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Nes erspec sobressa e ? ? ? 
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??, de sore que, ao se or enar para a apreensão do deseado,
assume um pono de v sa ner or ao fao  erár o, razendo para o campo da soc oog a
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Anes de nos ens nar co sas, a s s gn f cações são aqueas de que nos
ocupamos como nd v:duos humanos, ndependenemene de nossas
concusões ou nferênc as conce ua s (seam us f ca vas deo g cas ou
não). Em mane ra nd rea e var ada, a ?
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?  os qua s ocupam nossas à  
 peo menos ano quano podem ens nar -nos aguma co sa.

Para consaar o neresse da soc oog a da  eraura no esudo das reações


humanas basa reer a aná se por Naha e Sarraue (³L¶Ére du Supçon´, Par s,
Ga mard, 1956; pub cado or g namene n ³Les Temps Modernes´, Ouubro,
1947) sobre a fanas a na ação dramá ca em Dosoyevsk , endo em referênc a o
personagem do veho Karámazov (F odor Pávov ch) e seu comporameno
perane o monge ³sarez Zós ma´, descr o no L vro II da Pare I de ³Los
Hermanos Karámazov ´ (conforme a ed ção casehana de Agu ar).

Nessa aná se, são posos em reevo os proced menos de Dosoyevsk para fazer
sobressa r os esados ou mov menos su s d f c mene percep:ve s, fug d:c os,
conrad ór os, evanescenes que á noamos sob o conce o soc oóg co de fanas a , em
que pese a u  zação pouco ref nada das ges cuações nveross:me s mposas aos
personagens.

Ta s proced menos compos c ona s dosoyevsk anos são descr os nessa aná se e
comenados na segu ne ordem2 1º) ± a apresenação do veho Karámazov por ee
mesmo ao enrar em cena perane o sarez Zós ma; 2º) ± suas faas rocadas com o
sarez. Ass m, das pág nas 33 a 37 do seu ensa o cr: co  erár o Naha e Sarraue
reproduz as faas em que o veho Karámazov se qua f ca a ee própr o de ³bufão´ e
como a se recomenda à aprec ação dos números presenes naquea cena, d zendo ser
bufão por um an go háb o. Enão, a esa faa, o personagem faz careas, se conorce, se
ex be em poses groescas; prossegue conando ³com uma feroz e ác da uc dez´ como
ee se enconrou em s uações hum hanes empregando ao faar os d m nu vos s mpes
e agress vos.

Desaca-se que F odor Karámazov mene fronamene e quando pego é  ge ro em dar a


voa por c ma2 ³não se pode ama s pegá-o despreven do, ee se conroa e, em face do
fagrane reage d zendo não só que sab a esar men ndo, mas -po s ee em ad v nhações
esranhas- d zendo haver pressen do que, ão ogo começou a faar aos presenes, a
denre ees esava o pr me ro que r a fazê-o remarcar esar men ndo´.

Mas não é udo. Parecendo saber que ao d m nu r a s própr o d m nu:a ambém os


ouros com ee, que os de xava av ados, ee escarnece confessando haver nvenado
odo o d o naquee nsane para fazer ma s p cane. Sarraue sub nha que endo o ohar
voado para ee mesmo, ee se perscrua e se esp a, po s será para  sonear aos
presenes, para os conc  ar, para os desarmar que ee se debae dessa mane ra, E ee
mesmo o d z2 ³é para ser ma s amáve que eu faço careas , a ás, às vezes nem se
porque´. Sarraue compara-o a um ³cown´ que se despe fazendo p rueas e nos mosra
como ee é mordaz quando, ao d zer que um gên o ru m se fosse mporane não poder a
nee se hospedar, esende a poss b  dade aos presenes para refuá-a por ees, e
acrescena2 ³vós so s um abr go esragado´.

É enão a vez do monge sarez Zós ma man fesar-se na cena e o faz rogando com
ns nc a a F odor Karámazov para não se nqu ear nem se moesar, para que esea
como em seu ar. Mas o sarez ambém é perscruador e, exam nando sem nd gnação
nem desgoso ³a maér a umuuosa que borbuha e ransborda´ (o veho Karámazov a
sua frene), acrescena2 ³não enha vergonha de você mesmo, po s é da: que udo
provém´. Todav a, será em face da conesação de F odor Karámazov graceando com
o conv e para porar-se ao naura que o sarez chega a compreendê-o bem e percebe
er s do para se conformar à dé a que ees se fazem dee, para engrandecer-se ma s
a nda sobre ees, que ee se conors ona. E Sarraue nos br nda com as segu nes frases
seec onadas2 ³« porque me parece quando vou na d reção das genes« que odo o
mundo me oma por bufão. Enão eu me d go2 façamos o bufão« po s odos, aé o
ú mo, vós so s ma s v s do que eu, e s porque eu sou um bufão« é por vergonha,
em nene monge, por vergonha.´

Mas a fanas a não pára a:, po s, ogo após esa faa ee se aoeha e Sarraue nos oferece
o comenár o do própr o narrador dosoyevsk ano2 ³mesmo enão é d f:c  saber se ee
br nca ou esá emoc onado´. O sarez em om conf denc a he d z que men r a s
mesmo é ofender-se aé exper menar a sa sfação, ³um grande dee e´. Ora, Sarraue
remarca que o veho Karámazov se aprove a para af rmar haver s do usamene pea
esé ca que ee sen ra-se ofend do em oda a sua v da aé o dee e, ron zando ao
sarez por haver esquec do de que ser ofend do, às vezes, não é somene agradáve, mas
é beo. Enão ee faz ma s p rueas e se sa com uma nova  rada de arequ m2 ³vós
credes que eu m no sempre ass m e que faço o bufão? Sa bam que é expresso para
esá-os que represene essa coméd a´. E Sarraue encerra sub nhando a frase f na que
ee nerroga ao sarez se hav a ugar para a hum dade dee uno do orguho dees.

Nese pono podemos ver enf m, com Sarraue, que a fanas a é um conce o soc oóg co
essenc a; que sem uma aprec ação de da e cu dadosa em que se recorre à exper ênc a
v v da ou à exper ênc a refe da, à exper ênc a própr a ou à de ouro, reconhecendo os
pensamenos fug d os, os sen menos su s e d f c mene percep:ve s, conrad ór os,
bem como os esboços de apeos :m dos e de recuos ama s um e or poder a acançar
ao menos uma :nf ma pare do que esa passagem da ação dramá ca em Dosoyevsk
reveou.

Há porano uma ?  ??  


 ? ? 
 que mp ca e urapassa a noção de   ?
 ap cada na soc oog a da  eraura por Luc en Godmann, enend da
como noção que dá cona das ??
  ?. Porano, sendo um fao
de vaor, o obeo  erár o deve ser exam nado como composo não somene
de um eemeno de s gn f cação ( neecua), mas, guamene, raz um
eemeno de ub o, de reação com o cr ador, de reação com os e ores, ec.
ßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßßß

NOTA OMPLEMENTA0
(1) ± Em soc oog a os vaores dea s são doados da caracer:s ca de
nsrumenos de comunhão e pr nc:p os de ncessane regeneração da v da
esp r ua se af rmando nd spensavemene por me o da afe v dade coe va.
Quaquer vaor pressupõe a aprec ação de um sue o em reação com uma
sens b  dade ndef n da2 é o deseáve, quaquer deseo sendo um esado
ner or.
***

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O INDIVÍDUO, O MUNDO O0PO0ATIVO E


A ONO00<NIA SUBLIMADA.

A oncorrênc a sub mada perde seu efe o de es:muo ou ncen vo de xando em seu
ugar as r xas que desgasam as reações nerpessoa s. A ás, um dos aspecos da faa
de mo vação é que as recompensas d sr bu:das nas organ zações para es muar a
ap cação e o empenho esão refer das a um quadro em que a concorrênc a como vaor
á não enconra repercussão na exper ênc a. A soc edade  bera cáss ca comporava
uma nerpeneração do aspeco econôm co e do aspeco ps coóg co.

Hoe em d a, o nd v:duo-avo das expeca vas de promoções e prem ações sabe de


anemão que as reações nas h erarqu as do mundo corpora vo são var áve s e que deve
se agarrar às vanagens que consegue. Sobreudo, sabe que o peso espec:f co do
nd v:duo nas reações empresar a s não em o acance que eve nas soc edades
reamene mov das pea  vre n c a va, desprov das que eram as empresas dos conroes
econôm cos e f nance ros que  m aram a n c a va no sécuo V ne.

Soc óogos noáve s que aprofundaram as aná ses dos processus ps cossoc oóg cos da
re f cação, esudaram as reações nerpessoa s coeando a  eraura do nd v dua smo
e o mundo da econom a de mercado. Observando o romance no sécuo XX consaou-se
que, no anverso do desaparec meno ma s ou menos acenuado do personagem
nd v dua com sua busca humana de auorea zação e auen c dade nas reações soc a s,
fo acenuado o reforço da auonom a dos obeos.

onsaação esa que ogo faz embrar a observação de que as esruuras auo-
reguadoras da econom a de roca (no áp ce das qua s pon f cam os conroes de preços,
os Bancos enra s e o s sema do Fórum Econôm co de Davos) evam ao desocameno
progress vo do que Luc en Godmann chamou coef c ene de rea dade do nd v:duo
cua auonom a e a v dade são ransposas para o obeo nere [Ver2 Godmann, Luc en2
Pour une Soc oog e du 0oman, Par s, Ga mard, 1964, 238 págs. Há radução em
Poruguês].
É caro que o soc óogo em em cona que, como ranspos ção do coef c ene de
rea dade do nd v:duo para o obeo nere, a re f cação é um processus ps coóg co
permanene, ag ndo secuarmene no âmb o da produção para o mercado.

Aém d sso, para desenvover o aspeco concreo das esruuras re f cac ona s o
soc óogo não de xa escapar o menc onado modeo de soc edade  bera cáss ca como
comporando uma nerpeneração do aspeco econôm co e do aspeco ps coóg co.

A per od zação da soc oog a econôm ca é a segu ne2


(A)-fase da econom a  bera se proongando aé o começo do sécuo XX, caracer za-da
por maner a nda a função essenc a do nd v:duo na v da econôm ca (e por exensão na
v da soc a).

Nesa fase, a referênc a soc oóg ca pr nc pa é a consaação de que, no âmb o da


nerpeneração do aspeco econôm co e do aspeco ps coóg co, a reguação da
produção e do consumo em ermos de ofera e demanda se faz por um modo mp:c o e
não consc ene, mpondo-se à consc ênc a dos nd v:duos como a ação mecân ca de uma
força exer or.

Desa forma, odo um conuno de eemenos fundamena s da v da ps:qu ca desaparece


das consc ênc as nd v dua s no seor econôm co, para deegar suas funções à caegor a
preço, que aparece como uma propr edade nova e puramene soc a dos obeos neres,
os qua s, por sua vez, passam enão a guardar as funções a vas dos homens, a saber2
udo aqu o que era cons u:do nas formações soc a s pré-cap a sas peos sen menos
rans nd v dua s, peas reações com os vaores da afe v dade que urapassam o
nd v:duo, ncu ndo o que s gn f ca a mora, a esé ca, a car dade, a fé. Ou sea, aravés
da ofera e demanda os obeos neres adqu rem a d ane ra sobre os sen menos
rans nd v dua s proeados para fora de s .

Da: porque no romance cáss co os obeos êm uma mporânc a pr mord a, mas
ex sem somene por me o do rao que he dão os nd v:duos.

(B)-Enreano, essa s uação muda na fase dos ruses, monopó os e do cap a
f nance ro, observada no f m do sécuo XIX e, noadamene, no começo do sécuo XX,
ornando-se acenuada a supressão de oda a mporânc a essenc a do nd v:duo e da
v da nd v dua na ner or das esruuras econôm cas.

()-Na fase do cap a smo de organ zação, observado depo s dos anos de 1930 pea
nervenção esaa mpondo os mecan smos de auo-reguação da produção, se consaa,
em modo correa vo à supressão progress va da mporânc a essenc a do nd v:duo, não
somene a ndependênc a crescene dos obeos, mas a cons u ção desse mundo de
obeos em un verso auônomo endo sua própr a esruuração.

Le a ma s2 O 0omance o Ind v dua smo e a 0e f cação

hp2==soc oog a-.bogspo.com=2007=04=v ew-bog-op-ags.hm

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‘ OS 0ITÉ0IOS DO FATO LITE0>0IO E AS ONDIÇÕES DE UMA
SOIOLOGIA DA LITE0ATU0A.

As d f cudades aneposas a uma soc oog a da  eraura  gam-se à or enação


neecua do chamado 

  af rmando a ndependênc a oa da cuura e da
are em reação às formas soc a s, de a sore que a nerpreação da are não esar a
con da na v da soc a. Da: surge o obsácuo da nerd ção pea soc edade. O rece o de
um efe o  eramene ameaçador da ordem orna o fao  erár o negado na sua
s gn f cação, comba do como pura fanas a. D s ngue-se uma espéc e de respe o ao
fao  erár o envovendo-o em cero m sér o.

Desa a ude provêm duas represenações desfavoráve s à soc oog a da  eraura,


segu nes2 (a) ± uma, a chamada
?   , que nerprea a f gura do auor em
ermos do nexp cáve e nesperado no concero das pa xões e dos pensamenos
humanos; (b) ± oura, refer da à eaboração da obra, é a
?  
? ?  ?,
do m sér o da cr ação, ec. Aém d sso, o esp:r o burguês pode evar os escr ores a não
gosarem de
 se ver negrados
 pea soc oog a (Ver o Ar go de Aber MEMMI n uado
³3          ´, pub cado como coaboração no    
  ,
d r g do por Georges Gurv ch., Poro, In c a vas Ed or a s, 1968 ± 1ªed ção em Francês2 Par s,
PUF,1960).

Pode-se observar agumas ena vas de pesqu sa que, não obsane o pensameno
obe vo, pouco favoreceram a soc oog a da  eraura. Umas porque man veram a
opac dade nocáve do fao  erár o; ouras porque acenuaram a sua redução. No
pr me ro caso, resume-se a ena va ma s conhec da que fo a de TAINE, ncu ndo os
seus coaboradores. No segundo caso, noa-se a ena va marx sa e a ps cana: ca.
omena-se que TAINE esperava fundamenar uma c ênc a pos  v sa e deerm n sa da
 eraura omando como mo vos de exp cação (a) ± a descobera em cada escr or de
uma ? ? 
?; (b) ± a gênese dessa facudade mesra a par r das suas rês
famosas cond ções2 a raça, o me o e o momeno.

O dogma smo de TAINE é fagrane na anaog a com as c ênc as naura s. No prefác o


de sua obra ³      ´, o pono de v sa naura sa vem a ser ap cado
ao homem, omando-o como ?  ?          ? ? 
  ?   ?      
 ? ?
    ?   ?
?
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?  ? (Ib dem). Quano aos seus con nuadores, se repee o
s mp smo na ap cação do dogma smo de TAINE, ques onando-se, sobreudo a
abordagem ana: ca redu va na qua a obra  erár a,  da como m sér o nefáve e
mpeneráve, vem a ser reporada a um faor ma s ou menos arb rar amene escoh do.

Em reação à ena va marx sa, por sua vez, se he reconhece o mér o soc oóg co de
empreender a ner-reação do esp:r o e das suas produções com os quadros soc a s. O
pr me ro cr ér o de aná se marx sa da obra  erár a é a f de dade à rea dade soc a.
Nada obsane, a ena va marx sa de reduz r a  eraura a um fao de conhec meno
med ane a
? ?    ar bu:da a Georges Lukacs, é censurada por
ameaçar a espec f c dade do fao  erár o. Ao raçar um méodo comum a odas as obras
de pensameno ornou-se nev áve por conseqüênc a desprezar o que d s ngue
prec samene o fao  erár o dos ouros faos . ensura dên ca se ap ca à ena va
ps cana: ca, em cua abordagem necessar amene se em de par r sempre de uma
redução mp cando uma negação da espec f c dade. Por conra, as cond ções de uma
soc oog a da  eraura mp cam a d s nção enre fao  erár o e fao de conhec meno.
‘ O P0OBLEMA DAS 0ELAÇÕES OM A SOIOLOGIA DO
ONHEIMENTO.

om efe o, á observamos que o fao  erár o é para uma soc edade um modo de ea
omar consc ênc a de s própr a. Da: advem o  que acenua exaamene a
espec f c dade do fao  erár o e faz reconhecer no mesmo um fao de vaor não
confund:ve com as suas cond ções gené cas nem com as suas cond ções de
sobrev vênc a, nem ampouco com as nenções do seu cr ador, nem enf m com as suas
repercussões ps cossoc a s. Aqu o que há na obra  erár a peo qua se chega à
af rmação de que             ou sea
       é n c amene o eemeno que d fere um  vro de poemas ou um
romance de um orna.

Sem dúv da, o qua f ca vo e o vaor que ocorrem med aamene aos e ores, peo que
ees den f cam o fao  erár o, não é o mesmo para odos os púb cos. A den f cação
do fao  erár o sea como romance ou poema ou ensa o se def ne ambém soc amene e
não apenas peo méodo, sem que so mpeça omar-se o vaor  erár o como pono de
par da da pesqu sa soc oóg ca. Tano é ass m que, para Aber MEMMI, a arefa
espec:f ca dessa pesqu sa é a soc oog a do fao  erár o, que ese auor qua f ca como
uma soc oog a pr v eg ada d ane do obeo mpresso. No seu d zer, raa-se da
soc oog a do que é adequado ao fao  erár o, do que nese não co nc de com oura
co sa, não co nc de com o escr o como mercador a, como produo de ransformação,
ec.(op.c .).

Na busca dessa adequação é que se aprofunda o probema das reações com a soc oog a
do conhec meno chegando-se aos segu nes resuados2 (a) ± se um fao  erár o pode
nos ens nar ceras co sas e se a  eraura é por sso uma das écn cas de comun cação
soc a, o soc óogo deve precaver-se, enreano de que é sempre poss:ve uma d sorção
dos faos2 as nformações dadas peos escr ores não aendem à f na dade de uma
enquêe. Quer d zer, (b) ± embora possa adm  r-se que o auor enha a nenção de
ens nar-nos ceras co sas, as nenções do auor de obra  erár a são evas vas ou mudam
de rumo no decurso da a v dade. O que d z é quase ão mporane quano a forma de
d zê-o, forma esa que por sua vez nfu sobre o coneúdo do d scurso acabando por
ransformá-o.

O escr or é um fabuador2 não d z a verdade e é sempre a verdade que ee d z« à sua
mane ra. A d sorção é sempre poss:ve, sea em conseqüênc a de uma reconsrução
mag na va, por razões de forma ou s mpesmene por ard  (d ado por razões soc a s).
A f na dade de uma obra  erár a não é a mesma de um documeno, nada obsane
adm e-se poss:ve nerprear as nformações dadas peos escr ores cons derada a
f na dade esé ca da obra  erár a, na qua não se raa de represenar a rea dade soc a
± para o que os orna s da época ser am super ores a odos os romances do mesmo
per:odo.

***

Ô  
    

  
       
 
Ô