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Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Instrutor: Maurício Moniz

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

Instrutor: Maurício Moniz

mauricio@triexcomercial.com.br Cel.: (22) 8802 6846

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados NR 33.3.2 - Medidas Técnicas Avaliação da Atmosfera

NR 33.3.2 - Medidas Técnicas

Avaliação da Atmosfera Detecção de gases

c) proceder avaliação e

controle dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos;

f) avaliar a atmosfera

nos espaços confinados para verificar se as condições de entrada são seguras;

h) monitorar

continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar se as condições de acesso e permanência são seguras;

Cuidados com os Equipamentos

j) testar os equipamentos de

medição antes de cada utilização

k) utilizar equipamento de leitura

direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de rádio-freqüência;

l) os equipamentos fixos e

portáteis, inclusive os de

comunicação e de movimentação vertical e horizontal, devem ser adequados aos riscos dos espaços confinados;

m) em áreas classificadas os equipamentos devem estar certificados ou possuir documento contemplado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - INMETRO.

Ventilação

e) implementar

medidas necessárias para

eliminação ou controle dos riscos atmosféricos em espaços confinados;

g)

manter as

condições atmosféricas aceitáveis na entrada e durante toda a realização dos trabalhos, monitorando, ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado;

i) proibir a ventilação com oxigênio puro;

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Gases - Conhecendo nossos inimigos!!! Gás = Chaos = Caos Partículas se movimentando randomicamente e

Gases - Conhecendo nossos inimigos!!!

Gases - Conhecendo nossos inimigos!!! Gás = Chaos = Caos Partículas se movimentando randomicamente e caoticamente,

Gás = Chaos = Caos

Partículas se movimentando randomicamente e caoticamente, colidindo uma contra as outras e contra as paredes de um recipiente ou lugar.

se dispersa e se mistura rapidamente em um ambiente.as outras e contra as paredes de um recipiente ou lugar. Riscos Atmosféricos A exata natureza

lugar. se dispersa e se mistura rapidamente em um ambiente. Riscos Atmosféricos A exata natureza do

Riscos Atmosféricos

A exata natureza do risco, depende do tipo de gás que está presente, mas em geral, nós dividimos em três classes:

presente, mas em geral, nós dividimos em três classes: Inflamáveis Metano, Butano, GLP, Gás Natural,

Inflamáveis Metano, Butano, GLP, Gás Natural, Hidrogênio, Acetileno,Vapor de Gasolina e Alcool

Tóxicos Cloro, Amônia, Monóxido de Carbono, Gás Sulfídrico

Asfixiantes Nitrogênio, Argônio, Dióxido de Carbono.

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Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Riscos Atmosféricos - Deficiência de Oxigênio AR

Riscos Atmosféricos - Deficiência de Oxigênio

AR ATMOSFÉRICO O ar que respiramos é formado por:

78 %

Nitrogênio

20,9 %

Oxigênio

1 %

Argônio

0,1%

Outros gases

= 100% em Volume

Fonte: Manual de Proteção Respiratória Prof. Maurício Torloni

O 2

1% volume = 10.000 ppm (0,1% Volume = 1.000 ppm)

O 2 1% volume = 10.000 ppm (0,1% Volume = 1.000 ppm) Monitorando o Oxigênio -

Monitorando o Oxigênio - Níveis de Alarme

Os Alarmes de concentração de oxigênio devem ser ajustados para alarmar com valores abaixo de 19,5 % e acima de 23 % em volume;

O 2

23,0%

Excesso de O 2

20,9%

Normal

19,5%

Deficiência de O 2

4
4
Monitorando o Oxigênio Deficiência Oxigênio(Efeitos) IPVS = < 12,5% Volume ao nível do mar. Teores

Monitorando o Oxigênio Deficiência Oxigênio(Efeitos)

IPVS = < 12,5% Volume ao nível do mar.

Teores abaixo de 19,5% podem causar:

ao nível do mar. Teores abaixo de 19,5% podem causar: Alteração da respiração e estado emocional,

Alteração da respiração e estado emocional, fadiga anormal em qualquer atividade (12 a 16%), Aumento da respiração e pulsação, coordenação motora prejudicada, euforia e possível dor de cabeça (10 a 11%), Náusea e vômitos, incapacidade de realizar movimentos, possível inconsciência, possível colapso enquanto consciente mas sem socorro (6 a 10%), (< 6%)= Respiração ofegante; paradas respiratórias seguidas de parada cardíaca; morte em minutos

Situações que podem causar a Deficiência Oxigênio

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5

Combustão de Produtos inflamáveis:

Solda oxi-acetilênica

Corte oxi-acetilênico

Aquecimento com

Chama

Estanhagem

Outros

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Ação de bactérias: Fermentação de materiais orgânicos
e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Ação de bactérias: Fermentação de materiais orgânicos

Ação de bactérias:

Fermentação de materiais orgânicos em decomposição.

Fermentação de materiais orgânicos em decomposição. Reações químicas: Oxidação de Superfícies Secagem de

Reações químicas:

Oxidação de

Superfícies

Secagem de

pinturas

químicas: Oxidação de Superfícies Secagem de pinturas Consumo Humano: Muitas pessoas trabalhando pesado no
químicas: Oxidação de Superfícies Secagem de pinturas Consumo Humano: Muitas pessoas trabalhando pesado no

Consumo Humano:

Muitas pessoas trabalhando pesado no interior do espaço confinado.

Gases Asfixiantes:

Extinção por CO , Inertização com Nitrogênio, Argônio.

2

6
6
Dióxido de Carbono – Co Asfixiante Simples 2 Aparência: Gás sem coloração e sem cheiro

Dióxido de Carbono – Co Asfixiante Simples

2

Dióxido de Carbono – Co Asfixiante Simples 2 Aparência: Gás sem coloração e sem cheiro Se

Aparência:

Gás sem coloração e sem cheiro

Simples 2 Aparência: Gás sem coloração e sem cheiro Se Inalado causará vertigem, dor de cabeça,

Se Inalado causará vertigem, dor de cabeça, sonolência e perda dos sentidos. Pele cianótica (ou azulada)

Onde encontramos:

• Processos de Combustão

• Inertização

• Sistemas automáticos de extinção de incêndio

• Respiração de grãos e sementes

• Resultante do processo

Respiração de grãos e sementes • Resultante do processo Limites de Tolerância IPVS 40.000 ppm LT

Limites de Tolerância IPVS 40.000 ppm LT (BRA) 4.290 ppm LT (EUA) 5.000 ppm

Limites de inflamabilidade no ar:

NÃO É INFLAMÁVEL

Temperatura de ignição NÃO É INFLAMÁVEL

Ponto de fulgor NÃO PERTINENTE

Densidade relativa do vapor

1,53

(Fonte CETESB)

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7

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Atmosfera de Risco Gases e Vapores Inflamáveis Princípio

Atmosfera de Risco Gases e Vapores Inflamáveis

Confinados Atmosfera de Risco Gases e Vapores Inflamáveis Princípio da Combustão Os Gases e Vapores Inflamáveis
Confinados Atmosfera de Risco Gases e Vapores Inflamáveis Princípio da Combustão Os Gases e Vapores Inflamáveis

Princípio da Combustão

Os Gases e Vapores Inflamáveis são substâncias que misturadas ao ar e recebendo calor adequado entram em combustão.

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Princípio da Combustão

Para que ocorra a combustão de um gás são necessárias três condições:

A presença de gás inflamável em quantidade suficiente;

A presença de ar em quantidade suficiente;

A presença de uma fonte de ignição com energia suficiente;

8
8
Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Para entendermos melhor os limites de inflamabilidade

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade

Para entendermos melhor os limites de

inflamabilidade, tomamos como exemplo

o funcionamento de um motor a

combustão:

A faísca é a fonte de ignição,

O combustível é comprimido até se tornar vapor.

O oxigênio vai completar a

mistura da câmara.

O motor não funcionará (não há combustão) se:

• não houver faísca,

• não houver combustível.

• a mistura ar e combustível estiver pobre ou rica.

9
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se: • não houver faísca, • não houver combustível. • a mistura ar e combustível estiver

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e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade L.I.I. e L.S.I.

L.I.I. é o ponto onde existe a mínima concentração para que uma mistura de ar + gás/vapor se inflame.

L.S.I. é o ponto máximo onde ainda existe uma concentração de mistura de ar + gás/vapor capaz de se inflamar.

Combustível

0%

L.I.I.

L I

I

L.S.I.

L S I

100%

POBRE

Pouco Gás

Pouco Gás

EXPLOSIVA

EXPLOSIVA

RICA

Muito Gás e pouco Ar

Muito Gás e pouco Ar

100%Ar

10
10
0% Ar Flare
0% Ar
Flare
Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Metano – CH 4 5%5% 15%15% 0%

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Metano – CH 4

5%5%

15%15%

0%

100%

POBRE

POBRE

EXPLOSIVA

RICA

RICA

EXPLOSIVA

Metano

Metano

L.I.I.

L.S.I.

EXPLOSIVA RICA RICA EXPLOSIVA Metano Metano L.I.I. L.S.I. L.I.I. 0% 50 % 100% L.I.I. = Limite

L.I.I.

0%

50 %

100%

RICA RICA EXPLOSIVA Metano Metano L.I.I. L.S.I. L.I.I. 0% 50 % 100% L.I.I. = Limite Inferior

L.I.I. = Limite Inferior de Inflamabilidade

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Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Hexano C H

6

14

1,2%

1,2%

6,9 %

6,9 %

POBRE

POBRE

POBRE

POBRE

EXPLOSIVA

EXPLOSIVA

RICA

RICA

0%

100%

Hexano

Hexano

L.I.I.

L.S.I.

EXPLOSIVA

RICA RICA 0% 100% Hexano Hexano L.I.I. L.S.I. EXPLOSIVA L.I.I. 0%0% 100%100% L.I.I. = Limite Inferior

L.I.I.

0%0%

100%100%

RICA 0% 100% Hexano Hexano L.I.I. L.S.I. EXPLOSIVA L.I.I. 0%0% 100%100% L.I.I. = Limite Inferior de

L.I.I. = Limite Inferior de Inflamabilidade

12
12
Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Metano x Hexano 0,5 % 1,25% 5%

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Metano x Hexano

0,5 % 1,25% 5% 15% 0% 100% POBRE POBRE EXPLOSIVA RICA RICA Metano Metano EXPLOSIVA
0,5 % 1,25%
5%
15%
0%
100%
POBRE
POBRE
EXPLOSIVA
RICA
RICA
Metano
Metano
EXPLOSIVA
0%
1,2%
,
6,9 %
,
100%
POBRE
EXPLOSIVA
RICA
Hexano
41 6%
41,6%
104
104
%
%
50 %
L.I.I.
Cuidado !
0%
10%
25%
100%
Medindo Hexano com
um Instrumento
A1
A1
A2
A2
calibrado para Metano
lib
d
M

ALARMES

13
13

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Práticas Seguras

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Práticas Seguras 10% L.I.I.

0% 10% L.I.I. Metano 5% Propano 1,8% , Butano 1,5% Pentano Pentano 1 4% 1,4%
0% 10% L.I.I.
Metano
5%
Propano
1,8%
,
Butano
1,5%
Pentano
Pentano
1 4%
1,4%
Hidrogênio
4%
Metanol
6,7%
Octano
1%
Etano
3%
Hexano
Hexano
1,2%
1 2%

Correlação entre L.I.I. dos gases inflamáveis

Avaliação Atmosférica Propriedade dos Gases

inflamáveis Avaliação Atmosférica Propriedade dos Gases Outras propriedades importantes que temos que conhecer: •

Outras propriedades importantes que temos que conhecer:

• Densidade

• Ponto de Fulgor

• Temperatura de Auto-Ignição

14
14
Propriedades do Gás Densidade Densidade < 1 Gás mais leve que o ar Conhecer a

Propriedades do Gás Densidade

Densidade < 1 Gás mais leve que o ar

Conhecer a densidade de um gás é importante para podermos identificar se este gás, ao vazar, irá subir, ou depositar-se nas partes mais baixas do ambiente.

H 2 CH 4 CO
H 2
CH 4
CO

Leves

nas partes mais baixas do ambiente. H 2 CH 4 CO Leves Pesados AR =1 Densidade

Pesados

AR =1

Densidade > 1 Gás mais pesado que o ar

GLP H S 2 Co 2 15
GLP
H S
2
Co 2
15

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Propriedades do Gás Densidade (Tabela) TABELA 1. Densidades

Propriedades do Gás Densidade (Tabela)

TABELA 1. Densidades dos Gases Combustíveis

GÁS

Densidade Absoluta

Densidade Relativa

 

(kg/Nm³)

ao ar (adimensional)

Ar

1,29

1,00

Hidrogênio

0,09

0,07

Metano

0,72

0,56

Etano

1,35

1,05

Eteno (ou etileno)

1,26

0,98

Gás natural de Campos

0,79

0,61

Gás natural de Santos

0,83

0,64

Gáás natural da Bolíívia

0,78

0,60

Propano

2,01

1,56

Propeno (ou propileno)

1,91

1,48

n-Butano

B

t

2

2,69

69

2

2,09

09

iso-Butano

2,68

2,08

Buteno-1

2,58

2,00

GLP (médio)

GLP (médio)

2

2,35

35

1

1,82

82

Acetileno

1,17

0,91

Monóxido de carbono

1,25

0,97

Propriedades do Gás Ponto de Fulgor (Flash Point)

0,97 Propriedades do Gás Ponto de Fulgor (Flash Point) Ponto de Fulgor é a menor temperatura

Ponto de Fulgor é a menor temperatura na qual um liquido libera vapor/gás em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável.

Nesta temperatura a quantidade de vapor não é suficiente para assegurar uma combustão contínua. Forma-se uma chama rápida(Flash).

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Propriedades do Gás Temperatura de Auto Ignição Auto Ignição é a temperatura na qual uma

Propriedades do Gás Temperatura de Auto Ignição

Auto Ignição é a temperatura na qual uma concentração de gás inflamável explode sem a presença de uma fonte de ignição.

Tabela

TABELA 2 . Temperaturas Mínimas de Auto -Ignição na Pressão Atmosférica, em ºC

GÁS

GÁS

COMBURENTE

 

Ar (ºC)

Oxigênio (ºC)

Metano

580

555

Etano

515

-

Propano

480

470

Butano

Butano

420

420

285

285

Monóxido de carbono

630

-

Hidrogênio

570

560

Acetileno

305

296

17
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Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Fontes de Ignição Diversos tipos de fontes que

Fontes de Ignição

Diversos tipos de fontes que podem ocasionar a ignição de substâncias inflamáveis.

• Chamas vivas,

• Superfícies quentes

• Equipamentos elétricos,

• Automóveis,

• Cigarros,

• Faíscas por atrito e

• Eletricidade Estática.

• Faíscas por atrito e • Eletricidade Estática. Fontes de Ignição A Importância do Aterramento •

Fontes de Ignição A Importância do Aterramento

• Proteção das Pessoas

A Importância do Aterramento • Proteção das Pessoas • A corrente deve ser drenada pelo cabo

• A corrente deve ser drenada pelo cabo de aterramento ao invés de circular pelo corpo de uma pessoa que possa estar em contacto com o equipamento.

• Fornecer um caminho de baixa resistência ou baixa impedância para as correntes de falha (curto-circuito) para a “terra”.

• Cargas estáticas acumuladas em vasos, tubulações que manuseiem fluidos inflamáveis devem ser escoadas para a estrutura da plataforma, eliminando possíveis fontes de ignição.

• Tensões induzidas em elementos metálicos, como trechos de tubulação, trança metálica de cabos elétricos, etc., devem ser eliminadas, referenciado-as ao terra.

• Aterramento destinado à compatibilidade eletromagnética (CEM) para evitar interferências de/para equipamentos eletrônicos sensíveis.

• Aterramento para circuitos intrinsecamente seguros, que deve assegurar potencial de terra e proteção em caso de falha nos sistemas intrinsecamente seguros.

18
18
Acetileno – C H Asfixiante Simples, irritante, anestésico 2 2 Aparência: Cheira à ALHO e

Acetileno – C H Asfixiante Simples, irritante, anestésico

2

2

Aparência:

Cheira à ALHO e é dificilmente detectado pelo olfato em baixas concentrações.

Efeitos:

Concentrações moderadas podem causar dor de cabeça, sonolência, vertigem, náusea, vômito, excitação, excesso de salivação e inconsciência. O vapor liberado pelo líquido pode também causar a falta de coordenação e dores abdominais. Este efeito pode ser retardado. A falta de Oxigênio pode levar a morte.

Onde encontramos:

• Indicado para os processos Oxicombustíveis: Corte, Solda, Brasagem, Aquecimento, Goivagem, Flamagem de Plásticos, Têmpera Superficial, Geração de Fuligem e Metalização com Pó.

Superficial, Geração de Fuligem e Metalização com Pó. Limites de inflamabilidade no ar: LSI: 100 %

Limites de inflamabilidade no ar:

LSI: 100 % LII: 2,5 %

Temperatura de Auto-ignição 305 °C

Ponto de fulgor Não pertinente

Densidade relativa do vapor

0,91

(Fonte White Martins)

19
19

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Produtos

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Produtos Inflamáveis

• Gás Natural,

• GLP (Gás Liquefeito de Petróleo),

• Metano (CH )

4

• Butano (C H

4

10

)

de Petróleo), • Metano (CH ) 4 • Butano (C H 4 10 ) • THINNER
de Petróleo), • Metano (CH ) 4 • Butano (C H 4 10 ) • THINNER

• THINNER (líquido usado como solvente. É uma mistura de hidrocarbonetos derivada do petróleo. É usado para fazer tintas e vernizes, e para limpar pincéis após o uso)

• Gasolina

• Álcool

e para limpar pincéis após o uso) • Gasolina • Álcool Atmosfera de Risco - Gases

Atmosfera de Risco - Gases Tóxicos

Os gases tóxicos podem causar vários efeitos prejudiciais à saúde humana. Os efeitos dos gases tóxicos no organismo humano dependem diretamente da concentração (Risco Imediato) e do tempo de exposição –TWA (Efeito Cumulativo).

Monóxido de Carbono (CO) Gás Sulfídrico (H S) Dióxido de Enxôfre (So ) Amônia (NH ) Cloro (Cl ) Gás Cianídrico (HCN)

2

3

2

2

20
20
Monitorando Gases Tóxicos Monóxido de Carbono - CO Aparência: Por não possuir cheiro, nem cor,

Monitorando Gases Tóxicos Monóxido de Carbono - CO

Aparência:

Por não possuir cheiro, nem cor, podemos não perceber sua presença, não prevendo a ventilação do local.

Onde encontramos:

• resultado de queima incompleta de combustíveis

• fornos

• caldeiras

• solda

• Motores a combustão

• Geradores a diesel, gasolina

• resultante do processo

• Geradores a diesel, gasolina • resultante do processo 21 Limites de Tolerância IPVS 1200 ppm
21
21
Geradores a diesel, gasolina • resultante do processo 21 Limites de Tolerância IPVS 1200 ppm LT-BRA

Limites de Tolerância IPVS 1200 ppm LT-BRA 39 ppm LT-EUA 25 ppm

Limites de inflamabilidade no ar:

LSI: 75 % LII: 12 %

Temperatura de ignição 609,3 °C

Ponto de fulgor NÃO PERTINENTE

Densidade relativa do vapor

0,97

(Fonte CETESB)

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Monitorando Gases Tóxicos CO – Efeitos da Asfixia

Monitorando Gases Tóxicos CO – Efeitos da Asfixia Bioquímica

É absorvido pelo pulmão até 100 vezes mais rápido que o Oxigênio.

Sintomas dor de cabeça, desconforto tontura confusão, tendência a cambalear náuseas vômitos palpitação inconsciência

10.000 ppm

Fatal

Tratamento Câmara Hiperbárica Transfusão de Sangue

22
22
Não devemos Medir CO com Oxímetro 78 % 20,9% O Argônio 0,1 % Outros Gases

Não devemos Medir CO com Oxímetro

78 %

20,9% O

Argônio

0,1 % Outros Gases

20,9%

N 2

O

2

2

1%

100%100% AAr AAtmosféfériico

Gases 20,9% N 2 O 2 2 1% 100%100% AAr AAtmosféfériico Se 1% de Gás Tóxico
Se 1% de Gás Tóxico qualquer (10.000 ppm)

Se

1% de Gás Tóxico qualquer (10.000 ppm)

/ O 2 cai para 20,6% v/v O 2 (proporcional) (proporcional) O cai para 20

/

O 2 cai para 20,6% v/v O 2 (proporcional)

(proporcional)

O

cai para 20 6%

O

Alarme de O 2 = 19,5%

= 19 5%

Alarme de O

2

CO

IPVS 1.200 ppm MORTE 10.000 ppm H H 2 S S 2 IPVS 100 ppm
IPVS
1.200 ppm
MORTE
10.000 ppm
H H 2 S
S
2
IPVS
100 ppm
MORTE
500 a 700 ppm
23
23

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Monitorando Gases Tóxicos Gas Sulfídrico - H S

Monitorando Gases Tóxicos Gas Sulfídrico - H S

2

Monitorando Gases Tóxicos Gas Sulfídrico - H S 2 Aparência: Apresenta cheiro de ovo podre inibe

Aparência:

Apresenta cheiro de ovo podre inibe o olfato após exposição.

Limites de Tolerância IPVS 100 ppm

LT-BRA

8 ppm

 

LT-EUA 10 ppm

Onde encontramos:

• indústrias de papel

Limites de Inflamabilidade no ar:

• águas subterrâneas

LSI: 45%

• água e esgoto

LII: 4,3%

• decomposição de matéria orgânica vegetal e animal

Temperatura de ignição

• reservatórios de petróleo e nos campos onde há injeção de água do mar.

260,2 °C

Ponto de fulgor

• mecanismos de dissolução de sulfetos minerais,

GÁS INFLAMÁVEL

• formação bacteriológica, atividade da bactéria redutora de sulfato – BRS, no interior do reservatório

Densidade relativa do vapor

1,2

(Fonte CETESB)

Monitorando Gases Tóxicos Gas Sulfídrico H S

2

Considerado um dos piores agentes ambientais agressivos ao ser humano.

Sintomas irritação dos olhos, garganta e pulmões tosse Perda da consciência Paralisia respiratória

1.000 ppm

Fatal

24
24
irritação dos olhos, garganta e pulmões tosse Perda da consciência Paralisia respiratória 1.000 ppm Fatal 24
Monitorando Gases Tóxicos Amônia - NH 3 Aparência: Limites de Tolerância IPVS 300 ppm LT-BRA

Monitorando Gases Tóxicos Amônia - NH 3

Monitorando Gases Tóxicos Amônia - NH 3 Aparência: Limites de Tolerância IPVS 300 ppm LT-BRA 20

Aparência:

Limites de Tolerância IPVS 300 ppm LT-BRA 20 ppm LT-EUA 25 ppm

Sem cor. Cheiro forte e irritante.

Onde encontramos:

Limites de Inflamabilidade no ar:

• indústrias de frigoríficos, na refrigeração.

LSI: 27,0% LII: 15,5%

• Fabricação de fertilizantes

Temperatura de ignição

• Fabricação de cerâmicas,

651,0 °C

• corantes e fitas para escrever ou imprimir,

Ponto de fulgor

• na saponificação de gorduras e óleos,

NÃO É INFLAMÁVEL NA FORMA ANIDRA(líquida)

• agente neutralizador na indústria de petróleo e

Densidade relativa do vapor

• como preservativo do látex,

0,6

(Fonte CETESB)

25
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Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Monitorando Gases Tóxicos Amônia - NH 3 Inalação

Monitorando Gases Tóxicos Amônia - NH 3

Inalação dificuldades respiratórias, broncoespasmo, queimadura da mucosa nasal, faringe e laringe, dor no peito e edema pulmonar.

Ingestão Náusea e vômitos inchação nos lábios, boca e laringe.

Contato com a pele dor, eritema e vesiculação.

Concentrações mais altas conjuntivite, erosão na córnea e cegueira temporária ou permanente.

Reações tardias fibrose pulmonar, catarata e atrofia da retina.

2.500 ppm

Fatal

pulmonar, catarata e atrofia da retina. 2.500 ppm Fatal Em altas concentrações, pode haver necrose dos

Em altas concentrações, pode haver necrose dos tecidos e queimaduras profundas.

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26
Detectores de gases k) utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado

Detectores de gases

Detectores de gases k) utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e
Detectores de gases k) utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e

k) utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de rádio-freqüência;

eletromagnéticas ou interferências de rádio-freqüência; Detectores de Gases (Princípios de Medição) Sensores
eletromagnéticas ou interferências de rádio-freqüência; Detectores de Gases (Princípios de Medição) Sensores
eletromagnéticas ou interferências de rádio-freqüência; Detectores de Gases (Princípios de Medição) Sensores

Detectores de Gases (Princípios de Medição)

Sensores Eletroquímicos (Gases Tóxicos) (Gases Tóxicos)

Sensores Catalíticos (Gases Inflamáveis) (Gases Inflamáveis)

Infra-vermelho (Gases Inflamáveis – Hidrocarbonetos) (Gases Inflamáveis – Hidrocarbonetos)

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Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Detectores de Gases (Princípios de Medição)

Detectores de Gases (Princípios de Medição)

Confinados Detectores de Gases (Princípios de Medição) Eletroquímico São os mais confiáveis para a medição de

Eletroquímico

São os mais confiáveis para a medição de gases tóxicos

(H S,CO,NH , Cloro

baixo efeito as variações de umidade e temperatura.

),

por apresentarem alta seletividade,

2

3

Limitações:

Vida útil de 2 anos, necessidade de calibrações periódicas, contaminação por outros gases, sensibilidade cruzada e saturação à grandes concentrações.

Princípio de Funcionamento O Eletrólito reage com o gás detectado e inicia um processo de migração de íons entre eletrodos, provocando uma diferença de potencial (mV).periódicas, contaminação por outros gases, sensibilidade cruzada e saturação à grandes concentrações. 28

28
28
Detectores de Gases (Princípios de Medição) Catalítico Se utiliza do princípio de combustão. Dentro de

Detectores de Gases (Princípios de Medição)

Catalítico

Se utiliza do princípio de combustão. Dentro de uma pequena câmara porosa, um filamento metálico é embebido com catalizador. A combustão acontece quando o gás inflamável encontra este filamento, que está energizado. A temperatura é elevada a aprox. 400 graus dentro da câmara. A elevação da temperatura, altera a resistência de um dos elementos, desequilibrando a ponte de Wheatstone. Proporcionalmente a corrente deste circuito é alterada. Este sinal elétrico é tratado de forma que seja feita a medida de 0 a 100% L.I.I.

tratado de forma que seja feita a medida de 0 a 100% L.I.I. Reação de combustão

Reação de combustão

CH (g) + O

Por funcionar pelo princípio de combustão, é necessário que exista o oxigênio para seu funcionamento. Em atmosferas inertes - Sem Oxigênio - não há medição

2

(g)

CO

2

(g) + 2 H O

2

4

29
29

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Detectores de Gases (Princípios de Medição) Catalítico

Detectores de Gases (Princípios de Medição)

Catalítico

Utilizado nos detectores para a medição de gases inflamáveis e Hidrocarbonetos, Hidrogênio, Gasolina,GLP, Gás Natural.

Nas unidades Offshore é usado para medição de Hidrogênio, nas salas de baterias

usado para medição de Hidrogênio, nas salas de baterias Limitações Vida útil limitada de 2 a

Limitações

Vida útil limitada de 2 a 3 anos, necessidade de calibrações periódicas.

• Envenenamento por altas concentrações de compostos sulfurosos, fosforosos e chumbo.

• É inibido por produto clorados e fluorados, bem como produtos que contenham silicone.

• Satura em grandes concentrações de HC

30
30
Detectores de Gases (Princípios de Medição) Infra-Vermelho O princípio de Detecção Pontual Infravermelho é baseado

Detectores de Gases (Princípios de Medição)

Infra-Vermelho

O princípio de Detecção Pontual Infravermelho é baseado na absorção de

Hidrocarbonetos através da luz infravermelha em uma comprimento de Onda específico.

O desenho abaixo é usado para ilustrar o comprimento de onda típico usado em

detectores pontuais.

o comprimento de onda típico usado em detectores pontuais. Comprimento típico de um sinal de onda
o comprimento de onda típico usado em detectores pontuais. Comprimento típico de um sinal de onda

Comprimento típico de um sinal de onda Infravermelho para detecção de hidrocarbonetos

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31

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Detectores de Gases Teste de Resposta dos Detectores

Detectores de Gases Teste de Resposta dos Detectores

j) testar os equipamentos de medição antes de cada utilização

Consiste em testar os sensores com gás padrão, assegurando que estes respondem à presença de gás. Esta é a única maneira segura de garantir que os sensores estão ativos.

É de fundamental importância testar os sensores antes de cada aplicação.

Teste de Resposta:

os sensores antes de cada aplicação. Teste de Resposta: 1. Ajuste de Zero (referência na atmosfera).
os sensores antes de cada aplicação. Teste de Resposta: 1. Ajuste de Zero (referência na atmosfera).

1. Ajuste de Zero (referência na atmosfera).

2. Confinar Sensores e Aplicar Gás (0,5 litros/min).

3. Aguardar estabilizar a leitura.

4. Parar Gás – Aguardar retorno ao valor da atmosfera.

5. Ver tela de Pico.

Teste de Res p

 
     

Gás Padrão

 

Resultado

Resultado

Gases

 

Range

(-10%)

(Incerteza=

(+10%)

(1)

(2)

 

±10%)

±10%)

Oxigênio

0

a 25% Vol.

13,5

15

16,5

   

Inflamáveis

Inflamáveis

0

0

a 100% LII

a 100% LII

45

45

50

50

55

55

   

Monóxido de

0

a 500 ppm

90

100

110

   

Carbono

 

H2S

0

a 100 ppm

36

40

44

   
32
32
Equipamentos Elétricos para Áreas Classificadas (Certificação INMETRO) m) em áreas classificadas os equipamentos

Equipamentos Elétricos para Áreas Classificadas (Certificação INMETRO)

m) em áreas classificadas os equipamentos devem estar certificados ou possuir documento contemplado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - INMETRO.

Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - INMETRO. A Portaria INMETRO 176, de 17/12/2000 – Determina

A Portaria INMETRO 176, de 17/12/2000 – Determina a CERTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA dos Equipamentos Elétricos para trabalho em atmosferas explosivas.

– Determina a CERTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA dos Equipamentos Elétricos para trabalho em atmosferas explosivas. 33
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33

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Detectores de Gases Técnicas de Medição 33.3.2.1 As

Detectores de Gases Técnicas de Medição

33.3.2.1 As avaliações atmosféricas iniciais devem ser realizadas fora do espaço confinado.

Antes de Entrar (do lado de fora) Medir ( Succionar a amostra ), em diferentes “alturas” antes de entrar no Espaço Confinado.

Medir Continuamente

antes de entrar no Espaço Confinado. Medir Continuamente h) monitorar continuamente a atmosfera nos espaços

h) monitorar continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar se as condições de acesso e permanência são seguras;

Monitorar permanentemente durante a execução dos trabalhos no Espaço Confinado.

acesso e permanência são seguras; Monitorar permanentemente durante a execução dos trabalhos no Espaço Confinado. 34
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Especificando um Detector de Gás Portátil Monogás ou Multigás ê Sensores Inteligentes Vida Util Tempo

Especificando um Detector de Gás Portátil

Monogás ou Multigás

ê

um Detector de Gás Portátil Monogás ou Multigás ê Sensores Inteligentes Vida Util Tempo de Resposta

Sensores Inteligentes Vida Util Tempo de Resposta

Gases

Símbolo

Faixa de

Tecnologia do Sensor

Medição

Inflamáveis

FL

0

a 100% L.I.I.

Semicondutor/Catalítico/Infra-

Vermelho

Oxigênio

O

2

0

a 25 % vol.

Eletroquímico

Monóxido de Carbono

CO

0 a 500/1000 ppm

Semicondutor/eletroquímico

Gás Sulfídrico

H

2 S

0

a 50/100 ppm

Semicondutor/eletroquímico

Amônia

NH 3

0

a 50/100 ppm

Semicondutor/eletroquímico

Cloro

Cl

2

0

a 5/10 ppm

Semicondutor/eletroquímico

Ácido Clorídrico

HCl

0

a 5/10 ppm

Semicondutor/eletroquímico

Dióxido de Enxofre

SO

2

0

a 10 ppm

Semicondutor/eletroquímico

Óxido Nítrico

Óxido Nítrico

NO

NO x

0

0

a 100 ppm

a 100 ppm

Semicondutor/eletroquímico

Semicondutor/eletroquímico

Ozônio

O

3

0

a 1 ppm

Semicondutor/eletroquímico

Gás Cianídrico

HCN

0

a 25 ppm

Semicondutor/eletroquímico

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35

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Especificando um Detector de Gás Portátil Aspectos

Especificando um Detector de Gás Portátil

Aspectos construtivos:

• Peso X Mobilidade Tamanho X Confiabilidade.

• Proteção IP

Operação:

• Temperatura e Umidade de operação.

• Alarmes: Sonoro, Visual, Vibratório.

• Baterias : Alcalinas, recarregáveis (Tempo de duração/ Tempo de Recarga)

• Acessórios : Clips de fixação, alças (facilidade para transportar)

• Bomba de amostragem? Manual ou automática?Mangueira, ponta telescópica.

Software:

• Registro de dados

• Software de calibração

Manutenção e Calibração:

• Kit de calibração (Gás padrão, válvula reguladora, mangueira cristal)

Documentos:

• Certificado de Conformidade para área classificada. (Exd – Exi)

• Certificado de Calibração

• Certificado do Gás padrão que calibrou o instrumento

• Manual em português

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Importante !

• Confiabilidade

• Facilidade de Manutenção

• Compromisso do fornecedor

• Treinamento de uso e calibração

Ventilação Em Espaços Confinados Situações de Risco e) implementar medidas necessárias para eliminação ou controle

Ventilação Em Espaços Confinados Situações de Risco

e) implementar medidas necessárias para eliminação ou controle dos riscos atmosféricos em espaços confinados;

g) manter as condições atmosféricas aceitáveis na entrada e durante toda a realização dos trabalhos, monitorando, ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado;

purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado; A monitoração atmosférica pode indicar em um Espaço

A monitoração atmosférica pode indicar em um Espaço Confinado diversas situações de risco, tais como:

deficiência de oxigênio, presença de gases tóxicos, presença de gases ou vapores inflamáveis, elevação de temperatura, cheiros fortes e irritantes, entre outras

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Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Ventilação Em Espaços Confinados Situações de Risco É

Ventilação Em Espaços Confinados Situações de Risco

É o procedimento de movimentar continuamente uma atmosfera limpa para dentro do espaço confinado.

Insuflação

é Exaustão

é

Consiste em introduzir AR limpo no Espaço, diluindo a atmosfera e restabelecendo a condição de oxigênio.

Objetivos:

• Assegura a quantidade de oxigênio

• Conforto Térmico (calor ou frio)

• Remove odores fortes

• Dilui e desloca contaminantes

Consiste em remover a atmosfera diretamente da fonte geradora.

Objetivos:

• Remove vapores formados por

aplicações de solventes

• Remove contaminantes formados

pela solda ou corte (Fumos

metálicos).

é

é Combinado

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38
Ventilação Em Espaços Confinados Definição Tempo de Purga T= 7,5 V/C Onde: T = Tempo

Ventilação Em Espaços Confinados

Definição

Tempo de Purga T= 7,5 V/C

Onde:

T

= Tempo de Purga

V

= Volume do Espaço em m

3

C

= Capacidade do Exaustor

A escolha do meio depende do tipo de contaminante:

Nitrogênio e CO 2 2

AR Limpodo meio depende do tipo de contaminante: Nitrogênio e CO 2 Vapor Purga É o procedimento

Vapordo tipo de contaminante: Nitrogênio e CO 2 AR Limpo Purga É o procedimento de limpar

Purga

É o procedimento de limpar o espaço confinado, deslocando a

atmosfera contaminada com Ar, Vapor ou Gás Inerte

Em alguns casos mais de uma purga é necessária, por exemplo uma atmosfera inflamável com risco de incêndio poderá ser purgada com Nitrogênio para minimizar os efeitos e depois com Ar Limpo para restabelecer uma atmosfera respirável.

Ventilação Em Espaços Confinados Cuidados Importantes

Curto Circuito

Errado:

Puxando o ar

contaminado

de volta,

provocando

um curto

circuito.

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39

Correto:

Curto-circuito

corrigido

adicionando

o duto.

Puxando o ar contaminado de volta, provocando um curto circuito. 39 Correto: Curto-circuito corrigido adicionando o

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Ventilação Em Espaços Confinados Cuidados Importantes

Ventilação Em Espaços Confinados Cuidados Importantes

Curto Circuito

Em Espaços Confinados Cuidados Importantes Curto Circuito Errado: Tomada de ar mal posicionada não remove

Errado:

Tomada de ar mal posicionada não remove completamente os contaminantes, provocando um curto circuito.

Piorando o Quadro

provocando um curto circuito. Piorando o Quadro Errado: Neste caso, a turbulência criada ao insuflar ar

Errado:

Neste caso, a turbulência criada ao insuflar ar pode causar a evaporação dos voláteis existentes.

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40
ar pode causar a evaporação dos voláteis existentes. 40 Correto: Curto-circuito corrigido modificando a tomada de

Correto:

Curto-circuito corrigido modificando a tomada de ar.

Curto-circuito corrigido modificando a tomada de ar. Errado: Insuflar ar, neste caso, poderá resultar numa

Errado:

Insuflar ar, neste caso, poderá resultar numa liberação sem controle dos gases e vapores inflamáveis.

Ventilação Em Espaços Confinados Solda e Corte Operações de solda e corte podem produzir fumos

Ventilação Em Espaços Confinados

Solda e Corte

Operações de solda e corte podem produzir fumos metálicos ou gases como Monóxido de Carbono (CO), Ozônio (O ) e Óxidos Nítricos (NOx).

3

Estes contaminantes podem trazer danos ao trabalhador, e podem ser facilmente controlados por uma exaustão local, capturando-os próximo à fonte geradora.

exaustão local, capturando-os próximo à fonte geradora. Levando em conta a densidade dos gases Quando os

Levando em conta a densidade dos gases

Quando os contaminantes são mais leves que o Ar ou em elevadas temperaturas a exaustão deverá ser colocada no topo do espaço e a tomada de ar ser colocada por baixo

Quando os contaminantes são mais pesados que o Ar pode ser vantajoso instalar a exaustão na parte mais baixa do espaço enquanto na parte superior o ar limpo é puxado naturalmente.

êê

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instalar a exaustão na parte mais baixa do espaço enquanto na parte superior o ar limpo

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados

e Controle dos Riscos Atmosféricos nos Espaços Confinados Especificando um Ventilador / Exaustor Características:

Especificando um Ventilador / Exaustor

Características:

Características:
Características:

• Capacidade de Fluxo (Vazão)

• Curva Vazão x Pressão

• Curva Vazão x Pressão
• Curva Vazão x Pressão

• Alimentação (Elétrico ou Combustível)

• Certificado para área classificada. (Exd – Exi)

• Peso

• Mobilidade

• Nível de Ruído

• Nível de Ruído
• Nível de Ruído

Ventilação Em Espaços Confinados Dutos

Dutos são utilizados para direcionar o fluxo de ar.

São normalmente flexíveis e podem ser sanfonados para facilitar manuseio e guarda. Deve ser dimensionado levando em consideração seu diâmetro e comprimento a alcançar.

em consideração seu diâmetro e comprimento a alcançar. Aterramento Devemos verificar o aterramento dos dutos para
em consideração seu diâmetro e comprimento a alcançar. Aterramento Devemos verificar o aterramento dos dutos para

Aterramento Devemos verificar o aterramento dos dutos para evitar a possibilidade de explosão por carga estática

para evitar a possibilidade de explosão por carga estática Perda de carga Dobras e curvas podem

Perda de carga Dobras e curvas podem ocasionar perda de carga. Normalmente 10% da carga é perdida em um cotovelo de 90 graus

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