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ADMINISTRAÇÃO ESTÁCIO (EAD)

RESUMO SEMINÁRIOS INTEGRADOS EM ADMINISTRAÇÃO

AULA 1

AULAS ON-LINE

O CILO SINAES

Nesse primeiro momento, conheceremos a estrutura do SINAES, compreendendo os métodos avaliativos existentes, os órgãos responsáveis e as etapas burocráticas que fazem parte de todo o processo. O SINAES analisa as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes. O processo de avaliação leva em consideração aspectos como ensino, pesquisa, extensão, responsabilidade social, gestão da instituição e corpo docente. O SINAES reúne informações do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e das avaliações institucionais e dos cursos. As informações obtidas são utilizadas para orientação institucional de estabelecimentos de ensino superior e para embasar políticas públicas. Os dados também são úteis para a sociedade, especialmente aos estudantes, como referência quanto às condições de cursos e instituições.

O que compõe o SINAES?

- Autoavaliação/CPA

- Avaliação in loco dos Cursos/IES

- ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes)

Componentes principais do SINAES

O SINAES é formado por três componentes principais e O SINAES avalia todos os aspectos que

giram em torno desses três eixos: Avaliação das instituições + Avaliação dos cursos + Avaliação dos estudantes = SINAES

IGC Índice Geral de Cursos da Instituição

Indicador de qualidade construído com base em uma média ponderada das notas dos cursos de Graduação e Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) das Instituições. Assim, sintetiza em um único instrumento a qualidade de cada uma.

Divulgado anualmente, o resultado final do IGC é expresso em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5).

CPC - Curso A

CPC - Curso B

Notas da Capes

AUTOAVALIAÇÃO As instituições realizam a autoavaliação continuamente e publicam o relatório anual com os

AUTOAVALIAÇÃO

As instituições realizam a autoavaliação continuamente e publicam o relatório anual com os resultados, ações realizadas, potencialidades e fragilidades de cada uma das dez dimensões avaliadas pelo MEC. O relatório da autoavaliação deve conter a identificação dos meios e recursos necessários para a realização de melhorias, assim como uma avaliação dos acertos e equívocos do próprio processo de avaliação. Este relatório é um instrumento que compõe o processo de avaliação.

CENSO E CADASTRO

Anualmente, o Inep realiza a coleta de dados sobre a educação superior que irá compor o CADASTRO das IES. Por meio de um questionário eletrônico, as IES respondem sobre sua estrutura e cursos. Durante o período de preenchimento do questionário, os pesquisadores institucionais podem fazer, a qualquer momento, alterações ou inclusões necessárias nos dados de suas respectivas instituições. Após esse período, o sistema é fechado para alterações e os dados são colocados à disposição das IES, sob a forma de relatório, para que haja a consulta, validação ou correção das informações prestadas.

ENADE

O que é?

Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Para que serve?

Para aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências e avaliar a qualidade das Instituições de Ensino Superior de todo o Brasil.

Por que devemos estimular os alunos?

O resultado passará a fazer parte do currículo pessoal do estudante, bem como dos resultados da Universidade. O Enade é componente curricular obrigatório. Sem ele, o aluno não cola grau e não recebe o diploma.

Quais os benefícios para o aluno?

Valorização do certificado da Estácio no mercado de trabalho (à medida que os cursos forem bem avaliados pelo Enade).

Quem deve fazer o exame?

Todos os alunos concluintes do 2º semestre do ano em questão e do 1º semestre do ano seguinte serão selecionados para realizar o Exame.

Quais são os instrumentos?

• A prova.

• O questionário socioeconômico do estudante (respondido em período anterior a data da prova através da página do INEP). Após a responder ao questionário o aluno visualiza o local de prova.

Como a prova é composta?

A prova é composta de 40 questões no total, sendo 10 questões da parte de formação geral e 30 da parte de conhecimento específico da área, contendo as duas partes questões discursivas e de múltipla escolha. Prova de Conhecimento específico da área vale 75% da nota.

Quando acontece?

Em regra, acontece ao final do mês de novembro, domingo, às 13h.

AULA 2

FORMAÇÃO GERAL GRUPO DE TEMAS I

Arte, Cultura e Filosofia

Por que é preciso entender um pouco de arte, cultura e filosofia?

CULTURA = ajuda a entender os comportamentos sociais.

FILOSOFIA = contribuir para uma reflexão mais profunda sobre as questões do nosso tempo.

ARTE = mostra ideias e situações através ponto de vista do artista.

Cultura

Vejamos os conceitos básicos de cultura:

• É toda forma de intervenção humana na natureza;

• Transmitida de geração a geração, nas diferentes sociedades;

• Criação exclusiva dos seres humanos;

• Múltipla e variável, no tempo e no espaço, de sociedade para sociedade.

A cultura se desenvolveu da possibilidade da comunicação oral e de fabricação de instrumentos, capazes de tornar mais eficiente o aparato biológico humano. Então, que tudo o que o homem faz, aprendeu com os seus semelhantes e não decorre de imposições originadas fora da cultura. Uma vez parte da estrutura humana, a cultura define a vida, e o faz não através das pressões de ordem material, mas de acordo com um sistema simbólico definido, que nunca é o único possível. A cultura, portanto, constitui a utilidade, serve de lente através da qual o homem vê o mundo e interfere na satisfação das necessidades fisiológicas básicas. Embora nenhum indivíduo conheça totalmente o seu sistema cultural, é necessário ter um conhecimento mínimo para operar dentro do mesmo.

Um novo paradigma: O Multiculturalismo

Para Boaventura de Sousa Santos, em ambas as concepções (universalistas e relativistas) o conceito de dignidade humana está incompleto, uma vez que a noção esta atrelada a cada uma das pré-compreensões culturais. Assim, torna-se impossível estender à universalidade, noções de direitos humanos sem considerar a diversidade conceitual oriunda da multiplicidade cultural existente. É preciso criar um novo paradigma comunicativo que propicie uma mediação e conciliação dos valores de cada cultura. Nos dizeres do autor: um diálogo intercultural.

Arte = Desde que o mundo é mundo o ser humano constrói seus próprios objetos, suas coisas, como podemos ver nos exemplos abaixo:

Em algum momento já sentimos o efeito de uma obra de arte sobre nós, que pode ser: Encanto; Estranheza; Repúdio; Prazer; Contemplação; Bem-estar.

“Mulher com sombrinha” (1875) é uma das mais famosas obras do pintor francês impressionista Claude Monet. O que mais nos encanta neste quadro não são as jovens retratadas, mas o modo sutil pelo qual a luz e a brisa conservam-se na tela como que para sempre aos nossos olhos.

História da Arte

Vamos, agora, fazer uma rápida viagem através da História da Arte, passando por suas fases.

Arte Pré-Histórica

Consideramos como arte pré-histórica as manifestações que surgiram antes das primeiras civilizações, ou seja, antes da escrita.

Idade Antiga

Período compreendido entre a invenção da escrita e a queda do Império Romano do Ocidente.

Arte Egípcia, Arte Grega, Arte Romana e Arte Islâmica.

Idade Média

Arte.Românica

Idade Média Arte.Românica Arte Gótica Idade Moderna Renascimento. Barroco

Arte Gótica

Idade Média Arte.Românica Arte Gótica Idade Moderna Renascimento. Barroco

Idade Moderna

Renascimento.

Idade Média Arte.Românica Arte Gótica Idade Moderna Renascimento. Barroco

Barroco

Idade Contemporânea Neoclassicismo. Romantismo Realismo Impressionismo

Idade Contemporânea

Neoclassicismo.

Idade Contemporânea Neoclassicismo. Romantismo Realismo Impressionismo

Romantismo

Idade Contemporânea Neoclassicismo. Romantismo Realismo Impressionismo

Realismo

Idade Contemporânea Neoclassicismo. Romantismo Realismo Impressionismo

Impressionismo

Expressionismo Cubismo Filosofia

Expressionismo

Expressionismo Cubismo Filosofia

Cubismo

Expressionismo Cubismo Filosofia

Filosofia

A Filosofia possui data e local de nascimento: final do séc. VII e início do séc VI a.C. nas colônias

gregas da Ásia menor na cidade de Mileto o primeiro filósofo foi Tales de Mileto. Surge pela

necessidade de um outro tipo de explicação para a ordem do mundo explicação racional. Explicação racional: coerente, justificada, por argumentos (lógicos e não contraditórios) formando PENSAMENTOS, IDEIAS E CONCEITOS.

Atividade filosófica ou Proposta da filosofia: formação do Pensamento crítico, justificado, sistemático.

Razões para filosofar

Luiz Sayão elenca três razões que dão importância ao ato de filosofar:

Detectarmos o nosso próprio sistema de valores;

Adquirimos capacidade crítica para filtrar o que nos é apresentado;

Entendermos nossa época, as tendências da sociedade e interpretar o mundo.

Ciência, Tecnologia e Inovação

Há muito tempo, digamos assim; quando o bicho homem resolveu descer da árvore, ele iniciou uma jornada em busca do conhecimento para obter possíveis respostas a questões relacionadas aos problemas do seu dia-a-dia. Algumas destas respostas eram construídas de forma mística, à medida que utilizavam a mitologia para explicá-las.

Quando o homem passou a questionar estas respostas e a buscar explicações mais plausíveis, por meio da razão, excluindo suas emoções e suas crenças religiosas, passou-se a obter respostas mais realistas que, demonstradas, muitas vezes de forma ingênua, se aproximavam mais da realidade das pessoas e por isto, talvez, passaram a ser bem aceitas pela sociedade. Podemos dizer que essa nova forma de pensar do homem foi que criou a possibilidade do surgimento da ideia de ciência e que sua tentativa de explicar os fenômenos, por meio da razão, foi o primeiro passo para se fazer ciência.

Ciência vem do latim scientia, "conhecimento" = qualquer conhecimento ou prática sistemáticos.

Em sentido estrito, ciência se refere ao sistema de adquirir conhecimento pesquisando, mas baseado no método científico, bem como ao corpo organizado de conhecimentos conseguidos através de tais pesquisas.

Tecnologia

A tecnologia, enquanto domínio de uma técnica e o meio para um determinado fim ou uso, é o

resultado de uma atividade essencialmente humana. Toda tecnologia, todo avanço tecnológico tem por finalidade a realização de desejos humanos. Os avanços tecnológicos neste século XXI com mais impacto no dia a dia das pessoas estão relacionados à tecnologia da informação (celulares e computadores ultra rápidos e multimídias); à biotecnologia, sobretudo na área médica (instrumentos/máquinas de diagnósticos e tratamentos sofisticados); e às tecnologias industriais, com grandes mudanças nas relações de trabalho (nos setores de serviço, na indústria e na agricultura). Os avanços tecnológicos têm sido muitos nestes últimos tempos. O Wi-Fi revolucionou as comunicações sem fios. A marca foi licenciada originalmente pela Wi-Fi Alliance

para descrever a tecnologia de redes sem fio embarcadas (WLAN) baseadas no padrão IEEE

802.11.

O termo Wi-Fi foi escolhido como uma brincadeira com o termo "Hi-Fi" e pensa-se geralmente

que é uma abreviatura para wireless fidelity, no entanto a Wi-Fi Alliance não reconhece isso. O

padrão Wi-Fi opera em faixas de frequências que não necessitam de licença para instalação e/ou operação.

Democracia

Do grego demo = povo e cracia = governo, ou seja, governo do povo. Sistema em que as pessoas de um país podem participar da vida política. Esta participação pode ocorrer através de eleições, plebiscitos e referendos. Na democracia, as pessoas possuem liberdade de expressão e manifestação de suas opiniões. A Democracia é o sistema (regime) de organização social mais eficiente para se cultivar e se praticar a liberdade de ação e de expressão. Embora tenha surgido na Grécia Antiga, a democracia foi pouco usada pelos países até o século XIX. Até este século, grande parte dos países do mundo usavam sistemas políticos que colocavam o poder de decisão nas mãos dos governantes. Já no século XX, a democracia passou a ser predominante no mundo.

No Brasil, as pessoas podem escolher seus representantes (vereadores, deputados, senadores,

prefeitos, governadores e presidente) através do voto nas eleições. Existe liberdade de expressão e

os

direitos de manifestação são garantidos pela Constituição Brasileira de 1988.

Ética

O

valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos. Cada sociedade e cada grupo possuem seus próprios códigos de ética. Além dos princípios gerais que norteiam o bom funcionamento social, existe também a ética de determinados grupos ou locais específicos. Neste sentido, podemos citar:

termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de

ética médica, ética de trabalho, ética empresarial, ética educacional, ética nos esportes, ética jornalística, ética na política, a bioética etc.

Cidadania

Cidadão é um indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade.

A questão da exclusão e das minorias

A exclusão social diz respeito à impossibilidade de acesso do indivíduo às mesmas condições de

vida e de desenvolvimento pleno de suas potencialidades possibilitadas aos demais e pode ter como raiz uma série de causas, dentre a quais o fator econômico, social, racial, de gênero, ou outro

qualquer, sobressair como um fator determinante causador de exclusão. O que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Acabar com a exclusão social e com a discriminação às minorias significa garantir a todos o respeito aos seus direitos fundamentais e a eleição da dignidade da pessoa humana como farol iluminador de todas

as relações no seio da sociedade plural. Democracia hoje é vontade da maioria com respeito às minorias. Minorias: não podem ser oprimidas pela maioria. Todos têm direitos.

Diferenças

O direito à diferença se revela nas diferenças individuais: crença, gênero, idade. Respeitar e dar espaço para estas diferenças se manifestarem é uma atitude democrática e desejável. O grau de desenvolvimento de uma democracia pode ser medido por este respeito.

Desigualdade e equidade Social

Desigualdade Social É criada a partir das relações sociais.Ricos têm direito à educação e saúde de qualidade, pobres não; a sinalização nas ruas é pensada apenas para quem “vê”.

Equidade Social Todos são iguais em direitos. Ex.: Direito de ir e vir. Mas, tratar a todos, sem considerar suas necessidades específicas, gera a desigualdade. Equidade: é a diferença dentro da igualdade. Sem equidade não existe democracia

AULA 3

FORMAÇÃO GERAL GRUPO DE TEMAS II

Ecologia

Ecologia é uma ciência (ramo da Biologia) que estuda os seres vivos e suas interações com o meio ambiente onde vivem. Se perguntarmos ao leigo o que é Ecologia, ele dirá que é estudar a natureza, não deixar que ela morra, evitar a contaminação dos rios e mares, a poluição do ar, as queimadas e assim por diante. Mas, a questão ambiental também constitui uma área de atuação desta ciência, já que a mesma possui seus princípios e preceitos, que vão muito além da degradação provocada pelo homem no ambiente.

Educação ambiental

É no contexto dito anteriormente que surge a Educação Ambiental. Ela objetiva o contato direto entre o homem e o meio, o resgate e a conscientização de que o meio é relevante à sobrevivência, à saúde, ao bem-estar do indivíduo; o desenvolvimento do sentido ético-social diante das diferentes problemáticas ambientais, a orientação do ser humano em relação ao ambiente e o exercício de cidadania, na busca de melhorias na qualidade de vida.

Biodiversidade

A biodiversidade é definida pela Convenção sobre a Diversidade Biológica como “a variabilidade entre os seres vivos de todas as origens, a terrestre, a marinha e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte: isso inclui a diversidade no interior das espécies, entre as espécies e entre espécies e ecossistemas”.

Então, vejamos:

Biodiversidade é o estudo da variedade de espécies de organismos vivos encontrados nos diversos ecossistemas do planeta. A Biodiversidade está vinculada tanto ao número de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa dessas categorias. O termo Biodiversidade foi originado em 1980 por Thomas Lovejoy e desde 1986 a nomenclatura tem sido usada no que se refere à diversidade da natureza viva.

Biodiversidade brasileira

Abaixo, seguem algumas informações sobre a Biodiversidade brasileira:

1 - O Brasil detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis.

2-

Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em biodiversidade vegetal.

3-

Nenhum outro país tem registrado tantas variedades de orquídeas e palmeiras catalogadas.

4- Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente o MMA, eles podem representar apenas 10% da vida no país.

Como várias regiões ainda são muito pouco estudadas pelos cientistas, os números da biodiversidade brasileira tornam-se maiores na medida em que aumenta o conhecimento.

Sustentabilidade

Uma consciência ecológica de preservação do planeta, por parte de todos os habitantes do planeta Terra, faz-se necessária. Mude o mundo! Pequenas ações individuais são a maior força transformadora que se conhece. Ter uma atitude consciente em relação aos nossos hábitos de consumo é a melhor (e talvez única) maneira de se mudar o mundo. Economize água, luz, recicle seu lixo, faça a sua parte e ajude a construir um futuro para todos. A qualidade de vida das gerações futuras está comprometida!

Multiculturalismo

Vive-se atualmente o contexto do mundo globalizado, a era da informação. Dentro desta realidade tem-

se que o mundo é multicultural. Mas o que, afinal, vem a ser multiculturalismo?

Mas o que, afinal, vem a ser multiculturalismo? Globalização A Globalização não é um fenômeno novo.

Globalização

A Globalização não é um fenômeno novo. É só lembrarmos das Grandes Navegações realizadas por

portugueses e espanhóis e veremos que até mesmo a descoberta do Brasil já faz parte de um processo de integração global. Só que naquela época não se utilizava este termo. O termo globalização designa um fenômeno de abertura das economias e das respectivas fronteiras em resultado do acentuado crescimento das trocas internacionais de mercadorias, da intensificação dos movimentos de capitais, da circulação de pessoas, do conhecimento e da informação, proporcionados quer pelo desenvolvimento dos transportes e das comunicações, quer pela crescente abertura das fronteiras ao comércio internacional. No final da década de 1980 que o termo globalização começa a ser utilizado, designando não apenas a mundialização da economia, mas também o intercâmbio cultural e a interdependência social e política ao

nível mundial. Veja, abaixo, algumas das características da Globalização:

Mundialização da economia; Fragmentação das atividades produtivas nos diferentes territórios e continentes; Desconcentração do aparelho estatal; Expansão de um direito paralelo ao estado; Internacionalização do estado; Desterritorialização e reogarnização do espaço de produção.

Processo de integração dos países

A integração dos países gerou:

• Liberalização econômica. • Revolução nos transportes. • Revolução nas telecomunicações.• Popularização da Internet. • Homogeneização cultural. • Processo contraditório economicamente

Consequentemente: Redução dos postos de trabalho com a automação + Empresas vão para outros países. Ex.: Saipen transfere escritórios da Itália para a Croácia. + Extinção de profissões. Ex: extenógrafo, datilógrafo. = DESEMPREGO

Críticas à globalização

As três pessoas mais ricas do mundo têm ativos superiores ao PIB (Produto Interno Bruto) somado dos 48 países mais pobres. Só os países ditos desenvolvidos, têm capacidades tecnológicas e os recursos necessários para realizar investimentos tecnológicos e cooperam entre si, a fim de solucionar vários problemas que lhes vão surgindo. Á medida que, fruto da globalização, o mundo passa de uma economia agrícola a uma industrial e desta para uma de informação, as limitações e falhas dos mercados explicam cada vez mais o aumento do desemprego, e os mercados mostram-se incapazes de poder administrar os seus recursos eficientemente.

Internet: Ferramenta de globalização

A internet é um sistema de dimensões gigantescas, que abrange todo o mundo e que tem potencialidades surpreendentes. O esquema, a seguir, mostra a origem da Internet:

Ano de 1962. Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Americanos criam rede de comunicação militar forte o bastante para resistir a um ataque nuclear. Rede funciona mesmo com a destruição de um ou mais máquinas.

Vejamos, agora, as vantagens e as desvantagens no uso da Internet:

Vantagens -> Suporta milhões de documentos, recursos, bases de dados e uma variedade de métodos de comunicação; Se bem aproveitada, é oportunidade para melhorar a educação e a comunicação dos últimos tempos; De fácil acesso a qualquer ponto do planeta; Desenvolvimento da ciência e tecnologia; Divulgação de descobertas e trocas de informações importantes a nível científico; De fácil utilização; Divulgação de notícias e acontecimentos importantes à humanidade; Alertas e pedidos de ajuda internacionais; Fácil acesso à cultura; Disponibilidade de todo o tipo de informação.

Desvantagens -> Má utilização das informações; Utilização do desenvolvimento tecnológico e científico para a pirataria; Redes de pedofilia; Organização de grupos terroristas; Perca de privacidade; Perca do diálogo verbal (troca de ideias e informações) entre as pessoas.

Nem tudo que é veiculado na Internet pode ser encarado como verdade. Existem diversas informações, sejam elas de cunho pessoal ou até mesmo educativo, que são distorcidas e publicadas por pessoas leigas e/ou mal intencionadas.

Geopolítica

A Geopolítica é uma área da Geografia que tem como objetivo fazer a interpretação dos fatos da atualidade e do desenvolvimento político dos países usando como parâmetros principais as informações geográficas. Ela visa também compreender e explicar os conflitos internacionais da atualidade e as principais questões políticas.

Políticas públicas

São diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público que se apresenta através dos programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou não, com a participação de entes públicos ou privados, para garantir um direito de cidadania.

Falta de política de planejamento urbano

A falta de um planejamento urbano, de políticas públicas voltadas a uma ordenação do crescimento das cidades, ocasiona diversos problemas sociais e ambientais.

Saúde

Existem medidas que podem ser tomadas a fim de melhorar a saúde de um país, mas existem também atitudes que não precisam partir do Governo, por exemplo, mas sim, de cada um de nós, como a doação de órgãos, que pode salvar muitas vidas.

Violência, Segurança e Defesa

Lei Maria da penha => LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.

Violência contra o idoso => A violência contra os idosos é um mal que cresce a cada dia na sociedade. De acordo com Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, os casos de violência a idosos aumentaram de 7.160 (2011) para 21.404 (2012). A maioria dos idosos não denunciam os maus tratos que sofrem, porque, geralmente, são parentes que os praticam e eles têm a tendência de querer protege- los, diz a ministra da SDH, Maria do Rosário.

Violência contra a criança => A maioria dos casos de violência à criança é praticada por familiares ou por conhecidos desses familiares. Essa violência pode ser psicológica (discriminação, negligência) ou física (abusos sexuais e castigos). A criança que sofre tais marcas pode ter complicações em seu desenvolvimento, onde sua saúde e sua capacidade cognitiva são comprometidas.

Trabalho escravo => Mesmo com a abolição da escravatura em 13 de maio de 1888, trabalhadores ainda encontram-se em situações bastante similares às da época da escravidão. Eles são submetidos a condições paupérrimas de trabalho, de moradia, ao abuso de poder, à ausência de segurança em suas atividades, entre outras situações que abalam a saúde e o bem-estar.

Desenvolvimento sustentável

Desenvolver o mundo em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades (melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência).

Será que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável? Para isso existem Conferências, como a Eco 92 e a Rio+20. Porém, com o passar dos anos, os problemas ambientais aumentam e soluções, medidas, não saem do papel.

Os seis aspectos prioritários do desenvolvimento sustentável

- A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc).

- A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver).

- A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o

ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal).

- A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc).

- A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas

(erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios).

- A efetivação dos programas educativos.

AULA 4

FORMAÇÃO GERAL GRUPO DE TEMAS III

Identidade de gênero e identidade sexual

A identidade de gênero, é um constructo constituído por vários componentes estruturados em diferentes

épocas e por várias influências. Identidade sexual representa o conjunto de características sexuais que diferenciam cada pessoa das demais e que se expressam pelas preferências sexuais, sentimentos ou atitudes em relação ao sexo. É o sentimento de masculinidade ou feminilidade que acompanha a pessoa ao longo da vida. Nem sempre está de acordo com o sexo biológico ou com a genitália da pessoa.

Gênero

Para Grossi (2005), gênero é uma construção cultural, processado na educação formal e informal de homens e mulheres, contrariamente do senso comum, que compreende que biologicamente o sexo, por

si só, determina os comportamentos masculinos e femininos.

Gênero = Maneira que as diferenças entre mulheres e homens assumem nas sociedades, no transcorrer

da história. Sexo = Diferenças anátomo-fisiológicas existentes entre os homens e as mulheres.

Desigualdades de gênero

As desigualdades de gênero foram construídas historicamente, em decorrência de um modelo de sociedade, marcadamente Patriarcal. Na contraposição dessa organização social, nasce o Feminismo, tendo características de um movimento social e político, com objetivo de igualdade dos sexos. Patriarcal = Modelo baseado em uma forte organização sexual hierárquica, partindo do domínio masculino na esfera familiar, transposta para a esfera pública.

Questões de gênero

Quando começamos a refletir sobre as relações entre mulheres e homens nos damos conta que quase que espontaneamente nossas sociedades atribuem mais poder, maior valor, maior força organizativa, maior força política aos homens e deixam as mulheres em segundo plano”. (Ivone Gebara)

Para combater essa diferenciação, existe o feminismo. Mas é importante entendermos:

FEMINISMO => propõe que homens e mulheres são iguais em direitos e liberdade. É uma teoria elaborada por mulheres que tomaram consciência das discriminações que sofrem apenas por serem mulheres e se uniram para tentar mudar essa realidade.

MACHISMO => consiste na discriminação baseada na crença de que os homens são superiores às mulheres.

A mulher no mercado de trabalho

As mulheres constituem 70% dos mais pobres no mundo, nos últimos 20 anos, o número de mulheres que vive abaixo da linha de pobreza cresceu 50%; No Brasil, de todas as pessoas que recebem o salário mínimo, 53% são mulheres; o preço da hora de trabalho de uma mulher chega, em média, a custar 14,3% a menos do que aquela paga a um homem; As mulheres representam a maioria dos trabalhadores em tempo parcial e do setor informal e têm uma taxa de desemprego maior que o setor masculino.

Viver em igualdade

Novas relações mundiais implicam numa nova compreensão do lugar do ser humano mulheres e homens no conjunto das instituições sociais e nos ecossistemas. Entretanto, sabemos bem, que um novo mundo de relações não acontece de uma hora para outra. Ele vai se preparando lentamente ao longo de séculos de História até que passa a ter maior visibilidade e passa a integrar os novos comportamentos sociais. Pelo trabalho o homem se relaciona, com o mundo físico e com o mundo cultural de todos os homens. A existência humana seria garantida, aqui, pelo trabalho, em que pese o fato de muitos homens trabalharem e não conseguirem garantir sua subsistência, enquanto outros tantos, não trabalham e esbanjam existência.

As diversas relações de trabalho ao longo da história

Segundo Mozart Victor Russomano temos: "regime da escravidão, regime da servidão, regime das corporações, regime das manufaturas e, finalmente o regime do salariato" (1984: 105). Vamos ver, cada um deles, a seguir:

Escravidão na Antiguidade => Servidão na Idade Média => Regime das corporações => Regime das manufaturas => Regime salariato

Redes Sociais

Rede Social é uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres humanos entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos. O conjunto resultante é como uma malha de múltiplos fios, que pode se espalhar indefinidamente para todos os lados, sem que nenhum dos seus nós possa ser considerado principal ou central, nem representante dos demais. Não há um “chefe”, o que há é uma vontade coletiva de realizar determinado objetivo. (Withaker, 1998)

Redes Sociais na Web

Redes Sociais na web são as páginas/canais que propiciam a interação entre pessoas de diferentes regiões, oferecendo diversos recursos para que a mesma aconteça. O conceito de responsabilidade social aplicado à gestão dos negócios se traduz como um compromisso ético voltado para a criação de valores para todos os públicos com os quais a empresa se relaciona: clientes, funcionários, fornecedores, comunidade, acionistas, governo, meio ambiente.” (ETHOS. Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social). A Responsabilidade social tem a ver com a consciência social e o dever cívico, dando-lhe o caráter coletivo e que por isso a Responsabilidade social busca estimular o desenvolvimento do cidadão e fomentar a cidadania individual e coletiva.

AULA 5

INTEGRAÇÃO CURRICULAR

Nesta aula, você conhecerá o Projeto Pedagógico do Curso de Administração e compreenderá a importância desse documento acadêmico para a instituição de ensino superior e para o aluno.

Aqui abordaremos os principais elementos contemplados por esse PPC, como, por exemplo, a concepção do curso, os objetivos, o perfil do egresso etc.

A partir da apresentação do perfil do egresso discutiremos as competências e habilidades que são

desenvolvidas no aluno no decorrer do curso de Administração de modo a capacitá-lo a se tornar competitivo no mercado de trabalho, considerando o que é estabelecido nas diretrizes curriculares específicas para o curso, bem como nas diretrizes estabelecidas pelo INEP. Analisar o Projeto Pedagógico

do Curso de Administração da Estácio e seus principais elementos; Determinar o perfil do profissional de Administração que o curso pretende formar.

A ESTÁCIO para atender às suas funções principais, busca implementar a formação de um sujeito

competente, crítico, reflexivo, criativo e propositivo capaz de intervir na sociedade em prol da transformação da realidade. Nessa perspectiva, a política da empresa para o ensino de Graduação está orientada para o enfrentamento de uma realidade marcada pela globalização e pela exclusão social, buscando disponibilizar oportunidades educacionais a uma parcela expressiva da população,

independentemente da origem econômica, racial e cultural, oferecendo uma formação ampla, voltada para a aplicação dos conhecimentos aprendidos na resolução de problemas do cotidiano. Desde 2005 com a aprovação das Diretrizes Curriculares pelo Conselho Nacional de Educação os cursos de Administração puderam, em função das peculiaridades regionais de cada um, conferir uma identidade própria, aproximando-se mais das necessidades do mercado de trabalho. Isso permitiu um diálogo permanente entre escolas, alunos e empresas, gerando maior atração pelos egressos dos cursos de

Administração. Esta atualização permanente dos currículos tem sido fundamental para que a parceria entre Instituições de Ensino Superior e Empresas seja cada vez mais sintonizada. Afinal, os alunos de Administração devem receber conhecimentos que se traduzirão em competências, habilidades e atitudes

- que sejam também de interesse do mercado de trabalho, ou seja, das empresas que serão os futuros empregadores. Ao definir o Projeto Pedagógico de um curso, torna-se necessário contextualizar o

ambiente profissional em que o seu egresso deverá se inserir, o que permitirá o estabelecimento não só do seu perfil, como também a identificação de conteúdos que comporão a matriz curricular do curso e as estratégias para o oferecimento de atividades acadêmicas complementares que possibilitem ao discente

o desenvolvimento de competências necessárias à sua inserção qualitativa no mercado.

Concepção do Curso

O Curso de Administração da ESTÁCIO representa a concretização de objetivos estratégicos decorrentes

da análise dos cenários e perspectivas da região onde se concentram as expectativas de espaços profissionais para o futuro egresso, sem desconsiderar a possibilidade de mercados diversos decorrentes do mundo globalizado, cujas fronteiras comerciais se eliminam e o processo de adaptação das empresas ao sistema de concorrência internacional enseja a participação de profissionais altamente competentes. Assim, a Coordenação do Curso e o Núcleo Docente Estruturante (NDE) pensaram estrategicamente para planejar e promover ações que criem um ambiente de aprendizagem constante, incorporado na situação de trabalho, que atrele as competências individuais às estratégias do negócio, potencializando as contribuições dos segmentos que compartilham o conhecimento na área da Administração. O Curso de Administração da ESTÁCIO representa a concretização de objetivos estratégicos decorrentes da análise dos cenários e perspectivas da região onde se concentram as expectativas de espaços profissionais para o futuro egresso, sem desconsiderar a possibilidade de mercados diversos decorrentes do mundo globalizado, cujas fronteiras comerciais se eliminam e o processo de adaptação das empresas ao sistema de concorrência internacional enseja a participação de profissionais altamente competentes. A partir da visão de integração é imprescindível reconhecer a estrutura curricular como um mecanismo propiciador e

estimulador de condições adequadas ao funcionamento do Curso de Administração no contexto da

ESTÁCIO. O PPC foi criado de forma integrada pelo Coordenador do Curso e os professores que compõem

o NDE. Esta organização permite que sejam consideradas as expectativas e as necessidades das demandas locais, regionais e nacionais.

Condições do curso

O Curso de Administração atende às novas exigências de formação dos estudantes e de acesso à

informação qualitativa, resultantes das novas estruturas de trabalho em um entorno em constante movimento. Além disso, agrega um novo cenário de ensino e aprendizagem no qual se encontra inovação das práticas pedagógicas, redesenho da proposta metodológica e mudança no papel docente, visto que todos os professores e alunos ensinam e aprendem em uma construção coletiva. Desde sua concepção, o curso está constantemente se modificando com o intuito de atender às novas demandas do ambiente. Assim, a Coordenação do Curso e os professores membros do NDE estão sempre atentos, planejando e

implementando ações que contribuem para a criação de um ambiente de aprendizagem contínua de modo que permita ao aluno desenvolver competências individuais. Nesse sentido, a estrutura curricular torna-se um importante instrumento que contribui no sentido de permitir um funcionamento adequado.

Projeto Pedagógico do Curso

O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) é um documento acadêmico que concentra a concepção do curso de

graduação em Administração. Este documento contempla vários elementos desde a história da criação do curso, objetivos, perfil do egresso, estrutura curricular, trabalho de conclusão de curso, estágio supervisionado etc. O PPC do curso de Administração está, fundamentado na autonomia e no desenvolvimento de atividades, modelando um desenho para o ensino e aprendizagem que garanta condições básicas para inserção satisfatória no mundo do trabalho, à plena atuação na vida cidadã e os meios para continuar aprendendo.

Linhas Gerais de Habilidades

Com o objetivo de atender o perfil profissional desejado, pretende-se desenvolver nos estudantes três linhas gerais de habilidades:

- Habilidade conceitual (o saber aprender), para perceber, dentro de uma visão abrangente e integradora

do mundo e da sociedade, as diferenças culturais, econômicas e étnicas e suas sinergias.

- Habilidade humana (saber ser), que capacita para trabalhar com pessoas, entendendo os processos

motivacionais e utilizando-se de técnicas de liderança situacional.

- Habilidade técnica (o saber fazer), ou seja, a capacidade de aplicação dos conhecimentos técnicos,

métodos e ferramentas necessárias à execução de atividades específicas ligadas à profissão escolhida.

Objetivos

Gerais Formação de um profissional crítico com capacidade de leitura dos diferentes contextos em que

as organizações atuem, visando assegurar níveis de competitividade, sustentabilidade e de legitimidade frente às transformações que vem ocorrendo no mundo do trabalho.

Propiciar ao aluno o desenvolvimento de competências que consolidem a capacidade crítica e reflexiva para a formação de um profissional empreendedor e gerenciador de negócios, com condições de compreender a complexidade e as contradições que delineiam a dinâmica organizacional do mercado e

da sociedade, valorizando a inovação e o desenvolvimento sustentável.

Específicos Identificar as características da dinâmica empresarial de forma a alocar apropriadamente recursos humanos e físicos, em consonância com a missão e os objetivos organizacionais. Atuar em ambiente de mercado globalizado e de grande competitividade. Estabelecer estratégias para tomadas de decisão, com vistas ao alcance dos resultados organizacionais previstos. Adotar uma visão empreendedora com vistas à geração e consolidação de novos negócios; Atuar de forma ética em um ambiente de competitividade e internacionalização do mercado.

Público-alvo Estudantes que concluíram o ensino médio, graduados, pós-graduados, professores e outros que tenham interesse no Curso de Graduação em Administração. Perfil do Egresso A constituição do Curso de Administração permitirá ao egresso uma formação generalista que o capacite a compreender as questões técnico-científicas e socioeconômicas, bem como a identificar e solucionar problemas nos diversos ambientes organizacionais, respeitadas as diferenças regionais e locais.

Estrutura Curricular

O currículo foi concebido como uma realidade dinâmica, flexível, propiciando a integração teoria e

prática, o diálogo entre as diferentes ciências e saberes, e as atividades facilitadoras da construção de competências. Buscou, no âmbito do ensino, implementar uma dinâmica curricular integradora, capaz de assegurar um processo de formação, onde as diferentes disciplinas estão integradas. De acordo com as políticas institucionais, o Curso de Administração buscou ainda acompanhar as transformações científicas,

técnicas, sociais e culturais, o que se concretiza mediante a realização de constantes atualizações no currículo, viabilizando a renovação e adequação do Curso às demandas da moderna sociedade.

Princípios da estrutura curricular

A

interdisciplinaridade; ação-reflexão-ação; contextualização:

do

estrutura

curricular

curso

está

submetida

aos

seguintes

princípios:

flexibilização;

FLEXIBILIZAÇÃO A flexibilização do currículo se caracteriza tanto pela verticalidade, quanto pela horizontalidade. A flexibilização vertical prevê diferentes formas de organização do saber ao longo do período de formação. A flexibilização curricular horizontal possibilita ao aluno o aproveitamento, para fins

de integralização do curso, de várias atividades acadêmicas complementares. Essas atividades são

importantes para a formação do aluno e constituem o pilar de apoio para diversidade, proporcionando o cenário no qual o aluno possa, de fato, ter à disposição as variadas alternativas de percurso curricular. Essa flexibilização é assegurada pela oferta de um conjunto de atividades acadêmicas articuladas que cria as condições para a realização de atividades como: seminários, congressos, colóquios, oficinas, encontros,

festivais, palestras, exposições, cursos de curta duração, cursos on-line, dentre outras.

INTERDISCIPLINARIDADE O princípio da interdisciplinaridade propicia o diálogo entre os vários campos do conhecimento bem como, sua integração. Visa superar uma organização curricular tradicional, que coloca as disciplinas como realidades estanques, fragmentadas, isoladas e dificulta a apropriação do conhecimento pelo aluno. A interdisciplinaridade, busca favorecer uma visão contextualizada e uma percepção sistêmica da realidade, permitindo uma compreensão mais abrangente do saber.

Ela tem sua origem na necessidade de corrigir os desvios causados pela fragmentação disciplinar,

resultante da compartimentação que marca a produção científica de caráter positivista. A integração

entre as disciplinas do currículo propicia condições para a pesquisa e para a criação de modelos explicativos que efetivamente consigam captar a complexidade da realidade. Permite, também, a

reorganização e a recomposição dos diferentes âmbitos do saber por meio do estabelecimento de intercâmbios cognitivos.

A interdisciplinaridade, dessa forma, permite integrar o saber, propiciando a compreensão da relevância e

do significado dos problemas estudados, favorecendo, consequentemente, os processos de intervenção e

busca de soluções. Expressa ainda, a necessidade de reconstruir o pensamento em novas bases, recuperando dimensões como a criatividade, a imaginação e a capacidade de lidar com a incerteza.

A interdisciplinaridade não significa uma justaposição de saberes, nem implica uma comunicação reduzida

entre as disciplinas. Envolve a elaboração de um contexto mais geral, no qual as disciplinas em contato

são modificadas, passando a depender claramente uma das outras. Promove, portanto, intercâmbios mútuos e recíprocas integrações entre as disciplinas.

CONTEXTUALIZAÇÃO A contextualização envolve o estabelecimento de uma relação de reciprocidade entre o aluno e o objeto de conhecimento, favorecendo uma aprendizagem significativa, uma vez que está baseada nos diferentes âmbitos e dimensões da vida pessoal, social e cultural dos alunos. Refere-se à busca de adequação do currículo às características dos alunos e do ambiente socioeconômico e cultural, permitindo relacionar as atividades curriculares com o cotidiano dos alunos e com o contexto social. Assim, para atender a esse princípio, busca-se adequar à realidade local e regional o processo ensino- aprendizagem, articulando as diferentes ações curriculares às características, demandas e às necessidades de cada contexto.

AÇÃO-REFLEXÃO-AÇÃOA ação-reflexão-ação é um princípio norteador do processo ensino- aprendizagem neste curso, que se concretiza através da realização das atividades estruturadas pelos alunos. Essas atividades se constituem como componente curricular obrigatório vinculado às disciplinas da matriz curricular.

Vamos conhecer alguns itens obrigatórios para conclusão do curso:

Atividades Acadêmicas Complementares (AAC) As Atividades Acadêmicas Complementares (AAC) tem

a finalidade de incentivar o aluno a realizar desde os primeiros períodos do Curso, ações práticas

relacionadas à futura profissão, possibilitando uma melhor qualificação para o mercado de trabalho. Essas atividades viabilizam a integração ensino, pesquisa e extensão e o desenvolvimento de ações de

responsabilidade social, proporcionando aos alunos a vivência de situações que contribuem para o crescimento dos alunos como cidadãos e profissionais.

Estágio Supervisionado em Administração É concebido como conteúdo curricular implementador do perfil do egresso. Sendo assim, a matriz curricular do curso contempla a disciplina de Estágio Supervisionado em Administração, composta de 300 horas e apresenta regulamento específico.

Integralização do curso O Curso de Administração integraliza-se em, no mínimo, 08 semestres letivos e, no máximo, em 16 semestres letivos, com uma carga horária total de 3092 horas.

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Componente curricular obrigatório para que o aluno conclua o curso e receba o grau de bacharel em Administração. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) será desenvolvido na modalidade de artigos científicos, seguindo orientações de regulamentação própria aprovada pelo Colegiado do Curso.

AULA 6

TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO

Teorias administrativas: surgimento e ênfase

As teorias administrativas surgiram ao longo do século XX como tentativa de solucionar os problemas existentes em sua época. Assim, cada teoria apresentava uma ênfase, segundo a visão de seu idealizador, para contribuir com a melhoria da atuação do administrador. Veja, a seguir, um breve histórico da evolução das teorias administrativas, bem como a ênfase que cada uma dava aos processos administrativos:

histórico da evolução das teorias administrativas, bem como a ênfase que cada uma dava aos processos
histórico da evolução das teorias administrativas, bem como a ênfase que cada uma dava aos processos
histórico da evolução das teorias administrativas, bem como a ênfase que cada uma dava aos processos

Administração científica de Taylor

Essa teoria foi criada pelo engenheiro Frederick Winslow Taylor, no início do século XX, nos EUA e a ênfase estava na tarefa. O nome atribuído foi uma tentativa de aplicar métodos científicos à Administração.

A Administração Científica de Taylor não é considerada uma teoria porque seus experimentos e princípios

não puderam ser validados. Apesar disso, ainda hoje, é possível identificarmos seus princípios, especialmente, nas linhas de produção (fábrica, fast-food etc.).

É claro que ela sofreu adequações para continuar. Para isso, trouxe contribuições e foi alvo de críticas devido ao tratamento que dispensava aos trabalhadores.

Qual era a proposta da Teoria da Administração científica?

A proposta principal de Taylor era eliminar o problema do desperdício identificado nas fábricas. O

engenheiro ficava incomodado com a falta de padronização dos métodos de trabalho.

Assim, ele teve sua atenção voltada para: O método do trabalho; Os movimentos necessários para realização de uma tarefa; O tempo padrão. isso contribuiu para a especialização do trabalhador (operário) e para a Organização Racional do Trabalho (ORT).

Períodos da Administração científica de Taylor

Podemos dividir a Administração científica de Taylor em dois períodos. Veja:

1º PERÍODO DE TAYLOR No ano de 1903, Taylor expõe pela primeira vez suas teorias no livro intitulado

Administração de Oficinas. Neste trabalho, ele tinha sua atenção voltada para as técnicas e racionalização

do trabalho por meio do estudo dos tempos e movimentos.

2º PERÍODO DE TAYLOR Em 1911, Frederick Taylor publicou a obra denominada Princípios de Administração Científica. Ele identificou de que forma a racionalização do trabalho realizado pelo operário deveria ser acompanhada de uma estruturação geral das empresas.

Na visão de Taylor, as fábricas apresentavam três problemas importantes:

Vadiagem sistemática dos operários;

A gerência desconhecia o fluxo de atividades;

Métodos de trabalho e técnicas não uniformes.

Neste período, Taylor introduziu os quatro princípios básicos:

Princípio de planejamento; Princípio de preparo dos trabalhadores; Princípio de controle; Princípio da execução.

Organização Racional do Trabalho (ORT)

A partir de uma análise do trabalho, Taylor identificou que os operários aprendiam a realizar suas tarefas pelo método da observação dos colegas. Isso propiciava:

Diferentes métodos para executar uma mesma tarefa; Diferentes instrumentos e ferramentas para cada operação.

Então, o engenheiro considerou apropriado dividir as atividades de planejamento e de execução. Veja como ficou a organização:

Fundamentos da ORT A organização racional do trabalho surgiu a partir de uma tentativa de

Fundamentos da ORT

A organização racional do trabalho surgiu a partir de uma tentativa de Taylor de substituir métodos

empíricos e simples por métodos científicos.

Ela está fundamentada nos seguintes aspectos:

Análise do trabalho e estudo de tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Condições de trabalho. Padronização. Supervisão funcional.

A produção em massa de Ford

O engenheiro Henry Ford, um dos seguidores de Taylor, revolucionou o processo de produção de carros

porque ele entendia que era possível fabricar e comercializar carros a preços mais baratos para que as

pessoas pudessem comprar.No período de 1905 a 1910, ele promoveu a produção em massa. Veja os princípios adotados por ele e suas críticas à Administração Científica:

Princípios básicos: Intensificação, Economicidade E Produtividade

Principais críticas à Administração Científica: Superespecialização do Operário; Falta de comprovação científica; Abordagem fechada e incompleta; Limitação do campo de atuação E Visão mecanicista do homem.

Teoria Clássica da Administração de Fayol

A

teoria surgiu em 1916, na França, e seu fundador foi o engenheiro Henri Fayol, que se preocupava com

o

problema da falta de eficiência. Ao contrário de Taylor, Fayol manteve sua ênfase na estrutura que a

organização deveria ter. Para Fayol, qualquer empresa apresenta seis funções:

Técnicas; Comerciais; Financeiras; Segurança; Contábeis; Administrativas.

As funções administrativas para Fayol são representadas pelos cinco elementos:

Prever; Organizar; Comandar; Coordenar; Controlar.

A seguir, veja uma relação com os princípios gerais, bem como as críticas apresentadas à Teoria Clássica

da Administração de Fayol:

Princípios Gerais de Administração de Fayol Divisão do Trabalho; Autoridade e responsabilidade; Disciplina; Unidade de Comando; Unidade de Direção; Subordinação de interesses individuais aos interesses grupais; Remuneração de Pessoal; Centralização; Cadeia Escalar; Ordem; Equidade; Estabilidade do Pessoal; Iniciativa; Espírito de Equipe.

Principais críticas à Teoria Clássica da Administração Abordagem simplificada da organização formal;

Falta de trabalhos experimentais; Extremo racionalismo da concepção da Administração; Abordagem típica da Teoria da Máquina; Abordagem de sistema fechado.

Teoria das Relações Humanas de Hawthorne

As conclusões da experiência de Hawthorne contribuíram para o surgimento da Teoria das Relações Humanas nos EUA, tendo como responsável Elton Mayo e sua equipe de colaboradores. Podemos dizer que o aparecimento desta teoria está associado à necessidade de humanizar as relações de trabalho no início do século XX. Veja as principais críticas feitas à Teoria das Relações Humanas:

Campo experimental restrito à fábrica; Visão distorcida dos problemas; Ênfase nos grupos informais; Concepção romântica do trabalhador; Ignorância dos aspectos da organização formal.

As fragilidades apresentadas pelas Teorias Clássicas e Relações Humanas foram aspectos que contribuíram para o seu surgimento na Administração.

Teoria da Burocracia de Max Weber

A Teoria da Burocracia é resultante dos trabalhos do economista e sociólogo Max Weber, por volta dos anos 1940. A Burocracia está fundamentada na racionalidade a fim de garantir a máxima eficiência e eficácia. Essa teoria atua sobre os seguintes aspectos:

Estabilidade;

Padronização;

Previsibilidade;

Racionalidade;

Crescente

tamanho;

Complexidade

das

organizações;

Em sua teoria, Max Weber diferencia três tipos de sociedade: TRADICIONAL, CARISMÁTICA e LEGAL. CARACTERÍSTICAS Caráter legal das normas e regulamentos; Caráter formal das comunicações; Caráter racional e divisão do trabalho; Impessoalidade nas relações; Hierarquia de autoridade; Rotinas e procedimentos padronizados; Competência técnica e meritocracia; Especialização da Administração; Profissionalização dos participantes; Completa previsibilidade do funcionamento.

DISFUNÇÕES Exagerado apego aos regulamentos; Excesso de formalismo e de papelório; Resistência a mudanças; Despersonalização do relacionamento; Categorização como base do processo decisório; Superconformidade às rotinas e procedimentos; Exibição de sinais de autoridade; Dificuldade no atendimento a clientes e conflitos com o público.

CRÍTICAS Internalização das normas X especialização do funcionário; Excesso de formalismo e papelório; Resistência às mudanças; Despersonalização do relacionamento; Categorização do relacionamento; Superconformidade à rotina; Exibição de sinais de autoridade; Dificuldade no atendimento a clientes e conflitos com o público.

Teoria Estruturalista

No final dos anos 1950, surge a Teoria Estruturalista em decorrência do impasse gerado pela Teoria Clássica da Administração e pela Teoria das Relações Humanas que não foi superado pela Teoria da Burocracia. Esta teoria tem ênfase na estrutura e no ambiente. Para os estruturalistas, a sociedade é institucionalizada, ou seja, composta por instituições sociais que existem para atender a objetivos específicos. A seguir, veja os princípios e críticas da Teoria Estruturalista:

Princípios da Teoria Estruturalista Abordagem mista (diversidade das organizações); Conflitos inevitáveis; Incentivos mistos; Homem organizacional: Flexibilidade; Tolerância; Capacidade de adiar as recompensas;Permanente desejo de realização.

Críticas à Teoria Estruturalista Simplicidade das tipologias apresentadas. Teoria de transição e mudança. Análise organizacional mais ampla.

Abordagem Comportamental

Surgiu no início dos anos 1950, com uma proposta de ampliar e diversificar os conteúdos que haviam sido explorados previamente pelos mecanicistas e humanistas.

As

pessoas no ambiente de trabalho continuam sendo o alvo, porém em uma perspectiva maior.

As

críticas à Abordagem Comportamental foram:

-Não deu importância às diferenças individuais de personalidade; -Preocupou-se mais em explicar do que em formar normas.

Os nomes de destaque nesta Escola foram: Abraham Maslow, Frederick Herzberg, Douglas McGregor, Rensis Likert e Herbert A. Simon.

Abraham Maslow (Hierarquia das Necessidades Humanas)Apresentou uma Teoria da Motivação, em que as necessidades humanas (fisiológicas, segurança, sociais, estima e autorrealização) estão apresentadas em níveis, segundo uma ordem de importância e influência.

Frederick Herzberg (Teoria dos Dois Fatores) Desenvolvida para esclarecer melhor a situação do comportamento das pessoas no ambiente de trabalho. Esses fatores, quando presentes, causam satisfação. Os fatores higiênicos estão presentes no contexto do cargo, e os fatores motivacionais presentes no conteúdo do cargo. Os fatores higiênicos evitam a insatisfação no indivíduo.

Douglas McGregor (Teoria X e Y) São comparados dois estilos contrários de administrar. A Teoria X apresenta o estilo de gestão da Administração Científica, Teoria Clássica e Teoria da Burocracia. Já a Teoria Y apresenta um estilo baseado nas novas concepções da Administração.

Rensis Likert (Perfis Organizacionais) Apresentou um trabalho a respeito de uma classificação de sistemas de Administração, estabelecendo quatro perfis organizacionais que são caracterizados em relação a quatro variáveis:

- Processo decisório;

- Sistema de comunicação;

- Relacionamento interpessoal;

- Sistemas de recompensas e punições.

Em cada sistema administrativo, cada variável apresenta características diferentes:

- Sistema 1 autoritário coercitivo;

- Sistema 2 autoritário benevolente;

- Sistema 3 consultivo;

- Sistema 4 participativo.

Herbert A. Simon (Sistemas de Decisão) Desenvolveu um trabalho a respeito da tomada de decisão. Simon considera que a todo instante decisões são tomadas no ambiente organizacional. As decisões podem ser divididas em programadas e não programadas.

Desenvolvimento Organizacional (DO)

A partir do início da década de 1960, surge um movimento denominado DO que apresentava um conjunto

de ideias sobre o homem, a organização e o ambiente com a finalidade de favorecer o crescimento e o desenvolvimento das organizações.

O DO está relacionado aos conceitos de mudança e capacidade adaptativa da organização à mudança.

Essa teoria sofreu algumas críticas, veja:

- Falta de comprovação científica;

- Considerações já existentes em teorias anteriores.

Para compreender melhor essa teoria, faz-se necessário o entendimento de alguns conceitos. São eles:

CULTURA ORGANIZACIONAL Para o DO, a cultura organizacional é composta por quatro elementos:

Normas; Valores; Recompensas; Poder.

CLIMA ORGANIZACIONAL O clima organizacional é outro aspecto valorizado pelos idealizadores do DO. Assim, o clima organizacional está relacionado à atmosfera psicológica da organização, ou seja, está diretamente relacionado à maneira pela qual os integrantes da organização percebem o ambiente.

MUDANÇA ORGANIZACIONAL As mudanças no ambiente organizacional são inevitáveis e podem ser classificadas em planejadas e não planejadas. A mudança planejada consiste em preparar e adaptar à organização para as mudanças do ambiente externo. Na maioria das vezes, quando o ambiente externo é imperativo acerca da necessidade da mudança é denominado de mudança não planejada. A mudança pode ser estimulada, a partir de uma força exógena ou endógena. Os teóricos do DO consideram que as organizações devem se adaptar às constantes mudanças do ambiente.

Teoria dos Sistemas

A Teoria de Sistemas teve forte influência do biólogo Ludwig Von Bertalanfy, nos anos 1950. Ele

desenvolveu uma teoria interdisciplinar que fosse capaz de ajudar a várias ciências. A teoria proposta por

Ludwig está baseada na compreensão de que existe uma dependência recíproca de todas as partes e necessidade de integração entre elas. Veja a definição de sistemas:

Um sistema é um conjunto de partes, elementos ou componentes integrados que juntos formam um todo, e estão organizados em três partes: Entrada; Processo; Saída e feedback. Os sistemas são compostos de subsistemas que ajudam a formar o todo. Cada sistema possui um objetivo. Veja, a seguir, os tipos de sistemas:

possui um objetivo. Veja, a seguir, os tipos de sistemas: Teoria Neoclássica A Teoria Neoclássica apareceu

Teoria Neoclássica

A Teoria Neoclássica apareceu na década de 1950, em um período no qual a mudança no ambiente de negócios começa a acontecer de modo mais intenso. Daí surge a necessidade de adotar um estilo mais prático. Outro aspecto que contribuiu para o seu surgimento foi a necessidade de atualizar princípios defendidos pela Teoria Clássica da Administração e diminuir o mecanicismo dessa teoria. Na Teoria Neoclássica, o administrador tem as seguintes funções: planejamento, organização, direção e controle. Essas funções, em seu conjunto, constituem o processo administrativo. A diferença entre a teoria neoclássica e a clássica é que os clássicos defendiam a centralização enquanto que os neoclássicos estão mais inclinados para a descentralização e apresentam as vantagens e desvantagens proporcionada por ela. Veja a seguir, os princípios e críticas da Teoria Neoclássica:

Princípios básicos da Administração Divisão do trabalho; Especialização; Hierarquia; Amplitude administrativa. Crítica à Teoria Neoclássica Fundamentada no processo administrativo para explicar as funções do administrador.

Teoria Contingencial

O surgimento da Teoria da Contingência é consequência do resultado de várias pesquisas que visam

identificar os modelos de estruturas organizacionais mais apropriados em determinadas organizações. Esta Teoria tem como ideia central que tudo é relativo e não existe um único modelo que possa ser usado em todas as situações e empresas. Assim, tudo depende do momento econômico e das tecnologias existentes. A teoria defende a ideia de que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e

as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização. As variáveis

ambientais são variáveis independentes, enquanto as técnicas administrativas são variáveis dependentes dentro de uma relação funcional.

Na Teoria Contingencial, o ambiente organizacional é dividido em três partes. Veja:

o ambiente organizacional é dividido em três partes. Veja: O desenho organizacional, baseado na Teoria Contingencial,

O desenho organizacional, baseado na Teoria Contingencial, apresenta a configuração estrutural da

organização e implica no arranjo dos órgãos da estrutura no sentido de aumentar a eficiência e a eficácia.

Os fatores que afetam o desenho organizacional são: Estratégia organizacional, Modo de organizar E Políticas para integrar as pessoas na organização.

Novas Abordagens foram feitas ao Desenho Organizacional. São elas:

Adhocracia; Estrutura Matricial; Organização por equipes; Abordagens em redes.

Atividade

Organizacional. São elas: Adhocracia; Estrutura Matricial; Organização por equipes; Abordagens em redes. Atividade
AULA 7 OPERAÇÕES, PRODUÇÃO E MARKENTING Nesta aula, veremos a função de Operações, destacando o

AULA 7

OPERAÇÕES, PRODUÇÃO E MARKENTING

Nesta aula, veremos a função de Operações, destacando o seu conceito, o desenvolvimento de produtos

e serviços e o projeto de sistema de transformações, através da identificação de sequências,

equipamentos e insumos. Abordaremos ainda os conceitos de produção enxuta e cadeia de suprimentos.

Conceito de operações

Uma das principais tarefas na criação de uma empresa é a montagem de seu sistema de operações, que fornece os produtos e serviços concebidos pela função de Marketing e selecionados pelas decisões estratégicas. O sistema de operações faz a transformação e cria valor para os clientes e outras partes interessadas da empresa. Veja, a seguir, os tipos de transformações:

Nas operações industriais, os insumos passam por transformação física ou estrutural. Exemplo: frigoríficos e montadoras de automóveis.

Em empresas de prestação de serviços, a alteração é feita no próprio cliente. Exemplo: corte de cabelo e treinamentos.

No transporte, é feita uma transformação que movimenta insumos ou clientes. Exemplo: remoção de lixo e viagens de turismo.

Produtos e serviços

Os resultados dos processos de transformação são produtos e serviços, que são comprados pelos clientes

em função das suas utilidades. As operações de produção industrial e de prestação de serviços são sistemas semelhantes, com entradas, processamento e saídas. Na produção industrial, as entradas são matérias-primas, componentes, máquinas e equipamentos e mão de obra. O processamento é a transformação das matérias-primas e dos componentes. As saídas são os produtos prontos. Na prestação de serviços, a entrada é a necessidade do cliente, o processamento é a prestação de serviço e a saída é a satisfação da necessidade do cliente. No entanto, existem diferenças no fornecimento de produtos e serviços. São elas:

PRODUTOS São tangíveis; duráveis; têm a possibilidade de consertar; o consumo é postergado; fácil de medir a qualidade; têm a possibilidade de armazenar; são mensuráveis (podem ser medidos e contados); dependem de equipamentos; precisam de contato mínimo com o cliente no processo produtivo.

SERVIÇOS São intangíveis; consumo e produção são simultâneos; o resultado é customizado; impossíveis de consertar; o consumo é imediato; a qualidade é difícil de medir; são impossíveis de armazenar; dependentes de mão de obra; têm uma relação direta com o cliente durante o processo produtivo.

Organização de um sistema de operações

Para organizar o sistema de operações, o empreendedor deverá ficar atento para duas situações:

o empreendedor deverá ficar atento para duas situações: Áreas críticas Desenhar ou projetar produtos ou serviços

Áreas críticas

Desenhar ou projetar produtos ou serviços transforma a ideia do empreendedor em um resultado concreto. Tudo começa com ideias, que podem nascer das mais variadas maneiras, e passam por um processo de seleção. Com base nessas ideias, os produtos e serviços são desenvolvidos, e em seguida, o processo de transformação é estruturado. No desenvolvimento do produto ou serviço, os empreendedores podem usar a qualidade do projeto e a engenharia simultânea.

Desenho preliminar e protótipo

O desenho propriamente dito é a configuração do produto ou serviço e a produção de um protótipo. Nesta etapa, a criatividade do empreendedor é determinante para a imagem e sucesso do produto ou serviço. A primeira versão do produto é um protótipo, que pode ser um modelo físico, uma simulação de computador, uma simulação de serviço ou o primeiro exemplar real de um produto ou serviço. Ele deve ser testado por meio de uma simulação ou desempenho real, permitindo avaliar o desempenho do produto, a confiabilidade e a reação dos usuários. Isto leva à correção dos erros e ao aprimoramento do projeto.

Projeto do sistema de transformação

Junto com o desenho do produto, é preciso organizar o processo que vai fornecê-lo regularmente. Os detalhes do arranjo físico das instalações produtivas são:

IDENTIFICAR O PRODUTO OU SERVIÇO O ponto de partida para a organização do espaço físico é entender qual é o produto ou serviço e o que é necessário fazer para fornecê-lo.

IDENTIFICAR OS EQUIPAMENTOS E INSUMOS Toda operação precisa do emprego de equipamentos e insumos. A quantidade empregada definirá sua capacidade produtiva. A definição da capacidade produtiva depende do volume planejado de operações e das perspectivas de crescimento do negócio, que dependem das informações sobre a demanda e das estratégias de competitividade.

DEFINIR A APARENCIA DO LOCAL O empreendedor precisa pensar na aparência das instalações, causando boas impressões nos clientes, funcionários e visitantes, levando em consideração a limpeza, facilidade de movimentação, acesso aos instrumentos de trabalho e a informações e impacto visual positivo.

IDENTIFICAR E COLOCAR EM SEQUÊNCIA AS OPERAÇÕES Depois de definido o produto ou serviço, é preciso identificar as operações necessárias para produzi-lo e sua sequência. Para isso, desenhe um fluxograma, que mostra onde as operações começam e onde terminam. Estabeleça também os tempos padrão para cada operação.

ORGANIZAR O LOCAL DAS OPERAÇÕES O arranjo físico, ou arranjo do espaço, compreende três ambientes: instalações produtivas; estoques e manutenção; e departamentos de apoio. A forma como o local das operações é organizado determina o ritmo do processo, o aproveitamento do tempo e do espaço e a opinião do cliente sobre a qualidade das instalações.

Desempenho dos processos

A capacidade de medir o desempenho é um fator crítico para o sucesso da empresa. A medição do desempenho fornece os dados para verificar até que ponto o planejamento está sendo realizado e definir novos objetivos e padrões de desempenho. O empreendedor deve ser seletivo para escolher os indicadores para sua empresa, levando em consideração o padrão de competitividade em seu ramo de negócio. Em seguida, as principais categorias de indicadores:

Capacidade É a quantidade de unidades de produção (peças, clientes, refeições, estudantes etc.) que seu sistema de operações consegue fornecer em determinado período. A capacidade projetada é a taxa ideal de fornecimento de produtos ou serviços.

Produtividade É a relação entre os recursos utilizados e os resultados obtidos (produção). Todo processo tem um índice de produtividade, que é a quantidade de produtos ou serviços que cada unidade de recursos fornece.Ex.: quantidade de alunos por professor e quantidade de pessoas atendidas por hora.

Produtividade e qualidade combinadas A qualidade de conformidade e a contrapartida da qualidade planejada definem o conjunto das características desejadas de um produto ou serviço, que são chamadas especificações e descrevem o produto ou serviço em termos de sua utilidade, de seu desempenho ou de seus atributos.

Eficiência no uso do tempo O tempo é um recurso que deve ser usado de maneira eficiente em qualquer processo. Há três medidas principais para a eficiência no uso do tempo: produtividade do tempo; tempo de ciclo (tempo despendido entre o início e o fim de um processo); e velocidade do processo.

Flexibilidade Indica sua capacidade de fornecer produtos e serviços customizados para atender a determinadas necessidades. Torna a organização mais ágil e pode garantir vantagem competitiva.

A flexibilidade tem três variantes:

- Velocidade (mede com que rapidez a empresa consegue mudar seus processos para fazer produtos e serviços diferentes);

- Capacidade de atender a grandes flutuações na demanda por produtos e serviços;

- Capacidade de fazer diferentes produtos simultaneamente.

Produção enxuta

O sistema de produção enxuta foi desenvolvido pela Toyota especificamente para a indústria

automobilística, mas pode ser usada em todos os ramos de negócios. Tem como princípio a maximização

da eficiência por meio da eliminação de todos os tipos de desperdícios. Quando se eliminam os

desperdícios, o que sobra no processo produtivo é agregação de valor para o cliente. Os sete desperdícios mortais de qualquer processo produtivo são:

- Defeitos no processo produtivo ou erros na prestação de serviços, gerando custos de retrabalho e problemas para os clientes

- Operações desnecessárias no processo de manufatura

- Produção acima do volume necessário ou antes do momento necessário

- Tempo de esperas desnecessárias

- Estoques e equipamentos desnecessários

- Transporte de materiais sem agregação de valor

- Movimento de pessoas sem agregação de valor

Produção com qualidade e organização eficiente do espaço físico

Qualquer empreendimento deve organizar seu espaço físico de maneira eficiente, levando em consideração os seguintes princípios:

Minimize o manuseio de materiais: evite o retrabalho

Minimize as distâncias: estude o espaço físico antes de utilizá-lo

Minimize o esforço: postos de trabalhos ergonômicos

Combata a desordem: cada coisa em seu lugar

Evite a ocupação desnecessária do espaço

Procure e implemente a melhor utilização possível de todos os recursos

Maximize a flexibilidade e a visibilidade

Otimize o fluxo: elimine idas, vindas e estrangulamentos do espaço físico

Maximize a comunicação: treinamento, informação e feedback

Cadeia de suprimentos

Uma cadeia de suprimentos compreende os elos entre uma empresa e seus fornecedores, distribuidores

e clientes. A cadeia consiste de um fluxo de suprimentos dos fornecedores para o sistema de operações

da empresa e outro, da empresa para seus distribuidores e clientes. Toda empresa faz parte de uma

cadeia de suprimentos que abrange todas as atividades de transformação (produção) e distribuição (logística), desde o fornecimento de insumos até a procura pelos bens e serviços, dentro da empresa e em suas interfaces. Do lado de dentro da empresa, o empreendedor deve coordenar funções como marketing, vendas, desenvolvimento de produtos, finanças e tecnologia da informação. Administrar uma cadeia de suprimentos compreende as seguintes atividades:

● Estabelecimento de parcerias com fornecedores e revendedores;

● Coordenação do fornecimento de matérias-primas;

● Planejamento da produção;

● Processamento de pedidos;

● Administração de estoques;

● Transporte e armazenamento de suprimentos e produtos acabados;

Coordenação das atividades de atendimento dos clientes.

Áreas críticas

Marketing é o processo de planejamento e execução da concepção, definição de preços, promoção e distribuição de ideias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam objetivos individuais e organizacionais (American Marketing Association).

Marketing é um processo social por meio do qual pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros (Philip Kotler).

Marketing é o processo administrativo que identifica, antecipa e entrega/ fornece o que os consumidores requerem, gerando lucro (Institute of Marketing Reino Unido).

Marketing é a atividade humana responsável por satisfazer as necessidades e desejos através do processo

de troca (Cannon).

Dessa forma, concluímos que:

Marketing é a ciência que estuda a capacidade de aproximar os clientes, os fornecedores e o mercado em geral aos produtos e serviços, tornando-os necessários ou desejados.

É a função dentro da atividade de uma empresa que:

● Identifica as necessidades e desejos do consumidor;

● Determina que mercados-alvo a organização pode atender melhor;

● Planeja produtos, serviços e programas adequados para satisfazer esses mercados;

● Convoca a todos os que participam da organização a pensar e servir aos consumidores, superando suas

expectativas para gerar sua fidelização.

É

de extrema importância quebrar alguns mitos: Marketing não é propaganda, não é sinônimo de vendas

e

não é meramente bom senso. Ele está presente em qualquer tipo de negócio, até mesmo em

organizações sem fins lucrativos, inclusive no nosso dia a dia. O Marketing é responsável por todo o trabalho que envolve o produto de uma organização, desde a elaboração do projeto de criação até a chegada ao cliente, assegurando a satisfação do cliente depois de efetivada a compra.

Mercado

É o grupo de consumidores que tem necessidades e interesses similares, poder aquisitivo e disposição para comprar. Há dois tipos principais de mercados:

Mercado consumidor Representado pelo consumidor final, que compra produtos para seu próprio uso, para alguém da família ou para presentear.

Mercado consumidor Representado por empresas e organizações, que compram produtos e serviços para revender ou usar em suas operações.

Consumidores e clientes

Atualmente, algumas empresas fazem distinção entre consumidores e clientes, considerando que aqueles representam as pessoas e estes, as empresas. Dessa forma, para uma empresa que vende creme dental, o supermercado que compra para vender é considerado um cliente, e você, que vai ao supermercado e compra para usar, é considerado um consumidor. Os consumidores são numerosos, diversificados, informados, exigentes, detalhistas, protegidos pela legislação, difíceis de compreender e mudam de opinião. Sendo assim, um dos objetivos da função de Marketing é entender o consumidor para saber exatamente o que ofertar. Lembrando que os concorrentes estão fazendo o mesmo.

Consumidores e clientes

Uma forma interessante de entender os clientes é enquadrá-los em categorias e planejar seu esforço de Marketing para conquistá-los.

Clientes que usam e pagam Pessoas ou organizações que utilizarão diretamente o produto ou serviço, como um empresário que compra móveis para seu escritório ou uma família que compra móveis para sua casa.

Clientes que usam e não pagam É o caso das crianças, que usam os produtos comprados por seus pais.

Clientes que não usam e pagam Pessoas ou organizações que compram produtos e serviços para que outros os utilizem.

Processo de decisão de compra

A maioria dos compradores segue um processo de decisão de compra, que começa com uma necessidade ou interesse e termina depois da compra. Primeiro, surge o problema (necessidade de algum produto ou serviço); depois é preciso criar e analisar alternativas, com base em sua experiência; com essas informações disponíveis, uma das alternativas é selecionada; por fim, a realização da compra e os resultados.

Planejamento Estratégico de Marketing

Este planejamento baseia-se em três etapas principais:

SEGMENTAÇÃO DE MERCADO É o processo de dividir o mercado total de clientes em grupos homogêneos entre si, formando segmentos com as mesmas características, comportamentos e necessidades, ficando mais fácil atender o cliente. Quanto maior o conhecimento adquirido sobre os clientes, melhores serão os resultados da segmentação.

IDENTIFICAÇÃO DO MERCADO-ALVO Após definir os seus segmentos de mercado, a empresa precisa escolher os mais atrativos para atuar, dependendo das vantagens e da quantidade de consumidores existentes em cada um. para decidir em qual mercado atuar, o empreendedor deverá levar em consideração o tamanho e crescimento do mercado; a atratividade; e objetivos e recursos da empresa. A avaliação dos segmentos também permite descartar alguns grupos de consumidores que não oferecem interesse para o empreendimento.

DEFINIÇÃO DE MARKENTIG MIX O composto de Marketing (ou mercadológico) ou ainda Marketing Mix foi criado por Neil H. Borden em 1964, e representa um conjunto de estratégias usadas desde a concepção do produto até a sua colocação no mercado, para criar valor para o cliente e atingir os objetivos de Marketing na organização. Os quatro elementos básicos do composto de Marketing são:

produto, preço, praça e promoção. Cada um deles tem sua responsabilidade e importância. O empreendedor deverá adaptar esse composto às mudanças nos desejos e necessidades dos consumidores, fazendo com que o seu produto ou serviço tenha um diferencial no mercado.

Atividade

Escolha uma empresa de sucesso e identifique a segmentação de mercado e estratégia de Marketing Mix utilizadas para o encantamento e fidelização dos clientes.

AULA 8

CONTABILIDADE, FINANÇAS E CONJUNTURA ECONÔMICA

Contabilidade

Contabilidade é uma ciência que controla a situação patrimonial da organização, a sua evolução e os instrumentos usados na tomada de decisões. Desta forma, permite manter o controle permanente do patrimônio da empresa. É a coleta, registro, processamento e interpretação de informações financeiras para a tomada de decisões. Destaca-se que a tomada de decisões com implicações financeiras é uma constante na rotina de um empreendedor. O objetivo da Contabilidade é permitir que cada grupo de partes interessadas possa avaliar a situação econômico-financeira da empresa, em um determinado momento, bem como as tendências. Para cumprir este objetivo, a Contabilidade produz relatórios contábeis e demonstrações financeiras, com informações resumidas e ordenadas. Os usuários internos utilizam a Contabilidade com a finalidade de gestão. Ex.: controle, planejamento e decisão. Os usuários externos utilizam as informações contidas nos demonstrativos contábeis para a avaliação e decisão de investimentos. Ex.: investidores (identificam a situação econômica e financeira da empresa); fornecedores de crédito (avaliam a capacidade de pagamento da empresa); e bancos (usam esta informação para aprovação de empréstimos).

Há regras de aplicação geral que orientam os procedimentos e práticas da Contabilidade. Elas uniformizam e orientam a produção e avaliação da qualidade dos relatórios contábeis. Essas regras são postulados, princípios contábeis e convenções.

Demonstrações financeiras

São relatórios que classificam e quantificam as contas de uma empresa. As mais utilizadas são o balanço patrimonial, a demonstração de resultados do exercício e a demonstração do fluxo de caixa. Vejamos:

são o balanço patrimonial, a demonstração de resultados do exercício e a demonstração do fluxo de
são o balanço patrimonial, a demonstração de resultados do exercício e a demonstração do fluxo de
são o balanço patrimonial, a demonstração de resultados do exercício e a demonstração do fluxo de
Contabilidade de Custos Preocupa-se com a mensuração do valor dos estoques da empresa. Fornece ao

Contabilidade de Custos

Preocupa-se com a mensuração do valor dos estoques da empresa. Fornece ao administrador a informação do custo que a empresa teve para produzir um produto ou prestar um serviço.

A Contabilidade de Custos desempenha as funções de:

Auxílio de controle fornece dados à elaboração de padrões e orçamentos, que poderão ser comparados aos custos e receitas a serem obtidos no futuro.

Auxílio à tomada de decisões fornece informações para a determinação do preço de venda e escolha do fornecedor.

Orçamento

É um plano financeiro utilizado para a previsão de receitas e despesas, que auxilia a Administração nas

funções de planejamento, execução e controle. Ele ordena e classifica os gastos previstos para um período, assim como as entradas de recursos para cobri-los. Para elaborar um orçamento, é necessário planejar atividades e uso de recursos, bem como seu custo, levando em consideração as demonstrações financeiras já descritas (balanço patrimonial, DRE ou DFC) e a confrontação entre a expectativa e o realizado em determinado período. O orçamento não é uma ferramenta que restringe as decisões do empreendedor. Se surge uma oportunidade que consumirá mais recursos, e essas ações não estiverem previstas, é melhor refazer o orçamento para avaliar o impacto dessas escolhas no resultado da empresa.

Análise da situação econômico-financeira da empresa

Os índices ou indicadores econômico-financeiros mostram informações sobre solvência, endividamento, gestão, lucratividade e desempenho do negócio. Os principais índices que um empreendedor poderá utilizar são:

gestão, lucratividade e desempenho do negócio. Os principais índices que um empreendedor poderá utilizar são:
Pilares da boa gestão financeira Os pilares da boa gestão financeira são: SEGURANÇA, RENTABILIDADE E
Pilares da boa gestão financeira Os pilares da boa gestão financeira são: SEGURANÇA, RENTABILIDADE E

Pilares da boa gestão financeira

Os pilares da boa gestão financeira são: SEGURANÇA, RENTABILIDADE E LIQUIDEZ.

Segurança: vou receber meu dinheiro de volta? Rentabilidade: quanto vou ganhar e quando? Liquidez: é fácil transformar meu investimento em dinheiro?

Conjuntura econômica

Ambiente econômico saudável

O risco deve ser um fator que faz parte da vida dos empreendedores, que pode ser avaliado e muitas vezes ser reduzido, contornado ou eliminado. Quando o risco se mostra muito grande e não há como atuar sobre ele, é possível que o empreendedor desista de realizar o empreendimento ou mude completamente o modo pelo qual vai viabilizá-lo, para evitar correr um risco considerado excessivo demais. Um ambiente econômico saudável é condição básica para estimular investimentos na criação de empresas.

O ambiente econômico é saudável quando há incentivo para a iniciativa privada e os empreendedores potencias percebem que vale a pena correr riscos, porque há uma chance razoável de recuperar seu investimento com lucro.

Conceitos básicos de Economia

O ambiente econômico compreende basicamente três condições: conjuntura econômica, conjuntura do mercado e conjunta global. No entanto, antes de avaliar essas condições do ambiente econômico, é importante conhecer alguns conceitos da economia como:

MERCADO É o mecanismo de troca entre compradores e vendedores de bens e serviços. A demanda é determinada pelos compradores e a oferta, pelos vendedores. A maioria dos mercados é competitiva, com muitos compradores e vendedores.

CONCORRÊNCIA Para a teoria econômica, há quatro níveis de concorrências:

● Concorrência perfeita – Ocorre quando os bens oferecidos são iguais e os compradores e vendedores

são numerosos, a ponto de não influenciarem os preços individualmente, como os produtos agrícolas.

● Concorrência monopolística – Ocorre no mercado em que existem muitos consumidores e um número reduzido de produtores ou vendedores, que oferecem produtos semelhantes.

Por isso, os produtores ou vendedores podem determinar os preços de seus produtos, como indústrias automobilísticas.

● Oligopólio – Ocorre quando há poucos vendedores que não têm intenção de concorrer entre si, como a indústria de cigarros.

● Monopólio – Ocorre quando apenas um produtor ou prestado de serviços controla os preços, como as companhias de energia elétrica.

DEMANDA A demanda caracteriza o comportamento dos compradores. A quantidade demandada de um bem ou serviço é a quantidade que os compradores desejam e podem comprar. Os principais fatores que influenciam a demanda são:

● Preço – É a variável que mais influencia a demanda, compondo o que os economistas chamam de “lei

da demanda”, cujo princípio é que os consumidores comprarão mais se o preço diminuir e menos se o preço aumentar.

● Renda – Se a renda do consumidor diminuir, a demanda pela maioria dos bens, principalmente os supérfluos, tende a diminuir também.

● Gosto – É o aspecto mais importante para compor a demanda. O produto precisa agradar ao comprador potencial, senão, mesmo com um preço baixo, a demanda não aumenta.

● Preço de bens relacionados – Produtos com características semelhantes que atendem ao mesmo tipo de consumidor precisam ser acompanhados, pois influenciarão na demanda.

OFERTA É a quantidade que os vendedores estão dispostos a vender. Representa o somatório das quantidades individuais oferecidas pelos fornecedores de determinados produtos ou serviços.

Os principais fatores que influenciam a oferta são:

● Preço de venda – Há formas de apurar até que ponto a fabricação é vantajosa e em que ponto ela deixa de ser viável, sendo a melhor opção interrompê-la.

A variável do preço compõe a chamada “lei da oferta”, segundo a qual a quantidade de um bem ou

serviço aumenta quando seu preço aumenta.

● Preço dos insumos – Insumo representa tudo que será utilizada para fabricação de um produto.

Portanto, quando o preço de algum insumo aumenta, a oferta do produto diminui, porque a produção se torna menos lucrativa.

● Tecnologia – O uso da tecnologia pode diminuir o desperdício ou aumentar a produção, gerando uma redução de custo e aumentando a quantidade ofertada, pois o processo se torna mais lucrativo.

Condições do ambiente econômico

O ambiente econômico compreende basicamente três condições:

Conjuntura econômica Há três fatores macroeconômicos que afetam o desempenho de qualquer negócio: crescimento econômico, inflação ou deflação e taxa de juros.

Conjuntura de mercado A conjuntura de mercado compõe-se de quatro fatores: demanda de produtos

e serviços, competição no mercado, mercado de trabalho e regulamentação governamental.

Conjuntura global - Globalização e concorrência Globalização significa aumento da competição internacional e do livre comércio entre os países, gerando uma busca das empresas pelas vantagens competitivas de alta qualidade e preço baixo. A concorrência global devastou empresas em todo o mundo, mas também trouxe grandes benefícios para quem não ficou parado.

AULA 9 ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

Introdução

As empresas dependem de pessoas qualificadas, motivadas, integradas e produtivas para realizar seus objetivos. Para isso, a função de Administração de Recursos Humanos deve buscar a maior proximidade possível com a direção da empresa, sintonizada com o processo decisório e ligada às suas estratégias competitivas. O resultado será uma melhora no desempenho da empresa, capitalizando o potencial dos ativos humanos que dela fazem parte. Para essa nova postura estratégica, são exigidas novas habilidades dos profissionais de RH e novas maneiras de fornecer aos colaboradores motivos para que as suas ações sejam mais positivas. Para essa nova postura estratégica, são exigidas novas habilidades dos profissionais de RH e novas maneiras de fornecer aos colaboradores motivos para que as suas ações sejam mais positivas. Portanto, a função de Administração de Recursos Humanos deve aparecer estrategicamente como o elo fundamental para o sucesso das empresas.

Recursos organizacionais

Os recursos organizacionais são:

como o elo fundamental para o sucesso das empresas. Recursos organizacionais Os recursos organizacionais são:

Recursos administrativos estrutura organizacional, estratégias, políticas, controles, procedimentos,

organização

Recursos humanos pessoas que formam as organizações

Recursos financeiros capital próprio, empréstimo, receita, crédito

Recursos materiais prédios, matérias-primas, insumos, material

Recursos mercadológicos clientes, propaganda, promoção

Recursos técnicos tecnologia, processos produtivos, know-how

A Administração

organizacionais:

tem

uma

especialidade

para

administrar

cada

um

dos

diferentes

recursos

para administrar cada um dos diferentes recursos Portanto, a Administração de Recursos Humanos é a

Portanto, a Administração de Recursos Humanos é a especialidade da Administração que gere os recursos humanos das organizações.

Conceito, missão e objetos de estudo da ARH

A Administração de Recursos Humanos é um campo de conhecimento que estuda e trata todas as

questões relacionadas às pessoas no ambiente de trabalho. Seu objetivo é melhorar a qualidade de vida e

o valor do principal ativo das organizações, seu potencial humano, assim como os resultados das organizações. Tem como missão:

Promover o desenvolvimento das organizações através do desenvolvimento das pessoas;

Promover o desenvolvimento das pessoas, através do desenvolvimento das organizações.

Tem como objetos de estudo:

Os funcionários das organizações;

odos os demais temas que relacionem as pessoas às organizações.

Posição da ARH na estrutura organizaciona

A área de RH nas empresas atua em dois níveis:

Nível gerencial na maioria das empresas, como um de seus departamentos Nível de diretoria geralmente, nas grandes organizações

Estágios, subsistemas, serviços e características

Vejamos, agora, os estágios de evolução e os subsistemas da ARH, assim como os serviços prestados por

ela e suas características.

Estágios de evolução da ARH ● 1º estágio: chefia de pessoal;

● 2º estágio: gerência de pessoal;

● 3º estágio: gerência de relações industriais;

● 4º estágio: gerência/diretoria de RH.

Subsistemas da ARH ● Recrutamento e Seleção; ●Treinamento e Desenvolvimento;

● Administração de Cargos e Salários;

● Administração de Benefícios;

● Segurança e Medicina do Trabalho;

● Relações Trabalhistas e Sindicais;

● Planejamento de Recursos Humanos;

Administração de Pessoal.

Serviços prestados pela ARH ● Suprir a empresa com os recursos humanos necessários;

● Desenvolver os recursos humanos;

● Reter os recursos humanos;

● Integrar (social e funcionalmente) os recursos humanos;

● Assegurar a integridade física dos recursos humanos;

● Remunerar os recursos humanos;

● Recompensar os recursos humanos pelos desempenhos excepcionais;

● Recompensar os recursos humanos pela aquisição de competências e habilidades necessárias;

● Incentivar e mobilizar os recursos humanos para o alcance dos objetos organizacionais;

● Gerenciar o desempenho dos recursos humanos;

● Assegurar o melhor aproveitamento possível do potencial dos recursos

humanos; ● Cumprir as leis trabalhistas, os contratos individuais de trabalho, as

convenções e os acordos coletivos de trabalho e as sentenças normativas;

● Manter um relacionamento harmonioso entre a empresa, funcionários, sindicatos e o estado;

● Assegurar um bom clima organizacional.

Características da ARH ● É uma especialidade da Administração;

● É uma atividade de contatos intensos;

● É uma atividade exposta;

● É uma atividade meio;

● Seus profissionais podem trabalhar em qualquer ramo;

● É contingencial;

● É interdisciplinar.

Cargos

É uma composição de todas as atividades desempenhadas por uma pessoa (ocupante do cargo), que

podem ser englobadas em um todo unificado e que figura em certa posição formal do organograma da empresa. O cargo é a menor unidade de trabalho da empresa, sendo uma das principais ferramentas da Gestão de Pessoas. A descrição de cargo é uma definição escrita do que o ocupante do cargo faz, como faz e por que o faz. É uma lista de responsabilidades, tarefas ou funções do ocupante.

Planejamento da mão de obra

É o processo de analisar e atender as necessidades de recursos humanos da empresa. Consiste em saber

quantas pessoas serão necessárias para atender às operações da empresa e assegurar a aquisição e o emprego dessas pessoas, para que a empresa possa realizar seus objetivos. As necessidades de mão de obra de uma empresa são determinadas pelo volume planejado de operações.

Recrutamento

É um conjunto de atividades desenhadas para atrair um conjunto de candidatos qualificados para um

cargo específico de uma organização. Esses candidatos serão selecionados e treinados para ocupar as posições do quadro de funcionários da empresa. A empresa, por sua vez, deve anunciar a disponibilidade do cargo no mercado e atrair candidatos qualificados para disputá-lo. O mercado no qual a organização tenta buscar os candidatos pode ser interno, externo ou uma combinação de ambos.

recrutamento interno Atua sobre os candidatos que estão trabalhando dentro de uma organização, para promovê-los ou transferi-los para outras atividades mais complexas ou mais motivadoras. Vantagens do recrutamento interno:

● Motivação e valorização dos empregados;

 

Melhor desempenho e potencial de conhecimento;

 

Funcionários adaptados à cultura organizacional;

Processo mais rápido e econômico;

 

Estímulo ao autoaperfeiçoamento.

recrutamento

externo

Procedimento

pelo

qual

a

empresa

busca,

no

mercado

de

trabalho,

profissionais capacitados para ocupar as vagas disponíveis. Vantagens do recrutamento externo:

● Experiência requerida;

● Reciclagem do quadro de empregados;

● Renovação de pessoal;

● Aproveitamento do aperfeiçoamento do candidato.

Seleção

É o processo de escolher o melhor candidato para o cargo. Seleção é a obtenção e uso da informação a

respeito de candidatos recrutados, para escolher qual deles deverá receber a oferta de emprego. A obtenção de informações dos candidatos é o procedimento básico para selecionar pessoas, podendo acontecer através de questionários, documentos e referências de empregos anteriores. Em seguida, os

candidatos são entrevistados através de um roteiro ou com uma conversa informal.

Desenvolvimento de pessoas

São os processos que promovem a aquisição e o incremento de competências, compreendendo atividades e programas de capacitação, desenvolvimento de carreira e comunicação.

Treinamento

É o processo de ensinar aos novos empregados as habilidades básicas de que eles necessitam para

desempenhar seus cargos. Consiste no processo sistemático de alterar o comportamento dos empregados na direção do alcance dos objetivos organizacionais.Fornece aos membros da equipe as oportunidades para adquirir ou corrigir a falta de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o desempenho dos cargos que ocupam e alcance das metas e objetivos da empresa.

Gestão e avaliação de desempenho

Gestão do desempenho das pessoas São os processos utilizados para definir as atividades que as pessoas devem realizar na empresa, por meio da análise e descrição de cargos; e acompanhar e orientar o desempenho das pessoas, tendo em vista o desenvolvimento de suas carreiras e a realização dos objetivos da organização.

Avaliação de desempenho É uma apreciação sistemática do desempenho de cada pessoa, em função das atividades que ela desempenha, das metas e resultados a serem alcançados e do seu potencial de desenvolvimento. É o processo de medir o desempenho do funcionário, fornecendo ao colaborador informações sobre os seus resultados, de forma que possa aprimorar o seu desempenho.

Manutenção de pessoas

São os processos utilizados para promover a motivação e a satisfação das pessoas, por meio do atendimento de necessidades e interesses individuais e coletivos; e da criação de condições ambientais e psicológicas favoráveis para as atividades das pessoas. Compreendem programas de remuneração, recompensas, benefícios, serviços sociais, administração da disciplina, higiene, segurança e qualidade de vida no trabalho.

Atividade Proposta

No mundo de hoje, as preocupações das organizações voltam-se à globalização, às pessoas, ao cliente, aos produtos/ serviços, ao conhecimento, aos resultados e à tecnologia. As mudanças e transformações na área de RH são intensas, e nela predomina a importância do capital humano e intelectual. Relacione as palavras que fazem parte da nova Gestão de Pessoas.

RESPOSTA:

Competências, benefícios, motivação, treinamento, recrutamento, desenvolvimento.

AULA 10

ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

Introdução

O planejamento faz parte de qualquer situação em que pessoas utilizem recursos para alcançar um objetivo. Ele determina antecipadamente quais objetivos devem ser alcançados e como proceder para atingi-los. Para isso, busca basicamente um método para sistematizar o processo de decisões e projetar ações para enfrentar situações futuras. As organizações da nova economia estão inseridas em cenários cada vez mais mutantes, onde ameaças e oportunidades surgem de onde menos se espera. Portanto, faz- se necessário o uso e aplicação de estratégias dinâmicas, que tenham a informação, ou melhor, o conhecimento advindo da informação, como elemento principal do processo de formulação e implementação de estratégias. O sucesso da estratégia está na sua aplicabilidade, ou seja, no caminho percorrido entre a elaboração e implementação. ATENÇÃO Estar atento a todos os fatores que permeiam as organizações é fundamental para que os gestores formulem suas estratégias, de forma a colocá-las em condições de vitória no ambiente globalizado e altamente competitivo.

Planejamento

De acordo com Peter Drucker, “a finalidade do processo de planejamento é enfrentar a incerteza do futuro”. Dessa forma, o processo de planejamento é uma cadeia de objetivos e meios, que interfere na realidade para atingir uma realidade desejada, dentro de um intervalo de tempo. Planejar consiste em tomar três tipos de decisões:

Definir objetivos ou resultados qual situação deverá ser alcançada;

Definir um ou mais cursos de ação caminhos para atingir o objetivo;

Definir meios de execução previsão dos recursos necessários para realizar o objetivo.

Estratégia e planejamento estratégico

Estratégico significa tudo o que é importante para a realização dos objetivos de mais alto nível da empresa. Todas as empresas (pequenos negócios informais ou grandes corporações) têm estratégia e planejamento estratégico, de forma explícita ou implícita. À medida que a empresa cresce, as práticas de planejamento estratégico evoluem, para sustentar seu desenvolvimento.

Estratégia Do grego stratègós, que significa “arte do general”, define o campo de atuação, o que a organização é e pretende em um meio maior. Estratégia significa fazer escolhas claras sobre como competir. Não se pode ser tudo para todos, não importa o tamanho do negócio ou a profundidade do seu bolso (Jack Welch).

Planejamento estratégico Processo contínuo de determinação da missão e objetivos da empresa no contexto de seu ambiente externo e de seus pontos fortes e fracos internos, formulação das estratégias apropriadas, implementação dessas estratégias e execução do controle para assegurar que as estratégias organizacionais sejam bem-sucedidas quanto ao alcance dos objetivos.

Etapas do planejamento estratégico

Planejamento estratégico é o processo de definir a estratégia da empresa, englobando as seguintes

etapas:

I Definição do negócio e missão Negócio ou missão é o coração da empresa e do plano estratégico. A definição de um negócio ou missão é a base de todo o planejamento da estratégia. Vamos entender as diferenças entre negócio e missão:

- Negócio É o que sua empresa oferece em troca do dinheiro dos consumidores. Compreende os

produtos e serviços que a empresa oferece aos mercados e consumidores, sendo também conhecido como escopo. Exemplo: editoras afirmam estar no negócio da informação e educação.

- Missão É o negócio definido em termos de sua utilidade, que dá aos consumidores a motivação para trocar o dinheiro pelos produtos e serviços.

Portanto, identificar ou definir a missão significa entender qual necessidade do mercado a empresa irá satisfazer. A missão também é conhecida como proposição de valor, que engloba os benefícios que os consumidores encontram em seus produtos ou serviços. Resumindo, a missão é o propósito ou razão de ser da organização, identifica o motivo pelo qual ela existe, define a sua vocação, orienta todas as atividades da organização, traz os objetivos do negócio, a forma de atingi-los e os principais valores da empresa. Exemplo: Doutores da Alegria - "Levar alegria a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde, através da arte do teatro, nutrindo esta forma de expressão como meio de enriquecimento da experiência humana".

II Análise SWOT ou FOFA Se conhecemos o inimigo (ambiente externo) e a nós mesmos (ambiente

interno), não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas (A Arte da Guerra Sun Tzu). Uma organização é um sistema aberto, isto é, recebe influências do ambiente ao mesmo tempo em que o influencia. Desta forma, para que a empresa possa sobreviver e se desenvolver, é preciso que monitore o ambiente constantemente e se antecipe aos acontecimentos. Os especialistas em estratégia recomendam que os empreendedores, para escolher um negócio, entendam o que têm de enfrentar, e ao mesmo tempo, avaliem os recursos com os quais podem contar, ou seja, precisam aplicar a análise SWOT ou FOFA. O empreendedor deve analisar o ambiente interno, identificando as forças (strenghts) e fraquezas (weaknesses); e o ambiente externo, identificando oportunidades (opportunities) e ameaças (threats).

III Definição de objetivos estratégicos e visão

● Visão - Estado ou situação altamente desejável de uma realidade futura, considerada possível,

descrita de forma simples e objetiva e compartilhada por todos os usuários da instituição. Baseada nas aspirações e valores fundamentais para uma organização, ela procura visualizar o que será e como estará

a empresa no futuro, orientando seus colaboradores na tomada de decisão.

● Objetivos estratégicos – Os objetivos são resultados desejados ou estados futuros que a empresa pretende alcançar por meio da aplicação de esforços e recursos. Os objetivos estratégicos detalham as estratégias, definindo os resultados mais importantes desejados pelo empreendedor, e fornecem o roteiro para as pessoas agirem.

IV Vantagens competitivas Vantagens competitivas são atributos que fazem um produto, serviço ou

empresa ter a preferência dos clientes e superioridade sobre os concorrentes. A vantagem competitiva

sustentada refere-se a estratégias valiosas que não podem ser plenamente copiadas pelos concorrentes.

O objetivo é aproveitar-se das forças maximizando-as, e minimizar ou eliminar as fraquezas. As principais

vantagens competitivas que uma empresa pode desenvolver são:

● Qualidade de produto e ausência de deficiências;

● Eficiência e baixo custo das operações e dos recursos;

● Liderança na inovação;

● Disponibilidade e desempenho da assistência técnica ou dos serviços pós-venda etc.

V Implementação da estratégia Os principais meios para realização da estratégia são:

● Estrutura organizacional;

● Planejamento nas áreas funcionais;

● Políticas;

● Planos operacionais;

● Projetos.

VI Acompanhamento e controle da estratégia Depois de implementar e executar as estratégias, o

empreendedor deverá monitorar e controlar se tudo funcionou como planejou. Monitorar consiste em acompanhar a execução da estratégia, por meio do levantamento de dados. Já controlar significa comparar os dados com os objetivos, para verificar se há conformidade. O monitoramento e o controle devem ser feitos com base nos indicadores de desempenho usados para definir os objetivos estratégicos da empresa (KPIs). Além disso, também é preciso fazer um acompanhamento constante das ameaças e oportunidades do ambiente interno e externo, pois as empresas estão em um ambiente de constantes mudanças.

A administração estratégica é um processo contínuo, pois a qualquer momento um fato novo pode

comprometer a realização dos objetivos e provocar sua redefinição. Os sistemas internos, assim como o

ambiente externo, são dinâmicos e propõem desafios constantemente. A cada momento, o ciclo de planejamento pode ser reiniciado, com bases nas informações de controle. As informações recebidas na função controle serão os recursos para o início de um novo planejamento, gerando um ciclo.