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‘ PESQUISA SETORIAL NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS RESUMO EXECUTIVO

PESQUISA SETORIAL

NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS RESUMO EXECUTIVO
NORMA DE DESEMPENHO:
PANORAMA ATUAL E DESAFIOS
FUTUROS
RESUMO EXECUTIVO
‘ PESQUISA SETORIAL NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS RESUMO EXECUTIVO

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

A PESQUISA

Quanto ao processo de capacitação, a maioria (62%) mencionou que participou de seminários, palestras ou
Quanto ao processo de capacitação, a maioria
(62%) mencionou que participou de seminários,
palestras ou cursos curtos rápidos sobre o tema, o
que permite ter um contato com o assunto, mas
nem sempre com grau de aprofundamento
necessário para a sua efetiva implementação.
Demonstrando uma necessidade de
complementação de informações, destaca-se que
41% citou a participação em programas de
capacitação com carga horária de mais de 24
horas. Vale ressaltar que alguns comentários
incluíram a troca de experiências e dados entre
empresas, além da menção a trabalhos junto a
associações e entidades locais.
A investigação do panorama atual foi dividida nos
seguintes temas:
 Impactos na empresa
 Benefícios
 Dificuldades no atendimento
 Riscos do não atendimento
 Grau de atendimento (só para
construtoras)
 Sugestões de ações setoriais
PARTICIPANTES DA PESQUISA
Indústrias
13%
Projetistas
23%
Construtoras /
Incorporadoras
64%

A

Brasileira da Indústria da Construção, com o apoio do SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial teve como objetivo levantar um panorama geral da indústria da construção em relação ao processo de implementação dos

pesquisa promovida pela CBIC Câmara

requisitos da ABNT NBR 15575 e identificar os desafios

da

resultados trarão subsídios para as decisões setoriais para vencer desafios e impulsionar a evolução da indústria da construção.

cadeia da construção sobre esse tema. Os seus

Com a visão de que o trabalho tem como objetivo principal o conhecimento da situação atual das empresas envolvidas com o assunto, ficou estabelecido que a pesquisa abrangeria as incorporadoras, construtoras, projetistas e fabricantes que já tivessem iniciado o processo de adequação aos requisitos normativos. Com a experiência de cerca de 2 anos, essas companhias já trilharam alguns caminhos, fáceis ou difíceis, e com certeza poderão contribuir para que o setor se aperfeiçoe e as empresas tenham cada vez mais facilidade e viabilidade de implantação dessa e de outras normas técnicas.

A pesquisa foi efetivamente respondida por 145 representantes de empresas construtoras, incorporadoras, projetistas e fabricantes do setor (ver gráfico), com cargo de gerência ou direção em 18 unidades federativas do Brasil.

A primeira informação coletada

consiste na preocupação dos

pesquisados sobre o conhecimento da norma, em que 46% dos respondentes mencionaram que acompanharam o desenvolvimento

e revisão da norma até a sua

publicação e outros 48% tomaram conhecimento somente a partir de 2013, após a sua publicação. Apensas 3 % afirmara que não buscaram informações apesar de já terem ouvido falar.

resumo executivo abril 2016

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

PANORAMA ATUAL

IMPACTOS NA EMPRESA

A importância da publicação da norma para o

setor da construção foi ratificada por 69% dos pesquisados.

A publicação da norma de desempenho tem provocado alguns impactos para os diversos envolvidos no ciclo de produção da construção. Pelo menos 65% dos entrevistados mencionaram discordar que a norma não trouxe novidade e

cerca de 27% consideram que é impossível atender

a norma integralmente.

Claramente, as questões relacionadas a projeto e especificações foram as mais recorrentes, destacando-se uma evidente necessidade de definições no início do processo de desenvolvimento de uma edificação habitacional. Dessa forma, os projetos devem contemplar mais informações, incluindo detalhes, indicação da Vida Útil de Projeto (VUP), orientações sobre os processos de execução, menção aos ensaios previstos e a previsão das atividades de manutenção pós- entrega.

A especificação com base nas características de

desempenho consiste numa nova forma que os projetistas terão que incluir no projeto e as construtoras utilizarão no momento da compra. Os fabricantes, por sua vez terão que disponibilizar as

informações para apoiar o processo de projeto e as comprovações para assegurar aos construtores o atendimento às características de desempenho previstas inicialmente.

Com isso, cada projetista assumiu algumas responsabilidades que antes não estavam tão explícitas ou eram atribuídas a outro agente.

Uma grande mudança para o setor foi a necessidade de comprovação do desempenho por meio de ensaios, medições e/ou simulações. Nesse sentido, as empresas construtoras foram induzidas a validarem os seus métodos construtivos em relação aos critérios de desempenho estabelecidos pela norma, além de incluir alguns ensaios específicos, como o de guarda-corpo. Além disso, existem muitos ensaios que devem ser realizados pelos fabricantes de materiais, já previstos nas respectivas normas de produtos.

A utilização mais intensiva de normas técnicas em todas as etapas do desenvolvimento do empreendimento pode ser considerada uma mudança de paradigma do setor. Muitos projetistas tiveram que adquirir uma grande quantidade de normas técnicas apesar de boa parte dos documentos normativos necessários já existirem muitos anos antes de 2013.

A necessidade de melhoria na informação ao

usuário pode ser considerada como uma certeza,

pois foi indicada por 90% das construtoras e 59% dos fabricantes. Nesse sentido, esse mesmo percentual

de fabricantes também indicou como impacto em

seu processo a elaboração de orientações claras sobre manutenção, uso e operação para atender à VUP especificada nos projetos.

Vale ressaltar que apenas 22% dos participantes da pesquisa indicaram que a Norma de Desempenho facilitou o processo de vendas.

A seguir, estão apresentados os resultados da

pesquisa para os principais impactos mencionados por participantes.

resumo executivo abril 2016

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

 

QUADRO: PRINCIPAIS IMPACTOS

 

IMPACTOS

% de participantes que citaram o impacto

Construtores

Fabricantes

Projetistas

Novas informações em projeto.

 

91%

não aplicável

86%

Melhoria na informação ao usuário / Alterações no Manual de uso e operação.

90%

59%

não aplicável

Aquisição de materiais com comprovação do desempenho.

 

87%

não aplicável

0%

Mudança de elementos construtivos específicos (portas, esquadrias, lajes, revestimentos etc.).

83%

não aplicável

69%

Maior detalhamento nos projetos.

 

82%

não aplicável

60%

Necessidade de atender a normas técnicas anteriormente desconhecidas.

78%

29%

66%

Necessidade de guarda de registros ao longo do processo para posterior comprovação do desempenho.

74%

não aplicável

51%

Especificação por características de desempenho.

 

70%

não aplicável

71%

Redefinição de responsabilidades entre os agentes da cadeia produtiva (projetista, construtor, incorporador, fabricante).

68%

59%

77%

Realização

de

ensaios

de

validação

de

elementos

e/ou

componentes

     

construtivos.

 

67%

não aplicável

não aplicável

Alteração dos processos de execução e/ou inspeção dos serviços.

67%

não aplicável

não aplicável

Alteração/criação de ferramentas de controles no sistema de gestão da qualidade.

57%

29%

31%

Realização de ensaios nas obras em determinados subsistemas e elementos construtivos.

57%

29%

não aplicável

Mudança nas contratações de serviços (maior detalhamento e inclusão de cláusulas contratuais específicas)

56%

53%

40%

Alterações nos materiais de acabamento.

 

55%

não aplicável

54%

Contratações de consultorias específicas.

 

54%

18%

51%

Indicação da VUP nos projetos.

 

51%

não aplicável

60%

Realização de medições ao final da obra para a comprovação do desempenho.

48%

não aplicável

não aplicável

Realização de simulações de desempenho na fase de projeto.

 

41%

não aplicável

29%

Mudança de produto

 

40%

18%

não aplicável

valor de venda da unidade habitacional, decorrente da publicação da norma. Essa reação, entretanto, não
valor de venda da unidade habitacional,
decorrente da publicação da norma. Essa reação,
entretanto, não pode ser observada nos preços de
projetos e dos produtos.
EXISTEM ITENS IMPOSSÍVEIS DE ATENDER EM HABITAÇÕES
POPULARES?
Não tenho
opinião
Concordo
20%
plenamente
30%
Discordo
21%
Concordo
parcialmente
29%

Em relação aos custos, observa-se que a maioria

dos participantes considera que houve acréscimo

em seus processos, sejam eles de construção,

fabricação ou projetos, mas poucos mencionaram

sua ordem de grandeza.

A opinião sobre a impossibilidade de

atender aos requisitos normativos em

habitações de padrão popular está

bem dividida como pode ser

observado no gráfico.

Quanto ao preço da unidade

habitacional, houve uma incidência

considerável (43%) de participantes

que declaram acrescimento no

resumo executivo abril 2016

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

INCIDÊNCIA DO USO DE NÍVEIS INTERMEDIÁRIO E SUPERIOR Sim Não 29,4% 65,7% 83,3% 70,6% 34,3%
INCIDÊNCIA DO USO DE NÍVEIS
INTERMEDIÁRIO E SUPERIOR
Sim
Não
29,4%
65,7%
83,3%
70,6%
34,3%
16,7%
CONS
TRUTRES
FABRI CANTES
PROJETISTAS
Outro benefício citado com incidência relevante foi
a determinação de critérios claros em caso de
reclamações, uma vez que a norma define o
método de avaliação e os parâmetros de
atendimento para cada requisito, eliminando, na
maior parte das vezes, avaliações subjetivas.
O esclarecimento sobre a responsabilidade da
empresa também consta entre os 5 benefícios mais
citados pelos pesquisados, na medida em que a
norma estabelece as incumbências de cada um,
incluindo projetista, fornecedor, usuário, construtora
e incorporadora.
A figura apresenta quais foram os benefícios citados
pelos segmentos.

Atualmente a preocupação das construtoras e projetistas está mais direcionada aos requisitos mínimos, como pode ser observado na figura. Isso se deve, possivelmente, à deficiência no conhecimento do comportamento em uso das tecnologias construtivas usualmente utilizadas pelas construtoras e projetistas. Enquanto as empresas não tiverem certeza do desempenho de

seus empreendimentos, muito provavelmente o nível mínimo será utilizado como parâmetro base. Em contrapartida, muitos fabricantes já têm um histórico anterior de ensaios e medições e conhecem, em princípio, a capacidade de seus produtos para atendimento aos demais níveis.

BENEFÍCIOS

Olhando pelo lado positivo, o resultado da pesquisa mostra que a grande maioria dos entrevistados (78%) citou que a aplicação da norma de desempenho traz como benefício a melhoria da qualidade de produtos. Além disso, permite a concorrência leal entre fornecedores, na medida em que a comparação entre produto pode ser realizada a partir de determinadas características de desempenho.

BENEFÍCIOS

Construtoras Fabricantes Projetistas M E L H OR I A D A Q UAL I
Construtoras
Fabricantes
Projetistas
M E L H OR I A
D A
Q UAL I D AD E
S E R V I Ç OS
D OS PR OD UTOS
E
53
15
24
C ON C OR R Ê N C I A
M AI S
L E AL
E N TR E
F OR N E C E D OR E S
37
12
13
C R I TÉ R I OS
C L AR OS
E M
C AS O
D E
R E C L AM AÇ Õ E S
39
6
8
E S C L AR E C I M E N TO
S OBR E
AS
R E S PON S ABI L I D AD E S
D A
31
5
16
E M PR E S A
C ON H E C I M E N TO
D O
C OM POR TAM E N TO
E S UAS PARTE S
D A
17
9
13
E DI F I CAÇÃO
AUM E N TO
D A
S E G UR AN Ç A
J UR Í D I C A
20
2
6
N E N H UM
1 1

resumo executivo abril 2016

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

DIFICULDADES PARA ATENDIMENTO

O conhecimento do comportamento dos vários itens que compõem uma edificação é uma necessidade e para isso as informações devem estar disponíveis para os profissionais e empresas do setor. A falta de informações sobre os materiais e componentes construtivos foi a dificuldade com maior incidência de indicações, principalmente entre projetistas e construtoras.

O caminho ainda é longo para os fabricantes, na medida em apenas 4% dos participantes concordam plenamente e 35% concordam parcialmente que as informações cedidas pelas associações de fabricantes são suficientes para suprir o mercado com informações.

Por outro lado, a pesquisa demonstrou que afirmação “Não há informações disponíveis no mercado sobre os sistemas construtivos, materiais e componentes utilizados nos empreendimentos”, não é totalmente verdade.

a

possibilidade de que nem todos os profissionais

estão com facilidade de acessar

Essa variabilidade

no

resultado

indica

a essas

informações.

Um

dos

comentários

reforça

esse

conceito.

Ensaios, testes e medições são necessários para evidenciar uma parte considerável dos requisitos da norma de desempenho. Muitos dos métodos previstos já eram realizados pelas empresas, porém a norma acrescentou diversas validações e comprovações que antes não existiam ou não eram utilizadas como uma prática do setor. Assim, com esse aumento na demanda, observa-se que ainda não existe um equilíbrio entre a quantidade de laboratórios e as demandas regionais. Essa dificuldade foi citada como relevante tanto no que tange à disponibilidade de laboratórios em todas as regiões, como também quanto à sua qualidade

As construtoras apontaram as dificuldades relacionadas ao custo dos projetos e ao desconhecimento ou desinteresse dos projetistas como relevantes.

O quadro apresenta os resultados relacionados as principais dificuldades apontadas pelos participantes.

 

QUADRO: DIFICULDADES DE ATENDIMENTO

 

DIFICULDADES

 

% em relação as respostas de

 
 

Construtoras

Fabricantes

Projetistas

Geral

Falta

de

informações

sobre

os

materiais

e

componentes

       

construtivos

 

72%

24%

70%

64%

Falta de laboratórios para a realização dos ensaios na região

58%

53%

27%

49%

Aumento de custo de projetos e/ou serviços

 

58%

41%

23%

47%

Desconhecimento ou desinteresse dos projetistas sobre a norma de desempenho

58%

35%

23%

46%

Falta de informações setoriais (cartilha) sobre o que deve ou não exigido dos fornecedores (projetos e materiais)

38%

53%

53%

44%

resumo executivo abril 2016

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

 

A L G U M

R E Q U IS IT O

Q U E

É

IM PO S S ÍV E L

D E

S E R

A T E N D ID O

O U

C O M PR O V A D O ?

 
 
  Sim Não

Sim

  Sim Não

Não

     

62,5%

     

82,4%

   

63,3%

     
 

37,5%

 

36,7%

 
 

17,6%

 

C ON S TR

UTO R AS

 

F ABR I C AN TE S

 

PR OJ E TI S TAS

 
 

À

Também se observa que as exigências por agentes financeiros ou mesmo por organismos de certificação foram apontados como possibilidades relevantes.

 

A figura abaixo apresenta a distribuição dos riscos mais apontados na pesquisa.

A pesquisa investigou ainda a existência de algum requisito normativo impossível de ser atendido ou comprovado, cujo resultado (ver figura)

Destaca-se que os requisitos mais

apontados

comentários foram

nos

desempenho

acústico

e

durabilidade.

RISCOS

DO

NÃO

NORMA

ATENDIMENTO

Em relação à percepção dos riscos do não atendimento à norma, a pesquisa demonstrou que as maiores preocupações se referem à possibilidade de reclamações de clientes ou prepostos, como um perito, nos momentos de entrega, no período de garantia ou mesmo durante o tempo previsto para a VUP.

RISCOS DO NÃO ATENDIMENTO

RISCOS DO NÃO ATENDIMENTO Construtores Fabricantes Projetistas RECLAMAÇÕES/PROBLEMAS DURANTE O PERÍODO DE GARANTIA

Construtores

RISCOS DO NÃO ATENDIMENTO Construtores Fabricantes Projetistas RECLAMAÇÕES/PROBLEMAS DURANTE O PERÍODO DE GARANTIA

Fabricantes

RISCOS DO NÃO ATENDIMENTO Construtores Fabricantes Projetistas RECLAMAÇÕES/PROBLEMAS DURANTE O PERÍODO DE GARANTIA

Projetistas

RECLAMAÇÕES/PROBLEMAS DURANTE O PERÍODO DE GARANTIA

RECLAMAÇÕES/PROBLEMAS APÓS O PERÍODO DE GARANTIA E DENTRO DA VUP

RECLAMAÇÕES/PROBLEMAS NO MOMENTO DA ENTREGA POR UM PERITO

RECLAMAÇÕES/PROBLEMAS NO MOMENTO DA ENTREGA PELO CLIENTE

EXIGÊNCIAS DOS AGENTES FINANCIADORES

EXIGÊNCIAS DE ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO

SOLICITAÇÕES SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO NO MOMENTO DA COMPRA DO

IMÓVEL

DESVANTAGEM NAS VENDAS EM RELAÇÃO À CONCORRÊNCIA

EXIGÊNCIAS DE ÓRGÃO PÚBLICOS

NENHUM DIFICILMENTE O CLIENTE VAI RECLAMAR

56 12 23 49 6 19 46 2 18 29 8 19 34 10 8
56
12
23
49
6
19
46
2
18
29
8
19
34
10
8
24
7
8
22
6
7
15
8
10
14
5
10
2

resumo executivo abril 2016

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

GRAU DE ATENDIMENTO AOS REQUISITOS

O objetivo desta parte da pesquisa é identificar o avanço das construtoras e incorporadoras na efetiva implementação dos requisitos da norma de desempenho em seus empreendimentos.

Apenas o questionário destinado às empresas incorporadoras/construtoras continha esta parte da pesquisa. O entrevistado atribuiu um % de atendimento efetivamente atendido em cada um dos requisitos (ver gráfico).

ATENDIMENTO AOS REQUISITOS alto (90% a 100%) médio (60% a 80%) baixo (30% a 50%)
ATENDIMENTO AOS REQUISITOS
alto (90% a 100%)
médio (60% a 80%)
baixo (30% a 50%)
baixíssimo ou nenhum (0% a 20%)
SEGURANÇA ESTRUTUTURAL
32,9%
34,4%
20,1%
12,8%
SEGURANÇA CONTRA I NCÊNDIO
38,5%
34,3%
12,8%
14,3%
SEGURANÇA NO USO E NA OPERAÇÃO
44,3%
40,0%
8,5%
7,1%
ESTANQUEI DADE
32,8%
35,8%
21,4%
10,0%
DESEM PENHO TÉRMICO
24,2%
34,3%
20,0%
21,5%
DESEM PENHO ACÚSTI CO
31,4%
28,5%
25,7%
14,2%
DESEM PENHO LUM ÍNICO
14,2%
38,6%
24,3%
22,8%
DURABI LI DADE E M ANUTENIBILIDADE
20,2%
34,7%
23,1%
21,7%
SAÚDE, HI GIENE E QUALI DADE DO AR
28,9%
31,9%
21,7%
17,3%
FUNCI ONALI DADE E ACESSI BI LI DADE
58,0%
27,4%
7,2%
7,2%
CONFORTO TÁTI L E ANTROPODI NÂMICO
27,5%
36,1%
23,1%
13,0%
DESEM PENHO AM BI ENTAL
42,0%
33,3%
15,8%
8,6%

SUGESTÕES DE AÇÕES SETORIAIS

A pesquisa ainda coletou as sugestões sobre asa ações setoriais a serem tomadas sobre o assunto, que envolveram:

Disponibilização de informações técnicas.

Intensificação

de

treinamento

e

capacitação.

Incentivo

e

uniformização

de

comprovações de desempenho.

Melhoria da rede de laboratórios.

Qualificação e disponibilidade de projetistas e consultorias especializadas.

Revisão, atualização e criação de regimentos legais e normativos.

Uso do poder de compra e contratações para promoção da Norma de Desempenho.

Discussão sobre responsabilidades e aspectos jurídicos.

Fomento à Pesquisa.

Divulgação ao mercado consumido.r

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

DESAFIOS FUTUROS E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados dessa pesquisa demonstraram que os

caminhos percorridos desde a publicação da norma de desempenho não foram fáceis. Muitos

paradigmas e práticas tiveram que ser repensados

e certamente muitos modelos de operação,

governança e gestão terão que sofrer alterações. Contudo, não se pode negar que as ações

realizadas até o momento foram muito importantes e trouxeram grandes resultados.

Ficou claro que esse movimento é de fundamental importância para a melhoria da qualidade das construções, assim como para a maior competitividade das empresas do setor.

Em pouco menos de 3 anos, as empresas investiram

em capacitação, consultorias, ensaios, simulações e projetos para entender cada um dos requisitos normativos e fazer as correções de rumo necessárias para o seu efetivo atendimento.

Nesse caminho, por vezes as empresas foram surpreendidas por evidências de não atendimento de poucos requisitos por padrões construtivos usuais. Em outros momentos, perceberam que níveis intermediários ou superiores já estavam sendo atingidos.

Podemos considerar que, nesse período, a maior parte das empresas passou por um processo de “autoconhecimento” e teve a oportunidade de validar o comportamento em uso de seus sistemas construtivos.

Contudo, esse percurso ainda não terminou. O empenho para o futuro deve continuar com a mesma seriedade e persistência dos esforços que vêm sendo realizados pelas entidades setoriais e empresas até agora.

Os desafios que serão enfrentados daqui para frente estão relacionados a:

Uniformização de conceitos.

Educação, treinamento e capacitação.

Informações técnicas.

Laboratórios e comprovações de desempenho.

Relacionamento entre Projetistas, construtoras e fabricantes.

Contratantes e clientes.

Fomento à pesquisa.

Regimentos normativos e legais.

Tais sugestões têm o caráter de provocar discussões e desencadear novas ideias para vencer os desafios identificados.

A participação voluntária de 145 empresas nesta

pesquisa demonstra o interesse e importância do assunto entre as construtoras, incorporadoras, fabricantes e projetistas. Entretanto há que se expandir esse interesse para todas as regiões do Brasil.

A união de esforços entre os diversos agentes da

cadeia produtiva da construção continua sendo primordial para o enfrentamento dos desafios futuros.

Assim, considera-se altamente recomendável a estruturação de um plano estratégico em conjunto com as demais entidades setoriais envolvidas com

o assunto. É muito importante estabelecer as metas

a serem alcançadas, assim como detalhar das

ações a serem tomadas, incluindo etapas, prazos, recursos e responsabilidades.

A publicação da norma de desempenho em 2013

iniciou um processo, sem volta, de evolução técnica no setor da construção. O setor da

construção precisa se engajar no desenvolvimento

e efetivo atendimento dessa e de outras normas

técnicas, valorizando os conceitos de engenharia e arquitetura. Não é possível falar de competitividade no setor da construção se as regras técnicas mínimas não estão estabelecidas.

resumo executivo abril 2016

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NORMA DE DESEMPENHO: PANORAMA ATUAL E DESAFIOS FUTUROS

EQUIPE TÉCNICA

Este trabalho foi realizado pela equipe técnica do CTE, coordenado pela Arq. Marcia Menezes dos Santos.

O CTE Centro de Tecnologia de Edificações é

uma empresa privada, especializada em consultoria para o setor da construção, que exerce suas atividades em vários estados do Brasil desde 1990. O foco de atuação do CTE está voltado para

as empresas da cadeia produtiva da construção,

como: investidores, fundos de investimento, agentes financeiros, incorporadoras, construtoras, empresas de projetos, fornecedores de materiais e serviços, entidades de classe, etc.

O CTE coloca à disposição as seguintes referências

para contatos:

Rua Álvaro Rodrigues, 182 - Cj. 153 Brooklin - São Paulo - CEP 04582-000 Tel: 55 11 2149 0300 / Fax: 55 11 2149 0325 http://www.cte.com.br

marciame@cte.com.br - www.cte.com.br

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