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CCEX Universidade de São Paulo Residência Multiprofissional: Saúde do Idoso em Cuidados Paliativos PSICOLOGIA

CCEX

Universidade de São Paulo

Residência Multiprofissional: Saúde do Idoso em Cuidados Paliativos

PSICOLOGIA

JANEIRO/2016

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Responda a todas as questões.

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Não

será

permitida

qualquer

espécie

de

consulta,

nem

o

uso

de

eletrônicos.

Você terá 3:00h (três horas) para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas.

1.

O Cuidado Paliativo se confunde historicamente com o termo Hospice, que nos

primórdios da era cristã eram:

(A)

Abrigos destinados a receber e cuidar de peregrinos e viajantes.

(B)

Antigos hospitais destinados às classes mais abastadas.

(C)

Primeiros modelos de hospícios.

(D)

Antigas instituições que se destinavam a cuidar de órfãos.

(E)

Organizações religiosas formadoras de cuidadores.

2. O Movimento Hospice Moderno foi introduzido por:

(A)

Fabíola

(B)

Cicely Saunders

(C)

Elizabeth Kluber-Ross

(D)

David Tasma

(E)

Halina Bortnowska

3. Complete a frase abaixo com as palavras que corretamente se encaixam nas lacunas:

“Cuidados Paliativo é uma abordagem que promove a

seus da prevenção e

tratamento da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e (OMS, 2002)

de vida de pacientes e de vida, através

, que enfrentam doenças que ameacem a

do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e

(A)

qualidade – cuidadores – continuidade – cuidado – total

(B)

continuidade – familiares – qualidade – tratamento – social

(C)

qualidade – familiares - continuidade – alivio – espiritual

(D)

continuidade – cuidadores – possibilidade – alivio - comunitária

(E)

qualidade – coparticipantes – possibilidade – cuidado – religiosa

4. Assinale a alternativa correta em relação ao Cuidado Paliativo:

(A)

Não se baseia em princípios.

(B)

Resgata a morte como falência da medicina.

(C)

Não se baseia em protocolos.

(D)

Sinônimo de eutanásia.

(E)

Não se faz necessário conhecimento específico.

5. Pela própria definição da OMS, o cuidado paliativo deve ser indicado:

(A)

Somente quando os tratamentos curativos fracassam.

(B)

Nos seis últimos meses de vida.

(C)

Nas últimas 48 horas.

(D)

Desde o diagnóstico de uma doença potencialmente mortal.

(E)

Não há definição precisa quanto ao momento correto do encaminhamento.

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6. Para avaliação de sintomas utiliza-se em Cuidados Paliativos:

(A)

Abordagem individualizada sem roteiro pré-definido

(B)

Diagrama de Avaliação Multidimensional – DAM

(C)

Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton – ESAS

(D)

Escala de Performance status de Karnofsky

(E)

Palliative Performance Scale – PPS

7. Para Arantes (2012) um critério de indicação para Cuidados Paliativos em Unidade de

Terapia Intensiva é:

(A)

Admissão proveniente de ILP de paciente portador de uma ou mais condições crônicas limitantes.

(B)

Primeira admissão em UTI.

(C)

Tempo curto de ventilação mecânica.

(D)

Câncer em fase inicial.

(E)

Paciente não candidato a retirada de suporte ventilatório.

8. Assinale a alternativa correta quanto à comunicação verbal no final da vida:

(A)

Utilizar o silêncio.

(B)

Repetir a informação pausadamente sempre que for necessário.

(C)

Utilizar sorrisos.

(D)

Manter contato visual.

(E)

Atentar para as próprias expressões faciais.

9. Assinale a alternativa correta quanto à comunicação não verbal no final da vida:

(A)

Identificar emoções e sentimentos nas expressões faciais do outro.

(B)

Estabelecer opções e apontar diferentes pontos de vista.

(C)

Oferecer feedback ao que o outro manifesta.

(D)

Disponibilizar tempo e verbalizar a disponibilidade para a interação.

(E)

Estimular verbalização de medos e angústias.

10.

Assinale a única alternativa que se relaciona à conspiração do silêncio:

(A)

Transmissão de mensagens ambivalentes, nas quais o discurso verbal otimista e focado em assuntos diversos e superficiais é contradito pela linguagem não verbal.

(B)

Informações abertas e esclarecedoras sobre a doença e prognóstico.

(C)

Os profissionais e familiares falam sobre terminalidade e morte como forma de preparar o doente.

(D)

Rompe-se o isolamento emocional, pois paciente e família podem compartilhar sentimentos, dúvidas, medos e angústias.

(E)

É necessário utilizar a sinceridade prudente e progressiva, transmitindo ao paciente e família as informações de acordo com as condições emocionais dos envolvidos.

11.

“Unidades destinadas a pacientes relativamente estáveis, com grau variado de

dependência funcional e sintomas bem controlados ou de intensidade leve a moderada.”

A definição acima se refere à modalidade de cuidados paliativos chamada:

(A)

Hospice

(B)

Enfermaria

(C)

Ambulatório

(D)

Hospedaria

(E)

Interconsulta

12.

Ação paliativa define-se por:

(A)

Cuidado dispensado por equipe especializada em Cuidados Paliativos em nível hospitalar e ambulatorial, porém sem leitos próprios.

(B)

Cuidado dispensado por equipe especializada em Cuidados Paliativos em nível hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, com leitos próprios.

(C)

Cuidado dispensado por equipe especializada em Cuidados Paliativos em nível domiciliar, porém sem leitos próprios.

(D)

Cuidado dispensado em nível comunitário por equipe vinculada ao programa de Saúde da Família, treinada para tal finalidade.

(E)

Cuidado dispensado por equipe especializada em Cuidados Paliativos em nível domiciliar, porém com leitos próprios.

13. Complete a frase abaixo com as palavras que corretamente se encaixam nas

lacunas:

Grupo consultor em cuidados paliativos: equipe profissional muito bem se coloca à disposição de todas as equipes de diferentes

questão para a elaboração de um Nesse caso a equipe

que do hospital em

dirigido ao paciente e sua família.

o paciente de forma integral.

(A)

Capacitada – áreas – cuidado integral – atende

(B)

Treinada – especialidades – plano de cuidados – não assume

(C)

Equipada – especialidades – tratamento – assume

(D)

Treinada – setores – cuidado integral – não assume

(E)

Equipada – áreas – plano de cuidados – atende

14. Segundo Maciel (2012) uma equipe exclusiva de Cuidados Paliativos domiciliar tem

capacidade de atender até:

(A)

10 pacientes/mês

(B)

15 pacientes/mês

(C)

20 pacientes/mês

(D)

25 pacientes/mês

(E)

30 pacientes/mês

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15.

Uma das vantagens do atendimento domiciliar em cuidados paliativos é:

(A)

Garantia de entrega total de medicação.

(B)

Em casos de óbito em domicilio as providências práticas e burocráticas, incluindo o fornecimento de atestado de óbito, estão no rol de facilidades.

(C)

A permanência do doente em sua residência e ao lado de sua família é sem dúvida a condição ideal que assegura a melhor qualidade de vida para o mesmo.

(D)

Atualmente as equipes de PSF estão adequadamente treinadas em sua totalidade para a garantia do cuidado.

(E)

Com o programa federal Melhor em Casa todos os municípios brasileiros se capacitaram para atender pacientes em cuidados paliativos.

.

16.

Uma das desvantagens do cuidado paliativo realizado em enfermarias é:

(A)

Facilidade de acesso aos profissionais das equipes que até então o acompanhavam.

(B)

Maior sensação de abandono.

(C)

Ambiente hospitalar como fator de agravo ao humor, em especial para pacientes idosos.

(D)

Respostas rápidas ao doente e maior segurança à família.

(E)

Integração dos cuidados paliativos com todas as especialidades do hospital.

17.

Quanto aos mecanismos fisiopatológicos a dor pode ser classificada em:

(A)

Neuropática, Aguda e crônica

(B)

Aguda, crônica não oncológica e crônica oncológica

(C)

Nociceptiva, crônica não oncológica e aguda

(D)

Nociceptiva, neuropática e mista

(E)

Crônica não oncológica, crônica oncológica e mista

18. O conceito de dor total mostra a importância de todas as dimensões indissociáveis

do sofrimento humano e engloba somente:

(A)

Dimensões física, mental, espiritual e social

(B)

Dimensões social, física, financeira e mental

(C)

Dimensões cognitiva, física, afetiva e mental

(D)

Dimensões afetiva, cognitiva, financeira e mental

(E)

Dimensões afetiva, cognitiva, social e mental

19. Quanto à abordagem de questões religiosas/espirituais, aponta-se como dificuldade:

I. O

próprio

desconhecimento

espiritualidade/religiosidade.

da

equipe

a

respeito

da

sua

II. A ignorância do paciente em relação à sua finitude.

III. É possível abordar as questões espirituais sem a real percepção da morte.

IV. A morte

é

a

última

crise a ser enfrentada e a última oportunidade para o

crescimento espiritual.

Estão corretas somente:

(A)

I

(B)

I e II.

(C)

III e IV.

(D)

I, II e III.

(E)

I, II e IV.

20. Assinale a alternativa correta quanto à abordagem das questões espirituais/religiosas

pela equipe de cuidados paliativos.

(A)

Ao final da vida todos os pacientes e famílias dão importância aos aspectos religiosos/espirituais.

(B)

A equipe deve ser treinada para aceitar os diferentes valores religiosos e espirituais, não impondo conceitos próprios.

(C)

A abordagem das questões espirituais e religiosas dos pacientes deve ocorrer somente ao final do acompanhamento, próximo do óbito.

(D)

Na busca pelo alivio do sofrimento espiritual a equipe deve propor uma conversão religiosa.

(E)

Não se deve abordar os possíveis conflitos religiosos a fim de se evitar depressão.

21. “Expressão comumente usada na Medicina em referência à interrupção do uso de

terapêuticas consideradas invasivas que distendam a existência de um paciente já considerado irrecuperável, conforme o desejo do enfermo e de seus familiares, uma vez que elas só lhe provocariam sofrimentos vãos.”

Essa definição refere-se à

(A)

Eutanásia

(B)

Ortotanásia

(C)

Distanásia

(D)

Suicídio assistido

(E)

Cuidados terminais

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22.

O Estatuto do idoso é direcionado a pessoas com idade igual ou superior a:

(A)

60 anos

(B)

65 anos

(C)

67 anos

(D)

70 anos

(E)

75 anos

23.

Considera-se violência contra o idoso exclusivamente:

(A)

Qualquer ação praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico.

(B)

Qualquer omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte.

(C)

Qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico.

(D)

Ações que causem sofrimento físico ou psicológico.

(E)

Omissões que lhe causem a morte.

24.

Quanto ao idoso internado é correto afirmar:

(A)

O idoso deve estar sempre na companhia de um acompanhante familiar sendo à família obrigatória a organização nesse sentido.

(B)

No caso do idoso não estar no domínio de suas faculdades mentais a decisão sobre o tratamento de saúde mais indicado será realizada exclusivamente por seu médico.

(C)

O hospital deve garantir o transporte ao idoso internado nos casos de perícia médica.

(D)

Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável.

(E)

As normativas internas de cada hospital devem regulamentar a autorização de acompanhante, sendo permitido se vedar tal permanência, sem justificativa prévia.

25. Deixar de prestar assistência ao idoso, quando possível fazê-lo sem risco pessoal,

em situação de iminente perigo, ou recusar, retardar ou dificultar sua assistência à saúde, sem justa causa, ou não pedir, nesses casos, o socorro de autoridade pública, é considerado:

(A)

Crime sendo passível de detenção de 2 (dois) anos e multa.

(B)

Contravenção penal com imposição de trabalhos comunitários.

(C)

Contravenção penal com cobrança de multa.

(D)

Crime contra a dignidade humana com imposição de trabalhos comunitários.

(E)

Crime sendo passível de detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.

26. Segundo a Lei 8.080 assinale a alternativa correta no que se refere ao atendimento e

internação domiciliar.

(A)

A modalidade de assistência de internação domiciliar incluem-se, exclusivamente, os procedimentos médicos e de enfermagem.

(B)

A modalidade de assistência de atendimento domiciliar incluem-se, exclusivamente, os procedimentos médicos, de enfermagem, fisioterapêuticos e de assistência social.

(C)

O atendimento e a internação domiciliares serão realizados por equipes multidisciplinares que atuarão exclusivamente nos níveis da medicina preventiva e terapêutica.

(D)

O atendimento e a internação domiciliares serão realizados por equipes multidisciplinares que atuarão exclusivamente nos níveis da medicina: preventiva, terapêutica, reabilitadora e de cuidados paliativos.

(E)

O atendimento e a internação domiciliares só poderão ser realizados por indicação médica, com expressa concordância do paciente e de sua família.

27.

Quanto aos estudos atuais é correto afirmar que o luto:

(A)

É dividido em diferentes fases.

(B)

Pode ser classificado em normal e patológico.

(C)

Se durar mais de um ano, torna-se doentio e deve ser tratado.

(D)

É um processo individual e dinâmico relacionado ao significado da relação e vínculo.

(E)

Não há evidências de sintomas somáticos.

28. Segundo a Constituição Federal de 1988, somente são considerados direitos sociais:

I. Educação, saúde, alimentação,

II. Trabalho, moradia, transporte, lazer,

III. Segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância,

IV. Assistência aos desamparados

Somente estão corretas:

(A)

I

(B)

III

(C)

I e III

(D)

I, III e IV

(E)

I, II, III e IV

29. As fases apontadas por Elizabeth Kluber-Ross no inicio dos estudos sobre o tema,

pelas quais passam os pacientes em fase final de vida são apresentados na seguinte ordem:

(A)

Barganha, aceitação, revolta e negação.

(B)

Surpresa, negação, barganha, revolta e aceitação.

(C)

Aceitação e revolta.

(D)

Surpresa, revolta, aceitação e barganha.

(E)

Negação, aceitação e barganha.

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30.

O sofrimento existencial se caracteriza:

(A)

Pela ausência de percepção de uma realidade transcendente à vida material.

(B)

Pelo descumprimento de obrigações para com a religião professada pelo paciente.

(C)

Pelo descumprimento de obrigações para com o Deus professado pela religião do paciente.

(D)

Pela falta de uma religião ao final da vida.

(E)

Pela ausência de significado para a vida terrena.

31. Fonseca (2004) cita que um dos maiores e mais eficazes reforçadores do

comportamento de apego é:

(A)

Responder a seus avanços sociais desde adolescente.

(B)

Responder a seus avanços naturais desde bebê.

(C)

Responder a seus avanços sociais desde adulto.

(D)

Responder a seus avanços sociais desde bebê.

(E)

Responder a seus avanços naturais desde adolescente.

32. Bowlby & Ainsworth (1978), citado por Fonseca (2004) identificaram padrões de

comportamento de apego observados no primeiro aniversário da criança, são eles:

(A)

Seguramente

apegados;

ansiosamente

apegados;

ansiosamente

apegados

e

apegados reticentes.

 

(B)

Seguramente

apegados;

ansiosamente

apegados;

ansiosamente

apegados

e

resistentes.

(C)

Seguramente apegados; ansiosamente apegados; ansiosamente desapegados e resistentes.

(D)

Inseguramente

apegados,

ansiosamente

apegados,

ansiosamente

apegados

e

persistentes.

(E)

Inseguramente apegados, ansiosamente apegados, ansiosamente desapegados e resistentes.

33. Segundo Richter (1970) citado por Fonseca (2004) os vários métodos de terapia

familiar se dividem em:

(A)

Terapia conjunta, terapia concorrente, terapia em colaboração, terapia de casal e terapia com atendimento individual.

(B)

Terapia conjuntiva, terapia correspondente, terapia em colaboração, terapia de casal

e

terapia sistêmica.

(C)

Terapia conjunta, terapia concorrente, terapia de colaboração, terapia de conjunção

e

terapia com atendimento individual.

(D)

Terapia conjunta, terapia concorrente, terapia de colaboração, terapia de dupla e terapia com atendimento focal.

(E)

Terapia conjuntiva, terapia concorrente, terapia em colaboração, terapia de conjunção e terapia sistêmica.

34. Para Torres & Guedes (1987) citado por Kovács (1992) o primeiro ponto a ser

considerado para quem vai trabalhar com pacientes terminais, é o de caminhar em direção à/ao:

(A)

Momento da morte;

(B)

Morte e o morrer;

(C)

Morte e luto;

(D)

Momento da perda;

(E)

Momento do luto.

o direito de

renunciar a certas terapêuticas, que lhe pareçam demasiado onerosas e só sirvam para

humanas.” (Kovács, 1992,

35. Escolha a alternativa que completa a frase a seguir: “O doente

uma vida vegetativa privada de

p.41)

(A)

Tem, encurtar, qualidades;

(B)

Tem, prolongar, qualidades;

(C)

Tem, encurtar, contatos;

(D)

Não tem, prolongar, contatos;

(E)

Não tem, encurtar, qualidades.

36. Segundo o Kit de Ferramentas em Cuidados Paliativos (2009) em muitas culturas as

crianças deveriam ser:

(A)

Vistas mas não ouvidas;

(B)

Vistas e ouvidas;

(C)

Escondidas e não ouvidas;

(D)

Escondidas e ouvidas;

(E)

Nenhuma da anteriores.

37. Segundo o Kit de Ferramentas em Cuidados Paliativos (2009) assinale a alternativa

correta sobre como conversar com as crianças e ajudar as famílias.

(A)

Ouvir a verdade pode ser um tormento, pode ser ruim como são maus os seus medos secretos.

(B)

Ouvir a verdade pode ser um alívio, pode ser tão mau como são maus os seus medos secretos.

(C)

Ouvir a verdade pode ser um alívio, pode não ser tão mau como são maus os seus medos secretos.

(D)

Ouvir a verdade pode ser um tormento, pode ser tão bom como são maus seus medos secretos.

(E)

Ouvir a verdade pode ser um alívio, pode não ser tão bom como são bons os seus medos secretos.

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38. Sobre o apoio emocional para as crianças, descrito no Kit de Ferramentas em

Cuidados Paliativos (2009) é correto afirmar que:

(A)

Mesmo quando estão doentes, as crianças precisam brincar e aprender ( devem continuar na escola desde que tenham condições para isso.

)

elas

(B)

Quando estão doentes as crianças não podem brincar, devem apenas aprender e serem mantidas na escola.

(C)

Mesmo quando estão doentes, as crianças precisam apenas aprender ( devem ser excluídas do convívio escolar.

)

elas

(D)

Quando estão doentes as crianças podem brincar, mas deixam de aprender ( devem ser mantidas fora da escola, mesmo tendo condições para isso.

)

elas

(E)

Nenhuma das anteriores.

39. Segundo o Kit de Ferramentas em Cuidados Paliativos (2009) por que é bom dizer a

verdade (quando há más notícias a serem compartilhadas pela equipe de saúde)?

(A)

Para manter uma relação de confiança, para dar certezas, para dar esperanças, para ser realista, para dar oportunidades ao doente, para permitir que se prepare para morrer.

(B)

Para manter uma relação de confiança, para dar certezas, para evitar esperanças não realistas, para dar oportunidades ao doente, para permitir que a morte seja preparada.

(C)

Para manter uma relação de confiança, para reduzir a incerteza, para evitar esperanças não realistas, para dar oportunidades ao doente, para permitir que se preparem para o futuro.

(D)

Para manter uma relação de confiança, para dar certezas, para dar esperanças, para dar oportunidades ao doente, para permitir que se preparem para o funeral.

(E)

Todas estão incorretas.

40. Em Cuidados Paliativos, os ritos são facilitados, pois são compreendidos neste

campo como parte do processo de elaboração da perda. Das alternativas abaixo, assinale a que NÃO corresponde ao pensamento de Kovács sobre os ritos. (Kovács, 2003, p. 143-

146).

(A)

Os rituais de morte são sempre fundamentais numa sociedade e têm forte influência dos fatores culturais e religiosos.

(B)

Os rituais oferecem uma expressão simbólica a certos sentimentos ou ideias, sendo importante reprimir suas características religiosas para fortalecimento de aspectos psicológicos da pessoa ou do grupo.

(C)

O rito é criado para conferir um sentido ao que acontece, à nossa própria morte, e à morte do outro. O rito é próprio do humano; sua ausência é uma ausência de humanidade.

(D)

Muitos rituais se tornam familiares e podem ser repetidos, oferecendo uma sensação de segurança.

(E)

O rito traz à tona a simbologia, envolvendo atos manifestos e aspectos encobertos, que podem ser inconscientes.

41. A relação estabelecida com a pessoa que morre é um dos fatores determinantes do

resultado do luto. Dentro deste aspecto, Parkes (1998) enumera subitens, que devem ser observados na avaliação dos antecedentes de relacionamento que são determinantes do luto. São eles (Parkes, 1998, p. 143-152):

(A)

Parentesco, Força do apego, Segurança do apego, Grau de confiança, Envolvimento, Intensidade da ambivalência.

(B)

Parentesco, Força do apego, Força do amor, Intensidade do vínculo.

 

(C)

Parentesco, Força do apego, Intensidade da preocupação, Segurança do amor.

(D)

Parentesco,

Força

do

apego,

Segurança

do

apego,

Intensidade

do

vínculo,

Envolvimento.

(E)

Parentesco, Força do apego, Grau de confiança, Intensidade do vínculo.

 

42. Sonia faleceu há quatro anos por insuficiência cardíaca. Sua filha Marilene era sua

principal cuidadora. Atualmente, Marilene ainda tem ruminações sobre o processo de morte de Sonia, alterando-se emocionalmente sempre que a mãe é mencionada ou lembrada, apresentando intenso sentimento de pesar. Considere o pensamento de Parkes sobre luto crônico e assinale a afirmativa INCORRETA. (Parkes, 1998, p. 134-136)

(A)

A intensidade do luto atrapalha a capacidade para o trabalho e prejudica a vida social.

(B)

O luto crônico é uma forma patológica do curso do luto e consiste em um prolongamento atípico das reações do enlutado frente à sua perda.

(C)

A intensidade da raiva, das auto-acusações e da depressão é o que torna a reação patológica.

(D)

Observa-se nos casos de luto crônico a baixa capacidade de tolerância à frustração.

(E)

No luto crônico, o enlutado reage como se vivesse uma perda recente, mesmo anos após o falecimento do ente querido.

12 – FMUSP – Multiprofissional: S. do Idoso e C. Paliativos – Psicologia – jan/2016

43. No momento do falecimento de João, sua filha Ana se jogou sobre o leito do pai,

chorando de forma descontrolada, ao mesmo tempo em que dizia que não acreditava que

o pai a estava abandonando. Em reunião, a equipe discute a cena observada e são feitas

as seguintes afirmações (Kubler-Ross, 2008, p. 184-185):

I. Ana se excedeu em sua reação e necessita de aconselhamento profissional para lidar com seus sentimentos a fim de que seja mais proporcional em suas manifestações frente à perda.

II. Chorar, falar ou gritar, se necessário, são formas de expressar o pesar e a ira diante da morte de um ente querido.

III. A ajuda mais significativa que podemos dar a um parente é partilhar de seus sentimentos antes que a morte chegue, permitindo que enfrente seus sentimentos, sejam eles racionais ou não.

Estão corretas somente as afirmações:

(A)

I

(B)

II

(C)

III

(D)

I e II

(E)

II e III

.

44.

Evaldo, 62 anos, diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e

Câncer de Pulmão em fase avançada, está internado em enfermaria de Cuidados Paliativos. Sua filha mais velha, Vanessa, tem dificuldade para permanecer ao lado do

leito do pai, apesar de visitá-lo todos os dias. Quando seu pai tenta conversar sobre sua condição de terminalidade de vida, Vanessa desvia o assunto com comentários otimistas

e introduz temas como política ou notícias da família e da vizinhança. Considere a

situação descrita e assinale a alternativa INCORRETA. (Kovács, 2003, p. 123-128)

(A)

O paciente, preocupado com o que percebe em si, busca nas pessoas à sua volta a confirmação de suas impressões e a introdução de temas superficiais na conversa são formas frequentes de não entrar em contato com o que de fato está acontecendo.

(B)

Pode ocorrer a transmissão de mensagens ambivalentes, nas quais o conteúdo verbal expresso, de que está tudo bem, não corresponde aos indícios que o paciente observa nos semblantes preocupados de seus familiares.

(C)

O conteúdo verbal censurado pode se manifestar em movimentos, gestos e expressões corporais e faciais dos parentes.

(D)

Pode se instalar uma sensação de isolamento no paciente, porque não está ocorrendo uma comunicação que dê espaço aos sentimentos e dúvidas que ele tenta expressar.

(E)

Informações realistas podem ajudar o paciente a acalmar suas angústias e a introdução de temas superficiais alivia a tensão que o paciente sente por vivenciar sua terminalidade de vida.

45. Sobre o papel dos profissionais quanto ao sofrimento e luto dos familiares diante da

perda, o pensamento de Kovács está expresso de forma adequada na alternativa (Kovács, 2003, p. 123-128):

(A)

Cabe aos profissionais engajados no processo de reumanização da morte abrir espaço para a expressão da dor, do sofrimento, numa atmosfera acolhedora, não compactuando com o silenciamento e abafando os incômodos trazidos pela morte à sociedade.

(B)

Cabe aos profissionais engajados no processo de reumanização da morte abrir espaço para a expressão da dor, do sofrimento, numa atmosfera acolhedora, não compactuando com o silenciamento e falando sobre como ser forte quando se trata de morte.

(C)

Cabe aos profissionais engajados no processo de reumanização da morte abrir espaço para a expressão da dor, do sofrimento, numa atmosfera acolhedora, não compactuando com o silenciamento e abafamento trazidos por uma sociedade que fala sobre como ser forte, ou pelo menos ser discreto e, quando se trata de morte, não incomodar.

(D)

Cabe aos profissionais engajados no processo de reumanização da morte abrir espaço para a expressão da dor, do sofrimento, numa atmosfera acolhedora, abafando o silenciamento de uma sociedade que fala sobre como ser forte, ou pelo menos ser discreto e, quando se trata de morte, não incomodar.

(E)

Cabe aos profissionais engajados no processo de reumanização da morte abrir espaço para a expressão da dor, do sofrimento, numa atmosfera acolhedora, não compactuando com o silenciamento e abafamento trazidos por uma sociedade que, quando se trata de morte, não é forte e se incomoda.

46.

Alex tem 15 anos e está em processo de morte devido a uma doença genética

degenerativa. O paciente tem uma irmã mais nova, que está com 10 anos e é saudável. Sua mãe está preocupada e tem dúvidas sobre como lidar com a filha mais nova neste momento. Frente a isso, pede orientação à psicóloga da equipe de Cuidados Paliativos, que fornece à mãe as seguintes indicações (Kovács, 2003, p. 123-128):

I. Ressalta a importância de falar com irmã saudável do paciente, observando os temores, possibilidades de identificação e sentimentos ambivalentes em relação ao irmão enfermo.

II. Observar oscilação entre desejos de recuperação e de morte, já que é frequente que os irmãos enfermos tenham mais atenção dos pais.

III. É muito importante que as crianças sejam compreendidas nos seus sentimentos, que precisam ser contextualizados, pois têm de lidar com ambivalência e culpa.

Estão corretas somente:

(A)

I

(B)

I e II

(C)

II e III

(D)

I, II e III

(E)

Nenhuma

14 – FMUSP – Multiprofissional: S. do Idoso e C. Paliativos – Psicologia – jan/2016

47. Kovács em seu livro cita Philippe Ariès e seu estudo sobre a história do homem

diante da morte e sua relação com ela. Este autor relata que por um longo período histórico a morte era anunciada – “Todos nós morremos” – denominando este período como morte domada. Ao pensar na mentalidade da morte domada a iconografia funerária mostra que (Kovács, 2003, p. 27, 28 e 50, 51):

(A)

Os túmulos têm caráter comemorativo para combater o anonimato, para lidar com o medo de ser esquecido após a morte.

(B)

Os túmulos devem dar espaço para o repouso necessário após a vida na terra e antes da salvação final da alma.

(C)

A manifestação deve ser silenciosa e discreta, bem como a expressão da dor. Valoriza-se o silêncio. A morte representada nos túmulos e nos cemitérios passa a ser silenciosa e discreta, o túmulo nu oferece a impressão de secura e despojamento

(D)

Há um espaço para reunião dos vivos e mortos nas capelas dentro dos cemitérios.

(E)

Os túmulos são apresentações que favorecem um estado de contemplação.

48. “As pessoas, mesmo num processo de agravamento de doença, têm uma história de

vida e características de personalidade, são sujeitos de suas vidas. Há perdas vividas tais como: afastamentos da família e do trabalho, financeiras, da autonomia, do próprio corpo, da independência; muitas delas envolvendo dor, degeneração, incerteza e medo do sofrimento intenso.” (Kovács, 2003, p.109 e 126)

I. Lèpargneur (1987) refere que o paciente em fase final de vida vê seu mundo encolhendo para as dimensões do quarto, da cama, do corpo.

II. Brodsky (1995) refere que a doença ataca várias esferas do self: self de identificação, self interpessoal, self corporal, self da realização.

III. Kubler-Ross (1969) refere de forma pioneira uma sequência no processo de enfrentamento de perdas significativas, descrevendo os estágios: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

IV. Cicely Saunders (1991) fala do alívio do sofrimento nas várias dimensões da doença: físicas, psicológicas, sociais e espirituais, formando o conceito de dor total.

Estão corretas somente:

(A)

I

(B)

II

(C)

II e III

(D)

III e IV

(E)

I, II, III e IV

49. A experiência do estudante de psicologia em serviços de Cuidados Paliativos amplia

sua formação. Esse tipo de experiência permite ao futuro psicólogo (Franco, 2010, p. 116):

I. o desenvolvimento de habilidades de trabalho em equipes multiprofissionais, incluindo o aprendizado na identificação de situações que podem requerer intervenção da psicologia com os membros da equipe.

II. o contato com pacientes em situação de proximidade com a morte e com seus familiares, com destaque para o desenvolvimento de habilidades de comunicação com eles.

III. a proximidade com o processo de morte dos pacientes, o que contribuiria para a reflexão do estudante acerca de sua forma de lidar com perdas.

Estão corretas somente:

(A)

I

(B)

I e II

(C)

I e III

(D)

II e III

(E)

I, II e III

50. Escolha a alternativa que completa a frase a seguir: “Embora

continue

sendo um processo, ele(a) é vivido(a) na sua

,

assim como foi singular a

relação rompida que o(a) precedeu. É um processo que permite revisões

 

,

nas relações sociais, nas relações com o morto e no sistema de

(Franco, 2010,

p.29)

(A)

a morte, singularidade, do diagnóstico, saúde.

(B)

o luto, pluralidade, do diagnóstico, crenças.

(C)

o luto, singularidade, na identidade, crenças.

(D)

a morte, pluralidade, na identidade, saúde.

(E)

Todas estão incorretas.

16 – FMUSP – Multiprofissional: S. do Idoso e C. Paliativos – Psicologia – jan/2016