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Em busca do conceito de “Redes”

Aceita por todos como fato presente em nossas vidas, a atuação em rede é algo de que hoje muito se fala. Entretanto, pouco se compreende em termos concretos, o que isto significa? Fala-se em:

rede de transportes;

rede de ensino público;

rede de abastecimento;

rede elétrica;

rede de televisão;

rede de lojas.

Sem que percebamos, utilizamos o termo redes para os mais diversos fins. E é impressionante como se observa uma consistência no emprego do termo para uma multiplicidade de aplicações.

Redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada integrando novos nós:

desde que consigam comunicar-se dentro da rede;

desde que compartilhem os mesmo códigos de comunicação (por exemplo, valores ou objetivos de desempenho).

Uma estrutura social com base em redes:

é um sistema aberto;

altamente dinâmico;

suscetível de inovação;

sem ameaças ao seu equilíbrio;

.

Para melhor compreensão deste conceito, é preciso visualizar e compreender algumas de suas características.

Principais Características do Trabalho em Redes

Características

O que significa

 

Horizontalidade

Premissa essencial para uma rede, todos têm a mesmo poder de decisão.

Multiliderança

Não há chefes na rede, mas sim muitos líderes.

 

Objetivos compartilhados

Não há redes se seus membros não compartilharem os mesmos objetivos e valores.

Livre

intercomunicação

O fluxo de informações é livre entre os membros da rede. Não há censura.

horizontal

Corresponsabilidade

Todos são corresponsáveis pelo funcionamento da rede, o que requer iniciativa individual.

Democracia

A

participação na rede se dá de forma democrática,

pautada pela transparência nas relações.

 

Solidariedade

As redes se contrapõem à cultura do “levar vantagem” e do “guardar pra si”.

Livre entrada e saída

A

rede

está sempre aberta

à

entrada

e

à

saída

de

participantes.

 

Conceitos associados ao “organizar-se em Rede”

Redes são usualmente definidas como um sistema de nós (ou nodos) e elos, como termos utilizados para se descrever redes físicas, como a telefônica.

Enquanto fonte ou receptora de informações, uma pessoa é um . Enquanto portadora de informações, fazendo uma conexão entre nós, uma pessoa é um elo. A essência do trabalho em redes reside no relacionamento pessoa-pessoa.

Além destes dois novos conceitos apresentados (nós e elos), há pelo menos mais dois termos associados consideravelmente inerentes ao trabalho em redes: facilitação e hospedagem.

Para que a rede funcione com certo dinamismo, é necessária a figura do facilitador. Cada rede pode ter de um a muitos facilitadores, os quais não detêm poderes diferenciados dos demais membros da rede, mas apenas apresentam atributos específicos que os qualificam facilitadores. Eles criam condições propícias ao fluxo de informações. Para tanto, necessitam ser reconhecidos pelos participantes da rede como tal.

Com relação ao segundo termo, hospedagem, a rede necessita de facilitadores que por sua vez precisam de alguma estrutura de “suporte” à rede.

Objetivos comuns do trabalho em Redes

Em geral a organização em redes pressupõe compartilhar alguns objetivos em comum:

intercâmbio de informações; - contribuir para formação de seus membros;

criar laços de solidariedade; - realizar ações em conjunto.

Como se organizar em Rede?

O primeiro passo para quem deseja organizar-se em rede passa pela necessidade de identificação de objetivos comuns, para que cada membro possa efetivamente sentir-se pertencente à rede. A noção de pertencimento está diretamente vinculada ao conceito de participação. Participar pressupõe sentir-se parte, perceber-se pertence ao grupo, à rede, etc.

Vencido este primeiro passo, é necessária a definição de facilitadores para a rede e onde a mesma estará hospedada. Como vimos anteriormente, a facilitação ou animação é característica básica para o “organizar-se em rede”, juntamente com a hospedagem da rede em si.

Algumas tipologias de redes quanto à relação entre os parceiros

Rede Subordinada

Entes são parte de uma organização

Existe uma interdependência de objetivos

A

articulação depende da vontade dos entes

Rede Tutelada

Entes têm autonomia mas articulam-se sob a égide de uma organização

Rede fica dependente da persistência de propósitos do ente mobilizador

Ente mobilizador tende a ficar como controlador

Rede Autônoma

Entes são autônomos e articulam-se voluntariamente

Pressupõe uma ideia-força mobilizadora

A

rede é aberta e trabalha por compromisso mútuo

As identidades dos parceiros são preservadas e é construída uma identidade da rede

O controle é compartilhado

Tipos de redes, quanto ao foco de atuação: Redes de Mercado e Redes de Compromisso Social

São redes articuladas em função da produção e/ou apropriação de bens

e serviços

Visam a complementaridade ou a potencialização dos parceiros face ao mercado

As relações são mantidas pelos interesses do mercado, e podem oscilar entre cooperação e competição

A relação de parceira das redes de mercado tende a ser de subordinação ou tutela

São redes que têm como foco questões sociais

Visam complementar a ação do Estado ou suprir a sua ausência no equacionamento de problemas sociais complexos, que põem em risco o equilíbrio social

As relações nascem e se nutrem de uma visão comum sobre a sociedade ou sobre determinada questão social e da necessidade de uma ação solidária

Demanda estratégias de mobilização constante das parcerias e de reedição.

O que fortalece a Rede?

Tratar as pessoas com respeito e integridade;

Oferecer primeiro: alimente sua rede com informações, dicas, ideias, links, indicações, experiências, etc. Isso incentivará aos demais participantes a fazer o mesmo;

Reconhecer e agradecer os recursos recebidos;

Deixar tudo às claras: promover um processo de comunicação transparente é fundamental para o trabalho em redes;

Realizar ações de cultivo: diversas ações podem ser promovidas para articular a rede. Encontros presenciais são importantes momentos de promover integração entre os membros da rede, e devem ser estimulados sempre que possível;

Incentivos a articulações regionais: organizações e pessoas de uma mesma região tendem a ter problemas similares e pela proximidade geográfica, têm maiores possibilidades de realizarem reuniões presenciais;

Encontros presenciais: reforçam os laços de confiança da rede e a tornam mais propícia a comunicação e trabalho conjunto. Embora nem sempre todos os integrantes de uma rede possam comparecer a reuniões presenciais, as comunicações aumentam significativamente após os encontros;

Construção de mecanismos informativos: o objetivo é manter os participantes atentos às ações da rede. A tônica deste tipo de comunicação pode ser bastante informal e algumas notícias podem ser de caráter corriqueiro para fortalecer outros tipos de vínculos entre os participantes.

Dificuldades do trabalho em rede

Podemos identificar algumas barreiras comuns à articulação de redes organizacionais. Estas dificuldades podem ser classificadas em três tipos de limitações:

1) Barreiras Políticas: quanto mais uma rede for coesa e dotada de um propósito claro e unificador, mais preparada ela estará para lidar com problemas de relacionamento entre seus integrantes. É preciso que a rede se organize como uma equipe.

2) Barreiras Técnicas: estão relacionadas às estratégias de comunicação entre os participantes da rede. É comum as redes optarem pelo uso de sofisticadas plataformas de comunicação baseadas na informática (internet) e os participantes menos familiarizados com estas novas tecnologias acabam enfrentando algumas dificuldades ao utilizá-las.

3) Barreiras Internas: o próprio processo de organização da rede pressupõe certas dificuldades, a começar pela própria questão conceitual. Muitos participantes têm certa dificuldade em entender a dinâmica de funcionamento de uma rede, o que pode ser decorrente de uma cultura baseada em estruturas hierarquizadas e pouco flexíveis, nas quais estamos inseridos desde a infância. Além desta dificuldade, há a necessidade de clareza dos papéis de cada participante na rede bem como dos objetivos da mesma.

O que é Networking:

Networking é uma palavra em inglês que indica a capacidade de estabelecer uma rede de contatos ou uma conexão com algo ou com alguém. Essa rede de contatos é um sistema de suporte onde existe partilha de serviços e informação entre indivíduos ou grupos que têm um interesse em comum.

É uma palavra inevitavelmente relacionada com o contexto empresarial e indica uma atitude de procura de contatos com a possibilidade de conseguir subir na carreira.

Networking não é uma atividade egoísta, em que você só quer se aproveitar de uma pessoa para o seu próprio bem. Deve existir um sentido de reciprocidade, o benefício deve ser mútuo.

Quando uma empresa precisa contratar alguém, frequentemente aborda os seus funcionários e pergunta se conhecem alguém na sua rede de contatos que possa desempenhar uma determinada função.

Quanto melhor for a capacidade de networking de uma pessoa, maior é a sua probabilidade de ser indicada para um cargo quando surge a oportunidade.

É importante salientar que networking não é apenas conseguir novos contatos, mas também é saber manter os contatos que já fez no

passado. Além disso, no networking é mais importante a qualidade do que a quantidade dos seus contatos.

O networking é uma ferramenta do marketing pessoal que depende muita da aptidão social de alguém. Para construir uma boa rede de contatos é preciso ser eficiente no âmbito dos relacionamentos interpessoais.