Disponibilização: Juuh Allves

Tradução: Mari Souza
Revisão Inicial: Rosa B
Revisão Final: Erica P
Leitura Final e Formatação: Sonia
Teased
Série Vip Room – Lv
1

Jamie Begley
Informação sobre as Séries:
The Last Riders, Biker Bitches, Vip Room,
Predators MC
É aconselhável seguir esta sequencia para
leitura
Sinopse

"Vem ai Trouble (Problema)!"

Colton deu uma olhada para a stripper no palco e sabia que era
exatamente o que Vida era: problemas. Ele não tinha nenhum desejo
de sucumbir à jovem mulher que tentava homens com seus
movimentos provocantes e corpo assassino, e sem intenção de
satisfazer as suas fantasias. Recém-saído da prisão, sua loja de
tatuagem e se livrar de sua ex-esposa eram as suas primeiras
prioridades, não uma mulher que devia saber melhor do que o
envolver em uma situação que poderia levar a morte.

Vida fará de tudo para salvar a vida de sua amiga, mesmo que isso
incluísse se despir no palco e fazer lap dances na sala vip sob seu
nome artístico Trouble. Todos os movimentos sensuais são apenas
uma ilusão para obter as informações de que precisa, mesmo que
isso significasse que os homens que assistiam pensassem que ela
manteria as promessas que o seu corpo estava fazendo.

Forçado a vasculhar entre mentiras e traições, Colton descobre uma
mulher que é tão amorosa quanto leal, mas não lhe dá uma chance.
Vida, que tenta ignorar a paixão crescente entre eles, aprende da
maneira mais difícil que alguns homens não devem ser provocados
(Teased)...
Prólogo

— Fechando a porta um, abrindo a porta dois.

Colton podia ouvir a voz fria sobre o alto-falante quando ele viu as
portas sendo abertas, enfim, soube que estava recebendo a sua
liberdade.

Respirando profundamente o ar fresco, ele passou pela porta de
metal indo para o estacionamento "The Grange" onde vários carros
estavam esperando para pegar os prisioneiros recém-liberados. A
prisão de segurança máxima onde tinha cumprido o seu castigo
decretado pelo tribunal, era para criminosos endurecidos. Cumprir três
anos do total de cinco tinha sido duro, mas agora tinha acabado.

Colton respirou fundo outra vez ao avistar o carro esperando por
ele. King tinha dito que teria alguém esperando, no entanto, apenas
um sádico filho da puta enviaria a mulher responsável por sua prisão.
Tessa estava em seu short e regata, se inclinando contra seu carro.
Se ela não voltasse logo para o carro, um dos homens que estão
sendo liberados estaria voltando para a prisão antes mesmo de ter a
sua liberdade de volta.

— Entre no carro Tessa, você está mostrando bunda suficiente para
se colocar em perigo, Colton ordenou. Tessa fez uma careta antes de
voltar a entrar no mustang. Colton abriu a porta do carro, ignorando
Hank, o Ianque lhe dando um polegar para cima, seus olhos
gananciosos ainda tentando olhar para Tessa pelas janelas do carro.

— Por que você está aqui?

Colton perguntou com os dentes cerrados, enquanto entrava no
carro.
— Agora isso é jeito de dizer olá depois de todo esse tempo,
Colton? Senti sua falta. Quando King disse que você precisava de
uma carona, eu me ofereci.

A voz excessivamente alegre de Tessa ralava os seus nervos.

— Eu não preciso de nenhum favor seu.

Colton olhou pela janela, observando a paisagem enquanto
passava. Ele queria sair do confinamento do carro infestado com o
perfume enjoativo que enchia seus sentidos. Três anos sem uma
mulher debaixo dele tinha sido uma tortura. No entanto Tessa sentada
ao lado dele não tinha nenhum efeito sobre ele a não ser querer
baixar a janela do carro para sentir o ar puro. King era inteligente; Ele
tinha a intenção de atrair Colton para trabalhar para ele. O envio de
Tessa era seu lembrete que Colton lhe devia um favor. Desta vez as
manipulações de King não funcionariam. A prisão havia lhe ensinado
uma lição dura. Você tem duas escolhas; Limpar sua merda ou
continuar indo por esse caminho sem fim até que você seja
sentenciado a prisão perpétua e morra atrás daquelas paredes. Colton
tinha aprendido a lição. Ele não tinha nenhuma intenção de voltar.

— Você parece bem. Você está limpa?

Tessa ouviu a pergunta em sua voz.

— Eu estou. Estou limpa, desde a reabilitação.

Seus dedos apertaram o volante.

— Eu disse que eu ficaria limpa e estou.

Colton acenou com a cabeça, sem dizer mais nada. Tinha lhe dado
uma chance; Era bom saber que ela tinha sido inteligente o suficiente
para aproveitá-la.

— Eu nunca recebi os documentos, — disse Colton friamente.

— Eu pensei em esperar e ver como iríamos nos sentir depois que
você saísse. Eu não quero o divórcio, — disse Tessa baixinho,
olhando para ele com o canto do olho.

— Eu lhe disse para cuidar disso, você não fez então agora eu vou
cuidar disso eu mesmo — Colton informou.

— Colton, espere algum tempo. Vamos...

Tessa começou a protestar.

— Tessa, o nosso casamento acabou quando eu descobri que você
estava vendendo sua boceta para alimentar seu vício. Você quase
destruiu o meu negócio e você me colocou na prisão. Acho que nosso
casamento está praticamente na merda.

A voz de Colton não deixou dúvidas que ele não a tinha perdoado
durante seu tempo na prisão.

— O negócio está indo bem, Colton. Reverend está tatuando. Eu
comecei a ficar muito boa em fazer tatuagens e piercings. Nós até
colocamos piercings em pênis agora.

Ela tirou os olhos da estrada para sorrir para ele, ignorando suas
duras palavras.

— Sim? Esse é um trabalho que eu não vou tirar de suas mãos. —
Os olhos de Colton voltaram para fora da janela. Tessa riu.

— Agora que te temos de volta, Green Dragon Tats vai arrecadar
ainda mais dinheiro. Ninguém tem a sua habilidade.

Colton não tinha sentido falta de Tessa durante sua prisão, mas
tinha sentido falta de sua loja. Ele começou a aprender a tatuar
quando pegou a máquina de tinta pela primeira vez com dezesseis
anos. Seu talento natural para o desenho encontrou uma ferramenta
útil e tinha se desenvolvido, se fundindo com a máquina de tinta até
que ele se tornou conhecido pelo trabalho que fez. Eles tinham
raspado dinheiro juntos suficiente para abrir uma pequena loja. Não
era a melhor área da cidade, mas era o lugar onde ele precisava estar
para conseguir os clientes que queriam suas tatuagens. Essa foi a
melhor escolha que ele fez e a pior também. Os clientes e dinheiro
vinham chegando de forma estável, lhe fornecendo grandes somas de
dinheiro pela primeira vez em sua vida. Isso também deu acesso a
Tessa para aqueles que forneciam coca, tornando seu vicio cada vez
maior. Colton tinha tentado colocar um fim a isso quando ele
descobriu, mas já era tarde demais. Ele se viu preso depois que King
conseguiu avisá-lo a tempo, que uma apreensão de drogas estava
acontecendo. Colton tinha conseguido chegar lá bem na hora e fingiu
que a compra era para ele, ganhando para Tessa uma temporada na
reabilitação e para ele uma pena na prisão por cinco anos. Ele ainda
estaria lá se não fosse a sua liberdade condicional que tinha sido
aprovada. Tecnicamente, ele devia a King um favor, e, infelizmente,
King não era um homem que ele queria dever algum favor. Colton não
se sentiria verdadeiramente livre até que o favor fosse pago. A viagem
levou mais de uma hora e, no momento em que Tessa parou em
frente ao apartamento que King alugou para ele, ele sentiu como se
fosse arrancar seus cabelos. Colton só podia se maravilhar com sua
estupidez por ter se casado com Tessa, sua voz estava irritando tanto
seus nervos que ele queria gritar com ela para calar a boca. Tessa
começou a sair do carro depois de parar num local no estacionamento
vazio.

— Dê-me a chave. — Colton estendeu a mão para pegar as
chaves do apartamento.

— Eu pensei...

Sua voz se tornou sedutora. Era óbvio que ela achava o que ia
acontecer. Só que isso não ia acontecer, no entanto.

— Apenas me diga onde é o apartamento e eu vou continuar a partir
daqui. Eu não preciso de você para segurar a minha mão.

Colton colocou fim à sua manobra. Os lábios de Tessa apertaram,
mas ela enfiou a mão na bolsa.

— Nós temos assuntos para discutir.

— Nada que não possamos falar amanhã quando eu aparecer na
loja, — disse Colton severamente, estendendo a mão. Tessa colocou
dois conjuntos de chaves e um telefone celular na palma da sua mão.

— Apartamento 3G. — Ela apontou para o grande prédio. — Sua
moto está lá na ponta. King fez um de seus garotos trazê-la esta
manhã. — Colton não falou nada enquanto saia do carro. Ele estava
prestes a fechar a porta quando ela disse o que ele já sabia.

— King disse para você descansar por algumas horas, depois
aparecer para vê-lo.

Ela não podia nem encontrar seus olhos agora. Colton bateu a porta
do carro, sem se preocupar em ir até o apartamento vazio. Em vez
disso, ele foi para a sua moto. Subindo, ele ligou o motor e escutou
por alguns segundos antes de tirá-la do estacionamento e virar a moto
em direção ao bar de King. Ele estava indo para ver King e tirá-lo do
seu caminho. Uma vez que ele descobrisse o que King queria, ele
poderia colocar a bagunça de sua vida em ordem novamente.
Capítulo 1

— Eu quero ver King.

Colton disse ao segurança parado na porta. O segurança
impassível falou por um microfone que estava em seu ouvido.

— Cabine do canto. — Recuando ele deixou Colton passar pela

porta.

Colton podia perceber que King mudou a decoração desde a última
vez que esteve aqui. As cabines tinham sido substituídas por mesas e
sofás de couro, deixando uma cabine permanecer na sala; a que
estava na parte de trás e no canto. Passando por um labirinto de
mesas, ele ignorou os rostos dos clientes de King, todos focados na
stripper dançando no palco. Colton afastou os olhos dela. Assim que
ele saísse daqui, ele faria algumas ligações até encontrar uma mulher
disposta a cuidar das necessidades de seu corpo. Colton tinha
começado a ter relações sexuais quando tinha treze anos e com
dezesseis tinha sempre uma fonte pronta e estava sofrendo ao longo
dos últimos três anos, com nada. Tinha sido torturante.

— King. — Colton parou na frente da mesa, de frente para o homem

que o havia ajudado a salvar Tessa da prisão. Ele não estava
querendo esperar para pagar de volta o favor. King esperou três anos
para o reembolso; O filho da puta não estava nem mesmo lhe dando
um dia de liberdade antes de ligar por causa de seu favor.

— Colton, sente-se. — King se sentou com um uísque na frente dele.

— Você parece bem. Eu pensei que você teria a aparência de quase

um morto de fome. — Ele realmente tinha ganhado alguns quilos na
prisão, usando seu tempo livre para malhar e esculpir seu corpo
magro em puro músculo.

— Ouvi dizer que você não teve um tempo difícil, — King

especulava.

— Você sabe que eu não tive. Você me manteve no carregamento

do armazém para que eu pudesse trocar por merda. Até mesmo ouvi
que você avisou para não me tocarem. — Colton deixou King saber
que ele estava ciente de quão grande era a dívida que ele tinha. King
deu de ombros, nem admitindo nem negando o boato.

— O que você quer King?

Colton decidiu chegar ao ponto. Os olhos de King se estreitaram
quando ele se inclinou na cabine.

— Eu preciso que você cuide de uma mulher para mim.

— Por que você precisa que eu faça isso? Você tem homens

suficientes trabalhando para você que são mais capazes do que eu. —
Colton olhou diretamente ao redor da sala para os homens de King.
Inferno, o segurança na porta seria a única proteção que alguém
precisaria.

— É a dançarina no palco.

Os olhos de Colton relutantemente foram para o palco. Sob as luzes
viu uma mulher morena que o fez agarrar a mesa. Ela era uma deusa
com as suas pernas longas bem torneadas e seios perfeitos sob o
vestido preto frágil e transparente que ia até o inicio de suas coxas. O
vestido era completamente fino, permitindo que cada homem no
espaço visse os seus seios deliciosos. Uma pequena peça negra
sobre a sua boceta era a única coisa que a escondia. Ela virou as
costas para o público, mostrando uma bunda que fez o seu pau já
endurecido engrossar dentro de seu jeans.

— Quem diabos é essa?
Colton já podia se imaginar estocando o seu pau em sua boceta
enquanto essas longas pernas estavam enroladas em sua cintura.

— Essa é Vida, ela é filha de Goldie.

O pênis de Colton ficou mole.

— Foda-se. — Ela era mais jovem do que parecia no palco. As luzes

e a maquiagem pesada a faziam parecer mais velha. King tomou um
gole de seu uísque, satisfeito com a reação dele.

— Ela tem idade suficiente para estar trabalhando para você? —

Colton perguntou.

— Ela tem vinte e três. Uma veterana na WLU, obtendo um grau de

ciência da computação.

— Por que ela está trabalhando para você? Para pagar a matrícula?

Perguntou Colton em desgosto. Não pela jovem, mas em relação a
King por contratá-la. Os lábios de King afinaram ainda mais, sua mão
apertando o copo.

— Observe a si mesmo, Colton. Eu estou lhe dando certa margem

de manobra, porque eu quero que você faça isso como um favor para
mim, mas como você mesmo disse, eu tenho outras opções.

Colton conteve sua réplica.

— Por que ela está sacudindo os peitos então? Gostaria de pensar

que até mesmo você não gostaria que a filha de Goldie estivesse
naquele palco. Ela reviraria no túmulo se soubesse que a sua filha
está trabalhando para você.

— E eu concordo. É aí que você entra. Eu só posso oferecer certa

quantidade de proteção quando ela não está no clube. Quando ela
está aqui, eu não posso mostrar favoritismo entre as mulheres. É
esperado que ela faça os mesmos trabalhos que as outras mulheres.
Se você aceitar, então ela vai estar segura, sem precisar me usar
como proteção e como você disse parar de balançar os peitos dela.

Foda-se, Colton olhou em direção ao palco em que a jovem
dançava. Ela parecia como a mãe exceto pelo cabelo. A grande
beleza natural que ela parecia ter herdado estava direcionada para os
homens loucos. Goldie tinha sido uma das strippers de King quando
ele começou no negócio. Colton tinha sido um imprudente aos vinte
anos de idade quando ele a viu no palco. Não havia um homem que
respirasse e olhasse para Goldie que não a quisesse, ela tinha sido
tão linda. Ela tinha ganhado seu nome artístico porque tinha um
coração de ouro. Quem disse que strippers tinham coração frio nunca
havia encontrado Goldie. Era uma fodida vergonha que sua filha
estivesse no palco. King e Goldie haviam crescido juntos. Colton
também tinha crescido no mesmo bairro pobre; no primeiro momento
havia pensado que King estava apaixonado por Goldie, mas
rapidamente percebeu que sua suposição estava errada quando
Goldie começou a se despir. King estava apenas iniciando a sua
ascensão ao poder, mas ele era um bastardo possessivo. Se Goldie
fosse sua, ela nunca teria ficado nua por dinheiro.

— De quem você a está protegendo? — Colton perguntou com

curiosidade. King tomou outro gole de seu uísque antes de responder
"Digger.”

— Foda-se.

Digger gerencia a maior rede de prostituição no país. Suas garotas
atendem a clientes sofisticados, de estrelas de cinema a estrelas do
rock, mas quando eles terminavam, as garotas desapareciam para
sempre. Colton tinha certeza que eram vendidas para algum
pervertido.

King gerenciava uma casa limpa, enquanto Digger não se
importava; Muitas vezes mantendo as mulheres viciadas em drogas
para mantê-las na linha. A polícia não conseguia pegar o bastardo
pegajoso, mas eles conseguiram prendê-lo por um delito
relativamente menor. Justiça do caralho.

— Sim, ele conseguiu colocar as mãos na amiga dela e ele planeja

mantê-la. Eu preciso encontrar algo que ele queira mais do que a ela.
Até que eu faça, ele não está muito feliz com Vida indo para a polícia.
Ele vai querer tentar raptá-la ou fazê-la calar a boca. De qualquer
maneira, Vida vai estar num mundo de dor.

Colton concordou. Droga, se fosse qualquer outra pessoa Colton
aceitaria isso sem hesitação e ainda se divertiria no processo. Dando
outra olhada em Vida e as suas longas pernas, porra rasgou a sua
consciência. De jeito nenhum ele iria tocá-la. Tendo acabado de sair
da prisão, ele estava prestes a explodir, queria demais uma mulher
debaixo dele, mas agora ele estava indo para ter essa garotinha por
perto até que King pudesse encontrar um jeito de ajudar sua amiga.

— Quem é a amiga? — Ele ficou doente, já sabia o nome antes

mesmo que passassem pelos lábios apertados de King.

— Sawyer.

Todo mundo no bairro, por muitas vezes viu as meninas brincando
juntas quando eram mais jovens, se tornando mais próximas à medida
que cresciam. Sua mãe tinha vivido na mesma vizinhança que as
meninas e quando ele visitava sua mãe, ele costumava vê-las do lado
de fora.

O prédio que sua mãe vivia tinha sido ligeiramente melhor do que
os outros, mas onde as meninas viviam tinha sido o pior. Ele quase
nunca aparecia lá entre trabalho e lazer, e mesmo assim não
conseguia esquecer-se das meninas que brincavam no parquinho,
suas risadinhas sempre chamando a atenção. Sawyer, Vida e Callie
deixavam todo mundo louco com suas travessuras, fugindo com suas
palhaçadas muitas vezes sem o conhecimento de suas mães. Mesmo
agora, Colton sorriu, lembrando algumas das histórias que a sua mãe
tinha lhe dito.

— Você vai me ajudar?

— Que escolha eu tenho? — Perguntou Colton, sua voz tensa.

— Não se você considerar a sua dívida paga. — King respondeu

com uma sobrancelha levantada.

— Então parece que eu tenho um novo companheiro de quarto, —

disse Colton, observando Vida se aproximar da sua mesa.

***

As luzes estão brilhantes hoje à noite Vida pensou. King deve ter
feito um de seus homens substituir as lâmpadas. Ela caiu em um
agachamento com o poste entre as pernas e os gritos dos homens
aumentaram. Anulando as suas vozes de sua mente, ela desejou ter
tomado uma das pílulas que Sherri tinha prometido que iria relaxá-la,
mas Vida estava determinada a não cair por esse caminho. Ela tinha
problemas suficientes sem a adição de drogas na mistura. Ficando de
pé e dançando a beira do palco, ela chegou perto o suficiente para
que os homens colocassem dinheiro no cinto que estava em volta de
sua cintura. Pelo menos isso permitiu que cobrisse sua frente,
deixando sua bunda e seios expostos. Os dedos que empurraram
uma nota de vinte de sua cadeia tentou agarrar seu traseiro, mas Vida
deslizou para o próximo homem que estava esperando com outra nota
de vinte. Com as luzes brilhantes, ela tentou se manter na direção
daqueles que possuíam notas maiores, se curvando em um
agachamento para que eles colocassem as notas em cima dela. Ela
tinha aprendido nos primeiros dois dias a não olhar para os rostos,
apenas olhar para o dinheiro. Isso lhe dava força suficiente para ir
para o próximo homem que esperava sua vez. Felizmente, Vida ouviu
que a sua música chegou ao fim. Se levantando e odiando o que ela
estava prestes a fazer, ela balançou seus seios mais uma vez antes
de se virar e sair do palco. Sherri estava do lado, esperando atrás da
cortina com uma túnica de seda rosa. Sua música começou no
segundo em que Vida desapareceu atrás da cortina.

— King quer vê-la antes que você se troque.

— Obrigada. — Vida engoliu a seco. Ela tinha a esperança de

terminar cedo hoje. Ela precisava ficar algum tempo no laboratório
para conseguir notas, se ela não conseguisse vinte horas de
laboratório, ela não iria se formar. Vida foi a área do bar, fazendo seu
caminho para a cabine na parte de trás da sala. Ela tinha notado
quando estava dançando que ele estava sentado em sua cabine
privada. King sentava lá todas as noites durante os primeiros shows,
para analisar a rotina das mulheres, examinando as multidões e
removendo clientes que não obedeciam as regras do seu clube. Ela
estava doente do estômago por ter que falar com ele. Ele controlava
tudo dentro da cidade, caminhando entre o mundo dos ricos mimados
e da escória da sociedade humana que tinha há muito tempo perdido
a sua moral. Ele ganhou dinheiro legalmente através de seus clubes e
ilegalmente através de jogos de azar e prostituição. Ela o tinha
encontrado algumas vezes quando sua mãe tinha sido incapaz de
encontrar uma babá. Ele iria escondê-la em uma sala dos fundos
durante o show de sua mãe. Mesmo quando era uma criança ela tinha
reconhecido o medo que todos tinham em seus olhos quando ele
estava por perto. No entanto, ele tinha sido seu único recurso quando
sua amiga Sawyer havia desaparecido há um mês. Sawyer estava
trabalhando como garçonete em um restaurante do centro quando ela
conheceu Rick Redman e começou a namorá-lo. Vida ainda se
lembrava dela se preparando para sair à noite em um vestido novo e
com as unhas terminadas de pintar. Vida dividia um apartamento com
Sawyer e tinha sido cética em relação ao excesso de interesse que o
empresário bem cuidado tinha em relação a Sawyer, quando ele a
pegou naquela noite. Quando ela não voltou o ceticismo dela virou
medo. Doente de preocupação, Vida foi à polícia. Eles fizeram um
relatório de pessoas desaparecidas, mas tinha sido de pouca ajuda.
Sawyer não tinha família ou amigos com exceção de Vida. Vida
recebeu respostas nada encorajadoras da polícia, com isso tinha se
virado para King para pedir ajuda. Dentro de vinte e quatro horas, King
descobriu as informações que aterrorizou Vida. Rick Redman não era
o promotor de shows que ele havia dito a Sawyer. O bastardo era um
cafetão para garotas de programa de alta classe. Vida tinha afundado
no chão, quando King disse a ela, imaginando Sawyer sendo drogada,
estuprada e mantida em cativeiro contra a sua vontade. Ela havia
implorado a King por ajudar e ele tinha concordado em ajudar, mas
por um preço. Vida ficaria no clube onde ele poderia manter um olho
sobre ela, enquanto ele tentava obter Sawyer de volta. Ele tinha
avisado a ela que levaria algum tempo desde que precisava descobrir
para quem Redman trabalhava. Vida queria recusar, mas ela conhecia
King e ele era sua única chance, depois dela ter ido à polícia e eles
não conseguiram encontrar um traço de Redman. As opções de Vida
eram poucas; Ter que trabalhar para King ou perder sua amiga de
infância para sempre. Vida começou como stripper três noites mais
tarde, depois que as mulheres de King lhe deram um curso intensivo
em tirar a roupa sedutoramente sob as luzes negras. Seus joelhos
tremiam enquanto atravessava a grande sala escura. Ao se aproximar,
ela notou que King não estava sozinho. Vida não tinha visto o homem
no clube antes. Seu olhar desconcertante a fez querer correr de volta
para o camarim, no entanto a carranca de King a puxou para frente.

— Sherri disse que queria falar comigo? — Ela manteve seu olhar

sobre King.

— Eu quero que você faça as suas malas; Você vai ficar com

Colton. Ele é um amigo meu em quem confio e vai te manter segura.
Depois de cumprir a sua programação de duas semanas eu vou te
tirar do clube permanentemente. Ficar com Colton fornecerá uma
desculpa razoável para que você não precise ser uma stripper.

— Mas como é que eu vou te pagar? — Vida protestou.

King deu de ombros.

— Você já me fez um bom dinheiro. Mais duas semanas de sua

dança e seis lap dances agendadas devem cobrir meus custos.

Vida engoliu. A dança fazia mal ao seu estômago, mas as lap
dances eram piores; Ela tinha que ficar fisicamente perto dos homens.
King cobrava dos homens duas vezes mais do custo normal que uma
de suas outras garotas, mas eles ainda escolhiam Vida se ela
estivesse lá.

— Eu vou arrumar minha mala. — Vida lançou um olhar para o

homem impassível antes de se virar, feliz por estar deixando o clube,
ainda que estivesse relutante em ficar com o amigo de King. Ela
estava infelizmente consciente de que não tinha escolha sobre o
assunto.

***

— Certifique-se de trazê-la para seus turnos. — King tomou um gole
de seu uísque.

— Tem certeza que não quer que uma das garotas lhe dê algum
alívio antes de sair? — Colton balançou a cabeça, lamentando quase
instantaneamente a sua decisão. Ele moraria com uma bela mulher
que estava fora dos limites, e ele não tinha tido uma em três anos. Era
uma ideia fodida que ele não precisava ou queria.
Capítulo 2

Vida observou quando Colton destrancou a porta de seu
apartamento. Ela ainda estava tremendo da corona que teve desde o
clube de King. Ela nunca tinha montado em uma moto antes e sua
ordem: "Segure-se firme" a tinha assustado quando ela colocou
cautelosamente os braços ao redor da cintura dele. Colton colocou a
bolsa no chão perto da porta. Ele então andou pelo apartamento,
abrindo e fechando portas antes de voltar e pegar sua bolsa.

— Há apenas um quarto e uma vez que eu só dormi em uma cama

de solteiro nos últimos três anos, você pode ficar no sofá.

— Eu posso dormir no sofá. — Vida estava dormindo no chão

enquanto estava no Purple Pussycat. O clube tinha quatro quartos e
cada um era compartilhado por três mulheres. Se uma das mulheres
que ela estava dividindo o quarto decidisse ter companhia e não
tivesse quartos privados disponíveis, ela levava o convidado para o
quarto compartilhado. Vida tinha passado por várias situações que
haviam sido muito constrangedoras antes que ela pudesse sair do
quarto com muito tato. Colton lhe lançou um olhar pensativo antes de
colocar a bolsa na cadeira.

— Há um armário no corredor; Você pode esconder suas coisas lá.

Você está com fome?

— Não, eu já comi.

— Eu tenho que sair. Se você ficar com fome deve ter comida nos

armários e geladeira.

— Ok. — Vida foi para a cadeira, pegou sua mochila e começou a

puxar seu livro da faculdade e notebook. Indo para a pequena mesa
da cozinha, ela organizou tudo o que seria necessário antes de se
sentar. Vida sentiu o olhar afiado de Colton como se fosse um toque
sobre ela brevemente antes dele sair do quarto. Ela respirou fundo
uma vez que ele saiu. Sua presença era esmagadora. Somente a
altura era intimidante sem dizer sua expressão feroz. Ele não
demonstrou ou disse que ela era um inconveniente para ele, mas a
partir de sua voz abrupta e gestos, ela podia perceber que ele estava
chateado. Vida tinha uma pequena dúvida se tanto ele quanto ela
estavam sob as ordens de King.

Ele estava tenso com algo e Vida percebia por sua atitude que ele
estava ansioso para ficar longe dela.

O som do chuveiro ligado colocou na mente de Vida a imagem dele
sem roupas. Ela podia imaginar seu corpo duro enquanto a água
deslizava sobre sua pele. Determinada a mudar o rumo de seus
pensamentos, Vida abriu o livro e, em seguida, ligou o seu notebook,
se concentrando em fazer sua lição de casa. Se ela não tivesse
cuidado, ela poderia facilmente ficar para trás. Ela não tinha mais
tempo; Somente mais um mês e teria o diploma que ela tinha
trabalhado tão duro para conseguir.

Vida levantou os olhos do livro quando Colton saiu do quarto. Seu
cabelo ainda estava molhado e ele estava usando jeans desbotados e
uma camiseta preta. Andava em silêncio, mesmo usando botas
pesadas de motoqueiros. Ela engoliu a seco, seus olhos voltando para
seu livro.

— Eu tenho que sair por algumas horas. Tranque a porta assim que

eu sair e não atenda ninguém. Você tem celular?

Vida pegou seu celular que estava ao lado do notebook.

— Me dê ele.

Ela estava se tornando consciente que Colton tinha problemas com
educação. Vida entregou o celular dela, observando quando ele a
olhou e em seguida, com uma série de movimentos ele o entregou de
volta para ela.

— Eu coloquei o meu número nele. Ligue-me imediatamente se

houver um problema.

Seu rosto estava inexpressivo quando Vida balançou a cabeça, sem
saber o que dizer. Ela estava uma pilha de nervos por estar no mesmo
ambiente que ele. Ela até recentemente esteve com rapazes da sua
idade e nunca tinha se considerado tímida, mas as últimas duas
semanas trabalhando no clube de stripper, onde os homens
pensavam que ela estava prontamente disponível para a sua diversão
tinha mudado seu comportamento. Ela tinha aprendido rapidamente a
se tornar cautelosa em torno dos homens. Colton era diferente; Ela
tinha visto isso em seus olhos. Ele tinha visto ela nua e não estava
interessado. Sentimentos de vergonha quase a dominavam, mas ela
rapidamente os esmagou pegando o lápis, voltando a olhar sua
página de exercícios. Ela o sentiu hesitar antes de sair e, em seguida,
a porta se fechou suavemente atrás dele. Vida se levantou para
conferir se a porta estava trancada, então voltou para a sua lição de
casa enquanto se recusava a permitir que seus pensamentos fossem
para Colton e para onde ele estava indo a esta hora da noite.

***

Bateram na porta no momento em que Colton estava prestes a se
aproximar de Rae novamente.

— Você espera alguém? — Perguntou Colton, alcançando as calças

em vez disso.

— Não. Não se vista. Vou ver quem é e me livrar deles, — protestou

Rae enquanto o observava cobrir sua bunda dura com seu jeans
antes de fechá-lo.

— Atenda a porta. — Colton não parou de se vestir, puxando a

camiseta sobre a cabeça enquanto Rae vestia um roupão. Ele havia
acabado de colocar suas botas quando ela voltou.

— Ele diz que tem uma mensagem de King.

Rae tinha medo em seus olhos. Colton ficou de pé e foi para a sala
de Rae, onde um dos homens de King estava junto à porta esperando.
Seu rosto impassível observou quando Rae se encostou nele como se
tivesse em busca de proteção.

— King quer ter uma conversa. Ele está lá fora. — Dando a

mensagem, ele ainda permaneceu esperando pela resposta de
Colton.

— Eu vou até ele.

Com um aceno rápido o homem saiu deixando a porta aberta.
Colton entendeu a indireta, King queria falar com ele agora.

— Eu tenho que ir, Rae. Foi bom vê-la novamente.

Colton puxou a mulher que ele havia conhecido há alguns anos lhe
dando um beijo rápido antes de sair em direção à porta.

— Você não vai voltar?

Colton podia ouvir o desapontamento em sua voz.

— Não essa noite. Vou te ligar.

Sem lhe dar uma chance de responder, ele saiu, fechando a porta
atrás dele. Ele ligaria para ela, apenas não tão rápido. Ele não tinha a
intenção de lhe dar uma razão para acreditar que ele queria alguma
coisa além de uma foda. Ele finalmente saiu da prisão e teria a
maldita certeza que desta vez ele permaneceria emocionalmente livre
de uma mulher. Ele não estava disposto a deixar outra obter uma
corda sobre ele, nunca mais. Levando seu tempo, ele avistou o
passeio onde King estava estacionado e caminhou em direção ao
carro. A porta de trás se abriu enquanto ele se aproximava. Entrando
ele foi recebido por um King furioso olhando para ele através da
fumaça do seu charuto aceso.

— Diga-me porque, quando eu lhe dei a tarefa de vigiar Vida, você

está aqui porra? Deixando-a sozinha não é proteção, — King disse
sarcasticamente.

— Porque eu estive preso por três anos e eu precisava foder antes

que eu perdesse a minha mente e fosse para cima dela, — respondeu
Colton tão sarcasticamente quanto King.

— Eu ofereci uma das mulheres antes de sair. — King estalou.

— Eu não queria boceta paga. Eu queria uma mulher que quisesse

uma foda, não alguém que me foderia apenas porque trabalha para
você.

King endureceu. — Todas as mulheres que trabalham para mim
querem trabalhar. Eu não forço qualquer uma delas a fazer o que elas
não querem.

—Você fez Vida tirar a roupa? — Colton voltou seu sarcasmo.

King jogou o charuto pela janela.

— Eu dei a ela uma escolha. Ela foi inteligente o suficiente para

saber que estava realmente mais segura se ela se misturasse com as
outras mulheres.

— Não importa. Eu terminei aqui.

— Colton. — A voz de King o parou antes que ele pudesse sair do

carro. — Qualquer coisa que acontecer com aquela garota em seu
turno, eu não vou ficar feliz. — Ele deixou poucas dúvidas de quão
infeliz ele estaria, então Colton simplesmente acenou com a cabeça,
saindo do carro.
***

Vida ouviu as chaves na porta e fingiu estar dormindo no sofá. Ele
se atrapalhou com a trava da porta depois de fechá-la, seus passos
tranquilos quando atravessava a sala. O som da porta de seu quarto
abrindo e fechando permitiu que a tensão aliviasse de seu corpo
rígido. Rolando para o lado Vida fechou os olhos se sentindo segura
pela primeira vez em um longo tempo.
Capítulo 3

O cheiro de bacon frito acordou Colton. Ele não tinha sentido o
cheiro delicioso durante os últimos três anos. Esticando-se na cama
confortável, Colton sentiu culpa por um momento por ficar com a cama
e fazendo Vida dormir no sofá. A lembrança do pequeno sofá
esmagou seu remorso rapidamente. Ele momentaneamente pensou
em encontrar outro apartamento que lhes desse mais espaço, mas
King tinha prometido que a garota não estaria com ele por muito
tempo. Se levantando da cama, ele andou nu para o chuveiro, ansioso
para chegar à loja de tatuagem. Ele tinha sentido falta da loja mais do
que ele tinha sentido falta de qualquer pessoa e ele queria chegar
cedo o suficiente para verificar tudo antes que todo mundo começasse
a chegar para trabalhar.

Vida fez um prato de comida, em seguida, se sentou à mesa, quase
engasgando com uma torrada quando Colton saia do quarto. O
homem seriamente a deixava nervosa.

— Deixou alguma coisa para mim? — Colton olhou para o enorme

prato de comida à sua frente.

— Há muito no fogão, — Vida respondeu quando sua boca se

esvaziou.

Colton fez um prato e depois se sentou à mesa em frente a ela.
Vida o viu comer por debaixo de seus cílios.

— Você não fala muito, não é?

— É difícil falar com alguém que você não conhece muito bem. —

Vida respondeu enquanto brincava com a comida. Ela se sentiu ficar
vermelha à sua pergunta direta. Ela não conseguia entender como
conseguia subir num palco e ficar nua, quando uma simples pergunta
a deixava envergonhada.

— Eu estou indo para a loja esta manhã e, desde que eu tenho que

ficar de olho em você, isso significa que você está indo, também. —
Colton informou.

— Eu não posso, — Vida respondeu, olhando por cima de seu prato.

— Eu tenho aula em uma hora, em seguida, laboratório. Eu posso ir à

loja depois.

— Isso não vai funcionar. Eu não vou cuidar de você enquanto tenho

trabalho a fazer.

Colton olhou para Vida quando todo o semblante dela mudou. Ela
passou de uma jovem tímida para agir corajosamente.

— Eu não me importo. Eu só tenho duas semanas de aulas para

terminar. Se eu perder mais alguma aula, eu vou reprovar. E eu me
formarei neste semestre e não serei reprovada.

A voz determinada de Vida deixou Colton sem dúvidas de que ele
teria que fazer outro arranjo.

— O que King faz sobre suas aulas?

— Ele enviava Henry comigo. Ele esperava do lado de fora durante

as minhas aulas, — Vida respondeu sua pergunta.

— Eu não estou gastando metade do meu dia sentado esperando.—

Pegando o celular, ligou para King. Vida esperava que King tivesse
outra opção, porque ela não faltaria à aula. Vida lavava seu prato
enquanto ouvia-o discutir com King até que Colton terminou a ligação
abruptamente.

— King vai enviar Henry para você. Ele vai ficar com você até que
você termine, em seguida, levá-la a minha loja.

Vida sorriu, aliviada que não perderia a aula. Os olhos de Colton se
estreitaram sobre a mulher atraente, se lembrando de que ela era
muito mais jovem que ele e também era filha de Goldie. Esta situação
não vai durar muito tempo, Colton continuava a lembrar a si mesmo.

Vida se virou para a pia, terminando os pratos enquanto Colton
continuava a comer seu café da manhã. Ela tinha acabado de
terminar quando ouviu uma batida na porta. Rapidamente, secou as
mãos e pegou sua mochila quando Colton abria a porta para Henry.

— Oi, Henry, como está? — Vida brincou com o homem corpulento.

Henry sorriu e Vida devolveu o sorriso ambos ignorando Colton
quando eles se viravam para sair.

— Que horas você terminará? Eu tenho algumas coisas que

precisam ser tratadas hoje e eu não quero outra visita de King por não
manter o olho em você.

Henry respondeu por ela. — Eu vou levá-la para almoçar em
seguida, deixá-la em sua loja por volta da uma da tarde.

Colton acenou com a cabeça, observando enquanto eles
desapareciam pela escada antes de pegar as chaves da moto e sair
do apartamento. Eles já haviam saído do estacionamento no momento
que ele chegou lá. Quando ele subiu em sua moto, respirou
profundamente. Ele pensou que nunca mais levariam sua liberdade
concedida. Ligando a sua moto, Colton pôs Vida e King para fora de
sua mente enquanto dirigia para sua loja.

***

Quando Vida saiu da aula, viu Henry encostado na porta do carro
carro.

— Pronta? — Perguntou Henry.
— Sim, terminei por hoje.

Ele segurou a porta do carro para ela enquanto subia dentro do
carro luxuoso. Vida se sentou calmamente no banco de trás enquanto
Henry atravessava a cidade. Não demorou muito antes que ele
parasse na frente de uma loja de tatuagem brilhantemente pintada
com o nome Green Dragon Tats. As garras do dragão pareciam
agulhas. Ela continuou sentada no carro hesitando em sair até que
Henry abriu a porta.

— Vamos, Vida, Isso vai ficar bem.

Vida gostava de Henry. Como segurança principal de King um
monte de mulheres se jogava para cima dele para poder se aproximar
de King. Henry achava divertido que Vida usava um caminho
completamente oposto ao usá-lo para evitar o contato com King. Tanto
Henry quanto Sherri tinham se tornado amigos inesperados desde
que ela começou a ser uma stripper.

— Não posso simplesmente voltar para o apartamento e esperar lá?

Eu prometo não ir a qualquer lugar. — Vida realmente não queria
passar o resto do dia na presença do mal-humorado Colton.

— Você sabe que King não vai ficar feliz com isso, Vida. — Henry

era seu amigo, mas as ordens de King sempre viriam em primeiro
lugar. Vida suspirou, saindo do carro. Henry a observou ir até a loja
antes de se retirar. Quando ela abriu a porta da loja de tatuagem e
encontrou a entrada vazia ela esperou hesitante na porta durante
vários minutos antes de uma loura de pernas longas aparecer. Vida se
sentia como um rato marrom ao lado da mulher extremamente
atraente. Ela tinha uma sensualidade natural que Vida teve que
trabalhar para pôr em sua dança e só era capaz de manter por uma
hora.

— Posso ajudá-la? — A mulher colocou um sorriso plástico educado
no rosto, à espera que Vida respondesse a sua pergunta.

— Eu tenho que encontrar Colton aqui.

Vida fez uma voz firme, não querendo que a mulher soubesse que
ela estava nervosa. Seus olhos se estreitaram e o sorriso de plástico
desapareceu.

— Sinto muito, mas Colton não está aceitando qualquer
compromisso hoje. Ligue no final da semana e eu vou agendar você
com alguém...

— Isso é o suficiente, Tessa. Vida não está aqui para uma tatuagem.

Eu a contratei para ficar na recepção. — Tessa virou para Colton
quando ele apareceu na entrada.

— Nós não precisamos de uma de suas prostitutas colocando a

bunda atrás da mesa. Eu me virei muito bem sem ter alguém sentada
aqui o tempo todo enquanto você esteve fora.

— Não importa o que você quer Tessa, é o que eu quero que

importa. Se você não gostar disso vá trabalhar em outra loja.

— Tudo bem, ela pode ficar, mas seu salário vem de sua parte dos
lucros, — Tessa rebateu sua resposta.

Vida assistiu a troca entre os dois, ficando vermelha quando Tessa
lhe lançou um olhar venenoso antes de virar e sair da sala. Colton
puxou a cadeira de trás da mesa.

— Seja útil.

Vida foi para ficar atrás do balcão.

— Se alguém ligar, marque uma hora para eles. Aqui estão os

nomes dos artistas disponíveis, agende de modo que os clientes
fiquem uniformemente espalhados. Se alguém solicitar um
determinado artista, atenda o seu pedido, se possível, mas tente não
sobrecarregar um artista específico. — Vida assentiu com a cabeça.
— Alguma pergunta? — Perguntou Colton.

— Não, parece bastante simples, — respondeu Vida, olhando a

agenda.

— É Isto. Se você precisar de alguma coisa, basta gritar. Eu preciso

voltar para a minha sala, — Colton se afastou. Vida se sentou na
cadeira, estudando a agenda e se familiarizando com os nomes dos
artistas. O telefone começou a tocar e nos próximos minutos, Vida fez
os agendamentos. Quando o telefone finalmente se acalmou, ela
abriu a mochila e tirou seu notebook. Vida rapidamente ficou
absorvida com seu dever de casa, apenas levantando a cabeça
quando ouviu o sino da porta.

Um jovem alto e magro se aproximou do balcão com um sorriso
hesitante.

— Eu estava me perguntando se seria possível fazer uma tatuagem.

Eu não tenho hora marcada.

Vida procurou através da agenda. — Eu tenho uma em vinte
minutos, se você quiser aguardar?

— Parece bom.

— Qual o seu nome?

— Seth Redman.

Vida escreveu o seu nome na agenda. Dando-lhe um sorriso
amigável, ele se debruçou sobre o balcão.

— Você entende de computadores? — Ele perguntou, apontando em

direção ao notebook dela.

— Sim, eu estou quase terminando a minha graduação em ciência

da computação, — Vida respondeu.

— Eu faço TI para o hospital local.
— Isso soa interessante.

Vida achava que todo o trabalho sem ser obrigado parecia
interessante. Ela estava cansada dos trabalhos escolares e estava
ansiosa para colocar o que tinha aprendido na faculdade em prática.
Ele fez uma careta.

— Não, chato como o inferno. Quis projetar jogos de computador,

mas esses empregos são difíceis de conseguir por aqui, e eu gosto de
comer e fazer tatuagens. Ambos custam dinheiro.

Vida riu.

— Eu estou trabalhando em um aplicativo de jogo. Será que você

teria algum tempo livre para me ajudar com algumas falhas? — Vida
estudou seu rosto, vendo hesitação em pedir. Ele parecia um cara
desastradamente doce. Era uma boa mudança em relação ao seu
companheiro de quarto sombrio.

— Eu acho que parece divertido, mas temo não ter muito tempo

livre. — Vida rasgou um pedaço de papel do seu caderno e anotou
seu número de telefone. Antes que ela pudesse mudar de ideia, ela
entregou a ele. Quando ela entregou a Seth o número dela, Colton
entrou na sala com os olhos indo direto para o papel.

— Ele está esperando por você ou Reverend para fazer uma

tatuagem. — Vida disse a ele. Colton acenou com a cabeça.

— Já decidiu que tatuagem que você quer?

Seth enfiou a mão no bolso, tirando um pedaço de papel e entregou
a Colton. Eles saíram da sala, falando sobre o design. Vida voltou a
estudar, aliviada por ter a recepção para si mesma mais uma vez.
Vários clientes entraram e Vida anotou seus nomes e distribuiu entre
os tatuadores. Tessa saiu uma vez, tendo um cliente que queria uma
tatuagem de uma rosa. Ela ignorou Vida, simplesmente verificando
seu nome ao lado do cliente. Não incomodou a Vida que Tessa
estivesse sendo rude com ela. Era óbvio que Tessa e Colton tinham
uma história bem como a presença dela, obviamente, tinha sido
jogada sobre Tessa, sem qualquer aviso ou explicação. Vida não tinha
a intenção de se tornar amigável com Colton. Talvez quando Tessa
percebesse que ela não tinha intenções com ele, seu comportamento
gelado iria descongelar. Sua mãe havia lhe mostrado a futilidade de
tentar um relacionamento com um homem como Colton. O
relacionamento seria intenso no início, em seguida, gradualmente sua
atenção iria vagar por outras mulheres disponíveis. Vida se perguntou
se isso era o que tinha acontecido entre os dois. Vida olhou
cegamente para fora da janela, sentindo falta de Sawyer, desejando
que ela pudesse ligar e se queixar dizendo que todos eram idiotas por
nenhuma razão. Não foi a primeira vez em sua vida que ela teve que
se ajustar ao perder uma amiga. Ela só esperava que fosse capaz de
ajudar Sawyer, ao contrário de Callie. Ela engoliu o nó na garganta
com o pensamento sobre Callie, aliviada quando um homem coberto
de tatuagens apareceu da parte de trás da loja para desviar seus
pensamentos. Quando ele se inclinou contra o balcão com um sorriso
de flerte em seu rosto bonito, Vida não pode se ajudar e devolveu o
sorriso que ele estava jogando em seu caminho.

— Quem é você, coisa doce? — Ele sussurrou.

Vida corou com seu flerte. — Eu sou Vida.

— Eu sou Reverend, mas você pode me chamar de Ver, — disse ele

com alma em seus olhos cor de chocolate. — De onde você veio?

— Colton me contratou temporariamente. — Vida não tinha certeza

de como explicar sua presença atrás do balcão, por isso ela deu a
mesma explicação que Colton tinha dado a Tessa. O sorriso de Rev
arregalou.
— Eu estava ansioso para ter Colton de volta. Agora eu tenho que

agradecer a ele por trazer a mulher mais bonita que passou por
aquela porta a um tempo.

Tessa bateu uma pasta na frente de Vida, fazendo-a virar
inesperadamente. Ela não tinha percebido que a mulher havia entrado
na sala.

— Você não tem um cliente esperando? — Perguntou a Reverend

maliciosamente, apontando para o homem sentado tranquilamente na
sala de espera.

— Não, ele é todo seu. Eu estou esperando um compromisso, e

Colton está terminando com o cliente.

Vida assistiu os lábios de Tessa se apertarem antes dela fazer sinal
para o homem que estava esperando segui-la para a parte de trás.

— Ela fica melhor e melhor. Qualquer um que irrita a cadela é um

amigo meu.

Vida escondeu o sorriso. Na verdade, a atitude de Tessa não a
incomodava. Ela tinha lidado com muitas mulheres com atitudes
piores do que a dela. O cliente do Rev entrou e, com um aceno, ele o
acompanhou até a sua sala. Depois disso, o resto do dia passou
rapidamente. Colton mal prestou atenção nela quando ele saiu para
receber os seus clientes, o que significava que, exceto pela atitude
hostil de Tessa, não tinha sido uma experiência ruim. Vida bocejou,
fechando seu livro e desligando seu notebook. Seus olhos estavam
queimando com o cansaço. As noites ficando até tarde no clube e as
horas de estudo estavam começando a cansá-la. Esta noite de folga
do clube ela simplesmente queria se afundar no sofá macio do
apartamento de Colton e pegar seu sono. Colton entrou na sala,
carregando um capacete extra.

— Esta pronta?
Vida acenou com a cabeça, colocando seus livros e notebook em
sua mochila antes de segui-lo pela porta. Lá fora, ele lhe entregou o
capacete antes de subir na moto. Vida colocou o capacete depois
colocou sua mochila nos ombros. Lutando na moto, ela agarrou a
cintura de Colton quando ele ligou o motor e saiu do o
estacionamento.

Quando entraram no apartamento, Vida não pôde deixar de olhar
para o sofá com saudade.

— Você sabe cozinhar? — Vida estava prestes a se sentar no sofá

quando a sua pergunta a deteve.

— Um pouco, — Vida confessou relutantemente.

— Bom, faça algo para nós comermos enquanto eu tomo um banho.

— Ele se afastou antes que ela pudesse dizer que não estava com
fome. Seus ombros caíram quando ela tirou a mochila, em seguida, se
dirigiu para a cozinha para encontrar algo para comer. Colton não
olhou para trás, indo para seu quarto para tomar banho. Vida ficou
seriamente tentada a dar a língua em sua partida. Ela abriu os
armários, procurando através dos mantimentos antes de ir para a
geladeira para ver o que tinha lá dentro. Ela chegou a uma decisão
rapidamente, abrindo uma lata de sopa e fazendo dois sanduíches,
uma vez que ela viu o pão sobre o balcão. Ela estava derramando a
sopa nas tigelas quando Colton voltou para a pequena cozinha.

— Cheira bem, — ele elogiou.

— É apenas sanduíches e sopa.

Vida não estava mentindo; Ela não era muito boa na cozinha. Ela
nunca teve uma superabundância de comida, e quando o dinheiro é
escasso, você tende a comprar apenas o básico. Colton pegou sua
tigela e sanduíche, levando-os para a mesa antes de ir para a
geladeira e agarrar uma cerveja.
— O que você quer beber?

Ele fez uma pausa, esperando por sua resposta.

— Uma garrafa de água, obrigada. — Vida falou e ele colocou a

garrafa sobre a mesa. Relutantemente, Vida levou a comida para a
mesa, se sentando em frente a ele. Eles comeram em silêncio; Vida
pensando em suas aulas para o dia seguinte e ao mesmo tempo,
tentando desviar os pensamentos de ter que trabalhar no clube de
stripper.

— Você trabalha hoje à noite? — Os olhos de Vida saíram de seu

meio sanduíche comido.

— Não, eu estou de folga essa noite. Eu trabalho amanhã de oito

até as duas.

Colton tomou um gole de sua cerveja, estudando a jovem. Ele notou
as sombras em seus olhos verdes claros, quando ele mencionou
trabalho, ele tinha começado a ficar consciente que ela estava com
vergonha de estar trabalhando no clube. Ela corava a qualquer hora
ficando vermelho brilhante quando o clube era mencionado.

— Há quanto tempo você vem trabalhando para King?

— Algumas semanas.

Colton notou os dedos começarem a brincar com a colher de sopa.
Ele tentou não se meter, no entanto não conseguia se impedir de falar.

—Você poderia sair da cidade até que King consiga a sua amiga de

volta...

Vida já estava balançando a cabeça. — Eu não posso sair, sabendo
que Sawyer está em apuros e eu poderia ter ajudado. Eu não vou
enterrar outra amiga minha.

Ela se levantou da mesa e levou seu prato para a pia. Ela
encontrou um saco de sanduíche em uma das gavetas, colocou a
metade comida do seu sanduíche dentro e, em seguida, colocou na
geladeira.

— O que você está fazendo? — Olhando para Colton, ela viu seus

olhos incrédulos sobre ela. Não sabendo o que ele queria dizer, ela
fez uma pausa.

— O que?

— Por que você guardou esse sanduíche, quando havia apenas

algumas mordidas para ele terminar?

— Eu não gosto de desperdiçar comida. Mais tarde, quando eu ficar

com fome, eu vou terminá-lo. — Vida se recusou a ficar constrangida
por não desperdiçar comida.

— Você poderia ter feito outro para si mesma, — disse Colton com

os dentes cerrados. — Eu acho que posso me dar ao luxo de alimentá-
la com alguns sanduíches. Eu não tenho um monte de mantimentos,
mas eu não fui para o mercado. A comida que está nos armários só foi
colocada lá até que eu fosse ao mercado por mim mesmo.

Vida o olhou sem compreender.

— Por que você precisa ir até o mercado? Seus armários e

geladeira estão cheios.

Colton parou o que estava prestes a dizer quando compreendeu. Se
afastando ele tomou um longo gole de sua cerveja. Falando mais e
mais em sua mente que ele precisava se cuidar de seu próprio
negócio do caralho. Quanto mais conhecia Vida, mais ele queria se
aproximar dela e não tinha intenção de que isso fosse acontecer. Ela
era muito jovem, muito doce e fodidamente muito problema. Sua mãe
viraria em seu túmulo ao ver a situação em que vida estava. Ela tinha
trabalhado sua bunda para se certificar que Vida não terminasse na
mesma situação que ela, determinada a dar uma vida melhor para sua
filha. Colton tinha conhecido Goldie, inferno, ele tinha até mesmo
festejado com ela algumas vezes depois de suas apresentações, mas
eles foram apenas amigos. Mesmo ela sendo uma bela mulher, o
desejo por ela não tinha existido, provavelmente porque ela era tão
boa. Idiota fodido que ele era, ele sempre preferiu as mulheres mal-
intencionadas. E isso tinha sido a sua ruína, também; Não havia
nenhuma cadela maior do que Tessa. Ele também sabia que Goldie
tinha uma criança em casa. Ele teve a maldita certeza de não se
tornar envolvido em um relacionamento onde qualquer coisa fosse
esperada dele. Colton sempre cobria o seu próprio rabo. Ele pensava
que seu relacionamento com Tessa estava sob seu controle. A cadela
sorrateira tinha provado que ele estava errado e a pena de prisão de
três anos tinha acabado de provar que ele precisava tomar o que
queria das mulheres e deixar o lixo emocional fora disso. A campainha
tocou enquanto Colton assistia Vida lavar os pratos. Olhando para o
relógio, eram exatamente oito horas. Ela estava na hora certa. Vida
fez uma pausa em sua tarefa de lavar os pratos quando Colton
atendeu a porta. Uma loura muito curvilínea entrou na sala enquanto
ele segurava a porta aberta. Em seguida, um grito alto encheu a sala
quando a loira se jogou nos braços de Colton.

— Colton, eu senti muita a sua falta.

Vida não pôde ajudar, e ficou observando quando a mulher se
levantou com a ajuda das mãos de Colton sobre sua bunda para
embrulhar as pernas em volta de sua cintura. Enterrando as mãos em
seu cabelo longo, a mulher levantou a cabeça para lhe dar um beijo
voraz. Eles se beijaram por vários minutos antes de Colton puxar a
sua cabeça para trás.

— É bom ver você de novo, Tracy. — A mulher se virou para o som
da água corrente e, vendo Vida na pia a surpresa acendeu os olhos.
— Você não me disse quando ligou que isso seria uma festa.

Os olhos de Tracy deslizaram sobre o corpo de Vida e a fez dar um
passo para trás.

— Eu estou contente de ver que a prisão não diminuiu o fogo em

seu pau. — Rindo, Colton de brincadeira bateu na bunda enquanto ela
ainda estava enrolada em sua cintura.

— Nada de festa, somos só nós dois. Vá para o quarto, eu estarei lá

em um minuto.

Vida tentou parecer discreta quando as pernas de Tracy saíram da
cintura dele e, lhe dando um último olhar lascivo, ela deixou Colton e
Vida sozinhos na sala. Arrastando uma mão pelo cabelo revolto,
Colton pareceu hesitar um segundo, tentando encontrar as palavras
apropriadas. Vida decidiu cortar rapidamente a questão.

— Está tudo bem. Depois que eu terminar os pratos eu vou dormir.

Eu tenho um longo dia amanhã.

Os olhos de Colton foram para ela.

— Eu teria ido para a casa dela, mas King achou que não seria

seguro se você fosse deixada sozinha. — Foi o mais próximo de um
pedido de desculpas que ela iria conseguir. Vida deu de ombros.

— Eu não quero atrapalhar a sua vida mais do que eu já tenho, por

isso não é grande coisa. Eu tinha um companheiro de quarto do meu
primeiro ano na faculdade.

Vida não disse a ele que Ty era gay; Afinal, ele ainda tinha sido seu
companheiro de quarto. Ela viu o alívio em seu rosto.

— Legal. Vamos tentar não incomodá-la. Vejo você pela manhã.

— Boa noite.

Vida voltou para os pratos, ouvindo outro grito alto quando a porta
do quarto se abriu. Ela terminou os pratos e os secou antes de reunir
sua roupa para tomar um banho. Ignorando os gemidos femininos do
quarto quando ela entrou no banheiro, Vida ligou o chuveiro,
decidindo lavar o cabelo antes de lavar seu corpo; Isso abafaria
brevemente esses gemidos que ela estava ouvindo através das
paredes finas. Quando ela terminou, colocou o pijama e robe. Saindo
do banheiro, ela correu para o curto corredor quando a cama batendo
contra a parede começou a ecoar através do apartamento. Vida
rapidamente se deitou no sofá se cobrindo com o lençol que ela tinha
colocado ao lado antes de tomar um banho. Desligando a luz, ela se
deitou, tentando não pensar sobre o que estava acontecendo no
quarto. Um grito alto a fez colocar o travesseiro sobre a cabeça,
desejando que ela estivesse em qualquer lugar que não fosse aqui. O
quarto dela no clube de stripper não tinha sido muito melhor. Quando
os outros quartos tinham sido preenchidos, as mulheres com quem
ela dividia o quarto invariavelmente levavam os homens para seu
quarto. Às vezes, eles a acordavam para fazê-la sair do quarto, mas
às vezes eles não se importavam, apenas ignoravam a presença dela
e cuidavam dos seus negócios para fazer os homens saírem tão
rapidamente quanto possível, de modo que elas próprias pudessem ir
para a cama. Vida cochilou dormindo com o travesseiro ainda sobre
sua cabeça. Ela estava tão esgotada que não acordou durante o meio
da noite quando uma mão suave removia o travesseiro, colocando-o
sob sua cabeça. Nem acordou quando dedos longos passavam
através de seu cabelo sedoso, deixando-o cair suavemente contra o
seu rosto macio.
Capítulo 4

— Vem ai Trouble, — o locutor falou acima das vaias dos homens

na sala, os olhos ávidos buscando a cortina para o surgimento de
Vida. Ela sentiu seu estômago se apertar enquanto a cortina se movia
com as luzes focadas no palco. As lantejoulas sobre sua roupa pegou
as luzes e refletia flashes de luz por toda a sala, mostrando ainda
mais atenção ao seu corpo. Vida engoliu a bile subindo em sua
garganta, forçando sua mente a ficar em branco. Colando uma
imagem imaginária de Sawyer em sua mente, Vida começou a dançar
sedutoramente no palco. Como sua mãe conseguiu fazer isso durante
anos desafiou a imaginação de Vida. Uma profunda tristeza tomou
conta dela. Ela sabia como, o amor de uma mãe por sua filha. Vida
sabia que sua mãe ficou grávida aos quinze anos e fugiu de casa para
morar com o namorado de dezessete anos de idade. Seu pai tinha
ficado até que ela tinha seis meses de idade, em seguida saiu,
voltando para os braços amorosos de seus próprios pais. Ele deixou
Goldie para trás; No entanto, os pais de sua mãe não foram tão
compreensivos e não queriam ter mais nada a ver com ela ou sua
neta. Goldie, apesar de ser tão jovem, era inteligente o suficiente para
conseguir ajuda a infância, que foi o suficiente para manter um teto
barato sobre suas cabeças mas não o suficiente para muito mais. Se
formar com uma pequena criança, levou um tempo para Goldie
conseguir terminar e uma vez que ela tinha finalmente se formando os
empregos continuaram a não aparecer. Ela conseguia vagas como
garçonete no bar, mas eles pagavam pouco e mal cobria as contas.
Vida não tinha sido uma criança saudável. O prédio de baixa renda
era imundo e úmido, desencadeando alergias. Além disso, ela teve
um problema gástrico genético que exigia que ela fizesse várias
cirurgias, forçando a mãe a faltar ao trabalho. Sendo demitida em
alguns trabalhos Goldie tinha mudado para se tornar stripper. Ela
ainda podia se lembrar das noites que a mãe dela tinha uma boa noite
e a acordava quando chegava em casa. Eles iam ao supermercado
tarde da noite e enchiam o carrinho com mantimentos que ambas
sabiam que durariam um tempo. Os cereais bonitos e doces que
outras crianças tinham como certo eram ignorados e pegavam pão e
manteiga de amendoim. Vida se lembrava bem dos dias em que isso
era tudo o que tinham para comer e estava ciente que ela não comia
muito melhor como uma estudante universitária. A mudança na
música alertou Vida para o próximo ato onde ela começaria a tirar a
roupa vermelha. Provocativamente desabotoando cada botão
lentamente, ela se aproximou da fila dos pervertidos antes de recuar,
dando a promessa subliminar que ela logo seria deles se eles
pudessem simplesmente pegá-la pelo tempo suficiente. Quando todos
os botões estavam desfeitos a música acelerou construindo um clímax
para remover o seu top. Felizmente, a música que começou sua
dança foi mais lenta permitindo que ela recuperasse o fôlego.
Andando para os homens, ela lhes permitiu que eles colocassem seu
dinheiro no cinto que rodeava a cintura. Seus dedos demorando um
tempo pensando que era permitido antes de um dos homens de King
aparecer. Isso durava vários minutos, a música longa lhe dava tempo
para trabalhar de um lado do palco para o outro antes de se virar para
voltar para o centro do palco, descendo para pegar sua parte superior,
permitindo aos homens um último olhar para sua bunda rebolando.
Vida saiu lentamente do palco a música diminuindo e fortes aplausos
ecoando.

— Merda garota se você continuar assim King irá colocá-la como

dançarina principal em seus outros clubes, — Sherri observou,
esperando a própria música para ela começar.
— Você está ótima hoje à noite, é uma roupa nova?

Vida ignorou o comentário sobre trabalhar em outros clubes. Sherri
passou a mão contra um tipo de couro que usava e sorriu.

— Sim, eu pretendo fazê-los correr para o banheiro para se

masturbar. — Vida simplesmente balançou a cabeça, rindo. Sherri era
uma das poucas mulheres que realmente se despia porque amava a
atenção. Isso a fazia se sentir como uma estrela pelo pouco tempo
que estava no palco. Ela era uma mulher doce, afável que parou um
tempo para realmente tentar conhecê-la e Vida não pôde deixar de
responder a sua simpatia natural.

— King está na frente? — Vida perguntou.

— Eu acho que sim. Eu o vi há alguns minutos atrás.

A música de Sherri começou.

— Não quebre uma perna. — Vida avisou quando viu suas botas de

caubói escandalosamente altas. Sherri sorriu para ela enquanto se
movia em direção ao palco.

Vida foi para o camarim e vestiu o roupão. Ela escovou o cabelo
que tinha sido deixado solto e a sua apresentação o desarrumou. As
outras mulheres na sala a ignoraram, ocupadas se preparando para
as suas próprias danças. Vida foi em busca de King, o encontrando
sentado em sua cabine assistindo a um cliente tomar uma dose de
uma garota. Sua expressão facial não mudou quando viu a
abordagem de Vida.

— King, posso falar com você?

— Sente-se, Vida. Eu estava prestes a enviar Henry para você.

Vida deslizou na cabine em frente a ele. Ele estava como sempre,
vestido com um terno escuro caro que o fazia parecer ainda mais
intimidante. King emitia vibrações ameaçadoras e o terno escuro
somente reforçava isso.

— Você encontrou alguma coisa mais sobre Sawyer?

— Por uma questão de fato, eu encontrei. — Seus lábios se

apertaram em uma linha sombria.

— Você encontrou?

Vida não conseguiu evitar a emoção em seu rosto.

— Acalme-se, Vida. Não é a melhor situação, mas por enquanto ela

está segura. Rick Redman trabalha para Digger.

King fez uma pausa, esperando por sua reação. Não demorou
muito para aparecer. Todos na cidade conheciam Digger, ele também
era impiedoso como King. A diferença era que King não feria as
pessoas desde que você não fodesse com ele. Digger gostava de
foder os outros por diversão.

— Um dos homens que Digger a vendeu por uma noite e decidiu

mantê-la por um tempo. Enquanto ele paga por sua companhia,
Digger permanecerá contente. Por enquanto.

Decepção preencheu Vida. Ela não tinha feito nada, ela não tinha
sido capaz de evitar que Sawyer fosse vendida e usada. Dor encheu
sua expressão quando ela sentiu a inutilidade de suas tentativas se
afundarem.

— Vida, ela não é de rua e nunca poderá ficar desaparecida sem ser

vista novamente. Digger sabe que, se ela desaparecer eu vou matá-lo.
Agora, ele está tentando me chatear, e não me colocar em um
caminho de retaliação. Assim que eu descobrir o seu preço, você vai
tê-la de volta.

Vida ouviu quando King tentou explicar a complexidade de lidar com
alguém tão sujo como Digger. Ela assentiu com a cabeça.

— Seu capanga, Briggs, vem ao clube às vezes. Eu poderia tentar
descobrir algumas informações dele.

Um olhar frio foi sua resposta. — Fique longe de Briggs, ele é
executor de Digger. Deixe-me lidar com isso, Vida.

— Ok. — Vida começou a sair da cabine.

— Onde está Colton hoje à noite? — King perguntou friamente, seus

olhos procurando pelo salão.

— Voltou para a casa dele. Ele me deixou e perguntou se Henry

poderia me dar uma carona para casa.

— Muito cavalheiro, não é? — Ele disse sarcasticamente.

Vida deu de ombros. — Eu acho que estou dificultando o seu estilo;
Estou no caminho o tempo todo.

— Se alguma coisa acontecer com você, seu estilo vai ficar um

pouco mais do que difícil, — King ameaçou.

— Deixe-o em paz, King, ele está sendo muito bom me deixando

ficar em sua casa. Eu não preciso dele comigo quando Henry está
aqui. — Vida tentou argumentar com King.

King acenou com a cabeça relutantemente. — Eu vou dizer a Henry
para levá-la até a porta.

— Obrigado, King, por tudo.

Ela estendeu a mão sobre a mesa e pegou a mão dele, dando-lhe
um aperto.

— Não me agradeça ainda, — ele respondeu severamente.

Vida simplesmente sorriu enquanto se levantava. Era a sua vez na
sala vip. A mulher que ela estava dividindo ficaria com raiva se
chegasse atrasada. Enquanto ela subia os degraus para o piso
superior, ela sentiu os homens na sala olhando para ela. Vários
pagavam para ir até o quarto sabendo que ela estava de plantão. Vida
esmagou as borboletas em seu estômago; Isso era pior do que
realmente se despir no palco. Para cada minuto que homens
pagavam, ela teve que realmente agir como se ela os quisesse, o que
os fazia querer comprar mais danças. A hora seguinte passou
rapidamente enquanto servia bebidas e atendia dois pedidos de lap
dance. Vida arregalou os olhos quando percebeu Briggs entrar no
quarto. Ele sempre estava tentando descobrir informações das
garotas sobre King. King não mente, Briggs sempre gastou muito
dinheiro e os funcionários de King eram leais. Avançando, ela decidiu
que hoje à noite seria diferente. Ela tentaria virar a mesa sobre ele e
tentar descobrir alguma coisa que pudesse usar contra Digger. King
ficaria furioso, mas se ela tivesse cuidado, talvez ele não descobrisse.
Ela daria um pouco do dinheiro da lap dance para as outras duas
mulheres na sala vip para que elas mantivessem suas bocas
fechadas. Andando dentro de sua visão, ela levou a bebida que ele
tinha pedido para Angel. Os olhos dele se arregalaram e sua boca se
abriu quando ela se curvou baixo o suficiente para lhe permitir ver os
globos pálidos de seus seios quase saindo de sua roupa vermelha.

— Posso te ajudar com alguma coisa? — Vida murmurou

sedutoramente, aproximando-se para que seu perfume pudesse
cercá-lo.

— Sim, você pode se juntar a mim para uma bebida, — disse

Briggs, não tirando os olhos de seus seios. Vida sentou perto dele no
sofá. Prendendo os olhos dele com os dela, ela deu toda a atenção
que ele queria, dando apenas respostas monossilábicas quando
tentou fazer perguntas sobre ela e King.

Olhando para Angel ela fez sinal para que ela continuasse
mandando as bebidas para Briggs. Quando a palma da mão suada
cobriu sua coxa meio aberta, Vida suspirou para si mesma; A hora
seguinte ela se preparava para ser uma das mais difíceis de sua vida.

***

Colton segurou a porta para Wanda ir embora, fazendo sinal para
que ela ficasse quieta. Com um beijo rápido, ela atravessou a porta.
Ele fechou e trancou atrás dela, se virando para ir para a cozinha.
Vendo o travesseiro na parte superior do rosto de Vida, ele estava
determinado a não removê-lo desta vez, no entanto, encontrou suas
pernas andando em direção a ela de qualquer maneira.

Levantando o travesseiro, ele viu lágrimas brilhando em seu rosto e
tocando o travesseiro ele o encontrou úmido. Ele tinha lhe dado uma
chave e, nem mesmo percebeu quando ela tinha retornado. Virando o
travesseiro para que o lado seco estivesse por cima, ele colocou a
cabeça dela sobre ele. Limpando as lágrimas com a ponta do polegar,
ele acariciou seu rosto suave. O rosto se virou, se afastando do toque
suave. Colton estudou as olheiras de cansaço sob os olhos. Vida, que
ele tinha conhecido no início, realmente dormia muito pouco,
permanecendo sempre ocupada com o seu notebook ou estudando os
livros que carregava em sua mochila. Ela era incomum para uma
garota de sua idade, ela era tranquila e estudiosa. Mesmo quando os
clientes tentavam falar com ela na loja de tatuagem, ela raramente
dava muita bola. Seth, o garoto a quem ela tinha dado o seu número
havia retornado a loja para trabalhar em codificação com ela. Ela era
amigável com ele, mas ele podia ver que ela mantinha uma distância
com todos eles. Ela já estava com ele por duas semanas agora e ele
ainda não tinha visto um sorriso genuíno. O que era muito
surpreendente para ele, pois a mãe dela, Goldie, era cheia de vida e
risos. Ela adorava a sua filha e se sentia orgulhosa de cada conquista.
Era duro ver a filha de Goldie completamente cheia de restrição e
cautela. Colton tinha certeza que a morte de Goldie há dois anos tinha
sido extremamente difícil para ela. Agora, a sua amiga mais próxima
desde a infância estava em perigo. Ele sabia que isso provavelmente
estava pesando sobre ela, não conseguir ajudar Sawyer, assim como
ela não tinha sido capaz de ajudar a amiga que tinha morrido. Goldie
esteve muitas vezes preocupada pelo fato dela perder uma amiga tão
próxima em uma idade jovem fosse afetá-la. Callie, Sawyer e Vida
foram as pequenas mais encrenqueiras do bairro. No momento só
restava uma. Mostrar seu corpo e fazer lap dance ia contra a
personalidade reprimida que via em Vida. Emocionalmente, ele se
perguntava como ela tinha ficado tão forte. Afastando-se, ele foi para a
cozinha para pegar uma garrafa de água e olhou para o relógio do
microondas vendo que era quase quatro, então terminou a água e
voltou para o quarto, se deitando sobre os lençóis amarrotados. Ele
não tinha nenhum problema em preencher a sua cama a cada noite
com uma mulher diferente, a loja de tatuagem e as do passado
mantinham um fluxo constante para saciar a fome que passou durante
três anos de prisão. O único problema era que ele sentia um vazio e
este vazio aumentava em cada encontro adicional. Alguma coisa
estava errada e Colton temia saber o que era. Colocando o braço
sobre os olhos, ele tentou tirar a imagem de Vida que estava em sua
mente desde o primeiro dia em que ele tinha sido libertado da prisão.
Ele precisava se livrar dela. Amanhã à noite, em vez de deixar ela no
clube e ir embora ele planejava entrar e ter uma conversa com King.
Vida tinha que partir e King tinha que fazer algo sobre isso,
independentemente da situação com Digger.
Capítulo 5

Vida ficou nervosa por trás da cortina em seu traje vermelho e roupa
interior. Ela tinha só duas roupas; Uma vermelha e outra preta. As
outras mulheres levantavam os olhos com desprezo quando a viam
vestindo a mesma roupa noite após noite, no entanto, ela se recusou
a investir em novas roupas com apenas mais duas noites para sair.
Escutando a música, ela saiu no palco e começou a sua dança
padrão.

***

Colton ficou nas sombras no fundo da sala, enquanto observava
Vida vir para o palco. O corpo perfeitamente proporcional dela era
destacado pelo corte alto de sua calcinha e mostrava as pernas uma
das suas melhores vantagens. O pequeno pedaço de material
vermelho cobria apenas sua boceta deixando sua bunda cremosa
nua, o fio dental desaparecendo entre os globos exuberantes.

Colton lutou com o seu pênis, tentando evitar ficar duro, mas era
uma façanha impossível quando a próxima dança de Vida começou e
ela começou a tirar sua blusa. Sua inclinação sedutora era excitante;
Não só para ele, mas todo homem no salão. Ela desabotoou
lentamente a camisola frágil que escondia os seios, prolongando a
tensão nos homens, lhes negando quando ao mesmo tempo,
proporcionava vislumbres tentadores. Quando ela dava a impressão
que iria adiar mais ela tirou o top, mostrando seus seios fartos em
toda a sua glória. Os mamilos rosa estavam duros por causa do ar
condicionado que estava direcionado ao seu corpo, fazendo parecer
que eram por causa dos olhares lascivos dos homens. Suas mãos se
apertaram em punhos enquanto ouvia alguns dos gritos dos homens,
estudando seus rostos para que ele pudesse ter uma palavra com
eles mais tarde. Em seguida, a música de Vida trocou e ela se virou
para os homens que estavam na frente. Ela permitiu que suas mãos
gananciosas enfiassem dinheiro no cinto fino que mal prendia a sua
tanga enquanto se agachava em seus rostos. Ele tinha certeza que
vários dos homens puxava mais duro do que o necessário, tentando
quebrar o pequeno pedaço de material. Se levantando ela dançava
indo para longe da frente do palco, enquanto os homens lhe
imploravam para voltar. A música chegou ao fim, chegando ao ponto
onde ela se inclinou em direção ao chão para pegar seu top dando
aos homens o valor do seu dinheiro, ao lhes mostrar a sua bunda
quando ela acenou um adeus entre suas pernas. Colton queria invadir
o palco e bater em sua bunda dura. Um momento depois, Henry
apontou Colton para frente, deixando-o saber que King estava
finalmente pronto para falar com ele. Enquanto se movia em direção à
cabine escura, Colton ficou surpreso que a luz sobre ele estava
desligada. Normalmente, quando King estava ocupando a cabine a luz
estava acesa. Agora estava envolta em trevas, tendo total privacidade.
Colton se sentou em frente a ele, observando quando King se inclinou
contra o couro caro da cabine.

— Henry disse que você queria falar comigo?

— Quanto tempo mais isso vai continuar, King? Eu tenho uma

vida… — Colton começou.

King cortou. — Uma vida a qual vigiar Vida não impediu, no mínimo.
Você teve uma mulher diferente todas as noites, e com exceção de
vê-la algumas horas em sua loja e à noite depois que ela sai daqui,
você certamente não foi muito incomodado.
Colton se recusou a se sentir culpado. — Ela está reclamando a
você que eu estou levando mulheres?

King mostrou seu sorriso perigoso. — Você viveu com ela por duas
semanas e não a conhece melhor do que isso?

King balançou a cabeça. — Você é um filho da puta idiota. Tessa te
enganou por ai fodendo embaixo do seu nariz e você acreditou em
cada porra de mentira que ela lhe disse. Vida não abriria a boca para
falar sobre você porque ela não iria pôr em risco a vida de Sawyer.
Você precisa aprender a diferença entre uma cadela imoral e uma
mulher que é como sua mãe e tem um coração de ouro.

Colton endureceu em seu assento. — Eu não me importo que tipo
de mulher ela é, eu quero que ela vá embora.

King estudou-o. — Dê-me até o fim de semana e eu vou tomar
outras providências.

Alívio inundou Colton, mas antes que pudesse se conter, ele
perguntou: — Que tipo de providencias? — King deu de ombros.

— Uma das meninas de Margie está saindo. Um de seus clientes a

quer em tempo integral, de modo que Vida pode ter seu quarto e
Margie pode vigiá-la.

Raiva inundou Colton. — A fodida Margie vai colocá-la para
trabalhar.

— O que você tem haver com isso, Colton? Pelo menos Margie vai

mantê-la segura e devolvê-la quando eu tiver essa merda limpa. Se
Digger pegá-la, ela vai estar morta ou desaparecida.

Colton conteve sua raiva, inteligente o suficiente para saber se ele
chateasse King ele não deixaria a escolha nas mãos dele. — Eu vou
deixá-la ficar. Apenas se apresse King.

— Essa foi a minha intenção o tempo todo.
Satisfeito, King fez um gesto para a garçonete trazer para Colton
uma bebida. A garçonete colocou uma cerveja na frente de Colton,
demorando na mesa até que King lhe fez um sinal para ela se afastar.
Ela saiu depois de dar um último olhar ardente em Colton.

— Parece que você tem uma admiradora.

Colton ignorou, observando Vida subir os degraus para os quartos,
Colton sabia que era onde King reservava para os membros privados.

— Quantos ela tem agendado para hoje à noite? — Perguntou

Colton, acenando com a cabeça em direção a Vida.

— Ela é uma coisinha popular. Ela tem três agendados e vários

outros irão comprar quando vê-la trabalhando.

Colton deu a King um olhar duro antes de tomar sua cerveja e se
levantar da mesa, indo para a escada.

— Há uma taxa extra para entrar no andar superior, Colton; — King

lembrou, tentando esconder sua diversão.

— Coloque em minha conta, imbecil.

***

Vida terminou de dar uma dança para um dos homens que tinha se
tornado regular e foi para o bar para beber água antes de ir para o
quarto ao lado para dar outra dança. Cada dança não durava mais de
dez minutos, mas toda vez ela sentia como se precisasse tomar um
banho para se limpar. Vida olhou para a porta quando a ouviu ser
aberta tentando esconder a surpresa em seu rosto quando Colton
entrou na sala. Ele lhe lançou um olhar duro antes de sentar em um
dos sofás caros.

Terminando sua água com os dedos trêmulos, ela largou a garrafa
antes de colocar um olhar sedutor em seu rosto para enfrentar o seu
cliente que estava esperando. Era enervante sentir os olhos escuros
de Colton nela enquanto ela andava na direção de Briggs.

— Ei sexy, você está pronto? — Vida murmurou.

Seus olhos quentes atropelaram seu corpo. Vida sentiu a pele
arrepiar enquanto seu olhar nojento deslizava sobre ela.
Cuidadosamente escondendo sua reação, infundindo calidez falsa em
seus olhos, ela estendeu a mão de brincadeira para ele pegar. Briggs
pegou sua mão se levantando e seguindo-a mansamente para a sala
privada, onde ela faria a lap dance. Vida de brincadeira empurrou
Briggs na cadeira de pelúcia e recuou. A música começou e Vida se
aproximou de Briggs, montando em seu colo, moendo os seios
cobertos com espartilho contra seu peito. Torcendo e girando seus
quadris, ela manteve uma distância de meros centímetros entre seu
monte e sua virilha. Corando de vergonha, Vida fervorosamente
esperava que Colton não tivesse se virado de modo que ele seria
capaz de ver o quarto; que era semi privado devido a uma janela onde
o segurança seria capaz de assistir e por fim se um dos clientes
perdesse o controle. King também fornecia quartos completamente
privados, mas Vida nunca entrou neles. Não precisava ser um gênio
para perceber que mais do que lap dance acontecia lá. Normalmente
a dançarina recebia mais dinheiro nesses quartos. A música acelerou
e Vida apertou seus seios magros mais fortemente no peito de Briggs
enquanto se esfregava contra ele. Vida notou o suor brotar em sua
testa. Um sorriso de satisfação curvou seus lábios e ela dançava
fundo em seu colo, moendo sua bunda em suas coxas.

— Você está me fazendo duro como uma rocha. — Os olhos de

Briggs olharam para ela com intenção impura. Vida engoliu a bílis em
sua garganta e começou a contar silenciosamente em sua mente para
distrair a si mesma.

— Encontre-me depois que você sair hoje à noite, — ele implorou.

Vida balançou a cabeça, obrigando-se a deixar mais de seu peso
esfregar em Briggs ao mesmo tempo em que um gemido falso
passava por seus lábios. Respirando fundo, ela atirou sua sorte em
suas mãos.

— Eu não confio em você, Briggs. Você trabalha para Digger. Eu

não vi Sawyer desde que o seu homem a levou num encontro —. Vida
falou numa voz ofegante.

— Eu não tenho nada a ver com isso, era Rick. Eu cuidarei bem de

você. — As mãos de Briggs foram até a polpa da bunda dela. Vida fez
uma pausa.

—Você sabe que não tem permissão para tocar — Vida repreendeu.

Briggs removeu imediatamente suas mãos e ela sentiu seu pênis
crescer mais grosso sob ela. Ela levantou sutilmente o seu peso de
cima dele, usando a batida da música. Vida ficou doente quando ela
reconheceu que ele tinha atendido à dominância em sua voz. Ela
deixou seu peso cair de volta nos minutos restantes da música. Briggs
estava apertando seus dentes e Vida sentiu um jorro de satisfação
que não podia reprimir. Ele a queria. Ela estava determinada a usar os
meios que ela tinha para pegar Sawyer de volta. A música terminou e
Vida fingiu relutância ao sair de seu colo.

— Vamos lá, me encontre esta noite. Vamos entrar em alguns

problemas. — Briggs pensou que estava sendo bonito com o seu
trocadilho enquanto Vida só pensava que ele era patético. Vida
balançou a cabeça.

— Talvez da próxima vez, Briggs. Vou ter que pensar sobre isso.

Sawyer era a minha melhor amiga e eu sinto falta dela. Eu não quero
estar no lugar dela — Vida tentou parecer ter medo dele.
— Trouble, você vai ficar muito bem. Eu vou cuidar bem de você. Eu

não deixaria Digger tocar em você; Ele me ouve. — Ele se gabava
dando ao seu braço um aperto duro.

— Sério? — Fingindo pensar nisso por um minuto, ela balançou a

cabeça novamente. — Deixe-me pensar sobre isso, Briggs. Eu
trabalho na próxima sexta-feira. Você virá me ver dançar? — Briggs
não tentou esconder sua raiva crescente e Vida poderia dizer que ela
tinha empurrado longe o suficiente esta noite. Ela não tentou puxar
seu braço dele.

— Deixe-me ir — Vida exigiu, tentando colocar apenas a quantidade

certa de domínio em sua voz.

— Eu vou estar aqui, — disse Briggs, relutantemente, largando seu

braço. Soprando-lhe um beijo, Vida saiu do quarto e encontrou uma
parede dura de músculos. Ela olhou para cima com surpresa para ver
olhos furiosos olhando para ela. Colton empurrou seu robe em sua
mão antes de levá-la pelo braço através do quarto. Ela quase caiu
tentando acompanhar os seus passos irritados.

— Eu não posso sair, eu tenho outro cliente.

— Você terminou essa noite. Estou pronto para sair. Eu disse a

Henry para falar a King para encontrar uma substituta para o final do
seu turno. — Levando-a para a porta do camarim, ele liberou seu
braço.

— Vá se trocar, — disse ele com frieza.

Vida queria sair, então ela decidiu não discutir com ele. Ela foi para
o vestiário e mudou rapidamente para jeans e uma camiseta com
mangas compridas. Agarrando sua jaqueta, ela saiu para encontrar
Colton esperando. Ele a seguiu para o ar fresco que Vida achava
maravilhoso após ficar no confinamento abafado do bar. Entregando-
lhe o capacete, Vida o colocou e subiu atrás de Colton. Com a
expectativa de voltar para o seu apartamento, Vida ficou surpresa
quando ele parou em uma casa de waffle tarde da noite.

— Estou com fome. Vamos conseguir algo para comer — disse

Colton, saindo da moto. Vida nunca ficava com fome, depois de
trabalhar no clube, mas não disse nada, apenas foi com ele e pediu
um café quando a garçonete veio.

— Traga para ela panquecas e algum bacon — Colton ordenou.

— Mas eu não estou com fome — Vida protestou.

— Você perdeu uns bons dois quilos desde que você passou a viver

comigo. Suas roupas estão caindo. Você vai comer. — Colton acenou
para a garçonete curiosa com um gesto de sua mão depois de fazer o
seu próprio pedido. Os lábios de Vida apertaram. Ela sabia muito bem
do peso que tinha perdido, embora não tivesse pensado que alguém
tinha notado. Ela não estava feliz em saber que Colton era o único
que tinha prestado atenção. Inferno, ela pensava que ele ainda não
sabia qual era a cor de seu cabelo da maneira como ele
constantemente a ignorava.

— Agora que minhas aulas acabaram meu peso vai voltar. Estive

sobrecarregada.

— Balançar sua bunda e dançar esfregando-a contra cada homem

gasta muita energia, — disse Colton sarcasticamente.

Vida endureceu em sua cadeira. — Sim, bem, eu não tenho muita
escolha sobre isso, não é?

— Você tem uma porra de escolha; Você só não vai fazer o caminho

certo. Sacuda esta cidade e saia. King terá a Sawyer de volta.

Vida teimosamente balançou a cabeça. Ela não podia acreditar
como ele esperava que ela virasse as costas para Sawyer.

— Eu vi o jogo que você estava fazendo com Briggs. Você está
tentando entrar em mais problemas do que você pode segurar, Vida.

— Eu não sei do que você está falando.

Vida olhou pela janela do restaurante, evitando seus olhos.

— Sim, você sabe — rebateu Colton.

A garçonete trouxe a sua comida, colocando-a na frente deles. Vida
deu uma mordida nas panquecas quentes e pegajosas e se viu
faminta comendo a maior parte do prato sem olhar para cima. A
garçonete reabasteceu o seu café e foi quando ela tomou um gole da
bebida forte que ela pegou o olhar divertido de Colton sobre ela.
Corando, ela olhou para o prato quase vazio com um sorriso.

— Eu acho que eu estava com mais fome do que pensava.

Rindo, Colton brincou, — Eu vejo, você quer que eu peça outro
prato?

Vida não podia ajudar, ela olhava para a mudança que o riso
trouxe para seu rosto. Ele era de extrema boa aparência; Seu longo
cabelo escuro estava despenteado do vento, dando-lhe uma
aparência indomável enquanto a bola de metal que furava o sensual
lábio inferior fazia Vida baixar seu olhar para a boca dele. Reverend
tinha falado sobre isso na semana passada. Ela quase morreu de rir
quando Rev também ofereceu para furar seu pau e Colton lhe disse
onde ele devia enfiar suas agulhas. Vida conseguia entender por
que ele não tinha qualquer dificuldade em levar mulheres para a
cama. Ele era a fantasia de uma mulher com as vibrações sexuais
que emanam dele. Na verdade, várias mulheres no restaurante
estavam constantemente olhando para a sua mesa. Até mesmo a
garçonete deles fazia frequentes viagens de volta para sua mesa,
roçando nele desnecessariamente cada vez que ela enchia o copo
de café.
— Você já terminou?

Vida de repente se tornou ciente de que a garçonete e Colton
estavam olhando para ela.

— Sim, obrigada.

Vida se virou para a garçonete e perguntou: — Será que eu poderia
conseguir uma caixa para viajem?

Tanto Colton quanto a garçonete olharam para seu prato quase
vazio.

— Volto logo.

A garçonete saiu para pegar a caixa. Colton não disse nada a ela
quando a garçonete voltou em silêncio, observando quando Vida
colocou os restos de sua refeição na caixa, esperando em expectativa
que ela terminasse o café.

— Pronta?

Colton se levantou, indo para a caixa registadora para pagar. Vida
esperou pacientemente ao lado da porta, observando quando a
garçonete flertou com ele agora que a presença da Vida não a
frustrava. Os dois homens sentados em uma mesa próxima sorriram
para ela, Vida desviou os olhos, não querendo incentivar a sua
atenção. Não importava, dentro de segundos o mais jovem dos dois
se levantou da mesa, finalmente corajoso o suficiente para se
aproximar dela.

— Eu e meu amigo achamos que a reconhecemos do Purple

Pussycat. Você não é Trouble?

— Sim, ela é, então é melhor seguir seu caminho antes que

problema encontre você, — disse Colton de trás do jovem, que pulou
quando ouviu a voz ameaçadora por trás dele.

— Desculpe cara, apenas curioso.
— Sim, bem a curiosidade matou o gato.

O homem praticamente correu de volta para o seu lugar com a
ameaça de Colton.

— Isso acontece muito?

Perguntou Colton, olhando para o amigo do homem envergonhado
sorrindo da mesa.

— Algumas vezes, — Vida respondeu evasivamente.

— Na faculdade? Ele sondava.

— Não, graças a Deus.

Colton segurou a porta para ela e Vida passou por ela, ciente de
vários olhos assistindo a sua saída. Ela subiu na moto de Colton
depois de colocar o capacete de volta. Ele nunca usava um capacete,
mas ele se recusava deixá-la sem um no passeio. O restaurante
estava a apenas uma quadra de distância do apartamento; Vida
desejava que fosse um passeio mais longo. Ela passou a desfrutar do
passeio com Colton; Ele era um bom motorista e lidava com a moto
habilmente. Colton destrancou a porta do apartamento, deixando-a
passar primeiro. Vida parou ao ver Tessa esparramada no sofá
completamente nua. Vida tentou evitar abrir a boca, mas não achou
que foi bem-sucedida. Ela não sabia o por que isso a chocou tanto.
Depois de trabalhar no clube de stripper, a nudez deveria ter se
tornado familiar para ela, mas ela estava realmente surpresa de
encontrar Tessa com todos os seus atrativos em exibição no sofá
onde ela costuma dormir.

— Que porra é essa?

Vida sentiu Colton parar atrás dela. O rosto de Tessa era
inestimável. Vida não achou que a mulher apreciava que ela estivesse
de pé de boca aberta por ela. O rosto da mulher virou um vermelho
escuro quando ela pulou do sofá, puxando as roupas.

— Que diabos ela está fazendo aqui? — Ela gritou para Colton.

— Não se preocupe por ela estar aqui. Você precisa sair, agora!

Colton veio mais para dentro da sala e fechou a porta atrás dele.
Vida pulou ao som da porta batendo.

— Eu preciso tomar um banho, — Vida disse, andando em direção

ao banheiro.

— Você precisa sair. Colton e eu precisamos conversar.

Tessa tentou recuperar o controle agora que as suas roupas
estavam de volta em seu corpo.

— Você tem alguma coisa para falar comigo fale amanhã na loja, —

Colton disse a mulher.

Vida quase sentiu pena de Tessa. Puxando seu pijama e robe do
armário do corredor, ela tentou ignorar as vozes quando entrou no
banheiro. Os gritos altos foram sufocados pelo som da água quando
ela ligou o chuveiro. Vida demorou lavando os cabelos, raspando as
pernas e, em seguida, penteando e trançando seu cabelo. Temendo
voltar para a sala, ela ficou aliviada por encontrá-la vazia. Colocando a
sua caixa para viagem na geladeira, ela levou seus lençóis e
cobertores para o sofá. Fazendo uma pausa, ela rapidamente virou as
almofadas e pôs os lençóis cuidadosamente no sofá. A porta da frente
se abriu apenas quando ela terminou de arrumar o sofá e Vida o viu
hesitar e depois fechá-la. Quando seus olhos se encontraram,
passando por seu corpo vestido com uma toalha azul e descendo
ordenadamente pelo seu abdome esculpido Vida concentrou o olhar
em seus olhos.

— Me desculpe por isso. Eu não sabia que ela tinha uma chave.

Isso não vai acontecer novamente.
Vida apostaria nisso. Tessa tinha sido humilhada na frente de Vida.
Nenhuma mulher correria o risco de passar por isso duas vezes na
vida.

— Está tudo bem. Tenho certeza que ela estava tão envergonhada

quanto eu, — Vida mentiu.

— Eu duvido disso.

Vida viu a raiva em seu rosto, ficou feliz que não era dirigida à ela.

Passando a mão pelo seu cabelo, seu suspiro de frustração encheu
a sala.

— Eu vou para a cama. Precisa de alguma coisa?

Ele fez uma pausa antes de sair, esperando por sua resposta.

— Não, obrigada.

Ele deu um aceno com a sua resposta. Vida apagou as luzes antes
de se deitar. Ela tinha realmente dormido melhor nas duas últimas
semanas em seu apartamento do que tinha em um longo tempo. A
presença de Colton a fazia se sentir mais segura do que ela tinha se
sentido no clube noturno de King. A mente de Vida evitou descobrir o
por que, se aconchegando no cobertor quente e deixando o som do
chuveiro acalmá-la e fazendo-a dormir.
Capítulo 6

Vida acordou assustada quando Colton sacudiu seu ombro.

— Sacuda a sua bunda, nós estamos atrasados.

Vida se sentou, olhando através da janela para ver o sol brilhando.
Esquecendo-se que estava apenas em sua camiseta, ela pulou
desorientada do sofá, tropeçou em sua mochila e caiu contra Colton
antes que ele pudesse sair de seu caminho. Colocando as mãos
sobre o peito dele para recuperar o equilíbrio, as mãos de Colton
pararam em seus quadris para estabilizá-la.

— Você está bem? — Sua voz soou divertida.

Vida assentiu. — Desculpe, — ela murmurou, se afastando e
andando em direção ao corredor. Ela pegou roupas limpas e foi para o
banheiro vestindo calça jeans largas e uma camisa de grandes
dimensões. Ela rapidamente escovou o cabelo antes de prendê-lo. Ela
estava na cozinha comendo suas sobras da casa de Waffle quando
Colton entrou na cozinha. Dando-lhe um olhar azedo, ele tirou uma
caixa de cereal e fez para si uma tigela antes de se juntar a ela na
mesa. Vida terminou de comer, lambeu o resto do xarope do lábio e foi
se levantando da mesa com o prato dela quando os olhos de Colton
pegaram os dela. Vida congelou, ela tinha visto aquele olhar o
suficiente sobre os rostos dos homens na frente do palco para saber
exatamente o que isso significava. Rapidamente desviando o olhar,
Vida lavou o prato antes de colocá-lo no escorredor para secar.
Reunindo o que ela precisava para o dia, colocou o notebook
carregado em sua mochila enquanto esperava Colton lavar sua tigela.
Pegando as suas chaves, eles saíram para a moto. Vida ignorou o
silêncio cheio de tensão de Colton, agarrando sua cintura quando ele
ligou o motor. Ela tinha promessas a cumprir e planos para o futuro, e
um homem como Colton atrapalharia seus planos. Ele obviamente
tinha uma variedade de mulheres e Vida não tinha intenções de ser
apenas mais um pedaço de chiclete mastigado que ele descartava.
Sawyer, Vida e Callie tinham feito promessas entre si, de que elas não
cresceriam para ser como suas mães. A própria mãe de Vida se
apaixonava por qualquer homem que a queria e que faziam falsas
promessas que nunca seriam cumpridas. Vida assistia sua mãe se
afundar mais e mais em depressão, se culpando por nunca dar certo.
O pai de Sawyer havia sido morto em um acidente de carro,
devastando a mãe dela. Ela nunca procurou consolo nos braços de
outro. Ela tinha guardado seu coração intocado até o dia que um
assaltante tinha tomado sua vida por vinte e um dólares e alguns
trocados. A mãe de Callie tinha sido de longe a pior. Mesmo agora, a
mente de Vida se afastava de pensar sobre o monstro que tinha dado
à luz a uma criança tão bonita, tanto em corpo quanto em espírito. Ela
tinha usado homens para benefício próprio e tinha sido cruel,
agarrando dinheiro com prostituição. Vida sentiu as lágrimas e teve de
engolir o nó na garganta com o pensamento de Callie e as promessas
que as três tinham feito umas as outras. Suas promessas passadas
pareciam tão simples em sua infância, mas elas não conseguiram
cumprir. Sawyer está à mercê de um homem desconhecido, Vida se
encontrava no mesmo trabalho que a sua mãe tinha sido incapaz de
escapar e Callie não tinha conseguido sair viva da infância; vítima da
própria vida que havia nascido. O vento secou as lágrimas que Vida
não pode evitar deixar cair. Colton levou a moto para o lado da loja de
tatuagem onde Vida desceu logo que ele parou e sem esperar por ele,
correu para a loja. A recepção estava vazia, mas Tessa, ao ouvir o
sino, entrou na sala. Sua expressão mostrou que ela não estava muito
feliz do que tinha acontecido na noite anterior. Ignorando Vida, ela
dirigiu sua raiva em relação a Colton.

— Você deveria estar aqui há uma hora. Eu remarquei o seu cliente

para as doze. Já que você chegou tão tarde, você pode atendê-lo
durante a sua hora de almoço.

Vida não achou que Colton ficaria feliz com a atitude autoritária de
Tessa. Ela tentou ignorar a situação tensa enquanto se sentava atrás
da mesa. Ela retirou seu notebook da mochila e ligou.

— Não vamos nos esquecer de quem é o chefe aqui, Tessa. Eu

liguei do apartamento e já tinha remarcado o compromisso. Ligue para
ele novamente e pergunte qual o horário que ele prefere.

Tessa ficou rígida. — Eu gerenciei essa loja enquanto você estava
na prisão; Isso é mais meu do que seu.

— Não se esqueça de quem é a responsável por me colocar na

prisão, Tessa. Eu comprei essa loja com o meu próprio dinheiro. Agora
que estou livre, eu já lhe disse que você precisa seguir em frente. Há
outras lojas na cidade que ficariam felizes em lhe dar um emprego.

Sua voz calma e mortal fez Vida olhar por cima de seu notebook.
Ela tinha dúvida que Colton poderia ser um filho da puta.

— Eu não vou sair! — Ela gritou.

Colton deu de ombros. — Então não saia, mas você não vai mandar
em mim e dar uma de cadela em cima de mim a cada cinco segundos.
Se você ficar, você é apenas mais uma funcionária para mim.

— Colton, eu sou sua esposa.

— Na verdade, em trinta dias você será minha ex-esposa, — Colton

informou.

— Você entrou com os papéis?

Vida podia ver o choque no rosto de Tessa.
— Eu assinei os papéis um dia depois de ter sido libertado da

prisão. Eu lhe disse para cuidar disso, e você não cuidou. Então eu
estou cuidando — sem arrependimento ele continuou — Agora tudo o
que nos resta é uma relação de negócios, que eu não quero, mas vou
deixar isso para você. Eu e você de qualquer outra forma, não existe.
Você fodidamente me entendeu Tessa?

O rosto pálido de Tessa olhou de volta para Colton em silêncio
antes de ir para a sala dela.

— Eu acho que você deveria dizer a ela o motivo pelo qual eu estou

ficando com você. Isso irá acalmá-la, — Vida aconselhou. — Eu
realmente não a quero me culpando por você querer o divórcio.

— Tessa sabe exatamente quem é o responsável pelo nosso

divórcio, — disse Colton severamente.

— Então por que ela está jogando todos esses olhares de

reprovação em mim? — Perguntou Vida em confusão.

— Porque ela acha que é minha dona e não quer admitir que o

nosso divórcio seja culpa dela.

Colton cruzou os braços sobre o peito, a camiseta esticada,
deixando as tatuagens no antebraço visíveis. Os olhos de Vida
traçaram as linhas das várias tatuagens.

— E, — continuou ele — ela pensa que eu estou transando com

você.

— O nome dela está em várias tatuagens suas, uma mulher começa

a pensar que o homem é dela quando ele mesmo se marca com seu
nome. Eu apreciaria se você falasse com ela que eu não vou dormir
com você. Isso certamente vai fazer o meu dia ser mais fácil quando
eu tiver que lidar com seus clientes.

Vida estava ficando cansada das observações maliciosas de Tessa.
— Não importa, ela não vai acreditar em mim.

— Por quê? — Perguntou Vida, olhando para o seu notebook e se

recusando a olhar em seus olhos.

— Porque Tessa sabe que eu gosto de foder. Ela não acreditaria

que não há a menor chance que você pudesse viver comigo e eu não
ter colocado o meu pau em sua bocetinha apertada.

A voz de Colton se tornou intimamente sugestiva. Chocada, Vida
olhou para seu rosto. Nas duas últimas semanas ele tinha ignorado
completamente a sua presença, tratando-a com fria indiferença, agora
ele estava falando com ela de uma forma que era sexualmente
explícita. Algo não somava e Vida tinha certeza que sabia a resposta
da grande mudança de Colton.

— King não deixou você se livrar de mim, não foi?

O riso travesso apareceu quando Vida foi incapaz de segurar. Ela
praticamente podia ver a fumaça saindo de suas orelhas.
Desesperadamente tentando amortecer a sua diversão antes que ele
a estrangulasse, Vida reuniu seu controle. Não foi fácil, mas ela
finalmente conseguiu.

— Você acha que tem tudo planejado, não é? — Colton perguntava

sem confirmar nem negar seu plano.

— Porra, Colton, eu acho que eu sou inteligente o suficiente para

saber que a última coisa que você quer, sou eu em seu apartamento.
Se King se recusou a me deixar sair sua única opção é me fazer
querer sair — ela zombou dele se recostando na cadeira giratória e
colocando os braços sobre o peito.

— O que você não sabe é que eu realmente não me importo de

viver com você, apesar da porta giratória do seu quarto. É melhor do
que dormir no mesmo quarto como uma das mulheres de King, que
estão dando boquetes ou fodendo antes que eu possa sair do quarto.
É com a maldita certeza melhor do que deixar Digger me pegar antes
que eu encontre a Sawyer.

A voz de Vida estava praticamente gritando com Colton enquanto
ele ficou estupefato com a mulher que ele tinha confundido ser um
ratinho tímido. Vida quase começou a rir de novo com a sua
expressão, mas decidiu que ela tinha pressionado a sua sorte longe o
suficiente para o dia. A campainha tocou, deixando-os saber que um
cliente estava chegando na porta. Seth se aproximou do balcão com
um sorriso genuíno em seu rosto, carregando seu notebook.

— Eu estou de folga hoje. Eu pensei se estaria tudo bem com você

se eu ficar por aqui e quando você não estiver ocupada, você poderia
me ajudar com os códigos?

Seth nervosamente esperou por sua resposta. Vida devolveu o
sorriso.

— Eu adoraria isso, Seth. Eu fico entediada entre os clientes agora

que a maioria das minhas aulas está terminando.

Colton apenas olhou entre os dois por alguns segundos.

— Se certifique de manter o controle dos clientes.

Foi tudo o que ele disse antes de desaparecer. O dia foi muito
melhor com a companhia de Seth. Tessa apenas olhou para Seth
quando ela apareceu na recepção. Vida poderia dizer que ela estava
querendo saber exatamente sobre o seu relacionamento, mas ela não
perguntou e Vida não estava disposta a oferecer a informação. Colton
saiu com a sua cliente; Uma mulher não muito mais velha do que
Vida, que queria uma tatuagem de uma coruja em seu ombro. Ela
derramou sua admiração sobre suas tatuagens quando ela o avistou.
Não era muito melhor agora que sua tatuagem tinha sido concluída e
fechada. Colton estava prestes a chamar o seu próximo compromisso,
quando a mulher agarrou o braço dele, mantendo-o ao lado dela.

— Me liga? — Vida se acostumou com a petulância das mulheres

que entrava na loja de Colton.

— Claro, coisa doce. — Colton deu um sorriso que parecia falso a

Vida, mas ela também tinha certeza que veria a loira branquela
fazendo a caminhada ao sair pela porta da frente de Colton durante as
primeiras horas da madrugada quando ele terminasse com ela.

— Colton, meu homem, eu vejo que você ainda tem o toque.

Os olhos de todos se viraram para a voz para ver um homem de
meia-idade de pé na porta, deixando a porta se fechar atrás dele
quando entrou na sala. Ele era extremamente atraente, com ângulos
rígidos, linhas de riso que estavam sobre seus olhos divertidos
quando eles olhavam para a jovem implorando pela atenção de
Colton.

— Eu vejo que três anos na penitenciária estadual não feriram seu

encanto. — O homem era tão grande quanto sua voz.

— Cale-se, Max — disse Colton, tentando se soltar das garras, que

estavam apertando o seu braço.

— Você já esteve na prisão? — Em vez de medo, Vida viu

claramente a excitação no rosto da mulher.

— Sim, eu acabei de sair há algumas semanas atrás, — respondeu

Colton.

— Você tem certeza que não quer que eu espere até você sair? Eu

não me importo de esperar, — ela se aproximou mais de Colton.

— Tenho certeza, Lara. Estou ocupado hoje à noite. Eu vou te ligar

na próxima semana.

Vida revirou os olhos, ele já tinha outra mulher agendada para hoje
à noite. Lara pagou a conta, em seguida, saiu quando se tornou óbvio
que Colton não mudaria de ideia. Vida se sentou ao lado de Seth,
estendendo a mão para apontar para uma figura que ele tinha perdido,
sentindo os olhos do recém-chegado nela. Ela ignorou os olhos
curiosos sobre ela quando o ouvia falando com Colton.

— Eu já te conheci? Seu rosto parece familiar para mim por alguma

razão. — O silêncio na sala forçou Vida a olhar para cima, sabendo
que a voz estava se dirigindo a ela.

— Não, eu acho teria lembrado.

Era a pura verdade; O homem era muito impressionante tanto em
características e na forma como ele se vestia. Por sua aparência e
pela moto que ele possuía que estava estacionada do lado de fora da
porta de vidro, Vida assumiu que ele estava em um clube de
motoqueiros. Ele usava jeans e uma camiseta com uma jaqueta de
couro que tinha várias cortes sobre ele, a maioria trazia o nome do
clube que estava constantemente no noticiário por lidar com
atividades criminosas.

— Eu acho que sim. Você parece muito familiar...

Vida sabia o instante em que ele a reconheceu, diversão e
admiração iluminou seu rosto.

— Trouble? — Ele riu e bateu com a mão contra as costas de Colton.

— Eu morri e fui para o céu.

Abrindo seus braços ele deu a ela um sorriso diabólico. — Venha
pro Papai.

O sangue correu de seu peito para pousar como uma bandeira
brilhante de vergonha em seu rosto enquanto Seth parava a
codificação para olhá-la como se nunca a tivesse visto antes. Sua
boca aberta.

— Você trabalha no clube de King?
Antes que Vida pudesse responder, Max invadiu sua conversa.

— Ela com certeza trabalha. Você tem o prazer de estar sentado ao

lado de uma das gloriosamente divinas dançarinas exóticas de King,
Trouble. — Seth olhou para ela com olhos horrorizados, como se o
notebook que estava na frente dele estivesse prestes a ser roubado.
As emoções de Vida se fecharam. Era um olhar com o qual ela estava
muito familiarizada, ela o tinha visto dezenas de vezes quando
criança, sempre que alguém descobria que a sua mãe era uma
stripper. Seth fechou seu notebook, reuniu seus papéis e os empurrou
sem a menor cerimônia em sua mochila.

— É melhor eu ir andando. Eu vou falar com você mais tarde, Vida.

— Seth pulou de sua cadeira, saindo da loja como se os cães do
inferno estivessem atrás dele. Vida engoliu a mágoa; Ela pensou que
eles eram amigos. Seth não tinha feito quaisquer propostas sexuais
em relação a ela e ele a fez relaxar em sua companhia descontraída.

— Acho que o garoto não sabia. — Vida podia ver remorso nos

olhos de Max.

Vida deu de ombros se recusando a deixá-los ver que ela estava
sofrendo. — A culpa foi minha, eu tive muito tempo para contar para
ele.

— Quem dá a mínima, se o bocetinha saiu correndo. Você está

melhor sem ele — Max indicou.

Vida deu de ombros novamente, Seth a tinha surpreendido por sua
partida abrupta. Não foi culpa de Max que inadvertidamente falou que
ela era uma stripper, ela mesma se jogou na bagunça que a sua vida
tinha se tornado. Não sendo a primeira vez que Vida questionou se
ela estava fazendo a coisa certa, desejando que tivesse outras opções
onde Sawyer estivesse em causa. Talvez ela devesse ir à polícia
novamente? Vida passou a mão pelo notebook, sentindo o metal frio
contra as pontas dos dedos. Ela reuniu seu controle. King era sua
única esperança de conseguir Sawyer de volta; E ela sabia em seu
coração. Ela tinha tomado a única estrada aberta para ela, então
agora ela tinha que ser resistente com as repercussões. Quando
Sawyer voltasse ela poderia sair e se mudar para algum lugar onde as
pessoas nunca tinham ouvido falar de sua mãe e não teria que estar
constantemente preocupada que a reconheceriam como uma stripper.
Ela só tinha que segurar seu orgulho esfarrapado até lá. Colando um
sorriso falso nos lábios que ela tinha conhecimento que não chegou a
seus olhos, ela evitou quaisquer outros comentários.

—Você está certo. Eu estava apenas fazendo um favor a ele de

qualquer maneira, ajudando com seu jogo de vídeo. E você está
querendo fazer uma tatuagem? — perguntou a Max, tentando mudar
de assunto.

— Só se Colton tiver uma vaga. Eu não quero a cadela da sua

esposa perto de mim com aquelas agulhas dela. — Max estremeceu,
dando-lhe uma piscadela.

— Colton está livre, você pode ir para os fundos com ele. — Vida

sorriu para as palhaçadas do homem.

— Obrigado, eu sinto muito, às vezes minha boca jorra merda antes

de eu pensar. — Max se aproximou do balcão.

— Isso realmente está bem. — Dessa vez o sorriso de Vida era

muito mais quente. — Mas eu ainda não vou lhe dar uma dança
particular, — ela brincou. Ela poderia dizer que ele estava chateado
com ele mesmo por ser responsável por Seth ter saído. Seu desgosto
durou três segundos.

— Eu acho que eu vou sobreviver. Alguma chance de que você vá

me dar o número da ruiva que sobe no palco depois de você? — Vida
estudou o amigo de Colton, ele parecia um cara muito legal.
— Eu vou ligar para ela, se ela concordar darei para você. Vou

avisá-lo, ela tem um namorado.

— Trouble, você só fez o meu dia. Eu terei a certeza de dar o seu

nome para o nosso primogênito, — Vida não conseguia segurar o riso
de sua resposta boba.

— Vou cobrar isso de você, — ela zombou ameaçando.

— Vá para a minha sala que estarei lá em um minuto, — Colton

disse a Max, olhando fixamente para Vida.

Colton esperou até que Max saísse da recepção antes de perguntar
a Vida.

— Você tem certeza que está bem? — Seus olhos procuraram os

dela.

— Estou bem. Era apenas uma questão de tempo antes de Seth

descobrir. O semestre está quase no fim e quando Sawyer chegar em
casa, eu vou embora. Então, isso realmente não é um grande
negócio.

— Saindo? Para onde você vai?

Sua voz ríspida surpreendeu Vida. Há poucos minutos atrás, ele
estava tentando se livrar dela.

— Eu quero viajar. Somente entrar num carro e dirigir até que eu

chegue num lugar que eu queira ficar, — Vida respondeu.

— Não é seguro para uma mulher viajar sozinha.

Vida olhou o grande e malvado homem tatuado a encarando. Para
onde quer que ela fosse seria mais seguro do que em Queen City,
Texas.

— Eu não vou sozinha, Sawyer vai comigo, — Vida rebateu sua

afirmação.
— Espero que tudo dê certo Vida, eu realmente espero. — Disse

Colton em dúvida.

Vida respondeu com determinação em sua voz. — Isto vai dar certo.
— Colton virou, mas Vida viu pena em sua expressão. Ela sabia que
ele pensava que King não traria Sawyer de volta, no entanto Vida
tinha colocado toda a sua fé nele. Ele havia prometido a Vida quando
sua mãe morreu que se ela precisasse de alguma coisa, ela só tinha
que pedir. Ela nunca esperou ter que precisar de King, mas com
Sawyer desaparecida, ela não tinha escolha. Ele concordou em ajudá-
la, e Vida sabia que era por causa da mãe dela, mas um olhar
momentaneamente atravessou seu rosto cruel quando ela tinha lhe
dito que Sawyer havia desaparecido.

Tinha sido medo.

***

Eles pegaram um lanche para comer no caminho de casa, sem falar
muito. Vida desejava manter uma distância entre ela e Colton; Uma
distância que sentia estar escapulindo. Colton parecia da mesma
forma, com a sua familiar expressão fria no lugar; Ele não tentou
qualquer conversa para preencher o silêncio constrangedor entre eles.
Quando eles chegaram ao apartamento, Vida entrou no banheiro para
se preparar para essa noite de show. Ela raspou as pernas, raspou a
sua área de biquíni e, em seguida, esfregou um creme com cheiro
erótico em sua pele dando a sua pele um brilho dourado. Ela enrolou
e afofou o cabelo, se certificando de usar o spray de cabelo extra para
que o capacete da moto não causasse muito dano. Vestindo calça de
moletom e sua camisa da faculdade, ela colocou a maquiagem e
escovas em sua mochila. Quando terminou, ela voltou para dentro do
apartamento para descobrir que Colton ainda estava em seu quarto.
Uma batida na porta a fez andar em direção a ela, olhando através do
olho mágico ela viu Henry. Abrindo a porta deu um passo para trás
para deixá-lo entrar no apartamento.

— Você está pronta? — Perguntou.

— Você está me levando esta noite? — Perguntou Vida, surpresa.

Colton não tinha mencionado que ele não estaria levando-a como
sempre fazia depois do jantar.

— Colton ligou para King e perguntou se eu poderia lhe dar uma

carona esta noite, — respondeu Henry.

— Oh. — Vida tentou não se sentir magoada, mas ficou sem saber

por quê. — Estou pronta. Deixe-me pegar minha mochila.

Henry esperou pacientemente na porta quando Vida pegou sua
mochila da mesa. Incapaz de parar a si mesma, seus olhos
deslizaram para a porta do quarto fechado. Voltando para Henry, ela
fechou e trancou a porta. A carona na parte de trás do carro de King
parecia um confinado após se tornar acostumada a viajar na garupa
da moto de Colton. Henry abriu a porta para ela quando eles
chegaram. — Você hoje à noite está tranquila, Vida. Algo errado?

Vida balançou a cabeça. — Nada, só queria que isso tudo
acabasse. — Henry olhou para ela com simpatia, embora ele não
disse nada enquanto a acompanhou para dentro. Sua lealdade a King
era enorme. No vestiário Vida trocou para a roupa completamente
preta, seu pequeno sutiã preto estava exposto sob o material. Ela
gostava deste trio mais do que o vermelho. O conjunto de três peças
lhe dava menos tempo para ficar nua. Quando estava pronta, ela foi
até a cortina para esperar sua vez. Quando a música começou, Vida
engoliu duro e deu um passo adiante.
Capítulo 7

Vida destrancou a porta do apartamento, se virando para acenar de
volta para Henry para avisar que tudo estava bem antes de entrar.
Indo para o interruptor de luz, ela se virou e fechou a porta. Deixando
cair à mochila na cadeira ela entrou na pequena cozinha para pegar
uma garrafa de água fria antes de tomar um banho rápido para lavar a
imundice do clube que ainda sentia sobre a ela.

Ela encheu a garrafa com água da pia e foi colocá-la de volta na
geladeira quando ouviu a porta do quarto abrir e passos vindos pelo
corredor. Vida manteve o rosto inexpressivo quando a garçonete da
casa de Waffle entrou na sala parecendo despenteada e fedendo a
sexo. Colton andando atrás dela fez uma pausa, pois ambos se
tornaram cientes que eles não estavam mais sozinhos. A garçonete,
agora com jeans e um top rosa, estava obviamente saindo. Colton,
vestindo apenas jeans que ele tinha fechado, mas não tinha abotoado,
estava sem camisa, expondo seu peito coberto com uma variedade de
tatuagens.

— Eu não sabia que você vivia com ela. — A garçonete olhou

acusadoramente para Colton.

— Ele não vive, eu sou apenas uma companheira de quarto

temporário. — Vida explicou rapidamente. A mulher parecia que estava
prestes a dar um chilique. Ela queria deixar Colton lidar com isso, mas
Vida estava cansada e não pretendia ouvir outra mulher levar outra
observação sarcástica de Colton, que ela podia ver pelo olhar de aço
em seu rosto que ele estava prestes a fazer.

— Oh, então eu acho que está tudo bem. — Desconfiada ela olhou

para Vida, que decidiu que a melhor coisa a fazer era ignorar ambos.
Pegando as suas roupas de dormir, ela entrou no banheiro, incapaz
de ouvir as palavras trocadas entre os dois. Vida desejava que apenas
uma vez, ela conseguisse ter uma noite tranquila sem que nenhuma
das amigas de foda de Colton estivesse indo e vindo. Ela estava
começando a pensar que o quarto no clube de King não era tão ruim
assim. Saindo do banheiro depois de estar vestida em seu pijama de
flanela e seu cabelo escovado em uma trança apertada, ela viu Colton
encostado ao balcão na cozinha. Ignorando-o, ela pegou os lençóis e
cobertores do armário e começou a arrumar o sofá. — Eu não preciso
que você se intrometa e explique nada para Tammy. Isso não é da sua
conta.

Vida deu de ombros. — Desculpe da próxima vez eu vou manter
minha boca fechada. — Terminando ela deitou no sofá e puxou o
lençol sobre ela. — Você poderia desligar a luz?

Colton ficou tenso por alguns segundos antes de caminhar para o
interruptor de luz e desligá-lo. Vida ouviu os passos dele saindo da
sala e, em seguida se virou para o lado para ficar mais confortável.
Atropelando o ciúme inesperado, levou vários minutos para ela
conseguir acalmar os nervos antes de relaxar o suficiente para cair no
sono. Vida acordou na manhã seguinte, determinada a terminar o seu
último trabalho do curso. Ela colocou o notebook em cima da mesa e
começou seu trabalho só parando tempo suficiente para fazer uma
xícara de café. Ela estava tão absorta em seu trabalho, que ela não
estava ciente de Colton entrando na sala. Foi só quando ele se sentou
à mesa em frente a ela que ela tirou os olhos do livro que estava
estudando.

— Quando as aulas terminam?

— Esta semana. — Vida respondeu à sua pergunta, observando

enquanto ele tomava um gole de café.
— Depois que as suas aulas terminarem eu quero que você deixe a

cidade, encontre um lugar para se esconder. Eu vou ajudar King a
encontrar Sawyer e trazê-la para você quando eu puder.

— Por que você vai se envolver?

— Eu já estou envolvido. É só uma questão de tempo antes de

Digger descobrir que você está aqui. Isso realmente vai ser mais fácil
para nós dois se você sair da cidade. Isso vai tirar a atenção do
Digger para longe de você.

Decepção preencheu Vida. Ela não tinha pensado que Colton
estaria preocupado com Digger vindo atrás dele. Ele estava certo,
Digger sabia tudo o que acontecia na cidade, e ele provavelmente já
sabia que ela não estava hospedada no clube.

— Você está certo, eu não pensei sobre a sua segurança. Não

temos que esperar até que minhas aulas terminem, eu posso...

Colton empurrou seu copo com força na cadeira derramando o
resto de café para os lados. — Eu não estou preocupado com Digger
vindo atrás de mim, mas se ele é tão inteligente como eu sei que ele é
o filho da puta vai saber que as suas aulas estão quase acabando. Se
você desaparecesse agora todos os jornais trariam nas manchetes
sobre uma jovem universitária desaparecida isso é a única coisa que
o está segurando. Uma vez que suas aulas terminem, ele pode fazer
você desaparecer e todos só vão pensar que você seguiu em frente.
Exatamente o que você disse que iria fazer na noite passada.

A boca de Vida se fechou. O que ele estava dizendo era verdade.
Ela até disse há alguns dias atrás aos seus amigos na faculdade seus
planos.

— Eu não posso sair sem Sawyer. Nós fizemos uma promessa

quando éramos crianças que iríamos deixar a cidade juntas. Eu não
posso quebrar minha promessa.
— Droga. — Colton passou a mão através de seu cabelo. — Esta é

uma bagunça fodida.

Vida silenciosamente concordou com ele. Se levantando da mesa,
ele limpou o café derramado da mesa.

— Vá se vestir nós estamos saindo.

— Para onde?

— Eu não sei, mas eu estou cansado de ficar aqui enfiado. Eu

preciso de um pouco de ar fresco e, desde que eu não posso deixar
você sozinha, isso significa que você está vindo comigo.

Vida começou a protestar, mas ela não tinha tido um dia livre há
muito tempo e ela tinha se esquecido do que era simplesmente sair e
se divertir. Fechando seu notebook, ela entrou no banheiro e vestiu
seu jeans e uma camisa de manga comprida. Colton tinha se vestido
e estava sentado na cadeira na sala esperando por ela.

— Pronta?

— Sim.

Era início da tarde, por isso não havia muitas pessoas nas estradas.
Ele dirigiu para fora da cidade, onde o tráfego diminuiu até que eles
passavam por um carro de vez em quando. O cenário envolveu Vida,
a fazendo se esquecer de seus problemas; O problema era que isso
aumentava a sua consciência sobre Colton. Estando sentada contra
suas costas e com as coxas tão perto a fez querer coisas que a sua
mente se recusava a reconhecer. Seu corpo por outro lado tinha uma
mente própria.

Ele lidava com a moto habilmente, fazendo Vida se perguntar como
ele tinha aprendido a pilotar a moto tão bem na cidade.
Eventualmente, eles passaram através de uma pequena cidade onde
Colton parou para abastecer. Ao lado tinha um restaurante onde eles
passaram pelo drive-thru. Vida sentou na moto quando Colton ficou ao
lado comendo. Quando terminaram, Colton dirigiu para uma pequena
estrada pavimentada em um grande pedaço de terra. Elas
descobriram um mercado de agricultores, que tinha sido criado ao
lado da estrada.

— Vamos dar uma olhada, — disse Colton de repente.

Vida concordou e eles passaram algumas divertidas horas indo por
vários estandes. Vida comprou algumas frutas, enquanto Colton
comprou bebidas e dois sanduíches. Encontraram um ponto no chão
longe dos estandes, onde comeram em silêncio enquanto observavam
os clientes da loja.

— Eu amo sair da cidade, — disse Vida, olhando para a paisagem

que os rodeava.

Colton fez uma pausa ao comer o sanduíche. Era a primeira coisa
que Vida tinha compartilhado sobre si mesma. A mulher se manteve
tão contida, você nunca sabia o que ela estava pensando.

— Você não gosta da cidade?

— Eu odeio. Eu gosto de estar em espaços abertos. A ideia de ter

apenas alguns vizinhos e ter uma pequena cidade com um senso de
comunidade onde eles realmente se preocupam um com o outro é
bom para mim.

— Mas você tem isso na cidade. Seu relacionamento com Sawyer

prova isso. — Colton argumentou.

Vida balançou a cabeça. — Sawyer, Callie e eu morávamos no
quinto andar de uma habitação de baixa renda. A mãe de Sawyer
tomava conta de Callie e de mim enquanto minha mãe trabalhava ou
a de Callie estava ocupada. Mas nenhuma delas compartilhava nada
sobre suas vidas. O prédio estava cheio de pessoas que nem sequer
deveriam viver ali. Todo mundo só se importava com o seu próprio
negócio, porque eles não queriam que qualquer um xeretasse a vida
deles ou tivessem a possibilidade de ser despejados.

Definitivamente não havia nenhum senso de comunidade onde ela
cresceu. Vida observava as pessoas no mercado de agricultores
cumprimentando uns aos outros, em pé e conversando entre si antes
de continuar com as suas compras.

— Eu vejo o seu ponto. — Colton reconheceu que ela queria uma

comunidade pequena para substituir sua falta de família até que ela
tivesse a sua própria. Colton não sabia por que esse pensamento o
incomodava, só que incomodava. Seu cabelo escuro estava puxado
para trás, mostrando as altas maçãs do rosto e olhos verdes. Seus
lábios vermelhos morderam um pedaço de melão fazendo o suco
escorrer pelo queixo. Lhe dando um guardanapo, ele viu como ela
enxugou o suco de seu rosto e lambeu os lábios para apanhar os
pingos isolados. Sua sensualidade inconsciente endureceu o seu
pênis. Colton se virou no chão duro. Pegando uma maçã para si
mesmo, ele a viu pegar outro pedaço de melão e forçou a sua atenção
para ouvir o que ela estava dizendo.

— Em uma cidade como esta, uma criança como Callie nunca teria

sofrido. Um vizinho, a escola ou um amigo denunciaria a mãe dela.
Ela poderia ainda estar viva se não tivesse tido a infelicidade de viver
onde ela vivia.

— Você não sabe disso, Vida. Talvez ela ainda esteja viva ou talvez

algo mais poderia tê-la matado. Ela poderia ter morrido de alguma
outra maneira e nunca saber o que seria ter amigas tão maravilhosas
como você ou Sawyer.

— Ela era tão especial, Colton. Sua mãe a deixava tão
frequentemente com a mãe de Sawyer a levava durante o dia. Nós
três só percebemos que não éramos irmãs até que estávamos com
cinco anos de idade; Passamos muito tempo juntas. Especialmente
Sawyer e eu porque nossas mães eram amigas e elas revezavam
para ficar de babá. A puta da Brenda só deixava a mãe de Sawyer
como babá quando ela estava drogada. Ela queria Callie ao seu lado
o tempo todo, mesmo quando ela estava... — A voz dela parou.

— Minha mãe e a mãe de Sawyer a denunciaram para o serviço

social quando as contusões ficaram piores, mas eles sempre deram
as costas para aquela vadia, então ela começou a ameaçar nossas
mães. Ela até ameaçou a minha mãe com uma faca em uma noite
quando a minha mãe tentou falar com ela. A vadia chegou até mesmo
a ameaçar Sawyer e a mim se a minha mãe não cuidasse da própria
vida.

— Vida— Colton tentou impedi-la, sabendo para onde a história

terminaria, não vendo necessidade de ela voltar a revivê-la. Goldie lhe
contou sobre a mãe de Callie. Ele queria ter uma conversa com ela
pessoalmente, mas Goldie tinha ficado aterrorizada que a mulher
pudesse desaparecer com Callie. Ela continuou perdida em sua
própria história.

— A primeira vez que Sawyer e eu vimos Marshall, ele nos

assustou; Ele era tão assustador; — Vida ainda podia ver o homem de
cabelos brancos, musculoso que tinha sido tão grande quanto um
gigante para as crianças pequenas naquela época.

— Ele me assustava também, e eu não era uma garotinha. — Colton

tentou novamente recuperar a sua atenção sem sucesso.

— A parte triste é que eu acho que ele realmente se preocupava

com Callie; Ela ganhou peso e não tinha tantas contusões. Sawyer e
eu ficamos felizes que ele tenha se mudado para viver com a mãe
dela. Você acha que ele quis magoar Callie quando ele matou a
Brenda?

Vida escondeu o rosto entre as mãos. — Eu ainda vejo seu rosto
todos os dias Colton, desejando ter sentido o cheiro de fumaça mais
cedo, fosse a sua porta mais rápido, batesse mais forte. Deveria ter
havido algo que eu poderia ter feito.

— Eu ouvi sobre esse fogo, Vida. Ele estava em todos os jornais e

foi tudo que as pessoas falavam por semanas na vizinhança. Não
havia nada que você pudesse ter feito. Quando Marshall pegou
Brenda na cama com outro homem, ele ficou louco e matou os dois.
Callie deve ter conseguido escapar pela janela porque encontraram
seu corpo escondido em um dos apartamentos vagos. Ela
provavelmente estava com tanto medo do que testemunhou que fugiu
para se esconder, e estava com muito medo de sair quando ouviu as
sirenes.

— Ela tinha apenas oito anos de idade.

— Querida, você era apenas um ano mais velha. Você fez

exatamente o que você deveria fazer. Tentou alertá-los, em seguida,
saiu com sua mãe. Foi por isso que você viveu, — Colton tentou
argumentar com ela.

Vida voltou ao presente com a sua mão em Colton.
Conscientemente, ela se afastou e começou a limpar os restos de seu
piquenique improvisado. Eles passaram de volta através dos estandes
e quando estavam saindo uma garotinha com uma mulher de pé perto
de uma caixa de papelão chamou a atenção de Vida. Ela fez uma
pausa e olhou para dentro da caixa, onde uma bola com pelo loiro
avermelhado olhou para ela.

— Ohh se não é bonito. — Vida se abaixou e acariciou o cachorro se

contorcendo que prontamente começou a sufocá-la com beijos de
filhote de cachorro. Rindo, Vida acariciou a pele macia encaracolada.
— É um garoto ou garota?

— É uma garota, — a menina respondeu. — É o último que me resta.

Mama não me deixou dar um nome para ela por que temos que
vendê-los, mas eu acho que ela se parece com uma Chloe. A menina
lançou para a sua mãe um olhar de esguelha. Sacudindo a cabeça
para a menina com um sorriso suave, a mãe enfiou a mão no caixa e
lhe entregou o cachorro se mexendo. Enterrando o rosto na pele de
cachorro macio isso era o que Vida queria da vida, normalidade. Soou
chato, mas Vida poderia facilmente ver o amor e a felicidade brilhando
da mãe e da criança.

— Eu estou vendendo-a por duzentos e cinquenta dólares. Ela é

uma maltipoo. — Vida acariciou a pele macia mais um tempo antes de
lhes devolver com pesar.

— Eu desejaria poder comprá-la, mas agora eu não tenho um lar

permanente. Vai demorar um pouco até eu poder ter um filhote de
cachorro. — Relutantemente, Vida deu o cachorro de volta para a
menina, que o levou de volta com um sorriso aliviado.

— Eu desejaria que você pudesse levá-la. Posso lhe dizer que

vocês duas fariam uma grande dupla.

A mulher sorriu. Vida olhou para a menina que não tentou esconder
sua alegria por ter seu cachorro de volta. Vida disse adeus com um
último olhar para o cachorro balançando nos braços da pequena
menina. Seu estômago apertou enquanto ela tentava reunir suas
emoções dentro dela enquanto eles caminhavam de volta para a
moto. Colton endureceu à medida que se aproximavam, sem entender
o por quê até que viu dois homens tocando a sua moto. Um chutava a
roda enquanto outro mexia no guidon.

—Fique longe da minha moto. — Disse Colton enquanto se movia

em direção aos homens.
— Nós estamos apenas olhando para ela. — O homem que tinha

tabaco em sua boca cuspiu perto do pé de Colton. Vida assumiu que o
homem era um idiota até que seu olhar foi para o lado e viu outro
homem grande se inclinando contra a lateral de um caminhão de
modelo mais antigo.

— Vá encontrar outra coisa para olhar como sua esposa transando

com seu irmão.

O homem arrogantemente puxou para cima as calças caindo e
ergueu as mãos no ar.

— Eu não quero nenhum problema. Como é? Você recebe uma

abundância de pedido de bocetas para passear nessa fera? Estou
pensando em ter uma. Se isso me deixar com um pedaço de boceta
que se pareça com ela, eu poderia precisar comprar uma máquina
dessas.

— Estupido você não conseguiria pagar o preço de uma moto como

esta, mas você pode ir em frente e comprar uma que você possa
pagar porque do jeito que você é, um fodido idiota, você se mataria na
estrada em uma hora.

O homem ficou vermelho. Vida pensou que ele poderia ter engolido
o maço de tabacos na boca, em vez ele deu outra cuspida e desta vez
caiu na bota de Colton. Vida assistiu e ainda não previu o que
aconteceu. Um minuto o homem estava de pé lá e no próximo seu
rosto estava plantado sobre a bota de Colton enquanto a mão de
Colton estava seu cabelo. Ele usava o rosto do homem para limpar o
material ofensivo da bota.

— Que porra.

Seus amigos correram para frente. Colton usou seu outro pé para
chutar o homem abatido para longe dele. O primeiro homem se
aproximava até que ele teve um punho enfiado em seu nariz e o
sangue voou quando era batido contra o seu outro amigo que também
estava vindo para cima de Colton, perdendo o equilíbrio. Antes que
pudessem se endireitar Colton batia nos homens impiedosamente.
Vida ficou lá, de boca aberta, quando as pessoas do mercado dos
agricultores tentavam separar a luta.

— Você precisa dar o fora daqui, — disse a mãe amigável à Vida e a

Colton.

— Esses garotos têm vários amigos na cidade. Eles não vão gostar

que um homem batesse nos três.

— Nós estamos indo. — Colton esperou até que Vida estivesse na

moto antes dele subir e ligar o motor. Colton dirigia de volta para a
cidade, e quando se aproximava Vida sentiu o retorno de toda a sua
preocupação que ela tinha sido capaz de afastar brevemente de sua
mente. Assim que eles estavam de volta ao apartamento, Vida tomou
um banho rápido antes de voltar para o seu dever de casa. A vida que
mãe e filha compartilhavam era o futuro que ela estava trabalhando
tão duro para conseguir. Ela tinha que manter sua mente sobre isso,
não na reação que Colton estava despertando nela. Ele não era nada
mais do que um ingresso só de ida para reviver a vida de sua mãe.

***

Colton tinha visto Vida desligar suas emoções quando ela se
afastava da garotinha e do cachorrinho. Ela queria tanto o cachorrinho
que era quase tangível. Colton tinha começado a notar durante o curto
espaço de tempo que Vida tinha estado próxima a ele que, quanto
mais fortemente ela sentia sobre algo, mais ela fechava as suas
emoções. Ele não conseguia entender. Goldie tinha sido uma boa
mãe, ela favava constantemente sobre Vida e como elas tinham
estado nas mesmas festas ou saindo com amigos em comum. Ele
tinha certeza que ela não tinha secretamente abusado de Vida, o que
ele não conseguia entender era por que ela estava tão fechada dentro
de si mesma. A única coisa que podia pensar era que com a sua mãe
morta e Sawyer sumida, ela estava sobrecarregada e fechada em seu
jeito de lidar com a situação em que se encontrava.

Ele tinha que respeitar a forma como ela lidava sozinha com as
coisas. Vida estava determinada a fazer uma vida bem sucedida para
si mesma, querendo sua amiga ao seu lado quando ela realizasse os
seus objetivos. Colton se lembrava de ter visto Sawyer, antes de ir
para a prisão. Ela havia entrado em sua loja para uma pequena
tatuagem na parte interna do seu pulso. Ela era alta e curvilínea. Ele
poderia facilmente ver por que ela tinha sido sequestrada devido à
beleza do seu rosto fresco. Outros de natureza corrupta procuravam
destruir essa beleza e inocência que facilmente era perceptível,
mesmo que tudo o que ela estivesse vestindo fosse calça jeans barata
e uma camiseta.

Ele não sabia por que, mas por algum motivo, a tatuagem dela veio
à mente. Ele tinha feito centenas e na verdade, se lembrava apenas
das que ele havia criado ou as que ele tinha feito muito bem apesar
da dificuldade. Sawyer tinha feito uma simples e direta. Ela só queria
uma simples palavra sobre o pulso dela. Liberdade. Colton estava
começando a pensar que as três jovens que ele se lembrava de
quando eram pequenas brincando tinham estado presas por muito
mais tempo do que ele.

Decidindo tomar um banho, ele deixou Vida mexendo o notebook
como de costume. Lavando seu corpo depois o cabelo, ele pensou
sobre cortá-lo, ele sempre usou grande, mas agora ele estava em
seus ombros, e ele estava ficando bagunçados quando ele se
esquecia de amarrá-lo. Ele inclinou a cabeça contra a parede do
chuveiro. Seu pênis estava deixando-o louco depois de sentir o seu
exuberante corpo contra suas costas durante todo o dia. Ele sabia que
seria um erro passar o dia com Vida, mas não tinha sido capaz de
resistir à tentação de conhecê-la melhor. Colton saiu do chuveiro, se
secando e envolvendo uma toalha em seus quadris antes de ir para o
quarto. Se esforçando para não verificar o que Vida estava fazendo
ele fechou a porta do quarto. Pegando o celular sobre a mesa ao lado
de sua cama, ele fez uma chamada que esperava mantê-lo fora de
problemas.

***

Vida ouviu a batida na porta e se levantou da mesa para atender a
porta quando a porta do quarto de Colton se abriu e ele saiu vestindo
apenas jeans. Se sentando Vida voltou os olhos para o computador, já
sabendo que era uma mulher na porta; Ele só permaneceu para ver a
mulher que tinha chamado. Vida reconheceu a voz da mulher que ele
tinha feito uma tatuagem na semana passada.

— O que ela está fazendo aqui? Eu pensei que seriamos só nós

dois. Não estou realmente interessada em um ménage à trois.

Vida teria rido se não estivesse tão miserável.

— Somos apenas nós. Vida é apenas a minha companheira de

quarto temporária. Vamos voltar para o meu quarto.

Vida não pode resistir de olhar para cima por um segundo para ver
Colton pegar a mão de Lara e levá-la pelo corredor para seu quarto.
Ela se virou antes que eles pudessem pegá-la olhando. Vida
continuou a trabalhar por mais uma hora, tendo que aumentar o
volume em seus fones de ouvido para ocultar os gritos e gemidos
femininos vindo do quarto. Usando a experiência do passado, Vida
desligou o seu notebook e fez sua cama, determinada a estar
dormindo antes que a mulher saísse. Inexplicavelmente, ela não
queria vê-la depois que ela tinha estado na cama de Colton. Deixando
os seus fones desta vez, Vida não colocou o travesseiro sobre o rosto.
Ela ficou deitada em silêncio, escutando sua música, fingindo estar
longe em uma nova casa com Sawyer como sua companheira de
quarto. Pela primeira vez, seus planos de futuro não a confortaram.
Capítulo 8

Vida tinha acabado de marcar uma consulta, quando seu celular
tocou.

— Olá? — Ela respondeu hesitante, não reconhecendo o número no

display.

— Vida? — Reconhecendo a voz ela respondeu.

— Jazz?

— Sim, Vida eu preciso de um grande favor. Cody caiu da bicicleta e

quebrou o braço. Estamos na sala de emergência. Vida, não posso
deixá-lo.

Vida se sentiu mal pela jovem mãe que trabalhava como a garota
das doses sobre o corpo para manter um teto sobre a cabeça de seus
dois filhos. Eles tinham um pai caloteiro que se recusava a pagar a
pensão alimentícia, mas Jazz não desistiu de ir para a escola em
tempo parcial durante o dia para conseguir dar aos seus filhos uma
vida melhor.

— Do que você precisa? — Perguntou Vida.

— Eu estou agendada para trabalhar numa festa. É uma celebração

de divórcio. — Vida podia ouvir o soluço em sua voz ela havia
chorado. — Se eu perder isso, King vai me demitir. Eu tive que faltar
muito ao trabalho ultimamente por causa das crianças. Ele me avisou
que se eu cancelasse novamente, ele me mandaria embora. Eu não
posso perder esse emprego. — Outro gemido e soluço e Vida cedeu.

—Que horas vai ser?

— Em uma hora. Você não tem que se preocupar com um traje que

eu tenho um extra; Está no meu armário. Juliet vai trabalhar lá
também, então você não terá que fazer isso sozinha.

— Eu vou te cobrir. Não se preocupe Jazz. Só cuide de Cody.

— Obrigada, Vida. — A mãe preocupada desligou o telefone.

— Pronta? — Colton perguntou quando ele entrou na varanda com

suas chaves na mão.

— Sim. Você pode me dar uma carona para o King?

— Você não está agendada para hoje à noite. — Colton declarou

irritado que King estava lhe dando trabalho extra hoje noite.

— Eu não estou, mas o filho de uma amiga se machucou e eu lhe

disse que trabalharia na festa para ela— explicou Vida.

— Você já trabalhou em uma festa antes? — Perguntou Colton.

— Não, mas se eu não fizer isso, King vai demitir Jazz, e ela tem

dois filhos, Colton.

Os lábios de Colton apertaram quando ela pegou sua mochila.
Fechando e trancando as portas, ele saiu em silêncio sem falar sobre
o que ele pensava sobre seu trabalho na festa. O silêncio continuou
mesmo depois que ele saiu pela porta dos fundos. Assumindo que ele
voltaria para o apartamento, ela não viu quando ele andou ao redor do
prédio. Apressadamente, sem muito tempo para perder, Vida foi para
o armário de Jazz, dando um passo para trás quando viu a roupa
olhando para ela. Era uma tanga com uma pequena saia preta e cada
vez que ela andava mostraria a sua bunda. O top era um laço preto de
biquíni que amarrava entre os seios. Qualquer um que puxasse a
corda iria expor seus seios.

— Apresse-se, Vida. — Juliet entrou no vestiário, já pronta.

Aplicando a maquiagem, ela deu a Vida um olhar frio.

— Eu não estou trabalhando com esses bastardos com tesão

sozinha. Eu disse a Jazz quando ela te ligou, então é melhor você
fazer a sua parte.

Porcaria. Vida não gostava de Juliet de todos os funcionários que
King tinha. Ela usava seu corpo e artimanhas e qualquer coisa para
ganhar muitas gorjetas. Pegando a roupa do armário, Vida entrou no
banheiro para se vestir, não querendo se trocar sob a vigilância de
Juliet. Olhando no espelho quando ela estava vestida Vida quase
mudou de ideia. Enrijecendo os ombros e lembrando que duas
crianças dependiam de sua mãe fez Vida sair para o vestiário para
escovar seu cabelo e aplicar a maquiagem.

— Apresse-se. — Juliet segurou a porta aberta e Vida seguiu seus

passos para a sala vip, onde o grupo de homens estavam esperando.
Quando Juliet abriu a porta, o grupo de oito homens sentados em uma
mesa com dois sofás na parte de trás da sala começaram a chamar
por elas. Vida e Juliet pegaram uma bandeja de bebidas e
caminharam até a mesa. Cada homem pegou um copo de espumante
brindando o homem recém-divorciado. Ele não parecia inconsolável
para Vida, enquanto olhava para seus seios e alisava a bunda dela
quando ela se aproximava para lhe entregar sua bebida. Vida andava
para fora do alcance, mas não disse nada, seguindo o exemplo de
Juliet. Na sala vip os homens eram autorizados a tocar mais, mas eles
não eram autorizados a tocar a boceta de uma mulher ou mostrar seu
pênis. Com exceção dos homens que pagavam uma taxa mais
elevada e era dada uma maior liberdade com as mulheres. Juliet se
sentou no sofá ao lado de vários homens no final da mesa.
Relutantemente, ela se sentou ao lado do homem recentemente
divorciado e seus amigos. Durante a hora seguinte, Vida ouvia
quando ele se queixou sobre sua ex-esposa enquanto ela recarregava
as suas bebidas. Foi depois de sua terceira rodada de bebidas que
Vida notou que Colton tinha entrado no quarto e estava conversando
com o garçom. Ignorando-o, pegou a bandeja e voltou para a mesa.
— Eu vou lhe dar quinhentos por uma dose no meu pau.

Vida ouviu um homem dizer a Juliet. A mulher prontamente
concordou, colocando um copo de cerveja entre as pernas do homem.
Juliet se agachou entre as pernas, descendo com a boca para o copo.
Vida teve que dar crédito a mulher: Ela agiu como se estivesse dando-
lhe um boquete usando o copo em vez de seu pênis. Segurando a
taça entre os lábios, ela tomou um gole, colocando-o de volta entre as
pernas antes de voltar para mais. Isso foi altamente sugestivo. Os
homens ficaram animados assistindo a performance da mulher.

— Eu vou lhe dar quinhentos por uma dose no meu pau.

O homem divorciado que Vida tinha descoberto que se chamava
Copper, oferecia com um sorriso embriagado.

— Não, obrigada. — Vida recusou. Juliet lhe lançou um olhar de

desgosto. Os homens voltaram a beber e Juliet deu algumas doses no
pênis dos clientes. Vida fugiu para o banheiro quando Copper
começou a puxar a corda do seu top. Juliet a seguiu batendo a porta
atrás delas.

— Eu te disse que você precisava fazer sua parte. A próxima vez

que alguém quiser um extra é melhor você saltar sobre isso. Se você
fosse uma boa amiga para Jazz lhe daria a porra do dinheiro. O que
você acha que ela poderia fazer com o dinheiro que você está
jogando fora? Ela está levando um grande golpe ao perder o dinheiro
de hoje à noite. Nós geralmente conseguimos pelo menos três mil.

A expressão aflita de Vida não a impediu de lhe virar as costas
deixando Vida em um silêncio atordoado. Vida usou o banheiro
rapidamente antes de sair. Os homens estavam jogando agora carta.
Vida tinha visto o jogo antes; Quem na mesa pegasse a carta mais
alta, os outros homens na mesa pagariam para uma lap dance, uma
dose no pênis ou uma dose no corpo. O vencedor chamaria qual ele
queria. Os homens se revezavam a cada entrega de cartas. Aquele
que venceu o primeiro turno escolheu Juliet para tomar uma dose em
seu corpo. Eles limparam sua mesa e Juliet deitou nela com as mãos
acima de sua cabeça. Cada homem tinha colocado uma nota de cem.
Vida podia ver o brilho nos seus olhos por ganhar os oitocentos
dólares. Vida assistiu um dos homens derramar uma bebida no
estômago de Juliet. Indo de joelhos ao lado da mesa, ele lambeu a
bebida onde quer que o líquido fosse sobre seu corpo. Juliet se
encolheu quando ele usou sua língua para lamber o líquido entre os
seus seios. Finalmente, ele se afastou com aplausos dos
espectadores. As cartas foram jogadas duas vezes mais com o pote
ficando cada vez maior. Conner finalmente ganhou e seus olhos foram
imediatamente para a Vida.

— Dose no corpo. — O pote estava em mil e duzentos. Vida viu a

ameaça nos olhos de Juliet se ela se recusasse. Se levantando ela se
deitou em cima da mesa, levantando as mãos acima da cabeça.
Sentindo os olhos dos homens sobre ela, ela ouviu a voz de Colton na
parte de trás da multidão.

— Eu vou pegar um pedaço dessa ação. — Todo mundo se virou

para Colton.

— Você não é parte desta festa. Suma. — Rindo, eles voltaram para

Vida.

— Deixe-me participar e eu vou dobrar o pote. Se eu perder, —

Colton acenou para Connor — Ele pode ficar com o dinheiro ou tomar
a dose. O que você tem a perder?

Vida podia ver que Copper estava indeciso, dinheiro ou Vida ambos
eram uma tentação.

— Você tem o acordo.

As cartas foram embaralhadas e Colton puxou uma carta. Ele olhou
para a carta na mão de Connor, estendendo a mão ele puxou uma do
centro do baralho, virando-a ele mostrou um rei, uma carta maior do
que oito de espadas de Copper.

— Você porra, nos enganou! — Um dos homens gritou.

— Como é que eu enganei quando eu nem toquei as cartas?

Disse Colton calmamente. Os homens se afastaram de Vida,
deixando um espaço para Colton ficar ao lado da mesa onde ela
esperava.

Vida pensou no início que ele iria deixá-la sair, mas ela podia ver
em seu olhar zangado que ele estava determinado a lhe ensinar uma
lição. Cooper lhe entregou a dose de uísque colocando no estômago
tenso de Vida, o uísque deslizou pela pele dela. Um arrepio surgiu e
Vida estremeceu quando Colton olhou para o seu corpo esparramado
sobre a mesa. Ele se ajoelhou ao lado da mesa baixa. Vida esperava
que a qualquer segundo ele fosse mandá-la se levantar e foi só
quando a sua língua começou a passar por sua pele que ela percebeu
que ele não ia parar. Sua língua sensual despertou sentimentos que
Vida nunca tinha sentido antes, calor reuniu entre as suas pernas.
Vida corou de vergonha enquanto ela tentava tirar o olhar para longe
do seu, mas Colton segurou seu olhar com uma vontade de ferro,
desafiando-a a se virar. Sua língua lambia uísque na faixa de sua saia
que pendia abaixo de seus quadris, mergulhando ligeiramente abaixo
da faixa. Os dedos de Vida agarraram a borda da mesa sobre a
cabeça. Ela tentou afastar seus quadris para longe de seu toque
sedutor.

— Fique quieta, — Colton ordenou. Vida parou de mexer a barriga,

apertando com mais força. Subindo e traçando o caminho do uísque,
engolindo cada gota enquanto se movia entre os seios dela. Incapaz
de ajudar a si mesma, Vida arqueou com o primeiro toque de sua
língua na lateral de seu seio.

— Eu lhe disse para ficar quieta.

Seus olhos nos dela. Sua língua fez com que cada gota de líquido
fosse encontrada antes de virar a língua para o outro seio onde gotas
brilhavam. Sua língua mergulhou para debaixo da top minúsculo. Vida
sentiu a ponta lamber seu mamilo endurecido em um breve toque.
Antes que ela pudesse se afastar Colton se levantou, erguendo Vida
para ficar de pé com as mãos sobre a cintura dela. Ela quase perdeu
o equilíbrio em seus sapatos de salto alto, e não ajudava que seus
joelhos parecessem gelatina.

— Claro que sim, vamos fazer isso de novo. — Connor gritou. Os

homens se sentaram e Connor puxou Vida para se sentar em seu
colo.

— Sente-se, — um dos frequentadores bêbados da festa ofereceu a

Colton.

As cartas foram lançadas. Colton venceu a próxima mão e com um
pote grande ele escolheu Juliet para lhe dar uma dose no pau. Vida
desviou os olhos quando a mulher se ajoelhou entre as coxas de
Colton e tomou uma dose de cerveja do copo colocado contra seu
pênis. Vida não conseguia se fazer assistir a mulher erótica quando
ela se tornou ainda mais ousada, passando seus dentes sobre jeans
de Colton cobrindo seu pênis. Quando ela terminou, as cartas foram
jogadas novamente. Vida começou a suspeitar quando ele venceu
pela terceira vez consecutiva, mas os homens bêbados há muito
tempo tinham perdido o raciocínio. Vida ficou tensa esperando que ele
tomasse uma dose no corpo de Juliet, mas ele escolheu um lap dance
de Vida dessa vez. O olhar desafiador de Colton e um ciumento de
Juliet fez Vida se levantar do colo de Copper. Andando para Colton,
ela viu quando ele se inclinou para se esparramar na cadeira
esperando por ela. Vida começou dançando timidamente na frente
dele, se sentindo rígida. Seu olhar zombador a fez tentar ouvir mais a
música, forçando seu corpo a relaxar. O pensamento em Jazz
ganhando o grande pote a fez se sentir melhor quando seus quadris
começaram a balançar e ela montou as coxas de Colton. Se sentando
em seu colo ela virou seus seios sedutoramente em direção ao seu
peito de forma provocativa movendo para trás antes de tocá-lo. Ela
fez isso várias vezes antes que finalmente permitiu que seus seios
pressionassem contra seu peito amplo esfregando-os de forma
provocativa contra ele. Levantando os quadris um centímetro, a parte
nua dela descia sobre seu pênis coberto enquanto ela se esfregava
sobre ele, a música atingindo o seu clímax. Subindo rapidamente, ela
se afastou, mas Colton agarrou a mão dela, se levantando. Apontando
para o segurança Colton se virou para os homens da festa. Pela
quantidade grande de dinheiro que eles tinham desperdiçado esta
noite, Vida tinha certeza que essa não seria a última festa de divórcio
que eles assistiriam.

— A festa acabou.

Lou, outro segurança de King, chamou a atenção de todos para ele.
— O transporte está lá embaixo esperando.

Os resmungos começaram, mas foi rapidamente cortado por Lou
quando ele moveu os homens em direção a porta.

— Vá se trocar. Vou trazer minha moto para frente. — disse Colton,

deixando-a na frente do camarim.

Juliet veio quando ela estava prestes a se trocar com a sua parte de
dinheiro da noite em um envelope. — Eu tirei a parte do garçom e Lou.

— Obrigada, Juliet. — Juliet lhe deu um aceno relutante antes de ir

para seu armário para pegar o casaco, sem se incomodar em se
trocar.
No olhar questionador de Vida, Juliet deu de ombros.

— Connor se ofereceu para me pagar por um desempenho privado.

Eu preciso ir; Estão esperando por mim no carro.

Vida observou a mulher sair do quarto, não querendo pensar sobre
como Juliet passaria o resto de sua noite. Vida levou vários minutos
para se vestir. Agarrando o envelope de dinheiro, ela colocou-o no
bolso antes de sair para o corredor. Vida notou que a luz no corredor
estava queimada. O corredor escuro lhe dava arrepios. Enquanto King
não tinha poupado gastos para redecorar regularmente a frente do
clube os fundos era velho e ainda tinha apenas uma fonte de luz, a
qual estava queimada. Caminhando com cuidado ela estava quase no
final, quando sentiu alguém vindo atrás dela colocando uma mão
áspera sobre a boca, empurrando seu corpo lutando para trás. Ela se
sentiu sendo carregada e levada para a saída dos fundos e sabia que
se eles passassem pela porta, quem quer que fosse, provavelmente,
teria um carro esperando. Terror a fez luta mais duro. O aperto se
tornou difícil respirar.

— Que diabos!

Vida ouviu a voz de Colton, alívio fazendo-a ficar mole. Quem quer
que a estivesse segurando se virou para Colton. O braço em volta da
cintura desapareceu e Vida viu um flash de uma faca no corredor
escuro. Colton avançou rapidamente com King vindo por trás dele.
Sua mão se esticou atingindo o braço segurando a faca. Ele caiu no
chão. Colton puxou Vida e seu punho bateu no homem não
identificado atrás dela. Libertada, Vida se encontrou empurrada para
as costas de Colton quando King avançava com a faca na mão. O
assaltante dela se virou para correr, mas King chegou a ele antes que
ele pudesse abrir a porta e fugir. O homem tentou lutar para se afastar
de King, mas King afundou a faca mergulhando no peito do homem.
Jogando agora o corpo sem vida no chão, King abriu a porta de trás,
olhando para fora.

— Eu não vejo ninguém. Tire-a daqui.

Colton pegou a mão de Vida, levando-a para longe do homem que
estava no corredor em uma poça de sangue. Henri veio pelo corredor,
em seguida, seu rápido olhar entendeu a situação. Vida tinha certeza
que não era a primeira vez que ele tinha que limpar a bagunça de
King.

— Descubra quem ele é, então, se livre dele — King ordenou.

— Ok, chefe.

Henri passou por eles.

Colton não lhe deu tempo para fazer perguntas. — Você está
bem?— Ele perguntou uma vez que eles estavam do lado de fora.

— Eu acho que sim, só um pouco abalada. Quem você acha que

foi?

— Provavelmente um dos homens de Digger, — disse King, Se

aproximando para ficar ao lado de Vida.

— O que fez você voltar? — Vida perguntou a Colton.

— Juliet me avisou quando ela saiu que a luz estava apagada lá

atrás. Ela pensou ter visto alguém, mas não tinha certeza.

Vida enfiou a mão no bolso e tirou o envelope de dinheiro. — Você
pode dar isso para Jazz para a mim?

— Sim. Vida, você não pode falar sobre o que aconteceu — disse

King pegando o envelope.

— Eu sei. Eu vou manter minha boca fechada, — prometeu antes de

subir na moto de Colton.

Juliet pode não gostar dela, mas ela tinha salvado Vida. Ela agarrou
a cintura de Colton grata que tanto King quanto ele tinham estado lá
para ajudá-la. Ela sentiu um choque de medo, sabendo que Digger
não iria parar. Colton não lhe devia nada, mal a conhecia, e ainda
assim, ele não hesitou em protegê-la. Ela reconheceu que havia mais
no sexy tatuador do que ela tinha pensado ser possível. Ele só
poderia ser sua graça salvadora.
Capítulo 9

Vida saiu da sala de aula à procura de Henry, surpresa quando ela
não o viu. Colton a tinha deixado antes da aula e Henry deveria estar
aqui para buscá-la. Se sentindo nervosa com a ocorrência estranha,
Vida se aproximou do edifício da sala de aula, onde havia vários
estudantes andando de um lado para o outro. Com o canto do olho,
ela viu Henry sentado em um banco não muito longe. Aliviada Vida
caminhou em direção a ele, mas parou ao ver a expressão em seu
rosto, algo estava definitivamente errado. Seus olhos, que eram
geralmente cheios de calor, estavam cheios de medo por ela. Ele
estava praticamente gritando para ela correr silenciosamente. Em um
piscar de olhos, ela entendeu o porquê. Uma garota bonita que estava
sentada ao lado dele tinha uma bolsa em sua mão com uma arma
apontada para ele. Ela podia ver a mão da garota enterrada na bolsa
e o contorno da arma através do material apontado para Henry. Vida
começou a se virar e correr, mas parou. Ela não podia deixar Henry a
sua mercê quando era ela quem estavam procurando. Se houvesse
uma chance para Henry se afastar ela teria que dar a ele, e tinha uma
chance que King fosse salvá-la. Ela viu a raiva no rosto de Henry
dirigida a ela enquanto caminhava em direção a eles, raiva por ela
não aproveitar a oportunidade para correr. Quando ela se aproximou o
suficiente para ouvir, a mulher falou.

— Vá para carro preto e entre no banco de trás.

A mulher acenou para um carro escuro discreto apenas alguns pés
de distância. Vida assentiu com a cabeça e começou a caminhar em
direção ao carro. Ao se aproximar, a porta se abriu e ela
hesitantemente entrou no carro. Assim que ela fechou a porta, o carro
começou e acelerar para rua sendo engolido pelo trânsito.

— Será que ela vai deixar Henry ir?

Vida perguntou, temendo por Henry. O motorista não respondeu a
sua pergunta. Vida estava com medo e não conseguia parar o tremor
em suas pernas. Ela não tinha escolha a não ser se inclinar para trás
no assento de couro, enquanto esperava o fim do passeio. Quando o
carro parou, ela ficou ainda mais assustada quando o motorista saiu
do carro e veio para a sua porta. Ao abri-la, ele fez sinal para ela sair
do carro. A expressão fria do motorista não deixou nenhuma dúvida de
que ela estava em apuros. Quando a palavra problemas bateu na
mente, ela foi capaz de reunir de volta o controle e esconder o tumulto
emocional que ela estava enfrentando. Ser uma stripper tinha
ensinado a esconder suas emoções, ela precisava dessa habilidade
desesperadamente agora ou o motorista a estaria levando para a casa
chutando e gritando. Vida saiu do carro, olhou para uma grande casa
em uma área isolada. Rodeada por uma cerca de pedra e metal, ficou
claro que o proprietário queria privacidade. Ela seguiu o motorista
silencioso para a casa quando ele a levou para uma sala grande.
Quando ela entrou na sala que tinha uma mesa cara, um homem alto
se levantou da cadeira e caminhou para frente.

— Feche a porta, envie Briggs e Morgan.

O motorista fechou a porta, deixando o homem a sós com Vida, que
olhava para ela com olhos malévolos. Ele chegou mais perto,
circulando-a quando seus olhos tomaram cada detalhe de seu corpo.
Ela se sentia como se tivesse se despindo no palco do clube noturno
de King. Parando na frente dela, sua mão se levantou, acertando-a
com tanta força que a cabeça foi para trás fazendo-a perder o
equilíbrio e cair no chão. Vida manteve seu grito assustado preso,
com medo que ele fosse atingi-la novamente. Sua mão trêmula foi
para seu rosto queimando, quando ouviu a porta se abrir e fechar. Ela
olhou para a porta para ver Briggs e outro homem que ela reconheceu
como Morgan do clube. Ela tinha feito uma lap dance para ambos.
Eles agiam como se nunca a tivesse visto antes. Nenhuma ajuda viria
deles.

— Levante-se, sua boceta estúpida.

Vida conseguiu se levantar trêmula. A segunda vez que ele bateu
nela, ela mal conseguiu permanecer em pé, o que foi um erro, porque
o seu terceiro foi com o punho e mandou-a de volta para o chão.
Desta vez, ela foi incapaz de manter seus gritos silenciosos e ela não
tentou se levantar.

— Você tem sido uma dor na minha bunda no último mês. Você

deveria ter ficado fora do meu negócio. Sawyer é minha, portanto, ela
é da minha conta.

Rindo de sua própria piada, Digger se recostou contra a sua mesa,
satisfeito que ela não iria se levantar novamente.

— Briggs e Morgan me disse que você pode mexer seus peitos e

bunda, então agora você é meu negócio. — informou a ela.

— King não vai deixar você ir longe com isso, eu estou sob sua

proteção.

Vida olhou para o bastardo feio, parado como se ele tivesse todo o
direito de fazer o que quisesse.

— Foda-se King, eu não tenho medo dele. Será que ele conseguiu

pegar a Sawyer de volta?

Digger riu sarcasticamente. — Ele não conseguiu sequer impedir
que você fosse tirada do seu guarda-costas estúpido. Leve-a para o
meu quarto, breve estarei lá em cima.

Ele parou em sua mesa, sentando para pegar um celular tocando.
Vida sentiu Briggs levá-la pelo braço, ajudando-a a se levantar.

— Espere um minuto, Briggs; Coloque-a na cadeira. Parece que

temos companhia.

Digger colocou seu telefone de volta sobre a mesa. Vida se sentiu
empurrada na cadeira no canto da sala. Briggs permaneceu com ela
enquanto Morgan ficou com Digger. Vida notou que o rosto de Digger
tinha sofrido uma mudança; Ela pensou ter visto um pequeno
vislumbre de preocupação. O sorriso de satisfação de momentos
antes tinha ido embora. O motorista de Digger, que não parecia mais
limpo e refinado, abriu a porta. Agora, ele estava segurando suas
costelas e tinha o nariz pingando sangue em sua camisa branca. O
homem entrando na sala não era o homem que ela estava esperando.
Colton entrou na sala com um ar de ameaça tão visível que assustou
Vida, que esteve vivendo com ele nas últimas semanas, sem saber
que ele poderia ser completamente assustador quando estava furioso.

— Colton, eu ouvi que você estava fora da prisão.

O tom amigável vindo de Digger fez os olhos de Vida se virar para
ele com surpresa.

— Será que você também ouviu que Vida estava morando comigo e

estava sob a minha proteção?

A voz de Colton não era tão amigável, na verdade era francamente
ameaçadora.

— Briggs poderia ter mencionado isso, mas como você fode

qualquer coisa que tenha uma boceta desde que você saiu da prisão,
eu não pensei que ela fosse importante.

— Você pensou errado, Digger.

Vida viu Colton perceber o seu rosto machucado e seus olhos
escureceram. Os lábios dele apertaram e o ar na sala se tornou mais
ameaçador.

— Você bateu nela?

— Um erro. Acalme-se, Colton. Peço desculpas; Eu estava mal

informado a respeito do relacionamento dela com você.

Quando Digger tentou se desculpar pelo seu comportamento, ela
notou a mão de Morgan deslizando sob o paletó.

— Venha aqui, Vida.

Ignorando a desculpa de Digger, a voz de Colton falou sobre a sua.
Ela olhou para Briggs, que não fez nenhum movimento para impedi-la.
Lentamente, ainda esperando por ele evitar que ela seguisse a ordem
de Colton, ela se levantou e caminhou até ficar ao seu lado. Sua mão
começou a alisar o cabelo dela para colocá-lo no lugar. Tomando o
queixo na mão, ele virou o rosto para o lado para que ele pudesse ver
o dano infligido por Digger.

— Você fodido, Digger. Você sabia melhor, não devia tocar em algo

meu — Colton ameaçou.

— Eu não sabia que ela era sua. — Desta vez, a preocupação em
seu rosto tornou-se mais pronunciado.

— Eu estava ficando de fora de seu desentendimento com King,

tentei mostrar respeito a você, embora eu soubesse que não merecia,
mas eu tentei dar a um antigo irmão uma margem de manobra
enquanto King lidava com você. Isso não é mais o caso.

— Colton, eu não quero nenhum problema com você. — A cabeça

de Vida estava girando. Digger tinha medo de Colton? Ele não tinha
medo de King ou seus homens, mas o medo evidente em seu rosto
mostrava que ele não queria contrariar Colton.

— Você deveria ter pensado nisso antes de levá-la, muito menos

colocar a sua mão sobre ela.
Vida não podia acreditar que ela tinha pensado por um momento
que Colton tinha medo de Digger. Agora que seus olhos se abriram
ela lembrou que até mesmo King tinha falado com Colton com
respeito mútuo, não como ele falava com os seus homens.

— Uma semana, Digger. Isso é tudo que eu estou dando-lhe para

trazer a Sawyer de volta aqui.

— Isso não é possível, Colton. Ela está fora do meu alcance para as

próximas três semanas. Obviamente, gostaria de tê-la de volta se eu
pudesse fazer as pazes, mas é impossível.

Digger mentia. Vida endureceu, a ponto de exigir que Sawyer fosse
devolvida imediatamente quando sentiu a mão de Colton em seu
braço. Olhando para o seu rosto apertado, ela permaneceu em
silêncio.

— Três semanas Digger, nem um minuto mais.

Vida viu Digger olhar para a segurança na frente dele.

— Três semanas e ela estará aqui. Será que isso irá pacificar os

Predators? — Perguntou Digger.

— Por agora. Não me decepcione. — Colton respondeu friamente

terminando a conversa.

— Eu não vou. — Digger se levantou vindo para frente quando

Colton virou Vida em direção à porta. Sua expressão desagradável. —
Eu sinto muito, Vida. Houve desinformação do meu lado. Eu nunca
teria tocado em você se eu soubesse que você era a mulher de
Colton.

O punho de Colton voou golpeando Digger em sua boca mentirosa.
Vida não conseguiu impedir a satisfação de vingança que sentiu
quando viu Digger quase perder o equilíbrio no poder do golpe de
Colton. Briggs e Morgan avançaram, mas Digger acenou para que
eles voltassem para suas posições. Limpando o sangue escorrendo
de sua boca com um lenço do bolso, Digger não retornou o
movimento agressivo de Colton. Colton caminhou até a porta,
segurando o braço de Vida, não ficando preocupado com Digger
atacá-lo pelas costas. Vida não podia deixar de ficar surpresa com o
tratamento respeitoso de Digger por Colton. Quando eles passaram
pela porta da frente, Vida entendeu perfeitamente bem, mais de cem
motoqueiros estavam no pátio em frente à casa, estacionados em
todos os lugares do gramado bem cuidado, com suas bonitas flores
completamente destruídas. Vida reconheceu um rosto em particular
dirigindo de frente do pelotão. Max saiu de sua moto, esmagando as
poucas flores restantes que tinham sobrevivido debaixo de seus pés.
Vindo para ficar na frente dela, ele deu uma olhada em seu rosto e um
olhar furioso veio sobre o seu. Ele deu um passo em direção a casa,
mas Colton baixou a mão de Vida e segurou Max.

— Eu já lidei com isso, Max.

— Então eu vou lidar com isso um pouco mais. Eu vou fodê-lo.

Max afastou a mão de Colton.

— Max, precisamos dele inteiro para conseguirmos a amiga de Vida

e não com a boca fechada num próximo meio fio em algumas
semanas. Nós vamos lidar com ele quando conseguirmos Sawyer de
volta.

Max fez uma pausa, olhando para Vida. — Assim que ela estiver de
volta, ele vai se arrepender por ter tocado em você, — ele prometeu.

Vida olhou para o grupo de homens que cercavam a casa. — Acho
que ele já se arrependeu.

O riso soou dos homens rudes que estavam olhando. Colton pegou
a mão dela, levando-a até a sua moto. Subindo atrás dele, ela se
agarrou a sua cintura quando os homens guiaram as suas motos,
saindo do quintal destruído. Colton andava no meio do grande grupo
até que eles chegaram ao seu prédio. Com um aceno de mão, ele se
separou do pelotão. Colton então dirigiu sua moto para sua vaga no
estacionamento, descendo da moto e a ajudando antes de se virar
para quatro motos à espera de sua atenção. Um motoqueiro estava
estacionado um pouco à frente dos outros. Colton segurou a mão de
Vida e levou-a para o homem sentado casualmente sobre a moto.

— Vida este é Ice o presidente dos Predators.

Vida não sabia como reagir, então ela lhe deu um sorriso e acenou
com a cabeça.

— Vida? Eu acho o seu apelido melhor. — Ice deu a ela um aceno

antes de olhar em direção a Colton.

— Colton, você deve estar ficando fraco em sua velhice. Se essa

linda cadelinha fosse minha, ela com a maldita certeza não iria colocar
esses peitos e bunda lá fora para um show.

Assistindo Colton sendo repreendido por um homem que
aparentava ter em volta da mesma idade fez Vida quase sorrir. Seu
cabelo era mais leve do que o de Colton, mas a sua atitude, apesar de
ser descontraída, aparentava uma tonalidade de autoridade de aço.
Mesmo que Colton não tivesse dito a ela que ele era o presidente dos
Predators a sua atitude teria relatado.

Colton endureceu. — Ela não vai continuar por mais tempo.

— Eu vou perder o show. Traga-a para o clube em algum momento,

— Ice convidou.

Vida tentou não corar quando ela percebeu que Ice e os homens
atrás dele tinham visto seu show. Ela reconheceu Max, cuja moto
estava ao lado de outro motoqueiro. Ele lhe deu uma piscadela. Seus
olhos foram atraídos para uma moto solitária parada mais longe do
que o resto. Ele mantinha Ice e os outros dentro de sua visão, mas
continuamente observava tudo o que estava acontecendo ao seu
redor. Ela tinha visto vários motoqueiros através de sua vida; Este
levava a palavra perigoso para o próximo nível. Ele não era de boa
aparência, no mínimo; Seu rosto era muito severo. Suas feições eram
realmente bonitas, mas o que tinha sido feito ao seu rosto destruía
isso; e teria feito às mulheres pararem em uma fila. Uma cicatriz corria
ao longo do seu rosto do seu olho até o lado de sua boca, dando a
seus lábios sensuais uma aparência cruel. Os olhos de Vida foram
capturados pelos seus zombeteiros olhos verdes que estavam bem
conscientes que ela estava olhando para ele.

— Vá para o apartamento. Eu estarei lá em um minuto.

Colton disse a ela, vendo-a estremecer quando ela estendeu a mão
para afastar uma mecha de cabelo solto. Vida saiu, sentindo os olhos
de todos em suas costas.

***

Colton se virou para o presidente dos Predators.

— Obrigado, Ice.

—Sem problemas. Senti falta de ter você no clube nos últimos três

anos, — Colton e Ice se encararam ambos lembrando a sua amizade
e a diversão de quando tinham festejado juntos.

— É difícil pensar na criança de Goldie já tão crescida. Ela

definitivamente é bonita. Não fiz um movimento nela por respeito a
Goldie.

Colton não disse nada. Ice continuou: — Inferno de uma situação
em que você está homem. Não gostaria de ser você. — Ice ligou a sua
moto. — Dê-me alguns dias de aviso antes de vir ao clube. Eu não
quero foder com a sua liberdade condicional. Quanto tempo você vai
ficar preso?

— Um ano.

— Porra. Isso me mataria, estar longe dos irmãos por muito tempo.

Espero que desta vez você seja inteligente o suficiente para deixar a
cadela. Eu avisei desde o início que Tessa era uma má notícia. — Ice
lembrou. Cada um dos seus irmãos havia tentado avisá-lo sobre
Tessa. Ele tinha escutado, mas não tinha agido de forma inteligente.
Ele tinha aprendido a lição da maneira mais dura, na prisão. Se ele
fosse pego no clube dos Predators, ele poderia perder sua liberdade
condicional e passar o último ano de sua sentença de volta na prisão.
Ele não deixaria isso acontecer. O mais importante, se ele fosse visto
lá, isso abriria a possibilidade da sede do clube ser invadida pela
polícia, e ele não estava disposto a ver seus irmãos sofrerem. Ele
havia perdido o direito de ser um Predator quando ele se adiantou e
levou a culpa pelo crime de Tessa. Predators nunca são pegos; Eles
vivem e respiram o seu lema.

— Já cuidei disso, mais duas semanas e o divórcio será definitivo, —

Colton explicou ao seu ex-presidente. Ice assentiu.

— Precisa de alguma coisa?

— Não, eu estou bem. Obrigado, Ice.

— A qualquer hora, irmão.

Ice acelerou seu motor, guiando a moto para a estrada com os
outros membros do clube seguindo atrás. Colton assistiu até que a
última moto desapareceu na esquina da estrada.
Capítulo 10

Vida estava sentada à mesa com um saquinho de gelo contra seu
olho inchado quando Colton entrou, batendo a porta.

— O que diabos você estava pensando?

Vida olhou para ele em choque. Ela não esperava que ele fosse
mimá-la, mas ela não esperava que ele fosse ficar tão zangado com
ela, também.

— Do que você está falando? — Perguntou Vida, confusa.

— Do que estou falando? Porra, por que diabos você entrou naquele

carro em primeiro lugar. Você deveria ter corrido como se a porra do
diabo estivesse atrás de sua bunda. Eles não teriam corrido atrás de
você pelo campus.

— Eu estava com medo que fossem atirar no Henry, — ela explicou.

— Novamente, um campus cheio de crianças da faculdade. Eles

teriam uma equipe da SWAT sobre eles antes que eles conseguissem
fugir. — Vida começou a se sentir estúpida.

— Eu não pensei...

— Isso é uma maldita certeza. Toda esta situação que você se

colocou, porra foi uma grande bagunça.

— Eu posso ter cometido um erro com Henry, mas o resto eu fiz o

que eu tinha... — Vida tentou se defender.

— Não Vida, o que você deveria ter feito é o que eu lhe disse para

fazer há muito tempo, sumir.

Colton interrompeu. Vida começou a ficar com raiva mesmo.

— Eu não estava prestes a sair e abandonar uma graduação que foi
muito difícil para conquistar. Além disso, eu também estarei pagando
por ela pelo resto da minha vida. Eu não deixaria Sawyer para atrás,
fizemos um pacto. Ela trabalhou em tempo integral, depois à noite
como garçonete para pagar as contas para que eu pudesse terminar a
faculdade. Temos guardado e economizado cada centavo para que
pudéssemos ter dinheiro suficiente para sermos capazes de ir para
onde quisermos. Eu não estou fodidamente indo embora sem ela!

— Eu tenho notícias de última hora para você, Sawyer não está

fodidamente aqui. Ela não está aqui para você deixar para trás. Nos
dois vamos ter sorte se você não acabar sendo enterrada ao lado de
sua amiga.

Vida prendeu a respiração ao ouvir suas palavras cruéis.

— Seu imbecil. Não me diga o que fazer. A única coisa com que

você se importa é o seu maldito pau. Você não sabe o que é lealdade;
Você fode pelas costas de sua esposa. Você não só fode com ela,
mas você não pode sequer foder uma só mulher, você quer foder tudo
que se move e respira em sua direção. — Ela não tinha escrúpulos
mostrando seu desgosto.

— Eu não fodi você — Colton provocou.

— Não, você não fodeu porque você é inteligente o suficiente para

saber que eu não quero a sua bunda vadia. — Vida retrucou. Todo o
medo e repugnância que estava segurando dentro dela no último mês
foi liberado pelas duras palavras que ela vomitou em direção a Colton.
Ela deveria estar lhe agradecendo por salvá-la de Digger, que havia
batido nela e obviamente iria estuprá-la antes de descartá-la. No
entanto, as palavras de Colton sobre Sawyer puxaram a luta nela, que
ela não conseguia manter sob controle.

— Isso é tudo? — Questionou Colton, sua expressão estrondosa.

— Sim! — Vida cuspiu de volta para ele.
— Vá tomar um banho. Há Ibuprofeno no armário de remédios; Você

vai ficar dolorida mais tarde esta noite. Eu vou fazer algo para nós
comermos.

Respirando fundo, Colton conseguiu fazer o que ela não tinha sido
capaz de fazer. Controlar o seu temperamento.

A discussão deles terminou tão de repente que Vida levou vários
segundos para perceber que Colton não rebateu.

— Eu sinto muito, Colton. Eu não queria perder as estribeiras. Você

estava certo; Eu não deveria ter entrado no carro. Eu não tive a
intenção de te ofender. — Vida se desculpou.

— Está tudo bem, Vida. Vá tomar um banho. — Colton não olhou

para ela enquanto puxava latas do armário. Vida se sentiu horrível,
mas foi tomar seu banho. Pegando roupas limpas, ela entrou no
banheiro. Ligando a água quente, ela esperava que levasse a dor
para fora de seu corpo. Quando ela saiu do banheiro, ela sentiu cheiro
de hambúrgueres fritos. Seu estômago roncou quando ela parou na
cozinha. A garçonete da casa de waffle estava de volta e ela estava de
pé no fogão fritando os hambúrgueres. Colton estava apoiado
casualmente contra o balcão. Conversando com ela, seu rosto estava
relaxado e amigável com a mulher, que fazia o seu jantar. Vida sentiu
um soco no estômago. Recusando-se a admitir que ela estivesse com
ciúmes, ela caminhou para dentro do quarto.

— Sente-se. O jantar estará pronto em um minuto. — Sua posição

amigável mudou quando ele a viu entrar na sala. Vida se sentou à
mesa, relutantemente, se sentindo desconfortável. Colton nunca
esteve com uma mulher no apartamento fora do quarto. Ele colocou
um prato na frente dela com o hambúrguer e uma salada que ela tinha
certeza que Tammy era a responsável.

— Água? — Perguntou.
— Sim, obrigada. — Colton colocou a bebida na frente dela. Indo e

voltando, ele colocou duas garrafas de cerveja uma para Tammy e
outra para ele mesmo antes de sentar no outro lado da mesa. Vida viu
quando ele abriu as duas garrafas de cerveja e, em seguida, entregou
uma para a outra mulher.

Ela se sentia como uma terceira roda. O suspiro de Tammy chamou
a atenção de Vida para encontrar a mulher olhando para ela com
horror. — O que aconteceu com você? — ela perguntou, olhando
acusadoramente para Colton. Colton falou antes para ela se
intrometesse em suas conversas, por isso Vida manteve a boca
fechada. Colton não parecia satisfeito com o olhar acusador de
Tammy.

— Vida fez alguém, que não deveria, ficar com raiva dela. — Colton

falou a Tammy.

As suspeitas de Tammy não pareciam ter sido apaziguadas. Ela
lançou um olhar entre Colton e Vida. Colton deu a Tammy um sorriso
tranquilizador. Quando Tammy não estava olhando, Vida sorriu para
ele. Ele começou a ficar com raiva, que só alimentou as suspeitas de
Tammy.

— Pare com isso, Vida. — Colton advertiu.

Vida pulou de seu banco e jogou olhos aterrorizados em direção a
Tammy, tentando gerenciar ao mesmo tempo não cair na gargalhada.
A comida estava realmente boa, apesar de assistir Tammy flertar com
Colton. Ela agradeceu a Tammy determinada a esconder quão irritada
ela estava ficando.

— Estava uma delícia. Eu gostaria de poder cozinhar, assim como

você. — Tammy se envaideceu com o elogio de Vida.

— Vamos para o quarto. Vida pode lavar os pratos. — Colton se

levantou levando o seu prato e o de Tammy para a pia. Vida
apressadamente se levantou, levando seu prato comido pela metade
para o balcão. Pegando uma caixa vazia do armário Vida colocou o
sanduíche comido pela metade e a sobra da salada dentro antes de
colocá-lo na geladeira. Tammy ficou com a boca aberta.

— Não podemos desperdiçar comida. — Desta vez Vida não estava

brincando quando percebeu pelo olhar de pena de Tammy e um irado
de Colton que a frase que saiu da sua boca tinha sido obviamente o
estopim pela sua rápida resposta.

— Eu sinto muito Colton, mas eu preciso dormir cedo hoje. Eu tenho

que estar no trabalho cedo. — Tammy foi para o sofá, para pegar sua
bolsa.

— Tammy, ela pode comer o que quiser. Eu não mato ela de

fome.— Colton tentou explicar. Tammy olhou para a construção
magra de Vida e as suas roupas soltas.

— Querida, se você se cansar de sua merda, eu tenho um quarto

extra que você pode ficar até poder se virar sozinha.

Jogando um olhar de desgosto em Colton, ela saiu num turbilhão de
perfume e saltos altos. Vida esperou até que a porta estava fechada
antes que ela caísse na gargalhada. Ela riu tão forte que ela teve que
segurar seu corpo. Vendo o olhar ardente de Colton só a fez dar
novas risadas.

— Eu pensei que o olho preto fosse machucá-la... — Vida teve que

fazer uma pausa para recuperar o fôlego... — Não a comida. É apenas
um hábito. Acho que ela não pôde suportar a ideia de que você não
fosse alimentá-la. — Vida teve de se inclinar contra o balcão de tanto
rir. — Oh meu Deus, sua expressão foi impagável. E o que foi mais
maluco é que você foi o único que a convenceu que estava me
batendo. — Vida estava tão ocupada rindo que não percebeu Colton
colocar os pratos sujos na pia ou andar pela casa e trancar a porta.
— Vida? — A voz suave de Colton chamou sua atenção quando ele

agora se apoiava no balcão, com os braços atravessados em seu
peito.

— Sim? — Vida enxugou as lágrimas de alegria de seus olhos.

— Você sabe por que eu convidei a Tammy para vir aqui?

— Porque você queria transar. — Vida não detectou o perigo em que

estava.

— Sim, porque ou era ter uma mulher aqui ou foder você. Você

agora tirou essa opção das minhas mãos. — Colton se endireitou,
alcançando Vida. Saindo de seu alcance, ela pensou que ele estava
zoando por ela ter arruinado a sua noite.

— Não leve isso tão duro, Colton. A sua próxima transa está apenas

a um telefonema de distância. — Vida provocou.

— Não, Vida. Minha próxima transa está alguns centímetros de

distância. — Colton avançou. Tardiamente percebendo que ele estava
falando sério, ela saiu correndo para a porta. A maçaneta estava em
sua mão e ela estava abrindo a porta quando a mão de Colton por
cima de sua cabeça bateu para fechar a porta. Vida estava presa
contra a porta enquanto o corpo de Colton estava pressionado em
suas costas e bunda. Vida parou, percebendo tarde demais ao sentir a
dureza de Colton contra o seu traseiro o quão sério ele estava falando
sobre suas intenções.

— O que está errado, Vida. Conseguiu achar problemas? — Colton

sussurrou em seu ouvido. Sua boca aninhou em seu pescoço,
causando arrepios em suas costas.

— Deixe-me ir, Colton. Vou chamar Tammy e dizer a ela que eu

estava apenas zoando você.

— Muito tarde. Eu não a queria mesmo. Eu quero você. Eu estava
sendo bom mantendo as minhas mãos longe de você. Desde que
você não quer se comportar não vejo nenhuma razão para continuar a
foder mulheres que não são você.

Vida tentou se soltar, no entanto Colton a manteve imóvel enquanto
seus lábios continuaram a explorar seu pescoço. Ele levantou
ligeiramente o seu peso de cima dela e deslizou sua mão em sua
barriga, procurando e encontrando o fundo do seu top. A mão firme
passeava pela pele de seu estômago, causando arrepios. Sua mão
deslizou por baixo de seu sutiã frágil para encontrar um mamilo
girando-o entre as pontas dos dedos. Com as mãos contra a porta,
Vida se empurrou de volta contra ele, mas Colton a antecipou,
alargando a sua postura e usando a outra mão para segurar seu
quadril, puxando sua bunda de volta contra seu pênis endurecido.

— Você está me deixando tão duro que eu poderia gozar em meu

jeans. — Os lábios de Colton encontraram o lóbulo da orelha dela
mordendo delicadamente ao mesmo tempo em que beliscava o
mamilo duro. Sua mão, em seguida, saiu de seu seio passando por
seu estômago, as pontas dos dedos indo em direção do tecido de sua
calça.

— Pare Colton! — Vida protestou. Colton deu um passo para trás,

soltando-a. Demorou vários segundos para Vida se tornar consciente
que ele a tinha soltado. Se virando da porta, viu que ele estava de pé
ao lado do sofá, abrindo e fechando as mãos.

— Eu parei desta vez, Vida. Mas da próxima vez que você me tocar

daquele jeito, eu não vou.

— Eu não vou te tocar. Eu não vou fazer sexo com você, Colton. —

Vida lhe disse sem rodeios.

— Mais cinco minutos e eu teria você me implorando. — A voz cínica

de Colton fez o temperamento de Vida aumentar.
— Eu nunca vou te implorar, Colton. Você leva o sexo tão sério

como mascar um pedaço de chiclete. Você é casado, e você é um
idiota. — Vida ergueu os dedos contando cada um de seus defeitos.

— Você é uma dor na minha bunda. Eu não sou casado. Eu falei

para Tessa dar entrada no divórcio, enquanto eu estava na prisão, ela
não fez. Isso terminará em duas semanas.

Vida esperava com expectativa, mas ele não se desculpou por ser
um idiota.

— Vou me mudar de volta para o King, — Vida decidiu em voz alta.

Colton olhou para ela como se sua inteligência estivesse em falta.
— Se você voltar a morar com King, logo em seguida Briggs irá dizer à

Digger. Da próxima vez que ele pegar você, ele vai te tirar da cidade
tão rápido que não haverá tempo de você virar as costas antes de ser
vendida para alguém.

Vida se afastou indo para o armário para pegar seus cobertores e
lençóis. Arrumando o sofá, ela o ignorou. Colton suspirou e, em
seguida, saiu da sala. Vida apagou as luzes antes de se deitar no
sofá. O corpo dela estava dolorido e finalmente bateu nela o que
Digger ia fazer com ela se Colton não tivesse aparecido. Se virando
sem descanso no sofá, ela foi incapaz de ficar confortável. O pesadelo
vinha quando ela tinha um distúrbio emocional. Isso começou a
acontecer com mais frequência nas noites depois do desaparecimento
de Sawyer, mas tinha acalmado. Ele voltou como uma vingança
agora. O sonho começou com flashes de suas brincadeiras com
Sawyer e Callie, correndo pelos corredores e deixando todo mundo
louco. Então, o dia gradualmente foi mudando para noite em seus
sonhos quando as chamas começaram em sua mente inconsciente.
Ela ainda podia ver a si mesma gritando e batendo na porta de Callie,
a fumaça saindo por baixo. A mãe dela correndo freneticamente em
direção a ela, pegando-a e correndo pelo corredor com ela. A mãe de
Sawyer estava correndo na frente delas, tentando escapar da fumaça
que enchia o corredor, os olhos apavorados olhando para Vida a
fizeram chorar em seu sono. Vida se sentiu protegida com suavidade
quando a sua mãe a abraçou, embalando-a suavemente, em seguida,
levantando-a e levando-a para a cama. Ela não conseguia parar de
chorar por Callie e os olhos cinzentos e atormentados de Sawyer até
que ela gradualmente conseguiu cochilar com a mãe gentilmente
acariciando seus cabelos.
Capítulo 11

Vida tentou se virar e se viu presa por um braço em volta da cintura,
bem como um corpo de homem duro curvado contra suas costas. Ela
enrijeceu, sentindo um colchão macio debaixo dela. Tentando sair
debaixo do braço, Vida sentiu o corpo apertar contra ela, puxando-a
para trás. O braço virou a até que ela estava deitada de costas,
olhando para Colton.

— Sentindo-se melhor esta manhã? — O polegar de Colton traçou

seu olho roxo e o rosto machucado.

— Sim, uh... Como eu vim parar aqui? — Perguntou Vida, confusa.

— Você dormindo entrou aqui e me pediu para dormir comigo. —

Colton olhava para ela com a cara séria.

— Eu pedi? — A mente de Vida tentou desesperadamente se

lembrar da noite anterior. A risada de Colton a fez olhar para trás, para
vê-lo sorrindo para ela.

— Seu idiota. — Vida o acertou com os punhos. Colton pegou as

mãos dela, em seguida, levantou-as para cima da cabeça dela
deixando sobre a almofada. Segurando ambos os pulsos em uma de
suas, ele riu mais duro quando a sua expressão se tornou mais séria.

— Você me acordou chorando por Sawyer e Callie. Eu não consegui

fazê-la parar de chorar assim eu te trouxe aqui. Levou algum tempo,
mas você finalmente conseguiu voltar a dormir. Você não se lembra?
— Vida balançou a cabeça contra o travesseiro.

— Tudo o que me lembro é sonhar com a noite em que Callie

morreu.

— Pobre bebê. — A boca de Colton caiu para acariciar seu pescoço.
— Colton, você pode me deixar. Você não precisa começar a

trabalhar? — Vida o lembrou.

— Em um minuto. — Colton levantou a cabeça, olhando fixamente

em seus olhos. Ele baixou os lábios até que parou suavemente contra
os dela. Vida se esticou debaixo dele.

— Relaxe, — Colton murmurou contra seus lábios.

— Eu não posso. — Vida tentou virar a cabeça para longe, mas

Colton aproveitou seus lábios entreabertos para aprofundar o beijo.
Seu beijo passou de suave e ele assumiu o controle firmemente
quando enfiou a língua na umidade quente de sua boca. Quando
Colton explorava a sua boca, Vida gradualmente começou a
responder, pressionando os lábios de volta contra o dele, sua língua
procurando a sua. Suas mãos liberaram as dela e, a princípio, Vida
não a mexeu, em seguida, ela abaixou até que as colocou contra seus
ombros, tentando decidir se o afastava ou o puxava para mais perto.
No entanto, a língua de Colton empurrava em movimentos eróticos,
fazendo os braços dela rodearem o pescoço puxando-o para mais
perto. Com a decisão tomada seus dedos apertaram em seu cabelo
longo. Colton quebrou o beijo para deslizar em direção ao seu
pescoço, fazendo desvios aqui e ali, explorando sua pele suave com
beliscões e lambidas. Seu peito abaixou para o dela, pressionando os
seios contra o peito. Sua perna enrolada em volta de seu quadril,
puxando-o contra ela. Colton assumiu o comando, inclinando seu
rosto para sua boca voltando em seus lábios exigindo mais resposta
dela. Vida quase parou mas cedeu ao prazer de seu beijo quente se
tornando perdida e se rendendo a paixão. Sua mão desceu em seu
estômago e sem hesitação entrou em suas calças. Vida sentiu os
dedos deslizando através de sua fenda úmida. Assustada, ela tentou
empurrar sua boca e quadris longe, mas Colton a segurou firme, seus
dedos não se movendo para entrar nela, só suavemente acariciando
para aumentar seu desejo. Vida estava dividida entre querer que ele
parasse ou que ele continuasse. Seus dedos começaram a esfregar
sua carne sensível com mais força, mexendo o broto sensível em um
movimento que a fez empurrar seu quadril desta vez para seguir seus
movimentos. A perna estava enrolada mais apertada em torno de sua
cintura. Pequenos gemidos começaram a escapar de sua boca, que
estava presa sob a dele. Seu quadril se mexeu para se aproximar do
corpo duro que estava prendendo-a na cama. Um dedo entrou
ligeiramente sua vagina úmida. Vida pensou que perderia a cabeça de
prazer quando afundou mais profundo dentro dela. Colton ergueu a
boca da dela. Seus olhos vidrados de paixão se fecharam ao ver o
desejo ardente nos olhos dele.

— O que você precisa bebê?

— Mais... — Disse ela, incapaz de impedir a palavra de escapar de

sua boca.

— Eu posso lhe dar mais. — Ele inseriu outro dedo longo, mantendo

a palma da mão pressionando o clitóris. Vida começou a mover os
quadris para trás e para frente, com as mãos segurando seus ombros.
Seus movimentos conduzindo os dedos de Colton se afundarem mais
dentro de sua vagina.

Sua boca foi para sua orelha. — Você é tão apertada. Eu posso
sentir que você é virgem Vida, contra meus dedos. — Vida sentiu seu
polegar se movendo lentamente mais sedutoramente contra ela. —
Alguma vez você já deixou alguém tocar essa bocetinha bonita antes?
— Vida tentou empurrar seus quadris para longe, mas Colton a

manteve imóvel com o peito e empurrando a palma da mão contra o
seu monte, enquanto seus dedos continuavam estocando de forma
torturante.
— Responda à minha pergunta. — A voz firme de Colton exigiu uma

resposta.

— Não. — Ela disse tentando recuperar o fôlego.

— Seus seios? Você deixou alguém chupar esses mamilos

rosados? — Perguntou ele, se aninhando na fenda que o seu pijama
fornecia até que encontrou seu mamilo, sua língua brincado com ele e
deixando num ponto endurecido. Vida gemeu, querendo parar, mas
também querendo mais dele.

— Você vai gostar disso, Vida. Você vai gostar muito disso. — A

boca de Colton pegou o mamilo dela enquanto seus dedos estocavam
mais e mais rápido dentro dela. Vida sentiu a pressão de um acúmulo
e uma leve dor com cada impulso de seus dedos quando eles
golpeavam contra sua carne inocente, até que ela foi levada para um
clímax repentino. Os espasmos tomaram o controle dela, forçando um
grito estridente de sua garganta tensa. Seu corpo ficou tenso quando
ela sentiu a perda de controle completo para um prazer que ela nunca
tinha experimentado antes. Colton subiu em cima dela, retirando sua
mão de seu calor antes de suspender a calça e abaixar a camiseta até
que ela estava coberta novamente. Vida estava atordoada querendo
desesperadamente chorar. Ela se levantou afobada assustando
Colton, e tentou sair da cama. Um braço em volta da cintura a parou,
puxando-a para trás enquanto ele se inclinou contra a cabeceira e a
colocou sem esforço no colo de frente para ele.

— Onde você está indo? — Vida viu a diversão em seu rosto,

querendo morrer de vergonha.

— Para o banheiro. — Vida disse em uma voz estrangulada.

— Você não podia simplesmente me falar isso, em vez de pular da

cama, como se você visse uma aranha gigante? — Colton olhou para
ela com curiosidade.
— Eu preciso ir ao banheiro, — Vida disse a ele, tentando sair de

seu colo.

Colton a manteve imóvel, com as mãos nos quadris.

—Em um minuto. — Suas mãos escorregaram para a bunda dela,

ajustando-a até que ele colocou sua boceta contra seu pênis onde
felizmente, Vida notou que estava vestido em calças de moletom. Ela
tinha um sentimento terrível que ela não queria ouvir o que ele estava
prestes a dizer.

— Por que você ainda é virgem, Vida? Não teve namorados na

escola ou na faculdade? — Ele perguntou.

Vida estava certa; Ela não queria ouvir suas perguntas, muito
menos respondê-las. Ela apertou os lábios.

— Não é da sua conta. — Ela finalmente respondeu.

— Sim, é desde que eu sou o único que vou tomá-la, — disse ele

casualmente.

— Não, você não vai. — Vida estalou.

— Sim, bebê, eu vou. — Ele levantou sua pélvis até que ela podia

sentir seu pau duro contra suas dobras. Desejo ameaçou subir
novamente e Vida sentiu começar a querê-lo. Vida balançou a cabeça.
Ele era tudo o que ela não queria em um homem, tudo o que ela tinha
jurado nunca mais se apegar. No entanto, ele estava sentado lá,
pensando que ele estava indo tirar dela um presente que ela tinha
planejado manter para alguém especial por anos.

— Não, você não vai. Eu estou me guardando para o homem que

me apaixonar, que não é você, nem nunca será você. Eu não vou ser
como a minha mãe, se apaixonando por um homem após o outro,
perdendo um pedaço de si mesma depois com cada um deles. Sabe
quantos pais ela trouxe para casa? E me apresentou? Com cada um
ela tinha certeza que estariam indo colocar o anel em seu dedo e
fazer todos os seus sonhos se tornarem realidade. Eles nunca
fizeram, cada um dormia com ela e a usavam até que eles estavam
satisfeitos em seguida, eles a deixavam chorando. Ela iria chorar por
dias, até que ela conhecia o próximo e se apaixonava novamente. Eu
estou me guardando para um homem. Um homem que eu sei que vai
me amar tanto quanto eu o amo, e não vai me deixar pelo próximo
pedaço de boceta que ele ver. Ele vai estar tão comprometido comigo
como eu estarei por ele. Isso não vai ser você, você é um traidor e
você está casado! — Ela gritou. Colton se levantou de sua posição
relaxada, trazendo seu peito contra o dela.

— O único homem que vai estar entre as suas coxas sou eu. Eu vou

estourar essa pequena cereja doce e torná-la minha. Você fez a si
mesma tantas promessas quando você era uma menina que não
existe um jeito que você possa manter todas. Você não é mais uma
garotinha, Vida. Você é uma mulher e você vai querer meu pau em
você. Você vai querer isso o tempo todo.— Se inclinando contra a
cabeceira da cama de novo, lhe deu um sorriso terno.

— Se você for uma boa menina, eu vou dar a você qualquer hora

que quiser. Se você não for, eu vou fazer você implorar por isso. — Ele
deu um sorriso arrogante que fez Vida se conter para não socá-lo.

— Seu idiota! — Vida se virou para sair dele, e desta vez ele a

deixou ir com uma risada.

— É melhor se apressar, estamos atrasados.

A voz de Colton a seguiu até o banheiro. Ela fez questão de bater a
porta alto o suficiente para ele ouvir.
Capítulo 12

A loja de tatuagem conseguiu manter todos ocupados, o que tornou
fácil para Vida ignorar Colton.

Quando a porta se abriu Vida olhou para cima para ver uma das
camaradas de foda de Colton vindo pela porta.

— Será que Colton tem uma vaga? — Ela perguntou.

— Sim, ele tem. — Vida deu a Tessa o cliente que tinha agendado

para Colton, encaixando Wanda para ser o seu próximo trabalho.

— Sente-se, ele vai chamá-la quando ele estiver pronto para você.

— Obrigada. — A garota sorriu para ela enquanto se sentava. Tessa

saiu, ignorando Vida quando ela olhou para agenda. Vida sabia
exatamente o momento em que Tessa notou que ela tinha dado o
cliente de Colton para ela.

— Por que você me deu o cliente do Colton? Eu deveria ter a cliente

que você está dando a ele. — Tessa interrogou bruscamente.

Vida apontou para Wanda. — Ela pediu por Colton. O cliente que eu
lhe dei não pediu por ele. Colton disse que eu deveria tentar atender
aos pedidos, se isso fosse possível.

— Ela pediu por Colton? — Seu olhar aguçado sobre Wanda.

— Sim, ela pediu. — O rosto de Tessa ficou vermelho quando ela

retrucou o nome de seu cliente. Ela ficou de pé, conversando com ele
sobre o que ele queria na tatuagem por alguns minutos, seus olhos
nunca deixando a outra mulher que estava ficando desconfortável sob
olhar de ódio de Tessa.

Tessa orientou o cliente para ir a sua sala, em seguida, caminhou
até Wanda. Vida se sentou observando o confronto que se
aproximava se debatendo se deveria chamar Colton para mediar.

— Meu marido vai estar com você em apenas alguns minutos. Ele

estava quase pronto quando eu saí. — A falsa polidez de Tessa não
enganou Vida, mas conseguiu enganar Wanda.

— Seu marido? — Colton não me disse que ele era casado.

Tessa sorriu com satisfação. —Estamos casados há quatro anos.
Wanda se levantou furiosamente retornando para o balcão.

— Cancele a minha tatuagem; Eu não tenho tempo para esperar.

Wanda saiu sem esperar pela resposta de Vida. Tessa não tentou
esconder o sorriso vingativo em seu rosto quando ela saiu para
finalmente atender o seu cliente que a esperava. Colton e seu cliente
saíram falando com Reverend.

— Será que você tirou uma foto da tatuagem? Eu preciso colocá-la

na parede, — disse Reverend, sentando ao lado Vida.

— Tirei na sala. — Colton disse distraidamente, olhando para a

agenda com o cenho franzido.

— Até a próxima, Colton. — O cliente acenou quando saia.

— Até mais, Kyle. — Se virando para Vida, ele perguntou: — O que

aconteceu com Wanda? Eu vejo o seu nome marcado.

Vida levantou os ombros inocentemente. — Ela esperou por um
tempo, em seguida, disse que não podia esperar mais.

Reverend chamou o seu próximo cliente, olhando rapidamente para
Vida e Colton antes de escoltar o seu cliente a sua sala.

Colton pegou o seu celular se afastando do balcão quando novos
clientes vieram na porta. Vida os ajustou na agenda, tendo que
preencher os ausentes com aqueles que estavam chegando e os
reagendando, enquanto assistia Colton falar ao telefone. Sua
expressão se tornando irritada. Ele terminou a chamada, caminhando
furiosamente para a sala. Vida sentou tensa atrás do balcão, ficando
ainda mais nervosa quando ouviu vozes alteradas dos fundos. Um
ruído alto repentino soou antes de Tessa sair correndo, deixando a
loja sem uma palavra. Os clientes na recepção ficaram olhando um
para o outro até que Colton retornava.

— Quem é o meu próximo cliente? — Ele perguntou severamente.

Vida apontou para um homem peso pesado suando em bicas. Colton
chamou o nome do homem. Ela escutou o homem explicando como
queria a tatuagem e a que ele queria levaria várias visitas. Colton o
levou enquanto Vida marcava futuras sessões para completar a
tatuagem desejada. Tessa reapareceu com uma xícara de café, dando
a todos o tratamento do silêncio pelo resto do dia.

Colton e Reverend trabalharam sem fazer uma pausa enquanto
Tessa teve sua vingança demorando muito entre clientes. Quando a
porta se fechou no final do dia, os dois homens pareciam exaustos.

— Você e Tessa precisam esclarecer as coisas, e você precisa

contratar outro artista. A palavra é que você está fora da prisão. Nós
não podemos fazer o nosso melhor trabalho se a gente continuar a
nos apressarmos com os clientes.

— Eu vou procurar por outro artista. O divórcio será definitivo na

próxima semana. Uma vez que Tessa perceber que é um negócio de
verdade ela vai se acalmar ou vou fodidamente demiti-la.

Reverend parecia cético, mas não discutiu. — Eu vou para casa
ligar para uma cadela vir e me dar uma massagem. — Se virando para
Vida lhe deu uma piscadela. — A menos que você queira ir para casa
comigo, então eu vou lhe dar uma massagem.

— Não, obrigada. Eu acho que vou para o apartamento e preparar o
jantar. — Vida sorrindo recusou. — Até amanhã.

Colton apagou as luzes quando Vida pegou sua mochila.
Segurando a porta aberta, os olhos baixos, observando-a caminhar
em direção a ele. Vida se sentiu autoconsciente enquanto ela
caminhava para a moto com ele, seu olhos em suas costas.
Colocando o capacete, ela esperou por ele subir antes de subir atrás
dele. Vida ficou surpresa que eles estavam indo na direção oposta do
apartamento, se perguntando onde ele estava indo. O céu escureceu
enquanto Colton dirigia pela cidade, parando na entrada de uma
pequena casa. Várias luzes estavam acesas, e uma mulher saiu
quando ouviu o motor da moto.

— Colton! — A mulher se jogou em seus braços. Colton riu, pegando

a mulher a girando em um círculo antes de colocá-la de volta no chão.
Eles se afastaram e Vida foi atingida pela semelhança da mulher com
Colton. Ele colocou um braço casual em seu ombro enquanto
apresentava a mulher sorrindo.

— Vida, esta é a minha irmã, Brenley. Brenley, esta é Vida.

— Olá, posso ver pelo seu rosto que Colton não lhe disse que ele

tinha uma irmã. Ele gosta de surpreender a todos por realmente ter
uma família. — Brenley fez uma careta para seu irmão.

— Eu tento mantê-la escondida. Todo mundo sente pena de mim por

ter uma irmã tão feia.

Brenley socou Colton no estômago com a sua piada. Vida sorriu
quando os dois começaram a se apertar e se empurrar. Ela ficou
surpreendida com este lado de Colton.

— Meu grande irmão ex-presidiário é uma vergonha para mim,

também. — Ela devolvia na mesma moeda para o seu irmão.

— Ai, isso não é justo. Isso é golpe baixo.

— Se eu chegasse a você antes de fazer um movimento tão
estúpido, eu teria arrebentado suas bolas.
Brenley respondeu severamente.

— Bem, isso já é demais e eu estou em casa. O que tem para

jantar? Estou morrendo de fome. — Colton mudou de assunto.

— Eu fiz o seu favorito bolo de carne. — Vida viu Colton empalidecer

e Brenley riu para ele antes de liderar o caminho para a casa. O
aroma de frango frito atingiu suas narinas assim que ela passou pela
porta.

— Você bruxa. Eu não estou lavando os pratos, porque você mentiu

para mim.

— Você vai lavar os pratos ou não vou cozinhar mais para você.—

Brenley ameaçou de volta o seu irmão.

Colton fez uma careta. — Isso é chantagem, mas o que posso
fazer? Eu sou refém porque você não vai compartilhar o livro de
receitas da nossa mãe.

— Se eu lhe desse as receitas, eu nunca iria vê-lo novamente. — O

tom de Brenley tornou-se mais grave. — Vocês dois sentem-se. O
jantar está pronto.

A mesa estava posta para três pessoas; Brenley sabia que Colton
iria trazê-la para o jantar. Vida tentou não deixar o calor invadi-la por
Colton apresentá-la a sua irmã.

— Posso ajudar? — Vida ofereceu.

— Você e Colton podem limpar. — Brenley sorriu, colocando o prato

de frango frito antes de ir para a cozinha e voltar com batatas e
biscoitos.

— Eu morri e fui para o céu, — Vida disse, olhando para a deliciosa

comida. Sua boca estava enchendo de água só com o aroma. Brenley
riu, colocando uma jarra de chá sobre a mesa. A conversa parou
enquanto cada um enchia seus pratos com a comida que terminou
sendo tão boa como parecia. Vida limpou o prato, se debatendo por
um segundo não querendo fazer pouco de si mesma na frente de
Brenley. Colton demoliu sua comida, em seguida, pegou o segundo
prato. Ele parecia determinado a comer de tudo que estava cima da
mesa, exceto os pratos.

— Devagar, Colton. Eu tenho muito para você levar para casa para

mais tarde, — Brenley prometeu.

— Tem sido um longo tempo desde que eu comi uma boa comida, —

disse Colton quando ele finalmente terminou.

Brenley sorriu para o elogio de seu irmão antes de se levantar da
mesa e ir para a cozinha com uma piscadela em direção à Vida. Ela
voltou com um enorme bolo de chocolate.

— Agora eu morri e fui para o céu! — Colton suspirou. Brenley

cortou para cada um deles uma grande fatia da rica sobremesa.
Mesmo Colton não conseguia comer uma segunda fatia. Após o
jantar, Vida e Colton limparam a mesa e lavaram os pratos enquanto
Brenley estava por perto, conversando com Colton e, ocasionalmente
fazendo a Vida alguma pergunta. Vida gostou da mulher, e descobrir
que ela era dona de uma pequena empresa local de projetos gráficos
só aumentou sua admiração. Vida gostou que a casa dela também era
aconchegante e bem decorada sem ser muito mulherzinha. Era
exatamente o que Vida sonhou possuir um dia. Decidindo assistir a
um filme, eles entraram na sala de estar. Brenley se sentou na única
cadeira, deixando o sofá para Vida e Colton. Vida se sentou na ponta
do sofá, no entanto Colton olhou a puxando para mais perto de seu
lado. Envergonhada, ela tentou fugir se afastado alguns centímetros.
Vida notou o olhar divertido de Brenley na luta silenciosa. Decidindo
que não valia a pena envergonhar a si mesma, ela se acalmou,
relaxando no sofá. Colton se inclinou colocando as botas sobre a
mesa de café. Vida estava prestes a reclamar com ele quando Brenley
balançou a cabeça com um sorriso. Vida chegou à conclusão que os
irmãos agiam do seu próprio jeito. O filme era uma comédia que fez
todos eles rirem. Vida desejou que durasse mais tempo quando
terminou. Colton se levantou.

— É melhor a gente ir Brenley. Temos que trabalhar de manhã. —

disse Colton a sua irmã.

Brenley se levantou da cadeira. — Deixe-me pegar o que sobrou. —
Com um sorriso, ela foi até a cozinha.

— Eu gostei da sua irmã, — Vida comentou com inveja na voz dela.

Colton sorriu. — Ela é muito legal para uma irmã, mas ela pode ser
uma dor na bunda, às vezes.

— Eu ouvi isso. Se você não tiver cuidado, vou tirar a metade do

bolo de chocolate da sua sacola, — ela ameaçou.

— Você é a melhor irmã de todas, — disse Colton com alma. Vida riu

de seu pequeno ato de menino enquanto Brenley lhe entregava um
saco plástico que seria mais fácil lidar ao andar de moto.

— Isso é mais parecido com ele, — disse Brenley antes de se virar

para Vida e lhe dar um abraço. — Foi realmente um prazer conhecê-la.
Pare aqui em algum momento para uma visita e eu vou te contar
todos os segredos de Colton.

Vida não se conteve. — Se for referente a mulheres, eu acho que eu
aprendi por mim mesma.

— Eu acho que a mulher certa poderia ter Colton sob controle.—

Colton pegou a mão de Vida, levando-a até a porta.

—Tchau, mana.

— Tchau, Colton. Até a próxima semana.

Colton puxou Vida para a porta, levando-a as pressas para a moto.
— Qual é a pressa? — Perguntou Vida, observando ele colocar a

sacola com a comida na parte traseira da moto.

— Eu não queria que minha irmã lhe desse mais munição contra

mim.

— Eu já sei o tipo de homem que você é, Colton.

— Você sabe? Ou você simplesmente fez julgamentos com base em

como eu agi quando eu não ligava para o que você estava pensando?

Vida começou a se sentir desconfortável. Ela não queria que a
atitude de Colton mudasse em sua direção. Ela estava confortável
com a forma como as coisas estavam entre eles, exceto a coisa que
aconteceu esta manhã, que ela tinha a intenção de esquecer. Sem
responder a sua pergunta, ela esperou ele subir na moto antes dela
subir. Tinha chovido enquanto eles estavam dentro, mas ele dirigia
sem esforço no pavimento molhado. Colton foi capaz até mesmo de
controlar a moto quando um carro saiu de forma imprudente na frente
deles. Vida se sentia segura, nem um pouco assustada quando sentiu
as rodas da moto deslizarem um pouco antes de Colton habilmente
manobrar a moto para uma parada lenta. Esperando que ele
discutisse com o motorista estúpido, ele a surpreendeu por lentamente
recuperar a velocidade até que eles estavam mais uma vez viajando
através do tráfego da noite. Ela estava ficando cansada no momento
que Colton parou em frente ao seu apartamento.

— Se importa se eu tomar banho primeiro? — Perguntou Vida uma

vez que eles estavam dentro.

— Não, vá em frente. — Vida não demorou muito, querendo dormir.

Colocando o pijama e escovando os cabelos antes de trançá-los, ela
saiu para a sala para ver que Colton tinha feito o sofá para ela.

Parando, ela apreciava a sua consideração. Ela realmente não
sabia como lidar com esse lado dele. Ele nunca tinha sido ruim com
ela, simplesmente a tratava como uma estranha em sua casa. Que ela
era. Agora, com a mudança de atitude e de como ele a tratava com
consideração, quase como uma namorada, ela estava começando a
ficar assustada com os sentimentos que isso estava trazendo para a
superfície.

— Obrigada, Colton. — Vida pisou em torno dele, movendo-se em

direção ao sofá.

— Sem problemas. Eu posso ver que você está cansada. — Vida se

deitou no sofá, já meio adormecida. Colton acendeu a luz quando ele
viu que ela estava quase dormindo. Ela estava prestes a rolar para o
lado quando o sentiu de pé ao seu lado.

— Colton...

— Eu vou deixar você se acostumar com a ideia de um nós

enquanto espero o meu divórcio. — Se abaixando ao lado dela, ele
estendeu a mão para tocar seu rosto. — Quando o meu divórcio for
finalizado Vida, você vai estar na minha cama, — disse ele com
firmeza. Vida estava determinada a pará-lo antes que as coisas
pudessem ir mais longe. Ela estava prestes a dar fim as suas
suposições equivocadas quando sua boca se fechou sobre a dela,
sua língua baniu todos os pensamentos de negação até que ele
levantou a cabeça, afastando sua boca da dela e se levantou.

— Agora você pode ir dormir, se você conseguir. — A voz grossa de

Colton a fez querer arrastá-lo de volta. Vida rolou para o lado o corpo
em tumulto e sono não vindo. Levou um tempo para seu corpo e
mente se acalmarem. Seu corpo queria o que a sua mente dizia para
se levantar e escapar. O cansaço finalmente alcançou ambos,
fornecendo-lhe o sono que ela precisava.
Capítulo 13

Vida levou muito tempo se preparando para o trabalho no dia
seguinte, o que lhe proporcionou uma desculpa perfeita para ignorar
Colton. A viagem de manhã para a loja de tatuagem foi cheia de
tensão nervosa para ela. Colton por outro lado, estava relaxado como
se ele realmente acreditasse que tudo o que tinha a fazer era esperar
e ela cairia em seus planos de ter relações sexuais. Vida não tentou
consertar seu equívoco. Ela tinha planos que não incluíam um
prostituto com excesso de confiança que tinha escrúpulos de um gato
de rua. Os lábios de Vida torceram com a sua comparação, mas eram
verdadeiras. Toda mulher que entrava em sua loja era recebida com o
mesmo lindo sorriso sedutor; Elas não tinham a menor chance contra
a sua química sexual que parecia colocá-las sob seu feitiço. Vida seria
a exceção, aquela que poderia parar a sua foda e sorrir. Ela tomou
isso como sua missão pessoal ajudar essas mulheres a lutar contra
sua atração sexual, elas apreciando ou não. A loja estava agitada o
bastante e com o tatuador extra que Colton tinha contratado por meio
período, ela poderia escolher qual artista era dado aos clientes. Era
mais fácil controlar com os compromissos agendados por telefone,
mas ela aprendeu uma forma usando lápis nesses clientes, em
seguida, os apagava para colocar sobre eles com caneta os clientes
que vinham na loja com compromissos não agendados. Demorou
alguns dias antes de Colton ficar desconfiado. No quarto dia, não
havia dúvida em seus olhos quando ele acompanhou seu último
cliente, um caminhoneiro que queria uma tatuagem que levaria pelo
menos duas horas. Vida deu-lhe um sorriso inocente, mas não
conseguiu impedir o sorriso de satisfação de seus lábios quando o
próximo cliente de Tessa, que se parecia com uma modelo de lingerie
e queria uma tatuagem de coelho, olhava ansiosamente para Colton,
ao sair da sala. Mais tarde naquela noite, Vida desligava o seu
notebook, e o colocava em sua mochila, enquanto esperava Colton
limpar sua sala deixando pronta para a manhã. Colton deixava todo
mundo louco com a sua mania de limpeza, mas Vida respeitava a sua
preocupação com seus clientes.

— Será que você trancaria a porta? — Perguntou Colton, vindo da

sala.

— Sim. Terminou? — Vida se levantou prestes a pegar a sua

mochila.

— Em um minuto. Vá para a minha sala. Nós precisamos ter uma

conversa.

— Não pode esperar até que cheguemos ao apartamento? — Vida

não gostou da expressão sombria em seu rosto.

— Não, não pode. — Se virando saiu da sala enquanto Vida o

seguia relutantemente.

Ao entrar na sala, ela viu que ele tinha a sua bandeja pronta. Ela
pensou que ele não teria mais trabalho a noite.

— Sente-se. — Vida se sentou na cadeira que ele usava para tatuar

seus clientes.

— Alguma vez quis fazer uma tatuagem?

Vida estava esperando que ele fosse falar sobre a escolha de
clientes que ele tinha recebido e acabou sendo surpreendida e deu
uma resposta honesta.

— Sim.

— Por que não você fez uma?

— Eu realmente não sei. Eu não conseguia me decidir qual fazer ou

exatamente onde eu queria.
— Confia em mim?

— Sim. — Vida tinha visto o seu trabalho desde quando começou a

ficar em sua loja e era realmente bom.

— Então, você está recebendo sua primeira tatuagem.

— Minha primeira? Eu só quero uma. — Vida objetou.

— Ninguém tem apenas uma tatuagem. — Disse Colton
distraidamente, enquanto empurrava o banquinho para perto dela.
Andando para o lado, ele pegou um pano e limpou onde ela pensava
que ele planejava colocar a tatuagem. Vida olhou para frente quando
ele começou a trabalhar de frente ao seu ombro ao lado de sua
clavícula.

— Mas eu sim, — disse Vida com firmeza.

— Vamos ver. — Ele continuou a trabalhar sobre ela. Não foi tão

doloroso como ela pensou que seria, mas não era muito prazeroso.
Ela continuou a tentar olhar para baixo para ver o que ele estava
fazendo.

— Pare com isso, ou as suas linhas vão ficar tortas. — Vida parou de

se mover, se endireitando na cadeira. — A loja tem estado cheia esta
semana, — disse Colton com naturalidade.

— Sim, mais dinheiro para você e seus parceiros. — Vida brincou

sem entusiasmo temendo onde a conversa estava indo.

— Sim, isso é verdade. — Ele girou em seu banco e, em seguida,

mergulhou sua agulha na tinta antes de balançar e começar a perfurá-
la novamente. — Você está bem?

— Sim.

— Eu percebi algo um pouco estranho esta semana. — Ele
continuou a trabalhar de forma constante.

— Oh realmente? — Vida tentou não olhar para o que ele estava
fazendo.

— Hum, hum.

— O que você notou? — Perguntou ela quanto ele não continuou a

falar, seus nervos estavam esticando a um ponto de ruptura.

— Eu tive três mulheres nessa semana. Duas que eram felizes no

casamento, e uma queria o nome da esposa em seu braço.

— Isso é tão doce. — Colton fez uma pausa, olhando para ela com

os olhos apertados.

— Sim, foi. Você pode me explicar como eu tinha uma
superabundância de clientes do sexo masculino quando vi vários
clientes do sexo feminino nas salas de Tessa, Reverend e Carlito?

— Sorte do sorteio? — Vida fingia olhar para um de seus desenhos

na parede.

— Se você me der outro caminhoneiro que não tomou banhou em

uma semana, ou um empresário que quer uma tatuagem de boceta
sem que seja a minha vez de novo, eu vou virar a sua bunda para
cima e batê-la até que você não possa se sentar.

Vida engoliu a seco. — Eu não...

— Sim, você fez. Não negue. — Colton não olhou para ela,

simplesmente continuou a trabalhar, limpando o ombro. Ele deslizou
seu banco de trás. — Você está pronta. — Vida saiu da cadeira, indo
para o espelho para olhar para sua nova tatuagem. Olhando
fixamente, ela estava tentada a tocá-la, mas não fez. Era uma linda
borboleta. Suas asas frágeis, coloridas foram capturadas em
redemoinhos de linhas e cores.

— Obrigada, Colton. É lindo.

— Estou feliz que tenha gostado. Agora vamos para casa. — Ele

guardava o equipamento após a limpeza em sua estação enquanto
Vida admirava o quão profissional ele era, e surpreendentemente
meticuloso.

— Deixe-me fechá-la. — Vida se voltou para ele colocar uma

proteção em sua tatuagem. —Eu vou colocar um pouco de loção
sobre ela mais tarde. Não deixe molhá-la quando você for tomar
banho.

— Eu não vou. — Vida assentiu alegremente, ao mesmo tempo em

que Colton sorriu com indulgência.

Desligando das luzes de sua sala, fecharam a loja e foram para
casa. O ar da noite em sua moto sempre a renovava, mas muito
rápido, eles estavam em seu apartamento. Vida foi até a cozinha para
fazer algo para comer. E quando Colton saiu do chuveiro, Vida tinha
feito frango e arroz. Ela tinha descoberto que ambos comiam muito,
mas não gostavam de cozinhar. Para ser justo, eles se revezavam na
cozinha. Eles comeram enquanto vida perguntava a Colton como ele
começou a tatuar.

— Eu sempre gostei de desenhar e era realmente bom no que fazia.

Quando estava com os Predators, um dos irmãos foi a um artista de
tatuagem. Ele me deu minha primeira tatuagem, então vendo que eu
estava interessado, me levou como aprendiz.

— Você é realmente bom, — Vida o elogiou. —Você sente falta de

não estar nos Predators?

— Sim, eles se tornaram minha família. Meu pai sumiu quando eu

tinha dez anos de idade e nunca mais voltou. Minha mãe se casou
novamente; Ele era legal, mas eu podia perceber que ele a queria só
para ele.

Colton deu de ombros, levando o prato sujo para a pia antes de
pegar uma cerveja na geladeira e sentar-se à mesa. — Assim quando
eu fiz dezesseis anos, eu comecei a andar no clube dos Predators.
— Sua mãe não se importava que você estivesse saindo com

motoqueiros fora da lei?

— Não, porque o meu padrasto era um Predators.

— Oh. — Vida não sabia o que dizer. Ela não podia imaginar deixar

de bom grado um filho dela se envolver em um clube de motoqueiros.

— Nem todos são ruins, Vida. Os Predators são leais. Suas

atividades podem não ser completamente legais, e é por isso que os
irmãos não podem me deixar fazer uma visitar sem aviso prévio. Se
eu estiver perto de drogas, armas ou criminosos condenados, eu
poderia perder a minha liberdade condicional.

— Eu não posso falar nada de negativo sobre eles, Colton. Eles

ajudaram a me salvar de Digger, e se eles o assustam o suficiente
para devolver Sawyer eu vou lhes dever um grande favor.

— Não diga a eles isso ou você estará fazendo performances

privadas para os irmãos na sede do clube. — Colton disse a sério. —
Eu vou lidar com qualquer gratidão que quiserem, — Vida levou seu
próprio prato na pia e, em seguida, encheu-o com água quente.

— Você vai tirar a roupa para Ice? — Vida brincou.

Os pratos não demoraram muito, Colton se sentou à mesa até que
ela terminou.

— Eu acho que vou tomar banho. — Vida não queria sentar e assistir

TV com ele como ela fez nas últimas noites. Ela estava começando a
olhar para a frente para passar um tempo a sós com ele agora que ele
estava se abrindo lhe contando sobre o seu passado e a puxando
para mais perto dele.

Vida não podia se deixar ficar ligada a ele. Ela continuava a dizer
isso a si mesma repetidamente, se lembrando de sua mãe depois de
todos e cada um de seus relacionamentos tinha terminado. Colton era
mais prostituto do que qualquer cara que a mãe dela tinha levado para
casa.

Tomou banho com cuidado para manter sua tatuagem seca, e
quando ela terminou, vestiu sua calça de pijama e um top. Depois de
escovar seu cabelo longo e depois trançá-lo ela saiu do banheiro para
encontrar Colton esperando por ela.

— Eu preciso esfregar um pouco de loção sobre sua tatuagem e

fechá-la. Sente no sofá.

— Ok.

Colton sentou-se no sofá, esperando com expectativa. Ela se
sentou ao lado dele, chegando a puxar o pijama para o lado, mas
Colton a antecipou levantando a mão e casualmente e desabotoando
o top e retirando do seu ombro.

— Que diabos? — Vida gritou, tentando puxá-la para cima de volta.

— Pare com isso, Vida. Não seja ridícula. Você percebe que eu vi o

seu show. Não só isso, mas eu tive seus mamilos em minha boca.

Vida não apreciava se lembrar que ele a tenha visto nua.
Gentilmente, ele tirou a proteção da tatuagem dela. Ele se cansou de
sua inquietação.

— Sente-se, Vida.

Vida puxou o top para cima para cobrir os seios, sentindo quando
ele esfregou a loção na tatuagem antes de cobri-la. Quando ele
terminou, ele puxou suas mãos para cima a ajudando a deslizar os
braços de volta na manga. Antes que ela fosse capaz de abotoar entre
seus seios, ele segurou o material quando os nós dos dedos
acariciaram os globos macios. Colton se inclinou para beijar a pele
entre os seios. Então, sem se levantar, ele trouxe seu peso para
frente. Vida se inclinou para trás, tentando se afastar apenas para se
encontrar deitada no sofá com Colton em cima dela. Seus lábios
rastreando um mamilo rosa. Lavando-o com a língua, ele cercou a
ponta com sua boca e, em seguida, chupou em sua paixão erótica. A
cabeça de Vida se movia contra o sofá enquanto ele brincava com um
seio antes de virar para o outro, dando-lhe a mesma atenção
atormentada. Todas as boas intenções de Vida desapareceram
quando suas vísceras se apertaram em necessidade. Ela sabia que
seu corpo estava dizendo a ela que queria ele; O calor entre suas
coxas estava queimando-a, querendo instintivamente ser preenchido.
A boca de Colton se afastou de seu peito, descendo através de seu
estômago, provocando seu umbigo ao mesmo tempo em que seus
músculos do estômago começaram a tremer. Colton puxou suas
calças de pijama deixando cair no chão. Vida tentou sair debaixo de
Colton, não tendo nenhuma intenção de ter relações sexuais com ele,
mas Colton aproveitou a oportunidade para deslizar entre as suas
coxas.

— Colton, eu não tenho certeza...

— Eu sei bebê. Eu não vou transar com você esta noite. Eu só vou

fazer você me querer...

A boca de Colton cobriu sua boceta consumindo-a com um fogo que
ela nunca tinha experimentado antes. Sua língua deslizou entre a
fenda, encontrando seu clitóris. Vida perdeu a pequena contenção
que lhe restava; Seu quadril levantou tentando buscar a pressão
contra ela, onde ela mais precisava, dirigindo por instinto movimentos
em buscar alívio. Colton aliviou a língua na ponta de sua passagem,
explorando a delicada pele. Ela se contorceu não querendo gentileza,
em vez disso ela queria algo para aliviar o desejo crescente. Ele usou
seu dedo para traçar o lado carnudo de sua vagina.

— Eu vou tatuar as minhas iniciais bem aqui.
— Não.

— Sim. Certo... Aqui. — Ele tocou num ponto ao lado do seu monte.

— Esta boceta vai ser minha, só minha Vida. Você me ouve?

— Eu não vou deixar você tatuar suas iniciais lá em baixo. Vai doer

como o inferno! — Vida protestou, chocada.

— Bebê, quando eu tatuar você lá, você nem mesmo vai sentir isso.

— Colton prometeu com um sorriso malicioso antes de baixar sua

boca nela mais uma vez. Vida tentou recuperar o controle de seu
corpo, mas ela era fraca contra a experiência que ele usava contra
ela. Seus dentes beliscaram sua pele. Ele até usou o piercing sob o
lábio inferior para esfregar contra ela, causando uma tempestade de
sensações que de forma imprudente se deixou desfrutar antes de se
transformar em uma necessidade que fez as mãos puxarem o
comprimento de seu cabelo, forçando-o contra ela enquanto ela
tentava buscar o orgasmo que ele estava negando.

Vida começou a suplicar-lhe. — Colton...

— Você me quer bebê? — Colton perguntou contra sua carne úmida.

— Sim. — Vida sabia que ele estava esperando que ela desistisse,

mas não se importava mais. Ela queria que seu corpo dolorido
recebesse a satisfação que ela sabia que ele seria capaz de lhe dar.

Colton se sentou puxando-a com ele. Se inclinando no chão, ele
pegou as calças do pijama.

Vida olhou para ele estupidamente quando ele a ajudou a colocá-
las novamente antes de puxar a blusa do pijama para cima e
abotoando-a até a sua garganta.

— Eu não entendo. — Ela viu Colton estremecer quando ele ficou de

pé.

— Eu queria te dar o gostinho do que você diz não querer.
— Você estava me ensinando uma lição? — Perguntou Vida, com o

corpo doendo.

— Bebê, você está pronta para estar na minha cama todas as

noites? Me foder a qualquer hora que eu queira? — Vida não
respondeu.

Colton sorriu, se curvando para beijá-la na boca. Os lábios de Vida
se separaram, deixando sua língua entrar em sua boca e atacando ela
em um beijo voraz. Se afastando ele se endireitou para estar acima
dela, a mão indo para sua trança, onde ele arrastou-a até que ela
olhava impotente para seu rosto duro.

— Eu estou tentando lhe dar tempo, Vida. Eu quero que você admita

que existe algo acontecendo entre nós. Eu quero que você queira me
foder tanto quanto eu quero te foder, — ele explicou sem rodeios,
trazendo a céu aberto o que Vida estava tentando ignorar. Vida
estremeceu com suas palavras grosseiras. Colton suspirou, se
agachando em frente a ela, ele colocou a mão em sua bochecha, seu
polegar acariciando a sua pele macia.

— Eu não sou um tipo de cara de corações e flores. Você quer dizer

algo para mim, Vida.

— Eu não quero dizer nada para você. Eu não quero que você

signifique nada para mim. Tenho planos. Eu quero uma casa e uma
vida, como a da sua irmã.

— Você planeja viver essa vida sozinha ou você irá compartilhar

essa vida com um homem, crianças? — Colton perguntou, seu rosto
suave.

— Claro.

— Então, por que não pode ser eu? — Vida desviou os olhos da sua
pergunta curiosa.
— Porque você foi casado. Você não é fiel a ela. Você espera que

ela fique perto de você e não se importe que você esteja com outras
mulheres. Eu vi como você trata as mulheres, Colton. Você as usa
para sexo, e depois não liga de novo.

Todos os seus medos dele ser como os homens que usavam sua
mãe saíram em suas palavras. Colton suspirou novamente, desta vez
mais profundo.

— Eu realmente comecei com o pé errado com você.

Colton se levantou. — Vida, eu vou te falar sobre o meu casamento
em breve, mas não esta noite e enquanto você está cansada. Eu te
direi o que eu fiz pelo meu casamento querendo que ele funcionasse,
e quando terminou, ele terminou mal para nós dois. Isso não significa
que um relacionamento com a gente não possa funcionar, que eu não
seria bom para você. Eu seria muito bom para você, bebê. — Desta
vez o polegar esfregou sobre seu lábio inferior.

— Que tal levar um dia de cada vez e nos conhecermos melhor até

o meu divórcio seja definitivo?

— E quando seu divórcio se tornar definitivo?

— Então todas as apostas estão fora. Vou levá-la para a minha

cama, e você pode me conhecer ainda melhor. — Ele sorriu para ela
perversamente, se levantando.

— Deite-se.

Vida deitou e Colton jogou um cobertor em cima dela. Dando-lhe
um beijo suave com um doce "Boa noite" contra seus lábios
entreabertos, ele a deixou cansada e confusa sobre a forma como ele
a estava tratando. Ele podia ser tão dominador e arrogante, mas ele a
tranquilizou e fez se sentir querida e desejada também.

Ele a deixou saber que ele tinha a intenção de ter relações sexuais
com ela e confirmou seu pior medo que eles estão emocionalmente
ficando mais próximos. Confusa, Vida olhou para o teto escuro, sua
mente em tumulto e seu corpo ainda querendo desesperadamente
Colton.
Capítulo 14

Vida vestiu seu jeans e um top solto vermelho bonito que tinha
mangas curtas, a tatuagem dela parecia muito bonita contra a cor
brilhante de seu top. Escovando os cabelos jogou para trás usando
duas presilhas, mas deixou o comprimento solto.

— Você parece linda pra caralho, — Colton elogiou quando a viu.

Um rubor subiu em suas bochechas. Ele tinha um jeito de fazê-la se
sentir feminina e sexy com apenas um olhar, no entanto, ele não
tentou esconder os pensamentos sujos passando por sua mente. Vida
sacudiu o cabelo para trás.

— Como está? — O olhar de Colton não foi para a tatuagem que era

o que ela estava perguntando, mas para o decote de seu top. Ele
abriu a boca para responder. — Eu quis dizer a tatuagem. — Colton
fechou a boca.

— Deixe-me esfregar um pouco mais de loção sobre ela antes de

irmos. Ficou bem em você. Eu fiz um bom trabalho.

— Sim, você fez, — Vida elogiou.

Colton esfregou a loção na pele macia. Seus dedos roçaram por
cima de seus seios antes de se afastar.

— É melhor irmos, ou nós vamos chegar muito tarde. — Sua

mandíbula apertada não deixou dúvidas quais atividades iriam atrasá-
los.

Eles pararam para o café da manhã em uma casa de waffle no
caminho para a loja. Colton escolheu uma diferente da que Tammy
trabalhava que era perto do apartamento. Vida não questionou sua
escolha, apenas lhe deu um sorriso divertido. Se divertindo Vida se
encontrou relaxando ainda mais em sua companhia enquanto ele
contava suas histórias sobre quando entrou pela primeira vez nos
Predators e suas façanhas para constranger o novo recruta. Ela riu
até que estava quase chorando quando descreveu que teve de ficar
de pé sobre uma lixeira que os irmãos disseram a ele que tinha
dinheiro nele e que alguém viria recuperá-lo. Quando os irmãos
voltaram para buscá-lo e ele lhes disse que ninguém tinha aparecido,
ele teve que pular na lixeira para recuperar a bolsa. Não tinha sido
fácil de encontrar por que era um beco que tinha vários restaurantes.
Ele havia descrito como quase vomitou várias vezes, somente a
humilhação que sofreria o fez segurar o vomito. Quando ele
finalmente encontrou a bolsa, eles falaram para ele abri-la. Dentro da
bolsa, ele disse a ela, eles tinham colocado seu corte. Eles o haviam
feito um membro, e ele tinha passado em seu teste final. É claro que
eles o fizeram caminhar de volta para o clube, já que ninguém o
queria na garupa.

— Eu posso ver porque você sente falta dessa vida, — Vida brincou.

— Lhe deu uma desculpa para dar um mergulho no lixo.

— Quando tivermos tempo, eu vou contar algumas histórias que eu

costumava jogar nos recrutas, — ele se gabou.

— Pior do que o mergulho no lixo?

— Muito pior, — ele confirmou.

Vida subiu na garupa de sua moto, rindo de sua voz terrível.

O passeio para a loja não demorou muito, ambos entrando na loja
com sorrisos em seus rostos.

Tessa estava atrás do balcão com a agenda, os olhos apertados
sobre eles em suspeita. Vida a ignorou, deixando Colton lidar com o
temperamento que ela podia ver que estava se descontrolando. Ela
não foi capaz de se impedir de sentir culpada quando se lembrou que
ela era sua esposa, claro em processo de divórcio, mas ainda era.

— Eu estava me perguntando quando você iria aparecer, — disse

Tessa maliciosamente. Colton olhou para ela fixamente; Vida podia
ver que ele não estava feliz com seu tom de voz.

— Eu não estou atrasado. Na verdade, o meu primeiro cliente será

daqui a trinta minutos.

Ela estava se esforçando para encontrar algo para jogar nele
quando seus olhos caíram sobre a tatuagem de Vida.

— Quando você conseguiu essa tatuagem? — Seus olhos
prenderam os dela.

— Colton fez isso ontem à noite após fechar a loja. — Vida ficou

tensa, vendo do rosto de Tessa ficar pálido e percebeu que algo
estava errado. Seus olhos se voltaram para Colton, chocada ao ver
apreensão em vez da raiva que ela esperava.

— Você deu a ela seu símbolo, mas nunca o tatuou em mim, mesmo

tendo me dado três malditas tatuagens. — Colton não respondeu.

— Eu não entendo. Que símbolo? — Vida olhou entre os dois.

Tessa virou de volta para Vida. — Você está cega porra? — Tessa
apontou para a borboleta. — Ele está dizendo caralho, para todos, que
você é dele.

Vida olhou para sua tatuagem, não vendo qualquer coisa que não
fosse a borboleta.

— Ela não pode vê-lo. Mesmo que ela olhasse no espelho as linhas

estão revertidas, — explicou Colton.

Vida começou a ficar com raiva. — O que você fez? — A voz dela
tinha se transformado num sussurro.

A mão de Tessa apontou para as fotos que pairavam em torno da
recepção. — Olhe como ele assina seus quadros.
— Vida se levantou da mesa e tomou um olhar mais atento as fotos

penduradas na parede. Cada uma delas era assinada com um
símbolo, que combinava com as iniciais de seu nome e sobrenome
juntos.

— Por que você fez isso? — Vida questionou-o com raiva.

— Queria ter certeza que todo mundo soubesse que você é minha.

Qualquer um que entende de tatuagens vai ver facilmente que essas
são as minhas iniciais.

— Você poderia muito bem ter tatuado seu nome em seu ombro.

Tessa se virou de volta para Colton. — Quantas vezes eu pedi para
você colocar o seu nome em mim? Você me disse que não. —Tessa
estendeu a mão e pegou o grampeador e jogou em Colton que não se
mexeu do caminho, mas o pegou em sua mão.

— Você realmente quer falar sobre isso na frente de Vida? — Colton

nunca perdeu a calma, mesmo quando Tessa jogou o grampeador
nele. Vida ficou surpresa; Ela tinha pensado que Colton seria o tipo de
homem que reagiria fisicamente quando desafiado como aconteceu
com Tessa que foi a primeira a começar a atingi-lo.

— Eu não dou a mínima para o que ela ouve! — Tessa gritou para

ele.

— Eu fiz várias tatuagens com seu nome em mim, eu disse que

seria fiel, estaria comprometido com o nosso casamento. Você estava
comprometida com uma coisa; Com a coca que você enfiava em seu
nariz. Você sabe por que eu não coloquei meu nome em você? Você
pensou que eu iria te perdoar e esquecer. Eu não posso perdoá-la
pelo que você fez. Você mentiu para mim sobre o quanto você estava
usando, então eu peguei você roubando a loja. E quando eu pensei
que você estava controlando melhor seu hábito, você estava
vendendo a sua boceta para Digger para ele manter seu vício. Todos
nesta cidade sabiam exceto eu que você estava fodendo em minhas
costas. Então na noite que fui preso pela polícia, King me contou tudo,
e cada pequeno detalhe sujo que a sua vida tinha se tornado.

As palavras de Colton foram dolorosas para Vida ouvir. Ela estava
errada pesando que o fracasso de seu casamento fosse por culpa
dele.

— Então por que você me manteve fora da prisão?

— Porque você estava carregando meu filho, Tessa.

Vida endureceu em sua cadeira. Vendo a dor no rosto de Colton,
ela sabia que não queria ouvir mais, mas ela estava presa, não
querendo chamar a atenção para si mesma por se levantar.

— King me ligou quando ele ouviu de seu informante na polícia que

a operação estava em ação. Ele me disse tudo o que estava
acontecendo em minhas costas. Você falou a Digger que estava
grávida, mas não me contou. — Colton fez uma pausa antes de
continuar com uma voz sem emoção.

— Eu não teria a minha mulher grávida na prisão entregando o meu

bebê. Então, eu levei a culpa, e você foi para a reabilitação. — Tessa
tinha dado um passo para trás como se tivesse sido atingida quando
Colton mencionou o bebê.

— Colton, eu iria te dizer, — Tessa tentou explicar, mas Vida podia

ver que era um pouco tarde demais.

— Quando você ia me dizer, Tessa? Você nunca mencionou pelo

tempo que você esteve grávida. Se uma das mulheres de King não
tivesse escutado você falar a Digger, eu nunca saberia. Quando eu fui
para a prisão, dois irmãos mantiveram um olho em você para mim, e
foi assim que eu descobri que você abortou o meu bebê.

— Colton, eu estava usando muita coca. Eu estava confusa. Eu
percebi que eu tinha danificado tanto o bebê que...

— Cale a boca Tessa, ou que Deus me ajude, eu vou te machucar.

— Tessa se calou. Vida ouviu Colton respirar profundamente, tentando
recuperar o controle.

— Então não, eu não quero o meu nome tatuado em você para me

lembrar a cada maldito dia o quão estúpido eu fui por me casar com
você em primeiro lugar. Eu liguei para você a cada mês, enquanto eu
estava na prisão, perguntando sobre o divórcio. Como você não fez,
eu lidei com isso, mas você não me mostrou respeito ao assinar a
porra do seu nome nos papéis.

Colton acenou com a cabeça em direção a Vida. — Ela não acha
que eu posso ser fiel porque eu comi várias mulheres quando eu saí
da prisão e ainda era casado com você, quando a verdadeira questão
o nosso casamento terminou na primeira vez que você abriu suas
pernas por causa de algumas moedas de dez centavos para comprar
coca. — Vida viu Tessa tirar as lágrimas em seu rosto.

— Agora, podemos começar a trabalhar antes que os clientes

comecem a chegar e alguém escute a merda da minha vida
particular?

Reverend e Carlito pararam na porta quando eles viram todo mundo
olhando em suas direções.

— O que foi? — Perguntou Reverend vendo o silêncio cheio de

tensão da sala. Colton e Tessa permaneceram em silêncio. Vida falou,
tentando fazer o dia voltar nos trilhos. Abrindo a agenda ela leu para
todos os seus primeiros clientes agendados.

— Carlito, você é primeiro na corrida.

— Legal isso acaba sendo mais divertido. — Carlito era um homem

de boa aparência de ascendência mexicana que não deixava nada
para depois. Vida tinha falado com ele várias vezes quando ele estava
entre os clientes se sentando a mesa ao lado dela, jogando em seu
notebook. Os clientes começaram a chegar, de modo que os artistas e
clientes se afastaram para suas respectivas salas. Felizmente após o
início rochoso, a loja estava cheia e manteve todos ocupados. Tessa
permaneceu em silêncio quando ela se aventurava na entrada para
cumprimentar seus clientes, nem mesmo olhava para Vida que se
sentia desconfortável depois de ouvir os detalhes sobre Colton e seu
casamento. Vida não sabia como se sentir. Ela estava com raiva que
Colton tinha tatuado seu símbolo em sua borboleta, mas, ao mesmo
tempo, tinha um sentimento de pertencer a alguém que ela não tinha
experimentado desde a morte de sua mãe. Ela se recusou a pensar
sobre isso até que fosse capaz de falar com Colton sobre isso esta
noite. Ela tinha sido agendada para se apresentar no clube de stripper,
pela última vez, mas Colton tinha ligado e cancelado para Vida após
Digger prometer trazer Sawyer de volta. King não tinha protestado, ela
estava aliviada que a sua parte na recuperação de Sawyer não era
mais necessária. Vida olhou para cima quando a porta se abriu e Seth
entrou, tendo uma expressão tímida no rosto.

— Oi Vida.

— Seth. — A voz de Vida era fria. A mágoa que experimentou

quando ele saiu depois de saber que ela era uma stripper era
evidente. Vida viu quando ele corou com sua a recepção fria.

— Eu sei que você está com raiva, Vida, mas eu estou esperando

que nós possamos sair para almoçar e conversar, por favor. Não
precisamos ir para longe, apenas do outro lado da rua. Eu gostaria de
explicar. — O olhar de desculpas de Seth a fez hesitar em recusar. Ela
tinha gostado de Seth e achava que eles haviam se tornado amigos.
Ela não tinha pensado que ele seria o tipo de virar as costas para
alguém, porque elas não podem viver de acordo com seus padrões.

— Eu não sei, — Vida tentou protelar.

— Por favor, Vida. Se não quiser ir para um almoço, então para uma

xícara de café? Por minha conta. Eu realmente gostaria de explicar
porque eu fui um idiota.

— Deixe-me falar a Colton que estou saindo para almoçar. — Vida

cedeu.

Carlito que acompanhava o seu cliente saindo da sua sala, falou. —
Eu posso tomar conta da mesa. Eu direi a Colton quando ele sair.

— Vida hesitou, pensando que ela deveria dizer a Colton, mas sabia

que ele não gostava de ser interrompido durante a sua sessão. — Ok.
Obrigada, Carlito.

Vida e Seth atravessaram a rua para o café onde Vida se sentou à
mesa, enquanto Seth enfrentava a fila para pegar seus cafés. Vida
não estava com fome e não queria estar longe da loja por muito
tempo. Algo lhe dizia que Colton não ficaria muito feliz ao saber que
ela tinha saído da segurança da loja para ficar a sós com Seth. Ela
realmente não estava muito certa de que isso fosse uma ideia
inteligente. Seth se sentou em frente a ela lhe entregando a xícara de
café que tinha pedido com pacotes de açúcar. Vida tomou um gole de
café doce, olhando sobre a borda do copo para Seth que estava
olhando para os clientes sentados em mesas em torno deles. Ele
olhou para trás, pegando os seus olhos nele. Ele parecia diferente
desde que deixou a loja. Mais seguro e confiante, sua timidez tinha
ido embora e ele estava olhando para ela diretamente. O sentimento
cauteloso de Vida começou a ficar com medo quando ela viu a
drástica mudança de Seth.

— Não tenha medo de mim, Vida. Estou aqui para ajudá-la. — A voz

dele segura de si que tentava acalmá-la era de longe o tom
desconfiado que ela normalmente ouvia dele.

— Como você pode me ajudar, Seth? — Vida tentou afrouxar seu

aperto de seu copo, com medo de se queimar se não tivesse cuidado.

— Eu sou um agente secreto, trabalhando para trazer Sawyer e

várias outras mulheres como ela que foram tomadas contra a sua
vontade. — Seth enfiou a mão no bolso da melhor maneira que pode
sem chamar a atenção para o que estava fazendo, lhe mostrando o
seu distintivo.

— Você está no FBI? — Vida olhou para ele, incrédula.

Vida não podia acreditar que Seth era um agente do FBI. Parecia
que ele ainda estava no ensino médio.

— O FBI tem tentado prender Digger por anos. Cada vez que

chegamos perto, ele consegue mexer seus pauzinhos para sair disso
ou conseguia informações que ele estava prestes a ser preso, e leva
as mulheres para outro lugar. Ele é responsável por um gasoduto que
não é apenas usado para as drogas ilegais, mas ele também usa a
mesma rota para vender mulheres.

Vida ficou doente do estômago que ela estava sempre nas
proximidades do homem que Seth estava descrevendo ficando ainda
mais grata que Colton e os Predators a salvaram.

Seth se inclinou mais perto, baixando a voz. — Estamos nos
aproximando. Conseguimos prender seu informante na polícia assim,
se pudéssemos encontrar o local onde ele está mantendo as
mulheres podemos obter uma condenação desta vez.

— Graças a Deus.

— É por isso que eles queriam que fizesse amizade com você. Para

descobrir o que você e King sabem. Naquele dia na loja, eu reconheci
o amigo de Colton que entrou. Eu acho que eu saí de lá antes que ele
me reconhecesse, mas eu não sei. Max é um cara durão e não fica
muito na dele. Depois que eu falei com a força tarefa decidimos que
valia a pena deixá-la saber sobre a operação para que pudéssemos
pedir a sua ajuda para encontrarmos as mulheres.

— Eu? Como posso descobrir onde as mulheres estão? Eu

realmente, realmente não quero me jogar como isca, se você está me
acompanhando. Eu não acho que esse cenário soa muito bem.

Seth riu, mantendo sua expressão séria. Que convenceu Vida mais
do que seu distintivo que ele estava dizendo a verdade.

— Você assiste muita televisão. Eu não colocaria a sua segurança

em perigo a esse ponto. O que precisamos que você faça é o que
você tem feito até o momento, ir à King e tentar obter o que nós
precisamos de Briggs.

— Como você sabe o que tenho feito com Briggs? — Perguntou

Vida. Seth permaneceu em silêncio, tomando um gole de seu café.
Vida se deu conta.

— Você colocou escuta no lugar de King?

— Eu não posso revelar como nós ficamos sabemos o que você

andou fazendo, só que nós sabemos. E foi por causa de sua
curiosidade que descobrimos tudo o que temos.

— Eu estava agendada para dançar esta noite, mas Colton cancelou

com King.

— Nós sabemos. É por isso que quero que você ligue para King e

diga a ele que você quer trabalhar hoje à noite. Briggs está esperando
por você lá, e depois de terem sequestrado você, ele vai tentar
convencê-la a confiar nele. Estamos esperando que ele tente
convencê-la, deixando escapar um pouco mais quando você fizer sua
sondagem, — disse Seth com muito tato.
Vida entendeu seu tato com o uso da palavra "sondagem" que na
verdade significava enquanto você estiver esfregando a sua bunda no
colo dele.

— Eu vou falar com Colton...

Seth balançou a cabeça. — Não, ele tem várias conexões que não
são de confiança. Se ele não for cuidadoso, ele poderia deixar alguma
informação vazar de volta para Digger. Digger tem alguns amigos nos
Predators, não muitos, mas alguns que iriam avisá-lo. Você
conseguiu, felizmente, ter um acordo para ter a Sawyer de volta, mas
você não sabe com certeza. Isso nos deixa mais perto e vai ajudar
aquelas mulheres que não tem ninguém que possa ir ao seu socorro.

Vida só tinha uma maneira que era fazer o que ele pediu. Ela não
seria capaz de viver consigo mesma se Sawyer não fosse devolvida e
se ela tivesse a oportunidade de ajudar outras mulheres na mesma
situação horrível, ela faria.

— Eu vou ajudar, mas eu não sei o que eu vou dizer a King ou ao

Colton. — Vida concordou.

— Pense em algo, qualquer coisa, mas mantenha o foco em Briggs;

— Seth disse a ela.

— Tudo bem, eu vou fazer o meu melhor. É melhor eu voltar, —

disse Vida se levantando.

— Obrigado, Vida. Você tem meu número, se acontecer alguma

coisa, e você precisar da minha ajuda, é só ligar. Seja cuidadosa. Não
subestime Briggs. Ele é tão perigoso quanto Digger. — Sua
advertência a fez parar e olhar o seu rosto preocupado.

— Eu sei. — Vida ainda se lembrou da reação de Briggs quando

Digger tinha dito para levá-la ao seu quarto. Ele havia planejado usá-
la também. Vida estremeceu com a sorte que teve em escapar.
Sawyer não teve a mesma sorte. Vida orou contra todas as
probabilidades de quem quer que a tivesse não a tratasse mal. Vida
atravessou a rua, deixando Seth no café enquanto tentava decidir o
que fazer, porque ela temia que se ela escolhesse errado a vida de
Sawyer pagaria o preço de seu erro.
Capítulo 15

Colton estava olhando pela janela quando ela entrou na loja de
tatuagem, não fazendo qualquer pretensão de esconder que ele
estava observando, ou que ele estava zangado com ela. Pegando o
seu braço, ele a levou para a sua sala e fechou a porta.

— O que você estava pensando em sair da loja sem me dizer? Um

dos homens de Digger poderia ter agarrado você. — Sua voz dura não
deixou dúvida na mente de Vida de sua preocupação por sua
segurança. Isso convenceu Vida qual a melhor estratégia que ela
devia adotar.

— Colton, acalme-se. Eu preciso te falar uma coisa. — O mais

rapidamente quanto possível, ela disse a Colton sobre a conversa
com Seth, incluindo a parte sobre Digger ainda ter amigos nos
Predators.

Colton se sentou em seu banquinho, imerso em pensamentos. —
Ele está certo, eu sei de dois e mais alguns que poderiam estar com
ele e estão apenas jogando com calma para que ninguém saiba de
seu envolvimento com as atividades de Digger. Os Predators não são
exatamente cumpridores da lei, mas eles não vendem mulheres
contra a sua vontade.

— O que devo fazer? Eu não quero colocar em risco a segurança de

Sawyer, mas eu não posso simplesmente não ajudar as outras
mulheres.

— Será que Seth falou se minha loja está com escuta? — Perguntou
Colton.

— Eu não perguntei, — Vida confessou com raiva de si mesma.
— Eu não acho que esteja, mas eu não quero alertar o FBI para o

que vamos fazer.

— O que vamos fazer?

— Fale com King, — Colton escreveu as palavras em seu bloco de

desenho. Vida concordou. King tinha oferecido a sua ajuda antes de
qualquer outra pessoa, incluindo a polícia.

— Volte para recepção, — disse ele, enquanto continuava a

escrever. — Vou ligar para King e marcar uma reunião, — ele
escreveu.

Vida começou a abrir a porta, mas a voz de Colton a fez parar e
olhar para trás em direção a ele.

— Não saia sozinha novamente, Vida. — Ouvindo a ameaça em sua

voz, ela balançou a cabeça em acordo antes de sair fechando a porta
atrás de si. O resto do dia foi lento. Tessa e Carlito saíram mais cedo
quando não havia outros clientes e eles tinham terminado com os
seus compromissos agendados.

— Vamos. — Colton estava encostado no balcão. — Reverend disse

que fecharia a loja.

Vida se levantou da cadeira quando Tessa apareceu na porta. Eles
ficaram tensos, esperando que a mulher começasse onde a discussão
terminou esta manhã. Em vez disso, ela caminhou diretamente para
Colton e lhe entregou um envelope selado.

— Eu assinei os papéis do divórcio. Já levei para o escritório de seu

advogado. Essa é uma cópia deles.

Seu rosto estava inexpressivo, mas Vida podia ver pela dor em seus
olhos o quanto ela estava sofrendo. A mão de Colton agarrou o
envelope.

— Obrigado, Tessa.
Tessa encolheu os ombros. — É óbvio que você está andando com
várias mulheres. — Se virando ela saiu deixando-os no silêncio com a
sua saída repentina.

Vida começou a dizer algo, em seguida, calou a boca, sem saber
exatamente o que dizer. O fim de um casamento nunca era uma coisa
boa. Era o fim de um sonho que duas pessoas compartilhavam até
aquele momento, Vida podia dizer que Colton cuidou de Tessa uma
vez e tentou salvar seu casamento. Ele até foi para a prisão, ainda
tentando mantê-los juntos e proteger seu filho. Vida chegou à
conclusão nesse momento que ele não era como os homens que sua
mãe tinha se envolvido. Colton, quando decidiu se casar, se tornou
comprometido e lhe deu todas as chances. Foi Tessa que apesar de
suas últimas palavras duras na despedida, virou as costas para seu
casamento. Colton destrancou a porta do apartamento, mantendo-a
aberta para Vida entrar. Vida chegou a um impasse quando ela viu
King sentado na cadeira na sala. A testa de Colton aumentou quando
ele entrou pela porta, fechando-a atrás de si.

— Quantas chaves deste apartamento estão flutuando por ai? —

Ele perguntou a King.

King deu-lhe um sorriso. — Eu não usei uma chave.

— Figura, você não pode querer chamar a atenção para seu talento

de B e E com os policiais ouvindo cada movimento seu.

O sorriso desapareceu em um flash. — O que você quer dizer com
essa observação?

Colton e Vida se sentaram no sofá e passaram por cima a conversa
que Vida teve com Seth no início do dia.

Vida assistiu quando o rosto impassível de King se tornou irritado
quando descobriu que seu clube tinha sido grampeado e estava sob
vigilância policial.
— O que você acha que devemos fazer? — Vida perguntou antes

que ele pudesse ficar muito irritado, querendo que ele se
concentrasse em como manter Sawyer segura. King se levantou da
cadeira, indo até a janela e olhando para fora por vários minutos antes
de virar de volta para eles.

— Eu temo que eles estejam certos. A única maneira de parar

Digger é deixar o FBI pegá-lo. — King colocou as mãos nos bolsos e
olhou para Vida. — Parece que Trouble terá que subir ao palco pela
última vez.

Vida parecia infeliz de ter que voltar para o clube de King. Ela sabia
o tempo todo que era a melhor opção que tinha, mas isso não tornava
mais fácil ter que subir no palco.

— Você acha que Briggs vai cometer um erro? — Perguntou Vida.

— Eu não sei. Ele é muito leal a Digger, — Colton disse a ela.

— Vamos ver se podemos ajudá-la durante o show, Ele gosta de

beber, enquanto ele te vê no palco. Vou me certificar que o copo dele
não fique vazio, de modo que, no momento em que ele receber a sua
lap dance, ele não esteja lúcido. — King traçava a queda de Briggs.

— Isso pode ajudar. Você também pode colocar algumas meninas

das doses dando a ele uma atenção extra. — A boca de King se
contorceu em um sorriso pela sugestão de Colton.

— Como você está tentando mantê-lo sob controle quando você

quer ficar longe? A pior coisa que pode acontecer é deixá-lo saber que
ele falou demais, e perceber quando um dos homens tiver que puxá-lo
para longe de você? — King perguntou a Vida.

— Deixe-me lidar com isso. Eu tenho uma ideia que pode funcionar,

— respondeu Colton para ela.

— Eu vou deixar isso em suas mãos então. Boa sorte, Vida. — King
caminhou em direção à porta. — Eu preciso chegar ao clube; Eu tenho
que encontrar alguém para limpá-lo amanhã. Quando eu descobrir
quem colocou as escutas em primeiro lugar, ele estará fodido, —
afirmou impiedosamente.

— King, eles não encontraram nada que possa te pegar,
encontraram? — Vida se sentiria terrível se King terminasse na prisão
quando ele se ofereceu para ajudar. Vida não sabia quais das muitas
de suas atividades eram ilegais, mas ela tinha certeza que ele nem
sempre fica dentro dos limites da lei.

— Não se preocupe com isso, Vida. Eles têm peixes maiores para

fritar do que eu.

Vida não tinha tanta certeza, no entanto teve que deixar para lá.
King não estava disposto a discutir o seu negócio com ela, nem agora
nem nunca. Vida não sabia se alguém sabia a complexidade dos
negócios de King que não fosse o próprio homem. Colton trancou a
porta quando King saiu olhando para o relógio.

— Você precisa começar a se preparar.

— Tudo bem. —Ela recolheu suas roupas, tentando não ficar

chateada que King parecia ter ficado mais chateado com ela por ter
que se despir novamente do que Colton. Ele tinha alegado se
preocupar com ela, mas não parecia nenhum pouco perturbado que
ela daria uma lap dance privada mais tarde naquela noite. Vida tomou
um banho se certificando de raspar e hidratar a pele com a cara loção
cheirosa que Sherri tinha dito a ela que deixava os homens loucos.
Vida pensava que era um pouco inebriante, mas Sherri disse que os
homens achavam sensual. O namorado dela sempre fornecia ideias
do ponto de vista masculino e ela passava a informação para Vida.
Arrumando seu cabelo até que ele estava liso e sedoso em suas
costas, Vida vestia moletom grosso e uma camiseta de manga
comprida pois a noite ficaria fria ainda mais na garupa da moto de
Colton. Decidindo vestir a roupa vermelha pela última vez, ela
arrumou a bolsa e saiu do banheiro. A sala de estar e cozinha
estavam vazios. Fazendo um pouco de sopa, ela ouviu Colton ir para
o banho. Derramando a sopa quente nas tigelas fez duas saladas
frescas, sentando assim que Colton entrou na sala, vestindo uma
camiseta e jeans preto. Vida soprava sua sopa e de repente sentiu
sua boca seca. Não era justo que ele estivesse tão sexy sem o menor
esforço. Ele tinha deixado crescer um pequeno cavanhaque fazendo
parecer ainda mais como um bad boy motoqueiro especialmente por
que a sua camiseta era de manga curta e exibia as suas tatuagens.
Se sentou à mesa e começou a comer, parecendo tão preocupado
quanto ela. Vida não podia ajudar se perguntando se ele estava
arrependido com o seu divórcio agora que era definitivo. Não
gostando da sensação em seu estômago ao descobrir que ela se
importava que ele podia estar arrependido com a decisão.

— Se sentindo nervosa? — Vida suavizou sua expressão com a

pergunta de Colton.

— Na verdade não. Não é como se fosse a primeira vez. — Vida

corou quando percebeu a sua escolha de palavras. Colton tentou
abafar o riso. — Foi ruim?

Vida estremeceu, se lembrando. — Está brincando. Fiquei surpresa
que os homens não pediram seu dinheiro de volta.

— Isso não pode ter sido tão ruim assim.

— Demorou a minha dança, e outras duas das mulheres no palco,

para eu conseguir pegar meu top. Foi um pesadelo. E quando acabou
eu chorei por duas horas seguidas. Você nem precisa saber sobre a
minha primeira lap dance. King teve que restituir ao homem o seu
dinheiro por isso.
Desta vez, Colton não conseguiu conter o riso. Se levantando levou
os pratos sujos para a pia.

Vida se levantou para pegar sua bolsa, mas Colton se antecipou
pegando a mão dela. — Não estou feliz em deixá-la fazer isso, mas eu
sei que você sente que precisa fazer isso por Sawyer e pelas outras
mulheres. Não mais depois desta noite. — Colton a preveniu.

— Talvez o clube não fique cheio hoje à noite. — Vida esperava

estar certa.

— É sexta-feira, e todos os homens com tesão sem namoradas vão

estar lá, — ele disse sarcasticamente.

— Puxa, obrigada eu terei essa imagem na minha cabeça enquanto

danço.

— É melhor você não pensar em qualquer um daqueles fodidos se

masturbando. Eu estarei lá. Finja que é só para mim que você está
dançando.

— Eu não acho que isso seria mais fácil, — Vida disse baixinho, não

querendo confessar que a sua presença iria deixá-la ainda mais
nervosa.

— O quê? — Colton perguntou com um sorriso. Sua atitude

arrogante lembrou a ela sobre a sua tatuagem.

— Por que você colocou suas iniciais em minha tatuagem?

Colton perdeu seu sorriso se tornando sério. — Porque quando
outros homens olharem para você, nós dois iremos saber a quem
você realmente pertence, Vida.

— Eu não pertenço a você, — ela protestou.

— Bebê, quando você estiver no palco esta noite eu vou querer

matar todos esses filhos da puta que estarão olhando para você, a
única coisa que está me segurando é ver a minha marca em você.
— Oh. — Vida olhou para sua expressão composta, percebendo a

intenção letal enterrada logo abaixo da superfície.

— Estamos entendidos? — Vida assentiu com a cabeça.

— Vamos.

Ela seguiu Colton para a porta, temendo as próximas horas. Seria
difícil voltar ao palco quando ela tinha ficado tão feliz por estar livre
dessa experiência humilhante. A dança no colo ela tinha ainda com
mais receio, por ter que ficar tão perto de Briggs. Ela realmente o
odiava e sabia que se ele pensava que poderia se afastar dele, ele iria
tomá-la com ou sem o seu consentimento. Quando finalmente entrou
no clube, ficou imediatamente evidente que Colton tinha razão. O
clube estava extremamente cheio. Com uma cotovelada nas costas,
Colton a deixou ir para o vestiário. Sherri estava lá lhe dando um
abraço apertado em sua súbita aparição.

— Eu estive preocupada com você, garota. Você está bem? —

Perguntou ela.

— Eu estou bem, Sherri, — Vida assegurou a mulher bondosa que

tinha lhe ensinado como ser uma stripper, nem um pouco ciumenta
da popularidade de Vida.

— Você pode ir na minha frente se quiser. Eles não vão estar tão

bêbados. Você está agendada para três danças depois de mim. Até lá
eles estarão tão bêbados que tentarão subir no palco, — ela ofereceu.

Vida começou a recusar.

— Eu não me importo. Estou acostumada com eles tentando pegar

um pedaço de mim, — Sherri brincou.

— Você tem certeza?

— Positivo. Além disso, eles dão gorjetas maiores quando estão

bêbados. — Ela esfregou as mãos.
Vida sorriu para suas palhaçadas enquanto se vestia colocando sua
maquiagem. Decidindo não mexer em seu cabelo ela o deixou solto e,
em seguida, colocou seu batom vermelho como o toque final. Ela se
afastou do espelho e olhou para sua mudança de aparência. Não mais
uma estudante universitária, mas sim uma mulher sedutora com um
objetivo; Querendo ver quanto dinheiro ela conseguiria tirar dos
homens em dez minutos de dança.

— Você está quente hoje à noite. — Os olhos experientes de Sherri

correram sobre o corpo de Vida, vendo a sua nova tatuagem e o
pouco de peso que ela tinha ganhado na última semana. — Algo em
você está diferente. Esse ex-presidiário sexy está te ensinando uma
coisa ou duas?

— Não! — Vida evitou a pergunta enquanto passava por Sherri indo

para o banheiro. Não havia nada pior do que a bexiga cheia, quando
você está balançando seus seios e bunda em uma sala cheia de
homens.

— Ele pode me mostrar uma coisa ou duas?

— Não! — Gritou Vida através da porta fechada.

— Droga.
Capítulo 16

Colton se sentou em uma mesa de trás, de frente para o palco. A
ruiva vibrante que estava atualmente no palco, balançava a bunda
para a fila da frente, dando um incentivo para que eles colocassem
dinheiro em seu corpo. Ele pediu uma cerveja quando a garçonete
chegou à sua mesa.

A testa de Colton levantou quando King se juntou a ele se sentando
em sua frente.

— Eu não acho que você já se sentou em qualquer lugar exceto sua
cabine?

— Eu posso ser flexível, especialmente quando eles têm a minha

cabine grampeada.

Colton apostava que King não estava feliz com esse pedaço de
informação. Ele pagava caro por informações de seus contatos na
policia, alguém deve ter sido inteligente o suficiente sendo capaz de
enganar King evitando que ele descobriu com antecedência. A música
da ruiva terminou e a de Vida começou. Colton ficou tenso em sua
cadeira quando ela veio desfilando como se possuísse o palco.

King sorriu. — Ela fez uma longa jornada desde a sua primeira noite.

— Fiquei sabendo, — respondeu Colton sem tirar os olhos dela

quando ela girou no poste com uma perna, o cabelo escuro voando
suavemente em torno dela.

— Eu aposto que sim. Vários Predators se tornaram regulares em

suas noites. Eu não vejo nenhum deles aqui hoje à noite. Isso é
interessante, — disse King, pensativo olhando para Colton.

— Eles não estão aqui porque eu lhes disse que bateria a merda
fora deles, se eles aparecessem, — disse Colton sombrio enquanto
observava Vida se afastando do poste dançando sugestivamente na
frente de vários homens que estavam ao lado do palco antes de
caminhar até o outro lado. Ela nunca olhou em direção a mesa que
Colton estava sentado com King.

— Isso não foi muito amigável. — A diversão de King tirou a sua

atenção brevemente de Vida.

— Há algumas perguntas que precisa de respostas, King.

Toda a diversão sobre a situação de Colton terminou quando ele viu
que Colton estava sério.

— O que você quer saber?

— Acho muito interessante que Vida, vivendo num bairro altamente

criminalizado e tendo os mais idiotas tentando conseguir os maiores
números de bocetas do que em qualquer lugar que eu conheço na
América, seja uma virgem que conseguiu escapar de sua atenção.

O rosto de King se tornou uma máscara impassível. — Você está
me perguntando por que Vida ainda é virgem? Como é que eu devia
saber?

— Porque os meus irmãos e eu fizemos uma pequena investigação,

e eu fiquei um pouco interessado no que descobri.

— O que foi exatamente que você descobriu? — King perguntou

apertando a mandíbula.

— Que você falou para os idiotas e outros elementos desagradáveis

para ficarem longe ou eles lidariam com você, — respondeu Colton.
King deu de ombros.

— Eu fiz isso por Goldie.

— Eu não penso assim, esta ordem surgiu quando ela era apenas

uma criança, e inclui a Sawyer. Parece que isso levou Digger até elas.
Ele estava procurando uma maneira de chegar até você. Por que ir
atrás delas poderia chegar a você?

— Se é por isso que Digger foi atrás delas, então, esse foi o seu

erro. Eu não tenho nenhuma conexão física ou emocional com Vida
ou Sawyer. — King olhou Colton diretamente nos olhos.

Colton olhou para King. Ele o conhecia há anos, desde que seu
padrasto tinha começado a trazê-lo para o clube de stripper com os
Predators. Eles tinham uma amizade ao longo dos anos. O homem
estava mentindo, ele podia ver. O que deixava Colton preocupado era
que King era um especialista em mentir, então, se ele sabia disso os
seus inimigos também sabiam e isso deixava Vida e Sawyer em
perigo. A música mudou. Colton olhou em direção ao palco para ver
Vida tirando o espartilho vermelho. Seus seios atrevidos brilhavam
sob as luzes do palco. Colton queria ir ao palco e socar alguns
homens na primeira fila, mas se conteve neste momento. Colton olhou
para o rosto de Vida, vendo que seus olhos estavam sobre ele. Eles
estavam cheios de humilhação. Ela estava envergonhada por estar
fazendo isso. Agora estava ainda pior, porque ele estava olhando para
ela. Colton deixou calor fluir de seus olhos, dando-lhe um sorriso que
a deixava saber quão bonita e sexy ele achava que ela era. Inclinou-
se do outro lado da mesa, de modo que a iluminação pegasse a sua
expressão deixando toda a luxúria que ele estava segurando se
mostrar em seu rosto.

Ele notou que ela deu um pequeno tropeço antes que ela
conseguisse se ajeitar. Colton prometeu a si mesmo que um dia, não
muito longe ela estaria em seu quarto lhe dando exatamente esse
desempenho, e ele a jogaria na cama e transaria com ela até que ela
não pudesse andar.

Vida ficou vermelha e Colton deu um sorriso satisfeito. Ela foi para
frente quando a música mudou novamente se aproximando dos
homens na primeira fila deixando-os deslizar as notas no cinto em sua
cintura. Um bastardo arrastou seus dedos perto de sua boceta. Colton
começou a se levantar, mas a mão de King em seu braço o trouxe de
volta para a sua cadeira quando King acenou para Henry escoltar o
homem exaltado demais para fora do clube. Depois de vários minutos,
Vida subiu ao palco, dando aos homens o último show de sua bunda.

— Se ela se curvar e balançar a bunda, eu vou deixar a sua bunda

vermelha brilhante para combinar com a sua roupa quando eu levá-la
para casa, — Colton ameaçou.

As palavras acabaram de sair de sua boca quando Vida fez isso
naquele exato movimento. A mandíbula de Colton apertou.

— Eu acho que ela não você ouviu, — disse King com diversão.

— Ela nunca vai voltar para palco novamente. Eu não me importo

quantas mulheres que ela está tentando salvar a vida.

— Eu concordo. — Ambos os homens viram quando Briggs pediu

outro uísque.

— Eu espero que você esteja lhe dando coisas boas. — Colton

olhou para o uísque no copo de Briggs.

— O que ele está bebendo é quase álcool puro. Vida vai lá para

cima depois que ela se vestir novamente e fazer uma pausa de 15
minutos, — King começou a sair da cadeira.

— King, qual é a conexão entre você e as garotas? — Colton tentou

mais uma vez. King abriu a boca, em seguida a fechou bruscamente.
— Não existe uma Colton. — Ele se afastou da mesa, mas não antes

de dar a Colton um olhar de aviso para deixá-lo em paz. Consciente
que não sabiam quais eram as áreas do clube que foram
grampeadas, Colton não iria atrás dele para descobrir o que ele
precisava saber para manter Vida segura. Em vez disso, Colton
estava sentado à sua mesa e continuou cuidando de sua cerveja. Não
muito tempo depois Briggs tropeçou ao subir os degraus depois de ter
tomado vários uísques. Colton esperou até que viu Vida subir na
escada discreta antes dele ir atrás dela. Quando ele estava subindo
as escadas, notou vários Predators entrando e se sentando na
primeira fila. Ele deveria saber que Max não perderia o show de
Sherri. Ele entrou na sala vip para ver Vida já pegando uma bebida de
um dos clientes particulares de King que foi ver seu desempenho no
quarto. Uma enorme janela de vidro proporcionava uma visão do
palco, mas ninguém do lado de fora simplesmente via através do vidro
esfumaçado. Vida não lhe deu qualquer atenção quando ele entrou na
sala e se sentou no canto em um sofá caro. King não poupou gastos
na decoração da sala privada.

Duas garotas das doses chegaram à sua mesa. Colton pediu outra
cerveja e lhes disse para deixá-lo sozinho. Uma das meninas das
doses perguntou:

— Não está interessado? — Ela era menor e com mais curvas.

Colton teria tomado uma dose dela em outra oportunidade, antes de
Vida. Ele deu de ombros.

— Não, obrigado. — Ele não tirou os olhos de Vida.

— Se você mudar de ideia deixe-me saber. A loira pequena se

inclinou para sussurrar, — Eu saio às três. Vou deixar você tomar as
doses à noite toda de graça.

— Não, obrigado. Eu estou com alguém. — Colton acenou com a

cabeça em direção a Vida. Ela deu um sorriso.

— Garota de sorte. — A menor voltou para o bar para pegar a sua

cerveja. A mais alta se inclinou sobre a mesa lhe dando uma visão de
seus seios.
— Meu nome é Krystal. Eu posso manter minha boca fechada, se

você mudar de ideia mais tarde. — Ela acenou com a cabeça em
direção Vida. — Ela é uma criança doce, mas eu posso chupar seu
pau como você nunca teve antes. — A outra mulher retornou, trazendo
a cerveja. Elas começaram a se afastar, mas as palavras de Colton
pararam as duas.

— Eu não vou precisar de mais nada hoje à noite.

Sua voz fria não deixou nenhuma dúvida de que ele não queria ser
incomodado novamente.

Tomando um gole de sua cerveja, ele notou Briggs caminhar para
ficar ao lado de Vida, que estava conversando com outro cliente. Ela
jogou friamente, mudando gradualmente o foco de um homem para o
outro, parecendo relutante no início, em seguida mais disposta a falar
com ele. Colton viu a mão de Briggs passear sobre a bunda dela
várias vezes enquanto ela continuava se movendo fora de seu
alcance, balançando a cabeça negativamente. Briggs pegou sua
bebida, tomando toda ela de uma vez. Vida andou em direção ao
quarto onde ela daria a lap dance de Briggs, que a seguiu como se
estivesse numa coleira. Colton queria bater no homem até que ele
tivesse vários ossos quebrados; Em vez disso, ele teve que assistir.
Colton se virou para que pudesse assistir sua performance através do
vidro. Ele somente daria a Vida tempo suficiente para conseguir as
informações que ela precisava então ele terminaria a dança. Após isso
ele sabia exatamente como ela passaria o resto da sua noite.

***

Vida fechou a porta do quarto privado, sentindo os olhos de Colton
em suas costas, certa que ele estava andando agora em direção à
janela para vê-la por ela. Briggs se sentou na cadeira. Ele estava
definitivamente bêbado, e provavelmente um pouco drogado devido
ao olhar vidrado em seus olhos. Ela esperava que essas condições a
ajudasse a conseguir as informações que ela precisava sem ter que
gastar muito tempo em sua companhia.

— Venha aqui, Trouble — Briggs sussurrou para ela. Vida se virou

em desgosto, apertando o botão ao lado da porta que encheria a sala
com música. Colocando o seu melhor remelexo que podia em seus
quadris, ela se aproximou de sua cadeira e se inclinou sobre ele,
dando-lhe uma visão de seu decote.

— Aproxime-se. — Vida sabia que ele a queria em cima dele.

— Eu estou com raiva de você, Briggs. Eu pensei que tínhamos algo

especial acontecendo, e você nem sequer tentou me ajudar com
Digger. Você iria deixá-lo me ter quando você sabia o quanto eu
queria você, — disse ela numa voz estupidamente falsa que tinha
escutado de outras mulheres que usavam centenas de vezes.

— Você parecia próxima a Colton. Eu não parecia muito importante

para você, Vida.

— Eu estava com raiva de você. Eu não queria Digger. Você ia me

levar para o quarto dele.

— Eu não ia deixá-la sozinha com ele. Digger não se importa em

compartilhar, — ele confirmou que ele a teria estuprado naquela noite.

— Ele não se importa? — Ela perguntou, tentando permanecer em

sua meta.

— Não, eu teria a certeza que ele te tratasse bem. Você teria um

tempo que nunca se esqueceria.

Vida apostava que nunca esqueceria, ser estuprada por dois
homens ao mesmo tempo tendia a ter esse efeito nas pessoas. Ele é
doente por acreditar que ela teria gostado da experiência. Vida se
aproximou montando em seu colo sem lhe dar o seu peso. Mexendo e
girando em cima de seu colo, ela se forçou para esfregar os seios
contra o peito, aumentando seu desejo.

— Eu não entendo por que ele me levou em primeiro lugar, — Vida

sondava.

— Ele odeia o King.

Vida quase parou seu lap dance.

— O que eu tenho a ver com King?

— Ambas você e Sawyer estão sob a proteção de King. Todo mundo

sabe que a única pessoa que King estendeu a sua proteção era a sua
irmã, e ele desmembrou o homem que foi o responsável por sua
morte. Cada imbecil na cidade estava com medo de mexer com você
e Sawyer. Digger não tinha, ele odeia King, queria deixar King louco o
suficiente para cometer um erro e fazê-lo sair.

Vida deixou uma pequena parte de seu peso cair em sua virilha. —
Fazendo Sawyer e eu desaparecermos mostrou que nós não
significamos nada para ele. Ele ignorou a situação até que eu pedi a
ajuda dele, e ele não enlouqueceu tentando ir atrás do Digger.

Briggs agarrou seus quadris, tentando forçar mais de seu peso em
cima dele. Vida podia ver que ele estava praticamente rangendo os
dentes em seu desejo por mais dela.

— Digger ficou surpreso. Quando pegou Sawyer, ele tentou

descobrir sua conexão com King, mas ela não sabia de nada. A única
coisa que surgiu foi que ela se lembrou de um incidente quando eram
crianças e King tinha ido ver alguém no prédio em que vivia. Ele parou
para falar com vocês, meninas, mas ela não se lembrava do que se
tratava. Eu não estou surpreso por que Digger a tenha deixado tão
drogada que ela mal conseguia se lembrar do nome dela.

Se Vida tivesse uma arma, ela iria matá-lo e não se importaria de
passar o resto de sua vida na prisão. Ela tinha certeza que Colton e
Sawyer iriam visitá-la. Vida não se lembrava de King ter conversado
com elas quando eram pequenas, no entanto Sawyer era mais velha
do que ela e devia ter uma memória melhor. Vida sabia de um jeito
para se vingar e não passar tempo na prisão. Determinada, ela deixou
mais de seu peso contra sua virilha, moendo-se contra ele, tentando
não tremer de desgosto.

— Eu não sei por que Digger se preocupa com King. Ele é,

obviamente o mais esperto. Eu estava ansiosa para festejar com ele,
— Vida mentiu se levantando do colo de Briggs enquanto ele tentava

arquear os quadris contra os dela.

— Ele é Ninguém pode tocá-lo. Ele tem mulheres em todos os

lugares, até mesmo estrelas de cinema e músicos ligam para ele para
lhe fornecer entretenimento, — Briggs se gabou bêbado.

— Estrelas de cinema? Músicos? Você quer dizer estrelas do

rock?— Perguntou Vida boquiaberta.

— Nós cobramos uma porra de fortuna para lhes proporcionar uma

foda que não sairá correndo para as revistas de fofocas para vender
sua história.

— Como você pode impedi-las de falar? — Vida perguntou.

— Digger as vende como as outras quando as estrelas terminam

com elas. Os homens não se importam; Eles só querem ter a sua
própria pequena escrava sexual pessoal. Elas desaparecem para
nunca mais se ouvir falar delas. Seus compradores se certificam
disso.

Vida estremeceu com o rosto presunçoso de Briggs. O idiota estava
se vangloriando, não se importando que estivesse dizendo a ela que
Digger daria o mesmo destino para ela se Colton não a tivesse
salvado. Eles eram loucamente psicóticos. De repente, Vida se
lembrou de algo do seu curso de introdução à psicologia, que ela teve
que tomar na faculdade. Psicopatas não conseguem entender ou
cuidar das suas vítimas que estão sofrendo, mas a dor é insuportável
para eles.

— Mas como ele pode manter todas estas mulheres e ninguém

saber? Eu imagino que tem que ser um local muito isolado onde
ninguém possa ver ou ouvir nada.

Vida tentou reunir mais informações, não tendo certeza quanto
tempo mais ela poderia tolerar estar tão perto do monstro. Briggs
quase caiu em si, o medo de Digger embutido nele combatia à neblina
de álcool e drogas que estava envolvendo os seus sentidos. Vida,
vendo a razão momentaneamente retornar aos pequenos olhos
redondos começou a se esfregar contra ele mais rápido. Se inclinando
para frente, as pontas dos dedos traçou as veias sensíveis do seu
pescoço que estavam salientes.

Quando ele não respondeu, os quadris de Vida se levantaram uns
centímetros dos dele e ela tirou os seios removendo as mãos debaixo
de sua camisa.

— Não pare, — Briggs implorou. — Ele tem várias locais. É como

uma estação de ônibus do caralho; Ele as muda de um local para o
outro. Todas elas estão em casas isoladas com exceção de uma aqui
na cidade. — Ele continuou, as mãos indo para sua bunda. — E está
bem debaixo do nariz da fodida polícia. O estúdio de gravação na
cidade, que anuncia em todo o país que tem as melhores tarifas e
técnicas de som disponíveis. Todo o edifício é à prova de som. Digger
recebe estoque fresco todo o tempo, e ele não tem que sequer sair do
edifício. Os andares superiores são legítimos, mas o porão é usado
para treinar as coisas doces até que Digger as leve embora. E quando
começa a levá-las é pela porta da frente e um carro esperando. Eu
disse que Digger é uma porra de um gênio, — regozijou Briggs,
querendo que ela admirasse o brilhante plano de Digger.

Digger pode ser um gênio, mas sua ajuda contratada era um idiota.
Vida, com a informação que precisava e incapaz de tolerar mais um
segundo perto dele sem vomitar, ficou aliviada quando ouviu a porta
abrir e Colton entrar no quarto.

— O que diabos está acontecendo aqui? — Ele gritou.

O medo inundou o rosto de Briggs quando Colton bateu a porta
contra a parede.

— Colton, eu disse que eu tinha que trabalhar hoje à noite. — Vida

deu um grito de medo falso quando Colton colocou as mãos em torno
de sua cintura a tirando de Briggs. Maldosamente Vida teve a certeza
que seu sapato grosso de salto alto de stripper se levantasse e chutou
Briggs nas bolas o mais forte que pode. Seu grito de dor podia ser
ouvido, Vida tinha certeza até o andar de baixo.

Esse pensamento deu-lhe alguma satisfação.

— Sua puta! — Briggs continuou chorando como um bebê.

— Cuidado com a boca, — Colton rosnou.

— O que está acontecendo aqui? — A voz divertida de Henry fez

todo mundo olhar para o homem enorme.

— A porra... — O olhar furioso de Colton fez Briggs mudar de ideia

sobre a sua escolha de palavras. — Vida me chutou nas bolas.

— Foi um acidente, Henry. Colton me puxou dele. Eu não queria. Eu

não iria machucá-lo de propósito; Você é um dos meus favoritos. —
Ela piscou os cílios postiços para ele.
— Tenho certeza que King irá devolver o seu dinheiro, Briggs. Nós

queremos os nossos clientes completamente satisfeitos. Ashley vai
lhe dar uma dança por conta da casa também. Isso parece razoável,
Briggs?

Mais calmo Briggs se sentou esfregando sua virilha dolorida.

— Vamos embora, Vida, Colton. Vida, King terá que demiti-la por

causa da segunda reclamação de um cliente. Nós não podemos feri-
los porque o namorado de uma dançarina está com ciúmes.

A cabeça de Briggs inchou ainda mais ao pensar que Colton podia
ter ciúmes dele. Quando Vida e Colton saíram do quarto, ela deu um
suspiro de alívio quando ouviu a porta se fechar atrás deles.

O braço de Colton veio aos seus ombros.

— Você conseguiu o que precisava? — Perguntou Colton.

— Eu acho que sim. Colton, eles são realmente doentes e tem que

serem parados, — Vida disse a ele com resolução.

— Eu sei bebê. Essa foi a única razão pela qual eu pude deixá-la

voltar para o palco novamente, muito menos deixar aquele filho da
puta tocar em você.

— É melhor você sair daqui, — disse Henry, fazendo sinal para

Ashley que passou por eles com uma garrafa do melhor uísque de
King em suas mãos. Vida sentiu pena da loura bonita que teria que
deixar Briggs tocá-la de modo que ele esquecesse a informação que
ele tinha lhes fornecido. Interpretando seu olhar, Colton procurou
tranquilizá-la.

— No momento em que ele tomar a quarta garrafa ele não vai se

lembrar de seu próprio nome, e ela poderá ir embora. — Vida assentiu.

Colton e Vida foram para o camarim para recuperar sua bolsa. Ela
não queria perder tempo se trocando sentindo necessidade de ir para
casa e ficar o mais longe da poluição do andar de cima.
Compreendendo, Sherri a deixou pegar emprestada uma longa capa
que ela usou em sua apresentação algumas vezes, que a cobria
completamente. Vida o vestiu dando a Sherri um abraço de
agradecimento, saindo para encontrar Colton esperando do lado de
fora da porta. Colton acenou para King quando eles saíram que o
devolveu com um aceno sombrio enquanto ele falava ao telefone.
Vida podia ver pela sua expressão que ele estava dando a outra
pessoa na linha o inferno de uma bronca. Pela manhã Vida tinha
certeza que cada escuta em seu clube desapareceria.

— Devo ligar para Seth? — Ela perguntou a Colton.

— É ele quem está falando com King. Eu lhe dei o número que você

me deu, — Colton informou.

Um homem grande se levantou de uma mesa que eles estavam
passando perto do palco. O estômago de Vida embrulhou quando
reconheceu o homem do mercado dos agricultores que Colton tinha
lutado. Olhando rapidamente à mesa, ela ficou ainda mais chateada
quando reconheceu os dois outros entre os nove homens sentados.

— Bem, parece que finalmente encontramos Trouble garotos. — Ele

riu.

— Charlie reconheceu você quando estava no palco, — ele disse

lhe dando um olhar insolente. — Você estando com ela, é apenas a
cereja no bolo.

— Saia.

Colton pegou o braço de Vida, movendo-a para o seu lado, mais
longe do grupo de homens.

— Me tire, idiota. Eu não acho que você vai ser capaz de levar todos

nós. Quando acabarmos com você, nós iremos mostrar a vagabunda
como um homem de verdade fode.

Ele riu e os outros seguiram seu exemplo. Eles começaram
assobiando e xingando Vida. Ela queria sair do clube antes que uma
luta começasse. Ela olhou ao redor da sala procurando por Henry
antes de perceber que ele ainda devia estar no andar de cima
mantendo um olho em Briggs.

— Precisa de ajuda, Colton?

Uma voz fria a fez se virar lateralmente para ver Ice, Max e vários
outros Predators se levantando de suas cadeiras na frente do palco.
Ela notou que aquele com a cicatriz passou pela frente casualmente
caminhando para porta da frente.

— Eu tenho isso sob controle, Ice. Estes idiotas não conseguem

lutar seu caminho para fora da vagina de uma prostituta.

— Dave, você vai aceitar essa merda?

O falastrão sentado na parte de trás do grupo não tinha notado a
chegada dos Predators.

— Não, eu acho que não. — Dave parecia presunçoso na presença
dos amigos de Colton acabando de provar o quão estúpido ele era.

— Eu vou chutar o seu traseiro.

Colton deu um passo em direção a Dave e Vida puxou de volta.

— Colton, lembre-se que você está em liberdade condicional. Se

você for pego, você poderia perder a sua liberdade. Ele não vale a
pena. Vamos para casa, — ela implorou. O pensamento de ele ser
jogado de volta na prisão, desta vez por causa dela, não era algo que
ela seria capaz de lidar. — Por favor, Colton, ignore-os.

— Cale-se, e leve seus peitos e bunda lá para cima.

Dave apontou para o palco onde Sherri estava congelada no lugar,
ignorando sua música. — Eu e os meus amigos vamos cuidar de você
quando terminamos.

Max se aproximou. — Foda-se essa merda. Eu não estou em
liberdade condicional.

Seu punho bateu em Dave o arremessando para mesa. Garrafas de
cerveja saíram voando quando os homens se levantaram, cada um
ficando pronto para lutar.

— Cavalheiro, eu quero que você saia.

A aparição repentina de King com vários seguranças quando a luta
começou a ficar fora de controle fez os homens fazerem uma breve
pausa. Dave e seus amigos encontraram sua razão quando foram
confrontados por mais oposição.

— Estamos indo embora, — ele resmungou enquanto andavam para

a porta seguidos pelos seguranças.

— Obrigada, King, — Vida disse, aliviada.

— Não precisa agradecer, Vida. Eu não queria ter que pagar pelos

danos no meu clube. Esses filhos da puta não parecem poder pagar
uma das minhas cadeiras.

Vida teve que concordar. —Podemos ir agora? — Ela perguntou a
Colton.

— Vá pelos fundos. Vou mandar Henry lhe dar uma carona no meu

carro, — King ordenou.

— Por que não levar em sua moto?

— Porque eu acho que a polícia vai ser chamada a qualquer

momento. — Vida não entendia o que King estava dizendo até que
percebeu que os Predators também tinham saído. O segurança não
tinha retornado também.

— Oh.
— Vamos, — disse Colton com um sorriso satisfeito.

Henry estava esperando por eles na porta dos fundos. Ele havia
descido a escada do fundo. Quando ele os viu se aproximar, abriu a
porta de trás, olhando ao redor segurando a porta aberta para eles.

Colton e Vida entraram no banco de trás quando Henry ligou o
carro, saindo do beco para a rua principal. Henry virou o carro na
direção do apartamento de Colton. Quando passaram na frente do
clube de King, Henry desacelerou o carro quando eles olharam para a
enorme luta no estacionamento. Ice e Max estavam batendo em Dave.
Vida quase sentiu pena dele até que ela se lembrou de que ele
poderia ter levado Colton para a prisão.

Os olhos de Vida vislumbraram uma luta antes de se virar em
estado de choque. O motoqueiro com a cicatriz que tinha saído do
clube tinha o desordeiro no chão. Vida se virou enterrando a cabeça
no ombro de Colton por causa da crueldade de seu ataque contra o
homem. Graças a Deus, King os impediu de sair pela porta da frente.
Não havia maneira que os policiais não prendessem vários homens
que lutavam por enviar outros para o hospital local. Durante a viagem
de volta para o apartamento os pensamentos de Vida voltaram para
aquelas pobres mulheres que não tinham a sua liberdade. Elas não
tinham escolha em quem tomava seus corpos, presas e quebradas, e
se curvando para a vontade de outra pessoa. Vida abriu a janela para
que o vento pudesse atingir seu rosto, sentindo falta da moto de
Colton. Ela se inclinou para Colton, precisando de sua força quando
se lembrou que Sawyer ainda era uma daquelas mulheres.
Capítulo 17

Vida sentiu os olhos de Colton procurando seu rosto quando eles
saíram do carro. Seu braço rodeou seus ombros enquanto subiam a
escada lado a lado. Quando ela se virou para o carro, Henry acenou
enquanto dirigia silenciosamente saindo do estacionamento. Depois
de fechar a porta atrás deles, Colton foi para a cozinha.

— Sente. Eu vou te trazer uma bebida.

Vida manteve o casaco enquanto se sentava no sofá e enterrava o
rosto nas mãos.

— Aqui, — Colton lhe entregou um copo com uísque e gelo. Vida fez

uma careta ao sentir o gosto forte. — Beba. Isso vai ajudá-la a dormir.
Vida tomou um gole da bebida, quando Colton se sentou ao lado dela.

— Essa foi a pior coisa que eu já tive que fazer na minha vida.

Vida estremeceu. — Ele estava me contando como e onde colocava
essas mulheres, e eu só queria vomitar, mas eu tive que fingir que o
queria.

— Vida, talvez agora eles possam parar os bastardos e prendê-

los,— disse ele severamente.

— Deus, Colton, eu espero que sim. Eu continuo pensando em

Sawyer. No medo que ela deve ter, que ela tem, e se ele...

— Não pense sobre isso hoje à noite, Vida. Já é ruim o bastante

você pensando nisso constantemente.

Vida olhou para suas mãos, percebendo que ela ainda tinha as
luvas vermelhas. Olhando fixamente, tudo o que podia ver era o rosto
de Sawyer olhando para ela.

— Ela é tão tímida, Colton. Sua mãe era muito superprotetora por
causa do pai de Sawyer ter sido morto tão jovem. Ela estava
aterrorizada que algo pudesse acontecer com Sawyer. Depois do
incêndio, ela ficou ainda pior. Ela nunca deixava Sawyer se divertir, ou
ir a lugares com seus amigos. Quando sua mãe morreu, Sawyer
começou a sair mais, mas ela era tão tímida. Ela simplesmente não se
encaixava. Aos poucos, ela parou de tentar sair muito. Foi por isso
que eu estava tão feliz que ela estava animada para sair com esse
novo cara que ela tinha conhecido. Nós contamos tudo uma para
outra. Ela não tinha feito sexo antes. Se eles a estupraram…

Vida começou a chorar.

— Vida, por favor, pare bebê.

Colton puxou-a para o seu colo até que ela estava de frente para
ele. — Vamos tirar tudo isso de sua mente por algumas horas, pelo
menos.

Desabotoando o casaco, ele o tirou. Vida se sentou de frente para
ele, com os joelhos no sofá ao lado de seus quadris. Era a mesma
posição que tinha estado há uma hora com Briggs só que agora o
sentimento dentro dela não era repugnância; Era um zumbido baixo
de prazer que estava crescendo dentro de sua barriga.

— Colton, eu preciso ir para a cama. Estou cansada.

— Se você for dormir agora, você vai se jogar e virar a noite toda.

Vamos beber por algum tempo, então você vai dormir como um bebê.

— Eu não gosto quando você me chama de bebê.

Vida levantou seus joelhos sobre ele, se preparando para ir para o
chuveiro. As mãos de Colton foram para seus quadris, apertando-os.

— Por quê? Quando eu toco você, eu sinto quão suave é a porra da

sua pele e isso me lembra como eu pretendo cuidar tão bem de
você.— O olhar sugestivo em seu rosto deixou poucas dúvidas em
sua mente exatamente como ele planejava cuidar dela.

— O vermelho é definitivamente a sua cor, mas eu prefiro aquela

roupa preta que você estava usando na primeira vez que eu vi você
no palco. Eu podia ver seus pequenos mamilos rosados naquele
pequeno pedaço de roupa sobre a sua boceta e tudo o que pensava
era como duro e rápido eu poderia te foder antes que eu conseguisse
gozar.

Vida começou a tremer enquanto sua mão começou a desabotoar a
parte superior do seu espartilho. Ela levantou a mão para agarrar seus
pulsos, mas ela não exerceu qualquer força para impedi-lo de expor
seus seios. Colton se inclinou e pegou o seu mamilo em sua boca,
mordendo suavemente até que ela se inclinou mais perto, cedendo a
sua demanda silenciosa. Seus dentes soltaram e sua língua
suavemente começou a chupar a ponta endurecida. Ela havia se
agarrado a sua virgindade, como uma forma de se proteger de se
machucar, mas Colton deixava o seu corpo e mente em tumulto. O
problema era, ela havia se apaixonado por um homem que protegia
sua mulher o suficiente para ir para a prisão por ela, que foi leal,
apesar da sua traição. Colton nunca seria um príncipe encantado,
mas ele poderia ser seu cavaleiro de armadura brilhante, se ela desse
uma chance. A cabeça de Vida caiu para trás e seu corpo arqueou em
direção ao dele. As mãos de Colton foram para sua meia que cobria
as suas coxas, deslizando até que chegar a pele nua de suas coxas,
indo para seu monte coberto por uma minúscula calcinha vermelha.
Seus dedos deslizaram por baixo, habilmente encontrando a pequena
pilha de nervos escondidos. Ele acariciou a delicada carne até que ela
pensou que gritaria. Ainda insatisfeita desde a última vez que ele tinha
jogado com ela, não demorou muito antes que Vida estava se
contorcendo em seu colo. Um dedo longo entrou em sua boceta
apertada e ela não conseguia ajudar a ligeira careta de dor. O polegar
de Colton esfregou com mais força contra seu clitóris, relaxando o
dedo antes de movê-lo constantemente dentro dela, criando uma
carícia rítmica que a fez se inclinar para beijá-lo, empurrando a língua
em sua boca. Colton riu da sua tentativa agressiva deixando ela ter o
seu caminho em sua boca, enquanto ele acrescentava outro dedo
enquanto continuava constantemente bombeando dentro dela. Vida
sentiu os quadris resistindo contra seus dedos até que ele foi
constantemente fodendo seu longo comprimento dentro dela.

— Bebê, você e essa bocetinha vão ter dificuldade em tomar meu

pau no início, e eu preciso me controlar primeiro. Se eu te foder agora,
eu poderia te machucar.

Vida não conseguia entender as suas palavras. O fogo que a estava
queimando estava exigindo que ela se movesse mais rápido e mais
rápido, tentando obter seu orgasmo. Colton a levantou de seu colo,
colocando-a de pé. Ela cambaleou um pouco, ainda usando seus
sapatos de stripper de salto alto. Colton olhou para baixo, olhando
para seus pés rastreando o seu corpo com o olhar quando ele se
levantou. Ao vê-la oscilar ele a carregou e a levou para seu quarto.
Vida ouviu o estalo da porta fechada, lembrando-se de todas as vezes
ela tinha escutado esse som no último mês quando ele tinha trazido
outras mulheres para compartilhar sua cama. Ela tentou se empurrar
para sair de seus braços, mas Colton a segurou firme.

Deitando-a suavemente no final da cama, ele puxou sua calcinha,
fazendo-a cair para trás. Ele caiu de joelhos ao lado da cama,
espalhando suas coxas até que ela estava aberta e sua boca pousou
sua língua em sua boceta empurrando profundamente dentro dela.
Seu piercing deslizou sobre a carne sensível fazendo seus quadris de
abrirem ainda mais e Vida balançava quase saindo da cama, guiando
a sua língua mais fundo dentro dela. A razão e moderação tinham
sumido em um piscar de olhos. Vida não podia acreditar na paixão
crescente dela, ou nos gritos carentes que escaparam de sua boca.

— Oh, por favor, Colton. Duro, me chupe mais duro, — Vida suplicou

se contorcendo sob sua provocação impiedosa. Cada vez que ele
sentiu que ela estava prestes a gozar ele se afastou, sem lhe dar o
menor toque para trazê-la ao êxtase. Colton se levantou em seguida,
tirou sua camiseta e tênis preto antes de se sentar no lado da cama e
retirar seu jeans. Seu pênis duro se levantou de seu colo, assustando
Vida com seu tamanho grande. Colton enterrou a mão no cabelo
escuro da Vida.

— Venha aqui. — Ele se deitou de costas se encostou na cabeceira

e Vida o seguiu, guiada com a sua mão em seu cabelo, começando a
se sentir apreensiva. Ela tinha certeza que tinha passado da fase do
não, vai ou volta, mas ela estava começando a duvidar que ela queria
avançar.

— Vamos parar quando você quiser, — Colton assegurou. Vida

relaxou de alguma forma, acreditando que ele pararia se ela quisesse
parar, ela no entanto, não tinha certeza se ela realmente iria querer
parar; Essa era uma pergunta que a sua mente estava evitando. Ela
sentiu uma sensação de poder ao perceber que ela tinha o grande e
mau Colton esperando ela decidir o quão longe ela iria deixá-lo ir.

Vida começou a chutar os sapatos.

— Deixe-os. Eu quero ver você chupar meu pau com esses sapatos.

Sua mão em seu cabelo guiou sua boca para pairar diretamente
sobre seu pênis. Vida não podia acreditar o quanto ela queria
saboreá-lo. Ela nunca tinha sido tentada antes, mas a ideia dele em
sua boca fez sua boceta se apertar em necessidade. Sua boca se
abriu e Colton levou entre seus lábios entreabertos. Suas pernas se
abriram mais quando ele puxou a sua cabeça mais perto de sua
pélvis. Vida quase engasgou com o comprimento, e ele imediatamente
usou seu cabelo para tirá-la de cima dele para que ela pudesse
respirar. Vida ouviu sua respiração ofegante. Uma satisfação feminina
lhe dando confiança quando seu corpo começou a brilhar com o suor.
Suas bocas se encontraram num beijo que mostrou seu desejo
elevado. Ela usou sua língua para procurar a boca dele, provocando a
curva sensual de seu lábio inferior, lambendo delicadamente seu
piercing. Colton endureceu, seu corpo rígido enquanto ele controlava
sua força. O poder que Vida sentiu sobre ele estava guiando para o
aumento de sua própria paixão. Ele gradualmente puxou-a de volta
para baixo em seu pênis duro. Desta vez Vida não ficou tão
apreensiva, se acostumando com a mão exigente na parte de trás de
sua cabeça. Sua própria mão se estendeu para apertar seu pênis até
a metade para que ela não precisasse tomar muito dele.
Estabelecendo um ritmo que teve seus quadris estocando de forma
constante, Vida adorou a sensação de tê-lo sob seu controle.

— Eu nunca vou me esquecer de como você se pareceu na primeira

vez que você pegou meu pau, Vida. Você está tão incrivelmente sexy
com essa roupa. E esses sapatos e sua boca pequena chupando meu
pau como se você não pudesse ter o suficiente. Uma noite eu vou
gravar você chupando meu pau, e depois eu vou deixar você ver
enquanto eu te fodo.

Vida balançou a cabeça. Colton riu.

— Você acha que eu não posso manter algo protegido de outros

olhos bebê? Eu nunca deixaria ninguém vê-la assim me querendo
com seus mamilos rosa e essa boceta molhada. Mas isto vai te fazer
tão quente que você vai me pedir para transar com você.

Vida não duvidou dele. Do jeito que ele estava falando com ela
estava tendo o mesmo efeito com apenas suas palavras ao colocar as
imagens em sua mente. Vida o sentiu mais duro contraindo contra sua
boca, seu corpo endurecendo e então ele se afastou dela. Colton se
levantou da cama, deixando Vida ofegante em sua partida, se
perguntando onde ele teria ido. A água sendo ligada no banheiro
respondeu sua pergunta. Vida ainda estava imóvel quando Colton
voltou, puxando-a para a cama tirando um salto alto, em seguida, o
outro. A pegando, ele a colocou no meio da cama, deitando ao seu
lado antes de estender a mão e apagar a luz.

— Colton, eu não entendi. — Vida estava confusa, seu corpo ainda

em necessidade.

— Vida, estou tentando lhe mostrar que eu posso ser o homem que

você precisa que eu seja, mas se você continuar a mostrar essa
boceta para mim, eu não vou dar a mínima se você ainda não se
decidiu sobre nós e eu vou te foder até que você tenha que rastejar
para sair desse colchão amanhã de manhã.

—Durma um pouco. Amanhã é minha vez de abrir a loja. Eu não vou

tirar a sua virgindade quando você ainda está chateada com Briggs e
Sawyer. Temos muito tempo.

Ele a puxou para si até que ela se deitou contra seu peito com a
cabeça em seu ombro. Vida se obrigou a deitar, mas seu corpo não
deu ouvidos. Ela estava inquieta com a necessidade que ele tinha
despertado e depois a deixou insatisfeita não uma, mas duas vezes
agora. Vida estava começando a se ressentir não só dele, mas
também da sua virgindade. Claro, se ela fosse mais experiente, ela
estaria sentindo ele dentro dela agora. Empurrando esses
pensamentos de sua mente, a mão firme acariciando suas costas
finalmente aliviou a tensão suficiente para que ela fosse capaz de
adormecer.
***

Vida reconheceu a mulher que estava chegando à loja do clube de
strip-tease. Ela trabalhava na sala VIP, e era muito popular com os
homens lá, que foi como ela tinha conseguido subir ao palco apenas
para dançar para os clientes mais ricos que gostavam de frequentar o
clube com a autonomia que a sala VIP fornecida.

— Oi, Krystal, — Vida cumprimentou-a com tristeza, apostando com

ela mesma, o seu um milhão de dólares fictício, pelo motivo que ela
estava lá.

— Ei, Vida. — A mulher se aproximou para se apoiar contra o balcão.

— Eu quero uma nova tatuagem.

— Certo. Aonde você quer a tatuagem? — Vida perguntou.

Krystal lhe deu um sorriso e uma piscada. —Na parte de cima da
minha bunda.

Vida olhou para a agenda, sabendo que estava pronta para a
próxima semana, sabendo que ela seria incapaz de cometer o deslize
passado, que tanto Colton ou Tessa estavam conscientes do que ela
estava fazendo. Ela estava presa.

— Sente-se. Colton estará com você em cerca de vinte minutos.

— Obrigada, Vida.

Vida observava com o canto do olho enquanto Krystal reaplicava
seu batom e, em seguida, cruzou as pernas, que estavam expondo à
perfeição da sua pequena saia jeans azul. Vida se sentiu deselegante
em seu jeans e camiseta. Ela não teve tempo para lavar suas roupas
e tinha pegado uma das gavetas de Colton. Isso estava solto no corpo
dela. Vida inconscientemente começou a mastigar o lápis que ela
usava para agendar compromissos em vez de prestar atenção à
mulher atraente esperando por Colton aparecer. Colton entrou na
sala, conversando com seu cliente sobre o pós-tratamento de sua
nova tatuagem. Em seguida, após o cliente sair, ele caminhou atrás
do balcão, olhando para o seu próximo compromisso. Ele lhe deu um
sorriso travesso quando olhou através da sala e Krystal se levantou.

— Krystal?

— Sim. — A mulher respirou, tentando colocar sedução em sua

resposta. Os dentes de Vida apertaram.

— Qual tatuagem que você está querendo? — Vida teve que chutar

a si mesma quando ela viu a diversão de Colton. O idiota sabia que
ela estava com ciúmes.

— Eu quero uma rosa na parte de cima de minha bunda. — Ela

virou-se lhe dando uma visão de sua bunda empinada, a mão
apontando para exatamente o local onde ela queria que a tatuagem
fosse colocada. — Você pode fazer isso?

— Claro que posso. Vamos para a minha sala.

Colton deu Vida um sorriso malicioso antes de escoltar Krystal para
a sala, passando por Tessa e seu cliente quando eles saiam. Vida se
sentou tensa e perdida em pensamentos, nem mesmo prestando
atenção quando Tessa veio para ficar ao lado dela depois que o seu
cliente saiu. Vida podia ver pela sua expressão que ela queria dizer
algo sarcástico, mas conseguiu se conter apenas dando uma ordem
cáustica para Vida.

— Me chame quando o meu cliente chegar.

— Certo.

Vida tentou se ocupar preenchendo vários pedidos de emprego em
estados que Sawyer e ela tinham sonhado para depois que Vida se
formasse. A título de curiosidade, Vida procurou emprego nas
proximidades da loja de Colton. Ela ficou surpresa que havia duas
posições para programadores de computador que seriam abertas no
mês que vem. Impulsivamente, Vida se candidatou on-line,
pressionando o botão de envio, assim quando Colton e Krystal
apareceram. Ela estava lhe dando um sorriso sonhador quando
perguntou se ele iria aparecer hoje à noite e esfregar a loção sobre
ela porque ela não sabia como ela poderia alcançá-la. O lápis na mão
estalou e ela fechou a computador. Não esperando para ouvir sua
resposta, Vida se levantou.

— Eu estou indo ali na frente pegar uma xícara de café. Estarei de

volta em cinco minutos, — Vida falou apressada.

— Espere um minuto, Vida. — Pegando sua mão quando ela estava

passando por eles, ele a puxou para o seu lado.

— Desculpe, Krystal. Vida e eu estamos ocupados esta noite. Tenho

certeza de que você vai se virar muito bem.

Krystal não tentou esconder sua decepção, olhando para Vida em
suas roupas largas. — Me ligue se alguma coisa mudar, Colton. —
Deixando Vida furiosa e Colton divertido, a mulher saiu antes que Vida
pudesse agir como uma louca sobre ela.

— Bem, se isso não é muito doce, — disse Tessa ironicamente. —

Vocês dois parecem tão fofos juntos.

— Tessa, não comece.

Vida ouviu a advertência na voz de Colton. Como de costume,
Tessa ignorou, andando para a frente com um olhar em seus olhos
que fizeram calafrios de aviso correndo pelas costas de Vida.

— Meu cliente me ligou, cancelando a sua sessão, por isso terminei

por hoje, — Tessa disse a Colton.

— Isso é bom. Vejo você segunda-feira. — Colton tentou calá-la,
mas Vida podia ver que a mulher queria sangue.

— Obrigada, isso funciona para mim desde que eu vou sair com

Roni hoje à noite. Você se lembra dela, não é Colton? — Vida sentiu
Colton endurecer ao lado dela.

— Você e Vida devem se juntar a nós. Nós quatro podemos sentar e

falar sobre como você é bom em foder, e você pode se sentar e se
glorificar em quantas bocetas o seu pau está tão orgulhoso de
receber.

— Cale a boca, Tessa. Saia agora.

Colton fez outra tentativa de deter o confronto. Um sorriso cruel
passou por seus lábios. — Ela conhece você, também, Vida.

Vida buscou em sua memória um rosto para o nome desconhecido,
chegando a um espaço em branco.

— Quando eu mencionei seu nome ela disse que conhecia a sua

mãe. Perguntou como você estava. Parece que ela e sua mãe eram
amigas, e até mesmo dividiram o palco juntas algumas vezes, Do jeito
que ela me disse. Elas gostavam de festejar juntas também. Colton,
não se lembra?

— Roni disse que Goldie falava sobre Vida o tempo todo. Você

mesmo ligava para Goldie festejar com você quando Roni tinha que
trabalhar e não podia ir. Ela me contou sobre os bons momentos que
vocês costumavam ter juntos. Vocês realmente devem falar com ela,
Vida. Seria um verdadeiro abrir de olhos. Claro, você pode não se
importar que o homem que você está fodendo também comeu a sua
mãe, mas isso me assusta.

— Saia, Tessa, e não volte. Você terminou aqui, para sempre. Se

você ainda tentar chegar à porta, eu vou chamar a polícia e você será
presa. Isso lhe daria um gosto do que eu tive por três anos.
— Colton... Você não quer dizer isso. — O rosto de Tessa ficou de

repente tão branco quanto o de Vida.

— Saia ou eu vou jogá-la para fora.

O rosto de Colton era uma máscara de fúria que mal mantinha o
controle. Tessa percebeu tarde demais que ela tinha finalmente
chagado a linha final com Colton. Ele estava cheio dela. Vida, através
de sua própria dor e horror, podia ver claramente que Colton nunca
mais iria querer Tessa perto dele mais uma vez. Quando Tessa
finalmente saiu correndo pela porta, deixou Vida e Colton olhando
para ela. Vida puxou a mão do aperto de Colton se afastando dele.
Indo para o balcão, ela arrumou seu computador em sua mochila.

— Vida.

A voz suave de Colton atraiu os olhos para ele. — Me deixe explicar.

— Basta responder uma pergunta para mim.

Colton correu os dedos pelos cabelos longos e, em seguida, cruzou
os braços sobre o peito. Vida podia ver que ele estava se preparando
para sua pergunta. — Continue.

— O que ela disse é verdade?

— Sim e não.

Um fluxo de raiva voou pela mente de Vida. A dor que a invadiu foi
por que ele nunca tinha falado com ela. Ele tinha escutado ela falar
sobre sua mãe e nunca mencionou que ele tinha sido um dos homens
que tinham brevemente a usado. E pensar que ele a havia tocado,
que ela até queria ter relações sexuais com ele ontem à noite, isso a
humilhou e a enojou.

— Seu filho da puta doente! — Vida gritou para ele. Pegando a sua

mochila, ela correu para a porta apenas para encontrá-la bloqueada
com Colton em seu caminho.
— Vida me escute. Eu vou te dizer tudo o que você quer saber.

Acalme-se.

— Não me diga para me acalmar seu... Seu... Pervertido. — Irritada

além do raciocínio, ela jogou a mochila com o computador nele,
atingindo-o antes que ele conseguisse empurrá-la de suas mãos.

Ela se virou para correr para a porta, mas o braço em volta da
cintura a impedia de sair pela porta. Ele a levantou do chão enquanto
ela lutava, seus pés chutando as costas dele, tentando ganhar a sua
liberdade. Colton estendeu a mão, fechando a porta e colocando a
placa fechado antes de caminhar com seu corpo lutando de volta para
sua sala. Fechando a porta atrás deles, ele a soltou e depois se
recostou contra a porta, bloqueando qualquer chance de fuga que ela
pudesse ter.

Tirando o seu cabelo de seu rosto e colocando a sua respiração sob
controle, Vida lhe lançou um olhar sujo. — Deixei me sair, Colton.

— Para onde você está pensando em ir?

— Eu vou ficar no lugar de King até que Sawyer seja devolvida na

próxima semana. Então, eu vou embora.

— Se você voltar para King, você terá que voltar a ser uma stripper

novamente.

— Isso é melhor do que ficar com um pervertido como você! — Vida

gritou com ele.

— Não me chame assim, não é legal e não é verdade. Você sabe

que não é. Eu poderia ter fodido você a qualquer momento na última
semana, em vez de deixá-la me provocar até minhas bolas ficarem
são azuis.

— Que tal você ir se foder? — Vida gritou.

— Que tal eu te foder em vez disso? — Ele respondeu, ficando
irritado.

Vida olhou ao redor da sala para encontrar algo para acertá-lo no
entanto, ele estava nela antes que ela conseguisse encontrar algo. Ele
a pegou e a jogou no sofá grande contra a parede, prendendo-a
debaixo de seu corpo pesado. Vida tentou arranhá-lo com unhas e
encontrou as duas mãos presas acima de sua cabeça. Vida continuou
a lutar contra ele até que ela se cansou se largando debaixo dele. Ela
virou o rosto para o lado para que pelo menos não tivesse que olhar
para ele.

— Acabou? — O rosto sombrio de Colton olhou para ela. Vida não o

reconhecia.

— Bom. Agora você vai me ouvir. — Colton relaxou contra ela. Seu

jeans cobrindo o seu pênis se encaixando em suas coxas.

— Eu conheci sua mãe quando entrei para os Predators. Ela estava

vendo um dos irmãos. Quando eles se separaram ela tinha feito várias
amigas, uma delas era Roni. Ela tinha vinte anos, Vida, mais jovem do
que você é agora. Eu tinha dezesseis anos, mas eu me envolvi com
Roni por dois anos. Eu nunca toquei a sua mãe. Minha boca ou mãos
nunca chegaram perto do seu corpo. Eu estive com Roni e várias
outras mulheres na sede do clube, mas não Goldie. Nós nunca fomos
atraídos um pelo outro. Nós nos tornamos amigos e fomos a muitas
festas juntos. Eram algumas festas muito pesadas Vida, mas eu
nunca a tive, nem uma vez.

— Por que você não me disse que conhecia a minha mãe?

Vida sussurrou. A raiva tinha ido embora, mas a dor permanecia.

— Porque eu gostava da sua mãe e eu sinceramente não queria

que você me fizesse perguntas sobre ela que eu sabia que iriam
machucá-la se eu lhe falasse a verdade.
— Ela era uma puta, não era?

— Não, querida, mas ela estava constantemente à procura de um

homem. Ela não gostava de ficar sozinha, Vida. Ela queria um homem
para compartilhar sua vida.

— Ela me tinha. — Vida mordeu o lábio para evitar tremer.

— Bebê, ela te amava nunca duvide disso, mas isso simplesmente

não era suficiente para ela. Ela não era como você. Você é forte, Vida.
Forte o suficiente para ficar no palco e despir o seu corpo e alma para
salvar sua amiga. Você coloca a sua aversão de lado para ajudar a
encontrar as mulheres que precisam de ajuda, simplesmente porque
você não podia virar as costas e ir embora. Não há ninguém como
você, Vida. Mesmo a sua própria mãe, que era a mulher mais doce
que eu já conheci não se pode comparar a você.

Ele soltou suas mãos. Vida a abaixou circulando seus ombros e, em
seguida, olhando em seus olhos.

Ela podia ver que ele estava dizendo a verdade.

— Me desculpe por bater em você com o meu computador e te

chamar de pervertido, — Vida se desculpou.

Colton sorriu para ela. —Isso é tudo de que você está arrependida?

— Será que eu te chamei de outra coisa? — Vida tentou pensar de

todos os nomes que ela tinha chamado ele em voz alta. Ele não podia
esperar que ela pedisse desculpas para os nomes que ela tinha em
sua cabeça quando ela não falou em voz alta.

— Não, eu estou falando de outra coisa.

— O quê? — Perguntou Vida desconfiada.

— Minhas bolas azuis.

— Oh. — Um sorriso brincou em seus lábios. —Por que eu deveria te

pedir desculpas por isso? Você não me pediu desculpas por me deixar
da mesma forma, — Vida o informou imprudentemente.

— Você tem bolas azuis?

— Não. Você sabe o que eu quero dizer.

Corando Vida escondeu o rosto em seu ombro.

— Oh, eu deixei meu bebê pendurada? É isso que você está

dizendo?

Vida estava feliz que ele não podia ver seu rosto, mas ela balançou
a cabeça contra ele.

— Bem, eu não posso quebrar a minha promessa que cuidaria bem

de você, posso?

— Não — Vida murmurou, incapaz de acreditar que o estava
incentivando. Colton se levantou para se sentar em seus joelhos entre
as coxas, puxando sua camisa para cima e tirando. Vida olhou para
seu peito coberto com várias tatuagens. Sua boca ficou seca quando
ela viu algumas desaparecerem sob o lado de sua calça jeans. Sua
mão puxou sua camisa antes de tirar o sutiã rosa frágil que tinha por
baixo.

— Essa são as minhas meninas bonitas.

Ele se inclinou dando a cada seio um leve beijo contra a sua ponta.
Saindo do sofá, tirou os sapatos e as calças jeans antes de puxar
Vida. Ela começou a protestar quando ele tirou a calcinha, mas ela
desistiu, sabendo que ele iria parar quando ela falasse.

Pela primeira vez, Vida gostou de exibir seu corpo nu, emocionada
que Colton gostava de vê-lo exibido diante dele. Seu pênis
endurecendo mostrou o quanto ele a queria. Quando ele recuou para
ficar no sofá com ela, Vida se pôs de joelhos. Antes que ele pudesse
adivinhar o seu próximo passo ela cercou a cabeça de seu pênis com
a boca, chupando o comprimento em sua garganta. Desta vez,
quando Vida teria apreciado a agressividade da noite anterior, ele
permaneceu suave, deixando-a ter somente a ponta. Seu dedo foi
para sua vagina, separando a fenda até que seus dedos rodaram na
umidade que se tornou ao ver o seu corpo nu.

— A sua bocetinha está boa e molhada, Vida. Você gosta de me ter

em sua boca, não é?

Vida assentiu com a cabeça contra ele. Era a verdade; Algo sobre
levá-lo em sua boca, sabendo que ele estava em sua misericórdia, fez
querê-lo. Era uma coisa estranha e assustadora querer parte dele. O
pensamento de ele querer outra mulher como Krystal, Tammy ou
Tessa levou a provar para si mesma que ela era tudo o que ele
precisava para satisfazer esses desejos que ela viu passar no fundo
de seus olhos. Vida era inocente, no entanto, ela tinha aprendido uma
coisa nas últimas semanas estando no King; Se você controla o pênis
de um homem, você pode controlá-lo.

— Eu não quero nem saber o que você está pensando agora. Tenho

a sensação de que é melhor se eu nunca saber, — Colton disse
ironicamente.

— Eu só estava pensando o quanto eu amo o seu gosto.

Os olhos de Colton se estreitaram, não acreditando nela nem um
segundo.

— Você sabe o que seria ainda melhor?

— Não, o quê? — Perguntou Vida, tentando deixá-lo louco agitando

a língua sobre a crista de seu pênis.

Colton se afastou dela para se sentar no sofá, puxando-a para o
seu colo, com os joelhos em cada lado de seus quadris. Seu pênis
esfregou contra seu calor úmido e Vida pressionado com mais força
contra ele. O aumento da pressão quase lhe fez gozar.
— Você me quer bebê?

Vida o queria tanto que doía. Todas as dúvidas que ela tinha haviam
desaparecido e ela sabia exatamente o que estava procurado.

— Eu quero você, Colton.

Colton a levantou pelos quadris até que a ponta do seu pênis roçou
sua entrada. Suas mãos agarraram seus os ombros, balançando em
seus joelhos quando ele lentamente a trouxe para baixo sobre ele. O
sentiu empurrando para chegar dentro dela e ele a fez querer descer
em seu pênis, mas ele a manteve sob controle apertando os seus
quadris evitando que ela se movesse.

— Coltonnn... Por favor... Me... Foda... — Vida tentou se mexer

ainda mais sobre ele, mas ele cerrou os dentes.

— Eu estou tentando não machucá-la.

— Isso não consegue ser pior do que está, — Vida protestou.

Ignorando-a, ele deslizou outra pequena polegada dentro dela. Vida
queria mais. Ela se inclinou pegando o seu mamilo na boca,
mordendo.

— Droga, Vida. — Os quadris de Colton subiram rasgando seu

hímen em um impulso duro. Vida caiu contra seu peito.

— Eu machuquei você?

— Não, — Vida mentiu.

— Não minta para mim, bebê. Eu queria fazer esta uma bela

experiência para você. Eu queria ter você na sua primeira vez em uma
cama, não em um sofá, — ele disse com pesar.

— Você está tornando isso bonito, Colton, — Vida sussurrou em seu

pescoço.

Os dedos de Colton foram para a união de suas coxas.
Encontrando seu clitóris, ele acariciou até que Vida gradualmente
começou a se mover em seu pênis, estremecendo um pouco quando
ele deslizou ainda mais profundo. As mãos de Colton foram para trás
de sua cabeça. — Finja que você está me dando uma lap dance.

— O que?

— Pense em sua canção favorita em seguida, finja que você está

me dando uma lap dance.

Vida pensou em sua canção favorita depois, gradualmente,
começou a se mover em cima dele. Provocando ao esfregar seus
seios levemente contra seu peito. Ela moveu lentamente seus quadris
contra ele, em vez de para cima e para baixo. O atrito contra ela
trouxe a sua paixão de volta como uma vingança.

— Oh. — Vida olhou para ele com o desejo claro em seus olhos.

Colton sorriu de volta para ela. — É uma sensação boa, não é?

— É incrível. — Vida deixou a música em sua mente conduzir o

corpo dela.

Ela parou de pensar, descendo em Colton, dirigindo seu pênis
dentro dela. Ela começou a se mover mais rápido e quando
aumentava a velocidade se sentia cada vez mais perto. Toda vez que
ela descia contra ele dava o estímulo que ela precisava. Colton se
inclinou para frente, de repente, seus quadris empurrando para cima
quando ela descia duro contra ele. Ela o prendeu, apertando-o com
força quando ela gozava em um clímax que a fez balançar contra ele
até que ele a manteve imóvel empurrando forte dentro dela. Uma
série de empurrões dentro dela a fez chegar até o limite do êxtase
mais uma vez.

— Porra, — Vida disse, sua cabeça caindo para a frente. Exausta,

ela estava deitada contra ele. O corpo de Colton estava tremendo.
Vida levantou a cabeça para descobrir que ele estava silenciosamente
rindo dela.

— Você está rindo de mim? — Ela perguntou incrédula.

— Mais ou menos.

— Por quê? — A última coisa que uma mulher queria ouvir era o

homem que ela terminou de ter relações sexuais, rindo.

— Bebê, você é a fantasia de todo homem. Você fode como se não

tivesse o suficiente do meu pau, e ainda fala sacanagem. Um homem
não pode pedir mais.

— Uma mulher poderia pedir, — Vida respondeu.

— Eu não posso lhe dar mais, agora se alguém colocar uma arma

na minha cabeça — brincou Colton, puxando-a para frente até que
ele beijou suavemente seus lábios.

— Obrigado.

Vida sabia o que ele estava lhe agradecendo. — De nada.

— Você gostaria de uma tatuagem?

Vida pensou no início que ele estava brincando, mas ela realmente
aceitou. — Sim, eu nunca quero esquecer esta noite.

— Eu acho que sei exatamente qual a tatuagem. Se vista. — Colton

a ajudou a sair de seu colo.

Vida tentou não parecer preocupada quando ela se lembrou que
não tinham usado um preservativo.

— Eu sempre usava preservativo com as outras mulheres, Vida. Eu

juro, eu não colocaria sua saúde em risco. — Disse ele quando Vida
não conseguiu esconder a sua preocupação.

— Eu acredito em você. Felizmente, estou tomando pílula porque

sinto cólicas horríveis quando eu estou menstruando.
Colton não parecia feliz com a notícia.

— Eu pensei que você estaria aliviado que não estaria grávida. —

Colton encolheu os ombros, puxando sua calça jeans.

— Eu não teria ficado chateado. Eu gosto de crianças.

— Eu também. — Vida pegou suas roupas indo para o banheiro em

frente à entrada da sala de Colton. Se limpando, se vestiu antes de
voltar para a sala. Ela o encontrou sentado em seu banco, pronto para
começar.

Vida se sentou na cadeira. — Dê-me sua mão, — Colton exigiu,
levantando a dele. Vida colocou a mão na sua. Ele virou limpando a
parte de trás do seu pulso antes de começar a traçar a tatuagem.
Desta vez, Vida tinha uma visão clara de como ele trabalhava.

— Você não se cansa de fazer tatuagens? — Vida perguntou com

curiosidade.

— Não, isso me relaxa. Eu gosto de fazer. Tentar dar vida aos

projetos das pessoas que eu conheci é apenas desafiador.

— Qual foi a pior tatuagem que você já fez?

Colton trabalhava de forma constante. — Max. Ele continuou me
incomodando para fazer uma grande tatuagem em suas costas.
Queria cobrir todas as suas costas. Eu fui me esquivando, mas uma
noite ele finalmente me encheu e eu o tatuei.

— O que você fez?

— Bem, nós dois estávamos bêbados. Eu pensei que tinha feito um

pequeno trabalho, mas ambos acabamos desmaiados. Nós
acordamos no dia seguinte e ele veio ao meu quarto para me mostrar
o que eu tinha tatuado nele.

— O que foi?

— Um selo da caminhada.
— Você não fez. — Vida riu.

— Eu fiz. — O homem ficou louco. Eu mal consegui escapar vivo.

Ele nem sequer me deixou tocá-lo para cobrí-lo. Ele procurou outro
artista para cobrir para ele.

— Ele parece tão legal. Eu não posso imaginar ele com raiva.

— Bebê, eles o nomearam como Max. Esse é o seu apelido,—

explicou Colton.

— Isso não diz muito. O apelido Max é meio chato.

— Pense nisso. Max, como em "Mad Max."

— Oh.

— Sim. Ele me deu um olho roxo que durou um mês para ficar bom

isso para não mencionar que ele destruiu o meu quarto.

— Uau.

— Não o irrite, — advertiu Colton.

— Eu não vou.

Colton trabalhava de forma constante durante uma hora antes dele
terminar, limpando o pulso com um pano limpo. Ele se afastou do seu
banco para ver sua reação.

— O que você acha?

Vida olhou para a parte de trás do seu pulso. Lágrimas obstruíram a
sua garganta. Um bem me quer azul. Havia videiras descendo
enterradas nas flores. Você podia ver três nomes; Sawyer, Callie e
Colton. Ele tinha dado a ela o nome dele duas vezes. Vida sabia que
ele estava dizendo o quanto ela significava para ele.

— Eu não consigo pensar em nada mais perfeito do que esta noite,

Colton. Toda vez que eu olhar para isso, eu vou lembrar-me de todos
que eu amo.
O nome de Callie e as flores juntas fez um traço de agitação em sua
memória.

— O que há de errado? — Colton pegou o pulso dela, envolvendo-o

com cuidado.

— Eu não sei. — Vida franziu a testa. — Ontem à noite Briggs me

disse que Sawyer tinha sido levada por causa da nossa conexão com
King. Colton, exceto por minha mãe trabalhar para ele, não havia
nenhuma conexão. Eu não compreendo.

Ela podia ver que não era a primeira vez que ele tinha escutado o
mesmo comentário.

— Quando eu comecei a perguntar por ai descobri a mesma coisa,

Vida. King deixou uma ordem de proteção para você e Sawyer. Depois
de sua irmã, somente alguém determinado a provocar King teria
tocado qualquer uma de vocês.

— Eu não entendo. — Vida viu Colton limpar sua sala.

— Tem que haver algo que está faltando. Vamos lá. É tarde, e você

precisa de um pouco de comida e sono.

Ela assentiu com a cabeça, seguindo-o no automático quando
saíram.

Dirigindo para casa, Vida tentava pensar sobre King, procurando em
sua mente e nada aparecia.

Colton arrumava o jantar enquanto Vida tomava banho. Ela temia
algo que ela tivesse se esquecido e pudesse prejudicar a segurança
de Sawyer. Vida lavou o cabelo, querendo desesperadamente que
toda essa confusão acabasse, mas um profundo, escuro medo estava
crescendo dentro dela lhe advertindo que estava apenas começando.
Capítulo 18

Vida acordou na manhã seguinte encontrando Colton dormindo.
Eles haviam ido para a cama depois do jantar. Vida tinha tentado
dormir no sofá, no entanto Colton a convenceu com vários beijos
ardentes que dividir sua cama era a opção mais agradável. Seu corpo
dolorido disse que ela precisava de um banho quente.
Silenciosamente, não querendo acordar Colton, ela foi para o
chuveiro, onde a água quente acalmou seus músculos doloridos.
Passando a esponja com sabão sobre seu corpo, Vida pulou quando
a porta do chuveiro abriu inesperadamente.

— Colton, saia. — Vida tentou se virar. Colton ignorou seus
protestos, entrando no chuveiro ficando atrás dela.

— Puta merda. A água está quente, — Colton resmungou.

— Então saia, — Vida ordenou.

— Bebê, eu vi e toquei tudo que você tem a noite passada. Por que

ficar tão tímida sobre tomar banho comigo?

— Um banho é pessoal.

— Aqui não haverá nada mais privado. Eu vou aprender tudo sobre

você e você vai aprender tudo sobre mim.

— Eu não sei se eu quero que você aprenda todos os meus

segredos.

Vida virou para que a água pudesse lavar o sabão.

— Não molhe a sua tatuagem, — advertiu Colton. Bateu na bunda

dela para entender a sua mensagem.

Vida pulou lhe dando um olhar sujo. Ele sorriu de volta, estendendo
a mão para tirar a esponja com sabão e passou sobre o corpo dela.
— Eu já me lavei, — protestou ela.

— Eu acho que você se esqueceu de uma parte.

A mão de Colton passou entre as pernas, a esponja macia
esfregando contra sua vagina. Vida não foi capaz de se impedir de
espalhar mais as pernas enquanto ele esfregava com mais força
contra seu clitóris. Estendendo a mão, ela apoiou uma mão em seu
ombro quando se sentiu ficando mais animada com o atrito que ele
criou. Olhando para baixo, ela viu seu pênis duro e escorregadio.

— Colton...

Ele balançou sua cabeça. — Você está muito dolorida.

Se negar a fez querer ainda mais.

— Por favor, Colton. Eu preciso de você.

Ela pegou seu pênis na mão acariciando-o lentamente no início, em
seguida, construindo sua velocidade até que teve que apoiar uma
mão na parede do chuveiro. Sua mão caiu.

— Venha aqui.

O controle de Colton quebrou, empurrando-a contra a parede do
chuveiro, ele levantou uma das pernas para os quadris. Seu pênis
estocou com um impulso duro. A dor requintada fez Vida morder seu
ombro.

— Filho da puta, — Colton sussurrou, empurrando mais de si

mesmo dentro dela.

Vida foi à loucura, lutando com ele pelo controle, dirigindo seus
quadris contra ele enquanto empurrava dentro dela, procurando e
encontrando o movimento que lhe trouxe o maior prazer. Ela gemeu
quando finalmente conseguiu convencer Colton a lhe dar o que ela
precisava. Ele bateu em seu interior com uma série de estocadas
enquanto os braços circularam os ombros e sua cabeça caiu para trás
contra a parede do chuveiro.

— Duro Colton. Foda-me mais duro.

Colton estocava mais a trazendo sobre a borda. Sua vagina se
apertando agarrou seu pênis, pegando-o despreparado para o clímax
que ele não podia segurar, forçando um gemido duro em sua
garganta.

Depois disso, ele a lavou de novo e então, cuidadosamente ajudou
seu corpo tremendo a sair do chuveiro. Vida não podia deixar de
tremer. Colton a secou depois a carregou levando-a de volta para a
cama. Deitando ao lado dela, ele a puxou para seus braços.

— Eu entendo agora, — Vida sussurrou em voz alta.

— O quê? — Colton virou a cabeça para olhar para ela.

— Minha mãe. Eu a tinha julgado quando era uma criança.

Vida tinha sido crítica, quando sua mãe estava em causa, sempre
olhando para ela do seu próprio ponto de vista e não do ponto de vista
de sua mãe. — Ela estava procurando por isso, não era?

— Sim, sua mãe era a mulher mais dada que eu já conheci até

você. A este respeito, você ganha dela. Ela era uma pessoa
maravilhosa. Ela queria um homem que ela pudesse amar em sua
vida. Ela só não teve sorte o suficiente para encontrá-lo.

Vida olhou para o teto. Sua vida tinha sido planejada e ela tinha
tanta certeza do que estava procurando. Desde que conheceu Colton,
no entanto, ela sentiu como se tudo estivesse mudando. Se afastando
ela saiu da cama e se vestiu. Ignorando a carranca de Colton, ela
escovou os cabelos antes de trançá-lo.

— O que você está fazendo?

— Eu preciso lavar algumas roupas, e eu estou com fome.

Precisamos de mantimentos. — Vida falou várias coisas que eles
precisavam fazer em seu dia de folga.

— Ok. Comida primeiro e depois faremos todo o resto.

Vida assistiu enquanto ele se vestia, lamentando que ela tivesse
posto fim à sua festa de foda, mas ela precisava de algum tempo para
descobrir o que ela estava fazendo. Eles decidiram sair para tomar
café da manhã dividindo uma enorme pilha de panquecas e rindo de
quem tinha o maior apetite. Depois, eles foram às compras no
supermercado. Vida escolheu vários itens que seriam fáceis de
preparar depois de trabalhar na loja durante todo o dia, enquanto
Colton escolheu itens que poderiam ser feitos em micro-ondas e não
tinham gosto. Estes Vida tirava do carrinho.

— Ei, eu queria aqueles burritos, — Colton reclamou.

— Não, você não quer.

Vida empurrou o carrinho de supermercado deixando-o para trás.

— Eu quero.

— Coisas como essa não vão te alimentar, isso vai fazer você

engordar.

Vida empurrou o carrinho para a fruta fresca. Escolhendo uma
variedade de maçãs e laranjas, ela as colocou no carrinho.

Colton colocou vários itens no carrinho, a maioria foram rejeitadas e
devolvidas por Vida.

— Eu estou levando o meu cereal. — Colton protestou quando ela o

colocava de volta na prateleira.

— Nós não precisamos dele. Temos aveia e as panquecas

congeladas que você quis levar.

— Vida, eu não estou desistindo do meu cereal.

— Colton, você vai...
— E eu não vou engordar porque eu pretendo queimar calorias te

fodendo.

Vida fechou a boca e colocou o cereal de volta no carrinho.

Eles tinham caminhado para o supermercado perto do apartamento.
Levando os mantimentos de volta para o apartamento, Vida sorriu.

— O que é tão engraçado? — Perguntou Colton.

— Eu jurei que não acabaria como a minha mãe, mas aqui estou eu,

carregando mantimentos de volta para um apartamento a três
quarteirões de distância de onde eu cresci.

— O destino é uma cadela.

— Sim, ele é.

Vindo num cruzamento, eles pararam, à espera do semáforo ficar
vermelho para que pudessem atravessar. Os carros pararam quando
a luz ficou vermelha. Com o canto do olho, ela viu um garotinho em
sua bicicleta na calçada andando em direção à estrada. Ele estava
tentando parar, no entanto, ele estava indo rápido demais. Ele ia
correr para frente dos carros que tinham começado a se movimentar
em outra direção, agora que a luz para eles estava verde.

Vida instintivamente baixou os sacos de supermercado e começou
a correr, gritando quando ela percebeu que não chegaria a criança no
tempo. Colton passou correndo por ela, mal conseguindo alcançar a
criança antes de um carro frear.

A mãe da criança correu saindo de uma das lojas, gritando
freneticamente ao mesmo tempo em que agradeceu a Colton.

Ele levantou a bicicleta de volta na calçada e entregou a criança a
sua mãe, lhe assegurando que estava bem.

— Graças a Deus, — Vida disse quando Colton voltou para o lado

dela.
— Vamos pegar as compras — disse Colton severamente.
Felizmente, eles não tinham comprado nada que pudesse ter sido
quebrado. Trêmula, Vida andou o resto do caminho para casa, onde
Colton levou as sacolas dela e, em seguida, sentou Vida na mesa da
cozinha enquanto pegava uma garrafa de água da geladeira.

— Você salvou a vida daquela criança — disse ela com voz trêmula.

Colton balançou a cabeça. — Eu nem sequer vi o que estava
acontecendo até que você saiu correndo. Você o salvou, não eu. A
mãe deve vida dele à você.

Vida estava prestes a levar a garrafa de água para os lábios quando
parou. Uma memória que tinha esquecido voltou à vida, retornando
em sua mente.

— Vida?

Colton parou de guarda as compras, vendo-a quando entendimento
apareceu em seu rosto.

— Eu me lembro, Colton. Lembro-me de algo sobre King — Colton

se sentou ao lado dela na mesa.

— O que você lembra?

— Quando éramos pequenas, Sawyer, Callie e eu estávamos

brincando um dia no parque infantil.

Aquilo não tinha sido um parque normal; Ele tinha dois escorregas e
um carrossel que não funcionava. Eles geralmente sentariam sobre
ele em vez da sujeira para brincar com suas bonecas. Isso era,
Sawyer e ela brincavam com suas bonecas, Callie não tinha
nenhuma. As meninas compartilhavam com ela, mas ela nunca tinha
uma dela mesma.

— Um dia, Callie apareceu com uma nova boneca. Ela estava tão

orgulhosa dela. Ambas Sawyer e eu a queríamos brincar com a
boneca. Ela era tão doce, Colton. Esse foi o primeiro brinquedo que
eu tinha visto com ela, mas ela compartilhou conosco. Estávamos nos
divertindo. Eu não posso acreditar que eu esqueci isso, Colton. Eu
ainda posso vê-la brincar com essa boneca.

— Você provavelmente bloqueou por ser lembranças dela tão

dolorosas. — Colton pegou a mão dela.

Vida segurou-a com força, dando continuidade a sua história:

— Havia uma gangue de meninos que estavam nos incomodando,

especialmente a Sawyer. Ela estava com a boneca de Callie e um dos
rapazes pegou da sua mão e a jogou na rua. Callie saiu correndo para
a rua. Sawyer e eu corremos atrás dela, nós duas chegamos pouco
antes de um carro passar sobre a boneca, esmagando-a. Se não
tivéssemos alcançado ela a tempo, ela teria sido morta. Esse carro
estava indo tão rápido... — A voz de Vida rompeu.

— O que isso tem a ver com King?

— Ele veio correndo do prédio dos nossos apartamento igual a mãe

fez hoje com o mesmo olhar em seu rosto. Ele estava apavorado. Ele
gritou conosco dizendo que poderíamos ter morrido.

— Será que ele prestou atenção a qualquer uma de vocês em

particular?

— Não, ele apenas nos levou para o parque infantil e deu o inferno à

aqueles meninos. Assustando todos e os fazendo correr para casa.

— É tudo o que você lembra? — Perguntou Colton.

— Eu acho que sim. Acho que ele disse algo a Sawyer, mas eu não

me lembro. Eu não podia ouvi-lo muito bem porque Callie estava
chorando muito por ter perdido a sua boneca e eu estava a
segurando, mas Sawyer ouviu porque eu a vi dizer algo de volta. Ele
saiu depois disso. Mas Colton, depois daquele dia, ninguém nos
incomodou novamente. Quando aqueles meninos nos viam de novo,
eles sempre saiam.

— Vida, o que você sabe sobre o seu pai?

— Não muito, minha mãe ficou grávida quando tinha quatorze anos,

me teve quando tinha quinze anos. Meu pai tinha dezessete. Viveram
juntos até que eu nasci, em seguida, ele voltou para sua família. Ela
disse que ele foi morto em um acidente de carro, dirigindo um carro
caro que seus pais tinham lhe dado por nos deixar.

— Goldie me disse a mesma coisa. O que você sabe sobre o pai de

Sawyer?

— A mãe e o pai de Sawyer se casaram, ele foi morto quando

Sawyer era um bebê. É por isso que a Mãe dela era tão super
protetora. Ela quase nunca deixava Sawyer fora de sua vista. Você
acha que King poderia ser seu pai e que sua mãe mentiu? Isso
poderia ser outra razão para sua superproteção.

— Eu não sei. Será que Callie nunca falou sobre seu pai?

Nisso, Vida revirou os olhos. — Ela nem sequer sabia o que era um
pai até ser explicado a ela quando ela tinha quatro anos de idade.
Mas eu não posso imaginar King tocando na mãe de Callie, você
pode?

Colton balançou a cabeça. — Não, até eu odiava a cadela, o pouco
que eu conhecia dela.

— Ele não poderia ser o pai da Callie. Ele vendo como Callie era

tratada tentaria evitar não tentaria?

— Eu não sei. A morte da irmã dele o afetou bastante— respondeu

Colton, passando as mãos pelos cabelos.

— Se o que estamos pensando é verdade, Digger pode ter

descoberto que uma das três é filha do King.
— Eu vi fotos de meu pai, Colton. Eu realmente não acho que King

seja meu pai. Eu meio que sou parecida com o meu pai, das fotos que
eu vi.

— Então ele tem que ser Sawyer ou Callie. Callie está morta, onde

ninguém pode tocá-la mais. Se for Sawyer e Digger descobriu ou já
percebeu isso, você não vai tê-la de volta.

Vida tentou não chorar, mas não teve sucesso. Seu medo por
Sawyer superou seu desejo de ficar forte.

Colton a puxou para o seu colo. — Vou ligar para King. Nós vamos
ter que levá-lo a nos dizer a verdade. Não vai ser fácil, Vida.

Vida assentiu com a cabeça, tentando controlar as suas emoções.
— Você termina de guardar as compras enquanto eu ligo para King.

Colton ainda estava no telefone quando ela terminou de guardar o
resto das compras e quando ela começou a lavar a roupa. Ela reuniu
algumas roupas de Colton e as suas próprias e começou uma carga
na máquina de lavar. Ela voltou para a sala para encontrar Colton
ainda falando ao telefone. Vida podia ver pela expressão em rosto que
não era uma boa notícia. Desligando a chamada, Colton pegou as
chaves da moto.

— O que está errado?

— King não está atendendo o seu telefone. Eu liguei para o clube;

Ele não está em seu quarto e ninguém o viu desde a noite passada.
Ice ligou e disse que precisamos ir para o clube.

— Sawyer? — Vida perguntou, assustada.

— Ele não me deu qualquer informação, apenas nos disse para nos

apressarmos.

Vida correu para a porta com Colton atrás dela. Colton não dirigiu
de forma imprudente, mas ele não cumpria o limite de velocidade. Ela
rezou de todas as formas que eles não fossem parados. A violação da
condicional era a última coisa que eles precisavam agora. Colton
parou em frente a um grande edifício na periferia da cidade, com um
grande número de motos em frente e estacionou sua moto na parte de
trás do prédio. Pegando a mão de Vida, eles caminharam para a porta
dos fundos.

Batendo, demorou apenas um minuto antes de uma grande mulher
de cabelo cinza atender a porta. A carranca dela se transformou em
um sorriso quando ela abriu mais a porta e empurrou Colton para um
abraço. Vida riu quando a mulher o jogou de lado e lhe deu um soco
no braço.

— Você boceta, só agora vem nos ver, e você saiu a algumas

semanas.

— Gert, você sabe que é melhor eu ficar longe...

— Com medo que eles te mandem de volta para a prisão? Na minha

época, eu teria cumprido o meu tempo. Eu não iria lidar com nenhuma
liberdade condicional, — a mulher se gabou.

— Será que eles tinham carros e aviões naquela época ou eram

pessoas que ainda andavam a cavalo? — Colton brincou.

— Eu vou enfiar um cavalo na sua bunda, — Gert ameaçou de

brincadeira.

Vida não podia deixar de rir, virando a atenção da mulher para ela.

— Quem é a cadela? — Vida endureceu pronta para dar uma

resposta de volta para a mulher.

Desta vez foi Colton que estava rindo. Colocando um braço em
torno do ombro de Vida, ele a puxou para o seu lado.

— Esta é Vida.

— Ela é bonita. O que ela quer com a sua bunda?
Colton sorriu, respondendo a sua pergunta sem palavras. Vida
queria estrangulá-lo.

— Vá em frente. Ice está esperando por você. Sua cadela pode

esperar aqui fora com as outras e comigo.

— Mas eu quero... — Vida foi interrompida.

— Não importa o que você quer. Nenhuma mulher é permitida na

igreja. Vá em frente, Colton, eu tenho isso.

— Eu não vou demorar— disse ele antes de desaparecer atrás de

uma porta ao lado deles.

— Vamos, eu vou lhe mostrar.

A atitude sem noção de Gert deixou Vida sem uma escolha. Gert a
levou para uma grande sala com várias cadeiras, duas mesas de
bilhar e um grande bar com vários bancos. Um grande grupo de
mulheres estava sentado nas cadeiras de grandes dimensões,
conversando. Elas eram de várias idades; Várias pareciam ter a sua
idade ou mais jovens, mas havia muitas que eram mais velhas. Elas
pararam de falar quando Gert entrou na sala com ela.

— Esta é a velha senhora de Colton, então é melhor se

comportarem vadias, — ela ameaçou as mulheres. — Você quer uma
cerveja? — ela perguntou a Vida.

— Obrigada. — Agora Vida precisava de todo o álcool que pudesse

conseguir com todas as mulheres olhando para ela. Gert foi atrás do
bar antes de voltar com uma cerveja gelada, entregando a ela.

— Obrigada.

— Bem, se ela não é educada— disse uma loira maliciosamente.

— É melhor prestar atenção a sua boca, — disse uma morena
bonita, se levantando e vindo para a frente.

— Por que tem que beijar sua bunda? Colton não é mais um
membro. O idiota fodido foi pego... — Um tapa forte em seu rosto a
fez cair para trás na cadeira em que estava sentada. Gert estava de
pé sobre ela.

— Eu lhe disse para ser agradável, cadela. — A loira calou a boca,

segurando sua bochecha.

— Isso é Rita, e eu sou Crush. — Vida sorriu para a bonita morena.

— Sente-se, e vou apresentá-la a todas as outras.— Vida se sentou

numa cadeira vazia ao lado de uma jovem garota perguntando se ela
já tinha dezoito anos.

— Oi, eu sou Rave.

Quando as outras mulheres se apresentaram, Vida não tinha
certeza se conseguiria se lembrar seus nomes, ela estava tão
nervosa.

— Como você conheceu Colton? — Perguntou Rave. Vida lhes

contou sobre seu encontro com Colton no clube de strip e até mesmo
as mulheres que lhe deram uma recepção fria pareciam descongelar.

Rita veio se sentar ao lado dela. — Eu não sabia que você era uma
irmã. Do jeito que você estava vestida, eu pensei que você fosse uma
vaca recalcada. Eu fui uma stripper também, antes de conhecer
Lizard. Ele não gostava de um bando de estranhos olhando para os
meus peitos.

— Ele não se importa se todo homem no clube os veja. — Gert

provocou.

— Isso é diferente. — Rita deu de ombros.

— Sim, ele sabe que você é uma puta— Gert interrompeu

novamente.

— Mulher, eu vou puxar o seu cabelo grisalho de sua cabeça se

você não calar a boca. — Gert se recostou na cadeira rindo. — Venha
me pegar.

Rita ignorou, virando-se para Vida. Elas ainda estavam
conversando quando os homens entraram na sala. Colton veio sob o
ataque de várias das mulheres, cada uma tentando chamar sua
atenção. Várias ainda o beijando na boca se revezando. O sangue de
Vida estava começando a ferver.

— Acalme-se, elas estão apenas dizendo oi — disse Gert ao seu

lado.

— Elas não precisam utilizar a sua língua para isso — Vida

respondeu bruscamente.

Colton, vendo ela, se livrou das mulheres e veio para o lado dela.
Ele enrolou o braço em torno da cintura dela e a puxou quando Ice e
Max conseguiram sair do meio da multidão.

— Vida, você se lembra de Ice e Max? — Outro homem parou ao

lado de Ice. — Esse é Buzzard. Ele é o Vice presidente do Ice. Vida
reconheceu cada homem, seus olhos indo para um atrás do grupo
com a cicatriz. O braço de Colton a apertou quando ele viu o que ela
estava olhando.

— Este é Jackal. Ele é o sargento de armas de Ice.

— Por que Ice precisou ver você? — Vida tirou a atenção dos

membros do clube, preocupada com a segurança de Sawyer.

— Ice queria me dizer o que aconteceu ontem à noite. Parece que o

FBI invadiu o estúdio de gravação, e no porão tinha cerca de dez
mulheres lá, e elas estavam em má forma. Dois homens de Digger
foram presos. Digger estava lá, mas ele conseguiu escapar.

— Não — Vida não podia acreditar que o bastardo nojento

conseguiu fugir.

— Sim, os fodidos estúpidos o deixaram escapar entre os seus
dedos do caralho. Agora ele está culpando King por dedurar ele e está
determinado a voltar e depois matá-lo, nessa ordem. — Ice confirmou
seu pior medo.

— Como você sabe? — Ninguém respondeu.

Vida se lembrou do que Seth tinha dito a ela sobre Digger ter alguns
amigos nos Predators. Vida estava disposta a apostar que um ou dois
estavam apenas fingindo manter um olho sobre o que Digger estava
fazendo. Em seguida, outro pensamento lhe ocorreu.

— Digger irá atrás da Sawyer, — Vida sussurrou. Se houvesse uma

conexão com King, ele mataria a Sawyer. — Nós temos que encontrá-
la.

— Nós estamos correndo atrás disso. Vai levar tempo.

Pelo jeito de sua voz, Ice não tinha muita esperança. Vida se virou
para Colton, escondendo o rosto em seu peito, não querendo que
ninguém a vesse chorando.

— Nós vamos encontrá-la, bebê. — Colton tentou lhe dar esperança,

mas Vida sabia após perder Callie, que a ajuda viria tarde demais.
Eles ficaram até que escureceu. Colton estava no bar com os amigos,
rindo e brincando. Ele tinha sentido muita falta quando foi para a
prisão por causa de Tessa. Ele tinha uma vida, amigos e um negócio
que ele tinha sacrificado para que a mulher que ele tinha casado e
que carregava seu filho não sofresse.

— Ele é um cara legal, — disse Gert ao lado dela.

— Sim, eu estou percebendo isso — concordou Vida.

— Uma mulher já fodeu com ele uma vez. Eu entendo que a sua

amiga esteja em apuros, mas eu não quero que Colton se meta em
apuros novamente tentando proteger outra mulher.

Vida olhou para Colton. Gert estava certa, ele não teria nenhuma
participação nisso. Ele só estava envolvido por causa dela.

— Eu não vou deixá-lo se machucar, — Vida prometeu.

— Se você fizer isso, eu vou chutar a sua bunda. — Gert prometeu

com um olhar duro.

— Ok.

Vida iria ter certeza que Colton não fosse ferido, e faria o que fosse
preciso, embora isso tivesse pouco haver com a promessa de Gert.

— Por que as duas parecem tão sérias? — Perguntou Colton,

entregando a Vida outra cerveja.

— Estou dizendo que ela precisa pegar algumas roupas mais sexy
se ela vai ser sua cadela, — Gert mentiu.

— Eu gosto dela do jeito que ela é. Deixe-a em paz, Gert.

— Eu irei. Se ela seguir o meu conselho, — disse ela com um olhar

significativo.

— Esta pronta?

— Sim, — respondeu Vida.

Colton foi dizer a Ice que eles estavam saindo, enquanto Vida dizia
adeus a Rita, Crush e a outras mulheres. Quando saíram, ela pegou
os olhos de Ice e de Jackal sobre ela. Tinha a sensação de que eles
tinham a mesma ideia de Gert, que ela estava levando Colton pelo
mesmo caminho que Tessa levou. Vida estava indo para provar que
estavam errados.
Capítulo 19

Quando eles voltaram para o apartamento, Vida secava as roupas
que ela tinha lavado mais cedo e começou a carregar outra. Colton
não se voluntariou para dobrar as roupas quando ela secou a segunda
carga, mas ele esfregou a loção sobre a tatuagem dela. Vida
percebeu que era mesmo uma troca.

— Você acha que Tessa vai aparecer para trabalhar amanhã? —

Vida perguntou observando sua reação.

— Não se ela for inteligente, — disse ele severamente.

— Isso não importa Colton. Se ela quiser voltar, deixe-a. Eu sinto

muito por ela.

Colton olhou para ela como se ela fosse louca.

— Eu sinto. Eu não sei se agiria muito melhor se te visse com outra

mulher — ela confessou.

— Você não mentiria. Você poderia ficar com raiva e provavelmente

jogaria alguma coisa, mas você não mentiria. Roni deve ter dito a
verdade, que eu nunca toquei em Goldie. Tessa sempre mente, seja
para causar problemas ou para se manter longe de problemas. Ela
nunca diz a verdade.

Vida não conseguia entender por que a mulher tinha destruído seu
casamento por causa de drogas. Em vez de falar com ele para tentar
salvar seu casamento, ela havia mentido. Ainda mais, vendendo a si
mesma para continuar mantendo a mentira. Cansada, Vida foi tomar
banho e vestir o seu pijama. Ela saiu para encontrar Colton esperando
por ela na cama com um sorriso perverso.

— Oh não, você não. Estou cansada e dolorida, — disse Vida
inflexivelmente. Colton estendeu os braços para ela e Vida se afundou
nele.

— Eu gosto disso.

— Eu gosto também — respondeu Colton. — Claro, eu gosto do

outro, também. — Os olhos de Vida se fecharam.

— Você tentou ligar para King de novo?

— Sim, ele ainda não atende e ninguém o viu no clube.

— Será que Digger o pegou? — Vida estava preocupada. Mesmo

que King fosse cruel, ele havia tentado ajudá-la quando ninguém mais
fez.

— Eu não sei. Nós apenas temos que esperar agora. — respondeu

Colton.

Esperar. Isso era tudo o que ela tinha vindo a fazer nas últimas
semanas. Ela estava ficando cansada disso. A mente de Vida voltou
sobre aquele dia em que Callie quase foi atingida pelo carro, tentando
descobrir o que ela tinha perdido. Era impossível; Tinha sido há muito
tempo para ela se lembrar perfeitamente dos detalhes daquele dia. A
única maneira de descobrir era encontrar Sawyer. Ela era a única
possibilidade de descobrir a forma que King estava envolvido nessa
confusão. Eles tinham que encontrar Sawyer, ela teria a resposta.

***

Vida se ofereceu para pegar um café do outro lado da rua,
enquanto Colton abria a loja.

— Não demore muito.

— Eu não vou. — Vida atravessou a rua.
O café estava cheio com fila na porta. Ela estava prestes a se virar,
não querendo preocupar Colton, quando ouviu o som de um carro
pisando nos freios. Um carro parou em fila dupla, sem se importar
com os outros carros buzinando atrás dele por passar na frente. Os
motoristas atrás do carro estacionado começaram a dirigir em torno do
carro estacionado. Querendo saber se a pressa era por causa de uma
xícara de café, Vida reconheceu a mulher saindo do carro e acenando
para ela.

— Vida, venha aqui! — Gritou Ashley quando Vida não se moveu em

direção a ela.

— O que você está fazendo? Aquele carro quase bateu em você, —

Vida disse, notando que a mulher não estava usando maquiagem e
parecia assustada pra caramba.

— Entre. Eu preciso falar com você, — disse Ashley voltando para o

seu carro. Vida hesitou, mas entrou no carro. A mulher parecia
assustada demais para Vida ignorar.

— O que está acontecendo? — Perguntou Vida, logo que entrou

carro.

— King está desaparecido.

— Eu sei. Eu tenho tentado entrar em contato com ele.

— Ele desapareceu depois que nós armamos para o Briggs.

— Naquela mesma noite?

— Ele ficou furioso quando desci e lhe disse o que Briggs me falou.

Ele se mandou, e ninguém o viu desde então. Eu ouvi sobre Briggs
ser preso e Digger fugir. Eu posso não ser o mais inteligente biscoito
no pacote, mas eu sou inteligente o suficiente para tirar a minha
bunda da cidade, e você deve fazer isso também. Eu não planejo
acabar como aquelas pobres mulheres no porão. Eu não posso ser
uma escrava sexual. Eu nem mesmo gosto de sexo com homens. Eu
como mais as mulheres do que os homens. — A mulher estava dando
mais informações do que Vida queria ou precisava.

— Devagar, Ashley. Diga-me o que Briggs disse a você.

— Depois que você saiu, ele bebeu um pouco mais. Eu não

conseguia entender metade do que ele estava falando, mas, em
seguida, ele começou a falar sobre uma garota chamada Sawyer.
Sherri me disse que a única razão pela qual você era um stripper era
para ajudar a sua amiga Sawyer. Eu não conhecia se havia duas
mulheres chamadas Sawyer, então eu sabia que ele estava falando
sobre a sua amiga.

— O que ele disse? — Vida tentou mantê-la na pista.

— Ele apenas disse um nome muitas vezes. Disse que King nunca

iria encontrá-la.

— Qual era o nome?

Ashley colocou a mão no bolso e estendeu um pedaço de papel. —
Eu não sei o que isso significa e eu não quero saber. Estou me
mudando de volta para os meus pais. Se você quer o meu conselho,
Vida, saia da cidade, pelo menos até que King volte para o clube. Se
ele voltar.

Ashley colocou o carro em movimento. Vida tomou a dica, saindo
do carro, ela viu quando Ashley saiu cortando outro motorista furioso.
Vida abriu o pedaço de papel, lendo o nome nele. Ela observou sua
mente um espaço em branco, sem saber o que significava.
Mouth2Mouth. No entanto, ela sabia onde poderia encontrar a
resposta. Vida correu para a loja de tatuagem, ignorando Colton,
Reverend e Carlito todos olhando para ela de mãos vazias.

— Onde está o café? Colton disse que estava pegando, —
perguntou Carlito.

— Eu me esqueci, — disse Vida, ligando o seu computador.

— O que aconteceu? — Perguntou Colton, franzindo a testa.

— Ashley estava lá fora. Ela me disse que Briggs lhe disse alguma

coisa, mas ela não sabia o que significava. Eu vou procurá-lo na
internet. — Ela lhe entregou o pedaço de papel. Colton abriu o papel
com Carlito e Reverend olhando por cima do ombro.

— O que isso significa? — Perguntou Carlito, quando o computador

mostrava a resposta.

— É uma banda, — respondeu Vida. — Briggs tinha falado que

Digger fornecia mulheres para artistas de cinema e estrelas do rock.

— Por que eles seriam loucos o suficiente para se envolver com

Briggs? — Perguntou Colton.

— Talvez eles não saibam. Briggs disse que quando Digger as

deixam soltas elas nem sequer tentam fugir mais. — Vida repetiu as
palavras de Briggs.

— Filho da puta, eu quero conhecer esse bastardo, — Reverend

ameaçou.

— Você acha que esta banda está com Sawyer? Digger disse que

quem estivesse com ela não iria querer entregá-la de volta. Os
músicos têm segurança; E pode ser por isso que Digger não
conseguiu pegá-la de volta.

— Isso faz sentido. Eu acho que você está certa. Se Ashley disse

isso a King, este pode ser o lugar onde ele está tentando encontrar
Sawyer. — Colton especulava.

— Ela disse que ele saiu logo depois que ela disse a ele. — Vida

desligou o note guardando de volta na bolsa. Se levantando ela viu
todos os homens olhando para ela.
— Onde você pensa que está indo? — Colton perguntou a ela.

— Eles têm um concerto depois de amanhã. Eu pretendo estar lá.

— Ok. Reverend, leve Vida para o apartamento. Vida, faça uma

mala suficiente para uma semana. Carlito, você fica aqui. Eu irei ver o
meu agente da condicional, para me dar uma semana até que eu
tenha que aparecer novamente. Você vai ter que gerenciar a loja
enquanto eu estiver fora. Vou cancelar todos os meus compromissos
até eu voltar.

— Você não vai comigo. — Vida estava determinada a pôr um fim a

seus planos.

— Sim eu vou. Não há nenhuma maneira que você vá sozinha. Não

será somente King que estará lá, provavelmente Digger também. Esse
show será uma um grande aglomerado fodido esperando para
acontecer, — Colton previu.

— Você não irá. Eu não darei uma chance de você quebrar a sua

condicional. Eu não vou ser a razão de você ser enviado de volta para
a prisão, — Vida argumentou.

— Você não tem uma escolha. Eu vou. Na verdade, eu acharia

melhor se você se hospedasse no hotel. Ice pode vigiá-la até eu
voltar.

— Pare com isso, Colton. — Vida se afundou na cadeira. — Nenhum

de nós vai, eu vou ligar para o Seth.

— Depois de tudo que você passou, você vai desistir? Você ficou

nua no palco para mantê-la segura, por que você desistiria agora?

— Eu não estou desistindo. Eu só não vou colocar em risco que

você possa voltar para a cadeia. Eu amo Sawyer, mas eu também te
amo.

Um som na porta fez com que todos se virassem. Tessa ficou
ouvindo-os com a porta aberta em sua mão.

— Eu preciso pegar minha máquina, e algumas outras coisas. Está

tudo bem? — Perguntou Tessa. Vida sentiu simpatia. Tessa parecia
que não tinha dormido desde a discussão com Colton.

— Vá em frente, Tessa — disse Colton, virando as costas para ela.

Tessa não tentou falar com os outros dois homens quando ela passou
de volta para a sua sala. Vida sentiu o olhar de Colton sobre ela o
tempo todo. A porta se abriu novamente e os clientes começaram a
chegar.

— Vá para o trabalho, Colton. Vou ligar para Seth assim que eu

conseguir todos checados e vou deixá-lo saber o que está
acontecendo. O quarto estava grampeado naquela noite; Eles
provavelmente já estão se movendo para obter Sawyer de volta,
talvez seja por isso que Seth não me ligou.

— Tudo bem, mas venha a mim assim que você falar com ele.

— Eu vou, — Vida concordou.

Os homens começaram a trabalhar com os seus compromissos.
Tessa entrou na recepção, parando ao lado do balcão.

Vida olhou para ela, esperando a maldade derramar fora dela.

— Sinto muito pelo outro dia, — disse Tessa.

Chocada era um eufemismo para o que Vida sentiu quando ouviu
as palavras de Tessa.

— Eu entendo Tessa. Eu não acho que eu aceitaria tão bem se eu

perdesse Colton.

— Eu perdi Colton, porque eu não pude admitir que tinha um

problema. Eu fui para a reabilitação, passei por todas as etapas, e
nunca pedi desculpas para Colton e ele foi o único que eu mais
machuquei.
— Não é tarde demais, Tessa.

— Sim, é.

Vida viu quando Tessa saiu pela porta da frente, não tendo a
oportunidade de voltar e pedir desculpas a Colton. Vida esperava que
Tessa tentasse fazer as pazes, mas ela estava errada.

Vida continuou tentando falar com Seth ao telefone, usando o
número que ele tinha dado a ela. Sua caixa de mensagem estava
cheia. Ela estava começando a ficar com raiva dele. O mínimo que
podia fazer era mantê-la informada depois do que ela tinha feito.

Determinada a entrar em contato com ele, ela ligou para o escritório
principal do FBI no estado do Texas. Levou vários telefonemas e
sendo redirecionada várias vezes antes que ela fosse ligada a um
escritório nas proximidades. Que Seth tinha sido atribuído.

— Olá? — Vida tinha falado com Seth e encontrou silêncio na outra

extremidade. — Olá? Você ainda está aí?

"Sim, Sra. -- Eu tenho medo que eu tenho algumas más notícias
sobre o seu amigo. Seth Redman foi morto em serviço. Eu temo que
essa é toda a informação que pode ser liberada no momento.

Vida desligou o telefone, se sentando atordoada.

— Você está bem? — Perguntou Carlito, pegando a agenda.

— Sim. — Vida limpou a garganta. — Eu preciso de um pouco de

café e um pouco de comida. Eu vou ali em frente, estarei de volta em
pouco tempo.

— Legal, eu não tenho outro cliente por uma hora. Não tenha

pressa.

— Obrigada. — Vida guardou seu computador, colocando-o em sua
mochila.

Carlito acenou para ela quando ela saiu, já mandando uma
mensagem para sua namorada, que era o seu passatempo favorito
quando ele não estava trabalhando. Vida atravessou a rua em frente à
loja de tatuagens, passou em frente à loja de café e, em seguida,
continuou andando. Ao virar da esquina, ela chamou um táxi. Vida
esperou ansiosamente por cinco minutos para chegar.

Finalmente, o táxi parou e Vida subiu, dando o endereço de Colton.
Demorou os mais agonizantes dez minutos para o táxi chegar ao
apartamento de Colton. Carlito nem tinha mesmo notado quando ela
pegou as chaves de Colton. Ele ficaria furioso quando ele percebesse
que ela tinha as chaves da moto e apartamento. Não seria preciso ser
um gênio para descobrir onde ela estava indo, mas ela planejava ligar
para ele o mais rapidamente possível e lhe pedir para não segui-la.
Felizmente, todas as suas roupas estavam limpas. Ela empurrou tudo
na pequena bolsa que ela tinha. Pegando sua mochila, ela estava no
quarto quando ouviu a porta da frente se abrir. Congelando no lugar
ao lado da cama ela olhou para a porta do quarto. Colton entrou no
quarto furioso. Vida sabia que tinha sido pega tentando deixar a
cidade sem ele e ele estava louco como o inferno com ela.

— Que diabos você estava pensando? — Ele gritou com ela. Ele

caminhou em sua direção, parando ao lado da cama quando viu suas
roupas. Com raiva, ele pegou a mala e jogou pelo quarto. A mochila
estava próxima, e ela podia ver pelo seu rosto que a sua mochila teria
o mesmo destino de sua bolsa de viagem.

— Não se atreva a jogar essa mochila. Ele tem o meu computador e

eu tive que juntar por três semestres para comprá-lo.

Colton jogou suavemente a mochila no chão ao lado da cama.

Vida não conseguiu se ajudar quando a risadinha escapou dela.
Colton podia ter salvado o computador, mas ele ainda estava furioso
com ela. Pegando ela, ele a jogou sobre o colchão, descendo em
cima dela antes que ela pudesse se afastar.

— Eu não posso deixar você violar sua liberdade condicional,

Colton. Deixe-me lidar com isso, por favor. É problema meu não seu.
Você foi arrastado em toda essa confusão por causa de King.

— Bebê se acalme. Nós voltaremos para o meu plano original.

Depois de que eu ver o meu agente da condicional, ele não vai me
esperar por mais uma semana. Estaremos de volta até lá.

— E se você for parado pela polícia ou acontecer um problema e

eles cassarem a sua licença? Qualquer coisa pode dar errado. Eu não
vou correr esse risco.

— Você não tem uma escolha. — Colton ignorou seu argumento.

— Você vai me odiar se você for pego, — Vida protestou.

— Eu não poderia te odiar, Vida. Você é feroz em sua lealdade com

Sawyer, e você trabalhou duro para a sua formação e conseguir o que
quer da vida. Eu entendo que ambos são importantes para você. Eu
não vou deixar você sair para encontrar Sawyer sozinha. Quando
encontramos Sawyer então vamos decidir o próximo passo, mas seja
o que for, isso não significa que eu vou deixar você partir sem mim.

— Eu também não quero deixá-lo. Eu mesmo me candidatei para

trabalhar em Queen City e eu queria deixar tudo para trás da minha
vida. Mas eu quero ficar por sua causa.

— Eu posso começar uma loja de tatuagem em qualquer lugar, Vida.

E nem precisa ser uma loja de tatuagem. Eu tenho muito dinheiro
guardado; Eu vivi realmente apertado nos últimos anos, — disse ele
com um sorriso torcido. — Nós podemos ir a qualquer lugar que você
queira, contanto que você queira. A única coisa que eu preciso é de
você, nada mais importa.

— Eu não me importo muito com Queen City mais, todos os seus
amigos estão aqui. Sawyer é minha única amiga e a diversão de sair
era ter essa experiência com ela. — Vida não podia manter a tristeza
de sua voz.

— Nós vamos trazê-la de volta, eu prometo.

Vida o puxou para ela, beijando-o pela promessa sobre algo que ele
não tinha controle sobre.

— Você quis dizer o que disse na loja esta manhã? — Ele perguntou,

olhando em seus olhos.

— Não, — Vida mentiu, baixando os olhos para que não pudesse ver

a resposta que ela não seria capaz de esconder.

— Bebê…

— Sim, eu quis dizer isso. — Vida escondeu o rosto em seu ombro,

envergonhada.

— Eu também te amo. Eu amei desde o momento que te vi no

palco. E pensei que tinha morrido e ido para o céu.

Vida bateu em seu ombro. Bem conscientes que a primeira vez que
ele a tinha visto, ela estava se despindo.

— A primeira vez que me viu, eu estava nua.

— Sim, você estava. Eu vi…

Colton a beijou enquanto suas mãos foram sob sua camiseta
empurrando sobre seus seios. Abrindo seu sutiã, ele chupou um
mamilo em sua boca, pressionando-o duro entre os lábios, a mão de
Vida foi para o seu longo cabelo e ela começou a se contorcer
debaixo dele. Trocando para o outro seio ele inesperadamente usou
seu piercing para esfregar a ponta. Ele endureceu em um botão rosa
perfeito.

— Estes mamilos rosa são bonitos.
Ele se levantou da cama e, em seguida, descendo, ele desabotoou
a calça jeans, puxando-a junto com a sua calcinha em um único
movimento. Descendo pelos joelhos, puxou-a para o final da cama.

— Esta bonita boceta molhada... Era tudo que eu conseguia pensar

por dias depois que eu vi o seu show.

— Eu percebi, — Vida disse ironicamente, lembrando-se das muitas

mulheres que tinham compartilhado sua cama desde o seu primeiro
dia fora da prisão.

— Seus mamilos não eram tão rosa quanto o seu. — Se inclinando

sobre ela, ele tomou um mamilo entre os dedos, beliscando e
torcendo suavemente até que os quadris de Vida se contorciam na
cama. Soltando, ele estendeu a mão para o outro mamilo, jogando
com ele até que Vida começou a se esfregar contra ele. Seu pênis
alongou em sua calça jeans desabotoada. Liberando seu mamilo, ele
se endireitou mais uma vez.

— As bocetas não eram tão apertadas como a sua. — Colton enfiou

um dedo em sua vagina já molhada. Os quadris de Vida empurraram
de volta com necessidade de senti-lo grosso e cheio dentro dela. Ele
só foi dando a ela toques para aumentar a sua paixão.

— Colton, eu preciso de você, — Vida choramingou.

— Elas com a maldita certeza não tinham o sabor como o seu. —

Vida choramingou novamente, sabendo o que viria a seguir. Colton
levantou a boca. A única parte dela sobre a cama era a parte de trás
de sua cabeça. Colton envolveu suas pernas em torno de seu ombro
e caiu sobre seu clitóris já molhado, sua língua passando tirando
gemidos dela enquanto ele a levou sem pensar a um clímax que ele a
deixou montar em sua língua. Ela não tinha parado de tremer quando
ele baixou os quadris de volta para o colchão. Espalhando suas coxas
mais amplo, ele colocou seu pênis em sua entrada.
— Foda-me. Por favor, apenas me foda, — Vida lhe implorava

descaradamente. Colton deslizou seu pênis em seu calor úmido antes
de empurrar totalmente dentro. Vida arqueou quando ele deslizou
mais profundo, movendo-se em num ritmo lento, que a fez se
empurrar para trás, tentando convencê-lo a ir mais rápido.

— Mais duro. Eu preciso disso mais duro — Vida implorou.

Colton utilizava a palma da mão para ir a seu monte até que seu
clitóris descansou em seu pênis.

— Bebê, eu sempre vou te dar o que você pedir.

Ele empurrou forte e duro dentro dela, segurando seus ombros na
cama. Cada impulso esfregava seu clitóris, enviando cacos de prazer
dentro dela que eram tão intensos que ela era incapaz de segurar o
clímax invadindo o seu corpo. Seus quadris freneticamente o
encontravam fazendo abaixar seu corpo sobre o dela enquanto suas
estocadas se tornaram mais duras, capturando e compartilhando o
orgasmo que se tornou tão primordial como era o seu amor. Ele lhe
deu a essência de si mesmo com um impulso final, comprometendo
seu corpo e alma como ela deu a dela em troca.

— Isso foi bonito, — Vida sussurrou incapaz de parar de se agarrar a

ele.

— Isso foi como me senti quando eu a vi pela primeira vez... — disse

Colton, não querendo que ela o deixasse ir.
Capítulo 20

Vida estava nervosa por Colton quando ele bateu na porta de seu
oficial de liberdade condicional. Colton abriu a porta quando a voz lhe
disse para entrar. Ela queria esperar do lado de fora, mas Colton se
recusou a deixá-la sair do seu lado. Cedendo, ela agora se
encontrava sob a análise de um grande homem atrás de uma mesa. O
seu cabelo não tinha sido preto há muito tempo, usando em um rabo
de cavalo, ele teria sido um Papai Noel. No entanto, o homem sentado
atrás da mesa tinha outra coisa do que um olhar alegre em seu rosto
corado.

— Dax, eu queria fazer minha verificação hoje por que tenho vários

compromissos agendados para amanhã. Eu tive que demitir um dos
meus artistas então estou com uma equipe reduzida, — Colton
explicou ao homem, que pela expressão que ele estava dando a
Colton, poderia se importar menos sobre suas explicações. Dax
recostou-se na cadeira.

— É mesmo?

— Sim. — Colton deu o oficial de justiça um olhar afiado. Vida estava

começando a sentir que ele também sentia que algo não estava certo.

— Você não vai nos apresentar, Colton?

— Dax Carter, este é Vida Bell. Ela é minha noiva. — Vida olhou

para ele com surpresa. Ela deveria estar dormindo quando ele tinha
proposto porque ela com a maldita certeza não se lembrava disso.

— Você não perdeu muito tempo, não é Colton? A tinta mal secou

em seus papéis do divórcio e você já tem uma nova noiva.

— Talvez não, mas eles estão assinados e é legal, — rebateu Colton.
— Sente-se, Colton. Você também, Sra. Bell, — disse Dax, abrindo

uma pasta sobre a mesa.

— Estou feliz que você veio aqui. Eu tive que mudar sua

programação, e agora que você está aqui, isso me salva o problema
de enviar um e-mail para você. — Dax se inclinou entregando a Colton
um pedaço de papel que ele pegou da mesa. Colton tomou dele. Vida
começou a ficar preocupada quando Colton levou vários minutos,
lendo ele. Ela tinha prometido a ele que não iria embora sem ele para
encontrar Sawyer. Se a sua programação de verificação de liberdade
condicional não lhes desse tempo suficiente para chegar a Indiana e
voltar, então ele não seria capaz de ir. Ela não quebraria sua
promessa que tinha dado a ele, o que significava que ela poderia
perder Sawyer para sempre.

— Eu não entendo. — A voz rouca de Colton tirou a mente de Vida

longe de seus pensamentos preocupados.

— Deixe-me explicar isso para você. Esta manhã, sua ex-esposa foi

à polícia com o seu advogado e confessou o crime que você cometeu.
Ela agora está sob prisão, já que ela ainda está para ser condenada,
todas as acusações contra você não podem ser eliminadas. Seu
advogado, que foi notificado, está atualmente cuidando de toda a
papelada necessária. Eu deveria esperar até que ele adquirisse a
aprovação do juiz, mas não vejo nenhuma necessidade de novas
visitas pendentes de aprovação do juiz. Em palavras simples, você é
um homem livre.

— Tessa confessou? — Perguntou Colton.

— Sim, ela ainda incluiu na declaração que você estava sob pressão

emocional porque ela estava carregando seu filho, — Dax explicou a
um Colton abalado.

— Eu não posso acreditar que depois de todo esse tempo, ela
confessou, — disse Colton sem acreditar.

— É o jeito dela de lhe pedir desculpas, — Vida sussurrou com o nó

na garganta.

— É um pouco tarde, se você me perguntar. Ela poderia tê-lo salvo

de três anos de prisão, — disse Dax, claramente impressionado com o
gesto de Tessa.

— Não é tarde demais. — Vida se levantou abraçando Colton

quando ele se levantou da cadeira. Tessa tinha feito o possível para
eles saírem da cidade sem ter que se preocupar com Colton ficar em
apuros por violar a sua liberdade condicional.

Colton estendeu a mão sobre a mesa e apertou a mão de seu oficial
de liberdade condicional. Eles se viraram para a porta.

— Colton, se por algum acaso você decidir sair da cidade e

encontrar qualquer dificuldade lhes dê o meu cartão.

Colton e Vida ambos pararam se virando para Dax. — Eu tenho sido
um agente de condicional por longo tempo, ninguém aparece cedo
para um compromisso.

— Obrigado, Dax. — Vida esperou por Colton fechar a porta atrás

deles antes de se jogar em seus braços novamente.

— Vamos deixar as chaves com Reverend então podemos pegar a

estrada, — disse Colton quando eles subiram em sua moto. O
escritório do agente de liberdade condicional era um passeio de 20
minutos de distância da loja de tatuagem. Pararam no estacionamento
assim quando o último cliente saiu.

Reverend estava esperando por eles do lado de dentro.

— Eu mandei Carlito ir para casa. O garoto vai precisar de seu

descanso. Eu disse a ele que ele está trabalhando em tempo integral
até você chegar,
— Ele pode lidar com isso; Ele é um bom artista, quase tão bom

como você na sua idade, — Colton elogiou o amigo.

Colton entregou a Reverend as chaves da loja. — Obrigado
Reverend. Cuide disso para mim até eu voltar.

— Você sabe que eu vou, irmão. Fique seguro.

— Sempre. — Vida riu do abraço de homem que eles deram um ao

outro antes dela abraçar Reverend.

— Vocês dois, melhor irem enquanto ainda há bastante luz do dia, —

Reverend alertou.

Vida virou-se para sair fazendo uma parada abrupta.

— Uh... Colton?

— Sim? — Colton se virou, sorrindo com a visão do lado de fora.

Vida seguiu Colton saindo pela porta. Os Predators estavam sobre
todo o estacionamento. Havia bem mais de cem motos, algumas
tiveram que estacionar na rua em frente a outras empresas.

— O que foi, Ice? — Disse Colton, apertando a mão de Ice.

— Reverend me deu uma chamada, me dizendo que você está

saindo da cidade para encontrar a amiga da sua velha senhora. Nós
estivemos entediados sentados em nossas bundas ultimamente
pensei em ir junto para um passeio.

Vida olhou para a tripulação de homens rudes esperando para
andar com eles. — Digger não conseguiu afastar Sawyer dos músicos
porque eles têm segurança. Quer apostar que teremos mais sorte? —
Vida brincou com Colton.

— Parece que Vida quer a sua ajuda. Obrigado, irmão. — Ice acenou

com a cabeça.

Todos os homens se moveram em suas motos recuperando a sua
posição quando Vida colocou o capacete e subiu na garupa da moto
de Colton. Quando ele ligou o motor, direcionando a moto em posição,
Ice avançou para deixar sua moto ao lado de Colton.

— Você pode querer isso para mantê-lo aquecido.

Vida viu Ice dar uma jaqueta de couro a Colton que parecia igual a
que os outros homens estavam usando. Colton a pegou dele,
puxando a jaqueta que ele tinha retirado há três anos atrás. Vida se
inclinou para ouvir suas palavras.

— Bebê, você está pronta para esta longa viagem?

Vida sabia que ele estava falando sobre a viagem para Indiana, mas
ela estava olhando mais abaixo na estrada, para os próximos anos.

— Eu estou pronta.

Eles trazendo Sawyer de volta com segurança ou não, Vida sabia
que ela estava pronta para levar qualquer coisa na estrada da vida
que tinha sido reservado para Colton e ela. Eles tinham um ao outro
agora, ela sabia que seria emocionante e perigoso, mas seu amor
sobreviveria ao teste do tempo.
Epílogo

Vida caminhou rapidamente através do clube de strip. Seus dedos
trêmulos apertaram o cinto em torno da cintura dela. Subindo a
escadaria com cuidado, ela não queria tropeçar nos sapatos
plataforma que estava usando e quebrar o seu pescoço. A sala VIP
estava apenas com alguns clientes já sendo atendidos pelos
servidores regulares.

— Está atrasada. Seu cliente está aqui, por duas vezes veio aqui

para ver se você ainda estaria aqui, — disse Henry, impassível.

— Desculpe, — Vida murmurou, indo para a porta privada. Ela

deslizou para dentro, fechando e trancando a porta antes de tomar
uma respiração profunda e se virar para seu cliente.

— Eu vou matar você por isso.

— Isso é jeito de falar com o seu cliente? — Colton riu.

— Se alguns dos pais da escola de Axel e Roxi me reconhecem

você está morto, — Vida ameaçava.

— Vida, bebê eu odeio dizer isso, mas você está meio que

colocando um amortecedor sobre a minha fantasia, falando sobre as
crianças.

Colton se recostou na cadeira de pelúcia. — É sua própria culpa me
prometendo qualquer coisa para o nosso aniversário.

— Eu não achei que você escolheria isso, — disse ela com os

dentes cerrados.

— Mais uma vez, você está matando a minha alegria. Henry ainda
se certificou que há lençóis limpos na cama.

Vida ficou vermelha, incapaz de se impedir de olhar para a enorme
cama contra a parede.

— Vamos, onde está a mulher que conheci e me apaixonei?

Graciosamente, cedendo a fantasia do marido, Vida estendeu a
mão, pressionando o botão ao lado da porta. A sala ficou cheia de
Colton e sua canção favorita. "Ressuscite-me."

Afrouxando o cinto, ela desabotoou a capa mostrando a três peças
de roupas de stripper que ela tinha encomendado on-line.

— Mulher Porra, você parece bem para uma mãe do futebol.

— Agora você está arruinando a minha fantasia, — Vida repreendeu.

— Venha aqui e eu vou lhe dar mais do que uma fantasia, — Colton
prometeu.

Vida começou a dançar ao som da música, chegando perto de
Colton, ao mesmo tempo em que ela o provocava ao remover a capa.
Mostrando a minúscula calcinha e sutiã vermelho por baixo, ela se
inclinou sobre ele até que seus seios estivessem contra seu peito nu.

— Na verdade, eu tinha um presente diferente em mente para o

nosso aniversário, — disse Vida, montando seu colo. Os olhos de
Colton estavam em seus seios balançando enquanto ela desabotoava
o sutiã minúsculo, expondo os seios que tinham crescido mais com o
nascimento de seus filhos.

— Eu não posso imaginar um presente melhor do que este, — disse

ele se inclinando para levar um mamilo entre os lábios, Vida evitou ao
sentar em seu colo.

— Colton.

Seus olhos brilhantes e sorriso maroto trouxeram um nó na
garganta. Pegando a mão dele, ela colocou em seu ventre nu.

— Você já ouviu falar no ditado o dobro de problemas...?
Fim

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful