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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE TUCURUÍ – CAMTUC
FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA - FEE

EWERTON GOMES DOS SANTOS TEIXEIRA


HUGO DA ROCHA CONÇEIÇÃO
LUAN CARLOS SOARES PEREIRA
LUAN DIEGO PANTOJA PEREIRA
PAULO RODRIGUES AMARAL

RELATÓRIO 3

TUCURUÍ-PA
2017
2

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE TUCURUÍ – CAMTUC
FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA – FEE

EWERTON GOMES DOS SANTOS TEIXEIRA 201440005


HUGO DA ROCHA CONÇEIÇÃO 201440030
LUAN CARLOS SOARES PEREIRA 201440002
LUAN DIEGO PANTOJA PEREIRA 201440045
PAULO RODRIGUES AMARAL 201440018

RELATÓRIO 3

Relatório técnico apresentado como requisito


parcial para obtenção de aprovação na disciplina
Laboratório de Conversão de Energia, no Curso de
Bacharelado em Engenharia Elétrica, na
Universidade Federal do Pará – Campus Tucuruí.

Prof. Dr. Bernard Carvalho Bernardes

TUCURUÍ-PA
2017
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Sumário

1. CARACTERÍSTICA MAGNÉTICA DE GERADORES CC COM EXCITAÇÃO


INDEPENDENTE .................................................................................................................... 4
1.1. Obejtivo .............................................................................................................................. 4

1.2. Introdução Teórica ............................................................................................................ 4

1.3 Metodologia ......................................................................................................................... 5

1.4 Procedimentos Experimentais ........................................................................................... 5

1.5 Exercícios............................................................................................................................. 9

1.6 Conclusão ............................................................................................................................ 9

2. RELAÇÃO DE ESPIRAS ENTRE CAMPOS SÉRIE-SHUNT EM MÁQUINA CC. 10


2.1. Obejtivo ............................................................................................................................ 10

2.2. Introdução Teórica .......................................................................................................... 10

2.3 Metodologia ....................................................................................................................... 11

2.4 Procedimentos Experimentais ......................................................................................... 11

2.5 Exercícios........................................................................................................................... 13

2.6 Conclusão .......................................................................................................................... 13

3. CONTROLE DE VELOCIDADE DO MOTOR CC SHUNT ............................................... 14


3.1. Obejtivo ............................................................................................................................ 14

3.2. Introdução Teórica .......................................................................................................... 14

3.3 Metodologia ....................................................................................................................... 15

3.4 Procedimentos Experimentais ......................................................................................... 15

3.4.1 Primeiro Circuito ............................................................................................................. 16


3.4.2 Segundo Circuito ............................................................................................................. 17
3.4.3 Terceiro Circuito.............................................................................................................. 19
3.5 Exercícios........................................................................................................................... 20

3.6 Conclusão .......................................................................................................................... 22

REFERÊNCIAS ........................................................................................................................ 23
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1. CARACTERÍSTICA MAGNÉTICA DE GERADORES CC COM EXCITAÇÃO


INDEPENDENTE

1.1. Objetivo

Levantamento da curva de magnetização de um gerador C.C. a vazio excitado


independentemente.

1.2. Introdução Teórica

Com uma máquina primaria imprimindo uma velocidade constante ao gerador CC a


vazio, e o circuito de campo sendo excitado com uma corrente continua é obtida uma 𝑓. 𝑒. 𝑚
induzida na armadura.
𝐸𝑔 = 𝐾∅𝑛
Onde:
𝐾 = É uma constante construtiva da máquina (depende apenas dos parâmetros ‘p’, ‘z’
e ‘a’);
∅ = É o fluxo;
𝑛 =Rotação.
Mesmo se houvesse uma corrente de excitação nula haveria um valor de tensão
registado por um voltímetro, diferente da solução da equação que diria q não haveria
excitação. Essa explicação é bem simples isso se deve a um valor de tensão residual existente
no ferro da maquina.
A Figura 1.1 mostra a curva que representa o comportamento da tensão gerada nos
terminais da armadura, em função da corrente de excitação, 𝑖𝑓, para um gerador sem carga.
Percebe-se que na curva de magnetização há um aumento quando é excitado corrente, mas
quando essa excitação diminui percebe-se que este decréscimo não acompanha o valor que
houvera sido obtido, ou seja, as curvas estariam em valores não condizentes.
Mas isso se explica pelo fato de que o material ferromagnético da maquina possui a
propriedade de reter certo magnetismo residual. O que é justificado pelo fenômeno da
“histerese”.
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Figura 1.1 – Característica Magnética

1.3. Metodologia

O experimento foi feito no Laboratório de Conversão de Energia da UFPA – Campus


Tucuruí, com orientação e supervisão do professor Bernard Carvalho Bernardes.
Todos os procedimentos foram executados seguindo o roteiro proposto e outras
orientações do professor. As atividades do roteiro foram dividas na forma de que todos os
integrantes da equipe participassem dos procedimentos.

1.4. Procedimentos Experimentais

Durante este experimento foram utilizados alguns elementos de circuitos e


equipamentos para a realização dos procedimentos experimentais, sendo estes:
 02 Voltímetros;
 02 Amperímetros ;
 01 Tacômetro;
 01 Varikeld (Variador CC);
 01 Máquina Síncrona Trifásica (máquina primária );
 Fonte de Tensão CC (variável);
 Cabos;
 01 Reostato;
 01 Máquina CC.

Para fazer o levantamento da curva de magnetização a vazio, usou-se o esquema da


Figura 1.2, que permite a determinação da f.e.m induzida na armadura de um gerador CC a
vazio, excitado através de seu enrolamento de campo.
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Figura 1.2 – Esquema da montagem do Circuito

Inicialmente foi identificado cada componente do circuito padrão através dos dados de
placa e numero de série de cada equipamento. A Tabela 1.1 a seguir mostra os dados da
Maquina CC utilizada e a Tabela 1.2 mostra os dados da Maquina Síncrona.

Tabela 1.1 – Dados da Máquina CC


Maquina CC
Número de série 80.2120
Rotação da Máquina CC 1800 RPM
Potência 1.25 CV

Tabela 2.2 – Dados da Máquina Síncrona


Maquina Síncrona
Número de série 80.2115
Rotação da Máquina CC 1800 RPM
Potência 1 KW

Posteriormente montou-se o circuito mostrado na Figura 1.3, de acordo com o


esquema da Figura 1.2.
Figura 1.3 – Circuito Montado
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Em seguida foi feito a alimentação da máquina síncrona, pois esta precisa de uma
ligação trifásica de 220 𝑉𝑐𝑎 , em delta (ligados aos terminais L1, L2 e L3 da fonte). No entanto,
na maquina síncrona havia terminais diferentes do código que se tinha. Então precisou de uma
“transformação” de códigos. Na Figura 1.4 tem-se esse tipo de ligação. Vale ressaltar que
precisou de 220 𝑉𝑐𝑎 para alimentação, para isso na máquina síncrona montou a configuração
delta, mas em paralelo. A Figura 1.5 mostra a alimentação feita na máquina síncrona.

Figura 1.4 – Ligação trifásica para 220 VCA em delta.

Figura 1.5 – Alimentação da máquina síncrona.

Com o motor CC acoplado na máquina síncrona seguiu-se para outra parte da


montagem de acordo com o esquema da Figura 1.6 Conectou-se o enrolamento de campo do
motor síncrono em serie com o reostato de campo e com a fonte de tensão CC que foi ajustada
em um valor de 12.02 V e também utilizou o outro amperímetro e o outro voltímetro para
medir essa tensão e corrente. O circuito montado é mostrado na Figura 1.7.
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Figura 1.6 – Esquema do Circuito

Figura 1.7 – Circuito Montado

Com a chave aberta ainda, foi feito o reajuste no reostato para 34,5  com o auxilio de
um multímetro. Assim foi aplicada a tensão de 220 𝑉𝑐𝑎 na máquina síncrona, ou seja, a chave
foi ligada. E assim verificou-se a rotação do motor que neste momento estava em 1648 rpm
inconsistente com o seu dado na placa que é de 1800 rpm. Para ajusta-se essa rotação foi
necessário aumentar a corrente de campo do motor síncrono, isto é, diminuir o valor da
resistência do reostato até um valor que a máquina entrasse em sincronismo. Daí a
importância do tacômetro que auxiliava na medição dessa velocidade. Posteriormente anotou-
se essa corrente (𝐴2 ) igual a 3,24 A.
Como o circuito de campo gerador devia ser alimentado com uma excitação contínua,
utilizou-se o variador CC. E como a máquina possui fluxo magnético residual para excitação
nula, mediu-se a tensão equivalente nos terminais da armadura do ferrador, antes que qualquer
voltagem fosse aplicada no circuito de campo. E assim, preencheu-se a primeira parte da
tabela, quando se varia a excitação através do variador CC, até que este atinja o valor nominal
da corrente no gerador (~0.20A). Devia-se ter o maior cuidado possível em não errar o valor
da corrente pedido na Tabela 1.3, pois não se podia voltar, visto que o material
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ferromagnético da máquina possui a propriedade de reter certo magnetismo residual, fato este
que implicaria em dados incorretos. E para a segunda parte da Tabela 1.3, apenas diminuiu-se
a corrente de campo de seu valor nominal até zero.

Tabela 3.3 – Resultados obtidos


Curva de Magnetização Ascendente
𝑰𝒇 (A) 0 0.01 0.05 0.08 0.10 0.12 0.15 0.20
𝑬𝒈 (𝑽) 11 14.4 40.6 66 83.6 96.9 118.7 146.6
Curva de Magnetização Descendente
𝑰𝒇 (A) 0.20 0.15 0.12 0.10 0.08 0.05 0.01 0
𝑬𝒈 (𝑽) 149 128.1 109.8 95.1 83.8 56.8 21.3 12

1.5. Exercícios

 Levante a curva 𝐸𝑔 × 𝑖𝑓 com base na Tabela 1.

Gráfico 4.1 – Curva 𝐸𝑔 × 𝑖𝑓

1.6. Conclusão

Realmente o que vale ressaltar neste experimento, é a questão do magnetismo residual


que quando decresce a corrente de campo percebemos que os valores não os mesmos que
foram encontrados quando aumentasse essa corrente ficando assim comprovando a questão da
característica da curva magnética de geradores CC com a excitação independente e sendo
justificada pela questão do fenômeno da “histerese”.
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2. RELAÇÃO DE ESPIRAS ENTRE CAMPOS SÉRIE-SHUNT EM MÁQUINA CC

2.1. Objetivo

Determinação da relação de espiras entre campos série e paralelo através de excitações


independentes de campo de um gerador de corrente contínua.

2.2. Introdução Teórica

Para determinar a relação de espiras entre campos série-shunt em máquina CC, basta
relembrar-se do principio que se aplica aos transformadores. Para isso analisa-se a Figura 2.1:

Figura 2.1 – Esquema de um transformador

Nota-se pela Figura 2.1, que o transformador possui um enrolamento primário onde é
aplicada uma tensão a ser convertida 𝑉𝑝, e um enrolamento secundário onde é retirada a
tensão de saída 𝑉𝑠 . Cada enrolamento é composto por um determinado número de espiras,
donde se denomina que a tensão de saída será proporcional a relação do número de espiras e
ao valor de tensão de entrada. Obtendo-se a seguinte expressão:
𝑉𝑝 𝑁𝑝
=
𝑉𝑠 𝑁𝑠
Assim faz-se a seguinte analogia aos campos serie-shunt:

Figura 2.2 – Campo Série-Shunt em Máquina CC


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Quando uma tensão variável é aplicada aos terminais do campo shunt, um fluxo “”
deve ser estabelecido no entreferro tal que a 𝑓. 𝑐. 𝑒. 𝑚 𝐸𝑓 iguale a uma tensão imposta,
quando a resistência do enrolamento é desprezível. Assim:
𝑑
𝑉𝑓 = 𝐸𝑓 = 𝑁𝑓
𝑑𝑡
E o fluxo que passa no entreferro do campo shunt se relaciona com o entreferro do
campo série e isso faz com que apareça uma 𝑓. 𝑐. 𝑒 induzida 𝐸𝑠, igual a tensão nos terminais
do campo serie 𝑉𝑠, então:
𝑑
𝑉𝑠 = 𝐸𝑠 = 𝑁𝑠
𝑑𝑡
Relacionando as duas equações têm-se algo parecido com a relação de espiras de um
transformador:
𝑉𝑓 𝑁𝑠
=
𝑉𝑠 𝑁𝑠

2.3. Metodologia

O experimento foi feito no Laboratório de Conversão de Energia da UFPA – Campus


Tucuruí, com orientação e supervisão do professor Bernard Carvalho Bernardes.
Todos os procedimentos foram executados seguindo o roteiro proposto e outras
orientações do professor. As atividades do roteiro foram dividas na forma de que todos os
integrantes da equipe participassem dos procedimentos.

2.4. Procedimentos Experimentais

Durante este experimento foram utilizados alguns elementos de circuitos e


equipamentos para a realização dos procedimentos experimentais, sendo estes:

 02 Voltímetros
 01 Varivolt
 Cabos
 01 Máquina CC
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Para determinar a relação de espiras entre o campo shunt, utilizou-se o esquema do


circuito da Figura 2.3.
Figura 2.3 – Esquema do Circuito

Inicialmente verificou-se os dados da máquina CC, tais como número de série,


rotação, potência. Os dados são mostrados na Tabela 2.1.
Tabela 2.1 – Dados da Máquina CC
Maquina CC
Número de série 80.2120
Rotação da Máquina CC 1800 RPM
Potência 1.25 CV

Com a máquina CC isolada, ou seja, desacoplada de uma máquina síncrona (máquina


primária) foi feito o “fechamento” do circuito. Na máquina CC foram introduzidos cabos no
Campo-Shunt desta, onde conectou-se ao Varivolt para produzir a tensão AC. Em seguida
introduziu-se dois multímetros para se fazer a leitura de tensão. O primeiro foi conectado
juntamente ao Varivolt e nos terminais do Campo-Shunt a fim de se verificar com uma maior
precisão a tensão aplicada por esse equipamento e o segundo nos terminais do Campo-Série
com o objetivo de medir a tensão induzida neste lado. Com o circuito montado (Figura 2.4)
apenas variou-se a tensão no Varivolt com aquelas pedidas na Tabela 2.2 e também foi
preenchida a tensão medida no Campo série.
Figura 2.4 – Circuito Montado
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Tabela 2.2 – Resultados obtidos


Tensão pedida no Tensão aplicada Tensão medida no
Procedimento
experimento no Campo Shunt Campo Série
1 50 V 50.2 V 0.563 V
2 75 V 75.5 V 0.852 V
3 100 V 100.2 V 1.136 V

Com os valores obtidos, calcula-se a relação de espiras para cada procedimento


utilizando a equação.
𝑁𝑠 𝑉𝑓
=
𝑁𝑠 𝑉𝑠
 Procedimento 1:

𝑁𝑠 50.2
= = 89.16
𝑁𝑠 0.563
 Procedimento 2:

𝑁𝑠 75.5
= = 88.61
𝑁𝑠 0.852
 Procedimento 3:

𝑁𝑠 100.2
= = 88.20
𝑁𝑠 1.136
E por fim obtemos uma relação média de espiras:
𝑅𝑒𝑙𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑎𝑠(1) + 𝑅𝑒𝑙𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑎𝑠(2) + 𝑅𝑒𝑙𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑎𝑠(3)
𝑅𝑒𝑙𝑎çã𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑎 =
3
89.16 + 88.61 + 88.20
𝑅𝑒𝑙𝑎çã𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑎 = ≅ 88
3
2.5. Exercícios

 Faça sua análise sobre o experimento e dê seus comentários. (análise e comentários


foram feitos na conclusão)

2.6. Conclusão

No caso desse experimento, é melhor que faça a análise sobre o experimento na


própria conclusão, onde se discutem os resultados obtidos aqui. Pois bem, o que vale ressaltar
é a percepção das variações de tensões e sua relação com as espiras que nos três
14

procedimentos percebe-se que independente da tensão aplicada e da tensão medida, os valores


das relações das espiras não deram tanto diferentes, sempre sendo aproximados neste caso. É
isso está de acordo com a teoria, afinal a relação de espiras da Máquina CC já está definida
por seu fabricante, mas por métodos experimentais pode-se chegar a este valor, claro
aproximado, pois vale ressaltar que condições ideias não existem.

3. CONTROLE DE VELOCIDADE DO MOTOR CC SHUNT

3.1. Objetivo

Verificar através de experimentos uma forma de controle de velocidade para motores


de corrente contínua.

3.2. Introdução Teórica

Este experimento irá abordar o controle de velocidade do Motor CC com derivação


Shunt. Pois bem, em um Campo-Sunt de uma máquina CC o torque aumenta linearmente com
o aumento na corrente de armadura, enquanto a velocidade cai ligeiramente à medida que a
corrente da armadura aumenta. Para o controle dessa velocidade basta inserir uma resistência
de campo para isso usa-se um reostato de campo. Boas aplicações deste tipo de modelo são no
uso veículos elétricos, máquinas industriais, etc.
Também se pode falar em regulação de velocidade de um Motor CC Shunt, como já
foi dito é evidente que este tipo de aspecto pode ser classificado como motores de velocidade
praticamente constante, cuja regulação de velocidade é boa (pequena percentagem). Para
terminar tem-se que a regulação de velocidade de um motor é definida como: a variação da
velocidade nominal desde a plena carga ate a situação de carga nula, expressa em
percentagem da velocidade nominal. Em forma de equação tem-se:
𝑁𝑜 − 𝑁
𝑟𝑒𝑔𝑢𝑙𝑎ç𝑎𝑜 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑙𝑜𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = × 100
𝑁
Os vários esquemas disponíveis para o controle da velocidade podem ser deduzidos da
equação da velocidade para o motor CC, a qual é obtida a partir da equação para a tensão de
armadura induzida e da Lei de Kirchhoff da tensão para o circuito de armadura.
Logo,
𝐸𝑎 = 𝐾∅𝑛
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E a lei do circuito que rege a este tipo de aspecto:


𝐸𝑎 = 𝑉𝑐𝑐 − 𝐼𝑎 (𝑅𝑎 + 𝑅𝑒 )
Combinando as duas equações:
𝐸𝑎 𝑉𝑐𝑐 − 𝐼𝑎 (𝑅𝑎 + 𝑅𝑒 )
𝑛= =
𝐾∅ 𝐾∅
Onde:
𝑛 = Velocidade do motor;
𝐸𝑎 = Tensão da armadura;
𝑉𝑐𝑐 = Tensão aplicada ao motor;
∅ = 𝐹Luxo do polo;
𝑅𝑎 = Resistência de armadura;
𝑅𝑒 = Resistência interna ajustável;
𝐼𝑎 = Corrente na armadura.

Analisando a equação acima verifica-se que a velocidade do motor CC pode ser


controlada ajustando-se qualquer um de três fatores: ∅, 𝑅𝑒 ou 𝑉𝐶𝐶.

3.3. Metodologia

O experimento foi feito no Laboratório de Conversão de Energia da UFPA – Campus


Tucuruí, com orientação e supervisão do professor Bernard Carvalho Bernardes.
Todos os procedimentos foram executados seguindo o roteiro proposto e outras
orientações do professor. As atividades do roteiro foram dividas na forma de que todos os
integrantes da equipe participassem dos procedimentos.

3.4. Procedimentos Experimentais

Durante este experimento foram utilizados alguns elementos de circuitos e


equipamentos para a realização dos procedimentos experimentais, sendo estes:

 02 Voltímetros
 02 Amperímetro
 01 Máquina CC
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 01 Reostato
 01 Varikeld (Variador CC)
 01 Tacômetro
 Cabos

3.4.1. Primeiro circuito

O método de controle de velocidade dos motores CC shunt envolve o ajuste da tensão


terminal aplicada (𝑉𝐶𝐶 ). O esquema da Figura 3.1 é o mais desejável do ponto de vista de
flexibilidade e de rendimento operacional.

Figura 3.1 – Esquema para o Primeiro Circuito

Inicialmente verificou-se os dados da máquina CC, tais como número de série,


rotação, potência. Os dados são mostrados na Tabela 3.1.

Tabela 3.1 – Dados da Máquina CC


Maquina CC
Número de série 80.2120
Rotação da Máquina CC 1800 RPM
Potência 1.25 CV

Em seguida montou-se o circuito de acordo com o esquema da Figura 3.1. Utilizando


dois amperímetros a fim de se obter a corrente no Campo Shunt (𝐼𝑐 ) e a corrente da armadura
(𝐼𝑎 ). E dois voltímetros, um deles ligados as fontes de tensão para obter uma medição mais
precisa e outro na própria armadura da máquina no intuito de obter a tensão de armadura (𝐸𝑎 ).
E para medir a velocidade do motor utilizou-se o tacômetro. A Figura 3.2 mostra o circuito
montado.
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Figura 3.2 – Primeiro Circuito Montado

E assim variou-se a tensão aplicada no motor, conforme a Tabela 3.2 e assim foram
feitas medições de 𝐼𝑎 , 𝐼𝑐 , 𝐸𝑎 e a rotação do motor (rpm).

Tabela 3.2 – Resultados obtidos para o Primeiro Circuito


𝑽𝒄𝒄 (%) nominal 𝑽𝒄𝒄 (V) 𝑰𝒂 (A) 𝑰𝒄 (A) 𝑬𝒂 (V) rpm
0 0 0 0 0 0
20 36.8 1.66 0.06 36.6 939.6
40 72.4 1.02 0.12 72.4 1194
60 108.8 0.85 0.18 108.6 1363
80 145.5 0.88 0.23 145.6 1559

3.4.2. Segundo circuito.

O controle de velocidade do motor CC em derivação por ajuste do fluxo do pólo (∅) é


o mais simples de ajustar e envolve menores despesas. O Campo de fluxo é considerado
totalmente devido a corrente que circula no enrolamento de campo. O ajuste do fluxo de pólo
é obtido por meio de uma resistência variável (Re) colocada em série com o enrolamento de
campo. Se a resistência externa de campo é aumentada, o fluxo do pólo é reduzido e a
velocidade aumenta.

Para este experimento utilizou-se o esquema do circuito mostrado na Figura 3.3.


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Figura 3.3 – Esquema para o Segundo Circuito

Inicialmente montou-se o circuito da Figura 3.4 de acordo com esquema do circuito da


Figura 3.3, utilizando um reostato, que na verdade é a resistência de campo, a qual pode ser
ajustada. A diferença do procedimento anterior consiste em dois tópicos. (1) A adição desse
equipamento (reostato) e um multímetro para ter a precisão da resistência medida e (2), no
controle da rotação que ao invés de ser controlado por uma tensão, será controlado por uma
variação de resistência.
Figura 3.4 – Segundo Circuito Montado

Como o circuito da Figura 3.4 mostra é importante observar que o reostato estará
ligado em paralelo com a armadura. E novamente outras medições de 𝐼𝑎 , 𝐼𝑐 , 𝐸𝑎 e a rotação do
motor (rpm) foram feitas.
Tabela 3.3 – Resultados obtidos para o Segundo Circuito
𝑹𝒆 (%) nominal 𝑹 () 𝑰𝒂 (A) 𝑰𝒄 (A) 𝑬𝒂 (V) Rpm
0 0 0.87 0.16 101.4 1343
20 20.1 0.87 0.16 101 1354
40 39.9 0.88 0.15 101 1380
60 60.7 0.89 0.15 100.7 1406
80 80.5 0.90 0.14 100.3 1432
100 101.6 0.91 0.14 100.1 1459
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3.4.3. Terceiro Circuito.

O controle de velocidade por resistência de armadura externa envolve o uso de um


resistor externo, Re, conectado no circuito da armadura. O tamanho e o custo deste resistor
ajustável (variável) são consideravelmente maiores que aqueles do reostato de campo, porque
Re deve ser capaz de suportar toda a corrente de armadura 𝐼𝑎 .
Para este experimento utilizou-se o esquema do circuito mostrado na Figura 3.5.

Figura 3.5 – Esquema para o Terceiro Circuito

Incialmente montou-se o circuito mostrado na Figura 3.6, de acordo com o esquema


da Figura 3.5. A diferença do procedimento anterior consiste apenas na mudança da ligação
do reostato, que nesse circuito pode-se observar que está ligado em série com a armadura.

Figura 3.6 – Circuito Montado

Novamente outras medições de 𝐼𝑎 , 𝐼𝑐 , 𝐸𝑎 e a rotação do motor (rpm) foram feitas. Os


resultados obtidos estão na Tabela 3.4
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Tabela 3.4 – Resultados obtidos


𝑹𝒆 (%) nominal 𝑹 () 𝑰𝒂 (A) 𝑰𝒄 (A) 𝑬𝒂 (V) rpm
0 0.0006 0.85 0.21 130.6 1472
20 20.6 0.83 0.20 110.5 1267
40 40.5 0.82 0.20 90.3 1049
60 60.9 0.80 0.19 72.6 1846
80 81.1 0.78 0.19 56.0 652
100 101.6 0.76 0.19 42.0 479

3.5. Exercícios

 Trace as curvas de relacionamento entre os valores de 𝑉𝑐𝑐 e as demais grandezas


registradas (Tabela 3.2). Faça comentários.

Figura 3.7 – Plotagem das grandezas da Tabela 3.2

Comparando essas plotagens percebe-se o que acontece a cada vez que se aumenta a
tensão. A corrente 𝐼𝑎 tem um pico e acaba decaindo depois, 𝐼𝑐 cresce quase que linearmente e
𝐸𝑎 aumenta linearmente. E o principal que é o controle da velocidade, acaba tornando-se
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proporcional no inicio, pois se aumenta a tensão, tem-se como efeito o aumento na rotação do
motor e depois tende a se tornar constante.

 Trace as curvas de relacionamento entre os valores de 𝑅𝑒 e as demais grandezas


registradas (Tabela 3.3). Faça comentários.

Figura 3.8 – Plotagem das grandezas da Tabela 3.3

Comparando essas plotagens percebe-se o que acontece a cada vez que se aumenta a
resistência no reostato. A corrente 𝐼𝑎 aumenta linearmente, 𝐼𝑐 inicialmente e constante decai
um pouquinho, fica constante novamente e decai novamente e 𝐸𝑎 seja para quaisquer valores
de resistência ganha toda a tensão da fonte. E o principal que é o controle da velocidade,
acaba tornando-se proporcional, pois se aumenta a resistência como efeito, a rotação do motor
acaba aumentando, mas isso só vale para este tipo de ligação onde a resistência encontra-se
em paralelo com a armadura.
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 Trace as curvas de relacionamento entre os valores de 𝑅𝑒 e as demais grandezas


registradas (Tabela 3.4). Faça comentários.

Figura 3.9 – Plotagem das grandezas da Tabela 3.4

Comparando essas plotagens percebe-se o que acontece a cada vez que se aumenta a
resistência no reostato. A corrente 𝐼𝑎 acaba decaindo, 𝐼𝑐 decai, em seguida fica constante e
depois decai novamente e 𝐸𝑎 acaba diminuindo drasticamente. E o principal que é o controle
da velocidade, acaba tornando-se desproporcional, pois se aumenta a resistência como efeito,
a rotação do motor acaba diminuído, até a rotação de este parar, mas isso só vale para este
tipo de ligação onde a resistência encontra-se em série com a armadura.

3.6. Conclusão

Neste experimento percebeu-se que a velocidade de um Motor CC Shunt pode ser


controlada por três variáveis: a tensão aplicada na máquina, a resistência ligada em paralelo
com a armadura e a resistência ligada em série com a armadura. Isso se prova através dos
resultados obtidos ou até mesmo da maneira mais simples, no caso apenas interpretando os
gráficos plotados para cada experimento. Portando condizendo com toda a teoria aplicada a
prática.
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REFERÊNCIAS

CHAPMAN, S. J. Fundamentos de Máquinas Elétricas. 5ª ed. Ed. Bookman, 2013.

FITZGERALD, A. E./Kingsley, Jr./Kusko,A. – “Máquinas Elétricas”, Ed. McGraw-Hill do


Brasil, 1975.

KOSOW, I. L. – “Máquinas Elétricas e Transformadores”, Ed. Globo, 1977.

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