência da totalidade das ações da Ele- trosílex e de parte das ações detidas pela MMV em favor das empresas CVRD.9204%. A Cemig foi a única con- cessionária da usina que não teve sua participação modi- ficada.700 Vazão média de longo Casa de força Reservatório tempo (m3/s): 1. Todas as unidades são compostas por geradores fornecidos pela Asea Brown Boveri (ABB) e turbinas tipo Bulbo fa- bricadas pela empresa austríaca Voest Alpine. Aimorés. CMM – 23. e MMV – 5. A nova composição do capital social do consórcio ficou assim definida: CVRD – 38.84 Potência unitária (MW): 42 Volume útil máximo (hm3): 14. O arranjo geral do aproveitamento compreen- de a barragem de terra. o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Capim Branco I e II. CMN e CSN. Cemig – 14.9346%. As demais unidades entraram em operação entre abril e setembro do mesmo ano.5%. Igarapava Nº de comportas: 6 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 275 e Rifaina (SP) 223 . CSN – 17.5 m de largura por 18. Porto Estrela. Localização Cronologia Barragem Municípios: Igarapava (SP) Início de construção: 1995 Tipo: Concreto/terra e Conquista (MG) Início de operação: 1999 Comprimento (m): 1. aprovou a reestruturação so- cietária do Consórcio da Usina Hidrelétrica de Igarapava. vertedouro do tipo superfície com dissipação por ressalto.370 Tipo de turbina: Bulbo e Sacramento (MG). com 123 m de extensão. tomada d’água e casa de força.5 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 64. a Cemig e a CVRD são par- ceiras em mais cinco empreendimentos hidrelétricos: Funil.140 Altura máxima (m): 32 Cota do coroamento: 515.23 (515.61 Vertedouro Energia assegurada NA mínimo operativo: 511.2 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 18.

224 . na região do rio Doce de Minas Gerais. o aproveitamento de Porto Estrela foi incluído no estudo de inventário da bacia do rio Doce realizado por consultores do consórcio Canambra com a participação de técnicos da Cemig. datam os levantamentos topo- gráficos no local e demais áreas que interessavam à construção da usina de Salto Grande. Desenvolvidos com a participação da empresa Internacional de Engenharia (Iesa) e de outras empresas consultoras. promulgou a portaria nº 223 que autorizou a Siderúrgica Mendes Júnior a elabo- rar o projeto básico do aproveitamento. inaugurado em 1956. o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). empreendimento de importância marcante na história da Cemig. Usina Hidrelétrica de Porto Estrela A usina hidrelétrica de Porto Estrela está situada no rio Santo Antônio. destinado à produção de energia para uso exclusi- vo da companhia siderúrgica. o projeto básico e os estudos de impacto ambiental foram concluídos em meados de 1994. Em julho de 1992. Dessa época. Na década de 1960. na divisa dos municípios de Joanésia e Açucena. Os primeiros estudos sobre o potencial do rio Santo Antônio no local de Porto Estrela remontam ao final da década de 1940. afluente do rio Doce. dez km a jusante da usina hidrelétrica de Salto Grande (Américo René Gianetti). levando em conta as crescentes interferências e impactos ambientais dos empreendimentos do setor elétrico. tendo sido o aproveitamento de Porto Estrela incluído em todas as alternativas de quedas-d’água selecionadas. Nos anos 1980. a bacia do rio Doce foi novamente estudada em nível de inventário pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás).

Vale ressaltar que essas leis edital de licitação para a concessão do empreendi- 225 . condicionando a autorização leiro.987 e nº 9. nas leis nº 8. promulgadas em fevereiro Em dezembro de 1996. O DNAEE aprovou o projeto básico em outubro de alteraram o quadro regulador do setor elétrico brasi- 1995 (portaria nº 411). o DNAEE publicou e julho do mesmo ano. abrindo novas oportunidades à participação do para o início das obras à regularização da concessão capital privado em empreendimentos de geração de do aproveitamento hidrelétrico. o aproveitamento de Porto Estrela foi incluído no estudo de inventário da bacia do rio Doce realizado por consultores do consórcio Canambra com a participação de técnicos da Cemig.074. conforme disposto energia elétrica. Na década de 1960.

Em novembro do mesmo ano. o consórcio empreendedor ficou composto pela Cemig. A composição acionária do consórcio foi alterada em 1998 em decorrência da saída da Nova Era Silicon. a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). a Spec Planejamento. Engenharia e Consultoria elaborou o projeto executivo e atuou como empresa gerenciadora do empreendimento. A Cemig. forneceu os equipamentos e executou a montagem eletromecânica. ocorreu em As obras de Porto Estrela foram iniciadas em julho de 1999 por um 9 de outubro consórcio construtor contratado na modalidade EPC (Engineering Procurement de 2001. completando a capacidade instalada da hidrelétrica. respectivamente. Construction).. 226 . cada uma com um terço de participação. mento.. A inauguração oficial da usina ocorreu em 9 de outubro de 2001. empresa produtora de ferro silício. Desta forma. pela CVRD (maior mineradora do país. um mês depois da entrada em operação comercial de sua primeira unidade geradora. A Voith Siemens Hidro Power Generation. a Companhia Têxtil Norte de Minas (Coteminas) e a Nova Era Silicon constituíram o consórcio que venceu a concorrência. as duas uni- dades são compostas por geradores acoplados a turbinas tipo Kaplan. obtendo a concessão para o aproveitamento e a exploração de Porto Estrela em maio de 1997. Com 56 MW de potência unitária. privatizada em 1997) e pela Coteminas (um dos princi- A inauguração pais grupos têxteis nacionais). líder do consórcio construtor. a Estacon Engenharia foi responsável pelas obras civis. a segunda unidade entrou em operação. fabricados pela Siemens e pela Voith. controlada pela CVRD e por duas grandes empresas siderúrgicas japonesas. O empre- oficial da usina endimento demandaria um investimento global da ordem de R$ 141 milhões.

7 Capacidade máxima (m3/s): 6. tomada d’água nagem.157 Tipo de turbina: Kaplan Municípios atingidos: Açucena.326 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 143.7 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 49. Capim Branco I e II.3 NA máximo operativo: 257. Além de Porto Estrela.92 Braúnas e Joanésia (MG) 227 . a Cemig e a CVRD são tário e a casa de força. Nº de comportas: 3 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 125.O arranjo geral do aproveitamento compreende bar- ragem de terra e enrocamento. Igarapava.8 m de extensão. A usina foi conectada ao parceiras nos empreendimentos hidrelétricos de Fu- sistema de 230 kV da Cemig que atende à área de nil.5 Bacia hidrográfica Rio: Santo Antônio Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 9. dois lecidas às margens do rio Santo Antônio. Aimorés.04 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 30. Localização Cronologia Barragem Municípios: Joanésia e Açucena (MG) Início de construção: 1999 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 2001 Comprimento (m): 420 Altura máxima (m): 61 Cota do coroamento: 261. com comprimento de 50 m e de tempo significativo em obras civis e de terrapla- três comportas do tipo segmento. condutos forçados com 88 m de comprimento uni. vertedouro do tipo grande consumo energético conhecida como Vale do Aço. Seu pequeno reservatório permitiu ganho superfície controlada. exigindo a relocação de 29 famílias estabe- do tipo gravidade com 24.62 (MWmédio): 56 NA mínimo operativo: 248.44 Reservatório Potência instalada (MW): 112 Nº de unidades geradoras: 2 Área (km ): 0.17 2 Potência unitária (MW): 66 Volume total máximo (hm3): 89.

o Os primeiros estudos sobre Queimado foram realizados na década de 1960 Ibama concedeu por iniciativa da prefeitura do Distrito Federal. tendo em vista o suprimento de a Licença de energia a Brasília.. prevendo a construção de duas barragens. e do município goiano de Cristalina. O empreendimento abrange ainda os municípios de Formosa (GO). nar do aproveitamento. de 2003. Em 1966. o aproveitamento de Queimado foi considerado uma atra- reservatório.. em área do município de Unaí. afluente do rio Para- catu e contribuinte do rio São Francisco. Cabeceira Grande e Rio Preto (MG) Em fevereiro e a área administrativa de Paranoá. enchimento do Ainda em 1966. propondo a construção de uma barragem única. a prefeitura publicou relatório com esquema prelimi- Operação (LO). conferindo prioridade ao projeto de ampliação da hidrelétrica de Cachoeira Dourada no rio Paranaíba. no Distrito Federal. vista como uma solução meramente local para a melhoria do atendimento a Brasília. na região noroeste de Minas Gerais. A prefeitura do Distrito Federal mobilizou-se ativamente pela construção de Queimado. contratando inclusive a empresa de engenharia Sondo- técnica para o detalhamento do projeto. Os consultores da Ca- nambra não consideraram o desvio do rio São Marcos. Usina Hidrelétrica de Queimado A usina hidrelétrica de Queimado está situada no rio Preto. Entretanto. uma das quais tendo início o destinada ao desvio das águas do rio São Marcos para o rio Preto. 228 . tiva fonte de energia por consultores do consórcio Canambra e incluído no inven- tário dos recursos hidráulicos da bacia do rio São Francisco. o governo federal descartou a realização do empreendimento.

Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis O trabalho foi desenvolvido pela Internacional de Engenharia (Ibama). entre a barragem e a casa de força. tendo em vista o suprimento de energia a Brasília. A Licença Prévia Em 1990. de Minas Gerais e Goiás e do Distrito Federal. ao uso da água Novos estudos foram realizados pela Cemig e pela para irrigação de uma área de 8. Goiás e Distrito Fe- zando a empresa Energia Elétrica. autori. los órgãos ambientais de Minas. dimento a exigências de ordem ambiental relaciona- nhas de transmissão que consolidaram a integração das à preservação da Lagoa de Porta-pé e dos am- do Distrito Federal ao sistema interligado regional. como parte de reservatório e para abastecimento da cidade de For- um estudo mais amplo de revisão do inventário da mosa. além da vazão sanitária no trecho do rio Preto bacia do rio São Francisco em Minas. bientes florestais que a circundam. o Departamento Nacional de Águas e (LP) do empreendimento foi concedida em 1996 pe- Energia Elétrica (DNAEE) promulgou a portaria nº 320. Q ueimado permaneceria em segundo plano no Brasileiras (Eletrobrás) e dos órgãos ambientais dos estados decorrer dos anos 1970 em virtude dos grandes in. Os primeiros estudos sobre Queimado foram realizados na década de 1960 por iniciativa da prefeitura do Distrito Federal. Promoção e Participações deral. vestimentos em geração realizados por Furnas e pela O estudo de viabilidade foi revisto em aten- Cemig na bacia do Paranaíba e da implantação de li. 229 . sendo confirmada pelo Instituto Brasileiro do (EPP) a realizar o estudo de viabilidade do aproveitamento.000 ha a montante do Engevix Engenharia entre 1985 e 1987. responsável a partir de 1997 pelo processo (Iesa) e submetido em 1993 à avaliação da Centrais Elétricas de licenciamento ambiental.

E
m novembro de 1997, o DNAEE promoveu licitação para a realização do empre-
endimento, ganha pelo consórcio constituído pela Cemig e pela Companhia Ener-
gética de Brasília (CEB), empresa controlada pelo governo do Distrito Federal. Por
decreto presidencial promulgado no mesmo mês, a Cemig e a CEB obtiveram a
concessão de uso de bem público para exploração do aproveitamento de Queima-
do e seu respectivo sistema de transmissão nos termos da legislação que regulou
o regime de produção independente de energia.
A usina entrou Cemig e CEB assumiram participações diferenciadas no consórcio empre-
em operação endedor, correspondentes inicialmente a cotas de 65% para a empresa mineira e
comercial em 35% para a concessionária do Distrito Federal. As cotas foram redefinidas em 2001
abril de 2004, com a transferência de metade da participação da CEB para a Cemig. Dessa forma,
completando sua a empresa mineira passou a responder por 82,5% do capital social do consórcio,
capacidade ficando a CEB com a parcela restante de 17,5%.
instalada em Em setembro de 1999, o Ibama concedeu a Licença de Instalação (LI) ne-
julho do cessária para o início das obras, após apresentação do Projeto Básico Ambiental,
mesmo ano. detalhando os programas e projetos ambientais que seriam implementados nas
etapas de construção e operação do empreendimento.
Queimado exigiu investimentos da ordem de R$ 180 milhões. As obras
foram iniciadas em agosto de 2000 por um consórcio contratado na modalidade
EPC (Engineering Procurement Construction). A Construtora Queiroz Galvão res-
pondeu pela execução das obras civis e a ABB Alstom Power pelo fornecimento
dos equipamentos principais. A montagem eletromecânica ficou a cargo da Alstom
e da Barefame, empresa controlada pela Bardella Indústrias Mecânicas.
Em fevereiro de 2003, o Ibama concedeu a Licença de Operação (LO), tendo
início o enchimento do reservatório, com previsão de entrada em operação da usina
em setembro quando o nível d’água seria suficiente para a geração de energia. O cro-

230

nograma teve que ser revisto por problemas técnicos,
mas sem prejuízo do cronograma originalmente acerta-
do com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A usina entrou em operação comercial em abril
de 2004, completando sua capacidade instalada em julho
do mesmo ano. Queimado dispõe de três unidades gera-
doras, compostas por geradores de 35 MW de potência
unitária e turbinas do tipo Francis com eixo vertical.
O arranjo geral do aproveitamento compre-
ende a barragem de terra e enrocamento no leito do
rio e terra homogênea nas margens, canal de aproxi-
mação e vertedouro na margem direita com três com-
portas, tomada d’água tipo deslizante com quatro
comportas, túnel de adução com 3.650 m de extensão
e casa de força subterrânea. A usina foi conectada à
subestação de Unaí por meio de uma linha de trans-
missão em 138 kV com 40 km de extensão.
A construção de Queimado obrigou a relo-
cação de uma estrada intermunicipal e de 19 famílias
que habitavam a área inundada pelo reservatório.
Também merecem destaque os projetos de salva-
mento arqueológico e preservação da memória do
patrimônio natural da região do empreendimento e
de salvamento e monitoramento da fauna, bem como
a implantação de canal junto da barragem para per-
mitir o deslocamento dos peixes do rio.

Localização Cronologia Barragem
Municípios: Unaí (MG) e Cristalina (GO) Início de construção: 2000 Tipo: Terra/enrocamento
Início de operação: 2004 Comprimento (m): 1.060
Altura máxima (m): 70
Cota do coroamento: 832
Bacia hidrográfica
Rio: Preto
Bacia: rio São Francisco
Área de drenagem (km2): 3.760
Casa de força Reservatório
Vazão média de longo
tempo (m3/s): 50,24 Potência instalada (MW): 105 Área (km2): 39,43
Nº de unidades geradoras: 3 Volume total máximo (hm3): 477,98
Potência unitária (MW): 35 Volume útil máximo (hm3): 389,46
Energia assegurada NA mínimo operativo: 811
Vertedouro
(MWmédio): 58 NA máximo operativo: 829
Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 168 Municípios atingidos: Unaí, Cabeceira
Capacidade máxima (m3/s): 1.959 Tipo de turbina: Francis Grande e Rio Preto (MG); Cristalinha e
Nº de comportas: 3 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 21,5 Formosa (GO)

231

232

Subsidiárias da Cemig

233

Usina
Hidrelétrica de
Machado Mineiro
A
usina hidrelétrica de Machado Mineiro está situada no rio Pardo, no município
de Ninheira, na região norte de Minas Gerais. A área em que se encontra instalada
pertenceu aos municípios de Águas Vermelhas e São João do Paraíso até a emanci-
Machado
pação de Ninheira em 1997.
Mineiro era uma
Em 1988, a Cemig assumiu a responsabilidade pela execução de um pro-
das 32 PCHs
grama de construção de pequenas barragens de usos múltiplos nas bacias dos rios
pertencentes
Jequitinhonha e Pardo, tendo em vista o desenvolvimento de projetos de irrigação,
à Cemig em
geração de energia elétrica, abastecimento d’água, proteção e controle de recursos
operação no
hídricos. Elaborado em cumprimento ao decreto nº 27.653, promulgado pelo gover-
final de 2005.
nador Newton Cardoso em dezembro de 1987, o programa contemplou inicialmen-
te a construção das barragens de Machado Mineiro, no rio Pardo, Bananal, no rio
de mesmo nome, e Samambaia, no rio Mosquito.
A barragem de Machado Mineiro foi construída para geração de energia
elétrica, perenização do rio Pardo e implantação de um projeto de irrigação numa
das áreas mais pobres e carentes do estado. Os projetos básico e executivo foram
elaborados pela Engexix Engenharia e as obras iniciadas em 1989 pela empresa
Construtora de Estradas e Estruturas (Ceesa).
A usina entrou em operação em dezembro de 1992 com duas unidades
geradoras, compostas por turbinas tipo Francis, com eixo horizontal, fabricadas

234

A barragem de Machado Mineiro foi construída
para geração de energia elétrica, perenização do
rio Pardo e implantação de um projeto de irrigação
numa das áreas mais pobres e carentes do estado.
Localização Cronologia Barragem
Município: Ninheira (MG) Início de construção: 1989 Tipo: Terra/enrocamento
Início de operação: 1992 Comprimento (m): 300
Altura máxima (m): 40
Cota do coroamento: 692
Bacia hidrográfica
Rio: Pardo
Bacia: rio Pardo
Área de drenagem (km2): 10.511
Vazão média de longo Casa de força
tempo (m3/s): 20,59
Potência instalada (MW): 1,72
Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório
Potência unitária (MW): 0,86
Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 25,19
(MWmédio): 1,14 Volume total máximo (hm3): 202,16
Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 27,5 Volume útil máximo (hm3): 142,8
Capacidade máxima (m3/s): 2.007 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 678
Nº de comportas: 3 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 6 NA máximo operativo: 688

pela J. M. Voith alemã e geradores fornecidos pela Machado Mineiro era uma das 32 PCHs per-
Brown Boveri. O arranjo geral do aproveitamento tencentes à Cemig em operação ao final de 2005. Às
compreende a barragem de terra e enrocamento, margens de seu reservatório, a empresa implantou a
canal de adução com 1.698 m de comprimento, ver- estação ambiental de Machado Mineiro para estudo da
tedouro do tipo superfície com três comportas de piscicultura, da limnologia e da biologia pesqueira.
segmento, medindo 8 m de largura por 10,5 m de
altura, e a casa de força.
Em abril de 2001, a Cemig constituiu a Hori-
zontes Energia S.A., na forma de subsidiária integral
de capital fechado, com o propósito de explorar os
potenciais hidráulicos de quatro Pequenas Centrais
Hidrelétricas (PCHs), entre as quais, Machado Minei-
ro, em regime de produção independente de energia.
A Horizontes Energia iniciou operações no primeiro
trimestre de 2003.
Em junho de 2005, a Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) promulgou o despacho
nº 672, regularizando a alteração da potência
instalada de Machado Mineiro de 3.050 kW para
1.720 kW.

235

Usina Hidrelétrica
de Pai Joaquim
A
usina hidrelétrica de Pai Joaquim está situada no rio Araguari, afluente do rio
Paranaíba, na divisa dos municípios de Sacramento e Santa Juliana, na região do Alto
Paranaíba de Minas Gerais. Inaugurada em 1941, representou um dos marcos pionei-
ros da intervenção do governo de Minas Gerais no campo da produção de energia
elétrica, juntamente com as usinas de Gafanhoto e Santa Marta, também construídas
por iniciativa do poder público estadual ao tempo do governo Benedito Valadares. Pai
Joaquim foi desativada em 1994 em decorrência do enchimento do reservatório da
usina de Nova Ponte, construída a jusante pela Cemig, voltando à operação em 2004. A
usina foi quase inteiramente reconfigurada com a construção de nova casa de força e
a instalação de uma unidade geradora de 23 MW.
A concessão para o aproveitamento de energia da cachoeira de Pai Joaquim
foi outorgada ao governo mineiro pelo decreto federal nº 7.259, promulgado em julho
de 1940, tendo em vista principalmente o suprimento de energia aos municípios de
Uberaba e Araxá.
A hidrelétrica entrou em operação em abril de 1941 com duas unidades de
1.470 kW, em solenidade que contou com a presença do presidente Getúlio Vargas.
As obras civis compreenderam a construção de um muro de desvio em metade do
rio, tomada d’água, canal adutor com 170 m de comprimento e tubulação forçada
de 2,3 m de diâmetro e 35 m de comprimento. A estrutura original da barragem
consistia apenas em um muro de concreto. Foram instaladas duas turbinas do tipo
236

Morgan Smith.721. muro de desvio então existente. da em. com o objetivo de presa alemã Telefunken. maio de 1961. M.728 kW com a entrada em A primeira ampliação da usina foi concluída operação da sua quinta unidade geradora com potên- em 1954. também tiu na montagem de uma segunda tubulação forçada norte-americana. somando 150 km Em dezembro de 1960. em substituição ao acopladas a dois geradores de eixo horizontal. fabricados creto nº 50. de concreto. A hidrelétrica entrou em operação em abril de 1941 com duas unidades de 1. M. por linhas de transmissão de 44 kV. Pai Joaquim atingiu a de extensão. a hidrelétrica foi incorporada ao par- nas encomendadas à J. fechando todo o rio. foi que gerador da concessionária estadual. operando na freqüência de proporcionar acumulação suficiente para a regulari- 60 Hz. em solenidade que contou com a presença do presidente Getúlio Vargas. Com a entrada da Cemig na região e na ampliação da casa de força. segundo projeto desenvolvido pela Servix cia de 736 kW.526 kW de potência cada um. Voith. A ligação com Uberaba e Araxá foi estabelecida zação diária da vazão. fabricada pela companhia S. composta por gerador fornecido pela Engenharia para o Departamento de Águas e Energia empresa norte-americana Westinghouse e turbina Elétrica do Estado de Minas Gerais (DAE-MG). que recebeu dois ge. acoplados a turbi. Voith. do Triângulo Mineiro e em conformidade com o de- radores de 1. Consis. promulgado pelo governo federal em pela empresa suíça Brown Boveri. capacidade instalada de 6. fabricadas pela empresa alemã J. a usina foi retirada de operação por 237 . Entre 1957 e 1958. Francis. construída a barragem definitiva.470 kW. do tipo gravidade Em 1994.

obteve autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para atuar como produtor independente de energia. O projeto foi concebido para uma única unidade 238 . As obras ficaram sob a responsabilidade do consórcio formado por Orteng Equipamentos. foi constituída entre a Cemig e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais concluída (Copasa) a sociedade de propósito específico (SPE) Central Hidrelétrica Pai Joaquim S.A. mantendo o mesmo reservatório.. Para tocar o em- da usina foi preendimento. que passou a atender à nova hidrelétrica. ampliação As obras para reativação da usina tiveram início em abril de 2002. que em 1954. Entretanto. A antiga usina teve a barragem aproveitada. causa do enchimento do reservatório da hidrelétrica de Nova Ponte e inundação de sua casa de força. Delp Engenharia Mecânica e Toniollo Busmello. estudos desenvolvidos pela concessionária mineira e pela empresa de consultoria Leme Engenharia demonstraram a atratividade econômi- A primeira ca de proceder à relocação e ampliação do sistema de geração de Pai Joaquim..

exigindo a implantação de um novo circuito de sa argentina Industrias Metalúrgicas Pescarmona adução e geração situado na margem direita do canyon.1 Nº de comportas: 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 87. Localização Cronologia Barragem Municípios: Sacramento Início de construção: 2002 Tipo: Concreto gravidade e Santa Juliana (MG) Início de operação: 2004 Comprimento (m): 212 Altura máxima (m): 10 Cota do coroamento: 831 Bacia hidrográfica Rio: Araguari Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 3.41 Potência instalada (MW): 23 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 23 Vertedouro Energia assegurada Reservatório (MWmédio): 14 Tipo: Superfície com perfil Creager Queda nominal (m): 26.230 Tipo de turbina: Kaplan NA mínimo operativo: 830. Integrada ao sistema de subtransmissão A nova usina de Pai Joaquim entrou em em 69 kV da Cemig.5 Capacidade máxima (m3/s): 2.5 NA máximo operativo: 831. a usina era uma das 32 Peque- operação comercial em março de 2004 com gera.de 23 MW.569 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 75. (Impsa). nas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa em dor e turbina de tipo Kaplan fabricados pela empre.1 239 . operação no final de 2005.5 Área (km2): 0.

o governo do estado do Rio não tomou medidas governo do concretas quanto ao aproveitamento de Rosal. reviu o estudo de Franca Amaral. na divisa dos esta- dos do Rio de Janeiro e Espírito Santo.. a Companhia Brasileira estado do Rio de Engenharia (CBE). distribuição e comercialização de energia (Grupo Rede). Construída pela Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema (EEVP). Em 1965. a Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) chegou a estudar um esquema de financiamento para a construção de Rosal e seu sistema de transmissão associado. Entretanto. em área pertencente ao município fluminen- se de Bom Jesus do Itabapoana e aos municípios capixabas de Guaçuí e São José do Calçado. Usina Hidrelétrica de Rosal A usina hidrelétrica de Rosal está localizada no rio Itabapoana. a usina de Rosal passou ao controle da Cemig em 2004. contratada para elaboração de um plano de eletrificação es- de Janeiro. o projeto da usina recebeu parecer desfavo- 240 . integrante de um conglomerado de empresas privadas de geração.. tadual. tendo em vista a implementação de programa de eletrificação na realizado em região norte fluminense. O primeiro O primeiro estudo sobre Rosal foi realizado em 1942 por iniciativa do go- estudo sobre verno do estado do Rio de Janeiro e sob a responsabilidade do engenheiro Edmun- Rosal foi do Franca Amaral. recomendando novos parâmetros para a usina e o sistema hidrelétrico do rio Itabapoana. iniciativa do Durante longo período. O estudo de Franca Amaral previu a construção de Rosal 1942 por e mais três usinas no rio Itabapoana. Em 1959.

a promulgação da lei nº 8. capital privado foi dado em fevereiro de 1995 com primento de energia ao norte fluminense pelo siste. determinando ainda a extinção das con- Estado do Rio de Janeiro (Cerj). Em dezembro de 2004. a Companhia de Eletricidade do licitação. contratando a Engevix Engenharia para a 33 concessões para aproveitamentos hidrelétricos. que condicionou a ma interligado regional. a Cemig adquiriu o controle acionário da Rosal Energia mediante o pagamento de R$ 134 milhões. básico da usina. elaboração do estudo de viabilidade e do projeto entre as quais. Um dos passos funda- federal manifestou-se pelo adiamento das obras de mentais para a abertura do setor à participação do Rosal. Em 1996. a holding que Cardoso (1995-1998). Em meados de 1966. concessionária pú. retomou a idéia da construção de mo ano. o Departamento Nacional de Águas O capital privado assumiria a responsabi. Em abril do mes- blica estadual.987. cessões com obras não iniciadas. a da Cerj para Rosal. outorga da concessão de serviços públicos à sua Em 1991. rável dos consultores do consórcio Canambra e do o quadro regulador do setor elétrico brasileiro no Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da primeiro mandato do presidente Fernando Henri- Região Centro-Sul. e Energia Elétrica (DNAEE) publicou edital de licitação lidade pela execução do empreendimento na es. o governo federal decretou a extinção de Rosal. para a construção e exploração do aproveitamento teira das reformas institucionais que modificaram de Rosal. considerando mais vantajosa a opção de su. estabelecendo como critério de julgamento 241 .

689 m de extensão. Os demais concorren- tes no processo licitatório foram a Companhia Cataguases-Leopoldina. chaminé de equilíbrio embutida no solo.5 MW de dezembro potência. A concorrência foi ganha pela Empresa de Eletricidade Vale do Paranapanema (EEVP). duto blindado de 173 m. implantadas até as subes- em janeiro tações de Alegre e Mimoso. o DNAEE anunciou o resultado da concorrência e o go- verno federal outorgou à EEVP a concessão para o aproveitamento de Rosal. e turbinas tipo Francis. As duas unidades são compostas por geradores de 27. Em abril de 1997. casa de força e canal de fuga com 28 m de comprimento. 242 . a oferta de menor tarifa para geração. de 2000. fabricadas pela Alstom. túnel de adução escavado na rocha com 4. tomada d’água tipo torre na margem esquerda do reservatório próximo ao barra- mento. As A primeira obras civis principais foram iniciadas em fevereiro de 1998 sob a responsabilidade unidade da Construtora Andrade Gutierrez com o apoio financeiro do Banco Nacional de geradora Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). no sul do Espírito Santo. a Espírito Santo Centrais Elétricas (Escelsa) e a Cemig. A usina foi conectada ao sistema elétrico da a segunda Escelsa por meio de duas linhas de transmissão de 69 kV. entrou em O empreendimento foi concluído em menos de dois anos. A primeira uni- operação dade geradora entrou em operação comercial em dezembro de 1999 e a segunda comercial em em janeiro de 2000. somando 77 km de extensão. vertedouro de lâmina livre com 55 m de comprimento. em consórcio com a empresa de enge- nharia Promon. fornecidos pela Asea Brown Boveri (ABB). com de 1999 e eixo vertical. empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em vários municípios do interior paulista. O arranjo geral do aproveitamento compreende barragem de concreto compactado a rolo (CCR).

3 NA máximo operativo: 555 243 . pela estatal mineira fora do estado de Minas Gerais. a Cemig adquiriu o contro- le acionário da Rosal Energia mediante o pagamento de R$ qüência do processo de reestruturação interna do grupo 134 milhões. Guaçuí e São José do Calçado (ES) Início de operação: 1999 Comprimento (m): 159. Localização Cronologia Barragem Municípios: Bom Jesus do Itabapoana Início de construção: 1998 Tipo: Concreto compactado a rolo (RJ).E m maio de 2000.99 Vertedouro Queda nominal (m): 170 Volume útil máximo (hm3): 7 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 550 Capacidade máxima (m3/s): 717 Engolimento turbina (m3/s): 16. em conse- Em dezembro de 2004. A operação foi aprovada no mesmo mês pela Rede. solução nº 423.5 Energia assegurada Área (km2): 1. A quase totalidade das ações da Rosal Energia foi Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) através da re- adquirida no mês seguinte pela Caiuá Serviços de Eletrici. a concessão da hidrelétrica foi trans- ferida da EEVP para a empresa Rosal Energia. Rosal foi a primeira grande usina adquirida dade.5 Altura máxima (m): 36 Cota do coroamento: 560 Bacia hidrográfica Rio: Itabapoana Bacia: rio Itabapoana Casa de força Área de drenagem (km2): 1.91 (MWmédio): 30 Volume total máximo (hm3): 16. holding operacional do grupo Rede.731 Potência instalada (MW): 55 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 27.

afluente do rio Doce. na região do rio Doce de Minas Gerais. dando início aos trabalhos de implantação da usina de Sá Carvalho. outorgando a concessão para o aproveitamento de energia hidráulica de 2000. O decreto assegurava à empresa es- com a Acesita tatal a utilização de 12. empresa siderúrgica fundada em outubro de 1944 pelos engenheiros Athos de Lemos Rache e Aminthas Jacques de Moraes em associação com o empresário norte-americano Percival Farquhar.219. no município de Antônio Dias. a empresa siderúrgica tornou-se a única titular da concessão. o governo federal promulgou o decreto nº Em março 17. Em junho de 1947. ferida para a Acesita nos termos do decreto nº 18.000 kW e ao engenheiro Aminthas o aproveitamento para a da potência excedente.045. a da cachoeira do Salto no rio Piracicaba ao engenheiro Aminthas Jacques de Cemig iniciou Moraes e à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). mineradora estatal criada entendimentos pelo presidente Getúlio Vargas em 1942. Foi construída pela Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita). Usina Hidrelétrica Sá Carvalho A usina hidrelétrica Sá Carvalho está situada no rio Piracicaba. Em novembro de 1944. A hidrelétrica tinha a finalidade de atender à demanda de energia da usina 244 . a concessão obtida pelo engenheiro Aminthas foi trans- hidrelétrica.961. com a anuência da CVRD e de acordo com o decreto nº 23. aquisição da Em junho de 1945.

o mesmo percentual e os 30% restantes ficavam por Sá Carvalho foi inaugurada em setembro de conta da geração própria da CFLMG. CFLMG entre a usina de Peti e a hidrelétrica da Acesi. (Amforp). inaugurada em dade geradora. A empresa siderúrgica foi levada a leilão em ta. outubro de 1992. do Brasil. mente independente da usina da Acesita. com 70 km de extensão. converteu seus créditos em participação de energia de Belo Horizonte. única produtora de aços planos inoxidáveis. bém passou a fornecer energia para as instalações da tária. Durante a crise de energia elétrica que atin- produção em todo o país. O projeto original previu a giu Belo Horizonte em 1959.. Considerando a grande defasagem entre a demanda Em 1966. inaugurada em abril de 1949. O suprimento seria realizado por nenhuma medida concreta seria tomada nesse senti- intermédio da linha de transmissão implantada pela do antes da privatização da Acesita. tornando-se virtual- o reforço do abastecimento de Belo Horizonte. que já vinha apoiando a Acesita através de em. no setor siderúrgico nacional. Em 1951. Apesar de plementando os requisitos de energia da Companhia sua reduzida participação na produção de aço bra- Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG). A hidrelétrica tinha a finalidade de atender à demanda de energia da usina siderúrgica da Acesita.. Em seguida. Morgan Smith. a Acesita concordou em construção de duas barragens (Antônio Dias e Seve. a usina che- Brasil. respecti. fornecidos pelas A própria Belgo Mineira encarregou-se da construção empresas Westinghouse e S. da linha de transmissão entre Monlevade e Sá Carvalho vamente. Nos anos seguintes.000 kW. siderúrgica da Acesita. o Banco do presa suíça Charmilles. a companhia desempenhou papel importante grupo American and Foreign Power Co. colocar à disposição da CFLMG a quase totalidade ro) com reservatórios interligados por um túnel. Westinghouse e turbina tipo Francis fornecida pela em- ras de seu grupo proprietário. em Timóteo. compostas por geradores e turbinas tipo Fran. foram realizados os estudos de 245 . incluída no inventário final dos aproveitamentos hi- zação de sobras da produção de Sá Carvalho até o drelétricos mais promissores de Minas Gerais. Sá Carvalho atingiu a capacidade de fundos de pensão encabeçado pelo Previ do Banco 48 MW com a entrada em operação de sua terceira uni. assumindo o controle da empresa. destacando-se como atuante na capital estadual e em municípios vizinhos. No início dos Além do atendimento das necessidades da anos 1960. mas limite de 7. a CFLMG contratou em 1950 a utili. A hidrelétrica tam- 1951 com duas unidades de 15 MW de potência uni. Companhia Siderúrgica Belgo Mineira em Monlevade. com. no território mineiro e a maior no segmento da auto. gou a contribuir para o atendimento de 35% da demanda préstimos. da potência disponível de Sá Carvalho. Era a usina de maior capacidade instalada para viabilização desse fornecimento. A Cemig contribuía com societária. o sistema de Belo Horizonte passou a con- Acesita. em Timóteo. passando ao controle de um pool de Em 1955. constituída por gerador de fabricação abril de 1949 em meio a sérias dificuldades financei. cis de fabricação norte-americana. subsidiária do sileiro. a ampliação de Sá Carvalho foi pro- de energia de Belo Horizonte e a potência instalada posta pelos consultores do consórcio Canambra e de seu sistema. a hidrelétrica contribuiu de imediato para tar com novas fontes de energia.

Ainda em unitária.. inde- duas unidades pendentes das instalações originais. Em novembro do mesmo ano. o grupo francês Usinor adquiriu participação relevante no capital da Acesita. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução nº 466. além de uma chaminé de equilíbrio. A amplia- de 1951 com ção exigiu a construção de um novo circuito de adução e nova casa de força. Em março de 2000. visando numa primeira etapa à instalação de uma unidade geradora de 30 MW. autori- 246 . atingindo a capacidade de 78 MW. viabilidade e do projeto básico de ampliação da usina Sá Carvalho. o governo federal renovou por 30 anos o prazo de concessão da Acesita para o aproveitamento da energia da hidrelétrica. Em agosto de 1996. a Cemig iniciou entendimentos com a Acesita para a aquisição da hidrelétrica. o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) aprovou o projeto básico relativo à Sá Carvalho primeira ampliação da usina. dando partida ao processo de venda de ativos que não integravam o negócio prin- cipal da siderúrgica. Em dezembro de 1994. 1998. A unidade de 15 MW geradora nº 4 é composta por gerador fornecido pela Asea Brown Boveri (ABB) e de potência turbina tipo Francis fabricada pela Usiminas Mecânica e pela Acesita. foi inaugurada Em 1998.. Sá Carvalho foi efetivamente ampliada com a entrada em opera- em setembro ção de sua quarta unidade geradora.

zando a transferência da concessão do aprovei. da de energia elétrica.369 Casa de força Reservatório Vazão média de longo tempo (m3/s): 83.7 (2).38 16. Dias: 1. juntamen.138 Tipo de turbina: Francis Município atingido: Nº de comportas: 2 (CF). 5 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 83.19 Vertedouro (MWmédio): 58 NA mínimo operativo: 369. da Acesita em Timóteo.96 Potência instalada (MW): 78 Área (km2): Antônio Dias: 1. de Sá Carvalho para as instalações industriais constituída como subsidiária integral da Cemig. A operação de compra foi concretizada no mês A usina de Sá Carvalho está interligada ao seguinte pelo valor de R$ 86 milhões. sistema de transmissão da Cemig através da linha de te com assinatura de contrato de compra e ven. 230 kV proveniente da subestação de Ipatinga.5 Nº de unidades geradoras: 4 Volume total máximo (hm3): Antônio Potência unitária (MW): 14. Localização Cronologia Barragem Município: Antônio Dias (MG) Início de construção: 1947 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1951 Comprimento (m): Antônio Dias: 112. destinando a produção tamento hidrelétrico para a Sá Carvalho S.5 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 110 NA máximo operativo: 372 Capacidade máxima (m3/s): 1. Severo: 34 Altura máxima (m): Antônio Dias: 15.76 Antônio Dias (MG) 247 .5 (1) Volume útil máximo (hm3): Antônio Energia assegurada Dias: 1.A. Bacia hidrográfica Severo: 14 Cota do coroamento: 373 Rio: Piracicaba Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 4.9 (1). 31..

500 kW e turbina de tipo Francis. obtendo autorização para incor- porar os bens e instalações da Castanheira & Melo. sendo a primeira composta por gerador de 1. A usina entrou em operação em 1956 com duas unidades geradoras. além da construção de linha de transmissão em 34 kV com 14 comportas. o governo federal promulgou o decreto nº 28. O aproveitamento destinava-se barragem de a reforçar o suprimento de energia elétrica a Conselheiro Lafaiete e outras loca- concreto. elaborou o projeto da hidrelétrica. na região central de Minas Gerais. 27 km de extensão e de uma subestação em Conselheiro Lafaiete. lidades atendidas pela Castanheira & Melo. o Escritório Técnico Carlos vertedouro de Kaiser.535..880 kW e de uma terceira unidade de mesma potên- com crista e cia em etapa posterior. transferindo para a nova empresa a conces- são para a realização do aproveitamento de Salto do Paraopeba. de São Paulo. Em fevereiro de 1947. Em 1948.798. Em outubro de 1950. situado no rio de mesmo compreende nome. Em 1949. no município de Jeceaba. a jusante da embocadura do rio Camapuam. o empresário Fortunato Lobo Leite deu início à organização da Companhia Força e Luz de Conselheiro Lafaiete. Usina Hidrelétrica de Salto do Paraopeba A usina de Salto do Paraopeba está localizada no rio Paraopeba. afluente do rio São Francisco. o governo federal promulgou o ddecreto nº 22. O aprovei- outorgando à Empresa Força e Luz Castanheira & Melo a concessão para o apro- tamento veitamento da energia hidráulica do Salto do Paraopeba. fabricados pe- 248 . prevendo a instalação de superfície duas unidades geradoras de 1..

sendo adquiri- Companhia Paulista de Ferro Ligas (CPFL). Jeceaba com energia de Salto do Paraopeba. empresa do grupo CPFL. o governo federal autorizou a construção de linha Mineira de Ferro Ligas. autorizando a Cemig a estabelecer-se como Produtor Independente de Energia Elétrica (PIE). tora de várias plantas produtoras de ferroligas em de fabricação suíça da Brown Boveri. da no ano seguinte por um consórcio formado pela Em outubro de 2000. a usina passou para o controle da teve sua falência decretada em 1994. a CPFL Em 1969. A con- Francis germinada.. 249 . maior fa. e turbina de tipo Minas Gerais e no estado de Santa Catarina. antecessora cessão para explorar o aproveitamento de Salto do da empresa catarinense Hidráulica Industrial (Hisa). fornecida pela Lindner.. Abalada por séria crise financeira.las empresas norte-americanas Westinghouse e James bricante nacional de ferroligas de manganês e deten- Leffel e a segunda constituída por gerador de 970 kW.335. com de transmissão para o abastecimento do município de base no decreto federal nº 65. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução nº 386. Em Paraopeba foi outorgada no mesmo ano à Sociedade 1958.

a hidrelétrica voltou à operação. a CVRD adquiriu o controle total da empresa... vertedouro de superfície com crista e 14 comportas. geradores e turbinas e na instalação de equipamentos para automação das duas unidades geradoras. Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais A usina (Usiminas). Em 1999. gerador de Em março de 2001. dois condutos forçados e casa de força. ficando tam- entrou em bém acertada a transferência da hidrelétrica para a Cemig como pagamento de operação em dívidas da CPFL. 250 . a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apro- duas unidades vou a resolução nº 386. A Cemig investiu cer- 1. autorizando a Cemig a estabelecer-se como Produtor Inde- geradoras.500 kW. pendente de Energia Elétrica (PIE) mediante o aproveitamento de Salto do Parao- sendo a peba. sendo 12 confeccionadas em madeira e duas em chapas de aço. ca de R$ 500 mil na reforma dos prédios. O aproveitamento compreende barragem de concreto. tomada d’água com duas comportas. 1956 com Em outubro de 2000. A mesma resolução determinou a realização das reformas necessárias para primeira a reativação da usina e a transferência do empreendimento para empresa distinta composta por da concessionária mineira.

97 Energia assegurada (MWmédio): 2. do Paraopeba era uma das 32 Pequenas Centrais por meio da operação comercial de Salto do Paraopeba Hidrelétricas (PCHs) do parque gerador da Cemig e outras hidrelétricas de pequeno porte.4 Vertedouro Tipo de turbina: Francis Tipo: Superfície Engolimento turbina (m3/s): Nº de comportas: 14 (CV).470 Casa de força Vazão média de longo Potência instalada (MW): 2. Localização Cronologia Barragem Município: Jeceaba (MG) Início de construção: 1949 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 2001 (reativação) Comprimento (m): 80 Altura máxima (m): 12 Bacia hidrográfica Rio: Paraopeba Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 2. como subsidiária integral de capital fecha- Ligada à cidade de Jeceaba por uma li- nha de 13.15 (unid. Salto do para gerar e comercializar eletricidade como um PIE.8 kV com cinco km de extensão. 0.A. 1) 251 . ao final de 2005.5.21 Queda nominal (m): 18. 2 (CF) 8.46 tempo (m3/s): 43.58 Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 1.E m abril de 2001. a Cemig constituiu a Horizontes Energia S.

Nessa altura. Salto do Foi construída pela Industrial Papelão Chapecozinho. na região oeste do estado de Santa Catarina. no município de Bom Jesus. As duas usinas foram desvinculadas do acervo da Hidrelétrica Xanxerê com autorização do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). pas- 252 . um dos maiores fabricantes nacionais de ferroligas. Entrou em operação em dezembro de 1960 com uma unidade gerado- 32 Pequenas ra de 700 kW. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Xanxerê até a emancipação de Bom Jesus em 1995. Hidrelétricas A Industrial Papelão Chapecozinho obteve autorização do Ministério de (PCHs) da Minas e Energia para funcionar como concessionária de serviços públicos de ener- Cemig em gia elétrica em 1968. alterando sua razão social para Hidrelétrica Xanxerê em abril operação de 1970. posteriormente recapacitada para 1. ficando também conhecida como usina Chapecozinho ou era uma das usina Anoni.100 kW. atuante principalmente em Minas Gerais. localizada cerca de 20 km a jusante no rio Chapecozinho. Salto do Passo Velho forneceu energia a Xanxerê até 1983. oficializada em agosto de 1983 pela portaria nº 87. juntamente com a usina de Salto Voltão. Usina Hidrelétrica do Salto do Passo Velho A usina hidrelétrica do Salto do Passo Velho está situada no rio Chapecozinho. de 2005. afluente do rio Chapecó e contribuinte do rio Uruguai. quando foi ad- quirida pela CPFL. sendo ampliada cinco anos depois com a instalação de uma segunda Centrais unidade de mesma potência. a concessionária já pertencia ao grupo da Companhia Pau- no final lista de Ferro Ligas (CPFL). empresa fundada Passo Velho por Josué Anoni em 1959.

autorizando a Cemig a estabelecer-se como Produtor Independente de Energia Elétrica (PIE) mediante o aproveitamento de Salto do Passo Velho. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução nº 385. 253 .Em outubro de 2000.

ligada à Siemens. a Cemig constituiu a Horizontes Energia S. fornecidas pela empresa catarinense Hidráulica Industrial (Hisa). vertedouro livre. Salto do Passo Velho foi atingida por uma enchente do rio Chapecozinho. No ano seguinte. e outro de 700 kW. Em abril de 2001. as duas unidades geradoras de Salto do Passo Velho voltaram à operação em outubro e dezembro de 2001. câmara de carga. 254 . a CPFL teve sua falência decretada em 1994. Após reforma geral das instalações civis e dos equipamentos eletro- mecânicos.. Chapecozinho. ficando também acertada a transferência das duas usinas para a Cemig Papelão como pagamento de dívidas da CPFL. Em 1998. Salto do Passo Velho e Salto Voltão foram Foi construída retiradas de operação. autorizando a Cemig a estabelecer-se como Produtor Inde- fundada por pendente de Energia Elétrica (PIE) mediante o aproveitamento de Salto do Passo Josué Anoni Velho. sendo adquirida no ano seguinte por um consórcio formado pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas). canal de adução com 223 m de ex- tensão. sofrendo prejuízos de monta. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apro- empresa vou a resolução nº 385. fornecido pela empresa alemã Bromberg Hacker. O arranjo geral do aproveitamento compreende barragem de gravidade em concreto. por meio da operação comercial de Salto do Passo Velho. Salto do Passo Velho era uma das 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da Cemig em operação no final de 2005. Ambas operam com turbinas do tipo Francis com eixo horizontal. A usina conta com um gerador de 1. Em junho de 1990. a reativação da usina e a transferência do empreendimento para empresa distinta da concessionária mineira. tubulação forçada em chapa de aço com 50 m de compri- mento e casa de força. Salto Voltão e mais duas hidrelétricas localizadas em Minas: Salto do Paraopeba (também adquirida da CPFL) e Machado Mineiro. Abalada por séria crise fi- nanceira. tomada d’água.100 kW. sando a abastecer apenas o forno e os serviços auxiliares da fábrica de ferroligas instalada próxima à usina de Salto Voltão pela CPFL.. Em outubro de 2000. A mesma resolução determinou a realização das reformas necessárias para em 1959. A. a CVRD adquiriu o controle total da em- pela Industrial presa. sem placa de identificação do fabricante. com a desativa- ção da fábrica da CPFL em Xanxerê. como subsi- diária integral de capital fechado para gerar e comercializar eletricidade como um PIE.

Argamassada .Gravidade Comprimento (m): 173 Altura máxima (m): 4.05 Potência instalada (MW): 1. 0.1.3 Bacia hidrográfica Rio: Chapecozinho Bacia: rio Uruguai Área de drenagem (km2): 1.370 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 36.34 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis 255 . Localização Cronologia Barragem Município: Bom Jesus (SC) Início de operação: 2001 (reativação) Tipo: Pedra .7 Energia assegurada (MWmédio): 1.80 Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 1.64 Vertedouro Queda nominal (m): 21.

um dos maiores fabricantes nacionais de ferroligas.800 kW. Em junho de 1990. localizada cerca de 20 (PCHs) da km a montante no rio Chapecozinho. na região oeste do estado de Santa Catarina. quando foi adquirida Hidrelétricas pela CPFL. Salto Voltão foi atingida pela enchente do rio Chapecozi- nho e de um córrego vizinho.898. Abalada por séria crise financeira.960 kW. sendo Salto Voltão ampliada em 1973 com a instalação de um gerador de 3. Centrais Salto Voltão forneceu energia a Xanxerê até 1983. sofrendo prejuízos de monta. afluente do rio Chapecó e contribuinte do rio Uruguai. juntamente com a usina de Salto do Passo Velho. no município de Xanxerê. As duas usinas foram desvinculadas do acer- Cemig em vo da Hidrelétrica Xanxerê com autorização do Departamento Nacional de Águas operação e Energia Elétrica (DNAEE). oficializada em agosto de 1983 pela portaria nº 87. instalada próxima a usina de Salto Voltão pela CPFL. atuante principalmente em Minas Gerais. Foi construída pela Hidrelétrica Xanxerê. sendo adquirida no ano seguin- te por um consórcio formado pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e pela Usinas 256 . A usina entrou em operação em 1972 com um gerador de 2. concessionária de capital privado pertencente ao grupo da Companhia Paulista de Ferro Ligas (CPFL). Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica do Salto de Irapé Voltão A usina hidrelétrica do Salto Voltão está situada no rio Chapecozinho. a CPFL teve sua falência decretada em 1994. A concessão para o era uma das aproveitamento hidrelétrico foi oficializada pelo governo federal em novembro de 32 Pequenas 1974 com a promulgação do decreto nº 74. pas- no final sando a abastecer apenas o forno e os serviços auxiliares da fábrica de ferroligas de 2005.

respectivamente.500 kW e 4. Em 1998.5 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis 257 .2 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 3. Os geradores 384. a Agência Nacional tipo Francis de eixo horizontal. com de Salto do Passo Velho. as hidre. 3. canal de adução com 147 m de da concessionária mineira. tomada rência do empreendimento para empresa distinta d’água. extensão.7 (1). Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas). tubulação forçada em cha- Em abril de 2001.A. trais Hidrelétricas (PCHs) da Cemig em operação dade como um PIE. autorizando a Cemig a estabelecer-se como fornecidos pelas empresas Westinghouse e Eletro Me- Produtor Independente de Energia Elétrica (PIE) cânica Suíça foram recapacitados para as potências de mediante o aproveitamento de Salto Voltão. as duas unidades gera- a transferência das duas usinas para a Cemig como pa. doras de Salto Voltão voltaram à operação em setembro gamento de dívidas da CPFL. por meio da operação comercial ao final de 2005. ficando também acertada equipamentos eletromecânicos.960 kW.87 Potência instalada (MW): 8. Localização Cronologia Barragem Município: Xanxerê (SC) Início de operação: 2001 (reativação) Tipo: Concreto ciclópico Comprimento (m): 122 Altura máxima (m): 4 Bacia hidrográfica Rio: Chapecozinho Bacia: rio Uruguai Área de drenagem (km2): 1. 4. tiradas de operação. ma resolução determinou a realização das reformas O arranjo geral do aproveitamento compre- necessárias para a reativação da usina e a transfe. (também adquirida da CPFL) e Machado Mineiro.36 Queda nominal (m): 78.5 (1) Energia assegurada Vertedouro (MWmédio): 7. No ano seguinte. drelétricas localizadas em Minas: Salto do Paraopeba létricas de Salto Voltão e Salto do Passo Velho foram re. A mes.700 kW.520 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 43. Ambas operam com turbinas de Em outubro de 2000. vertedouro livre. a Cemig constituiu a Ho. rizontes Energia S. sendo ampliada em 1973 com a instalação de um gerador de 3. fabricadas pela empresa de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução nº catarinense Hidráulica Industrial (Hisa).800 kW. A usina entrou em operação em 1972 com um gerador de 2. Salto Voltão e mais duas hi- a desativação da fábrica da CPFL em Xanxerê. câmara de carga. ende a barragem de gravidade em concreto. como subsidiária integral de Salto Voltão era uma das 32 Pequenas Cen- capital fechado para gerar e comercializar eletrici. a CVRD adquiriu Após reforma geral das instalações civis e dos o controle total da empresa. e dezembro de 2001. pa de aço com 182 m de comprimento e casa de força.

inaugurado em 1954 pela Companhia Siderúrgica Mannesmann. 258 . É uma unidade de co-geração que aproveita combustíveis residuais dos processos de produção da siderúrgica do Barreiro. localizada no bairro do Barreiro em Belo Horizonte. em- preendimento de marcante importância na história da industrialização de Minas. Usina Termelétrica do Barreiro A usina termelétrica do Barreiro foi construída pela Cemig em parceria com a empre- sa siderúrgica franco-alemã Vallourec & Mannesmann Tubes do Brasil (VMB). na área industrial dessa empresa. na região central de Minas Gerais.

com benefício de fidelização de um grande preendimento. Em agosto da planta de co-geração. Empenhada em recuperar a mais favorável para o desenvolvimento de projetos competitividade da unidade brasileira da antiga Man- de autoprodução e produção independente. celebração de contrato de longo prazo para venda As negociações em torno do projeto prosse- da energia gerada pela termelétrica à siderúrgica. a VMB reiterou o interesse pela instalação cularmente em sistemas de co-geração. visando à venda da energia substituída. O empreendimento despontou como uma nova oportunidade de negócio para a Cemig. orçado em R$ 21 milhões. constituída em 2000 em decor- Vale ressaltar que as reformas institucionais em rência da incorporação da Mannesmann pela empre- curso no setor elétrico haviam criado um ambiente sa francesa Vallourec.. tendo em vista o aumento da de 1999.. com benefício de fidelização de um grande consumidor industrial. o Conselho de Política Ambiental de Minas confiabilidade do fornecimento de energia para a si- Gerais (Copam) aprovou a concessão de licença de derúrgica e a redução do impacto ambiental causado instalação para a usina. Em abril de consumidor industrial. potencialmente livre. nesmann. per. 2001. a concessionária constituiu a Usina Termelétrica 259 . potencialmente livre. O s estudos sobre a usina do Barreiro foram iniciados mitindo ainda a ampliação do seu mercado pela em 1999 pela Cemig e pela Mannesmann. O empreendimento despontou como A Cemig decidiu criar uma Sociedade de uma nova oportunidade de negócio para a Ce. parti. pela emissão de gás de alto-forno na atmosfera. Propósito Específico (SPE) para a consecução do em- mig. guiram com a VMB.

A. a termelétrica entrou em operação comercial. Em janeiro de 2002.A.A. as duas concessionárias consti- Nacional de tuíram a Central Termelétrica de Cogeração S. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autori- zou a UTE Barreiro S.. a Cemig associou-se de 2002. Em agosto do mesmo ano. Elétrica (Aneel) As obras do Barreiro foram iniciadas em abril de 2002. A contratação autorizou a do fornecimento de equipamentos e serviços para construção da usina foi feita UTE Barreiro S. A empresa mineira assumiu a responsabilidade pela construção.A. a Cemig e a VMB assinaram o contrato para a implantação da usina. a à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Barreiro S. empresa de saneamento Agência básico de Minas Gerais. Em julho do mesmo ano. Seus combustíveis principais são o gás de alto-forno (originado da produção do ferro-gusa em alto-forno) e o alcatrão vegetal (um subproduto originado 260 . A usina do Barreiro opera no ciclo térmico de vapor tipo Rankine. a estabelecer-se como produtor independente de energia. Atendendo a essa exigência. sando a atender a cerca de um terço da carga da siderúrgica da VMB. como subsidiária integral de capital fechado. pas- de energia. cabendo à Toshiba do Brasil a execução como produtor do empreendimento. operação e manutenção da termelétrica. determinando porém a transferência de seu controle acionário para empresa dis- Em janeiro tinta da concessionária mineira. com garantias de financia- a estabelecer-se mento no regime de supplier’s credit. para levar adiante o negócio. independente Em fevereiro de 2004. através de licitação pública em sistema de turn-key.. cabendo à empresa siderúrgica a cessão do terreno em comodato e o fornecimento dos combustíveis. com Energia 49% de capital da Cemig e 51% da Copasa.

9 Combustível: Gás de alto-forno.do carvão vegetal). em paralelo com o sistema Cemig. alcatrão e gás natural Nº de unidades geradoras: 1 Início de operação: 2004 261 . manda. A energia gerada é para fornecimento de parcela significativa de sua de- fornecida através do barramento de 22 kV da si. das sinergias entre as duas empresas. com clara demonstração do aproveitamento derúrgica. aten- turbina a vapor com torre de resfriamento e um dendo aos requisitos do órgão regulador do setor. concessionária de energia elétrica construiu dentro ca possui uma caldeira multicombustível. A termelétri. Localização Empreendimento Município: Belo Horizonte (MG) Tipo: Termelétrica de co-geração Potência instalada (MW): 12. O gás natural também pode Sua implantação representou a consolida- ser utilizado em caso de redução da disponibili. uma da planta de um cliente uma central de geração. ção de uma parceria inédita no Brasil em que uma dade dos combustíveis principais. gerador com eixo horizontal.

Construída pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas). a termelétrica permitiu o aumento da con- responder por fiabilidade do abastecimento a cargas vitais do processo produtivo da Usiminas. Além da redução dos custos com fornecimento de energia elétrica à side- passando a rúrgica. mediante o apro- veitamento dos combustíveis gasosos produzidos pela Usina Intendente Câmara. também merecem destaque: duas caldei- de energia ras de baixa pressão fabricadas pela Dedini e pela Kawasaki. em 1986. três caldeiras de alta pres- elétrica da são fornecidas pela Mitsubishi Heavy Industries e pela Companhia Brasileira de Caldeiras Usiminas. uma torre de resfriamento e uma estação de tratamento de água. foi adquirida pela Cemig em 2000. A termelétrica foi instalada na planta industrial da entrou em siderúrgica em Ipatinga. com- significativa postas por turbinas a vapor. e geradores encomendados à Brown do consumo Boveri Co. uma parcela A usina conta com duas unidades geradoras de 20 MW de potência unitária. Usina Termelétrica Usina Hidrelétrica de Ipatinga de Irapé A usina termelétrica de Ipatinga está localizada no município de mesmo nome. na região do rio Doce de Minas Gerais. destacando-se como um dos maiores empreendimentos de operação co-geração até então desenvolvidos no país. passando a responder por uma parcela significativa do consumo de energia elétrica da Usiminas. uma das maiores empresas do setor siderúrgico na- cional.. A termelétrica entrou em operação em 1986. Em 2000. atendida pela Cemig em 138 kV.. Entre seus equipamentos principais. a Cemig adquiriu a central térmica por R$ 90 milhões como paga- mento de dívidas pendentes da Usiminas relativas a fornecimento de eletricidade. A termelétrica principalmente gás de alto-forno. de tipo monocilíndrico. (CBC). 262 .

derivados de alcatrão e óleo com.Em maio de 2004. com pro- melétrica. a Cemig constituiu a Usina A Usiminas é o maior cliente industrial da Térmica Ipatinga S. adqui- ção de energia em regime de produção independen. durante cinco anos. Privatizada em 1991. gás de aciaria.A. utilizando gás de alto-forno. a partir de janeiro de 2005. em conjunto com a Usiminas. com o propósito de operar a ter. Em maio de 2004. a Cemig assinou um contrato de braram contrato no valor de R$ 1 bilhão para forneci- compra e venda de energia com a Usiminas referente mento de energia às unidades de Ipatinga e Cubatão à energia produzida pela térmica de Ipatinga. na forma de subsidiária integral concessionária mineira. a Cemig e a Usiminas celebraram contrato no valor de R$ 1 bilhão para fornecimento de energia às unidades de Ipatinga e Cubatão durante cinco anos. a em- de capital fechado. coqueria. alcatrão e outros Nº de unidades geradoras: 2 Início de operação: 1986 263 . A subsidiária dução anual de cerca de 10 milhões de toneladas de tinha por objetivo social a produção e a comercializa. presa lidera o chamado Sistema Usiminas. Localização Empreendimento Município: Ipatinga (MG) Tipo: Térmica de co-geração Potência instalada (MW): 40 Combustível: Gás de alto-forno. aço em suas unidades de Ipatinga e Cubatão. alcatrão. a partir de janeiro de 2005. gás de rúrgica Paulista (Cosipa). rida por ocasião da privatização da Companhia Side- te. a Cemig e a Usiminas cele- bustível.. Em agosto do mesmo ano. Em 2002.

264 .

Estações Ambientais 265 .

O número dessas áreas foi reduzido para quatro em 1992. Terceira maior usina da Cemig em capacidade instalada. após análises baseadas em critérios técnicos de observação. Localizada em área do ecossistema cerrado. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Galheiro de Irapé I naugurada em 5 de junho de 1996. foi reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). é a maior unidade de conservação da Cemig. a estação ambiental de Galheiro está si- tuada às margens do reservatório da usina hidrelétrica de Nova Ponte. entre os rios Quebra-Anzol e Galheiro. A estação foi criada para atender às exigências legais de licenciamento ambiental do aproveitamento hidrelétrico de Nova Ponte. que contemplou numerosos programas e projetos para minimização dos impac- tos socioambientais causados pela formação do grande reservatório da hidrelétri- ca. Sua implantação foi prevista no Plano de Controle Ambiental de Nova Pon- te. no mesmo ano em que a Cemig dava partida à construção da hidrelétrica. Nova Ponte entrou em operação em setembro de 1994. expressividade dos ambientes na- 266 . Com área de 2. no rio Araguari. O processo de escolha da área da estação ambiental teve início em 1987. no município de Perdizes (MG).847 ha. visando à preservação de remanescentes expressivos da vegetação de cerrado e da fauna diversificada na área do empreendimento. Estudos preliminares apontaram a existência de 35 áreas potenciais para a implantação da estação.

o lobo-guará e algumas espécies raras. uma vegetação natural e significativa rede de drenagem vez que é parte integrante do complexo da usina hi- com água de boa qualidade. contemplando roteiro básico de visitação e a área junto ao rio Galheiro como a mais apropriada trilha interpretativa. dio e telefone. conta com ancoradouro. o tamanduá-bandeira. educação ambiental para alunos de ensinos funda- Um mapeamento mais detalhado e as negociações mental e médio das redes pública e particular da com os órgãos ambientais de Minas Gerais definiram região.. rede o pica-pau-rei. jamento. além de 78 famílias de insetos. Estação Ambiental de Galheiro Ano de criação: 1996 Localização: município de Perdizes (MG) Usina relacionada: Hidrelétrica de Nova Ponte Área (ha): 2. Galheiro e 20 de anfíbios. que vem Em novembro de 2002. a estação foi cadas- possibilitando a implementação de medidas voltadas trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e ao correto gerenciamento da unidade. dos de fauna. dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Está sendo desenvolvido o programa de Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. 53 de répteis. certificada desde 23 de fe- flora realizado em 1994 registrou 624 espécies de ve. para a implantação da estação. auditório. A estação foi criada para atender às exigências legais de licenciamento ambiental do aproveitamento hidrelétrico de Nova Ponte. flora e limnologia. elétrica.847 267 . 264 de aves. alo- como o macaco-guigó ou sauá. Inventário da fauna e da drelétrica de Nova Ponte. sistema de comunicação através de rá- como a jandaia-de-testa-vermelha. turais.. vereiro de 2000. A estação vem operando em conformidade Galheiro tem 72% de sua área coberta com com a ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental. getais. torre de vigilância de incêndios. 36 de mamíferos Em relação à infra-estrutura. foi aceiros em torno de toda a área. elaborado o plano de manejo da reserva. cercas de mourões de concreto e Como resultado dos estudos ambientais. no rio Araguari. Fo. presença de fauna e facilidades de proteção. laboratório para estu- ram identificadas espécies ameaçadas de extinção.

compreendendo a área industrial da usina no município de Juatuba. Responsável pelo alagamento de uma área de 365 ha. na margem oposta. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Igarapé de Irapé I mplantada em 1992 junto à usina de Igarapé. iniciando estudos de captura e marcação de es- pécies nativas do rio Paraopeba em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). com tecnologia própria. a Cemig construiu. preservação e recomposição da flora e da fauna locais. principal termelétrica da Cemig. Em 1994. e a área do Centro de Educação Ambiental no município de Betim. uma escada de peixes na barragem da usina. na margem esquerda do rio Paraopeba. a estação ambiental de Igarapé possui uma área de 105 ha. Foi criada com o objetivo de promover o desenvolvimento de programas de educação ambiental. a 268 .

a dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como estação conta com um viveiro de animais e um centro Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. em 1997. desde sua inauguração. Estação Ambiental de Igarapé Ano de criação: 1992 Localização: municípios de Betim e Juatuba (MG) Usina relacionada: Termelétrica de Igarapé Área (ha): 105 269 . vem recebendo estudantes e professores da termelétrica (1974-1978) com a finalidade de garan. tir o fornecimento de água para as caldeiras a óleo Em novembro de 2002. a estação foi cadas- combustível de Igarapé. vem recebendo estudantes e professores da rede escolar pública e privada de Minas Gerais. de educação ambiental que. Além do sistema de transposição de peixes. trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Além do sistema de transposição de peixes. a estação conta com um viveiro de animais e um centro de educação ambiental que. rede escolar pública e privada de Minas Gerais. barragem fora erguida à época da construção da em 1997. desde sua inauguração.

com o Programa de Reflores- tamento Ciliar. Suas principais atividades se desenvolvem nas áreas de piscicultura e reflorestamento. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Itutinga de Irapé I naugurada em julho de 1994. A estação vem contribuindo para o fomento da piscicultura na região sul de Minas. como óleo copaíba. às margens dos reservató- rios das hidrelétricas de Itutinga e de Camargos. Itutinga e Camargos foram construídas pela Cemig na década de 1950. Desde a piracema de 1995/1996. A estação ambiental foi criada com a finalidade de dar continuidade aos trabalhos de preservação ambiental da Cemig na região. a estação ambiental de Itutinga. está localizada no município de Itutinga. 270 . jatobá. iniciados na década de 1980. visando à sua transferência para os reservatórios da Cemig. em parceria com universidades e produtores rurais. O programa de reflorestamento consiste na produção de espécies flores- tais nativas. pacu. o Programa de Reflorestamento Ciliar visa à manutenção da vida animal terrestre e aquática.26 ha. com uma área de 35. Implantado em 1989. em convênio com a Universidade Federal de Lavras (UFLA). para reflo- restamento ciliar e recuperação das áreas degradadas próximas aos reservatórios e às nascentes. ipê-amarelo. dourado e piracanjuba. promovendo a reprodução induzida de espécies como piau. cedro e pitanga. Primeira e segunda usinas da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. são produzidos pei- xes nativos do trecho superior do rio Grande.

Estação Ambiental de Itutinga Ano de criação: 1994 Localização: município de Itutinga (MG) Usinas relacionadas: Hidrelétricas de Itutinga e Camargos Área (ha): 35. A estação de Itutinga também promove cursos de cubação de ovos. dade e das escolas da região para atividades de edu. Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. Em novembro de 2002. a estação foi cadastrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. laboratório para reprodução de peixes e in. tanques-rede para estocagem de peixes.26 271 . Em novembro de 2002. trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Sua infra-estrutura compreende viveiro de dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como mudas. a estação foi cadas- cação ambiental. tanques de terra e uma unidade de piscicultura e está aberta à participação da comuni.

no município de Nova Ponte. 272 . Banhada pelo rio Araguari. em área do ecossistema cerrado. a usina de Miranda entrou em operação comercial em maio de 1998. ocu- pa uma área de 358 ha. a estação ambiental de Jacob está situada às margens do reservatório da usina hidrelétrica de Miranda. junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Construída no mu- nicípio de Indianópolis. A estação foi criada para atender às exigências ambientais relacionadas ao aproveitamento hidrelétrico de Miranda. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Jacob de Irapé I naugurada em 5 de agosto de 1998. notadamente o desenvolvimento de pesquisas sobre a fauna e a flora na área do empreendimento. demandando a formação de um reserva- tório com 51 km2 de extensão ao longo do rio Araguari. reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). a jusante da estação ambiental.

a estação foi cadas- trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. senhor Agripino Jacob de Resende. sistema de radiocomunicação. O inventário da fauna local realizado nos anos de 1995 e 1996 identificou 206 espécies de aves. A localização da estação foi definida durante a exe- cução do projeto básico da hidrelétrica. A estação ambiental de Jacob é assim denominada em homenagem ao seu ex-proprietário. Estação Ambiental de Jacob Ano de criação: 1998 Localização: município de Nova Ponte (MG) Usina relacionada: Hidrelétrica de Miranda Área (ha): 358 273 . Além da fau- na significativa. Em dezembro de 2004. mirante. trilhas e estradas in- ternas. que muito contribuiu para a preservação da área. A estação desenvolve pesquisas sobre a fauna e a flora nativas e promove trabalhos de pre- servação e de educação ambiental. 53 es- pécies de mamíferos. foram translocados e monitorados por radiotelemetria espécimes de ouriço-cacheiro e mico- estrela. exposição ambiental. A estação ambiental de Jacob é assim denominada em homenagem ao seu ex-proprietário. senhor Agripino Jacob de Resende. cercas e aceiros. que muito contri- buiu para a preservação da área. provenientes da operação de resgate da fauna durante o enchimento do reservatório da hidrelétrica. contando em sua infra-estrutura com auditório. 19 de répteis e 12 de anfíbios. tendo sido desapropriada pelo governo estadual em outu- bro de 1994. Em 1997 e 1998. a área escolhida conta com um dos melhores remanescentes florestais da região.

piapara. Os trabalhos. no município de Ninheira. na região norte de Minas Gerais. a estação ambiental de Machado Mineiro está localizada às margens do reservatório da usina hidrelétrica de Machado Mineiro. Foi implantada cinco anos depois da entrada em operação da usina com o objetivo de desenvolver trabalhos de pesquisa e produção de alevinos nas bacias dos rios Pardo e Jequitinhonha. na área da piscicultura. vêm sendo realizados em convênio com a Escola Agrotécnica Federal de Salinas (EAFSAL). A estação conta em sua infra-estrutura com laboratório para reprodução de peixes. com a reprodução induzida de espécies como o piau. curimbatá e piabanha. Estação Ambiental de Machado Usina Hidrelétrica Mineiro de Irapé I naugurada em novembro de 1997. incubação de ovos e unidade de tanques para estocagem. 274 .

Estação Ambiental de Machado Mineiro Ano de criação: 1997 Localização: município de Ninheira (MG) Usina relacionada: Hidrelétrica de Machado Mineiro Área (ha): 3. A estação conta em sua infra-estrutura com laboratório para reprodução de peixes. incubação de ovos e unidade de tanques para estocagem.2 275 .

Em convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Cen- tro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). Entre as espécies ameaçadas de extinção. É considerada uma das mais importantes reservas ecológicas do país. identificando 556 espécies de insetos. a Cemig promoveu o inventário das es- pécies nativas de animais e plantas. criação e manejo de macucos e mutuns. 26 de répteis. O inventário possibilitou a implantação de um centro de manejo e re- produção de animais silvestres para translocar e reintroduzir espécies em am- bientes locais e em outras unidades ambientais do estado. Quatro espécies identificadas são novas para a ciência. em parceria com 276 . Merece destaque o projeto de produção. está em processo de reconhecimento como Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN estadual. transformado em símbolo da reserva. Licaria triplicalyx. possui 606 ha de área terrestre. a estação ambiental de Peti está situada às margens do reservatório da usina hidrelétrica de Peti em área dos municípios de Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo. junto ao Instituto Estadual de Florestas – IEF. destacam-se o pavó ou pavão-do-mato. 256 de aves. na zona limítrofe entre a Mata Atlântica e o Cer- rado. 502 de vegetais. dentre elas a libélula que recebeu o nome científico de Heteragrion petiense e a árvore de canela. Ba- nhada pelo rio Santa Bárbara e quatro córregos. Originalmente denominada Estação de Pesquisas e Desenvolvimento Ambiental de Peti. Estação Ambiental Usina Hidrelétrica de Peti de Irapé I naugurada em 22 de setembro de 1983. o lobo-guará e a onça-parda. sem contar os 677 ha de reservatório. 39 de mamíferos. 24 de anfíbios e 10 de peixes.

O trabalho é desenvolvido em parce- de mão-de-obra qualificada para a elaboração dos Es. ria com o Instituto São Rafael. instalado na casa de força da antiga usina Estação Ambiental de Peti Ano de criação: 1983 Localização: municípios de Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) Usina relacionada: Hidrelétrica de Peti Área (ha): 606 277 . quando trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e da promulgação da Resolução Conama 01/86. restaurante e alojamentos. o centro na Silvestre. aquática e dos trabalhos de monitoramento da fauna Em Peti. a estação ambiental de Peti vem implemen. de manejo e reprodução de animais silvestres. o caminho é entremeado por informações em Braille A estação tornou-se uma importante escola e os portadores de deficiência têm à disposição se- de técnicos especializados nos problemas específicos mentes e folhas para que possam sentir a textura da do setor elétrico brasileiro e. tando um programa de educação ambiental. funciona uma pioneira trilha para e da flora. a estação foi cadas- Ambiental (Eia-Rima) de usinas hidrelétricas. de Peti (construída no início do século XX). pesquisas. tudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Em novembro de 2002. a Crax – Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Fau. dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Sua infra-estrutura compreende o centro de Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. a estação ambiental de Peti vem implementando um programa de educação ambiental. portanto. audi- Além de estudos sobre ecologia terrestre e tório. Além de estudos sobre ecologia terrestre e aquática e dos trabalhos de monitoramento da fauna e da flora. na formação vegetação local. deficientes visuais: escorado por cordas sinalizadas.

especial- mente. piracanjuba e surubim. pacu. Originalmente denominada Estação de Hidrobiologia e Piscicultura de Volta Grande. nos municípios de Conceição das Alagoas (MG) e Miguelópolis (SP). localizada às margens do reservatório da hidrelétrica. em parceria com universidades e institutos de pesquisa. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Volta Grande de Irapé I naugurada em 14 de janeiro de 1976. consegue-se a reprodução de espécies cultivadas em tanques ou capturadas na época da piracema. sua criação foi idealizada ao tempo da construção da usina de Volta Grande (1970-1974). como curimba. Por meio de indução hormonal. piapara. a estação ambiental de Volta Grande foi implantada em áreas remanescentes da usina hidrelétrica de Volta Grande. no cur- so inferior do rio Grande. quando são transferidos aos reservatórios da empresa. ocupa uma área de 391 ha. a Cemig desenvolve ali um projeto de reprodução induzida. tendo como objetivo primor- dial a realização de estudos sobre a qualidade da água e o desenvolvimento de técnicas de manejo e reprodução de espécies nativas de peixes na bacia do rio Grande. A estação ambiental abriga um dos mais importantes centros de pisci- cultura do Brasil. Como os peixes migradores ou de piracema não se adaptam ao regime de águas lênticas dos reservatórios para completar o seu processo repro- dutivo. jaú. 278 . nos rios Grande. Primeira estação ambiental da Cemig. dourado. As pós-larvas são cultivadas até se transformarem em ale- vinos e jovens. Paranaíba e Araguari para a preservação da biodiversida- de e manutenção da pesca.

168 de aves e 25 de mamíferos. dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Espécies como o veado-catingueiro são mantidas Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. se- para atender aos trabalhos de reflorestamento ciliar. como trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e o tamanduá-bandeira. algumas ameaçadas de extinção. servatório de Volta Grande. tor de refrigeração. compreendendo a coleta e análise de dados Sua infra-estrutura compreende atualmente físicos. M ais recentemente. o lobo-guará e a jaguatirica. Tra. recu. pavilhão de peração de áreas degradadas e arborização urbana. Entre 1994 e 1995. 168 de aves e 25 de Em dezembro de 2004. a estação formou um viveiro de mudas laboratório completo para limnologia e ictiofauna. hipofisação. a estação ambiental pro. produção de mudas de plantas e alojamentos. museu de peixes. como o tamanduá-bandeira. médio e superior de escolas das da água do reservatório e dos tanques e viveiros de redes pública e particular. peixes. Paralelamente aos trabalhos voltados para a A estação também é utilizada nos programas recomposição da ictiofauna. onde foram detectadas 45 espécies de vegetais. o lobo-guará e a jaguatirica. Estação Ambiental de Volta Grande Ano de criação: 1976 Localização: municípios de Conceição das Alagoas (MG) e Miguelópolis (SP) Usina relacionada: Hidrelétrica de Volta Grande Área (ha): 391 279 . 168 tanques. algumas ameaçadas de extinção. a estação de piscicultura passou a contar com um banco de sêmen para a restauração de em viveiros de aclimatação para posterior soltura e monitoramento. de educação ambiental da Cemig para alunos de en- move um programa de monitoramento da qualidade sinos fundamental. a estação foi cadas- mamíferos. um levantamento espécies em extinção e o melhoramento genético. Possui uma área de 391 ha. apontou a presença de 53 espécies de peixes no re- dade Federal de Minas Gerais (UFMG). viveiro para Possui uma área de 391 ha. oito aquários. dois lagos de piscicultura. biblioteca. onde foram de. Em 1978. sala de microscopia. químicos e biológicos. tectadas 45 espécies de vegetais. da ictiofauna realizado por pesquisadores da UFMG ta-se de uma iniciativa conjunta da Cemig e da Universi.

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Jacutinga
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA. Acervo Histórico: processo n.
FOP
1170/1948. Rio de Janeiro, 1948.

Gafanhoto
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA. Acervo Histórico: processo n.
FOP
3612/54. Rio de Janeiro, 1954.

Jacutinga
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA. Acervo Histórico: processo n.
FOP
707834/68. Rio de Janeiro, 1968.

Igarapé
ELETROBRÁS. Parecer n. 48/3, de 8 mar. 1973 do Diretor Econômico-Financeiro, Manoel Pinto de
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Igarapé
ELETROBRÁS. Relatório de verificação n. DVCA 113/75, de 16 set. 1975. In: ELETROBRÁS.
FOP Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. 01410/1972. Rio
de Janeiro, 1972.

Igarapé
ELETROBRÁS. Relatório de verificação n. DVCA 225/76, de 2 dez. 1976. In: ELETROBRÁS.
FOP Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. 01410/1972. Rio
de Janeiro, 1972.

São Simão
ELETROBRÁS. Conselho de Administração. Deliberação n. 007/72, de 4 fev. 1972. In: ELETROBRÁS.
FOP Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. 3630/1971. Rio
de Janeiro, 1971.

290

Igarapé
ELETROBRÁS. Conselho de Administração. Deliberação n. 040/1974, de 12 mar. 1974. In:
FOP ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
01410/1972. Rio de Janeiro, 1972.

Pai Joaquim
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00043/1993: informação técnica n. 002/93. Rio de Janeiro, 1993.

ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. Porto Estrela
FOP
00002/1995. Rio de Janeiro, 1995.

ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. Paraúna
FOP
0074/1976. Rio de Janeiro, 1976.

Funil
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
0090/1995. Rio de Janeiro, 1995.

ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. Miranda
FOP
0094/1986. Rio de Janeiro, 1986.

Queimado
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00114. Rio de Janeiro, 1997.

Rosal
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00130/1976. Rio de Janeiro, 1976.

Irapé
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00166/1962. Rio de Janeiro, 1962.

Rosal
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00233/1993. Rio de Janeiro, 1993.

Nova Ponte
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00258/1987. Rio de Janeiro, 1987.

Queimado
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
DEL
01129/1963. Rio de Janeiro, 1963.

Igarapé
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
01410/1972. Rio de Janeiro, 1972.

Formoso
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
01781/1963. Rio de Janeiro, 1963.

Volta Grande
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
1908/1968. Rio de Janeiro, 1968.

Martins
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. Pissarrão
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Emborcação
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Peti
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Martins
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Gafanhoto
SOUZA, Asdrúbal Teixeira. [Correspondência] 8 set. 1948, [para] José Pio Borges de Castro. In:
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Bom Jesus do Galho
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Camargos
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Paraúna
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Xicão

Peti
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LIV Rio de Pedras
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Xicão

Gafanhoto
Luiz Dias
Pai Joaquim
Paraúna
Poço Fundo
Santa Marta
São Bernardo
Xicão
Anil
Camargos
Emborcação
LIV CEMIG. Cemig, 35 anos. Belo Horizonte, 1987.
Igarapé
Itutinga
Jaguara
Piau
Salto Grande
São Simão
Três Marias
Tronqueiras
Volta Grande
Igarapava
Nova Ponte

Emborcação
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CEMIG. João Camilo Penna: depoimento de história oral. Belo Horizonte, 1986. (Memória da Igarapé
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Cemig, 5). São Simão

Gafanhoto
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