Informática Básica

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A informática revolucionou a maneira de se lidar com a informação. Atualmente, qualquer
pessoa pode armazenar milhares de livros, músicas e vídeos em um chip menor que uma caixa
de fósforos. E o que acontece nos lugares mais remotos, no mesmo dia, aparece nos noticiários
por todo o mundo. Quantas vezes você já escutou a frase “vivemos em um mundo informati-
zado”? É por isso que cada vez mais é fundamental que um profissional possua conhecimentos
de informática.
Ao final deste capítulo, você deverá ter subsídios para:
a) entender e trabalhar com um sistema operacional;
b) editar textos e utilizar os recursos básicos de um editor de texto;
c) criar planilhas eletrônicas e utilizar os recursos básicos de um programa de planilhas ele-
trônicas;
d) criar apresentações e utilizar os recursos básicos de um programa de apresentações;
e) entender o funcionamento da Internet e como utilizar seus recursos.
A seguir, você aprenderá estas noções básicas de informática de modo a complementar sua
capacitação, dando sequência à sua jornada de aprendizado.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
112

4.1 INTRODUÇÃO AO SISTEMA OPERACIONAL

Um computador consiste em dois tipos de componentes: o software e o har-
dware. Por hardware, entendemos as partes elétricas e mecânicas que compõem
o sistema computacional. E, por software, os programas que comandam o funcio-
namento deste hardware.

O HARDWARE

Você estudará as diversas partes que compõem o sistema computacional, mas
em especial temos:
a) A CPU: denominação dada ao gabinete, que contém as partes fundamen-
tais do computador, em especial a placa-mãe, processador, memória e dis-
cos de armazenamento;
b) Os periféricos: consistem nos elementos que permitem interagir com o
sistema computacional. Dentre os mais comuns temos teclado, mouse e mo-
nitor.
O hardware, sozinho, nada mais é do que um conjunto de componentes ele-
trônicos, da mesma forma que uma televisão, geladeira ou rádio. O que faz do
computador um elemento interessante é a capacidade de programar o mesmo
de forma a realizar as mais variadas tarefas, como jogos computacionais, o acesso
à Internet ou mesmo a edição de textos ou planilhas.
Para que um software como um navegador de Internet ou um editor de textos
seja usado, necessitamos algo mais que o hardware.
Ao longo do tempo, para permitir a evolução dos sistemas computacionais
(hardware) e não ter de alterar sempre o software quando uma nova máquina
com novas características fosse lançada, a indústria de informática desenvolveu o
conceito de sistema operacional.

O SISTEMA OPERACIONAL

Um sistema operacional consiste em um conjunto de programas. Ao ligarmos
o computador, esses programas são carregados em memória e nos permitem uti-
lizar o computador para as mais variadas funções.
Um sistema operacional apresenta o que chamamos de encapsulamento de
hardware, em que nossos programas veem apenas o sistema operacional, sem
interagir diretamente com o hardware.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
113

Essa característica é muito importante para podermos executar aplicações em
hardware diferentes, em tipos de processador, quantidade de memória ou tipos
de disco, por exemplo.
Além da característica de prover um hardware universal para nossas aplica-
ções, o sistema operacional foi concebido para fornecer conceitos que não exis-
tem no hardware. Veja, a seguir, alguns exemplos:
a) o conceito de diretório, com arquivos, não existe no hardware, apenas blo-
cos que armazenam dados. O sistema operacional é que nos permite ter a
abstração de arquivos, com diretórios e suas permissões.
b) o conceito de Janelas – no hardware somente existe a placa gráfica, o moni-
tor e o mouse. Não existe a ideia de áreas de tela que podem ser seleciona-
das e clicadas. Esta abstração é provida pela GUI (graphic user interface) do
sistema operacional.
Um sistema operacional é composto de diversas partes, que permite executar
suas tarefas básicas:
a) gerenciamento de I/O (Input/Output) – cuida dos periféricos, teclado, mou-
se, discos e impressoras, dentre outros, permitindo que os mesmos sejam
usados por aplicações e vistos pelo restante do sistema operacional;
b) gerenciamento de processos – um computador pode executar apenas uma
aplicação de cada vez. O gerenciamento de processos permite que o compu-
tador gerencie mais de uma aplicação, intercalando as mesmas no tempo de
forma segura e nos dando a abstração de que vários programas estão sendo
executados;
c) gerenciamento de memória – cuida de uma parte muito importante que é a
memória principal do computador: a memória RAM;
d) gerenciamento de Arquivos – cria nas mídias de armazenamento (HD, CD,
DVD,…) a abstração de arquivos e diretórios.

PRINCIPAIS SISTEMAS OPERACIONAIS

Diversos sistemas operacionais foram desenvolvidos ao longo do tempo, em
uma evolução conjunta com o hardware, sempre buscado melhorar as funciona-
lidades. Nos primórdios da informática, os sistemas operacionais eram escritos
para cada novo hardware e só poderiam ser executados para a máquina a que
foram desenvolvidos.
O sistema operacional Unix, desenvolvido no início da década de 70, permitiu
sua execução em diversos hardwares, já que estava escrito na linguagem C, a qual
era facilmente transponível para outros hardwares.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
114

O Unix é a base dos sistemas operacionais que hoje empregamos, mesmo do
Microsoft Windows. Como principais sistemas no mercado hoje, temos:
a) Unix em suas diversas variantes;
b) Mac OS – uma variante do Unix que foi desenvolvida pela Apple e apresen-
ta como características principais a facilidade de uso e uma interface muito
intuitiva, sendo responsável por introduzir o conceito de multimídia e o de
janelas no ambiente de microinformática;
c) Microsoft Windows – sistema operacional da Microsoft para PCs, que apre-
senta como principal característica a vasta divulgação;
d) Linux – variante do Unix de código aberto, e que esta se popularizando cada
vez mais, especialmente no ambiente de servidores, onde tem sido mais usa-
do que o Windows, em virtude de sua estabilidade;
e) Android – variante do Unix desenvolvida pela Google, focado em equipa-
mentos móveis como celulares e tablets. Tende, junto com o Linux, a ser pa-
drão no mercado.

NOSSO PRIMEIRO SISTEMA OPERACIONAL

Ao longo do estudo, veremos diversos sistemas operacionais. Neste momen-
to, usaremos como elemento de apoio ao estudo de informática básica o sistema
operacional Windows 7, da Microsoft, devido à sua facilidade em ser encontrado,
mesmo em ambientes abertos de uso, como por exemplo em LAN houses.
Outros sistemas operacionais poderiam ser usados, porém, neste instante,
nosso objetivo é entender como usar computadores.

4.1.1 INTRODUÇÃO AO WINDOWS 7

Quando utilizamos um sistema operacional, normalmente não paramos para
pensar sobre o quanto esse programa é importante para o computador. É comum
pensar que o sistema operacional é somente uma porção de janelas e ícones.
O sistema operacional é o principal programa de um computador: é ele quem
gerencia a comunicação entre o hardware (parte física do computador) e os de-
mais programas. Ele também é o responsável por controlar os periféricos básicos
como mouse, teclado e monitor e é o principal intermediário entre o usuário e o
computador.
Diversos outros dispositivos, como celulares, televisores, tocadores de DVD
etc., possuem seus próprios sistemas operacionais, assim como grandes empre-
4 INFORMÁTICA BÁSICA
115

sas, indústrias e instituições também possuem sistemas operacionais próprios,
desenvolvidos para atender a suas necessidades.
Hoje, o sistema operacional mais popular ainda é o Windows, presente em
milhões de computadores pessoais pelo mundo inteiro. Por esse motivo, convi-
damos a conhecer um pouco mais da sua história.

HISTÓRICO DO WINDOWS

O Windows surgiu como uma interface para o sistema operacional MS-DOS.
Foi somente a partir da versão NT que ele se transformou realmente em um sis-
tema operacional.
Veja abaixo uma breve linha do tempo e acompanhe a história do Windows,
de acordo com suas principais versões, desde a primeira até a mais recente:
1985 – Nasce a primeira versão gráfica bidimensional do Windows, com o
Windows 1.0.
1987 – Surge o Windows 2.0, que tinha praticamente a mesma interface
gráfica do Windows 1.0, com a diferença de que apresentava mais recursos,
como ferramentas e maior palheta de cores.
1990 – Criado o Windows 3.x. Esse foi o primeiro sucesso amplo da Micro-
soft, lançado em maio de 1990. Ao contrário das versões anteriores, esse
era um sistema completamente novo. Tecnicamente, é considerada a pri-
meira versão gráfica da Microsoft.
1993 – Surge o Windows NT. O objetivo principal dessa versão foi trazer
maior segurança e comodidade aos usuários em um ambiente corporati-
vo, uma vez que as versões anteriores não eram suficientemente estáveis
e confiáveis.
1995 – Surge a versão Windows 95, oficialmente conhecida como Windows
4.0. Essa versão em nada lembra as versões da família 3.x. Nela, mudanças ra-
dicais aconteceram, como o surgimento do menu Iniciar e a barra de tarefas.
1998 – Lançado em 25 de junho, o Windows 98 traz uma série de cor-
reções em relação à versão anterior. A maior novidade dessa versão foi a
completa integração com a Internet.
2000 – Lançado em fevereiro de 2000 (apesar de estar datado 1999), o Win-
dows 2000 também era chamado de Windows NT 5.0. Foi a primeira ver-
são NT (new technology) para usuários comuns.
2001 – É lançado, em 25 de outubro, o Windows 5.1, também conhecido
como Windows XP (eXPerience).
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
116

2003 – Em 24 de abril, é lançada a versão do Windows Server 2003. Esse é
o sucessor do Windows XP para ambiente corporativo, utilizado principal-
mente em servidores para prover serviços.
2007 – É lançado o Windows NT 6.0, conhecido também pelo nome oficial
Windows Vista. Possui um ambiente gráfico bastante atraente com recur-
sos em três dimensões, chamado Aero.
2008 – Versão mais recente do Windows Server, o Windows Server 2008
veio para substituir o Windows Server 2003, sendo também voltado para
prover serviços em ambientes corporativos.
2009/2010 – Lançamento do Windows 7, o atual sistema Windows para
desktops.

SAIBA Para a linha do tempo completa você pode acessar o site:
MAIS <http://www.computerhope.com/history/windows.htm>.

WINDOWS 7

É a versão mais moderna do sistema operacional Windows. Esta versão do sis-
tema operacional tem como proposta facilitar as tarefas específicas dos diferen-
tes usuários. A tecnologia do Windows 7 permite o uso otimizado do hardware do
computador de forma eficiente e segura, sendo o primeiro a suportar 64 bits de
forma uniforme.
Neste tópico, você ficou sabendo um pouco mais sobre a história do Windo-
ws e sobre as funções dos sistemas operacionais. Viu como o Windows evoluiu
constantemente através dos anos e também aprendeu que existem sistemas
operacionais desenvolvidos especificamente para atender a diversas necessida-
des, desde dispositivos simples como celulares até as necessidades de grandes
empresas e indústrias.

4.1.2 ÁREA DE TRABALHO

Trabalhar em um ambiente organizado é mais produtivo e mais agradável.
Para muitas pessoas, o computador é o ambiente onde a maior parte do trabalho
é executada, por isso é importante organizá-lo. Com dicas simples e um passo a
passo rápido, vamos aprender como personalizar o Windows 7 de acordo com
sua preferência.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
117

Esse sistema operacional oferece muitas opções para configurar o ambiente
de trabalho. Podemos alterar, acrescentar ou remover os itens da área de traba-
lho, assim como mudar a imagem de plano de fundo e configurar a barra de ta-
refas, tornando assim mais fácil e rápido o acesso a programas e arquivos que
utilizamos com frequência.

TRABALHO COM JANELAS

Ao clicar em ícones, “janelas” se abrirão na área de trabalho; é daí que é origi-
nado o nome deste sistema operacional, Windows (window é a tradução de janela
para a língua inglesa).
As janelas são caixas que contêm conteúdo de arquivos, pastas ou programas
e todas elas possuem alguns elementos em comum. Veja:
SENAI (2012)

Figura 28 - Botões comuns a janelas

a) Minimizar: ao clicar neste botão, a janela é “minimizada”, isto é, ela fica-
rá oculta na área de trabalho, tornando-se um botão na barra de tarefas.
Para que a janela volte a aparecer, basta clicar neste botão;
b) Maximizar: este botão faz com que a janela preencha a tela inteira.
Para que a janela volte ao seu tamanho original, clique novamente em “ma-
ximizar”;
c) Fechar: este botão faz com que a janela seja removida da área de trabalho.
O arquivo, pasta ou programa será fechado.
É possível alterar o tamanho das janelas manualmente. Para isso, coloque o
ponteiro do mouse sobre a moldura da janela, em qualquer borda ou canto, e en-
tão pressione e arraste o mouse para aumentar ou diminuir o tamanho da janela.
SENAI (2012)

Figura 29 - Alterando o tamanho das janelas manualmente
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
118

1 LINK Quando você precisar alternar as janelas, no momento em que estiver traba-
lhando com muitas janelas, há duas opções:
Atalho.
a) pode clicar no botão específico da janela, formado na barra de tarefas;
b) usar as teclas Alt+Tab: ao fazer isso, uma pequena caixa aparece no centro
da tela, mostrando todas as janelas que estão abertas na área de trabalho
neste momento. Segurando Alt e pressionando Tab, você poderá navegar
através das janelas abertas; ao encontrar a janela desejada, solte a tecla Alt.

PAPEL DE PAREDE

Vamos começar aprendendo a modificar o “plano de fundo”, ou “papel de
parede”, se você preferir, da sua área de trabalho. É como se você fosse alterar os
quadros da parede do seu quarto.
O interessante é que, além de poder usar as imagens fornecidas pelo Win-
dows, você pode utilizar também qualquer imagem da sua coleção de fotos para
personalizar o plano de fundo. Siga os passos:
a) escolha a foto ou imagem e clique com o botão direito do mouse sobre ela;
b) uma janela será aberta. Clique com o botão esquerdo em “Definir como pla-
no de fundo da área de trabalho”.

Dessa forma, a imagem que você escolheu já irá aparecer na sua área de traba-
lho, como plano de fundo.

ÍCONES

Pense na melhor disposição dos móveis no seu quarto para que o acesso a
eles seja facilitado. Pois bem, essa é a função do ícone: facilitar o acesso aos pro-
gramas.
Os ícones são atalhos para facilitar o acesso a arquivos, pastas ou programas.
Eles oferecem links1 para os programas ou arquivos que representam. Você pode
adicioná-los e excluí-los sem afetar os programas ou arquivos atuais.
Eles possuem representação gráfica de um arquivo, pasta ou programa. Al-
guns dos ícones-padrão do Windows são: Computador, Painel de Controle, Rede,
Lixeira e a Pasta do Usuário.
Agora que você já está com o plano de fundo personalizado, vamos inserir os
ícones na área de trabalho. Veja o passo a passo:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
119

a) clique com o botão direito do mouse na área de trabalho e, no menu exibi-
do, clique em Personalizar.
b) será exibida a janela Personalização. Do lado esquerdo, clique na opção
“Alterar ícones da área de trabalho“.
c) será exibida a janela Configurações dos Ícones da Área de Trabalho. Nes-
ta janela, marque ou desmarque a caixa de seleção do ícone que deseja adi-
cionar ou remover da área de trabalho.
d) clique em OK para aplicar as alterações.

PROTEÇÃO DE TELA

A proteção de tela surge como forma de evitar um problema conhecido como
persistência da imagem, que ocorria em monitores CRT (cathode ray tube), tam-
bém conhecidos como “monitores tubo”. Esse problema acontecia quando uma
imagem estática aparecia por muito tempo na tela: com o passar do tempo essa
imagem acabava deixando marcas na tela do monitor.
Para evitar esse problema, foi desenvolvido o protetor de tela que, ao projetar
uma animação durante períodos de inatividade, impedia que uma única imagem
aparecesse por muito tempo.
Os monitores mais modernos, como os de LCD (liquid crystal display), não so-
frem desse problema. Entretanto, a proteção de tela tornou-se muito popular e é
até utilizada como entretenimento pelos usuários.
Para remover uma proteção de tela, siga as orientações abaixo:
a) clique com o botão direito do mouse na área de trabalho e, no menu exibi-
do, clique em Personalizar.
b) será apresentada a tela Personalização. No canto inferior direito, clique em
Proteção de Tela.
c) será exibida a tela Configurações de Proteção de Tela. Selecione a opção
“nenhum” e clique em OK.

BARRA DE TAREFAS

Você pode personalizar a barra de tarefas de acordo com suas necessidades,
podendo até ocultá-la para que não seja visualizada enquanto o mouse não esti-
ver posicionado sobre ela.
Abaixo, as orientações:
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
120

2 GADGETS a) clique com o botão direito do mouse sobre a barra de tarefas e, no menu
exibido, clique em Propriedades.
Miniprogramas do Windows
7.
b) na caixa de diálogo Propriedades da Barra de Tarefas e do Menu Iniciar,
marque a caixa de seleção Ocultar automaticamente a barra de tarefas e
clique em OK.
Para que a barra volte a aparecer, basta desmarcar a caixa de seleção citada
acima e clicar em OK.

MENU INICIAR

O menu Iniciar permite o acesso a todas as atividades no computador.
Para exibi-lo, clique no botão Iniciar ou no símbolo do Windows, localizado no
canto inferior esquerdo da Barra de Tarefas; ou, ainda, pressione a tecla Win-
dows, no teclado.
O menu Iniciar divide-se em três partes:
a) na parte inferior do menu, está a caixa de pesquisa, que permite procurar
de forma rápida os programas e arquivos;
b) no painel direito, é possível acessar as pastas, arquivos, configurações e re-
cursos;
c) no painel esquerdo, é exibida uma lista dos programas utilizados recente-
mente. Quando você clica em Todos os programas, é apresentada uma lista
dos programas instalados no computador.

MENU DE AJUDA

Quando estiver com alguma dúvida ao executar alguma tarefa ou quando se
deparar com problemas, você pode usar o menu de ajuda. Para abri-lo:
a) clique em Iniciar e então selecione Ajuda e Suporte;
b) uma janela com uma caixa de pesquisa se abrirá, onde você pode digitar
palavras. Depois disso, pressione Enter;
c) uma lista de tópicos relacionados ao que você digitou aparecerá. Selecione-
-os pare lê-los.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
121

GADGETS

Os gadgets2 são uma coleção de miniprogramas (relógios, calendários, clima
etc.) que, ao serem adicionados, oferecem informações rápidas e acesso fácil às
ferramentas. Os gadgets são mostrados na área de trabalho do Windows 7. Para
adicioná-los, siga os passos abaixo:
a) clique com o botão direito do mouse na área de trabalho do computador e
selecione a opção Gadgets;
b) dê um duplo clique na função que você deseja.
Pronto, os gadgets que você escolheu estarão à disposição na sua área de trabalho.

SENAI (2012)

Figura 30 - Gadgets disponíveis para a área de trabalho

AERO PEEK

O Aero peek permite a visualização da área de trabalho de forma rápida, sem
minimizar todas as janelas. Para exibir, aponte o mouse para o botão Mostrar
área de trabalho, localizado no canto inferior direito da Barra de Tarefas.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
122

3 DOWNLOAD

É a transferência de dados
de um computador remoto
para um computador local.

SENAI (2012)
Figura 31 - Exibindo a Área de trabalho através do recurso Aero Peek

4.1.3 ARQUIVOS E PASTAS

Desde muito tempo atrás, a organização de documentos pessoais, de em-
presas e outras instituições tem sido uma preocupação constante. Conforme o
volume de informação a ser gerenciado aumenta, os métodos de organização
precisam ser melhorados.
O sistema operacional Windows utiliza os conceitos de arquivos e pastas para
gerenciar a informação contida em um computador. Atualmente, mesmo crian-
ças e adolescentes possuem milhares de arquivos como fotos, vídeos e músicas.
Quando falamos de trabalho então, não somente o volume de arquivos aumenta,
como também a responsabilidade envolvida. Por isso, é importante saber como
organizar seus arquivos.

ARQUIVOS

Podemos comparar um arquivo de computador a um documento que você
encontra em cima de uma escrivaninha, contendo um conjunto de assuntos re-
lacionados.
No computador, utilizamos ícones para representar arquivos, que podem ser,
por exemplo, documentos de texto ou planilhas. Também são arquivos as fotos
tiradas com uma câmera digital ou celular, assim como músicas, consideradas ar-
quivos de som.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
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Veja a seguir alguns ícones de arquivo comuns. Note que pela aparência do
ícone, é possível dizer o tipo de arquivo que ele representa.

SENAI (2012)
Figura 32 - Ícones de arquivos

PASTAS

Se você colocar uma pilha de documentos sobre uma escrivaninha, será com-
plicado encontrar um determinado assunto com rapidez e eficiência. Por outro
lado, se você organizar os documentos em pastas de papel nomeadas, a tarefa
ficará mais fácil. No computador, as pastas têm a mesma função: organizar os
arquivos de modo que você possa encontrá-los com facilidade.
O Windows 7 tem, como uma das novidades, o armazenamento das pastas em
Bibliotecas. Por padrão, é exibida uma lista de quatro bibliotecas. São elas:
a) Documentos: organiza os documentos de texto, planilhas, apresentações e
outros arquivos relacionados a texto;
b) Imagens: organiza as imagens digitais;
c) Músicas: organiza as músicas digitais;
d) Vídeos: organiza os vídeos, como os da câmera de vídeo ou os vídeos bai-
xados da Internet;
e) Downloads3: armazena arquivos e programas que você baixa da web.
Dentro dessas pastas, você pode criar subpastas para organizar os seus arquivos.
Esta é a aparência de um ícone de pasta típico. Veja que o da esquerda repre-
senta uma pasta vazia e o da direita uma pasta contendo arquivos.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
124

SENAI (2012)
Figura 33 - Pasta vazia (à esq.) e pasta com arquivos (à dir.)

Organizar arquivos e pastas em um computador é como organizar uma escri-
vaninha, fazendo com que trabalhemos com eficiência. Procure deixar seus do-
cumentos em local de fácil acesso em sua área de trabalho. Dessa forma, quando
você precisar deles, não perderá tempo para procurá-los.

SAIBA Para você aprofundar seus estudos sobre arquivos e pastas,
acesse o site: <http://windows.microsoft.com/pt-BR/windo-
MAIS ws-vista/Working-with-files-and-folders>.

4.1.4 GERENCIANDO ARQUIVOS E PASTAS

A organização de documentos no computador tem função parecida com a
organização dos documentos em uma escrivaninha. É uma prática de trabalho
eficiente: você arruma documentos semelhantes em grupos (contas, artigos de
jornal, cartas etc.), de modo que não perca tempo procurando por eles quando
for necessário utilizá-los.

ABRINDO ARQUIVOS E PASTAS

Para abrir um arquivo ou pasta no Windows 7, basta dar um clique duplo com
o botão esquerdo do mouse sobre o ícone do mesmo. O arquivo será aberto no
programa usado para criá-lo ou editá-lo; se for um arquivo de texto, por exemplo,
será aberto no programa de processamento de texto.
Você pode também abrir arquivos usando o Windows Explorer. O Explorer é
o aplicativo responsável pelo gerenciamento e organização dos arquivos e pastas
do sistema, e também pode ser utilizado para instalar programas.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
125

Existem várias formas de exibir o Explorer. Uma delas é por meio do menu Iniciar:
a) Clique no menu Iniciar e, em seguida, clique em Todos os programas.
b) Clique na pasta Acessórios e, na lista exibida, clique em Windows Explorer.
Outra forma é clicando com o botão direito do mouse no menu Iniciar, selecio-
nando a opção Abrir Windows Explorer.

Você pode usar também um atalho do teclado para
abrir o Windows Explorer. Basta pressionar as teclas
WinKey+E. WinKey é a tecla com o logotipo da Microsoft
(Windows) que fica entre as teclas CTRL e ALT, no tecla-
do ABNT (brasileiro).
VOCÊ
SABIA? SENAI (2012)

Figura 34 - Tecla com o logotipo da Microsoft (Winkey)

Veja abaixo as orientações para abrir arquivos e pastas, usando o Explorer:
a) abra o Windows Explorer e clique duas vezes na unidade (Disco Local (C:),
por exemplo) onde o arquivo ou pasta está;
b) clique duas vezes em cima do arquivo e, automaticamente, ele será aberto
no programa em que foi salvo.
Quando você deseja abrir um arquivo de foto, por exemplo, ele será aberto em
um programa específico para imagem. Contudo, é possível definir em qual pro-
grama ele deverá ser aberto (Paint, Photoshop, Visualizador de imagem). Para isso:
a) clique com o botão direito do mouse em cima do arquivo;
b) selecione a opção Abrir com e, em seguida, clique sobre o programa em
que deseja abrir o arquivo.
Para definir um programa como padrão, ou seja, para fazer com que todos os
arquivos do mesmo tipo sejam abertos pelo mesmo programa, faça o seguinte:
a) selecione Abrir com e depois Escolher programa padrão;
b) escolha o programa desejado e marque a caixa de seleção Sempre usar o
programa selecionado para abrir este tipo de arquivo.
Existem arquivos que necessitam de um programa específico para abri-los.
Nesses casos, é necessário identificar qual o programa necessário e instalá-lo no
computador.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
126

CRIANDO ARQUIVOS E PASTAS

Para criar arquivos ou pastas, o processo é rápido. Clique com um botão direito
em algum espaço vazio na Área de Trabalho ou dentro de uma pasta, e depois vá
em Novo. Há várias opções de arquivos para criar: documento de texto, planilha,
apresentação etc. Se quiser criar uma pasta, selecione Pasta.
No momento em que novos arquivos são criados, eles são arquivos vazios e
não salvos, em branco. É possível inserir novas informações da forma que desejar,
como escrever um documento de texto, por exemplo.
Quando você finalizar seu trabalho, ou quiser deixar para terminar mais tarde,
salve o arquivo. Para fazer isso, clique em Arquivo na barra de menus e em Salvar
como. Na caixa de diálogo exibida, digite o nome de arquivo que deseja, algo que
lhe ajude a localizar o arquivo no futuro, e clique em Salvar.
Uma dica é utilizar a Biblioteca do Windows 7. Nela, as pastas são organizadas
como índices de cadernos. Cada pasta tem um tipo de arquivo: documentos de
texto, imagens, músicas e vídeos. Assim como o Explorer, a Biblioteca também
pode ser uma ferramenta útil para a localização de arquivos, desde que eles sejam
salvos nas pastas de forma organizada. Por exemplo, quando criar um arquivo de
vídeo, salve-o na biblioteca de Vídeos. Assim será mais fácil encontrá-lo.
SENAI (2012)

Figura 35 - Pasta da Biblioteca do Windows 7

NOMEANDO E RENOMEANDO ARQUIVOS E PASTAS

Há várias formas de nomear arquivos ou pastas. Por exemplo, quando estiver
salvando um arquivo sem nome, você terá a opção de nomeá-lo.
Ao criar um arquivo ou pasta na área de trabalho, é possível nomeá-lo na caixa
de texto do ícone, automaticamente.
Para renomear um arquivo ou pasta, clique com o botão direito sobre o ícone,
selecione Renomear e digite o nome desejado.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
127

DELETANDO ARQUIVOS E PASTAS

Para excluir um arquivo, abra a pasta em que o arquivo se encontra e selecio-
ne-o. Pressione a tecla Del (delete) e, na caixa de diálogo Excluir Arquivo, clique
em Sim.
Para deletar uma pasta, selecione-a e faça o mesmo procedimento. Note que
todos os arquivos da pasta serão removidos.

COPIANDO E MOVENDO ARQUIVOS E PASTAS

A cópia de um arquivo ou pasta é feita quando se deseja deixar o item no local
em que está armazenado, copiando-o para outro local.
Ao mover um arquivo ou pasta, ele é movido do lugar original para o novo
local especificado, sem deixar uma cópia. Observe a Figura abaixo:

SENAI (2012)

Pressionar e arrastar Soltar

Figura 36 - Movendo um arquivo

Para copiar ou mover arquivos (ou pastas), arraste o ícone selecionado de uma
pasta para outra.
Observe que, ao realizar esta a ação, algumas vezes o ícone é copiado e outras
ele é movido. Portanto, atenção para as situações:
a) o arquivo ou pasta é movido se você arrastá-lo para dentro de outro lugar
que esteja no mesmo disco rígido (C:, por exemplo). Isto para que não exis-
tam dois arquivos (ou pastas) iguais;
b) agora, se você arrastar o arquivo ou pasta que esteja em outro disco rígido
(como um local de rede ou uma mídia removível), o item será copiado. Desta
forma, não será removido do local original.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
128

4.1.5 SELEÇÃO DE ARQUIVOS E PASTAS

Selecionar arquivos é uma ação que fazemos o tempo todo quando estamos
mexendo em um computador, como quando organizamos nossos arquivos ou
selecionamos arquivos de música para escutar. Para facilitar e agilizar a nossa
vida, o Windows oferece alguns métodos de seleção.

SELECIONANDO TODOS OS ITENS

Podemos selecionar todos os arquivos (ou pastas) dentro de uma mesma pasta
por meio do teclado, pressionando Ctrl+A. Depois de escolhidos os arquivos, cli-
que com o botão direito do mouse e um menu de opções se abrirá. Ali podem ser
executadas tarefas como excluir, renomear, copiar, colar e recortar, dentre outras.

SELEÇÃO DE ITENS CONSECUTIVOS

Supondo que dentro daquela mesma pasta com cem músicas você queira ou-
vir apenas as cinquenta primeiras. Para isso, selecione itens de forma consecutiva.
É simples:
a) selecione a música um;
b) pressione e segure a tecla Shift;
c) selecione a música cinquenta.

Para limpar uma seleção, clique em uma área em branco da janela.

SELEÇÃO DE ITENS NÃO CONSECUTIVOS

É possível escolher objetos de forma não consecutiva. Voltando à pasta com
cem músicas, podemos selecionar quais gostaríamos de ouvir e também sua or-
dem de execução. Nesse caso, utilizamos a tecla Ctrl.
Digamos que você queira ouvir as músicas 45, 23 e 81. Veja as orientações:
a) abra a pasta das cem músicas;
b) pressione e segure a tecla Ctrl e selecione os arquivos das músicas 45, 23 e 81;
c) depois de selecionar a última música, solte a tecla Ctrl.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
129

CASOS E RELATOS

O Comerciante Enganado
Marcos é um jovem empreendedor, muito bem-sucedido no setor de
vendas. Sua empresa é responsável por vender produtos de diversas fá-
bricas. Mas nem sempre as coisas foram fáceis para ele.
Logo quando estava começando, ele sofreu um grande revés. Ele havia
comprado cinco computadores para que seus funcionários pudessem
efetuar e controlar as vendas de forma mais eficiente. O vendedor havia
lhe dito que todos os computadores já vinham com o sistema operacio-
nal Windows instalado. O grande susto de Marcos foi quando ele desco-
briu que os programas eram piratas, ou seja, sem licença original.
O problema era que ele já estava trabalhando com um capital limitado e
o preço das licenças originais extrapolava seu orçamento e, se utilizasse
programas sem a licença original, poderia ser pego pela fiscalização, re-
cebendo uma multa gigantesca e até ser indiciado por crime de pirataria.
A solução veio de um dos funcionários, que sugeriu que Marcos instalas-
se o sistema operacional Linux em suas máquinas, um sistema operacio-
nal gratuito. No começo, ele torceu o nariz, mas, como não tinha outra
opção, acabou aceitando. Com o tempo, ele acabou descobrindo que o
sistema funcionava muito bem para o seu negócio. Hoje, Marcos até re-
comenda que outros colegas façam o mesmo.

4.1.6 EXIBIÇÃO DE ARQUIVOS E PASTAS

O Windows oferece para o usuário diversas maneiras diferentes para a visu-
alização dos arquivos e pastas. A seguir, conheça como configurar a exibição de
acordo com suas necessidades.

COMO ALTERAR A EXIBIÇÃO DE ARQUIVOS E PASTAS

O Painel de Controle é uma das ferramentas que permite a alteração do
modo de exibição. Veja como:
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
130

a) clique em Iniciar ;
b) depois vá em Painel de Controle;
c) selecione Aparência e Personalização e, em seguida, Opções de Pasta.

O Windows 7 tem várias versões, como se pode observar nas imagens abaixo.
A opção de Personalização só é possível nas versões Premium e Ultimate.

SENAI (2012)
Figura 37 - Diferentes versões do Windows 7

Para as versões Starter, Home Basic ou Professional, há outra forma de al-
terar os modos de exibição. Se você estiver com alguma janela aberta, como a
de uma pasta, por exemplo, clique no botão Modos de exibição, encontrado na
barra de ferramentas no lado superior direito. Um menu pop-up aparecerá em
seguida, e por meio dele você pode escolher o modo de exibição.
SENAI (2012)

Figura 38 - Botão modo de exibição
SENAI (2012)

Figura 39 - Menu pop-up do modo de exibição
4 INFORMÁTICA BÁSICA
131

OPÇÕES DE MODOS DE EXIBIÇÃO

Vamos descrever agora detalhes de cada modo de exibição. Acompanhe:
a) Ícones Extra Grandes: mostra os arquivos e pastas na maior resolução per-
mitida. É utilizada para visualizar imagens;
b) Ícones Grandes: neste modo, a exibição dos arquivos e pastas é visualizada
em miniaturas. Serve para identificar a imagem do arquivo ou o ícone do
programa em que o arquivo foi criado;
c) Ícones Médios: os arquivos e pastas são mostrados como no modo Ícones
Grandes, porém, com tamanho menor;
d) Ícones Pequenos: os arquivos e pastas são exibidos apenas com o ícone
do programa em que o arquivo foi salvo, seu nome e a extensão do arquivo.
e) Lista: exibe em uma lista de nomes de arquivos e pastas precedidos por
ícones pequenos. Muito utilizado quando há muitos ícones e é preciso en-
contrar o arquivo ou pasta pelo nome;
f) Detalhes: mostra o conteúdo da pasta em uma lista com informações deta-
lhadas sobre seus arquivos, incluindo nome, tipo, tamanho e data de modi-
ficação;
g) Lado a Lado: neste modo, os arquivos e pastas são visualizados como íco-
nes médios, e suas informações são mostradas no lado direito, contendo
nome, extensão, tipo e o tamanho do arquivo;
h) Conteúdo: informações como extensão, tamanho, tipo, data de criação, au-
tor e outras são visualizadas. Isso depende do tipo de arquivo.
O Windows 7 oferece várias opções para melhorar a aparência de exibição de
arquivos e pastas instalados no computador. Agora que você já conhece essas
novas possibilidades, personalize a exibição de seus arquivos e pastas de forma
que suas necessidades sejam atendidas.

4.1.7 LOCALIZAR ARQUIVOS E PASTAS

Muitas vezes nos sentimos perdidos, ainda mais quando percorremos cami-
nhos desconhecidos, como em cidades que visitamos pela primeira vez. Para
amenizar o desconforto, usamos mapas, GPS ou pedimos informação.
No Windows 7, existem algumas maneiras de localizar arquivos e pastas. Va-
mos conhecer as duas mais comuns.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
132

UTILIZANDO A CAIXA DE PESQUISA DO MENU INICIAR

Siga os passos abaixo:
a) clique no botão Iniciar e, em Pesquisar programas e arquivos, digite uma
palavra ou parte dela. De acordo com a palavra digitada, os resultados da
pesquisa serão exibidos no painel acima do menu Iniciar;
b) clique sobre o resultado da pesquisa para abrir ou clique em Ver mais re-
sultados para pesquisar em todo o computador.

Quando estiver pesquisando no menu Iniciar, apenas os arquivos indexados
aparecerão nos resultados da pesquisa. A maioria dos arquivos do computador é
indexada automaticamente. Tudo o que é incluído em uma biblioteca, por exem-
plo, é indexado de modo automático.

UTILIZANDO A CAIXA DE PESQUISA DO WINDOWS EXPLORER

Veja como realizar essa forma de pesquisa:
a) abra o Windows Explorer;
b) clique uma vez em cima da Unidade de Disco e na Caixa de pesquisa (Pes-
quisar), que fica localizada na parte superior direita da janela do Windows
Explorer;
c) digite o nome do arquivo e pasta que deseja localizar e aguarde até a pes-
quisa ser concluída.
Se você quiser abrir a janela de pesquisa rapidamente, utilize as teclas
WinKey+F. Relembrando que a tecla WinKey é aquela que possui a logomarca
da Microsoft. Com esse método, você fará pesquisa apenas na Unidade de Disco
desejada. Por exemplo, se você escolher (C:), a pesquisa será feita apenas em (C:).
Se você não lembrar o nome do arquivo ou o programa em que foi criado, então
faça uma pesquisa utilizando o caractere * (asterisco) na parte que você esqueceu.
Por exemplo, se o arquivo foi salvo no programa Bloco de Notas e você não lembra
o nome, você irá digitar *.txt, a extensão do Bloco de Notas. Se você lembra o nome
do arquivo e não sabe qual programa ele foi criado, então digite nome_arquivo.*.
Utilizando as ferramentas de pesquisa do Windows 7 como um GPS, fica fácil
localizar o que você deseja, não é mesmo? Use a caixa de pesquisa para procurar
facilmente arquivos como documentos de texto, imagens, músicas, pastas e até
atalhos para programas.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
133

4.1.8 FORMATAÇÃO, BACKUP E COMPACTAÇÃO

FORMATAR UNIDADE DE DISCO

O disco rígido (Hard Disk ou HD) é o principal dispositivo de armazenamento
no computador e, para que ele possa ser usado, é necessário formatá-lo.
Formatar é configurar o disco rígido com um sistema de arquivos para que o
Windows 7 possa armazenar informações nele. Seria como arrumar um armário,
para melhor aproveitar seu espaço interno.
Os computadores que estão à venda e possuem o Windows 7 instalado já es-
tão formatados. Outros dispositivos de armazenamento, como cartão de memó-
ria e pen-drive, já são pré-formatados pelos fabricantes.
A formatação apaga todos os arquivos existentes no HD ou nos dispositivos
de armazenamento. Sendo assim, não se esqueça de fazer backup (salvar seus
arquivos em uma unidade de armazenamento diferente da que será formatada).

BACKUP

Pela necessidade de salvarmos nossos arquivos para a formatação do HD ou
para criar uma cópia de segurança, fazemos backup. Este procedimento consiste
em transferir arquivos do disco rígido para outras unidades de armazenamento.
Dependendo da forma com que você trabalha, é possível padronizar os inter-
valos de tempo entre um backup e o outro. Por exemplo, ao criar muitos documen-
tos de texto importantes por dia, é bom que seja feito backup do HD diariamente.
Não faça backup de arquivos no mesmo disco rígido em que o Windows 7 se
encontra instalado, pois, se algum problema tornar impossível o acesso ao siste-
ma, a cópia de segurança ficará inacessível. Portanto, faça-o em HD externo, pen-
-drive ou CDs/DVDs.

COMPACTAÇÃO DE ARQUIVOS

Muitas vezes, não conseguimos enviar arquivos por e-mail ou gravar em um
CD, por este arquivo ser muito grande. Neste caso, a solução é compactar o arqui-
vo, fazendo com que ele ocupe menos espaço no HD.
Para compactar um arquivo no Windows 7, siga o procedimento:
a) selecione os arquivos que serão compactados;
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
134

b) clique com o botão direito do mouse e, no menu, selecione a opção Enviar
para;
c) selecione a opção Pasta compactada.

Observe a imagem abaixo.

SENAI (2012)
Figura 40 - Arquivos em uma pasta

Você percebeu como compactar arquivos pode ser importante para a forma-
tação do disco rígido? Imagine que você precise formatar seu computador e que
o único dispositivo de armazenamento disponível seja um CD, o qual não possui
espaço suficiente para armazenar todos seus arquivos. O que fazer? Uma opção é
compactar os arquivos, de modo que seja possível fazer backup no CD.

4.1.9 LIXEIRA

No Windows, a Lixeira é uma pasta especial que armazena temporariamente
arquivos e pastas excluídos. Quando excluídos, os documentos não são apaga-
dos imediatamente: eles são enviados para a Lixeira, onde ficam inativos antes de
serem completamente apagados. Os arquivos que foram enviados para a Lixeira
não podem mais ser manipulados pelo usuário, mas eles poderão ser restaurados,
caso haja necessidade.
O ícone que representa a Lixeira é uma lata de lixo; aparece cheia quando exis-
tirem itens dentro desta pasta; e vazia quando não.
SENAI (2012)

Figura 41 - Ícones da lixeira vazia e cheia
4 INFORMÁTICA BÁSICA
135

TAMANHO DA LIXEIRA

Podemos configurar a quantidade (em megabytes) de arquivos que a Lixeira
armazenará. Conforme a quantidade de arquivos for extrapolando o limite de-
terminado, os arquivos vão sendo excluídos permanentemente. Os mais antigos
primeiro e assim sucessivamente.
Para configurar a Lixeira, clique com o botão direito sobre o seu ícone e sele-
cione Propriedades.
Observe a imagem abaixo:

SENAI (2012)

Figura 42 - Propriedades de Lixeira.

ESVAZIANDO A LIXEIRA

A Lixeira pode ser esvaziada manualmente. Para isso, clique com o botão direi-
to sobre o ícone da lixeira e selecione Esvaziar a lixeira.

RESTAURANDO DOCUMENTOS EXCLUÍDOS

Para restaurar arquivos ou pastas enviados para a Lixeira, abra a Lixeira, sele-
cione os itens que deseja restaurar e, então, clique com o botão direito sobre os
arquivos e selecione Restaurar.
Para restaurar todos os arquivos de uma única vez, abra a Lixeira e na Barra de
Comandos e selecione Restaurar Todos os Itens.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
136

4.1.10 ACESSÓRIOS DO WINDOWS 7

Acessório é algo que complementa um objeto, podendo torná-lo mais eficien-
te e/ou confortável. Por exemplo: em um carro, chamamos de acessórios o ar-
-condicionado, tocadores de CD, teto solar etc.
Em um sistema operacional, acessórios são aplicativos, como editores de tex-
to, editores de imagens, jogos, ferramentas para melhorar o desempenho do
computador, calculadora etc.
Neste tópico, você irá conhecer os acessórios do Windows 7. Para começar,
abra a pasta Acessórios. Clique no botão Iniciar na Barra de tarefas, vá em Todos
os programas e, no submenu, selecione Acessórios.

BLOCO DE NOTAS

É um editor simples de texto utilizado para gerar programas e oferece como
suporte apenas uma formatação básica. Todo o texto copiado para o bloco de
notas perde sua formatação original, adquirindo a formatação padrão desta fer-
ramenta.
A extensão de um arquivo do Bloco de notas é .txt.

SENAI (2012)

Figura 43 - Bloco de notas

WORDPAD

É um editor de texto que possibilita formatação e inserção de imagens, tabelas
e outros objetos. Comparado ao Word, suas opções são limitadas.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
137

Sua extensão é .rtf. É importante lembrar que também podemos salvar arqui-
vos .doc (extensão do Word) no WordPad.

SENAI (2012)
Figura 44 - WordPad

PAINT

É o editor de imagens do Windows 7. Sua extensão de arquivo padrão é .bmp.
O Paint também permite manipular arquivos de imagens de diferentes tipos
de extensão, como .jpg (.jpeg), .gif, .tiff, .png e .ico, dentre outros.
SENAI (2012)

Figura 45 - Paint

CALCULADORA

Este acessório funciona como uma calculadora de verdade. Pode ser exibida
de algumas maneiras: padrão, científica, programador e estatística. Observe as
imagens abaixo.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
138

SENAI (2012)
Padrão Científica Programador Estatística

Figura 46 - Calculadora

WINDOWS MOVIE MAKER

O Movie Maker é um programa criação e edição de vídeos. Permite inserir nar-
rações, músicas e legendas, e possui vários efeitos de transição para unir cortes
ou cenas de vídeos.
A extensão de arquivos do Movie Maker é .mswmm se for salvo como projeto,
e .wmv se for salvo em vídeo.

SENAI (2012)

Figura 47 - Windows Live Movie Maker

Os acessórios oferecidos pelo Windows 7 fazem com que este seja uma boa
opção para aquisição, pois agrega diversas funções em um único pacote. Obvia-
mente, os acessórios oferecidos são simples, não tão sofisticados como os pro-
gramas do Microsoft Office, mas cumprem seu papel ao suprir as necessidades
básicas do usuário, como escrever textos ou fazer contas.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
139

4.2 INTRODUÇÃO AO PROCESSADOR DE TEXTOS

OFFICE SUITE

Com a popularização dos computadores pessoais, cada vez mais os mesmos
foram tomando o lugar das ferramentas tradicionais de um escritório: calculado-
ra, máquina de escrever, livro caixa e de tantos outros recursos que empregáva-
mos no dia a dia.
Em um determinado momento, o mercado de informática optou por reunir um
conjunto de softwares que julgava como elementos essenciais de suporte a um
escritório. Esse conjunto foi denominado Office Suite ou, simplesmente, Office.
Diversas ferramentas do Office foram desenvolvidas levando em conta fatores
como usabilidades e recursos. Normalmente, um Office Suite contém:
a) uma ferramenta para edição, formatação e diagramação de textos;
b) uma de planilha com possibilidade de traçado de gráficos;
c) uma de elaboração de apresentações;
d) um banco de dados de apoio.

VOCÊ Hoje existe um padrão internacional para documentos de-
nominado ODF (open document format), que visa à possi-
SABIA? bilidade de trabalharmos arquivos em qualquer Office.

Diversos produtos foram desenvolvidos, sendo os principais no mercado:
a) LibreOffice – conhecido como Broffice ou OpenOffice, consiste em uma im-
plementação aberta, gratuita e multiplataforma (Linux, Windows, Mac OS)
de Office, sendo a primeira a suportar o padrão ODF. Em termos de recursos,
é uma das melhores no mercado.
b) Microsoft Office – conjunto de ferramentas Office para Windows e Mac OS
desenvolvido pela Microsoft. Possui alta penetração no mercado.
c) IBM Lotus SmartSuite – desenvolvido pela Lotus (atualmente pertencente
à IBM), apresenta o Lotus 1-2-3 como um dos componentes, umas das pri-
meiras planilhas no mercado. É uma boa solução técnica. A IBM disponibiliza
ainda o IBM Lotus Symphony, que suporta ODF que é gratuito.

Com o crescimento da Internet e com o surgimento da computação em Nu-
vem (Cloud Computing), aplicação rodando na rede mundial de computadores,
as ferramentas Office têm migrado para a rede. Aqui devemos mencionar, em
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
140

especial, o Google Docs, que nos permite um trabalho integrado online com os
mesmos recursos Office tradicionais, podendo ainda exportar e importar docu-
mentos dos produtos para o desktop.
A Microsoft também possui uma solução voltada para nuvem, denominada
Office 365. Porém, neste momento, este ainda não apresenta a gama de recursos
do Google Docs.

NOSSA FERRAMENTA DE ESTUDO

Estudaremos procedimentos e técnicas de como elaborar documentos, plani-
lhas e apresentações, bem como diagramá-los e formatá-los de maneira adequada.
Como ferramenta de experimentação de conceitos, empregaremos o Office
2007 da Microsoft, devido à popularidade do mesmo.

4.2.1 INTRODUÇÃO AO WORD 2007

Se você digitar no computador algum texto que exija cuidados de formatação,
é melhor usar um programa que ofereça mais opções de ferramentas do que o
WordPad ou o Bloco de notas. O Word, por ser um excelente processador de tex-
to, é uma boa escolha.
O Word faz parte do pacote Microsoft Office, o qual é encontrado em várias
versões. Neste tópico, usaremos o Office 2007, o qual inclui o Word 2007.
Diferente das versões antigas (97, 2000, 2003 etc.), os menus, as barras de fer-
ramentas e a maioria dos painéis de tarefas são encontrados em um único meca-
nismo, simples e fácil de aprender.
SENAI (2012)

Figura 48 - Barra de ferramentas do Word 2007

A nova interface, implementada no Word 2007, foi criada para ajudar o usu-
ário a ser mais produtivo, apontando qual o melhor recurso para executar uma
determinada tarefa, fazendo com que ele(a) descubra novas funcionalidades e
trabalhe de forma mais eficiente.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
141

O Word 2007 oferece:
a) elementos pré-formatados, ou seja, apresenta modelos de layout pré-for-
matados para adicionar aos seus documentos;
b) gráficos com mais recursos de diagramação de formas tridimensionais;
c) novos temas e estilos rápidos de documentos;
d) correção ortográfica mais eficiente;
e) compartilhamento de documentos confidenciais;
f) comparação e combinação com outras versões;
g) assinatura digital;
h) conversão do documento Word em .pdf ou .xps;
i) proteção contra alterações nos documentos;
j) gerenciamento das propriedades do documento;
k) diagnóstico do aplicativo;
l) recuperação do programa;
m) citação das fontes de consulta;
n) gerenciamento de fontes bibliográficas;
o) controle das modificações;
p) publicação do documento.

Há muitas ferramentas. Você já deve ter visto algumas nas versões antigas do
Word ou em outros editores de texto; outras, ainda não. Se há algo que você não re-
conhece agora, não se preocupe, pois aprenderemos a trabalhar com o Word 2007.

4.2.2 ABRIR, CRIAR, SALVAR E IMPRIMIR DOCUMENTOS

Ao aprender a trabalhar com Word 2007, você poderá criar diversos tipos de
texto, como cartas padronizadas, letras de músicas e trabalhos escolares, come-
çando a formar seu banco de documentos. Para isso, é importante saber os se-
guintes procedimentos básicos: abrir, criar, salvar e imprimir.

ABRINDO E CRIANDO NOVOS DOCUMENTOS

Para abrir um novo documento, siga os passos:
a) clique no botão Iniciar na barra de tarefas;
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
142

b) selecione a opção Programas;
c) selecione a opção Microsoft Office 2007;
d) clique no aplicativo Word 2007.

Novos documentos também são conhecidos como documentos em branco.

CRIANDO E SALVANDO DOCUMENTOS

Ao abrir um documento, é criado automaticamente um arquivo não salvo.
Você pode trabalhar nele digitando textos, inserindo tabelas e figuras e ir forma-
tando do jeito que quiser. Porém, não o feche sem salvar antes, pois, se fizer isso,
perderá o arquivo.
Aprenda então a como salvar arquivos no Word 2007.
No momento em que você salvar um arquivo, deve escolher uma pasta espe-
cífica para colocá-lo. Assim, ele não será perdido.
Para salvar um documento pela primeira vez, siga o procedimento:
SENAI (2012)

Figura 49 - Barra de ferramentas

a) vá à barra de ferramentas, no canto superior esquerdo, e clique no ícone do
Office;
b) no menu de opções que surgir, clique no comando Salvar;
c) digite o nome de arquivo na caixa de texto e, em Salvar como, você irá de-
finir o local onde o arquivo será salvo.

Depois que o documento for salvo pela primeira vez, as alterações serão gra-
vadas apenas dando um clique no botão Salvar, ou ao usar o atalho Ctrl+B em
seu teclado. Assim, as alterações realizadas irão subscrever os dados que anterior-
mente foram salvos.
É possível salvar o documento no momento em que for fechá-lo. O Word 2007
irá lhe perguntar se quer salvar o que está escrevendo.

IMPRIMINDO DOCUMENTOS

Usando o ícone rápido do Office, você pode selecionar como irá imprimir seu
documento. Para fazer uma cópia de impressão, siga os passos:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
143

a) na barra de ferramentas, clique no ícone do Office;
b) no menu de opções, clique no ícone Imprimir;
c) clique em OK.

Agora que você já sabe como iniciar seu trabalho no Word 2007, treine, digite
seus trabalhos de escola, relatórios e as letras de suas músicas preferidas. Para
melhor conhecer as ferramentas, é preciso praticar.

4.2.3 EDIÇÃO DE TEXTO

O editor de texto Word oferece diversos recursos para facilitar o trabalho do
usuário. Dois deles, muito úteis, são Localizar e Substituir. Esses recursos permi-
tem encontrar ou efetuar correções no texto com grande agilidade.
SENAI (2012)

Figura 50 - Barra de ferramentas

OPÇÃO LOCALIZAR

Ao clicar na opção Localizar, uma janela se abrirá, em que é possível digitar
partes específicas do texto. Você pode também usar o mouse ou o teclado para ir
ao local em que deseja editar.
Quando chegar à parte do documento que você deseja alterar, será necessário
digitar o novo texto a ser adicionado ou selecionar o texto existente para que
possa alterá-lo ou excluí-lo. É possível selecionar palavras, frases, parágrafos ou
o documento todo. Você também pode mover o texto para um local diferente.

OPÇÃO SUBSTITUIR

Para substituir um texto, você também pode clicar no ícone Substituir. Será
exibida uma janela onde se pode localizar a parte de texto que se deseja substi-
tuir, como mostra a figura abaixo:
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
144

SENAI (2012)
Figura 51 - Janela Localizar e substituir

Você pode substituir todos os textos localizados ou somente o que estiver er-
rado ou fora do contexto. Fica ao seu critério.

CASOS E RELATOS

Seu Anísio e a Olivetti
Anísio, próximo de completar 70 anos, relembra sua infância livre e sem
preocupações, onde as crianças tinham como prioridade e vida ao ar li-
vre, empinando pipa, jogando bola. Não existiam videogames ou celula-
res. Porém, as coisas mudaram, e muito.
Aos 14 anos, Anísio começou a trabalhar, e uma das primeiras providên-
cias foi procurar uma escola de datilografia. Naquela época, se a pessoa
não tivesse um diploma de datilógrafo, não conseguia emprego. O tem-
po foi passando, as novidades tecnológicas aparecendo e Anísio não teve
outra opção além de aposentar sua velha Olivetti (para quem não sabe,
Olivetti é uma marca italiana de máquinas de escrever).
Anísio aprendeu a trabalhar com computadores, pois ele não queria fi-
car desatualizado. Ele fez vários cursos de computação, passou a escrever
seus documentos de trabalho com programas processadores de texto.
A mudança de sua velha máquina de escrever para o computador não foi
fácil. Porém, Anísio sabe que, hoje, é complicado viver sem o seu PC. Ele
sabe que, da mesma forma que saber datilografar em sua época, é essen-
cial ter conhecimentos básicos de informática.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
145

4.2.4 APLICANDO FORMATAÇÃO ADEQUADA

Saber como formatar um texto é importante, pois, para cada tipo de docu-
mento, existe uma regra de formatação específica. Comumente, seguem-se
as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), mas também
existem outros padrões específicos, como os de empresas e faculdades, den-
tre outras organizações. São regras para deixar o documento padronizado.
O Word 2007 disponibiliza ferramentas para formatar seu texto de maneira ade-
quada. Veja a seguir como utilizar essas ferramentas.

FORMATAÇÃO DE FONTES

Para formatar a fonte do seu texto, primeiramente selecione o trecho para aplicar
a formatação e, em seguida, determine-a na seção Fontes, na Barra de Ferramentas.

SENAI (2012)

Figura 52 - Barra de Ferramentas, ajuste da fonte do texto

1. Fonte: altera o tipo da fonte. Selecione o tipo desejado.
2. Tamanho da fonte: altera o tamanho da fonte. Digite na caixa de texto o
tamanho desejado, entre 1 (o menor) e 1638 (o maior).
3. Aumentar fonte: aumenta o tamanho da fonte.
4. Diminuir fonte: diminui o tamanho da fonte.
5. Limpar formatação: restaura a formatação do trecho selecionado.
6. Negrito: o texto selecionado será escrito em negrito.
7. Itálico: o texto selecionado será escrito em itálico.
8. Sublinhado: o texto selecionado será sublinhado.
9. Tachado: desenha uma linha sobre o texto selecionado.
10. Subscrito: cria letras pequenas abaixo da linha base do texto.
11. Sobrescrito: cria letras pequenas acima do texto escrito.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
146

12. Maiúsculas e minúsculas: transforma todo o texto selecionado em letras
maiúsculas, minúsculas, iniciais de cada palavra maiúscula ou inverte as
letras maiúsculas por minúsculas e vice-versa.
13. Cor de realce do texto: faz o trecho selecionado parecer marcado com
um marca-texto.
14. Cor da fonte: altera a cor da fonte.

FORMATAÇÃO DE PARÁGRAFOS

Para formatar parágrafos, selecione o trecho desejado e aplique a formatação
através da seção Parágrafo na Barra de Ferramentas.

SENAI (2012)
Figura 53 - Barra de ferramentas, ajustes dos parágrafos

1. Marcadores: insere marcadores no início de cada parágrafo.
2. Numeração: insere numeração no início de cada parágrafo.
3. Lista de vários níveis: insere marcadores no início de cada parágrafo. Para
diferenciar o nível do parágrafo seguinte, é necessário apertar a tecla tab
do teclado.
4. Diminuir o recuo: diminui o recuo do parágrafo.
5. Aumentar o recuo: aumenta o recuo do parágrafo.
6. Classificar: classifica o texto selecionado em ordem alfabética ou numérica.
7. Mostrar marcas ocultas: mostra marcações e símbolos ocultos de pará-
grafo.
8. Alinhamento à esquerda: alinha o texto à margem esquerda.
9. Centralizado: centraliza o texto na página.
10. Alinhamento à direita: alinha o texto à margem direita.
11. Justificado: alinha o texto às margens esquerda e direita, adicionando es-
paço extra entre as palavras conforme necessário.
12. Espaçamento entre linhas: altera o espaçamento entre as linhas do texto.
Também é possível adicionar espaços antes e depois dos parágrafos.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
147

13. Sombreamento: colore o fundo do texto ou parágrafo selecionado.
14. Bordas externas: cria bordas em torno do trecho de texto selecionado.
Você pode também fazer formatações avançadas dos parágrafos do docu-
mento, como recuo dos parágrafos, espaçamento entre linhas e quebra de linhas
e páginas. Para isso, selecione o trecho ao qual deseja aplicar a formatação, clique
com o botão direito e escolha a opção Paragráfo…; uma janela irá se abrir; nela
poderemos determinar os parâmetros para a formatação.

4.2.5 APLICANDO ESTILOS DE FORMATAÇÃO ADEQUADA

Imagine que você está editando um livro e que esse livro contém cerca de trin-
ta títulos para identificar cada um de seus capítulos. Vamos supor que, inicialmen-
te, você formatou o primeiro título em fonte Arial, em negrito e itálico, tamanho
18, cor azul escuro e sublinhado. Logicamente, você vai formatar todos os outros
vinte e nove títulos da mesma forma.
Mas e se você perceber que, ao final do livro, o estilo aplicado não foi o ade-
quado? Imagine o trabalho que você teria para formatar todos os outros títulos,
um por um. Com certeza, perderia preciosos minutos.
Para facilitar a sua vida, o Word 2007 disponibiliza Estilos de Formatação. São
modelos de texto que ajudam quando é necessária a mesma formatação em vá-
rios pontos do documento, como em títulos, parágrafos, citações etc.
A vantagem de se utilizar um estilo de formatação é a possibilidade de modificá-
-lo a qualquer momento, alterando todos os trechos do texto que fazem uso dele.

APLICANDO ESTILOS DE FORMATAÇÃO

Aplicar um estilo de formatação no Word 2007 é muito simples. Primeiramen-
te, deixe o cursor do mouse em cima do trecho do texto (parágrafo, título etc.)
onde deseja mudar de estilo. Então, na guia Início, na parte designada como Esti-
lo, clique no estilo desejado.
SENAI (2012)

Figura 54 - Funcionalidade Estilo, localizada na guia Início
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
148

SALVANDO ESTILOS DE FORMATAÇÃO

Para salvar um determinado estilo, siga os passos abaixo:
a) após formatar um trecho de texto que você quer como modelo, deixe o cur-
sor sobre o trecho no qual está a formatação desejada e, na guia Início, na
parte designada como Estilo, clique no botão Mais ( );
b) a parte de estilos será expandida e, então, clique na opção Salvar Seleção
como Novo estilo Rápido;
c) dê o nome que achar mais adequado para seu estilo e clique no botão OK.
Agora, você pode escolhê-lo seu novo estilo diretamente da lista.

EXCLUINDO (REMOVENDO) ESTILOS DE FORMATAÇÃO DA LISTA

Para excluir um estilo da lista, faça o seguinte:

SENAI (2012)
Figura 55 - Botão para acessar Detalhes

a) em Estilo, clique em Detalhes, um pequeno botão quadrado que fica ao
lado direito da identificação;
b) a janela Estilos aparecerá. Na parte inferior, há três botões. Clique no tercei-
ro, Gerenciar Estilos ( );
c) selecione na lista o estilo que deseja e clique no botão Excluir;
d) confirme, clicando em Sim na próxima janela. O estilo será removido da lis-
ta, assim como também as formatações no texto.

Os estilos no Word 2007 têm “cara” diferente se comparados a outras versões.
Principalmente, por causa do botão Alterar Estilos. Com esse botão, podemos
mudar todo o tema de nossos estilos e conseguir, com apenas alguns cliques, for-
matações muito variadas dentro de um mesmo documento. Com ele podemos,
por exemplo: modificar o Conjunto de estilos (de um tradicional a um sofistica-
do); modificar o tema de Cores; e adequarmos a Fonte.
Por automatizar a formatação, o uso de estilos poupa tempo, deixando que
você se concentre naquilo que realmente importa: a escrita do texto.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
149

4.2.6 VERIFICAÇÃO DE ORTOGRAFIA

A verificação ortográfica é um recurso que ajuda o usuário a corrigir a gra-
mática. Esse recurso funciona como uma espécie de gramática automática que
identifica possíveis erros gramaticais.

REVISÃO DA ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA

Na barra de ferramentas do Word 2007, vá à seção Revisão de Texto. Lá exis-
tem várias funcionalidades. Para a revisão da Ortografia e Gramática, existe um
botão específico. Trata-se da primeira opção exibida abaixo:

SENAI (2012)

Figura 56 - Funcionalidades da barra de ferramentas para Revisão de texto

O Word 2007 sublinha de vermelho todas as palavras que, de acordo com seu
dicionário, estiverem escritas de forma incorreta. Para corrigi-las, clique em Orto-
grafia e Gramática. Será apresentada uma nova janela, mostrando tudo o que
está em desacordo no texto. Nessa janela, o Word 2007 corrige também pontua-
ção, vírgulas, espaços, entre outros.
No próprio texto, para corrigir somente as palavras grifadas de vermelho, você
deve selecionar somente a palavra e clicar com o botão direito do mouse. Será
exibida uma janela com opções de correção, pois nem sempre o Word entende
o contexto da palavra. O Word pode também lhe informar que não há sugestões
para aquela palavra, fornecendo a opção de adicioná-la ao dicionário.
O Word 2007 grifa de verde parte de frases ou parágrafos inteiros para sugerir
mudanças de concordância; porém, fique atento ao contexto da frase, pois nem
sempre esta análise está correta. Na dúvida, procure outras fontes de pesquisa.

OCULTAR ERROS DE ORTOGRAFIA E DE GRAMÁTICA EM UM DOCUMENTO
DO WORD

No documento do Word, você pode não querer visualizar os erros ortográficos
e gramaticais. Para isso, é preciso configurá-lo, seguindo os passos a baixo:
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
150

a) clique no botão Microsoft Office e, em seguida, clique em Opções do
Word;
b) clique em Revisão;
c) para ativar ou desativar a verificação ortográfica automática ou a verificação
gramatical automática para o documento aberto:
a) em Exceções para, clique em Nome do arquivo aberto;
b) marque ou desmarque as caixas de seleção Ocultar erros de ortografia
neste documento apenas e Ocultar erros de gramática neste docu-
mento apenas.
d) para ativar ou desativar a verificação ortográfica automática ou a verificação
gramatical automática para todos os documentos criados:
a) em Exceções para, clique em Todos os Novos Documentos;
b) marque ou desmarque as caixas de seleção Ocultar erros de ortografia
neste documento apenas e Ocultar erros de gramática neste documento
apenas.
A desativação da opção de verificação ortográfica e gramatical automática de
um arquivo acontece somente em seu computador. Se seus documentos forem
acessados em outras máquinas, a correção será automática.

4.2.7 BORDAS E SOMBREAMENTO

Adicionar bordas serve para dar mais ênfase a diversas partes do seu docu-
mento. No Word 2007, é possível inserir bordas em páginas, textos, tabelas, célu-
las de tabela, objetos gráficos e imagens.
As bordas podem ainda ser inseridas apenas em um dos lados do documen-
to, somente na primeira página, ou todas as páginas, exceto na primeira. Você
também pode inserir bordas em diversas cores e formas. Aprenda a seguir estes
procedimentos.

INSERIR BORDAS E SOMBREAMENTO

Na barra de ferramentas, vá a Parágrafos e clique no ícone indicado na figura
abaixo:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
151

SENAI (2012)
Figura 57 - Ícone para inserir bordas e sombreamento

Ao clicar no ícone indicado, será aberta uma nova janela, que possibilita a es-
colha do tipo de borda, linha ou sombreamento que você vai querer pôr em seu
documento. Além de determinar o modelo a ser usado, você pode escolher a cor
que vai predominar nas bordas.
A outra forma de abrir a janela abaixo é em Layout de Página, também loca-
lizado na barra de ferramentas. No grupo Bordas de Página, clique em Bordas
da página: SENAI (2012)

Figura 58 - Caixa de diálogo bordas e sombreamentos

Na caixa de diálogo Bordas e Sombreamento, clique na guia Bordas. Selecio-
ne o estilo, a cor e a largura da borda, e clique em OK.

ALTERAR OU REMOVER BORDAS E SOMBREAMENTO

Para fazer uma alteração, siga os passos abaixo:
a) selecione o texto que contém a borda;
b) na barra de ferramentas, em Layout de Página, no grupo Plano de Fundo
de Página, clique em Bordas de Página;
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
152

c) clique na guia Bordas/Sombreamento e altere para as opções que você
deseja;
d) Se quiser remover, selecione a opção Nenhuma e dê OK.

Colocando bordas e sombreamento, você destaca partes de seu texto de
modo a chamar a atenção do leitor para aquele assunto destacado. Mas vai um
alerta: não exagere nos destaques, tenha bom-senso ao utilizá-los.

4.2.8 INSERÇÃO E FORMATAÇÃO DE IMAGENS

Alguns documentos contêm informações simples que não exigem mais do
que palavras, mas outros precisam da adição de elementos gráficos para reforçar
seus conceitos ou torná-los mais chamativos e visualmente atraentes.
Os elementos gráficos são de ampla variedade: imagens, figuras e objetos de
desenho. Veja, a seguir, como inseri-los.

INSERINDO IMAGENS

Para inserir uma imagem no Word 2007 é bem simples. Siga os passos:
a) na Barra de ferramentas, clique na guia Inserir;
b) na seção Ilustrações, você poderá escolher várias opções de imagem;
c) após escolher o tipo de imagem, clique no ícone. O Word 2007 abrirá uma
janela para a escolha da imagem.
SENAI (2012)

Figura 59 - Seção Ilustrações da guia Inserir

FORMANTANDO IMAGENS

Para formatar uma imagem, siga as etapas descritas abaixo:
a) clique com o botão direito do mouse sobre a imagem;
b) no menu, clique em Formatar Imagem;
c) uma janela se abrirá, onde você poderá fazer alterações como brilho, con-
traste e cor.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
153

SENAI (2012)

Figura 60 - Janela Formatar imagem

O Word 2007 possibilita a inserção de imagens de forma rápida e simplificada.
Teste as possibilidades e domine as ferramentas, pois inserir imagens no texto é
uma boa estratégia para complementar seu texto, pois ajuda a direcionar a aten-
ção do leitor para algum fato que mereça destaque.

4.2.9 PARÁGRAFOS, ESPAÇAMENTOS E TABULAÇÕES

Quando digitamos um texto, geralmente fazemos isso de forma contínua, sem
preocupação quanto à sua organização. Ao ajustar seu documento usando parágra-
fos, espaçamento entre linhas e tabulações, você faz com que ele fique padronizado.

FORMATANDO OS PARÁGRAFOS
SENAI (2012)

Figura 61 - Barra de ferramentas, seção Parágrafo

a) selecione todo o texto que deverá receber a nova formatação;
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
154

b) na barra de ferramentas, selecione a opção Parágrafos e clique na seta loca-
lizada à direita, conforme a imagem apresentada abaixo;
c) ao abrir a janela, você pode ajustar parágrafos, espaçamentos entre linhas
e tabulação, entre outros detalhes que podem deixar o texto mais alinhado.
Observe a janela abaixo:

SENAI (2012)
Figura 62 - Janela Parágrafo

Na aba Recuos e espaçamento, temos as seguintes opções:
a) Alinhamento: é possível manter o texto alinhado à esquerda, à direita, cen-
tralizado ou justificado, de acordo com a necessidade. Lembre-se que, quan-
do você escolhe uma opção, ela só se aplica ao texto que está selecionado,
uma vez que o Nível do Tópico traz como padrão a opção corpo do texto,
que é o recomendado;
b) Recuo: ao selecionar um parágrafo, você pode escolher que tipo de recuo
ele deve ter – à esquerda ou à direita. É possível também manter a forma-
tação selecionada para os demais parágrafos, utilizando a opção Espelhar
recuos;
c) Espaçamento: com esta opção você pode formatar o espaçamento entre
linhas e entre parágrafos. Com as opções Antes e Depois, você pode deter-
minar quanto de espaço deve haver antes e depois de cada parágrafo. Dessa
4 INFORMÁTICA BÁSICA
155

maneira, sempre que você teclar enter para criar um novo parágrafo no seu
texto, o espaçamento será incluso automaticamente;
d) Já o espaçamento entre linhas: é o espaço que terá entre uma linha e ou-
tra enquanto você estiver digitando um texto. Este espaçamento pode ser:
simples, 1,5 linhas, duplo, exatamente e múltiplo. Como padrão, o editor de
texto traz a formatação de espaçamento entre linhas simples;
e) Visualização: neste quadro de visualização, é possível ter uma visão parcial
de como ficará o texto depois da formatação escolhida por você.

TABULAÇÃO

SENAI (2012)

Figura 63 - Barra de ferramentas

Passo a passo:
a) no canto esquerdo da sua régua (símbolo com a letra L), você pode clicar
para trocar a tabulação;
b) escolha a tabulação desejada. Para isso, é só clicar embaixo do número de-
sejado e fazer a marcação da tabulação;
c) quando a tabulação tiver preenchimento, clique duas vezes na tabulação
(na régua) para ativar a janela “tabulação”;
d) escolha o modelo de tabulação desejado;
e) você deve digitar normalmente no texto e, quando for necessário, aplicar a
tabulação programada. Para isso, é só teclar tab;
f) para desfazer uma tabulação, clique na marca da tabulação, segure e arraste
para baixo;
g) sempre que for necessário, você pode acrescentar mais marcas de tabula-
ção à régua durante a digitação do texto.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
156

4.2.10 CABEÇALHOS E RODAPÉS

Os cabeçalhos são impressos na parte superior e os rodapés na parte inferior
do documento. Essas duas opções podem conter textos ou elementos gráficos,
como: logotipo da empresa, data, hora, número de páginas etc.
Você pode configurar o cabeçalho e o rodapé iguais para todas as páginas
do documento ou pode ainda configurar para que eles sejam diferentes em de-
terminadas páginas. Isso permite usar um logotipo da empresa no cabeçalho da
primeira página e, nas páginas seguintes, usar somente os títulos de cada infor-
mação digitada no documento como cabeçalho.
Na barra de ferramentas, para inserir cabeçalho ou rodapé, você deve clicar em
Inserir. Ao clicar, aparecerá na barra a opção abaixo:

SENAI (2012)
Figura 64 - Guia Inserir

Na guia Cabeçalhos e Rodapés, em Ferramentas de Cabeçalho e Rodapé,
você tem várias opções para personalizar os cabeçalhos e rodapés dos seus docu-
mentos de acordo com o que deseja.

EXCLUINDO CABEÇALHO E RODAPÉ

É possível excluir cabeçalhos e rodapés. Para isso, é necessário ter algumas
precauções, pois o Word pode excluí-los automaticamente de todo o documento.
Para excluir um cabeçalho ou um rodapé de parte de um documento, você
deve primeiramente dividir o documento em seções. Depois será necessário criar
um cabeçalho ou rodapé diferente para cada seção. Após dividir em seções, siga
as instruções abaixo:
a) no menu Exibir, clique em Cabeçalho e rodapé;
b) se necessário, clique em Mostrar Anterior ou Mostrar Próximo
na barra de ferramentas Cabeçalho e Rodapé para ir para o cabeçalho ou
rodapé que você deseja excluir;
c) quando estiver na área do cabeçalho ou rodapé que deseja excluir, selecio-
ne o texto e os elementos gráficos e pressione delete;

Você viu como é simples trabalhar com cabeçalhos e rodapés? Agora, você já
tem subsídios para personalizar ainda mais seus documentos.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
157

4.2.11 INSERIR COLUNAS, DATA/HORA E SÍMBOLOS

Em livros, revistas, jornais e outras publicações, é normal encontrarmos o texto
dividido em colunas. Os documentos do Word também podem ser divididos em
colunas e, além disso, estas ainda podem ser ajustadas para que o conteúdo te-
nha uma disposição adequada na página. As colunas, assim como os cabeçalhos
e rodapés, podem conter figuras, gráficos, tabelas etc.
Para começar, selecione o texto que deseja transformar em colunas. Depois,
siga os passos abaixo:
a) clique na guia Layout de Página;
b) localize o grupo Configurar Página;
c) a seguir, clique em Colunas.

SENAI (2012)

Figura 65 - Guia Layout da Página

Depois de seguir estas instruções, será exibida uma lista, conforme o exemplo
da figura abaixo:
SENAI (2012)

Figura 66 - Lista de colunas

Após selecionar o número desejado de colunas, você perceberá que o texto
selecionado será distribuído de acordo com a quantidade de colunas definidas.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
158

Para aplicar colunas somente em uma parte do texto, selecione somente os
parágrafos que você deseja transformar em coluna e siga os mesmos passos in-
dicados acima.
Neste tipo de arranjo do Word, o texto flui da parte inferior da coluna para a
parte superior da próxima coluna ao lado.

SAIBA Para saber mais sobre como inserir colunas, assista ao
vídeo disponível no link: http://www.youtube.com/
MAIS watch?v=lGhnmt6e2EU

INSERIR DATA E HORA DE UM DOCUMENTO DO WORD 2007

É possível inserir data e hora em documentos do Word 2007. O Word já traz
modelos pré-formatados e é só preciso escolher o modelo e inseri-lo. Você pode
ainda marcar a data e a hora em que começou a digitar o texto e, depois, adicio-
nar a data e hora em que terminou. Veja o procedimento abaixo:
a) clique no local do texto que você deseja inserir a data ou a hora;
b) na barra de ferramenta do Word, clique em Inserir, no grupo texto;

SENAI (2012)

Figura 67 - Barra de ferramentas, guia Inserir

c) selecione a opção Data e Hora;
d) na caixa Formatos de Data, clique sobre o formato de data e hora deseja-
do. Por exemplo: 13/10/2011 21:45 ou 13 de fevereiro de 2011.

INSERIR SÍMBOLOS

Você já precisou inserir algum símbolo em seu texto, mas não o encontrou
no teclado? Geralmente, quando nos deparamos com esta situação, na barra de
ferramentas do Word, você tem a opção Símbolos, que é utilizada para inserir
símbolos que não estão no teclado. Para inserir um símbolo, há duas opções:
a) escolher o símbolo desejado e clicar em Inserir;
b) escolher o símbolo desejado e dar um clique duplo nele.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
159

Você aprendeu aqui a deixar seu texto em colunas, o que facilita a leitura e o
deixa mais organizado. Lembre-se que é possível aplicar colunas no texto inteiro
ou somente em uma parte selecionada. Além disso, você aprendeu a colocar data
e hora nos seus documentos, dentro do modelo padronizado do Word 2007, e a
inserir símbolos que não estão presentes no teclado, de forma rápida e fácil.

4.2.12 INSERIR ÍNDICE, CAPITULAÇÃO, SEÇÃO, MARCA D’ÁGUA, CAIXA
DE TEXTO, HIPERLINK

Para complementar ainda mais seus documentos, veja a seguir como usar ou-
tras ferramentas.

ÍNDICE

Quando for necessário adicionar uma lista de termos a seus documentos, você
fará o uso de índices. Para isso:
a) selecione o texto, para usá-lo como uma entrada;
b) vá à aba Referências e, em Índice, clique em Marcar Entrada;
SENAI (2012)

Figura 68 - Janela para marcar entradas de índice

c) o texto selecionado aparecerá na caixa Entrada principal; se desejar, você
pode digitar outro termo para servir como entrada;
d) Também é possível personalizar a entrada, criando:
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
160

a) subentrada: digite o texto na caixa Subentrada;
b) entrada de terceiro nível: digite a subentrada seguida por dois pontos (:)
e, então, o texto da entrada de terceiro nível;
c) referência cruzada: clique em Referência cruzada, em Opções, e digite o
texto.
e) você pode formatar o número das páginas que aparecerão no índice, se-
lecionando Negrito e/ou Itálico. A fonte da entrada também pode ser mo-
dificada: selecione o texto na caixa Entrada principal, clique com o botão
direito do mouse e escolha Fonte;
f) para finalizar, clique em Marcar.

CAPITULAÇÃO

Capitulação se refere à letra capitular, a letra maiúscula de tamanho de fonte
maior, geralmente usada no início de textos, sobretudo em jornais, convites etc.

SENAI (2012)

Figura 69 - Letra capitular

Para usar capitulação:
a) selecione a letra ou texto desejado;
b) vá à aba inserir e, em Texto, clique em Letra Capitular;
c) clique em Capitular. Pronto.

SEÇÃO

O recurso Quebra de Seção divide o documento em partes dentro de um
mesmo arquivo. Para usar esta ferramenta:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
161

SENAI (2012)
Figura 70 - Seção Configurar Página

a) na aba Layout da Página, no campo Configurar Página, clique em Quebras;
b) selecione o tipo de quebra desejada para a divisão do documento em se-
ções.

MARCA D’ÁGUA

O Office 2007 possibilita adição de marcas d’água pré-criadas ou personaliza-
das em seus documentos. Para isso, siga os passos:
a) em Layout da Página, no campo Plano de Fundo da Página, clique em
Marca D’água;
SENAI (2012)

Figura 71 - Galeria de marcas d’água

b) você pode escolher uma marca pré-criada, como as visualizadas acima; fa-
zer uma nova, selecionando Personalizar Marca D’agua; ou escolher mais
opções na Internet, clicando em Mais Marcas d’Água do Office.com.

CAIXA DE TEXTO

Ás vezes, uma boa estratégia para destacar um trecho do texto importante é
usar caixas de texto. Para inseri-las em seus documentos:
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
162

a) na aba Inserir, em Texto, clique em Caixa de Texto;
b) você tem a opção de usar uma caixa de texto da galeria; procurar por mais
modelos na Internet (Office.com); ou ainda desenhar sua caixa de texto.

HIPERLINK

Um hiperlink é um link, geralmente em um texto, em que o leitor pode clicar
sobre e ter referência informações ou dados associados ao trecho que serve de
link. Quando um texto possui hiperlinks, o denominamos hipertexto.
Para adicionar este recurso, siga os passos:
a) selecione o trecho do texto ou imagem a que você quer adicionar o hiper-
link;
b) em Inserir, no campo Links, clique em Hiperlink. Você também pode clicar
com o botão direito sobre o trecho desejado e clicar em Hiperlink.

SENAI (2012)

Figura 72 - Janela Inserir Hiperlink

a) Você pode:
a) estabelecer um link para um arquivo ou página da Internet: clique em
Página da Web ou Arquivo Existente, depois em Link Para e então
digite o endereço que deseja vincular;
b) estabelecer um link para um arquivo ainda não criado: clique em Criar
Novo Documento, em Link Para, digite o novo do nome arquivo em
Nome do Novo Documento e então em Quando Editar; aqui, há
duas opções: Editar o Novo Documento Depois ou Editar o Novo
Documento Agora.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
163

4.2.13 MARCADORES E NUMERAÇÃO

É importante saber usar as ferramentas de numeração e marcação do Word
2007, pois elas auxiliam na padronização, da mesma forma que a numeração de pá-
ginas. Veja abaixo como usar ferramentas que possibilitam o uso destes artifícios.

NUMERAÇÃO

Criar um documento no Word 2007 e fazer a inserção da numeração automá-
tica nas páginas é um procedimento simples e rápido. Porém, algumas vezes, nos
deparamos com situações diferentes no mesmo documento, quando algumas pá-
ginas precisam ser numeradas e outras não. Há também ocasiões em que determi-
nados trechos de documentos devem seguir sequências de numeração diferentes,
como monografias, trabalhos de conclusão de curso, documentos corporativos
elaborados com base em determinadas normas etc. São exemplos de situações
em que a numeração de páginas deve seguir um esquema diferente do comum.
Vamos aprender agora os procedimentos para atender a estas necessidades.

INSERINDO NÚMEROS DE PÁGINAS

Para numerar as páginas, siga os passos:
a) vá até a barra de ferramentas do Word e clique no ícone Inserir;
b) procure pelo botão Número de Página;
c) após clicar no botão, você vai ter opções para inserir a numeração no início
de cada página (cabeçalho) ou no final (rodapé). Selecione a opção desejada.
SENAI (2012)

Figura 73 - Botão Número de Página
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
164

Observe que, para cada uma dessas opções, é aberto um menu que permite
definir em qual posição a numeração ficará: à esquerda, à direita ou ao centro,
entre outras opções.
Após escolher a posição desejada, ainda no botão Número de Páginas, você
pode formatar o estilo dos números ou iniciar a numeração a partir de um ponto
diferente (por exemplo, começar a partir do número 05).
Caso você queira excluir a numeração, basta clicar em Remover números de
páginas.

INSERINDO NUMERAÇÃO EM APENAS ALGUMAS PÁGINAS

Como você deve ter percebido, os procedimentos apresentados acima são
para numerar todo o documento. Vamos aprender agora a numerar apenas as
páginas desejadas.
Para fazer isso, use o recurso Quebra de seção. Este recurso divide o docu-
mento em partes, porém as mantém dentro de um mesmo arquivo. Assim, pode-
-se enumerar cada seção de uma forma diferente.

MARCADORES

Os marcadores auxiliam na padronização do documento. Na barra de ferra-
mentas, em Iniciar, temos as opções abaixo:
SENAI (2012)

Figura 74 - Barra de ferramentas, marcadores

Na linha superior estão os marcadores, que podem ser números ou figuras.
Quando você selecionar um marcador, ele dará um recuo padrão para todo o seu
texto, marcando novamente sempre que você teclar enter. Veja abaixo dois dos
marcadores mais usados:

Quadro 29 - Exemplos de Marcadores

tUFYUPUFYUP
tUFYUPUFYUP

1. texto texto
2. texto texto
4 INFORMÁTICA BÁSICA
165

Continue caprichando na elaboração do documento e fique atento aos próxi-
mos tópicos.

4.2.14 CRIAÇÃO DE TABELAS

No Word 2007, é possível inserir tabelas nos documentos, escolhendo-as den-
tre os modelos disponíveis ou montando-as, com o número de linhas e colunas
que você precisar.

MODELOS DE TABELA

Você pode usar os modelos de tabelas que estão na galeria de tabelas do
Word. Para isso, siga os passos:
a) no seu documento, clique no local que deseja inserir uma tabela;
b) na guia Inserir, no grupo Tabelas, clique em Tabela, aponte para Tabelas
Rápidas e clique no modelo de sua preferência;
c) substitua os dados no modelo pelos dados desejados.
SENAI (2012)

Figura 75 - Guia Inserir, botão Tabela, item Tabelas rápidas
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
166

INSERIR TABELA

O comando Inserir tabela permite especificar as dimensões e o formato da
tabela, antes de sua inserção em um documento.
Veja como funciona este procedimento:
a) clique no local que deseja inserir uma tabela;
b) na guia Inserir, no grupo Tabelas, clique em Tabela e, em seguida, clique
em Inserir Tabela;

SENAI (2012)
Figura 76 - Guia Inserir, botão Tabela

c) em Tamanho da tabela, existe a opção de inserir o número de colunas e
linhas;
d) em Comportamento de Ajuste Automático, você pode escolher as op-
ções para ajustar o tamanho da tabela.
SENAI (2012)

Figura 77 - Janela Inserir Tabela

Após criar a tabela, você pode selecioná-la e, na barra de ferramentas, ir em
Design e alterar o seu estilo, com os modelos fornecidos pelo Word. Verifique nas
Opções de Estilo da Tabela se o modelo selecionado é adequado aos dados que
você pretende inserir.

CRIAR UMA TABELA

Pode-se criar uma tabela desenhando as linhas e as colunas que deseja ou
convertendo o texto que está digitado em suas células.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
167

Para desenhar uma tabela:
a) clique no local em que você deseja criá-la;
b) na guia Inserir, no grupo Tabelas, clique em Tabela e, em seguida, clique
em Desenhar Tabela. O cursor de mouse mudará seu formato para um lápis;

SENAI (2012)

Figura 78 - Botão Tabela, item Desenhar Tabela

c) para definir os limites externos da tabela, desenhe um retângulo. Em segui-
da, desenhe as linhas das colunas e as linhas dentro do retângulo;
SENAI (2012)

Figura 79 - Procedimento

d) para apagar uma linha ou um bloco de linhas, vá a Ferramentas de tabela,
na guia Estrutura, no grupo Desenhar bordas, e clique em Borracha;
e) clique na linha que deseja apagar. Para apagar toda a tabela, selecione-a
com o mouse, clique com o botão direito e, em seguida, clique em Excluir
tabela;
f) ao terminar de desenhá-la, clique em uma célula e comece a digitar ou inse-
rir um gráfico.

Agora, você já tem noções de como fazer uma tabela e pode aplicá-las em
documentos. Você pode ainda fazer tabelas de gastos de forma rápida e simples.

4.2.15 IMPRESSÃO

É comum usarmos o Word para diversas tarefas que desenvolvemos, sejam
trabalhos de estudo ou trabalhos empresariais. Entretanto, quando é necessário
configurar documentos dentro de alguns padrões de formatação, muitas vezes
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
168

ficamos com as mãos atadas, sem saber o que fazer. Por fim, acabamos utilizando
formas mais trabalhosas de formatação, por desconhecermos os caminhos mais
práticos.
Como primeiro passo, vá à barra de ferramentas e clique em Layout da pági-
na. A seguir, selecione a opção Configurar página.

SENAI (2012)
Figura 80 - Barra de ferramentas, seção Configurar Página

Em Configurar página, você terá as seguintes opções, conforme mostra a fi-
gura acima:
a) Margens – seleciona os tamanhos de margens do documento inteiro ou da
seção atual. Podem ser adicionados mais tamanhos de papel.
b) Orientação – altera as páginas entre layouts Retrato e Paisagem.
c) Tamanho – escolhe um tamanho de papel para a seleção atual.
d) Colunas – divide o texto em duas ou mais colunas.
e) Quebras – adiciona páginas, seção e coluna ao documento.
f) Número de linha – adiciona números de linha à margem lateral de cada
linha do documento.
g) Hifenização – ativa a hifenização, que permite ao Word 2007 quebrar linhas
entre as sílabas das palavras.

Quando clicar em Configurar página, uma janela se abrirá. Nesta, podem ser
feitas todas as configurações necessárias em um só momento, além de ser possí-
vel selecionar qual página receberá a formatação informada.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
169

SENAI (2012)

Figura 81 - Janela Configurar Página

VISUALIZANDO IMPRESSÃO

É possível visualizar o documento em que você está trabalhando e qual será
sua forma impressa. Para isso, clique no botão Office e um menu se abrirá. Cli-
que então em Imprimir e depois em Visualização de impressão.
SENAI (2012)

Figura 82 - Menu
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
170

Quando você clicar em Visualização de impressão, uma barra de ferramentas
se abrirá e nela você poderá fazer todos os ajustes necessários e imprimir.

SENAI (2012)
Figura 83 - Visualização de Impressão

4.3 INTRODUÇÃO À PLANILHA ELETRÔNICA

4.3.1 INTRODUÇÃO AO EXCEL

O Excel é um programa que trabalha com planilhas eletrônicas (tabelas para a
realização de cálculos ou apresentação de dados programáveis).
Uma planilha eletrônica é formada por linhas e colunas que, quando se cru-
zam, formam uma célula. Estas planilhas podem ser utilizadas para facilitar tarefas
que envolvam contas e organização.
Conheça adiante um pouco da história dos softwares planilhas eletrônicas e
do Excel.

HISTÓRIA DO EXCEL

Em 1979, foi criado o VisiCalc, o primeiro software de planilha eletrônica do
mercado. O VisiCalc não fez muito sucesso na época em que foi criado, porque
ainda não existiam muitos computadores pessoais. Mas ele foi de vital impor-
tância, pois mostrou a capacidade do computador pessoal como ferramenta de
trabalho e não somente como um hobby, além de exercer forte influência nos
softwares de planilha eletrônica criados posteriormente.
Um exemplo da importância do VisiCalc é a nomenclatura utilizada para indi-
car colunas (letras) e linhas (números), presente até os dias de hoje nos softwares
de planilha eletrônica.
Em 1982, a Microsoft comercializava um software de planilhas eletrônicas cha-
mado Multiplan, que perdia em popularidade para o Lotus 1-2-3, líder de mer-
cado na época. Isso levou a Microsoft a desenvolver um novo programa, disposto
a fazer tudo o que o Lotus 1-2-3 fazia, mas melhor.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
171

Em 1985, surgiu a primeira versão do Excel, curiosamente para Macintosh, que
era vastamente usado naquela época, antes do sucesso do Windows no mercado
de computadores pessoais. É importante destacar que a primeira versão lançada
para Windows só surgiu em 1987.
Com a popularização do Windows, o Excel tornou-se o líder de mercado, posi-
ção que ocupa até hoje. Isso ocorreu devido a três fatores, principalmente:
a) em função de inicialmente ter sido compatível com o Windows e com o Mac
OS (da Macintosh®), os dois principais sistemas operacionais da época;
b) pelo fato de o Excel ser distribuído gratuitamente junto com o Windows. Na
compra de um computador pessoal com Windows, você já adquiria o Excel,
fazendo com que quanto mais espaço de mercado o Windows ganhasse,
mais também o Excel ganharia;
c) por receber atualizações constantes, tendo novas versões sendo lançadas
basicamente de dois em dois anos.

Como você pôde perceber, com o passar dos anos, o Excel foi sendo aprimora-
do e a ele foram agregadas diversas funcionalidades, fazendo com que se tornas-
se uma ferramenta extremamente poderosa, com uma infinidade de recursos. Por
consequência, as possibilidades de aplicação são extensas, podendo ser utilizado
para diversos propósitos, como para a criação de orçamentos, calendários, relató-
rios, formulários, notas fiscais, agendas, listas e gráficos, entre outros.

4.3.2 CRIAR E SALVAR PLANILHAS

Antes de iniciar o estudo sobre o Excel, você precisa saber abri-lo. O aplicativo
do Excel fica na pasta Microsoft Office. Acompanhe os passos de como iniciá-lo e
executá-lo:
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
172

SENAI (2012)
Figura 84 - Menu Iniciar

1. Clique no menu Iniciar do Windows.
2. Acesse o menu Todos os Programas.
3. Acesse o menu Microsoft Office.
4. Clique em Microsoft Office Excel 2007.

Agora que você já sabe como localizar o Excel dentro do seu computador, va-
mos abrir uma planilha e conhecer sua área básica de trabalho.
A interface do Excel é muito parecida com a do Word 2007 em alguns aspectos
visuais da barra de ferramentas. Entretanto, o seu corpo de trabalho é composto
por linhas e colunas. Veja a imagem abaixo:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
173

SENAI (2012)
Figura 85 - Janela do Excel

Quando estiver utilizando uma pasta de trabalho, é importante realizar o sal-
vamento, para garantir que as alterações realizadas até o momento sejam manti-
das e recuperadas em caso de queda de energia ou se alguma alteração for reali-
zada de forma equivocada.
Ao salvar a planilha, também é possível compartilhá-la com outras pessoas,
enviando o arquivo por e-mail ou utilizando um pen-drive, por exemplo.
Veja abaixo os passos necessários para salvar uma planilha do Excel:
a) para salvar na sua pasta de trabalho, clique no botão Office e escolha a op-
ção Salvar;
b) na janela de diálogo que abrirá, escolha a pasta onde deseja salvar e o nome
do arquivo que será salvo. A seguir, clique em Salvar.

4.3.3 FORMATAÇÃO DE CÉLULAS

Ao iniciar um trabalho no Excel, é importante saber como formatar células in-
dividualmente ou em conjunto. Isso pode ser feito de duas maneiras:
a) se você precisar fazer uma formatação rápida e simplificada, utilize os bo-
tões da Barra de Ferramentas que o Excel fornece;
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
174

b) quando necessitar fazer algo mais complexo, deve utilizar a opção do menu
Formatar Células.
Iremos aprender a formatar células com estes dois jeitos.

USANDO A BARRA DE FERRAMENTAS

SENAI (2012)
Figura 86 - Barra de ferramentas

a) Fonte: você pode mudar o estilo do texto. Clique sobre um dos botões
marcados como Negrito, Itálico ou Sublinhado e todo o texto da célula será
formatado com o estilo escolhido. Da mesma forma, você pode mudar o ta-
manho da fonte, fazer bordas para a célula, alterar cor da fonte ou da célula.
b) Alinhamento: clicando em um dos botões desenhados com “tracinhos”, re-
presentando as opções de alinhamento à Esquerda, Centralizado, à Direita,
Acima, Abaixo e ao Meio, você pode alterar o alinhamento do texto na célula.
c) Formatação de Números: clicando em um dos botões desse grupo, você
pode formatar células numéricas nas seguintes opções: Moeda (ex.: R$
2.100,03), Porcentagem (ex.: 12,30%), Separador de Milhares e Aumentar
ou Diminuir Casas Decimais (ex.: 12.345,67). Deste jeito, sempre que digitar
um número, ele aparecerá na formatação programada.
d) Estilos: você pode utilizar os vários estilos que o Excel fornece, personalizan-
do a tabela da maneira que desejar.
e) Células: você tem a opção de Inserir, Excluir ou Formatar células de forma
mais complexa e detalhada.
f) Edição: neste bloco, há ferramentas para acrescentar fórmulas, colocar filtro
em tabelas para ficar mais fácil localizar conteúdos e apagar dados que não
sejam necessários.

USANDO A OPÇÃO FORMATAR CÉLULAS

Para usar uma formatação mais detalhada, siga os passos:
a) na seção Células, na Barra de Ferramentas, clique em Formatar Células;
4 INFORMÁTICA BÁSICA
175

b) uma nova janela se abrirá, trazendo uma lista com várias opções para alterar
o Tamanho da Célula, Visibilidade, Organização de Planilhas e Proteção
(para bloquear as ferramentas de edição).

SENAI (2012)

Figura 87 - Janela Tamanho da Célula

Quando você precisar apagar o conteúdo de uma célula, lembre-se de que a for-
matação não será removida. Para isso, vá para Início (na Barra de Ferramentas), então
no grupo Edição, clique no botão Limpar e selecione a opção Limpar Formatos.

CASOS E RELATOS

O Velho e o Novo
Paulo, um comerciante de origem chinesa, possuía uma pequena paste-
laria no centro de uma grande cidade. A loja pertencia à sua família há
duas gerações, desde que seu avô veio da China e se estabeleceu no Bra-
sil. Mesmo nos dias atuais, com toda a tecnologia disponível, Paulo ainda
fazia à mão todos os cálculos financeiros de sua loja, com a ajuda de um
ábaco, como seu avô.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
176

Ricardo, 16, filho de Paulo, decidiu fazer um curso de informática. Ao
aprender a usar as planilhas do Excel, Ricardo se lembrou do pai fazendo
as contas com o ábaco e percebeu que poderia ajudá-lo com seus novos
conhecimentos. Ele convenceu o pai a comprar um computador, apesar
de Paulo não gostar muito da ideia, pois ficava desconfiado com tudo
relacionado à tecnologia, sempre preferindo os métodos antigos.
Após comprarem o computador, Ricardo mostrou a seu pai como era fácil
fazer todos os cálculos, gerar planilhas de gastos, tabelas de compras de
produtos e fornecedores, entre outras funcionalidades que o programa
permitia. Paulo ficou muito feliz com o resultado e deixou Ricardo en-
carregado da parte financeira, enquanto ele poderia descansar e curtir
um tempo livre. Já Ricardo não ficou tão feliz com o resultado, pois agora
teria de trabalhar no lugar do pai.

4.3.4 FORMATAÇÃO DE NÚMEROS

No Excel, podemos adaptar todos os números aplicando diferentes formatos,
como porcentagem, datas, moedas de diversos países etc. É possível personalizar
o documento com o índice numérico desejado.
Ao montar uma tabela de orçamento mensal de gastos, você pode usar o for-
mato de moeda (R$) para mostrar os valores monetários.
SENAI (2012)

Figura 88 - Células em uma tabela
4 INFORMÁTICA BÁSICA
177

a) Selecione as células que você deseja formatar.

SENAI (2012)
Figura 89 - Células selecionadas em uma tabela

b) Na Barra de Ferramentas, no grupo números, clique na seta que está na caixa
de diálogo à direta do número (veja imagem abaixo) ou pressione CTRL+1.
SENAI (2012)

Figura 90 - Seção Números da Barra de Ferramentas

c) Na janela que vai abrir, clique no formato que deseja usar e ajuste as confi-
gurações. Por exemplo: se usar o formato moeda, você pode selecionar um
símbolo diferente, definir quantas casas depois da vírgula e até mesmo alte-
rar a exibição dos números negativos.
SENAI (2012)

Figura 91 - Janela Formatar Células
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
178

Se depois de você inserir uma formatação o Excel exibir ##### na célula, sig-
nifica que o tamanho da célula não está de acordo com o tamanho dos dados a
serem visualizados.
Para aumentar a largura da coluna, clique duas vezes no limite direito da coluna
que contém as células com o erro #####. Esse procedimento aumenta automatica-
mente a coluna para ajustar-se ao número. Também é possível arrastar o limite com
o botão direito do mouse até que as colunas fiquem com o tamanho adequado.

4.3.5 FÓRMULAS

É comum ouvirmos falar nas fórmulas do Excel. São ferramentas poderosas
que podem ser usadas para realizar cálculos ou verificações nas planilhas. Esses
cálculos podem ser feitos através de valores fixos, valores de células ou funções.
Com o uso de fórmulas, você pode automatizar a dependência entre os valores
de uma planilha, como o somatório dos valores de uma coluna, por exemplo. Com
isso, é possível evitar o trabalho de alterar toda a planilha a cada mudança de valor.
As fórmulas do Excel são escritas nas próprias células e devem sempre come-
çar com o símbolo de igual (=). Uma célula pode conter uma fórmula simples e
fixa, como por exemplo, o cálculo 2 + 2. Neste caso, ao editar a célula, insira a
fórmula “=2+2” e pressione a tecla enter. Perceba que a célula passa a exibir o
resultado da fórmula, ou seja, o número quatro (4).
SENAI (2012)

Figura 92 - Executando uma soma

ALTERAÇÃO NA FÓRMULA

Como sugestão, uma maneira rápida de alterar a fórmula contida em uma cé-
lula é utilizar a barra de fórmulas. Veja a imagem a seguir:
SENAI (2012)

Figura 93 - Barra de fórmulas

A partir do exemplo anterior, você pode perceber que a fórmula representa a
soma de dois mais dois, por meio do uso do operador matemático de adição (+).
4 INFORMÁTICA BÁSICA
179

Mas existem outros operadores matemáticos que também podem ser utilizados
em fórmulas. Você sabe quais? Observe:

Quadro 30 - Operadores matemáticos

OPERADOR
SIGNIFICADO EXEMPLO
ARITMÉTICO
+ (sinal de mais) Adição 3+3
Subtração 3-1
− (sinal de menos)
Negação -1
* (asterisco) Multiplicação 3*3
/ (sinal de porcentagem) Divisão 3/3
% (sinal de porcentagem) Porcentagem 20%
^ (acento circunflexo) Exponenciação 3^2

UTILIZANDO CÉLULAS COMO REFERÊNCIA DENTRO DAS FÓRMULAS

Bastaria simplesmente jogar o resultado do cálculo direto na célula que o efei-
to seria o mesmo, mas o que torna a fórmula uma ferramenta poderosa é a pos-
sibilidade de inserir referências às outras células na fórmula. Veja um exemplo:
SENAI (2012)

Figura 94 - Referindo-se a uma célula dentro de uma fórmula

Observe que a fórmula faz referência à célula A1, de maneira que o seu resulta-
do dependerá do conteúdo da célula A1 (que será multiplicado por dois).
Com base no uso de referências, você poderá realizar cálculos mais apurados,
como a média de notas de um aluno no ano ou o percentual de faltas, por exemplo.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
180

SENAI (2012)
Figura 95 - Calculando a média das notas e a porcentagem de faltas

Percebeu como o uso das fórmulas é poderoso? No exemplo anterior, você viu
que basta preencher as notas e a quantidade de faltas que as médias são calcula-
das. Mas como seria se tivéssemos mais de três alunos? Basta copiar as fórmulas
do primeiro aluno para os outros:
a) primeiramente, suponha que há mais alunos na listagem, com suas respec-
tivas notas e faltas;

SENAI (2012)
Figura 96 - Cálculo da média das notas e porcentagem de faltas com três alunos

b) para calcular a média de notas e o percentual de faltas de todos os alunos da
listagem, copie a fórmula de cálculo de média para as células a seguir e faça
o mesmo para a de cálculo de percentual de faltas.

SENAI (2012)

Figura 97 - Copiando a fórmula para as demais células

Notou como as fórmulas de cálculo de média funcionaram corretamente?
E nas fórmulas de cálculo de percentual de falta? Nestas ocorreu um problema.
Analise as fórmulas copiadas para identificar o problema.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
181

SENAI (2012)
Figura 98 - Identificando o problema com a fórmula das faltas

O que acontece é que, ao reaplicar a fórmula inicial para as células inferiores,
todas as referências contidas na fórmula se mantêm de acordo com a célula que
recebe a cópia. Isso acontece porque no Excel, inicialmente, todas as referências
inseridas são relativas. Isso significa que, ao reaplicar uma fórmula que contém
uma referência, ela vai se alterar de acordo com a célula que recebe a fórmula.
É possível tornar fixa a referência ao campo de total de faltas. Para isso, basta alte-
rar a referência B2 da primeira fórmula de cálculo de faltas para $B$2. Essa alteração
também poderá ser feita selecionando o texto B2 na fórmula e clicando na tecla F4.
SENAI (2012)

Figura 99 - Corrigindo o problema

Agora, apague as fórmulas copiadas e, com a fórmula original, com a referên-
cia B2 fixada, reaplique a fórmula de cálculo de faltas novamente:
SENAI (2012)

Figura 100 - Copiando a fórmula corrigida
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
182

Observe que a referência que tornamos fixa não se altera durante a replicação
da fórmula para as linhas inferiores.

SENAI (2012)
Figura 101 - Cálculo da média das notas e porcentagem de faltas dos alunos

Você viu que, combinando as fórmulas, com a possibilidade de copiá-las, po-
dem-se realizar cálculos completos de uma forma rápida, que podem ser aplica-
dos em vários lugares da planilha.

O BrOffice é um pacote de programas que contém pro-
VOCÊ gramas equivalentes aos do pacote Office da Microsoft.
A diferença é que o BrOffice é gratuito e de código-fon-
SABIA? te aberto. Qualquer pessoa pode baixá-lo no site <www.
broffice.org>.

4.3.6 FUNÇÕES

UTILIZANDO FUNÇÕES EM FÓRMULAS

As funções são rotinas criadas para realizar cálculos comumente utilizados em
fórmulas. Existem diversas funções no Excel 2007, separadas por categoria. Den-
tre elas, temos data e hora, matemática, trigonometria, estatística e muitas outras.
Veja um exemplo de uma fórmula que utiliza uma função:
SENAI (2012)

Figura 102 - Função Soma

Perceba que a média dos quatro números do intervalo está sendo calculada
através do uso da função SOMA e o resultado está sendo dividido por quatro.
Essa é uma função que realiza o somatório do intervalo de células passado
como parâmetro. Esse intervalo é representado pelo item entre os parênteses e
faz referência a um conjunto de células.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
183

Importante também ressaltar que as referências utilizadas em fórmulas no Ex-
cel 2007 podem representar um grupo de células, o que é muito comum quando
se utiliza funções.

SENAI (2012)
Figura 103 - Soma do intervalo entre duas células

Para que entenda melhor, pense no exemplo em que a referência A1:A5 repre-
senta o conjunto de células da linha um a cinco da coluna A.

SENAI (2012)

Figura 104 - Soma de uma área da tabela

Da mesma forma, a referência A1:B5 representa todas as células contidas entre
as células A1 e B5. Por serem de colunas diferentes, elas fazem referência a um
conjunto de células com mais de uma coluna. Com base nas referências passadas,
o Excel sabe quais células serão utilizadas na realização dos cálculos.
Ainda existem funções que recebem mais de um parâmetro, de acordo com
o que se propõem a fazer. Nesses casos, os parâmetros podem ser referências ou
números e devem ser separados por ponto e vírgula (;).
Observe:
SENAI (2012)

Figura 105 - Operação que realiza o arredondamento de um valor
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
184

A função citada no exemplo anterior realiza o arredondamento do número
passado no primeiro parâmetro, levando em consideração o número de casas de-
cimais desejadas no arredondamento, passada no segundo parâmetro.
Para adicionar uma função em uma fórmula, basta referenciar o seu nome. Para
isso, você precisa passar corretamente todos os parâmetros que a função pede.
Quando não conhecer o nome da função que deseja utilizar, ou quando não
souber se há uma função para realizar uma tarefa específica, fique tranquilo, pois
todas elas estão separadas em categorias para facilitar a procura. Além disso, o
Excel fornece auxílio para que você consiga utilizá-las. Veja:
a) selecione a célula onde deseja adicionar a função e, na barra de fórmulas,
clique no botão fx;
b) note que a tela Inserir função será exibida. Nela, é possível pesquisar uma
função pelo nome no campo Procure por uma função. Também é possível
selecionar as funções de uma categoria.

SENAI (2012)

Figura 106 - Janela Inserir Função

Exemplo:
a) escolha a função DIA.DA.SEMANA, da categoria Data e Hora;
b) esta função recebe uma data como parâmetro e retorna um número de 1 a
7, dizendo qual dia da semana corresponde à data passada;
4 INFORMÁTICA BÁSICA
185

c) há um segundo parâmetro, que também pode ser omitido, com valores de
1, 2 ou 3, que informam como será o retorno da função;

SENAI (2012)
Figura 107 - Janela Argumentos da função

d) clicando em OK, a tela de Argumentos da função é exibida. Ela auxilia na
escolha dos argumentos da função selecionada;
e) vamos definir o argumento Núm_série. E, para escolher a célula onde será
feita a referência, clique em ;
f) a tela será reduzida para que você possa selecionar a célula que deseja utili-
zar no primeiro parâmetro da função. Mas, atenção: essa célula deve conter
uma data, já que a função que escolhemos necessita de uma data para rea-
lizar o cálculo;
g) escolhida a célula, basta clicar em para que a tela de argumento volte
para o seu tamanho original, já com o primeiro argumento preenchido;
SENAI (2012)

Figura 108 - Janela Argumento da função, Núm_série
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
186

h) como o segundo argumento é opcional, você não irá preenchê-lo. Então,
clique em OK e pronto: a fórmula será adicionada.

SENAI (2012)
Figura 109 - Função na tabela

É essencial que você percorra as funções ainda não utilizadas. Lembre-se que,
em caso de qualquer dúvida sobre o que uma função faz, na tela Inserir Função,
é possível selecioná-las e clicar em Ajuda. Assim, a janela de ajuda do Excel será
aberta e todas as informações sobre a função selecionada serão exibidas.

FUNÇÕES DE DATAS

Como você viu acima, a função DIA.DA.SEMANA pertence à categoria de
Data e Hora. Estas funções trabalham com parâmetros de tempo.
Veja abaixo uma breve descrição das funções deste grupo:

Quadro 31 - Funções Data e Hora

AGORA Retorna um número de série sequencial da data e hora atuais.
ANO Converte um número de série em um ano.
DATA Retorna o número de série de uma data específica.
DATA.VALOR Converte uma data na forma de texto para um número de série.
DATAM Retorna o número de série da data que é o número indicado de meses
antes ou depois da data inicial.
DIA Converte um número de série em um dia do mês.
DIA.DA.SEMANA Converte um número de série em um dia da semana.
DIAS360 Calcula um número de dias entre duas datas com base em um ano de 360
dias.
DIATRABALHO Retorna o número de série da data antes ou depois de um número
específico de dias úteis.
DIATRABALHO.INTL Retorna o número de série da data antes ou depois de um número
específico de dias úteis, usando parâmetros para indicar quais e quantos
dias são finais de semana.
DIATRABALHOTOTAL Retorna o número de dias úteis inteiros entre duas datas.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
187

DIATRABALHOTOTAL.INTL Retorna o número de dias úteis inteiros entre duas datas, usando
parâmetros para indicar quais e quantos dias são finais de semana.
FIMMÊS Retorna o número de série do último dia do mês antes ou depois de um
número especificado de meses.
FRAÇÃOANO Retorna a fração do ano que representa o número de dias entre data_ini-
cial e data_final.
HOJE Retorna o número de série da data de hoje.
HORA Converte um número de série em uma hora.
MÊS Converte um número de série em um mês.
MINUTO Converte um número de série em um minuto.

Funções de Data e Hora (Referência)
NÚMSEMANA Converte um número de série em um número que representa onde a
semana cai numericamente em um ano.
SEGUNDO Converte um número de série em um segundo.
TEMPO Retorna um número de série de uma hora específica.
VALOR.TEMPO Converte um horário na forma de texto para um número de série.

FUNÇÃO “SE”

Existe outra função que é muito utilizada no Excel e que pode ser muito pro-
veitosa: a função “SE”. Ela é do tipo condicional, ou seja, faz a avaliação de uma
expressão lógica e retorna o resultado, dependendo da veracidade ou da não da
expressão lógica.
A função SE possui três argumentos:
a) o primeiro é a expressão lógica a ser avaliada;
b) o segundo é o resultado a ser exibido se a expressão lógica for verdadeira;
c) o terceiro argumento é o resultado a ser exibido se a expressão for falsa.

Num dos exemplos anteriores, as notas do aluno são analisadas e, se forem
maiores ou iguais a 70, a função retorna ‘Maior ou igual a 70!’. Caso sejam meno-
res, o texto ‘Menor que 70!’ será mostrado. Neste exemplo foram utilizados textos,
mas poderíamos ter utilizado nos dois últimos argumentos, uma referência a ou-
tra célula, função, números etc.

A Unicamp disponibiliza gratuitamente na Internet uma
SAIBA apostila sobre o uso avançado do Excel. Para consultá-la
MAIS acesse: <ftp://ftp.unicamp.br/pub/apoio/treinamentos/mi-
crosoft/excelavancado_2000.pdf>.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
188

Você aprendeu algumas possibilidades do Excel, aprendeu a utilizar funções
em fórmulas e seus cálculos, conhecimentos que podem ser úteis em suas ativi-
dades diárias.

4.3.7 FORMATAÇÃO CONDICIONAL

O Excel 2007 trouxe muitas novidades, além de várias facilidades, no uso de
suas ferramentas. É possível utilizá-lo, por exemplo, para o controle de finanças,
sendo possível criar gráficos a tabelas. Talvez o que você ainda não saiba é que
seja possível criar filtros, para destacar dados importantes.
Os filtros têm o nome de Formatação Condicional, pois são uma forma de
diferenciar as células que consideradas importantes.

COMO USAR A FORMATAÇÃO CONDICIONAL

Para criar a formatação é muito simples, siga o passo a passo:
a) é preciso selecionar as células nas quais deseja que o filtro seja aplicado;
b) em seguida, na guia Início, clique em Formatação Condicional, presente
no grupo Estilo.
SENAI (2012)

Figura 110 - Seção Estilo

Dentro das diversas opções de formatação, você poderá escolher:
a) barra de dados;
b) escala de cores;
c) conjunto de Ícones.
SENAI (2012)

Figura 111 - Conjunto de Ícones
4 INFORMÁTICA BÁSICA
189

O Conjunto de Ícones faz com que as células sejam diferenciadas das demais
por meio de pequenos ícones chamados de Ícones de Amarração.
Você também pode criar suas próprias categorias de análise, clicando na op-
ção Novas Regras. Aqui temos as seguintes categorias:

SENAI (2012)

Figura 112 - Janela Nova Regra de Formatação

Quando você quiser limpar a Formatação Condicional inserida é preciso clicar
em Limpar Regras e escolher a opção que deseja.
O uso de suas ferramentas do Excel 2007 é mais simples do que você imagina.
A formatação de células possibilita o destaque de pontos importantes em tabelas
financeiras. Pratique os procedimentos aprendidos.

4.3.8 CLASSIFICAR E FILTRAR DADOS

O Excel 2007 é capaz de fornecer ferramentas para lhe auxiliar na leitura, or-
ganização e manuseio de tabelas. Você conhecerá agora outra ferramenta impor-
tante: o filtro.
Como o próprio nome sugere, o filtro permite escolher ou filtrar quais linhas
da tabela serão exibidas. A filtragem é feita através de critérios que pode ser de-
finidos.
As linhas que ficarem ocultas pela filtragem podem ser exibidas novamente a
qualquer momento. Para isso, basta desativar o filtro.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
190

Essa ferramenta pode ser útil de diversas formas. Imagine uma tabela com dados
de clientes (telefones, e-mails, endereços etc.) e que você precise imprimir os dados
apenas dos nomes que comecem pela letra “A”. Se fosse feito manualmente, tería-
mos muito trabalho, certo? Mas, com o uso de filtros, é fácil. Confira um exemplo:

Tabela 2 - Tabela Banco de Horas

Banco De Horas - Horas Extras por Colaborador/Ano
Cargo Nome 2007 2008 2009 2010
Analista João 22 41 30 9
Terceirizado Roberto 12 26 21 7
Operacional Mariana 9 24 19 12
Executivo Carlos 27 31 25 11
Analista Leandro 40 38 35 5
Executivo Camila 32 41 35 8
Terceirizado Thiago 29 26 23 6
Operacional Marcos 18 22 30 13

Para adicionar filtros a esta tabela, siga os passos:
a) selecione todas as células da tabela, inclusive as células de cabeçalho;

SENAI (2012)

Figura 113 - Tabela Banco de Horas selecionada

b) Em Dados, na seção Classificar e Filtrar, escolha a opção Filtro. Agora você
poderá realizar filtragens através de qualquer uma das colunas de sua tabe-
la. Perceba que o botão será adicionado às células de cabeçalho de cada
coluna da tabela. Através desses botões é que as filtragens serão realizadas.
SENAI (2012)

Figura 114 - Células de cabeçalho
4 INFORMÁTICA BÁSICA
191

Agora, veja um exemplo de como realizar uma filtragem. Suponha que seja
preciso exibir somente as informações das pessoas que possuem o cargo “Ope-
racional”:
a) na coluna Cargo, clique sobre o botão ;

SENAI (2012)

Figura 115 - Filtrando as informações por cargo

b) no menu que se abrirá, desmarque a opção Selecionar Tudo;
c) agora marque somente a opção Operacional e clique em OK.
SENAI (2012)

Figura 116 - Tabela dos funcionários que desempenham cargo operacional

Percebeu como foi simples? Ao clicar em OK, os itens da tabela que possuem
cargos diferentes de Operacional são ocultados. Podemos escolher outros para
serem exibidos e alterar a marcação daqueles desejados.
Perceba também que, ao definir um filtro em uma coluna, a imagem do ícone
é alterada para . Assim, será possível visualizar quais colunas de uma tabela
que estão com filtros definidos.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
192

Para remover o filtro de uma coluna, basta clicar no botão da coluna dese-
jada e selecionar a opção Limpar Filtro.
O uso de filtros consiste em marcar e desmarcar os itens que queremos que
sejam exibidos na tabela.

CRIAÇÃO DE TABELAS DINÂMICAS

O uso de tabelas dinâmicas ajuda na organização e no resumo de dados com-
plexos, facilitando sua análise.
Para criar uma tabela dinâmica:
a) na aba Inserir, no campo Tabelas, clique em Tabela Dinâmica;

SENAI (2012)

Figura 117 - Janela Criar Tabela Dinâmica

b) você pode selecionar uma tabela ou intervalo escrevendo o número da pri-
meira célula (primeira coluna/letra X primeira linha/número) seguido de dois
pontos (:) e da última célula (última coluna/letra X última linha/número). Por
exemplo, se a primeira célula de sua tabela for A1 e a última for B5, digite
A1:B5;
4 INFORMÁTICA BÁSICA
193

c) também é possível usar uma tabela de fontes de dados externos. Para isso,
selecione Usar uma fonte de dados externa e então clique em Escolher
Conexão. Existem as opções: Conexões desta Pasta de Trabalho, Arqui-
vos de conexão da rede e Arquivos de conexão deste computador;

SENAI (2012)

Figura 118 - Janela Conexões Existentes

d) escolhidos os dados, escolha o local onde será criada a tabela dinâmica.
Pode ser numa nova planilha ou em algum lugar da planilha existente;
e) Clique em OK.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
194

SENAI (2012)

Figura 119 - Campos para adicionar ao relatório

Em Escolher os campos para adicionar ao relatório, você pode escolher as
colunas da tabela. Feito isso, há os seguintes campos para trabalhar com a análise:
a) Filtro de Relatório: permite aprofundar a análise de grandes quantidades
de dados, filtrando-os;
b) Rótulos de Coluna e Rótulos de Linha: organiza os dados em colunas e
linhas, respectivamente;
c) Valores: selecione uma das opções que aparecem neste campo e um menu
se abrirá. Ao clicar em Configurações do Campo de Valor, você pode esco-
lher funções (como a função SOMA, por exemplo) para combinar os valores
dos dados da tabela.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
195

Para conhecer mais a respeito de tabelas dinâmicas e seus
SAIBA usos, visite a página no website da Microsoft, no endereço
MAIS <http://office.microsoft.com/pt-br/results.aspx?qu=tabela+d
in%C3%A2mica&ex=1&origin=FX010064710>.

4.3.9 GRÁFICOS

No Excel 2007, existem vários tipos de gráficos – barra, linha e pizza, entre ou-
tros – úteis para a exibição de informações. Criá-los é uma tarefa simples. Você
verá que, com poucos cliques, é possível visualizar um gráfico.
Eles podem ser rapidamente acessados através da seção Gráfica, na aba Inse-
rir. Eles estão dispostos em grupos, de acordo com sua categoria.
É importante saber que todo gráfico criado no Excel 2007 é gerado a partir
de uma tabela, de onde serão retiradas as informações exibidas. Sendo assim, o
primeiro passo para criar um gráfico é montar uma tabela de dados. Observe o
resultado, acompanhando o exemplo a seguir:
SENAI (2012)

Figura 120 - Tabela de dados

Os gráficos são formados por séries, que são as colunas da tabela de dados. É
necessário definir estas séries. Dependendo do tipo do gráfico, também é preciso
definir as categorias que a serem exibidas.
Ao criar um gráfico e definir qual é a tabela de origem de dados, o Excel 2007
cria automaticamente as séries e categorias, cabendo a você somente alterá-las
quando achar necessário.
Vamos experimentar com um gráfico de colunas. Siga o procedimento:
a) na seção Gráficos, selecione Barras e, no menu que se abre, escolha um
gráfico de barras do tipo 3D;
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
196

SENAI (2012)
Figura 121 - Menu de gráficos do tipo barras 3D

b) uma área para o gráfico será adicionada à planilha e o menu Ferramentas
de Gráfico será exibido;
SENAI (2012)

Figura 122 - Menu Ferramentas de Gráfico

c) note que a opção Selecionar Dados será exibida. Selecione-a;
SENAI (2012)

Figura 123 - Opção Selecionar Dados

d) no campo Intervalo de dados do gráfico, clique em ;
e) escolha na tabela os dados de origem do gráfico e clique em ;
4 INFORMÁTICA BÁSICA
197

SENAI (2012)
Figura 124 - Escolhendo os dados para o gráfico

f) voltando à tela de seleção de fontes de dados, perceba que as séries e cate-
gorias já foram identificadas pelo Excel 2007. De que forma isso aconteceu?
As séries foram retiradas das colunas e as categorias identificadas das linhas
da planilha. Agora, para criar o gráfico, clique em OK.

SENAI (2012)
Figura 125 - Janela Selecionar Fonte de Dados
SENAI (2012)

Figura 126 - Gráfico criado a partir dos dados

Criar um gráfico é algo simples. Ao definir qual a tabela de fonte de dados, o
Excel 2007 reconhecerá automaticamente as informações necessárias, montan-
do-o de forma quase autônoma. Sendo assim, cabe a você apenas construir a ta-
bela de origem e definir qual o tipo de gráfico deseja criar.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
198

4.3.10 HIPERLINK E VÍNCULOS

A criação de hiperlinks em planilhas do Excel funciona de forma parecida com
o Word.
Para criar um, siga os passos:
a) selecione a célula que deseja criar;
b) na aba Inserir, no campo Links, clique em Hiperlink;

SENAI (2012)
Figura 127 - Janela Inserir Hiperlink

c) além de vincular o link ao próprio documento, você pode vinculá-lo:
a) a um arquivo ou página da Internet: clique em Página da Web ou Arqui-
vo Existente, depois em Link Para e, então, digite o endereço a que
deseja vincular;
b) a um arquivo ainda não criado: clique em Criar Novo Documento, em
Link Para, digite o novo do nome arquivo em Nome do Novo Docu-
mento e, então, em Quando Editar; aqui, há duas opções: Editar o
Novo Documento Depois ou Editar o Novo Documento Agora.

4.4 INTRODUÇÃO A APRESENTAÇÕES E ANIMAÇÕES

4.4.1 INTRODUÇÃO AO POWER POINT

PowerPoint 2007 é um programa desenvolvido para a criação de apresenta-
ções. Neste tópico, você aprenderá um pouco a respeito de seus recursos. Para
inicializá-lo, são necessários apenas quatro passos, como pode ser visto na figura:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
199

SENAI (2012)
Figura 128 - Abrindo o Power Point

1. Com o mouse, clique no botão Iniciar da Barra de Tarefas.
2. Logo em seguida, você escolherá a opção Programas.
3. Em seguida, clique em Microsoft Office.
4. Por último, clique em PowerPoint 2007.

RECURSOS DO POWERPOINT

Os recursos com que você pode trabalhar no PowerPoint 2007 são:
a) geração de apresentações eletrônicas e transparências coloridas e em preto
e branco;
b) impressão de folhetos para o público, estrutura de tópicos e anotações da
apresentação;
c) modelos de slides que podem ser aplicados às apresentações;
d) galeria de desenhos já prontos para introduzir em apresentações;
e) formas já prontas (quadros, setas, triângulos, cubos etc.) que podem ser in-
troduzidas nos slides;
f) correção ortográfica e verificação de estilo;
g) galeria de animações e sons que podem ser adicionados à composição de
objetos e textos;
h) diversos efeitos para a transição de slides (ÁLVARES, 2008.)
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
200

4.4.2 ABRINDO, NAVEGANDO, FECHANDO E SALVANDO
APRESENTAÇÕES

ABRINDO UMA APRESENTAÇÃO

Agora que você já encontrou o PowerPoint 2007, vamos aprender abrir as
apresentações já salvas. Acompanhe:
a) para que você consiga abrir um documento já existente, clique no botão
Office;
b) em seguida, clique na caixa de diálogo Abrir, e então um menu da pasta
Meus Documentos será exibido;
c) basta encontrar o arquivo desejado e clicar duas vezes em cima do nome para
abrir. Se preferir, você pode abri-lo clicando uma vez sobre o nome de arquivo
e, em seguida, no botão Abrir, no canto inferior direito da caixa de diálogo.
Para examinar uma apresentação sem correr o risco de alterá-la involuntaria-
mente, você pode abrir o arquivo como Somente leitura ou também uma cópia
independente dele.

NAVEGANDO PELO POWERPOINT

Após abrir uma apresentação, você poderá mover-se de slide para slide de vá-
rias maneiras. Veja a seguir cada uma delas:
a) clique no próprio slide que você deseja fazer as alterações;
b) utilize a barra de rolagem no lado direito do painel Slide;
c) clique no botão Slide anterior ou Próximo slide na parte inferior da barra
de rolagem do painel Slide;
d) pressione as teclas Page Up e Page Down no seu teclado.

FECHANDO UMA APRESENTAÇÃO

Se uma apresentação estiver aberta, você poderá fechá-la clicando no botão
Fechar, encontrado na extremidade direita da barra de título, conforme ilustra a
figura a seguir.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
201

SENAI (2012)
Figura 129 - Fechando uma apresentação

Atenção: se apenas uma apresentação estiver aberta e você clicar no botão
Fechar, a sua apresentação e o PowerPoint serão fechados.
Se desejar fechar a apresentação e deixar o aplicativo aberto, clique no botão
Office e em seguida em Fechar, como você pode ver na figura a seguir.

SENAI (2012)

Figura 130 - Menu do Office

Antes de fechar a apresentação, é importante que você a salve.

SALVANDO UMA APRESENTAÇÃO

Ao criar uma nova apresentação, ela só existe na memória do seu computador
até que você a salve. É muito simples:
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
202

a) clique na opção Salvar, na Barra de Ferramentas de acesso rápido, ou sobre
o botão Office e depois em Salvar;
b) nas duas opções descritas, abrirá uma caixa de diálogo Salvar como, onde
você deverá atribuir um nome e um local para armazenar sua apresentação,
como ilustra a figura a seguir.

SENAI (2012)
Figura 131 - Menu do Office, botão Salvar Como

4.4.3 CRIANDO UMA APRESENTAÇÃO

O PowerPoint 2007 disponibiliza várias formas de iniciar uma apresentação.
Vamos focar em um método simples e fácil, para que você possa começar a prati-
car as funcionalidades desse aplicativo.
Siga os passos:
a) para começar, clique no botão Office e selecione Novo;
b) clique na opção Apresentação em branco, que aparece no meio da tela e,
logo em seguida, clique no botão Criar. Uma apresentação em branco será
disponibilizada.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
203

SENAI (2012)

Figura 132 - Apresentação em branco

TIPOS DE APRESENTAÇÃO

Agora que você abriu uma apresentação básica em branco, vamos pensar em
como será a aparência dela.
O PowerPoint 2007 oferece uma variedade de templates (modelos, padrões)
em Template de Design, um conjunto de combinações de cores, fontes e efeitos
que pode valorizar seu trabalho.
Para aplicar um tema à sua apresentação, vá à guia Design, no grupo Temas,
e então clique no tema do documento que você deseja aplicar.
Atenção:
a) para visualizar a aparência do slide atual com um tema específico aplicado,
coloque o ponteiro sobre a miniatura deste tema;
b) se optar mais tarde por um tema diferente, clique sobre ele para aplicá-lo;
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
204

SENAI (2012)
Figura 133 - Selecionando um Tema

c) ao menos que haja especificação contrária, o PowerPoint 2007 aplica os te-
mas à apresentação inteira. Para alterar a aparência apenas de slides sele-
cionados, na guia Slides, pressione e mantenha pressionada a tecla CTRL
enquanto clica em cada slide que deseja alterar. Quando todos estiverem
selecionados, clique com o botão direito do mouse no tema que deseja apli-
car e então em Aplicar aos Slides Selecionados, no menu de atalho (MI-
CROSOFT).

Para baixar da Internet novos templates do PowerPoint 2007
SAIBA e deixar seu trabalho original e diferenciado, acesse o site:
MAIS <http://www.presentationmagazine.com/free_powerpoint_
template.htm>.

Agora você está familiarizado com todos os passos necessários para criar
uma apresentação básica para o Power Point 2007. Explorando este aplicativo,
você verá que ele fornece uma ampla gama de opções para tornar sua apresen-
tação única.

4.4.4 DIAGRAMAÇÃO DE SLIDES

INSERINDO UM TEXTO

Quando você adicionar um novo slide a uma apresentação, o layout indicará
o tipo e a posição dos objetos em espaços já predefinidos. Por padrão, o Power-
Point cria uma apresentação em branco com dois campos: um para o título e ou-
tro para o subtítulo da apresentação. Observe a figura abaixo:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
205

SENAI (2012)
Figura 134 - Tela de apresentação padrão

Para inserir caracteres de texto, além do título, faça o seguinte:
a) clique em Inserir, na Barra de Ferramentas.
b) na seção Textos, selecione Caixa de Texto.
c) agora, clique sobre o espaço no slide onde deseja inserir a caixa de texto.
Um ponto de inserção irá aparecer para indicar onde os caracteres irão surgir
quando forem digitados.
Você também pode inserir textos de outra forma:
a) abaixo da Barra de Ferramentas, clique na guia Tópicos;
b) selecione o slide em que você deseja escrever. Com este método, perceberá
que, durante a digitação, o texto aparecerá tanto no slide em que estiver
trabalhando quanto na guia de Tópicos.
É importante lembrar que a Caixa de Texto será exibida com linhas traçadas e
com alças de redimensionamento. Clicando sobre a Caixa e pressionando o botão
do mouse, é possível arrastá-la até o lugar desejado no slide, além de poder mudar
seu tamanho.
Outra opção para mudar sua posição é usar os botões Recortar ou Copiar e
Colar, encontrados em Início, na seção Área de Transferência.
Atenção: ao arrastar o texto, talvez falte a marca de parágrafo. Assim, por pre-
caução, mantenha pressionadas no seu teclado as teclas shift e end, para garantir
que a marca de parágrafo faça parte da seleção.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
206

Os comandos para criar e formatar tabelas ou planilhas
VOCÊ nos aplicativos do Microsoft Office 2007 são equivalen-
SABIA? tes, tanto nas interfaces do Word, do Excel ou do Power-
Point.

EDITANDO UM TEXTO

Depois de inserir um texto, você pode alterá-lo a qualquer momento.
Para inserir caracteres novos, clique onde você quer fazer a inserção e digite.
Porém, é importante lembrar que o trecho do texto deverá ser selecionado antes.
Também é possível excluir alguma parte enquanto ela estiver selecionada; ape-
nas pressione a tecla delete ou a tecla backspace.
Para que a Caixa de Texto tenha uma borda, selecione Contorno de Forma na
seção Desenho, em Início. Ali você pode definir a espessura da borda, se ela será
tracejada ou não e até ajustar a cor.

INSERINDO FIGURAS

De uma forma parecida com os outros aplicativos do pacote Office 2007, tam-
bém é possível adicionar imagens às apresentações.
Na aba Inserir, em Imagens, há quatro opções:
a) Imagem: insere uma imagem salva em seu computador;
b) Clip-art: ao clicar neste botão, uma janela se abre no canto direito da tela,
onde você encontra imagens fornecidas pelo Office. Basta clicar sobre as de-
sejadas e elas automaticamente aparecerão no slide;
c) Instantâneo: insere imagens de quaisquer programas que não estejam mi-
nimizados na Barra de Tarefas. Por exemplo, se alguma planilha do Excel es-
tiver aberta, será possível usá-la como imagem;
d) Álbum de Fotografias: cria ou edita apresentações feitas com base em
imagens. Cada imagem ocupará um slide;

É possível expandir, reduzir, alongar, comprimir, mover ou girar as imagens:
a) Para aumentá-las ou diminuí-las, clique e segure em um dos círculos presen-
tes nos cantos. Então, arraste o mouse;
b) Para alongá-las, clique e segure em um dos quadrados presentes nas bor-
das. Daí, então, arraste o mouse;
4 INFORMÁTICA BÁSICA
207

SENAI (2012)
Figura 135 - Alterando o tamanho de imagens

c) Para movê-las ou comprimi-las, clique sobre e, então, arraste para o ponto
escolhido no slide;
d) Para girá-las, clique no círculo verde presente acima da imagem. Então, gire
o mouse para ajustar a posição desejada.

4.4.5 TRANSIÇÃO, COMPOSIÇÃO E EFEITOS DE ANIMAÇÃO DE SLIDES

Transições de slides são efeitos que ocorrem na hora da apresentação. Alguns
lembram animações. É possível controlar a velocidade com que os slides são visu-
alizados, além de adicionar sons.
O PowerPoint 2007 possui várias opções de transição:
SENAI (2012)

Figura 136 - Tipos de transição

1. Sem transição.
2. Persiana Horizontal.
3. Persiana Vertical.
4. Quadro Fechar.
5. Quadro Abrir.
6. Quadriculado na Horizontal.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
208

7. Quadriculado na Vertical.
8. Pente Horizontal.
9. Pente Vertical. (MICROSOFT)

ADICIONANDO DIFERENTES TRANSIÇÕES DE SLIDES À SUA
APRESENTAÇÃO

Para adicionar transições em slides específicos, faça o seguinte:
a) na guia Animações, no grupo Transição para este Slide, clique no efeito
de transição que você quer para este slide;
b) para adicionar uma transição diferente para outro slide, selecione-o e esco-
lha a transição desejada para este.

ADICIONANDO UMA ÚNICA TRANSIÇÃO DE SLIDES A TODA SUA
APRESENTAÇÃO

Aprenda, a seguir, como deixar apresentação com a mesma animação de tran-
sição:
a) na Barra de Ferramentas clique em Animações;
b) no grupo Transição para este Slide, escolha a opção que você deseja;
c) depois que escolher, clique em Aplicar em Tudo.
SENAI (2012)

Figura 137 - Selecionando uma transição

Você pode, durante a transição, acrescentar música para a mudança de slide e
determinar a velocidade de transição.
Para consultar mais efeitos de transição, clique no botão Mais ( ), na lista de
Estilos Rápidos.

ADICIONANDO SOM A TRANSIÇÕES DE SLIDES

Para adicionar sons, é simples:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
209

a) na guia Animações, no grupo Transição para este Slide, clique na seta ao
lado de Som de Transição e, em seguida, escolha um destes procedimentos:
a) Para adicionar um som a partir da lista, selecione o som desejado;
b) Para adicionar um som não encontrado na lista, selecione Outro Som,
localize o arquivo de som que você deseja adicionar e clique em OK.

Aprendendo a fazer as transições, você criará apresentações cheias de surpre-
sas e expectativas, pois as animações prendem a atenção do público.

4.4.6 SOM E VÍDEO

Os recursos de som e vídeo do PowerPoint 2007 são muito úteis para comple-
mentar as apresentações. Entretanto, use-os com moderação, para não dispersar
a atenção do espectador, pois o importante é que as informações nelas contidas
sejam transmitidas.

INSERINDO ARQUIVOS DE SOM E VÍDEO

Para que você possa incluir som e vídeo às apresentações, veja o procedimen-
to:
a) selecione o slide no qual deseja executar a música ou vídeo;
b) clique em Inserir e depois, na seção Clipes de Mídia, em Filme ou Som;
c) uma janela se abrirá para você procurar onde está salvo o som ou vídeo que
deseja inserir. Selecione o arquivo e clique em OK.

O som ou vídeo irá parar quando houver mudança de slides, pois o arquivo foi
inserido especificamente em um slide e não à apresentação.

INSERINDO SOM EM TODA A APRESENTAÇÃO

Se preferir tocar uma música durante toda a apresentação ou a partir de um
determinado slide, siga os passos:
a) insira novamente o som e clique no ícone Alto Falante ;
b) na guia Ferramentas de Som, vá para Tocar Som e escolha Executar entre
slides.
Caso não queira ver o ícone do Alto Falante, marque a caixa Ocultar durante
apresentação.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
210

É importante lembrar que o tamanho máximo de um arquivo de música é de
100 KB, apenas um pequeno clipe. É possível, porém, aumentar esse limite até
4000 KB, o tamanho médio de um arquivo MP3. Quando fizer isso, a música não
irá embutida na apresentação, será feito um hiperlink entre a apresentação e o
arquivo musical.
Agora que você já sabe como inserir um som à sua apresentação, conheça os
recursos de som que o PowerPoint 2007 oferece:
a) Arquivo de áudio: pode ser um discurso ou uma entrevista, entre outros;
b) Clipes de som: vêm com o aplicativo; são sons como aplausos ou campai-
nha de telefone. Você pode inseri-los clicando em Som, na seção Clipes de
Mídia. Se você estiver conectado à Internet e clicar no link Clip-art do Office
Online, será levado ao site clip-arts e mídia da Microsoft Online, onde é pos-
sível fazer downloads de centenas de imagens de clip-art, fotografias, sons e
filmes;
c) Trilhas de áudio de CD: é possível inserir trilhas de música ou áudio de CD
em um slide. Após inserir o CD na unidade de CD-ROM, clique em Som, na
seção Clipes de Mídia e, em seguida, clique em Tocar Faixa de Áudio do
CD para exibir a caixa de diálogo Inserir Áudio de CD. Você pode inserir
os números da trilha inicial e final, especificando também quais faixas serão
repetidas, além de definir o volume. Para tocar as trilhas durante a apresen-
tação dos slides, o CD deverá estar na unidade de CD-ROM.

A palavra slide tem uma origem mais antiga. Antes do
VOCÊ computador, o projetor de slides era muito utilizado em
apresentações. Esse aparelho consistia de slides (diapo-
SABIA? sitivos ou fotografias em plástico translúcido), uma lâm-
pada e lentes que projetavam sua imagem em uma tela.

É importante ressaltar que, para reproduzir um som, você deve ter uma placa
de som e alto-falantes instalados no seu computador. Lembre também que os
arquivos devem estar gravados na memória do seu computador, na Internet ou
em um dispositivo de armazenamento externo, como pen-drive ou CD.

4.4.7 INSERIR E FORMATAR TABELAS

Os recursos da ferramenta Tabela no PowerPoint 2007 foram significativamen-
te aprimorados. Agora, é possível utilizar as tabelas como as do Word ou planilhas
do Excel mais facilmente. Veja:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
211

a) em Inserir, clique na seção Tabelas.
b) execute um dos seguintes procedimentos:
a) para inserir tabelas: movendo o ponteiro do mouse, selecione a quanti-
dade de colunas e linhas desejada e clique para criar a tabela.
b) você também pode selecionar a opção Inserir Tabela e digitar nas caixas
os números de colunas e linhas.
c) para inserir planilhas: clique em Planilhas do Excel e então clique sobre
o slide.

Para formatar tabelas, você deve antes selecioná-la. Depois, na seção Design,
em Ferramentas de Tabela, são encontradas várias opções para formatá-la, como
sombreamento, bordas, efeitos e estilos, entre outras. Veja a imagem abaixo:

SENAI (2012)
Figura 138 - Barra de Ferramentas, seção Design

CASOS E RELATOS

Reconquistando alunos
Ao fazer uma apresentação, independente de qual seja o tema, o conteú-
do deve ser impecável. Para isso, um apoio visual cativante pode ajudar a
prender a atenção do público. Afinal, nas salas de aulas, reuniões e audi-
tórios, as pessoas acompanham os apresentadores com o olhar enquan-
to ouvem seus relatos.
Regina era uma excelente professora, com amplo conhecimento de sua
disciplina e sempre tinha a sala de aula cheia. Contudo, em um determina-
do semestre, os alunos passaram a frequentar suas aulas cada vez menos.
Buscando entender o motivo, Regina descobriu que os demais profes-
sores preparavam suas aulas, visualmente atrativas, com o recurso do
PowerPoint. Com esta informação, Regina decidiu se atualizar. Ela fez
cursos e aprendeu a usar este aplicativo, melhorando muito a qualidade
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
212

de suas lições e, consequentemente, aumentando a eficiência do diálogo
com os alunos.
Assim, Regina conseguiu atraí-los novamente para a sala de aula.

4.4.8. SLIDE MESTRE

Neste tópico, você aprenderá a trabalhar com o slide mestre, vendo como ele
pode facilitar o trabalho na criação de apresentações.
O slide mestre armazena informações sobre o tema e o layout dos slides. Isso
inclui plano de fundo, cor e fonte, entre outros dados.
Em cada apresentação, você pode incluir no mínimo um slide mestre, sendo
que o principal benefício é que, ao alterá-lo, todos os outros slides serão alterados
automaticamente.

CRIANDO UM SLIDE MESTRE

a) Abra uma apresentação em branco e vá a Exibição.
b) Em Modos de Exibição de Apresentação, clique em Slide Mestre.
c) Um slide mestre em branco irá se abrir. Você pode seguir estes procedimen-
tos:
a) selecione uma das miniaturas de layout de slide no canto esquerdo da
tela, ao lado do slide mestre.
b) na seção Layout Mestre, clique em Inserir Espaço Reservado e, a seguir,
selecione o espaço reservado para: conteúdo, texto, imagem, gráfico,
tabela, SmartArt, mídia ou clip-art.
c) clique sobre um local no slide mestre e arraste para desenhar o espaço
reservado. Você criará um espaço para usar o item desejado.

d) Após criar seu slide mestre, clique na Barra de Ferramentas no botão do Offi-
ce para salvá-lo.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
213

SAIBA Para aprender mais sobre o slide mestre, assista a vídeo aula
que está no seguinte endereço: <http://www.videolog.tv/
MAIS video.php?id=583534>.

4.4.9 CONFIGURAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE PÁGINAS

CONFIGURAÇÕES DE PÁGINA

Assim como no Word e no Excel, no PowerPoint 2007 você também pode con-
figurar a página antes da impressão. Todos os comandos para a configuração de
página são encontrados em:
a) configurar Página, em Design;
b) impressão;
c) visualização de impressão.
SENAI (2012)

Figura 139 - Barra de ferramentas, seção Configurar Página

Na tabela abaixo, conheça os nomes e as funções exibidas em Configurar Pági-
na, encontrada em Visualização de Impressão:

Quadro 32 - Opções em Visualização de Impressão.

COMANDO FUNÇÃO
É possível selecionar o que você quer imprimir em uma página. As opções
são Folhetos (um ou mais slides por página), Anotações ou Estrutura de
Tópicos.

Você pode alterar a orientação da página de retrato para paisagem.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
214

Ao configurar a apresentação para impressão, você pode agrupar os slides de
várias formas. Para isso, clique em Imprimir, em Configurar Página, na guia Visu-
alização de Impressão, e então selecione a maneira que desejar.

VISUALIZANDO IMPRESSÃO

A Visualização de Impressão permite ver as alterações feitas ao configurar a
página. Para isso, clique no botão Visualizar.
Para fechar, clique no botão Fechar Visualização de Impressão.

SENAI (2012)
Figura 140 - Visualizar impressão

Você conheceu o que é o PowerPoint 2007 e quais são seus principais recur-
sos. Não se esqueça de memorizá-los. E pratique, combinando seu uso para a cria-
ção das mais variadas apresentações.

4.5 INTRODUÇÃO AO USO DA INTERNET

4.5.1 HISTÓRIA E CARACTERÍSTICAS DA INTERNET

Atualmente, é muito difícil imaginar um mundo sem Internet. No momento em
que estamos estudando, no trabalho e até mesmo em nossos momentos de lazer,
a Internet está sempre presente. É raro encontrarmos alguém que não esteja fami-
liarizado com termos como “navegar pela Internet” ou “estar conectado”. Estamos
tão acostumados com a Internet que até esquecemos de que faz pouco mais de
duas décadas que ela começou a se tornar popular para a maioria das pessoas.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
215

Até a década de 90, o acesso à Internet era restrito. Entretanto, a sua expansão
acelerada mudou a maneira de nos comunicarmos e afetou profundamente a so-
ciedade. Mas como tudo isso começou?
Vamos conhecer um pouco sobre a história da Internet.

O GOVERNO DOS EUA E A INTERNET

Durante a década de 60, diversos pesquisadores elaboraram estudos que aju-
dariam a criar a Internet. Além disso, a disputa armamentista entre EUA e União
Soviética, que ficou conhecida como Guerra Fria, foi um impulso fundamental
para sua criação.
A disputa entre os dois países na defesa de suas ideologias políticas envolvia
não somente a produção de armas, mas também o desenvolvimento de novas
tecnologias. Como exemplo dessa disputa tecnológica, podemos citar a corrida
espacial entre os dois países que culminou na chegada do homem à lua.
Neste contexto, os EUA tinham muito interesse em desenvolver uma rede por
onde suas instituições de pesquisa pudessem trocar informações de maneira efi-
ciente. Em 1957, o Departamento de Defesa do governo dos EUA funda a ARPA
(Administração de Projetos de Pesquisa Avançada) que iria financiar e ajudar a
criar a ARPANET (BRIGS e BURKE, 2002), que foi o embrião da Internet.

OS CENTROS DE PESQUISA E AS CARACTERÍSTICAS DA INTERNET

Durante a década de 60, diversos pesquisadores estudavam tecnologias que vi-
riam a ser fundamentais para a Internet. Para citar alguns exemplos, Leonard Klein-
rock, publicou, em 1961, um livro falando sobre a transmissão de dados através de
pacotes. J.C.R. Linklider, em uma série de memorandos, no ano de 1962, discutira o
conceito de uma rede pela qual computadores de todo o mundo poderiam aces-
sar dados e programas rapidamente; e no SRI (Instituto de Pesquisa de Standford),
estudos sobre hipertexto eram desenvolvidos. O conhecimento desses pesquisa-
dores foi fundamental e definiu boa parte das características da Internet.
Os centros de pesquisa também foram os primeiros a integrarem a ARPANET.
O primeiro nó foi instalado no Centro de Mesuração de Rede na UCLA (Universi-
dade da Califórnia, Los Angeles), sob a responsabilidade de Kleinrock. O segundo
nó seria instalado no SRI, sob a responsabilidade de Doug Engelbart. Em seguida,
mais dois nós seriam instalados, um na Universidade da Califórnia, Santa Bárbara,
e outro na Universidade de Utah, duas instituições que pesquisavam aplicações
visuais para redes. Assim, em 1969, a ARPANET já contava com quatro instituições
em sua rede (LEINER, et alii, 2009). Nos anos que se seguiram, diversas outras uni-
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
216

versidades e instituições se juntaram. Em 1975, a rede já contava com cerca de
dois mil usuários (BRIGS e BURKE, 2002).
Devido à natureza das informações transmitidas pela rede, a ARPANET foi de-
senvolvida de maneira que, mesmo no caso de um de seus nós perder o contato
com o restante da rede, os outros continuariam trocando informações sem pro-
blemas. Essa preocupação também visava proteger estrategicamente a rede no
caso de EUA e União Soviética entrarem efetivamente em guerra.

A EXPANSÃO DA INTERNET

Até o final da década de 70, a Internet era uma rede limitada (ARPANET). So-
mente faziam parte dessa rede instituições que lidavam com pesquisas de alta
tecnologia e organizações militares. O primeiro provedor de Internet comercial, o
CompuServe, só começaria a funcionar em 1979. Depois dele, dois outros gigantes
entrariam em cena: American On-line e Prodigy. Para se ter ideia do crescimento es-
pantoso da Internet no período de 1975 a 1993, o número de usuários pulou de dois
mil para três milhões e meio de usuários (BRIGS e BURKE, 2002). E continuou cres-
cendo, concretizando o desejo de construir-se uma rede global de computadores.
Hoje, podemos acessar a Internet até mesmo em dispositivos como celulares
e tablets.

4.5.2 TIPOS DE NAVEGADORES

Em 1969, um pesquisador inglês chamado Tim Beerners-Lee iria modificar a
maneira como a Internet seria vista pelos usuários comuns. A partir do CERN, um
instituto europeu de pesquisas de física de partículas, ele imaginou o que ficou
conhecido como WWW (World Wide Web), um espaço onde a informação presen-
te em qualquer computador do mundo poderia ser compartilhada.
Os navegadores são aplicativos que funcionam como uma espécie de “janela”
para o espaço idealizado por Beerners-Lee. Através deles podemos acessar notí-
cias, portais educativos, entretenimento etc., disponibilizados a partir dos lugares
mais distantes do globo (BRIGS e BURKE).

LINHA DO TEMPO

O primeiro navegador foi desenvolvido pelo próprio Beerners-Lee, em 1991,
e se chamava WWW. Mais tarde, para não ser confundido com a própria rede,
4 INFORMÁTICA BÁSICA
217

mudou de nome para Nexus. A partir daí, diversos outros navegadores começam
a ser desenvolvidos.
Acompanhe abaixo a evolução dos principais navegadores:
1993 – Surge o Mosaic, desenvolvido por Marc Anderssen e Jim Clark.
1994 – Marc Anderssen e Jim Clark deixam a Mosaic e criam um novo nave-
gador chamado Netscape. Boa parte dos recursos que podemos encontrar,
como históricos de visitas, bloqueio de pop-ups, navegação por abas, sur-
giu com o Netscape.
1995 – Ao perceber a importância que a WWW estava adquirindo, Bill Gates
decide que sua empresa, a Microsoft, deveria lançar seu próprio navegador:
surge, então, o Internet Explorer. Após uma acirrada batalha comercial em
2002, o Internet Explorer se torna o líder do mercado.
1996 – Desenvolvido por pesquisadores de uma empresa estatal de tele-
comunicações chamada Telnor, o Opera surge com a proposta de ser um
navegador leve e rápido.
2003 – A Apple, que até então utilizava o navegador Netscape, lança seu
próprio navegador: o Safari.
2004 – Alguns anos antes e após perder a disputa contra a Microsoft, o
Netscape funda a Mozilla e abre o código-fonte do seu navegador. Do pro-
jeto Mozilla surge o Firefox.
2008 – A gigante dos sites de buscas Google lança seu próprio navegador,
o Google Chrome.

Existe ainda uma série de outros navegadores no mercado. Alguns a favor do
código-fonte aberto, outros contra e alguns até propondo que todo o processa-
mento de dados deve ser feito na WWW, transformando o computador em um
periférico.

Depois de vencer a disputa contra a Netscape, a Micro-
VOCÊ soft foi acusada e condenada por práticas de mono-
pólio pelo governo dos EUA. Apesar da condenação,
SABIA? o Netscape não sobreviveu à concorrência e encerrou
definitivamente suas atividades em 2008.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
218

4.5.3 FORMAS DE PESQUISA

Atualmente, a Internet é a maior fonte de pesquisa de arquivos de textos, ima-
gens, músicas etc., disponibilizando uma gigantesca variedade de conteúdo aos
usuários. Para facilitar a procura por informação, usamos sites de buscas.
Estes mecanismos possibilitam que você digite um assunto específico e, com
um simples clique, faça uma varredura na Internet, exibindo páginas que tenham
informações relevantes a respeito desse assunto, economizando tempo de busca.
Veja a seguir alguns dos principais sites de pesquisa.

GOOGLE

É o site de buscas mais famoso do mundo. Ideia de Larry Page e Sergey Brin,
quando eles ainda frequentavam a universidade, o Google tomou proporções gi-
gantescas em poucos anos. É, hoje, uma das maiores potências da Internet.

SENAI (2012)

Figura 141 - Google

Para fazer uma pesquisa simples, clique na caixa de pesquisa e digite o assunto
desejado. O Google fará uma busca por todo o conteúdo disponível na Internet,
disponibilizando páginas de acordo com a informação almejada.
Além disso, é possível procurar apenas por imagens, vídeos ou notícias, clican-
do nos itens no canto superior esquerdo da tela.
Você ainda pode recorrer à pesquisa avançada do Google, tornando-a mais
precisa.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
219

SAIBA Na parte inferior direita da tela principal do Google, você en-
contra o “Sobre o Google”, com mais detalhes para otimizar
MAIS pesquisas. Experimente.

YAHOO!

Fundado por Jerry Yang e David Filo, o Yahoo!, assim como o Google, é muito
conhecido e tem um mecanismo de buscas parecido. Você também pode utilizar
recursos similares, como aspas para refinar a pesquisa, ou também procurar por
imagens e vídeos, por exemplo.
Veja abaixo a página principal:

SENAI (2012)

Figura 142 - Yahoo!

Além do Google e do Yahoo!, há outros buscadores conhecidos, como o Bing,
desenvolvido pela Microsoft, e o Ask, fundado por Garret Gruener e David Warthen.

PESQUISANDO

Geralmente, os sites de buscas não são case sensitive, ou seja, não distinguem
a letra maiúscula de minúscula e, em geral, dispensam os acentos das palavras.
Para facilitar a pesquisa, procure ser direto, digitando palavras exatas e utilizando
a combinação mais provável que possa aparecer em textos.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
220

Uma dica é procurar por temas específicos. Para isso, digite o texto entre as-
pas (“ ”), de modo a refinar a pesquisa. Os resultados trarão somente o assunto
exato digitado.
Alguns sites de busca, como o Google, ainda possuem outras ferramentas para
facilitar a busca, como pesquisa apenas em páginas brasileiras ou páginas altera-
das em um determinado período de tempo.
Tenha em mente que é necessário analisar minuciosamente o conteúdo indi-
cado por ferramentas de pesquisa. Busque fontes confiáveis, como universidades,
empresas especializadas e/ou portais científicos e, se necessário, compare pági-
nas, pois muitas são partes de sites abertos para postagem de conteúdo, podendo
conter informações duvidosas.

SEGURANÇA

Fique atento aos sites que você acessa e, principalmente, aos downloads que
eles oferecem, pois os conteúdos disponíveis na Internet podem estar sujeitos à
contaminação por malwares, malicious softwares (programas maliciosos), como
por exemplo, os vírus, que podem causar danos ao seu computador.
É importante ter certeza de que, antes de informar seus dados pessoais, a área em
que você está é restrita e segura. Se for, a barra de endereços mudará de HTTP para
HTTPS, além de exibir a imagem de um cadeado, indicando que a conexão é segura.

SENAI (2012)

Figura 143 - Cadeado: indicação de site seguro
4 INFORMÁTICA BÁSICA
221

4.5.4 CORREIO ELETRÔNICO

Rapidamente utilizado com a disponibilização das redes e mundialmente po-
pularizado através da Internet, o correio eletrônico, mais conhecido como e-mail
(eletronic mail), oferece duas grandes vantagens: não tem custo e a mensagem é
enviada imediatamente para o destino.
Algumas empresas oferecem gratuitamente este serviço, como o Google
(Gmail) e a Microsoft (Hotmail).
Você mesmo pode criar sua conta. Veja como criar uma no Hotmail:
a) acesse <www.hotmail.com> e clique em Inscrever-se;

SENAI (2012)

Figura 144 - Tela inicial do Hotmail

b) nos campos em branco indicados, coloque seus dados: endereço de e-mail
desejado, senha de acesso, nome, sobrenome etc;
c) caso o endereço escolhido por você já esteja em uso por alguém, o próprio
site emitirá um alerta solicitando que outro endereço seja informado;
d) leia com atenção os termos de contrato e a política de privacidade e, então,
clique em Aceitar;
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
222

SENAI (2012)
Figura 145 - Criando uma conta no Hotmail

e) após a conclusão, o servidor lhe enviará uma mensagem de boas-vindas,
juntamente às instruções de uso.

ENVIANDO UMA MENSAGEM

Para enviar uma mensagem:
a) clique em “Novo” (no Hotmail), botão localizado no canto superior esquer-
do da tela. (Um botão de função similar é encontrado geralmente na mesma
posição na maior parte dos sites que oferecem este serviço);
b) digite o título da mensagem na caixa de texto;
c) escolha o(s) destinatário(s);
d) escreva a mensagem na caixa de texto;
e) clique em enviar.

O texto pode ser formatado como no Word, alinhando, alterando cor ou tama-
nho de fonte. Também é possível anexar fotos e documentos, clicando no botão
Anexos.
Para ter noção de outras interfaces, veja abaixo a do Gmail:
4 INFORMÁTICA BÁSICA
223

SENAI (2012)
Figura 146 - Interface do Gmail

1. E-mail do destinatário.
2. Com cópia – permite incluir outros destinatários, porém todos os envolvi-
dos visualizam os endereços copiados.
3. Com cópia oculta – mantém o endereço dos destinatários oculto.
4. Assunto do e-mail.
5. Texto que deseja digitar. O conteúdo da sua mensagem.
6. Enviar e-mail.
7. Escrever novo e-mail.
8. Pastas para organizar as mensagens.
9. Barra de ferramentas para formatação do e-mail.

GERENCIANDO SEU E-MAIL

Dentro do seu gerenciador de e-mail, você contará com pastas que lhe auxi-
liarão a organizar as mensagens recebidas e enviadas. Você ainda poderá criar
pastas para separar as mensagens por assuntos.
O gerenciador enviará para a pasta Lixo as mensagens de origem desconheci-
da (como spam, mensagens eletrônicas não solicitadas enviadas em massa) e não
confiáveis, as quais devem ser definidas por você.
A partir do momento em que você começa a escrever uma mensagem, ela é
automaticamente salva na pasta Rascunho. Assim, se a conexão cair, o conteúdo
não é perdido: basta localizá-lo na pasta de rascunhos.

OUTROS SERVIÇOS

Atualmente, a maioria dos servidores de e-mail oferece serviços complemen-
tares e adicionais, como agendas, lembretes com alarme, lista de aniversários e
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
224

até um perfil social, que permite a inclusão de fotos e mensagens facilmente alte-
ráveis, incorporadas na conta de e-mails.
É possível utilizar ferramentas do pacote Office (Word, Excel, PowerPoint etc.)
online, dividindo informações e alterando o conteúdo juntamente com os conta-
tos que você selecionou para compartilhá-los.

FORMATOS DE E-MAIL

O texto digitado na mensagem de e-mail deve possuir um formato padrão
para que qualquer servidor de e-mail possa lê-lo. O formato HTML é o mais utili-
zado, pois permite a criação de textos similares aos do Word, além de permitir a
formatação com recursos, como negrito, itálico, alinhamento de texto etc. Além
disso, o destinatário receberá a mensagem exatamente igual a que você enviou.
O Rich Text é um padrão do Windows Outlook, e apenas algumas versões ofe-
recem suporte. Entretanto, ele está configurado automaticamente para converter
o texto em HTML no envio da mensagem, preservando a formatação do texto.

Existem ferramentas que geram cópias de backup de seus
SAIBA e-mails, permitindo o gerenciamento destes, mesmo sem a
MAIS Internet. Dentre estas ferramentas, temos o Mozilla Thun-
derbird, Windows Live Mail, Incredimail etc.

4.5.5 GERENCIAMENTO DE DOWNLOADS

A velocidade das conexões de Internet já melhorou muito. Porém, muitas ve-
zes, ainda enfrentamos problemas ao efetuar downloads. Ao utilizar conexões
lentas, ou quando é preciso efetuar o download de programas grandes, corremos
o risco de que a nossa conexão seja interrompida, corrompendo o arquivo ou
encerrando o processo.
Para evitar esse tipo de problema, existem aplicativos para gerenciar o down-
load de arquivos. Estes programas permitem que, no caso de problemas de co-
nexão, seja possível reiniciar downloads no ponto em que estes foram parados.
Neste tópico, você aprenderá noções a respeito de dois tipos de gerenciadores
de download: o convencional e o torrent. Para ilustrar melhor a explicação, serão
utilizados os softwares GetRight e Bittorrent.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
225

GERENCIADOR CONVENCIONAL

O GetRight é um programa que permite ao usuário gerenciar downloads efe-
tuados diretamente da Internet. É um software de licença paga (é necessário com-
prá-lo), porém, é possível experimentá-lo em uma versão de testes. Para fazer o
download, acesse <http://getright.com/>.
O GetRight trabalha da mesma forma que a maior parte dos gerenciadores
convencionais:
a) ele pode identificar automaticamente quando um download é iniciado;
b) ou você pode inserir o endereço do arquivo para que o programa efetue
o download. Para isso (no GetRight), vá ao menu File, selecione Enter New
URL to Download e em seguida digite o endereço.

SENAI (2012)

Figura 147 - Janela do gerenciador GetRight

GERENCIADOR TORRENT

Neste tipo de aplicativo de download, diversos usuários compartilham os ar-
quivos que estão em suas máquinas com outros, tornando o download mais rápi-
do e eficiente.
Programas como o Bittorrent gerenciam a tarefa definindo prioridades e oti-
mizando o processo.
Para fazer downloads nesse tipo de sistema, o usuário precisa acessar sites de
busca especializados no sistema torrent, onde os arquivos estão cadastrados.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
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SENAI (2012)
Figura 148 - Janela do Gerenciador Bittorrent

Alguns sites de busca de arquivos torrent são:
a) <www.thepiratebay.org>;
b) <www.torrentz.com>;
c) <www.isohunt.com>.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

O sistema convencional tem a vantagem de servir para o download de qual-
quer arquivo da Internet, sem a necessidade de sites especiais de busca. A desvan-
tagem é que o download nem sempre é veloz.
O sistema torrent tem a vantagem de ser geralmente muito rápido. Entretanto,
necessita de sites especiais de busca, como o Pirate Bay.

4.5.6 VÍRUS E PROGRAMAS ANTIVÍRUS

Antes de iniciar este tópico, vamos reforçar o conceito de malware: são pro-
gramas considerados “pragas digitais”, cujo nome resulta da combinação entre as
palavras malicious (malicioso) e software. São geralmente criados com o intuito de
causar danos e roubar informações de sistemas de computadores.

VÍRUS

Vírus é um tipo de malware, e recebeu esse nome pela maneira de agir, seme-
lhante ao dos vírus biológicos, como o da gripe, por exemplo.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
227

Eles se replicam na rede com muita rapidez. Grande parte do conteúdo que
circula na Internet pode estar contaminada e, portanto, muitas vezes é difícil
distinguir quais arquivos estão infectados. Normalmente, descobrimos apenas
quando os vírus começam a causar estragos.
Apesar de pequenos, são capazes de gerar grandes problemas para indivíduos
ou empresas, podendo: apagar dados; capturar informações; alterar ou impedir o
funcionamento do sistema operacional, danificando suas funcionalidades; causar
excesso de tráfego em redes, e assim por diante.

COMO AGEM?

Antigamente, os vírus espalhavam-se através da transferência de arquivos a
partir de unidades de armazenamento, como disquetes; porém, com a populari-
zação da Internet, essa situação mudou drasticamente, pois o número de trocas
de documentos entre usuários cresceu exponencialmente, aumentando a disse-
minação destes malwares.
A infecção por vírus acontece graças a possíveis falhas de segurança, ao fazer
downloads de arquivos recebidos por e-mail ou baixando programas de terceiros
através de sites não confiáveis.
Ao executar um arquivo contaminado, além de ele infectar sua máquina, ge-
ralmente ainda se espalha para a sua rede de contatos por meio de e-mails que,
em muitos casos, são enviados automaticamente, sem que você tenha registro
desses envios.

OUTROS TIPOS DE MALWARE

A definição do tipo de malware depende, essencialmente, da sua forma de
propagação. Veja a seguir os mais comuns, os quais você, provavelmente, já ou-
viu falar:
a) Cavalo de troia (ou trojans): malware que instala um programa que per-
mite acesso remoto ao computador. Pode ainda capturar dados do usuário e
transmiti-los a outra máquina. Geralmente, é baixado ao se passar por outro
programa ou arquivo, como por exemplo, e-mails falsos com arquivos anexos;
b) Worm (verme): é considerado um vírus mais inteligente que os demais.
Acompanha um arquivo contaminado e pode se espalhar rapidamente para
outros computadores, através da Internet ou da rede local, de maneira au-
tomática. Por intermédio das falhas nos aplicativos de segurança, ele discre-
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
228

tamente invade as máquinas a que tem acesso e se instala sem ser notado,
deletando arquivos;
c) Spyware: programas “espiões” que monitoram as atividades dos usuários
para capturar dados (inclusive senhas) posteriormente transmitidos pela In-
ternet. Comumente vêm “embutidos” em softwares de procedência duvido-
sa, quase sempre oferecidos de forma gratuita como freeware ou shareware.
Dessa forma, atraem a atenção do usuário;
d) Hijackers: “sequestram” navegadores de Internet, alterando a página inicial
do site e impedindo o usuário de mudá-la e impossibilitando o acesso a al-
guns sites. Atualmente, os navegadores contam com recursos de segurança
avançados que limitam a ação desse tipo de praga;
e) Rootkit: o mais perigoso do malwares é utilizado para capturar dados do
usuário. Rootkits são mestres na arte do disfarce, driblando até mesmo os
melhores antivírus, sendo extremamente resistentes nas tentativas de remo-
ção. Felizmente, seu desenvolvimento é muito complexo e isso reduz consi-
deravelmente sua produção.

ANTIVÍRUS

Longe de serem problemas solucionados, os malwares geram, indiretamente,
muitos empregos na área de desenvolvimento de segurança. Existem empresas
especializadas na criação de antivírus, softwares que buscam barrar e impedir os
programas maliciosos de contaminar arquivos.
Existe uma grande variedade de antivírus no mercado. Alguns, como o AVG e o
AVAST, são conhecidos por suas versões gratuitas, apesar de também possuírem edi-
ções pagas com mais recursos. Há outros, como o Norton, o Panda e o NOD32, que
são softwares de licença paga, mas que possuem versões de teste (ALECRIM, 2011).

FALSOS ANTIVÍRUS

Geralmente, os falsos antivírus são divulgados em propagandas espontâneas
em sites de conteúdo duvidoso, surgindo na tela quando uma página na Internet
é aberta. Ao clicar na mensagem, é provável que você seja induzido a baixar um
programa ou acessar uma página que prometa eliminar malwares de seu com-
putador.
Estes falsos programas têm interface que lembram a de antivírus populares.
Eles simulam uma verificação prévia de detecção de vírus, mediante pagamento,
o que não passa de um golpe. Tenha cuidado.
4 INFORMÁTICA BÁSICA
229

DICAS DE PROTEÇÃO

Apenas instalar um antivírus não é medida suficiente para proteger seu com-
putador. Além disso:
a) atualize o sistema operacional e procure por versões mais recentes dos pro-
gramas instalados;
b) tenha cuidado com os arquivos anexos e links recebidos por e-mail; tam-
bém com mensagens e arquivos que circulam pelas redes sociais (Facebook,
Orkut, Twitter, MSN etc.);
c) busque informações em sites especializados antes de baixar programas des-
conhecidos;
d) atenção ao lidar com propaganda em sites desconhecidos;
e) atualize o antivírus regularmente; do contrário, o programa não identificará
novos vírus ou mutações daqueles já existentes;
f) deixe seu antivírus fazer uma checagem periódica e utilize-o para verificar
arquivos baixados da Internet;
g) não esqueça de que os vírus também se proliferam em unidades de armaze-
namento, como pen-drives e dispositivos semelhantes.

CASOS E RELATOS

O ladrão virtual
Certo dia, ao verificar seu correio eletrônico, Júlio ficou entusiasmado ao
ver que, em sua caixa de entrada, havia um e-mail de um amigo que não
via há muito tempo. No campo assunto, estava escrito: “Segue em anexo
as fotos da festa em que fomos juntos”.
Ele achou um pouco estranho, pois não se lembrava de festa alguma, mas
como fazia muito tempo que não via o colega, pensou que poderia ser
algo antigo que já não recordava mais. Júlio abriu o e-mail e, para um
estranhamento maior ainda, viu que as fotos eram de pessoas desconhe
cidas. Um pouco frustrado, ele imaginou que o amigo havia se enganado
e voltou a se concentrar em suas atividades.
Alguns dias depois, ao verificar na Internet o extrato de sua conta de banco,
levou um susto ao perceber que todo o seu dinheiro havia sido roubado.
FERRAMENTAS PARA DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
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Ele foi imediatamente à sua agência, onde foi informado de que havia
sido vítima de piratas da Internet e que, provavelmente, naquele estra-
nho e-mail que havia recebido, existia um vírus que roubava senhas e
dados do computador.
Depois de ser confirmado o crime eletrônico, o banco ressarciu o dinhei-
ro furtado de Júlio, mas advertiu-o a instalar um antivírus em seu compu-
tador e tomar mais cuidado ao abrir e-mails suspeitos.

RECAPITULANDO

Empresas, instituições de ensino, centros de pesquisa, todos eles depen-
dem da informática para executar um trabalho eficiente e de qualidade. A
informática está presente nas lojas que utilizam a informática para contro-
lar seus estoques e suas vendas; está presente nas bibliotecas que cadas-
tram todos os seus livros para facilitar as buscas dos usuários; está presente
até mesmo em celulares, tocadores de DVD e televisores. Por isso, é muito
importante ter conhecimentos básicos de informática. Conhecer não ape-
nas para complementar seu currículo, mas também para lhe ajudar a exe-
cutar tarefas pessoais com mais rapidez e eficiência.
Neste capítulo, você aprendeu um pouco sobre como lidar com essas ques-
tões. Entre os assuntos que abordamos estão: conhecimento sobre sistemas
operacionais; editor de textos; programa de planilhas eletrônicas; programa
para criar apresentações; conceitos sobre a Internet; e como utilizar progra-
mas voltados para a Internet. Esperamos que essa longa etapa de estudos
tenha ajudado você a perceber a informática de uma maneira diferente.
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