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O que é um vírus? Essencialmente um programa genético, formado por um conjunto químico de
O que é um vírus? Essencialmente um programa genético, formado por um conjunto químico de

O que é um vírus? Essencialmente um programa genético, formado por um conjunto químico de ácido nucléico e proteína, que carrega de uma célula a outra a mensagem:

“Replique-me”. Os vírus podem ter seu genoma em 6 tipo de apresentações, de acordo com a classificação de Baltimore:

(I) DNAds

Precisam da DNA polimerase da célula

Proteínas de fase α (estimula transcrição de proteínas β) , β (estimula transcrição de proteínas γ e replicação do DNA circular) e γ (proteínas estruturais do vírus)

(II)

DNAss

Ver em Parvovirus

(III)

RNAds

Ver em Rotavirus

(IV)

RNA +

Monocistrônico, traduz apenas uma poliproteína que é processa em todas as outras, incluindo a RNA-polimerase RNA-dependente viral

(V)

RNA

Policistrônico, não é reconhecido diretamente pelo ribossomo e tem de passar para a fita de orientação + (através da ação de uma RNA-polimerase que o vírion já traz consigo) para então traduzir as diversas proteínas

 

Qual a principal diferença entre virus de RNA+ e RNA-?

Os vírus de RNA- tem que trazer uma RNA-polimerase ativa em sua constituição. Os de RNA+ não têm essa necessidade.

(VI)

RETROVIRUS.

Há 2 cópias não-pareadas do genoma (diplóide)

Traz consigo polimerases reversas, que faz a transcrição reversa de 1 das fitas de RNA em 2 de DNA (fita dupla), que então é integrado ao DNA humano pela integrase

transcrição reversa de 1 das fitas de RNA em 2 de DNA (fita dupla), que então

A unidade infecciosa, conjunto de proteínas e material genético, é chamada de viríon.

São inertes no meio extracelular e tem seu genoma estabilizado e protegido por um capsídeo, que também auxilia na invasão das células-hospedeiras. O capsídeo pode ter uma simetria icosaédrica ou helicoidal (ou um terceiro tipo, de estrutura complexa, apenas presente nos poxvirus). Podem apresentar ou não envelopes lipoprotéicos, os quais são adquiridos da membrana plasmática da célula infectada durante a saída do vírus. Vírus envelopados são mais susceptíveis à degradação enzimática, uma vez que

os envelopes são frágeis e não resistem a esse tipo de ataque do meio externo. O vírus pode ter desde efeito baixo ou nenhum na célula hospedada, quanto causar dano ou morte celular. Os que são altamente letais geralmente não são próprios dos seres humanos, mas sim de outros animais que não tem problemas com a infecção, ou seja,

já estão em equilíbrio evolutivo com o vírus.

A variedade dos vírus é imensa, diferindo extensamente na estrutura, organização e

expressão do genoma e estratégias de replicação e transmissão. Um dado vírus pode infectar um espectro grande de hospedeiros distintos, ou ser específico de determinado tipo de célula. Vírus podem infectar de seres unicelulares como protozoários, bactérias a grandes organismos como animais e plantas, ou até mesmo outros vírus! Tem grande importância nos ecossistemas, por exemplo, agindo no fitoplâncton marinho. Há cerca de 10 30 vírus no oceano, mais de 50 milhões de vírus por ml de água. Também se sabe que vírus tiveram sua importância no

desenvolvimento evolutivo de proteínas essenciais para o homem, como, por exemplo, proteínas sinciciais necessárias a placentação (de origem retroviral).

A origem dos vírus ainda é discutida. Dada a imensa variedade entre os vírus de DNA e

de RNA, é possível que haja origens distintas para diferentes tipos. Duas hipóteses são as mais aceitas:

1. Vírus seriam derivados de DNA ou RNA de células hospedeiras que conseguiram desenvolver uma capacidade de se autorreplicar e evoluir independentemente, ao adquirerem genes que permitem a existência fora de uma célula.

2. Vírus seriam formas degeneradas de parasitas intracelulares, como a origem de rickettsias e clamídias a partir de bactérias, por exemplo. Não há evidências que confirme essa hipótese, mas cogita-se que o Poxvírus dado seu tamanho e complexidade tenha se originado de um ancestral celular.

A capacidade de evolução dos vírus é um dado marcante e pode ser estudado pelos

mecanismos genéticos do seu desenvolvimento. Evidências do processo são o surgimento de novas doenças, a partir de vírus novos (ao menos sob conhecimento da ciência), como HIV, SARS e influenza aviária. Os vírus evoluem geneticamente a partir de mutações ou recombinações. Por exemplo, na troca de uma base nitrogenada, erros podem ser cometidos pela polimerase, e corrigidos por exonuclease intrínseca, porém a polimerase viral não possui essa capacidade de reparação, gerando mutações que se propagam constantemente. Isso introduz em alguns vírus um conceito distinto

de reparação, gerando mutações que se propagam constantemente. Isso introduz em alguns vírus um conceito distinto

das espécies convencionais, descrito por Eigen a partir de conhecimentos bioquímicos da variablidade de moléculas autoreplicantes: a teoria das quasispecies (descrita abaixo). Os vírus, em análise bem generalista, têm cerca de 1 milhão de vezes mais mutações que uma célula eucariótica. A importância disso está no fato de que vírus com antígenos estáveis na superfície (p. ex. poliovirus, sarampo) podem ser controlados por vacinação com mais facilidade. Enquanto isso, outros vírus podem ter vários tipos de antígenos (p.ex. rhinovirus) ou mudá-los frequentemente (p.ex influenza A), tornando difícil o controle por vacinação. Em geral, os vírus são bastante adaptados, dotados de extrema plasticidade e constituem “pool” genético de troca, o que gera diversidade, aumentando a chance de sobrevida frente às barreiras ambientais que os vírus devem vencer para se reproduzir. A evolução viral deve ser encarada do ponto de vista populacional e não individual. Algumas forças seletivas que atuam sobre as mutações virais são: fatores intracelulares, o sistema imune do hospedeiro, o genoma pequeno, a densidade populacional e comportamentos humanos. É importante dizer que a tendência da evolução viral é para uma patologia amena, ou ausência dessa, resultando em uma relação harmônica com o hospedeiro e garantindo a replicação viral sem causar danos à célula da qual é dependente para seu ciclo replicativo. Os vírus que causam patologias graves provavelmente tem relações recentes na história evolutiva com seres humanos e ainda não conseguiram se equilibrar com as células hospedeiras.

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Capsídeo: O envoltório protéico que envolve e isola os ácidos núcleicos do genoma

Capsomêros: Unidades morfológicas constituídas por grupamentos de polipeptídeos, vistas à microscopia eletrônica na superfície de vírus com simetria icosaédrica.

Envelope: Uma membrana contendo lipídeos que envolve as partículas virais, adquirida durante a maturação viral, pelo brotamento da vesícula da célula do hospedeiro. Glicoproteínas virais são expostas no envelope.

Unidades estruturais: São as peças protéicas necessárias para a formação do capsídeo

Vírion: A partícula viral completa e infectiva

Provírus: É o genoma viral integrado ao DNA do hospedeiro, pode ser um estágio da replicação ou representar um período de inatividade (latência)

Corpos de inclusão: No curso de multiplicação dos vírus, estruturas específicas, de tamanho bem maior que as partículas virais e frequentemente eosinofílicas, podem ser produzidas, os chamados corpos de inclusão. Podem se situar no núcleo (CMV olhos de coruja), no citoplasma (RHABDO negri bodies; SARAMPO), ou em ambos. Em muitas infecções virais, os corpos de inclusão são os sítios de desenvolvimento do vírus, “fábricas virais”.

muitas infecções virais, os corpos de inclusão são os sítios de desenvolvimento do vírus, “fábricas virais”.
O modelo de quase-espécies introduzido por Manfred Eigen e Peter Schuster fornece uma descrição do

O modelo de quase-espécies introduzido por Manfred Eigen e Peter Schuster fornece

introduzido por Manfred Eigen e Peter Schuster fornece uma descrição do processo de evolução de

uma descrição do processo de evolução de macro-moléculas auto-replicantes no âmbito da físico-química. Neste contexto, uma quase-espécie é uma "nuvem" de entidades auto-replicantes se reproduzindo sob uma certa taxa de mutação, de forma que é esperado que uma fração da progênie contenha mutações em relação à entidade parental. O modelo de quase-espécies foi proposto inicialmente para descrever processos evolutivos de macro-moléculas auto-replicantes, tais como RNA. Mais recentemente, o conceito de quase-espécies tem sido aplicado a populações de um vírus dentro de um hospedeiro. Esta abordagem é considerada relevante para vírus de RNA porque este têm altas taxas de mutação e populações virais extremamente grandes. De fato, um grande número de vírus clinicamente importantes, incluindo o HIV, o vírus da hepatite C, e o vírus da gripe, têm genoma de RNA. Esses vírus replicam com taxas de mutação extremamente elevados e apresentam significativa diversidade genética. Tal diversidade permite que uma população viral se adapte rapidamente a ambientes dinâmicos e que ela desenvolva resistência a vacinas e medicamentos antivirais.

(Créditos para Renata Leite!)

e medicamentos antivirais. (Créditos para Renata Leite !) http://www.koronispharma.com/pdf/Eigen%20Sci%20Amer.pdf
Os membros dessa família são: - NEUROTRÓPICOS: Herpes simples 1 e 2 e varicella-zoster vírus

Os membros dessa família são:

-

NEUROTRÓPICOS: Herpes simples 1 e 2 e varicella-zoster vírus (VZV)

-

LINFOTRÓPICOS: Epstein-Barr vírus (EBV), Citomegalovirus (CMV) e herpes vírus 6,7 e

8

Características: Seu genoma é formado por uma dupla fita de DNA linear; capsídeo possui estrutura icosaédrica; o capsídeo é envolto por um envelope glicoprotéico derivado da membrana nuclear da célula infectada (permite ‘camuflagem’, protegendo-se do SI); entre o envelope e o capsídeo há um tegumento, o qual contem uma série de proteínas responsáveis pela infecção viral; sua replicação ocorre no núcleo. HERPES É PARA SEMPRE! tem a capacidade de se manter em LATÊNCIA; tem a habilidade de estabelecer longos períodos de infecção persistente nos hospedeiros, vendo também reativações de infecção. Alguns estabelecem latência em neurônios (neurotrópicos), outros em linfócitos (linfotrópicos). Por latência entende-se um período de pouca ou nenhuma expressão de genes virais de replicação produtiva; nesse período as células não são vistas pelo SI e o genoma que persiste deve ser completo para que haja replicação posterior, e recidiva da doença. Para o estabelecimento de latência, há a formação de DNA circular, o epissoma, o qual permanece no núcleo da célula.

Epidemiologia:

Mais de 90% dos adultos maiores de 50 anos em todo mundo já foram infectados com HSV-1. No Brasil ~ 95%.

Ciclo replicativo:

O vírus fusiona com a membrana plasmática, através da ligação com heparana- sulfato; sendo o capsídeo com o material genético liberados no citoplasma; na região dos poros nucleares, o DNA é liberado do capsídeo e entra não núcleo, onde se circulariza; alguns genes de transcrição imediata são transcritos, seu RNA vai para o citoplasma, onde é traduzido em proteínas alfa; essas voltam ao núcleo e permitem a transcrição de genes da proteína b, a qual é traduzida no citoplasma; essa volta para o núcleo e permite a transcrição de genes da proteína gama, as quais consistem nas proteínas estruturais do vírus. O DNA viral é transcrito ao longo do ciclo replicativo pela RNA polimerase II com a participação de fatores virais; o DNA é então empacotado no capsídeo. Proteínas do envelope se acumulam no RE, englobam o capsídeo, e são liberadas por exocitose.

empacotado no capsídeo. Proteínas do envelope se acumulam no RE, englobam o capsídeo, e são liberadas

O vírus infecta células epiteliais da pele; caso seja reconhecido pelo sistema imune -

células T CD8+ - é destruídos; no entanto alguns deles penetram em neurônios próximos e por migração retrógrada chegam até o corpo celular, nos gânglios; por circularização do DNA, formando epissomos, eles permanecem em latência no núcleo localizado no corpo celular; o neurônio é pseudo-unipolar. Por razoes ainda não conhecidas, o vírus pode sair de latência, volta pelo axônio e provoca patogênese

sintomática do mesmo local anterior. O vírus estando dentro do neurônio, o qual não expressa MHC I, não é reconhecido pelo SI, mas quando sai dele, e infecta novamente

o tecido epitelial por onde entrou, pode ser destruído pelo mecanismo corporal de

defesa. Ao infectar a pele, pode atingir vasos sanguíneos, onde chega a neurônios do SNA, podendo estabelecer latência ai. Imunossupressão causa recidiva? Ainda não se tem a resposta a essa pergunta; sabe-se que mesmo não reconhecendo o vírus dentro do neurônio, as células satélites sabem que ‘tem algo de estranho’ naquela célula; ficam assim vigiando-a para impedir sua

propagação quando sai de latência.

Como os herpes-virus ficam em latência neurotrópica? Devido aos LATs (RNA associado a latência; esses são RNAi e degradam o RNA mensageiro da proteína alfa, indispensável para a continuação do ciclo celular – ‘freio de mão do vírus, puxado pelo próprio vírus’.

de mão do vírus , puxado pelo próprio vírus’. HSV 1- transmissão por contato, usualmente envolvendo

HSV 1- transmissão por contato, usualmente envolvendo saliva contaminada. HSV 2- transmissão sexual ou congênita.

Patogênese: infecções citolíticas, causando necrose de células infectadas, com resposta inflamatória local, causando lesões na pele e mucosa infectadas. Características histopatológicas incluem balonização de células infectadas, produção de corpúsculo de inclusão (Cowdry), marginalização de cromatina e formação de células gigantes e multinucleadas.

A infecção por HSV 1 é geralmente na orofaringe levando a infecção latente no gânglio

trigeminal; e a de HSV no trato genital, sendo a infecção latente no gânglio sacral.

Manifestações clínicas:

HSV1: infecção primária geralmente assintomática; a patologia sintomática inclui lesões na mucosa bucal e da gengiva, pode ainda haver febre, lesões vesiculares e ulcerativas, gengivoestomatite, inflamação na garganta e indisposição. A infecção pode tbm ocorrer no olho, levando à queratoconjuntivite. HSV2: geralmente associado ao herpes genital; caracterizado por lesões vesiculoulcerativas do pênis, cérvix, vagina e períneo, lesões doloridas acompanhadas de febre, indisposição e linfadenopatia inguinal

do pênis, cérvix, vagina e períneo, lesões doloridas acompanhadas de febre, indisposição e linfadenopatia inguinal

Os dois tipos podem levar a encefalite, sendo o HSV1 mais comum. Ocorre quando o vírus segue pelo outro ramo do neurônio pseudo-unipolar, atingindo o cérebro; a encefalite tbm pode estar associada à disseminação do vírus pela corrente sanguínea.

Herpes neonatal: a principal rota de infecção é passagem do bebe pelo canal vaginal durante o parto; geralmente causa infecção severa, uma vez que o SI do recém- nascido ainda não é completamente desenvolvido. Os sintomas são: lesões da pele, olho e boca; encefalite, disseminação da doença, envolvendo múltiplos órgãos, como o SNC.

Em imunossuprimidos, o vírus pode invadir o pulmão e causar graves pneumonias. Essas pessoas tbm costumam ter a forma disseminada da doença, na qual o vírus acomete pele, mucosa e muitos órgãos, incluindo o SNC.

Tratamento

Aciclovir: análogo estrutural da desoxiguanosina; normalmente essa é fosfatada pela timidina quinase do vírus e recebe mais dois grupos fosfato de enzimas celulares; trifosfatada, é usada pela DNA polimerase para a síntese do DNA. O aciclovir, sendo um análogo estrutural dessa, tbm é trifosfatado, mas quando incorporado ao DNA em síntese leva ao fim da replicação do DNA. Não há efeito colateral uma vez que o aciclovir tem 100x mais afinidade pela timidina quinase de células virais q de células normais, fazendo com q só as células infectadas sejam afetadas. Em casos de resistência ao aciclovir usa-se o forcarnet, esse é um análogo estrutural do fosfato inorgânico, o qual se liga à DNA polimerase, impedindo que ela se ligue ao fosfato da base nitrogenada, levando a parada de síntese de DNA. Esse tratemento, porem, é muito tóxico.

síntese de DNA. Esse tratemento, porem, é muito tóxico. Patogênese e patogenia: a infecção por varicela

Patogênese e patogenia: a infecção por varicela inicia-se pela mucosa do trato respiratório superior (transmissão por gotículas encontradas no ar) e infecta linfonodos regionais, a viremia primaria se espalha e o virus se replica no fígado e baço; viremia secundária envolve infecção de células mononucleares, as quais transportam o virus para a pele, onde aparecem as lesões típicas. Podem tbm entrar em neurônios e por via retrógada chegar aos seus corpos celulares nos gânglios, onde estabelecem latência. Quando o vírus sai de latência, leva a um quadro diferente do original da varicela, e é chamado de herpes zoster. Nesse caso há uma inflamação aguda dos nervos sensitivos e do gânglio; normalmente só um gânglio é acometido, e os sintomas são restritos apenas ao dermátomo por ele inervado através da migração para o local da pele inervado.

Manifestações

clínicas

Varicela: indisposição, febre, aparecimento de vesículas maculo-papulares eritematosas e pruriginosas.

clínicas Varicela: indisposição, febre, aparecimento de vesículas maculo-papulares eritematosas e pruriginosas.

Zoster: ocorre normalmente em imunossuprimidos por doença, terapias ou idade. Inicia-se com uma dor severa na pele ou mucosa inervada pelo gânglio acometido e em poucos dias manifesta-se na forma de vesículas; o ramo oftálmico do trigêmeo é o mais comumente afetado.

Diagnóstico laboratorial Em geral desnecessário quando o caso é típico PCR é o mais sensível IF direta em raspado de lesão Cultura de VZV: crescimento lento

Tratamento Acyclovir oral: início o mais precocemente possível! Para varicela e herpes zoster Uso parenteral em casos muito graves de varicela hemorrágica em imunocomprometidos Tratamentos que aliviem prurido e evitem infecção bacteriana secundária

Vacina Vacina formada por virus atenuados; muito eficaz (80-85% de crianças imunizadas e 70% de adultos; 95% eficaz em proteger contra doença severa). Não é recomendada para imunossuprimidos, idosos, gestantes, e outros grupos de risco.

idosos, gestantes, e outros grupos de risco. Mononucleose infecciosa: doença sistêmica caracterizada

Mononucleose infecciosa: doença sistêmica caracterizada por elevado número de linfócitos TCD8 perifericamente; essas células têm formato irregular e regiões com grande acúmulo de grânulos. As causas mais comuns são: EBV, CMV, dengue, HIV e enterovírus (nessa ordem)

são: EBV, CMV, dengue, HIV e enterovírus (nessa ordem) A via de entrada do vírus é

A via de entrada do vírus é ORAL (saliva, principalmente); replica-se no epitélio da garganta e atinge linfonodos, onde infecta preferencialmente os linfócitos B, ligando- se a ele através do receptor de C3d (complemento) do linfócito. Quando se liga a célula, essa é estimulada a entrar no ciclo celular, replicando-se indefinidamente; o virus leva a imortalização da célula; as células imortalizadas passam a secretar grande qtd de imunoglobulina. Permanecem latente por formação de epissomo, e qnd saem de latência podem se replicar no epitélio da orofaringe, parótida, e cervix uterina. Os linfócitos infectados e que produzem grande qtd de anticorfos formam uma linhagem linfoblastóide. Alem da alta produção de anticorpos, essas células possuem uma série de marcadores de latência dos virus, como LATs e EBNA1, 2, 3A-3C (os quais são necessários para que o DNA se mantenha na forma epissomal). Quando saem de

como LATs e EBNA1, 2, 3A-3C (os quais são necessários para que o DNA se mantenha

latência passam a expressar proteínas da fase lítica, levando aos sintomas da mononucleose. Por que o elevado número de TCD8? Células se proliferam para tentar conter os linfócitos B| anormais; os TCD8, como estão em elevado metabolismo, tem uma forma atípica (ATIPIA).

Patogênese e patologia

Transmissão por saliva infectada-> replicação no epitélio ou glândulas salivares -> linfonodos-> células B infectadas se espalham-> algumas são mortas, outras permanecem em latencia.

- Transmissão através de secreções orofaríngeas

- Detectável em secreções vaginais: possibilidade de aquisição via sexual

- Disseminação sistêmica, com gamopatia policlonal, profunda ativação de células T

CD8+

- Infectam células epiteliais da faringe (ciclo lítico) e linfócitos B (latência).

- Expressam em linfócitos B os genes de latência que resultam em proteínas EBNA1-6 e transcritos LAT.

Manifestações clínicas

MONONUCLEOSE INFECCIOSA: dor de cabeça, febre, indisposição, fadiga, dor de garganta, linfonodos e baço edemaciados. CÂNCER: associada a linfoma de Burkitt, carcinoma nasofaringeo entre outros: leva a imortalização das células, permitindo sua replicação indefinida e levando assim, ao aumento da probabilidade de desenvolvimento do câncer. No caso do linfoma de Burkitt, essa multiplicação indefinida pode ser explicada pelo fato de que o linfoma induz translocação recíproca entre um locus c-myc no cromossomo 8 e um locus de Ig dos cromossomos 2, 14 ou 22. O c-myc é um oncogene, uma vez que estimula a transcrição de uma série de genes relacionados à entrada do ciclo celular; normalmente é modulado negativamente de forma a controlar a mitose celular; nesses casos, no entanto ele é super-expresso.

DIAGNÓSTICO ANTICORPOS HETERÓFILOS (Monotest) ELISA para Ag de capsídeo (Anti-VCA) PCR pode ser usada para medir carga viral em pacientes com doença linfo- proliferativa pós-transplante

TRATAMENTO Acyclovir e imunoglobulina hiperimune anti-EBV podem ser tentados em transplantados e imunossuprimidos.

TRATAMENTO • Acyclovir e imunoglobulina hiperimune anti-EBV podem ser tentados em transplantados e imunossuprimidos.
- Icosaédrico, 150-200 nm de diâmetro, 162 capsômeros hexagonais, envelopado, com DNA de fita dupla

- Icosaédrico, 150-200 nm de diâmetro, 162 capsômeros hexagonais, envelopado, com DNA de fita dupla com cerca de 230 kb e 200 ORFs

- gB é a mais importante glicoproteína do envelope

- Um único sorotipo com quatro variantes genotípicas: genotipos gB-1 a gB-4

- O genótipo gB 1 é o de maior significado clínico.

Essa proteína gB atua como um receptor de Fc que pode se ligar de forma inespecífica

a porção Fc de imunoglobulinas; isso auxilia na evasão do SI.

Epidemiologia •Distribuição universal •Soropositividade em adultos jovens é >90% em países em desenvolvimento, e 40%- 80% em países desenvolvidos

•A vasta maioria das infecções é sub-clínica

A maioria das infecções é assintomática; no entanto indivíduos imunocomprometidos,

idosos e no feto pode ser severa. Indivíduos transplantados, em tratamento quimioterápico ou com AIDS tbm desenvolvem a forma severa. Infecção primária ocorre geralmente na infância (60% nos primeiros 6 m de vida), provavelmente pelo leite materno; 80% em creche vs. 20% em domicílios

Patogenia e patologia

A transmissão ocorre por contato, de pessoa a pessoa

CMV infecta linfócitos (B e T), monócitos e leucócitos polimorfonucleares, além de

vários epitélios, fibroblastos e endotélio; estabelece latência em células CD34+ progenitoras da M.O. e em células da linhagem macrofágica.

Infecção congênita: a infecção em fetos e recém-nascidos é severa; a transmissão

pode ocorrer intra-útero, ou na passagem do feto pelo canal vaginal e pelo leite

materno (nessas ultimas, como o bebe recebe anticorpos maternos junto, a infecção é

mais branda. Pode resultar em morte intra-uterina; em nascidos vivos leva ao

comprometimento do SNC e do sistema reticuloendotelial; manifestações clinicas incluem crescimento retardado, hepatoesplenomegalia, trombocitopenia, microcefalia, corio-retinite, surdez neural, anemia hemolítica, calcificações intracranianas. Esses são os sintomas da DOENÇA DE INCLUSÃO CITOMEGÁLICA.

Há a excreção, na urina, de células infectadas, as quais tem o aspecto de ‘olho de coruja’, sendo esse formado por um corpúsculo de inclusão (conjunto de capsídeos

virais em formação).

Principais formas da infecção por citomegalovírus:

-Infecção primária via salivar: Mononucleose infecciosa com anticorpo heterófilo

negativo

-Perinatal: via secreções vaginais ou leite materno = em geral assintomática. -Transfusional = Mononucleose infecciosa, com “rash” e febre -Oportunista = reativação de CMV latente: febre, pneumonia, retinite, hepatite, artrite, encefalite, colite ulcerativa. Na pneumonia causada por infecções oportunistas, pode- se observar infiltrado linfomonocitários (ao contrário de infecções bacterianas, onde

infecções oportunistas, pode- se observar infiltrado linfomonocitários (ao contrário de infecções bacterianas, onde

predomina

nucleares gigantes.

a

presença

de

neutrófilos),

proliferação

de

fibroblastos

e

inclusões

O mecanismo pelo qual esse vírus permanece em latência, em células linfóides é a circularização de seu DNA e a expressão de LATs.

Diagnóstico:

PCR Isolamento em cultura de células Antigenemia por imuno-histoquímica

Tratamento Ganciclovir (1a escolha) : possui o mesmo mecanismo de ação do acyclovir, no entanto tem muito mais afinidade pela timidina quinase do CMV. Foscarnet (2a escolha): muito tóxico e tem como efeito colateral: anemia, e inflamação de tecidos mucosos e epiteliais, os quais tem alta tx de replicação)

Prevenção:

Ganciclovir preventivamente para pacientes transplantados ou outros imunossuprimidos, com antigenemia positiva Uso de equipos transfusionais equipados com filtros de leucócitos

equipos transfusionais equipados com filtros de leucócitos Englobam uma série de vírus, de diferentes famílias, mas

Englobam uma série de vírus, de diferentes famílias, mas que tem em comum o fato de causarem infecções no mesmo local, as vias aéreas, e terem patogenese semelhante. Possuem grande impacto epidemiológico:

-Morbidade no mundo inteiro -Mortalidade em regiões mais pobres (desnutrição e associação com outras doenças infecciosas)

Infecções que acometem as vias acima da epiglote - infecções respiratórias altas:

vias acima da epiglote - infecções respiratórias altas : Tem como manifestações clínicas: rinite, faringite e

Tem como manifestações clínicas: rinite, faringite e laringite.

acima da epiglote - infecções respiratórias altas : Tem como manifestações clínicas: rinite, faringite e laringite.

Infecções que acometem as vias abaixo da epiglote infecções respiratórias baixas

abaixo da epiglote – infecções respiratórias baixas Tem broncopneumonia. como manisfestações clínicas:

Tem

broncopneumonia.

como

manisfestações

clínicas:

traqueíte,

bronquite,

bronquiolite

e

O primeiro contato com esses virus se dá através d o epitélio respiratório, a partir de

onde se disseminam; os virus podem restringir sua ocupação ao trato respiratório (ou seja, permanecer na porção apical celular). São esses: Rinovirus, RSV, MPV Influenza e Parainfluenza. Podem ainda atravessar a porção basal do epitélio respiratório, levando

à infecção do parênquima,como: Adenovirus, RSV (?), Coronavirus OC43 (?),SARS CoV

e Influenza H5N1 A associação á vesículas de transporte determina o local de ação. Os vírus que conseguem chegar ao parênquima podem atingir a circulação, podendo assim se disseminar. TOSSE: as células ciliadas infectadas têm seu movimento ciliar comprometido; com isso, o muco que movimentariam fica aglomerado, o que desencadeia o reflexo de tosse -> permite-se assim, a transmissão do vírus que estava no muco.

assim, a transmissão do vírus que estava no muco. Pertence a família do Picornavirus, e assim

Pertence a família do Picornavirus, e assim como os outros membros, consiste em um capsídeo contendo 4 tipos de proteínas antigênicas (VP1-VP4), envolvendo um genoma de RNA fita simples positivo; não possuem envelope e a replicação ocorre no citoplasma.

Ciclo replicativo dos picornavírus

Ocorre no citoplasma; Primeiramente o virus se liga a célula, libereando seu geno,a no citoplasma. Ribossomos se ligam a esse e inicia-se a tradução de uma poli-proteína, a qual contem proteínas estruturais do vírus, e proteínas necessárias a sua replicação; essa é rapidamente clivada em fragmentos por proteíses codificadas na própria proteína. Uma das proteínas produzidas dessa forma é uma RNA-polimerase dependente de RNA. O RNA viral é copiado, em fitas negativas, as quais servem de molde para a síntese de novas fitas de RNA +.

O fragmento P1 da poli-proteína é clivado em VP0, VP1 E VP3 e engloba o RNA

copiado, formando o provirion; a clivagem de VP0 em VP2 e VP4 torna o vírus maduro

e

ele sai da célula, lesando-a.

O

rinhovírus, como outros virus respiratórios, tem um padrão sazonal de epidemia e

sua transmissão é de forma MANUAL (contato); saliva e ar não são bons transmissores desse vírus.

É a causa mais comum de doença respiratória aguda, senso responsável pelo

resfriado’. Pode-se dividir os rhinovirus em dois grupos: o maior deles utiliza o receptor I-CAM, e o menor se liga ao receptor LDLR. O vírus entra pelo trato respiratório superior e se replica na superfície de células ciliadas do nariz, e nas células

O vírus entra pelo trato respiratório superior e se replica na superfície de células ciliadas do

não ciliadas da nasofaringe, sendo esse tropismo devido a disponibilidade de receptores. O vírus também infecta as células da adenóide. Alí, a interação com células da ordem linfóide leva a um aumento da expressão de NF-Kβ, levando assim a produção de uma série de citocinas, quimiocinas e mediadores inflamatórios, e formando uma verdadeira ‘sopa inflamatória’. Em associação com a estimulação do parassimpático, os sintomas do resfriado começam a aparece. Cininas, prostaglandinas, citocinas e quimiocinas levam a vasodilalatação e aumento da permeabilidade vascular e ao influxo de células inflamatórias. Alem diso tais moléculas aumentam a expressão de ICAM, nas células epitelias da mucosa, permitindo que o virus infecte outras células. Essa condição leva a: obstrução nasal, rinorréia, espirros, tosse e dor de garganta. Febre e indisposição: incomuns. A maioria dos pacientes tem obstrução e anormalidades na mucosa dos seios nasais, tubos de Eustáquio e ouvido médio, o que predispõe infecções bactericidas secundárias, como sinusites e otite média. Estão associados com exacerbações de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e ataques de asma.

Asma: hiperreatividade brônquica contínua; o rhinovírus aumenta a expressão de ICAM no brônquio -> há um aumento do recrutamento de células inflamatórias -> infalmação -> crise respiratória Sinusites: inflamação dos seios por vírus, permite que a flora bacteriana local se prolifere, gerando sinusite.

Otite média aguda (OMA): comunicação entre cavidade nasal e ouvido, pela tuba de Eustáquio; inflamação obstrui essa tuba e fazem como que bactérias da flora local se proliferem. Diagnóstico clínico mais comum no mundo

- > US $ 5 bilhões gastos por ano com tratamento

- > 25% de todas as prescrições de antibióticos

- > 25% de todas as prescrições de antibióticos - ncidência de 250% nos últimos 15

- ncidência de 250% nos últimos 15 anos

QUAIS AS BACTÉRIAS DA FLORA: penumococus, hemofilus influenza, monozella catarralis

Grande variabilidade: a RNA-polimerase dependente de RNA não tem atividade de exonuclease, ou seja, não possua atividade de reparo de erros eficiente; isso explica a grande variabilidade de sorotipo de Rhinovírus.

Diagnóstico: isolamento de células em cultura. Tratamento: apenas os sintomas são tratados com: descongestionantes, anti- histamínicos e anti-inflamatórios. O grande número de sorotipos como quase nenhum antígeno em comum dificulta o desenvolvimento de vacinas.

O grande número de sorotipos como quase nenhum antígeno em comum dificulta o desenvolvimento de vacinas.
Pertence à família Paramyxoviridae, gênero Pneumovirus. Capsídeo de forma helicoidal, envolvendo um genoma que

Pertence à família Paramyxoviridae, gênero Pneumovirus. Capsídeo de forma helicoidal, envolvendo um genoma que consiste em RNA- de fita simples. Possuem um envelope lipoproteico a gilcoproteína G, a qual se liga nos receptores das células alvo, glicoprotéina F (responsável pela fusão das membranas); o virus tbm uma RNA- polimerase dependente de RNA.

Ciclo replicativo HRSV se liga a glicosaminoglicanos da superfície da célula-alvo por meio da glicoproteína G; funde-se a ela por meio da ligação da glicoproteína F à GTPase RhoA. Expressão de proteína viral F na membrana plasmática da célula infectada promove fusão entre células adjacentes, levando à formação de sincícios, a marca principal das infecções por HRSV.

O genoma é liberado no citoplasma, e uma série de RNAm são transcritos usando o

viral como molde; esses são então traduzidos em proteínas específicas, algumas das

quais são glicosiladas no Golgi. A RNA-polimerase dependente de RNA replica as fitas do genoma (RNA -) formando antigenomas (RNA+) os quais servem de molde para a geração de novas fitas de RNA negativas. O envelope glicoprotéico direciona o ponto onde os virios são formados; os genomas produzidos por replicação são incorporados

às partículas virais estruturais, e os virus saem da célula por exocitose.

Epidemiologia

Causa ~ 200.000 óbitos anuais em crianças < 5 anos.

È a cuasa mais freqüente de infecção respiratória baixa. Ocorrem surtos anuais de

HRSV durante o inverno e o começo da primavera em regiões temperadas, e durante a

estação chuvosa em regiões tropicais. Mias de um genoma dos grupos A e B de HRSV

cocirculam no mesmo surto, porem um dos grupos é predominante, e eles trocam esa predominância de ano a ano: MUTAÇÕES DO TIPO ‘FLIP-FLOP’ NAS GLICOPROTEÍNAS

G

REFLEXO: BRONQUIOLITE -> 10% das crianças terão bronqueolite no primeiro ano de

vida, e 60-90% delas são causadas por HRSV.

Patogenese e Manifestações clínicas:

A replicação ocorre do epitélio respiratório e o espalhamento de célula a célula faz

com que todo o trato respiratório seja envolvido. Ocorre necrose de célualas ciliadas, formação de sinsícios e inflamação peribronquiolar como muitos linfócitos e macrófagos resultando em obstrução de vias respiratórias e hiperinflação dos pulmões, quadro típico de bronquiolite. Pode causar pneumonia com infiltrado intersticial mononuclear, inclusões citoplasmáticas eosinofílicas nas células epiteliais, e formação de células gigantes, multinucleadas. É severa em bebes, cuja via respiratória

é muito fina.

A resposta imune é muito importante para o desenvolvimento da doença: predomínio

de resposta celular do tipo TH2 é associado com maior severidade da doença; enquanto predomínio de TH1 é associada ao combate e possível erradicação

Diagnóstico (feito em aula prática!)

enquanto predomínio de TH1 é associada ao combate e possível erradicação Diagnóstico (feito em aula prática!)

Tratamento: a única droga aprovada para o tratamento de HRSV é o Ribavirin; antibióticos só devem ser administrados se houver complicações bacterianas, como otite média.

Imunoprofilaxia Anticorpo monoclonal humanizado (95% human) MAb IgG (Palivizumab), mensalmente - IM 55% de redução nas hospitalizações por RSV Recomendações:

-Lactentes e crianças (<24m) com doença pulonar crônica -Lactentes nascidos com menos de 35 semanas de gestação Adicionalmente:

-Disfunção grave de células T -Fibrose cística -Asma

-Disfunção grave de células T -Fibrose cística -Asma Pertence à família dos Orthomyxovirus. Há 3 tipos:

Pertence à família dos Orthomyxovirus. Há 3 tipos: A, B e C -Influenza B e C: infectam somente humanos, com doença leve; possuem menos variabilidade genética - Influenza A: infectam aves aquáticas (migratórias) e domésticas, cavalos, porcos e seres humanos, podendo causar doença grave; altas modificações antigênicas devido a mutabilidade,dificultam o estabelecimento de controle e prevenção.

Estrutura e composição:

Contem 9 proteínas, dentre as quais 8 são estruturais (formando o capsídeo de forma helicoidal) e uma não estrutura; o genoma é caracteizado por RNA de fita simples. O capsídeo é envolto por um envelope derivado de células ao redor do vírus; nesse envelope há duas proteínas importantes: a hemaglutinina (HA) e a neuroaminidase (NA), importantes antígenos q determinam variação antigênica nos hospedeiro. Genetic reassortment: quando uma célula é infectada por dois tipos de virus de uma mesma família e há misturas de segmentos genomicos, resultando em nova linhagem, com diferentes antígenos de superfície -> problema no desenvolvimento de vacinas. HA: proteína que liga as partículas virais às células suceptíveis, é o principal antígenos para o qual anticorpos neutralizadores estão direcionados. NA: sua função é no fim do ciclo celular, qnd remove o ácido siálico dos glicoconjugados permitindo a liberação viral das células infectadas.

Drift antigênico: deve-se ao acumulo de mutações pontuais no genoma do virus, resultando em mudanças de aminoácidos nas proteínas Shift antigênico: reflete um mudança drástica na sequencia de uma de superfície viral, extrema demias para ser reflexo apenas de mutações pontuais; ocorre por ‘genetic reassortment’ entre genes humanos e de outros animais.

Ciclo replicativo

de mutações pontuais; ocorre por ‘ genetic reassortment’ entre genes humanos e de outros animais. Ciclo

O vírus se liga às moléculas de ácido siálico das células, por meio de um receptor

localizado no topo da HA; o virus entra na célula por endocitose; há a fusão do

envelope viral com a membrana do endossomo; o pH baixo dessa região, garantido

pela H + ATP-ase é necessário para essa fusão, q resulta na liberação do virus no citossol.

O RNA- entra no nucleo; a polimerase viral, um complexo de 3 proteinas P é necessário

para a transcrição; essa retiram a porção cap (cap snatch) de transcritos recém sintetizados pela RNA polimerase celular e colocam-na no RNA viral. No citoplasma proteínas estruturais do virus são traduzidas, outros 2 segmentos do genoma sofrem splicing, sintetizando NS OU NP. Para que o genoma seja replicado, a fita de RNA- é primeiro replicada em um antigenoma, q serve de molde para a síntese de RNA-. O material sintetizado é levado para o citoplama, onde é encapsulado pelo capsídeo e pelo envelope, e sai da célula.

Patogênese e patologia Transmissão: secreções encontradas no ar, contato com mãos e superfícies contaminadas. A NA viral torna o muco menos espesso e facilita a dispersão do vírus. 1 dia antes do inicio dos sintomas pode-se detectar a presença de interferon (febre!). A infecção causa destruição celular, descamação da mucosa, não afeta a membrana basal; pode haver infecções bacterianas secundárias. Infiltração mononuclear e edema são responsáveis pela morte celular e descamação.

Manifestações clínicas Febre >38°C, calafrios -Comprometimento sistêmico: adinamia, mal-estar, mialgias, artralgias -Sintomas respiratórios: tosse, dor de garganta, dispnéia, dor torácica, chiado -Complicação principal: Pneumonia

Influenza Sazonal -“Drift” antigênico = picos anuais no outono/inverno em regiões temperadas e em períodos de chuva em regiões tropicais -Documentado excesso de morbi-mortalidade -200.000 casos com ~20.000 óbitos anuais nos EUA (!) ->100.000 hospitalizações/ano no Brasil principalmente em idosos Porque tomar vacina para a gripe todo ano? Todo ano o virus causador do surto epidêmico difere do ano anterior, devido ao drift antigênico (RNA-polimerase RNA dependente não tem função exonucleica, o que leva a ocorrência de grande qtd de mutações). Influenza pandêmica:

Vírus com grande infectividade -Altas taxas de ataque -Gravidade: Grande número de infectados com doença leve e/ou Pequeno número de infectados com doença grave

O

vírus aviário tem predileção por receptor de ácido siálico 2,3

O

vírus humano tem predileção por receptor de ácido siálico 2,6

O

vírus suíno: pelos dois.

2,3 O vírus humano tem predileção por receptor de ácido siálico 2,6 O vírus suíno: pelos

Triptase clara: facilita a fusão da membrana virus com a celular, uma vez que degraga AA dos omponentes responsáveis por essa fusão; o virus de 1918 tinha essa proteína clivada por qualquer protease; o atual só pela triptase clara. Vírus H1N1 de 1918 Razões de maior patogenicidade: Sítio de AA básicos com mutações = HA mais suscetível a clivagem por proteases diversas, e não somente pela triptase clara do trato respiratório.

Tratamento:

Amantadina: inibe a H + ATP-ase, impedindo a aacidificação do endossomo e a fusão das membranas virais e endossomais. Inibidores da NA: impede q saída do virus da célula; esse fica ‘grudado’ e não pode se disseminar-> TAMIFLU TEM ESSE MECANISMO DE AÇÃO.

PREVENÇÃO Transmissão nosocomial

- Precauções respiratórias e de contato

- E.P.I.: Luvas, avental, proteção ocular, máscaras, N95 para colher amostras nasofaríngeas e realizar procedimentos geradores de aerosóis

- Internação em quarto isolado, se possível pressão negativa para procedimentos geradores de aerosóis

- Lavagem frequente de mãos

Vacina: trivalente (3 tipos de influenza); casos q aconteceram são isolados, e há avaliação da HA; assim pode-se saber quais os virus mais comuns no período e desenvolver uma vacina que englobe os mais freqüentes

e desenvolver uma vacina que englobe os mais freqüentes EXANTEMA Lesões cutâneas difusas, eritematosas, papulares,

EXANTEMA Lesões cutâneas difusas, eritematosas, papulares, vesiculares, pustulares ou petequiais; consequências de infecções (usualmente virais) ou exposição a toxinas, alérgenos ou fármacos. Obs: lesões correspondentes em mucosas são: ‘enantema’.

Principais exantemas Vesículo-bolhosos:

1- VZV (Herpesviridae) varicela-zoster 2- HSV (Herpesviridae) herpes simplex 3- Varíola 4- Monkeypox Eritêmato-papulares:

1- Vírus do Sarampo (Paramyxoviridae) 2- Vírus da Rubéola (Togaviridae) 3- Parvovírus B19 (Parvoviridae): eritema infeccioso 4- HHV-6 e -7 (Herpesviridae): roséola

da Rubéola (Togaviridae) 3- Parvovírus B19 (Parvoviridae): eritema infeccioso 4- HHV-6 e -7 (Herpesviridae): roséola

OUTROS VÍRUS QUE PODEM CAUSAR EXANTEMA MÁCULO-PAPULAR 1- DENGUE

2-

OROPOUCHE

3-

HIV

4-

EBV

5-

CMV

6-

Enterovírus

3- HIV 4- EBV 5- CMV 6- Enterovírus Pertence à família dos paramyxovirus. Seu genoma consiste

Pertence à família dos paramyxovirus. Seu genoma consiste em uma fit a simples e linear de RNA negativo. Contem 6 proteínas estruturias, sendo 3 delas complexadas com o DNA, formando o capsídeo, e as outras # fazendo parte do envelope lipídico, o qual contem 2 proteínas: G e F.

Ciclo replicativo:

O vírus se liga, por suas glicoproteínas aos seguintes receptores celulares:

CD46 = proteína reguladora do sistema complemento: principalmente para a cepa vacinal atenuada

CD150 = molécula co-estimuladora de linfócitos (signaling limphocyte activation molecule-SLAM): em linfócitos T e B ativos e células apresentadoras de antígenos:

DC, LC, Mø.

O RNA é liberado no citoplasma e a RNA-polimerase transcreve as proteínas. O

complexo protéico de polimerase cria, a partir de um molde de RNA-, um antigenoma

positivo, o qual será utilizado para a produção de novors virus

As proteínas estruturais são glicoliladas no golgi, e preparam uma forma de exocitose

para a célula vítima; a neuroaminidade permite a liberação dos virus da célula.

Receptores:

Receptores:

CD46 = proteína reguladora do sistema complemento: principalmente para a cepa vacinal atenuada CD150 = molécula co-estimuladora de linfócitos (signaling limphocyte activation molecule-SLAM): em linfócitos T e B ativos e células apresentadoras de antígenos: DC, LC, Mø

O vírus do sanrampo NÃO É UMA QUASE ESPÉCIE: anticorpos são permanentes ; a RNA

polimerase é mais ‘cuidadora’; a síntese é DNA é mais lenta e as proteínas do nucleocapsídeo funcionam como chaperonas, impedindo muitas mutações.

PATOGENESE

DNA é mais lenta e a s proteínas do nucleocapsídeo funcionam como chaperonas, impedindo muitas mutações.

1-

Transmissão respiratória por gotículas e aerosóis

2- Infecta DCs (e céls. epiteliais respiratórias?) -> tecidos linfóides regionais -> viremia -

> infecção de endotélio

3-

Incubação + pródromos = 10 a 14 dias

4-

Infecta MΦ e células dendríticas em linfonodos e dá hiperplasia linfóide difusa

5-

Infecta epitélio do timo e causa apoptose parácrina de timócitos

6-

Infecta conjuntiva, trato respiratório

7-

Maior letalidade por pneumonia de células gigantes

8- Infecta endotélio de capilares vasculites difusas linfo-histiocíticas (CD8+), inclusive

em pele (EXANTEMA), mucosas (ENANTEMA; Enantema patognomônico: manchas de

Koplik: área exantemática na mucosa com pequenas bolhas amarelas de secreção) e no sistema nervoso central.

Complicações

Pneumonia de células gigantes ou bacteriana secundária: causa 60% dos óbitos Encefalite aguda fatal: 15% dos óbitos Infecção persistente de neurônios e glia: pan-encefalite esclerosante sub-aguda (pees) 1:10.000 -sequela tardia (6-8 anos após infecção) = disfunção cortical, alterações de personalidade, convulsões, cegueira, igm+ no líquor, óbito 5-15 anos após sarampo

O vírus,

IMUNOSSUPRESSORA

se

replicando

no

timo

e

nos

órgãos

linfáticos

é

uma

doença

- Queda da imunidade celular (Hipersensibilidade retardada, tipo IV) - Queda da produção de anticorpos e CMI para novos antígenos

A saída do vírus da submucosa para as vias aéreas envolve a Nectina-1 (proteína de

adesão celular).

Diagnóstico:

O isolamento viral é muito difícil, sendo assim empregadas técnicas de

imonocitoquímica para encontrar IgMs ou IgGs (esse tem q ser 4x maior q a taxa de IgM); o PCR é extremamente sensível e específico.

Prevenção

1-

Vacina de vírus vivo atenuado (MMR) até 15 meses de vida

2-

Contraindicações: alergia a ovo, gravidez, e baixa imunidade

3-

Reduziu incidência de 300:100.000 para 1,3:100.000 (EUA)

4-

Surtos esporádicos devidos a pequena cobertura vacinal

5-Vacina de vírus morto disponível p/ imunossuprimidos

VITAMINA

TRATAMENTO

A

(200.000

U)

PROTEGE

CONTRA

DANO

EPITELIAL

E

É

USADA

NO

vírus morto disponível p/ imunossuprimidos VITAMINA TRATAMENTO A (200.000 U) PROTEGE CONTRA DANO EPITELIAL E É
Infecção febril aguda caracterizada por exantema a linfadenopatia; é branda na infância e idade adulta,

Infecção febril aguda caracterizada por exantema a linfadenopatia; é branda na infância e idade adulta, ma é teratogênica para o feto. Pertence à família dos Togavirus; seu genoma é formado por RNA fita simples +; é envolta por envelope contendo 2 glicoproteínas

Ciclo replicativo

O Vírus se liga às células através de seus receptores, e é endocitotado para o interior

do citoplasma, ficando contido num endossomo; a membrana viral se fundo com a endossomal, liberando o genoma no citoplasma; ocorre assim a tradução e o processamento de proteínas necessárias à replicação; o RNA+ é copiado em seu antigenoma, o qual serve de molde para a replicação de várias RNA+. Os vírus se

acumulam no interior de uma vesícula intracelular, onde ocorre a maturação glicoprotéica desses; as vesículas se fundem e eles são liberados.

O vírus é não-citolítico em cultura de células; humanos são os únicos hospedeiros.

- Ocorrência mundial

- Infectividade: ~ 90% dos susceptíveis

- Cerca de 50% dos casos são assintomáticos

Patogênese Contágio por inalação -> replicação inicial nos linfonodos adjacentes leva à viremia -> disseminação para o baço, fígado, pele e para o feto através da placenta -> doença leve, com febre, exantema, artralgia, artrite, trombocitopenia, encefalite (raro)

Manifestações clínicas Inicia-se com indisposição, febre e exantema; esse começa na pele segue pelo tronco e extremidades; pode leva a altralgia, artrite e encefalite (raramente)

O período em que ainda é infectante é de 4 semanas após o início da infecção.

Teratogênese por rubéola Leva às seguintes conseqüências: (principais estão sublinhadas)

- cataratas ou glaucoma congênito -defeitos cardíacos -perda de audição neuropatia pigmentar da retina -trombocitopenia -hepatosplenomegalia -icterícia

- microcefalia

- meningoencefalite

- ossos radiolucentes

da retina -trombocitopenia -hepatosplenomegalia -icterícia - microcefalia - meningoencefalite - ossos radiolucentes

- manisfestações tardias: retardo mental, diabetes mellitus, panencefalite progressiva

Em populações susceptíveis ~20% das mulheres escapam da infecção na infância e permanecem susceptíveis quando adultas

4- Em populações vacinadas a incidência de rubéola congênita é ~ 1:100.000 gestações

Imunidade Anticorpos iga são protetores Imunidade celular se associa com recuperação Anticorpos igg no sangue da mãe protegem o feto

DIAGNÓSTICO Sorologia: IgM+ ou 4 x IgG Isolamento não é prático PCR é sensível e espeífico

Vacina Vacina de vírus vivo atenuado, desde 1969; propósito é a proteção contra a rubéola congênita. No entanto não deve ser administrada em imunossuprimidos, gestantes e idosos, uma vez que, sendo a vacina formada pelo próprio virus, esse pode levar a manifestações clínicas.

próprio virus, esse pode levar a manifestações clínicas. Menores vírus; genoma é formado por uma fita

Menores vírus; genoma é formado por uma fita simples de DNA; capsídeo icosaédrico e não possuem envelope externo; possui duas proteínas importantes VP1 e vp2.

A replicação viral ocorre apenas em células que estão se dividindo, ou q já estão

infectadas por outro vírus; assim tem tropismo por células lábeis, como a linhagem eritrocitária. Causa eritrema infeccioso, artritr, crise aplastica e feto hidrópico; mais frequentemente causam eritema infeccioso (crianças em idade escolar, com febre, exantema, face parece ter sido ‘estapeada)

Ciclo replicativo

O receptor para o vírus é o grupo sanguíneo P, expresso em eritrócitos maduros,

progenitores de eritrócitos, megacariócitos, células endoteliais, placenta e rim e coração fetal. Depende do mecanismo de replicação celular pra se multiplicar. Sua replicação ocorre no núcleo, e é necessário que a célula esteja na fase S. Assim, o virus

de liga ao antígeno P e entra na célula; o DNA viral é translocado para o núcleo; há transcrição de RNA não estrutural e posteriormente, de RNA do capsídeo; proteinas não estruturais agem no DNA viral; o capsíedeo formado é levado para o núcleo, o DNA se replica e é inserido dentro do capsídeo; vírus é liberado da célula.

formado é levado para o núcleo, o DNA se replica e é inserido dentro do capsídeo;

Patogênese Tropismo por precursores eritroblásticos, medula óssea, células sanguíneas e fígado fetal. A replicação viral vcausa morte celular e interrompe a replicação dos eritrócitos, causando anemia, a qual é severa em imunocomprometidose e nos fetos (pode levar à morte). Anticorpos IgM e IgG são produzidos e controlam a infecção; como isso não ocorre em imunossuprimidos, há anemia; o eritrema é pelo menos parcialemnte associado à resposta imune. A transmissão viral se dá por rota respiratótia, mas tbm pode ser transmitido por transfusões sanguíneas

Manifestações clínicas

Eritema infeccioso: crianças em idade escolar, com febre, exantema, face, parece ter sido ‘estapeada’; pode levar ainda a artrite e artopatia; leva tbm a sintomas q mimetizam a gripe: febre, indisposição, mialgia, calafrios. Crise aplástica: queda abrupta da síntese de hemácias na medula óssea; queda na taxa de precursores eritróides e anemia severa. Pode causar, em imunossuprimidos, depressão crônica da medula óssea e anemia crônica. Transmissão congênita: infecção materna é um sério risco ao feto, levando a feto hidrópico e anemia severa, os quais causam morte fetal

DIAGNÓSTICO

- Imunohistoquímica na medula óssea

- PCR no sangue

- SOROLOGIA: IgM ou 4 x título de IgG

TRATAMENTO

- Não há tratamento específico

- Ig é benéfico para pacientes com crise aplástica transitória Não há vacina

pacientes com crise aplástica transitória Não há vacina - Capsídio icosaédrico de 55-60 nm, sem envoltório

- Capsídio icosaédrico de 55-60 nm, sem envoltório

- 72 capsômeros pentaméricos formados por 2 proteínas (cinco cópias de L1 fora, 1 L2 dentro)

- Família Papillomaviridae, gênero Papillomavirus

- Genoma de DNA de fita dupla, circular, 8000 bp

- Difíceis de crescer em culturas de células

- Resistente a éter, ácido e calor de 50°C por 1 h (100°C 1 h para inativar)

- Sensível a álcool a 70% e autoclave

- Classificados em 91 genotipos (não sorotipos)

- Genotipo: <90% de homologia na sequência de DNA da ORF L1 que codifica a proteína principal do capsídio

- Genotipo: <90% de homologia na sequência de DNA da ORF L1 que codifica a proteína

- Mais de 220 genotipos em caracterização

Pode-se dividir os sorotipos em grupos, sendo que cada um deles apresenta preferência por um tipo de infecção:

- Super grupo A: mucosa e genitais

- Super grupo B: verruga vulvar

- Super grupo C: epidermodisplasia verruciforme

Têm tropismo por epitélios escamosos estratificados, causando:

- Verrugas vulgares

- Condiloma acuminado (verrugas anogenitais)

- Papilomatose laríngea recorrente

- Epidermodisplasia verruciforme

- Lesões malignas da cérvix uterina

- Displasia

- Neoplasia intraepitelial

- Neoplasia escamosa intraepitelial

- Carcinoma invasivo

- Carcinoma epidermóide do ânus, vulva, vagina, pênis e de cabeça e pescoço.

Ciclo replicativo

O vírus se liga a receptores, e é internalizado, o material genético chega ao núcleo, e

genes de proteínas ‘early’ são transcritas e posteriormente traduzidos, ainda no início

da infecção; há tbm produção de poucas cópias do DNA viral; em células epiteliais infectadas diferenciadas, as proteínas ‘late’ são sintetizadas, forma-se o capsídeo e o vírus é liberado. Assim a replicação do vírus ocorre em associação com a diferenciação do ep

8 ORFs

- Early ORFs: E1, E2, E4, E5, E6, E7 = Ptns não estruturais

- Late ORFs: L1 e L2 = Ptns do capsídeo

- Transcrição resulta em abundantes mRNAs, devido a múltiplos tipos de ‘splicing’, gerando mais ptns do que ORFs

A transmissão ocorre por conato direto; partículas virais são liberadas da superfície das lesões papulomatosas. Os múltiplos tipos de HPV estão associados a diferentes lesões. HPV genital é sexualmente transmissível, a mais comum DST nos EUA. Cancer de colo

do utero está associado ao HPV, bem como outros tipos de câncer; HPV 16 e 18 são os que parecem ser mais cancerígenos.

O comportamento do HPV está associado a resposta imune, sendo q a resposta imune

celular é muito importante para a sua erradicação

Manifestações clínicas

Verrugas cutâneas: mais frequentemente causadas pelos genótipos HPV 1-4, em geral na infância, com incubação de até quatro meses. (ex: verruga plantar)

causadas pelos genótipos HPV 1-4, em geral na infância, com incubação de até quatro meses. (ex:

Verrugas planas difusas

Condiloma: verrugas que atingem os órgãos genitais

Condiloma acuminado - Papilas com cerne vascularizado, com poiquilocitose evidente.

- Mais frequentemente causado por HPV-6 e HPV-11.

Condiloma gigante de Buschke-Lowenstein

Papilomatose laríngea recorrente

- Mais comumente associado com HPV-6 e HPV-11

- Frequentes na junção escamocolunar da laringe

-

traqueotomia

- 20% dos pacientes requerem inúmeras cirurgias (>40)

- Transformação maligna pode ocorrer para CEC

Rouquidão,

estridor

laríngeo,

mais

severo

em

crianças,

que

podem

requerer

Epidermodisplasia verruciforme

- Mais de 20 tipos de HPV se associam com EV

- As causadas por HPV-5, HPV-8 e HPV-47 têm maior potencial de transformação maligna

Além de produzir replicação ativa, HPV pode causar latência e transformação maligna.

- Os genotipos mais associados com carcinoma anogenital são:

50% HPV-16 14% HPV-18 8% HPV-45 5% HPV-31 ~1% HPV-39 Mais frequentes na América Latina ~1% HPV-59 Os dois últimos são os mai freqüentes na América Latina

Como o HPV leva ao câncer?

- Para causar malignidade HPV fica epissomal

- As principais proteínas com atividade oncogênica são E6 e E7

- p53 é proteína anti-oncogênica que detém o ciclo celular em G1 em resposta a dano

a DNA (‘check-point’)

- E6 se liga a E6AP (celular ‘E6 associated ptn’), resultando em ubiquitinação de p53

- Degradação de p53 leva a descontrole do ciclo celular,com proliferação e tumor

- E7 complexa-se com a forma hipofosforilada de pRB, que é anti-oncogênica e detém o ciclo celular em G1

Epidemiologia

- HPV é endêmico, com transmissibilidade moderada, período de incubação variável e sem sazonalidade aparente

- HPV é endêmico, com transmissibilidade moderada, período de incubação variável e sem sazonalidade aparente

- A frequência de infecção por HPV diminui com a idade e até 45% das mulheres

adultas normais podem ter algum HPV

- Neoplasia cervical intraepitelial grau 3 tem pico na terceira década de vida

DIAGNÓSTICO:

- Colposcopia, com obtenção de material para citologia e histologia

- Citologia pelo método de Papanicolaou, com presença de atipias;

Achados citológicos de carcinoma escamoso invasivo num exame de Papanicolaou:

células com núcleos pleomórficos, hipercromáticos, com aumento da proporção núcleo/citoplasma e um ‘background’ de células inflamatórias Achados citológicos de displasia num teste de Papanicolaou. Algumas células no centro têm proporção núcleo/citoplasma aumentada, com núcleos escuros e mais irregulares

do que o de células escamosas normais, com citoplasma abundante e núcleo pequeno.

- PCR é no mínimo 10 vezes mais sensível do que o teste citológico, e tem a vantagem adicional de permitir tipagem

VACINA:

-Pseudovirus (partícula ‘virus-like’) de L1 -Tetravalente para HPV 16, 18 (carcinoma), 6 e 11 (condiloma acuminado) -Intra-muscular, 3 doses

6 e 11 (condiloma acuminado) -Intra-muscular, 3 doses 90% das diarréias são causadas por infecções virais.

90% das diarréias são causadas por infecções virais. A transmissão é oral e o vírus precisa atingir o intestino para causar doenças; para isso, porém, tem que passar pelo estomago, um ambiente extremamente inóspito; assim, esses vírus NÃO TEM ENVELOPE LIPOPROTEICO, uma vez que esse é muito frágil, facilitando a degradação enzimática. Replicação entérics causa lesão de células do epitélio intestinal causa perda de água e eletrólitos.

do epitélio intestinal causa perda de água e eletrólitos. Epidemiologia -Mais frequente causa de diarréia

Epidemiologia

-Mais frequente causa de diarréia principalmente em crianças < 5 anos -Sobrevive por dias no ambiente -111 milhões de episódios anuais

- 25 milhões de consultas

- 2 milhões de hospitalizações

- ~ 500 mil óbitos (80%-90% em países pobres)

- 100% das crianças se infectam ~ 1 vez antes de 5 anos de idade

- ~ 500 mil óbitos (80%-90% em países pobres) - 100% das crianças se infectam ~

Família: Reoviridae Genoma: RNA dupla fita, 11 segmentos (codifica 6 proteínas estruturais, 6 não- estruturais) *Vírus não envelopado *Possui capsídeo duplo

Ciclo replicativo:Os vírions se ancoram em receptores específicos da superfície celular,

a partir de uma proteína do capsídeo, a hemaglutinina viral, desencadeando mudanças

conformacionais que permitem a entrada no citoplasma por endocitose. Em vesículas acidificadas, ocorre a perda da porção externa do capsídeo (rolhas dos poros do capsídeo) e uma transcriptase é ativada, desencadeando a transcrição de RNAm + a partir da fita de RNA. A maioria dos segmentos codifica apenas uma proteína (outros até duas), mas os reovirus contém no seu genoma todas as enzimas necessárias para transcrever, capear e enviar os RNAm para a tradução e, a partir dos transcritos, formar novas peças virais que se juntam aos segmentos de RNA ds, formados por ação de uma replicase viral. Os novos vírions se formam, maturam e são liberados com a lise celular.

Patogênese:O rotavírus se replica em enterócitos maduros, predominantemente no

intestino delgado, causando uma inflamação leve, sem lesões visíveis. A infecção altera

a função do epitélio intestinal resultando em diarreia, de relação multifatorial, com causas como má absorção e destruição dos enterócitos. Descobriu-se, ainda, uma

proteína viral não-estrutural NSP4, com atividade de toxina capaz de induzir a diarreia.

A má absorção está relacionada com a quebra da homeostase do cálcio, elevando sua

concentração intracelular no enterócito, a partir da infeccção viral primária, que desencadeia sinalizações mediadas por uma cascata PLC-IP3, culminando na lise celular. NSP4 também eleva o Ca ++ intracelular. Também há desbalanço das concentrações de Na + e K + , atrapalhando a absorção de eletrólitos. O transporte de glicose pela SGLT1 é prejudicado pela NSP4, sendo essa proteína um inibidor não- competitivo desse transportador. A infecção também reduz a expressão de enzimas digestivas como lactase, sucrase, maltase, resultando em um trânsito de indigestos mono e dissacarídeos, carboidratos, gorduras e proteínas em direção ao colón, o que causa uma diarréia osmótica. O vírus em si ou a NSP4 também podem alterar a permeabildade das tight junctions entre os enterócitos. Além disso, a diarreia pode estar relacionada com a isquemia das vilosidades, por causa de desconhecidos fatores vasoativos virais, provocando mais morte de enterócitos. Outra relação está com o sistema nervoso autônomo entérico, provavelmente alterado pelo rotavírus, causando mudanças de motilidade instestinal. Há infecções assintomáticas, o que sugere que a gravidade da doença depende tanto do vírus, quanto do hospedeiro. Fatores do hospedeiro podem atenuar ou agravar a patologia, como desnutrição e idade (crianças são muito mais suscetíveis). Sistemicamente, o rotavirus pode causar infecções extra- intestinais como de fígado, vias biliares, pulmões, baço, rins, miocárdio e sistema nervoso central, porvia hematogênica. Tratamento: De suporte, corrigindo a perda de água e eletrólitos que podem levar à desidratação, acidose, choque e morte, repondo intravenosamente os fluidos e eletrólitos, ou oralmente quando possível.

Prevenção:Vacinas licenciadas para rotavirus Rotarix (Glaxo Smith Kline), RotaTeq (Merck): não previnem infecção, mas sim doença grave, hospitalização e óbitos

Rotarix (Glaxo Smith Kline), RotaTeq (Merck): não previnem infecção, mas sim doença grave, hospitalização e óbitos
Família: Caliciviridae Genoma : RNA + *Vírus não envelopado *Vírus não cultivável em cultura Patologia:

Família: Caliciviridae

Genoma: RNA +

*Vírus não envelopado *Vírus não cultivável em cultura

Patologia:

Período de incubação: 10-51 horas, média 24 horas

Duração da doença: 24 48 horas

Ocorrência maior no inverno

Responsável por 96% dos surtos de gastroenterite não-bacteriana

Sintomas: náusea, vômito, diarreia, febre, cólica, dor de cabeça

Dose infecciosa baixa

Excreção assintomática prolongada

Estabilidade no ambiente

Grande diversidade genética

Ausência de imunidade duradoura

Transmissão: hospitais, restaurantes, escolas, creches, locais de férias, consumo de ostras

Prevenção: cuidado com a higiene, manipulação de alimentos, não há vacina

com a higiene, manipulação de alimentos, não há vacina Hepatite viral é uma doença sistêmica que

Hepatite viral é uma doença sistêmica que envolve o fígado primariamente, causadas na grande maioria dos casos por um dos cinco vírus a seguir: Hepatits A Virus (HAV), Hepatitis B Virus (HBV), Hepatits C Virus (HCV), Hepatitis D Virus (HDV) e Hepatitis E Virus (HEV). A seguir uma tabela de diferenciação entre os principais vírus causadores de hepatites:

 

HAV

HBV

HCV

HDV

HEV

FAMÍLIA

Picorna

Hepadna

Flavi

-

Hepe

GENOMA

RNA +

DNA

RNA +

RNA -

RNA +

HDV HEV FAMÍLIA Picorna Hepadna Flavi - Hepe GENOMA RNA + DNA RNA + RNA -

ENVELOPE

Não

Sim

Sim

Sim

Não

 

(HbSAg)

TRANSMISSÃO

Fecal-oral

Parenteral

Parenteral

Parenteral

Fecal-oral

PREVALÊNCIA

Alta

Alta

Moderada

Baixa

Regional

DOENÇA

Rara

Rara

Rara

Frequente

Na gravidez

FULMINANTE?

DOENÇA

Nunca

Frequente

Frequente

Frequente

Nunca

CRÔNICA?

ONCOGÊNICA?

Não

Sim

Sim

?

Não

Patogênese: Tais vírus causam inflamação (aguda e, em alguns tipos, crônica) do fígado caracterizada por sintomas como febre, sintomas gastrintestinais, como náuseas e vômitos, icterícia, colúria, acolia, e em estágios mais avançados evoluindo para fibrose do fígado e cirrose. Indepentemente do tipo de vírus, são observadas idênticas lesões histopatológicas na doença aguda. Observa-se o corpúsculo de councilman-rocha-lima, que representa hepatócito apoptótico, além de necroses em ponte e infiltrados leucocitários. O principal componente da patogênese é a ação do sistema imune, predominantemente de linfócitos T citotóxicos.

imune, predominantemente de linfócitos T citotóxicos. Família : Picornaviridae Genoma : RNA+ Ciclo Replicativo :

Família: Picornaviridae Genoma: RNA+

Ciclo Replicativo: Ocorre no citoplasma da célula-hospedeira. Primeiro há a ligação do virion a um receptor específico da membrana plasmática, uma glicoproteína mucina- like com domínio terminal rico em cisteína, que promove uma mudança conformacional no virion e subsquente liberação do RNA viral para o citosol da célula-alvo. Em seguida, a VPg (proteína associada à região 5’ da fita simples de RNA+) é removida e o RNA se associa a ribossomos para a tradução em uma poliproteína, que é clivada em proteases encontradas em sua própria estrutura, além de proteínas estruturais do vírus e da RNA polimerase-RNA dependente, que copia a fita + em uma complementar de RNA -, o qual é usado para sintetizar mais RNA +. Então essa fita + pode ser usada para a produção de mais complementares -, para a tradução de mais poliproteínas, ou ainda para formar os novos vírions junto com as proteínas estruturais. A saída do vírus formado se dá sem lise do hepatócito

formar os novos vírions junto com as proteínas estruturais. A saída do vírus formado se dá
formar os novos vírions junto com as proteínas estruturais. A saída do vírus formado se dá

Patologia:

Transmissão fecal-oral

Período de incubação: 10-50 dias

Principalmente, crianças e jovens

Não há cronicidade

Sem maiores complicações, tecido hepático se recupera em 8-12 semanas

Mortalidade baixa < 0,5%

Não há manifestações extra-hepáticas

Em crianças, muitas vezes é assintomática (até 95%), em adultos, em cerca de

25%

A viremia desaparece após 2 semanas, junto com o aparecimento da icterícia

O HAV pode ser detectado no sangue, fezes, bile e no fígado

ELISA de IgM anti-HAV é o método de diagnóstico para Hepatite A em fase aguda; IgG se traduz em doença do passado

Vacina efetiva, segura e recomendada para pessoas a partir de 1 ano de idade, com vírus inativado em 2 doses de 6 meses de intervalo

com vírus inativado em 2 doses de 6 meses de intervalo Família : Hepeviridae, relacionada com

Família: Hepeviridae, relacionada com Caliciviridae Genoma: RNA + Ciclo replicativo: Não se sabe muito sobre o ciclo replicativo. O genoma é capeado no 5’ e há três ORFs (Open Reading Frame). ORF1 está relacionada com tradução de enzimas de atividade proteolítica, capeadora e de RNA-polimerase RNA-dependente; ORF2, com proteínas estruturais; ORF3, uma fosfoproteína de ação desconhecida. Patologia: Doença semelhante à Hepatite A, exceto pelo fato de ter uma alta letalidade em grávidas, especialmente no terceiro trimestre de gestação. Menor prevalência em mulheres. Não há vacina, porém está em desenvolvimento uma vacina recombinante.

porém está em desenvolvimento uma vacina recombinante. Família : Hepadnaviridae Genoma : DNA fita dupla circular

Família: Hepadnaviridae Genoma: DNA fita dupla circular Antígenos: HBsAg (superfície), HBcAg (core), HBeAg Ciclo Replicativo: O vírion começa se ligando à célula e perdendo seu envelope. O capsídeo vai até o núcleo, no qual entra apenas a dupla-fita incompleta de DNA, o qual é completado pelo aparato de reparo da célula, formando um cccDNA (circular de fita- dupla), o qual serve para a transcrição viral, incluindo de RNA pregenômica. Esse RNA se junta ao HbcAg dentro do capsídeo. Então, por transcrição reversa é formada uma fita de DNA -, o qual serve de molde para a polimerização da fita de DNA+, porém o processo é interrompido provavelmente pela falta de substratos nucleotídeos. O capsídeo então ganha o envelope celular contendo o HbsAg e pode sair da célula.

falta de substratos nucleotídeos. O capsídeo então ganha o envelope celular contendo o HbsAg e pode
Patologia :  Transmissão parenteral, principalmente sexual e por uso de drogas injetáveis  Período

Patologia:

Transmissão parenteral, principalmente sexual e por uso de drogas injetáveis

Período de incubação: 50-180 dias

Cronicidade de 5 a 10% (95% em neonatos)

Mortalidade < 2%

A viremia pode ser detectada de meses a anos, não há vírus nas fezes

Pode levar a uma hipersensibilidade do tipo III, com poliartrite, glomerulonefrite, vasculites

Em adultos, 65-80% das vezes é assintomática com 90-95% de recuperação total. Em contraste, para crianças, de 80-95% a doença se torna crônica

para crianças, de 80-95% a doença se torna crônica Prevenção : Vacinação com antígeno HBsAg (Recombivax

Prevenção: Vacinação com antígeno HBsAg (Recombivax e Engerix) 0, 1 e 6 meses

de 80-95% a doença se torna crônica Prevenção : Vacinação com antígeno HBsAg (Recombivax e Engerix)

Tratamento: Interferon-alfa Antivirais específicos:

Lamivudine (3-TC): 2’3’dideoxinucleosídeo (análogo) que interfere com a RT. Mutantes (M p/Val ou Isoleucina) são resistentes.

Adefovir (e a pro-droga adefovir dipivoxil): análogo de adenosina monofosfato, inibe RT

dipivoxil): análogo de adenosina monofosfato, inibe RT Família : É um viroide, não classificado em família,

Família: É um viroide, não classificado em família, genêro Deltavirus Genoma: RNA - Ciclo Replicativo: Necessita do envelope contendo HBsAg para ser transmitido. Só traduz uma proteína: HDAg Patologia: Só ocorre na presença de uma infecção precedente por HBV, acentuando sua gravidade, como nas taxas de ser uma doença fulminante ou de sua cronicidade.

taxas de ser uma doença fulminante ou de sua cronicidade. Família : Flaviviridae Genoma : RNA+

Família: Flaviviridae Genoma: RNA+ Ciclo Replicativo: O vírion se liga e é endocitado, formando um vacúolo no qual perde o envelope, liberando o RNA ao citosol, onde vai completar a tradução de uma proteína do capsídeo, duas glicoproteínas do envelope, além de proteínas não-estruturais. Além disso, há a formação de fitas de RNA-, que servem de molde para mais fitas de RNA+ que voltam a ser traduzidas, ou então se agregam com as proteínas estruturais para formar novos vírions que, após maturação glicoprotéica, abandona a célula por fusão de vesícula. Patologia:

Transmissão parenteral, fatores de risco: uso de drogas injetáveis, sexualmente e transfusão sanguínea

de drogas injetáveis, sexualmente e transfusão sanguínea  Período de incubação: 15-160 dias  Cronicidade

Período de incubação: 15-160 dias

Cronicidade de 70 a 90%

Mortalidade <1%

A viremia pode ser detectada de meses a anos, não há vírus nas fezes

Normalmente uma doença moderada, e leva à icterícia em cerca de ¼ dos pacientes, porém sua alta cronicidade é o maior problema podendo evoluir para cirrose (20-50%), além de poder ser oncogênica (5-25%)

sua alta cronicidade é o maior problema podendo evoluir para cirrose (20-50%), além de poder ser

A maioria das infecções é assintomática

Tratamento: interferon-alfa e Ribavarin

assintomática  Tratamento: interferon-alfa e Ribavarin Vias de infecção: -endotélio. A maior ou menos facilidade

Vias de infecção:

-endotélio. A maior ou menos facilidade de passagem depende da estrutura do endotélio: SNC, músculos, pulmões, pele e tecido conjuntivo -> difícil passagem Plexo coróide, vilo intestinal, glomérulo, pâncreas e glândulas endócrinas (dificuldade mediana) Sinusóides com macrófagos, do fígado, baço, medula, adrenal (fácil passagem; muitos poros) -vasos que irrigam a meninge: causando meningites -vasos cerebrais: causam encefalite -plexo coróide: via fácil de infecção -nervo olfatório da lamina crivóide -migração através dos nervos pseudounipolares.

Vírus x SNC -Neurônios virtualmente não expressam MHC-I -Infecções virais de neurônios recrutam pouca inflamação -Neurônios são muito sensíveis a alterações metabólicas, inclusive as induzidas por vírus que causam “shut off” (‘CAP snatch’, por exemplo) de síntese protéica. -Apoptose é frequente causa de morte neuronal por vírus -Tecido nervoso tem pouca ou nenhuma regeneração -Glia e células de Schwann infectadas produzem reação imune

Tipos de infecção neural por vírus -Meningites -Encefalites -Meningo-encefalites -Mielites

Algumas infecções virais do SNC -Herpes simplex: meningo-encefalite -Enterovirus: meningo-encefalite -Raiva: encefalite -Paramyxoviridae (caxumba e sarampo): meningite/encefalite -HIV: encefalite

meningo-encefalite -Raiva: encefalite -Paramyxoviridae (caxumba e sarampo): meningite/encefalite -HIV: encefalite
Faz parte da família dos picornavirus, assim como o Rhinovírus (ver características estruturais e replicação

Faz parte da família dos picornavirus, assim como o Rhinovírus (ver características estruturais e replicação acimaa!)

(ver características estruturais e replicação acimaa!) A transmissão do vírus é oral-fecal; sofre uma primeira

A transmissão do vírus é oral-fecal; sofre uma primeira multiplicação nas tonsilas, linfonodos do pescoço, placas de Peyer e intestino. O sistema nervoso pode ser invadido, assim, pela circulação. Pode ainda se disseminar ao longo dos axônios dos nervos periféricos até o SNC, onde continua a progredir, atingindo as fibras de neuronios motores inferiores, envolvendo tbm as fibras do cérebro q se dirigem à medula. Durante se processo de multiplicação intracelular, danifica e destroi essas células. Não se multiplica não músculo, sendo q os efeitos nesses, são secundários à destruição neural; há tbm inflamação, secundária à infecção. Manifestações clínicas:

-pode levar a sintomatologia branda, com febre, indisposição, dor de cabeça, náusea, vomito -Poliomielite não paralítica: alem dos sintomas acima há dor nas costss e pescoço. -Poliomielite paralítica: resulta em paralisia flácida devido ao dano nos neurônios motores inferiors; pode levar à atrofia muscular. Imnunização:

Há dois tipos de vacinas; uma produzida com vírus vivo atenuado (Sabin), sendo essa não indicada para gestantes, imunossuprimidos, etc; a outra é produzida com o vírus morto, chamada Salk.

etc; a outra é produzida com o vírus morto, chamada Salk. Família Picornaviridae – Gênero Enterovírus

Família Picornaviridae Gênero Enterovírus Pequenos, não-envelopados, RNA (+) Transmissão fecal-oral Patologias principais Miocardites Meningoencefalites Pancreatites Diabetes tipo 1

Ciclo replicativo= rhinovirus Uma particularidade que não foi citada: a tradução do RNA+ no citossol ocorre por um mecanismo independente de cap, uma vez que há uma porção do RNA, conhecida como IRES, a qual é reconhecida pelo ribossomo celular; o vírus destrói o cap dos RNAm celulares, mas continua a ter os seus traduzidos pela presença de IRES.

Patogenese:

o vírus destrói o cap dos RNAm celulares, mas continua a ter os seus traduzidos pela

O vírus entra por via oral -> invade e replica-se nos tecidos linfóides (linfonodos, tonsilas, placas de Peyer) -> dissemina-se (SNC, fígado, trato respiratório, miocárdio, pele e mucosas) -> viremia (sintomas) -> entra na corrente sanguíneae pode então seguir dois caminhos: voltar a se disseminar ou ser controlada pelo SI, havendo aumento de anticorpos, diminuição de viremia e diminuição de sítios infectados.

Meningite viral

- dor de cabeça (aumento da pressão intra-craniana) -nauseas e vômitos -febre -rigidez nucal (Inflamação meningea, dor por estiramento) -mialgia, fraqueza muscular A infecção tendo a ser autolimitada Em punção: inflitrado linfomononuclear (ao contrario de meningites bacterianas, onde há muito infiltrado neutrofílico); qtd de glicose permanece normal; liquido claro.

qtd de glicose permanece normal; liquido claro. Família : Rhabdoviridae *Formato de bastão (bullet-shaped)

Família: Rhabdoviridae *Formato de bastão (bullet-shaped) *Envelopado Genoma: RNA -, vírions contém a RNA-polimerase RNA-dependente

Ciclo Replicativo: O vírus da raiva se liga à célula por meio de seus spikes glicoprotéicos a receptores específicos da membrana celular (receptores nicotínicos colinérgicos podem servir para essa ligação). O RNA viral é então transcrito pela RNA- Pol RNA-dependente associada ao vírion em 5 RNAm, que são traduzidos nas proteínas virais. Também são replicadas novas fitas de RNA-, passando por um molde de fita positiva de RNA. São agregadas as proteínas virais ao RNA- formado e saem por exocitose, formando o envelope envolta do capsídeo, contendo glicoproteínas.

virais ao RNA- formado e saem por exocitose, formando o envelope envolta do capsídeo, contendo glicoproteínas.

Patogênese:Afeta todos os animais de sangue-quente, e, em 100% dos casos,é letal (com raríssimas exceções de cura na história). O vírus entra com o rompimento da pele

e se replica inicialmente nos miócitos do fuso muscular esquelético, usando, entre

outros, receptores colinérgicos para a entrada. Nos miócitos, ocorre o período de incubação da doença, que pode levar de 1 semana até 19 anos, porém a maioria dos casos se encontra em um período de 1 a 3 meses. Em seguida, ocorre o evento patogenético inicial, antes do qual pode-se evitar a evolução para doença e morte: a invasão do nervo que inerva o fuso muscular, por meio do qual, o vírus ascende rapidamente até o gânglio sensitivo dorsal, usando provavelmente uma interação entre as cadeias leves de dineína e fosfoproteínas virais (usando o mesmo mecanismo de transporte retrógrado que o Herpes simplex e a toxina tetânica). Nesse estágio, já não mais pode ser reconhecido e eliminado pelo sistema imune. Uma vez na medula espinhal, o vírus se propaga pelas junções sinápticas, e virtualmente todos os

neurônios são infectados. Os mecanismos de lesão neuronal são ainda pouco compreendidos, porém se considera que a raiva interfere com a neurotransmissão e com sistemas opioides endógenos, além da produção aumentada de óxido nítrico, causador de neurotoxicidade. Também induz apoptose, de células T, bloqueando a resposta imune contra sua ação. Após propagação no

SNC, o vírus é distribuído para outros tecidos por nervos periféricos, como para as glândulas salivares. O sinal patognomônico para doença é

a presença de corpos de inclusão no corpo

neuronal, os corpos de Negri eosinofílicos, principalmente no hipocampo piramidal, ou em menor quantidade no cerebelo, cortéx e até mesmo no coração.

quantidade no cerebelo, cortéx e até mesmo no coração. A doença possui um estágio de pródromo,

A doença possui um estágio de pródromo, após a incubação, com sintomas leves como

mal-estar, febre, parestesia no local da infecção, anorexia, nausea e vomitos, que dura

por volta de 2 a 10 dias. Após o pródromo, a doença se desenvolve agudamente, que pode ser de duas principais formas: raiva furiosa (80% dos casos), associada à hidrofobia, alucinações, comportamento bizarro (mordendo), asiedade, agitação; ou a raiva paralítica (20% dos casos) com uma paralisia flácida ascendente, podendo gerar uma tetraparesia simétrica. Esse estágio agudo dura até 1 semana, quando começa o coma, a partir do qual a morte vem em até 2 semanas.

simétrica. Esse estágio agudo dura até 1 semana, quando começa o coma, a partir do qual
Diagnóstico : Identificação histológica dos corpúsculos de Negri, PCR para partes do genoma viral, Imunoflorescência

Diagnóstico: Identificação histológica dos corpúsculos de Negri, PCR para partes do genoma viral, Imunoflorescência a partir de biópsias Tratamento:Não há Faz-se tratamento suportivo contra os sintomas: hidratação, oxigenação, anticonvulsivantes, antiespasmódicos. Prevenção:Principal ação é erradicar raiva canina e felina. Profilaxia pré-exposição é uma vacina com vírus crescido em células diploides humanas, em 4 doses intramusculares. Após a exposição, administra-se soro anti-rábico, intramuscular, parte ao redor da ferida e parte distribuído em outras regiões; além de limpeza rigorosa da ferida.

em outras regiões; além de limpeza rigorosa da ferida . A infecção pelo retrovírus HIV leva

A infecção pelo retrovírus HIV leva a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Essa é talvez o maior problema da saúde pública mundial, com cerca de 25 milhoes de mortos, e cerca de 30 a 40 milhoes de pessoas infectadas no mundo. Dados epidemiológicos:

-Mais 33 milhões de pessoas vivendo com HIV, sendo 2,5 milhões crianças -2,6 milhões de novos casos/ano -Mais de 1000 casos/dia em crianças -Mais de 25 milhões de óbitos acumulados

crianças -2,6 milhões de novos casos/ano -Mais de 1000 casos/dia em crianças -Mais de 25 milhões

-1,8 milhões de óbitos por ano -25% desses óbitos devidos a tuberculose (80% deles na África)

A epidemiologia é mais grave na África sub-saariana, sendo agravada ainda mais pela

falta de informação sobre as formas de transmissão, pelas precárias condições de vida que facilitam a ocorrência de infecções oportunistas e pela falta de investimento na distribuição do coquetel antiviral.

Transmissão e ciclo celular As rotas de transmissão são: transmissão sexual (mucosa genital ou colonica), exposição a fluidos infectados, como sangue, ou produtos sanguíneos, transmissão de

mães para filhos, e transmissão acidental principalmente em profissionais de saúde.

O ciclo de vida pode ser dividido em duas partes:

PRIMEIRA FASE: adesão celular, entrada no citoplasma, transcrição reversa, entrada no

núcleo e integração com o DNA.

SEGUNDA FASE: produção de proteínas virais e novos vírus infecciosos.

A infecção se inicia quando a proteína viral gp120 se liga ao receptor CD4 de células T,

macrófagos e células microgliais. Essa interação muda a conformação de gp120 e permite q essa se ligue a outro receptor, que pode ser CCR5 ou CXCR4; essa segunda ligação expõe o domínio de fusão da proteína gp41 viral, fazendo com que essas duas membranas se unam e permitindo a entrada do vírus na célula. No citoplasma, a ação da transcriptase reversa se inicia; essa transcreve o RNA viral DNA de fita dupla, o qual ira se integrar ao organismo. Essa tem atividade DNA polimerase dependente de RNA, levando à transcrição reversa; essa enzima no entanto é propensa a erros, os quais se acumulam durante os vários ciclos celulares, levando a alta variabilidade do HIV, o que pode ser considerado um fator de virulência. Após formar a fita simples de DNA, a mesma TR inicia a transcrição da outra fita, tendo tbm a função de DNA-polimerase dependente de DNA. A TR ainda tem uma função de ribonuclease, degradando o RNA viral que serviu anteriormente de molde; duas porções desse RNA não são degradadas, e ela servem de primers para a síntese da fita positiva de DNA pela atividade DNA-polimerase dependente de DNA.

A fita dupla de DNA sintetizada vai para o núcleo, onde é incorporada ao DNA celular

pela enzima integrase; assim o DNA viral fica estável no genoma celular, e a replicação do ciclo ocorre pela replicação da célula; havendo dependência de fatores virais e celulares para a ativação do ciclo. Os RNAm virais transcritos sofrem splicing, CAP E poli-A são adicionados, e eles vão para o citoplasma, sendo transformados em proteínas virais; após a transcrição de proteínas tardias, o material genético viral replicado é incorporado ao capsídeo, sendo esse processo dependente de Gag; os vírus saem da células causando lise celular.

Estrutura viral

O vírus é formado por um envelope lipoproteico , o qual contem duas proteínas importantes, a gp120 (domínio de ligação) e a gp41 (dominio de fusão).

O capsídeo tem forma de um cone, e recobre duas fitas de RNA+ de fita simples, naco

sobrepostas; o RNA é rodeado por p17 (liga as duas fitas) e p24 (maior componente do

capsídeo; dentro do capsídeo há ainda as enzima TR e integrase (IN)

p17 (liga as duas fitas) e p24 (maior componente do capsídeo; dentro do capsídeo há ainda

Recombinação: caso haja uma pausa em uma das fitas de RNA, a TR pode ‘pular’ para a outra fita, sendo essa uma forma de recombinação (‘copy choice’)

sendo essa uma forma de recombinação (‘copy choice’) Proteínas virais importantes: VIF: Os mamíferos possuem

Proteínas virais importantes:

VIF:

Os mamíferos possuem uma proteína, a APOBEC3G; essa se liga ao RNA viral e induz mutações nesse, sendo letal para o vírus; é uma defesa natural contra retrovirus; o vírus porem, possue a VIF, a qual se liga a APOBEC3G, ubiquitinando-a para que seja degradado pelo proteassoma. NEF (negative factor) Diminui a expressão de CD4 e MHC e ativa a expressão de NF-Kβ. Impede que novos vírus infectem a célula, depreda o SI, e o reconhecimento dessas células infectadas por outros leucócitos TAT O DNA integrado ao genoma celular necessita da DNA polimerase celular para se multiplicar; a TAT funciona como um ativados na transcrição do provirus em RNAm, mesmo quando a célula encontra-se em repouso

Papel de células dendríticas foliculares O HIV entra pela membrana mucosa, onde se liga as células dendritas; é assim transportado por elas (ou em sua superfície, ou integro a seu DNA) até os lindonodos, onde encontra uma gama de células T, levando a disseminação da infecção)

Patogênese A doença se processa nas seguintes fases: infecção primaria, disseminação viral, latecia clinica, elevação da expressão de HIV, manifestação clinica e morte. Depois de 4-10 dias da infecção primaria há o inicio da viremia. Um quadro de mononucleose infecciosa se desenvolve 3-6 semana depois da infecção primária; há um aqueda significativa de TCD4 nesse período; com a resposta imune, a viremia csi e os níveis de TCD4 voltam ao normal, havendo um período de equilíbrio, a latência clinica, onde há replicação viral, mas não há sintomas pela ação do sistema imune; há no entando um período de EXAUSTAO IMUNE, q ocorre quando, devido a alta mutação do vírus, o SI não mais o reconhece; há uma queda brusca de TCD4, ocorrência de infecções oportunistas e morte.

do vírus, o SI não mais o reconhece; há uma queda brusca de TCD4, ocorrência de
Alterações citopatológicas: Apoptose, lise de células por TCD8, formação de sincícios. Principais infecções

Alterações citopatológicas:

Apoptose, lise de células por TCD8, formação de sincícios.

Principais infecções oportunistas:

Pneumonia por Pneumocystis carinii

CMV

Micobactérias: Mycobacterium avium no baço e nos pulmões Histoplasma capsulatum: Histoplasmose disseminada (fígado)

No SNC: vírus atravessa endotélio, infecta astrocitos, oligodendrocitos e microglia; induz, assim, inflamação e lesão de neurônios.

Diagnóstico

infecta astrocitos, oligodendrocitos e microglia; induz, assim, inflamação e lesão de neurônios. Diagnóstico

Tratamento: drogas do coquetel

Inibidores de Protease: ex: saquinavir, ritonavir, indinavir, nelfinavir Inibidores de RT: - Análogos de nucleotídeos: ex: AZT, ddC, ddI, d4T, 3TC - Não-análogos de nucleotídeos: ex: nevirapina,delarvidina Inibidores de Integrase: ex: raltegravir (fase III) e elvitegravir (fase II) Inibidor de entrada:

- MAb anti-CD4 (alteração conformacional): TNX-355

- Inibidor de CCR5 (HIV R5trópicos): ex: maraviroc (fase III) e vicriviroc (fase II)

- Fusão: Enfuvirtide

Há necessidade de novos antiretrovirais? •Resistência –Resistência primária em 5% - 15% dos pacientes Resistências múltiplas em alta proporção dos pacientes multi-tratados •Toxicidade/tolerabilidade das drogas existentes Efeitos cardiovasculares, lipodistrofia, lipoatrofia, dislipidemias, resistência a insulina Outras: hematológicas, renais, CNS, gastrointestinal •Custo •Necessidade de tratamento perene

9,5 milhões de pessoas precisam de HAART •Só 42% têm acesso à medicação •45% das gestantes com HIV recebem HAART

Possibilidades pra vacina:

de HAART •Só 42% têm acesso à medicação •45% das gestantes com HIV recebem HAART Possibilidades
Arbovírus (arthropod-borne viruses) são todos os vírus, de distintas famílias e classificações, que possuem um

Arbovírus (arthropod-borne viruses) são todos os vírus, de distintas famílias e

classificações, que possuem um período extrínseco de incubação em artrópodes, os vetores dessas doenças. São normalmente acidentais para humanos (ou seja, sem que

o homem seja fator essencial no ciclo de transmissão viral), com exceção de duas doenças: dengue e febre amarela. Ambos da família dos flaviviridae.

Esse período de incubação extrínseco é dividido em algumas etapas:

de incubação extrínseco é dividido em algumas etapas: 1) Sangue infectado no intestino 2) Replicação

1)

Sangue infectado no intestino

2)

Replicação

no

intestino

posterior

 

3)

Invasão do epitélio

4)

Infecção de glândulas salivares

5)

Saída na saliva durante repasto

a transmissão

transovariana no inseto, o que garante a persistência da doença

Também há

Ciclo replicativo dos flaviviridae: O vírion se liga a receptores específicos na membrana e é endocitado, formando um vacúolo no qual perde o envelope, liberando

o RNA ao citosol, onde vai completar a tradução da poliprotéina, a qual é processada

dando origem às proteínas virais. Além disso, há a replicação (que ocorre associada ao RE) de mais fitas de RNA+ a partir de um molde de RNA-. Essas novas fitas podem ser traduzidas novamente ouentão se agregam com as proteínas estruturais para formar novos vírions. Os vírus só se tornam infectivos após maturação, com um processo importante que é clivagem de uma proteína de membrana chamada prM, e então

abandona a célula por fusão de vesícula.

importante que é clivagem de uma proteína de membrana chamada prM, e então abandona a célula
Família : Flaviviridae Genoma : RNA+ Constitui de dois ciclos de transmissão: um silvestre, que
Família : Flaviviridae Genoma : RNA+ Constitui de dois ciclos de transmissão: um silvestre, que

Família: Flaviviridae

Genoma: RNA+

Constitui de dois ciclos de transmissão: um silvestre, que ocorre nos macacos, e um urbano, que atinge os homens tendo como vetor o Aedes aegypti.

Patogênese:O vírus é inoculado pelo mosquito (Aedes aegypti, ou Haemagogus sp) na pele, onde passa a se replicar. Então se espalha para diversos outros órgãos, como linfonodos locais, fígado, baço, rins, medula óssea e miocárdio, onde persiste por dias. A viremia é detectável precocemente com a infecção. As lesões da febre amarela são causadas pela propagação localizada em determinado órgão, principalmente o fígado, causando a apoptose de hepatócitos (surgindo corpúsculos de Councilman) com degeneração eosinofílica e pouca inflamação (diferentemente das hepatites virais); e os rins, causando apoptose de células glomerulares renais. Além disso, pode também causar apoptose de cardiomiócitos, podendo causar problemas de condução e acentuar as chances de um choque, junto com hemorragias causadas por falência hepática e lesões endoteliais.

e acentuar as chances de um choque, junto com hemorragias causadas por falência hepática e lesões

Patologia: O período de incubação intrínseco é de 3 a 6 dias. A doença tem início abrupto com febre, calafrios, cefaleia, mialgia, tonturas, seguidos de náusea, vomitos e bradicardia. Nesse ponto, há a viremia e o paciente é reservatório para contaminar outros mosquitos. Cerca de 85% dos pacientes tem a doença regredida nesse estágio, já o restante evolui para uma forma mais grave com febre, icterícia, falência hepato- renal e hemorragias. Quando apresenta falência hepato-renal, a mortalidade é de 20% (especialmente em crianças e idosos) e a morte vem com 7-10 dias de apresentação. Por outro lado, a infecção pode ser tão leve que não seja reconhecida. As lesões são totalmente reversíveis, o fígado se recupera sem fibrose.

Tratamento, Prevenção e Controle: Não há terapia anti-viral. A vacina 17-D, com vírus vivo atenuado produzida em ovos embrionados, provoca imunização eficaz e duradoura (por cerca de 30 anos) em 95% dos que a recebem. Raramente apresenta complicações como hepatite e encefalite. As campanhas de eliminação do vetor são também forte arma no controle da febre amarela.

vetor são também forte arma no controle da febre amarela. Família : Flaviviridae Genoma : RNA+

Família: Flaviviridae

Genoma: RNA+

*4 sorotipos: DENV1, DENV2, DENV3, DENV4

Vetores: A. aegypti e A. albopictus

*2,5 bilhões de pessoas sob risco (região tropical), 50mi de infecções/ano, mais frequente arbovirose do Brasil e do Mundo

Patogênese:A infecção pode ser assintomática, febre do dengue (clássica) ou febre hemorrágica do dengue (choque do dengue). Classicamente, após a infecção com a picada do mosquito, o vírus se replica em linfonodos locais, e se dissemina para vários tecidos após 2-3 dias. O vírus circula por cerca de 5 dias em monócitos-macrófagos infectados. A doença se manifesta, assim, de 4 a 7 dias após a picada, podendo se apresentar subitamente a febre, ou com um estágio de pródromo, com mal-estar, calafrios e dor de cabeça.O vírus invade e causa apoptose de células dendríticas e linhagens mononucleares-fagocitárias, através do receptor DC-SIGN (DC-specific ICAM-

3-grabbing nonintegrin). Também o faz com hepatócitos, linfócitos, células endoteliais e

e os sintomas de uma

síndrome ‘influenza-like’ são resultado das citocinas (como TNF-alfa, IFN-gama, NO) liberadas. A febre dura de 2 a 7 dias, correspondendo ao pico de viremia. A mialgia é

neurônios, através de um receptor de manose.

O mal-estar

de 2 a 7 dias, correspondendo ao pico de viremia. A mialgia é neurônios, através de

provavelmente uma alteração patológica na célula muscular, tipificada por uma infiltração mononuclear com acúmulo lipídico. As dores esqueléticas refletem provavelmente a infecção de elementos da medula óssea, como macrófagos e células dendríticas. A supressão local da eritropoese, leucopoese e trombocitopoese durante 4 ou 5 dias resulta em citopenia periférica. Exantemas podem surgir indicando vasculites linfocíticas. Pode haver aumentos das transaminases hepáticas. O antígeno de DENV pode ser achado em pele, fígado, baço, linfonodos, rins, medula óssea, pulmão, timo e cerébro. A manifestação hemorrágica da dengue está relacionada com uma exposição prévia a um outro sorotipo do vírus. A imunidade adquirida para um sorotipo é protetora contra o sorotipo homólogo, porém pode ser agravante contra um sorotipo heterólogo, porque os anticorpos opsonizantes estimulam a invasão pelo vírus de mais células fagocitárias, causando maior liberação de citocinas (como TNF- alfa, IL-2 e CD8 solúvel), substâncias vasoativas e procoagulantes. Apesar de inicialmente a doença se manifestar como a forma clássica, o quadro tende a piorar. O sintoma-chave que diferencia a febre hemorrágica é o extravasamento de plasma para espaços intertesticiais, o que gera um risco de choque. Os critérios para definir que é uma febre hemorrágica do dengue são: febre, tendência hemorrágica, trombocitopenia e extravasamento capilar.

Diagnóstico:

PCR

IgG ELISA

Tratamento e Controle:Não há terapia anti-viral. Dengue hemorrágica é tratrada com reposição de fluidos. Não há vacina, mas está em desenvolvimento, porém a dificuldade está em conseguir imunização contra os 4 sorotipos. Controle está na eliminação do vetor, com o uso de inseticidas e impedindo os reservatórios de larvas.

os 4 sorotipos. Controle está na eliminação do vetor, com o uso de inseticidas e impedindo
 Herpesvirus    Nectina-1; heparan sulfato; sulfato de condroitina : moléculas da superfície celular
 Herpesvirus    Nectina-1; heparan sulfato; sulfato de condroitina : moléculas da superfície celular
 Herpesvirus    Nectina-1; heparan sulfato; sulfato de condroitina : moléculas da superfície celular

Herpesvirus

 

Nectina-1; heparan sulfato; sulfato de condroitina: moléculas da superfície celular importantes para a adesão dos herpesvirus.

VP16: Proteína presente no tegumento do vírus que, ao interagir com proteínas celulares, ativa a transcrição do DNA viral. A transcrição se dá pela atividade a RNA polimerase celular. Primeiramente, são

 

sintetizadas as proteínas de fase α, que servem como fatores de transcrição para as proteínas de fase β. Essas proteínas iniciam a replicação do DNA viral e estimulam a transcrição das proteínas de fase γ, que são componentes estruturais do vírus.

 

DNA Polimerase Viral: Apesar de apresentar genoma de DNA, os herpesvirus não dependem da DNA polimerase celular para realizar sua replicação, seu DNA codifiva sua própria DNA polimerase.

Timidina quinase viral: enzima capaz de realizar a primeira fosoforilação da acilguanosina, análogo estrutural da desoxiguanosina e princípio ativo do medicamento Acyclovir. Timidinas quinases celulares realizam a segunda e a terceira fosforilação da acilguanosina, sendo essas três fosforilações necessárias para que a DNA polimerase viral adicione esse análogo nucleosídico ao DNA em formação. Assim, o Acyclovir impede a replicação do DNA viral.

 

o

Herpesvirus Neurotrópicos (HSV-1; HSV-2: VZV)

 

RNA LAT: RNAi de latência. Durante a fase de latência dos herpesvirus neurortópicos, são expressos RNAs de interferência que degradam os RNAs mensageiros das proteínas de fase α, impedindo sua expressão. Logo, nenhuma proteína viral é expressa durante a latência.

 

o

Vírus de Epstein-Barr (EBV)

 

EBNAs 1 6: “Antígenos Nucleares do Vírus de Epstein-Barr”, são proteínas expressas na fase de latência, a qual se dá em linfócitos B.

 

o

Citomegalovírus (CMV)

 

gB: mais importante proteína do envelope do CMV.

Vírus Respiratórios

o Rhinovirus (Picornavirus)

ICAM-1: Molécula que serve como receptor para os Rhinovirus. Normalmente, apenas células apresentadoras de antígenos apresentam ICAM-1 em sua superfície. Contudo, a ação das citocinas induz à expressão dessa proteína na membrana do epitélio nasal, permitindo sua infecção pelos Rhinovirus. Assim, a infecção inicial se dá nas Adenóides (bem como em outros tecidos linfoides), sendo seguida pela infecção do trato respiratório.

se dá nas Adenóides (bem como em outros tecidos linfoides), sendo seguida pela infecção do trato

o

Vírus Sincicial Respiratório (Paramixovirus)

Proteína G (de ancoramento): proteína viral, presente em seu envoltório lipoproteico. Importante para o ancoramento do RSV à célula, uma vez que interage com glicosaminoglicanos celulares. Sofre mutação do tipo “flip-flop”.

Proteína F (de fusão): proteína viral, presente no envoltório lipoproteico do vírus e na membrana plasmática das células infectadas

e

atuante na fusão entre ela (formação de sincícios).

MAb IgG (Palivizumab): anticorpo monoclonal imunizado, aplicado mensalmente na população de risco como método profilático da infecção por RSV. A população de risco consiste em crianças com menos de 24 meses portadoras de doença pulmonar crônica; lactentes nascidos com menos de 35 semanas de gestação; crianças com graves disfunções das células T, fibrose cística ou asma.

o

Influenza (Orthomyxovirus)

Hemaglutinina (HA): Proteína do vírus, presente em seu envoltório. A clivagem da HA pela protease triptase clara do trato respiratório possibilita a infecção. O vírus Influenza H1N1 de 1918 apresentava uma HA1 passível de clivagem por proteases diversas, além da triptase clara. Isso explica sua maior infectividade. O ácido siálico celular serve como receptor para a hemaglutinina.

Ácido Siálico: Açúcar da célula que serve como receptor para o vírus Influenza, ligando-se à hemaglutinia.

Neuraminidase (NA): Proteína do envoltório viral cuja ação possibilita

a liberação da progênie viral da célula infectada. A principal droga para

o tratamento da gripe é o Tamiflu, inibidor da neuraminidase, o qual impede a saída dos vírus.

Vírus Exantemáticos

o Vírus do Sarampo (Paramyxovirus)

Hemaglutinina (H): Proteína presente no envoltório do vírus, contra a qual se forma anticorpo protetor. É contra essa proteína que se dirige

a vacina.

Proteínas que formam o nucleocapsídeo: funcionam como chaperonas para a RNA polimerase RNA dependente, limitando o número de mutações. Por isso, vírus do sarampo não forma quase- espécie e a vacina é eficaz.

CD46 e CD150: Proteínas transmembranas das células do hospedeiro que servem como receptores para o vírus do Sarampo.

Proteína F (de fusão): Assim como o outro Paramyxovirus estudado anteriormente, o RSV o vírus do Sarampo expressa a proteína F, capaz de realizar a fusão entre as células infectadas. Entretanto, o sincício formado pelo vírus do sarampo não se encontra no trato respiratório, mas no endotélio. Daí a vasculite característica do Sarampo.

vírus do sarampo não se encontra no trato respiratório, mas no endotélio. Daí a vasculite característica

Nectina-1: proteína presente na membrana basolateral do epitélio

respiratório, permite que o vírus do sarampo passe para a luz do trato respiratório e possa ser transmitido pela tosse.

o Parvovirus B-19

Globosídeo: Proteína presente na membrana de eritroblastos,

megacariócitos, alguns endotélios, cardiomiócitos e placenta. Explica o tropismo celular do vírus.

Papillomavirus humanos (HPV)

E6 e E7: Principais proteínas virais com atividade oncogênica. A

proteína E6 se liga à E6AP para realizar a ubiquitinação da proteína supressora de tumor p53. Já E7 se complexa com a proteína supressora de tumor RB, também encaminhando-a para a degradação.

Vírus causadores de Hepatites

Transaminases (TGO: Transaminase glutâmico-oxalacética e TGP:

Transaminase glutâmico-pirúvica): Enzimas produzidas pelos hepatócitos. Servem como marcadores da ocorrência da hepatite aguda, uma vez que só são liberadas na circulação em caso de lesão hepática.

o

HAV (Picornavírus)

Glicoproteína mucina-like: apresenta terminal rico em cisteína e sua função fisiológica é desconhecida. Funciona como receptor para o HAV nos hepatócitos.

o

HBV (Hepadnavirus)

HBsAg: Antígeno da superfície do HBV. A vacina existente contra esse vírus é produzida por engenharia genétia, consistindo numa subunidade do vírus: o HBsAg.

Anti-HBcAg: Anticorpo contra antígeno do capsídeo do HBV.

Anti-HBsAg: Anticorpo contra antígeno da superfície do HBV.

ALT, DNA viral, HBsAg, HBeAg, IgM e IgG anti-HBcAg: melhores marcadores de fase aguda da hepatite B.

Presença de HBsAg, ausência de anti-HBsAg: melhor marcação para hepatite crônica.

Vírus causadores de gastroenterites

o Rotavirus

NSP-4 (Proteína Não Estrutural 4): Essa proteína viral exerce uma função importante na patogênese da diarreia ocasionada pelo Rotavirus. Ela exerce uma ação tóxica sobre os enterócitos, provocando a saída de Cl - do retículo endoplasmático. Como consequência, os enterócitos perdem suas tight junctions e há vazamento de água para a luz intestinal.

Principais Arboviroses

o Dengue

DC-SIGN: Molécula da superfície celular que atua como receptor para o vírus da Dengue, presente em células da linhagem mononuclear- fagocitária.

celular que atua como receptor para o vírus da Dengue, presente em células da linhagem mononuclear-

Receptor de manose: Receptor presente em hepatócitos, linfócitos, células endoteliais e neurônios, onde atua como receptor para o vírus da dengue.

Retrovírus

o

HIV

Transcriptase reversa: enzima viral que apresenta três atividades:

DNA polimerase RNA-dependente; DNA polimerase DNA-dependente e Ribonuclease H.

Protease: Enzima viral que modifica o vírus após sua liberação da célula, possibilitando que ele se torne infectivo.

Integrase: Enzima que possibilita a integração do DNA viral ao DNA da célula hospedeira.

CCR5 e CXCRR: Moléculas presentes na superfície de células dendríticas e linfócitos, as quais atuam como receptores para o HIV.

Gp41 e gp120: Glicoproteínas virais que, em conjunto, formam o domínio de fusão, estrutura reconhecida pelos receptores celulares.

TAT (Proteína Transativadora): Proteína viral capaz de ativar a transcrição do provírus em RNAm, independentemente da transcrição da própria célula.

Apobec3G: Proteína das células humanas que as protege contra a infecção por retrovírus. A Apobec3G induz à mutações letais no genoma viral.

VIF (Fator Infectivo Viral): Proteína viral que se liga à Apobec3G celular e a envia para o proteassoma.

Nef (Fator Negativo): Proteína viral que reduz a expressão de CD4 e MHC de classe I, além de aumentar a transcrição de Nf-kB.

Negativo): Proteína viral que reduz a expressão de CD4 e MHC de classe I, além de
Os fungos são organismos eucarióticos, aeróbios e heterotróficos que se nutrem por absorção, parasitando organismos
Os fungos são organismos eucarióticos, aeróbios e heterotróficos que se nutrem por absorção, parasitando organismos

Os fungos são organismos eucarióticos, aeróbios e heterotróficos que se nutrem por absorção, parasitando organismos vivos ou atacando matéria orgânica em decomposição. Comum a todos os gêneros e espécies, os fungos apresentam quitina na parede celular e na membrana celular, ergosterol. Apresentam reprodução assexuada e sexuada. Em substratos apropriados os esporos germinam produzindo formas diversas como bolores (fungos pluricelulares) ou leveduras (fungos unicelulares).

(fungos pluricelulares) ou leveduras (fungos unicelulares). As células eucarióticas dos fungos apresentam as seguintes

As células eucarióticas dos fungos apresentam as seguintes diferenças:

dos fungos apresentam as seguintes diferenças:  Presença de parede celular formada por

Presença de parede celular formada por polissacarídeos como quitina (homopolímero de resíduos de n-acetilglicosamina), glucanas e mananas, que atuam como fatores de virulência; e glicoproteínas, importantes na adesão e antigenicidade. Polimerização feita por glicosil-tranferases. Nos fungos filamentosos, a quitina é sintetizada na extremidade em crescimento, controlada por 3 enzimas quitina sintetases, presentes no citossol em aglomerados discretos revestidos por membranas, os quitossomos. A forma ativa das enzimas se encontram no plasmalema e a polimerização ocorre externamente.

Membrana celular com dupla camada fosfolípidica com ergosterol, como elemento de esbilização e fluidez da camada (membranas celulares animais possuem colesterol).

Vacúolos de reserva de glicogênio e de lipídeos.

Podem apresentar cápsula, formada por cadeia frouxa fibrilar de polissacarídeos (glucoronoxylomanana, galactoxylomanana, manoproteína).

cápsula, formada por cadeia frouxa fibrilar de polissacarídeos (glucoronoxylomanana, galactoxylomanana, manoproteína).
Classificam-se em leveduras (fungos unicelulares) e bolores (fungos filamentosos), ou ainda dimórficos ou formando

Classificam-se em leveduras (fungos unicelulares) e bolores (fungos filamentosos), ou ainda dimórficos ou formando pseudohifas. As leveduras são unicelulares e se reproduzem assexuadamente por processos denominados formação de blastoconídios (brotamento) ou fissão. A maioria dos fungos possui filamentos tubulares ramificados e filiformes denominados hifas, que se alongam nas extremidades por um processo chamado de extensão apical. As hifas podem ser cenocíticas (ocas e multinucleadas) ou septadas (divididas em compartimentos). Um conjunto de hifas é denominado micélio. Alguns fungos, como Candida albicans, tem morfologia peculiar, formando pseudohifas, que são uma forma exagerada de brotamento, em que as células geradas não adquirem forma oval e permanecem fixadas à célula de origem, continuando a se alongar, formando ligações como “salsichas”. Alguns fungos ainda são dimórficos, podendo se apresentar tanto como levedura quanto bolor (por exemplo, Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis, Coccidioides immitis, Paracoccidioides brasiliensis).

Coccidioides immitis, Paracoccidioides brasiliensis ). Os fungos são heterotróficos. A nutrição é feita por

Os fungos são heterotróficos. A nutrição é feita por absorção após hidrólise enzimática

A maioria dos fungos é aeróbia,

fazendo oxidação da glicose, sacarose, ou maltose para a obtenção de energia, no entanto existem várias leveduras fermentadoras anaeróbias facultativas. Usam nitrogênio inorgânico ou orgânico. Necessitam de oligoelementos sódio, potássio, cálcio, ferro, fósforo, enxofre, magnésio, zinco, etc. Fatores de crescimento que não sintetizam (vitaminas = tiamina, biotina,

(lipases, amilases, lactases, proteinases, celulases, etc

).

riboflavina, ácido pantotênica) e aminoácidos (cisteína, metionina).

Necessitam de água como todos os seres vivos. Algumas espécies são halofílicas, vivendo em ambiente com elevada concentração de sal. Temperatura ótima de crescimento varia entre 20ºC a 35ºC. Existem espécies psicrófilas e termófilas. Crescem bem em pH neutro ou ligeiramente ácido (6,0). São capazes de tamponar o meio ambiente. O crescimento vegetativo se dá principalmente na obscuridade, mas a parte reprodutiva procura a luz para a sua formação. As radiações ultra-violeta da luz solar têm efeito fungistático.

ultra-violeta da luz solar têm efeito fungistático. Os antifúngicos podem ser tanto de uso comum, quanto

Os antifúngicos podem ser tanto de uso comum, quanto de uso terapêutico. Entre os de uso comum, estão:

Corantes (azul de metileno, violeta genciana),

Halogênios (cloro e iodo),

Sais de metais pesados (mercúrio e prata),

Alcóois e ácidos,

Calor,

Formol,

Radiação ultra-violeta.

de metais pesados (mercúrio e prata),  Alcóois e ácidos,  Calor,  Formol,  Radiação

Entre os de uso terapêutico, estão:

Poliênicos (anfotericina B e nistatina), atuam ligando-se ao ergosterol de membrana, desorganizando-o funcionalmente, formando poros que alteram a permeabilidade seletiva da membrana celular à água, eletrólitos e outras moléculas, ocasionando a morte celular;

Imidazólicos (cetoconazol, fluconazol, itraconazol, voriconazol), baseados na inibição, de forma não-competitiva e reversível, de enzimas finais da biossíntese do ergosterol (a principal delas é a lanosterol 14- α desmetilase, do citocromo P-450 fúngico). O resultado é um acúmulo de precursores do ergosterol na membrana fúngica, causando mudanças em sua permeabilidade, em seus mecanismos de transporte, de síntese de quitina, assim inibindo o crescimento do fungo, sendo fungistático.

Griseofulvina, associada à inibição da síntese do material da parede celular das hifas, além de inibir a síntese de ácidos nucléicos e impedir replicação do cromossoma, e desorganização de microtúbulos;

Amorolfinas, atuando na biossíntese do ergosterol;

Alilaminas, inibem, de forma não competitiva e reversível, a epoxidação do escaleno que é uma da etapa da biossíntese do ergosterol anterior a atingida pelos azóis;

5-fluorcitosina, transformado no fungo em 5-fluoruracil que bloqueia a timidilate sintase, inibindo a síntese de DNA e RNA

Inibidores da quitina ou glucana,

Sulfas,

Queratinolíticos.

Os fungos podem desenvolver mecanismos de resistências às drogas antimicóticas, como:

Sulfas,  Queratinolíticos. Os fungos podem desenvolver mecanismos de resistências às drogas antimicóticas, como:
Alergias , decorrente da inalação do fungo ou de antígenos destes, em indivíduos atópicos, causando

Alergias, decorrente da inalação do fungo ou de antígenos destes, em indivíduos atópicos, causando reação de hipersensibilidade do tipo 1, mediada por IgE, mastócitos e mediadores químicos, como histamina.

Toxicoses, decorrentes de micetismo (ingestão de fungos venenosos, como Amanita muscaria) ou micotoxicoses (ingestão de alimentos contaminados com toxina pré-formada). Micotoxinas são metabólitos secundários, não essencias para a sobrevida do fungo, mas proporcionam a este uma vantagem competitiva contra outros microrganismos. Atualmente são reconhecidas mais de 200 micotoxinas. Condições para a produção da toxina: alta umidade do ar atmosférico (> 85%), altas temperaturas, substrato rico em amido (cereais), atividade de água inferior a 0,94.

rico em amido (cereais), atividade de água inferior a 0,94. Micotoxinas podem causar uma variedade de

Micotoxinas podem causar uma variedade de efeitos, de ação tóxica imediata ou prolongada, como hepatotoxicidade, imunotoxicidade, endocrinotoxicidade, nefrotoxicidade, gastroenterotoxicidade, neurotoxicidade, ação carcinogênica e teratogênica.

Micoses, decorrente da presença e crescimento do fungo no tecido, classificadas e descritas a seguir.

Condições para patogenicidade:

Entrar no hospedeiro (tamanho, adesão)

Multiplicar no tecido do hospedeiro (mudança de forma, composição, metabólica, termotolerância, resistência à drogas)

Resistir ou não estimular os mecanismos de defesa do hospedeiro (cápsula, crescimento intracelular, citocinas, microbiota normal)

Danificar o tecido do hospedeiro (granuloma, fibrose, necrose)

intracelular, citocinas, microbiota normal)  Danificar o tecido do hospedeiro (granuloma, fibrose, necrose)

Fatores de Virulência dos Fungos:

Componentes da parede celular

Adesão

Cápsula

Produção de enzimas

Variabilidade antigênica, genotípica e morfológica

Termotolerância

Receptores hormonais

Toxinas

Resistência a antifúngicos

Mecanismos de evasão da defesa do hospedeiro

 Mecanismos de evasão da defesa do hospedeiro As principais vias de transmissão das micoses são:

As principais vias de transmissão das micoses são: inalação, traumatismo, contato direto,

iatrogênica (sondas, ventiladores, cateteres, manipulação

congenitamente. Fontes importantes de infecção fúngica são: saprófitas da natureza (solo, vegetais e madeira), água, animais domésticos e homem (endógena ou exógena).

).

Não podem ser transmitidas

(endógena ou exógena). ). Não podem ser transmitidas DIAGNÓSTICO MICOLÓGICO 1) Quadro clínico e

DIAGNÓSTICO MICOLÓGICO

1)

Quadro clínico e epidemiologia:

a)

Apresentações típicas

b)

Apresentações atípicas

2)

Demonstração do fungo nos tecidos e reação tecidual à infecção:

a)

Exame micológico direto (KOH a 20%, Coloração, Nankim, Calcofluor)

b)

Exame histopatológico (HE, Giemsa, Prata, Mucicarmim)

3)

Cultura do fungo de tecidos e fluidos suspeitos de infecção:

a)

Normalmente estéreis (sangue, liquor, liq.sinoval, peritoneal, pleural, biópsia)

b)

Com microbiota (escamas, unhas, escarro, urina, mucosas)

c)

Recipiente estéril - Assepsia para coleta - Suspender tratamento

d)

Meio de Ágar-Sabouraud (temperatura de incubação, tempo de crescimento, Identificação)

4)

Detecção de anticorpos, metabólitos, DNA (sensibilidade e especificidade)

Diagnóstico laboratorial: coleta e transporte de material clínico, usar recipiente estéril, atentar para assepsia na coleta, suspender tratamento previamente, selecionar o tipo de material

(Biópsia, swabs, escarro, escamas

),

manter o material a 4ºC

swabs, escarro, escamas ), manter o material a 4ºC Micoses Superficiais: Acometem as camadas superficiais da

Micoses Superficiais: Acometem as camadas superficiais da pele e dos pêlos

escarro, escamas ), manter o material a 4ºC Micoses Superficiais: Acometem as camadas superficiais da pele

Micoses Cutâneas ou Dermatofitoses: Acometem a epiderme mais profunda e invadem pelos e unhas

Micoses Subcutâneas: Acometem a derme, tecido subcutâneo, músculos e fáscias

Micoses Sistêmicas: Acometem órgãos e sistemas internos

Micoses Oportunistas: Acometem indivíduos debilitados

Micoses Oportunistas: Acometem indivíduos debilitados A ptiríase versicolor é uma infecção leve e crônica do
Micoses Oportunistas: Acometem indivíduos debilitados A ptiríase versicolor é uma infecção leve e crônica do
Micoses Oportunistas: Acometem indivíduos debilitados A ptiríase versicolor é uma infecção leve e crônica do

A ptiríase versicolor é uma infecção leve e crônica do estrato córneo da epiderme, caracterizada pela formação de lesões maculares hiper ou hipocrômicas, finamente descamantes, assintomáticas, que acometem principalmente a região do pescoço, tronco e origem dos membros superiores. O principal agente etiológico é Malassezia furfur, uma levedura lipofílica, de brotamento em base larga e parede celular espessa. Faz parte da biota normal da pele humana e animal, em áreas sebáceas, como couro cabeludo, cabeça, pescoço e tórax. Tem distribuição universal, porém sendo mais importante em clima tropical. Os hospedeiros mais comuns são jovens na puberdade (glândulas sebáceas x hormônios), Pacientes em uso de corticóides, indivíduos com sudorese excessiva, oleosidade e alta temperatura. É importante lembrar que a PV não é contagiosa e que hábitos de higiene precários não representam fator desencadeante dessa infecção. O M. furfur também está associado à dermatite seborreica (caspa) e foliculites. Eventualmente, pode ocorrer fungemia

O M. furfur também está associado à dermatite seborreica (caspa) e foliculites. Eventualmente, pode ocorrer fungemia

(especialmente em crianças recebendo alimentação parenteral total, que tem a emulsão lipídica contaminada com a levedura), porém é passageira.

Sua patogênese está associada à presença de lipases que degradam triglicérides em ácidos graxos, os quais são irritantes e induzem a descamação da pele. O alto conteúdo lipídico da parede celular desses patógenos diminui o seu fator de antigenicidade, o que pode explicar a pouca reação inflamatória à sua presença. Como antígenos, apresentam proteínas (presentes apenas no ínicio do crescimento) e carboidratos (presentes em todo o ciclo de crescimento).

Além disso, metabólitos lipídicos agem nos melanócitos, alterando a via de síntese de melanina a partir da tirosina, causando despigmentação na pele. Os pigmentos indólicos, derivados do triptofano por ação de enzimas da familia Tam1, podem explicar a variação de pigmentação que ocorre nas lesões de pitiríase versicolor e a produção de fluorocromos (em meio lipídico = azul ou em meio aquoso/suor = amarela). A levedura forma o ácido azeláico é um ácido dicarboxílico que compete com a tirosinase inibindo sua atividade, produzindo as manchas claras.

inibindo sua atividade, produzindo as manchas claras. O diagnóstico laboratorial é feito por exame direto de

O diagnóstico laboratorial é feito por exame direto de KOH 20% ou azul-de-metileno. É possível isolar o patógeno em meio de cultura Sabouraud com azeite de oliva.

O tratamento se dá com o uso de azóis tópicos ou orais (cetoconazol 200mg/d x 10dias), ou Ceratolíticos, Hipossulfito de sódio, Sulfeto de selênio, além de retirar fatores predisponentes e cuidados com a vestimenta.

Hipossulfito de sódio, Sulfeto de selênio, além de retirar fatores predisponentes e cuidados com a vestimenta.
Infecção superficial e assintomática da camada córnea (palma da mão ou planta dos pés), cuja

Infecção superficial e assintomática da camada córnea (palma da mão ou planta dos pés), cuja lesão tem coloração negra ou castanha. O agente etiológico é Phaeonnellomyces werneckii um fungo filamentoso demáceo que habita solo, gravetos e vegetação rica em matéria orgânica, com alta umidade. Prevalente nas Américas, África e Ásia, com hospedeiro de 3 a 5x mais frequente em mulheres de 20 a 30 anos. Associado à hiperhidrose e diferencial de melanoma.

O fungo é dimórfico, sendo levedura inicialmente, e mais tardiamente encontrado em hifas alongadas e micélios. Produz melanina, conferindo a si uma aparência de marrom a preta, e causam lesões assintomáticas, maculares e pigmentadas. As manchas marrom a preta são mais frequentemente encontradas nas palmãos das mãos e plantas dos pés, porém podem ocorrem em outras áreas do corpo. Responde a tratamento de soluções ceratolíticas, ácido salicílico, azóis antifúngicos.

ceratolíticas, ácido salicílico, azóis antifúngicos. Piedras são micoses que acometem a parte livre dos pêlos,
ceratolíticas, ácido salicílico, azóis antifúngicos. Piedras são micoses que acometem a parte livre dos pêlos,

Piedras são micoses que acometem a parte livre dos pêlos, formando concreções de colorações brancas ou pretas. São assintomáticas. Tratadas com corte dos pêlos parasitados, bicloreto de mercúrio 1:2000 e formalina 2 a 3%.

bicloreto de mercúrio 1:2000 e formalina 2 a 3%. Agente é Piedraia hortae , fungo filamentoso,

Agente é Piedraia hortae, fungo filamentoso, demáceo, ascosporado. Habitat mais comum é a margem dos rios, distribuído principalmente nas regiões tropicais do pacífico e da américa do sul. Principal característica é o aparecimento de nódulos de consistência dura na haste infectada do pêlo. A infecção é diagnosticada por exame microscópico dos pêlos afetados.

consistência dura na haste infectada do pêlo. A infecção é diagnosticada por exame microscópico dos pêlos
Agente é Trichosporon spp , levedura blasto-artrosporada, presente no solo, água, vegetais, biota normal de

Agente é Trichosporon spp, levedura blasto-artrosporada, presente no solo, água, vegetais, biota normal de orofaringe e pele, animais. Distribuído em regiões temperadas e tropicais. Causa o aparecimento de grânulos cor branca a amarelo-cremosa, afetando pêlos do couro cabeludo, bigode, barba e axilas. O diagnóstico é feito por testes bioquímicos.

e axilas. O diagnóstico é feito por testes bioquímicos. Agentes : Dermatófitos, que são fungos que

Agentes: Dermatófitos, que são fungos que têm afinidade pela queratina madura da pele e anexos (unhas e cabelos): Trichophyton (geofílico, antropofílico), Microsporum (zoofílico) e Epidermophyton (antropofílico). Diferentemente das micoses superficiais, as dermatofitoses podem desencadear respostas imunológicas celulares que podem atingir camadas mais profundas da pele.

Topografia das lesões: Tinea pedis, Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea capitis, Tinea ungueum, Tinea barbae, Tinea favosa

Distribuição geográfica: Variação de espécies por região. Mais freqüente em áreas tropicais, no verão e outono.

Hospedeiro: Indivíduos expostos a alta carga de fungos e com abrasão da pele (pele úmida e quente ambiente fechado).

Patogênese: O fungo se adere ao estrato córneo da pele e passa a secretar enzimas hidrolíticas que quebram as moléculas do tecido epidérmico, que são usados para o metabolismo do fungo e permitem sua invasão tecidual. Dentre a ampla variedade de enzimas secretadas, a mais importante para a patogênese são as queratinases, que degradam os polímeros de queratina. A queratina é uma molécula proteica fibrosa de alto peso molecular, rica em cisteína, cujas pontes dissulfeto e ligações acetamídicas garantem sua estabilidade. Essa proteína é produzida por humanos e outros animais, sendo o principal constituinte de acessórios como pele, unhas e cascos, desempenhando uma função de revestimento e proteção. As queratinases secretadas pelos dermatófitos catalisam a degradação de queratina presente no tecido hospedeiro em oligopeptídeos ou aminoácidos, que podem então ser assimilados pelo fungo. Entretanto, essas enzimas não podem agir antes da redução das pontes dissulfeto dentro da compacta rede de queratina que constitui os tecidos queratinizados. Acredita-se ainda que as enzimas proteolíticas degradem os componentes proteicos da pele, auxiliando no processo de penetração no estrato córneo. Dessa maneira, os dermatófitos devem produzir e secretar pro-teases em resposta à presença dos componentes da matriz extracelular da epiderme durante a invasão tecidual. A indução dessas proteases pode contribuir para o potencial desses fungos em degradar componentes das camadas mais profundas, tais como a elastina da derme, em indivíduos imunocomprometidos. Em T. rubrum, foi relatado que a atividade proteolítica é reprimida, entre outros fatores, pela disponibilidade de aminoácidos livres, e que proteases com atividade ótima em pH ácido são importantes fatores de virulência dos dermatófitos. Em 2004, foi proposto por nosso grupo um modelo de regulação das enzimas proteolíticas pelo pH ambiente durante o processo infeccioso das dermatofitoses (Figura). Uma vez no tecido hospedeiro, os dermatófitos ou seus metabólitos

infeccioso das dermatofitoses ( Figura ) . Uma vez no tecido hospedeiro, os dermatófitos ou seus

induzem uma resposta imune inata pelos queratinócitos, consequentemente ativando mecanismos ou mediadores da resposta imune. Entretanto, a resposta imune nas dermatofitoses é pouco conhecida, envolvendo mecanismos não específicos, assim como o desenvolvimento de uma resposta humoral e celular. Estudos relatam que indivíduos infectados com Trichophytonpodem apresentar reação de hipersensibilidade imediata ou tardia em teste de sensibilidade, mostrando que existe uma dicotomia de resposta imune no caso das dermatofitoses. Os queratinócitos são as células mais numerosas da epiderme, formando uma barreira física contra micro-organismos e mediando a resposta imune. Essas células secretam vários fatores solúveis capazes de regular a resposta imune, como fatores de crescimento (bFGF - basic fibroblast growth factor, TGF-α- transforming growth factor; TGF-β; TNF-α- tumor necrosis factor), interleucinas (IL-1, IL-3, IL-6, IL-7, IL8) e fatores estimuladores de colônia - CSFs.14 Queratinócitos estimulados in vitro por 24 horas com tricofitina, um antígeno de Trichophyton, secretam níveis elevados de IL-8, um fator quimiotático para neutrófilos, possivelmente favorecendo o acúmulo de tais células no estrato córneo.31 Assim, fatores quimiotáticos como a IL-8 e o leucotrieno B4 podem ser produzidos por queratinócitos em resposta a estímulos apropriados, podendo levar a uma resposta inflamatória nas lesões dermatofíticas. Alguns lipídeos (10-12c) presentes no fungo são capazes de estimuar resposta alérgica enquanto mananas da parede celular têm efeito imuno-inibitório (IMC). Lipases observadas em 75% das amostras de dermatófitos auxiliam o fungo a superar a ação dos ácidos graxos protetores da pele.

a superar a ação dos ácidos graxos protetores da pele. PERES, Nalu Teixera de Aguiar; MARANHAO,

PERES, Nalu Teixera de Aguiar; MARANHAO, Fernanda Cristina Albuquerque; ROSSI,

Antonio and MARTINEZ-ROSSI, Nilce Maria. Dermatófitos: interação patógeno-hospedeiro e resistência a antifúngicos. An. Bras. Dermatol. [online]. 2010, vol.85, n.5 [cited 2012-11-02], pp. 657-667 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-

ISSN

0365-0596.

http://www.youtube.com/watch?v=v1zKuQQKCkg Prevalência maior em crianças (epidemias escolares).

Prevalência maior em crianças (epidemias escolares). Apresentação de couro cabeludo eritematoso descamante, queda dos cabelos com tonsura, queda e destruição do folículo piloso, processo inflamatório associado. Etiologia: se microspórica, lesões grandes,

queda e destruição do folículo piloso, processo inflamatório associado. Etiologia: se microspórica, lesões grandes,

delimitadas, poucas, ectothrix; se tricofítica, lesões pequenas, difusas, numerosas, endothrix.

lesões pequenas, difusas, numerosas, endothrix. – Prevalência: forma clínica mais freqüente, comun em

lesões pequenas, difusas, numerosas, endothrix. – Prevalência: forma clínica mais freqüente, comun em

Prevalência: forma clínica mais freqüente, comun em jovens, associação com o tipo de calçado (temperatura e umidade)

Clínica: Forma interdigital eritema e descamação com maceração, podendo fissurar. Muito pruriginosa. Forma vésico-bolhosa carater agudo, com vesículas e bolhas nos cavos lantares. Pruriginosa. Forma escamosa crônica hiperceratose plantar e descamação crônica. Não pruriginosa.

Agentes: Trichophyton rubrum, Trichophyton mentagrophytes, Epidermophyton floccosum

Trichophyton mentagrophytes, Epidermophyton floccosum Prevalência: maior em jovens do sexo masculino. Região
Trichophyton mentagrophytes, Epidermophyton floccosum Prevalência: maior em jovens do sexo masculino. Região

Prevalência: maior em jovens do sexo masculino. Região quente e úmida

mentagrophytes, Epidermophyton floccosum Prevalência: maior em jovens do sexo masculino. Região quente e úmida

Clínica: Lesões eritematosas e descamantes. Crescimento centrífugo. Bordas ativas com vesículas. Muito pruriginosas.

Etiologia: Trichopyton rubrum, Trichophyton mentagrophytes, Microsporum canis

Epidermophyton floccosum,

mentagrophytes, Microsporum canis Epidermophyton floccosum, Prevalência: hospedeiro,exposição associada aos fatores
mentagrophytes, Microsporum canis Epidermophyton floccosum, Prevalência: hospedeiro,exposição associada aos fatores

Prevalência:

hospedeiro,exposição

associada

aos

fatores

predisponentes

umidade,

clima,

profissão,

Clínica: Lesões eritematosas e descamantes, Lesões circulares que confluem formando aspecto circinado. Crescimento centrífugo com centro livre e bordas ativas (vesículas). Muito pruginosas e contagiosas.

Etiologia: Qualquer dermatófito.

com centro livre e bordas ativas (vesículas). Muito pruginosas e contagiosas. Etiologia: Qualquer dermatófito.
Clínica: Lesões eritematosas e descamantes. Crescimento centrífugo. Freqüência baixa. Conceito: manifestação

Clínica: Lesões eritematosas e descamantes. Crescimento centrífugo. Freqüência baixa.

e descamantes. Crescimento centrífugo. Freqüência baixa. Conceito: manifestação alérgica à distância, provocada
e descamantes. Crescimento centrífugo. Freqüência baixa. Conceito: manifestação alérgica à distância, provocada

Conceito: manifestação alérgica à distância, provocada por um foco de infecção fúngica bem inflamatório, geralmente por dermatófitos zoofilicos ou geofílicos. As mícides têm o mesmo aspecto clínico das Tineas, mas são desabitadas. Regridem com o tratamento do foco fúngico. Se localizam preferencialmente nas mãos, mas podem se manifestar em outros sítios do tegumento.

mas podem se manifestar em outros sítios do tegumento. Prevalência: maior em mulheres, na idade adulta

Prevalência: maior em mulheres, na idade adulta

Clínica: perda do brilho e da cor normal hiperceratose subungueal, onicólise início pela borda livre não acomete a matriz ungueal

Etiologia: Trichophyton sp, Epidermophyton floccosum

Etiologia: Trichophyton sp, Epidermophyton floccosum Forma vegetante e exuberante que se manifesta em indivíduos
Etiologia: Trichophyton sp, Epidermophyton floccosum Forma vegetante e exuberante que se manifesta em indivíduos

Forma vegetante e exuberante que se manifesta em indivíduos com déficit da imunidade celular (transplantados renais, aidéticos, diabéticos, lupus eritematoso). Pode haver comprometimento sistêmico e resposta inflamatória exagerada Kerion Celsi da pele glabra.

e resposta inflamatória exagerada – Kerion Celsi da pele glabra. Agentes: Trichophyton rubrum, Microsporum audouinii

Agentes: Trichophyton rubrum, Microsporum audouinii

e resposta inflamatória exagerada – Kerion Celsi da pele glabra. Agentes: Trichophyton rubrum, Microsporum audouinii
Sinonímia: Tokelau ou Chimberê Agente: Trichophyton concentricum Hospedeiro: populações indígenas da América

Sinonímia: Tokelau ou Chimberê Agente: Trichophyton concentricum Hospedeiro: populações indígenas da América Central, Pacífico e Norte do Brasil. Doença com influência genética.

Diagnóstico laboratorial das Dermatofitoses

genética. Diagnóstico laboratorial das Dermatofitoses 1) Coleta do material (recepiente, assepsia, tratamento) 2)

1) Coleta do material (recepiente, assepsia, tratamento) 2) Exame direto KOH 20% 3) Cultura em Sabouraud

Tratamento das Dermatofitose

Tópico: Lesões localizadas

Sistêmico: Tinea capitis e Tinea ungueum

Medidas profiláticas contra as Dermatofitoses

1) Evitar a umidade, principalmente nas áreas intertriginosas 2) Evitar calçados plásticos ou fechados

3) Usar roupas de algodão (meias, roupas íntima) 4) Lavar e ferver roupas que tenham contato com as áreas afetadas (lençol, meias, camisetas,

pente, escova de cabelo

5) Evitar contato com animais doentes 6) Exame obrigatório em locais públicos (creches, piscinas, quartéis)

)

em locais públicos (creches, piscinas, quartéis) ) Infecção crônica da pele causada por uma variedade de
em locais públicos (creches, piscinas, quartéis) ) Infecção crônica da pele causada por uma variedade de

Infecção crônica da pele causada por uma variedade de fungos demáceos. Caracteriza-se por evolução lenta com lesões polimorfas, como: nódulos cutâneos, vegetações verrucosas ou papilomatosas, que se disseminam por contiguidade. Geralmente unilateral e em extremidades expostas. Extensa fibrose se desenvolve nos tecidos mais profundos bloqueando a circulação dos vasos linfáticos, levando à elefantíase. Não há o comprometimen to ósseo.

profundos bloqueando a circulação dos vasos linfáticos, levando à elefantíase. Não há o comprometimen to ósseo.

Epidemiologia: Áreas tropicais e subtropicais. Fungos vivem no solo e em vegetais, penetrando no subcutâneo por traumatismo. Homens, trabalhadores rurais, entre 30-50 anos.

Agentes: Fonsecaea pedrosoi, Phialophora verrucosa, Cladosporium carrionii, Rhinocladiella aquaspersa

Formas clínicas: nodular, tumoral, verrucosa, em placas, cicatricial

A diversidade dos achados da cromomicose pode dificultar seu diagnótico; em geral são unilaterias, de evolução crônica e com características macroscópicas variáveis do tipo eritema- escamosas planas, verrucosas, hiperqueratinócitas, papulo-pedunculares e granulomatosas nodulares. Lesões podem ser agrupadas em : nodulares e em placas. As nodulares situam-se principalmente nos membros inferiores, podem ser únicas ou múltiplas e tem crescimento lento e confluente; pode-se observar, com o tempo, uma ulcerração no centro da lesão. As lesões em placa podem ser agrupadas em qualquer região do corpo. Com o passar dos anos adquirem aspecto de placas com bordas papilomatoso-violáceas, cobertas por crostas.

Classificação

Leve lesão única, em placa ou nodular, menor que 5 cmde diâmetro

Moderada lesão única ou múltipla, em placa, nodular ou verrucosa atingindo uma ou duas regiões adjacentes,menor que 15 cm de diâmetro

Grave várias lesões de todos os tipos, polimorfas, atingindo mais de uma área adjacente, maior que 15 cm de diâmetro

Fatores de Virulência

Fungos demáceos produzem melanina na parede celular, a qual promove polimerização oxidativa de compostos fenólicos, além da:

1) Captura e neutraliza radicais livres de oxigênio liberados por células imunes efetoras 2) Protege a célula fúngica contra radiação Ultra-violeta e antifúngicos 3) Supressão da produção de citocinas pró-inflamatórias

Diagnóstico

1) Exame direto

2) Histopatológico

3) Cultura

Tratamento: Prolongado e difícil resistência e recidivas

Sistêmico Anfotericina B (50 mg/dia) + 5-fluorcitosina (70- 100 mg/dia)

Itraconazol (200 - 400 mg/dia) + 5FC

Sistêmico – Anfotericina B (50 mg/dia) + 5-fluorcitosina (70- 100 mg/dia) Itraconazol (200 - 400 mg/dia)

Izoniazida (400 mg/dia) + Iodeto de potássio (4g/dia)

Remoção cirúrgica, eletrocoagulação, crioterapia, laser

Termoterapia ( 42-45ºC)

Critério de cura Clínico cicatrização de todas as lesões Micológico exame direto e culturas negativas Histopatológico ausência de fungos, microabscessos, granulomas, atrofia da epiderme, fibrose cicatricial

3 critérios em 3 amostras, coletadas com intervalos de 1 mês

critérios em 3 amostras, coletadas com intervalos de 1 mês Infecções supurativas e granulomatosas crônicas que

Infecções supurativas e granulomatosas crônicas que têm em comum a formação de fístulas cutâneas e subcutâneas por onde são eliminados grãos (micro-colônias). Há tumefação da área afetada, de consistência lenhosa. Transmissão por traumatismo. Agentes fúngicos (eumicetomas): Pseudoallescheria boydii, Acremonium falciforme, Madurella grisea, Madurella mycetomatis, Exophiala jeanselmei. Actinomicetomas são causados por bactérias anaeróbias e aeróbias.

Transmissão do homem pra homem ou de homem pra animal não ocorre.

Nos micetomas causados por fungos demáceos, observa-se grãos negros, enquanto grãos brancos se formam qnd o fungo é hialino

FORMAS CLÍNICAS Cérvico-facial bactérias anaeróbias. Início por dente infectado ou local de extração dentária. Não produz adenomegalia regional. Torácica-abdominal bactérias aeróbias. Início após traumatismo. Solo ou vegetais. Evolução rápida Extremidades fungos. Início após traumatismo. Solo e vegetais. Evolução lenta

Todas podem evoluir com periostite e osteomielite

EPIDEMIOLOGIA Eumicetomas = regiões tropicais e subtropicais Raro em crianças e idosos. Geralmente acomete indivíduos entre 20-50 anos, mais frequente em homem que mulheres, devido ocupação (lavradores, desmatamentos, contato com solo). Actinomicetomas = cosmopolita, dependendo do agente.

contato com solo). Actinomicetomas = cosmopolita, dependendo do agente. DIAGNÓSTICO 1) Exame direto 2) Histopatológico

DIAGNÓSTICO

1) Exame direto

2) Histopatológico

contato com solo). Actinomicetomas = cosmopolita, dependendo do agente. DIAGNÓSTICO 1) Exame direto 2) Histopatológico

3) Cultura (meio com ou sem antibióticos)

TRATAMENTO

Específico: Antibióticos (Penicilina ou Sulfas) e Antifúngicos (Cetoconazol)

Inespecífico: Exérese cirúrgica; Amputação

Inespecífico: Exérese cirúrgica; Amputação Infecção subaguda ou crônica que afeta o homem e animais,

Infecção subaguda ou crônica que afeta o homem e animais, causada pelo fungo dimórfico Sporothrix schenckii, filamentoso na fase infectante e levedura na fase parasitária. É na maioria das vezes uma infecção benigna limitada a pele e ao tecido subcutâneo, mas também pode se disseminar para ossos e órgãos internos; raramente pode ser primária sistêmica, tendo início pulmonar. Tanto em sua fase leveriforme quanto filamentosa, ele tem afinidade por molélulas de adesão celular: fibronectina, laminia e colágeno tipo II, todas da MEC.

EPIDEMIOLOGIA

Distribuição geográfica = 1908 França e USA, 1940 Africa do Sul, atualmente Américas Central e do Sul. Hospedeiros são homem, cavalo, gato, cachorro, papagaio, coelho, roedores.

Habitat: saprófita da natureza (solo, vegetais, madeira, espinhos)

Ocupação:

Transmissão: traumatismo (perfuração, arranhões, mordidas) e inalatória (?)

floristas,

jardineiros,

agricultores,

mineiros,

PATOGENIA

veterinários

A contaminação ocorre na imensa maioria, por inoculação traumática, podendo tbm ocorrer

por inalação do fungo. Após a entrada do fungo há um período de incubação de 30 dias a 6 meses. Tanto a imunidade celular quanto humoral são importantes para a proteção contra o fungo, sendo que a celular é feita principalmente por TCD4+

FORMAS CLÍNICAS DE ESPOROTRICOSE

A esporotricose é dividida em:

FORMAS CUTÂNEAS (cutâneo-linfática; cutâneo localizada e cutâneo disseminada) e FORMAS

EXTRACUTÂNEAS

- Forma cutâneo-linfática: é a mais comum. Lesão iniial no traumatismo prévio q pode nem ser notada; na maioria das vezes é uma lesão ulcerada de base infiltrada e eritematosa. A partir dessa lesão, seguindo ascendentes nos membros formam-se nodos indolores ao longo dos

infiltrada e eritematosa. A partir dessa lesão, seguindo ascendentes nos membros formam-se nodos indolores ao longo

vasos linfáticos, os quais podem ou não ulcerar. Em adultos é comum nos membros, e em criança, na face.

- Forma cutânea localizada: lesão única não acompanhada de nódulos no trajeto linfático; lesões de inúmeras formas, o que pode dificulatar o diagnóstico

-Forma cutânea disseminada: bem menos freqüente; associada a imunodepressão e ocorre quase sempre junto a forma cutânea. Após inoculação atravez da pele, ocorre disseminação hematogenica, com lesões inicialmente subcutâneas, amolecidas q semanas ou meses depois podem se ulcerar. De modo geral as lesões cutâneas são assintomáricas, mas quando de longa duração podem levar a fraqueza, disgunção local, anemia e caquexia.

-Forma extracutânea: raras e difíceis de serem diagnosticadas, associadas a imunodepressão; pode acometer qualquer órgão ou tecido e tem disseminação hematogenica; o tecido mais freqüente depois da pele é o osso, podendo causar fraturas, osteomielite e periostite

- Esportotricose pulmonar primária: rara, manifestando-se como penumonia crônica, broquite aguda tosse, indisposição e febre.

Esporotricose cutânea Inoculação traumática, Lingangite nodular ascendente, Localizada (verrucosa, ulcerada, nodular)

ascendente, Localizada (verrucosa, ulcerada, nodular) Esporotricose extracutânea – Inoculação inalatória ou
ascendente, Localizada (verrucosa, ulcerada, nodular) Esporotricose extracutânea – Inoculação inalatória ou

Esporotricose extracutânea Inoculação inalatória ou pós-traumática com disseminação hematogênica, Pulmonar, Sistema Nervoso, Ossos e articulações

Período de incubação = 3 a 4 semanas

DIAGNÓSTICO

hematogênica, Pulmonar, Sistema Nervoso, Ossos e articulações Período de incubação = 3 a 4 semanas DIAGNÓSTICO

1) Exame direto não recomendado 2) Histopatológico Giemsa, Gomori (prata), Imunofluorescência, Imunoperoxidase 3) Isolamento em cultura 100 % de positividade

TRATAMENTO Iodeto de potássio = Via Oral, 0,5-1g/dia, 2 a 3 meses (Intolerância gástrica) Itraconazol e Terbinafine Evitar riscos de exposição animais e vegetais com espinhos Esporotriquina Antígeno bruto de filtrado de cultura, estimula a resposta imune celular

de filtrado de cultura, estimula a resposta imune celular A zigomicose apresenta um grande espectro de

A zigomicose apresenta um grande espectro de sintomas clínicos, semelhantes a aspergilose. Vários fatores, como acidose metabólica, diabetes, leucopenia e disturmios imunodepressivos aumentam a suceptibilidade ao fungo Mucor, Rhizopus, Absidia podem causar a doença; formam hifas cenocíticas e se reproduzem de forma assexuada.

hifas cenocíticas e se reproduzem de forma assexuada. Habitat: fungos ambientais,amplamente disseminados Porta de

Habitat: fungos ambientais,amplamente disseminados

Porta de entrada: seios paranasais, inalação, diálise

Hospedeiro: Transplantados renais, Diabéticos com cetoacidose, Neutropênicos e Queimados

SÍNDROME CLÍNICA

Zigomicose rinocerrebral é a mais comum; se origina dos seios paranasais e pode envolver a órbita ocular e o palato, estendendo-se até o cérebro. Podem tbm afetar pulmão, TGI e tecidos subcutâneos. Na doença disseminada invade os grandes vasos e forma êmbolos, os quais causam isquemia e necrose dos tecidos adjacentes.

DIAGNÓSTICO

1) Histopatológico - biópsias (Hifas largas, sem septos)

2) Isolamento em cultura crescimento rápido

DIAGNÓSTICO 1) Histopatológico - biópsias (Hifas largas, sem septos) 2) Isolamento em cultura – crescimento rápido
DIAGNÓSTICO 1) Histopatológico - biópsias (Hifas largas, sem septos) 2) Isolamento em cultura – crescimento rápido
Agente: Lacazia loboi Habitat: regiões tropicais úmida – Água - golfinhos Hospedeiro: Sexo masculino, 20-40

Agente: Lacazia loboi Habitat: regiões tropicais úmida Água - golfinhos Hospedeiro: Sexo masculino, 20-40 anos, agricultores, pescadores, seringueiros, madeireiros, Índios Caiabis

Doença de Jorge Lobo lesões quelóides

Transmissão: traumatismo e inter-humana

Diagnóstico: histopatológico (fungo não-cultivável)

Diagnóstico: histopatológico (fungo não-cultivável) Agente: Rhinosporidium seeberi Habitat: áreas com

Agente: Rhinosporidium seeberi Habitat: áreas com tempestades de areia e águas paradas Hospedeiro: Homem e animais Distribuição geográfica:India, África, Nordeste do Brasil

Pólipos nasais: obstrução nasal, epistaxe, rinorréia, prurido

Pólipos na conjuntiva, laringe, faringe, ouvido, traquéia, vagina, reto

Diagnóstico: histopatológico - Esférulas com endosporos (fungo não-cultivável)

- Esférulas com endosporos (fungo não-cultivável) Agente: Histoplasma capsulatum , fungo dimórfico, formando
- Esférulas com endosporos (fungo não-cultivável) Agente: Histoplasma capsulatum , fungo dimórfico, formando

Agente: Histoplasma capsulatum, fungo dimórfico, formando micélios à temperatura ambiente e levedura, a partir de 37ºC, sendo parasita intracelular de macrófagos, células gigantes e mais raramente neutrófilos. O habitat do patógeno é o solo contendo fezes de aves e morcegos.

Epidemiologia: Amplamente distribuída no continente americano, África e Sudeste Asiático.

Patogênese: O homem adquire a infecção a partir da inalação de conídeos dispersos na natureza. A maioria das infecções é leve ou subclínica, de 90 a 95% sendo assintomáticas e 5% desenvolvem a forma pulmonar aguda. Muitos dos conídeos chegam intactos aos pulmões, estimulando uma resposta inflamatória do hospedeiro, composta de células mononucleares e macrófagos, inaptos para destruir o microorganismo. O Histoplasma capsulatum multiplica-se no interior das células do sistema macrofágico-linfóide e, a partir dos pulmões, ganha os linfonodos para-hilares e mediastinais e depois a circulação sistêmica, produzindo focos inflamatórios em outros órgãos como baço e medula óssea. Após a segunda ou terceira

sistêmica, produzindo focos inflamatórios em outros órgãos como baço e medula óssea. Após a segunda ou

semana do início da infecção, desenvolve-se uma resposta celular do tipo Th1, que irá produzir intérferon-gama e outras citocinas, que ativam os macrófagos, os quais adquirem a capacidade de lisar as leveduras intracelulares do Histoplasma capsulatum. Essa resposta promove a formação de granulomas epitelióides, com células gigantes e necrose caseosa que posteriormente fibrosam e calcificam. A infecção pode evoluir para o quadro pulmonar crônico, especialmente em pacientes portadores doença pulmonar crônica obstrutiva. Dependendo da imunodepressão do indivíduo, a infecção primária pode se disseminar para órgãos com grande quantidade de macrófagos, como baço, fígado, medula óssea, pele, manifestando sintomas como pancitopenia, elevação de enzimas hepáticas, febre elevada, anorexia intensa, lesões cutanêas ou mucosas (p.ex. no palato) localizadas e hepatoesplenomegalia. Cerca de 20% deles podem desenvolver meningoencefalite com pleocitose linfomononuclear e hiperproteinorraquia; os doentes relatam cefaléia, confusão mental, vertigens, convulsões, síndrome meníngea e paralisia de pares cranianos. O fungo pode ser visualizado e/ou cultivado a partir do líquor, embora com baixa positividade. Alguns pacientes com a forma disseminada grave podem desenvolver um quadro sepse-like, com hipotensão, choque, coagulação intravascular e síndrome da angústia respiratória do adulto. Há ainda uma quarta apresentação clínica: a doença mediada imunologicamente, que compreende o histoplasmoma, a fibrose mediastinal e a síndrome ocular vinculada à histoplasmose. Representa uma resposta de hipersensibilidade do indivíduo à infecção, ligada

à resposta imunológica do hospedeiro.

DIAGNÓSTICO

1)Histopatológico

2)Isolamento em cultura

3)PCR

4)Dosagem de anticorpos

5) Exames radiológicos

TRATAMENTO

Anfotericina B, Itroconazol, Cetoconazol

Cloroquina, previne a liberação de Ferro das transferrinas, íon essencial para o desenvolvimento do fungo

Vacina

íon essencial para o desenvolvimento do fungo  Vacina Agente: Blastomyces dermatitides A doença ocorre por

Agente: Blastomyces dermatitides

A doença ocorre por inalação dos conídeos do fungo

Só na América do Norte e partes da África. Em áreas endêmicas, a doença natural é observada em cães e cavalos sendo tbm um problema veterinário.

SINDROME CLÍNICA

áreas endêmicas, a doença natural é observada em cães e cavalos sendo tbm um problema veterinário.

A inalação dos conídeos produz uma infedcção respiratória primaria; os conídeos se

transformam em leveduras e são fagocitados por macrófagos, os quais podem transportá-los

para outros órgãos; pode haver infiltrado pulmonar inespecífico, e a resolução das lesões não

é acompanhada por calcificações.

DIAGNÓSTICO

-Achados sorológicos e imunológicos ainda não estão bem definidos.

-O

melhor diagnóstico é a identificação do fungo no tecido ou o seu isolamento em cultura.

-O

exame microscópicodo líquido purulento do abscesso, tratado com KOH ou biópsias de

lesões cutâneas revela células caracteriscticas de fungos de brotamente da base larga

TRATAMENTO

- O principal é a anfotericina B.

da base larga TRATAMENTO - O principal é a anfotericina B. - Micose sistêmica endêmica de

- Micose sistêmica endêmica de grande interesse para os países da América Latina,

- Causada pelo fungo termo-dimórfico Paracoccidioides brasiliensis.

-Apresenta distribuição heterogênea. -No adulto, a forma clínica predominante é a crônica, mas quando acomete crianças ou adolescentes apresenta-se na forma aguda ou subaguda. -Quando não diagnosticada e tratada oportunamente, pode levar a formas disseminadas graves e letais, com rápido e progressivo envolvimento dos pulmões, tegumento, gânglios, baço, fígado e órgãos linfóides do tubo digestivo. -P. brasiliensis apresenta-se como estruturas filamentosas contendo propágulos infectantes chamados conídios. Uma vez inalados, os propágulos dão origem a formas leveduriformes do fungo que constituirão sua forma parasitária nos tecidos do hospedeiro.

TRANSMISSÃO:

O grande fator de risco para aquisição da infecção são as profissões ou atividades relacionadas

ao manejo do solo contaminado com o fungo. A maioria destes pacientes, quando procura

atenção médica, já saiu da área endêmica, residindo em centros urbanos onde exercem outras

atividades, não ligadas ao trato do solo, o que tem grande impacto na disseminação da doença

a áreas urbanas. Tabagismo e alcoolismo estão freqüentemente associados à micose. A PCM

não é usualmente relacionada a doenças imunodepressoras. Entretanto, há casos desta micose

associados à infecção pelo HIV, neoplasias e, mais raramente, a transplantes de órgãos.

A infecção é prioritariamente adquirida nas duas primeiras décadas de vida, com um pico de incidência entre 10 e 20 anos de idade. A apresentação de manifestações clínicas ou a

evolução para doença é incomum neste grupo, ocorrendo mais freqüentemente em adultos entre 30 e 50 anos, como reativação de foco endógeno latente.

IMUNOPATOGENIA

O controle da infecção depende de resposta imune celular efetiva, geralmente associada ao padrão tipo 1 de resposta (síntese de citocinas que ativam macrófagos e linfócitos T CD4+ e CD8+) resultando na formação de granulomas compactos. Esta resposta imune celular permite

o controle da replicação do fungo, mas formas quiescentes podem persistir no interior do

granuloma. Pacientes infectados que evoluem para doença apresentam depressão da resposta tipo 1. Neste contexto, formas mais graves evoluem com predomínio de resposta imunológica tipo 2, onde há maior ativação de linfócitos B, hipergamaglobulinemia e altos títulos de anticorpos específicos, cuja magnitude, em geral, correlaciona-se positivamente com a

e altos títulos de anticorpos específicos, cuja magnitude, em geral, correlaciona-se positivamente com a

gravidade e disseminação da doença. Há queda importante do número de linfócitos CD4 nos pacientes portadores de formas mais graves desta micose. Há necessidade de tratamento prolongado, até o estabelecimento de uma eficiente resposta imune celular. Da mesma forma, uma vez que pode ocorrer a persistência de células leveduriformes quiescentes no interior de granulomas, pode haver recidivas da doença.

FATORES DE VIRULENCIA

Fungo na fase filamentosa apresenta na sua parede celular predominância de polissacarídeos do tipo B-glucanas, enquanto na fase de levedura apresenta 100% de polissacarídeos na forma de a-glucanas. O componente antigênico específico desse fungo é uma glicoproteína observada na superfície do fungo ou excretada para o meio externo. Além de sintetizar proteínas de choque térmico (HSP) que conferem a termotolerância ao fungo, este também secreta uma proteína ligante de estrógenos (ESP).

a-1,3 glucana = proteção contra enzimas digestivas de PMN e M, mascara Ags, amostras estocadas têm pouco desse componente perdendo a virulência. gp43 Kda = receptor de laminina e disseminação. Ligação a outros tipos celulares e M via manose. Proteína ligante de estrógenos (EBP) = alta afinidade e especificidade para 17- estradiol alterando o metabolismo fúngico (transformação M-Y), que por sua vez pode afetar o metabolismo do hospedeiro.

MANIFESTAÇÃO CLÍNICA

Classificação das formas clínicas da PCM

-Paracoccidioidomicose infecção: = - Paracoccidioidomicose doença: >(14:1)

- Forma aguda/subaguda

- Forma crônica -Unifocal -Multifocal -Forma residual ou sequelar

Forma aguda/subaguda (tipo juvenil)

- 3 a 5% dos casos da doença, predominando em crianças e adolescente

- distribuição é semelhante em crianças dos gêneros masculino e feminino.

-caracteriza-se por evolução mais rápida. -Em ordem de freqüência, podemos destacar a presença de linfadenomegalia, manifestações digestivas, hepatoesplenomegalia, envolvimento ósteo-articular e lesões cutâneas como as principais formas de apresentação desta forma da micose.

Forma crônica (adulta) -90% dos pacientes, principalmente em adultos entre os 30 e 60 anos, predominantemente, do sexo masculino. -progride lentamente, de forma silenciosa. -as manifestações pulmonares estão presentes em 90% dos pacientes.

-progride lentamente, de forma silenciosa. -as manifestações pulmonares estão presentes em 90% dos pacientes.

-é chamada de apresentação unifocal quando a micose está restrita a somente um órgão (pulmões em 25% dos casos). -geralmente, envolve mais de um órgão simultaneamente (apresentação multifocal), sendo pulmões, mucosas e pele os sítios mais acometidos pela infecção. -a avaliação imunológica deverá ser realizada em todas as variedades clínicas, trazendo informações acerca do prognóstico e da atividade da doença, essenciais para o acompanhamento clínico e controle de cura da micose. -os critérios de gravidade (leve, moderado e grave) podem auxiliar no planejamento da terapêutica do paciente, sendo esses, porem são subjetivos. Entretanto, alguns parâmetros devem ser utilizados para enquadrar de maneira correta cada doente dentro da classificação (comprometimento do estado geral, perda de peso, tipo de linfadenopatia supurada ou não e gravidade do envolvimento pulmonar). -seqüelas caracterizam-se pelas manifestações cicatriciais que se seguem ao tratamento da micose.

Forma residual ou sequelar A PCM é uma doença sistêmica, cuja resposta do hospedeiro ao agente infectante consiste de processo inflamatório granulomatoso crônico, que leva à fibrose. Nos estágios mais avançados da resposta inflamatória, há um aumento substancial na produção de citocinas capazes de induzir o acúmulo de colágeno, entre elas TNF- e TGF- . O acúmulo de colágeno e a formação de fibrose podem levar a alterações anatômicas e funcionais dos órgãos acometidos durante a infecção, particularmente os pulmões. -Fibrose pulmonar foi descrita em cerca de 50% dos pacientes com infecção crônica deste órgão. -O envolvimento adrenal em cerca de 40 a 50% dos indivíduos submetidos a necropsia. 15 a 50% dos pacientes podem evoluir com redução da função desta glândula. Cerca de 3% dos pacientes apresentam doença de Addison necessitando reposição hormonal. -O sistema nervoso central é comprometido em cerca de 6 a 25% dos casos de PCM, sendo sua apresentação mais comum representada por lesões expansivas, únicas ou múltiplas, em hemisférios do cérebro, cerebelo ou de ambos. Os pacientes freqüentemente evoluem com déficit motor, síndrome convulsiva (epilepsia) e/ou hidrocefalia. O envolvimento cerebelar ocorre em cerca de 20 a 30% dos casos de neuro-PCM, sendo comum a evolução rápida para hipertensão intracraniana, levando a necessidade de derivação ventricular. O potencial de seqüelas das formas neurológicas desta micose é bastante substancial. -O processo de fibrose decorrente do envolvimento de mucosas e pele pode causar alterações crônicas de voz (disfonia por lesão de corda vocal), obstrução laríngea com necessidade de traqueostomia, redução da rima bucal e sinéquia de nádegas. Nas formas agudas, as seqüelas mais comuns são obstrução de linfáticos abdominais com síndrome de má absorção e perda de proteínas (linfangectasia intestinal) e quadros de icterícia obstrutiva.

DIAGNÓSTICO - encontro de elementos fúngicos sugestivos de P. brasiliensis em exame a fresco de escarro ou outro espécime clínico (raspado de lesão, aspirado de linfonodos) e/ou fragmento de biopsia de órgãos supostamente acometidos.

Exames sorológicos: As provas sorológicas específicas têm importância não apenas no auxílio diagnóstico como, particularmente, para permitir avaliação da resposta do hospedeiro ao tratamento específico. Atualmente, são disponíveis em diferentes serviços de referência os métodos de imunodifusão dupla (ID), contraimunoeletroforese (CIE), imunofluorescência indireta (IFI), ensaio imunoenzimático (ELISA) e imunoblot (IB). Estes testes apresentam

(CIE), imunofluorescência indireta (IFI), ensaio imunoenzimático (ELISA) e imunoblot (IB). Estes testes apresentam

sensibilidade entre 85% e 100%. O título de anticorpos específicos anti-P. brasiliensis tem correlação com a gravidade das formas clínicas, sendo mais elevados na forma aguda- subaguda da doença. A especificidade dos testes sorológicos varia de 85% a valores próximos de 100%, na dependência da técnica utilizada. Tendo em vista a maior simplicidade do teste, a não necessidade de equipamentos de maior custo, a sensibilidade > 80% e a especificidade > 90%, bem como pela experiência acumulada nas últimas décadas, a reação de imunodifusão dupla em gel-agar situa-se atualmente como principal método de diagnóstico sorológico da PCM. O ELISA representa um método alternativo para o sorodiagnóstico da PCM, mais rápido e mais apropriado para exame de grande número de soros. É técnica mais sensível, porém sua especificidade é menor do que a da ID, exigindo cuidadosa padronização e interpretação dos resultados positivos.

A reação de imunoblot permite especificar os tipos de anticorpos séricos contra os diversos

determinantes antigênicos do fungo. Outra abordagem diagnóstica consiste na demonstração de anticorpos ou antígenos em outros fluídos, incluindo líquido cefalorraquiano, lavado bronco-alveolar e urina.

TRATAMENTO - inclui medidas de suporte às complicações clínicas associadas ao envolvimento de diferentes órgãos pela micose além da terapêutica antifúngica específica.

- P. brasiliensis é fungo sensível à maioria das drogas antifúngicas, inclusive aos sulfamídicos. Conseqüentemente, vários antifúngicos podem ser utilizados para o tratamento desses pacientes, tais como anfotericina B, sulfamídicos (sulfadiazina, associação sulfametoxazol/trimetoprim), azólicos (cetoconazol, fluconazol, itraconazol).

- itraconazol como a opção terapêutica que permitiria o controle das formas leves e

moderadas da doença em menor período de tempo, mas a combinação sulfametoxazol- trimetroprim é a alternativa mais utilizada na terapêutica ambulatorial dos pacientes com

PCM. -Pacientes com formas graves devem receber anfotericina B ou associação sulfametoxazol/ trimetoprim por via intravenosa.

Duração do tratamento relaciona-se à gravidade da doença e ao tipo de droga utilizada. Usualmente, o tratamento é de longa duração, para permitir o controle das manifestações clínicas da micose e evitar as recaídas. O paciente deve permanecer em tratamento e acompanhamento até a obtenção dos critérios de cura, com base nos parâmetros clínicos, radiológicos e sorológicos. -Além do tratamento antifúngico específico, o paciente deverá receber assistência para as condições gerais como desnutrição, tratamento odontológico, doença de Addison e co- morbidades (tuberculose, aids, enteroparasitoses, infecções bacterianas pulmonares). Os pacientes com formas graves de PCM, com perda de peso > 10%, associada à dificuldade de deglutição e comprometimento do estado geral, insuficiência respiratória, sinais ou sintomas neurológicos ou evidências de comprometimento de adrenais, devem preferencialmente realizar o tratamento em regime hospitalar. As drogas que podem ser empregadas nestes casos graves são a anfotericina B ou solução intravenosa de sulfametoxazol/trimetoprim, na dose de duas ampolas cada 8h até melhora clínica do paciente que permita a introdução da medicação antifúngica oral. -O voriconazol, um novo antifúngico triazólico de segunda geração, disponível em apresentações oral e intravenosa, apresenta uso potencial em PCM. Sua boa penetração no sistema nervoso central aponta para seu uso na terapêutica da neuroPCM

CRITÉRIOS DE CURA

em PCM. Sua boa penetração no sistema nervoso central aponta para seu uso na terapêutica da

Clínico: Desaparecimento dos sinais e sintomas da doença, incluindo a cicatrização das lesões tegumentares, involução das linfoadenopatias e recuperação do peso corporal. Freqüentemente, persistem sintomas residuais, decorrentes das sequelas da PCM. Estes sintomas não representam atividade da doença. Radiológico: Estabilização do padrão das imagens cicatriciais radiológicas pulmonares em duas teleradiografias registradas com intervalo de três meses. Imunológico: Negativação dos títulos de imunodifusão dupla ou estabilização do título em valores baixos, menores ou iguais a 1:2, observadas em duas amostras de soro coletadas com intervalo de seis meses, após o período de tratamento recomendado para itraconazol ou sulfametoxazol/ trimetoprim. Por este motivo, após a interrupção do tratamento uma vez observados os critérios de cura, os pacientes devem ser acompanhados ambulatorialmente, uma vez ao ano, com exame clínico e sorológico, se necessário. A positivação ou aumento do valor do título da reação de imunodifusão dupla pode preceder a recaída clínica. Portanto, frente a esta situação está justificada a reintrodução da terapêutica antifúngica e o acompanhamento do paciente, como já descrito na doença ativa.

do paciente, como já descrito na doença ativa. Agente: Coccidioides immitis ; por inalação de seus

Agente: Coccidioides immitis; por inalação de seus conídeos. É um fungo dimórfico que cresce como bolor filamentoso no meio ambiente; micélios se fragmentam produzindo artroconpideos; sua fase tecidual é em forma de esférula.

Habitat: “ Doença do Novo mundo”, uma vez que é limitada às Américas. Áreas quentes e áridas, desérticas são as de maior endemicidade. Tocas de tatu.

Transmissão: via inalatória. As infecções primarias são geralmente auto-limitadas, porém em uma pequena parcela de vítimas pode levar a doença pulmonar progressiva e disseminada, podendo atingir as meninges e/ou a pele.

DIAGNÓSTICO:

-sorológico: antígenos tanto na fase de crescimenteo qto na fase de esférula - observação de esférulas em tecidos com em tecido infectado, corado com HE -cultivos em meios de cultura.

Histopatologia: esférulas com endosporos, muito contagioso

TRATAMENTO: anfotericina B; em casos de meningite é difeicil tratar pois essa droga tem baixo poder de penetração na BHE; o fluconazol é tbm utilizado.

poder de penetração na BHE; o fluconazol é tbm utilizado. -Agentes = Candida albicans ou Candida
poder de penetração na BHE; o fluconazol é tbm utilizado. -Agentes = Candida albicans ou Candida

-Agentes = Candida albicans ou Candida sp -Habitat = natureza (solo, água, frutas, vegetais) -biota normal de orofaringe, TGI, vagina e pele de humanos e animais.

-Habitat = natureza (solo, água, frutas, vegetais) -biota normal de orofaringe, TGI, vagina e pele de

-Distribuição geográfica = cosmopolita -Frequência = 4º patógeno em Infecções Hospitalares -Candidíase oral = 90% pacientes com AIDS -Candidíase vaginal = 75% das mulheres em idade fértil

Sob circunstâncias predisponentres, os fungos tem acesso hematogênico a partir da orofaringe ou do TGI quando a barrira mucosa é rompida ou quando seringas e cateteres são contaminados. Os órgãos mais aferados são pulmões, baço, fígado, coração e cérebro; podem ainda levar a endoftalmite e lesões cutâneas.

MORFOLOGIA: se multiplicam pela formação de blastósporos, pseudo-hifas e hifas septadas

-Hifas e Pseudohifas = diferenças nas propriedades de superfície e invasão (maior adesão, absorção e dano).

Em locais de menor teor de O2 há queda de nutrientes, o que ativa fatores de transcrição que estimulam a formação de pseudo-hifas; na candidíase vaginal isso leva alteração do pH e aumento de glicogênio. Essa mudança morfológica tbm pode ser estimulada por ativação de diferentes antígenos; quando a manose é reconhecida por TLR, a RI é mediada por th1 e IL12, forma-se a levedura; as hifas se desenvolvem quando a manose é reconhecida por CR3 FC, o que estimula a il4, il10 il40. (EMC)

SÍNDROME CLÍNICA A Candida sp pode causar grande espectro de doenças: localizadas na pele e unha; doenças que afetam a superfície mucosa da boca, vagina, esôfago e árvore brônquica; e doenças que se disseminam e acometem muitos sistemas de órgãos.

Candidíase mucocutanea crônica (CMC): síndromes caracterizadas por infecções superficiais crônicas na pele, unha e orfaringe. Não há tendência a disseminação; pode-se observar anormalidades nas células T.

Candidíase disseminada: um dos principais problemas em imunossuprimidos, Em indivíduos com HIV: desenvolvem infecções graves de orofaringe e do TGI superior, mas raramente tem doença sistêmica.

Os indivíduos sadios parecem apresentar uma intensa imunidade natural a esses organismos, sendo que a imunidade celular apresenta papel mais importante que a humoral nesse processo de proteção.

FATORES DE VIRULENCIA:

A adesão desses microrganismos a células epiteliais e endoteliais, células imunes, matriz extracelular e superfícies inertes (formando biofilmes), depende de MANANOPROTEÍNAS.

Apresenta enzimas extracelulares as quais, degradam IgA de mucosas, fatores do complemento, colágeno, albumina, hemoglobina, proteínas celulares = dano celular. Entre essas está a asportil-ácido-proteinase.

As fosfolipases são responsáveis por atividade em membranas do hospedeiro permitindo invasão de tecidos.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

são responsáveis por atividade em membranas do hospedeiro permitindo invasão de tecidos. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Cutanea: dermatite, dor forte, frio a altas temperaturas; Unhas: região da cutícula, aumento de destruição da matriz Mucosa Muco-cutânea crônica: defeito crônico a candida, devido provavelmente a defeitos no sistema imunológico. Disseminada

Candidíase vaginal: na fase estrogênica, há proliferação do epitélio, aumento de glicogênio e queda de pH, os fungos gostam dessa situação e se desenvolvem em pseudo-hifas, proliferando-se até a região do colo do útero.

Em homens também acomete região genital, levando a lesões no prepúcio. Gestantes não devem realizar parto normal, para que não haja contaminação do recém- nascido.

Probabilidade de Candidíase hospitalar em pacientes de alto risco 1,7 vezes maior para cada classe de antibiótico prescrito 7,2 vezes maior com o uso de cateter central 10,4 vezes maior quando isolado Candida de outros sítios 18,1 vezes maior quando em hemodiálise ou em respiração artificial

DIAGNÓSTICO

MÉTODOS DIRETOS:

-Exame direto = KOH 20%, Gram -Histopatológico -Isolamento em cultura = Sabouraud, Chromoagar

METODOS INDIRETOS -Detecção de metabólitos

(D-arabinol, manana,

- Detecção de DNA

(PCR, Hibridização “ in situ”)

- Deteção de antígenos

(aglutinação com látex, IMH, IF)

- Detecção de anticorpos (ID, IF, CIE, Elisa, Western-blot)

Detecção de anticorpos (ID, IF, CIE, Elisa, Western-blot) -1,3-glucana, enolases, aspartil proteinase) TRATAMENTO

-1,3-glucana, enolases, aspartil proteinase)

TRATAMENTO

Poliênicos = Nistatina e Anfotericina B Imidazólicos = Cetoconazol, Itraconazol, Fluconazol Equinocandinas Para infecções em imonocompetetes os antifúngicos são administrados de forma tópica.

Corrigir a condição de base Alteração do pH, evitar umidade, higiene, reposição de flora, controle de diabetes, resposta imune, iatrogênica.

Alteração do pH, evitar umidade, higiene, reposição de flora, controle de diabetes, resposta imune, iatrogênica.
AGENTES: C. neoformans cosmopolita, solo com fezes de pombos, aves e sucos de frutas C.

AGENTES: C. neoformans cosmopolita, solo com fezes de pombos, aves e sucos de frutas C. gattii áreas tropicais e sub-tropicais (Austrália, sul da Califórnia/USA, Brasil,Venezuela, Zaire), em troncos, folhas e ocos de Eucalyptus camaldulensis e outras árvores.

Freqüência -15-30% em pacientes com AIDS (países subdesenvolvidos) -30-60% desses pacientes morrem em 12 meses Transmissão = Via inalatória Hospedeiro = Paciente com déficit da imunidade celular (AIDS, transplantados, neutropênicos).

Morfologia: fungo dimófico, porem é uma levedura encapsulada a 25°C a 37°C. A cápsula é formada por mucopolissacarídeo ácido, a qual é indispensável para a patogenicidade e importante para o diagnóstico. O pulmão constitui o local primário de infecção, mas o microorganismo tem alta predileção pela disseminação sistêmica para cérebro e meninges.

EPIDEMIOLOGIA Sorotipos A e D são isolados das excretas de pombos, sobrevivendo assim, em meio alcalino rico em N 2 e hipertônico. Tem distribuição mundial.

SINDROME CLÍNICA

As infecções pulmonares são quase sempre assintomáticas; é muito comum a presença de um nódulo isolado, o qual pode ser confundido com carcinoma, devendo essa massa ser retirada para diagnóstico. A disseminação a partir desse foco primário causa meningite, sendo também observados cefaléia, alterações de estado mental e febre. No SNC pode assumir a forma de massa intracerebral expandida, causando sérios sintomas.

FATORES DE VIRULENCIA

Cápsula ( CO2, Fe, Glicose)

• Bloqueio da fagocitose por leucócitos

• Depleção dos fatores do complemento

• Inibição da quimiotaxia de leucócitos

• Indução de fatores supressores e Linf T supressores e apoptose

• Inibição da apresentação de Ags

• Inibição da linfoproliferação

• Perda da regulação da secreção de citocinas pró-inflamatórias.

Fenoloxidase ação sobre substratos fenólicos (catecolaminas-dopamina) derivados da tirosina, produzindo melanina que seqüestra reativos intermediários do oxigênio com atividade antifúngica- tropismo pelo SNC. Genes LAC1 e LAC2

Urease produção de amônia com alteração do pH que inativa fatores do complemento e enzimas lisossomais.

e LAC2 Urease – produção de amônia com alteração do pH que inativa fatores do complemento

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

-Exame direto = Tinta nankim (cápsula) -Histopatológico = Mucicarmim (polissacarídeos) -Isolamento em cultura Sabouraud sem cicloheximida Meios com compostos fenólicos = melanina -Aglutinação com partículas de latex -Sensibilidade a antifúngicos -Tipagem sorológica e molecular -Identificação de Cryptococcus Assimilação de inositol Urease (+) Cápsula

TRATAMENTO

A criptococose pulmonar é geralmente autolimitada e pode ser curada por excisão do nódulo

pulmonar; a meningite, no entanto é fatal se não tratada. O tratamento é a anfotericina B.

é fatal se não tratada. O tratamento é a anfotericina B. A pneumonia causada por esse

A pneumonia causada por esse fungo está associada a uma série de condições de debilitação,

sendo muito freqüentes em recém-nascidos e crianças desnutridas, pessoas com AIDS, e

outras imunodeficiências.

A transmissãp de um indivíduo para outro ocorre principalmente por inalação de gotículas e

contato íntimo. Está presente em muitas pessoas com doença totalmente assintomática.

Manifestações clínicas

-Assintomática

-Pneumonia infantil com caráter epidêmico: crianças prematuras e mal-nutridas -Pneumonia em crianças e adultos imunodeprimidos: Febre baixa insidiosa, longa duração, pneumonia instersticial bilateral aguda, opacificação da regiao peri-hilar, dispnéia, taquipneia, tosse seca, raro derrame pelural - Infecção extra pulmonar (2-3% dos pacientes) - Alta mortalidade; lesões nodulares podendo conter material necrótico e calcificação principalmente em linfonodos, baço, rim, fígado, coração, medula óssea.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

-Coleta de amostras:

escarro induzido

broncoscopia lavado broncoalveolar

biópsia

-Exame direto:

PAS, azul de toluidina, Calcofluor, prata. -Cultura: Incultivável Métodos indiretos:

Pesquisa de antígenos com anticorpos monoclonais, Imunohistoquímica, Sorologia, PCR = não diferencia colonização

Pesquisa de antígenos com anticorpos monoclonais, Imunohistoquímica, Sorologia, PCR = não diferencia colonização

Tratamento: sulfametoxazol e trimetoprim, pentamidina Coleta de amostras:

escarro induzido broncoscopia lavado broncoalveolar biópsia

induzido broncoscopia – lavado broncoalveolar biópsia Não forma corpos escleróticos em aidéticos. Agentes:
induzido broncoscopia – lavado broncoalveolar biópsia Não forma corpos escleróticos em aidéticos. Agentes:

Não forma corpos escleróticos em aidéticos.

biópsia Não forma corpos escleróticos em aidéticos. Agentes: Aspergillus fumigatus e Aspergillus sp Habitat:
biópsia Não forma corpos escleróticos em aidéticos. Agentes: Aspergillus fumigatus e Aspergillus sp Habitat:

Agentes: Aspergillus fumigatus e Aspergillus sp Habitat: solo, vegetação e propagado pelo ar Distribuição: cosmopolita Transmissão: inalatória Hospedeiro: neutropênicos, TMO, patologias linfohematopoiéticas, tuberculose, fibrose cística, queimados.

Indivíduos imunocompetentes não são suceptíveis à forma sistêmica, a qual é oportunista. O fungo não faz parte da microbiota humana. A aspergilose alérgica pode ocorrer inicialmente como um processo benigno e se agravar a medida que o paciente envelhece; o distúrbio respiratório aumenta com a idade levando a bronquiectasia; o colapso de um segmento de pulmão resulta em fibrose.

respiratório aumenta com a idade levando a bronquiectasia; o colapso de um segmento de pulmão resulta

Na colonização secundária, pode ocorrer uma situação crônica com desconforto, com exceção

de alguns surtos ocasionais de hemoptosee formação de uma ‘bola de fungos’ nos pulmões. A aspergilose sistêmica é grave e fatal. Em imunocomprometidos, o fungo se dissemina a partir

do seu local primário de infecção para tecidos contíguos sem considerar os planos teciduais.

FATORES DE VIRULÊNCIA

- Termotolerância (capacidade de crescimento a 37ºC)

- Conídios muito pequenos (2-3μm) que facilitam a inalação dessas estruturas permitindo-as

adentrar nos espaços alveolares

- Gliotoxina (potente inibidor do sistema mucociliar que compromete a expulsão dos conídios

inalados e também inibe consideravelmente a ação de células fagocíticas e de linfócitos T) - - -