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Mafagafus dominando o

mundo!

Capitulo 01. "A origem"

Era uma vez um homem que morava num castelo muito


antigo, mas conservado pelo tempo. A primeira vista, já se
dava para perceber que se tratava de um palácio medieval,
como muitos detalhes e portões do mais refinado mármore.
O homem que habitava o majestoso castelo era um velho
que vivia sozinho e tinha planos mirabolantes para
conquistar a Terra, isso mesmo, não estamos nos referindo á
um mocinho, e sim á um vilão. Rosvaldo Luvigchieli era um
homem muito solitário, não gostava de ninguém e nunca
acreditou no amor. teve uma infância conturbada e infeliz,
então levou o trauma para o resto de sua triste vida.

Debaixo das terras sombrias e sem vida de seu castelo,


Rosvaldo mantia um laboratório cheio de esperiências
malucas. Ele planejava à anos criar um ser vivo que se
multiplicasse instantâneamente em frações de segundos.
Seu objetivo com isso era criar uma praga mundial para
dominar o planeta, como todo vilão bonzinho faz. Mas a
tarefa não era tão fácil, criar vida de um material inorgânico
parecia impossivel, ele buscou a fórmula correta durante
tanto tempo e mesmo assim parecia surrealista a idéia.
Porém certo dia, Rosvaldo acordou numa manhã de domingo
mais disposto que nunca, saiu por um dos portões de
mármore de seu castelo e foi em direção à floresta que
havia ali perto.

Chegando ao local, ele se deparou com vários insetos no


solo lamacento, não se intimidou com os bichos e seguiu em
frente. Rasgou sua capa azul em alguns galhos pontiagudos
e por muitas vezes precisou fazer força para se soltar dos
arbustos. Ele andou, andou e andou até se cansar, sentou se
numa pedra perto de um rio e viu um animal nas rochas
mais baixas, reconheceu como sendo um camaleão e ficou
admirando a pele do réptil que o encarava com um olhar
intrigante.

Começou a chover e o céu se escureceu, porém Rosvaldo


não sentiu muito o impacto do vento, pois as árvores
silenciavam o lugar, mas a chuva passava livremente por
entre os seus troncos umidecidos e o velho sentia os
primeiros pingos caírem sobre seus cabelos brancos e
curtos. Não se importou com a chuva, continuou a admirar o
camaleão, ele já havia estudado sobre esse tipo de animal,
havia lido num livro certa vez que eles tinham a capacidade
de se camuflar.

Rosvaldo se levantou, caminhou em direção ao camaleão e


levou um baita tombo, bateu as costas na pedra
escorregadia e deslizou para o rio de água corrente. Seus
óculos saltaram para longe e ele afundou na água gelada, e
como não sabia nadar ficou se debatendo na água.
Afundando. Se afogando... Morrendo... Até que ele avistou
um peixe muito estranho, grande, muito grande e escamoso.
Segurou na cauda do peixe e incrivelmente aconteceu um
imprevisto, o peixe nadou com uma velocidade absurda para
cima e saltou pra fora d'água. O velho Rosvaldo foi jogado
com tudo para a margem do rio e o peixe voltou a
mergulhar.

Cansado, faminto, encharcado e mancando, Rosvaldo voltou


para o castelo, já havia anoitecido. Comeu muito arroz
cozido, tomou um banho e foi direto para o seu laboratório.
Percebeu que devia utilizar DNA de outros animais para
formar sua tão sonhada criatura. Pensou numa forma de
fazer ela se multiplicar rapidamente, então misturou vários
ingredientes químicos e formou uma massa estranha e
marrom, muito semelhante com uma gelatina, porém o mais
importante faltava, não tinha vida e nem capacidade
alguma.

Durante toda a semana que se seguiu, Rosvaldo buscou


formas e soluções. Voltou para a floresta e capturou um
camaleão e pescou um daqueles peixes gigantes com uma
rede. Com muito sacrifício ele trouxe os animais de volta
para seu castelo e examinou-os microscopicamente. Extraiu
um pouco do DNA de cada um e fez uma mutação genética,
a reação foi imediata, as células se fundiram e começaram a
se multiplicar. Depois de horas de estudo, o velho cientista
aplicou o DNA dos animais na massa que ele produzira que
mais parecia uma geléia. Não viu reação alguma á olho nu,
se sentou numa poltrona e cochilou ali mesmo.

Ama-nheceu, o Sol clareou o dia e o Rosvaldo acordou


apreensivo, foi examinar sua experiência e se deparou com
uma cena bizarra, um bicho estranho, de olhos
esbugalhados, boca bem grande, estatura baixa e pele
marrom clara estava ali parado olhando pro teto. Quando o
velho o cutucou com a mão o bicho soltou um grito agudo e
ardido que fez os ouvidos de Rosvaldo duerem. Então o
bicho se virou para ele e berrou ainda mais. O cientista saiu
correndo assustado, trancou a porta do laboratório e ficou
tenso.

Ficou feliz de saber que "aquilo" tinha vida agora. Saiu do


palácio e foi buscar mais animais na floresta, procurava por
um coelho e uma topeira, que tinham habilidades bem úteis
como velocidade, escavamento e se multiplicavam rápido.
Der repente ele avistou um equidna no pé de um salgueiro.
Foi cauteloso e capturou o bicho com as próprias mãos.

Voltando para seu laboratório particular, ele viu que sua


criação estava dormindo no mesmo lugar que a vira de
manhã. Extraiu o DNA da equidna e usou até o próprio
sangue para conseguir DNA humano. Fez outra gororóba
estranha e aplicou ela na experiencia que dormia ali. Outra
reação genética aconteceu e o bicho acordou. Soltou outro
berro agudo e seu criador foi forçado a sair da sala para não
perder sua audição. Meia hora depois ele voltou ao local e
ficou perplexo com a cena que seus olhos vislumbravam.
Cerca de 50 daqueles animais estavam ali com cara de
bobões. Rosvaldo Luvigchieli não se sentia tão feliz á
décadas, conseguira criar o que tanto queria, já dera o
primeiro passo. Então ele correu para pegar um aparelho
que havia demorado anos para ser construído, era tipo um
bastão de ferro com uns botões e uma antena. Ligou a
bugiganga e apontou ela para as criaturas. Depois pegou um
capacete elétrico que ele próprio havia construido e o
colocou em sua cabeça. Depois que apertou um botão
vermelho no bastão, as criaturas ficaram imóveis e olharam
para seu criador. Então ele disse:

-Oi, eu sou o Dr. Luvigchieli e vocês foram criados para me


servir eternamente. Obedeceram tudo que eu lhes mandar
fazer, sem excessão alguma e em breve dominaremos o
mundo !! AHUAHUAHUA (rizos maléficos). - Só não se
esqueçam de uma coisa, vou nomear vocês como
Mafagafus, e sempre que ouvirem esse nome por minha voz,
se lembraram que devem me obedecer !!

Depois disso, Rosvaldo desligou as máquinas e se


encaminhou para os Mafagafus. Acariciou a cabeça de um e
olhou para os outros com ar de dever cumprido. Então os
levou para os jardins do castelo e lá lhes deu uma ordem.
"Mafagafus, me tragam o máximo de chiclétes de morango
possiveis" . Então eles começaram a cavar com uma
velocidade absurda e logo sumiram deixando vários buracos
no chão.

Horas mais tarde eles voltaram com um pacote cheio de


chiclétes na boca cada um. Só que ao invéz de 50
Mafagafus, haviam 500. Depositaram os pacotes no chão e
se afastaram. Rosvaldo abriu um dos pacotes e constatou
que haviam realmente montes de chiclétes ali. Depois ele
falou com suas criaturas:
-Muito bem Mafagafus! Vejo que vocês obedeceram
fielmente à minha ordem, agora saibam o alimento de vocês
serão apenas à base dessas goloseimas e que não poderam
comer mais nada além disso!

Fim do capitulo 1. Autor: ∂j ∂σuglα ร


Jнéffєяรσи (08 / 09 / 2009)
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Capitulo 02. "O amor chega ao vilão"

Com a nova invenção pronta uma parte da vitória a


conquista do mundo já estava garantida.Bom, era o que o
solitário Rosvaldo pensava. Problemas começaram a surgir
do nada com os Mafagafus. Alias o problema eram os
Mafagafus.

A geração Mafagafa foi aumentando muito rápido, a cada


minutos surgiam novos Mafagafus, sempre mastigando o
seu chiclete de morango e correndo pela mansão, antes
muito solitária agora um verdadeiro festival de seres
estranhos.

Rosvaldo ainda pensando no seu plano “dominar o mundo


com os Mafagafus” percebeu que eles não conseguiam
pensar direito, nem entendiam nada do que ele falava,
resolveu então aplicar mais DNA humano, pois os únicos
seres deste planeta que pensam com inteligencia são os
humanos e ele queria fazer dos Mafagafus uma nova
geração de seres pensantes.

Lá se foi o homem a trabalhar num plano para conseguir


DNA humano, já que só o seu não era suficiente. Viajou até
a cidade de Tókio, instalou uma máquina num pequeno
cômodo de uma casa que ele possuía naquela cidade e levou
até lá algumas pessoas com o pretexto de uma nova
pesquisa sobre o DNA humano. As pessoas inocentemente
aceitaram e ele sugou todo o sangue daquelas pobres
pessoas deixando elas mortas em nome da ciência. Enterrou
o corpo delas num terreno baldio e voltou para a sua
mansão.

Quando ele chegou, lá estava a geração mafagafa


transbordando pelas paredes. Rosvaldo não conseguia
segurar aquela sua alegria afinal era tudo que ele queria.
Entrou no seu laboratório e se pos a trabalhar em pró dos
Mafagafus. Construiu uma máquina na qual colocava os
Mafagafus e injetava o DNA humano.

Os Mafagafus gritavam, seus berros eram insuportáveis aos


sensíveis ouvidos de Rosvaldo, isso podia deixar um homem
surdo rapidamente. Mas, Rosvaldo não se importou, afinal os
Mafagafus agora eram a sua vida, colocou um fone no
ouvido e continuou a trabalhar.

Logo depois de ter injetado DNA em todos os Mafagafus ele


se pos a evoluir os mafagafus. Fez da sua mansão (agora
mais um cubículo) uma escola para Mafagafus.

Aquelas pequenas criaturas se mostraram muito


inteligentes, a cada dia aprendiam novas palavras, já tinham
conseguido aprender o alfabeto e fazia até continhas de
subtração e adição. Eles eram como crianças em
aprendizado.

Rosvaldo, agora criava mais de 3.000 mafagafinhos


diariamente. Ensinando-os a ler, escrever, a falar, brincar e
até mesmo fazendo eles sentirem sentimentos, isso tudo
sendo feito com amor. Palavrinha que o ex-solitário homem
nunca tinha experimentado na sua vida.

Você deve estar se perguntando, por que ele nunca tinha


experimentado o sentimento do amor na sua vida. Pois bem,
continue lendo que eu te explicarei.

Rosvaldo, era filho de Ana Carla e Rosaldo. Sua mãe era uma
moradora de rua, teve seu filho numa calçada da cidade de
Washington. Não tinha dinheiro algum para criar aquele
menino, logo que nasceu colocou ele numa pequena sexta e
deixou-o na porta de um orfanato.

No orfanato ele foi desprezado por todas as crianças desde


pequenino todos faziam brincadeiras de mal gosto com ele.
Teve uma infância muito difícil, nunca soube o que era amor,
nunca tinha experimentado nenhum sentimento se não o
ódio. Tentou fugir muitas vezes, mas sempre era pego na
rua. Voltava para o lugar e era castigado com 100
chibatadas nas costas.

Quando completou dezoito anos, se pôs a estudar ciências,


fez faculdade, pós-graduação tudo com o dinheiro que
ganhava vendendo computadores que ele mesmo produzia.

Terminado os seus cursos, ele comprou uma casa num lugar


muito solitário, onde tinha o plano de dominar o mundo.

Fim do capitulo 2. Autora:


Mandy..Ferraz (09 / 09 / 2009)
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