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Docente

Nome do Docente da Turma 2M7: Prof. Lúcia M.J.S.


Dinis
Secção de Mecânica Aplicada, Demegi
Edifício L, Gabinete 309
Rua Roberto Frias, 4200-465, Porto, Portugal
Telefone: 225081593 ou Secretária 225081597
E-mail: ldinis@fe.up.pt
http://www.fe.up.pt/~ldinis/
Horário de Atendimento de Alunos: Todos os dias das
10h às 12 h.
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1ªAula
Parte 0 da Aula

01. Apresentação e Objectivos da Disciplina


02. Fases de um Projecto
03. Problema Uniaxial. Conceito de Tensão e Deformação
04. Materiais Dúcteis e Materiais Frágeis
05. Condições de Equilíbrio Estático dum Sistema de Forças
06. Programa Geral da Disciplina
07. Avaliação e Bibliografia Recomendada

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1ªAula
Sumário e Objectivos
da Aula
Sumário: 0)Apresentação e breve referência aos
objectivos da disciplina, ao conteúdo da disciplina, textos
de apoio e métodos de avaliação. 1) Conceito de Tensão.
Componentes Cartesianas da Tensão, Tensor das Tensões.
Tensão numa faceta com orientação arbitrária.
Objectivos da Aula: Percepção dos objectivos a atingir
para a disciplina Mecânica dos Sólidos.
Saber definir Tensão e construir o Tensor das Tensões e
representa-lo graficamente. Saber determinar as
componentes do Vector Tensão numa faceta com
orientação arbitrária.
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1ªAula
Bicicleta

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1ªAula
CÁLCULO NUMÉRICO

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1ªAula
Designação da Disciplina:
Mecânica dos Sólidos

Para efeitos de pesquisa Bibliográfica e informações na


Internet o conteúdo associado a esta disciplina pode
aparecer com outras designações nomeadamente as duas
seguintes: Mecânica dos Materiais e Resistência dos
Materiais.
Com esta designação pretende referir-se a Ciência que
estuda o processo de Deformação dos Sólidos quando
sujeitos a Acções Externas, entendendo-se por
Deformação ( para Leigos) é a mudança de dimensão
e/ou forma de um sólido
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1ªAula
Objectivos Genéricos a
Atingir com a Disciplina
-Apreensão da Linguagem e dos Conceitos Fundamentais que lhe
permitirão entender a actuação do engenheiro no âmbito do projecto no
que diz respeito ao projecto das componentes resistentes.

-Entender porque é que as coisas não caem nem se


desintegram em serviço.
-Apreensão dos Conceitos Fundamentais da Mecânica dos Sólidos com
ênfase no estudo das Peças Lineares isostáticas com vista à determinação
da sua capacidade resistente em serviço. A introdução dos conhecimentos
necessários à posterior aprendizagem da análise e dimensionamento de
Estruturas e Sólidos sujeitos a Acções Externas e ao peso próprio.
Familiarização com as grandezas utilizadas na análise do comportamento
elástico de sólidos e estruturas.

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1ªAula
Enquadramento da Disciplina
no Contexto da MIEM

O curso de Mecânica dos Sólidos pode considerar-se o


primeiro passo para aprendizagem de alguns
conceitos base para efeitos da iniciação ao “ Projecto
de Máquinas e Estruturas”.
O Tipo de Problemas mais frequentes no projecto são:
a) Verificação do Dimensionamento.
b) Dimensionamento.
Exemplos de produtos: Automóveis, aviões, Máquinas,
Estruturas Metálicas, Reservatórios, etc
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1ªAula
Dimensionamento e
Verificação de
Dimensionamento

a) Definida a forma de um elemento estrutural, as


solicitações a que o mesmo está sujeito e os materiais
utilizados na construção, verificar a estabilidade desse
elemento. É um problema de verificação de
dimensionamento.
b) Conhecidas as solicitações exteriores e a função a
desempenhar pelo elemento estrutural , definir a
forma e dimensões, bem como as características
mecânicas do Material a utilizar. É um problema de
Dimensionamento.
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1ªAula
Fases de um Projecto

Definição das Necessidades

Escolha da Forma

Escolha dos Materiais

Fixação das Dimensões

Análise Económica

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1ªAula
Exemplos de Aplicação da
Mecânica dos Sólidos(I)

Ponte Metálica
Automóvel

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1ªAula
Exemplos de Aplicação da
Mecânica dos Sólidos(II)

Biomecânica

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1ªAula
Exemplos de Aplicação da
Mecânica dos Sólidos(III)

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1ªAula
Exemplos de Aplicação da
Mecânica dos Sólidos(IV)

Estruturas Voadoras
Estruturas de aviões, avionetas, ultra-leves, etc

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1ªAula
Exemplos de Aplicação da
Mecânica dos Sólidos(V)

Estruturas de navios, barcos, equipamentos flutuantes

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1ªAula
Exemplos de Aplicação da
Mecânica dos Sólidos(VI)

Projecto de Estruturas de Máquinas

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1ªAula
Conceito de Tensão e
Deformação
σ F

Região Fractura
Plástica

Região
Elástica

ε
F
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1ªAula
Conceito de Extensão

Barra Traccionada
P P x
L0 L0 -Comprimento inicial

P P L - Comprimento Final
L

Deformação usual em
Deformação natural
Engenharia- Extensão

L − Lo L − Lo
ε = ε =
Lo L
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1ªAula
Conceito de Tensão
Problema Axial

à Secção A -A

P P
a

A b

Grandezas
P = ∫A σdA Força
P σ σ
σ = P/A Tensão
Secção A-A

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1ªAula
Secção Inclinada
Problema Uniaxial
y

y´ x´


x P
x
O

P´´
P´ = P cos α
A´ = A/cos α P´´ = P sen α

Secção Inclinada

P′ P cos α P
Tensão Normal σ n
=
A′
=
A / cos α
=
A
cos2 α

Tensão Tangencial P′ ′ Ps enα p


σ t
= −
A′
= −
A / cos α
= −
A
cos α s enα
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1ªAula
Materiais Dúcteis e Frágeis

σ σ

Material Dúctil ε ε
Material Frágil

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1ªAula
Condições de Equilíbrio
Estático
G
G
zF F2 G
F3
1
G G
F4
⎧⎪ ∑ F1 = 0
P
⎨ G
G
Fn
G
Fi ⎪⎩∑ M P = 0
y

z
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1ªAula
Resumo do Conteúdo de
Resistência dos Materiais (I)
1ªParte Elasticidade
Capítulo 0: Introdução. Capítulo 1: Tensor das Tensões.
Conceito de Tensão, Componentes Cartesianas, Equações de
Equilíbrio, Tensões Principais, Mudança de Eixos, Estado
Bidimensional de Tensão e Circulo de Mohr para o caso
Bidimensional. Capítulo 2: Tensor das Deformações.
Conceitos de Deformação, Deformações Principais,
Equações de Compatibilidade e Circulo de Mohr. Capítulo
3: Relações Tensões - Deformações. Lei de Hooke
Generalizada, Constantes Elásticas do Material. Critérios de
Resistência. Critério de von Mises e Critério de Tresca.
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1ªAula
Resumo do Conteúdo de
Mecânica dos Sólidos (II)

2ªParte Peças Lineares.


Capítulo 4: Torção de Veios. Veios de secção Circular,
Veios de forma arbitrária, Analogia de Membrana e
Energia de Deformação em Torção.
Capítulo 5: Flexão de Vigas. Esforços. Momentos
Flectores e Esforços Transversos. Distribuição de Tensões
Axiais e de Corte. Tensores das Tensões e Deformações
num ponto da Viga. Capítulo 6: Cálculo da Deformada(
Deflexão) , Métodos Analíticos.

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1ªAula
Metodologia de Ensino

Aulas teórico-práticas: exposição da matéria com utilização de


Acetatos e eventualmente do quadro, formulação e resolução de
problemas - tipo no final de cada assunto
A sequência Histórica do conhecimento não é necessariamente
respeitada por se tratarem de conhecimentos que podem ser
considerados clássicos e para estes conhecimentos se privilegiar uma
das sequências lógicas.

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1ªAula
Avaliação

Um Exame Final com consulta de 1 (um Livro) - Escala


0-20 Valores.
Assiduidade e Participação activa nas aulas (Bónus até
20%)
Nota Final: A classificação final máxima, por via exclusiva
da frequência e dos exames escritos, fica limitada a 17
(dezassete) valores, sendo necessária a realização de uma
prova oral suplementar para o aluno poder ter acesso a uma
classificação superior.

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1ªAula
Conhecimentos Prévios
Necessários

Mecânica I: Estática e Geometria das Massas


Análise Matemática: Derivadas, Integrais e Equações
Diferenciais
Álgebra Linear: Operações com Vectores e Matrizes,
Cálculo de Valores Próprios e Vectores Próprios
Programação: Vantagem em Conhecer Matlab e Maple
Análise Numérica

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1ªAula
Bibliografia

Bibliografia Recomendada
- J. F. Silva Gomes, Mecânica dos Sólidos, Editora Inegi
- V. Dias da Silva, Mecânica e Resistência dos Materiais, Ediliber Editora, 1995.
- Carlos Moura Branco, Mecânica dos Materiais, Teoria e Aplicação, McGraw-Hill, 1989.

- J. W. Dally and William F. Riley, Experimental Stress Analysis, McGraw-Hill, 1991.


- S. P. Timoshenko and J. N. Goodier, Theory of Elasticity, McGraw-Hill, 1982.
- C. Wang, "Applied Elasticity", McGraw-Hill, New York, 1953.
- A. C. Ugural e S. K. Fenster, "Advanced Strength and Applied Elasticity", Elsevier North-Holland
Publishing Co., New York, 1977.
- Egor P. Popov, Engineering Mechanics of Solids, Prentice Hall, 1990.
-T. J. Lardner and R. R. Archer, Mechanics of Solids, An Introduction, McGraw-Hill, 1994.
-Timoshenko/Gere, Mecânica dos Sólidos, Vol1 e Vol 2, Livros Técnicos e Científicos
- Charles Massonnet, Resistance des Matériaus, Dunod, Paris, 1968.
- F. P. Beer and E. R. Johnston, Jr., Resistência dos Materiais, McGraw-Hill, 1989.

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1ªAula
Parte I

1. ANÁLISE DE TENSÕES
1.1. Conceito de Tensão
1.2. Componentes Cartesianas da Tensão
1.3. Tensão numa Faceta com Orientação Arbitrária

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1ªAula
Conceito de Tensão

ΔF Tensão
σ = lim
ΔA→0 ΔA
Componentes da Tensão σ numa faceta
perpendicular a y z
ΔFx ΔFz
τyx = lim
ΔA 6 0 ΔA ΔF
ΔF
ΔFy
ΔF O ΔFx
σyy= lim
y y ΔA
ΔA 6 0 ΔA
x

ΔFz
τyz = lim
ΔA 6 0 ΔA

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1ªAula
Tensor das Tensões-1

Plano perpendicular ao Eixo dos yy: σ yy; τ yx; τ yz


σ yy Tensão Normal

τ yx; τ yz Tensões Tangenciais ou de Corte

Plano perpendicular ao Eixo dos xx: σ xx; τ xy; τ xz


Plano perpendicular ao Eixo dos zz: σ zz; τ zx; τ zy

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1ªAula
Tensor das Tensões –2

O modo como se representam as tensões é tal que o primeiro índice representa a direcção
da normal ao plano de intercepção e o segundo índice indica a direcção de actuação da
tensão σ zz Convenção de sinais: As tensões são
consideradas Positivas se têm o sentido
τ zy considerado positivo nas facetas do
paralelepípedo mais próximas do observador e
τ zx τ yz
nas outras facetas são consideradas positivas se
têm o sentido contrário. As Tensões
σ yy
τ xz representadas nas figuras estão a ser
consideradas positivas.
τ yx
z τ xy Tensor das Tensões
σ xx
⎡σxx τxy τxz ⎤ ⎡ σ11 σ12 σ13 ⎤
⎢ ⎥
y
σ = σij = ⎢ τyx σyy τyz ⎥ ou σij = ⎢⎢σ21 σ22 σ23⎥⎥
x ⎢⎣ τzx τzy σzz ⎥⎦ ⎢⎣σ31 σ32 σ33⎥⎦
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1ªAula
Estado Uni axial de Tensão

Tensor das Tensões no sistema de Eixos Oxyz


⎡σ 0 0⎤ ⎡0 0 0⎤ ⎡0 0 0 ⎤
⎢ 0 0 0⎥ ⎢0 ⎢ ⎥
⎢ ⎥ ou ⎢ σ 0 ⎥⎥ ou ⎢0 0 0 ⎥
⎢⎣ 0 0 0 ⎥⎦ ⎢⎣ 0 0 0 ⎥⎦ ⎢⎣0 0 σ ⎥⎦
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1ªAula
Corte Puro

⎡0 0 0 ⎤
⎢ ⎥
τ
y
⎢ 0 0 yz ⎥
O x
⎢⎣0 τ zy 0 ⎥⎦

z
⎡ 0 τ xy 0 ⎤
⎢ ⎥
⎢ τ yx 0 0 ⎥
y x
⎢⎣ 0 0 0 ⎥⎦
y

z z ⎡ 0 0 τ xz ⎤
⎢0 0 0⎥
x

⎢ ⎥
⎢⎣ τ zx 0 0 ⎥⎦
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1ªAula
Estado Plano de Tensão
σ yy

τ yx
y σ yy
τ xy σ xx τ yx
τ xy
y

σ xx

x x

z
⎡ σ xx τ xy 0⎤
⎢ ⎡ σ xx τ xy ⎤
⎢ τ yx σ yy 0 ⎥⎥ ou ⎢ ⎥
⎢⎣ 0 0 0 ⎥⎦ ⎣ τ yx σ yy ⎦

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1ªAula
Unidades

Unidade S.I. S. Métrico U.K.


Comprimento metro(m) metro(m) polegada(in)
Tempo segundo (s) segundo(s) segundo(s)
Massa Kilograma(Kg) Kilograma(Kg) Libra Massa (lb)
Força Newton(N) Kilogramo(Kg) Libra Peso (lb)
Tensão Pascal(Pa) Kg/m2 lb/in2

T G M k m μ n p

1012 109 106 103 10−3 10−6 10−9 10−12

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1ªAula
Tensões numa Faceta com
Orientação Arbitrária

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1ªAula
Equilíbrio Segundo yy

Designando a área ABC por dS e designando as áreas OBC, OAC e


OAB por dS1 , dS2 e dS3 respectivamente, estas áreas podem ser
calculadas a partir da área dS considerando as componentes, {l,m,n},
da normal à faceta ABC, ou seja dS1 = ldS
dS2 = mdS
dS3 = ndS
A equação de Equilíbrio de Forças Segundo yy é

T ydS = σ yymdS + τ xyldS + τ zyndS

Simplificando obtém-se T y = τ xyl +σ yym + τ zyn


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1ªAula
Tensão numa Faceta com
Orientação Arbitrária

Tx = lσ xx + mτ yx + nτzx {T } = [ σ ]{n }
T y = lτ xy + m σ yy + n τ zy ou
T = σn
Tz = lτ xz + m τ yz + n σ zz
sendo
⎡σ xx τ xy τ xz ⎤ ⎧l⎫
⎧Tx ⎫ ⎪ ⎪
⎪ ⎪
{ } ⎨Ty ⎬
T =

[σ] = ⎢ τxy σ yy τ yz ⎥
⎥ {}
n = ⎨m ⎬
⎪n ⎪
⎪T ⎪ ⎢ τxz τ yz σ zz ⎥⎦ ⎩ ⎭
⎩ z⎭ ⎣
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1ªAula
Tensões Normais e
Tangenciais ou Corte

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1ªAula
Tensões Normais e
Tangenciais ou Corte

Tensão Normal

Tn = lTx + mTy + nTz = l2σx + m2σy + n2σz + 2lmτxy + 2ln τxz + 2mnτyz

Tensão Tangencial Tt = T 2 − T n2
T x − lT n
ls =
Tt l s + Tn l = Tx Versor da
Tt
Ty − m Tn
ms =
Tt m s + Tn m = Ty Tensão Tt
Tangencial Tz − n Tn
Tt n s + Tn n = Tz ns =
Tt
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1ªAula
Problema 1

Num plano perpendicular ao eixo dos yy a tensão resultante


é T={0 10 5}MPa. Determine as componentes das tensões
no referido plano.
⎧1 ⎫
JG ⎪ ⎪
τ yx = T.e1 = {0 10 5} ⎨0 ⎬ = 0MPa
⎪0 ⎪
⎩ ⎭
⎧0 ⎫
JG ⎪ ⎪
σ yy = T.e 2 = {0 10 5} ⎨1 ⎬ = 10MPa
⎪0 ⎪
⎩ ⎭
⎧0 ⎫
JG ⎪ ⎪
τ yz = T.e1 = {0 10 5} ⎨0 ⎬ = 5MPa
⎪1 ⎪
⎩ ⎭

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Dinis 2007/2008 42
1ªAula
Problema 1(cont)

⎧1 ⎫
JG ⎪ ⎪
τ yx = T.e1 = {0 10 5} ⎨0 ⎬ = 0MPa
⎪0 ⎪
⎩ ⎭
⎧0 ⎫
z T JG ⎪ ⎪
τyz σ yy = T.e 2 = {0 10 5} ⎨1 ⎬ = 10MPa
⎪0 ⎪
⎩ ⎭
τyx σyy
⎧0 ⎫
JG ⎪ ⎪
τ yz = T.e1 = {0 10 5} ⎨0 ⎬ = 5MPa
y ⎪1 ⎪
⎩ ⎭
x
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Dinis 2007/2008 43
1ªAula
Problema 2

O tensor das tensões num ponto é: ⎡ 10 20 −30 ⎤


⎢ 20 −20 30 ⎥ MPa
Desenhe um paralelepípedo ⎢ ⎥
⎢⎣ −30 30 10 ⎥⎦
centrado no ponto e sobre cada
uma das faces represente as tensões que sobre ela
actuam.

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Dinis 2007/2008 44
1ªAula
Problema 2

z 10
30
10 30 20
20 20 30 20
20 y
10
x 10

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Dinis 2007/2008 45
1ªAula
Problema 3

3. O estado de tensão num ponto de um sólido é definido


pelas seguintes componentes: ⎡80 50 60 ⎤
⎢50 160 −75⎥
⎢ ⎥
⎢⎣60 −75 100 ⎥⎦
a) Determine a componente normal e a componente de corte
num plano cuja normal está inclinada de α = 68º e β = 35º
em relação aos eixos dos xx e dos yy respectivamente.
b) Determine os cossenos directores da tensão de corte no
plano considerado.
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Dinis 2007/2008 46
1ªAula
Problema 3

O Tensor das Tensões é: ⎡80 50 60 ⎤


σ = ⎢⎢50 160 −75⎥⎥
⎢⎣60 −75 100 ⎥⎦

O versor da normal: ⎧cos(68º ) ⎫ ⎧ 0.37 ⎫ ⎧0.37 ⎫


⎪ ⎪ ⎪⎪ ⎪⎪ ⎪ ⎪
⎨ cos(35º ) =
⎬ ⎨ 0.82 ⎬ = ⎨0.82 ⎬
⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪
⎩ cos(α) ⎭ ⎪⎩ 1 − (0.37) 2 + (0.82) 2 ⎪⎭ ⎩ 0.43⎭

⎡80 50 60 ⎤ ⎧0.37 ⎫ ⎧ 96.99 ⎫


T=σ.n JG ⎢ ⎪ ⎪ ⎪ ⎪
Τ = ⎢50 160 −75⎥⎥ ⎨0.82 ⎬ = ⎨117.22 ⎬
⎢⎣60 −75 100 ⎥⎦ ⎩⎪ 0.43⎭⎪ ⎩⎪ 4.47 ⎭⎪

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Dinis 2007/2008 47
1ªAula
Problema 3
G
T n = σ n = T .n = 134.3MPa
T

Tt = σ t = T − Tn = 71.63MPa
2 2

Tx − lTn 96.99 − 0.37 × 134.3


ls = = = 0.65
Tt 71.63
Ty − mTn 117.22 − 0.82 ×134.3
ms = = = 0.10
Tt 71.63
Tz − nTn 4.47 − 0.43 × 134.3
ns = = = −0.75
Tt 71.63

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Dinis 2007/2008 48
1ªAula
Problema 4

4. No ponto P = {1,1,1} de um corpo material para um


plano de corte a cuja equação é x+y-z-1=0, a tensão
G G
resultante é : T(P, n) = {30,100, −10}
Determine no ponto P, as componentes normal e
tangencial da tensão T.

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Dinis 2007/2008 49
1ªAula
Problema 4

O versor da normal a um plano cuja equação é


ax+by+cz+d=0 é:
{a, b, c} consequente o versor da normal ao plano
a 2 + b2 + c2
G {1,1, −1} ⎧ 1 1
=⎨ , ,−
1 ⎫
referido no enunciado é: n= ⎬
12 + 12 + 12 ⎩ 3 3 3⎭
⎧ 1 ⎫
⎪ ⎪
⎪ 3 ⎪
JG G ⎪ 1 ⎪ 140
e a tensão normal é: Tn = σ n = T.n = {30,100, −10} ⎨ ⎬= MPa
⎪ 3 ⎪ 3
⎪ 1 ⎪
⎪− ⎪
⎩ 3⎭
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1ªAula
Problema 4

A tensão tangencial é:

Tt = T − Tn ⎛
= 900 + 10000 + 100 − ⎜ ⎞ 10 402
⎟ =
2 2
140 MPa
⎝ 3⎠ 3

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1ªAula
Problemas Propostos

Ver em conteúdos Capítulo I e resolver os problemas que


têm a ver com o conteúdo da aula. Os Problemas iniciais.

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1ªAula