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Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin Curso: Direito Administrativo –

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin

Curso: Direito Administrativo INSS Técnico do Seguro Social

Professor: Alexandre Baldacin

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin Comentários

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Comentários

Direito Administrativo Caderno BETA

Queridos alunos, nossa prova exigiu um nível médio de conhecimento, cobrando em muitas questões a literalidade de algumas leis. De início, não concordamos com o gabarito preliminar da questão 30, de forma que acreditamos que caiba recurso.

Vamos à análise de cada questão.

Considerando que determinado servidor público federal tenha sido removido para outra sede, situada em outro município, para acompanhar sua esposa, que também é servidora pública federal e foi removida no interesse da administração, julgue os itens seguintes à luz do disposto na lei n.º

8.112/1990.

22. É correto inferir que houve interesse da administração na remoção do

servidor, pois esse é um dos requisitos para sua concessão.

Resposta: vejamos o disposto na Lei 8.112/90 com relação possibilidade de ser concedida remoção a servidor para acompanhamento de cônjuge:

Art. 36. “Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.

III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:

a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração;

Podemos perceber que, no caso de remoção para acompanhar cônjuge, independe de haver interesse por parte da administração.

Gabarito: E

23. A referida remoção pressupõe o deslocamento do cargo ocupado pelo

servidor para outro órgão ou entidade do mesmo poder.

Resposta: a questão tentou confundir os institutos da remoção, que, segundo a Lei pode ser definida da seguinte forma: Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede; com o instituto da redistribuição que é o deslocamento do cargo de provimento efetivo para outro órgão ou entidade do mesmo Poder.

Gabarito: E

24. O período de afastamento do servidor para o deslocamento e para a

retomada do exercício do cargo no novo município, observando os limites legais, é considerado como de efetivo exercício.

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin Resposta : o período de

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Resposta: o período de afastamento para deslocamento de servidor em função de mudança de sede é disciplinado da seguinte forma pelo art. 18 da Lei 8.112/90:

Art. 18. O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido, redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias de prazo, contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede.

Vejamos agora o disposto no art. 102 da mesma Lei que considera alguns afastamentos como se o servidor estivesse em efetivo exercício:

Art. 102. Além das ausências ao serviço previstas no art. 97, são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:

(…) IX deslocamento para a nova sede de que trata o art. 18.

Gabarito: C

25. Ainda que o servidor e sua esposa sejam integrantes de órgãos pertencentes a poderes distintos da União, a remoção do servidor poderia ser concedida.

Resposta: Vejamos novamente o disposto no Art. 36 da Lei 8.112/90:

Art. 36. “Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.

III - a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração:

a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração; (grifo nosso)

Gabarito: C

Julgue os itens subsecutivos conforme o disposto na lei n.º 8.112/1990.

26. Em conformidade com a Lei n.º 8.112/1990, o servidor público poderá ser afastado do Brasil para missão oficial por tempo indeterminado. Resposta: O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem autorização do Presidente da República, Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Mesmo que autorizada, a ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão ou estudo, somente sendo permitida nova ausência após o mesmo período em exercício em seu cargo efetivo.

Vejamos o texto literal contido na Lei 8.112/90:

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin Art. 95. O servidor não

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Art. 95. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem autorização do Presidente da República,

Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo

Federal.

§ 1o A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e finda a missão

ou estudo, somente decorrido igual período, será permitida nova ausência.

Tribunal

Gabarito: E

27. Como medida que contribui para a melhoria da qualidade de vida do servidor público, é-lhe facultado optar pela acumulação de períodos de licença-capacitação, caso não seja possível usufruí-los após cada período aquisitivo.

Resposta: Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso de capacitação profissional.

A concessão desta licença é ato discricionário por parte da administração, podendo ser concedido a cada cinco anos, sendo que não é permitida a acumulação dos períodos.

Art. 87. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício, o servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, por até três meses, para participar de curso de capacitação profissional.

Parágrafo único. Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis.

Gabarito: E

Julgue os itens que se seguem, acerca da administração pública.

28. No cômputo do limite remuneratório (chamado de teto constitucional), devem ser consideradas todas as parcelas percebidas pelo agente público, incluídas as de caráter indenizatório.

Resposta: Segundo a doutrina, a expressão “teto remuneratório” está relacionada com o valor máximo que pode ser pago a servidores a título de remuneração de forma pecuniária. Tal limite está estipulado no próprio texto constitucional da seguinte forma:

Art.37, XI – “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando- se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados

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e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;”

Conforme vimos, os servidores público devem obediência ao teto remuneratório, entretanto, segundo a própria Constituição Federal, não integram este teto as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.

Art. 37, § 11. “Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.”

Gabarito: E

29. Em decorrência do princípio da impessoalidade, as realizações administrativo-governamentais são imputadas ao ente público e não ao agente político.

Resposta: de acordo com a “Teoria da Imputação ou do Órgão”, o Estado

e o agente têm uma relação que decorre da previsão legal. É imputado ao

agente a própria vontade do Estado. O Estado manifesta sua vontade por meio

de seus órgãos. Quando o agente público se manifesta, é considerado que o próprio Estado se manifestou.

Ainda de acordo com o princípio da impessoalidade, não se pode haver pessoalização das realizações da administração pública, este desdobramento do princípio da impessoalidade está relacionado ao fato de que os atos administrativos devem ser imputados à administração pública, não podendo haver promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos conforme expressamente disposto.

Este ponto de visão se refere ao fato de que toda atuação dos agentes públicos devem pautar-se nos mandamento legais, portanto é vedado que haja qualquer vinculação da atuação administrativa à pessoa do agente

Gabarito: C

30. A garantia constitucional de acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo está relacionada ao princípio de eficiência.

Resposta: O princípio da publicidade está diretamente relacionado com o exercício da cidadania por parte dos administrados. É por meio dele que se possibilita o efetivo controle de legitimidade do ato administrativo pelos órgãos competentes. Portanto, as decisões administrativas, judiciais e

legislativas devem ser precedidas dos motivos de fato e de direito que levaram

a prática de tais atos.

Além do mais, se todo poder emana do povo, é completamente aceitável que seja dado o máximo de publicidade aos atos editados tanto ela Administração

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin Pública como pelo Poder Legislativo.

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Pública como pelo Poder Legislativo. A própria Constituição Federal estabelece que a regra é que seja dada publicidade aos atos, conforme podemos notar em seu inciso XXXIII do artigo 5 o :

“XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”

O segundo aspecto relacionado ao princípio da publicidade é o fato de que a atuação administrativa deve se dar de forma transparente. Esta acepção está relacionada a princípio da indisponibilidade do interesse público, de forma que, com a publicidade dos atos é possível que seu controle seja feito de forma mais ampla possível.

Em decorrência do princípio da publicidade ligada ao seu aspecto de transparência, decorre o fato de que os atos administrativos devem ser motivados, ou seja, devem ser expostos os motivos que levaram à sua prática, de forma que se possibilite o efetivo controle por parte dos órgãos competentes.

Publicação (eficácia)
Publicação
(eficácia)
Transparência
Transparência
Princípio da Publicidade
Princípio
da
Publicidade

Gabarito preliminar: C, não concordamos com o gabarito.

Do ponto de visto do direito administrativo, o princípio da eficiência diz respeito principalmente à conduta do agente, ou seja, o modo pela qual ele desempenha suas atividades, de forma que este deve buscar prestar o melhor serviço público com os recursos disponíveis.

Considerar correta a afirmação de que o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações está relacionado ao princípio da eficiência não nos parece o mais correto pois, desta forma, por analogia poderemos considerar que da estará relacionado com todos os demais princípios administrativos, sendo que, efetivamente, se relaciona de forma mais direta com o princípio da publicidade.

31. Na análise da moralidade administrativa, pressuposto de validade de todo ato da administração pública, é imprescindível avaliar a intenção do agente.

Resposta: O princípio da moralidade está relacionado com a exigência de atuação do agente público de acordo com a moral, ética, honestidade e boa-fé. Além de a atuação administrativa ter de obedecer aos ditames legais, deve-se levar em consideração o fato de que a atuação administrativa deve obedecer aos princípios da justiça e da honestidade.

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin Apesar de haver certo grau

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Apesar de haver certo grau de subjetividade em relação às questões morais, éticas e principalmente em relação à honestidade e boa-fé do agente, não podemos afirmar que se torna imprescindível a análise da intenção do agente quando da análise da moralidade administrativa, mesmo porque a boa-fé pode ser dividida em subjetiva, quando se efetivamente analisa a intenção do agente, como em objetiva, na qual se investiga a atuação deste, sem que seja levada em consideração sua vontade quando da prática do ato.

Gabarito: E

Julgue os próximos itens, a respeito dos atos administrativos.

35. O ato praticado por agente não competente para fazê-lo poderá ser convalidado discricionariamente pela autoridade competente para sua prática, caso em que ficará sanado o vício de incompetência.

Resposta: O instituto da convalidação tem a função de corrigir os vícios sanáveis de forma que o ato administrativo não deva obrigatoriamente ser anulado. Portanto, o instituto da convalidação tem por finalidade preservar os efeitos jurídicos produzidos de modo que passem a ser considerados validos (efeitos ex tunc) e que o ato permaneça no mundo jurídico como sendo um ato válido.

Convalidação
Convalidação
no mundo jurídico como sendo um ato válido. Convalidação O ato inválido passa a ser considerado

O ato inválido passa a ser considerado válido de modo que permaneça no mundo jurídico

Fazer com que os efeitos anterioremente produzidos passem a ser considerados válidos

Vejamos o está disciplinado pela lei 9.784/99 em seu art. 55:

Art. 55. “Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.”

Portanto, vejamos os elementos necessários para que seja possível a permanência do ato administrativo no ordenamento por meio da convalidação:

- não acarretar lesão ao interesse público; - não acarretar prejuízo a terceiros; - possuir
- não acarretar lesão ao interesse público;
- não acarretar prejuízo a terceiros;
- possuir defeitos sanáveis;

Há divergência doutrinária a respeito de a convalidação ser um ato discricionário ou vinculado. Segundo a Doutrina majoritária, a convalidação é

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um ato discricionário que a administração pública pode tomar em função da oportunidade e conveniência de se manter o ato como sendo válido em busca da satisfação do interesse público.

Apesar de a doutrina majoritária aceitar o instituto da convalidação, a regra geral é que os atos inválidos devem anulados, além disso, nem todos os vícios podem ser sanados. A convalidação somente é permitida em caso de vícios que incidam sobre os elementos competência e forma, havendo hipóteses em que, mesmo incidindo sobre esses elementos, não será admitido tal instituto.

Vejamos os vícios relacionados com cada elemento do ato que podem ou não admitir o instituto da convalidação:

Competência: em regra um vício relacionado com o elemento

competência pode ser sanado por meio da convalidação. Vimos que regra é que seja possível que um vício sobre o elemento competência pode ser convalidado, entretanto, quando a se tratar de uma competência exclusiva ou fixada em função da matéria, não será admitida a convalidação do ato.

Forma: Com relação ao elemento forma, é possível que um ato

contendo vícios possa ser convalidado, desde que a forma não seja essencial à validade do ato.

Apesar de a doutrina majoritária entender que a convalidação é um ato discricionário, os doutrinadores Celso Antônio Bandeira de Melo e Maria Sylvia Di Pietro acreditam que seja um ato vinculado, ou seja, o agente competente é obrigado a convalidar o ato quando presentes os elementos necessários em função de o interesse público ser primordial para a atuação administrativa. Ambos se baseiam na doutrina de Weida Zancaner para chegarem a tal conclusão.

Convalidação

Doutrina Majoritária Celso Antônio Bandeira de Melo e Maria Sylvia Di Pietro
Doutrina Majoritária
Celso Antônio Bandeira de Melo
e Maria Sylvia Di Pietro

Gabarito: C

É ato discricionário
É ato discricionário

É ato vinculado

36. A autoexecutoriedade é atributo restrito aos atos administrativos praticados no exercício do poder de polícia.

Resposta: Apesar de, em regra, o atributo da autoexecutoriedade estar relacionada aos atos praticados em decorrência do poder de polícia, não se pode afirmar que tal atributo está restrito a estes.

Gabarito: E

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin 37 . Em decorrência do

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37. Em decorrência do princípio da autotutela, não há limites para o poder da administração de revogar seus próprios atos segundo critérios de conveniência e oportunidade.

Resposta: A revogação do ato é sua retirada do ato em função da análise de conveniência e oportunidade da permanência do ato no ordenamento jurídico. Portanto, o ato é um ato válido, legítimo, sem qualquer vício em seu ciclo de formação. Portanto, é feita uma análise, controle referente ao mérito administrativo da permanência do ato no ordenamento jurídico.

Como a análise se dá em relação ao mérito administrativo, a revogação é, em si, um ato discricionário para a administração e somente a administração pode fazer tal controle.

Discricionário (Controle de mérito)

fazer tal controle. Discricionário (Controle de mérito) Revogação Privativo da Administração A regra é que os
Revogação
Revogação

Privativo da Administração

A regra é que os atos administrativos discricionários podem ser revogados, entretanto há exceções. São atos irrevogáveis:

Atos de efeitos consumados: não podem ser revogados em função se já terem produzido todos os efeitos que lhe são próprios. É uma decorrência lógica, pois, como os efeitos da revogação são prospectivos, não há mais efeitos esperados, todos os efeitos do ato já se consumaram;

Atos vinculados: os atos vinculados são aqueles que têm todos seus elementos previstos em lei, portanto não há qualquer liberdade de análise de oportunidade ou conveniência para sua prática. Assim da mesma forma, não há qualquer liberdade análise em relação a sua retirada por revogação, somente podendo ser questionada sua vigência em relação aos aspectos legais;

Atos que integram um procedimento: como os procedimentos são uma sequencia ordenada de atos, há a preclusão administrativa, ou seja, a cada ato administrativo passa-se a etapa posterior do procedimento, não mais podendo haver a analise da etapa anterior quanto a seu mérito, havendo a preclusão administrativa;

Atos que geram direito adquirido: de acordo com a Constituição Federal, a lei não poderá prejudicar o direito adquirido (art. 5, XXXVI), portanto, muito menos poderá haver a análise de conveniência e oportunidade para a retirada de um ato que gerar direito adquirido.

Gabarito: E

Julgue os seguintes itens, acerca da concessão de serviço público.

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin 38 . A lei prevê

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38. A lei prevê que a concessão de serviço público se dê por licitação na modalidade de concorrência, prevendo, ainda, hipóteses legais de inexigibilidade de licitação para concessão.

Resposta: Questão que pode gerar divergência quanto ao gabarito em função de a banca não ter especificado a que Lei estava se referindo, vejamos.

Segundo o Art. 2 o , II da lei 8.987/95, que estabelece normas gerais de concessão de serviço público, a concessão de serviço público será precedida de licitação na modalidade concorrência, assim como as outorgas de subconcessões (art. 26, § 1 o ), não havendo previsão nesta Lei de hipótese de inexigibilidade de licitação.

Art. 2º, II concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado;

Entretanto, a Lei 9.472/94, que Dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações, determina o seguinte:

Art. 91. A licitação será inexigível quando, mediante processo administrativo conduzido pela Agência, a disputa for considerada inviável ou desnecessária.

§ 1° Considera-se inviável a disputa quando apenas um interessado puder realizar o serviço, nas condições estipuladas.

Podemos perceber que o enunciado da questão não especificou qual a lei que deveria ser considerada, afirmando ainda que há hipóteses legais que permitem que haja a concessão de serviços públicos por meio de inexigibilidade de licitação. Como podemos perceber, a lei 8.987/95 exige que haja procedimento licitatório, entretanto há hipóteses legais no ordenamento jurídico que permitem que haja concessão de serviço público por meio de inexigibilidade de licitação.

Gabarito: C

39. A encampação, que consiste em rescisão unilateral da concessão pela administração antes do prazo acordado, dá ao concessionário o direito a ressarcimento de eventual prejuízo por ele comprovado.

Resposta: Encampação é a forma de extinção, antes do término do prazo de concessão, em função de interesse público, sem que tenha havido qualquer irregularidade na prestação do serviço. Vejamos a definição de encampação dada pela própria lei 8.987/95:

Art. 37. Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, na forma do artigo anterior.”

Curso: Direito Administrativo p/ INSS Comentários Prova Profº. Alexandre Baldacin Encampação Lei Antes do

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Encampação Lei Antes do Interesse Indenização Ato autorizativa término público prévia discricionário
Encampação
Lei
Antes do
Interesse
Indenização
Ato
autorizativa
término
público
prévia
discricionário
específica

Da mesma forma, a parcela a ser indenizada deve basear-se no valor ainda não amortizado ou depreciado dos investimentos feitos pela concessionária. Questão interessante se refere ao fato de que não há qualquer possibilidade de indenização por lucro cessante, somente pela parte não depreciada ou amortizada.

Em função de não ter havido qualquer irregularidade na prestação do serviço público por parte do particular, a lei estabelece que a indenização no caso encampação deve se dar de forma antecipada.

Gabarito: C