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o

Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS Flexão - solicitação que tende a modificar o eixo geom étrico de uma
peça.

Na Estática os corpos são considerados indeformáveis tal


F
hipótese é necessária afim de se conseguir um resultado
completamente independente das propriedades da matéria de que
são constituídos.

A Resistência dos Materiais, que também faz parte da


Mecânica, entretanto, considera os corpos tais como são na
realidade, isto é, deformáveis e suscetíveis de sofrerem rupturas
quando sob a ação de forças.
Torção - solicitação que tende a girar as secções de uma peça, uma
Assim, a Resistência dos Materiais se ocupa em estudar: em relação às outras.

1. As mudanças ocasionadas no corpo pela ação de forças externas


e internas;

2. As propriedades (dimensões, forma, material) que o fazem capaz


F
de resistir à ação dessas forças.

SOLICITAÇÕES Mt
Um sistema de forças pode ser aplicado num corpo de
diferentes maneiras, originando portanto diversos tipos de
solicitações, tais como tração, compressão, cisalhamento, flexão e
torção.

Quando cada tipo se apresenta isoladamente, diz-se que a


DEFORMAÇÃO
solicitação é simples . No caso de dois ou mais tipos agirem
contemporaneamente a solicitação é composta. A experiência ensina que a ação de qualquer força sobre
um corpo altera a sua forma, isto é, provoca uma deformação.

Tração - solicitação que tende a alongar a peça no sentido da reta de Com o aumento da intensidade da força, há um aumento
ação da resultante do sistema de forças. da deformação.

No ensaio de tração, um fio solicitado pôr uma força de


F F pequena intensidade sofrerá uma deformação transitória e
retomará seu comprimento inicial quando a força for removida.

Reta de ação da força

Compressão - solicitação que tende a encurtar a peça no sentido da


reta de ação da resultante do sistema de forças.

F F deformação
transitória

Reta de ação da força


Aumentando a intensidade da força, o fio sofrerá uma
deformação permanente.
Cisalhamento - solicitação que tende a deslocar paralelamente em O ponto que separa os dois tipos de deformações é o limite
de elasticidade
sentido oposto, duas secções contíguas de uma peça.

Reta de ação da força

deformação
permanente
F

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ALONGAMENTO UNITÁRIO F
Alongamento unitário ( ε ) é a relação entre o alongamento
total ( ∆l ) e o comprimento inicial ( l ).
Corpo de Prova

lo
l

F
∆l Aumentando-se a tensão, a deformação também vai
aumentando e os resultados da experiência podem ser mostrados
por um gráfico, marcando em abcissas as deformações

∆l (alongamento unitário) e em ordenadas as tensões.

ε= σ
lο [ cm/cm]

σr R
Pode ser expresso também em porcentagem(%).
σe E

σp P

TENSÃO

Tensão (σ)é a relação entre a força normal (P) e a área (S).

ε
A(área) 1 2 3

(1). zona elástica deformação transitória

(2). zona plástica deformação permanente

σ (3). zona de ruptura

O gráfico representa o caso típico do aço doce (baixo teor


de carbono).
P Até o ponto P, o gráfico é uma reta. Neste trecho é válida
a lei de Hook, que diz:
P
σ= 2
[ Kgf/cm ou Kgf/mm ]
2

A As deformações são diretamente proporcionais às


tensões que as produzem.

σ é a força aplicada em O ponto P é o limite de elasticidade e a tensão


cada quadradinho de área unitária
correspondente é a tensão de proporcionalidade ( σp ).
O trecho PE ainda se verifica a elasticidade mas já não é
pura, pois, tem-se um misto de deformações elásticas e deformações
permanentes.
DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO
De fato, cessando as solicitações, o corpo de prova não
readquire completamente o formato primitivo, mas tenderá a este,
permanecendo parcialmente deformado.
Como já foi visto, o ensaio de tração consiste em aplicar
num corpo de prova uma força axial com o objetivo de deformá-lo até Depois do ponto E a tensão sofre oscilações desordenadas
que se produza sua ruptura.
enquanto o material vai se deformando com grande fluidez. Este
O ensaio é feito com auxílio do extensômetro,
fenômeno é chamado de escoamento e a tensão correspondente
esquematizado ao lado.
tensão de escoamento ( σ e ).

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Convém frisar que o escoamento é característico nos aços A tensão admissível fixada deve ser bem inferior à tensão
doces e outros materiais. Ele marca o início das grandes de ruptura. Seu valor é determinado dividindo-se a tensão de
deformações permanentes. ruptura por um coeficiente (n) chamado fator de segurança.

Continuando o ensaio, nota-se que a curva toma um


σr
aspecto definido até atingir o ponto R, onde se verifica a ruptura do
corpo. Este ponto é o limite de ruptura e a tensão atingida é a σ=
tensão de ruptura (σ r). n
Todos os materiais apresentam, com variantes mais ou
menos acentuadas, o mesmo comportamento, e o diagrama terá A escolha de n requer muito bom senso por parte do
sempre aspecto semelhante, apesar de alguns trechos se projetista, todavia, numa primeira aproximação, pode-se adotar o
confundirem para alguns materiais e se evidenciarem para outros. seguinte:

No aço duro, por exemplo, não se verifica o escoamento n=x.y.z.w


enquanto o chumbo e o estanho são caracterizados por isto.

valores para x ( fator do tipo de material):

DIMENSIONAMENTO x = 2,0 para materiais comum


x = 1,5 para aços de qualidade e aço liga
No dimensionamento dos elementos de máquinas
admitem-se apenas deformações elásticas. Os cálculos podem ser:
de verificação ou de dimensionamento propriamente dito. valores para y (fator do tipo de solicitação)

Verificação y = 1,0 para carga constante


No primeiro caso escolhem-se as dimensões e depois y = 2,0 para carga intermitente
verifica-se se a tensão de trabalho não ultrapassa a tensão y = 3,0 para carga alternada
admissível.
valores para z (fator do tipo de carga)
P
σt = ≤ σ z = 1,0 para carga gradual
z = 1,5 para choque leves
A z = 2,0 para choques bruscos

onde ( σ ) é tensão admissível [kgf/mm 2 2


ou kgf/cm ] valores para w (fator que prevê possíveis falhas de fabricação)

w = 1,0 a 1,5 para aços


w = 1,5 a 2,0 para ferro fundido FoFo
Dimensionamento
No segundo caso, o processo é inverso: as dimensões são
calculadas admitindo-se a tensão de trabalho, com critério e As tensões admissíveis segundo Bach para os aços ao
segurança. carbono podem ser obtidas na tabela em anexo no final dessa
apostila.

P
Α≥
Nesta tabela foram considerados três tipos de
carregamento:
σ a) carregamento estático:
a carga aplicada se m antém constante (vigas das estruturas).
2 2 Na tabela: -Carregamento I
(A) é a área da seção transversal da peça [cm ,mm ]
σ
Vejamos agora um exemplo de calculo para uma área de
seção circular:

π .d 2 π. d 2 P
área: A= substituindo temos: ≥ isolando o
4 4 σ tempo
diâmetro temos:

b) carregamento intermitente:
a carga é aplicada periodicamente (dentes de engrenagens).
4.P Na tabela: -Carregamento II
d≥
π. σ σ
d
onde (d) é o diâmetro da peça [mm]

tempo

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c) carregamento alternado: Substituindo nesta fórmula o alongam ento unitário (ε) e a


a carga aplicada varia continuamente de sentido (eixos à flexão). - tensão (σ), tem-se:
Carregamento III

σ P. l ο
∆l =
A.E

tempo
Ε representa a carga capaz de alongar o fio de secção de
área unitária ao dobro de seu comprimento inicial.

Observação:
Os aços distinguem-se em laminados e trefilados: estes
últimos apresentam características técnicas superiores aos
laminados.
DIMENSIONAMENTO DE PARAFUSOS

As barras, as chapas e os perfis laminados são obtidos a É dado o esquem a de um parafuso submetido a uma carga
quente nos laminadores, enquanto os trefilados são obtidos a frio por de tração e aperto conforme figura abaixo:
meio de fieiras. A
Podem os trabalhar com as tensões de ruptura (σ r) e
escoamento (σe ) com os seguintes fatores de segurança: (P+Po)

σr σe
σ= σ=

do
n n A
d

CORTE “AA”
*Para tensão de ruptura: n = 6,0 a 12,0 α p
*Para tensão de escoamento: n = 2,0 a 6,0

TRAÇÃO E COMPRESSÃO
d
do

No ensaio de tração foi visto que a deformação


(alongamento unitário ε ) é proporcional à tensão σ (lei de Hooke).
Nomenclatura:
Isto é válido para a compressão.
P = Carga Axial (tração) [ kgf ]
σ Po = Carga de Aperto [ kgf ] Utilizar ⇒ Po = 0,15 . P
σ = E. ε ∴ E= d = diâmetro externo da rosca [ mm ]
ε do = diâmetro interno da rosca [ mm ]
p = passo da rosca [ mm ]
t = profundidade do filete [ mm ]
[ Kg/cm2 ] α = 55o rosca WHITWORTH
α = 60 rosca MÉTRICA
O

O coeficiente de proporcionalidade ( ε ) é chamado módulo


de elasticidade normal; depende do material e o seu valor é
determinado experimentalmente.
P + Po
Da fórmula da tensão temos: σ≥ equação (I)
A
Este coeficiente de é tirado através da tabela da página.

onde: σ = tensão de tração admissível [ kgf/mm² ]


P
A = área do diâmetro do núcleo [ mm² ] ⇒ Α ≥ equação ( II )
A A σ
lο
lο Substituindo a equação ( II ) na equação ( I ) e isolando o
diâmetro ( do ) temos:

4. (P + Po )
do ≥
π. σ
∆l P ∆l P

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Pôr esta formula determinamos o diâmetro (do) do núcleo do 4-) Calcular a força necessárias para alongar 1 mm um fio de cobre
parafuso de comprimento 2m e diâmetro 4mm

* Para determinar o diâmetro da rosca ( d ) consultamos a


TABELA DE ROSCA em anexo através do diâmetro interno (do ) ou
pela formula:

d = do + 2 . t

onde t = profundidade da rosca [ mm ]

Ver Tabela de rosca em Anexo.

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
5-) Calcular a tensão de trabalho no elo da corrente em figura.
1-) Calcular o alongamento total de um fio de cobre de comprimento
50 cm e diâmetro 2 mm quando é aplicado uma carga de 20 kgf. 200 kgf 200 kgf

5mm
lo

∆l
P
6-) Calcular a força necessária capaz de romper um arame de aço
ABNT 1030 trefilado e diâmetro 2 mm.

2-) Calcular o encurtamento dos pés da mesa em figura.


Material aço meio carbono e comprimento do tubo 80cm.

12,0 tf
4 cm

5 cm

Seção dos pés

7-) Calcular o diâmetro de um aram e de aço ABNT 1030 trefilado


destinado a manter suspenso um peso de 200 kgf.
Carregamento I

3-) Um fio de comprimento 30 cm e diâmetro 1mm foi submetido ao


ensaio de tração e com uma carga de 40kgf obteve um alongamento
total de 0,08cm. Calcular o alongamento unitário, alongamento d
percentual, tensão e módulo de elasticidade.
P

P
30 cm

1 mm

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8-) Escolher a corrente destinada a resistir uma carga de 1,0 tf. 12-) Verificar a seção do montantes da prensa em figura, para uma
Material: Aço ABNT 1040 laminado e fator de segurança n = 3,5 carga máxima de 3,2 tf. Material: Ferro Fundido

3,5.d
d

1,0 tf 1,0 tf

1,5.d

2
2 P

[cm]

9-) A peça em figura foi submetida ao ensaio de compressão e


sofreu ruptura com 32 tf. Calcular a tesão de ruptura a compressão
(σ cr ) .
13-) Dimensionar os parafusos do suporte como mostra a figura
abaixo. Material do parafuso: aço ABNT 1020 laminado
32 tf Carregamento I
4 cm 2 cm
8 cm

2 parafusos
3000 kgf

60 cm

10-) No dispositivo em figura a bucha é de aço ABNT 1010 laminado


e o parafuso de aço ABNT 1030 laminado. Determine o diâmetro
externo da bucha e parafuso para suportar uma carga de aperto de
2,0 tf. ( carregamento I) Usar para d1 = d + 1 mm

d1
d

D
14-) Dimensionar os diâmetros dos tirantes para o suporte em
figura.
Dados: Carregamento I
material aço ABNT 1020 laminado
Carga P = 500 kgf
4m

2 tirantes

11-) Dimensionar a seção a x b e o diâmetro do parafuso do


esticador na figura abaixo para uma carga estática máxima de 1,5 tf.
3m

Material do Corpo: aço ABNT 1030 laminado n = 4,0


Material do parafuso: aço ABNT 1020 laminado

a b

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CISALHAMENTO EXERCÍCIOS:
1-) Calcular a força de corte P da chapa em figura.
No cisalhamento como já foi visto, a peça é solicitada pôr Dados: espessura s = 4mm
duas forças proximas, paralelas e de sentidos contrários. largura L = 5 cm
Material aço ABNT 1020
Reta de ação da força L P

F s

F
2-) Calcular a força de corte P da chapa em figura. Dados: Aço
A 1030 laminado

100
R. 20

20
A seção (A) resistente à força cortante (F) é paralela à linha esp. 2mm
de ação desta força e quando o limite de resistência é ultrapassado
há um deslizamento desta área.

A força que age em cada quadradinho de área unitária da


superfície (A) é a tensão de cisalhamento (τc). Logo:
3-) Verificar a tensão de cisalhamento no elo da corrente em figura.
Dados: Material Aço ABNT 1020
Laminado
F
τc = 2
[kgf/cm ] ou [kgf/mm ]
2
300 kgf 300 kgf
A
φ 5mm
No dimensionamento temos:

F F
τc ≥ Α≥
A ou
τc
4-) Dimensionar a articulação esquematizada na figura abaixo.
Material aço ABNT 1040 laminado n = 4,5
e2
F
Na verificação temos: τc = ≤ τc
A e1
d
R
O dimensionamento de peças submetidas ao cisalhamento 600kgf 600kgf
é feito o tomando como base os valores da tensão admissível da
seguinte maneira:

τ c = 0 ,7 5 . σ t

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P
6-) Calcular o diâmetro do rebite em figura e as medidas a x b. tensão admissível σ t = 8 mm 2 Α≥
Material: chapa de aço ABNT 1010 carregamento I σc
rebite de aço ABNT 1010

d
2 mm 8=
200
a -7 =
200 ∴ a =19,5 mm
2.(a − 7) 2.8
200 kgf
200 kgf

8-) No dispositivo de segurança em figura. o arame de aço ABNT


tração 1040 deverá quebrar-se com uma força tangencial de 50 kgf.
b
Calcular o diâmetro do arame.
Dado: n = 4,5
a

Eixo

cisalhamento

Resolução d

4.P
carregamento I τ c = 6,5mm 2 d≥
π.τ c

4.200
d= = 6,3mm
π.6,5

adotando d= 7,0 mm

Seção b (solicitada a cisalhamento)

2mm

200
⇒ 2 áreas cisalhadas P= = 100kgf
2
área ⇒ A =s . b

tensão de cisalhamento τ c = 5 mm 2

100 100
5= isolando b temos b= = 10mm
2.b 2.5

P
Α≥
τc

Seção a (solicitada a tração)

2mm d Área

P= 200kgf

Área tracionada A = s.(a - d)

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MOMENTO TORÇOR Verificação: É fixada a tensão admissível e comparada com a tesão


de trabalho.

Denomina-se momento torçor (Mt) de uma m anivela ao


Mt
produto da força (F) pelo raio (R).
τt = ≤ τt
Wt
F
Dimensionamento: No dimensionamento de peças à torção,
admitem-se apenas deformações elásticas. A tensão de trabalho é
Mt = F.R
R

fixada pelo fator de segurança ou pela tesão admissível.


Exemplo: diâmetro de um eixo
b
Mt + - Temos o seguinte
Mt π .d 3
Convenção: Mt será positivo se a manivela girar no sentido anti- τt ≥ (1) Wt = (2) t1
horário e negativo se a manivela girar no sentido horário. Wt 16
substituindo a equação (2) em (1) temos:
O momento torçor pode ser ser obtido também pela
seguinte fórmula: Mt do
τt ≥ isolando do temos:

N π.d 3o d
M t = 71620. [ kgf.cm] 16
n
16.M t
do ≥ 3
π. τ t
N= potência do motor [CV] (cavalo vapor)
n= rotação no eixo [rpm]

Observação: nos eixos chavetados somente o núcleo do diâm etro


(do) é o que vai resistir à torção, e o diâmetro (d) é determinado
MÓDULO DE RESISTÊNCIA A TORÇÃO através da tabela de chaveta segundo norma ABNT e pela formula
abaixo.
O módulo de resistência a torção ( W t) depende
dos vários tipos de seção em que está sendo solicitado para se fazer D = do + 2.t1
um bom dimensionamento de uma determinada peça.
3
A unidade de ( W t) é: [ cm ]
APLICAÇÃO:
Vejamos agora alguns tipos de seção:
1-) Dimensionar o eixo do motor de 2 CV a 1000 rpm.
Material aço ABNT 1030 laminado carregamento II

d h

π .d3
Wt = Wt = 0,208.h 3
16
2-) Dimensionar o terminal da manivela em figura.
Material: aço ABNT 1010 laminado carregamento II
Força no manipulo F= 20kgf
TORÇÃO R= 10 cm
h
Torção é a solicitação que tende a girar uma
seção em relação a outra de uma peça.

A tenção de torção (τt) numa seção (x) qualquer é


dada pela seguinte fórmula:

Mt
τt = 2
[ kgf/mm ou kgf/cm ]
2

Wt

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MOMENTO FLETOR ( Mf ) Mf1 = 0

A seção ( x ) da barra em figura está solicitada parte à Mf2 = 10 . 2 = 20 kgf.cm


compressão e parte a tração, isto é, as fibras superiores da barra são
comprimidas e as fibras inferiores são tracionadas. Mf3 = 10 . 5 – 22 . 3 = -16 kgf.cm

P Mf4 = 0

Linha Neutra Observações:

compressão 1-) Neste exemplo foi considerado as forças que precedem a seção.
Se forem tomadas as forças que seguem as seções, os momentos
tração terão os mesmos valores, a menos do sinal.

2-) Notar que, no caso em questão (forças concentradas), o


momento fletor varia linearmente ao longo dos trechos
descarregados. Conclui-se daí que, para traçar o diagrama basta
calcular apenas o momentos fletores nas seções em que são
Denomina-se m omento fletor (Mf) da seção ( x ), a som a aplicados as forças e unir os valores por meio de retas.
algébrica dos momentos, em relação a ( x ), de todas as forças Pi
que precedem ou seguem a seção. 3-) A seção mais solicitada é aquela que o momento fletor é
máximo.

Exemplo: momento fletor na seção ( x ):

Problemas Propostos:
Convenção: Mf +
1-)
100 200 300 kgf
P1 P1
x

c
b R2
R1 2,5 1,5 3,0 2,0
a m

Mf = P1.a – R1 . b + P2 . c

Desse modo calcula-se o momento fletor de cada seção do


eixo e com valores obtidos traça-se o diagrama como nos exemplos
que se seguem.

Gráfico de Momento Fletor (Cargas Concentradas)

10 kgf 20 kgf

2 3 2 cm

R1 = 22 kgf R1 = 8 kgf

Mf2 +
Mf 4
Mf1
- Mf3

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2-) 4-)

200 200 400 kgf 600


kgf

2,0 2,5 3,0 2,0 2,0 4,0 m


m 200

3-) MÓDULO DE RESISTÊNCIA A FLEXÃO


200 400 kgf
O módulo de resistência a flexão ( Wf ) dos vários tipos de
seção são obtidos através de tabelas, e apresentarem os alguns mais
usados.

2,0 4,0 x

h
m
x
d

π.d 3 b.h3
Wf = Wf =
32 6
3
[ cm ]

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Observação - 1: ( Wf ) depende do tipo de seção e da sua posição A fórmula da tensão é aplicada nas seções críticas, isto é,
relativa, conforme mostra o exemplo abaixo. nas seções onde pode haver ruptura do material.
P Exemplo: Calculo do diâmetro de um eixo.
3 b
Temos o seguinte
Mf π.d3o (2)
σf ≥ (1) Wf = t1
x Wf 32

8
substituindo a equação (2) em (1) temos:

Mf do
σf ≥ isolando do temos:
π.d o3 d
b.h3 3.83 32
Wf = = = 256cm3
6 6
32.M f
do ≥ 3
π.σ f
P
8

3
Aplicação:
x
1-) Projetar um eixo para uma polia chavetada. Dados:
Material: Aço ABNT 1040

b.h3 8.33 200 kgf


Wf = = = 36cm3
6 6 d2
d1 d3

Observação – 2: quanto maior for o módulo de resistência a flexão,


maior é a resistência da peça flexionada.

FLEXÃO 4,0 5,0 5,0 1,0


cm
Já foi visto que a flexão é a solicitação que tende a
modificar o eixo geométrico da peça.
P

2-) Dimensionar a seção da viga I em figura Dados: Aço ABNT


1020

x 1000 kgf

A tensão à flexão σf numa seção (x) qualquer é dada


pela seguinte formula:

Mf
σf = 2
[ kgf/cm ]
Wf

Dimensionamento:
40 cm
No dimensionamento de peças à flexão admitem-se
apenas deformações elásticas. A tensão de trabalho é fixada pelo
fator de segurança ou pela tensão admissível.

Mf
σ f ≤ σf σf = ≤ σf
Wf

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FLAMBAGEM
Denomina-se Flambagem a carga axial que faz com que a peça
venha a perder a sua estabilidade, demonstrada pelo seu
encurvamento na direção do eixo longitudinal com o mostra a figura
ao lado. Ocorre sempre na direção do eixo de menor momento de
inércia transversal.
Pfl

lo
l lf

Momento de Inércia ( Jx ) de Superfície Plana

É a somatória ( Σ ) das variações de área da Superfície


plana pelas respectivas distâncias elevada ao quadrado como mostra
CARGA DE FLAMBAGEM ( Euler )
a figura :
y
Através do estudo do Suíço Leonard Euler ( 1707 – 1783 ) Momento em relação ao eixo x: ∆A
determinou-se a fórmula da Carga Flambagem nas peças carregadas
axialmente.
J x = ∑ y 2 . ∆A 4
[cm ]

π .E. J
2

y
Pfl = Momento em relação ao eixo y
l 2fl x x
J = momento de Inércia, seção transversal da peça ( cm4, mm4 )
J y = ∑ x 2 . ∆A 2
[cm ]
E = módulo de resistência do material ( Kgf / cm2 ; Kgf / mm2 )
Pfl = carga de flambagem ( Kgf )
Obs. : quanto maior o momento de inércia de uma peça ( seção
l fl = comprimento livre de flambagem ( cm, mm )
transversal ) maior será sua resistência.

Momento de Inércia de algumas figuras :


COMPRIMENTO LIVRE DE FLAMBAGEM y
y
Em função do tipo de fixação das suas extremidades, a
peça apresenta diferentes comprimentos livres de flambagem G
G
como mostra as figuras abaixo :
a

x x

b d

Retangular Circular

b.h3 h.b 3 .d 4
Jx = Jx = Jx = Jy =
12 12 64

Circular Vazada y

π. ( D4 − d4 )
d

x
Jx = Jy =
64
D
C

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Translação de Eixos : Sejam ( x ) e ( y ) eixos centrais de uma y


figura e ( x1 ) e ( y1 ) eixos respectivamente paralelas a ( x ) e ( y ). y
As distâncias entre esses eixos são (a) e (b) que podem ser
consideradas como coordenadas de ( G ) . Por definição temos : G
x

d
x
y1 y
a
J x 1 = J x + b 2 .A A d D

J y1 = J y + a 2 . A x d D 2 + d2
G iy = ix = iy = ix =
4 4

b
o1 x1
Raio de Giração ( i ) Índice de Esbeltez ( λ )

O raio de giração de uma superfície plana em relação a um É definido através da relação entre o comprimento de
eixo de referência, constitui-se em uma distância particular entre a flambagem ( Lfl ) e o raio de giração mínima da seção transversal da
superfície e o eixo, na qual o produto entre a referida distância peça.
elevada ao quadrado e a área total da superfície, determina o
momento de inércia da superfície em relação ao eixo.
l fl
λ=
y i min
A

λ= índice de Esbeltez ( adimensional )


ix G
l fl = comprimento de flambagem ( m, cm, mm )
imin = raio de giração mínimo ( m, cm, mm )
iy x

Tensão Crítica ( σcr )


J x = A.i 2x J y = A. i 2y
A tensão Crítica deverá ser menor ou igual a tensão de
proporcionalidade do material. Desta forma, observa-se que o
material deverá estar sempre na região de deformação elástica, pois
o limite de proporcionalidade constitui-se no limite máximo para a
Para determinar o raio de geração da superfície é dado
validade da Lei de Hooke.
pela seguinte expressão :
A tensão crítica é expressa da seguinte forma:

Jx Jy
ix = iy = π 2 .Ε
A A σ cr =
λ2

Unidade: [m, cm, mm]


σcr = tensão crítica ( Kgf / cm ; Kgf / mm
2 2
)
E = módulo de elasticidade do material 2
(Kgf / cm ); Kgf / mm )
2

λ = índice de esbeltez ( adimensional )


Raio de Giração de Algumas Figuras
y Quando a tensão de flambagem ultrapassa a tensão de
proporcionalidade do material, a fórmula de Euler perde a sua
validade. Para estes casos utiliza-se o estudo de Tetmajer.

a. 3 b. 3 G
ix = iy =
Para o Aço ABNT NB 14
a

x
6 6
λ ≤ 105 ⇒ σ fl = 1200 − 0,023. λ 2
b
10363000
λ > 105 ⇒ σ fl =
λ2

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- 14 -
o
Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

Curva de Flambagem λlim


σp
E ( módulo de
Material
elasticidade ) Euler
É a representação gráfica da função que relaciona a tensão
de flambagem com o índice de esbeltz ( λ ) para cada material. 2 2
No que se segue, ( σp ) é a tensão de proporcionalidade e Aço ABNT 2.050 Kgf/cm 2.100.000 Kgf / cm
2 2 100
( σe ) a tensão de escoamento : 1010/1020 20,5 Kgf/mm 21.000 Kgf / mm
2 2
Aço ABNT 2.400 Kgf/cm 2.100.000 Kgf / cm
σ fl 1040/1050 24,0 Kgf/mm
2
21.000 Kgf / mm
2 93

colunas colunas colunas 2 2


Ferro 1540 Kgf / cm 1.00.0 Kgf / cm
curtas intermediarias longas 2 2 80
Fundido 15,4 Kgf/mm 10.000 Kgf / mm
σp 2 2
99 Kgf / cm 100.000 Kgf / cm
Pinho 2 100
σe hiperblole de 0,99 Kgf/a 1.000 Kgf / mm
Euler

ESTRUTURAS METÁLICAS – MÉTODO ( ω )

λ lim λ fl λ O método ω consiste em :

Pfl
Flambagem Elástica : ( como já foi visto ) σ fl = ω . ≤ σc
A
Para σ ≤ σp , vale a hipérbole de Euler:

σ c = tensão de compressão admissível (tabela)


E P
σ fl = π . 22
σ fl = fl
λ Α Pfl = carga de flambagem: Pfl = P . c
c = coeficiente de segurança c = 1,75 a 3,5
onde temos a carga de flambagem :

ω = valor extraído do gráfico abaixo pelo índice de esbeltz ( λ ):


π 2 .E. J
Pfl = σ fl . A =
l 2fl 11

10
* logo a validade das fórmulas acima, conhecida com o fórmula de 9
Coeficiente de Flamgem [ ω ]

Euler, é :
8

E 7
λ ≥ λ limEuler λ limEuler = π .
σp 6

4
A carga admissível será :
3

Pfl 2
P= Unidade: [ kgf ] 1
c
0
40 80 120 160 200 250
c = coeficiente de Segurança ; para estruturas metálicas; Indíce de Esbeltez [ λ]
c = 1,7 para λ= 0
c = 3,5 para λ = λlimEuler ou λ > λlimEuler

* Tabela de Valores de λ limEu ler para alguns materiais

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o
Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

Momento de Inércia de Perfil Composto: Ver em Anexos as tabelas de vigas perfis “I” e “U “com respectivos
dados.
Perfil “U”
y1 y y1
Exercícios:
1-) Calcular a carga máxima P para a viga representada abaixo:
a
Padrão Americano Aço 1020 laminado 8”x4” 3 alma

P
x

a U a
10 m

Momento de Inércia em [ y ]

  U 
2

J y = 2. J y1 + A.  a +  
  2 

J y = A t .i 2y

y = eixo que passa entre os perfis


At = área da seção transversal total
Jy = momento de inércia total em [ y ]
J y 1 = momento de inércia de cada seção em [ y 1 ]

Perfil Caixão Retangular:


y
Área: A = H.B - h.b

B. H 3 − b. h 3
H

Jx =
h

x
12

H. B 3 − h.b 3
Jy = b
12
B

Perfil Caixão Quadrado:


y

H −h
4 4
Jx = Jy =
12
H
h

x
Área: A = H2 - h 2

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- 16 -
o
Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

2-) Calcular a carga máxima P para uma viga de perfil cilíndrico de 4-) Calcular o comprimento mínimo para a viga em flambagem.
chapa calandrada de 1”de espessura como mostra a figura abaixo. Considerar valida a formula de Euler.
Aço ABNT 1020 laminado Aço 1050 laminado carregamento II σ C = 12,5kgf/mm 2
P
P = 25,7tf y

6m

500
450
x
400 l
[ mm ]
350
[ mm ] 400

3-) Calcular a carga necessária para que a viga abaixo não flambe.
P y y y
1 1

x
3,25 m

a U a

Material Aço ABNT 1040 laminado


10” x 2 5/8” x6,10mm
U = 50 mm

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o
Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

Tabela de Características Mecânicas dos Aços

CLASSIF. AÇOS
NORMA 1010 1020 1030 1040 1050
ABNT
lam. Tref. lam. Tref. lam. Tref. lam. Tref. lam. Tref.
σr 33 37 39 43 48 53 53 60 63 70
σe 18 31 21 36 26 45 29 50 35 59
Along. % 28 20 25 15 20 12 18 12 15 10
2
HB[kgf/mm ] 95 105 111 121 137 149 149 170 179 197
2
Tensão Admissível Segundo Bach [kgf/mm ]
I 8,0 10,0 10,0 14,0 13,0 15,5 15,0 21,0 20,0 22,0
σt II 5,0 6,5 6,5 9,0 8,5 10,0 9,5 13,5 12,5 14,5
III 3,.5 4,5 4,5 6.5 6,0 7,5 7,0 9,0 8,0 10,0
I 8,0 10,0 10,0 14,0 13,0 15,5 15,0 21,0 20,0 22,0
σc II 5,0 6,5 6,5 9,0 8,5 10,0 9,5 13,5 12,5 14,5
III 3,.5 4,5 4,5 6.5 6,0 7,5 7,0 9,0 8,0 10,0
I 8,5 11,0 11,0 15,0 14,5 17,0 16,5 23,0 22,0 24,0
σf II 5,5 7,0 7,0 10,0 9,5 11,0 10,5 15,0 14,0 16,0
III 4,0 5,0 5,0 7,0 6,5 8,0 7,5 10,5 9,5 11,51
I 5,0 6,5 6,5 8,5 8,0 10,0 9,5 12,5 11,5 13,5
τt II 3,0 4,0 4,0 5,5 5,0 6,5 6,0 8,0 7,0 9,0
III 2,0 3,0 3,0 4,0 3,5 5,0 4,5 6,0 5,0 7,0

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- 18 -
o
Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

σt = tensão admissível de TRAÇÃO σ c = tensão admissível de COMPRESSÃO


σ f = tensão admissível de FLEXÃO τ t = tensão admissível de TORÇÃO

Tabela de Módulo de Elasticidade Longitudinal

TIPO DE MOD. ELASTICIDADE σr [kgf/cm2] σe [kgf/cm2]


MATERIAL [kgf/cm2] σtr=σfr σcr σte=σfe σcr
Aço Fundido 2.000.000 5040 5040 2736 2736
Aço p/ Estrutura 2.000.000 4320 4320 2520 2520
Aço Doce 2.200.000 4680 5760 3240 4320
Aço meio Carbono 2.000.000 5760 7200 4320 5760
Aço duro 2.000.000 8640 11520 7200 10080
Alumínio fundido 700.000 1080 864 468 396
Alumínio laminado 700.000 1872 ----- 936 -----
Cobre em fios 1.200.000 ----- ----- ----- -----
Cobre laminado 1.200.000 2520 2304 720 -----
Concreto 144.000 ----- ----- ----- -----
Duralumínio 750.000 5400 ----- 3400 ----
Ferro fundido 800.000 1296 5760 432 1440
Ferro Forjado 2.000.000 3600 3600 1944 1944

Propriedade Mecânica - Aço Carbono

SAE σr [kgf/mm2] σe [kgf/mm2]


laminado 39 21
1020
trefilado 43 36
laminado 48 26
1030
trefilado 53 45
laminado 53 29
1040
trefilado 60 50
laminado 63 35
1050
trefilado 70 59
1070 laminado 70 39
1095 laminado 91 50

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- 19 -
o
Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

Tabela de Roscas

TABELA DE ROSCAS
ROSCA MÉTRICA(M) ROSCA WHITHWORTH ROSCA WHITWORTH GÁS
perfil triangular ISO NORMAL Para canos(RC)
NB - 97 (W) NB 202 - ABNT
o o
d do P d d do N de d d do N de
diam. núcleo passo diam. mm núcleo fios/1” diam. mm núcleo fios/1”
4 3,14 0,7 1/8” 3,17 2,36 40 1/8” 9,73 8,57 28
6 4,77 1 5/32” 3,96 2,95 32 1 /4” 13,15 11,44 19
8 6,46 1,25 3/16” 4,76 3,4 24 3/8” 16,63 14,95 19
10 8,16 1,5 7/32” 5,55 4,2 20 1 /2” 20,95 18,63 14
12 9,83 1,75 1 /4” 6,35 4,72 20 5/8” 22,91 20,58 14
14 11,54 2 5/16” 7,93 6,13 18 3 /4” 26,44 24,11 14
16 13,54 2 3/8” 9,52 7,49 16 7/8” 30,2 27,87 14
18 14,99 2,5 1 /2” 12,7 9,99 12 1” 33,25 30,29 11
20 16,93 2,5 9/16” 14,28 11,57 12 1 1/4” 41,91 38,95 11
22 18,93 2,5 5/8” 15,87 12,91 11 1 1/2” 47,8 44,84 11
24 20,32 3 11/16” 17,46 14,5 11 1 3/4” 53,74 50,79 11
30 25,71 3,5 3 /4” 19,05 16,79 10 2” 59,61 56,65 11
36 31,09 4 13/16” 20,63 17,38 10 2 1/4” 65,71 62,75 11
42 36,48 4,5 7/8” 22,22 18,61 9 2 1/2” 75,18 72,23 11
48 41,87 5 15/16” 23,81 20,19 9 2 3/4” 81,53 78,58 11
56 49,25 5,5 1” 25,4 21,33 8 3” 87,88 84,93 11
60 53,25 5,5 1 1/8” 28,57 23,92 7 3 1/4” 93,98 91,02 11
64 56,64 6 1 1/4” 31,75 27,1 7 3 1/2” 100,33 97,37 11

α
p

α = 60o Rosca Métrica

α = 55o Rosca Whithworth


do
d

__________________________________________________________________________________________
- 20 -
o
Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

Anexos de tabelas de Vigas

Y Tabela I - Vigas U. Padrão Americano


a
c

* Gabarito usual na mesa


** Diâmetro máximo de rebite na mesa

X X
h

TAMANHO Larg Esp Furos


NOMINAL da da Área Peso c Jx Jy Wx Wy rx ry
aba alma * **
2 4 4 3 3
pol. mm (b) (d) cm Kg/m cm a ∅ cm cm cm cm cm cm
mm mm mm pol
3x 76,2 x 35,8 4,32 7,78 6,11 1,11 22 1/2 68,9 8,2 18,1 3,32 2,98 1,03
1 38,1 38,0 6,55 9,48 7,44 1,11 22 1/2 77,2 10,3 20,3 3,82 2,85 1,04
1/2 40,5 9,04 11,40 8,93 1,16 22 1/2 86,3 12,7 22,7 4,39 2,75 1,06
4x 101,6 40,1 4,57 10,1 7,95 1,16 25 1/2 159,5 13,1 31,4 4,61 3,97 1,14
1 x 41,8 6,27 11,9 8,30 1,15 25 1/2 174,4 15,5 34,3 5,10 3,84 1,14
5/8 41,3 43,7 8,13 13,7 10,80 1,17 25 1/2 190,6 18,0 37,5 5,61 3,73 1,15
152,4 48,8 5,08 15,5 12,2 1,30 29 5/8 546 28,8 71,7 8,16 5,94 1,36
6x2 x 51,7 7,98 19,9 15,6 1,27 29 5/8 632 36,0 82,9 9,24 5,63 1,34
50,8 54,8 11,10 24,7 19,4 1,31 35 5/8 724 43,9 95,0 10,50 5,42 1,33
57,9 14,20 29,4 23,1 1,38 35 5/8 815 52,4 107,0 11,90 5,27 1,33
57,4 5,59 21,8 17,1 1,45 35 3/4 1.356 54,9 133,4 12,8 7,89 1,59
8x 203,2 59,5 7,70 26,1 20,5 1,41 35 3/4 1.503 63,6 147,9 14,0 7,60 1,56
2 x 61,8 10,0 30,8 24,2 1,40 38 3/4 1.667 72,9 164,0 15,3 7,35 1,54
1/4 57,2 64,2 12,4 35,6 27,9 1,44 38 3/4 1.830 82,5 180,1 16,6 7,17 1,52
66,5 14,7 40,3 31,6 1,49 38 3/4 1.990 92,6 196,2 17,9 7,02 1,52
66,0 6,10 29,0 22,7 1,61 38 3/4 2.800 95,1 221,0 19,0 9,84 1,81
10 x 254,0 69,6 9,63 37,9 29,8 1,54 38 3/4 3.290 117,0 259,0 21,6 9,81 1,76
2 x 73,3 13,40 47,4 37,2 1,57 44 3/4 3.800 139,7 299,0 24,3 8,95 1,72
5/8 66,7 77,0 17,10 56,9 44,7 1,65 44 3/4 4.310 164,2 339,0 27,1 8,70 1,70
80,8 20,80 66,4 52,1 1,76 44 3/4 4.820 191,7 379,0 30,4 8,52 1,70
74,7 7,11 39,1 30,7 1,77 44 7/8 5.370 161,1 352,0 28,3 11,70 2,03
12 x 304,8 77,4 9,83 47,4 37,2 1,71 44 7/8 6.010 186,1 394,0 30,9 11,30 1,98
3 x 80,5 13,00 56,9 44,7 1,71 44 7/8 6.750 214,0 443,0 33,7 10,90 1,94
76,2 83,6 16,10 66,4 52,1 1,76 51 7/8 7.880 242,0 491,0 36,7 10,60 1,91
86,7 19,20 75,9 59,6 1,83 51 7/8 8.210 273,0 539 39,8 10,40 1,90
86,4 10,2 64,2 50,4 2,00 51 1 13.100 338,0 688,0 51,0 14,30 2,30
15 x 381,0 86,9 10,7 66,4 52,1 1,99 51 1 13.360 347,0 701,0 51,8 14,20 2,29
3 x 89,4 13,2 75,8 59,5 1,98 51 1 14.510 387,0 762,0 55,2 13,80 2,25
3/8 85,7 91,9 15,7 85,3 67,0 1,99 57 1 15.650 421,0 822,0 58,5 13,50 2,22
94,4 18,2 94,8 74,4 2,03 57 1 16.800 460,0 882,0 62,0 13,30 2,20
96,9 20,7 104,3 81,9 2,21 57 1 17.950 498,0 942,0 66,5 13,10 2,18

__________________________________________________________________________________________
- 21 -
o
Tecnologia de Projetos II 2 Ciclo de Mecânica

Tabela II - Vigas I. Padrão Americano


y

* Gabarito usual na mesa


x x
** Diâmetro máximo de rebite na mesa
h
d

y
b

TAMANHO Larg Esp Furos


NOMINAL da da
mesa alma Área Peso * ** Jx Jy Wx Wy rx ry
pol. mm (b) (d) a ∅
2 4 4 3 3
mm mm cm Kg/m mm pol. cm cm cm cm cm cm
76,2 x 59,2 4,32 10,8 8,45 38 3/8 105,1 18,9 27,6 6,41 3,12 1,33
3x 60,3 61,2 6,38 12,3 9,68 38 3/8 112,6 21,3 29,6 6,95 3,02 1,31
2 3/8 63,7 8,86 14,2 11,20 38 3/8 121,8 24,4 32,0 7,67 2,93 1,31
101,6 67,6 4,83 14,5 11,4 38 1/2 252 31,7 49,7 9,4 4,17 1,48
4x x 69,2 6,43 16,1 12,7 38 1/2 266 34,3 52,4 9,9 4,06 1,46
2 5/8 66,7 71,0 8,28 18,0 14,1 38 1/2 283 37,6 55,6 10,6 3,96 1,45
72,9 10,16 19,9 15,6 38 1/2 299 41,2 58,9 11,3 3,87 1,44
127,0 76,2 5,33 18,8 14,8 44 1/2 511 50,2 80,4 13,2 5,21 1,63
5x3 x 79,7 8,81 23,2 18,2 44 1/2 570 58,6 89,8 14,7 4,95 1,59
76,2 83,4 12,55 28,0 22,0 44 1/2 634 69,1 99,8 16,6 4,76 1,57
6x 152,4 84,6 5,84 23,6 18,5 50 5/8 919 75,7 120,6 17,9 6,24 1,79
3 3/8 x 87,5 8,71 28,0 22,0 50 5/8 1.003 84,9 131,7 19,4 5,99 1,74
85,7 90,6 11,81 32,7 25,7 50 5/8 1.095 96,2 143,7 21,2 5,79 1,72
101,6 6.66 34,8 27,3 58 3/4 2.400 155 236 30,5 8,30 2,11
8x4 203,2 103,6 8,86 38,9 30,5 58 3/4 2.540 166 250 32,0 8,08 2,07
x 105,9 11,20 43,7 34,3 58 3/4 2.700 179 266 33,9 7,86 2,03
101,6 108,3 13,51 48,3 38,0 58 3/4 2.860 194 282 35,8 7,69 2,00
118,4 7,9 48,1 37,7 70 3/4 5.140 212 405 47,7 10,30 2,42
10 x 254,0 121,8 11,4 56,9 44,7 70 3/4 5.610 282 442 51,3 9,93 2,34
4 5/8 x 125,6 15,1 66,4 52,1 70 3/4 6.120 348 482 55,4 9,60 2,29
117,5 129,3 18,8 75,9 59,6 70 3/4 6.630 389 522 60,1 9,35 2,26
133,4 11,7 77,3 60,6 76 3/4 11.330 563 743 84,5 12,1 2,70
12 x 304,8 136,0 14,4 85,4 67,0 76 3/4 11.960 603 785 88,7 11,8 2,66
5 1/4 x 139,1 17,4 94,8 74,4 76 3/4 12.690 654 833 94,0 11,6 2,63
133,4 142,2 20,6 104,3 81,9 76 3/4 13.430 709 881 99,7 11,3 2,61
139,7 10,4 80,6 63,3 90 3/4 18.580 598 975 85,7 15,2 2,73
15 x 381,0 140,8 11,5 84,7 66,5 90 3/4 19.070 614 1.001 87,3 15,0 2,70
5 1/2 x 143,3 14,0 94,2 73,9 90 3/4 20.220 653 1.061 91,2 14,7 2,63
139,7 145,7 16,5 103,6 81,4 90 3/4 21.370 696 1.122 95,5 14,4 2,59
152,4 11,7 103,7 81,4 90 3/4 33.460 867 1.464 113,7 18,0 2,89
18 x 6 457,2 154,6 13,9 113,8 89,3 90 3/4 35.220 912 1.541 117,9 17,6 2,83
x 156,7 16,0 123,3 96,3 90 3/4 36.680 957 1.613 122,1 17,3 2,79
152,4 158,8 18,1 132,8 104,3 90 3/4 38.540 1.004 1.686 126,5 17,0 2,75
177,8 15,2 154,4 121,2 102 1 61.640 1.872 2.430 211 20,0 3,48
20 x 7 508,0 179,1 16,6 161,3 126,6 102 1 63.110 1.922 2.480 215 19,8 3,45
x 181,0 18,4 170,7 134,6 102 1 65.140 1.993 2.560 220 19,5 3,42
177,8 182,9 20,3 180,3 141,5 102 1 67.190 2.070 2.650 226 19,3 3,39
184,7 22,2 189,7 148,9 102 1 69.220 2.140 2.730 232 19,1 3,36

__________________________________________________________________________________________
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A transmissão pela forma é assim chamada porque a forma dos


Elementos de Transmissão elementos transmissores é adequada para encaixamento desses
elementos entre si. Essa maneira de transmissão é a mais usada,
principalmente com os elementos chavetados, eixos-árvore
Você vai estudar alguns elementos de máquina para transmissão: entalhados e eixos-árvore estriados.
correia, correntes, engrenagens, rodas de atrito, roscas, cabos de
aço.

Com esses elementos são m ontados sistemas de transmissão que


transferem potência e movimento a um outro sistema.

Na figura abaixo, a polia condutora transmite energia e movimento à


polia conduzida.

elementos chavetados

eixos-árvore entalhados

Os sistemas de transmissão podem, também, variar as rotações


entre dois eixos. Nesse caso, o sistema de rotação é chamado
variador.

As maneiras de variar a rotação de um eixo podem ser: eixos-árvore estriados


• por engrenagens;
• por correias; A transmissão por atrito possibilita uma boa centralização das peças
• por atrito. ligadas aos eixos. Entretanto, não possibilita transmissão de grandes
esforços quanto os transmitidos pela forma. Os principais elementos
Abaixo, temos a ilustração de um variador por engrenagens acionado de transmissão por atrito são os elementos anelares e arruelas
por um motor elétrico. estreladas.

elementos anelares
Seja qual for o tipo de variador, sua função está ligada a eixos.
Esses elementos constituem-se de dois anéis cônicos apertados
entre si e que atuam ao mesmo tempo sobre o eixo e o cubo.

Modos de transmissão
A transmissão de força e movimento pode ser pela forma e por atrito.

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arruelas estreladas

As arruelas estreladas possibilitam grande rigor de movimento axial corrente de buchas


(dos eixos) e radial (dos raios). As arruelas são apertadas por meio
de parafusos que forçam a arruela contra o eixo e o cubo ao mesmo
tempo.
Engrenagens
Também conhecidas como rodas dentadas, as engrenagens são
elementos de máquina usados na transmissão entre eixos. Existem
Descrição de alguns elementos de transmissão vários tipos de engrenagem.
Apresentamos, a seguir, uma breve descrição dos principais elementos
de máquina de transmissão: correias, correntes, engrenagens, rodas de
atrito, roscas, cabos de aço e acoplamento. Os eixos já foram descritos.
Cada um desses elementos será estudado mais profundamente nas
aulas seguintes.

Correias
São elementos de máquina que transmitem movimento de rotação
entre eixos por intermédio das polias. As correias podem ser
contínuas ou com emendas. As polias são cilíndricas, fabricadas em
diversos materiais. Podem ser fixadas aos eixos por meio de
pressão, de chaveta ou de parafuso.

engrenagens cilíndricas de dentes retos

Rodas de atrito
São elementos de máquinas que transmitem movimento por atrito
entre dois eixos paralelos ou que se cruzam.
Correntes
São elementos de transmissão, geralmente metálicos, constituídos
de uma série de anéis ou elos. Existem vários tipos de corrente e
cada tipo tem uma aplicação específica.

corrente de elos

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Roscas Acoplamento
São saliências de perfil constante, em forma de hélice (helicoidal). As É um conjunto mecânico que transmite movimento entre duas peças.
roscas se movimentam de m odo uniforme, externa ou internamente,
ao redor de uma superfície cilíndrica ou cônica. As saliências são
denominadas filetes.

Existem roscas de transporte ou movimento que transformam o


movimento giratório num movimento longitudinal. Essas roscas são
usadas, normalmente, em tornos e prensas, principalmente quando
são freqüentes as montagens e desmontagens.

rosca que transforma movimento giratório


em movimento longitudinal

Eixos e árvores

Assim como o homem, as máquinas contam com sua “coluna


vertebral” como um dos principais elem entos de sua estrutura física:
eixos e árvores, que podem ter perfis lisos ou compostos, em que
são montadas as engrenagens, polias, rolamentos, volantes,
manípulos etc.

rosca que transforma movimento


longitudinal em movimento giratório

Cabos de aço
São elementos de máquinas feitos de arame trefilado a frio.
Inicialmente, o arame é enrolado de modo a formar pernas. Depois
as pernas são enroladas em espirais em torno de um elemento Os eixos e as árvores podem ser fixos ou giratórios e sustentam os
central, chamado núcleo ou alma. elementos de máquina. No caso dos eixos fixos, os elementos
(engrenagens com buchas, polias sobre rolamentos e volantes) é que
giram.

Quando se trata de eixo-árvore giratório, o eixo se movimenta


juntamente com seus elementos ou independentemente deles como,
por exemplo, eixos de afiadores (esmeris), rodas de trole (trilhos),
eixos de máquinas-ferramenta, eixos sobre mancais.

cabos

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Material de fabricação
Os eixos e árvores são fabricados em aço ou ligas de aço, pois os
materiais metálicos apresentam melhores propriedades m ecânicas
do que os outros materiais. Por isso, são mais adequados para a
fabricação de elementos de transmissão:
• eixos com pequena solicitação mecânica são fabricados em aço
ao carbono;
• eixo-árvore de máquinas e automóveis são fabricados em aço-
níquel;
• eixo-árvore para altas rotações ou para bombas e turbinas são
fabricados em aço cromo-níquel;
• eixo para vagões são fabricados em aço-manganês. Quanto ao tipo, os eixos podem ser roscados, ranhurados, estriados,
maciços, vazados, flexíveis, cônicos, cujas características estão
Quando os eixos e árvores têm finalidades específicas, podem ser descritas a seguir.
fabricados em cobre, alumínio, latão. Portanto, o material de
fabricação varia de acordo com a função dos eixos e árvores.
Tipos e características de árvores

Conforme sua funções, uma árvore pode ser de engrenagens (em


Eixos maciços
que são montados mancais e rolamentos) ou de manivelas, que A maioria dos eixos maciços tem seção transversal circular maciça,
transforma movimentos circulares em movimentos retilíneos. com degraus ou apoios para ajuste das peças montadas sobre eles.
A extremidade do eixo é chanfrada para evitar rebarbas. As arestas são
Para suporte de forças radiais, usam-se espigas retas, cônicas, de arredondadas para aliviar a concentração de esforços.
colar, de manivela e esférica.

Eixos vazados
Normalmente, as máquinas-ferramenta possuem o eixo-árvore vazado
para facilitar a fixação de peças mais longas para a usinagem.

Temos ainda os eixos vazados empregados nos motores de avião, por


serem mais leves.

Para suporte de forças axiais, usam-se espigas de anéis ou de


cabeça.

Eixos cônicos
Os eixos cônicos devem ser ajustados a um componente que possua
um furo de encaixe cônico. A parte que se ajusta tem um formato
cônico e é firmemente presa por uma porca. Uma chaveta é utilizada
para evitar a rotação relativa.

As forças axiais têm direção perpendicular (90º) à seção transversal


do eixo, enquanto as forças radiais têm direção tangente ou paralela
à seção transversal do eixo.
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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

São eixos empregados para transmitir movimento a ferramentas


portáteis (roda de afiar), e adequados a forças não muito grandes e
altas velocidades (cabo de velocímetro).

Eixos roscados
Esse tipo de eixo é composto de rebaixos e furos roscados, o que
permite sua utilização como elem ento de transmissão e também
como eixo prolongador utilizado na fixação de rebolos para
retificação interna e de ferramentas para usinagem de furos.

Dimensionamento de Eixo
Dimensionamento a Flexão Simples

Eixos-árvore ranhurados Mf
Esse tipo de eixo apresenta uma série de ranhuras longitudinais em
Calculo do eixo: d = 2,17.3
torno de sua circunferência. Essas ranhuras engrenam-se com os
sulcos correspondentes de peças que serão montadas no eixo. Os
σf
eixos ranhurados são utilizados para transmitir grande força.

onde MF = P . a → momento fletor [ kgf . cm ]

a = distancia da carga em relação a um ponto fixo [ cm ]


P = carga aplicada no eixo [ kgf ]
σf = tensão admissível que depende do material do eixo [ kgf/cm2 ]
σ f = 100 a 300 kgf/cm 2
para eixos fixos material DIN St 50.11

σ f = 300 a 600 kgf/cm 2


para eixos livres material DIN St 50.11

Eixos-árvore estriados
Assim como os eixos cônicos, como chavetas, caracterizam-se por Exemplo de calculo:
garantir uma boa concentricidade com boa fixação, os eixos-árvore
estriados também são utilizados para evitar rotação relativa em barras 1-) Dimensione o eixo indicado na figura abaixo: dados P = 2000 kgf
de direção de automóveis, alavancas de máquinas etc. a1 = 5 cm a2 = 10 cm

Eixos-árvore flexíveis
Consistem em uma série de camadas de arame de aço enroladas
alternadamente em sentidos opostos e apertadas fortemente. O
conjunto é protegido por um tubo flexível e a união com o motor é
feita mediante uma braçadeira especial com uma rosca.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

2-) Dimensione o eixo indicado na figura abaixo: dados P = 2000 kgf Tipos de polia
a = 7 cm Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual
a correia se assenta. Elas podem ser planas ou trapezoidais. As
polias planas podem apresentar dois form atos na sua superfície de
contato. Essa superfície pode ser plana ou abaulada.

A polia plana conserva melhor as correias, e a polia com superfície


abaulada guia melhor as correias. As polias apresentam braços a partir
de 200 mm de diâmetro. Abaixo desse valor, a coroa é ligada ao cubo
por meio de discos.

Polias e Correias
Introdução

Às vezes, pequenos problemas de uma empresa podem ser


resolvidos com soluções imediatas, principalmente quando os
recursos estão próximos de nós, sem exigir grandes investimentos.
Por exemplo: com a simples troca de alguns componentes de uma A polia trapezoidal recebe esse nome porque a superfície na qual a
máquina, onde se pretende melhorar o rendimento do sistema de correia se assenta apresenta a forma de trapézio. As polias
transmissão, conseguiremos resolver o problema de atrito, desgaste trapezoidais devem ser providas de canaletes (ou canais) e são
e perda de energia. Esses componentes - as polias e as correias, dimensionadas de acordo com o perfil padrão da correia a ser
que são o assunto da aula de hoje. utilizada.

Polias
As polias são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo
do motor e pelas correias.

Ver anexo das Dimensões da Polia


Uma polia é constituída de um a coroa ou face, na qual se enrola a
correia. A face é ligada a um cubo de roda mediante disco ou braços.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Essas dimensões são obtidas a partir de consultas em tabelas.


Vamos ver um exemplo que pode explicar como consultar tabela.

Imaginemos que se vai executar um projeto de fabricação de polia,


cujo diâmetro é de 250 mm, perfil padrão da correia C e ângulo do
canal de 34º. Como determinar as demais dimensões da polia?

Com os dados conhecidos, consultamos a tabela e vamos encontrar


essas dimensões:

Perfil padrão da correia: C Diâmetro externo da polia: 250 mm


Ângulo do canal: 34º T: 15,25 mm
S: 25,5 mm W: 22,5 mm
Y: 4 mm Z: 3 mm
H: 22 mm K: 9,5 mm
U = R: 1,5 mm X: 8,25 mm

Além das polias para correias planas e trapezoidais, existem as


polias para cabos de aço, para correntes, polias (ou rodas) de atrito,
polias para correias redondas e para correias dentadas. Algumas
vezes, as palavras roda e polia são utilizadas como sinônimos.

No quadro da próxima página, observe, com atenção, alguns


exemplos de polias e, ao lado, a forma como são representadas em
desenho técnico.

Material das polias


Os materiais que se empregam para a construção das polias são
ferro fundido (o mais utilizado), aços, ligas leves e m ateriais
sintéticos. A superfície da polia não deve apresentar porosidade,
pois, do contrário, a correia irá se desgastar rapidamente.

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Correias Outra correia utilizada é a correia dentada, para casos em que não
As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. A correia em se pode ter nenhum deslizamento, como no comando de válvulas do
“V” ou trapezoidal é inteiriça, fabricada com seção transversal em automóvel.
forma de trapézio. É feita de borracha revestida de lona e é formada
no seu interior por cordonéis vulcanizados para suportar as forças de
tração.

Material das correias


Os materiais empregados para fabricação das correias são couro;
materiais fibrosos e sintéticos (à base de algodão, pêlo de camelo,
viscose, perlon e náilon) e material combinado (couro e sintéticos).

Transmissão
Na transmissão por polias e correias, a polia que transmite
movimento e força é chamada polia motora ou condutora. A polia
que recebe movimento e força é a polia movida ou conduzida. A
maneira como a correia é colocada determina o sentido de rotação
das polias. Assim, temos:
• sentido direto de rotação - a correia fica reta e as polias têm o
mesmo sentido de rotação;

O emprego da correia trapezoidal ou em “V” é preferível ao da correia


plana porque:
• praticamente não apresenta deslizam ento;
• permite o uso de polias bem próximas; • sentido de rotação inverso - a correia fica cruzada e o sentido
• elimina os ruídos e os choques, típicos das correias emendadas de rotação das polias inverte-se;
(planas).

Existem vários perfis padronizados de correias trapezoidais.

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• transmissão de rotação entre eixos não paralelos. n1 = número de rotações por minuto (rpm) da polia menor
n2 = número de rotações por minuto (rpm) da polia maior

Na transmissão por correia plana, a relação de transmissão (i) não


deve ser maior do que 6 (seis), e na transmissão por correia
trapezoidal esse valor não deve ser maior do que 10 (dez).

Dimensionamento de Polias e
Correias Trapezoidais
Para ajustar as correias nas polias, mantendo tensão correta, utiliza-
se o esticador de correia. Critérios Para Escolha do Tipo e Número de
Correias

As correias em “V” são fabricadas na série industrial com 5 perfis


designados por A, B, C, D e E indicados na pagina 15.

Os critérios para a seleção são os seguintes:

1-) Seleção do perfil: depende do (HP) e (rpm) dos motores pelo


gráfico da página ( )

2-) Polias: determinação pelas tabelas da página ( )

Já vimos que a forma da polia varia em função do tipo de correia. 3-) Calculo das distância de Centros provisórias: ver formula
página ( )

4-) Comprimento nominal da correia: tabela da página ( )


Relação de transmissão
Na transmissão por polias e correias, para que o funcionamento seja 5-) Distancia entre centros recalculada: ver formula página ( )
perfeito, é necessário obedecer alguns limites em relação ao
diâmetro das polias e o número de voltas pela unidade de tempo. 6-) Velocidade linear: ver formula página ( )
Para estabelecer esses limites precisamos estudar as relações de
transmissão. 7-) Capacidade de HP por correia: depende de ( V ) e ( D1 )

Costumamos usar a letra i para representar a relação de 8-) Fator de Serviço: depende da máquina condutora e máquina
transmissão. Ela é a relação entre o número de voltas das polias (n) conduzida, tabela da página ( )
numa unidade de tempo e os seus diâmetros.
9-) Fator de Correção do Arco de Contato: depende da diferença
( D2 – D1 ) e distancia entre centros ( I ) tabela da página ( )

10-) Quantidade de Correias: ver formula página ( )

A correia é dimensionada pela máxima força de tração. O valor é


determinado experim entalm ente e fornecido pelo fabricante sob
forma de potência.

Correias – V Série Industrial

Distância entre Centro


A velocidade tangencial (V) é a mesma para as duas polias, e é
L  (D − D1)2 
calculada pela fórmula: I= −  0,785.(D2 + D1 ) + 2 
2  2.L 
V = π .· D . n
Com o as duas velocidades são iguais, temos:
Arco de Contato
V1 = V2 → π · D1 · n1 = π · D2 · n2 ∴
60.(D 2 − D1 )
α = 180 −
n1 D 2 I
D1 · n1 = D2 · n2 ou = =i
n 2 D1

n1 D 2
Portanto: i= =
n2 D1

Onde: D1 = diâmetro da polia menor


D2 = diâmetro da polia maior

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Tensão O rendimento da transmissão de força e de movimento vai depender


diretamente da posição das engrenagens e do sentido da rotação.

HP do motor . fatordeserviço
QuantidadedeCorreias =
HP por correia . fator de arco de contato

Exercício:

Dimensione a correia para um motor de 10CV que e 1760rpm para


reduzir par 800rpm para transportadores de roscas espiral em motor
de corrente continua.

disposições favoráveis e desfavoráveis para transmissões por


corrente com duas engrenagens. Os eixos das engrenagens são
horizontais.

Transmissão
Transmissão por Correntes A transmissão ocorre por meio do acoplamento dos elos da corrente
com os dentes da engrenagem. A junção desses elementos gera
Introdução uma pequena oscilação durante o movimento.
Os problemas de uma empresa da área de transporte e cargas fez
com que o encarregado do setor tom asse algumas decisões
referentes à substituição de equipamentos, como componentes do
sistema de movimentação das esteiras transportadoras, e à
manutenção corretiva e preventiva dos órgãos de sustentação e
transferência de carga pesada.

Tomadas as providências e resolvidos os problemas, elaborou-se um


relatório que dava ênfase aos componentes substituídos, que são o
assunto que vamos estudar nesta aula: correntes.

Conceito
As correntes transmitem força e movimento que fazem com que a
rotação do eixo ocorra nos sentidos horário e anti-horário. Para isso,
as engrenagens devem estar num mesmo plano. Os eixos de
sustentação das engrenagens ficam perpendiculares ao plano.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Algumas situações determinam a utilização de dispositivos especiais


para reduzir essa oscilação, aumentando, conseqüentemente, a
velocidade de transmissão.

Veja alguns casos.

• Grandes choques periódicos - devido à velocidade tangencial,


ocorre intensa oscilação que pode ser reduzida por amortecedores
especiais.

corrente simples de rolos

1 - pino;
2 - tala interna e externa;
3 - bucha remachada na tala interna 2;
4 - rolo, com rotação livre sobre a bucha 3.

transmissão de corrente com amortecedor de


oscilações através de guias de borracha

• Grandes distâncias - quando é grande a distância entre os eixos


de transmissão, a corrente fica “com barriga”. Esse problema pode
ser reduzido por meio de apoios ou guias.

corrente dupla e tripla de rolos

O fechamento das correntes de rolo pode ser feito por cupilhas ou


travas elásticas, conforme o caso.
guias para diminuir a barriga devido a grande distância
entre eixos

• Grandes folgas - usa-se um dispositivo chamado esticador ou tensor


quando existe uma folga excessiva na corrente. O esticador ajuda a
melhorar o contato das engrenagens com a corrente.

Essas correntes são utilizadas em casos em que é necessária a


aplicação de grandes esforços para baixa velocidade como, por
exemplo, na movimentação de rolos para esteiras transportadoras.

Corrente de bucha
Essa corrente não tem rolo. Por isso, os pinos e as buchas são feitos
com diâmetros maiores, o que confere mais resistência a esse tipo
de corrente do que à corrente de rolo. Entretanto, a corrente de bucha
se desgasta mais rapidamente e provoca mais ruído.

Tipos de corrente

Correntes de rolo simples, dupla e tripla


Fabricadas em aço temperado, as correntes de rolo são constituídas
de pinos, talas externa e interna, bucha remachada na tala interna.
Os rolos ficam sobre as buchas.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Corrente de dentes
Nessa corrente, cada pino possui várias talas, colocadas uma ao
lado da outra. Assim, é possível construir correntes bem largas e
resistentes.

Corrente de dente com guia interna e articulações basculantes. Os


dois pinos articulados hachurados estão fixos à torção no grupo de
talas no meio da figura, em cima, e os dois pinos pontilhados fixos à
torção no grupo de talas ao lado, à esquerda.
Dimensão das correntes
A dimensão das correntes e engrenagens são indicadas nas Normas
Corrente de articulação desmontável DIN. Essas normas especificam a resistência dos materiais de que é
feito cada um dos elementos: talas, eixos, buchas, rolos etc.
Esse tipo de corrente é usado em veículos para trabalho pesado,
como em máquinas agrícolas, com pequena velocidade tangencial.
Em Resistência dos Materiais iremos dimensionar e verificar estes
Seus elos são fundidos na form a de corrente e os pinos são feitos de
tipos de correntes
aço.

Dimensionamento

Veremos um exemplo de dimensionamento de corrente de elo


simples indicado na figura abaixo

Fórmulas para dimensionamento a


tração:

2.T
d=
corrente de articulação desmontável
π.σ t

σt = tensão admissível a tração [


2
kgf/cm ]

T = força de tração no elo da corrente


[ kgf ]

π = 3,14 aproximadamente

σt ≤ 637 kgf/cm
2
se trabalha
raram ente
corrente com pino de aço
σt ≤ 510 kgf/cm
2
para casos
comuns

Correntes Gall e de aço redondo σt ≤ 318 kgf/cm


2
para uso
Utilizadas para o transporte de carga, são próprias para velocidade continuo
baixa e grande capacidade de carga.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Dimensões da corrente

Componentes
O cabo de aço se constitui de alma e perna. A perna se compõe de
vários aram es em torno de um aram e central, conforme a figura ao
lado.
Cabos de Aço
Conceito

Cabos são elementos de transmissão que suportam cargas (força de


tração), deslocando-as nas posições horizontal, inclinada ou vertical.

Os cabos são muito empregados em equipamentos de transporte e


na elevação de cargas, como em elevadores, escavadeiras, pontes
rolantes.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Vejamos ao lado um esquema de cabo de aço.

cabo de aço

alma perna

arame central arame

Distribuição filler
Construção de cabos As pernas contêm fios de diâmetro pequeno que são utilizados como
Um cabo pode ser construído em uma ou mais operações, enchimento dos vãos dos fios grossos.
dependendo da quantidade de fios e, especificamente, do núm ero de
fios da perna. Por exemplo: um cabo de aço 6 por 19 significa que
uma perna de 6 fios é enrolada com 12 fios em duas operações,
conforme segue:

Distribuição warrington
Os fios das pernas têm diâmetros diferentes num a mesma camada.

Tipos de alma de cabos de aço


Quando a perna é construída em várias operações, os passos ficam As almas de cabos de aço podem ser feitas de vários materiais, de
diferentes no arame usado em cada camada. Essa diferença causa acordo com a aplicação desejada. Existem, portanto, diversos tipos
atrito durante o uso e, conseqüentemente, desgasta os fios. de alma. Veremos os mais comuns: alm a de fibra, de algodão, de
asbesto, de aço.

Alma de fibra
É o tipo mais utilizado para cargas não muito pesadas. As fibras
podem ser naturais (AF) ou artificiais (AFA).

Passo é a distância entre dois pontos de um fio em torno da alma do


cabo.

Tipos de distribuição dos fios nas pernas


Existem vários tipos de distribuição de fios nas cam adas de cada
perna do cabo. Os principais tipos de distribuição que vamos estudar cabo com alma de fibra AF (fibra natural)
são: ou AFA (fibra artificial)
• normal;
• seale; As fibras naturais utilizadas normalmente são o sisal ou o rami. Já a
• filler; fibra artificial mais usada é o polipropileno (plástico).
• warrington. Vantagens das fibras artificiais:
• não se deterioram em contato com agentes agressivos;
• são obtidas em maior quantidade;
Distribuição normal
• não absorvem umidade.
Os fios dos arames e das pernas são de um só diâmetro.
Desvantagens das fibras artificiais:
• são mais caras;
Distribuição seale • são utilizadas somente em cabos especiais.
As camadas são alternadas em fios grossos e finos.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Alma de algodão
Tipo de alma que é utilizado em cabos de pequenas dimensões.

Alma de asbesto
Tipo de alma utilizado em cabos especiais, sujeitos a altas
temperaturas.

Alma de aço
A alma de aço pode ser formada por uma perna de cabo (AA) ou por
um cabo de aço independente (AACI), sendo que este último oferece
maior flexibilidade somada à alta resistência à tração.
Iang à d ir eit a I a ng à es q u er d a

O diâmetro de um cabo de aço corresponde ao diâmetro da


circunferência que o circunscreve.

cabo com alma de aço formada por cabo independente AACI

cabo com alma de aço formada por uma perna AA

Tipos de torção
Os cabos de aço, quando tracionados, apresentam torção das pernas
ao redor da alma. Nas pernas também há torção dos fios ao redor do Preformação dos cabos de aço
fio central. O sentido dessas torções pode variar, obtendo-se as Os cabos de aço são fabricados por um processo especial, de modo
situações: que os arames e as pernas possam ser curvados de forma helicoidal,
sem formar tensões internas.

Torção regular ou em cruz As principais vantagens dos cabos preformados são:


Os fios de cada perna são torcidos no sentido oposto ao das pernas
ao redor da alma. As torções podem ser à esquerda ou à direita. • manuseio mais fácil e mais seguro;
Esse tipo de torção confere mais estabilidade ao cabo.
• no caso da quebra de um arame, ele continuará curvado;

• não há necessidade de amarrar as pontas.

regular à direita regular à esquerda

Torção lang ou em paralelo


Os fios de cada perna são torcidos no mesmo sentido das pernas
que ficam ao redor da alma. As torções podem ser à esquerda ou à
direita. Esse tipo de torção aumenta a resistência ao atrito (abrasão)
e dá mais flexibilidade.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Fixação do cabo de aço

Os cabos de aço são fixados em sua extremidade por meio de


ganchos ou laços. Os laços são formados pelo trançamento do
próprio cabo. Os ganchos são acrescentados ao cabo.

Dimensionamento

Para dimensionar cabos, calculamos a resistência do material de


fabricação aos esforços a serem suportados por esses cabos. É
necessário verificar o nível de resistência dos materiais à ruptura.
Os tipos, características e resistência à tração dos cabos de aço são
apresentados nos catálogos dos fabricantes.

Vejamos dois exemplos de tabelas de cabos de aço do fabricante


CIMAF.

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Os dentes são um dos elementos mais importantes das engrenagens.


Observe, no detalhe, as partes principais do dente de engrenagem.
Engrenagens
Engrenagens são rodas com dentes padronizados que servem para
transmitir movimento e força entre dois eixos. Muitas vezes, as
engrenagens são usadas para variar o número de rotações e o
sentido da rotação de um eixo para o outro.

Para produzir o movimento de rotação as rodas devem estar


engrenadas. As rodas se engrenam quando os dentes de uma
engrenagem se encaixam nos vãos dos dentes da outra engrenagem.

Observe as partes de uma engrenagem:

As engrenagens trabalham em conjunto. As engrenagens de um


mesmo conjunto podem ter tamanhos diferentes.

Quando um par de engrenagens tem rodas de tamanhos diferentes, a


engrenagem maior chama-se coroa e a menor chama-se pinhão.

Existem diferentes tipos de corpos de engrenagem. Para você


conhecer alguns desses tipos, observe as ilustrações.

corpo em forma de disco corpo em forma de disco


com furo central com cubo e furo central

Os materiais mais usados na fabricação de engrenagens são: aço-


liga fundido, ferro fundido, cromo-níquel, bronze fosforoso, alumínio,
náilon.

Tipos de engrenagem

Existem vários tipos de engrenagem, que são escolhidos de acordo com


sua função. Nesta aula você vai estudar os tipos mais comuns.

corpo com 4 furos, corpo com braços


cubo e furo central cubo e furo central

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Engrenagens cilíndricas Engrenagens cônicas


Engrenagens cilíndricas têm a forma de cilindro e podem ter dentes Engrenagens cônicas são aquelas que têm forma de tronco de cone.
retos ou helicoidais (inclinados). Observe duas engrenagens As engrenagens cônicas podem ter dentes retos ou helicoidais.
cilíndricas com dentes retos:
Nesta aula, você ficará conhecendo apenas as engrenagens cônicas
de dentes retos.

engrenagem cônica de dentes retos


Veja a representação de uma engrenagem com dentes helicoidais:
As engrenagens cônicas transmitem rotação entre eixos
concorrentes. Eixos concorrentes são aqueles que vão se encontrar
em um mesmo ponto, quando prolongados.

Observe no desenho como os eixos das duas engrenagens se


encontram no ponto A.

Os dentes helicoidais são paralelos entre si, mas oblíquos em


relação ao eixo da engrenagem.

Já os dentes retos são paralelos entre si e paralelos ao eixo da


engrenagem.
As engrenagens cilíndricas servem para transmitir rotação entre
eixos paralelos, como mostram os exemplos.

Observe alguns exemplos de emprego de engrenagens cônicas com


dentes retos.

As engrenagens cilíndricas com dentes helicoidais transmitem


também rotação entre eixos reversos (não paralelos). Elas funcionam
mais suavemente que as engrenagens cilíndricas com dentes retos
e, por isso, o ruído é menor.

A coroa é a engrenagem com maior número de dentes e que


transmite a força motora.Veja a resposta correta.

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Cremalheira
Cremalheira é um a barra provida de dentes, destinada a engrenar
uma roda dentada. Com esse sistema, pode-se transformar
movimento de rotação em movimento retilíneo e vice-versa.

Engrenagens helicoidais
Nas engrenagens helicoidais, os dentes são oblíquos em relação ao
eixo.

Entre as engrenagens helicoidais, a engrenagem para rosca sem-fim


merece atenção especial. Essa engrenagem é usada quando se
deseja uma redução de velocidade na transmissão do movimento.

Conceitos básicos
As engrenagens são representadas, nos desenhos técnicos, de
maneira normalizada. Como regra geral, a engrenagem é
representada como uma peça sólida, sem dentes.

Apenas um elemento da engrenagem, o diâmetro primitivo, é


indicado por meio de uma linha estreita de traços e pontos, como
Repare que os dentes da engrenagem helicoidal para rosca sem-fim
mostra o desenho.
são côncavos.

Côncavos porque são dentes curvos, ou seja, menos elevados no


meio do que nas bordas.

No engrenamento da rosca sem-fim com a engrenagem helicoidal, o


parafuso sem-fim é o pinhão e a engrenagem é a coroa.

Veja um exemplo do emprego de coroa para rosca sem-fim.

Na fabricação de engrenagens, o perfil dos dentes é padronizado. Os


dentes são usinados por ferramentas chamadas fresas. A escolha da
fresa depende da altura da cabeça e do número de dentes da
engrenagem. Por isso, não há interesse em representar os dentes
nos desenhos.

Repare que no engrenamento por coroa e rosca sem-fim, a transmissão


de movimento e força se dá entre eixos não coplanares.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Representação dos dentes Na parte em corte da vista lateral, a raiz do dente aparece
Quando, excepcionalmente, for necessário representar um ou dois representada pela linha contínua larga.
dentes, eles devem ser desenhados com linha contínua larga.
Caso seja necessário representar a raiz do dente da engrenagem em
uma vista sem corte, deve-se usar a linha contínua estreita, como no
desenho seguinte.

Entretanto, nas representações em corte, os dentes atingidos no Quando, na vista lateral da engrenagem, aparecem representadas
sentido longitudinal devem ser desenhados. Nesses casos, os dentes três linhas estreitas paralelas, essas linhas indicam a direção de
são representados com omissão de corte, isto é, sem hachura. inclinação dos dentes helicoidais.

Observe os dentes representados nas vistas laterais, em meio-corte,


das engrenagens a seguir.

engrenagem cilíndrica (helicoidal à direita)

engrenagem cilíndrica de dente reto

engrenagem cônica (helicoidal à esquerda)

engrenagem cônica de dente reto

engrenagem helicoidal côncava (espiral)

Desenho de pares de engrenagens


As mesmas regras para a representação de engrenagens que você
engrenagem helicoidal côncava aprendeu até aqui valem para a representação de pares de
engrenagens ou para as representações em desenhos de conjuntos.
Analise as vistas de cada engrenagem e veja que, na vista frontal e
na parte não representada em corte da vista lateral, a raiz do dente Quando o engrenamento acontece no mesmo plano, nenhuma das
não aparece representada. engrenagens encobre a outra.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Observe no desenho da engrenagem helicoidal côncava e da rosca


sem-fim que todas as linhas normalizadas são representadas.

Note que, nesse exemplo, o pinhão encobre parcialmente a coroa.


Apenas o diâmetro primitivo da coroa é representado integralmente.

Características das engrenagens


O mesmo acontece no engrenamento das engrenagens cilíndricas a Para interpretar desenhos técnicos de engrenagens, é preciso
seguir. conhecer bem suas características.

Você já sabe que os dentes constituem parte importante das


engrenagens. Por isso, você vai começar o estudo das engrenagens
pelas características comuns dos dentes.

Analise cuidadosamente o desenho a seguir e veja o significado das


letras sobre as linhas da engrenagem.

engrenam ento de duas engrenagens cilíndricas dentes retos

detalhe da engrenagem: dentes

As características dos dentes da engrenagem são:

e = espessura- é a medida do arco limitada pelo dente, sobre a


circunferência primitiva (determinada pelo diâmetro primitivo);

v = vão- é o vazio que fica entre dois dentes consecutivos


também delimitados por um arco do diâmetro primitivo;

P = passo-é a soma dos arcos da espessura e do vão (P = e + v);

a = cabeça-é a parte do dente que fica entre a circunferência


primitiva e a circunferência externa da engrenagem;

engrenamento de duas engrenagens cilíndricas dentes helicoidais b = pé - é a parte do dente que fica entre a circunferência primitiva
e a circunferência interna (ou raiz);
Observe que no engrenamento de duas engrenagens cilíndricas de
dentes helicoidais, o sentido do dente de uma deve ser à direita e da h = altura - corresponde à soma da altura da cabeça mais a altura
outra, à esquerda. do pé do dente.

Quando uma das engrenagens está localizada em frente da outra, no


desenho técnico, é omitida a parte da engrenagem que está
encoberta.

As duas engrenagens cônicas, representadas a seguir, encontram-se


nessa situação.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Verificando o entendimento Nas figuras a seguir estão mostrados, em escala natural, alguns
perfis de dentes no sistem a módulo, para se ter idéia das dim ensões
Analise a representação cotada dos dentes de engrenagem a seguir deles.
e responda às questões.
O sistema módulo é a relação entre o diâmetro primitivo, em
milímetros, e o número de dentes.

a) Qual é a medida do passo da engrenagem?

Resp.:_________________________________________________

b-) O que representa a cota 600?

______________________________________________________

c) Qual a medida da altura do dente?

______________________________________________________

Os desenhos técnicos das engrenagens e de suas características


são feitos por meio de representações convencionais.

Observe, no próximo desenho, as características da engrenagem


cilíndrica com dentes retos.

Verificando o entendimento

Escreva as cotas pedidas.

As características da engrenagem cilíndrica com dentes retos são:


De: diâmetro externo

Dp: diâmetro primitivo a) diâmetro externo: ____________________________________

Di: diâmetro interno b)diâmetro primitivo: _____________________________________

M: módulo c)diâmetro interno: ______________________________________

Z: número de dentes d)largura: _____________________________________________

L: largura da engrenagem e)módulo:______________________________________________

O módulo corresponde à altura da cabeça do dente (M = a) e serve f)número de dentes: _____________________________________


de base para calcular as demais dimensões dos dentes.

É com base no módulo e no número de dentes que o fresador As demais cotas da engrenagem são o tamanho do furo: 11 e 18, e o
escolhe a ferramenta para usinar os dentes da engrenagem. Mais tamanho do rasgo da chaveta: 1,5; 4 e 18. A profundidade do rasgo
tarde, a verificação da peça executada também é feita em função da chaveta (1,5 mm) foi determinada pela diferença das cotas: 12,5
dessas características. mm e 11 mm.

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Agora veja as características de uma engrenagem cilíndrica com a)ângulo externo: _______________________________________
dentes helicoidais.
b)ângulo primitivo: ______________________________________

c)ângulo interno: _______________________________________

d)ângulo do cone complementar: __________________________

e)largura do dente: _____________________________________

Note que, na cotagem da engrenagem cônica, os diâmetros externo,


primitivo e interno são indicados na base maior do cone da
engrenagem.

Para completar, analise as características da engrenagem helicoidal


para rosca sem-fim.
engrenagem cilíndrica com dentes helicoidais

Na engrenagem cilíndrica com dentes helicoidais, a única


característica nova que aparece indicada no desenho é a, ou seja, o
ângulo de inclinação da hélice.

Além das características que você já conhece, a engrenagem cônica


com dentes retos possui outras que são mostradas no desenho a
seguir.

As características dessa engrenagem, que não se encontram nas


anteriores, são:
Dm: diâmetro máximo da engrenagem
ach: ângulo de chanfro
rc: raio da superfície côncava

engrenagem cilíndrica com dentes helicoidais


Verificando o entendimento
As características da engrenagem cônica são: Analise o desenho técnico e complete as frases.
ae: ângulo externo
ap: ângulo primitivo
ai: ângulo interno
ac: ângulo do cone complementar
l: largura do dente

Tente interpretar o desenho técnico de uma engrenagem cônica.

Verificando o entendimento

Analise o desenho técnico da engrenagem e escreva as cotas


pedidas.

a) O diâmetro máximo da engrenagem é ___________________

b) A cota 60º refere-se ao _______________________________

c) O raio da superfície côncava é _________________________

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Observe novamente o desenho da engrenagem e acompanhe a Como Pn = Mn . π (A) e Pc = Mf . π (B)


interpretação das demais características:
- diâmetro externo: 130,8 mm
- diâmetro primitivo: 124,8 mm Mn . π
substituindo as fórmulas A e B em C, temos: cosβ =
- diâmetro interno: 117,8 mm Mf . π
- largura da engrenagem: 24 mm
- ângulo da hélice: 16º
- módulo: 3 Mn
Simplificando, temos: cosβ =
- número de dentes: 40
- tamanho do furo: 33 mm e 24 mm
Mf
- tamanho do rasgo da chaveta: 33 mm, 10 mm e 3,3 mm
Assim, Mn = Mf . cosβ

Conceituação Mn
ou Mf =
Engrenagens com dentes helicoidais são usadas em sistemas cosβ
mecânicos, como caixas de câmbio e redutores de velocidade, que O diâmetro primitivo (Dp) da engrenagem helicoidal é calculado pela
exigem alta velocidade e baixo ruído. divisão do comprimento da circunferência primitiva por π (3, 14).
O comprimento da circunferência primitiva (Cp) é igual ao número de
dentes (Z) multiplicado pelo passo circular (Pc).
Características e cálculos de engrenagem com
Assim, Cp = Z . Pc
dentes helicoidais
Cp
Logo, o diâmetro primitivo é dado por Dp =
Esta engrenagem tem passo normal (Pn) e passo circular (Pc), e a
hélice apresenta um ângulo de inclinação (β).
π
Como Cp = Z . Pc
Z . Pc
podemos escrever DP =
π
Como Pc = Mf . π

Z . Mf . π
temos DP =
π
Simplificando, temos: Dp = Z . Mf ou Dp = Mf . Z

Mn
Como Mf =
cosβ

Mn . Z
podemos escrever Dp =
cosβ
O diâmetro externo (De) é calculado somando o diâmetro primitivo a
dois módulos normais.

Assim, De = Dp + 2 . Mn

Para identificar a relação entre o passo normal (Pn), o passo circular


(Pc) e o ângulo de inclinação da hélice (β), você deve proceder da
seguinte forma: retire um triângulo retângulo da última ilustração,
conforme segue.

Agora que já vimos algumas fórmulas da engrenagem helicoidal,


podemos auxiliar o mecânico da oficina de manutenção. Ele mediu o
diâmetro externo das duas engrenagens (De1 e De2) e a distância
entre os seus centros (d). Depois contou o número de dentes (Z1 e
Neste triângulo, temos Z2) das duas engrenagens. Com esses dados vam os calcular o
módulo normal (Mn) da engrenagem quebrada.
Pn O módulo normal (Mn) pode ser deduzido das fórmulas a seguir:
cos β = (C)
Pc

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Substituindo os valores na fórmula, temos


2,75 . 28
d= e De = Dp + 2Mn cos β =
119,76
77
Com o De = Dp + 2Mn cos β =
T 119,76
emos Dp = De - 2Mn cos β = 0,64295.

Dp1 + Dp2 Procurando na tabela o ângulo correspondente a este valor, temos


β = 50º.
Substituindo Dp em d=
2
Portanto, o ângulo de inclinação da hélice da engrenagem tem 50º.
(De1 - 2Mn) + (De2 - Mn) Tente você também, fazendo os exercícios a seguir.
temos:
2
Isolando o módulo normal Mn, temos:
Exercício 1
2d = De1 - 2Mn + De2 - 2Mn Calcular o módulo normal (Mn), o diâmetro primitivo (Dp) e o ângulo
de inclinação da hélice (β) de uma engrenagem helicoidal, sabendo
2d = De1 + De2 - 4Mn que o diâmetro externo medido é De1 = 206,54mm e tem 56 dentes,
o diâmetro externo da engrenagem acoplada é De2 = 125,26mm e a
distância entre os centros é d = 160,4mm.
4Mn = De1 + De2 - 2d
Fórmulas:
Mn = De1 + De2 - 2d (D)
4 Mn = De1 + De2 - 2d
4
Com essa fórmula podemos calcular o módulo normal. Os valores de
De1 (diâmetro externo da engrenagem 1), De2 (diâmetro externo da
engrenagem 2) e d (distância entre os centros) podem ser medidos. Mn = 26,54 + 125,26 - 2.160,4
4
Assim, Mn = ?
De1 = 125,26 mm
De2 = 206,54 mm Dp = De1 - 2 . Mn
d = 160,4 mm
Dp = 206,54 - 2 . Mn
Substituindo os valores de De1, De2 e d na fórmula (D), temos:
Dp = ?
Mn = 125,26 + 206,54 - 2.160,4
4 Mn . Z
cosβ =
331,8 - 320,8 Dp
Mn =
4
β=?

Mn = 11
4 Exercício 2
Calcular o módulo frontal (Mf), o passo normal (Pn) e o passo circular
Mn = 2,75 (Pc) da engrenagem do exercício anterior.

Conhecendo o módulo normal (Mn) e o número de dentes Z = 28 da Fórmulas conhecidas:


engrenagem quebrada e o diâmetro externo (De1 = 125,26 mm),
podemos calcular o diâmetro primitivo (Dp1) e o ângulo de inclinação Mn
da hélice (β). Mf =
cosβ
Vimos que De = Dp + 2Mn
Pn = Mn . π
Isolando Dp, temos Dp = De - 2Mn

Substituindo os valores De1 = 125,26 mm, Mn = 2,75, da Pn


Pc = = Mf . π
engrenagem quebrada, temos:
Dp1 = 125,26 - 2 . 2,75
cosβ
Dp1 = 125,26 - 5,5
Dp1 = 119,76mm

O ângulo da inclinação da hélice (β) pode ser encontrado a partir da


fórmula

Dp = Mn . Z (já conhecida)
cosβ
Mn . Z
Isolando cos β, temos cosβ =
Dp

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Cálculo da altura do pé do dente (b) onde:


a = altura da cabeça do dente (a = 1 . Mn)
A altura do pé do dente (b) depende do ângulo de pressão (θ) da b = altura do pé do dente
engrenagem. Veja, a seguir, a localização do ângulo de pressão θ.
Para ângulo de pressão θ = 20º, temos:
h = 1 . Mn + 1,25 . Mn
h = 2,25 . Mn

E para ângulo de pressão θ = 14º30' e 15º, temos:


h = 1 . Mn + 1,17 . Mn
h = 2,17 . Mn

Exemplo 3
Calcular a altura total do dente (h) de uma engrenagem helicoidal de
módulo normal Mn = 2,75 e ângulo de pressão θ = 20º.

Fórmula:
h = 2,25 . Mn

Substituindo o valor de Mn, temos:


h = 2,25 . 2,75
h = 6,18 mm

Exercício 3
Calcular uma engrenagem helicoidal com 32 dentes, Mn = 3, ângulo de
inclinação da hélice β = 19º30' e ângulo de pressão θ = 20º.
a) Mf =
b) Dp =
c) De =
d) Pn =
e) Pc =
Os ângulos de pressão mais comuns usados na construção de f) Di =
engrenagens são: 14º30', 15º e 20º. g) b =
h) h =
Para θ = 14º30' e 15º, usa-se a fórmula b = 1,17 . Mn

Exercício 4
Para θ = 20º, usa-se b = 1,25 . Mn Calcular uma engrenagem helicoidal com 44 dentes, Mn = 3, ângulo
de inclinação da hélice β = 30º e ângulo de pressão θ = 15º.
a) Mf =
b) Dp =
Exemplo 1 c) De =
Calcular a altura do pé do dente (b) para a engrenagem helicoidal de d) Pn =
módulo normal Mn = 2,75 e ângulo de pressão θ = 15º. e) Pc =
f) Di =
Utilizando: g) b =
b = 1,17 . Mn e substituindo os valores, temos:
b = 1,17 . 2,75
h) h =
b = 3,21mm

Cálculo do diâmetro interno (Di) Cálculo para engrenagem cônica


Di = Dp - 2b Numa engrenagem cônica, o diâmetro externo (De) pode ser medido,
ou o número de dentes (Z) pode ser contado e o ângulo primitivo (δ)
Di = Dp - 2,50 . Mn (para θ = 20º) pode ser calculado. Na figura a seguir podemos ver a posição dessas
e cotas.
Di = Dp - 2,34 . Mn (para θ = 14º30' ou 15º)

Exemplo 2
Calcular o diâmetro interno (Di) para a engrenagem helicoidal de
módulo normal Mn = 2,75, diâmetro primitivo Dp = 201,04mm e
ângulo de pressão θ = 14º30'.

Fórmula:
Di = Dp - 2,34 . Mn

Substituindo os valores na fórmula, temos:


Di = 201,04 - 2,34 . 2,75
Di = 201,04 - 6,43
Di = 194,61mm

Cálculo da altura total do dente (h)


h=a+b

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O diâmetro externo (De) é dado pelo fórmula De = Dp + 2 . M . cos δ,


onde Dp é o diâmetro primitivo e M é o módulo.

O diâmetro primitivo (Dp) é dado por


Dp = M . Z
onde:
Z é o número de dentes
O ângulo δ é dado pela fórmula
Z
tgδ=
Za

γ - ângulo da cabeça do dente


onde: ψ - ângulo do pé do dente
Z é o número de dentes da engrenagem que será construída; δ - ângulo primitivo
Za é o número de dentes da engrenagem que será acoplada.

A partir dessas três fórmulas, podemos deduzir a fórmula do módulo Os ângulos do dente são calculados pelas fórmulas
(M) e encontrar o seu valor. tgγ = 2 . senδ (D)
Assim, Z
De = Dp + 2 . M . cos δ (A) para o ângulo de pressão α = 14º30' ou 15º,
Com o Dp = M . Z, podemos substituir na fórmula (A)
2,33 . senδ (E)
Logo De = M . Z + 2M . cos δ tgψ =
Z
Reescrevendo, temos: para o ângulo de pressão α = 20º,
De = M (Z + 2 . cos δ) (B) 2,50 . senδ
tgψ =
Isolando o módulo, temos: Z
M=
De (C) Podemos, então, calcular os ângulos:
Z + 2cosδ γ - ângulo da cabeça do dente
ψ - ângulo do pé do dente
Vamos, então, calcular o módulo da engrenagem, sabendo que:
De = 63,88 mm (medido) Dados:
Z = 30 (da engrenagem que será construída) δ - ângulo primitivo (14º2')
Za = 120 (da engrenagem que será acoplada) Z = 30
α = 14º30' (ângulo de pressão)
É necessário calcular primeiro o ângulo primitivo (δ) da engrenagem
que será construída. Aplicando a fórmula (D) abaixo:
Z 2 . senδ
Assim, tg δ= tgγ =
Za Z

Substituindo os valores na fórmula, temos: Substituindo os valores na fórmula:


2 . sen14°2' (o seno de 14º2' é obtido na calculadora)
tg δ = 30 tgγ =
120 30
tgγ =
2 . 0,24248
tg δ = 0,25
30
Utilizando a calculadora, encontraremos o ângulo aproximado. 0,48496
tgγ =
δ = 14º2'
30
tgγ = 0,01616 (com a calculadora acha-se o ângulo aproximado)
Agora podemos calcular o módulo, aplicando a fórmula (C):
γ = 56'
M= De
Z+ 2.cosδ Portanto, o ângulo da cabeça do dente γ = 56'

Substituindo os valores, temos: O ângulo do pé do dente (ψ) é calculado aplicando a fórmula (E)
M=
63,88 2,33 . senδ
tgψ =
30 + 2 . cos 14°2' Z
63,88 Substituindo os valores, temos:
M=
30 + 1,94 tgψ =
2,33 . sen14°2'
30
63,88
M= 2,33 . 0,24248
31,94 tgψ =
30
M = 2 mm
tgψ =
0,56498
Vamos definir, agora, os ângulos da cabeça e do pé do dente. 30
tgψ = 0,01883 (novamente, com a calculadora, obtém-se o ângulo
aproximado)
ψ = 1º5'

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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

b = 1,17 . M (para ângulo de pressão α = 14º30' ou 15º)


Assim, o ângulo do pé do dente ψ é 1º5'.

Mais dois ângulos são necessários para a construção da


engrenagem cônica. Como M=2
então, a = 2 mm
Um deles é o ângulo (ω), que será utilizado para o torneamento da b = 1,17 . 2
superfície cônica do material da engrenagem. Logo, b = 2,34 mm
Como h=a+b
temos: h = 2 + 2,34
Portanto, h = 4,34 mm

Para adquirir mais habilidade, faça os exercícios a seguir.

Exercício 1
Calcular as dimensões para construir uma engrenagem cônica de
módulo 2, número de dentes Z = 120, número de dentes da
engrenagem que será acoplada Za = 30, ângulo de pressão α =
14º30' e ângulo dos eixos a 90º.
Dp =
δ =
De =
O ângulo ω é o ângulo de inclinação do carro superior do torno para a =
realizar o torneamento cônico do material. b =
h =
O ângulo (ω) é igual à som a do ângulo primitivo (δ) mais o ângulo da γ =
cabeça do dente (γ). ψ =
ω =
Logo, ω = δ + γ σ =

Substituindo os valores na fórmula, temos:


ω = 14º2' + 56' Exercício 2
ω = 14º58' Calcular as dimensões de uma engrenagem cônica, módulo 4, com
eixos a 90º, com número de dentes Z = 54, número de dentes da
Portanto, o ângulo ω é: 14º58'
engrenagem que será acoplada Za = 18 e ângulo de pressão α =
O outro ângulo (σ) é o ângulo em que o fresador deve inclinar o
14º30'.
cabeçote divisor para fresar a engrenagem cônica.
Dp =
δ =
De =
γ =
ψ =
ω =
σ =
a =
b =
h =

Parafuso com Rosca Sem-fim e Cora


A coroa e o parafuso com rosca sem-fim compõem um sistema de
transmissão muito utilizado na mecânica, principalmente nos casos
em que é necessária redução de velocidade ou um aumento de
força, como nos redutores de velocidade, nas talhas e nas pontes
rolantes.
O ângulo (σ) é igual ao ângulo primitivo (δ) menos o ângulo do pé do
dente (ψ).

Assim, σ = δ - ψ

Substituindo os valores na fórmula, temos:


σ = 14º2' - 1º5'
σ = 12º57'

Está faltando ainda calcular a altura total do dente (h).


h=a+b
onde: a = altura da cabeça do dente
a=M
b = altura do pé do dente
b = 1,25 . M (para ângulo de pressão α = 20º)
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Tecnologia Projeto II 2 Ciclo de Mecânica

Portanto, a coroa deverá girar a 60 rpm.


Parafuso com rosca sem-fim
Vamos fazer o exercício, a seguir, para você rever o que foi
Esse parafuso pode ter uma ou mais entradas. explicado.

Veja, por exemplo, a ilustração de um parafuso com rosca sem-fim


com 4 entradas. 1. Qual será a rpm da coroa com 80 dentes de um sistema de
transmissão cujo parafuso com rosca sem-fim tem 4 entradas e gira a
3.200 rpm?

Dados: Np = 3.200 rpm


Ne = 4
Zc = 80 dentes

Fórmula: Nc = Np . Ne
Zc

Na última ilustração podemos ver que no parafuso com rosca sem-


fim aparece o passo (P) e o avanço (Ph). A relação entre o passo e o
avanço é dado pela fórmula
O número de entradas do parafuso tem influência no sistema de
transmissão. Ph = Ne . P

Se um parafuso com rosca sem-fim tem apenas uma entrada e está onde: Ne = número de entradas
acoplado a uma coroa de 60 dentes, em cada volta dada no parafuso
a coroa vai girar apenas um dente. Quando o problema é calcular as dimensões do parafuso com rosca
sem-fim e da coroa a serem fabricados, é preciso calcular o módulo
Como a coroa tem 60 dentes, será necessário dar 60 voltas no (M), usando-se a mesma fórmula empregada para cálculo de
parafuso para que a coroa gire uma volta. Assim, a rpm da coroa é engrenagem helicoidal.
60 vezes menor que a do parafuso. Se, por exemplo, o parafuso com
rosca sem-fim está girando a 1.800 rpm, a coroa girará a 1.800 rpm, A fórmula é a seguinte: M = de + De - 2 . E (A)
divididas por 60, que resultará em 30 rpm. 4
Suponhamos, agora, que o parafuso com rosca sem-fim tenha duas onde: de = diâmetro externo do parafuso
entradas e a coroa tenha 60 dentes. Assim, a cada volta dada no De = diâmetro externo da coroa
parafuso com rosca sem-fim, a coroa girará dois dentes. Portanto, E = distância entre os centros
será necessário dar 30 voltas no parafuso para que a coroa gire uma
volta. Essas dim ensões foram tomadas medindo-se o conjunto, e
obtivemos os valores
Assim, a rpm da coroa é 30 vezes menor que a rpm do parafuso com
rosca sem-fim. Se, por exemplo, o parafuso com rosca sem-fim está de = 28 mm
girando a 1.800 rpm, a coroa girará a 1.800 divididas por 30, que De = 104,4 mm
resultará em 60 rpm. E = 62,2 mm

A rpm da coroa pode ser expressa pela fórmula Substituindo os valores na fórmula (A), temos:

M = 28 + 104,4 - 2 . 62,2 = 132,4 - 124,4 =


8
Np . Ne
NC = 4 4 4
Zc
M=2

onde: Nc = rpm da coroa Assim, o módulo do conjunto coroa e parafuso com rosca sem-fim é
Np = rpm do parafuso com rosca sem-fim 2. Agora, com o valor do módulo, é possível calcular as demais
Ne = número de entradas do parafuso dimensões.
Zc = número de dentes da coroa
Para facilitar os cálculos, vamos utilizar a nomenclatura seguinte.

Exemplo Coroa
Em um sistema de transmissão composto de coroa e parafuso com M = módulo
rosca sem-fim, o parafuso tem 3 entradas e desenvolve 800 rpm. Qual Zc = número de dentes
será a rpm da coroa, sabendo-se que ela tem 40 dentes? Dp = diâmetro primitivo
De = diâmetro externo
Dados disponíveis D2 = diâmetro maior
Np = 800 rpm l = largura da roda
Ne = 3 entradas R = raio
Zc = 40 dentes δ = ângulo dos chanfros da coroa
a = altura da cabeça do dente
Aplicando a fórmula b = altura do pé do dente
h = altura total do dente
Np . Ne β = ângulo da hélice
Nc = E = distância entre eixos da coroa e da rosca sem-fim
Zc
e substituindo os valores na fórmula, temos:

Nc= 800 . 3 = 2.400 Nc = 60 rpm


40 40

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Dp = 100,4 mm
Parafuso com rosca sem-fim
de = diâmetro externo O diâmetro primitivo da rosca do parafuso é dado por
dp = diâmetro primitivo dp = de - 2 . M
γ = ângulo do flanco do filete dp = 28 - 2 . 2
dp = 28 - 4
Fórmulas dp = 24 mm

O raio R é calculado pela fórmula

R=E-
De
2

Assim, R = 62,2 - 104,4


2

R = 62,2 - 52,2

R = 10 mm

O ângulo dos chanfros (δ) pode ser calculado pela fórmula

dp 24
cos δ = cos δ = cos δ = 0,85714
de 28
P=M . π D2 = De + 2 . R (1 - cos δ) De=Dp + 2 . M
Consultando a tabela de co-seno temos, aproxim adamente: δ = 31º

Calcula-se o diâmetro maior da coroa (D2) pela fórmula


De + dp M . Ze D2 = De + 2 . R . (1 - cos δ)
E= DP = Dp = De - 2 . M
2 cos β
Assim, D2 = 104,4 + 2 . 10 . (1 - 0,85714)
D2 = 104,4 + 20 . (0,14286)
De D2 = 104,4 + 2,857
R =E− D2 = 107,257 mm
2
Logo, D2 é, aproximadamente, igual a 107,26mm.

Valores de 1 A largura da coroa (l) para o parafuso com rosca sem-fim de uma
Para parafuso com rosca sem-fim de uma ou duas entradas: entrada é dada por
L = 2,38 . P + 6 l = 2,38 . P + 6
l = 2,38 . 6,28 + 6
Para parafuso com rosca sem-fim com mais de duas entradas: l = 14,95 + 6
L = 2,15 . P + 5 l = 20,95 mm

A altura total do dente (h) é calculada pela fórmula


Valores de h h= a+b
h=a + b, sendo a=M para a=M
b = 1,167 . M (para ângulo de pressão 14º30 ou 15º) a = 2,0 mm
b = 1,25 . M (para ângulo de pressão 20º) e b = 1,25 . M (considerando o ângulo de pressão 20º)
b = 1,25 . 2
h=2,167 . M (para ângulo de pressão 14º30' ou 15º) b = 2,5 mm

h=2,25 . M (para ângulo de pressão 20º) Portanto, h = 2,0 + 2,5


h = 4,5 mm
dp
cosδ = O ângulo da hélice β é dado por
de
M. Z 2,0.50
γ = 29º, 30º ou 40º, variando de acordo com o ângulo de cos β = ⇒ cosβ = =
pressão: 14º30', 15º e 20º. Dp 100,4

Agora, já é possível calcular as demais dimensões da coroa e da


cos β= 100 = 0,99601
rosca do parafuso.
100,4
Contando o número de dentes da coroa, temos: Zc = 50
Portanto, procurando o valor mais próximo na tabela de co-seno, β =
5º.
O passo P da coroa e da rosca do parafuso é dado pela fórmula P =
M.π Para você fixar os cálculos vistos nesta aula é importante fazer os
exercícios a seguir. Confira as respostas no gabarito.
Logo P = 2 . 3,14
P = 6,28 mm

O diâmetro primitivo da coroa é calculado por


Dp = De - 2 . M
Dp = 104,4 - 2 . 2
Dp = 104,4 - 4
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Exercícios

1. Calcular a rpm de uma coroa com 60 dentes, sabendo que o


seu parafuso com rosca sem-fim tem 2 entradas e desenvolve 1.800
rpm.

2. Calcular as dimensões de uma coroa com 80 dentes para


engrenar com um parafuso com rosca sem-fim com os seguintes
dados:

Parafuso com rosca sem-fim com 1 entrada


Módulo: M = 3
Diâmetro primitivo: dp = 22 mm
Diâmetro externo: de = 28 mm
Ângulo da hélice: β = 7º50' Cremalheira de dentes perpendiculares
Ângulo de pressão: α = 15º
Para calcular a cremalheira de dentes perpendiculares aplicam-se
Dp = as fórmulas:
De =
D2 = P=M.π h = 2,166 . M a=1.M b = 1,166 . M
E =
R =
l = onde: P é o passo m edido na linha primitiva
a = M é o módulo que deve ser o mesmo da engrenagem
b = acoplada
h = h é a altura total do dente
a é a altura da cabeça do dente
b é a altura do pé do dente

Cremalheira Para entender melhor essas fórmulas, apresentamos um exemplo.

EXEMPLO 1
A engrenagem e a cremalheira têm a função de transformar um Calcular o passo (P), a altura total do dente (h), a altura da cabeça do
movim ento rotativo em movimento retilíneo ou vice-versa. dente (a) e a altura do pé do dente (b) de uma crem alheira de dentes
perpendiculares, sabendo-se que a cremalheira deve trabalhar com
A cremalheira pode ser considerada como uma roda de raio infinito. uma engrenagem de módulo 2. Para calcular o passo usamos a
Nesse caso, a circunferência da roda pode ser imaginada como um fórmula
segmento de reta. Por isso, a circunferência primitiva da engrenagem P=M.π
é tangente à linha primitiva da cremalheira.
Substituindo os valores na fórmula, temos:
P = 2 . 3,14
Logo, P = 6,28 mm
Para achar (h) aplica-se a fórmula
h = 2,166 . M

Substituindo os valores, temos:


h = 2,166 . 2
Portanto, h = 4,33 mm
A altura da cabeça do dente (a) é igual ao módulo.
Portanto, a = 2 mm

E a altura do pé do dente (b) é dado por


b = 1,166 . M
Logo, b = 1,166 . 2
Assim, b = 2,33 mm

Cremalheira de dentes inclinados


Como essa cremalheira deve trabalhar engrenada a uma
engrenagem helicoidal, as dimensões dos dentes da cremalheira
devem ser iguais às da engrenagem. Portanto, os cálculos são
baseados nas fórmulas da engrenagem helicoidal.

Assim, o passo norm al (Pn) é calculado por


Tipos de cremalheira
Pn = Mn . π
E o passo circular (Pc) é dado por
Há dois tipos de cremalheira: cremalheira de dentes perpendiculares Pc = Mf . π
e cremalheira de dentes inclinados.
onde:
As cremalheiras de dentes inclinados acoplam-se a rodas helicoidais Mn é o módulo normal da engrenagem
e as de dentes perpendiculares engrenam-se com as rodas de
Mf é o módulo frontal da engrenagem
dentes retos.
O ângulo de inclinação dos dentes (β) é igual ao ângulo da hélice da
engrenagem e pode ser calculado por

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Pn Mn
cos β= ou cos β=
Pc Mf
A altura total do dente (h) é dada por
h=a+b

onde:
a é a altura da cabeça do dente
b é a altura do pé do dente

A altura da cabeça do dente (a) é igual a um módulo norm al. Assim,


a = 1Mn e a altura do pé do dente (b) depende do ângulo de pressão
(α) da engrenagem.

Para um ângulo de pressão α = 20º, (b) é dado por:

b = 1,25 . Mn.
Para um ângulo de pressão α = 14º30' ou 15º, (b) é dado por:

b = 1,17 . Mn.

Para facilitar a compreensão do cálculo da cremalheira de dentes


inclinados, veja o exemplo.

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Anexos:

Polias

Dimensões normais das polias de múltiplos canais


Perfil padrão Diâmetro externo Ângulo medidas em milímetros
da correia da polia do canal T S W Y Z H K U=R X
75 a 170 34º
A acima de 170 38º
9,50 15 13 3 2 13 5 1,0 5

de 130 a 240 34º


B acima de 240 38º
11,5 19 17 3 2 17 6,5 1,0 6,25

de 200 a 350 34º


C acima de 350 38º
15,25 25,5 22,5 4 3 22 9,5 1,5 8,25

de 300 a 450 34º


D acima de 450 38º
22 36,5 32 6 4,5 28 12,5 1,5 11

de 485 a 630 34º


E acima de 630 38º
27,25 44,5 38,5 8 6 33 16 1,5 13

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ETE “Cel. Fernando Febeliano da Costa”

TECNOLOGIA
de
PROJETO -II
2o Ciclo de
Técnico Mecânica

Apostila baseada nas anotações de Professores


e do TC 2000 Técnico Distribuição gratuita aos Alunos

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