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Escola de Veterinária UFMG – DMVP

Disciplina Doenças a Vírus - Março 2002
Ectima Contagioso

ECTIMA CONTAGIOSO
Boqueira ”
“B

Profa. Dra. Aurora M. G. Gouveia
Professora da Escola de Veterinária da UFMG

CONTEÚDO

1. Introdução
2. Etiologia
3. Distribuição geográfica e perdas econômicas
4. Fontes de contágio e formas de transmissão
5. Sintomas
6. Infecção em humanos
7. Diagnóstico
7.1 Diagnóstico clínico
7.2 Diagnóstico laboratorial
7.3 Diagnóstico diferencial
8. Tratamento
9. Prevenção
9.1 Em plantéis indenes
9.2 Em plantéis infectados
9.2.1.Preparo de vacina autógena
10.Literatura consultada

Belo Horizonte
2002

Prof. Dra. Aurora M. G. Gouveia - aurora@vet.ufmg.br 1
Grupo de Extensão e Pesquisa em Caprinos e Ovinos – GEPOC-NPSA

entretanto. 2. sem formação de crostas. crostas secas com ácido sulfúrico.01%. ocasionando perdas principalmente decorrentes dos quadros de inanição em filhotes. matem o poder infectante por anos. A mortalidade não é alta em casos sem complicações secundárias que. o inverso não ocorre.br 2 Grupo de Extensão e Pesquisa em Caprinos e Ovinos – GEPOC-NPSA . A análise da literatura faz supor que existam variações de amostras. G.ufmg. Em crostas expostas ao sol o vírus permanece infectante por poucos meses porém quando deixado no solo em áreas sombreadas. (1963) são de opinião que a variação de amostras não foi bem investigada e a ocorrência da doença em animais vacinados leva a duvidar da monovalência do vírus. Com complicações secundárias as lesões se tornem ulcerativas e necróticas. clorofórmio e outros solventes lipídicos. sendo o tempo de cicatrização retardado. 3. armazenadas em vidro âmbar. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E PERDAS ECONÔMICAS Conhecida praticamente em todo o mundo. Escola de Veterinária UFMG – DMVP Disciplina Doenças a Vírus . o ectima contagioso (EC) se mantém como um problema nas criações de caprinos e ovinos. neste caso.Março 2002 Ectima Contagioso 1. no entanto. Porém. O vírus replica-se nos epitélios. Outros nomes dados à doença são: dermatite pustular contagiosa e orf. A morbidade pode ser alta (plantéis indenes) ou baixa (planteis infectados). atingir 20 a 50% do rebanho e até 100% entre filhotes. ovinos e excepcionalmente o homem. muito resistente à dessecação permanecendo viável fora do animal por meses. pode ocorrer em qualquer época do ano mas. A relação entre o orf vírus e da varíola caprina é incerta. testes de proteção cruzada e possivelmente virulências diferentes. podendo. principalmente no verão e entre animais jovens. ETIOLOGIA O EC também conhecido como “boqueira” é uma doença infectocontagiosa. Prof. A varíola caprina protege contra o orf vírus. são freqüentes. Gouveia . francesas e californianas levaram a crer num único tipo de vírus. enquanto que o anti-soro da varíola caprina neutraliza o orf vírus. acondicionadas em geladeira. a bibliografia também lembra da possibilidade de confusão com outras doenças principalmente varíola ovina e caprina. induzindo à formação de corpúsculos de inclusão intracitoplasmáticos (corpúsculos de Guarnieri). afebril causada por vírus que acomete caprinos. Sensível a álcool 50% e ao permanganato de potássio 0. Aurora M. e a 60 ºC por 30 minutos. O agente etiológico pertence à família Poxviridae. mas o mesmo não acontece inversamente. Experimentalmente. INTRODUÇÃO Apesar da baixa mortalidade. Dra. tamanho de 260 nanômetros. Trueblood et al. mantiveram-se infectantes por 22 anos e 8 meses. e também neste caso. sensível a éter.aurora@vet. causados pela dificuldade em alimentar-se em função das lesões orais. determinadas por soroneutralização. e sua descrição no Brasil foi feita primeiramente por Guimarães (1939) ao relatar um caso clínico em um caprino de cinco meses de idade em São Paulo e apesar de sua ampla distribuição. com DNA de fita dupla. ou mesmo anos nas crostas. com envelope. Estudos feitos com amostras australianas inglesas. poucos estudos sobre o vírus foram desenvolvidos no Brasil. gênero Parapoxvírus.

Dra. Escola de Veterinária UFMG – DMVP Disciplina Doenças a Vírus .Março 2002 Ectima Contagioso 4. 5. de evolução semelhante à no animal. que ulceram em aproximadamente 3-7 dias após o início dos sinais. desenvolve-se geralmente na epiderme e presume-se que infecte o animal através de pequenas feridas naturais da pele.1 – Clínico É o mais freqüentemente utilizado. Porque o vírus é muito resistente nas crostas. tetas vulva. úberes e tetas infectados. Mesmo quando não ocorrem complicações secundárias ou estas são contidas. DIAGNÓSTICO 7. as lesões nos lábios alastram-se pela boca e tubo digestivo. úbere. G. atingir outras mucosas e outras partes do corpo. Mais comumente.aurora@vet. 7. FONTES DE CONTÁGIO E FORMAS DE TRANSMISSÃO A transmissão pode ocorrer por contato direto. As lesões iniciais localizam-se usualmente nos lábios e narinas. SINTOMAS Afebril.br 3 Grupo de Extensão e Pesquisa em Caprinos e Ovinos – GEPOC-NPSA . causa quase sempre lesões únicas. baseado no histórico de introdução de animais procedentes de plantéis infectados ou retorno de animais que hajam saído para exposições agropecuárias onde há o contato com animais de outras origens. infectar pessoas que se exponham continuamente às lesões de animais enfermos. Podem. a doença surge na forma de discretos pontos avermelhados (eritema) nos lábios que se transformam em pápulas e a seguir em vesículas com pus (pústulas). membros. As complicações mais comuns são: • Dificuldade de alimentação (devido a lesões nos lábios dos filhotes e tetas das matrizes) • Bicheiras e infecções por bactérias e fungos. Geralmente nas mãos. sendo freqüente alcançar 100% do rebanho. ou mesmo em outras partes do corpo. as crostas conservam o vírus ativo no chão por muito tempo. Os animais que se recuperam desenvolvem sólida imunidade por 2 a 3 anos 6.ou indireto. perda de peso e estresse dos animais podem trazer sérios prejuízos. como por exemplo. língua e gengiva e flancos. Gouveia . não deixando cicatrizes. fazendo-se necessário observar a rigorosa limpeza e desinfecção das mãos e objetos que puderam ter contato com o vírus. a pessoa afetada deverá ser encaminhada para a assistência médica acessível. plantas e objetos traumatizantes da propriedade e instalações podem ser alguns dos principais fatores que promovem a transmissão. céu da boca. Prof. ou ainda dos membros para os cascos. Bicos de mamadeiras. Apontadas como principal fonte de infecções. O pus seca e origina crostas que se formam em uma semana e caem naturalmente após três ou quatro semanas. a queda da produção leiteira. De qualquer forma. contudo. Pouco dia após o surgimento dos primeiros casos poderá ter um grande número de animais doentes.ufmg. Raramente. INFECÇÃO EM HUMANOS O vírus do EC pode. contudo o processo tende para a cura em poucas semanas. Aurora M. A inflamação e o aumento dos linfonodos locais podem ser dolorosos. eventualmente. O vírus é altamente contagioso e uma vez instalado espalha-se rapidamente pelo plantel.

Escola de Veterinária UFMG – DMVP Disciplina Doenças a Vírus . A transmissão por meio de vetores acarreta uma morbidade baixa que contrasta com a alta morbidade do EC. Dermatite Ulcerosa: confunde-se freqüentemente com o ectima na forma genital com lesões no prepúcio e úbere. 8. etc. são usadas soluções de iodo com glicerina ou repelentes em aerosol. violeta de genciana). Fotosensibilização: pelas suas lesões na cara e mama dos animais. PREVENÇÃO 9. ) exame anátomopatológico revela quelite crônica com degeneração celular e ativação dos queratinólitos. Varíola ovina e caprina: ainda não foram descritas no Brasil. TRATAMENTO Os tratamentos concentram-se apenas nos processos secundários à base de soluções tópicas antissépticas (permanganato de potássio 1:1000.3 .Março 2002 Ectima Contagioso 7.aurora@vet. Para isto.. não formando quelites crônicas características do ectima. Febre Aftosa: acomete ovinos. As feridas deverão ser controladas para evitar o ataque de bactérias e outros agentes oportunistas. e cultura de células de rim de macaco e tetículo de caprinos. Língua-Azul: quase sempre acarreta mortalidade alta. os casos são moderados.Diferencial Na maioria dos surtos de ectima contagioso. repelentes (Lepecid.br 4 Grupo de Extensão e Pesquisa em Caprinos e Ovinos – GEPOC-NPSA . Prof. Aurora M. produzindo lesões na boca e cascos. Dra. 9. Larvicid.1. impedindo com isto a introdução do agente no rebanho. e extensamente na mucosa bucal. pode ser confundida com ectima. 7. G. mas o caráter das lesões é diferente e tem menor contagiosidade. porém seu curso é lento. eventualmente. Em plantéis indenes Somente comprar animais de plantéis livres sem histórico da doença. para diagnóstico diferencial de doenças vesiculares por exames anátomopatológicos e virológicos. a lesão tem características específicas diferentes do ectima. presença de corpúsculos de Guarnieri. • Direto: . mas apresenta maior contagiosidade e tem aspecto vesicular ulcerativo. Surtos com formas graves podem confudir-se com a Língua Azul.ufmg. Gouveia . caprinos e bovinos. grave reação sistêmica com lesões ocorrendo no focinho e coroa dos cascos. Em caso de febre poderão ser prescritos antibióticos injetáveis.microscopia eletrônica para detecção de partículas em cortes ultrafinos das crostas.2 – Laboratorial • Material clínico: crostas enviadas refrigeradas. Papilomatose ou Febre Aftosa.) e antibióticos de uso local. (com observação de corpúsculos de inclusão e efeito citopático). inoculação em membrana corioalantóide de ovos embrionados de galinha ou fibroblastos de embrião de galinha.

1 . • Um litro de salina.2. antes e depois do uso. que a vacinação seja utilizada apenas nas criações onde estejam ocorrendo ou já tenham ocorrido manifestações de ectima. Em plantéis infectados O ideal seria utilizar vacinas seguras. bem como todo o material depois de usado para sua produção deve ser fervido por 15 minutos para inativar o vírus reduzindo. Vacinas autógenas . uma vez que os animais assim vacinados produzirão crostas nos locais de aplicação do produto. G.Março 2002 Ectima Contagioso 9. • Uma ampola de Gentamicina (40mg/mL) • Pilão e cuia hemisférica (grau e pistilo). boa iluminação e de fácil desinfecção. há muitos anos. produzidas em laboratórios industriais. disponíveis no exterior mas não no Brasil. Vacinas comerciais – não disponíveis no Brasil. • Todos os materiais usados deverão ser fervidos por 15 minutos. de qualquer modo. Aurora M. • As pessoas que desenvolverem o método deverão lavar as mãos com sabão e desinfetá- las com álcool. • Uma pinça longa e uma tesoura. quando fora de uso.feitas a partir de crostas dos próprios animais doentes.Preparo de vacinas autógenas a) Cuidados • A técnica deverá ser executada em recinto fechado. • O antibiótico. É bom saber entretanto. • Caixa de isopor com gelo. as crostas e a “vacina” serão conservados em geladeira ou banho de gelo. devem ser evitados contatos desnecessários na agulha e recipientes.aurora@vet. 9. evitando levar as mãos para o corpo ou objetos durante a técnica. mesmo para animais com poucos dias de vida. provido de um fogareiro a gás. antes de cobri-la.2. Prof. ao fim de cada etapa. Em caso de dúvidas. Dra. são eficientes na prevenção da doença e são usadas correntemente. com água limpa. • Álcool comum e algodão. passar um chumaço de algodão na agulha. Gouveia . podem ser usadas até no início da doença para favorecer uma recuperação mais rápida. • Frascos utilizados para acondicionamento da vacina. feitas com vírus atenuado e inócuo. o recinto deve ser desinfetado com água sanitária abundante ou outro desinfetante potente. b) Materiais necessários • Crostas de lesões (um grama) colhidas de animais acometidos por ectima. • Três seringas descartáveis novas: duas de 10 mL e uma de 3 mL.br 5 Grupo de Extensão e Pesquisa em Caprinos e Ovinos – GEPOC-NPSA . Escola de Veterinária UFMG – DMVP Disciplina Doenças a Vírus . com isto. • No manuseio com as seringas. Recomenda-se.ufmg. o protetor da agulha só será retirado quando preciso. Seguras. a contaminação ambiental. • Fita adesiva. na cicatrização da “pega”. que esta prática aumenta a disseminação do vírus no ambiente.

Para finalizar. pilão e cuia. procure cortar as crostas para facilitar a tarefa. acrescentar duas colheres das de chá (8. Ao esfriar. Antibiótico Aspirar o antibiótico com a seringa pequena (seringa B). comprovará a sua qualidade. Deixe em repouso. Misture com a pinça.5 g. Idealmente. separados da mãe antes de mamar o colostro. Após a maceração a seco. Materiais • Lâminas de barbear Prof. na seringa A com a suspensão. coloque os 8 mL de salina restantes. empurrando o êmbulo da seringa A. deixando os restos grosseiros na cuia. poderemos. sejam preparados antes da vacinação. quando necessário. Dra. animais com poucos dias de vida. a parte líquida e clara. aproximadamente. serão utilizados para a prova. pelo orifício que recebe a agulha. A formação da “pega” (que deve surgir em 3-4 dias e cicatrizar em aproximadamente 30 dias nos locais de aplicação). ao retirar cuidadosamente a seringa A da geladeira. através de vedação. As impurezas do fundo serão desprezadas juntamente com a seringa A. • Surgimento da “pega” deve ser observado e anotado individualmente. Teste da qualidade da “vacina” Para assegurarmo-nos da eficiência da “vacina” produzida devemos testá-la em dois ou três filhotes. Escola de Veterinária UFMG – DMVP Disciplina Doenças a Vírus . aspirar 10 mL de salina (seringa A) e guardar em gelo.ufmg. tesoura. com rolha. Antes. tentando obter uma suspensão homogênea. macerar bem 1 g de crostas. Aurora M.Março 2002 Ectima Contagioso c) Preparo da salina e da vacina Em um litro de água limpa e filtrada. retire a agulha da seringa A e aspire todo o líquido possível (8-9 mL). ferver por cinco minutos e guardar em garrafa limpa. d) Técnica de vacinação Cuidados • Recomenda-se que todos os animais a serem vacinados.) de sal de cozinha. observar que uma parte das impurezas depositou-se sobre o êmbolo. por 24 horas na geladeira. G. Acrescente 0. com o êmbolo voltado para baixo.br 6 Grupo de Extensão e Pesquisa em Caprinos e Ovinos – GEPOC-NPSA .aurora@vet. Preparo da suspensão de crostas com antibióticos Com o auxílio de pinça. retirar. ao manejar a vacina.2 mL de antibiótico. vede bem com a fita adesiva e agite. Com o auxílio de outra seringa nova de 10 mL (seringa C) e agulha. • O operador deverá usar luvas. coloque 2 mL de salina (seringa A) e continue macerando. antes de programar a vacinação do rebanho. Obtendo a “vacina” No dia seguinte. Gouveia .

com uma lâmina de barbear até a exposição da pele. pelo menos 50-60 animais poderão ser vacinados. estes deverão ter o local de aplicação reescarificado e revacinado. Assepsia da área Passar álcool sobre o local. acometendo os filhotes. na primeira vacinação. Nesta proporção. quase sempre mais brandas e de pronta regressão. entre os filhotes. por animal) na área escarificada e espalhá-la com o cotonete. passando depois às matrizes. durante o ano todo. porém são circunscritas a ponto de aplicação da vacina. normalmente. Dra. Neste caso. até causar cortes superficiais e irritação local. indispensável para o sucesso da técnica. e por isso os riscos serão maiores do vírus ser introduzido por animais adquiridos de fora. Escola de Veterinária UFMG – DMVP Disciplina Doenças a Vírus . que atingem inicialmente os jovens. contudo se repetir. recorrências de lesões de ectima. Gouveia . considerando-se que nunca foram expostos ao vírus. e com maior controle. O sucesso da vacinação poderá ser comprovado pelo aparecimento da “pega”. Procedimento Uma área de aproximadamente cinco centímetros quadrados da face interna da coxa deverá ter os pelos cortados com a tesoura. para fins de melhoramento ou expansão do rebanho. só ocorre uma vez na vida do animal.ufmg. ou por objetos contaminados provenientes de outros rebanhos. a vacina será desprezada. confirmando a boa escarificação. Presume-se que plantéis extensivos ou de “fundo de quintal”. Caso todos os animais não apresentem a “pega”. em relação à primeira vez. ou ocorra apenas em poucos dos animais vacinados. tenham seus adultos protegidos pela doença ocorrida precocemente. Esquemas de vacinação Em rebanhos abertos é comum verificar-se a alta incidência. freqüentemente apenas na primeira vacinação. sendo raspada a seguir. após a aplicação. G. A “pega” possui as mesmas características das lesões observadas no ectima.Março 2002 Ectima Contagioso • Tesoura • Algodão e álcool • Cotonetes • Luvas. os animais estarão desprotegidos. Os animais “revacinados“ que mesmo assim não desenvolveram a “pega” deverão estar protegidos por exposição anterior ao vírus. Vacinação Com o animal deitado. após três ou quatro dias de sua execução. pingar uma gota da vacina (1-2 riscas da seringa. podendo. deixando-o protegido após a cura. adicionando-se um bom desinfetante.aurora@vet. podem incidir surtos mais graves nas épocas de parições. O ectima. e produzindo-se nova partida. analisando-se os possíveis erros. Prof. Escarificação Escarificar a área depilada com auxílio depilada com auxílio de agulha ou ponta da tesoura. com pouco ou nenhum controle sobre os animais. Caso a “pega” não seja verificada no prazo esperado. Nas criações fechadas compostas quase exclusivamente por animais criados na propriedade. contínua e branda. Poderão ocorrer. deixar secar. Aurora M. entretanto após o primeiro acometimento do animal.br 7 Grupo de Extensão e Pesquisa em Caprinos e Ovinos – GEPOC-NPSA .

M.. & NILSSON. & BALASSU T. Vet. Rev.. C. caso contrário será interessante à revacinação do restante do rebanho. 17. Human infection with the vírus of contagious Pustular Dermatitis. Vet. & EIEK. Rec. N.G.. p. W. Serão considerados protegidos os rebanhos cujo teste anual de 5% de seus adultos não promova a formação da “pega” em nenhum animal. C. n. P. v. J. Dra. F. sob pena de ocorrências naturais do ectima. Ectima contagioso. Mesmo assim poderão incidir lesões de ectima. LAING. O Biológico de S. Ficará. Ectima contagioso dos ovinos no Estado do Rio Grande do Sul. Immunization against the contagious pustular dermatitis (soremouth) of sheep.E. Am.221. A transferência de anticorpos passivos aos filhotes ocorre via colostro e níveis protetores persistem nas crias por 3-4 semanas. LAWSON. PADILHA.265-266..10.. 1951.R. H. J. Med. 771-782. Arch. v 260.Inst. Nesta situação. Gouveia .Longevity of contagious ectyma vírus. 1981. PASK. n. Vet. Mackerras. & SCOTT. Outra estratégia de vacinação. & CROSS. . 1931. Ges. p. não trazendo maiores consequências. p. Prof.. I. J. Desidério Finamor. LITERATURA CONSULTADA ARITA. Some complications of sore mouth in lambs. 1968. v. SANDERSON. M. A vacinação das fêmeas gestantes quando da secagem (60-30 dias pré-parto) induz à produção de anticorpos por plasmócitos no úbere. 1/3. n. & Souza. J. J. seguida de vacinação rotineira dos filhotes (aos 30 dias de vida) e anual entre os adultos. 2. Biológico São Paulo. 78 . 1988. Exige-se ainda um bom banho desinfetante por ocasião do eventual translado de qualquer animal. Acad. G. M. mesmo após a quarentena. C. M. H.34 n. 10.. ROMERO-MERCADO.M.aurora@vet. n.23-26. 1976. Acta vet. Brasília. 99.Virusforch. G. mas de caráter mais brando. 1983. K. Contagious pustular dermatitis (orf). N. Deak. poderão minimizar a doença a vacinação inicial de todos os animais. n. 539-544. ROBINSON. Treating orf. 720-721 10951 MAZUR. 1953. p. 12 p. A . LIVINGSTON. MACDONALD. R E. Am. n. p. G.40. CAPELLARO. NEWSON.A. glover. 1986. que evoluem rapidamente para a cura. Prevenção e tratamento de doenças dos caprinos. Vet. 40-405.& HARDY. 1973.S. GUERREIRO. Ass. p.G. 152-158. P. 6-7. MCPHERSON.Cabras & Bodes. n.ufmg. 1981. SUTHERLAND. Med. I.A. T.Vírus particles and antigens in experimental orf scabs. Doc. portanto restrito.17p.B. p. of Australia. Para o teste escolhemos. J. Transmission of contagious ectyma from sheep to man.br 8 Grupo de Extensão e Pesquisa em Caprinos e Ovinos – GEPOC-NPSA .. C. 3: 35-53.Março 2002 Ectima Contagioso O isolamento e desinfecção dos animais introduzidos são de extrema importância na prevenção da doença.Pesq. ao acaso 5% do total de animais adultos da criação e aplicamos a vacina. Ass. The Lancet. Hungaricae.W. LLOYD. G. R. & SIMONS. J.Isolamento e identificação de pox-vírus causando doença em ovinos no Estado de Ceará. 628-632. C.R.. Paulo. 56.E. C. Arq. que pode ser empregada em grandes rebanhos. p.Paulo. o transporte dos animais para fora da propriedade por um prazo um prazo de 60 dias após a vacinação. OLHA. 1960. Bull. p. consiste na vacinação dos filhotes regularmente com 30 dias de idade e no teste de proteção de um grupo de animais adultos. E. 52 n.T. EMBRAPA/DDT (EMBRAPA-CPATSA). M. pelo mesmo motivo.M. Observação importante: a disseminação do vírus na propriedade através da vacinação torna indispensável sua repetição ao longo do tempo. Aurora M. G. A. Sci. PIEGAS. 137: 651. V. A.. Med. Escola de Veterinária UFMG – DMVP Disciplina Doenças a Vírus . G.M. através do uso de uma partida de vacina eficaz. Ectima Contagioso em ovinos no Estado de S.