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Índice (Selecione uma pergunta para ser direcionado a resposta)

  • 1. ECF, o que é?

...........................................................................................

5

  • 2. Que está obrigado a entregar a ECF?

5

  • 3. Qual o Prazo de entrega?

6

  • 4. Quais as penalidades por atraso na entrega e erros de

preenchimento?

6

  • 5. Como proceder se for necessária uma retificação?

8

  • 6. Quais são as exigências para assinaturas digitais na ECF?

9

  • 7. Qual o procedimento para Cadastramento de Procuração

Eletrônica? ..................................................................................................10

  • 8. Como preceder no caso de troca de Contador, ou alteração no

Plano de Contas durante o período da ECF a ser entregue?

...........

11

  • 9. Como deve ser feito o Plano de Contas e o seu Mapeamento? . 12

    • 10. Qual a composição dos Blocos para a Geração do Arquivo da

ECF?

12

  • 11. O LALUR em meio físico deve ser escriturado mesmo após a

instituição da ECF?

15

  • 12. A entrega da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) deve ser pela

matriz ou filial?

..........................................................................................

16

  • 13. As empresas obrigadas à Escrituração Contábil Fiscal (ECF)

estão obrigadas a ter Escrituração Contábil Digital (ECD)?

16

  • 14. O demonstrativo do Livro Caixa é obrigatório para o ano-

calendário 2016?

16

15.

As empresas que estão desobrigadas da entrega da ECD, mas

entregaram facultativamente e sem o mapeamento do plano

referencial, podem entregar a ECF como Livro Caixa?

......................

17

  • 16. No caso de uma empresa que migrou para o Simples Nacional

em 01/01/2017, deve-se fazer a ECF com evento especial? Ou pode

fazer normal com data final 31/12/2016?

..............................................

17

  • 17. Quais os blocos devem ser lançados manualmente na ECF?

18

  • 18. No caso de empresa que em 2016 foi tributada pelo lucro

presumido e não possui contabilidade, pode entregar a ECF,

informando somente a escrituração do livro caixa?

18

  • 19. É permitida a redução da presunção de lucro de 32% para 16%

até determinado limite. Quando se aplica essa regra, ao haver o

estouro do limite e o recolhimento da diferença, entendo que

devo a alíquota 16% no início do ano e, no momento que exceder, a

diferença, porém como lançar a diferença de base?

........................

18

  • 20. A empresa do Simples Nacional que fez distribuição de lucros

para sócio em 2016, precisa entregar a ECF? ......................................19

  • 21. Eu entreguei ECD mas não cadastrei o plano de contas

referencial. Se eu exportar novamente a ECD com o plano

referencial cadastrado corretamente e depois exportar a ECD para

a ECF, eu vou ter um hashcode diferente. Isso pode dar problema?

19

  • 22. Na falta de um programa que gere o arquivo txt para o PVA da

ECF, como proceder?

...............................................................................

20

  • 23. Qual é o e-mail do Fale Conosco da ECF?

20

1. ECF, o que é?

A Escrituração Contábil Fiscal (ECF) é exigida pela RFB, tem o objetivo de demonstrar detalhadamente o cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) anualmente e substitui a Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), a partir do ano-calendário 2014. Faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Portanto, a DIPJ está extinta a partir do ano-calendário 2014.

2. Que está obrigado a entregar a ECF?

São obrigadas ao preenchimento da ECF todas as pessoas jurídicas, inclusive imunes e isentas, sejam elas tributadas pelo lucro real, lucro arbitrado ou lucro presumido, exceto:

I - As pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial; Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), de que trata a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006; II - Os órgãos públicos, às autarquias e às fundações públicas; III - As pessoas jurídicas inativas de que trata a Instrução Normativa RFB nº 1.536, de 22 de dezembro 4 de 2014; e Nos termos da Instrução Normativa RFB nº 1536, de 22 de dezembro de 2014, considera-se pessoa jurídica inativa aquela que não tenha efetuado qualquer atividade operacional, não operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplicação no mercado financeiro ou de capitais, durante todo o ano- calendário. Estas deverão apresentar a Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) - Inativa. Há que se ressaltar que, caso a pessoa jurídica tenha Sociedades em Conta de Participação (SCP), cada SCP deverá preencher e transmitir sua própria ECF, utilizando o CNPJ da

pessoa jurídica que é sócia ostensiva e o CNPJ/Código de cada SCP.

  • 3. Qual o Prazo de entrega?

Foi publicada a Instrução Normativa RFB nº 1.633, de 3 de maio

de 2016, que altera o prazo de entrega da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) para o último dia útil do mês de julho no ano seguinte ao ano-calendário a que se refira a ECF. Além disso, foi alterado o prazo de entrega de situações especiais da ECF, conforme abaixo:

  • - Situações especiais de janeiro a abril: Último dia útil do mês de julho.

  • - Situações especiais de maio a dezembro: Último dia útil do 3º (terceiro) mês subsequente ao mês do evento.

    • 4. Quais as penalidades por atraso na

entrega e erros de preenchimento?

De acordo com o art. 6o da Instrução Normativa RFB no 1.422, de 19 de dezembro de 2013, a não apresentação da ECF pelos contribuintes que apuram o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica pela sistemática do Lucro Real, nos prazos fixados no art. 3º, ou a sua apresentação com incorreções ou omissões, acarretará a aplicação, ao infrator, das multas previstas no art. 8º-A do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, com redação dada pela Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014.

Lei 1.598/1977:

“Art. 8o-A. O sujeito passivo que deixar de apresentar o livro de que trata o inciso I do caput do art. 8o, nos prazos fixados no ato

normativo a que se refere o seu § 3o, ou que o apresentar com inexatidões, incorreções ou omissões, fica sujeito às seguintes multas:

  • I - equivalente a 0,25% (vinte e cinco centésimos por cento),

por mês-calendário ou fração, do lucro líquido antes do Imposto de Renda da pessoa jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, no período a que se refere a apuração, limitada a 10% (dez por cento) relativamente às pessoas jurídicas que deixarem de apresentar ou apresentarem em atraso o livro; e II - 3% (três por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais), do

valor omitido, inexato ou incorreto. § 1o A multa de que trata o inciso I do caput será limitada em:

  • I - R$ 100.000,00 (cem mil reais) para as pessoas jurídicas que no ano-calendário anterior tiverem auferido receita bruta total, igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais); II - R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) para as pessoas jurídicas que não se enquadrarem na hipótese de que trata o

inciso I deste parágrafo. § 2o A multa de que trata o inciso I do caput será reduzida:

  • I - em 90% (noventa por cento), quando o livro for apresentado

em até 30 (trinta) dias após o prazo; II - em 75% (setenta e cinco por cento), quando o livro for apresentado em até 60 (sessenta) dias após o prazo; III - à metade, quando o livro for apresentado depois do prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; e IV - em 25% (vinte e cinco por cento), se houver a apresentação do livro no prazo fixado em intimação. § 3o A multa de que trata o inciso II do caput:

  • I - não será devida se o sujeito passivo corrigir as inexatidões,

incorreções ou omissões antes de iniciado qualquer procedimento de ofício; e II - será reduzida em 50% (cinquenta por cento) se forem corrigidas as inexatidões, incorreções ou omissões no prazo fixado em intimação.

§ 4o Quando não houver lucro líquido, antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social, no período 7 de apuração a que se refere a escrituração, deverá ser utilizado o lucro líquido, antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social do último período de apuração informado, atualizado pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic, até o termo final de encerramento do período a que se refere a escrituração. § 5o Sem prejuízo das penalidades previstas neste artigo, aplica-se o disposto no art. 47 da Lei no 8.981, de 20 de janeiro de 1995, à pessoa jurídica que não escriturar o livro de que trata o inciso I do caput do art. 8o da presente Lei de acordo com as disposições da legislação tributária.”

5. Como proceder se for necessária uma retificação?

A retificação da ECF poderá ser realizada em até 5 anos. Se retificar a ECF de um ano anterior, poderá ser necessário retificar as ECF dos anos posteriores, em virtude do controle de saldos da ECF.

Exemplo: Em 01/01/2018, a empresa retificou a ECF do ano- calendário 2014. Nesse caso, a empresa pode ter que retificar as ECF dos anos-calendário 2015 e 2016.

Para retificação da ECF, é necessário que o campo 12 do registro 0000 (0000.RETIFICADORA) deve estar preenchido com “S” (ECF Retificadora). O procedimento para retificação é:

1 – Exporte o arquivo da ECF original; 2 – Abra o arquivo da ECF exportado em um programa tipo “bloco de notas”;

  • 3 – Altere

com campo 12

do

registro 0000 para “S”

(ECF

retificadora) – também é possível fazer as correções neste momento, mas caso prefira fazer no próprio programa da ECF, salve o arquivo;

  • 4 – Importe o arquivo da ECF retificadora;

  • 5 – Faça a correção dos dados no programa da ECF;

  • 6 – Valide;

  • 7 – Assine; e

  • 8 – Transmita a ECF retificadora.

6. Quais são as exigências para assinaturas digitais na ECF?

São obrigatórias duas assinaturas: uma do contabilista e uma da pessoa jurídica. Para a assinatura do contabilista só podem ser utilizados certificados digitais de pessoa física (e-PF ou e-CPF).

Para a assinatura da pessoa jurídica, poderá ser utilizado certificado digital válido (do tipo A1 ou A3):

  • 1. O

e-PJ ou e-CNPJ do estabelecimento que contenha a

mesma base do CNPJ (8 primeiros caracteres);

  • 2. O e-PF ou e-CPF do representante legal da pessoa jurídica.

  • 3. O e-PF ou e-CPF do procurador (outorgado) constituído

diretamente no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento), a partir

do e-PJ ou e-CNPJ da pessoa jurídica (outorgante).

  • 3.1. O e-PF ou e-CPF do procurador (outorgado) constituído

nos termos da Instrução Normativa RFB no 944/2009, por meio de procuração cadastrada no site da Receita Federal do Brasil e validada em qualquer uma de suas unidades, tendo como

outorgante a pessoa jurídica.

  • 3.2. O e-PJ ou e-CNPJ do procurador (outorgado) constituído

diretamente no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento), a partir

do e-PJ ou e-CNPJ da pessoa jurídica (outorgante);

  • 3.3. O e-PJ ou e-CNPJ do procurador (outorgado) constituído

nos termos da Instrução Normativa RFB n.º 944/2009, por meio de procuração cadastrada na página da Receita Federal do Brasil e validada em qualquer uma de suas unidades, tendo como outorgante a pessoa jurídica.

7. Qual o procedimento para Cadastramento de Procuração Eletrônica?

No site da RFB, http://receita.fazenda.gov.br, na aba Empresa, clicar em “Todos os serviços”, selecionar “Procuração Eletrônica e Senha para pesquisa via Internet”, “procuração eletrônica” e “continuar” ou opcionalmente https://cav.receita.fazenda.gov.br/ scripts/CAV/login/login.asp.

1.

Login

com

certificado

digital

de

representante legal/procurador;

pessoa jurídica ou

  • 2. Selecionar “Procuração eletrônica”;

  • 3. Selecionar “Cadastrar Procuração” ou outra opção, se for o

caso;

  • 4. Selecionar “Solicitação de procuração para a Receita Federal

do Brasil”;

  • 5. Preencher os dados do formulário apresentado e selecionar

a opção “Transmissão de Declarações/ Arquivos, inclusive todos do CNPJ, com Assinatura Digital via Receitanet ”.

6. Para finalizar, clicar em “Cadastrar procuração”, ou “Limpar” ou “Voltar”.

Observação: Na procuração eletrônica, é importante habilitar o serviço “ECF – Escrituração Contábil Fiscal”, ou habilitar todos os serviços disponíveis ou que vierem a ser disponibilizados pela RFB.

A assinatura digital será verificada quanto a sua existência, prazo e validade para a pessoa jurídica identificada na ECF, no início do processo de transmissão do arquivo digital.

8. Como preceder no caso de troca de Contador, ou alteração no Plano de Contas durante o período da ECF a ser entregue?

Não é possível transmitir duas ou mais ECF no caso de mudança de contador no período ou mudança de plano de contas no período. A ECF deve ser transmitida em arquivo único, a menos que ocorra alguma das situações especiais previstas no Registro 0000. Caso a entidade tenha que recuperar os dados da ECD, devem ser recuperados os dois arquivos da ECD transmitidos (um para cada contador ou um para cada plano de contas). Contudo, para que a ECF recupere os dados corretamente é necessário que os saldos finais das contas que aparecem no primeiro arquivo (primeiro contador ou primeiro plano de contas) sejam iguais aos saldos iniciais dessas mesmas contas que aparecem no segundo arquivo (segundo contador ou segundo plano de contas). Se isso não ocorrer, a ECF recuperará somente os

dados do segundo arquivo e os ajustes necessários deverão ser realizados na própria ECF ou na ECD, por meio de substituição.

9. Como deve ser feito o Plano de Contas e o seu Mapeamento?

A ECF recupera o plano de contas do último período existente na ECD. O fato de uma conta não possuir saldos ou movimentação em um período não implica que a conta não deve ser informada no plano de contas. O plano de contas deve retratar o conjunto e a estrutura de todas as contas passíveis de utilização na contabilidade da entidade. O mapeamento das contas contábeis da entidade para as contas referenciais é feito somente em relação às contas analíticas. Contas sintéticas não devem ser mapeadas.

10. Qual a composição dos Blocos para a Geração do Arquivo da ECF?

A empresa poderá gerar um arquivo em formato texto, através do software utilizado para sua escrituração, ou poderá preencher as informações diretamente no programa gerador da ECF. O arquivo possui uma organização hierárquica, com definições de regras para cada registro gerado, que serão submetidos à validação do Programa Validador da ECF. A recuperação de dados da ECD é obrigatória para empresas que são obrigadas a entregar a ECD.

Composição dos Blocos do arquivo:

Bloco 0 - Abertura e Identificação

Abre o arquivo, identifica a pessoa jurídica e referencia o período da ECF.

Bloco C - Informações Recuperadas das ECD (Bloco recuperado pelo sistema – Não é importado e não é editado no programa)

Armazena as informações do plano de contas e dos saldos mensais das ECD recuperadas. As ECD recuperadas devem corresponder ao período da ECF. Os seguintes registros da ECD são recuperados na ECF: - I050 – Plano de Contas - I051 – Mapeamento para o Plano de Contas Referencial - I053 – Subcontas Correlatas - I100 – Centro de Custos - I150 – Data dos Saldos Periódicos - I155 – Saldos Periódicos - I350 – Data da Apuração do Resultado - I355 – Saldos das Contas de Resultado Antes do Encerramento Estão obrigadas a efetuar a recuperação da ECD todas as pessoas jurídicas obrigadas a entregar a ECD, conforme Instrução Normativa RFB no 1.420/2013 e alterações.

Bloco E - Informações Recuperadas da ECF Anterior e Cálculo Fiscal dos Dados Recuperados da ECD (Bloco recuperado pelo sistema – Não é importado e não é editado no programa)

Armazena, da ECF recuperada do período imediatamente anterior, os saldos finais das contas referenciais e da parte B (do e-LALUR e e-LACS). Calcula os saldos contábeis de acordo com o período de apuração do tributo.

Bloco J - Plano de Contas e Mapeamento

Apresenta o mapeamento do plano de contas contábil para o plano de contas referencial. Caso a ECD recuperada possua o mapeamento para o plano de contas referencial válido na ECF, o bloco J pode ser construído automaticamente e é permitida a sua edição. O bloco J também pode ser importado, independentemente da recuperação da ECD.

BlocoK-SaldosdasContasContábeiseReferenciais

Apresentaossaldosdascontascontábeispatrimoniais e de resultado por período de apuração e o seu mapeamento para as contas referenciais. Caso haja recuperação da ECD, o bloco K pode ser construído automaticamente e é permitida a sua edição. O bloco K também pode ser importado, independentemente da recuperação da ECD.

Bloco L - Lucro Líquido – Lucro Real

Apresenta o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício e apura o lucro líquido da pessoa jurídica tributada pelo lucro real.

Bloco M - e-LALUR e e-LACS – Lucro Real

Apresenta os livros eletrônicos de escrituração e apuração do IRPJ (e-LALUR) e da CSLL (e-LACS) da pessoa jurídica tributada pelo lucro real - partes A e B.

Bloco N - Cálculo do IRPJ e da CSLL – Lucro Real

Calcula o IRPJ e a CSLL com base no lucro real (estimativas

mensais e ajuste anual ou valores trimestrais).

Bloco P- Lucro Presumido

Apresenta o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício e apura o IRPJ e a CSLL com base no lucro presumido.

Bloco Q - Livro Caixa

Apresenta o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício e apura o IRPJ e a CSLL com base no lucro presumido.

Bloco T - Lucro Arbitrado

Apura o IRPJ e a CSLL com base no lucro arbitrado.

Bloco U - Imunes ou Isentas

Apresenta o balanço patrimonial e a demonstração do resultado das imunes ou isentas. Apura o IRPJ e a CSLL quando forem obrigadas.

Bloco W: Declaração País-a-País (Country-by-Country Report)

Esse bloco informa a Declaração País-a-País (DPP) que consiste em um relatório anual por meio do qual grupos multinacionais deverão fornecer à administração tributária da jurisdição de residência para fins tributários de seu controlador final diversas informações e indicadores relacionados à localização de suas atividades, à alocação global de renda e aos impostos pagos e devidos. Também deverão ser identificadas todas as jurisdições nas quais os grupos multinacionais operam, bem como todas as entidades integrantes do grupo (incluindo estabelecimentos permanentes) localizadas nessas jurisdições e as atividades econômicas que desempenham.

Bloco X - Informações Econômicas

Apresenta informações econômicas da pessoa jurídica.

Bloco Y - Informações Gerais

Apresenta informações gerais da pessoa jurídica.

Bloco 9 - Encerramento do Arquivo Digital

Encerra o arquivo digital.

11. O LALUR em meio físico deve ser escriturado mesmo após a instituição da ECF?

Aspessoasjurídicasficamdispensadas,emrelaçãoaos fatos ocorridos a partir de 01/01/2014, da escrituração do Livro de

Apuração do Lucro Real (LALUR) em meio físico e da entrega da Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). Dessa forma as declarações relativas a rendimentos e informações econômico-fiscais a que se sujeitem as pessoas jurídicas serão prestadas na ECF.

Base legal: Instrução Normativa RFB nº 1.422/13, com redação dada pelas Instruções Normativas RFB nºs 1.489/14 e 1.574/15.

12. A entrega da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) deve ser pela matriz ou filial?

A entrega da ECF será de forma centralizada pela matriz.

Base legal: art. 1º da Instrução Normativa RFB n° 1.422/13.

13. As empresas obrigadas à Escrituração Contábil Fiscal (ECF) estão obrigadas a ter Escrituração Contábil Digital (ECD)?

A obrigatoriedade

de

entrega

da

ECF

não

condiciona a

obrigatoriedade de entrega da ECD e vice-versa.

Base legal: Instruções Normativas RFB n°s 1.420 e 1.422/13.

14. O demonstrativo do Livro Caixa é obrigatório para o ano-calendário 2016?

Sim, esse bloco é obrigatório a partir do exercício de 2016, e deverá

ser informado pelas pessoas jurídicas optantes pela sistemática do lucro presumido que se utilizem da prerrogativa prevista no parágrafo único do art. 45 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro 1995, e cuja receita bruta no ano seja superior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), ou proporcionalmente ao período a que se refere.

15. As empresas que estão desobrigadas da entrega da ECD, mas entregaram facultativamente e sem o mapeamento do plano referencial, podem entregar a ECF como Livro Caixa?

Não. Se a empresa entregou a ECD, mesmo facultativamente, ficou evidente que tem Contabilidade. Não pode informar opção pela Escrituração do Livro Caixa.

16. No caso de uma empresa que migrou para o Simples Nacional em 01/01/2017, deve-se fazer a ECF com evento especial? Ou pode fazer normal com data final

31/12/2016?

Deve-se fazer a ECF com evento especial que identifique a opção pelo Simples em 01/01/2017, mas o período será normal com data final em 31/12/2016.

17.

Quais os blocos devem ser lançados

manualmente na ECF?

Depende das definições e opções iniciais da ECF, pois variam conforme o Regime de Apuração e outras definições.

  • 18. No caso de empresa que em 2016 foi

tributada pelo lucro presumido e não possui contabilidade, pode entregar a ECF, informando somente a escrituração do livro caixa?

Sim. Na ECF existe um registro específico para informar o tipo de escrituração.

  • 19. É permitida a redução da presunção de

lucro de 32% para 16% até determinado limite. Quando se aplica essa regra, ao haver o estouro do limite e o recolhimento da diferença, entendo que devo a alíquota 16% no início do ano e, no momento que exceder, a diferença, porém como lançar a diferença de base?

A Receita deve ser distribuída no Registro P200 de acordo com a alíquota de Presunção de Lucro para que o cálculo seja correto. Neste caso deveria constar na linha 6 (Receita Bruta Sujeita ao

Percentual de 16%) até o valor do Limite e na linha 8 (Receita Bruta Sujeita ao Percentual de 32%) o restante.

20. A empresa do Simples Nacional que fez distribuição de lucros para sócio em 2016, precisa entregar a ECF?

Não. A empresa enquadrada no Simples Nacional durante o ano de 2016 não precisa entregar a ECF, independente de qualquer operação realizada, mesmo distribuição de lucro apurado pela contabilidade.

21. Eu entreguei ECD mas não cadastrei o plano de contas referencial. Se eu exportar novamente a ECD com o plano referencial cadastrado corretamente e depois exportar a ECD para a ECF, eu vou ter um hashcode diferente. Isso pode dar problema?

Sim. Isso pode dar problema no momento da transmissão porque a RFB verifica o hashcode da ECD informada na base de dados do SPED.

  • 22. Na falta de um programa que gere

o arquivo txt para o PVA da ECF, como proceder?

É necessário digitar as informações diretamente no PVA da ECF, mas poderá recuperar dados da ECD, caso tenha entregue, para preenchimento de alguns blocos da ECF (C, E, J e K).

  • 23. Qual é o e-mail do Fale Conosco da

ECF?

O e-mail é: faleconosco-sped-irpj@receita.fazenda. gov.br.

Fontes:

Manual de Orientação do Leiaute da ECD.