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Usina Hidrelétrica de Itutinga – 1ª grande usina construída pela Cemig, concluída em 1955.

Usinas da Cemig
A história da eletricidade em Minas e no Brasil.

1952 - 2005

U84
Usinas da Cemig: 1952-2005. / Coordenação Paulo Brandi de Barros Cachapuz.
– Rio de Janeiro : Centro da Memória da Eletricidade no Brasil, 2006.
304p. : il. color ; 22,5 cm.

ISBN 85-85147-70-9 (enc.)

1. Energia Elétrica - História. 2. Cemig - História, 1952-2005. 3. Usina Hidrelétrica.
I. CACHAPUZ, Paulo Brandi de Barros (Coord.) II. Centro da Memória da Eletricidade
no Brasil (Rio de Janeiro, RJ).

Governador de Minas Gerais
Aécio Neves da Cunha

Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico
Wilson Nélio Brumer

companhia energética de minas gerais

Diretoria Executiva

Diretor Presidente
Djalma Bastos de Morais

Diretor Vice-Presidente
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Diretor de Planejamento, Projetos e Construções
Celso Ferreira

Diretor de Finanças, Participações e de Relações com Investidores
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Diretor de Distribuição e Comercialização
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Diretora de Gestão Empresarial
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www.cemig.com.br

Centro da Memória da Eletricidade no Brasil – MEMÓRIA DA ELETRICIDADE Presidente Mario Penna Bhering Diretoria Executiva Marilza Elizardo Brito Coordenadoria do Centro de Referência Solange Balbi Cerveira Reis Coordenadoria de Pesquisa Ligia Maria Martins Cabral Coordenadoria de Comunicação Liliana Neves Cordeiro de Mello Coordenadoria de Administração Carlos Henrique da Silva Coordenação Paulo Brandi de Barros Cachapuz Pesquisa Paulo Brandi de Barros Cachapuz e Sergio Tadeu de Niemeyer Lamarão Pesquisa Iconográfica Gilberto Lima Martins Copyright © 2005 by Centro da Memória da Eletricidade no Brasil .

Sumário Usina Hidrelétrica Salto Morais 178 Usina Hidrelétrica Santa Luzia 180 Apresentação 9 Usina Hidrelétrica Santa Marta 182 Usina Hidrelétrica São Bernardo 184 A Cemig e o Desenvolvimento Usina Hidrelétrica de Sumidouro 186 da Indústria de Energia Elétrica Usina Hidrelétrica Tronqueiras 188 em Minas Gerais 11 Usina Hidrelétrica Xicão 192 Usinas da Cemig 53 Centrais Térmicas Parque gerador da Cemig 56 Usina Termelétrica de Formoso 196 Usina Termelétrica de Igarapé 198 Grandes Centrais Hidrelétricas Usina Hidrelétrica de Camargos 61 Central Eólica Usina Hidrelétrica de Emborcação 67 Usina Eólica do Morro do Camelinho 202 Usina Hidrelétrica de Irapé 73 Usina Hidrelétrica de Itutinga 79 Usinas em Consórcio Usina Hidrelétrica de Jaguara 85 Usina Hidrelétrica de Aimorés 206 Usina Hidrelétrica de Miranda 91 Usinas Hidrelétricas de Capim Branco I Usina Hidrelétrica de Nova Ponte 95 e Capim Branco II 210 Usina Hidrelétrica de Salto Grande 101 Usina Hidrelétrica de Funil 216 Usina Hidrelétrica de São Simão 107 Usina Hidrelétrica de Igarapava 220 Usina Hidrelétrica de Três Marias 113 Usina Hidrelétrica de Porto Estrela 224 Usina Hidrelétrica de Volta Grande 119 Usina Hidrelétrica de Queimado 228 Pequenas Centrais Hidrelétricas Subsidiárias da Cemig Usina Hidrelétrica de Anil 126 Usina Hidrelétrica de Machado Mineiro 234 Usina Hidrelétrica de Bom Usina Hidrelétrica de Pai Joaquim 236 Jesus do Galho 128 Usina Hidrelétrica de Rosal 240 Usina Hidrelétrica de Cajuru 130 Usina Hidrelétrica Sá Carvalho 244 Usina Hidrelétrica de Dona Rita 132 Usina Hidrelétrica de Salto do Paraopeba 248 Usina Hidrelétrica de Gafanhoto 134 Usina Hidrelétrica do Salto do Passo Velho 252 Usina Hidrelétrica de Jacutinga 138 Usina Hidrelétrica do Salto Voltão 256 Usina Hidrelétrica de Joasal 140 Usina Termelétrica do Barreiro 258 Usina Hidrelétrica de Lages 142 Usina Termelétrica de Ipatinga 262 Usina Hidrelétrica de Luiz Dias 144 Usina Hidrelétrica de Marmelos 148 Estações Ambientais Usina Hidrelétrica de Martins 152 Estação Ambiental de Galheiro 266 Usina Hidrelétrica de Paciência 154 Estação Ambiental de Igarapé 268 Usina Hidrelétrica de Pandeiros 156 Estação Ambiental de Itutinga 270 Usina Hidrelétrica de Paraúna 158 Estação Ambiental de Jacob 272 Usina Hidrelétrica de Peti 160 Estação Ambiental de Machado Mineiro 274 Usina Hidrelétrica de Piau 164 Estação Ambiental de Peti 276 Usina Hidrelétrica do Pissarrão 168 Estação Ambiental de Volta Grande 278 Usina Hidrelétrica Poço Fundo 170 Usina Hidrelétrica de Poquim 172 Referências Bibliográficas 280 Usina Hidrelétrica Rio de Pedras 174 .

Usina Hidrelétrica de São Simão .

Igarapava.Apresentação Desde o início de suas atividades. termelétrica e eólica. mais recentemente. Mesmo ali. em todas as suas formas. é da mesma qualidade. onde está o maior potencial hidráulico natural da região. É vasto o território. inaugurada no final do século. em 1952. pela sua engenharia e porte. No enredo. Em 1955. são variadas as formas. é a melhor do Brasil. a Cemig encontrou condições de construir Irapé.710 MW de São Simão. a Cemig resgata. Resgatar a história das usinas da Cemig é preservar um valoroso patrimônio. Em todos os cantos de Minas. muito da história da energia elétrica no Brasil. através de informações e imagens de suas dezenas de usinas. Construir usinas. Três Marias foi um grande desafio e mar- cou a história dos grandes empreendimentos no País. Morro do Camelinho tira sua energia do vento. operá- las. foi o suprimento inicial e a arrancada definitiva para a industrialização do Estado. Igarapé gera a partir do óleo. a inaugu- ração de Itutinga marcava o início de uma era de grandes obras pela Cemig. Geração hidrelétrica. novas usinas foram sendo implantadas. no entanto. foi pioneira em seu formato de parceria com a iniciativa privada. A aquisição de Gafanhoto. Pequenas. parece uma gota perto dos 1. A Cemig se sente orgulhosa em poder editar este livro que teve estreita co- laboração do Centro da Memória da Eletricidade. os ideais de nossos pioneiros. que conta. terra marcada pela falta de água. Rio de Pedras. A Diretoria  . são diversos os tamanhos. num trabalho de extração da máxima capacidade das máquinas geradoras. a força da gente que construiu nosso rico patrimônio gerador. também. as águas de nossos rios. recapacitá-las. O último território a ser desbravado foi o Vale do Jequitinho- nha. a rica história da geração de energia elétrica em Minas. Neste mais de meio século. Neste livro. mantê-las funcionando com eficiência e até. com sua capacidade de 9 MW. que vai gerar energia para sustentar o desenvolvimento da- quela região tão carente. com predominância no Triângulo Mineiro. tornando-se referência no setor nacional. a Cemig demonstrou talento para a geração de energia elétrica. a Cemig não parou com seu propósito de explo- rar o potencial energético de Minas Gerais. A energia. médias e grandes. que já funcionava desde 1946.

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A Cemig e o Desenvolvimento da Indústria de Energia Elétrica em Minas Gerais Usina Hidrelétrica de Volta Grande .

em conformidade com uma política mais ampla de redu- ção da presença empresarial do Estado e de estímulo à competição em ativida- des monopolizadas ou quase inteiramente dominadas por empresas públicas. modificou profundamente a base produtiva e a estrutura de propriedade da indústria de energia elétrica nacional. a empresa mudaria sua razão social para Companhia Energética de Minas Gerais em 1984. O desenvolvimento da indústria de eletricidade no Brasil contou com a parti- cipação predominante do capital privado até meados do século XX. quando um novo ciclo de expansão foi inaugurado por empresas públicas federais e estaduais. mantendo a sigla tradicional. A crescente intervenção estatal no setor elétrico. Originalmente de- nominada Centrais Elétricas de Minas Gerais. A participação do capital privado tornou-se praticamente residual e limitada a pequeno número de empresas distribuidoras. as regras de funcionamento do setor sofreram pro- fundas modificações. consolidada em 1962 com a constituição da empresa holding federal Centrais Elétricas Brasileiras (Ele- trobrás). A escala técnica dos empreendimentos foi elevada com a construção de grandes centrais hidrelétricas em locais afasta- dos dos principais centros consumidores e a implantação de extensas linhas de transmissão. Usina Hidrelétrica de Nova Ponte 12 . Na década de 1990. a Cemig figura entre as empresas estatais que desempenharam pa- pel fundamental nesse novo ciclo de expansão do setor elétrico. Criada em 1952.

res de energia no estado. em decorrência de contratar o melhor pessoal que havia disponível.A. planejamento da expansão e operação dos Fundada em maio de 1952 pelo governador sistemas interligados. a licitação das novas alterações na legislação setorial. e a Cemig Geração e mulação das entidades especializadas nas funções de Transmissão S. porém. para atender à necessidade Modelo de excelência na administração pú- de expansão da geração de seu sistema. Em 1997. notadamente grandes consumido. uma escola de planejamento. o blica brasileira. mig Distribuição de Energia S. a Cemig vem de- As implicações do novo modelo setorial fo. a empresa também se destacou como governo mineiro vendeu um terço das ações ordiná.A. Juscelino Kubitschek de Oliveira. mantendo. Sua primeira diretoria.A Juscelino Kubitschek O processo de mudanças compreendeu a privati- zação de diversas empresas estatais. A Cemig firmou diversas parcerias com em. va ao longo de sua trajetória. distinguindo-se como empresa eficiente e competiti- presas privadas. o país. rias da Cemig. presidida pelo engenheiro Lucas Lopes. Em 2004. procurou rio da concessionária. o controle acioná. in- 13 . a Cemig foi desmembrada em duas subsidiárias integrais: a Ce- concessões para a expansão dos sistemas e a refor. sempenhando desde então o papel de verdadeiro ins- ram bastante significativas para Minas Gerais e todo trumento de desenvolvimento da economia mineira. regulação.

porém. no amplo programa de industrialização e modernização da economia estadual. Usina Hidrelétrica de Marmelos 14 . a primeira Tratava-se. A empresa transformou por hidrelétrica completo a base produtiva do setor elétrico mineiro. Em 1883. de ações pontuais e de pequena escala. o panorama usina da oferta de energia no estado mudou significativamente. visando ao atendimento de áre- operação as precariamente eletrificadas e à garantia de energia para alguns projetos industriais. como veremos adiante. Com a Cemig. formando uma equipe de especialistas que daria consistência aos programas futuros da companhia. dando o suporte necessário ao brasileira. cluindo técnicos estrangeiros. atendendo preferen- cialmente aos maiores centros urbanos. Devido à escassez de reservas carboníferas de boa qualidade. as fontes de geração hidrelétrica logo despontaram como principal opção para a produção de eletricidade. a participação do governo estadual na produção entrou em de eletricidade já se fazia notar. município de Diamantina. Antes da criação da Cemig. do século XIX sob a forma de sistemas isolados e independentes. A formação do setor na então elétrico em Minas província de Minas Os serviços de energia elétrica foram organizados no Brasil a partir do final Gerais.

forma de energia nos Estados Unidos e na Europa. Gramme de 25 HP de potência unitária. entrou em operação a primei. A usina de Ribeirão do Inferno foi ins. em Nova Lima. era intenção de 15 . esse aproveitamento permi- Jequitinhonha. a usina entrou em fun. com 4 e 8 HP de extração de ouro na mina de Faria. empresário fundou a Companhia Mineira de Eletrici- to de energia à fábrica desta empresa em Viçosa. um dos pio- de Minas e do país foi realizado pela Companhia neiros do setor têxtil em Minas. primeira hidrelétrica o cascalho da mina por uma linha de transmissão da América Latina a fornecer energia para serviços de com dois quilômetros de extensão. entrou em operação em Juiz de Sua energia era levada até as bombas que extraíam Fora a usina de Marmelos Zero. Dispondo de dois dínamos Diamantina. o aproveitamento contava com temporâneas. A usina foi idealizada O segundo aproveitamento hidrelétrico pelo industrial Bernardo Mascarenhas. acionados Localizada no ribeirão do Inferno. rio Paraibuna e a exploração do serviço de energia cionamento em 1885 e permaneceu em operação elétrica em Juiz de Fora. dade (CME) para a construção de Marmelos Zero no Situada no rio Turvo Sujo. a usina possuía duas máquinas de tiu a utilização de energia elétrica nas atividades corrente contínua (dínamos Gramme). afluente do rio por uma roda-d’água. Faria inaugurou a hidrelétrica de Ribeirão dos Ma- ra usina hidrelétrica brasileira. na então província de Minas Gerais. a Compagnie des Mines d’Or du Em 1883. Em 1889. das aplicações iniciais dessa nova 150 HP de potência. Em janeiro de 1888. a iluminação elétrica das casas de trabalhadores e talada com finalidade de movimentar duas bombas funcionários da empresa. Em 1887. sendo con- durante longo período. De acordo com o recense- amento de 1920.Usina Hidrelétrica de Marmelos Usina Hidrelétrica de Salto Grande A s experiências pioneiras com geração de energia elé- trica ocorreram ainda na época do Império. de desmonte hidráulico de terreno diamantífero. bem como de potência. no município de cacos. A par disso. iluminação pública e particular. portanto. o Fiação e Tecidos São Silvestre para fornecimen.

Mascarenhas instalar uma fábrica de tecidos na cidade que seria acionada com energia de origem hidráulica. Esta companhia tornou-se também concessionária dos serviços eletricidade. Interrupções freqüentes levaram a brasileiro prefeitura a instalar em 1911 a chamada Usina de Gás Pobre. Em 1920. a Companhia de Eletri- de usinas e cidade e Viação Urbana de Minas Gerais. como. com capacidade de 600 kW. por exemplo. a Comissão Construtora da Nova Capital empreendeu a instalação da usina de Freitas. em Itabirito. Minas era o estado brasileiro que reunia maior número de usinas e empresas de eletricidade. a inglesa The Saint John del Rey Mining Company. que reunia o No ano seguinte. os serviços de eletricidade. aproveitando uma queda-d’água no ribeirão Arrudas. seguindo pelo estado do Rio de Janeiro com 61 mil kW. sável pelos serviços de iluminação e força de Belo Horizonte. A supremacia desses estados devia-se basicamente às usinas do grupo canadense Brazilian Traction. Responsáveis pela montagem de sistemas de grande porte para os padrões da época. equivalentes a 37% do total nacional. Em 1907. A usina de 225 kW integrou o conjunto das obras públicas inauguradas com a capital. o sistema elé- Minas era trico da capital passou a contar com a energia da hidrelétrica de Rio de Pedras. com 42 mil kW. 16 . Light and Power. bondes e telefones da região mais desenvolvida do país: o eixo formado pelas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. as concessionárias controladas pela holding canadense somavam 134 mil kW de capa- cidade instalada. aparecendo em terceiro lugar quanto à potência insta- lada. viação e telefones da maior número capital foram arrendados por uma empresa privada. Marmelos Zero foi inaugurada em setembro de 1889 com 250 kW de potência instalada.. organizada pelo engenheiro Sam- empresas de paio Corrêa. a prefeitura ficou respon- Em 1920. Inicialmente. construída no rio das Velhas. de energia elétrica de Santa Bárbara em 1914. construída no início do século por uma mineradora estrangeira. A grande maioria das usinas em Minas pertencia a pequenas concessioná- rias privadas ou municipalidades. com o estado 1. no centro da cidade.200 kW. Com a assistência técnica de Bernardo Masca- renhas. por delegação do executivo estadual. O grupo Light con- centrava a maior parcela dos serviços de energia elétrica. assumindo o controle da usina de Peti. Belo Horizonte contou com serviços de energia elétrica desde a inaugura- ção da cidade em dezembro de 1897. São Paulo liderava o ranking nacional com 155 mil kW. sendo desativada em 1896 para a entrada em operação de uma nova usina construída no mesmo local pela CME: a hidrelétrica de Marmelos 1.. Vale destacar que diversas empresas mineradoras atuantes em Minas investiram na autoprodução de energia elétrica. Havia porém algumas empresas de porte médio.

No final da década de 1920. funda. entre os quais. iniciando o atendimento aos por intermédio da Companhia Força e Luz de Minas dois municípios que lhe emprestavam o nome. dando prosseguimen. a concessionária reuniu buna. Passaram ao controle da CFLMG as hi- Na região Sul. Além de Juiz de Fora. às localidades de Matias Barbosa.como a pioneira CME. a empresa inaugurou a usina de Marmelos 2. a nova concessionária assumiu todos a abastecer São João Nepomuceno e Rio Novo. três anos antes. somando de 14 mil kW. o gru- Força e Luz Cataguases-Leopoldina (CFLCL). Usina Hidrelétrica Rio de Pedras 17 . de imediato os serviços de energia elétrica de mais com 2. Maurício. Freitas e Peti. Itajubá. obtendo a concessão dos serviços 1908. pelos serviços de eletricidade e tração urbana da capi- trificação dos principais centros urbanos da Zona da tal desde a rescisão do contrato com a Companhia de Mata mineira. Contando em sua direção com o ex- to à exploração do potencial hidráulico do rio Parai. com 800 kW. além da termelétrica a gás de da Companhia Sul Mineira de Eletricidade (CSME) em Belo Horizonte. região mais dinâmica da economia esta. Eletricidade e Viação Urbana de Minas Gerais. diversas iniciativas de caráter drelétricas de Rio de Pedras (que havia sido duplicada local ganharam maior abrangência com a fundação em 1925). Mar de Espanha. a CME já atendia de uma dezena de municípios. Ouro Fino e Varginha. Gerais (CFLMG). A com. presidente Venceslau Brás. Em elétrica mineiro. passando Em 1929.400 kW. ocorrida dual durante a Primeira República. a CFLCL colocou em operação a hidrelétrica de de eletricidade de Belo Horizonte e Santa Bárbara. panhia logo ampliaria sua área de atuação. a exemplo do Outra empresa de destaque era a Companhia que ocorreu em outros estados da federação. os bens e instalações do Departamento de Eletricida- Tanto a CME como a CFLCL contribuíram para de. Bicas e Guarará. Em 1915. agosto de 1922. po norte-americano American and Foreign Power da em fevereiro de 1905 pelo empresário e influente Company (Amforp) ingressou no setor de energia político mineiro José Monteiro Ribeiro Junqueira. órgão do governo estadual que vinha respondendo o desenvolvimento manufatureiro e o progresso da ele.

Embora o Código de Águas não tenha sido plenamente implementado. contábil e financeira das empresas do setor. venção do Estado na vida econômica e social do país. O código assegurou à União o monopólio do poder de con- cessão dos aproveitamentos hidrelétricos. de energia Após a vitória do movimento revolucionário de 1930 que conduziu elétrica. Vargas ao poder. No plano nacional. via instalada substituição de importações. As medidas centralizadoras e interven- contava com cionistas adotadas pelo governo Vargas (1930-1945) protegeram a economia 178 MW de brasileira do total impacto da depressão internacional mundial dos anos capacidade 1930. Santa Marta e Gafanhoto. Entrada em cena do Estado A participação do poder público estadual como agente produtor de energia elétrica teve início no governo Benedito Valadares (1933-1945) com a construção das hidrelétricas de Pai Joaquim. sob o regime autori- Minas tário liderado por Getúlio Vargas. assistimos no mesmo período à crescente inter- Em 1946. determinando ainda a fiscaliza- ção técnica. A promulgação do Código de Águas em julho 1934 mudou inteiramente o regime jurídico da indústria de eletricidade. o governo federal manifestou clara preocupação com a re- gulamentação das atividades de energia elétrica.. Usina Hidrelétrica de Santa Marta 18 .. contribuindo ainda para acelerar o processo de industrialização. sua inspiração nacio- nalista provocou incertezas que desencorajaram investimentos dos grandes grupos estrangeiros instalados no país. em articulação com outras po- líticas voltadas para a modernização da economia do estado.

o que corres. A definição desses proje. a usina foi inaugurada em Monlevade. no governo do inter- A construção de Pai Joaquim. entrou em operação em 1946. o interventor João Beraldo criou o Departa- diferentes regiões de Minas. tecimento de Uberaba e Araxá. a usina lando quatro hidrelétricas entre 1936 e 1940. de capacidade instalada. A usina entrou em operação em 1941 com capacidade Cumpre assinalar. por para o desenvolvimento econômico de Minas. taria de Agricultura e Indústria do governo Valadares dustrializado do país tornou-se ainda mais acen. com o objetivo de satisfazer necessidades prementes de energia elétrica em três diferentes regiões de Minas. mento da participação dos ramos metalúrgico e siderúr. o crescimento econômico na tos pioneiros contou com a participação decisiva do década de 1930 foi apenas moderado. entre 1937 e 1943. aproveitou o potencial do rio Piracicaba. vimento migratório do estado. O crescimento industrial de São Paulo e do engenheiro Odilon Dias Pereira. A usina de bacia do rio Jequitinhonha. graças a com o objetivo de ampliar a oferta de energia elétrica iniciativas como a implantação da usina de Monlevade a Montes Claros. com o objetivo de satisfazer Além da conclusão das obras de Gafanho- necessidades prementes de energia elétrica em três to. insta. A construção de Pai Joaquim. inicial de 2. no Triângulo Mineiro. titular da secreta- a expansão das fronteiras agrícolas em direção ria de Viação e Obras Públicas do governo estadual aos estados do Paraná e Goiás reforçaram o mo. destinada ao abas- em outras unidades da federação. 1944 com dois grupos geradores de 500 kW de potên- ca integrada a carvão vegetal do mundo na época. A deficiente infra-estrutura de energia elétrica e a Gafanhoto foi construída com a finalidade de desconcentração das atividades econômicas impuseram fornecer energia à Cidade Industrial de Contagem. titular da secre- tajosa posição do estado em relação ao centro in. era a maior siderúrgi. Localizada no ribeirão Ticororó. o significativo au. As obras foram iniciadas sob a supervisão tuada. A desvan. engenheiro Israel Pinheiro da Silva. inaugurada em 1937. na pela Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. com 14 mil kW e Gafanhoto foi anunciada pelo governador Benedi. Santa Marta e Gafanhoto foi anunciada pelo governador Benedito Valadares em 1939. no rio Araguari. Loca- exemplo. porém. até 1942. lizada no rio Pará. mento de Águas e Energia Elétrica de Minas Gerais 19 . cia unitária. Em Minas. A Belgo Mineira.940 kW. a 90 km de Belo Horizonte. pondia a 12% da população estadual. O censo de 1940 O primeiro empreendimento foi a hidrelétri- apurou a existência de 830 mil mineiros vivendo ca de Pai Joaquim. Santa Marta foi construída na região norte gico no valor da produção industrial do estado. Santa Marta ventor João Tavares Corrêa Beraldo. to Valadares em 1939. a a muitas empresas industriais e de mineração a instalação mais importante realização do governo Valadares de seu próprio sistema energético.

Milton Campos promulgou a lei nº 510. Em 1946. (DAE-MG) em abril de 1946. A CFLMG. Entre as concessionárias privadas que atendiam a mais de um município. já citadas. subsidiária do grupo norte-americano Amforp. comumente de propriedade municipal. a maioria das localidades com serviços de ele- tricidade era abastecida por usinas isoladas. Em 1942.. Pai Joaquim e Santa Marta. em meio ao crescente déficit de energia da capital. a em- presa iniciou a construção da nova usina de Peti. inaugurada quatro anos mais tarde com 9. Minas contava com 178 MW de capacidade instalada de energia elétrica. o DAE-MG assumiu a responsabilidade pela administração das usinas de Gafanhoto. tendo em vista o estudo dos problemas da oferta de energia elé- trica no estado e a formulação de novos projetos de aproveitamentos hidrelé- tricos.400 kW de potência. Esse panorama. bem como a Companhia Luz e Força Hulha Branca. como organismo vinculado à Secretaria de Viação e Obras Públicas. denotando grande dispersão de centros de produção de energia. 20 . correspondentes a 12% do total nacional. Foi o maior investimento em geração realizado pela CFLMG ao longo de sua trajetória. no Triângulo Mineiro. a Companhia Mi- neira de Eletricidade e a Companhia Sul Mineira de Eletricidade. na região Sul. servindo Belo Horizonte e Santa Bárbara. autorizando o governo mineiro a organizar empresas de economia mista para construção e operação de centrais hidrelétricas no estado. De imediato. Em novembro de 1949. Poucas empresas possuíam sistemas de geração e distribuição com caráter regional. a Companhia Pra- da de Eletricidade. abran- gendo mais de um município. De um modo geral. a Companhia Geral de Eletricidade e a Siqueira Meireles Junqueira & Cia. destacavam-se a Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina. na região central. era a maior con- cessionária de serviços públicos de energia elétrica. refletia uma fase incipiente da evolução dos siste- mas elétricos no estado.

supervisionou a elaboração de estudos sobre três aproveitamentos: um no rio Grande (Itutinga) e dois na bacia do rio São Francisco (Jequitaí e Pandeiros). elaborado sob orientação de Américo René Gianetti. autorizando o governo mineiro a organizar empresas de economia mista para constru- ção e operação de centrais hidrelétricas no estado. O Plano de Eletrificação de Minas Gerais e a criação da Cemig Em janeiro de 1947. chefiada pelo engenheiro José Seabra Rodrigues. secretário de Agricultura e Indústria e uma das principais lide- ranças empresariais do estado. oriundos da Taxa de Servi- ço de Recuperação Econômica. o governo Milton Campos formulou um diagnóstico pioneiro da situação social e econômica de Minas. na região do Rio Doce. Milton Campos pro- mulgou a lei nº 510. o plano propôs a construção da hidrelétrica de Salto Grande. Em novembro de 1949. no rio Santo Antônio. A lei Usina Hidrelétrica de Salto Grande 21 . Em outra frente. sob a supervisão direta de Gianet- ti. Empossado em março do mesmo ano. As obras de Salto Grande foram iniciadas em 1949 pelo Serviço de Aproveitamento do Rio Santo Antônio (Sarsa). lançando ainda em 1947 o Plano de Recupe- ração Econômica e Fomento da Produção. visando à instalação de 51 MW na primeira etapa do empreendimento. a Secretaria de Viação e Obras Públicas. e de ou- tras usinas de menor porte com recursos do Fundo Estadual de Eletrificação. Apontando a deficiente infra-estrutura de transportes e energia elétrica como o mais sério en- trave ao avanço da industrialização de Minas. o eleitorado mineiro su- fragou o nome de Milton Soares Campos na primeira eleição direta para o governo estadual realizada após a queda do Estado Novo.

um estudo especial. o governo estadual. entre autoprodutores e concessionários de serviço público. celebrou contrato com a Companhia Brasileira de Engenharia (CBE) para a formulação do Plano de Eletrificação de Minas Gerais. O plano da CBE reconhecia a necessidade de intervenção do poder públi- co nas atividades de energia elétrica. o governo do estadual. à qual ínfima dos estariam subordinadas as empresas regionais. foi alvo de particulares. ao governo do estado (Gafanhoto). reservando espaço. O plano previu a interligação de todos os sistemas da zona central do estado num grande conjunto de operação coordenada. O plano distinguiu sete zonas eletroeconômicas em Minas Gerais. por meio da construção de centrais geradoras de maior porte e da interconexão dos sistemas existentes. As maiores centrais geradoras pertenciam à CFLMG (Rio de Pedras e Peti). independentes e isoladas e de campo de ação restrito. devido à existência de inúmeras entidades produtoras de energia. para as quais foram investigadas soluções próprias em função das características econômicas e seus respectivos recursos energéticos. o governo estadual deveria investir na construção Cemig foi de grandes usinas e linhas de transmissão para suprimento de energia às redes de subscrito quase distribuição particular ou municipais. As usinas localizadas nesta área somavam 94 mil kW. estabelecendo os fundamentos básicos da política de eletrificação adotada pelo governo mineiro na administração de Juscelino Kubitschek. polarizada por Belo Horizonte. onde já existiam sistemas elétricos man- social da tidos por empresas privadas. No entanto. para a perma- nência da iniciativa privada. produzindo energia para uma área de aproximadamente 20 mil km2 com uma população de cerca de 1 milhão de habitantes. correspondentes à metade da potência instala- da em todo o território mineiro. à Companhia Siderúrgica Belgo Mineira (Ponte Torta e Taquaruçu). à mineradora inglesa The Saint John Del Rey Mining Company (usinas do rio do Peixe) e à Companhia Eletroquímica Brasileira (usinas do rio Mainart). O capital Nas regiões mais desenvolvidas. Eram ao todo 25 principais companhias. representado pelo engenheiro José Seabra Rodrigues. o plano foi concluído em seis meses. previu ainda a realização de estudo das condições técnicas e econômicas das diversas regiões do território mineiro com vistas ao aproveitamento do potencial hidráulico nele existente. Elaborado sob a coordenação do engenheiro Lucas Lopes. Nas áreas de menor desenvolvimento. com estado deveria criar condições para uma futura integração dessas unidades em contribuição sistemas regionais. Previu-se também a criação de uma empresa holding. contudo. acionistas A zona central do estado. 22 . No mês seguinte. o po- integralmente der público deveria cingir-se à concessão de auxílio técnico e apoio para obtenção pelo governo de recursos para as empresas particulares e prefeituras.

a proporcionar às populações várias missão e distribuição de energia elétrica. JK propôs concentrar esforços de Lavras. A Companhia de Eletrificação do sumiu o cargo de governador de Minas. completando o arca- da a um projeto específico. Eletricidade do Médio Rio Doce (CEMRD) foi encarrega- cos de estrangulamento da economia mineira. a produção de energia elétrica. No projeto. Em dezem- Entre os projetos prioritários na área de energia. até então a cargo do Serviço de Aproveitamento do Rio de 1952 em cerimônia que contou com a presença de 23 . e explorar diretamente sistemas de produção. que regulamentou a lei nº 828. Juscelino Kubitschek as. já organizadas ou em fase de organização. a fim de que. Em fevereiro do ano seguinte. Em 1950. Itutinga. do Alto Rio Doce (Ceard) assumiria as obras de Salto Gran. Quanto a Piau. em agosto de 1951. Itutinga. a movimen. concebido durante a Segunda Guerra Mundial pela nheiro Lucas Lopes. destinada ao fornecimento de energia às cidades trialização do estado. trans- tar os transportes. voltada para o tizando seu programa administrativo com o slogan abastecimento de Governador Valadares. A Companhia de em dois setores que identificava como pontos bási. superada designada como Companhia Auxiliar de Eletricidade.. sinte. integralizando metade do capital acioná- para colaborar com a administração Kubitschek. o projeto foi aprovado e convertido na constavam os aproveitamentos de Salto Grande. regionais foram criadas por Juscelino. por todos os meios ao nosso alcance. “Binômio Energia e Transporte”. por todos os meios ao nosso alcance. O projeto de criação da Cemig foi encaminha- lativa. bem como a comodidades domésticas que são outros tantos requi. a nova empresa era produção de energia elétrica. sitos do conforto”. bro de 1951. o governo mineiro associou-se ao empre- diretor da Comissão do Vale do São Francisco (CVSF) endimento. lei nº 828. da da construção da usina de Tronqueiras. rio da Central Elétrica do Piau (Cepiau). além da construção da barragem de nação Centrais Elétricas de Minas Gerais. Lopes deixou o cargo de entretanto.710. Na primeira mensagem à Assembléia Legis. a gem de agosto de 1951. JK manifestava o propósito do à Assembléia Legislativa juntamente com mensa- de “aumentar. importa notar que se trata- O principal responsável pela execução do va originalmente de um empreendimento privado. foi oficializada pelo decreto nº 3. A fundação da Cemig ocorreu em 22 de maio de. ficação elaborado pela CBE. JK manifestava o propósito de “aumentar. programa de energia do novo governo seria o enge. essa penosa contingência. controlar as companhias de eletricidade do governo.” Em janeiro de 1951. A Companhia de Eletricidade bouço legal necessário à constituição da empresa. três empresas de eletricidade mente Cemig.. Companhia Brasileira Carbureto de Cálcio. tendo como Alto Rio Grande (Cearg) ficou responsável pela usina de meta prioritária promover a modernização e a indus. abreviada- Cajuru. em agosto de 1951. Santo Antônio (Sarsa). São João del-Rei e Barbacena.Na primeira mensagem à Assembléia Legislativa. coordenador do plano de eletri. cada uma associa. Em junho de 1951. Minas disponha da potência sociedade de economia mista destinada a construir necessária a alimentar as indústrias novas. a denomi- Tronqueiras e Piau.

Cotrim e Thibau. a empresa passou a contar com mais dois diretores: o advogado e economista Maurício Chagas Bicalho e o engenheiro Flávio Henrique Lira da Silva. Laborne havia feito carreira como engenheiro da prefeitura de Belo Ho- rizonte. Kubitschek pouco interferiu na escolha do quadro dirigente da Cemig e de sua gestão administrativa. tendo exercido por curto período no ano de 1946 o cargo de prefeito da capital. fabrican- te norte-americana de equipamentos hidráulicos e elétricos. Soares colaborou ativamente com o grupo fundador da 24 . Mario Penna Bhe- ring e Mauro Thibau. Uma personalidade muito importante na interlocução da empresa com o governador e seu secretariado foi o médico Júlio Soares. primeiro presidente da Companhia de Eletricidade do Médio Rio Doce. realizada no Palácio da Liberdade. Em outubro de 1953. Usina Hidrelétrica de Itutinga Kubitschek. por nomeação do interventor João Beraldo. Cunhado de Juscelino e seu conselheiro informal. A primeira dire- toria da empresa foi composta por Lucas Lopes (presidente) e pelos engenheiros Pedro Laborne Tavares (vice-presidente). Cotrim e Thibau haviam participado da elaboração do plano de eletrificação esta- dual e eram considerados especialistas em problemas energéticos. Oriundos do grupo Amforp. John Reginald Cotrim. Bhering havia trabalhado nos Estados Unidos. junto à representação da Allis Chalmers. em Belo Horizonte. segundo depoimentos de Lucas Lopes.

a Cemig incorporou nas áreas mais desenvolvidas do país (São Paulo as ações do governo do estado na Companhia de Ele. O capi. seu nome também foi escolhido O desequilíbrio entre a oferta e demanda de ener- para compor a diretoria da empresa. que passaram à condição de suas subsidiárias. inclusive No ato de constituição. O programa inicial da Cemig compreen- mineiro e fluminense. determinado lizador. com diversas modificações de seu marcos pioneiros do processo de formação do se. Em 1945. Os proje- tos do FFE e do IUEE foram convertidos em lei em Primeiras realizações agosto de 1954. turais e também por causa das más condições hi- tricidade do Alto Rio Grande. considerado excessivamente centra- tor estatal na área de energia elétrica. complementar à usina de Gafanhoto. além da implantação de uma rede de Ao voltar ao poder em 1951. ra Mundial por iniciativa dos governos gaúcho. deu a construção das hidrelétricas de Salto Gran- ro governo Getúlio Vargas. Tronqueiras e Piau. da federação e o governo federal vinham movendo também proposto por Vargas. transmissão com cerca de 800 km de extensão e deu uma intervenção mais incisiva do Estado no 14 subestações abaixadoras e de interligação.Cemig. O setor elétrico como condição fundamental para o programa pretendia adicionar 100 mil kW ao par- avanço do processo de industrialização do país. uma semana depois do suicídio do presidente. com contribuição ínfima dos ral de Eletrificação (FFE). federal. como a Cemig. sionárias privadas e públicas. As empreitadas pio. Não só Minas Gerais. não teve a mesma sor- esforços para ampliar a oferta de energia elétrica te dos anteriores. sendo arquivado pelo Congresso. o desenvolvimento do setor elétrico. em áreas precariamente eletrificadas ou relegadas O plano previa a duplicação da capacidade instalada ao segundo plano pelas grandes empresas estran. diversas obras iniciadas ou programadas por conces- neiras ocorreram ainda ao tempo da Segunda Guer. da Companhia de Ele. do Imposto Único sobre acionistas particulares. da Afonso. contemplando geiras que dominavam o setor. e Rio de Janeiro). o Fundo Federal de Eletrificação foi admi- mentos das concessionárias de capital privado na nistrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento expansão de seus sistemas. apresentando tal social da Cemig foi subscrito quase integralmente ao Congresso Nacional os projetos do Fundo Fede- pelo governo estadual. texto original. criando a Companhia Hidro Elétrica do São usina térmica de reserva na Cidade Industrial de Francisco (Chesf). Vargas defen. Contagem. lecer novas bases financeiras e institucionais para assim como o sistema elétrico de Gafanhoto. Itutinga. drológicas no início da década de 1950. de. fundado em 1952. mas outros estados O projeto do Plano Nacional de Eletrificação. conside- 25 . da Companhia de Ele. por conta de problemas estru- tricidade do Médio Rio Doce. ao final do primei. da barragem de ponsabilidade pela construção da usina de Paulo Cajuru. Econômico (BNDE). de energia elétrica do país até 1965. a União assumiu a res. gia elétrica já era um dado evidente. que gerador de Minas Gerais até 1956. trificação do Alto Rio Doce e da Central Elétrica do O segundo governo Vargas buscou estabe- Piau. O projeto da Eletrobrás seria aprovado A criação da Cemig representou um dos apenas em 1961. Mais tarde. Energia Elétrica (IUEE) e da Eletrobrás. Antes da constituição da empresa holding em ampla medida pela insuficiência dos investi.

no rio Pará. obtendo 7. entraram em operação as duas primeiras 26 . foram O primeiro empreendimento levado a cabo pela companhia foi a bar- inauguradas ragem de Cajuru.400 kW. vinculados ao Fundo de Eletrificação. a empresa con- tratou em 1953 o primeiro empréstimo com o Banco Internacional de Reconstrução e Entre Desenvolvimento (Banco Mundial). com 1. O primeiro empréstimo março de do BNDE foi concedido para as obras de Salto Grande em 1954.3 milhões de dólares para a aquisição janeiro e de máquinas e equipamentos destinados à usina de Itutinga. pleno aproveitamento da capacidade instalada da usina de Gafanhoto. Com o aval da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos. foram inauguradas as usinas de Itutinga. a barragem permitiu o de Itutinga. construída em regime de urgência devido à drástica redu- ção das vazões do rio Pará. a Cemig contou de imediato com os recursos da Taxa de Serviços de Recuperação Econômica. 1955. melho- Tronqueiras rando a confiabilidade do atendimento aos consumidores da Cidade Industrial e Piau. Ainda em 1954. financiada com recursos da Comissão do Vale do as usinas São Francisco (CVSF). No ano seguinte. de Contagem. Entre janeiro e março de 1955. Usina Hidrelétrica de Tronqueiras rando no caso de Salto Grande e Itutinga apenas a instalação das máquinas correspondentes à primeira etapa desses empreendimentos. Inaugurada em fevereiro de 1954. Para cumprimento desse arrojado programa. Tronqueiras e Piau. a Cemig instalou a usina diesel da Cidade Indus- trial.

sob o MW. especial- do. Em 1952. autoprodutoras. o presidente da Cemig. Nessa fase pioneira. A Sul do estado. ponderáveis blocos de energia para expansão de suas A Cemig garantiu o fornecimento de ener. o funcionamento de seu forno elétrico. A empresa liderou o movimento da fábrica da Mannesmann foi inaugurada em agosto operação conjunta para a região central. proprietária da usina de Sá a Cemig pôde atender ao compromisso de ampliar Carvalho. atividades. Cauê e Barroso. cimento Itaú. a acelerar o seu plano energético. em suprir a demanda de energia necessária para Excetuando Tronqueiras. como a Belgo Mineira e as companhias de gia para a instalação ou ampliação de diversos em. a Belgo Mineira. trada em operação da hidrelétrica de Salto Grande. inaugurada em 1951. Cândido Hollanda de Lima e o presidente do BNDE. abragendo ampla área das regiões Central e mente a Cemig. 27 . a Companhia Aços Espe. sem nenhuma industriais de outras empresas que necessitavam de modificação no sistema da subsidiária da Amforp. Com a en- a CFLMG. A implantação do sistema elétrico da compa- MG em 69 kV proporcionou ponderável aumento da nhia encorajou a instalação e a ampliação de plantas oferta de energia a Belo Horizonte. em Belo Horizonte. e outras empresas o fornecimento para 45 MW. correspondentes a pouco mais de um quarto estímulo e o compromisso do governo Kubitschek do total estadual. preendimentos industriais de vulto. ciais Itabira (Acesita). as usinas da Ce. Mannesmann pressionou o poder público. Da esquerda para a direita: Mauro Thibau. Roberto Campos. presa alemã Mannesmann decidiu implantar a usina vando a capacidade instalada da Cemig para 114 siderúrgica do Barreiro. a em. ele. A vinda da mig formaram de imediato um conjunto interliga.unidades geradoras da usina de Salto Grande. a Cemig funcionou ba- Assinatura do empréstimo para as obras da Usina de Três Marias. reunindo de 1954 com demanda inicial de 10 MW. Somente a interligação com a CFL.

A trajetória de Lucas Lopes fornece um bom exemplo. Três Marias. tendo em vista a expansão de seu sistema elétrico e o atendimento da crescente deman- da de energia no estado. A participação de empresas construtoras e técnicos estrangeiros foi muito importante para a formação interna do pesso- al. a Cemig rea- lizou estudos para futuros aproveitamentos hidrelétricos em Minas Gerais. Ao lado. os estudos do rio Grande e o Plano de Metas de JK Paralelamente à execução de seu programa inicial de obras. O presidente da República. aciona a chave de funcionamento da Hidrelétrica de Três Marias. João Goulart. 28 . bem como os cursos e estágios no exterior. Primeiro presidente da Cemig. Numerosos técnicos e dirigentes da empresa ocupariam altos postos na administração pública federal e estadual e no setor elétrico nacional. Magalhães Pinto e o presidente da Cemig. adquirindo notável capa- citação para a formulação e execução de projetos hidrelétricos e prestígio junto a agências internacionais de crédito. Celso Mello de Azevedo. sicamente como uma empresa construtora de usinas. o governador de Minas Gerais. Lucas Lopes contribuiu decisivamente para a formulação do programa econômico do governo Juscelino Kubitschek e sua execução como presidente do BNDE e ministro da Fazenda entre 1956 e 1959.

Galdino Mendes e Henrique Guatimosin. perto de Metas com o objetivo de impulsionar o desenvol- 29 . P. JK lançou o Programa local conhecido como corredeiras de Furnas. das possibilidades hidrelétricas do rio Grande desde O planejamento da empresa também pas- suas cabeceiras até o remanso do reservatório da sou a considerar a construção de Três Marias. idealizada estado de São Paulo. Assis Scafa. assumindo o ada a montante de Itutinga. Tratava-se de obra fundamental para a regulari- subsidiária do grupo Amforp. a companhia completou o reconhe. cuja construção havia sido iniciada em Francisco que vinha sendo estudado pela CVSF. compromisso de rever o anteprojeto da barragem e Em 1955. da cidade mineira de Passos e da divisa com o estado presa. o presidente do Brasil Juscelino Kubitschek. Elaborado sob a orientação do engenheiro Lucas Lopes e do economista Roberto Campos. mais sidência da República em janeiro de 1956. do aproveitamento hidrelétrico de Três Marias. Visita do embaixador dos EUA. em- usina de Peixoto (depois denominada Mascarenhas preendimento de múltiplas finalidades no rio São de Moraes). à Usina de Três Marias. ainda ao tempo em que o engenheiro Lucas Lopes a Cemig decidiu realizar seu segundo aproveitamento trabalhara como diretor da CVSF. cimento do rio Grande em toda a sua extensão. o Programa de Metas definiu a estratégia desenvolvimentista do governo JK. Sob a orientação do diretor técnico da em. ava. Shoeller. Uma das principais descobertas das investi. atuante no interior do zação das vazões do rio São Francisco.500 kW. 1952 pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Com a posse de Juscelino Kubitschek na pre- liando seu potencial hidrelétrico em 7. John Cotrim. C. Em 1955. os projetos de duas vezes a potência instalada em todo o país na de Furnas e Três Marias passaram efetivamente à or- época. a Ce- hidrelétrico no rio Grande: a usina de Camargos. Mário Penna Bhering. Cândido Hollanda de Lima. foram iniciadas investigações de São Paulo. o presidente da Cemig. Da esquerda para a direita: o embaixador dos EUA. situ. Ampliando em escala nacional sua expe- gações no rio Grande foi o formidável potencial do riência no governo de Minas. Com base nesse levantamento. mig firmou convênio com a comissão. dem do dia.

o Programa de Metas definiu a estratégia desenvolvimentista do governo JK. Cândido Hollanda de Lima e o presidente do Eximbank. fundada em fevereiro de 1957 sob a presidência do engenheiro John Cotrim. o presidente da Cemig.000 MW no prazo de dez anos. Da esquerda para a direita.200 MW. Mário Penna Bhering. e também do governo de São Paulo e dos grupos privados estrangeiros Light e Amforp. vimento econômico do país. Tratava-se de um empreendimento gigantesco para os padrões da época. Assinatura do financiamento para a construção da Usina de Camargos. no Export Import Bank. dimensionado em 1. com a participação acionária do governo de Minas. a segunda iniciativa de peso do governo federal no campo da produção de energia elétrica. foi considerado fundamental para o cumprimento da meta de energia elétrica. 30 . S. Wangh. controlada pelo BNDE. Quase um quarto dos investimentos globais do Programa de Metas fo- ram destinados ao setor de energia elétrica. A em- presa foi organizada como uma sociedade de economia mista. O aproveitamento de Furnas. Elaborado sob a orientação do engenheiro Lucas Lopes e do economista Roberto Campos. mediante maciços investimentos públicos nos setores de energia. visando aumentar a potência instalada do país em cerca de 5. A criação de Furnas representou. mas essencial para o su- primento de energia aos principais mercados consumidores da região Sudeste. transportes e indústrias de base. A execução da obra ficou a cargo da Central Elétrica de Furnas. depois da Chesf. representado pela Cemig. em especial São Paulo.

cabendo à Cemig a geradora ao pé da barragem de Cajuru. mentos eletromecânicos e a implantação do sistema chegou a suscitar a oposição do governador minei. celebrizada pelo slo. Com o energia gerada pela usina. a ampliação de Tron- O convênio estabeleceu que a construção da barra. tos de Salto Grande e Itutinga. de transmissão até Belo Horizonte. saneamento e geração de ener- municípios da região sul do estado. ro. assegurando à conces. delegando plenos poderes à concessionária compreendeu ainda a conclusão dos aproveitamen- mineira para a execução das obras de Três Marias. de Três Marias entrou em operação com duas unida- sionária mineira o direito de aquisição de 50% da des geradoras de 66 MW de potência unitária. a compra dos equipa- dimento do mercado de energia elétrica paulista. a Cemig passou a Também contemplado no Programa de Me. a área a ser inundada pelo reservatório de vazão do rio São Francisco para múltiplas finalidades Furnas era bastante extensa. contar com 396 MW de capacidade instalada. Pai Joaquim e Santa Marta. a usina Cemig no capital de Furnas. corres- tas. pondentes a quase metade do total estadual. irrigação. sem dúvida. Bias Fortes avalizou a participação da mento em sua construção. Em julho de 1962. e o presidente da Cemig. início do funcionamento da usina. Após delicadas gia) e justificando em ampla medida o grande investi- negociações. mas voltada basicamente para o aten. A barragem de Três Marias foi inaugurada gan “Minas não pode ser a caixa-d’água do Brasil”. Cândido Hollanda de Lima. propiciando a regularização da De fato. de força ao pé da barragem. a CVSF firmou novo convênio com volvido pela Cemig até o início da década da 1960 a Cemig. abrangendo diversos (navegação. Em 1956. a construção de gem seria custeada com recursos orçamentários da Camargos e Pandeiros e a instalação de uma unidade CVSF e financiamento do BNDE. responsabilidade financeira pela construção da casa rio mineiro. inauguram a Hidrelétrica de Camargos. 31 . a O governador de Minas Gerais. José Francisco Bias Fortes. A construção da grande usina em territó. o empreendimento de Três Marias representou. o primeiro desafio de grande porte da O programa de geração hidrelétrica desen- Cemig. queiras. Bias Fortes. Além disso. em janeiro de 1961.

Entre os principais consumidores industriais. e a Companhia de Eletricidade do Alto Rio rios de Minas Grande. Montes Claros. Araxá e Teófilo Otoni. Governa- consórcio dor Valadares. a companhia já era responsável pelo abastecimento assinaram o direto de 69 municípios.800 consumidores industriais que absorviam mais de 80% de sua produ- ção de energia elétrica. começando pela criação do Ministério de Minas e Energia (MME) em 1960 e da Eletrobrás em 1962. Gerais. Sabará e São João del-Rei. a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais – Usiminas (chapas de aço). superando a marca dos 100 mil consumidores. a ainda a expansão da empresa na área de distribuição. como Montes Claros. a Cemig atendia Cemig e o diretamente a apenas 16 localidades. A companhia também ampliou o suprimento de energia para diversas con- cessionárias. O crescimento da capacidade geradora foi acompanhado por um cresci- mento equivalente do parque industrial mineiro. contando um total de 10 Canambra mil consumidores. a Alumínio de Minas Gerais – Aluminas (alumínio e ferroligas). Betim. a saber: a Companhia de Eletricidade do hidráulico dos Médio Rio Doce. a Usinas Queiroz Júnior (laminados de aço) e as companhias de cimento Barroso. Em 1956. por ocasião do racionamento de 1959. No decorrer da década de 1950. a Cemig promoveu a incorporação de do potencial suas quatro subsidiárias regionais. acompanhada de clara tendência à cen- tralização dos processos decisórios na órbita federal. como Barbacena. Cumpre ressaltar de 1962. Sob o regime militar instaurado em 1964. As mudanças institucionais foram notáveis. a Eletrobrás desempenha- ria um papel preponderante no setor elétrico. a Companhia de Eletrificação do Alto Rio Doce e a seis principais Central Elétrica de Piau. Em 1962. em 1961. participando do esquema especial de atendi- Em novembro mento a Belo Horizonte. notadamente a CFLMG.. visando racionalizar a administração e a avaliação os custos operacionais da companhia. a Belgo Mineira (laminados de aço). em 1962. Em 1962. em 1963. contrato para No início da década de 1960. a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN (fer- roligas). a companhia atendia 1. empresa instalou pequenas unidades diesel em diversas localidades. Itaú e Cauê.. Os estudos Canambra e a consolidação da Cemig como grande empresa geradora O desenvolvimento do setor elétrico brasileiro na década de 1960 foi mar- cado pela crescente intervenção estatal. a Cemig assegurou a expansão da oferta de energia para grandes empresas que instalaram ou ampliaram suas plantas industriais no estado. Contagem. figuravam a Mannesmann (tubos de aço). acumulando as funções de 32 .

a Cemig Assistiu-se também à reestruturação dos órgãos incorporou a Companhia Força e Luz de Minas Gerais responsáveis pelas funções normativas. aí tidade coordenadora do planejamento da expan. bem como a Companhia Mineira de Eletricidade O Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CME). A principal conseqüência dessas incorporações Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). as empresas do setor foi fundamental para o desen- brás e pelas concessionárias pertencentes aos gover. foi e outras concessionárias constituídas por empresários extinto em 1969. A presença das concessionárias de capital no governo Kubitschek. as principais concessionárias privado estrangeiro foi eliminada em decorrência da da região organizaram um grupo de trabalho para o compra das subsidiárias da Amforp e Light pelo go. por intermédio da Eletrobrás. notadamente na região Sudeste. estudo de diretrizes de planejamento de longo pra- verno federal. Ainda do Sul. Paraná e Rio Grande grande porte. 1964. O esforço integrado de planejamento entre timentos realizados pelas empresas do grupo Eletro. incluindo a maioria das ex-subsidiárias da Amforp e das são e operação dos sistemas elétricos do país. volvimento de sistemas elétricos interligados de nos de Minas Gerais. cedendo lugar ao Departamento locais. a Companhia Sul Mineira de Eletricidade (CSME) (CNAEE). de fisca. Participaram desse Usina Hidrelétrica de Funil 33 . Vale registrar também o processo de estaduali- principal agência de financiamento setorial e en. São Paulo. passou a depender quase exclusivamente dos inves. concessionárias privadas nacionais. em 1964 zo. zação de grande número de empresas distribuidoras. representante do grupo Amforp no estado até lização e controle dos serviços de eletricidade. de integração de seus sistemas. levando em conta a necessidade imprescindível e em 1979. criado no primeiro governo Vargas. foi a ampliação das responsabilidades da Cemig na área O crescimento do parque gerador nacional de distribuição. respectivamente. Em Minas. (CFLMG).holding das empresas federais de eletricidade.

Amforp e das concessionárias criadas pelo governo paulista para a construção de hidrelétricas nas bacias dos rios Paranapanema. A oportunidade de realizar um trabalho mais amplo surgiu logo em segui- da. sendo apro- vadas pelo presidente Jânio Quadros em julho de 1961. a pro- posta original foi estendida para os demais estados da região Sudeste. visando à obtenção de recursos para o estudo do potencial hidrelétrico do estado de Minas Gerais. às obras da Hidrelétrica de Salto Grande. grupo de trabalho técnicos de Furnas. Em novembro de 1962. Santiago. No início de 1962. Lucas Lopes. Cemig. Custódio Braga. a empresa mineira obteve uma doação de 735 mil dóla- res. a Cemig solicitou a colaboração do Fundo Especial das Nações Unidas. a Cemig e o consórcio Canambra assinaram o contrato para a avaliação do potencial hidráulico dos seis principais rios de Mi- 34 . Juscelino Kubitschek. Juscelino Kubitschek. Sérgio Octaviano de Almeida. A escolha recaiu sobre as firmas canadenses Montreal En- gineering Company e G. depois denominado Programa das Nações Unidas para o Desen- volvimento (Pnud). Light. As recomendações do grupo foram aceitas pelo MME como um guia para a política de eletrificação na região Sudeste. John Reginald Cotrim e o presidente da Cemig. Crippen and Associates e a norte-americana Gibbs and Hill. que formaram a consórcio Canambra Engineering Consultants Limited. o Banco Mundial selecionou três empresas de engenharia para a execução do levantamento do potencial hidráulico e do mercado de energia elé- trica da região Sudeste. agente executor do fundo. mas por recomendação do Banco Mundial. E. Visita do governador de Minas Gerais. Em junho do mesmo ano. Tietê e Pardo. Alfredo E. Em setembro de 1961. Da esquerda para a direita.

do Banco Mun. sob a direção do en. quadro de graves dificuldades no abastecimento de mento das demais bacias da região Sudeste. notadamente na região Sudeste. Minas Gerais. MME criou o Comitê Coordenador de Estudos Ener. dos quais 650 mil ficaram a cargo do grupo de presentantes do próprio ministério. O esforço integrado de planejamento entre as empresas do setor foi fundamental para o desenvolvimento de sistemas elétricos interligados de grande porte. desde energia elétrica aos estados da Guanabara. que estava começando a se estruturar. e especialistas da Canambra. da em operação da usina de Furnas. evitou um iminente colapso no fornecimento jetivo específico de supervisionar os trabalhos. 1963. O levanta. composto por re. Eletrobrás. ficou a cargo de outro grupo de trabalho. A vestigada. Rio de o norte do estado do Rio de Janeiro até o norte do Janeiro e São Paulo. Em abril de 1963. São Paulo e Rio de Janeiro.1 milhão de km 2. em setembro de sediado em São Paulo. com o ob. Os estudos foram iniciados em meio a um genheiro canadense George Eckenfelder. composto por técnicos da Cemig trabalhos do Comitê. A extensão da área total in- nabara. de Furnas e dos governos dos estados da Gua. o de energia ao parque industrial carioca e paulista. cabendo destacar que a entra- Paraná. adotada para a região Sudeste). Belo Horizonte e 450 mil sob responsabilidade do dial. O trabalho seria realizado pelo chamado grupo de delegou a Furnas o encargo de representá-la nos Belo Horizonte. as centenas de locais pesquisados e a Usina Hidrelétrica de Jaguara 35 . O levantamento dos potenciais hidráuli- géticos da Região Centro-Sul (denominação então cos abrangeu uma área com 1. nas Gerais e de parte adjacente do estado de Goiás. grupo de São Paulo.

Dos locais relacionados no inventário. a saber: Funil. profundidade das análises técnico-econômicas permitem situar esse levan- tamento como um marco decisivo na história do setor elétrico brasileiro. Em dezembro de 1966. Óculos e Aimorés.. localizada no rio Grande.. Estudos semelhantes foram rea- lizados nas demais regiões do país. na fase inicial dos estudos da Canambra. O grupo de Belo Horizonte procedeu ao exame de 280 locais de aprovei- tamentos e à coleta de dados topográficos. São Simão. Volta Grande. Castelo Branco aprovou o relatório para fins de execução e de obtenção de financiamento externo e interno do programa de obras recomendado. Igarapava. a Canambra apresentou o relatório final dos estudos ener- A década géticos da região Sudeste. com a ajuda financeira da ONU e do mesmo grupo de consultores canadense-americano. foram iniciados os estudos da região Sul. Mauro Thibau. no rio Doce. mas já por iniciativa da Eletrobrás e com a participação de empresas de consultoria nacionais. geológicos e hidrológicos suficientes para uma avaliação preliminar dos respectivos potenciais hidráulicos e custos de investimento. Porto Colômbia e Marimbondo. atendendo à ex- consolidação posição de motivos do ministro de Minas e Energia. no rio Jequitinhonha. Entre 1962 e 1963. logo abaixo do ponto em que o rio começa a separar os estados de Minas e São Paulo. 11 foram estudados em nível de viabilidade. Uma vez concluídos os trabalhos da região Sudeste. Jaguara. Em fevereiro de 1967. no rio Paranaíba. Cemig e Furnas travaram acirrada disputa pelo direito de concessão do aproveitamento hidrelétri- co de Estreito. Usina Hidrelétrica de Volta Grande 36 . no rio Grande. o presidente Humberto da Cemig. Terra Branca e Salto da Divisa. propondo um amplo programa de construção de usinas e linhas de 1970 foi de transmissão para atendimento da demanda de energia elétrica na região até 1980 e o crucial para a inventário de um potencial estimado em 38 mil MW.

o governo federal avalizou a constru- em extenso relatório publicado em janeiro de 1963. Entre 1962 e 1971. segundo depoimentos expansão de seu sistema de transmissão. nas. Usina Hidrelétrica de Pandeiros Os argumentos da Cemig foram apresentados Em 1964. conforme o relato do engenheiro Cel. distantes entre si. ção de Jaguara e de outros empreendimentos julgados Nele. Ainda de acordo com a programação propos- Não obstante a intensa mobilização da Cemig. como Uberlândia e Uberaba. presidente da companhia na épo. assegurando de seus principais dirigentes. a luta por Estreito foi muito impor. Com a instalação de mais quatro lideranças políticas e empresariais do estado. a usina atingiu a capacidade de no federal deu ganho de causa a Furnas. maior hidrelétrica da consolidação do processo de industrialização de Mi. Cemig no rio Grande. José de Magalhães Pinto. a malha de trans- so Mello de Azevedo. a Cemig obteve a construção de aproximadamente 6 mil km de linhas em concessão do aproveitamento hidrelétrico de Jaguara. fecho desfavorável. o gover. alcançando cidades bastante no rio Grande. a jusante de Estreito. ga dos existentes. alta e extra-alta tensão. beneficiando o conjunto da região. unidades geradoras. as obras de Jaguara. A Cemig destacava também que as disponibilida. permitindo à companhia superar a marca de 1 aproveitadas pelo futuro sistema interligado da re. A companhia empreendeu notável esforço de tante para a afirmação da Cemig. no Tri- 37 . gião Sudeste. Iniciadas à necessidade de prover a sua própria geração para a em 1966. a Cemig levou a cabo a motoriza- do governador mineiro. Apesar do des. missão da Cemig ganhou uma nova configuração com a ca. foram concluídas em cinco anos. e das ção de Três Marias. a usina entrou em operação des energéticas de Estreito poderiam ser plenamente em 1971. em setembro de 1963. milhão de kW de capacidade instalada. ta pela Canambra. “Foi uma luta que valeu a a ligação de novos consumidores e a ampliação de car- pena ser travada”. Com efeito. 396 MW em 1969. a companhia manifestava a convicção de que a prioritários pela Canambra e pelo Comitê Coordenador usina de Estreito era a solução que melhor convinha de Estudos Energéticos da região Centro-Sul. Com 424 MW de potência.

Cumpre destacar ainda a expansão do sistema de 345 kV com a entrada em operação da linha entre a usina de Jaguara e a subestação de Taquaril. instalada na capital estadual. concessionária dos serviços de energia elétrica em Ituiutaba.. Em 1967. no Triângulo Mineiro. foi a vez da Empresa Luz e Força Ituiutabana (Elfisa).. Ainda nesse ano. a empresa promo- veu a duplicação da linha entre a usina e a subestação do Barreiro. na região do Rio Doce. a Cemig adquiriu o controle acionário da Companhia Sul Mineira de Eletricidade (CSME). e Juiz de Fora. dando início ao primeiro pro- aumentou grama ordenado de eletrificação rural implementado no país por uma concessio- quatro vezes nária de energia elétrica. a companhia formalizou parceria com no período o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BMDG) para a criação do Instituto compreendido de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais (Indi) com o objetivo de fortalecer entre 1973 o aparato institucional de apoio à industrialização do estado. a Eletrificação Rural de Minas da Cemig Gerais (Ermig) foi criada como subsidiária da Cemig. Governador Valadares. Em maio de 1968. As responsabilidades da empresa na área de distribuição aumentaram progressivamente. e 1983. Em 1969. A trajetória da Cemig ao longo da década de 1960 também foi marcada A capacidade pela ampliação do seu escopo de atividades e pelo crescimento da área atendida de geração diretamente pela empresa. Usina Hidrelétrica de São Simão ângulo Mineiro. passando a administrar os serviços de eletrici- dade em 57 localidades do sul do estado. na Zona da Mata. no norte do estado. implantado pela Comissão do Vale do São Francisco (CVSF) para atendi- mento das cidades de Januária e São Francisco. Em fevereiro de 1962. 38 . a empresa adquiriu o sistema da usina de Pandeiros. elevando seu nível de tensão de 275 kV para 345 kV. em Belo Horizonte. Para escoamento da produção adicional de Três Marias.

em 24/6/1978. assim.460 MW. hidrelétrica entrou em operação em 1974. a Cemig e mais três empresas estaduais. Empreendimentos gigantes. na divisa de Minas com São Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) do Rio Paulo. cas de Volta Grande. São Simão. A década de 1970 foi crucial para a consolida. completando a pansão de oferta de energia nas regiões Sudeste e Sul capacidade de 380 MW no ano seguinte. não obs. Inauguração da Hidrelétrica de São Simão. simultaneamente Grande do Sul. Ernesto Geisel. Tal como previsto nos estudos da Canambra. responderam por parcela ponderável aos trabalhos de montagem eletromecânica de Jaguara. Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) e a situada no baixo rio Grande. 39 . 1983. com a presença do presidente do Brasil. A capacidade de geração da Cemig aumentou tante o fortalecimento da órbita federal nas iniciativas quatro vezes no período compreendido entre 1973 e de investimento do setor. Mesmo termelétrica de Igarapé. a Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp). a começar pela dura disputa pela concessão de seu potencial hidrelétrico. nome. As obras começaram em 1970. A dos investimentos que garantiram a extraordinária ex. Esse grande cos como os aproveitamentos de Itaipu e Tucuruí exigi. São Simão e Emborcação e da lização dos processos decisórios na Eletrobrás. a adamente. maior usina da companhia. a companhia deu prioridade à construção de Volta Grande. ção da Cemig como grande empresa geradora. alcançando a marca de 4. representou um grande desafio tanto do ponto de vista técnico como político. salto foi assegurado pela construção das hidrelétri- ram a concentração de recursos financeiros e a centra. até a entrada em operação da usina de Itaipu em 1984.

Alguns dirigentes do setor elétrico federal contestaram desenvolvimento a concessão obtida pela Cemig em 1965. No segmento de transmissão. elevando a capacidade de Emborcação para 1. mais duas unidades de mesma potência fo- ram instaladas. Celso Mello de Azevedo e o ex-diretor da Cemig.. o presidente da Cemig. com o apoio da Eletrobrás.710 MW em alternativas 1996. Francisco Afonso Noronha. As obras civis começaram em 1977 e em 1982 entraram em funcionamento duas unidades de 298 MW de potência unitária. a Cemig promoveu a expansão da rede de 345 kV associada às usinas do rio Grande e implantou as primeiras linhas de 500 kV para o escoamento da energia de São Simão em direção à subestação de Neves.. Lucas Lopes. a a pesquisa usina atingiu a capacidade de 1. e não A termelétrica de Igarapé foi instalada nas proximidades de Belo Hori- convencionais zonte com o objetivo de assegurar maior confiabilidade ao sistema energético da de energia. Inaugurada em 1978.613 MW no ano seguinte. nas pro- 40 . presidida na época pelo engenheiro Mario Bhe- intensificou ring. Em 1983. A usina entrou em operação experimental em 1978 com uma unidade geradora de 125 MW. São Simão. As obras de São Simão foram iniciadas a Cemig em 1973. demasiado grande para o mercado da empresa. João Franzen de Lima. o primeiro presidente da Cemig. Comemoração dos 25 anos da Cemig. graças ao trabalho de repotenciação de seus geradores. a companhia planejou a construção de sua segunda maior usina. A capacidade de São Simão seria elevada para 1. quando passou a operar com de fontes seis unidades geradoras. João Camilo Penna. entre Minas e Goiás. também situada no rio Paranaíba. Da esquerda para a direita: o ministro da indústria e comércio. do Banco Mundial e de bancos privados internacionais. Procurando antecipar-se às necessidades energéticas configuradas pelo cres- cimento econômico de Minas. o ex-presidente da Cemig. a começar pela dura disputa pela concessão Na área de de seu potencial hidrelétrico. maior usina da companhia. argumentando sem sucesso que a usina era energético. Emborcação. representou um grande desafio tanto do ponto de vista técnico como político. companhia nos períodos hidrológicos desfavoráveis.192 MW.

assu- a centralização da operação das principais usinas. Início das obras da usina de Nova Ponte e implantação da nova cidade. in- de na capital mineira. de Juiz de Fora. mindo o fornecimento direto de energia aos mu- reservatórios e linhas de transmissão da região. de Eletricidade (CME). Como empresa distribuidora. concessionárias locais. o sistema te-americano pelo governo federal. sob a direção da Eletrobrás. pelo governador de Minas Gerais. responsável pela distribuição de eletricida. Em 1973. atuante nas cidades tegrada desde o primeiro momento à estrutura do de Curvelo. In. desativadas e outras reformadas pela companhia. a CFLMG pas- de 500 kV passou a abranger as duas grandes usinas sou para o controle da Cemig mediante a compra construídas pela companhia no rio Paranaíba. sendo O intercâmbio de energia com Furnas. ocorreu a incorporação da Companhia Interligada (GCOI). situados em território estadual. Ainda em 1973. Luz e Força Hulha Branca. a Cemig colaborou para o contínuo aprimo. Cesp incorporada imediatamente ao sistema da estatal e outras empresas aumentou na medida em que o mineira. quando foi comprada junta- as hidrelétricas de Água Vermelha (Cesp) e Itumbiara mente com as demais subsidiárias do grupo nor- (Furnas). a Cemig Diversas usinas de pequeno porte passaram ampliou consideravelmente sua presença no ter. o governo federal impôs tricidade. a empresa incorporou ção das empresas acima mencionadas e de outras a Companhia Força e Luz de Minas Gerais (CFL. nicípios de Uberlândia. Araguari e Tupaciguara. das ações de propriedade da Eletrobrás. Geraldo Paulino Santana. Dois anos de- GCOI. Com a inauguração de Emborcação. foi a vez da tradicional Companhia Mineira ramento dos esquemas de coordenação da opera. Newton Cardoso e o presidente da Cemig. concessionária da região ção do sistema interligado regional. ao controle da Cemig em decorrência da incorpora- ritório mineiro. a Cemig incorporou os sistema interligado da região Sudeste tornou-se bens e instalações da Companhia Prada da Ele- mais complexo. Representante da Amforp tegrando atualmente seu parque gerador.ximidades de Belo Horizonte. 41 . Algumas dessas usinas foram MG). e sua interligação com no estado até 1964. Em 1973. Corinto e Diamantina. constituindo o Grupo Coordenador para Operação Em 1978. pois.

655. o Instituto Estadual de Florestas (IEF). controlar seu endividamento. resíduos agroindustriais e óleos vegetais. como o DAE-MG. Além de estudos sobre o potencial de energia eólica e solar e de viabilidade da utilização do gás natural em Minas. A grave crise econômica e financeira do país teve reflexos diretos sobre o setor elétrico. como lenha. a Cemig teve que reduzir seu programa de obras. restringir gastos operacionais e administrativos e adaptar-se às restrições de investimento e às baixas taxas de remuneração. a empresa preocupou-se com o levantamento das possibilidades de produção e utilização da energia de biomassa. álcool. Na área de desenvolvimento energético. A estrutura produtiva da indústria mineira experimentou uma significativa diversifica- ção com a instalação da Fiat Automóveis e de outras empresas nacionais e estrangei- ras nos setores de bens de capital e bens de consumo duráveis. A transformação em companhia energética e as dificuldades dos anos 80 A consolidação da Cemig como grande empresa integrada de geração. o BDMG. adotadas pelos governos federal e esta- dual em decorrência do segundo choque do petróleo. voltado para a substituição de consumo de derivados de petróleo por energia elétrica. Na década de 1980. fiscais e de crédito externo. Neste contexto. O surto de investimentos da década de 1970 assegurou um novo e decisivo impulso ao processo de industrialização do estado. foram iniciados os trabalhos de planejamento energético global de Minas com a participação de diversas entidades estaduais direta ou indiretamente ligadas à área energética. em consonância com as políticas de racio- nalização do consumo de derivados de petróleo. sem falar no programa de eletrotermia. taxa bastante inferior à média de 11.6% da década anterior. as em- presas de energia elétrica sofreram rápida retração de sua base de financiamento. a Cemig intensificou a pesquisa de fon- tes alternativas e não convencionais de energia. a transformação da empresa em Companhia Energética de Minas Gerais foi aprovada pela lei estadual nº 8.4% ao ano. o desempenho da economia mineira teve como pano de fundo as dramáticas transformações na economia nacional provocadas pelos choques externos e pelo esgotamento do modelo de substituição de importações. Em setembro de 1984. Diante das restrições tarifárias. o Indi. O Produto Interno Bruto (PIB) estadual cresceu em média apenas 2. a Fundação João Pinheiro e a Fundação Centro Tecno- lógico de Minas Gerais (Cetec). promulgada pelo governador 42 . Sob a coordenação da Cemig. carvão vegetal. trans- missão e distribuição de energia elétrica ocorreu em meio a notáveis transformações no panorama econômico de Minas Gerais. bagaço de cana.

Luz. restando de fora apenas as ressaltar que Itaipu também representou um óbice para a áreas atendidas pela Cataguases-Leopoldina. completando a instalação pela Companhia Luz e Força de Mococa. investimento e das revisões dos planos de expansão do se- mig como empresa distribuidora passou a abranger tor elaborados sob a coordenação da Eletrobrás. A presença da Ce. a empresa investiu nicípios do norte do estado e do vale do Jequitinho- na ligação de novas localidades e na melhoria e ex. Cumpre 96% do território mineiro. Com a participação do governo estadu. a Cemig organizou programa Cemig-Rural. foram encampadas no mesmo ano. diversos projetos foram aumento de oferta de energia elétrica às regiões Sudeste e adiados em virtude das graves restrições financeiras para Sul deveu-se quase exclusivamente a Itaipu. Nesse ínterim. nha. Da esquerda para a direita: o presidente da Cemig. o No tocante à geração. pela Empresa Elétrica Bragantina e operação comercial em 1985. 43 . distribuição de energia elétrica do DAE-MG nos mu- Na área de distribuição. Em 1985. ocorrida em 1983. a companhia lançou o al e da prefeitura de Belo Horizonte.Hélio Garcia. permitindo a participação da com. Após a incorporação setor de energia. da Ermig. a Cemig assumiu os serviços de panhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). De acordo com a lei. constituindo em julho de 1986 a Com. de seu conjunto de máquinas em 1991. construção de novas usinas pelas empresas atuantes nas partamento Municipal de Energia Elétrica de Poços regiões Sudeste e Sul. transporte e mero de ligações elétricas das propriedades rurais distribuição de gás combustível ou de seus subprodu. o estatuto social da implementando a partir de 1981 o programa Minas Cemig foi alterado. com apoio da Eletrobrás e do Banco Interameri- panhia em gama mais ampla de atividades relativas ao cano de Desenvolvimento (BID). Carlos Eloy e o presidente da Aneel. no estado. municípios da região Sul e da Zona da Mata também Assinatura de convênio para a construção da Usina de Queimado. visando à duplicação do nú- uma empresa subsidiária para produção. pelo De. Áreas remanescentes da CPFL e da Light em tensão das redes de distribuição urbana e periferia. José Mário Abdo. A hidrelétrica binacional entrou em de Caldas (DME). tos e derivados.

a Cemig iniciou a construção da usina de Nova Ponte. propiciou um significativo ganho de energia para o sistema interligado da a União região Sudeste.. como a hidrelétrica de Machado Mineiro e a usina eólica de Morro do Came- concessionários linho. no rio Araguari. A reestruturação do setor compreendeu a priva- tização de numerosas concessionárias federais e estaduais. o governo federal adotou um conjunto de me- didas legislativas e executivas que alteraram profundamente o modelo tradicional de organização do setor elétrico. Inau- gurada em 1994. Ainda em 1993. em março de 1993. promovendo ampla abertura do setor ao capital pri- 44 . Terceira maior usina do parque gerador da Cemig. a separação das atividades de geração. As mudanças começaram no governo do presidente Itamar Franco (1992- 1994) com a promulgação da lei nº 8. não obstante todas as restrições e constrangimentos econômico-finan- ceiros. Em 1987. Nova Ponte atingiu a capacidade final de 510 MW no ano seguinte. formação de Paralelamente à construção de Nova Ponte. Além disso.em 1993. a companhia deu con- de serviços tinuidade ao aproveitamento do potencial hidrelétrico do rio Araguari. permitindo ainda a conciliação de débitos e créditos intra-setoriais e do setor com a União. retomando o programa de obras de geração. a hidrelétrica . O primeiro governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998) acelerou o pro- cesso de reformas institucionais. em virtude da localização privilegiada e grande capacidade autorizou a de regularização de seu reservatório. iniciando as públicos e obras da usina de Miranda em 1990. A lei suprimiu o regime de remuneração garantida e a equalização tarifária. projetos de geração de menor consórcios entre porte. com o objetivo de estancar a inadimplência de empresas de energia elétrica. O projeto de Nova Ponte obedeceu às novas diretrizes de legislação ambiental para os empreendimentos do setor elétrico estabelecidas justa- mente em 1987 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). a União autorizou a formação de consórcios entre concessionários de serviços públicos e autoprodutores para a exploração de aproveitamentos hidrelétricos. interrompido desde a conclusão de Emborcação. transmissão e distribuição e a reformulação das entidades especializadas nas funções de regulação.631. Ao longo da década de 1990. autoprodutores para a A reorganização do setor elétrico na década exploração de de 1990 e a construção de novas usinas aproveitamentos hidrelétricos. planejamento da expansão e coordenação da operação dos sistemas elétricos brasileiros. também foram desenvolvidos pela Cemig.. a liberalização do mer- cado para a entrada do capital privado em novos empreendimentos de geração.

extinto venda de concessionárias estaduais. eletricidade no país. Djalma Bastos de Morais e o vice-presidente da Cemig. assumindo o lugar do DNAEE. liberando os grandes A privatização de empresas de energia elétri- consumidores do monopólio comercial das conces. As operações de adiantamento latório setorial foram definidos em maio de 1998 pela de recursos. mediante a venda de empresas estatais e a licita. dentes. que criou o Operador Nacional do Siste. o presidente da Cemig. energia entre concessionários. ca ocorreu simultaneamente à montagem do novo ar- sionárias e assegurando livre acesso aos sistemas cabouço institucional. produtores indepen- tor elétrico. ma Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia ção de concessões para novas obras de geração. de intermediar as transações de compra e venda de cas para a concessão dos serviços públicos no se. O governo federal decidiu ainda apoiar a nar em 1997. a cargo do Banco Nacional de Desen- lei nº 9. Da esquerda para a direita: o governador de Minas Gerais. Itamar Franco. dependente de Energia (PIE). distribuidores e comercializadores. vado. a lei nº 9. o ONS A licitação para a concessão dos serviços assumiu as funções do GCOI. nomeadamente a Espírito Santo Centrais Elétricas Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como (Escelsa) e a Light Serviços de Eletricidade. recursos financeiros aos estados por conta das fu- Os contornos básicos do novo marco regu. tornando-se responsá- públicos tornou-se obrigatória a partir de fevereiro vel pela coordenação e controle da operação do sis- de 1995 com a promulgação da lei nº 8. volvimento Econômico e Social (BNDES). Guy Maria Villela Paschoal. antecipando no mesmo ano. Em julho tema interligado nacional. distribuidoras federais que integravam o grupo Eletro- Outro passo importante foi a criação da brás. (MAE). Ao MAE caberia a função do mesmo ano. atuantes novo órgão regulador e fiscalizador dos serviços de nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.074 fixou regras específi. reconhecendo a figura do Produtor In.648. estimula- 45 . Constituído como entidade privada. começando pela venda das duas de transmissão e distribuição. A agência começou a funcio.Assinatura da ordem de serviço para início das obras da Usina de Funil. turas privatizações.987.

mas acabou optando por buscar um sócio estratégico. Da esquerda para a direita: o presidente da Cia. ao mesmo tempo em que ultimava as obras da usina de Miranda. no rio Santo Antônio. O consórcio comprador foi formado pelas empresas norte-americanas de energia elétrica Sou- thern Electric e AES e pelo grupo investidor brasileiro Opportunity. acrescentando 408 MW à capacidade de geração da companhia. A hidrelétrica entrou em operação comercial em 1998. Inauguração da Usina Funil. vinculado à deses- tatização da Cemig. em leilão público realizado pelo BNDES. o governador de Minas Gerais. com participação expressiva de grupos norte-americanos e europeus. mais da metade do mercado nacional de distribuição já estavam sob o controle da iniciativa privada. Nessa altura. no rio Araguari. perto da usina de Salto Grande. O governo de Minas obteve um empréstimo do BNDES. A construção de Miranda. a Cemig já havia firmado parcerias com grandes consu- midores de energia elétrica em Minas para a consecução dos aproveitamentos hidrelétricos de Igarapava. contri- buindo para a significativa alteração da estrutura de propriedade do setor. No final de 1998. Itamar Franco e o presidente da Cemig.96% do capital ordinário da Cemig por R$ 1. median- te a venda de um terço do capital votante da companhia. Djalma Bastos de Morais. no médio rio Grande. Roger Agnelli. Vale do Rio Doce. e Porto Estrela. quatro anos mais tarde. o con- sórcio Southern Electric Brasil Participações adquiriu 32. Em maio de 1997. só ganhou impulso após a inauguração de Nova Ponte. embora iniciada em 1990.13 bilhão. O aproveitamento de Igarapava representou um marco pioneiro no setor elé- trico nacional pelo modelo de associação com a iniciativa privada e pela utilização 46 . ram de fato a venda de numerosas empresas estaduais a partir de 1996.

Com 210 MW de potência ins. a Mineração Morro Velho (MMV) e a recém. o aproveitamento da Guilman Solenidade de desvio do rio Araguari para construção da Hidrelétrica de Capim Branco II. uma das regiões Cumpre destacar a participação majoritária do capital de maior consumo energético da Cemig. respectivamente. de turbinas tipo Bulbo. a privatizada Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). de novas usinas pela iniciativa privada em Minas. observada em seguida à implantação talada. Aécio Neves. do grupo Votorantim. o diretor presidente do consórcio Capim Branco energia. inédita na América Latina. a As obras foram iniciadas em 1999 e concluídas dois Eletrosílex. Henrique di Lello Filho e o presidente da Cemig. a usina entrou em operação comercial em 1999. Marcos Alvim. Cemig e por cinco grandes consumidores de eletricida. O para o aproveitamento de Porto Estrela foi outorgada consórcio empreendedor foi constituído em 1994 pela em 1997. nhia Mineira de Metais (CMM). A concessão capacidade de 140 MW. após concorrência promovida pelo DNAEE. uma das primeiras realizadas no país com base na de: a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). privado no consórcio. respectivamente. Com 112 MW de capacidade instalada. a Cemig apoiou a construção A hidrelétrica de Porto Estrela foi construí. inauguradas em 1997 e 1998. 47 . a Compa. o prefeito de Araguari. As usinas de Sá Carvalho e de Ipatinga foram adquiridas da Companhia Aços Especiais de Itabira (Acesita) e da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas). ampliada três anos depois com a Preocupada com a aceleração da demanda de desestatização da CVRD. o governador de Minas Gerais. Com de participação no empreendimento. nova legislação de concessão de serviços públicos. nota- da em parceria com a CVRD e a Companhia Têxtil de damente as hidrelétricas de Guilman Amorim e Sobra- Minas Gerais (Coteminas). cada uma com um terço gi. energia elétrica. Djalma Bastos de Morais. do Plano Real em 1994. Da esquerda para a direita: o secretário de estado de desenvolvimento econômico. Wilson Nélio Brumer. anos depois. usina está localizada no Vale do Aço.

foi construída pela Companhia Paraibuna de Metais. denominada Usina Térmica Ipatinga S. O ano de 2000 foi marcado pela compra de duas usinas.A. com o objetivo de comercializar a energia gerada pela hidrelétrica. a usina de Sobragi. uma central de co-geração com 40 MW de potência. Usina Hidrelétrica de Irapé Amorim. 48 . no rio Piracicaba. empresa controlada pelo governo do Distrito Federal. A Cemig constituiu uma concessionária subsidiária. As usinas de Sá Carvalho e de Ipatinga foram adquiridas da Compa- nhia Aços Especiais de Itabira (Acesita) e da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas).. respectivamente. Localizada no rio Paraibuna. e Queimado. resultou de uma iniciativa conjunta da Belgo Mineira e da Samarco Mineração. com 60 MW. a usina conta com 78 MW de capacidade instalada. A Cemig também constituiu uma subsidiária de capital integral para operação da central termelétrica. a Sá Carvalho S. Uma operação de financiamento com- plexa e inédita no setor elétrico. foi mon- tada pela Cemig para a compra de Sá Carvalho com o mínimo de recursos próprios. A Cemig assumiu a responsabilidade pela operação das duas usinas mediante acordos com seus proprietários.A. a hidrelétrica de Sá Carvalho e a termelétrica de Ipatinga. em associação com a Companhia Energética de Brasília (CEB). A usina de Ipatinga. localizada na planta industrial da Usiminas em Ipatinga. foi adquirida como paga- mento de dívidas pendentes relativas ao fornecimento de eletricidade à siderúrgi- ca. Situada no rio Piracicaba. e pelo início das obras dos aprovei- tamentos de Funil. em parceria com a CVRD. envolvendo a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) e o acesso ao mercado de debêntures.

5% no empreendimento de Queimado. Centro-Oeste e Nordeste. A grave crise previsão de entrada em operação em 2006. foram iniciadas as operação comercial em 2003. e Cemig Geração e Transmissão S. Com Cemig e 51% da empresa mineradora. O racionamento e a desaceleração das ati. a Cemig passou por uma reestruturação. Além da aceleração das obras de Funil e Quei- ticipação de 49% da Cemig e 51% da CVRD. Em 2003. imediatamente a montante da de ações abrangentes para a garantia da expansão da usina de Furnas e a jusante da usina de Itutinga. Trata-se de um empre- vidades econômicas determinaram um decréscimo endimento do Consórcio Capim Branco Energia de 9. Com capacidade 105 MW de potência instalada. respectivamente. deixando de ser uma empresa integrada para desmembrar-se em duas subsidiárias integrais: Cemig Distribuição S.A. (CCBE). O oferta de energia elétrica no país.1% do mercado total da Cemig em 2001. com capacidade instalada de 240 MW e de 2002. Grandes e pequenos consumidores realizaram no. A cri. localiza. aumentando a disponibilidade e de adaptação e um grande esforço da população para a qualidade da energia na região e possibilitando a enfrentar as dificuldades impostas pelo racionamen. consumo de energia elétrica durante os nove meses composto pelas usinas de Capim Branco I e Capim de vigência do racionamento. a compa- decretar severo racionamento de energia elétrica em nhia deu partida em 2002 à construção da hidre- grande parte do território nacional.A. no rio Araguari. divisa de Minas com o Espírito Santo. alertando para a necessidade no alto Rio Grande. totalizando 180 MW obras do aproveitamento de Aimorés. a Cemig empenhou-se na construção de novas da no prazo recorde de 33 meses. a usina colocou em operação funcionamento em 2004. comercial sua primeira unidade geradora em 2005. O consórcio empreen- 82. Em 2001. encerrado em fevereiro Branco II. mado. Irapé energética exigiu das empresas um rápido processo irá gerar 360 MW. Em dezembro de 2004. muito prejudicada áreas dos reservatórios das grandes usinas das regi. em mais uma A Cemig assumiu uma participação de iniciativa conjunta com a CVRD. na divisa de Minas com Goiás. numa das ções hidrológicas extremamente desfavoráveis nas áreas mais pobres do estado. composto por quatro empresas: a CVRD se evidenciou as dificuldades de implementação do com 48. atração de novos investimentos. a usina entrou em usinas nos últimos anos. Concluí. Em 2001. o governo federal foi compelido a Com apoio do governo mineiro. na de capacidade instalada. 210 MW. pelo relevo e condições climáticas adversas. a usina entrou em final prevista de 330 MW. O aproveitamento de Funil foi implantado novo modelo setorial. létrica de Irapé. a Cemig 49 .4% de participação acionária. consórcio empreendedor foi constituído com a par. teve início a construção do Com- tável esforço para atender às metas de redução do plexo Energético de Capim Branco. Com ões Sudeste. no rio Doce. no rio Jequitinhonha. to. devido às condi. dedor de Aimorés conta com 49% de participação da do no rio Preto.

e a Companhia Mineira de Metais (CMM). do Grupo Votorantim. Desativada em 1994 em conseqüência do enchimento do reservatório de Nova Ponte. a Comercial e Agrícola Paineiras. subsidiária integral da Cemig. com 21. localizada no bairro do Barreiro. capaz de atender a cerca de um terço da carga da siderúrgica VMB. no rio Araguari. do Grupo Suzano. com 12. na área industrial dessa empresa. A geração comercial das duas usinas está prevista para 2006. 50 . na capital estadual. com 17. a usina de Pai Joaquim foi quase inteiramente reconfigurada. A termelétrica do Barreiro foi construída pela Cemig em parceria com a empresa siderúrgica franco-alemã Vallourec & Mannesmann Tubes do Brasil (VMB). e a construção da termelétrica do Barreiro. em Belo Horizonte. Usina Hidrelétrica de Capim Branco II Capim Branco Energia.6%. Também merecem destaque a relocação e ampliação da hidrelétrica de Pai Jo- aquim.9%.9 MW de potência. a usina dispõe de uma unidade geradora de 12.1%. voltando à operação em 2004 com uma unidade geradora de 23 MW. Inaugurada também em 2004.

949 MW. Para minimizar os impactos causados ao ambas localizadas no rio Chapecozinho. sobretudo. per- em Minas Gerais. A aquisição dessa usina. o modelo de desverticalização seguidos pelos consumidores residenciais (17. sa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo.290. onde existe demanda reprimida. quatro termelétri. a Cemig implantou as ra. foi consideradas pioneiras no contexto estadual e nacio- adquirida a usina de Rosal da Caiuá Serviços de Ele.848.764 MW. Nesta mesma época. que definiu o novo modelo do setor de no Brasil em termos de GWh vendidos a consu- elétrico. Em dezembro de 2004. Esse trabalho foi cial total da Gasmig. aos da estratégia de crescimento fora de Minas Gerais. sentavam a maior parcela do fornecimento (61. Galheiro. em agosto de 2005.4%) e consumidores ru- Empresa e. com 1 MW de potência.940 km de linhas de 345 kV e 751 km de linhas de uma reestruturação.4%). autorizando essa As ações ambientais da Cemig podem ser reestruturação societária. A mudança atende à lei nº 10. Galheiro e Jacob. versidades e a própria empresa. a Cemig passou por 1.A. construída às margens do reservatório. ço de 2000 a certificação ISO 14001 por seu trabalho na As linhas de transmissão em tensão igual ou preservação ambiental. iniciado em 1975 com um levantamento bioecológi- mitirá a expansão da rede de distribuição de gás natural co dos reservatórios da bacia do rio Grande. Morro do Camelinho.7%). tencentes ao sistema Cemig. sendo a pri- interligado nacional operado pelo ONS. Posteriormente. situada na divi. foi implantada a Estação de Hidrobiologia final de 2004 a posição de sétima maior concessionária e Piscicultura de Volta Grande. piscicultura. e Cemig Geração e A companhia também se destacava como a Transmissão S. tendo em vista desenvolver trabalhos nas áreas de limnologia e sua capacidade instalada total de 5.5%). integrais: Cemig Distribuição S. Os consumidores industriais repre- verticalizarem.393 MVA. foi firmada uma associação com a Petrobras Gás política de pesquisa. 51 .162 km de linhas de 500 kV. Essa parceria com a Gaspetro per.A. bem como 32 subestações com capacidade de integrada para desmembrar-se em duas subsidiárias transformação total de 15. foi aprovado pelo Conselho de Administração da consumidores comerciais (9. tamentos com universidades e centros de pesquisa. na mesma época da desverticaliza. órgãos e entidades interessadas na preservação do A Cemig já havia assumido em 2002 o controle de meio ambiente e. de maior concessionária de distribuição de eletricida- março de 2004. a Cemig contava com 2. à sociedade. a Cemig implantou uma ção. a companhia possui um grande acervo de dados tou o primeiro passo importante na implementação ambientais. assim como a reserva natural de 2004. Através da parceria nas pesquisas e nos levan- tricidade. rapé. Neves sancionou a lei nº 15. represen. Nessa altu. Machado Mineiro. o parque gerador da companhia era composto por estações ambientais de Peti. duas pequenas usinas no estado de Santa Catarina. Na Cemig. Iga- 47 hidrelétricas. envolvendo instituições. No final de meira de grande porte. somando 5. que tem servido ao meio científico. a Cemig ocupava no estudos. Como resultado desses De acordo com a Aneel. cas com capacidade conjunta de 184 MW. com o objetivo de de geração de energia elétrica no Brasil. Itutinga. Nova Ponte foi a segunda usina superior a 230 kV da companhia integram o sistema da América Latina a receber a certificação. obrigando as empresas integradas a se des. uni- (Gaspetro). e uma usina A hidrelétrica de Nova Ponte recebeu em mar- eólica. deixando de ser uma empresa 230 kV. meio ambiente pela construção de barragens e for- Também. para a qual foi vendido 40% do capital so. nal. o governador Aécio rais e outros (11. midores finais. mação de reservatórios.

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Usinas da Cemig Usina Hidrelétrica de São Simão .

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676.87 Energia assegurada (MWmédios): 3. 2 termelétricas e 1 eólica = 41 Usinas em consórcio: 7 Usinas de subsidiárias Cemig: 7 hidrelétricas e 2 termelétricas = 9 Total de estações ambientais: 7 55 .14 Total de usinas: 57 (21 grandes centrais e 36 pequenas centrais) Usinas próprias: 38 hidrelétricas.Usinas da Cemig Capacidade instalada (MW): 6.112.

Formoso Parque gerador da Cemig Queimado Santa Luzia Capim Emborcação Branco II Lages Pissarrão Martins Capim Branco I Salto Morais Miranda São Simão Nova Ponte Pai Joaquim Volta Grande Jaguara Igarapava Salto do Passo Velho Salto Voltão Santa Catarina Poço Fun Jacutinga Luiz D São Bernardo 56 .

Pandeiros Machado Mineiro Santa Marta Irapé Poquim Três Marias Morro do Camelinho Paraúna Tronqueiras Minas Gerais Salto Grande Porto Estrela Dona Rita Aimorés UTE Ipatinga Sá Carvalho Sumidouro UTE Igarapé Peti Espírito Santo UTE Barreiro Bom Jesus Gafanhoto do Galho Cajuru Rio de Pedras Salto do Anil Paraopeba Funil Rosal Itutinga Camargos Piau Legenda ndo Marmelos Hidro Cemig Paciência Joasal Xicão Hidro Consórcio Hidro Controlada Térmica Cemig Dias Térmica Controlada Eólica Cemig 57 .

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Grandes Centrais Hidrelétricas 59 .

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Usina Hidrelétrica de Camargos .

localizada imediatamente a jusante. Tais estudos apontaram a construção de um reservatório de acumulação em Camargos como obra-chave para a máxima utilização econômica do grande potencial existente no trecho superior do rio Grande. a Cemig desenvolveu estudos para o aproveitamento progressivo do rio Grande e alguns de seus afluentes. os projetos do O empreendimento ficou a cargo da Companhia de Eletricidade do Alto Programa Rio Grande (Cearg). A usina hidrelétrica de Camargos está situada no rio Grande. Com governo do a constituição da Cemig em maio de 1952. durante as obras da primeira etapa de Itutinga. no município de Itu- tinga. a Cearg tornou-se uma das subsidiárias presidente da empresa pública estadual. na região sul de Minas Gerais. sem falar no próprio aproveitamento de Camargos. juntamente com as demais companhias regionais de Juscelino eletricidade organizadas pelo governo de Minas no ano anterior. Além de Itutinga. Entre 1952 e 1955. é operada de forma coordenada com a hidrelétrica de Itutinga. Primeira usina da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. Kubitschek A construção da barragem de Camargos foi iniciada em março de 1956 (1956-1961). com o objetivo inicial de promover a construção da usina de Itutinga. pela Companhia Morrison Knudsen do Brasil com base em projeto elaborado pela 62 . Camargos foi o reservatório beneficiaria diretamente os aproveitamentos projetados de Funil e incluída entre São Miguel. empresa criada pelo governador Juscelino Kubitschek em de Metas do 1951.

(Ieco). a Cemig Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). A usina foi projetada para operar na fre- 63 . Juscelino Kubitschek (1956-1961). empresa norte-americana International Engineering da Cemig. concedido em janeiro de 1957.4 milhões de dólares concedido em janeiro de 1957. Em novembro do mesmo ano. destinados à aquisição de equipa. A Cearg obteve a a segunda etapa do aproveitamento de Itutinga e os concessão para o aproveitamento hidrelétrico em sistemas de transmissão associados. do Programa de Metas do governo do presidente mentos eletromecânicos para a usina de Camargos. suplementados por empréstimo do Banco Co. As obras civis maio de 1958 com a expedição do decreto federal da barragem foram custeadas com recursos próprios nº 44. suplementados por empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). contratou um empréstimo de 11. com o Export-Import Bank (Eximbank) do governo Camargos foi incluída entre os projetos norte-americano. As obras civis da barragem foram custeadas com recursos próprios da Cemig.370.

num trecho de 350 m. tomada d’água. Em áreas A inauguração oficial da barragem ocorreu em maio de 1959. situada junto ao corpo da barragem. presidente da Cemig.500 kW de potência unitária e turbinas de Itutinga e tipo Kaplan. 64 . A primeira remanescentes unidade geradora de Camargos entrou em operação em agosto de 1960 e a segunda das usinas em maio de 1961. padrão estabelecido em todos os empreendimentos da Cemig. mineira O arranjo geral do aproveitamento compreende a barragem com estrutura implantou a de concreto. vertedouro com seis comportas estação de setor. medindo 11 m de comprimento por 6 m de altura. Ambas contam com 22. A usina foi inaugurada em janeiro de 1961 em solenidade que contou Camargos. dois ambiental condutos no interior da barragem que levam água para as caixas espirais das tur- de Itutinga. com a presença do governador José Francisco Bias Fortes e do engenheiro Cândi- a empresa do Hollanda de Lima. binas e a casa de força. Morgan Smith e sua sucessora Allis Chalmers (turbinas) e a General Electric (geradores). O fornecimento dos principais equipamentos eletromecânicos ficou a cargo de empresas norte-americanas: a S. tipo gravidade. qüência de 60 Hz.

procedimentos administrativos e reduzir custos Atualmente a Cemig está desenvolvendo es- operacionais. levado a cabo em abril de 1963 com a incor. a empresa mineira implantou a poração da Cearg. Itutinga e Camargos. com o objetivo de simplificar julho de 1995. estação ambiental de Itutinga.280 Vazão média de longo Casa de força Reservatório tempo (m3/s): 132. 6 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 236 Nazareno e São João del-Rei (MG) A conclusão dos aproveitamentos de Itutinga em Em maio de 1998. tir de Itutinga.35 Nº de unidades geradoras: 2 Volume total máximo (hm3): 792 Potência unitária (MW): 22. ção da usina e seu sistema de transmissão associado ramento da primeira etapa do Plano de Eletrificação foi prorrogada pela portaria nº 161 do Ministério de da Cemig. Nº de comportas: 2 (VF).224 Tipo de turbina: Kaplan Itutinga. Capacidade máxima (m3/s): 2. tudos visando à operação remota de Camargos a par- corporação de suas empresas subsidiárias regio. a Cemig iniciou o processo de in. Minas e Energia pelo prazo de 20 anos a contar de Em 1961. Madre de Deus de Minas. Localização Cronologia Barragem Município: Itutinga (MG) Início de construção: 1956 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1960 Comprimento (m): 608 Altura máxima (m): 36 Cota do coroamento: 915 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 6.64 Potência instalada (MW): 45 Área (km2): 73. 65 . a concessão para explora- 1960 e de Camargos no ano seguinte marcou o encer. Em áreas remanescentes das usinas de nais.5 Volume útil máximo (hm3): 672 Vertedouro Energia assegurada NA mínimo operativo: 899 (MWmédio): 21 NA máximo operativo: 913 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 25 Municípios atingidos: Carrancas.

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Usina Hidrelétrica de Emborcação .

está situada no curso superior do rio Paranaíba. também localizada no rio Paranaíba. fundador do Instituto Eletrotécnico e Mecânico A primeira de Itajubá. apontou Emborcação. Devido a limitações de tempo. Na margem oposta. A usina hidrelétrica de Emborcação. primeiro estabelecimento de ensino superior no Brasil especialmente unidade entrou dedicado ao estudo da engenharia elétrica. antecessor da atual Universidade Fede- em operação ral de Itajubá (Unifei). com casa de força na margem esquerda em área do município de Araguari. apresentando capacidade instalada inferior apenas à da hidrelétrica de São Simão. Sua denominação oficial rende homenagem ao político. no segunda em escopo mais amplo dos chamados estudos energéticos da região Sudeste. a hidrelétrica ocupa área do município goiano de Catalão. em julho de As primeiras investigações sobre o aproveitamento de Emborcação foram 1982 e a realizadas em 1964 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. Itumbiara e São Simão como os locais mais favoráveis para o de- senvolvimento de projetos hidrelétricos naquela bacia. Os recursos novembro do energéticos da bacia do rio Paranaíba foram objeto de um estudo de inventário que mesmo ano. advogado e profes- sor Teodomiro Carneiro Santiago. Emborcação é a segunda maior usina da Cemig. no Triângulo Mineiro. na divisa dos estados de Mi- nas Gerais e Goiás. apenas para São Simão foi preparado um estudo de viabilidade. 68 . oficialmente denominada Teodomiro San- tiago.

bem como o para a realização do empreendimento. aproveitamento e a regularização do rio Paranaíba. programadas pela Eletrobrás no Plano de Atendimento O primeiro estudo de viabilidade dos apro.O esquema proposto pelos consultores da Canam. a usina foi incluída entre as obras do como Gamela. Em julho mig em 1971. seria uma das mais econômicas da bacia do rio Para- Em 1967. mais conhecido como Plano 90. o governo federal promulgou o decreto determinaram uma mudança significativa no arranjo nº 76. a Cemig estabeleceu uma nova divisão de naíba. lizados pela empresa projetista demonstraram a pos. Em 1974. advogado e professor Teodomiro Carneiro Santiago. deslocando o de Escada Grande para o local conheci. 69 . O estudo indicou que a usina de Cachoeira do Sertão. Os estudos rea. Investigações de campo mais apuradas do ano seguinte. E m março de 1976.008 que outorgou à empresa mineira a concessão original das estruturas de Emborcação. aos Requisitos de Energia Elétrica. das regiões veitamentos do Alto Paranaíba foi elaborado pela Ce. fundador do Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá. Bocaina e Escada Grande. eliminando o aproveitamento de Bocaina e Cachoeira do Sertão e de Gamela. a Cemig firmou contrato com a Tams Engenharia para a elaboração dos projetos sibilidade de construção de uma barragem mais alta em Emborcação. permitindo economia de escala no básico e executivo de Emborcação. com benefícios para as usinas de jusante. colocando em plano secundário os projetos de quedas. até 1990. Sudeste e Sul. redimensionamento de sua capacidade instalada de bra previu a construção de Emborcação e das usinas 364 MW para 602 MW. Sua denominação oficial rende homenagem ao político.

Cascalho Rico. 70 . Davinópolis. Catalão. do Banco Interamericano de Desenvolvi- compreende mento (BID) e de várias entidades financeiras privadas internacionais. Grupiara. de terra e A construção da usina foi marcada pela utilização de tecnologias avança- enrocamento. Além de recursos próprios O arranjo da Cemig.. os túneis de desvio do rio Paranaíba foram fechados. aeração da calha do vertedouro e escava- uma das ção mecanizada dos condutos forçados. Estrela do Sul. Brasil. Araguari. da Finan- aproveitamento ciadora de Estudos e Projetos (Finep). tendo início o enchimento do reservatório e a operação Arca de Noé para salva- mento dos animais ilhados com a inundação de extensa área nos municípios de Abadia dos Dourados. A s obras civis de Emborcação foram iniciadas em junho de 1977 pela Construto- ra Andrade Gutierrez.. Os custos da usina e seu sistema de transmissão associado foram orçados inicialmente em 380 milhões de dólares. Ouvidor e Três Ranchos (GO). da Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame). o empreendimento contou com o apoio da Centrais Elétricas Brasileiras geral do (Eletrobrás). Douradoquara. entre as barragem quais a União de Bancos Suíços. mais altas do Em agosto de 1981. Monte Carmelo (MG). o Lloyds Bank e o First National City Bank. das para a época: concretagem a vácuo.

5 Três Ranchos (GO) 71 . te João Batista Figueiredo. que melhorou projeto hidrelétrico brasileiro a restringir as concorrências as condições de suprimento à região do Triângulo Mineiro. sistemas interligados Norte/Nordeste e Sul/Sudeste. Davinópolis. inauguradas em 1978 e 1980. construída com o obje- de sucção) e a Mecânica Pesada (comportas para a tomada tivo de atenuar as restrições de intercâmbio entre os d’água e para o vertedouro). seccionando a linha Jaguara-Itumbiara em Emborca- tribuiu em larga medida para o fornecimento dos equipa. por intermédio de uma linha de 138 kV. no Distrito Federal. 500 kV. Em setembro grupo dos três grandes aproveitamentos hidrelétricos do rio do mesmo ano.E mborcação foi dimensionada para operar com quatro unidades geradoras de 298 MW de potência O arranjo geral do aproveitamento compre- ende barragem de terra e enrocamento. Estrela do Sul. com quatro comportas. uma das mais unitária.72 Potência instalada (MW): 1192 NA mínimo operativo: 615 Nº de unidades geradoras: 4 NA máximo operativo: 661 Potência unitária (MW): 298 Municípios atingidos: Abadia dos Vertedouro Energia assegurada Dourados. a empresa liderado pela Siemens (geradores e sistemas de excitação). a usina passou a operar com a quarta Paranaíba. esquerda. Francelino Pereira. a Cemig estabeleceu a ligação em das principais concorrências foram o consórcio liderado 500 kV entre Emborcação e a subestação Neves. Cascalho Rico.055.178 Área (km2): 480. Capacidade máxima (m3/s): 8. espanhola Expansión colocou em operação a linha a Ishibrás (pórtico rolante para a tomada d’água e o verte. Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 128. a Equipamentos Villares (pórtico rolante para tubo (Furnas). do tipo superfície. presidente da Cemig. A primeira unidade entrou em operação em altas do Brasil.200 Tipo de turbina: Francis Catalão. Araguari.44 Volume útil máximo (hm3): 13. a Cemig alterou a configuração de seu sistema de Com o apoio da Finame. Em 2002. de turbinas e geradores ao âmbito nacional. Ouvidor e Nº de comportas: 4 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 239. do governador de Minas Juntamente com São Simão (Cemig) e Itumbiara Gerais. canal de 1983. A usina também foi ligada de imediato à cidade de Uber- mentos eletromecânicos pesados de Emborcação. da usina. e do engenheiro Francisco (Furnas). de 500 kV entre a usina e a subestação Samambaia douro). Os vencedores Em 1989. Para escoamento dos grandes blocos de energia e última unidade. quando a terceira unidade foi acionada em de fuga escavado em rocha e vertedouro na ombreira solenidade que contou com a presença do presiden. o consórcio tuada perto de Belo Horizonte. A inauguração oficial ocorreu em 23 de fevereiro força entre a calha do vertedouro e a barragem. (MWmédio): 497 Douradoquara. primeiro lândia. condutos escavados julho de 1982 e a segunda em novembro do mesmo em rocha com 286 m de comprimento médio. si- pela Voith (turbinas tipo Francis e reguladores).5 Grupiara e Monte Carmelo (MG). tomada d’água.724.72 tempo (m3/s): 471. a indústria nacional con.08 Vazão média de longo Casa de força Volume total máximo (hm3): 17. ção. Localização Cronologia Barragem Município: Araguari (MG) Início de construção: 1977 Tipo: Enrocamento Início de operação: 1982 Comprimento (m): 1507 Altura máxima (m): 158 Cota do coroamento: 663 Bacia hidrográfica Rio: Paranaíba Reservatório Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 29. casa de ano. Emborcação integra o Afonso Noronha.

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Usina Hidrelétrica de Irapé .

o empreendimento abrange ainda os municípios de Botumi- rim. Usina Hidrelétrica de Irapé A usina hidrelétrica de Irapé. está sendo construída no rio Jequitinhonha. identificando 20 aproveita- mentos promissores. O trabalho incluiu o inven- tário do potencial hidrelétrico da bacia do Jequitinhonha. José Gonçalves de Minas. quena melhoria na infra-estrutura de energia elétrica do Vale do Jequitinhonha. oficialmente denominada Usina Presidente Jusce- lino Kubitschek. Minas Novas.5 a mais alta MW. como Irapé. A de altura será maior usina em funcionamento na região era a hidrelétrica de Santa Marta com 1. Cristália. construída na década de 1940 pelo governo estadual para ampliar a oferta de do Brasil e a energia a Montes Claros. Irapé passou a ser visto como um projeto relevante para o com 205 m desenvolvimento da região do Jequitinhonha. A barragem Desde então. Turmalina e outros municípios. A entrada em operação da usina está prevista para março de 2006. a cerca de 2 km da foz do rio Itacambiruçu. Leme do Prado e Turmalina. uma das mais pobres do estado. segunda maior Entretanto. As primeiras investigações sobre Irapé foram realizadas entre 1963 e 1965 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig que participaram de pioneiro levantamento dos recursos energéticos da região Sudeste. Investimentos de menor monta nos anos 1970 contribuíram para uma pe- Latina. Situado nas regiões limítrofes do Jequitinhonha/Mucuri e do norte de Minas Gerais. 74 . a realização do empreendimento foi adiada durante longo pe- da América ríodo. merecendo destaque a implantação de linhas de 69 kV que asseguraram a chegada de energia da Cemig a Berilo. nos municípios de Berilo e Grão-Mogol.

Única empresa pré-qualificada a participar da concorrên- cumento conhecido como Plano 2010. a concessão foi e 1993. evidenciando os valores muito díspares entre outorgada por decreto presidencial e. hidrelétrico de Irapé. Em janeiro de 1999. Ainda nesse ano. a Aneel e a Cemig assinaram o contrato regulando a nos períodos de estiagem e chuvosos. obrigatória em decorrência das o trabalho foi concluído em 1987. construção de Irapé foi incluída no planejamento da A concorrência foi promovida pela Agência Na- expansão de longo prazo do setor elétrico proposto cional de Energia Elétrica (Aneel) em dezembro de 1998. Irapé contribuirá para o abastecimento de outras regiões como usina integrante do sistema interligado nacional. o regime de produção independente de energia. dos de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relató- nharia para a elaboração de um novo estudo de in. estipulado pela Agência para o pagamento do direito de alizados com participação da Enerconsult entre 1988 uso de bem público. a Cemig preparou-se para con- apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento correr à licitação para a concessão do aproveitamento (BID) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Executado com o A partir de 1996. Além de aumentar a qualidade e a confiabilidade da rede elétrica local. a Cemig arrematou a concessão pelo preço mínimo Os estudos de viabilidade da usina foram re. pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) no do. O trabalho de. 75 . concessão de geração para o aproveitamento de Irapé sob senvolvido no período incluiu a elaboração dos Estu. rio de Impacto Ambiental (Rima). E m 1984. a mudanças no quadro regulador do setor elétrico. cia. em fevereiro de as vazões mínimas e máximas do rio Jequitinhonha 2000. a Cemig contratou a Enerconsult Enge. ventário da bacia do Jequitinhonha.

exigindo um grande movimento de rocha e solo. a Ivaí Engenharia de Obras. tornou bastante complexa a logística de construção. o arqueológico na área de influência do aproveitamento. A Delphi Engenharia e Con- que permitiu sultoria elaborou o Plano de Controle Ambiental. Esse montante de recursos correspondia a 12% do investimento estimado para a implantação da usina. o que permitiu o início da construção da barragem e da con- barragem .954. a Cemig contratou outras entidades para o desenvolvi- foi desviado mento de trabalhos relacionados a Irapé. A Empresa de Assistência Técnica e Ex- para dois tensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) iniciou o levantamento de terras para túneis com reassentamento da população atingida pelo empreendimento.2 km de extensão. o rio responsável pelo fornecimento e montagem dos equipamentos eletromecânicos. Vale destacar ainda a construção do vertedouro em túneis escavados na rocha e não a céu aberto. A localização da barragem.. o rio Jequitinhonha foi desviado para dois túneis com construção da 1. cretagem da tomada d’água. U m passo importante para a consecução do projeto foi dado em julho de 2001.. as obras foram iniciadas por um consórcio liderado pela Construtora Andrade Gutierrez. a Hochtief do Brasil e a Voith Siemens Hidro Power. A Universidade Fe- 1. como é comum em obras do gênero. 76 . Em abril de 2002. 2003. composto por mais quatro empresas: a Norberto Ode- Em abril de brecht. A barragem com 205 m de altura será a mais alta do Brasil e a segunda maior da América Latina. assegurando à Ce- mig o aporte de R$ 90 milhões do tesouro estadual. Jequitinhonha No mesmo ano. quando o governador Itamar Franco promulgou a lei nº 13.2 km de deral de Minas Gerais (UFMG) assumiu a incumbência do estudo do patrimônio extensão. casa de força e vertedouro. numa calha profunda do rio Jequitinhonha e de difícil acesso. o início da Em abril de 2003.

visto para novembro de 2004.200 Reservatório Vazão média de longo Área (km2): 142. Jequitinhonha.5 Bacia hidrográfica Rio: Jequitinhonha Bacia: rio Jequitinhonha Área de drenagem (km2): 16. José Gonçalves Nº de comportas: 4 (CS) Tipo de turbina: Francis de Minas (MG) A Cemig participa dos empreendimentos de trans- missão associados a Irapé. como Murta (MG) e Itapebi (BA). O alagamento atinge núcleos urbanos e rurais doras dos leilões promovidos pela Aneel em setem. Além de aumen- çuaí. Localização Cronologia Barragem Municípios: Berilo e Grão-Mogol (MG) Início de construção: 2002 Tipo: Enrocamento com núcleo de argila Início de operação: 2006 Comprimento (m): 540 Altura máxima (m): 205 Cota do coroamento: 514. A Transirapé venceu radoras compostas por turbinas do tipo Francis e gera- a concorrência da linha de 230 kV entre Irapé e Ara.perfil Creager controlado Potência unitária (MW): 120 Botumirim. A Transleste ganhou o leilão para a implantação e Empreendimento de magnitude ímpar no Vale exploração da linha de 345 kV entre Montes Claros e do Jequitinhonha.8 Potência instalada (MW): 360 NA máximo operativo: 510 Vertedouro Nº de unidades geradoras: 3 Municípios atingidos: Cristália. respectivamente. Turmalina. km de seu afluente Itacambiruçu.5%).503 Queda nominal (m): 158. Apresentando a mesma tar a qualidade e a confiabilidade da rede elétrica local.954. Leme do Prado. as duas companhias foram Irapé contribui para o abastecimento de outras regiões compostas pela Alusa (41%).88 Casa de força Volume útil máximo (hm3): 3. a usina conta com três unidades ge- Irapé.95 tempo (m3/s): 149. incluindo a pequena comunidade de Porto Coris.689 NA mínimo operativo: 470. Grão-Mogol. Seu reservatório. bo. culdades no processo de reassentamento de cerca de 77 . o maior previsto para a bacia do rio O enchimento do reservatório de Irapé. Tipo: Ogiva . pre.11 Volume total máximo (hm3): 5. (24. dores de 120 MW de potência unitária. com 150 km de extensão. com 65 km de extensão. Capacidade máxima (m3/s): 7. Cemig (24. na condição de sócia mi- 5 mil pessoas residentes na área inundável.5%) e Orteng Equipamentos (10%). vence. Furnas como usina integrante do sistema interligado nacional.5 Berilo. foi adiado devido a difi. composição acionária. numa extensão de 150 km do Jequitinhonha e de 50 bro de 2003 e novembro de 2004. beneficiará aproveitamentos a jusante. a primeira de noritária da Companhia Transleste de Transmissão Minas a receber o título de remanescente de quilom- e da Companhia Transirapé de Transmissão.

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Usina Hidrelétrica de Itutinga .

da Rede Mineira de Viação (RMV). entre as cidades de São João del-Rei e Lavras. juntamente com a barragem aproveitamento de Cajuru e as hidrelétricas de Piau. na região sul de Minas Gerais. mediante a incorpora- no trecho das ção de várias ferrovias federais arrendadas pelo governo do estado. Constituída em 1931. do potencial O primeiro projeto de aproveitamento do potencial hidrelétrico do rio Gran- hidrelétrico do de no trecho das corredeiras de Itutinga foi elaborado pelo engenheiro Antônio Melo rio Grande e Silva. Em agosto de 1937.. mas nada de concreto resultou nessa ocasião. a RMV considerou corredeiras a possibilidade de construir uma usina própria no local. projeto de Figura entre os primeiros empreendimentos da Cemig. destinado exclusivamente engenheiro para a tração elétrica da RMV. 80 . O primeiro A usina hidrelétrica de Itutinga está situada no rio Grande.. tendo em vista a ampliação de de Itutinga foi seu sistema de eletrificação. Antônio Melo e Silva. o governo federal outorgou ao gover- elaborado pelo no de Minas a concessão para o aproveitamento de Itutinga. Salto Grande e Tronqueiras. no município de Itu- tinga.

.. paralelamente ao início das obras da usina subsidiária da Cemig em 1952. 81 . juntamente com as de Salto Grande. minares que orientaram o esquema financeiro para A solicitação foi atendida pelo governo federal em agos. com a secretaria estadual de Viação e Obras Pú- são para o mesmo aproveitamento. empreendimento prioritário da admi. blicas. a Cearg tornou-se uma (DAE-MG). considerando des.200 kW. prevendo a instalação de 35. a Servix Engenharia elaborou o mento de Itutinga foi outorgada à Cearg em janeiro anteprojeto da usina. a formação da Companhia de Eletricidade do Alto to de 1946 com a expedição do decreto nº 21. Organi- novos estudos para o aproveitamento de Itutinga foram zada com a finalidade de promover a construção realizados sob a responsabilidade do Departamento e exploração dos aproveitamentos hidrelétricos na de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais bacia mineira do rio Grande. A concessão para o aproveita- Em 1949. Rio Grande (Cearg) em junho de 1951. no início do Durante o governo Milton Campos (1947-1951). governo Juscelino Kubitschek (1951-1955).112. demais companhias regionais de eletricidade cria- nistração Milton Campos na área energética. o governo mineiro voltou a solicitar conces. A inauguração oficial da usina ocorreu em 3 de fevereiro de 1955.704. das por Kubitschek. em cumprimento a contrato de 1951 pelo decreto federal nº 32. com a entrada em operação da primeira de suas quatro unidades geradoras de 60 Hz. Esse ta vez o suprimento de energia elétrica não só à RMV anteprojeto serviu de base aos orçamentos preli- como também a diversas localidades do sul do estado. E m 1945.

que entraram em funcionamento em julho do mesmo ano. decreto federal materiais importados e serviços da usina e seu sistema de linhas de transmissão nº 32. e subestações.000 kW aproveitamento – depois elevada para 52.5 MW. a potência final do aproveitamento foi fixada em 48. foram compostas por geradores fabricados pela empresa norte-americana Westinghouse. de Itutinga O contrato para a execução das obras civis e montagem da hidrelétrica foi outorgada à foi assinado em abril de 1952 com a Companhia Morrison Knudsen do Brasil. A inauguração oficial da usina ocorreu em 3 de fevereiro de 1955.000 kW. cabendo 82 . Considerando ainda a possibilidade A concessão de se obter acumulação estacional a montante e a operação interligada de Itutin- para o ga com outras usinas. O projeto definitivo foi elaborado pela empresa norte-americana International Engineering Company (Ieco). também nor- te-americana. com eixo vertical. a Cemig e a Cearg assinaram contrato de financiamento no valor de de 1951 pelo 7. Morgan Smith. e turbinas tipo Kaplan. fornecidas pela S.3 milhões de dólares com o Banco Mundial para a aquisição dos equipamentos. Ambas contam com potência unitária de 12. Em setembro de 1959 e em abril de 1960. em ceri- mônia que contou com a presença do governador Juscelino Kubitschek. entraram em operação a tercei- ra e a quarta unidades geradoras. com a en- trada em operação da primeira de suas quatro unidades geradoras de 60 Hz. indicando condições locais favoráveis à construção de uma usina maior que a prevista pela Servix. Em Cearg em janeiro julho de 1953. A primeira e a segunda unidades. encomendadas aos mesmos fabricantes. A negociação desse empréstimo contou com a intermediação da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos para o Desenvolvimento Econômico.112.

Em 1961. nessas novas máquinas. São ambiental de Itutinga. período em que a geração da Light Serviços de Eletri- preende uma barragem com dois corpos distintos. a usina contribuiu decisivamente para o su- de Itutinga contam com potência unitária de 13. 30 m de largura e 15 m de altura máxima.08 Reservatório Potência instalada (MW): 52 Nº de unidades geradoras: 4 Área (km ): 1. gião sul do estado e a integração da usina ao sistema Em áreas remanescentes das usinas de interligado da empresa.72 2 Potência unitária (MW): 12. Localização Cronologia Barragem Município: Itutinga (MG) Início de construção: 1952 Tipo: Terra e Concreto gravidade Início de operação: 1955 Comprimento (m): 550 Altura máxima (m): 23 Cota do coroamento: 806 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 6. A alteração da potência instalada mais tarde saiu de operação. assegurada pelas linhas de Itutinga e Camargos.4 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 7. Meio Ambiente e Saúde e Segurança) recebeu cer- cedimentos administrativos e reduzir custos opera. ma Integrado de Gestão da hidrelétrica (Qualidade. A concessão para exploração do aproveita- mara de carga de onde derivam os condutos força. para 52 MW foi regularizada em julho de 2003 pelo A Cemig implantou diversas linhas e subes. com 150 m de comprimento. primento de emergência ao Rio de Janeiro durante o O arranjo geral do aproveitamento com. despacho nº 411 da Agência Nacional de Energia Elé- tações para escoamento da energia de Itutinga na re.5 (2).554 Tipo de turbina: Kaplan/Hélice Municípios atingidos: Itutinga Nº de comportas: 5 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 58. o zembro de 1998 pela portaria nº 602 do Ministério de canal de fuga e uma unidade auxiliar de 736 kW que Minas e Energia. da. 63 e Nazareno (MG) 83 . A terceira e a quarta unidades Em 1967. a Cemig iniciou o processo de incorporação Veritas Quality International (normas ISO 9001. hidrelétricas de Nilo Peçanha e Fontes.280 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 134. a Cemig implantou a estação 138 kV construídas no percurso entre Itutinga. um canal escavado em rocha. cidade foi bastante prejudicada pela inundação das um na margem direita e outro na margem esquer.5 MW. o Siste- João del-Rei e a subestação de Nova Lima. levado a 14001 e OHSAS 18001). cinco comportas de setor na parte central da Em 1996. a tomada d’água entre os dois corpos da cuperação da estanqueidade do canal de adução da barragem. 13. dades geradoras. ISO de suas empresas subsidiárias regionais. uma câ. mento de Itutinga pela Cemig foi prorrogada em de- dos com 50 m de comprimento.5 (2) Volume total máximo (hm3): 11.destacar a opção pela utilização de turbinas tipo hélice cabo em abril de 1963 com a incorporação da Cearg. foram realizadas obras para a re- barragem. ao longo usina que exigiram a parada geral de suas quatro uni- da margem esquerda. Em agosto de 2005. trica (Aneel). com o objetivo de simplificar pro. tificação internacional recomendada pelo Bureau cionais.23 (MWmédio): 28 NA mínimo operativo: 880 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 25 NA máximo operativo: 886 Capacidade máxima (m3/s): 1. a casa de força.

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Usina Hidrelétrica de Jaguara .

86 . mínio que a mineradora pretendia instalar em Poços de Caldas.. pertencente nacional para à empresa federal Furnas Centrais Elétricas. no Triângulo Mineiro. com recursos proprietária de reservas de zircônio e bauxita na região sul de Minas Gerais. com casa de força no lado paulista. empresa de mineração paulista. realização do construída pela Cemig em parceria com empresas privadas. empreendimento A primeira concessão para o aproveitamento de Jaguara foi outorgada em seria custeado fevereiro de 1959 à Companhia Geral de Minas. a hidrelétrica ocupa área do município de Sacramento. na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Jaguara está a jusante da usina de em moeda Estreito (oficialmente denominada Luiz Carlos Barreto de Carvalho). e a montante da usina de Igarapava.. a pequena distância da antiga estação Jaguara da Estrada de Ferro Mogiana. A usina hidrelétrica de Jaguara está situada no médio rio Grande. O próprios aproveitamento destinava-se ao fornecimento de energia para uma fábrica de alu- da Cemig. em área pertencente ao município de Rifaina. No lado oposto. Sétima usina da cascata de O investimento aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande.

Em fevereiro de 1961. a empresa mineira obteve a concessão de à Electric Bond and Share Co. inaugurando em maio de 1965. Vale destacar que o projeto da fábrica de alu- wer Co.416.U ma vez obtida a concessão (decreto federal nº ral a Furnas em agosto de 1962. a Cemig assinou contrato com o Banco Mundial para o financiamento da construção da usina de Jaguara e respectivo sistema básico de transmissão. O mesmo instrumento legal revo- sionárias de energia elétrica que a Ebasco controlava gou a concessão outorgada à Companhia Geral de Minas. com garantia federal o projeto denominado Rifaina-Jaguara com de fornecimento de energia da Cemig. no país por intermédio da American and Foreign Po. para a elaboração verno federal não voltou atrás na questão de Estreito. em Poços de aproveitamento de Estreito. outorgada pelo governo fede. ra mundial de alumínio. Caldas. (Ebasco). Em março de 1966. Em de novos estudos técnicos e orçamentários. após perder a disputa pela concessão do endimento. 87 . a empresa ti.415). (Amforp). empresa mineradora paulista e tocou adiante o empre- na de Jaguara. Cemig e das principais lideranças políticas estaduais. a Companhia mínio de Poços de Caldas seria levado adiante pela Geral de Minas submeteu à consideração do governo Aluminium Company of America (Alcoa). o go- americana Ebasco Services Inc. a Alcoa adquiriu o controle da A Cemig postulou o direito de construção da usi. creto federal nº 52. Ligada compensação. Maior produto- capacidade estimada em 532 MW. Jaguara em setembro de 1963 com a promulgação do de- nha uma larga folha de serviços prestados às conces. Apesar da mobilização da 45. sua primeira unidade de produção no Brasil. no valor de 49 milhões de dólares. a mineradora contratou a empresa norte.

com a participação dos consultores do consórcio Canambra. cional para realização do empreendimento seria custeado com recursos próprios na época. O investimento em moeda na- tornou-se. Em novembro do mesmo ano. no valor de 49 milhões de dólares. a da Cemig e empréstimo da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). somando ao todo 680 MW. o financiamento da construção da usina de Jaguara e respectivo sistema básico Jaguara de transmissão. a Cemig assinou contrato com o Banco Mundial para de 424 MW. do parque As obras civis de Jaguara tiveram início em julho do mesmo ano. E m meados de 1964. a Cemig iniciou a revisão dos estudos desenvolvidos pela Ebasco para o aproveita- mento de Jaguara. capacidade Em março de 1966. a concessionária mineira firmou contrato para elaboração do projeto executivo da usina com consórcio formado Com pelas empresas Eletroprojetos. A primeira etapa do aproveitamento foi concluída em 1971. unidades geradoras na primeira etapa do empreendimento e mais duas numa eta- pa posterior. Electro-Watt e Geotécnica. sob a gerador responsabilidade da Construtora Mendes Júnior. Em janeiro. a Ce- mig colocou em operação comercial a primeira das quatro unidades de 106 MW. com- postas por geradores fornecidos pela empresa alemã Siemens e turbinas tipo Francis 88 . contratado maior usina também em 1966. visando à instalação de quatro da Cemig.

reforma dos geradores. 89 . m de extensão. localizada dos engenheiros João Camilo Penna e Mario Bhering.65 Reservatório Potência instalada (MW): 424 Nº de unidades geradoras: 4 Área (km2): 34.5 m de altura por 13.5 m de largura. o Departamento Na- de concreto gravidade na margem esquerda com 80 m de cional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) aprovou comprimento. reforma das comportas e outros sistemas auxiliares.5 Capacidade máxima (m3/s): 14. compreendendo a mente a jusante da tomada d’água e canal de fuga com 900 substituição dos sistemas de supervisão e controle. construída pela operação nos meses de abril. do ministro de Minas e Ener. equipado com seis com. do rio Grande com 325 m de comprimento. Em 1978. A modernização deverá estar concluída em 2008. presidentes da Cemig e da Eletrobrás. em Pesados investimentos foram realizados pela empresa solenidade que contou com a presença do presidente mineira para assegurar o escoamento de energia de Ja- Emílio Garrastazu Médici. merecendo destaque a gia. em Nova Lima. Localização Cronologia Barragem Município: Rifaina (MG) Início de construção: 1966 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 1971 Comprimento (m): 325 Altura máxima (m): 40 Cota do coroamento: 561 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 62. a Cemig promoveu a interligação te. do governador Israel Pinheiro e linha de 345 kV até a subestação de Taquaril. vertedouro de concreto no trecho central o projeto básico apresentado pela Cemig. tência unitária na usina de Jaguara. ração oficial da usina ocorreu em 26 de fevereiro. a Cemig iniciou o processo de mo- 156 m de comprimento. casa de força situada imediata. na época. Pedregulho e Rifaina (MG) fabricadas pela empresa japonesa Mitsubishi. agosto e outubro de 1971. A antiga ponte ferroviária no rio Grande proteção. a maior usina do parque gerador da Cemig. empresa no rio Paranaíba. a barragem Em dezembro de 1991.5 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 45 NA máximo operativo: 558. Jaguara tornou.100 Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Sacramento Nº de comportas: 6 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 265. interligação entre o sistema de 345 kV associado às gem principal de terra/enrocamento na margem direita usinas do rio Grande e o novo sistema de 500 kV. dernização completa da usina. instalação de mais duas unidades com 108 MW de po- portas de setor de 19. guara à região central de Minas. kV.6 Potência unitária (MW): 108 Volume total máximo (hm3): 470 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 90 (MWmédio): 336 NA mínimo operativo: 555. se. regulação de velocidade e tensão. A inaugu. tomada d’água na margem esquerda do leito do rio com Em 2004. mersa pelo reservatório de Jaguara.5 (MG). colocando em operação a apresentando as mesmas especificações técnicas e de primeira linha de seu sistema de transmissão em 500 fabricantes da primeira. respectivamen. relativo à do rio com 108 m de extensão. disjun- entre as estações de Rifaina (SP) e Jaguara (MG) foi sub. Com capacidade de 424 MW.042. As demais unidades da primeira etapa entraram em de Jaguara com a usina de São Simão.700 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 1. Antonio Dias Leite. Jaguara tornou-se então um ponto estratégico de O arranjo geral da usina compreende a barra. perto da capital estadual. tores de saída dos geradores.

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Usina Hidrelétrica de Miranda .

a Cemig obteve a concessão para a realização do empreendimento. afluente do rio Parana- íba. levando em conta as 92 .. constituído por quatro usinas: Nova Pon- Cemig equipada te.A. a uma distância de 25 km em linha reta de Uberlân- dia. no Triângulo Mineiro. Desde então. Miranda. expedida pelo decreto federal nº 93. Supervisão e Miranda foi incluída em sucessivos planos de expansão do setor de ener- Controle. Capim Branco e Tupaciguara. Sua construção foi prevista no estudo de inventário do potencial hidrelé- Miranda foi trico da bacia do rio Paranaíba realizado em meados da década de 1960 por consul- a primeira tores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. A usina hidrelétrica de Miranda está situada no rio Araguari. somente em dezembro de 1986.879. gia elétrica elaborados pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) a partir de 1974. Os projetos básico e executivo da usina foram elaborados sob a coorde- nação da Cemig pela Internacional de Engenharia S. com sistema de Em 1970. É a quinta maior usina da Cemig em capacidade instalada. O estudo definiu um esquema hidrelétrica da geral de aproveitamento do rio Araguari. no município de Indianópolis. (Iesa). Entretanto. a Cemig iniciou os estudos de viabilidade de Nova Ponte. a construção de Miranda ficou condicionada à viabilização Digital de do aproveitamento de Nova Ponte. devido à importância de seu reservatório compreendido para a regularização das vazões do principal afluente do Paranaíba em território pelo Sistema mineiro.. empre- telecomando endimento prioritário no rio Araguari.

86 Potência unitária (MW): 136 Volume total máximo (hm3): 1.120 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 145. empresa argentina Industrias Metalúrgicas Pescarmona tomada d’água do tipo gravidade com três compor- (Impsa). O cronogra. equipada com sistema de telecomando compreendi- te e Uberaba. a construção de Miranda ganhou im. quanto os geradores foram outras obras de geração em curso no país nos primei.050 Altura máxima (m): 79 Cota do coroamento: 699 Bacia hidrográfica Rio: Araguari Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 17.novas diretrizes da legislação ambiental estabeleci. com eixo vertical. bientais na área de influência do reservatório. ros anos da década. Uberlândia. médio e a casa de força.96 Reservatório Potência instalada (MW): 408 Nº de unidades geradoras: 3 Área (km2): 51. após a inauguração da usina ende a barragem de terra homogênea na margem es- de Nova Ponte. a empresa implantou a reserva de Jacob para a realização partir do Centro de Operação do Sistema (COS) da de pesquisas e o desenvolvimento de programas am. com calha revestida dos por recursos próprios da Cemig. querda e de terra e enrocamento na margem direita. entre maio e outubro de 1998. Eduardo Azeredo. pulso com a abertura de crédito da Eletrobrás para o vertedouro de superfície localizado na ombreira di- financiamento de parte das obras civis. fabricados pela Impsa. Uberaba e Uberlândia (MG) 93 . transcor.4 NA máximo operativo: 696 Capacidade máxima (m3/s): 9. condutos forçados com 168 m de comprimento dos equipamentos principais da usina. Localização Cronologia Barragem Município: Indianópolis (MG) Início de construção: 1990 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 1998 Comprimento (m): 1. agosto o enchimento do reservatório que inundou área Miranda foi a primeira hidrelétrica da Cemig dos municípios de Indianápolis.5 Ponte. das em 1987 para os empreendimentos do setor de A usina foi inaugurada oficialmente em 24 energia elétrica.000 Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Indianópolis. Dentro do elenco de ações ambientais. Miranda exigiu reita com quatro comportas tipo segmento de 12. Nova Pon.6 (MWmédio): 202 NA mínimo operativo: 693 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 67. iniciando em 1º de linhas de 138 kV. doso e do governador de Minas. A conexão da usina ao sis- A Cemig recebeu a Licença de Operação (LO) tema interligado da Cemig foi feita por intermédio de para a hidrelétrica em maio de 1997. a do pelo Sistema Digital de Supervisão e Controle. Tanto as turbinas tipo ma de Miranda sofreu várias revisões. As obras civis começaram em abril de outubro de 1997 em solenidade que contou com de 1990 sob a responsabilidade do consórcio forma. integraliza. O arranjo geral do aproveitamento compre- No final de 1994.5 m de altura. a exemplo de Francis. da Eletrobrás e da medindo 228 m de comprimento por 60 m de largura.5 m investimentos da ordem de R$ 800 milhões.300 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 329. de largura por 19. Nova Nº de comportas: 4 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 216. responsável pelo financiamento e fabricação tas. rendo em ritmo mais lento que o previsto devido à As três unidades entraram em operação comercial limitação de recursos para investimento. empresa em Belo Horizonte. a participação do presidente Fernando Henrique Car- do pelas empresas Queiroz Galvão e Tratex.

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Usina Hidrelétrica de Nova Ponte .

de 1994 com indicando condições promissoras para a construção de uma usina com reserva- a entrada em tório de acumulação em Nova Ponte. primeiro de uma série de planos nacionais de energia elétrica elaborados pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). afluente do rio Paranaíba. a Hidroservice elaborou o primeiro estudo três unidades de viabilidade do aproveitamento. o decreto nº 76. Em 1979. primeira de suas Em 1970. a pedido da Cemig. A inauguração As primeiras investigações sobre Nova Ponte foram realizadas em 1964 oficial da usina por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig no escopo mais am- ocorreu em 16 plo dos chamados estudos energéticos da região Sudeste. cerca de 50 km a jusante da operação da usina de Pai Joaquim. Usina Hidrelétrica de Irapé A usina hidrelétrica de Nova Ponte está situada no rio Araguari. 96 . no rio Araguari. devido à localização privilegiada e à grande capacidade de regularização de seu reservatório. no município de Nova Ponte. a usina foi incluída entre as obras programadas no Plano de Atendimento aos Requisitos de Energia Elétrica até 1995. A par da sua importância no parque gerador da Cemig – é a terceira maior usina da empresa – o aproveitamento de Nova Ponte propiciou significati- vo ganho de energia para o sistema interligado da região Sudeste. Em julho de 1975.006. Tais estudos abrangeram de setembro o inventário dos recursos hidráulicos do rio Paranaíba e seus principais afluentes. outorgando à empresa mineira a concessão para a realização do empreendimento. no Triângulo Mineiro. o governo federal promulgou geradoras.

Nova Ponte foi a primeira hidrelétrica concorrência pública para a execução das obras civis de Minas Gerais a ter o processo de licencia- principais. A elaboração do projeto básico teve início em 1982 As obras tiveram início em abril de 1987. e nos programas de indenização a mais de mil proprietários rurais. exclusive juros duran. mento ambiental concluído de acordo com os preiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. empresa de Nova Ponte exigiu investimentos da ordem de 1 consultoria sediada em Belo Horizonte. estabelecidas pelo Conselho torial (PRS). Ainda em 1982. também situados no rio Araguari. Cerca de 60 milhões de dólares foram investidos na construção da nova cidade de Nova Ponte. erguida a cerca de 3 km da antiga sede. correspondendo a cerca de 23% do Ponte e dos aproveitamentos de Miranda e Capim total investido. 97 . para os empreendimentos do setor de energia te a construção. integralizados em grande parte Tams do Brasil. O principal apoio financei- acertaram a realização de estudos conjuntos para o ro à realização do empreendimento foi assegurado dimensionamento da capacidade geradora de Nova pela Eletrobrás. o empreendimento foi incluído na usina atenderam às novas diretrizes da legis- programação de obras do Plano de Recuperação Se. novos requisitos da legislação. sendo orça. a Cemig e a Eletrobrás por recursos da Cemig. lação ambiental. Os projetos executivo e ambiental da Em 1985. preparado pela Eletrobrás. Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 1987 do em 385 milhões de dólares. sucessora da bilhão de dólares. Em dezembro de 1986. Branco. vencida pelo consórcio formado pelas em. com a contratação da Leme Engenharia. a Cemig abriu elétrica.

por seu Em outubro de 1993. nomeadamente Nova Ponte. 98 . contemplando os meios físico. As três unida- des são compostas por turbinas do tipo Francis. biótico. ambiental. manejo e preservação da ISO 14001. Pedrinópolis. com eixo vertical. A segunda e a terceira unidades foram acionadas em fevereiro e setembro de 1995. obtida a Licença de Operação (LO) e com as obras trabalho na civis praticamente concluídas. como o aproveitamento econômico da bio- certificação massa vegetal. Patrocínio. Sacramento. Cerca de 60 milhões de dólares foram investidos na construção da nova Em março cidade de Nova Ponte. erguida a cerca de 3 km da antiga sede. entidades e órgãos públicos. e nos programas de de 2000. a Cemig fechou as comportas da barragem para o preservação enchimento do reservatório de Nova Ponte. fauna terrestre e a criação da estação ambiental de Galheiro. Santa Juliana e Serra do Salitre. Perdizes. A inauguração oficial da usina ocorreu em 16 de setembro de 1994 com a entrada em operação da primeira de suas três unidades geradoras. a remoção de artefatos arqueológicos. A montagem dos equipamentos eletromecânicos ficou a cargo da Tenenge (Técnica Nacional de Engenharia). a indenização a mais de mil proprietários rurais. As ações de maior abrangência visaram minimizar os impactos sobre as popula- ções urbana e rural de oito municípios mineiros que teriam suas terras inundadas pelo reservatório da usina. socioeconômico e cultural. e geradores de 170 MW de potência unitária. Iraí de Minas. fornecidos pela Siemens do Brasil. Além de programas de saneamen- hidrelétrica to e relocação da infra-estrutura regional. fabricadas pela Coemsa. O s estudos de impacto ambiental foram desenvolvidos por técnicos da Cemig e por mais de uma centena de especialistas de empresas de consultoria. foram implementados diversos projetos recebeu a específicos de preservação ambiental. integrante do grupo Odebrecht.

Cachoeira Dourada e São Simão.5 Vertedouro Energia assegurada NA máximo operativo: 815 (MWmédio): 276 Municípios atingidos: Iraí de Minas.338 Reservatório Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 290. ISO 14001 e OHSAS 18001).620 Altura máxima (m): 142 Cota do coroamento: 817. no rio de largura por 17 m de altura. Galheiro. viabilizando a execução dos empreendimentos de Miranda. de grande porte. Ilha Solteira. Capim Branco I e Capim de superfície com 860 m de extensão. mendada pelo Bureau Veritas Quality International tou a regularização plurianual das vazões afluentes ao (normas ISO 9001. Sacramento. tomada d’água tipo Paranaíba. A formação do reservatório determinou extensão média de 310 m e a casa de força. Santa Nº de comportas: 4 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 190 Juliana e Serra do Salitre (MG) O arranjo geral do aproveitamento compreen- de a barragem de terra/enrocamento. torre. por seu trabalho na preserva- a sua extensão. o Sistema Integrado de Gestão da da linha Emborcação-Jaguara em ponto intermediário hidrelétrica (Qualidade. Em são de 500 kV da Cemig mediante o seccionamento setembro de 2005. o que proporcionou uma rica Latina a receber a certificação. ainda a desativação da antiga usina de Pai Joaquim. Localização Cronologia Barragem Município: Nova Ponte (MG) Início de construção: 1987 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 1994 Comprimento (m): 1. 99 . Meio Ambiente e Saúde e dessa linha a apenas 400 m de distância da subestação Segurança) recebeu certificação internacional reco- elevadora de Nova Ponte. Nova Ponte é a segunda usina da Amé- m revestidos de concreto. Seu vertedouro possui apenas 250 ção ambiental. assim como a estação ambiental de A usina foi integrada ao sistema de transmis. Porto Primavera e Itaipu.3 Bacia hidrográfica Rio: Araguari Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 15.24 Potência instalada (MW): 510 Volume total máximo (hm3): 12. sendo a primeira grande economia de recursos.800 Tipo de turbina: Francis Pedrinópolis. com 11 m de Itumbiara. Capacidade máxima (m3/s): 5. construída às margens do reservatório. na foi a primeira no Brasil a ter um vertedouro de Em março de 2000. condutos forçados escavados na rocha com no rio Paraná. Patrocínio. vertedouro local do aproveitamento. Perdizes. Jupiá. a hidrelétrica recebeu a calha longa sem revestimento de concreto em toda certificação ISO 14001.380 Potência unitária (MW): 170 NA mínimo operativo: 775. Seu reservatório possibili.78 Área (km2): 449. Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 96 Nova Ponte.792 Nº de unidades geradoras: 3 Volume útil máximo (hm3): 10. controlado Branco II e aumentando a oferta de energia das usinas por quatro comportas do tipo segmento. A usi.

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Usina Hidrelétrica de Salto Grande .

oficialmente denominada Américo René Gianetti. tendo em vista a instalação de Salto Grande e outras usinas de menor porte. solicitou a concessão para o aproveitamento progressivo de energia de trechos dos rios Santo Antônio. no início Em julho de 1947. Peixe e Farias. Piau e Tronqueiras. na região do Rio Doce de Minas Gerais. o governo estadual criou o Serviço de Aproveitamen- de 1956. cultura e Indústria no mesmo período. está localizada no rio Santo Antônio. Guanhães. afluente do rio Doce. juntamente com a barragem de Cajuru e as hidrelétricas A usina foi de Itutinga. formulado pelo governo Milton Campos. A usina hidrelétrica de Salto Grande. no município de Braúnas.033. oficialmente A construção da usina começou no governo Milton Campos (1947-1951) em dezembro sob a orientação do engenheiro Américo René Gianetti.. Tanque. A concessão foi outorgada pelo governo federal em agosto de 1949 mediante a expedição do decreto nº 27. a hidrelétrica operação deveria fornecer energia para a Cidade Industrial de Contagem e uma nova cidade comercial industrial a ser instalada no município de Santa Luzia. inaugurada devido à complexidade de seu projeto. secretário estadual de Agri- de 1955. 102 . Foi um dos primeiros empre- endimentos da Cemig. Segundo o Plano de Recuperação Econômi- entrando em ca e Fomento da Produção. mais tarde.. to do Rio Santo Antônio (Sarsa) com a finalidade de levar a cabo o empreendi- mento e. representando um teste decisivo para a empresa.

formado pelas em. entretanto. responsável pela cons- ram a cargo do consórcio Alanbra. As obras civis fica. local escolhido para instalação da casa de força e ponsabilidade da Companhia de Eletricidade do do túnel adutor principal. especialista em hidráulica paralisadas em decorrência de acidente que soterrou a da empresa italiana Techint.500 kW. Morgan Smith. trução da usina de Paulo Afonso. cidade criada pelo governo Juscelino Kubitschek tos de construção civil e de compra das duas unidades (1951-1955). A pedido de Cotrim. previstas na primeira etapa da usina. respectivamente. cons- casa de máquinas em construção. o Filho. secretário estadual de Agricultura e Indústria no mesmo período. as obras foram praticamente engenheiro De Sanctis. o empreendimento passou à res. a par da execução de trabalhos preliminares Alto Rio Doce (Ceard). Os da Cemig no ano seguinte. De imediato. empresa regional de eletri- no local do aproveitamento. levando em conta os relatórios dos engenheiros S. foram firmados os contra. e John Cotrim. A construção da usina começou no governo Milton Campos (1947-1951) sob a orientação do engenheiro Américo René Gianetti. 103 . presas Alcasan. verno decidiu rever o projeto original de Salto Gran- dados às empresas norte-americanas General Electric e de. o novo go- geradores e turbinas da primeira etapa foram encomen. visitou a obra. E m 1949. Octávio Marcondes Ferraz. tatando as condições geológicas desfavoráveis do Em 1951. Andrade & Camargos e Custódio Braga diretor técnico da Ceard. Em 1950. que passaria à condição de subsidiária de 25.

túnel de Santo Antônio e tubulação forçada) e a Christian Nielsen Engenharia Construtora (barragem do rio Guanhães. O arranjo geral do aproveitamento compreende basicamente a barragem de Santo Antônio. não deferido em virtude da usina. conhecida como Madeira Lavrada). um túnel com 3. As obras de ampliação foram iniciadas ainda em 1956 por três empresas: a Companhia Construtora Nacional (barragem do rio Santo Antônio. Os equipamentos da primeira e da segunda etapas fo- desde a ram adquiridos com base em financiamentos dos próprios fabricantes. situada na margem do rio Santo Antônio. por intermédio de sua associada Techint do Brasil. as tubulações força- das e finalmente a casa de força.300 m de comprimento para a transposição das águas do rio Santo Antônio até o vale do Guanhães. A usina de Salto Grande aproveita o potencial conjunto do rio Santo Antônio e seu afluente Guanhães mediante um sistema de barragens e túneis para adução das águas dos dois rios até a casa de força. a Techint (tomada d’água. assumiu a Os recursos em moeda nacional da primeira etapa de Salto Grande responsabilidade provieram na sua maioria da taxa estadual de eletrificação.000 kW. fornecidos pela General Electric e pela S. com eixo vertical. escavada na rocha. casa de força e subestação). a barragem do Guanhães. A elaboração do projeto definitivo e a assistência técnica para a construção e a montagem da usina foram contratados com a Techint-Hydro de Milão.052. A terceira e quarta unidades geradoras entraram em operação em maio e julho de 1958.400 m de extensão. A usina foi inaugurada oficialmente em dezembro de 1955. Morgan Smith. o túnel principal com 4. da crise cambial brasileira. Salto Grande era na época a maior usina em funcionamento no estado de Minas. de Salto Grande contratado em 1954.500 kW de potência cada uma. A entrada em Cemig chegou a solicitar ao Banco Mundial um empréstimo no valor de 15 funcionamento milhões de dólares para as obras de Salto Grande. a chaminé de equilíbrio com 60 m de profundidade. Com potência de 102. a jusante da confluência com o Guanhães. completados pela operação por empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). entrando em operação comercial no início de 1956 com duas unidades geradoras de 25. por onde correm as águas dos dois rios. 104 . A concessão para o aproveita- mento foi transferida para a Ceard em outubro de 1953 com base no decreto A Cemig federal nº 34. Os novos geradores foram encomendados à Canadian General Electric e as tur- binas nº 3 e nº 4 foram fornecidas pela empresa francesa Neyrpic. apresentando as mesmas características técnicas das duas primei- ras. compostas por geradores de 60 Hz e turbinas tipo Fran- cis.

8 Rio: Santo Antônio e Guanhães Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): G: 2. a hidre. Santo Antônio: 24 Bacia hidrográfica Cota do coroamento: 359. Para escoamento de sua energia.5 Potência instalada (MW): 102 Volume útil máximo (hm3): Guanhães 47.260 Reservatório Vazão média de longo Área (km2): 5. a concessão mento de energia à região central de Minas. 33 de Guanhães e Guanhães (MG) I nterligada às usinas de Gafanhoto e Itutinga. anos. da Ceard pela Cemig em janeiro de 1962.76 tempo (m3/s): 142. Localização Cronologia Barragem Município: Braúnas (MG) Início de construção: 1949 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1956 Comprimento (m): Guanhães 249.15 Potência unitária (MW): 27 (2). 1998. 24 (2) NA mínimo operativo: Guanhães 346.3. namento da usina. Em setembro de subestação de Santa Luzia com 147 km de extensão.7 Santo Antônio: 362. polarizada para o aproveitamento de Salto Grande foi transfe- por Belo Horizonte. 364.400 Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Braúnas. foi rida para a concessionária estadual em outubro de construída uma linha de transmissão de 161 kV até a 1963 pelo decreto federal nº 52.5 Guanhães 1.060. Capacidade máxima (m3/s): Queda nominal (m): 86. pelo prazo de 20 operação de Salto Grande desde a entrada em funcio. Dores Nº de extravasores: Guanhães 2 (VF) Engolimento turbina (m3/s): 38. Vertedouro Energia assegurada Santo Antônio: 356. Nº de unidades geradoras: 4 Santo Antônio: 7. SA: 6. Em conseqüência da incorporação létrica reforçou substancialmente o sistema de supri.512.733. Santo Antônio: 3. Santo Antônio: 314 Altura máxima (m): Guanhães 31.16 Casa de força Volume total máximo (hm3): Guanhães 78. Santo Antônio: 20. a concessão foi prorrogada pela portaria nº 331 A Cemig assumiu a responsabilidade pela do Ministério de Minas e Energia. a contar de julho de 1995. 105 .6 Tipo: Superfície controlada (MWmédio): 75 NA máximo operativo: Guanhães 356.

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Usina Hidrelétrica São Simão .

Com potência estimada em 1. promulgado em janeiro de 1965. na divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais.512. estágio da seu fluxo é direcionado para todo o sistema interligado nacional. a transferência da concessão para Furnas. o aproveitamento não apre- de 1975. no Triângulo Mineiro. Depois.710 MW. no escopo mais amplo dos cha- desvio do mados estudos energéticos da região Sudeste. na avaliação dos consultores estrangeiros. em área dos municípios de São Simão (GO) e Santa Vitória. O local era conhecido pela beleza do canal de São Simão que recolhia as águas de dois braços paralelos do Paranaíba. Entre os locais relacionados pela rio Paranaíba Canambra no inventário do rio Paranaíba.600 MW. É a maior usina da Cemig com potência instalada A escavação de 1. A usina hidrelétrica São Simão está situada no trecho inferior do rio Paranaíba. A energia gerada pela hidrelétrica é transportada por linhas de 500 kV às do primeiro subestações de Itumbiara (Furnas). em meados O estudo de viabilidade de São Simão foi elaborado em 1965 por consulto- de 1974 e o res do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. 108 . Alguns dirigentes do setor elétrico federal foi concluída chegaram a defender. barragem A concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do rio Paranaíba de terra no trecho denominado canal de São Simão foi outorgada à Cemig pelo decreto federal e enrocamento nº 55. formando uma sucessão de majestosas cachoeiras ao longo de dois quilômetros. sem sucesso. sentava qualquer problema especial quanto à aquisição de terras ou construção. apenas São Simão foi objeto de estudo em agosto de viabilidade. podendo fornecer energia com baixo custo unitário de investimento. Jaguara (Cemig) e Água Vermelha (Cesp).

E m 1969. além de recur. 109 . França. Os entendimen- seleção final do local da barragem e os detalhamen. viabilizando a assinatura de Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). linhas de transmissão e subestações. complementado por esquema de MW. de equipamentos eletromecânicos. Suíça e Inglaterra. em 368 milhões de dólares a preços de maio de 1971. em 1970. A concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do rio Paranaíba no trecho denominado canal de São Simão foi outorgada à Cemig pelo decreto federal nº 55. o BIRD propôs o estabelecimento de crédito limitado a gem. tos iniciais com o Banco Mundial visaram à cobertura tos técnicos do empreendimento. Em vista das prioridades pedi- optando a Cemig pela instalação inicial de 1. A primeira etapa do projeto. pamentos de fabricação brasileira. avaliados aproveitamento foi redimensionada para 2. Banco Mundial (BIRD) e de bancos do Japão. em 125 milhões de dólares. concedeu um crédito no valor global de créditos paralelos stand-by. A Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame).512. usina com quatro unidades geradoras de 250 60 milhões de dólares. a empresa norte-ame. do Banco do setor elétrico brasileiro. das pelo governo federal para outros empreendimentos. compreendendo barra.000 MW. de 60 milhões de dólares para o financiamento dos equi- nesses países. presidida à época pelo engenheiro João Camilo sos próprios de capital. Suécia. A capacidade do integral dos dispêndios em moeda estrangeira. que abriram linhas subsidiária do BNDE. destinados à aquisição. do contrato com o Banco Mundial em 14 de junho de 1972. Esse esquema foi efetivamente montado pela diretoria Para financiamento da obra. promulgado em janeiro de 1965. Alemanha. a Cemig contratou a empresa brasileira A Eletrobrás concordou em financiar cerca de Engevix e a norte-americana TAMS para revisão dos um terço dos dispêndios em moeda nacional. foi orçada créditos paralelos de bancos privados internacionais.500 MW. em fevereiro de 1972 a concessão de um crédito no valor ricana Internacional Engineering Company para a correspondente a 120 milhões de dólares. da Cemig. a Cemig contou com o apoio Penna. e aplicado pela primeira vez em empreendimentos da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). aprovando dados pesquisados e.

tendo início o enchimento do em operação reservatório de São Simão e a operação de salvamento de animais ilhados com a inun- de sua sexta dação de extensa área nos municípios de Capinópolis. em solenidade que contou com a presença do presidente Ernesto Geisel. sob responsabilidade de consórcio formado pela empresa italiana Impregilo e pela brasileira C. a usina atingiu a capacidade de 1. Bom Jesus de Goiás. Gouvelândia. O projeto executivo foi elaborado pela Geotécnica Engenheiros Consul- tores e pela Companhia Internacional de Engenharia (CIE) e o estudo de impacto Em novembro ambiental por Robert Goodland. O empreendimento exigiu a reloca- ção das cidades de São Simão e Paranaiguara. Gurinhatã.608 MW com a entrada em operação de sua sexta unidade geradora. dia. A s obras de São Simão foram iniciadas em agosto de 1973. Em novembro de 1979. Em 1977. por causa da pequena diferença entre a proposta do consórcio vencedor e a da Construtora Mendes Júnior. Paranaiguara.608 MW dade da empresa brasileira Técnica Nacional de Engenharia (Tenenge). Cachoeira Dourada. Ipiaçu. das localidades de Chaveslândia (MG) e Gouvelândia (GO) e de 50 km das rodovias federais BR-364 e BR-365. consultor do Banco Mundial. presidente da Cemig. de 1979. sob a responsabili- de 1. Almeida. do governador Aurelia- no Chaves e do engenheiro Francisco Afonso Noronha. na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e no Congresso Nacional.R. Quirinópolis e São Simão (GO). Ituiutaba e unidade Santa Vitória (MG). bem como a construção de nova ponte sobre o rio Paranaíba com 320 m de extensão. A montagem a capacidade das unidades eletromecânicas foi iniciada em novembro de 1976. São Simão foi inaugurada oficialmente em 24 de junho de 1978. Inaciolân- geradora. O resultado da concorrência suscitou rumoroso debate na imprensa. as com a entrada comportas de desvio no rio Paranaíba foram fechadas. A escavação do primeiro estágio da barragem de terra e enrocamento foi con- a usina atingiu cluída em meados de 1974 e o desvio do rio Paranaíba em agosto de 1975. 110 . com a en- trada em operação comercial de sua primeira unidade geradora.

vertedouro de con- creto do tipo superfície no trecho central do rio.540 tempo (m3/s): 2. Água Vermelha (Cesp). Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 72 Cachoeira Dourada. Ipiaçu.O sistema de transmissão associado à usina foi com- posto por 1.5 Nº de unidades geradoras: 6 NA máximo operativo: 401 Potência unitária (MW): 285 Municípios atingidos: Capinópolis. Vertedouro Energia assegurada Gurinhatã.59 Potência instalada (MW): 1.440 Altura máxima (m): 127 Cota do coroamento: 404 Bacia hidrográfica Rio: Paranaíba Reservatório Bacia: rio Paranaíba Área (km2): 703. Nº de comportas: 9 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 425 Quirinópolis e São Simão (GO) 111 . Bom Jesus de Goiás. Localização Cronologia Barragem Municípios: Santa Vitória (MG) Início de construção: 1973 Tipo: Concreto e terra/enrocamento e São Simão (GO) Início de operação: 1978 Comprimento (m): 3. Diversos componentes dos equi- pamentos permanentes da usina foram fabricados no Brasil.29 Área de drenagem (km2): 172.710 MW de capacidade geradora nominal. As turbinas tipo Francis. casa de força e canal de fuga escavado em rocha e terra. a hidrelétrica passou ao patamar 1. Capacidade máxima (m3/s): 24. nas proximidades de Belo Horizonte. com 175 m de extensão. Itum- biara (Furnas) e a subestação abaixadora de Neves.305. Ituiutaba e Santa (MWmédio): 1. com índices de nacionalização de 51% para as turbinas e de 67% para os geradores. com eixo vertical. foram fabricadas pela Neyrpic e os geradores de 268 MW de potência unitária pela Brown Boveri. a Cemig elaborou diversos estudos de engenharia e promoveu melhorias no sistema de resfria- mento dos transformadores elevadores de São Simão.738 km de linhas em 500 kV e 65 km em 345 kV. O arranjo geral do aproveitamento compreen- de as barragens de terra na margem direita e de terra/ enrocamento na margem esquerda. Paranaiguara. Com a repotencia- ção de suas unidades geradoras. tomada d’água.540 Volume útil máximo (hm3): 5. Em 1996.281 Vitória (MG).268 Vazão média de longo Casa de força Volume total máximo (hm3): 12. equipado com nove comportas de 15 m de largura por 19 m de altura. com 270 m de largura e 120 m de comprimento. Gouvelândia.710 NA mínimo operativo: 390. provendo a interligação da hidrelétrica com as usinas de Jaguara (Cemig). ele- vando a potência da usina em 102 MW.100 Tipo de turbina: Francis Inaciolândia.

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Usina Hidrelétrica de Três Marias .

na região central de Minas Gerais. o controle de enchentes que periodica- mente assolavam as populações ribeirinhas. Alagoas. elaborado sob a orientação do engenheiro Lucas das obras de Lopes. Órgão subordinado à Presidência da delegando à República. recomendando a construção de uma série de barragens para a melhoria das condições de navegação nas épocas de estiagem. 114 . Bernardo Mascarenhas. Três Marias foi a primeira obra de grande porte da Cemig e também o primeiro firmou novo grande empreendimento hidráulico de múltiplas finalidades realizado no Brasil. um dos fundadores da Cemig em 1952 e primeiro presidente da empresa. São Francisco (CVSF) em dezembro de 1948. a CVSF concluiu o Plano Geral para o Aproveitamento a execução Econômico do Vale do São Francisco. Pernambuco e Goiás. a CVSF foi encarregada de formular e executar um plano de desenvolvi- concessionária mento de longo prazo para a região do rio São Francisco e principais afluentes nos mineira plenos estados de Minas Gerais. poderes para Em dezembro de 1950. O plano Três Marias. está situada no rio São Francisco. no município de Três Marias. Bahia. Sua denominação oficial rende homenagem ao engenheiro e indus- Em junho de trial mineiro. oficialmente denominada Bernardo Mascare- nhas. pioneiro da produção de energia hidrelétrica no 1956. a CVSF estado. a irrigação. A usina hidrelétrica de Três Marias. convênio A história do empreendimento remonta à criação da Comissão do Vale do com a Cemig. definiu a regularização do rio São Francisco como a questão-chave para o desenvolvimen- to regional. a produção de hidreletricidade. Sergipe. o aproveitamento agrícola das áreas das vazantes e o saneamento urbano.

a barragem proporcionaria dato do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961). mentos suficientes para a localização da barragem a 1. Segundo o plano. E ntre as barragens recomendadas no plano da CVSF. ao pé da barragem. entre suas múltiplas empreendimento. e dar plena utilização às máquinas da usina de Paulo Em junho de 1956. (Ieco). que estava sendo construída pela Companhia vênio com a Cemig. de Três Marias. a Cemig firmou convênio com a transmissão até Belo Horizonte. produzir substancial quantidade de energia grama de Metas para o setor de energia. No início do man- Francisco. manifestando interesse eletromecânicos e a implantação do sistema de pela realização da obra. Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). quatro anos depois do início das obras que chegaram a mobilizar dez mil trabalhadores. o governo federal reafirmou seu compromisso com o em 5 milhões de m3. no mínimo. perto das cor. trução da barragem seria custeada com recursos to hidrelétrico de Três Marias foi elaborado pela Servix orçamentários da CVSF e financiamento do Banco Engenharia entre 1952 e 1954. a CVSF firmou novo con- Afonso. CVSF. 115 . no curso superior do São International Engineering Co. a barragem de Três Marias foi inaugurada em janeiro de 1961 pelo presidente Kubitschek. mineira plenos poderes para a execução das obras mento da região Nordeste. permitindo. Quarta estrutura de terra do mundo na época. a compra dos equipamentos Em junho de 1955. iniciando os trabalhos de complementação do an- a mais importante era a de Três Marias. delegando à concessionária Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) para o abasteci.5 cabendo à concessionária mineira a responsabili- km da embocadura do rio Borrachudo. incluindo-o entre os projetos do Pro- finalidades. O convênio estabeleceu que a cons- O anteprojeto da barragem e do aproveitamen. a retenção de um volume d’água estimado. na divisa entre dade financeira pela construção da casa de força os municípios de São Gonçalo do Abaeté e Corinto. A Servix apresentou ele. teprojeto com assistência da empresa norte-americana redeiras de mesmo nome.

a Cemig contou com a consultoria do professor criação da Arthur Casagrande. a Cemig firmou contrato para a execução do empreendimento com os consórcios Companhia Construtora Corinto e Companhia Construtora Três Marias. renomado especialista em Comissão mecânica de solos. remonta à Durante a construção da barragem. da usina. Voith foram contratadas para o fornecimento dezembro das unidades geradoras. M. ganhando grande impulso a partir de fevereiro de 1958 empreendimento com a chegada do grosso do equipamento de construção adquirido no exterior. e bancos da Alemanha e Suécia. a barragem de Três Marias foi inaugurada em janeiro de 1961 pelo presidente Kubitschek. As obras civis principais co- A história do meçaram logo em seguida. Os empréstimos e créditos para compra dos equipa- mentos da usina e seu sistema de transmissão associado foram obtidos junto a al- guns dos principais fornecedores. Kaiser En- gineers. No mesmo ano. quatro anos depois 116 . depois de tomada de preços internacional. (CVSF) em as empresas alemãs Siemens e J. na qual foram consultadas 25 companhias de nove países. Raymond Concret Pile e Morrison Knudsen.581. Quarta estrutura de terra do mundo na época. E m maio de 1957. da Universidade de Harvard (EUA). do Vale do A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi outorgada à conces- São Francisco sionária mineira em abril de 1958 pelo decreto federal nº 43. como a Siemens e a General Electric norte-ame- ricana. formados pelas empresas norte-americanas Utah Construction. além do Export-Import Bank (Eximbank) do governo norte-americano. transformadores elevadores e equipamentos de controle de 1948.

também localizada na margem direita. Felixlândia. nas proximidades de Belo Horizonte. 117 .5 Vertedouro Energia assegurada Municípios atingidos: Abaeté.2 Potência unitária (MW): 66 NA máximo operativo: 572. Pompéu.02 Volume total máximo (hm3): 19. compostas por geradores Siemens e turbinas tipo m. tomada d’água. Em conse. projeto deverá estar concluído em 2012. a linha até o Barreiro passou a Paulo Afonso até a inauguração da barragem de So. sua denominação para Três Marias em 1975.7 m de altura por 11 duas unidades geradoras com 66 MW de potência uni. regulação locadas em operação entre julho de 1963 e março de de velocidade e tensão e outros sistemas auxiliares. as terras em torno da barragem foram incorpo. m de largura e calha revestida de concreto medindo 550 tária. M. O arranjo geral do aproveitamento compreen- A usina de Três Marias foi inaugurada em 25 de de barragem de terra homogênea. a hidrelétrica recebeu mais e modernização das unidades geradoras. Paineiras. mado com revestimento de chapas de aço e a casa de missão compreendeu inicialmente uma linha de 275 kV força. substituição dos instalada para 396 MW. 75 m de altura. Cemig para a exploração da usina de Três Marias e qüência do desmembramento do município de Corinto seu sistema de transmissão associado foi prorrogada em 1963. com sete comportas de 13. Voith. 600 m de largura na base e galhães Pinto e do engenheiro Celso Mello de Azevedo.23 Bacia hidrográfica Rio: São Francisco Bacia: rio São Francisco Reservatório Área de drenagem (km2): 50. do governador José Ma. compreenden- quatro unidades geradoras. protegida por enro- julho de 1962 em solenidade que contou com a presen. Entre outros benefícios. Em 2002. vertedouro do tipo crista. O sistema de trans. radas pelo município de Barreiro Grande. Minas em 1965 com a inauguração da linha para Mon- dimento das necessidades energéticas da Chesf em tes Claros. bradinho (BA) no final da década de 1970. sistemas de supervisão e controle. a Cemig iniciou o projeto de reforma Gradualmente. ampliando sua potência do a reforma das turbinas e geradores. pela portaria nº 111 do Ministério de Minas e Energia. O 1969. entraram em operação direita. na margem presidente da Cemig. fabricadas pela J. com 246 km de extensão entre a usina e a subestação do Em abril de 1997. O sistema de trabalhadores.1 Nova de Minas. Na ocasião. com ça do presidente João Goulart. seu imenso transmissão associado à usina alcançou o norte de reservatório contribuiria decisivamente para o aten.700 Altura máxima (m): 75 Cota do coroamento: 576. operar na tensão de 345 kV. Morada Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 46. apresentando as mesmas características técni.090 tempo (m3/s): 681. camento pesado a montante e por filtros a jusante. (MWmédio): 239 Biquinhas. a concessão outorgada à Barreiro.700 m de comprimento. Em 1970.528 Potência instalada (MW): 396 Volume útil máximo (hm3): 15. Localização Cronologia Barragem Município: Três Marias (MG) Início de construção: 1957 Tipo: Terra homogênea Início de operação: 1962 Comprimento (m): 2.700 Tipo de turbina: Kaplan São Gonçalo do Abaeté e Nº de comportas: 7 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 150 Três Marias (MG) do início das obras que chegaram a mobilizar dez mil cas e de fabricação das duas primeiras. proteção.278 Nº de unidades geradoras: 6 NA mínimo operativo: 549. 2. condutos forçados em concreto ar- Kaplan. que mudaria pelo prazo de 20 anos a contar de julho de 1995. Capacidade máxima (m3/s): 8.600 Vazão média de longo Casa de força Área (km2): 1. As novas unidades foram co.

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Usina Hidrelétrica de Volta Grande .

a hidrelétrica ocu- pa área do município de Conceição das Alagoas. e a montante da usina de Porto Colômbia. No lado oposto. na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo. 120 . também construída pela Cemig. Volta Grande está a ju- sante da usina de Igarapava. Nona usina da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. com casa de força no lado paulista em área pertencente ao município de Miguelópolis. A usina hidrelétrica de Volta Grande está situada no baixo rio Grande. no Triângulo Mineiro. pertencente à empresa federal Furnas Centrais Elétricas.

nambra com a participação de técnicos da Cemig. ligada ao grupo Light. definindo com maior preci- das corredeiras de Furnas. concluiu as revelou o grande potencial do rio Grande na altura novas investigações. a Compa- sobre o potencial hidrelétrico do rio Grande. recebeu autorização para estudar o apro- ram realizadas no âmbito de um estudo mais amplo veitamento de Volta Grande. de de construção de outras usinas a jusante. Em abril de 1958. elaborado em 1965 por consultores do consórcio Ca- do da Cemig foram divulgadas em outubro de 1955. Em dezembro de 1966. nhia Brasileira Administradora de Serviços Téc- senvolvido pela Cemig entre 1954 e 1955. concessionária do grupo canadense início da década de 1970. entre O estudo de viabilidade de Volta Grande foi as quais. 121 . Light. indicando a possibilida. de. derando o baixo custo unitário de investimento e a dade de várias empresas. de Volta Grande. são a localização da usina. As conclusões finais do estu. Volta Grande está a jusante da usina de Igarapava. consi- ram no governo Kubitschek sob a responsabili.. também construída pela Cemig. Canambra recomendou a construção em curto prazo Os estudos sobre o rio Grande prossegui. Em 1961. a São possibilidade de comissionamento das três usinas no Paulo Light. Volta Grande. Igarapava e Porto Colômbia.. A s primeiras investigações sobre Volta Grande fo. no contribuindo decisivamente para a escolha de Furnas bojo dos chamados estudos energéticos da região como uma das obras fundamentais do Programa de Sudeste. o relatório final da Metas do governo Juscelino Kubitschek. O estudo nicos (Cobast). Nona usina da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande.

o governo federal promulgou o decreto nº 60. As despesas em moeda nacional foram custea- das por recursos próprios da Cemig. após o desvio do rio Grande. Em outubro de 1968. Conceição das a estação Alagoas.261. Vale destacar que a indústria nacional alcançou uma participação de cer- ca de 60% do valor do fornecimento de equipamentos permanentes e do sistema 122 . Igarapava e Miguelópolis (SP). a empresa assinou contrato de financiamento com o Banco Mundial no valor de 26. as adufas do vertedouro foram fechadas para a formação do em 1976 reservatório que inundou áreas dos municípios de Água Comprida. a Tams do Brasil e a Tams (Tippets. que ou- torgou à Cemig a concessão para realização de Volta Grande.. suplementados por empréstimos da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econô- mico (BNDE). Abbet. correspondentes a 36% do orçamento total da usina e seu respectivo sistema de transmissão. a Cemig e a Te- a Cemig chint iniciaram a montagem das duas primeiras unidades geradoras da usina. As demais unidades geradoras foram colocadas em operação entre fevereiro e outubro de 1975. Conquista e Delta (MG) e Aramina.6 milhões de dólares. Em implantou novembro de 1973. remanescente McCarthy. da construção As obras civis de Volta Grande foram iniciadas em janeiro de 1970 pela da hidrelétrica. operação comercial da primeira de suas quatro unidades geradoras de 95 MW. E m fevereiro de 1967. O projeto executivo de Volta Grande foi elaborado em 1969 por um Em área consórcio de três empresas: a Engevix.. de Nova Iorque. Em 1972. Construtora Mendes Júnior. em solenidade que contou com a presença do presidente Ernesto Geisel. Stratton). ambiental de A inauguração oficial da usina ocorreu em julho de 1974 com a entrada em Volta Grande. Todas as unidades de Volta Grande são compostas por geradores fornecidos pela Siemens alemã e turbinas tipo Kaplan fabricadas pela empresa canadense Do- minion.

de transmissão. Aramina. tomada d’água e casa de força a jusan.2 Conceição das Alagoas. a Cemig implantou em 1976 a estação ambiental tipo segmento.71 Área (km ): 205 2 Potência instalada (MW): 380 Volume total máximo (hm3): 2. originalmente denominada Estação de te da tomada d’água.000 Reservatório Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 1130.329 Altura máxima (m): 56 Cota do coroamento: 497 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 68. Em área remanescente da construção da hidre- douro com 181 m de comprimento e dez comportas létrica. Conquista Capacidade máxima (m3/s): 12. fevereiro de 1997. Igarapava e Nº de comportas: 10 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 450 Miguelópolis (SP) 123 . Hidrobiologia e Piscicultura de Volta Grande. A usina foi integrada ao sistema de Em abril de 1997. verte.2 Vertedouro Energia assegurada NA máximo operativo: 494.244 Nº de unidades geradoras: 4 Volume útil máximo (hm3): 268 Potência unitária (MW): 95 NA mínimo operativo: 493. Minas e Energia pelo prazo de 20 anos a contar de ende barragem de concreto com 474 m de compri.700 Tipo de turbina: Kaplan e Delta (MG).6 (MWmédio): 229 Municípios atingidos: Água Comprida. foi prorrogada pela portaria nº 112 do Ministério de O arranjo geral do empreendimento compre. Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 26. de Volta Grande. Localização Cronologia Barragem Município: Miguelópolis (SP) Início de construção: 1970 Tipo: Terra e concreto gravidade Início de operação: 1974 Comprimento (m): 2. mento e de terra nas ombreiras de extensão. a concessão para explora- transmissão de 345 kV da Cemig por intermédio da ção da usina e seu sistema de transmissão associado linha Volta Grande-Jaguara com 89 km de extensão.

124 .

Pequenas Centrais Hidrelétricas 125 .

instalada em 1907 em outro trecho entrou em do rio Jacaré por iniciativa da prefeitura. O apro- A usina veitamento destinava-se a reforçar o abastecimento de energia elétrica à cidade de de Anil Oliveira. A construção da barragem teve início em 1957 sob a responsabilidade do DNOS. afluente do rio Grande. a área de influência da usina abrangeria diversos municípios do chamado distrito de Anil. Em 1949. A primeira concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do rio Jacaré no trecho da cachoeira do Anil foi outorgada à municipalidade de Oliveira pelo decreto nº 3. de 1964 o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais (DAE-MG) com duas concluiu anteprojeto para a construção da usina em duas etapas com a instalação unidades de duas unidades geradoras de 560 kW na primeira etapa. operação Em outubro de 1948. promulgado pelo governo federal em março de 1939. Cláudio e Santo Antônio do Amparo. geradoras Em 1956. encomendando a fabricantes suecos os equipamentos principais das duas unidades geradoras de Anil. em conformidade com o decreto federal nº 25. entre os quais. no município de Santana do Jacaré.. Campo Belo. Carmo da Mata. na região centro-oeste de Minas Gerais. empreendimento em parceria com o Departamento Nacional de Obras e Saneamen- to (DNOS).. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Anil de Irapé A usina hidrelétrica de Anil está localizada no rio Jacaré. 126 . Segundo planejamento traçado pela Cemig na época. dependente de uma usina de 486 kW. a Cemig obteve apoio do governo federal para a consecução do de 60 Hz.630. Oliveira. a realização do aproveitamento passou para a alçada em março do governo estadual.796.

No mesmo ano. a Cemig obteve apoio do governo federal para a consecução do empreendimento em parceria com o Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS). presas suecas Asea e Nohab.078 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 35. E m abril de 1958.04 Vertedouro Energia assegurada Área (km ): 0. Em setembro do mes- to hidrelétrico foi transferida para a Cemig pelo decre.1 Potência instalada (MW): 2. a concessão para o aproveitamen. a empresa energia elétrica nos municípios de Santana do Jacaré reprogramou a construção da casa de força devido ao e Campo Belo. Em abril de 1997.460 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 28.067 Capacidade máxima (m3/s): 266.08 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 1. a Cemig recebeu a concessão para distribuir to federal nº 43.99 Bacia hidrográfica Rio: Jacaré Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 1. são associado foi prorrogada pela portaria nº 110 do compostas por geradores de 1. atraso das obras civis de barragem e adução.15 Volume útil máximo (hm3): 0. contar de julho de 1995. ção da usina hidrelétrica e seu sistema de transmis- ço de 1964 com duas unidades geradoras de 60 Hz.040 kW de potência Ministério de Minas e Energia pelo prazo de 20 anos a unitária e turbinas tipo Francis fabricados pelas em.6 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 846 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 3. Localização Cronologia Barragem Município: Santana do Jacaré (MG) Início de construção: 1957 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1964 Comprimento (m): 116 Altura máxima (m): 10 Cota do coroamento: 848.6 NA máximo operativo: 847 127 .533. Em 1956. a concessão para explora- A usina de Anil entrou em operação em mar.26 2 (MWmédio): 0. porém. mo ano.8 Volume total máximo (hm3): 0.

e do vertedouro e turbina tipo Francis. Pouco antes do recebimento da concessão pela Cemig. Construída pela Dias Mafra & Cia. afluente do rio Doce. no município de Bom Jesus do Galho. a usina contou inicialmente com uma unidade de 64 kW que gerava energia foi executado elétrica na freqüência de 50 Hz. A Cemig recebeu a concessão das instalações da hidrelétrica pela portaria nº 542 do Ministério de Minas e Energia. a execução de um muro guia para direcionamento do fluxo vertido e 128 .. na região do Rio Doce de Minas Gerais. motivando protesto da prefeitura de Bom Jesus do Ga- complementação lho. armado.. promulgada em 6 de maio de 1983. da barragem encomendado à Compagnie Le Matériel Eléctrique SW (Schneider-Westinghouse).. concessionária privada de âmbito mu- Em 1997. A mes- ma portaria determinou a cassação da exploração dos serviços de energia elétrica de que era titular a Dias Mafra & Cia. com eixo horizontal. a usina saiu de operação. Usina Hidrelétrica de Bom Jesus Usina Hidrelétrica do Galho de Irapé A usina hidrelétrica de Bom Jesus do Galho está localizada no ribeirão do Sacra- mento. Técnicos da empresa mineira constataram a existência de erosão na ombreira direita da barragem e área a jusante. Os serviços prestados pela concessionária sofre- projeto de ram interrupção em 1947. os equipamentos originais foram substituídos por gerador de 360 kW. fabricada pela Société des Forges et em concreto Ateliers du Creusot (SFAC). Em 1956. recomendando a complementação da barragem. nicipal. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Caratinga até a emancipação do município de Bom Jesus do Galho em 1943. na sede e no distrito de Passa Dez do municí- pio de Bom Jesus do Galho.

sendo semi-automati.36 Energia assegurada (MWmédio): 0.13 Vertedouro Queda nominal (m): 24 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis Nº de comportas: 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 1. 129 . o assore. de força por conduto adutor forçado em aço de 136 tado provenientes das atividades urbanas ocasionou m de comprimento e 1.3 m de diâmetro. vidade. A va- zada em 1994 com proteção através de desligamento zão afluente do ribeirão Sacramento é desviada para automático dos equipamentos. ligada à casa amento do reservatório por detritos e solo transpor. Em A titularidade da concessão da usina de Bom 1997. a tomada d’água na ombreira esquerda.31 Potência instalada (MW): 0.36 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 0. tor. e Energia Elétrica (DNAEE). Em 1986. promulgada em 6 de maio de 1983. Entretanto. a A hidrelétrica conta com barragem tipo gra- hidrelétrica voltou a funcionar. Localização Cronologia Barragem Município: Bom Jesus do Galho (MG) Início de operação: 1931 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 35 Altura máxima (m): 6 Bacia hidrográfica Rio: Sacramento Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 360 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 4. formando um reservatório a fio d’água.de outras obras para sanar os problemas. que abastece entupimentos freqüentes da grade da tomada d’água sua única unidade geradora. tubro de 1996 pelo Departamento Nacional de Águas nando mais prática e eficiente a operação da usina.8 A Cemig recebeu a concessão das instalações da hidrelétrica pela portaria nº 542 do Ministério de Minas e Energia. com conseqüentes paradas da unidade geradora. foi executado projeto de complementação da Jesus do Galho para a Cemig foi reconhecida em ou- barragem e do vertedouro em concreto armado.

afluente do rio São Francisco.. Graças ao seu reservatório. Divinópolis e Itaguara. aumentando o valor efetivo de Gafanhoto como fonte produtora de energia. A barragem regularizou a vazão do rio Pará. Cláudio. a barragem de Cajuru foi de 60 Hz. principal usina construída pelo em abril governo do estado antes da criação da Cemig. localizada também no rio Pará. As obras de Cajuru foram realizadas pela Cemig em duas etapas com intervalo de cinco anos entre a conclusão da barragem e a entrada em operação da única A usina unidade geradora da usina.. nomeadamente Carmo do Cajuru. Usina Hidrelétrica de Cajuru A usina hidrelétrica de Cajuru está situada no rio Pará. na região centro-oeste de Minas Gerais. O reservatório de Cajuru ocu- pa áreas pertencentes a quatro municípios. inaugurada oficialmente em fevereiro de 1954 pelo governador Juscelino Kubitschek. no município de Divinópolis. geradora Situada cerca de 20 km a montante de Gafanhoto. A barragem foi provida de oito comportas de setor e das necessárias co- nexões para futura instalação de uma unidade geradora. Devido de 1959 com ao pequeno volume de seu reservatório. entrou em A barragem de Cajuru foi projetada com a finalidade primordial de melhorar funcionamento o aproveitamento da potência instalada de Gafanhoto. Gafanhoto operava com capacidade bastante uma unidade reduzida nos períodos de estiagem. a Cemig pôde atender às necessidades de consumo da Cidade Industrial de Contagem no ano particularmente seco de 1954. 130 .

A concessão para o aproveitamento por gerador fornecido pela empresa alemã Siemens e hidrelétrico de Cajuru foi outorgada à Cemig em agosto de turbina tipo Kaplan. Além A usina está integrada ao sistema de subtrans- de recursos próprios da Cemig. te-americana International Engineering Co.2 Área (km2): 25.3 Bacia hidrográfica Rio: Pará Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 2.440 Vazão média de longo Casa de força Reservatório tempo (m3/s): 34. fornecido por intermédio da ção da tensão nos horários de ponta.372.7 Vertedouro Energia assegurada NA mínimo operativo: 748.3 (MWmédio): 3. de 20 anos a contar de julho de 1995. a concessão para exploração pela Companhia Morrison Knudsen do Brasil. segundo da usina hidrelétrica de Cajuru foi prorrogada pela por- projeto formulado pelo corpo técnico da Cemig e da taria nº 123 do Ministério de Minas e Energia pelo prazo Servix Engenharia. fabricada pela 1958 pelo decreto federal nº 44.200 kW.2 e Itaguara (MG) 131 . com a colaboração da empresa nor.75 Potência instalada (MW): 7. A segunda etapa do empreendimento consistiu na Comissão do Vale do São Francisco (CVSF). Cláudio.2 Municípios atingidos: Carmo Capacidade máxima (m3/s): 960 Tipo de turbina: Kaplan do Cajuru. composta criada pela barragem. com o objetivo de aproveitar a queda 1959 com uma unidade geradora de 60 Hz. construção da casa de força e na montagem de um grupo A usina entrou em funcionamento em abril de gerador de 7.2 Volume útil máximo (hm3): 132. as obras contaram com missão em 69 kV da Cemig e contribui para a manuten- auxílio do governo federal.86 NA máximo operativo: 756. a Cemig pôde atender às necessidades de consumo da Cidade Industrial de Contagem no ano particularmente seco de 1954. As obras das duas etapas foram executadas Em abril de 1997. Localização Cronologia Barragem Município: Divinópolis (MG) Início de operação: 1959 Tipo: Terra Comprimento (m): 345 Altura máxima (m): 22 Cota do coroamento: 758.7 Potência unitária (MW): 7.08 Nº de unidades geradoras: 1 Volume total máximo (hm3): 192. Divinópolis Nº de comportas: 2 (VF). empresa suíça Escher Wiss.3 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 17. 8 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 45. Graças ao seu reservatório. (Ieco). com eixo vertical.

hidrelétrica A usina entrou em operação em 1952 com gerador de 810 kW e turbina em regime do tipo Francis de eixo horizontal. considerando a precária infra-estrutura de Cemig passou energia elétrica da região em meados do século passado. de comodato. implantando uma linha com 17 km de extensão e uma sub- estação própria nas proximidades de Itabira. afluente do rio Santo Antônio e contribuinte do rio Doce. o governo federal promulgou o decreto nº 1. A CVRD também foi responsável pela construção do sistema de transmis- são associado à usina. encomendado à empresa belga Acec.378. fornecidos pelas empresas suecas Asea e KMW. Em setembro de 1962.600 kW.419. fabricada pela empresa suíça Charmilles. Foi construída pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) para garantir o su- Em junho primento de energia às atividades de extração e beneficiamento de minério de ferro da de 1985. Usina Hidrelétrica de Dona Rita A usina hidrelétrica de Dona Rita está situada no rio Tanque. respectivamente. a CVRD no complexo minerador de Itabira. no município de Santa Maria de Itabi- ra. facultando o 132 . A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi oficializada em junho de 1956 pelo decreto federal nº 39. O projeto executivo da usina a operar a foi elaborado pela companhia mineradora e pela empresa de engenharia Tecal. composta por gerador de 1. Dona Rita completou sua capacidade final em 1959. na região central de Minas Gerais. quando pas- sou a contar com uma segunda unidade geradora. e turbina do tipo Francis de eixo vertical.

27 133 .298 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 21. tomada d’água na ao Departamento de Águas e Energia Elétrica do com duas comportas.27 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 8 NA máximo operativo: 536. zação das unidades geradoras.446 Capacidade máxima (m3/s): 286 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 534. Localização Cronologia Barragem Município: Santa Maria de Itabira (MG) Início de operação: 1952 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 133. foram con- lhoramento do atendimento de cidades próximas na cluídas obras e melhorias referentes à semi-automati- tensão de 13. casa de força ao pé da barragem e adaptações na antiga subestação da CVRD para o me.41 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 1. A usina entrou em operação em 1952 com gerador de 810 kW. vertedouro de crista livre com Estado de Minas Gerais (DAE-MG) que promoveu 65 m de extensão.35 Potência instalada (MW): 2.8 kV.6 Volume útil máximo (hm3): 0.. O arranjo do aproveitamento compreende a Em 1977.5 Cota do coroamento: 545. Em junho de 1985.5 Altura máxima (m): 22. tuadas em sua área de influência.25 (MWmédio): 0..84 Volume total máximo (hm3): 1. comporta de descarga de fundo.fornecimento de energia de Dona Rita para os servi. hidrelétrica em regime de comodato. a empresa mineradora doou a usi. Em 1995. tipo gravidade.37 Bacia hidrográfica Rio: Tanque Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 747 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 12. a Cemig passou a operar a ços públicos de iluminação e força de localidades si. barragem de concreto.2 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0.

suprimento A concessão para o aproveitamento de energia do rio Pará no trecho de energia à da cachoeira de Gafanhoto foi outorgada pelo governo federal em fevereiro de zona central 1941 com a promulgação do decreto nº 6. titular da secretaria de Agricultura geral do no governo Valadares até 1942. na época distrito do município de Betim. nou o decreto que criou a Cidade Industrial em Contagem. juntamente com os aprovei- Gafanhoto tamentos de Pai Joaquim e Santa Marta. a mais importante realização do governo Va- influência. No mês seguinte. Inaugurada em 1946. Valadares assi- do estado. ladares (1933-1945) para o desenvolvimento econômico de Minas.844. O projeto integrando-se da Cidade Industrial com seu respectivo sistema energético foi idealizado ao esquema pelo engenheiro Israel Pinheiro da Silva. no município de Divinópolis. afluente do rio São Francisco. representou um dos marcos pioneiros da intervenção do po- der público na produção de energia elétrica em Minas. também desenvolvidos por iniciativa do ampliou governo Benedito Valadares. sob a res- ponsabilidade da secretaria estadual de Viação e Obras Públicas. Usina Hidrelétrica de Gafanhoto A usina hidrelétrica de Gafanhoto está localizada no rio Pará. chefiada pelo 134 . rapidamente Gafanhoto foi construída com a finalidade de fornecer energia à Ci- seu raio de dade Industrial de Contagem. na região centro-oeste de Minas Gerais. Os trabalhos no local do aproveitamento começaram em 1940.

gundo semestre de 1942. com previsão de entrega no se- Instalações Técnicas (SIT). os gerado- genheiro Asdrúbal Teixeira de Souza. da Sociedade de respectivamente. ladas na Cidade Industrial. fundador Segunda Guerra Mundial. 135 .. do empresário Juventino Dias. uma to de um navio norte-americano que transportava Os trabalhos no local do aproveitamento começaram em 1940. sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Viação e Obras Públicas. em especial o afundamen- da Companhia de Cimento Portland Itaú. chefiada pelo engenheiro Odilon Dias Pereira. res e turbinas foram encomendados às empresas co foi desenvolvido pelos engenheiros Luís Gonzaga norte-americanas General Electric e James Leffel. Os estudos iniciais das primeiras e mais importantes fábricas insta- foram elaborados no âmbito dessa secretaria pelo en. As obras de construção civil ficaram a O cronograma de instalação da usina teve cargo da Empresa Nacional de Melhoramentos que ser revisto devido às dificuldades impostas pela Ltda. o projeto bási. de Sousa Lima e Moacir Andrade. Em 1941.engenheiro Odilon Dias Pereira.

As obras de Gafanhoto foram concluídas em 1946 no governo do inter- ventor João Tavares Corrêa Beraldo. Para regulari- zar a vazão do rio Pará e garantir a plena utilização das máquinas de Gafanhoto. a usina já fornecia energia para dez estabelecimentos industriais em Contagem que empregavam um contin- gente de mil trabalhadores. entraram em operação ex- perimental em duas etapas. transformação. nos meses de fevereiro e maio. Devido ao pequeno volume de seu reservatório. a usina vinha operan- do com capacidade bastante reduzida nos períodos de estiagem. que servia a Belo que ser revisto Horizonte e Santa Bárbara.821. a Cemig construiu a barragem de Cajuru. o sistema de geração. sendo concluída no final de 1953. integrando- se ao esquema geral do suprimento de energia à zona central do estado.. ficando sua operação sob a responsabilidade do Departa- mento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais (DAE-MG). transmis- Segunda Guerra são e distribuição da usina de Gafanhoto passou ao controle da recém- Mundial. o governo federal transferiu a concessão do aproveitamento de Gafanhoto para a empresa mineira por meio do decreto nº 33. A hi- O cronograma drelétrica contribuiu para a eletrificação da Rede Mineira de Viação (RMV). Após a perda desse equipamento. com 135. constituída Cemig. acabou prejudicando o abasteci- dificuldades mento da Cidade Industrial. A obra contou com ajuda financeira da Comissão do Vale do São Francisco (CVSF). O devido às aumento do número de clientes.220 kW. fornecendo-lhe os seus excedentes de energia. castelo d’água. 6 m de profundidade e 6 m de largura.5 m de diâ- metro. cerca de 20 km a montante da usi- na.7 m de comprimento e 8 m de altura. de instalação no trecho Belo Horizonte-Divinópolis. o governo mineiro fez a opção pela implantação de gerado- res de 60 Hz. acopladas a turbinas do tipo Francis com eixo vertical. casa de força e canal de fuga.. As quatro unidades geradoras de 3. impostas pela Em julho de 1952. contudo. A hidrelétrica foi ligada à Cidade Industrial por uma linha de transmissão de 88 km de extensão. canal de adução com 640 m de comprimento. A inauguração do reservatório foi de fundamental importância para que não ocorresse um colapso completo no 136 . Em setembro de 1953. algumas de suas máquinas. criado pelo interventor João Beraldo em 1946. O arranjo geral da usina é composto por barragem de concreto tipo gravidade. encomendado na freqüência de 50 Hz. Gafanhoto ampliou rapidamente seu raio de influência. e também passou a atender ao siste- da usina teve ma da Companhia Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG). No ano seguinte. quatro condutos forçados com 93 m de comprimento e 2.

32 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 4.7 Altura máxima (m): 8 Cota do coroamento: 711. a Cemig promoveu a interligação entre Gafanhoto e a usina de Cajuru. a empresa mineira estabeleceu a ligação entre Gafanhoto e a subestação de Bom Despacho em 138 kV. Em 1959.1 (MWmédio): 6.11 Capacidade máxima (m3/s): 972 Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Divinópolis Nº de comportas: 3 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 15 e Carmo do Cajuru (MG) 137 . Na década de 1980. A antiga ligação com Arcos também pas- sou a operar nessa tensão. A alteração da potência instalada de Gafanhoto para 14 MW foi regularizada em julho de 2003 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). por meio do despacho nº 411.55 Reservatório Potência instalada (MW): 14 Nº de unidades geradoras: 4 Área (km2): 3. pelo prazo de vinte anos a contar de julho de 1995.17 Potência unitária (MW): 3. A usina de Gafanhoto era uma das 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa em opera- ção ao final de 2005.51 Bacia hidrográfica Rio: Pará Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 2. Gafanhoto iniciou em 1957 o suprimento de energia aos municípios de Divinópolis e Arcos por intermédio de linha de 69 kV com 80 km de ex- tensão. implantada pela CVSF.68 NA mínimo operativo: 703.200 kW ao pé da barragem de Cajuru.01 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 32.3 NA máximo operativo: 708. Localização Cronologia Barragem Município: Divinópolis (MG) Início de construção: 1940 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1946 Comprimento (m): 135.540 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 38. a Cemig realizaria obras complementares para a ins- talação de uma unidade geradora de 7. A concessão outorgada à Cemig para a explo- ração de Gafanhoto e seu sistema de transmissão as- sociado foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria nº 116 do Ministério de Minas e Energia. Mais tarde. inaugurada no mesmo ano.abastecimento da Cidade Industrial.5 Volume total máximo (hm3): 4.

a CFLJ solicitou ao governo para a Cemig. obtida em janeiro de 1949 com a expedição do de- creto nº 26. uma das mais importantes companhias de energia elétrica de capital hidrelétrico privado do país. 138 .799 duas unidades geradoras de 50 Hz somando 280 kW. afluente do rio Pardo e contribuinte do rio Grande. Obra da Companhia Força e Luz de Jacutinga (CFLJ).em julho de ximo ao pioneiro aproveitamento hidrelétrico de Jacutinga. no município de Jacutinga. perto da divisa com o estado de São Paulo. na região sul de Minas Gerais. A usina entrou em operação em 1949 com uma unidade geradora de 720 kW. Usina Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Jacutinga de Irapé A usina hidrelétrica de Jacutinga está situada no rio Mogi-Guaçu. a referendou a CFLJ e outras pequenas concessionárias atuantes no estado de São Paulo transferência do passaram ao controle da Sociedade Anônima Central Elétrica do Rio Cla- aproveitamento ro. concessio- nária privada de âmbito municipal.. A antiga hidrelétrica logo deixou de funcionar..214. inaugurado 1969. visando à construção da nova usina. de Jacutinga Em 1948. Sua barragem de concreto foi dotada de quatro comportas e dez vertedouros. a usina foi construída em local pró- . federal a concessão para o aproveitamento da energia hidráulica da cachoeira de Poço Fundo no rio Mogi-Mirim. composta por gerador de 60 Hz fornecido pela General Electric norte-america- na e turbina tipo Francis fabricada pela empresa inglesa Boving. o decreto em 1910. A antiga usina funcionou com nº 64. Na década de 1940. pertencente à mesma empresa.

em julho de 1969. Em janeiro de tia ainda a fazer o necessário suprimento de energia 1967. A Cesp se comprome- pertencente ao governo de São Paulo.9 Vertedouro Tipo de turbina: Francis Tipo: Crista livre Engolimento turbina (m3/s): 10 A usina entrou em operação em 1949 com uma unidade geradora de 720 kW. transferência do aproveitamento hidrelétrico de Ja- tre a Cesp e a Cemig.160 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 23. em conseqüência da fusão das onze empresas elétrica em grosso à Cemig para o atendimento dos públicas de energia elétrica paulistas. 139 . a área de con.72 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 0. referidos municípios. foi firmado acordo en.72 Energia assegurada (MWmédio): 0. o decreto nº 64.E m dezembro de 1965. segundo o qual a concessionária cutinga para a Cemig.799 referendou a Em outubro de 1968. composta por gerador de 60 Hz fornecido pela General Electric. até que fosse feita a ligação dos cessão da CFLJ e sua usina foram incorporadas pela mesmos ao seu sistema de transmissão.64 Potência instalada (MW): 0. Localização Cronologia Barragem Município: Jacutinga (MG) Início de operação: 1948 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 136 Altura máxima (m): 8 Cota do coroamento: 788. empresa ros de Jacutinga e Albertina.47 Queda nominal (m): 12. a usina e os demais bens e instalações da CFLJ foram adquiridos pela Com- estadual paulista transferia à sua congênere mineira bens e instalações que possuía nos municípios minei- panhia Hidrelétrica do Rio Pardo (Cherp).498 Bacia hidrográfica Rio: Mogi-Guaçu Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 1. Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp). Finalmente.

inaugurada em 1896 e retirada de operação em 1952. empresa de capital privado. em 1915 e 1930 e. Entretanto. fundada em 1888 pelo industrial Bernardo Mascarenhas.067. gada pelo governo federal em 1911 em favor dos empresários Carlos da Costa Wigg e Trajano Sabóia Viriato de Medeiros. o projeto de implantação da siderúrgica não foi levado adiante pelos dois empresários.. Marmelos 2 e Pa- de Joasal foi ciência. na Zona da Mata de Minas Gerais. responsável pela implantação A primeira dos serviços públicos de eletricidade em Juiz de Fora e outros municípios vizinhos. concessão para Joasal também ficou conhecida como usina nº 4. governo federal A primeira concessão para o aproveitamento da cachoeira de Joasal foi outor- em 1911. afluente do rio Paraíba do Sul. e pelos 140 . que entraram em operação. a CME requereu ao governo federal a concessão para o aproveitamento de Joasal. obtida em fevereiro de 1944 com a promulgação do decreto nº 9. tendo em vista o fornecimento de energia elétrica para uma projetada usina siderúrgica nas proximidades de Juiz de Fora. as usinas de da cachoeira Marmelos 1. nomeadamente. Três décadas mais tarde. Usina Hidrelétrica de Joasal A usina hidrelétrica de Joasal está situada no rio Paraibuna. tendo em conta a série o aproveitamento de hidrelétricas da CME instaladas no rio Paraibuna. O projeto da usina foi elaborado por Joaquim Ribeiro de Oliveira.. respectivamente. Foi construída pela Companhia Mineira de Eletricidade (CME). integram o parque gerador atual da Cemig. a 12 km do centro urbano de Juiz de Fora. Cristiano Degwert e Odilon Pereira de Andrade. a exemplo outorgada pelo de Joasal. diretores da concessionária.

além do projeto de.75 Volume útil máximo (hm3): 0. acoplados a turbinas vinte anos a contar de julho de 1995. lação forçada de 610 m de extensão. pela Cemig. com as mesmas características técnicas e de fabricação. canal de 1. foram encomendados às empresas norte-americanas Em abril de 1997. construído em concreto armado. empresa pertencente ao grupo American and de extensão.2 Volume total máximo (hm3): 0. do tipo Francis. tais como estradas Em 1994. Foi construída kV à subestação de Juiz de Fora. que também trabalhava demandou dez meses de trabalho.071 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 23.02 (MWmédio): 5. a CME iniciou os trabalhos de ampliação da usina. Em 1952.698 m na Caeeb. Ao final de 1944.680 kW de potência unitária. casa de força e Joasal representou o último e maior investi. tubu- Foreign Power Co.engenheiros Leo Amaral Penna. respectivamente. a usina entrou em operação com dois gerado. a Cemig implan- finitivo das obras hidráulicas. e César Rabelo Cotrim. quando foram acionados três novos grupos geradores. nº 117 do Ministério de Minas e Energia pelo prazo de res de 1.97 Nº de comportas: 5 (CV) Engolimento turbina (m3/s): 3.056 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 67. às margens da antiga rodovia União e Indústria. com a incorporação da CME te do aproveitamento de Marmelos e a montante da usi.42 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 594. estavam praticamente ção da companhia pública de energia elétrica de Minas.4 Bacia hidrográfica Rio: Paraibuna Bacia: rio Paraíba do Sul Área de drenagem (km2): 1. como parte da estratégia de reduzir custos de acesso. subestação elevadora ligada por dois circuitos de 23 mento em geração hidrelétrica da CME. diretor técnico da Com. túnel adutor panhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras (Ca. concluídas as obras preparatórias. operacionais e modernizar instalações.4 Nº de unidades geradoras: 5 Reservatório Potência unitária (MW): 1. por ocasião do centenário de transmissão associado foi prorrogada pela portaria Juiz de Fora.02 Capacidade máxima (m3/s): 97.97 141 . Cemig para a exploração de Joasal e seu sistema de Em maio de 1950. a concessão outorgada à General Electric e James Leffel. na margem esquerda do rio Paraibuna. (Amforp).13 NA máximo operativo: 595. alojamento e oficinas.68 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0. Os geradores e turbinas tou um sistema de semi-automação em Joasal. comporta para descarga de fundo e duas comportas de desvio Localização Cronologia Barragem Município: Juiz de Fora (MG) Início de construção: 1944 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1950 Comprimento (m): 35 Altura máxima (m): 4 Cota do coroamento: 596. a usina passou a integrar o parque de gera- na de Paciência. a jusan. de 66 m de comprimento. cuja escavação em rocha eeb).45 Potência instalada (MW): 8. concluídos no final de 1954. O arranjo geral da hidrelétrica compreende a barragem de concreto com comporta de madeira removível no vertedouro de soleira livre. Em maio de 1980.

. Naquela altura. na região do Alto Paranaíba de Minas Gerais. devido à precariedade dos sistemas de sincronismo e regulação de velocidade e tensão. Júlio Otto composta por gerador e turbina tipo Francis. o aproveitamento de Lages foi ampliado com a inauguração pelo engenheiro de uma nova casa de força e a entrada em operação de uma unidade de 680 kW. Go. sendo encampada pela Cemig em junho de 1985. a perda dos equipamentos de 160 kW e o alagamento da segunda casa de força. fabricados Theodoro pelas empresas alemãs Garbe Lahmeyer e Dreeo M. A hidrelétrica foi desativada em fevereiro de 1992. por causa de uma en- chente que causou o rompimento da barragem. afluen- te do rio Paranaíba. A con- em operação cessionária mineira decidiu manter em operação somente a unidade de maior em 1942.com base em 1942. 142 . controle do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Ge- a usina entrou rais (DAE-MG) em 1966. com eixo horizontal.. a usina operava ilhada. no município de Coromandel. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Lages de Irapé A usina hidrelétrica de Lages está situada no rio Santo Antônio das Lages.. potência.. o desmoronamento da primeira casa de força. a usina entrou em operação . A usina passou para o Lohmann. dispondo de duas unidades geradoras acionadas por turbinas tipo Pelton em projeto com 160 kW de potência unitária. Construída pela prefeitura de Patos de Minas com base em projeto elabo- rado pelo engenheiro Júlio Otto Theodoro Lohmann. elaborado Em 1955. alimentando apenas algumas indústrias locais.

..37 Reservatório Queda nominal (m): 104. Em 1955. a Cemig reativou a usina.68 Energia assegurada (MWmédio): 0. Localização Cronologia Barragem Município: Coromandel (MG) Início de operação: 2005 (reativação) Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 50 Altura máxima (m): 2.5 Bacia hidrográfica Rio: Santo Antônio das Lages Bacia: rio Paranaíba Casa de força Potência instalada (MW): 0.68 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 0. após anormalidade. que permite cios significativos a alguns dos grandes consumido- a parada de sua única unidade geradora. proporcionando benefí- kW.50 Tipo: Crista livre Engolimento turbina (m3/s): 0.9 Volume útil máximo (hm3): 75 143 . E m janeiro de 2005.9 Vertedouro Tipo de turbina: Francis Área (km2): 2. em caso de res da concessionária na região. o aproveitamento de Lages foi ampliado com a inauguração de uma nova casa de força e a entrada em operação de uma unidade de 680 kW. Foi feita ainda a automação parcial. A interligação da hidrelétrica ao siste- a reconstrução da barragem e reforma completa dos ma da Cemig trouxe melhorias nos níveis de tensão equipamentos eletromecânicos da unidade de 680 locais e redução de perdas.

Usina Hidrelétrica Usina Luiz Hidrelétrica Dias de Irapé A usina hidrelétrica Luiz Dias está localizada no rio Lourenço Velho. fabricados na Alemanha pelas empresas Telefunken e Amme Giesecke. A obra foi executada pela Companhia Industrial Força e Luz. a de Engenharia de Itajubá (Efei). O esquema geral da obra compreendeu a construção de pequena barragem de 144 . a usina foi inaugurada com duas unidades geradoras de 810 kW de potência cada uma.. pertencente a empresários e políticos mineiros. foi reti- rada de operação em 1993 e reformada para funcionar como usina-escola com base em convênio firmado no ano seguinte entre a Cemig e a Escola Federal Em 1927. integrante de um grupo de empresas liderado pela Companhia Industrial Sul Mineira. final de Sua construção foi idealizada em 1911 pelo capitão Luiz Dias e pelo 2. afluente do rio Sapucaí e contribuinte do rio Grande. Venceslau Brás Pereira Gomes. Integrante do parque gerador da Cemig. as atividades manufatureiras no setor a terceira e têxtil. com eixo horizontal. a hi- usina atingiu drelétrica é operada atualmente pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei). em especial. compostas por geradores de 50 Hz e turbinas tipo Francis. da Fé. entre os quais.. rotor duplo. concessio- última unidade nária dos serviços de eletricidade em Itajubá e no município vizinho de Maria geradora. Em setembro de 1914. na região sul de Minas Gerais. a capacidade sucessora da Efei.430 kW major João Antônio Pereira para atendimento da demanda dos serviços de ilu- ao receber minação e força de Itajubá. no município de Itajubá. Originalmente denominada usina Lourenço Velho. respectivamente.

dotada de duas comportas Em 1967. Em 1987. Sua construção foi idealizada em 1911 pelo capitão Luiz Dias e pelo major João Antônio Pereira para atendimento da demanda dos serviços de iluminação e força de Itajubá. a usina atingiu a capacidade Entre 1980 e 1982. pecialmente dedicado ao estudo de engenharia a hidrelétrica passou a contribuir para o atendimen- elétrica. Nesse mesmo ano. o to de pontas de carga e de emergências em casos de Instituto foi fundado em novembro de 1913 por falha da interligação do sistema. 1969. abrangendo cerca A hidrelétrica. da Companhia Industrial Força e Luz até a incor. estabelecimento de ensino superior no Brasil es. Antecessor da Efei e da atual Unifei. primeiro 600 para 720 rpm. São Bernardo e Xicão. A mudança de Lourenço Velho. foi construído cas técnicas e de fabricação das duas anteriores. contribuindo ainda iniciativa do político. da reforma dos painéis de controle. Ainda nesse ano. cada uma. foram incorpo- de extensão. entrou em operação apenas al. ciadas negociações entre a Efei. as unidades geradoras 1 final de 2. então denominada usina de 60 localidades no sul de Minas. de válvulas borboletas e mudança de freqüência de 50 Hz para 60 Hz na an- grades na câmara de carga. feitas em rados definitivamente ao patrimônio da Cemig em aço carbono rebitado. advogado e professor Teo. dotadas. em especial. com um vertedouro de 36 m de comprimento. a usina foi retirada de poração desta concessionária pela Companhia operação pela Cemig. pedras argamassadas. foram ini- Sul Mineira de Eletricidade (CSME) em 1942. além unidade geradora com as mesmas característi. Todos os bens e instalações da Sul to. Mineira. para a regularização da tensão nos municípios de Ma- domiro Carneiro Santiago. freqüência da usina Luiz Dias acarretou a alteração guns meses depois da inauguração do Instituto de rotação do eixo de suas turbinas e geradores de Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá.430 kW ao receber a terceira e última e 2 foram inteiramente reformadas. novo canal adutor e todos os painéis de controle Lourenço Velho permaneceu sob a administração foram reformados. incluindo Luiz Dias e outras usinas como canal de adução em concreto armado com 80 m Poço Fundo. A hi. ria da Fé e Itajubá. Em março de 1993. a Cemig e a Pre- drelétrica recebeu então a denominação de usina feitura Municipal de Itajubá para criação de como- Luiz Dias. tiga área de concessão da CSME. com 6 m de altura e 43 m de comprimen. Em 1927. as atividades manufatureiras no setor têxtil. duas tubulações forçadas. tendo em vista o 145 . com 23 m de comprimen. Integrada ao sistema interligado da Cemig. nário da CSME. a Cemig adquiriu o controle acio- ao fundo. a Cemig levou a cabo a to. dato entre a Cemig e a prefeitura.

macacos. por meio do despacho nº 411. as unidades geradoras 1 e 2 foram inteiramente reformadas. foi necessário recuperar vários equipamentos. inaugurou o Parque de Alternativas Energéticas para o Desenvolvimento Auto-Sustentá- vel (Paeda). a Unifei. Luiz Dias voltou à operação em agosto de 1999 e funciona com duas unidades geradoras. como pacas. a usina passou formalmente para a competência administrativa da escola de engenharia. a Cemig e a Efei celebraram o contrato de operação de manutenção de Luiz Dias. Em junho de 1994. Em 1987. aproveitamento do sítio hidrológico da usina Luiz Dias pela Efei. atendendo estudantes. a Efei contou com a ajuda de vários parceiros. capivaras. sagüis e diversas espécies de pássaros. Em dezembro de 1998. onde habitam animais silvestres. 146 . lobos. além da reforma dos painéis de controle. a RTR Engenharia e a própria Cemig. localizado no sítio hidrológico da usina. professores e pesquisadores da Unifei – criada em 2002 – e do Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétricas (Cerpch). Para revitalizar a usina e colocar os grupos geradores em funcionamento.620 kW foi regularizada em julho de 2003 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entre 1980 e 1982. por ocasião do 90º aniversário de Luiz Dias. constituído por 39 ha de terras rurais. Nesta emprei- tada. Em setembro de 2004. como a Alstom Power. Sua potência instalada de 1. em parceria com a Cemig e o Ministério de Minas e Energia. Funciona como um laboratório em escala real para estudos e pesquisas de graduação e pós-graduação e o desenvolvimento tecnológico na área de ge- ração de energia. É a primeira Pequena Central Hidrelétrica (PCH) do Brasil ope- rada comercialmente e interligada ao sistema através de uma escola de enge- nharia. foi construído novo canal adutor e todos os painéis de controle foram reformados. com vegetação de espécimes da Mata Atlântica.

04 Área de drenagem (km2): 472 Queda nominal (m): 29.75 147 .62 Nº de unidades geradoras: 2 Bacia hidrográfica Potência unitária (MW): 0.81 Rio: Lourenço Velho Energia assegurada Bacia: rio Grande (MWmédio): 1. Localização Cronologia Barragem Município: Itajubá (MG) Início de construção: 1911 Tipo: Pedras argamassadas Início de operação: 1914 Comprimento (m): 43 Altura máxima (m): 6 Casa de força Potência instalada (MW): 1.03 Engolimento turbina (m3/s): 3.7 Vazão média de longo Tipo de turbina: Francis tempo (m3/s): 11.

geradores Responsável pela instalação das fábricas da Companhia Cedro & Ca- monofásicos de choeira em Sete Lagoas e Curvelo. iluminação da cidade e obteve a revisão do contrato original.. marcos pioneiros da indús- Marmelos tria de energia elétrica nacional. Também conhecida como Marmelos 2. foi inaugurada Primeira hidrelétrica da América do Sul destinada à produção em 5 de de energia para utilidade pública. o industrial se estabeleceu em 1887 em Juiz 125 kW de Fora. Posteriormente. a 7 km de Juiz de Fora. na Zona da Mata de Minas Gerais. 148 .. fundador da CME e figura de 1889. tendo em vista o uso da iluminação elétrica em vez da iluminação a gás. é uma usina quase centenária e das mais antigas do A pioneira país. constituindo a Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas. Foi construída pela Companhia Mineira de Eletricidade (CME). Em associa- de potência ção com Francisco Batista de Oliveira. afluente do rio Paraíba do Sul. uma nova cláusula contratual permitiria o aproveitamento da eletricidade para a transmissão de força. com proeminente na formação da indústria têxtil em Minas. Usina Hidrelétrica de Marmelos A usina hidrelétrica de Marmelos está situada no rio Paraibuna. ainda ao tempo dois grupos do Império. Marmelos Zero foi idealizada pelo setembro empresário mineiro Bernardo Mascarenhas. também adquiriu a concessão para a cada um. na mesma área usina de dos aproveitamentos de Marmelos Zero e Marmelos 1.

sativada. até seu falecimento em 1899. As obras ti. com dois geradores bifásicos de 300 kW de potên- rio para a montagem da hidrelétrica foi encomenda. com dois grupos gerado. E m janeiro de 1888. trico dessa fábrica também representou um marco res monofásicos de 125 kW de potência cada um. pioneiro. fa. O empresário projetou. acionados por turbinas tipo Francis. operando sob tensão de têxteis era movida a vapor com complicados sis- 1. em 1896. 149 . de iluminação pública e 700 lâmpadas para uso parti- com capital subscrito por 30 acionistas. Mascarenhas fundou a CME. assumindo o cular. Em 1892. quando temas de transmissão para as máquinas e muitas Juiz de Fora já contava com 180 lâmpadas no sistema ainda eram acionadas por rodas-d’água. a usina recebeu o terceiro grupo gerador de 125 cargo de presidente da concessionária que exerceria kW. O acionamento elé- em 5 de setembro de 1889.000 volts na freqüência de 60 Hz. Integrada ao sistema de 23 kV da Cemig. na época. Em 1898. do à empresa norte-americana Max Nothman. a nova hidrelétrica contou inicialmente veram início em fevereiro de 1889 e todo o maquiná. a usina de Marmelos era uma das 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa em operação no final de 2005. cia cada um. a usina iniciou o fornecimento de energia A pioneira usina de Marmelos foi inaugurada para a fábrica de Mascarenhas. Marmelos Zero permaneceu em operação especificou e desenhou de próprio punho a primeira até a entrada em funcionamento de Marmelos 1 usina da CME. completando a potência de 375 kW. pois. a maioria das indústrias bricados pela Westinghouse. localizada na cachoeira de Marmelos. Localizada um pouco abaixo da usina de- às margens da rodovia União e Indústria.

tornando-se concessionária dos servi- ços de eletricidade de Matias Barbosa. escavado na rocha. Essa última unidade comportava uma turbina tipo Francis. A capacidade de Marmelos 2 foi ampliada com a instalação do terceiro e quarto grupos geradores em 1921 e em 1922. Paralelamente ao crescimento de seu parque gerador. começou a funcionar o quinto grupo gerador de 1. hidrelétrica da Em janeiro de 1915. e um pequeno desvio na estrada União e Indústria. Bicas e Guarará. fabricadas pela alemã J. Voith. com 51 m de com- primento por 8 m de altura. pública. Em 1948.600 kW de potência. tal como os anteriores.. A barragem. a CME ampliou sua área de influência na Zona da Mata mineira. do tipo gravidade e em alvenaria de pedra. Mar de Espanha. M. fabricada pela empresa nor- te-americana James Leffel. Sua casa de utilidade força foi construída em prédio contíguo ao da usina de Marmelos 1.200 kW com a entrada em operação Primeira do quarto grupo gerador. O pleno aproveitamento da cachoeira de Marmelos exigiu a construção de túnel de 235 m. e turbinas de tipo Francis. comporta para descarga de areia e túnel adutor. ambos com potência de 600 kW e as mesmas especificações técnicas e de fabricação das duas primeiras unidades. fabricado pela Westinghouse. e um gerador fornecido pela General Electric. ao mesmo tempo em que a CME adquiria a companhia de bondes à tração animal de Juiz de Fora. a CME inaugurou a hidrelétrica de Marmelos 2. a usina entrou em operação com dois gerado- produção de res encomendados à empresa norte-americana General Electric. visando à eletrificação das linhas. possuía comporta para descarga de fundo. Marmelos 1 atingiu a potência final de 1. 150 . E m 1905. Em 1910. dando prosseguimento à exploração do potencial hidráu- América do Sul lico do rio Paraibuna. Projetada pelo destinada à engenheiro Asdrúbal Teixeira de Souza.. com 600 kW de potên- energia para cia cada um. a capacidade de Marmelos 1 foi ampliada com a instalação do terceiro grupo gerador de 300 kW.

55 Volume total máximo (hm3): 0.003 Tipo: Superfície com descarga livre Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 646.6 (1) Energia assegurada Área (km ): 0. última e maior hidrelétrica construída pela CME no Integrada ao sistema de 23 kV da Cemig. para abrigar o Museu de Marmelos Zero. Marmelos 2 ou simplesmente Mar.98 Capacidade máxima (m3/s): 134 Engolimento turbina (m3/s): 1.022 Vertedouro Queda nominal (m): 47. nal de 2005. Localização Cronologia Barragem Município: Juiz de Fora (MG) Início de construção: 1889 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1915 Comprimento (m): 51 Altura máxima (m): 8 Cota do coroamento: 649. em 2001 mediante convênio com a Universidade Fe- sociado foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria deral de Juiz de Fora (UFJF). Marmelos 1 foi desativada. dois anos Elétrica (DNAEE). a rio Paraibuna.31 Volume útil máximo (hm3): 0.01 2 (MWmédio): 1. los Zero foi reformado com o patrocínio da Cemig A concessão outorgada à Cemig para a explo.91 Potência instalada (MW): 4 Nº de unidades geradoras: 5 Reservatório Potência unitária (MW): 0.3.6 NA máximo operativo: 647. com a incorporação da Hidrelétricas (PCHs) da empresa em operação ao fi- CME pela Cemig. nº 116 do Departamento Nacional de Águas e Energia pacidade instalada de 4. Em 1952.29 Bacia hidrográfica Rio: Paraibuna Bacia: rio Paraíba do Sul Área de drenagem (km2): 1.014 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 21. usina de Marmelos era uma das 32 Pequenas Centrais Em maio de 1980.000 kW. pelo prazo de vinte anos a contar depois da entrada em operação da usina de Joasal. 4. O prédio da antiga casa de força de Marme- sa pública de energia elétrica de Minas Gerais. inaugurado ração de Marmelos e seu sistema de transmissão as.6 (4). melos passou a integrar o parque gerador da empre. 1. 151 . de julho de 1995.23 M armelos 2 passou a dispor então de uma ca.

A concessão para o aproveitamento hidrelétrico de Martins foi outorgada pelo O arranjo governo federal à Companhia Força e Luz de Uberlândia em agosto de 1941 mediante a geral do expedição do decreto nº 7.622.925 kW. afluente do rio Araguari e contribuinte do rio Paranaíba. associada da Força e Luz de Uberlândia. O decreto de concessão considerou ainda a em concreto possibilidade da interligação de Martins com a hidrelétrica de Pissarrão. fabricado pela General Electric norte- americana. em Ponta Grossa e outras localidades na 152 . Martins e os demais bens e instalações da Força e Luz de Uber- lândia foram incorporados pela Companhia Prada de Eletricidade.. na região do Triângulo Mineiro. fornecida pela James Leffel. a usina entrou em funcionamento com uma unidade geradora de metálicas. e turbina tipo Francis. seis comportas Em 1946. Além de Uberlândia. com eixo vertical. com dois hidrogeradores que a barragem somavam 880 kW de potência instalada. O aproveitamento destinava-se a reforçar o suprimento aproveitamento de energia a Uberlândia. instalada tam- compreende bém no rio Uberabinha pela mesma empresa em 1909. a Prada atuou como concessionária de ener- gia elétrica em área contígua no sul de Goiás. no Triângulo Mineiro.. também norte-americana. composta por gerador de 50 Hz. Dois anos depois. 1. dependente basicamente da usina dos Dias. Usina Hidrelétrica de Martins A usina hidrelétrica dos Martins está localizada no rio Uberabinha. Araguari e Tupaciguara. de proprieda- armado com de da Empresa Força e Luz de Araguari. a cerca de 15 km de Uberlândia.

compostas por gera.805 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 55. o canal adutor com 360 m de extensão. para alimentação das quatro turbinas.925 kW de potência.6 Potência instalada (MW): 7. a companhia promoveu a mudança de nos municípios no interior de São Paulo. A usina de fabricação da primeira.2 (MWmédio): 2. freqüência em sua área de concessão no Triângulo Minei- Em 1951. incluindo o alteamento da barragem para Pissarrão e Dias (esta já desativada). também italiana. No ano seguinte. foi incorpo- a formação de um reservatório de regulação semanal rado pela Cemig em outubro de 1973.5 NA máximo operativo: 706 153 .região central do estado do Paraná. O arranjo geral do aproveitamento compreen- de a barragem em concreto armado com seis comportas metálicas. Localização Cronologia Barragem Município: Uberlândia (MG) Início de construção: 1941 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1946 Comprimento (m): 165 Altura máxima (m): 9 Cota do coroamento: 706 Bacia hidrográfica Rio: Uberabinha Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 1. a usina recebeu a segunda unidade ro a fim de poder receber suprimento de energia da Cemig geradora com as mesmas especificações técnicas e face ao esgotamento de seu sistema de produção.913. para o aproveitamento de Martins foi outorgada à Em 1956. incluindo Martins e as usinas de drelétrica. A concessão das descargas do rio Uberabinha.7 Nº de unidades geradoras: 4 Reservatório Potência unitária (MW): 1. 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 4. fabricadas missão da Cemig em 34. entraram em operação mais duas estatal mineira em novembro de 1974 com a expe- unidades de 1. A casa de máquinas tinha sido projetada para quatro grupos de eixo vertical. duas tubulações forçadas com 150 m de comprimento.93 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0.4 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 705 Nº de comportas: 7 (CV). dade em Minas. a tomada d’água com 17 m de comprimento. o Con. dição do decreto nº 74.216 Capacidade máxima (m3/s): 53.600 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 23.8 Volume total máximo (hm3): 0. com eixo horizontal. cada uma com dois ramais. um castelo d’água equipado com grades metálicas.5 kV.06 Volume útil máximo (hm3): 0. pela empresa Franco Tosi. Em 1966. dores encomendados à empresa italiana Ercolli Marelli Martins é integrada ao sistema de subtrans- e turbinas tipo Francis. A instalação do terceiro e do quarto gru- pos com eixos horizontais levou em conta as dificulda- des de importação e o menor custo dos equipamentos. bem como em peque. de Martins foi reformada para operação em 60 Hz. selho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) O acervo da Companhia Prada de Eletrici- autorizou a realização de obras de ampliação da hi.

situada a jusante de Marmelos 1 e 2. Ambas estavam localizadas no automático e rio Paraibuna. Foi construída pela Companhia Mineira de Eletricidade (CME). e do futuro aproveitamento de Joasal.360 kW. nas proximidades da pioneira usina de Marmelos Zero. A usina contou inicialmente com um gera- dor de 1. na Zona da Mata de Minas Gerais. acopla- do à turbina do tipo Francis. encomendada à empresa suíça Escher Wiss. respectivamente.. Paciência entrou em funcionamento em 27 de julho de 1930. responsável pela implanta- ção dos serviços públicos de eletricidade em Juiz de Fora e outros municípios da Primeira Zona da Mata mineira. em Juiz de Fora. fabricado pela empresa norte-americana General Electric. operando na freqüência de 60 Hz. Em 1926. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Paciência de Irapé A usina hidrelétrica de Paciência está localizada no rio Paraibuna. Tendo em conta a série de usinas instaladas pela empresa no rio Paraibuna. Primeira hidrelétrica da América do Sul equipada com controle automáti- co e comando a distância. afluente do rio Paraíba do Sul. 154 . comando a desativada no mesmo ano de entrada em operação de Marmelos 1. Paciência também ficou conhecida como usina nº 3. denominadas Marme- com controle los 1 e 2. empresa de capital privado fundada em 1888 por Bernardo Mascarenhas. sionária praticamente triplicou seu capital para fazer face aos custos de implantação de sua terceira usina. hidrelétrica A consecução do empreendimento foi iniciada em 1925.. levando em conta a da América do crescente demanda de energia elétrica associada ao desenvolvimento urbano e indus- Sul equipada trial de Juiz de Fora. inauguradas em 1896 e 1915. no município de Matias Barbosa. A empresa contava então com duas usinas. a conces- distância.

155 . (DNAEE).356 Queda nominal (m): 23 Volume útil máximo (hm3): 0.080 kW empresa pública de energia elétrica de Minas Gerais.88 Potência instalada (MW): 4.439. de potência instalada.76 Nº de comportas: 9 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 7. Por meio do decreto nº 5. Em maio de 1980. da hidrelétrica de Paciência e seu sistema de transmissão torgou à CME autorização para legalizar a construção associado foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria nº da barragem destinada à regularização de descarga 116 do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica do aproveitamento de Paciência. pelo prazo de vinte anos a contar de julho de 1995. em virtude da incorporação da Companhia Mineira de Eletricidade pela Cemig.08 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 1. Localização Cronologia Barragem Município: Matias Barbosa (MG) Início de operação: 1930 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 55 Altura máxima (m): 9 Cota do coroamento: 505.76 Em maio de 1980.13 Volume total máximo (hm3): 0.103 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 23. ção da Companhia Mineira de Eletricidade pela Ce- com as mesmas características técnicas e de fabri.96 Bacia hidrográfica Rio: Paraibuna Bacia: rio Paraíba do Sul Área de drenagem (km2): 1. mig. com a ins.36 Energia assegurada Área (km2): 0.345 Capacidade máxima (m3/s): 248 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 501. a usina passou a integrar o parque gerador da empresa pública de energia elétrica de Minas Gerais. em virtude da incorpora- talação da segunda e da terceira unidades geradoras.172 Vertedouro (MWmédio): 2. o governo federal ou.85 NA máximo operativo: 505. P aciência foi ampliada em 1937 e em 1946. A concessão outorgada à Cemig para a exploração promulgado em março de 1940. passando a contar com 4. a usina passou a integrar o parque gerador da cação da primeira.

o governador Milton Campos promulgou a lei nº 510 que. quando a nova composto constituição do país determinou a aplicação de pelo menos 1% da renda tributária da inicialmente União para o estudo e a execução de um “plano de aproveitamento total das possibili- por duas linhas dades econômicas do rio São Francisco e seus principais afluentes”. Um ano depois. a Servix Engenharia apresentou à secretaria estadual de Viação e Obras Públicas o projeto básico da usina e seu sistema de transmissão associado. elaborado pela Companhia Bra- sileira de Engenharia (CBE) em 1949. de transmissão Em agosto de 1948. afluente do rio São Francisco. Em novembro do mesmo ano. Usina Hidrelétrica de Pandeiros A usina hidrelétrica de Pandeiros está localizada no rio Pandeiros. autorizou o governo esta- 156 ..373. a concessão de Pandeiros foi revalidada pelo decre- de 33 kV.. Foi construída pela Comissão do Vale do São Francisco (CVSF) e incorporada pela Cemig em 1970. de transmissão mas nada de concreto resultou nessa ocasião por insuficiência de recursos orçamen- associado tários. to federal nº 25. Projetada para o atendimento das cidades de Januária e São Francisco. entre outros dispositivos. Condições mais promissoras para a construção de Pandeiros e outras usinas na à usina foi região mineira do vale do São Francisco foram estabelecidas em 1946. A concessão para o aproveitamento da energia hidráulica do rio Pandeiros O sistema foi outorgada ao governo de Minas em dezembro de 1939 pelo decreto federal nº 5.073. na região norte de Minas Gerais. a usina foi recomendada no Plano de Eletrificação de Minas Gerais. no município de Januária.

259.6 (MWmédio): 2. des de Januária e São Francisco. a realização do empreendimento O mesmo ocorreu com o aproveitamento hidrelé- passou ao encargo da Comissão do Vale do São Fran. visando à plano de desenvolvimento da região. potenciais de Pandeiros.9 Volume útil máximo (hm3): 0. Em abril de de 1958 com três unidades geradoras. organismo federal criado em dezembro mineiro de São Gotardo.55 Potência instalada (MW): 4.5 NA máximo operativo: 494. Logo foram iniciados en- de 1948 com a atribuição de elaborar e executar o tendimentos entre a Suvale e a Cemig.800 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 23. a Cemig adquiriu os dois sistemas.72 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 12. canal de fuga com 60 m de extensão e a casa de força.82 157 . câmara de carga.07 Volume total máximo (hm3): 0.338 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 14. o sistema elétrico de Pandeiros e Jequitaí no rio de mesmo nome. de eixo vertical. sucessora da CVSF. Voith. O 1971 pelo decreto federal nº 69. transferência das usinas de Pandeiros e Abaeté Pandeiros entrou em operação em outubro para a concessionária pública estadual. A transfe- geradores de 1. sociedade de transmissão de 33 kV direcionadas para as cida- de economia mista para o aproveitamento do potencial hi.5 Tipo de turbina: Kaplan NA mínimo operativo: 493. fabricados pelas empre. governo de Minas.210 Capacidade máxima (m3/s): 584. notadamente os de extensão. respectivamente. passou para o controle da Superintendência do Em dezembro de 1951. M.400 kW de potência unitária e turbinas rência da concessão do aproveitamento de Pandei- tipo Kaplan. compostas por 1970. três tubulações forçadas com 18 m de comprimento. canal adutor com 450 m de extensão. to- mada d’água. com 45 km e 57 km drelétrico da bacia do Alto São Francisco. com a anuência do Vale do São Francisco (Suvale).2 Bacia hidrográfica Rio: São Francicso Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 3. respectivamente. trico de Abaeté (600 kW) que atendia o município cisco (CVSF). em cooperação com a União. O sistema de transmissão associa- do à usina foi composto inicialmente por duas linhas Localização Cronologia Barragem Município: Januária (MG) Início de operação: 1958 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 180 Altura máxima (m): 9 Cota do coroamento: 497.2 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 1. ros para a empresa foi efetivada em setembro de sas alemãs Siemens e J. projeto executivo e a supervisão do empreendimento ficaram a cargo da Techint e as obras civis sob a res- ponsabilidade da construtora Bento Paixão. O arranjo geral do aproveitamento compre- ende a barragem de concreto do tipo gravidade.4 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0. Fecho do Funil no rio Paraopeba Em 1967.dual a organizar.

da Cemig A usina entrou em operação em 1927 com uma unidade geradora de 1. Voith. um canal lateral foi escavado na ombreira do rio com 250 m de extensão até a tomada d’água. a mais alta tensão então existente em Minas Gerais.5 kV. Um dos aspectos notáveis do em- preendimento foi a construção da linha de transmissão até Curvelo. empresa fundada em junho de 1923 pelas famílias Ramos e Guerra. com 200 m de comprimento. O projeto seria levado adiante pela Sociedade Indus- ao sistema de trial Hulha Branca. Para o aproveitamento das águas do Paraúna. kW. o empresário pernambucano Othon Bezerra de Mello instalou uma fábrica têxtil em Curvelo e. com 60 km de extensão. fornecido pela empresa alemã Siemens. operando em 69 kV.000 em 34. mas nada está integrada resultou de concreto naquele momento. no município de Gouveia. ligada à casa de máquinas por tubulação forçada de chapa de aço. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Diamantina até a emanci- pação de Gouveia em 1953. tendo subtransmissão em vista o fornecimento de energia elétrica a Curvelo. também alemã. 158 . dois anos depois. mudando sua denominação para Companhia Luz e Força Hulha Branca. Em outubro de 1946. autorizando a ampliação da capacidade instalada de Paraúna. e tur- bina tipo Francis. composta por gerador de 50 Hz. adquiriu o controle da Socie- dade Industrial Hulha Branca. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Paraúna de Irapé A usina hidrelétrica de Paraúna está situada no rio de mesmo nome. Em 1943.936. Corinto e Diamantina. M. fabricada pela J. na região central de Minas Gerais. O aproveitamento da cachoeira de Paraúna para a produção de energia elétrica foi A usina concebido em 1920 por um grupo francês interessado na exploração de diamantes. afluente do rio das Velhas. o governo federal promulgou o decreto nº 21.

2. vertedouro.37 Capacidade máxima (m3/s): 335 Engolimento turbina (m3/s): 2. 159 .08 Vertedouro Queda nominal (m): 71. kW. d’água. plantou em 1997 um sistema de semi-automação em tomada d’água.280 e transferidos para a Cemig em julho de 1978. túnel de acesso às chaminés de Paraúna e os demais bens e instalações da equilíbrio. Em 1949.08 Energia assegurada Área (km2): 0. respec.5 kV. composta por gerador e turbina tipo Francis. Localização Cronologia Barragem Município: Gouveia (MG) Início de construção: 1923 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1927 Comprimento (m): 247.7 Altura máxima (m): 11 Cota do coroamento: 641.08 (MWmédio): 1. Como parte da estratégia de reduzir custos bricados pelas empresas suecas Asea e KMW.91 Bacia hidrográfica Rio: Paraúna Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 1. exploração dos serviços públicos de energia elétrica trou em operação em 1946. conduto forçado e instalação de mais dois Companhia Força e Luz Hulha Branca vinculados à grupos geradores. As obras civis de adequação da barragem. Diamantina e Gouveia foram en- kW e mesma fabricação da primeira.71 Potência instalada (MW): 4. Curvelo.. com potência de 1.18 Volume útil máximo (hm3): 0. a Cemig im- tivamente. túnel adutor. A usina está integrada ao sistema de sub- casa de máquinas foram projetadas pelo engenheiro transmissão da Cemig em 34.F oram iniciadas então as obras de construção da Paul Walter e executadas pela Empresa Nacional de barragem principal.8 NA máximo operativo: 640.200 em Corinto.28 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 1.132 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 639. operacionais e modernizar instalações. 2.9 Volume total máximo (hm3): 0.37 O aproveitamento da cachoeira de Paraúna para a produção de energia elétrica foi concebido em 1920 por um grupo francês interessado na exploração de diamantes. com as estruturas da tomada Melhoramentos Ltda. chaminé de equilíbrio e Paraúna. fa. a usina campados pelo governo federal em fevereiro de 1976 recebeu sua terceira unidade com potência de 2.790 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 27. 4. 1..2. A segunda unidade geradora en.

A hidrelétrica O potencial hidrelétrico do rio Santa Bárbara no trecho próximo às ca- passou a choeiras de Peti foi aproveitado inicialmente pela empresa de mineração inglesa integrar o The São Bento Gold Estates. A antiga usina foi construída para auxiliar a exploração de ouro da mina subterrânea de São Bento. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Santa Bárbara até a emancipação do município de São Gonçalo do Rio Abaixo em 1962. Usina Hidrelétrica de Peti A usina hidrelétrica de Peti está situada no rio Santa Bárbara. uma das maiores do país. parque gerador inaugurada em fevereiro de 1905. Na casa de força da antiga usina desativada. no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. Consta que os trabalhos da mineradora inglesa foram suspensos justamente no ano de inauguração da hidre- létrica.. afluente do rio Piracicaba e contribuinte do rio Doce. Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG). Na mesma época. Em trabalho publicado em 1914. o governo do estado transferiu a exploração dos serviços de energia elétrica de Belo Horizonte e Santa Bárbara 160 . empreendido pela Companhia em 1973. na região central de Minas Gerais. A atual usina entrou em operação em 1946 com da Cemig base em novo aproveitamento no rio Santa Bárbara. responsável pela construção da antiga usina de Peti. subsidiária do grupo norte-americano Ame- rican and Foreign Power Co. o historiador mineiro Nelson de Senna informa que Peti dispunha de “ótimas instalações” e fornecia energia e luz elétrica para a cidade de Santa Bárbara. (Amforp).. a Cemig instalou o centro de pesquisas da estação ambiental de Peti.

a potên. A usina contava aproveitamento de energia hidráulica. do a empresas estrangeiras nos termos da Constituição dades geradoras com potência total de 980 kW.8 kV que somavam menos aproveitamento de novas quedas-d’água por companhias de 20 km de extensão. 161 .490. a CFLMG solicitou autorização para a ampliação de Peti e a construção de uma linha de transmissão entre a nova usina e Belo Horizonte. com o ao controle da CFLMG. promulga- cia real de Peti limitava-se a 500 kW devido a um erro do em 25 de setembro de 1942. objetivo de aumentar a disponibilidade de energia elétri- que assumiu a concessão dos serviços de eletricidade ca à capital mineira. subsidiária do grupo Amforp. de projeto e fabricação de uma de suas máquinas. em princípio veda- com uma pequena barragem de derivação e três uni. A concessão para a construção da nova usi- pelo engenheiro Leo Amaral Penna em 1941. Segundo documento firmado estrangeiras. Tratava-se. na de Peti foi outorgada pelo decreto nº 10. com o objetivo de aumentar a disponibilidade de energia elétrica à capital mineira. a CFLMG solicitou autorização bana de Minas Gerais.para uma concessionária de capital privado nacional. para a ampliação de Peti e a construção de uma linha de Em outubro de 1929. na verdade. em maio de 1942. a hidrelétrica passou transmissão entre a nova usina e Belo Horizonte. de 1937. denominada Companhia de Eletricidade e Viação Ur. ser. Em maio de 1941. Essa dificuldade foi contornada com a aprovação vindo Santa Bárbara e o distrito de São Gonçalo por da lei constitucional nº 6. de um novo em Belo Horizonte e Santa Bárbara. Em maio de 1941. que permitiu o intermédio de linhas de 13.

Os geradores de 5. O projeto básico sofreu várias alterações em virtude de investigações mais detalhadas do local. segundo o projeto original aprovado pelo governo federal em junho de 1943. mas também o atendimento das necessidades de energia elétrica da exploração de minério de ferro na região de Itabira. Apenas a primei- ra etapa do aproveitamento foi efetivamente realizada pela CFLMG.400 kW. de responsabilidade da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). A capacidade total da usina foi dimensionada em 15 MW a serem instalados em duas etapas. sob a supervisão técnica da Electric Bond & Share Co.400 kW de potência foram fabricados pelas empresas General Electric e Allis Chalmers. a usina de Peti foi inaugurada com duas unidades geradoras de 60 Hz. respectivamente. bem como das contingências impostas pela Segunda Guerra Mundial para importação de equipamentos. somando 9. O projeto básico da usina e seu sistema de transmissão associado levaram em conta não apenas o rápido crescimento de carga de Belo Horizonte. (Ebasco). As turbinas tipo Fran- cis com eixo vertical foram fornecidas pela IP Morris. O sistema de transmissão associado 162 . Em julho de 1946. controladora do grupo Amforp.000 e 4.

51 Volume total máximo (hm3): 43. exclusivo dessa empresa. destinadas à interligação dos sistemas Belo Horizonte. A usina de Peti também foi ligada às ins- na capital mineira com capacidade de 3. Localização Cronologia Barragem Município: São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) Início de operação: 1946 Tipo: Arco gravidade Comprimento (m): 85 Altura máxima (m): 46 Cota do coroamento: 713 Bacia hidrográfica Rio: Santa Bárbara Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 727 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 14. à usina contou inicialmente com uma linha de 66 kV até capital mineira.55 Potência instalada (MW): 9. uma subestação de entroncamen. mento na crista e 46 m de altura máxima. a integrar o parque gerador da Cemig em 1973 em decor- Em 1951.5 NA máximo operativo: 712. A antiga usina foi construída para auxiliar a exploração de ouro da mina subterrânea de São Bento.7. base na portaria nº 119 do Ministério de Minas e Energia.3 km a leste leiras (Eletrobrás) juntamente com as demais subsidiárias da barragem. O vertedouro Peti era a principal usina da CFLMG quando esta conta com seis comportas verticais de 6 m de largura companhia passou ao controle da Centrais Elétricas Brasi- por 5 m de altura. Em 1957. A hidrelétrica passou tomada d’água à chaminé de equilíbrio. o sistema de transmissão associado a Peti Conectada ao sistema de subtransmissão ganhou uma nova configuração com a instalação de uma em 69 kV da Cemig. talações da Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas O aproveitamento de Peti contém uma barra. no município de Barão de Cocais por uma linha de uso gem de concreto armado em arco com 85 m de compri. 7. rência da incorporação da CFLMG pela concessionária tre Peti e a hidrelétrica de Sá Carvalho. a CFLMG promoveu a interligação en.750 kVA.12 163 .38 Capacidade máxima (m3/s): 662. com 67 km de extensão.4 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 5. e uma subestação CFLMG e Cemig. situada 1. 4. o governo federal Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita).578 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 74. na tensão de 66 kV.576 que outorgou à Cemig con- construção de uma linha de transmissão com 70 km de cessão para exploração do aproveitamento de Peti e de extensão. zonte. a usina de Peti era uma das 32 segunda linha de 66 kV. uma das maiores do país. mediante a promulgou o decreto nº 74. Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa to em Sabará e uma subestação abaixadora de 15 MVA na em operação ao final de 2005.2 Volume útil máximo (hm3): 36. Essa interligação permitiu seu sistema de transmissão associado.8 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 702 Nº de comportas: 6 (CV) Engolimento turbina (m3/s): 8. de propriedade da pública mineira. A casa de força. é servida por um túnel adutor. Essa concessão foi a utilização de parte da capacidade instalada da usina de prorrogada pelo prazo de 20 anos em abril de 1997 com Sá Carvalho para o serviço de eletricidade em Belo Hori. Em setembro de 1974.78 (MWmédio): 6. que liga a do grupo Amforp no Brasil. em 1964.4 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 6.

nº 19. para a Cemig O projeto da usina foi elaborado pelo engenheiro italiano Nello Croc- em 1952. desvio das águas por um túnel. dispunha de duas fontes de geração própria – as hidrelétricas de Guari e Ana Ma- o governo de ria. A construção da usina foi idealizada durante a Segunda Guerra Mundial pela Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio (CBCC). porque pretendia transferir sua linha de produção de ferroligas no Rio de adquirindo Janeiro para Santos Dumont. a nova empresa recebeu a concessão para o aproveitamento de ener- integralmente gia hidráulica do rio Piau. com a expedição do decreto federal Cepiau. A CBCC Em 1950. uma galeria e condutos forçados até a casa de força da usina na margem do mesmo rio. no município de Piau. no trecho entre as cachoeiras de Maria de Barros e transferidas Maria Angélica. contribuintes do rio Paraíba do Sul. diretor técnico da CBCC e presidente da Cepiau. metade das Em janeiro de 1945. Segundo depoimento do engenheiro associou ao Benedito Dutra. ambas localizadas no rio Pinho – mas precisava de mais energia para a expan- Minas se são de sua produção de carbureto de cálcio. chi. na Zona da Mata de Minas Gerais. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Piau de Irapé A usina hidrelétrica de Piau está situada nos rios Piau e Pinho. a Companhia Nacional de Ferro Ligas também se interessou pelo empreendimento. proprietária de uma fá- brica de produtos químicos em Santos Dumont. Em junho do mesmo ano. A barragem seria erguida 9 km a jusante da barragem 164 .002. as duas companhias constituíram a Central Elétrica ações da do Piau (Cepiau). projeto. O aproveitamento con- sistiria na construção de uma barragem no rio Piau. município vizinho a Piau.

respectivamente. medindo 850 m de comprimento e a casa de força ciou ao empreendimento. bitschek. A hidrelétrica de Piau foi incluída entre as obras prioritárias do programa de eletrificação do governo Juscelino Kubitschek (1951-1955). A utilização da energia de Piau para uso industrial de Juiz de Fora mediante contrato com a público foi assegurada por nova concessão obti. o governo de Minas se asso. Segundo o plano. a compra das ações de seus investidores particu- hidrelétrica de Piau foi incluída entre as obras lares. Piau Pinho e Piau. e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econô- necer energia para os serviços públicos de eletricida. túnel de adução com 2. alegando que a usina poderia for. que estava praticamente paralisado. a empresa permane. extensão. Em abril da em maio de 1953 com a expedição do decreto de 1962. ceu sob o comando de seus antigos investidores Piau passou a abastecer as indústrias me- e diretores. de em Santos Dumont e outros municípios.000 kW. integralmente transferidas para radores e turbinas tipo Francis de fabricação suíça. a Cepiau foi incorporada pela Cemig. compostas por ge- ações da Cepiau. a pedido do governo 50 Hz. operando de imediato na freqüência de ção do engenheiro Lucas Lopes. encomendados às empresas Brown Boveri e Bell. Essa co. Embora tenha passado à condi. talúrgicas e químicas de Santos Dumont e o parque to Dutra. o empreendimento compreende bar- deveria assumir a função de usina de caráter público ragem de terra.000 kW. a Cemig em 1952.593.706. tubro de 1964 pelo decreto federal nº 54. com auxílio financeiro do Banco do Brasil obras hidráulicas. adquirindo metade das com duas unidades de 9. A usina foi inaugurada oficialmente em 5 laboração foi recomendada no Plano de Eletrificação de fevereiro de 1955 pelo governador Juscelino Ku- de Minas Gerais. Aproveitando o potencial conjunto dos rios Milton Campos (1947-1951). juntamente com as usinas de Itutinga. Salto Grande e Tronqueiras e a transferida para a empresa pública estadual em ou- barragem de Cajuru. Ainda em 1962. Essa 165 . os geradores da usina foram prioritárias do programa de eletrificação do governo convertidos para operação em 60 Hz. a Cepiau solicitou apoio ram levadas a cabo pela empresa Cavalcanti Jun- financeiro do governo estadual para a conclusão das queira. após federal nº 32.790 m de mediante acordo com seus investidores. chaminé de equilíbrio. tubulação forçada Em 1950. que se encontrava em fase final de A entrada em cena do governo estadual construção pela CBCC. garantiu a retomada do programa de construção A pós adquirir os equipamentos para a ins. Salto Grande e Tronqueiras e a barragem de Cajuru. mico (BNDE). o engenheiro Benedi. As obras fo- talação inicial de 9. elaborado em 1949 sob a coordena. ção de subsidiária da Cemig. Companhia Mineira de Eletricidade (CME). do rio Pinho. entre os quais. A concessão Juscelino Kubitschek (1951-1955). juntamente com da Cepiau para produção de energia elétrica foi as usinas de Itutinga.

pelo prazo de 20 anos a contar de julho de 1995.. concessão foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria nº 115 do Ministério de Minas e Energia.. A construção da usina foi idealizada durante a Segunda Guerra Mundial pela Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio (CBCC). 166 . Integrada ao sistema de transmissão em 138 kV da Cemig. a usina de Piau era uma das 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa em operação ao final de 2005.

03 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 9.13 Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 0.59 Vertedouro Queda nominal (m): 211. Localização Cronologia Barragem Município: Piau (MG) Início de construção: 1949 Tipo: Terra Início de operação: 1955 Comprimento (m): 95 Altura máxima (m): 24 Cota do coroamento: 635.3 NA máximo operativo: 634.99 Bacia hidrográfica Rios: Piau e Pinho Bacia: rio Paraíba do Sul Área de drenagem (km2): 382.29 Potência unitária (MW): 9.11 Reservatório Potência instalada (MW): 18.4312 (MWmédio): 8 NA mínimo operativo: 632.3 e Santos Dumont (MG) 167 .59 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis Municípios atingidos: Piau Capacidade máxima (m3/s): 9.01 Nº de unidades geradoras: 2 Área (km2): 0.5 Engolimento turbina (m3/s): 5.01 Volume total máximo (hm3): 1.

.. a Prada entrando em chegou a atuar em três áreas distintas.. Em 1948. a companhia promoveu a mudança de freqüência em sua área de concessão no Triângulo Mineiro a fim de poder receber suprimento de energia da Cemig face ao esgotamento de seu sistema de produção. A usina de Pissarrão foi reformada para operação em 60 Hz. em área do município de Araguari. em 1924. Em 1966. com eixo horizontal. duas novas unidades gerado- ras com 400 kW de potência. Empresa de capital privado nacional constituída em 1936. entrando em . afluente do rio Paranaíba.construída operação em 1924 com duas unidades geradoras que somavam 823 kW de pela Empresa potência instalada. no Triângulo Mineiro. fabricadas pela Moncalvi & C. No final de 1972. Usina Hidrelétrica do Pissarrão A usina hidrelétrica do Pissarrão está situada no rio Pissarrão. pertencentes a quatro estados da operação federação: parte do Triângulo Mineiro. Pavia. foram instaladas em substituição às origi- nais. lândia. cada uma. a Companhia Prada de Eletricidade assumiu o Força e Luz controle da usina e dos serviços de energia elétrica em Araguari e em Uber- de Araguari. 168 . uma área contígua no sul de Goiás. Foi construída pela Empresa Força e Luz de Araguari.. também italiana. Ponta Grossa e localidades vizinhas na região central do estado do Paraná e diversos municípios no estado de São Paulo. As novas unidades foram compostas por geradores fornecidos pela empresa italiana Ercolli Morelli e turbinas tipo Francis.

após reforma geral e instalação de um sistema de semi-automação.71 Vertedouro Queda nominal (m): 52.86 Reservatório Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis Nº de comportas: 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 1.25 Volume total máximo (hm3): 0.8 Altura máxima (m): 3. incluindo Pissarrão e a hidrelétrica de do decreto nº 74.8 Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 0.913. Martins. foi incorporado pela Desativada em 1994. A concessão para o ção em 2001. a usina voltou à opera- Cemig em outubro de 1973.4 Energia assegurada (MWmédio): 0.1 Bacia hidrográfica Rio: Pissarrão Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 449 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 4.2 169 . Desativada em 1994.99 Potência instalada (MW): 0. a usina voltou à operação em 2001. a maior da empresa. Localização Cronologia Barragem Município: Araguari (MG) Início de operação: 2001 (reativação) Tipo: Alvenaria e tijolo-gravidade Comprimento (m): 34. após reforma geral e instalação de um aproveitamento de Pissarrão foi outorgada à esta. O acervo da Companhia Prada de Eletricidade tal mineira em novembro de 1974 com a expedição em Minas. sistema de semi-automação.

Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica Poço Fundo de Irapé A usina hidrelétrica Poço Fundo está situada no rio Machado. Borda da Mata. Poço Fundo (denominada Gimirim até 1953). o engenheiro Waldemar José de Carvalho. pro- duas unidades cedeu ao levantamento topográfico dos terrenos marginais da fonte de energia. Poço Fundo quando foi absorvida pela Cemig. geradoras determinou o perfil e realizou medições de descarga. A unitária. Divisa Nova e Areado. Ouro Fino.. construção da usina foi iniciada no mesmo ano.. Os geradores de 50 Hz e as turbinas tipo Pelton foram fabricados nos Estados Unidos pelas empresas General Electric e S.796. atuante em vários municípios do sul do estado até 1969. Campestre. Também conhecida como usina Oswaldo Costa. destacando-se como a maior das 16 hidrelétricas integrantes do sistema da CSME. direcionadas para o atendimento de várias localidades.080 kW Em fevereiro de 1945. concessionária de capital privado fundada em 1922. o governo federal outorgou à CSME a concessão de potência para o aproveitamento hidrelétrico com a promulgação do decreto nº 17. Naquela oportunidade. respectivamente. na região sul de Minas Gerais. Pouso Alegre. Ipuiúna. Morgan Smith. de 2. 170 . Seu sistema de transmissão foi composto por linhas de 45 kV em forma de estrela. entre as quais. afluente do rio Verde e contribuinte do rio Grande. no município de Poço Fundo.080 kW de potência unitária. Poço Fundo entrou em operação em 1949 com duas unidades geradoras de 2. entrou em O primeiro estudo sobre a utilização do potencial energético de Poço Fun- operação do foi realizado em 1928 pelo Serviço Geológico e Mineralógico do Ministério da em 1949 com Agricultura. foi construída pela Companhia Sul de Mineira de Eletricidade (CSME).

correspon- cerca de 60 localidades no sul de Minas. Localização Cronologia Barragem Município: Poço Fundo (MG) Início de construção: 1945 Tipo: Contrafortes Início de operação: 1949 Comprimento (m): 120 Altura máxima (m): 6 Cota do coroamento: 1. transmissão da Cemig em 69 kV.22 (MWmédio): 4.16 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 5 (1). a capacidade instalada da usina foi Poço Fundo está ligada ao sistema de sub- ampliada com a entrada em operação da terceira uni. 2. todos os bens e instala- dade geradora.9. 2.16 Volume total máximo (hm3): 5. te ao patrimônio da Cemig. para ampliação da capacidade geradora de Poço Fundo.4 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 7.08 (2) Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 3.E m 1967. a Cemig adquiriu o controle acionário da CSME. foram incorporados definitivamen.16 MW. fabricados pela Westinghouse e ções da Sul Mineira. Em 1974. Do ponto de vista energético.2 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 0. incluindo Poço Fundo e outras pela S. os resultados indicaram vou a cabo a mudança de freqüência de 50 Hz para 60 boas possibilidades de ampliação da usina. usinas atualmente em operação.2 NA máximo operativo: 1. dente a mais que o dobro de sua potência instalada. Ainda em 1969. abrangendo uma potência de inventário de 21.154. a Cemig le.027 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 323 Volume útil máximo (hm3): 4.000 kW e turbina tipo Francis. indicando Hz na antiga área de concessão da CSME. 171 . composta por gerador de 5. Dois anos mais tarde. Morgan Smith.8 Potência instalada (MW): 9.156 Bacia hidrográfica Rio: Machado Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 338. São Na década de 1990.156 O primeiro estudo sobre a utilização do potencial energético de Poço Fundo foi realizado em 1928 pelo Serviço Geológico e Mineralógico do Ministério da Agricultura. a Cemig realizou estudos Bernardo e Xicão. como Luiz Dias.58 Capacidade máxima (m3/s): 71 Tipo de turbina: Pelton NA mínimo operativo: 1.

na região do Rio Doce de Minas Gerais. O arranjo do aproveitamento compreende a barragem de concreto gravi- dade para a tomada d’água. no município de Itambacuri. com- posta por gerador fornecido pela empresa alemã Siemens e turbina de tipo Pelton fabricada pela J. M. vertedouro de 30 m de comprimento com comporta. Em março de 1962. A usina foi inaugurada em 1950 com uma unidade geradora de 704 kW. em dezembro de 1946 com a expedição geradora de do decreto nº 22... A prefeitura de Itambacuri chegou a encaminhar ofí- 704 kW. também alemã. trans- ferindo para a Cemig a concessão de que era titular a Empresa Força e Luz 172 . a 15 km da cidade de Teófilo Otoni. o governo federal promulgou o decreto nº 659. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Poquim de Irapé A usina hidrelétrica de Poquim está situada no rio Poquim. A usina foi Foi construída pela Empresa Força e Luz Epaminondas Otoni. afluente do rio Itam- bacuri e contribuinte do rio Doce. pertencente à em 1950 com Soares & Cia. A concessão para o aproveitamento de Poquim foi outorgada uma unidade pelo governo federal à Soares & Cia. entrou em operação a segunda unidade geradora com as mesmas especificações técnicas e de fabricação. Em 1954. con- inaugurada cessionária dos serviços de energia elétrica em Teófilo Otoni.335. Voith. cio ao Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (CNAEE) em protesto contra a realização da obra. O assunto foi examinado pelo Conselho que julgou improcedente a reclamação. tubulação forçada com trecho inicial em túnel e 175 m de comprimento. alegando que a mesma prejudicaria o abasteci- mento de água daquela cidade.

O primeiro passo para a integração da de transmissão associado foi prorrogada em abril usina ao sistema interligado da empresa ocorreu no de 1997 pela portaria nº 118 do Ministério de Mi- ano seguinte com a entrada em operação da linha de nas e Energia.94 Bacia hidrográfica Rio: Poquim Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 80 Casa de força Vazão média de longo tempo (m3/s): 0.41 Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 0. Foi construída pela Empresa Força e Luz Epaminondas Otoni. Com e reativada em 2002. Epaminondas Otoni para a produção.7 Energia assegurada (MWmédio): 0.74 Vertedouro Queda nominal (m): 201. pertencente à Soares & Cia. mig para a exploração de Poquim e seu sistema dor da Cemig. concessionária dos serviços de energia elétrica em Teófilo Otoni.54 Potência instalada (MW): 1. transmissão e A usina foi retirada de operação em 1995 distribuição de energia elétrica em Teófilo Otoni. pelo prazo de vinte anos a contar transmissão em 69 kV entre Governador Valadares e de julho de 1995. A concessão outorgada à Ce- esse decreto. passando por Poquim. a usina foi incorporada ao parque gera. Localização Cronologia Barragem Município: Itambacuri (MG) Início de construção: 1946 Tipo: Terra Início de operação: 2002 (reativação) Comprimento (m): 71.64 Altura máxima (m): 7 Cota do coroamento: 502.4 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Pelton Capacidade máxima (m3/s): 4. Teófilo Otoni.5 Engolimento turbina (m3/s): 0.4 173 .

passou ao controle do capital privado es- do Brasil trangeiro. quando o grupo norte-americano American and Foreign Power Co. a usina e os demais bens e instalações da CFLMG foram transferidos engastados nos para o controle federal. por intermédio da Companhia Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG). Destinada foi a primeira ao abastecimento de Belo Horizonte.833 desapro- priou. Usina Hidrelétrica Rio de Pedras A usina hidrelétrica Rio de Pedras está localizada no rio das Velhas. durante o período da Primeira República. pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). Rio de Pedras foi construída pela prefeitura de Belo Horizonte. a jusante da confluência com o rio de Pedras. em decorrência da compra das subsidiárias da Amforp contrafortes. por utilidade pública. os terrenos necessários à instalação da hidrelétrica. o decreto estadual nº 1. repre- A nova sentando a principal iniciativa do poder público em Minas no campo da pro- barragem dução de energia elétrica. afluente do rio São Francisco. conforme a designação dada aos governado- res na Primeira República. Em julho de 1905. em concreto (Amforp) adquiriu a concessão dos serviços de eletricidade da capital estadual armado com em 1929. Em 1973. As obras da primeira etapa foram iniciadas na administração do governador Francisco de Antônio Salles – presidente de Minas. arcos múltiplos Em 1964. no município de Itabirito. passou a integrar o parque gerador da Cemig. O aproveitamento de Rio de Pedras foi realizado em duas etapas. na região central de Minas Gerais. 174 .

fabricados respectiva. tornan- das Velhas. Foram instaladas três unidades tegrante do município de Itabirito.320 kW. acoplados a turbinas tipo Em setembro de 1925. a 12 km de Belo Horizonte. Nesse ínterim. A área do distrito de Rio de Pedras. Morgan entrada em operação da quarta unidade geradora Smith. aproveitamento de Rio de Pedras tornou-se parte in- cípio de Ouro Preto. a segunda no ano se- ça da capital. com o desmembramento de Ouro Preto. tas por geradores de 60 Hz. composta por gerador de 2. A primeira unidade de 60 Hz. durante o período da Primeira República. compos. 175 . de Eletricidade e Viação Urbana de Minas Gerais ar- Uma pequena barragem foi erguida no rio rendou os serviços de eletricidade da capital. fa- Rio de Pedras foi construída pela prefeitura de Belo Horizonte. então pertencente ao muni. ambas norte-americanas. entrou em operação em 1907. formado em 1924 geradoras de 600 kW de potência cada uma. representando a principal iniciativa do poder público em Minas no campo da produção de energia elétrica. em área do do-se responsável pela operação da usina. abastecida na época apenas pela usina guinte e a terceira em 1914. a Empresa de Freitas no ribeirão Arrudas. a potência insta- Francis com eixo horizontal.tendo em vista a ampliação dos serviços de luz e for. lada da usina foi mais do que duplicada com a mente pelas empresas General Electric e S.

hidrelétrica. Kemnitz. também suíça. o anterior. Em 1928. criado pelo presidente desapropriou.833 porados pelo Departamento de Eletricidade Estadual. Ainda em 1928. A nova barragem foi a primeira do Brasil em concreto armado com arcos múltiplos engastados nos contrafortes.. incluindo a usina de Rio de Pedras. também encomendados à Oerlikon e à à instalação da Escher Wiss. suscitando intensa polêmica entre renomados en- 176 . de eixo horizontal. eixo horizontal. foram incor- nº 1. fornecida pela Escher Wiss. composta por gerador trifásico e tur- necessários bina tipo Francis. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. a usina recebeu a quinta Em julho unidade geradora com as mesmas especificações técnicas e de fabricação da de 1905. Seu projeto e execução ficaram ao encargo da empresa italiana E. bricado pela empresa suíça Oerlikon. por utilidade As obras da segunda etapa foram concluídas em junho de 1929 com pública. a inauguração da nova barragem de Rio de Pedras e a instalação da sexta os terrenos unidade com capacidade de 4.. e turbina tipo Francis. todos os bens e instalações dos serviços de eletri- decreto estadual cidade de Belo Horizonte.640 kW.

64 (1).34 Nº de comportas: 5 (CV) Engolimento turbina (m3/s): 3. Restaram em operação os grupos 4. comprimento. setembro de 1974. A ligação com Belo Horizonte foi estabelecida por Rio de Pedras. três unidades geradoras mais antigas. mas somente permitiu a re. a tensão com 136 m de comprimento e o maior com 180 Cemig implantou um sistema de semi-automação em m. 5 e 6. o de menor ex.42 (MWmédio): 4. ragem e aumentou a capacidade de armazenamento As três primeiras unidades geradoras da do reservatório da usina. Em junho de 1973.6 Volume total máximo (hm3): 6. A usina está ligada ao sistema da Ce- uma linha de transmissão em 45 kV. potência nominal de 9. compressão e cisalhamento estavam mui. públicos de eletricidade de Belo Horizonte e Santa Bár- to além das cargas de segurança usuais. A obra inundou a área da antiga bar. assumiu a concessão dos serviços de tração. a exemplo das usi- contrafortes. nas de Freitas – desativada em 1971 – e Peti.7 Volume útil máximo (hm3): 2. a Companhia de Força Reis chegou a declarar que a barragem não resistiria e Luz de Minas Gerais (CFLMG). 2.28 MW. a concessão para o aproveita- to armado.genheiros brasileiros. bara. A usina de Rio de Pedras passou tranqüilizador. mig em 138 kV. 6.73 Potência instalada (MW): 9. missão associado passaram a integrar o sistema tendo cinco comportas de descarga. de menor ren.14 177 . por contrato assinado com o governo de Minas e ro Maurício Joppert da Silva elaborou um parecer a prefeitura da capital.82 Capacidade máxima (m3/s): 283 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 890. recomendando. reforços nos a integrar o patrimônio da CFLMG. porém. usina foram desativadas em 1961 e posteriormente gularização parcial do regime do rio das Velhas.6 NA máximo operativo: 893. Condutos forçados foram instalados Em 1994.34 Bacia hidrográfica Rio: das Velhas Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 564 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 12. O engenheiro Felipe dos Santos Em outubro de 1929. Para a tomada elétrico da empresa pública estadual de Minas. totalizando dimento. ligada à chaminé de equilíbrio por uma mento de Rio de Pedras foi outorgada à Cemig pelo tubulação simples de concreto armado com 320 m de decreto federal nº 74. como parte da estratégia de redu- para alimentação das novas turbinas. empresa constituída à primeira cheia do rio das Velhas.32 (2) Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 1. foi construída uma torre cilíndrica de concre. a usina e seu sistema de trans- dois vertedouros laterais com 70 m de comprimento. por ser proibitivo seu consumo d’água.7. Localização Cronologia Barragem Município: Itabirito (MG) Início de operação: 1907 Tipo: Arcos múltiplos Comprimento (m): 122 Altura máxima (m): 32 Cota do coroamento: 893. porque as tensões pelo grupo Amforp.576. zir custos operacionais e modernizar instalações. com a incorporação da A barragem de Rio de Pedras foi dotada de CFLMG pela Cemig.28 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 4. foram mantidas como unidades de reserva. As vendidas à Companhia de Mineração Morro Velho.04 Tipo: Superfície com descarga controlada Queda nominal (m): 80. O engenhei. Em d’água.

O aproveitamento da energia hidráulica do Salto Morais foi ideali- zado por volta de 1910 pela Câmara Municipal de Ituiutaba. mediante a expedição do ao sistema de decreto nº 3. acoplado a turbina tipo Kaplan. a municipalidade chegou a obter licença do está integrada governo estadual para realizar o aproveitamento. Em janeiro de 1913. Inaugurada em 1922. autorizando nova ampliação. As duas unidades mais antigas foram desativadas em 1967. como informa o jornalista. passando Salto Morais a operar com 2. de fabricação suíça. fabrica- das pela Escher Wiss. político A usina e historiador Nelson de Senna. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica Salto Morais de Irapé A usina hidrelétrica Salto Morais está localizada no rio Tijuco. composta por gerador de 50 Hz e turbina tipo Francis. transformadores elevadores e obras acessórias. no município de Ituiutaba. 178 . o governo federal promulgou o decreto no 25. no Triângulo Mineiro.632.798.400 kW. Apenas duas unidades de 1. proteção e medição. Eram constituídas por geradores fornecidos pela empresa suíça Oerlikon e turbinas tipo Kaplan. sua capacidade foi ampliada com a instalação de gerador de 160 kW.200 kW de potência unitária foram efetivamen- te instaladas pela Elfisa. subtransmissão O projeto seria levado adiante pela Empresa Luz e Força Ituiutabana (El- da Cemig fisa). fornecida pela empresa Escher Wiss.5 kV. Em outubro de 1948. respectivas aparelhagens de controle. a usina operou durante 20 anos com uma unidade de em 34. entrando em operação em 1956. mediante a instalação progressiva de quatro unida- des geradoras de maior potência. Em 1942. afluente do rio Paranaíba. 60 kW. na época deno- minada Vila Platina.

4 Bacia hidrográfica Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 1.802.8 O aproveitamento da energia hidráulica do Salto Morais foi idealizado por volta de 1910 pela Câmara Municipal de Ituiutaba. na época denominada Vila Platina.04 Casa de força Potência instalada (MW): 2.37 Engolimento turbina (m3/s): 13. Em setembro de A usina está integrada ao sistema de sub- 2000. 179 .E m outubro de 1969. Localização Cronologia Barragem Município: Ituiutaba (MG) Início de operação: 1922 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 285 Altura máxima (m): 8 Cota do coroamento: 511. em decorrência da incor- poração da Elfisa pela Cemig.82 Área de drenagem (km2): 5. grar o parque gerador da empresa pública mineira.994 Queda nominal (m): 12. a usina passou a inte- te anos pela portaria nº 343 do Ministério de Minas e Energia. a expedição do decreto nº 66.5 kV. a Cemig implantou em cessão para o aproveitamento de Salto Morais com 1994 um sistema de semi-automação em Salto Morais. a concessão foi prorrogada pelo prazo de vin. racionais e modernizar instalações. a Cemig tornou-se titular da con. transmissão da Cemig em 34.03 Vazão média de longo Tipo de turbina: Kaplan tempo (m3/s): 83.2 Rio: Tijuco Energia assegurada Bacia: rio Paranaíba (MWmédio): 0. Como parte da estratégia de reduzir custos ope- Em junho de 1970.

afluente do rio Paranaíba. Usina Hidrelétrica Santa Luzia A usina hidrelétrica Santa Luzia está localizada no rio Piedade. 180 . Entrou em operação provavelmente em 1958. uma de 200 kW e outra de 704 kW de potência. Foi construída pela Companhia Força e Luz de Centralina. empresa de ca- pital privado. tendo em vista o suprimento de energia elétrica aos municípios de Centralina (MG) e Itumbiara (GO) e à localidade mineira de Araporã.133. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico de Santa Luzia foi obtida pela companhia em setembro de 1954. mediante a expedição do decreto federal nº 36. no Triângulo Mineiro. no município de Centralina. com duas unidades geradoras de 50 Hz.

7 Nº de unidades geradoras: 1 Bacia hidrográfica Potência unitária (MW): 0. E m fevereiro de 1976. Santa Luzia e os demais bens e instalações da concessionária em Centralina e Arapo- base no decreto federal nº 77. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico de Santa Luzia foi obtida pela companhia em setembro de 1954.235.725 Queda nominal (m): 12.7 Rio: Piedade Energia assegurada Bacia: rio Paranaíba (MWmédio): 0. mediante a expedição do decreto federal nº 36. Localização Cronologia Barragem Município: Centralina (MG) Início de operação: 2001 (reativação) Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 150 Altura máxima (m): 2 Cota do coroamento: 102 Casa de força Potência instalada (MW): 0.3 Vazão média de longo Tipo de turbina: Francis tempo (m3/s): 18.7 Engolimento turbina (m3/s): 2.2 181 . voltando a funcionar em 2001 rã foram incorporados ao patrimônio da Cemig com apenas com a unidade geradora de 704 kW. A usina foi retirada de operação em 1994.59 Área de drenagem (km2): 1.133.

A hidrelétrica entrou em funcionamento no primeiro trimestre de 1944. no município de Grão-Mogol. compos- tos por geradores de 50 Hz fornecidos pela General Electric norte-americana e turbinas tipo Francis com eixo horizontal.652. ria estadual de Viação e Obras Públicas. o governo mineiro obteve a revalidação do decreto de concessão do aproveitamento de Santa Marta e autorização para estender o suprimento de energia da usi- na a outras localidades do norte do estado. ao patrimônio instalada no rio de mesmo nome pela Empresa Força e Luz de Montes Claros. Em 1946. na região norte de Minas Gerais. junta- mente com as usinas de Gafanhoto e Pai Joaquim. afluente do rio Ita- cambiruçu e contribuinte do rio Jequitinhonha. Inaugurada em 1944. e seu sistema A concessão para o aproveitamento hidrelétrico de Santa Marta foi outorgada de transmissão ao governo de Minas pelo decreto federal nº 4. fabricadas pela empresa James Leffel. contando com dois grupos geradores de 500 kW. promulgado em setembro de 1939. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica Santa Marta de Irapé A usina hidrelétrica Santa Marta está situada no ribeirão Ticororó. representou um dos marcos pioneiros da intervenção do governo de Minas no campo da produção de energia elétrica. Segundo o Plano de Eletrificação de Minas Gerais. o sistema de transmissão associado à usina contava com 88 km de linhas 182 . também norte- americana... Tais serviços dependiam então da pequena produção da usina do Cedro. publicado em 1950. da Cemig As obras de Santa Marta foram realizadas sob a responsabilidade da secreta- em 1962. também construídas por iniciativa Santa Marta do poder público estadual ao tempo do governo Benedito Valadares. a administração da usina passou à responsabilidade do Departa- mento de Águas e Energia Elétrica do Estado de Minas Gerais (DAE-MG). Em maio de 1948. associado foram tendo em vista o suprimento de energia para os serviços de iluminação e força de Mon- incorporados tes Claros.

A concessão outorgada à Cemig para a explo- ração de Santa Marta e seu sistema de transmissão as- sociado foi prorrogada em abril de 1997 pela portaria nº 113 do Ministério de Minas e Energia. a usina recebeu uma nova unidade de 480 kW. com a interveniência da Cemig. fornecida pela James Leffel. Santa Marta está integrada ao sistema de transmissão da Cemig em 69 kV. representou um dos marcos pioneiros da intervenção do governo de Minas no campo da produção de energia elétrica.8 Área (km2): 1.8 Inaugurada em 1944. 183 .3 Altura máxima (m): 12 Cota do coroamento: 803.. Em 1955.5 Área de drenagem (km2): 370 Queda nominal (m): 75. direcionadas para Montes Claros e São Francisco. Localização Cronologia Barragem Município: Grão-Mogol (MG) Início de construção: 1939 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1944 Comprimento (m): 283. Santa Marta e seu sistema de transmissão as- sociado foram incorporados ao patrimônio da Cemig em 1962 com base no decreto nº 474 expedido pelo governo federal em janeiro do mesmo ano.5 Reservatório Vazão média de longo Tipo de turbina: Francis tempo (m3/s): 5.24 Engolimento turbina (m3/s): 0. composta por gerador fabricado pela empresa Rigdway e turbina tipo Francis. Em de- zembro de 1956. a Cemig assumiu sua operação. tendo em vista a ampliação da potência instalada de Santa Marta.5 Rio: Ticororó Energia assegurada Bacia: rio Jequitinhonha (MWmédio): 0.5 Casa de força Potência instalada (MW): 1 Bacia hidrográfica Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 0. a terceira unidade geradora foi retirada de operação. o governo mineiro e a Comissão do Vale do São Francisco (CVSF).de transmissão em 44 kV. firmaram um convênio para a realização das obras de des- vio do rio Congonhas para o ribeirão Ticororó. Em 1958. Ainda em 1997. pelo prazo de vinte anos a contar de julho de 1995..

no rio Machado.200 kW e turbina tipo Pelton.312 MW. na região sul de Minas Gerais. afluente do rio Piranga. fabricada pela Escher Wiss. Em 1960. também fornecidos pela Oerlikon e pela Escher Wiss. 184 . Foi construída pela Companhia Sul Mi- São Bernardo neira de Eletricidade (CSME). empresa de capital privado nacional. constituída em e todos os bens 1922 como concessionária de energia elétrica em diversas localidades do sul de e instalações Minas. a usina atingiu sua capacidade final com a entrada em operação de uma terceira máquina. Usina Hidrelétrica São Bernardo A usina hidrelétrica São Bernardo está localizada no ribeirão de mesmo nome. A segunda unidade foi acionada em 1951.777. incorporada pela Cemig em 1969. São Bernardo foi inaugurada em abril de 1948 com uma unidade geradora de 1. apresentando as mesmas características técnicas e de fabricação da primeira. composta por equipamentos de origem suíça: um gerador de 50 Hz fornecido pela Oerli- kon e turbina do tipo Pelton. da CSME foram A concessão para o aproveitamento de São Bernardo foi outorgada pelo incorporados ao governo federal à CSME em fevereiro de 1945 mediante a promulgação do decreto patrimônio da nº 17. principal formador do rio Doce. A construção das duas usinas representou o principal e último grande investimento em geração da Sul Mineira. composta por gerador de 4. a empresa recebeu a concessão para o aproveitamen- Cemig em 1969. Na mesma ocasião. A instalação dessa unidade foi precedida por obra de elevação da barragem de concreto da usina. to de Poço Fundo. nos municípios de Itajubá e Piranguçu.

79 Reservatório Área de drenagem (km2): 28. a Cemig levou a cabo a mudança de freqüên..2 Queda nominal (m): 634. cia de 50 Hz para 60 Hz na antiga área de concessão da Sul A usina está ligada ao sistema de subtrans- Mineira..57 tempo (m3/s): 0.2 (1) Rio: São Bernardo Energia assegurada Bacia: rio Grande (MWmédio): 3.5 kV da Cemig. 0.82 Nº de unidades geradoras: 3 Bacia hidrográfica Potência unitária (MW): 1.3 (2).3. São Bernardo foi inaugurada em abril de 1948 com uma unidade geradora de 1. abrangendo cerca de 60 localidades.312 MW.69 Engolimento turbina (m3/s): 0. 1997 um sistema de semi-automação em São Bernardo. 4. missão de 34.8 Volume total máximo (hm3): 0. Nesse racionais e modernizar instalações. S ão Bernardo e todos os bens e instalações da CSME fo. Como parte da estratégia de reduzir custos ope- ram incorporados ao patrimônio da Cemig em 1969.7 Vazão média de longo Tipo de turbina: Pelton Área (km2): 0. Localização Cronologia Barragem Municípios: Itajubá e Piranguçu (MG) Início de operação: 1948 Tipo: Contrafortes Comprimento (m): 140 Altura máxima (m): 6 Casa de força Potência instalada (MW): 6.4 185 . a Cemig implantou em mesmo ano.

para o Foi construída pela Empresa Força e Luz Coutinho & Penna com o objetivo aproveitamento de ampliar o suprimento de energia elétrica à área de concessão da empresa no hidrelétrico de município de Caratinga. Voith.. M. 186 . fornecidos pelas empresas alemãs Siemens e J.. respectivamente. na região do rio Doce de A transferência da concessão Minas Gerais.264. no município de Bom Jesus do Galho. composta por gerador de 50 Hz e turbina do tipo Fran- federal em abril cis. A de 1974. situada no ribeirão de mesmo nome. Coutinho & Penna também promoveu a reforma da antiga usina de Lages. instalando um grupo gerador de 720 kW em substitui- ção a duas unidades de menor potência. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica de Sumidouro de Irapé A usina hidrelétrica de Sumidouro está localizada no rio Sacramento. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi outor- Sumidouro foi gada em agosto de 1952 pelo decreto federal nº 31. oficializada A inauguração da usina ocorreu em 1954 com a entrada em operação de pelo governo sua única unidade geradora. afluen- te do rio Doce.

43 Nº de comportas: 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 3.6 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 5. pedição do decreto nº 73.906.12 Nº de unidades geradoras: 1 Reservatório Potência unitária (MW): 2. Em abril de 1997.933 Bacia hidrográfica Rio: Sacramento Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 485. a Cemig iniciou o suprimen- to de energia a Caratinga por intermédio de linha de A transferência da concessão para o aproveita- mento hidrelétrico de Sumidouro foi oficializada 138 kV construída a partir da subestação de Ipatinga. da para operação em 60 Hz.12 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0. Localização Cronologia Barragem Município: Bom Jesus do Galho (MG) Início de operação: 1954 Tipo: Concreto gravidade Comprimento (m): 35 Altura máxima (m): 5 Cota do coroamento: 413.3 NA máximo operativo: 412.46 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 410. a usina de Sumidouro foi converti.005 (MWmédio): 1. D oze anos mais tarde. a Cemig adquiriu as usinas e os do Ministério de Minas e Energia pelo prazo de 20 demais bens e instalações da Coutinho & Penna.084 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 92 Volume útil máximo (hm3): 0.079 Capacidade máxima (m3/s): 102.94 Potência instalada (MW): 2. com a ex- Na mesma época.03 A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi outorgada em agosto de 1952 pelo decreto federal nº 31. pelo governo federal em abril de 1974. a concessão foi prorrogada pela portaria nº 122 Em 1972.264. 187 . anos a contar de julho de 1995.03 Volume total máximo (hm3): 0.

o governo de Minas de Tronqueiras obteve a concessão para a utilização da energia hidráulica do rio Tronqueiras. a Companhia de Eletricidade do Médio Rio Doce (CEMRD) foi criada para construção de Tronqueiras. admitindo que outras localidades fossem beneficiadas pela futura usina de Tronqueiras. Governador Os primeiros estudos sobre o potencial energético do rio Tronqueiras fo- Valadares foi ram concluídos em 1942 pelo engenheiro Asdrubal Teixeira de Souza. pela usina Em julho de 1945. prevendo a construção de barragem a montante da cachoeira da Fumaça e a instala- ção de três unidades geradoras com potência unitária de 1. Em junho de 1948. Usina Hidrelétrica Tronqueiras A usina hidrelétrica Tronqueiras está situada no rio Tronqueiras.143 revalidou a concessão. indicando boas possibilidades de aproveita- forma isolada mento das cachoeiras do Peixe e da Fumaça. o decreto federal nº 25. a cerca de 40 km da cidade de Governador Valadares.260. com base no decreto federal nº 19. na região do rio Doce de Minas Gerais. Em ju- nho de 1951. Em janeiro de 1950. de dez anos. da secretaria atendida de estadual de Viação e Obras Públicas. O governo estadual tomou medidas efetivas para a consecução do em- preendimento no início da administração Juscelino Kubitschek (1951-1955). no município de Coroaci.400 kW. tendo durante mais em vista o suprimento de eletricidade a Governador Valadares. a Servix Engenharia apresentou anteprojeto da usina à secretaria de Viação e Obras Públicas. afluente do Suaçuí Pequeno e contribuinte do rio Doce. uma das cinco obras prioritárias do programa de 188 .

eletrificação do governo JK juntamente com a barra. através de sua representação no Brasil. Società Annonima Electrificazzioni (SAE). dor Valadares ficou a cargo da empresa italiana A par de melhoramentos imediatos no sis. a CEMRD passou a integrar o Construtora Mantiqueira e pela Sociedade de Ins- quadro de subsidiárias da Cemig a partir de 1952. consti.731. A talações Técnicas (SIT) ganhou a concorrência concessão para o aproveitamento de Tronqueiras se. financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimen- lho de detalhamento do projeto revisto. para a execução das obras civis. Em outubro de 1951. Os primeiros estudos sobre o potencial energético do rio Tronqueiras foram concluídos em 1942 pelo engenheiro Asdrubal Teixeira de Souza. Piau e cial de duas unidades geradoras e de uma tercei- Salto Grande... atribuindo à Servix Engenharia o traba. 189 . As promoveu o estudo definitivo do aproveitamento de obras da segunda etapa contaram com o auxílio Tronqueiras. o consórcio formado pela capitais particulares. A construção ria transferida para a companhia em setembro do ano da linha de transmissão em 33 kV até Governa- seguinte pelo decreto federal nº 33. ra unidade na segunda etapa do empreendimen- tuída sob controle do estado com a participação de to. to Econômico (BNDE). de Mi- tema elétrico de Governador Valadares. a CEMRD lão. Sociedade de economia mista. A companhia programou a instalação ini- gem de Cajuru e as hidrelétricas de Itutinga.

a hidrelétrica contou inicialmente com duas unidades geradoras de 1. com- posta por turbina tipo Francis fabricada pela J. M. seguinte. e turbinas tipo Francis. também norte-americana. casa de válvulas e tubulação forçada de 380 m de comprimento. 190 . as empresas regionais de eletricidade criadas para a construção das usinas de Salto Grande e Itutinga seriam incorporadas pela Cemig. Morgan Tal como Smith. fabricadas pela S.800 kW.800 kW. Em junho de 1962. Tal como pre- visto. fornecidos pela empresa norte-americana Wes- tinghouse..800 kW com a entrada em operação de sua terceira unidade geradora. compreendendo a barragem do tipo concreto gravidade.230. Em 1962 e no ano 1. a As principais obras hidráulicas foram concluídas na primeira etapa do hidrelétrica aproveitamento. tomada contou d’água equipada com grades e comportas de roletes. Em novembro de 1965..5 m de altura por 5 m de diâ- com duas metro. a Cemig incorporou a CEMRD com o objetivo de reduzir geradoras de custos operacionais e simplificar procedimentos administrativos. a exemplo da CEMRD. previsto. tubo adutor de concreto com inicialmente 383 m de comprimento. a potência instalada da usina de Tronqueiras foi amplia- da em 4. Voith alemã e gerador fornecido pela Brown Boveri. compostas por geradores de 60 Hz. unidades Em abril de 1961. com eixo horizontal. a concessão para o aproveitamento de Tronqueiras foi transferida para a Cemig pelo decreto federal nº 57. A inauguração oficial da usina ocorreu em 28 de janeiro de 1955. chaminé de equilíbrio de 20.

8 (2).4 Nº de unidades geradoras: 3 Reservatório Potência unitária (MW): 1.25 Capacidade máxima (m3/s): 267 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 451. posterior. 4. Localização Cronologia Barragem Município: Coroaci (MG) Início de construção: 1951 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1955 Comprimento (m): 85 Altura máxima (m): 20 Cota do coroamento: 455. 191 . Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).59 Nº de comportas: 1 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 2.3. 4. A conexão pelo prazo de 20 anos. Tronqueiras era uma das 32 Pequenas Cen- Cemig para exploração da usina de Tronqueiras e trais Hidrelétricas (PCHs) da Cemig em operação ao seu sistema de transmissão associado foi prorrogada final de 2005.6 Volume total máximo (hm3): 2. a concessão outorgada à 34.01 G overnador Valadares foi atendida de forma isolada pela pela portaria nº 120 do Ministério de Minas e Energia usina de Tronqueiras durante mais dez anos. a contar de julho de 1995.8 (1) Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 0.16 Potência instalada (MW): 8. Conectada a sistema de subtransmissão em Em abril de 1997.4 MW foi re- em agosto de 1967 com a entrada em operação da linha gularizada em julho de 2003 pelo despacho nº 411 da entre Ipatinga e Governador Valadares em 69 kV.5 NA máximo operativo: 454.59 Bacia hidrográfica Rio: Tronqueiras Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 510 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 6. A com o sistema elétrico interligado da Cemig foi efetivada alteração da potência instalada para 8.798 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 116 Volume útil máximo (hm3): 1. mente convertida para 230 kV.74 (MWmédio): 4.5 kV.

na região sul de Minas Gerais. também conhecida como usina Vidal Dias. está situ- ada no ribeirão Santa Cruz. Xicão. empresa de capital privado nacional constituída em 1922 como concessionária de energia elétrica em diversas localidades no sul do estado. o ao patrimônio historiador mineiro Nelson de Senna informa que a usina fornecia energia para a da Cemig mineradora estrangeira e também para os serviços de força e luz em Campanha e em 1969. em área dos municípios de Campanha e São Gonçalo do Sapucaí. trou em operação provavelmente em 1912. M. A primeira empresa a aproveitar o potencial hidrelétrico do ribeirão Santa Todos os bens Cruz foi a mineradora anglo-francesa The Conquista Xicão Gold Mines Co. ganhando mais tarde a denominação incluindo de usina Xicão. com- incorporados postos por geradores de 60 Hz fabricados pela General Electric norte-americana definitivamente e turbinas fornecidas pela J. a exemplo de outras mineradoras estabelecidas em Minas. foram A hidrelétrica entrou em operação com dois grupos de máquinas de 560 kW. São Gonçalo do Sapucaí. Autori- e instalações zada a funcionar no país em 1907. Sua usina en- companhia. Em fevereiro de 1939. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica Xicão de Irapé A usina hidrelétrica Xicão. afluente do rio Palmela e contribuinte do rio Grande. a empresa investiu na autoprodução de energia dessa elétrica. Xicão foi adquirida pela Companhia Sul Mineira de Ele- tricidade (CSME). tendo em vista o reforço do fornecimento de energia elétrica a 192 . a CSME recebeu autorização do governo federal para construir nova barragem no local do aproveitamento existente e modificar as instala- ções da antiga usina. Em trabalho publicado em 1914. em referência à mina aurífera de mesmo nome existente na região. Voith alemã. Posteriormente.

9 Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 1. missão de 13. Três Pontas.8 kV da Cemig.4 Nº de comportas: 1 (VF) Engolimento turbina (m3/s): 1.81 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 0.61 Volume total máximo (hm3): 7. Localização Cronologia Barragem Municípios: Campanha e São Gonçalo Início de construção: 1939 Tipo: Arcos múltiplos do Sapucaí (MG) Início de operação: 1942 Comprimento (m): 114 Altura máxima (m): 20 Cota do coroamento: 996. Campanha.53 Bacia hidrográfica Rio: Santa Cruz Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 46 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 0. M.9 Potência instalada (MW): 1. 193 . a Cemig levou a cabo a mudança de fre- tuíram as originais. compostas por geradores de 50 qüência de 50 Hz para 60 Hz na antiga área de conces- Hz. incluindo Xicão. a exemplo de outras mineradoras estabelecidas em Minas. Voith. foram incorporados de- A nova usina de Xicão entrou em operação finitivamente ao patrimônio da Cemig em 1969. mesmo ano.1 NA máximo operativo: 993.Cambuquira. fabricadas pela J.07 Tipo: Crista livre Queda nominal (m): 115. A nova sul de Minas. fornecidos pela empresa suíça Oerlikon. Todos os bens e instalações dessa municípios vizinhos.2 (MWmédio): 0.05 Capacidade máxima (m3/s): 7 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 979. Nesse em 1942 com duas unidades de 904 kW que substi. São Gonçalo do Sa. abrangendo cerca de 60 localidades no nas tipo Francis. a empresa investiu na autoprodução de energia elétrica. são da CSME.4 Autorizada a funcionar no país em 1907. Em 1967. companhia. barragem foi construída em concreto e enrocamento Xicão está integrada ao sistema de subtrans- com arcos múltiplos.4 Volume útil máximo (hm3): 7. e turbi. Lambari. Varginha e outros nário da CSME. Três Corações. a Cemig adquiriu o controle acio- pucaí.

194 .

Centrais Térmicas 195 .

196 . perto da divisa com o estado de Goiás. O empreendimento também foi idealizado como proje- to piloto para eventual utilização da tecnologia de gaseificação de carvão vegetal em outras localidades não atendidas pelo sistema elétrico interligado da Cemig. na região noroeste de Minas Gerais. destacando-se como a primeira usina da Cemig a utilizar a tecnologia de gaseificação de carvão vegetal para geração de eletricidade. A instalação da termelétrica visou ao aumento da oferta de energia à ci- dade de Formoso. em complementação ao suprimento efetuado pela Companhia Energética de Goiás (Celg). Entrou em opera- ção em agosto de 1992. Usina Termelétrica Usina Hidrelétrica de Formoso de Irapé A usina termelétrica de Formoso está situada no município de Formoso.

44 Combustível: Óleo diesel Nº de unidades geradoras: 2 Início de operação: 1992 197 . ration e MWM. o funcionamento da usina de equipamentos que vinham sendo testados pela Li. utilizando a gaseifi. E m dezembro de 1990. As duas unidades geradoras de Formoso são de Janeiro. passou a depender exclusivamente de óleo die- ght Serviços de Eletricidade em suas oficinas no Rio sel. Localização Empreendimento Município: Formoso (MG) Tipo: GMG Diesel Potência instalada (MW): 0. a Cemig formou convênio com a Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) para cação de carvão vegetal durante cinco anos em condições satisfatórias. Com a desativação do a instalação e operação da usina mediante a cessão gaseificador em 1997. compostas por grupos motores geradores diesel A termelétrica entrou em operação com fabricados pelas empresas Cummins Power Gene- duas unidades geradoras. destacando-se como a primeira usina da Cemig a utilizar a tecnologia de gaseificação de carvão vegetal para geração de eletricidade. Entrou em operação em agosto de 1992.

em razão de sua proximidade com o pólo industrial da grande Belo Horizonte e com a Refinaria Gabriel Passos. a Cemig estabeleceu contatos com empresas projetistas e fabricantes de geração de equipamentos. Concluído o estudo de viabilidade principal fonte em 1971. o ministro de Minas e Energia. autorizou a construção de Igarapé. Conforme protocolo de intenções assinado entre os governos do Brasil e da Tcheco-Eslováquia. recaindo empresa. É a única Os estudos sobre Igarapé foram iniciados em 1970 pela Cemig e pela usina à base Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). atendendo a uma preocupação bá- de óleo sica: a integração de uma usina térmica de médio porte ao parque gerador da combustível da empresa mineira que assegurasse maior confiabilidade ao seu sistema energéti- Cemig e a co nos períodos hidrológicos desfavoráveis. a compra dos equipamentos 198 . A escolha do local da usina contou com assessoramento da térmica da Seltec Engenharia e da empresa norte-americana Sanderson & Porter. Antonio Dias Lei- te. a cerca de 40 km de Belo Horizonte. na região central de Minas Gerais. em Betim. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Mateus Leme até a emancipação de Juatuba em 1992. Usina Termelétrica de Igarapé A usina termelétrica de Igarapé está situada no município de Juatuba. sobre o município de Mateus Leme. Em dezembro de 1972. pertencente à Petróleo Brasileiro (Petrobras). É a única usina à base de óleo combustível da Cemig e a principal fonte de geração térmica da empresa.

A re- portação de equipamentos. como também das altas taxas pluviométricas em Minas Gerais. Graças à do empreendimento. a Cemig implantou em eletromecânica em junho de 1975 pela empresa Sade 1992 a estação ambiental de Igarapé. forma do gerador. em troca da venda de minério de fer. as condições hidrológicas tigo país socialista no valor correspondente à usina extremamente desfavoráveis na região Sudeste impuse- (65 milhões de dólares). instala. ro da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) para o an.principais de geração foi contratada em 1973 com a geração hidráulica da Cemig. setor elétrico nacional. com 8. Em áreas remanes- 1973 pela Construtora Mendes Júnior e a montagem centes da construção da usina. Essa decisão foi tomada em conse- qüência não apenas do desaquecimento da economia bra- sileira e de seu impacto no consumo de energia elétrica. naquela época. No início de 1986. entrando em operação As obras civis de Igarapé foram iniciadas em comercial em julho do mesmo ano. levou a cabo a reforma da usina para queima de óleo mações em decorrência das dificuldades com a im. Em 1979 a Cemig decidiu reduzir gradualmente a geração de Igarapé. a usina pôde com a Eletrobrás. concluída no ano seguinte. a elevar a capacidade instalada de Igarapé para 131 MW. foi composto por um tanque de uso diário. a de 60 Hz. nº 47 do Ministério de Minas e Energia. turbina a vapor e gerador de fabricação Skoda. visando à instalação de duas turbinas a gás natural em ções de pré-aquecimento de óleo e um sistema au. energia elétrica da usina foi prorrogada pela portaria ra. ultraviscoso em substituição ao óleo combustível. Ainda em 2005. Igarapé foi desativada. que elevariam a capacidade instala- xiliar de óleo diesel para partida da caldeira. composta de caldei. a Cemig – Sul Americana de Eletrificação. pelo prazo de produzindo energia elétrica na freqüência nominal 20 anos a contar de agosto de 2004. a concessão de geração de unidade geradora de 125 MW. Em 1996. permitiu Concluída a montagem em julho de 1978. ser reativada em tempo recorde. ciclo combinado. cobria com empresa Skoda. a SkodaExport e o Libra Bank. em relação a geração térmica. O sistema de alimentação do combustível Cemig retomou estudos para a ampliação de Igarapé. foi construída uma bar. tranqüilidade as necessidades do mercado. a Cemig contratou empréstimos mobilização do corpo técnico da Cemig. sofrendo reprogra. já que a Localização Empreendimento Município: Juatuba (MG) Tipo: Central de ciclo térmico simples Potência instalada (MW): 131 Combustível: Óleo Nº de unidades geradoras: 1 Início de operação: 1978 199 . A conclusão desses o resfriamento e o fornecimento de água para a estudos dependerá da sinalização do novo cenário do alimentação das caldeiras. e ainda da necessidade de reduzir o consumo de derivados de petróleo. usina entrou em operação experimental com uma Em janeiro de 2005. Em setembro de 1983. ragem de terra com vertedouro no rio Paraopeba. como medida de contenção de custo. Para a cobertura financeira ram a necessidade de reativação de Igarapé.5 m de altura e 70 m de comprimento. Para da da usina para cerca de 400 MW.

200 .

Central Eólica 201 .

Usina Eólica do Morro Usina Hidrelétrica do Camelinho de Irapé A usina eólica do Morro do Camelinho está situada no município de Gouveia. Constitui a pri- meira experiência brasileira de geração de eletricidade para o sistema interligado a partir da energia eólica. na região central de Minas Gerais. Entre 1982 e 1986. a Cemig iniciou o levantamento do potencial de energia solar e eólica de Minas Gerais. Em 1982. Morro do Camelinho foi considerado um dos sítios eólicos mais promissores em Minas. atendendo a novas diretrizes de política energética do estado e do país que estimularam a pesquisa e o desenvolvimento de fontes al- ternativas de energia. Localizado na Serra do Espinhaço. em terreno de topografia complexa. alimentadas por energia eólica e/ou solar. 240 km ao norte de Belo Horizonte. a empresa instalou uma rede anemométrica para coleta e processamento de dados sobre o regime de ventos em território mineiro. a 1. Porto do Indaiá e Pom- péu. A construção da usina foi decidida em 1992 e o pro- 202 . dezenas de postos solarimétricos e as estações de radiocomunicação de Morro do Camelinho. com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame).350 m de altitude.

Morro do Camelinho foi considerado um dos sítios eólicos mais promissores em Minas. Em agosto de 1994. fabricados pela empresa alemã Tacke Windtechnik. como a definição do preço da energia. Os geradores elétricos são trifásicos do tipo assíncrono. Empreendimento Atualmente. três pás com 26 m de diâmetro e sistema de controle de potência por stall. A contrapartida da Cemig foi par- cialmente financiada pela Finep. de 34. sendo 51% custeados a fundo perdido pelo Progra- ma Eldorado do Ministério de Ciência e Tecnologia do governo alemão. a Cemig contratou o Localização DEWI (Instituto Alemão de Energia Eólica) para rea- Município: Gouveia (MG) lizar uma avaliação da qualidade da energia e de me- lhorias operacionais nos aerogeradores da usina. em terreno de topografia complexa. que dista 500 m de sua subestação elevadora.350 m de altitude. Localizado na Serra do Espinhaço.5 kV. colocando em operação seus quatro aerogerado- res de 250 kW de potência unitária.54 milhão de dólares. através de sistema computadorizado de telesupervisão e telecontrole. a Cemig está avaliando uma série Tipo: Eólica Potência instalada (MW): 1 de fatores. ligado à Universidade Federal de Per- nambuco (UFPE). Cada aerogerador possui rotor de eixo hori- zontal. para a Nº de aerogeradores: 4 Início de operação: 1994 realização de novos investimentos em energia eólica. a Cemig inaugurou a usi- na. Em 1995. 203 .jeto executivo concluído no ano seguinte com a par- ticipação de técnicos do Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE). a 1. No ano seguinte. Todo o conjunto está montado sobre torre tubular cônica de aço de 30 m de altura. O custo total do empreendimento montou a 1. Morro do Camelinho passou a ser operada e monitorada por controle remoto. A usina foi conectada à linha de transmis- são Gouveia-Paraúna.

204 .

Usinas em Consórcio 205 .

no médio rio Doce.007. na região do rio Doce de Minas Gerais. os dois projetos não chegaram a ser obteve a con. Usina Hidrelétrica de Aimorés A usina hidrelétrica de Aimorés está situada no baixo rio Doce. O primeiro estudo sobre o aproveitamento de Aimorés foi realizado entre 1964 e 1965 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. como parte de um trabalho mais amplo e pioneiro de levantamento dos recursos energé- ticos da região Sudeste. a Cemig perto da região do Vale do Aço. Apenas dois locais identificados no inventário da bacia do rio Doce foram objeto de estudo de viabilidade: Aimorés. a Cemig obteve a concessão para a realização do empreendi- a realização mento com a expedição do decreto federal nº 76. em área do município de Aimorés. a usina foi incluída entre as do empreendi- mento com a expedição do decreto federal nº 76. Em 1979. 1975. cerca de 20 km a montan- Em julho de te da usina de Mascarenhas. O empreendimento abrange ainda os municípios mineiros de Itueta e Resplendor. incluídos no programa de obras recomendado pela Canambra ao governo federal. 206 . em início de construção.007. e do município capixaba de Baixo Guandu. e Óculos. cessão para E m julho de 1975. Entretanto.

setorial. Nos anos 1990. ceria com a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). 207 . Esse novo com obras não iniciadas.074. Marco fundamental do novo quadro regulador Brasileiras (Eletrobrás) com o apoio do Banco Inte. as reformas institucionais riormente determinados pela Canambra. a Cemig concluiu estudo de revisão acurada a questão ambiental e os aspectos relacio- da divisão de quedas do rio Doce no trecho entre Ipatinga nados ao uso múltiplo de reservatórios. Em 1980. O primeiro estudo sobre o aproveitamento de Aimorés foi realizado entre 1964 e 1965 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. estudo identificou esquemas alternativos de divi- sitos de Energia Elétrica até 1995. contemplando de forma mais Eletrobrás. cursos para investimento e da prioridade conferida Os entendimentos com a CVRD para a constituição pela Cemig a outras obras de geração. das concessões de aproveitamentos hidrelétricos ciadora de Estudos e Projetos (Finep). obras programadas no Plano de Atendimento aos Requi. a lei estabeleceu normas para a prorrogação ramericano de Desenvolvimento (BID) e da Finan. um do consórcio empreendedor de Aimorés foram inicia- novo estudo de inventário da bacia do rio Doce foi dos após a promulgação da lei nº 9. e Aimorés. Em 1986. o primeiro de uma série são de queda para o aproveitamento do potencial de planos nacionais de energia elétrica elaborados pela hidrelétrico da bacia. reexaminado os valores de energia firme ante. em julho de iniciado sob a coordenação da Centrais Elétricas 1995. do setor de energia elétrica abriram caminho para a A construção da usina foi postergada du. realização do empreendimento pela Cemig em par- rante longo período em virtude da escassez de re. como Aimorés.

a concessionária mineira e a mineradora firmaram empreendimentos novo acordo. As empresas Alstom. bem público para geração de energia elétrica. Equipamen- tos e Sistemas também contribuíram para o fornecimento de diversos equipamentos. O projeto básico e o executivo foram elaborados pela Spec Planejamento. Bardella Indústrias Mecâni- cas. Lorenzetti Indústrias Brasileiras Eletrometalúrgicas e DZ Engenharia. O contrato previu para novembro de Porto Estrela. as em- de Funil. a Cemig e mas. A concessão para o aproveitamento hidrelétrico foi prorrogada em Aimorés. definindo suas respectivas cotas de participação no consórcio em- hidrelétricos preendedor: 49% para a Cemig e 51% para a CVRD. Em 1997. Engenharia. 2003 a entrada em operação comercial da primeira unidade geradora da usina. Consulto- ria. logo em seguida. Em junho de 2004. a AES retirou-se do projeto devido à disputa judicial entre o a CVRD são governo de Minas e os chamados “sócios estratégicos” da Cemig. a Co- missão de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos De- putados solicitou o embargo das obras. integrante do grupo de investidores que adquiriu um terço das ações ordiná- rias da Cemig. a Cemig. parceiras nos Em dezembro de 1999. de trecho de 23 km da Es- trada de Ferro Vitória-Minas.200 habitantes. cio contratado na modalidade EPC (Engineering Procurement Construction). as negociações passaram a incluir a empresa norte-americana AES. Em dezembro de 2000. bem como a construção de novas estradas vicinais e de um novo sistema de captação de água de Aimorés. Capim A construção foi iniciada em junho de 2001 sob a responsabilidade de consór- Branco I e II. a CVRD e a AES Força Empreendimentos formalizaram a constituição de consórcio para construção e exploração da usina Além de de Aimorés. alegando que o consórcio empreendedor 208 . presas consorciadas celebraram com a Aneel o contrato de concessão de uso de Igarapava. A Cons- trutora Queiroz Galvão assumiu a execução das obras civis e a Voith Siemens Hidro Power a responsabilidade pelo fornecimento dos equipamentos principais. O empreendimento exigiu a relocação da cidade de Itueta com cerca de 1. de parte da cidade de Resplendor. Em maio de 1998. A montagem dos equipamentos e o apoio aos testes de comissionamento ficaram a cargo da UTC Engenharia – Ultratec. maio de 1999 pela resolução nº 126 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

(MG) e a hidrelétrica de Mascarenhas (ES/MG). autorizando o enchimento do reservatório e canal de fuga. com 5 km de extensão que interliga sua subestação ele. canal de adução com 12 compensações previstas no Plano de Controle Am.14 Vertedouro Energia assegurada (MWh médio): 172 NA mínimo operativo: 89. 1. Resplen.015 m de com- biental. Itueta. volume d’água com vazão constante para o leito natural de instalada no final de 2005.167 Vazão média de longo Reservatório tempo (m3/s): 780. Itueta e de a barragem principal com 565 m de comprimento e Resplendor e da cidade capixaba de Baixo Guandu. a Cemig e a CVRD são par- vadora à linha de mesma tensão entre Conselheiro Pena ceiras nos empreendimentos hidrelétricos de Funil.58 Casa de força Área (km2): 32. km de extensão.2 Potência instalada (MW): 330 Volume útil máximo (hm3): 12.6 Nº de unidades geradoras: 3 NA máximo operativo: 90 Tipo: Superfície controlada Potência unitária (MW): 110 Municípios atingidos: Aimorés. Localização Cronologia Barragem Municípios: Aimorés.9 Volume total máximo (hm3): 185. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e primento e 25 m de altura máxima. vertedouro de superfície com Em abril de 2005. Início de construção: 2001 Tipo: Homogênea/terra dor (MG) e Baixo Guandu (ES) Início de operação: 2005 Comprimento (m): 565 (P). Capim Branco I e II. A operação de e a CVRD investiram cerca de 296 milhões de dólares Aimorés leva em conta a necessidade de liberação de na construção da usina que completou sua capacida. barragem auxiliar com 1.015 (Aux) Altura máxima (m): 18 (P). O arranjo geral do aproveitamento compreen- radores das cidades mineiras de Aimorés.não cumprira todos os acordos firmados com os mo. Nº de comportas: 10 (CS) Tipo de turbina: Kaplan Baixo Guandu (ES) 209 . Igarapava. A Cemig tando 6 km do leito do córrego Vala Seca. O canal de adução que desvia parte das de Aimorés até a cota de 84 m. hidrelétrica está situado em território mineiro. Além de Aimorés. águas do rio Doce para movimentação das turbinas da A primeira unidade geradora de Aimorés en. casa de força operação. 25 (Aux) Cota do coroamento: 93 Bacia hidrográfica Rio: Doce Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 62. tomada d’água tipo Recursos Renováveis (Ibama) concedeu a licença de gravidade com três comportas tipo vagão.490 Queda nominal (m): 28 Itueta e Resplendor (MG). 18 m de altura máxima. aprovei- trou em operação comercial em julho de 2005. O sistema de transmissão do rio Doce no trecho entre a barragem principal e o associado a Aimorés compreende uma linha de 230 kV canal de fuga da usina. Capacidade máxima (m3/s): 17. Porto Estrela. após o cumprimento das dez comportas tipo segmento.

a 109 km da confluência do rio Araguari com o Paranaíba. integrantes do Com- plexo Energético Capim Branco. a montante. na divisa dos municípios de Araguari e Uberlândia. já conta com mais de 900 MW de capacidade instalada nas hidrelétricas de Nova Ponte e Miranda. Usina Hidrelétrica de Capim Branco I Usinas Hidrelétricas de Capim Branco I e Capim Branco II A s usinas hidrelétricas de Capim Branco I e Capim Branco II. Usina Hidrelétrica de Capim Branco I 210 . no Triângulo Mineiro. como parte de um trabalho mais amplo e pioneiro de levantamento dos recursos energéticos da região Sudeste. são as últimas usinas da cascata de aproveitamentos do rio Araguari que. O primeiro estudo sistemático sobre as possibilidades energéticas do rio Araguari foi realizado em meados da década de 1960 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig. Com relação a Capim Branco. o estudo considerou a possibilidade de um aproveitamento único. A entrada em operação das duas usinas está prevista para 2006. afluente do Paranaíba. Localizadas a uma distância de 70 km uma da outra. estão sendo construídas no rio Araguari.

ço mínimo de R$ 1. prevendo novos programas a se- veitamento único permaneceu em pauta durante longo rem contemplados no Plano de Controle Ambiental. arrematou a concessão pelo pre- deral decretou a extinção da antiga concessão de Ca. Além de minimizar os impactos ploração do Complexo Energético Capim Branco foi ambientais. sem perdas signifi.. entre 1988 e 1990. o DNAEE autorizou a Cemig a elaborar os estudos de viabilidade de Capim Branco I e II. realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em mento integral da queda existente. a concessionária contratou a Leme Engenharia para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambien- tal (EIA/Rima). obrigatória de acordo com o novo quadro regulador setorial. a empresa submeteu à avaliação do audiência pública com a participação de representantes Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica de diversos órgãos públicos e de organizações comuni- (DNAEE) um novo estudo de partição de queda do rio tárias de Araguari. a substituição do aproveitamento único de Capim Bran. período. a Agência tificadas importantes dificuldades geológicas. inda em 1996.273. Em setembro de 2001 pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). grupos. formado com a participação da Cemig e de quatro titucionais em curso no setor elétrico. foi realizada em Araguari a Em 1994. a Cemig obteve a concessão para a construção da usina de Capim Branco com a ex- te (Feam) de Minas Gerais. No entanto. O leilão da concessão para implantação e ex- co por dois menores.615 milhão. Uberlândia e Indianápolis. Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou edital de ficas e ambientais que levaram a Cemig a suspender os licitação da concessão para exploração dos dois apro- trabalhos para uma reavaliação. empresas privadas. veitamentos. E m fevereiro de 1970.. Localizadas a uma distância de 70 km uma da outra. Em setembro de 2000. o governo fe. Dois anos depois. na esteira das reformas ins. 30 de novembro de 2000. essa alternativa possibilitaria o aproveita. topográ. pim Branco e de outros aproveitamentos com obras O CCBE foi formalmente constituído em maio não iniciadas por diversas empresas. de 1996. A idéia do apro. foram iden. Em novembro de 1999. estudos de viabilidade de Capim Branco I e II. Em abril de 1995. o Consórcio Capim Branco Energia (CCBE). durante os estudos para a elabo. Sem disputar com outros cativas de geração para o sistema interligado. Em novembro. citadas pela Feam. ten- do em vista a licitação pública para a concessão dos empreendimentos. os estudos foram Usina Hidrelétrica de Capim Branco I encaminhados à Fundação Estadual do Meio Ambien- 211 . contemplando em menor escala pelo empreendimento. são as últimas usinas da cascata de aproveitamentos do rio Araguari. atingido Araguari no trecho a jusante de Miranda. a par da aprovação dos ração do projeto básico. a Cemig apresentou informações complementares soli- pedição do decreto federal nº 66.

distanciamento a Paineiras por 17. a Aneel celebrou contrato de concessão de geração com as empresas do CCBE. A Cemig Capim Branco Energia e a Paineiras assinaram o contrato como produtoras independentes de energia e as demais como empresas de autoprodução. organizada especificamente para o empreendimento. do Grupo Suzano. com 17%. Dessa forma. com 20%. do Grupo Votorantim. a Cemig Capim Branco Energia por 21. com 12%. as concessões para exploração dos aproveitamentos rio Araguari e a de Capim Branco I e II foram outorgadas por decreto presidencial. no km 150 do Em agosto de 2001. A participação da Cemig no consórcio entre a estrutura foi assegurada pelos estudos nas fases de inventário. casa de força. e pela Camargo Corrêa Capim Cimentos. com por 48. com 46% de participação acionária..4% do capital social do CCBE. subsidiária integral da Cemig. a CVRD passou a responder do usual.. pela Cemig Capim Branco Energia. pela Comercial e Agrícola Paineiras. pela Companhia Mineira de Metais (CMM). co e pelos serviços de supervisão do empreendimento. Usina Hidrelétrica de Capim Branco I 212 . Ainda nesse mês. viabilidade e projeto bási- da barragem.1%. com 5%. Branco I O consórcio empreendedor sofreria uma reorganização em junho de apresenta um 2002 com a saída da Camargo Corrêa Cimentos e a transferência de sua parti- arranjo diferente cipação para as demais companhias.9% e a CMM por 12.6%.

Usina Hidrelétrica de Capim Branco II

E
m março e agosto de 2002, o Conselho Estadual
de Política Ambiental (Copam) concedeu respec-
reuniu um grupo de nove empresas. A parte civil
ficou a cargo da própria Odebrecht e das cons-
tivamente a licença prévia e a licença de instala- trutoras Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão; o
ção para as duas usinas. Entretanto, em novembro fornecimento e a montagem de equipamentos
do mesmo ano, o Ministério Público Federal aca- eletromecânicos ficaram sob responsabilidade
tou ação civil contra a implantação do Complexo das empresas Voith Siemens Hydro Power Gene-
Capim Branco, alegando inviabilidade ambiental ration, VA Tech Hydro Brasil (vinculada ao grupo
do empreendimento. Cinco meses mais tarde, o austríaco Voest Alpine) e Energ Power do Brasil.
Tribunal Regional de Justiça cassou a liminar que A Leme Engenharia, a Engevix Engenharia e a In-
impedia o início das obras, contratadas com o tertechne Consultores Associados responderam
Consórcio Construtor Capim Branco (CCCB) na pela elaboração dos projetos de engenharia e do
modalidade de Engineering Procurement Cons- Plano de Controle Ambiental.
truction (EPC). Capim Branco I apresenta um arranjo dife-
As obras de Capim Branco I e Capim Bran- rente do usual, com distanciamento entre a estru-
co II foram iniciadas em setembro de 2003 e em tura da barragem, no km 150 do rio Araguari, e a
janeiro de 2004, respectivamente. Sob lideran- casa de força, cerca de 9 km a jusante. Conta com
ça da Construtora Norberto Odebrecht, o CCCB vertedouro convencional, de três comportas, tipo

213

salto de esqui e seguido por bacia de dissipação. Após o túnel de adução, se-
gue-se a câmara de carga e estrutura de tomada d’água, composta por três con-
Capim dutos forçados escavados em rocha. Em julho de 2004, o curso do rio Araguari
Branco II foi transferido para um túnel escavado em rocha, tendo início então a constru-
apresenta um ção da barragem.
arranjo mais Capim Branco II apresenta um arranjo mais próximo do layout convencio-
próximo do nal. O eixo da barragem está localizado no 75 km da foz do rio Araguari. A casa de
layout força fica próxima ao vertedouro, com acesso por condutos forçados externos em
convencional. tubos de aço. O destaque fica por conta do uso intensivo de concreto compactado
a rolo (CCR) na construção de sua barragem, iniciada em fevereiro de 2005. O in-
vestimento total para a implantação do complexo energético é de R$ 911 milhões,
sendo R$ 199 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econô-
mico e Social (BNDES).

Usina Hidrelétrica de Capim Branco I

214

E
ntre as medidas compensatórias de ordem ambien-
tal, figuram a implantação de tratamento terciário na
tas por turbinas tipo Francis e geradores de 80 MW.
Em Capim Branco II são instaladas turbinas tipo Ka-
Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Ipane- plan, acopladas a geradores de 70 MW de potência
ma, em Uberlândia, e a solução para o problema de unitária.
voçorocas – desmoronamentos provocados por ero- O consórcio empreendedor CCBE também
sões subterrâneas ocasionadas por ação pluvial – em é responsável pela construção do sistema de trans-
Araguari. Foram previstas relocações de 88 famílias missão associado ao complexo de Capim Branco
residentes na área do empreendimento. que compreenderá duas linhas de 138 kV com 43
Cada usina conta com três unidades gera- km de extensão no trecho entre Capim Branco I e
doras. As unidades de Capim Branco I são compos- Emborcação.

Capim Branco I
Localização Cronologia Barragem
Municípios: Araguari e Uberlândia (MG) Início de construção: 2003 Tipo: Terra/enrocamento
Início de operação: 2006 Comprimento (m): 660
Altura máxima (m): 55
Cota do coroamento: 625,5
Bacia hidrográfica
Rio: Araguari
Bacia: rio Paranaíba
Área de drenagem (km2): 18.342
Vazão média de longo
tempo (m3/s): 337,1 Casa de força
Potência instalada (MW): 240
Energia assegurada (MWmédio): 155 Reservatório
Vertedouro Queda nominal (m): 54,1
Engolimento turbina (m3/s): 169,5 Área (km2): 18,66
Tipo: Superfície controlada Nº de unidades geradoras: 3 Volume total máximo (hm3): 241,7
Capacidade máxima (m3/s): 9.354 Potência unitária (MW): 80 NA mínimo operativo: 623,3
Nº de comportas: 3 (CS) Tipo de turbina: Francis NA máximo operativo: 624

Capim Branco II
Localização Cronologia Barragem
Municípios: Araguari e Uberlândia (MG) Início de construção: 2004 Tipo: Terra/enrocamento
Início de operação: 2006 Comprimento (m): 980
Altura máxima (m): 57
Cota do coroamento: 566,5
Bacia hidrográfica
Rio: Araguari
Bacia: rio Paranaíba
Área de drenagem (km2): 19.152
Vazão média de longo
tempo (m3/s): 349,61 Casa de força
Potência instalada (MW): 210
Energia assegurada (MWmédio): 131 Reservatório
Vertedouro Queda nominal (m): 43,4
Engolimento turbina (m3/s): 170 Área (km2): 45,11
Tipo: Superfície controlada Nº de unidades geradoras: 3 Volume total máximo (hm3): 872,8
Capacidade máxima (m3/s): 8.990 Potência unitária (MW): 70 NA mínimo operativo: 564,3
Nº de comportas: 3 (CS) Tipo de turbina: Kaplan NA máximo operativo: 565

215

Usina Hidrelétrica
de Funil
A
usina hidrelétrica de Funil, denominada oficialmente Usina Engenheiro José
Mendes Jr., está situada no curso superior do rio Grande, em área dos municípios
de Lavras e Perdões, na região sul de Minas Gerais. Sua denominação oficial presta
Em 10 de
homenagem ao fundador da Construtora Mendes Júnior, empresa de construção
dezembro de
civil pesada com marcante presença no setor energético nacional. Terceira usina
2002, a usina
da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande, Funil está a montante
foi oficialmente
da usina de Furnas e a jusante da usina de Itutinga.
inaugurada em
As primeiras investigações sobre Funil foram realizadas pela Cemig entre
solenidade que
1954 e 1956 no âmbito de um estudo mais amplo sobre o potencial hidrelétrico do
contou com
rio Grande. O estudo tinha em vista o aproveitamento integral do rio Grande, desde
a presença do
o canal de fuga da usina de Itutinga, inaugurada em 1955, até sua foz no rio Para-
engenheiro
naíba, revelando diversos locais promissores para a construção de hidrelétricas,
Djalma Bastos
como as corredeiras de Funil e Furnas. Em julho de 1956, a empresa de engenharia
de Morais,
norte-americana International Engineering Company (Ieco) apresentou à conces-
presidente
sionária mineira um relatório preliminar sobre Funil.
da Cemig.
Em outubro de 1964, o governo federal outorgou à Cemig a concessão para
o aproveitamento de Funil com a expedição do decreto nº 54.705. O primeiro es-
tudo de viabilidade técnica e econômica da usina foi elaborado logo a seguir por
consultores do consórcio Canambra com a participação de engenheiros da Cemig.

216

O local selecionado pela Ieco para construção da bar- taxa de crescimento do mercado de energia elétrica e
ragem foi reexaminado pelos consultores da Canam- das graves restrições de investimento que coibiram a
bra, optando-se por um eixo mais a jusante. expansão da Cemig e outras concessionárias.
Novos estudos foram realizados pela Cemig A idéia da construção da usina foi retomada
no início da década de 1970, não obstante a priori- em 1990. Em agosto desse ano, o Departamento Na-
dade conferida pela empresa à realização de outros cional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) promul-
empreendimentos hidrelétricos. Em 1979, a usina gou a portaria nº 292, que autorizou a elaboração

foi incluída entre as obras programadas no Plano de do projeto básico relativo ao aproveitamento de
Atendimento aos Requisitos de Energia Elétrica até Funil por um consórcio de duas empresas privadas:
1995, o primeiro de uma série de planos nacionais de a Companhia Ferro Ligas de Minas Gerais (Minas
energia elétrica elaborados pela Centrais Elétricas Ligas) e a Mineração Rio Novo. Segundo o DNAEE, o
Brasileiras (Eletrobrás). Entretanto, os estudos sobre interesse nacional em proporcionar oportunidades
Funil e outros projetos foram praticamente interrom- que viabilizassem investimentos privados na gera-
pidos na década de 1980, em virtude da redução da ção de energia elétrica justificava a autorização. O

Em outubro de 1964, o governo federal
outorgou à Cemig a concessão para o
aproveitamento de Funil com a expedição
do decreto nº 54.705.
217

projeto básico de Funil foi concluído no final de 1992 pelas empresas de consul-
toria Intertechne e Leme Engenharia. Em dezembro de 1994, após análise dos
Estudos de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima),
o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais concedeu
As obras
a licença prévia do empreendimento.
foram iniciadas
Em obediência aos novos dispositivos legais que alteraram o quadro regu-
em setembro
lador do setor elétrico em 1995, a Cemig iniciou entendimentos para a construção
de 2000, sob a
de Funil em parceria com a iniciativa privada. Em agosto de 1997, o governo federal
responsabilidade
autorizou a prorrogação e o uso compartilhado da concessão do aproveitamento
do Consórcio
de Funil entre a Cemig e as empresas Minas Ligas, Rio Novo e Samarco Mineração,
Construtor
integrantes de consórcio constituído para implantar e explorar a hidrelétrica. Nada
Funil...
de concreto resultou dessa primeira parceria.
Em junho de 2000, um novo consórcio empreendedor foi constituído pela
Cemig e pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), com participação de 49% para
a concessionária mineira e de 51% para a mineradora, mediante a transferência de
cotas partes do consórcio anterior.
As obras foram iniciadas em setembro de 2000, sob a responsabilidade do
Consórcio Construtor Funil, composto pelas seguintes empresas: Indústrias Meta-
lúrgicas Pescarmona (Impsa); Servix Engenharia; Mendes Júnior; SpecPlanejamen-
to, Engenharia, Consultoria; Orteng Equipamentos e Sistemas; Delp Engenharia
Mecânica; e UTC Engenharia – Ultratec.
Em novembro de 2002, o Copam concedeu a licença de operação
para a usina, tendo início o enchimento do reservatório que inundou terras
dos municípios mineiros de Bom Sucesso, Ibituruna, Ijaci, Itumirim, Lavras
e Perdões. Diversos programas, projetos e ações foram implementados para
minimizar os impactos causados pelo empreendimento, tais como: reloca-
ção de 180 famílias residentes nas pequenas comunidades de Macaia, Pedra
Negra e Funil; reativação de atividades agrícolas, artesanais e de pesca; sal-

218

Lavras e Nº de comportas: 4 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 194 Perdões (MG) vamento do patrimônio arqueológico.348 Tipo de turbina: Kaplan Ibituruna. Itumirim.9 Potência unitária (MW): 60 Volume útil máximo (hm3): 6.49 Potência instalada (MW): 180 Área (km2): 42. Ijaci. Além de Funil. Funil representou um investimento da ordem de R$ 321 milhões. O arranjo geral do aproveitamento compre- ende barragem de terra e enrocamento. e instalação de sistema de transpo- sição de peixes com elevador para o transporte dos espécimes coletados. resgate da fauna e flora. tomada d’água de gravidade. Localização Cronologia Barragem Municípios: Lavras e Perdões (MG) Início de construção: 2000 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 2003 Comprimento (m): 420 Altura máxima (m): 50 Cota do coroamento: 811. a Cemig e a CVRD são parceiras em mais cinco empreendimentos hidrelétricos: Igarapa- va. O sistema de transmissão associado incluiu a interligação da usina com a subestação de Lavras por intermédio de linha de 138 kV com 19 km de extensão. vertedouro do tipo superfície controlada. Porto Estrela. 219 .3 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 15. Em 10 de dezembro de 2002. três galerias de adução.65 Nº de unidades geradoras: 3 Volume total máximo (hm3): 268. a usina foi ofi- cialmente inaugurada em solenidade que contou com a presença do engenheiro Djalma Bastos de Morais. Cada unidade é composta por gerador de 60 MW de potência unitária acoplado a turbina tipo Kaplan. A entrada em operação comer- cial de suas três unidades geradoras ocorreu em ja- neiro. junho e julho de 2003.8 (MWmédio): 89 NA máximo operativo: 808 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 40 Municípios atingidos: Bom Sucesso. presidente da Cemig. medindo 64 m de com- primento com quatro comportas do tipo segmento. Capacidade máxima (m3/s): 7.81 Vertedouro Energia assegurada NA mínimo operativo: 807. Aimorés. fabricados pela Impsa.153 Vazão média de longo Casa de força Reservatório tempo (m3/s): 322. condutos forçados com 48 m de comprimento médio e casa de força. Capim Branco I e II.

na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais.. Na margem oposta. o Departamen- 220 . com casa de força na margem esquerda em área do município paulista de Igarapava. o governo federal promulgou o decreto nº 60. de Igarapava Os estudos iniciais para o aproveitamento de Igarapava foram realizados entre foi transferida 1964 e 1966 por consultores do consórcio Canambra e técnicos da Cemig no escopo mais para o consórcio amplo dos chamados estudos energéticos da região Sudeste. Foi o primeiro empreendimento aproveitamento de geração realizado pela Cemig em consórcio com empresas privadas. federal A construção da hidrelétrica foi postergada em decorrência da prioridade nº 1. no Triângulo Mineiro. Igarapava está a jusante da usina para o de Jaguara e a montante da usina de Volta Grande. como Jaguara e Volta Grande (rio Grande).. Em fevereiro de 1967. incluindo a construção da 1995 com a usina no elenco de obras recomendadas para atendimento do mercado de energia elétrica promulgação regional. Os estudos sobre Igarapava foram retomados em 1987 com a contratação da em- presa projetista Internacional de Engenharia (Iesa). que asseguraram a notável expansão da capacidade geradora da Cemig nos anos 1970 e no início da década seguinte.261. conferida a outros empreendimentos. Os consultores da Canambra em maio de chegaram a preparar um estudo de viabilidade de Igarapava. Usina Hidrelétrica de Igarapava A usina hidrelétrica de Igarapava está localizada no médio rio Grande. outorgan- do decreto do à Cemig a concessão para a realização do empreendimento. São Simão e Emborcação (rio Paranaíba). a hidrelétrica ocu- pa área do município de Conquista.492. Em dezembro de 1988. Oitava usina da cascata A concessão de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande.

Companhia Mineira de Metais (CMM). As negociações conduzidas sorciadas um montante contínuo de energia. acionária: Cemig – 14. Companhia Vale do Rio Doce na primeira aplicação prática da nova Lei de Conces- (CVRD) – 35%. do sões (lei nº 8.492. to Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) aprovou Morro Velho (MMV) – 11. As negociações conduzidas pelo presidente da Cemig.987). em meio aos estudos do projeto bá. ampliada três anos da usina em parceria com grandes consumidores de mais tarde em decorrência da desestatização da CVRD. Cumpre destacar a participação majoritária sico. Mineração Henrique Cardoso em fevereiro do mesmo ano. do Acordo Operativo que assegurou à Cemig o direito tema elétrico e a perspectiva de abertura à participação de dispor de toda a geração da usina e às empresas con- do capital privado no setor.. energia elétrica em Minas. Eletrosílex – 13. levando em conta a escassez O ponto fundamental de toda a negociação foi o chama- de recursos para investimento na expansão de seu sis.5% e Companhia Siderúrgica o estudo de viabilidade técnica e econômica da usina. Carlos Eloy Carvalho Guimarães. A concessão para o aproveitamento de Iga- tura do contrato de constituição do Consórcio da Usina rapava foi transferida para o consórcio em maio de Hidrelétrica de Igarapava com a seguinte composição 1995 com a promulgação do decreto federal nº 1. rães. Em 1991. Nacional (CSN) – 6%. chegaram a termo em julho de 1994 com a assina. assinada pelo presidente Fernando grupo Votorantim – 20%. a Cemig iniciou entendimentos para a construção da iniciativa privada no consórcio. modulado pelo presidente da Cemig. 221 .5%. Carlos Eloy Carvalho Guima.. nos horários de ponta e fora de ponta. chegaram a termo em julho de 1994 com a assinatura do contrato de constituição do Consórcio da Usina Hidrelétrica de Igarapava.5%.

como por exemplo. Os recursos da Cemig foram integralizados na forma dos investimentos realizados nos estudos de viabilidade e projeto básico e nos serviços de engenharia e administração durante a construção da usina. Um mecanismo de transposição para peixes foi implantado junto à barragem para assegurar o trânsi- to permanente das espécies existentes no rio. O custo do empreendimento foi estimado em 270 milhões de dólares. A operação de enchimento do reservatório começou no final de novembro de 1998. A licença de operação foi concedida em 1998 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).. inundando uma área relativamente pequena. com significativa economia nas obras rio Grande. a redução do volume de concreta- aproveitamentos gem das estruturas. civis e no cronograma de construção. reflorestamento ciliar e salvamento de artefatos arqueológicos. O custo do projeto foi reduzido 13% em rela- Oitava usina ção ao valor inicialmente contratado como resultado de várias ações inovadoras da cascata de no gerenciamento da obra. correspondente ao dobro da calha natural do rio. Igarapava foi inaugurada oficialmente em 18 de dezembro de 1998 em sole- nidade que contou com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador de Minas. adequadas a baixas quedas-d’água. sob a responsabilidade da Construtora Norberto Odebrecht. Igarapava foi a primeira hidrelétrica da Amé- rica Latina a utilizar turbinas desse tipo. Eduardo Azeredo. com a realização da operação de resgate de fauna e um programa de monitoramento da ictiofauna. e obrigando a relocação de 28 famílias.. A entrada em operação comercial da primeira 222 . rateados proporcionalmente à participação de cada membro do consórcio. A usina teve seu licenciamento ambiental inicialmente conduzido nos órgãos estaduais de Minas e São Paulo. As obras civis foram iniciadas em outubro de 1995. Outra inovação importante foi a opção pelas turbinas do tipo hidrelétricos do Bulbo.

5 m de largura por 18. a Cemig e a CVRD são par- ceiras em mais cinco empreendimentos hidrelétricos: Funil. A nova composição do capital social do consórcio ficou assim definida: CVRD – 38.5 Bacia hidrográfica Rio: Grande Bacia: rio Grande Área de drenagem (km2): 64. As demais unidades entraram em operação entre abril e setembro do mesmo ano.01 Potência instalada (MW): 210 Área (km ): 50. A Cemig foi a única con- cessionária da usina que não teve sua participação modi- ficada. aprovou a reestruturação so- cietária do Consórcio da Usina Hidrelétrica de Igarapava.de suas cinco unidades geradoras de 42 MW ocorreu em janeiro de 1999. Cemig – 14.370 Tipo de turbina: Bulbo e Sacramento (MG).078.2 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 18. Localização Cronologia Barragem Municípios: Igarapava (SP) Início de construção: 1995 Tipo: Concreto/terra e Conquista (MG) Início de operação: 1999 Comprimento (m): 1. o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).5%. CSN – 17. CMN e CSN.23 (515.30 Municípios atingidos: Conquista Capacidade máxima (m3/s): 11. Aimorés. Além de Igarapava. Todas as unidades são compostas por geradores fornecidos pela Asea Brown Boveri (ABB) e turbinas tipo Bulbo fa- bricadas pela empresa austríaca Voest Alpine.84 Potência unitária (MW): 42 Volume útil máximo (hm3): 14. equipado com seis comportas do tipo segmento de 13.8 (MWmédio): 136 NA máximo operativo: 512.140 Altura máxima (m): 32 Cota do coroamento: 515. Em abril de 2004.5%.4) 2 Nº de unidades geradoras: 5 Volume total máximo (hm3): 241. Igarapava Nº de comportas: 6 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 275 e Rifaina (SP) 223 . com 123 m de extensão.9346%.15 m de altura. medindo 90 m de comprimento.9204%. CMM – 23. resultante da transferência da totalidade das ações da Ele- trosílex e de parte das ações detidas pela MMV em favor das empresas CVRD. tomada d’água e casa de força. Porto Estrela. O arranjo geral do aproveitamento compreen- de a barragem de terra.61 Vertedouro Energia assegurada NA mínimo operativo: 511. vertedouro do tipo superfície com dissipação por ressalto.700 Vazão média de longo Casa de força Reservatório tempo (m3/s): 1. e MMV – 5.145%. Capim Branco I e II.

levando em conta as crescentes interferências e impactos ambientais dos empreendimentos do setor elétrico. Desenvolvidos com a participação da empresa Internacional de Engenharia (Iesa) e de outras empresas consultoras. afluente do rio Doce. o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). Nos anos 1980. o aproveitamento de Porto Estrela foi incluído no estudo de inventário da bacia do rio Doce realizado por consultores do consórcio Canambra com a participação de técnicos da Cemig. empreendimento de importância marcante na história da Cemig. 224 . Dessa época. Usina Hidrelétrica de Porto Estrela A usina hidrelétrica de Porto Estrela está situada no rio Santo Antônio. na região do rio Doce de Minas Gerais. a bacia do rio Doce foi novamente estudada em nível de inventário pela Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás). Em julho de 1992. o projeto básico e os estudos de impacto ambiental foram concluídos em meados de 1994. Os primeiros estudos sobre o potencial do rio Santo Antônio no local de Porto Estrela remontam ao final da década de 1940. dez km a jusante da usina hidrelétrica de Salto Grande (Américo René Gianetti). destinado à produção de energia para uso exclusi- vo da companhia siderúrgica. inaugurado em 1956. tendo sido o aproveitamento de Porto Estrela incluído em todas as alternativas de quedas-d’água selecionadas. Na década de 1960. promulgou a portaria nº 223 que autorizou a Siderúrgica Mendes Júnior a elabo- rar o projeto básico do aproveitamento. datam os levantamentos topo- gráficos no local e demais áreas que interessavam à construção da usina de Salto Grande. na divisa dos municípios de Joanésia e Açucena.

o DNAEE publicou e julho do mesmo ano.074. o aproveitamento de Porto Estrela foi incluído no estudo de inventário da bacia do rio Doce realizado por consultores do consórcio Canambra com a participação de técnicos da Cemig. O DNAEE aprovou o projeto básico em outubro de alteraram o quadro regulador do setor elétrico brasi- 1995 (portaria nº 411). nas leis nº 8. Na década de 1960. promulgadas em fevereiro Em dezembro de 1996. Vale ressaltar que essas leis edital de licitação para a concessão do empreendi- 225 .987 e nº 9. condicionando a autorização leiro. abrindo novas oportunidades à participação do para o início das obras à regularização da concessão capital privado em empreendimentos de geração de do aproveitamento hidrelétrico. conforme disposto energia elétrica.

completando a capacidade instalada da hidrelétrica. Desta forma. a segunda unidade entrou em operação. a Companhia Têxtil Norte de Minas (Coteminas) e a Nova Era Silicon constituíram o consórcio que venceu a concorrência. forneceu os equipamentos e executou a montagem eletromecânica. A Cemig. o consórcio empreendedor ficou composto pela Cemig. pela CVRD (maior mineradora do país. líder do consórcio construtor. 226 .. Engenharia e Consultoria elaborou o projeto executivo e atuou como empresa gerenciadora do empreendimento. cada uma com um terço de participação.. A inauguração oficial da usina ocorreu em 9 de outubro de 2001. a Spec Planejamento. ocorreu em As obras de Porto Estrela foram iniciadas em julho de 1999 por um 9 de outubro consórcio construtor contratado na modalidade EPC (Engineering Procurement de 2001. um mês depois da entrada em operação comercial de sua primeira unidade geradora. A composição acionária do consórcio foi alterada em 1998 em decorrência da saída da Nova Era Silicon. controlada pela CVRD e por duas grandes empresas siderúrgicas japonesas. as duas uni- dades são compostas por geradores acoplados a turbinas tipo Kaplan. respectivamente. Em novembro do mesmo ano. a Estacon Engenharia foi responsável pelas obras civis. fabricados pela Siemens e pela Voith. Com 56 MW de potência unitária. empresa produtora de ferro silício. privatizada em 1997) e pela Coteminas (um dos princi- A inauguração pais grupos têxteis nacionais). Construction). a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). mento. A Voith Siemens Hidro Power Generation. obtendo a concessão para o aproveitamento e a exploração de Porto Estrela em maio de 1997. O empre- oficial da usina endimento demandaria um investimento global da ordem de R$ 141 milhões.

7 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 49.8 m de extensão. dois lecidas às margens do rio Santo Antônio. Localização Cronologia Barragem Municípios: Joanésia e Açucena (MG) Início de construção: 1999 Tipo: Terra/enrocamento Início de operação: 2001 Comprimento (m): 420 Altura máxima (m): 61 Cota do coroamento: 261.O arranjo geral do aproveitamento compreende bar- ragem de terra e enrocamento.5 Bacia hidrográfica Rio: Santo Antônio Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 9.92 Braúnas e Joanésia (MG) 227 . Aimorés.157 Tipo de turbina: Kaplan Municípios atingidos: Açucena. com comprimento de 50 m e de tempo significativo em obras civis e de terrapla- três comportas do tipo segmento. Capim Branco I e II.3 NA máximo operativo: 257. vertedouro do tipo grande consumo energético conhecida como Vale do Aço. A usina foi conectada ao parceiras nos empreendimentos hidrelétricos de Fu- sistema de 230 kV da Cemig que atende à área de nil.7 Capacidade máxima (m3/s): 6.62 (MWmédio): 56 NA mínimo operativo: 248. Seu pequeno reservatório permitiu ganho superfície controlada. exigindo a relocação de 29 famílias estabe- do tipo gravidade com 24. Nº de comportas: 3 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 125.17 2 Potência unitária (MW): 66 Volume total máximo (hm3): 89. a Cemig e a CVRD são tário e a casa de força. tomada d’água nagem.44 Reservatório Potência instalada (MW): 112 Nº de unidades geradoras: 2 Área (km ): 0.04 Vertedouro Energia assegurada Volume útil máximo (hm3): 30. Além de Porto Estrela.326 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 143. Igarapava. condutos forçados com 88 m de comprimento uni.

A prefeitura do Distrito Federal mobilizou-se ativamente pela construção de Queimado.. O empreendimento abrange ainda os municípios de Formosa (GO). de 2003. contratando inclusive a empresa de engenharia Sondo- técnica para o detalhamento do projeto. na região noroeste de Minas Gerais. tiva fonte de energia por consultores do consórcio Canambra e incluído no inven- tário dos recursos hidráulicos da bacia do rio São Francisco. tendo em vista o suprimento de a Licença de energia a Brasília. uma das quais tendo início o destinada ao desvio das águas do rio São Marcos para o rio Preto. vista como uma solução meramente local para a melhoria do atendimento a Brasília. e do município goiano de Cristalina.. prevendo a construção de duas barragens. Usina Hidrelétrica de Queimado A usina hidrelétrica de Queimado está situada no rio Preto. Os consultores da Ca- nambra não consideraram o desvio do rio São Marcos. Cabeceira Grande e Rio Preto (MG) Em fevereiro e a área administrativa de Paranoá. Entretanto. conferindo prioridade ao projeto de ampliação da hidrelétrica de Cachoeira Dourada no rio Paranaíba. Em 1966. afluente do rio Para- catu e contribuinte do rio São Francisco. 228 . a prefeitura publicou relatório com esquema prelimi- Operação (LO). propondo a construção de uma barragem única. o governo federal descartou a realização do empreendimento. no Distrito Federal. nar do aproveitamento. enchimento do Ainda em 1966. em área do município de Unaí. o Os primeiros estudos sobre Queimado foram realizados na década de 1960 Ibama concedeu por iniciativa da prefeitura do Distrito Federal. o aproveitamento de Queimado foi considerado uma atra- reservatório.

000 ha a montante do Engevix Engenharia entre 1985 e 1987. autori. o Departamento Nacional de Águas e (LP) do empreendimento foi concedida em 1996 pe- Energia Elétrica (DNAEE) promulgou a portaria nº 320. ao uso da água Novos estudos foram realizados pela Cemig e pela para irrigação de uma área de 8. tendo em vista o suprimento de energia a Brasília. Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis O trabalho foi desenvolvido pela Internacional de Engenharia (Ibama). dimento a exigências de ordem ambiental relaciona- nhas de transmissão que consolidaram a integração das à preservação da Lagoa de Porta-pé e dos am- do Distrito Federal ao sistema interligado regional. bientes florestais que a circundam. como parte de reservatório e para abastecimento da cidade de For- um estudo mais amplo de revisão do inventário da mosa. Goiás e Distrito Fe- zando a empresa Energia Elétrica. de Minas Gerais e Goiás e do Distrito Federal. los órgãos ambientais de Minas. Os primeiros estudos sobre Queimado foram realizados na década de 1960 por iniciativa da prefeitura do Distrito Federal. A Licença Prévia Em 1990. Q ueimado permaneceria em segundo plano no Brasileiras (Eletrobrás) e dos órgãos ambientais dos estados decorrer dos anos 1970 em virtude dos grandes in. além da vazão sanitária no trecho do rio Preto bacia do rio São Francisco em Minas. vestimentos em geração realizados por Furnas e pela O estudo de viabilidade foi revisto em aten- Cemig na bacia do Paranaíba e da implantação de li. responsável a partir de 1997 pelo processo (Iesa) e submetido em 1993 à avaliação da Centrais Elétricas de licenciamento ambiental. Promoção e Participações deral. entre a barragem e a casa de força. sendo confirmada pelo Instituto Brasileiro do (EPP) a realizar o estudo de viabilidade do aproveitamento. 229 .

E
m novembro de 1997, o DNAEE promoveu licitação para a realização do empre-
endimento, ganha pelo consórcio constituído pela Cemig e pela Companhia Ener-
gética de Brasília (CEB), empresa controlada pelo governo do Distrito Federal. Por
decreto presidencial promulgado no mesmo mês, a Cemig e a CEB obtiveram a
concessão de uso de bem público para exploração do aproveitamento de Queima-
do e seu respectivo sistema de transmissão nos termos da legislação que regulou
o regime de produção independente de energia.
A usina entrou Cemig e CEB assumiram participações diferenciadas no consórcio empre-
em operação endedor, correspondentes inicialmente a cotas de 65% para a empresa mineira e
comercial em 35% para a concessionária do Distrito Federal. As cotas foram redefinidas em 2001
abril de 2004, com a transferência de metade da participação da CEB para a Cemig. Dessa forma,
completando sua a empresa mineira passou a responder por 82,5% do capital social do consórcio,
capacidade ficando a CEB com a parcela restante de 17,5%.
instalada em Em setembro de 1999, o Ibama concedeu a Licença de Instalação (LI) ne-
julho do cessária para o início das obras, após apresentação do Projeto Básico Ambiental,
mesmo ano. detalhando os programas e projetos ambientais que seriam implementados nas
etapas de construção e operação do empreendimento.
Queimado exigiu investimentos da ordem de R$ 180 milhões. As obras
foram iniciadas em agosto de 2000 por um consórcio contratado na modalidade
EPC (Engineering Procurement Construction). A Construtora Queiroz Galvão res-
pondeu pela execução das obras civis e a ABB Alstom Power pelo fornecimento
dos equipamentos principais. A montagem eletromecânica ficou a cargo da Alstom
e da Barefame, empresa controlada pela Bardella Indústrias Mecânicas.
Em fevereiro de 2003, o Ibama concedeu a Licença de Operação (LO), tendo
início o enchimento do reservatório, com previsão de entrada em operação da usina
em setembro quando o nível d’água seria suficiente para a geração de energia. O cro-

230

nograma teve que ser revisto por problemas técnicos,
mas sem prejuízo do cronograma originalmente acerta-
do com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A usina entrou em operação comercial em abril
de 2004, completando sua capacidade instalada em julho
do mesmo ano. Queimado dispõe de três unidades gera-
doras, compostas por geradores de 35 MW de potência
unitária e turbinas do tipo Francis com eixo vertical.
O arranjo geral do aproveitamento compre-
ende a barragem de terra e enrocamento no leito do
rio e terra homogênea nas margens, canal de aproxi-
mação e vertedouro na margem direita com três com-
portas, tomada d’água tipo deslizante com quatro
comportas, túnel de adução com 3.650 m de extensão
e casa de força subterrânea. A usina foi conectada à
subestação de Unaí por meio de uma linha de trans-
missão em 138 kV com 40 km de extensão.
A construção de Queimado obrigou a relo-
cação de uma estrada intermunicipal e de 19 famílias
que habitavam a área inundada pelo reservatório.
Também merecem destaque os projetos de salva-
mento arqueológico e preservação da memória do
patrimônio natural da região do empreendimento e
de salvamento e monitoramento da fauna, bem como
a implantação de canal junto da barragem para per-
mitir o deslocamento dos peixes do rio.

Localização Cronologia Barragem
Municípios: Unaí (MG) e Cristalina (GO) Início de construção: 2000 Tipo: Terra/enrocamento
Início de operação: 2004 Comprimento (m): 1.060
Altura máxima (m): 70
Cota do coroamento: 832
Bacia hidrográfica
Rio: Preto
Bacia: rio São Francisco
Área de drenagem (km2): 3.760
Casa de força Reservatório
Vazão média de longo
tempo (m3/s): 50,24 Potência instalada (MW): 105 Área (km2): 39,43
Nº de unidades geradoras: 3 Volume total máximo (hm3): 477,98
Potência unitária (MW): 35 Volume útil máximo (hm3): 389,46
Energia assegurada NA mínimo operativo: 811
Vertedouro
(MWmédio): 58 NA máximo operativo: 829
Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 168 Municípios atingidos: Unaí, Cabeceira
Capacidade máxima (m3/s): 1.959 Tipo de turbina: Francis Grande e Rio Preto (MG); Cristalinha e
Nº de comportas: 3 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 21,5 Formosa (GO)

231

232

Subsidiárias da Cemig

233

Usina
Hidrelétrica de
Machado Mineiro
A
usina hidrelétrica de Machado Mineiro está situada no rio Pardo, no município
de Ninheira, na região norte de Minas Gerais. A área em que se encontra instalada
pertenceu aos municípios de Águas Vermelhas e São João do Paraíso até a emanci-
Machado
pação de Ninheira em 1997.
Mineiro era uma
Em 1988, a Cemig assumiu a responsabilidade pela execução de um pro-
das 32 PCHs
grama de construção de pequenas barragens de usos múltiplos nas bacias dos rios
pertencentes
Jequitinhonha e Pardo, tendo em vista o desenvolvimento de projetos de irrigação,
à Cemig em
geração de energia elétrica, abastecimento d’água, proteção e controle de recursos
operação no
hídricos. Elaborado em cumprimento ao decreto nº 27.653, promulgado pelo gover-
final de 2005.
nador Newton Cardoso em dezembro de 1987, o programa contemplou inicialmen-
te a construção das barragens de Machado Mineiro, no rio Pardo, Bananal, no rio
de mesmo nome, e Samambaia, no rio Mosquito.
A barragem de Machado Mineiro foi construída para geração de energia
elétrica, perenização do rio Pardo e implantação de um projeto de irrigação numa
das áreas mais pobres e carentes do estado. Os projetos básico e executivo foram
elaborados pela Engexix Engenharia e as obras iniciadas em 1989 pela empresa
Construtora de Estradas e Estruturas (Ceesa).
A usina entrou em operação em dezembro de 1992 com duas unidades
geradoras, compostas por turbinas tipo Francis, com eixo horizontal, fabricadas

234

A barragem de Machado Mineiro foi construída
para geração de energia elétrica, perenização do
rio Pardo e implantação de um projeto de irrigação
numa das áreas mais pobres e carentes do estado.
Localização Cronologia Barragem
Município: Ninheira (MG) Início de construção: 1989 Tipo: Terra/enrocamento
Início de operação: 1992 Comprimento (m): 300
Altura máxima (m): 40
Cota do coroamento: 692
Bacia hidrográfica
Rio: Pardo
Bacia: rio Pardo
Área de drenagem (km2): 10.511
Vazão média de longo Casa de força
tempo (m3/s): 20,59
Potência instalada (MW): 1,72
Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório
Potência unitária (MW): 0,86
Vertedouro Energia assegurada Área (km2): 25,19
(MWmédio): 1,14 Volume total máximo (hm3): 202,16
Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 27,5 Volume útil máximo (hm3): 142,8
Capacidade máxima (m3/s): 2.007 Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 678
Nº de comportas: 3 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 6 NA máximo operativo: 688

pela J. M. Voith alemã e geradores fornecidos pela Machado Mineiro era uma das 32 PCHs per-
Brown Boveri. O arranjo geral do aproveitamento tencentes à Cemig em operação ao final de 2005. Às
compreende a barragem de terra e enrocamento, margens de seu reservatório, a empresa implantou a
canal de adução com 1.698 m de comprimento, ver- estação ambiental de Machado Mineiro para estudo da
tedouro do tipo superfície com três comportas de piscicultura, da limnologia e da biologia pesqueira.
segmento, medindo 8 m de largura por 10,5 m de
altura, e a casa de força.
Em abril de 2001, a Cemig constituiu a Hori-
zontes Energia S.A., na forma de subsidiária integral
de capital fechado, com o propósito de explorar os
potenciais hidráulicos de quatro Pequenas Centrais
Hidrelétricas (PCHs), entre as quais, Machado Minei-
ro, em regime de produção independente de energia.
A Horizontes Energia iniciou operações no primeiro
trimestre de 2003.
Em junho de 2005, a Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) promulgou o despacho
nº 672, regularizando a alteração da potência
instalada de Machado Mineiro de 3.050 kW para
1.720 kW.

235

Usina Hidrelétrica
de Pai Joaquim
A
usina hidrelétrica de Pai Joaquim está situada no rio Araguari, afluente do rio
Paranaíba, na divisa dos municípios de Sacramento e Santa Juliana, na região do Alto
Paranaíba de Minas Gerais. Inaugurada em 1941, representou um dos marcos pionei-
ros da intervenção do governo de Minas Gerais no campo da produção de energia
elétrica, juntamente com as usinas de Gafanhoto e Santa Marta, também construídas
por iniciativa do poder público estadual ao tempo do governo Benedito Valadares. Pai
Joaquim foi desativada em 1994 em decorrência do enchimento do reservatório da
usina de Nova Ponte, construída a jusante pela Cemig, voltando à operação em 2004. A
usina foi quase inteiramente reconfigurada com a construção de nova casa de força e
a instalação de uma unidade geradora de 23 MW.
A concessão para o aproveitamento de energia da cachoeira de Pai Joaquim
foi outorgada ao governo mineiro pelo decreto federal nº 7.259, promulgado em julho
de 1940, tendo em vista principalmente o suprimento de energia aos municípios de
Uberaba e Araxá.
A hidrelétrica entrou em operação em abril de 1941 com duas unidades de
1.470 kW, em solenidade que contou com a presença do presidente Getúlio Vargas.
As obras civis compreenderam a construção de um muro de desvio em metade do
rio, tomada d’água, canal adutor com 170 m de comprimento e tubulação forçada
de 2,3 m de diâmetro e 35 m de comprimento. A estrutura original da barragem
consistia apenas em um muro de concreto. Foram instaladas duas turbinas do tipo
236

526 kW de potência cada um.470 kW. do Triângulo Mineiro e em conformidade com o de- radores de 1. A ligação com Uberaba e Araxá foi estabelecida zação diária da vazão. operando na freqüência de proporcionar acumulação suficiente para a regulari- 60 Hz. capacidade instalada de 6. Voith. Pai Joaquim atingiu a de extensão. também tiu na montagem de uma segunda tubulação forçada norte-americana. maio de 1961. composta por gerador fornecido pela Engenharia para o Departamento de Águas e Energia empresa norte-americana Westinghouse e turbina Elétrica do Estado de Minas Gerais (DAE-MG). da em. em substituição ao acopladas a dois geradores de eixo horizontal.721. A hidrelétrica entrou em operação em abril de 1941 com duas unidades de 1. Com a entrada da Cemig na região e na ampliação da casa de força. Entre 1957 e 1958. fechando todo o rio. Morgan Smith. a hidrelétrica foi incorporada ao par- nas encomendadas à J. do tipo gravidade Em 1994. com o objetivo de presa alemã Telefunken. Francis. a usina foi retirada de operação por 237 . Voith. M. muro de desvio então existente. somando 150 km Em dezembro de 1960. segundo projeto desenvolvido pela Servix cia de 736 kW. de concreto. promulgado pelo governo federal em pela empresa suíça Brown Boveri.728 kW com a entrada em A primeira ampliação da usina foi concluída operação da sua quinta unidade geradora com potên- em 1954. fabricadas pela empresa alemã J. fabricados creto nº 50. Consis. que recebeu dois ge. foi que gerador da concessionária estadual. construída a barragem definitiva. por linhas de transmissão de 44 kV. M. acoplados a turbi. em solenidade que contou com a presença do presidente Getúlio Vargas. fabricada pela companhia S.

A. obteve autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para atuar como produtor independente de energia. estudos desenvolvidos pela concessionária mineira e pela empresa de consultoria Leme Engenharia demonstraram a atratividade econômi- A primeira ca de proceder à relocação e ampliação do sistema de geração de Pai Joaquim. foi constituída entre a Cemig e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais concluída (Copasa) a sociedade de propósito específico (SPE) Central Hidrelétrica Pai Joaquim S.. que em 1954. O projeto foi concebido para uma única unidade 238 . As obras ficaram sob a responsabilidade do consórcio formado por Orteng Equipamentos. Delp Engenharia Mecânica e Toniollo Busmello. Para tocar o em- da usina foi preendimento. A antiga usina teve a barragem aproveitada. causa do enchimento do reservatório da hidrelétrica de Nova Ponte e inundação de sua casa de força.. ampliação As obras para reativação da usina tiveram início em abril de 2002. mantendo o mesmo reservatório. que passou a atender à nova hidrelétrica. Entretanto.

Integrada ao sistema de subtransmissão A nova usina de Pai Joaquim entrou em em 69 kV da Cemig.5 NA máximo operativo: 831.230 Tipo de turbina: Kaplan NA mínimo operativo: 830.569 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 75.1 239 . (Impsa). a usina era uma das 32 Peque- operação comercial em março de 2004 com gera.5 Capacidade máxima (m3/s): 2.41 Potência instalada (MW): 23 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 23 Vertedouro Energia assegurada Reservatório (MWmédio): 14 Tipo: Superfície com perfil Creager Queda nominal (m): 26.de 23 MW. nas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da empresa em dor e turbina de tipo Kaplan fabricados pela empre. exigindo a implantação de um novo circuito de sa argentina Industrias Metalúrgicas Pescarmona adução e geração situado na margem direita do canyon.5 Área (km2): 0.1 Nº de comportas: 2 (CF) Engolimento turbina (m3/s): 87. Localização Cronologia Barragem Municípios: Sacramento Início de construção: 2002 Tipo: Concreto gravidade e Santa Juliana (MG) Início de operação: 2004 Comprimento (m): 212 Altura máxima (m): 10 Cota do coroamento: 831 Bacia hidrográfica Rio: Araguari Bacia: rio Paranaíba Área de drenagem (km2): 3. operação no final de 2005.

integrante de um conglomerado de empresas privadas de geração. distribuição e comercialização de energia (Grupo Rede). Em 1965. O primeiro O primeiro estudo sobre Rosal foi realizado em 1942 por iniciativa do go- estudo sobre verno do estado do Rio de Janeiro e sob a responsabilidade do engenheiro Edmun- Rosal foi do Franca Amaral. iniciativa do Durante longo período. Usina Hidrelétrica de Rosal A usina hidrelétrica de Rosal está localizada no rio Itabapoana. na divisa dos esta- dos do Rio de Janeiro e Espírito Santo. tadual. o projeto da usina recebeu parecer desfavo- 240 . tendo em vista a implementação de programa de eletrificação na realizado em região norte fluminense. o governo do estado do Rio não tomou medidas governo do concretas quanto ao aproveitamento de Rosal. a usina de Rosal passou ao controle da Cemig em 2004. recomendando novos parâmetros para a usina e o sistema hidrelétrico do rio Itabapoana. Em 1959. Construída pela Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema (EEVP). Entretanto. reviu o estudo de Franca Amaral. a Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) chegou a estudar um esquema de financiamento para a construção de Rosal e seu sistema de transmissão associado. contratada para elaboração de um plano de eletrificação es- de Janeiro.. a Companhia Brasileira estado do Rio de Engenharia (CBE).. O estudo de Franca Amaral previu a construção de Rosal 1942 por e mais três usinas no rio Itabapoana. em área pertencente ao município fluminen- se de Bom Jesus do Itabapoana e aos municípios capixabas de Guaçuí e São José do Calçado.

para a construção e exploração do aproveitamento teira das reformas institucionais que modificaram de Rosal. determinando ainda a extinção das con- Estado do Rio de Janeiro (Cerj). básico da usina.987. Em dezembro de 2004. elaboração do estudo de viabilidade e do projeto entre as quais. concessionária pú. a da Cerj para Rosal. contratando a Engevix Engenharia para a 33 concessões para aproveitamentos hidrelétricos. considerando mais vantajosa a opção de su. Em abril do mes- blica estadual. Um dos passos funda- federal manifestou-se pelo adiamento das obras de mentais para a abertura do setor à participação do Rosal. a holding que Cardoso (1995-1998). outorga da concessão de serviços públicos à sua Em 1991. capital privado foi dado em fevereiro de 1995 com primento de energia ao norte fluminense pelo siste. a Cemig adquiriu o controle acionário da Rosal Energia mediante o pagamento de R$ 134 milhões. que condicionou a ma interligado regional. e Energia Elétrica (DNAEE) publicou edital de licitação lidade pela execução do empreendimento na es. Em 1996. a Companhia de Eletricidade do licitação. cessões com obras não iniciadas. estabelecendo como critério de julgamento 241 . o Departamento Nacional de Águas O capital privado assumiria a responsabi. o governo federal decretou a extinção de Rosal. Em meados de 1966. retomou a idéia da construção de mo ano. rável dos consultores do consórcio Canambra e do o quadro regulador do setor elétrico brasileiro no Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da primeiro mandato do presidente Fernando Henri- Região Centro-Sul. a promulgação da lei nº 8.

duto blindado de 173 m. Em abril de 1997. As duas unidades são compostas por geradores de 27. e turbinas tipo Francis. A concorrência foi ganha pela Empresa de Eletricidade Vale do Paranapanema (EEVP). com de 1999 e eixo vertical. túnel de adução escavado na rocha com 4. o DNAEE anunciou o resultado da concorrência e o go- verno federal outorgou à EEVP a concessão para o aproveitamento de Rosal. a oferta de menor tarifa para geração. vertedouro de lâmina livre com 55 m de comprimento. Os demais concorren- tes no processo licitatório foram a Companhia Cataguases-Leopoldina. 242 . implantadas até as subes- em janeiro tações de Alegre e Mimoso. fornecidos pela Asea Brown Boveri (ABB). As A primeira obras civis principais foram iniciadas em fevereiro de 1998 sob a responsabilidade unidade da Construtora Andrade Gutierrez com o apoio financeiro do Banco Nacional de geradora Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). somando 77 km de extensão. A primeira uni- operação dade geradora entrou em operação comercial em dezembro de 1999 e a segunda comercial em em janeiro de 2000. chaminé de equilíbrio embutida no solo. a Espírito Santo Centrais Elétricas (Escelsa) e a Cemig. de 2000. entrou em O empreendimento foi concluído em menos de dois anos. fabricadas pela Alstom.689 m de extensão. O arranjo geral do aproveitamento compreende barragem de concreto compactado a rolo (CCR).5 MW de dezembro potência. empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em vários municípios do interior paulista. em consórcio com a empresa de enge- nharia Promon. A usina foi conectada ao sistema elétrico da a segunda Escelsa por meio de duas linhas de transmissão de 69 kV. casa de força e canal de fuga com 28 m de comprimento. tomada d’água tipo torre na margem esquerda do reservatório próximo ao barra- mento. no sul do Espírito Santo.

solução nº 423. pela estatal mineira fora do estado de Minas Gerais.91 (MWmédio): 30 Volume total máximo (hm3): 16.5 Altura máxima (m): 36 Cota do coroamento: 560 Bacia hidrográfica Rio: Itabapoana Bacia: rio Itabapoana Casa de força Área de drenagem (km2): 1.3 NA máximo operativo: 555 243 . a concessão da hidrelétrica foi trans- ferida da EEVP para a empresa Rosal Energia. Localização Cronologia Barragem Municípios: Bom Jesus do Itabapoana Início de construção: 1998 Tipo: Concreto compactado a rolo (RJ). A operação foi aprovada no mesmo mês pela Rede.5 Energia assegurada Área (km2): 1. Guaçuí e São José do Calçado (ES) Início de operação: 1999 Comprimento (m): 159.99 Vertedouro Queda nominal (m): 170 Volume útil máximo (hm3): 7 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis NA mínimo operativo: 550 Capacidade máxima (m3/s): 717 Engolimento turbina (m3/s): 16. holding operacional do grupo Rede. em conse- Em dezembro de 2004.731 Potência instalada (MW): 55 Nº de unidades geradoras: 2 Reservatório Potência unitária (MW): 27. a Cemig adquiriu o contro- le acionário da Rosal Energia mediante o pagamento de R$ qüência do processo de reestruturação interna do grupo 134 milhões. A quase totalidade das ações da Rosal Energia foi Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) através da re- adquirida no mês seguinte pela Caiuá Serviços de Eletrici. Rosal foi a primeira grande usina adquirida dade.E m maio de 2000.

dando início aos trabalhos de implantação da usina de Sá Carvalho. na região do rio Doce de Minas Gerais. no município de Antônio Dias. a empresa siderúrgica tornou-se a única titular da concessão.000 kW e ao engenheiro Aminthas o aproveitamento para a da potência excedente.961. Em novembro de 1944.045. ferida para a Acesita nos termos do decreto nº 18. Foi construída pela Companhia Aços Especiais Itabira (Acesita). Em junho de 1947. o governo federal promulgou o decreto nº Em março 17. afluente do rio Doce. A hidrelétrica tinha a finalidade de atender à demanda de energia da usina 244 . aquisição da Em junho de 1945. Usina Hidrelétrica Sá Carvalho A usina hidrelétrica Sá Carvalho está situada no rio Piracicaba. a da cachoeira do Salto no rio Piracicaba ao engenheiro Aminthas Jacques de Cemig iniciou Moraes e à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). outorgando a concessão para o aproveitamento de energia hidráulica de 2000. O decreto assegurava à empresa es- com a Acesita tatal a utilização de 12.219. a concessão obtida pelo engenheiro Aminthas foi trans- hidrelétrica. empresa siderúrgica fundada em outubro de 1944 pelos engenheiros Athos de Lemos Rache e Aminthas Jacques de Moraes em associação com o empresário norte-americano Percival Farquhar. com a anuência da CVRD e de acordo com o decreto nº 23. mineradora estatal criada entendimentos pelo presidente Getúlio Vargas em 1942.

Era a usina de maior capacidade instalada para viabilização desse fornecimento. (Amforp). O suprimento seria realizado por nenhuma medida concreta seria tomada nesse senti- intermédio da linha de transmissão implantada pela do antes da privatização da Acesita. inaugurada em dade geradora. CFLMG entre a usina de Peti e a hidrelétrica da Acesi. o sistema de Belo Horizonte passou a con- Acesita. única produtora de aços planos inoxidáveis.. no território mineiro e a maior no segmento da auto. em Timóteo. a usina che- Brasil. Sá Carvalho atingiu a capacidade de fundos de pensão encabeçado pelo Previ do Banco 48 MW com a entrada em operação de sua terceira uni. o Banco do presa suíça Charmilles. com. A Cemig contribuía com societária. no setor siderúrgico nacional. a Acesita concordou em construção de duas barragens (Antônio Dias e Seve. Apesar de plementando os requisitos de energia da Companhia sua reduzida participação na produção de aço bra- Força e Luz de Minas Gerais (CFLMG). a hidrelétrica contribuiu de imediato para tar com novas fontes de energia. a CFLMG contratou em 1950 a utili.. Westinghouse e turbina tipo Francis fornecida pela em- ras de seu grupo proprietário. do Brasil. Em seguida. compostas por geradores e turbinas tipo Fran. Morgan Smith. O projeto original previu a giu Belo Horizonte em 1959. mas limite de 7.000 kW. passando ao controle de um pool de Em 1955. que já vinha apoiando a Acesita através de em. cis de fabricação norte-americana. A empresa siderúrgica foi levada a leilão em ta. Nos anos seguintes. No início dos Além do atendimento das necessidades da anos 1960. inaugurada em abril de 1949. Companhia Siderúrgica Belgo Mineira em Monlevade. subsidiária do sileiro. a ampliação de Sá Carvalho foi pro- de energia de Belo Horizonte e a potência instalada posta pelos consultores do consórcio Canambra e de seu sistema. Durante a crise de energia elétrica que atin- produção em todo o país. Em 1951. tornando-se virtual- o reforço do abastecimento de Belo Horizonte. foram realizados os estudos de 245 . constituída por gerador de fabricação abril de 1949 em meio a sérias dificuldades financei. incluída no inventário final dos aproveitamentos hi- zação de sobras da produção de Sá Carvalho até o drelétricos mais promissores de Minas Gerais. colocar à disposição da CFLMG a quase totalidade ro) com reservatórios interligados por um túnel. gou a contribuir para o atendimento de 35% da demanda préstimos. destacando-se como atuante na capital estadual e em municípios vizinhos. em Timóteo. respecti. A hidrelétrica tinha a finalidade de atender à demanda de energia da usina siderúrgica da Acesita. o mesmo percentual e os 30% restantes ficavam por Sá Carvalho foi inaugurada em setembro de conta da geração própria da CFLMG. Considerando a grande defasagem entre a demanda Em 1966. A hidrelétrica tam- 1951 com duas unidades de 15 MW de potência uni. da linha de transmissão entre Monlevade e Sá Carvalho vamente. mente independente da usina da Acesita. assumindo o controle da empresa. fornecidos pelas A própria Belgo Mineira encarregou-se da construção empresas Westinghouse e S. outubro de 1992. converteu seus créditos em participação de energia de Belo Horizonte. da potência disponível de Sá Carvalho. com 70 km de extensão. bém passou a fornecer energia para as instalações da tária. a companhia desempenhou papel importante grupo American and Foreign Power Co. siderúrgica da Acesita.

viabilidade e do projeto básico de ampliação da usina Sá Carvalho. o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) aprovou o projeto básico relativo à Sá Carvalho primeira ampliação da usina. Sá Carvalho foi efetivamente ampliada com a entrada em opera- em setembro ção de sua quarta unidade geradora. Em março de 2000. atingindo a capacidade de 78 MW. inde- duas unidades pendentes das instalações originais. dando partida ao processo de venda de ativos que não integravam o negócio prin- cipal da siderúrgica. A amplia- de 1951 com ção exigiu a construção de um novo circuito de adução e nova casa de força. Em agosto de 1996. o governo federal renovou por 30 anos o prazo de concessão da Acesita para o aproveitamento da energia da hidrelétrica. Em dezembro de 1994. A unidade de 15 MW geradora nº 4 é composta por gerador fornecido pela Asea Brown Boveri (ABB) e de potência turbina tipo Francis fabricada pela Usiminas Mecânica e pela Acesita. Em novembro do mesmo ano. o grupo francês Usinor adquiriu participação relevante no capital da Acesita.. Ainda em unitária. 1998. autori- 246 . além de uma chaminé de equilíbrio. visando numa primeira etapa à instalação de uma unidade geradora de 30 MW.. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução nº 466. foi inaugurada Em 1998. a Cemig iniciou entendimentos com a Acesita para a aquisição da hidrelétrica.

de Sá Carvalho para as instalações industriais constituída como subsidiária integral da Cemig. da Acesita em Timóteo..138 Tipo de turbina: Francis Município atingido: Nº de comportas: 2 (CF).5 (1) Volume útil máximo (hm3): Antônio Energia assegurada Dias: 1.76 Antônio Dias (MG) 247 .19 Vertedouro (MWmédio): 58 NA mínimo operativo: 369.5 Tipo: Superfície controlada Queda nominal (m): 110 NA máximo operativo: 372 Capacidade máxima (m3/s): 1. 31. Severo: 34 Altura máxima (m): Antônio Dias: 15.A. juntamen. Dias: 1. 230 kV proveniente da subestação de Ipatinga.5 Nº de unidades geradoras: 4 Volume total máximo (hm3): Antônio Potência unitária (MW): 14. 5 (CS) Engolimento turbina (m3/s): 83. destinando a produção tamento hidrelétrico para a Sá Carvalho S.38 16.96 Potência instalada (MW): 78 Área (km2): Antônio Dias: 1. da de energia elétrica.369 Casa de força Reservatório Vazão média de longo tempo (m3/s): 83. Bacia hidrográfica Severo: 14 Cota do coroamento: 373 Rio: Piracicaba Bacia: rio Doce Área de drenagem (km2): 4. sistema de transmissão da Cemig através da linha de te com assinatura de contrato de compra e ven.zando a transferência da concessão do aprovei.9 (1). Localização Cronologia Barragem Município: Antônio Dias (MG) Início de construção: 1947 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 1951 Comprimento (m): Antônio Dias: 112.7 (2). A operação de compra foi concretizada no mês A usina de Sá Carvalho está interligada ao seguinte pelo valor de R$ 86 milhões.

27 km de extensão e de uma subestação em Conselheiro Lafaiete. transferindo para a nova empresa a conces- são para a realização do aproveitamento de Salto do Paraopeba. Em 1948. de São Paulo. Usina Hidrelétrica de Salto do Paraopeba A usina de Salto do Paraopeba está localizada no rio Paraopeba. a jusante da embocadura do rio Camapuam. prevendo a instalação de superfície duas unidades geradoras de 1. além da construção de linha de transmissão em 34 kV com 14 comportas.880 kW e de uma terceira unidade de mesma potên- com crista e cia em etapa posterior.500 kW e turbina de tipo Francis. fabricados pe- 248 . elaborou o projeto da hidrelétrica.798. sendo a primeira composta por gerador de 1. Em 1949. O aproveitamento destinava-se barragem de a reforçar o suprimento de energia elétrica a Conselheiro Lafaiete e outras loca- concreto. no município de Jeceaba. afluente do rio São Francisco. obtendo autorização para incor- porar os bens e instalações da Castanheira & Melo.535.. o Escritório Técnico Carlos vertedouro de Kaiser. O aprovei- outorgando à Empresa Força e Luz Castanheira & Melo a concessão para o apro- tamento veitamento da energia hidráulica do Salto do Paraopeba. na região central de Minas Gerais.. Em fevereiro de 1947. o governo federal promulgou o ddecreto nº 22. o empresário Fortunato Lobo Leite deu início à organização da Companhia Força e Luz de Conselheiro Lafaiete. Em outubro de 1950. lidades atendidas pela Castanheira & Melo. A usina entrou em operação em 1956 com duas unidades geradoras. situado no rio de mesmo compreende nome. o governo federal promulgou o decreto nº 28.

antecessora cessão para explorar o aproveitamento de Salto do da empresa catarinense Hidráulica Industrial (Hisa). empresa do grupo CPFL. e turbina de tipo Minas Gerais e no estado de Santa Catarina. Em Paraopeba foi outorgada no mesmo ano à Sociedade 1958. a CPFL Em 1969.. fornecida pela Lindner. o governo federal autorizou a construção de linha Mineira de Ferro Ligas. Abalada por séria crise financeira. autorizando a Cemig a estabelecer-se como Produtor Independente de Energia Elétrica (PIE).. tora de várias plantas produtoras de ferroligas em de fabricação suíça da Brown Boveri.335. da no ano seguinte por um consórcio formado pela Em outubro de 2000. sendo adquiri- Companhia Paulista de Ferro Ligas (CPFL). maior fa. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução nº 386. 249 . a usina passou para o controle da teve sua falência decretada em 1994.las empresas norte-americanas Westinghouse e James bricante nacional de ferroligas de manganês e deten- Leffel e a segunda constituída por gerador de 970 kW. A con- Francis germinada. com de transmissão para o abastecimento do município de base no decreto federal nº 65. Jeceaba com energia de Salto do Paraopeba.

1956 com Em outubro de 2000. O aproveitamento compreende barragem de concreto. pendente de Energia Elétrica (PIE) mediante o aproveitamento de Salto do Parao- sendo a peba. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apro- duas unidades vou a resolução nº 386.. A Cemig investiu cer- 1. a CVRD adquiriu o controle total da empresa. geradores e turbinas e na instalação de equipamentos para automação das duas unidades geradoras. autorizando a Cemig a estabelecer-se como Produtor Inde- geradoras. 250 . ca de R$ 500 mil na reforma dos prédios. dois condutos forçados e casa de força.500 kW. Em 1999.. tomada d’água com duas comportas. a hidrelétrica voltou à operação. ficando tam- entrou em bém acertada a transferência da hidrelétrica para a Cemig como pagamento de operação em dívidas da CPFL. gerador de Em março de 2001. vertedouro de superfície com crista e 14 comportas. A mesma resolução determinou a realização das reformas necessárias para primeira a reativação da usina e a transferência do empreendimento para empresa distinta composta por da concessionária mineira. Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais A usina (Usiminas). sendo 12 confeccionadas em madeira e duas em chapas de aço.

A. 2 (CF) 8. como subsidiária integral de capital fecha- Ligada à cidade de Jeceaba por uma li- nha de 13.E m abril de 2001.46 tempo (m3/s): 43. do Paraopeba era uma das 32 Pequenas Centrais por meio da operação comercial de Salto do Paraopeba Hidrelétricas (PCHs) do parque gerador da Cemig e outras hidrelétricas de pequeno porte. Salto do para gerar e comercializar eletricidade como um PIE. a Cemig constituiu a Horizontes Energia S. Localização Cronologia Barragem Município: Jeceaba (MG) Início de construção: 1949 Tipo: Concreto gravidade Início de operação: 2001 (reativação) Comprimento (m): 80 Altura máxima (m): 12 Bacia hidrográfica Rio: Paraopeba Bacia: rio São Francisco Área de drenagem (km2): 2.470 Casa de força Vazão média de longo Potência instalada (MW): 2. ao final de 2005.15 (unid.21 Queda nominal (m): 18.97 Energia assegurada (MWmédio): 2. 0.5.4 Vertedouro Tipo de turbina: Francis Tipo: Superfície Engolimento turbina (m3/s): Nº de comportas: 14 (CV).58 Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 1.8 kV com cinco km de extensão. 1) 251 .

sendo ampliada cinco anos depois com a instalação de uma segunda Centrais unidade de mesma potência. um dos maiores fabricantes nacionais de ferroligas. Salto do Passo Velho forneceu energia a Xanxerê até 1983. alterando sua razão social para Hidrelétrica Xanxerê em abril operação de 1970. posteriormente recapacitada para 1. juntamente com a usina de Salto Voltão.100 kW. Salto do Foi construída pela Industrial Papelão Chapecozinho. As duas usinas foram desvinculadas do acervo da Hidrelétrica Xanxerê com autorização do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). no município de Bom Jesus. a concessionária já pertencia ao grupo da Companhia Pau- no final lista de Ferro Ligas (CPFL). oficializada em agosto de 1983 pela portaria nº 87. localizada cerca de 20 km a jusante no rio Chapecozinho. Nessa altura. afluente do rio Chapecó e contribuinte do rio Uruguai. empresa fundada Passo Velho por Josué Anoni em 1959. Hidrelétricas A Industrial Papelão Chapecozinho obteve autorização do Ministério de (PCHs) da Minas e Energia para funcionar como concessionária de serviços públicos de ener- Cemig em gia elétrica em 1968. na região oeste do estado de Santa Catarina. pas- 252 . atuante principalmente em Minas Gerais. Entrou em operação em dezembro de 1960 com uma unidade gerado- 32 Pequenas ra de 700 kW. de 2005. quando foi ad- quirida pela CPFL. ficando também conhecida como usina Chapecozinho ou era uma das usina Anoni. A área em que se encontra instalada pertenceu ao município de Xanxerê até a emancipação de Bom Jesus em 1995. Usina Hidrelétrica do Salto do Passo Velho A usina hidrelétrica do Salto do Passo Velho está situada no rio Chapecozinho.

autorizando a Cemig a estabelecer-se como Produtor Independente de Energia Elétrica (PIE) mediante o aproveitamento de Salto do Passo Velho. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução nº 385.Em outubro de 2000. 253 .

tubulação forçada em chapa de aço com 50 m de compri- mento e casa de força. a CVRD adquiriu o controle total da em- pela Industrial presa. sem placa de identificação do fabricante. sando a abastecer apenas o forno e os serviços auxiliares da fábrica de ferroligas instalada próxima à usina de Salto Voltão pela CPFL. Ambas operam com turbinas do tipo Francis com eixo horizontal. Em abril de 2001. ligada à Siemens. A. Em junho de 1990. Chapecozinho. a Cemig constituiu a Horizontes Energia S. como subsi- diária integral de capital fechado para gerar e comercializar eletricidade como um PIE. e outro de 700 kW. O arranjo geral do aproveitamento compreende barragem de gravidade em concreto. sendo adquirida no ano seguinte por um consórcio formado pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas). A usina conta com um gerador de 1.100 kW. Após reforma geral das instalações civis e dos equipamentos eletro- mecânicos. por meio da operação comercial de Salto do Passo Velho. Abalada por séria crise fi- nanceira. câmara de carga. No ano seguinte. a reativação da usina e a transferência do empreendimento para empresa distinta da concessionária mineira. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apro- empresa vou a resolução nº 385. canal de adução com 223 m de ex- tensão. Salto Voltão e mais duas hidrelétricas localizadas em Minas: Salto do Paraopeba (também adquirida da CPFL) e Machado Mineiro. 254 . autorizando a Cemig a estabelecer-se como Produtor Inde- fundada por pendente de Energia Elétrica (PIE) mediante o aproveitamento de Salto do Passo Josué Anoni Velho. A mesma resolução determinou a realização das reformas necessárias para em 1959. a CPFL teve sua falência decretada em 1994. fornecido pela empresa alemã Bromberg Hacker. com a desativa- ção da fábrica da CPFL em Xanxerê. vertedouro livre. Salto do Passo Velho foi atingida por uma enchente do rio Chapecozinho. sofrendo prejuízos de monta. Em outubro de 2000. Em 1998. Salto do Passo Velho era uma das 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) da Cemig em operação no final de 2005.. as duas unidades geradoras de Salto do Passo Velho voltaram à operação em outubro e dezembro de 2001. fornecidas pela empresa catarinense Hidráulica Industrial (Hisa). ficando também acertada a transferência das duas usinas para a Cemig Papelão como pagamento de dívidas da CPFL. tomada d’água.. Salto do Passo Velho e Salto Voltão foram Foi construída retiradas de operação.

Argamassada .80 Nº de unidades geradoras: 2 Potência unitária (MW): 1.3 Bacia hidrográfica Rio: Chapecozinho Bacia: rio Uruguai Área de drenagem (km2): 1. Localização Cronologia Barragem Município: Bom Jesus (SC) Início de operação: 2001 (reativação) Tipo: Pedra .05 Potência instalada (MW): 1.370 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 36.Gravidade Comprimento (m): 173 Altura máxima (m): 4.64 Vertedouro Queda nominal (m): 21. 0.34 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis 255 .7 Energia assegurada (MWmédio): 1.1.

atuante principalmente em Minas Gerais. pas- no final sando a abastecer apenas o forno e os serviços auxiliares da fábrica de ferroligas de 2005. oficializada em agosto de 1983 pela portaria nº 87. sofrendo prejuízos de monta.898. instalada próxima a usina de Salto Voltão pela CPFL. As duas usinas foram desvinculadas do acer- Cemig em vo da Hidrelétrica Xanxerê com autorização do Departamento Nacional de Águas operação e Energia Elétrica (DNAEE). Foi construída pela Hidrelétrica Xanxerê. localizada cerca de 20 (PCHs) da km a montante no rio Chapecozinho. Em junho de 1990.800 kW. um dos maiores fabricantes nacionais de ferroligas. sendo Salto Voltão ampliada em 1973 com a instalação de um gerador de 3. Salto Voltão foi atingida pela enchente do rio Chapecozi- nho e de um córrego vizinho. concessionária de capital privado pertencente ao grupo da Companhia Paulista de Ferro Ligas (CPFL). Centrais Salto Voltão forneceu energia a Xanxerê até 1983. quando foi adquirida Hidrelétricas pela CPFL. Usina Usina Hidrelétrica Hidrelétrica do Salto de Irapé Voltão A usina hidrelétrica do Salto Voltão está situada no rio Chapecozinho. na região oeste do estado de Santa Catarina. A usina entrou em operação em 1972 com um gerador de 2. juntamente com a usina de Salto do Passo Velho. afluente do rio Chapecó e contribuinte do rio Uruguai. Abalada por séria crise financeira. a CPFL teve sua falência decretada em 1994.960 kW. A concessão para o era uma das aproveitamento hidrelétrico foi oficializada pelo governo federal em novembro de 32 Pequenas 1974 com a promulgação do decreto nº 74. no município de Xanxerê. sendo adquirida no ano seguin- te por um consórcio formado pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e pela Usinas 256 .

Em 1998. as duas unidades gera- a transferência das duas usinas para a Cemig como pa. autorizando a Cemig a estabelecer-se como fornecidos pelas empresas Westinghouse e Eletro Me- Produtor Independente de Energia Elétrica (PIE) cânica Suíça foram recapacitados para as potências de mediante o aproveitamento de Salto Voltão. ende a barragem de gravidade em concreto. por meio da operação comercial ao final de 2005. vertedouro livre. trais Hidrelétricas (PCHs) da Cemig em operação dade como um PIE. (também adquirida da CPFL) e Machado Mineiro. doras de Salto Voltão voltaram à operação em setembro gamento de dívidas da CPFL. tubulação forçada em cha- Em abril de 2001.520 Vazão média de longo Casa de força tempo (m3/s): 43.5 Tipo: Crista livre Tipo de turbina: Francis 257 . ficando também acertada equipamentos eletromecânicos. câmara de carga. Os geradores 384. respectivamente. A usina entrou em operação em 1972 com um gerador de 2. as hidre. Salto Voltão e mais duas hi- a desativação da fábrica da CPFL em Xanxerê. como subsidiária integral de Salto Voltão era uma das 32 Pequenas Cen- capital fechado para gerar e comercializar eletrici. ma resolução determinou a realização das reformas O arranjo geral do aproveitamento compre- necessárias para a reativação da usina e a transfe. e dezembro de 2001. pa de aço com 182 m de comprimento e casa de força. drelétricas localizadas em Minas: Salto do Paraopeba létricas de Salto Voltão e Salto do Passo Velho foram re.2 Nº de unidades geradoras: 1 Potência unitária (MW): 3.7 (1).36 Queda nominal (m): 78. com de Salto do Passo Velho. 3.960 kW. A mes.800 kW. a Cemig constituiu a Ho.500 kW e 4. canal de adução com 147 m de da concessionária mineira. tiradas de operação.5 (1) Energia assegurada Vertedouro (MWmédio): 7. Localização Cronologia Barragem Município: Xanxerê (SC) Início de operação: 2001 (reativação) Tipo: Concreto ciclópico Comprimento (m): 122 Altura máxima (m): 4 Bacia hidrográfica Rio: Chapecozinho Bacia: rio Uruguai Área de drenagem (km2): 1.700 kW. Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas).87 Potência instalada (MW): 8.A. fabricadas pela empresa de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a resolução nº catarinense Hidráulica Industrial (Hisa). a CVRD adquiriu Após reforma geral das instalações civis e dos o controle total da empresa. rizontes Energia S. tomada rência do empreendimento para empresa distinta d’água. Ambas operam com turbinas de Em outubro de 2000. 4. sendo ampliada em 1973 com a instalação de um gerador de 3. No ano seguinte. extensão. a Agência Nacional tipo Francis de eixo horizontal.

É uma unidade de co-geração que aproveita combustíveis residuais dos processos de produção da siderúrgica do Barreiro. inaugurado em 1954 pela Companhia Siderúrgica Mannesmann. na área industrial dessa empresa. Usina Termelétrica do Barreiro A usina termelétrica do Barreiro foi construída pela Cemig em parceria com a empre- sa siderúrgica franco-alemã Vallourec & Mannesmann Tubes do Brasil (VMB). na região central de Minas Gerais. 258 . em- preendimento de marcante importância na história da industrialização de Minas. localizada no bairro do Barreiro em Belo Horizonte.

o Conselho de Política Ambiental de Minas confiabilidade do fornecimento de energia para a si- Gerais (Copam) aprovou a concessão de licença de derúrgica e a redução do impacto ambiental causado instalação para a usina. nesmann. parti. Em abril de consumidor industrial. a concessionária constituiu a Usina Termelétrica 259 . Em agosto da planta de co-geração. 2001.. visando à venda da energia substituída. com benefício de fidelização de um grande preendimento. per. tendo em vista o aumento da de 1999. Propósito Específico (SPE) para a consecução do em- mig. O s estudos sobre a usina do Barreiro foram iniciados mitindo ainda a ampliação do seu mercado pela em 1999 pela Cemig e pela Mannesmann.. pela emissão de gás de alto-forno na atmosfera. a VMB reiterou o interesse pela instalação cularmente em sistemas de co-geração. com benefício de fidelização de um grande consumidor industrial. guiram com a VMB. celebração de contrato de longo prazo para venda As negociações em torno do projeto prosse- da energia gerada pela termelétrica à siderúrgica. orçado em R$ 21 milhões. O empreendimento despontou como uma nova oportunidade de negócio para a Cemig. potencialmente livre. potencialmente livre. O empreendimento despontou como A Cemig decidiu criar uma Sociedade de uma nova oportunidade de negócio para a Ce. Empenhada em recuperar a mais favorável para o desenvolvimento de projetos competitividade da unidade brasileira da antiga Man- de autoprodução e produção independente. constituída em 2000 em decor- Vale ressaltar que as reformas institucionais em rência da incorporação da Mannesmann pela empre- curso no setor elétrico haviam criado um ambiente sa francesa Vallourec.

empresa de saneamento Agência básico de Minas Gerais.A. Elétrica (Aneel) As obras do Barreiro foram iniciadas em abril de 2002. a Cemig associou-se de 2002. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autori- zou a UTE Barreiro S. para levar adiante o negócio. as duas concessionárias consti- Nacional de tuíram a Central Termelétrica de Cogeração S.. através de licitação pública em sistema de turn-key. a termelétrica entrou em operação comercial. Em agosto do mesmo ano. a estabelecer-se como produtor independente de energia. operação e manutenção da termelétrica.A. a Cemig e a VMB assinaram o contrato para a implantação da usina. A empresa mineira assumiu a responsabilidade pela construção. a à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).A. pas- de energia. com garantias de financia- a estabelecer-se mento no regime de supplier’s credit. Em janeiro de 2002. independente Em fevereiro de 2004. cabendo à empresa siderúrgica a cessão do terreno em comodato e o fornecimento dos combustíveis. cabendo à Toshiba do Brasil a execução como produtor do empreendimento. Atendendo a essa exigência. como subsidiária integral de capital fechado. Barreiro S. A usina do Barreiro opera no ciclo térmico de vapor tipo Rankine. A contratação autorizou a do fornecimento de equipamentos e serviços para construção da usina foi feita UTE Barreiro S. determinando porém a transferência de seu controle acionário para empresa dis- Em janeiro tinta da concessionária mineira. com Energia 49% de capital da Cemig e 51% da Copasa. Seus combustíveis principais são o gás de alto-forno (originado da produção do ferro-gusa em alto-forno) e o alcatrão vegetal (um subproduto originado 260 ..A. sando a atender a cerca de um terço da carga da siderúrgica da VMB. Em julho do mesmo ano.

A energia gerada é para fornecimento de parcela significativa de sua de- fornecida através do barramento de 22 kV da si. A termelétri. Localização Empreendimento Município: Belo Horizonte (MG) Tipo: Termelétrica de co-geração Potência instalada (MW): 12. manda. alcatrão e gás natural Nº de unidades geradoras: 1 Início de operação: 2004 261 . aten- turbina a vapor com torre de resfriamento e um dendo aos requisitos do órgão regulador do setor.do carvão vegetal). das sinergias entre as duas empresas. O gás natural também pode Sua implantação representou a consolida- ser utilizado em caso de redução da disponibili. ção de uma parceria inédita no Brasil em que uma dade dos combustíveis principais. uma da planta de um cliente uma central de geração. concessionária de energia elétrica construiu dentro ca possui uma caldeira multicombustível. em paralelo com o sistema Cemig.9 Combustível: Gás de alto-forno. com clara demonstração do aproveitamento derúrgica. gerador com eixo horizontal.

262 . passando a responder por uma parcela significativa do consumo de energia elétrica da Usiminas. também merecem destaque: duas caldei- de energia ras de baixa pressão fabricadas pela Dedini e pela Kawasaki. A termelétrica entrou em operação em 1986. uma parcela A usina conta com duas unidades geradoras de 20 MW de potência unitária. atendida pela Cemig em 138 kV. Usina Termelétrica Usina Hidrelétrica de Ipatinga de Irapé A usina termelétrica de Ipatinga está localizada no município de mesmo nome. com- significativa postas por turbinas a vapor. uma torre de resfriamento e uma estação de tratamento de água. mediante o apro- veitamento dos combustíveis gasosos produzidos pela Usina Intendente Câmara. em 1986. A termelétrica foi instalada na planta industrial da entrou em siderúrgica em Ipatinga. Em 2000. a termelétrica permitiu o aumento da con- responder por fiabilidade do abastecimento a cargas vitais do processo produtivo da Usiminas.. na região do rio Doce de Minas Gerais. uma das maiores empresas do setor siderúrgico na- cional. três caldeiras de alta pres- elétrica da são fornecidas pela Mitsubishi Heavy Industries e pela Companhia Brasileira de Caldeiras Usiminas.. e geradores encomendados à Brown do consumo Boveri Co. Construída pela Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas). A termelétrica principalmente gás de alto-forno. foi adquirida pela Cemig em 2000. Além da redução dos custos com fornecimento de energia elétrica à side- passando a rúrgica. destacando-se como um dos maiores empreendimentos de operação co-geração até então desenvolvidos no país. Entre seus equipamentos principais. (CBC). a Cemig adquiriu a central térmica por R$ 90 milhões como paga- mento de dívidas pendentes da Usiminas relativas a fornecimento de eletricidade. de tipo monocilíndrico.

a Cemig e a Usiminas cele- bustível. rida por ocasião da privatização da Companhia Side- te. utilizando gás de alto-forno. a partir de janeiro de 2005. durante cinco anos. com o propósito de operar a ter.. Em agosto do mesmo ano. na forma de subsidiária integral concessionária mineira. Em maio de 2004. gás de rúrgica Paulista (Cosipa). alcatrão e outros Nº de unidades geradoras: 2 Início de operação: 1986 263 . a Cemig e a Usiminas celebraram contrato no valor de R$ 1 bilhão para fornecimento de energia às unidades de Ipatinga e Cubatão durante cinco anos. a Cemig constituiu a Usina A Usiminas é o maior cliente industrial da Térmica Ipatinga S. a partir de janeiro de 2005. alcatrão. Em 2002. derivados de alcatrão e óleo com.A. aço em suas unidades de Ipatinga e Cubatão. com pro- melétrica. em conjunto com a Usiminas. gás de aciaria. A subsidiária dução anual de cerca de 10 milhões de toneladas de tinha por objetivo social a produção e a comercializa. Privatizada em 1991. Localização Empreendimento Município: Ipatinga (MG) Tipo: Térmica de co-geração Potência instalada (MW): 40 Combustível: Gás de alto-forno.Em maio de 2004. a Cemig assinou um contrato de braram contrato no valor de R$ 1 bilhão para forneci- compra e venda de energia com a Usiminas referente mento de energia às unidades de Ipatinga e Cubatão à energia produzida pela térmica de Ipatinga. a em- de capital fechado. coqueria. presa lidera o chamado Sistema Usiminas. adqui- ção de energia em regime de produção independen.

264 .

Estações Ambientais 265 .

foi reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). que contemplou numerosos programas e projetos para minimização dos impac- tos socioambientais causados pela formação do grande reservatório da hidrelétri- ca. Nova Ponte entrou em operação em setembro de 1994.847 ha. após análises baseadas em critérios técnicos de observação. expressividade dos ambientes na- 266 . no mesmo ano em que a Cemig dava partida à construção da hidrelétrica. O processo de escolha da área da estação ambiental teve início em 1987. A estação foi criada para atender às exigências legais de licenciamento ambiental do aproveitamento hidrelétrico de Nova Ponte. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Galheiro de Irapé I naugurada em 5 de junho de 1996. Terceira maior usina da Cemig em capacidade instalada. Sua implantação foi prevista no Plano de Controle Ambiental de Nova Pon- te. a estação ambiental de Galheiro está si- tuada às margens do reservatório da usina hidrelétrica de Nova Ponte. visando à preservação de remanescentes expressivos da vegetação de cerrado e da fauna diversificada na área do empreendimento. é a maior unidade de conservação da Cemig. entre os rios Quebra-Anzol e Galheiro. Com área de 2. Estudos preliminares apontaram a existência de 35 áreas potenciais para a implantação da estação. no município de Perdizes (MG). O número dessas áreas foi reduzido para quatro em 1992. no rio Araguari. Localizada em área do ecossistema cerrado.

além de 78 famílias de insetos. torre de vigilância de incêndios.. dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Está sendo desenvolvido o programa de Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. 264 de aves. que vem Em novembro de 2002. Estação Ambiental de Galheiro Ano de criação: 1996 Localização: município de Perdizes (MG) Usina relacionada: Hidrelétrica de Nova Ponte Área (ha): 2. jamento. uma vegetação natural e significativa rede de drenagem vez que é parte integrante do complexo da usina hi- com água de boa qualidade. para a implantação da estação. contemplando roteiro básico de visitação e a área junto ao rio Galheiro como a mais apropriada trilha interpretativa. rede o pica-pau-rei. cercas de mourões de concreto e Como resultado dos estudos ambientais. getais. dio e telefone. o lobo-guará e algumas espécies raras. turais. dos de fauna. 36 de mamíferos Em relação à infra-estrutura. 53 de répteis. elétrica. Galheiro e 20 de anfíbios. o tamanduá-bandeira. Fo. laboratório para estu- ram identificadas espécies ameaçadas de extinção. auditório.847 267 . Inventário da fauna e da drelétrica de Nova Ponte. no rio Araguari. educação ambiental para alunos de ensinos funda- Um mapeamento mais detalhado e as negociações mental e médio das redes pública e particular da com os órgãos ambientais de Minas Gerais definiram região. a estação foi cadas- possibilitando a implementação de medidas voltadas trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e ao correto gerenciamento da unidade. conta com ancoradouro. foi aceiros em torno de toda a área. vereiro de 2000. alo- como o macaco-guigó ou sauá. elaborado o plano de manejo da reserva. presença de fauna e facilidades de proteção. sistema de comunicação através de rá- como a jandaia-de-testa-vermelha. flora e limnologia. certificada desde 23 de fe- flora realizado em 1994 registrou 624 espécies de ve.. A estação foi criada para atender às exigências legais de licenciamento ambiental do aproveitamento hidrelétrico de Nova Ponte. A estação vem operando em conformidade Galheiro tem 72% de sua área coberta com com a ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental.

na margem oposta. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Igarapé de Irapé I mplantada em 1992 junto à usina de Igarapé. Foi criada com o objetivo de promover o desenvolvimento de programas de educação ambiental. uma escada de peixes na barragem da usina. a 268 . na margem esquerda do rio Paraopeba. Responsável pelo alagamento de uma área de 365 ha. a Cemig construiu. iniciando estudos de captura e marcação de es- pécies nativas do rio Paraopeba em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). principal termelétrica da Cemig. Em 1994. a estação ambiental de Igarapé possui uma área de 105 ha. e a área do Centro de Educação Ambiental no município de Betim. com tecnologia própria. compreendendo a área industrial da usina no município de Juatuba. preservação e recomposição da flora e da fauna locais.

barragem fora erguida à época da construção da em 1997. vem recebendo estudantes e professores da rede escolar pública e privada de Minas Gerais. trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Além do sistema de transposição de peixes. a dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como estação conta com um viveiro de animais e um centro Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. de educação ambiental que. a estação foi cadas- combustível de Igarapé. Além do sistema de transposição de peixes. Estação Ambiental de Igarapé Ano de criação: 1992 Localização: municípios de Betim e Juatuba (MG) Usina relacionada: Termelétrica de Igarapé Área (ha): 105 269 . rede escolar pública e privada de Minas Gerais. em 1997. desde sua inauguração. desde sua inauguração. tir o fornecimento de água para as caldeiras a óleo Em novembro de 2002. a estação conta com um viveiro de animais e um centro de educação ambiental que. vem recebendo estudantes e professores da termelétrica (1974-1978) com a finalidade de garan.

são produzidos pei- xes nativos do trecho superior do rio Grande. está localizada no município de Itutinga. Desde a piracema de 1995/1996. com uma área de 35. visando à sua transferência para os reservatórios da Cemig. dourado e piracanjuba. A estação vem contribuindo para o fomento da piscicultura na região sul de Minas. O programa de reflorestamento consiste na produção de espécies flores- tais nativas. às margens dos reservató- rios das hidrelétricas de Itutinga e de Camargos. em parceria com universidades e produtores rurais. iniciados na década de 1980. para reflo- restamento ciliar e recuperação das áreas degradadas próximas aos reservatórios e às nascentes. Itutinga e Camargos foram construídas pela Cemig na década de 1950. pacu. como óleo copaíba. cedro e pitanga. jatobá. o Programa de Reflorestamento Ciliar visa à manutenção da vida animal terrestre e aquática. em convênio com a Universidade Federal de Lavras (UFLA). A estação ambiental foi criada com a finalidade de dar continuidade aos trabalhos de preservação ambiental da Cemig na região. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Itutinga de Irapé I naugurada em julho de 1994. promovendo a reprodução induzida de espécies como piau. a estação ambiental de Itutinga. Suas principais atividades se desenvolvem nas áreas de piscicultura e reflorestamento.26 ha. com o Programa de Reflores- tamento Ciliar. ipê-amarelo. Implantado em 1989. Primeira e segunda usinas da cascata de aproveitamentos hidrelétricos do rio Grande. 270 .

Estação Ambiental de Itutinga Ano de criação: 1994 Localização: município de Itutinga (MG) Usinas relacionadas: Hidrelétricas de Itutinga e Camargos Área (ha): 35. A estação de Itutinga também promove cursos de cubação de ovos. Em novembro de 2002. Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. Em novembro de 2002. a estação foi cadastrada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. tanques-rede para estocagem de peixes. dade e das escolas da região para atividades de edu. laboratório para reprodução de peixes e in. tanques de terra e uma unidade de piscicultura e está aberta à participação da comuni. trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Sua infra-estrutura compreende viveiro de dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como mudas.26 271 . a estação foi cadas- cação ambiental.

ocu- pa uma área de 358 ha. junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). no município de Nova Ponte. A estação foi criada para atender às exigências ambientais relacionadas ao aproveitamento hidrelétrico de Miranda. notadamente o desenvolvimento de pesquisas sobre a fauna e a flora na área do empreendimento. demandando a formação de um reserva- tório com 51 km2 de extensão ao longo do rio Araguari. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Jacob de Irapé I naugurada em 5 de agosto de 1998. Banhada pelo rio Araguari. a usina de Miranda entrou em operação comercial em maio de 1998. a estação ambiental de Jacob está situada às margens do reservatório da usina hidrelétrica de Miranda. a jusante da estação ambiental. reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). em área do ecossistema cerrado. Construída no mu- nicípio de Indianópolis. 272 .

cercas e aceiros. sistema de radiocomunicação. 19 de répteis e 12 de anfíbios. Estação Ambiental de Jacob Ano de criação: 1998 Localização: município de Nova Ponte (MG) Usina relacionada: Hidrelétrica de Miranda Área (ha): 358 273 . A estação ambiental de Jacob é assim denominada em homenagem ao seu ex-proprietário. mirante. contando em sua infra-estrutura com auditório. a estação foi cadas- trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. A estação ambiental de Jacob é assim denominada em homenagem ao seu ex-proprietário. a área escolhida conta com um dos melhores remanescentes florestais da região. tendo sido desapropriada pelo governo estadual em outu- bro de 1994. trilhas e estradas in- ternas. senhor Agripino Jacob de Resende. que muito contribuiu para a preservação da área. provenientes da operação de resgate da fauna durante o enchimento do reservatório da hidrelétrica. foram translocados e monitorados por radiotelemetria espécimes de ouriço-cacheiro e mico- estrela. Além da fau- na significativa. Em dezembro de 2004. Em 1997 e 1998. senhor Agripino Jacob de Resende. 53 es- pécies de mamíferos. exposição ambiental. A estação desenvolve pesquisas sobre a fauna e a flora nativas e promove trabalhos de pre- servação e de educação ambiental. O inventário da fauna local realizado nos anos de 1995 e 1996 identificou 206 espécies de aves. A localização da estação foi definida durante a exe- cução do projeto básico da hidrelétrica. que muito contri- buiu para a preservação da área.

no município de Ninheira. 274 . incubação de ovos e unidade de tanques para estocagem. Foi implantada cinco anos depois da entrada em operação da usina com o objetivo de desenvolver trabalhos de pesquisa e produção de alevinos nas bacias dos rios Pardo e Jequitinhonha. na área da piscicultura. Estação Ambiental de Machado Usina Hidrelétrica Mineiro de Irapé I naugurada em novembro de 1997. vêm sendo realizados em convênio com a Escola Agrotécnica Federal de Salinas (EAFSAL). piapara. a estação ambiental de Machado Mineiro está localizada às margens do reservatório da usina hidrelétrica de Machado Mineiro. A estação conta em sua infra-estrutura com laboratório para reprodução de peixes. Os trabalhos. com a reprodução induzida de espécies como o piau. curimbatá e piabanha. na região norte de Minas Gerais.

Estação Ambiental de Machado Mineiro Ano de criação: 1997 Localização: município de Ninheira (MG) Usina relacionada: Hidrelétrica de Machado Mineiro Área (ha): 3.2 275 . incubação de ovos e unidade de tanques para estocagem. A estação conta em sua infra-estrutura com laboratório para reprodução de peixes.

está em processo de reconhecimento como Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN estadual. Merece destaque o projeto de produção. destacam-se o pavó ou pavão-do-mato. criação e manejo de macucos e mutuns. possui 606 ha de área terrestre. 26 de répteis. Originalmente denominada Estação de Pesquisas e Desenvolvimento Ambiental de Peti. identificando 556 espécies de insetos. a estação ambiental de Peti está situada às margens do reservatório da usina hidrelétrica de Peti em área dos municípios de Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo. a Cemig promoveu o inventário das es- pécies nativas de animais e plantas. dentre elas a libélula que recebeu o nome científico de Heteragrion petiense e a árvore de canela. na zona limítrofe entre a Mata Atlântica e o Cer- rado. 256 de aves. em parceria com 276 . Estação Ambiental Usina Hidrelétrica de Peti de Irapé I naugurada em 22 de setembro de 1983. O inventário possibilitou a implantação de um centro de manejo e re- produção de animais silvestres para translocar e reintroduzir espécies em am- bientes locais e em outras unidades ambientais do estado. o lobo-guará e a onça-parda. Quatro espécies identificadas são novas para a ciência. transformado em símbolo da reserva. 24 de anfíbios e 10 de peixes. 502 de vegetais. É considerada uma das mais importantes reservas ecológicas do país. Ba- nhada pelo rio Santa Bárbara e quatro córregos. sem contar os 677 ha de reservatório. 39 de mamíferos. junto ao Instituto Estadual de Florestas – IEF. Licaria triplicalyx. Em convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Cen- tro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). Entre as espécies ameaçadas de extinção.

portanto. pesquisas. instalado na casa de força da antiga usina Estação Ambiental de Peti Ano de criação: 1983 Localização: municípios de Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) Usina relacionada: Hidrelétrica de Peti Área (ha): 606 277 . na formação vegetação local. tando um programa de educação ambiental. de manejo e reprodução de animais silvestres. a estação ambiental de Peti vem implementando um programa de educação ambiental. O trabalho é desenvolvido em parce- de mão-de-obra qualificada para a elaboração dos Es. a Crax – Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Fau. de Peti (construída no início do século XX). a estação foi cadas- Ambiental (Eia-Rima) de usinas hidrelétricas. dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Sua infra-estrutura compreende o centro de Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. a estação ambiental de Peti vem implemen. funciona uma pioneira trilha para e da flora. tudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Em novembro de 2002. ria com o Instituto São Rafael. audi- Além de estudos sobre ecologia terrestre e tório. o caminho é entremeado por informações em Braille A estação tornou-se uma importante escola e os portadores de deficiência têm à disposição se- de técnicos especializados nos problemas específicos mentes e folhas para que possam sentir a textura da do setor elétrico brasileiro e. o centro na Silvestre. aquática e dos trabalhos de monitoramento da fauna Em Peti. quando trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e da promulgação da Resolução Conama 01/86. Além de estudos sobre ecologia terrestre e aquática e dos trabalhos de monitoramento da fauna e da flora. restaurante e alojamentos. deficientes visuais: escorado por cordas sinalizadas.

jaú. a Cemig desenvolve ali um projeto de reprodução induzida. como curimba. nos rios Grande. A estação ambiental abriga um dos mais importantes centros de pisci- cultura do Brasil. Paranaíba e Araguari para a preservação da biodiversida- de e manutenção da pesca. Como os peixes migradores ou de piracema não se adaptam ao regime de águas lênticas dos reservatórios para completar o seu processo repro- dutivo. a estação ambiental de Volta Grande foi implantada em áreas remanescentes da usina hidrelétrica de Volta Grande. nos municípios de Conceição das Alagoas (MG) e Miguelópolis (SP). ocupa uma área de 391 ha. no cur- so inferior do rio Grande. Por meio de indução hormonal. Estação Ambiental Usina de Hidrelétrica Volta Grande de Irapé I naugurada em 14 de janeiro de 1976. em parceria com universidades e institutos de pesquisa. quando são transferidos aos reservatórios da empresa. As pós-larvas são cultivadas até se transformarem em ale- vinos e jovens. dourado. localizada às margens do reservatório da hidrelétrica. especial- mente. Primeira estação ambiental da Cemig. Originalmente denominada Estação de Hidrobiologia e Piscicultura de Volta Grande. 278 . consegue-se a reprodução de espécies cultivadas em tanques ou capturadas na época da piracema. sua criação foi idealizada ao tempo da construção da usina de Volta Grande (1970-1974). piracanjuba e surubim. tendo como objetivo primor- dial a realização de estudos sobre a qualidade da água e o desenvolvimento de técnicas de manejo e reprodução de espécies nativas de peixes na bacia do rio Grande. piapara. pacu.

peixes. químicos e biológicos. recu. algumas ameaçadas de extinção. biblioteca. compreendendo a coleta e análise de dados Sua infra-estrutura compreende atualmente físicos. Estação Ambiental de Volta Grande Ano de criação: 1976 Localização: municípios de Conceição das Alagoas (MG) e Miguelópolis (SP) Usina relacionada: Hidrelétrica de Volta Grande Área (ha): 391 279 . dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) como Espécies como o veado-catingueiro são mantidas Asas – Área de Soltura de Animais Silvestres. a estação foi cadas- mamíferos. um levantamento espécies em extinção e o melhoramento genético. pavilhão de peração de áreas degradadas e arborização urbana. como o tamanduá-bandeira. museu de peixes. onde foram de. se- para atender aos trabalhos de reflorestamento ciliar. a estação formou um viveiro de mudas laboratório completo para limnologia e ictiofauna. Em 1978. 168 de aves e 25 de mamíferos. Paralelamente aos trabalhos voltados para a A estação também é utilizada nos programas recomposição da ictiofauna. como trada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e o tamanduá-bandeira. tectadas 45 espécies de vegetais. algumas ameaçadas de extinção. Possui uma área de 391 ha. 168 tanques. oito aquários. de educação ambiental da Cemig para alunos de en- move um programa de monitoramento da qualidade sinos fundamental. viveiro para Possui uma área de 391 ha. tor de refrigeração. servatório de Volta Grande. dois lagos de piscicultura. onde foram detectadas 45 espécies de vegetais. da ictiofauna realizado por pesquisadores da UFMG ta-se de uma iniciativa conjunta da Cemig e da Universi. M ais recentemente. sala de microscopia. apontou a presença de 53 espécies de peixes no re- dade Federal de Minas Gerais (UFMG). a estação ambiental pro. produção de mudas de plantas e alojamentos. o lobo-guará e a jaguatirica. Tra. hipofisação. a estação de piscicultura passou a contar com um banco de sêmen para a restauração de em viveiros de aclimatação para posterior soltura e monitoramento. médio e superior de escolas das da água do reservatório e dos tanques e viveiros de redes pública e particular. o lobo-guará e a jaguatirica. Entre 1994 e 1995. 168 de aves e 25 de Em dezembro de 2004.

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Jacutinga
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA. Acervo Histórico: processo n.
FOP
1170/1948. Rio de Janeiro, 1948.

Gafanhoto
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA. Acervo Histórico: processo n.
FOP
3612/54. Rio de Janeiro, 1954.

Jacutinga
DEPARTAMENTO NACIONAL DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA. Acervo Histórico: processo n.
FOP
707834/68. Rio de Janeiro, 1968.

Igarapé
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Igarapé
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FOP Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. 01410/1972. Rio
de Janeiro, 1972.

Igarapé
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FOP Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. 01410/1972. Rio
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São Simão
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290

Igarapé
ELETROBRÁS. Conselho de Administração. Deliberação n. 040/1974, de 12 mar. 1974. In:
FOP ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
01410/1972. Rio de Janeiro, 1972.

Pai Joaquim
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00043/1993: informação técnica n. 002/93. Rio de Janeiro, 1993.

ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. Porto Estrela
FOP
00002/1995. Rio de Janeiro, 1995.

ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. Paraúna
FOP
0074/1976. Rio de Janeiro, 1976.

Funil
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
0090/1995. Rio de Janeiro, 1995.

ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. Miranda
FOP
0094/1986. Rio de Janeiro, 1986.

Queimado
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00114. Rio de Janeiro, 1997.

Rosal
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00130/1976. Rio de Janeiro, 1976.

Irapé
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00166/1962. Rio de Janeiro, 1962.

Rosal
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00233/1993. Rio de Janeiro, 1993.

Nova Ponte
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
00258/1987. Rio de Janeiro, 1987.

Queimado
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
DEL
01129/1963. Rio de Janeiro, 1963.

Igarapé
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
01410/1972. Rio de Janeiro, 1972.

Formoso
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
01781/1963. Rio de Janeiro, 1963.

Volta Grande
ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n.
FOP
1908/1968. Rio de Janeiro, 1968.

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ELETROBRÁS. Departamento de Organização e Documentação. Acervo Eletrobrás: processo n. Pissarrão
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Emborcação
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Gafanhoto
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Bom Jesus do Galho
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Três Marias

Paraúna
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Xicão

Peti
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Xicão

Gafanhoto
Luiz Dias
Pai Joaquim
Paraúna
Poço Fundo
Santa Marta
São Bernardo
Xicão
Anil
Camargos
Emborcação
LIV CEMIG. Cemig, 35 anos. Belo Horizonte, 1987.
Igarapé
Itutinga
Jaguara
Piau
Salto Grande
São Simão
Três Marias
Tronqueiras
Volta Grande
Igarapava
Nova Ponte

Emborcação
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Cemig, 5). São Simão

Gafanhoto
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