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No Código Civil de 1916 não havia distinção entre coisa e bem,

onde os dois termos eram utilizados, causando ambigüidade, já


o novo Código Civil utiliza, em sua parte geral, o termo bens,
evitando o termo coisa, que tem um significado muito mais
amplo, suscetível de erro de interpretação.

Segundo Clovis Beviláqua bens significa: “valores


materiais ou imateriais que servem de objeto na relação
jurídica”.

Os romanos separavam os vens em duas categorias:


Bens corpóreos e bens incorpóreos.

Bens corpóreos são aqueles que têm uma existência


material como uma casa, um terreno e um livro.

Bens incorpóreos são aqueles que têm não tem


existência tangível e são relativos aos direitos que as pessoas
físicas ou jurídicas têm sobre as coisas.

Apesar de não contemplada na lei com suas


especificitudes, a classificação é importante, por que a relação
jurídica pode ter por objeto uma coisa de existência material ou
um bem de existência abstratas.

O patrimônio é formado pelos bens corpóreos e


incorpóreos alem de sua dívida, ou seja, do seu passivo,
restringindo, segundo a doutrina ao complexo das relações
jurídicas de uma pessoa que tenha valor econômico.
Não é considerado patrimônio e sim simples fatores de
obtenção de receita as qualidades pessoais e capacidade física
do individuo.

Igualmente não integram o patrimônio as relações


afetivas da pessoa, os direitos personalíssimos, familiares e
públicos não economicamente apreciáveis, denominados
direitos não patrimoniais.

O nome comercial e o fundo de comercio são


considerados patrimônio já a clientela não é considerada
patrimônio.

Os bens no Código Civil Brasileiro são classificados


como:

I - Dos bens considerados em si mesmo;

II - Dos bens reciprocamente considerados e

III - Dos bens públicos.

Os bens considerados em si mesmo distribuem-se por


cinco seções:
I - Dos bens imóveis - Consideram-se imóveis para os efeitos
legais: os direitos reais sobre imóveis e as ações que os
asseguram, como também o direito à sucessão aberta. Assim,
não perdem o caráter de imóveis: as edificações que,
separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem
removidas para outro local; os materiais provisoriamente
separados de um prédio, para nele se reempregarem.

II - Dos bens móveis - São móveis os bens suscetíveis de


movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem
alteração da substância ou da destinação econômico-social,
sendo assim considerados para os efeitos legais: as energias
que tenham valor econômico; os direitos reais sobre objetos
móveis e as ações correspondentes; os direitos pessoais de
caráter patrimonial e respectivas ações.

III - Dos bens fungíveis e consumíveis - Fungíveis são os bens


móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie,
qualidade e quantidade. E bens consumíveis são os bens
móveis cujo uso importa destruição imediata da própria
substância, sendo também considerados tais os destinados à
alienação.

IV - Dos bens divisíveis - Com relação à divisibilidade,


consideram-se bens divisíveis aqueles que podem ser
fracionados sem alteração na sua substância, com diminuição
considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam.

V - Dos bens singulares e coletivos - Bens singulares são


aqueles considerados quando, embora reunidos, se consideram
de per si, independentemente dos demais.

Os bens podem ser considerados reciprocamente entre


si, e, nesse sentido, principal é o bem que existe sobre si,
abstrata ou concretamente. Acessório é o bem, cuja existência
supõe a do principal.

São pertenças os bens que, não constituindo partes


integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao
serviço ou ao aformoseamento de outro.

Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem


principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário
resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das
circunstâncias do caso.

Apesar de ainda não separados do bem principal, os


frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico
autônomo.

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