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OZÔNIO

O ozônio é um gás instável, diamagnético, de cor azul intensa, com ponto de


ebulição igual a -112°C. a cor azul se deve à intensa absorção da luz vermelha. Também
absorve fortemente na região UV. Essa propriedade é super importante porque há uma
camada de ozônio na atmosfera superior que absorve a radiação UV prejudicial
proveniente do sol, protegendo assim os organismos vivos da Terra.
A utilização de clorofluorcarbonos (CFCs) em aerossóis e refrigeradores, e seu
subseqüente escape para a atmosfera é considerado como sendo responsável pelo
surgimento dos buracos na camada de ozônio sobre a Antártida e o Ártico. Por isso,
teme-se que uma quantidade excessiva de luz UV atinja a Terra, provocando câncer de
pele nos seres humanos.
Óxidos de nitrogênio e os halogênios também podem prejudicar a camada de
ozônio.
O ozônio tem odor forte característico, que está associado a equipamentos
elétricos que produzem faíscas. O gás é tóxico, e a exposição contínua a concentrações
mesmo sendo baixas, devem ser evitadas.
Ele é geralmente preparado pela ação de uma descarga elétrica silenciosa sobre o
oxigênio entre dois tubos metalizados em um aparelho chamado de ozonizador.
Misturas gasosas mais concentradas ou ozônio puro podem ser obtidos por liquefação
fracionada. Misturas com baixas concentrações de ozônio podem ser obtidas irradiando-
se oxigênio com luz UV. Essa transformação fotoquímica é útil na produção de ozônio
em baixas concentrações para esterilizar alimentos congelados. O ozônio também pode
ser obtido aquecendo-se oxigênio a temperaturas superiores a 2500°C e resfriando-o
rapidamente.
Em todos esses processos, há formação de átomos de oxigênio que reagem com
moléculas de O2 para formar O3.
O ozônio é usado como desinfetante. Pode ser usado na purificação de água
potável, pois elimina as bactérias e os vírus. Sua vantagem em relação ao cloro é a
ausência de cheiro e sabor desagradável ,pois o excesso de ozônio rapidamente se
decompões em O2. por isso, ele também é usado para tratamento em água de piscinas.
O O3 é termodinamicamente instável, decompondo-se a O2. a reação de
decomposição é exotérmica e é catalisada por diversos materiais. O sólido e líquido
geralmente se decompões de maneira explosiva. O gás se decompõe lentamente desde
que não esteja em presença de catalisadores ou radiação UV.
É também um agente oxidante extremamente forte, só perde para o F2. por isso,
o ozônio é muito mais reativo que o oxigênio.
Ele se adiciona a compostos insaturados à temperatura ambiente formando
ozonetos. Estes ozonetos normalmente não são isolados,mas hidrolisados a aldeídos e
cetonas em solução ou então, oxidados ao ar para formar ácidos carboxílicos.

CAMADA DE OZONIO

As reações químicas que descrevem a absorção da radiação ultravioleta (UV)


pela camada de ozônio são descritas a seguir:
Note que, em uma primeira etapa, são formados átomos de oxigênio livres que,
depois, reagem com oxigênio sob a ação da radiação ultravioleta (UV), formando o
ozônio.
A radiação UV do sol também quebra as moléculas do ozônio, formando
novamente moléculas de oxigênio e átomos de oxigênio livres:

Assim, na atmosfera ocorrem tanto reações de formação como de decomposição


do ozônio. A concentração desse gás na atmosfera depende da diferença entre a taxa de
rapidez de sua formação e de sua destruição.
O processo de degradação do ozônio pelo ataque de moléculas de ozônio pelo
ataque de moléculas de CFCs inicia-se com a decomposição dessas moléculas na
estratosfera pela ação da radiação solar, conforme o exemplo a seguir para a molécula
de clorometano (CH3Cl), um típico CFC.

As moléculas de diversos outros CFCs também sofrem esse mesmo tipo de


decomposição na estratosfera, liberando átomos de cloro. Os átomos de cloro reagem
com o ozônio, de acordo com a equação:

O interessante é que o ClO formado pode reagir com átomos livre de oxigênio.
Com isso um mesmo átomo pode destruir continuamente diversas moléculas de ozônio.
OZÔNIO NA MEDICINA

Ozônio Medicinal:
* aumenta o aporte de oxigênio a todas as células do organismo, aumentando a
oxigenação, a respiração e o metabolismo celular como um todo.
* facilita e estimula a circulação do sangue, mesmo através de artérias já estreitadas,
por melhorar a flexibilidade dos glóbulos vermelhos.
* tem efeitos bactericida, fungicida e de inativação viral (efeitos importantes no
tratamento de Herpes e das Hepatites virais).
* estimula a produção natural de interferon, interleucina, e fator de necrose tumoral.
* aumenta a saturação de oxigênio no sangue circulante.
* tem efeito anti-inflamatório importante.
* é útil como coadjuvante no tratamento de algumas dores crônicas.
* Tem grande poder de ativar e melhorar os sistemas anti-oxidantes próprios do
organismo.
Ozonioterapia é uma nova alternativa de tratamento para diversas doenças
crônicas. Quais as doenças que a Ozonioterapia pode tratar?
* Distúrbios da circulação sanguínea, tais como insuficiência arterial periférica e
varizes importantes, acompanhadas ou não de: úlceras isquêmicas, úlceras varicosas,
risco de gangrena.
* Algumas doenças importantes causadas por virus, como por exemplo as Hepatites
virais (A, B, C), Herpes simples (genital ou labial) e Herpes zoster (também conhecido
como "cobreiro").
* Lesões infectadas de difícil resolução, como por exemplo ferimentos infectados,
diversos tipos de fístulas, alguns focos de osteomielite cronica.
* Algumas doenças inflamatórias crônicas (por exemplo, colite crônica, artrite
reumatóide).
* Situações de exaustão física, cansaço, "esgotamento".
Dados mais recentes dão fortes razões para supor que o tratamento com ozônio
medicinal seja surpreendentemente eficaz também para pacientes portadores de
degeneração macular e retinopatia diabética .
O que é Ozonioterapia?
É o uso de ozônio como medicamento ativo, no tratamento das mais variadas
doenças.
O ozônio medicinal é sempre uma mistura de ozônio com oxigênio, em
quantidades e concentrações que variam conforme a doença a ser tratada.
Tem efeito bactericida, fungicida e de inativação viral, razão pela qual pode ser
empregado tanto na desinfecção de lesões infectadas, como em algumas doenças
causadas por bactérias ou virus.
Seus efeitos sobre a circulação sanguínea o recomendam no tratamento de
distúrbios circulatórios e para uma revitalização do organismo como um todo.
Em baixas concentrações, pode modificar e estimular a resposta imunológica.
EFEITO ESTUFA

O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito


estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases
formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez
mais quente e não permite a saída de radiação solar.
O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta
forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito
estufa (GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à
extinção da vida na Terra.
As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontecem
quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos
são capazes de absorver.
Como são lançados os gases de efeito estufa? Isso acontece de diversas
maneiras. As principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e
gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável por
nossas emissões de GEEs).
São várias as conseqüências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser
sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de
extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca
ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do
nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura
média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos
potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os
esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser
engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao
aumento das regiões áridas.
Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial.
O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera
e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões
são provenientes do desmatamento.
Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa.
Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais,
eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são
algumas das possibilidades.
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento criado para
reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas, para compreender melhor
o que isso significa é preciso voltar ao ano de 1997, quando a comunidade internacional
fechou um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, o
Protocolo de Quioto. Neste mecanismo da Convenção do Clima, os países
desenvolvidos têm até 2012 para reduzir suas emissões em 5,2% tomando como base o
ano de 1990. Além de cortar localmente suas emissões, os países desenvolvidos podem
também comprar uma parcela de suas metas em créditos de carbono gerados em
projetos em outros países. A Implementação Conjunta garante créditos obtidos de países
desenvolvidos e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite que estes
créditos venham de países em desenvolvimento, como o Brasil.
Os gases que provocam o efeito estufa são o dióxido de Carbono (CO2) tem um
tempo de duração de 50 a 200 anos e, entre os restantes gases, é o que mais contribui
para efeito estufa, com uma participação de 64 por cento; o metano (CH4) tem um
tempo de duração de nove a 15 anos e participa em 19 por cento para o efeito estufa; o
óxido de diazoto (N2O) tem um tempo de duração de 120 anos e participa em 5,7 por
cento para o efeito estufa; o hexafluoreto de enxofre (SF6) dura cerca de 3200 anos e
contribui em 0.08 por cento para o efeito estufa; o hidrofluorcarboneto (HFC) dura 1,5 a
264 anos e tem um contributo "negligenciável" para o efeito estufa; o polifluorcarboneto
(CFCs) tem um tempo de duração de 50 a 1700 anos e participa em dez por cento para o
efeito estufa.
No setor da energia, esses gases são libertados pela queima de combustíveis
fósseis, nomeadamente nas indústrias energéticas, industrias manufatureiras e de
construçãoetransportes.
Quanto à agricultura, as substâncias são originadas a partir do cultivo de arroz,
agricultura, queima de resíduos agrícolas e de florestas, entre outras fontes.
A incineração de resíduos e a deposição de resíduos sólidos nas terras constituem outras
fontes de gases com efeito de estufa.
As principais consequências catastróficas são fusão das calotes polares; aumento
do nível médio do mar; alterações climatéricas; mudanças nos ecossistemas;
desaparecimento de áreas costeiras; aumento de catástrofes naturais: furacões, tufões,
tsunamis; submersão de cidades costeiras e ilhas; extinção de muitas espécies terrestres
e marinhas; diminuição de colheitas agrícolas; aumento dos preços; fome mundial e
falta de espaço.
O que pode ser feito para reduzir os danos do efeito estufa sobre o meio
ambiente seria controlar a emissão dos gases estufa, que estão associados, não somente
ao efeito estufa, mas com uso indiscriminado de recursos naturais, poluições
atmosféricas, comprometendo a saúde de vários seres vivos, incluindo a espécie
humana, e consequentemente, diminuição da qualidade de vida, principalmente nas
regiões intensamente industrializadas.
Outra estratégia seria a criação de áreas de reflorestamento, pois as plantas
absorvem elevadas taxas de CO2 durante a fotossíntese.