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TÓPICOS ESPECIAIS EM CONTABILIDADE I Professor Me. José Manoel da Costa GRADUAÇÃO Unicesumar
TÓPICOS ESPECIAIS EM CONTABILIDADE I Professor Me. José Manoel da Costa
TÓPICOS
ESPECIAIS EM
CONTABILIDADE I
Professor Me. José Manoel da Costa

GRADUAÇÃO

Unicesumar

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; COSTA , José Manoel da.
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; COSTA , José Manoel da.
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; COSTA , José Manoel da.
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; COSTA , José Manoel da.

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância; COSTA, José Manoel da.

Tópicos Especiais em Contabilidade I. José Manoel da

Costa.

(Reimpressão revista e atualizada) Maringá-Pr.: UniCesumar, 2016. 263 p.

“Graduação

- EaD”.

1. Contabilidade. 2. Patrimônio . 3. Formalidades 4. EaD. I. Título.

ISBN 978-85-459-0171-6

CDD - 22 ed. 657 CIP - NBR 12899 - AACR/2

Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828

pelo bibliotecário João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828 Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor

Reitor Wilson de Matos Silva

Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho

Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho

Pró-Reitor de EAD Willian Victor Kendrick de Matos Silva

Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi

NEAD - Núcleo de Educação a Distância

Direção Operacional de Ensino Kátia Coelho

Direção de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha

Direção de Operações Chrystiano Mincoff

Direção de Mercado Hilton Pereira

Direção de Polos Próprios James Prestes

Direção de Desenvolvimento Dayane Almeida

Direção de Relacionamento Alessandra Baron

Gerência de Produção de Conteúdo Juliano de Souza

Supervisão do Núcleo de Produção de Materiais Nádila de Almeida Toledo

Coordenador de conteúdo José Manoel da Costa

Design Educacional Paulo Victor Souza e Silva

Iconografia Amanda Peçanha dos Santos Ana Carolina Martins Prado

Projeto Gráfico Jaime de Marchi Junior José Jhonny Coelho

Arte Capa André Morais de Freitas

Editoração André Morais de Freitas

Revisão Textual Ana Caroline de Abreu Keren Pardini

Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos.
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos.
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos.
Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos.

Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos. A busca por tecnologia, informação, conhecimento de qualidade, novas habilidades para liderança e so- lução de problemas com eficiência tornou-se uma questão de sobrevivência no mundo do trabalho.

Cada um de nós tem uma grande responsabilida- de: as escolhas que fizermos por nós e pelos nos- sos farão grande diferença no futuro.

Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar assume o compromisso de democratizar o conhe- cimento por meio de alta tecnologia e contribuir para o futuro dos brasileiros.

No cumprimento de sua missão – “promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma

sociedade justa e solidária” –, o Centro Universi- tário Cesumar busca a integração do ensino-pes- quisa-extensão com as demandas institucionais

e sociais; a realização de uma prática acadêmica

que contribua para o desenvolvimento da consci- ência social e política e, por fim, a democratização do conhecimento acadêmico com a articulação e

a integração com a sociedade.

Diante disso, o Centro Universitário Cesumar al- meja ser reconhecido como uma instituição uni-

versitária de referência regional e nacional pela qualidade e compromisso do corpo docente; aquisição de competências institucionais para

o desenvolvimento de linhas de pesquisa; con-

solidação da extensão universitária; qualidade da oferta dos ensinos presencial e a distância; bem-estar e satisfação da comunidade interna; qualidade da gestão acadêmica e administrati- va; compromisso social de inclusão; processos de cooperação e parceria com o mundo do trabalho, como também pelo compromisso e relaciona- mento permanente com os egressos, incentivan- do a educação continuada.

como também pelo compromisso e relaciona- mento permanente com os egressos, incentivan- do a educação continuada.
Diretoria de Planejamento de Ensino Diretoria Operacional de Ensino Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está

Diretoria de Planejamento de Ensino

Diretoria de Planejamento de Ensino Diretoria Operacional de Ensino Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está

Diretoria Operacional de Ensino

de Planejamento de Ensino Diretoria Operacional de Ensino Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está

Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está iniciando um processo de transformação, pois quan- do investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou profissional, nos transformamos e, consequente- mente, transformamos também a sociedade na qual estamos inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportunidades e/ou estabelecendo mudanças capa- zes de alcançar um nível de desenvolvimento compa- tível com os desafios que surgem no mundo contem- porâneo.

O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo este processo, pois conforme Freire (1996):“Os homens se educam juntos, na transformação do mundo”.

Os materiais produzidos oferecem linguagem dialó- gica e encontram-se integrados à proposta pedagó- gica, contribuindo no processo educacional, comple- mentando sua formação profissional, desenvolvendo competências e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em situação de realidade, de maneira a inse- ri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal objetivo “provocar uma aproxi- mação entre você e o conteúdo”, desta forma possi- bilita o desenvolvimento da autonomia em busca dos conhecimentos necessários para a sua formação pes- soal e profissional.

Portanto, nossa distância nesse processo de cres- cimento e construção do conhecimento deve ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos peda- gógicos que o Centro Universitário Cesumar lhe possi- bilita. Ou seja, acesse regularmente o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fóruns e en- quetes, assista às aulas ao vivo e participe das discus- sões. Além disso, lembre-se que existe uma equipe de professores e tutores que se encontra disponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranqui- lidade e segurança sua trajetória acadêmica.

em seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranqui- lidade e segurança sua trajetória acadêmica.

AUTOR

AUTOR

APRESENTAÇÃO

TÓPICOS ESPECIAIS EM CONTABILIDADE I

Caro(a) estudante, é com imensa satisfação que lhe apresento, nesta disciplina, Tópicos Especiais em Contabilidade I, conteúdos que serão de fundamental importância para

a continuidade do seu estudo. Em temas contábeis, você já estudou diversos conteú-

dos, desde básicos e fundamentais até custos industriais e análise custo-volume-lucro, passando pela teoria da contabilidade que trata de mensuração de ativos e passivos e estudo das normas brasileiras de contabilidade.

O objetivo aqui é dar um novo enfoque a diversos conteúdos que você já aprendeu,

visando melhor fixação, e agregar conteúdos novos, principalmente no que diz respeito

à estrutura das demonstrações contábeis. Para que o aprendizado seja ainda mais sig-

nificativo, partiremos de temas teóricos e conceituais, passando pela prática simulada, desenvolvendo um processo contábil completo, com lançamentos de Livro Diário e Li- vro Razão, até chegar às demonstrações contábeis.

Você será levado(a) ao aprendizado sobre conceitos básicos da contabilidade, estudan- do algumas considerações básicas acerca do regime de apuração do resultado contábil, conceito, definição, objeto, objetivo e finalidade da contabilidade, também sobre o pro- fissional e os usuários da contabilidade. Ainda compreenderá a respeito da avaliação de estoques, composição do patrimônio da entidade e apuração da situação líquida. Para explicar a estrutura patrimonial, faremos comentários relacionados a cada um dos gru- pos do balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício.

Um tema muito importante para o seu aprendizado é a depreciação, pois os bens, direi- tos, ou bens e direitos de exploração, podem ser depreciados, amortizados ou exauri- dos de acordo com a legislação, pois representam custos ou despesas operacionais da empresa, muito embora não haja desembolso de recursos. De acordo com o Regime de Competência, a depreciação deve ser reconhecida periodicamente no resultado da em- presa, reconhecimento esse que não é obrigatório pelo fisco, mas, caso não seja feito, a empresa pagará mais impostos se a tributação for feita com base no lucro real.

A depreciação, amortização e exaustão somente podem ocorrer sobre bens ou direitos

permanentes que não podem ser levados diretamente à despesa por contribuírem com resultados futuros, por isso, a cada período, uma parte dos valores é levada à despesa ou

custo; em contrapartida, reduz-se o valor dos ativos.

Em uma empresa, acontecem diariamente muitas operações comerciais e financeiras,

decorrentes das suas atividades, definidas em contrato ou estatuto social. Essas opera- ções podem ser classificadas em atos e fatos administrativos. Enquanto os atos adminis- trativos não representam entradas ou saídas de recursos no momento, em que ocorrem,

os fatos administrativos representam movimentação de recursos e, por isso, são objetos

de contabilização e são chamados de fatos contábeis.

Para a contabilização desses fatos, a contabilidade utiliza o método das partidas dobra- das, o qual, em sua essência, obriga que uma movimentação de recursos da empresa seja sempre registrada em duas contas contábeis, pois uma movimentação de recursos sempre representa modificação (qualitativa, quantitativa ou ambas) na composição pa- trimonial ou na situação líquida. Sempre que um determinado valor é movimentado,

APRESENTAÇÃO

podemos dizer que ele saiu de um lugar e foi para outro, quando ocorre um fato contábil permutativo, se altera a qualidade do patrimônio, pois o valor que tinha uma qualidade patrimonial passa a ter outra, isso ocorre quando compramos à vista uma mercadoria para revenda, pois deixamos de ter um valor no caixa e passamos a ter o mesmo valor em estoques para revenda. Sendo assim, o patrimônio da empre- sa continua o mesmo, mas houve uma modificação na qualidade dele.

Para registrar os fatos contábeis permutativos, modificativos ou mistos, utilizamos dois livros contábeis: Diário e Razão. Esses livros têm suas formalidades intrínsecas e extrínsecas e se diferenciam em seus objetivos, pois, enquanto o Diário mostra o registro dos fatos contábeis na ordem cronológica que ocorre, o Razão organiza os lançamentos, priorizando as contas contábeis, registrando todos os fatos de uma conta, depois da outra, mantendo dentro da conta a ordem cronológica somente para os fatos dela.

As demonstrações contábeis devem comunicar aos usuários da contabilidade infor- mações úteis para a tomada de decisões. Vamos utilizar as demonstrações contábeis como fonte das informações sobre a situação econômica e financeira da entidade, de forma a embasar a tomada de decisões dos diversos usuários das informações empresariais.

Para um melhor aprendizado, os conteúdos estão organizados em onze tópicos com abordagem teórica e prática simulada.

Vamos em frente!

Sucesso!

09

SUMÁRIO

UNIDADE I09 SUMÁRIO CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL 15 Introdução 16 Temas

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

15

Introdução

16

Temas Iniciais Sobre a Contabilidade

24

Patrimônio

29

Estrutura Patrimonial

35

Considerações Finais

UNIDADE II29 Estrutura Patrimonial 35 Considerações Finais O QUE E COMO CONTABILIZAR? 45 Introdução 46 Atos

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

45

Introdução

46

Atos e Fatos Administrativos

51

Método das Partidas Dobradas

57

Avaliação de Estoques

64

Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos

76

Livros Contábeis

82

Considerações Finais

64 Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos 76 Livros Contábeis 82 Considerações Finais

SUMÁRIO

UNIDADE III

UNIDADE III

PROCESSO CONTÁBIL – LANÇAMENTO NO DIÁRIO

93

Introdução

94

Fatos a Contabilizar

104

Formalidades e Preparação para a Escrituração Contábil

121

Registro no Livro Diário

161

Considerações Finais

UNIDADE IV

UNIDADE IV

PROCESSO CONTÁBIL – LANÇAMENTO NO RAZÃO

171

Introdução

172

Registro Contábil no Livro Razão

203

Balancete de Verificação

208

Lançamento dos Ajustes e Encerramento

215

Balancete de Verificação Após Apuração de Impostos

219

Considerações Finais

e Encerramento 215 Balancete de Verificação Após Apuração de Impostos 219 Considerações Finais

11

11 SUMÁRIO UNIDADE V DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 227 Introdução 228 Características Qualitativas das

SUMÁRIO

UNIDADE V

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

227

Introdução

228

Características Qualitativas das Demonstrações

232

Demonstração do Resultado

236

Balanço Patrimonial

240

Outras Demonstrações

248

Considerações Finais

255

CONCLUSÃO

257

REFERÊNCIAS

259

GABARITO

Outras Demonstrações 248 Considerações Finais 255 CONCLUSÃO 257 REFERÊNCIAS 259 GABARITO
Professor Me. José Manoel da Costa CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL I
Professor Me. José Manoel da Costa CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL I
Professor Me. José Manoel da Costa
CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS
SOBRE A CONTABILIDADE E
ESTRUTURA PATRIMONIAL
I
Objetivos de Aprendizagem
■ Aprender o conceito, objeto, objetivo e finalidade da contabilidade.
■ Compreender a composição do patrimônio.
■ Conhecer a estrutura patrimonial.
■ Entender o patrimônio líquido.
UNIDADE

Ver a modificação da situação líquida.

Plano de Estudo

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:

Temas iniciais sobre a contabilidade

Patrimônio

Estrutura Patrimonial

que você estudará nesta unidade: ■ Temas iniciais sobre a contabilidade ■ Patrimônio ■ Estrutura Patrimonial

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

INTRODUÇÃO

Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. INTRODUÇÃO 15 Como base para o

15

Como base para o estudo da contabilidade, veremos algumas considerações iniciais que serão utilizadas como fundamento para o aprendizado sobre a con- tabilidade. Estudaremos, então, a apuração do resultado contábil, diferenciando regime de caixa de regime de competência, evidenciando que o resultado contábil obrigatoriamente deve ser apurado pelo regime de competência em cumpri- mento a normas e princípios contábeis. Abordaremos também o conceito da contabilidade, a sua definição como ciência, mas também como um processo de comunicação de informações. Iremos entender que o patrimônio é o objeto de estudo da contabilidade, e o objetivo da contabilidade é o registro e controle do patrimônio. Outras considerações importantes nesta seção: o profissional con- tábil, os usuários da contabilidade e os campos de atuação da profissão. O patrimônio é o objeto de estudo da contabilidade e as informações gera- das sobre esse mesmo patrimônio, o seu objetivo. O estudo do patrimônio nos levará ao patrimônio líquido, pois este depende integralmente daquele. Uma vez que o patrimônio é composto por bens, direitos e obrigações, uma dessas partes, as obrigações, é negativa. Para encontrar o patrimônio líquido, utiliza- mos os mesmos itens que compõem o patrimônio, mas em forma de equação matemática, somando os bens mais os direitos, parte positiva do patrimônio, e deduzindo dessa soma as obrigações, parte negativa, temos então o patrimônio líquido, muito importante para a análise das demonstrações contábeis. No estudo da estrutura patrimonial, veremos que os bens e direitos represen- tam a utilização dos recursos da entidade que foram obtidos das fontes próprias e externas. As chamadas “fontes próprias” são os recursos dos investidores da empresa e as “fontes externas” são os recursos de terceiros que são partes indi- retamente ligadas à empresa, pois, juridicamente, não têm nenhuma influência na organização.

Introdução

indi- retamente ligadas à empresa, pois, juridicamente, não têm nenhuma influência na organização. Introdução

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS

I

do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS SOBRE
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS SOBRE
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS SOBRE
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS SOBRE
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS SOBRE
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS SOBRE
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS SOBRE
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I TEMAS INICIAIS SOBRE

TEMAS INICIAIS SOBRE A CONTABILIDADE

A APURAÇÃO DO RESULTADO

Regime de Caixa

A apuração do resultado pelo regime de caixa se caracteriza por considerar

como receita os recebimentos, mesmo que a empresa realize muitas vendas em um determinado período; caso sejam a prazo, com recebimento previsto para

os períodos seguintes, no período que as vendas ocorreram, não haverá receita. De igual forma, as despesas são consideradas no momento do pagamento, independente das compras serem efetuadas ou dos materiais ou serviços serem utilizados na atividade empresarial, é mais ou menos como fazemos em nossas finanças pessoais, compramos um sapato hoje para pagamento em três parce- las mensais, normalmente consideramos que teremos despesas nos três meses, independente desse sapato nos trazer benefícios por muito mais que três meses. Na sua totalidade, dificilmente se utiliza o regime de caixa, as vezes os ges- tores utilizam parcialmente. A gestão empresarial pode ser feita com base nos fluxos de caixa, utilizando assim o que aqui chamamos de regime de caixa, no entanto o resultado contábil da empresa, por obrigatoriedade das normas con- tábeis, somente pode ser apurado com base no regime de competência.

somente pode ser apurado com base no regime de competência. CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 17 Regime de

17

Regime de Competência

O regime de competência se caracteriza pelo reconhecimento de receitas e despesas no

período que ocorrem, independente do pagamento ou recebimento. É o único regime aceito para apuração do resultado contábil das empresas, pois obedece aos princí- pios e normas contábeis, sendo também aceito pelos órgão arrecadadores de tributos. Quanto ao reconhecimento da receita, a única diferença é quanto ao recebimento;

no regime de caixa, será considerada a receita no momento do recebimento do cliente

e, no regime de competência, no momento da transferência de propriedade do bem.

Quanto ao lançamento da despesa, ocorre a seguinte divergência: enquanto no regime de caixa a despesa ocorre no momento do pagamento, no regime de compe- tência a despesa ocorre no momento da utilização dos bens ou serviços; não é nem no momento da compra nem por ocasião do pagamento, mas na efetiva utilização na atividade empresarial. Vamos exemplificar com alguns fatos simulados de uma empresa:

■ Compra à vista de mercadorias para revenda, R$5.000,00.

■ Compra à prazo de mercadorias para revenda, R$5.000,00.

■ Venda a vista de 20% (custo de R$2.000,00) dos estoques de mercadorias, por R$3.000,00.

■ Venda a prazo de 30% (custo de R$3.000,00) dos estoques de mercadorias, por R$5.000,00.

   

REGIME DE

FATO

REGIME DE CAIXA

COMPETÊNCIA

Recebimento dos sócios

   

Compra à vista de mercadorias

-5.000,00

 

Compra à prazo de mercadorias

   

Venda a vista

3.000,00

3.000,00

Custo das vendas

 

-2.000,00

Vendas a prazo

 

5.000,00

Custo das vendas

 

-3.000,00

Resultado

-2.000,00

3.000,00

Temas Iniciais Sobre a Contabilidade

Custo das vendas   -3.000,00 Resultado -2.000,00 3.000,00 Temas Iniciais Sobre a Contabilidade

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I Pelo regime

I

Pelo regime de caixa, apuramos o resultado de R$2.000,00 negativo, pois con- sideramos somente a compra e a venda à vista. Pelo regime de competência, apuramos o resultado positivo de R$3.000,00, pois consideramos a receita das vendas (à vista e a prazo) e o custo das unidades vendidas para apurar o resultado.

e o custo das unidades vendidas para apurar o resultado. Para você, atuando como gestor(a) financeiro(a)

Para você, atuando como gestor(a) financeiro(a) de uma empresa, qual regi- me de apuração de resultado utilizará? Por quê?

Fonte: o autor.

CONCEITO OU DEFINIÇÃO DE CONTABILIDADE

Costa (2014, p. 9) aborda esse assunto com muita clareza, utilizando conceitos da escola italiana e da escola americana, que se completam:

Para D’Áuria (apud PADOVEZE, 2000, p. 49), a “contabilidade é a ci- ência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro relativos aos atos e fatos da administração econômica”. Lembre-se que D’Áuria é da escola patrimonialista e, portanto estuda a contabilidade com enfoque no patrimônio das entidades, portanto nesta definição fica claro o patrimônio como ator principal.

Vamos buscar uma definição de um professor influenciado pela escola norte-americana, pois como você se lembra, a contabilidade no Brasil teve influência tanto da escola patrimonialista quanto da norte-ameri- cana.

Para Hendriksen (apud PADOVEZE, 2000, p. 49), “a contabilidade é um processo de comunicação de informação econômica para propósi- tos de tomada de decisão tanto pela administração como por aqueles que necessitam fiar-se nos relatórios externos”.

D’Áuria, representante da escola italiana de contabilidade, enfatiza a contabilidade como ciência enquanto Hendriksen, da escola norte-a- mericana, a trata como um processo de informação, enquanto o pri- meiro evidencia o controle patrimonial, o segundo evidencia a infor- mação.

controle patrimonial, o segundo evidencia a infor- mação. CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 19 A contabilidade

19

A contabilidade é um sistema de informação em si e que também faz parte de um sistema de informações gerenciais dentro da gestão em- presarial. Através de técnicas, normas e princípios mantém um con- trole permanente do patrimônio de uma entidade, evidenciando suas modificações nos relatórios contábeis para que os usuários das infor- mações patrimoniais possam tomar decisões empresariais.

Quero finalizar este tópico sobre definição da contabilidade com uma citação de um administrador. Fayol (1994, p. 25) disse que a contabi- lidade “deve revelar, a qualquer momento, a posição e o rumo do ne- gócio. Deve dar informações exatas, claras e precisas sobre a situação econômica da empresa”. Destaco nesta frase a expressão “a qualquer momento”, pois informações fora do tempo é como o motorista que olha pelo retrovisor para ver o tamanho do buraco na estrada que fez com que o carro quebrasse.

O conceito de contabilidade pode ser assim definido: é uma ciência que estuda

o patrimônio das entidades, controlando e demonstrando sua evolução, sendo então um processo de comunicação, a qualquer tempo, das informações finan- ceiras e econômicas, resultantes desse controle, levando os usuários à tomada de decisões com base em tais informações.

OBJETO, OBJETIVO E FINALIDADE

A contabilidade deve verificar, a qualquer momento, se a atividade da empresa está

produzindo lucros ou prejuízos e de que forma esses resultados estão sendo gerados.

A finalidade da contabilidade é fazer o registro e controle do patrimônio e

fornecer informações acerca da composição deste e as variações patrimoniais, bem como apurar os resultados das atividades econômicas desenvolvidas para alcançar seus fins, que podem ser lucrativos ou sociais.

O objeto da contabilidade é o patrimônio das entidades, pois todo o traba-

lho do contador tem como foco tal patrimônio. Todos os elementos patrimoniais são considerados, lembrando que o patri- mônio é formado por bens, direitos e obrigações. Esse patrimônio não é estático, pois se modifica de acordo com as operações diárias da empresa, então pode- mos dizer que o patrimônio de uma entidade é dinâmico, pois se modifica de acordo com as atividades empresariais.

Temas Iniciais Sobre a Contabilidade

uma entidade é dinâmico, pois se modifica de acordo com as atividades empresariais. Temas Iniciais Sobre

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I Agora que

I

Agora que você sabe qual é o objeto da contabilidade, podemos discutir sobre o seu objetivo. Já que o objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio das entidades, podemos afirmar que o objetivo principal da contabilidade é o controle desse patrimônio. As informações relacionadas a situação econômica, financeira e patrimonial da empresa devem ser comunicadas em função da necessidade de cada usuá- rio. Enquanto o administrador utiliza informações para a gestão empresarial, os fornecedores e os bancos as utilizam para concessão de crédito, os concorrentes, para analisar o mercado, e o governo, para tributação e estatística.

O PROFISSIONAL CONTÁBIL

Para atingir os objetivos da contabilidade, os profissionais devem ser habilitados

e vinculados ao órgão de classe, que, além de regulamentar a profissão, é respon- sável pela fiscalização do exercício da profissão.

O profissional contábil é denominado contabilista. O contabilista que tem

formação acadêmica de ensino médio (antigo segundo grau) e se registrou no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) é denominado técnico em contabi-

lidade. Para possuir esse registro, é necessário fazer o Exame de Suficiência para

a categoria de técnico em contabilidade e somente será possível se registrar nessa categoria até o dia 31/05/2015.

O aluno concluinte em um curso de graduação em Ciências Contábeis será

bacharel em Ciências Contábeis e terá formação acadêmica necessária para

ser um profissional contábil, porém, para atuar profissionalmente, ele deve ser aprovado, obrigatoriamente, em Exame de Suficiência organizado pelo CFC

− Conselho Federal de Contabilidade − e ser registrado no CRC – Conselho

Regional de Contabilidade −, de acordo com as regras desse órgão profissional.

O contabilista que concluiu o ensino superior no curso de ciências contábeis,

que foi aprovado no exame de suficiência e que se registrou no CRC é denomi-

nado contador. Conforme Marion (1998, p. 26), tanto o contador quanto o técnico em conta-

bilidade podem “[ ] ser responsáveis pela contabilidade das empresas, analistas CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A
bilidade podem “[
]
ser responsáveis pela contabilidade das empresas, analistas
CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 21 de balanços,

21

de balanços, pesquisadores contábeis etc.”. Cabe, entretanto, ao contador algumas atividades que o técnico em contabilidade não pode assumir: auditoria, perícia contábil e ser professor de contabilidade; para esta última, o contador deverá se especializar e aprender as técnicas de ensino-aprendizagem. Ainda, para Marion (2003, p. 25), “a função básica do contador é produ- zir informações úteis aos usuários da contabilidade para a tomada de decisões”. A Lei n° 12.249/10 inclui, no Decreto Lei n° 9.295/46, o parágrafo 2° do artigo 12, que diz: “Os técnicos em contabilidade já registrados em Conselho Regional de Contabilidade e os que venham a fazê-lo até 1° de junho de 2015 têm assegu- rado o seu direito ao exercício da profissão”. Portanto, após o dia 1º de junho de 2015, somente poderão se registrar na pro- fissão contábil aqueles que tiverem titulação de bacharel em Ciências Contábeis, após concluirem o ensino superior em Ciências Contábeis. Os técnicos em contabilidade, registrados até 1º de junho de 2015, pode- rão continuar no exercício da profissão regularmente, a vedação é somente para novos registros.

regularmente, a vedação é somente para novos registros. Decreto Lei 9295/46, com redação dada pela Lei

Decreto Lei 9295/46, com redação dada pela Lei 12.249/2010.

Art. 12. Os profissionais a que se refere este Decreto-Lei somente poderão exercer a profissão após a regular conclusão do curso de Bacharelado em Ci- ências Contábeis, reconhecido pelo Ministério da Educação, aprovação em Exame de Suficiência e registro no Conselho Regional de Contabilidade a que estiverem sujeitos.

§ 2 o Os técnicos em contabilidade já registrados em Conselho Regional de Contabilidade e os que venham a fazê-lo até 1 o de junho de 2015 têm asse- gurado o seu direito ao exercício da profissão.

Fonte: Brasil (2010).

Temas Iniciais Sobre a Contabilidade

têm asse- gurado o seu direito ao exercício da profissão. Fonte: Brasil (2010). Temas Iniciais Sobre

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I USUÁRIOS DA

I

USUÁRIOS DA CONTABILIDADE

Os usuários dos serviços contábeis são todas as pessoas físicas ou jurídicas que, direta ou indiretamente, tenham interesse na avaliação e no desenvolvimento de sua empresa, portanto serão os contratantes dos serviços contábeis. Por outro lado, temos os usuários das informações geradas pela contabilidade, quais sejam: administradores, sócios e acionistas, governo, bancos, concorren- tes, sindicatos, empregados, fornecedores etc. Esse grupo de usuários, os das informações, pode ser classificado em internos e externos, cada um deles com interesse específico pelas informações contábeis.

USUÁRIO DA CONTABILIDADE

DOS SERVIÇOS

DAS INFORMAÇÕES

Administradores

Todas as pessoas jurídicas, por obrigatoriedade

Algumas pessoas físicas, por necessidade

Sócios e acionistas

Governo

Bancos

Correntes

Sindicatos

Empregados

Fornecedores

Figura 01: Usuários da contabilidade Fonte: o autor.

Figura 01: Usuários da contabilidade Fonte: o autor. CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 23 Os usuários

23

Os usuários das informações contábeis podem ser classificados em internos e externos. Enquanto os internos, além das demonstrações padronizadas, podem solicitar à contabilidade outros relatórios com informações complementares, os externos têm à disposição somente as demonstrações contábeis publicadas.

USUÁRIO DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS

INTERNOS

EXTERNOS

ADMINISTRADORES (termo extensivo a gerentes, encarregados e outros gestores)

Sócios e acionistas

Governo

Bancos

Correntes

Sindicatos

Empregados

Fornecedores

Figura 02: Usuários das informações contábeis Fonte: o autor.

Campos de atuação Podemos enfocar o campo de atuação da contabilidade de diversas formas:

Pelas áreas de atuação:

■ Auditoria Contábil;

■ Auditor Fiscal;

■ Perícia Contábil;

■ Controladoria;

■ Planejador Tributário;

■ Contador de Custos;

■ Contador Público;

■ Docente, entre outros.

Temas Iniciais Sobre a Contabilidade

■ Contador de Custos; ■ Contador Público; ■ Docente, entre outros. Temas Iniciais Sobre a Contabilidade

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I Pelas atividades

I

Pelas atividades econômicas:

Todas as pessoas jurídicas precisam obriga- toriamente de um contador, assim sendo, a atuação é muito ampla, pois todas as pessoas jurídicas, sejam elas comerciais, industriais, agropecuárias, financeiras, prestadoras de serviços, entidades sem fins lucrativos, precisam de um contador. Nessas áreas econô- micas, algumas empresas têm características particulares, como é o caso das empresas agropecuárias e as indústrias, em que a apu- ração dos custos demanda estudo específico, bem diferente das empresas comerciais. Nas instituições financeiras, o contador também precisa de especialização diferenciada, assim como nos órgãos públicos.

PATRIMÔNIO

diferenciada, assim como nos órgãos públicos. PATRIMÔNIO Para chegar ao entendimento da estrutura patrimonial,

Para chegar ao entendimento da estrutura patrimonial, precisamos entender bem o que é patrimônio. Costa (2014), em seu estudo sobre patrimônio, utili- zando citações de diversos autores, abordou o patrimônio da seguinte forma:

Se você usar o dicionário, esse mesmo que você usa em casa para des- cobrir o significado de qualquer palavra, deverá encontrar as seguintes definições para patrimônio: “Herança paterna. Bens de família”. Mais adiante define como direito: “Complexo de bens, materiais ou não, di- reito, ações, posse e tudo o mais que pertença a uma pessoa ou empresa e seja suscetível de apreciação econômica”. E como contabilidade: “A parte jurídica e material da azienda” (FERREIRA, 1994, p. 488). Todas essas definições você encontrará sem a utilização de nenhum livro de contabilidade.

sem a utilização de nenhum livro de contabilidade. CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Quando vemos patrimônio

Quando vemos patrimônio como objeto de estudos da contabilidade percebemos muitos conceitos que colaboram com o nosso aprendiza- do. Segundo Padoveze (2000, p. 36) “é o conjunto de riquezas de pro- priedade de alguém [

O Conselho Federal de Contabilidade (2006, p. 19) no apêndice à re-

solução sobre os princípios fundamentais de contabilidade refere-se a

dois aspectos do patrimônio: o qualitativo e o quantitativo. No aspecto

qualitativo “[

entende-se a natureza dos elementos que o compõem

como dinheiro, valores a receber ou a pagar expressos em moeda, má-

quinas, estoques de materiais ou de mercadorias, etc.”, por outro lado,

refere-se à expressão dos componentes

o aspecto quantitativo “[

patrimoniais em valores, o que demanda que a contabilidade assuma posição sobre o que seja valor [

]

]

25

Então o patrimônio é um conjunto de bens, direitos e obrigações que são vincu- lados à entidade (empresas, organizações, poder público) e constitui um meio (recurso) necessário para a realização dos objetivos das entidades. A adminis- tração da empresa pratica atos de natureza econômica e financeira e produz mutações aumentativas e diminutivas na riqueza empresarial. A contabilidade realiza o processo contábil com o objetivo de conhecer a situação do patrimônio da empresa e explica as suas alterações causadas pela ação administrativa na gestão dos recursos empresariais.

Bens Componente importante do patrimônio, os bens são as coisas em geral que, por satisfazerem as necessidades das pessoas e empresas, se tornam úteis e são expressas em valor monetário. Toda coisa material existente não é nada se não for útil para alguém, quando algo é útil para alguém, passa a ser cabível, a men- suração econômica, então, passa a ser um bem. Tendo utilidade, podemos dizer que é um bem e, sendo um bem, podemos preci- ficar e realizar transações comerciais. Os bens são a parte do patrimônio que demanda mais controle, principalmente os

©Brian A Jackson

Patrimônio

comerciais. Os bens são a parte do patrimônio que demanda mais controle, principalmente os ©Brian A

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I bens comercializáveis,

I

bens comercializáveis, os estoques de produtos e mercadorias, pois o resultado da empresa depende de um bom sistema de controle. Quanto à forma física, os bens podem ser classificados em tangíveis e intangíveis.

Tangíveis: são os bens que têm forma física, são palpáveis. Ex.: veículos, máquinas, equipamentos industriais, móveis, imóveis, instalações etc. Também chamados de bens materiais.

Intangíveis: são os bens que não são materiais, mas são mensuráveis. Ex.:

marcas da empresa registrada, registro de inventos, ponto comercial, car- teira de clientes etc. Também chamados de bens imateriais.

Quanto à mobilidade e facilidade de transferência de um local para outro, os bens podem ser classificados em imóveis e móveis.

Bens imóveis: são aqueles inseridos no solo ou em outros bens, que não podem ser transferidos de local sem destruição ou perda de valor. Ex.:

terrenos, edifícios, construções, árvores e alguns tipos de instalações e máquinas industriais.

Bens móveis: são aqueles que podem ser transferidos de local sem des- truição ou perda de valor. Alguns dependem de outras pessoas para serem transferidos e outros se movem por si próprios. Ex.: máquinas, equipa- mentos, animais, veículos, estoques etc.

Direitos Como você já entendeu o que são bens, veremos agora o que é direito. O direito corresponde aos haveres ou aos créditos que temos contra alguma pessoa ou empresa, é o poder jurídico de exigirmos alguma coisa ou valor de alguém. São exemplos de direito: as duplicatas e títulos a receber, os aluguéis a receber, os impostos recuperáveis, entre outros. Automaticamente, se a sua empresa tem um direito, a outra empresa tem uma obrigação. Os direitos são títulos que representam compromissos que um terceiro (pessoa física ou jurídica) assumiu perante a empresa. Esse título tem algumas forma- lidades, uma delas é o vencimento, ou seja, a data em que você ou sua empresa vai receber os valores; essa informação é muito importante na contabilidade,

essa informação é muito importante na contabilidade, CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 27 Normalmente, não

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do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 27 Normalmente, não deixamos

Normalmente, não deixamos muito dinheiro no caixa da empresa, pois fica no banco. Considerando que o dinheiro em caixa é um bem, como podemos classificar o dinheiro no banco? Bem ou direito? Por quê?

pois a classificação no Balanço Patrimonial depende do prazo combinado para

a transformação do título em dinheiro. A empresa também pode ter direitos sem data certa para realização, por exemplo, os saldos em conta corrente bancária, pois as retiradas podem ser fei- tas a qualquer momento, visto que estão disponíveis em conta corrente.

Obrigações

Você já deve ter pensado que esta é a parte negativa do patrimônio e tem razão. As dívidas devem ser deduzidas da soma dos bens e direitos para se calcular o patrimônio líquido. Assim como as empresas, as pessoas podem ter as dívidas maiores do que seus bens e direitos, esse é o momento da falência. As obrigações são dívidas que a pessoa ou empresa tem a pagar a outras pes- soas. Podemos denominá-las também de obrigações exigíveis. As obrigações normalmente têm um prazo de vencimento determinado. Para algumas obriga- ções, cujo vencimento não é previamente definido, damos o nome de provisões, porque deverão ser pagas, mas não têm um vencimento previamente conhecido. Temos como exemplo de obrigações exigíveis as dívidas com fornecedores, os empréstimos bancários, os salários a pagar, os impostos e encargos, as contas a pagar de água, energia elétrica, telefone, aluguel etc. Como exemplo de provisões, pode-se citar as provisões trabalhistas de décimo terceiro

e férias. Sempre que você tiver a oportunidade, leia notícias referentes às empresas que nor- malmente abordam o patrimônio delas e os resultados que fazem a alteração do patri- mônio líquido.

©shutterstock

Patrimônio

abordam o patrimônio delas e os resultados que fazem a alteração do patri- mônio líquido. ©shutterstock

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I O patrimônio

I

do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I O patrimônio de

O patrimônio de uma empresa ou de uma pessoa não é o que se vê, o que

é aparente, normalmente, são os bens, mas o patrimônio líquido pode ser

maior do que os bens, caso os direitos sejam maiores que as obrigações, ou menor do que os bens, caso as obrigações sejam maiores que os direitos.

O que realmente importa para a atividade da empresa é a estrutura patri-

monial que melhor se adeque, pois as dívidas (obrigações) contribuem para maximizar o resultado, dependendo do custo da dívida e do resultado da atividade desenvolvida.

Fonte: o autor.

Patrimônio Líquido Iudícibus (2004), ao falar sobre patrimônio líquido, cita diversas formas de abor- dagens: teoria do proprietário; teoria da entidade; teoria do acionista ordinário; teoria do fundo; teoria do comando e teoria do empreendimento. Embora não apresente de forma conclusiva qual é a melhor abordagem, menciona que, para um pequeno empreendimento, “a teoria da entidade para o patrimônio líquido

(IUDÍCIBUS, 2004, p. 189).

O patrimônio está sempre ligado a uma ou mais pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas. Todos os componentes do patrimônio (bens, direitos e obrigações) devem ser mensurados para que seja possível apurar o Patrimônio Líquido ou a Situação Líquida do patrimônio, por meio da equação: bens mais direitos menos obrigações. Podemos afirmar que o Patrimônio Líquido é resultante da diferença entre ativos e passivos, o que chamamos também de riqueza líquida, e tem como pro- prietário os sócios ou acionistas da empresa como resultado da transferência de recursos pessoais para a sociedade e dos próprio resultado das operações da sociedade que não foram distribuídos. Enquanto na primeira equação o patrimônio líquido é encontrado a partir de inventários ou levantamentos da situação da empresa, na segunda, é encon- trado a partir da soma dos subgrupos que compõem o grupo Patrimônio Líquido no lado direito do Balanço Patrimonial.

está mais de acordo [

]”

direito do Balanço Patrimonial. está mais de acordo [ ]” CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ESTRUTURA PATRIMONIAL

Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. ESTRUTURA PATRIMONIAL 29 Aqui você terá contato com

29

Aqui você terá contato com o conteúdo que te levará ao aprendizado da estrutura patrimonial de uma forma diferente, teórica. Cada um dos grupos de contas que compõem a estrutura patrimonial e também as contas de resultado será expli- cado detalhadamente, para que você aprenda a estrutura patrimonial por um enfoque conceitual e exemplificativo. Podemos representar a estrutura do patrimônio da seguinte forma:

ESTRUTURA PATRIMONIAL

ESTRUTURA PATRIMONIAL

ATIVO

Bens

Direitos

PASSIVO+PL

Obrigações

Patrimônio Líquido

Figura 03: Estrutura Patrimonial Fonte: o autor.

A parte positiva do patrimônio, por convenção, será sempre demonstrada do

lado esquerdo e a parte negativa, do direito.

Segundo Saldini (2002, p. 17), “podemos dizer que os bens e os direitos são positivos porque seus recursos estão disponíveis para operacionalizar a empresa, e

as obrigações, por se tratarem de dívidas, fazem com que esses recursos diminuam”. Assim, os elementos positivos do patrimônio são chamados de Ativos e os

elementos negativos de Passivos. O Patrimônio Líquido aparece do lado direito, juntamente com os elementos negativos, por representar a diferença entre a parte positiva e negativa, dando assim o equilíbrio na estrutura patrimonial.

O relatório contábil que demonstra a estrutura patrimonial apurada em um

determinado momento de forma estática é o Balanço Patrimonial.

Ativo (Bens e Direitos) De acordo com o Comitê de Pronunciamento Contábil (2008a, p. 16), “Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade”.

A principal característica que se pode visualizar em um Ativo é o benefício

Estrutura Patrimonial

para a entidade”. A principal característica que se pode visualizar em um Ativo é o benefício

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I futuro que

I

futuro que pode advir desse bem. De forma simples, costumeiramente atribui-

-se a bens e direitos da empresa o conceito de Ativo, sendo assim, todos os bens

e direitos que a empresa detém são seus ativos, como veículos, dinheiro, móveis, imóveis, máquinas etc. Poderão ocorrer casos em que a empresa possua em seu imobilizado uma máquina sem vida útil, sem capacidade instalada, não podendo gerar qualquer benefício presente ou futuro para essa entidade, nesse caso, esse bem não será considerado um Ativo, devendo, portanto, ser retirado do Ativo.

Ativo Circulante (Bens e Direitos com expectativa de realização até o final do exercício seguinte)

Representa todos os bens e direitos considerados como Ativo da empresa e que podem vir a se transformar em dinheiro no chamado curto prazo, ou seja, até

o término do exercício social seguinte. Esse grupo também é conhecido como

“Capital de Giro” da entidade e, como o próprio nome expressa, contribuirá para

o giro, a realização das atividades necessárias da entidade. Compõem o Ativo Circulante:

Disponível: São expressões monetárias equivalentes a bens, são valores disponíveis de forma mais imediata para a empresa, valores que estão à disposição das operações que a empresa precisa realizar.

Créditos: São direitos que representam valores que a empresa tem expec- tativa de receber até o final do exercício social seguinte.

Estoques: São bens que representam os valores que a empresa possui de estoques para consumo, para uso no processo produtivo, para revenda, em processo e produtos prontos para a venda.

Outros ativos circulantes: São bens e direitos de menor expressão que representam os valores que a empresa possui com realização prevista no curto prazo, por exemplo: impostos a recuperar, adiantamento a forne- cedores, adiantamento a empregados etc.

a forne- cedores, adiantamento a empregados etc. CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 31 Ativo Não

31

Ativo Não Circulante (Bens e Direitos com expectativa de realização após o final do exercício seguinte) São os bens ou direitos que serão realizados (convertidos em dinheiro) após o final do exercício seguinte (realizável a longo prazo), compostos também pelos Investimentos, Imobilizados e Intangíveis da empresa que os utiliza no desenvolvimento de sua ati- vidade principal. Dentro desse grupo, somente o subgrupo realizável a longo prazo é considerado ativo realizável, pois os investimentos, imobilizado e ativos intangíveis são necessários para a atividade da empresa, são estratégicos, e como são de pro- priedade da empresa, poderão ser vendidos, mas não existe expectativa para isso, pois a atividade da empresa depende deles. Compõem o Ativo Não Circulante:

Ativo Realizável a Longo Prazo: São bens e direitos de propriedade da empresa que irão se realizar, mas a expectativa de prazo para essa realiza- ção (transformação em dinheiro) é após o final do exercício social seguinte. Exemplo: valores a receber com data prevista para o longo prazo.

Investimentos: São participações permanentes que a empresa realiza em outras companhias, valores desembolsados na compra de parte de empresas e que não possui a intenção de vender. Também são considerados investi- mentos nesse grupo quaisquer valores que a empresa destina como forma de “especulação financeira” e que possuem caráter permanente.

Imobilizado: São os bens destinados à manutenção de todas as atividades da empresa, aqueles que irão contribuir para a empresa atingir a conclusão de suas atividades principais. Esses bens NÃO serão destinados à venda e permanecerão por período indeterminado como ativos da empresa, sua rea- lização é parcial em forma de depreciação.

Intangível: Marion (2009, p. 360) relata que “a legislação diz que devem ser classificados no grupo Intangível os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercido com esta finalidade”.

Passivo (Dívidas) O Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passa- dos, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade

Estrutura Patrimonial

de eventos passa- dos, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I capazes de

I

capazes de gerar benefícios econômicos. Representa todas as obrigações que uma empresa possui com terceiros. Também é conhecido como Capital de Terceiros ou Obrigações Exigíveis. No Passivo, as contas serão dispostas em ordem crescente de exigibilidades, registradas nos grupos que trataremos a partir de agora.

Passivo Circulante (dívidas com vencimento até o final do exercício so- cial seguinte) No Passivo Circulante, são classificadas as dívidas a pagar em curto prazo, isso quer dizer, vencíveis ou exigíveis até o final do exercício social seguinte. Como visto na constituição da sociedade, é determinado qual será o dia de encerra- mento do exercício social, que normalmente é 31/12, para haver compatibilidade com o encerramento do exercício fiscal. De modo diferente do Ativo Circulante, a lei não explicita quais são os sub- grupos do Passivo Circulante. Na pretensão de organizar melhor as contas, sugerem-se os seguintes subgrupos: empréstimos e financiamentos; fornecedo-

res; obrigações trabalhistas; obrigações sociais; obrigações fiscais; outras contas

a pagar e provisões.

Compõem o Passivo Circulante:

Empréstimos e financiamentos: São os credores por financiamento. A expres- são empréstimos é utilizada para operações de obtenção de recursos de instituições financeiras para cobrir necessidades de capital de giro, normalmente com prazos curtos. Tanto os empréstimos e financiamentos com vencimentos previstos até

o final do exercício social seguinte quanto as parcelas vencíveis nesse prazo dos

empréstimos e financiamentos em longo prazo deverão figurar nesse subgrupo. Fornecedores: Os fornecedores ou credores por fornecimento representam as compras de mercadorias ou materiais adquiridos a prazo. Obrigações trabalhistas: As obrigações a pagar aos empregados ficam por um período muito curto compondo o Passivo, pois, conforme leis trabalhistas, eles devem ser pagos até o quinto dia útil do mês subsequente ao trabalhado. Por não fazer parte do esforço para a obtenção de receitas no mês em que são pagas, as obrigações trabalhistas devem ser provisionadas no mês em que incorreram, por isso são dívidas da empresa enquanto não forem pagas.

por isso são dívidas da empresa enquanto não forem pagas. CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 33 Obrigações sociais

33

Obrigações sociais: As obrigações sociais ocorrem em função dos salários, mas representam recursos diferentes dos salários, pois serão pagas a credores diferentes. Essas obrigações são decorrentes das provisões, devido ao regime de competência, devem ser lançadas no mês que aconteceram, mas serão pagas no mês seguinte, por isso aparecem no balanço como dívidas. Obrigações fiscais: As obrigações fiscais ocorrem em decorrência de impos- tos apurados dentro do período com exigibilidade em períodos seguintes. Outras contas a pagar: Neste grupo, podemos considerar as contas que representam dívidas e não têm gênero específico nos subgrupos anteriores. Provisões: As provisões representam obrigações diferentes das demais por serem determinadas com base em estimativas, não tendo o valor exato a ser pago, ou por não ter uma data certa de exigibilidade. As provisões mais comuns são

as trabalhistas: 13º salário e férias.

Passivo Não Circulante (dívidas com vencimento após o final do exer- cício social seguinte)

Neste grupo de contas, são registradas as obrigações que serão exigidas a partir

do final do exercício social seguinte, assim sendo, o subgrupo que normalmente

tem uma participação maior nesse grupo é o dos empréstimos e financiamen- tos, por ser a principal fonte de recurso em longo prazo. A cada período, uma parte da dívida em longo prazo vai sendo transferida para o Passivo Circulante, por passar a ser de curto prazo, portanto os pagamen- tos são feitos no circulante, salvo se houver uma liquidação antecipada. Da mesma forma que ocorre com o Ativo Realizável em longo prazo (sub- grupo do Ativo Não Circulante), como exceção a data de pagamento, sempre serão considerados como exigível a longo prazo as dívidas que a empresa tem a pagar para seus sócios, diretores, coligadas e controladas.

Patrimônio Líquido (recursos dos sócios)

O Patrimônio Líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de

deduzidos todos os seus passivos. Representa os recursos próprios da empresa,

ou seja, aqueles valores remanescentes de suas atividades, que pertencem aos seus

sócios. Exatamente por pertencer esses valores aos proprietários das entidades,

Estrutura Patrimonial

pertencem aos seus sócios. Exatamente por pertencer esses valores aos proprietários das entidades, Estrutura Patrimonial

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. I também é

I

também é conhecido como Capital Próprio ou Obrigações não Exigíveis. A empresa possui uma obrigação com os seus sócios, exatamente o valor do seu Patrimônio Líquido, porém esses não poderão exigir o seu recebimento, pois estariam contribuindo para a sua extinção. Compõem o Patrimônio Líquido:

Capital social: Representa o investimento inicial realizado pelos sócios para a abertura da empresa. São valores que os sócios assumem o compromisso de integralizar. Esse valor total é também conhecido como Capital Nominal ou Capital Subscrito. Reservas de capital: São valores não oriundos do resultado do exercício da empresa, não transitam pelas demonstrações contábeis. Reservas de lucros: Como o próprio nome já expressa, representa valores constituídos mediantes a apuração e distribuição do lucro da empresa. Essas reservas estarão evidenciadas nos seguintes grupos: Reserva Legal; Reserva Estatutária; Reservas para Contingências; Reservas Orçamentárias; Reservas de Lucros a Realizar. Ações em tesouraria: Representa uma das contas REDUTORAS do Patrimônio Líquido, pois se trata da aquisição das ações da companhia por ela mesma. Esse valor aparecerá como redutor do valor do capital social dessa empresa. Prejuízos acumulados: Após todas as deduções do lucro líquido apurado, seja para a constituição das Reservas, seja para a distribuição dos Dividendos (parte do lucro destinado aos sócios), o saldo remanescente será transferido para uma conta específica chamada Lucros Acumulados ou Prejuízos Acumulados.

chamada Lucros Acumulados ou Prejuízos Acumulados. Você sabe o valor do seu Patrimônio Líquido? Some os

Você sabe o valor do seu Patrimônio Líquido? Some os bens mais os direitos e deduza as obrigações que você encontrará. Será que você consegue men- surar? Mas não fale para ninguém!

Fonte: o autor.

men- surar? Mas não fale para ninguém! Fonte: o autor. CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE A CONTABILIDADE E ESTRUTURA PATRIMONIAL

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. CONSIDERAÇÕES FINAIS 35 Nesta unidade, estudamos os conceitos

35

Nesta unidade, estudamos os conceitos básicos que envolvem a contabilidade, área importante dentro das empresas e gestão dos negócios. Vimos também qual é o objeto de estudo e objetivo da contabilidade e percebemos que tudo está ligado ao patrimônio das entidades e à necessidade de controle e divulgação de informações sobre o mesmo. Passamos também pelos campos de atuação da profissão, a necessidade de formação e registro profissional para atuação, bem como os usuários dos serviços e das informações contábeis. Conceituamos o patrimônio e vimos sua composição, bem como a conceituação de todos os itens que o compõem e também vimos detalhadamente os conceitos de todos os itens da estrutura patrimonial. Continue estudando a contabilidade, nesses e outros aspectos, mesmo que não seja a sua área de atuação; se você está envolvido(a) na área empresarial, o conhecimento da contabilidade facilitará a sua compre- ensão do negócio. É importante, neste momento, você parar para pensar sobre

o aprendizado desta unidade porque você deve saber que o resultado contábil

obrigatoriamente tem que observar o regime de competência, pois as receitas devem ser confrontadas com as despesas incorridas no mesmo período, que a contabilidade deve comunicar informações econômicas e financeiras úteis para

a tomada de decisão e que o patrimônio é o objeto da contabilidade e o seu con-

trole é o objetivo desta. Um dos conteúdos muito importantes, nesta unidade, é

o patrimônio. Você deve saber que o patrimônio é formado por bens, direitos e

obrigações, e o patrimônio líquido deve ser calculado pela equação: bens mais direitos menos obrigações. Agora, quero chamar a sua atenção para o seguinte aspecto: não prossiga o estudo sem aprender os aspectos fundamentais, pois esses aspectos representam a base para a continuidade do estudo contábil, não há como você entender o aspecto prático sem o teórico. Se perceber que não está claro, volte, estude novamente, pergunte, pesquise, mas não avance sem aprender. Vamos em frente!

Considerações Finais

claro, volte, estude novamente, pergunte, pesquise, mas não avance sem aprender. Vamos em frente! Considerações Finais
1. Sobre o profissional da contabilidade, veja as situações de 4 pessoas descritas a seguir

1. Sobre o profissional da contabilidade, veja as situações de 4 pessoas descritas a seguir e escolha a alternativa correta.

I. William concluiu o curso de Técnico em Contabilidade no 2º grau em 1982, antes de junho de 2015 fez o registro no Conselho Regional de Contabilida- de.

II. Tatiane concluiu o curso superior de graduação em Ciências Contábeis em

2012.

III. Manoel concluiu o curso superior de graduação em Ciências Contábeis em 2009 e obteve o registro no CRC, sem fazer o exame de suficiência.

IV. Regiane concluiu o curso de graduação em Administração, em 2008, e con- cluiu o mestrado em Contabilidade em 2012.

a. Podem atuar como contabilista na categoria de contador somente William e Manoel.

b. Regina pode atuar como contadora porque é Mestre em Contabilidade.

c. Tatiane pode atuar somente como Técnico em Contabilidade porque tem curso superior, mas não tem o registro no CRC.

d. Somente Manoel pode atuar como contabilista na categoria contador.

e. Para que Regiane obtenha o registro no CRC como contadora, basta fazer o Exame de Suficiência e ser aprovada.

2. Observe as afirmativas a seguir:

É o patrimônio das entidades, pois todo o trabalho do contador tem como foco esse patrimônio.

É um processo de comunicação de informação econômica para propósitos de tomada de decisão tanto, pela administração como por aqueles que ne- cessitam fiar-se nos relatórios externos.

É o registro e o controle do patrimônio das entidades.

37

37 a. As afirmativas mencionadas se referem a Objeto, Conceito e Objetivo da contabilidade, respectivamente. b.

a. As afirmativas mencionadas se referem a Objeto, Conceito e Objetivo da contabilidade, respectivamente.

b. As afirmativas mencionadas se referem a Conceito, Objetivo e Objeto da contabilidade, respectivamente.

c. As afirmativas mencionadas se referem a Objeto, Objetivo e Conceito da contabilidade, respectivamente.

d. As afirmativas mencionadas se referem a Objetivo, Conceito e Objeto da contabilidade, respectivamente.

e. As afirmativas mencionadas se referem a Conceito, Objeto e Objetivo da contabilidade, respectivamente.

3. Considerando que o regime de caixa considera o resultado pelas entradas e saídas de recursos do caixa e que o regime de competência apura o resultado deduzindo das receitas os custos e despesas, analise os fatos a seguir e escolha a alternativa que representa o resultado pelo regime de caixa e pelo regime de competência, respectivamente.

Recebimento de dinheiro dos sócios referentes ao capital social, R$50.000,00.

Compra à vista de mercadorias para revenda, R$30.000,00.

Compra à prazo de mercadorias para revenda, R$50.000,00.

Venda a vista de 20% (custo de R$16.000,00) dos estoques de mercadorias, por R$25.000,00.

Venda a prazo de 30% (custo de R$24.000,00) dos estoques de mercadorias, por R$35.000,00.

a. R$20.000,00 positivo e R$5.000,00 positivo.

b. R$20.000,00 negativo e R$9.000,00 positivo.

c. R$5.000,00 positivo e R$20.000,00 positivo.

d. R$55.000,00 negativo e R$20.000,00 negativo.

e. R$5.000,00 negativo e R$20.000,00 positivo.

4. Considere que o Patrimônio Líquido corresponde aos recursos que os sócios ou acionistas investiram

4. Considere que o Patrimônio Líquido corresponde aos recursos que os sócios ou acionistas investiram na empresa, acrescidos dos resultados da própria empresa que não foram distribuídos, os quais também pode ser denominado de riqueza líquida. Qual é a equação patrimonial para calcular o Patrimônio Líquido?

a. Bens mais direitos mais obrigações.

b. Bens menos direitos menos obrigações.

c. Direitos menos bens menos obrigações.

d. Obrigações menos bens menos direitos.

e. Bens mais direitos menos obrigações.

menos bens menos obrigações. d. Obrigações menos bens menos direitos. e. Bens mais direitos menos obrigações.
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39 A HISTÓRIA DA CONTABILIDADE No mundo Advinda do desenvolvimento humano como uma ciência, a Contabilidade
39 A HISTÓRIA DA CONTABILIDADE No mundo Advinda do desenvolvimento humano como uma ciência, a Contabilidade

A HISTÓRIA DA CONTABILIDADE

No mundo

Advinda do desenvolvimento humano como uma ciência, a Contabilidade tem sua ori- gem em Uruk, uma antiga cidade da Mesopotâmia, através de instrumentos encontra- dos estimados entre 8000 a 3000 anos A.C.

Desde os primórdios, o homem demonstrava sua real necessidade, mesmo que primá- ria, de controle de bens e produções (criações e agricultura). Os primeiros sinais encon- trados em sítios arqueológicos de Israel, Síria, Iraque, Turquia e Irã deram-se pelas fichas de barro, que eram objetos de diferentes formas, utilizados nas contagens dos itens mencionados.

Temos também diversos relatos bíblicos importantes que evidenciam controles contá- beis e nos ajudam a entender ainda mais a história da profissão contábil.

Há aproximadamente 2000 anos A.C., em Gênesis (30, 32), o texto dá a ideia de inventá- rio, de riqueza, portanto controle patrimonial e também sobre a parte trabalhista, quan- do cita a expressão salário: “Hoje vou passar por todo o seu rebanho a fim de separar para mim todos os carneirinhos pretos e todos os cabritos malhados e com manchas. É só isso que eu quero como salário”.

Há aproximadamente 1000 anos A.C., em II Crônicas (9, 22), temos o relato que a riqueza de Salomão era maior do que a de todos os outros reis, para essa afirmação foi necessá-

ria a mensuração do patrimônio de vários reis: “O rei Salomão era mais rico [ qualquer outro rei”.

do que

]

Mais recentemente, há aproximadamente 2000 anos atrás, Jesus fala sobre preço de venda de passarinhos e sobre inventário de cabelo e sobre planejamento e orçamento, veja os textos:

Até os cabelos da vossa cabeça

estão todos contados [

“Não se vendem cinco passarinhos por dois asses? [

]

]”

(Bíblia Almeida Século 21, LUCAS 12, 6-7).

“Pois qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro a calcular as des- pesas, para ver se tem como acaba-la? (Bíblia Almeida Século 21, LUCAS 14, 28).

No Brasil

1808 – Com a vinda da família real, Dom João VI obrigou a adoção do método das parti-

das dobradas pelos contadores;

1830 a 1840 – O contador Alves Branco organiza a contabilidade pública com base no

das dobradas pelos contadores; 1830 a 1840 – O contador Alves Branco organiza a contabilidade pública
método das partidas dobradas. Percebe-se uma contabilidade incipiente no Brasil, prin- cipalmente no setor público;
método das partidas dobradas. Percebe-se uma contabilidade incipiente no Brasil, prin- cipalmente no setor público;
método das partidas dobradas. Percebe-se uma contabilidade incipiente no Brasil, prin- cipalmente no setor público;
método das partidas dobradas. Percebe-se uma contabilidade incipiente no Brasil, prin- cipalmente no setor público;
método das partidas dobradas. Percebe-se uma contabilidade incipiente no Brasil, prin- cipalmente no setor público;

método das partidas dobradas. Percebe-se uma contabilidade incipiente no Brasil, prin- cipalmente no setor público;

1850 – Surge o Código Comercial Brasileiro, que passou a obrigar que todo comerciante

fizesse a escrituração e a manutenção de determinados livros;

1863 – O Instituto Comercial do Rio de Janeiro, criado em 1856, passa a oferecer a disci-

plina Escrituração Mercantil, a fim de preparar os comerciantes para a prática do registro contábil;

1890 – A Escola Politécnica do Rio de Janeiro passa a oferecer a disciplina de Direito

Administrativo e Contabilidade. Essa tendência de associar a Contabilidade ao Direito durou bastante tempo;

1902 – Surge a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado como Escola Prática de

Comércio, a primeira escola de Contabilidade no Brasil;

1905 – O Decreto Federal nº 1.339 reconhece os diplomas da Escola Prática de Comércio

e divide os cursos em dois: um geral e outro superior;

1931 – O Decreto nº 20.158 institui o Curso Técnico de Contabilidade com duração de

dois anos para formar Guarda-Livros e de três anos para formar Peritos Contadores;

1943 – O curso técnico se transforma na categoria de Médio, garantindo o título de Téc-

nico em Contabilidade;

1945 – Cria-se o Curso de Ciências Contábeis e Atuariais pelo Decreto Lei nº 7.988;

1946 – Surge o Conselho Federal de Contabilidade e os Conselhos Regionais de Conta-

bilidade pelo Decreto nº 9.295;

1951 – É desmembrado o Curso de Ciências Contábeis e Atuariais, ficando independen-

te o Curso de Ciências Contábeis, dando aos concluintes o título de Bacharel em Conta-

bilidade;

1992 – Fixam-se os conteúdos mínimos pela Resolução nº 03, que estabeleceu normas

para elaboração dos cursos de Contabilidade; e

2004 – Instituem-se as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Ciências Con-

tábeis.

2010 – O Art. 76 da Lei 12.249 inclui o Art. 12 no Decreto Lei 9295 obrigando o profissio-

nal da contabilidade a ser aprovado em Exame de Suficiência:

Os profissionais a que se refere este Decreto-Lei somente poderão exercer a profissão após a regular conclusão do curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, reconhecido pelo Ministério da Educação, aprovação em Exa- me de Suficiência e registro no Conselho Regional de Contabilidade a que estiverem sujeitos.

aprovação em Exa- me de Suficiência e registro no Conselho Regional de Contabilidade a que estiverem
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41 VEMOS NO BRASIL TRÊS FASES PREPONDERANTES NA CONTABILIDADE: A primeira fase: com evidência da intervenção
41 VEMOS NO BRASIL TRÊS FASES PREPONDERANTES NA CONTABILIDADE: A primeira fase: com evidência da intervenção

VEMOS NO BRASIL TRÊS FASES PREPONDERANTES NA CONTABILIDADE:

A primeira fase: com evidência da intervenção da legislação no desenvolvimento de

procedimentos contábeis e a influência das Escolas Italianas de pensamento contábil, fase em que se destacaram dois dos principais estudiosos contábeis brasileiros, Francis- co D’Auria e Frederico Herrmann Junior, ambos influenciados pela Escola Patrimonialis- ta, onde o objeto da ciência da contabilidade era o patrimônio e suas mutações.

A segunda fase: se inicia em 1964 com a adoção do método didático norte-americano.

Essa fase foi liderada pelo professor José da Costa Boucinhas, vários estudiosos contri- buíram de forma relevante ao desenvolvimento da Contabilidade no Brasil.

A terceira fase: com mais ênfase a partir de 2008, determina o processo de convergência

das normas brasileiras de Contabilidade às IFRS – International Financial Reporting Stan- dard emitidas pelo IASB – International Accounting Standards Board, onde as normas internacionais (IFRS) passam a substituir as normas brasileiras anteriormente existentes.

Fonte: adaptado de CONTABILIDADE Básica – História da Contabilidade. Assessoria Contabil, 20 mar. 2015. Disponível em: <http://assessoriacontabilrv.blogspot.com. br/2015/03/contabilidade-basica-historia-da_20.html>. Acesso em: 16 set. 2015.

br/2015/03/contabilidade-basica-historia-da_20.html>. Acesso em: 16 set. 2015.

MATERIAL COMPLEMENTAR

MATERIAL COMPLEMENTAR Introdução à Contabilidade: ensino e decisão Hoss, Osni. et al Editora: Atlas Sinopse: este
Introdução à Contabilidade: ensino e decisão Hoss, Osni. et al Editora: Atlas Sinopse: este livro
Introdução à Contabilidade: ensino e
decisão
Hoss, Osni. et al
Editora: Atlas
Sinopse: este livro apresenta, de uma forma
inovadora, o ensino da contabilidade. É um livro
atualizado, fácil, objetivo e apresenta as bases
da contabilidade. É indicado para a disciplina
Contabilidade Introdutória do curso de Ciências
Contábeis e demais cursos que queiram ensinar
contabilidade.
e demais cursos que queiram ensinar contabilidade. A história da Contabilidade Desde os primórdios, o homem

A história da Contabilidade

Desde os primórdios, o homem demonstrava sua real necessidade, mesmo que primária, de controle de bens e produções (criações e agricultura). Os primeiros sinais encontrados em sítios arqueológicos de Israel, Síria, Iraque, Turquia e Irã deram-se pelas fichas de barro, que eram objetos de diferentes formas, utilizados nas contagens dos itens mencionados. Temos também diversos relatos bíblicos importantes que evidenciam controles contábeis e nos ajudam a entender ainda mais a história da profissão contábil. Disponível para Download no link disponível em: <http://www.manoel.pro.br/historia.asp>. Acesso em: 21 jul. 2015.

Acesso em: 21 jul. 2015. Para saber sobre as atividades econômicas, você deve

Para saber sobre as atividades econômicas, você deve procurar o CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas. Você verá a estrutura dessa classificação e poderá explorar a estrutura completa, mas poderá acessar o link a seguir e pesquisar um código específico ou uma atividade. Se, por exemplo, pesquisar pela palavra genérica “oficina”, verá os códigos de oficina de bicicletas, de eletrodomésticos, de eletrônicos, de veículos etc.

Disponível em: <http://www.cnae.ibge.gov.br>. Acesso em: 20 ago. 2015.

de eletrônicos, de veículos etc. Disponível em: <http://www.cnae.ibge.gov.br>. Acesso em: 20 ago. 2015.
Professor Me. José Manoel da Costa O QUE E COMO CONTABILIZAR? II Objetivos de Aprendizagem
Professor Me. José Manoel da Costa O QUE E COMO CONTABILIZAR? II Objetivos de Aprendizagem
Professor Me. José Manoel da Costa
O QUE E COMO
CONTABILIZAR?
II
Objetivos de Aprendizagem
■ Entender os atos e fatos administrativos.
■ Conhecer o Método das Partidas Dobradas.
■ Diferenciar os critérios de avaliação dos estoques.
■ Aprender a teoria e a prática do cálculo da depreciação.
UNIDADE

Perceber as diferenças entre depreciação, amortização e exaustão.

Saber a finalidade dos livros contábeis.

Plano de Estudo

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:

Atos e Fatos Administrativos

Método das Partidas Dobradas

Avaliação de Estoques

Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos

Livros contábeis

Dobradas ■ Avaliação de Estoques ■ Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos ■ Livros contábeis

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

INTRODUÇÃO

Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. INTRODUÇÃO 45 As operações econômicas, financeiras

45

As operações econômicas, financeiras e patrimoniais que ocorrem em uma empresa podem ser classificadas em atos e fatos administrativos. Enquanto os atos administrativos não representam entradas ou saídas de recursos no momento que ocorrem, os fatos administrativos representam movimentação de recursos

e, por isso, são objetos de contabilização, sendo chamados de fatos contábeis.

Para registrar contabilmente esses fatos durante o processo contábil, utili- zamos o método das partidas dobradas, que, em sua essência, obriga que uma movimentação de recursos da empresa seja sempre registrada em duas contas contábeis, pois uma movimentação de recursos sempre representa modificação (qualitativa, quantitativa ou ambas) na composição patrimonial ou na situação líquida. Sempre que um determinado valor é movimentado, podemos dizer que este saiu de um lugar e foi para outro. Quando ocorre um fato contábil permuta- tivo, se altera a qualidade do patrimônio, pois o valor que tinha uma qualidade patrimonial passa a ter outra; isso ocorre quando compramos à vista uma mer- cadoria para revenda, pois deixamos de ter um valor no caixa e passamos a ter o mesmo valor em estoques para revenda, sendo assim, o patrimônio da empresa continua o mesmo, mas houve uma modificação na qualidade dele.

Para registrar os fatos contábeis permutativos, modificativos ou mistos, uti- lizamos dois livros contábeis: Diário e Razão. Esses livros têm suas formalidades intrínsecas e extrínsecas e se diferenciam em seus objetivos, pois enquanto o Diário mostra o registro dos fatos contábeis na ordem cronológica que ocorre,

o Razão organiza os lançamentos, priorizando as contas contábeis, registrando

todos os fatos de uma conta, depois de outra, mantendo dentro da conta a ordem cronológica somente para os fatos dela. Alguns fatos contábeis carecem de controles auxiliares. Aqui, estudaremos os critérios de avaliação dos estoques e o seu controle e o cálculo da depreciação.

Introdução

Aqui, estudaremos os critérios de avaliação dos estoques e o seu controle e o cálculo da

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II ATOS E

II

ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS

Em uma empresa, pequena, média ou grande, decisões são tomadas rotinei- ramente. Decorrente dessas decisões, a movimentação de recursos ocorre diariamente, motivada pelas compras, vendas, pagamentos, recebimentos e outras tantas operações econômicas ou financeiras. Os atos administrativos são as decisões que a gestão da empresa toma para a condução dos negócios; os fatos administrativos correspondem a toda movimen- tação de recursos que ocorre decorrente dessas decisões. Os fatos administrativos devem ser contabilizados, por isso, comumente os nominamos como fatos contá- beis. Alguns fatos contábeis alteram os saldos de duas contas patrimoniais, mas não alteram a situação líquida da empresa, nesse caso, os recursos somente tro- cam de lugar, por isso damos o nome de fatos contábeis modificativos. Outros fatos contábeis alteram os saldos de uma conta patrimonial (ativo ou passivo) e de uma conta de resultado (receitas, custos ou despesas), esses são chamados de modificativos, pois alteram a situação líquida da empresa. Há ainda os fatos con- tábeis que têm as duas características, os quais são chamados de mistos.

ATOS ADMINISTRATIVOS

As decisões tomadas na empresa, por mais simples que sejam, correspondem a um ato administrativo. Tais atos correspondem a uma ação administrativa que não provoca alteração nos elementos patrimoniais nem na situação líquida no momento, mas podem vir a provocar posteriormente, portanto, a princípio, não são fatos contábeis, por isso não são considerados nos registros contábeis. Como exemplos de atos administrativos, citamos: a contratação de um empregado, a decisão em comprar de um determinado fornecedor, a contrata- ção de um seguro, a decisão de obter um financiamento para aquisição de uma máquina, a troca de um veículo usado por um novo. Normalmente, ocorrerão fatos contábeis decorrentes desses atos administrativos, mas, no momento em que o ato acontece, não temos um registro contábil a fazer.

mas, no momento em que o ato acontece, não temos um registro contábil a fazer. O

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 47 FATOS ADMINISTRATIVOS

47

FATOS ADMINISTRATIVOS OU CONTÁBEIS

São os eventos econômicos e financeiros que ocorrem na empresa e que promo- vem mutações no patrimônio, seja simplesmente alterando um valor de uma conta para outra, como alterando a situação líquida, nos casos que envolvem contas de resultado. São fatos suscetíveis de contabilização e, por isso, são denominados fatos contábeis. Os fatos administrativos ou contábeis são diariamente gerados pelas atividades desenvolvidas por todos os departamentos de negócios de uma empresa. Enquanto em uma pequena mercearia de bairro os fatos ocorrem em número reduzido, em uma grande empresa ocorrem em número elevadíssimo, pois há departamentos que estão em ação durante o tempo todo, gerando fatos contábeis que precisam ser contabilizados.

Fatos Administrativos Permutativos Os fatos permutativos “apenas trocam os componentes patrimoniais (contas) do Ativo e/ou do Passivo, ou somente no Patrimônio Líquido, sem que ocorra aumento ou diminuição no Patrimônio Líquido” (GRECO, 2007, p. 144). Esses fatos promovem movimentações de recursos nos elementos patrimo- niais sem modificar a situação líquida, promovem a troca de recursos entre as contas de bens, direitos e obrigações. Vamos exemplificar para que você aprenda na prática. Exemplo 1: Recebimento de uma venda a prazo feita anteriormente a um cliente no valor de R$1.000,00. Explicação do registro desse fato: Esse valor de R$1.000,00 estava compondo o saldo da conta contábil Duplicatas a Receber ou Clientes no Ativo Circulante e representava um direito nos Ativos da Empresa. Com o registro desse fato, a conta Duplicatas a Receber ou Clientes terá uma diminuição de R$1.000,00, e a conta Caixa, caso o recebimento seja em dinheiro, terá um aumento de R$1.000,00, mas o total do Ativo e a situação líquida da empresa não alteraram. No momento em que o cliente faz o pagamento em dinheiro, continuamos com o mesmo patrimônio, mas deixamos de ter um direito e passamos a ter um bem numerário, dinheiro em caixa. Muito embora não seja uma alteração quantitativa de patrimônio, é importante

Atos e Fatos Administrativos

em caixa. Muito embora não seja uma alteração quantitativa de patrimônio, é importante Atos e Fatos

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II considerar, pois,

II

considerar, pois, com o título a receber, dificilmente pagaríamos uma obrigação com um fornecedor. Já com o dinheiro em caixa, é possível utilizá-lo para pagar qualquer coisa, uma vez que este então será outro fato contábil. O fato exemplificado alterou valores entre contas do ativo, mas existem fatos administrativos permutativos que alteram valores de uma conta do ativo e de outra do passivo, sem alterar a situação líquida ou o patrimônio líquido. Exemplo 2: Compra a prazo de mercadorias para estocagem e posterior revenda, no valor de R$500,00. Explicação do registro desse fato: Esse valor de R$500,00 vai representar um ativo para a empresa, um bem cujo objetivo é a venda. Se a compra fosse à vista, teríamos uma diminuição no saldo do caixa, mas como foi a prazo, temos uma dívida, uma obrigação, ou seja, temos um passivo de R$500,00.

Fatos Administrativos Modificativos São os fatos contábeis que fazem a situação líquida da empresa aumentar ou dimi- nuir; ocorrem nos fatos que movimentam recursos do ativo e passivo em virtude de receitas, custos e despesas. Promovem variações quantitativas no patrimônio, pois alteram o valor do Patrimônio Líquido da entidade. Podemos classificar os fatos contábeis modificativos em aumentativos e diminutivos. Os fatos contábeis modificativos aumentativos representam iso- ladamente aumento do Patrimônio Líquido, pois um aumento de receitas nas contas de resultado, no momento da apuração do resultado, estará contribuindo com o aumento do Patrimônio Líquido.

Fatos Administrativos Modificativos Aumentativos Uma venda à vista pode ser utilizada como exemplo, pois a origem do lança- mento está na conta de receitas com vendas e na aplicação dos recursos na conta caixa, portanto, aumento de um ativo (entrada de recursos no caixa) e aumento de uma receita. Exemplo: Venda à vista da metade dos nossos estoques de mercadorias por

R$400,00.

Explicação do registro desse fato: Esse valor de R$400,00 vai represen- tar uma entrada de recursos, vai aumentar o ativo da empresa, pois será uma

vai represen- tar uma entrada de recursos, vai aumentar o ativo da empresa, pois será uma

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 49 entrada de

49

entrada de dinheiro no caixa, por outro lado, representa uma receita, visto que

é o registro de uma venda. Com o registro dessa venda, temos um aumento na conta caixa de R$400,00, sendo, agora, um saldo de R$1.400,00 e a situação líquida sobe para R$1.400,00, aumentando, então, R$400,00. É bom lembrar que o lançamento contábil é feito na conta caixa e na conta receita com vendas ou receita operacional bruta, mas, se somente existisse esse fato contábil no período, teríamos então um aumento no Patrimônio Líquido na apuração do resultado de R$400,00.

Fatos Administrativos Modificativos Diminutivos Os fatos contábeis modificativos diminutivos representam isoladamente diminui- ção do patrimônio líquido, pois um aumento de custos ou despesas nas contas de resultado, no momento da apuração do resultado, estará contribuindo com

a diminuição do Patrimônio Líquido. O registro do custo das vendas, que representa a saída dos itens do estoque,

é um exemplo desse fato, pois ao mesmo tempo estamos diminuindo o saldo de uma conta do ativo e aumentando uma conta de resultado, nesse caso, os cus-

tos das mercadorias vendidas, que, na apuração do resultado, irão representar uma diminuição. Exemplo: Baixa da metade dos nossos estoques de mercadorias porque foram vendidos e não podem mais contar nos nossos ativos. Como o saldo do estoque

é

de R$500,00 e foi vendido metade, então temos que baixar R$250,00, veja que

o

valor das vendas foi de R$400,00, mas a baixa nos estoques será de R$250,00,

pois este é o custo das vendas. Explicação do registro desse fato: Esse valor de R$250,00 vai representar uma diminuição no ativo da empresa, pois será uma saída de mercadorias do estoque, porque foram vendidas, por outro lado, representa um custo, pois é o registro da baixa das mercadorias vendidas. Com o registro desse custo, temos uma diminuição do saldo da conta estoques de mercadorias de R$250,00, passando de R$500,00 para R$250,00 e a situação líquida diminui em R$250,00, passando agora para R$1.150,00. Novamente, é bom lembrar que o lançamento contábil é feito na conta custo das mercadorias vendidas e na conta estoques de mercadorias, mas, se somente existisse esse fato

Atos e Fatos Administrativos

mercadorias vendidas e na conta estoques de mercadorias, mas, se somente existisse esse fato Atos e

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II contábil no

II

contábil no período, teríamos então uma diminuição no Patrimônio Líquido na apuração do resultado de R$250,00, passando de R$1.400,00 para R$1.150,00.

Fatos Administrativos Mistos Os fatos contábeis supracitados como permutativos e modificativos podem ser considerados simples, você não acha? É, realmente são, pois envolvem recur- sos em duas contas. Podem, no entanto, ocorrer fatos que embora sejam somente um fato contábil, sua contabilização deve ser feita em duas etapas, por ter um efeito permutativo

e outro modificativo da situação líquida ou Patrimônio Líquido. Os fatos contábeis mistos, então, representam um mix dos permutativos e modificativos, pois ao mesmo tempo em que causam variações qualitativas tam- bém causam variações quantitativas. Exemplo: Vamos considerar que o valor a pagar a fornecedores referente à compra a prazo que fizemos no valor de R$500,00 já venceu há 30 dias, e que vamos quitá-lo hoje com juros de 10%. Então temos um fato administrativo misto, pois o valor de R$500,00 é permutativo, temos uma dívida que será qui-

tada com o dinheiro do caixa, mas o valor de R$50,00, que são os juros de 10%,

é modificativo diminutivo, pois contribuirá para reduzir o valor da situação

líquida ou patrimônio líquido. Explicação do registro desse fato: O pagamento que foi feito no valor de R$550,00 vai representar uma diminuição no ativo da empresa, pois será uma saída de recursos do caixa, portanto o saldo do caixa, de R$1.400,00, será reduzido em R$550,00, por outro lado, teremos uma diminuição de R$500,00 no passivo na conta fornecedores e uma diminuição no patrimônio líquido de R$50,00, por termos uma despesa com juros. Com o registro desse pagamento, temos uma diminuição de saldo nas contas:

Caixa, diminuímos R$550,00, ficando com R$850,00; Fornecedores, diminuí- mos R$500,00, ficando com saldo ZERO; Patrimônio Líquido, diminuímos em R$50,00, ficando com R$1.100,00.

ficando com saldo ZERO; Patrimônio Líquido, diminuímos em R$50,00, ficando com R$1.100,00. O QUE E COMO

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 51 A decisão

51

do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 51 A decisão em

A decisão em comprar uma determinada máquina para a fábrica é um ato administrativo, em si não representa um fato a ser contabilizado, mas a con- sequência dessa decisão. A efetiva compra da máquina é um fato adminis- trativo que deve ser contabilizado.

Fonte: o autor.

MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS

A essência desse método é determinar que o registro de um fato contábil ocor-

rido em uma entidade sempre envolverá duas ou mais contas contábeis. Essa é a razão do equilíbrio contábil, o balanço patrimonial sempre terá o mesmo valor dos dois lados porque sempre um registro contábil ou lançamento envolverá duas ou mais contas, esse é o Método das Partidas Dobradas, por sua caracterís- tica de registro em dobro, sendo que a soma dos créditos (origem de recursos)

sempre será igual à soma dos débitos (aplicação dos recursos). A saída de recur- sos de um elemento patrimonial consequentemente motivará uma entrada de recursos de igual valor em outro elemento patrimonial, pois todo valor movi- mentado com origem em um elemento patrimonial motivará a aplicação em outro elemento patrimonial. Apesar de registros evidenciarem esse método desde o século XIII, a pri- meira vez que foi demonstrado de forma escrita foi em 1494, quando apareceu

o Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas) de

Frei Luca Pacioli, enfatizando que a teoria contábil do débito e do crédito cor-

responde à teoria dos números positivos e negativos, obra que contribuiu para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano.

DÉBITOS E CRÉDITOS

Antes de estudar contabilidade, talvez você considere o débito uma coisa nega- tiva e o crédito, uma coisa positiva. Em contabilidade, é preciso entender esses termos de forma mais completa, pois nem sempre débito será algo negativo e crédito, positivo.

Método das Partidas Dobradas

de forma mais completa, pois nem sempre débito será algo negativo e crédito, positivo. Método das

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Os débitos

II

Os débitos em uma conta representam a situação de responsabilidade desta, como se a conta fosse uma pessoa devedora em relação à empresa. As contas do

ativo, que são os bens e direitos, e as contas de resultado − despesas e custos − têm como característica saldo devedor. Por outro lado, os créditos em uma conta representam a situação de direito de haveres da conta, como se ela fosse uma credora em relação à empresa. As contas do passivo, patrimônio líquido e receitas têm como característica saldo credor.

O conceito do método das partidas dobradas é de que:

■ Para cada causa existe um efeito.

■ Para cada origem existe uma aplicação.

■ Para cada crédito existe um débito.

uma aplicação. ■ Para cada crédito existe um débito. Considerando o Método das Partidas Dobradas, quais

Considerando o Método das Partidas Dobradas, quais contas devem ser uti- lizadas para registrar o seguinte fato contábil: pagamento em dinheiro de uma compra a prazo realizada anteriormente?

Fonte: o autor.

FÓRMULAS DE LANÇAMENTO

Podemos realizar os lançamentos pelo Método das Partidas Dobradas no livro Diário, utilizando quatro fórmulas ou quatro formatos diferentes:

Primeira fórmula (simples) Quando utilizamos uma conta para registrar o valor a débito e uma conta para registrar o valor a crédito. Exemplo: Compra à vista de materiais de escritório para utilização imediata, no valor de R$100,00:

Compra à vista de materiais de escritório para utilização imediata, no valor de R$100,00: O QUE

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 53 D −

53

D

− Despesas com Material de Expediente, R$100,00;

C

– Caixa, R$100,00.

Segunda fórmula (composta) Quando utilizamos uma conta para registrar o valor a débito e duas ou mais contas para registrar o valor a crédito. Exemplo: Compra à vista de materiais de escritório para utilização imediata, no valor de R$100,00, sendo R$50,00 pagos em dinheiro e R$50,00 pagos em cheque:

D

− Despesas com Material de Expediente, R$100,00;

C

– Caixa, R$50,00;

C

– Bancos conta Movimento, R$50,00.

Terceira fórmula (composta) Quando utilizamos duas ou mais contas para registrar o valor a débito e uma conta para registrar o valor a crédito. Exemplo: Recebimento de uma venda

feita no mês anterior, no valor de R$200,00, com juros de R$10,00 em dinheiro:

D

− Caixa, R$210,00;

C

– Duplicatas a Receber, R$200,00;

C

– Juros Ativos, R$10,00.

Quarta fórmula (complexa) Quando utilizamos duas ou mais contas para registrar o valor a débito e duas ou mais contas para registrar o valor a crédito. Exemplo: Recebimento de uma

venda feita no mês anterior, no valor de R$200,00, com juros de R$10,00, sendo R$100,00 em dinheiro e R$110,00 em cheque para ser depositado em 20 dias:

D

− Caixa, R$100,00;

D

– Cheques a Receber, R$110,00;

C

– Duplicatas a Receber, R$200,00;

C

– Juros Ativos, R$10,00.

Método das Partidas Dobradas

R$110,00; C – Duplicatas a Receber, R$200,00; C – Juros Ativos, R$10,00. Método das Partidas Dobradas

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II O que

II

do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II O que importa

O que importa aprender, neste momento, é que não é possível fazer um registro contábil sem a utilização do Método das Partidas Dobradas. As fór- mulas de lançamento têm somente efeito didático para o aprendizado, pois não importa se utilizamos uma ou duas contas a débito ou uma ou mais contas a crédito, o que é essencial é que o valor da origem seja igual ao valor da aplicação, ou na linguagem contábil, o valor do crédito seja igual ao débito.

Fonte: o autor.

TEORIA PERSONALISTA DAS CONTAS

Para explicar melhor essa questão dos débitos e créditos, podemos utilizar a teo- ria personalista das contas. Nessa teoria, cada conta é uma pessoa que mantém um relacionamento financeiro com a empresa ou entidade. Tal teoria classifica as contas em três grupos de pessoas ou agentes:

Agentes Consignatários São as pessoas que representam valores materiais e imateriais, portanto são os bens da sociedade.

Agentes Correspondentes São as pessoas que representam os valores a receber (direitos) e os valores a pagar (obrigações).

Proprietário São as contas que representam os sócios da empresa, portanto são as contas de interesse da sociedade, onde ocorrem as variações na situação líquida, formadas pelo grupo Patrimônio Líquido no Balanço Patrimonial e pelas contas de resul- tado: receitas, custos e despesas. Exemplo 1: Quando os sócios começam a empresa, constituem a sociedade e transferem os recursos das suas contas pessoais para a empresa. Vamos regis- trar uma sociedade com o capital de R$10.000,00. Nesse fato, estão envolvidas a conta “Proprietário” e a conta “Agentes

de R$10.000,00. Nesse fato, estão envolvidas a conta “Proprietário” e a conta “Agentes O QUE E

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 55 Consignatários”. Utilizando

55

Consignatários”. Utilizando o Método das Partidas Dobradas, vamos dizer que

a origem (causa ou crédito) está na conta Capital Social − uma conta Proprietário − e a aplicação (efeito ou débito) está na conta Caixa − uma conta Agentes Consignatários. Então a conta caixa terá um débito em relação à empresa, pois foi confiada

a essa “pessoa” a guarda de um valor de R$10.000,00; já a conta Capital Social, por ser uma conta proprietário, é credora desse valor. Veja as pessoas envolvidas:

Agente Consignatário CAIXA Saldo devedor de R$10.000,00 com a empresa Figura 04: Agente Consignatário –
Agente
Consignatário
CAIXA
Saldo
devedor de
R$10.000,00
com a
empresa
Figura 04: Agente Consignatário – CAIXA
Figura 05: Proprietário – CAPITAL SOCIAL
Fonte: o autor.
Proprietário CAPITAL SOCIAL Saldo credor de R$10.000,00 é o dono, o proprietário
Proprietário
CAPITAL
SOCIAL
Saldo
credor de
R$10.000,00
é o dono, o
proprietário

Exemplo 2: Quando a empresa compra, à vista, móveis para uso nas atividades da empresa, no valor de R$2.000,00. Podemos dizer que, nesse caso, estão envolvidos dois agentes consignatá- rios, pois a movimentação dos recursos é entre bens ou entre pessoas que, pela teoria personalista das contas, representam bens. Nesse caso, a origem, causa ou crédito, está na pessoa/conta Caixa, e a aplicação, efeito ou débito, está na pes- soa/conta Móveis. Então a conta caixa, que tinha um débito de R$10.000,00 em relação à empresa, repassou R$2.000,00 para a conta móveis, agora deve somente o valor de R$8.000,00, e a conta móveis, a qual não devia nada, passou a dever R$2.000,00.

Método das Partidas Dobradas

o valor de R$8.000,00, e a conta móveis, a qual não devia nada, passou a dever

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Veja as

II

Veja as pessoas envolvidas: Agente Agente Consignatário Consignatário CAIXA MÓVEIS Saldo Saldo devedor de
Veja as pessoas envolvidas:
Agente
Agente
Consignatário
Consignatário
CAIXA
MÓVEIS
Saldo
Saldo
devedor de
devedor de
R$8.000,00
R$2.000,00
com a
com a
empresa
empresa

Figura 06: Agente Consignatário – CAIXA Figura 07: Agente Consignatário − MÓVEIS Fonte: o autor.

Nesse momento, temos dois agentes consignatários:

■ Caixa devendo R$8.000,00

■ Móveis devendo R$2.000,00

E um agente proprietário:

■ Capital Social, com R$10.000,00 a receber.

devendo R$2.000,00 E um agente proprietário: ■ Capital Social, com R$10.000,00 a receber. O QUE E

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

AVALIAÇÃO DE ESTOQUES

9.610 de 19 de fevereiro de 1998. AVALIAÇÃO DE ESTOQUES 57 Ativo é um recurso controlado

57

Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passa- dos e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade. Um ativo deve ser reconhecido no Balanço Patrimonial quando for provável que benefícios econômicos futuros, dele provenientes, fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder ser mensurado com confiabilidade. Os estoques de mercadorias compradas para revenda são um ativo, pois são resultantes de um evento passado; a compra gerará benefícios futuros por oca- sião da venda e é necessário que seja feito um controle, pois, em uma empresa, por menor que seja, ocorrem compras e vendas diariamente.

INVENTÁRIO PERIÓDICO

O inventário periódico se caracteriza pela dificuldade que a empresa tem em

controlar seus estoques rotineiramente, por isso não utiliza controles de com- pras e vendas. Para calcular o custo das vendas, realiza um levantamento físico do estoque ao final de cada período e para encontrar o custo das mercadorias vendidas, aplica a seguinte fórmula:

custo das mercadorias vendidas, aplica a seguinte fórmula: CMV=EI+C-EF Sendo: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
custo das mercadorias vendidas, aplica a seguinte fórmula: CMV=EI+C-EF Sendo: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
custo das mercadorias vendidas, aplica a seguinte fórmula: CMV=EI+C-EF Sendo: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
custo das mercadorias vendidas, aplica a seguinte fórmula: CMV=EI+C-EF Sendo: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
custo das mercadorias vendidas, aplica a seguinte fórmula: CMV=EI+C-EF Sendo: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas

CMV=EI+C-EF

Sendo:

CMV = Custo das Mercadorias Vendidas EI = Estoque Inicial do Período C = Compras do Período (incluindo frete, seguros etc.)

EF = Estoque Final do Período

O inventário periódico é permitido pela legislação do imposto de renda e, mesmo

não sendo o mais eficaz gerencialmente, ainda é o mais usado pelas pequenas empresas. Não é indicado gerencialmente porque só se conhece o custo das ven- das de forma global no final do período.

Avaliação de Estoques

gerencialmente porque só se conhece o custo das ven- das de forma global no final do

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II INVENTÁRIO PERMANENTE

II

INVENTÁRIO PERMANENTE

O inventário permanente se caracteriza pelo registro e controle das mercado-

rias fato a fato, em que todas as compras e vendas são lançadas no dia em que ocorrem, dessa forma o gestor conhece a qualquer momento as quantidades

e o valor dos seus estoques; isso tem uma grande vantagem competitiva se acompanhar de perto as mudanças ocorridas no mercado, pois o sucesso ou

fracasso da empresa depende de decisões rápidas. Com as soluções ofereci- das por sistemas informatizados não se justifica a não utilização do inventário permanente.

A NBC TG16, com redação dada pela Resolução CFC nº 1273/2010, diz

que:

O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperá- veis perante o fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição (BRASIL, 2010).

No caso prático que iremos desenvolver neste estudo, temos os estoques com- prados para revenda, denominados tecnicamente de mercadorias, ativados pela compra e baixados do ativo por ocasião da venda, quando são levados ao resultado em Custos das Vendas. Utilizaremos o inventário permanente com o critério de avaliação de estoques Custo Médio Ponderado Móvel.

É importante conhecermos os métodos de avaliação dos estoques para

fazer as baixas dos estoques, pois o ativo é a escala que o estoque faz enquanto

não é vendido e à medida que os itens são vendidos, devem ser baixados do ativo, porque a empresa já não o possuirá mais. Os critérios de avaliação de estoques mais utilizados são: PEPS – Primeiro

que Entra é o Primeiro que Sai, pelo qual os itens são baixados, considerando

o custo unitário das compras mais antigas; UEPS – Último que Entra é o

Primeiro que Sai, pelo qual os itens são baixados, considerando o custo uni- tário das compras mais recentes; CMPF – Custo Médio Ponderado Fixo, pelo

o custo uni- tário das compras mais recentes; CMPF – Custo Médio Ponderado Fixo, pelo O

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 59 qual os

59

qual os itens são baixados, considerando o custo unitário médio das compras do período; CMPM – Custo Médio Ponderado Móvel, pelo qual os itens são baixados, considerando o custo unitário médio das compras diariamente; CE – Custo Específico, pelo qual os itens são baixados, considerando o custo unitário específico do item vendido, quando é possível essa identificação. Situação simulada: Uma empresa compra e vende a mercadoria Batom SORRIA LIVRE, acondicionada em caixas com 10 unidades, com impos- tos recuperáveis na compra de 21,25%, e despesas de impostos na venda de 27,25%. Durante um determinado período ocorreram as seguintes opera- ções de compra e venda:

■ 01/12/x1 – Compra à vista de 10 caixas ao preço unitário com impos- tos de R$25,00;

■ 04/12/x1 – Venda à vista de 2 caixas ao preço unitário com impostos de R$50,00;

■ 06/12/x1 – Compra a prazo de 30 caixas ao preço unitário com impos- tos de R$28,00;

■ 09/12/x1 – Venda à vista de 13 caixas ao preço unitário com impos- tos de R$48,00;

■ 11/12/x1 – Venda a prazo de 11 caixas ao preço unitário com impos- tos de R$51,00;

■ 15/12/x1 – Compra à vista de 10 caixas ao preço unitário com impos- tos de R$30,00.

Antes de compararmos os critérios de avaliação, vamos descobrir o custo das mercadorias sem impostos, pois os impostos recuperáveis não fazem parte do custo das mercadorias, já que serão utilizados na apuração dos impos- tos a pagar oportunamente. Como estamos tratando aqui exclusivamente do controle e baixa dos estoques, não utilizaremos em nenhuma situação o preço de venda nem os impostos sobre as vendas, o que nos interessa sobre as vendas é somente a quantidade vendida para calcular o custo das vendas.

Avaliação de Estoques

nos interessa sobre as vendas é somente a quantidade vendida para calcular o custo das vendas.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II   CÁLCULO

II

 

CÁLCULO DO CUSTO DE COMPRA BATOM SORRIA LIVRE

 

Data

Quant.

Preço

Total da

Impostos

Custo

Custo

Unitário

Compra

Recup.

Total

Unitário

01/12/x1

10

25,00

250,00

53,12

196,88

19,6880

06/12/x1

30

28,00

840,00

178,50

661,50

22,0500

15/12/x1

10

30,00

300,00

63,75

236,25

23,6250

Quadro 01: Cálculo do custo de compra Fonte: o autor.

PEPS (FIFO) – Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai (First In First Out) Por este método, as baixas dos itens de estoques que são vendidos serão baixadas, considerando o custo das compras mais antigas, primeiramente. Dessa forma, o ativo remanescente (itens que permanecem em estoques) fica avaliado pelo valor das últimas compras. É bom lembrar que as compras mais antigas nem sempre são as compras por menor preço.

 

FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE - PEPS

 

Classificação do Estoque:

Mercadorias

       

Caixas

Identificação do Estoque:

B atom SO R R IA LIVR E

   

Unidade:

D ata

D escrição

Entrada

S aída

S aldo

Custo Unit

Qtde

Valor

Qtde

Valor

Qtde

Valor

01/12/x1

Compra a vista

10,00

196,88

   

10,00

196,88

19,6880

04/12/x1

Venda a vista

   

2,00

39,38

8,00

157,50

19,6875

06/12/x1

Compra a prazo

30,00

661,50

   

8,00

157,50

19,6875

30,00

661,50

22,0500

09/12/x1

Venda a vista

   

8,00

157,50

0,00

0,00

 

5,00

110,25

25,00

551,25

22,0500

11/12/x1

Venda a prazo

   

11,00

242,55

14,00

308,70

22,0500

15/12/x1

Compra a vista

10,00

236,25

   

14,00

308,70

22,0500

10,00

236,25

23,6250

       

S a ldo Estoque = = >

24,00

544,95

 

Quadro 02: Ficha de controle de estoque − PEPS Fonte: o autor.

UEPS (LIFO) – Último que Entra é o Primeiro que Sai (Last In First Out) Por este método, as baixas dos itens de estoques que são vendidos serão baixadas, considerando o custo das compras mais recentes, primeiramente. Dessa forma, o ativo remanescente (itens que permanecem em estoques) fica avaliado pelo

Dessa forma, o ativo remanescente (itens que permanecem em estoques) fica avaliado pelo O QUE E

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 61 valor das

61

valor das primeiras compras. É bom lembrar que as compras mais recentes nem sempre são as compras por maior preço. Esse método não é permitido para fins fiscais, pois como o custo lançado tende a ser maior (economia inflacionária), o lucro tende a ser menor, resultando em menor imposto de renda sobre o lucro.

 

FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE - UEPS

 

Classificação do Estoque:

Mercadorias

     

Caixas

Identificação do Estoque:

B atom SO R R IA LIVR E

   

Unidade:

D ata

D escrição

Entrada

S aída

S aldo

Custo Unit

Qtde

Valor

Qtde

Valor

Qtde

Valor

01/12/x1

Compra a vista

10,00

196,88

   

10,00

196,88

19,6880

04/12/x1

Venda a vista

   

2,00

39,38

8,00

157,50

19,6875

06/12/x1

Compra a prazo

30,00

661,50

   

8,00

157,50

19,6875

30,00

661,50

22,0500

09/12/x1

Venda a vista

       

8,00

157,50

19,6875

13,00

286,65

17,00

374,85

22,0500

 

Venda a prazo

       

8,00

157,50

19,6875

11/12/x1

11,00

242,55

6,00

132,30

22,0500

           

8,00

157,50

19,6875

15/12/x1

Compra a vista

10,00

236,25

6,00

132,30

22,0500

10,00

236,25

23,6250

       

S a ldo Estoque = = >

24,00

526,05

 

Quadro 03: Ficha de controle de estoque − UEPS Fonte: o autor.

CMPF – CUSTO MÉDIO PONDERADO FIXO

Por este método, as baixas dos itens de estoques que são vendidos serão baixa- das, considerando o custo médio ponderado das compras calculado no final do período. Primeiramente, as compras de todo o período são lançadas, calcula-se o preço médio unitário, para depois lançar as baixas de estoque. Vale ressaltar que esse método não é muito utilizado.

Avaliação de Estoques

para depois lançar as baixas de estoque. Vale ressaltar que esse método não é muito utilizado.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II FICHA DE

II

FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE - Custo Médio Ponderado Fixo

Classificação do Estoque:

Mercadorias

     

Caixas

Identificação do Estoque:

B atom SO R R IA LIVR E

   

Unidade:

D ata

D escrição

Entrada

S aída

S aldo

Custo Unit

Qtde

Valor

Qtde

Valor

Qtde

Valor

01/12/x1

Compra a vista

10,00

196,88

   

10,00

196,88

 

06/12/x1

Compra a prazo

30,00

661,50

   

40,00

858,38

 

15/12/x1

Compra a vista

10,00

236,25

   

50,00

1.094,63

21,8926

04/12/x1

Venda a vista

   

2,00

43,79

48,00

1.050,84

21,8925

09/12/x1

Venda a vista

   

13,00

284,60

35,00

766,24

21,8926

11/12/x1

Venda a prazo

   

11,00

240,82

24,00

525,42

21,8925

       

S a ldo Estoque = = >

24,00

525,42

 

Quadro 04: Ficha de controle de estoque – Custo Médio Ponderado Fixo Fonte: o autor.

CMPM – Custo Médio Ponderado Móvel Por este método, as baixas dos itens de estoques que são vendidos serão lança- das, considerando o custo médio ponderado diário das entradas, assim, a cada compra, recalculamos o custo unitário do estoque existente. Devemos salientar que esse método é o mais utilizado pelas empresas.

FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE - Custo Médio Ponderado Móvel

Classificação do Estoque:

Mercadorias

     

Caixas

Identificação do Estoque:

B atom SO R R IA LIVR E

   

Unidade:

D ata

D escrição

Entrada

S aída

S aldo

Custo Unit

Qtde

Valor

Qtde

Valor

Qtde

Valor

01/12/x1

Compra a vista

10,00

196,88

   

10,00

196,88

19,6880

04/12/x1

Venda a vista

   

2,00

39,38

8,00

157,50

19,6875

06/12/x1

Compra a prazo

30,00

661,50

   

38,00

819,00

21,5526

09/12/x1

Venda a vista

   

13,00

280,18

25,00

538,82

21,5528

11/12/x1

Venda a prazo

   

11,00

237,08

14,00

301,74

21,5529

15/12/x1

Compra a vista

10,00

236,25

   

24,00

537,99

22,4163

       

S a ldo Estoque = = >

24,00

537,99

 

Quadro 05: Ficha de controle de estoque – Custo Médio Ponderado Móvel Fonte: o autor.

Quadro 05: Ficha de controle de estoque – Custo Médio Ponderado Móvel Fonte: o autor. O

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 63 Custo Específico

63

Custo Específico Por este método, as baixas dos itens de estoques que são vendidos serão lança- das, considerando o custo específico do item vendido. Esse critério só faz sentido quando os estoques são diferenciados, como os veículos novos, a mesma marca e o mesmo modelo, por conta de cor e opcionais diferenciados, têm custo dife- rente. Nesse tipo de custo, não é possível demonstrar a nossa simulação.

de custo, não é possível demonstrar a nossa simulação. Os critérios de avaliação de estoques em

Os critérios de avaliação de estoques em uma economia inflacionária in- fluenciam na apuração do resultado do período, pois, quando optamos por baixar primeiro pelo custo das compras mais antigas, que, neste caso, cus- taram menos, fazemos que o resultado seja maior do que se optássemos por baixar primeiro pelo custo das compras mais recentes. No Brasil, como a memória de hiperinflação ainda existe, o critério mais utilizado é o médio, pois este faz que o resultado tenha menor impacto do que os outros.

Fonte: o autor.

Comparação dos Critérios de Avaliação Vamos então comparar os efeitos dos diversos critérios de avaliação:

COMPARAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

 

DESCRIÇÃO

PEPS

UEPS

CMPF

CMPM

CE

COMPRAS

1.094,63

1.094,63

1.094,63

1.094,63

NA

BAIXAS

549,68

568,58

569,21

556,64

NA

SALDO ESTOQUE

544,95

526,05

525,42

537,99

NA

Quadro 06: Comparação dos critérios de avaliação Fonte: o autor.

Avaliação de Estoques

525,42 537,99 NA Quadro 06: Comparação dos critérios de avaliação Fonte: o autor. Avaliação de Estoques

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Nessa simulação,

II

Nessa simulação, os preços das compras tiveram aumento no decorrer do perí- odo, caso houvesse diminuição, o efeito na comparação dos diversos critérios de avaliação seria diferente.

dos diversos critérios de avaliação seria diferente. Você já ouviu falar no critério de avaliação pelo

Você já ouviu falar no critério de avaliação pelo Próximo que Entrar é o Pri- meiro a Sair (NIFO – Next In First Out)? Será que é possível fazer uma ficha de controle de estoques por esse critério?

Fonte: o autor.

DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO DE ATIVOS

Depreciação Acumulada: A depreciação é a perda da capacidade (pelo desgaste ou pela deterioração tecnológica) daquele bem de produzir eficientemente. A soma dos valores da depreciação de todos os períodos em que o bem já foi utili- zado é o saldo da conta redutora do Ativo Imobilizado, depreciação acumulada. Segundo Iudícibus e Marion (2002, p. 165):

No imobilizado, como dedução do valor bruto dos bens, encontra-se a chamada Depreciação Acumulada, ou seja, a perda da capacidade (pelo desgaste ou pela deterioração tecnológica) daquele imobilizado de produzir eficientemente. Obtém-se assim o valor líquido (valor bru- to ( - ) depreciação acumulada), que deverá aproximar-se do valor dos ativos imobilizados em termos de potencial de benefícios futuros para empresa.

Todo imobilizado sofrerá perda de seu valor, perda da sua vida útil. Esse des- gaste é a depreciação sofrida que deverá ser calculada para fins fiscais (Imposto de Renda), mediante as alíquotas impostas pela própria Legislação Federal.

fiscais (Imposto de Renda), mediante as alíquotas impostas pela própria Legislação Federal. O QUE E COMO

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 65 DISCRIMINAÇÃO ALÍQUOTAS

65

DISCRIMINAÇÃO

ALÍQUOTAS

Máquinas e Equipamentos

10% a.a.

Edifícios e Construções

4% a.a.

Móveis e Utensílios

10% a.a.

Veículos em Geral

20% a.a.

Ferramentas

20% a.a.

Máquinas e Instalações Industriais

10% a.a.

Computadores e Periféricos (hardware)

20% a.a.

Quadro 07: Percentuais anuais de Depreciação Fonte: adaptado de Marion (2009, p. 354).

No entanto, para fins da legislação societária, buscando desvencilhar a contabili- dade que é utilizada para fins de publicação aos usuários externos da contabilidade elaborada para o fisco, permite-se a adoção de um percentual diferente para depreciação. Porém essa depreciação, diferente da depreciação fiscal, não poderá ser levada para tributação, ou seja, caso a empresa utilize para fins societários uma depreciação de 30% para veículos, e o Fisco só permita uma depreciação máxima de 20% ao ano, então a empresa deverá adicionar no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) os 10% excedentes da depreciação, para que a contabili- dade para usuários externos não prejudique a apuração do lucro sob a ótica fiscal. Para fins da depreciação, seguindo as normas do CPC (CPC 27 – Imobilizado),

o bem deverá ser depreciado de acordo com a sua vida útil, portanto, se um veí- culo em determinada empresa tiver uma vida útil de 10 anos, deverá então ser depreciado a 10% a.a., entretanto, para fins fiscais, pode ser realizado o ajuste no LALUR, depreciando o veículo em 20% a.a. Essas diferenças entre legislação fiscal e societária vieram à tona com as atu- alizações realizadas na lei 6.404/76, que agora permite que a contabilidade seja realizada com base nas informações societárias, desvinculando-se do Fisco como um balizador das atividades contábeis. Em relação à vida útil do bem, para o CPC 27 (2009, p. 4), vida útil é: “(a)

o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o ativo; ou (b) o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo”.

Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos

semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo”. Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Portanto, caso

II

Portanto, caso a empresa espere utilizar uma máquina durante 10 anos, então deverá depreciá-la nesse período, que é o período de vida útil do bem. No que diz respeito ao segundo ponto, o qual trata sobre o número de uni- dades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo, deve-se estar atento ao quanto esse imobilizado pode produzir, por exemplo, uma máquina que tem vida útil de 10.000 horas, se, no primeiro ano, foram consumidas 2.000 horas, então deve-se fazer a deprecia- ção nessa proporção. Então, caso a empresa compre uma máquina de R$250.000,00 e essa máquina tenha vida útil de 10.000 horas, se, no primeiro ano, utilizarmos ela durante 2.000 horas, deveremos depreciar R$50.000,00 (R$250.000,00 ÷ 10.000 horas = R$25/hora x 2.000 horas = R$50.000,00) no período, que é a proporção que a máquina se depreciou. A vida útil é um fator muito importante no momento de definir quais os métodos de depreciação que serão utilizados. Os métodos de depreciação a serem utilizados devem ser definidos pela empresa e devem ser revistos ao menos uma vez por ano, para verificar se estão adequados para registrar a depreciação dos bens. Pode-se utilizar, dentre outros métodos para depreciação, os métodos linear e de soma dos dígitos (ou decrescente). O método da depreciação linear é aquele em que o bem será depreciado de igual forma durante sua vida útil, assim, se a empresa possui um imobilizado que foi adquirido por R$20.000,00 e esse ativo tem uma vida útil de 10 anos, deverá ser depreciado, por ano, R$2.000,00 durante todos os 10 anos. Nesse caso, a depreciação será sempre de R$2.000,00, conforme evidenciado no gráfico a seguir:

caso, a depreciação será sempre de R$2.000,00, conforme evidenciado no gráfico a seguir: O QUE E

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 67 DEPRECI AÇ

67

DEPRECI AÇ ÃO 2.500,00 2.000,00 1.500,00 1.000,00 500,00 - 1 234 5 6 7 8
DEPRECI AÇ ÃO
2.500,00
2.000,00
1.500,00
1.000,00
500,00
-
1
234
5
6
7
8
9
1 0
ANO
DEPRECIAÇÃO
VALOR DA DEPREC.

Figura 08: Depreciação pelo Método Linear Fonte: o autor.

Esse método linear é o habitualmente utilizado pela legislação fiscal, que deter- mina um percentual igual de depreciação para todos os anos. Outro método que poderá ser utilizado é o método da soma dos dígitos, nesse caso, a depreciação nos primeiros anos será maior e nos últimos anos, menor. Esse método auxilia a contabilidade a equalizar as despesas com manutenção do imobilizado, ou seja, nos primeiros anos teremos um alto gasto de depreciação, mas um baixo custo com manutenção (pois o bem é novo). Já nos últimos anos da vida útil do bem, teremos um alto custo de manutenção e um baixo custo de depreciação, o que acabará por equilibrar esses gastos durante a vida útil do bem. O método da soma dos dígitos é realizado a partir da soma dos anos de vida útil de um bem, por exemplo, imaginemos que uma máquina foi adquirida pela empresa por R$80.000,00, essa máquina tem uma vida útil de 5 anos, portanto, inicialmente, temos que fazer a soma dos anos de vida útil desse bem.

Quadro 08: Soma dos dígitos Fonte: o autor.

ANO

VIDA ÚTIL

Ano

1

Ano

2

Ano

3

Ano

4

Ano

5

Soma

15

Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos

1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Soma 15 Depreciação, Amortização e Exaustão de

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184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Assim sendo,

II

Assim sendo, somando-se todos os anos, temos 15 anos. Agora precisamos divi- dir cada ano por essa soma de 15, por exemplo, 1/15, 2/15, 3/15, 4/15 e 5/15.

Ano

Vida Útil

Proporção

Percentual de Depreciação

Ano

1

5/15

33%

Ano

2

4/15

27%

Ano

3

3/15

20%

Ano

4

2/15

13%

Ano

5

1/15

7%

Soma

15

 

100%

Quadro 09: Cálculo dos percentuais pelo método da soma dos dígitos Fonte: o autor.

A partir de então, vamos depreciando o bem, de forma a ir reconhecendo a maior perda de valor no início da utilização do bem e uma menor perda de valor no final.

ANO

VIDA

PROPORÇÃO

PERCENTUAL DE

VALOR DO

DEPRECIAÇÃO

ÚTIL

DEPRECIAÇÃO

BEM

MENSAL

Ano

1

5/15

33%

80.000,00

26.666,67

Ano

2

4/15

27%

80.000,00

21.333,33

Ano

3

3/15

20%

80.000,00

16.000,00

Ano

4

2/15

13%

80.000,00

10.666,67

Ano

5

1/15

7%

80.000,00

5.333,33

Soma

15

 

100%

 

80.000,00

Quadro 10: Cálculo da depreciação pelo método da soma dos dígitos Fonte: o autor.

Se visualizarmos no gráfico, veremos a diferença desse método em relação ao método linear, visto que neste teremos uma maior depreciação no início da uti- lização do bem e uma menor taxa de depreciação no final.

depreciação no início da uti- lização do bem e uma menor taxa de depreciação no final.

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 69 Figura 09:

69

do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 69 Figura 09: Depreciação
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 69 Figura 09: Depreciação
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 69 Figura 09: Depreciação
do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 69 Figura 09: Depreciação

Figura 09: Depreciação soma dos dígitos Fonte: o autor.

Os bens, direitos ou bens e direitos de exploração podem ser depreciados, amor- tizados ou exauridos de acordo com a legislação, como representarão custos ou despesas, o seu reconhecimento não é obrigatório pelo Fisco. A depreciação, amortização ou exaustão somente podem ocorrer sobre bens ou direitos per- manentes que não podem ser levados diretamente à despesa por contribuírem

com resultados futuros, por isso, a cada período, uma parte dos valores é levada

à

despesa ou custo, em contrapartida, o valor dos ativos é reduzido. O item 2, da NBC T 16.9, aprovada pela Resolução CFC nº 1136/08, define

o

significado de alguns termos importantes para o entendimento e cálculo da

depreciação, amortização ou exaustão, em que percebemos as diferenças entre valor contábil, valor depreciável, valor da depreciação, valor residual. Podemos também encontrar a definição de depreciação, amortização e exaustão, qual seja:

Amortização: a redução do valor aplicado na aquisição de direitos de propriedade e quaisquer outros, inclusive ativos intangíveis, com exis- tência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado.

Depreciação: a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.

Exaustão: a redução do valor, decorrente da exploração, dos recursos minerais, florestais e outros recursos naturais esgotáveis.

Valor bruto contábil: o valor do bem registrado na Contabilidade, em uma determinada data, sem a dedução da correspondente depreciação, amortização ou exaustão acumulada.

Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos

da correspondente depreciação, amortização ou exaustão acumulada. Depreciação, Amortização e Exaustão de Ativos

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. II Valor depreciável,

II

Valor depreciável, amortizável e exaurível: o valor original de um ati- vo deduzido do seu valor residual.

Valor líquido contábil: o valor do bem registrado na Contabilidade, em determinada data, deduzido da correspondente depreciação, amor- tização ou exaustão acumulada.

Valor residual: o montante líquido que a entidade espera, com razo- ável segurança, obter por um ativo no fim de sua vida útil econômica, deduzidos os gastos esperados para sua alienação.

Vida útil econômica: o período de tempo definido ou estimado tec- nicamente, durante o qual se espera obter fluxos de benefícios futuros de um ativo.

DEPRECIAÇÃO

Podemos então definir depreciação como o reconhecimento do custo ou des- pesa, em função da utilização de bens comprados para utilização nas atividades operacionais, calculados em função da sua vida útil. Alguns bens estão exclu- ídos da depreciação porque não perdem valor em função do tempo, tais como:

terrenos e obras de arte; outros não se depreciam por não serem utilizados nas ati- vidades operacionais da empresa, tais como: bens para revenda ou investimento. Exemplo de cálculo da depreciação de um bem utilizando o método linear:

vamos considerar que a empresa comprou um veículo BRUTO COURIER para início de utilização imediata (mês 01/x1) no transporte de mercadorias vendi- das. O custo do veículo é de R$30.000,00, a vida útil econômica estimada é de 4 anos e, no final desse período, estima-se vendê-lo por R$6.000,00. Valor Bruto Contábil: R$30.000,00

Valor Depreciável: R$24.000,00

Percentual Depreciação Anual: 100 / 4 anos = 25%

Valor da Depreciação Anual: R$24.000,00 x 25% = R$6.000,00

Percentual Depreciação Mensal: 100 / 48 meses = 2,083333%

Valor da Depreciação Mensal: R$24.000,00 x 2,083333% = R$500,00

100 / 48 meses = 2,083333% Valor da Depreciação Mensal: R$24.000,00 x 2,083333% = R$500,00 O

O QUE E COMO CONTABILIZAR?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. 71   FICHA

71

 

FICHA DE DEPRECIAÇÃO

 

Bem:

Veículo BRUTO COURIER

Custo do Bem:

R$ 30.000,00

Vida útil:

4 anos

Valor Residual:

R$ 6.000,00

Depreciação Anual:

R$ 6.000,00

Valor Depreci-

ável:

R$ 24.000,00

Depreciação Mensal:

R$ 500,00

   

DEPRECIAÇÃO

DEPRECIAÇÃO

 

DATA

EVENTO

MENSAL

ACUMULADA

VALOR DO BEM

02/01/x1

Aquisição do Bem

   

30.000,00

31/01/x1

Depreciação Mensal

500,00

500,00

29.500,00

28/02/x1

Depreciação Mensal

500,00

1.000,00