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16/6/2010 Portal Lumière

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e sque ci a se nha Arquivo/Lumière


Kit geladeira reduz conta de energia em
ativar cadastro até 15% 09/06/10 16:16
Um a sim ple s ge lade ira é re sponsáve l por ce rca de 30% do s
gastos m e nsais das fam ílias brasile iras com e ne rgia e lé trica.
Mas Mirk o C háve z Gutié rre z e Vivaldo Silve ira Júnior, da
Unive rsidade Estadual de C am pinas (Unicam p), acre ditam
EDITORA LUMIÈRE e star no cam inho ce rto para dim inuir e sse im pacto. Ele s
de se nvolve ram um "k it ge lade ira" que , no e stá gio atual, já é
REVISTA S ON-LINE capaz de e conom izar até 15% na conta de e ne rgia.

NOTÍCIA S Condensador evaporativo

A GENDA O s dois e nge nhe iros criara m um dispositivo para a


conde nsa ção e vapora tiva e m re frige rado re s dom é sticos. O s
conde nsa dore s e vaporativos são ape nas utilizados atualm e nte
A RTIGOS e m siste m as de re frige ração de m aio r porte , com o por
e x e m plo e m câm aras frigoríficas.
PROJETOS
O k it ge lade ira é com po sto basicam e nte de um re se rvatório,
GA LERIA de FOTOS de um a pe que na bom ba hidráulica e de um tubo de PVC, para
a circulação e a distribuição de água que se conde nsa no
A SSINA TURA S e x te rior do re frige rador. "O re se rvatório pre cisa se e ncaix ar à :: enviar para um amigo
re ce pção da água que e stá caindo, a fim de que possa se r :: imprimir esta matéria
SERVIÇOS bom be ada novam e nte ", diz Vivaldo. :: tire suas dúvidas

CENTRA L DE Kit geladeira


DOWNLOA DS De pe nde ndo do inte re sse das e m pre sas m ontadora s, o k it
se rá facilm e nte im ple m e ntado a um baix o custo e com a
FA LE CONOSCO e ficiê ncia que o Brasil re que r, afirm a Silve ira Júnior. Ele
conside ra que , se o dispositivo for le vado à e scala com e rcial,
pode rá se tornar m ais adaptáve l e ganhar um de sign arro jado
que acom odará m e lhor o siste m a e x te rno, e m bora já hoje , a
partir de sta pe squisa, possa se r aplicado a qualquer
re frige rador, m e sm o os m ais antigos.
C om base nos dados obtidos com o protótipo, a e conom ia no
consum o global de e ne rgia e lé trica re side ncial - e m te rm o s
nacionais - che garia a um pata m a r de 5%. "O re sultado se ria
m ais e ncora jador do que o obtido no horário de ve rão, que
fica ao re dor de 1%", re le m bra.
Vilões do consumo de energia

Gutié rre z ce ntrou se u proje to na ge lade ira porque ela é


utilizada por 96% das fam ílias brasile iras e é um a das vilã s no
consum o de e ne rgia e lé trica (o chuve iro ainda figura com o o
prim e iro colocado).

Se gundo o pe squisador, e x iste m no Bra sil poucas iniciativa s


e fe tivas que vise m à e conom ia e ne rgé tica ne ste s
e quipam e ntos. O conde nsador e vaporativo, ao contrário,
provou se r um a e straté gia viáve l, pois a te cnologia já e ra
e m pre gada com suce sso na indústria, ainda que se m
aplicaçõe s dom é sticas.
Durante os te ste s, utiliza ram -se dife re nte s condiçõe s de
te m pe ratura de e nsaios para todas as re giõe s do País. Foram
fe itos e x pe rim e ntos e m te m pe raturas am bie nta is baixas,
com o aconte ce no Sul (17ºC e 18ºC ), e e m te m pe raturas alta s
(32ºC), com o no Norde ste . O e quipam e nto m ostrou-se
e ficie nte m e nte , de acordo com o pe squisador, e m todos o s
arranjos de te m pe raturas.
Funcionamento do condensador

Na prática, e sse conde nsador e vaporativo prom ove a


transfe rê ncia de calor para a água de re sfriam e nto. A sua
função é transfe rir calor do gás circulando por de ntro dos tubo s
do siste m a de re frige ração para a água, que os m olham no
la do e x te rno. "Q uise m os, portanto, a liar e sta ne ce ssidade a
um a te cnologia que possui um a aplicação industrial já
ate sta da," de staca o e nge nhe iro.
"Escolhe m os um a ge lade ira antiga porque é ce rto que o se u
consum o se rá m aior. Foi um a form a de te star o e x pe rim e nto
na pior situação", conta, m as re conhe ce que , quanto m ais
passa o te m po, as m ontadoras tê m m e lhorado o siste m a de
re frige ração e de isola m e nto do s novos re frige radore s.

"O no sso trabalho inclusive ajudaria m uito ne sse proce sso",


sinaliza Gutié rre z. Essa té cnica adaptada de ve "cair na s
graças" da indústria, na ava liação do pe squisador, justam e nte
por e ste favore cim e nto da água e m prom ove r a troca té rm ica
ne ste local, onde de fato pre cisa have r dissipaçã o de calor
para ade qua r o ciclo te rm odinâm ico da ge lade ira.
Para facilitar a sua dissipação, a água é circula da sobre o
conde nsa dor. Ela e vapora e troca calo r m ais facilm ente ne ste

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conde nsa dor. Ela e vapora e troca calo r m ais facilm ente ne ste
lo cal. Este favore cim e nto do siste m a de re frige ração da
ge lade ira com o um todo m anté m inte rnam e nte sua ope ração
norm al e com m e lhor e ficiê ncia durante a troca té rm ica.

"C onse guim os inovar e m te rm os de aplica ção. Falta agora


buscar um a pa rce ria com algum a e m pre sa que se inte re sse
pe la proposta, com o as grande s fabricante s de re frige radore s.
Se ria um a contribuição para a e ficiê ncia e ne rgé tica, já que no
m om e nto pre cisam os e ncontrar m e ios de e conom izar e ne rgia
e re alizar o m e sm o trabalho. A isso cham o e ficiê ncia
e ne rgé tica", diz Silve ira Júnior.

Tecnologia social
Ainda que e sse dispositivo te nha um custo, e le foi conce bido
para ate nde r a um a de m anda social. "Não que ríam os que o
custo fosse e le vado. O inve stim e nto inicial no k it é de ape na s
R $40,00 aprox im a dam e nte , por e quipam e nto. C onside rando
que é um a te cnologia inovadora e de fácil aplicação, nota-se
que e la te m tudo para im pactar positivam e nte a com unidade
e m ge ral com o ape lo de conse guir um a m e lhora do
de se m pe nho e ne rgé tico e de ge rar um a poupança e m fam ília s
de qualque r parte do Brasil."
Agora a ide ia dos e nge nhe iros é com binar outros be ne fício s
com e ste dispositivo e m re frige radore s. "O siste m a o scila
m e nos e o com pre ssor e nfre nta m e nor te m po de parada e de
partida. Alé m disso, m e sm o do ponto de vista dos alim e ntos e
de sua conse rvação, e le é de se já ve l para m ante r um a
te m pe ratura m ais uniform e de ntro do gabine te da ge lade ira",
com e nta Gutié rre z.
Pe lo fato de te r um a te m pe ratura com m e nore s oscilaçõe s, o s
alim e ntos na ge lade ira alca nçam um m aior te m po de
conse rvação. Q uanto à m e lhora de de se m pe nho do siste m a
de re frige ração, foram e fe tuados cálculos para e ntende r o que
significam e sse s 15% que , à prim e ira vista, não dã o a sua
dim e nsão e x ata.

C ontudo, le vando e m conta um custo de tarifa de


R $0,331/k W h, que norm alm e nte é a tarifa praticada pe la s
conce ssio nárias de e ne rgia, e le re pre se ntaria um a econom ia
finance ira m e nsal de R $23,44, se gundo te ste s com parativo s
de se nvolvidos com um re frige rador com e se m o dispositivo
proposto.
"É um a e co nom ia conside ráve l para um a conta re side ncial.
Trata-se de um se rviço de utilidade pública e um a form a de
e conom izar e ne rgia de m ane ira e ficie nte ", e x põe o
pe squisador. Som a-se a isso a vantage m de o siste m a
trabalhar se m e x igir grande s m odificaçõe s no se u
funcionam e nto.

Se gundo o autor da pe squisa, o gove rno brasile iro não te m


sido om isso e m buscar m ane iras de m e lhorar a e ficiência
e ne rgé tica. C ontudo suas e straté gias atuais base iam -se na
troca de re frige radore s. "As conce ssionárias trocam o s
re frige radore s m ais antigos, de vido ao se u m aior co nsum o e m
re lação aos atuais. Esta e straté gia é ape nas um a
substituição", afirm a.
"Se alcançarm os a m assificação do dispositivo e studado, se rá
um a e straté gia m ais agre ssiva do que ape nas substituir um
e quipam e nto por outro, se ndo que e ste proce dim e nto pode
re pre se ntar novos pro ble m as am bie ntais. A nossa contribuição
pode ria se r m aior ne ste caso."

A primoramentos necessários
Um inconve nie nte do dispo sitivo é que a dona de casa te rá
que pre e nche r o re se rvatório de água todos os dias, para que
funcione , já que e la se e vapora a cada 24 hora s
aprox im a dam e nte . Mante r a circulação da á gua e a sua
e vaporação são os be ne fícios que se colocam ne ste trabalho.
Por outro la do, o conde nsador da ge lade ira, que é o lugar
m ais que nte do apare lho, re alça Silve ira Júnior, tam bé m se rá
o m ais úm ido, ne ste caso. Por e ste m otivo, o local pode se
tornar um foco para o de se nvolvim e nto de bacté rias e de
algas. Um a saída, aconse lha, é re alizar o tratam e nto quím ico
da água. "Ela te m que e star ise nta de suje iras, e x igindo-se
um tratam e nto quím ico com algum bacte ricida que pe rm ita
prom ove r a sua circulação", apo nta .
O tratam e nto quím ico da água utilizada no dispo sitivo de ve
se r m antido com índice s por vo lta de 5ppm (parte por m ilhão)
de cloro, por e x e m plo. "O s tratam e ntos disponíve is não
e ncare ce m o custo do dispositivo e , m ais que isso, são
ne ce ssários. Poré m , fre nte ao bônus que e le proporciona, a
de spe sa é baix a e não lim ita a sua aquisição pe las fa m ílias",
de fe nde Gutié rre z.

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