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Resolvendo Conitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

Resolvendo Conitos de Forma Construtiva:

Resolvendo Conitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz Simone

a contribuição de cada um para uma cultura da paz

Simone de Almeida Ribeiro Bastos Marcelo Girade Corrêa

Módulo 1

Entendendo o conito

Brasília - 2015

cultura da paz Simone de Almeida Ribeiro Bastos Marcelo Girade Corrêa Módulo 1 Entendendo o conito
Resolvendo Conitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

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Resolvendo Conitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz Simone

a contribuição de cada um para uma cultura da paz

Simone de Almeida Ribeiro Bastos Marcelo Girade Corrêa

Módulo 1

Entendendo o conito

Brasília - 2015

cultura da paz Simone de Almeida Ribeiro Bastos Marcelo Girade Corrêa Módulo 1 Entendendo o conito
cultura da paz Simone de Almeida Ribeiro Bastos Marcelo Girade Corrêa Módulo 1 Entendendo o conito
cultura da paz Simone de Almeida Ribeiro Bastos Marcelo Girade Corrêa Módulo 1 Entendendo o conito
SECRETARIA DE REFORMA DO JUDICIÁRIO - MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Coordenadora da Unidade de Pedagogia Simone
SECRETARIA DE REFORMA DO JUDICIÁRIO - MINISTÉRIO DA JUSTIÇA Coordenadora da Unidade de Pedagogia Simone

SECRETARIA DE REFORMA DO JUDICIÁRIO - MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Coordenadora da Unidade de Pedagogia Simone Bordallo de Oliveira Escalante

Ministro de Estado da Justiça José Eduardo Cardozo

Gestora Pedagógica do Curso Joeanne Neves Fraz

Secretário de Reforma do Judiciário - Interino Marcelo Veiga

Apoio Pedagógico

Diretor do Departamento de Política Judiciária Marcelo Veiga

Karla Cristina de Almeida Kerley Gadelha Martins

Coordenador-Geral da ENAM Igor Lima Goettenauer de Oliveira

Gerente do Núcleo de Tecnologia Wesley Gongora

Organização Centro de Educação a Distância da Universidade de Brasília – CEAD/UnB

Gestão do Ambiente Virtual de Aprendizagem Marcia Veiga de Leite Ribeiro Melo

Realização Escola Nacional de mediação e Conciliação – ENAM

Apoio ao Núcleo de Tecnologia Thales Carvalho Birino Wilson Santana de Almeida

Coordenação Cursos/Autores

Help Desk

Alison Longuinho

Coordenador Marcelo Girade Corrêa

Relatórios Estatísticos Ilka Oliveira Torres

Subcoordenadora Simone de Almeida Ribeiro Bastos

Gestão de Projeto Adriana Cristina da Silva Guimaraes Gomes

Universidade de Brasília - UnB

Reitor Ivan Marques de Toledo Camargo

Gerente do Núcleo de Produção de Materiais Didáticos e Comunicação Jitone Leônidas Soares

Vice-Reitora Sônia Nair Bão

Revisão de textos Consuelo Cordeiro

Decana de Extensão Thérèse Hofmann Gatti Rodrigues da Costa

Projeto Gráfico e Diagramação Daniel Tavares

Ficha Técnica Centro de Educação a Distância da Universidade de Brasília – CEAD/UnB

Designer Instrucional Arthur Colaço Pires de Andrade

Web Designer

Diretora Wilsa Maria Ramos

Gabriel Cavalcanti

Diretora Wilsa Maria Ramos Gabriel Cavalcanti Designer gráfico e animador 2D Cristiano Alves de Oliveira

Designer gráfico e animador 2D Cristiano Alves de Oliveira

Diretora Wilsa Maria Ramos Gabriel Cavalcanti Designer gráfico e animador 2D Cristiano Alves de Oliveira
Sumário Introdução 9 O que é o conflito? 16 Quais as nossas reações mais comuns

Sumário

Introdução

9

O que é o conflito?

16

Quais as nossas reações mais comuns frente a um conflito?

20

Como a nossa sociedade se organiza para resolver seus conflitos?

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Da Evitação à Violência

25

Negociação e Mediação

26

Arbitragem e Ação Judicial

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Autotutela

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Conclusão

31

Qual a responsabilidade de cada um de nós no contexto da administração e resolução de conflitos?

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O que as áreas pública e privada estão fazendo para mudar essa realidade?

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Lei de Mediação

35

Novo Código de Processo Civil

35

Resolução 125 do CNJ

36

ENAM

37

ENAJUD

37

Pactos de Mediação

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Grades Curriculares

40

Pacto Nacional da Advocacia

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Tribunais de Justiça

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Conclusão

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Grades Curriculares 40 Pacto Nacional da Advocacia 42 Tribunais de Justiça 45 Conclusão 47
O que você pode fazer para ajudar a si mesmo e a sociedade em que

O que você pode fazer para ajudar a si mesmo e a sociedade em que vive?

Bibliografia

ajudar a si mesmo e a sociedade em que vive? Bibliografia Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva:

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

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Introdução

Olá! Seja muito bem-vindo ou bem-vinda a este curso! Isso mesmo, este é um curso onde iremos falar sobre como resolver seus conflitos de forma produtiva, criativa e construtiva!de cada um para uma cultura da paz 48 49 Introdução Você quer saber um pouco

Você quer saber um pouco mais sobre este curso? Muito bem! Mas antes de conversarmos sobre seus objetivos e seu conteúdo, leia as tirinhas a seguir e identifique o que elas têm em comumsobre como resolver seus conflitos de forma produtiva, criativa e construtiva! Tirinha 1 Módulo 1 -

Tirinha 1

conteúdo, leia as tirinhas a seguir e identifique o que elas têm em comum Tirinha 1

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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Tirinha 2

contribuição de cada um para uma cultura da paz Tirinha 2 Módulo 1 - Entendendo o

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Tirinha 3

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Tirinha 4

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Módulo 1 - Entendendo o conflito
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Tirinha 6

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Então? Conseguiu perceber o que as situações das tirinhas têm em comum?de cada um para uma cultura da paz Tirinha 6 14 vizinhos, amigos e empresas telefone,

vizinhos, amigos e empresas telefone, via redes sociais etc.!perceber o que as situações das tirinhas têm em comum? CONFLITOS! Conflitos dentro de casa, no

CONFLITOS! Conflitos dentro de casa, no trânsito, no trabalho

com familiares,

e pelos mais diversos canais: pessoalmente, por

Eu sei que, provavelmente, nunca lhe ensinaram, em um curso, a como lidar com situações onde os seus interesses e os interesses do outro estão em jogo. Pode ser o seu vizinho, seu colega de trabalho, uma pessoa que você contratou para fazer algum serviço, uma loja ou outro tipo de empresa que lhe vendeu algo e que você não ficou satisfeito com o atendimento.familiares, e pelos mais diversos canais: pessoalmente, por Módulo 1 - Entendendo o conflito Resolvendo Conflitos

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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Apesar de termos que lidar com situações de conflito em muitos momentos de nossa vida, resolver essas situações de forma colaborativa e consensual não estavaa contribuição de cada um para uma cultura da paz currículo de nenhuma instituição educacional por

currículo de nenhuma instituição educacional por onde passamos, não é mesmo?

no

Por isso a ideia deste curso! Dar a você, cidadã e cidadão brasileiro, as noções básicas para tratar os seus conflitos de forma positiva, com resultados construtivos para você e para as pessoas que estão ao seu redor.educacional por onde passamos, não é mesmo? no Mais do que isso! Nosso propósito também é

Mais do que isso! Nosso propósito também é ajudá-lo a compreender como nossa sociedade está se reorganizando para tratar os conflitos e as muitas disputas que surgem a todo momento, de maneira mais adequada e menos desgastante.para você e para as pessoas que estão ao seu redor. Como sociedade, nosso principal valor

Como sociedade, nosso principal valor são as relações que criamos e desenvolvemos ao longo do tempo. Familiares, amigos, vizinhos, clientes, empresas, parceiros comerciais, comunidade e governo estão todos ligados por um elemento comum: os laços criados pelas relações.todo momento, de maneira mais adequada e menos desgastante. O que fazer para preservar uma relação

por um elemento comum: os laços criados pelas relações. O que fazer para preservar uma relação

O que fazer para preservar uma relação quando surge o conflito? Como lidar

de maneira mais adequada com esse fenômeno tão comum da nossa vida em convívio com os outros? Como as organizações públicas e privadas podem nos ajudar a resolver melhor nossos conflitos com empresas e órgãos do governo? Essas e outras perguntas serão respondidas neste curso! Afinal, resolver conflitos de forma construtiva se aprende tanto na escola da vida como aqui, na Escola Nacional de Mediação e Conciliação! Um excelente curso!

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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O que é o conflito?

de cada um para uma cultura da paz O que é o conflito? “Não podemos resolver
de cada um para uma cultura da paz O que é o conflito? “Não podemos resolver
“Não podemos resolver ou transformar um conflito se não o entendermos previamente.” John Paul Lederach

“Não podemos resolver ou transformar um conflito se não o entendermos previamente.”

John Paul Lederach

Nosso ponto de partida para aprender a lidar de forma adequada com os nossos conflitos é compreender o que é esse fenômeno que pode surgir das muitas interações entre nós, seres humanos.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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Podemos dizer que crescemos e nos desenvolvemos como pessoas por meio das diferenças. Parece contraditório, não é mesmo? Mas pare e reflita por alguns segundos. Quando usamos termos como “a minha vontade é que”, “a minha forma de ver é”, “o sentimento que tenho sobre isso é”, “não concordo com” ou “não gostaria de seguir nessa direção”, estamos exercitando nosso direito, e também nosso dever, de sermos nós mesmos.

nosso direito, e também nosso dever, de sermos nós mesmos. Pensar diferente, perceber diferente, sentir diferente,

Pensar diferente, perceber diferente, sentir diferente, querer coisas diferentes são comportamentos e atitudes naturais. O problema está em não conseguirmos resolver nossas diferenças como indivíduos, e também como grupos, de forma pacífica.

como indivíduos, e também como grupos, de forma pacífica. Quando não concordamos com outra pessoa, por

Quando não concordamos com outra pessoa, por qualquer coisa que seja, determinamos uma diferenciação. Este é um fenômeno natural das relações entre indivíduos. A diferença nos faz pensar, nos move em direção ao que queremos, nos distingue do outro e também nos desafia a avaliar se o que queremos é realmente o mais adequado para aquele momento.

queremos é realmente o mais adequado para aquele momento. 17 O que é conflito para você?
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O que é conflito para você?

Portanto, se por um lado as diferenças que vivenciamos são estímulos para crescermos e nos afirmarmos como pessoas, elas também podem dar início a divergências que acabam se transformando em conflitos. Nessa linha de pensamento, alguns dos maiores especialistas neste tema definem o conflito como:

Conflito

Divergência percebida de interesses, ou uma crença de que as aspirações atuais das partes não podem ser alcançadas simultaneamente (RUBIN, PRUITT e HEE KIM, 1994, p.7-8).

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Em outras palavras, me vejo ou me percebo em uma situação de conflito quando a satisfação dos meus interesses pode estar ameaçada pelo fato do outro também querer satisfazer seus interesses, o que faria com que eu não conseguisse alcançar meus objetivos.

faria com que eu não conseguisse alcançar meus objetivos. Você deve estar se perguntando: E se

Você deve estar se perguntando: E se cada um cuidar da sua própria vida? Então não teríamos conflitos, não é mesmo?

O problema está exatamente nesse ponto! Quando não dependemos de ninguém para

satisfazer nossos interesses, o único conflito possível é com nós mesmos. No entanto,

se uma pessoa depende da outra para conseguir alcançar o que é importante para ela, então existe a possibilidade de um conflito.

Outra definição, que nos ajuda a compreender melhor o conflito, compreende essa situação de disputa como:

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Conflito

A interação de pessoas interdependentes que percebem objetivos incompatíveis e interferências mútuas na consecução desses objetivos (FOLGER, 1995, p. 404).

Para existir o conflito, contudo, não basta existir uma diferença entre duas ou mais pessoas. É preciso que essa diferença seja percebida como a possibilidade de ameaça à realização dos próprios interesses. Mesmo, muitas vezes, não sendo uma ameaça real, só o fato de uma ou ambas as partes perceberem a situação como uma ameaça já é suficiente para se comportarem como se estivessem em uma situação real de conflito.

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Por exemplo, se você procura o
Por exemplo, se você procura o seu vizinho para conversar sobre o muro que ele

Por exemplo, se você procura o seu vizinho para conversar sobre o muro que ele está construindo ao lado da sua casa e ele diz que naquele momento não pode atendê-lo, é possível que surja em você uma sensação de que ele está querendo ganhar tempo enquanto o muro é construído.

Ele pode estar realmente ocupado com alguma emergência e querer conversar com você com mais calma. Porém, ao olhar o muro sendo levantado, você se sente ameaçado com a possibilidade de perder parte da vista da janela de sua casa.

se sente ameaçado com a possibilidade de perder parte da vista da janela de sua casa.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Basta a sensação de ter os

Basta a sensação de ter os nossos interesses ameaçados para nos comportarmos como se estivéssemos realmente em conflito com o outro. Veremos, mais à frente no Módulo 2, como acontece esse processo, motivado pelo que os especialistas chamam de Lentes do Conflito.

Nessa nossa primeira parte, o mais importante é podermos definir, minimamente, o que significa esse fenômeno comum das interações humanas nos vários contextos sociais.

Quando temos a sensação de estarmos em um conflito, como reagimos? É o que veremos no próximo tópico.

Quais as nossas reações mais comuns frente a um conflito?

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Módulo 1 - Entendendo o conflito

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Como dissemos no início do módulo, não recebemos uma educação formal sobre como resolver conflitos de forma construtiva. Estudamos Matemática, Física, Biologia, História, Geografia e tantas outras disciplinas para conhecer e atuar no mundo em que vivemos, mas não estudamos o que acontece quando nos encontramos em uma situação de conflito.

quando nos encontramos em uma situação de conflito. De certa forma, podemos dizer que o ser
De certa forma, podemos dizer que o ser humano é uma “máquina de reações”. Reagimos

De certa forma, podemos dizer que o ser humano é uma “máquina de reações”. Reagimos a todo o momento diante das constantes mudanças que vivenciamos.

A primeira forma de reação acontece no plano das emoções. É como

se o nosso organismo (composto por mente e corpo) nos avisasse, momento a momento, o que é mais importante para mantermos o nosso equilíbrio físico e mental.

Em outras palavras, percebemos o mundo à nossa volta (e também

o mundo dentro de nós) primeiramente pelo sentimento. Vivemos primeiro a sensação para depois partirmos para a ação.

Esse é o ponto de partida para um ciclo de percepções, sensações e ações. De forma bastante simplificada, podemos dizer que o sentimento gera uma ação que depois gera outro sentimento e assim por diante.

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Quando nos encontramos em uma situação de conflito, a primeira sensação que normalmente temos é de ameaça. Ao sentir-se ameaçado, o ser humano tem, basicamente, uma dentre três reações:

Ao sentir-se ameaçado, o ser humano tem, basicamente, uma dentre três reações: Módulo 1 - Entendendo

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz A expressão “conflito de interesses” nos

A expressão “conflito de interesses” nos ajuda a compreender a tensão gerada pela

divergência. Essas três reações básicas podem ser traduzidas em comportamentos sociais que manifestamos quando estamos tentando resolver essa tensão. Veremos no próximo tópico como nós, seres humanos vivendo em sociedade, nos organizamos para resolvermos nossos conflitos.

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nos organizamos para resolvermos nossos conflitos. 22 As reflexões que faremos agora são fundamentais para

As reflexões que faremos agora são fundamentais para aperfeiçoarmos nossa competência em resolver conflitos de forma construtiva, gerando uma melhor qualidade de vida para nós e para todas as pessoas com quem nos relacionamos.

Outra forma de entender o conflito é fazermos uma comparação com a nossa saúde física. O estado natural do nosso corpo é de sanidade. Isso significa que as relações entre os nossos órgãos, a pressão do nosso sangue, a produção de hormônios etc., funcionam de modo adequado, resultando em uma sensação de bem-estar.

Quando ocorre um desequilíbrio nessa relação, nosso corpo emite um sinal. Isso pode ocorrer, por exemplo, com a sobrecarga de um órgão, com a ingestão de algum alimento inapropriado, ao vivenciar uma situação mais intensa de estresse, pela falta de descanso suficiente etc. Em outras palavras, acontece algo fora da normalidade do funcionamento do nosso corpo e sentimos essa mudança em forma de dor, desconforto ou irritação.

essa mudança em forma de dor, desconforto ou irritação. Nessa comparação, podemos entender o conflito como

Nessa comparação, podemos entender o conflito como uma espécie de desequilíbrio na relação com o outro. Algo que altera a normalidade, que nos gera um estado de atenção e nos coloca em alerta.

Voltando ao exemplo, ao nos darmos conta de que algo está fora do normal e ameaça o

nosso estado de sanidade física, damos início à busca pelo remédio que pode resolver

a situação.

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Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz Módulo 1

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Guardadas as devidas proporções, o mesmo
a contribuição de cada um para uma cultura da paz Guardadas as devidas proporções, o mesmo

Guardadas as devidas proporções, o mesmo ocorre quando estamos vivenciando um conflito. Seja uma situação no ambiente de trabalho, com o vizinho, com o marido ou a esposa, com uma empresa etc., temos à nossa frente vários “remédios” ou alternativas de resolução.

É como se nós, vivendo em sociedade, organizássemos as formas de resolver conflitos em grandes “prateleiras” e déssemos nome para cada uma delas.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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Como a nossa sociedade se organiza para resolver seus conflitos?

Da Evitação à Violência

para resolver seus conflitos? Da Evitação à Violência Nas primeiras prateleiras de remédios, da esquerda para

Nas primeiras prateleiras de remédios, da esquerda para a direita, estariam formas de resolver conflitos em que a tomada de decisão, sobre como a situação seria solucionada, permanece sob o controle das pessoas envolvidas diretamente na disputa. A evitação pertence a esse grupo. Já nas prateleiras à direita estariam alternativas em que o objetivo é que a tomada de decisão seja feita com base no poder. Na extremidade máxima dessas prateleiras está a violência.

extremidade máxima dessas prateleiras está a violência. A primeira possibilidade à nossa disposição para

A

primeira possibilidade à nossa disposição para tentar resolver

o

conflito é EVITAR a interação com o outro. Lembra das reações

frente ao conflito que comentamos no tópico anterior? Pois evitar está relacionado à reação de fugir. Em várias situações, evitar pode ser uma forma eficiente de resolver o problema gerado pelo conflito. No entanto, em muitas outras, pode ser uma solução apenas momentânea, que vai exigir providências da sua parte em algum momento.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Do lado oposto das nossas “prateleiras
a contribuição de cada um para uma cultura da paz Do lado oposto das nossas “prateleiras

Do lado oposto das nossas “prateleiras de remédios” está a alternativa da VIOLÊNCIA. Seria uma forma de resolver partindo para

o ataque e tentando intimidar o outro para que ele faça o que você

quer. Como dissemos no tópico anterior, ao explicar nossas reações

mais comuns frente a uma situação de tensão, o ataque é um dos comportamentos mais frequentes quando nos sentimos ameaçados.

A situação extrema seria a guerra. Também é uma alternativa à nossa

disposição, mas pelo seu alto poder de destruição das relações, deve ser usada somente em última ocasião.

Entre evitar, ou seja, não fazer nada e esperar que a situação se resolva por si só, e usar a violência, conseguindo o que se quer por meio da força, existem muitos outros “remédios” à nossa disposição.

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Negociação e Mediação

Como já foi dito, nas primeiras prateleiras de remédios mais à esquerda, estariam formas de resolver conflitos em que a tomada de decisão permanece sob o controle das pessoas envolvidas diretamente na disputa.

o controle das pessoas envolvidas diretamente na disputa. Módulo 1 - Entendendo o conflito Resolvendo Conflitos

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Nessas prateleiras encontramos outra alternativa

Nessas prateleiras encontramos outra alternativa disponível: a NEGOCIAÇÃO. Podemos tentar resolver a situação negociando diretamente com o outro lado. É a forma mais frequente de nós, seres humanos, em nosso dia a dia, resolvermos nossas divergências.

Nem sempre, porém, conseguimos chegar a um acordo ou a um consenso por meio da negociação. Nesse momento, podemos contar com a possibilidade de continuar negociando com o outro, porém com a participação de uma terceira pessoa. Estamos falando da MEDIAÇÃO, que pode ser entendida como uma tentativa consensual de resolução do conflito com a ajuda de uma terceira pessoa preparada tecnicamente e de confiança das partes.

pessoa preparada tecnicamente e de confiança das partes. Os “remédios” ou formas de resolver conflitos dessa
pessoa preparada tecnicamente e de confiança das partes. Os “remédios” ou formas de resolver conflitos dessa

Os “remédios” ou formas de resolver conflitos dessa primeira prateleira possuem uma característica em comum: a decisão sobre a solução está nas nossas mãos. Significa que temos o poder de escolher como o conflito ou a disputa serão resolvidos. No entanto, como já vimos logo no início do curso, um conflito presume a condição de interdependência. Significa que para resolver a situação, a decisão deverá ser tomada em conjunto com o outro. O acordo é fruto do consenso decisório entre as partes.

O acordo é fruto do consenso decisório entre as partes. 27 Dentro e fora dos tribunais,
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Dentro e fora dos tribunais, será cada vez mais comum a tentativa de conciliar os interesses das partes em conflito. Logo à frente no curso, veremos as principais iniciativas que estão sendo tomadas pelas áreas pública e privada para que a sociedade adote a negociação e a mediação como formas prioritárias de resolver conflitos.

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Arbitragem e Ação Judicial

Caso não cheguem a um acordo, seja por negociação direta ou com a ajuda de um terceiro (mediação), as pessoas têm à disposição uma segunda “prateleira de remédios”. Qual a principal diferença entre a primeira e a segunda prateleira ou conjunto de alternativas para resolver o conflito? A decisão sobre a solução é transferida das nossas mãos para as mãos de uma terceira pessoa, ou um conjunto de pessoas.

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mãos de uma terceira pessoa, ou um conjunto de pessoas. 28 Isso mesmo, o nível de

Isso mesmo, o nível de controle das partes sobre o resultado final, nesse segundo contexto, é muito pequeno ou nulo. É como se você tivesse que sofrer uma cirurgia. Após ser anestesiado, a sua saúde está muito mais, ou totalmente, nas mãos de um terceiro. Portanto, transferimos o poder de decisão para um juiz que irá nos dizer, segundo fatos, provas e direitos, quem tem ou não razão. Em nosso modelo de reações, sobre o qual conversamos mais acima, podemos dizer que é uma forma de nos paralisarmos e deixarmos que algo externo resolva a situação em nosso nome.

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Arbitragem A ARBITRAGEM é um desses
Arbitragem A ARBITRAGEM é um desses “remédios” que estão disponíveis nessa segunda prateleira. É como

Arbitragem

A ARBITRAGEM é um desses “remédios” que estão disponíveis nessa segunda

prateleira. É como se fosse uma justiça privada. Duas ou mais partes em conflito

podem escolher quem será o juiz daquela disputa. É um processo privado em que a tomada de decisão é feita pela pessoa que as partes escolheram para ser o árbitro. A arbitragem, atualmente, no Brasil, é mais utilizada para resolver disputas comerciais

e algumas questões relacionadas à empresa e ao consumidor. Será cada vez mais

comum a existência de Câmaras de Mediação e Arbitragem nas cidades. Mesmo tendo

iniciado um processo de arbitragem, as partes em conflito podem optar por suspendê-

la e tentar resolver de maneira amigável.

Ação Judicial

Talvez o “remédio” mais conhecido dessa prateleira seja a AÇÃO JUDICIAL. Levar o nosso conflito para ser resolvido nos tribunais tornou-se algo muito comum. Muitas vezes, parece mais cômodo que uma outra pessoa diga quem tem direitos e quais são os deveres em uma situação de conflito. Se nosso vizinho se recusa a negociar a construção do muro. Se a empresa aérea diz não ter nenhuma responsabilidade sobre o cancelamento do voo. Se você possui uma dívida relacionada a um crédito que fez com o banco, mas não concorda com o modo como ela está sendo cobrada, então entrar com uma ação no tribunal parece ser a única alternativa.

O grande problema é que, na grande maioria das vezes, esse é um caminho mais

demorado e mais caro, além de ser um dos mais nocivos ao relacionamento. Você já percebeu como usamos as palavras e as expressões para simbolizar essa alternativa? “Procure seus direitos na justiça!”, “Jorge entrou com uma ação contra Fernando”, “Vou colocar vocês na justiça para aprenderem a tratar bem seus clientes!”. Quando damos entrada em um processo judicial, é como se declarássemos guerra ao outro lado. No entanto, se o outro não quer negociar ou está tentando obter algo de você com uma atitude de má-fé, o “remédio” dos tribunais pode ser o mais adequado para aquele momento.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

O que as alternativas dessa prateleira têm em comum? a contribuição de cada um para uma cultura da paz São formas adversariais de resolver conflitos.

São formas adversariais de resolver conflitos. da paz O que as alternativas dessa prateleira têm em comum? Enquanto a negociação e a

Enquanto a negociação e a mediação possuem um caráter colaborativo de tentar resolver um conflito, a arbitragem e a ação judicial têm na competição seu modo principal de chegar a um resultado final.

Na negociação e na mediação o que se procura é conciliar os interesses das partes. Na arbitragem e na ação judicial, o objetivo é apontar quem tem razão e quem não tem segundo as leis, os fatos, os direitos e os deveres.

Autotutela

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Na terceira e última prateleira encontram-se os “remédios” mais fortes. Aliás, da esquerda para a direita, quanto mais vamos seguindo nessas prateleiras, maior o efeito colateral nos relacionamentos das pessoas envolvidas no conflito e também nos recursos de tempo e de dinheiro.

Nesse terceiro contexto, as soluções são pensadas e baseadas na força e no poder. Tentamos fazer com que o outro ceda por meio da pressão! Aqui podemos usar a expressão “tentar fazer justiça pelas próprias mãos”.

Ameaças, chantagens, greves e a própria violência física em si são algumas das alternativas dessa prateleira.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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Conclusão

contribuição de cada um para uma cultura da paz Conclusão 31 De maneira bem simplificada, essa
contribuição de cada um para uma cultura da paz Conclusão 31 De maneira bem simplificada, essa
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De maneira bem simplificada, essa é a maneira que nós, como indivíduos e sociedade, nos organizamos para resolver os nossos conflitos. São os “remédios” e “tratamentos” de que dispomos para resolvermos uma disputa e retomar o justo equilíbrio das nossas relações. Dona de casa, profissional liberal, empresário ou empresária, governo, empresa, marido, mulher, amigo, sócio etc. Todos, em maior ou menor grau, dispomos dessas três grandes esferas de resolução de conflitos.de cada um para uma cultura da paz Conclusão 31 Qual o melhor remédio? O que

Qual o melhor remédio? O que for mais adequado, de acordo com a situação. Se você pode se curar com uma pequena fisioterapia, por que optar por fazer uma cirurgia? Se uma mudança de hábitos no seu estilo de vida pode ser a solução para eliminar uma disfunção, por que concordar em tomar um remédio com fortes efeitos colaterais?maior ou menor grau, dispomos dessas três grandes esferas de resolução de conflitos. Módulo 1 -

Módulo 1 - Entendendo o conflito

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

A mesma pergunta deve ser feita quando estamos diante de um conflito: Qual a melhor forma de resolvê-lo

Se

o relacionamento com aquela outra pessoa é um fator muito importante

para mim, qual a alternativa que permite preservá-lo ao máximo no momento de resolver a divergência?

Se

o prazo é um fator crucial naquela situação de conflito, qual abordagem

me permite satisfazer o interesse de resolver rápido e evitar que a disputa se prolongue ao longo de muitos anos?

Se

o meu principal objetivo é não gastar muito dinheiro por causa do

conflito, qual método pode me ajudar?

se eu precisar de uma solução que preserve o relacionamento, que seja rápida e que minimize os custos de uma disputa?

E

Se você observar bem, a primeira escolha está nas SUAS mãos! Toda vez que precisa resolver um conflito na sua vida, você tem a oportunidade de ser protagonista da própria história! Você e o outro lado podem ser protagonistas das próprias soluções.seja rápida e que minimize os custos de uma disputa? E 32 Ser protagonista, ter autonomia

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lado podem ser protagonistas das próprias soluções. 32 Ser protagonista, ter autonomia e liberdade para resolver

Ser protagonista, ter autonomia e liberdade para resolver a própria vida é algo que todos, senão a grande maioria, desejam. No entanto, protagonismo e autonomia caminham de mãos dadas com a responsabilidade. Significa que podemos ter mais autonomia na medida em que decidimos assumir mais responsabilidade pelos nossos atos, desejos, vontades e necessidades. Vamos ver, no próximo tópico, qual a responsabilidade de cada um de nós diante da própria vida e também da sociedade quando o assunto é resolução de conflitos.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

Qual a responsabilidade de cada um de nós no contexto da administração e resolução de conflitos?

no contexto da administração e resolução de conflitos? “Seja a mudança que você deseja ver no

“Seja a mudança que você deseja ver no mundo”

Mahatma Gandhi

Do que vimos até aqui, podemos dividir o modo como optamos por resolver conflitos em três grandes áreas, cada uma com suas próprias alternativas, características e implicações quanto ao resultado, conforme a figura 1 abaixo:

Figura 1

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Módulo 1 - Entendendo o conflito

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

Na primeira grande área, como o próprio nome já diz, o poder de decisão está em nossas mãos. Antes de ser um direito, é um dever de todo cidadão e de toda empresa, pública ou privada, tentar resolver seus conflitos de forma pacífica e consensual. Nesse primeiro contexto, temos a oportunidade e o privilégio de sermos protagonistas da solução.

Promover a paz social é, antes de tudo, uma responsabilidade de cada indivíduo. Nas nossas interações diárias com membros da nossa família, com nossos vizinhos, com nossos colegas no trabalho, no trânsito, nas instituições de ensino, nas muitas relações comerciais de compra e venda de produtos e serviços que fazemos todos os dias, somos os primeiros responsáveis pela possibilidade de resolver conflitos de forma pacífica e construtiva.

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de resolver conflitos de forma pacífica e construtiva. 34 A Negociação e a Mediação, como já

A Negociação e a Mediação, como já dito aqui, são métodos consensuais de resolução de conflitos. No Módulo 3 deste curso você verá como fazer para, com mudanças simples em seu comportamento e na sua forma de ver o conflito, negociar de forma menos competitiva e mais colaborativa. Aliás, essa é outra característica dessa grande área, estamos em um ambiente que favorece a cooperação.

Se a nossa responsabilidade, como indivíduos, é procurar resolver nossos conflitos de forma pacífica e colaborativa, contribuindo para a paz social, grande parte da responsabilidade das instituições públicas e privadas é promover ações para que essa mentalidade de cooperação possa ser efetivamente adotada.

mentalidade de cooperação possa ser efetivamente adotada. Você deve estar se perguntando: Quais são essas ações?

Você deve estar se perguntando: Quais são essas ações? Que mudanças estão sendo feitas para resolvermos nossos conflitos de forma mais positiva e menos desgastante? Qual a parte que me cabe nessa mudança de cultura na sociedade?

Parte do que você pode fazer, para ajudar a si mesmo e também a sociedade a resolver melhor os conflitos, é conhecer e se informar sobre o que está sendo feito atualmente e

o que pode acontecer nos novos cenários.

Estamos, claro, falando de mudanças. Algumas grandes, outras médias e outras pequenas. Todas elas muito importantes para a mudança de cultura de que falamos aqui.

A seguir você conhecerá algumas dessas mudanças!

Módulo 1 - Entendendo o conflito

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

O que as áreas pública e privada estão fazendo para mudar essa realidade?

Lei de Mediação

estão fazendo para mudar essa realidade? Lei de Mediação A primeira mudança importante é a legislativa.

A primeira mudança importante é a legislativa. Isso mesmo! Temos agora, no Brasil, uma Lei de Mediação!

Isso mesmo! Temos agora, no Brasil, uma Lei de Mediação! Estamos falando da Lei 13.140 de

Estamos falando da Lei 13.140 de 26 de junho de 2015. Essa lei fala sobre a mediação como meio de solução de conflitos entre particulares e também sobre a resolução de

disputas no âmbito da administração pública. Isso significa que será cada vez mais comum que pessoas e empresas resolvam seus conflitos diretamente umas com as outras, com

a ajuda de um mediador. Se olharmos para o nosso esquema sobre administração

e resolução de conflitos no início desse tópico, podemos observar que é uma lei que incentiva a área do EU DECIDO JUNTO COM O OUTRO.

Novo Código de Processo Civil

EU DECIDO JUNTO COM O OUTRO. Novo Código de Processo Civil O Congresso Nacional também aprovou

O Congresso Nacional também aprovou outra importante lei, que entra em vigor

em março de 2016. Trata-se do novo Código de Processo Civil Brasileiro.

em vigor em março de 2016. Trata-se do novo Código de Processo Civil Brasileiro . Módulo

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

a contribuição de cada um para uma cultura da paz As partes e seus advogados serão

As partes e seus advogados serão cada vez mais incentivados a resolverem seus conflitos antes ou logo quando derem entrada com uma ação no tribunal. Lembrando aqui o nosso esquema gráfico (Figura 2), quando formos transferir o nosso poder de decisão para um juiz, a Lei nº 13.105 de 2015 (novo CPC) prevê que o juiz deve incentivar para que o poder de decisão permaneça em nossas mãos. Como a mediação é voluntária, cabe a nós se aceitamos ou não utilizar essa alternativa para resolver nossos conflitos.

Figura 2

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Resolução 125 do CNJ

Todas essas mudanças legislativas, no entanto, ganharam força a partir da publicação da Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça , em novembro de 2010. Quando falamos em Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça, em novembro de 2010. Quando falamos em mudança cultural, não podemos deixar de ressaltar esse importante ato já que, afinal, foi a partir desse documento que nasceu a Política Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses.

Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses. Isso mesmo! A resolução de conflitos está sendo

Isso mesmo! A resolução de conflitos está sendo tratada como uma Política Pública! Lembram da nossa prateleira de remédios? Pois aqui se aplicou a mesma lógica: deve-se utilizar a forma mais adequada de acordo com cada situação.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

ENAM

a contribuição de cada um para uma cultura da paz ENAM Outra importante mudança foram as

Outra importante mudança foram as ações constantes da Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça.

de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça. Foi criada uma Escola Nacional de Mediação e

Foi criada uma Escola Nacional de Mediação e Conciliação, a ENAM. Esse curso que você está fazendo agora, por exemplo, só foi possível por causa da existência dessa escola.

só foi possível por causa da existência dessa escola. 37 Se estamos falando de mudança de
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Se estamos falando de mudança de cultura, nada mais apropriado do que falarmos de educação, ou melhor: reeducação. Um dos seus principais objetivos é difundir a cultura do diálogo e incentivar os cidadãos a participarem ativamente, sempre que possível, do debate e da construção de soluções para os problemas cotidianos que enfrentam.

Para alcançar esse objetivo, a ENAM trabalha em parceria com os principais atores do sistema de justiça: Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia Pública, Advocacia Privada, Faculdades de Direito e tantos outros.

ENAJUD

Privada, Faculdades de Direito e tantos outros. ENAJUD Ainda dentro das importantes ações da Secretaria de

Ainda dentro das importantes ações da Secretaria de Reforma do Judiciário, foi criada a Estratégia Nacional de Não Judicialização, a ENAJUD. Essa é uma ação que tem um impacto direto no quotidiano de todos nós.

Para entendermos o grande valor dessa estratégia, vamos usar outra figura.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

Figura 3

A

grande mudança de cultura de que estamos falando aqui, portanto, significa entender

o

acesso à justiça como um direito que vai além da possibilidade de dar entrada em uma

direito que vai além da possibilidade de dar entrada em uma Como podemos observar na figura

Como podemos observar na figura acima, nossos tribunais só conseguem resolver 30 de cada 100 processos que dão entrada no período de um ano. A ENAJUD foi criada

a partir da conclusão de que, apesar dos esforços do Poder Judiciário para melhorar

o atendimento aos seus usuários, não se chegará a uma solução para a lentidão dos processos sem que se diminua o excesso de ações judiciais.

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Se retornarmos ao nosso esquema gráfico (Figura 4) sobre administração e resolução de conflitos, poderemos visualizar mais claramente o contexto de aplicação da ENAJUD quando incentiva o setor público e o privado a utilizarem técnicas consensuais como a negociação e a mediação para conciliar as partes.

Figura 4

e a mediação para conciliar as partes. Figura 4 Módulo 1 - Entendendo o conflito ação

Módulo 1 - Entendendo o conflito

ação no tribunal. O verdadeiro acesso à justiça acontece com a resolução dos conflitos na sociedade de forma satisfatória e dentro de um prazo razoável, o que pode ser alcançado por outros métodos além da ação judicial.

ser alcançado por outros métodos além da ação judicial. O desenho da ENAJUD prevê: a) a

O desenho da ENAJUD prevê:

a) a formação de Grupos Temáticos de Trabalho (GTT), compostos por representantes de entidades de cada setor (Bancos, Empresas de Telecomunicações, Empresas de Varejo e Setor Público) e formalizados por meio de Acordos de Cooperação Técnica;

b) a criação de um Comitê Gestor (CG), composto pela Secretaria de Reforma do Judiciário (SRJ), pela Advocacia-Geral da União (AGU), pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pelo Ministério da Previdência Social, e por representantes e suplentes de cada GT;

c) a existência de um Fórum de Apoiadores composto por entidades ligadas aos diversos setores e/ou que tenham interesse nas ações propostas.

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Pactos de Mediação

Os Pactos de Mediação também estão contribuindo para as mudanças na sociedade. Como já frisamos ao longo desse módulo, a mudança cultural que tanto almejamos está muito mais nas mãos dos cidadãos do que do governo. Se cada um de nós, cidadão comum, empresário, profissional autônomo, empreendedor individual etc., fizermos a nossa parte na utilização de métodos consensuais de resolução de conflitos, já teremos uma grande mudança.setores e/ou que tenham interesse nas ações propostas. 39 Pactos de Mediação Módulo 1 - Entendendo

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Fonte: TJRJ, CBMA e CPR Institute

O setor privado decidiu dar um importante passo ao propor os Pactos de Mediação para consolidação das soluções consensuais no país. O Pacto é um documento assinado pelos operadores das várias áreas de atividade econômica, como indústria, comércio, prestação de serviços, setor bancário/financeiro, instituições de ensino, escritórios de advocacia e outras mais.

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Conheça abaixo o texto final do Pacto que as empresas assinam!

“Assumimos o COMPROMISSO de adotar, interna e externamente, práticas afinadas com os métodos consensuais de solução de controvérsias, tais como a negociação, a conciliação e a mediação, quando apropriadas, com o objetivo de estabelecer e aprimorar constantemente processos de gestão e resolução de disputas, de maneira colaborativa, integrativa, eficiente e sustentável.”

Para saber mais, leia a íntegra do Pacto de Mediação assinado no dia 11 de novembro de 2014 na sede da FIESP no link abaixo!

Grades Curriculares

Não podemos deixar de mencionar a mudança na grade curricular das faculdades de Direito, incluindo a disciplina de Negociação, Mediação e Arbitragem.Grades Curriculares Módulo 1 - Entendendo o conflito Resolvendo Conflitos de

Módulo 1 - Entendendo o conflito

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Hoje, quando terminam o curso de

Hoje, quando terminam o curso de Direito, a grande maioria dos profissionais estão prontos para o litígio. Em outras palavras, os alunos foram formados para atuarem nos contextos adversariais.

Como vimos aqui, os novos cenários estão privilegiando as formas colaborativas de resolução de conflitos. As mudanças nas faculdades de Direito já começaram. Muitas delas já incluem em seu currículo a disciplina de Mediação e Arbitragem. Porém nós, como cidadãos, iremos sentir os efeitos dessa mudança somente daqui há alguns anos, quando os profissionais do Direito (advogados, juízes, promotores, defensores públicos, diretores de departamentos jurídicos etc.) efetivamente adotarem como prática de trabalho a utilização dos métodos consensuais de resolução de disputas.

dos métodos consensuais de resolução de disputas. 41 O Ministério da Educação – MEC tem incentivado
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O Ministério da Educação – MEC tem incentivado as instituições de ensino a adotarem esses novos conhecimentos já há alguns anos. Veja o art. 11 da Portaria nº. 1.886, de 30 de dezembro de 1994:

Art. 11. As atividades do estágio supervisionado serão exclusivamente práticas, incluindo redação de peças processuais e profissionais, rotinas processuais, assistência e atuação em audiências e sessões, visitas a órgãos judiciários, prestação de serviços jurídicos e técnicas de negociações coletivas, arbitragens e conciliação, sob o controle, orientação e avaliação do núcleo de prática jurídica.

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Pacto Nacional da Advocacia

cada um para uma cultura da paz Pacto Nacional da Advocacia Outra mudança que trará grandes

Outra mudança que trará grandes impactos está sendo realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil - OAB.

sendo realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil - OAB. 42 Módulo 1 - Entendendo o
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Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

Assim como um médico pode nos ajudar a resolver um problema de saúde, o advogado pode nos ajudar a resolver um conflito que envolva, direta ou indiretamente, questões legais. Hoje em dia, um dos grandes desafios desse profissional é ser visto mais como um arquiteto da solução do que um potencializador do problema, como nos alertava, há mais de 15 anos, um influente magistrado norte-americano:

Hoje em dia, os clientes estão começando a esperar, e às vezes a exigir, que seus advogados escolham ou concebam mecanismos enxutos e eficientes em termos de custos para transformar as matérias-primas ou os problemas e soluções jurídicos, normalmente da competência exclusiva dos iniciados, em produtos finais práticos, úteis e economicamente atraentes, sob a forma de acordos expeditos mutuamente vantajosos ou de julgamentos privados de risco limitado. É o arquiteto existente em todo advogado que pode fazer com que isto aconteça. É o arquiteto que há em nós que pode conformar o processo de maneira adequada, de modo a satisfazer as necessidades, por vezes únicas, da disputa e dos contendores.

(COOLEY, 2001 apud ATAÍDE JÚNIOR, 2006).

Nessa mesma linha de pensamento, o Colégio de Presidentes da OAB aprovou, em março de 2015, um Pacto Nacional da Advocacia pelos Métodos Extrajudiciais de Solução de Conflitos.

pelos Métodos Extrajudiciais de Solução de Conflitos. 43 O presidente da Comissão Especial de Mediação,
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O presidente da Comissão Especial de Mediação, Conciliação e Arbitragem da OAB declarou:

A cada ano o estoque de ações judiciárias cresce exponencialmente no

Brasil, um verdadeiro colapso do Poder Judiciário. Há uma resistência

em assumir isto, mas trata-se de uma realidade consentida. Frente a

este cenário, firmamos esse Pacto Nacional, definindo a atuação sobre

o tripé capacitação, educação e informação.

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Se estamos falando de novos cenários

Se estamos falando de novos cenários e do incentivo crescente para a utilização de formas amigáveis de resolução de conflitos, fique atento ao conversar com o seu advogado. Verifique se ele está por dentro dessas mudanças que estamos apresentando aqui. Confirme se ele possui conhecimento e experiência em orientar e acompanhar clientes em negociações, mediações e arbitragens. Afinal, a primeiro responsável pela solução dos seus conflitos é VOCÊ MESMO.

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pela solução dos seus conflitos é VOCÊ MESMO. 44 Conheça em maiores detalhes o Pacto Nacional

Conheça em maiores detalhes o Pacto Nacional da Advocacia pelos Métodos Extrajudiciais de Solução de Conflitos assistindo à entrevista com o presidente da Comissão Especial de Mediação, Conciliação e Arbitragem da OAB.

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Tribunais de Justiça

Por fim, temos grandes mudanças acontecendo nos tribunais de justiça de todo o país. Você se lembra da Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça de que falamos mais acima? Pois esse ato deu início a uma verdadeira mudança nos Tribunais de Justiça brasileiros. A partir de novembro de 2010, com a publicação da Resolução 125, os tribunais reforçaram seus trabalhos para implantar, em suas estruturas judiciais e administrativas, dois tipos de unidades fundamentais.

em suas estruturas judiciais e administrativas, dois tipos de unidades fundamentais. 45 Módulo 1 - Entendendo
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Módulo 1 - Entendendo o conflito

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz 46 A primeira é o NUPEMEC

A primeira é o NUPEMEC – Núcleo Permanente de Mediação e Conciliação e a segunda são os CEJUSCs – Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania.

Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania. Como podemos verificar na figura acima, o NUPEMEC

Como podemos verificar na figura acima, o NUPEMEC tem a competência e a responsabilidade de instalar os CEJUSCs, além de dar as diretrizes gerais para o seu funcionamento. Podemos dizer que o Núcleo tem uma função estratégica de pensar a implantação e o desenvolvimento da Política Judiciária de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses no âmbito de cada tribunal. Os Centros, por sua vez, possuem a função tática e operacional de realização das mediações e conciliações.

Você, como cidadão, pode utilizar esses serviços para tentar resolver os seus conflitos, judicializados ou não, de forma colaborativa. A grande maioria dos tribunais já possuem essas unidades organizadas e preparadas para atendê-lo. Os CEJUSCs também se organizam de forma temática. Por exemplo, podem existir CEJUSCs para Juizados Especiais, para área Cível comum, para a área de Família etc. Alguns tribunais, inclusive, possuem programas para superendividados e as sessões de conciliação são realizadas, normalmente, nos CEJUSCs.

É muito comum, também, que os CEJUSCs, juntamente com bancos, seguradoras, planos de saúde, empresas de telefonia, grandes lojas de varejo e outros setores, organizem pautas concentradas ou mutirões. Esses eventos podem ser processuais, quando você já tem uma ação em andamento no tribunal, ou pré-processuais, quando você tem um conflito, mas ainda não tem um processo na Justiça.

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a contribuição de cada um para uma cultura da paz Procure saber como está funcionando esse

Procure saber como está funcionando esse serviço no Tribunal ou Fórum da sua cidade e utilize-o sempre que necessitar. Falaremos mais sobre como utilizar a oportunidade da negociação, da mediação e da conciliação no Módulo 3 do curso.

da mediação e da conciliação no Módulo 3 do curso. Clique no link abaixo e conheça

Clique no link abaixo e conheça um pouco mais sobre os Núcleos e Centros espalhados por todo o país.

O link também permite que você acesse as informações gerais dessas unidades em cada tribunal.

Conclusão

Como você pode observar, a sociedade brasileira, por meio de suas diversas representações públicas e privadas, está fazendo a sua parte. Até mesmos os povos indígenas, que possuem suas próprias formas de preservar as relações tribais quando os conflitos surgem, também estão se alinhando com os novos tempos.

surgem, também estão se alinhando com os novos tempos. 47 A primeira turma de mediadores e
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A primeira turma de mediadores e conciliadores indígenas do país 1 foi formada em setembro desse ano (2015).

Muitas outras iniciativas estão sendo realizadas em todo o país, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia Geral da União 2 e muitas outras instituições também possuem iniciativas e programas para a resolução consensual de conflitos.

Recomendamos, fortemente, que você também acesse e conheça os Programas de Justiça Comunitária 3 que estão sendo realizados no país.

1. http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/80384-ministro-lewandowski-entrega-diplomas-a-1-turma-de-mediadores-

indigenas

2. http://www.agu.gov.br/page/content/detail/id_conteudo/170561

Módulo 1 - Entendendo o conflito

Resolvendo Conflitos de Forma Construtiva: a contribuição de cada um para uma cultura da paz

O que você pode fazer para ajudar a si mesmo e a sociedade em que vive?

Depois de conhecer todas essas iniciativas, você deve estar pensando: Como posso contribuir? Como posso fazer minha parte para ajudar a mim mesmo e a sociedade em que estou inserido?fazer para ajudar a si mesmo e a sociedade em que vive? Toda mudança de cultura

Toda mudança de cultura efetiva começa com uma mudança individual positiva. Cada um de nós pode ser protagonista responsável pela própria história. Quando nos vemos em uma situação de conflito, devemos manter esse pensamento em mente. Somos os primeiros responsáveis por resolver nossos conflitos de forma pacífica e com resultados construtivos para nós mesmos e para o outro.para ajudar a mim mesmo e a sociedade em que estou inserido? Vimos que esse não

Vimos que esse não é apenas um desejo. É uma realidade prática que está se manifestando nas mudanças que vimos aqui no curso. São mudanças que estão acontecendo à sua volta, em vários contextos.

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O poder de resolver conflitos de forma construtiva está em suas mãos, nas mãos dos seus vizinhos, nas mãos das empresas, nas mãos de todas as pessoas, físicas e jurídicas, da nossa sociedade.

No entanto, como dissemos logo no início desse módulo, para resolver e transformar um conflito, devemos compreendê-lo melhor. É o que faremos no próximo módulo! Aprenderemos um pouco mais sobre como lidar com esse fenômeno que surge das nossas relações como seres humanos.

Módulo 1 - Entendendo o conflito

Bibliografia

AZEVEDO, André Gomma (org). Manual de Mediação Judicial. Brasília: Ministério da Justiça e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, 2013.

ATAÍDE JÚNIOR, V. D. P. (2006). O sistema Judiciário e a administração da justiça dos Estados Unidos da América. Revista CEJ, 10(33), p.36-42.

BRASIL, 1º Relatório 2014-2015 – Estratégia Nacional de Não Judicialização – ENAJUD. Disponível em http://www.acrefi.org.br/enajud/primeiro-relatorio-enajud.pdf

Pacto de Mediação assinado no dia 11 de novembro de 2014 na sede da FIESP, disponível em http://s.conjur.com.br/dl/pacto-mediacao.pdf

Resolução

125

do

CNJ,

disponível

em

JOSEPH, P. Folger; MARSHALL, Scott Poole, and Randall Stutman, “Conflict and Interaction,” In: Bridges Not Walls, ed. John Stewart, 6th edition (New York: McGraw-Hill, 1995)

MOORE, Christopher. O processo de mediação. Estratégias práticas para a resolução de conflitos. Porto Alegre, RS: Ed. Artes Médicas, 1998.

RUBIN, J. Z.; PRUITT, D. G.; KIM, S. H. (1994). Social conflict: Escalation, stalemate, and settlement. Mcgraw-Hill Book Company.

BRASIL, 1º Relatório 2014-2015 – Estratégia Nacional de Não Judicialização – ENAJUD. Disponível em http://www.acrefi.org.br/enajud/primeiro-relatorio-enajud.pdf

Pacto de Mediação assinado no dia 11 de novembro de 2014 na sede da FIESP, disponível em http://s.conjur.com.br/dl/pacto-mediacao.pdf

em http://s.conjur.com.br/dl/pacto-mediacao.pdf Todos os links acima foram acessados pela última vez em

Todos os links acima foram acessados pela última vez em 21/09/2015.