Você está na página 1de 33

Aeração Superficial

Cavitação
Aeração Forçada
 Qual o efeito da aeração sobre o escoamento de água?
 Qual é o mecanismo de entrada de ar na água?
 Qual a influência no dimensionamento dos canais?
Aeração Superficial
 Característica:
 Para baixas velocidades e
Vágua ~ Var interface bem definida

 Para altas velocidades e


Vágua >> Var ou Vágua << Var

interface rugosa
mistura água-ar
troca de energia
aeração superficial da água
Aeração Superficial
Aeração contínua
 Aeração ao longo do canal
 Velocidade alta

Canal com forte declividade


Aeração Superficial
Aeração devido a turbulência e difusão das bolhas de ar

Salto esqui Aerador


Aeração Superficial
Aeração localizada

Ressalto hidráulico Jato mergulhado


Aeração Superficial
Mecanismos de entrada de ar num
escoamento de grande velocidade

 a alta turbulência cria componentes laterais importantes e

 gotas são expelidas para o ar e tornam a cair

 elas abrem a superfície que

 se fecham, aprisionando o ar com a gota


Aeração Superficial
Canais retangulares com forte declividade
Fr<1 Fr>1

Sem aeração Zona de entrada de ar


Escoamento Escoamento
variado uniforme

hN
Aeração Superficial
Início da aeração superficial
1- Escoamento potencial
2- Camada limite turbulenta
3- Início da aeração superficial
4- Zona de escoamento não uniforme aerado
H

δi δ
s

Js
Aeração Superficial
Início da aeração superficial

s f qe , Js
Ks (g Ks3 )1/2

s = coordenada longitudinal em relação a crista do


vertedor do início da aeração superficial
qe= vazão específica
Js= declividade do canal do vertedor
Ks= rugosidade equivalente do canal
Aeração Superficial
Início da aeração superficial

Distância ss entre a crista do vertedor e o início da aeração superficial em função da


rugosidade equivalente do canal ks e da vazão específica qe e da inclinação Js
Aeração Superficial
Altura da lâmina d’água com entrada de ar
(HEC-RAS)

 para Fr<8,2 : ya/y = 0,906. e0,061Fr

 para Fr>8,2 : ya/y = 0,620. e0,105Fr

 ya = profundidade de água com entrada de ar


 y = profundidade de água
 Fr = número de Froude
Cavitação
A cavitação ocorre quando a pressão no
escoamento cai para um valor igual ao da pressão
de vapor da água (na mesma temperatura).
cavidades preenchidas de vapor

Nas regiões bolhas implodidas


de mais condensação do vapor
alta cavidades preenchidas subitamente
pressão pela água
Cavitação
 Localização
As baixas pressões ocorrem nos pontos do
escoamento próximos aos limites fixos,
particularmente se a velocidade de fluxo é alta.

 Fatores que influenciam o surgimento da


cavitação:
 pressão

 velocidade
Cavitação
Coeficiente de cavitação ou número de Euler

σ = 2(p-pv)/ρU2
 σ = coeficiente de cavitação
 p = pressão no escoamento

 pv= pressão de vapor (*)

 U = velocidade média do escoamento

(*) pv /γ ~10 m.c.a. para t = 100o C


pv /γ = 6,5 m.c.a. para t = 90o C
pv /γ = 0,5 m.c.a. para t = 30o C
Cavitação
Verificação:
A cavitação ocorre se o número de cavitação σ é
inferior a um valor crítico σc.

σc é uma função da geometria e pode variar muito.


σc ~ 0,25 para superfícies lisas de concreto
Cavitação

Número de cavitação
para rampas
inclinadas
(Apud Moffat& Nalluri, 1996)
Cavitação

Número de cavitação para pequenos desníveis (a) (ASCE, 1995)


Cavitação

Número de cavitação para pequenos desníveis (b) (ASCE, 1995)


Cavitação

Número de cavitação para pequenos desníveis (c) (ASCE, 1995)


Cavitação

Número de cavitação para pequenos desníveis (d) (ASCE, 1995)


Cavitação
Outros fatores que influenciam na cavitação

 Presença de gases dissolvidos e/ou partículas em


suspensão;

 Flutuação instantânea da pressão.


Cavitação
Locais de ocorrência de cavitação

Segundo Kirchhoff e Thompson, num escoamento


potencial os valores extremos da velocidade e da
pressão se encontram sempre nas bordas limites
do escoamento e jamais no seu interior.
Cavitação

Ocorrências típicas dos efeitos de cavitação


Cavitação

Pressão absoluta mínima hmín (m) necessária para que os efeitos da


cavitação sejam evitados (a) em canal com elevação brusca e
(b) com fundo em aclive.
Cavitação
Meios de evitar a erosão de cavitação

 Canal estritamente retilíneo.

 Parede do canal extremamente lisa.

 Amortecimento dos choques provenientes das implosões.


Cavitação
Proteção (quando o risco é evidente):

 Aeração artificial na face inferior da lâmina d’água, para


prevenir pressões extremamente baixas.

 Uso de epóxi especial, para postergar o surgimento da


cavitação nas superfícies de concreto, nos casos de
cavitação pouco freqüentes.
Aeração Forçada

Perfil longitudinal de tipos de aeradores


(a) defletor (b) degrau (c) fenda
Aeração Forçada
 Os resultados que respondem melhor as
necessidades são realizados com a ajuda de uma
combinação degrau-deflector.
 Dimensões típicas:

 Ângulo do deflector δ: 8ο < δ <12ο


 Altura do deflector s: 0,1 m < s < 1 m
 Altura do degrau s: 0,5 m < s < 2 m
Aeração Forçada
Princípio de funcionamento
(a) Zonas de escoamento

1- de aproximação
2- de transição
3- aerada
4- de esc. aerado no fundo

(b) Repartição longitudinal


da pressão no fundo e
concentração média
de ar no fundo
Aeração Forçada
Sistema de entrada de ar
Aeração Forçada

Aeração da lâmina vertente em vertedores


(a) Lateralmente aos pilares
(b) canais de aeração no vertedor ou lateralmente
Aeração Forçada

Sistema de aeração em vertedores


Aeração Forçada
Considerações finais
 À exceção das menores vazões, a aeração superficial a altas
velocidades não são suficientes para aerar.
 Como estimativa, pode-se admitir uma perda de 0,5 à 0,8%
por metro de comprimento de um canal retilíneo e de 1,2 a
1,5% por metro de canal com fundo côncavo.
 A distância entre aeradores depende da velocidade média do
escoamento. Ela normalmente está compreendida entre 30 e
100 m.