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Cinzel West Cureta Recamier

Descolador Freer Duplo Espéculo Collin


Histerômetro Collin Pinça adson

Pinça Cushing reta e curva Pinça adson com dente


Pinça dente de Rato Pinça anatômica ou de dissecção

Abaixa língua Bruenings Afastador Balfour

Afastador Farabeuf Afastador Finochietto


Afastador Gelpi Afastador Gosset

Afastador Senn Muller Afastador Weitlaner

Cânula Frazier Cânula Yankauer


Pinça hemostática Baby Mixter Pinça hemostática Mixter

Pinça hemostática Craford Pinça hemostática Crile


Pinça hemostática Faure Pinça hemostática Halsted

Pinça hemostática Kelly Pinça hemostática Kocher Curvo


Pinça hemostática Kocher Reto Pinça Pean

Pinça Allis Pinça Backhaus


Cheron Collin

Foerster Coprostase
Pozzi Porta-agulhas Hegar

Porta-agulhas Mathieu Tentacânula

INSTRUMENTOS DE SÍNTESES – FIOS E AGULHAS


INTRODUÇÃO
A utilização do instrumental cirúrgico é planejada em função do tipo de
cirurgia e do tempo
cirúrgico. As intervenções cirúrgicas se realizam em quatro tempos:

Diérese (abertura)

Hemostasia

Cirurgia propriamente dita (exerese)

Síntese (sutura)
Os instrumentais cirúrgicos são agrupados de acordo com os tempos
cirúrgicos e para efeito didático, classificados em 7 grupos, mas este
trabalho enfatizará apenas o grupo III que se refere aos instrumentos
de síntese.
HISTÓRICO
Ao longo da história da humanidade, encontram-se episódios que
retratam atitudes cirúrgicas para a manutenção da vida. Inicialmente,
as cirurgias eram dirigidas para a correção deferimentos traumáticos e
o controle do sangramento. O controle da dor intra e pós-operatório, a
anestesia e os passos inicias do controle da infecção cirúrgica também
transformaram a historia da cirurgia, contribuindo para sua evolução.
Em princípio, a cirurgia era mutiladora e visava extipar a parte do
doente ou o órgão afetado. Após a descoberta da narcose e da
assepsia, no século XIX, as cirurgias passaram a ser restauradoras e
conservadoras. A partir daí então, observa-se um avanço acelerado no
desenvolvimento, tanto cientifico como de técnicas cirúrgicas cada vez
mais especifica, menos mutilantes e mais curativas. Vale ressaltar que
o alivio da dor, o cotrole do sangramento e da infecção são aspectos
que continuam a ser focalizados como indicadores do sucesso cirúrgico.
Outro ponto a ser considerado na evolução da cirurgia foi o desafio de
transformar o ato cirúrgico em uma atividade cientifica e em uma
escolha terapêutica segura. Aliados a evolução cirúrgica, muitos
instrumentos foram idealizados e utilizados por cirurgiões em todos os
períodos da historia. Com o passar do tempo vários desses
instrumentos, em especial os instrumentos de síntese, foram
reformulados, adaptados, dispensados ou substituídos por outros mais
práticos e específicos para um determinado procedimento. Os
instrumentos cirúrgicos são essenciais para o desenvolvimento das
seqüência que compõe os tempos cirúrgicos.

TEMPOS CIRÚRGICOS
A expressão tempos cirúrgicos caracteriza a seqüência de
procedimentos utilizada na manipulação dos tecidos e vísceras durante o
ato operatório, sendo identificada por quatro tempos básicos.
Diérese: consiste em separar tecidos, ou planos anatômicos, para
atingir uma região ou
órgão. A diérese pode ser realizada por vários métodos: mecânico,
térmico, crioterapia e raio laser, sendo que o mais empregado é o
mecânico, utilizando materiais cortantes, como o bisturi elétrico,
tesoura, faca, serra trepano, agulhas e outros.
Hemostasia: Consiste em determinar ou prevenir um sangramento. Pode
ser feito por meio
de pinçamento e ligadura de vasos, eletrocoagulação e compressão.
Estes métodos podem
ser usados simultaneamente ou individualmente.
Cirurgia propriamente dita ou Exerese: É o momento em que o cirurgião
atinge o ponto
desejado e realiza a intervenção cirúrgica, visando diagnostico, controle
ou resolução da
intercorrência, reconstituindo a área e deixando-a mais fisiológica
possível.
Síntese ou Sutura: É a união dos tecidos, A síntese pode ser
classificada em :
Cruenta: sutura é permanente ou removivel
Incruenta: sutura por meio de gesso, adesivo ou atadura
Imediata: após a incisão
Mediata: apos algum tempo da incisão
completa : em toda a extensão da incisão
incompleta: é mantida uma pequena abertura para a colocação de
drenos.
Na síntese dos planos deve ser respeitada hierarquia tecidual, sua
estratificação, fazendo-a a reconstituição pela síntese de tecidos
idênticos entre si. As condições necessárias para uma boa síntese são:
anti-sepsia local, vascularização perfeita das bordas de incisão. Bordas
nítidas, hemostasia perfeita, ou seja, ausência de hematomas ou outras
coleções, pois o sucesso da síntese depende da hemostasia orgânica
correta, coaptação sem compressão dos tecidos, ausência de corpos
estranhos e tecidos necrosados, escolha de fios apropriados para cada
tecido, execução com técnica correta.
INSTRUMENTAL CIRÚRGICO
Os instrumentais cirúrgicos são agrupados de acordo com o tempo
cirúrgico, já detalhado anteriormente, neste trabalho daremos ênfase
ao grupo III, ou seja, instrumentais utilizados na síntese. Mas é de
extrema importância discutirmos os demais instrumentos utilizados no
ato cirúrgico e como eles são agrupados.
Para fins didáticos os instrumentos cirúrgicos são divididos da seguinte
maneira:
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Grupo I: de Diérese
Grupo II: de Hemostasia
Grupo III: de Síntese
Grupo IV:Espec iais
Grupo V:Auxi liar
Grupo VI: de Campos
Grupo VII: Afastadores ou de exposição
Grupo I: Este grupo praticamente é composto por instrumentos
cortantes, como bisturi e
tesouras, em diversos tipos e tamanhos, e outros como faca, serra,
trepano, agulhas.
Grupo II: este grupo é composto por instrumentos destinados ao
pinçamento de vasos
sangrantes, sendo estas pinças hemostáticas, retas ou curvas, com ou
sem dente, de diversos
tipos e tamanhos. Em geral são denominadas pelo nome de seu
idealizador.
Grupo III: Este grupo é composto de instrumentos de sutura, como
agulhas retas ou
curvas, triangular ou traumática, redonda ou atraumaticas com fundo
fixo ou falso. Fazem parte deste grupo ainda os porta-agulha e os fios
de sutura. Este grupo será detalhado logo a seguir, por ser o tema
principal deste trabalho.
Grupo IV: Este grupo é composto por instrumentos cuja indicação é
determinada pelo tipo
de cirurgia. Estes instrumentos são usados somente no tempo cirúrgico
propriamente dito, por isso ocupam o lugar mias distante na mesa de
instrumentos. Cita-se como exmeplo as pinças: Duval, Satinsky e Allis.
Grupo V: É composto por instrumentos auxiliares de preensão. Como o
próprio nome
indica, destina-se a auxiliar o uso de outros instrumentos. Basicamente
compõe este grupo
as pinças anatômicas e dente de rato.
Grupo VI: Este grupo é composto por pinças que se destinam a fixação
dos campos
estéreis para delimitação do campo operatório. Basicamente fazem
parte deste grupo as
pinças de backhaus.
Grupo VII: Este grupo é composto por instrumentos de exposição que
permitem a melhor
visualização da cavidade operatória.
INSTRUMENTOS DE SÍNTESE MANUAL COM FIOS E AGULHAS
A sutura manual, popularmente conhecida como “pontos” e realizada
utilizando os
seguintes instrumentos: fios, agulhas, pinças e porta-agulha.
A síntese manual com fios e agulhas é o tipo mais utilizado nos
procedimentos cirúrgicos, a
seguir detalharemos os principais instrumentos.
AGULHAS
São utilizadas para com o objetivo de transfixar os tecidos, servindo
de guia para os fios de
sutura.
Material: geralmente são produzidas em aço inoxidável
Divisão: a agulha é divida em três partes:

Ponta: é a parte da agulha de sutura que facilita a penetração destas
no tecido,
causando o mínimo de trauma possível.

Corpo: é a porção central da agulha, que possibilita a fixação adequada
ao porta- agulha. Com isto, proporciona facilidade nas manobras de
introdução e resgate da agulha no tecido, durante o processo de síntese
cirúrgica.

Fundo: é o ponto de um união da agulha com o fio de sutura. Existem
agulhas de
fundo falso e fixo.
As agulhas são classificadas quanto:
Forma: Podem ser retas e curvas. As curvas podem ser de 90º, 135º,
180º e 225ºde circulo.
Diâmetro: podem ser finas ou grossas
Comprimento em centímetros: nas agulhas curvas varia de 3mm a 9 cm
e as retas de 5 a 6
cm.
Tipo de ponta ou secção: pode ser cilíndrica, triangular, losangular,
espatular ou romba.
As cortantes são chamadas de traumáticas e as não cortantes de
atraumaticas.
A geometria das agulhas cilíndricas possibilita um mínimo e trauma no
momento de sua
penetração no tecido, ocorrendo uma melhor vedação entre o tecido e
fio. As agulhas
cortantes têm o objetivo de seccionar as fibras do tecido transpassado
por elas, por meio de
uma ou mais arestas cortantes.
Sem fundo: Sem fundo - a fio é inserido dentro da agulha - este tipo
é chamado de
atraumática. Quando existe agulha em ambas extremidades do fio é
chamado de dupla. Fundo fixo e falso: Fundo regular, alongado, Fundo
quadrado, Fundo arredondado, Fundo
de Benjamim, Fundo francês, em garfo ou falso - quando o fio pode ser
inserido por
pressão, sem ser enfiado
Tipo de pontas traumáticas e atraumáticas
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Fundos de agulhas
Indicações:
A agulha de sutura, de forma cilíndrica, está indicada para suturas em
intestino, peritônio,
vasos e outros tecidos de fácil penetração.
A triangular, para suturar pele e aponeuroses, porque a ponta cortante
possibilita a
penetração em tecidos mais resistentes.
A de ponta losangular traumatiza menos que a cilíndrica, e seu poder de
penetração é

superior ao da agulha triangular.

A espatulada, pelo poder de penetração, está indicada para as cirurgias

oftálmicas.

A forma romba, para sutura de órgãos friáveis, como é o caso do

fígado, rins e outros.

FIOS DE SUTURA

Desde aproximadamente 2.000 A.C. existem referências evidenciando o


uso de barbantes e tendões de animais para suturar. Através do
séculos, uma grande variedade de materiais tem sido usados na
confecção de fios para procedimentos cirúrgicos, tais como: seda, linho,
algodão, crina de cavalo, tendões de animais e intestinos. Contudo,
alguns destes ainda são utilizados hoje em dia .
A evolução dos materiais de sutura nos trouxe para um ponto de
refinamento que inclui o desenvolvimento de suturas e fios especiais
para tipos específicos de procedimentos. Sendo assim, eliminou-se
algumas das dificuldades encontradas no passado pelos cirurgiões e,
também, diminuiu-se substancialmente o potencial de infecção pós-
operatória .
Conceito
O fio de sutura é uma estrutura flexível, com formato circular e
que apresenta um diâmetro reduzido. Pode ser de material sintético, de
fibras vegetais ou de material orgânico. Mesmo sendo uma estrutura
tão simples é um elemento da maior importância dentro da cirurgia, pois
é parte essencial da sutura e dos nós cirúrgicos. Fios de sutura já
estão dentro da prática médica desde os antigos egípsios e gregos,
sendo usados e conhecidos pelos homens muito antes da cirurgia como a
conhecemos hoje.
Sempre importante lembrar que todos os fios de sutura são vistos como
corpos estranhos em nosso organismo, assim irão produzir um tipo de
reação local. Porém existem particularidades de cada fio e, desta
forma, alguns causam maior reação e outros menor reação.
Os fios de sutura são constituídos dos mais diversos tipos e os
classificamos quanto:
Absorção
Origem
Quantidade de filamentos
Diâmetro.
Quanto a absorção: Absorvíveis x inabsorvíveis
Absorvíveis: São os que, decorrido algum tempo após a sutura, por ação
orgânica são
absorvidos, podem ser de origem animal ou sintéticos.
Catgut simples: é de origem animal, recebeu essa denominação oriunda
do inglês que tem
como tradução “tripa de gato”. Durante o processo de fabricação não
foi submetido a nenhum tratamento especifico para alterar o seu tempo
de absorção quando em contato com os tecidos orgânicos.
O catgut simples é indicado para as seguintes cirurgias:
Fechamento Geral: peritôneo, subcutâneo e ligaduras.
Ob-Gin: anastomoses, episiorrafias.
Gastrointestinal: anastomoses, epiplon
Urologia: bexiga, cápsula prostática, ureter, ligações de artérias
vesículares, uretra.
Oftalmologia:conjuntiva.
Otorrinolaringologia:a migdal ecto mias.

Quanto A Apresentação
Quase todos os tipos de fios de sutura são encontrados com ou sem
agulhas.
Os fios de sutura são apresentados por números que indicam sua
resistência e espessura. A numeração varia de 6 (mais grosso) até 12
zeros (mais fino), tendo o numero 6 o diâmetro de um cordão e o
numero de 12 zeros, de um fio de cabelo de um bebê. Os fios também
apresentam diferentes comprimentos que variam de 0,13 a 2,50 m,
cada comprimento indicado para determinadas cirurgias.
Quanto A Origem: Naturais E Sintéticos
Quanto a origem os fios são divididos em naturais e sintéticos.
Os fios naturais são obtidos na natureza, ( animal, vegetal, e mineral.)
Já os fios sintéticos são obtidos através de processos químicos.
Descrição Das Embalagens
Os fios deverão vir em embalagem grau cirúrgico ou a combinação desta
com filme plástico devidamente termoselado de acordo com NBR nº
12496 de 30/06/1994 e reembalados em caixas conforme a praxe do
fabricante, de forma a manter a integridade e esterilização do produto
durante o armazenamento até o momento do uso e rotulados conforme a
legislação em vigor.
As embalagens individuais deverão indicar:
Número cirúrgico
Comprimento do fio
Tipo de sutura
Tipo de agulha
Tamanho da agulha
Número de controle
Nome do fabricante
Número de fios (se múltiplos)
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EXEMPLO DE EMBALAGENS ETHICON

PORTA AGULHAS
Mayo-regar
O porta agulhas de Mayo-Hegar é semelhante às pinças hemostáticas
clássicas, é preso aos
dedos pelos anéis presentes em suas hastes e possui cremalheira para
travamento, em
pressão progressiva. Porém a sua parte prensora é mais curta, mais
larga e na sua parte
interna as ranhuras formam um reticulado com uma fenda central, no
sentido longitudinal.
São artifícios para aumentar a sua eficiência na imobilização da agulha
durante a sutura,
impedindo sua rotação quando a força é aplicada. Se os ramos
prensores forem revestidos
de metal duro (tungstênio) não apresentarão fenda longitudinal. Embora
a facilidade ou
dificuldade no fechamento e abertura possam estar relacionadas com a
têmpera e a
qualidade do aço com que são produzidos, teoricamente sua manipulação
é mais suave nos
instrumentos que possuem hastes mais longas. Neste caso a aplicação
da força está mais
distante do eixo de articulação dos ramos, fazendo um movimento de
alavanca mais
eficiente, como nos ensina a Física.

Mathieu
O porta agulhas de Mathieu difere muito do anterior, na sua forma,
por não possuir anéis
nas
hastes tem a abertura da parte prensora limitada, pois há uma mola em
forma de lâmina
unindo suas hastes, o que faz com que fiquem automaticamente
abertos, quando não
travados .São utilizados presos à palma da mão, o que os fazem abrir,
se inadivertidamente
for empregada força excessiva durante a sua manipulação. Sua melhor
indicação seria para
sutura de estruturas que oferecem pouca resistência à passagem da
agulha. Um bom indício
disto é que não possuem a fenda longitudinal que aumenta o apoio da
agulha.