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UFRN - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CERES - CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

A NECESSIDADE E A POSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA PELO DELEGADO DE POLÍCIA NOS CRIMES DE BAGATELA

JÉSSICA ALESSANDRA BARBOSA DANTAS

CAICÓ RN

2015

JÉSSICA ALESSANDRA BARBOSA DANTAS

A NECESSIDADE E A POSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DO

PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA PELO DELEGADO DE POLÍCIA NOS

CRIMES DE BAGATELA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento do Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN, CERES, Campus de Caicó RN, como requisito para conclusão do curso de graduação em Direito.

Orientador: Profº. Msc. Thomas Kefas de Souza Dantas.

CAICÓ RN

2015

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ CERES CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

O artigo científico “A necessidade e a possibilidade do reconhecimento do princípio da insignificância pelo delegado de polícia nos crimes de bagatela”, de autoria da graduanda Jéssica Alessandra Barbosa Dantas, foi avaliado e aprovado pela Comissão Examinadora formada pelos seguintes professores:

COMISSÃO EXAMINADORA

Prof. Msc. Thomas Kefas de Souza Dantas ORIENTADOR

Profa. Esp. Ana Marília Dutra Ferreira da Silva MEMBRO

Prof. Esp. Winston de Araújo Teixeira MEMBRO

Caicó RN, em

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A NECESSIDADE E A POSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DO

PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA PELO DELEGADO DE POLÍCIA NOS

CRIMES DE BAGATELA

Jéssica Alessandra Barbosa Dantas 1

RESUMO

Pretende-se, de forma elementar, com o presente artigo, através de pesquisas bibliográficas, bem como por meio de informações constantes em vídeos que abordam a temática, localizar o leitor com o princípio da insignificância e com os delitos de bagatela, através de conceitos e alocações devidas sobre onde estes temas estão situados no direito penal. A partir de então, objetiva-se estabelecer uma relação entre esses temas já mencionados, o delegado de polícia e

a sua atuação, com o fito de verificar a necessidade da autoridade policial em lidar com o

reconhecimento do princípio em análise nos delitos bagatelares e confrontá-la com a real possibilidade conferida a esta mesma autoridade, pelo ordenamento jurídico brasileiro. Pretende-se, portanto, entender a atuação do delegado de polícia no que diz respeito ao afastamento da tipicidade material nos delitos de pouca monta, na esfera pré-processual da persecução penal. Reflexões serão suscitadas sobre as possíveis consequências jurídicas da impossibilidade do afastamento da tipicidade material, nos crimes de bagatela, pelo delegado de polícia e informações serão levantadas sobre como estas autoridades, de modo geral, compreendem o tema e qual os procedimentos que seguem nos casos de reconhecimento da insignificância nos delitos de bagatela. Por fim, independentemente de o ordenamento jurídico

brasileiro reservar ou não, aos delegados, possibilidades amplas de reconhecimento do princípio da insignificância na esfera policial, será a partir do confronto entre a necessidade e

a possibilidade destacada ao longo do trabalho que se pretende ponderar, ao final, sobre o

procedimento mais adotado pelos delegados quando se deparam com as infrações bagatelares.

PALAVRASCHAVE: Reconhecimento da insignificância, Delegado de polícia, Crimes

bagatelares.

RESUMEN

Se pretende, de forma elemental, a través de este artículo, con base en estúdios bibliográficos de la literatura, así como a través de las informaciónes en vídeos que abordan el tema, localizando al lector con el principio de La insignificancia y de los crímenes de menor importancia a través de conceptos y asignaciones debidas donde estas cuestiones están relacionadas con la ley penal. Desde entonces, el objetivo es establecer una relación entre

1 Bacharelanda no Curso de Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN, campus de Caicó RN. E-mail: jessicaabdantas@gmail.com.

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estos temas ya mencionados, el jefe de la policía y de su actividad, con el objetivo de verificar la necesidad de la autoridad policial con el reconocimiento del principio en análisis en los delitos insignificantes y confrontarlos con la posibilidad real dado a esta misma autoridad, el sistema jurídico brasileño. Se pretende, por tanto, comprender la atuación del jefe de la policía en relación a la eliminación de la tipicidad en delitos de poca importancia, en la esfera preventiva de la ley penal. Reflexiones serán emergentes acerca de las posibles consecuencias jurídicas de la imposibilidad de la desviación de los materiales de características típicas , la pequeña cantidad de delitos. El jefe de la policía y la información serán levantados por estas autoridades, en general, entienden el problema y cuáles son los procedimientos a seguir en casos de reconocimiento de la insignificancia de delitos de poca amplitud. Por último, con independencia del sistema jurídico brasileño de reserva o no, a los delegados, un amplio margen para el reconocimiento del principio de insignificancia en el ámbito policial, será a partir de la confrontación entre la necesidad y la posibilidad de relieve a lo largo de la investigación, que está destinado a tener en cuenta, al final, sobre el procedimiento adoptado por más delgado cuando se encuentran con los delitos de poca importância.

PALABRAS CLAVE: Reconocimiento de la insignificância, Jefe de la policía, Crímenes

bagatelares.

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A partir de leituras realizadas sobre a temática do princípio da insignificância e sua

aplicação pelo delegado de polícia, verificou-se que a autoridade policial encontra limites à

aplicação e ao reconhecimento da insignificância nos crimes de bagatela.

Alguns estudiosos do direito penal entendem que o delegado de polícia não deve

reconhecer o princípio da insignificância nas infrações bagatelares e assim deixar de lavrar

eventual auto de prisão em flagrante, porque a ele não seria dada a atribuição de valorar a

tipicidade material dos delitos que chegam ao seu alcance.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) inclusive, já demonstrou entendimento de que o

Poder Judiciário é quem deve reconhecer ou deixar de reconhecer o caráter insignificante de

uma conduta. Apenas ao magistrado competiria emitir um juízo de valor sobre a tipicidade

material de uma infração penal para descaracterizá-la ou não.

No entanto, é enveredando pelo território da prática que se percebe a necessidade dos

delegados de polícia de utilizarem o princípio da insignificância, porque não raras vezes

infrações de nenhum potencial lesivo chegam às delegacias e precisam ter sua tipicidade

material sondada para que se proceda ou não à lavratura do flagrante.

Quando a liberdade das pessoas está em risco, razoável é que uma resposta seja dada

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da maneira mais célere possível ao caso, porque assim se estará evitando lesões ou exposições a risco de bens jurídicos que necessitam de uma tutela penal imediata. Torna-se flagrante, assim, que as autoridades policiais encontram necessidade de reconhecimento da insignificância nos delitos de bagatela, embora não tenham possibilidades tão amplas e uníssonas de reconhecimento do tal ditame nos casos concretos que chegam à sua esfera de análise. Almeja-se, nesse âmbito, relacionar o princípio da insignificância à autoridade policial e ao desempenho das suas atividades, para se verificar a amplitude da necessidade desta autoridade em reconhecer o princípio em análise, assim como a sua possibilidade de fazê-lo. Também se verifica como propósito deste trabalho, destaque-se, refletir a respeito do afastamento da tipicidade material pelo delegado de polícia no momento que antecede o processo penal, assim como sobre as consequências jurídicas de uma suposta impossibilidade de afastamento por esta mesma autoridade. Será que ao delegado de polícia estaria garantido, pelo ordenamento jurídico, o reconhecimento do princípio da insignificância nos delitos de bagatela? Será que a esta autoridade da polícia judiciária caberia proceder a um juízo de valor em torno da tipicidade material de uma conduta supostamente delituosa? Cabe tratar, por fim, que é através do método dedutivo, da pesquisa bibliográfica documental, por meio de artigos científicos que tratam do tema, livros de manuais e de cursos de direito penal, assim como através de pesquisa audiovisual, observando-se vídeos que versam sobre a temática, que se terá como escopo esclarecer as indagações já suscitadas.

2. O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA E A SUA CORRELAÇÃO COM O PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA NO DIREITO PENAL

Os princípios no direito penal devem ser observados como balizamentos para a aplicação da lei em cada caso concreto, visto que são referenciais para o ordenamento jurídico, podendo estar presentes na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CRFB/88) de forma explícita ou implícita, na doutrina e também na jurisprudência pátrias. Dentre os princípios que norteiam a aplicação do direito penal, pois, é pelo da intervenção mínima, presente na doutrina e jurisprudência nacionais, que o direito penal revela sua ordenação para interferir minimamente em sociedade. A intervenção do direito

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penal aos fatos que alcançam relevância jurídica somente deverá acontecer quando os outros ramos do Direito não puderem solucionar o problema posto em questão. Assim expõe Rogério Greco:

O Direito Penal deve, portanto, interferir o menos possível na vida em sociedade, devendo ser solicitado somente quando os demais ramos do Direito, comprovadamente, não forem capazes de proteger aqueles bens considerados da maior importância. (GRECO, 2012, p.47).

Tal como acima explicitado, o direito penal não deve estar destinado à proteção de todos os bens jurídicos inerentes à sociedade, mas apenas a uma minoria que não é abarcada pelos outros ramos do ordenamento jurídico, a saber, pelo do direito administrativo, civil, tributário e etc. Desse modo, não intervirá desnecessariamente na vida das pessoas, quando estes outros ramos do Direito já citados forem capazes de solucionar os conflitos existentes. É cediço que há princípios corolários da intervenção mínima dentre os quais estão presentes, e merecem destaque, a fragmentariedade 2 , a subsidiariedade ou necessidade 3 e o princípio da insignificância ou da bagatela, o qual importa tratar mais atenciosamente nesta oportunidade.

Pois bem, tal como o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) expôs, o Supremo Tribunal Federal (STF) já assentou que o princípio da insignificância ou bagatela é consequência ou corolário da intervenção mínima, pelo que deve ser tratado em correlação com este princípio e possui alguns vetores já consolidados pela própria jurisprudência da excelsa corte. Veja-se:

2 O princípio da fragmentariedade é corolário da intervenção mínima porque reafirma que o direito penal não deve tutelar todos os bens jurídicos, mas apenas alguns; os tidos como mais importantes na ótica do legislador, que procederá à fragmentação. Isto é, procederá à distinção entre os bens jurídicos de maior e menor relevância para a esfera do direito penal. CURSO DE DIREITO PENAL (PARTE GERAL E ESPECIAL) PARA CONCURSO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL 2015 (DISCIPLINA ISOLADA) - PROF. GEOVANE MORAES. Direção de Complexo de Ensino Renato Saraiva - Cers Cursos Online. Produção de Cers Cursos Online. Realização de Cers Cursos Online. Coordenação de Cers Cursos Online. Recife: Cers Cursos Online, 2015. (30 min), son., color. Disponível em: <https://www.cers.com.br/aluno/aula/1237770/39496/190050>. Acesso em: 05 out. 2015.

3 A subsidiariedade ou necessidade, também princípio presente no direito penal, assevera que este só poderá ser utilizado quando impossível a tutela de uma situação jurídica por outro ramo do Direito, pois o direito penal deve ser considerado como a ultima ratio, de modo que só “entrará em cena” quando realmente houver necessidade. É um “soldado de reserva”. CURSO DE DIREITO PENAL (PARTE GERAL E ESPECIAL) PARA CONCURSO DE DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL 2015 (DISCIPLINA ISOLADA) - PROF. GEOVANE MORAES. Direção de Complexo de Ensino Renato Saraiva - Cers Cursos Online. Produção de Cers Cursos Online. Realização de Cers Cursos Online. Coordenação de Cers Cursos Online. Recife: Cers Cursos Online, 2015. (30 min), son., color. Disponível em:< https://www.cers.com.br/aluno/aula/1237770/39498/190060>. Acesso em: 25 out. 2015.

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HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO. DESVIRTUAMENTO. FURTODE BOTIJÃO DE GÁS AVALIADO EM R$ 60,00. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO APLICAÇÃO. RECIDIVA DO PACIENTE EM CRIMES PATRIMONIAIS. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM NÃO CONHECIDA. 1. Consoante já assentado pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio da insignificância deve ser analisado em correlação com os postulados da fragmentariedade da intervenção mínima do Direito Penal, no sentido de excluir ou afastar a própria tipicidade da conduta, examinada em seu caráter material, observando-se, ainda, a presença dos seguintes vetores: mínima ofensividade da conduta do agente; ausência total de periculosidade social da ação; ínfimo grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão jurídica ocasionada. (STJ, HC 303424 / SP, Min. Rogério Schietti Cruz, 6ª Turma, p.11/12/2014).

Faz-se relevante indicar o julgado acima porque ele enuncia a correlação existente entre o princípio da insignificância e os princípios da fragmentariedade e da intervenção mínima. É possível verificar, através da sua leitura, a existência de uma relação entre esses ditames de modo que a análise da insignificância deve ser realizada em consonância com a intervenção mínima, vez que se pode compreendê-la como corolário da intervenção mínima. É pelo princípio da insignificância que desponta a ideia de não aplicação do direito penal quando a ofensa a um bem juridicamente tutelado (e supostamente lesado) seja ínfima, possuindo pouca ou nenhuma lesividade. Ora, é possível que o operador do direito se depare com uma situação concreta em que seja perfeitamente possível a aplicação do direito penal, mas não haja, em verdade, uma razoabilidade para tal aplicação, tampouco expressividade suficiente da lesão jurídica causada ao bem tutelado que mereça a intervenção deste ramo do Direito. Assim, para que o princípio da bagatela seja aplicado, o STF consolidou os seguintes vetores que devem abaliza-lo. Mínima ofensividade da conduta do agente, ausência da periculosidade social da ação, reduzido grau de reprovabilidade da conduta e inexpressividade da lesão jurídica causada. Não há, pois, uma fórmula objetiva ou um valor referencial que atingidos venham a, de modo automático, fazer incidir o princípio da bagatela. Do mesmo modo, tampouco existe uma fórmula subjetiva para que o reconhecimento do tal ditame esteja atrelado à mera discricionariedade do operador do Direito. O que deve haver, entenda-se, é uma análise do caso in concreto de forma paralela aos vetores já consolidados pela jurisprudência do STF. Além do mais, necessário se faz o estudo do caso em evidência para que não haja, com a aplicação do princípio da insignificância, um verdadeiro incentivo a condutas delituosas,

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assim como à prática de crimes de “pequena monta”. Daí ser importante o acatamento dos vetores estabelecidos jurisprudencialmente.

3. AS CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS DO RECONHECIMENTO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA NOS DELITOS DE BAGATELA

Para o reconhecimento da tipicidade de um delito não basta que a conduta se amolde simplesmente ao tipo penal previsto em lei, que é a tipicidade formal. É preciso que se leve em consideração, também, a relevância material da conduta. Essa relevância é entendida como tipicidade material, a saber:

Em virtude do conceito de tipicidade material, excluem-se dos tipos penais aqueles fatos reconhecidos como de bagatela, nos quais tem aplicação do princípio da insignificância. Assim, pelo critério da tipicidade material é que se afere a importância do bem ao caso concreto, a fim de que possamos concluir se aquele bem específico merece ou não ser protegido pelo Direito Penal. (GRECO, 2012, p.160).

Francisco Assis de Toledo aduz ainda que para a análise da concepção material da tipicidade é exigível uma conduta típica que, de maneira concreta, seja lesiva ao bem jurídico tutelado (TOLEDO,1994). Tal como pode ser verificado pelos fragmentos acima citados, é por meio da tipicidade material que se pode analisar a relevância do bem jurídico para ser tratado pelo direito penal. Sem a análise da tipicidade material não há como se estabelecer um sentido de avaliação da suposta ofensa perpetrada frente ao bem jurídico. Pelos ensinamentos de Damásio de Jesus é possível compreender ainda que o fato típico é composto, também, pela conduta do agente, pelo nexo causal e pelo resultado. Assim, tais elementos são significantes para a análise do aspecto material da tipicidade (2013, p.360). Os delitos de bagatela, portanto, são considerados insignificantes porque não têm relevância jurídica suficiente para que a eles seja aplicado o direito penal, que, como já visto, deve intervir minimamente. Assim, são delitos bagatelares aqueles sobre os quais o princípio da insignificância incide. Logo, havendo o reconhecimento da bagatela, em um caso concreto, não pode haver dúvida de que a consequência jurídica é a atipicidade da conduta. Isto é, não há crime. A insignificância afasta a tipicidade da conduta, por ausência de uma relevância jurídica para a

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incidência do direito penal e a concretude da tipicidade material. E como leciona Cezar

Roberto Bitencourt “[

]

a insignificância da ofensa afasta a tipicidade [

]”

(2012, p.964).

4. O DELEGADO DE POLÍCIA E A SUA ATUAÇÃO NA PERSECUÇÃO PENAL

o delegado de polícia é, antes

de tudo, um servidor público [

Polícia Judiciária, a autoridade policial tem a atribuição de chefiar uma delegacia de polícia, apurando infrações penais e ainda cumprindo decisões emanadas do Poder Judiciário.

É nos termos do art. 144, §1º, da CRFB/88 4 , que importa registrar a distinção realizada

pela Carta Maior entre as atribuições do delegado de polícia civil daquelas reservadas ao delegado de polícia federal, destacando que este deve efetuar funções de polícia judiciária da União.

Isso posto, vale expor que da persecução penal ou persecutio criminis depreende-se ser a via que o Estado percorrerá para punir as infrações penais ocorridas, havendo uma fase pré-processual e uma processual para que se chegue até a efetiva punição dos delitos que ocorrem.

(LÉPORE, BRENE, 2013, p.15). Assim, compondo a

Em consonância com a CRFB/88 entende-se que “[

]”

]

a persecutio criminis é formada por

três fases: a da investigação preliminar, a da ação penal e da execução penal” (2012, p.269).

É no momento pré-processual ou da investigação preliminar que geralmente ocorre a

participação da autoridade policial, seja estadual ou federal, na repressão do suposto delito ocorrido. Nada impede, todavia, que haja a participação do órgão ministerial, na figura do

promotor de justiça, para proceder a diligências, também investigativas, de forma a combater, junto ou não da autoridade policial, a infração que contrariar o ordenamento penal. Posteriormente às investigações preliminares, se diante destas se concluir pela propositura da ação penal, visto haver arcabouço factual e probatório suficientes para o oferecimento da denúncia, o membro do parquet o fará, ocasionando, assim, a instauração do

Nos dizeres de Edilson Bonfim Mounegenot: “[

]

4 Art. 144, §1º, da CRFB/88: A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a: I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência; III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

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processo e a chegada do momento processual da persecução criminal. Chegado o momento processual, a autoridade judiciária, respeitado o respectivo rito procedimental a ser aplicado diante do caso em análise, julgará a demanda, resolvendo a lide no sentido de reconhecer, ou não, se o fato ocorrido, em verdade, será tido como uma infração ao ordenamento jurídico, para que o Estado exerça o seu jus puniendi através da fase da execução da pena. Nota-se, pois, que a autoridade policial, na persecutio criminis, usualmente atua na fase que antecede a instauração do processo penal. Por meio do inquérito policial o delegado de polícia, representando o Estado investigação, apurará infrações penais, buscando a autoria e a materialidade dos supostos delitos. Ademais, em consonância com os ensinamentos do professor Fernando Capez, o inquérito pode servir de base à ação penal ou às providências cautelares. (2014, p.218). Entretanto, embora seja o inquérito uma das peças muito utilizadas pelo delegado de polícia em sua atuação, esta autoridade também exerce em seu mister, dentre outras atividades, as seguintes. O cumprimento de mandados de busca e apreensão 5 emanados pelo Poder Judiciário, a lavratura de autos de prisão em flagrante, considerando que independem de ordem judicial e diz respeito à prisão de natureza cautelar 6 prevista na própria CRFB/88; representa por prisões de natureza preventiva 7 e de natureza temporária 8 e também procede à realização de termos circunstanciados de ocorrência, TCO ou TOC, nos casos de crimes de menor potencial ofensivo 9 .

5. A NECESSIDADE DE RECONHECIMENTO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA PELA AUTORIDADE POLICIAL

5 Art. 240 do CPP: A busca será domiciliar ou pessoal. Art. 5º, X, da CRFB/88: X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

6 Art. 5º, LXI, da CRFB/88: ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei.

7 A prisão preventiva está prevista entre os artigos 311 ao 316 do Código de Processo Penal, CPP, e as alterações sofridas por ela são encontradas na Lei 12.403/11.

8 A natureza da prisão temporária também é cautelar, sendo o seu objetivo assegurar a eficácia de uma investigação policial e possui lei própria para sua regulação, a saber Lei 7.960/89.

9 Art. 69 da Lei 9.099/95: A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários.

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Conforme já firmado pelo STF e descrito ao decorrer da explanação, deve haver, nos crimes de bagatela, mínima ofensividade da conduta do agente, ausência de periculosidade social da ação, reduzido grau de reprovibilidade da conduta e inexpressividade da lesão jurídica. Caso contrário, o direito penal não intervirá em desfavor da suposta lesão diminuta ao bem jurídico. Acontece que, sendo o delegado de polícia, na maioria das situações do âmbito criminal, o primeiro operador do direito a entrar em contato com a suposta situação criminosa, é preciso que ele a avalie, esteja ela tratando de lesões pouco significantes ou não. Surge de forma natural uma necessidade para o profissional, bem como uma imposição por parte da sociedade, para que a situação in concreto seja avaliada por ele, e a autoridade ofereça, assim, uma resposta célere ao caso em evidência. Cumpre ao delegado de polícia, diante das circunstâncias, analisar a tipicidade do fato, verificando se a conduta realizada se amolda a uma previsão normativa (tipicidade formal) e também se há uma relevância no aspecto material (tipicidade material) de modo que o direito penal incida. Muitas vezes, apenas pela análise da tipicidade formal, torna-se plenamente possível, em tese, para o delegado, realizar a prisão em flagrante de um suposto agente delituoso. Acontece que na prática há casos que, embora típicos formalmente, não são suficientemente importantes para a ação do direito penal, até mesmo por motivos de razoabilidade e de ordem prática.

Não é razoável, tampouco justo, que o delegado de polícia proceda à lavratura de um auto de prisão em flagrante de um indivíduo, realizando todos os procedimentos policiais necessários à movimentação do aparato estatal, quando se trata, por exemplo, de um furto no valor de três reais e os vetores consolidados pelo STF incidem na casuística. Seria desarrazoado que diante de uma evidente atipicidade da conduta de alguém, o delegado de polícia ainda realizasse o “passo a passo” do procedimento inerente à instauração do flagrante. Perceba-se que os procedimentos realizados consistiriam, comumente, nos seguintes. Captura e condução do preso até à delegacia de polícia; comunicação da prisão à família; lavratura do auto de prisão em flagrante com oitiva de condutor, testemunhas, vítima e conduzido; despacho ratificador; nota de culpa; comunicação da prisão ao Poder Judiciário por meio de ofício; comunicação da prisão ao Ministério Público; possível comunicação da prisão à Defensoria Pública; ofício encaminhando o preso ao presídio; apreensão dos objetos arrecadados; requisição pericial; expedição de ordem de serviço; termo de conclusão;

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despacho de indiciamento; relatório final; termo de remessa à Justiça (BRENE, LEPORE, 2013, p.139). Haveria um dispêndio de tempo dispensável, no caso de todo esse procedimento ser realizado. Se a insignificância já fosse reconhecida no plano pré processual, contribuiria - se para evitar uma futura morosidade proveniente da resposta do Poder Judiciário quanto ao reconhecimento ou não do princípio. Sendo assim, por que não reconhecê-lo, quando necessário, logo no momento pré- processual se, mais adiante, na fase processual da persecução penal, muito provavelmente, será reconhecido e aplicado à situação perceptivelmente atípica? Segundo Guilherme De Souza Nucci se o delegado é o primeiro juiz do fato típico, sendo bacharel em Direito, concursado tem perfeita autonomia para deixar de lavrar a prisão em flagrante se constatar a insignificância do fato. (NUCCI, 2012). Ora, a possível consequência da falta do reconhecimento, pelo delegado, do princípio da insignificância na fase pré-processual, alicerça se no tempo e movimento da máquina estatal dispensados para a reprimenda de uma conduta que, muito provavelmente, não é delituosa e não enseja crime. Aquilo que de antemão já poderia ser tratado e reconhecido na fase policial, pelo delegado, só o será posteriormente, acontecendo, muitas vezes, após uma prisão desnecessária, injusta em alguns casos e que poderia ser evitada. É notório que importa ao delegado de polícia analisar as circunstâncias do caso concreto para saber se as tipicidades formal e material estão presentes, assim como também importa à sociedade e ao próprio encarcerado, receber as respostas do Estado mais rapidamente. Não é concebível que a autoridade policial esteja limitada apenas a um reconhecimento automático da tipicidade, de modo que não possa ponderar se existe insignificância ou não diante de uma situação fática ocorrida. Desse modo, cumpre destacar que a necessidade da autoridade policial de reconhecer

o princípio da bagatela reside no oferecimento de uma resposta mais célere à sociedade, até mesmo porque são de ampla notoriedade os desafios enfrentados todos os dias nas delegacias de polícia, bem como no Poder Judiciário, no que diz respeito à quantidade de procedimentos

e processos existentes, acumulados e pendentes de uma maior presteza do Estado. A necessidade se traduz, portanto, no natural anseio da autoridade policial de prestar

um serviço à sociedade, cumprindo com o seu papel de operador do Direito que contribui para

o andamento da justiça penal.

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6. A POSSIBILIDADE CONFERIDA AO DELEGADO DE POLÍCIA PARA O RECONHECIMENTO, EM SEDE POLICIAL, DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA

Não há na jurisprudência pátria, destaque-se, qualquer posicionamento consolidado, até o momento, por parte dos Tribunais Superiores, no sentido de coibir o delegado de polícia de reconhecer o princípio da insignificância em sede policial, impedindo-o de analisar a tipicidade material do fato praticado pelo agente supostamente delituoso e determinando a lavratura do flagrante. O STJ, no entanto, já entendeu que apenas ao Poder Judiciário compete valorar se uma determinada conduta é insignificante ou não. Assim, o delegado de polícia estaria obrigado à lavratura do flagrante mesmo em se tratando de possível aplicação do princípio da bagatela, porque somente a autoridade judiciária poderia reconhecer a atipicidade material da conduta hipoteticamente criminosa, não cabendo ao delegado, no momento do flagrante, avalia-la. Todavia, conforme já dito, não se trata de nenhum posicionamento consolidado. Veja-se, assim já evidenciou, em suas lições, o professor Cleber Masson sobre o posicionamento do STJ:

O Superior Tribunal de Justiça entende que somente o Poder Judiciário é dotado de poderes para efetuar o reconhecimento do princípio da insignificância. Destarte, a autoridade policial está obrigada a efetuar a prisão em flagrante, cabendo-lhe submeter imediatamente a questão à autoridade judiciária competente. Como já se decidiu, no momento em que toma conhecimento de um delito, surge para a autoridade policial o dever legal de agir e efetuar o ato prisional. O juízo acerca da incidência do princípio da insignificância é realizado apenas em momento posterior pelo Poder Judiciário, de acordo com as circunstâncias atinentes ao caso concreto. (2014, p. 146).

O julgado revela que o STJ já entendeu ser o Poder Judiciário o único competente para a realização do juízo de tipicidade material de uma conduta, de modo que ao delegado de polícia, diante de uma situação que ensejasse dúvidas quanto à aplicação ou afastamento do princípio da insignificância, deveria encaminhar a respectiva situação ao Judiciário para que o magistrado competente procedesse à análise do cabimento do princípio. Embora o ditame da insignificância tenha encontrado uma espaçosa aceitação na jurisprudência e também na doutrina brasileira, ainda existem controvérsias entre os estudiosos do direito penal no que diz respeito à aplicação ou não do princípio da insignificância pelo delegado de polícia na esfera pré-processual.

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Essa controvérsia surge tanto por parte da doutrina quanto através de alguns profissionais da área do Direito que trazem à baila, muitas vezes, o argumento de que não existem fundamentos para o delegado de polícia utilizar no caso de reconhecer a insignificância em uma situação concreta, pois inexiste dispositivo legal que o regule. Há, em verdade, uma farta jurisprudência que reconhece a aplicação da insignificância por parte do Poder Judiciário em alguns casos, todavia não ocorre o mesmo em relação ao delegado de polícia e o reconhecimento da bagatela. Nesses termos, portanto, será que aos delegados (de polícia civil ou federal) seria reservada alguma possibilidade de reconhecimento do princípio da insignificância nos delitos de bagatela? Será que ele poderia reconhecer tal princípio na esfera policial? O ordenamento jurídico brasileiro, de fato, não confere aos delegados de polícia uma possibilidade formal de avaliação da aplicação do princípio da insignificância nos casos concretos. No entanto, não há nenhuma vedação estabelecida contra esta avaliação. Entenda-se que não há um dispositivo legal constante no ordenamento jurídico de forma a autorizar os delegados de polícia a reconhecerem o princípio da insignificância e mensurarem, assim, a tipicidade material de uma conduta num caso concreto. Por isso, as possibilidades conferidas a estas autoridades são limitadas para o exercício dessa avaliação. A Delegada de Polícia Civil do Estado de Pernambuco Silvia Renata Vila Nova, Vice Presidente Nordeste da ADEPOL do Brasil, esclarece bem que a maior parte das autoridades policiais, hoje, entende que nos casos prováveis de incidência do princípio da insignificância deve ser feita a análise, em sede policial mesmo, da tipicidade da conduta do suposto agente criminoso. Após, tal avaliação deve ser encaminhada ao Ministério Público bem como ao Poder Judiciário para que seja refeita por estes órgãos, no entanto sem qualquer encarceramento. Avaliaria se, assim, todas as circunstâncias da situação sem que, para isso, o auto de prisão em flagrante fosse lavrado imediatamente. A possibilidade, portanto, de o delegado de polícia aplicar o princípio da insignificância em sede policial é proveniente das próprias circunstâncias da sua atuação que clama por uma resposta mais célere à sociedade. Não há sentido para o ordenamento jurídico no fato de o delegado proceder ao encarceramento de alguém que, visivelmente, não praticou uma conduta delituosa. Não é coerente que esta autoridade fique condicionada à lavratura do auto de prisão em flagrante mesmo em situações onde a atipicidade material do hipotético delito salta aos olhos.

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Uma vez que o delegado de polícia tem a necessidade de reconhecer o princípio da insignificância nos delitos bagatelares, a ele também é dada, ainda que limitadamente, a possibilidade para tal, sendo que esta não é proveniente de um entendimento uníssono, mas que se evidencia na prática policial e é alvo de controvérsias.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, é até aconselhável ao delegado de polícia, enquanto primeiro operador do Direito, profissional que deve prezar pelo respeito aos direitos fundamentais dos indivíduos, previstos na Carta Maior, evitar qualquer procedimento injusto ou infundado, sobretudo os que podem desaguar num possível encarceramento, situação em que está em risco a própria liberdade dos indivíduos. Embora haja uma controvérsia encabeçada por parte de estudiosos do direito penal sobre a possibilidade de reconhecimento da insignificância pela autoridade policial nos delitos de bagatela, entende-se que, por não haver qualquer orientação firmada, seja pela lei ou pela jurisprudência, através dos tribunais superiores, é possível a esta autoridade reconhecer a insignificância em sede policial. Não há, de fato, um dispositivo legalmente elaborado para que esta autoridade policial venha a fundamentar o princípio da insignificância. Mas isso não pode implicar a falta de consideração com este ditame já largamente reconhecido no Direito brasileiro. Além do mais, está em tramitação projeto de lei que visa a uma futura positivação do princípio da insignificância no nosso ordenamento, a saber o projeto de lei sob o número 908 do ano de 2007. Não pode ser renegada ao delegado de polícia a atribuição de contribuir com a celeridade das soluções para os casos concretos, pois não se pretende abstrair da autoridade judiciária o seu “poder dever” de reconhecer a insignificância, mas somar ao ordenamento a possibilidade de o delegado de polícia contribuir ainda mais efetivamente com a presteza da persecução penal.

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